31 de Janeiro de 2026
NOTIMP: 031 de 31/01/2026.
O Noticiário de Imprensa da Aeronáutica (NOTIMP) apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.
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OUTRAS MÍDIAS

AEROJOTA - Missão Javari 2003 mostra como a COMARA salvou um C 130 Hércules em plena selva amazônica
Um episódio pouco conhecido da engenharia militar brasileira ajuda a entender a importância estratégica da COMARA para a Força Aérea Brasileira
Jota - Publicada em 30/01/2026 13:00

A atuação da COMARA em missões complexas não começou agora. Em 2003, a organização já enfrentava cenários extremos na Amazônia. Na época, infraestrutura e logística eram mais limitadas. Ainda assim, a equipe precisava entregar resultado rápido e seguro. Esse contexto aparece na Missão Javari, descrita na Revista COMARA. O caso envolveu um C-130 Hércules da FAB e uma pista remota. Além disso, a operação reuniu engenharia de campo, improviso técnico e coordenação entre unidades. O relato original foi escrito pelo 1º Tenente Engenheiro Frank Cabral de Freitas Amaral. COMARA Missão Javari.15 out 2003.
A Missão Javari 2003 e o desa o imposto pela selva amazônica
Em 15 de outubro de 2003, um C-130 Hércules da FAB cumpria missão de apoio ao Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro. A aeronave pousou na região do Javari, no extremo oeste da Amazônia. Durante o procedimento de estacionamento, o trem de pouso principal afundou. O solo cedeu e travou a movimentação. A tripulação tentou resolver o problema no local. No entanto, a primeira solução não funcionou. Com isso, o risco de danos aumentava a cada nova tentativa. Por essa razão, a missão passou a exigir apoio externo e método. Episódios como a missão Javari ajudam a entender a atuação atual da COMARA, detalhada nesta outra matéria publicada pelo AeroJota.
A atuação da COMARA no local e o início da força-tarefa
No dia seguinte, as equipes zeram avaliação técnica conjunta. Depois disso, decidiram suspender novas tentativas de retirada naquele momento. A decisão buscou reduzir risco e ganhar tempo. Além disso, o solo exigia intervenção mais profunda no pavimento. A partir daí, a FAB mobilizou uma forçatarefa com a COMARA e o Pelotão Especial de Fronteira. Um segundo C-130 apoiou a operação logística. Ele transportou equipamentos, materiais de construção e técnicos especializados. Também levou brita, madeira e um trator FD-9 da COMARA.
Engenharia de campo e improviso técnico em condições extremas
A equipe da COMARA iniciou a reconstrução do pavimento dani cado. Primeiro, os técnicos removeram o solo comprometido. Em seguida, aplicaram camadas de brita e concreto de cura rápida. Ao mesmo tempo, usaram madeira retirada da própria mata. Essa madeira ajudou a distribuir melhor as cargas. Assim, ela reduziu tensões sobre o terreno. Mesmo com o avanço do serviço, novas tentativas de retirada ainda encontraram di culdades. Ainda assim, a equipe manteve o trabalho com ajustes constantes. Ela reforçou a pista e adaptou o método de tração. Além disso, o grupo exigiu precisão na coordenação. Operadores do trator, técnicos e tripulação atuaram de forma integrada. O relato destaca que a equipe técnica atuou sob a che a do 1º Tenente Engenheiro Frank Cabral de Freitas Amaral. A
experiência de engenharia de solos e pavimentação orientou decisões no terreno. Por isso, cada etapa buscou reduzir risco à aeronave.
Missão cumprida e lições que permanecem atuais
Após dias de trabalho contínuo, a equipe retirou a aeronave com segurança. Em seguida, o C-130 pôde seguir seu destino. O relato não registra dano estrutural após a retirada. Com isso, a Missão Javari terminou com êxito. Além disso, o episódio virou referência interna de solução em ambiente extremo. Mais de duas décadas depois, o caso ainda explica o papel prático da COMARA. Ele mostra capacidade de resolver problemas complexos longe dos centros. Também evidencia por que a estrutura de engenharia segue estratégica para a FAB. No encerramento, o texto registra uma frase do comandante do Pelotão: As amizades forjadas nas agruras da selva não perecem jamais .
ZONA MILITAR
- A Força Aérea Brasileira apreendeu mais de 500 quilos de cocaína transportados da Bolívia em uma pista de pouso ilegal
Redação - Publicada em 30/01/2026 13:21

Como parte das operações contínuas de controle do espaço aéreo ao longo de suas fronteiras, a Força Aérea Brasileira (FAB) apreendeu mais de 500 quilos de cocaína em uma pista de pouso clandestina no estado do Amazonas, transportados da Bolívia. A operação, realizada na madrugada de 27 de janeiro em coordenação com a Polícia Federal e forças de segurança pública, integra a estratégia de vigilância que o país vem intensi cando ao longo do último ano em resposta ao aumento de voos ilícitos provenientes de países vizinhos.
De acordo com o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), a operação foi iniciada quando uma aeronave Cessna 210 entrou no espaço aéreo brasileiro vinda da Bolívia sem contatar os controladores de tráfego aéreo. A Força Aérea Brasileira (FAB) imediatamente mobilizou um helicóptero H-60 ??Black Hawk para realizar o protocolo de interceptação no local. A operação culminou na localização e imobilização da aeronave em uma pista de pouso não certi cada na região de Maués, a aproximadamente 300 quilômetros de Manaus. Armas e quinze fardos de cocaína, totalizando 501,76 quilos, foram encontrados escondidos na vegetação do local.
As drogas e os materiais apreendidos foram transportados por aeronave da FAB e entregues às autoridades competentes para posterior destruição. Segundo informações o ciais, a operação contou com a participação conjunta da Polícia Federal, das forças de segurança do Mato Grosso e do Amazonas e da equipe técnica da Secretaria da Receita Federal, consolidando uma resposta rápida e integrada às atividades de narcotrá co transfronteiriço.
Este tipo de ação re ete os esforços contínuos da Força Aérea Brasileira (FAB) ao longo de 2025, ano em que aeronaves de ataque Embraer A-29 Super Tucano e caças Northrop F-5M Tiger II realizaram múltiplas interceptações em áreas críticas como Roraima (na fronteira com a Venezuela) e Mato Grosso do Sul. Essas missões, conduzidas no âmbito do Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial (SISDABRA), possibilitaram a detecção e neutralização de aeronaves irregulares originárias da Venezuela e da Bolívia, reforçando o papel dos recursos aéreos na proteção da soberania nacional.
Com uma estrutura operacional que combina sistemas de alerta antecipado, aeronaves de combate e
equipes de inspeção terrestre, a Força Aérea Brasileira rea rma seu compromisso com a defesa do espaço aéreo e o combate ao trá co ilícito. A recente apreensão no Amazonas demonstra não apenas a e cácia do sistema de controle aéreo, mas também a crescente colaboração entre instituições militares e civis no combate às ameaças à segurança e à integridade territorial do Brasil.
Matérias não publicadas no Portal da Força Aérea Brasileira

Trump ameaça o Irã com força militar, e arrisca uma guerra no Oriente Médio. O que pode acontecer?
A República Islâmica do Irã, enfraquecida pelos ataques aéreos em junho e pela onda de protestos no país, adverte que retaliará com força se for atacada pelos Estados Unidos. Desta vez, o Irã pode estar falando sério
Steven Erlanger - Publicada em 30/01/2026 12:00
O presidente dos EUA, Donald Trump, está voltando sua atenção para o Irã, com ameaças de mais ataques militares com grande poder, entusiasmo e determinação . Ele sugeriu que vai atacar se o Irã não concordar com várias exigências, incluindo um acordo para encerrar seu programa de enriquecimento nuclear. O tempo está se esgotando para o Irã negociar tal acordo, alertou Trump na quarta-feira. Trump e Israel podem estar tentados a atacar agora, com o objetivo maior de derrubar o vacilante regime iraniano e, talvez, mudar o equilíbrio de poder no Oriente Médio, dizem especialistas e analistas. Mas, dada a pressão sobre o regime no Irã, os riscos de uma con agração regional são reais, dizem eles.
Nos ataques de junho contra Teerã e na rápida incursão deste mês na Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro, Trump deixou claro gostar de ações militares curtas e limitadas. Em ambos os casos, ele evitou um longo envolvimento militar ou ocupação, o que seria visto como um pecado mortal para a base MAGA do presidente. Trump gosta de operações de baixo custo e alto impacto , disse Ali Vaez, diretor do projeto Irã do International Crisis Group. No Irã, ele poderia causar um grande impacto, mas não a um custo baixo . Por isso, sugeriu Vaez, Trump está hesitando. Ele está tentando usar ameaças para coagir o Irã a se submeter, mas não acho que isso vá funcionar , disse Vaez. Este é um regime que está encurralado e fadado a agir de forma imprudente, seja contra seu próprio povo ou contra seus inimigos na região.
Fraqueza
A República Islâmica está em um momento de fraqueza, mas perigoso, após reprimir protestos generalizados. Se for atacado, o regime dos aiatolás promete responder com grande força contra os Estados Unidos, Israel e os aliados americanos na região. O Irã disse que o número de mortos nos protestos foi de 3.117, mas grupos de direitos humanos a rmam que esse número é subestimado e pode passar de 6.000. Quando o bloqueio da internet for suspenso, os números provavelmente aumentarão signi cativamente, dizem os grupos.
Mesmo após os ataques de junho, na guerra de doze dias com Israel, o Irã é capaz de atingir alvos americanos e aliados em toda a região, incluindo Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. As forças armadas do Irã estão prontas com o dedo no gatilho para responder imediata e poderosamente a qualquer agressão por terra ou mar, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Ele pediu novamente na quarta-feira a retomada das negociações paralisadas sobre a questão nuclear com os Estados Unidos.
Diplomacia
Autoridades iranianas buscaram ajuda nos últimos dias de diplomatas da Arábia Saudita, Catar e Egito, tentando reabrir as negociações com os Estados Unidos e evitar uma ação militar. Os Estados árabes foram in uentes em persuadir Trump a adiar a ação militar há três semanas, mas depois da Venezuela, Trump agora tem mais forças na região e mais opções militares. As ameaças do Irã devem ser levadas a sério, disse Suzanne Maloney, especialista em Irã que dirige o programa de política externa da
Brookings Institution, um centro de pesquisa em relações internacionais. Ninguém pode presumir que o Irã não responderá, e provavelmente responderá como fez em suas próprias ruas, tornando a situação o mais feia e violenta possível , disse ela. Trump não quer entrar em um con ito prolongado com o Irã , disse Suzanne.
Ao mesmo tempo, disse ela, Trump criou um dilema para si mesmo. Ao prometer agir em apoio aos manifestantes iranianos contra o regime, ele criou expectativas e colocou sua credibilidade em jogo. Com a incitação nas redes sociais aos manifestantes iranianos e o envio da armada para a região, há quase uma obrigação de agir , disse Maloney, referindo-se ao recente aumento das forças americanas na região.
Trump está sob pressão para fazer algo, especialmente agora, com o Irã, um adversário de longa data, fragilizado , concordou Sanam Vakil, diretora do programa do Oriente Médio e Norte da África da Chatham House, em Londres. Muitos ao redor de Trump estão ansiosos por este momento e acham que seria estrategicamente míope deixar passar a chance de mudar o equilíbrio de poder no Oriente Médio .
Trump sente o cheiro da fraqueza no regime, disse Vakil, e alguns temem que, se ele não agir agora, por meio de pressão ou um ataque militar, perderá um momento crucial . As exigências dos EUA ao Irã, se é que houve alguma mudança, aumentaram. Washington está pressionando por um m permanente de todo o enriquecimento de urânio e pelo descarte de todos os estoques atuais do Irã; limites ao alcance e ao número de mísseis balísticos do Irã; e o m de todo o apoio a grupos aliados no Oriente Médio, entre eles o Hamas, o Hezbollah e os houthis que operam no Iêmen.
A totalidade dessas exigências provavelmente se mostrará inaceitável, disse Vaez: Acho que o Irã está mais disposto a mostrar exibilidade na questão nuclear, mas se os EUA quiserem humilhar o regime desmantelando todo o programa nuclear, isso seria fatal para as negociações, como no passado. As exigências para que o Irã acabe com o apoio aos aliados na região seriam vistas como capitulação, o que o regime considera mais perigoso do que um confronto militar com os EUA , acrescentou.
Guerra
Uma guerra com os Estados Unidos traria, pelo menos, mais coesão patriótica popular, mesmo com críticas ao próprio governo. Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia, instou Washington a separar a questão nuclear das outras exigências, que o Irã não poderia aceitar, na opinião dele. Vakil espera que Trump tome medidas. Ela sugeriu que poderia haver vários cenários tentar matar os líderes do regime; matar os líderes e sua estrutura de poder, incluindo golpes duros contra a Guarda Revolucionária Islâmica, a linha de defesa do regime; ataques que também tentam atingir a infraestrutura energética do Irã, para estrangular ainda mais o governo economicamente.
Qualquer ataque, sugeriu ela, incluiria esforços signi cativos para destruir as defesas aéreas enfraquecidas do Irã, as instalações de produção de mísseis balísticos e os lançadores, a m de tentar impedir uma grande retaliação. Trump pode conseguir fazer o Irã concordar com um acordo rápido apenas sobre o programa nuclear e, em seguida, diminuir a tensão sem uma grande operação militar. Como todos os analistas apontaram, o Irã não tem conseguido enriquecer urânio desde os ataques aéreos de junho, então talvez seja possível chegar a um acordo mais simples sobre a interrupção total do enriquecimento. Isso seria embaraçoso para a liderança iraniana, mas a manteria no poder, assim como a ditadura de Maduro permanece no poder na Venezuela.
Se o regime caísse, o futuro do Irã seria uma questão séria, concordam os analistas. Não há garantia de que o resultado será uma democracia pací ca, dizem eles, mas há uma grande chance de uma liderança mais jovem e agressiva assumir o poder com a intenção de buscar uma arma nuclear como o dissuasor de nitivo contra outro ataque. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse na quarta-feira aos legisladores que o aumento da presença militar em torno do Irã era em grande parte
defensivo, porque dezenas de milhares de soldados americanos na região estavam ao alcance de drones e mísseis balísticos iranianos . Ele disse que era sábio e prudente aumentar a presença dos EUA, mas as forças americanas também poderiam agir preventivamente contra o Irã. O que aconteceria se o regime caísse, disse Rubio, era uma questão em aberto . Quero dizer, ninguém sabe quem assumiria o poder , disse Rubio.

A justi cativa do TCU para não investigar ação da FAB no resgate de Nadine Herédia no Peru
Por ordem de Lula, um avião da FAB buscou a ex-primeira-dama condenada por corrupção em Lima, impedindo que ela fosse presa após receber asilo diplomático
Robson Bonin - Publicada em 30/01/2026 10:01
Passou batido, mas, no m do ano passado, o TCU deu uma boa notícia a Lula. O tribunal arquivou a investigação sobre os gastos do resgate de Nadine Herédia, a ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru. O tribunal, que queria se meter até no Banco Central, entendeu que não tinha nada a scalizar na operação que mandou um avião da FAB a Lima exclusivamente para evitar que a exprimeira-dama fosse presa e começasse a cumprir a pena de 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro no recebimento de propinas de empreiteiras da Lava-Jato como a Odebrecht.
O transporte de Nadine custou aos cofres públicos brasileiros 345.000 reais. O governo do Peru concedeu salvo-conduto à ex-primeira-dama, permitindo que ela deixasse a embaixada brasileira em Lima e viajasse para o Brasil, após receber asilo diplomático. Relatados e discutidos estes autos de solicitação do Congresso Nacional, objetivando a realização de auditoria sobre a legalidade, necessidade e economicidade da despesa com o transporte da senhora Nadine Heredia Alarcón, ex-primeira-dama do Peru, e de seu lho, em aeronave da Força Aérea Brasileira, ocorrido em 16/4/2025, acordam os ministros do tribunal ( ) em informar à comissão demandante acerca da impossibilidade de atuação do TCU nos termos solicitados, por tratar-se de matéria que refoge à competência da Corte de Contas , diz o despacho do caso.
Em 1927, um brasileiro fez a primeira travessia aérea do Atlântico Sul antes de europeus e norte-americanos; hoje, o avião está nesta cidade
Maura Pereira - Publicada em 30/01/2026 08:46

Localizada no centro do estado de São Paulo, a cerca de 300 km da capital, a cidade de Jaú teve seu desenvolvimento impulsionado pelo ciclo do café no início do século XX. Com o avanço da industrialização, a cidade se destacou nacionalmente como a Capital do Calçado Feminino , ao mesmo tempo em que entrou para a história da aviação brasileira ao ser berço de um dos feitos mais importantes do país, consolidando sua relevância econômica, industrial e histórica.
O orgulho
A cidade tem um lugar cativo na história da aviação mundial. O jauense João Ribeiro de Barros foi o comandante do hidroavião Jahu, que realizou, em 1927, a primeira travessia aérea do Atlântico Sul sem escalas no trecho oceânico, antes mesmo de franceses e norte-americanos na mesma rota. O feito consolidou o Brasil entre os pioneiros da aviação de longa distância. Esse marco histórico é celebrado até hoje em monumentos e museus, além de fazer parte do orgulho do morador local, que preserva a memória do aviador como símbolo de coragem, inovação e pioneirismo brasileiro.
Como essa cidade saiu de Terra Roxa ao império dos sapatos?
No passado, Jaú foi uma das regiões mais ricas do estado devido à fertilidade de sua terra roxa , ideal para o café. Essa riqueza construiu um centro histórico com casarões imponentes que enfeitam ainda hoje a cidade. No entanto, com o declínio do café, a cidade se reinventou. Hoje, Jaú abriga centenas de fábricas de calçados, gerando milhares de empregos diretos. Diferente de Franca (focada em calçados masculinos), Jaú especializou-se no segmento feminino. O município atrai lojistas de todo o Brasil em busca de atacado, bem como turistas que visitam os grandes shoppings de fábrica, como o Território do Calçado, para comprar tendências da moda a preços competitivos.
Qual o melhor roteiro entre compras e história para conhecer?
O turismo em Jaú combina compras e cultura. Conhecida pelo polo de calçados femininos, a cidade atrai quem busca bons preços, enquanto seu centro histórico preserva edifícios e espaços que contam a trajetória local. O avião Jahu está preservado e em exibição no Museu Municipal de Jaú, onde integra o acervo histórico da cidade.

O voo da FAB que reuniu Motta, Gleisi, Lindbergh, Gilmar e Messias
Presidente da Câmara, Hugo Motta, e ministros Gilmar Mendes, Gleisi Ho mann e Jorge Messias voaram juntos em avião da FAB para Costa Rica
Igor Gadelha - Publicada em 30/01/2026 14:14
Um voo o cial da FAB que partiu de Brasília na segunda-feira (26/1) transportou, na mesma aeronave, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e ministros do governo e do STF, como Gleisi Ho mann (SRI), Jorge Messias (AGU) e Gilmar Mendes. O voo decolou de Brasília no início da manhã rumo a San José, capital da Costa Rica. O grupo foi ao país para prestigiar a posse do juiz brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Além de Motta, Gleisi, Messias e Gilmar, o voo levou ainda o ministro das Cidades, Jader Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB); e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), companheiro da ministra das Relações Institucionais de Lula.
Voo teve conversa sobre eleições
Durante o voo, segundo relatos feitos à coluna por dois integrantes da comitiva, as conversas de Motta com os ministros do governo e do Supremo giraram em torno de política. O grupo discutiu o cenário eleitoral de 2026 nos principais estados do país. Fontes presentes no voo também destacaram o clima de alinhamento de Motta com Gleisi e Lindbergh. A situação é diferente da realidade do nal de 2025, quando o presidente da Câmara chegou a romper com o deputado, que, à época, era o líder do PT. O
grupo viajou à Costa Rica a bordo do Embraer ERJ-145, incorporado à frota da Aeronáutica em 2004. A aeronave retornou a Brasília ainda na segunda-feira. O ministro Gilmar Mendes, porém, não voltou. Ele só retornou ao Brasil dias depois, em um voo comercial.
Cenipa vai investigar pouso forçado de avião em fazenda no DF.
João Paulo Nunes - Publicada em 30/01/2026 15:14
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigará as causas que levaram um avião monomotor a fazer um pouso forçado na manhã desta sexta-feira (30/1) em uma fazenda perto da DF-330, em Sobradinho (DF). O caso será analisado pelo do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), onde ca a sede do Cenipa, em Brasília (DF). O Seripa auxiliou no atendimento inicial da ocorrência e fez o compartilhamento das coordenadas geográ cas para o Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) chegar ao local de difícil acesso.
Durante a ação inicial, pro ssionais quali cados e credenciados aplicam técnicas especí cas para coleta e con rmação de dados, preservação de elementos, veri cação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação , disse o Cenipa em nota. Segundo o Cenipa, a ocorrência com detalhes estará disponível em breve no Painel Sipaer, uma plataforma online do Cenipa, atualizada diariamente, que disponibiliza dados detalhados sobre ocorrências na aviação civil brasileira. Duas pessoas estavam na aeronave: o piloto, que sofreu ferimentos leves no rosto e reclamada de dores no corpo, e um passageiro, que não se machucou.

Veja vídeo do pouso
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado pouco antes das 9h e, ao chegar à Fazenda Corrente, se deparou com um monomotor de ponta-cabeça. A aeronave, que possuía autorização para voo, havia decolado de Luís Eduardo Magalhães (BA) com destino a Brasília (DF). Até o momento, não há informações con rmadas sobre a pane que motivou o pouso de emergência.
Pouso de emergência
O Metrópoles apurou que, durante o pouso forçado, o trem de pouso da aeronave embolou na plantação de soja e tombou, em um movimento semelhante a um capotamento. O piloto e o passageiro foram levados de helicóptero a um hospital. O avião pertence a uma empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias para nutrição, siologia vegetal e fertilidade do solo, com atuação no agronegócio. A aeronave que fez um pouso de emergência em uma fazenda, em Sobradinho (DF), na manhã desta sexta-feira (30/1), estava regular e é do modelo RV-9A.
Segundo consultas ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião está em situação normal e possui autorização para voo (não comercial). Fabricado pela empresa Van s Aircraft, o RV-9A tem dois lugares, monomotor, asa baixa e uma roda no nariz. A aeronave experimental conta com três opções de motor. Segundo o fabricante, é uma aeronave versátil. Sua capacidade de voo diário consiste em viagens locais, travessias tranquilas e voos ocasionais de longa distância. Para a operação, foram mobilizadas quatro viaturas do CBMDF e o helicóptero Carcará 01, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo o CBMDF, o local foi localizado com agilidade pela equipe aérea após o compartilhamento das coordenadas geográ cas pela Força Aérea Brasileira (FAB).

FAB 85 anos: uma história construída no ar, no espaço e no compromisso com o Brasil
Sua origem remonta a 20 de janeiro de 1941, quando foi instituído o Ministério da Aeronáutica. O processo de evolução da FAB se re ete diretamente no fortalecimento de seus grandes Comandos
Ricardo Fan - Publicada em 30/01/2026 09:45

Em 2026, a Força Aérea Brasileira (FAB) celebra 85 anos de uma trajetória marcada por dedicação, inovação e compromisso permanente com a soberania nacional. Sua origem remonta a 20 de janeiro de 1941, quando, em meio ao cenário de instabilidade internacional e às demandas de defesa impostas pela Segunda Guerra Mundial, o Brasil instituiu o Ministério da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 2.961. Esse ato histórico promoveu a uni cação das aviações naval e militar e a infraestrutura aeronáutica existente até aquela época.
Desde então, a FAB consolidou-se como uma Instituição estratégica do Estado, construída a partir de marcos históricos que re etem sua capacidade de adaptação, evolução organizacional e preparo constante para os desa os do presente e do futuro. Ao longo de mais de oito décadas, acompanhou as transformações do cenário geopolítico, tecnológico e operacional, estruturando-se de forma moderna, integrada e alinhada às necessidades do País.
Esse processo de evolução se re ete diretamente no fortalecimento de seus grandes Comandos, órgãos responsáveis por garantir a e ciência das operações aeroespaciais, a formação de seu efetivo, o apoio logístico, o controle do espaço aéreo e o desenvolvimento cientí co-tecnológico. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), por exemplo, a rma-se como o principal núcleo de condução das operações aéreas e aeroespaciais do país. A partir de Brasília (DF), o Comando transforma diretrizes estratégicas em ações operacionais, assegurando a soberania do espaço aéreo e espacial brasileiro.
Ativado como Comando Operacional Conjunto permanente em 2017, o COMAE representa o estágio mais recente de um processo evolutivo iniciado na década de 1960. Com equipes em prontidão permanente e com valores aliados aos 85 anos da Força Aérea Brasileira (FAB), o COMAE mantém atuação contínua na defesa aeroespacial, no emprego de meios aéreos em missões de busca e salvamento, no apoio ao Estado em situações de catástrofes e demandas humanitárias e na coordenação do esforço aéreo nacional, rea rmando o compromisso da FAB com a proteção da vida e a defesa do Brasil.
O Comando-Geral de Apoio (COMGAP), ao longo de sua trajetória, tem sido responsável, juntamente com suas Organizações Militares subordinadas Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), Diretoria de Infraestrutura da Aeronáutica (DIRINFRA), Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA), Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), Centro de Catalogação da Aeronáutica (CECAT) e Diretoria de Tecnologia da Informação da Aeronáutica (DTI), por abastecer, manter, transportar e preparar os meios necessários para que a missão seja cumprida, além de construir o caminho por onde ela vai chegar. Atuando com agilidade e alcance, mesmo em situações de emergência, o COMGAP garante o suporte essencial às operações da FAB. Protege sistemas por meio da segurança cibernética, investe em datacenters e simula missões com alto nível de precisão.
Uma das funções do COMGAP é a modernização de aeronaves como oT-25 Universal.

Já o Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), sendo o Órgão de Direção Setorial responsável pelo planejamento, gerenciamento e controle das atividades que envolvem o pessoal civil e militar da Força Aérea, vem reiterando, ao longo da história da FAB, que a valorização e o cuidado com os homens e mulheres que integram a Força é a principal prioridade, buscando permanentemente a manutenção de elevados níveis de produtividade, motivação e satisfação do efetivo. Por meio da sinergia de todas as suas Diretorias e Organizações Militares Subordinadas, o COMGEP tem atendido às necessidades da Força e avançado signi cativamente na Governança do Pessoal em diversas áreas, entre elas, Saúde, Ensino e Administração de Pessoal.
Uma das responsabilidades do COMGEP é a formação de militares. Con rma aqui as últimas formaturas realizadas na EPCAR, AFA e EEAR. O Comando de Preparo (COMPREP), como um dos pilares estratégicos da Força Aérea Brasileira, tem desempenhado, ao longo de sua história, um papel crucial em assegurar que os meios aeroespaciais e de Força Aérea estejam permanentemente prontos para o emprego.
Essa atuação contínua e estruturante tem sido fundamental para a preservação da soberania do espaço aéreo e para a integração do território nacional, contribuindo de maneira decisiva para a trajetória de êxito da FAB ao longo de seus 85 anos de fundação. Sua estrutura robusta viabiliza o planejamento, a capacitação e o treinamento contínuo das organizações e dos militares sob sua responsabilidade, assegurando elevados níveis de prontidão operacional em cenários diversos e de alta complexidade.
No campo da inovação, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), consolidou-se como um dos principais pilares da Força Aérea Brasileira no desenvolvimento cientí co, tecnológico e industrial do País. Ao longo de sua trajetória, alinhada aos 85 anos de história da FAB, o DCTA tem contribuído de forma decisiva para a soberania nacional, por meio da pesquisa, da inovação e da formação de pro ssionais altamente quali cados, apoiando diretamente a evolução do Poder Aeroespacial Brasileiro (PEB).
Localizado em São José dos Campos, reconhecida como um dos principais polos industriais e tecnológicos do Brasil, o Departamento dispõe de uma complexa e integrada infraestrutura, que abriga institutos de pesquisa, ensino e desenvolvimento, laboratórios de excelência, áreas operacionais, centros de ensaios e instalações administrativas. Inserido na estrutura do DCTA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) exerce papel essencial ao promover ensino superior de excelência e ao cumprir sua missão de formar engenheiros com elevado nível técnico e cientí co, preparados para impulsionar o avanço da tecnologia aeroespacial brasileira.
Esse conjunto de capacidades possibilita a condução de projetos estratégicos nas áreas aeronáutica, espacial, de defesa e inovação, re etindo o compromisso permanente da FAB com o avanço tecnológico, a autonomia estratégica e a preparação para os desa os do presente e do futuro. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), ao longo desses 85 anos da FAB, estabeleceu uma estrutura técnica e operacional que sustenta a segurança e a uidez do tráfego aéreo no país. A organização planeja, gerencia e controla a circulação aérea do País, numa área de 22 milhões de km2.
Essa atuação se apoia em uma rede extensa e articulada, que reúne centros de controle de área, controles de aproximação, torres de controle, órgãos de meteorologia aeronáutica, sistemas de telecomunicações, auxílios à navegação aérea, entre outros recursos. Ao longo das décadas, o Departamento também acompanhou a evolução tecnológica da aviação, incorporando enlaces de dados, procedimentos baseados em performance e soluções digitais, sem perder o foco na formação e
no preparo contínuo de seus pro ssionais. O resultado é uma estrutura madura, que re ete a capacidade da FAB de cumprir sua missão no controle do espaço aéreo, com e ciência, segurança operacional e compromisso permanente com o interesse público.
Complementando a estrutura da Força Aérea, a Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA) evidencia seu alinhamento estratégico ao prover, com e cácia, e ciência e efetividade, os serviços e processos essenciais ao Comando da Aeronáutica (COMAER) nas áreas de economia, nanças, contabilidade e administração, sustentados pela integridade e pela transparência na gestão de volumes bilionários de recursos públicos.
Por meio de uma governança sólida, a SEFA coordena o trabalho de aproximadamente 7.000 militares e servidores, distribuídos em 27 organizações subordinadas, atuando como elo central de 13 sistemas que asseguram desde o pagamento regular do efetivo até a gestão patrimonial, logística e o apoio operacional, além de viabilizar programas estratégicos de defesa, como o F-39 Gripen e o KC-390 Millennium, garantindo que o planejamento se transforme em ação e que cada missão da FAB seja cumprida com prontidão, credibilidade e responsabilidade a serviço do Brasil.
Ainda no contexto das celebrações pelos 85 anos da Força Aérea Brasileira, o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) destaca-se como alicerce fundamental na preservação da memória, da história e das tradições da Instituição. Responsável por salvaguardar o patrimônio histórico e cultural da FAB, o INCAER atua de forma sistêmica e integrada, reunindo museus, acervos documentais, bibliográ cos e iconográ cos, além de coordenar pesquisas, exposições e ações educativas voltadas à valorização do legado aeronáutico nacional.
Sua estrutura realiza a gestão e difusão do Sistema de Patrimônio Histórico e Cultural do Comando da Aeronáutica, bem como a proteção de bens materiais e imateriais que narram a trajetória da aviação militar brasileira. Ao conectar passado, presente e futuro, o INCAER contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento, a coesão institucional e a compreensão histórica da missão da Força Aérea Brasileira, rea rmando seu compromisso com a preservação da herança construída ao longo de mais de oito décadas de dedicação ao País.
Celebrar os 85 anos da Força Aérea Brasileira é reconhecer uma história construída com pro ssionalismo, coragem e visão de futuro. É também rea rmar o compromisso permanente com a defesa do País, o desenvolvimento nacional e o apoio à sociedade brasileira. Ao longo dessa trajetória, sonhos se concretizaram em altitudes cada vez maiores e, hoje, segue desenvolvendo inteligência aeroespacial, integrando capacidades, investindo em talentos e conectando ciência e coragem, onde o Brasil precisar!
Aliado à data comemorativa, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) lançou, neste mês, a Campanha Institucional alusiva ao aniversário dos 85 anos da Aeronáutica Brasileira. Entre os painéis criados, destacam-se momentos históricos da trajetória da FAB, como a sua participação na Segunda Guerra Mundial, até a evolução tecnológica, por meio de radares e mísseis com tecnologia de ponta.

EUA pressionam Canadá sobre compra do F-35 e alertam para impactos na defesa aérea conjunta
Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o governo canadense para que o país siga adiante com a compra do caça F-35 Lightning II
Ricardo Meier - Publicada em 30/01/2026 10:25
Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o governo canadense para que o país siga adiante com a compra do caça F-35 Lightning II, alertando que uma eventual desistência pode ter consequências diretas para a cooperação em defesa aérea da América do Norte. Em janeiro de 2023, o Canadá assinou um contrato estimado em 19 bilhões de dólares canadenses para a aquisição de 88 caças F-35A, destinados a substituir os CF-18 da Royal Canadian Air Force (RCAF). O plano previa entregas em quatro lotes até 2032. Até o momento, 16 aeronaves já foram pagas e devem ser entregues conforme o cronograma original.
Após assumir o cargo em março, o primeiro-ministro Mark Carney determinou uma revisão do programa, em meio ao agravamento das relações com Washington. O governo canadense avalia se seguirá com a compra das 72 aeronaves restantes ou se adotará uma solução alternativa. A discussão ganhou novo peso após declarações do embaixador dos Estados Unidos no Canadá, Pete Hoekstra, que a rmou que mudanças no plano de aquisição poderiam afetar diretamente o funcionamento do NORAD, o comando conjunto responsável pela vigilância e defesa do espaço aéreo dos dois países. Segundo ele, caso o Canadá reduza sua participação, os Estados Unidos teriam de ampliar sua própria presença aérea no espaço canadense para cobrir eventuais lacunas. O NORAD opera com base na integração de sensores, radares, satélites e aeronaves de combate dos dois países, permitindo que o caça mais próximo independentemente da nacionalidade responda primeiro a uma ameaça. Essa interoperabilidade é considerada um dos pilares da defesa aérea continental.
Saab oferece o avião-radar GlobalEye no pacote
Paralelamente à revisão do programa F-35, o Canadá voltou a analisar a proposta da Saab, que oferece até 72 caças Gripen E/F, acompanhados por seis aeronaves de vigilância GlobalEye. A empresa sueca destaca a possibilidade de produção local, transferência de tecnologia e geração de empregos no setor aeroespacial canadense. A Saab a rma que o pacote poderia resultar em milhares de postos de trabalho no país, incluindo a participação da Bombardier em uma eventual linha de produção sob licença. O Gripen, no entanto, não integra o mesmo ecossistema operacional do F-35, o que levanta questionamentos sobre interoperabilidade em missões conjuntas com os Estados Unidos.
Autoridades americanas deixaram claro que a escolha de um caça diferente do F-35 exigiria uma reavaliação da estrutura operacional do NORAD, uma vez que o Gripen não compartilha os mesmos sistemas, sensores e padrões de integração da aeronave de quinta geração da Lockheed Martin. Dentro das Forças Armadas canadenses, há defensores do F-35 que apontam a necessidade de operar um caça de quinta geração diante do avanço tecnológico de potências como Rússia e China. Avaliações anteriores do próprio Ministério da Defesa do Canadá atribuíram ao F-35 a pontuação mais alta em capacidade militar entre os concorrentes analisados. Enquanto o debate segue em Ottawa, a decisão nal sobre a frota futura da RCAF passou a ter implicações que vão além da substituição dos CF-18, envolvendo diretamente a arquitetura de defesa aérea da América do Norte e o grau de integração militar entre Canadá e Estados Unidos.

AEROJOTA - 70 anos da COMARA mostram a força pouco conhecida da FAB na Amazônia
70 anos da COMARA e um aniversário que pouca gente conhece
Jota - Publicada em 30/01/2026 13:10
70 anos da COMARA chegam em 2026 com um detalhe que quase sempre passa fora do radar do grande público. Quando se fala em Força Aérea Brasileira (FAB), muita gente lembra aviões caça, grandes aviões de transporte, helicópteros, demonstrações aéreas, patrulha e vigilância. No entanto, existe uma parte do trabalho que quase não aparece. Ainda assim, ela sustenta a presença do Estado em áreas remotas. A Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) celebra aniversário em 12 de dezembro. A unidade nasceu em 12 de dezembro de 1956, pelo Decreto nº 40.551. Desde então, ela atua na construção e recuperação de aeroportos na Amazônia. Por isso, o marco de 2026 tem peso histórico e operacional.
A criação em 1956 e a missão de integrar uma região enorme
O decreto de criação da COMARA trouxe uma resposta prática para um desa o antigo do Brasil. A região amazônica impõe longas distâncias, rios extensos e poucos acessos terrestres. Assim, infraestrutura e conectividade viraram prioridades estratégicas desde o início. Com o tempo, a COMARA manteve foco em estudar, projetar, construir e equipar aeroportos na Amazônia. Ao mesmo tempo, a missão se conectou a necessidades de soberania e apoio logístico. Isso aparece com força em áreas de fronteira, onde a infraestrutura de ne o que é possível operar. Portanto, a unidade vai além do canteiro de obras comum.
A FAB que não voa e o lado uvial que surpreende
Aqui entra um ponto curioso e pouco conhecido do público. A COMARA não se destaca pela operação de aeronaves. Mesmo assim, ela mantém uma estrutura voltada à engenharia pesada e à logística integrada. Na prática, a unidade opera balsas, embarcações e rebocadores, além de máquinas, tratores e maquinário de engenharia. Com isso, ela viabiliza obras em locais onde estrada não resolve, ou nem existe. Esse cenário explica por que poucos brasileiros conhecem a COMARA. Ao mesmo tempo, ele mostra por que a Força Aérea Brasileira também atua no chão e nos rios. Quando a COMARA desloca cargas por rios amazônicos, ela monta cadeias logísticas em etapas. Primeiro vem o trecho uvial. Depois, quando necessário, ela complementa com outros meios. Assim, a operação ganha alcance real em áreas isoladas.
A experiência da tropa e a leitura dos rios na Amazônia
Outro ponto pouco percebido envolve o conhecimento prático da própria tropa. Ao longo de décadas na região amazônica, equipes da COMARA acumulam experiência para operar em ambiente uvial. Esse histórico ajuda a leitura de vazão dos rios, além do reconhecimento de rotas e janelas de navegação. Na prática, esse know how orienta deslocamentos por rios e também por igarapés, que costumam ser sinuosos e exigem atenção constante. Com isso, a COMARA consegue planejar melhor o início e o m de cada etapa de obra. Assim, logística e cronograma cam mais alinhados às condições locais.
O que a COMARA fez recentemente: EXCELSIOR 2025 e a logística de grandes volumes
Em 2025, a COMARA voltou a aparecer com força em divulgações institucionais ligadas ao EXCELSIOR 2025, sigla para Exercício de Campanha Logístico e de Sustentação Integrada em Operações Reais. A
própria FAB descreveu o evento como o maior exercício de campanha da Força. Nesse contexto, a logística na Amazônia ganhou protagonismo. Na etapa divulgada, balsas partiram de Belém (PA) para Santarém (PA). Elas transportaram materiais e equipamentos de grande volume. Entre os itens, apareceu estrutura ligada ao HCAMP, ou seja, Hospital de Campanha, um hospital móvel usado em operações. Assim, o público entende o impacto prático da mobilização. Esse exemplo ajuda a explicar por que a COMARA foge do imaginário tradicional da FAB. Enquanto muitos pensam em voo, a unidade entrega engenharia, transporte uvial e montagem de estrutura. Portanto, ela sustenta operações em ambientes complexos.
Tecnologia de pista e o desa o do Aeródromo de Querari
Outro assunto recente reforça a ideia de presente e futuro para o aniversário de 70 anos. Em 2025, divulgações destacaram testes de tecnologia para obras de pista ligados ao Aeródromo de Querari. O local ca em área remota e exige soluções de alto desempenho. O material citado foi o ECC (Engineered Cementitious Composite). Em linguagem direta, trata-se de um compósito cimentício projetado, pensado para melhorar desempenho e durabilidade. Nesse tipo de ambiente, isso faz diferença, porque o clima e a logística pressionam a obra. Ao mesmo tempo, o cenário mostra o custo da distância. Em certos trechos, o modal uvial não fecha todo o percurso. Assim, parte do deslocamento precisa ocorrer por via aérea, o que eleva a complexidade. Por isso, cada avanço técnico vira um ganho operacional.
Produção de brita e obras em múltiplos pontos da Amazônia
Em 2025, a COMARA também apareceu associada à produção e aplicação de brita para obras. Uma publicação institucional informou que a brita produzida em Moura seguiria para reformas de pistas. Os locais citados incluíram Coari (AM), Iauaretê (AM), Querari (AM) e Surucucu (RR). Além disso, a nota mencionou outras aplicações logísticas. Esse tipo de informação detalha como a COMARA atua na prática. A unidade não apenas executa obras em locais remotos. Ela também organiza insumos e a cadeia de suprimentos, o que reduz dependências. Assim, o trabalho ganha escala em um ambiente difícil.
Sustentabilidade: viveiro de mudas e recuperação ambiental nas áreas de obra
Existe ainda um ângulo atual que pouca gente associa a engenharia militar: sustentabilidade. Em 2025, o Ide or-Bio divulgou a entrega de um viveiro de mudas em parceria com a COMARA. O anúncio citou capacidade de produção de mais de 15 mil mudas por ano. O objetivo declarado foi apoiar a recuperação de áreas onde houve supressão de vegetação para abertura de pistas. Ou seja, a obra não termina no asfalto. Ela também envolve mitigação e recomposição ambiental, dentro do que foi divulgado. Assim, a pauta conversa com as cobranças modernas sobre infraestrutura na Amazônia.
TAROBÁ - Antigas casas da Aeronáutica seguem abandonadas e viram
alvo de scalização
em Londrina
Imóveis na Rua Bagatelli acumulam lixo e apresentam risco de desabamento; área de 7 mil m² foi doada ao Hoftalon para construção de unidade do SUS. da redação - Publicada em 30/01/2026 15:08
A Guarda Municipal realizou, nesta semana, uma operação de scalização nas antigas casas do Comando da Aeronáutica, localizadas na Rua Bagatelli, em Londrina. A abordagem teve caráter preventivo e orientativo, sem prisões ou apreensões, mas reforçou o estado de degradação das estruturas que permanecem desocupadas. O cenário no local é de total abandono: as casas apresentam estruturas precárias com risco iminente de desabamento, além do acúmulo de lixo e sujeira, o que preocupa os moradores da região devido à segurança e à proliferação de vetores de
Futuro da área:
Histórico: Em janeiro de 2025, a Força Aérea Brasileira (FAB) repassou formalmente os imóveis para a União.
Doação: Em outubro de 2025, o processo de doação da área foi concluído em favor do Hospital de Olhos de Londrina (Hoftalon).
Projeto: O Hoftalon planeja utilizar os 7.000 m² do terreno para construir uma nova unidade hospitalar. O foco será o atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a assistência oftalmológica na cidade. Apesar da destinação de nida, o início das obras ainda é aguardado, e a vigilância no local deve ser mantida para evitar que o espaço continue sendo utilizado para atividades irregulares enquanto o projeto hospitalar não sai do papel.