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Diabetes:

Saiba mais sobre esta doença que é já considerada uma verdadeira epidemia mundial

Semear Saúde Edição nº 18 | Novembro 2017

Prevenção e detecção precoce são trunfos contra uma patologia que afecta milhões em todo o mundo p. 5

Fisoterapia:

Hipnose clínica:

Exercício e Cancro da Mama: Qual a importância desta relação?

Depressão: tratamentos convencionais e complementares por Cláudia Brito

por Sara Rosado p. 9

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Semear Saúde editorial

Paz, amor e saúde para todos neste Natal Mais um caderno Semear Saúde. Neste, ao contrário de todos os anteriores, a minha mensagem será diferente. Neste natal, caro leitor, quero pedir-lhe só uma coisa: que reflita neste Natal. Sem reflexão não existe mudança. Por isso, peço que pare por uns momentos, horas, dias o tempo que considerar necessário e reflita sobre a sua vida e dê atenção a si mesmo(a), à sua família e amigos que o(a) amam e que estão sempre disponíveis para o(a) ajudar nos momentos mais difíceis da sua vida e ao seu planeta (a sua casa).

naturopatia

O leite da vaca contribui para a obesidade infantil?

Cláudia Brito

Presidente da Associação Semear Saúde associacaosemearsaude@gmail.com

magoamos (nem que seja em pensamento), perdoarmos quem nos magoou...as mágoas escurecem o nosso interior e não nos permitem ver o sol. Por nós próprios, pela nossa saúde física, mental e emocional temos de deixar ir o velho para permitirmos a entrada do novo. E o que

Hoje em dia, felizmente já sabemos que os bebés amamentados têm uma menor probabilidade de vir a sofrer de obesidade mais tarde na vida. O leite da vaca tem como objectivo aumentar cerca de 1um quilograma por dia o bezerro em crescimento, ou seja, cerca de 40 vezes a taxa de crescimento dos bebés humanos. (Am J

É o facto do bebé precisar de uma ingestão proteica tão baixa que levou a suspeitar da associação entre o teor excessivo de proteína presente na fórmula à base de leite de vaca e a obesidade numa fase mais avançada da vida da criança. Com a agravante que em vez da criança ser desmamada do “leite de outra espécie” à medida que cresce, como seria de esperar em qualquer espécie, ela (nós) continua a beber leite.

Um estudo da Universidade Indiana, por exemplo, encontrou evidências de que um maior consumo de leite de vaca está associado a um maior risco da criança entrar na puberdade prematuramente (Plos One.2011). As raparigas que bebem muito leite começam a ter a menstruação mais cedo. Como tal, o consumo de leite entre espécies e a sua ingestão na infância pode desencadear consequênfotos: d.r.

Brevemente, estaremos num novo ano. Então este é o momento de avaliar, refletir a caminhada que fez ao longo deste ano. É a altura de relembrar quem esteve consigo, a partilhar bons ou momentos menos bons, seja dentro de casa, na empresa, na escola ou noutro local qualquer. É tempo de refletirmos e expressarmos verdadeira gratidão, pedirmos desculpa e perdão aqueles que

é o novo? É também aquilo que você planear. Com o seu livre arbítrio. Planeie um mundo cheio de paz, amor e saúde para todos neste natal. Agradeço, em nome de todos os colaboradores da Associação Semear Saúde, a todos os que têm caminhado em 2017 ao nosso lado por acreditarem no nosso projecto. Feliz natal e bênçãos divinas para todos,

Bebés amamentados têm uma menor probabilidade de vir a sofrer de obesidade mais tarde na vida. Hum Biol.2012) Todos nós sabemos que o alimento perfeito para os seres humanos é o leite materno. Notavelmente, entre todas as espécies de mamíferos, o teor de proteína do leite humano é o que apresenta uma das percentagens mais baixas ( J Obes.2012).

A questão, portanto, é: Será que o consumo de uma substância promotora de crescimento de outra espécie durante a infância altera fundamentalmente os processos de crescimento e maturação dos humanos? Parece que sim!

cias graves para a saúde (e algumas ainda desconhecidas) (Am J Hum Biol.2012). Somente o leite humano permite a programação metabólica apropriada e protege contra doenças da civilização mais tarde na vida, enquanto que o consumo do leite de vaca e de

Vera Belchior

Naturopata Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção verabelchior@gmail.com

outros produtos lácteos durante a adolescência e a idade adulta é um comportamento evolutivamente novo que pode ter efeitos adversos a longo prazo na saúde (Nutr J.2013). O adolescente exposto a proteínas lácteas, como a caseína, leite desnatado ou soro de leite, experimenta um aumento significativo no IMC (índice de massa corporal) e na circunferência da cintura em comparação com o grupo controle (J Nutr.2012). Em contraste, nem um único estudo financiado pela indústria dos lacticínios encontrou um resultado desfavorável ao leite (Physiol Behav.2012). O chefe do Centro de Prevenção de Obesidade do Hospital Infantil de Boston e presidente do departamento de nutrição de Harvard escreveu ao JAMA’s Pediatrics Journal questionando o papel do leite de vaca na nutrição humana (JAMA Pediatr.2013). Em resposta afirmaram que: “os seres humanos não têm necessidade de consumir leite de outros animais. Na verdade, o leite pode até mesmo desempenhar um papel nocivo em determinados tipos de cancro.” Informa-te e toma controlo da tua saúde!


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Semear Saúde

programação neuro linguística

Os teus resultados só dependem da qualidade da tua acção e do teu sistema de crenças fotos: d.r.

Acreditas que podes obter o que quiseres desde que te empenhes em consegui-lo?

Carlos Baltazar

Master e Trainer de PNL carlosbaltazarpnl@gmail.com

Proponho que consideres este diagrama, que estabelece a relação entre Potencial, Acção, Resultados e Sistema de Crenças.

somente feedback e preparamo-nos para desenvolver acções ainda mais determinadas e focadas. Isto é –aumentámos o nosso potencial!

Potencial Potencial representa a energia armazenada num sistema, que pode ser transformada em acção. Se imaginares uma mola contraída, ela pode desencadear um certo efeito ao distender-se. No caso do potencial humano, a boa notícia é que o potencial não se esgota na acção, podendo, isso sim, diminuir ou manter-se e aumentar dependendo de certas condições. Quais? Vamos ver…

Acção: Acção é o nosso comportamento, o que fazemos, tanto no plano exterior, objectivo, como no plano interior (o que se passa na nossa mente, nos nossos pensamentos, como orientamos a atenção e que representações mentais).

Crenças e atitudes: O Sistema de Crenças inclui tudo o que eu acredito e me motiva. De uma forma um pouco mais complexa, este quadro podia ser chamado de Matriz de Atribuição de Significados. Porquê? Porque dependem de nós os significados que atribuímos aos resultados que obtemos. Basicamente, encontramos  aqui: Crenças. O que acreditamos acerca

sobre nós, sobre o nosso merecimento e capacidades e sobre os outros e o mundo em geral. Temas importantes que orientam a nossa motivação e bem-estar. Formas de pensar e agir / reagir em determinados contextos e em resposta a certos desafios. As atitudes dependem das crenças, valores e decisões que tomamos como boas para orientar a nossa acção no futuro. Em que pontos deste diagrama podemos intervir para conseguir um ciclo virtuoso (em que aumentamos o nosso potencial) e não vicioso (em que o potencial diminui)? Acção determinada e consistente. Se��������������������������������� m acção positiva não há pensamento positivo que nos valha. (Embora o inverso possa também ser verdade… mas isso será abordado no ponto 2. A acção é o que põe um plano em prática e torna um objectivo diferente de um sonho. Gosto de dizer que um sonho é um objectivo com asas. E precisamos muito de sonhar! E um objectivo é um sonho com pernas. E precisamos de as dar aos nosso sonhos…se queremos obter resultados. Sistema de Crenças  (ou Matriz de Atribuição de Significados) Verdadeiramente, aqui está o ponto nevrálgico do diagrama. Crenças são generalizações que vamos adoptando no nosso processo de cresci-

mento a adaptação ao mundo. Muitas delas estabelecem regras acerca do que achamos que deve ser feito ou daquilo que deve acontecer para que nos sintamos bem. Crenças são uma construção neurológica, existem no nosso sistema corpo/ mente, podem estar ligadas a emoções fortes mas não têm existência real. Podem ser revistas em qualquer momento embora a mudança de crenças limitadoras enraizadas possa precisar de ajuda por parte de um coach que saiba usar as ferramentas da   PNL. Ao adoptarmos crenças ilimitadas a nosso respeito, abrimos-nos ao cam-

Nota: A afirmação de que os resultados que obténs só dependem de ti e podes obter o que desejas se te empenhares deve ser entendida dentro de um quadro de prudência e ecologia (estudo e consideração das consequências). Se eu não souber nadar, não serei campeão de natação, pelo que parece óbvio que a acção primeira será aprender a nadar. Todavia, se tiver uma severa lesão física talvez não seja mesmo ecológico para mim prosseguir este caminho e o sucesso, dentro deste objectivo, está prejudicado pela base. po infinito das possibilidades e damos significados ‘positivos’ aos resultados que obtemos, quaisquer que estes sejam. O que isto quer dizer? Quer dizer que olhamos para os resultados e os usamos como informação de qualidade para manter e aumentar o nosso potencial. Como? Se os resultados foram bons, vamos persistir mantendo o ego sob observação, de forma a não nos deixarmos ser presas de ilusões sobre … Se foram insuficientes, reforçamos a interpretação que não há fracasso mas

A PNL tem estudado extensivamente os temas do ciclo do Potencial e sistemas de Crenças e Valores. Para saberes mais sobre coaching ou formação de PNL, podes entrar em contacto comigo: carlosbaltazarpnl@gmail.com. Convido-te para o curso de PNLCertificação Practitioner que irei orientar em Tavira, na Associação Semear Saúde, começando em Março de 2018. Contacta a Associação, para mais detalhes. Através do número 281 320 902, ou email associacaosemarsaude@gmail.com . pub

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OPORTUNIDADE!


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Semear Saúde exercício físico

HIIT - Hight Intensity Interval Training Quando ouvimos falar em HIIT, vem-nos ao pensamento uma espécie de sigla associada a um qualquer tipo de atividade física milagrosa, promissora de resultados fantásticos e duradouros. Impossível não ficarmos contagiados pelo marketing que se desenvolveu à volta desta modalidade.

fotos: d.r.

Então, mas o que é isto do HIIT de que tanto se fala actualmente? O HIIT é uma metodologia utilizada por muitos atletas de elite com o objectivo de melhorarem a sua performance desportiva. Este método de treino consiste num breve período de alta intensidade seguido por um período de recuperação que pode ser passivo ou ativo. Alguns estudos mostram que é possível melhorar a capacidade de oxidação dos ácidos gordos e melhorar a atividade enzimática mitocondrial (Burgomaster, Hughes, Heigenhauser, Bradwell, & Gibala, 2005). Este método apresenta também, resultados positivos na adesão à prática de exercício físico devido ao pouco tempo de estímulo muscular e à diversidade da sua rotina. (Schoenfeld & Dawes, 2009). Neste tipo de práticas físicas não podemos isolar o treino

O treino de alta intensidade será tarefa fácil e acessível ao comum dos mortais? propriamente dito, do pós-treino, quero com isto dizer, que na prática do HIIT, existe um fenómeno importante que dá pela designação de EPOC em que os níveis de oxigénio aumentam no sentido do equilíbrio dos processos metabólicos e, após uma sessão de HIIT o quociente respiratório apresenta valores mais baixos do que é considerado normal, o que se traduz numa maior oxidação dos ácidos gordos, ou seja, digamos que no pós treino existem benefícios gigantes em termos de consumo de gordura, apesar de já não existir treino efectivo.

As recomendações para a perda de peso estão bem documentadas na literatura e podemos citar como exemplo as do American College os Sports Medicine (ACSM, 2014) e da World Health Organization (Who, 2010). No entanto, o aumento contínuo de sobrepeso e da obesidade, juntamente com a falta de tempo, são os principais fatores para a inatividade física.

Contrariar a tendência, criando factores motivacionais É preciso contrariar esta ten���� pub

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dência, criando alguns fatores motivacionais aos nossos atletas. Estes treinos de alta intensidade podem e devem ser alvo de foco neste sentido, precisamente porque são treinos muito intensos, como tal perceção por parte de quem treina é de que se está a trabalhar arduamente para aquilo que tanto ambicionamos: perda de peso corporal e melhoria da condição física em geral. Desafio quem não se sinta orgulhoso por conseguir realizar um treino destes de forma fácil a assumi-lo.

Mas como nem só de atividade física vive o homem... A nova geração mundial tem presenciado uma alteração nos padrões alimentares e nutricionais. Após vários estudos epidemiológicos comprovou-se que a ocorrência de sobrepeso está ligada a qualidade da alimentação, às atividades diárias e ao ambiente físico e social. Podemos definir a obesidade como um excesso de energia sob a forma de gordura, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais (Marques et al., 2015). Os índices de sobrepeso e obesidade estão a aumentar de década para década e somos considerados obesos se apresentarmos uma percentagem de gordura corporal acima dos 25% nos homens e 35% ou mais nas mulheres (Marques et al., 2015). O exercício físico e a reedu-

cação alimentar, estão a ser utilizados como uma ferramenta principal não farmacológica nos programas de perda de peso, sendo muito eficazes na alteração da composição corporal (Oliveira, Cerqueira, Souza, & Oliveira, 2003). Nos tempos atuais, a falta de tempo para realização de atividades não profissionais ganhou uma dimensão catastrófica, dai a necessidade de promover um tipo de prática física, de curta duração facilmente enquadrável nas nossas vidas stressantes e ocupadas e com benefícios substanciais nas horas seguintes ao treino, e de alguma forma desafiante pelo grau de dificuldade que podemos imprimir neste mesmo treino. Sim, porque na prática de exercício físico não há mais ou menos, há uma entrega total por parte do atleta, que sendo acompanhado, por um profissional dedicado, saberá imprimir a dose certa de esforço, para aquele atleta, naquele dia. Os nossos alunos são únicos e conhecemo-los como ninguém. A prescrição de treinos intervalados de alta intensidade deve ser realizada de acordo com o nível de treino de cada pessoa, visando sempre o seu objetivo. Muito embora a sua aplicação se possa mostrar eficaz no controlo de peso corporal de pessoas não treinadas, os riscos do HIIT para a saúde de quem o pratica deve ser considerado e avaliado, pelo profissional que acompanha o atleta, com todo o rigor que coloca na sua avaliação. Um treino desadequado, ou feito em série, poderá ter consequências muito negativas, para quem o pratica. É plausível que algumas questões se coloquem, tais como: Será que fazer Sprints ou um treino de alta intensidade é tarefa fácil e acessível ao comum dos mortais? Qualquer pessoa banal e não treinada o consegue realizar? A resposta é muito simples e objetiva: NÃO de todo! E é possível afirmar que é muito difícil fazermos um treino com uma intensidade tão exigente e atingir o suposto objectivo. Passo a exemplificar: Um sprint a 90% do VO2 máx. levado até a exaustão não promove a perda de massa gorda nas 42h a seguir ao treino.

Rui André

Personal trainer www.ruiandrecoaching.com

E acreditem, não é nada fácil atingir uma intensidade destas e acabar o treino com a disposição o querer repetir ou fazer outra outra actividade após este esforço. Sempre que visualizarem alguma publicidade milagrosa, alusiva a perda de “gordura” de forma rápida e fácil, esqueçam isso. Não existe literatura científica que comprove que é possível eliminar massa gorda dessa forma. Não existem milagres (pelo menos neste campo) e a ciência estará sempre a frente de qualquer processo de perda de peso. Quanto a mim, basta-me continuar o meu percurso e ajudar naquilo que está ao meu alcance. Emagrecer não é fácil e perder massa gorda muito menos, mas existe solução para isso. Existem metodologias próprias para este processo e acima de tudo existe quem as saiba aplicar corretamente e conscientemente, sem protagonismos ilusórios, mas de forma concreta e objetiva. Procura um Personal Trainer capaz de te desafiar e respeitar, evitando assim lesões complicadas e acontecimentos inesperados, que te levem a desmotivar, e a levar á ausência de foco.

Be smart be conscient Existem muitos estudos com resultados eficazes na perda de peso com treinos de curta duração, conseguindo assim, alcançar resultados positivos com pouco tempo de treino. Contudo e para terminar o HIIT é uma boa estratégia para a redução de massa gorda, com destaque para a sua relação tempo-eficácia, sendo possível adaptar também, este método a algumas populações especiais. E não te esqueças, sê fisicamente forte e serás mentalmente indestrutível, porque o corpo alcança aquilo em que a mente acredita.


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Semear Saúde

diabetes

O que é a Diabetes Mellitus? sedentarismo, tabagismo e níveis elevados de colesterol. Nestes casos, existe uma acção diminuída da insulina nas células e a sua produção poderá ou não estar afectada.

na gravidez. Acontece em cerca de 7% das grávidas, o seu risco aumenta com a idade e está ligada a alterações hormonais na gravidez que afectam a acção

xiliar na educação do doente diabético para a autovigilância dos valores de glicose no sangue e na gestão de outros factores de risco associados, através da monitorização

Controlo dos factores de risco A Diabetes gestacional caracteriza-se pela presença de hiperglicémia detectada pela primeira vez

A Diabetes Mellitus é uma doença crónica caracterizada pela presença de níveis elevados de glicose no sangue. Esta condição deve-se principalmente a distúrbios no metabolismo dos hidratos de carbono (vulgarmente designados por açucares), lípidos e proteínas, resultantes de problemas na secreção de insulina pelo pâncreas e/ou acção desta hormona nas células. Sendo uma das principais causas de morbilidade crónica e diminuição da qualidade de vida, é também responsável por um número elevado de consultas e internamentos hospitalares. Em termos económicos, estima-se que o custo do controlo e tratamento da diabetes em Portugal seja de cerca de 10%

Filipe Trindade Farmacêutico

filipetrindade90@gmail.com

da insulina.

do orçamento para a Saúde (aproximadamente 1500 milhões de euros).

Os tipos de diabetes Existem vários tipos de diabetes, sendo que os mais comuns são a Diabetes tipo I, tipo II e a Diabetes gestacional. No caso da diabetes tipo I (5-10% dos diabéticos), cujo diagnóstico é mais comum na infância e adolescência, é uma doença auto-imune que resulta da destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção e secreção de insulina. Deste modo, a administração de insulina torna-se indispensável para a sobrevivência. Já a Diabetes tipo II, a forma mais frequente, está geralmente associada a fatores de risco como a obesidade,

Diabetes tipo II, a mais comum, associada a estes e outros factores de risco que se podem prevenir

Diabetes tipo I, é uma doença auto-imune que resulta da destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção e secreção de insulina

O consumo de medicamentos para o tratamento da diabetes tem vindo a aumentar ao longo dos anos, mas a doença está longe de ser controlada. O tratamento, para além da medicação, deve incidir no controlo de todos os factores de risco associados à doença. Ao nível da Farmácia Comunitária, o seu farmacêutico pode ajudar no controlo da diabetes através da avaliação da adesão à terapêutica, das interacções medicamentosas e gestão das reacções adversas. Para além disso, pode au-

da pressão arterial, do controlo de peso e educação alimentar, na cessação tabágica e na promoção da prática de exercício físico.

Riscos associados à diabetes Apesar de silenciosa, a longo prazo, a diabetes pode originar um conjunto de complicações sérias no organismo como a perda de visão (retinopatia diabética), insuficiência renal (nefropatia diabética), problemas cardio-

vasculares (enfartes e AVC’s) e úlceras ou amputação dos membros inferiores (pé diabético). É assim de extrema importância que todas as pessoas diagnosticadas com diabetes sejam avaliadas pelo menos uma vez por ano para prevenção e detecção precoce destas complicações. Contudo, mais importante que o tratamento e acompanhamento dos doentes diabéticos, é a prevenção e detecção precoce da doença. Neste âmbito, são de extrema importância as campanhas de sensibilização e rastreios rpomovidos pelos profissionais de Saúde.


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Semear Saúde fisioterapia

Exercício e Cancro da Mama: Qual a importância desta relação?

Sara Rosado

Fisoterapeuta especializada em oncologia associacaosemearsaude@gmail.com

Neste artigo falaremos de estratégias de prevenção primária e secundária para o cancro da mama, sendo o exercício físico o nosso principal foco. O exercício físico no cancro da mama é um tema cada vez mais discutido por todos os efeitos secundários dos tratamentos e da cirurgia, dado que, a evidência científica nesta área é cada vez mais consistente, defendendo que o exercício físico tem inúmeros benefícios e é seguro nesta população. No entanto, os estudos comprovam que um estilo de vida sedentário é muito prevalente em pessoas que têm ou tiveram cancro, com reduções muito marcadas nos níveis de atividade física (Irwin, Crumley, McTiernan, et al, 2003; Irwin, 2009). Esta redução é influenciada por diferentes fatores, tais como, os efeitos secundários dos tratamentos e da cirurgia, o impacto emocional do diagnóstico e o facto do exercício não ser visto como uma prioridade (Irwin, 2003).

Efeitos secundários dos tratamentos na pessoa com cancro Os efeitos secundários dos tratamentos exercem, sem dúvida, uma forte influência na pessoa com cancro, na maioria dos casos recupera-se dos efeitos agudos dos tratamentos em semanas ou meses, no entanto, há efeitos que se mantém ou aparecem meses ou anos depois do término do tratamento, tais como, a fadiga (cansaço), a dificuldade em voltar ao peso normal e a diminuição da tolerância ao esforço (Rock, Doyle, Wendy, Demark-Wahnefried et al., 2012).

Relativamente ao aumento de peso, é um efeito comum durante o primeiro ano após o diagnóstico de cancro, especialmente durante os tratamentos. Os ganhos médios variam entre os 2,5 e os 6,2 quilos (Rock C, Flatt S, Newman V, et al., 1999; citado por Irwin, Crumley, McTiernan, et al, 2003) e é improvável que seja totalmente perdido após o fim do tratamento (Saquib, Flatt , Natarajan L, et al, 2007).

Quimioterapia: tratamento com maior impacto A quimioterapia parece ser o tratamento com maior impacto a vários níveis, com efeitos tóxicos a nível cardiovascular, ocorrendo frequentemente insuficiência cardíaca por recurso a fármacos de quimioterapia (Sturgeon, K., Boonie., Libonati, J., Schmitz, K.,2014). fotos: d.r.

Tudo isto leva a um aumento de fatores que multiplicam o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, ou seja, levam ao aumento da síndrome metabólica (Hewitt, Rowland, Yancik, 2005). É preocupante que assim seja, dado que, as doenças cardiovasculares têm um forte impacto no nosso país, com elevadas percentagens de mortalidade e é importante relembrar que, passados nove anos dos tratamentos para o cancro da mama, é mais provável que a pessoa sofra com problemas associados às doenças cardiovasculares do que com a recorrência (Sturgeon, K., Boonie., Libonati, J., Schmitz, K.,2014).

Exercício físico única opção não farmacológica para lidar com efeitos adversos

R ecuperação da mobilidade é ajuda com exercícios adequados Este aumento de peso é preocupante porque pesquisas recentes indicam a gordura como fator importante nas alterações na insulina e no metabolismo das hormonas endógenas, incluindo hormonas sexuais como os estrogénios, androgénios e a progesterona (Renehan, Zwahlen, Egger, 2015; Kahn & Flier, 2000). Outros estudos indicam que o aumento de peso após o diagnóstico, aumenta o risco de doenças cardíacas e reduz a sobrevivência ao cancro (Nichols, Trentham-Dietz, Egan et al, 2009).

A fadiga relacionada com o cancro, definida como uma “sensação angustiante, persistente e subjetiva de um cansaço ou exaustão extremos relacionada com os tratamentos e que não é proporcional a qualquer atividade recente” (NCCN, 2009; Curt, Breibart; Fletchner & Bottomley, 2002), é outro dos efeitos secundários dos tratamentos que mais afetam a população com cancro, 70-100% sentem fadiga (Mock, Pickett, Ropka et al. 2001; Cramp & Byron-Daniel, 2012) e tem um forte impacto na qualidade de vida, interferindo com a sua funcionalidade.

O exercício físico apresenta-se como a única opção não farmacológica para lidar com estes efeitos adversos dos tratamentos e daí a sua tamanha importância. Os estudos recentes sugerem que o exercício físico reduz a prevalência dos componentes da síndrome metabólica em sobreviventes ao cancro da mama (Bao, Zeng, Nechuta, 2013), operando como alternativa não-farmacológica na prevenção da cardiotoxicicidade provocada pelos tratamentos de quimioterapia, com inúmeros efeitos benéficos na função cardíaca e vascular. (Sturgeon, K., Boonie., Libonati, J., Schmitz, K.,2014). Uma meta-análise demonstrou que o exercício pós-diagnóstico de cancro da mama está associado a um aumento de 34% da sobrevivência ao cancro da mama, a uma diminuição em 41% do risco de morte por outras causas e a 24% de diminuição do risco de recor-

rência (Ibrahim & Al-Homaidh, 2011), embora estas percentagens possam não ser extrapoláveis, dão-nos uma ideia do impacto do exercício físico nestes fatores. A redução no risco de recorrência pode justificar-se pela redução da gordura corporal que é potenciada pelo exercício, que reduz as alterações nas hormonas sexuais que promovem o crescimento das células tumorais (McTiernan, Tworoger, Ulrich, et al., 2004; ACS, 2006; Key, Appleby, Barnes, Reeves, 2002). Uma preocupação frequente das mulheres com cancro da mama é o aparecimento de linfedema (inchaço do membro superior do lado operado por remoção ganglionar axilar) ou o agravamento do mesmo, no entanto, os estudos recentes têm demonstrado que o exercício físico, não só é seguro como reduz a incidência e a severidade do linfedema (Brockow & Resch, 2009; Schmitz, Ahmed, Troxel, et al., 2010). Existe evidência forte e recente de que os exercícios de resistência produzem ganhos significativos na força muscular sem desencadearem linfedema associado ao cancro da mama (Nelson, NL. 2016). É importante relembrar que o exercício físico tem inúmeros benefícios mas a sua prescrição deve ser elaborada e, se possível, supervisionada por um profissional de saúde ou de exercício físico com conhecimento e competências suficientes nesta área em específico. A monitorização é extremamente importante e o acompanhamento personalizado e adaptado a cada condição também. Mexa-se pela sua saúde porque ela também está nas suas mãos!


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Semear Saúde

nutrição

A mais doce das batatas! Basta lavá-las e colocá-las no forno a assar durante aproximadamente 30 minutos (depende do tamanho da batata) a 200º para obtermos umas excelentes batatas doces assadas. Claro que se quisermos algo mais sofisticado

também podemos pelá-las, cortá-las em cubos e levar a assar temperadas com azeite, sal e alecrim, ficam óptimas para servir como acompanhamento de outros pratos. A batata doce é um dos vegetais mais nutritivos

Batatas doces recheadas com brócolos e molho de sésamo

e versáteis que existe e pode ser encontrada facilmente durante todo o ano. Independente da variedade – existem cerca de 400. Ela é rica em inúmeros nutrientes e antioxidantes e tem muitos benefícios a oferecer à nossa saúde e

serve para preparar uma variedade infinita de pratos doces e salgados. Este mês deixo-vos três ideias para cozinhar estas fantásticas batatas que tão esquecidas estão na nossa alimentação diária, batatas doces recheadas com

Gnochis de batata doce

brócolos e molho de sésamo, uns gnochis muito fáceis de preparar e uns deliciosos e docinhos brownies de batata-doce.

fotos: d.r.

Angela Oeiras

Formadora na Escola Hoteleira de V.R.S.A., blogger www.angelaoeiras.com

Brownie de batata doce

fotos: angela oeiras

ÔÔ Ingredientes: 2 batatas doces grandes 1 ramo de brócolos 1 c.s. de tahini (pasta de sésamo) Sumo de ½ limão 2 c.chá de molho de soja 1 dente de alho Sementes de sésamo Pimentão doce ÔÔ Preparação: Lavar as batatas e levá-las ao forno (inteiras e sem pelar) a uma temperatura de 180º durante uns 30 minutos. Entretanto cozer os brócolos e reservar. Preparar o molho juntando a pasta de sésamo com o sumo de limão, o molho de soja, e o dente de alho picado. Quando as batatas estiverem assadas, cortá-las ao meio no sentido longitudinal e fazer um corte no centro para formar uma concavidade. Colocar dentro os brócolos cozidos e regar com o molho de sésamo. Polvilhar com as sementes de sésamo e uma pitada de pimentão doce.

ÔÔ Ingredientes: 10 cenouras; 300 gr de batata doce 65 gr de fécula de batata 60 gr de farinha de arroz Sal ÔÔ Preparação: Pelar as batatas doces e cozê-las ao vapor durante uns 25 minutos. Reduzi-las a puré, temperar com sal e deixar arrefecer um pouco. Juntar a fécula de batata e a farinha de arroz e amassar tudo bem até obter uma bola de massa homogénea. Dividir a massa em 4 porções e dar-lhes a forma de uma salsicha. Cortar depois em pequenas porções todas iguais de tamanho dando-lhes a forma de bolinhas. Depois com a ajuda de um garfo ou com uma tábua própria para fazer gnochis enrolá-los de forma a ficarem marcados. Levar a cozer em água com sal. Quando começarem a boiar, retirá-los da água e escorre-los. Servir quentes com um molho à escolha e folhas verdes.

ÔÔ Ingredientes: 2 batatas-doces médias 14 tâmaras ½ chávena de nozes picadas ½ chávena de farinha de trigo sarraceno (ou de arroz integral) ½ chávena de farinha de amêndoa 1 pitada de sal 4 (c. sopa) de cacau cru em pó 6 (c.sopa) de mel (ou geleia de arroz) ÔÔ Preparação: Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal e untá-lo com óleo de coco. Pré-aquecer o forno a 180ºC. Descascar as batatas doces, cortá-las em cubos e levar a cozer e água durante 15-20 minutos. Colocar as batatas e as tâmaras num processador de alimentos e triturar até obter um puré. À parte misturar os restantes ingredientes e juntar ao puré. Mexer bem até todos os ingredientes ficarem bem ligados. Colocar a massa no tabuleiro forrado com o papel vegetal e com a ajuda de uma espátula espalhar para alisar a superfície. Levar ao forno cerca de 20 minutos. Deixar arrefecer 10 minutos, polvilhar com cacau em pó e sem desenformar cortar os brownies em quadrados.


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Semear Saúde psicologia e comportamento alimentar

Transtornos Alimentares: Compulsão Alimentar A compulsão alimentar é um tipo de Transtorno Alimentar que consta no DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais). Caracteriza-se por uma ingestão de uma grande quantidade de alimentos num espaço curto de tempo aliado a um sentimento de falta de autocontrole sobre o acto de comer e pelo que se está a comer. Especifica-se por comer

demasiado depressa, ficar “empanturrado” ao ponto de se sentir incomodado e nor-

malmente este acto de comer é solitário, pois causa sentimentos de vergonha e embaraço devido às quantidades consumidas. Desenvolvem-se ainda, sentimentos de repulsa por si mesmo, depressão e culpa. Por vezes é comum, ouvir relatos de pessoas que chegam a chorar enquanto comem compulsivamente, o

fotos: d.r.

Filipa Nobre Psicóloga

naturamentepsi@gmail.com

O que causa a Compulsão Alimentar?

A compulsão alimentar está muitas vezes associada à fome emocional que nos faz perceber a dimensão do sofrimento assim como a incapacidade de controlar a ingestão. De acordo com o DSM-V, existe ainda uma elevada angústia relativamente à compulsão alimentar e estes episódios terão que ocorrer pelo menos uma vez por semana durante três meses para ser considerado Transtorno da Compulsão Alimentar. Outro factor que distingue este transtorno é o facto de normalmente não haver mecanismos compensatórios pelo acto da ingestão exagerada, ou seja, a pessoa não faz restrição, dieta ou exercício físico exagerado para contrabalançar o excesso.

As causas da Compulsão Alimentar têm que ser devidamente trabalhadas pois poderão ter origem em factores emocionais, de ansiedade ou stress, depressão ou mecanismos biológicos. Normalmente, não existe fome fisiológica associada à Compulsão Alimentar sendo que a maioria dos pacientes relata que come para preencher algo que não conseguem identificar, tendo a sensação momentânea no acto de comer de que algo está a ser preenchido. Infelizmente, depois do estômago sobrecarregado, o que se preenche é o sentimento de culpa, vergonha e repulsa. Desta forma, este Transtorno está muitas vezes associado à Fome Emocional. Daí ser tão importante identificar os factores que levam à origem da Compulsão Alimentar para que possa ser trabalhada devidamente a sua origem e não apenas o sintoma que é o acto de comer excessivamente. A Psicologia do Comportamento Alimentar com o Programa RAFCAL- Reabilitação Afeto Cognitiva do Comportamento Alimentar, atua especificamente nestas situações. Para mais informações, contacte a Associação Semear Saúde, através do número 281 320 902, ou email associacaosemearsaude@gmail.com . pub


12.12.2017  9

Semear Saúde

hipnose clínica

Depressão: tratamentos convencionais e complementares A depressão é um dos maiores problemas de saúde pública na actualidade no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde a incidência dessa doença, que é entendida pela psiquiatria como um transtorno de humor acompanhada regularmente de sintomas como tristeza e irritação, não tem parado de aumentar, sendo previsível que se torne até 2020 na segunda maior causa de incapacitação no mundo. Ocorre com frequência nos portadores de depressão uma perda de interesse na realização de tarefas que anteriormente eram prazerosas e o desânimo torna-se um sintoma frequente, que traz prejuízos para a própria pessoa, para a família e sociedade. Mas muitas vezes estes estados depressivos são evitáveis.

Como prevenir os estados depressivos? Aqui interessa-nos mais saber como podemos preveni-los e combatê-los e não aprofundar as suas causas. Muito superficialmente, podemos dizer que este distúrbio está relacionado com uma disfunção na produção de substâncias químicas no organismo como a serotonina e norepinefrina que se desenvolvem por factores sociais, psicológicos, como medos, frustrações, inseguranças, etc. Existem também pesquisas

fotos: d.r.

que relacionam o desenvolvimento da depressão com processos crónicos de inflamação causados por estilos de vida pouco saudáveis e não promovedores de uma óptima saúde mental. Dietas ricas em produtos alimentares inflamatórios como as farinhas refinadas, açúcares em excesso, gorduras trans, aditivos químicos e conservantes, aliadas a um estilo de vida stressante, a uma vida sedentária e privação de sono são algumas das condições que contribuem para o desenvolvimento da depressão.

Portugal é um dos países da UE que mais consome psicofármacos Uma das abordagens na terapeutica da depressão (a mais comum) é o uso de fármacos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de doenças dos Estados Unidos da América (CDC) os antidepressivos são a segunda classe de medicamentos mais utilizados no país. Em Portugal, a realidade é muito preocupante, sendo um dos países da União Europeia que mais consome psicofármacos. Os tranquilizantes encontram-se entre os medicamentos para o tratamento da saúde mental mais vendidos. O Relatório do Programa Nacional para a Saúde Mental de 2017 referente ao ano anterior, divulgado pela Direção Geral da Saúde, concluiu que os portugueses usam cada vez mais an-

Cláudia Brito

Presidente da Associação Semear Saúde associacaosemearsaude@gmail.com

Com a ajuda da hipnose muitas pessoas superam estados depressivos e problemas associados aos mesmos, como a ansiedade, stress e falta de auto-estima tidepressivos e antipsicóticos e que, apesar de se ter registado uma leve redução em 2016, o consumo de tranquilizantes e de medicamentos para controlar a hiperactividade nas crianças e jovens continua também a ser muito elevado. O consumo excessivo de psicofármacos tem recebido duras críticas. O presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, António Leuschner, diz que a saúde mental não pode ser refém da psiquiatria e que deve ser potenciado o recurso aos psicólogos como uma forma de evitar o consumo excessivo de medicamentos. Também o diretor do Progra-

Para alguns, o consumo de tranquilizantes em Portugal chegará a "níveis de risco para a saúde pública"

ma Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, defendeu mesmo que o consumo de tranquilizantes em Portugal chegara a “níveis de risco para a saúde pública”. Em declarações à Lusa, o Bastonário da Ordem dos Psicólogos lamentou a  falta de estratégia de prevenção  que evite o aumento do consumo deste tipo de medicamentos. Francisco Miranda Rodrigues defende que os psicofármacos são uma “solução rápida” que apenas reduz os sintomas e salienta a necessidade de promover os tratamentos com especialistas na área.

Abordagens multidisciplinares do paciente com depressão Como já referido uma das abordagens terapêuticas da depressão é o uso de medicamentos. Mas, de uma forma mais ou menos sistemática, têm sido lançadas propostas de tratamento que se mostram eficazes no tratamento e são complementares ao medicamento. Acompanhamento psicológico, hipnose clínica, atividade fisica regular, alimentação saudável devem fazer parte de uma abordagem ampla e multidisciplinar do paciente do depressão.

Hipnose, ferramenta poderosa e eficaz nos estados depressivos A hipnose clínica é uma ferramenta poderosa e eficaz na depressão porque ela pode

mudar a maneira negativista como o ser humano pensa sobre si mesmo e sobre o mundo. Pode mudar uma estrutura de pensamento negativa para uma estrutura de pensamento positiva, onde a pessoa com depressão entende outras possibilidade de viver e se abre para novas perspectivas. Por isso a hipnose ajuda uma boa quantidade de pacientes a se curar de depressões, problemas de ansiedade, stress e a melhorar de transtornos que estão associados às depressões como o Transtorno Obesssivo Compulsivo. Se precisa de ajuda para resolver casos de ansiedade, stress, pensamentos negativos, depressões contacte a Associação Semear Saúde através do 281 320  902 ou por email: associacaosemearsaude@gmail.com. pub


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