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Caio Castro nega fama de pegador

Ana Laura Nahas:

escrever é exercício de carpintaria

Gente como a gente em ensaio

Prêmio Hype agita festa de 10 anos da revista

Minas Trend

faz inverno 2014 brilhar

provocador 00060

ISSN 2237-5589

9 772237 558005

00060

R$ 10,00 ano 10 | no 60


Editorial hype

De jornada em jornada » Aniversários são bons pretextos para balanços, mas, convenhamos, nem sempre o saldo desse exercício corajoso de perdas e ganhos é positivo. No entanto, temos que ter coragem para enfrentá-lo, sob pena de sermos acometidos da “síndrome de Poliana”, aquela que parece ter se apossado de muitos dos nossos políticos, cujo comportamento equivocado diante do caos que tomou conta das ruas do país nos últimos meses vem ameaçando nosso sono. Mas não vamos aqui falar de política e de caos, porque esta revista, embora aprecie a boa e produtiva dialética, dedica-se a temas mais amenos. Completamos dez anos e a festa que marcou esse aniversário e que também foi palco da entrega do Prêmio Hype – importante troféu entregue, há cinco edições, aos melhores da moda e às personalidades e projetos relevantes no Espírito Santo – valeu por cada minuto da celebração. Estamos prontos para mais uma jornada, apesar das pedras que, sabemos, vão rolar pelo caminho... Jornadas e pedras, aliás, que não são obstáculo para a jovem jornalista e escritora Ana Laura Nahas. Ela produz literatura de qualidade. Nesta edição, além de viajar com a elegante Regina Dórea, que tem em Paris sua referência de destino, também trazemos um ensaio instigante e original assinado pelo fotógrafo Reynaldo Gama Junior. Dele nasceu a bela foto da capa. Não deixe de conferir! Se tem mais? Claro que sim, mas não quero estragar a surpresa... Divirta-se! Betty Feliz

Editora

Betty Feliz MTb 179

Redatora

Ariani Caetano

Colaboradores Alessandra Vargas Aline Bretas André Andrès Antônio Carlos Félix Ariani Caetano Bárbara Hilsenbeck

Diego Sierra Ester Jacopetti Luis Taylor Marcelo Netto Samsara Esteves

Redação

 ua Prof. Sarmento, 41/Lj 01, Ed. Eller, R Praia do Suá, Cep 29.052-370, Vitória, ES. Telefax: 27 3225.6119 redacao@hypeonline.com.br

Comercial / Marketing Tiago Feliz Martins 27 3225.0184 / 8144.0141 tiago@hypeonline.com.br

Projeto gráfico e diagramação Link Editoração 27 3337.7249

Impressão

Gráfica e Editora GSA 27 3232.1266

Site

www.hypeonline.com.br

Nossa capa Fotografada por Reynaldo Gama Junior, Pilar Paula Silva usa calça dourada A. Brand, top Tucha e brincos Chapot Acessórios. Beleza por Reynaldo Gama Junior. Assistente de fotografia: Arthur Ponciano. Produção e conceito: Victor Chevalier, com Estephan Côrtes.

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A Revista Hype é uma publicação bimestral da Preview Editora Ltda. É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos ou ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do editor. Todos os direitos reservados.


hypeonline.com.br

A voz do leitor Show! Fico muito feliz em ter uma foto nessa edição, graças a Sylvia Lis Cardoso e seu Vitória Bistrô. Parabéns!

Arismario Oliveira

Essa revista é um luxo! Parabéns para todos os colaboradores!

Cinthya Duarte

Parabéns mais uma vez!!! Show de revista!

Beatriz Schneider Szpilman

Um luxo. A revista está show!!! Parabéns a toda equipe.

Adorei! Parabéns pelos 10 anos. Amei a reportagem de Antonio Carlos Leite e uma “tal” Rachel Martins...

Parabéns, a revista está lindaaaaa e obrigada pelo prestígio de estarmos nesta edição tão especial. Beijos grandes a toda a equipe!!!

10 anos! Lembro bem de quando a revista ainda era um sonho. Vocês acreditaram e venceram! Um hype parabéns pra vocês, super merecidos.

Esta edição está maravilhosa!

Parabéns! Que Hype seja sempre referência em moda, atualidades e filosofia...

Donatella Piras Coser

Cristina Pascoli Tongo Edvaldo Vieira

Acabei de curtir a página da revista... Tá muito show....

Bete Ventura

Tô esperando a minha chegar! Parabéns pelos 10 anos!

Rachel Martins



Angela Buaiz

Maria Emilia Brito Parabéns pelos 10 anos!!!

Marcos Jackisch

Parabéns pelos 10 anos da Hype!

Parabéns por nos presentear todos estes 10 anos com garra, competência e a persistência de quem acredita em sonhos concretizados na excelente revista Hype!

Edição comemorativa tá linda! Eu adorei estar na Hype com aquela bolsa baphônica da revista. Rá!

Parabéns, Betty Feliz! Você é uma batalhadora e deve estar muito orgulhosa desta sua “filha” caçula...

Juliana Gomes

Tania Mariano

Jace Theodoro

Sylvia Lis Cardoso

Nota da editora Recebemos inúmeras manifestações carinhosas pelos 10 anos de Hype, principalmente pelo Facebook. Infelizmente, por falta de espaço, deixamos de publicar várias delas. Nosso muito obrigado a todos os leitores que nos alegraram com suas carinhosas mensagens.

Denise Zandonadi

hypeonline.com.br

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Sumário hype

Cidadania

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» Desenhos de crianças

atendidas pela Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci) viram camisetas e almofadas por meio do Projeto Fiz pra Você.

Gente

» O registro e o agito da festa de entrega da quinta edição do Prêmio Hype e de comemoração dos dez anos da revista.

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48

Entrevista

» O ator Caio Castro, o Michel de Amor à Vida, fala sobre seu personagem e diz que está solteiro e feliz da vida.

Turismo

Moda

» Ela já visitou tantos

» O Minas Trend exibiu em sua última edição uma moda festa de looks exuberantes e cheios de brilhos e transparências

países que é impossível nomeá-los. Conheça as dicas e impressões das viagens de Regina Dórea.

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28 Papo Surreal

Ensaio

ZoOm

» Não bastasse ser a

» Hype traz nesta edição um ensaio

» Ana Laura Nahas sempre quis

mulher afroamericana mais poderosa dos Estados Unidos, Beyoncé ainda é a diva mais diva do pop.

feito por um fotógrafo cuja visão inclusiva elegeu pessoas comuns com histórias singulares.

ser escritora. Tornou-se primeiro jornalista e hoje comemora os livros de crônicas “Quase um segundo” e “Todo sentimento”.

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65

63 64 Fi na l Po nt o

Li vr os

Ci ne m a V id a

56 58 So m

Fe liz Be tt Te y cn ol og ia

Tu do V in ho Cl ub eH yp e Co m er Be m Ca sa

Di vã

N ar ci so

16 18 44 45

46 50 52

60 62

E mais


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Entrevista hype

CaioCastro Disputado e

atrevido Descoberto em um concurso do programa Caldeirão do Huck, Caio Castro Castanheira nunca tinha pensado em ser ator até estrear em Malhação, onde permaneceu por três temporadas. Depois, foi apresentador do quadro Menina Fantástica, do Fantástico, e voltou às novelas em Tititi, quando viveu Edgar, um dos protagonistas. Em 2011, atuou em Fina Estampa, como o “filho-problema” da protagonista, vivida por Lilian Cabral. Atualmente, aos 24 anos, e de volta de uma viagem de férias na qual conheceu 23 países, Caio está no elenco de Amor à Vida, na pele do médico Michel. Entre cenas calientes e engraçadas, seu personagem tem crescido na trama, muito em virtude da forte química com Maria Casadevall, sua parceira de cenas. Apontado como affair de várias atrizes, muitas das quais com quem já contracenou, Caio diz em entrevista à Hype que está solteiro e feliz com a sua aparência. Por: Ester Jacopetti | Fotos: Divulgação

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Entrevista hype

» “Pelo jeito que falam, eu já peguei todo mundo com quem fiz par nas novelas”

Seu personagem em Amor à Vida, é um galinha (risos)?

o público pergunta mais, acompanha a trama e se identifica.

te focado no trabalho e na Patrícia. Ele é uma pessoa muito boa, apaixonado pelo que faz e que exerce a função de médico de forma exuberante. Trabalha em um dos melhores hospitais e é um dos melhores endocrinologistas que há. E de caráter bom!

Todo mundo já comentou que rola muita química entre você e a Maria Casadevall. Como lida com essas questões que saem sobre a sua vida?

»O Michel não é um galinha. Ele é totalmen-

Como tem sido a repercussão do personagem nas ruas? E o assédio das fãs?

» Percebi

que meu papel cresceu na história porque eu e a Maria (Casadevall) já abrimos e fechamos um capítulo, o que geralmente acontece com protagonistas. Nós ficamos mais de dez minutos no ar. Fiquei muito feliz com o retorno. Isso é sinal de que está sendo bem aceito e dando certo. A novela está dando resultado, e acho que isso é mais do que o esperado. Estou feliz com esse carinho das fãs. Faço esse trabalho com muito amor e dedicação e, acima de tudo, profissionalismo e empenho. Claro que o assédio aumenta quando a gente está fazendo uma novela, porque

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Para manter » Nos primeiros trabalhos, eu me incomodaporque achava um absurdo. Mas se você a forma va for pelo lado técnico, é para isso que as pesmesmo, soas torcem. Elas querem realmente ver o cajunto. Então, isso é uma vontade do imaprocuro sal ginário das pessoas. E pelo jeito que falam, ter uma já peguei todo mundo com quem fiz par nas novelas. É impressionante! As pessoas toralimentação cem pelo casal e acabam confundindo, mas saudável eu vejo pelo lado bom, não me incomodo. e praticar Aliás, há algum tempo disseram vocês jantaram juntos e que esporte que você chegou a entrar escondido na casa dela. Você está solteiro?

» Continuo solteiro! Na verdade, nós saímos

para jantar, fomos a um restaurante japonês e eu a levei gentilmente para casa. É engraçado porque ninguém tem fotos a respeito des-


se assunto, né?! Mas estamos a mercê disso. Eu não tenho problema nenhum com esses comentários. É sinal de que o casal está dando certo. Por isso, nem os considero comentários maldosos.

se vê em trabalho, em filmagens e em eventos que fazemos juntos.

Você se preocupa de ficar rotulado por só fazer papéis de galã?

» Foi até bom você ter lembrado. O repór-

» Toda vez que recebo algum personagem,

faço da melhor maneira que posso. Mas não quero só fazer um tipo de papel. Minha única preocupação era de não ficar rotulado, mas esse é um medo que não tenho mais.

Você está mais malhado. O que tem feito para cuidar do corpo?

» Eu tenho uma vida ativa em relação a es-

porte, e pratico bastante quando tenho tempo. Tem aquela pelada semanal com os amigos e também gosto de pegar onda sempre que posso. Fiquei um ano fora, e nesse tempo eu ia praticando o esporte nos lugares que eu visitava. Aliás, ia a muitos lugares para conhecer o esporte local. Às vezes, faço academia, geralmente quando tem um personagem com a composição um pouco mais forte ou um pouco mais magro. Mas para manter a forma mesmo, procuro ter uma alimentação saudável e praticar esporte regularmente.

Saiu até uma matéria que disse que você ficou um pouco nervoso quando soube que a beijaria...

ter foi muito infeliz na colocação que fez. Parecia que aquela entrevista não era a minha. Ele falou que eu estaria de cabelo grande, e eu estou com cabelo curto. Falou que eu fiquei nervoso... Bom, não sei de onde ele tirou aquelas coisas.

Você é um cara muito tímido? Já se acostumou com o assédio das mulheres?

» Com a atriz Maria Casedevall, com quem contracena em Amor à vida: apenas bons amigos

Acho que eu já fiquei mais tímido, mas hoje em dia estou mais acostumado.

Você se acha um cara sensual? Sou feliz com a minha aparência!

Esse físico foi esculpido especialmente para a novela?

» Quando comecei a novela eu estava ro-

dando um filme em que o meu personagem é judoca. As filmagens eram quase um exercício físico continuo, porque era luta o tempo todo. É um atleta que tem umas 20 entradas de golpe numa luta, e eu fazia 30 vezes a mesma cena... Foi muito desgastante fisicamente, e já valeu para uma malhadinha. Com isso, estou um pouco mais fortinho, sem querer querendo... (risos)

Você também fez um filme com a Sabrina Sato que vai ser lançado em 2014. É verdade que a beija em cena?

» O filme tem essa cena sim. Nós nos co-

nhecemos muito pouco. A relação que eu tenho com ela é bem profissional. A gente só

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Cidadania hype

» Os modelos Anne Volponi, Josef Lauvers e Janaina Colodetti, com o filho, Enzo, posam para as campanhas do Projeto Fiz pra Você

Camisetas do bem Desenhos feitos por crianças atendidas pela Acacci viram estampas de camisas e almofadas. por: Ariani Caetano / fotos: divulgação

» No desenho, elas expressam suas

vidas. Desenham meninos e meninas com cabelos que elas mesmas não têm, princesas e heróis que gostariam de ser e outras formas aparentemente sem sentido. De maneira lúdica, praticamente brincando, crianças de 3 a 14 anos atendidas pela Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci) têm ressignificado suas vidas sem ao menos perceber. Isso se deve à participação delas no Projeto Fiz Pra Você, uma iniciativa dos designers Carlos Penna e Lívia Andrade que transforma os desenhos dessas crianças em camisetas e almofadas. A partir das oficinas de arte que acontecem na Classe Hospitalar, os alunos pacientes criam as imagens que posteriormente vão se transformar nas estampas dos produtos. Tudo é feito de forma lúdica, em aulas livres ou te-

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máticas. E apesar de recém-lançado – o projeto foi apresentado para o público em geral no Vitória Moda 2013, em julho –, mais de 30 crianças já foram beneficiadas por ele, cujas oficinas são semanais e abertas a qualquer paciente atendido pela Acacci. O trabalho de Carlos e Lívia, idealizadores do Fiz pra Você enquanto ainda eram estudantes de Design de Moda, é selecionar e adaptar os desenhos, transformando-os em camisas e almofadas, que passaram a ser comercializadas na loja da Acacci no mês de setembro. Do valor de venda dos produtos, retira-se o custo para a sua confecção e o lucro é destinado à associação. Por enquanto, o projeto ainda é tocado pelos designers, mas o objetivo é que ele seja autossustentável e se mantenha mesmo sem a intervenção deles. “Nosso objetivo era integrar

moda a algo social, pois acreditamos que essa também é uma missão do designer. Fomos muito bem recebidos pela Acacci e é estimulante ver as crianças e os professores surpresos e encantados com o desenho transformado em roupa. Isso permite não só a aproximação da criança com o universo da moda, mas também a possibilidade de expressão de sua própria história”, conta Lívia. O próximo passo do Fiz pra Você é formar parcerias e colocar as camisas e almofadas para serem vendidas em outras lojas da Grande Vitória. Uma primeira coleção já foi lançada e duas campanhas já foram fotografadas, uma com a modelo Janaina Colodetti e seu filho, Enzo, e outra com os modelos Anne Volponi, a Miss ES, e Josef Lauvers. Com esse objetivo nobre e esse time de padrinhos, como não se apaixonar pela causa?


Camarim hype

Aline Bretas www.trendfashionlab.com.br

Cores da primavera / verão Cabelo e make: Aline Bretas / Produção: Juliana Fernandes / Modelo: Priscila Hott (Ragazzo)

Olhos delineados, côncavos marcados e coloridos. Sombras diferenciadas e coloridas, delineados expressivos, máscaras levemente aplicadas e também o côncavo valorizado são as pedidas para a primavera/verão 2014. Fino, grosso, duplo ou colorido, o delineado dos olhos é um clássico da moda, e estará super presente na estação quente.

Bocas marcantes » Batom

Maybelline Matte na cor Plum Me

» Blush Fleur Power MAC

O batom uva é a cor da vez! Bocas marcantes em cores cítricas, como o vermelho e o alaranjado, também vão bombar! Além delas, o batom pink ainda continua em alta para os lábios. A dica é se jogar nas cores, mas ao apostar em “olho tudo e boca também”, vamos optar por um blush mais leve, apenas com aquela aparência de saudável, para não carregar em tudo. A pele também deve ser leve e iluminada.

» Base Lancôme Teint Miracle, que é leve e deixa a pele iluminada

» Sombra

verde Eudora

» Sombra Rule

(laranja) da MAC

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Narciso hype

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» A linha Make B Mineral de O Boticário conta agora com um portifólio de 20 produtos 100% hipoalergênicos, ou seja: oferecem menor risco de causar irritações.

3 » Com produtos de perfumaria, maquiagem, corpo e banho, a linha Soul, da Eudora, viajou o mundo e trouxe ao Brasil uma coleção inspirada na cidade de Berlim.

» A Yenzah estudou novas tecnologias e reformulou a linha Pro-Vida, cuja nova fórmula traz em sua composição Batana Oil, NanoBeauty e Castanha do Brasil, tudo para uma verdadeira revitalização capilar.

Temos que ter! Maquiagens, perfumes, produtos para cuidados com o corpo e cabelo. Nenhuma novidade escapa a quem tem uma imensa vontade de experimentar tudo: as mulheres! Hype sabe disso e selecionou produtinhos que são tudo de bom

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» A Raiz

Latina lançou uma linha premium de lifting capilar que promete trabalhar diretamente na fibra do cabelo, recuperando e restaurando os fios instantaneamente.

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4 » Ícones dos anos 90, os perfumes Kriska, Biografia e Essencial foram relançados pela Natura, em uma moderna releitura.

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» Em forma de caneta, o batom da Quem Disse, Berenice? dá mais firmeza na aplicação, além de ser prático e divertido. A novidade vem em cores vibrantes e acabamento cremoso.


Divã hype Antônio Carlos Félix das Neves Psicólogo, psicanalista e professor antonic@terra.com.br

Não é assim que se pede » É comum encontrarmos, na clínica, mu-

lheres se queixando de que seus companheiros não são carinhosos, não prestam atenção nos adornos do corpo – unhas pintadas, cabelos renovados, novidades nas roupas – e não são afeitos a palavras e gentilezas no amor. A mulher, de uma maneira geral, tem uma relação paradoxal com o espelho: ao mesmo tempo em que exige dele uma imagem que lhe assegure o sentimento de que tem um corpo, é capaz de quebrá-lo quando essa imagem não vem, deixando transparecer, no próprio espelho trincado, o esboço da imagem de um corpo despedaçado. É que a mulher parece carecer de um centro. Se tal carência lhe permite fazer várias coisas ao mesmo tempo, dando-lhe maior flexibilidade – um homem, quando se aventura nessa tarefa, quase sempre é um desastre! –, por outro lado, ela fica sem o limite de quantas coisas pode fazer. É por isso que elas pedem, geralmente das piores maneiras, que os homens as contenham.

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Os homens, sem compreenderem bem “o que querem as mulheres?”, tentam – também das piores maneiras – ajudar, fazendo perguntas e propostas sem sentido: “Está se sentindo mal, querida? Toma um remédio”; “Está irritada, descanse um pouco, isso é estresse!”. Como nada parece acalentar a mulher, ele, então, deixa escapar um desabafo impaciente: “O que você quer, então?!”. Para ela é o cúmulo da desconsideração ele não saber o que ela quer. Ela. que espera que um outro lhe diga. Como este homem demonstra nada saber dos seus anseios de mulher, ela, então, o agride nos mínimos detalhes. É nessa hora que as brigas acontecem: elas não sabem o que pedem e eles não sabem o que dar. São elas que recusam qualquer ajuda oferecida, qualquer sentido de resposta para permanecerem dizendo: “Não é isso! Não, não é isso!”. É que negando sempre ela mantém uma pergunta sem resposta, condição necessária para que ninguém pretenda dizer o que quer uma mulher, porque não é isso!


Que tal deixar a festa com a sua cara? As plaquinhas criam um clima

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fernanda@linkedit.com.br Imagens meramente ilustrativas. Consulte os formatos originais.


Beleza

Uma clínica de beleza completa fotos: Bruno Herculano

A empresária Tatiana Bragança gosta de desafios e não teme provocações. Não fosse assim, teria optado por outro endereço quando decidiu abrir a Milano, clínica da beleza que ela acaba de inaugurar no bairro Vila Nova, em Vila Velha. Casada e mãe de dois filhos, Tatiana vive na Itália desde 2002.

» “Escolhi um bair-

ro mais simples para montar a Milano porque queria acabar com o preconceito de que um espaço considerado de luxo deve ser instalado em regiões nobres. Esse preconceito só existe aqui no Brasil. Visitei clínicas maravilhosas pelo mundo afora, como Marrocos, Paris e China, e elas estavam localizadas em áreas extremamente pobres. Por isso, criei um espaço para todos os níveis sociais. Afinal, o meu dinheiro e o de um feirante têm o mesmo valor”, argumenta a empresária. A clínica de beleza Milano reúne profissionais de diversas áreas em um único ambiente. No espaço é possível encontrar desde cirurgião plástico, esteticista, manicure, nutricionista e cabeleireiro até fi-

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sioterapeuta, entre outros, além de sauna e hidromassagem, diferenciais que, normalmente, um centro estético não oferece, enfatiza Tatiana. A empresária observa que a mulher brasileira é muito vaidosa quando se fala de cuidados com o corpo. “Nesse quesito, superamos as italianas porque, para as brasileiras, cuidar do corpo é questão de higiene e saúde, não somente vaidade. Em Milão não é bem assim. Lá eu conheci várias milanesas que nunca tinham se depilado na vida, coisa que não acontece no Brasil. E foi pensando na vaidade das brasileiras que criei um espaço com equipamentos de ponta e profissionais escolhidos a dedo”, diz ela. Assim que divulgou as primeiras fotos de sua clínica, Tatiane recebeu uma proposta para abrir franquias da Milano em Fortaleza e no Rio de janeiro. Mas, por enquanto, ela assegura, prefere dedicar-se ao espaço recém-inaugurado de Vila Nova. “Tenho vários projetos por realizar ainda neste ano. Mas, aguardem, porque será uma surpresa”, avisa.


» A proprietária da

Milano, Tatiana Bragança

» Carolina

Cardoso, Magali Magalhães, Marlon Viana e Maria Borgo

» O casal Rafael Cipriano

e Flavia Almagro e a jornalista Izabel Mendonça

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10 anos hype fotos: Cloves Louzada

» Rafael

Andaku, Flávia Lessa e Tiago Feliz

» Júlia Guimarães e Cristiano Sarter

Com sabor de vitória

» Paula e Fernanda Shalders

Quando um encontro reúne gente antenada e talentosa em torno de uma dupla celebração, o resultado não poderia ser outro senão uma bela festa . Foi exatamente dentro desse clima que a revista festejou seus dez anos de vida e realizou a entrega do Prêmio Hype – em sua quinta edição - aos melhores de 2013. O evento, que teve como palco a Praça Casa Cor, no Shopping Boulevard Vila Velha, foi apresentado pelo competente Edu Henning e embalado ao som de primeira, dançante e alto astral, de Marcelo Ribeiro e banda. A noite também teve momentos de emoção e surpresa, como convém a uma comemoração especial, durante a entrega de troféus aos premiados da festa.

» Marina Monteiro

» Edu Henning, Danilo Martins, Roges Morais e Bruno Tovar Pylro

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» Tiago Feliz, Rodrigo e Renata Loureiro Moretto

» Silene Martins e Alan Mesquita

» Sofia e Suely Lievori com Betty Feliz

» Marília Bolsanello, Raphael Laquini e Mariana Vieira

» Rodolfo Feliz, Thuliana Furtado e Bruno Tovar

» Simone Monteiro, Ritta e Renata Tironi

» Shayla Lima, Glauro Simões e Gabriela Simmer hypeonline.com.br 23


10 anos hype

» Anne Volponi

» Cíntia Dias, Marcius Alexandre Bessa Barbosa, Juliana e Rafael Nader

» Angela e José Daher com Tiago Feliz

» Sagrilo e Cristiane Campinho

» Karina de Souza, Tânia e Jacqueline Chiabay e Nicéa Bortolotti » José Carlos Bergamin

» Betty Feliz, Ana Paula Castro e Cris Pimentel

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Gente hype » Daniel D'Avila e Rafael Fanti

» Marianna Hernandez

e Thainá Castro

» Adriana Saade, Tiago Feliz e César Saade » Luisa Meirelles

» Lula Pacheco, Ariani Caetano e Eder Mota

» Nina Nogueira e Roseli Carnaíba » Paulo Roberto Silva, Dora Bazarella e Antônio Silva

» Aurora Vargas, Rafael e Juliana Nader


» Larissa Rodrigues, Aline

Bretas e Amanda Milanez

» Gilber Machado

e Rosy Lima

» José Carlos Bergamin Filho, Sabrina Macedo, Roberta Bergamin Rocha e Marcelo Zouain Moura Rocha

» Roberta Moura e Betty Feliz

» Tiago Feliz e Marcí Vago

» Jorge Juarez Dib, Adriana Delmaestro e Albert Ferreira

» Beatriz Spilmann e Jacqueline Chiabay

» Mônica Pretti, Donatella

Coser e Magali Magalhães


Papo surreal hype

A VERDADEIRA PODEROSA Em 2011, a revista Forbes listou as mulheres afroamericanas mais poderosas nos Estados Unidos e adivinhe quem aparecia encabeçando a lista? A diva pop, é claro! Em 2012, ela era a número 3 na lista das 100 Grandes Mulheres na Música do VH1.

N

ascida em Houston, maior cidade do estado do Texas, nos Estados Unidos, e filha de Mathew Knowles, um executivo musical e empresário, e Tina Knowles, uma figurinista e estilista de cabelos, Beyoncé Giselle Knowles brilhou nos palcos do último Rock in Rio com seus figurinos sensuais, exaltando, como sempre, generosas curvas. Além de coreografias incríveis e contagiantes que mostram a personalidade forte e marcante da cantora e atriz americana, ela também irradiou simpatia. A mãe a batizou com seu nome de solteira (mas deu à irmã um bastante comum: Solange). Será que ela já adivinhava a estrela escondida naquela menininha fofa, antes mesmo de ela nascer, em 4 de setembro de 1981? Compositora, dançarina, coreógra-

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fa, arranjadora vocal, produtora, diretora de vídeo e empresária. Beyonce é tudo isso e muito mais: é milionária. Cantora desde a infância, tornou-se conhecida em 1997, como vocalista do grupo feminino de R&B Destiny’s Child, que já vendeu mais de 50 milhões de discos mundialmente. Sua carreira como atriz teve início em 2001, quando interpretou Carmen Brown no filme Carmen: A Hip Hopera. Beyoncé também atuou em outros filmes e Dreamgirls lhe rendeu duas indicações ao Globo de Ouro nas categorias Melhor atriz em um filme, comédia ou musical e Melhor canção original para a música Listen. No Grammy Awards de 2010, Beyoncé apareceu como a artista feminina mais premiada em apenas uma edição, por vencer seis das dez categorias em que estava concorren-

do. Ao longo de sua carreira, foram 17 Grammys (14 em carreira solo e três com o grupo Destiny’s Child). Casada com o rapper Jay-Z, é mãe de Blue Ivy Carter, uma menininha nascida em janeiro do ano passado e cujo nome é cheio de implicações numerológicas. Por tudo isso, Hype não poderia perder a oportunidade de criar esta entrevista fictícia com a exuberante estrela do showbizz internacional. Mas, atenção: nem todo o conteúdo desta conversa é fake!

É verdade que você ensaia suas coreografias de salto alto?

» Sim. Mas não tantas horas como já foi divulgado...

Você se acha divina,


foto: Peter Lindbergh

maravilhosa, como dizem seus milhares de fãs?

» Se eu disser que sim, você vai me

achar pretensiosa?

Não, vou achar que você tem, com razão, uma alta autoestima...

» (risos) Pois então vou confessar:

tem dias que eu acordo péssima e nem quero me olhar no espelho.

A crítica brasileira teceu alguns comentários negativos sobre seu show no Rock in Rio... Como você vê essas críticas?

Em 2009, com menos de 30 anos de idade, a revista Forbes a elegeu a cantora mais rica do mundo. A quantas anda a sua fortuna hoje?

»

Você, por acaso, é do Imposto de Renda? Desculpe, mas não falo de dinheiro.

Por falar em fortuna, você conhece Eike Batista?

» É aquele brasileiro que caiu em

desgraça? Coitado...

E você mesma quem elege seus figurinos?

» É como eu te disse: tem dias que » Sim. Tenho uma equipe especializaeu me olho no espelho e me sinto tão péssima quanto estas críticas.

da que me apresenta ideias e sugestões, mas a palavra final é sempre minha.

Você disse “prazer em conhecê-lo” ao fã que te agarrou no palco, durante o show, no Morumbi. Mas o que você teria dito a ele se a conversa não estivesse sendo gravada?

O que você vai fazer com a roupa de carnaval usada pela brasileira Sabrina Sato que sua produção solicitou à diretoria da escola Grande Rio?

» Fora! Aqui quem brilha sou eu! (risos)

» Ela é linda, mas, pena, não cou-

be em mim... Penso em um dia vol-

tar ao Brasil e me candidatar a passista de alguma escola. Estou treinando o Funk do Lelek...

Como é ser casada com JayZ? Ele tem ciúmes de você?

» Imagine... Jayzinho é um doce e,

além disso, lá em casa não rola esse negócio de ciúme, não!

É verdade que você já trabalhou para marcas como Pepsi, Tommy Hilfiger, Armani e L’Oréal?

» Sim, bem antes de eu me tornar

uma celebridade internacional. E, em 2004, lancei uma linha de roupas chamada House of Deréon, inspirada na minha avó, Agnèz Deréon...

Você sonha para sua filha Blue uma carreira tão brilhante como a sua?

» De jeito algum! Quero que ela se forme e seja uma grande advogada para, no futuro, cuidar do meu espólio.

Você conhece a Anita? Dizem que ela copia você...

» Quem??????

hypeonline.com.br 29


por: Betty Feliz

Ninguém mais se surpreende com a antecipação dos calendários de moda. Estamos na primavera e já temos na mira o inverno de 2014. Isso mesmo: o inverno atropelou a primavera e o verão de 2013! Fomos ao Minas Trend ver isso de perto e lá pudemos confirmar que a estação do frio trará de volta inspirações étnicas nos acessórios e, voilá!, a velha e básica mochila, devidamente revisitada. Aliás, prepare-se para enlouquecer com os novos acessórios, o animal print colorido e, na moda festa – que Minas entende como ninguém –, looks exuberantes, explorando o barroco, o romantismo, o brilho e a transparência em curtos, midis e longos. Aplicações florais se destacam entre rendas tramadas e bordadas, paetês, recortes, vazados e pedraria. Confira os looks que selecionamos desta mostra luxo que o Minas Trend realizou em outubro e prepare-se para viajar pelo inverno de 2014.

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Aurea Prates

É luxo só!

Abertura MT

Inverno hype


hypeonline.com.br 31 Victor Dzenk

Fabiana Milazzo

Apartamento 03


32 Victor Dzenk

Plural

Jardins

Inverno hype


hypeonline.com.br 33

Abertura MT

GIG

Ammis e Esdras


Ensaio hype

Um olhar

inclusivo por: Betty Feliz fotos: Reynaldo Gama Junior

E

ste ensaio é fruto da visão abrangente do fotógrafo Reynaldo Gama Junior, que elegeu, para participar desta inusitada experiência, pessoas comuns, as quais ele chama de “invisíveis”, por não se enquadrarem no estereótipo de modelos de moda convencionais. “Passamos por pessoas que são donas de um talento imenso e que, às vezes, estão escondidas atrás de um balcão ou de uma máscara da sobrevivência. Quase invisíveis. Por isso, mantenho meus olhos sempre atentos e bem abertos na busca de novos talentos, alguém que fotografe bem ou que tenha a ver com este meu universo particular”, diz ele. O resultado da incursão particular de Reynaldo pelo universo destas pessoas surpreende pela beleza, ousadia e a criatividade. Confira nas próximas páginas.

Marcela Torres

Quem é Reynaldo Gama Junior

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Natural de Maceió, de onde saiu com apenas 15 anos de idade para viver na Inglaterra, ele sentiu cedo, na própria carne, o verdadeiro significado de “estranho no ninho”. Desde então, o fotógrafo Reynaldo Gama Junior começou a dar sentido e importância à palavra “inclusão”, sobre a qual hoje tanto se fala.


» Pilar Paula Silva, mineira, 18 anos,

tem um book e sonha com a carreira de modelo. Trabalha como recepcionista e adorou participar do ensaio e virar capa da edição. “Achei o trabalho ótimo, profissional”, diz ela. O estilo rastafári de Pilar é trabalho da mãe, Patrícia, que é cabeleireira. Os dreads são criação da própria Pilar.

hypeonline.com.br 35


Ensaio hype » Guilherme Brumana, capixaba, 22, estagiário de Fisioterapia, posou pela primeira vez e achou a experiência “legal e divertida”. Namorado de Yule, curte música, toca violino e gosta de violão. O sax da foto foi só para conferir um charme à produção.

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» Yule Dias, 20 anos, baiana, trabalha como caixa em uma grande loja de departamentos. Sonha cursar Publicidade e Propaganda. De início, resistiu, desconfiada, ao convite do fotógrafo. Quando resolveu aceitar, levou o namorado, Guilherme, para a sessão de fotos. No final, ele também acabou sendo fotografado. Ela usa colar cedido pela arquiteta Virgínia Albuquerque.

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Ensaio hype » Willian Cardoso, 22 anos, capixaba, cursa Economia e trabalha com vendas. Modela de vez em quando, mas “como hobby”. Quer fazer um concurso e tornar-se auditor. Usa terno de Ivan Aguilar.

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» Poliana Scárdua, 20 anos, capixaba, estuda para o vestibular de Medicina. Ex-modelo, desistiu da carreira para dedicar-se aos estudos. Curtiu fazer as fotos, indicada por um amigo, para matou as saudades dos velhos tempos. Ela usa blusa e calça de couro de Jacqueline Chiabay e chapéu da Chapot Acessórios.

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Ensaio hype » Marianna Schimidt,

capixaba, 23 anos, designer gráfico e fotógrafa, cursa Desenho Industrial na Ufes. Passou por uma recente cirurgia bariátrica e terminou uma relação de sete anos. Topou fazer as fotos por achar que “seria uma boa” para sua autoestima. Sonha em “terminar a faculdade, ter uma casa com plantas, janelas grandes, um gato e fazer uma longa viagem”, mas o que busca mesmo, neste momento, garante, é “sossego”. Ela usa corselet de vinil preto, com luvas do acervo do produtor Victor Chevalier.

Ficha técnica » F otos, beleza, iluminação e tratamento de imagem: Reynaldo Gama Junior

»A  ssistente de Fotografia: Arthur Ponciano

» P rodução e conceito:

Victor Chevalier, com Estephan Côrtes.

»M  odelos: Guilherme

Brumana, Marianna Schimidt, Pilar Paula Silva, Poliana Scárdua, Willian Cardoso e Yule Dias.

»M  arcas: A. Brand,

Chapot Acessórios, Ivan Aguilar, Jacqueline Chiabay, MAC e Tucha.

»A  gradecimentos:

Virgínia Albuquerque e Manoel Feliz.

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, a n r nte, e d o M elega . . . c i h c e a d a n e t n a

jas no o l s a noss ing Visite ard Shopp v Boule la Velha Vi

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Consumo hype

Vejo flores em você... Elas são sempre muito bem-vindas. Mais ainda se vierem estampando coisinhas que a gente adora. Em homenagem à primavera, Hype preparou um jardim de bolsas, sapatos, acessórios e objetos de decoração para deixar você e a sua casa assim... floridas e lindas!

2

1

» Carol Maria apostou na delicadeza do tema floral para embelezar ainda mais sua coleção de bolsas

» Confeccionados à mão, os acessórios

de resina colorida da Santinha Acessórios foram inspirados na nova estação

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» Esta anabela da Bebecê vem com salto reto e aplicações florais que combinam com passeios ao ar livre

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» Produzidos no norte do Espírito Santo, os biquínis

Borabora ganharam estampas primaveris


5

» Perfeitas para a estação, as guirlandas de flores da Miss Girassol têm feito, literalmente, a cabeça das meninas

7

6

» Que tal aproveitar o clima para fazer um piquenique usando este tênis da Rainha encontrado na loja online Dafiti?

» As almofadas do Studio Noble Savage dão as boas-

vindas à primavera, anunciando suas cores e formas

8

» Com

este pijama fresquinho e floridinho da Mil Sonhos Pijamas o sono tranquilo está garantido

9

» Vestido combina com primavera. Que tal experimentar este estampado de flores da coleção Las Hermanas, da Açúcar Moreno? hypeonline.com.br 43


Tudo hype

Sem erro » Produzido exclusivamente para o pú-

Au, Au

» Para os apaixonados pelo universo pet,

a Manuka oferece uma variedade de produtos que fazem alusão aos bichinhos de estimação. Estas pelúcias – que parecem de verdade! – fazem parte de uma coleção que tem poodles, labradores, bulldogs e mais quatro raças. Quem não pode ter os peludos reais bem que poderia adotar estes de mentirinha. Estas fofuras e outras novidades podem ser encontradas em manuka4patas.com.br.

blico brasileiro, o Lisboa ConVida Brasil é um guia turístico que destaca os melhores lugares da cidade. O objetivo da iniciativa é potencializar os ingredientes que fazem de Lisboa um destino ideal de compras. No ano de 2012, os brasileiros foram os turistas estrangeiros que mais gastaram na cidade, com uma média de mil euros a cada quatro dias. O Lisboa ConVida Brasil foi lançado pela produtora Café Pessoa e sua versão impressa é disponibilizada gratuitamente aos brasileiros que embarcarem para Portugal pela TAP. Ha também o site lisboaconvidabrasil.com e em breve será lançado o aplicativo para IOS e Android.

É primavera » A artista floral Monica Rezende cria arranjos lin-dís-si-mos,

desses que a gente tem vontade de ter para sempre em casa. Com muita cor, nenhuma rigidez formal e liberdade estética, ela cria composições em total cumplicidade com a natureza. Seu último trabalho em Vitória foi a ambientação da Galeria de Arte Ana Terra para a vernissage da exposição Floreiros, em setembro, quando trouxe até flores importadas para os arranjos, que brindavam a chegada da primavera.

Em ponto » Em comemoração aos 50 anos dos relógios

Carrera, a marca suíça Tag Heuer lançou três relógios conceito da linha: o Carrera Carbon Calibre 1887 Concept Chronograph, o Carrera MikroPendulum 100th-of-a-Second Chronograph e o Carrera MikroPendulumS 100th-of-a-Second Concept Chronograph. Os lançamentos deste ano são todos fabricados na própria Tag Heuer, e as peças uma releitura de uma das maiores contribuições feitas ao mundo dos relógios, o pinhão oscilante descoberto em 1887 por Edouard Heuer.

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André Andrès andreandres.hype@outlook.com

Vinho hype

O

Os especialistas O sommelier elogiou a escolha, porque é um apreciador do grande vinho branco francês. - Ótima opção. Temos uma boa safra, pode ficar tranquilo. Vou trazer para o senhor conferir. Foi e voltou com duas opções. O cliente devolveu as garrafas com um pedido impossível de ser atendido, porque, como se sabe, o vinho só é produzido com a uva branca Chardonnay. - Eu quero Chablis tinto! Para não constrangê-lo, o sommelier disse que o tinto estava em falta. E sugeriu um outro rótulo para a mesa. Um vinho branco também provocou uma situação curiosa com um produtor português, grande amigo e pessoa de muito bom humor. Numa degustação, ele começou a falar das qualidades de seu vinho, com uma taça na mão. - Vejam que transparência. Nossa intenção é fazer mesmo um vinho muito claro, como este que aqui está. De tão claro, parece água. Bebeu, e reclamou, rindo: - Ó, raios! Isso é mesmo água! Trocaram minha taça! Vinhos portugueses, aliás, sempre provocam alguma confusão por conta de seus nomes curiosos. Um velho amigo de taças estava passeando entre as gôndolas de um supermercado, vendo se encontrava alguma boa oferta ou um vinho de safra mais antiga, quando ouviu um jovem casal conversando. - Amor, como é o nome daquele vinho que papai gosta? É Perereca? - Não! É Periquita. Bem, pelo menos a moça não tinha a pose de alguns especialistas cuja prepotência só não é maior que a vergonha que eles passam ao falar algumas sobre vinhos...

enófilo, muito respeitado, conduzia uma degustação requintada, de vinhos espanhóis de safras antigas, e desfiava uma quantidade infindável de aromas surgidos da taça: “Toques lácteos, baunilha, chocolate amargo, um pouco de couro, armário fechado...”. Ao meu lado, um dos donos do local onde acontecia a degustação comentou baixinho: “Ih! Pegaram a taça errada”. O aroma de armário fechado realmente pode ser encontrado em alguns tintos. Mas naquele caso, não: a taça tinha aroma de armário fechado porque realmente tinha ficado meses guardada em um armário e não devia ser usada sem ter sido lavada antes. O caso me lembrou um outro, ocorrido na casa de um amigo. O vinho branco, de abertura dos trabalhos, estava perfumado. Perfumado até demais! “Tem toques de lavanda aqui!”, comentou alguém na sala, com o ar de quem havia percebido um aroma ainda não identificado pelas pessoas. Realmente tinha: fui pegar algo na cozinha e vi uma funcionária da casa, muito dedicada e preocupada em acelerar a secagem das taças, passando um pano de prato no interior de cada uma delas. O pano estava branco, limpinho. E com um forte perfume de amaciante de roupas – à base de lavanda, obviamente. Equívocos e erros de procedimento no serviço do vinho ocorrem com uma frequência muito maior do que se imagina. Muitas vezes, o constrangimento é grande porque ocorre justamente com quem tem a pretensão de saber tudo sobre o vastíssimo mundo de tintos e brancos. Um sommelier paulista jura que, certa vez, foi chamado a uma mesa formada por oito pessoas. Uma foi apontada para escolher o vinho, por ter grande conhecimento do assunto. O escolhido, óbvio, se sentiu lisonjeado, e caprichou no pedido. - Vamos querer um Chablis. O senhor tem qual safra?

A R G E N T I N A

b R A S I L

E S P A N h A

I T Á L I A

f R A N ç A

P O R T u G A L

Á f R I c A

N D O c O v h A I L S u z E L E L â N D I A

um novo conceito em vinhos boutique da cidade.

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Clube hype

Uma noite cheia de revelações O Vitória Bistrô acolheu, com o carinho de sempre, nosso penúltimo encontro do ano, que reuniu – em uma terça-feira primaveril – nove convidados muito especiais em torno da mesa da chef Sylvia Lis. Além do aconchego habitual proporcionado pela casa, o cardápio e a carta de vinhos do happy hour fizeram jus à fama de sua anfitriã: perfeitos! fotos: Cloves Louzada

s apresentações de cada convidado foram sucedidas por animadas intervenções do grupo e geraram até mesmo um revival sobre como Hype nasceu, história que foi contada, em detalhes, na última edição comemorativa aos 10 anos da revista. Entre relatos sobre hobbies, desejos e projetos, rolaram confissões de amor a Vitória e até mesmo defesas apaixonadas, em contrapo-

sição à má fama da cidade, de que ela produz, mas não valoriza ou sustenta seus talentos. O papo poderia ter rendido uma grande e profunda discussão, mas... pena, não deu tempo de estender a conversa porque, afinal, no dia seguinte,tínhamos que fechar a edição com as fotos e os detalhes da animada noite. Mas – que bom! – restou aquele gostinho de quero mais e a promessa de novos e instigantes encontros.

Guilherme Silva

» Tem 29 anos e é repórter da Revista. AG, do jornal A Gazeta. “Tenho três hobbies: praia, brigadeiro e viajar!” Sobre Hype, considera que a revista consegue se reinventar, sem perder o gingado. “Gosto das seções Personagem, Turismo e Moda, que são áreas que cobrimos na nossa revista. Mas gostaria de um pouco de conteúdo masculino, apesar de entender as razões desta lacuna.”

Adriana Abreu » Mineira e

moradora de Vitória há 12 anos, é gestora do Shopping Jardins. Há dois anos, descobriu o muay thai, que pratica na » Tem 24 anos e forma-se em Psicologia no modalidade fitness. Entusiasmada final do ano. Canta e compõe em português e elétrica, como e inglês e está se preparando para lançar toda geminiana, o primeiro EP da banda Julia & The Lox. adora o esporte e o “Gosto de gente e de me relacionar. Por ambiente de luta. isso, resolvi terminar o curso de Psicologia, “Hype é completa, apesar de ter descoberto no meio dele que discreta e muito queria mesmo fazer música.” Julia, que charmosa. A revista adora fazer drinks, acha Hype “diferente, tem uma identidade com um conteúdo que não envelhece”. com a gente.”

Júlia Brandão

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Maria Luiza Chieppe

» Há 31 anos em Vitória, esta mineira exerce como missão o papel de mãe

e avó dedicadas. É apaixonada por viagens e pela “Fazendinha”, sítio onde recebe família e amigos em Guarapari. “Hype consegue ter sempre um conteúdo fácil de ler e que se comunica com o leitor. Quando participei do Viajando. com, foi ótimo relembrar as viagens. Mexeu muito com emoção e memória.”

Monika Serrão

Luiz Roberto Cunha » É diretor-

geral da Danza e diretor-presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Espírito Santo (Sinapro-ES). “Minha principal função na agência é manter o astral alto, afinal, a criatividade tem que estar latente o tempo todo.” Seu hobby é cozinhar, apesar de ter substituído as panelas pelos cuidados com o filho Lorenzo, de oito meses. “O que gosto em Hype é de sua irreverência.”

» É paisagista, designer de interiores e pecuarista. Ama Vitória, apesar de achar a cidade provinciana. “Espero que Vitória cresça e seja receptiva aos projetos que temos para ela.” Mãe de três filhos, Monika tem paixão pelo que faz e, por isso, se doa e se cobra demais. “Meus hobbies são plantas, orquídeas, ver um bezerro nascer, montanha e mar, ou seja, tudo relacionado à minha profissão. Sobre Hype, ela diz gostar do fato de ela ser “leve, solta, diferente.”

Vitor Nogueira

» Formado em Jornalismo, trabalha atualmente com fotografia publicitária. “Tornei-me fotógrafo, o que me transformou em cidadão do mundo. A fotografia é minha paixão absoluta.” Também é apaixonado pela vida e por motocicletas – tem duas – seu meio de transporte preferido para viajar. “Hype sempre me atraiu pelo visual, que eu chamo de estranhamento necessário. Além disso, é uma revista vitoriosa.”

Wesley Satlher

Penha Colodetti » Neta de

libaneses, acabou virando comerciante por acaso. Hoje, comanda a Camisaria, a Scarpe, a Scarpe Bis e a Nove. “Gosto de gente. Seus hobbies são cozinhar, atividade que compartilha ao receber amigos, viajar e ficar, sempre que pode, com a neta, que ela diz adorar. Em Hype, gosto da forma como os assuntos são abordados pela redação.”

» Apresentador da Rede Record News, tem 20 anos de carreira. Também é escritor e orgulhase de sua trajetória profissional. “Sou muito agitado e, ao mesmo tempo, caseiro. Gosto mesmo é de produzir. Estou prestes a completar 50 anos, e nessa idade a gente fica mais feliz e seletivo.” Entre seus hobbies estão viajar, andar no calçadão da Praia da Costa e ler, principalmente sobre a Segunda Guerra Mundial. “O que mais gosto em Hype é que ela dá valor à pessoa e à opinião, o que a Internet não faz.”

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Turismo hype

eliz etty F por: B

Famosa por sua beleza e simpatia, a diretora financeira da HRD Comunicação, Regina Dórea, já visitou tantos países que fica quase impossível nomeá-los. Entre eles estão França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Rússia, Estônia, Polônia, Alemanha, Republica Theca e Áustria. Quer mais? Suíça, Itália, Espanha, Portugal, Grécia, África do Sul, Japão, Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Polinésia Francesa (Taiti e Pappete), México, Venezuela e a maioria das ilhas do Caribe. Ufa...!

C

asada com o colunista social e empresário Helio Dórea, com quem mantém um longo e harmonioso casamento que deu ao casal três filhos, muitos netos e, mais recentemente, uma bisneta, atualmente ela viaja uma a duas vezes por ano ao exterior. Seu país preferido? França. Nas ocasiões em que viaja, Regina gosta de se fazer acompanhar de grupos de amigos, mas desde que o marido, a quem chama, carinhosamente, de “Guinho”, esteja presente. Sem ele, diz Regina, as viagens não teriam a menor graça.

A primeira viagem

Aconteceu há mais de 30 anos. Fomos a Paris, convidados pela Air France, para inaugurar seu primeiro voo com o avião Jumbo.

Paisagem inesquecível

Foram tantas... No momento, fico com a imagem da bela Bora Bora.

País que ainda não conhece

Muitos, mas aquele que gostaria de conhecer já conheci. A próxima viagem é para matar a curiosidade por Dubai e Istambul.

Melhor companhia para viajar...

Gente de ótimo astral e de bem com a vida.

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E a pior?

» C om o marido

Helio Dórea no restaurante Paul Bocuse, em Paris

Pessoas que não entram em sintonia, com gostos e preferências que não se afinam com o grupo.

Um mico em trânsito

Já perdemos um voo. Em outra ocasião, uma mala foi extraviada com roupas que eu e Helio iríamos usar em Paris, na festa dos 50 anos de Ricardo Tristão. Demos o nosso jeito bem brasileiro.

» Em frente à casa onde Napoleão

Tropeçou na língua...

Bonaparte se hospedava, nos fins de semana, no palácio da família Moet Chandon, em Epernay

Procuro sempre falar o pouco que sei de francês, exatamente para evitar equívocos.

Voltaria mil vezes a...

... Paris, onde já fomos de mais de 30 vezes e voltaríamos outras 30.

Jamais retornaria...

Retornaria a todos os países que visitei, principalmente os europeus.

» Em Berlim

Um prato de comer de joelhos

Minha preferência é pela cozinha italiana e árabe, por influência de minha mãe, que dominava esse tipo de culinária com muita competência.

Dica de viagem

É um deslumbre viajar pelo Oriente Express de Veneza a Paris, passando pela Áustria e Alemanha.

Uma comida que detestou

Uma praça

Restaurante top

Um cruzeiro

A mala perfeita

Um povo

Um museu

Um país

Procuro sempre pedir o que gosto...

Recomendo o Paul Bocuse, em Lyon (França). Mas entre aqueles de que mais gosto também estão La Tour D’Argent, Laserre, Taillevente e Plaza Athenée (Alain Ducasse), todos em Paris. A minha, bem arrumada. Nisso eu sou bamba. Hermitage, em San Petersburg (Rússia).

São Marcos, em Veneza. De Pappete a Bora Bora, a bordo do navio francês Paul Gougin, incluindo um final de semana com degustação de vinhos em Bordeaux, no castelo da tradicional família Carthiar. Imperdível! Brasileiro. Brasil.

» Em Copenhague hypeonline.com.br 49


Alessandra Vargas | Chef www.batendopanela.com.br

Faça-me

feliz

Syd Lucas

Comer bem hype

Tiramisu, a mais popular sobremesa italiana entre os italianos e ao redor do mundo, é também uma das minhas favoritas. O seu nome significa “levanta-me” ou “anima-me”, e ele teria sido batizado dessa forma por ter poderes revigorantes.

T

oscana, Piemonte e Veneto disputam a sua criação, sobre a qual há várias versões, algumas nobres e outras nem tanto. A mais antiga delas conta que uma sobremesa semelhante ao tiramisu teria sido criada no século XVII, na Toscana, em homenagem ao grão-duque Cosimo de Medici III, por ocasião de sua visita à Siena. No Piemonte, dizem que foi criado por um confeiteiro de Turim, atendendo a um pedido do primeiro-ministro Camillo Benso, conde de Cavour, como uma forma de apoiá-lo em sua árdua tarefa de unificar o território italiano.

No Veneto, existe uma versão mais mundana, mais recente e mais provável. O tiramisu seria oriundo da cidade de Treviso, criado em um restaurante chamado “El Toula”, por volta dos anos 60. O restaurante ficaria próximo a um bordel e os clientes do bordel seriam também clientes do restaurante, onde consumiam o doce que era capaz de levantar os ânimos e fornecer a energia necessária para um melhor desempenho amoroso. Pelo fato de possuir ingredientes altamente perecíveis, como o queijo mascarpone e os ovos crus, e pelas dificuldades de refrigeração

Tiramisu Ingredientes » 6 ovos (separar claras e gemas) » 3/4 de xícara de açúcar » 2 00g de queijo mascarpone ou cream cheese batido com creme de leite fresco no processador na razão de 1/4 » 1 /2 xícara de creme de leite fresco » 3 6 biscoitos champagne » 6 xícaras pequenas de café expresso (ou café bem forte) gelado » 1/3 de xícara de licor de café tipo Kahlua (a receita original leva vinho Marsala) » 2 colheres de sopa de chocolate em pó sem açúcar

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que existiam antigamente, é possível que o tiramisu seja efetivamente uma criação mais recente. Mas isso é um problema para os italianos. A receita que escolhi foi retirada do livro “The Mezzaluna Cookbook” e é a servida no restaurante Mezzaluna, de Nova York, que faz o melhor Tiramisu que conheço. Espero que gostem. Animem-se!

Preparo 1. Bata as gemas e o açúcar por 4 a 6 minutos até obter um creme espesso. Gradualmente acrescente o mascarpone. Refrigere por 10 minutos. 2. Em uma tigela, bata as claras em neve (dica: coloque uma pitada de sal). Suavemente, coloque as claras na mistura de mascarpone gelada. 3. Bata o creme de leite até ele ficar firme e coloque aos poucos na mistura. 4. Disponha a metade dos biscoitos no fundo de uma travessa de 20x30x5cm. Misture o café com o licor em um copo de medição. Umedeça aos biscoitos sem encharcá-los. Com uma colher, coloque a mistura de mascarpone sobre os biscoitos até cobri-los. Acrescente outra camada de biscoitos umedecidos, seguido de mais uma camada da mistura. Leve à geladeira por 1 hora. Antes de servir polvilhe o cacau em pó sobre o doce.


Casa hype

Decorar a casa é sempre uma boa pedida para quem cansou da “mesmice”. Mas não são só os quartos e sala que merecem atenção. A cozinha também é um lugar que pode ser super aconchegante. Com bons objetos e uma boa dose de humor, até mesmo quem não possui dotes culinários vai curtir o espaço.

1

» Manter a cozinha organizada nem sempre é fácil. Para isso, a Maria Presenteira criou este conjunto de latas que, além de conferir ordem, é um ótimo item para decorar o ambiente.

2 3 52

» Para deixar a cozinha mais personalizada e criativa, a Boutique de Achados tem estes dois itens: o relógio de talheres em MDF e o enfeite de parede Kitchen.

» Beber água ficou mais legal. Com esta moringa divertida da Coisas da Doris, até sua geladeira vai ficar mais bonita.


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4

» Com este jogo de jantar da Mundial, suas refeições serão mais alegres. Afinal, nada como um bom colorido para modernizar a cozinha.

» Este cofrinho de porco da Oren é para quem não abrem mão de personalidade e criatividade até mesmo na hora de guardar as moedinhas que sobraram do supermercado. Além de servir de cofre, o porquinho dará um charme a mais.

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» Para dar um toque mais do que original, que tal esta banqueta de biscoito de chocolate da loja virtual O Segredo de Vitório?

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» Deixar o ambiente mais colorido e divertido vai ser fácil com este jogo americano e pano de prato (que ainda vem com a receita de pudim!), da TokStok.

8

» Esqueceu o sabão?

Com o imã em formato de sanduíche da Imaginarium, você não terá mais esse problema. Além de conferir um ar divertido, serve para anotar os itens que estão faltando em casa.

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Evite que as sacolas fiquem espalhadas pela casa com este puxa-saco no formato de pão de forma da loja virtual Sabor Sonoro. É original e alegre.

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Carpinteir as ZoOm hype

a r v a l a p s da Ana Laura Nahas “Pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: ‘Sou mesmo forçado a escrever?’. Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples ‘sou’, então construa a sua vida de acordo com esta necessidade.” Ana Laura Nahas conheceu o conselho do alemão Rainer Maria Rilke, em “Cartas a um jovem poeta”, quando tinha 12 anos. Mas a resposta à pergunta do poeta ela já tinha antes de ler o livro. Sabia que queria tornarse escritora. Tornou-se primeiro jornalista

por: Ariani Caetano / fotos: Marina Maia

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» Leia a

íntegra de nossa entrevista com Ana Laura Nahas no site de Hype.

N

ascida em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Ana Laura Nahas, 36 anos, veio para Vitória ainda criança. Aqui, cursou Jornalismo e trabalhou como repórter, redatora, editora e cronista. Atualmente na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Vitória, onde atua com jornalismo digital e produção colaborativa, Ana Laura mantém um blog de crônicas e colabora com algumas publicações nacionais, escrevendo perfis e entrevistas ligadas principalmente à cultura, história e gastronomia. Recentemente, lançou “Quase um segundo”, seu segundo livro de crônicas; o primeiro, de 2009, chama-se “Todo sentimento”. “Gosto de ler e escrever desde bem pequena. Aprendi a ler em casa, com minha mãe, antes mesmo de ir para a escola. Quando era criança, colecionava recortes de jornais sobre cinema e lia bastante, principalmente os clássicos de Monteiro Lobato e os volumes da coleção Vagalume de Marcos Rey e Orígenes Lessa, entre outros”, conta. Na contramão do mercado editorial tradicional, seus livros não têm preços tabelados, mas é o leitor quem escolher quanto quer (ou pode) pagar por eles. Foi assim nos lançamentos de suas duas obras e isso se deve, segundo Ana Laura, ao fato de que, depois de público, o livro não pertence apenas a quem o escreve, mas também a quem o lê. “O livro é de quem reage de uma ou de outra maneira ao que está lendo, de quem compartilha comigo as sensações despertadas por aquelas páginas. Por isso, nada mais justo que o próprio leitor determine quanto valem aqueles textos que ele tem nas mãos. Cada um paga o quanto pode ou o quanto acha que o livro vale.”

A inspiração para escrever seus textos, Ana Laura diz que vem de “qualquer coisa”: uma conversa, um livro, um artigo, uma canção, uma perda, uma conquista, uma lembrança. "Costumo dizer que de tão particulares os temas acabam sendo universais. Soa clichê, mas é bem verdade”. Mas se as ideias para os textos dependem de inspiração, todo o resto precisa de transpiração, e muita. “Escrever tem um quê de carpintaria. García Márquez diz que luta fisicamente com cada palavra e quase sempre é a palavra que vence. Escrever dá trabalho. Definitivamente, a visão romântica do escritor virando noite, escrevendo loucamente, não condiz com a minha realidade.” Ana Laura, que já estudou piano, toca violão e cresceu ouvindo música brasileira da melhor qualidade em casa, diz ter a impressão de que as canções que ouve influenciam mais o que escreve do que os livros que lê. “Penso muito em música quando escrevo; presto atenção no ritmo do texto, no balanço das palavras, no movimento de uma frase depois da outra. A música me influencia mais do que a própria literatura.” Com sua literatura e textos, aliás, Ana Laura tem provado que não precisa sair do Espírito Santo para mostrar o quanto é boa no que faz, embora acredite que por aqui falte estrutura para dar suporte à produção. “Não dá para negar a Geografia do nosso Estado: não estamos no centro econômico-político-cultural do país. E tem ainda a cultura dos próprios artistas, equivocada na minha opinião, de que os bons precisam sair daqui. Não acho que precisa ser assim. Acho que devemos trabalhar para que isso não aconteça, ao invés de cruzar os braços e falar mal da cidade, do mercado, do cenário.”

+ perto Palavra que mais gosta: Tempo

Palavra que menos gosta: Megalópole

Livro:

“Cem anos de solidão”

Autor:

Gabriel García Márquez

Música:

“Catavento e Girassol”, de Guinga e Aldir Blanc

Cantor:

Chico Buarque

Filme:

“O Grande Ditador”

Instrumento: Piano

Cor: Vermelha

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y t t e B z i l Laços de Fe

Fotos: Cloves Louzada

» P riscila Moraes e Apolinho Rizk

família & outros

Eles são ligados por açúcar e afeto. Mãe e filha, irmãs, tias, sobrinhas, namorados... Mas há ligações outras, no terreno da arte e dos negócios, que também se afinam como poucas. Esta sintonia foi captada por Cloves Louzada nas fotos que abrem a coluna.

e ara et árb a Mil  B » afael R

» J oyce Brandão,

Fernando Accarino e Roberto Burura

»M  aita e

Ada Motta

» R ose e

» S andra e

ppe Julia Chie

Liseta Fonseca

Hypidinhas » A partir de

2014, os encontros do Clube Hype passarão a ser temáticos. A cada reunião, a revista convidará uma personalidade para ser “sabatinada”, em clima descontraído, pelos convidados. O resultado será publicado na edição seguinte da revista.

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» Nossa edição de verão já está sendo preparada. Entre as novidades, uma entrevista com a atriz Bianca Bin, de Joia Rara, o perfil da artista plástica Margareth Mattos, que vive atualmente em Boston (EUA), além de um belo e original ensaio de moda.

» Maria Helena

e Renata Pacheco, Penha Colodetti, Marcela e Regina Pagani e Luiza Goldshimidt... Além do interesse pelos negócios da moda, elas lançaram um olhar crítico sobre as tendências lançadas no recente Minas Trend, onde marcaram presença.

» Por falar em

Minas, uma Carol Castro magra e simpática circulou pelo evento, onde também atraíram flashes as atrizes Maria Casadevall e Laura Neiva. Em comparação com outros eventos, a tietagem mineira é bem discreta...

»

Celina Lievori vai juntar as franquias O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo e Casa do Pão de Queijo em um só espaço, no Shopping Vitória. Ela promete uma ambientação especial, à altura dos points, que já são campeões de audiência.


Vitor Nogueira

6 questões para

Marcelo Ribeiro

Ele embala os sábados à noite (mas também pode ser uma terça, quarta, quinta ou sexta-feira, ou ainda um final de semana inteiro) de muita gente que curte sua guitarra afinada, sua banda e seu som de primeira. Aliás, se a festa é hype, Marcelo está sempre lá.

Música, família, amigos e diversão... Que importância você dá a cada um desses itens?

» Pergunta difícil, mas a família é com certeza a prioridade número um. Os amigos vêm em segundo, a música em terceiro e a diversão depois de tudo isso, porque juntando, no final, me divirto de qualquer jeito. (risos)

Se sua casa estivesse pegando fogo, qual seria a primeira coisa que tentaria salvar?

»Salvaria primeiro minha família. Mas se fos-

se um objeto, pegaria o primeiro violão que ganhei, um Del Vecchio Dinâmico que pertenceu ao meu avô materno, Silvino Borges. Ele tem mais de 50 anos de fabricação e é, obviamente, um instrumento raro e de estimação.

Se sua vida desse um filme, quem chamaria para dirigi-lo?

» Sem medo de errar, Steven Spielberg, por causa de E.T, que fez minha cabeça na adolescência. Impossível para alguém de minha geração não ter se emocionado com aquele filme...

Trilha sonora para ouvir no céu.

» “Last Train Home”, de Pat Metheny, uma música que marcou minha formação musical e que nunca deixo de ouvir e tocar em casa. A melodia nos leva a “viajar” mesmo. Eu recomendo essa canção até para acalmar crianças. (risos) Uma para ouvir no inferno...

» Qualquer uma no universo do sertanejo universitário, funk pesadão ou arrocha... E eu que achava que nada superaria a mediocridade do axé bundalelê!

O Brasil tem jeito?

» Tem, mas não posso dizer o mesmo dos brasileiros (risos). Sou um otimista por vocação, acho que, politicamente, estamos passando por um processo perigoso de populismo com má gestão, e a esperança que eu tinha em um governo responsável, empreendedor e produtivo não se concretizou. Mas, como democrata que sou, continuo acreditando em eleições diretas e na troca de dirigentes através do voto. hypeonline.com.br 57


Tecnologia hype

Foto de profissional A fotografia tem se tornado cada vez mais popular, não é mesmo? Com a chegada dos smartphones, mais e mais pessoas tiram e compartilham nas redes sociais fotos de suas viagens, comidas e looks. Mas para que as fotos recebam mais curtidas e pareçam mais profissionais e divertidas, há uma série de aplicativos para celulares que ajudam a editar as imagens. Selecionamos quatro para você baixar e experimentar. Confira.

Fotor

» O Fotor possui todas as ferramentas necessárias para transformar uma fotografia mediana em profissional, como realce, escolha de cena, ajuste de brilho, cor, contraste, saturação, rotação da foto, efeitos (43 no total), bordas dos mais diversos estilos, corte e desfoque. Além de editar as fotos, o aplicativo tem a própria câmera. O Fotor pode ser desfrutado pelos usuários dos sistemas iOS e Android.

PicFrame

» Este aplicativo é ótimo para combinar várias fotos em quadros e depois compartilhar nas redes sociais. O PicFrame possui 36 quadros ajustáveis com até cinco fotos e 36 padrões para o fundo. Além disso, o usuário pode arredondar, ajustar e mudar a cor da borda, acertar o brilho, contraste e saturação de cada foto, rodá-las e selecionar um dos seis tamanhos ou formatos (círculo, coração, estrela...). Com o PicFrame, você pode ainda mover as fotos e dar zoom na parte que deseja. O aplicativo é pago tanto para o sistema iOS , quanto para Android, mas vale a pena.

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A Beautiful Mess

» Com o objetivo de incrementar as fotos tiradas pelo celular, as blogueiras americanas Emma e Elsie desenvolveram o aplicativo A Beautiful Mess. Com um layout fofo, é indicado para quem gosta de postar as fotos nas redes sociais com desenhos, legendas e margens. Para a tristeza daqueles que possuem o sistema Android, o aplicativo só está disponível para iPhone e iPad, no valor de $ 0,99. O usuário seleciona a foto e escolhe entre os seis filtros, além das opções de bordas e desenhos, deixando qualquer imagem mais bonita e cheia de criatividade.

»

Keep Calm e baixe este aplicativo!

Inspirado no lema britânico criado durante a Segunda Guerra Mundial para incentivar o povo inglês, o aplicativo permite que o usuário faça cartazes com as mais diversas frases, podendo trocar a cor do fundo e os ícones, que totalizam 20 na versão free. Já a versão paga ($ 0,99) é mais completa. São 175 ícones, e o usuário pode criar outros através de imagens e fotos. As duas versões permitem compartilhar os cartazes nas redes sociais, e o aplicativo pode ser encontrado tanto para sistema Android quanto para o iOS.


Roteiro hype Sarah Brightman de volta » Com shows marcados para cinco cidades brasileiras – Porto

Alegre (24/11), Curitiba (26/11), São Paulo (28/11), Rio de Janeiro (01/12) e Belo Horizonte (03/12) –, a cantora inglesa Sarah Brightman apresentará a turnê “Dreamchaser”, que ainda passará pelo Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Canadá e México. A última passagem da soprano por terras brasileiras foi em 2009, com a turnê “A Winter Symphony”.

Para viajar e curtir

Festival itinerante » Misturando música, esporte e cul-

tura, o itinerante Festival Circuito Banco do Brasil já passou por cinco capitais do país – Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília – e no dia 14 de dezembro desembarca na cidade de São Paulo. Em seu line-up estão atrações internacionais, como Stevie Wonder e Jason Mraz, e nacionais, como Os Paralamas do Suesso, Capital Inicial, Criolo, Marcelo Jeneci, entre outros.

Confira os shows, festivais e circuitos que acontecerão nas capitais brasileiras nos próximos meses. É só embarcar e aproveitar!

Duas décadas » Para comemorar seus 20 anos

de carreira, a diva do axé Ivete Sangalo gravará seu quinto DVD, o quarto ao vivo, em um show especialmente preparado para os fãs do Brasil e do mundo. O evento marcante acontecerá no dia 14 de dezembro, na Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia.

Dez anos de magia » Consolidado como um dos principais cases de sucesso da América Latina no uso de redes para formação de público e referência em sua estética na união da música com artes performáticas, O Teatro Mágico celebrará seus dez anos com uma turnê de aniversário. Para esse show inédito, várias surpresas estão sendo preparadas, como novos arranjos para músicas já consagradas e novas. Belo Horizonte será a primeira cidade a ser palco da festa, no dia 21 de dezembro, no Chevrolet Hall. As próximas capitais brasileiras que receberão a turnê são São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O Rappa e Soja em festival » Para comemorar a chegada do

verão, a dica é o Summer Break Festival. A festa será realizada no dia 7 de dezembro, no Campo de Marte, em São Paulo, e reunirá atrações nacionais e internacionais. Nomes como O Rappa, Nem Liminha Ouviu, Dave Matthews Band, Incubus e, para a alegria dos fãs de reggae, Soja animarão o festival do início ao fim.

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Som hype

Luis Taylor taylor@superig.com.br

Pequenas descobertas »

Já faz tempo que penso em escrever sobre a mudança recente que acontece na indústria fonográfica. Com a velocidade de conexão cada vez maior, a confiabilidade das redes e a facilidade de escutar online, e em quase qualquer plataforma, suas músicas favoritas, acabou a necessidade de se juntar gigas e gigas de mp3 em um HD qualquer. Entendo que o mp3 já está no sangue da galera, mas evoluir para os serviços (acreditem, pagos!) de streaming é como sair da máquina de escrever para o computador. A grande diferença aqui nem é a facilidade de contar com praticamente toda a discografia das grandes gravadoras e de outras nem tão grandes assim. É, de fato, o ato de ouvir o que se tem à mão. Pois sim, o sistema de streaming só funciona quando damos o play. Bem diferente de apertar o botão

de download que, se por um lado, servia para possibilitar a audição de um disco, não a garantia. E, assim, por mais que você tivesse milhares de discos à disposição, poucos ou até mesmo nenhum deles era ouvido. Enfim, isso tudo para falar que ao acionar meu dispositivo móvel, dei de cara com uma música nova do Placebo. Em vez de baixá-la e esquecê-la no canto de um HD qualquer, a única possibilidade que tinha era ouvi-la. A tal Loud Like Love, do álbum de mesmo nome, me ganhou nos primeiros segundos. Felizmente, pude ouvir todo o trabalho e ainda me impressionar com a tríade Exit Wounds, Purify e Begin The End. Um álbum sólido que roda

Eu acho que amo você... » O disco do Arctic Monkeys

não é um grande disco. Pronto, comecei bem e atraí a atenção do leitor que, por acaso, tenha começado a ler estas mal traçadas linhas. Não é um disco coeso, onde uma canção puxa a outra, emendando hits atrás de hits. Não é um álbum indispensável, longe disso. E ainda assim, não consigo parar de ouvi-lo. Bom, algo de especial deve ter acontecido para que a modorra de Humbug e Suck It And See desse espaço ao embalo de AM. Desde

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o começo um álbum consistente, que nos diz para continuar a escutá-lo. Do I Wanna Know?, I Want it all e Why’d You Only Call Me When You’re High? são algumas das melhores músicas deste ano. Pois bem, vejam só: um parágrafo depois aqui estou, me desmentindo. Desdizendo tudo o que falei anteriormente. Ou não, como diria Caetano. Racionalmente penso em tudo aquilo que escrevi, mas ainda assim alguma coisa faz com que eu não consiga parar de ouvilos. AM, eu acho que amo você...

sem parar e, além das já citadas canções, traz pequenas descobertas que vão florescendo conforme as audições se sucedem. Quietinho, até meio esquecido, o Placebo fez um dos melhores discos de sua carreira e, graças ao streaming, pude ouvir. Se eu fosse você faria o mesmo.


Região Metropolitana. Guarapari.

Para conhecer as novas obras do Espírito Santo nem precisa de mapa. É só olhar em volta. As obras e melhorias que o Governo do Espírito Santo está realizando em todo o Estado podem ser vistas na sua cidade, no seu bairro, na sua rua, gerando impacto no seu dia a dia. Em Guarapari, Cariacica, Serra, Viana, Vitória e Vila Velha, mais de R$ 75 milhões foram investidos na pavimentação e drenagem de ruas e na revitalização e urbanização de bairros inteiros. É desenvolvimento, mobilidade, segurança e conforto. É o Governo do Espírito Santo levando mais qualidade de vida para todos os capixabas.


Livros hype

Bem explicadinho » Laurentino Gomes fecha sua trilogia so-

bre a história do Brasil. Depois de 1808 e 1822, o autor lançou 1889 - Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil (Globo Livros). Com 24 capítulos e ricamente ilustrada, a obra ajuda o leitor a compreender um dos períodos mais controversos da história do país, em um relato cativante que explica não só os acontecimentos que levaram à queda da monarquia, mas também outros episódios importantes da história brasileira. O livro começa com o lançamento do Manifesto Republicano de 1870 e vai até a posse do presidente Campos Salles, em 1898, desmistificando o papel desempenhado por alguns dos principais nomes relacionados à mudança de regime político.

Análise do mundo

» Os 193 artigos e ensaios de

Olavo de Carvalho organizados por Felipe Moura no Brasil em O mínimo que você precisa saber para não ser idiota (Record) são uma pequena parcela dos textos assinados pelo filósofo em diversos veículos da imprensa, entre 1997 e 2013. Neles, o autor reflete, com originalidade e veemência, os temas do dia a dia, analisa as notícias e o que nelas fica subentendido e, com isso, procura entender o que se passa na cabeça do brasileiro. Diferentes temas são alvo do olhar do autor, e os assuntos não se esgotam em si mesmos, fornecendo elementos para a compreensão dos demais.

Quatro trajetórias

» Vida (Compa-

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nhia das Letras), de Paulo Leminski, traz as biografias de Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski. Sob o olhar poético e apaixonado desse autor, que também era admirador de cada um dos biografados, essas quatro trajetórias ganham novas dimensões. Trótski era visto por Leminski como um homem de letras; Cruz e Souza protagoniza um movimento que o autor chamava de underground; Bashô é colocado não só como pai do haikai, mas como membro da classe samurai, e Jesus é um “superpoeta”. Enquanto traz à tona fatos surpreendentes de quatro de seus heróis, Leminski revela muito de si mesmo, fornecendo a seus fãs uma gênese de suas influências.

A traição como ela é » Misturando jornalismo e fi-

losofia e inspirado nos textos de Nelson Rodrigues, o autor Luiz Felipe Pondé lança A filosofia da adúltera (Leya), que apresenta reflexões curtas e ácidas sobre a condição humana, o amor e a traição. O fio condutor da obra é a mulher adúltera e, por isso, os ensaios

são as confissões de um desgraçado que luta constantemente para não se perder no próprio desejo e em suas inconsistências. Segundo o autor, o livro nada mais traz do que meditações redrigueanas bem humoradas sobre o cotidiano, aquele sobre o qual muitas vezes nem queremos saber.


Cinema hype

Diego Sierra diegosierra28@gmail.com

Brasil profundo » A maior – e talvez melhor – estreia brasileira do ano vem aí. Com

Biografia da discórdia » Não faltarão polêmicas em relação ao

filme O Quinto Poder, biografia nada autorizada do fundador do site Wikileaks, Julian Assange. O homem que abalou os Estados Unidos revelando segredos sobre políticas de segurança e espionagem já está soltando o verbo contra o longa metragem que conta sua história, chamando- o de “longa soneca geriátrica” e apontando o que ele considera ser mentira no roteiro, como, por exemplo, o fato de seus cabelos brancos serem ou não naturais. Todas essas críticas prometem mais curiosidade em relação ao filme que já está dividindo opiniões: uma parte dos críticos que assistiu à pré-estreia, no Festival de Toronto, achou que faltou charme ao roteiro.

orçamento de R$ 10 milhões, Serra Pelada, dirigido por Heitor Dhalia, relata a saga dos garimpeiros que desbravaram o sul do Pará na década de 80 atrás do sonho de ficarem ricos. O roteiro é focado em dois amigos que partem em busca dessa ilusão e que são transformados pela ganância e pelo ambiente hostil do garimpo. O longa demorou cinco anos para ficar pronto, dois deles só para a pré-produção. A ideia inicial de filmar na região foi abortada pelas dificuldades de acesso, segurança e pela previsão de que os custos aumentariam em R$ 4 milhões, o que motivou a construção de sets em Paulínia e Mogi das Cruzes, cidades próximas de São Paulo. O elenco conta com Wagner Moura, Juliano Cazarré e Sophie Charlotte, que se saiu muito bem no desafio de interpretar uma prostituta.

Revendo conceitos » A última dica do mês pode ser encontra-

da no Netflix ou em locadoras. O Filho da Noiva, de 2001, é um dos melhores filmes de Ricardo Darín. O ator argentino é Rafael, um homem extremamente ocupado que se divide entre a administração do restaurante da família, sua ex-mulher, com quem tem um filho, e a atual namorada, que sempre reclama atenção. Com tanta correria, ele não tem tempo de visitar a mãe, que sofre de problemas de memória. Entretanto, após sofrer com um sério problema de saúde, o protagonista resolve mudar o rumo de sua vida e começa a rever todos os seus conceitos. Divertido e um pouco dramático, o filme é uma reflexão interessante para quem sofre com os males da vida moderna.

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Vida hype Barbara Hilsenbeck Palestrante e escritora www.avidaebarbara.com.br

O caminho S

e tudo der certo, quando você ler esta coluna eu estarei viajando pela Índia ou já terei voltado de lá muito mais sábia, madura e espiritualizada. Ou não! Sinceramente, não faço ideia do que me aguarda durante a viagem, já que a coluna está sendo escrita com bastante antecedência. Tudo o que sei agora é que estou com muita, muita expectativa e confesso, com um pouco de ansiedade. Seguindo o roteiro dos “bichos-grilo”, já fui para São Tomé das Letras, São Lourenço e Machu Picchu; agora, atravesso o mundo para me encontrar em Delhi. Vou passar alguns dias aos pés do Himalaia indiano e outros tantos, visitando templos, ashrams e dando passagem para vacas e elefantes pela rua. Pelo menos foi o que me disseram... Por mais que eu tente refazer a viagem de outros, sei que o que me aguarda é só meu. Ouvi relatos de pessoas que dormiram em hotéis dividindo o quarto com ratos e baratas. Outras me disseram nunca ter tido uma experiência tão especial na vida quanto visitar a Índia. Na adolescência, já quis muito ir para lá, mas depois de casar e ter filho, confesso que meus planos de viagem mudaram um pouco de rota. Até que a vida fez um chamado difícil de não ouvir. A passagem aérea veio antes mesmo que eu dissesse sim! Minhas dúvidas não foram compartilhadas pelo Universo, que simplesmente colocou no meu colo essa oportunidade única e disse: você vai e pronto! Marido e

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filha deram as bênçãos e lá vou eu rumo à Índia. Na ida, pouca bagagem e muito espaço no coração para aprender com uma cultura tão rica. Na volta... só Deus sabe! Estou me dando a oportunidade de fazer um exercício muito interessante e me desapegar de alguns rótulos que venho carregando ao longo do tempo. Talvez esta seja a última vez que os termos escritora e palestrante aparecem abaixo do meu nome, no alto desta coluna. A partir da próxima edição, não faço ideia de como serei apresentada; aliás, nem sei ao certo se continuar escrevendo estará no meu caminho. Espero sinceramente que sim! Independentemente da resposta, posso dizer que estes três anos escrevendo para Hype foram incríveis, tão incrível como eu espero que seja a Índia. Namastê e até a próxima!


Ponto Final Marcelo dos Santos Netto Jornalista e escritor

Milagre M

inha mãe era católica, mas tinha um fervor religioso que qualquer católico estranharia. Os momentos de maior êxtase ocorriam nos finais de semana. Enquanto varria a casa, minha mãe aproveitava para praticar o que me parecia ser o passatempo favorito dela: falar mal da família do meu pai. Falava mal das irmãs, dos irmãos, de todos. Meu pai aguentava calado, tentando ignorar, esperando que a mulher cansasse; mas minha mãe jamais desistia enquanto não tirasse uma reação do marido. E a reação sempre vinha explosiva – pare de falar mal dos meus parentes!, e por acaso tem santo na sua família? Abaixando a voz, fazendo-se de vítima, minha mãe dizia que isso era tentação do inimigo, que todos tínhamos de orar, que a casa estava fraca, que fôssemos à missa, ao convento. Então tocava no som algum disco de música religiosa. Tocava alto, mas bem alto mesmo, para o bairro todo ouvir. Abaixe o volume disso, não consigo ouvir a televisão!, reclamava meu pai, tentando escutar a corrida de fórmula um pela tevê. – Não falei? – gritava minha mãe, triunfante, mal podendo escutar a própria voz também. – A música divina está incomodando você porque o coisa-ruim venceu seu espírito fraco! Liberta-nos, senhor! Eu sempre me perguntava se esse

fervor era realmente honesto. Para ela, deus parecia ser apenas uma forma presunçosa de ganhar toda e qualquer discussão. Ser dono da verdade sempre me pareceu muito importante para os cristãos; talvez por isso se ocupem tanto em acreditar em deus. Não lhes sobra tempo nem sequer para algo trivial, como fazer caridade. Crer em deus parece-lhes garantir que estão sempre certos, que sabem tudo, que jamais deixam aberta a tampa da privada depois de usar o banheiro. Falo assim, mas sei que minha mãe tinha fé verdadeira. Ela cria em milagres. Rezava por eles. Buscava-os. Gastava as férias em lugares religiosos que me pareciam inóspitos e tediosos, nos quais tirava fotos tão parecidas umas com as outras, que nunca tive paciência para ver. O último que ela visitou foi a Igreja da Lapa. Trouxe de lá uma garrafa cheia d’água benta, retirada diretamente dos subterrâneos da igreja. Todo dia, minha mãe aspergia aquela água pela casa. Um dia, a água exalou um cheiro diferente. Minha mãe aproximou o nariz da

boca da garrafa. Era aroma de álcool. Milagre!, minha mãe levou correndo a garrafa para mim. Cheire aqui!, cheire! Foi impossível para ela não pensar no milagre da transmutação, aquele em que Cristo transformou água em vinho. Os olhos da minha mãe ficaram vermelhos, quase lacrimejantes de emoção. Enfim, parecia ter sido recompensada pelas orações, pela fé, pelos passeios em lugares religiosos e insignificantes. Quase sem fôlego, minha mãe deixou meu quarto e correu para junto do marido – como, como a água da Lapa foi virar álcool, meu deus?, por que logo aqui?! – Não virou álcool – disse meu pai, sem tirar o olho da televisão. – Eu guardei nessa garrafa a cachaça que me trouxeram lá da roça. Furiosa, minha mãe despejou no ralo da pia a cachaça milagrosa. Ficou a lição: lugar de cachaça não é na garrafa que guarda água benta da Lapa. No fundo, eu sentia pena da minha mãe, mesmo quando ela punha aquela música alta, que tanto me atrapalhava estudar. Esse incidente não a faria desistir de encontrar um milagre. Não a culpo por isso. Eu mesmo quis acreditar em milagres; o problema é que eles jamais me deram motivo para acreditar neles.

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Hype end

» Fotógrafo sensível e experiente, Vitor

Nogueira conta que, na busca por um melhor ângulo ou imagem, já foi picado por abelha, caiu de escada e barranco ou acabou todo arranhado, preso a galhos de espinhos. Desceu até corredeiras de rio em uma pequena canoa, atravessando de carro “pontes inacreditáveis”. Suas belas fotos, como a desta singela e original flor tirada em Itaúnas, em plena primavera, revelam estas e outras maravilhosas histórias da trajetória deste competente fotógrafo capixaba.

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A GSA está sempre na vanguarda

Principalmente na conquista de prêmios A GSA conquistou três troféus no 22º Prêmio de Excelência Gráfica Nacional Fernando Pini 2012. Promovida pela Abigraf – Associação Brasileira da Indústria Gráfica, a entrega dos troféus da maior premiação da indústria gráfica nacional ocorreu no dia 27 de novembro, em São Paulo.

TRASEIRA

L AT E R A L

Troféu no 20º Prêmio de Excelência Gráfica Nacional Fernando Pini 2010

Prêmio Padre José de Anchieta 2009 e 2012

4 vezes uma das 10 melhores gráficas do Brasil na pesquisa Top 10, da Revista Publish

www.graficagsa.com.br Rua Pedro Botti, 81, Consolação | Tel 27 3232.1266 CEP 29045-453, Vitória, ES COMO ESTOU

Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho 2007


Hype 60  

Edição número 60 da Revista Hype