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ORGULHO NAS ALTURAS No mês da Independência, veja os bastidores das apresentações da Esquadrilha da Fumaça ( Págs. 8 e 9)

ESPAÇO

CHALLENGE COINS

Diretora do Escritório da ONU para Assuntos do Espaço Exterior conhece estruturas da FAB (Pág. 5)

Saiba mais sobre as tradicionais moedas militares comemorativas (Pág. 10)


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CARTA AO LEITOR

Orgulho no passado, presente e futuro matérias especiais dos patrimônios tombados sob a tutela da nossa instituição. Este NOTAER ainda aborda a curiosa tradição das Challenge Coins, as já tradicionais moedas das organizações militares pelo mundo afora, e traz detalhes desses objetos que hoje já fazem parte da rotina de muitas unidades da FAB. Apresentamos também mais esclarecimentos sobre as possibilidades de progressão na carreira e, com isso, buscamos contribuir para que o efetivo valorize seu papel, e entenda mais sobre sua jornada e suas possibilidades de evolução durante o tempo de serviço na caserna. E, tratando-se de futuro, é com muito orgulho que apresentamos nossos esforços

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

O Dia da Independência é o momento em que revisitamos os valores que marcam não só o compromisso, mas também o amor e a dedicação dos militares à nação. Por isso, para valorizar ainda mais este momento, a capa da edição deste mês traz em destaque as cores do Pavilhão Nacional. E para entender como a FAB participa das comemorações desta data tão importante para o país, apresentamos um pouco dos bastidores dos desfiles aéreos, sobretudo com a presença da Esquadrilha da Fumaça. Sem jamais nos descuidarmos da nossa história, celebramos o 122º aniversário de nascimento do Patrono da FAB, Marechal do Ar Eduardo Gomes, e seguimos com as

Expediente

na área espacial, a qual certamente trará resultados em diversos campos em benefício da sociedade brasileira. Sociedade essa que usufrui, muitas vezes sem saber, de inúmeros serviços da Força Aérea Brasileira dentro dos 22 milhões de km² da Dimensão 22, que, aliás, passou a estampar nossas aeronaves, corroborando a importância e a abrangência desse conceito da nossa área

de atuação. Que as informações abordadas nestas páginas tragam ainda mais orgulho a todos que fazem da Força Aérea uma instituição verdadeiramente dedicada ao Brasil e ao povo brasileiro. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

O j o r n a l N O TA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Paulo César Andari. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente Coronel Aviador Bruno Pedra. Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno (MTB 0005913/PE) e Tenente Jornalista Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP). Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Diagramação e Arte: Tenente Chaves, Suboficial Ramos e Sargento Polyana.

ESPAÇO DO LEITOR

Capa: Arte SDPP.

“Parabenizo o esforço que a FAB vem realizando para economizar recursos, mas sem perder a qualidade com o investimento do ensino a distância. A capacitação é fundamental e, com o suporte necessário, podemos adquirir mais inovações em prol do nosso efetivo.” 3S BET Adriano Duarte Mendes (ILA)

“A edição do NOTAER do mês de agosto de 2018 veiculou uma matéria de extrema importância em relação à avaliação de graduados. É indispensável a conscientização que deve ser dada ao processo, já que este serve para subsidiar, além das promoções, escolhas relevantes para a carreira dos avaliados, devendo ser encarado da maneira mais séria e comprometida possível.” 10 Ten QOAP SJU Tatiana Paula Cruz de Siqueira (CPO)

Tiragem: 18.000 exemplares. Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar - CEP: 70045-900 Brasília/DF

“A edição do NOTAER de agosto está fantástica! Muito legal o “vida de praça”, certamente incentivará a leitura entre os soldados. Sem contar a matéria sobre a postagem de acidentes nas redes sociais, tomara que desestimule os vazamentos inconsequentes de acidentes da FAB e estimule o respeito às vítimas e seus familiares. Gostei muito da matéria do Brigadeiro Codinhoto também. Mostrar nossos heróis e suas histórias de vida é muito importante, pois estimula os jovens.” Brigadeiro R1 Antonio Pereira da Silva Filho Este espaço é para você, Leitor! Envie seus comentários e sugestões para notaer@fab.mil.br

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora


PALAVRAS DO COMANDANTE

Brava gente brasileira! O Dia da Independência do Brasil é o momento em que o amor à pátria deve estar ainda mais presente no imaginário do nosso povo. É quando nós, militares, externamos o patriotismo que impulsiona nossas carreiras, demonstrando o orgulho de servirmos ao país. Buscamos, de fato, demonstrar a honra que sentimos pela responsabilidade de velar diariamente pela soberania nacional. Neste mês de setembro, reforço o papel histórico do Patrono da Força Aérea Brasileira, Marechal do Ar Eduardo Gomes. Na década de 1930, Eduardo Gomes foi um dos precursores do Correio Aéreo Militar, embrião do famoso Correio Aéreo Nacional, uma importante ferramenta de integração do país ainda hoje. Anos depois, acompanhou a criação de bases aéreas no Norte e no Nordeste, áreas estratégicas de apoio à aviação durante a Segunda Guerra Mundial. Foi ainda candidato a presidente da República em 1945 e 1950. Na FAB, ocupou por duas vezes o cargo de Ministro da Aeronáutica. A sua trajetória de vida foi intensa e repleta de conquistas: definitivamente, escreveu seu

nome na história. E pensando em independência e legado é que o Brasil intensifica seus esforços para o futuro. Em agosto, o país recebeu a importante visita da Diretora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (na sigla em inglês, UNOOSA), Sra. Simonetta Di Pippo. Esse foi um passo importante no sentido de alavancar parcerias internacionais e desenvolver os nossos já consagrados trunfos na área espacial – o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). E todo esse empenho traz benefícios aos brasileiros, como a própria Diretora do UNOOSA defende: “Gastar dinheiro com o espaço é justamente para resolver problemas da Terra”. Que neste mês de setembro as ações da Força Aérea Brasileira na terra, nos céus e no espaço continuem sendo referência e inspiração para civis e militares da nossa nação soberana. Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

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REESTRUTURAÇÃO

Centralizar para obter mais eficiência

FOTO: SGT LUCAS FLÔR AMARAL / CAE

Centro de Aquisições Específicas (CAE) uniu três outros grupamentos logísticos

Ten JOR Gabriélli Dala Vechia Sgt BET Clara Avelino

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

O Centro de Aquisições Específicas (CAE), unidade da FAB criada pelo processo de Reestruturação, entrou em sua terceira e última fase de implantação. Com a desativação do Grupamento de Apoio

às Unidades do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (GAPCEA), as aquisições na área de controle do espaço aéreo passam à responsabilidade do CAE, assim como o efetivo e a infraestrutura. Conforme previsto no cronograma de planejamento, a mudança física do agora ex-

Unidade, localizada no Rio de Janeiro (RJ), foi ativada no início de 2018

tinto GAPCEA para o CAE, que fica na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), aconteceu no fim de agosto. Subordinado à Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), o CAE foi criado no início 2018 e tem contribuído para a concentração de processos, permitindo a ampliação da capacidade administrativa das organizações da FAB e a celeridade na conclusão de processos licitatórios. Segundo explica o Presidente do Comitê de Implantação do CAE, Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento, a nova unidade está em processo de implantação desde janeiro e já incorporou as atividades do Grupamento de Apoio da Saúde (GAPS) e do Grupamento de Apoio Logístico

(GAL). O objetivo da nova unidade será o desenvolvimento de um padrão único de aquisições em quatro áreas: logística, saúde, abastecimento e controle do espaço aéreo, congregando a expertise já existente na Força. O Brigadeiro Luiz Ricardo afirma que o desafio é colocar um padrão único nas aquisições, com base nas leis nacionais, dando mais eficiência no trato da gestão pública, imprimindo maior

transparência e agregando novos procedimentos. “Com a incorporação do GAPCEA, o CAE está consolidado, exatamente de acordo com o que foi previsto no planejamento, e pronto para que seja oficializado por meio de decreto presidencial”, disse. Alguns avanços já foram obtidos desde o início da implantação do CAE, tanto em celeridade como em melhorias processuais e redução de custos. Para a aquisição de combustível automotivo, por exemplo, houve uma redução de mais de R$ 1,2 milhão no valor anual em comparação ao modelo anterior. Para as Organizações de Saúde apoiadas, a implementação de ferramentas do Sistema Integrado de Logística de Material e Serviços (SILOMS) e a disponibilização de informações na página do CAE diminuíram significativamente os prazos para a emissão de empenhos, liquidação e pagamento de despesas. Ainda na área de saúde, foi disponibilizado um Calendário de Aquisições Recorrentes nacional, o que trouxe uma redução significativa de recursos, padronizou materiais e possibilitou intercâmbio entre as unidades.

CAE em números: R$ 645.321.668,95 empenhados 28.170 requisições geradas 3.687 notas de empenho 328 contratos em vigor 131 licitações publicadas *Dados atualizados até julho deste ano


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FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

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ESPAÇO

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Representante da ONU destaca potencial do Brasil na área espacial Diretora do Escritório da ONU para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA) conheceu os principais projetos e estruturas do país no setor Ten JOR Gabrielli Dala Vechia Simonetta Di Pippo, Diretora do United Nations Office for Outer Space Affairs (UNOOSA), cumpriu uma agenda de visitas e eventos no Brasil entre o fim de julho e início de agosto, a convite da Força Aérea. Com o intuito de conhecer os pontos fortes do Brasil na área espacial, em termos de projetos, estruturas e planos para o futuro, ela visitou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroes-

pacial (DCTA), além da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Com essa aproximação, a ideia é que o UNOOSA ajude a fomentar parcerias internacionais que facilitem o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Para isso, está em tratativas finais a abertura de uma representação brasileira permanente junto ao órgão, que fica sediado em Viena, na Áustria. “O UNOOSA é uma importante instituição para facilitar a cooperação internacional. Para estabelecermos

parcerias, que deixam nosso programa espacial mais forte, precisamos divulgar como podemos colaborar e quais são as nossas estruturas”, avaliou o Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Brigadeiro do Ar José Vagner Vital. Di Pippo destacou o CLA - pela sua localização privilegiada, a apenas 2,3 graus abaixo da linha do Equador (aproximadamente 250 km de distância) - e o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) como as maiores capacidades do país. “Há muitas facilidades e planos

para o futuro. Com certeza, há aspectos em que poderemos cooperar e já estamos discutindo possibilidades concretas para que essa colaboração aconteça”, disse ela. A representante da ONU defende que o uso do espaço deve acontecer em consonância com outras temáticas de interesse humano e social e que seus benefícios precisam ser distribuídos de forma equitativa, até mesmo entre aquelas nações que não têm nenhum satélite em órbita.

Para ela, a questão espacial é um investimento, não um desperdício, e serve para resolver problemas da Terra. O Brasil, que possui território de mais de 8 milhões de quilômetros quadrados e faz fronteira com dez países, depende das aplicações espaciais para o controle do tráfico nas fronteiras, inclusão digital por meio de acesso à internet em áreas remotas, monitoramento de florestas e fiscalização do desmatamento, dentre diversas outras aplicações.


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HISTÓRIA

Ten JOR João Elias

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Dois hangares localizados no Rio de Janeiro (RJ) estão entre os bens tombados sob tutela da Força Aérea Brasileira. Um é o Hangar de Zeppelins, localizado na Ala 12, no bairro de Santa Cruz, e o outro é o Hangar Tenente Lucena, localizado no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos (PAMA-AF), no Campo dos Afonsos. O Hangar de Zeppelins é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e também pelo município do Rio de Janeiro. Ele foi construído em 1936, pela companhia alemã Luftschiffbau Zeppelin, para atender às necessidades dos dirigíveis alemães no Brasil, sendo o único de seu tamanho ainda existente no mundo. “Esse monumento é um marco para a historia da aviação mundial. Partindo dos dirigíveis que ele abrigava, iniciamos a primeira rota intercontinental para transporte de passageiros no Brasil. Atualmente, emoldura as atividades operacionais desempenhadas pela Ala 12, ajudando a projetar os modernos vetores que operam em nossa organização”, destacou o Comandante da Ala 12, Coronel Aviador Alessandro Cramer. Já o Hangar Tenente Lucena tem o tombamento provisório emitido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, como obra de arte da engenharia, por meio do Decreto n° 18.995, de 5 de outubro de 2000.

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Dois hangares sob tutela da FAB são patrimônios tombados

Hangar de Zeppelins Assentado sobre 560 estacas de sustentação, o Hangar tem 274m de comprimento, 58m de altura e 58m de largura. São quatro plataformas rolantes sob o teto, que facilitavam a manutenção dos zeppelins, além de três vigas especiais, caso fosse

necessário erguer o dirigível. No interior, há duas escadas com patamares, uma de cada lado, e um elevador elétrico. No topo, a 61 metros, fica a torre de comando. Dois zeppelins faziam a linha para a América do Sul: o Graff Zeppelin e o Hinden-

burg. Partiam de Frankfurt, na Alemanha, e atracavam no Recife (PE) para, posteriormente, aterrissarem no Rio de Janeiro (RJ), onde eram recolhidos dentro do Hangar para manutenção, reabastecimento e embarque de passageiros.

Hangar Tenente Lucena Para que esse projeto virasse realidade, foram utilizadas estruturas metálicas e em concreto armado, uma técnica moderna à época da construção, que serviu para dar forma ao novo hangar. As estruturas, naquele momento, representavam a expansão da aviação brasileira e da engenharia, que com formatos e técnicas inovadoras permitiram construções

a frente do seu tempo. O seu tombamento inclui, ainda, todos os elementos originais exteriores e interiores. Quaisquer obras e intervenções a serem efetuadas deverão ser previamente aprovadas pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, na categoria de obras de engenharia.


Fonte: DRUMOND, Cosme Degenar. O Brigadeiro. Eduardo Gomes, trajetรณria de um herรณi. Sรฃo Paulo: Editora de Cultura. 2012.


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FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

DIA DA INDEPENDÊNCIA

ORGULHO NAS ALTURAS! Conheça os bastidores para a realização de demonstrações aéreas da Esquadrilha da Fumaça Ten JOR Raquel Alves As comemorações do Dia da Independência do Brasil se espalham por todo o país no tradicional sete de setembro. É neste dia que celebramos a emancipação política do nosso país, com patriotismo e orgulho de ser brasileiro. A Força Aérea abrilhanta esta significativa data encantando quem assiste ao desfile cívico-militar, não só com o garbo da tropa, mas também, em algumas cidades, com as

aeronaves de caça, patrulha, reconhecimento, asas rotativas e transporte. Em Brasília (DF), o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), conhecido como Esquadrilha da Fumaça, também participa com suas sete aeronaves colorindo o céu da Capital Federal e apresenta, em aproximadamente 35 minutos, um total de 50 manobras e acrobacias. A intensidade das evoluções acrobáticas transformam o céu em uma tela de arte. Os aviões rabiscam o

céu, decorando-o com as cores da nossa bandeira ao som dos motores dos A-29 Super Tucano. Para que a apresentação saia impecável, existe uma equipe de coordenação que trabalha incansavelmente na busca pela perfeição. São vários militares de especialidades diferentes envolvidos na preparação das apresentações. Os pedidos de demonstrações são enviados ao Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER). A partir da apro-

vação, começa o processo de coordenação e logística: o EDA envia um piloto à cidade solicitante para fazer a chamada “missão precursora” onde são discutidas com os organizadores as necessidades durante a apresentação, como por exemplo o uso de ambulâncias, presença do corpo de bombeiros, verificação do local para que o tráfego aéreo não seja prejudicado, entre outras. Feitos todos os acertos, é hora do trabalho da seção de material da Fumaça, que faz a relação dos

equipamentos destinados ao evento. Outra seção envolvida é a de operações, que irá gerenciar os militares e as aeronaves envolvidas na apresentação. A demonstração padrão conta com sete pilotos e aeronaves. Cada posição de voo tem uma função específica, e as manobras são realizadas com sete, quatro, três ou apenas um avião, este chamado de “isolado”, posição ocupada pela aeronave de número sete. Os pilotos também se pre-


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FOTO: TEN MARCUS LEMOS / EDA

param para a rotina de apresentações. São treinamentos e cuidados com a saúde física e mental. “A nossa rotina entre uma demonstração e outra é composta por treinamentos em sede que ocorrem isoladamente e também com o grupo de sete aeronaves, simulando uma demonstração real. A manutenção de uma boa saúde física e mental, além de um período de descanso,

é de extrema importância para a equipe. A atitude de cada piloto em manifestar qualquer desconforto para a realização do voo torna-se um fator primordial, ao passo que o aspecto mais importante de todos em uma demonstração aérea é a segurança”, explica o Comandante do EDA, Tenente-Coronel Aviador Marcelo Oliveira da Silva. Durante o voo, o foco é

total. A atenção dos pilotos fica completamente voltada à realização da demonstração. Todas as ações treinadas são repetidas, e a apresentação é coordenada e ajustada por uma comunicação via rádio entre os pilotos e a equipe de solo, bem como com o órgão de controle do tráfego aéreo responsável pela localidade, sempre visando à total segurança. “É

importante destacar que nada na demonstração é improvisado. Aproximadamente uma hora antes dos voos, os pilotos se reúnem para o briefing, momento em que todos os procedimentos são repassados, além de relembradas ações de contingência em situações anormais” destaca o Comandante da Esquadrilha da Fumaça, Tenente-Coronel Aviador Marcelo. As apresentações com o A-29 possuem quase a mesma sequência de manobras que eram realizadas com o modelo anterior, o T-27 Tucano, e foram retomadas duas delas: Lancevaque e Chumboide, que consistem em uma combinação de comandos aplicados pelo piloto que provoca uma reação da aeronave que se assemelha a “cambalhotas no ar”. No caso do Lancevaque, os giros são mais verticalizados. Enquanto o Chumboide tem o perfil mais horizontal. Para o público, a impressão é de que o avião está fora de controle, mas o piloto tem total consciência sobre a acrobacia.

velocidade constante, a fumaça entrecortada do avião forma as letras, que podem ser vistas por espectadores a uma distância de até três

mil metros. Outra novidade é a adoção de óleo ecologicamente correto, baseada no conceito sustentável de não agredir o meio ambiente.

O sistema de escrita com fumaça foi um projeto criado por técnicos da própria Esquadrilha para ser utilizado, inicialmente, na aeronave T-27 Tucano. Com base nessa ideia, a EMBRAER produziu, com a equipe de manutenção do EDA, um novo sistema de programação de escrita especialmente para o A-29 Super Tucano, utilizando a tecnologia padrão embarcada da própria aeronave. Para isso, houve a instalação de um software no sistema – conhecido por “PROESA”, que significa “Pro-

gramador de Escrita Aérea”. A frase é produzida coordenadamente pelo software e fica visível no céu para o público. Para formar as letras, cada mecânico insere um cartão de memória na aeronave com os dados de escrita, assim as informações são transferidas para o sistema. Se o piloto voar na posição de número 4, por exemplo, ele deve digitar no sistema do avião tal posição para que a fumaça seja correspondente. Na sequência, o comando de acionamento gerencia o mecanismo nos momentos

FOTO: REPRODUÇÃO / INTERNET

Você sabe como funciona o sistema de escrita com fumaça?

previstos, fornecendo o óleo para os bicos pulverizadores. Quando as sete aeronaves voam em formatura, ou seja, lado a lado, com


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FOTO: SD WILHAN CAMPOS / CECOMSAER

CURIOSIDADES

Conheça as tradicionais moedas que representam datas e organizações militares A “moeda desafio” é concedida a militares e autoridades em forma de reconhecimento, lembrança ou em comemorações especiais Ten JOR Carlos Balbino

FOTO: SD WILHAN CAMPOS / CECOMSAER

Cada moeda tem uma história, representa um momento, carrega uma simbologia. De diferentes tamanhos, formatos e acabamentos, o valor está na riqueza de detalhes e em seu significado. Enraizada na cultura militar, a prática da troca das chamadas “challenge coins” (em português, moeda desafio) é uma tradição que se mantém viva e que atrai cada vez mais colecionadores.

Moedas das Forças Aéreas de outros países como Estados Unidos, México, Guatemala, Uruguai, Coreia, Afeganistão e Israel são algumas das 150 unidades que estão expostas no Gabinete do Comandante da Aeronáutica. Dentre elas, dezenas de modelos apresentam símbolos representativos de unidades e esquadrões aéreos, de datas marcantes e de eventos comemorativos, além do exemplar que traduz a missão-síntese da FAB, a Dimensão 22.

Coronel Márcio Pontes, do COMAE, tem a moeda 01 dos “linces”

Algumas, com edição limitada, podem ser encontradas também na coleção do Chefe da Divisão de Operações Correntes (DIVOC) do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Coronel Márcio Pontes, que começou a colecioná-las em 2015. A primeira moeda que ele recebeu foi a da aviação de caça. “É impressionante porque não adianta você correr atrás querendo ter 200 moedas. Você pode até comprar, mas o que é mais interessante na coleção de ‘challenge coins’ é que para ter o valor que elas têm você precisa receber as moedas ou, mais do que isso, você precisa merecer receber as moedas”, contou. No acervo dele, uma moeda específica se destaca por ser considerada uma raridade. A relíquia herdada da família do Major-Brigadeiro Sérgio Candiota da Silva chegou até às mãos do

oficial-superior após a morte do oficial-general, que foi controlador de defesa aérea. “Essa moeda pertenceu ao pioneiro do sistema de defesa aéreo brasileiro e representa todos os “linces” da Força Aérea. Hoje, existem mais de 800 personalizadas. E essa aqui foi a primeira. Não me sinto dono dela. Por isso, ficarei com ela até ir para a reserva. Vou entregá-la para o próximo que assumir o meu lugar para que permaneça na história da DIVOC pra sempre”, disse o oficial. Na FAB, o ritual de entrega e de recebimento das moedas ocorre, geralmente, durante visitas oficiais de autoridades às Organizações Militares. Além do uso tradicional, hoje, elas também são utilizadas

como uma forma de identificar que o militar pertence a determinada unidade e, ainda, em cerimônias e homenagens em reconhecimento à dedicação e ao desempenho do efetivo no serviço. Durante as solenidades, a moeda é entregue por meio de um aperto de mão. No cumprimento, a moeda passa da palma de quem a entrega para a do agraciado. “A tradição faz aqueles que recebem uma moeda sentirem orgulho de possuí-las. Ter a moeda de uma unidade sempre vai remeter ao sentimento de ter feito parte da história, de um momento. Isso as pessoas vão levar para o resto da vida”, disse o Coronel Pontes.

História Não há um registro oficial de quando as moedas surgiram. Entre os relatos, há o de que teria sido na Roma Antiga, quando soldados as recebiam como recompensa e as guardavam como lembrança. Outra hipótese seria na Primeira Guerra Mundial, quando o retorno dos primeiros voos era incerto: quem ficava em solo entregava a moeda ao piloto, pedindo que a devolvesse após a missão. Outra versão vem da Alemanha, depois da Segunda Guerra, onde elas seriam um desafio entre militares: em mesas de bares, quem não mostrasse suas “challenge coins” pagaria a bebida dos demais.


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ENSINO

Ten JOR Jonathan Jayme

FOTO: SEREP-BR

Há pouco mais de um ano, a FAB ativava o Serviço de Recrutamento e Preparo de Pessoal da Aeronáutica (SEREP) em sete regiões do Brasil. Nesse período, mais de 2,8 mil novos militares, entre oficiais, graduados e praças, foram formados pelas unidades, em cumprimento a uma de suas principais missões. São novos integrantes preparados por Estágios de Adaptação para atender demandas das mais diversas Organizações Militares (OM) vinculadas à Força. O SEREP, subordinado à Diretoria de Administração do Pessoal (DIRAP), é responsável por planejar, gerenciar, controlar e executar as atividades relacionadas com a gestão do pessoal e do serviço militar. A formação dos novos militares está em consonân-

cia com a Reestruturação da FAB, abarcando mudanças nos processos e atividades de adaptação ao serviço ativo. No SEREP-RJ, localizado no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, as rotinas de cursos e estágios foram ampliadas, com o aumento da carga horária em atividades psicomotoras, como ordem unida; o incremento nas atividades do campo afetivo, como Doutrina Militar e Programa de Formação e Fortalecimento de Valores; e ainda a intensificação das visitas de alunos às organizações que irão receber esses militares. A unidade fluminense foi a que mais formou militares desde a implantação do Serviço em 2017. São novos 1.606 soldados, cabos, sargentos e oficiais incorporados à Força Aérea. Foram

cursos formulados para superar a adaptação de estruturas na nova sede e a necessidade de padronização de uma equipe de instrutores composta por profissionais de diferentes OM. No entanto, na avaliação do Chefe do SEREP-RJ, Coronel Alexandre Ricardo do Carmo, a unidade conta hoje com um coeso corpo de instrução multidisciplinar. “São todos vibrantes e comprometidos com a missão. Aqueles que recebem os recursos humanos selecionados por nossas comissões e formados por nossas equipes podem atestar a qualidade dos mesmos”, pontua. Resultados - Os efeitos da atuação do SEREP, segundo o Coronel, podem ser percebidos a partir dos perfis dos militares que passaram por tais cursos. De acordo

FOTO: SEREP-RJ

SEREP forma militares temporários da FAB em todo Brasil

SEREP prepara praças, graduados e oficiais temporários que permanecem na FAB por até oito anos

com o oficial, houve evolução no comprometimento e postura militar dentro das seções. “Tivemos também um feedback positivo, entre soldados e cabos, no que tange à dinâmica de exercício da hierarquia entre os militares”, complementa. Recém-formada pelo SEREP-BR, em Brasília (DF), a Sargento Juliani Mara de Castro Souza Marcelino de Oliveira está convicta de que as instruções recebidas foram essenciais para o desempenho da nova carreira. “Todos os dias, por mais difíceis que fossem, sempre havia uma pa-

lavra de incentivo e motivação na instrução, o que me ajudou a passar por esse período de adaptação”, finaliza. Saiba Mais - A criação dos SEREP faz parte do projeto de Reestruturação administrativa da FAB e reúne os antigos setores do Serviço Regional de Ensino (SERENS), Primeira Seção do Estado-Maior do COMAR (A-1) e Serviço Regional de Mobilização (SERMOB). Sete unidades estão distribuídas em diferentes áreas de cobertura do país: Brasília, Canoas, Manaus, Belém, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.


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CARREIRA

Curso de Formação de Oficiais Especialistas é chance de progressão para Graduados Além do Estágio de Adaptação ao Oficialato (EAOF), abordado na edição anterior do Notaer, os graduados da FAB têm outras opções de progressão na carreira Ten JOR Emília Maria A Aluna Monique Velten está passando pela experiência – com duração de dois anos – em que conhecimentos são ampliados e responsabilidades de oficial são aprendidas. Ela integra uma das turmas do Curso de Formação de Oficiais Especialistas (CFOE), realizado no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Minas Gerais, e se forma no fim de 2018. “O curso de formação no

CIAAR faz jus ao lema que o Centro carrega: ser, saber, agir e liderar. Quando iniciei a jornada, em 2017, não imaginava o quanto me proporcionaria de crescimento pessoal e profissional. Lidar com desafios diários, aliados a uma rotina intensa de estudos, guiada por excelentes mestres, fez surgir muitas mudanças”, descreve Monique. Para participar da seleção ao CFOE, os candidatos devem ser militares da ativa do Grupamento Básico, do Quadro de Suboficiais e Sargentos,

do Corpo de Pessoal Graduado da Aeronáutica e de especialidade compatível com o Quadro a que pretendem concorrer. Os quadros disponíveis são os de Especialistas em Aviões (QOEAv), Armamento (QOEArm), Comunicações (QOECom), Controle de Tráfego Aéreo (QOECTA), Fotografia (QOEFot), Meteorologia (QOEMet) e Suprimento Técnico (QOESup).

FOTO: SD EDUARDO / CIAAR

Aluna Monique Velten está no segundo ano do CFOE

Independentemente da especialidade, a Aluna Monique conta que a rotina de estudos é intensa. “Precisamos aprimorar os fundamentos técnicos das nossas especialidades, ao

mesmo tempo que necessitamos aprender como cuidar de pessoas e suas necessidades, gerenciando processos e toda a estrutura que estará sob nossa responsabilidade”.

COMUNICAÇÃO FOTOS: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Dimensão 22 na “pele” Ten JOR Emília Maria

Campanha enfatiza presença da FAB em uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados

Desde o dia 19 de julho, nossas aeronaves carregam consigo o DNA da FAB estampado em suas fuselagens. O processo de disposição dos adesivos da campanha Dimensão 22 nos vetores dos esquadrões foi iniciado na Ala 12 com aeronaves de Asas Rotativas, Caça, Patrulha e Transporte. Coordenado pela Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB) e pelos Parques Centrais de Manutenção – que distribuem os materiais necessários para a adesivação –, o trabalho de fixação está sob responsabilidade dos Grupos Logísticos (GLOG) de cada Ala. A previsão é de que

todas as aeronaves da FAB estejam com o adesivo até o final de 2018. O Chefe do Estado-Maior da Ala 12, Tenente-Coronel Aviador Rodrigo Santos de Faria, acredita que a escolha da unidade para o início do trabalho foi representativa. “Nós temos vetores das diversas aviações que, juntas, cumprem as ações de Controlar, Defender e Integrar o território nacional”, pontua. A Dimensão 22 é considerada o DNA da FAB. O conceito, amplamente divulgado a partir da campanha lançada em 2017, sintetiza a responsabilidade da instituição em Controlar, Defender e Integrar 22 milhões de quilômetros quadrados.


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PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

Engenharia Social: as técnicas de ataques mais utilizadas Engenharia Social é um termo muito recorrente, mas afinal, qual seu significado? A Engenharia Social é a prática utilizada para se obter informações valiosas de empresas e organizações, enganando e explorando a confiança das pessoas. Umas das maneiras de agir desses golpistas é por meio do contato telefônico. Por isso, antes de passar informações profissionais e pessoais (nome, telefone, função e rotina) tenha certeza com quem você está falando. É muito comum alguém ligar e se apresentar como uma autoridade e pedir o telefone

de uma determinada pessoa do setor. Assim, o atendente, acreditando estar ajudando, passa alguns dados da pessoa procurada. O recomendado nesses casos é informar que a pessoa não está, pegando os dados do interlocutor para contato futuro. As pessoas que não estão preparadas para enfrentar ataques deste tipo são facilmente manipuladas e fornecem as informações pedidas. Mas como se proteger de golpistas que utilizam esta técnica? A melhor maneira é sabendo como os engenheiros sociais agem, ficando sempre atento ao fornecer informações.

Segue abaixo as formas mais utilizadas por estes golpistas:

Uso do telefone O engenheiro social que utiliza o telefone, com o objetivo de obter informações de militares e Organizações Militares (OM), normalmente se passa por algum militar ou autoridade externa. Os principais alvos são os militares que prestam serviço em secretaria, recepção, equipe de serviço, pois são os que têm contato (direto ou indireto) com as pessoas que detém cargos de poder dentro da instituição, os verdadeiros alvos.

Linguagem familiar As corporações militares possuem sua própria linguagem e o engenheiro social a estuda para tirar o máximo proveito. A utilização da linguagem coloquial própria, que se reconheça, serve para demonstrar conhecimento, passando confiança para que o atendente fale o solicitado.

Telefone falso A técnica, chamada de spoofing, é utilizada para burlar o sistema de identificador de chamada das OM. Ele faz com que o identificador de chamadas mostre um número diferente daquele que real-

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), em parceria com o Comando de Preparo (COMPREP), desenvolveu o Curso de Padronização das Atividades de Apoio de Solo (CPAAS), que será disponibilizado ainda neste ano, na modalidade de educação a distância. O curso tem por objetivo identificar as ações necessárias para a prevenção de ocorrências de solo. O CPAAS trata da capacitação direcionada a operadores de Equipamentos de Apoio de Solo (EAS); motoristas de Unidades de Reboque

de Aeronaves (URAs) - asas fixas, rotativas e Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs); rebocadores de Unidade de Fonte Terrestre (UFT); coordenadores de reboque, auxiliares de “ponta de asa”, “cabine” e “cauda”; mantenedores aeronáuticos; e demais profissionais que desenvolvam serviços específicos na área de manobras ou operacional e área de giro. De modo geral, serão tratados os seguintes assuntos no CPAAS: segurança em pátio e área de manobras; apoio às aeronaves – sinais internacionais padronizados;

Unidade Rebocadora de Aeronave (URA); operação de UFT; veículos de elevação de material e pessoal; cuidados no tráfego em área operacional; procedimentos de emergência; e ocorrências de solo. Este curso será, sobretudo, mais uma ferramenta para promover a prevenção de incidentes aeronáuticos e, consequentemente, preservar vidas e meios materiais. Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA

FOTO: CB V. SANTOS / CECOMSAER

CENIPA desenvolve Curso de Padronização das Atividades de Apoio de Solo

mente originou a ligação.

Internet e Redes Sociais Atualmente, muita informação pode ser coletada por meio da internet e de redes sociais. Com as informações coletadas, o engenheiro social pode utilizar uma abordagem, via telefone, para obter dados particulares. Neste ponto, ele já conhece o nome do militar que trabalha no setor e outras informações de redes sociais e fontes abertas, tornando-se mais íntimo e criando uma relação com o atendente para facilitar a captação de conhecimentos. Centro de Inteligência da Aeronáutica - CIAER


Setembro - 2018

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ENTRETENIMENTO

CAÇA-PALAVRAS O Sete de SETEMBRO é celebrado em alusão à Declaração de INDEPENDÊNCIA do Brasil do IMPÉRIO Português, em 1822. Em junho daquele ano, Dom PEDRO I convocou a primeira Assembleia Constituinte brasileira. Em setembro, um decreto com exigências portuguesas chegou ao Rio de Janeiro, quando a PRINCESA Maria LEOPOLDINA decidiu aconselhar o marido Dom Pedro I, então em São Paulo, a declarar a independência do Brasil. Tal carta chegou a Dom Pedro I em 7 de setembro e, às margens do Rio IPIRANGA, ele declarou a independência nacional. A data é marcada por DESFILES patrióticos nas cidades brasileiras, sendo o mais famoso em Brasília, na ESPLANADA dos Ministérios, com a presença do PRESIDENTE da República.

RESPOSTAS DO MÊS ANTERIOR


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Notaer setembro 2018  

ORGULHO NAS ALTURAS No mês da Independência, veja os bastidores das apresentações da Esquadrilha da Fumaça

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