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www.fab.mil.br

Ano XXXIX

Nº 9

Setembro, 2016

ISSN 1518-8558

Voo 1907 – 10 anos do acidente Relembre como foi a maior operação de resgate da FAB (Págs. 8 e 9)

#ÉISSOQUEIMPORTA - Projeto de paradesporto promove inclusão e qualidade de vida de militares reformados (Pág. 10)

GESTÃO – Nova ferramenta aponta os principais custos das unidades gestoras da FAB (Pág. 11)

RIO 2016 - Veja como seu trabalho contribuiu para o sucesso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos (Págs. 4 a 7)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

A FAB nos Jogos Olímpicos Rio 2016 Mais uma etapa concluída com sucesso. A participação da Força Aérea Brasileira nos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi, literalmente, digna de medalhas. Nossos atletas conquistaram expressivos resultados e orgulharam o País inteiro. Mas não só quem brilhou nas arenas, ginásios e campos merece destaque. São inúmeros os profissionais da FAB que, longe dos holofotes, contribuíram para que mais um grande evento no Brasil fosse realizado. Nas próximas páginas, você vai conhecer os bastidores dessa missão e os

homens e mulheres que trabalharam dia e noite, enquanto o mundo assistia ao espetáculo esportivo. Veja também quem são os atletas da FAB que subiram ao pódio e aqueles que conquistaram resultados significativos, como a Sargento Flávia Paparella - melhor índice brasileiro na prova de ciclismo de estrada na Olimpíada. Muitos resultados positivos foram alcançados, mas o trabalho não parou por aí. Nossos militares continuaram engajados para garantir que os Jogos Paralímpicos fossem realizados com a mesma segu-

rança e eficiência da competição Olímpica. E aproveitando a realização da Paralimpíada, trouxemos para você uma matéria sobre um projeto que, por meio do paradesporto,

promove a inclusão e a qualidade de vida de militares reformados. Além disso, mostramos os bastidores da maior operação de resgate da FAB - O Voo 1907, da Gol - que ocorreu há dez anos no norte do Mato Grosso. Você vai ver também as curiosidades da maquete em tamanho real do caça Gripen NG e, na coluna Seu Dinheiro, saiba os tipos de investimentos a serem evitados. Boa leitura! Brig Ar Ary Soares Mesquita Chefe do CECOMSAER

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita Editoras: Tenentes Jornalistas Emília Maria ( MTB 14234RS) e Evellyn Abelha (MTE 973MS) Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Revisão: Maj Av Paulo Costa Diagramação e Arte: Tenente Longo, Suboficial Ramos, Sargentos Emerson Guilherme Rocha Linares, Marcella Cristina, Lucemberg Nascimento Oliveira da Silva e Cabo M. Gomes Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA Pokémon Go – Divertido fora do trabalho! O jogo Pokémon Go foi lançado no Brasil no dia 3 de agosto de 2016. O aplicativo utiliza os conceitos da realidade aumentada para proporcionar uma melhor experiência. Utilizando a posição geográfica real do usuário, o smartphone exibirá criaturas virtuais sobrepostas a um cenário real obtido pela câmera. O objetivo dos jogadores é andar pelos ambientes próximos para capturar a maior quantidade de monstros possível. As lojas de aplicativos oferecem o jogo gratuitamente. Na “Play Store”, o jogo, ao ser baixado, solicita autorização do usuário para acessar a: identidade, localização, fotos, arquivos, câmera e informações sobre a conexão bluetooth.

Solicitação de acesso do Pokémon Go. O jornal “The Washington Times” publicou, em 11 de agosto de 2016, que o Pentágono havia banido o jogo Pokémon Go com receio de espionagem[1]. Um memorando teria sido enviado aos militares e empresas ligadas ao Departamento de Defesa

informando que o jogo é um potencial risco à segurança de locais sensíveis. Os oficiais responsáveis pela manutenção do sigilo estariam preocupados com as informações obtidas durante o jogo, como imagens de ambientes internos onde segredos estariam sendo armazenados. Da mesma forma, o Comando da Aeronáutica, diante da evidente ameaça à segurança e sigilo das instalações militares sob sua responsabilidade, proibiu o uso de aplicativos para smartphones ou tablets com tecnologia de realidade aumentada. Tal medida veio complementar o que já estava previsto na Instrução do Comando da Aeronáutica que trata sobre o uso de dis-

positivos móveis (ICA 200-17 – Utilização de Dispositivos Móveis no COMAER). O futuro ainda reserva novidades que nos surpreenderão na área do entretenimento. Devemos avaliar com cuidado as pequenas concessões que estamos dispostos a ceder em troca de diversão. No entanto, é prudente afirmar que instalações militares não são um lugar adequado, nem seguro, para o uso de aplicações de realidade aumentada cuja finalidade é o lazer. (Centro de Inteligência da Aeronáutica - CIAER) [1] http://www.washingtontimes.com/news/2016/ aug/11/pentagon-bans-pokemon-go-over-spying-fears/

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A


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FOTO: CABO FEITOSA / CECOMSAER

FOTO: 1º SGT JOHNSON / CECOMSAER

PALAVRAS DO COMANDANTE

O valor do nosso trabalho Disciplina, dedicação, comprometimento, abdicação. Esses são alguns dos valores aprendidos nas Escolas Militares desde o primeiro dia de formação. E quando vemos o sucesso da participação de nosso efetivo em uma missão como os Jogos Olímpicos Rio 2016, notamos como os profissionais da Força Aérea Brasileira são capacitados para servir ao País, seja nas atividades do dia a dia ou em grandes eventos que exigem ainda mais nosso esforço. Por isso, gostaria de agradecer a todos que direta ou indiretamente colaboraram para o cumprimento da missão, àqueles que lutaram dentro e fora das quadras, pistas e piscinas. Os senhores fazem a diferença! Obrigado aos militares que deixaram o conforto de suas residências, longe da família, para diuturnamente patrulhar, controlar e garantir a segurança aérea em todo o Brasil. Às tripulações que estiveram de prontidão em

solo para decolarem a qualquer necessidade; aos pilotos que cumpriram horas de voo vigiando nosso céu; aos profissionais de segurança que garantiram o direito de ir e vir dos cidadãos; e àqueles que controlaram e gerenciaram o tráfego aéreo em todas as regiões do Brasil, muito obrigado! Meus sinceros parabéns aos atletas da FAB. Subindo ou não ao pódio, reconhecemos em cada um dos senhores os valores que nos norteiam e que fazem de vocês verdadeiros guerreiros brasileiros. O balanço de todo o trabalho realizado foi positivo, inclusive durante os Jogos Paralímpicos. Manteremos a mesma disposição para cumprir com sucesso as novas missões que nos forem confiadas, pois a vitória vem não apenas com medalhas e o maior prêmio que podemos ter é o sentimento do dever cumprido.

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica


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Bastidores da Olimpíada Tenentes JOR Flávio Nishimori, Glória Galembeck e Emília Maria

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urante a Olimpíada, o envolvimento dos militares da Força Aérea foi intenso em diversas áreas. Para o evento, por exemplo, foi criado, pela primeira vez, um Batalhão de Infantaria específico para a Garantia da Lei e da Ordem

(GLO). Além disso, defesa aérea, cerimonial, transporte de tropas, inspeção de aeronaves e tráfego aéreo foram outras atividades desenvolvidas pelo efetivo de várias unidades. E o engajamento foi o mesmo até o fim das Paralimpíadas. Conheça os bastidores dessa grande missão.

Batalhão de Infantaria Esta foi a primeira vez que militares da Infantaria da Aeronáutica foram empregados em ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em grandes eventos. O Batalhão, criado especificamente para a Olimpíada, realizou o patrulhamento nas ruas do Rio de Janeiro e no entorno e interior do Aeroporto Internacional Tom Jobim. “Para nós foi uma grande experiência para podermos elaborar e melhorar doutrinas de emprego”, analisou o Coronel de Infantaria Alexandre Okada, Comandante do Batalhão de Infantaria GLO.

Defesa Aérea No céu do Brasil, dia e noite, aeronaves decolaram para intensificar a defesa do espaço aéreo do País durante as competições em Belo Horizonte, Manaus, Salvador, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. As ações foram coordenadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), de onde as Forças Armadas e órgãos de segurança trabalharam em conjunto. No total, 37 aeronaves foram interceptadas por estarem sobrevoando locais não permitidos devido às aéreas de restrição. Apenas oito dessas precisaram ser interrogadas, sendo que cinco refizeram a rota prontamente após receberem o aviso da FAB. “Foi com grande orgulho e satisfação que nós pudemos exercer a defesa aérea na Olimpíada.Tal qual um atleta que recebe uma medalha, posso dizer que o nosso sentimento é de prazer pelo dever cumprido”, destacou um dos pilotos do Esquadrão Pacau, unidade que opera os caças F-5 a partir de Manaus. Na foto acima, defesa aérea noturna durante jogo em Brasília - DF.

Tráfego aéreo

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) elaborou um planejamento para harmonizar as complexidades do tráfego aéreo nos Jogos Olímpicos. O período contou com uma particularidade: o mais longo evento em número de dias e ocorrendo, em quase sua totalidade, na mesma cidade. Por isso, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), foi ativada a Sala Master de Comando e Controle, que, 24 horas por dia, reuniu agências governamentais e órgãos públicos e privados ligados ao setor aéreo. Um dia após a cerimônia de encerramento da competição, foram registrados 1672 pousos e decolagens. Nos horários de pico, foram 33 movimentos por hora. “Foram 63 dias interruptos trabalhando com o espaço aéreo do Rio de Janeiro completamente modificado devido aos requisitos da defesa aérea. Nosso maior desafio foi manter os critérios de segurança aérea e, ao mesmo tempo, fazer fluir uma elevada demanda de aeronaves”, explicou a Sargento Especialista em Tráfego Aéreo, Carolina Schlick, do CGNA.


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de GLO

Receptivo O Sargento Douglas Granato Villas Boas, do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Galeão (BINFAE-GL) é experiente neste tipo de missão. Já comandou Ala para autoridades nos Jogos Mundiais Militares (2011), Rio +20 (2012), Jornada Mundial da Juventude (2013) e Copa do Mundo (2014). “É muito gratificante poder estar perto das autoridades mundiais. É um grande enriquecimento profissional”, disse o militar.

Transporte de tropa A aeronave 767 do Esquadrão Corsário foi a responsável pelo traslado de tropas militares de várias localidades do País para o Rio de Janeiro na Olimpíada. Entre elas, o esquadrão transportou mil policiais militares da PM paulista. O efetivo foi incorporado à Força Nacional. “Voltamos à nossa atividade operacional e estamos cumprindo operações aerologísticas, que é a nossa missão precípua”, afirmou o Tenente-Coronel Luiz Eduardo Ferreira da Silva, Comandante do Esquadrão Corsário.

Inspeção de Aeronaves Um grupo de 13 profissionais, convocado pela Assessoria Especial de Grandes Eventos do Ministério da Defesa, foi responsável pela inspeção dos sete helicópteros, dois drones e quatro aviões, além de carros e motos, envolvidos na transmissão do evento. Também participaram da vistoria técnicos da ANATEL. Foram verificados todos os hardwares e sistemas de antenas instalados na aeronave que permitiram a transmissão de dados e imagens da Olimpíada. “Esses equipamentos operam em radiofrequência. Nós checamos para que não houvesse interferência na parte de tráfego aéreo, de controle, radares, comunicação, bem como interferência dos dados e imagens dos Jogos para o resto do mundo”, explicou o Capitão Aviador Alexandre Padilha.

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Cães no aeroporto Cachorros do canil do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Galeão (BINFAE-GL) fizeram patrulhas no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Em meio a olhares curiosos e fotos tiradas por passageiros, eles foram empregados em tarefas de varredura externa, patrulha ostensiva e busca por explosivos. “Acho o máximo esse trabalho, pois dá uma grande segurança”, disse a passageira Maria Margarida, que tinha viagem marcada para São Paulo.

Esquadrilha da Fumaça A Esquadrilha da Fumaça se apresentou para os turistas, atletas e a população do Rio de Janeiro sobre a Praia de Copacabana, o Parque Olímpico na Barra e o Boulevard Olímpico no centro, além de fazer sobrevoos sobre o Maracanã e o Sambódromo. “As aeronaves carregam, em sua pintura, as cores da Bandeira do Brasil que representam o sentimento de patriotismo tão forte e vivo nesses dias de Jogos Olímpicos. Além do sucesso da participação dos atletas brasileiros, também devemos destacar o êxito e a eficiência de toda a equipe de militares envolvida na organização, segurança e defesa do evento”, afirmou o Comandante da Esquadrilha, Tenente-Coronel Líbero Onoda Luiz Caldas.

Medidas de Controle de Solo Equipes da FAB estiveram de prontidão para atuar em caso de pouso forçado de aeronaves interceptadas. Os militares foram treinados para realizar procedimentos como abordagem e revista de pilotos e passageiros, que fazem parte das Medidas de Controle de Solo (MCS). A Sargento Camila Santos de Lima passou por instruções para integrar o grupo que esteve na Base Aérea de Santa Cruz (BASC). “Exige muito treinamento, preparo e destreza com o armamento”, contou. Cada equipe teve uma integrante feminina para o caso de a aeronave interceptada tiver tripulantes ou passageiras mulheres.

Ataques Químicos Cerimonial Ao todo, 58 militares da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo oito oficiais e 50 graduados, ficaram à disposição do Comitê Olímpico Rio 2016 para o hasteamento das bandeiras durante a chegada das delegações na Vila Olímpica e nas premiações dos Jogos Olímpicos Rio 2016. “Todos os dias foram de muitas emoções, mas a premiação do Thiago Braz superou todas as expectativas. Tive a honra de hastear a bandeira do meu País ao som do nosso Hino Nacional”, revelou a Sargento Taís de Oliveira Franca e Silva, uma das voluntárias.

O Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG), referência no tratamento de grandes queimados na América Latina, ficou de prontidão para receber possíveis vítimas de ataques químicos. A infraestrutura no HFAG incluiu uma tenda de descontaminação primária e monitoramento dos pacientes. Além disso, foram disponibilizados para essa missão 12 leitos do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do HFAG. Uma equipe mulidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e nutricionistas foi formada para atuar nesse atendimento. “Há cerca de dois anos nós iniciamos o treinamento de várias equipes multidisciplinares e aproveitamos a nossa expertise de 30 anos em tratamento de queimaduras químicas para essa missão”, explica a Tenente-Coronel Enfermeira Rúbia Pereira Carneiro, membro da comissão de Defesa Química, Bacteriológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) do HFAG.


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Conquista dos atletas vai inspirar novas gerações de competidores Atletas militares ganharam 13 das 19 medalhas brasileiras e ajudaram a disseminar modalidades pouco conhecidas por aqui Ten JOR Jussara Peccini O Brasil conquistou 19 medalhas na Olimpíada. Dessas, 13 vieram pelas mãos de atletas que integram o Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas. Entre os medalhistas militares que estiveram no pódio, quatro são da Força Aérea Brasileira e além deles,

outros quatro foram diplomados por ficarem entre o 4º e o 8º lugar. Alguns atletas também fizeram história e conquistaram resultados inéditos para o Brasil e ajudaram a disseminar modalidades como o handebol, badminton, arremesso de peso e tiro com arco. “Estamos agradecidos pela parceria com o despor-

to militar brasileiro e com o reconhecimento que ele alcançou nesta Olimpíada. Os atletas militares conseguiram resultados positivos e deram contribuição enorme para os esportes em nível internacional”, destacou o Coronel Abdulhakeem Al Shano, presidente do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM).

Conheça os atletas que fizeram história nos Jogos Olímpicos Para o Sargento Thiago Braz Braz, 22 anos, entrar para Força Aérea Brasileira se t ra n sfo r m o u e m estímulo na carreira. “Era um sonho meu. Isso me deu um estímulo a mais de querer ir para frente e honrar a oportunidade que a Força Aérea me deu de estar incluído aqui dentro”, afirmou o medalhista de ouro no salto com vara que estabeleceu novo recorde olímpico para a modalidade, ao saltar 6,03m.

O Sargento Maicon Siqueira, ra 23 anos, conquistou a medalha de bronze no taekwondo, categoria acima de 80 kg. O brasileiro enfrentou o 12° no ranking mundial, o britânico Mahama Cho. Para manter o sonho de uma medalha olímpica, o lutador trabalhou como pedreiro e garçom. “É um sonho. Só estando aqui dentro para entender. Por mais que usasse as palavras mais bonitas, ainda não conseguiria explicar,” disse, logo após a vitória.

Estreante em Jogos Olímpicos, o Sargento Arthur Nory, Nory 22 anos, foi uma boa surpresa para o Brasil. Ele conquistou a medalha de bronze na prova individual do solo na ginástica artística. “Eu vim aqui para ser protagonista. Não só para competir. Olimpíada só tem de quatro em quatro anos e eu tinha que dar o meu máximo”, disse. O atleta também alcançou o sexto lugar por equipes e competiu na prova de individual geral.

O Sargento Arthur Zanetti dedica-se à ginástica artística desde os sete anos de idade. Quase 20 anos depois, conquistou a segunda medalha olímpica nas argolas. “É um trabalho de vários anos que a gente vem percorrendo. Essa olimpíada do Brasil era muito esperada. Fizemos um trabalho bem feito. Conseguimos um resultado para todos os brasileiros”, afirmou o medalhista de prata.

Diplomados olímpicos (4º ao 8º lugar) A Sargento Flávia Paparella alcançou o 7º lugar na prova de ciclismo de estrada com só 20 segundos abaixo das medalhistas. “Foi sensacional poder fazer história no esporte. Colocar nosso verde e amarelo no pódio está cada vez mais perto”, afirmou a atleta. O Brasil terminou em 8º lugar no revezamento 4x400m masculino. Para o Sargento Alexander Russo, o objetivo de colocar o País em uma final foi alcançado. Há 24 anos isso não acontecia. “Conseguimos algo histórico. Cada atleta deu o melhor”, afirmou. Ele já voltou a treinar pensando em Tóquio 2020. O revezamento

4x100m livres masculino finalizou a Rio 2016 em 5º lugar. O Sargento Gabriel Santos, compôs a equipe que disputou a prova com o ícone da natação mundial Michael Phelps. “Foi uma sensação indescritível poder representar meu País e a FAB”, disse. O Sargento Darlan Romani conquistou o 5º lugar no arremesso do peso e quebrou o recorde brasileiro. Há 80 anos o Brasil não participava de uma olimpíada na modalidade. “Muito sofrimento, foi uma situação complicada para chegar até aqui. Tive problema nos dois joelhos. Mas um dos sonhos era estar na final olímpica”, ressaltou.

Eles também marcaram a história Pela primeira vez o handebol masculino se classificou para as quartas-de-final de uma Olimpíada. O time contou com os Sargentos da FAB Maik Santos, André Martins e Vinícius Teixeira. As Sargentos Sarah Nikitin e Marina Canetta

6 prata

6 bronze

19 medalhas

7 ouro

fizeram história ao representarem o Brasil na modalidade tiro com arco feminino, após 36 anos. Também foi pioneira a presença de representantes brasileiros no badminton com os Sargentos Lohaynny Vicente e Ygor Coelho.

Das 19 medalhas brasileiras, 68% foram conquistadas por militares; O Ministério da Defesa ultrapassou em 30% a meta estabelecida.


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10 anos do resgate do voo 1907 Relembre a atuação dos militares na maior operação de resgate da FAB Tenente JOR João Elias

O dia 29 de setembro de 2006 ficou marcado na história da aviação do Brasil. O voo 1907, da companhia aérea Gol, caiu ao norte do Mato Grosso após se chocar no ar com o jato Legacy. A partir daí, a FAB iniciava a maior operação de resgate de sua história. Dez anos depois, militares do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, conhecido como PARA-SAR, voltaram ao norte do Mato Grosso, no local do acidente.

Relembre a atuação dos militares que participaram das buscas pela aeronave desaparecida em meio a Amazônia e o resgate dos corpos das 154 vítimas que estavam a bordo do Boeing 737 da Gol.

44 DIAS

Assista ao documentário “Voo 1907 - 10 anos depois” no canal do Youtube da FAB. Dividido em oito capítulos e com duração de cerca de 40 minutos, a produção relembra a maior operação de resgate da FAB. Ao todo 24 pessoas foram entrevistadas, veja os relatos emocionantes de militares, familiares das vítimas e civis de organizações que auxiliaram no trabalho.

Ao total, cerca de 800 pessoas de diversos órgãos públicos federais e estaduais, entre militares, policiais e legistas, trabalharam no local. “Um dos maiores problemas que nós encontramos aqui foram os insetos, em particular, as abelhas, inclusive um militar nosso sofreu choque anafilático, além da mata fechada, dificuldade de progressão, o calor intenso, a falta de hidratação em si, então, nas primeiras horas ali, muitos apresentaram problemas de desidratação, câimbras”, ressaltou o Sargento José Torres, que passou 15 dias trabalhando na mata na época do acidente.

52

AERONAVES

153 HORAS DE

Os militares levaram a imagem de Nossa Senhora de Loreto, padroeira dos aviadores e da aviação. Eles também realizaram a Oração do Pastor. “Essa é uma homenagem às vítimas, aos parentes das vítimas e a todos que aqui trabalharam”, afirma o Major Anderson de Oliveira Schiavo, Comandante do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), Para-Sar.


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35 VOO

1.202.77

LITROS DE COMBUSTÍVEL

O Boeing 767 da Gol se fragmentou no ar e os destroços se espalharam por uma área de mais de 1,5km. O trabalho de retirada dos corpos dos pilotos da cabine foi um dos mais difíceis para a equipe porque a cabine caiu inteira, achatando-se por completo. O trabalho foi realizado por quatro militares que se revezavam na utilização de diversos materias, como cortadeira, machado e equipamento de tração. Depois de três dias, os dois corpos foram resgatados.

CERCA DE

800

Os militares passaram 44 dias trabalhando na mata à procura dos corpos. “À medida que os corpos eram encontrados eram levados para a clareira maior, preparados dentro de recipientes e içados pelo helicóptero para serem levados até a Fazenda Jarinã, onde os peritos do Instituo Médico Legal faziam a identificação. Todos os 154 corpos foram encontrados”, relembra o Major Schiavo.

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MILITARES

“Quando descemos aqui em 2006, já observamos a cena de destruição, o cheiro de combustível, o fogo na asa da aeronave juntamente com os trens de pouso e visualizamos os primeiros corpos. Iniciamos uma busca, entramos na mata para ver se existia sobreviventes, emitimos sinais, barulhos de apito, verbalização, infelizmente, não obtivemos resposta e logo concluímos ali quase de imediato que não existiam sobreviventes, devido ao próprio estado da fuselagem da aeronave, totalmente fragmentada”, relembra o Tenente Felipe Lessa, que foi um dos primeiros a chegar ao local depois do acidente.


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#ÉISSOQUEIMPORTA

Militares reformados participam de projeto de paradesporto na FAB Ten JOR João Elias

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o time do paradesporto, a Força Aérea Brasileira (FAB) está dando um passo à frente. Desde maio de 2015, militares que sofreram algum tipo de limitação física e tiveram de ser reformados passaram a ter uma nova oportunidade para voltar às unidades militares. Eles agora participam das atividades esportivas do Projeto João do

Como Funciona Duas vezes por semana, geralmente, às terças e quintas-feiras, das 9h30 às 11h, os militares participam de diversas atividades sob a supervisão de profissionais habilitados. São educadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. Os educadores físicos passaram por um curso de capacitação em três modalidades esportivas: voleibol sentado, natação e atletismo.

Pulo que promove a inclusão, o bem estar físico e mental, além de poder revelar futuros atletas paralímpicos. História de Vida Rodrigo Santos de Araújo era soldado e trabalhava no antigo Departamento de Aviação Civil, no centro do Rio de Janeiro (RJ). Em 2001, o carro em que ele estava capotou no bairro de Anchieta, na zona norte da cidade. Os outros três ocupantes do veículo tiveram apenas ferimentos leves. Rodrigo sofreu uma lesão na medula e ficou com tetraplegia. Ele perdeu o movimento das mãos e executa apenas alguns movimentos dos braços. “Eu estava muito parado. Depois que sofri o acidente, era só casa e fisioterapia. Com esse projeto, foi bom que eu voltei para o quartel, eu gosto muito de ser militar, sempre foi Ao lado, Rodrigo, participante do Projeto

Projeto

O Projeto João do Pulo foi lançado em 30 de abril de 2015 e a primeira atividade ocorreu no dia 5 de maio. Coordenado pelos Ministérios da Defesa e do Esporte, a iniciativa conta com a parceria da Força Aérea, da Marinha e do Exército. Na FAB, as atividades são desenvolvidas na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), no Rio de Janeiro. O objetivo é reunir militares reformados por terem sofrido algum tipo de acidente ou enfermidade que limitou suas condições físicas, mas que ainda estão aptos para praticar esportes. A ideia é que os militares desenvolvam suas aptidões esportivas, podendo se tornarem atletas paralímpicos. meu sonho. Agora, passei a ter mais atividades e também é bom porque encontro com outras pessoas e me sociabilizo mais”, ressalta Rodrigo, que participa do Projeto João do Pulo desde o início.

Equipe multidisciplinar “A grande maioria dos participantes do projeto estavam sedentários e identificamos a necessidade de exercícios voltados para a reabilitação antes de dar início à prática desportiva, o que não se esgotou. Ainda é preciso acompanhamento fisioterápico constante em face do quadro da lesão em si. A integração social e o retorno

ao ambiente de caserna têm se mostrado de grande valia, além da valorização pessoal. A necessidade de uma equipe multidisciplinar que envolva profissionais das áreas de serviço social, terapia ocupacional e médico do esporte é importante devido à demanda que esse público denota”, explica o coordenador do projeto na FAB, Capitão Nivaldo Cláudio de Freitas.


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GESTÃO

Novo dispositivo auxilia na tomada de decisões e gestão de recursos Ferramenta aponta os principais custos das Unidades Gestoras da FAB Ten JOR Iris Vasconcellos

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Força Aérea Brasileira começou a implementar uma nova ferramenta para identificar quais os principais custos das unidades da instituição. É o Demonstrativo Gerencial de Custos (DGC), dispositivo eletrônico disponível no Sistema Tesouro Gerencial. O objetivo é que todas as 173 Unidades Gestoras do Comando da Aeronáutica já estejam utilizando o DGC no segundo semestre desse ano.

Segundo o Chefe da Divisão de Contabilidade Gerencial da Subsecretaria de Contabilidade da Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica (SEFA), Tenente-Coronel Intendente Giovanni Magliano Junior, o DGC permite aos comandantes das Organizações conhecerem os custos das unidades de forma abrangente. “Com isso , o DGC facilita a análise e a tomada de decisões para racionalizar o consumo dos recursos, com foco na eficiência”, destaca.

Qual o perfil de atividades e o custo total de minha unidade?

Com o DGC é possível responder a essas perguntas, pois a ferramenta é composta por informações passadas automaticamente por três sistemas utilizados por gestores: o SIAFI, o SILOMS e o SIGPES. A Base Aérea de Boa Vista (BABV) é uma das unidades que já utilizam o DGC. O relatório gerado foi capaz de mostrar que os recursos estão sendo direcionadas corretamente para a função-fim da base. “A maior parte dos gastos é feita com a manutenção de aeronaves, 50% do total”, destacou a Chefe do Controle Interno da BABV, Major Intendente Letícia Mota de Souza. “O DGC fornece uma visão bem gerencial dos gastos. Assim, o comandante pode ver para onde os recursos estão indo e pode corrigir, caso haja, alguma falha”, finaliza.

Como obter o DGC?

- É necessário possuir o perfil “TESCUSTOS” no SIAFI - Clicar no relatório disponível no Sistema Tesouro Gerencial https://tesourogerencial.tesouro.gov.br/servlet/mstrWeb?pg=login

SERVIÇO Cartilha traz utilidades e novidades sobre o SIGADAER Ten JOR Evellyn Abelha

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Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) lançou uma cartilha que traz esclarecimentos sobre a utilização do Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos da Aeronáutica (SIGADAER). A publicação aborda as facilidades, as vantagens e as atualizações

do sistema. O SIGADAER propicia a criação, edição, tramitação, armazenamento, uso, avaliação, arquivamento e destinação de documentos, além de prover acesso seguro, autêntico e confiável a documentos oficiais no Comando da Aeronáutica. Conheça algumas funcionalidades destacadas na cartilha:

Para saber mais sobre essas e outras vantagens do SIGADAER, e otimizar o uso desta ferramenta, acesse a cartilha pelo endereço www.portal.intraer em “Publicações”.

• Tramitação eletrônica No SIGADAER, a tramitação de documentos entre as unidades da FAB é feita por vias digitais. A vantagem de se empregar a tramitação eletrônica é a agilidade da expedição e recebimento, quando comparado ao passado, além da economia relativa aos custos de impressão e de malote postal. • Assinatura Digital A ferramenta garante a autenticidade de documentos e permite a substituição das assinaturas em papel, promovendo significativa redução de impressão e tramitação por meios convencionais. “A previsão é que até o fim deste ano, todo o efetivo da Força Aérea Brasileira tenha um certificado digital”, explica o coordenador da cartilha, Coronel Edson Souza. • Repositório digital O repositório digital de armazenamento de documentos possibilita arquivar digitalmente as informações, diminuindo a utilização de espaço físico para guardá-las. “O SIGADAER permite o devido tratamento dos documentos de acordo com as legislações nacionais relativas aos documentos de órgãos públicos”, esclarece o Coronel.


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GRIPEN NG

O futuro chegou: réplica do Gripen NG é exposta em Brasília Ten JOR Raquel Alves

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urante sete dias os visitantes do Shopping Iguatemi, em Brasília, tiveram a

oportunidade de conhecer, bem de perto, como será a nova aeronave da Força Aérea Brasileira. A réplica do Gripen NG é da empresa sueca SAAB

que em parceria com a FAB está realizando a divulgação da futura aeronave de caça no Brasil. A réplica já esteve exposta em 2015 na Esplanada

dos Ministérios e este ano os brasilienses e visitantes puderam conhecer mais um pouco da aeronave. A intenção é que a maquete seja exposta em

outras cidades do País, como em Ribeirão Preto - SP, cuja exposição no Ribeirão Shopping ocorre de quatro a 15 de outubro de 2016.

Veja os destaques da réplica do Gripen: Público: 40.000 pessoas visitaram a réplica; Valor estimado: Um milhão de reais;

Painel de controle: O painel foi ligado e permitiu que os visitantes pudessem visualizar algumas das futuras funcionalidades da aeronave multitarefa. Os curiosos puderam, também, entrar no “cockpit”;

Altura: 4,5 metros;

Peso: Os equipamentos pesam cerca de 11 toneladas e ficam armazenados em dois containers;

Equipe: Sete militares foram treinados e preparados para a montagem;

Material: O protótipo é feito de fibra de vidro, madeira e metal;

Montagem: Cerca de 12 horas;

Munição: Também fazem parte da aeronave réplicas dos armamentos que poderão ser utilizados no Gripen, como o míssil A-Darter.

FOTO: 2º SGT BATISTA / CECOMSAER

Tamanho:14,1 metros de comprimento e 8,6 m de largura;


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SEU DINHEIRO

Falsos investimentos Atenção na hora de investir! Certas opções não pagam sequer a inflação e reduzem seu patrimônio Ten JOR Raquel Sigaud Por conta da inflação, o poder de compra do dinheiro se reduz com o passar do tempo. Por isso, é preciso investir de forma adequada para que,

no mínimo, as reservas sejam corrigidas pela taxa de inflação ou acima dela. O problema é que nem todo investimento compensa. Os exemplos abaixo têm característica comum: baixa rentabilidade. O NOTAER

consultou o especialista em Finanças Pessoais da empresa Libratta, Rogério Olegário, que é Tenente-Coronel aviador da reserva, para saber por que são opções ruins de investimento.

Consórcio O problema aqui são as altas taxas de administração, em torno de 16% ao ano. Consórcio traz vantagem somente para quem é contemplado primeiro, porque já começa a usufruir do bem e pagará menos do que o valor de um financiamento. Algumas pessoas, quando contempladas – por sorteio ou por lance – preferem não pegar o dinheiro e deixar que a administradora o aplique, para receber o dinheiro corrigido. No entanto, as administradoras não costumam escolher a melhor opção de investimento, fazendo o dinheiro render pouco. A alternativa é poupar dinheiro e aplicá-lo em fundos mais rentáveis, levando em conta a liquidez, que é a possibilidade de fazer o saque. Se a meta for comprar uma casa ou um carro, por exemplo, você pode optar por investimentos com baixa liquidez, quando é necessário esperar um período maior para resgatar o dinheiro. Já se o plano for uma viagem ou um eletrodoméstico, por exemplo, opte pelas opções com liquidez diária.

Capitalização É um jogo, não um investimento. Não tem liquidez: o dinheiro fica preso até o final do prazo. Apenas parte do montante é corrigida por uma taxa de juros bem abaixo da poupança. Se você usa títulos de capitalização com a desculpa de que não tem o hábito de poupar, a dica é recorrer a depósitos programados, por exemplo, no Tesouro Direto. Além disso, há corretoras que fazem aplicações automáticas em ações.

Previdência Privada Os planos de Previdência Privada cumprem o que prometem: o contratante terá uma renda na velhice. No entanto, é possível multiplicar o dinheiro ainda mais se a pessoa optar por outras formas de investimento. Os planos de Previdência Privada oferecem baixa rentabilidade – a maioria dos fundos rende menos que a poupança. Baixa liquidez (penaliza resgates feitos antes do prazo do vencimento). Altas taxas administrativas, por exemplo, carregamento (sobre cada depósito ou contribuição), gestão (anual) e saída (no momento do resgate). E para piorar não têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é a garantia dada pelo governo de que seu investimento de até R$ 250 mil será preservado em caso de falência da instituição bancária.

Poupança Aplicação mais popular do país, com o tempo, a poupança deixou de ser atrativa, porque oferece uma das mais baixas rentabilidades, que não cobre a taxa da inflação. Por isso, é preciso buscar outras formas de investimento para preservar o valor do dinheiro. Além disso, a poupança só computa a rentabilidade nos aniversários mensais. Se o investidor deposita um valor no dia 5 e saca no dia 20, não terá tido rentabilidade correspondente a esses 15 dias. O rendimento só seria obtido no dia 5 do mês seguinte. A poupança costuma ser a porta de entrada no mercado. A partir daí, é hora de partir para opções mais vantajosas. Para saber mais sobre investimentos e educação financeira, acesse: http://www.vidaedinheiro.gov.br/

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SEGURANÇA DE VOO Dados abertos: Cenipa atualiza informações O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), comprometido com a transparência das informações, disponibiliza trimestralmente à sociedade brasileira a atualização da base de dados de ocorrências aeronáuticas no Portal Brasileiro de Dados Abertos (dados.gov.br). Com a ferramenta, os usuários têm acesso às infor-

mações dos últimos dez anos, podendo pesquisar detalhes das ocorrências da aviação civil brasileira (acidentes e incidentes graves) e fazer download dos dados para análises relativas à pesquisa científica. De acordo com a Assessoria Estatística do Cenipa, o principal objetivo da divulgação dos dados abertos é fornecer aos profissionais que atuam na prevenção de

acidentes aeronáuticos as informações sobre as ocorrências aéreas no Brasil, com o intuito de evitá-las. Dessa forma, o Cenipa atua com transparência, contribuindo para a sociedade, a segurança de voo e o aprimoramento dos dados governamentais. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA)

Informações publicadas pelo Cenipa Com relação à ocorrência: classificação, tipo, localidade, UF, país, aeródromo, data, horário, status da investigação, número do relatório final (quando concluído), quantidade de recomendações de segurança, etc. Com relação à aeronave: código da aeronave, matrícula, equipamento, fabricante, modelo, quantidade de motores, peso máximo de decolagem, país de registro, categoria de registro, origem e destino do voo, fase da operação, quantidade de fatalidades, etc.

Com relação aos fatores contribuintes: fator, aspecto, condicionante, nível de contribuição, detalhe do fator. Para facilitar o entendimento, foram publicados o dicionário de dados do Cenipa e o modelo de dados. No entanto, são resguardadas as informações pessoais de pessoas físicas ou jurídicas envolvidas. Link: dados.gov.br/dataset/ ocorrencias-aeronauticas-da-aviacao-civil-brasileira


Setembro - 2016

ENTRETENIMENTO

FOTO: 2º SGT BATISTA / CECOMSAER

Jogo dos seis erros

Caça palavras O MARECHAL do Ar Eduardo Gomes é PATRONO da Força Aérea Brasileira. Nascido no dia 20 de SETEMBRO de 1896, teve uma notória carreira MILITAR e política, tendo se candidatado a Presidência da República. Foi MINISTRO da Aeronáutica por duas vezes e trabalhou na criação do CORREIO Aéreo Militar, que viria a se tornar o Correio Aéreo NACIONAL. Em HOMENAGEM ao militar, praças, RUAS e parques pelo Brasil, além do AEROPORTO de Manaus, foram batizados com o NOME de Eduardo Gomes.

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Notaer setembro 2016  

Voo 1907 - 10 anos do acidente

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