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Recortes nº 064 Índice – 4 de Abril de 2011 NAV sem conselho de administração desde final de Janeiro Governo de gestão suspende nomeação ou recondução de administradoeres Porto de Lisboa defende estudo sobre expansão para a Trafaria Projectos de 350 milhões Terminal de contentores em arbitragem Vendas de automóveis caem 14,2% entre no primeiro trimestre de 2011 Portos europeus preparam exames de radioatividade a navios provenientes do Japão Theo Notteboom (Universidade de Antuérpia) no commitee steering da ‘2012 SSS Conference’

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Diário Económico – 4 de Abril de 2011 – Pág. 26

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Diário Económico – 4 de Abril de 2011 – Pág. 27

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Setúbal na Rede – 1 de Abril de 2011

Porto de Lisboa defende estudo sobre expansão para Trafaria A presidente do conselho de administração do Porto de Lisboa defendeu, em declarações ao “Setúbal na Rede”, que a possibilidade de expandir o porto para a zona da Trafaria, em Almada, deve “ser, para já, estudada para que só mais tarde possa ser tomada uma decisão”. Perante a contestação que tem vindo a lume contra esta possibilidade, Natércia Cabral afirma que o porto de Lisboa “não define o modelo de desenvolvimento de território”, apesar de ter transmitido “a outras entidades que a zona tem realmente aptidão portuária”. A zona, segundo explica, tem “bons fundos, não assoreiam”, motivos que sustentam assim esta tese. “Para já, aquela área da Trafaria está reservada nos modelos de desenvolvimento territoriais próprios, nomeadamente no Plano Regional de Ordenamento da Área Metropolitana de Lisboa e no Plano de Ordenamento do Estuário do Tejo”, sublinha Natércia Cabral, reiterando o facto de o Porto de Lisboa “ser meramente uma entidade sectorial e, como tal, ter de obedecer a uma política de ordenamento do território”. Durante a apresentação de vários projectos perspectivados para o estuário do Tejo, no âmbito do workshop "(re)Viver o Tejo", promovido pelo Fórum Empresarial da Economia do Mar, Natércia Cabral considerou ainda “que toda a gente entra em histeria” quando se fala nesta possibilidade para a zona da Trafaria. A presidente realça, porém, que aquilo que está em causa é a mera reserva estratégica da zona por um período de 10 anos, uma proposta que diz ser a mais correcta para já “porque salvaguarda activos estratégicos para o país e não hipoteca o espaço”. Garantindo que compreende a posição da Câmara Municipal de Almada, que diz ser “legítima”, Natércia Cabral sublinha, por outro lado, que não são “afirmações emocionais ou a quente de um grupo liderado por um padre” que ditarão a estratégia de desenvolvimento daquela zona. “É o pragmatismo e a análise que têm de decidir sobre toda esta questão”, assevera, sublinhando o facto de um dos entraves que se colocam àquela zona, relacionado com a maior ou menor dificuldade de escoamento dos produtos, “puder ser resolvido com uma linha de caminho-de-ferro”. As declarações da presidente do Porto de Lisboa surgem algum tempo depois de a presidente da câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, ter rejeitado publicamente a possibilidade de expansão para a zona da Trafaria. A autarca alega que essa hipótese comprometeria “todo o desenvolvimento turístico pensado para a freguesia”. Por sua vez, a presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Teresa Almeida, reitera que sabe “das reservas do município sobre o assunto”, embora alegue que a “coerência do todo é fundamental para que a competitividade, internacionalização e dinâmicas associadas ao território não se percam”. Bruno Cardoso - 01-04-2011 12:21

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Correio da Manhã – 4 de Abril de 2011 – Pág. 26

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Correio da Manhã – 4 de Abril de 2011 – Pág. 27

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Diário Económico – 4 de Abril de 2011 – Pág. 28

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Cargo News – 1 de Abril de 2011

Portos europeus preparam exames de radioatividade a navios provenientes do Japão Os navios provenientes do Japão estão a ser alvo de controlos reforçados de radioatividade nos portos europeus, tais como Hamburgo. Os armadores também anunciam medidas de prevenção: a Hapag Lloyd trocou as escalas de Tóquio e Yokohama por Kobe e Nagoya. Um porta-contentores japonês do armador Mitsui OSK Lines, que navegou perto da central de Fukushima, foi recusado no porto chinês de Xiamen, a 21 de março. O motivo foi um nível de radioatividade acima do normal. Os portos europeus estão agora na iminência de receber navios provenientes o Japão, que deverão chegar a águas europeias a meados de Abril. O porto de Hamburgo, um dos mais movimentados do continente, está a negociar um plano de emergência com autoridades locais e de assuntos aduaneiros. O objetivo é organizar um controlo sistemático de todos os navios da Ásia. Os termos dessas medidas ainda não foram definidos, pois o porto nunca enfrentou este risco. "Em geral, os navios que atracam aqui já escalaram noutros portos europeus. Neste contexto, é uma vantagem", assegurou um porta-voz do porto alemão. Outros portos também estão a preparar-se para o pior. Roterdão aos navios provenientes da Ásia a apresentação da lista dos dez portos escalados naquele continente. E antes de serem autorizados a descarregar, uma equipa do porto subirá a bordo para controlo de radioatividade. O porto belga de Antuérpia tem procurado tranquilizar, insistindo que todos os contentores de importação já foram sistematicamente controlados através do seu sistema "Megaports", que pode detetar radioatividade. E também enfatizou que recebe poucos navios vindos diretamente do Japão. Algumas empresas preferem tomar medidas preventivas: a Hapag Lloyd decidiu evitar os portos de Yokohama e Tóquio, localizada a cerca de 250 km ao sul da central de Fukushima e desviar o tráfego para alguns portos de Kobe e Nagoya, no sul da ilha de Honshu. Um exemplo que não foi seguido por mais nenhum armador, o que traria graves consequências para o sistema da cadeia de abastecimento não só japonesa como de unidades industriais em todo o mundo.

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Recortes Nº064 de 2011  

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