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Especial

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DISTRIBUÍDO COM O EXPRESSO VENDA INTERDITA Diretor Henrique Dias Freire • Ano XXXI Edição 1226 • Quinzenário à sexta-feira 5 de JuLho de 2019 • Preço 1,50€

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Diabético que está quase cego ficou sem consulta em Lisboa P.8 foto d.r.

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Albufeira acolhe Feira de Caça, Pesca, Turismo e Natureza P.9 foto d.r.

CASTRO MARIM

PRESIDENTE MÉDICO

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Restaurante QM - Clube de Campo é um novo paraíso de sabores P.11 foto ana pinto

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E EX-PADRE EM AÇÕES ANTI-TABÁGICAS P.2 a 4

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Presidente médico e chefe de gabinete for Sabe porque é que fuma? Esta é a primeira pergunta feita pelo autarca médico de Castro Marim aos utentes que pretendem livrar-se do vício do tabaco. Segundo Francisco Amaral, “não existe uma única pessoa que tenha conseguido dar-lhe a resposta certa a esta questão” Stefanie Palma / Henrique Dias Freire stefanie.palma.postal@gmail.com

Como é que tudo começou? Francisco Amaral é formado em medicina e referiu ao POSTAL que esta jornada “teve início há cerca de 30 anos. Na altura eu era médico em Martim Longo e Vaqueiros e ao receitar um medicamento numa estação de saúde apercebia-me de que os doentes tinham dificuldade em ir buscar o medicamento ou, por exemplo, se eu pedia um exame complementar de diagnóstico, os doentes não tinham meios para ir realizá-lo”. “O costume naquela altura era as pessoas levarem a receita para a sua casa e quando alguém daquele monte/aldeia fosse à vila traria o medicamento”. afirma. Francisco Amaral é peremptório: “sentia-me bastante frustrado por não conseguir ajudar mais os meus utentes”. “Um presidente de câmara tem poder, dinheiro e meios para resolver tudo” O médico sublinha que foi precisamente devido a essa questão que decidiu candidatar-se à Câmara Municipal de Castro Marim. “Um presidente de câmara tem poder, dinheiro e meios para resolver tudo”. “Eu meti carrinhas a transportar as pessoas para as consultas e para a farmácia, criei a primeira Unidade Móvel de Saúde do País e as primeiras campanhas de vacinação contra a gripe em 95, por exemplo”, refere o autarca castromarinense e reforça que tomou “uma série de ações e iniciativas pioneiras no país na área da saúde”, sendo que existe aqui um importante

“complemento entre o exercício da medicina e o trabalho na autarquia”. “Não sei onde acaba o médico e começa o autarca”, confidenciou ao POSTAL. Francisco Amaral sempre sentiu, ao longo da sua vida, a necessidade de ajudar as pessoas, contribuindo para que estas tivessem qualidade de vida e se regessem por hábitos de vida saudáveis, não fosse o autarca também médico. A medicação é fornecida gratuitamente pela autarquia Foi devido a este ímpeto que decidiu implementar este programa em Alcoutim. Em seguida, decidiu aperfeiçoar o programa e implementá-lo em Castro Marim, em conjunto com Dinis Faísca, ex-padre e psicólogo. O autarca faz todo o acompanhamento médico do doente e Dinis Faísca ajuda na parte psicológica. A consulta decorre dentro do gabinete do presidente do município e a medicação é fornecida gratuitamente pela autarquia. “Costumo dizer que eu e o Dinis formamos uma dupla invencível na luta contra este vício que é uma toxicodependência”, reforça. Francisco Amaral refere que “a primeira consulta assusta. Existem pessoas que saem daqui e já não fumam mais sem medicação nenhuma. O que lhes digo? Digo-lhes que o tabagismo mata e mata mesmo e depois conto-lhes uma série de experiências”. “Muitas vezes pergunto aos pacientes quantos filhos têm e se querem continuar a vê-los”, ao qual respondem “quero, quero. É a coisa que mais quero neste mun-

do. E muitas vezes digo-lhes: você vai morrer dentro de poucos dias”. As toxicodependências não têm cura O autarca esclarece que “a área mais difícil de tratar na medicina são as toxicodependências, exatamente pelo facto de não terem cura”, reforçando o facto de “os recetores de nicotina se terem criado e permanecerem no cérebro. Podem estar adormecidos, mas não morrem. Basta um cigarro, nem que seja um ano, cinco ou dez anos depois e os recetores são automaticamente acordados e volta tudo ao mesmo”. O autarca questiona os utentes numa fase inicial sobre o motivo destes fumarem. “Fumo porque me faz bem, porque me sinto bem, porque estou muito nervoso”. Estas são algumas das respostas que o médico es-

tá habituado a ouvir. Francisco Amaral devolve-lhes a questão: “e se eu lhe disser que fuma porque está agarrado à nicotina? Se eu lhe disser que é toxicodependente?” O médico aborda ainda os riscos associados ao tabagismo numa primeira consulta. “Ao contrário do que se pensa, o tabaco não provoca só o cancro do pulmão. Provoca variadíssimos cancros: boca, esófago, estômago,

te que o colesterol, a diabetes ou a hipertensão, daí os problemas cardiovasculares que são bastante graves”, prossegue o médico. “O tabaco também provoca muito cansaço” e muitas outras patologias, como é o caso “da tosse matinal, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crónica, complicações cardíacas e mais tarde a morte”. Francisco Amaral é incisivo: o fumador morre, em média, 15 anos mais cedo do que um não fumador, su-

O Município de Castro Marim implementou um programa de cessação tabágica inovador no país. "Dos 405 participantes contamos com uma percentagem de êxito de 85%" intestino e bexiga, já para não falar que existem outros cuja origem é exatamente o tabaco”. “O tabaco entope as artérias. É um fator de risco tão ou mais importan-

blinhando que “é raro um fumador chegar aos 80 anos”. No programa de cessação tabágica existem pessoas de todas as idades, no entanto, a faixa etária onde geralmente participam mais utentes é o intervalo de idades que se situa entre os 40 e os 50 anos. As pessoas deixam de fumar ao 10º dia “Geralmente as pessoas deixam de fumar ao 10º dia, mais coisa, menos coisa”, sendo que “fazemos um


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ormam dupla invencível contra tabagismo fotos stefanie palma

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􀪭􀪭 Dinis Faísca dá apoio psicológico a quem queira deixar de fumar acompanhamento presencial no mínimo quinzenalmente para ir estimulando a pessoa e quebrando alguns medos que possam surgir ao longo do processo. Fazemos ainda um acompanhamento constante através do Messenger". O autarca salienta que os pacientes devem ter muita atenção aos momentos de "muita tristeza ou muita alegria", uma vez que serão as alturas em que a tentação de fumar será maior. “Em momentos de grandes alterações emocionais aconselho as pessoas a terem um tranquilizante no bolso para quando existir uma situação de stresse muito elevada”. Francisco Amaral dá “alta” aos seus pacientes quando estes passam três meses sem fumar, destacando que “podemos considerar que existe uma situação de sucesso quando a pessoa estiver mais de um ano sem fumar”. O autarca salienta que existiram dois fatores fulcrais para querer implementar o programa: "em primeiro lugar a saúde e depois a economia familiar, que também é um fator bastante preponderante". O presidente médico explicou ao POSTAL que “na altura em cheguei a Castro Marim, a crise estava instalada no país. Existiam muitas famílias desempregadas em massa e pessoas a passar muito mal, que inclusivamente não tinham dinheiro para pagar a renda de casa”, pelo que “existiram algumas medidas que tive de implementar como, por exemplo, um acordo com as IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social - para empregar as pessoas mais pobres”, em que “o Instituto de Emprego pagava uma

em tabaco ”, alerta. Francisco Amaral conta com uma ajuda muito importante em todo o processo de erradicação do tabaco – o seu chefe de gabinete Dinis Faísca - que é licenciado em Psicologia e já exerceu durante 14 anos a profissão de padre. Dinis Faísca reforça a ideia de que “é extremamente difícil deixar de fumar”, sendo que a questão não se prende tanto com a dependência física, “mas sim com a dependência psicológica associada ao cigarro e à questão da nicotina”. “É importante não esquecermos que existem um conjunto de hábitos e rotinas associados ao tabaco, ou seja, a pessoa associa este vício a determinados momentos, ações e lugares das suas vidas”, acrescenta. Quebrar rotinas é um fator chave para largar o vício O psicólogo afirma que o sucesso para vencer esta dependência passa por “quebrar rotinas. Eu não posso eliminar uma rotina, devo é substituí-la por outra mais saudável”, ou seja, “eu não posso estar preocupado com não fumar. Se estou a enviar ao meu cérebro a mensagem de que não posso fumar, estou constantemente a recordá-lo do tabaco”. “O conselho que dou muitas vezes às pessoas é que interrompam a atividade que estão a fazer, caso sintam desejo de fumar. Se estão ao computador, interrompam e vão beber nem que seja um copo de água, o que já as obriga a focar-se noutra coisa e depois regressar novamente à sua atividade”, reforça o chefe de gabinete. “Se eu fumava a seguir às refeições, por exemplo, na varanda, então não posso ir para esse local nesses momentos do dia, porque mesmo que não queira fumar, associo este ritual ao que fazia na varanda. Devo tentar ir para outro local da casa e mudar essa rotina para ajudar”, destaca.

“Arranjei igualmente um programa para ajudar as pessoas a pagar a renda de casa” parte e a câmara pagava outra”. É importante não esquecer que uma pessoa que ganhe o ordenado mínimo e fume dois maços por dia, gasta metade do ordenado

Dinis Faísca afirma que sempre teve “este apelo por ajudar as pessoas a ter uma vida melhor, com mais qualidade de vida. E o que é que dá qualidade de vida? É o bem-estar físico, psicológico e a quem acredita, o bem-estar religioso. É esse conjunto que nos traz qualidade de vida”. Para os responsáveis existem dois fatores que ditam o sucesso desta iniciativa: a disponibilidade permanente e a gratuitidade do programa. “Tanto eu como o Dinis estamos sempre disponíveis “, pois “temos consciência de que a decisão de deixar de fumar é uma decisão que, por vezes, pode levar anos a ser tomada mas existe um dia em que dá aquele clique”, pelo que “se lhe der o clique hoje que venha aí hoje, que venha já… Nem que não almocemos ou que almocemos mais tarde”, refere o presidente. Francisco Amaral reforça o facto de já ter mandado pessoas embora por ter percebido que estas ainda não tinham tomado a decisão basilar, de terem a certeza que queriam efetivamente deixar de fumar. “Não existem meias decisões nem meias tintas. Aqui ou é sim ou sopas. Quando eu vejo que uma pessoa ainda não decidiu, mando-a vir cá daqui a uns meses ou daqui a um ano”, pois “este vício não se compadece com meias vontades”.

Outro fator importante do programa é a gratuitidade, uma vez que as pessoas de Castro Marim têm acesso à medicação a custo zero. “De momento temos entre 20 a 30 pessoas a fazer o tratamento, no entanto, todos os dias surgem novas pessoas”, conta. “É muito gratificante ver o orgulho e a felicidade estampada no rosto das pessoas quando vencem esta dependência. Para mim e para o Dinis é impagável”, salienta o autarca com um notório brilho nos olhos. O presidente diz que se sente bem “a conversar com as pessoas olhos nos olhos. Não é necessário fazer marcação, basta aparecerem. Existem sempre dois minutos para ouvirmos quem precisa”. O POSTAL falou com duas participantes do programa para tentar entender como é que tudo se processou Rosa Cavaco tem 63 anos e é funcionária pública. Ao POSTAL contou que “começou a fumar com 35 anos, numa mera brincadeira”. “Comecei a fumar porque o meu companheiro fumava e disse-me para fumar um cigarrinho. Ao primeiro cigarro ainda comecei a tossir, mas depois foi uma brincadeira que durou 24 anos”, > pub


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de fumar. “Por acaso foi um momento engraçado. Eu estava numa feira em Vila Real de Santo António, em que chovia, fazia frio, vento e eu não conseguia fazer um cigarro. E então fiz uma publicação no facebook a desabafar a situação”, sendo que “entretanto recebi uma mensagem do Dr. Amaral a perguntar se já tinha tentado deixar de fumar e para vir falar com ele à câmara”. “A primeira consulta assustou-me bastante. O presidente disse-me que “podia ter um AVC, que o tabaco fazia cancro na garganta, nos pulmões e que poderia vir a sofrer de outras doenças devido ao tabaco”. A ex-fumadora deixa o conselho para

quem pretender tomar a decisão de deixar de fumar: "aproveitem a oportunidade. Esta foi uma decisão muito importante na minha vida!” Rosa Cavaco e Maria Armanda são a prova viva de que deixar um vício pode ser difícil, mas não é impossível. Ambas têm um fator curioso em comum nesta luta contra o tabagismo: deixaram de fumar ao mesmo tempo, há cerca de quatro anos, e desde aí nunca mais pegaram num único cigarro. Milagre ou não, o facto é que esta “dupla invencível” está a conseguir acabar com esta dependência em Castro Marim, apresentando taxas de sucesso na ordem dos 85%.

􀪭􀪭 Rosa Cavaco é um caso de sucesso na luta contra o tabagismo “A melhor coisa que fiz foi ter vindo falar com o presidente” e até “a minha filha mais velha deixou de fumar por minha causa”. O melhor conselho que posso dar aos fumadores é que “deixar de fumar é a melhor coisa que podem fazer”. Por sua vez, Maria Armanda, de 37 anos, trabalhadora na salina de Castro Marim, conta que começou “a fumar aos 21 anos quando soube que estava grávida porque foi um período de muito stresse”.

“Eu fumava um maço de tabaco por dia e depois com o stresse do trabalho, a rotina do dia-a-dia, as discussões em casa, entre outros fatores, fizeram com que começasse a fumar tabaco de lata”. A paciente refere que “fumava uma lata por dia. Eu levantava-me às 5:30 da manhã e a primeira coisa que fazia era meter um cigarro na boca, inclusivamente antes de comer”. Maria Armanda confidenciou ao POSTAL como tomou a decisão de deixar

􀪭􀪭 Maria Armanda deixou de fumar há quatro anos

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> refere a sorrir. A paciente conta que “efetivamente a médica de família já me tinha dito muitas vezes, para deixar de fumar e eu cheguei mesmo a tentar duas vezes mas sem resultados positivos”. Rosa Cavaco salienta que “quando o Dr. Amaral entrou para a câmara, decidi vir à consulta com ele e foi a melhor coisa que fiz”. “Geralmente fumava 9 ou 10 cigarros por dia, mas existiram alturas em que fumei quase dois maços também”.

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Homem amputado perde consulta em Lisboa porque ambulância só tinha um tripulante o transporte deveria ter sido feito por uma tripulação completa de duas pessoas numa ambulância, daí não termos tido capacidade de responder a esse pedido”. A associação sublinha ainda que “um colega nosso que estava em Lisboa foi ao serviço solicitar a alteração da data da consulta, que só poderia ser feita com o médico, pelo que informámos o Hospital de Santa Maria que não teríamos disponibilidade de efetuar o serviço”. Por sua vez, Luís Fernandes, assistente administrativo do serviço de transportes do Hospital de Santa Maria, referiu ao POSTAL que “o transporte foi atri-

foto elisabete saCramento

Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

stefanie.palma.postal@gmail.com

A tartaruga-de-couro que foi encontrada no passado dia 20 de junho, na Meia Praia em Lagos, está a ser reabilitada no Zoomarine. Os biólogos e técnicos do Porto d

buído aos bombeiros da residência (Tavira) que recusaram o serviço e dentro da zona do Algarve temos de arranjar solução para trazer o doente. Dentro da área quem aceitou foi a Associação Humanitária das Ambulâncias de Quarteira. Já tínhamos contactado várias entidades perto que não tinham aceitado. Ligámos para todas as corporações da zona e a única que aceitou foi efetivamente Quarteira”. No segundo contato do POSTAL, outro assistente, Bruno Matos, disse que “todas as formas possíveis já tinham sido esgotadas, daí o contacto ao doente para informar a situação para que pudesse, no mínimo, discutir

com o médico e tentar arranjar uma alternativa, fosse de data ou de tratamento, por exemplo”, acrescentou. “É uma distância muito grande e um espaço de tempo muito curto, pelo que mesmo a nível particular seria difícil de resolver. Há poucas entidades que façam transportes para Lisboa na zona e há menos entidades ainda que tenham acordos com o hospital, por decisão própria e isso faz com que em cima do acontecimento e com poucas oportunidades de alternativa isto aconteça”, concluiu. Até ao momento, o paciente José Manuel Sacramento não tem data prevista para nova consulta. pub

􀪭 José Manuel Sacramento não tem, até ao momento, data de nova consulta Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

stefanie.palma.postal@gmail.com

Um homem amputado, de 59 anos, residente em Santa Luzia, Tavira, está a ser acompanhado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, na especialidade de Cirurgia Vascular devido a ferimentos numa perna, no entanto, foi obrigado a falhar à última consulta, no passado dia 27, porque o transporte por ambulância agendado apenas contava com o motorista. A mulher de José Sacramento disse ao POSTAL que na véspera da consulta a Associação Humanitária das Ambulâncias de Quarteira confirmou o pedido de transporte e que ela referiu que tem por hábito dizer que mora no segundo andar e que o marido não pode descer as escadas porque a outra perna está ferida e é por esse mesmo motivo que está a ser seguido em Lisboa. “A pessoa que me contactou por parte das ambulâncias disse-me que não tinha ninguém para descer o senhor, perguntando se não existiria ninguém que pudesse ajudá-lo a descer e a subir do segundo andar, ao qual eu respondi que não”, explica. A esposa referiu ainda que perguntou “o que haveria a fazer? Responderam-me que a única alternativa que existia seria arranjar alguém para ajudar a descer ou subir o senhor para o 2º andar, ou tentar passar a consulta para outro dia, pelo que tive de anular a consulta por falta de transporte”.

É diabético e está quase cego José Manuel Sacramento é diabético, está quase cego e devido a problemas de saúde foi amputado. A outra perna tem ferimentos, o que o obriga a deslocar-se todos os meses a consultas em Lisboa. José Sacramento disse ao POSTAL que “a perna direita foi amputada há três anos e em novembro fui operado, para o desentupimento das veias da perna esquerda. Aqui no Algarve pouco mais podem fazer”. “A pele do pé já foi fora, o calcanhar já está bom, mas ainda não consigo meter o pé no chão. Agora é só a parte dos dedos, no entanto, no Hospital em Faro têm algum receio de fazer alguns cortes para tirar as peles velhas, pelo que estou a ser acompanhado em Lisboa por um especialista”. O doente está a ser seguido no Hospital de Santa Maria. É o próprio hospital que requisita o serviço de transporte. Ao que o POSTAL apurou, existiram várias corporações do Algarve que rejeitaram fazer o transporte de José Manuel Sacramento devido à falta de recursos humanos. A única que aceitou fazer o serviço foi a Associação Humanitária das Ambulâncias de Quarteira. Segundo Eduardo Sousa, membro da Associação Humanitária das Ambulâncias de Quarteira, explicou ao POSTAL, “nós não tínhamos mais ninguém para poder mandar uma ambulância com dois tripulantes”. O mesmo acrescentou que “às vezes as pessoas têm uma certa mobilidade e com uma pequena ajuda consegue fazer-se o transporte nesse tipo de viatura, o que não é o caso, uma vez que o senhor é amputado, pelo que af imprensa linhas edp distribuicao mai19 257x336.indd 1

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Feira de Caça, Pesca, Turismo e Natureza promete atrair milhares a Albufeira foto stefanie palma

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􀪭 Feira realiza-se este ano, pela primeira vez, em Albufeira Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

stefanie.palma.postal@gmail.com

Albufeira acolhe, pela primeira vez, a Feira de Caça, Pesca, Turismo e Natureza. O certame, que já vai na 23ª edição, vai realizar-se entre os

dias 5 e 7 de julho na Marina de Albufeira. O município decidiu abraçar esta iniciativa em parceria com a Federação de Caçadores do Algarve e a Marina de Albufeira. Segundo a autarquia albufeirense, “para além das habituais exposições ligadas à caça, pesca, turismo,

natureza, produtos da terra e máquinas agrícolas, destacamos vários demonstrações equestres, mostras de raças autóctones algarvias e exposição de raças exóticas, falcoaria, concursos (mel, ovelha churra algarvia, cães, doçaria), a mesa redonda de Turismo e Citricultura ‘Exportar cá dentro’, o Colóquio “Gestão e sanidade de espécies Cinegéticas, apresentação de livros, o Concurso de Matilhas – 9º Troféu Duarte Rosa, a Final do Campeonato Regional de Stº Huberto, a 1ª Taça ‘José Maria Seromenho’ da Zona de Caça de Albufeira e a 1ª Taça de Obstáculos – Cidade de Albufeira”. O evento conta, ainda, com uma programação musical diversificada. Na sexta-feira, Richie Campbell sobe ao palco pelas 23 horas. No sábado, à mesma hora, os participantes são brindados com a atuação de António Zambujo e no domingo, pelas 20 horas, o encerramento do programa musical fica à responsabilidade do grupo albufeirense José Praia e Aquaviva.

Para José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, a feira é “um desafio porque é a primeira vez que o concelho de Albufeira assume e abraça esta iniciativa”, reforçando que este é “um evento de grande dimensão e que necessita de muito espaço”. “Esta feira abrange duas grandes regiões que são o Alentejo e o Algarve”, no entanto “esperamos que venham pessoas de outras zonas do país”, acrescentou. O presidente reforçou ainda a necessidade de “puxar, pugnar e incentivar o turismo do mundo rural, interior, que é extremamente importante”, sendo um “complemento ao turismo de sol e praia”. Por sua vez, Vitor Palmilha, presidente da direção da Federação de Caçadores do Algarve, salienta que “a feira de caça e pesca do Algarve começou em 1996 em Loulé e permaneceu lá até 2004. Em 2005 passou para o Estádio do Algarve e em 2006 mudou de nome para “Feira de Caça, Pesca e do Mundo Rural”, reforçando que “estas fei-

ras temáticas são sempre muito complicadas porque existe a necessidade de ter outras componentes e o mundo rural é uma mais-valia também para a feira”. A feira permaneceu em Faro até 2011, data em que se mudou para o Parque de Feiras e Exposições de Tavira. O presidente da Direção da Federação de Caçadores do Algarve fez questão de frisar que a mudança para Albufeira foi consensual, informação corroborada pelo seu colega Fernando Medronho, que apontou como principais razões “a centralidade do concelho e as boas acessibilidades”. Para além de imensos participantes provenientes da área do barlavento algarvio, a organização conta este ano, também, com a presença de representantes da Galiza, País Basco e Andaluzia. A feira vai ter uma área coberta de 2.100 metros quadrados. A 23ª Feira de Caça, Pesca, Turismo e Natureza tem entrada livre e promete atrair milhares de pessoas à Marina de Albufeira. pub

Transmissão em Direto RTP

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FEIRA EIRA DE DE CAÇA AÇA, ESCA, TURISMO URISMO PESCA EE NATUREZA ATUREZA

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FEIRA EIRA DE DE CAÇA AÇA, ESCA, TURISMO URISMO PESCA EE NATUREZA ATUREZA

Programa “Aqui, Portugal” - RTP 6 DE JULHO - Sábado 11h00 - 13h00 | 14h00 - 20h00

5 A 7 DE JULHO MARINA DE ALBUFEIRA

Mais Acontecimentos

ENTRADA LIVRE

· Demonstrações de várias atividades equestres a decorrerem no picadeiro. · Trabalhos de Escultura em Madeira, ao Vivo; · Demonstração de cachorros de caça; · Mostra das Raças Autóctones Algarvias e exposição de outras raças exóticas; · Demonstração de Falcoaria.

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RICHIE CAMPBELL

Informações Úteis · Dirija-se ao Stand da PSP para Concessão ou Renovação da Licença de Uso e Porte de Arma, autorização de compra de armas bem como outros assuntos, que serão efectuados na hora

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ANTÓNIO ZAMBUJO

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5 A 7 DE JULHO MARINA DE ALBUFEIRA Organização


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Redação: Rua Dr. Silvestre Falcão, 13 C 8800-412 Tavira - ALGARVE Tel: 281 320 900 Fax: 281 023 031 E-mail: jornalpostal@gmail.com Online: www.postal.pt FB: facebook.com/postaldoalgarve FB: facebook.com/ cultura.sulpostaldoalgarve Issuu: issuu.com/postaldoalgarve Twitter: twitter.com/postaldoalgarve Diretor: Henrique Dias Freire Diretora executiva: Ana Pinto Redação: Ana Pinto (CO-721 A) Cristina Mendonça (CP 3258) Henrique Dias Freire (2207 A) Stefanie Palma Design: Bruno Ferreira Colaboradores: Afonso Freire, Alexandre Moura, Beja Santos (defesa do consumidor) Colaboradores fotográficos e de vídeo: Luís Silva / Miguel Pires / Rui Pimentel Departamento comercial, publicidade e assinaturas: Anabela Gonçalves, Helena Gaudêncio José Francisco Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire (mais de 5% do capital social) Edição: Postal do Algarve - Publicações e Editores, Lda. Centro de Negócios e Incubadora Level Up, 1 8800-399 Tavira Contribuinte: nº 502 597 917 Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do título (DGCS): ERC nº 111 613 Impressão: Coraze Distribuição: Banca - Logista, ao sábado com o Expresso/ VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT Estatuto editorial disponível: www.postal.pt/quem-somos

Tiragem desta edição:

9.405 exemplares

••• OPINIÃO

Joaquim Manuel da Silva

Eliseu Correia

Juiz de Direito colocado no Juízo de Família e Menores de Mafra, Comarca de Lisboa Oeste E-mail: joaqmds@hotmail.com

Justiça Restaurativa: Justiça com abraço de uma criança É com uma inefável felicidade e honra que respondo ao pedido que me foi feito neste espaço comunicacional. Abordar temas do sistema da justiça em geral, mas em especial da jurisdição de família e menores. Fruto de uma experiência de mais de 15 anos, tenho procurado outras respostas dos tribunais nesta área, que devolva a família às crianças, apesar da separação dos pais, e que torna a realidade das crianças e do sistema familiar como descrevi há dias no Facebook, sem as identificar, pela beleza e o que ela representa para a sociedade, do seguinte modo:

O que está subjacente a esta prática e procedimento do Tribunal que leva a estes resultados, e que até a mim me surpreendem? Que conhecimentos teóricos sustentam esta prática, e lhe dão estes resultados, que felizmente

é apenas um mero exemplo de tantos outros no nosso dia a dia. Nesta reflexão pessoal e profissional tenho nos últimos anos efetuado várias intervenções públicas (orador em conferências, artigos, um programa de Rádio, mensal na RCM - Tribunal de Família -, etc.), com o objetivo de todos pensarmos o sistema, e também nesse esforço organizamos em Mafra o primeiro congresso de JUSTIÇA RESTAURATIVA nos dias 30 e 31 de outubro de 2017, onde tivemos 530 participantes e um leque amplo de oradores sobre temáticas muito

relacionadas como os tutelares cíveis (alienação parental, mediação, gestão eficaz do conflito parental, etc.). Iremos agora organizar a segunda edição deste evento, também a 30 e 31 de outubro, deste ano 2019, que terá

vagas para 750 participantes, agora dedicada à Promoção e Proteção de Crianças em Perigo, com programa provisório já divulgado nas redes sociais , e que representa uma evolução de todo este trabalho, que tem subjacente uma filosofia de abertura e de trabalho com grande proximidade com as forças vivas da área territorial respetiva, no caso no concelho de Mafra, e que envolve por exemplo respostas sociais do poder local, escolas e modelos, equipamentos sociais instalados, etc. Far-se-á também uma reflexão sobre o conhecimento científico que está por detrás desta intervenção, mas que terá como central a demonstração em casos concretos dos fatores decisivos do sucesso da intervenção, e explicam e aprofundam cada vez mais a eficácia de uma intervenção aberta e interdisciplinar, em grande proximidade e interligação com o meio e as respostas nele existentes, e que nos próximos artigos neste espaço irei aprofundar. Como sempre, estão todos convidados. NOTA: Este texto é publicado conjuntamente no postal.pt e no aspectus.online VER AINDA: https://www.facebook. com/events/861641437522366/ II Congresso de Justiça Restaurativa da Família e das Crianças, 30 e 31 de outubro 2019

Managing director EC Travel eliseucorreia@sapo.pt

As avestruzes que são pavões (e vice-versa) As estradas da região cheias de buracos, as sinalizações podres, as rotundas cheias de pastos secos, que mais parecem matagais. Ninguém vê nada! A imprensa a dizer que o Algarve está cheio para Julho e Agosto e a darem alternativas mais baratas para onde ir. Ninguém vê nada! Restaurantes vazios, bares às moscas e hotéis com preços massacrados e, mesmo assim, com ocupações miseráveis. Ninguém vê nada! Hooligans seminus, a passearem-se pela região sem controlo, sem punições a melindrar e desrespeitar não só os turistas “normais”, mas essencialmente as nossas famílias, as nossas gentes. Ninguém diz nada! Destinos concorrentes com medidas concretas e agressivas a atenuar a quebra no mercado inglês e inclusive a “desviar” o mercado nacional para onde não nos convém. Ninguém diz nada! Turistas a esperarem duas horas para passar pelo controlo de passaportes no Aeroporto de Faro, com a imprensa a divulgar essa vergonha amplamente, e… Ninguém diz nada! Associações que se dizem de turismo e falam em ocupações e receitas ao nível do ano passado quando a miséria está à vista de toda a gente. Ninguém diz nada! Afinal, para que servem as avestruzes que nada querem ver e enfiam as suas cabeças na areia fingindo que nada se passa? Afinal, quem defende a região turística? Ou melhor, quem defende a região, ponto final?? Para se pavonearem à custa dos nossos impostos e tratarem das suas vidinhas estão sempre prontinhos… onde há câmaras de TV, galas e entrevistas de nacional porreirismo, são os primeiros a chegar e a porem-se a jeito para as luzes da ribalta. E o resto?? Temos aves raras a mais e gente profissional a menos. Avestruzes e pavões!


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REGIÃO •••

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Restaurante QM - Clube de Campo é um novo paraíso de sabores FOTO D.R.

envolvência campestre condiz na perfeição com a atmosfera exclusiva e acolhedora que faz com que todos se sintam em casa. A funcionar apenas para jantares, este segredo por descobrir promete surpreender, enquanto alternativa de peso, quem procura qualidade e carisma ao mesmo tempo que escapa às multidões que sempre invadem o Algarve durante o verão. Numa primeira fase, manter-se-á aberto ao público até finais de setembro e é um excelente motivo para uma “escapadinha”.

foto ana pinto

/ postal d.r.

www.quintadomontealgarve.com

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􀪭 O restaurante estará aberto até finais de setembro O QM - Clube de Campo é restaurante, adega e bar e situa-se na Quinta do Monte, no interior da freguesia de Altura, Castro Marim, a cinco minutos do mar. Inserido numa antiga casa agrícola, a realizar eventos desde 2003, o local é paradisíaco e tornou-se com naturalidade num local de referência para a celebração de casamentos e outras

festas no sotavento algarvio. A abertura do novo restaurante é recente, data de 1 de junho, e já faz as delícias de muita gente, conforme o POSTAL já constatou por duas vezes. O conceito é simples: comida despretensiosa, saborosa e abundante, servida com simpatia num lugar onde cada detalhe está pensado para agradar os sentidos. A paradisíaca

CARTÓRIO NOTARIAL EM TAVIRA O NOTÁRIO BRUNO FILIPE TORRES MARCOS EXTRATO DE ESCRITURA DE JUSTIFICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, nos termos do artigo 100.º do Código do Notariado que, por escritura pública de justificação, outorgada em 07.06.2019, exarada a folhas 122 e seguinte do competente Livro n.º 147-A do Cartório Notarial em Tavira, do Notário Bruno Marcos, sito na Rua da Silva, n.º 17-A, que: - Manuel Custódio de Jesus Guerreiro, que também usa Manuel Custódio de Jesus, e mulher Faustina Maria Gonçalves Guerreiro, ambos naturais da freguesia de Tavira (Santa Maria), concelho de Tavira, residentes em Amaro Gonçalves, Monte dos Frades, caixa postal 1214-G, 8800-120 Luz de Tavira; - Declararam ser donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio urbano, composto por dois compartimentos, atualmente no estado de ruína, com a área total de seiscentos e cinquenta e oito metros quadrados, sendo quarenta metros quadrados de área coberta e seiscentos e dezoito metros quadrados de área descoberta, que confronta do norte com herdeiros de José Guerreiro, sul com Manuel Francisco Valente, nascente com herdeiros de José Guerreiro e outro, e a poente com caminho público e outro, sito em Eira da Palma, na União das Freguesias de Tavira (Santa Maria e Santiago), concelho de Tavira, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Tavira, inscrito na matriz em nome dele justificante sob o artigo 8307, com o valor patrimonial tributário de 1.800,00 €; - tendo alegado para o efeito que o referido prédio urbano chegou à sua posse no ano de 1980, em data que não podem precisar, por doação meramente verbal e nunca reduzida a escritura pública, feita, respetivamente, por seus pais e sogros, Manuel José Gonçalves e Maria Custódia, atualmente já falecidos, residentes que foram na Eira da Palma, Tavira; e - Que desde aquele ano, portanto, há mais de vinte anos, de forma pública, pacífica, contínua e de boa-fé, ou seja, com o conhecimento de toda a gente, sem violência nem oposição de ninguém, reiterada e ininterruptamente, na convicção de não lesarem quaisquer direitos de outrem e ainda convencidos de serem os titulares do mencionado direito de propriedade sobre o identificado prédio, e assim o julgando as demais pessoas, têm possuído aquele prédio – nomeadamente demarcando o seu quintal e efetuando a sua limpeza, suportando os encargos ou despesas com a sua manutenção – pelo que, tendo em consideração as referidas características de tal posse, adquiriram por USUCAPIÃO o referido imóvel, o que invocam. Tavira e Cartório, em 07 de junho de 2019. O Notário, Bruno Filipe Torres Marcos Conta registada sob o n.º 2/1535. POSTAL do ALGARVE, nº 1226, 5 de Julho de 2019)

PORTUGAL

ESPANHA

FRANÇA

MARROCOS

REVELIM DE SANTO ANTÓNIO

CASTRO MARIM 19 JULHO

20 JULHO

21 JULHO

CHARANGA DE LOS RUEDOS CANTADORES DO DESASSOSSEGO ANDRÉ RAMOS & TERESA NUNES

CHARANGA DE LOS RUEDOS AS MOÇOILAS CELINA DA PIEDADE

EDUARDO RAMOS QUINTAROLAS KUMPANIA ALGAZARRA


PENSAR SAÚDE no Algarve

O “Pensar Saúde” é o primeiro número de uma reflexão sobre o setor na região algarvia e pretende chegar mensalmente a todos os leitores e seguidores do Postal do Algarve. Questões relacionadas com a incidência de determinadas patologias, doenças crónicas, formas de prevenção, tratamentos, etc, o “Pensar Saúde”, quer ser uma fonte de informação e esclarecimento com o apoio de profissionais, criando uma interatividade com o público leitor, que pode colocar as suas dúvidas através da nossa página de facebook.

Mas a actual percepção da saúde leva-nos a outras reflexões também de suma importância, sendo que esta constitui uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento do território. No caso concreto do Algarve, o Turismo tem vindo a estimular a emergência de grandes grupos da saúde a investirem na região colaborando, assim, para um mais e melhor Turismo na Saúde.

Clínicas

Farmácias

Hospitais

Laboratórios

Entrevista a Julio Triviño:

“A prevenção é o mais importante” Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

stefanie.palma.postal@ gmail.com

O POSTAL falou com Julio Triviño, médico de familia da Taviclínica, em Tavira. Ao longo da entrevista foram abordadas várias questões relacionados com a área da saúde. Julio Triviño refere que “basicamente temos de ter consciência de que devemos ser nós a cuidar do nosso corpo”, salientando que “o médico de família (numa equipa de saúde familar) é a pessoa mais indicada para evitar que, no futuro, os pacientes tenham de ficar dependentes

de comprimidos ou que desenvolvam problemas de saúde mais graves”. “Temos de ter consciência de que grande parte do trabalho passa por uma prevenção adequada”, afirma. “A população portuguesa apresenta uma taxa de prevalência muito elevada em doenças como a hipertensão e a diabetes”, pelo que existem alguns conselhos gerais deixados pelo clínico: "devemos moderar o consumo de sal, reduzir o consumo de álcool, não fumar, ter atenção com as calorias vazias, beber 1,5 litros ou mais de água diariamente e fazer exercício físico de forma regular, adequando-o à condição física de cada um”. O consumo de água deve ser reforçado

durante a época de verão. “Devemos dar muitos líquidos às crianças e, fundamentalmente, ter muita atenção no que diz respeito à proteção solar. As crianças mais pequenas devem colocar o protetor top 50 logo em casa”, afirma o especialista. Quanto às horas de exposição solar, o médico salienta que “devemos ir à praia em horas que não sejam de calor intenso, escolhendo preferencialmente as primeiras horas da manhã ou as últimas horas do dia”. O médico destaca que a equipa de saúde é fundamental para prevenir comportamentos de risco e ao mesmo tempo aconselhar os doentes sobre as várias questões relacionadas com a temática da saúde. Uma alimentação saudável, a prática de

exercício físico regular, a ida regular ao médico de família é fundamental para que se possa ir mudando hábitos de vida e até mudar o próprio “lifestyle – estilo de vida”. No que diz respeito à alimentação, Julio Triviño referiu ao POSTAL que “seria ideal que a composição do prato fosse constituído por uma metade verde (onde se incluem todos os legumes), um quarto de peixe ou carnes brancas e um quarto de massa ou arroz, por exemplo. “Temos uma panóplia de opções saudáveis que devemos e podemos utilizar no nosso dia-a-dia, de forma a prevenir eventuais doenças e melhorar a nossa qualidade de vida”, conclui o profissional de saúde.


5 de Julho de 2019

SAÚDE •••

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••• SAÚDE

foto d.r.

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A SOS Médicos é a unidade de especialidades médicas de referência na cidade de Tavira. Contamos com médicos especialistas em diversas áreas, de modo a colocar ao seu dispor uma equipa de excelência com atendimento 24 horas por dia e sete dias por semana, incluindo também serviços de consultas em ambulatório e consultas ao domicílio. Na nossa clínica empenhamo-nos em prestar as melhores condições e garantir o bem-estar sempre com rigor para cuidar do bem mais precioso: a sua saúde.

OTORRINOLARINGOLOGIA Dr. Rui Teixeira PEDIATRIA Drª Elsa Rocha / Dr. Raul Coelho PNEUMOLOGIA Dr. Joaquim Magalhães PSIQUIATRIA Drª Constança Fernandes

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MISSÃO CULTURA •••

Bela Cacela Ficha técnica

fotos d.r.

Projeto de Arqueologia em Cacela-a-Velha recomeçou em 2018 •

A pequena aldeia de Cacela-a-Velha, implantada sobre arriba costeira, domina uma vasta extensão de mar entre a foz do rio Guadiana e a cidade medieval de Tavira, integrada na zona marítima da bacia de Cádis. Encontra-se protegida das águas oceânicas pela península de Cacela, cordão arenoso estruturante do sistema lagunar da Ria Formosa. O conhecimento insuficiente sobre a história deste lugar gerou sempre inquietude nos investigadores. Por exemplo, o arqueólogo algarvio Estácio da Veiga escreveu em 1887 que «A outrora florescente vila de Cacela, hoje arrasada a ponto de não se conhecerem os antigos limites da sua grandeza, foi sucessora de mui anteriores populações, desde tempos remotíssimos, pois ali se acha largamente caracterizada a civilização neolítica, a romana e a árabe». Ou ainda Athaíde Oliveira em 1908 escrevia: «O que é feito de Hisn-Kastala, onde os mouros se faziam fortes, e de onde saíam contra os exércitos da cruz, espalhando o sangue dos seus inimigos à custa do seu próprio sangue?

O que é feito da Villa de Cacella dos primeiros séculos da Monarquia, onde por tantas vezes se levantaram sérias discussões entre os Mestres das Ordens e os bispos? Tudo desapareceu; e hoje sómente quem tenha o privilégio de conhecer a linguagem das ondas, pode, por seu intermédio, colher a verdadeira resposta». A Arqueologia em Cacela-a-Velha começou em 1989, tendo sido interrompida em 2007 e recomeçado com novo projecto de investigação em 2018. Este longo caminho percorrido, que permitiu compreender que, nos séculos XII-XIII, o castelo de Cacela sofreu amplas transformações no âmbito da política do califado almóada de fortificação dos territórios, concentração da população rural junto de núcleos fortificados

e reforço das povoações costeiras. Assim, a expansão do povoado foi orientada para o espaço extramuros, junto do provável porto situado na foz da ribeira. As escavações ar-

queológicas neste lugar denominado Poço Antigo revelaram um conjunto habitacional andaluz, abandonado no final do período almóada, primeira metade do século XIII. Após a conquista cristã de Cacela, cerca de 1238-1240, o Castelo transitou para a posse da Ordem de Santiago, que iniciou de imediato remodelações profundas na fortificação e na sua envolvente. Por exemplo, no sítio do Poço Antigo foi construída a primeira igreja de Cacela e instalado um cemitério que acolheu a primeira comunidade cristã daquela região. No interior do Castelo, as escavações arqueológicas puseram a descoberto a muralha original do período islâmico em taipa, compar-

Direcção: GORDA Associação Sócio-Cultural Editor: Henrique Dias Freire Paginação e gestão de conteúdos: Postal do Algarve Responsáveis pelas secções: • Artes visuais: Saul de Jesus • Espaço ALFA: Raúl Grade |Coelho • Espaço AGECAL: Jorge Queiroz • Espaço ao Património: Isabel Soares • Filosofia dia-a-dia: Maria João Neves • Letras e literatura: Paulo Serra • Missão Cultura: Direção Regional de Cultura do Algarve • Reflexões sobre urbanismo: Teresa Correia • Colaboradores desta edição: Eduardo Pinto e Catarina Oliveira Parceiros: Direcção Regional de Cultura do Algarve e-mail redacção: geralcultura.sul@gmail.com e-mail publicidade: anabelag.postal@gmail.com online em: www.postal.pt e-paper em: www.issuu.com/ postaldoalgarve FB: www.facebook.com/ postaldoalgarve/ Tiragem: 9.405 exemplares

timentos senhoriais denotando o uso prolongado no tempo e vários silos de grandes dimensões provavelmente entulhados no período da conquista cristã de Cacela, Foi possível também identificar a fortificação construída posteriormente em Cacela, incluindo uma das torres desenhadas pelo engenheiro italiano Massaii no século XVII. Através da Arqueologia, testemunha-se o impacto do terramoto de 1755, que desfez, por exemplo, o nivelamento de uma calçada de pedra. Assim se vai revelando a história deste lugar através da conjugação de todas as disciplinas que com a história partilham conhecimento, o rigor na observação dos detalhes e também, ouvir as ondas do mar. l

Direção Regional de Cultura do Algarve


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CULTURA • SUL

LETRAS E LEITURAS •••

Kudos, de Rachel Cusk

É uma mulher. É escritora. Vive em Londres. Divorciada. Mãe de dois filhos – com os quais parece só comunicar por telefone – que optaram recentemente por ir viver com o pai. Casada pela segunda vez. Chama-se Faye – como se descobre quando o seu nome é pronunciado uma única vez, no romance inteiro, perto do final. Está prestes a embarcar numa viagem de promoção da sua obra num festival de literatura na Europa. Kudos, publicado pela Relógio d’Água, encerra uma trilogia inicialmente publicada pela Quetzal, com A Contraluz (2017) e Trânsito (2018), e parece inclusive fechar o ciclo começado em A Contraluz, pois Faye encontra-se novamente num avião como no início do primeiro livro. Neste conjunto de obras a autora cria um novo dispositivo narrativo na sua obra, e inédito na ficção em geral, em que protagonista e narradora se esbatem

Há muito poucos momentos em que deixa entrever aquilo em que pensa É sintomática a entrevista que alguém intenta fazer-lhe, em que na verdade a entrevistada nunca fala de si... «Reparara, por exemplo, que muitas vezes era uma simples pergunta a provocar nas minhas per-

Há muito poucos momentos em que ela própria deixa entrever aquilo em que pensa, mas a sua capacidade de observação é sempre arguta, por vezes cáustica, como quando nos descreve o homem a seu lado no avião e que se prepara para lhe contar toda a sua vida: «Tinha quarenta e tal anos, um rosto que era ao mesmo tempo atraente e banal, e a indumentária limpa, bem engomada e neutra de um homem de negócios em fim de semana. (...) Irradiava uma virilidade anónima e ligeira m e n t e provisória, como um soldado de uniforme.» (p. 11).

.r .

Doutorado em Literatura na Universidade do Algarve; Investigador do CLEPUL

sonagens proezas no domínio das revelações pessoais e que, como era óbvio, isso o fizera refletir sobre a sua profissão, que tinha como característica central fazer perguntas.» (p. 119) Inclusive quando observa os que com ela convivem, amigos, estranhos de passagem, colegas escritores, Faye não tece considerações, limitando-se a transcrever os seus diálogos, que mais se assemelham a monólogos, ainda que se perceba que lança perguntas que encaminham o ritmo dos solilóquios daqueles com que se cruza e através dos quais tece uma reflexão sobre os mais variados temas. Existem diversas situações em que os seus interlocutores são inclusive tratados como narradores e as suas histórias de vida como narrativas, pois como diz alguém: «as vidas das outras pessoas eram um drama que se desenrolava e que evoluía, passando por diferentes fases da existência, como uma telenovela prolongada» (p. 139). Mas Faye, ou Rachel Cusk, acaba por deixar pequenas indicações de leitura deste seu romance, se o leitor estiver atento, sempre pelo discurso de outrem: «Afirmou que esperava que eu estivesse de acordo com a sua avaliação, uma vez que deduzira da minha obra que, se eu tinha imaginação, tinha o bom senso de a manter oculta.» (p. 151).

sd to fo

Paulo Serra

até ser pouco mais do que um contorno a contraluz. Contudo o livro de Rachel Cusk é praticamente impossível de pousar, enquanto assistimos a um desfiar de histórias, sem filtro e sem juízos, sobre a família, a arte, a política, a crítica, a literatura, o futuro da Humanidade, o papel da mulher. Assim se tece uma nova forma de narrar, em que a protagonista, vista a contraluz, especialmente a partir do que os outros observam sobre ela, permanece muda em praticamente toda a narrativa. Apesar de se escrever que a obra da autora entretece autobiografia e ficção, quase nada é revelado sobre a personagem, apesar de ser ela também a narradora, e o que se regista sobre si é apenas factual. Quase sem voz, assim como sem corpo, a narradora mais parece uma confidente e que nunca opina, apenas coloca questões que conduzem a linearidade das histórias dos que a cercam.

Ragnarök – O Fim dos Deuses, de A. S. Byatt foto d.r.

A. S. Byatt é autora do romance Possessão, adaptado a filme •

A. S. Byatt nasceu em Yorkshire, em 1936, e em 1972 tornou-se professora de literatura inglesa e americana na University College em Londres. Tem poucas obras publicadas em Portugal mas é sobejamente conhecida pelo romance Possessão, vencedor do Booker Prize em 1990, publicado em 2010 pela Sextante, e adaptado a filme. Ragnarök – O Fim dos Deuses é mais um título a integrar a colecção de Mitos da Elsinore, originalmente publicada pela editora Canongate. Já aqui se apresentaram outros títulos desta colecção, como A Odisseia de

Penélope ou O Mel do Leão, de autores igualmente aclamados. São livros de capa dura, belamente ilustradas por Lorde Mantraste. A narrativa, a não confundir com um romance, é contada a partir da perspectiva de uma «criança magra», cujo sexo nunca é designado, que devora histórias com grande avidez, durante a noite com uma lanterna sob os lençóis, e que descobre dois livros que a marcam particularmente, Asgard e os Deuses e O Caminho do Peregrino. É a partir dessas histórias que nasce em si o desejo de escrever, num mundo ele próprio

perto do fim, quando as bombas da Blitz arrasam a cidade de Londres, e o pai da criança desapareceu. São estes os elementos de Ragnarök que se percebem autobiográficos, enquanto a autora recria de forma poética os mitos nórdicos do Crepúsculo dos Deuses – como em Wagner – e cria um paralelismo entre esse fim dos tempos e a destruição dos recursos do planeta pelo homem. O livro, originalmente publicado em 2011, reflecte seriamente sobre a sensação de fim dos tempos que se vive na nossa contemporaneidade, pois esta criança que vivia no campo, apesar do espectro dos bombardeamentos aéreos e de se fazer acompanhar de uma máscara de gás, lê agora (em adulta), todos os dias, sobre «uma nova extinção, o branqueamento dos corais, o desaparecimento do bacalhau que a criança magra pescava à linha no Mar do Norte, numa altura em que os peixes abundavam. Leio sobre projetos humanos que destroem o mundo, poços de petróleo habilidosa e avidamente construídos em águas profundas, uma estrada atravessando as rotas de migração no parque do Serengeti, o cultivo de espargos

no Peru, balões de hélio para transportar as colheitas de forma menos dispendiosa, emitindo menos carbono, enquanto as próprias explorações agrícolas esgotam perigosamente a água que alimenta os vegetais, os seres humanos e outras criaturas. (...) Quase todos os cientistas que conheço acreditam que estamos a forjar a nossa própria extinção a um ritmo cada vez mais acelerado.» (p. 142) Foi aliás notícia, recentemente, a percentagem assustadora de espécies animais que se extinguiram devido à acção humana nas últimas décadas... Autora foi professora durante largos anos da disciplina “Mito e Realidade no Romance” Neste livro inclui-se uma nota da autora, intitulada «Pensamentos sobre os mitos», que faz luz sobre esta obra e o porquê de ter sido este o mito a recriar escolhido pela autora, professora durante largos anos da disciplina «Mito e Realidade no Romance». Podemos alegar que os mitos, bíblicos ou gregos, não têm o fôlego dos grandes romances, mas é também nas linhas das grandes obras da literatura que perpassam diversos

ecos míticos; da mesma forma que os heróis míticos não se comparam com personagens de romances, pois faltar-lhes-ia serem dotados de verdadeira densidade psicológica; antes parecem joguetes nas mãos dos deuses, eles próprios tão caprichosos e incautos como crianças. O único deus nórdico que merece alguma simpatia por parte desta crítica literária e romancista é Loki, o endiabrado irmão de Thor, o único deus inteligente e trocista, mas também irresponsável e caprichoso como os demais. A. S. Byatt entretece estas questões complexas nesta preciosa nota, de como os deuses nórdicos são «peculiarmente humanos (...) porque são limitados e pouco inteligentes. São gananciosos, divertem-se a lutar e a brincar. (...) Sabem que o Ragnarök está a chegar , mas são incapazes de imaginar uma forma de o evitar ou de mudar a história. Sabem morrer destemidamente, mas não sabem tornar o mundo melhor.» (p. 144). A autora explica, em suma, como escolheu o mito nórdico de Ragnarök porque este representa o último de todos os mitos: «o mito que põe fim aos mitos, o mito em que os próprios deuses são destruídos» (p. 140). l


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CULTURA • SUL

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ESPAÇO ALFA •••

Galeria Arco: um spot criativo em Faro foto d.r.

Eduardo Pinto

Membro da ALFA @eduardopinto.soares

Nas minhas recordações dos anos 90 em Faro existem dois espaços que, para mim, sempre foram sinónimo de ver exposições de arte com grande qualidade, as duas galerias municipais TREM e ARCO, situadas na cidade velha de Faro e que eu visitava regularmente. De 1990 a 2003 a direção esteve a cargo do artista natural da cidade Manuel Baptista, que nos deu acesso, sem sair da cidade, a apreciar obras de artistas de grande renome nacional e internacional, como Pedro Cabrita Reis ou Jorge Molder, com a sua impressionante série fotográfica The Secret Agent (1991). Por volta de 2008, o espaço de uma das galerias, a ARCO, passa a ser partilhado por três associações culturais locais. Continuou a ser um lugar onde as visitas não se destinam

“Algumas fotografias podem contar toda uma vida, outras só recordam breves segundos... mas para sempre“ •

só a contemplar a magnífica vista da Ria Formosa, mas também à aposta de uma programação focada nas

indústrias criativas, em concertos musicais, artes performativas e exposições quase exclusivamente de

fotografia. Desde 2010 tenho acompanhado a ALFA – Associação Livre Fotógra-

fos do Algarve, como sócio, amigo e participante em passeios e viagens fotográficas de lazer. Agora, no início deste Verão, surgiu o convite para eu montar uma exposição fotográfica na ARCO, com fotografias que já tinha mostrado em Espanha, no Teatro Del Mar (Punta Umbría) e no Centro Cultural Casa Grande (Ayamonte), intitulada ”LIFE - TIME”. A exposição integrou a programação do Açoteia - Faro Rooftop Festival e a esplanada da ARCO foi uma entre as duas dezenas de spots aderentes da primeira edição de um evento pioneiro que quer marcar a diferença em Portugal. Para além de ser composto pela parte física com fotografias emolduradas - memórias fotográficas de 2016 até duas décadas atrás, também tem uma componente audiovisual com pequenas histórias vídeo-fotográficas que podem de alguma forma interessar ao visitante e complementar uma memória futura. “Algumas fotografias podem contar toda uma vida, outras só recordam breves segundos... mas para sempre“. A exposição estará patente até Agosto de 2019 e tem entrada livre. l

ESPAÇO AGECAL •••

Mouras encantadas e tesouros: Encantamentos no Algarve Catarina Oliveira Arqueóloga Sócia da AGECAL

Mouras, moirinhas ou bichas mouras, as mouras encantadas, aparecem belas e enigmáticas, junto a fontes, ribeiras, penedos ou ruínas penteando os longos cabelos, com preciosos pentes de ouro. Encantadas em serpentes, touros ou leões, em certos casos meio mulheres e meio cobras, guardam tesouros nas entranhas da terra, que oferecem a quem lhes quebrar o encanto. No Algarve, ficaram imortalizadas por nomes como Cássima, Fátima, Floripes, Zuleima, Alíria, Tomasina,... No Sul, onde a presença muçulmana foi mais longa e intensa, as mouras encantadas apresentam-se como lindas princesas, que por não poderem fugir durante a reconquista cristã, aqui ficaram encantadas. Muitas das lendas referem-se também

a fugazes encontros com pequenos mourinhos de gorros vermelhos na cabeça. Mas a permanência de mouros e mouras na memória e imaginário popular, também no Norte de Portugal, não se pode explicar apenas pela duração da presença islâmica no nosso território. Segundo muitos estudiosos, as mouras parecem vir substituir antigas divindades ligadas à fertilidade. Onde vivem? Dizem as lendas que habitam em fontes, poços, rios, grutas, minas, antas, castros e ruínas, e aí guardam os seus tesouros. Há quem diga que vivem na moirama, um mundo maravilhoso e labiríntico debaixo da terra, com túneis que desembocam em palácios de ouro e cristal. Por aparecerem frequentemente em fontes, poços, ribeiros, há quem as interprete como sobrevivências de antigas divindades e génios femininos ligados à água, elemento sagrado, cujo culto se perpetuou no tempo até aos nossos dias, tendo sido mais tarde substituídas por invocações de santos cristãos Quando aparecem? Dos espa-

ços de reclusão, onde cumprem encantamentos de muitos séculos, as mouras apenas podem sair em momentos mágicos, como a meia-noite, o nascer do sol ou o meio-dia. É especialmente na noite de S. João que deixam a forma de serpentes e, em figura humana, vêm pentear os seus cabelos de ouro, aguardando pela manhã para estender, no campo sobre esteiras, os seus tesouros: figos, meadas de ouro… A noite de S. João, com raízes nos antigos festejos pagãos do solstício de Verão, de que as tradicionais fogueiras – substituindo de noite o próprio sol – são a expressão mais conhecida, assinala o mais alto grau de vitalidade do sol, fecundador por excelência. E não remetem os atributos das moiras – cabelos, pente, tesouros de oiro – para o próprio Sol, símbolo de vida e fertilidade? E que tesouros guardam? Segundo o povo, quando os mouros, pela força das armas cristãs, largaram as nossas terras, deixaram lindas mouras em guarda dos seus tesouros. São de ouro, prata e pedras preciosas, mas aparecem disfarçados em

coisas banais, como carvão, tijolos, figos. O afortunado que os acha ou recebe da moura, despreza-os sem suspeitar do encanto, ou conquista-os provando ser merecedor da riqueza que tem nas mãos, por se mostrar paciente, discreto, honesto e corajoso. Nas lendas, a conquista do tesouro implica provações de ordem moral e espiritual: o cumprimento de um pacto, o controlo de impulsos como a curiosidade, ou o seguimento das regras ditadas por um sonho sonhado três vezes. Como desencantá-las? É com os seus tesouros que as Mouras Encantadas tentam seduzir os homens para que lhes quebrem o encanto. Deve o homem submeter-se a provas de força ou, sobretudo, de coragem. Não deve demonstrar medo perante a investida da Moura, que pode aparecer sob a forma de um touro ou de uma serpente que o abraça e beija. Se vencer as provas, quebra o encantamento, se falhar redobra-o. Nas lendas recolhidas no Algarve são diversos e exigentes os preceitos a seguir para o desencantamento: enfrentar um touro e uma

cobra sem manifestar medo e ser beijado pela moura donzela que lhe tira os santos óleos do baptismo; ser três vezes engolido e três vezes vomitado por um leão, três vezes abraçado por uma serpente e finalmente beijado na fronte pela moura; apanhar o rouxinol que vier cantar em noite de véspera de S. João na árvore junto ao tanque onde está a moura; regar a área do terreno onde está a moura com água de massa amassada em noite de S. João; roçar o mato de uma courela, semear orégãos e a seguir plantar uma vinha; comer filhoses amassadas com água do rio na véspera de S. João;… No Algarve, Ataíde Oliveira foi um dos grandes compiladores desta riquíssima herança. Devemos-lhe o registo de dezenas de lendas oriundas de várias regiões do Algarve, compiladas em 1898 na obra “As Mouras Encantadas e os Encantamentos do Algarve”. A sua obra foi recentemente reeditada pela Apenas Livros e abre com uma introdução da autoria de Fernanda Frazão e Gabriela Morais sobre o Mito da Moura Encantada. l


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CULTURA • SUL

ARTES VISUAIS •••

“Banksy: Génio ou vândalo?” fotos d.r.

Saul Neves de Jesus

Professor Catedrático da Universidade do Algarve; Pós-doutorado em Artes Visuais; https://saul2017.wixsite.com/artes

O título deste artigo corresponde ao título da própria exposição de Bansky (“Bansky: Genius or Vandal”), a decorrer na Cordoaria Nacional, em Lisboa, desde 14 de junho. Trata-se duma exposição com mais de 70 trabalhos de Bansky cedidos por vários colecionadores privados internacionais. Como todas as exposições anteriores dedicadas a Banksy, esta também não foi autorizada pelo artista, o qual procura manter o seu anonimato. Isto embora no ano passado se ter especulado que Banksy seria Robert Del Naja, dos Massive Attack, sobretudo porque as obras de Banksy têm aparecido em diversos locais do mundo, após concertos dos Massive Attack. Mas Banksy (ou Robert) valorizam a discrição, encontrando-se em contra corrente com aquilo que se passa com a maioria das pessoas na atualidade, em que toda a sua vida é exposta através das redes sociais. Aliás, o anonimato é algo explicitamente valorizado por Bansky, tal

“Girl with balloon” (50 x 70 cm; 2003) • Banksy não tem conta no facebook ou no twitter e não é representado por nenhuma galeria. Os trabalhos nunca são assinados. Apenas tem conta oficial no Instagram, onde publica as imagens das obras que vai realizando em paredes um pouco por todo o mundo, o que serve de autenticação para as mesmas.

“Big Gold Frame” (123 x 94 cm; 2009) • como é expresso por uma das suas frases que se encontrava numa exposição que visitámos no Museu Moco, em Amesterdão, em 2018: “I don’t know why people are so keen to put the details of their private life in public; they forget that invisibility is a superpower” (“não sei porque é que as pessoas estão tão interessadas em tornar públicos detalhes da sua vida privada; esquecem-se que o anonimato é um superpoder”).

Embora a sua identidade permaneça um mistério, Banksy é um dos artistas mais conceituados na atualidade, com trabalhos a atingirem valores astronómicos. Isto embora as obras sejam vendidas à sua revelia, não recebendo qualquer valor pelas vendas. Um episódio muito mediatizado ocorreu há uns meses atrás, em outubro de 2018, uma obra de Banksy “autodestruiu-se” depois de ser

vendida por 1,04 milhões de libras (1,18 milhões de euros) na leiloeira londrina Sotheby's. O próprio autor divulgou uma fotografia na sua conta do Instagram no momento em que o quadro “Girl with balloon” (“Rapariga com balão”) se desfaz em tiras ao passar por uma trituradora de papel instalada na parte inferior do quadro. Originalmente, esta imagem havia sido pintada num muro em Londres, tendo sido votada pelos britânicos em 2017 como a obra preferida no Reino Unido. Considera-se que a destruição desta obra só terá aumentado a sua cotação no mercado de arte. Também foi bastante divulgada a abertura, em 2017, do seu Hotel Walled-Off, considerado pelo próprio como aquele com “pior vista do mundo”, pois situa-se em frente ao muro de Israel na Cisjordânia, que constitui uma das materializações mais emblemáticas do conflito entre israelenses e palestinos. E este muro é a única vista que os nove quartos têm. Voltando à exposição “Banksy: Génio ou vândalo?”, de acordo com a promotora “Everything is New”, trata-se da “primeira grande mostra em Portugal sobre o iconoclasta britânico que revolucionou a arte contemporânea e cuja identidade per-

manece uma incógnita”. Esta exposição já passou por Moscovo, São Petersburgo e Madrid, onde “foi visitada por mais de 600 mil pessoas”. Tivemos oportunidade de apreciar esta mesma exposição em Madrid, no final de abril passado e é uma fantástica imersão nas imagens e pensamentos da Banksy. Muitas obras são originais, enquanto outras foram produzidas a partir

dos originais. A título de exemplo, destacamos apenas as obras “Big Gold Frame” (“Grande moldura de ouro”), que representa uma crítica à própria arte contemporânea, e “Brexit”, que representa a sua posição “anti-Brexit”. Para todos os efeitos, Banksy é o pseudónimo de um artista de rua, que pinta desde os anos 90 sobretudo em graffiti e cujos trabalhos podem ser encontrados em espaços públicos de cidades de todo o mundo, sem autorização de nenhuma entidade governamental. As suas obras são instalações ou pinturas feitas através de stencil, muitas vezes com frases escritas. As mensagens visuais que produz abordam questões da atualidade, sobretudo de crítica política e social, com um forte viés revolucionário e anti guerra. Uma das frases de que é autor é a seguinte: “Os maiores crimes do mundo não são cometidos por pessoas que violam as regras, mas por pessoas que seguem as regras. São as pessoas que seguem ordens que soltam bombas e massacram aldeias.” Talvez possa ser considerado vândalo por alguns, pois pinta paredes sem pedir autorização, mas fá-lo de forma genial e é genial a profundidade das suas obras e dos pensamentos que vai deixando escritos um pouco por todo o mundo! Vale a pena aproveitar para apreciar esta exposição em Lisboa, até 27 de outubro... l

“Brexit” (Mural em 2017) •


5 de Julho de 2019

CULTURA • SUL

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FILOSOFIA DIA-A-DIA •••

Pode a Filosofia ser um guia para o prazer? fotos d.r.

Maria João Neves Ph.D

Consultora Filosófica

Ao arrepio da tendência filosófica ocidental prevalecente, Epicuro coloca a seguinte questão: Não sei como poderei conceber o Bem se prescindo dos prazeres do gosto, se abnego do prazer sexual, se me privo do prazer de ouvir, se me abstenho de todas as doces emoções induzidas pela contemplação de formas belas! Nascido na verdejante ilha de Samos em 341 a.c., Epicuro dedicou-se à filosofia desde os 14 anos de idade, viajando para estudar com proeminentes professores como o platonista Pânfilo ou o atomista Nausífanes, discípulo de Demócrito. Contudo, o jovem filósofo não conseguia concordar com a maioria dos ensinamentos, e antes de cumprir 30 anos decidiu compilar os seus próprios pensamentos sobre a filosofia da vida. Calcula-se que escreveu cerca de 300 livros sobre os mais diversos temas: amor, música, natureza, vida humana, etc. Infelizmente, quase toda a obra se perdeu e acedemos ao seu pensamento apenas através de alguns testemunhos de discípulos e epístolas, entre elas, a Carta para a Felicidade, escrita a Meneceu.

Aquilo que imediatamente distingue Epicuro dos outros filósofos é o seu ênfase na importância dos prazeres sensuais: “o prazer é o princípio e o objectivo de uma vida feliz”. Epicuro confessa abertamente o seu apreço pela boa culinária: “o princípio e a raiz de todo o bem é o prazer do estômago”. No seu entender, até a sabedoria e a cultura se lhe deveriam referir. A filosofia teria a incumbência de se converter num guia para o prazer. Muito poucos filósofos admitiram tão abertamente o seu interesse num estilo de vida prazenteiro. De facto, este reconhecimento chocou

A Epicurean Life promete conferir um status social ao alcance de poucos •

imensa gente! Reacções adversas não se fizeram esperar quando constou que Epicuro atraiu o apoio de algumas famílias ricas, e utilizou o dinheiro que lhe foi dado para criar uma instituição dedicada à promoção de felicidade. A sua escola admitia tanto homens como mulheres - foi, provavelmente, um dos primeiros estabelecimentos de ensino misto de que se tem conhecimento no Ocidente - e encorajou-os a viver e a estudar o prazer em conjunto. O seu impacto percorreu todo

o espectro, desde o grande entusiasmo à condenação moral. Se procurarmos no Facebook “Epicurean Life” encontraremos a página do Alexander Group onde pode ler-se: “A nossa página do Facebook irá mantê-lo a par do mais alto luxo: Restaurantes, Viagens, Moda, Automobilismo, Artes, Interiores e muito mais...” Tudo aquilo que o dinheiro pode proporcionar! Já o slogan da capa da revista Epicurean Life - “Um mundo de luxo... para quem tem bom gosto!” -, aponta para o facto de que não basta ter dinheiro, é necessária alguma erudição estética para ascender

aos prazeres propostos por uma vida epicúrea. O dinheiro é um requisito prévio, mas apenas aqueles com classe, com estilo, poderão aceder ao que a revista propõe. A Epicurean Life não apenas divulga prazeres refinados, ela promete conferir um status social ao alcance de poucos. Mas seria realmente isto que Epicuro tinha em mente? O filósofo adverte para as rasteiras muito comuns em que se pode cair nesta busca do prazer e da felicidade. Allain de Botton realiza um interessante estudo sobre publicidade e ideias epicúreas. Vejamos alguns exemplos: Neste anúncio da Bacardi promove-se uma bebida alcoólica, mas, na verdade, em termos epicúreos, o que se pretende obter são amigos. Aqui anuncia-se um spa de luxo mas, para Epicuro, o que se busca realmente, é relaxamento e calma... Um corpo sem dor, e paz de espírito. Na realidade, a casa que Epicuro comprou, com a ajuda de alguns amigos com os quais vivia em comunidade, não era grande. No terreno em seu redor cultivavam vegetais e plantaram um harmonioso mas modesto jardim. As refeições eram simples. Bebia-se água, não vinho. Estava-se saciado com um pouco de pão e um punhado de azeitonas. “Enviem-me um pote de queijo para que eu possa fazer um festim quando quiser”, admoestava o filósofo! Ao sol do nosso Algarve que nos beija a pele cada dia, vai-se com amigos à praia e traz-se de lá a refeição, pois as conquilhas saltam ao rodar do calcanhar na maré baixa. Haja um pouco de azeite e alho e algum fogo para as abrir. Tempera-se com o sumo de um limão apanhado dum ramo que se estende para

nós, oferta de um quintal qualquer a caminho de casa, e colhem-se a salsa e os coentros que crescem no canteiro improvisado na varanda, ou no parapeito da janela. Alguém pega numa guitarra e canta-se e ri-se e celebra-se a vida! É a felicidade, que ao contrário daquilo que nos querem fazer acreditar, é acessível a bem modesto custo. Influenciáveis, sucumbimos à publicidade falsa e massacrante de que se não tivermos uma casa grande, um carro último modelo, uma conta bancária choruda, se não vestirmos a última moda e tivermos um status social elevado, ninguém gostará de nós e jamais poderemos ser felizes! Há muito quem lucre com a estimulação de desejos desnecessários em pessoas que desconhecem as suas verdadeiras necessidades. A sociedade de consumo ruiria se nos déssemos conta disto! Não vemos em nenhum lado publicitados os prazeres simples a que qualquer um pode ter acesso: brincar com um cão, conversar com um amigo, apanhar um banho de sol, ouvir no

Se Epicuro quisesse casar seria impossível encontrar uma loja onde deixar a sua lista de presentes, pois para o filósofo a vida prazenteira baseia-se nestes 3 ingredientes fundamentais: 1. Amizade Os verdadeiros amigos não nos julgam de acordo com os valores mundanos. O seu amor por nós não é afectado pela nossa posição social, riqueza, fama ou sucesso. Respeitam-nos, tratam-nos bem, simplesmente... Apreciam-nos pelo que somos! 2. Liberdade No jardim de Epicuro vários foram aqueles que trocaram os seus bons empregos por uma vida mais simples mas, sobretudo, uma vida com tempo. Preferiam cultivar a sua própria comida, ainda que escassa, a ter de passar os dias obedecendo às ordens de algum chefe tirano. 3. Pensamento Ao escrever sobre um problema ou ao conversar sobre ele fazemos com que os seus principais aspectos emirjam. Se o problema não

rádio aquela canção favorita, comer um pãozinho fresco com um pouco de manteiga barrada... Lucrécio, articulando os valores epicúreos, chegaria à conclusão de que a humanidade é perpetuamente vítima de um martírio fútil, afligindo a vida em preocupações infrutíferas por não conseguir distinguir quanto a aquisição é limitante a respeito do crescimento do prazer genuíno.

se dissolver neste exercício, pelo menos alguns dos seus efeitos secundários tendem a diminuir, tais como a confusão e o sofrimento que esta provoca. No jardim de Epicuro encorajava-se acima de tudo o pensamento. Talvez existam poucos remédios para a ansiedade tão eficazes como este! l Inscrições para o Café Filosófico: filosofiamjn@gmail.com


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CULTURA • SUL

REFLEXÕES SOBRE URBANISMO •••

O ordenamento do território e a praias Teresa Correia

Arquitecta / urbanista arq.teresa.correia@gmail.com

As praias do Algarve e as alterações climáticas As praias do Algarve são uma das maiores riquezas naturais, potenciando o desenvolvimento económico da nossa região. Com o aumento da temperatura, muito provavelmente, teremos uma cada vez maior afluência da população ao litoral, procurando o clima mais ameno e temperado. A este aumento de carga nas praias, nomeadamente na Praia de Faro, temos por outro lado uma situação contraditória, a alteração da fisiografia das praias, sobretudo da Península do Ancão, com uma efetiva redução do areal de ano para ano. A APA-ARH, sendo a entidade que regula as infraestruturas das praias de banhos, não parece ter os meios necessários e existe uma tendência dominante em termos

políticos que é a descentralização para as autarquias. Verifica-se, assim, alguma dificuldade na gestão de uma área sensível e sujeita a grande pressão humana, como seja a Ria Formosa e as Ilhas. Não se perspetiva um investimento assertivo na reconstrução dunar tão relevante para a manutenção da ilha, como zona de lazer e balnear. Apesar de algumas estruturas pontuais realizadas pela autarquia e pela Polis, não se considera que estas sejam suficientes para a visão mais estruturada de futuro, a qual deverá estar necessariamente ligada ao profundo conhecimento que a Universidade do Algarve possui de toda esta região. Com as alterações climáticas, é também relevante as análises de risco e de vulnerabilidade que presumo só na Praia de Faro foram realizadas no âmbito do PP, mas ainda desconhecido para o comum cidadão. Seria coerente com o discurso de defesa das alterações climáticas, que fosse realizado um investimento sério neste tipo de análises, sobretudo nas faixas costeiras, para que fosse possível um planeamento adequado nomeadamente dos POOCs e PDMs.

Necessidade de investir nas praias do Algarve Apesar de tudo, o Algarve possui um trabalho de base e já antigo com a primeira geração de PDMs, porém, estes não estão adaptados às realidades atuais demográficas, sociais e económicas. Espera-se assim que a nova geração consiga dar uma maior qualidade ao nosso território e atender a uma visão focada no cidadão comum, democratizando o acesso às praias. As concessões excessivas das praias, somadas à redução do areal, por vezes, e a acrescer à dificuldade de acesso por falta de estacionamento ou de transporte público, faz com que haja uma relativa redução do bem público que é o usufruto da praia. No verão com o aumento de afluência, nalgumas zonas, é já praticamente impossível chegar à praia que conhecíamos na nossa infância. Se existisse uma monitorização em SIG dos veículos que estão estacionados pelas encostas, pinhais, areais e zonas em escarpa, facilmente se concluía que vale tudo para conseguir chegar à praia. No entanto, não é só com a simples

proibição que tal problema se resolverá, devendo, pelo contrário, ser criados os meios de transporte como veículos de minibus, comboios elétricos ou um maior número de barcos, em carreira regular, que facilitem os acessos, sem que seja necessário levar o carro à beira da água. Para a Praia de Faro tinha sido planeado um circuito em minibus gratuito, entre o parque de estacionamento exterior e a praia, associado a um recurso a zonas de estacionamento de duração limitada na praia, que pagaria esse investimento, ou seja, a ligação lógica e natural entre transporte e estacionamento. Este plano era visto de forma mais global, com a construção de uma nova ponte, face à grande debilidade estrutural da atual. Os acessos, como a nova Ponte e as pistas cicláveis de acesso à Praia de Faro, são uma necessidade urgente de investimento, e tal parece ainda longínquo. Os organismos do Estado devem estar aptos para compreender o mercado no lançamento de concursos mais específicos e exigentes, de forma a evitar a demora e o atraso na resolução das questões.

A paisagem e a segurança A preservação da paisagem será fundamental na sustentabilidade da nossa economia, no entanto, qual a liberdade que possuímos de estruturar os acessos com novos caminhos, ou seja, de criar segurança? Em REN, é proibida a criação de novos acessos, mas tal poderia ser mais claro, se fosse previsto ao nível dos POOCs, com os acessos que se consideram fundamentais para o normal usufruto de uma praia marítima, assim como os estacionamentos. Essa visão deverá ser coordenada com as ligações viárias, portuárias, etc, numa visão intermodal, e tal parece nunca ter existido, pelo menos, em número e dimensão, talvez pela escala muito alargada com que são produzidos. A segurança dos cidadãos deverá ser um fator de importância tal, que deveria relevar para contextos menores outros interesses públicos ou privados. Assim, será evidente, que num contexto planeado e executado em conformidade, numa região turística, o cidadão deveria ter sinalização adequada, percursos seguros, transportes adequados e usufruir de forma acessível e integradora à praia desejada. l pub


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Município de Tavira Edital n.º 37/2019

Ana Paula Fernandes Martins, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em reunião ordinária de Câmara Municipal, realizada no dia 18 de junho de 2019, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por maioria a proposta número 144/2019/CM, referente a 7.ª Alteração ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano/2019; 2. Aprovada por unanimidade a proposta número 145/2019/CM, referente a Atribuição de apoio ao Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia - Festa de Final de Ano; 3. Aprovada por unanimidade a proposta número 146/2019/CM, referente a Atribuição anual de apoio à Associação Musical do Algarve; 4. Aprovada por unanimidade a proposta número 147/2019/CM, referente ao Protocolo para assegurar a constituição do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais – DECIR – Ano 2019; 5. Aprovada por unanimidade a proposta número 148/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado – 1 posto de trabalho para técnico superior, licenciatura em Design de Comunicação, para o Gabinete de Comunicações e Relações Publicas; 6. Aprovada por unanimidade a proposta número 149/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado – 1 posto de trabalho para assistente técnico, para a Divisão de Desporto, Ambiente e Equipamentos Desportivos; 7. Aprovada por unanimidade a proposta número 150/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado – 12 postos de trabalho para assistentes operacionais, para a Divisão de Aprovisionamento e Infraestruturas; 8. Aprovada por unanimidade a proposta número 151/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado – 5 postos de trabalho para assistentes operacionais, para a Divisão de Assuntos Sociais, agrupamentos escolares; 9. Aprovada por unanimidade a proposta número 152/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado – 1 posto de trabalho para assistente técnico-técnico som de apoio a eventos, para a Divisão de Aprovisionamento e Infraestruturas; 10. Aprovada por unanimidade a proposta número 153/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhadores por tempo indeterminado – 5 postos de trabalho para assistentes operacionais, para a Divisão de Equipamentos e Mobilidade; 11. Aprovada por unanimidade a proposta número 154/2019/CM, referente a Abertura de procedimento concursal para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado – 1 posto de trabalho para assistente operacional- eletricista auto, para a Divisão de Equipamentos e Mobilidade; 12. Aprovada por unanimidade a proposta número 155/2019/CM, referente a Doação de obra de arte intitulada "Cores Não Vistas", da autoria da artista plástica Sónia Maria Horta Corvo; 13. Aprovada por unanimidade a proposta número 156/2019/CM, referente a Criação de um Núcleo de Desenvolvimento Turístico na Unidade Territorial do Barrocal e Litoral Sul - Nomeação de júri; 14. Aprovada por unanimidade a proposta número 157/2019/CM, referente ao Regulamento do Orçamento Participativo do Município de Tavira. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume. Paços do Concelho, 18 de junho de 2019 A Vice - Presidente da Câmara Municipal, Ana Paula Fernandes Martins (POSTAL do ALGARVE, nº 1226, 5 de Julho de 2019)

Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. C.M.

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5 de Julho de 2019

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Cruz Portugal

CARTÓRIO NOTARIAL EM TAVIRA O NOTÁRIO BRUNO FILIPE TORRES MARCOS

CO EXTRATO DE ESCRITURA DE JUSTIFICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, nos termos do artigo 100.º do Código do Notariado que, por escritura pública de justificação, outorgada em 08.05.2019, exarada a folhas 116 e seguinte do competente Livro n.º 145-A do Cartório Notarial em Tavira, do Notário Bruno Marcos, sito na Rua da Silva, n.º 17-A, que: - Gracinda Maria Ramos, viúva, natural da Tavira (Santa Maria), concelho de Tavira, residente no Sítio de Água dos Fusos, em Tavira; - Declarou ser dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, do prédio rústico composto por terra de cultura, com a área de 4083 m2, a confrontar do norte com Estrada Nacional, sul e poente com Manuel Jacinto Valente, e nascente com Celestino Ramos, no sítio da Portela do Bosque, freguesia de Tavira (Santa Maria e Santiago), concelho de Tavira, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 7383, com origem no artigo 6559 da extinta freguesia de Tavira (Santa Maria), com o valor patrimonial tributário de 10,03 €, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Tavira; - Tendo alegado para o efeito que veio à sua posse com a indicada composição e área, por partilha meramente verbal, nunca reduzida a escritura pública, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e cinco, por óbito de seus pais António Joaquim dos Ramos e Maria Custódia Ramos, residentes que foram no sítio de Água dos Fusos, em Tavira; - Sendo que, desde esse ano, ou seja, há mais de vinte anos, de forma pública, pacífica, contínua e de boa fé, ou seja, com o conhecimento de toda a gente, sem violência nem oposição de ninguém, reiterada e ininterruptamente, na conTractor - quaisquer Rega,direitos Ldade outrem e ainda convencida de ser tivicção de não lesar tular do respetivo direito de propriedade e assim o julgando as demais pessoas, tem possuído aquele prédio – semeando a terra, tratando das culturas, colhendo os respetivos frutos, amanhando e limpando a terra, e dele retirando os respetivos rendimentos – pelo que, tendo em consideração as referidas características de tal posse, adquiriu o referido prédio por USUCAPIÃO, o que invoca. Tavira e Cartório, em 08 de maio de 2019. O Notário,

Rua de Santo António, n.º 68 - 5º Esq. 8000 - 283 Faro Telef.: 289 820 850 ¦ Fax: 289 878 342 dbf@advogados.com.pt ¦ www.advogados.com.pt

Município de Tavira

Jorge Manuel do Nascimento Botelho,

Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em reunião extraordinária de Câmara Municipal, realizada no dia 07 de junho de 2019, foram tomadas as seguintes deliberações:

Edital - Venda de dois terrenos rústicos Ricardo Silverio Fernandes Valente casado com Apolónia Teixeira Denis Valente vendem a Thomas Joseph Laarhoven e esposa Julia Almerthina Manuhuwa o prédio rústico localizado no concelho de Tavira e freguesia de Luz de Tavira e Santo Estevão no sitio de Monte Agudo com o artigo matricial nº 3832 com confrontação a norte com Luis Peres, a Sul com caminho e outros, a nascente com Marcelino Viegas Gago e a poente com Joaquim Martins Silva, os primeiros vendem ainda aos segundos o prédio rústico localizado no concelho de Tavira e freguesia de Luz de Tavira e Santo Estevão com o artigo matricial nº 2660 com confrontação a norte com Manuel Mariano, a sul com Joaquim Martins da Silva, a nascente com Marcelino Viegas Gago e a poente com Joaquim Martins da Silva. Ambos os prédios rústicos são vendidos pelo valor global de 10.600€, sendo a escritura de compra e venda realizada até ao final do mês de Julho de 2019. (POSTAL do ALGARVE, nº 1226, 5 de Julho de 2019)

De acor segundo Azeite d a reunire 2016, p

1º- Apro

2º- Apro

3º - Out

Se à hor Geral re com a m de assoc

Bruno Filipe Torres Marcos Conta registada sob o n.º 2/1235 (POSTAL do ALGARVE, nº 1226, 5 de Julho de 2019)

Edital n.º 36/2019

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1. Aprovada por unanimidade a proposta número 141/2019/CM, referente a Atribuição de apoio ao Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia Festa de final do ano letivo da Escola Secundária; 2. Aprovada por unanimidade a proposta número 142/2019/CM, referente a Descentralização - Transferência de competências da administração central para administração local; 3. Aprovada por maioria a proposta número 143/2019/ CM, referente a Atribuição de Medalhas Municipais de Mérito e de Bons Serviços e Dedicação. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume. Paços do Concelho, 07 de junho de 2019 O Presidente da Câmara Municipal,

Jorge Botelho (POSTAL do ALGARVE, nº 1226, 5 de Julho de 2019)

Torna-se ção Loca Decreton.º 254/ úteis, a www.cm 1 Estág para o p - Local o de cand petiva lic fórmula

Faro, 8 d

Publique Faro, 8 d Vereador

José Ant


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NECROLOGIA

5 de Julho de 2019

NATÉRCIA ELVIR A DE JESUS CAMPOS MARTINS

LUCÍLIA FERNANDA DOS SANTOS ANTUNES

CARLOS ALEX ANDRE NUNES DE ALMEIDA

16-01-1931  06-06-2019

09-02-1951  10-06-2019

03-05-1930  14-06-2019

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos o acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

SOCORRO  LISBOA SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

BARREIRO SANTA LUZIA  TAVIRA

BEIRA  MOÇAMBIQUE SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

CESALTINA DA CONCEIÇÃO CABRITA DE ALMEIDA GUERREIRO

RICARDO MANUEL DA PALMA VALENTE

MARIA ADELINA DOS SANTOS

23-02-1948  24-06-2019

26-04-1984  24-06-2019

20-01-1940  27-06-2019

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

SÉ  FARO SÉ E SÃO PEDRO  FARO

SANTA MARIA  TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

CONCEIÇÃO  TAVIRA CONCEIÇÃO E CABANAS DE TAVIRA  TAVIRA

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

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Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

EDITALDE DE CASAMENTO CASAMENTO EDITAL

CARLOS DA CONCEIÇÃO PEREIR A

ANDREIA SOFIA TRINDADE TEIXEIR A

29-08-1969  28-06-2019

27-07-1987  29-06-2019

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos o acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

PARIS  FRANÇA LUZ E SANTO ESTÊVÃO  TAVIRA

SANTA LUZIA  TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

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AntonioFernando Fernando Riberio Camelo, Vice-Cônsul Brasil Faro, em/no(a) Faro, Antonio Riberio Camelo, Vice-Consul do Brasildo em/no(a) usando das usando dasqueatribuições art. 18 daaoLei de lntrodução ao atribuições lhe confere que o art.lhe 18confere da Lei deolntrodução Código Civil faz saber Código Civil faz saber que pretendem casar natural REINALDO SILVA CRUZ que pretendem casar REINALDO DA SILVA CRUZ de(o)(a)DACriciúma, Santa natural de(o)(a) Criciúma, Santa Catarina, Brasil nascido a 18/05/1978, Catarina, Brasil nascido a 18/05/1978, residente e domiciliado no(a) Rua Álvaro de residente domiciliado no(a)Portugal, Rua Alvaro Camposconsular, n° 35, 3° Tavira, Campos n°e35, 3° esq, Tavira, nestadejurisdição filhoesq, de CleusoPortugal, filhoe CÍNTIA de Cleusomar Cruz de(o) e de mar Antonionesta Cruz ejurisdição de Zenaideconsular, da Silva Cruz DA SILVAAntonio DAVID natural Zenaide da Silva Cruz e CÍNTIA DA SILVA DAVID natural de(o)(a) Criciú(a) Criciúma, Santa Catarina, Brasil nascida a 13/04/1985, residente e domiciliada ma, Santa Catarina, Brasil nascida a 13/04/1985, residente e domiciliada no(a) n° 35, 3° esq, Tavira, Portugal, nesta jurisdição conno(a)Rua RuaÁlvaro ÁlvarodedeCampos Campos n° 35, 3° esq, Tavira, Portugal, nesta jurisdisular, filha de Edmilson DavidCarlos e de Solange Silva David. Apresentaram os ção consular, filha deCarlos Edmilson David da e de Solange da Silva David. documentos exigidos pelo Art.º 1.525 do Código Apresentaram os documentos exigidos peloCivil. Art.º 1.525 do Código Civil. Se de de algum impedimento, oponha-o na formanadaforma Lei. Lavrado Se alguém alguémsouber souber algum impedimento, oponha-o da Lei.o presente ser afixado emser Iugar deste(a) Consulado-Geral. Lavrado para o presente para afivisível xado da emChancelaria Iugar visível da Chancelaria des-

te(a) Consulado-Geral.

(POSTAL do ALGARVE,nº nº 1226, 1226, 5 de Julho de 2019) (POSTAL do ALGARVE, 5 de Julho de 2019)

AGÊNCIA FUNERÁRIA

Santos & Bárbara, Lda FUNERAIS - CREMAÇÕES - TRASLADAÇÕES PARA TODO O PAÍS E ESTRANGEIRO

Tel. : 281 323 205 - Fax: 281 323 514 • 965 484 819 / 917 764 557 ATENDIMENTO PERMANENTE - OFERTA DE ANÚNCIO DE NECROLOGIA E CARTÕES MEMÓRIA Artigos Funerários e Religiosos / Catálogo de Lápides e Campas


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5 de Julho de 2019

Tiragem deste edição: 9.405 EXEMPLARES

Opinião de Ramiro Santos Jornalista, funcionário e um dos impulsionadores do projecto da RDPSul e Rádio Algarve, e fundador da TSF e jornalista da Agência Lusa

Emissor Regional do Sul: Querem vender património histórico do Algarve Quando se olha para a história da Rádio, em Portugal, é difícil ignorar o papel que os centros emissores regionais tiveram no Plano Nacional de Radiodifusão no país. No caso do Algarve, o Emissor Regional do Sul, que teve a sua emissão experimental em 1949, assumiu-se sempre como um instrumento fundamental para o desenvolvimento e afirmação dos interesses e valores da região junto dos poderes em Lisboa. Por coincidência ou não, há duas personalidades algarvias que estão entre os grandes impulsionadores da rádio no nosso país: Duarte Pacheco, ministro das Obras Públicas e Comunicações, e Manuel Bívar, que foi presidente de sucessivas comissões administrativa e diretor dos serviços técnicos, tendo assumido ainda um papel decisivo no lançamento da televisão em Portugal. O primeiro foi ainda o grande dinamizador do plano de expansão da então Emissora Nacional e ao segundo coube-lhe também a orientação técnica e concretização, no terreno, desse mesmo projecto. A ambos, ficou o Algarve a dever-lhes a instalação, em Faro, da delegação da Emissora que era, à época, disputada por Évora. Hoje, a concretizar-se a intenção da administração da RTP em alienar o terreno e o edifício onde funciona o serviço público de rádio e televisão, o Algarve corre o risco de perder um pouco da sua história e da sua alma. Porque o Emissor Regional do Sul representa um património que faz parte da memória cultural e colectiva da sua população. A sua destruição, constitui não apenas um retrocesso na afirmação dos valores regionais. Representa também o corolário de um desinvestimento progressivo de sucessivos governos nesta área, em contra corrente com o discurso político de aprofundamento da descentralização e da regionalização. Indissociavelmente ligada à produção de uma informação regional de referência, as antecessoras da RTP assumiram-se sempre como um meio de aproximação da sua população aos centros de decisão e um instrumento fundamental para o desenvolvimento e afirmação do Algarve no país. Memória colectiva do Algarve O imóvel, que tem sido desde sempre, a casa da rádio no Algarve, e que recentemente acolheu também a televisão do Estado, dispõe, com pequenos investimentos, de todas as condições para que a RTP ali possa

prosseguir a sua atividade de interesse público. Pelo valor cultural que encerra, o edifício, mais do que objecto de negócio imobiliário que não resolve problema nenhum da televisão pública, deve merecer da parte do município de Faro, uma atenção especial e ser integrado na rede de edifícios classificados de interesse regional ou municipal. O terreno envolvente, com uma área de 13.600 metros quadrados, apesar de muito apetecível e cobiçado, não pode servir para promover a especulação imobiliária e a massificação urbana, devendo antes ser valorizado como espaço de lazer para usufruto da população. Governo não pode lavar as mãos Ao invés da sua destruição, o Algarve tem de reclamar do Estado, outra atenção para o serviço público de rádio e televisão, defendendo a criação de condições, em recursos humanos e técnicos que permitam o reforço da sua produção informativa e a redefinição do papel do Centro Regional com um projeto de emissões locais, à semelhança do que já teve no passado. A tutela e o Governo não podem continuar indiferentes e lavar as mãos do que se está a passar no domínio do áudio visual no Algarve, tendo a obrigação de intervir no sentido de acautelar e evitar a delapidação de um património inestimável para os algarvios e para o país. Ao mesmo tempo, compete ao Governo definir uma política de comunicação social de proximidade, que contribua para o reforço da coesão social e para esbater os desequilíbrios existentes entre um litoral populoso e rico e um interior pobre, a caminho da desertificação. Um dos objetivos de uma empresa como a RTP é, seguramente, o de procurar valorizar os seus activos patrimoniais, mas sem nunca perder de vista o seu grande desígnio, que é o de assegurar a prossecução de um serviço público de rádio e televisão de qualidade, ao serviço das pessoas. Neste contexto, a alienação do património existente como parece pretender a administração da RTP, apresenta-se como mais uma investida centralista, lamentavelmente, ao que se presume, com a cumplicidade de alguns agentes locais, com objectivos meramente contabilísticos que não protege os interesses da cidade, da região e dos trabalhadores e, a prazo, nem os interesses da própria empresa. Ficaríamos todos a perder.

••• ÚLTIMA

O POSTAL regressa dia 19 de Julho

Algarvios do Ano vão ser conhecidos na Gala 2019 do POSTAL Numa iniciativa inédita, o jornal POSTAL do ALGARVE vai realizar a “Gala 2019” no prestigiado Casino de Vilamoura no próximo mês de outubro. As nomeações aos “Algarvios do Ano” estão abertas a todos os nossos leitores. Basta indicar o nome de uma Personalidade que o leitor considere relevante nestes últimos 12 meses para o Algarve e, sucintamente, a razão da sua nomeação. As nomeações podem ser enviadas para: - E-mail: GALAdoPOSTAL@GMAIL.COM - Ou ainda, enviando pelo Facebook em mensagem privada para a nossa página: www.facebook.com/postaldoalgarve

Emissor de Onda Média parado há mais de três anos No quadro do progressivo abandono a que o Algarve tem sido votado, regista-se também que o serviço de Onda Média do centro emissor de Santa Maria, na meia légua, entre Faro e Olhão, que servia a Antena1 na cobertura do Algarve e Baixo Alentejo, está sem funcionar há mais de três anos. O emissor, sem segurança há algum tempo, foi vandalizado em Dezembro de 2015, mantendo-se desde então desativado, numa clara desvalorização da importância estratégica que a rede analógica tem para o país. O custo estimado para a reposição das emissões era de cerca de 50 mil euros, mas a recolha, por Lisboa, do emissor e do material de comunicações ali existente, revela a intenção da RTP em livrar-se de mais um encargo que, em despesas de funcionamento, representava um encargo de 15 Kvalts/h em consumo de energia. Não deixa também de ser preocupante o silêncio ensurdecedor e a passividade com que os agentes políticos têm encarado este problema, por quanto é sabido a importância estratégica da onda média, uma vez que, em situações de emergência nacional, a rede digital é a primeira a soçobrar. Isto já se verificou no passado, quando um forte ciclone

deixou o país sem comunicações. E foi através da rede analógica da então Emissora Nacional que as autoridades puderam estabelecer as orientações de apoio as populações.

O espaço onde está a torre de emissão da Onda Média, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, foi colocado à venda há cerca de dois anos O espaço onde está a torre de emissão da Onda Média, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, foi colocado à venda há cerca de dois anos, revelando, se ainda restasse alguma dúvida, a decisão da RTP em não retomar as emissões para o sul do país. Além do mais, o silêncio da estação oficial traduz-se ainda na ausência da língua portuguesa do quadrante da telefonia onde, à exceção da Rádio Renascença com um emissor de fraca potência (emissor de Vilamoura -1Kw), só se fala, predominantemente, árabe e espanhol.

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POSTAL 1226 5JUL2019  

• LEIA O POSTAL DESTA SEMANA! • (Sábado 6/7) nas bancas com o jornal EXPRESSO • ON-LINE uma informação à distância de uma clique em www.post...

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