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ÍNDICE

BATALHA E POMBAL PAG 08

MATOSINHOS PAG 34

GONDOMAR PAG 48

EDITORIAL NOBRE POVO, NAÇÃO VALENTE Portugal vive com orgulho a jornada dos seus atletas olímpicos, que do outro lado do mundo, têm espalhado a magia do nobre povo e desta nação valente. Esta magia sente-se também na forma heróica e altruísta com que os bombeiros têm enfrentado a onda de incêndios que tem assolado o nosso país, mostrando a sua coragem e bravura. Este país de brandos costumes tem tantos motivos para se orgulhar dos seus… Por isso levamos até si mais uma edição da revista Portugal em Destaque, evidenciando desta feita a ousadia, o arrojo e a visão estratégica dos nossos empresários que, dia após dia, demonstram uma grande capacidade de reinventarem as suas empresas para competirem num mercado globalizado. Também os autarcas têm destaque nesta edição, que encaram com espírito de missão o seu papel e as suas funções, preconizando um conjunto de medidas e apoios em prol do bem-estar e de uma melhor qualidade de vida. Tudo isto e muito mais são motivos mais que suficientes para embarcar numa viagem de leituras e descobertas nesta edição da Portugal em Destaque. A direção editorial Diana Silva FICHA TÉCNICA | PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | DIRETOR: FERNANDO R, SILVA DIREÇÃO EDITORIAL: DIANA SILVA (REDACAO@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | CORPO REDATORIAL: JOANA CARVALHO, JOSÉ MIGUEL LOPES, MELANIE ALVES, SÍLVIA PINTO CORREIA | DIREÇÃO GRÁFICA: TIAGO RODRIGUES | SECRETARIADO: PAULA ASSUNÇÃO (GERAL@ PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | DEP. COMERCIAL: JOSÉ VARELA, LUÍS BRANCO, MANUELA NOGUEIRA, MARÍLIA FREIRE, NELSON FARIA, PEDRO DUARTE (COMERCIAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | REDAÇÃO E PUBLICIDADE: RUA ENGº ADELINO AMARO DA COSTA Nº15, 6ºANDAR, SALA 6.1 4400-134 – MAFAMUDE / +351 223 263 024 | DISTRIBUIÇÃO: DISTRIBUIÇÃO GRATUITA COM O JORNAL EXPRESSO / DEC. REGULAMENTAR 8-99/9-6 ARTIGO 12 N.ID | NÚMERO DE REGISTO NA ERC: 126615 | PERIODICIDADE: MENSAL | EDIÇÃO DE AGOSTO ESTATUTO EDITORIAL: A Portugal em Destaque é uma edição mensal que se dedica à publicação de artigos que demonstram a realidade do país | A Portugal em Destaque é uma edição independente, sem qualquer dependência de natureza política, ideológica e económica | A Portugal em Destaque define as suas prioridades informativas por critérios de interesse às empresas nacionais, de relevância e de utilidade da informação | A Portugal em Destaque rege-se por critérios de rigor, isenção, honestidade e idoneidade | A Portugal em Destaque faz distinção entre os seus artigos de opinião, identificando claramente os mesmos e estes não podem confundir-se com a matéria informativa.


INOVADORES POR NATUREZA! Esta é a expressão que melhor caracteriza a Valsteam ADCA Engineering, SA, empresa familiar sedeada no Parque Industrial da Guia, no concelho do Pombal, e gerida por Fernando Soares (fundador), Adosinda Cachulo (esposa) e os filhos Mónica Soares e Fernando José Soares. A Portugal em Destaque esteve nas instalações da Valsteam e deixa, agora, os nossos leitores com a entrevista realizada ao responsável pela origem do projeto, Fernando Soares.

VALSTEAM ADCA

FERNANDO SOARES, MÓNICA SOARES ADOSINDA CACHULO E FERNANDO SOARES Queria que começasse por fazer uma breve contextualização histórica para que melhor possamos perceber as raízes da empresa, bem como o seu percurso profissional até chegar aqui. Depois do serviço militar “assentei praça” novamente como orçamentista no dia 8 de Janeiro de 1980 numa casa centenária em Lisboa (que tinha na altura 150 anos) e era considerada como uma “empresa escola”. Mais tarde fui convidado para outra empresa – como projetista - que se dedicava quase a 100 por cento ao projeto e montagem de redes de fluídos para processos industriais, com especial incidência nos sistemas de vapor. Em 1983 nasce a minha filha e a situação que se vivia na empresa (ordenados em atraso) não era compatível com a nova realidade 4 | PORTUGAL EM DESTAQUE

familiar, assim, apesar da boa posição e vencimento que tinha, fui obrigado a procurar outra vida. Naquele tempo era possível fazer empresas com pouco dinheiro, como se diz normalmente “usando o pelo do mesmo cão”, faturava-se, pagava-se a quem se devia e ficava-se com o restante. Assim, com um colega e dois dos ex-patrões iniciei-me como empresário. Foi praticamente um acidente, não tinha quaisquer planos ou ambições nessa matéria. Digamos que as raízes da Valsteam remontam a 1984 pois sendo eu na altura a liderar toda a parte de projeto, comecei logo de início a conceber alguns produtos “standard” maioritariamente fabricados em aço de construção, instalando-os ou vendendo-os


a outros instaladores e distribuidores de equipamentos industriais. Alguns dos produtos que hoje fabricamos vêm desse tempo. Quais os marcos mais importantes que a vossa atividade já atravessara? Por desacordo com os outros sócios acabei por vender a minha quota e fazer outra sociedade em 1988, desta feita apenas com a minha esposa . Esta sociedade dedicava-se ao mesmo mas complementado com a importação de alguns produtos que juntávamos aos que fabricávamos. O marco mais importante foi exatamente a perda de uma dessas marcas de válvulas e purgadores (equipamentos análogos aos que hoje fabricamos). Isso aconteceu em 1994, quando uma multinacional simplesmente comprou a marca italiana que importávamos e de repente ficamos sem solução aparente, pois não havia outra marca disponível para Portugal, com uma gama completa. Digo aparente porque, em desespero, por não encontrar uma marca alternativa, disponível para o nosso mercado, “meti na cabeça” o que se julgava impossível: fazer uma fábrica de válvulas e equipamentos para sistemas de vapor num país sem qualquer tradição relevante na matéria. O projeto inicia-se e avança, mantendo-se a empresa com uma atividade mista – instalador/fabricante – o que, sendo um pouco atípico, era a única solução, visto não haver capital disponível para simplesmente encerrar uma das atividades e recomeçar com outra. Mas isso viria a mudar. Em 1998 fizemos essa mudança radical. Vendemos a casa de família e um pequeno pavilhão industrial que tínhamos na zona de Lisboa e mudámo-nos para o distrito de Leiria, na esperança de encontrar terrenos mais baratos onde pudéssemos construir “A Fábrica”. A partir de 1998 nunca mais aceitámos fazer instalações e passámos a assumir-nos apenas como fabricantes. Depois de vários pavilhões alugados entrámos no ano de 2012 em instalações próprias na zona industrial da Guia. Qual o balanço que faz sobre o investimento nas novas instalações? O balanço é evidentemente positivo. Não tínhamos espaço e não

tínhamos energia elétrica suficiente para adquirir as máquinas que pretendíamos instalar. A produção já estava dispersa por quatro pavilhões, com os transtornos e quebras de produtividade consequentes, e em termos de imagem, esta também já não era a melhor. Quais as valências e equipamentos que disponibilizam? O que acabámos por fazer foi repor a gama inicial que perdemos na década de 90. Fabricamos uma gama completa de equipamentos para sistemas de vapor e somos o único fabricante de pequena dimensão a fazê-lo. Para além disso, somos capazes de fazer em curto espaço de tempo produtos não “standard”, “taylor made”, o que nos coloca em vantagem quando os clientes se confrontam com a inércia das grandes companhias. Como caracteriza o vosso cliente? Os equipamentos que fabricamos destinam-se sobretudo à indústria de processo. Portanto, todas as indústrias são potenciais clientes para algum dos nossos produtos, mesmo que não utilizem vapor saturado. Para além dos sistemas de vapor e recolha de condensado, fabricamos válvulas e aparelhos para sistemas de gases industriais (ar comprimido, azoto, oxigénio, CO2), óleo térmico, agua sobreaquecida entre outros menos comuns. Quais as diferentes indústrias com que interagem e que tipo de suporte/aconselhamento conseguem oferecer? Como já referido, fabricamos equipamentos aplicáveis em todos os tipos de indústria: pasta e fabrico de papel, têxtil, alimentação e bebidas, borracha, mineira, química, petroquímica, farmacêutica, cosmética, entre outros. Em Portugal (que representa menos de cinco por cento das nossas vendas), apoiamos os clientes diretamente desde a fase de projeto, seleção de equipamentos, dimensionamento e auditoria energética, dependendo das necessidades do cliente. No exterior, não vendemos a clientes finais mas sim através de agentes. Esses agentes são formados por nós de forma a assegurar esse apoio técnico.

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Quais os mercados onde estão presentes? A Valsteam ADCA vende em todo o mundo. Sempre exportámos mais de 95 por cento da nossa produção. Só existe um país industrializado onde ainda não vendemos: o Japão. Evidentemente que o volume de vendas para certos mercados é muito condicionado pelas razões mais diversas. Não é possível ser competitivo no Brasil enquanto os produtos pagarem as taxas alfandegárias que pagam. Na Argentina, Venezuela, Bangladesh, entre outros, as condições são também problemáticas pelas razões conhecidas. Ainda assim, mesmo nos casos mais difíceis, há sempre alguma coisa que conseguimos vender. Na Índia, por exemplo, só conseguimos entrar quando introduzimos a nossa linha Adcapure em 2015, destinada à indústria farmacêutica. O mundo empresarial cada vez se distingue mais pelos desafios que enfrenta e as novidades que abrange. Nessa perspetiva, como é que a Valsteam ADCA Engineering se destaca? É uma pergunta pertinente. Curiosamente, ao contrário de outros setores, onde as multinacionais normalmente fazem os mais pequenos desesperar para os acompanhar, no nosso ramo a tendência nas últimas duas décadas é usar o que está feito. Por outras palavras, as grandes empresas parecem mais empresas da área financeira do que fabricantes com uma grande componente de engenharia. Utilizam alguma cosmética mas na realidade poucos investimentos fazem um desenvolvimento de produtos verdadeiramente novos e inovadores. As pequenas empresas como a Valsteam vão apresentando algumas soluções alternativas que nem sempre são de implementação fácil porque o utilizador final, condicionado e mentalizado pela oferta standard dos grandes não valoriza de imediato. Temos alguns exemplos na empresa e conhecemos situações semelhantes noutras pequenas empresas fabricantes de válvulas, principalmente na Europa. Procuram ir a feiras do setor ou a outro tipo de eventos de modo a atualizarem-se e a abrangerem outras áreas de atuação? Sim, normalmente participamos numa grande feira do setor (na Alemanha), onde se encontram potenciais clientes de todo o mundo. Intercalamos depois com outras mais específicas, quando interessam. No resto do mundo estamos presentes através dos nossos agentes, comparticipando nos custos da exposição. Qual a sua opinião sobre a atualidade do setor em que estão inseridos? Acreditamos que o negócio deste setor cresce na proporção do crescimento da população mundial. De facto, a utilização de vapor (e outros fluídos industriais) é fundamental na produção de quase tudo o que comemos, vestimos, calçamos e usamos. Assistimos, na Europa, a algum desinvestimento na indústria transformadora, como por exemplo, a têxtil. Não significando que andemos nus ou que deixemos de usar toalhas e lençóis! A energia e investimento Europeus, outrora aplicados nestes setores, foram deslocalizados para outras regiões do globo, como se sabe. A questão é que na maioria desses países surgiram, entretanto, também fabricantes locais de válvulas, o que faz com que, neste momento, exista um sobredimensionamento do setor. Para agravar, muitos dos fabricantes de válvulas que se dedicavam e se mantinham ocupados com a indústria petrolífera, e como consequência do congelamento de muitos investimentos nessa indústria, voltaram-se para outras áreas da indústria transformadora, sobrecarregando a oferta no setor. Muitas empresas familiares têm sido adquiridas e integradas em grandes grupos. Neste aspecto, a Valsteam ADCA congratula-se por sempre ter 6 | PORTUGAL EM DESTAQUE


procurado incluir na sua oferta, produtos mais específicos e de alguma sofisticação tecnológica, tornando-se flexível, inovadora e, portanto, uma empresa viável num mercado tão complexo. Sente que a atividade enfrenta algum obstáculo na diversidade da sua evolução? Posso dizer-lhe que existe alguma dificuldade em encontrar pessoas para aprender uma profissão, uma vez que optámos por formar o nosso próprio pessoal. Mas não podemos dizer que isso seja um obstáculo. Digamos que a “máquina” do estado ainda está, em determinados setores, ao nível da primeira revolução industrial. É o que temos! Neste momento, quantos colaboradores emprega? 61 colaboradores (incluindo quatro acionistas trabalhadores). Qual a filosofia que se encontra subjacente à vossa forma de estar no mercado? Queremos manter o perfil de empresa familiar, operando no mercado global e oferecendo uma gama cada vez mais completa de soluções. Sei que possuem certificados que vos permitem exercer a atividade com controlo e segurança. Perante esse pensamento, como têm vindo a seguir o trilho da inovação? Acreditamos que os portugueses, de uma forma geral, são inovadores por natureza. Não fomos nós que inventámos os barcos, mas fomos os primeiros a fazer naus e caravelas que resistissem a longas viagens marítimas. A nossa filosofia é procurar sempre uma forma para fazer melhor. Muitos dos nossos produtos parecem exteriormente iguais aos da concorrência, por imperativos dimensionais por exemplo. Mas, as diferenças de conceção, são óbvias. A variedade de indústrias, nos mais recônditos lugares do mundo, os desafios que nos colocam, a agilidade na decisão de implementar as alterações que podem fazer a diferença para a melhoria na qualidade, na eficiência, na rentabilidade e no reconhecimento dos nossos distribuidores, esses são os pilares da inovação. Como foi serem distinguidos como PME líder 2015? Na realidade foi dececionante, porque vínhamos sendo PME

excelência há vários anos, mantemos todos os rácios de acessibilidade para sermos PME excelência mas a quebra de cerca de um por cento na faturação colocou-nos de fora. Resta-nos a consolação de que em 2016 iremos subir a faturação em mais de 20 por cento e regressar à anterior distinção. Não sentimos que exista alguma vantagem específica pela distinção mas deixa-nos obviamente agradados. Daqui para a frente, que estratégias e projetos têm em vista que nos possa divulgar? A estratégia é reforçar a nossa posição em mercados mais conservadores, onde é mais difícil conquistar uma quota razoável de mercado, mas onde acreditamos que posteriormente se manterá estável e com crescimento expectável e constante por vários anos. O último projeto não está ainda totalmente consolidado. A nossa gama Adcapure, especialmente destinada à indústria farmacêutica, química fina e cosmética, ainda carece de uns pequenos ajustes que ficarão terminados este ano. Também este ano vamos acolher o último membro da segunda geração que, ao contrário dos dois mais velhos, não quis ser engenheiro mecânico mas eletrotécnico. Por conseguinte, vamos ter de o manter ocupado e nós ainda não fabricamos equipamentos elétricos e eletrónicos… Terminou assim a nossa entrevista, ficando no ar a possibilidade de alargamento das valências laborais da Valsteam ADCA.

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BATALHA E POMBAL No distrito de Leiria, surge a vila da Batalha. Sede de um município com 103,42 quilómetros quadrados, esta povoação foi fundada pelo Rei D. João I de forma a agradecer o apoio divino na vitória da Batalha de Aljubarrota, que data a 14 de agosto de 1385. Rodeada de colinas recheadas de oliveiras e pinheiros, esta vila histórica desenvolveu-se juntamente com o outrora conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória, hoje denominado Mosteiro da Batalha e considerado Património Mundial da UNESCO. Relativamente ao setor económico, este concelho assenta-se no turismo, no comércio e na agropecuária. Aliado à riqueza histórica do Mosteiro da Batalha, o Solar de Salles presenteia os visitantes com uma vista privilegiada da região. Contudo, locais como as Grutas da Moeda de São Mamede, a Igreja da Misericórdia da Batalha, a Igreja da Nossa Senhora dos Remédios e a Pia do Urso são imperdíveis e merecem seguramente uma visita. Ainda assim, a Batalha tem muito mais para oferecer para além dos pontos já referenciados. A vila está completamente recheada de estabelecimentos hoteleiros de qualidade, museus repletos de história, bares e restaurantes de referência e muitas outras atrações. Numa outra perspetiva, falamos-lhe agora de Pombal, uma cidade que pertence ao mesmo distrito. Elevada ao patamar de cidade a 16 de agosto de 1991, falamos da sede de um município com 626 quilómetros quadrados. Segundo conta a história, Pombal foi fundada por Dom Gualdim Pais, quando este Grão-mestre da Ordem dos Templários mandou contruir o seu castelo. Porém, a carta de foral foi recebida no ano de 1174. Falar nesta cidade e não referenciar a figura de Marquês de Pombal é impossível. Quem visita esta região encontrará museus, monumentos, feiras, piscinas e praias fluviais, todas dignas da sua importância. Em termos de património histórico, destacam-se o Castelo de Pombal, o Celeiro do Marquês e a Torre do Relógio Velho. Em Pombal existem várias entidades que promovem o desporto e a atividade física. O Sporting Clube de Pombal que se dedica essencialmente à prática do futebol, nos diferentes escalões etários, O Núcleo do Desporto Amador de Pombal (NDAP) que oferece vários desportos para diferentes faixas etárias, entre eles andebol, basquetebol, natação, karaté e futsal. A Acropombal que se dedica ao ensino da ginástica acrobática e o Clube de Ténis de Pombal, fundado em 1988, que impulsiona este desporto junto de diferentes faixas etárias, através da Escola de Ténis. A Associação Desportiva Pedro Roma trata-se de uma escola de futebol. Todas estas atrações são espelho de uma realidade que a Portugal em Destaque tomou o cuidado de conhecer. Como vê, neste separador poderá encontrar dois concelhos, unidos pela beleza natural e histórica, separados pela sua especificidade. Não deixe de conhecer o conteúdo que a seguir lhe apresentamos, mais do que empresas, falamos-lhe de pessoas, de esforços, de empreendedorismo. Apresentamos-lhe dois concelhos pelo olhar empresarial da nossa revista. Inspire-se nas diversas modalidades de negócio, nos testemunhos e nas decorações que moldam as empresas descritas nas seguintes páginas e comprove que na nossa Portugal em Destaque todos os concelhos são destacados! Agora, chegou a vez da Batalha e do Pombal.

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À DESCOBERTA DA PÉROLA DO FÉTAL É na estrada que liga Fátima à Batalha, que podemos encontrar aquele que é considerado, por muitos, o melhor sítio para comer bacalhau. A Portugal em Destaque esteve nas instalações, num local característico e decorado em conformidade com o que a região oferece e é pelas palavras dos irmãos Sandra e Paulo Anastácio, responsáveis pelo espaço, que agora lhe apresentamos o Restaurante Pérola do Fétal. RESTAURANTE PÉROLA DO FÉTAL

Foi há 16 anos, em 2000, que os irmãos Anastácio, juntamente com os pais, se aventuraram na área da restauração: “A ideia foi do meu pai. Eu estava emigrado na Alemanha e muita gente dizia: ‘És de Fátima e cada vez que lá vou não encontro um restaurante de jeito’. O meu pai tinha um tio que tinha um restaurante em Vila Franca de Xira e eu quando vinha de férias a Portugal gostava de ir para lá ajudar. Então, após essas conversas que ouvia na Alemanha, decidi avançar com o negócio”, começou por 10 | PORTUGAL EM DESTAQUE

explicar Paulo, ao que a sua irmã, Sandra, acrescentou: “Estivemos sempre à frente, com os nossos pais. A minha mãe também foi uma grande impulsionadora no que dizia respeito à cozinha. Era ela que aparecia e dava a cara em muitos programas de televisão e isso ajudou muito a divulgar a casa”. As especialidades da casa são o Bacalhau e o Polvo, mas, para além disso, destacam-se outras iguarias: “Como pratos de referência, para além do Bacalhau, temos o Polvo à Lagareiro. Ao fim de semana temos Cabrito, temos Borrego grelhado, temos a Posta à Maronesa. Temos ainda Coxas de Pato com arroz, que foi o que saiu na Boa Cama, Boa Mesa e temos Lombinho de Porco com Alheira de Caça. O nosso conceito assenta na ideia da cozinha tradicional portuguesa, só que um pouco mais elaborada. Nada de gourmet, mas mais elaborada e com produtos de qualidade. Há que salientar que os nossos produtos são da região. Usamos azeite da região de Fátima, por exemplo. Em termos de vinhos, temos uma carta muito extensa. Fazemos sempre um aconselhamento ao cliente e um atendimento personalizado. Muitos turistas brasileiros que até correm a Europa referem que foi dos melhores bacalhaus que comeram”, evidenciou Paulo. O espaço conta com duas salas, uma com capacidade para cerca de 70 pessoas e outra com capacidade para cerca de 150. Destacam-se, ainda: uma casa de banho com acesso para deficientes, parque infantil, jardim e um grande parque de estacionamento. Durante a entrevista, Paulo Anastácio, enumerou as vantagens e as desvantagens da localização do seu restaurante: “O facto de estarmos aqui situa-


dos tem vantagens e desvantagens. Em termos de vantagens, a localização é boa para eventos. Estamos num sítio muito perto de Fátima e temos quatro monumentos que são património da humanidade num raio de 50km. Ou seja estamos perto da Batalha, de Tomar, de Alcobaça e de Óbidos. Em termos de desvantagens, se estivéssemos dentro da vila, mais perto da Batalha e de Fátima, secalhar teríamos outro movimento no final do dia. As pessoas que estão em hotéis têm alguma dificuldade para se deslocarem há noite”, referenciou. Conhecido nacional e internacionalmente, o Restaurante Pérola do Fétal, é visitado e elogiado além-fronteiras e são muitas as pessoas que por lá passam durante o ano: “Na época alta temos uma média de 150 pessoas por dia. A verdade é que notamos que já somos reconhecidos porque há muitas pessoas que vêm referenciadas por outros que cá estiveram”, frisou o empresário orgulhoso. Durante a entrevista, e abordando os atuais constrangimentos ao setor da restauração, Paulo perspetivou uma falsa acalmia resultante da descida do IVA: “A maior dificuldade que tínhamos neste setor era a questão do IVA, que já foi resolvida. Falando por mim, há um aspeto positivo porque em vez de baixar os preços, vou melhorar ainda mais a qualidade. Mas penso que com a redução do IVA vamos voltar um bocadinho ao panorama de há 15 anos, onde qualquer pessoa com um fogão abria um restaurante”. Especializado e devidamente preparado para a organização de eventos, o Restaurante Pérola do Fétal, já tem bastantes agendamentos para o corrente ano: “Temos muitos eventos marcados para este ano, desde batizados e aniversários a reuniões de empresas. Trabalhamos muito com o Hotel da Batalha e quando uma empresa está lá a fazer workshops, conferências ou congressos, fazem uma refeição no Hotel e uma aqui”, garantiu o nosso entrevistado. Contando com seis funcionários e aberto todos os dias, exceto ao domingo e à segunda-feira à noite, o Restaurante Pérola do Fétal já foi reconhecido e prestigiado com diversos galardões: “Durante seis/sete anos representámos o concelho da Batalha em feiras de gastronomia. Ganhámos vários prémios e vários certificados ao representar a Batalha. Também fomos finalistas do concurso da Revolta do Bacalhau, organizado pela MasterChef, em 2008, com a receita que se mantém até hoje. E, atualmente, somos convidados com frequência para participar em feiras e eventos mas o trabalho é muito e não temos disponibilidade para participar”, referiu. Em final de conversa, ficou o convite aos nossos leitores: “Venham visitar-nos. Aqui come-se bem e há boa comida. Aproveitem, também, para dar uma volta às redondezas, porque é uma zona muito bonita para se visitar”, finalizou Sandra Anastácio.

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COZINHAR E SERVIR COM AMOR Foi há precisamente 30 anos que Maria de Lurdes criou o Manjar do Marquês em conjunto com o marido, Evangelista Graça. Do trabalho e afinco do casal nasceu o espaço que é agora um dos nomes de referência na hotelaria em Pombal e que emprega cerca de 40 funcionários. Maria de Lurdes, em entrevista à nossa revista, relevou um pouco sobre a história do espaço e realçou os principais atrativos do mesmo.

RESTAURANTE MANJAR DO MARQUÊS dormir, a chorar, a pensar que o meu marido tinha razão e que eu estava incorreta. Sofri muito para fazer isto, mas nunca disse que estava arrependida ou que estava a sofrer”. Da persistência e trabalho do casal nasceu este espaço, na Estrada Nacional nº 1 em Pombal, que é ponto de paragem obrigatório para quem deseja conhecer o melhor que se cozinha na região. Com espaço de snack-bar, restaurante e sala para eventos e casamentos, o Manjar do Marquês tem possibilidade de facilitar o ambiente que cada cliente deseja para a sua refeição. Com cerca de 40 funcionários, o restaurante funciona graças à combinação do trabalho de gestão de Maria de Lurdes e do filho e do ambiente familiar que criaram. “Eu e o meu filho fazemos um duo muito perfeito, não há problemas connosco. Ele tem uma parte que é gerida por ele e outra que é por mim. E as coisas funcionam assim e funcionam bem. No funco é fácil gerir a equipa, acho que a melhor coisa que há a fazer para dirigir os funcionários, sejam eles muitos ou poucos, é tratá-los como pessoas de família”, explica Maria de Lurdes.

MARIA DE LURDES

Com 85 anos já celebrados, Maria de Lurdes continua a ser a força motora do Manjar do Marquês, restaurante que fundou em 1986 com o marido e que agora dirige em conjunto com o filho. A criação do espaço nasceu da vontade e determinação da proprietária, que não desistiu enquanto não criou um espaço seu que pudesse deixar aos descendentes. “Eu antes tinha uma casa pequenina, que ficava nesta zona numas bombas de gasolina da Shell. Só que aquilo não era meu e eu queria deixar alguma coisa para os meus vindouros. Foi muito contra a vontade do meu marido, mas como eu era muito persistente consegui fazer aquilo que queria”, conta. E se inicialmente estava resistente a abertura do espaço, Evangelista Graça, marido de Maria de Lurdes, acabou por ser o seu apoio na luta pela abertura do Manjar do Marquês. Um percurso feito de muitas dificuldades, que a fundadora não esquece. “Eu sofri muito. Muitas noites sem 12 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Petiscos imperdíveis Cozinhar é a grande paixão de Maria de Lurdes, que assume que o que gosta mais de fazer é estar junto ao que denomina os seus tachos. “Gosto muito da minha cozinha. Acho que é a parte mais importante de um restaurante. Temos que estar sempre atentos aos produtos e às pessoas que estão a trabalhar com ele”, refere. As especialidades são muitas e amplamente comentadas entre os clientes, com especial destaque para o arroz do tomate. A cozinheira explica que a sua comida é típica e simples, mas feita sempre com ingredientes de qualidade e com muito cuidado. “O que meu deu mais fama foi o arroz de tomate, os panados, os filetes, os pastéis de bacalhau, o bacalhau frito e a salada de feijão-frade”. Após ter conquistado fama com estes petiscos, a responsável resolveu também abrir aquela que é agora a sala de restaurante do espaço, onde serve também outro tipo de iguarias. “Quisemos ter uma sala diferente com os grelhados: peixe grelhados, carnes grelhadas, arroz de carnes, arroz de grelos com entrecosto, borrego, rojões. A diferença é que nesse espaço podem comer coisas mais demoradas como peixe grelhado, vitela estufada, lombo assado, coisas mais demoradas.”


Sucesso de gerações Uma das grandes conquistas dos proprietários do restaurante Manjar do Marquês é ter conseguido manter um nível de sucesso contínuo ao longo dos seus 30 anos de existência. Uma conquista de nota, sobretudo num setor tão volátil como o da hotelaria. Para Maria da Lurdes, que apesar dos seus 85 anos continua a trabalhar diariamente as horas necessárias no restaurante, o segredo vem do gosto pelo que se faz e do trabalho contínuo. “Penso que o principal é fazer tudo com muito amor e usando bons produtos. E nunca cruzar os braços: estar sempre a fazer as coisas o melhor possível, nunca estar satisfeita com o que está a fazer, querer sempre mais e melhor. Não é uma questão de ambição, não é por dinheiro. Eu nunca fiz nada por dinheiro, eu faço por amor e carinho aos meus clientes. Eu adoro que as pessoas fiquem felizes e contentes com aquilo que comem”. A proprietária refere que continua a gostar de acompanhar a vida do espaço e de falar com os seus clientes diariamente. E acredita que é essencial para um negócio que o dono do mesmo mantenha uma atenção diária ao que se passa. “Abrir um restaurante e depois cruzar os braços a pensar que está feito não funciona. Os donos têm que estar a frente. Porque se abrem uma casa e a entregam depois acabam por se ir embora. Eu não tive férias este ano e estou a beira dos 85 anos. Entro aqui as 10 da manhã e não tenho horas para sair”, conclui Maria de Lurdes.

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UMA MARCA COM SABOR E TRADIÇÃO Qualidade e tradição são os ingredientes que estão por detrás do sucesso daquela que é a padaria de eleição não só do Pombal (onde se encontra a sede da empresa) mas também da Figueira da Foz (com três lojas ativas). Falamos da Padaria Dionísio, uma padaria com mais de 40 anos de existência, cuja marca e identidade são reconhecidas por todos quantos a experienciam.

PADARIA DIONÍSIO

JORGE AGOSTINHO

Dina e Jorge Agostinho são os atuais administradores da Padaria Dionísio e foi com este último que estivemos à conversa por forma a conhecer melhor a história e a dinâmica desta empresa: “Tudo começou em 1974, com os meus pais e mais 4 sócios”, afirmou o empresário, esclarecendo, ainda, o crescimento exponencial que a sua padaria sofreu: “Começamos apenas com a distribuição de pão e, ao longo dos anos, houve a necessidade de complementar os nossos serviços com a constituição de lojas no Pombal e na Figueira da Foz. Quase 80% do nosso mercado é a Figueira, mas também fazemos o Pombal e, com a crise, fomos obrigados a reestruturar a empresa alargando ainda mais a nossa distribuição. Por isso, hoje vamos também até Coimbra, Leiria e Marinha Grande”. Com uma oferta enorme e variada de produtos distintos que vão desde os diferentes pães até aos bolos de aniversário, passan14 | PORTUGAL EM DESTAQUE

do pelos bolos tradicionais e os salgados, a Padaria Dionísio tem uma média produtiva diária de cerca de 100 mil pães e 50 mil bolos, servidos por 78 funcionários, 11 carrinhas e 4 lojas (uma no Carriço, Pombal e as outras três na Figueira da Foz). Ainda acerca da capacidade produtiva, Jorge Agostinho demonstrou que existe a necessidade de alargar as atuais instalações fabris do Pombal: “A nossa fábrica atingiu o seu limite a nível de estruturas, já precisamos de mais espaço por forma a conseguir melhorar a produção, aderindo também à mecanização. Assim, gostava de apostar numa reestruturação da empresa, mas isso passaria por sair daqui para uma zona industrial, por exemplo, e isso não pode ser feito de um dia para o outro, tudo tem que ser bem pensado”, reiterou o nosso entrevistado. Distinguida como PME Excelência 2015, a Padaria Dionísio diferencia-se das suas opositoras pela sua enorme capacidade de resposta perante os clientes: “O que nos diferencia dos demais é a própria satisfação do cliente. Nós temos uma capacidade de resposta enorme e se o nosso cliente precisa de um bolo de aniversário, de um dia pro outro, nós fazemos e deslocamo-nos para realizar a entrega. O importante é o cliente ficar satisfeito. Também temos qualidade e muita simpatia ao balcão e, por isso, a marca Dionísio tem muito peso na região e já conquistou muita gente”. Apesar de ser a cara de uma marca prestigiada e reconhecida, Jorge Agostinho, lamentou a concorrência desleal existente nos dias de hoje: “As principais dificuldades advêm da concorrência feita por parte de pequenas empresas familiares que não estão sujeitas às mesmas normas e regras que nós e, portanto, têm muito menos custos de produção e conseguem fazer preços mais baixos. É uma realidade lamentável e injusta mas existente”, concluiu. Em final de conversa, houve ainda espaço para o administrador da Padaria Dionísio fazer uma pequena análise sobre a população e o tecido empresarial que o envolve: “Os pombalenses são trabalhadores, hospitaleiros e formam uma região muito própria


pois dinamizam a região de uma forma incrível. São mesmo muito empreendedores e resilientes. Relativamente à zona industrial do Pombal, esta está bastante evoluída e Leiria também tem empresas com bastante qualidade. A verdade é que, felizmente, aqui as pessoas conseguem viver um pouco acima da média”, finalizou. Ao nosso leitor, deixamos o convite para visitar o site oficial da Padaria Dionísio: www.padariadionisio.com, onde se podem encontrar diversas fotografias dos produtos confecionados e, em caso de oportunidade, a gerência da padaria agradece a visita presencial pois todos “vão ficar deliciosamente surpreendidos”, pode ler-se no site.

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“O CRESCIMENTO DA HTUBO RESULTA DA AUSCULTAÇÃO E RESPOSTA ÀS NECESSIDADES DO MERCADO” A HTubo existe há 22 anos, foi fundada pelos irmãos Paulo Sá e Luís Sá em 1994 e é já uma referência no fornecimento de soluções Hidráulicas, Pneumáticas e todo o tipo de Tubos para a Indústria. Apesar de estar sediada em Pombal, a HTubo vende para todo o país e também para Europa e África, através da sua rede comercial e da sua loja online (www.htubo.pt/produtos). O stock e logística eficientes permitem à empresa fazer entregas até às 13h00 do dia útil seguinte à encomenda.

HTUBO

LUÍS SÁ E PAULO SÁ Esta empresa foi recentemente distinguida com o galardão de PME Excelência 2015, facto que se verifica pelo quinto ano consecutivo, e a Portugal em Destaque dá-lhe agora a conhecer a HTubo através de uma entrevista concedida por um dos administradores, Paulo Sá. Iniciou-se a conversa pela explicação da escolha, por parte dos dois irmãos, desta área de negócio: “A empresa foi criada em 1994, uma empresa pequena que foi crescendo naturalmente, de forma a responder às necessidades do mercado. Penso que foi mais o mercado que puxou por nós do que nós pelo mercado. Focámo-nos nesta área de negócio, porque tendo Pombal alguma indústria, não tinha oferta de soluções nesta área, nomeadamente na parte hidráulica”, explicou Paulo Sá. No que concerne ao vasto leque de produtos oferecido pela HTubo, o empresário refere: “Somos fortes no fornecimento de tudo o que tenha a ver com tubagem e condução hidráulica flexível e estamos a diversificar cada vez mais o stock de mangueiras/tubos industriais. Tudo o que consumimos tem de ser transportado e tem de passar por tubos, nós comercializamos esses tubos, sejam eles para altas temperaturas, produtos alimentares, químicos ou abrasivos. Devido a esse tipo de negócios, estamos também, muito ligados à indústria da transmissão e vedantes hidráulicos e pneumáticos”, enumerou o empresário, explicando ao mesmo tempo, quais as mais-valias que a HTubo oferece aos seus clientes quando comparada com outras empresas da mesma área: “Distinguimo-nos pela abordagem feita pelos nossos comerciais, pelo atendimento dos nossos funcionários em loja e pela nossa disponibilidade. Temos uma enorme capacidade de resposta quer a nível de stock, quer a nível de knowhow. Exemplo disso foi a forma como ultrapassámos a crise econó16 | PORTUGAL EM DESTAQUE

mica dos últimos anos: por um lado, ao haver crise, as empresas não adquirem tantos equipamentos novos, por isso, têm de manter os que têm e que estão mais suscetíveis a avarias, por outro lado, notámos que as empresas do mesmo ramo desinvestiram no stock o que levou a que muitos clientes recorressem a nós. A principal dificuldade relacionada com a crise foi ao nível de cobranças”, confidenciou. A HTubo possui três mercados distintos: o mercado local (por onde começou), o mercado nacional (onde tem crescido mais) e o mercado externo (que apesar de ter sofrido uma quebra devido à situação económica actual de Angola e Moçambique, mercados com bastante expressão no volume de exportação da empresa, foi superado graças ao empenho, dedicação e muito trabalho da equipa da HTubo). Contando com uma equipa constituída por 25 funcionários, o nosso entrevistado salientou a importância da formação nesta área de negócio: “Aqui a formação é constante e muito importante, porque os clientes, mais do que artigos, procuram soluções”, reiterou. “Tubos sem fim para todos os fins” é a frase que, segundo o administrador da HTubo, descreve a empresa e que justifica, também, os seus desejos e planos para o futuro: “As mangueiras e tubos industriais são uma área que eu quero desenvolver ainda mais e um dos objetivos, passa por continuar a crescer no mercado nacional e aumentar as exportações para o mercado europeu”, finalizou.


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ROTA DA BAIRRADA Criada em novembro de 2006, a Associação da Rota da Bairrada, segundo os estatutos, é uma associação de caráter regional, constituída sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal a dinamização, promoção e valorização da atividade vitivinícola da Bairrada, e atividades afins, enquanto produtos turísticos e culturais da região. Destacam-se, de entre os produtos mais característicos, as quatro maravilhadas da mealhada, nomeadamente, o pão, o vinho, a água e o leitão. A Rota da Bairrada é assim um projeto de revitalização surgido depois da antiga Rota dos Vinhos Bairrada, que teve desde o seu início uma forte e ativa participação das Autarquias da região. Um movimento de renovação que consiste basicamente em unir os vários intervenientes na área do turismo, de toda a região da Bairrada, organizando, de forma articulada e estruturada, as valências que cada um tem para oferecer de forma a conseguir criar produtos turísticos que consigam responder às exigências dos vários públicos-alvo. A Bairrada, terra de serra e mar, termas e vinhos, gastronomia e desporto tem tudo para se tornar um forte destino turístico e foi nessa convicção que se iniciou esta nova dinâmica baseada na pró-atividade e que consiste a sua ação no princípio base de ´Unir para ir mais longe´. A Rota da Bairrada propõe-lhe uma nova forma de conhecer o território levando-o a descobrir os encantos da Bairrada através dos cinco sentidos. Tudo isto e tanto mais numa terra de surpresas que o convidamos a descobrir nesta nossa fresca e saborosa edição da Portugal em Destaque.


COMER LEITÃO NO MESMO SÍTIO DE SEMPRE… Falamos-lhe agora do Pedro dos Leitões, o primeiro restaurante do mundo a comercializar Leitão Assado à Bairrada. É gerido, atualmente, pelos irmãos Sandra Simões, Pedro Castela e Filipe Castela e foi com este último que a Portugal em Destaque esteve à conversa para conhecer um pouco mais sobre a casa que é já um ícone do leitão da Bairrada.

RESTAURANTE PEDRO DOS LEITÕES

FILIPE CASTELA Foi pelas mãos de Álvaro Pedro (Pedro dos Leitões) que (a nível de restauração) se iniciou esta atividade. Já lá vão 75 anos desde que o restaurante abriu portas pela primeira vez e, desde então, têm sido aos milhares aqueles que por lá passam (e param) para confirmar a qualidade da iguaria da casa, o leitão. Filipe Castela iniciou a conversa por explicar o peso do legado que lhe foi deixado: “Dar continuidade ao negócio tem sido difícil e às vezes doloroso. Outras vezes é fácil, porque ficamos com um legado muito bom, deixado pelo meu avô. Ser reconhecido por quem vem de fora tem sido um gosto enorme, muitos vêm à procura do tal leitão que toda a gente já ouviu falar”, confidenciou o empresário. Mantendo o seu restaurante aberto 15h por dia, todos os dias do ano (exceto no dia de Natal) e contando, atualmente, com quarenta funcionários, o nosso entrevistado falou sobre a decoração do restaurante bem como da indumentária utilizada pelos empregados: “Como podem ver, temos um espaço com muita madeira, antigo e primamos pelo aspeto das funcionárias, que se vestem assim desde o tempo do meu avô. Depois primamos pelo atendimento, 20 | PORTUGAL EM DESTAQUE

que é rápido e eficaz”, garantiu Filipe. Encontrando-se já na época alta do ano, o nosso entrevistado explicou-nos o perfil dos seus clientes: “Temos muitos clientes fixos mas, de há uns anos para cá, fomos obtendo mais clientela brasileira do que era normal. Há muitos brasileiros que estão a visitar Portugal e fazendo o trajeto de Lisboa até ao Norte, porque brasileiro que se preze tem de ter familiares em Trás-os-Montes. Então param aqui para comer. Há uns anos, por exemplo, houve um caso da Garota de Ipanema que veio a Portugal e recusou ir tomar chá com a Rainha de Inglaterra para vir almoçar ao Pedro dos Leitões. Não sei ao certo quantos clientes tenho por dia, mas devem rondar os 800/900, entre almoços e jantares”, evidenciou Filipe, afirmando ser visitado, também, por muitas figuras conhecidas do nosso país: “Temos vários clientes conhecidos, o Pinto da Costa, por exemplo, vem cá várias vezes. Tanto jogadores de futebol como políticos vêm cá porque, como qualquer casa de renome, é frequentada por pessoas conhecidas. Lembro-me que o João Pinto, quando esteve para ir para o Sporting, teve o seu contrato promessa formalizado aqui com o Va-


lentim Loureiro e com o Sousa Sintra. Depois não chegou a acontecer porque o Benfica acabou por levar o jogador para Espanha, mas foi um episódio marcante”, relembrou. Com capacidade para cerca de 450 pessoas, as instalações do Pedro dos Leitões contam com 3 salas amplas, destinadas apenas para almoços e jantares: “Não fazemos eventos, o nosso restaurante é sempre para o cliente habitual. Podemos fazer pontualmente um batizado de 20 ou 30 pessoas, mas é como se fosse um grupo. Não fazemos casamentos a fechar salas, não fazemos batizados a fechar salas, não fazemos nada disso. O nosso restaurante tem de estar aberto para o cliente que diariamente vem ao Pedro dos Leitões, porque um evento acontece uma vez e um cliente é para sempre”, explicou. Durante a nossa conversa com Filipe Castela, foi ainda revelado o segredo do sucesso dos tão afamados leitões da casa: “O segredo é escolher a matéria-prima como deve ser. Tem de ser matéria-prima de qualidade a nível de leitão. Depois, temos de escolher condimentos de altíssima qualidade. No caso das pimentas, eu posso comprar pimenta muito mais barata do que aquela que tenho mas não vou ter um resultado final como quero. O molho de leitão é o molho que toda a gente sabe e que vem nos livros: nada de salsa, nada de vinho branco, nada de louros. É o molho que temos desde o tempo do meu avô, que é o molho típico: a banha de porco, o alho, o sal, a pimenta branca e a pimenta preta. Há muita gente que não põe pimenta preta porque é bastante mais cara que a pimenta branca mas são dois tipos de pimenta em que cada uma faz papéis diferentes, ou seja, complementam-se. Relativamente à técnica da confeção, o segredo está nos primeiros vinte minutos e passa por saber corar o leitão. Os nossos leitões são assados com o calor que os tijolos absorvem e, naquele tempo em que o forno pode estar muito quente, ou mais frio, necessita de muita atenção para o leitão ficar corado. Ou seja, tem de estar com aquela corzinha cor de laranja que vemos e, se não estivermos com muita atenção nesses 20/30 minutos, o leitão pode queimar. Depois de queimado eu não consigo fazer nada com ele, é um leitão que não presta”, confessou o herdeiro do Pedro dos Leitões. A par do ex-libris (leitão), no Pedro dos Leitões também podemos encontrar outras iguarias, igualmente saborosas: “Temos outro tipo de cozinha, não muito requintada mas muito à base da cozinha tradicional. Não queremos deixar de ser o Pedro dos Leitões para ser o Pedro dos Pratos de Cozinha, mas, posso dizer-vos que, neste momento, temos um prato que eu adoro: o Tornedó à Pedro dos Leitões, que é um naco de carne do lombo fabuloso. Mas temos outros: temos um prato de filetes de robalo em cama de legumes, temos rosbife, paelha, linguado consoante a época do ano, robalo grelhado, cherne, entre outros. Mas nunca fugimos ao nome desta casa – Pedro dos Leitões”, reiterou. Já perto do final da conversa com a Portugal em Destaque, Filipe Castela, abordou a atualidade do estado do setor da restauração: “A restauração tem vindo a crescer, agora com o IVA a 13% vamos ter mais hipóteses de voltar a investir no negócio, de criar mais postos de trabalho e de criar melhores condições para os clientes. Relativamente aos problemas da restauração, saliento os impostos inerentes à mão de obra, que são elevadíssimos, e os custos que temos com a eletricidade, que são absurdos”, lamentou. Filipe reconheceu as mais-valias que a iniciativa do Município da Mealhada (as Quatro Maravilhas da Mesa da Mealhada – Água, Pão, Vinho e Leitão), trouxe para o restaurante: “A iniciativa tem projetado o leitão para fora da nossa terra e temos notado que tem havido resposta, temos tido novos e mais clientes e isso é muito positivo”, afirmou o empresário deixando, ainda, o convite aos nossos leitores para fazerem uma visita ao seu restaurante: “Quem não conhece que venha experimentar e que venha aqui porque fomos os primeiros”, finalizou.

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LEITÃO E VINHO CONTINUAM A SER OS REIS DA BAIRRADA O restaurante Mugasa encontra-se numa casa em Fogueira, uma aldeia situada a poucos quilómetros de Oliveira do Bairro, e trata-se de um espaço com uma decoração simples onde é possível degustar os mais diversos pratos à base de leitão. É uma espécie de templo do leitão à Bairrada, mas ninguém diria visto de fora. Ultrapassada a desconfiança, entramos numa sala simples, mas funcional, com alguns espumantes e vinhos da região, onde estivemos à conversa com Ricardo Nogueira, proprietário do estabelecimento.

RESTAURANTE MUGASA

RICARDO NOGUEIRA Dos dois lados da estrada, restaurantes anunciam o famoso leitão e não é só na Mealhada, mas em toda a região da Bairrada. O Mugasa nasceu há 40 anos no coração da verdadeira Bairrada, mais precisamente na Fogueira, e funcionava inicialmente apenas como café. Com o passar dos anos e com o crescente aumento de clientes, começaram a servir os primeiros petiscos e as primeiras refeições. Com toda a sua tradição e história, têm dinamizado o espaço desde 1985, sempre com a preocupação de cativar e de fazer as delícias de quem por lá passa. Para Ricardo Nogueira, a comunicação e a arte de bem receber têm um enorme peso na hora de servir o cliente. “Tentamos cativar o cliente pela qualidade dos nossos serviços, pela simpatia e pela nossa disponibilidade. A comunicação é muito importante na área da restauração”, explica o empresário. Contribuindo para a preservação e visibilidade do património gastronómico nacional, o restaurante Mugasa tem apostado num serviço capaz de proporcionar um equilíbrio entre o vinho e os pratos tradicionais da região, dinamizando desta forma o turismo e a gastronomia portuguesa. “Temos um negócio paralelo em que prestamos serviços de catering aliado à prática de 22 | PORTUGAL EM DESTAQUE

enoturismo. Como nos encontramos na Bairrada, existe uma grande concentração de produtores de vinhos que solicitam os nossos serviços. Desta forma, dirigimo-nos às instalações destes mesmos empresários, onde os turistas podem degustar os nossos pratos e ao mesmo tempo ficar a conhecer o espaço e o método tradicional utilizado na elaboração destes vinhos únicos. A Bairrada é a maior produtora de vinhos espumantes do país e o leitão é, sem dúvida, uma das carnes mais conceituadas da região, daí a nossa aposta na promoção e união destes dois produtos de excelência”. O leitão assado à moda da Bairrada continua a ser o prato mais solicitado nesta casa que tão bem trabalha a arte de preparar uma daquelas que está entre as sete maravilhas da gastronomia portuguesa, contudo, existem outros pratos para os mais diversos gostos. “O bacalhau assado na brasa também tem sido muito solicitado, assim como os rojões e a chanfana à Bairrada. Também nos procuram muito pelas entradas, pelas iscas de leitão de cebolada e pela cabidela de leitão. Dentro dos derivados do leitão, temos ainda pratos como a feijoada de leitão e as famosas sandes de leitão”. Segundo o proprietário, existem três passos fundamentais a ter em conta para garantir a qualidade do leitão, nomeadamente: a produção, o abate e o assamento. “A matéria-prima é muito importante mas todos os passos têm que ser feitos corretamente. O molho, as batatas e o corte são igualmente importantes na hora de servir. De forma a manter a tradição, aqui as batatas servem-se cozidas com pele”. Num futuro próximo, Ricardo Nogueira vai apostar numa remodelação do espaço, mas mantém-se fiel ao mesmo conceito de cozinha tradicional. “Queremos oferecer mais conforto ao cliente mas vamos tentar manter o mesmo espírito”. Em jeito de despedida, o entrevistado deixa uma mensagem para os mais curiosos. “Venham experimentar os nossos pratos e não se deixem influenciar pelo aspecto exterior da casa. Certamente sairão daqui satisfeitos”, conclui.


VILA NOVA DE GAIA No norte do país e no distrito do Porto, encontramos Vila Nova de Gaia, um município localizado na margem sul da foz do rio Douro. Apesar de ter vila no seu nome, Gaia foi elevada à distinção de cidade em 1984. Gaia sempre teve ligações privilegiadas com a cidade do Porto. Para além de serem vizinhos, este município partilha património do Vinho do Porto para além do famoso rio Douro, que banha ambas as cidades. Juntamente com Matosinhos e Porto, Vila Nova de Gaia forma a Frente Atlântica do Porto. Em termos geográficos, Vila Nova de Gaia estende-se em 168,46 quilómetros quadrados. Uma vez que está subdividido em 15 freguesias, consegue ser um concelho de grandes contrastes, entre zonas interiores, rio, mar e áreas urbanas, industriais e rurais. Um dos gigantes desta região é o turismo. Conhecida pela extensa faixa costeira (que abrange cerca de 17 quilómetros de areal, Gaia recebeu com orgulho o prémio Bandeira Azul, devido ao número de praias qualificadas para este feito). No vasto leque de areais, destacam-se as praias da Madalena, Valadares, Miramar, Aguda e Granja. Todavia, estas localidades, para além de estarem na presença do mar, são banhadas por pontos históricos como a Capela do Senhor da Pedra. Por último, Granja foi onde Sophia de Mello Breyner Andresen colheu inspiração para as suas famosas obras. Nada destes pontos teriam esta importância sem uma rede de transportes capazes de deslocar largos milhares de pessoas. Servida pelo Metro, pela STCP, pelas linhas da CP e por ligações à autoestrada, Gaia está perto de tudo. Um ponto marcante na história de Gaia aconteceu em 1983 com a instalação do Parque Biológico, que devido ao sucesso já foi ampliado. Posteriormente, em 1997 foi inaugurado o Parque de Dunas da Aguda. Por último, o Zoo Santo Inácio conclui um leque de parques naturais, ligados ao ambiente e à natureza. Chegando à área da cultura, seria difícil fazer uma listagem do património sem se tornar maçudo. Contudo, podemos falar do Mosteiro de São Salvador de Grijó, da Igreja da Serra do Pilar, do Monte do Castelo, da Casa e Jardins da Família Barbot e do Convento Corpus Christi, como algumas das referências de Vila Nova de Gaia. Visitar Gaia é sinónimo de um sentimento de felicidade. Todas as atrações, o património, os serviços e as acessibilidades fazem com que esta cidade seja um destino de excelência. Certamente que qualquer visitante sairá desta cidade com vontade de regressar.


“EU VIM PARA FICAR” Quem o disse foi Alzira Campos, técnica de ótica e gerente do Centro Óptico de Oliveira do Douro. Este Centro foi inaugurado em abril de 2010 e o seu crescimento tem sido consolidado ano após ano, tornando-se num local de excelência procurado e reconhecido pelos habitantes da freguesia de Oliveira do Douro, em Vila Nova de Gaia, mas também por pessoas de todo o concelho e arredores. CENTRO ÓPTICO DE OLIVEIRA DO DOURO

de agradecer à minha equipa de trabalho, que é extremamente dedicada e altamente profissional. Contamos com dois bons profissionais em consultório, pois é a base de tudo! Imprescindível para que tudo corra na perfeição”, frisou Alzira. Conselhos aos leitores Questionada sobre a importância das marcas neste tipo de serviços e da sua valorização por parte dos clientes, a nossa interlocutora explicou: “Trabalhamos com lentes que nos garantem um serviço de qualidade, marca Zeiss e Essilor”. Alzira deixa ainda alguns conselhos aos nossos leitores no que diz respeito a cuidados a ter com a sua saúde ocular: “As crianças, devem ser rastreadas sempre antes do início do ano letivo, os adultos fazerem uma consulta de dois em dois anos, salvo raLISETE ALVES, ALZIRA CAMPOS E SÍLVIA SANTOS A Portugal em Destaque esteve à conversa com a administradora do Centro Óptico de Oliveira do Douro, Alzira Campos, que começou por fazer uma contextualização da sua equipa: “Sou técnica de ótica há 20 anos, dei formação às minhas duas colaboradoras e fazemos formações regularmente porque esta área está em constante evolução”. O ramo da ótica aparenta ter bastantes fragilidades e estas foram apontadas pela nossa entrevistada: “Quem presta um bom serviço continuam a ser as lojas tradicionais. Assistimos, atualmente, a uma concorrência desleal, com campanhas, publicidades pouco elucidativas, em nome do dinheiro vendem gato por lebre”. A técnica de ótica aproveitou o momento para reforçar que deveria existir um maior controlo e uma fiscalização mais apertada neste ramo “Em todo o lado se vende óculos, vende-se óculos em vão de escada”, lamentou. Valores empresariais A perfeição do atendimento é a palavra de ordem para a nossa entrevistada: “O desafio é inovar, modernizando e acompanhando as tendências, mas nunca esquecendo a nossa missão número um: ‘Vender saúde ocular’. A nossa preocupação é mantermos sempre, a qualidade dos nossos serviços! O fundamental é resolvermos com eficácia os problemas dos nossos pacientes que tanto confiam em nós, com atendimento personalizado e eficácia de oficina. A qualidade dos produtos e a tecnologia caminham de mãos dadas. Com orgulho e em pouco tempo consegui chegar até aqui, com tantas adversidades no mercado. Tenho 26 | PORTUGAL EM DESTAQUE


ras exceções em que apresentem sintomas de patologias, e os mais idosos, uma vez por ano. Quem já usa óculos deve trocá-los de dois em dois anos, salvo raras exceções. E atenção: óculos de sol só nas óticas!”, reiterou. Marca própria de óculos de sol Empreendedora por natureza, Alzira Campos, é a responsável por uma inovadora, moderna e irreverente marca de óculos de sol. Chama-se AK-free Sunglasses, que podem ser encontrados no seu Centro Óptico e em outros pontos de venda, divulgados na sua página Web e também no Facebook, no link: www.facebook.com/akfreesunglasses.pt. Jéssica Maria, a conhecida parti-

cipante da Casa dos Segredos dá a cara pela marca. Solidez empresarial e futuro Em final de conversa, Alzira, garantiu que o seu negócio se encontra estável: “De ano para ano temos consolidado o nosso negócio substancialmente. Eu vim pra ficar. Já temos clientes fixos e o nosso objetivo é fazer com que as pessoas, quando pensarem em usar óculos, pensem logo na nossa casa”, esclareceu a nossa entrevistada. Ficou a certeza de que os clientes do Centro Óptico de Oliveira do Douro podem, nas palavras da gerente: “Ter a certeza da nossa honestidade, da nossa qualidade e da nossa simpatia. Venham visitar-nos, serão todos bem-vindos!”, finalizou. PORTUGAL EM DESTAQUE | 27


SOLUÇÕES À MEDIDA DO CLIENTE Há cerca de um ano nasceu uma empresa ligada a máquinas e ferramentas, denominada CanTools. Capaz de conciliar a sabedoria e experiência de Vítor Martins, gerente da empresa, com a juventude dos restantes sócios, a firma, que se encontra na zona industrial de Canelas (Vila Nova de Gaia), tem crescido de forma sustentada e sob valores de transparência e entrega total.

CANTOOLS

EQUIPA CANTOOLS Em conversa com Vítor Martins, a Portugal em Destaque teve a oportunidade de descobrir as origens da empresa e o que motivou a sua criação. Segundo o mesmo, o mercado português precisava de alguém que desse prioridade à qualidade dos produtos e não ao seu preço. “Na CanTools, para além das máquinas e das ferramentas, focamo-nos nos consumíveis da própria indústria. Ou seja, podemos oferecer produtos aos nossos clientes dentro de uma gama de média/alta qualidade. Portanto, não entramos no negócio para promover massas de cêntimos. Não compro produtos provenientes de países com mão de obra duvidosa”, afirmou o gerente, mostrando descontentamento pelo caminho levado pelos empresários portugueses. “Infelizmente, vejo que a nossa concorrência direta aposta muito nesses produtos. Temos uma dificuldade enorme em afirmar junto dos nossos potenciais clientes com qualidade”. Sabendo que o setor da metalurgia corresponde a cerca de 30% das exportações nacionais, Vítor Martins defende a necessidade de novos projetos para revitalizar o setor. É desta forma que a CanTools entra em cena. Representando marcas como a Bahco, Air Liquide, Hitachi, Mosa, Bison, Glova, Mep, Fat, Taf, CRC, Derek e fabricante de metais não ferrosos, esta firma apresenta 28 | PORTUGAL EM DESTAQUE

somente as melhores soluções, pensando sempre no sucesso dos seus clientes. “A CanTools tem primado por se afirmar com determinados valores, que são os valores de transparência, exigência, cooperação e entrega total ao nosso cliente. Temos esse objetivo e não baixamos os braços. Hoje é difícil liderar uma empresa, principalmente uma companhia jovem, que tem de se afirmar no mercado. Nós, ao contrário do que hoje é comum, valorizamos muito as pessoas. Olhando para o nosso crescimento, só temos de agradecer aos nossos clientes por eles nos ajudarem nesse sentido. Dentro dessas medidas, a CanTools tem tido dificuldade no crescimento, por estar a seguir uma política de fornecer serviços de qualidade. Temos uma assistência pós venda, embora os nossos produtos não necessitarem, mas fazemos esse acompanhamento junto dos nossos clientes e já temos uma carteira de mais de 200 clientes”, explicou o empresário, que conta com mais de 30 anos de experiência no setor. Neste momento, a equipa da CanTools conta com sete pessoas, destinadas tanto à parte comercial como ao BackOffice. Todavia, o sucesso da empresa permite pensar num aumento para uma dezena de trabalhadores. O êxito conseguido provem dos valores da equipa, o que tem permito que não haja reclamações por partes dos clientes. “Para nós é muito importante poder vender e sentir a satisfação dos nossos clientes”, afirmou Vítor Martins. “Os grandes negócios dão-se por grandes equipas. Se assim não for, tentamos apenas fornecer o vizinho do lado, e o negócio de ocasião. Não é isso que pretendemos. Queremos estar situados no mercado e daqui a dez anos ter uma valorização em termos de marca que seja objetiva mas, acima de tudo, com muita responsabilidade social. Dentro dessa ordem, queremos continuar com a parte de formação, que é importantíssima. Aliás, o nosso negócio é de tal forma volátil em termos de produtos que, de mês em mês, temos que fazer formação interna a fim de fornecer as melhores soluções que o mercado tem aos nossos clientes”. Para garantir a satisfação dos clientes, esta jovem companhia dispõe de um serviço de assistência às máquinas, quer na montagem, quer no acompanhamento pós-venda. “A pedido dos nossos clientes podemos e devemos interferir em problemas que surjam, mesmo que sejam provenientes de outros setores de negócios. As oportunidades para nós são demasiado valiosas porque a intenção e o objetivo está nas pessoas da CanTools. O primeiro objetivo passa por ser um bom interlocutor junto do cliente e não estar a pensar logo quanto vamos faturar. A nossa sobrevivência é importante e


advém do nosso nível de faturação, como é óbvio, mas volto a frisar, a relação e o valor das pessoas são mais importantes. Desta forma, vamos tentar fazer tudo para manter este espírito nesta equipa”, sublinhou Vítor Martins. Desta forma, a CanTools consegue uma posição de distinção no mercado, aliando a qualidade dos produtos com as particularidades e competência das pessoas que elevam a empresa. Outra forma de diferenciar a CanTool das restantes empresas da área é a questão do stock. Vítor Martins garantiu que acaba por contrariar as regras, uma vez que a firma aposta em manter o stock, de forma a poder ser vista como uma empresa célebre em termos de prazos. “Trabalhamos nesta altura com metas de prazos que cerca de 90 por cento são entregues em 24 ou 48 horas”, orgulhou-se. “Temos uma certa flexibilidade junto dos produtos que temos em stock, mas acima de tudo, em doze meses, já conseguimos ser vistos pelas empresas e pelos grupos que nos fornecem como uma empresa que tem responsabilidades. Primeiro porque cumpre

aquilo que compra, que é muito importante nos dias de hoje. E acima de tudo, a transparência que nos tem levado dia após dia, acaba por se refletir em quem trabalha connosco e coopera em termos de fornecimentos de materiais. Nesse sentido, conseguimos ganhar grandes objetivos em termos de negócio pela prontidão. Essa é outra solução que podemos apresentar ao cliente”. Com todas estas valências, o futuro de CanTools tem tudo para ser de sucesso. Há medida que vão ultrapassando os obstáculos que vão surgindo, a equipa da empresa continua a melhorar o “know-how” e a criar novas soluções para os clientes. Nos próximos anos, o grupo liderado por Vítor Martins pretende expandir a marca para a Europa visto já haver trabalhos elaborados em alguns países Africanos nomeadamente Angola, Moçambique mas que pela indecisão política leva a manter os negócios suspensos. No entanto e segundo o mesmo, o mês de setembro será o ideal para encetar negócios em França.

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A TRADIÇÃO DO SABER E DO SABOR Fundada há 25 anos, a Rissolaria Tradicional é hoje a referência das empresas de produtos salgados do Grande Porto. Aqui, todos os produtos são confeccionados com dedicação e paixão, aliando o perfecionismo à inovação e à diversidade da oferta. Com uma filial na capital, a empresa assegura a distribuição no centro e sul de Portugal e orgulha-se de oferecer a garantia de produtos tradicionais de elevada qualidade. Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, Rosa Maria Carvalho, fala sobre a trajetoria da Rissolaria Tradicional e sobre perspetivas futuras.

RISSOLARIA TRADICIONAL

com que conseguisse criar a Rissolaria Tradicional e alcançar um patamar de excelência e qualidade bastante elevado. Falamos de uma empresa de fabrico de produtos alimentares, cuja gestão partilha com a sua família, nomeadamente com o marido, Agostinho Carvalho, e que tem registado um percurso coroado de êxitos e momentos memoráveis. Nascida há 25 anos, no Grande Porto, a Rissolaria Tradicional confeciona com dedicação e paixão, produtos de excelência artesanal que combinam o rigor à criatividade, o perfeccionismo à inovação e a diversidade à oferta. Aqui pode encontrar “os sabores mais diferentes, mas todos eles de confiança, sempre com a certeza que, para além de surpreendido, ficará também deliciado”. Do rol destes pedacinhos de céu estão: rissóis de carne, camarão, legumes, frango com azeitona recheada, queijo e ananás, bacalhau, leitão, sardinha, ou de chocolate com gengibre e malagueta, aos quais se juntam os triângulos de bacalhau com natas, as coxinhas de frango, os croquetes, os bolinhos de bacalhau e as chamuças. Na Rissolaria Tradicional são também confeccionadas empadas que podem ser recheadas com carne, faisão com passas, perdiz, frango, porco preto com queijo da serra, salmão, legumes ou camarão. “Temos uma linha de chamuças única, com uma massa de chá verde e recheio de legumes e uma massa de paprica com recheio de camarão. Somos os únicos em Portugal a confeccionar chamuças com esta mistura de sabores e especiarias. Como o produto é feito à mão, podemos parar a produção e misturar os mais diversos produtos e

ROSA MARIA CARVALHO E AGOSTINHO CARVALHO A Rissolaria Tradicional assume-se como uma referência incontornável, onde a qualidade, o bom gosto e a excelência do sabor são palavras de ordem adotadas por Rosa Maria Carvalho desde que o seu sonho se tornou realidade. Esta mulher de coragem com um grande espírito empreendedor começou por vender os seus produtos para os cafés, mas a sua ambição e arrojo fizeram 30 | PORTUGAL EM DESTAQUE

iguarias”, revela a nossa anfitriã. Da sua criatividade, surgiram produtos únicos, como uma linha de salgados para vegetarianos, ou outra para as crianças com formas de golfinhos ou tubarões. “Da aposta na inovação e na oferta diversificada, garantiu-se a fidelização dos clientes”, salienta Rosa Maria Carvalho, de forma entusiasta, acrescentando que a


nossa esfera de atuação ao Algarve e Madeira, e recentemente, abrimos a Rissole Mio, na Rua Marquês Sá da Bandeira, em Vila Nova de Gaia”, afirma Rosa Maria Carvalho, evidenciando que se trata de “uma loja lindíssima, que foi criada com muito amor”. A par disso, a empresa fornece para a Suíça, Bélgica e Timor, mas o grande objectivo passa por consolidar a marca no mercado nacional.

Rissol de Camarão

Rissol de Leitão

Miniaturas

Chamuças especiais

de vegetais com massa de chá verde/ de camarão com massa de parika/ de frango

empresa tem igualmente apostado na diversificação dos produtos em miniaturas como tarteletes e mini-quiches, direccionados ao canal Horeca. “São já mais de 80 as referências com sabores únicos que estão à disposição dos clientes”, avança a empresária. A empresa orgulha-se de ter um produto reconhecido a nível nacional pelos melhores chefs de cozinha tradicional portuguesa. Da sua lista de fiéis clientes fazem parte as maiores cadeias de hotéis, prestigiados restaurantes, confeitarias, cantinas e colégios. Com uma filial na capital, a empresa assegura a distribuição no centro e sul de Portugal e orgulha-se de oferecer a garantia de produtos tradicionais de elevada qualidade. “Estamos a alargar a

Qualidade e Segurança A Rissolaria Tradicional vem acumulando experiências há mais de duas décadas para responder às necessidades e superar as expetativas dos seus clientes. Esta filosofia de trabalho traduz-se no quotidiano da empresa, no cumprimento rigoroso de regras que lhe garantem um processo de fabrico com total garantia da qualidade. A qualidade dos seus produtos começa na rigorosa selecção dos seus fornecedores. Além disso, desde a chegada das matérias-primas, produto acabado e distribuição, todas as etapas são criteriosamente controladas, tendo por base o reconhecido Sistema de Segurança Alimentar - HACCP. “Tenho formações constantes de segurança alimentar. Sou muito exigente com a limpeza e com os produtos”, destaca. Paralelamente, a qualidade, a diversidade e o carácter artesanal são outros dos fatores distintivos desta empresa que prima pela produção de produtos de alta qualidade e excelência, fabricados com mestria e sabor, contando com o empenho e dedicação de uma equipa de 25 colaboradores. Futuro promissor A Rissolaria Tradicional tem conseguido satisfazer as mais altas exigências, fidelizando clientes um pouco por todo o país. Com os olhos postos no futuro, Rosa Maria Carvalho e Agostinho Carvalho pretendem abrir mais lojas, bem como continuar a conquistar a preferência dos seus clientes.

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MATOSINHOS No distrito do Porto, a Revista Portugal em Destaque esteve a explorar Matosinhos, uma cidade associada ao mar. Considerada uma terra recente para os padrões portugueses, esta região destaca-se por reunir tradições piscatórias, que colmatam numa série de atividades de restauração ligadas ao peixe. Matosinhos, cidade e concelho, é um testemunho de riqueza gastronómica reconhecida por todos. Apreciada e elogiada a nível nacional e internacional, existem diversos guias e roteiros que promovem esta área. Peixe grelhado e marisco são os pratos mais pretendidos nos inúmeros restaurantes dignos de ser visitados. Mais recentemente surgiu a criação e implementação da marca “Matosinhos World’s Best Fish”, que tem como objetivo fomentar as potencialidades deste produto e promover a sua gastronomia pelo mundo Com praias de excelência, Matosinhos é um destino turístico por excelência. Com acessibilidades competentes, esta cidade é visitada por um grande número de turistas. Se a Rotunda da Anémona é um excelente cartão-de-visita, o Senhor de Matosinhos (principal festa do concelho) também permite destacar esta cidade pela positiva. Esta festa reúne um vasto número de visitantes, que são contagiados por um ambiente de alegria e boa disposição. Relativamente ao património presente, a Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, o Padrão do Bom Jesus, o Mosteiro de Leça do Balio, o Cruzeiro manuelino, a Ponte do Carro e o Obelisco da Praia da Memória são elementos cruciais para quem quer conhecer a essência desta região. Se estas atrações não fossem suficientes, Matosinhos acolheu diversas personalidades como Álvaro Siza Vieira, Florbela Espanca, Álvaro Lapa e António de Sousa Franco. Para uns, Matosinhos foi um berço. Para outros, foi uma escolha, visto que se mudaram para esta belíssima cidade costeira. Em termos económicos, esta cidade recebeu recentemente um reforço no setor industrial. Se no passado, a atividade piscatória era um dos fortes de Matosinhos, hoje a aposta passa pelo setor terciário. A Exponor também está situada nesta região, mais propriamente em Leça da Palmeira. As mais importantes do Grande Porto também estão aqui presentes: o Porto de Leixões, construído nos finais do século XIX. No fundo, Matosinhos apresenta um leque de atrações para todos os gostos. Capaz de conciliar a história com o modernismo e com o turismo, esta cidade costeira deliciará qualquer um com a sua gastronomia própria e monumentos marcantes. Esta “terra de memórias e tradições” continua a surpreender tudo e todos.


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A NUT’ JÁ CHEGOU A MATOSINHOS! O conceito que nasceu em Leiria trazido pela Royal Kebab no ano de 2015, rapidamente, se tornou num caso de sucesso. A Nutella que está na base dos seus produtos exclusivos tem feito a felicidade dos mais gulosos e, hoje, já faz parte da ementa preferida dos portugueses.

NUT MATOSINHOS

FRAPPÊS SMOOTHIES ICED TEA

NOVA CARTA DE GELADOS!

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SABORES!

RAQUEL PEREIRA A ESPALHAR MAGIA EM ... AVEIRO ● BRAGA ● CASCAIS ● CHIADO LISBOA ● COIMBRA ● FIGUEIRA DA FOZ GUIMARÃES ● LEIRIA ● MATOSINHOS ● PONTA DELGADA ● PORTO ● SÃO JOÃO PORTO

A ideia de uma Nut’ na cidade de Matosinhos surgiu quando Raquel Pereira, a responsável pela loja, licenciada em prótese dentária, decidiu mudar o rumo da sua vida profissional. Desta forma, depois de 11 anos a trabalhar na área de formação, a empresária entendeu que deveria procurar outros projetos e, pesquisas feitas, foi o novo conceito do já conhecido creme de chocolate e avelãs que a levou a arriscar. Da ideia à concretização final da loja passaram apenas seis meses. Foi em maio deste ano que a Nut’ Matosinhos, na Rua Sousa Aroso, se tornou uma realidade e passou a ser a terceira Nut’ no concelho do Porto. “Matosinhos tem uma grande densidade populacional”, justifica Raquel Pereira, “e existem sempre os turistas e as pessoas que vêm de fora da cidade para a praia”, sendo a opção mais viável para a abertura da loja. A Nut’ 38 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Portugal conta, hoje, com 12 espaços pelo país fora: Leiria, Chiado, Coimbra, Aveiro, Braga, Cascais, Figueira, Porto, Ponta Delgada, Guimarães, São João e Matosinhos. Como em qualquer franchising, as regras têm de ser cumpridas e o local escolhido tem, obrigatoriamente, de ter a acessibilidade e a população exigidas. A formação dos colaboradores é dada pela Nut’ Portugal e toda a equipa passa por esse processo, pelo menos durante a parte inicial da abertura da loja, podendo ser dada depois pelos responsáveis aos colaboradores que ingressarem mais tarde. Neste momento, a equipa da Nut’ Matosinhos é composta por sete pessoas. Durante a semana o horário é das 13h às 00h e ao fim de semana das 11h às 00h, sendo que ao domingo encerra às 23h. O menú mantém os produtos de sempre e o centro das atenções é a Nutella. Há churritos, crepes, waffles, bolas de berlim, croissants e kebabs combinados na perfeição com o creme de chocolate e avelãs. Mas desengane-se quem pensa que só os amantes da Nutella podem frequentar este espaço. Para os outros, a Nut’ Matosinhos tem ainda os gelados e os salgados, as torradas, tostas mistas e, agora no menú de verão, as piadinas feitas com massa de wrap que podem ser recheadas com ingredientes à escolha do consumidor. É um espaço para todo o tipo de clientes, “desde famílias a grupos de amigos, gente que vem da praia e pessoas que saem de casa para um lanche agradável e docinho” e podem esperar “muita simpatia e, essencialmente, um bom atendimento”. Embora seja um projeto com pouco tempo, Raquel Pereira não se arrepende da mudança. Os clientes estão satisfeitos, a divulgação tem crescido e, agora, o futuro passa por trabalhar no desenvolvimento efetivo desta nova Nut’ que promete continuar a missão de espalhar a magia e a felicidade.


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O LOCAL ONDE O VINHO GANHA VIDA Chama-se Garage Wines, está situada em Matosinhos e constitui-se como um sonho realizado para Ivone Ribeiro. A Portugal em Destaque esteve à conversa com a consultora de vinhos e dá-lhe agora a conhecer o local onde o vinho é o principal anfitrião. GARAGE WINES

IVONE RIBEIRO Tudo começou há três anos, quando depois de uma vasta experiência na área, Ivone Ribeiro, decidiu ouvir todos os conselhos dados por familiares e amigos e abrir a sua própria garrafeira. O balanço dos últimos três anos não podia ser mais positivo: “É

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muito engraçado porque trabalhei sempre por conta de outrem, sempre me dediquei aos projetos dos outros como se fossem meus, mas agora tenho uma balança em que de um lado está a empresária e do outro lado está a paixão que tenho por esta área. Tem corrido tudo muito bem”, confidenciou. A Garage Wines pretende romper com o típico estereótipo das garrafeiras, apresentando-se com uma decoração leve e minimalista onde são prestigiados os vinhos e o atendimento: “Infelizmente as garrafeiras, antigamente, eram vistas como um local de prestígio, onde tudo era mais caro. Mas isso é um engano, porque no que a garrafeira se diferencia é na oferta mais selecionada e mais cuidada. O que nós fazemos aqui é prestar um serviço em que tentamos vender os vinhos à medida do cliente, à medida da sua carteira, do seu gosto e do momento a que se destina”, explicou-nos Ivone. São vários os serviços prestados pela Garage Wines, que vão desde o Home Tasting (onde são organizadas provas de vinho privadas no local escolhido pelos clientes), ao Glass Loan (serviço de empréstimo de copos), passando pelo Wine & Dinner Evening (aconselhamento de vinhos para datas especiais) e pela própria gestão de garrafeiras dos clientes. Tudo em nome da valorização dos vinhos portugueses mas também estrangeiros uma vez que, como explicou a nossa entrevistada: “Temos um grupo de clientes mais conhecedor e especializado com vontade de provar vinhos de outros países”. Quase todas as sextas-feiras são realizadas na “Loja da Ivone”, como é carinhosamente chamada pelos clientes mais antigos, provas de vinho gratuitas. A adesão tem sido enorme (cerca de 50 pessoas por sessão) e os participantes chegam a provar mais de 200 vinhos por ano: “Durante o verão fazemos uma pausa nas provas e os nossos clientes, em Setembro, sentem falta e ligam a insistir que se recomecem as provas”, evidenciou orgulhosa. Acerca da sua profissão e da alteração das mentalidades que se evidenciou nos últimos anos no que diz respeito à degustação e consumo de vinhos, Ivone garantiu estar a apostar num público mais jovem para dinamizar o seu produto e o setor: “O vinho não é uma coisa barata mas é uma coisa de que as pessoas gostam e, hoje em dia, há vinhos para todas as carteiras. Nós fazemos questão de cativar a atenção dos jovens, tendo uma oferta bastante alargada de vinhos para todos os preços. O nosso ambiente é informal, de partilha, de amigos, de convívio e a esse grupo de consumidores nós passamos a mensagem de que é divertido provar vinhos. Posso dizer que eles têm aderido”, frisou. A Garage Wines foi considerada pela ‘Revista de Vinhos’ a melhor Garrafeira de 2015, galardão que foi entregue, no início do ano, a Ivone Ribeiro: “Representa uma grande responsabilidade. O prémio que nós recebemos é no fundo o reconhecimento do nosso trabalho, da nossa dedicação ao vinho e à sua promoção”, confidenciou a empresária. Abrir uma loja online e um espaço de degustação (uma esplanada ou um wine bar para convívios e provas de vinho), constituem os principais objetivos a cumprir, nos próximos anos, pela empreendedora Ivone Ribeiro.


HÁ 16 ANOS NA ARTE DE ADMINISTRAR CONDOMÍNIOS Com uma sólida experiência na administração de condomínios, a MTSAGI é uma empresa de Administração e Gestão de Imóveis que se destaca pelo atendimento personalizado e procedimentos diferenciados de acordo com as necessidades de cada condomínio, e tendo como preocupação principal a boa conservação e valorização do património dos condóminos.

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE IMÓVEIS Sediada em Matosinhos, a MTSAGI iniciou a sua atividade em 1999 e dedica-se em exclusividade à administração e gestão de condomínios na zona do grande porto, nomeadamente Matosinhos, Maia, Vila Nova de Gaia e Porto. O nome deve-o a Matosinhos – o anagrama MaToSinhos – e as siglas A.G.I – Administração e Gestão de Imóveis. “A arte de bem gerir condomínios” é assim que se posiciona a MTSAGI. A revista Portugal em Destaque esteve à conversa com o proprietário José Carvalho que está nesta atividade há 16 anos. Hoje conta com uma equipa de colaboradores nos departamentos administrativo, jurídico e financeiro, bem como um engenheiro civil como consultor externo e um colaborador na rua a tempo inteiro com ‘viatura oficina’ que faz, diariamente, a inspeção dos edifícios. Com cerca de 70 edifícios a seu cargo, pretende continuar a expandir-se sem comprometer a excelência do seu trabalho e a boa reputação que conquistou. “Prefiro manter os edifícios que tenho e não crescer pela simples ganância de ter mais. Queremos crescer, mas sustentadamente. Construímos o nosso crescimento com base em resultados sólidos, procurando manter proprietários satisfeitos, uma vez que o seu bem-estar e qualidade de vida é o nosso sucesso, porque afinal, zelamos pelas suas casas ”, explica-nos José Carvalho. Quanto à filosofia da empresa, esta assenta em pilares fundamentais como a seriedade, honestidade, compromisso e justo valor nas relações profissionais com os proprietários dos imóveis que administra. Desafios atuais do setor Para José Carvalho a conjuntura atual do país reflete-se bastante neste setor de atividade. “Em caso de dificuldades económicas as famílias começam por adiar o pagamento do que consideram ser menos urgente, por exemplo, o condomínio. A luz e água são serviços fundamentais e a alimentação um bem essencial pelo que começam logo por cortar nas contas que podem ser pagas mais tarde”, conta-nos José Carvalho. Esta situação acaba por se transformar num ciclo, pois se os condóminos não pagam, também os administradores não terão liquidez para a gestão diária que um prédio necessita. Além das dificuldades económicas, José Carvalho sente a necessidade de regulação para o setor, pois este precisa

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JOSÉ CARVALHO

de mais transparência. “Veja-se só o facto de os imóveis que constituem os condomínios, tendo em conta o seu elevado valor patrimonial e os diversos fluxos financeiros gerados na assistência e funcionamento das partes comuns, não possuírem a obrigatoriedade de contabilidade organizada. Também é necessário qualificação e esclarecimento profissional para o setor. Por exemplo, e tal como noutros setores, alvará para exercício da atividade, capitais mínimos para a constituição das sociedades gestoras, quadro técnico exigível e seguros de responsabilidade civil obrigatórios”, explica José Carvalho. Expectativas Contudo, José Carvalho tem boas expectativas para este setor de atividade, mas sente que é necessário que as empresas, que já estão implementadas no mercado, se unam mais, que defendam e lutem pela causa que serve a todos. E sobretudo os condóminos pela qualificação da sua atividade, pois dado o grande número de famílias que dispõem de habitação própria em propriedade horizontal, as empresas de administração de condomínios têm assumido maior importância no país e cada vez mais são o recurso dos proprietários dos imóveis que procuram profissionalismo. José Carvalho deixa este pensamento, “O valor patrimonial de todos os imóveis geridos e cuidados pelas empresas de gestão de condomínios é certamente de uma dimensão equivalente ou superior ao resgate a que Portugal foi sujeito nos últimos anos”.


UM ESPAÇO A PENSAR EM SI! Em Matosinhos existe um espaço, onde os serviços e o atendimento personalizado falam por si. Trata-se, obviamente, do Sol d’Inverno, um centro de solário e estética. Este espaço abriu portas em novembro de 2013, fruto da vontade e espírito empreendedor de Susana Rebelo. A localização estratégica, bem como a qualidade a excelência dos serviços prestados fazem do Sol d’Inverno uma excelente opção.

SOL D’INVERNO - CENTRO DE SOLÁRIO E ESTÉTICA

Em plena Avenida D. Afonso Henriques, em Matosinhos, encontramos o Sol d’Inverno, um espaço a pensar em si e no bem-estar. Susana Rebelo é o rosto deste espaço, uma mulher empreendedora e corajosa, que após diversas formações em solário, estética e técnicas de gel decidiu dar asas aos seus sonhos e criar o Sol d’Inverno. Aqui encontrará duas salas de solário dotadas com os melhores equipamentos do mercado, onde poderá “disfrutar de uma sessão de bronzeamento relaxante e com resultados assegurados” e um leque de tratamentos corporais que inclui epilação, depilação a laser de diodo, tratamentos anti-celulíticos/ reafirmantes (triactive), drenagem linfática manual, massagens de relaxamento, extensão de pestanas e serviço de pedicure, manicure, unhas de gel e verniz gel. E se Susana Rebelo começou este projeto sozinha, hoje a equipa de profissionais do Sol d’Inverno conta com três funcionários, que dão asas ao sucesso da empresa. Qualidade, profissionalismo, serviço especializado e atendimento personalizado são os pressupostos que têm permitido ao Sol d’ Inverno granjear uma posição de destaque num mercado cada vez mais competitivo. “O balanço destes três anos é bastante positivo. O facto de prestarmos uma larga variedade de serviços que aliados a tecnologia inovadora, a produtos de excelência e a uma equipa extremamente profissional, fazem com que o nosso espaço seja reconhecido como uma referência”, sustenta Susana Rebelo. Com os olhos postos no futuro, as expetativas e a ambição de Susana Rebelo não ficam por aqui. Sabendo que ainda existe muito trabalho pela frente, os objetivos são claros. “Espero que esta loja continue a funcionar bem”, declara, deixando o desejo para o futuro: “Queremos crescer”.

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NA VANGUARDA DOS TRANSPORTES Chama-se On Wings e é uma empresa legatária de uma experiência de cerca de 30 anos no setor dos transportes. Miguel Lourenço e Marta Silva são o casal que se encontra à frente da On Wings e foi com esta última, que a Portugal em Destaque esteve à conversa, por forma a conhecer melhor esta empresa bem como, a atual realidade do setor.

MIGUEL LOURENÇO E MARTA SILVA

Marta Silva iniciou-se na área dos transportes por intermédio do seu marido, Miguel Lourenço: “O meu marido nasceu neste setor. O meu sogro esteve toda a sua vida ligado aos transportes e, em 2000, criaram uma empresa os dois. Em 2011 reestruturámos a empresa: juntei-me ao meu marido na gerência, mudámos de nome, de instalações, de morada, de conceito e de imagem. Todo o serviço foi alterado e tem sido aos poucos trabalhado. Tem sido lentamente, porque não temos parado, continuando sempre a trabalhar normalmente”, começou por nos explicar a nossa entrevistada. A nova reestruturação da On Wings, tem sido muito bem aceite no mercado, quer pelos clientes de longa data, quer pelos novos clientes que entretanto arrecadaram. Muito do sucesso desta empresa de transportes deve-se à sua equipa, extremamente profissional e experiente, composta por 12 camionistas, pelo casal de empresários e mais um membro na gestão de tráfego, onde todos trabalham em equipa com o objetivo comum de levar a bom porto esta transportadora. Dedicando-se ao transporte de todo o tipo de carga geral para qualquer ponto do país, estão também a transportar para o norte 44 | PORTUGAL EM DESTAQUE

da europa, experiência recente que já tem colhido frutos. Marta Silva garante que a principal característica que distingue a sua empresa das demais é a qualidade dos serviços prestados: “Nós não temos reclamações. Tentamos ter um padrão constante de qualidade, estando contactáveis 24 horas por dia, em que não temos problemas com cargas, mercadorias ou prazos de entrega. Isto, a juntar à imagem sempre muito cuidada que sempre apresentamos, quer dos motoristas, quer dos camiões, torna a nossa empresa uma empresa credível”, afirmou. A crise evidenciada, nos últimos anos, em quase todos os setores do nosso país, teve um impacto diferente na área dos transportes, pois sempre houve trabalho. Quem o disse foi a nossa entrevistada, gerente da On Wings: “No auge da crise, existia uma estabilidade que não existe agora. Foram afetadas as microempresas, mas aquelas que já estavam estabelecidas não sofreram qualquer alteração, pois tiveram que se ajustar. Claro que, atualmente, com os aumentos dos combustíveis, dos impostos e da carga fiscal, são as pequenas empresas que mais sofrem e os preços ao manterem-se estagnados há vários anos, fazem com que o impacto negativo seja


maior”, aclarou. A realidade do setor verifica-se muito diferente, atualmente, comparativamente com a realidade verificada no início deste tipo de atividade. Marta Silva apontou a dificuldade em encontrar mão-de-obra qualificada, como um dos principais problemas existentes: “Nos últimos tempos, temos assistido a uma grande rotatividade de motoristas. Mas penso que isso tem sido transversal ao setor. Felizmente temos uma parte da equipa que está connosco desde o início, e que, sem eles, não tínhamos os resultados que temos”, reiterou a empresária. Com 12 camiões no ativo, o mercado internacional é uma aposta da On Wings, a reforçar nos próximos anos, uma vez que, o mercado nacional se encontra, atualmente, saturado. O norte da Europa é o destino mais apetecível: “Nós trabalhamos com áreas muito complicadas, como é a logística interna das próprias empresas. As nossas estradas não dão a devida rentabilidade, as autoestradas, com os preços que se praticam tornam-se uma alternativa impensável e, portanto, isto está intransitável. A internacionalização apresenta-se, cada vez mais, como uma solução e uma aposta ganha”. A principal dificuldade verificada neste processo de internacionalização, prende-se com a concorrência feita pelas grandes empresas (e transitários), que já se encontram estabelecidas no mercado internacional, ficou subjacente na entrevista. Segundo a nossa interlocutora, a economia portuguesa encontra-se estagnada e explica o seu julgamento: “Antes e no início da crise, as empresas tinham stocks e existia armazenamento, atualmente vende-se, apenas para satisfazer as necessidades, não há stocks”, esclareceu. Trabalhando, maioritariamente, com água engarrafada, a verdade é que o verão não tem dado descanso à equipa da On Wings, que transporta todo o tipo de mercadoria de carga geral. Marta Silva, elucidou-nos sobre as principais exigências dos seus clientes: “Os clientes exigem, cada vez mais, o cumprimento dos prazos

de entrega. Talvez seja, precisamente, pela falta de stock. O transporte tem de ser feito cada vez mais rápido e os prazos são cada vez mais importantes”, destacou. Ao longo da conversa, a representante da On Wings lamentou as medidas legislativas adotadas pelo governo bem como a passividade das diferentes associações do setor: “É o setor dos transportes que põe a economia a rolar e acho que o governo e entidades oficiais não o deveriam desvalorizar. A fiscalização é diária, nós cumprimos com tudo, mas a falta de apoio e medidas para potenciar o setor, não nos permite ir mais além. As regras são muito apertadas, principalmente para as empresas, que estão estranguladas pela concorrência e pelos preços há muito desatualizados. Também acho que as nossas associações deveriam estar mais ativas na defesa dos nossos interesses, não nos defendem como deveriam, muitas vezes as promessas que nos fazem, não são cumpridas. As principais queixas prendem-se com o facto do gasóleo profissional não ser reconhecido para o setor dos transportes”, exemplificou. Localizada em Anadia, a On Wings possui uma posição central, zona esta com boas acessibilidades. Encontra-se entre Aveiro e Coimbra e facilmente permite as deslo-

cações entre Porto e Lisboa. No entanto, os responsáveis pela empresa referenciaram a pouca valorização dada pelo concelho onde laboram: “Sinto que em Anadia não somos devidamente valorizados. São poucos os clientes na região, que contratam fora e, também, não se sente o apoio das entidades oficiais”, explicou. Como objetivos a concretizar nos próximos anos, destacam-se o crescimento moderado e a internacionalização: “Nós não somos ambiciosos ao ponto de só pensar em crescimento. Claro que pretendemos crescer, mas de forma moderada. Queremos dar um passo de cada vez, porque este é um setor muito instável” finalizou.

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GONDOMAR Banhada pelo rio Douro, Gondomar orgulha-se das suas origens históricas. Segundo rezam algumas histórias, a “Capital da Ourivesaria” ganhou o seu nome devido ao ouro existente nas minas do Monte Crasto. Segunda outra versão, Gondomar recebeu o nome quando a terra foi atribuída ao rei visigodo “Gundemaro”, que terá fundado um Couto. Estendido num território de 131,86 km2, Gondomar ascendeu à categoria de cidade no ano de 1991. Passados quatros anos, Rio Tinto repetiu o feito, elevando-se ao mesmo estatuto. Em termos de património cultural, é indispensável falar do Douro. Este rio acompanha a cidade ao longo de 32 km, desde Melres até Valbom. Graças a este recurso, a pesca da lampreia e a pesca artesanal tornaram-se costumes ancestrais. Mas o setor primário não se cinge à pesca. Gondomar apresenta tradições agrícolas, que passaram entre gerações. Referente ao património histórico, a Convenção de Gramido é assinalável, uma vez que a sua assinatura terminou a guerra civil de 1847. Atualmente, a casa onde foi assinada a Convenção foi recuperada e está classificada como Imóvel de Interesse Público. Outro elemento que partilha desta distinção é a Casa de Montezelo, em Fânzeres. Relativamente a espaços verdes, o Monte Crasto surge como lugar importante para a envolvente urbana e como um miradouro com vista para o Porto e para Gaia. O Parque Urbano da Quinta das Freiras, em Rio Tinto não fica atrás, apresentando um circuito de manutenção, campos de jogos e de ténis e um parque infantil. Todos estes elementos estão dispostos em 4,5 hectares. A nível gastronómico, os pratos gondomarenses têm ligações históricas às atividades piscatórias. O sável e a lampreia são as iguarias de maior referência. Contudo, falar da gastronomia gondomarense sem referir a herança agrícola seria errado. O nabo e o caldo de nabos são ex-libris da cidade, mantendo a tradição na mesa dos habitantes desta terra. Dois elementos modernos que vieram dinamizar a cultura desta região são o Metro e o Multiusos. Tendo sido alargado até Rio Tinto, o Metro veio trazer uma nova dinâmica à cidade, enquanto o Multiusos tem sido um poço de música, deporto, artes e cultura.

CONTATOS: RUA GUILHERME CIRNE 35, 4435-215 GONDOMAR, PORTUGAL TEL.: 22 480 0426

www.facebook.com/Colégio-Carrocel-Mágico


UM SERVIÇO DE OURO Com presença no mercado desde 1985, a ForeverGold assume-se como uma empresa com um conceito familiar, ao qual alia uma equipa experiente e multidisciplinar. A ForeverGold é uma empresa especializada no fabrico de peças de ouro e de outros metais preciosos, tendo-se vocacionado, nos últimos oito anos também na área do penhor. Encontrando-nos em Gondomar, Capital da Ourivesaria, fomos conhecer esta empresa e perceber as suas dinâmicas, através das palavras de Filipe Monteiro, um empresário carismático e com grande visão do mundo dos negócios.

FOREVER GOLD

FILIPE MONTEIRO

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Em entrevista à revista Portugal em Destaque, Filipe Monteiro deu a conhecer a génese da empresa que, volvidos 31 anos continua a dar cartas, mostrando uma grande capacidade de se reinventar e adaptar às exigências de um mercado cada vez mais competitivo. O empresário começou por revelar que aprendeu muito novo a arte de ourives, assim aliando a sua experiência, know-how e espírito empreendedor fez nascer a sua própria empresa dedicada ao fabrico de peças de ouro e de outros metais preciosos. “O metal precioso tem sempre o seu valor e é uma moeda de troca em qualquer lado e altura”, destaca, avançando que a área do penhor surgiu mais tarde na história da ForeverGold, porque “sempre fui contra a venda, acho que as pessoas devem manter os seus bens o maior número de tempo possível”, esclareceu. A empresa está sedeada em Rio Tinto, mas a sua rede de lojas estende-se por outras localidades, entre elas, Bonfim, Carvalhido, Arrifana, Santo Ovídeo, Oliveira do Douro e Odivelas. No entanto, Filipe Monteiro pondera a abertura de novos espaços, nomeadamente em Coimbra e na zona do Algarve. Mas a ambição do empresário não se fica por aqui, também o mercado dos ‘nuestros hermanos’ está na sua mira. “Espanha é um mercado apetecível, nomeadamente Santiago de Compostela. E foi um pouco audácia da empresa arriscar nesse mercado”, afirmou, acrescentando, ainda, as vantagens dos serviços prestados pela ForeverGold: “Temos lojas espalhadas pelo país e temos o setor do fabrico, onde as pessoas que nos procuram conseguem peças a preços excelentes. Queremos marcar a diferença com o design das nossas peças. Queremos oferecer propostas diferentes”, reiterou o nosso entrevistado. Contando, no total, com cerca de 30 funcionários, sendo que 12 se dedicam apenas ao fabrico de peças da Marca ForeverGold, Filipe Monteiro caracterizou a sua equipa: “Somos uma equipa de trabalho bastante coesa, que se formou ao longo da história da


quero aproveitar para esclarecer algumas regras: as pessoas não podem estar mais de 3 meses sem pagar, depois dos 3 meses as peças vão para leilão. No entanto, elas são avisadas desse procedimento e existem diversas formas de negociar o pagamento”, revela, acrescentando que, na ForeverGold, “fazemos de tudo para que os clientes não percam as suas peças”.

empresa. Fomos crescendo todos juntos”, confidenciou o empreendedor. Um olhar sobre o setor O setor da ourivesaria ocupa um lugar de destaque no nosso país e ainda mais em Gondomar, mas, em entrevista, Filipe Monteiro, assumiu que a crise económica dos últimos anos prejudicou muitos empresários do ramo: “Nos tempos dos nossos avós, os nossos serviços eram muito mais procurados”, evidenciou. Filipe Monteiro fez questão de salientar a atividade de penhor, uma vez que, cada vez mais esta espécie de microcréditos disponibilizados pela ForeverGold, constituem, muitas das vezes, a melhor solução, quer para empresas quer para pessoas individuais: “Emprestamos dinheiro sob valores, mas este setor é um bocado mal visto pelos 3 por cento que cobramos de juros, mas isso, comparando com outras taxas de juro aplicadas noutras atividades, não é significativo. E mesmo assim, com a alteração legislativa a que agora estamos sujeitos (em que reduziram a taxa de juro de 3 por cento para 1,5 por cento), muitos de nós repensaram se valia a pena continuar. Douvos um exemplo: a EDP por 50 euros corta a luz, depois cobra 80 euros para reativá-la mais a fatura. Então acham que 3 euros de juros sobre 100 euros são muito? Também

Qualidade e confiança O crescimento da empresa tem sido célere e sustentado, graças à aposta no serviço centrado no cliente, privilegiando, sempre, o estabelecimento de relações fundadas na confiança e na transparência, porque a ForeverGold rege-se pelos princípios e valores da seriedade e do rigor. Para mais informações, visite a página online (www.forevergold.pt), onde podem ser consultados todos os serviços prestados por esta empresa, uma galeria de fotos de alguns dos artigos fabricados, bem como alguns dos conselhos da ForeverGold aos seus clientes, entre eles: “Não venda os seus bens, eles são o garante para as situações difíceis” e “Antes de vender consulte-nos e veja a diferença”. No que ao futuro diz respeito, são muitas as perspetivas e objetivos a concretizar pela ForeverGold nos próximos anos: “A nível de fabrico estamos a negociar um armazém para aumentar o número de colaboradores e a minha aposta será em jovens desempregados, aos quais será dada toda a formação necessária”, avança Filipe Monteiro que, a concluir, levantou o véu sobre um sonho que acalenta: um restaurante.

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A MODERNIZAÇÃO DA JOALHARIA CLÁSSICA Em pleno coração da cidade, no centro comercial Alameda Shop&Spot (antigo Dolce Vita Porto), junto ao Estádio do Dragão, a Myself Ourivesaria é já reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho na expansão da antiga técnica de joalharia, a filigrana. A Portugal em Destaque esteve à conversa com os proprietários da ourivesaria, José Pereira e Vera Pereira, que nos deram conta da sua adaptação ao mercado, da evolução do mesmo ao longo dos anos e ainda do caminho a seguir, apostando na diferenciação e em peças únicas.

OURIVESARIA MYSELF

VERA PEREIRA E JOSÉ PEREIRA Este é mais um exemplo de portugueses empreendedores. Deparados com a situação de desemprego, ao invés de desesperarem, decidiram arregaçar as mangas e criar um projeto próprio. José Pereira começou a trabalhar em ourivesaria apenas com 11 anos, pelo que o know-how estava já do seu lado. “Comecei a trabalhar nesta arte pelas mãos de António Franklim Aguiar Lopes da Fonte que hoje considero meu mentor. Em 26 anos que estive do seu lado ensinou-me tudo o que sei sobre ourivesaria”. E assim abriram a primeira loja em 2012. O negócio rapidamente se consolidou, chegando a uma rede composta por quatro lojas. Contudo, a aposta passou por consolidar as lojas do Porto e S. João da Madeira, no centro comercial 8ª Avenida, e dispensar as restantes. Foram muitos que se tornaram colaboradores da marca. Entre formações e aprendizagens, houve alguém que se destacou e que José Pereira e Vera Pereira consideram ter sido um dos maio52 | PORTUGAL EM DESTAQUE

res suportes para o lançamento da sua marca. “A Natália Ribeiro conhecia o shopping e o cliente de shopping, o que nos ajudou imenso. Atualmente, podemos afirmar que é um importante pilar da nossa equipa e do negócio. Tem muita experiência, está dentro desta área há cerca de 12 anos e tem uma visão fantástica do negócio”. A ótima aceitação das jóias inspiradas na filigrana portuguesa teve um importante retorno para a Myself Ourivesaria. Conhecedor da arte e com uma vasta experiência no ramo, José Pereira mantém uma parceria com um artesão da Póvoa de Lanhoso, que trabalha com perícia “Trabalha connosco desde o início da Myself Ourivesaria. Apostamos nas coleções em filigrana, mas com um design mais moderno, fugindo às peças clássicas. Temos peças contemporâneas e que são confecionadas a partir da arte da filigrana. Podemos dizer que o passado está mais presente do que nunca”, afirma o nosso interlocutor. O empresário conta ainda que inicialmente não vendia peças em ouro e uma vez que o aço não o fascina, a aposta centrou-se na prata, como ainda hoje acontece. “Queriamos ter uma ourivesaria diferente das outras, onde as pessoas tivessem poder de compra. Ainda hoje 80 por cento das peças que vendemos são em prata. Quando abrimos a primeira loja, comecei a vender peças em aço, apesar de não ser essa a minha vontade. Com o tempo, tive que me adaptar às exigências do mercado e a ir de encontro ao que o público pretende”. Na ourivesaria, podemos encontrar peças da autoria de José Pereira e uma decoração bastante arrojada. “Somos nós, juntamente com os restantes funcionários que decoramos a loja. É preciso fazer constantemente alterações na montra, de modo a cativar o cliente. É preciso mostrar-lhe constantemente novidades”, afirma. Com uma veia nacionalista, o entrevistado garante que “dar


primazia às empresas nacionais”, foi sempre uma das suas principais estratégias. “Nada é totalmente nacional, é impossível trabalhar exclusivamente com produtos nacionais mas sempre que é possível procuramos trabalhar com produtos e empresas portuguesas”. Ultimamente têm apostado em exposições de joalharia, onde atuam como uma plataforma de divulgação de projetos, dos mais artísticos aos mais comuns. “Vamos já na segunda edição e tem sido um sucesso. Esta ideia surgiu em colaboração com a FilGold e com a Ouro Ave, sob o propósito de explicar o porquê da filigrana feita à mão ser tão cara. E nada melhor do que mostrar ao vivo e in loco o trabalho que a execução das peças dá. Tentamos sempre trazer um artesão para fazer essa demonstração. Desta forma, mostramos as enormes coleções que existem, coisa que não con-

seguimos fazer na ourivesaria pois não conseguimos comprar tudo”. Apesar do delicado e minucioso trabalho da filigrana, estas jóias aparecem nas mais diversas montras a preço inferior, geralmente feitas em série. Para José Pereira, esta indústria artesanal, praticada em oficinas de pequena escala e de cariz familiar, deveria ser certificada. E é esta herança que deseja manter e projetar através da certificação do produto que visa a sua projeção, nacional e internacional. “Há muita falsificação de filigrana. Há pessoas que a comercializam e praticam preços muito inferiores aos nossos. Apesar de eu conseguir distingui-las facilmente, há quem não consiga e saia prejudicado. Para evitar estes casos é preciso haver uma certificação da filigrana”, reforça. Para finalizar, o empresário reforça a importância da modernização e do desenvolvimento da ourivesaria portuguesa e faz um balanço da evolução do setor nos últimos anos. “Temos que apostar na modernização da ourivesaria nacional. Infelizmente, não há um associativismo entre os fabricantes. A ourivesaria não está unida. Se nos juntarmos somos mais fortes e, desta forma, conseguiríamos contrariar algumas práticas que hoje estão em uso,

como a venda de prata em lojas especializadas em bijuteria”. Questionado sobre o futuro, José Pereira diz querer crescer e solidificar a sua marca.

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I’M LOVIN’IT EM RIO TINTO Desde 2011 na cidade de Rio Tinto, o McDonald’s tem crescido e inovado a olhos vistos. Pelas mãos de Jorge Azevedo e há dois anos sob a gerência de Isa Cardoso, o restaurante convida e faz as delícias de quem por lá passa.

MCDONALD’S RIO TINTO

ISA CARDOSO O percurso profissional de Isa Cardoso na família McDonald’s teve início no ano de 1995, altura em que a atual gerente decidiu ingressar no mundo do trabalho. Independentemente desta escolha, um ano após ter iniciado funções no McDonald’s Imperial, a gerente ingressou no curso de Gestão de Empresas, curso que não concluiu por ter sido promovida à equipa de gerência no ano seguinte. Porém, ainda com o ensino superior em mente, voltou alguns anos depois para um curso completamente distinto, Educação de Infância que, mais uma vez, se viu interrompido pela impossibilidade de gerir o trabalho e o estudo. Foi com a abertura do McDonald’s Imperial nos Aliados que Isa deu início ao seu percurso e, até hoje, 21 anos depois, mantém a mesma vontade e a mesma paixão com que começou. “É um orgulho fazer parte desta família”, conta-nos com entusiasmo, “e uma responsabilidade enorme porque somos a cara desta grande marca mundial”. É gerente de loja desde 2007 e passou por todas as fases que um persurso na McDonald’s exige: funcionária, hospedeira e gerente. Depois de ter passado por alguns restaurantes da marca, Isa Cardoso está no McDonald’s de Rio Tinto como gerente desde 2014 e admite que “todos os dias são um desafio porque a McDonald’s assim o é, também”. Com 40 funcionários e uma equipa de gerência constituída por oito pessoas, “é absolutamente desafiante liderar” e levar sempre a “bom porto” os destinos do restaurante. 54 | PORTUGAL EM DESTAQUE

“Cada vez somos mais importantes no que diz respeito a empregar gentes da terra”, explica a gerente, “devido às constantes mudanças que a McDonald’s impõe”. Exemplo disso é a nova plataforma desenvolvida pela marca, a Plataforma Integrada (PI) que fez com que o restaurante de Rio Tinto procurasse mais colaboradores. Esta plataforma inovadora conta com quatro vertentes que vieram revolucionar o serviço ao cliente: o SOK NGK – Self Order Kiosk New Generation Kiosk onde o cliente faz o seu pedido directamente sem ter que esperar nas filas; o Active Cash – para clientes que efectuam o pedido nos SOK’s e não possuem cartão multibanco, podem fazer o pagamento no balcão; o serviço à mesa – complementar ao pedido do cliente e não encarece o preço; e o Made For You – com o hamburguer confecionado no momento em que o cliente procede ao pedido. Se o trabalho de equipa sempre foi crucial no funcionamento do restaurante, agora com a PI tornou-se ainda mais vital. Segundo Isa Cardoso, “o trabalho de equipa tem que estar muito bem dividido e as várias estapas de um pedido devem estar completamente sincronizadas”. Esta plataforma existe já em países como França, Reino Unido, Estados Unidos da América e Polónia. O paradigma num restaurante McDonald’s mudou drasticamente. Se antigamente as ferramentas eram automáticas e pouco direcionadas ao cliente, hoje é ele quem pede directamente com a confiança de que o produto é confeccionado na hora. Um dos serviços mais apreciado é, inevitavelmente, o serviço à mesa uma vez que com um carácter cada vez mais próximo dos clientes, o restaurante de Rio Tinto tornou-se mais familiar


dando a oportunidade às famílias de fazerem os seus pedidos e poderem sentar-se tranquilamente, evitando a espera em pé. Nas mesas, enquanto aguardam, podem encontrar oito tablets, disponíveis desde Fevereiro, com acesso à Internet e jogos para os mais novos. As festas de aniversário no McDonald’s continuam a colocar sorrisos no rosto das crianças e podem ser feitas em três horários: 11h, 15h e 17h. Aqui existem várias actividades como a visita ao restaurante e os jogos que são feitos no espaço exterior. O bolo de aniversário pode ser adquirido, também, no restaurante que, por questões de segurança alimentar, não aceita os de fora. A

adesão dos clientes aos pequenos-almoços ultrapassaram quaisquer previsões da gerência do restaurante que possui desde torradas ao egg muffin (um produto mais americano) e todo o tipo de bebidas quentes e frias. O McDonald’s de Rio Tinto está aberto das 8h às 00h com o serviço normal e até às 2h com o serviço Drive. Ainda com um certo preconceito sentido pela marca relativamente à matéria-prima utilizada, a gerente garante “uma ação permanente e um cuidado extremo na procura e na manutenção da qualidade dos produtos”. “Temos cada vez mais produtores nacionais”, explica, salientando a incorporação nacional no fornecimento de mui-

tas matérias-primas e de produtos acabados no portfólio dos produtos Mcdonald’s à venda em Portugal. Com as novas ferramentas e mudanças no serviço ao cliente, o restaurante de Rio Tinto aproxima-se cada vez mais das pessoas e tem cada vez mais público. Desta forma, o plano passa por alargar a esplanada para conseguir um serviço melhor e mais completo. Isa Cardoso deixa uma mensagem aos leitores: “Venham visitar-nos e questionem se tiverem dúvidas, visitem a nossa cozinha que, certamente, será uma bela surpresa e podem contar com a simpatia e o bom serviço característicos da nossa equipa.”

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EXPANDIR E PREENCHER O OLHAR Luís Paulo, desde muito cedo ligado à área dos gift’s, decidira em 1996 arrancar com o seu próprio negócio. Hoje, a Luís Paulo Representações, Lda., com 20 anos de presença no mercado, fala-nos sobre a importância da sua consolidação e rejuvenescimento.

LUÍS PAULO REPRESENTAÇÕES

“A empresa começou por ganhar alguma notoriedade com os artigos do dias dos Namorados, do Pai e da Mãe. Nunca fabricamos diretamente, trabalhamos sempre em parceria com as fábricas”, começa por introduzir. Os vínculos que daí advêm conferiu-lhes a possibilidade de, ao longo do tempo, se fomentarem num desenvolvimento rico e sustentado. Em 1998, aquando a empresa estabelecera um contrato com os três clubes de futebol, o empresário percebeu que havia muitos outros rumos por explorar. “Primeiro iniciamos com o Benfica, depois com o Sporting, e três meses depois estabelecemos a parceria com o FCPorto ”, informa. Todo este mercado vasto abrangia “peluches, almofadas, aventais, tshirts, porta chaves, entre muitas outros artigos ligados aos gifts ”. A imagem dos clubes de futebol aqui bem demarcada, gerou todo o crescimento que almejavam. No entanto, o mercado, movido por um ritmo dinâmico e, muitas vezes, contraditório, levou-os a repensar as suas estratégias, abandonando um segmento que se tornara saturado. À medida que o tempo avançara para outras perspetivas, Luís Paulo assumia que a melhor aposta estaria na diversificação e representação dos seus produtos. Operando em consonância, com países como Portugal, Espanha, Holanda, Itália e China, reconhece a fortificação dessas relações e aponta cada vez mais para a sua globalização. “Trabalhamos, há seis anos, com uma representação bastante forte em Espanha, e apesar de ser um produto caro, tem vindo a ganhar muito boa aceitação”, exemplifica. Este compromisso faz com que o nosso interlocutor observe as duas décadas, e em retrospetiva pense no otimismo e na confiança que sempre estiveram presentes durante todo o processo de readaptação. “Estou contente porque viveram-se aqui 20 anos, que para mim pessoalmente mais pareceram 30… e durante esse período vi muitas outras empresas do mesmo ramo a fecharem, e nós mantivemo-nos”, desabafa. Turismo: Um novo trilho Portugal, sendo um dos destinos preferidos de muitos estrangeiros, tem investido em setores aliciantes e prósperos, como os que estão ligados à área do Turismo. Perante este contexto socioeconómico, o empresário não poderia alhear-se à realidade e, por isso, procurou abraçar um novo desafio: “Há três anos que começamos e pretendemos vincar ainda mais a nossa presença aí”. 56 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Apesar de ser um mercado que não exige uma novidade constante, Luís Paulo sabe que é uma área que está em franco crescimento e sugere ainda maior proficuidade daqui para a frente. Tudo indica que a concorrência atua, igualmente, com competitividade, mas cidades como o Porto e Lisboa acolhem experiências turísticas que não poderão ser negligenciadas. “Todos os nossos artigos encontram-se nas principais lojas das baixas da cidade. Na baixa de Lisboa temos, aproximadamente, 50 clientes, e na zona da Ribeira (Porto), apesar de ainda não atuarmos com a mesma força, temos clientes em ruas tão singulares, como a Mouzinho da Silveira, a das Flores, e a Praça da Liberdade, assim como o mercado externo ”, descreve o nosso entrevistado. Crescimento em união Toda esta vontade de procurar e alcançar novos voos não seria possível sem o espírito de equipa que aqui coabita. E apesar de estarem colocados em duas áreas de negócio distintas, como o são o da revenda e as Lojas do Euro, o empresário observa as mais valias de todo alcance que a força humana desempenha. “Temos, neste momento, quatro lojas do euro ( D´1 EURO ), espalhadas pelo Porto (Areosa, S. Mamede Infesta, Padrão da Légua e Antero de Quental)”, indica. A diversidade é também aqui uma palavra que coordena toda a operação e, por isso, a valorização do trabalho das pessoas permanece intacta. “Vendemos produtos alimentares, produtos de higiene, produtos de limpeza, produtos de decoração, tudo pelo inimaginável preço de um euro”, complementa. E se para ter uma estrutura são necessárias pessoas, serão também imprescindíveis as ligações que se completam junto dos seus fornecedores e clientes.


LUÍS PAULO

Apesar desta solidez assumir uma mútua importância, o responsável não poderia deixar de olhar para um mercado que se constrói, sem fronteiras, fora do território nacional. Nessa perspetiva, um novo cenário virtual será criado ( www. EDIEL.pt ), tendo como base a sustentação de um website. Atualmente, com mais de 400 referências de produtos em cortiça, Luís Paulo absorve todas as sugestões que os outros países lhe revelam e, prepara-se para dar maior visibilidade à sua marca - EDIEL. Doravante, os investimentos guiar-se-ão mediante as necessidades do mercado e as tendências do momento. “Em relação às Lojas D´1 EURO, vamos estabilizar pelo menos durante o ano de 2016”, avança. A cortiça, por sua vez, com as suas múltiplas aplicações, cativa turistas das mais diversas nacionalidades e, por isso, tudo indica que terá um contínuo crescimento. A qualidade portuguesa, fiel à sua origem, procurará assim preencher, paulatinamente, outros mundos.

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MARCAMOS A DIFERENÇA PELAS QUALIDADES QUE TANTO PREZAMOS Localizada no Centro Comercial Parque Nascente, em Rio Tinto, a pastelaria Mimo’s é conhecida pelas torradas em pão saloio e pelos seus deliciosos croissants tradicionais e em massa folhada. Com um cariz vincadamente próprio e original, de receitas regionais e tradicionais, fazem o sucesso da marca Mimo’s por todos reconhecida. A Revista Portugal em Destaque esteve à conversa com o proprietário, Pedro Santos, que, em parceria com a esposa, Raquel Santos, desenvolvem o negócio.

PASTELARIA MIMO’S

ANDREIA SANTOS, RAQUEL SANTOS E PEDRO SANTOS Numa altura de crise, mas também de oportunidades, o casal lançou-se no mercado com a inauguração da marca Mimo’s. Com algumas dificuldades, arrancam em 2014 com este projeto que é hoje a pastelaria de referência do Parque Nascente. “Estávamos ambos desempregados e como a minha esposa já tinha experiência nesta área, decidimos abraçar este desafio. Eu tinha experiência em gestão, mas não nesta área. No primeiro ano foi um pouco complicado porque decidimos arrancar numa altura de crise. Foi um investimento muito grande mas felizmente o nosso empenho e dedicação têm vindo a refletir-se.” Desta forma, têm feito as delícias de quem por lá passa e para garantir uma clientela frequente, é preciso “trabalhar a fidelização.” Para Pedro Santos, o atendimento e a qualidade dos produtos com que trabalham, têm um papel fundamental na hora de fidelizar um cliente. “Só utilizamos ingredientes e produtos de qualidade mas sabemos que se o cliente não for bem atendido não volta.” Quando questionado sobre a abertura do estabelecimento num centro comercial, o proprietário da Mimo’s mostra-se satisfeito com a decisão tomada.

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“Achamos que íamos conseguir fazer algo diferente e inovador. Depois de uma análise da concorrência e pela experiência da minha esposa, chegamos à conclusão de que este negócio reunia todas as condições. Notamos que a montra da concorrência não era tão competitiva e atrativa como a nossa, o que acabou por nos incentivar a fazer cada vez mais e melhor. Por vezes não praticamos os preços mais baixos mas marcamos a diferença pelas qualidades que tanto prezamos.” Com uma pastelaria variada, a opção dos clientes continua a recair nos doces tradicionais e típicos da região. Os pastéis de nata, os eclairs e os bolos de arroz têm adoçado a vida de todos os visitantes, contudo, é o pão saloio o produto mais procurado. “É o nosso forte. Há quem venda este tipo de pão mas não com a nossa qualidade. O pão saloio é presença obrigatória nas nossas montras e o facto de estar sempre a sair torna-se uma mais-valia.” Com as vendas do café a aumentar exponencialmente, o entrevistado admite que um café bem servido faz toda a diferença. “Quem aprecia um bom café procura o melhor sítio para o tomar. Aliado a um bom doce, o cliente sai daqui satisfeito. Para além disso, à sexta-feira o café é mais barato.” A pensar nos seus clientes, a Mimo’s disponibiliza uma grande variedade de menus, compostos por várias opções de salgados ou doces. Aqui, o difícil é mesmo escolher! “Tenho vindo a diversificar e a alargar as opções, agora temos vários tipos de sumos e doces. Desta forma, cada cliente pode personalizar o menu a seu gosto. Para além disso, temos ainda um cartão de cliente onde os nossos clientes podem usufruir das mais variadas ofertas.” A continuação do trabalho então iniciado, reflecte a postura de responsabilidade, empenho e profissionalismo exigentes na actualidade. Nos seus planos, fica o desejo de consolidar o negócio familiar que iniciou e deixa uma mensagem para os mais curiosos. “Venham provar o nosso delicioso pão saloio e os nossos doces. Certamente não se arrependerão”, conclui o empresário.


UMA REFERÊNCIA DE QUALIDADE, INOVAÇÃO E EXCELÊNCIA Há 18 anos, nasceu a Models, um salão que se encontra num patamar de excelência no setor dos cabeleireiros. Em Gondomar, onde está sedeado, este estabelecimento espelha uma imagem de excelência de duas sócias que são ID Artists da L’Oréal Professionnel.

MODELS

ELSA SACRAMENTO E SÓNIA SILVA

Em conversa com Sónia Silva, a Portugal em Destaque ficou a conhecer um exemplo de qualidade exímia. Para nos localizar no tempo, a proprietária contou-nos uma história com 18 anos de qualidade. “Sempre tive paixão por esta área. Comecei a trabalhar aos 13 anos, enquanto estudava. Entretanto licenciei-me em Contabilidade e Gestão de Empresas, profissão que não segui. Não era para mim”, iniciou. “Em 1998, abri o primeiro salão com a Elsa Sacramento, a minha sócia. Em cinco anos abrimos outro espaço na Avenida da Carvalha”, explicou Sónia Silva, que sempre teve uma mentalidade muito ativa, nunca admitindo a palavra estagnação. O ponto alto das carreiras das duas sócias

surgiu em 2008, quando foram premiadas pela L’Oréal pela qualidade do trabalho e profissionalismo. “Há oito anos, eu e a Elsa fomos convidadas para ser ID Artists da L’Oréal Professionnel. A L’Oréal, como procura pessoas referência e bem integradas na área, acabou por perceber que somos um pouco diferentes e convidou-nos para ser ID Artists”, afirmou a gerente. Segundo a mesma, um ID Artist não é só uma peça fundamental na L’Oréal, como um artista da área escolhido para representar a L’Oréal em Portugal e no estrangeiro. Paralelamente, a Models também é sinónimo de moda. Sónia Silva também apostou nesta área, tendo sido convidada para participar em eventos como o Portugal Fashion, o Moda Lisboa e o Paris Fashion Week. Ao longo dos anos, o espírito inerente ao Models manteve-se. Todos os anos foram fazendo alterações no espaço (nomeado para Prémio de Arquitetura), de forma a manter o ambiente “vintage associado ao moderno”. Desta mesma forma, os serviços oferecidos pelo salão também foram crescendo. “Temos cabeleireiro e estética, onde fazemos depilação a laser, uma área diferente da própria estética. Posteriormente, disponibilizamos serviços de manicure, pedicure, verniz gel, gel, extensões de cabelo, jato bronze…”, enumerou. “Temos ainda uma área de homem, onde fazemos barba e cabelo”. Com profissionais de excelência, criaram um espaço no salão completamente direcionado ao homem, que conta ainda com estética e depilação masculina. Este ano, a Models abriu um novo serviço, igualmente fundamental: a Academia de Formação. Nesta nova atividade, o salão deu um “passo diferente”. “Fazemos vários

workshops. Estou habituada a dar muita formação a profissionais da área”, declarou Sónia. Contudo, e apesar da panóplia de serviços disponíveis, a Models distingue-se dos restantes salões devido à qualidade dos produtos, aliados a um atendimento personalizado. “O diagnóstico é fundamental. Olhamos para a pessoa e para o cabelo e fazemos a leitura de um todo. Pensamos na profissão que tem, o que faz, o que gosta, o que não gosta… Fazemos o perfil do cliente. A partir dessa leitura, eu chego mais longe porque consigo atingir seu o desejo”, sustentou, com orgulho, Sónia Silva. Todas estas particularidades permitiram angariar um leque de clientes a nível nacional. De olhos postos no futuro e no sucesso, Sónia Silva traçou um pouco do que espera dos próximos tempos. “Trabalhar mais a nível internacional e abrir uma academia intercâmbio. Comparando com espaços estrangeiros, somos muito melhores. Queremos passar a nossa arte.” Fruto da qualidade do trabalho realizado, a Models estará presente no L’Oréal Business Fórum, um evento mundial de cabeleireiros que vai acontecer pela primeira vez em Portugal e em Lisboa, entre 24 e 26 de outubro de 2016.

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“TEM UMA IDEIA? NÓS CONCRETIZAMOS…” A Montanha d’Ideias permite a criação de uma imagem renovada da sua empresa, com o objetivo apresentar uma identidade forte e assim abrir o caminho para chegar ao seu público de forma mais eficaz. Para isso colocamos à sua disposição diversas soluções nas áreas de Assessoria de Comunicação, Design de Comunicação, Produção Audiovisual, Produção de Conteúdos e Marketing Digital, áreas que consideramos indispensáveis para uma presença forte e segura no mercado nacional.

MONTANHA D’IDEIAS

ELISABETE OLIVEIRA

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Tanto na criação de uma nova marca como no rebranding de uma empresa já existente o design deve ser olhado como um investimento seguro e vencedor. A comunicação deve ser pensada para que o cliente receba a informação de forma clara, objectiva, tanto na comunicação em papel como digital. Os conteúdos audiovisuais ganharam um ímpeto especial nos últimos anos com o advento das redes sociais, transformando-se numa nova e mais completa forma de comunicar. Deste modo, o audiovisual tornou-se uma ferramenta necessária para informar e cativar o cliente, seja através das fotografias dos seus produtos, de um vídeo institucional ou da reportagem de um evento. Após criar a sua imagem de marca é necessário divulgá-la com eficácia. Para isso surgem as estratégias de marketing digital, como o search Engine Optimization, optimização de motores de busca, Google Adwords, gestão de redes sociais, criação e gestão de anúncios de facebook, criação de Landing page que permite a criação de novas Leads, mais precisamente novos clientes. Desde o logótipo às redes sociais, do vídeo institucional ao website, o nosso objectivo é alcançar uma identidade forte que respire e transpareça os ideais e valores da sua empresa e que ao mesmo tempo contribua para o seu crescimento. Tem uma ideia? Envie-nos um email, amanhã terá uma resposta nossa na sua caixa de entrada!


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PONTE DA BARCA E PONTE DE LIMA Quando falamos da vila de Ponte de Lima, não precisamos de muitos pretextos para ser visitada. Na vila mais antiga de Portugal, uma vez que recusou o estatuto de cidade, existe uma história riquíssima para ser contada, festas e romarias para visitar, festivais de jardins para desfrutar e uma gastronomia para provar… e se deliciar. Localizada no distrito de Viana do Castelo, Ponte de Lima é caracterizada pela sua área, banhada pelo rio Lima e pela arquitetura medieval. Trata-se ainda de um local histórico. Prova disso é o foral que recebeu de Dona Teresa, mãe do primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques, quando decorria o ano de 1125. Uma característica que sobressai, enquanto visitamos esta região, é o grande número de solares acolhidos. Graças a este facto, Ponte de Lima foi considerada a capital de Turismo de Habitação do País. Se estes pontos ainda não serviram de pretexto a uma visita, o facto de Ponte de Lima ser o berço do Turismo de Habitação e a vila mais florida do país poderá ajudar os indecisos a tomar uma decisão. Posteriormente, a Feira do Cavalo, o Festival Internacional de Jardins e a Área de Paisagem Protegida são polos de atração, capazes de trazer turistas portugueses e estrangeiros. Depois de todos estes pontos, fica a questão: Se ainda não visitou Ponte de Lima, do que está à espera? Não se esqueça, também, de passar por Ponte da Barca. Na região do Alto Minho, encontramos um concelho situado no coração do Parque Nacional da Peneda Gerês. Considerado reserva da biosfera, declarada pela UNESCO, Ponte da Barca consegue conciliar estas características com os elementos naturais e tradicionais que detém. Para além destes elementos, Ponte da Barca é um concelho histórico, visto que em 1513, o Rei D. Manuel concedeu o foral. Porém, este concelho já existe desde o ano de 1125. Um outro que justifica a importância da vila é o facto de ser berço de personalidades como Fernão Magalhães, Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz. Ao longo dos anos, Ponte da Barca foi conseguindo manter as características naturais e tradicionais, conciliando com o modernismo necessário nos tempos que correm. Com excelentes condições de alojamento e com grandes acessibilidades, esta vila conseguiu dar a volta ao grande problema que tinha, visto que Ponte da Barca não era fácil de chegar. Hoje, é muito fácil chegar a esta região. O que pode mais ser dito? Experimente visitar Ponte da Barca uma vez. O mais certo é que voltará.

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CONCRETIZAR APRENDIZAGENS Unidos por um espírito de entreajuda e dedicação fomos conhecer de perto a abrangência que o Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca (AEPB) nutre. Dinamismo e colaboração são palavras que caracterizam distintamente o envolvimento dos alunos, docentes e famílias. Sob esse esforço muito vincado, Carlos Alberto Louro observa hoje o reflexo do trabalho alcançado ao longo dos anos. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PONTE DA BARCA

CARLOS ALBERTO LOURO

Sabendo de antemão que todo o processo de agregação levantou questões e manifestou polémicas várias, a atual equipa que compõe este desafio escolar faz perpetuar a forte filosofia de proximidade que tanto a caracteriza. Tendo em conta o contexto regional reconhecemos logo à partida que existem raízes históricas ligadas ao património material e imaterial e, por isso, o agrupamento hoje constituído pela Escola Secundária de Ponte da Barca, a Escola Básica Diogo Bernardes, a Escola Básica de 64 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Castro e a Escola Básica de Entre Ambos-os-Rios - abraça o desafio educativo com os valores de inclusão que sempre motivara. “Hoje, apenas quatro escolas integram o agrupamento. Quando foi constituído, em 2007 eram dezanove!”. Para que este processo decorresse com normalidade, foi necessário o elevado empenho de todos os intervenientes. Nos últimos anos tendo sofrido com a desertificação levou a que o número de alunos e docentes sofresse alguma recessão, mas isso não impediu a abertura a novas possibilidades e a coexistência de uma ampla oferta educativa. Sendo um concelho marcado pela interioridade rapidamente percebemos que existem mais-valias e projetos que se levantam. O turismo acompanha a ruralidade e a população escolar soma as particularidades que a singularizam. Quer sejam arquitetónicas, quer sejam paisagísticas, convém sempre lembrar que aqui estamos perto do único Parque Nacional existente no país e, como tal, a proximidade com a Universidade do Minho vem aqui salientar toda a capacidade técnica e humana. A ampla oferta formativa faz mover prioridades e ambições, que não sendo fáceis de sintetizar, leva a que a multidisciplinaridade faça ainda mais sentido e ganhe aqui novas metas e contornos. Sob o lema “transformar vidas, alimentar sonhos, projetar carreiras” existe todo um percurso que o aluno e a família trilham e as atividades fazem parte de toda uma experiência escolar que é necessário salientar. Reconhecimento e Projetos Perante o contexto socioeconómico que aqui encontramos, Carlos Alberto Louro assume a importância que os diferentes espaços e as diferentes valências integram e, a partir daí, procura pensá-los à medida das necessidades de cada aluno. Envoltos num cenário onde a partilha não anula a reflexão, e vice-versa,


existem diferentes iniciativas e programas que vêm dinamizar todo o universo de aprendizagem em que se encontram. E se no ano transato a Escola Secundária de Ponte da Barca foi reconhecida como sendo um das três escolas públicas nacionais onde os alunos mais progridem do 9.º ao 12.º ano, acredita-se que hoje este trabalho faça ainda mais sentido aos olhos da comunidade escolar. Os professores, cada vez mais sensíveis ao universo que move os alunos, reconhecem que é igualmente seu papel compreendê-los num meio onde a criatividade e a tecnologia possam ser aproveitadas e estimuladas. Nesse âmbito, sobressaem os projetos na área da Multimédia onde veículos e ferramentas como os filmes, as reportagens e as aplicações para telemóvel assumem o seu lugar de destaque. O objetivo é fazer com que o trabalho na sala de aula possa aproveitar dinâmicas distintas e, a partir daí, cultivar o olhar noutras direções. O curso profissional nesta área tem tido bastante procura e a aplicação Apps for Good já faz parte da realidade desta comunidade. “O projeto arrancou este ano e tem em conta o nosso contexto”, começa por abordar o nosso entrevistado. Os alunos lembraram-se das pessoas que se perdiam muitas vezes em caminhadas durante as férias de verão e resolveram criar esta aplicação com ligação ao GPS, integrando trilhos do Parque Nacional da Peneda. “Quem possuir a aplicação terá a possibilidade de usá-la em várias línguas, de integrar as fotografias dos locais a visitar e, ainda, obter um guia áudio para melhor orientação durante o percurso”, completa. Neste momento, o projeto já ganhou alcance na Invicta e está à espera de ganhar igualmente na cidade de Lisboa. O rio Lima convida a que mais atividades se possam desenvolver ao ar livre, estimulando a prática do desporto e contrariando o sedentarismo. Para que outras descobertas, práticas e lúdicas, se possam vivenciar, todos os anos é ainda realizada uma caminhada, movendo consigo 800 a 900 alunos. “Este ano realizou-se ainda uma Feira Medieval, que envolveu toda a comunidade e em cujo cortejo participaram cerca de 400 figurantes. É impressionante ver a adesão dos alunos neste tipo de atividades.”, descreve. Ancorados numa terra de tradições, o forasteiro que aqui se co-

loca facilmente verifica que o futuro se constrói a pensar nas histórias pertencentes ao povo minhoto. Cruzadas todas estas narrativas faz sentido falar de um outro projeto que vem dinamizar e promover a cultura local: “Estamos num concelho com 25 freguesias e 15 ranchos folclóricos e por isso decidimos também ter o nosso rancho. Não queremos competir com os outros, queremos apenas que haja essa aprendizagem”, esclarece. Os laços que se fortificam na densidade das tradições sabe igualmente que os hábitos de leitura se iniciam em idades precoces e, como tal, o Agrupamento incentiva os alunos desde a educação pré escolar a dinamizar a leitura e o livro. O programa de rádio “Leituras e Companhia”, difundido há mais de dois anos pela Rádio Barca – agora Barca FM, surge nessa perspetiva e encontra o seu enfoque na cultura, educação, informação, entretenimento, notícias e música variada. A cidadania que aqui se concretiza cada vez mais interventiva vem facilmente proporcionar a articulação com outros parceiros importantes da região. A Universidade do Minho manifesta a força vantajosa desses vínculos e através deles tem vindo a incentivar e despertar os alunos a novos horizontes. O parceiro mais próximo é a Câmara Municipal e ajuda-os a pensar a região tendo em conta os seus recursos. Num plano mais abrangente encontramos o Centro de Formação, onde são realizados diversos encontros de formação, estendendo-se a Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Paredes de Coura. “Temos trazido nomes internacionais até no âmbito das Ciências da Educação”, informa. Doravante, Carlos Alberto Louro reconhece a riqueza humana que o estabelecimento cativa e, procura a partir daí conjugar todas as potencialidades da região e da escola para seguir rumo a novos desafios - “Para nós a educação tem que perceber que é tudo aquilo que acrescentamos a quem cá entra. O projeto é intervir fortemente em novas dinâmicas do agrupamento, garantindo a continuidade de que os alunos vão sempre evoluindo”. O trabalho que caminha lado a lado com a qualidade deixa-nos transportar para um futuro onde a componente humana continuará a ter uma das maiores dimensões.

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VIVER E PERCORRER OS TRILHOS DA TRADIÇÃO Ponte da Barca, ditando a sua identidade com cor, sabor e tradição, faz-nos ficar próximos de uma cultura ímpar e muito característica da região do Alto Minho. Observar e pisar um lugar assim exige um olhar atento sobre uma história de encantos naturais. António Vassalo Abreu conduz-nos nessa viagem, cheia de pausas e paragens obrigatórias. MUNICÍPIO DE PONTE DA BARCA

ANTÓNIO VASSALO ABREU Desde o início do seu mandato, o autarca assumiu como prioridade alavancar a região como destino turístico por excelência. Perante isso muitas foram as possibilidades e reais singularidades a avaliar e potenciar. Hoje sabemos que aproximadamente metade do concelho faz parte do território do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) e, desse modo, Ponte da Barca vem imprimir as cores vivas de todos os elementos naturais que a caracterizam. Por todo o concelho podemos conjugar o azul dos rios, ribeiros, praias fluviais e quedas de água com o verde da paisagem da Serra Amarela. Imagens únicas que se revelam num tão simples e discreto encontro com a natureza. Um património assim reconhece o seu valor e deixa que o reconheçam e, por isso, o “saber receber” faz parte do espírito das gentes deste concelho. Com dezenas de casas de turismo rural e de habitação dispersas pelo território, o turismo tem agitado a economia local e marcado uma região que muitas vezes é conotada com os problemas da interioridade. O investimento de infraestruturas hoteleiras tem sido notável e só nos últimos dois anos foram licenciadas 58 casas de turismo rural e de habitação, além de que se ergueram e abriram duas unidades hoteleiras, uma de quatro e outra de duas estrelas e será inaugurada uma outra de quatro estrelas, em Outubro.“E já deu entrada mais um projeto para outro hotel de quatro estrelas”, adianta. A par disso está no concelho aquele que é considerado o melhor 66 | PORTUGAL EM DESTAQUE

parque de campismo do país e um dos melhores da Europa. Sabendo que a componente turística tem seguido o rumo com a riqueza que o lugar também lhe proporciona, não podemos deixar de valorizar o homem e os seus recursos naturais. Nessa vertente é necessário salientar as finalidades educativas, turísticas e científicas que o Parque Nacional da Peneda-Gerês vem ocupar. Além de ter sido o único a receber o estatuto de Parque Nacional em Portugal, mereceu o reconhecimento internacional com a declaração por parte da UNESCO da Reserva Mundial da Biosfera Tranfronteiriça Gerês-Xurês. A Porta do Lindoso é uma das cinco portas do parque e a harmonia que aí podemos encontrar leva-nos para o Castelo, onde podemos visitar o Núcleo Expositivo da Torre de Menagem que se insere na Rede Interpretativa do Património do concelho. Cultura e valores Um património assim não se conquista num dia só. António Vassalo Abreu motiva-se a novos desafios para que a atualidade faça sempre rejuvenescer a cultura e os seus valores ancestrais. A genuinidade que Ponte da Barca cativa revela-se ainda através de figuras incontonáveis da nossa história, como a D. Teresa Taveira, mãe de Santo António, e Fernão de Magalhães, o navegador que abriu as portas à globalização. “Em termos históricos, temos três mosteiros românicos - a Igreja de Bravães, o Mosteiro de


se apresente de forma rica e variada. Nesse âmbito, o município desenvolveu os fins-de-semana gastronómicos, de forma a dar destaque aos sabores típicos barquenses. Vários são os restaurantes que todos os anos aderem à iniciativa e prendem o visitante na degustação dos seus menus. A acompanhar nunca poderá faltar, claro está, o vinho verde e o mel. “O ano passado, enquanto decorria a Feira do Mel, elaborou-se o maior bolo de mel com 100 metros. Para o ano queremos chegar aos 200 metros”, motiva. De importante relevo descobrimos ainda o Festival Folk Celta, que este ano já completou a sua nona edição. Com as margens do rio Lima e o seu afluente Vade como cenário, a Câmara Municipal começara por divulgá-lo na própria vertente do turismo e hoje já move apreciadores das mais diversas faixas etárias. “Temos, inclusive, os galegos que se sentem muito ligados a essa música”, comunica. O evento decorre nos dias 29 e 30 de julho, e convida, desde a auscultação mais apurada até ao ouvido mais eclético, a partir rumo à descoberta. Comunicar potencialidades Num lugar onde a beleza natural do local se mistura com a aventura sinfónica percebemos que o futuro se desdobrará daqui para a frente com os vínculos muito enraizados na tradição. Nesta atmosfera, o nosso interlocutor pretende continuar a estimular todas as potencialidades já afirmadas, bem como promover boas infraestruturas e acessibilidades para maior e permanente atração externa. Com a viva gastronomia e o aguçado paladar, as romarias, as aldeias serranas e toda a sua natureza envolvente, muitos serão os motivos que nos farão sempre voltar. Em dias de festa e de grandes multidões ou em momentos de maior tranquilidade, Ponte da Barca está de braços abertos para receber todas as pessoas.

São Martinho de Castro, e o Mosteiro de Vila Nova de Muía - e com ele vamos reforçar a Rota do Românico”, informa. Para que essa tarefa seja desenvolvida com a missão que lhe é confiada torna-se importante preservar os monumentos sem nunca descaracterizar a arquitetura da vila. “Por exemplo, há dez anos quase ninguém sabia que existia arte rupestre e agora está à vista de toda a gente”, revela. São estas intervenções que promovem e nutrem a riqueza deste povo. O visitante juntamente com as lembranças de uma viva história poderá encontrar pontos altos e característicos nas suas romarias e festividades. Todos os detalhes importam e, como tal, o autarca não quer perder algum. A Romaria de S. Bartolomeu, de 19 a 24 de agosto, faz-nos perceber como aqui a tradição se dinamiza para a atualidade num elo espontâneo. A noite de 23 de Agosto é o ponto alto da Romaria.Começando com um desfile e atuação de rusgas pelas ruas, a vila vai recebendo protagonistas de danças e cantares populares. São diversas as multidões que se sentem atraídas por este fenómeno e o povo já afirma com convicção ser a “capital das rusgas populares”. “É a riqueza que nós temos. As pessoas vêm de todo o lado para se juntarem aqui. E quem vem uma vez, vem sempre”, sublinha. Tudo isto justifica as características da alta montanha e da fertilidade dos vales de que todo este território beneficia. A gastronomia, influenciada por todas essas especificidades, faz com que PORTUGAL EM DESTAQUE | 67


UMA REFERÊNCIA AQUI E ALÉM-FRONTEIRAS Em entrevista à Portugal em Destaque, Victor Mendes deixa-nos um retrato do concelho de Ponte de Lima, enfatizando as suas diversas mais-valias. Está feito o convite! MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA

tos”, através da qual a atividade industrial é acompanhada pela importância do setor primário e, em particular, “da agricultura, da floresta e do setor agroalimentar”. De facto, “a nossa estratégia assenta na valorização do mundo rural, a fim de podermos fixar população nestes territórios”, prossegue o porta-voz. Esta corresponde à receita para um município economicamente forte e capaz de encontrar mais-valias nos diferentes recursos e vocações.

VICTOR MENDES

Integrado no distrito de Viana do Castelo e composto por uma área de 320 quilómetros quadrados, há muito que o concelho de Ponte de Lima – a ‘vila mais antiga de Portugal’ – se assume como uma verdadeira referência a nível patrimonial, cultural, gastronómico ou turístico, não apenas no nosso país, como também além-fronteiras. É, efetivamente, desta forma que o presidente da Câmara Municipal, Victor Mendes, começa por introduzir o concelho, aludindo ao modo como a população “tem conseguido manter viva a sua cultura e tradições, sempre numa perspetiva de futuro, criatividade e inovação”. Este corresponde, de resto, a um município onde naturezas contrastantes se unem com o intuito de proporcionar a riqueza material e cultural que tanto distingue Ponte de Lima. “A nossa economia é feita à custa de uma complementaridade de rendimen68 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Turismo para todos Claro que um território dotado de recursos naturais tão belos e diversificados como Ponte de Lima encontra no setor turístico outro dos argumentos que contribuem para o seu estatuto de referência, em Portugal e no estrangeiro. Contando com excelentes acessibilidades que fazem a vila estar próxima de centros urbanos como Porto, Braga ou Galiza, Ponte de Lima corresponde à “sede nacional do turismo de habitação”, proporcionando – através do seu leque de equipamentos hoteleiros, solares e casas de turismo rural – a garantia de uma estadia inesquecível. Mas se o turismo ligado à natureza constitui um forte argumento por si – e no qual se engloba um conjunto de diferentes trilhos, percursos pedestres e ecovias –, importa salientar que Ponte de Lima assume capacidade para se afirmar também noutras frentes. Exemplo disso é a riqueza histórica e patrimonial que pode ser encontrada, aquando de um passeio pelo centro histórico, ou numa visita aos núcleos museológicos, de entre os quais se incluem exposições dedicadas à arte sacra, brinquedos portugueses ou vinho verde. Seria, no entanto, impossível falar de Ponte de Lima sem fazer alusão ao peso que o turismo náutico assume, ou não estivesse aqui sediado “o melhor clube de canoagem de Portugal”, o Clube


Náutico de Ponte de Lima, de onde surgiram nomes que atingiram a glória internacional, como o atleta Fernando Pimenta. “Aproveitando essa dinâmica, queremos que o município seja uma referência internacional nesta área”, garante Victor Mendes, atendendo à riqueza de recursos hídricos. “Estamos a melhorar todas as infraestruturas para podermos receber atletas portugueses e internacionais, porque temos ótimas condições do ponto de vista climático”. Cultura e Feiras Como se a beleza dos recursos naturais não fosse o suficiente, importa salientar que este é um concelho que promete atividade cultural ao longo de praticamente todo o ano, “combatendo a sazonalidade” através de dois projetos, intitulados “Em Época Baixa Ponte de Lima em Alta” (com arranque em outubro e término em março) e “Ponte de Lima ConVida” (que culmina nas festas do concelho, em setembro). Assim, entre as diversas iniciativas culturais que a vila proporciona, incluem-se algumas de grande prestígio no estrangeiro, como são exemplos o Festival Internacional de Jardins (sendo Ponte de Lima “a vila mais florida de Portugal”) ou a clássica Feira do Cavalo (que, este ano, reuniu “quase 100 mil pessoas”, solidificando o estatuto de “destino internacional equestre”). A estas, acrescenta-se “um conjunto de feiras temáticas, muito voltadas para a valorização dos nossos recursos endógenos”, como o granito e produtos tradicionais, nomeadamente o vinho, ou o irrecusável arroz de sarrabulho.

tivar não apenas a fixação de população jovem, como também de agentes económicos. Assim sendo, para além dos protocolos estabelecidos com as IPSS locais, a autarquia tem vindo a assumir “um conjunto de benefícios fiscais que poucos concelhos do país conseguem dar”. Entre esses mesmos incentivos encontram-se, por exemplo, a aplicação de IMI “perto da taxa mínima”, o facto de as empresas se encontrarem isentas do pagamento de derrama, ou a abdicação, por parte da autarquia, da taxa de cinco por cento de IRS. Por outro lado, e a pensar nas famílias numerosas, o IMI familiar conta com uma redução de 10, 15 ou 20 por cento “em função do número de dependentes”. Já para os agentes económicos que se queiram instalar nos polos empresariais, haverá a isenção do pagamento de IMT. Mas a estes, acrescentam-se ainda incentivos de apoio ao arrendamento jovem no centro histórico, naquilo que se traduz num conjunto de ações que, mais do cimentar o estatuto turístico, histórico ou cultura de Ponte de Lima, também atestam a sua garantia de futuro.

Preocupação social Tratando-se Ponte de Lima de um concelho que, “do ponto de vista dos equipamentos na área da educação, saúde, desportivo e cultura se encontra muito bem servido”, Victor Mendes não esconde também um grande apreço pela “área social”, de modo a incen-

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A EMPRESA COM MAIOR TRADIÇÃO EM PONTE DE LIMA É através de uma história familiar que ficamos a conhecer o trabalho do grupo Manuel Pimenta. Um retrato que se cruza todos os dias com a vida das pessoas estabelece-se e concretiza-se hoje de mãos dadas com os utentes. LABORATÓRIO DE ANÁLISES MANUEL PIMENTA Fundado no dia 16 de outubro de 1978, o Laboratório de Análises Clínicas Manuel Pimenta, Lda começara desde logo por assumir uma promissora missão: fomentar um grande espírito de equipa, ao mesmo tempo que respondia às necessidades locais dos utentes. Inicialmente, a empresa contava com apenas dois colaboradores, mas como a necessidade aguça o engenho, rapidamente se fortificou, permitindo-lhe conhecer um crescimento acelerado. A primeira mudança de instalações deu-se em maio de 1985 e a segunda em setembro de 2000. E embora o espaço seja hoje diferente, os rostos que observamos têm uma história para contar e que merece ser preservada. Comunidade limiana Ponte de Lima, apresenta-se a nós com um espírito de proximidade com as pessoas. Através dessa filosofia a família Pimenta, indo já na sétima geração de farmacêuticos, cruza a sua história com múltiplas gerações. São esses trilhos partilhados que nos fazem sentir desde logo que a saúde e o bem-estar também se fortificam na união e hospitalidade deste povo. Por isso, falar sobre a envolvência desta casa implica falar de duas outras farmácias - a Farmácia da Misericórdia (300 anos) e a Farmácia de S. João (200 anos) - igualmente características da região. Reconhecida toda a vivência que os séculos transportam, facilmente detectamos competências e habilidades, onde o conhecimento adquirido ao longo dos anos, marca a sua diferença. Valências Acessível e junto dos seus utentes, Manuel Pimenta fixa-se com valores de transparência e lealdade sem nunca esquecer os 28 colaboradores directos que o acompanham. “As pessoas que aqui estão apaixonaram-se por tudo isto e desde que vieram para cá nunca mais quiseram sair”, sublinha. Para dar seguimento ao projeto, fazem-se capacitar de valências técnicas, como a Bioquímica, a Hematologia, a Imunologia, a Microbiologia, a monitorização de fármacos e toxicologia clínica, a Endocrinologia laboratorial e o estudo funcional do metabolismo, órgãos e sistemas. O Laboratório Manuel Pimenta foi o segundo laboratório, em Portugal, a ter o certificado de qualidade segundo as Normas ISO. A comunidade verifica o seu desempenho e confia com virtude 70 | PORTUGAL EM DESTAQUE

toda a qualidade dos serviços. “É esse o nosso lema: continuar a servir cada vez melhor na área da saúde, quer na área analítica, quer na área terapêutica”, revelam. O Laboratório Manuel Pimenta é um dos associados da APAC: Associação Portuguesa dos Analistas Clínicos, e possui o Certificado de Conformidade com as Normas para Laboratório Clínico da Ordem dos Farmacêuticos.   Desafios Perante a garantia do compromisso, Manuel Pimenta preocupou-se em criar diversos postos de colheita não só em Ponte de Lima, mas também em Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Freixo, Correlhã, Refóios, Vitorino de Piães, S. Martinho da Granda e Areosa (Rio Tinto), tornando a abrangência do nome “Manuel Pimenta” ainda maior. Esta regionalidade que não perde a sua essência mesmo quando ganha novos contornos de expansão, mostra-nos como é possível crescer a partir de uma base sólida e estruturada. As gerações que nunca esquecem a sua história fazem todos os dias valer o seu nome, manifestando a importância e a riqueza que o Alto Minho aqui tão bem sabe preservar - “As pessoas que vêm cá sentem-se confortáveis porque conhecem a geração atual, a anterior, e a próxima”, manifesta. Sob essa força e presença de espírito torna-se fácil adivinhar as narrativas futuras que tão humanamente se conduzirão daqui para a frente.


ARCOS DE VALDEVEZ Arcos de Valdevez é uma vila raiana portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima, com cerca de 23 000 habitantes. O chamado Torneio de Arcos de Valdevez, também conhecido por “Recontro de Valdevez”, foi um importante e decisivo episódio da História de Portugal ligado aos primeiros tempos da nacionalidade, sendo o antecedente da celebração do Tratado de Zamora em 1143. No ano de 1662, durante a Guerra da Restauração, a vila foi incendiada pelo general governador de armas de Castela D. Baltazar Rojas Pantoja, que estabeleceu o seu quartel-general no Paço de Giela, numa enérgica ofensiva sobre o Minho. Arcos de Valdevez é sede de um município com cerca de 450 quilómetros quadrados de área e 23 mil habitantes, subdividido em 36 freguesias. O município é limitado a norte por Monção, a nordeste por Melgaço, a leste pela Galiza, a sul por Ponte da Barca, a sudoeste e a oeste por Ponte de Lima e a oeste por Paredes de Coura. ´Arcos de Valdevez Onde Portugal se Fez´ é o slogan deste histórico concelho que contribuiu para a fundação da nacionalidade. Quando for a esta belíssima região não se esqueça de visitar o Parque da Peneda Gerês, considerado pela UNESCO Reserva Mundial da Biosfera. Mas, enquanto não tem oportunidade de o visitar, deslumbre-se com as fantásticas paisagens, histórias e empresas que a seguir lhe apresentamos.


ONDE PORTUGAL SE FEZ Este é o slogan do histórico concelho por onde a Portugal em Destaque esteve na sua jornada para esta edição. E é pelas palavras do seu representante, o presidente João Manuel Esteves, que lhe damos a conhecer as maravilhas desta região tão natural e característica bem como todas as iniciativas promovidas pela Câmara Municipal.

MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ

JOÃO MANUEL ESTEVES O autarca do município de Arcos de Valdevez iniciou o seu discurso por explicar qual a posição estratégica seguida pelo seu executivo: “Nós pretendemos promover a tradição e a modernidade. Na tradição, promovemos o nosso património, nomeadamente: o Parque Natural da Peneda - Gerês, os socalcos de Sistelo e o rio Vez. Temos um património vastíssimo e muito rico que efetivamente nos induz muito no futuro da região, ou seja, no turismo e, mais propriamente, no turismo de natureza. Por outro lado, também apostamos muito no património construído. Nós temos uma questão ligada à história, o Torneio de Valdevez, que aconteceu em 1141 e é um dos momentos que marca a fundação da nacionalidade portuguesa e, por isso, promovemos “Arcos de Valdevez, onde Portugal se fez”. É através da história e da cultura que pretendemos fazer com que as pessoas venham visitar o nosso concelho”, afirmou. São inúmeros os projetos e imensas as iniciativas destacadas 72 | PORTUGAL EM DESTAQUE

pelo nosso entrevistado: “Ainda há pouco tempo foi aprovada uma candidatura, de cerca de 1 milhão de euros, para a construção de um Centro Interpretativo do Barroco, que será integrado na Igreja do Espírito Santo. A par disso, estamos agora a lançar um projeto que se chama ‘Fazer Valdevez’, em que nos projetamos no futuro. Envolvemos cerca de 50 instituições com propostas estratégicas para o desenvolvimento da região e ouvimos também as pessoas na rua sobre isso. Vamos criar mais ligações entre aquilo que são os projetos que a autarquia tem, os projetos que são partilhados pelas associações e intensificá-los com as necessidades dos arcuenses”, explicou-nos o presidente. Segundo o nosso entrevistado, para além destes grandes projetos, também se verificam muitas intervenções noutras áreas de igual importância para a comunidade: “É necessário criar rendimento e emprego para as pessoas e nós fazemos muito investimento em parques industriais, dotados de todas as condições necessárias. Na parte do empreendedorismo rural, estamos a tentar dinamizar os mercados de proximidade, a comercialização dos produtos da terra e, também, a gastronomia. Nós temos uma base central na nossa atuação que é a ligação com as pessoas. Na parte da cultura, do desporto e do recreio, por exemplo, nós temos uma grande parceria com as diversas Associações existentes e com a Casa das Artes. Temos um estádio de Rugby dos maiores do país, Piscinas Municipais e temos o Estádio Municipal, em que estamos agora a alterar o piso”, enumerou João Manuel Esteves, que aproveitou o momento para partilhar com a nossa revista uma curiosidade: “Um dos jogadores que integrou a Seleção Nacional, que ganhou o Campeonato da Europa, passou pelas camadas jovens do Movimento Associativo de Arcos de Valdevez. Falo-vos de Adrien Silva”, disse orgulhoso. Em final de conversa, ficou a mensagem do presidente para todos os nossos leitores: “Queremos tornar Arcos de Valdevez mais atrativo para os arcuenses e, também, para os turistas. Já abrimos um Posto de Turismo, com melhores condições, para divulgar o que temos. O objetivo final é que todos aqueles que nos visitam e os que cá estão tenham mais e melhor qualidade de vida”, finalizou.


APOIO PRÓXIMO DO CLIENTE Sob uma perspetiva desafiante no mercado imobiliário, fomos conhecer a voz de Venâncio Fernandes. Com nove anos de experiência neste ramo, o profissional reconhece as mudanças que o negócio proporcionou, e os segmentos em que se expandiu. Perante os sinais positivos em que a Arcobarca se coloca, facilmente percebemos o profissionalismo que a distingue.

ARCOBARCA

VENÂNCIO FERNANDES

Outrora, atuando numa rede de franchising, hoje como empresa tradicional, são notórias as mudanças da sua filosofia e métodos de captação de negócio. Tendo iniciado a sua atividade numa conjuntura desfavorável, o nosso interlocutor soube atrair maisvalias dessa etapa e aprendera a crescer com espírito de entrega e união. O novo rosto e a identidade que a preenche traduzem a dinâmica de um mercado que se diz mutável. Próximo das pessoas, a Arcobarca completa já cinco lojas, espalhadas por Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Paredes de Coura, e Porto. 74 | PORTUGAL EM DESTAQUE

O balanço, analisado por fases, verifica-se positivo, e Venâncio Fernandes reconhece que atravessaram a etapa mais difícil e, por isso, o presente é agora de crescimento. Embora o mercado ainda não cative com as melhorias necessárias para atrair a máxima confiança, o empresário reflete sobre o contexto, e as suas aprendizagens, e pensa como é possível ultrapassar alguns dos obstáculos se o mercado souber aproveitar as suas oportunidades. Perante esta afirmação, toda a estrutura posiciona-se com base em dois segmentos - emigrantes, e pessoas que estejam à procura de uma segunda habitação. “São diversas as pessoas


que procuram casa para férias e para fim-de-semana e o objetivo de criar o escritório no Porto foi alcançar os clientes que temos aqui na zona do Grande Porto, criando ligações e dando-lhes o apoio que eles necessitam”, esclarece. Durante esta permanente ligação, é viva a expressão que o turismo começa a ganhar na região e, através dele, surgem novos alcances que a Arcobarca nunca quererá negligenciar. Esta visão faz-se acompanhar não somente da oportunidade que o local oferece, mas também do acesso ao crédito por parte da banca. E embora Venâncio Fernandes considere que a abertura ainda não seja significativa, a economia mostra-se desperta a outras fontes de investimento, atraindo com ele o mercado imobiliário. Vínculos próximos Com o conhecimento adquirido ao longo dos anos, o empresário consegue prever todas as oportunidades e forças que o sistema pretende assegurar. Essa vantagem traz-lhe maior capacidade de unir junto de si uma equipa motivada e diferenciadora. Porém, aquando questionado sobre as dificuldades sentidas durante o processo de recrutamento nesta área, é com algum desânimo que observa muitos bons profissionais abandonarem a sua vocação, não por falha na sua motivação, mas por não terem o suporte financeiro necessário. “É muito difícil entrar nesta área porque muitas empresas franchisadas, operando num sistema de rotatividade, acabam por não oferecer garantias nem perspetiva de um contrato de trabalho”, aponta. Perante um raciocínio assim, a Arcobarca percebe as vantagens de estar e permanecer próxima das pessoas, salientando a componente humana como um fator determinante. “Nós poderíamos ter muitas mais pessoas a trabalhar connosco e até poderíamos gerar muitos mais negócios, mas não é isso que pretendemos. Isto é um negócio de confiança, de pessoas para pessoas e a rotatividade

nunca permitirá criar laços de confiança”, estimulam. Voz ativa Embora o mercado imobiliário nos últimos anos seja caracterizado por um descasamento entre a procura e a oferta, sabemos que os intervenientes que o compõem vai muito mais além do que a figura do agente imobiliário e portanto o setor precisa de salvaguarda para se projetar a novos rumos e desafios. Essa proteção está ligada não só às dinâmicas de mercado, e o empenho de cada profissional, mas também à conquista de maior quota no mercado local e nacional e, sob esse aspeto, Venâncio Fernandes afirma a importância que as associações deveriam ter, mas não têm: “A área imobiliária é extremamente mal tratada pelas associações e entidades associadas e penso que as associações precisavam de ter um papel mais ativo. Preocupa-me que não se manifestem porque tudo isso acaba por afetar a imagem do mediador imobiliário - uma atividade tão importante e que atua como regulador de mercado”. Reconhecida a necessidade da sua valorização, Venâncio Fernandes pondera o crescimento da Arcobarca numa base positiva e sustentada, abrindo portas ao mesmo tempo que consolidam o seu nome no mercado. Em 2015, com uma loja aberta em Paredes de Coura, e este ano com os objetivos já alcançados, tudo indica que daqui para a frente o crescimento atingirá um novo alcance. Com visões e perspetiva alteradas com a passagem dos anos, o empresário acaba por não pensar tanto a longo prazo, mas confessa que “gostava de ver a empresa crescer. Acredito na nossa forma de trabalhar e no modo como lidamos com os clientes e queremos continuar a perpetuar a nossa imagem no mercado”.

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VILA NOVA DE CERVEIRA, VALENÇA, MONÇÃO E MELGAÇO Se vai visitar o centro de Vila Nova de Cerveira, a primeira coisa a fazer é parar o carro e percorrer tudo a pé. A zona histórica é muito pitoresca e com muito para descobrir. Entre as estreitas ruas revela-se a sua antiguidade e descobrem-se os monumentos históricos. Em Vila Nova de Cerveira, vai ver as casas senhoriais, dos séculos XVII e XVIII, e espaços da Via Sacra espalhados por várias ruas do centro histórico. A cidade é rodeada por montanhas verdes e tem a companhia do rio Minho. E em cada canto, de Vila Nova de Cerveira, encontra também cultura e arte. É nesta vila que decorre a Bienal Internacional de Arte de Cerveira, algo que influenciou o facto de as ruas da cidade terem inúmeras obras artísticas para conhecer. Cerveira é conhecida, por isso, como Vila das Artes. Vila Nova de Cerveira é uma simbiose perfeita de natureza conjugada com história, arte, cultura, gastronomia. Está convidado para partir à descoberta de Vila Nova de Cerveira! Estas páginas também levam até si a magnífica cidade de Valença do Minho, localizada no extremo norte de Portugal, tendo o rio Minho como fronteira natural com a cidade espanhola de Tui. Valença é famosa por ser a porta de saída de Portugal para aqueles que fazem o caminho português em direção a Santiago de Compostela. Maior atrativo turístico da cidade de Valença do Minho, a fortaleza é uma das principais fortificações europeias de âmbito militar, com cerca de cinco quilómetros de perímetro amuralhado, localizada no topo de dois outeiros e às margens do rio Minho na divisa com a Espanha. Cidade fortificada na margem do Rio Minho, o seu nome suevo Orosion foi traduzido para latim como Mons Sanctus que evoluiu para o português Monção. Em 1291, o rei português D. Afonso III deu-lhe carta de foral e, em 1306, D. Dinis mandou construir o velho castelo defensivo, cujas muralhas ainda acolhem os visitantes. Por outro lado, temos Monção. Debruçada sobre o rio Minho, com os seus aprazíveis terraços e miradouros, como a esplanada dos Neris, ninguém diria que foi palco de ferozes combates travados noutros tempos entre os reinos de Portugal e Castela. E ainda menos que neles se distinguiram com bravura três mulheres: Deuladeu Martins, Mariana de Lencastre e Helena Peres. Hoje, a lembrança das antigas guerras é revivida na encantadora tradição popular da Festa da Coca, celebrada todos os anos na quinta-feira, dia de Corpo de Deus. As muralhas seiscentistas guardam o centro histórico, onde os monumentos da Igreja Matriz, da Igreja da Misericórdia e da Igreja de Santo António dos Capuchos têm lugar de destaque. No seu exterior, as Caldas de Monção complementam uma visita de cidade, com as suas águas terapêuticas. Nos arredores, a Igreja de Longos Vales, exemplo precioso da arquitetura românica, e o nobre Palácio da Brejoeira, onde se produz o famoso vinho verde Alvarinho, completam o património de Monção. Nas páginas seguintes, deleite-se com as paisagens da vila de Melgaço, pertence ao verdejante distrito de Viana de Castelo, que está inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A vila é conhecida pelas suas paisagens, história, gastronomia e também por produzir a muito apreciada e conhecida casta de vinho verde, Alvarinho. Ficam aqui alguns dos pontos que deve conhecer quando for visitar esta típica vila minhota. Boa viagem!

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CRIAR E VALORIZAR COM EXPETATIVA Numa região de grande beleza natural podemos antever um património rico em raízes e tradições. Vila Nova de Cerveira, povoada por uma história e cultura ímpares, caminha lado a lado às narrativas artísticas. Constantino Costa fala-nos agora sobre esse quadro socioeconómico, onde as potencialidades da União de freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe são reveladas por inteiro. UNIÃO DE FREGUESIAS DE VILA NOVA DE CERVEIRA E LOVELHE

CONSTANTINO COSTA

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Conhecida como “Vila das Artes”, Vila Nova de Cerveira aposta na animação cultural, enquanto “produto” turístico e, no contexto nacional e internacional, é hoje uma marca incontornável. Quando aqui entramos o nosso olhar percebe as mais valias do território e vê a aliança entre as duas freguesias. Outrora separadas, o autarca verifica a união não só como vantajosa, mas também a distingue como sendo o “casamento perfeito”. Numa fugaz observação começamos logo por visualizar o símbolo do Concelho de Vila Nova de Cerveira - o Cervo no Monte da Senhora da Encarnação, também conhecido como miradouro do Veado. Avançando um pouco mais deparamo-nos com singularidades várias, igualmente conhecidas pelo seu valor histórico ou turístico. É o caso do Forte de Lovelhe, o Aro Arqueológico, a Praia fluvial Lenta, e o INATEL, com a sua colónia de férias. Paralelamente sobressai ainda o Monte da Encarnação, preenchido pela sua capela e parque de merendas. Neste corredor ecológico compreendemos o elevado valor etnográfico ligado à ocupação do território e à necessidade de conservação do solo. A estrutura comercial beneficia assim de um poder de atração de relativa importância, em função da dinamização do turismo e dos turistas. O assinalável mercado consumidor mostra evidentemente investimentos prioritários centrados na área sociocultural e desportiva, onde se destacam os campos de jogos, ténis, piscina, pavilhões desportivos, salões de festas, biblioteca e escolas de música e dança. A forte identidade cultural que o Alto Minho carrega está aqui também materializada, e salta à vista todo o património monumental edificado. São especificidades assim que fazem com que Constantino Costa, juntamente com o apoio e a colaboração da Câmara Municipal, aposte fortemente em práticas de lazer e turísticas. Aí podemos encontrar a prestigiada Bienal Internacional de Artes, onde os jovens têm a oportunidade de revelar e valorizar o seu trabalho artístico, estimulando a criatividade e a capacidade de iniciativa de talentos emergentes. Anualmente, em agosto, a Festa da História, centrada nas artes e ofícios tradicionais, move as mais diversas pessoas para a recriação do ambiente das feiras medievais. E se faz sentido voltar atrás no tempo para melhor percebermos a atualidade, também assume igual lógica contrariar preconceitos, e promover “O Crochet Sai à Rua”. Desengane-se quem pensa que só as pessoas mais velhas se dedicam a esta arte. São muitos os jovens que também agarram o incentivo e a partir daí dão uma nova cor à vila. Este ano a Festa da ‘História’ está já agendada para 18 a 21 de agosto, e o Cortejo Etnográfico das freguesias marcado para o 5 de agosto.“É uma forma de envolvermos a comunidade nesse tipo de atividades e mostrar as potencialidades da terra”, manifesta. Reproduzidas as mais diversas tradições, os jovens aprendem com os mais velhos e um outro futuro começa a ser pensado. O Rio Minho já foi alvo de prospeção para o projeto da ponte pedonal Cerveira-Tomiño, e Constantino Costa sorri perante a possibilidade desta construção. Doravante, o trabalho desenvolvido será o reflexo da forte união minhota aqui preservada.


VALENÇA UMA TERRA DE SONHO! Entre o norte de Portugal e a Galiza, Valença é uma cidade histórica. UNIÃO DE FREGUESIAS DE VALENÇA, CRISTELO CÔVO E ARÃO

Valença Uma Joia do Património Militar Conhecer a Fortaleza de Valença, é percorrer as memórias de 800 anos das páginas mais marcantes das aventuras históricas de Portugal e Espanha. Num promontório, próximo do rio Minho nasceu Valença. A primeira ocupação remonta ao período castrejo, seguido da edificação de uma pequena villa romana. Mas é no início do séc. XIII que se constroi o castelo medieval, primeiro sob o nome de Contraste depois já Valença. No séc. XVII, nas Guerras da Restauração, a fortificação passa a Praça-Forte e ganha a dimensão e o aspeto atual. São cinco quilómetros de perímetro amuralhado, que convidam à descoberta de uma joia da arquitetura militar mundial, modelo Vauban. O casario, as construções militares, as igrejas, as vistas para o rio Minho, a antiga ponte metálica e a medieval Tui completam-se num quadro singular. Valença, bastião militar da defesa da independência de Portugal é, hoje, símbolo fraterno galaico-minhota que encanta diariamente milhares de visitantes. Pontos de Interesse Fortaleza de Valença Uma das principais fortificações abaluartadas do mundo, com cinco quilómetros de perímetro amuralhado. Percorrer as suas ruas é uma viagem no tempo pelos momentos mais marcantes da história de Portugal e Espanha. Uma fortificação Monumento Nacional que é candidata a Património da Humanidade junto da UNESCO.

FERNANDA SOUSA Valença é uma porta para a Europa, uma terra multicultural aberta ao mundo. Eurocidade, conjuntamente com Tui, num novo conceito de cooperação, de segunda geração, no âmbito europeu. Valença está no centro geoestratégico do noroeste Peninsular, com uma esfera de influência, a 1h30, de seis milhões de habitantes e a fronteira terrestre mais movimentada, entre Portugal e Espanha, com a passagem, diária, de 25 mil veículos dia. A crescente interligação local e regional, entre o Norte de Portugal e a Galiza (Espanha), em que a Eurocidade, é o exemplo mais brilhante, tem aberto muitas janelas de oportunidade à cooperação e novas oportunidades de negócio. Valença é uma das seis cidades portuguesas com grande potencial de crescimento.

Parque da Senhora da Cabeça O santuário da Senhora da Cabeça, em Cristelo Côvo, o parque de merendas e de lazer, a marginal da Senhora da Cabeça, o Cais da Fonte são um convite a viver a proximidade de Valença com o rio Minho. Biótipo da Veiga da Mira Localizado nas freguesias de Arão e São Pedro da Torre é um dos principais espaços naturais do Alto Minho. Descubra uma natureza prodigiosa, aventure-se pela Ecopista do Rio Minho e descubra um espaço de rara beleza, uma riqueza da biodiversidade da região mesmo nas margens do rio Minho. Gastronomia de Eleição Valença é uma referência gastronómica na Península Ibérica. Aqui o bacalhau é rei, servido como em mais nenhum lugar pode ser saboreado de mil maneiras. O Caldo Verde, a melhor sopa de Portugal, tem aqui as raízes e na gastronomia os valencianos fazem as delicias dos visitantes.

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“UM BOM VINHO CULTIVA-SE” Afirmaram os sócios-gerentes da Valados de Melgaço, Lda, responsáveis pela produção dos já afamados vinhos Valados de Melgaço e Quinta de Golães. Foi durante um delicioso almoço, à moda da região, que a Portugal em Destaque conversou com os dois produtores e apresenta-lhe, em seguida, o resultado dessa conversa.

VALADOS DE MELGAÇO E QUINTA DE GOLÃES

ARTUR MELEIRO E JOSÉ ALVES

Desde sempre ligados ao cultivo das vinhas, os nossos entrevistados iniciaram-se, recentemente (2013) na produção e comercialização de vinhos com marca própria: “Passamos de vendedores de uvas a produtores de vinho”, afirmaram. As vindimas, que acontecem normalmente na segunda quinzena de Setembro, ainda não têm data marcada devido ao atraso no desenvolvimento das uvas, consequência do mau tempo que assolou a cultura vinícola deste ano: “Todas as vinhas foram afetadas pelo mau tempo e estão muito atrasadas. Haverá com certeza menos 30% da produção do ano passado e estamos ainda a tentar compensar essas perdas com a compra de uvas de outros produtores. Mas ainda é possível recuperar caso não chova na vindima e o calor perdure”, explicou Artur Meleiro. Os dois sócios dedicam-se, principalmente, à produção de vinho Alvarinho, à semelhança do resto do concelho e José Alves apro80 | PORTUGAL EM DESTAQUE

veitou a conversa para explicar os meandros produtivos desta marca de vinhos: “Nós possuímos cerca de 3 hectares de vinha e a nossa produção é feita com as uvas dessas vinhas e com uvas compradas a outros produtores. A nossa ideia é que 30 por cento da produção seja com uvas próprias e o restante com uvas compradas, à semelhança dos grandes produtores de vinho do Porto, por exemplo. Nós temos um objetivo mínimo em termos de dimensão que queremos atingir”, reiterou. “Já obtivemos alguns prémios”, disseram orgulhosos dos seus vinhos: “Inclusivé, na última capa da ‘Revista de Vinhos’, o Valados de Melgaço estava nos quatro melhores Alvarinho da sub-região”, afirmaram. “Temos obtido avaliações muito positivas, tanto da crítica especializada como, e sobretudo, da parte dos consumidores/ apreciadores”, o que tivemos oportunidade de confirmar durante o almoço. Os empresários garantem que o Alvarinho tem es-


pecificidades particulares que o tornam um vinho único ao ser provado: “O Alvarinho é a única casta que precisa de ter 100 por cento de casta alvarinho para ser considerado um vinho Alvarinho. É fundamental a qualidade do tratamento das vinhas, porque é das boas vinhas que nascem os bons vinhos e nós acreditamos nisso”, concluíram. Para que haja afirmação e divulgação da marca Alvarinho pelo resto do país e do mundo, os nossos entrevistados explicaram que é preciso união estratégica dos produtores de Monção e Melgaço: “É importante haver uma estratégia comum porque o Alvarinho em si não é uma marca distintiva. Pode-se fazer Alvarinho em qualquer parte do país ou do mundo. O que é distintivo é o terroir de Monção e Melgaço, que está agora a iniciar o seu processo de afirmação de identidade nos vinhos verdes, porque aqui nós conseguimos retirar todas as propriedades da casta alvarinho e atingir todo o seu potencial. Temos que maximizar as condições que temos, ou seja, o facto de estarmos protegidos da influência atlântica e de termos um terreno e um clima diferentes. A afirmação do nosso vinho é o mais importante, porque provando um Alvarinho de Monção e Melgaço, comparando com um Alvarinho de outra região, percebe-se, facilmente, a diferença”, elucidaram José Alves e Artur Meleiro. Com cerca de 22 mil garrafas produzidas no ano passado e com o objetivo de duplicar essa produção este ano, os sócios produtores afirmaram: “Queremos continuar a fazer um bom vinho e um bom vinho cultiva-se”. “Estamos a trabalhar a distribuição nacional e iniciamos ações e contactos no estrangeiro, pois o mercado internacional é fundamental. Cerca de 60% da nossa produção terá de ser destinada à exportação”, afirmaram. Por agora, os vinhos Valados de Melgaço e Quinta de Golães para além de poderem ser encontrados na região onde são produzidos, também já se encontram a ser distribuídos no Porto e em Lisboa.

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UM PARAÍSO ENTRE O RIO E O MAR Situado em pleno rio Minho, entre a montanha e a foz do rio, o Hotel Porta do Sol é já considerado um dos melhores hotéis do minho litoral. Com uma localização priveligiada, esta unidade composta por 100 quartos, oferece os melhores serviços e todas as comodidades aos seus clientes, de forma a tornar a sua estadia memorável. A revista Portugal em Destaque esteve à conversa com Marta Mendes, directora-geral do Hotel Porta do Sol, que nos deu a conhecer a unidade hoteleira e as suas perspetivas futuras.

HOTEL PORTA DO SOL

master com jacuzzi e vista privilegiada para a Foz do Rio Minho. O nosso restaurante (Espelho D`Agua) privilegiado pela vista panorâmica que tem para a foz, para além da excelente cozinha tradicional aqui servida, proporciona uma experiência memorável apelando aos mais diferentes sentidos. Por sua vez, o ambiente intimista do Candle Spa (com circuito de jatos de água quente, jacuzzi, sauna, banho turco, sala de relaxamento, ginásio e duas salas de massagens/tratamentos), são sem dúvida o cartão de visita do Hotel Porta do Sol. Dispomos ainda de duas piscinas exteriores, uma para adultos e outra para crianças, e uma magnífica área ajardinada com uma excelente exposição solar ideal para os dias de Verão… Para completar os serviços oferecidos, temos ainda quatro salas dedicadas à realização e organização de reuniões e congressos, sendo que a maior tem uma capacidade até 250 pessoas. É uma das maiores salas do Alto Minho e pela sua dimensão e polivalência, as mesmas têm tido uma elevada procura, para a realização dos mais variados eventos de carácter público ou privado… O conjunto único destes serviços concentrados numa só unidade hoteleira, proporcionam momentos inesquecíveis e completos, durante todo o ano. Quando é que assumiu o cargo de diretora geral do hotel? Integrei a equipa em 2013 e em 2014 assumi o cargo de directora-geral.

MARTA MENDES Como é que surge o Hotel Porta do Sol? O hotel foi construído em 1993 e em 2010 reabre com uma nova administração, que se mantém até aos dias de hoje. Apesar de ser um edifício antigo, hoje encontra-se completamente remodelado e reúne todas as condições para proporcionar momentos de bem-estar e tranquilidade a todos os nossos hóspedes. O hotel é composto por 100 quartos, 92 com vista para a piscina ou para o rio, três familiares, uma suite júnior e quatro magnificas suites

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Qual é o vosso tipo de cliente? Dependendo da época do ano o nosso cliente é diferente, varia entre casais jovens, com ou sem filhos e seniores, uma vez que reunimos as condições necessárias e serviços de excelência para as diferentes faixas etárias. Temos ainda vindo a sentir um aumento de procura não só por parte do cliente nacional mas também do estrangeiro, contudo, o nosso principal público-alvo continua a ser o português.

O que distingue a vossa unidade das demais? Para além das excelentes infraestruturas, o hotel prima pela sua calma e discrição. Podemos estar com uma taxa de ocupação de 100 por cento mas garantimos a mesma tranquilidade e privacidade aos nossos hóspedes. É de realçar o serviço excecional prestado por todos os nossos colaboradores, que proporcionam aos nossos clientes uma agradável estadia, sempre com um sorriso no rosto… Para além da equipa jovem, dinâmica e sempre disponível, a localização privilegiada entre a montanha, o rio e o mar, possibilita a todos os nossos clientes uma estadia relaxante, completa e em plena comunhão com a natureza. Quantos funcionários têm neste momento? Neste momento temos 30 colaboradores. Quando o hotel reabriu, tinhamos poucos colaboradores mas as necessidades têm vindo a aumentar e temos vindo a contratar cada vez mais pessoas. Felizmente conseguimos manter a elevada taxa de ocupação todos os fins de semana, o que nos obriga a ter equipas fixas a trabalhar connosco durante todo o ano e não apenas no verão. Tem projetos novos em mente para o hotel que queira destacar? Sim. Devido às necessidades que se têm feito sentir, estamos a construir mais cinco quartos e três suites para além das constantes melhorias que se têm vindo a fazer dos espaços, com o objetivo único de superar a expetativa em cada estadia dos nossos clientes. Para além do Hotel Porta do Sol, existem mais unidades pertencentes à administração? Sim. A nossa administração tem mais Unidades Hoteleiras, uma vez que é uma administração que tem uma filosofia de caráter empreendedor.


A NOVA LOJA ERGOVISÃO EM MONÇÃO Localizada no Retail Rio Park, em Monção, a nova loja Ergovisão abriu no passado mês de julho, fruto do espírito empreendedor de Michael e Stephanie da Costa. Este novo espaço destina-se à comercialização de produtos óticos e à prestação de serviços especializados de saúde visual.

ERGOVISÃO MONÇÃO

EQUIPA ERGOVISÃO MONÇÃO Abriu portas, no passado mês de julho, a loja Ergovisão de Monção, situada no Retail Rio Park. Um espaço inovador, com recurso a tecnologia de ponta, serviços diversificados, elevado profissionalismo e atendimento personalizado são as principais mais-valias da loja realçadas pelos seus sócios-gerentes Michael e Stephanie da Costa, um jovem casal que decidiu a apostar no espaço e atividade ótica, uma vez que se apresentava como um negócio com viabilidade económica e com grande potencial. Após muita informação e formação na área da ótica, a escolha do grupo Ergovisão acabou por ser uma decisão estratégica, como explica Michael da Costa: “Apesar de ser uma empresa familiar na sua génese, acabou por crescer muito à base do trabalho dos fundadores, A Ergovisão remonta a 1995, com origens na cidade de Viseu, sendo que só em 2002 se apresenta ao mercado com a marca “Ergovisão”. Este projeto nasceu em 2002 e tem raízes familiares de mais de três décadas de existência. Atualmente, o grupo Ergovisão carac-

teriza-se no sector ótico português como um retalhista especializado na comercialização de produtos óticos e na prestação de serviços especializados de saúde visual. O grupo Ergovisão oferece condições que mais nenhum franchising de ótica oferecia, para além de ter uma imagem moderna e um conceito bastante apelativo”, clarifica o nosso entrevistado. De acordo com os responsáveis, a Ergovisão de Monção disponibiliza serviços de optometria e contactologia, com possibilidade de realização de consultas gratuitas. Este espaço comercializa também todo o tipo de produtos óticos, desde armações, óculos de sol e lentes de contacto, dispondo, por exemplo de uma marca própria que lhe permite praticar preços mais vantajosos face à concorrência. “Trabalhamos com todas as marcas. O grupo tem relações especiais com os fornecedores e temos acesso a todas as marcas tanto nacionais como internacionais”, esclarece Stephanie da Costa, lembrando que, até ao final do mês de agosto, está a decorrer uma promoção em óculos de sol, cujo desconto é determinado em função da temperatura atmosférica. Com um horário alargado das 10h às 22h, a loja vai garantir aos seus primeiros 100 clientes 35 por cento de desconto vitalício. Para além disso, Michael da Costa destaca um sistema de pagamento por prestações que é raro numa ótica, denominado CREDILENS, que permite a qualquer cliente pagar num máximo de 10 prestações mensais sem juros. A Ergovisão de Monção pauta-se pela diferenciação, recorrendo a competências únicas. Destaca-se pelos produtos (moda), pela imagem, pelo serviço (saúde), pela tecnologia, pela criatividade e pela relação qualidade/preço. “A nossa localização é outra das mais-valias, quer pela visibilidade, quer pela facilidade de estacionamento, por outro lado, de Melgaço a Viana do Castelo não existe mais nenhuma superfície comercial deste género, por isso recebemos vários clientes de concelhos vizinhos”, explica Michael da Costa, destacando que a filosofia adotada passa pelo atendimento personalizado, estabelecendo uma relação e proximidade e confiança com os seus clientes. Até porque o grande objetivo deste jovem casal empreendedor é a sua integração em Monção e a fidelização dos clientes. Com os olhos postos no futuro, Michael e Stephanie da Costa gostariam de abrir uma nova loja, mas por agora pretendem consolidar a Ergovisão de Monção. A terminar a entrevista deixam uma mensagem especial aos clientes: “Visitem-nos! Serão sempre bem atendidos e podem conhecer as últimas novidades da moda”.

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ÓBIDOS Óbidos é uma vila portuguesa do distrito de Leiria, sub-região do Oeste, região Centro, com cerca de 2 200 habitantes. Faz parte da Região de Turismo do Oeste. É sede de um município com 141,55 quilómetros quadrados de área e 11 772 habitantes, subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a nordeste e leste pelo município das Caldas da Rainha, a sul pelo Bombarral, a sudoeste pela Lourinhã, a oeste por Peniche e a noroeste tem costa no oceano Atlântico. A 11 de dezembro de 2015, a UNESCO considerou Óbidos como Cidade Literária, como parte do programa Rede de Cidades Criativas. A visitar em Óbidos podemos destacar o Castelo e as suas grandes muralhas. O castelo ergue-se na cota de 79 metros acima do nível do mar, com planta no formato retangular irregular (orgânica), misturando elementos dos estilos românico, gótico, manuelino e barroco, distribuídos por duas zonas principais: a do Castelejo (atual Pousada do Castelo, ou Pousada de Óbidos) e o bairro intramuros. Conhecida pelo seu Mercado Medieval, que este ano aconteceu entre os dias 14 de julho e 7 de agosto é também nesta vila portuguesa que se realiza o Festival de Chocolate (realizado este ano entre os dias 31 de março e 25 de abril). Excelentíssimo leitor, como já não vai a tempo de usufruir de nenhum destes fantásticos eventos, conheça Óbidos através da leitura das páginas que a seguir se encontram.


FIRMES NO APOIO E NA DEFESA DOS AGRICULTORES DO OESTE Classificando-se como uma Associação de Apoio Agrícola sem fins lucrativos, o Centro de Gestão da Empresa Agrícola de Óbidos pretende “estar perto do agricultor, servindo-o com qualidade”. Quem o afirmou foi o porta-voz da Associação, Luís Tavares, que em entrevista à Portugal em Destaque explicou em que consiste a atividade desta organização.

CENTRO DE GESTÃO DA EMPRESA AGRÍCOLA DE ÓBIDOS

Foi fundada em Junho de 1989 e, atualmente, atua em toda a zona oeste do país, prestando apoio técnico a cerca de 45 associados representando uma área de atuação de 582ha. Destina-se a apoiar pequenas e médias empresas e tem como finalidade essencial promover a modernização, a melhoria técnico-económica e o aumento do rendimento das explorações agrícolas dos sócios. Para isso, o Centro de Gestão da Empresa Agrícola de Óbidos, presta serviços nas áreas de apoio à contabilidade, apoio técnico aos associados, elaboração e submissão de candi-

daturas e formação profissional: “O nosso apoio técnico refere-se ao acompanhamento da cultura no desenvolvimento fisiológico, monitorizando a fertilização, dotações de rega, doenças e pragas. Também atuamos na parte da certificação dos produtos no referencial “GlobalGap”. Basicamente, o nosso objetivo é que o agricultor veja no técnico um apoio e uma mais-valia e não o considere como um custo”, enumerou Luís Tavares. Apesar de ser uma região dominada pela pêra rocha, também se encontra, sob a alçada desta Associação, explorações de maçã, ameixas, pêssegos e vinha: “Dos cerca de 582ha, a maior produção (80%) assenta na cultura da pêra rocha, com menor representatividade encontra-se a cultura da maçã com cerca de 10%, correspondendo os restantes 10% a outros frutícolas produzidos como o pêssego, ameixa e a vinha”, evidenciou. Ainda sobre a região onde atua, o nosso interlocutor, destacou as características únicas desta localização favoráveis à produção agrícola: “Eu posso afirmar que a zona oeste, nomeadamente os concelhos de Óbidos, Caldas da Rainha, Lourinhã e Peniche, é uma das zonas com as melhores condições edafoclimáticas do país para produzir todo o tipo de frutas e hortícolas (maçã, pêra, pêssegos, ameixa, damasco, alperce, morango, batata, cebola, entre outros)”, reiterou, acrescentando ainda a razão que leva a que a pêra rocha produzida no oeste seja a melhor do país: “Aqui a pêra tem o seu ciclo de desenvolvimento mais longo, até ao ponto ideal de colheita, comparada com o Alentejo, por exemplo, e é por isso que a nossa é mais consistente, crocante e com melhores condições de conservação”, garantiu. Já no que diz respeito aos constrangimentos e principais dificuldades com que o setor se depara, Luís Tavares foi perentório: “A dificuldade é grande devido aos custos elevados de instalação das culturas e por sua vez ao elevado custo dos fatores de produção. Em virtude dos pontos já referidos, os jovens têm muita dificuldade em iniciar a sua atividade agrícola, nomeadamente se não existir uma estrutura familiar que a complemente. Para além disso, o trabalho do agricultor continua a ser pouco valorizado pela sociedade. Um problema que persiste no setor é a baixa valorização dos produtos e, para eliminar esta dificuldade, os agricultores devem apostar no cooperativismo e associativismo. É necessário mudar mentalidades e atitudes”, lamentou o representante da Associação. PORTUGAL EM DESTAQUE | 85


PAIXÃO PELA FRUTA PASSA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO Criada em 2008, a E. Timóteo é uma empresa de produção e comercialização de frutas, cuja atividade consiste na conservação, seleção, embalamento e comercialização da sua produção. Com sede em Óbidos, esta empresa de base familiar assume a qualidade e o rigor como pedra toque para o seu crescimento e consolidação.

E. TIMÓTEO

AUGUSTO TIMÓTEO continuar a trabalhar, mas ter o filho e os netos a dar continuidade a esta dedicação a atividade frutícola é algo que o deixa muito satisfeito e até emocionado, por isso espera que a E. Timóteo continue a evoluir sustentadamente.

ELIAS TIMÓTEO E ROSÁRIA TIMÓTEO A E. Timóteo nasceu pelas mãos de Elias Timóteo, um empresário carismático, que seguiu a sua herança familiar e o seu gosto pela fruticultura. Em entrevista à Portugal em Destaque, deu a conhecer a dinâmica da empresa e os projetos que pretende dar continuidade para fomentar cada vez mais o seu crescimento. No entanto, a entrevista começou com o seu pai, Augusto Timóteo, recordando que o gosto e o cultivo de pomares são uma “herança familiar, que começou com o meu avô”, numa altura em que esta atividade era essencialmente manual. E se inicialmente a fruta dos pomares era essencialmente a maçã, Augusto Timóteo, na sua altura, decidiu apostar também em pessegueiros. “Diziam que não era rentável, mas eu decidi apostar e fui o primeiro da região a ter pessegueiros nos pomares. Sempre gostei de inovar e apostar em coisas diferentes, por isso também comecei a cultivar a variedade maçã Bravo”, lembra o patriarca, sublinhando que, antigamente os pomares começavam a ser rentáveis apenas ao fim de cinco ou seis anos, enquanto hoje, criando-se um pomar, ao fim de dois anos já “está em plena produção”. Com 77 anos, Augusto Timóteo ainda se sente com energia para 86 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Espírito empreendedor Elias Timóteo sempre sentiu o apelo para seguir os passos do seu pai e dos seus antepassados, porque nasceu e cresceu a gostar da atividade frutícola. O seu espírito empreendedor e a sua ambição levaram-no juntamente com a sua esposa, Rosária Timóteo, em 2008, a criar a empresa E. Timóteo dedicada à produção e comercialização de frutas. Com dedicação e gosto e muito trabalho, a empresa foi crescendo e consolidando a sua posição no mercado, conquistando e fidelizando os seus clientes. “É um desafio constante com novos pomares, variedades e sistemas de frio”, refere o empresário. Com uma área de pomares que atinge os 150 hectares, a E. Timóteo dedica-se com grande expressão à maçã e à pera, no entanto a produção abrange também damascos, alperces, ameixas, pêssegos ou nectarinas. “Desta forma, mantemos o cliente durante todo o ano”, sublinha, evidenciando que a empresa tem cerca de 700 clientes, entre eles, o El Corte Inglès, “um cliente exigente e rigoroso em termos de perfeição, qualidade, sabor, aroma, brix, mas essa exigência obrigou-nos a crescer e a atualizar processos e procedimentos, permitindo um crescimento mais célere e sólido”, afirma. “Estamos a explorar mercados externos ou diretamente ou em parceria e a exportação tem já um peso de 30 a 40 por cento no volume de faturação da empresa. Estamos diretamente no Brasil e Marrocos e, em parceria, na França, Dubai e Inglaterra”, avança. Com uma produção anual de quatro mil toneladas de fruta, Elias Timóteo sustenta a importância de estar sempre atento a novas variedades, novas técnicas de plantação e novos sistemas de frio para a conservação da fruta. E os cuidados com o pomar? Bem, esses são muitos, desde a drenagem à preparação do solo, passando pela boa exposição solar


EMANUEL TIMÓTEO em que as linhas das árvores deverão ser norte-sul, pela fertilidade dos terrenos até à mão de obra qualificada, todos são fatores importantes para a qualidade de um pomar. As modernas instalações da E. Timóteo dividem-se em três partes, “a receção da fruta, onde é lavada e vai para o frio, depois para o calibrador, posteriormente é classificada, e depois pode seguir ou fica na câmara de expedição”, salienta o empresário. Futuro promissor Elias Timóteo tem nos seus filhos, Emanuel e Samuel, os grandes seguidores da atividade e da empresa, com uma visão do negócio diferente e inovadora, algo “que me orgulha bastante”, diz emocionado, sublinhando ainda a importância de poder ainda contar com o conhecimento e a sabedoria do pai. Com os olhos postos no futuro, Elias Timóteo espera que a empresa continue a ‘respirar’ saúde, porque a família vai continuar a trabalhar “com o mesmo afinco e paixão”, aplicando tecnologia à tradição.

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EMPREENDEDORISMO EM ÓBIDOS A Portugal em Destaque esteve à conversa com Hernâni Pedras, proprietário da Casa de Campo São Rafael e dos restaurantes Petrarum Domus e Vintage. Empreendedor por natureza, o obidense falou-nos das diferentes atividades e serviços que oferece na vila mais conhecida de Portugal. Segue-se, em seguida, o resultado da conversa com o empresário.

Estrada Nacional, nº8 - Casal do Zambujeiro 2510-216 Óbidos Tel. 262 950 582 Tlm. 933 959 620 info@casasaorafael.com www.casasaorafael.com

O Petrarum Domus foi o seu primeiro investimento. Iniciou-o com apenas 23 anos de idade. Como o caracteriza? O Petrarum é um restaurante que abriu, inicialmente, como bar há 30 anos. Foi desenhado pelo reconhecido escultor José Aurélio. É muito bonito com características decorativas únicas. Há 15 anos iniciamos a mudança do conceito de bar para restaurante e posso dizer que já é uma aposta ganha porque é um restaurante de referência em Óbidos. No Petrarum trabalhamos essencialmente bifes e bacalhau. Rua direita, 41 2510-001 Óbidos Tel. 262 959 363

HERNÂNI PEDRAS Pedia-lhe que começasse por falar da Casa de Campo São Rafael. Como e quando surgiu este projeto? A Casa de Campo São Rafael é uma casa familiar que foi recuperada para habitação. Entretanto achamos que a melhor forma de recuperar aquele espaço seria adotá-lo para turismo rural. Na altura não existia muito esse conceito na vila de Óbidos e julgamos que seria uma boa opção para dar uma alternativa credível em termos de turismo aqui na região. A casa abriu em julho de 2005 e, até agora, faço um balanço positivo. É um sítio calmo onde as pessoas estão fora do rebuliço de Óbidos e, ao mesmo tempo, estamos perto de tudo. A Casa de Campo serve como base para as pessoas ficarem e poderem conhecer a região. Nós aqui tentamos oferecer um ambiente familiar, contrariamente aos hotéis. Quem são os clientes da Casa de Campo São Rafael? Maioritariamente turistas portugueses ou estrangeiros? Não consigo especificar qual a nacionalidade com mais gente, mas temos muitos portugueses. Temos clientes de todas as nacionalidades. Rua direita, 38 2510-001 Óbidos Tel. 262 959 620 info@petrarumdomus.com www.petrarumdomus.com

E relativamente ao Vintage? O Vintage tem 4 anos e surgiu para complementar o Petrarum, ou seja, com o objetivo de nos auxiliar para podermos oferecer dois tipos de menus diferentes. Tem um design mais moderno e confortável e conseguimos ter uns pratos mais recentes com uma apresentação mais atual. Uma curiosidade é que ficam os dois na Rua Principal, um em frente ao outro. Sendo empresário em Óbidos, como descreve esta vila? Óbidos é uma vila que tem a sorte de estar perto de Lisboa e é privilegiadamente rodeada de praias. É a maior vila muralhada de Portugal e está muito bem preservada. Óbidos é, sem dúvida, uma imagem de marca do país lá fora e um destino turístico afirmado. Acredito que o futuro desta nossa Vila passa essencialmente pela aposta no turismo, no entanto, acho que se deveria parar com a massificação. Ou seja, é preciso repensar Óbidos para ter menos turismo e turismo com mais qualidade, porque, de facto, as pessoas já não conseguem estar à vontade para descobrir uma das vilas mais bonitas do país. Por onde passa o futuro dos seus empreendimentos? O futuro passa por manter aquilo que existe, dando-lhe mais qualidade.

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A VERDADEIRA GINJA Desde sempre ligado à ginja, Dário Pimpão criou a Oppidum em 1987. Hoje, é a filha Marta Pimpão quem dinamiza a empresa, mantendo a vertente original.

OPPIDUM

MARTA PIMPÃO Foi pelas mãos de Dário Pimpão, um autodidata no que diz respeito à confeção de ginja, que o produto ganhou uma nova vida. Inspirado pela tradição da região no uso doméstico deste fruto, desenvolveu um licor, totalmente, natural sem corantes nem aromatizantes. Com uma qualidade amplamente comprovada em Portugal e além-fronteiras, o segredo deste licor passa, essencialmente,

pela seleção dos frutos adquiridos junto de agricultores locais que transmitem a confiança necessária à Oppidum. As ginjeiras da região são árvores de cariz muito silvestre produzindo frutos agridoces de características organoléticas únicas no país que, consequentemente, resultam num licor distinto “Temos um produto que pode demorar três anos da árvore até ao copo”, explica Marta Pimpão, “é um intervalo de produção bastante alargado que dá ao produto características que depois o distingue no mercado”: o processo de fabrico é lento e a dedicação com que é realizado fazem toda a diferença. Independentemente da produção artesanal, a empresária admite que “o melhor argumento é a prova”: é aqui que o consumidor tem a oportunidade de sentir a panóplia de sabores encorpados e aveludados que a ginja contém. O mercado é maioritariamente nacional, mas a internacionalização deste produto está cada vez mais visível e explorada devido à crescente produção da ginja. Como ponto turístico que é, Óbidos conquistou clientes estrangeiros para a Oppidum, assim como Lisboa, ponto forte de vendas deste licor, que também deu a conhecer o produto aos turistas que se apaixonaram e querem poder adquiri-lo nos seus países. Neste momento, a original Ginja de Óbidos está já representada em 12 países “Tentamos chegar a todo o lado, mas sempre, de forma sustentada”, admite. Ginja em copo de chocolate “Essa moda começou com o meu pai no 1º Festival de Chocolate de Óbidos”, conta, “numa altura em que os comerciantes estavam especialmente estimulados para o chocolate”. Às compras num armazém, Dário Pimpão reparou numas pequenas cháve-

nas de chocolate que decidiu adquirir e levar até um dos seus melhores clientes e parceiros: a Loja do Vinho. A experiência começou com a oferta da ginja na chávena de chocolate a um pequeno grupo de turistas e, desde então, a ginja em copo de chocolate “nunca mais parou” e transformou-se, efectivamente, numa nova tradição. Esta simbiose da ginja com chocolate tornou-se perfeita, e foi o mote para que a partir daí a Oppidum desenvolvesse uma nova receita de licor de ginja com o chocolate já encorporado, tendo a patente industrial registada. É um conceito que “funciona bem” e, desde o Natal de 2011, a empresa também tem bombons com recheio de ginja. De momento, o conceito começa a estender-se também ao chocolate branco pela beleza proporcionada pelo constraste das cores. “Criámos a moda e, por isso, devemos sustentá-la”, brinca Marta Pimpão. Reconhecimento internacional “É importante obter algum reconhecimento no exterior”, explica, “porque um estrangeiro que não conhece o produto e vê uma garrafa numa prateleira tem tendência a reparar nos prémios e medalhas que esse mesmo produto ganhou”. A notoriedade que os prémios atribuem abre novos caminhos para novos mercados - trajetória que a empresa quer e pretende seguir. De Londres a Oppidum trouxe bronze, de San Francisco a Prata e de Chicago o Ouro. O futuro passa agora pela consolidação dos mercados nacional e internacional, mantendo-se fiel à sua originalidade. “Espero continuar a fazer o que o meu pai me tem ensinado”, termina.

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MÁXIMA QUALIDADE DENTRO DOS PRAZOS COMBINADOS Este é o lema que caracteriza o trabalho realizado na Serralharia Santa Helena. Esta empresa, sediada na Zona Industrial da Ponte Seca, em Óbidos, conta já com 17 anos de existência (fundada em 1999) e, apesar de já ter tido melhores fases, ainda se encontra no ativo e com forte presença no mercado estrangeiro.

SERRALHARIA SANTA HELENA

Camarnais - Zona Industrial de Óbidos - 2510-748 Óbidos +351 262 958 058 +351 914 067 939 contactos@serralharia-sta-helena.com www.serralharia-sta-helena.com

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A Portugal em Destaque esteve nas instalações da Serralharia Santa Helena e, em conversa com o seu fundador e administrador, Ivo Silvestre, foi possível perceber o atual estado da empresa bem como do setor e do país. Tendo como atividade principal a construção de carroçarias fixas e basculantes, a Serralharia Santa Helena trabalha com todas as marcas e já chegou a estar em 5º lugar do ranking a nível nacional das empresas do setor: “Já trabalho há 50 anos nesta área e esta empresa foi a primeira a instalar-se na zona industrial de Óbidos. Temos aqui quatro pavilhões e possibilidades de crescer, mas não está fácil”, começou por explicar Ivo Silvestre, em entrevista à nossa revista. Contando, atualmente, com cerca de 10 funcionários, o nosso entrevistado abordou a necessidade de se redirecionar a formação dos jovens do nosso país para as reais necessidades do mesmo: “Desinvestiu-se na formação, havia cursos profissionais aplicados às necessidades de cada região, agora não. Sinto dificuldade em encontrar pessoal qualificado para trabalhar comigo. Tem que se direcionar o ensino para aquilo de que o país precisa. Infelizmente, neste momento, não estou a necessitar de mais mão-de-obra porque o mercado está estagnado, mas esta é a realidade que se vê”, afirmou o empresário. Ainda durante a entrevista, Ivo Silvestre, referenciou problemas no acesso a subsídios para as empresas: “Há possibilidade de subsídios para quem não precisa. Neste momento não tenho nenhuma candidatura feita porque não vale a pena. As empresas que se encontram bem financeiramente não precisam de subsídios, mas são essas que os recebem”, lamenta, acrescentando ainda o seu desagrado para com a atual posição da Câmara Municipal de Óbidos: “A Câmara Municipal de Óbidos tem um grave problema: pensa que o futuro passa apenas pelo turismo e pelas novas tecnologias e esquecem as empresas que, como a minha, desenvolvem muito a região”, concluiu. A Serralharia Santa Helena trabalha maioritariamente com o mercado externo (95%), com países como: Sudão, Nigéria, Angola, Moçambique e França: “No nosso país está tudo parado, construção civil, agricultura, tudo”, reiterou. Aproximando-se o final da nossa conversa com o administrador da Serralharia, este fez ainda questão de denunciar as dificuldades/constrangimentos que denota no seu trabalho em países estrangeiros: “Há um organismo público, de apoio à exportação, a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), que não facilita e ainda dificulta o nosso trabalho. Um exemplo: há cinco ou seis anos fui fazer uma feira ao Dubai e eu só conheci o delegado da AICEP no penúltimo dia. Ele deve saber antes da feira começar quais os empresários portugueses que vão estar presentes para se estabelecerem os devidos contactos atempadamente, mas isso não acontece”, lamentou. Como término da entrevista, ficou a garantia: “O meu principal objetivo é aguentar e esperar por melhores momentos. Agora quero manter os postos de trabalho dos meus colaboradores. Quanto aos nossos clientes, esses podem contar com a máxima qualidade dos nossos serviços, sempre prestados dentro dos prazos combinados”, finalizou.


Portugal em Destaque - Edição 11  
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