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Notimp 05.04.2026

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05 de Abril de 2026

NOTIMP: 095 de 05/04/2026.

O Noticiário de Imprensa da Aeronáutica (NOTIMP) apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.

MATÉRIAS COMANDO

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

PORTAL UOL

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE

PORTAL G1

PORTAL R7

CNN BRASIL

REVISTA ISTO É DINHEIRO

Matérias não publicadas no Portal da Força Aérea Brasileira

Ferro-velho transforma sucatas de aviões em museu aéreo em Campinas (SP)

Acervo inclui Boeings 727 e 737 da Varig e Airbus A318 da Avianca; Visitação começa ainda em abril com ingressos de R$ 20 a R$ 30

Fábio Pescarini - Publicada em 04/04/2026 11:00

Impossível passar desatento pela fuselagem empoeirada de um Boeing 737-300 junto à cerca de proteção logo na entrada. É o cartão de visitas de um inusitado futuro museu de aviação nos fundos de um ferro-velho de Campinas, no interior de São Paulo.

O "charuto" branco e azul faz parte do acervo do Supermercado Sucatas Bim, ou do que está virando acervo do local onde se encontra de tudo para vender, como incubadora para bebê, ônibus, viatura de polícia, ferros de todos os tipos, lustres, materiais de construção e eletrônicos.

Entre aviões, helicópteros, simulador e um planador, há cerca de 20 aeronaves adquiridas como sucatas por Vitório Bim, 73, que segue o negócio de ferro-velho inaugurado pelo pai há cerca de 70 anos, em Fernandópolis, também no interior paulista.

O plano é que ainda neste mês, o "pátio de aviões" seja aberto à visitação pública, inclusive com cobrança de ingressos. O preço ainda não está de nido, mas deve car entre R$ 20 e R$ 30, a rma Bim.

No início, o visitante terá de atravessar o galpão principal do depósito de sucatas, o que não é um problema. Na última segunda-feira (30), quando a reportagem foi até lá, no meio do caminho havia um Aero Boero AB-115 vermelho o monomotor é um clássico na formação de novos pilotos.

Está no meio de um jipe, balanças, um balcão de loja e muitos assentos de aviões à venda. Por R$ 3.000 pode-se levar para a sala de casa uma leira completa com três cadeiras de classe econômica, ou duas de primeira classe por R$ 6.000.

Mas daqui a um ano, se o ritmo de obras seguir como planejado, o museu terá uma entrada própria na SP-073, a rodovia Lix da Cunha, ou Estrada Velha Indaiatuba-Campinas, onde ca a sucata, além de estrutura de alvenaria.

O ambiente contará com uma lanchonete montada junto à fuselagem de um Fokker 100, ainda com a cor vermelha da companhia aérea Avianca, que já está posicionado.

Não vai faltar história para ver. Da Avianca há outro clássico no terrenão de pedras e chão batido. É um Airbus A318, modelo com capacidade para até cerca de 130 passageiros incorporado à frota da companhia no início da década passada.

Mas quem quiser ver esse avião deve se apressar. Segundo Bim, o que sobrou dele foi vendido por R$ 500 mil a um apaixonado por aviação que vai transformar o Airbus em casa no interior do Paraná. "Ele [futuro proprietário] está preparando a estrutura", diz.

Nos fundos do terreno há uma fuselagem de Bu alo, cargueiro militar canadense C-115 muito usado pela FAB (Força Aérea Brasileira), também já comercializado será um bar na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Mas a estrela do local é um Boeing 727 da Varig Log, adquirido em 2010. O cargueiro fez parte da

história de uma das mais importantes companhias aéreas do país, que dominou rotas internacionais e domésticas entre as décadas de 1960 e 1980.

No m do ano passado, o icônico avião foi alugado por R$ 150 mil para uma festa de m de ano de uma empresa, coincidentemente instalada próxima ao aeroporto de Viracopos, também em Campinas.

A fuselagem está cortada em duas partes, para facilitar o transporte, mas é emendada com uma espécie de cinta.

O cargueiro trijato foi montado no local da celebração, ou seja, teve colocadas asas, trens de pouso e o suporte junto à cauda onde caria o terceiro motor originalmente, tudo retirado e montado no chão ao lado quando o Boeing voltou para a área na sucata.

Ser xodó do espaço não signi ca não estar à venda. "É o meu negócio, tudo pode ser comercializado", a rma Bim, que diz que pode se desfazer do 727 por uma proposta acima de R$ 700 mil.

E há o que custe mais. Uma outra herança da Varig, um Boeing 737, não sai dali por menos de R$ 1,2 milhão.

A área conta com inúmeras preciosidades. Algumas quase inteiras, outras deterioradas.

Há dois exemplares do turboélice Let 410, fabricado na República Tcheca. Outros modelos são um Piper Cherokee, Cessna, além do Aero Buero, bastante conservado, que ainda deverá ser transferido para a área externa.

Um planador parece ter caído de bico em cima de um dos contêineres usados como muro do futuro museu. Mas foi colocado propositalmente ali para decoração. "Aqui há uma in nidade de histórias para contar", diz Bim.

Frequentemente, as aeronaves ou parte delas, como os assentos, são locadas por produtoras de cinema e TV.

No interior do galpão principal há uma sala com uma enorme estante repleta de instrumentos dos painéis de aviões, como relógios, bússolas e altímetros usados, que podem ser comprados a partir de R$ 500, além de rádios transmissores. No futuro, deverão estar em uma lojinha com suvenires.

Em uma área total de 110 mil metros quadrados, o depósito de sucatas ca junto a dois locais para festas, que fazem parte do mesmo "complexo".

Em um deles, o Dona Floripes (nome da matriarca da família), há um Boeing 727-200 praticamente inteiro, que voou para a empresa aérea Fly e foi garimpado em Guarulhos, onde ca o aeroporto internacional.

A aeronave, com o interior vazio, conserva até hoje aspectos originais de cockpit, banheiros, áreas da tripulação e bagageiros numerados. Ela pode receber mesas e cadeiras ou mesmo camas para servir de dormitório dos convidados. Esse 727 não faz parte do museu.

Junto ao outro salão de festas, há um avião com brinquedos infantis e um toboágua.

A paixão de Bim pela aviação vem de longe. Logo nos primeiros anos da sucata em Campinas os irmãos seguiram os negócios do pai abrindo espécies de " liais" pelo interior , ele comprou um avião bimotor para instalar logo acima do portão de entrada, com a missão de chamar a atenção. E não parou mais.

Comprou aeronaves em aeroportos que ele rejeita o rótulo de abandonadas. "O que para você é o m, para nós é apenas o começo", costuma repetir.

O proprietário já participou de grandes feiras de aviação nos Estados Unidos e está fazendo aulas para tirar brevê e se tornar piloto de avião. "Eu preciso saber das coisas", a rma.

Comando Sul dos EUA concentrará foco na América do Sul em cartéis, terras raras e in uência chinesa

Visões alinhadas com a política do governo Donald Trump para as Américas se chocam com o governo brasileiro

Por Felipe Frazão - Publicada em 05/04/2026 05:30

O general Francis L. Donovan, novo chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, expôs no Congresso americano visões alinhadas com a política do governo Donald Trump para as Américas, que se chocam com o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Mais do que isso: ideias citadas pelo general Donovan cruzam linhas vermelhas já riscadas pela diplomacia brasileira, em interações com os americanos: a associação entre narcotrá co e terrorismo e a pressão por afastamento da China, inclusive no campo de minerais críticos.

Donovan manifestou preocupação com a in uência chinesa na cadeia de mineração estratégica, na qual o Brasil se destaca por deter 23% das reservas globais conhecidas de terras raras, e em ativos minerais estratégicos da região, além de portos, o Canal do Panamá e um cabo submarino na costa do Chile.

Sediado em Doral, na Flórida, o Comando Sul é o principal braço de combate das Forças Armadas dos EUA na América Latina e no Caribe. Foi mobilizado por ordem de Trump para realizar operações militares contra o narcotrá co, com o porta-aviões Gerald R. Ford, navios, frota de caças e cerca de 15 mil soldados.

Desde novembro, as tropas sob comando de Donovan realizam ações inéditas no Mar do Caribe e no Pací co, e na franja norte da América do Sul, com alta letalidade. Os bombardeios a embarcações de pequeno porte, supostamente tripuladas por nacotra cantes, levaram a ao menos 163 mortes, em 47 ataques aéros. As ações continuam em andamento, com apreensão de petroleiros de frota fantasma.

Em 3 de janeiro, tropas americanas capturaram em Caracas o ditador Nicolás Maduro, acusado de narcotrá co. O episódio causa temores e reprovação no governo brasileiro e motivou pedidos de Lula para que as Forças Armadas se reequipassem e aumentassem seu poder de dissuasão.

No cargo desde 5 de fevereiro, o general Donovan falou em audiências no Congresso americano, duas vezes, nos dias 17 e 19 de março. Depois, respondeu aos questionamentos de senadores e deputados.

Operação Formosa

A única menção explícita ao Brasil foi levantada pelo deputado texano Lance Gooden, membro do Partido Republicano e do US-Brazil Caucus, uma frente parlamentar de relacionamento entre os países. Ele perguntou exatamente sobre a proximidade política entre Pequim e Brasília.

O militar disse que a relação afasta o Brasil dos EUA, como se viu no ano passado, quando as tensões políticas contribuíram para o cancelamento da Operação Formosa, maior exercício militar do Planalto

Central, capitaneado pela Marinha do Brasil. Os EUA se preocupam com a crescente inserção militar chinesa na América Latina.

Temos, nos níveis mais baixos, um relacionamento muito bom (com as Forças Armadas do Brasil). Aliás, vimos algumas ações positivas. No ano passado, o Brasil iria realizar um exercício anfíbio chamado Formosa, convidando os Estados Unidos. Não participamos porque os chineses estavam participando. E então, este ano, os chineses não estão participando e nós estaremos , citou Donovan, lembrado que o relaciomanto militar é cultivado por gerações.

Gooden também havia citado, logo antes, o investimento chinês de US$ 1,3 bilhão no Porto de Chancay, no Peru, e pontos de infraestrutura cibernética e espacial espalhados por chineses pela América Latina. Ele indagou se os deputados deveriamse preocupar com o risco de uso dual (civil e militar) e se esses equipamentos poderiam servir de base para ações militares chinesas no futuro.

Estamos muito preocupados. Considero todos eles de dupla utilização. Se foram construídos com base em infraestrutura militar ou se são apenas dispositivos funcionais que poderiam ser usados ??para apoiar ações chinesas, considero todos de uso duplo. Estamos monitorando 23 projetos portuários e 12 projetos de infraestrutura espacial , disse o general da Marinha americana.

Na mesma semana, o ministro Mauro Vieria foi ouvido em duas comissões do Congresso Nacional brasileiro. O chanceler desmentiu que o Brasil tenha bases espaciais chinesas, como acusou um relatório vinculado ao parlamento americano.

Brasil e China

Desde que a decretação do tarifaço, no passado, o governo Lula sempre descartou qualquer capitulação a pressões dos Estados Unidos para promover uma cisão no relacionamento com Pequim.

O País se recusa a fazer como o Panamá, que bloqueou empresas chinesas de operarem em dois portos no canal diante das ameaças de Trump de retomá-lo. O país centro-americano se tornou o primeiro a abandonar projeto da Nova Rota da Seda, a Iniciativa Cinturão e Rota.

O Brasil evitou aderir e buscou criar uma forma de associação própria à Nova Rota da Seda, sem recusála por completo. A diplomacia brasileira tentou se equilibrar de forma equidistante entre as rivalidades, mas uma ala política do governo petista nunca escondeu a predileção pela China.

Autoridades do governo brasileiro reconhecem uma relação preferencial com a China. Há quatro dias, o próprio Lula a mou que a China é o melhor parceiro do Brasil . Desde 2009, com especial relação com o agronegócio, a China é o principal parceiro comercial brasileiro. Os EUA são o segundo maior.

O general também a rmou que o dominância da China na mineração e processamento de minerais críticos na América Latina, recurssos essenciais para as cadeias de suprimento de eletrônicos, baterias e armamentos, representa uma ameaça de longo prazo para a base industrial de defesa americana.

Canal do Panamá

Para o o cial americano, exercícios militares também são uma forma de conter a in uência chinesa, por meio da construção de con ança em parcerias de segurança.

Segundo ele, Pequim, por sua vez, consegue expandir sua in uência rapidamente com obras mais baratas - como escolas, estádios de futebol e estradas na América Latina.

O principal ativo que me preocupa é o Canal do Panamá, manter o Canal do Panamá aberto para o livre

uxo comercial, mas com o foco principal em garantir que possamos deslocar forças americanas para leste ou oeste através do Canal do Panamá. Mais ao sul, no Cone Sul, temos outros ativos minerais que nos preocupam. Estou preocupado com um cabo submarino que chega ao Chile e ao qual a República Popular da China está ligada, e também com a natureza de dupla utilização de quase tudo o que eles instalam em nossa região , reforçou.

O fato de estarmos realizando o Panamax, nosso maior exercício militar, pela primeira vez em 14 anos no Panamá, com a participação de outras 24 nações, demonstra que eles não estão apenas contendo a China, mas também se tornaram parceiros-chave na região. E acreditamos que iniciativas como a escola de treinamento de operações na selva são essenciais, não apenas para aumentar nossas capacidades como militares americanos, mas também para unir outros parceiros e desenvolver esses relacionamentos , disse o militar.

Delcy e Noboa

Donovan acabara de voltar de Caracas, onde fez uma visita surpresa, a primeira de um militar de alta patenta americano, 46 dias depois do ataque realizado para capturar o ditador Nicolás Maduro. O comandante disse que falou das prioridades de segurança dos EUA com quatro principais generais das FANB e a presidente interina Delcy Rodríguez.

Os venezuelanos aceitaram, segundo ele, que as forças americanas abordassem e vistoriassem dois navios atracadaos no porto de Caracas.

O general também visitou o Equador, e se reuniu com o presidente Daniel Noboa, ideologicamente alinhado a Trump.

Mas a audiência no Capitólio foi muito além da tutela sobre a Venezuela. Os parlamentares se mostraram muito preocupados sobre a existência de planos para um ataque similar contra Havana, para derrubar a ditadura comunista de Cuba. O general negou qualquer planejamento para reproduzir contra a ditadura castrista a Operação Resolução Absoluta.

Narcoterrorismo

Nas duas oportunidades, ele fez o mesmo discurso inicial e expressou o conceito de narcoterrorismo seis vezes, em cada apresentação. Segundo Donovan, 13 organizações terroristas estrangeiras conduzem campanhas de terror, violência e corrupção em nossa área de responsabilidade .

Elas produzem e transportam drogas ilícitas por todo o hemisfério e através de nossas fronteiras, incluindo a cocaína que envenena nossas comunidades e mata milhares de americanos todos os anos , disse Donovan. Essas vastas e ágeis organizações ilícitas geram centenas de bilhões de dólares em receita com o trá co de drogas, pessoas, armas e contrabando; desestabilizam a região aterrorizando populações e minando a governança; e representam uma ameaça direta à segurança e à soberania dos Estados Unidos e de todas as nações do hemisfério , emendou o o cial.

Essas organizações criminosas, 14 delas classi cadas como terroristas pelo Departamento de Estado a partir do retorno de Trump à Casa Branca, são os alvos principais da Operação Lança do Sul, determinada em setembro de 2025 por Trump.

Embora não tenha citado o Brasil, tampouco o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV),o governo americano estuda incluir os dois grupos nessa classi cação.

Escudo das Américas

O general disse que o grau de envolvimento e cooperação dos países na área do Comando Sul à coalizão militar de combate aos cartéis varia. Com 17 aliados dos americanos, ela foi lançada na reunião liderada por Trump, em 7 de março, em reunião política de líderes batizada de Escudo das Américas .

O comandante destacou que o Equador e o Paraguai estão no foco e pretendem atuar na liderança das ações militares americanas em seus territórios, com novas células de inteligência para combate ao narcotrá co, como as que funcionam em Bogotá e na Cidade do México.

O governo paraguaio assinou um acordo para permitir a presença de tropas americanas no país, com amplas garantias. O governo equatoriano, por sua vez, foi o primeiro a conduzir operações aéreas conjuntas para bombardeio em terra, com suporte dos americanos nos Andes.

Uma investigação do New York Times contestou a versão o cial de uma operação. Segundo o jornal, um bombardeio realizado no início de março teria atingido uma fazenda de gado leiteiro em área rural remota, em vez de um centro de treinamento de tra cantes. Os EUA designaram como terroristas as gangues locais Los Lobos e Los Choneros, no ano passado.

Expansão e novas engenharias: ITA do Ceará ganha sede e prevê aulas em 2027

Carlos Madeiro - Publicada em 05/04/2026 05:30

O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) terá, a partir de 2027, sua primeira unidade fora de São José dos Campos (SP), com campus em Fortaleza. A nova sede vai ampliar a oferta de cursos e receber estudantes de todo o país, em meio a um investimento que já ultrapassa R$ 445 milhões

O novo campus foi aprovado pela Aeronáutica em outubro de 2023, e a pedra fundamental foi lançada em janeiro de 2024.

Nesta quarta-feira, o presidente Lula inaugurou as obras do alojamento e dos prédios acadêmicos das engenharias. A solenidade ocorreu na Base Aérea de Fortaleza, onde foi montado o campus.

As obras custaram até aqui:

* R$ 353,9 milhões para construção e expansão da infraestrutura;

* R$ 91,2 milhões para equipamentos de laboratório, mobiliário e estrutura operacional.

Para atuar no novo campus, o ITA realizou, no ano passado, concurso público com 110 vagas parte delas será destinada diretamente à unidade de Fortaleza.

Novos cursos

O ITA tem seis cursos tradicionais de engenharia, que também serão ofertados no Ceará. São eles:

Aeronáutica, Eletrônica,

Mecânica-Aeronáutica,

Civil-Aeronáutica,

Computação, Aeroespacial.

O campus de Fortaleza terá ainda três novos cursos, dois deles com início já em 2027:

Engenharia de Energia, Engenharia de Sistemas, Bioengenharia (ainda sem data para ser ofertado).

Esses dois novos cursos terão até 50 estudantes por turma de ingresso no ciclo inicial no campus do Ceará.

Por que o Ceará

A escolha do Ceará se explica, entre outros fatores, pelo alto índice de aprovação de alunos do estado: entre 30% e 40% dos aprovados no ITA por ano são do Ceará ou se formaram em escolas cearenses.

Outro ponto considerado foi o fato de o estado ser o maior produtor nacional de energias renováveis, com destaque para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

Os primeiros alunos do ITA no Ceará já estão em formação: provisoriamente, estudam no campus de São José dos Campos. A partir do primeiro semestre de 2027, os 180 alunos serão transferidos para a capital cearense.

Eles foram selecionados ao nal de 2024 e começaram a estudar em 2025. Nesses primeiros anos, cursam disciplinas em conjunto, já que a formação inicial é comum a todas as engenharias.

Expansão comemorada

Em seu discurso na inauguração, o reitor do ITA, Antonio Guilherme Lorenzi, ressaltou a força da instituição e comemorou a expansão.

"Nossa história não nos convida à acomodação; ao contrário, ela nos impõe a responsabilidade de continuar evoluindo, de responder aos desa os do nosso tempo e de preparar, com seriedade e visão de longo prazo, preparando os caminhos que levarão nós para o futuro", a rmou.

"Mais do que expansão física, este momento representa a continuidade de uma missão, a disposição de preservar a excelência que construiu a reputação do ITA e, ao mesmo tempo, renová-la à luz dos desa os do século 21 e das transformações que já apontam para o século 22." - Antonio Guilherme Lorenzi.

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, destacou que foi um

cearense o fundador do ITA.

"Em 1923, um jovem cearense de 19 anos de idade deixou essas terras. Levava consigo a resiliência do povo nordestino e a bra do povo cearense. Mas, sobretudo, levava consigo o ideal de contribuir para o engrandecimento da sua nação. O nome desse marechal era Casimiro Montenegro Filho." - Marcelo Kanitz Damasceno

"Testemunhamos hoje um marco simbólico desse sonho com as suas origens. O ITA, com esse grande prédio, retorna à terra do seu fundador, rea rmando uma visão que permanece viva e projetada para o futuro", completou.

Casimiro é o patrono da área de engenharia aeronáutica e ocupa a 43ª cadeira da Academia Nacional de Engenharia.

"Ele tinha uma singular visão de futuro e lançou as bases de um projeto que transformaria de forma de nitiva a ciência e a tecnologia da nossa nação. Inspirado no modelo americano do Massachusetts Institute of Technology e movido por sua inabalável con ança no potencial do Brasil vindo do Ceará, fundou em 1950 o nosso ITA" - Marcelo Kanitz Damasceno

Cenipa investiga causas da queda de helicóptero no mar da Barra da Tijuca

FAB e Cenipa apuram causas de acidente com aeronave que caiu no mar; vítimas foram resgatadas

Tupi - Publicada em 04/04/2026 10:43

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) abriu investigação sobre a queda de um helicóptero no mar da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ocorrida na manhã desta sexta-feira (3/4). A aeronave, de matrícula PR-DEM, estava com três pessoas a bordo no momento do acidente.

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, sediado no Rio, foram acionados logo após a queda para conduzir a ação inicial da ocorrência. A FAB (Força Aérea Brasileira) con rmou o envio da equipe, que chegou ao local por volta das 13h.

Helicóptero içado e sob custódia do Cenipa

No mesmo horário, policiais federais e agentes do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), órgão do governo estadual, também estavam presentes na praia. A aeronave foi içada do mar e entregue à custódia do Cenipa.

O piloto e os dois passageiros que estavam no helicóptero foram socorridos ainda no mar por salvavidas que atuam na região. As causas do acidente ainda não foram con rmadas e seguem sob investigação da FAB por meio do Cenipa.

O número de acidentes aéreos no estado chama atenção. Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio, já foram registradas 36 ocorrências de queda de aeronave no estado apenas em 2026 .

A NASA brasileira concentra 95% da indústria aeroespacial do país e é a prova viva de uma profecia do pai da aviação

Maura Pereira - Publicada em 04/04/2026 15:06

A 90 km de São Paulo, no coração do Vale do Paraíba, uma cidade de 727 mil habitantes reúne o que nenhuma outra na América Latina conseguiu juntar: a maior fabricante de aviões do hemisfério sul, um instituto militar que forma a elite da engenharia nacional e mais de 100 empresas de alta tecnologia aeroespacial, tudo em um raio de poucos quilômetros. São José dos Campos é a capital brasileira do avião e carinhosamente apelidada de a NASA brasileira .

A profecia de Santos Dumont que virou realidade

Em 1918, Alberto Santos Dumont escreveu que a região de São José dos Campos seria o local ideal para uma escola de aviação no Brasil. O pai da aviação morreu em 1932 sem ver a previsão se concretizar. Mas em 1947, o marechal do ar Casimiro Montenegro Filho assinou o contrato para instalar ali o Centro Técnico Aeroespacial (CTA), atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Três anos depois, em 1950, foi inaugurado o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). E em 19 de agosto de 1969, engenheiros formados pelo ITA e pesquisadores do CTA criaram a Embraer. O primeiro avião, o Bandeirante, nasceu dentro dos laboratórios do instituto. Hoje, a Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo e já entregou mais de 8 mil aeronaves para mais de 100 países.

ITA, Embraer e DCTA: a sinergia que gera patentes globais

O que torna São José dos Campos única é a proximidade física entre ensino, pesquisa e indústria. O ITA forma engenheiros que alimentam a Embraer e as empresas do setor. O DCTA, com cerca de 5,5 mil militares e servidores civis, desenvolve pesquisas de ponta em materiais, propulsão, guerra eletrônica e controle de tráfego aéreo. A Embraer transforma esses conhecimentos em produtos que competem globalmente.

Dessa cadeia saíram inovações que ultrapassam a aviação. O motor a álcool para automóveis, a urna eletrônica e radares meteorológicos nasceram de pesquisas conduzidas dentro do DCTA. A cidade concentra a maior densidade de engenheiros e cientistas por habitante do Brasil e responde por 95% da cadeia produtiva da indústria aeroespacial e de defesa nacional, segundo a Assembleia Legislativa de São Paulo.

O maior Parque Tecnológico do país ca aqui

O Parque Tecnológico de São José dos Campos é reconhecido como o maior do Brasil. Abriga incubadoras, laboratórios compartilhados e empresas de base tecnológica que desenvolvem soluções em aeronáutica, defesa, telecomunicações e biotecnologia. O parque funciona como ponte entre startups e as exigências da indústria aeroespacial, encurtando a distância entre o protótipo e a linha de

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instalado na cidade desde 1961, completa o ecossistema. É dele que saem os dados de monitoramento de desmatamento na Amazônia, previsões meteorológicas e imagens de satélite usadas por todo o país. São José dos Campos não fabrica só aviões. Ela monitora a Terra do espaço.

O que visitar na capital brasileira do avião?

A vocação aeroespacial está presente nos parques, museus e monumentos da cidade. São José dos Campos oferece programação para quem gosta de aviação, tecnologia e natureza.

Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB): 75 mil m² dentro do campus do DCTA, com aeronaves históricas ao ar livre, réplicas de foguetes do Programa Espacial Brasileiro e acervo sobre a história do ITA. Entrada gratuita, quinta a domingo.

Parque Santos Dumont: fundado em 1971, no centro da cidade. Tem réplicas do 14-Bis, protótipo do Bandeirante e maquetes de foguetes da família Sonda.

Parque Tecnológico: visitas guiadas permitem conhecer por dentro o ecossistema de inovação.

São Francisco Xavier: distrito rural a 60 km do centro, com cachoeiras, trilhas e clima de montanha.

Como é viver na cidade que respira tecnologia?

São José dos Campos combina economia de alta complexidade com qualidade de vida elevada. O IDH é de 0,807, um dos mais altos do Brasil. O PIB per capita alcança R$ 88.077, segundo o IBGE. A cidade ocupa a 4ª posição no ranking de arrecadação de ICMS do Estado de São Paulo, sustentada por uma economia diversi cada que inclui General Motors, Johnson & Johnson e Bayer.

Cerca de 62% do território municipal é área de preservação ambiental. A Reserva Ecológica Augusto Ruschi, com 2,5 milhões de m², protege a ora local dentro da zona urbana. A localização é estratégica: Campos do Jordão e as praias do Litoral Norte cam a cerca de 80 km, cada uma para um lado da serra.

Quando visitar e como é o clima na cidade?

O clima é subtropical de altitude, com verões quentes e chuvosos e invernos secos e amenos. A posição entre a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar garante temperaturas mais agradáveis que as do litoral paulista.

Como chegar à capital do avião no Vale do Paraíba

São José dos Campos ca a 90 km de São Paulo e a 330 km do Rio de Janeiro, ligada pela rodovia Presidente Dutra (BR-116). A cidade possui aeroporto próprio e está próxima do Aeroporto de Guarulhos, a maior porta de entrada internacional do país. O acesso também é facilitado pela Rodovia dos Tamoios (SP-099), que conecta o Vale do Paraíba ao litoral norte em cerca de 1 hora.

A cidade onde o Brasil aprendeu a voar

São José dos Campos provou que é possível construir tecnologia de ponta longe dos grandes centros nanceiros. A sinergia entre ITA, DCTA e Embraer criou um ecossistema que não existe em nenhum outro ponto da América Latina: um ciclo completo de formação, pesquisa e produção aeroespacial.

Você precisa conhecer São José dos Campos para sentir o orgulho de uma cidade onde quase toda família tem alguém que já ajudou a colocar um avião no céu.

Trump dá prazo de 48 horas para Irã reabrir Estreito de Ormuz `antes que o inferno se abata sobre eles`

Presidente norte-americano disse que `o tempo está se esgotando` e ameaçou fortes ataques a instalações energéticas do Irã. Prazo foi extensão de ultimato inicial que Trump determinou na semana passada. Irã já disse que não cumprirá determinação.

Redação - Publicada em 04/04/2026 11:20

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dar um prazo para que o Irã reabra a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Neste sábado (4), Trump disse que o governo iraniano tem 48 horas para normalizar as atividades na passagem marítima, e ameaçou novos ataques caso contrário.

"Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!", escreveu o presidente norte-americano em sua rede social Truth Social.

Trump se referiu ao prazo que deu inicialmente para que o Irã reabrisse o estreito. Na ocasião, o norteamericano disse que pausaria ordens para atacar instalações de energia iranianas durante o período. O governo iraniano havia dito que não cumpriria o prazo estipulado pelo Trump e disse que retrucaria qualquer ataque ao seu território.

A ameaça vem um dia depois de o Irã alvejar e derrubar dois aviões militares norte-americanos. Um dos pilotos das aeronaves, que conseguiu ejetar, seguia desaparecido em território iraniano até a última atualização desta reportagem.

O próprio Trump disse que o episódio não iria interferir nas tratativas por negociações entre os dois países por um acordo para encerrar o con ito, que entrou na 6ª semana neste sábado.

O Irã ainda não havia se manifestado sobre a nova ameaça do presidente dos EUA até a última atualização desta reportagem.

Em uma corrida contra o tempo, o Irã e os Estados Unidos buscam o piloto norte-americano que seguia desaparecido neste sábado (4) após ejetar de um dos aviões militares dos EUA derrubados por forças iranianas.

O episódio pegou Washington de surpresa, já que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, havia garantido que os EUA conseguiram o controle do espaço aéreo iraniano. E também escalou as tensões entre EUA e

Irã, que esboçam uma tentativa de negociação para o m da guerra.

As duas aeronaves foram alvejadas na sexta-feira (3) quando sobrevoavam o território iraniano. Na primeira delas, dois pilotos estavam a bordo e ejetaram antes da queda. Apenas um deles, no entanto, havia sido encontrado e resgatado por forças dos EUA. Outro, que estava sozinho a bordo do segundo avião derrubado pelo Irã, também foi resgatado.

Na manhã de sexta-feira (3), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter derrubado um caça militar norte-americano que sobrevoava o território iraniano. A informação foi con rmada no m do dia pelo próprio Donald Trump, que disse tratar-se de caça modelo F-15E.

A aeronave tinha dois o ciais e foi derrubada na porção central do território iraniano. Os dois conseguiram ejetar antes da queda. Um deles foi resgatado poucas horas após a queda, segundo disseram fontes do Exército dos EUA à imprensa norte-americana. O outro seguia desaparecido até a última atualização desta reportagem.

Mais tarde, o Exército do Irã a rmou ter abatido um avião militar do modelo A-10 Thunderbolt II que sobrevoava o Estreito de Ormuz na manhã desta sexta-feira (3). A informação foi divulgada por portavozes militares na mídia estatal do país:

"Uma aeronave modelo A-10, pertencente ao inimigo americano-sionista agressor, foi alvo após ter sido detectada e enfrentada pelos sistemas da rede integrada de defesa aérea do país, nas águas do sul, próximo ao Estreito de Ormuz".

Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por fogo iraniano, mas conseguiram sair do espaço aéreo do país, disseram dois o ciais americanos à agência de notícias Reuters. Imagens registraram o momento.

Trump con rma resgate de 2º piloto de jato derrubado pelo Irã: `São e salvo`

Resgate ocorreu em meio a um `tiroteio pesado`, e militares dos EUA ainda tentam deixar o Irã, segundo a Reuters. Piloto resgatado neste domingo é o segundo tripulante de um jato F-15 derrubado em território iraniano o outro foi salvo na sexta.

Da Redação - Publicada em 05/04/2026 01:06

Os Estados Unidos resgataram o tripulante do caça F-15E derrubado na última sexta-feira (3), no Irã, con rmou o presidente norte-americano Donald Trump: "São e salvo".

A con rmação de Trump ocorreu pouco após o resgate ser revelado pela agência de notícias Reuters e pela rede catari "Al Jazeera", e encerra uma corrida contra o tempo para resgatar o militar que durou dois dias.

Até então, as informações sobre o sucesso da missão vinham de fontes do governo norte-americano ao canal internacional, que indicavam que o resgate havia ocorrido em meio a um "tiroteio pesado", mas que a equipe ainda tentava sair do Irã.

Durante a madrugada deste domingo (5) o presidente norte-americano comentou o resgate a rmando que o piloto "estava atrás das linhas inimigas, nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado". Que o homem sofreu ferimentos, "mas cará bem".

"NÓS O PEGAMOS! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis o ciais de tripulação, que também é um coronel altamente respeitado e tenho o prazer de informar que agora está SÃO E SALVO! (...) NUNCA DEIXAREMOS UM COMBATENTE AMERICANO PARA TRÁS! (...) DEUS ABENÇOE OS ESTADOS UNIDOS A AMÉRICA, DEUS ABENÇOE NOSSAS TROPAS E FELIZ PÁSCOA A TODOS!", a rmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

Segundo o comunicado do presidente, o militar permaneceu escondido em solo durante os dois dias em que esteve desaparecido. A operação para retirá-lo contou com o envolvimento de centenas de tropas de operações especiais e monitoramento constante por aeronaves, que entraram no espaço aéreo iraniano para realizar a extração.

Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se as autoridades iranianas têm a dimensão exata de como a operação americana foi executada.

Contexto da operação de resgate

O caça F-15E foi abatido por defesas aéreas iranianas em uma região montanhosa no sudoeste do país. Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda. Enquanto um dos militares foi localizado e salvo por forças dos EUA poucas horas após o incidente, o segundo permanecia desaparecido até então.

Além do F-15E, um segundo avião militar americano, modelo A-10 Thunderbolt II, também teria sido abatido na sexta-feira perto do Estreito de Ormuz. O piloto desta segunda aeronave, que estava sozinho, foi resgatado com sucesso -- contou o jornal The New York Times.

A busca pelo tripulante do F-15E tornou-se uma "corrida contra o relógio". O regime iraniano mobilizou tropas por terra e ofereceu uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) para moradores que ajudassem a capturar o piloto americano.

A missão de resgate enfrentou forte resistência. Vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana mostraram homens armados disparando contra helicópteros Black Hawk da Força Aérea dos EUA que vasculhavam a área. Fontes do governo americano con rmaram que aeronaves foram atingidas por fogo inimigo, mas conseguiram retornar às bases.

O episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano. O presidente Donald Trump, que anteriormente havia declarado que a defesa aérea do Irã estava fragilizada, deu um ultimato de 48 horas para que o país aceite um acordo, sob ameaça de ataques severos a infraestruturas de energia e petróleo.

O ministro de Lula que caria apenas 1 ano e deve permanecer até o m do mandato

Tudo indica que José Mucio seguirá no comando do Ministério da Defesa até o término do Lula 3

Da Redação - Publicada em 04/04/2026 11:00

O ministro da Defesa, José Mucio, rmou inicialmente um acordo com o presidente Lula (PT) para permanecer apenas durante o primeiro ano de governo.

Ao m desse período, porém, o chefe do Executivo o convenceu a continuar por mais um ano, e ele acabou seguindo no cargo até abril de 2026, já próximo do encerramento do mandato presidencial.

Tudo indica que Mucio seguirá no comando da Defesa até o nal do Lula 3 . A previsão, inclusive, foi citada pelo presidente durante reunião ministerial na última terça-feira (31).

Tem um companheiro aqui que, quando foi ser ministro, falou para mim: Presidente, eu quero ser ministro só por um ano . Eu disse: Companheiro, está aceita a tarefa de você ser por um ano . Quando foi vencendo o ano, eu o chamei e falei: Olha, eu precisava de mais um ano . E aí ele falou: Está bem, eu vou car por você mais um ano , a rmou Lula.

Queda de avião no RS: Polícia e FAB investigam acidente com quatro mortos

Aeronave de pequeno porte caiu na manhã de sexta-feira (3), na cidade de Capão da Canoa, litoral Norte do estado

Vitor Bonets, Rafael Saldanha - Publicada em 04/04/2026 10:45

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da queda do avião de pequeno porte que deixou quatro pessoas mortas, na cidade de Capão da Canoa, no litoral Norte do estado, nesta sexta-feira (3). A FAB (Força Aérea Brasileira) também está responsável pelas investigações.

A informação foi con rmada à CNN Brasil pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do estado na manhã deste sábado (4). O caso é investigado pela Delegacia de Capão da Canoa e os agentes farão diligências para esclarecer as causas do acidente.

As vítimas são o casal Débora Belanda Ortolani e Luiz Ortolani e pilotos Nélio Maria Batista Pessanha e Renan Saes.

Empresários mortos em acidente em Capão da Canoa viajavam para feira em SP

A investigação da FAB ocorre por meio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e pelos investigadores do SERIPA V (Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

O acidente

O acidente ocorreu por volta das 10h38, quando um avião monomotor, pre xo PS-RBK, colidiu com um poste logo após a decolagem do aeródromo local.

A aeronave, um modelo Piper JetPROP DLX, caiu sobre o estabelecimento comercial situado em frente à pista. O impacto provocou uma explosão, e as chamas também atingiram casas vizinhas.

No momento do acidente, o restaurante estava sem clientes e os funcionários não foram atingidos. Moradores de residências próximas também saíram ilesos.

O fogo foi controlado pelas equipes de resgate e a área foi isolada para o trabalho de rescaldo. Equipes da Brigada Militar, Defesa Civil, prefeitura e da concessionária CEEE Equatorial prestaram apoio no local.

Imagens aéreas de drone mostram a destruição causada pela queda do avião. A gravação, cedida à CNN Brasil pelo portal Correio do Imbé, revela o telhado e a parte interna do estabelecimento completamente destruídos após o impacto.

Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

Aaron Blake - Publicada em 04/04/2026 11:21

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um o cial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As

baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o controle absoluto do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam a rmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava a poucos dias de se concretizar :

Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano , disse, classi cando-o como incontestável . O Irã não poderá fazer nada , completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada , disse em 24 de março. Ele a rmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a a rmar que o Irã não possuía marinha , forças armadas , força aérea ou sistemas antiaéreos chegando a declarar: Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem .

Mesmo assim, o discurso o cial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como controle total e espaço aéreo incontestável , sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a a rmar que o programa nuclear havia sido obliterado o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca con ança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por não reconhecer os sucessos militares da campanha : Isso é o que a fake news não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto m do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

Parceria de US$ 4 bi entre Embraer e sueca Saab inaugura era de caças supersônicos fabricados no país

Brasil entra o cialmente na seleta lista de países que produzem caças supersônicos, ao lado de potências como Estados Unidos, França, Rússia, Índia, China, Alemanha e Suécia

Eduardo Vargas e Érica Polo - Publicada em 04/04/2026 11:00

A unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior paulista, viveu dias de festa em março. O país concluiu a montagem da primeira aeronave supersônica brasileira, fruto de colaboração estratégica entre a sueca Saab e a Embraer, o caça F-39 Gripen.

A aeronave foi apresentada no dia 25, e, tamanha a relevância contratual para a Pasta da Defesa, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve entre os presentes embora não tenha conversado com jornalistas ou se pronunciado publicamente. Com este passo, o Brasil entra o cialmente na seleta lista de países que produzem caças supersônicos, ao lado de potências como Estados Unidos, França, Rússia, Índia, China, Alemanha e Suécia.

Até o momento, a Força Aérea Brasileira (FAB) operava unidades do F-39E Gripen, porém eram aeronaves importadas, com fabricação integral a cargo da Saab. Agora, o caça de última geração, capaz de atingir 2.500 quilômetros por hora, passa a ter o Brasil como um polo de produção, seguindo o programa de modernização da FAB.

O contrato com a empresa sueca, rmado em 2014, prevê a entrega de 36 aeronaves por US$ 4 bilhões, sendo 28 delas do modelo Gripen E (monoposto) e 8 do Gripen F (biposto). No total, doze unidades estão em solo brasileiro, sendo que as onze primeiras foram fabricadas e montadas na Suécia, e a 12ª foi a apresentada no dia 25 e inaugura a linha de montagem local. Outras quinze aeronaves serão produzidas pela Embraer em território brasileiro.

As instalações da Embraer em Gavião Peixoto produzirão os caças utilizando uma cadeia de suprimentos nacional e internacional, incluindo aeroestruturas fabricadas na unidade da Saab em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

O projeto consolida o Brasil como polo tecnológico, garantindo domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia. A produção local envolve mais de 300 engenheiros brasileiros treinados na Suécia, balizando a criação de mais de dois mil empregos diretos na frente de produção e outros dez mil postos de trabalho indiretos.

A cooperação entre a Saab e a companhia brasileira estende-se por mais de uma década, com o início das tratativas em meados de 2013, durante o governo da presidente Dilma Rousse . À época, a empresa sueca venceu uma disputa acirrada contra a norte-americana Boeing e a francesa Dassault para o fornecimento dos caças que devem substituir os antigos F-5, aeronaves de origem americana

que integravam a frota de defesa da FAB.

A apresentação do primeiro Gripen produzido no Brasil representa mais um marco relevante na colaboração estratégica entre Brasil e Suécia. Temos plena con ança de que essa parceria gera valor para ambos os países e possui grande potencial para abrir novas oportunidades de negócios , disse Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Além de Lula, o evento teve a participação da embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho; o comandante da Força Aérea Brasileira, tenentebrigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; e executivos como Micael Johansson, presidente e CEO da Saab, Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer.

Ficha técnica

O F-39E Gripen é uma plataforma de combate de vanguarda. Entre suas especi cações técnicas, destacam-se o míssil Meteor, da MBDA System, de origem europeia (um dos mais letais do mundo) e com longo alcance para alvos além do alcance visual, e o míssil WVR IRIS-T, o mais avançado de sua classe para alcance visual.

A aeronave possui alerta de aproximação de mísseis, cobertura de 360 graus por sensores ativos e passivos para consciência situacional, e alerta de radar capaz de con rmar a localização de sinais emitidos do solo ou mar. Seu sistema de guerra confunde radares inimigos através de múltiplos sinais fantasmas e ataques eletrônicos saturantes. Em novembro de 2025, a FAB realizou o primeiro lançamento do míssil, como teste.

A tecnologia embarcada inclui ainda datalink com fusão de dados em tempo real, apoio aéreo aproximado assistido por equipes em solo, tecnologia geradora de alvos falsos e sistema de identi cação amigo/inimigo.

Com autonomia de até duas horas e meia de voo e sistema de reabastecimento em pleno ar, o caça atinge a velocidade Mach 2 (duas vezes a velocidade do som, ou 2.500 quilômetros por hora). Em velocidade máxima, o trajeto entre São Paulo e Boa Vista, em Roraima, é percorrido em cerca de 1 hora e 40 minutos. Em 24 de fevereiro, o caça foi empregado pela primeira vez em missão de Alerta de Defesa Aérea na Base Aérea de Anápolis, em Goiás.

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Notimp 05.04.2026 by Força Aérea Brasileira - Issuu