Notaer Setembro 2021

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www.fab.mil.br I Ano XLV I Nº 09 I Setembro, 2021

Exercício Conjunto treina militares para diversas missões (Págs 4 a 6) EEAR

EDUARDO GOMES

Passagem de Comando ocorre entre irmãos (Págs 8 e 9)

Aniversário do Patrono da Força Aérea Brasileira (Pág 12)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

DEDICAÇÃO À PÁTRIA No mês da Pátria, esta edição do Notaer rende suas homenagens ao Dia da Independência do Brasil, comemorado em 7 de setembro, e aproveita para celebrar o aniversário de um dos maiores patriotas que o País já teve: o Marechal do Ar Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB). Ainda sobre a dedicação ao País, destacamos a Passagem de Comando da Escola de Especialistas de Aeronáutica, que ocorreu, de forma inédita, de irmão para irmão, ambos ex-alunos da Escola. Nesta edição, também é possível saber do Exercício Conjunto Tápio da FAB, que, nos meses de agosto e setembro, reúne militares e

aeronaves da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira e da Força Aérea Americana. Em um cenário de simulação de guerra irregular, o adestramento aplica Ações de Força Aérea encontradas em missões de paz da ONU. Também no campo operacional, abordamos uma Demonstração Operacional realizada no Rio de Janeiro (RJ), que contou com lançamento de bombas empregadas pelas aeronaves A-29, F-5M e A-1M, além de rajadas de canhões de 30 milímetros das aeronaves A-1M. O mês de setembro também se destaca pelo Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado em 27 de setembro. A FAB realiza o chamado “Voo da

Vida”, com transporte de órgãos e tecidos. Somente no primeiro semestre, foram 144 missões e 689 horas voadas. Não podemos deixar de render nossas homenagens aos militares do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) que participaram dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, realizados em 2021. Apesar de todas as adversidades por conta da pandemia do novo Coronavírus, os atletas esforçaram-se e representaram o País em diversas modalidades. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Chefe do CECOMSAER

DUAS AERONAVES C-17 GLOBEMASTER DA U.S. AIR FORCE SÃO DESTAQUE NAS MÍDIAS SOCIAIS DA FAB O post com as imagens da aeronave C-17 Globemaster da Força Aérea Americana na Operação Tápio foi destaque nas mídias sociais da FAB. A publicação obteve mais de 600 comentários e aproximadamente 61 mil curtidas. A FAB divulga em suas Mídias Sociais os produtos elaborados pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e pelos elos do Sistema de Comunicação Social da Aeronáutica.

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Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Luis Felipe da Silveira e Eliseu Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador João Gustavo Lage Germano Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Igor Correa da Rocha Editores: Tenente Jornalista Letícia Faria (MTB 3327/SC) Tenente Relações Públicas Wanessa Liz (CONRERP 862) Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE Revisão Ortográfica e Gramatical: Sargento SST Rogerio Braga Bandeira

MÍDIAS SOCIAIS

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O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno.

Diagramação: Sargento SDE Pollyana Dias Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

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Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

PRONTOS PARA A BATALHA Treinamos para o bom combate. Treinamos para melhor Defender, Controlar e Integrar o País. Na busca de uma Força Aérea cada vez mais moderna, pujante e, acima de tudo, pronta para qualquer desafio, durante os meses de agosto e setembro realizamos mais uma edição do Exercício Conjunto Tápio, em Campo Grande (MS). Em um cenário de simulação de guerra irregular, militares e vetores da FAB são empregados em Ações de Força Aérea encontradas em missões de paz da ONU.

Desta forma, demonstramos nossa impetuosa capacidade operacional e, ainda, aprimoramos o conceito de interoperabilidade ao treinarmos ao lado de irmãos da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, além de militares da Força Aérea Americana (USAF). Se treinamos, podemos cumprir uma imensidão de missões em prol da Nação, incluindo aquelas que mudam o destino das pessoas. No mês em que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o Comando da Aeronáutica

reconhece o trabalho de todos os seus integrantes que atuam incansavelmente para salvar vidas. Somente em 2021, os Esquadrões da FAB já transportaram quase 200 órgãos para transplante. Acima de números, estão as centenas de novas vidas e novos sonhos que conseguimos transformar. Diante de tamanhos afazeres pelo Brasil, certamente o Patrono da Força Aérea Brasileira, Marechal do Ar Eduardo Gomes, estaria orgulhoso da Instituição que nos tornamos. Em setembro, exaltamos tudo que

esse notável e exímio militar representou e como, ainda hoje, inspira todos nós. Os feitos de ontem e de hoje são resultados do labor de homens e mulheres comprometidos com a constante evolução da FAB e com o progresso do Brasil. Sigamos treinando, exercitando, almejando sempre a potência operacional que a Força Aérea Brasileira precisa para atender às demandas do País. Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior Comandante da Aeronáutica


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OPERACIONAL

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

O Exercício Conjunto Tápio 2021 acontece entre os meses de agosto e setembro

EXERCÍCIO CONJUNTO TÁPIO MOBILIZA AERONAVES E MILITARES PARA TREINAMENTO DE GUERRA IRREGULAR TREINAMENTO EM CAMPO GRANDE (MS) REUNIU ESQUADRÕES DE DIVERSAS AVIAÇÕES E UNIDADES DE INFANTARIA PARA TREINAR AÇÕES DE FORÇA AÉREA EM CONFLITO Ten JOR Jonathan Jayme De um lado, uma milícia armada trava embates nos campos político, social, econômico e militar com um governo estabelecido, no intuito de tomar para si o controle do País. Do outro, uma campanha mi-

litar de forças amigas é acionada para o combate, contribuindo para a ordem e a paz, garantindo a soberania e a integridade territorial e promovendo ajuda humanitária. Esse é o contexto do cenário simulado de guerra irregular executado pela Força Aérea

Brasileira (FAB), na cidade de Campo Grande (MS), durante a segunda fase do Exercício Conjunto Tápio 2021, nos meses de agosto e setembro. Com mais de 900 militares envolvidos, 30 aeronaves e 16 esquadrões de diversas aviações e de Unidades de

Infantaria, as atividades treinaram Ações de Força Aérea a serem cumpridas em uma possível participação da FAB em missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). No contexto de interoperabilidade, o EXCON Tápio contou com a participação da Marinha


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Militares da FAB, de diversas aviações, integram o EXCON, que acontece em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (MS) a BACG é ideal para sediar o exercício, por tratar-se de uma unidade que oferece capacidades em missões de Busca e Salvamento, Defesa Aérea, Transporte, Operações Especiais, entre outras. “Nosso efetivo adquire experiência e aprimora a doutrina em todos os níveis, desde o planejamento até a execução tática”, completa.

FOTO: SD ANDERSON SOARES / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

do Brasil e do Exército Brasileiro, além de militares da Força Aérea Americana (USAF). O Diretor do EXCON Tápio e Comandante da Base Aérea de Campo Grande (BACG), Brigadeiro do Ar Clauco Fernando Vieira Rossetto, diz que a manutenção da qualificação e a capacitação operacional garantem que os militares estejam preparados para atuarem em missões reais em prol do Brasil. Segundo o Oficial-General,

FOTO: SD ANDERSON SOARES / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

EXERCICIO CONJUNTO TAPIO

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

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OPERAÇÕES ESPECIAIS Militares de Operações Especiais das Forças Armadas estão integrados na execução de diversas Ações de Força Aérea, como Guiamento Aéreo Avançado, Infiltração por meio de salto livre operacional, Exfiltração de ambiente hostil e Ação Direta. As missões envolvem componentes do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero) da Marinha do Brasil; do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro; e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) da FAB.

FOTO: SD ANDERSON SOARES / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

FOTO: FOTO:SGT SGTJOHNSON JOHNSONBARROS BARROS/ /AGÊNCIA AGÊNCIAFORÇA FORÇAAÉREA AÉREA

Tripulante do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), o Major Aviador Frederico de Brito Machado acredita que o EXCON Tápio é uma oportunidade para o aperfeiçoamento tático e técnico dos militares da FAB e demais Forças. “A missão de Busca e Salvamento em Combate é um exemplo disso. Esse tipo de resgate ocorre com a presença de inimigos, depende da integração e entrosamento de diferentes meios de Força Aérea”, opina. Um dos pilotos da aeronave A-29 Super Tucano, integrante do Esquadrão Flecha (3º/3º GAV), atuou em missões de Apoio Aéreo Aproximado e Controle Aéreo Avançado. O militar diz que poder participar do EXCON Tápio, em sua

quarta edição, foi fundamental para assegurar a capacitação e a manutenção operacional como piloto militar. “Poderemos, assim, conduzir melhor as missões de resgate em ambiente de combate, que são, inclusive, ações vislumbradas pela ONU”, acrescenta. A aeronave SC-105 Amazonas emprega esforço no lançamento de paraquedistas de Operações Especiais. Um dos pilotos desse vetor, o Tenente Aviador Wicky Martins Sermões, do Esquadrão Onça (1º/15º GAV), diz que a participação dos militares é importante para a preparação dos diversos elementos que compõem a tripulação: pilotos, loadmasters (mestres de cargas) e mecânicos. “Isso porque

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ESFORÇO MÁXIMO

FOTO: SD ANDERSON SOARES / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

EXERCICIO CONJUNTO TAPIO

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

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empregamos a aeronave no que seria o seu objeto fim, como por exemplo, no lançamento de militares

que farão a infiltração no terreno. Temos conseguido colocar em prática tudo o que treinamos”, destaca.


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OLIMPÍADAS

MILITARES AJUDAM BRASIL A BATER RECORDE DE MEDALHAS NOS JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO Ten JOR Marayane Ribeiro Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, que foram realizados em 2021 por causa da pandemia da COVID-19, terminaram no dia 8 de agosto com a marca de oito medalhas conquistadas por militares brasileiros. Com o apoio do Ministério da Defesa, por meio do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), o Time Brasil garantiu cerca de 40% das medalhas conquistadas: três de ouro, quatro de bronze e uma de prata. Apesar de não terem conseguido subir no pódio, os 23 atletas que representaram a Força Aérea Brasileira (FAB) honraram suas missões.

O Sargento Marcus Vinicius D'Almeida, que ficou em nono lugar no Tiro com Arco, afirmou que a pandemia mudou tudo. “O

meu Centro de Treinamento fechou, e não pude treinar; tive que buscar opções em casa, em lugares que não eram ideais para treino, mas, mesmo assim, a gente se virou”, disse, destacando que o apoio recebido pela FAB foi importante. “Um momento difícil no qual, talvez, um patrocinador poderia ter desistido. Esse programa [PAAR] é fundamental para o esporte brasileiro. Um dos melhores que existem”, destacou.

A Sargento Ana Sátila Vieira Vargas foi a primeira mulher brasileira a chegar a uma final na canoagem. Ela conquistou a décima posição na categoria canoa e a 13º na caiaque, e agradeceu à Força Aérea. “Ela [a FAB] me ajudou muito na parte esportiva também; todo o treinamento,

a disciplina, o conceito que é ensinado. Para mim é um orgulho grande representar a Força Aérea Brasileira, vestir a camisa e levar esse legado para fora do País”, assegurou.

Já o Sargento Caio Oliveira de Sena Bonfim, que alcançou o 13º lugar na Marcha Atlética, acredita que passar pelo processo, muitas vezes, já é a verdadeira conquista nesse tipo de competição. “Eu trabalhei muito, me dediquei muito, queria terminar essa prova, olhar pra trás e dizer: eu dei tudo. E foi o que aconteceu. Perdi peso, lutei, mas nem sempre é o suficiente”, disse, emocionado, o atleta, que vem superando obstáculos desde os três anos de idade, quando foi operado por causa de uma deforma-

ção nas pernas. Além de D’Almeida, Ana Sátila e Caio Bonfim, também representaram a FAB na competição os sargentos Geisa Rafaela Arcanjo e Darlan Romani (Arremesso de Peso); Fernanda Raquel Borges Martins (Lançamento de Disco); Luiz Henrique Cocuzzi e Priscilla Andréia Stevaux Carnaval (Ciclismo); Arthur Nabarrete Zanetti, Arthur Nory Oyakawa, Francisco Carlos Barreto Junior e Caio Campos Souza (Ginástica Artística); Viviane Eichelberger Jungblut, Aline da Silva Rodrigues, Gabriel dos Santos Silva e Pedro Henrique Silva Spajari (Natação); Vittória Lopes de Mello (Triatlo); Augusto Dutra da Silva de Oliveira (Salto com Vara); Jorge Henrique da Costa Vides, Tatiane Raquel da Silva e Derick de Souza Silva (Atletismo); Eliane Martins (Salto em Distância); e Laila Ferrer Domingos (Lançamento de Dardo). O Brasil conquistou 21 medalhas e obteve sua melhor marca na história dos Jogos Olímpicos.


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FOTO: SD CHARLEAUX / EEAR

ESPECIALISTA

COMANDO DA EEAR É TRANSMITIDO DE IRMÃO PARA IRMÃO ESSA É A PRIMEIRA VEZ QUE OCORRE NA INSTITUIÇÃO DE ENSINO UMA PASSAGEM DE COMANDO ENTRE IRMÃOS, SENDO AMBOS EX-ALUNOS DA ESCOLA Ten JOR Raquel Alves A década de 1980 deu início à trajetória militar dos irmãos Godoy Soares Mioni Rodrigues, oriundos da pequena cidade de Piquete, interior de São Paulo (SP). Os dois ingressaram na Escola de Especialista de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP) e se formaram Especialistas em Controle de Tráfego Aéreo. O Brigadeiro

Soares em 1986 e o Brigadeiro Mioni, em 1987. A Escola deixou saudades quando foram aprovados na Academia da Força Aérea Brasileira (AFA), em Pirassununga (SP), tornando-se Oficiais Aviadores. O tempo passou e seguiram seus caminhos pelas Organizações Militares da FAB pelo País. Este ano, a história profissional dos irmãos, que atualmente ocupam o posto de Briga-

deiro do Ar converge-se no mesmo local onde tudo começou. O Brigadeiro do Ar Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues passou o Comando da EEAR ao seu irmão, o Brigadeiro do Ar Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, no dia 05 de agosto. “Este é um momento ímpar que a FAB me proporcionou. Assumir o Comando de uma Escola já é algo muito

importante na carreira de um Oficial-General, ainda mais tendo sido a EEAR, local que deu início às nossas carreiras. Sinto-me honrado em ter recebido esse desafio de comandar o 'Berço dos Especialistas' do Brigadeiro Soares, meu irmão. Só tenho a agradecer e corresponder às expectativas e à confiança que foram depositadas em mim”, disse o Brigadeiro Mioni.


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FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

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FOTO: SD CHARLEAUX / EEAR

FOTO: SD CHARLEAUX / EEAR

Ao passar o comando para o irmão, o Brigadeiro Soares destacou o orgulho de entregar o cargo de Comandante da EEAR e enfatizou a missão que foi estar à frente da Escola. “Ser comandante deste Liceu de Cor Azul é sentir-se, de corpo e alma, cingido à singular missão de edificar pessoas, lapidá-las com disciplina, amor e coragem, o nosso trinômio inspirador, e, assim, contribuir, de maneira inequívoca, para o porvir desta Nação. Foi uma

Este é um momento ímpar que a FAB me proporcionou. Brigadeiro do Ar Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues

honra que nos foi concedida pela Força Aérea Brasileira ao permitir que pudéssemos protagonizar um evento ímpar e inédito: entregar, um ao outro, o cargo dessa Instituição que nos acolheu há 36 anos”, finalizou.


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FOTOS: 1º GDA / ESQUADRÃO JAGUAR

ESPECIALIZAÇÃO

FUTUROS PILOTOS DO F-39 GRIPEN RETORNAM AO BRASIL APÓS TREINAMENTO NA SUÉCIA

MILITARES DO 1º GDA – ESQUADRÃO JAGUAR OPERARAM A AERONAVE EM SUAS CAPACIDADES BÁSICAS E AVANÇADAS Ten JOR Letícia Faria Pilotos do F-39 Gripen, a mais atual e moderna aeronave de caça multiuso, que será incorporada à Força Aérea Brasileira (FAB), estiveram de janeiro a julho deste ano na Força Aérea Sueca, em Såtenäs, na Suécia, participando do curso para adaptação ao sistema. O treinamento possibilitou operar a aeronave Gripen C/D em suas capacidades básicas e

avançadas, bem como alguns dos seus diversos sistemas integrados. Participaram dessa etapa quatro pilotos do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar, sendo eles, os Majores Aviadores Bombonato, Galvão, Bastos e Moura. Além deles, o Major Aviador Fórneas, que coordena a implantação operacional da aero-

nave de combate da FAB, realizou sua readaptação ao Sistema Gripen nesse período. Desde que uma unidade da aeronave, ainda pertencente à Saab – empresa sueca com fábrica de aeroestruturas no Brasil e que atua no desenvolvimento de capacidade e geração de conhecimento para a manutenção do mais avançado multimissão do mundo –, chegou ao País, diversas ações têm sido realizadas, tanto técnicas quanto operacionais e estruturais, como as obras na Ala 2, em Anápolis (GO), onde ficarão as aeronaves. “O 1° GDA e os diversos setores da Ala 2 e da Base Aérea de Anápolis encontram-se dedicados à finalização das obras, bem como no hangar de manutenção. Os pilotos que realizaram o curso estão disseminando as práticas e os conhecimentos obtidos, de maneira que avanços organizacionais e operacionais

são observados”, comenta o Comandante do Esquadrão Jaguar, Tenente-Coronel Aviador Leandro Vinicius Coelho. O Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, comemora os avanços conquistados. “A Força Aérea Brasileira tem tido uma preparação intensa na eminência da chegada desse importante projeto, tanto na preparação da infraestrutura necessária quanto na capacitação de mantenedores e pilotos, tudo isso graças ao esforço de toda a FAB, especialmente do Comando de Preparo (COMPREP), do Comando-Geral de Apoio (COMGAP) e do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeroespacial (DCTA)”, finaliza o Oficial. Conforme o cronograma operacional de implantação do Gripen na FAB, a próxima etapa prevê a confecção de novos materiais doutrinários e o treinamento em simuladores de voo.


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FOTOS: SGT JOHNSON BARROS / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

OPERACIONAL

FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) REALIZA DEMONSTRAÇÃO OPERACIONAL

EVENTO REALIZADO NO RIO DE JANEIRO (RJ) CONTOU COM A PRESENÇA DO MINISTRO DA DEFESA, WALTER SOUZA BRAGA NETTO, E COMITIVA Ten JOR Flávia Rocha A Guarnição de Aeronáutica de Santa Cruz (GUARNAE-SC), no Rio de Janeiro (RJ), foi cenário de um encontro que uniu história e modelos de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). A Demonstração Operacional da FAB foi realizada em agosto e contou com a presença do Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, e comitiva, bem como do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, do Comandante de Preparo e de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Roberto de Almeida, e de Oficiais-Generais da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. Fizeram parte da programação um desfile aéreo das aeronaves KC-390, F-5M, A-1M e A-29, o lançamento de bombas e de rajadas de canhões e, ainda, uma exposição estática de Esquadrões da FAB no

lendário hangar que servia de abrigo ao Zeppelin, um marco para a aviação no Brasil. “Desde sua criação, em janeiro de 1941, a Força Aérea Brasileira honra o exemplo de seu patrono, o Marechal do Ar Eduardo Gomes, segue o destemor dos pilotos do ‘Senta a Púa!’ e o altruísmo dos ‘voos da vida’ no transporte de órgãos; enfim, um rico acervo de serviços prestados pelos integrantes da FAB ao País”, ressaltou o Ministro Braga Netto. Durante a cerimônia, o Comandante da Aeronáutica destacou o legado da Base Aérea de Santa Cruz para a Aviação de Combate da FAB. “Que possamos continuar colhendo os frutos dos exemplos deixados por nossos veteranos do 1º Grupo de Caça, expandindo ainda mais os valores de liberdade, democracia, profissionalismo e fé na missão, ao longo dos anos, em nosso querido Brasil”, pontuou o Tenente-Brigadeiro Baptista Junior. O Tenente-Brigadeiro Almeida reforçou que a De-

monstração Operacional em Santa Cruz foi importante para mostrar como a FAB está capacitada para garantir a soberania do espaço aéreo brasileiro. “É uma oportunidade em que nós colocamos as nossas aeronaves de caça em missões operacionais, fazendo lançamentos de armamentos e mostrando a prontidão dos nossos mecânicos, dos nossos especialistas de armamento e dos nossos pilotos, em missões que requeiram uma situação de conflito bélico”, explicou.

Demonstração Operacional A Demonstração Operacional (DEMOP) foi realizada pelo Comando de Preparo (COMPREP) e aconteceu o lançamento de bombas aéreas, empregadas pelas aeronaves A-29, F-5M e A-1M, além de rajadas de canhões de 30 milímetros feitas pelas aeronaves A-1M. Na DEMOP das aeronaves de caça da FAB, armadas com duas bombas de 230 kg, cada equipagem de combate executou um voo, nos respectivos alvos, localizados no estande tático.


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ANIVERSÁRIO

PATRONO DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA, OS 125 ANOS DO MARECHAL DO AR EDUARDO GOMES

Ten REP Wanessa Liz Eduardo Gomes nasceu em 20 de setembro de 1896, na cidade de Petrópolis (RJ). Foi aviador, militar e político brasileiro, além de Ministro da Aeronáutica nos governos de Café Filho, Carlos Luz e Castelo Branco. É o Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB). Em 1916, ainda com 19 anos, ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), tendo se formado dois anos depois como

Aspirante a Oficial do Exército na Arma de Artilharia. Desde essa época, já buscava envolvimento com a Aviação. A primeira turma de observadores aéreos do Exército Brasileiro (EB) formou-se em 1921 e teve como observador “01” o Tenente de Artilharia Eduardo Gomes, que mais tarde foi incorporado à Força Aérea Brasileira. Ao longo dos anos, a experiência dos observadores aéreos do Exército evoluiu, mas foi com o surgimento da Segunda Guerra Mundial e

com a criação da FAB, que ocorreu o mais importante capítulo dessa especialidade militar que tanto auxiliou no combate ao inimigo, garantindo a segurança dos aliados e a vitória. Em 1931, ocorreu a concretização do sonho de um grupo de pilotos liderado pelo Major Eduardo Gomes. Os Tenentes Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, da Aviação Militar, decolam do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ), para uma viagem histórica. A bordo de um avião Curtiss Fledgling, de matrícula K-263, levaram a primeira mala postal do Correio Aéreo Militar (CAM), mais tarde denominado Correio Aéreo Nacional (CAN), ferramenta de integração importante até os dias de hoje. Honrarias e Homenagens O Marechal do Ar Eduardo Gomes morreu em 13 de junho de 1981. Seu trabalho pioneiro como impulsionador do CAN

foi reconhecido nacionalmente a 12 de dezembro de 1972, quando foi proclamado Patrono do Correio Aéreo Nacional pelo Congresso Nacional. Em 1984, recebeu o título de Patrono da Força Aérea Brasileira. A cidade do Rio de Janeiro o homenageou dando o nome oficial de Parque Brigadeiro Eduardo Gomes ao aterro do Parque do Flamengo, já que este fica em frente ao Edifício Seabra, onde morou. Em Brasília (DF), o 11º Grupo de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro tem a denominação histórica Grupo Brigadeiro Eduardo Gomes em homenagem ao Patrono da Força Aérea Brasileira. A condecoração "Medalha Eduardo Gomes Aplicação e Estudo" foi destinada a incentivar a aplicação nos estudos e na instrução, premiar e dar relevo ao mérito intelectual de Oficiais e Praças do Ministério da Aeronáutica que venham a distinguir-se nas atividades escolares.


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FOTO: SGT JOHNSON BARROS / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

TRANSPORTE DE ÓRGÃOS

FAB JÁ TRANSPORTOU QUASE 200 ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTE EM 2021 DIA NACIONAL DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS É CELEBRADO EM 27 DE SETEMBRO

Ten JOR Cristiane dos Santos Dizer “sim” após a perda de um ente querido pode ser doloroso, mas também pode ser uma oportunidade para conduzir vida e esperança a pessoas que precisam de um transplante. A campanha Setembro Verde tem o intuito de sensibilizar a sociedade para a doação de órgãos e tecidos. Quando a família opta por fazer esta concessão, o desafio torna-se uma corrida contra o tempo e a Força Aérea Brasileira (FAB) tem exercido papel fundamental, contribuindo com o transporte de órgãos em suas aeronaves. A FAB mantém permanentemente disponível uma aeronave para este deslocamento, conforme define o Decreto nº 9175, de 18 de

outubro de 2017. Em muitos casos, a utilização de aeronaves da Força Aérea é fundamental para que o processo de transplante seja realizado. Existem tripulações de sobreaviso em tempo integral em todo País. TOTEQ A logística de uma missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ) é complexa. Cabe ao Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), Organização Militar da FAB no Rio de Janeiro (RJ), coordenar a distribuição, por meio de transporte aéreo, dos órgãos para transplante no Brasil. Para isso, o CGNA conta com duas posições da Central Nacional de Transplantes (CNT) em seu Salão Operacional, com quem

administra a logística de distribuição. O CGNA funciona ininterruptamente na gestão do fluxo aéreo no Brasil, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias do ano. A primeira opção analisada é o aproveitamento de voos da aviação comercial. Quando o trecho não é atendido por linha aérea, a solicitação é feita ao Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) para viabilização de uma aeronave militar. É o COMAE que avalia qual Esquadrão deve ser acionado. Até o dia 31 de agosto, a FAB realizou 149 missões e transportou 198 órgãos, sendo 101 fígados, 43 corações, 35 rins, dez pulmões, três tecidos ósseos, três baços e dois pâncreas. O esforço aéreo até este período foi de 750 horas voadas. O Esquadrão Guará (6º ETA),

situado em Brasília (DF), acumula 80 missões. Dotado de três tipos diferentes de aeronaves operacionais - dentre elas um jato -, atualmente é o que mais realiza esse tipo de missões no Brasil pela FAB. “Fico honrado em conduzir um dos vetores da FAB que leva esperança para os brasileiros mais necessitados,” disse um dos pilotos do Esquadrão, Capitão Aviador Leandro Janducci Carrera. Dia Nacional da Doação de Órgãos O Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, visa conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com familiares e amigos sobre o assunto.


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COLUNAS

MEDIDAS DE SEGURANÇA NO PROCESSO DE SELEÇÃO PARA FUNÇÕES SENSÍVEIS O processo de seleção de militares para o exercício de funções que tratem de informação classificada ou sob restrição de acesso deve ser criteriosamente avaliado. Todo esse cuidado tem por objetivo a identificação de possíveis vulnerabilidades dos recursos humanos que possam vir a comprometer aqueles conhecimentos e informações que se desejam proteger. O primeiro passo é realizar o credenciamento daq ueles milit ares q ue irão trabalhar com informação classificada ou

sob restrição de acesso. O credenciamento consiste em um processo no qual é fornecido ao militar um certificado que o habilita para tratar informação classificada. Esse certificado chama-se Credencial de Segurança e, no âmbito do Comando da Aeronáutica (COMAER), é concedido pelo CIAER. É importante destacar que o credenciamento é obrigatório para o tratamento de informação classificada; entretanto, outras medidas de segurança podem ser adotadas no processo de seleção. Medidas adicionais de

segurança devem ser encorajadas e incentivadas em todos os processos. Como exemplo, sugere-se como medida adicional de segurança no processo de seleção de pessoal a análise de perfil. O comprometimento de uma informação na área de pessoal pode ocorrer basicamente de duas formas: através da coerção e pelo voluntariado. A coerção ocorre quando o sujeito é obrigado a colaborar diante de ameaças físicas ou psicológicas; já no voluntariado, o sujeito colabora por espontânea vontade diante de outras

motivações. As principais são dinheiro, egocentrismo e posição ideológica. Realizar uma análise criteriosa de perfil minimiza as suscetibilidades às motivações mencionadas anteriormente. Por fim, o emprego de medidas de segurança no processo de seleção de pessoal para o exercício de função sensível é importante para mitigar os riscos a que estão sujeitos os recursos humanos do COMAER.

Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER)

NOVOS PROTOCOLOS DE INVESTIGAÇÃO DE OCORRÊNCIAS AERONÁUTICAS MILITARES Para adequar os protocolos de investigação à recente reestruturação da Força Aérea Brasileira e modernizar os processos conduzidos pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram implementadas novas regras que orientam as investigações de ocorrências aeronáuticas militares. A Norma de Sistema do Comando da Aero-

náutica 3-6 (NSCA 3-6) foi atualizada e reforça ainda mais a presença do CENIPA junto à FAB, garantindo a transferência da expertise adquirida na investigação de ocorrências na aviação civil aos Elos responsáveis por conduzir investigações no âmbito da FAB. A maior aproximação com a Força Aérea reduzirá o tempo na conclusão das investigações das

ocorrências com aeronaves militares e proporcionará uma maior troca de conhecimento especializado e atualizado do efetivo do CENIPA com os Elos Militares do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), facilitando o acesso a novos equipamentos e tecnologias existentes nesse Centro em prol das atividades de prevenção e investi-

gação do Comando da Aeronáutica (COMAER). Em consonância com os objetivos do Programa de Fomento à Segurança de Voo na FAB para o ano de 2021, o CENIPA realizará o 2° Congresso de Segurança de Voo da Força Aérea Brasileira nos dias 14 e 15 de setembro de 2021. Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA)


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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS MARECHAL do Ar EDUARDO GOMES nasceu em setembro de 1896 e, morreu em junho de 1981. Seu trabalho PIONEIRO como IMPULSIONADOR do CAN foi reconhecido nacionalmente a 12 de dezembro de 1972, quando foi proclamado Patrono do Correio Aéreo Nacional pelo Congresso Nacional. Em 1984, recebeu o título de “PATRONO da Força Aérea Brasileira”. Fonte: Agência Força Aérea

Resposta do Caça Palavras da Edição de Agosto de 2021