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PARA CASAS COM GLAMOUR

santo tirso • matosinhos • alentejo • coimbra • esposende e barcelos • braga • região das beiras • bragança • aveiro • ponte de lima

FORMEFEITOS


VÍTOR MAGALHÃES - DIRETOR

santo tirso • matosinhos • alentejo • coimbra • esposende e barcelos • braga • região das beiras • bragança • aveiro • ponte de lima

ASSUS AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃO DESDE 1985


ÍNDICE

ALENTEJO PÁG 42

COIMBRA PÁG 63

BRAGA PÁG 86

EDITORIAL Nesta edição de julho, damos-lhe a conhecer com destaque a raça ABERDEEN-ANGUS. Estivemos com a grande parte dos criadores que compõem a fileira produtiva da raça de gado bovino no Alentejo. Profissionais dinâmicos e fervorosos que nos falaram das valências e faculdades reprodutivas e comerciais da raça ABERDEEN-ANGUS, com origem estrangeira, que tem vindo a invadir o Alentejo e que vale a pena conhecer! Mais a norte, vistamos Santo Tirso, que reconhecida pelas suas iguarias gastronómicas (quem nunca provou um jesuíta de Santo Tirso?), é muito mais do que isso e alberga empresários empreendedores, reconhecidos nacional e internacionalmente, não só pela qualidade dos seus produtos e serviços, mas pela sua ambição e dedicação aos seus projetos. Por Matosinhos, a gastronomia é rainha, e o peixe é rei! Conheça alguns dos espaços mais emblemáticos da cidade conhecida como sendo terra de horizonte e mar. Por Coimbra, a passagem pelas instituições de ensino é obrigatória, ou não fosse esta a cidade dos estudantes! Porque as temperaturas já começam a convidar a alguns passeios, a Portugal em Destaque visitou ainda Barcelos, Esposende, Braga, as Beiras, Carrazeda de Ansiães, Aveiro, Ponte de Lima e Ribeira de Pena. O convite está feito, desfrute da leitura e reconheça para conhecer!

FICHA TÉCNICA | PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | DIRETOR: FERNANDO R. SILVA DIREÇÃO EDITORIAL: DIANA SILVA (REDACAO@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | CORPO REDATORIAL: ANA MIGUEL LOPES, ANA SOFIA FIGUEIREDO, FLÁVIA CASTRO, MARIA JOANA, SARA OLIVEIRA, VERA PINHO | OUTROS COLABORADORES: DANIELA NASCIMENTO, DIANA BARROS, JOANA BÁRBARA, JORGE TEIXEIRA, TELMA MOREIRA | DIREÇÃO GRÁFICA: VANESSA MARTINS (VANESSA.MARTINS@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) SECRETARIADO: PAULA ASSUNÇÃO (GERAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | DIREÇÃO COMERCIAL: JOSÉ MOREIRA | DEP. COMERCIAL: CARLOS PINTO, EDUARDO NUNES, JAIME PEREIRA, JOSÉ ALBERTO, JOSÉ MACHADO, LUÍS BRANCO, MARÍLIA FREIRE, PEDRO DUARTE, SOFIA SANTOS (COMERCIAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | REDAÇÃO E PUBLICIDADE: RUA ENGº ADELINO AMARO DA COSTA Nº15, 9ºANDAR, SALA 9.3 4400-134 – MAFAMUDE / +351 223 263 024 | DISTRIBUIÇÃO: DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E SECTORIZADA COM O JORNAL EXPRESSO / DEC. REGULAMENTAR 8-99/9-6 ARTIGO 12 N.ID | PERIODICIDADE: MENSAL | EDIÇÃO DE JULHO’18 ESTATUTO EDITORIAL: A Portugal em Destaque é uma edição mensal que se dedica à publicação de artigos que demonstram a realidade do país | A Portugal em Destaque é uma edição independente, sem qualquer dependência de natureza política, ideológica e económica | A Portugal em Destaque define as suas prioridades informativas por critérios de interesse às empresas nacionais, de relevância e de utilidade da informação | A Portugal em Destaque rege-se por critérios de rigor, isenção, honestidade e idoneidade | A Portugal em Destaque faz distinção entre os seus artigos de opinião, identificando claramente os mesmos e estes não podem confundir-se com a matéria informativa.


SANTO TIRSO VIVER, CONHECER E INVESTIR Cresceu em redor do antigo mosteiro de São Bento, criado pelos monges beneditinos no século VIII, mais tarde reconstruído e sujeito a largas alterações, no século XVII. Falamos de Santo Tirso, que se ergue junto ao rio Ave que se carateriza por uma grande flora, com um encanto único nas margens do rio, arvoredos e jardins. Com recantos de grande tranquilidade pode-se ouvir o som das águas do Ave. A nível agrícola, o auge é o milho, o vinho e a agropecuária que, aliadas à densidade demográfica, visível nas variadas aldeias típicas, e aos costumes religiosos conferem uma riqueza etnográfica gigantesca. No quotidiano da população, as romarias e as festas populares assumem um papel importante, com danças, cantares, lendas e práticas religiosas, aqui não falta diversão! Santo Tirso tem assistido, nos últimos anos, ao aparecimento de novos espaços noturnos de lazer, que dão vida ao centro da cidade. A população jovem, dinâmica e culturalmente empenhada é o resultado desta reestruturação. O Festival Internacional da Guitarra e o Museu Internacional de Escultura são a expressão máxima de uma agenda cultural consolidada. Santo Tirso não deixa ninguém indiferente e recebe visitantes de todas as partes do mundo. Deixe-se cativar por estas ofertas!

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ALFAIATE DE INTERIORES Com 15 anos de atividade, a Formefeitos surgiu com o objetivo de desenvolver projetos únicos e distintos, aliando o know-how de José Maia na área do mobiliário, ao conhecimento e experiência de Cristina Pinheiro e Rosário Maia na área da decoração de interiores. Hoje, a Formefeitos diferencia-se pelo mobiliário de design exclusivo, a que se alia um vasto leque de opções próprias e de marcas internacionais conceituadas. Em entrevista à Portugal em Destaque, o empresário revela-nos o segredo para o sucesso, assim como os principais planos para o futuro. FORMEFEITOS Fundada em 2003, a Formefeitos assenta os seus valores em três pilares fundamentais: experiência, inovação e rigor em cada projeto que desenvolve. Com sede em Santo Tirso, e loja na Trofa, a empresa privilegia e potencia o controlo total do processo produtivo, tanto dos produtos, como das obras realizadas. As instalações que contam com um espaço que ronda os 3.000 m2, estão divididas pelas áreas de confeção, fabrico de mobiliário, serralharia, decoração, cabines de pintura e lacagem, e ainda, o showroom. “Neste momento desenhamos, produzimos e executamos todo o tipo de mobiliário por medida, desde móveis de casa de banho, móveis roupeiros, cozinhas, mobiliário de decoração, pavimentos, rodapés ou tetos. Na serralharia estamos preparados para fabricar todo o tipo de componentes em inox e latão, assim como escadas metálicas com forragem em madeira”, completa. A laborar com uma equipa composta por 40 colaboradores, a Formefeitos liderada por José Maia e Cristina Pinheiro tem procurado o crescimento sustentado, disponibilizando soluções inteligentes e dinâmicas, a que se alia a mais moderna tecnologia para o conceito, produção, montagem e instalação junto dos clientes, fornecendo mobiliário da mais excelente qualidade. Dessa forma, a empresa 10 | PORTUGAL EM DESTAQUE

garantiu novos níveis de eficiência e promoveu o aumento da produtividade, embora se tratem de linhas exclusivas e personalizadas, que têm conquistado o mercado nacional e internacional. “A nossa equipa é muito importante, pois são o motor de desenvolvimento da empresa. Embora não seja fácil encontrar mão de obra qualificada, valorizamos os nossos recursos humanos e estamos constantemente a complementar a sua formação”, declara José Maia. Uma década e meia de história Há mais de 25 anos que José Maia trabalha no setor do mobiliário. Com um importante know-how nesta área de atividade, o empresário estabeleceu-se por conta própria, numa primeira fase, na área da compra e venda de mobiliário e desenvolvimento de projetos de decoração. “Este projeto nasceu com o propósito de unir a componente da comercialização de mobiliário à vertente da decoração de interiores, que sempre existiu na nossa loja da Trofa. Ao longo do tempo, a empresa foi crescendo e evoluindo e sentimos a necessidade de incorporar a componente de fabrico do mobiliário. Hoje, contro-


lamos todo o processo produtivo, executando projetos para habitações, hotelaria e restauração, espaços comerciais, escritórios e serviços”, refere o empresário. Sempre atentos à evolução das tendências do mercado da decoração e do design de interiores, José Maia, Cristina Pinheiro e Rosário Maia procuram criar espaços com design exclusivo, apostando em mobiliário que privilegia o conforto, o qual é complementado com peças personalizadas à medida de cada cliente. A Formefeitos distingue-se pela idealização e execução de projetos simples ou complexos, garantindo flexibilidade para criar ambientes que vão ao encontro das solicitações dos gabinetes de arquitetura. A qualidade do mobiliário desenvolvido e a criação de espaços únicos são algumas das mais-valias que demarcam a empresa no mercado nacional e internacional. “Atualmente desenvolvemos em grande parte peças exclusivas, idealizadas pelos clientes, que são desenhadas e produzidas dentro de portas. Falamos de um trabalho árduo, minucioso e permanente. O nosso desafio passa por oferecer através da nossa experiência peças funcionais, que ajudem a potenciar a utilização do espaço em questão, proporcionando ao cliente o máximo bem-estar e respeitando os seus gostos e a sua maneira de ser”, salienta o empresário e acrescenta: “para isso é deveras importante o trabalho da minha irmã Rosário Maia e da minha esposa Cristina Pinheiro no desenvolvimento e aconselhamento da área decorativa. Aqui escolhemos e coordenamos cores e materiais com o intuito de concretizar e materializar as aspirações de quem nos procura”. Espaços com identidade são o principal propósito das obras idealizadas e concretizadas pela Formefeitos, que consegue responder a qualquer pedido dos seus clientes. “O facto de termos uma equipa multidisciplinar é fundamental para a garantia da prestação de um serviço eficaz desde o pla-

neamento à conclusão e acompanhamento de cada projeto até ao último detalhe. Aqui apenas trabalhamos com os melhores materiais e revendemos as melhores marcas italianas do setor. Aliás, procuramos harmonizar cada projeto com peças dos nossos parceiros, a que juntamos produtos da nossa marca própria”, revela José Maia. A exposição internacional A aposta na criatividade e diferenciação é a máxima da Formefeitos, que oferece aos seus clientes produtos de qualidade, requinte e excelência, que satisfazem as necessidades do mercado. “Hoje, 70 por cento do nosso volume de negócios corresponde ao mercado externo. Trabalhamos principalmente com gabinetes de arquitetura nacional e internacional, um pouco por toda a Europa. Não tem sido um percurso fácil, mas estamos a crescer

CRISTINA PINHEIRO E JOSÉ MAIA

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em dia é bastante utilizado na hotelaria, pois apresenta várias características como a capacidade térmica e a facilidade de limpeza. Contudo, também pode ser aplicado em qualquer outro projeto ou peça para escritórios, lojas ou residências. Somos ainda certificados pela norma ISO 9001, o que nos confere um elevado grau de confiança e excelência no serviço prestado”, explica o empresário. de ano para ano, o que é o reconhecimento do nosso trabalho. O nosso conceito acaba por ser minimalista e intemporal. Por outro lado, existe um acompanhamento contínuo da nossa parte para com o cliente, que nos permite dar vida a pequenos pormenores que marcam a diferença junto deste”, sublinha José Maia. Durante este percurso, o empresário refere que foi importante a participação em feiras, tomando nota das principais diferenças e exigências entre países, quer do ponto de vista do design, como do desenvolvimento de produto. A aposta na pedra acrílica Na vanguarda do setor do mobiliário e decoração de interiores, a Formefeitos é uma empresa certificada pelas três marcas Corian®, KRION e LG-HIMACS para a transformação e comercialização da pedra acrílica. Um projeto criado e consolidado nas atuais instalações, que José Maia reconhece como uma aposta bem-sucedida. “Falamos de um material composto de resina acrílica e minerais naturais. É totalmente moldável, possibilitando a criação de qualquer componente e a sua aplicação em diversos projetos. Hoje 12 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Um olhar para o futuro À pergunta, quais os principais conselhos para quem quer ser empresário, José Maia respondeu que “não é uma vida fácil. Trata-se de uma responsabilidade enorme, em que por vezes se torna necessário abdicar da vida privada. Penso que é fundamental ser sonhador, arriscar e não perder o norte da inovação, idealizando sempre um projeto a cinco anos”. Quanto à estratégia futura da Formefeitos, esta passa “pela aposta firmada na área da pedra acrílica, que valorize as suas características e benefícios de utilização. Outro dos objetivos irá focar-se no incremento do processo de internacionalização, abordando novos mercados e avançando com a exportação para outros países. O nosso propósito continuará a centrar-se num serviço personalizado de excelência, executando espaços únicos, com peças exclusivas e diferenciadoras, mantendo os elevados padrões de qualidade. A segunda geração já está a entrar na dinâmica da empresa. O José Pedro é arquiteto e a Francisca está a terminar Gestão, logo é importante essa perspetiva de continuidade para a empresa a longo prazo”, termina José Maia.


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CONFEÇÃO COM QUALIDADE E DISTINÇÃO Em Santo Tirso, esta empresa do setor têxtil assume-se como especialista na produção de roupa interior masculina com qualidade e distinção. A ambição da Ponto Treze é posicionar-se num mercado diferenciado que valorize a excelência das peças produzidas. PONTO TREZE

Há 28 anos, Paulo Fontes dava início ao projeto Ponto Treze ao qual mais tarde se juntou Ana Fernandes, sua esposa. A pequena empresa criada em casa dos pais foi mantendo-se estável na produção de interiores femininos dando o seu primeiro salto quando decidiram procurar outro tipo de produtos e passaram a incorporar também roupa interior masculina. “Chegou uma altura em que os preços estavam tão esmagados e havia tanta concorrência que decidimos mudar o rumo e destacarmo-nos, arriscando fazer outro tipo de artigo, mais precisamente a roupa interior de homem”, explica Paulo Fontes que nos indica que este pulo se deu há cerca de 15 anos. Especialização e Crescimento O contributo de Ana Fernandes, com mais de nove anos de experiência na área têxtil acabou por ‘revolucionar’ a empresa. “Fazíamos muita roupa interior masculina dita normal e, entretanto, fui explorando e desenvolvendo contactos com marcas direcionadas para o mercado gay. Trabalhamos com um cliente que nos abriu as portas e os horizontes para este segmento de mercado em expansão”, refere a gerente. Esta oportunidade fez a Ponto Treze desenvolver os seus processos laborais e especializar-se neste segmento de mercado com mais-valia, materiais mais nobres e com 14 | PORTUGAL EM DESTAQUE

ANA FERNANDES E PAULO FONTES

modelos complicados com muitas aplicações. “Tivemos que adaptar as nossas máquinas e desenvolver pequenos aparelhos para responder a todas as especificidades das peças. A maior dificuldade foi deixar de fazer produção em série e passarmos a fazer marcas com produções mais reduzidas e complexas”, afirma a dupla de empresários. Nesta nova fase e com a confeção deste tipo de produtos, a Ponto Treze assume uma posição distinta no setor têxtil, pois o paradigma é diferente por se tratarem de produtos que exigem muito cuidado a nível de qualidade. “Estamos destacados porque nos tornamos especialistas num produto distinto e onde há pouca concorrência”. Todas as particularidades da roupa íntima gay obrigaram a um desenvolvimento e adaptação tecnológica e laboral na empresa, com investimentos em máquinas modernas e novos processos de trabalho. “O rigor na produção e no controlo de qualidade é levado


banho e a aprender como trabalhar e adaptar as nossas máquinas. É um artigo que exige menos stress, pois são peças que têm de ser feitas a um ritmo lento e com muito cuidado devido às características dos materiais utilizados nesta área, o que agrada às nossas funcionárias”. Neste tipo de produto, a Ponto Treze está posicionar-se no segmento de modelos de banho femininos de luxo. Como principais dificuldades, o casal identifica a falta de espaço e a escassez da mão de obra, que vão tentando contornar. Acima de tudo, respeitam o trabalho desenvolvido e afirmam que “o segredo para um cliente satisfeito reside na satisfação das nossas colaboradoras”. Além disso, Paulo Fontes e Ana Fernandes têm a ambição de proporcionar uma filosofia de melhoria e formação contínua através de um projeto formativo. Apesar de ainda estar em fase de estudo, este é algo que anseiam concretizar no futuro, não esquecendo os princípios da Ponto Treze – “Procuramos marca, qualidade e distinção”.

muito a sério na Ponto Treze. São artigos de valor acrescentado e não pode haver facilitismos”, assevera Ana Fernandes que nos revela também que para além da roupa interior gay, a confeção tirsense desenvolve também a linha fetiche que corresponde a uma área sexual bastante forte e agressiva. Desafios e novos projetos O principal desafio para Paulo Fontes e Ana Fernandes, neste momento, é crescer em dimensão e na diversificação. ”Somos muito bons e já dominamos o know-how da roupa interior e quisemos desafiar-nos com outro tipo de artigo para fazer parte do nosso processo de crescimento. Estamos a apostar em modelos de

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GRUPO JARMIREX CRESCE E ASSUME-SE NO SETOR TÊXTIL Sediada em Santo Tirso, a Jarmirex foi fundada em 2005 pelas mãos dos sócios-gerentes Arménio Carvalho e Miguel Sousa. Com um crescimento bem sustentado procuram estar sempre atentos às novidades do setor, bem como aos pedidos personalizados dos clientes. A Portugal em Destaque foi conhecer todo o trabalho que está por detrás desta empresa. JARMIREX Desde o início, e até há bem pouco tempo, a empresa dedicava-se apenas à comercialização destes produtos. De há meio ano para cá, o fabrico começou a fazer parte da atividade desta entidade. Assim, e para o efeito, adquiriram um armazém industrial para poderem fabricar as peças que comercializam. Os sócios-gerentes explicaram que foi uma forma de “fabricarmos diretamente aquilo que os nossos clientes nos pedem”. Assim, conseguem personalizar detalhadamente todos os pedidos que as empresas têxteis lhes façam, uma vez que cada um tem a sua ideia e os gostos divergem. “Temos de ter essa capacidade de respondermos MIGUEL SOUSA, ISABEL AFONSO, ARMÉNIO CARVALHO E PAULA CARVALHO

Há 13 anos no mercado, a Jarmirex foi criada com o intuito de trazer algo de novo ao mercado dos têxteis (e não só). Isso só foi possível com o conhecimento e a experiência adquiridos há mais de 20 anos numa outra empresa em que os sócios trabalharam juntos. Atualmente, também as esposas dos nossos entrevistados, Paula Carvalho e Isabel Afonso, participam da gestão do agora Grupo Jarmirex (do qual faz parte, também, a Vestlace – criada a partir de uma Spin-Off da Jarmirex, a Vestlace está vocacionada para o comércio de rendas, bordados, franjas e acessórios têxteis). Neste seguimento, o grupo dedica-se ao ramo de acessórios para a indústria têxtil, mas “também estamos na parte da indústria gráfica, automóvel, entre outros”. Desenvolvem produtos fabricados por eles próprios, tais como passamanarias, rendas, cordões, molas de pressão, ilhós, fitas de cetim (o ex-líbris que vem da Turquia com mais de 250 cores) e muito mais. “São centenas de artigos que podemos fabricar. Basicamente temos tudo o que sejam acessórios para a indústria têxtil”, salientaram. 16 | PORTUGAL EM DESTAQUE


às necessidades dos clientes”. A fábrica está localizada em Águas Santas, na Maia, e, no total, a empresa tem cerca de 12 colaboradores. A Jarmirex no mundo 99 por cento do que fazem é exportação e 90 por cento dos contactos são efetuados por e-mail. “Não exportamos diretamente, mas o que fornecemos aos nossos clientes é para exportação”, referem. Desta forma, acabam por trabalhar com empresas têxteis de Viana do Castelo até Lisboa. Com uma gama tão alargada de produtos, a capacidade de resposta tem de ser eficaz.

tecido ao longo deste ano, mesmo não sabendo “como serão os próximos tempos. Há muitos fatores que influenciam as vendas e temos de ter capacidade de resposta”, afirmaram.

Tal como os sócios dizem, “os clientes pedem hoje e amanhã já querem os artigos. Se não fosse assim, os nossos clientes não conseguiam competir com outros mercados”, assumiram. Questionados sobre a atualidade do setor, Arménio Carvalho e Miguel Sousa dizem viver o dia a dia. No ano passado tiveram um bom crescimento, tal como tem acon-

A importância do fator humano Sem uma equipa especializada, a empresa não se move. Nesse sentido, a Jarmirex é constituída por uma equipa com longa experiência no ramo e tem como principal objetivo a oferta de soluções inovadoras e tecnicamente adequadas, as quais possibilitam aos seus clientes a implementação de soluções diferenciadoras e com valor acrescentado para os seus produtos. Os empresários, que foram nossos entrevistados para esta edição, têm consciência disso, daí a valorização que fazem questão de manter para com toda a equipa que com eles trabalha. “Temos uma equipa que é quase família. Queremos que as pessoas sintam que estão a trabalhar para elas próprias e se sintam motivadas. Cada um tem a sua responsabilidade e as mais-valias inerentes a essa responsabilidade”, frisaram os nossos interlocutores.

Superação, solução e trabalho são algumas das palavras que designam o sucesso da Jarmirex. Para os sócios-gerentes, a palavra empresário significa capacidade de adaptação (o mercado é variável), muita honestidade, muita calma e investimento. Com uma carteira de mais de 800 clientes sabem que os objetivos futuros passam por continuarem a crescer e a inovar. Fruto disso será o número de funcionários que poderá aumentar já no próximo mês de setembro.

Têxtil Lar, Têxtil e Vestuário, Decoração Grupo

Fabricamos rendas e passamanarias

Rua de Silvares, Pavilhão C Tel: (+351) 224 880 912 Email: geral@jarmirex.pt 4825-480 Agrela, Santo Tirso Fax: (+351) 224 015 804 www.jarmirex.pt PORTUGAL EM DESTAQUE | 17


A MARCA QUE APROXIMA A SUA VIDA DA PERFEIÇÃO Inicialmente situada em Famalicão, a empresa de eletrodomésticos JOCEL deslocou-se para Santo Tirso onde está sediada, devido ao seu forte crescimento o que proporcionou a criação de um maior espaço. JOCEL

A JOCEL é uma empresa familiar fundada por José Oliveira Couto e atua no mercado há cerca de 40 anos. A empresa apresenta ao consumidor uma vasta gama de produtos de eletrodomésticos divididos em quatro categorias: os encastráveis (chaminés de exaustão, fornos, placas); os grandes domésticos (máquinas de lavar roupa/secar, frigoríficos); os pequenos domésticos (micro-ondas, batedeiras, grelhadores) e por último, e não menos importante a climatização onde se destaca o ar condicionado inverter/portátil, ventilação e salamandras. Para além de eletrodomésticos para toda a casa, a JOCEL destaca-se também na oferta de produtos de hotelaria, entre os quais expositores, arcas frigoríficas e congeladores. Arcélio Couto referiu à Portugal em Destaque que a nível de faturação da empresa está dividida maioritariamente entre o mercado espanhol e o mercado nacional, sendo que a JOCEL exporta também para países como África, Angola, Cabo Verde, Guiné e São Tomé e Príncipe. Entre os seus maiores clientes destacam-se

Media Markt, Makro, Aki, entre muitos outros, tanto em Portugal como em Espanha. Questionado pela Portugal em Destaque sobre o que diferencia os eletrodomésticos JOCEL dos da concorrência, Arcélio Couto refere que é essencialmente a relação que existe entre a qualidade e o preço. Sendo que, o preço é bastante atrativo e a qualidade é muito alta, uma vez que todos os produtos são testados durante algum tempo antes de serem postos à venda no mercado. Para além disso, a JOCEL é uma empresa que apresenta aos seus clientes um importante serviço pós-venda, que se destaca como sendo fundamental para a relação estabelecida entre o cliente e a empresa. Sobre perspetivas para o futuro, Arcélio Couto, refere que o mercado nacional esta estável, mas um dos objetivos é tentar crescer com mais força no mercado espanhol e exportar para mais países da Europa. A JOCEL tem marcado presença em alguns eventos com o objetivo de divulgar a sua marca, marcando este ano, presença numa Feira de Hotelaria em Barcelona (Hostelco). Questionado sobre uma mensagem para deixar ao leitor, Arcélio Couto enuncia que o mercado português é diferente do mercado espanhol e que exigem produtos diferentes para cada um deles. Arcélio Couto, deixa evidente que os espanhóis gostam de comprar o que é nacional, ao contrário dos portugueses que acham que o que é estrangeiro é melhor, apelando desta forma ao consumo de produtos de marcas nacionais.

ELETRODOMÉSTICOS Rua dos cinco caminhos, nº516 4780-382 Argemil Santo Tirso Telf.: 707 910 016 E-mail: jocel@jocel.pt

WWW.JOCEL.PT 18 | PORTUGAL EM DESTAQUE


QUALIDADE, TRADIÇÃO E REFERÊNCIA EM PASTELARIA A tradição e história da Confeitaria de São Bento, unida à experiência de Luísa Pelayo e Filhos trouxe a público a Doces D’Avó Luísa, um símbolo de qualidade e referência no concelho de Santo Tirso. CONFEITARIA SÃO BENTO na qualidade dos produtos que, segundo Luísa, tem como diferença a matéria prima: “a qualidade mantém-se” e se não fosse esta “se calhar o resultado final não seria o mesmo”. A paixão pelo ramo surgiu de uma forma inesperada para Luísa, que mesmo com família envolvida na área, nunca imaginou seguir o mesmo percurso. Ao longo do caminho a paixão foi aumentando, diz a proprietária, que hoje, vê a pastelaria (profissão) como uma arte onde tudo é possível. De momento, conta com contributo do filho Zé Miguel e assim o grupo mantém a tradição e o nome da pastelaria que para muitos é conhecida como a melhor da região. O ambiente que tem consigo um ar acolhedor e que abraça quem passa pelo concelho

de Santo Tirso, enche aos olhos de quem visita o espaço e trouxe à Luísa ainda mais felicidades e concretizações do que esperava. A proprietária faz um balanço do negócio e afirma que as expectativas foram correspondidas e que gostar do que faz junto a todo este aglomerado de história e qualidade é o que traduz-se na “maior riqueza”. Quanto às perspetivas futuras, a responsável conclui que tem projetos para breve que passam pela ampliação do negócio para um grande centro que ainda está por definir. Por fim, Luísa Pelayo deixa aos leitores da Portugal em Destaque um convite para conhecerem o espaço: “visitem a confeitaria”, ao ressaltar a qualidade e concluindo que “vale a pena conhecer a excelência dos nossos produtos.”

LUÍSA PELAYO

Uma tradição de família resultou na hoje conhecida Confeitaria de São Bento. Com mais de 80 anos de história, a pastelaria uniu-se à experiência de Luísa Pelayo e Filhos, fazendo surgir a Doce D’avó Luísa, referência na região tirsense. Conhecida pelos jesuítas e limonetes de Santo Tirso, tem como ex libris a Tarte de São Bento, um doce de massa folhada recheada e coberta de chantilly. Todas as especialidades são de fabrico próprio e segundo a proprietária, tradicionalmente caseiras. “Não usamos produtos sintéticos, é tudo feito aqui”, conclui Luísa. A palavra chave passa pela variedade dos artigos que habitualmente são modificados. Contudo, a essência do negócio está

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“É O CAFÉ DO RIO, É SANTO TIRSO!” O Café do Rio é um bar-esplanada que toma lugar no privilegiado Parque Urbano Sara Moreira em Burgães, Santo Tirso. Destaca-se pela sua extensa esplanada inserida na beleza natural do parque tirsense e ainda, pela oferta de um leque alargado de atividades de animação cultural, servindo a sociedade com momentos de lazer em contacto com o meio ambiente. CAFÉ DO RIO A história do projeto Café do Rio remonta ao dia 9 de junho de 2007, quando acontece a inauguração do espaço que veio dar vida ao emblemático Parque Urbano tirsense, pela mão do empresário Pedro Costa, dois anos após tomar conhecimento do sítio que se revelaria um dos seus maiores desafios. “Este espaço inserido no meio urbano, foi estreado no dia 5 de outubro de 2005, num momento que eu pude presenciar a partir de um dos meus projetos, o Solar S. Bento, que brevemente será um hotel de 2 estrelas, e considerei bastante interessante contudo um pouco isolado devido à falta de acessibilidades. Na altura, senti que seria uma grande aposta e comuniquei ao presidente da Câmara a minha pretensão, concorri a Concurso Público e consegui. Na verdade, fui o único a acreditar, tanto a nível social como pessoal, mas a minha visão em conjunto com a minha teimosia, resultou”. No entanto, 11 anos se passaram e o Café do Rio tem contribuído para o sucesso do Parque Urbano Sara Moreira, através de animação cultural, eventos desportivos e apoios constantes a nível social contando com parcerias com a CAID, Liga dos Amigos do

ANGÉLICA GONÇALVES E PEDRO COSTA

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Hospital de Santo Tirso e a Cruz Vermelha, entre outras parcerias de forma a ser uma constante a dinamização do Parque em conjunto com o Café do Rio e a Proxima Nature Adventures. A entreajuda, as respostas às necessidades coletivas bem como a prestação de um serviço completo ao cliente fazem parte das máximas da casa como refere o gerente. “À medida que vamos crescendo, também gostamos que Santo Tirso cresça… são os comerciantes os motores de arranque das regiões e por isso há que pensar em todos. Gosto de me associar a várias causas… por exemplo, este ano estamos a dedicar-nos às crianças. Estamos presentes no projeto ‘Mimar’ e no ‘O ciclismo vai à Escola’, em conjunto com a Câmara Municipal de Santo Tirso, a Federação Portuguesa de Ciclismo


inovar os seus estabelecimentos e a dinamizar a região, todos beneficiamos”. Como balanço de quase duas década de lutas, desafios e conquistas, o empresário sente-se feliz pela aposta que levou a avante e acima de tudo por cooperar numa área que é o oposto de todas as outras: a hotelaria. Assim, Pedro Costa refere: “a hotelaria é um ramo muito dinâmico, podemos ser criativos e acima de tudo é união. Para mim, não existe concorrência. Existe parcerias. O sol nasce para todos, por isso tudo o que for para desenvolver a região independente-

e Proxima Nature Adventure com o intuito de ensinar as crianças a andar de bicicleta entre outras atividades. No ano passado, acolhemos cerca de 65 eventos dos quais 20 foram organizados por nós”. Para além da entrega e dedicação ao próximo, o experiente empresário que cresceu no ceio do ramo da hotelaria, assume uma forte consciência da importância do papel do cliente que é o foco dos seus espaços como garante Pedro Costa. “Numa primeira instância reforço o laço humano, acho que é fundamental existir simpatia, atenção e dedicação. Tudo o que acontece no Café do Rio é em prol do cliente… Desde noite da comédia, karaoke, danças, música ao vivo… há sempre um momento para celebrar, por exemplo uma vez que o Mundial está a acontecer criamos uma fun-zone que consegue albergar cerca de 2.000 pessoas e é fantástico sentir essa ligação e sentir o retorno na satisfação do cliente. Para além disso, faço questão de saciar todas as faltas. Neste momento tenho o ‘Café do Rio’, a gelataria ‘All’amore’, a Proxima Nature Adventure uma empresa de animação turística e produção de eventos, concessão da Praia Urbana de Santo Tirso e o ‘Solar S. Bento’… Basicamente são negócios complementares que potencializam a região”. Ainda em conversa com a nossa revista, o

cafedorio.com

gestor ‘levanta o véu’ dos projetos que se avizinham num futuro próximo e sugere ainda algumas apostas que poderiam ser feitas no concelho. “Futuramente, prevemos que seja a curto prazo um empreendimento turístico com hotel com bungalows e piscinas de recreio e diversão ao ar livre abertas ao público. Devemos aproveitar que somos uma zona próxima do Porto e criar estruturas que aguentem com o fluxo turístico pois temos imensos monumentos religiosos como o Mosteiro de São Bento e o Monte da Assunção e fazer-nos valer disso. Claro, que tudo tem um custo associado, mas se todos os negociantes começaram a

mente do ramo que seja, acho ótimo. O que realmente importa é responder às necessidades e acima de tudo valorizar o que deve ser e não pelo valor monetário que isso acarreta. Devemos fazer o que gostamos… e eu gosto do que faço”.

Rua do Bombeiro Voluntario nº6 R/C - B Santo Tirso

Parque Urbano da Rabada, Burgães Santo Tirso

R. Alberto Pimentel, 6 a 14 EN 204 Santo Tirso

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“O GOSTO PELOS CAMIÕES REFLETE-SE NA NOSSA FORMA DE ESTAR” Carlos Tomás (na logística) e Cristina Carvalho (na contabilidade) são os sócios gerentes que representam a Tirsofrio. Fundada em 2000 e sediada em Santo Tirso, a empresa foca-se nos transportes internacionais com o propósito de servir bem o cliente e de lhe levar a mercadoria com a maior segurança e comodidade.

TIRSOFRIO Carlos Tomás trabalhava numa empresa de transportes como motorista, especializada em flores e plantas. Tendo como base a sua experiência nessa área embarcou na aventura de, juntamente com Cristina Carvalho, iniciar um novo projeto, a Tirsofrio. Assim, há 18 anos, adquiriram o primeiro camião da Scania, marca com a qual o empresário se identifica desde o início. Cristina explica que na altura, o único que trabalhava como motorista era Carlos. “Foi uma aventura tremenda, sem bases nenhumas e apenas com a experiência de trabalho. Passados dois anos, compramos o segundo camião e colocamos mais uma pessoa a trabalhar”. O camião, quando adquirido, era completamente novo, uma forma de “dar garantia aos clientes”. Apesar do desafio, foi tudo “muito bem pensado, com muito trabalho e sacrifício”, refere o gerente. O crescimento tem-se revelado notório e prova disso são estes 18 anos em que já compraram 19 camiões, praticamente um por ano. Os sócios gerentes revelam que o segredo para os bons resultados se deve ao facto de ser, essencialmente, um projeto dos dois. “Inicialmente foi pensado por ele e pela experiência dele, mas de facto fomos os dois que o quisemos”. Acrescenta ainda que “quando somos nós a iniciar alguma coisa, o que vai aparecendo é fruto do trabalho. Cresceu sempre connosco. Tivemos a mesma perceção do quanto custava e do quão difícil era”. 22 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Sendo que em muito tem ajudado também a equipa que se foi formando com os colaboradores na parte da logística, contabilidade e motoristas. No que diz respeito aos colaboradores, nem sempre é fácil encontrar as pessoas ideais para este tipo de trabalho. Carlos afirma que é necessário ter gosto por aquilo que se faz. “Há muitas pessoas com carta, mas nem sempre têm a responsabilidade que deveriam ter ou o gosto por aquilo que fazem, tanto por conduzir como pelo camião”. Para além deste aspeto, o setor dos transportes torna-se mais exigente pelo tempo. “Os colaboradores podem estar muitos dias/semanas fora de casa, noutro país, longe da família e esta gestão torna-se mais difícil de se fazer. Se a pessoa vem com a noção real do que isto é e gosta tudo flui naturalmente”, explica Cristina. Outro fator em causa é o valor da carta de condução que acaba por desmotivar a geração mais nova assim como o tempo que lhes é retirado. Variada panóplia de serviços Sendo uma empresa que apresenta vários recursos, a Tirsofrio dispõe de vários serviços para os clientes, nomeadamente transportes frigoríficos, grupagem, transporte de pendurados (porta fatos)


e transporte em lona. Estas soluções são de fácil adaptação, têm grande acessibilidade e apresentam facilidades na hora de carregar as mercadorias. Aposta contínua em camiões novos Desde o primeiro dia que Carlos Tomás segue a ideia de apostar em camiões novos. Normalmente, os mesmos são substituídos de quatro em quatro anos. Desta forma, conseguem dar uma maior garantia e segurança ao cliente, o que acaba por se traduzir na

CARLOS TOMÁS E CRISTINA CARVALHO

satisfação permanente. Outra preocupação da administração passa por não abdicar da manutenção e da limpeza dos camiões. “Tratamos muito bem

dos transportes. Todas as semanas são lavados”, realça. O facto de terem este método de trabalho e de assegurarem ao cliente a transparência máxima, faz com que já seja o cliente a procurar a Tirsofrio. “Eles vêm ao nosso encontro por sermos corretos com eles e isso reflete-se na lista confortável de clientes que temos”. Para complementar este negócio, ainda têm duas lojas de comércio: uma em Santo Tirso e outra em Vila Nova de Famalicão. “Fomos diversificando os setores e neste momento já temos 37 colaboradores”. Para desafios futuros vão continuar a manter a capacidade que têm tido até agora de lidar com os clientes, os colaboradores e a própria empresa. “Este trabalho em equipa tem resultado porque temos os mesmos objetivos”, finaliza.

tirsofrio.com

ESPECIALISTAS EM TRANSPORTES INTERNACIONAIS

Rua das Telheiras, nº 230 4780-727 – Várzea do Monte Santo Tirso – Portugal

Transportamos qualquer tipo de carga, geral ou frio, inclusive congelados, com muita experiência no transporte de plantas e flores.

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O SABOR DA QUALIDADE: QUEM PROVA NÃO ESQUECE… Com uma presença de mais de 70 anos no mercado, a Ferreira Duque é uma empresa com um crescimento sustentado através da aposta em novas tecnologias e no investimento em novos produtos, o que tem permitido cada vez mais a sua consolidação e elevação a um patamar de excelência. Para conhecer melhor a história desta empresa, a Portugal em Destaque foi ao encontro do empresário Jorge Assunção, que evocou o passado, mas também o futuro.

MARIA DO CÉU RAMOS, JORGE ASSUNÇÃO E CLAÚDIA

FERREIRA DUQUE A Ferreira Duque - Fábrica de Licores e Xaropes, empresa com uma experiência acumulada desde 1942, dedica-se ao fabrico e comercialização de bebidas espirituosas e xaropes que têm como ponto comum e norteador, a qualidade. A empresa nasceu na cidade do Porto, no Campo 24 de Agosto, depois transferiu-se para a Rua Pinto Bessa. Foi nesta altura que Jorge Assunção conheceu a Ferreira Duque, até porque na mesma morada tinha uma empresa de distribuição de bebidas. A sua experiência e ligação próxima com a gerência da empresa de licores fez com que lhe endereçassem o convite para adquirir a Ferreira Duque e dar-lhe uma nova vida. “Estou na distribuição de bebidas desde 1971, a experiência acumulada foi uma mais-valia para abraçar este novo desafio”, revela Jorge Assunção, lembrando que a Ferreira Duque está sob a sua responsabilidade e da sua esposa, Maria do Céu Ramos, há mais de 30 anos. Um dos primeiros passos foi a criação de um espaço próprio, desta feita na sua terra natal, em Santo Tirso, para albergar tanto a sua empresa de distribuição de bebidas como a Ferreira Duque. Seguiu-se a aposta na modernização dos equipamentos, com o intuito de otimizar os resultados, isto porque na altura que abraçou este desafio a produção era bastante artesanal. “A empresa tinha sete colaboradores, que apesar do seu trabalho intenso, apenas produziam cerca de cinco por cento do que agora produzem 24 | PORTUGAL EM DESTAQUE

num dia”, lembra o administrador, realçando que atualmente a empresa conta com cinco colaboradores e uma das suas filhas, na gestão e organização de todos os processos e procedimentos. A Ferreira Duque nasceu com um produto designado groselha Ferreira Duque, e “ainda hoje somos” conhecidos e reconhecidos” como a melhor groselha do país”, depois apareceu o aniz escarchado, o ponche, amêndoa amarga e os licores de sabores, mas hoje são mais de 70 os produtos presentes no portfólio da empresa. O crescimento e o desenvolvimento da Ferreira Duque foi uma constante ao longo dos anos, porque esta nunca parou de inovar,


apostando na criação de novos produtos tendo sempre como base, a criteriosa seleção de cada um dos ingredientes, frutos, plantas e aromas para o aproveitamento total das suas propriedades. Fruto da experiência da Ferreira Duque ao longo de mais de 70 anos na produção de licores e xaropes e da inovação que a caracteriza, levou ao aparecimento da marca Mysthic para dar nome à gama de vodkas sofisticadas, com sabores e aromas dos novos tempos, refletindo uma identidade muito própria. Nas palavras de Jorge Assunção, todos os produtos são produzidos a partir da transformação dos seus ingredientes, utilizando métodos tradicionais de infusão, maceração e destilação garantindo os paladares e aromas de cada um dos ingredientes, tendo por base as receitas aprimoradas ao longo de gerações. “Ao longo dos anos temos apostado na modernização da imagem e no desenvolvimento de novos produtos, nunca descurando o rigor e a qualidade que nos distinguem”, realça o nosso entrevistado. Mas a que se deve o sucesso da Ferreira Duque e o que a distingue no mercado? Para Jorge Assunção a resposta é bastante simples. Qualidade, inovação, seriedade, flexibilidade, confiança, experiência e conhecimento adquirido, são os pilares fundamentais do crescimento da empresa. E no capítulo da qualidade, o empresário destaca a recente certificação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001, uma estratégia que patenteia o compromisso da empresa com a qualidade, a satisfação dos seus clientes e a melhoria contínua, uma vez que estes são um factor de preocupação constante para a satisfação dos mesmos.

A internacionalização é outro dos fatores que assumem importância no desenvolvimento das organizações e a Ferreira Duque não é exceção, por isso começou a exportar alguns produtos para os Estados Unidos da América, nomeadamente, amêndoa amarga, ponche e aniz. Paralelamente “está a enviar encomendas para o Brasil, Moçambique e indiretamente para Angola e Guiné”, sublinha Jorge Assunção à Portugal em Destaque.

Com a solidez de um passado e um presente de sucesso, a Ferreira Duque abraça o futuro com vontade de continuar a diversificar os seus produtos e os seus mercados, mantendo a qualidade reconhecida pelos seus clientes. “A inovação dos nossos produtos continuará a ser o nosso fio condutor”, termina Jorge Assunção mostrando-se orgulhoso com todo este percurso.

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MATOSINHOS Do lado direito do Rio Douro, a norte de Portugal está Matosinhos uma das maiores cidades da região do Porto. Elevada em 28 de Junho de 1984 é considerada uma terra recente para os portugueses, mas abarca as mais diversas tradições Lusitanas. Iniciemos pela economia. Parte da indústria local é dedicada ao sector petroquímico, alimentação, têxteis e materiais elétricos, bem como as atividades piscatórias. No que toca ao património cultural, são muitos pontos a destacar, mas ”O Senhor de Matosinhos” é a maior festa com origem numa lenda local. A Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, o Padrão do Bom Jesus de Matosinhos, o Mosteiro de Leça do Balio e o Cruzeiro manuelino são também parte desta riqueza aglomerada. A gastronomia da região não deixa a desejar, hoje é considerada referência nacional e é elogiada por paladares internacionais. Por estar localizada numa zona litorânea, os pratos são essencialmente à base de mariscos. Desde tasquinhas a restaurantes de requintes, Matosinhos engloba um pouco de toda a culinária portuguesa agradando, assim, a todos os gostos. Relativamente à hospedagem, o turista vai poder encontrar um leque de possibilidades adaptáveis a todos os gostos e bolsos. A anémona é um dos pontos de referência e localização da cidade. Uma grande e laranja estrutura da Norte-Americana Janet Echelman que está situada na Praça Cidade S. Salvador e é centro das atenções para quem por lá passa. Conhecer Matosinhos é, sobretudo, adentrar num universo de tradição e contemporaneidade, boa gastronomia, boas vibrações provenientes da costa marítima e de um pôr-do-sol sem igual.

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UMA IPSS PRÓXIMA DA COMUNIDADE

Em 1985 nasceu a ASSUS - Associação de Solidariedade Social da Urbanização do Seixo, em São Mamede Infesta, focada no bem-estar das crianças. Hoje em dia, o presidente Vítor Magalhães, vem acrescentar mais valor, mais visão e mais proximidade à IPSS. A Portugal em Destaque esteve à conversa com a direção para perceber o que mudou nos últimos cinco anos. ASSUS A ASSUS foi fundada há 33 anos, mas foi em 2013 que Vítor Magalhães se tornou o presidente da direção. Conte-nos como surgiu a Associação e a respetiva oportunidade de agarrar este novo desafio. A ASSUS foi construída no seio da Cooperativa Realidade. O objetivo deste infantário era receber crianças dos associados da Cooperativa em 1985, e em 1992 foi criada a IPSS. Assim, deixou de fazer sentido entrarem aqui apenas os sócios da Cooperativa, mas também começar a abrir mais para o exterior. Nos dias de hoje ainda é uma IPSS. Estamos numa zona privilegiada, uma vez que estamos numa rua sem saída, num ambiente calmo, mais fechado e mais seguro. Por outro lado, temos no exterior um espaço verde fabuloso que foi devidamente aproveitado. Entrei no dia 5 de março de 2013 e foi um desafio muito interessante. Tudo começou pelo sentimento de alguns funcionários de que realmente a Instituição estava a decair e, inclusive, em vias de encerrar as portas. Naturalmente que 28 | PORTUGAL EM DESTAQUE

VÍTOR MAGALHÃES

eu não fico alheio a este tipo de situações, porque sabia que aqui não estava só em causa os postos de trabalho como simultaneamente crianças (na altura, 89). Se isso acontecesse os pais iriam ficar sem sítio para colocar as crianças. Assim, foi-me lançado o desafio: juntei um número alargado de pessoas que, a meu ver, teriam as condições necessárias para me apoiar neste projeto. Este projeto foi pensado por mim e pela minha colega de direção Sandra Ferreira. A primeira ação que realizei na Associação aconteceu em janeiro de 2013 antes de formalizar-me enquanto presidente. Fui ao Bazar Paris, no Porto, buscar brinquedos e pedi para que ficasse registado numa declaração o donativo feito à ASSUS. Nos últimos anos, o número de crianças passou de 89 para 223 e de funcionários passou de 22 para 27. Claro que isto foi progressivamente crescendo. Nestes cincos anos contamos com o apoio da SIC Esperança para fazer uma remodelação no espaço e isso foi uma mais-valia.


Isto levou a que estabelecesse vários acordos e parcerias com esses mesmos apoios… Sim. A minha forma de estar na vida passa por trabalhar em rede e quando trabalhamos assim dificilmente não se tem sucesso. Para tudo é preciso trabalho, não basta apenas ser presidente. A maior parte das vezes que eu estive nessas conquistas com apoios de entidades e parcerias, foi sempre nesta base de dar e receber. A verdade é que com isto conseguimos muito mais e há sempre algo que recebemos. Nem sempre o receber é monetário.

jeto de um espaço dedicado aos seniores, foram criadas sinergias para nascer o projeto, intitulado como ASSUS SÉNIOR ao serviço da comunidade, para que as pessoas tenham durante o percurso da vida de pré-reforma e reforma possam fazer algo de útil, fundamentalmente com maior qualidade e esperança de vida. O meu objetivo é fazer com que o maior número de idosos possa frequentar o espaço, porque nós criamos condições para isso e queremos que o espaço seja autossustentável. Neste momento contamos com 42 utentes.

Quais são os serviços que tem ao dispor da comunidade? Temos o berçário, que é a creche, com a sala do zero a um ano, depois do um aos dois e a sala dos dois aos três anos. No pré-escolar, temos a sala dos três aos quatro anos, dos quatro aos cinco e dos cinco aos seis. Quer na creche, quer no pré-escolar temos as vagas completamente preenchidas e ainda existem crianças em lista de espera. Isto tem vindo a acontecer desde a nova direção. Por fim, temos o ATL dos seis aos dez anos, que corresponde ao período do primeiro ciclo. A anterior direção criou a sala de estudo e, neste momento, existem 40 crianças na sala. Esta parte é uma continuação da necessidade dos pais para dar apoio aso filhos. Em conjunto, acabamos por ter outros serviços, nomeadamente o transporte para as respetivas escolas das crianças do ATL e da sala de estudo, e ainda a alimentação em que disponibilizámos uma cantina.

Que atividades implementaram para os vossos utentes e crianças? Numa fase inicial do projeto sénior arrancamos com ioga, informática, dança, música e pilates e os idosos têm aderido muito bem. Para as crianças temos atividades extracurriculares como o ballet, karaté, dance fit, música, dança criativa, inglês, terapia da fala, terapia ocupacional e gostava de implementar a informática para o próximo ano. Estas atividades são uma forma de se juntaram e terem um momento do dia em que possam estar unidos a conviver e a partilhar. Um dos meus objetivos é ter um espaço alargado onde possamos fazer as atividades e dinamizá-las, sem estarmos castrados em termos de tempo para sair da sala.

Outra parte social que nasceu na Associação foi a ASSUS Sénior. Fale-nos desta nova vertente. Em setembro de 2017 avançamos com a ASSUS Sénior, um projeto inteiramente aprovado pela Câmara Municipal de Matosinhos, mais concretamente a Ação Social que tem tido um papel fundamental nestes cinco anos. Um dia, apercebi-me que havia pessoas com alguma idade na comunidade envolvente e questionei-me do que é que a comunidade envolvente necessitava. Nesse sentido, e depois de ouvir a colega de direção Sandra Ferreira, que teve sempre em mente um pro-

Para além das atividades que têm para as crianças também promovem-nas para as famílias? Sim. Criamos condições para que as famílias se envolvam mais na Instituição, através do ioga e do zumba, para que os pais venham mais vezes à escola e para que interajam e se interessem ainda mais pelos filhos, criando uma maior relação escola-família-escola. Além disto, queremos ter cada vez mais atividades em prol das crianças, dos jovens e dos idosos, estendendo também às famílias e pessoas externas. Enquanto Instituição procuram fomentar uma relação de proximidade entre as crianças, os jovens e os idosos? Temos um registo da interação enPORTUGAL EM DESTAQUE | 29


tre as gerações. Criamos condições para que hajam encontros intergeracionais e isto é uma mais valia, quer para as crianças quer para os idosos. Estes porque também se sentem úteis e, por outro lado, as crianças percebem o respeito que é importante ter pelas pessoas menos novas. Tudo isto acontece porque desenvolvemos um projeto educativo relacionado com os valores. Esta é uma das componentes que estamos e queremos transmitir. Há um conjunto alargado de ações que devem ser implementadas urgentemente para que as pessoas vejam a importância desses esses valores, contribuindo para uma humanidade melhor. Podemos afirmar que o Vítor, enquanto presidente, tem um vinculo afetivo com as crianças e com os idosos… Sem dúvida. Este carinho especial vai desde bebés até aos jovens da sala de estudo, os quais tenho uma relação ainda mais próxima. Todos os anos faço a viagem de final de ano com eles e atividades fora do vulgar, tais como andar de avião, acampamento e atividades radicais, interação com animais diversos, etc. Exemplo disso foi o ano passado, levei-os ao Badoca Park, Aquashow, Zoomarine e foram três dias incríveis, que irão ficar marcados para a sua vida. Eu digo que aqui na instituição o meu maior presente é o sorriso das crianças. A maior parte das crianças passam a maior parte do aqui dentro e eu digo sempre que quando um pai ou uma mãe deixa a criança que supostamente é tudo aquilo que mais têm de valor na vida, vão deixar à responsabilidade de uma cozinheira, de uma funcionária da

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limpeza, de uma auxiliar, de uma educadora, de uma coordenadora e de uma direção. Por isso, existem exigências de que não abdico: higiene, segurança e alimentação. Quando o fazemos temos de o fazer com estes valores, ou seja, à criança tem de ser salvaguardado tudo, inclusive os seus direitos enquanto criança. É por isso que enquanto eu aqui estiver não vou permitir que nenhuma criança seja infeliz. Sempre com uma atitude dinâmica, por onde passa o futuro da ASSUS? Quero criar melhores condições financeiras pois pretendo pagar ordenados dignos. Na ASSUS Sénior pretendemos ter mais utentes, ou seja, para que mais utentes possam sentir que têm ali um espaço para usufruir. Juntamente com isso e já no próximo ano, vamos desenvolver uma pequena biblioteca para que todos tenham um local para ler um livro e consultar qualquer tipo de informação na internet e desta forma potenciar ainda mais o espaço Sénior. Os objetivos passam também pela remodelação e reformulação total da Instituição, pois ainda precisamos de muitas obras.


Por último agradecer a confiança dos pais por nos confiar os filhos, aos funcionários pela dedicação e empenho todos os dias tornando as crianças felizes. Aos colegas da direção, não poderei deixar de demonstrar o meu agrado em continuar a contar com eles neste projeto, visando um projeto de sucesso onde o bem estar das crianças é uma premissa, a elas, Muito Obrigado, sendo elas Sílvia Sousa, Sandra Ferreira, Filipa Oliveira e Daniela Silva. À minha família, agradeço a paciência e compreensão, pelas inúmeras horas passadas fora de casa em prol das crianças e dos projetos solidários.

Rua da Creche 104

Telf: 229516021

E-mail: assus.secretaria@gmail.com

4465-112 São Mamede Infesta

Telm: 936508330

www.assus.pt

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DECISÕES E SOLUÇÕES CONCEBIDAS NO FEMININO Empresária, voluntária, mãe e esposa, são algumas das ocupações a que Elvira Patrício se dedica, num dia a dia que se avizinha curto para atividades que exigem responsabilidade, tempo e profissionalismo. Descreve-se como “multidisciplinar, organizada e perfecionista” capacidades necessárias para conseguir gerir todas as atividades a que se dedica. Entrevista a Elvira Patrício, gestora e proprietária da DS CRÉDITO MATOSINHOS. DS CRÉDITO MATOSINHOS

conhecia nada da DS CRÉDITO. Quando reuni na sede foi-me apresentada a empresa, o conceito e decidi que era este o investimento que pretendia fazer. Primeiro porque corresponde à minha área de formação e porque este processo ajuda as pessoas a melhorar a sua vida, algo que faço há anos através do voluntariado, e agora posso fazê-lo através da minha profissão.

A aventura pelo mundo da intermediação de crédito começou há pouco mais de um ano... Sou licenciada em gestão, da parte financeira, pós graduada em finanças e sempre gostei desta área de negócio. Durante 15 anos, geri a Clínica de Medicina Dentária do meu marido, assumindo as áreas de gestão e financeira, até que chegou uma altura que desempenhava outras funções com as quais não me identificava na plenitude. Deixei a clínica e ponderei abrir um negócio próprio. Entretanto, continuei a fazer voluntariado no serviço de fisiatria do Hospital de Santo António, faço-o há dez anos, sou mesária tesoureira na Santa Casa da Misericórdia de Matosinhos e mesária de um pelouro num internato de jovens raparigas que não têm retaguarda familiar. Creio que foi este espírito de voluntariado que me levou a ponderar abrir uma ERPI – Estrutura Residencial para Idosos mas acabei por abandonar essa ideia depois de esbarrar com demasiadas regras e burocracia. Foi a procura por um negócio como qual se identificasse que a levou à DS CRÉDITO? A procura por um negócio que me motivasse e desafiasse fez-me ficar alerta ao mercado financeiro, mas foi o telefonema de um colega, ex-bancário, que me apresentou a DS CRÉDITO. Despertou de imediato a minha atenção, uma vez que é a minha área de formação, fui a uma reunião à sede, em São Félix da Marinha, e passados dois dias estava a assinar o contrato de franchising. Não 32 | PORTUGAL EM DESTAQUE

O público tem noção da ajuda que a DS CRÉDITO lhes pode proporcionar? A marca, Decisões e Soluções, está presente no mercado nacional há 14 anos criada por Paulo Abrantes. O sucesso do negócio é visível pelo país fora e decidiu diversificar as áreas de atuação. A primeira foi a Decisões e Soluções 360 onde fazem a mediação imobiliária, de seguros, crédito e obras. A DS SEGUROS e DS CRÉDITO sugiram posteriormente também na versão de franchising. A DS CRÉDITO trata de todos os assuntos relacionados com o crédito, seja ele pessoal, habitação, a empresas para financiamento de tesouraria, leasing e ALD de forma totalmente gratuita. Atualmente, os clientes gostam de ir a vários bancos para se informarem das melhores opções mas muitas pessoas não têm tempo para fazer todo este percurso e recorrem aos nossos serviços. O papel mais importante da DS CRÉDITO é o de tratarmos da parte processual toda, ou seja, quando o cliente aceita a nossa proposta deixa de ter de se preocupar com a burocracia inerente. Se pretende, por exemplo, um crédito para comprar uma habitação solicito determinados documentos para análise interna; se for viável fazemos o estudo junto dos bancos relativamente a esse pedido de crédito. Creio que a maioria das pessoas não sabe o quanto as podemos ajudar. No que concerne ao crédito à habitação, as agências imobiliárias fazem um trabalho semelhante, o que vos diferencia das imobiliárias? Algumas imobiliárias têm as próprias financeiras. A diferença é que a DS CRÉDITO trabalha diretamente com os bancos. Promovemos a parceria com stands de automóveis e imobiliárias, como clínicas de estética e dentárias, gabinetes de arquitetura, construtoras entre outros. Para além desta diferença também aposto na qualificação e formação contínua. Estou a apostar na formação, com o curso de intermediação de crédito, para me inscrever no Banco de Portugal porque segundo as novas leis, as imobiliárias têm de ser intermediárias de crédito senão não podem avançar com esse tipo de processos. O controlo vai ser feito através de uma lista, a que todos os bancos terão acesso, que indica quais as empresas que estão ligadas ao Banco de Portugal. Muitas imobiliárias, prin-


cipalmente as mais pequenas, vão-nos ver como um parceiro apetecível porque não querem assumir os custos de inerentes à gestão de processos bancários. Quais são as vantagens de recorrer à DS CRÉDITO MATOSINHOS? Trabalhamos com clientes particulares e empresas mas o meu volume de negócio centra-se nas transferências de crédito à habitação e o crédito pessoal. A vantagem é que, como conheço os valores, enquanto que o cliente que se dirige ao balcão recebe informação standard. Consulto alguns bancos para me apresentarem os seus produtos – a FINE – que, posteriorEQUIPA mente e após a minha análise, apresento ao cliente final. A FINE apresenta o valor total que vai pagar até ao término do contrato. O meu trabalho é procurar a melhor solução para o tipo de crédito que o meu cliente necessita de contratar ou na consolidação e/ou renegociação dos créditos já contratados. Uma vez por semana reunem comigo para esclarecer dúvidas e procuro ter, todos os meses, um representante de uma instituição bancária para dar formação e atualizar os nossos colaboradores. A DS CRÉDITO MATOSINHOS abriu há um ano e já marca pela diferença... Quando abri a DS CRÉDITO MATOSINHOS, apesar de haver regras de imagem iguais para todos os franchisados, procurei incutir personalidade ao espaço, tem muita luz e está muito bem posicionada. A equipa é muito profissional, responsável e trabalhadora. O meu trabalho e da minha equipa já foi reconhecida por três vezes, feito único no universo DS CRÉDITO. Um foi sobre os processos de crédito de janeiro, fevereiro e março; outro sobre os cartões de crédito e das escrituras de crédito à habitação. Vamos continuar a primar pela excelência de serviço, personalização e comprometidos em ajudar o cliente a poupar e a ser mais feliz .

Rua Tomás Ribeiro, 516 4450-295 Matosinhos Telefone: 221124340 Telemóvel: 938130239 E-Mail: matosinhos@dscredito.pt

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ELVIRA PATRÍCIO

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ENGENHARIA “OUT OF THE BOX” Sócio gerente da VEconcept – Value through Engineering, Domingos Moreira apresenta a empresa que criou há quatro anos. Engenheiro de formação e profissão, assume que os projetos industriais são os que o mais desafiam e o que distingue a VEconcept é a forma como a sua equipa abraça os projetos e os idealiza. VECONCEPT

A VEconcept surge como impulso ou foi um projeto idealizado ao longo do tempo? A VEconcept – Value Engineering Concept é uma empresa com quatro anos, formada por mim e assessorada pelo meu sócio e colega de curso, João Filipe Arteiro. Não tinha como objetivo pessoal ser empresário, mas a conjuntura social e laboral precipitou esse passo. Trabalhei 15 anos numa empresa de projeto onde adquiri skills de gestão e know how suficiente para avançar com a criação da VEconcept, que assenta numa base de pensar a engenharia fora dos moldes convencionais, “out of the box”, usando os princípios do value engineering. O que quer dizer com “out of the box”? Refiro-me a pensar a engenharia fora dos trâmites normais, por exemplo, planear, fasear e monitorizar um transporte especial. Trata-se de uma área com pouca expressão em termos de volume de negócio mas com forte componente de engenharia. A título de exemplo, foi-nos proposto o desafio de transportar, de Matosinhos até ao Porto Leixões, reservatórios esféricos de aço com 17 metros de diâmetro. Ideias prévias previam a desmontagem de semáforos e até da escultura ‘She Changes’ conhecida como anémona. Coube à VEconcept idealizar uma solução de forma a minimizar o impacto na cidade, delineando novo percurso e estudando todas as condicionantes. É esta forma de ver e trabalhar a engenharia que distingue a VEconcept? O value engineering é o que nos diferencia. Abraçamos um projeto e pensamo-lo de forma diferente, fora da caixa, sem barreiras pré-concebidas, questionando o que está feito, de que forma foi 34 | PORTUGAL EM DESTAQUE

concebido e como podemos otimizá-lo. Também fazemos coordenação de projeto e nos projetos industriais trabalhamos de forma pró-ativa propondo alterações de layout e de disposição, de forma a otimizá-los. Focamo-nos muito na resolução de problemas, nos desafios que nos colocam, garantimos a coordenação entre as mais diversas especialidades, desde a arquitetura, às engenharias, etc., e não temos medo de fazer coisas diferentes e que causam impacto. Em resumo, focamo-nos em gerar valor para o cliente através da engenharia. A equipa é composta unicamente por engenheiros? Na sua maioria sim. A VEconcept tem dez técnicos - oito engenheiros, um desenhador, um fiscal de obra, mas temos outras equipas que trabalham connosco, algumas até no mesmo espaço, como as empresas das várias especialidades de engenharia. Somos dez pessoas internamente e contamos com um universo de cerca de 15 pessoas que trabalham regularmente connosco, desde empresas de especialidades de eletricidades e telecomunicações, ar condicionado e ventilação, e hidráulica. Um projeto de engenharia civil abrange, normalmente, todas as áreas que referi, mas somos especialistas em engenharia de estruturas e de geotecnia, fazendo também algumas fiscalizações. A VEconcept aceita trabalhos para o setor público e privado? Trabalhamos para o setor público (portos, câmaras, etc.) e também com privados ligados principalmente à indústria, e arquitetos.


Portugal é uma referência na área da metalomecânica e a Engenharia nacional é reconhecida tanto dentro do país como além-fronteiras. Dos vários exemplos do nosso espólio temos o Eng. Edgar Cardoso que fez pontes por todo mundo e que é reconhecido pelo grande público, engenheiros que recebem prémios mundiais sendo a procura de engenheiros portugueses para trabalhar fora do país uma realidade cada vez mais presente. Gostaria de ver estes factos transparecerem mais no conhecimento do público em geral.

Dentro da geotecnia fazemos consolidação de escarpas, barragens, entre outros e prestamos serviços de consultoria para empresas nacionais e estrangeiras. É comum apresentarem-nos uma ideia preconcebida sem terem a certeza se pode ser aplicada e, na maioria das vezes, ela não resulta. Estudamos a melhor forma de concretizar o projeto, sempre em sintonia com o cliente.

É tarefa fácil contratar engenheiros portugueses? Ao contrário do que acontecia há alguns anos, perante o aumento da procura de técnicos, atualmente não se consegue tão facilmente contratar engenheiros com o perfil adequado para os projetos que temos em mãos. Há muitas obras a surgir, alguns estrangeiros descobriram que Portugal é um jardim à beira mar plantado, com um excelente nível de segurança e apostam no nosso país para viver e também investir o que se reflete numa procura crescente ao nível da habitação, daí os preços terem disparado da forma que temos visto.

Há projetos que o apaixonam mais do que outros? Durante 15 anos fiz umas centenas de pontes e, neste momento, os projetos que mais me apaixonam são os industriais. Estamos a desenvolver um projeto que visa a construção de uma fábrica de produção de peças para torres eólicas, algumas com 10 metros de diâmetro e 40 de comprimento. É um projeto muito aliciante

O aumento das solicitações que a VEconcept recebe reflete a saúde financeira das empresas? Sim. Temos muitas solicitações nacionais. Logo no primeiro ano começámos a trabalhar para empresas estrangeiras em Moçambique mas, neste momento, trabalhamos mais em Portugal do que para fora. Esta viragem é um reflexo da recuperação da economia nacional e do investimento que tem sido feito em Portugal, mas muitas empresas/clientes continuam com os “vícios” de outros

DOMINGOS MOREIRA

JOÃO FILIPE ARTEIRO

e que nos coloca desafios quase diariamente. Esta fábrica terá 22 mil m² de área coberta, implantada dentro de um porto, com um cais frontal para envio das peças diretamente para o destino em alto mar. Do ponto de vista da engenharia, este projeto apresenta muitos desafios face à dimensão dos hangares e à movimentação das peças.

tempos como o facto de pagarem a longo prazo (90 ou 120 dias). Como o projeto não é palpável, o cliente tende a adiar o pagamento dos serviços, esquecendo que, por exemplo, o aço que comprou, surge do nosso trabalho, que equilibra engenharia com economia de recursos visando os interesses dos nossos clientes e a qualidade intrínseca da obra. Felizmente essa tendência está a mudar e o estado também está a pagar a tempo e horas, o que resulta do reconhecimento pela qualidade dos nossos serviços e do valor acrescentado que introduzimos nos projetos em que trabalhamos.

A qualidade da engenharia nacional é reconhecida além fronteiras?

Rua Dom João I, 298 | 4450-162 Matosinhos, Portugal | T +351 22 011 00 40/41 | F +351 22 010 83 40 | info (at) ve-concept.pt | http://www.ve-concept.pt

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ANTECIPAMOS NECESSIDADES, OFERECEMOS SOLUÇÕES IDEIAS DINÂMICAS SERVIÇOS

O Grupo Ideias Dinâmicas é uma rede de empresas sediada em Matosinhos com vocação nacional e internacional. Dedica-se à prestação de serviços em diversas áreas de negócio e é constituída por uma equipa com sólida experiência e competência nas áreas onde atua, avaliando oportunidades e criando as condições para o desenvolvimento e a realização de ideias e projetos, assegurando plataformas para o lançamento de novos projetos empresariais, considerando a inovação como fator determinante e diferenciador. A IDEIAS DINÂMICAS Serviços suporta-se nas sinergias existentes no grupo e atua em contínua proximidade com os seus parceiros. Acompanha diariamente empresas e clientes, avalia as suas necessidades, e propõe as melhores soluções para alcançar resultados em toda a cadeia de valor. Este diálogo cria condições para que, em cada etapa, se definam, implementem e desenvolvam serviços diferenciadores que apostam na inovação e nos melhores resultados em todas as áreas de atuação. A nossa metodologia privilegia o foco na eficiência do negócio, colocando ao serviço da gestão ferramentas que contribuem para se tomarem decisões ágeis e assertivas e para alcançar resultados de sucesso. A proximidade com o negócio permite compreender os clientes e a sua realidade, os contextos estratégicos e operacionais que determinam as premissas fundamentais à identificação de metodologias associadas a diferentes desafios e necessidades. Ultrapassamos obstáculos e criamos dinâmicas de transformação - cultivando uma cultura de empatia. Orientados a resultados, mais do que realizar projetos e entregar soluções, os nossos colaboradores são profissionais com vasta experiência na construção e consolidação de resultados associados aos objetivos de um negócio.

As nossas áreas de atuação contemplam: Soluções de apoio à Gestão Serviços em regime de BPO – Business Process Outsourcing. Identificação de necessidades/lacunas nos processos de gestão e operacionais, assim como a implementação de soluções adequadas.

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Consultoria Contabilística, Financeira e Fiscal Contabilidade Geral e Analítica. Conciliação de Bancos e Caixa. Conferência de Contas a Pagar/Contas a Receber. Imobilizado e Inventariação de Ativos Fixos e Existências. Controlo de Faturação e de Crédito. Orçamentação e Controlo de Gestão. Elaboração de Reporting de Gestão Periódica. Análise Financeira e Indicadores de Produtividade. Conferência das Obrigações Fiscais Periódicas. Elaboração do Relatório de Fecho de Contas. Diagnósticos às áreas Administrativa, Económica e Financeira. Implementação de Sistemas Integrados de Gestão, contemplando sistemas de Contabilidade Geral e Analítica.


Gestão, Consultoria e Estratégia Empresarial Planos de Negócio Projetos de Investimento. Projetos de Internacionalização e apoio local nos países onde temos presença física. Organização e Qualidade e Recursos Humanos Consultoria Organizacional. Implementação de Sistemas de Gestão - certificação. Recursos Humanos. Ações de formação e aplicação do Novo Regulamento Geral de Proteção de Dados.

Marketing e Comunicação Estudos de Marketing Campanhas de Publicidade Relações públicas e assessoria de imprensa Marketing direto Promoção de Vendas Realização de Eventos

Uma empresa do Grupo Ideias Dinâmicas

Rua Álvaro Castelões, 821 Sala 2.5 4450-043 Matosinhos. PORTUGAL t. +351 229 398 323 serviços@ideiasdinamicas.com servicos.ideiasdinamicas.com

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A RAINHA DAS SANDES DE PRESUNTO Sabemos que as sandes de presunto não podem faltar numa casa portuguesa. É por isso que A Badalhoca do Fredo, em Matosinhos, satisfaz a vontade dos portugueses e dos turistas em apreciar um bom petisco tradicional. Alfredo Zuzarte é o atual responsável e proprietário que seguiu as pisadas da mãe, Maria de Lurdes, pioneira na abertura do primeiro espaço no Porto. BADALHOCA DO FREDO

Foi há 53 anos que surgiu a primeira Tasca da Badalhoca, nome tradicional da casa mãe, que cresceu pelas mãos de Maria de Lurdes, mãe de Alfredo Zuzarte, e ainda se mantém até à data. Posteriormente, o filho viu em Matosinhos a oportunidade ideal para dar continuidade ao negócio e há cerca de quatro anos abriu, juntamente com a esposa Susana Gonçalves e a filha Ema Zuzarte, A Badalhoca do Fredo, diminutivo pelo qual é conhecido. “Faltava um conceito destes em Matosinhos. Aqui temos tudo menos peixe”. Após um

ano dessa abertura, lançou na zona histórica de Vila do Conde a maior das três casas. Quando entrar numa das ‘tascas’ rapidamente vai perceber que a decoração é bastante característica. Em tom de brincadeira, Alfredo diz-nos que ele foi o próprio decorador. “Foi tudo pensado por mim. Não é moderno, mas as pessoas gostam das coisas antigas”. A rainha da casa “50 por cento da qualidade das sandes de presunto está no pão”. Quem o afirma é Alfredo Zuzarte que está, diariamente, na ‘tasca’. Mas qual é chave para o sucesso das sandes de presunto? Para além de terem fabrico próprio de pão, feito na Padaria e Confeitaria Lua de Mel e que lhe dá um toque estaladiço, o segredo está no corte e na origem holandesa. “O presunto é curado em Castelo Branco por A. Pires Lourenço”, explica. Ainda que tenha como ex-libris da casa as sandes de presunto, também podemos encontrar rissois de carne, leitão, salsicha, mistos e camarão, sandes de leitão e omelete, rojões, fígado, orelheira, queijo da serra, presunto com ovo, bifanas, entre outros petiscos típicos de Portugal acompanhados por uma caneca de vinho verde Espadal. Já dizia Amália Rodrigues: “é uma casa portuguesa, com certeza” e esta é a prova disso. Espírito de trabalho A fama e o reconhecimento são notórios, mas nada se faz sem trabalho e dedicação. “Estou aqui todos os dias desde que abro as portas até fechar, das 09h00 às 20h00, e ainda fico até às 23h00. Tenho de estar sempre presente. Este é um trabalho que exige 14 a 16 horas do meu dia”. Como já percebemos, o dia começa bem cedo, uma vez que existem muitas


pessoas que trabalham à noite a passarem pelo estabelecimento de manhã quando acabam o trabalho. Alfredo considera que a classe trabalhadora faz parte dos clientes habituais, mas também recebe todo o tipo de pessoas. Por acréscimo ainda salienta que a simpatia e a boa disposição são alguns dos pontos que levam clientes de todo o mundo a visitarem A Badalhoca. Outro fator que não deixa passar em branco é a limpeza e chega mesmo a afirmar que “badalhoca só de nome. Temos muito cuidado em ter sempre tudo limpo”. Homenagear o fado Se for visitar Vila do Conde, não se esqueça de passar pela Badalhoca do Fredo. Neste espaço vai encontrar, todos os sábados à tarde, das 16h00 às 20h00, um bom fado. A entrada é totalmente gratuita e apenas tem de se deixar render à grande variedade de petiscos que têm para oferecer. Quem conhece A Badalhoca do Fredo sabe que os sabores são inconfundíveis. Porém, ainda há quem associe o seu logótipo, ‘O povo pediu, a Badalhoca aderiu’, a um outro espaço no Porto, mais concretamente na Rua da Picaria. Alfredo quis deixar esclarecido aos nossos leitores que os espaços não são iguais. “Apenas os ajudamos no início do negócio e têm o mesmo conceito”. Uma vez que há falta de acessos para os proprietários dos estabelecimentos fazerem as cargas e as descargas, o proprietário apela ao Município para que sejam criados meios para o bom

ALFREDO ZUZARTE E SUSANA GONÇALVES

funcionamento de Matosinhos. Questionado sobre o futuro, Alfredo Zuzarte não esconde a vontade de abrir mais espaços, principalmente na zona norte. A próxima casa poderá ter abertura prevista na Maia, local onde estão concentrados muitos clientes d’A Badalhoca. Ainda sobre os próximos objetivos, Fredo salienta que a filha Ema Zuzarte, verdadeira profissional no corte do presunto, será a próxima seguidora do negócio. “Convido os leitores a visitarem este espaço. Se tenho uma casa de comes e bebes é para serem meus clientes assíduos”, finaliza.

MARIA DE LURDES

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DO MAR PARA A MESA

Situado junto à lota da praia de Angeiras, a Barraquinha do Rijo dedica-se a servir experiências motivadas pela tradição da gastronomia portuguesa da melhor forma possível. BARRAQUINHA DO RIJO

“É na Barraquinha do Rijo que pode comer o melhor peixe, sempre fresco”, garante Fernando Castro, que há cerca de três anos, em conjunto com a esposa, Elsa Maia, tomou conta deste espaço icónico. Desde então tornou-se paragem obrigatória para aqueles que se querem deliciar com o melhor da comida portuguesa, com destaque para o peixe. Logo à entrada da sala, em tons de azul que lembram o mar, os olhos saltam para uma vitrina que surpreende com a quantidade, variedade e qualidade das espécies de peixe. A si só lhe compete chegar e escolher qual saborear. Todos frescos, diz Fernando Castro acrescentando que “tudo o que vem do mar, do dia, salta para aqui, fresquinho”. A Barraquinha do Rijo não guarda stock de peixe, não há nada congelado. Do mar, passa pela brasa e chega à mesa do cliente.

ELSA MAIA E FERNANDO CASTRO

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Aqui o peixe é rei O peixe mais requisitado é o rodovalho. Acompanhado de um arroz malandrinho de tomate ou, se preferir, batata a murro com legumes salteados. No verão, há uma tendência para trocar por uma salada mista. O calor pede-o e a Barraquinha do Rijo satisfaz as vontades dos clientes. Além deste peixe, pode aqui encontrar ainda robalo, dourada, espetada de lulas, entre outros. Dispõe também de uma boa ementa de marisco e entre os cozinhados de tacho pode degustar um maravilhoso arroz de marisco ou de tamboril, com amêijoa, berbigão, camarão e mexilhão. Para acompanhar a refeição tem disponível uma carta de vinhos de excelente qualidade, descreve o empresário. “Temos sempre produtores, como a Niepoort, que são clientes da casa e têm uma gama muito boa”, acrescenta o mesmo. Para terminar a refeição pode contar com doces variados,


todos feitos na casa. De lamber os dedos, pode escolher entre o cheesecake de forno, o folhado de morango ou um pão-de-ló. Na Barraquinha do Rijo pode ainda deliciar-se com umas clarinhas de Esposende, também conhecidas por ‘pastéis de Lili’, vindas diretamente da prestigiada casa Lili & Cª Gourmet. Expandir o negócio não faz para já parte dos planos de Fernando Castro, que pretende continuar a primar pela qualidade do seu serviço: “se o serviço prestado for bom, uma só chega”, adianta. E ninguém questiona a qualidade deste espaço. O mesmo recebe clientes de todo o país e também estrangeiros: “temos muitos clientes fixos e a maior parte nem sequer é daqui. Muitos vêm em trabalho e ligam ‘Olha tem aí uma mesinha para mim?’”, revela Fernando Castro. Este considera que a restauração não é uma área fácil, porém é gratificante pelo contacto com as pessoas e as amizades que dali se criam. “Aqui já encontrámos uma outra família”. Tudo é pensado ao pormenor O espaço da Barraquinha do Rijo era antigamente um café, de aspeto sombrio e feio. Fernando Castro e Elsa Maia decidiram reestruturar o espaço e, para o efeito, contaram com o apoio de Marta Sarsfield Barros, arquiteta de renome, com morada em Cascais. A mesma deu luz à sala, decorou-a com a vitrina já acima referida, uma prateleira de vinhos e proporcionou uma vista para o grelhador. “As pessoas gostam de ver o peixe ali na brasa”, conta o empresário. Em alturas de Natal e Páscoa, entre outras datas, o espaço é decorado conforme a circunstância. Existe ainda uma outra

sala, mais reservada, destinada a almoços ou jantares de negócio e outros eventos mais privados. Com capacidade para 78 pessoas, a Barraquinha do Rijo espera por si. Como o mercado do peixe se encontra encerrado às segundas-feiras – de onde a matéria-prima do restaurante provém, mesmo ali ao lado –, o casal opta por também não abrir nesse dia. “Se não for para vender peixe fresco, não se vende”, diz Fernando Castro. Aqui preza-se a qualidade, a satisfação do cliente e o melhor da cozinha portuguesa. A Barraquinha do Rijo espera por si.

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A CHALANDRA REJUVENESCIDA Antiga adega/mercearia, outrora local de abastecimento dos homens do mar antes de embarcarem, o restaurante a Chalandra deve o seu nome à típica embarcação de Matosinhos. Aventino Ribeiro (mais conhecido por Tino) é o atual proprietário deste já icónico espaço e foi com ele que estivemos à conversa para esta edição onde Matosinhos estará em destaque. RESTAURANTE A CHALANDRA O nosso entrevistado tem mais de 30 anos de experiência na área da hotelaria e, há cerca de cinco meses, decidiu abarcar numa nova experiência: a aquisição do restaurante A Chalandra, localizado na Avenida Serpa Pinto, em Matosinhos. Este restaurante histórico já foi gerido por diferentes pessoas, visitado por centenas (senão milhares) de apreciadores da boa comida portuguesa e promete, agora, dar cartas no que ao bom atendimento e comida de excelência diz respeito. “Quando assumi a administração deste espaço, ponderei se lhe mudaria o nome ou não, mas considerei importante manter o devido reconhecimento que esta casa merece”, começou por nos contar o empresário. O menu onde o peixe é rei Para além de caprichar nas entradas, este restaurante não poupa qualidade nos pratos principais e sobremesas. Nas especialidades da casa destacam-se a sopa de peixe, a cataplana de tamboril, os filetes de pescada com molho de marisco, a caldeirada de peixe, o sortido de marisco, a açorda de marisco e o peixe galo. Os visitantes mais conservadores (e apenas ao fim de semana) também podem degustar os tradicionais

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pratos de vitela e cabrito assados no forno, bem como as tripas à moda do porto. No que diz respeito às sobremesas, a lista é infindável e os sabores inesquecíveis. Aconselha-se a ‘tartezinha’ de chocolate, a tarde de lima, o molotof de ovos moles, o cheesecake de framboesa e (no inverno) as afamadas rabanadas. Apesar de aberto, com nova gerência, há bem pouco tempo, este restaurante já conta com uma garrafeira bastante completa de onde fazem parte diversas referências do bom vinho nacional: “ainda não tenho todas as referências que pretendo, mas é para lá que estou a caminhar”, afirmou Aventino Ribeiro. A qualidade dos produtos é assegurada pelo administrador d´A Chalandra: “sou muito exigente nos produtos e, por isso, o peixe vem todos os dias da lota. Não congelo peixe e recuso-me a fazê-lo”, assumiu. Dois conceitos, a mesma casa Este restaurante conta com duas salas distintas: uma mais tradicional e outra mais “moderna e descontraída”. A segunda cativa um público mais jovem, abarca 70 pessoas e é adequada para a realização de diversos tipos de eventos. “No mês de maio, por


Avenida Serpa Pinto, n.º 322 Matosinhos | 22 938 2060

RESTAURANTEACHALANDRA@GMAIL.COM FACEBOOK: A CHALANDRA

exemplo, recebemos diversos convívios no âmbito das comunhões”, confidenciou-nos o gerente. Apesar de o nosso entrevistado ser “a cara da empresa”, a equipa que o acompanha é de enorme importância para esta nova Chalandra. “Estou aqui de manhã à noite e tenho de estar sempre cá. O cliente procura-me porque confia em mim e não tenho dúvidas de que o sucesso de uma casa depende muito do proprietário e da postura dele na gestão da mesma. No entanto, e ao mesmo tempo, é essencial ter uma equipa motivada. Os clientes são cada vez mais exigentes e, por isso, nesta casa privilegiamos os pormenores. Se quiserem apreciar, aqui nunca temos um copo vazio e tudo é servido ao talher. Queremos diferenciar-nos nesse aspeto”, reiterou. O balanço dos cinco meses já concretizados é bastante positivo, uma vez que “temos crescido de mês para mês” e o futuro perspetiva-se risonho para esta nova fase d´A Chalandra e do senhor ‘Tino’.

AVENTINO RIBEIRO

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AEPM

Proporcionar o contacto direto com os cavalos, ao nível terapêutico, desportivo e profissional, de forma adaptada, global e inclusiva, respeitando a diferença. É esta a missão que todos os dias a AEPM leva a cabo junto dos mais de 300 jovens e adultos a quem dá apoio: “o nome de equiterapêutica pretende juntar equitação com terapia, ou seja, aliar a prática desportiva de equitação à reabilitação, saúde e educação”, explica a presidente da AEPM. Psicóloga de formação e desde sempre apaixonada por cavalos, Joana Pereira revela que esta associação nasceu de um sonho, numa altura em que a terapia feita com cavalos dava os primeiros passos. Hoje em dia, é sabido que os benefícios da terapia assistida por ca44 | PORTUGAL EM DESTAQUE

“TODOS OS DIAS TRABALHAMOS PARA O SORRISO DOS NOSSOS JOVENS” A AEPM - Associação Equiterapêutica do Porto e Matosinhos nasceu em 2010 e alia a prática desportiva da equitação à reabilitação de jovens com deficiência ou incapacidade física e/ou mental. A Portugal em Destaque esteve à conversa com Joana Pereira, presidente da associação, e ficou a conhecer mais sobre este projeto de excelência. valos são muitos, revela a nossa entrevistada. “Começando pelo movimento: o movimento do cavalo é tridimensional e é muito semelhante à marcha humana, o que possibilita que os jovens com problemas de marcha ou até sem marcha autónoma a possam desenvolver e experienciar. Depois são os ajustes posturais e o equilíbrio, entre outras na área motora. No que diz respeito à área mental, temos benefícios em termos motivacionais, emocionais de controlo de frustração, gestão de conflitos, etc. Há o contacto com o animal, o criar de uma relação de responsabilidade e de dedicação. Ao nível intelectual: as nossas sessões são desenvolvidas sempre com a componente de raciocínio lógico, aplicados conceitos como a identificação de números, de cores, de lateralidade, entre outros. Há ainda a parte sensorial, a perceção das diferentes texturas do cavalo, o cheiro, a funcionalidade dos materiais utilizados para o preparar. Tudo pode ser explorado”, explica. Este trabalho é sempre realizado por uma equipa multidisciplinar constituída por técnicos de saúde de várias especialidades, com vista a que todos possam dar o seu contributo para o desenvolvimento global do indivíduo. Todos os técnicos têm ainda formação em equitação, “já que o cavalo é o nosso instrumento de trabalho. Temos que o conhecer muito bem para que possamos retirar dele todos os benefícios”, acrescenta Joana Pereira. Com o avançar do tempo, e com o aumento da procura da associação quer por parte de particulares, quer de instituições, a AEPM viu-se na necessidade de alargar a sua resposta. Exemplo disso é a resposta desportiva com a participação no movimento Special Olympics Portugal, que não existia no norte do país e que a AEPM conseguiu trazer a esta região, de forma a motivar os jovens para a prática desportiva. No final do ano de 2015 nasce também uma nova parceria. O lançamento do curso de Tratador/a de Equinos para jovens com deficiência ou incapacidade em colaboração com o CIAD

(Centro Integrado de Apoio à Deficiência da Santa Casa da Misericórdia do Porto), é uma resposta inovadora e promissora para estes jovens e que tem uma empregabilidade que excedeu as expectativas. Joana Pereira termina esta entrevista com um agradecimento a todas as entidades e empresas que têm apoiado a AEPM, ao Presidente do CHPM – Centro Hípico do Porto e Matosinhos, Prof. João Mota, bem como à sua equipa, pois sem eles nada seria possível!


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ALENTEJO A Portugal em Destaque esteve, uma vez mais, no Alentejo. Desta feita, do Centro ao Alto Alentejo, visitamos eventos, produtores, criadores, investidores, empreendedores e empresários de relevo espalhados ao longo daquela que é maior região de Portugal, em termos de área. Tivemos também a oportunidade de experimentar e vivenciar a gastronomia e os sabores da terra onde faz calor! É essencial reconhecer que, mais que esplendidas paisagens compostas por planícies de sobreiros, azinheiras ou oliveiras, sempre acompanhadas pela linha do horizonte, o Alentejo é mesclado de gentes atípicas e bairristas. Indivíduos apaixonados pela terra e pelas tradições, pelos produtos e pelas receitas, pela brisa e pela convivência, pelo debate e pelo acerto, pela alegria e pelo sossego, pelos animais e pelas suas gentes… Conhecer o Alentejo é reconhecer a qualidade dos seus empresários, a excelência da sua comida, a comodidade das suas instalações de turismo rural e a elegância e honestidade dos seus produtos e produtores… Por isso, entre outros, a Portugal em Destaque visitou a capital da agro-pecuária extensiva, Montemor-o-Novo. A cidade que presta grande importância para a conservação da água e da biodiversidade e que, por isso, merece e sustenta o título de capital da agro-pecuária extensiva. Uma designação afirmada pela APORMOR – Associação de Produtores de Bovinos, Ovinos e Caprinos da Região de Montemor-o-Novo – e confirmada pela EXPOMOR – uma oportunidade de negócios, troca de contactos, ponto de encontro entre as mais variadas entidades, associações e empresas do setor da agro-pecuária - que terá lugar de dia 29 de agosto a dia 3 de setembro, deste ano.

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A RAÇA DA CARNE ! A raça tem origem nos condados do nordeste da Escócia que lhe deram o nome. Há mais de 150 anos que é criada e selecionada para a produção de carne de elevada qualidade. A sua fama expandiu-se muito para além do território Britânico e está hoje presente, entre outros, nos principais países produtores mundiais de carne, como são os EUA, o Brasil, ou a Argentina.

ASSOCIAÇÃO DE CRIADORES ABERDEEN-ANGUS PORTUGAL O rótulo de “melhor carne do Mundo” advém da elevada palatibilidade resultante, do marmoreado, da tenrura, da sucosidade, do sabor. Um conjunto ímpar de características, que satisfaz os paladares mais exigentes. Pelos motivos a cima referidos, com o objetivo de preservar a qualidade da carne desta raça, em diversos países, nomeadamente em Portugal, têm sido promovidos regimes de certificação com a marca “Angus”. A Aberdeen-Angus chega ao nosso país no final da década de 90. Só bastante mais tarde, em 2007, é que se consegue o reconhecimento do Livro Genealógico e em março de 2009 fundada a Aberdeen-Angus Portugal – associação de criadores, na sequência do aumento de popularidade da raça, no país, e do saudável crescimento do efetivo nacional. Com o intuito de valorizar a raça e a qualidade da sua carne, a Associação criou, em 2011, a rotulagem facultativa ABERDEEN-ANGUS PORTUGAL – carne controlada. Estabeleceu-se, desta forma, um segmento de mercado, inovador no país, assegurado pelo compromisso dos seus criadores em fornecer um produto distinto e de qualidade. A carne Aberdeen-Angus Portugal é maturada para potenciar a sua tenrura, sabor e sucosidade. Procura-se, desta forma, corresponder às expectativas dos consumidores mais exigentes. As incontáveis vantagens desta raça, como são a facilidade de parto; a fertilidade; a precocidade (começam a ter crias mais cedo que a esmagadora maioria das outras raças); serem mochas por natureza (é uma raça sem cornos); as boas capacidades leiteira e maternal; a rustícidade; a fácil adaptação aos mais diversos climas; o estar no top da eficiência alimentar (conversão de alimento em carne); etc. Têm por isso mesmo permitido um crescimento sem precedentes no mercado de bovinos de carne, proporcionando à associação o prazer de, todos os anos, ver sempre aumentado o número de criadores, e de animais registados.

JOÃO ESPADINHA

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O PIONEIRO NACIONAL NA PRODUÇÃO DE ABERDEEN-ANGUS Com uma presença carismática e uma postura agrícola marcada pelo pragmatismo, Roland Winter instalou-se em Portugal na década de 90 e, consigo, trouxe a raça de gado bovino Aberdeen-Angus. O produtor, com naturalidade suíça, tornou-se, assim, no primeiro criador da raça em Portugal. ROLAND WINTER Instalado em terras de Camões desde 1992, Roland Winter, formado em horticultura, importa, no ano de 1998, os primeiros espécimes da raça de Aberdeen-Angus a pisar solo ibérico. Uma raça com presença longitudinal, desde a Argentina ao Canadá, África do Sul até a Finlândia e da Nova Zelândia até à Sibéria mas que passava despercebida pela Península Ibérica. Contudo, o criador, já familiarizado com as características raciais do animal escocês e, tendo em consideração as características do

ROLAND WINTER

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clima existente na região raiana de Beja, entende embolsar as mais-valias da raça na propriedade situada no Parque Natural do Guadiana, em Corte Gafo de Cima, Mértola. “O Aberdeen-Angus”, explica o produtor, “tem uma resistência a secas e a tempos de fome muito superior a outras por ser capaz de reter gordura intermuscular.” No início da década de 90, o mercado e o produtor lusófonos não reconheciam as potencialidades da raça e, como tal, a desconfiança à sua chegada foi imediata. Por a pelagem negra estar associada às vacas bravas e, tendo grande parte da raça (80 por cento do efetivo é composto por animais de pelagem preta, sendo as restantes vermelhas) de Aberdeen-Angus essa cor, a receptividade aos espécimes foi lenta e áspera, uma vez que, a docilidade dos animais era um fator des-

conhecido. Segundo Roland Winter, o panorama pecuário atual tem estado a caminhar para o maior e, cada vez mais significativo, reconhecimento da raça. Uma tendência que terá sido iniciada com a ajuda de Paulo Costa, um membro (na altura funcionário e, hoje em dia, atual secretário técnico da raça da Associação Aberdeen-Angus Portugal) da Federação Agrícola dos Açores. Através da divulgação, propaganda e a criação de uma rotulagem facultativa de Aberdeen-Angus, foi possível colocar no mercado um produto diferenciado e certificado. Hoje em dia, Roland Winter atua em modo de produção integrada, um sistema que está situado entre o modo convencional e o modo biológico de criação, e que obriga, entre outros requisitos, que uma determinada parte da alimentação dos animais seja produzida na propriedade onde é realizada a produção de gado. É um objetivo deste pioneiro da pecuária ibérica melhorar a genética da raça e contribuir para o alargamento da produção nacional de Aberdeen-Angus de norte a sul do país. Sendo ainda um longo caminho, Roland Winter pretende contribuir para a auto-suficiência de Portugal no que diz respeito à produção de carne Aberdeen-Angus.


VALORIZAR A QUALIDADE DA RAÇA E A PRODUÇÃO NACIONAL

LUÍS TAVARES DA SILVA

A elevada adaptabilidade às condições do território nacional, a docilidade, a facilidade de maneio, facilidade de parto e a extraordinária qualidade da carne, são algumas das características que levaram Luís Tavares da Silva a optar pela criação de bovinos da raça Aberdeen-Angus. HERDADE DAS SILVEIRAS

Realizada a primeira importação da raça a partir da Irlanda, no mês de jJaneiro do ano de 2011, a raça Aberdeen-Angus começou a ser produzida na Herdade das Silveiras, em Montemor-o-Novo. Por reconhecer as características excecionais da raça de origem escocesa, o gestor agrícola alentejano abraça o projeto da exclusiva criação de Aberdeen-Angus para a posterior comercialização de carne certificada Angus. A exploração alentejana tem, atualmente, dois objetivos distintos: a criação de uma linha pura para venda de reprodutores Aberdeen-Angus e a linha cruzada para a comercialização de animais para o mercado de carne certificada. Em entrevista à Portugal em Destaque, o gestor agrícola da Herdade das Silveiras explica que “por possuir, em comparação com outras raças continentais, uma maior infiltração de gordura intramuscular, a carne deste bovino apresenta um aspeto marmoreado que lhe confere uma maciez e sabor excecionais”. Também a mudança de paradigma nas políticas agrícolas tiveram um impacto inquestionável na produtividade do setor da pecuária. “Medidas amigas da raça Angus”, afirma Luís Tavares da Silva, já que é uma raça muito produtiva e as medidas políticas premeiam a reprodutividade da vacada.

“Além disso”, continua o responsável da Herdade das Silveiras, “o setor da pecuária e da agricultura é um setor apetecível, já que, permite aos produtores ter uma qualidade de vida elevadíssima. A ausência de stress das cidades e o contacto com o a natureza e a facilidade de escoamento do que produzimos”, são mais-valias que o gestor faz questão de evidenciar. Assim, em modo de produção integrada, a exploração de Montemor-o-Novo, que em conjunto perfaz uma área total de 800 hectares, pretende especializar-se, cada vez mais, na produção de um efetivo de Angus que assegure produtos de qualidade no mercado nacional e internacional. Desta forma, o produtor tem como objetivo traçado, o aumento do efetivo da raça de gado bovino assegurando a rentabilidade da herdade. Membro da Associação de Aberdeen-Angus, Luís Tavares Silva reconhece o valor que a instituição tem para os criadores desta espécie de gado bovino. Um apoio que assenta na sustentação de um trabalho efetivo para os produtores, na divulgação pública das características e valências da raça e na certificação de uma produção nacional marcada pela segurança e pela qualidade.

APS

Agropecuária Herdade das Silveiras SA

Venda Permanente de Reprodutores/as

Silveiras 7050-669 Montemor-o-Novo Tlm 917 245 833 Email herd.silveiras@gmail.com PORTUGAL EM DESTAQUE | 49


A PROPRIEDADE SUSTENTÁVEL DA DEFESA Rodeados por uma vasta propriedade rural alimentada por um regadio abastecido pela Barragem do Alqueva, a Portugal em Destaque teve o privilégio de entrevistar João Queimado. O empresário agrícola que é, atualmente, responsável por uma criação considerável de efetivos da raça Aberdeen-Angus. HERDADE DA DEFESA DE CIMA

JOÃO QUEIMADO

Em Torre de Coelheiros, na cidade de Évora, encontra-se a Herdade da Defesa de Cima. Uma propriedade de 1.300 hectares que conta com a vantagem de estar inserida numa região geográfica marcada, sobretudo, pelas excelentes condições do solo e do clima, tanto para a criação do gado, como para a sementeira de culturas destinadas à alimentação do efetivo. Aqui, para além da criação de gado bovino faz-se, de igual forma, a produção de cortiça sendo que a propriedade é maioritariamente constituída por sobro e azinho. O empresário agrícola responsável pela herdade reconhece a vocação, muito própria, que o espaço tem para a exploração pecuária. Devido aos recursos naturais provenientes do canal do Alqueva que abastece a propriedade, foi possível aumentar a produção de forragens de maior qualidade facto que, por sua vez, permitiu a criação de gado de forma integrada e sustentável. A salvaguarda do bem-estar dos animais, através do maneio e da alimentação, é uma prioridade para o proprietário da Herdade da Defesa de Cima. Neste espaço, explica o empresário, a exploração funciona no sistema de exploração integrada o que significa que, entre

outras coisas, todas as sementes e outros produtos devem ser obrigatoriamente certificados e cerca de 80 por cento da alimentação animal deve ser produzida na exploração, garantindo assim, a qualidade e controlo da sanidade e bem-estar animal. Depois de experimentar várias raças e fazer múltiplas experiencias para ver qual era, em termos de genética e produto final, a raça mais interessante para explorar, o produtor e empresário agrícola João Queimado dedicou a sua atividade à exploração da linha pura de Aberdeen-Angus e a linha cruzada da mesma raça. A Aberdeen-Angus, raça originária da Escócia é uma raça de médio porte que se distingue pela sua alta fertilidade, adaptabilidade, grande facilidade de parto e grande precocidade de deposição de gordura intramuscular o que confere à carne grande ternura e sabor, apreciada mundialmente. A qualidade da carne é alta porque a raça assim o imprime. Devido à precocidade do vitelo, a gordura é depositada intramuscularmente, fator que confere à carne uma maciez e sucosidade excecionais. “O mercado valoriza a qualidade”, explica João Queimado em entrevista. O objetivo do produtor é criar bons vitelos e novilhos através de uma produção integrada que está “um passo abaixo do biológico”. Ser sustentável e produzir melhores forragens é um dos objetivos deste empresário agrícola. Pretende, de igual forma, aumentar o efetivo para poder exportar para Espanha e França tendo como motivação a valorização, a nível mundial, da raça Aberdeen-Angus. Assim, o produto final que se pretende com a criação de gado extensivo, na Herdade da Defesa de Cima, é uma carne certificada de Aberdeen Angus.

AGRICIMOR, LDA Herdade da Defesa de Cima - Torre dos Coelheiros 7005-760 Évora, Portugal E agricimor@sapo.pt . T +351 266 722 276

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O MAIOR PRODUTOR EUROPEU DE RED ABERDEEN-ANGUS Pertença da família Engrossa, a Herdade da Namorada é uma propriedade com uma paisagem deslumbrante, onde sobressai a barragem própria da herdade e a extensa amplitude composta por 1.200 hectares sarapintados de Red Aberdeen-Angus. HERDADE DA NAMORADA

PEDRO, SANTIAGO E REINALDO ENGROSSA

Dedicada também à produção de milho, trigo e cevada em sequeiro e em regadio, a Herdade da Namorada é hoje a maior produtora de Red Aberdeen-Angus da Europa. Pedro Engrossa é o atual responsável pelo negócio da família. Desde cedo dedicados ao cultivo, Reinaldo e Pedro Engrossa passaram, há sete, a criar bovinos da raça Aberdeen-Angus, com a especificidade da pelagem vermelha (Red). Hoje em dia são os maiores produtores, na Europa, a nível de número de efetivos bovinos, de Red Aberdeen-Angus. Com recurso a uma barragem construída no ano de 1999, a Herdade da Namorada consegue ser autossuficiente em recursos naturais, com 400 hectares de pivots de rega, fator que possibilita a criação de um surpreendente número de efetivos. Assim, com uma vocação comercial direcionada para a exportação, a Herdade da Namorada, situada na cidade de Beja, perto do aeródromo da cidade, tem mais de 300 fêmeas Red de linhagem pura de Aberdeen-Angus e 700 cruzadas, num total de efetivos que ronda, aproximadamente, 900 animais.

de linhagem cruzada para o mercado da carne, de forma indireta, são as direções tomadas pelos responsáveis pela herdade. Na herdade, quando o objetivo é comercializar para o mercado de carne certificada, é realizada, também, a engorda dos animais. Traçado o objetivo de aumentar o número de efetivos, Pedro Engrossa não dispersa no foco de manter a qualidade. Aqui o importante é focalizar na criação não descorando, nunca, o aperfeiçoamento genético da raça Aberdeen-Angus. Num setor de atividade diferenciado que exige uma gestão rigorosa dos recursos, Reinaldo e Pedro Engrossa são profissionais perfeitamente cientes das “virtudes e defeitos” do mercado. Um mercado que está “num bom caminho” no que respeita a raça de gado bovino Aberdeen-Angus. Segundo Pedro Engrossa, “graças à associação nacional de criadores de Aberdeen-Angus, o mercado tem vindo a crescer na produção de efectivos da raça”, tendo já a associação um considerável número de animais inscritos.

“Não tive dúvidas de que era este o caminho!” O destemido gestor agrícola Pedro Engrossa, inserido num mercado nacional que é deficitário em termos de carne de bovino, reconheceu o enfase dado ao fator “qualidade”. Um enfase suportado pela dinâmica comercial de um mercado livre e competitivo. Nesta perspetiva, sendo o Aberdeen-Angus uma raça de bovino cuja carne é excecional, apostar na criação de efetivos desta raça foi um caminho que lhe pareceu ideal: “não tive dúvidas de que era este o caminho!”. A comercialização de animais reprodutores em linha pura de Aberdeen-Angus e também a comercialização de bovinos

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AUTOSUFICIÊNCIA E DEDICAÇÃO NO MANEIO DE BOVINOS O técnico de pecuária, António Alfacinha, é um assumido apaixonado pela criação de gado, de forma integrada e em extensivo. Um setor de atividade que leva quatro gerações de história na família do técnico e que, agora, se centra na criação de gado bovino de raça Alentejana, Charolesa e Aberdeen-Angus em linha pura e cruzamento entre elas. MONTE DO ZAMBUJAL Situado em Montemor-o-Novo, o Monte do Zambujal é uma propriedade que prima pela autossustentabilidade, com prados permanentes e anuais, e pela melhoria genética da vacada. É, no Monte do Zambujal, uma prioridade a melhoria dos índices de peso e da capacidade reprodutiva da vacada sendo, por isso, um objetivo de António Alfacinha que cada animal tenha um vitelo a cada 365 dias. Para isto, o técnico de pecuária procura ter boas infraestruturas e equipamentos, essenciais para prever os nascimentos e para prevenir possíveis complicações. Desta forma, também a alimentação e o maneio do gado tem um enorme peso na qualidade da carne, nas palavras de António Alfacinha: “tento ser auto-suficiente em termos de forragens, fenos, palhas. Só não o somos nos concentrados”. Com uma visão empreendedora e uma enorme paixão pelo campo, António Alfacinha opta pela criação das raças puras alenteja, charlonesa e Aberdeen-Angus e o cruzamento industrial entre a raça autóctone e as duas exóticas, com o objetivo de fazer animais F1, animais estes com um elevado vigor híbrido. Pela adaptabilidade e robustez da raça autóctone Alentejana, pela facilidade de parto e qualidade da carne da raça exótica Aberdeen-Angus e pela dimensão dos vitelos da raça Charolesa, o técnico alentejano decidiu dedicar a propriedade do Monte de Zambujal à criação destes bovinos. O cruzamento das raças exóticas com a raça autóctone, explica o produtor, é uma mais-valia para a qualidade da carne conseguida como produto final. Sendo a raça Aberdeen

Angus mais rica em gordura intramuscular e, por isso, com ANTÓNIO ALFACINHA um índice de gordura mais elevado que a raça autóctone alentejana, o cruzamento das raças possibilita a obtenção de uma carne equilibrada. A raça Aberdeen-Angus é o maior efetivo bovino a nível mundial. Erradicada na Península Ibérica até à 10 anos atrás, o proprietário acrescenta que “o mercado nacional está a ser educado na direção da valorização da carne produzida a partir da raça Aberdeen-Angus”. Desta forma, já o mercado estrangeiro reconhece o valor deste efetivo bovino. Muito do gado criado em território nacional é exportado para países do norte de África. “O regadio é o pulmão de toda a agricultura e pecuária em Portugal e no Mundo”, começa por dizer, neste sentido, o empresário agrícola alentejano. Essencial para o crescimento da quantidade de efetivos e para a qualidade da carne, o regadio é um fator essencial na criação de bovinos e na plantação de arvoredo. O clima mediterrânico, sendo o melhor clima para criar gado de forma extensiva, ao ar livre todo o ano, exige o acompanhamento de infraestruturas técnicas de regadio, adaptadas à propriedade de forma a garantir a auto-suficiência da produção. Graças às obras realizadas no Alqueva e, sobretudo, à obra que será iniciada em breve, que pretende criar uma ligação à barragem que abastece Évora, a barragem de Monte Novo, será possível aumentar as zonas de regadio e efetivar plantações de arvoredo tais como olivais e amendoais, que são culturas muito rentáveis.

Morada: Largo do Colégio nº17 7000-803 Évora Contactos: +351 963819538 +351 963819537 +351 266907136 Email: geral@montedozambujal.pt

Criador de Raça Charolêsa Criador de Raça Aberdeen Angus 52 | PORTUGAL EM DESTAQUE

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UM PROMOTOR DO MELHORAMENTO GENÉTICO DA RAÇA ABERDEEN-ANGUS AGRIANGUS

JOÃO DIOGO FERREIRA

João Diogo Ferreira, envolto num ambiente empresarial e familiar distante da bovinicultura, contudo, vicinal na produção animal, cria, em 2012, uma marca que é hoje responsável por um efetivo composto por 200 fêmeas Aberdeen-Angus, recorrendo a métodos como a inseminação artificial ou a transferência de embriões. “Um carinho especial pelos bovinos” Reconhecendo as características da raça, pelo conhecimento profissional e científico advindo da formação como Médico Veterinário, João Diogo Ferreira decide concretizar um projeto direcionado para a criação de bovinos da raça Aberdeen-Angus, juntamente com a sua família.O facto de ser jovem e em fase de conclusão do percurso académico foram obstáculos que se impuseram nos primórdios do percurso traçado pelo jovem empreendedor. Ainda assim, com apenas 20 anos de idade e uma dinâmica e entusiasmo admiráveis, João Diogo, alavancado por “um carinho especial pelos bovinos” e pela ajuda da sua família, funda a AGRIANGUS no ano de 2012. Daí, a realizar a primeira importação de 40 fêmeas da raça Aberdeen-Angus, foi um passo curto e certeiro.

empresas que, entre si, constroem uma sinergia interessante e sustentável. Utilizando os recursos da empresa CAÇABRAVA, no que respeita a mão de obra e a terrenos, e os recursos da AGRIANGUS, no desenvolvimento agrícola e pecuário, as entidades são capazes de garantir uma regeneração mutua e constante. CAÇABRAVA, empresa do pai, Fernando Jorge Ferreira, sediada em Santa Cita, é a maior criadora de aves cinegéticas do país e uma das mais importantes da Europa. O trigo, o milho e cereais provenientes das explorações da AGRIANGUS representa o alimento para as aves criadas no contexto produtivo da CAÇABRAVA como os patos, as perdizes ou os faisões. AGRIANGUS: Revendedores de equipamentos de contenção animal Como é sabido, os bovinos têm um ciclo reprodutivo longo e, por isso, o retorno financeiro não é imediato. De forma a contrabalançar este fator, João Diogo tornou-se num revendedor de equipamentos pecuários, reconhecendo a escassez que existia no mercado no que respeita equipamentos de contenção de qualidade. Neste sentido, e de forma a equipar futuros parceiros com equipamentos de maneio, a AGRIANGUS torna-se no representante ibérico da marca americana PRIEFERT e representante das marcas francesas La Buvette e Jourdain.

Inseminação Artificial e Transferência de Embriões Um dócil e respeitável espécime de gado bovino, a raça Aberdeen-Angus é mundialmente reconhecida pela facilidade de parto, muitas vezes referida como “vaca mãe”, a fêmea “Angus” é, a par disto, uma excelente aleitante e uma produtora nato de carne de qualidade. Tendo em consideração a dispersão mundial da raça, a AGRIANGUS distingue-se dentro do setor da pecuária nacional pelo intensivo recurso à inseminação artificial e transferência de embriões, que resulta num constante melhoramento genético da raça. A AGRIANGUS realiza sucessivas importações de embriões, provenientes de fêmeas melhoradoras que, já em terras lusitanas, são implantados em vacas existentes nas três explorações da entidade. Atualmente, a AGRIANGUS possui um impressionante efetivo, composto por cerca de 200 fêmeas em linha pura, a empresa de Tomar tem como principal objetivo manter e desenvolver a capacidade reprodutiva e produtiva da vacada garantindo, assim, a disponibilização do melhor que a raça tem no Mundo. Simbiose Perfeita: Grupo CAÇABRAVA e AGRIANGUS O projeto do jovem empreendedor resultou na simbiose de duas PORTUGAL EM DESTAQUE | 53


QUEIJARIA DAS ROMÃS Todas as construções têm uma história e, tantas vezes, as mais difíceis são as que se tornam mais saborosas. Falar do Queijo Fresco da Quinta das Romãs é provar uma dessas histórias que sabe bem ouvir, cheia de trabalho cumplicidade e paixão. A QR é uma empresa familiar a produzir queijo fresco desde 1988, pouco tempo depois desta família, dois professores e cinco filhos na altura, terem resolvido deixar a cidade e iniciarem uma aventura campestre. Foram experimentando com muita curiosidade e prazer tudo, numa quinta onde quase tudo estava para fazer: semear, plantar, ter, ver nascer e crescer animais... QUEIJARIA DAS ROMÃS

“Uns amigos que conhecíamos então ofereceram-nos os primeiros seis borregos que cresceram e se transformaram em ovelhas. E começou assim uma experiência de transformar o leite em queijo, aprender a fazer o requeijão, o almece”. Das inúmeras árvores de fruto que havia na quinta “não conseguíamos tirar pouco mais do que o prazer de diospirar, laranjar, pessegar, nesperar, diretamente da árvore… E foi então que fizemos um projeto que nos permitiu começar a queijaria”. Com a ajuda, a presença e o saber fazer de dois amigos que estarão para sempre ligados a esta construção e ao seu sucesso. “Nesta fase, para além de professores, construtores, pedreiros, caiadores, semeadores acrescentámos uma nova habilidade: queijeiros”. Começaram por ser uma queijaria muito pequena com uma distribuição local. Em 2008 foi construída a atual QR. “Foi um passo bom. Alargamos a distribuição e empregamos algumas pessoas”. O queijo continua a ser feito com rigor, obede-

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cendo a todos o requisitos e exigências lojas Continente e Intermarché, e da modernidade mantendo ao mesmo também em pequenas mercearias de tempo o seu cariz artesanal. “Algumas Bairro da Grande Lisboa, em Coimbra pessoas perguntam-nos muitas vezes a e no Porto, noutras cidades igualmente que se deve a diferença que encontram importantes do Alentejo e Algarve. nos QR”. A Queijeira Chefe refere semA hotelaria e restauração são também pre a paixão e o acreditar neste projeto vias muito importantes de divulgação que envolveu até determinada altura dos produtos da Queijaria das Romãs toda a família, à textura suave, ao face “temos atualmente um leque muito de não ter to grande de qualquer tipo clientes, em todas as zode conservantes, aditivos nas de maior ou fermentos afluxo turíslácteos. tico”. Onde se poCom persdem enconpetivas futrar os QR? turas muito Neste movincadas, os mento já um proprietários pouco por p re t e n d e m MANUEL E ISABEL ENES FERREIRA E OS FILHOS SALVADOR E SOFIA continuar a todo o país. A consolidar Queijaria das Romãs dispõe de uma rede de distriaquilo que têm vindo a desenvolver. buição própria assegurando assim um Querem continuar um caminho assenrelacionamento comercial mais próximo te no crescimento dos clientes onde já e personalizado com os seus clientes. estão, alargar e dar a conhecer os seus Se quiser provar estes deliciosos queijos produto. A ambição passa ainda por frescos poderá encontrá-los em superacrescentar produtos novos à lista, um fícies como o El Corte Inglês, algumas projeto para a futuro.


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O ROSTO DA CAPITAL NACIONAL DA PECUÁRIA EXTENSIVA

Situada em Montemor-o-Novo, o barómetro económico da pecuária nacional, a APORMOR, Associação de Produtores de Bovinos, Ovinos e Caprinos, foi criada em 11 de julho de 1990. Com 28 anos, esta associação continua a crescer com a ajuda da EXPOMOR, a maior feira de pecuária nacional.

APORMOR

JOAQUIM CAPOULAS E MARIA DO CÉU

Define-se como agricultor de vocação e engenheiro de formação. Nasceu no mundo rural alentejano e a sua história está em volta deste mundo. Falamos de Joaquim Capoulas, presidente da Associação. “Cresci no campo, aprendi a divertir-me e a brincar com os animais e mais tarde a trabalhar com eles. ‘Ajudava’ o meu pai na sua atividade agrícola, desde muito cedo aprendi a fazer todos 56 | PORTUGAL EM DESTAQUE

os trabalhos agrícolas. Estava habituado a tudo e, por isso, digo que é trabalho e é lazer. Já o meu pai tinha uma máxima que era ‘só é bom agricultor quem gosta da atividade’. Quem gosta, tudo o que ganha investe na agricultura e, quem anda na agricultura só como negócio tudo o que ganha vai gastar naquilo que gosta, portanto depois falta dinheiro nas suas explorações agrícolas e isso por vezes leva ao falhanço”. A APORMOR surgiu no caminho de Joaquim Capoulas quando teve a honra de ser uma das sete pessoas a fazer a escritura da constituição da Associação, em 1990. Nos dias de hoje, é o único dos sete que ainda faz parte dos órgãos sociais das forças ativas da casa. “Sou o único que pode dizer que representa o espírito inicial da constituição da APORMOR. O espirito é o associativismo, é a venda em comum, o compartilhar de experiência, o compartilhar de conhecimento, o unir meios para que sirvam a todos, é concentrar aqui todos os serviços que os agricultores e os produtores pecuários necessitam e, ao mesmo tempo, ser um local onde se exploram caminhos a seguir, principalmente no aspeto da comercialização mas também no que diz respeito à produção, ao melhoramento genético, à sanidade, à alimentação, todos esses fatores são os nossos mandamentos, os nossos pontos-chave”.


produtos animais. Antigamente esse papel cabia ao Estado, agora não há mais associação nenhuma que dê, mas a APORMOR dá, dá porque conseguiu com o profissionalismo dos colaboradores e com a carolice das pessoas que por aqui passaram arranjar um negócio, concentrar aqui o maior leilão de bovinos do país, que é uma referência, fazemos também uma vez por mês um leilão de ovinos, o único a nível nacional”. Sendo um ponto de referência a diversos níveis na área da agropecuária, é um marco principalmente para os criadores da região que, já há três anos, chamam a Montemor-o-Novo a ‘Capital Nacional da Pecuária Extensiva’.

Uma organização de agricultores ao serviço da economia alentejana Com cerca de 150 associados, a APORMOR afirma-se como um polo importante a nível nacional de encontro entre vendedores e compradores de gado vivo. Esta casa alentejana é responsável pela transação de uma média de 24 mil animais da espécie bovina e 18 mil da espécie ovina por ano. Nas suas instalações é realizado um conjunto de serviços que visam contribuir para o apoio técnico, logístico e comercial dos setores pecuário e agrícola. Candidaturas e licenciamentos para explorações, receção e concentração de animais para venda em leilões, no caso dos ovinos realizados em circuito interno, são alguns dos trabalhos realizados pela APORMOR. Trata-se de uma associação que instiga o desenvolvimento e a gestão de livros genealógicos com o aumento da produtividade e da qualidade genética nas explorações. Em conjunto com o ADS Montemor-o-Novo, a APORMOR tem vindo a desenvolver um programa de sanidade que vai muito além do exigido pelos organismos oficiais. “À APORMOR resta mostrar através da EXPOMOR aquilo que somos, o que proporcionamos em termos de negócios, de melhoramentos genéticos, queremos atrair pessoas. Juntem-se a nós! A APORMOR não é só dos sócios, é uma associação do concelho, uma associação do Alentejo, uma associação do país… é uma organização de agricultores ao serviço da economia alentejana e nacional”. EXPORMOR: A maior feira de pecuária nacional De 29 de agosto de 3 de setembro Montemor-o-Novo vai ser palco de mais uma Feira da Luz/EXPOMOR. Esta, é a maior feira de pecuária a nível nacional. “Podemos dizer que é a maior feira de pecuária extensiva, ultrapassa sempre os 700 animais, todos os anos vai crescendo. Para estimular a melhoria da produção damos uma ajuda aos nossos associados que comprem aqui os reprodutores machos mais indicados para os cruzamentos que o mercado quer, damos uma subvenção forte para estimular a melhoria e a padronização dos

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OS SABORES DO ALENTEJO No Alentejo, é sabido, come-se bem. No Sal, Alho, Etc também. O restaurante detentor de um nome que é, assumidamente, fruto da espontaneidade inerente a um cozinheiro apaixonado pelos temperos tipicamente alentejanos, é garantido deliciar-se com receitas tradicionais e sabores excepcionais.

SAL, ALHO, ETC. Discretamente situado na Avenida Pio XII, na cave do bloco 7, o restaurante Sal, Alho, Etc é uma casa icónica da gastronomia alentejana. Com cinco anos de existência, o restaurante de Portalegre distingue-se não só pela comida, como também, pela simpatia e simplicidade dos seus colaboradores. Com uma decoração recheada de elementos culturalmente associados às lides e costumes alentejanos, a convidativa sala do restaurante envolve o visitante num ambiente ideal à degustação de sabores simples e tradicionais. Neste sentido, também a dinâmica familiar vivida entre os elementos responsáveis pelo restaurante exige uma atuação em conformidade com os valores estabelecido por José Felício: qualidade e tradição. Trabalhar em família fortalece a exigência e a qualidade dos pratos. O consumidor, cliente fidelizado aos sabores servidos nesta casa alentejana, é sempre colocado em primeiro lugar e servido com dedicação. “Aqui não fazemos nada sem alho” Uma absorção de conhecimentos gastronómicos que se traduz no prato. De pai para filha. De José Felício para Tânia Florentino. Com base na simples mas imaginativa gastronomia alentejana, os pratos desta casa elevam, nas palavras de Tânia Florentino,

TÂNIA FLORENTINO

“o produto que é nosso, desde as peças de caça, como o porco preto, até às ervas aromáticas”. “Aqui não fazemos nada sem alho!”, garante o proprietário. A primazia pelos ingredientes da época e pelas receitas regionais são o fundamento da atividade iniciada por José Felício e, hoje em dia, levada acabo por Tânia Florentino. Tânia Florentino é a cozinheira responsável pelos sabores servidos. Com “uma paixão adquirida”, substituiu o pai há três anos. Ao tradicional, a alentejana de Portalegre junta opções diferenciadas. No entanto, a grande aposta continua a estar nas açordas, sopas de tomate, gaspachos ou migas, motivos que levam as pessoas a procurar o restaurante. Aqui, para além de pratos como a “sopa da gata” ou as

“febrinhas de veado com alho e piripiri”, o cliente encontra uma carta de vinhos alentejanos com mais de 700 referências, uma autêntica “bíblia”. Em entrevista com a Portugal em Destaque, os responsáveis do restaurante garantem que “o objetivo é vida”. Uma postura assente na conserva dos sabores da tradição e na continuação de uma atuação em conformidade com os valores que foram impulsionadores do projeto Sal, Alho, Etc.

Morada Avenida Piu XII Cave 7, Portalegre, Portugal 58 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Telefone 963 926 655


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O TRADICIONAL DA DISTRIBUIÇÃO MODERNA EM PORTALEGRE Com uma liderança no feminino do singular, Dora Curvelo, atual responsável pelo Intermarché de Portalegre, dá primazia aos produtores e aos produtos regionais alentejanos. Este espaço orgulha-se de ser, muito para além de um supermercado, um espaço de proximidade e com uma oferta variada que vale a pena visitar!

DORA CURVELO

INTERMARCHÉ DE PORTALEGRE Dora Curvelo é uma dinâmica e destemida empresária e a atual sócia gerente do Intermarché de Portalegre. Com um percurso interessante e uma vontade inabalável, Dora Curvelo aderiu ao Grupo os Mosqueteiros, que detém as insígnias Intermarché, Bricomarché e Roady. Situado entre a planície e a montanha, o município de Portalegre representou um regresso às origens para Dora Curvelo. O lugar recheado de riqueza cultural, paisagística e gastronómica corria, desde cedo, nas veias da empresária, ou não fosse a família paterna originária de Portalegre. Do setor automóvel para o alimentar, numa reviravolta improvável, a empresária natural de Carcavelos tomou as rédeas do Intermarché de Portalegre, no ano de 2013. Neste sentido, a proximidade, o tratamento personalizado, o entusiasmo e o gosto pelo setor alimentar são a chave que faz trabalhar este espaço comercial gerido no feminino. Produtos e produtores regionais Rodeada por saberes e tradições ancestrais, com o auxílio de colaboradores conhecedores e profissionais que tratam o cliente pelo nome próprio, Dora Curvelo sabe o que o cliente quer e procura. Nesta superfície situada no Alto Alentejo, o cliente dispõe de uma variedade de serviços como posto de combustível, lavandaria, take away, e oferece igualmente ao mais genuínos produtos que a terra pode dar, numa conjugação perfeita entre o moderno e o tradicional. Na charcutaria, o cliente pode encontrar enchidos, nos quais se destacam a farinheira, o paínho ou o chouriço de Portalegre. Produtos que são fiéis às origens e que representam uma exigência fruto do bairrismo dos habitantes. Na padaria pode encontrar rebuçados de ovos, amêndoas de Portalegre, bolos fintos, boleimas, empadas ou queijadas de requeijão, doces naturais da terra que agradam os visitantes e não desiludem!

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Apoio à comunidade A preocupação com a comunidade e a responsabilidade que assume para com todos os que a rodeiam, fazem parte do ADN de Dora Curvelo e da marca que representa. A sua missão é, não só oferecer ao consumidor o melhor produto ao melhor preço, mas também apoiar a comunidade envolvente através da criação de parcerias e apoios diversos. É disso exemplo, o apoio que dá aos Bombeiros Voluntários de Portalegre, a inúmeras outras associações locais e à população mais idosa e isolada, impulsionando assim, a vida da localidade de forma construtiva. Desta forma, apoiar a população local, promover o que melhor há em Portalegre, contribuir ativamente para o desenvolvimento da economia local e oferecer todos os doas os melhores produtos aos melhores preços são os objetivos de Dora Curvelo, uma empresária independente que o destino em boa hora trouxe a Portalegre.


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A LOJA DE SEMPRE, UMA OFERTA ADEQUADA ÀS NECESSIDADES DO CLIENTE ATUAL! Abraçado o projeto desde o dia 1 de junho deste ano, os atuais proprietários da Loja da sub-região do Alentejo Central, Carmen e António Xavier (provenientes das áreas da engenharia, do marketing e da gestão de empresas), revelam, em entrevista à Portugal em Destaque, que têm o enorme prazer em contar com uma excelente equipa de colaboradores quer ao nível técnico quer humano. INTERMARCHÉ DE MONTEMOR-O-NOVO

EQUIPA

Depois de avaliarem as várias oportunidades disponibilizadas pelo Grupo Intermarché, António e Carmen Xavier decidiram apostar em Montemor-o-Novo, uma cidade inserida numa região conhecida pelos excelentes produtos e gastronomia. Residentes em Cantanhede, os dois audaciosos empresários reconheceram o historial marcado pela excelência que a superfície sempre teve para os habitantes do concelho de Montemor-o-Novo. Um estabelecimento com mais de 20 anos de história e que é assinalado pelos clientes locais como o local privilegiado para adquirir produtos frescos e regionais de elevada qualidade e onde o serviço de atendimento prima por uma atmosfera familiar. Segundo António e Carmen Xavier, as expectativas para o futuro são muito promissoras, dado que contamos com uma equipa de colaboradores que primam pelo rigor e pela excelência e que ao longo dos anos aju-

ché continuar a oferecer aos clientes da região de Montemor-o-Novo os melhores produtos ao mais baixo preço. O Intermarché de Montemor-o-Novo tem também um papel fundamental na economia regional, sendo dada prioridade aos produtos próprios locais e regionais como complemento daram na fidelização dos clientes, criando uma relação de proximidade e de confiança com os consumidores locais. Nas palavras dos empresários: “nós partilhamos e transmitimos-lhes informação e eles partilham e transmitem-nos a sabedoria do saber fazer de muitos anos nesta área. Nós estamos mais focados com a gestão global do negócio numa perspetiva interna e externa à empresa e eles com o conhecimento de terreno e do pormenor – é uma simbiose quase perfeita”. Apesar dos pontos fortes que esta loja apresenta, os dois empresários consideram, contudo, que há inúmeros aspetos a melhorar, e por isso, esse será um dos grandes desafios que assumem no imediato para concretizar no curto e médio prazo. Tudo numa perspetiva desta loja Intermar-

de gama. Os atuais responsáveis pelo estabelecimento convidam, desta forma, todos os leitores a conhecerem a vasta gama de produtos de elevada qualidade e frescura que têm à disposição dos clientes, com particular destaque para a simpatia e profissionalismo do atendimento dos seus colaboradores.

MONTEMOR-O-NOVO Avenida Gago Coutinho Tel. 266 899 200 Montemor-o-Novo Horário. 9H00 às 21H00 7050-101 Montemor-o-Novo

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UM SANTUÁRIO DE REPOUSO NO ALTO ALENTEJO A unidade rural Monte da Esperança é uma referência no distrito de Portalegre, na aldeia da Esperança. Trata-se de uma construção que complementa e respeita o panorama natural que a circunda. Azinheiras, oliveiras e sobreiros compõem o verde que envolve e embeleza a pintura da propriedade alentejana: um quadro que só ficará completo com a sua visita! Manuel Salgueiro é um técnico oficial de contas apaixonado pela natureza e pela brisa alentejana. Um homem de números e burocracias, profissional de seguros, que, por amor à terra, decide adquirir a propriedade do monte da esperança começando, mais tarde, um projeto dedicado à exploração turística, numa vertente rural, que denominou com o mesmo nome. A adega e o vinho do Monte da Esperança Entusiasmado com a vida rural e imbuído, desde cedo, no desporto da cinegética, o atual proprietário do turismo rural Monte da Esperança começou por adquirir o Monte de Louções, também em Esperança, onde tinha uma pequena exploração vinícola. Tendo a vinha, surge a necessidade de construir uma adega. Assim, encontra a propriedade do Monte da Esperança, anteriormente apelidada como Monte Outeiro, que vem a ser homónima da marca de vinhos produzidos na adega. Nesta adega produzem-se vinhos que complementam o mercado regional. Um vinho tinto composto por quatro distintas castas de vinho, entre elas, a Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Aragonez e Trincadeira. Já o vinho branco aqui produzido conta com as castas como a verdelho, a arinto e, finalmente, a casta alentejana

MONTE DA ESPERANÇA Antão Vaz. Vindimas complicadas e complexas que se refletem num vinho exigente de brancos e tintos de qualidade, que fazem jus ao nome Monte da Esperança. “Fiz tudo à base de madeira e pedra” A pecuária, a paisagem virgem e natural, a calma e a agricultura, características próprias do Alentejo, levaram Manuel Salgueiro a procurar utilizar materialidades simples que se confundem com o ambiente circundante do edificado. Uma unidade composta por cinco quartos, cada um com um pátio, totalmente privado e que “só poderá ser invadido pela luz do sol ou da lua”, garante o proprietário. A par disto, o Monte da Esperança conta com mais dois apartamentos e uma casa da vinha, ideal para três ou quatro famílias. Finalmente, e como complemento, é possível encontrar estadias adicionais no Monte de Louções que tem, por sua vez, quatro suites disponíveis para aluguer. Vale a pena visitar o Monte da Esperança! Um lugar recheado de recantos encantadores como a Serra de São Mamede, as pinturas rupestres da aldeia da Esperança ou o marco que é a ponte mais pequena da Europa, escondida nas proximidades da propriedade. Estando instalados no Monte da Esperança, os visitantes têm a possibilidade de explorar o Alto Alentejo e o território da vizinha Espanha, já que, estará a menos de um quilómetro da fronteira. Com parceiros como o booking.com ou a expedia.com, o Monte da Esperança promete oferecer aos visitantes as condições ideais para desfrutar de momentos relaxantes de liberdade e despreocupação.

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DEZ MARCAS, UMA EMPRESA “Pela necessidade, pelo querer, pela inovação e pela ânsia de crescer”, São justificativas que instigam a EUROSOLUZ no caminho permanente da inovação e aperfeiçoamento das soluções e equipamentos que desenvolve e constrói. Com dez marcas registadas, a empresa alentejana é capaz de apresentar respostas para os mais diversas áreas de transporte. EUROSOLUZ

A primeira empresa nacional e equipar basculantes em apenas 24 horas, capaz de realizar uma produção em série e atempada, a EUROSOLUZ realiza, também, produtos diferenciados e tipificados a pensar no cliente. A adaptação ao mercado é uma constante na EUROSOLUZ. Equipamentos realizados à medida das necessidades dos clientes e que não têm como objetivo último a produção em série são as respostas que a EUROSOLUZ apresenta. Na diferenciação está a subsistência desta empresa de Viana do Alentejo. Quem procura a EUROSOLUZ encontra soluções únicas e um acompanhamento constante, qualidades que não encontraria num grande fabricante. Fundada no ano de 1980, a EUROSOLUZ foi fruto da ambição de Joaquim F. Silva Sousa Luz. Trata-se de uma empresa que começa por estar vocacionada para a produção de carroçarias em madeira, chegando a ser a maior produtora deste tipo de carroçarias para veículos comerciais ligeiros do país, a típica carroçaria portuguesa. Aliando a ambição ao engenho, o carpinteiro fundador da empresa alentejana decide começar a utilizar o ferro na construção das carroçarias iniciando, assim, um processo de inovação que tem sido uma constante na matriz da EUROSOLUZ. Hoje, criadores de soluções exigidas pelo mercado, os profissionais da EUROSOLUZ são especialistas multifacetados e polivalentes que procuram entender os diversos sectores que servem. “Qualidade e Necessidade” Filho do fundador, orgulhosamente português e ávido defensor da região, Ricardo Luz é o atual director comercial da EUROSOLUZ. Herdeiro de valores que colocam o trabalho e a dedicação em primeiro lugar, o também proprietário da EUROSOLUZ vive o negócio instigado pela paixão. Direcionado pelo mercado, em 2012, o empresário alentejano iniciou um processo de estruturação dos produtos da empresa por segmentos, com a certificação de nove marcas da EUROSOLUZ (Inocargo, Boxcargo, Liftcargo. Agricargo, Kitcargo, Partcargo, Servicecargo, Vecargo, Luzsteel e Luzotech). A Inocargo e a Agricargo As soluções apresentadas pela EUROSOLUZ têm, entre outras, a vantagem de aumentar a carga útil de viaturas utilizadas para o transporte de cargas já que, são proprietários de maquinaria e tecnologia que possibilitam a produção de carroças ultraleves. Com a Inocargo, , a EUROSOLUZ apresenta soluções para veículos específicos que exigem a carta de condução B+E. Tratam-se de soluções como mini-trailers, atrelados, reboques, semi-reboques, entre outros. A Agricargo, por sua vez, é uma marca especializada na trans-

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trevista com a Portugal em Destaque. Uma frase que sublinha o papel fundamental do gosto pelo ofício e do trabalho dos seus colaboradores na garantia de uma atividade marcada pela inovação.

formação ou produção de reboques, alfaias, máquinas e equipamentos agrícolas.

Luztech As dez marcas da empresa segmentam, em si, os vários setores de atuação e os distintos veículos especializados que a EUROSOLUZ é capaz de equipar. Aqui, todos os projetos de design e engenharia realizados são assinados pela Luztech, uma marca dedicada à investigação e desenvolvimento de projetos industriais, certificação de produtos, consultadoria e produção industrial, corte, quinagem, soldadura, etc. Assim, a EUROSOLUZ está atualmente presente nos mais relevantes mercados europeus e africanos, com principal incidência nos países do norte da Europa. Um grupo global que procura realizar produtos e vender em grande escala. Abraçar novas oportunidades e desafios são objetivos que a empresa alentejana está pronta para encarar, com vista à evolução e ao crescimento sustentável.

Liftcargo, Boxcargo e Kitcargo Através da Liftcargo, a empresa do Alentejo Central apresenta respostas para basculantes. Neste sentido, enquanto que a Boxcargo é uma marca especializada na transformação ou produção de suportes ou equipamentos de veículos de cargas, a Kitcargo se assegura da produção de carroçarias em kit. Vecargo Para veículos especiais a EUROSOLUZ tem a resposta: Vecargo. A marca alentejana surge por incentivo do mercado e é especializada na transformação de veículos militares, veículos florestais, veículo para bombeiros, etc. Servicecargo Os profissionais da EUROSOLUZ são capazes de realizar reparações e montagem de viaturas, equipamentos e maquinas diversas, de forma atempada e pertinente.

RICARDO LUZ

Luzsteel Finalmente, a Luzsteel é uma marca dedicada à produção, armazenamento e venda de materiais siderúrgicos, tintas, acessórios de fixação, equipamentos de medição, máquinas, ferramentas, entre outros. “80 por cento da produção passa pelas minhas mãos” Com o reconhecimento dos clientes e das pessoas que com ele trabalham, Ricardo Luz assegura que “80 por cento da produção passa pelas minhas mãos”. Os 18 colaboradores da empresa alentejana são imbuídos num espírito de entreajuda e dinamismo que implica colocar, sempre, o cliente em primeiro lugar. Trata-se de uma postura que não descora a importância dos fornecedores e dos parceiros, de forma a assegurar a prosperidade da EUROSOLUZ. “A carreira é um valor” é a declaração de Ricardo Luz, em en-

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MOTOR DE PROMOÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR Em pleno interior do Alto Alentejo, no concelho de Fronteira, encontra-se um espaço de referência em tratamentos e bem-estar, as Termas da Sulfúrea/ Cabeço de Vide. Reconhecido pela qualidade terapêutica das suas águas, este espaço promove a água termal como vetor de tratamento, prevenção, cura, e ainda, elemento dinamizador da região e desenvolvimento local. TERMAS DE SULFÚREA/ CABEÇO DE VIDE Inaugurado um novo balneário em 2008, as Termas da Sulfúrea/Cabeço de Vide, vem no entanto só mais recentemente a apresentar sinais de retoma, após vários anos de luta constante contra o crescimento negativo relativamente aos números dos utentes termais. Num espaço onde se respira natureza surge este moderno e confortável balneário, onde a comodidade e o bem-estar se unem num único propósito. Técnicas terapêuticas e de relaxamento inovadoras Neste local, a água mineral natural carateriza-se por ser uma água hipossalina, sulfúrea, cloretada, sódica, cálcica e com um elevado pH de 11.5, indicada para o tratamento de doenças osteoarticulares e reumáticas, doenças crónicas e alérgicas das vias respiratórias superiores e inferiores e ainda doenças crónicas e alérgicas da pele. “Há três anos, iniciamos um processo de dinamização introduzindo várias técnicas e potenciando a utilização de outras. Uma dessas técnicas trata-se do corredor de marcha contra corrente, um equipamento onde se encontra uma grande massa de água fria e em movimento, que estimula e fortalece a musculatura ao nível dos membros inferiores. Esta técnica promove igualmente a redução de peso e melhora significativamente a componente circulatória”, explica o gestor termal de Cabeço de Vide, Paulo Bagulho. A água é ainda utilizada em banhos de imersão simples, imersão com bolha de ar, hidromassagem, duche subaquático, duche circular, duche vidáqua (Vichy), duche de

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jato, estufa de vapor à coluna, inalação, aerossol e irrigação nasal. “No que diz respeito ao duche de agulheta, procuramos igualmente inovar e fizemo-lo através da criação de dois novos programas diferenciados. Por um lado, estimulamos pontos de acupuntura com um jato de água fina com elevada pressão conseguindo aliviar de forma mais rápida a sintomologia das patologias ligadas quer à área respiratória quer à osteoarticular. Outra técnica também recentemente introduzida é um duche de massagem com água termal, utilizando para tal um jato com pressão, temperatura e caudal regulados de forma a induzir ao relaxamento, sendo igualmente os trajetos efetuados ao longo do corpo produzidos de acordo com técnicas de massagem manual, aliviando assim as contraturas e tensões musculares acumuladas”, revela Paulo Bagulho. As termas contam ainda com um conceito que assenta na educação e formação para termalistas, de forma que estes entendam como podem mesmo em sua casa dar continuidade ao processo terapêutico iniciado no balneário. Termalismo Clássico vs Termalismo de Bem-estar Há mais de duas décadas que se estabeleceu o paralelismo entre termalismo clássico e o termalismo de bem-estar. Por isso mesmo, entendemos que não poderíamos estar fora deste conceito e nas Termas da Sulfúrea/Cabeço de Vide está igualmente, de há três anos a esta parte, bem presente a componente bem-estar, apresentando como principal objetivo ser um centro de

PAULO BAGULHO

promoção da saúde e bem-estar. “Queremos abarcar um público-alvo abrangente que usufrua também desta vertente, tomando assim contacto com uma experiência termal, até porque um utente de bem-estar é seguramente um potencial termalista no futuro”, sublinha o gestor termal.De salientar ainda a fomentação de protocolos com instituições como as CERCI, assim como a parceria com a Escola Profissional do Crato Agostinho Roseta, que promove a formação da área termal. “A nível nacional, não sentimos que nos seja dado a real importância daquilo que fazemos, (e o quanto mais poderíamos fazer com a atividade a ser apoiada na forma que lhe era merecida), quer do ponto de vista turístico, quer do ponto de vista da saúde”, alerta Paulo Bagulho acerca dos principais desafios do termalismo, e acrescenta: “as compartições dos tratamentos por parte do Estado são outra das problemáticas, suspensas em 2010 e repostas agora em 2018,deixaram pelo caminho dificuldades acrescidas à gestão e ao desenvolvimento da atividade termal. E agora corrigida essa situação, as entidades oficiais ainda não criaram os mecanismos necessários para a eliminação da burocracia ou simplificação dos processos. Ora, temos muitos utentes a contactarem-nos pois não têm conhecimento de que forma podem ter acesso às respetivas comparticipações. E isso repercute-se inevitavelmente nos números de termalistas e consequentemente vai traduzir-se numa quebra do nosso crescimento, numa fase em que nos encontramos em franca recuperação”.Não baixar os braços, dar continuidade ao projeto desenvolvido com a contínua procura da excelência e introdução de novas técnicas, como é o caso, já para esta época termal, da aplicação de argila de forma terapêutica, são os principais objetivos a curto prazo.


COIMBRA Coimbra, região de muitos encantos. Falamos de uma das cidades mais antigas do país, foi a capital de Portugal antes de Lisboa, até 1255 e nela está o primeiro Panteão Nacional, o Mosteiro de Santa Cruz, fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho com o apoio de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, que nele se encontram sepultados. A qualidade das intervenções artísticas no mosteiro, particularmente na época manuelina, faz deste um dos principais monumentos históricos e artísticos do país. Coimbra é uma cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e das maiores de Portugal, sendo actualmente também referenciada pelo Politécnico de Coimbra, uma das dez maiores instituições de ensino superior portuguesas. Numa visita a Coimbra, na Universidade não deixe também de visitar a Biblioteca Joanina e subir à torre para apreciar as vistas, conhecer a Sé Velha, visitar o Portugal dos Pequenitos, conhecer o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, passear nos Jardins da Quinta das Lágrimas, apreciar o criptopórtico no Museu Nacional Machado de Castro ou saborear os pastéis de Santa Clara ou as arrufadas num dos cafés históricos da Baixa como o Café Santa Cruz. De 30 de junho a 8 de julho, Coimbra vestiu-se de gala para receber mais uma edição das Festas da Cidade e da Rainha Santa Isabel. Foram dias de muita animação, com concertos, espetáculos piromusicais, folclore e etnografia, teatro, visitas guiadas, exposições, atividades desportivas, entre tantas outras iniciativas. Ao cartaz de animação cultural, este ano somaram-se as celebrações religiosas de devoção à Rainha Santa Isabel e que acontecem apenas de dois em dois anos, assumindo-se cada vez mais como a grande festa da cidade.

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“A UNIÃO DAS FREGUESIAS É A CASA DO PATRIMÓNIO MUNDIAL EM COIMBRA” A União das Freguesias de Coimbra constitui uma das maiores freguesias urbanas do concelho de Coimbra, sendo conhecida e reconhecida, não só pelo seu riquíssimo património, mas também pelas suas potencialidades turísticas. Numa visita a Coimbra, deixe-se encantar pelos tesouros singulares desta cidade, segredos bem guardados no centro do país e uma herança que é parte integrante da História de Portugal. UNIÃO DAS FREGUESIAS DE COIMBRA A classificação da Universidade de Coimbra, a Alta e a Sofia como Património Mundial da Unesco, é uma marca que muito orgulha João Francisco Campos, presidente da União das Freguesias de Coimbra, que pretende durante o seu mandato transmitir este orgulho, já que esta será das poucas uniões de freguesias que se

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poderão congratular de ser Património Mundial. “E se outros não têm a força e disponibilidade para fazer este trabalho, nós vamos assumir essa postura para passar a mensagem de que a União das Freguesias é a casa do Património Mundial em Coimbra”, realça o autarca. De resto, a atual equipa autárquica está consciente da absoluta necessidade de Coimbra rentabilizar a imagem associada ao Património Mundial da Unesco, no sentido de atrair cada vez mais turistas e de aumentar a visibilidade internacional da


das Freguesias de Coimbra, com o intuito de dar uma nova vida à freguesia e utilizar a sua jovialidade para rejuvenescer a própria União das Freguesias. A sua principal motivação: as pessoas. O autarca quer estar próximo e atento às pessoas, ser um presidente presente, que dá a cara e que responde diretamente às pessoas, por isso mesmo a sede da União das Freguesias está aberta em permanência e as quatro delegações estão abertas durante o período de tempo necessário para poder ouvir as suas populações. Numa lógica de poder de proximidade, o novo executivo pretende criar novos mecanismos e formas de comunicar com a população. O autarca exemplificou com a presença na Feira Popular com um stand, onde está um funcionário em permanência a receber as pessoas, tendo ao seu dispor formulários para fazerem uma sugestão, reclamação ou dar uma ideia e todas as pessoas terão uma resposta do presidente. O Orçamento Participativo, lançado na passada semana, cuja verba ascende aos 5 mil euros, que tem como objetivo potenciar o exercício de uma cidadania participativa e responsável é mais uma prova da intenção da União das Freguesias de ouvir as pessoas. Volvidos oito meses da sua eleição como presidente da União das Freguesias de Coimbra, João Francisco Campos realça o trabalho feito e orgulho no legado que o seu antecessor, Hélder Abreu deixou, lembrando que, no atual mandato, a junta de freguesia foi transferida para o piso inferior para um melhor atendimento e maior acesso dos seus municípes. Por outro lado, têm sido envidados esforços com vista à modernização administrativa, ao aumento e otimização dos recursos humanos, no sentido de dar uma resposta capaz, isto porque a União das Freguesias está a assegurar uma parte da limpeza dos passeios e defende a descentralização de competências em linha com a política de proximidade das juntas de freguesia. O autarca evidencia ainda a compra de novos equipamentos e viaturas para o apoio aos trabalhos desenvolvidos pela autarquia.

JOÃO FRANCISCO CAMPOS

cidade de Coimbra. Na opinião do jovem autarca, a cidade não pode deixar de valorizar o seu património histórico, lembrando que o turismo tem crescido à custa da Universidade de Coimbra, no entanto “nós temos muito mais para oferecer”, sublinhando a existência em Coimbra do Panteão Nacional (Mosteiro de Santa Cruz), onde está sepultado o primeiro rei de Portugal. João Francisco Campos lembrou ainda que o berço da nação é Coimbra, tendo sido esta a primeira capital portuguesa, confessando não compreender como é que a cidade não tem mais orgulho na sua história e património, no sentido de reforçar a marca Coimbra. Por isso mesmo, juntamente com a sua equipa decidiu desenhar no seu plano de ação um leque de atividades e momentos que visem prestigiar estes fatores distintivos e este orgulho em ser Coimbra, como por exemplo o Beerfest na Praça do Comércio, o Summer Market no Parque Manuel Braga, O Encontro de Grupos Folclóricos no Parque Manuel Braga ou o Mercado de Natal, que este ano poderá ser em parceria com a Freguesia de Santo António dos Olivais. “O nosso desiderato é criar uma ambiência diferente nas nossas freguesias e potenciar o turismo”. Afirmação e modernização Ciente da importância da criação de uma política de proximidade, João Francisco Campos abraçou o desafio de se candidatar à União

Fazer mais e melhor João Francisco Campos tem consigo “uma equipa fantástica” que pretende fazer mais e melhor por Coimbra e, concretamente, pelas suas quatro Freguesias (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu). A esfera social é uma preocupação do novo executivo, daí a contratação de uma assistente social. “Nós temos diversas instituições de solidariedade social que fazem um trabalho fantástico, mas faz sentido que a União das Freguesias também o faça, por isso vamos ter uma loja social que ficará sediada na antiga sede de junta de freguesia de S. Bartolomeu”, avança, sublinhando a pretensão de implementar um banco de voluntariado e um conjunto de atividades ligadas ao artesanato, promoção da saúde e bem-estar, ou informática para seniores. O autarca acalenta ainda a ideia de lançar o jornal da freguesia, em que os apoios angariados serão revertidos para a intervenção social. “Para nós, é fundamental o trabalho social na freguesia e com as nossas gentes”, avança, concluindo com a promessa de continuar a trabalhar com empenho e dedicação em prol das pessoas.

SEDE / SECRETARIA: SÉ NOVA Bairro Sousa Pinto, nº 37, 3000-393 Coimbra, PORTUGAL EMAIL: ufcoimbra@gmail.com TEL. FIXO: (+351) 239 095 439 TELEMÓVEL: (+351) 918 698 058 TEL. GABINETE DE EXECUTIVO: (+351) 239 828 732 http://ufcoimbra.pt

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PODER DE PROXIMIDADE AO SERVIÇO DA POPULAÇÃO Integrada em plena cidade de Coimbra, Santo António dos Olivais é a maior freguesia da região centro e uma das maiores de Portugal. Apresentando uma dicotomia entre a cidade e o campo, esta freguesia apresenta um vasto e rico património que constitui uma das inúmeras razões para conhecer Santo António dos Olivais. Falamos de uma freguesia viva e dinâmica que muito orgulha Francisco Andrade que, depois de ter cumprido três mandatos de 2001 a 2013, decidiu voltar candidatar-se, conquistando mais uma vez a confiança dos seus concidadãos. JUNTA DE FREGUESIA DE SANTO ANTÓNIO DOS OLIVAIS

Assegurar que Santo António dos Olivais é “uma Freguesia com Vida” é o desafio permanente do atual executivo, liderado por Francisco Andrade. O autarca realça que este lema “não é para ficar apenas no papel” e, nesse sentido, quer continuar a promover atividades que dinamizem a freguesia e que promovam a qualidade de vida e o bem-estar da população. O ano de 2018

tem sido rico em atividades (ver caixa), contemplando um conjunto vasto de iniciativas, que se juntam àquelas que são já uma referência nesta freguesia, onde se destacam as direcionadas à população sénior e que envolvem mais de 400 pessoas (aulas de chi kung, yoga, hidroginástica, coro, teatro e os diversos ateliers). Consciente de que a cultura e o desporto são essenciais à promoção de um envelhecimento ativo e saudável, o autarca dos Olivais quer continuar a assegurar eventos que promovam o convívio e combatam o isolamento, garantindo, ao mesmo tempo, “benefícios a nível psicológico e contribuindo para que os seniores se sintam mais jovens”, sublinha. O reforço da coesão social com apoio aos mais carenciados, com especial atenção aos idosos, com promoção do 70 | PORTUGAL EM DESTAQUE

envelhecimento ativo, garantir a limpeza urbana e a preservação dos espaços públicos, bem como o diálogo permanente com as pessoas, dando exemplo de autarcas que sabem ouvir e agir foram alguns dos compromissos que assumiu quando chegou à liderança da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, juntamente com a sua equipa, “um executivo amigo, coeso e determinado”. Neste contexto, Francisco Andrade evidenciou o Orçamento Participativo e o Orçamento Participativo Jovem, cada um com uma verba de 10 mil euros, cujo objetivo passa pela promoção de uma maior aproximação das políticas públicas às reais necessidades dos fregueses. Ao longo deste mandato e, no que concerne ao pelouro da ação social, a Junta de Freguesia tem pautado a sua atuação pelo apoio concreto às famílias em situação de carência, em colaboração com as diferentes instituições sociais, adotando uma postura discreta e reservada. O autarca salientou a campanha “Papel por Alimentos”, a recolha de manuais escolares e brinquedos e a entrega de cabazes de Natal a agregados familiares carenciados, bem como o papel determinante da assistente social e da rede social. A intervenção social da Junta de Freguesia não se esgota por aqui, actuando igualmente na recolha e entrega de vestuário, calçado e mobiliário às famílias mais desfavorecidas, bem como no estabelecimento de parcerias com outras entidades no âmbito da formação e desenvolvimento de acções de educação para saúde. Com os olhos postos no futuro, Francisco Andrade gostava de ter a sua freguesia limpa e com qualidade de vida, sublinhando que este ano tem sido francamente atípico no que diz respeito às condições climatéricas, pese embora o esforço e dedicação dos funcionários da autarquia na limFRANCISCO ANDRADE peza e manutenção


dos espaços públicos da freguesia. Por outro lado, pretende criar três parques infantis, um novo cemitério e habitação social e prometeu continuar a trabalhar para que Santo António dos Olivais seja uma freguesia ativa com uma política de proximidade. “Sons, Saberes e Sabores da Lusofonia” Coimbra teve a oportunidade de viver e apreciar, de 4 a 7 de julho, os “Sons, Saberes e Sabores da Lusofonia”, iniciativa da Junta de Freguesia de Santo FRANCISCO ANDRADE E EURICO MONTEIRO António dos Olivais que decorreu nas praças de Cabo Verde e Infante D. Henrique, ao Bairro Norton de Matos. O evento constituiu uma mostra cultural de países unidos pela língua portuguesa, com gastronomia, artesanato, tertúlias e animação musical. No dia 5 de julho, dia comemorativo do 43º aniversário da independência de Cabo Verde, Francisco Andrade teve a honra da visita do Embaixador de Cabo Verde que visitou o património e conheceu a vivência. O sábado ficou marcado pela receção ao corpo diplomático de Angola e aos embaixadores de Cabo Verde e São Tomé e um sarau multicultural que terminou com chave de ouro a iniciativa, que de acordo com Francisco Andrade é para repetir. Por sua vez, Eurico Monteiro, Embaixador de Cabo Verde considerou a iniciativa muito interessante pela ligação estreita entre países e pela manifestação de cultura, por outro lado mostrou-se impressionado com a riqueza histórica e patrimonial da freguesia. A terminar, Eurico Monteiro deu nota da forte vontade em criar uma ligação mais estreita entre a freguesia de Santo António dos Olivais e a sua terra natal, um bairro na cidade da Praia, cujo padroeiro é o Santo António. O embaixador deixou ainda o desejo de criar um intercâmbio, trazendo gente da Cidade da Praia para tomar conhecimento direto com este ambiente onde viveu Santo António, numa lógica de aproximação dos dois territórios.

Uma freguesia em movimento A freguesia de Santo António dos Olivais organizou um conjunto de iniciativas e atividades, algumas delas em parceria com outras entidades, transversais à sua população, se não vejamos: - Desfile de Carnaval - Dia da Mulher - Os Pássaros de Aristofanes - Torneio Intergeracional de Xadrez de SAO - 12 Horas de minibasquete SÃO - Torneio minibasquete Dr. Valdemar Pinho - 7º Torneio de ténis de campo SAO - 6º Torneio Internacional de Atletismo Mater Cluve - Marchas Populares (Bairro Norton de Matos) - Santos Populares no Vale das Flores - Romaria do Espírito Santo - Dia Mundial da Criança - Mini suporte básico de vida (sessões nos jardins de infância) - A saúde mental: o papel da estimulação cognitiva - 1ª Caminhada da Liga Portuguesa contra o Cancro - Mindfulness e fibromialgia -Prevenção de AVC e atuação perante sintomas - O papel do cuidador - Concurso de Pesca da JFSAO - Há música no Jardim - 1º Junta Famílias (escolas) - O Jovem e o Atletismo - 25 de Abril – espetáculo na Praça Heróis de Ultramar - Dia Mundial dos Monumentos e Sítios (De Fernando Pessoa a Miguel Torga) - Noites de Verão De setembro a outubro outras atividades serão desenvolvidas desde o Coimbra Trail, a Feira à Moda Antiga, Feira de Artesanato e o Mercado de Natal, que este ano poderá ser parceria com a União de Freguesias de Coimbra.

Rua Flávio Rodrigues n.º 21 • 3000-550 Coimbra • +351 239 790 900 • +351 963 963 100 • jfsao@hotmail.com

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UMA VIAGEM DE SABORES ÚNICOS

O Restaurante Dom Duarte Dois está aberto há 27 anos, mantendo uma filosofia de bem receber todos os que o visitam, proporcionando uma viagem pelos gostos e sabores tradicionais da gastronomia portuguesa. O cardápio do Dom Duarte Dois é o resultado de uma confeção onde a imaginação e a arte de bem cozinhar proporcionam sensações únicas. RESTAURANTE DOM DUARTE DOIS

Bem-vindos ao Dom Duarte Dois, o restaurante em Coimbra que oferece o que de melhor e mais saboroso tem a cozinha tradicional portuguesa, proporcionando-lhe uma viagem de sensações e de sabores únicos, combinados com um ambiente familiar, acolhedor e intimista. Mas o Dom Duarte Dois é muito mais que um simples restaurante, é também uma verdadeira delícia para os cinco sentidos, com um conceito que representa um encontro entre a tradição gastronómica e o desafio de novos ingredientes e aromas, realçando a simplicidade e os sabores. Espaço gastronómico por excelência, ideal para se deixar arrebatar pelas especialidades da região, com a certeza de ser recebido com grande simpatia e com um olhar atento a cada detalhe, para que cada refeição se torne num momento inolvidável. Sem sombra de dúvidas, o Dom Duarte Dois é o lugar onde uma refeição significa prazer: prazer de comer, de beber um bom vinho e de estar com os amigos ou familiares. Os anfitriões são Pedro Ventura e Rui Ventura, um responsável pela sala, outro pela cozinha, em entrevista à Portugal em Destaque deram a conhecer a essência deste espaço gastronómico, um desafio que decidiram abraçar em 1991. Com dedicação, espírito de sacrifício e muita paixão, os dois irmãos conseguiram tornar o Restaurante Dom Duarte Dois numa referência da cidade de 72 | PORTUGAL EM DESTAQUE

PEDRO E RUI VENTURA

Coimbra com duas salas com atmosferas e ambientes diferentes, mas complementares, que vão ao encontro dos gostos e exigências dos seus clientes, desde o mais tradicional ao mais sofisticado, sem esquecer a esplanada que no verão faz a delícia de todos os clientes. Um dos ingredientes para o sucesso do Dom Duarte Dois é, sem dúvida, a aposta na promoção da cozinha tradicional portuguesa na sua mais pura expressão, aliada a ideias inovadoras e a uma confeção inspirada no rigor e na perfeição, para que todas as suas iguarias ganhem vida nas mesas do restaurante. Dom Duarte Dois é sinónimo de um espaço ideal para degustar sem pressas as melhores iguarias, confecionadas com as melhores matérias-primas, os bons peixes, as carnes mais frescas e os mariscos mais apreciados, exaltando a sua máxima de grande qualidade. Uma confeção simples e cuidada, uma apresentação e empratamento deliciosos e aprimorados são outros dos segredos deste espaço gastronómico.


O número 34 na Rua de Moçambique, em Coimbra esconde um universo gastronómico, um verdadeiro desfile de sabores, dos quais destacamos o Polvo à Lagareiro, Filetes de Polvo com Arroz de Grelos, Bacalhau ao Dom Duarte, Bacalhau à Lagareiro, Arroz de Línguas de Bacalhau, Sopa do Mar, Ameijoa à Bulhão Pato, Açorda de Marisco, Maionese de Gambas e Massada de Tamboril. Do rol das especialidades de carne fazem parte o Cabrito Assado à Padeiro, Cozido à Portuguesa, Costeleta de Novilho no Churrasco, Arroz de Pato à Antiga, Chanfana, Espetada Especial ao Dom Duarte Dois, entre muitas outras iguarias de comer e chorar por mais. E a última aposta foi o Frango na Púcara, uma verdadeira delícia e a prova é que ficou classificado em segundo lugar no concurso “O Melhor Sabor de Portugal”, na categoria de carnes. É, de resto, uma das iguarias do chef Rui Ventura que confessa que o segredo está na qualidade do ingrediente principal, que tem de ser frango do campo e que é confecionado com uma diversidade de produtos da terra, com destaque para as cebolas, tomate e os espargos verdes, que lhe conferem muito sabor. Todos os pratos podem

visita a este espaço signifique um momento memorável. Com os olhos no futuro, Pedro e Rui Ventura querem continuar a melhorar e crescer, satisfazendo as expectativas dos clientes, e terminam com um convite: “Visite-nos e surpreenda-se com a nossa grande variedade de iguarias da cozinha regional e tradicional portuguesa”.

ser bem acompanhados por néctares de qualidade que afirmam e distinguem a soberba culinária, isto porque o Dom Duarte Dois tem uma excelente garrafeira composta por referências de todas as regiões, desde os mais reconhecidos aos novos vinhos, sem esquecer a famosa sangria e a caipirinha que acompanha sempre bem com os grelhados. E depois de uma excelente refeição, deixe-se deliciar com as tentadoras sobremesas caseiras, em que o ex-libris da casa é o Crepe do Chefe, feito com doce de ovos, laranja cristalizada e com cobertura de nata e amêndoa torrada. Mas outras delícias há como a Tarte de Natas e Chocolate, Toucinho do Céu, Leite-creme ou as Natas do Céu. Aliada às excelentes iguarias está a simpatia, profissionalismo e o atendimento personalizado da equipa, fazendo com que uma

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“JUNTOS CONSTRUÍMOS MAIS E MELHOR POLITÉCNICO DE COIMBRA” O Politécnico de Coimbra (IPC) foi criado em 1979, no contexto da implementação do ensino politécnico em Portugal. Apesar da sua história recente, o IPC herdou a tradição e a experiência das escolas que passaram a integrá-lo e que contribuem para que possa afirmar-se hoje como um dos maiores institutos politécnicos do país e uma das mais importantes instituições de ensino superior público em Portugal. POLITÉCNICO DE COIMBRA

Com seis unidades de ensino - Escola Superior Agrária de Coimbra, Escola Superior de Educação de Coimbra, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra e Instituto Superior de Engenharia de Coimbra – o Politécnico de Coimbra pode e deve ser uma instituição prestigiada e reconhecida pelos seus pares, sociedade científica, região e país. Em entrevista à Portugal em Destaque, Jorge Conde, presidente do IPC, considera que a instituição já alcançou este patamar de reconhecimento, o que se constata pela procura de estudantes (nacionais e internacionais), pela procura de formação executiva, pelas empresas que procuram a instituição para providenciar formação aos seus quadros e pela própria ligação ao território, no entanto considera que se pode fazer mais e melhor. A sua candidatura à presidência do Politécnico de Coimbra surge com este intuito de fazer diferente, mas também de dar uma nova vida à instituição, sob o lema ‘Juntos Construímos um IPC mais forte, mais coeso, mais integrado e mais solidário’. A ideia que está subjacente ao projeto de governação de Jorge Conde é fazer com que as seis escolas trabalhem em conjunto e não per si. “Uma instituição jovem que transporta consigo o forte peso das marcas das suas escolas tem de afirmar permanentemente a sua identidade, enquanto comunidade diferenciadora para os que nela estudam e trabalham, mas também para todos que com ela convivem, criando um sentimento de pertença, identidade e orgulho pela marca IPC”, avalia o nosso entrevistado. Este é um dos grandes desafios para o qual é necessário um “trabalho de colagem ao tecido económico, ao território e aos potenciais alunos”, sendo portanto imprescindível trabalhar mais com os alunos do ensino secundário e profissional, “criando pontes para sermos conhecidos nesses meios, para que os alunos escolham esta instituição de ensino”. Do ponto de vista da organização e comunicação externa, o IPC tem que ter a capacidade de se dar a conhecer como um parceiro indispensável, para isso tem que comunicar num formato diferente, entende. “Os alunos, docentes, trabalhadores não docentes deverão saber o que estamos a fazer e serem os nossos embaixadores”, esclarece o presidente, sublinhando que é muito interessante que reconheçam o IPC no Brasil ou em Angola, mas é muito mais estimulante que os alunos que estudam em frente JORGE CONDE

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às seis unidades de ensino queiram estudar no Politécnico de Coimbra. “Queremos ser atrativos para os estudantes de língua portuguesa, espanhóis, europeus, chineses, e o Politécnico de Coimbra sendo uma das maiores instituições de ensino superior do país tem que ter esta capacidade de se mostrar e de fazer diferente”, menciona. Mas que palavras poderão caracterizar o IPC? Jorge Conde escolhe Coimbra, algo que não se consegue explicar, que apenas se sente, por outro lado inclusão, já que o IPC está a criar estratégias para que a vida escolar de um aluno possa ser compatível com a sua vida de atleta ou músico. Por último, a instituição empreendedora, que promove mais saber, mais investigação, mais qualidade de ensino, melhores condições de trabalho e de estudo, construindo assim melhores profissionais. Liderança dinâmica Volvido um ano da sua governação, Jorge Conde traça um balanço positivo, desde logo na forma como o IPC comunica. Do ponto de vista da atratividade dos alunos, há um trabalho forte no mercado de proximidade, ou seja, “estamos a falar mais com as escolas secundárias e profissionais da nossa região, no sentido dos jovens que estão a terminar o ensino secundário perceberem que somos uma alternativa e uma alternativa credível”, salienta. Por outro lado, no que diz respeito à captação de alunos internacionais, que é hoje também uma marca de prestígio para as instituições, Jorge Conde apostou na priorização do mercado de língua portuguesa. “Coimbra é uma marca muito atrativa nomeadamente para o mercado brasileiro, por isso temos que aproveitar o facto de sermos Coimbra para captar nesse mercado. Até agora os resultados estão a ser positivos e espero que até setembro os reflexos sejam notáveis”, alude Jorge Conde. Do ponto de vista da organização interna, o presidente do IPC cita a alteração de procedimentos, mas também a mudança estratégica das instalações da presidência para o campus atual, no sentido de aproximar os níveis de decisão e execução. Por outro lado, a maior proximidade entre as escolas também se começa a notar, o que é motivo de orgulho para Jorge Conde, isto porque entende que as grandes mudanças fazem-se de muitas pequenas mudanças. Com uma visão ambiciosa para o Politécnico de Coimbra, Jorge Conde desenhou um plano estratégico que visa uma maior afirmação e valorização para a instituição, que se divide em dois pilares fundamentais: mostrar credibilidade aos candidatos ao ensino superior e transferir conhecimento para o terreno, transformando jovens estudantes em melhores profissionais.

Do plano estratégico consta ainda a modernização de instalações, equipamentos e tecnologia, de forma a garantir condições para quem trabalha, estuda e produz conhecimento. Jorge Conde lembra que há um conjunto de estudos que dizem que 50 por cento das profissões de hoje vão desaparecer, por isso entende ser necessário fazer um trabalho de avaliação da oferta formativa, antecipando estas mudanças, no sentido de permanentemente manter o nível de atratividades do IPC nas suas diferentes escolas. “O grande desafio da governação de uma instituição como esta é a capacidade de ler o mercado e ir ao encontro das suas necessidades e exigências, a par da capacidade de criar novas estratégias e formatos de ensino e aprendizagem, porque o ensino tem que estar cada vez mais perto do exercício”, sublinha. Na estratégia definida por Jorge Conde, no âmbito da inserção do território, destaca-se ainda a criação de dois polos do IPC, nomeadamente a Escola do Mar na Figueira da Foz e a Escola da Floresta na Lousã. “A ideia é que na Figueira da Foz todas as escolas do politécnico possam levar uma formação integrada ligada ao mar, tendo como premissa trabalhar com os operadores locais”, refere Jorge Conde, realçando que será fundamentalmente formação pré e pós-graduada feita à medida. A Escola da Floresta tem o mesmo propósito, tendo presente que o IPC trabalha com diversos operadores na Lousã. “Os dois polos vão abrir em setembro e quero acreditar que serão apenas os primeiros”, refere, deixando antever a criação de outros polos no futuro. Investigação como motor da instituição Com o objetivo de conferir maior escala e peso às atividades técnico-científicas dos docentes/investigadores do IPC, o Ins-

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Politécnico de Coimbra apresenta projetos de investigação O Politécnico de Coimbra recebeu a visita da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, que teve a oportunidade de conhecer as escolas e assistir à apresentação dos projetos de investigação do Instituto de Investigação Aplicada entre os quais o “SoSValor - Soluções Sustentáveis para a Valorização de Produtos Naturais e Resíduos Industriais de Origem Vegetal”; o “ExoBike: Equipamento Biomecânico para Terapia Restauradora e Apoio à Reabilitação” e “Letras para a vida: oficinas de formação sobre alfabetização de Adultos”. Durante a visita, Maria Fernanda Rollo realçou a dinâmica do IPC, considerando-o uma referência, lembrando que “Portugal tem uma rede de instituições politécnicas e universitárias que devemos elogiar e que nos orgulha, em termos internacionais, pelo seu reconhecimento, a todos os níveis, desde a formação à investigação e pela sua ligação aos territórios”. Por sua vez, Jorge Conde destacou a importância da visita oficial de um membro do Governo ao IPC: “Foi uma visita de incentivo e de apoio. Este governo tem uma postura muito aberta com as instituições de ensino politécnico, por isso queremos aproveitar essa postura para aprendermos e para colaborarmos naquelas que são as estratégias adotadas para o país, uma vez que queremos ser parte ativa na transformação do país”, alude o presidente do IPC.

tituto de Investigação Aplicada (IIA) é uma unidade orgânica de investigação e prestação de serviços à comunidade, que visa essencialmente promover, estimular, apoiar e gerir atividades de investigação aplicada, bem como desenvolver investigação aplicada e a transferência de conhecimento e tecnologia para as indústrias e comunidade. “Nos últimos dois anos, procurámos projectos que fossem co-promovidos com agentes do território, para que essa investigação fosse aquela que cabe aos politécnicos: aplicada e transformadora”, clarifica Jorge Conde, acentuando que o IPC terá tanto mais disponibilidade para crescer e se renovar, quanto mais investigação realizar e “não devemos deixar de olhar para esta como um caminho indispensável a seguir”. Universidades politécnicas como novo paradigma Jorge Conde confessa que tem o sonho de criar um “campus universitário” com todas as escolas do Politécnico de Coimbra, residências, cantinas e laboratórios. É um projecto que exige um investimento financeiro elevado, por isso não está em primeiro plano, revela. Defende no entanto o modelo de universidades politécnicas em Portugal: “temos que ter um nome que nos identifique, no mundo, verdadeiramente com o que fazemos, que do ponto de vista de missão, é igual ao que fazem as universidades, formar quadros superiores. Há no entanto uma diferença fundamental: os politécnicos são virados para a ciência aplicada, ou seja para uma vertente mais profissionalizante, mais ligada ao saber fazer”, advoga Jorge Conde.

Rua da Misericórdia, Lagar dos cortiços - S. Martinho do Bispo 3045-093 Coimbra | Telefone: +351 239 791250 E-mail: ipc@ipc.pt | www.ipc.pt


ESPOSENDE E BARCELOS Estende-se ao longo de 14km de costa e situa-se no norte de Portugal. Esposende privilegia de uma beleza ímpar com algumas das melhores praias do norte de Portugal (entre elas a praia da Apúlia e de Ofir), estando todas elas inseridas na Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende. Rodeada de pinhais, na Foz do Rio Cávado, é detentora de um património rico, com a Igreja da Misericórdia, do século XVI e a do Bom Jesus, as ruínas do Castelo de São João Batista, a Capela do Senhor dos Mareantes ou os Largos do Mercado e de São Sebastião. Com uma influência agrícola muito forte, conta com algumas indústrias e com uma orientação turística em desenvolvimento. Com uma gastronomia igualmente abastada, com influência marítima, destaca-se o robalo assado no forme, tainha, solha, lampreia e, como não podia deixar de ser, os mariscos frescos, tudo regado com o famoso vinho verde da região. Cor, movimento, vida e cultura. Os quatro pontos que definem o concelho de Barcelos, exemplo de proatividade e uma combinação perfeita entre tradição, inovação e modernidade.Com uma beleza tão sua, a arte e a história destacam-se fazendo de Barcelos um espaço único com muito a oferecer aos seus habitantes e aos visitantes. Afirma-se como um dos concelhos com maior índice de empregabilidade em Portugal na indústria de transformação. Diferencia-se nos setores têxtil, de calçado, agricultura, cerâmica e turismo. Tem como símbolo o Galo de Barcelos, que é uma referência tanto a nível de identidade regional como nacional. Além disso, tem também a feira semanal, a Rosa Ramalho e o artesanato, no entanto, existem muitas outras marcas, o que torna Barcelos uma cidade evoluída, jovem, dinâmica e viva.

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INOVAÇÃO E AUTENTICIDADE AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA Jorge Saleiro é o diretor do Agrupamento de Escolas de Barcelos e, em entrevista à Portugal em Destaque, fala-nos sobre os projetos diferenciadores que são desenvolvidos no Agrupamento. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE BARCELOS

O Agrupamento de Escolas de Barcelos tem como missão ser reconhecido pela ética de trabalho e pelo encarar os problemas como desafios, com uma filosofia de trabalho partilhada. Jorge Saleiro, diretor, considera a modernidade e o futuro, os focos essenciais do trabalho realizado no AEB. “Penso que a imagem pública que temos é de um Agrupamento moderno, virado para o futuro, disponível para enfrentar os desafios que vão sendo colocados à escola pública. É um Agrupamento que tem muitas características que o tornam único: os seus projetos, o facto de ser um agrupamento que cobre duas margens do rio Cávado. É um Agrupamento disperso que, mesmo assim, consegue trabalhar com união, com um rumo próprio e partilhado”. Desafios da educação O futuro dos alunos é uma das preocupações aliadas às questões sociais e à gestão

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dos recursos disponíveis. “Temos que enfrentar o desafio da modernidade, no sentido em que temos de estar em permanente atualização do ponto de vista tecnológico, das metodologias de ensino do século XXI, da preparação dos alunos com as competências que lhes permita encarar o mundo do trabalho e a sociedade em constante mudança. Um desafio que permanece é a gestão dos recursos disponíveis. É o eterno desafio da escola pública: gerir o pouco que temos, mantendo a qualidade e procurando as melhoras respostas para os alunos”. Criar projetos que envolvam os alunos na vida escolar Como se sabe, cada vez mais as ferramentas tecnológicas são usadas como instrumentos de trabalho e, colocar isso em favor da aprendizagem e do desenvolvimento pessoas, é uma mais-valia em prol dos cidadãos

que estamos a formar. “Têm sido desenvolvidas experiências e trabalhos no Agrupamento como laboratórios de aprendizagem implicando o uso de novas tecnologias, nomeadamente utilização de dispositivos móveis nas práticas educativas e destaco, ainda, os nossos projetos, que marcam a singularidade do nosso agrupamento, nomeadamente o Arboreto de Barcelos, na escola sede, constituído por uma coleção de espécies vegetais única, tendo obtido o prémio nacional do ambiente em 2009. Publicamos duas revistas anuais, uma delas, a ‘Amanhecer’, já há 35 anos consecutivos. Organizamos a Rede de Pequenos Cientistas, iniciativa anual, na área das ciências experimentais, que já trouxe ao Agrupamento três prémios Nobel e que celebra este ano o seu décimo aniversário, efeméride que pretendemos assinalar de uma forma especial! Além disso, o Agrupamento dinamiza pro-


jetos nas áreas do ambiente, da robótica, das línguas estrangeiras e das ciências. Somos a escola do país com maior número de projetos europeus no âmbito do Programa Europeu Erasmus+ e, por essa razão, fomos convidados para a celebração do seu 30º aniversário, momento em que os nossos alunos testemunharam como a participação nos projectos Erasmus+ teve um impacto

positivo na sua vida escolar. Procuramos que a experiência escolar do aluno seja mais do que aprendizagem em sala de aula e possam vivenciar outras formas de aprender e de evoluir”. Oferta educativa “No próximo ano vamos disponibilizar os cursos de Animação Sociocultural, Técnico de Desporto, Técnico Auxiliar de Saúde, Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores. A nossa preocupação tem sido que, quando um aluno vem para esta escola, para um curso profissional, venha encontrar as melhores condições para realizar esse curso. A Escola Secundária de Barcelos disponibiliza instalações desportivas, oficinas e laboratórios totalmente equipados, oferece um acumular de experiência do corpo docente em cursos bem estruturados, beneficiando de parcerias com as empresas da região para os estágios dos nossos alunos”. A oferta educativa é analisada ponderando diversas variáveis. É preciso ir ao en-

contro do que os alunos e a sociedade pretendem e conciliá-lo com o que o Agrupamento está preparado para oferecer com qualidade. Procuramos ter um leque de ofertas que responda ao mais largo espectro de alunos. “Enquanto escola pública, enfrentamos grandes desafios para manter os nossos projectos, que são de grande exigência. A eles dedicamos muito do nosso esforço, para que sejam bem concretizados e apreciados pelos alunos, destinando-lhes muito trabalho e muitos recursos humanos e materiais, mas o reconhecimento externo e o sucesso têm sido contínuos”, termina Jorge Saleiro. 

OFERTA FORMATIVA 2018/2019 ENSINO SECUNDÁRIO Cursos Científico-Humanísticos • Ciências e Tecnologias • Ciências Socioeconómicas • Línguas e Humanidades • Artes Visuais Cursos Profissionais • Animador Sociocultural • Técnico/a de Auxiliar de Saúde • Técnico/a de Desporto • Técnico/a de Gestão de Equipamentos Informáticos • Técnico/a de Eletrónica, Automação e Computadores

PROJETOS • Arboreto • Revistas Escolares Amanhecer e Abel Varzim Magazine • Projetos apoio por nível desempenho (contínuo) • AEBMais&Melhor | preparação provas 9ºano • Exames@Rio | preparação exames secundário • Clube Europeu | Erasmus+ | Mobilidades | Intercâmbios | Jobshadowing | • Rede Pequenos Cientistas | despertar para a investigação • Clube Robótica | mecânica e automação • Clubes Línguas | alemão | francês • GPS | promoção da saúde • Música | clube música | eventos musicais • Gabinete Apoio Aluno e Família | Escolhas 6ª Geração | Galo@rtis • Museu Ciências Naturais | coleções e exposições | recurso pedagógico • Desporto Escolar | Acrobática | Andebol | Atletismo | Badminton | Basebol | Canoagem | Patinagem | Ténis de Mesa | | Karate | Xadrez

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CRIATIVIDADE, CONFORTO, ESTÉTICA E SUSTENTABILIDADE Quase a fazer 25 anos de história, Pedro Magalhães desvenda alguns segredos do seu sucesso e faz um balanço destes anos. Com sede na bela cidade de Barcelos, o seu gabinete com o mesmo nome do seu fundador, conta com uma equipa de profissionais experientes e de excelência. O gabinete de arquitetura dá resposta em diversas áreas, arquitetura, planeamento, design e consultoria. Com inúmeras obras, o seu gabinete é uma referência. Ao longo destes anos, pode-se destacar na região, para além de diversas unidades Industriais de referência, o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, o Lar de Idosos de S. Veríssimo, o Centro de Investigação e Desenvolvimento em Jogos Digitais e a Biblioteca do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA). ARQUITETO PEDRO MAGALHÃES Pedro Magalhães nasceu no seio de uma família de desenhadores, estando desde muito jovem ligado a esta arte. Licenciou-se em Arquitetura e decidiu avançar com o seu próprio gabinete, em 1994, alavancado pelo profissionalismo, competência, empenho e rigor. Ao longo destes anos, projetou os sonhos dos seus clientes e amigos e hoje reflete: “é um percurso marcado pela diversidade da nossa obra, temos abordado vários temas desde o equipamento social, à habitação 80 | PORTUGAL EM DESTAQUE

PEDRO MAGALHÃES

unifamiliar e multifamiliar, passando por equipamentos industriais, espaços comerciais e restauração”. De entre muitos projetos destaca alguns, que acabaram por ser trabalhos desafiadores e de referência, nomeadamente: “o tema da “casa” será aquele para o qual somos mais solicitados, aqui tivemos já a oportunidade de assinar o projeto da casa do futebolista Hugo Viana, entre outros.” Mas há que mencionar outros de relevância local e nacional. “Mais recentemente o projeto do novo edifício industrial tipo da Frulact, o quartel dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos e a Biblioteca do IPCA, são projetos importantes que nos colocaram novos desafios dada a complexidade dos seus programas aos quais o arquiteto tem que conseguir dar resposta e apresentar soluções. Atualmente, estamos a desenvolver projetos de casas unifamiliares, de reabilitação no centro histórico de Barcelos, edifícios de habitação multifamiliar, equipamentos industriais e alguns projetos de planeamento” e afirma que “é essa polivalência que nos faz crescer”, para além do “acompanhamento do projeto e da obra, damos todo o apoio ao cliente”. A relação próxima acaba por se diferenciar dos demais, já que “ganhar um amigo em cada um deles” tem sido a sua imagem de marca. Desta forma, os “anos de crise” têm sido vencidos com “dedicação ao trabalho e encarados de uma forma séria”. O ateliê de arquitetura de Pedro Magalhães, não se fica pelo território nacional, já que marca presença além fronteiras, “o nosso mercado está mais aqui no norte de Portugal, contudo, já realizamos umas parcerias para o Brasil, França, mais recentemente no Canadá”, embora admita e


reconheça que “estes são mercados que requerem muito acompanhamento e não há como conseguir um bom trabalho sem um grande esforço, por parte de toda a equipa”. Apesar de o mercado ser competitivo, Pedro Magalhães assegura “cada vez mais somos procurados pelo trabalho que fazemos e o grau de satisfação dos nossos clientes fala por si” e completa, “no nosso caso, o passar a palavra ainda é a nossa melhor publicidade”. Principais dificuldades Hoje em dia a figura do arquiteto é preponderante, embora “noutros tempos o trabalho do arquiteto era solicitado em casos pontuais, hoje não, já nos procuram de livre e espontânea vontade”, e prossegue “as pessoas já querem que seja um arquiteto a fazer o projeto da sua casa”. Com mais de duas décadas de experiência aponta as principais dificuldades que enfrenta, e que acaba por se tornar mais demorada a resposta às solicitações dos clientes, como por exemplo, quanto aos timings, como nos explica Pedro Magalhães:: “o processo burocrático, nestes país, ainda nos coloca muitas dificuldades de timings, como tenho por hábito dizer, hoje é tudo para ontem, o cliente vive numa expectativa muito elevada face ao rigor do mercado competitivo que temos” e acrescenta que a culpa é muito da “legislação a mais e muito diversificada”. Mas aponta soluções, uma vez, que no seu entender deveria de ser simplificada e reduzida ao essencial, com o objetivo de agilizar o processo sem se “perder tempo que deveria ser utilizado no projeto”.

O segredo do sucesso Quanto ao seu sucesso afirma que passa muito pela postura já que, “Como um cidadão atento e participativo, com capacidade para expor, discutir e aceitar a crítica. Só se consegue evoluir profissionalmente, seja qual for a área, sendo capaz de reconhecer os erros, corrigindo-os e dando o salto para uma nova etapa. Tem sido essa a minha forma de estar ao longo de vinte e quatro anos de atividade como profissional no domínio da arquitetura, planeamento, design e consultoria, pautada pelo profissionalismo, competência e empenho, procurando acrescentar-lhe valor e rigor”. Ao longo deste percurso, mesmo sabendo o que sabe hoje nada tinha mudado até porque “aprendemos e crescemos com o que resulta e o que não resulta, tomam-se opções podendo de futuro corrigir o que correu menos bem”. Um olhar no futuro Quanto aos seus objetivos de futuro afirma que “acredito que no futuro, a arquitetura vá desempenhar um papel preponderante nas cidades, principalmente, na vertente da reabilitação”. Para uma mensagem final deixa algumas

Rua Dr. José António P.P. Machado, 213 1º Andar - Sala 3 4750-309 Barcelos - Portugal Tlm.: +351 968 031 273 Tlf. | Fax.: +351 253 818 301 www.facebook.com/arq.pedromagalhaes arq.pedromagalhaes@gmail.com

palavras para os seus clientes atuais e futuros: “com um mercado que contém um grau de exigência cada vez maior, o ato criativo terá de ter, como todas as outras preocupações, espaciais, de conforto e estéticas, a sustentabilidade como um outro fator a ponderar, através da sua simples forma como se materializa, ou seja, com o mínimo de recursos se consegue que a construção seja funcional e assim perdure”. Relembrando uma referência da arquitetura, Pedro Magalhães cita: “recordo uma entrevista ao arq. Souto Moura quando questionado sobre a sustentabilidade, de uma forma muito simples e segura afirmava que “a sustentabilidade deveria ser algo intrínseco à obra de arquitetura”.

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21 ANOS A PROPORCIONAR BEM-ESTAR A Esposende 2000 – Atividades Desportivas e Recreativas é uma empresa municipal, constituída no dia 5 de novembro de 1996, que tem por objeto a promoção e realização de atividades de animação desportiva, recreativa e cultural, iniciativas de carácter socioeconómico, científico e turístico. ESPOSENDE 2000 A Esposende 2000 – Atividades Desportivas e Recreativas é uma empresa municipal, constituída no dia 5 de novembro de 1996, que tem por objeto a promoção e realização de atividades de animação desportiva, recreativa e cultural, iniciativas de carácter socioeconómico, científico e turístico. Na atualidade tem a sua ação ancorada na cidade de Esposende, Complexo de Piscinas da Foz do Cávado e Auditório Municipal, e na vila de Forjães. Nesta última localidade dispõe das piscinas coberta e exterior ao ar

MARANHÃO PEIXOTO

PISCINAS MUNICIPAIS DE FORJÃES

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livre, inauguradas em 30 de maio de 1993 e 19 de agosto de 1995, respetivamente. O Complexo de Piscinas da Foz do Cávado, na Avenida Eng.º Eduardo Arantes e Oliveira, mais conhecida como Avenida Marginal, cuja abertura data de 15 de dezembro de 1996, oferece uma piscina interior de ondas, piscina exterior de água salgada, ginásio panorâmico e clube de saúde, espaço comercial e área de restauração. O funcionamento e gestão do Auditório Municipal é assegurado desde 30 de abril de 1998. Esta valência de índole recreativa e cultural, localizada em pleno centro cívico citadino, dispõe de 226 lugares sentados, oito espaços reservados a pessoas com mobilidade reduzida, cabine de projeção, amplos camarins, acústica de referência e apoio tecnológico de última geração aos espetáculos e eventos. Este espaço, outrora CineZende e propriedade do município desde 15 de maio de 1992, regista uma média anual muito superior às quatro centenas de ocupações. As escolas de natação, O Ondinhas (Esposende) e A Boguinha (Forjães), acolhem na totalidade acima de 850 praticantes, desde bebés até seniores com mais de 70 anos, incluindo as práticas de hidroginástica e hidroterapia. Esposende é um município com cerca de 18 km de costa atlântica, contemplado pelos rios Cávado e Neiva, além de possuir um elevado número de piscinas privadas. Por isso, para quem o visita ou nele reside, estas escolas desenvolvem a sua ação tendo como lema: Aprender a nadar … um investimento para toda a vida. O programa Dar Vida aos Anos, estruturado na natação e na ginástica, tem a adesão de mais de 350 utentes que integram ainda as Olimpíadas, com marcha atlética, lançamento do peso, provas aquáticas e competidores brilhantes entre os 60 e 97 anos de idade! A Cimeira da Vida, segmento complementar e inovador deste desiderato geracional agregou, no recente dia 18 de maio, mais de duas centenas e meia de aderentes para ce-


lebrar a vida e a longevidade com qualidade. Por seu turno, a ação Esposende em Movimento compreende ao longo do ano 30 atividades À Descoberta do Concelho, realizando caminhadas que abrangem todas as freguesias, somando mais de 300 Km a percorrer e com a marca de mais de 5.000 participantes. O desafio TransCávado, a 5 e 6 de outubro,

é o corolário deste desígnio territorial, pois, agora na sua 3.ª edição afirma-se como uma das provas mais desafiantes da modalidade de BTT no amplexo regional e nacional. Falamos de um percurso de excelência desde a foz até à nascente do rio Cávado, ou seja, de Esposende a Montalegre. Aberto à participação desde os 18 anos de idade, proporciona reptos à medida de cada um e pode ser percorrido em duas etapas. Isto é, na versão slow race, mais tranquila e prazerosa, ligando Esposende a Terras de Bouro e Terras de Bouro a Montalegre, e o módulo race, numa só etapa, mais competitiva, destinada aos mais audazes, também aberta a equipas de dois elementos, que farão o percurso em autonomia com orientação por GPS. As Férias Desportivas envolvem mais de uma centena de crianças dos 6 aos 16 anos e 12 monitores empenhados em prestarem, como é seu timbre, um serviço com qualidade de referência que engrandece esta empresa e permite vivências inesquecíveis aos seus utentes, desde a fruição da mãe natureza, às atividades desportivas, culturais, recreativas e de lazer. Estão em curso novos projetos, novos desafios e o planeamento da oferta de mais serviços, alicerçando a entusiástica prática desportiva, o salutar cuidado corporal e a animação social e familiar, vetores geradores da sã convivência, do bem-estar e de qualidade de vida.

AUDITÓRIO MUNICIPAL

A paixão pelo que fazemos, faz parte da nossa identidade.

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CENTRO DE REABILITAÇÃO COM AS TÉCNICAS MAIS AVANÇADAS NO MUNDO

DIOGO COSTINHA

A norte do país encontramos a Fisioterapia Avançada Costinha, em Esposende no centro da cidade. Com as técnicas mais modernas, que se fazem no mundo, Costinha é um jovem fisioterapeuta que gosta de estar à frente do seu tempo e aprender com os melhores. Na Fisioterapia Avançada Costinha tem recuperado a 100 por cento muitos pacientes através da conjugação de duas técnicas complementares: Eletrólise Percutânea Intratecidular (EPI®) e a Técnica Neuromodulacão Percutânea Ecoguiada (NMP-e). Costinha ainda se pode orgulhar de ter tido o primeiro centro certificado em Portugal com a técnica EPI®. FISIOTERAPIA AVANÇADA COSTINHA A paixão com que fala sobre os seus pacientes e as técnicas que proporcionam a cura e o bem estar às pessoas que o procuram, sejam atletas de alta competição, ou o cidadão comum, espelha a sua dedicação. Começou a sua formação superior em Fisioterapia na Escola Superior de Saúde do Porto. Fez a sua pós-graduação na Faculdade de Medicina do Porto em Reabilitação em Medicina do Exercício e Desporto, terminando a sua especialização em – Experto em ecografia Musculoesquelética na Universidade Francisco de Vitoria – Madrid. É membro do grupo espanhol de ecografia musculoesquelética para fisioterapeutas – MUP. Formou-se em EPI®, Ecografia Avançada, Ecografia do sistema nervoso periférico, 84 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Ecografia e EPI® em cadáver, NMP-e, Dry needdling & Manual Trigger Point, Crochetage Myo-Aponévrotique, Mobility, Exercício Excêntrico, Terapia Manual (osteopatia/quiropraxia/spinal manual therapy), Termografia. Tem complementado a sua formação além fronteiras, tanto em Barcelona como em Madrid, com os maiores especialistas na área. Começamos por explicar em que consistem as duas técnicas, designadas, por alguns pacientes, como sendo milagrosas, comprovada cientificamente. A EPI® e a NMP-e são duas técnicas, que funcionam como complementares no tratamento de diferentes diagnósticos. Costinha, começa por explicar que “essa técnica Electrólise Percutânea Intratecidular ou mais conhecida por EPI®, consiste na aplicação de uma agulha, guiada por ecografia levando uma corrente elétrica especificamente concebida e controlada que produz uma reação eletroquimica uni-


camente na região degenerada do tecido a tratar. O objetivo principal é produzir uma desionização molecular não térmica que induza uma resposta celular e fisiológica do processo de regeneração dos tecidos moles. A técnica EPI® permite ativar os mecanismos moleculares envolvidos na fagocitose e reparação/ regeneração do tecido afetado, obtendo-se assim os melhores resultados no tratamento de lesões do tendão, músculo, ligamento e fibroses. Os primeiros estudos publicados foram sobre tendinopatia do rotuliano, com o avançar do tempo passamos aplicar a técnica no músculo, ligamento, bursa, capsula e nervo. Com a técnica EPI® a principal patologia que tratamos são tendinites (tendinopatia/tendinose). Há muitos médicos que classificam como uma dor crónica que não há tratamento, mas nós com esta técnica conseguimos tratar. Tratamos tendinites diariamente, na articulação do ombro, cotovelo, mão, anca, joelho e pé”. E completa: “o nosso objetivo é regenerar o tecido afetado e normalizar a função dessa estrutura, tendo uma taxa elevada de sucesso e um índice de recidiva muito baixo”. Na Fisioterapia Avançada Costinha completamos as sessões de tratamento com laser, eletroestimulação, tecarterapia/diatermia, ondas de choque, SIS e terminando sempre com o essencial exercício clínico e excêntrico. Para além da EPI®, Costinha complementa muitos tratamento com a Técnica Neuromodulação Percutânea Ecoguiada (NMP-e), que tem “vindo aplicar sensivelmente há dois anos e meio e recentemente fiz um curso de atualização desta técnica” e prossegue: “a Técnica Neuromodulação Percutânea Ecoguiada consiste numa estimulação elétrica de baixa ou média frequência, através de uma agulha ecoguiada, de um nervo periférico, em algum ponto do seu trajeto, ou de um ponto motor com um objetivo terapêutico. Aplicando-se quer no nervo, ligamento, tendão, cápsula, músculo, periósteo, pele e/ou estruturas vasculares. Por exemplo, uma dor ciática, nós localizamos o nervo ciático e fazemos uma estimulação do nervo para diminuir a dor e melhorar a

função neuromuscular”. Outro exemplo simples “numa rotura muscular em atletas profissionais ou amadores, após a sua recuperação, sentem desconforto na zona da lesão e nós através de um estímulo no ponto motor ou no nervo que enerva esse musculo, com a NMP-e, conseguimos retirar a dor, restabelecer a função do sistema nervoso periférico e melhorar a função neuro muscular. Para aplicação das técnicas acima referidas e necessário formação avançada das técnicas (EPI® e NMP-e) e ecografia. Na fisioterapia usamos ecografia de alta gama para nossa própria avaliação, diagnóstico e acompanhamento da evolução da patologia”. Com intuito de estar sempre informado sobre os últimos avanços nestas técnicas o fisioterapeuta Costinha tem realizado formações constantes com as referências mundiais. Recentemente Costinha introduziu a “termografia, que consiste em tirar uma fotografia, e com a análise através de um software, conseguirmos detetar processos fisiopatológicos relacionados com os sintomas dos nossos pacientes e assim facilitar na escolha do tratamento adequado. Sem dúvida que esta ferramenta vai proporcionar informação importante para o diagnóstico, planificação, intervenção, reavaliação e tudo que esteja relacionado com a prevenção e a reintegração laboral ou desportiva”. O seu lema é “dar qualidade nos tratamentos de fisioterapia. Eu tento ajudar ao máximo os pacientes, porque também sei o que é estar do outro lado”. Ao longo destes anos reconhece que o “maior desafio é tratar os pacientes que aparecem com dores persistentes de muitos anos e nós conseguimos tratar. Todo o nosso trabalho, esforço, dedicação e sucesso passa por trabalho de equipa, da qual também faz parte o Fisioterapeuta Romeu Pinheiro. Para futuro vamos dar seguimento ao trabalho efetuado sempre com atendimento personalizado, a máxima privacidade e descrição”. PORTUGAL EM DESTAQUE | 85


“VENHA PROVAR O MELHOR DA COZINHA MINHOTA NO NOSSO RESTAURANTE” Comer bem é o mote do Terraço dos Petiscos, restaurante situado em Barcelos e que é uma referência na gastronomia tradicional portuguesa. TERRAÇO DOS PETISCOS

EQUIPA

“O Terraço dos Petiscos nasceu em 2009 e desde essa altura que o objetivo passa por proporcionar aos nossos clientes uma variedade de pratos de qualidade, quer de vários peixes frescos, quer de carne”, começa por nos contar José Fernandes, proprietário e chef de cozinha do restaurante. Assim, quem visitar este espaço poderá deliciar-se com pratos como espetada de polvo com cama-

rão, misto de bacalhau, polvo no forno, polvo grelhado, posta ao alho, carne maturada, costeletão e bife grelhados, bacalhau com broa e o famoso polvo, especialidade da casa. E caso lhe apeteça alguma iguaria que não conste da ementa, só tem que avisar o chef com antecedência e ele confecionará o que deseja. A acompanhar estas especialidades, os clientes podem optar por 86 | PORTUGAL EM DESTAQUE


a melhor qualidade na gastronomia minhota. “Vão ficar deliciados com as nossas iguarias, com o atendimento dos nossos colaboradores e com o requinte espaço. Aqui vai sentir-se como em casa”, conclui. Situado em Vila Boa, Barcelos, junto ao estádio Cidade de Barcelos, casa do Gil Vicente Futebol Clube, o restaurante está aberto de terça-feira a sábado ao almoço e jantar e ao domingo ao almoço. O dia de descanso é ao domingo à noite e estende-se até segunda-feira.

um bom vinho, desde os verdes, típicos da região, aos mais maduros. Para quem gosta de doces, o restaurante tem uma variedade de sobremesas, que vão desde o Pra lá de bom – criação do chef – à delícia da casa, panna cotta e cheesecake. Durante a semana, ao almoço, poderá ainda usufruir do chamado menu do dia, com três opções diárias diferentes, bem como de um serviço de take away, maioritariamente de grelhados, bastante apreciado pelos clientes. José Fernandes conta com uma equipa fixa de seis colaboradores, embora este número aumente em alturas de maior afluência como aos fins de semana ou quando se realizam eventos. “Somos bastante procurados para jantares de grupos, aniversários, primeiras comunhões, festas de natal, ou seja, eventos não muito grandes de forma a que possamos garantir o máximo conforto e qualidade”, salienta o empresário. “A qualidade nunca pode ser descurada” Questionado acerca do futuro do projeto, José Fernandes garante que continuará a apostar na modernização do restaurante, dotando-o de cada vez mais requinte. “OTerraço dos Petiscos é já visto como um espaço onde as pessoas têm a melhor qualidade gastronómica, num espaço agradável e aconchegante. Para além das três salas, temos um terraço muito convidativo para as próximas noites quentes de verão. No entanto, não queremos ficar por aqui. Pretendemos continuar a proporcionar o melhor a quem nos visita e, posteriormente, aumentar a nossa equipa”, confessa. José Fernandes deixa ainda um convite aos leitores da Portugal em Destaque para que visitem o Terraço dos Petiscos e comprovem PORTUGAL EM DESTAQUE | 87


“QUERO PROPORCIONAR MOMENTOS E NÃO SÓ SERVIR REFEIÇÕES” Se estiver em Esposende e quiser deliciar-se com iguarias únicas e exclusivas, já sabe, marque o seu encontro no X-Praça. Quirino Correio é o cérebro criativo do cardápio e Rita Ferreira põe em prática os sonhos e as idealizações gastronómicas do seu sócio, no negócio e na vida. Quirino e Rita contaram-nos tudo sobre as inesquecíveis e requintadas propostas gastronómicas e os seus planos de futuro. X-PRAÇA Rita e Quirino idealizaram um espaço que há muito queriam e, em 2013, concretizaram-no, pensando em todos os pormenores, desde da decoração até ao cardápio, que é renovado a cada seis meses. Mais do que um espaço, o X-Praça pretende ficar na memória do paladar dos clientes. Com tantas boas propostas a dificuldade está na escolha. Comecemos pelo pequeno almoço, “a torrada com compota, a tosta de queijo das Marinhas, um queijo premiado a nível mundial, ou com a manteiga das marinhas”, como sugere Quirino Correia. Já ao almoço ou ao jantar, merece destaque o Prego das Marinhas, o prato mais procurado, assim como a Massa com Marisco. Tudo bem regado com “sangria de espuman-

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te de maracujá ou de frutos vermelhos, ao copo ou ao jarro. Vinhos a copo, contam com 16 marcas diferentes, entre brancos e tintos. Além das 33 marcas diferentes de cervejas, o gin é o nosso ex libris, e todos os dias temos sempre sumos naturais de ananás com hortelã, melancia, romã…” como acrescenta o proprietário. Mas a cereja no topo do bolo são mesmo os hambúrgueres artesanais! Aquando da nossa entrevista, o X-Praça ingressava a Rota do Hambúrgueres Hellman’s! Para sobremesa não podem perder o “cheesecake de frutos vermelhos, a tarte de lima, o bolo de mousse de chocolate e o bolo de Ferrero Rocher, todos eles acompanhados com um bola de gelado de lima. Por vezes ‘brincamos’, alterando o cheesecake com uma bola de gelado de manga com calda de chocolate e dá para salivar um bocadinho mais. O bolo de chocolate negro húmido, com gelado e tarte de lima, é ótimo nesta altura do verão, assim como a mousse de manga com frutos vermelhos naturais. Não posso esquecer de referir o folhado de maçã polvilhado com canela e uma bola de gelado de baunilha.” A novidade deste ano é de prova obrigatória, “um mojito com rum envelhecido e hortelã bem macerada que faz a diferença”. Para o jovem casal, mais do que servir refeições, o que os motiva é “proporcionar momentos extre-

mamente agradáveis. O que as pessoas experienciam no nosso espaço é muito mais importante que tudo o resto”, afirma Quirino Correia. Quando pensaram em avançar para o X-Praça sabiam bem o que pretendiam: “fazer um snack aprimorado, algo diferente. Não queríamos fazer o tradicional cachorro, francesinha, mas recriarmos, com uma apresentação apelativa, tentando mudar sabores, com um toque mais moderno do que é habitual”, como nos conta Rita Ferreira. Quanto à inspiração para o nome, X-Praça, Rita Ferreira explica que “o X marca o local e o nome Praça porque fica na mesma. As pessoas podem-se esquecer que é praça, mas é sempre o X. Foi e continua a ser o ponto de encontro de muita gente”. Quase a finalizar a conversa falam-nos dos maiores desafios que enfrentaram, desde 2013, e entre eles esteve a necessidade de perceber o que os clientes procuram: “ir ao encontro daquilo que nos vão pedindo, por isso, criámos também opções para vegetarianos: saladas, bruschetta de cherry com brie e rúcula, omolete vegetariana, tentamos ir ao encontro de todos, sem perder a nossa identidade”, completa Quirino Correia. Quanto aos projetos de futuro, “temos um outro X em mente que, por enquanto está em preparação apenas no papel. E gostaríamos de o abrir no próximo ano, em março, algures por aí”.


“ALIAMOS A TRADIÇÃO COM A INOVAÇÃO PARA CRIARMOS AS MAIS BELAS ILUMINAÇÕES” Ricardo e Rui Castro são irmãos e gerentes da Bernardino Castro – Serviços Festivos Lda, quase há duas décadas. Um negócio que começou nos anos 60 pela mão do seu pai, e que inspirou o nome da empresa, acabando por ser uma homenagem ao patriarca da família. Hoje Ricardo Castro recorda o passado, fala do presente e traça o futuro. BERNARDINO CASTRO - SERVIÇOS FESTIVOS LDA. Como é que tudo começou? Começou por ser um negócio de final de semana do meu pai, desde os anos 60 até ao início dos anos 90, nas festas de aldeia. Quando chegou altura de eu e o meu irmão assumirmos o comando, houve um momento de transição e em 2000 ficamos na liderança, mas o nosso pai está sempre connosco. Ele tem 74 anos, mas ainda nos ajuda bastante.

as nossas equipas nas ruas fazerem a colocação exterior. Que género de clientes têm? Os clientes que nós temos, de hoje em dia, são principalmente as Juntas de Freguesias e as Câmaras Municipais. Nos últimos anos, a empresa cresceu muito e atingiu outra dimensão. O meu pai era mais direcionado para as festas mais pequenas, de aldeia.

Qual é o vosso lema de ação? Aliamos a tradição com a inovação para criarmos as mais belas iluminações. A sua equipa é formada por quantas pessoas? Pouco mais de duas dezenas de funcionários.

O porquê deste nome? Quando eu e o meu irmão decidimos registar o negócio não podíamos colocar o nome de família, Castro. Decidimos colocar o nome do meu pai. Então a designação social da empresa ficou Bernardino Castro – Serviços Festivos Lda. O Logótipo é B Castro. Que serviços e produtos os seus clientes encontram na B Castro Iluminações? Temos a parte da montagem de palcos, mas não é uma das nossas apostas, é mais para uma pequena festa e acaba por ser um serviço complementar e mais competitivo. O nosso forte acaba por ser a iluminação decorativa, para festas e romarias, assim como a iluminação de Natal. O meu irmão está na área de design, na parte criativa, e eu na parte comercial. Nós criamos os desenhos, temos serralharia própria, compramos os materiais, uns importados outros aos revendedores aqui do mercado, e fazemos a montagem das peças na parte da oficina, aí são preparados para depois

para a zona da Galiza e Angola, mas já tenho trabalho com os meus clientes e o dinheiro não é tudo na vida. Quando vou é para ficar e quero servir bem os meus clientes, quero que fiquem satisfeitos e que gostem de trabalhar connosco.

Qual foi a maior obra/festa que fizeram até hoje? A maior festa deverá ser a Festa das Cruzes de Barcelos. No entanto, a de Santo Tirso também é significativa.

Embora ainda faça isso e trabalhe muito com esse género de cliente, porque tenho clientes de há 20/30 anos atrás e que ano após ano contam connosco. Há uma base de confiança. Às vezes clientes particulares, mas muito poucos. Quais foram os locais onde já solicitaram os vossos serviços? Hoje em dia já fazemos trabalhos no país inteiro de norte a sul. A nível internacional já tive alguns convites, nomeadamente

Ao longo do ano, quais são os momentos do ano onde o trabalho é mais intenso? Nós acabamos por trabalhar todo o ano, mas os meses de verão, das festas religiosas por excelência, são os que nos ocupam mais. No final de novembro também há bastante trabalho, pois começamos a preparar e a montar as iluminações de Natal. Quais são os próximos passos? Neste ramo não tenho muitas mais ambições para além das que tenho no momento. O meu objetivo é fazer coisas novas, inovar, mas mantendo e estabilizando a empresa. Gosto de dar passos seguros.

Loteamento da Gandra, 21 Silvares Guimarães 4810-466 Portugal Telefone 253 511 240 Telemóvel 966 863 844 www.bcastro.pt

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BRAGA CAPITAL DO MINHO Fundada pelos romanos há mais de 2000 anos, com o nome Bracara Augusta, é uma das cidades mais antigas de Portugal e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo. Braga encontra-se no norte de Portugal. É a terceira maior cidade do país e é considerada a Capital do Minho. Conhecida pelas suas igrejas e monumentos, artesanato, tradições e festividades, não falta o que visitar na cidade de Braga. É, também, chamada por “Cidade dos Arcebispos e dos Três Sacro-Montes”, isto porque os santuários situam-se a Sudeste da cidade numa cadeia montanhosa e são, pela ordem de este a sul, o Bom Jesus, Sameiro e a Falperra, locais a conhecer. Com uma enorme riqueza patrimonial, Braga apresenta uma enorme beleza que alia a tradição à inovação, a memória à juventude e a criatividade ao conservadorismo. Um registo de viagem no tempo dentro da modernidade. Cidade de espírito jovem, vive de mãos dadas com o empreendedorismo em áreas tão importantes como a cultura, comércio, gastronomia, indústria e serviços.

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ELEGÂNCIA E REQUINTE DE SABORES Explosão de cores sobre a mesa e de sabores no paladar são apenas duas das surpresas que pode contar ao deslocar-se ao Restaurante Mike Sparken, em Braga. Esmeralda Miranda Poberejsky e Nicolas Poberejsky, querendo prestar uma homenagem póstuma ao marido e pai, decidiram criar um espaço decorado com fotografias, do espólio pessoal da proprietária e do próprio Mike Sparken, que recordam as vitórias e troféus que conquistou nas provas de Fórmula 1 que o marido participou nos anos 50. RESTAURANTE MIKE SPARKEN

EQUIPA

Mike Sparken, pseudónimo de Michel Poberejsky, participou em várias provas internacionais, como as 24 horas de Le Mans e foi membro do Club Internacional des Anciens Pilots Grand Prix F1. O nome Mike Sparken está atualmente associado e apoia o piloto bracarense José Rodrigues que já participou no TCR alemão, no European Tour Car Cup e este ano no FIA TCR e no TCR Itália. Esmeralda Miranda Poberejsky criou o Restaurante Mike Sparken para recordar a lenda que este piloto foi e é a homenagem de quem quer manter a sua memória viva. Toda esta envolvência é recordada com emoção, carinho e muita saudade pela nossa interlocutora e remete-nos até ao lema criado para o Restaurante Mike Sparken: ‘where the story begins’. “Foi quando tudo começou, as viagens, as provas, os amigos e as aventuras pelo mundo foram experiências que quis trazer e apresentar aos nossos clientes”, recorda Esmeralda Miranda Poberejsky. Pautado pela atenção prestada ao detalhe, tudo foi pensado e decorado para que “as pessoas se sintam bem, relaxadas, para que possam circular pelo espaço e apreciar as 92 | PORTUGAL EM DESTAQUE

fotografias que queremos partilhar com elas”. Os guardanapos cuidadosamente dobrados com o nome Mike Sparken bordado e os pratos servidos em louça, maioritariamente Bordallo Pinheiro, afinam o requinte com que os alimentos são preparados antes de serem colocados na mesa. A simbiose entre as cozinhas portuguesa, francesa e italiana, combinadas com mini legumes como cenouras, espargos, courgettes, tomates, milho e cogumelos. As ervas aromáticas contribuem igualmente para os sabores de excelência desta casa, sendo algumas cultivadas em casa da anfitriã apuram os sentidos e levam-nos a dimensões

e sabores finamente combinados. A carne barrosã “tem caraterísticas que correspondem à qualidade e sabor que queremos servir”, bem como o bacalhau da Islândia, “o único que servimos no Restaurante Mike Sparken”. Os acompanhamentos são escolhidos pelo cliente, pois “não queremos impor uma ementa fechada. Apresentamos os acompanhamentos do dia que vão desde os mini legumes ou batatas, passando pelo arroz selvagem ou basmati. Para além disso, oferecemos sempre um aperitivo, gostamos de brindar os nossos clientes com surpresas cuidadosamente preparadas pelo Chef Ricardo Nuno”, esclarece Esmeralda Miranda. As entradas variam entre o carpaccio, tábua de charcutaria ou de queijos, salada de cogumelos com queijo parmesão, salmão com ovas do mesmo em cama de molho tártaro são algumas das sugestões apresentadas. A carta de vinhos prima pela variedade, como refere Esmeralda Miranda Poberejsky. “A nossa carta de vinhos vai de encontro ao gosto do cliente mais exigente e conhecedor, como da pessoa que simplesmente quer um bom vinho e apreciar um prato que surpreenda o palato e tem impacto visual”. Vinhos nacionais, franceses, italianos e espanhóis, brancos, tintos, espumante ou champanhe “a lista é rica e variada”, refere, com orgulho, a proprietária e gerente. Ricardo Nuno, o chef que acompanha Esmeralda Miranda Poberejsky desde que esta decidiu criar o Restaurante Mike Sparken, esclarece que Braga “não tem nenhuma oferta gastronómica com a qualidade e criatividade que esta casa oferece. A ementa é elaborada em conjunto com Esmeralda Miranda e é o próprio que escolhe os legumes, as carnes, as frutas, o azeite e demais ingredientes essenciais para a confeção dos pratos”. Apesar de “sermos um restaurante que trabalho com produtos gourmet, preocupamo-nos com as quantidades servidas e em apresentar um preço justo. Queremos que os nossos clientes saiam satisfeitos”, remata Ricardo Nuno. As sobremesas são pensadas elaboradas “de forma a não serem demasiado doces e pesadas. Servimos refeições saudáveis, com propostas que passam pelo vegetariano e vegan e apresentamos uma carta de vinhos que se enquadra nestes parâmetros. O meu objetivo e do Nicola Poberejsky é, para além de homenagear Mike Sparken, manter a sua memória viva para as gerações seguintes e proporcionar momentos de prazer ao degustarem refeições preparadas com inspiração nas cozinhas portuguesa, francesa e italiana. Fica o convite para visitarem o Restaurante Mike Sparken, em Braga”, conclui Esmeralda Miranda Poberejsky.


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EXPERIÊNCIA COMPROVADA NO SETOR DO MOBILIÁRIO

RUI, JOSÉ FERREIRA E CRISPIM PINTO

Const it uída em meados de 2016, a CoziMob é uma empresa reconhecida na área do mobiliário, cozinhas, carpintaria e decoração de interiores devido ao know-how acumulado de mais de três décadas. A rápida capacidade de resposta e a qualidade do serviço prestado são as características que mais evidenciam o trabalho da empresa constituída por Rui Pinto e Crispim Pinto.

COZIMOB A CoziMob é uma empresa de raiz familiar, que conta com mais de três décadas ligadas ao manuseamento da madeira. Desde muito novos que Rui e Crispim Pinto tomaram o pulso a este setor de atividade, que começou com o pai. Hoje, são os irmãos que assumem as rédeas do negócio, tendo constituído a empresa há cerca de dois anos. “Inicialmente dedicávamo-nos ao trabalho da madeira, mais propriamente fabrico de mobiliário para venda nas feiras, mas há cerca de 15 anos foi necessário adaptarmo-nos às solicitações dos clientes e às mutações do mercado introduzindo novos materiais e implementando novas áreas de negócio, mais propriamente, cozinhas e decoração de interiores”, explica Rui Pinto. Atualmente, a CoziMob oferece um vasto leque de serviços, proporcionando aos seus

clientes espaços chave-na-mão. “O cliente apresenta o projeto ou o mesmo é desenvolvido por nós. A partir daí facultamos o orçamento, sendo que contemplamos toda a logística da obra, desde design, carpintaria, eletricidade, mobiliário e decoração de interior”, revela Crispim Pinto. Neste setor, o cliente preocupa-se cada vez mais com o design e a estética, procura novos materiais, como as madeiras exóticas e derivados, nomeadamente contraplacados, MDF’s, melamina ou lacados. Sediada em Braga, a CoziMob atua no mercado nacional, mas também está presente no mercado externo, nomeadamente em França, onde tem desenvolvido diversas obras a nível particular e empresarial. “Em Portugal o setor da reabilitação urbana tem vindo a crescer e estamos a trabalhar bastante na requalificação de espaços para

MOBILIÁRIO, COZINHAS, CARPINTARIA E DECORAÇÃO DE INTERIORES 962 325 845 / 965 408 126 / facebook.com/cozimob Rua Dr. Manuel Adolfo Marinho Moreira, N.º 29 - Tebosa, Braga 94 | PORTUGAL EM DESTAQUE

habitação. Por outro lado, temos vindo a executar diversas obras de cariz empresarial e comercial em França, mais especificamente, em Paris”, revela Rui Pinto. “Estamos preparados para acompanhar e concretizar a obra fora de portas. Aliás, o que nos distingue é a nossa capacidade de resposta, pois os clientes sabem que podem contar connosco, para além de que primamos pela inovação e qualidade dos nossos produtos”, salienta Crispim Pinto. Com uma equipa composta por cinco colaboradores, Rui e Crispim Pinto destacam o trabalho em equipa e o acompanhamento permanente das tendências do mercado. Quanto ao futuro, as principais expectativas dos sócios prendem-se com a solidificação da CoziMob no mercado, através da fidelização de novos clientes e a abertura de novos mercados.


MILETO DÁ LUZ À SUA VIDA

ELISETE DUARTE

Sempre atenta às inovações e tendências do mercado da iluminação, a Mileto oferece uma gama de produtos e soluções únicas por forma a dar resposta às necessidades de cada cliente. Localizada em Braga, esta loja é gerida por Elisete Duarte, com quem estivemos à conversa para esta edição da Portugal em Destaque. A nossa entrevistada é formada em Marketing, possui uma especialização na área da iluminação e outra na área de gestão de empresas. A paixão por esta área já vem de família e foi o mote para Elisete Duarte arriscar por conta própria, surgindo assim a Mileto Light Design (nome inspirado no filósofo e matemático Tales de Mileto). Esta loja abriu portas há um ano e é já uma referência no que ao setor da iluminação diz respeito. As parcerias efetuadas bem como as marcas que representa são o garante da qualidade que ali é exercida diariamente. “Todos os dias há novidades, marcas que apostam em produtos inovadores e há também essa procura por parte do cliente que cada vez mais se interessa por produtos distintos, com design requintado”, explicou-nos a nossa entrevistada. As marcas italianas e espanholas são as mais reconhecidas, no entanto, nesta loja estão representadas marcas de vários países estrangeiros, bem como marcas nacionais. “As marcas portuguesas apostam mais na iluminação técnica, em detrimento da iluminação decorativa, uma

MILETO vez que as que seguem por esse caminho (artigos de iluminação decorativos) trabalham maioritariamente com mercados como a Rússia e o Dubai”, deu-nos conta. Esta loja bracarense dispõe do conhecimento e experiência da sua equipa por forma a propor aos seus clientes produtos diferentes, dotados da mais avançada tecnologia, apresentando elevados níveis de eficiência energética. “Vivemos uma era em que é reconhecida a importância da iluminação nos diversos espaços. Luz é vida e, para além disso, funciona como um complemento à decoração existente. Nota-se, também, a aposta na iluminação LED, o que demonstra uma maior preocupação com a eficiência dos produtos”. Iluminação ainda em obra Também as novas técnicas e produtos de iluminação exigem novas abordagens: “as pessoas já começam a procurar-nos, juntamente com os arquitetos, ainda em fase de construção por forma a escolher uma iluminação adequada para os seus espaços. Alguns artigos (em gesso, por exemplo) são aplicados ao mesmo tempo que o gesso cartonado, o que requer também uma análise prévia”, revelou a empresária. Nesse seguimento, a própria Mileto já possui uma parceria com um gabinete de arquitetura que permite desenvolver projetos chave-na-mão para os interessados. “É um serviço que engloba as várias especialidades, tendo por inspiração os desejos e as vivências de cada cliente”, esclareceu. Responsável pela mais recente alteração da iluminação do Mosteiro de Paço de Sousa (em Penafiel), a Mileto pretende continuar a crescer e a obter cada vez mais reconhecimento pelo trabalho que executa. A criação de luminárias próprias também é um objetivo para esta loja que promete ainda dar muito que falar.


INOVAR NO DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES PARA GESTÃO LABORATORIAL E PARA INTEGRAÇÃO E GESTÃO DE RESULTADOS ANALÍTICOS Fundada em 1999, a Inelcis - informática e eletrónica circuitos e sistemas, Lda tem uma carteira de clientes estimada em duas dezenas de laboratórios. Nuno Antunes, CEO, esteve à conversa com a Portugal em Destaque e fez uma reflexão sobre o passado e o presente, desvendado alguns projetos para o futuro. INELCIS Para contextualizar os nossos leitores, explique-nos como surgiu este projeto. Em 1999, quatro colegas e eu trabalhávamos juntos numa empresa de desenvolvimento que fechou e na sequência disso resolvemos formar esta empresa. Numa primeira fase, a nossa atividade principal começou por se situar na área da eletrónica e a ideia consistia em sermos uma equipa que apoiava as empresas na transferência de tecnologia, implementando projetos de desenvolvimento por medida. Após seis anos, já numa segunda fase, deu-se uma reviravolta completa na nossa área de atuação. Uma empresa da região, que pertence a um grupo empresarial do Estado, e que atua no setor da água, lançou-nos o desafio de avançarmos com um projeto de apoio e desenvolvimento de um software de gestão de dados laboratoriais para o seu Laboratório interno. Aceitámos o desafio. A partir daí, o crescimento foi notório. Nos dois anos seguintes já prestávamos serviços da mesma natureza em Coimbra, Lisboa, Oeiras e geríamos sete sistemas de gestão laboratorial idênticos desenvolvidos inhouse. A propriedade intelectual é nossa e tem vindo a crescer, sempre complementada com aquilo que os laboratórios identificam como necessidades para melhorarem os seus processos internos. Porquê o nome Inelcis®? Este nome tem uma história engraçada. Não era o nome que tínhamos escolhido. 96 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Em 1999, quando formámos a empresa, tínhamos cinco ou seis nomes pré-definidos, mas não pudemos usar nenhum. Assim, tivemos de construir um nome naquele instante. Guiámo-nos por aquilo que queríamos fazer na altura: ter uma empresa que pudesse desenvolver e apoiar as empresas na transferência de tecnologia, nas áreas de informática e eletrónica. Surgiu então o nome que permitiu realizar uma combinação de acordo com as nossas pretensões à data: In - Informática, El – Eletrónica, CI -Circuitos e S – Sistemas. O Medical & Laboratory Information Systems é um acrónimo recente, para identificar melhor aquilo que fazemos atualmente. Quantas marcas tem a empresa? Para além da marca Inelcis®, temos a marca Inlablims®, a qual identifica a Solução criada por nós para Gestão e Integração Laboratorial. Ao abrigo desta marca temos um conjunto de produtos e soluções que podem operar, não só de forma individual, mas também de forma conjunta para permitir soluções globais mais completas. Criámos também recentemente uma marca que se chama H2Online®, sob a qual estamos a trabalhar um conjunto de projetos, que esperamos possam vir a ser apoiados pelo Portugal 2020. O objetivo consiste em construir e disponibilizar um conjunto de plataformas informáticas que possam ser amplamente usadas, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Soluções de Gestão e Integração Laboratorial:


Que tipo de clientes vos procuram? Os nossos clientes são exclusivamente empresariais. São essencialmente: laboratórios, empresas que possuem laboratórios ou entidades que possuem necessidade de soluções para gestão de dados e resultados analíticos. Todos têm necessidade de realizar e/ou gerir análises de águas, alimentos, solos agrícolas, entre outras. Possuímos também clientes na área de anatomia patológica, para a qual temos uma solução que, além de toda a gestão laboratorial, permite realizar todo o controlo de faturação de forma simplificada e automatizada, dando uma resposta completa à emissão de faturas de acordo com os diversos subsistemas de saúde, incluindo seguradoras. Esta solução permite ainda realizar a faturação em laboratórios convencionados com o Serviço Nacional de Saúde de acordo com todos os requisitos de faturação estabelecidos pela ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde). Os nossos clientes adquirem as nossas soluções de gestão laboratorial, utilizam-nas na sua organização e colaboram connosco no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e na introdução de melhorias nas soluções já existentes. O que vos diferencia no mercado? O que nos diferencia é a capacidade que a empresa tem de prestar serviços de forma totalmente integrada com os seus clientes, percebendo as suas dificuldades e apontando soluções, num percurso conjunto de melhoria contínua.

sido convidados no final a integrarem esses quadros. Atualmente estamos a promover mais dois estágios profissionais com o objetivo de aumentar o número de colaboradores e queremos manter a realização regular deste tipo de estágios tendo em vista o crescimento da empresa. Estamos a trabalhar no sentido de conseguir alavancar mais a empresa, sempre em busca de novas soluções e novos produtos para podermos crescer e tornarmo-nos mais competitivos. Por onde passa o futuro da Inelcis? Passa por construir um conjunto de plataformas informáticas que possam fornecer vários serviços aos nossos clientes, sejam empresas ou particulares. Estas plataformas permitirão fornecer um conjunto de serviços que se complementam entre si. Temos a ambição de que as mesmas possam ser utilizadas, não só em Portugal, mas também em todo o mundo. Que convite faz às pessoas e entidades que não vos conhecem, mas que poderão tornar-se vossos futuros clientes? Basicamente, ousem desafiar-nos. Coloquem o desafio em cima da mesa, reúnam connosco, deixem-nos perceber quais são as suas necessidades e nós propomos-lhe a solução, nunca perdendo de vista a identidade e a especificidade de cada entidade.

Qual foi a solução mais desafiadora até hoje? A solução mais desafiadora foi sem dúvida quando tivemos de substituir integralmente, incluindo a migração completa do histórico de resultados e informação analítica, o software existente num laboratório pela nossa solução de software, a qual é totalmente concebida e desenvolvida por nós. Penso que foi um dos marcos mais importantes da empresa pois o facto de termos vencido esse desafio contribuiu para aumentar a confiança na Inelcis® por parte dos seus clientes. Qual é o vosso lema de ação? Acho que o termo ‘parceria’ identificaria tudo. Queremos ser um parceiro importante dos nossos clientes, no qual eles depositam total confiança, sabendo que contam sempre com o nosso rigor e transparência de atuação. Referiu anteriormente que existem dois momentos que marcaram a empresa: em 1999 a fundação da Inelcis® e em 2007 quando o Nuno Antunes assumiu a liderança da empresa. Posto isto, como descreve a evolução da Inelcis desde 2007? A partir de 2007, e até hoje, começou a haver um crescimento sustentável, apesar de continuarmos a ser uma microempresa. Neste momento, trabalhamos com cerca de 20 entidades e contamos com cinco colaboradores no quadro da empresa, três dos quais realizaram estágios profissionais na Inelcis®, tendo

Os nossos produtos: Rua Inácio José Peixoto, 145 1ºTrás 4700-431 BRAGA (+351) 253 265 276 geral@inelcis.pt www.inelcis.pt

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AGÊNCIA DS CRÉDITO E DS SEGUROS BRAGA NORTE CADA VEZ MAIS FORTE Aberto ao público desde setembro do ano passado, o balcão DS Seguros Braga Norte é já uma referência no concelho. Fábio Rodrigues e Ricardo Machado são os responsáveis por este novo projeto que, embora recente, já apresenta novidades. DS CRÉDITO E DS SEGUROS BRAGA NORTE São jovens, empreendedores e trabalhavam na área financeira (contabilidade e gestão) antes de se aventurarem no ramo dos seguros. Juntaram-se ao grupo Decisões e Soluções por ser “um grupo com credibilidade no mercado” e assim decidiram “agarrar a oportunidade”, lançando-se por conta própria. Dois conceitos num só balcão Esta nova agência pretende assumir-se como um complemento no setor da intermediação de crédito e seguros, distinguindo-se pelo amplo leque de serviços disponibilizados e pelo atendimento prestado por toda a equipa. “A nossa estratégia passa pelo cliente particular, porque é um mercado muito menos assegurado, nomeadamente no que diz respeito ao Seguro Vida Crédito Habitação”. Nesse sentido, a DS Seguros Braga Norte passará a ser, também,

FÁBIO RODRIGUES E RICARDO MACHADO

DS Crédito. “Esta vertente vai permitir-nos prestar um serviço mais completo que assegurará uma boa poupança para o cliente”, explicaram os nossos entrevistados. “A verdade é que percebemos que existia um negócio que nos passava pela loja todos os dias e que nós não conseguíamos dar-lhe resposta, ou seja, muitos clientes apresentavam um seguro de vida muito alto, que nós facilmente conseguiríamos reduzir para metade, mas que não o podíamos fazer. O que acontecia era que o cliente, ao retirar o seguro de vida do banco, levantava algumas complicações, nomeadamente com aumentos de spread e afins. Assim, se nós conseguirmos trabalhar também o crédito, nomeadamente a transferência do crédito à habitação, nós conseguimos poupar dinheiro ao cliente de várias formas: baixamos o spread e tiramos os seguros. Recentemente, conseguimos com que um cliente poupasse, no total, cerca de 70 mil euros”, assumiram os mediadores. Fábio Rodrigues e Ricardo Machado não se encontram focados apenas no crédito habitação. Assim, serviços como crédito pes98 | PORTUGAL EM DESTAQUE

soal, consolidado, empresarial e automóvel também são por eles executados. “Garantimos todo o mercado o que é muito vantajoso para o público, com a nuance de que prestamos todo este aconselhamento e orientamos todo o processo sem qualquer encargo para o cliente”. Esta loja trabalha com cerca de 80 por cento das marcas de seguros representativas do mercado nacional e internacional e, no que ao crédito diz respeito, “trabalhamos com quase todos os bancos a nível nacional, mas contamos a curto, poder contar com a plenitude do mercado”. A mediação de seguros em Portugal Para os nossos interlocutores, não existe uma especificidade no cliente de Braga, mas sim no cliente português. “A dificuldade que sentimos diariamente é a mesma que é sentida pelos nossos colegas de norte a sul do país. Ou seja, em Portugal ainda se pensa que os seguros se fazem, apenas, quando é obrigatório, como o automóvel por exemplo. Não é cultivada a ideia de que podemos salvaguardar capitais para qualquer imprevisto ou infortúnio. Infelizmente o cliente português procura preço e, nem tanto, qualidade (neste caso, coberturas)”, lamentaram, ao mesmo tempo que alertaram para a importância da profissionalização do papel do mediador de seguros. “Achamos que a credibilidade dos mediadores foi, até há bem pouco tempo, muito pouca, por causa de ser uma profissão em part-time. Nós queremos alterar esse paradigma e, por isso, fazemos disto a nossa única profissão”, reiteraram. Com uma equipa de quatro consultores a trabalhar neste projeto, os sócios Fábio Rodrigues e Ricardo Machado pretendem, agora, começar a trabalhar muito mais a imagem da sua loja, apostando no marketing digital: “queremos criar páginas de apoio e consultoria na internet, onde as pessoas poderão colocar-nos as suas dúvidas e usufruir das nossas recomendações muito mais facilmente”, finalizaram.


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PONHA UM PONTO FINAL NO SEU PROBLEMA A Ponto 25 Informática surgiu no mercado nacional em meados de 1997 (tem, portanto, 21 anos de existência) e tem vindo a demonstrar significativos resultados no que concerne à aceitação dos seus produtos junto das empresas. Alexandre Lobo (fundador/ CEO) e Vânia Lima (marketing) foram os porta-vozes desta empresa para a nossa edição deste mês. PONTO 25

Alexandre Lobo é fruto da prestigiada Universidade do Minho, onde veio tirar o seu curso nos anos 90, como muitos outros jovens. Acabou por ficar na cidade de Braga, onde decidiu investir por conta própria, sem capital, mas com muita ambição, num negócio especializado no desenvolvimento de soluções informáticas para as PME´s.

mas sim da subscrição de um serviço: “desta forma, nós conseguimos garantir todas as atualizações, ao mesmo tempo, para todos os utilizadores. Também é possível personalizar algumas funcionalidades de acordo com as necessidades dos mesmos”, avançou Alexandre Lobo. “Esta proximidade com o cliente tem sido muito positiva porque nos permite garantir a qualidade do atendimento e do produto. Por outro lado, também conseguimos ter um feedback imediato acerca do nosso serviço, o que nos permite melhorar mais rapidamente”, acrescentou Vânia Lima.

1997-2018: a evolução do mercado e da Ponto 25 Em 1997, quando surgiu a empresa, a novidade era respeitante às soluções Windows. Assim, o nosso entrevistado procurava desenvolver soluções para Evolução a área de gestão, contínua das apostando em soluções alguns nichos de A missão da mercado especíPonto 25 é ficos. Na altura, VÂNIA LIMA E ALEXANDRE LOBO potenciar o a Ponto 25 tranegócio dos balhava essencialmente em parceria com revendedores seus clientes, através do desenvolvimento que comercializavam os produtos por ela de software e da utilização de tecnologias concebidos, realidade essa que foi alterada de informação interativas: “este é um sercom o aparecimento das soluções cloud (em viço cada vez mais essencial para as em2010). Atualmente, o software está online, presas. Ter uma boa ferramenta de gestão disponível para qualquer cliente, não ne- é uma forma de as tornar mais eficientes, cessitando de instalações, servidores, cópias mantendo-as atualizadas, em tempo real, de segurança ou deslocações de técnicos. sobre as mais diversas especificidades do Já não se trata da compra de uma licença, seu negócio, poupando-lhes tempo e di-

Morada Rua Augusto Veloso, 215 4705-082 Braga | Portugal Email | Web ponto25@ponto25.pt www.ponto25.pt Telefone Tel: +351 253 265 899 100 | PORTUGAL EM DESTAQUE

nheiro”, esclareceu. Atentos às exigências de cada mercado, a Ponto 25 dota as suas aplicações standard com configurações de gestão específicas, permitindo uma fácil adaptação às características e necessidades dos negócios. “Na cloud temos o marvin (um software mais genérico) e temos outros para áreas específicas como o domvsweb (gestão imobiliária), o ourivesweb (gestão de ourivesarias), falperraweb (gestão de oficinas) e o opticalweb (gestão de óticas). Para vos dar um exemplo, o ourivesweb trata os dados desde a venda ao público até à gestão do stock, passando pela gestão de usados, reparações, fabricantes e catálogos online”, enumerou o empresário. A Ponto 25 assume-se como uma pequena empresa que aproveita a vantagem de “ser mais rápida a desenvolver soluções e a ir ao encontro do que os clientes pretendem, sendo muitas vezes pioneira, como é o caso do opticalweb - a primeira solução online para o ramo das óticas”. “As empresas maiores são mais resistentes à mudança enquanto nós vivemos da inovação. Por isso, tencionamos continuar a apostar em nichos e áreas específicas, com novas soluções para cada uma delas. Queremos aproveitar a experiência que já temos para nos diferenciarmos da oferta existente no mercado”. A aposta no desenvolvimento de soluções para diversas áreas de atividade é um ponto diferenciador da Ponto 25, tornando-a, atualmente, numa empresa de referência. Com forte presença no mercado nacional, a internacionalização da Ponto 25 tem sido uma consequência natural da sua implantação. “Neste momento contamos com clientes em Moçambique e Angola, no ramo automóvel, Brasil, com soluções de gestão genéricas, Espanha com soluções online e na Polónia com soluções específicas de gestão”, finaliza Vânia Lima.


QUALIDADE E INOVAÇÃO COMO CHAVE DO SUCESSO FIRSTBIKE

LUÍS COSTA

Luís Costa é o mentor da Firstbike desde que, há 10 anos, se tornou o sócio gestor da empresa onde entrou como funcionário. Com uma equipa polivalente, especializada e com um grande enfoque em prestar o melhor atendimento, serviço e aconselhamento aos seus clientes, a FirstBike representa marcas de bicicletas, de componentes e acessórios de prestígio nacional e internacional. Atualmente, a empresa divide-se em três espaços comerciais e de assistência, localizados nas cidades de Braga e Cascais e na freguesia de Marinhais, em Salvaterra de Magos. Luís Costa começou o seu percurso profissional como funcionário desta loja de bicicletas com apenas 20 anos e agarrou a oportunidade de entrar na sociedade da empresa no momento em que lha foi proposta. Passados oito anos, o empresário adquiriu a totalidade da empresa, nascendo a FirstBike. “Desde o início que dediquei muito esforço e trabalho neste projeto. Hoje temos como principal core business o comércio de bicicletas e acessórios desportivos. Paralelamente somos o pilar de distribuição de diferentes marcas a nível nacional, através dos nossos três

pontos de venda”, recorda Luís Costa. Fundada em 2008, a FirstBike assume-se como uma empresa de referência no mercado da comercialização de bicicletas, ao proporcionar um conjunto de serviços completo, desde a oficina - reparação e preparação do equipamento à medida do cliente, até ao acompanhamento pós-venda. A aposta em marcas de excelência é outra das mais-valias da FirstBike, como nos conta o empresário. “Somos representantes da Focus Bike, uma marca alemã de elevada qualidade. Recentemente adquirimos a re-

presentação da Santa Cruz, uma marca elitista, vocacionada para a montanha. Acima de tudo apostamos no stock, que nos garante uma oferta abrangente no mercado”. A par com estas marcas de salientar ainda a representação de Cervélo, Cipollini, MMR, Mavic, Black Jack, Giro Bell, Shimano, Speedplay, 3T Cycling, Dexshell, Bikeshield, Alligator, Joe’s no Flats, RSP e DMT Shoes. A biomecânica é outra das áreas a destacar na empresa, que através de parcerias, ajusta a bicicleta ao perfil do cliente, que procure conforto e comodidade. Tendo como um dos objetivos potenciar a prática de desporto e o bem-estar, a FirstBike é patrocinadora oficial da alta competição, como nos refere Luís Costa. “Apoiamos a equipa de BTT com mais títulos a nível nacional. Por outro lado, representamos a Boavista e a Efapel no ciclismo profissional de estrada”. A olhar para o futuro, Luís Costa revela que até ao final do ano será lançado uma nova plataforma online, “que irá criar uma relação de proximidade com o cliente, prestando todo o tipo de informações sobre os produtos”. A construção das novas instalações é outro dos projetos para o futuro, com “uma estrutura preparada e ajustada às necessidades dos clientes e que irá englobar serviços inovadores. Iremos incorporar um bikecafé junto à loja. Por outro lado, queremos alavancar o turismo, organizando periodicamente passeios de bicicleta com percursos em estrada, urbano e BTT”, conclui o gestor Luís Costa.

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NATÁLIA E CARLOS JANTARADA

ENERGIA EM MOVIMENTO LOGBATIND, LDA.

A Logbatind, Lda, iniciou a sua atividade em 2013 no âmbito da comercialização de Baterias Industriais para empilhadores - baterias de tração (DIN e BS), porta paletes elétricos, máquinas lavadoras, carrinhos de golfe, baterias estacionárias, plataformas elevatórias, entre outra maquinaria industrial das mais variadas aplicações, sendo a representante exclusiva das prestigiadas baterias da marca SUNLIGHT. Atualmente, a empresa sediada em Braga, é referência nacional no fornecimento das baterias industriais.

Carlos e Natália Jantarada receberam a equipa da revista Portugal em Destaque nos seus escritórios, em Braga, e começaram por nos confessar que não foi na área industrial por onde iniciaram a sua atuação, mas que rapidamente perceberam, que o gosto pelo setor industrial os levou a apostar nesse mercado, mercado exigente: “que exige garantia de qualidade, acompanhamento atento e de proximidade com o cliente, mas mercado, também aliciante”, refere Natália Jantarada.

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Nesta área, a Logbatind, tem vindo a adquirir a experiência e know-how capaz de responder aos vários pedidos e desafios que lhe tem sido colocado, garantindo eficácia e eficiência. Fornecedores de baterias para os mais variados setores de atividade, a Logbatind, para além da comercialização, instala e garante a manutenção de equipamentos da marca que representam, a Sunlight. Atualmente, são considerados uma referência no setor das baterias industriais em Portugal e fornecem cerca de 50 por cento do mercado nacional. “O público em geral não tem a noção dos equipamentos que são necessários para que, por exemplo, uma plataforma logística funcione normalmente. São vários os equipamentos utilizados movidos a baterias, existem salas de carga e sistemas de manutenção e monotorização que montamos dentro dessas unidades para garantir que os equipamentos não param e são devidamente tratados, dando-lhes uma maior autonomia e longevidade. Há instituições, hospitais que não podem parar quando há falhas de energia e para esses temos soluções da Sunlight quanto à acumulação de energia”, esclarece Carlos Jantarada. Certo é que qualquer empresa de qualquer dimensão, desde que possua um equipamento deste género e desde que seja elétrico, precisará, com certeza mais cedo ou mais tarde de uma bateria de tração, dita industrial. Os responsáveis da Logbatind salientam, ainda, que tem de existir


um acompanhamento próximo “entre nós, o cliente e o construtor para que a obra se desenvolva respeitando as normas gerais para instalação das salas de carga e das suas estruturas, dos carregadores e demais materiais necessários”. A formação para fomentar a utilização correta dos aparelhos “também é muito requerida e claramente necessária, uma vez que os equipamentos têm de ser corretamente utilizados para terem a performance esperada”. Para além das baterias dos empilhadores convencionais são fornecedores de baterias de outras gamas “nomeadamente de CSM”, baterias que se destacam, pelas suas placas do negativo serem em cobre, que são baterias exatamente iguais às dos submarinos, mas numa escala menor. A Logbatind é uma empresa “sólida, pautada pela seriedade que se reflete na confiança que os clientes depositam em nós e na nossa equipa de profissionais. Para além destes pilares em que assenta o nosso sucesso também as baterias Sunlight usam a mais moderna tecnologia no seu fabrico e para além disso caracteriza-se por usar 99.9 por cento de chumbo puro “, tecnologia que garante uma longevidade, qualidade e autonomia superiores, caraterísticas que raramente se encontram neste setor”, garante o engenheiro Jantarada.

“Dedicamo-nos ao setor industrial, mais especificamente à logística. A parceria com a Sunlight tem sido muito proveitosa para ambas as partes, eles também se pautam pela seriedade, os produtos são fabricados com materiais de qualidade e são europeus”. A Sunlight começou por fabricar baterias para material militar, “posteriormente dedicou-se a produzir para outros setores, nomeadamente a indústria, mas a tecnologia e a forma são exatamente a mesma (basicamente trouxe a tecnologia avançada do setor militar para as restantes gamas). Ao longo deste ano, o investimento na fábrica tem sido enorme, estimando-se que até março de 2019 irá inaugurar a maior fábrica mundial no fabrico de baterias industriais para o setor industrial”, revela a gerente. Em suma, a responsabilidade ambiental é um fator de preocupação para a Logbatind: ”primamos pela saúde, segurança e respeito pelas regras ambientais. Quando o cliente nos pede, recolhemos as baterias em fim de vida e entregamo-las aos agentes certificados para tal mas, muitas vezes, os clientes querem assumir essa responsabilidade”. A área de atuação da Logbatind “estende-se a Portugal e ilhas e, para já, não pretendemos expandir além-fronteiras. Vamos continuar a marcar presença nos maiores eventos nacionais ligados à logística, nomeadamente na Empack e Transport & Logistics a realizar em setembro na qual apresentamos novidades, como sejam as baterias X-Treme Force (com tecnologia CSM) e as baterias Li-On FORCE (baterias de Lítio, além de outras novidades)”.

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HÁ 30 ANOS A APOSTAR NA QUALIDADE Sediada em Braga, a ALR Cosméticos nasceu da vontade e know-how de Adelino Ribeiro, que decidiu enveredar pela área da cosmética, vocacionada para a estética e cabeleireiro. Assente num trabalho rigoroso e bem estruturado, com recursos humanos qualificados, a empresa dedica-se inteiramente à comercialização de equipamentos e produtos de estética, de reconhecidas marcas internacionais. A completar o trigésimo aniversario, a ALR Cosméticos está a preparar a abertura de um cash & carry, destinado ao setor profissional. ALR COSMÉTICOS Em entrevista à Portugal em Destaque, Adelino Ribeiro falou-nos do seu percurso académico e profissional. Com o curso de serralheiro mecânico da escola comercial e industrial de Braga, o empresário iniciou a sua vida profissional na área da distribuição de medicamentos. Durante cerca de década e meia, o empresário percorreu as farmácias do Minho executando um serviço que, hoje, está ao simples alcance de um servidor do computador. Chegados à década de 80, o empresário decidiu estabelecer-se por conta própria, enveredando numa primeira fase pela área da cosmetologia química fina. Nos anos 90, chega a vez de Filipe Ribeiro, seu filho, juntar-se também a este projeto vencedor. Volvidas três décadas, a ALR Cosméticos é uma empresa familiar, que atua na área da comercialização de equipamentos e produtos de estética, na região do Minho. Localizada em Aveleda, a empresa disponibiliza um serviço chave na mão, desde o pedido de orçamento, até ao fornecimento e montagem de todo o equipamento no espaço comercial. Com o passar dos anos e a evolução do mercado, expandiu a sua atividade também ao setor de cabeleireiro. “Estamos vocacionados para estas

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duas áreas de negócio, onde comercializamos marcas reconhecidas de excelência internacional como a Eberlin Biocosmetics, a Fontana Contarini, a Xanitalia, a Vasconcel, a RBB Cosmetics, entre outras. No que diz respeito aos centros de formação de cabeleireiros fornecemos uma marca proveniente de Barcelona, com uma gama de produtos essenciais e compactos. Trabalhamos, ainda, com a Lunel Cosmetics de Alicante para salões de cabeleireiro”, enumera Adelino Ribeiro. A aposta em equipamentos e produtos de qualidade é, portanto, uma das importantes mais-valias da ALR Cosméticos, que procura aproximar o cliente da compra, disponibilizando periodicamente formações necessárias para o uso correto dos produtos comercializados. “É necessário uma maior fiscalização do setor, na medida em que as profissionais estejam devidamente preparadas para o manuseamento correto de produtos e equipamentos”, alerta o entrevistado. Afirmando-se como uma empresa de sucesso a nível nacional, Adelino Ribeiro revela-nos que o principal projeto para o futuro a curto prazo passa pelo investimento na ampliação das instalações, com a abertura de um cash & carry destinado ao setor profissional. Nesse espaço a profissional será atendida por um vendedor especializado que a irá aconselhar sobre os melhores produtos a implementar, mediante a região visada.


REGIÃO DAS BEIRAS A beira foi uma das seis divisões – comarcas, depois províncias- em que se dividia Portugal até o século XIX. A antiga Beira era dividida entre Beira Litoral, Beira Baixa, Beira Alta e Beira Transmontana.A Beira Baixa é uma província (ou região natural) situada no Centro, em Portugal, originalmente criada no século XIX a partir de parte do território da anterior Província da Beira. Esta engloba as sub-regiões da Beira Interior Sul e da Beira Interior Norte, da Cova da Beira e parte do Pinhal Interior Sul e Pinhal Interior Norte, incluindo parte do Distrito de Castelo Branco.Por outro lado, a Beira Alta foi criada em 1932 e a sua capital é Viseu, passando a incluir em 1936 o distrito de Guarda. Fala-se ainda na Beira Litoral, a mais turística entre as três. Todas com particularidades distintas, tanto mais a interior quanto mais a litoral, formam um verdadeiro contraste. Considerada antigo porto marítimo, onde se comercializava sal e bacalhau, a cidade de Aveiro é conhecida pelo Mercado do Peixe e pelas confeitarias com a especialidade local, os ovos-moles. Sendo Coimbra a cidade mais famosa da província. Histórica e rica em tradição Coimbra encanta — desde a colina de Alcáçovas (cidade alta) até a Praça do Comércio (cidade baixa). A universidade, com a Biblioteca Joanina, fundada no século XIII, é um dos pontos fortes da região. A conhecida como cidade dos estudantes tem ainda a Capela de São Miguel e o Museu de Arte Sacra como patrimónios culturais. No que toca a gastronomia aos arredores oferecem vários pratos típicos, como a chanfana e os pasteis de Santa Clara. A cidade de Viseu, na zona da Beira Alta, foi considerada casa de grandes artistas do século XVI, nomeadamente, Grão Vasco, cujas obras estão num museu, no antigo palácio episcopal.

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10 ANOS EM PARCERIA COM A INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA Conhecida pelo seu rigor, a Ultragene é uma empresa especializada no setor da investigação, mais especificamente a comercialização, instalação e assistência técnica de equipamentos e produtos para a investigação biomédica - com especial incidência na experimentação com animais de laboratório. ULTRAGENE É em Santa Comba Dão que encontramos a Ultragene, uma empresa peculiar pela especificidade do mercado em que atua. Alexandre Santos é o mentor deste projeto e partilhou com a Portugal em Destaque a história da sua empresa. Alexandre Santos iniciou o seu percurso profissional começando pelo setor de armazém e distribuição até chegar a comercial no ramo da comercialização de instrumentação laboratorial. Com o rigor e paixão que sempre dedicou à sua atividade, foi obtendo experiência e alimentando o sonho de ter o seu próprio negócio. Apercebeu-se que havia um nicho de mercado bastante exigente que não tinha o acompanhamento necessário – o dos equipamentos para biotério. Foi, em finais de 2008, que fez começar a sua

ALEXANDRE SANTOS

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aventura empresarial criando a Ultragene. Numa primeira fase a empresa sediou-se no Porto: “na altura uma empresa neste ramo que não estivesse no Porto ou em Lisboa não tinha credibilidade. Felizmente os tempos mudaram e as mentalidades também. Com o tempo e o desgaste da necessidade de todos os dias fazer a viagem entre Santa Comba Dão e o Porto comecei a perceber que se nos sediássemos aqui, teríamos melhores condições”, explicou o gerente. A sede da Ultragene mudava-se assim para Santa Comba Dão, no entanto, o crescimento e as novas exigências consequentes desse mesmo crescimento exigiam um espaço maior com condições melhoradas - showroom, formação e armazenagem. Em 2015 voltava a mudar a sua sede mantendo-se em Santa Comba Dão, mas para um espaço de grandes dimensões e devidamente equipado para fazer cumprir os requisitos de preservação dos seus produtos e equipamentos. A qualidade foi aumentando com as mudanças implementadas na empresa, mas o desafio principal era essencialmente aquele que é o património mais importante da Ultragene – os recursos humanos. “Como nosso dever, na mudança do Porto para Santa Comba Dão fizemos o convite aos nossos colaboradores para acompanharem a empresa, mas nem todos o quiseram fazer por razões pessoais.

Tivemos de admitir novos colaboradores e conseguimos encontrar uma nova equipa administrativa. Como todas as decisões inerentes à mudança das nossas instalações, revelou-se também numa aposta ganha, conseguimos melhorar o nosso serviço com o novo quadro administrativo que aqui encontramos”, referiu Alexandre Santos. É precisamente na equipa que está parte do sucesso da Ultragene, uma equipa com todas as formações e competências necessárias para dar uma resposta eficiente a qualquer exigência. Com a comercialização de diversos produtos para a investigação e estudos com animais de laboratório, destaca-se a gaiola IVC destinada aos roedores. Hoje em dia são quase essenciais para uma investigação que utilize estes seres vivos para experimentação, pois permite ao investigador ter vários animais isolados e sem interferências externas. Nesta linha de equipamentos destaca-se um novo produto mais tecnológico que permite dar ao investigador novas condições e premissas para o seu


estudo. Falamos de uma gaiola digital DVC-Digital Ventilated Cage for digital vivarium em que cada gaiola, com o uso da tecnologia digital, transforma o biotério num verdadeiro biotério digital, trazendo padronização em alojamento, bem-estar animal, gestão de biotérios e pesquisa. Sete sensores captam e gravam dados sobre condições de alojamento, eventos e atividades dentro de todas as gaiolas DVC, sem perturbar ou afetar os animais: um controlador que recolhe informação específica que é enviada de forma eletrónica em tempo real. Alexandre Santos destacou também o crescimento na investigação – o uso do peixe zebra. “Atualmente uma grande parte da investigação que era feita com roedores pode ser feita com o peixe zebra, com a vantagem de ter custos e exigências mais reduzidos. É um modelo vertebrado relativamente simples, muito resistente, fácil de manipular e com fecundação externa de rápido desenvolvimento com a vantagem dos embriões serem transparentes e o genoma quase completamente conhecido. O fator de resposta também é muito maior, há uma reação muito mais rápida do que num roedor”. Uma empresa diferenciada e profissional Hoje, com 10 anos de presença no mercado, a Ultragene destaca-se pela forma como atua no mercado. O acompanhamento, o rigor, a responsabilidade e o tempo de resposta são qualidades que Alexandre Santos considera como insociáveis da essência da empresa. O acompanhamento é feito de forma constante em diversas vertentes. Com o cliente o acompanhamento é feito desde

o apoio à arquitetura e engenharia da construção do edifício até ao relacionamento direto com o cliente, o que permite perceber as necessidades e quais as melhores respostas a dar. Por outro lado, há um acompanhamento às novas necessidades e evoluções do mercado, essencialmente a nível tecnológico, fator cada vez mais importante na investigação. O rigor e responsabilidade traduzem a consciência empresarial que a empresa tem, ou seja, estar presente num mercado tão exigente como a investigação requer muito rigor para dar a melhor resposta sem comprometer de alguma forma a investigação. O tempo de resposta é o fator determinante e crucial para a filosofia da Ultragene. Trabalhar com seres vivos exige que a empresa esteja atenta para poder dar uma resposta imediata sem comprometer qualquer dado da investigação. Ambições de Futuro Focada na sua missão, a Ultragene concentra toda a sua atenção na plena satisfação do cliente. Focada no mercado da investigação nacional o gerente destacou a qualidade dos investigadores portugueses. Em forma de conclusão expôs as suas pretensões para o futuro: “não podemos ter uma ambição maior que as oportunidades que nos dão, temos de ter uma estratégia muito bem pensada. Vai haver uma grande evolução tecnológica e temos de estar preparados para isso e para a constante evolução do mercado. De momento estamos a ponderar entrar na indústria farmacêutica com uma nova linha de produto. Será um novo desafio que irá exigir uma nova adaptação da nossa parte”.

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UMA FUNDAÇÃO PARA A COMUNIDADE COM O OBJETIVO DE PRESERVAR AS ARTES A Fundação Sarah Beirão e António Costa Carvalho nasceu com o objetivo de ser a primeira casa do artista em Portugal. Hoje, 54 anos depois do seu nascimento, é uma prestigiada instituição ao serviço da comunidade através das respostas sociais como é o caso da Estrutura Residencial Para Idosos, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. FUNDAÇÃO SARAH BEIRÃO E ANTÓNIO COSTA CARVALHO

No sossego da Quinta do Freixo fez-se nascer, em 1964, a Fundação Sarah Beirão e António Costa Carvalho, IPSS. Dista cerca de 4 Km do centro de Tábua, numa zona mais rural, rodeada da natureza que carateriza a região. Esta instituição foi fundada em junho de 1964 por Sarah Beirão e pelo seu marido António Costa Carvalho. Ambos eram ligados às artes, António Costa Carvalho ao cinema e tinha parcerias com alguns produtores como Vasco Morgado e Sarah Beirão, nome da cultura portuguesa, escritora com 19 obras publicadas jornalista e ativista, para além da intemporalidade do seu trabalho, fez-se perpetuar através de uma instituição que é hoje uma referência da região. Esta instituição foi criada para se tornar na primeira casa do artista resultante da sua convivência do casal fundador com muitos artistas e da preocupação que estes tinham quando se aproximava o final das suas carreiras. Adaptou-se às necessidades locais e acolhe todos os estratos sociais, apesar de ainda darem prioridade à entrada de artistas (parte ainda preservada dos primeiros estatutos da Fundação). Em 54 anos da história desta Fundação, ficam os registos do crescimento de um edifício que atualmente tem capacidade para acolher 75 utentes em regime de ERPI (Estrutura Residencial para Idosos) e 55 através de outras respostas sociais: serviço de apoio domiciliar e 2 centros de dia situados no edifico sede e em São João da Boa Vista. Atualmente a direção da Fundação é liderada por Sérgio Cunha Velho, atual presidente, que, em declarações à Portugal em Destaque, destacou a importância do trabalho de equipa de uma direção dinâmica e com pretensões de um futuro próspero. “Temos consciência que é necessário fazer um pouco mais para a instituição” destacou o presidente. A equipa estende-se aos 57 colaboradores (dos quais 6 seis são prestadores de serviços), que partilham dos valores familiares, essenciais para o bem-estar e cuidado dos utentes. “Quando um idoso deixa a sua casa, a sua família e os seus amigos vem para um ambiente que lhes é hostil e o grande problema é a adaptação. Por isso é que criamos este ambiente familiar que para mim é das coisas mais importantes”, elucidou Sérgio Velho. “No ano passado houve um marco importante porque celebramos aqui o primeiro casamento com dois utentes, que se foram conhecendo e acabaram por casar. Obviamente que não queremos casar todas as pessoas, mas queremos que isto funcione como uma família e que todas as pessoas se sintam bem umas com

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as outras e se respeitem. Para isso temos que criar condições técnicas e habitacionais, com as devidas exigências, acrescentou. Para além de todas as comodidades, os idosos beneficiam ainda de um conjunto de atividades socioculturais e recreativas, importantes para manter os utentes ativos e dar dinâmica à instituição. Recorrente é também a presença da arte nas atividades da instituição, seja através de concertos, workshops, trabalhos manuais e pinturas. Investir no Futuro A Fundação tem vindo a fazer um trajeto sustentado onde o rigor transparece na excelência dos serviços que prestam. No entanto, sem olhar para águas passadas, a atual direção mostra-se arrojada no que diz respeito ao futuro. Como IPSS, a instituição tem como rendimento proveniente da Segurança Social cerca de um terço das suas despesas, uma das razões que levou a direção a trabalhar em novos projetos que venham a garantir a sustentabilidade da Fundação. O objetivo é melhorar os atuais serviços e acrescentar novos conceitos que cativem novas pessoas a ficarem na Fundação. “Temos projetos pensados e o primeiro será para começar este ano. Vamos começar por ampliar e atualizar o equipamento da estrutura residencial para idosos e criar mais cinco suites para casais”, referiu o presidente. Outro dos projetos será a construção de um novo pavilhão, destinado ao convívio e atividades recreativas: “será um pavilhão polivalente com cerca de 300 metros quadrados, tendo uma parte envidraçada virada para um jardim interior. Será dividido arqui-

tetonicamente em três espaços: um para quem quiser usufruir da televisão, outro para pessoas que queiram fazer jogos e outro para pessoas mais ativas que queiram dançar e fazer outras atividades. Esse salão de convívio vai ter também um palco que se vai destinar a eventos ”,prosseguiu o presidente. “De seguida vamos restaurar o solar que temos em ruínas na nossa quinta. É um projeto que tem vindo a ser discutido e ambicionado há muitos anos. Queremos transformar esse solar num espaço residencial confortável, com oito suites temáticas com objetivo de englobar todas as artes. Terá uma piscina com piso radiante e aquecida para que os clientes possam usufruir dela durante todo o ano”.

Por fim, Sérgio Velho apresentou o último projeto, que será pioneiro em Portugal, criando uma mini aldeia sénior internacional. Terá características de aldeia e será virada para portugueses e estrangeiros”. Em jeito de conclusão, rematou explicando estas pretensões de futuro: “serão projetos de investimento muito avultado, mas que certamente valerão a pena. Temos de pensar no futuro e precisamos de criar condições acessíveis e adequadas para atrair outros clientes que procurem outro tipo de ofertas de serviços, usufruindo desta paisagem magnífica que rodeia esta instituição, promovendo assim um envelhecimento mais ativo para todos, concluiu o presidente Sérgio Velho.

Quinta dos Freixos 3420-411 Tábua Telef. +351. 235 410 170 Fax. +351. 235 410 172 E-mail. geral@fundacaosarahbeirao.com www.fundacaosarahbeirao.com

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Pr. Dr. Castanheira Neves, 10 C • 3420 - 307 Tábua •Tlf.: 235 418 138 | Tlm.: 967473805 Email: info@terradosrios.com • www.terradosrios.com

HONESTIDADE E DEDICAÇÃO PARA ENCONTRAR O LAR IDEAL Localizada em Tábua, a imobiliária Terra dos Rios tem como principal objetivo ajudar pessoas na sua necessidade de compra e venda de casas. Assentes nos seus valores de honestidade, credibilidade e confiança procuram diferenciar-se no mercado pelo apoio direto e continuo a cada cliente. IMOBILIÁRIA TERRA DOS RIOS Entre rios e montanhas, situada numa região rica na natureza e nas vistas verdejantes - falamos da imobiliária Terra dos Rios. É porventura, o principal nome neste setor de atividade, localizada no centro de Tábua e com uma zona de atuação que vai desde a zona das praias da Costa de Prata até às montanhas da Serra da Estrela – mas com principal incidência na região de Tábua e municípios vizinhos. Esta empresa de mediação imobiliária é liderada por Helena Terlouw, uma holandesa que escolheu as terras lusitanas para criar o seu negócio. Foi durante os anos 80 que Helena Terlouw começou a atrair-se por Portugal, quando veio pela primeira vez de férias, para visitar o seu irmão. A natureza, a pacatez da região e a simpatia das gentes portuguesas acabaram por fazer Helena trocar o seu trabalho na Holanda na área da proteção civil (na Câmara Municipal de Amesterdão), pela aventura entre fronteiras. Escolheu Tábua para morar e para criar o seu negócio, assim se fazia nascer a imobiliária Terra dos Rios. Quase que com um espírito de responsabilidade explicou a razão pela qual escolheu este sector de atividade: “quando cheguei, vi que haviam muitas casas abandonadas, grandes quintas e solares, eram riquezas que estavam abandonadas e se estavam a perder. Deixar tudo ao abandono era uma pena”. A forma de atuação da imobiliária Terra dos Rios é o principal fator de dife110 | PORTUGAL EM DESTAQUE

HELENA TERLOUW

renciação. A proximidade a cada cliente e à região fazem demarcar-se das restantes ofertas da área. “Não quero vender casas, quero encontrar um lar para a pessoa. digo os aspetos bons e menos bons, porque no fim o importante é a satisfação do cliente. Uma casa é um empreendimento muito grande e muito importante para a vida de qualquer pessoa”, explicou a gerente. Parte da procura que a Terra dos Rios tem é de clientes estrangeiros - holandeses, ingleses e franceses - no entanto Helena Terlouw acha vital o mercado interno e os clientes portugueses, que, felizmente, também fazem parte do seu leque de clientes. São eles a ligação com a região e parte da afinidade que tem, e quer preservar, com Portugal. O primeiro contacto da Terra dos Rios com o cliente é feito através de uma pequena reunião com o intuito de perceber as pretensões de cada cliente. Num negócio essencialmente de pessoas, Helena Terlouw acha imprescindível perceber aquilo que o cliente procura, talvez por isso se desmarca do conceito de ser vendedora. “Sou mais como uma consultora e conselheira. Preciso de vender, mas tem de haver ética. Gosto que fiquem felizes e contentes com a compra que fazem e que voltem”, reiterou. A gestora destacou as vantagens escolher aquela região para comprar um imóvel – a ligação à natureza, os rios e a pacatez de uma localidade humilde onde as gentes são simpáticas e acolhedoras, mas também as grandes quintas e solares bem preservadas que são uma manifesta oportunidade de negócio. Em jeito de conclusão Helena Terlouw não deixou de se debruçar sobre a preservação de tradições e, essencialmente, da natureza: “as plantações de eucaliptos não são mata, são sim uma indústria. Passear entre eucaliptos não é interessante, não é bonito, não há vida nessas zonas. Nós e as entidades competentes precisamos de ser conscientes e perceber que optar por eucaliptos (ou outras monoculturas) é escolher contra o turismo. Estraga o que atraía os estrangeiros a esta zona, que é a beleza da nossa região”.


BRAGANÇA CARRAZEDA DE ANSIÃES Cidade rústica e cheia de história, é assim que se carateriza Bragança, capital da província de Trás-os-Montes.Cada vez mais explorada pelo turismo, esta região montanhosa oferece cenários naturais e selvagens às vilas e aldeias de pedras carregadas de história. Aqui, há um estilo de vida muito marcado pelas tradições.Carrazeda de Ansiães é uma das vilas que pertence ao distrito de Bragança. É sede de um município subdividido em catorze freguesias e quarenta e uma aldeias, um reino cheio de surpresas.Encostada ao Douro e ao Tua, aqui ainda se vive do campo e do gado. Além disso, não se pode deixar de fora a maçã, o azeite e o vinho, imagem de marca de Carrazeda de Ansiães. São produtos tão característicos da região que fizeram nascer a famosa Feira da Maçã, Vinho e Azeite, que se realiza todos os anos.Este evento está inserido nas festas da Vila e junta milhares de visitantes à procura dos apreciados vinhos de mesa produzidos na região demarcada do Douro, da maçã do planalto e de uma série de outros produtos regionais como o azeite. Não faltam as tasquinhas com gastronomia regional e, também, há lugar para o artesanato e a animação musical, a acompanhar a feira. Rica em tradições, em património e em paisagens, Carrazeda de Ansiães é um palco único para turismo. Entre muitos monumentos pode-se visitar, entre eles, o Castelo de Ansiães – que é um ex-libris-, o Museu da Memória Rural, o Parque Internacional de Escultura de Carrazeda de Ansiães e a Igreja de S. Salvador de Ansiães. Uma terra antiga, variada e acolhedora cheia de opções para quem quer visitar.

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TERRA DE MAÇÃ, DE VINHO E DE AZEITE

O presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, apresenta com orgulho o concelho a que preside desde outubro de 2017. Carrazeda de Ansiães é uma terra rica e diversificada, rica em produtos endógenos de qualidade superior e diversificada pelas paisagens que oferece a quem o visita. A rede rodoviária composta pelo IC5 e A4 vieram nos últimos anos facilitar os acessos a Carrazeda de Ansiães. Hoje uma escassa hora e meia separa este concelho, situado entre os rios Douro e Tua, do litoral norte. Ferreiro e Ferrador, em Seixo de Ansiães e o Núcleo da Água, em São Lourenço”. O objetivo, considera o autarca, é “gerar pontos de atratividade ao longo de todo o concelho, aumentando desta forma a duração da permanência do visitante”.

CÂMARA MUNICIPAL DE CARRAZEDA DE ANSIÃES Carrazeda de Ansiães não se esgota no planalto usado para a agricultura, existem outros fatores que colocam este concelho, em termos económicos, numa situação privilegiada. Os agricultores do planalto há muito que apostaram nas plantações de pomares de macieiras, enquanto que o Vale do Douro Património da Humanidade, além das explorações vitivinícolas, oferece um conjunto diversificado de oportunidades capazes de alavancar projetos ao nível do desenvolvimento turístico. Por ser a “região demarcada mais antiga do mundo”, mas também porque ao longo do ano vai gerando paisagens diversificadas e muito atrativas”, a atividade turística poderá contribuir para um processo sustentado de desenvolvimento local. A Oeste, o concelho muda um pouco, sendo marcado por uma paisagem que encontra no Vale do Tua um novo campo de crescimento, começando agora a despontar com as novas potencialidades emergentes do Aproveitamento Hidroelétrico do Vale do Tua. Neste sentido, a aldeia de Foz-Tua afirma-se como a porta de entrada do concelho tendo recentemente recebido investimentos a nível das infraestruturas culturais como são exemplo a Casa dos Cantoneiros “Foz-Tua Wine House”, local destinado à promoção do vinho e produtos regionais produzidos em Carrazeda de Ansiães e o CIVT, Centro Interpretativo do Vale do Tua. Além das paisagens, ressalta à vista o diverso património que esta região tem para oferecer, nomeadamente a nível de património histórico-cultural que carateriza o concelho, emergindo o Castelo de Ansiães como um dos locais mais atrativos. O seu centro interpretativo (CICA), situado na parte histórica da atual vila, tem como objetivo explicar aos visitantes o processo histórico concelhio. O Museu de Memória Rural, com sede em Vilarinho de Castanheira e com núcleos museológicos polarizados pelo território concelhio é um dos projetos culturais mais recentes da autarquia, onde se tenta preservar a cultura local e o património imaterial que constituem vetores culturais de identidade. Para além do núcleo principal, este museu possui ainda o Núcleo Museológico do Azeite, situado na aldeia da Lavandeira, o Núcleo Museológico da Telha, situado em Luzelos, o Núcleo do Moinho de Vento, em Carrazeda de Ansiães e o Núcleo dos moinhos de rodízio situados em Vilarinho da Castanheira. No futuro o projeto será enriquecido com a construção “de mais dois núcleos, nomeadamente o Núcleo Museológico do 112 | PORTUGAL EM DESTAQUE

O primeiro mandato e os principais projetos João Gonçalves iniciou o seu mandato em outubro e desde então os projetos ainda não pararam de crescer. A grande preocupação são as pessoas e encontrar soluções para a fixação dos mais jovens, a resposta é gerar emprego. Os mais idosos são também um motivo de inquietação uma vez que estão dispersos e isolados. “Há problemas de mobilidade nestes territórios e, portanto, temos de estar muito atentos a essas questões, temos de ter programas e respostas que vão de encontro a essas necessidades”, salienta o autarca. As apostas são principalmente na requalificação urbana, nos espaços públicos da vila, com obras já em andamento, como é o caso da Escola Secundária. Além disso, já está em fase de desenvolvimento o projeto para a ampliação da zona industrial. Apostar no próprio parque empresarial e amplia-lo é uma obra que vai permitir a instalação de novas empresas. A este nível, foi também impulsionado um Centro de Apoio Empresarial onde está instalada uma incubadora de empresas. O objetivo? Incentivar jovens empreendedores. Quem for jovem e tiver espírito empreendedor pode contar com apoio financeiro e logístico da autarquia durante dois anos, esta foi a fórmula encontrada para estimular o tecido empresarial. Por fim, há os cuidados em termos de acessibilidades rodoviárias. “Dentro do concelho temos de ter a preocupação em manter as vias de comunicação em bom estado de conservação para que se possa circular em segurança. É uma preocupação do executivo, embora dentro do atual quadro comunitário esse tipo de infraestruturas não estejam contempladas. Espero que no próximo quadro comunitário isso seja possível”, refere João Gonçalves.

JOÃO GONÇALVES

Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite e outros eventos emblemáticos A Feira da Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, que já vai na 23ª edição, é o evento mais importante que o


município organiza e em 2018 decorrerá de 31 de agosto a 2 de setembro. Esta feira tem como principal objetivo a promoção, divulgação e venda de produtos regionais, nomeadamente a maçã, o vinho e o azeite. São três dias de descoberta sobre Carrazeda de Ansiães, que além de produtos gastronómicos tem para oferecer uma mostra de artesanato regional e nacional, assim como um amplo número de atividades e atratividades musicais nas principais ruas e praças da vila duriense. O certame é realizado no recinto da Feira. Também ao longo do ano realizam-se outros eventos com o intuito de atrair pessoas ao concelho. O autarca, refere, a título de exemplo a realização de workshops e seminários nos vários espaços museológicos. “É uma forma de dar vida e visibilidade a esses espaços, fazer com que as pessoas os procurem”. Outra forma de dinamizar o território concelhio é apoiar as associações locais. “As atividades promovidas pelas associações locais são iniciativas que mantêm as aldeias com alguma vida e que nós fazemos questão de apoiar de forma financeira e logística. Além destas atividades organizamos ao longo do ano percursos pedestres, passeios culturais e provas desportivas como, por exemplo, o Ansiães Douro Trail. Há muita gente que nos procura para participar nessas atividades, mas sem dúvida alguma que a Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite é o evento mais importante”, sublinha o autarca. Carrazeda de Ansiães no futuro… Para os próximos anos as ambições são muitas. Considerando-se um presidente próximo da população, com a porta sempre aberta para os munícipes e para quem vem visitar a região, a gratidão da proximidade para com as pessoas passa por fazer o melhor para elas e para a vila, garante João Gonçalves. “Gostaria de ver um município atrativo para quem cá passa o dia, para quem cá vive e trabalha, para quem investe em Carrazeda. Estamos a trabalhar para que a resposta camarária seja consentânea com isso e que imprima uma nova relação com os munícipes e os investidores; uma relação que crie serviços mais eficientes e mais fluídos, de forma a agilizar a vida de quem pretende fazer investimentos na nossa terra”.

Também a fixação de jovens é uma prioridade para o autarca. À semelhança de todo o interior, Carrazeda de Ansiães também apresenta um quadro com uma população envelhecida, mas o autarca está empenhado em contrariar a atual situação. “Gostaria de ver mais jovens no município. Estou convicto que é possível reverter esta tendência do despovoamento e julgo que isso

poderá acontecer”. João Gonçalves, promete ainda “fazer todos os esforços possíveis no sentido de identificar pontos chave para que em concertação com as entidades de tutela encontrar um ou mais locais para criar uma praia fluvial”, o que “não é fácil, mas é um objetivo” e, convicto diz que vão “tentar alcançá-lo”. Quanto ao balanço destes meses no cargo, o presidente assume que está muito satisfeito. “Decorridos cerca de sete meses de mandato, é claro que há muitas coisas gostávamos que acontecessem mais rápido, mas dentro do que foi possível pensamos que o mandato tem decorrido bem, temos atingido os objetivos que pretendíamos e estou muito otimista para o restante tempo que ainda falta”. Mensagem para a povoação e leitores “Gostava que, cada vez mais, Carrazeda tivesse a oportunidade de ser visitada pelos vossos leitores. É um convite que aqui deixo, porque há muitas e boas razões para o concelho de Carrazeda de Ansiães ser

visitado. Não só pelos diversos interesses nas várias áreas temáticas, mas também porque tem uma população muito hospitaleira que gosta muito de receber. Temos aqui várias singularidades, a começar pela localização. Estamos no sul do distrito de Bragança, somos fronteira com Vila Real, na margem esquerda do douro temos São João da Pesqueira, que pertence a Viseu, há uma parte do concelho a este, que na margem esquerda, é vizinha de Vila Nova de Foz Coa, que já é distrito da Guarda e estamos inseridos numa Comunidade Intermunicipal do Douro que é muito forte e marcante porque é talvez a maior do país, tem 19 municípios e estamos agregados à volta do Douro que, é por todos, interiorizado como um fator muito forte de potencialidade de desenvolvimento. À população quero deixar uma mensagem de esperança. Acredito que é possível me-

lhorar e peço que façam como eu e que com convicção e perseverança que acreditem. Cada um de nós pode ajudar a melhorar e a inverter esta tendência do principal problema da região. É possível dar a volta, acredito no futuro, se fizermos todos um pouco tudo será mais fácil e o nosso destino coletivo poderá ser muito mais risonho para todos. Gostava que nos visitassem porque de certeza que se vierem cá vão gostar”.


PEDRA, TERRA E SERRA! Bruçó, uma freguesia de pedra, terra e serra, com muita história, cultura e natureza para descobrir. Quem por aqui passa, não pode perder os trilhos pedestres desta freguesia tipicamente rural que nos convida a um passeio pelo passado. JUNTA DE FREGUESIA DE BRUÇÓ Reza a lenda (e a memória), que foi numa batalha sangrenta entre cristãos e mouros que cresceram as ruínas de um castro que ficou conhecido como o Castelo dos Mouros. Foi em preparação de terrenos para vinha que se descobriram ossadas humanas e uma espada com guarda-mão e punho de ferro, que reforçaram a crença na grande batalha. As origens do nome Bruçó perdem-se nas memórias seculares dos historiares que expõem uma série de soluções de um topónimo original. Hipoteticamente, advém de Braçó, diminutivo de braço, um termo popular aplicado à vegetação ou, então, Braceosa, um vocábulo de origem pré-românica. O foral da vila de Bemposta, datado de 1512, foi a primeira referência escrita a Bruçó. Os caminhos que levam a Santiago são um dos percursos que fazem o turismo desta freguesia. Que o diga João Possacos, presidente da Junta de Freguesia de Bruçó: “temos três percursos pedestres. Foram candidatados e aprovados com a ajuda da Câmara Municipal. Dois percursos são locais. Um d’ ‘A fraga do Sapato’, que inclui um miradouro e vários pontos de observação e o do antigo Quartel da Guarda Fiscal que dá para a barragem de Aldeiadávila, Espanha. Tanto um como o outro poderemos concluir que são zonas bastantes bonitas”, com vários pontos de interesse turístico. O terceiro percurso pedestre, chamada a grande rota, tem o seu início em Miranda do Douro, atravessa a nossa aldeia e segue pela zona do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) até Freixo de Espada à Cinta, terminando no concelho de Moncorvo. Também a visitar, a nível religioso, são a igreja, matriz de Nossa Senhora da Assunção, a Capela do Divino Santo Cristo, que é utilizada como capela mortuária, Capela de São Sebastião e a Capela de Santa Bárbara. Daqui, sucedem duas festas: a de Pentecostes (celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa) e a de Santa Bárbara (realizada em meados de agosto). Além destas atrações, o presidente ainda destaca os mascarados: “temos quatro mascarados que são chamados ‘Os Velhos’ que ainda vamos preservando. Estes mascarados são quatro jovens, vestidos no dia de Natal, ‘O Velho, a Velha, o Soldado e a Sécia’, que vão pedindo esmola de porta em porta e divertindo as pessoas que os vão acompanhando, já que nesse dia só quem não Rua das Flores, n.º 3 | 5200-090 Bruçó E-mail: freguesiadebruco@gmail.com Telemóvel: 936 537 386 | Telefone: 279 589 443

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JOÃO POSSACOS

pode andar é que não sai à rua para os acompanhar. O conteúdo do peditório reverte a favor de uma pequena festa realizada no dia um de janeiro. Já estivemos em França, vamos muitas vezes a Espanha e temos estado sempre presentes no encontro ibérico em Lisboa, que é feito normalmente em maio. Nestas saídas normalmente fazemo-nos acompanhar pelo chocalheiro, (outro jovem mascarado) que neste momento já não é costume vestir-se pela altura do Natal”. Bruçó é uma freguesia bastante extensa onde a predomina a agricultura e a pastorícia e faz parte do PNDI. Apesar das belas paisagens cativantes, João Possacos revela que o parque é um entrave para os residentes estenderem a atividade: “deveria haver uma maior aproximação entre o parque e as pessoas da aldeia. Há uma certa desconfiança em relação ao parque, então em questão de apoio à agricultura e imóveis é uma situação que eles não deixam fazer fora da zona de construção e isso é um entrave para quem quer desenvolver a agricultura. A nossa agricultura baseia-se no azeite, na castanha, na amêndoa, vinha e depois há a mini agricultura que cada um trabalha, ou seja, batatas, hortaliça, fruta… as pessoas vivem mais ou menos, mas cada vez mais, sentimos o problema da desertificação à semelhança da maior parte das zonas rurais do interior”. A nível social, o apoio aos idosos é a preocupação: “temos um lar de terceira idade, que funciona tanto de dia como de noite, que está cheio. Há muitas pessoas, que precisam de uma palavra amiga e têm necessidade de ser acompanhadas e isso é essencial para o seu bem-estar. Muitas das vezes basta conversar com as pessoas, para elas se sentirem melhor mais à vontade, com outro ânimo”. No entanto, o presidente João Possacos reforça que ainda há coisas por fazer. Para o futuro, fica a esperança de “um centro de convívio” de forma a conseguir juntar toda a população num só local. A convicção é certa: “temos já o projeto e estamos à espera, pretendia e tenho já a promessa de cumprir esse objetivo”. Com uma aldeia bem recuperada a sobrevivência passa pelo turismo. “As pessoas deviam experimentar vir até aqui, é uma aldeia transmontana muito acolhedora. A aldeia em si está bem situada, tem espaços lindíssimos e as pessoas são simpáticas. Venham-nos conhecer!”, termina o presidente da Junta de Freguesia.


AVEIRO A VENEZA PORTUGUESA Conhecida como a Veneza portuguesa, Aveiro recebe este cognome pelos canais que possui repletos de barcos coloridos (barcos moliceiros), utilizados tradicionalmente para a colheita das algas e que faz lembrar as gôndolas da cidade italiana. Elevada a cidade por D. José I em 1759, a cidade já recebeu o nome de Nova Bragança e foi considerado um dos principais portos envolvidos em pesca de Bacalhau durante o período Salazarista. Localizado a centro de Portugal, faz fronteira com outra região também turística, Águeda, e fica a 70 km da zona sul do Porto. Rica em tradições, Aveiro tem 250 anos como cidade e mil de história e é forte pelos sectores portuário, ferroviário, universitário e turístico. Quando se fala em sítios a visitar na região, os roteiros são diversos passando pelo Museu de Aveiro, as Estátuas das Pontes, a Oficina do Doce, a Onda Colossal, a Sé de Aveiro, o Museu de Arte Nova, a Praia da Costa Nova dentre muitas outras atrações. Do Bacalhau à Vitela de Arouca, comer bem em Aveiro não é difícil. Aqui , o apreciador da boa culinária vai encontrar variedades de peixes, leitão e as enguias, também muito tradicionais na região. Para acompanhar, o turista vai poder conhecer também os vinhos e os doces regionais. O mais conhecido Ovos Moles que é tradicional da pastelaria aveirense e tem origem vinculada às freiras dos inúmeros conventos existentes até o século XIX. As Raivas de Aveiro são doces típicos com formato de flor. Os Pastéis de Nata, as Tripas de Aveiro, os Amores da Curia, e as Castanhas de Ovos completam a riqueza gastronómica da região As praias, os museus, a arquitectura, os passeios de barco na Ria, tudo é motivo para conhecer Aveiro. A região une tradição, boa gastronomia, paisagens que enchem aos olhos. Todo este conjunto de artefactos é possível encontrar na sub-região do Baixo Vouga que conjuga o antigo e o moderno e é tida como um dos destinos mais encantadores do país.

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ONDE TODOS SÃO UMA EQUIPA Em S. João de Ver, visitámos o presidente Nuno Albergaria – o mais novo do concelho da Feira e, provavelmente, dos mais novos do distrito. Esta é uma freguesia com bastante potencial humano – uma equipa, segundo o presidente, de 11.000 habitantes, cujos símbolos são o ciclismo, os malapos e o verde que contorna esta cidade. JUNTA DE FREGUESIA DE SÃO JOÃO DE VER Uma carreira já longa para um presidente tão jovem “Estive oito anos na Assembleia de Freguesia como membro da oposição, entrei com 19 anos”, conta o presidente. “Tirei o curso em Coimbra, onde fiquei a viver e a trabalhar mas o ‘bichinho’ da Freguesia nunca me largou, fui sempre muito ativo nas atividades das associações, atividades sociais, muito participativo e tinha grande paixão pela política. Assumo essa paixão, eu sou político”, começa por nos elucidar. “Sempre disse que somos uma equipa, e somos uma equipa de 11 mil habitantes, sinto que a comunidade está cada vez mais envolvida com os projetos da Junta de Freguesia e espero que assim continue. Temos todas as condições para que a médio prazo nos tornemos na freguesia mais próspera”. Um político com paixão pelo que faz A política já vem de família e é um ‘bichinho’ que traz consigo. Adora ser presidente da Junta de Freguesia, e adora o que faz no dia a dia. Na freguesia há um símbolo particular, que os fez ficar conhecidos por malapeiros: o malápio é um fruto, o malapeiro é a árvore, um fruto típico que agora não se vê muito – é uma maçã pequenina, que quase nunca se encontra e que o presidente e a população pretendem recuperar. São a segunda maior freguesia do concelho em termos populacionais e também geográficos, e estão quase a chegar aos 12 mil habitantes. Apesar da

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dimensão, não têm uma parte verde de lazer, nem um centro cultural digno, projetos em mente para o mandato de Nuno Albergaria. “Quando assumi a candidatura, propus-me a iniciar um novo ciclo de desenvolvimento na freguesia, com uma nova dinâmica, transmitindo que aqui há qualidade de vida e muito potencial empregador. Queremos exercer uma política cultural que praticamente não existia na freguesia”. Destaca como principal medida a recomposição da pavimentação – a rede viária precisava de muita restruturação

NUNO ALBERGARIA

e é aí que já entraram em força. Explica também que “só se consegue qualidade de vida se se criar essas dinâmicas que não existiam na freguesia”. Eventos, história e diversões únicas em S. João de Ver No fim de semana de 26 e 27 de maio decorreu no pavilhão da freguesia a final de futsal distrital de Aveiro e receberam milhares de

pessoas na freguesia. Têm outros eventos culturais, mas querem ainda mais. O presidente convida todos às Festas Sanjoaninas, onde podem assisitir à concentração de carros clássicos, ao evento dos Malapos Rolantes, uma divertida corrida de carros artesanais que ocorrerá no dia 30 de junho às 14 horas, assim como às marchas Sanjoaninas, aos diversos concertos e ainda, para quem tem crianças, uma visita ao espaço infantil, entre outras atividades. De momento, têm um historiador a fazer o levantamento dos principais acontecimentos na região, tendo-se já destacado algumas ligações com a Revolução Francesa. “Temos uma estrada romana que não está muito bem cuidada, que gostaríamos de tornar no nosso ex-libris, até porque esta passa no caminho de Santiago. Junto a essa estrada existe uma escola e gostaríamos que os alunos da mesma, junto do grupo oficial dos caminheiros de Santiago, fizessem um carimbo oficial de São João de Ver para que, quem por aqui passasse, ficasse com uma lembrança da nossa freguesia”.Apesar da população ser mais envelhecida nesta freguesia, os jovens estão a começar a vir para aqui – a taxa jovem está a subir ligeiramente, e aliada a essa subida, o presidente gostaria de criar um sentimento de pertença junto da população mais jovem. Neste momento, o Sport Ciclismo São João de Ver tem uma equipa que é outro grande ícone da freguesia, tal como o é, também, a Rotunda do Ciclista, que representa os ciclistas do concelho todo.


OS SEGREDOS DO CRESCIMENTO IMPARÁVEL Em todo o homem subsiste a nostalgia primária de uma revolução triunfante na trajetória de vida pessoal, empresarial e sentido expansionista. A JVPerfis, com berço em Ovar, opõe faces triunfantes: querer e poder a partir do querer desafiante e criativo do seu CEO, o empresário Jorge Vilarinho. Empenhada na globalização, a JVPerfis, dona de valioso capital humano, oferece um sentido evolutivo ousado, radicado numa corajosa desenvoltura empresarial que a eleva ao grau de célula de referência nos perfis, com crescimento galopante. Jorge Vilarinho, é o CEO e ideólogo desta empresa da área das chapas que se impôs neste exigente mercado, com números e conquistas que já a elevam a empresa de referência da área das chapas e perfis com projetos de sustentabilidade e ideais de crescimento que a sua estrutura física garante poder atingir patamares da liderança. Criação estrutural inovadora, abrangência e anexação contínua da força humana qualificada são cartão de visita desta empresa de Arada, Ovar, constituída em fevereiro de 2013 pela iniciativa e experiência de Jorge Vilarinho no mercado da chapa e derivados. A JVPerfis entrou a fundo num mundo digital, construi-se e radicou-se num processo de enraizamento de amplo sucesso, gerido estrategicamente pelo seu ideólogo e fundador. Dedicação, conhecimento, empenhamento: máximas da JVPerfis, com crescimento vertiginoso e sustentado, atingindo velozmente importância de mercado extraordinária, reflexo dessa capacidade empreendedora, força criativa e sentido cooperativista do grupo que acompanhou Jorge Vilarinho rumo ao sucesso empresarial. Técnicas inovadoras, planeamento cuidadoso, qualidade, marketing agressivo, inovação e mecenato colocaram num ápice a empresa num patamar de excelência. Das componentes de formação e expansão à abrangência de atividades, a JVPerfis superou, em tempo-recorde, todas as expectativas. É marca respeitada, com direção estratégica

JORGE VILARINHO

de nível elevado e excelentes colaboradores, firme nos corredores do crescimento, com poder de iniciativa, quadros e colaboradores valiosos, empreendorismo sagaz, arrojo e visão, valores singulares indispensáveis ao sucesso. Em crescimento imparável, o expansionismo global já conquistou África (Angola, Senegal, Moçambique, Argélia) e prossegue na anexação de novos mercados através do fator-qualidade. Empresa-sponsor no ciclismo, ao lado da prestigiada LA Alumínios, revela-se capaz de marcar a diferença no mercado, com rigor, qualificação, imaginação e atitude, vectores essenciais para o sucesso. Direcionada aos mercados de armazenistas e grandes empreiteiros, com aposta permanente na formação, o empresário Jorge Vilarinho considera “ainda problemático” encontrar mão de obra qualificada, mas a força dos desafios faz a força das empresas, e a JVPerfis investe na intervenção decisiva dos melhores quadros e na realização de ações dentro da empresa, tanto e-learning como presenciais, para con-

JV PERFIS

tinuar a evoluir. A ‘JVPerfis’ mantém aposta na constante inovação, com participação elitista no mundo da chapa perfilada, num conceito que se enquadra em estruturas, remodelação e construção de habitações com marca registada. O grupo trabalha diretamente a nível nacional e em cooperação com agentes internacionais e fornecedores qualificados. O objetivo supra é agora rumo à globalização. Elevados padrões respondem às necessidades dos clientes, através de métodos de afirmação e competência assinaláveis. Os segredos são muitos, a base é simples: aplicação, afirmação, ambição. “Tentamos estar um passo à frente, conquistar novos mercados impondo argumentos irrecusáveis. O futuro é vinculativa às nossas ambições, as exigências aliciam-nos à superação”, sintetiza o CEO. “Temos rastreio qualitativo desde a produção de base, por isso somos certificados com superior qualificação. Todos têm funções a desenvolver com distinção, e assim conseguimos fazer o rastreio numa previsão intemporal. Todo o perfil tem certificação ISO9001.2015, a produção obecede a processos que nos indicam em tempo real o mecanismo de fabrico, o fornecedor, a micragem de zinco, a hora conclusiva, o destino do produto. Todos sabem que não podem falhar, quem nos procura está consciente da nossa competência”, reforça Jorge Vilarinho. Adquirir estatuto de PME Líder e atingir níveis de faturação e satisfação de clientela em grau máximo, incentivar parcerias com grandes instituições, como a Universidade do Porto, alargar mercados para estar em todo o lado. É o que a JVPerfis idealiza, na busca de uma etiqueta própria que simbolize afirmação empresarial de pura excelência.

A JVperfis prima pelo rigor, eficiência e qualidade, com uma experiência de 22 anos no ramo jvperfis.com PORTUGAL EM DESTAQUE | 117


CONCEITO INOVADOR E BIODEGRADÁVEL A empresa Vaid´agulha existe há 12 anos, em Santa Maria da Feira, e é responsável pela produção de um colchão inovador e 100 por cento biodegradável. Gorete Pinheiro é a gerente desta entidade e foi com ela que estivemos à conversa para esta edição da Portugal em Destaque. VAI D’AGULHA

GORETE PINHEIRO (AO CENTRO)

Inicialmente vocacionada para o fabrico de artigos ‘protege colchões’ – pequenas placas de visco e espuma que se colocam sobre colchões antigos por forma a dar-lhes uma nova imagem e conforto – a Vaid´agulha aventurou-se, também, no fabrico e comercialização de colchões (desde há cinco anos). “Queríamos colocar no mercado um produto até então inexistente”, começou por contar a nossa entrevistada. Surgiu, assim, o Bio Naturel – um colchão biodegradável, feito à base de soja e com uma capa de fecho que se retira e limpa facilmente. “Este é um produto pensado para facilitar a vida das ‘donas de casa’ e, como não contém qualquer produto químico, qualquer bebé pode dormir em cima dele, mesmo sem a capa”, afirmou.

Gorete Pinheiro aconselhou aos nossos leitores a doarem os seus colchões mais antigos (mas em boas condições) a instituições de solidariedade social ou a pessoas mais carenciadas. No caso de já não se encontrarem em boas condições, há entidades que desmontam os colchões e reaproveitam alguns dos materiais.

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De Santa Maria da Feira para França O produto inovador, lançado no mercado por Gorete Pinheiro e os seus dois colaboradores, José Guimarães (responsável pelas vendas) e Marília (costureira), viu no mercado francês uma oportunidade de expansão: “Infelizmente, o mercado nacional é praticamente nulo. Temos em França quase todas as nossas encomendas e, até hoje, nunca nos faltou trabalho”, admitiu. A par do mercado em que são comercializados, também os nomes dos produtos fabricados pela Vaid´agulha são em francês. Para além do Bio Naturel, também se destacam o Sur Matelas (protege colchões) e o Topper (um misto entre o protege colchões e o colchão, conta com uma placa mais alta e capa de fecho). O conforto que proporcionam a todos quantos utilizam estes produtos é o elo comum e a qualidade, uma garantia assumida pela Vaid´agulha: “o nosso lema é produzir bem e com qualidade. Não temos uma única reclamação. É isso que exijo de mim própria e de quem trabalha comigo”, reiterou a empresária. No que diz respeito ao futuro, a nossa entrevistada garantiu querer continuar a inovar e a apostar em novas ideias: “queremos continuar a trabalhar nesse sentido, sempre com o objetivo de agradar ao cliente. Queremos crescer, mas não em demasia porque não queremos perder a nossa essência”, finalizou.


COLCHÕES POR MEDIDA Vítor Godinho é o fundador e gerente do Planeta dos Sonhos - Indústria de Colchões, Unipessoal, Lda. Inaugurada em 2006 e situada no concelho de Santa Maria da Feira, Vítor Godinho trabalha nesta área há mais de duas décadas. Começou sozinho o seu sonho, e hoje volvidos estes anos já conta com uma equipa de oito funcionários. Orgulhoso, explica-nos os segredos de um bom colchão e o facto de conseguir produzir colchões à medida dos desejos dos clientes. PLANETA DOS SONHOS Como é que tudo começou? Foi há 16 anos. Eu trabalhava neste ramo há 10 e a empresa começou a falhar com os seus compromissos. Conversei com a minha esposa e decidi investir as nossas poupanças em máquinas e numa carrinha. E assim foi! Arranquei com o negócio sozinho, andei cerca de meio ano nestes moldes, com a minha esposa a ajudar-me em horário pós-laboral. Ao fim de meio ano decidiu vir trabalhar comigo e continuamos durante oito anos sozinhos. Ao fim desse tempo, apareceu a oportunidade de exportar para Angola e comecei a ter necessidade de contratar pessoal. Neste momento, já somos oito funcionários. Durante esses 16 anos cresceu muito. Que balanço que faz? Muito! O balanço é que nunca pensei em atingir estas metas! Queria ser sempre uma pequena empresa e trabalhar só com a família, mas os clientes é que nos fazem crescer, mesmo sem uma pessoa querer. Os clientes, às vezes também nos fazem pressão, dizem que precisam com urgência e acabamos por contratar mais pessoal para responder às necessidades. Neste momento quero estabilizar para ter também alguma qualidade de vida. Que clientes vêm bater à sua porta? Desde armazenistas, lojistas e até o consumidor final. No fundo, todo o tipo de clientes. Desde de Lisboa, Porto, Algarve, para todo país. Já exportei também para Cabo Verde. Neste momento estou a vender para França, para um hotel de luxo um material muito específico. Que produtos comercializa? Aqui apostamos na produção e venda de colchões, mas há uns cinco anos para cá, devido aos hotéis entendi, nessa altura, que havia também a necessidade de responder a outras necessidades. Foi então

VÍTOR GODINHO

que abrimos uma linha com sommiers e cabeceiras. Também temos o estofo para equipar hotéis inteiros. Há muitos milhares de colchões nossos espalhados por aí fora. Como é que atrai novos clientes? Neste momento são os clientes que vêm à nossa procura. Qual é o vosso lema? O meu lema é que eu gosto muito de vender, mas gosto mais de vender quando o faço pessoalmente, porque hoje em dia há grandes empresas aí no mercado que vendem ao consumidor final, onde se vende o mesmo produto para toda a gente, quando não deveria ser assim. Cada vez mais, temos que trabalhar em função do cliente, ver mais ou menos a estrutura física do cliente, as suas necessidades e preparar um colchão personalizado. Para finalizar, projetos de futuro? Vou tentar manter o que tenho. Neste momento não tenho a ideia de expandir mais. Digo isto, mas a vida leva-me para outros caminhos, tudo me leva a crer que, daqui a um ano ou dois, tenha de mudar para um pavilhão maior. No geral, precisava de um pavilhão com cerca de 2.000 metros de área coberta para conseguir ter melhores condições de trabalho.

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INNOVATORS IN STEEL BUILDINGS Como um dos principais fabricantes internacionais de pavilhões metálicos, a Frisomat tem construidos mais de 33.000 edificios, espalhados em mais de 100 países. Conheça esta empresa que chegou a Portugal há 30 anos e afirmou-se, desde logo, no mercado, pela voz de Manuel Teixeira, diretor geral da Frisomat Portugal. FRISOMAT Estão há 40 anos no mercado. Peço-lhe que faça um breve resumo de como começou a Frisomat, e de como evoluiu até aos dias de hoje. De um projeto de um homem só a um grupo internacional. A Frisomat é uma empresa familiar criada na Bélgica, a 16 de março de 1978, pelo Sr. Guy Somers. Uma unidade de produção de aço curvado e um grande espírito empreendedor foram as ferramentas que bastaram para lançar a Frisomat como uma empresa de construção de sucesso há exatamente 40 anos. O pavilhão redondo que foi então lançado no mercado rapidamente tornou-se parte integrante da paisagem belga, de onde se expandiu para o exterior, onde obteve também bastante sucesso e procura. A aposta contínua na inovação e desenvolvimento das nossas soluções produziu então uma série cada vez mais criativa e alargada de diferentes tipos de construção. A empresa teve desde logo um crescimento a nível internacional, criando unidades de produção em três países (Bélgica, Rússia a Brasil) e abrindo filiais em 14 locais em todo o mundo, estando entre as primeiras exatamente a Frisomat Portugal, tendo sido esta criada em janeiro de 1989. A escolha para tal foi precisamente a região de Aveiro, pela sua acessibilidade desde qualquer ponto do país e pela suas potencialidades de crescimento e de industrialização. Desde então temos espalhado a nossa presença por todo o país e em todas a áreas de atividade. Desde o mais pequeno armazém, ao maior hangar de aviação ou unidade de produção, todos os projetos contam e merecem a nossa total dedicação. É com este espírito e apoiados com a dinâmica e capacidade de um Grupo sólido e inovador, que buscamos diariamente um crescimento sustentável e ao serviço dos nossos clientes. Que área geográfica abarcam? Ao nível nacional, implementamos as nossas as soluções em todo o território nacional, continental e ilhas, a partir da nossa base em Aveiro. Com 29 anos de experiência, contamos com um vasto conhecimento da especificidade de cada região, de cada ilha, de cada distrito. Globalmente, a Frisomat tem três locais de produção, 14 120 | PORTUGAL EM DESTAQUE

sucursais e uma rede de distribuidores em constante expansão. No cenário internacional, a empresa opera em mais de 35.000 locais em mais de 100 países. Nos últimos anos tem-se intensificado a nossa atuação em locais como África e América Latina, onde por constrangimentos geográficos ou dificuldades criadas por um contexto social e político adverso, a capacidade local de produção não é suficiente ou mesmo inexistente. A altíssima eficiência e rentabilidade em transportar as nossas estruturas, aliadas à sua facilidade de manuseio e à não necessidade de meios de elevação pesados, significam uma poupança enorme em transportes marítimos e custos de estaleiro e montagem.

MANUEL TEIXEIRA

A vossa oferta de serviços é personalizada? Que serviços e produtos apresentam atualmente aos vossos clientes? Um design simples, robusto, com um processo de produção padronizado, que pode ser montado rapidamente. Isto é mais do que apenas uma fórmula inigualável para o sucesso dos sistemas modulares pré-engenheirados da Frisomat. É também a promessa inquebrável que diferencia a nossa empresa dos seus concorrentes, até então e agora. Somos o único construtor internacional de edifícios em aço com um sistema próprio patenteado, no qual abrangemos todo o processo desde a I&D, design e produção

interna de todos os componentes, até ao transporte, montagem e serviço pós-venda. Criadas a partir de bobines de aço de alta resistência (S390GD e superior) enformadas a frio em perfis metálicos posteriormente galvanizados a quente, as construções da Frisomat caracterizam-se pelo elevado período de vida útil, crescimento modular e rápida montagem. O tamanho da construção é ilimitado, porque todos os tipos de pavilhões e hangares são compostos por módulos, que se podem sempre acrescentar de acordo com a área coberta pretendida pelo cliente. Mas não ficamos apenas pelo aço. Temos também linhas próprias de materiais isolantes, revestimentos, portas, portões, janelas, enfim, tudo o que esteja relacionado com o ‘envelope’ do edifício, incluindo até as sapatas. E tudo isto nas várias tipologias e para as várias aplicações que o mercado exige. Tudo isto é posto ao serviço do cliente sob duas filosofias de base. A primeira de através de soluções 100 por cento padronizadas e já desenvolvidas (GO-Series), nas quais aliamos à qualidade e robustez uma entrega mais rápida e um preço ainda mais competitivo. A segunda é através de soluções que buscam as necessidades específicas do nosso cliente, que podem ser customizadas e personalizadas até onde o contexto o exigir (PRO-Series). Em que medida se diferenciam? ‘We shelter your business’. Este é o nosso lema e o melhor que temos a oferecer ao nosso cliente. Propomos um leque variado e completo de soluções estruturais e funcionais que são concebidas, fabricadas e montadas internamente, com recursos próprios, desde a estrutura metálica aos painéis sanduiche, mezaninos, sistemas de isolamento e revestimento em lã de rocha, lá mineral, incluindo os mais variados equipamentos de ventilação forçada e passiva, portões seccionados, deslizantes, Mega-doors, etc. Todo o edifício é concebido, calculado, produzido e montado por um processo único e contínuo, desde o esqueleto até aos revestimentos exteriores, incluindo os mais diversos e variados equipamentos e dispositivos auxiliares que do mesmo farão parte. Isto garante um sistema integrado de soluções que no final estarão em plena


compatibilidade e harmonia, garantindo uma montagem segura, correcta e durável, e principalmente a confiança de um fornecedor único e responsável por todo o processo. O nosso maior foco é que o cliente sinta a satisfação e segurança de que protegemos e asseguramos a integridade daquilo que mais lhe interessa, o seu negócio, que é o seu real investimento. O mercado está constantemente a evoluir. Como é que a Frisomat se mantém atualizada? ‘Inovadores em Edifícios Metálicos’. O nosso maior desafio é precisamente mantermo-nos atualizados e com isso estarmos sempre aptos a responder às necessidades individuais dos nossos clientes. A nossa perícia é baseada em 40 anos de experiência. Quer estejamos a fornecer uma nave de produção, um hangar para aeronaves ou um pavilhão agrícola, os clientes podem confiar no nosso amplo conhecimento interno. E que é partilhado e desenvolvido num contexto internacional e de grupo, em que todos contribuem ativamente com a partilha do seu saber e vivências locais. Enquanto grupo internacional, a Frisomat privilegia e, mais do que isso, estimula e promove a constante troca de experiências e conhecimento entre todos os profissionais e filiais do grupo. Principalmente através

da nossa sede na Bélgica, existe uma frequente reunião e agregação de todos os seus colaboradores e principais fornecedores, a que é sempre associada a presença de clientes das mais variadas aplicações e origens. Esta troca de conhecimento e experiências, permite-nos crescer e conhecer as especificidades de cada local, produto ou atividade. Isto permite-nos dirigir e otimizar os nossos esforços no sentido de melhor compreender e ultrapassar os mais variados e constantes desafios que nos surgem. O nosso centro de I&D, juntamente com os melhores investigadores, segue na vanguarda rumo a soluções inovadoras. As nossas construções em aço enformado a frio consomem menos 30 por cento de aço, garantindo toda a resistência e sustentabilidade. O ambiente e a sua preservação estão também na nossa agenda e nas nossas ações. O nosso processo de construção é sustentável. Painéis solares fornecem 50 por cento da energia que consumimos em produção. Utilizamos menos aço, o transporte é mais inteligente e reduzimos ao mínimo o desperdício. Além disso, o aço é 100 por cento reciclável. Como vê o futuro, num contexto económico e de empreendedorismo em Portugal? O setor da construção metálica tem sido afetado, em particular nestes últimos anos, por variadíssimos desafios. Desde os obs-

táculos financeiros, às cada vez maiores exigências e alterações normativas na obtenção do produto e sua aplicação final, até à maiores dificuldades e imposições da legislação dos edifícios a construir. O contexto não tem sido fácil. Mas na Frisomat temos confiança na nossa capacidade e desejamos ir mais longe, procurando sempre aumentar a competitividade da empresa, apostando num aumento de eficiência a nível de soluções ao cliente, orgânica interna e qualidade de montagem. A Frisomat tem vindo a impor a sua marca no mercado pela qualidade das construções, diversidade acompanhada de funcionalidade adaptável às exigências do cliente, capacidade de resposta e tratamento personalizado. Devido ao contínuo crescimento do mercado e de um contexto comercial muito agressivo, a empresa reformulou a estratégia global enveredando por uma melhoria da produtividade e competitividade, apostando na componente tecnológica e na inovação, sem descurar as preocupações ambientais. Com quatro décadas de inovação e crescimento, a Frisomat tem um olho no passado e outro no futuro. O nosso plano é continuar com a expansão como construtor industrial internacional, a partir da nossa fábrica na Bélgica. Temos muito orgulho nos 40 anos passados, mas estamos já muito focados e ansiosos pelos próximos 40!

A Frisomat projeta, produz e constrói uma vasta gama de edificios industriais em aço. Mas fazemos mais do que isso. Temos produtos específicos para cada ramo de atividade, criando uma solução que satisfaça as suas necessidades. Desta forma protegemos não só os seus bens, bem como o seu investimento.

Frisomat S.A. | +(351) 234 940 210 | info@frisomat.pt | www.frisomat.pt PORTUGAL EM DESTAQUE | 121


“ATÉ SONHOS EMBALAMOS…” Fundada no ano de 1998, a Maxfit constitui-se já como um exemplo de sucesso na área da embalagem Industrial. Desde o início da sua atividade, tempo em que contava apenas com dois colaboradores, tem experimentado um crescimento e evolução constantes que se mantêm até ao presente. Dedicada inicialmente à impressão personalizada de fitas adesivas, não tardou muito a verificar-se um alargamento da gama de produtos e serviços oferecidos, bem como, dos setores de mercado abrangidos, ao que acresceu uma equipa de trabalho reforçada. Deste então, a Maxfit tem vindo a instituir mudanças em campos como a imagem institucional, as relações de negócios e a estrutura organizacional interna, mantendo sempre a qualidade e a eficiência como principais objetivos.Visando a satisfação dos clientes, a Maxfit estabeleceu relações estratégicas com marcas fortemente implantadas e reconhecidas no mercado, em 1999 como distribuidor e convertedor 3M e Epoli e em 2003 como distribuidor da Tesa. Nesse mesmo ano, a Maxfit continuou a aposta na sua valorização, desta vez através da mudança para novas instalações em Esmoriz. A Maxfit encontra-se apoiada por uma equipa especializada de 30 colaboradores, instalações otimizadas, uma vasta gama de produtos e um conjunto de fornecedores e parceiros de negócios, a fim de possibilitar todos os recursos necessários, proporcionando aos seus clientes soluções completas de embalagem, assentes em produtos de elevada competitividade e serviços personalizados, que vão desde a consultadoria ao pós-venda. Conversámos com António Silva, diretor geral.

MAXFIT

Como surgiu a Maxfit? Conte-nos um pouco da história da empresa. Bom, a Maxfit surgiu na necessidade de criar o próprio emprego, uma vez que aquele onde eu trabalhava ameaçava entrar em falência, o que se veio a concretizar! 20 anos passados, que balanço podemos fazer deste projeto? Quais as principais diferenças desde a fundação? O balanço é altamente positivo. Iniciamos do zero e hoje somos uma das empresas de maior notoriedade no mercado nacional. Nascemos em Cortegaça, a 23 de julho de 1998, num pequeno armazém arrendado e hoje somos proprietariados de um condomínio de quatro armazéns, em Esmoriz e daqui já nos expandimos para todo o país 122 | PORTUGAL EM DESTAQUE

e até bastante para Espanha… De um funcionário, hoje somos 30 e ainda subcontratamos bastante. Como se posiciona atualmente a Maxfit no mercado? Queremos estar sempre na solução das necessidades dos clientes, mesmo que isso nos crie novos desafios de aprendizagem. A resposta integral é o nosso objetivo, porque isso é o melhor para o cliente. Quais são as mais valias proporcionadas ao cliente que escolhe a Maxfit? Podemos mesmo dizer que o nosso Slogan: Até sonhos embalamos! Alimentou as expectativas dos nossos clientes e que evoluímos nessa medida…Hoje a Maxfit é

a empresa que mais globalmente pode responder e responde aos clientes com soluções integradas, que vão da consultadoria; ao design; passando pela produção de múltiplas soluções de fitas adesivas e biadesivas; filmes de embalagens; rótulos e etiquetas; espumas de acondicionamento e muito mais… Temos equipamentos de corte e impressão, que nos potenciam como produtor de múltiplas soluções à medida… Hoje é seguro dizer a qualquer dos nossos clientes: produzam o que quiserem que a embalagem e a rotulagens inteiramente à nossa responsabilidade. Por onde passa o futuro na Maxfit? Queremos continuar o rumo que temos tido… Crescer sustentadamente e melhorar sempre!


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PONTE DE LIMA A Vila amuralhada oferece aos seus habitantes e turistas locais únicos para se perder. Aqui, caminhar é um prazer. Pelas ruas empedradas explorar o centro da vila é um encanto descobrir as capelas, as mercearias de bairro e os pequenos tascos. Os minhotos são um povo afável, conversar com os limianos enquanto se descansa nos bancos vermelhos do Largo de Camões leva a conhecer histórias antigas cheias de emoção. Bem no centro histórico, a Igreja Matriz é um dos monumentos mais emblemáticos da vila. Mais abaixo, à beira-rio, a “Ponte Velha” marca a paisagem de Ponte de Lima como nenhum outro elemento arquitetónico da vila. Da Ponte Romana pode-se apreciar os praticantes de canoagem a treinar no Rio Lima. Venha conhecer a Vila mais antiga de Portugal, uma Vila com muito para oferecer.

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(RE)CONSTRUIR EM PONTE DE LIMA Salvador Fernandes & Filhos é o nome de uma empresa que atua no setor da construção civil, no concelho de Ponte de Lima. Os mais de 20 anos de experiência do patriarca da família, valeram-lhe o sucesso que hoje alcança e a confiança de inúmeras pessoas, nacionais e estrangeiras, na hora de construir ou reabilitar os seus imóveis. SALVADOR FERNANDES & FILHOS

Em conversa com Salvador Fernandes, cedo nos apercebemos do know-how que emanava das suas palavras. “Eu sou um dos mais velhos de dez irmãos e comecei a trabalhar muito cedo. Depois das aulas ia trabalhar na construção civil com o meu pai e na altura fazia o que conseguia, mas já tinha vontade de aprender e de saber fazer sozinho. Em 1988 fui trabalhar numa empresa do setor, em Viana do Castelo. Lá os ordenados eram mais altos e, ao fim de poucos meses, o meu patrão ofereceu-me sociedade”, começou por nos contar. Mais tarde, o nosso entrevistado estabeleceu uma sociedade com o seu pai e irmãos. Sociedade essa que durou até 2013, ano em que o empresário decidiu iniciar uma empresa sozinho, com o objetivo de a deixar como património aos seus filhos: “comecei do zero, mas tinha a experiência de mais de 20 anos de gestão nesta área e a confiança de muitos clientes que rapidamente procuraram os meus serviços”, completou.

SALVADOR FERNANDES

A empresa, que se dedica à construção, reconstrução e reabilitação de imóveis, conta no seu currículo com diversas obras emblemáticas da região. De entre todas elas há uma que se destaca: o Paço do Vitorino. “A reconstrução do Paço do Vitorino foi uma das obras que mais orgulho me deu. Quando a comecei tinha uma ânsia enorme de a ver concluída e o curto prazo que nos impuseram para executar o projeto ainda aumentou mais o desafio”, recordou. Foram 14 meses de muito trabalho, muito intensos, mas que “valeram a pena”. Fez-se “um trabalho espetacular” onde foram aplicadas técnicas que não eram utilizadas na região: “tendo em conta a traça

antiga do edifício nós evitamos o cimento, apostando nas madeiras e em materiais mais adequados como a cal por exemplo”. De facto, é na reconstrução que o nosso entrevistado se sente bem: “não gosto de fazer as típicas casas, mas sim aqueles projetos diferentes que me desafiam”, confidenciou o empresário, que tem a seu cargo a construção de uma fábrica (toda em betão à vista) na Gemieira e o Hotel Eco Green, que pautará por uma arquitetura invulgar e rica em pormenores. Também os filhos de Salvador Fernandes são parte integrante da gestão da empresa: “os meus filhos dedicam-se à parte do escritório, juntamente com três engenheiros que tratam da parte técnica. E eu acompanho todas as obras”, esclareceu, ao mesmo tempo que nos dava conta da vinda de cada vez mais imigrantes para Ponte de Lima: “temos muitos estrangeiros a comprar terrenos e a construir em Ponte de Lima. Gostam desta terra e da qualidade de vida que oferece”. Em final de conversa, o nosso entrevistado garantiu que ser empresário hoje em dia é bem mais difícil do que quando começou: “Há muita burocracia e carga fiscal sobre os nossos ombros. Para além disso, falta mão de obra na construção. Não há jovens na nossa terra, muito menos dispostos a enveredar pela construção civil”, lamentou.

Estrada Divino Salvador nº 1600 | 4990 – 800 Vitorino das Donas - Ponte de Lima | Telefone\Fax 258 738 915 | E-mail: geral@sff.pt | www.sff.pt

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ENCHIDOS E FUMADOS À MODA DE PONTE DE LIMA A Minhofumeiro tem um longo historial no Concurso Nacional de Enchidos Tradicionais Portugueses, contando já com 23 medalhas na primeira metade de 2018. Entre os produtos medalhados destaca-se o Paio do Lombo como o Melhor dos Melhores, e Medalha de Ouro para a Chouriça de Carne, Chouriço de Cebola, Barriga Fumada, entre outros. Quanto tempo tem este projeto Minhofumeiro? Fale-me um pouco de como começou esta empresa. A marca Minhofumeiro foi criada em 1993 pelo seu fundador António Paulino, mas teve a sua génese em 1913 na Casa Borges que desde os seus inícios ganhou prestígio na confeção de fumados e enchidos com base em receitas tradicionais seculares da região de Ponte de Lima. Que produtos comercializam? Que variedades têm? O trabalho desenvolvido ao longo dos anos permite hoje apresentar uma alargada gama de enchidos e carnes fumadas tradicionais, assim como produtos inovadores de cura natural ou com reduzido teor de sal e gordura - fruto da investigação constante e da preservação da essência dos métodos produtivos e a utilização de ingredientes naturais. O que caracteriza os enchidos de Ponte de Lima? Os nossos enchidos e fumados mantêm os sabores tradicionais de Ponte de Lima, onde o tempero da vinha-d’alhos com Vinho Verde da região e o fumeiro a lenha de azinho os tornam tão distintos. Em relação à matéria-prima, trabalham já há muito tempo com os vossos fornecedores? Que características tem a vossa matéria-prima? As matérias-primas são selecionadas regionalmente, uma vez que a filosofia e os produtos da empresa assentam nos valores da regionalidade e da tradição. No entanto, dentro do leque de produtores regionais de carne, a empresa seleciona aqueles que apresentem evidências de possuírem melhores padrões de qualidade, que cumpram as boas práticas e princípios de higiene, segurança e ambiente no trabalho, que cumpram escrupulosamente os prazos

MINHOFUMEIRO de entrega, que tenham capacidade de resposta e que prestem um bom serviço de pós-venda (no sentido de se estabelecerem verdadeiras relações de parceria). Que controlo de qualidade é feito aos produtos? Em 2005 a empresa obteve a certificação de qualidade ISO 22.000 pela APCER, sendo a primeira empresa do setor, em Portugal, a obter esta exigente norma de certificação. Já em 2017 migrou para a FSSC 22.000, esta é um referencial de certificação para a fileira de abastecimento do ramo alimentar. O vosso modo de produção é avançado? A tecnologia já está muito envolvida no vosso processo de fabrico? A investigação e a inovação estão presentes no dia-a-dia da empresa que, incessantemente, procura desenvolver produtos que respondam às novas tendências do mercado. A alheira de vitela com baixo teor de gordura e sal, por exemplo, pretendeu responder às preocupações decorrentes da alimentação desequilibrada. Já a alheira de cogumelos, que está em fase avançada de desenvolvimento, irá possibilitar aos consumidores vegetarianos deliciarem o sabor caraterístico da alheira. Coerentemente com o posicionamento no mercado de nicho de produtos de elevada qualidade, a Minhofumeiro tem também muita atenção ao desenvolvimento da sua imagem e promoção, designadamente através de uma rotulagem de alta qualidade, destaque de exposição em ponto de venda, de parcerias com entidades conceituadas. Que balanço faz deste projeto? A Minhofumeiro é uma empresa de referência no setor alimentar e, mais concretamente no segmento de produtos regionais portugueses. A capacidade que apresenta para aliar a inovação, o rigor produtivo e as exigências de segurança com a tradição e a genuinidade, é digna de louvor e de inspiração para outros negócios. No início deste ano alterámos a comunicação gráfica e pretendemos até ao final de 2018 lançar novidades no mercado.


ESPETÁCULOS EMOCIONANTES EM TODO O MUNDO David Costa é quem lidera os comandos da Pirotecnia Minhota. É numa entrevista ao próprio que damos a conhecer a empresa centenária que tem iluminados os céus de todo o mundo!

PIROTECNIA MINHOTA

A Pirotecnia Minhota e uma empresa centenária. Como se diferencia no mercado em que atua? A Pirotecnia Minhota é o nome da empresa centenária que muito tem contribuído para a implementação e evolução da pirotecnia em Portugal. A raiz desta empresa está no sonante nome do percursor da pirotecnia nacional, Gomes da Costa, cujos modelos de produção e criação embebeceram o panorama pirotécnico nacional. Esta raiz, com todo o seu saber e experiência de produção, qualidade, design, inovação e desenvolvimento e segurança está sediada em Ponte de Lima. A Pirotecnia Minhota é constituída ainda, por mais duas empresas, uma delas no Funchal, na ilha da Madeira, e a nível internacional estabelecemo-nos em Luanda, Angola. Fazemos desde romarias a festas tradicionais, a eventos corporativos, espetáculos de interiores, espetáculos multimédia e espetáculos piromusicais em que somos pioneiros em Portugal. O que nos distingue passa muito pela nossa linha de desenvolvimento dinâmico. Somos arrojados. Há que haver individualidade e autenticidade em cada espetáculo. Tentamos ser originais e a qualidade e segurança têm que ser o mote para podermos apresentar ao nosso cliente o melhor produto. Quer seja um espetáculo de maior ou pequena dimensão, este é sempre adaptado às escolhas do nosso cliente, pois vamos ao encontro daquilo que o nosso cliente pretende, fazendo cada espetáculo um evento único e inesquecível e memorável. O que caracteriza os produtos e serviços que prestam? Como procuram inovar ano apos ano? O departamento de design procura, todos os dias, estar na vanguarda de tudo o que de melhor se faz a nível internacional. É feito um trabalho de pesquisa seletiva dos produtos de mercado, para conseguir o melhor design para cada tipo de evento. As simulações interativas dos espetáculos são adequadas a cada realidade, a cada espaço. Um espetáculo no Rio Douro é completamente diferente de um realizado na Torre Vasco da Gama, isto para evidenciar que cada departamento adapta a cada espetáculo, o tipo de produto pirotécnico a utilizar, os requisitos de segurança e as condições técnicas. O departamento criativo adequa a cada espaço, o melhor espetáculo possível. O nosso departamento de produção desenvolve e concretiza produtos únicos, através da sua constante inovação e desenvolvimento, uma prioridade 128 | PORTUGAL EM DESTAQUE

que a Pirotecnia Minhota não deixa descurar. Aliada à aposta que realizamos na inovação está também a formação contínua disponibilizada aos nossos colaboradores e o alcançar de metas cada vez mais exigentes, às quais nos propomos, refletindo-se na qualidade dos nossos serviços e nos inúmeros prémios obtidos nas participações em concursos internacionais de pirotecnia. O acompanhamento das normas internacionais não é descurado na Pirotecnia Minhota pois já vem de longe a implementação das várias certificações no âmbito dos métodos relacionados com a produção, segurança, saúde, entre outros. A certificação dos nossos artigos pirotécnicos em convergência com a mais recente legislação comunitária é já uma realidade e o licenciamento da ampliação das nossas instalações em Ponte de Lima e na Madeira é o culminar do nosso mais recente desafio rumo a um maior distanciamento na liderança do setor. Quais os vossos exemplos mais prestigiantes de espetáculos a nível nacional e internacional? Temos tido a honra de sermos convidados para realizar variadíssimos espetáculos icónicos em Portugal. Eventos como as festas de S. João, nas cidades do Porto e Braga bem como na ilha do Porto Santo, sendo estas as maiores festas daquela ilha do arquipélago da Madeira. De norte a sul, passando pelas ilhas, corremos as várias romarias, desde as mais tradicionais com os saudosos artigos de fogo preso passando pelas maiores romarias do país, em Ponte de Lima e Viana do Castelo, até às mais recentes novidades que proporcionam àqueles que nos assistem os mais extasiantes espectáculos de fogo de artifício, como os eventos como a comemoração do 750º Aniversário do Foral da Cidade de Viana do Castelo ou a comemoração dos 500 anos de elevação de Funchal a cidade. Nas sempre concorridas comemorações de passagem de ano, encontram-nos, uma vez mais, por todo o país. Lisboa, Porto, Portimão ou Madeira são exemplos das nossa capacidade de alcance e coordenação aos quais juntamos as presenças assíduas em Angola e Cabo Verde. Mas não é só nos eventos tradicionais que a Pirotecnia Minhota impõe a sua marca, eventos corporativos como o lançamento da imagem da NOS, no NOS Alive, a apresentação em Portugal pela Porsche dos seus mais recentes luxuosos automóveis ou os espectáculos pirotécnicos que proporcionaram o culminar apoteótico das prestigiantes regatas CuttySarc ou a Volvo OceanRace fazem também parte do nosso currículo. O consecutivo sucesso interno leva-nos, inevitavelmente, aos contactos internacionais, onde o nome da Pirotecnia Minhota não é de forma alguma alheio. O espectáculo de fogo de artifício


na inauguração do novo aeroporto de Macau ficou marcado pela maior cascata do mundo, entrando para o Livro dos Records do Guiness, preenchendo a ponte entre Macau e Taipé. As assíduas participações em festivais internacionais de pirotecnia pela Europa, os convites vindos do continente americano, com destaque para os prestigiantes eventos realizados no Canadá, passando pelo continente asiático, a experiência além fronteiras da Pirotecnia Minhota é notória e o reconhecimento é-nos demonstrado quando nos convidam para prestar apoio técnico em eventos como os Jogos Olímpicos de inverno, na Rússia, ou o mais recente convite para o apoio e aconselhamento técnico naquele que é o maior festival internacional de pirotecnia do continente asiático e um dos mais representativos internacionalmente, composto por mais de dez concorrentes, os quais representam o seu país, num espectáculo que se prevê único sobre a baía de Macau. Porquê a Madeira e Angola? Qual a estratégia internacional da Pirotecnia Minhota? A presença na Madeira decorre de uma relação com o mercado pirotécnico desta região que foi crescendo com o tempo. Na década de 90 já a Pirotecnia Minhota produzia para a Madeira diversos artigos pirotécnicos. A determinada altura constatamos que o mercado regional carecia de uma oferta mais diversificada e sem interrupções, ou seja, a indústria pirotécnica madeirense tinha estagnado no método e na forma como produzia e utilizava a pirotecnia e esse facto era bem visível na forma como o espectáculo de fogo de artifício de fim de ano era realizado. Vimos aí a oportunidade que nos vinha a fugir há algum tempo para dar o passo seguinte na estratégia de crescimento da empresa e, com uma forte determinação, avançamos sem receios propondo-nos

de imediato a alterar o panorama pirotécnico da Madeira.O profissionalismo e segurança, que fazem parte do ‘modus operandi’ desta empresa, foram sendo implementados e o resultado foi notório: a diminuição de acidentes e ocorrências relacionadas com pirotecnia reduziram drasticamente. Além deste grande êxito, também o fogo de artifício de fim de ano ganhou uma notoriedade e dimensão até aí nunca atingida, novos métodos e artigos pirotécnicos foram introduzidos, abrindo as portas para se tornar no grande evento que é hoje, reconhecido como um dos maiores do mundo. A implantação das mais modernas estruturas de armazenamento de artigos pirotécnicos na Madeira, em conformidade com as mais recentes condições de segurança, foi o consolidar da Pirotecnia Minhota como a empresa líder no mercado regional madeirense. Podemos afirmar que, tal como nos idos tempos dos Descobrimentos a Madeira foi o ponto de partida para as bem aventuradas naus portuguesas conquistarem o mundo, para a Pirotecnia Minhota também foi aqui que se iniciou o percurso de conquista de mercados além fronteiras, e que actualmente está presente em Angola e Cabo Verde. A entrada no mercado de Angola, no ano de 2002, foi um pouco à imagem do sucedido na Madeira. Investimentos em instalações e equipamentos realizados neste país tornaram-nos, também aqui, na empresa pirotécnica de referência. A comemoração dos 40 anos de Independência de Angola traria um desafio que iria testar as nossas competências e capacidades. Com o convite para concretização de um projecto pirotécnico megalómano, com mais de 40 pontos de lançamento de fogo de artifício dispersos por todo o território angolano. O resultado: avassalador! Até hoje a memória dos angolanos ainda preserva essa noite mágica bem como o nome da Pirotecnia Minhota que está para ficar.

T. (+351) 258 948 476

M. Rua da Pedreira, 205

E. geral@pirotecniaminhota.pt

4990-746 Ponte de Lima, Portugal

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RIBEIRA DE PENA Entre a paisagem campestre de Trás-os-Montes e o verdejante Minho, o concelho de Ribeira de Pena é atravessado pelas águas do rio Tâmega. Com caraterísticas tão próprias destaca-se o património, com testemunhos pré-históricos, as gravuras rupestres de Lamelas, os vários dólmenes e antes e ruínas de povoados fortificados – como o de Monte do Cabriz – locais a visitar. Os populares espigueiros erguem-se sobre suportes de granito, com tetos de telha enfeitados com cruzes de diversas formas, um ponto turístico a visitar. A tradição artesanal em trabalhos em linho é longa. Em Ribeira de Pena usa-se o linho para confecionar toalhas de mesa, lençóis e colchas bordados. Na gastronomia destaca-se pela variedade de sabores, tanto em pratos de peixe como de carne. Também os doces típicos como o leite-creme ou as rabanadas de mel são delícias a provar.

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. . r i bei r a de p en a . .

XX feira do

linho

2a5

agosto

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AFIRMAÇÃO E VALORIZAÇÃO A XX edição da Feira do Linho – Mostra de Produtos Locais de Ribeira de Pena vai decorrer de 2 a 5 de agosto de 2018. Em entrevista, João Noronha, presidente da Câmara Municipal, fala-nos da importância do evento, mas também das potencialidades do concelho e dos projectos que tem desenvolvido e quer desenvolver para valorizar Ribeira de Pena. MUNICÍPIO DE RIBEIRA DE PENA sos enchidos, entre outros produtos locais. Vamos ter ainda muita animação musical como é próprio de uma festa de verão.

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO - MUSEU DO LINHO

A Feira do Linho vai ser antecedida por um desfile de moda onde o linho terá um lugar de destaque. Qual o objetivo desta iniciativa? A realização deste desfile tem como objetivo projetar o nosso linho no mercado nacional e internacional, quem sabe na alta-costura. A produção artesanal do linho constitui um

Qual a importância do evento enquanto produto turístico para Ribeira de Pena? A Feira do Linho – Mostra de Produtos Locais é o maior certame do concelho, constitui a maior montra do trabalho dos nossos artesãos e dos nossos produtores locais. Dada a projeção e visibilidade deste evento, associada ao elevado número de visitantes, a feira acaba por ter reflexos positivos ao longo de todo o ano. É ainda um momento de encontro e convívio com os nossos emigrantes que nesta altura do ano visitam a sua terra natal. Quais os objetivos e as expectativas para esta edição? A Feira do Linho visa valorizar e dar a conhecer o artesanato e os produtos locais, como forma de preservação da identidade da região, assim como fomentar o desenvolvimento destes setores, dado o seu papel fundamental no desenvolvimento sustentável traçado para o concelho e para a região. As expectativas são as melhores, estamos a preparar um programa que respeita toda a tradição ancestral do linho aliada à criatividade e inovação. Quem visitar Ribeira de Pena durante a Feira do Linho, o que poderá encontrar? Em primeiro lugar, temos os stands onde é possível apreciar e ficar a conhecer as peças de linho, contactar com as nossas tecedeiras e conhecer todo o ciclo do linho. Em paralelo, é uma oportunidade excelente para provar o nosso vinho verde, os nos132 | PORTUGAL EM DESTAQUE

JOÃO NORONHA

processo complexo e moroso, o que confere um valor acrescentado às peças tecidas. É aliando a tradição à inovação, desenvolvendo produtos adaptados aos gostos atuais que o linho tem futuro. Quais são as principais razões para conhecer e visitar Ribeira de Pena? Ribeira de Pena é um concelho com uma grande riqueza paisagística, inserido nas regiões do Alvão e do Barroso, que apresentam características distintas e oferecem a quem nos visita experiências únicas. Atravessado por quatro rios que apresentam vários pontos com grande potencial tu-

rístico como é o caso da cascata Cai d’Alto. Uma rede de percursos pedestres e museus, entre os quais o Museu do Linho e a Casa de Camilo-Friúme, constituem boas razões para conhecer Ribeira de Pena. Ribeira de Pena é um destino de turismo natureza. Como tem sido potenciada esta marca? Fomos pioneiros no turismo de natureza, temos aqui o Pena Aventura Park que atrai anualmente milhares de visitantes. Atualmente, temos cinco percursos pedestres e estamos a trabalhar para aumentar e diversificar a nossa oferta, assim como a desenvolver outros projetos que permitam complementar esse produto turístico e atrair mais visitantes ao nosso concelho. Recentemente, o Turismo do Porto e Norte anunciou que a plataforma HUB de Turismo de Natureza vai ser localizada em Ribeira de Pena. Trata-se de um centro logístico onde os turistas podem receber informações para os diferentes parques naturais do norte do país. Em simultâneo, estamos a trabalhar na valorização da carne maronesa e do vinho verde, dois produtos do concelho com qualidade de excelência. Qual foi a sua motivação para abraçar uma nova candidatura? O forte apelo que me foi transmitido por centenas de conterrâneos no sentido de voltar a por o meu trabalho e empenho ao serviço do desenvolvimento do concelho e do bem-estar da nossa população e de empreender as ações e de executar os projetos necessários para retomarmos um caminho de modernidade, prosperidade e de esperança no futuro do concelho, capaz de proporcionar às novas gerações condições para aqui se fixarem, trabalhar e constituir família, fazendo da nossa terra um lugar com futuro. Que balanço faz do mandato? Quando tomámos posse, fomos confrontados com surpresas financeiras negativas, que condicionaram projetos que gostaríamos de implementar no imediato. Fomos


por isso obrigados a redefinir prioridades, dando primazia à ação social. Em paralelo, estamos a rever o modelo de organização e funcionamento dos serviços municipais no sentido de aumentar a sua eficiência e produtividade e prestar um melhor serviço aos munícipes.

PAGAMENTO DA COMPARTICIPAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Que trabalho tem sido desenvolvido na educação, saúde e ação social? Seguindo uma política de proximidade atenta às reais necessidades da população, efetuámos o pagamento da comparticipação de medicamentos referente a 2015 aos idosos beneficiários do Cartão Social Mais, e regularizámos a maioria dos pagamentos relativos a 2017. Na educação, pagámos as bolsas de estudo referentes ao ano letivo 2016/2017 que estavam em atraso, con-

UNIDADE MÓVEL DE SAÚDE

templando 79 estudantes que tiveram aproveitamento escolar, perfazendo perto de 40 mil euros. Garantimos também transporte gratuito aos estudantes universitários até aos pontos com maior oferta rodoviária. A Unidade Móvel de Saúde já está no terreno a servir a população mais necessitada e estamos a trabalhar as autoridades competentes para melhorar o acesso da nossa população aos cuidados de saúde. Que balanço faz da operacionalização da Unidade Móvel de Saúde? O balanço é muito positivo, este projeto está a ser muito bem acolhido por parte das pessoas e vai ao encontro das suas necessidades. Este projeto já abrange mais de 300 pessoas de todas as aldeias do concelho. A enfermeira da Unidade Móvel de Saúde faz visitas ao domicílio, confirma a toma da medicação, faz avaliação de sinais vitais e glicemia. A ajuda às pessoas mais envelhecidas e isoladas passa também pelo agendamento de consultas pela internet e pelo pedido de receitas. Já houve casos em que foram detetadas situações urgentes que foram devidamente encaminhadas. Que medidas têm sido desenvolvidas para atrair investimentos e fixar a população jovem? Uma das medidas implementadas foi a isenção de derrama com vista a incentivar as empresas a fixarem-se em Ribeira de Pena. Estamos também a ultimar os trabalhos de expansão da zona industrial. Há interesse de uma empresa de tecnologia de ponta em fixar a sua sede no nosso território. Em

RIBEIRA DE PENA - VISTA PANORÂMICA

FANTASTIC CABLE – PENA AVENTURA PARK

simultâneo, estamos a iniciar os trabalhos de revisão do PDM, incorporando, desde já, os principais impactos e potencialidades resultantes das barragens que se estão a construir no rio Tâmega e que esperamos que venham a contribuir para um maior desenvolvimento turístico do concelho e para a criação de novas oportunidades de negócios e de trabalho para os nossos conterrâneos. Está também a ser construído em Ribeira de Pena o primeiro parque de neve coberto do país, o Lusitanix, que representa um investimento privado de nove milhões de euros, estando prevista a criação de 32 postos de trabalho. Que projetos desenhou para os próximos quatro anos? Os compromissos eleitorais que assumimos com os ribeirapenenses são o guião diário de ação do meu executivo. Estamos focados em honrar os nossos compromissos e de intervir em todas as freguesias do concelho. A título de exemplo, a construção da nova ponte de Cerva, a recuperação da piscina coberta de Ribeira de Pena, a praia fluvial do Rio Beça, o reforço do apoio social, a aposta na valorização do setor agro-pecuário e a projeção turística do concelho.

CONSTRUÇÃO DO SISTEMA ELETROPRODUTOR DO TÂMEGA

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Edição n.º30  

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