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8 de Março uma agressão a cada 4 horas e um assassinato por dia: A dura realidade da

mulher no Brasil

Dados da Rede de Observatórios da Segurança indicam que a grande maioria das violações acontece dentro de casa

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N Meros Da Viol Ncia

Foram 2423 casos registrados em 2022; 495 deles feminicídios

Um caso de feminicídio foi monitorado a cada 24h

BA apresentou aumento de 58% de casos e lidera os feminicídios no NE

SP registra um caso de violência contra a mulher a cada dez horas

RJ tem alta de 45% de casos e quase dobra números de estupros

MA é o segundo do NE em agressões e tentativas de feminicídio

PE só fica atrás da Bahia quando se trata de violência contra a mulher no NE

CE deixa de liderar transfeminicídios, mas tem alta de casos de violência sexual

PI registra 48 casos de feminicídios

A maior parte dos crimes é cometida por companheiros e ex-companheiros, mas o estado também precisa ser responsabilizado aponta que, sem ação integrada dos governos, o controle da situação vai continuar esbarrando em obstáculos.

A violência contra a mulher no Brasil continua em patamares muito altos e dados alarmantes indicam que a maior parte das agressões é de autoria de companheiros e ex-companheiros. Foram 2.423 casos registrados em 2022, sendo 495 deles, feminicídios

De acordo com o relatório Elas Vivem, divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança. No ano passado, foi registrada uma violação a cada quatro horas e um assassinato por dia.

A grande maioria dos crimes é cometida dentro de casa, por maridos, namorados, companheiros e ex-companheiros, e a Rede considera que o poder público é insuficiente para coibir a violência.

Violência contra a mulher: 95% das mulheres temem ser vítimas de estupro no Brasil, diz estudo

As agressões contra a mulher são o terceiro indicador de violência mais registrado, no total de atos violentos contra a população no Brasil. À frente, apenas ataques com armas de fogo e ações policiais, ambos os casos, independentemente de gênero.

A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno,

"É necessário um esforço conjunto dos governos federal, estaduais e municipais para a adoção de políticas públicas eficazes e que deem conta do problema, que é de larga escala", disse ela à Agência Brasil.

Situação grave em estados e municípios São Paulo foi o estado que mais registrou casos. Foram 898 violações, uma a cada dez horas. A Bahia apresentou o maior crescimento do país, com variação de 58% e lidera os feminicídios no Nordeste. O Rio de Janeiro teve um aumento de 45% nos casos e quase dobrou o número de estupros. No Maranhão, segundo da região em agressões e tentativas de feminicídio, um caso foi registrado a cada 54 horas. Pernambuco lidera os números de transfeminicídios.

Quais são os principais desafios para o combate à violência contra a mulher?

Para conter a violência contra mulheres, segundo o relatório, o Brasil precisa de mudanças sociais e culturais. O problema precisa ser tra- tado por todo o conjunto da sociedade não somente pelas vítimas.

Como o estudo foi feito?

A análise tem como base um monitoramento diário realizado pela Rede de Observatórios para registrar os casos de violência e segurança no país. As informações são coletadas em meios de comunicação e nas redes sociais. Todas as informações passam por revisão e consolidação.

Por meio desse “monitoramento sensível” é possível identificar crimes não noticiados ou não tipificados pela polícia, mesmo que tenham características de violência de gênero.