Notaer - Outubro de 2020

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www.fab.mil.br I Ano XLIV I Nº 10 I Outubro, 2020

ISSN 1518 8558

DIA DO AVIADOR F-39E Gripen faz seu primeiro voo no espaço aéreo brasileiro (Pág. 10)

PREPARO

CONSTRUINDO O FUTURO

Militares de diversas Unidades participaram do Exercício Operacional Tápio (Págs. 4 a 6)

Na COMARA, engenheiros contribuem para o desenvolvimento da Amazônia (Pág. 13)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

AS HERANÇAS DO PAI DA AVIAÇÃO Estamos no mês de nossa data magna, o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). Há 114 anos, no dia 23 de outubro, no comando do 14-Bis, Alberto Santos-Dumont provou que o “Mais Pesado que o Ar” poderia voar. Sua coragem, destreza e visão de futuro nos trouxeram até aqui, e esta edição do Notaer é uma pequena amostra do que aquela cena no Campo de Bagatelle deixou como legado. Esta edição ouviu histórias de Aviadores da FAB que, inspirados pelo Pai da Aviação, falam do amor pelas asas e aquilo que os motivam a continuar Con-

trolando, Defendendo e Integrando o território brasileiro. Também homenageamos os Engenheiros, os Paraquedistas e os Controladores de Tráfego Aéreo da Aeronáutica, profissionais que tanto colaboram para o engrandecimento da Força Aérea. O F-39E Gripen já está no Brasil, onde inicia sua nova fase de testes. O caça desembarcou em Navegantes (SC), e chegou em Gavião Peixoto (SP), realizando o primeiro voo da aeronave em céu brasileiro. A FAB promoveu, também, o Exercício Operacional Tápio 2020, realizado na Ala 5, em Campo Grande

(MS). Nossa matéria traz alguns dos números que o treinamento reuniu: 19 dias, aproximadamente 1.200 horas voadas, 40 aeronaves de mais de 20 Esquadrões, além das Unidades de Infantaria da FAB e militares da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. Caro leitor, em um mês de tantas celebrações, convidamos você a estar cada vez mais perto, por meio da informação, do crescimento e da evolução da nossa gloriosa Força Aérea Brasileira. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Paulo César Andari Chefe do CECOMSAER

Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Ricardo Feijó Pinheiro Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Denys Martins de Oliveira Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Claudio Mariano Rodrigues Santana Editores: Tenente Jornalista Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP) Tenente Jornalista Letícia Faria (MTB 3327/SC) Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE

Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda

REGRAS DE BOA CONDUTA NAS MÍDIAS SOCIAIS

Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

O Regulamento Disciplinar da Aeronáutica (RDAER), os princípios militares de hierarquia e disciplina e as regras de boa convivência social e de educação devem ser levados em consideração também no ambiente on-line. Leia o Manual de Conduta nas Mídias Sociais no âmbito do Comando da Aeronáutica. Acesse https://bit.ly/2Uzw8OB

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Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Paulo César Andari

Diagramação: Sargento SDE Pollyana Dias

MÍDIAS SOCIAIS

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O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno.

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Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

UM MÊS MUITO ESPECIAL O Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), celebrado em 23 de outubro, a cada ano nos proporciona a oportunidade de relembrar aqueles que marcaram a história da nossa Instituição. A comemoração traz à memória o feito de 23 de outubro de 1906, data em que o ilustre brasileiro Alberto Santos-Dumont, “Pai da Aviação mundial e Patrono da Aeronáutica Brasileira”, ousou singrar o Campo de Bagatelle com seu 14-bis. Hoje, com quase oito décadas de missões bem-sucedidas desde a criação do Ministério

da Aeronáutica, em 1941, recordamos nossos primeiros integrantes que bravamente lutaram na Segunda Guerra Mundial, aqueles militares que nos inspiram até hoje como exemplos de coragem, dedicação e amor à profissão. Eles nos mostram que, mesmo em meio às dificuldades mais extremas, devemos fazer sempre o nosso melhor. E é exatamente isso que vejo em cada homem e em cada mulher da Força Aérea Brasileira, que realizam suas atividades com muita eficiência, fazendo com que nossa

Instituição esteja em constante crescimento e seja muito reconhecida em nosso País e no exterior. Este 23 de outubro, para todos nós, é ainda mais especial, pois, representando a evolução tecnológica e operacional da FAB, teremos a apresentação oficial do primeiro F-39E Gripen. Essa aeronave será empregada nas atividades de desenvolvimento conjunto no parque industrial brasileiro, por cooperação entre a Embraer, a Saab e as empresas nacionais selecionadas como beneficiárias no programa de

transferência de tecnologia. Trata-se, portanto, de um mês repleto de emoções, com muitas celebrações alusivas ao Dia do Aviador, incluindo a chegada de um novo avião de caça que, em breve, estará incorporado à FAB, realizando muitas missões. Assim, reforço a confiança depositada em cada um dos integrantes da nossa Força que, com seu trabalho, muito elevam a imagem de nossa Instituição. Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Comandante da Aeronáutica


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FOTO: SARGENTO BIANCA VIOL / CECOMSAER

PREPARO

MILITARES DE DIVERSAS UNIDADES DA FAB PARTICIPARAM DO EXERCÍCIO OPERACIONAL TÁPIO 2020 O OBJETIVO FOI GARANTIR A CONTINUIDADE OPERACIONAL DOS MILITARES DA INSTITUIÇÃO E A PRONTA-RESPOSTA PARA EMPREGO EM DIVERSAS MISSÕES EXECUTADAS PELA FORÇA Ten JOR Iris Vasconcellos A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou por 19 dias o Exercício Operacional (EXOP) Tápio 2020, na Ala 5 , em Campo Grande (MS). Com mais de 20 Esquadrões reunidos e cerca de 40 aeronaves, além de Unidades de Infantaria da FAB, da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, um dos desafios foi garantir a execução segura e operacional de todas as atividades previstas. Foram aproximadamente 1.200 horas de voo, 550 surtidas das aeronaves, cerca de 790 saltos operacionais de paraquedistas e 60 lançamentos de carga, além de 125 tiros simulados

do míssil IGLA-S, realizados pelos Grupos de Defesa Antiaérea da FAB. Todos esses números refletem a complexidade dos treinamentos, programados pelo Comando de Preparo (COMPREP), realizados para manter a operacionalidade dos militares. E para que essas atividades fossem executadas da forma mais segura e operacional, o Exercício Tápio contou com o trabalho de militares da FAB de diversas especialidades. Veja mais sobre a Operação

APOIO AO EFETIVO Alogística de apoiode pessoal durante o Exercício Operacional Tápio foi um trabalho conjunto de toda a Guarnição de Aeronáutica de Campo Grande, incluindo militares da Ala 5 e do Grupamento deApoio de Campo Grande (GAP-CG).As atividades configuraram um desafio devido à grande quantidade de solicitações realizadas e atendidas no contexto de enfrentamento à COVID-19. Foram mais 700 pedidos registrados no Sistema de Gerenciamento de Exercício. As solicitações foram divididas

em Tecnologia da Informação, transporte e alimentação, além dos contatos diretos com o responsável pelo Suporte de Vida Vegetativa, o qual ficou à disposição, diariamente. De acordo com o Chefe da Célula de Suporte de Vida Vegetativa do Exercício, Major Aviador Benedito Carmenton Pessanha Batista de Carvalho, o apoio ao efetivo teve uma avaliação positiva. “Lembro que este é o terceiro Exercício Operacional e, a cada edição, nós estamos conseguindo aprimorar a maneira de apoiar os participantes. Essa nossa luta constante em busca da perfeição no suporte visa a permitir que os participantes se preocupem em apenas cumprir a missão”, finaliza o Oficial.


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O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, destacou que a realização do Exercício é de grande relevância para a manutenção operacional da FAB. “O EXOP Tápio é fundamental para garantir a continuidade da capacitação e a progressão operacional de nossas equipagens. Está

HIGIENIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES O Sargento Especialista em Enfermagem Fábio Fin, do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV), atuou no gerenciamento e coordenação do processo de higienização

na sua terceira edição e nós já temos indicadores que comprovam excelentes resultados atingidos até o momento”, afirmou. Segundo o Comandante do COMPREP, TenenteBrigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, a junção e coordenação para que houvesse apoio da tropa foi um dos focos do Exercício. “Esse

da Ala 5, uma das ações primordiais do Plano de Biossegurança, implementado para reduzir as possibilidades de contágio por COVID-19 entre os participantes do Exercício. Segundo o Sargento Fábio Fin, já na chegada à Ala 5, os militares passavam por uma barreira sanitária, na qual a temperatura era auferida e as bagagens sanitizadas.

ano, com mais dificuldade por conta da pandemia, mas graças ao apoio do nosso pessoal, conseguimos proporcionar, em Campo Grande, uma estrutura adequada para operar com grande quantidade de militares e aeronaves”, informou. O Comandante da Ala 5, Brigadeiro do Ar Luiz Cláudio Macedo Santos, avaliou o EXOP Tápio de forma

Diariamente, uma equipe de 40 militares, que foram capacitados previamente, realizaram a higienização de diversas instalações da Ala 5, como auditórios dos Esquadrões e alojamentos, contemplando uma área de aproximadamente 4.800 m². “Esse papel de auxiliar na garantia da segurança do Exercício Operacional

positiva quanto aos procedimentos de biossegurança adotados. “Nós mostramos a capacidade de organizar e reunir um quantitativo grande de pessoas, adotando todas as medidas e seguindo os protocolos de biossegurança. Com isso, conseguimos atingir 100% das metas estabelecidas”, finalizou.

só foi possível porque, ao longo da carreira, nós nos especializamos, por exemplo, na área de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN). Essa experiência nos capacitou e também possibilitou que o nosso trabalho contribuísse para que o EXOP Tápio fosse concluído com bastante êxito”, ressaltou o militar.

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FOTO: SOLDADO AVALHAES / ALA 5

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Especialista em Fotointeligência, a Sargento Tayane Yurie de Mattos Takemura desempenha uma função com alto grau de complexidade no Esquadrão Carcará (1°/6° GAV). A bordo da aeronave R-35A, ela opera o sensor ADS-80, que faz a captação de imagens ortorretificadas, ou seja, imagens de alta qualidade

que fornecem coordenadas mais precisas. Segundo a Sargento Takemura, no Exercício Tápio, o trabalho do Esquadrão Carcará começou bem antes do início das atividades operacionais. “Foram captadas imagens necessárias para o planejamento e a execução da manobra”, relembra. Já durante o Exercício, com a aeronave R-35A, foram produzidos, c o l e t a d o s e va l i d a d o s dados fundamentais para a atividade. No decorrer dos treinamentos, o Esquadrão

atuou no reconhecimento d e á r e a s o n d e h a ve r i a emprego de bombas, como também na análise de dano do bombardeio logo após a simulação de ataque. De acordo com a S a r g e n t o Ta k e k m u r a , o sensor ADS-80 possibilita visualizar e identificar itens como viaturas e instalações. “Dependendo da altitude de coleta, essa capacidade se potencializa”, explica.

ATENDIMENTO DE SAÚDE INICIAL A Sargento Especialista em Enfermagem, Letícia Fernandes Aranha da Costa, integrou a equipe da Unidade Celular de Saúde (UCS). Composta por Médicos Clínicos, Ortopedistas, Cirurgiões, Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem, a UCS possibilitou a assistência de saúde aos participantes do Exercício Operacional Tápio. Na UCS, os militares realiza-

ram testes de COVID-19 nos sétimo e décimo quarto dias do Exercício. “Tal medida prevista no Plano de Biossegurança foi fundamental para a segurança do militar”, explica. Segundo ela, o trabalho na UCS, além das testagens para COVID-19, caso houvesse necessidade realizariam atendimentos em leitos de emergência, CTI e repouso.

“É muito importante poder dar assistência de saúde a tantos militares reunidos no Exercício e vê-los cumprindo os treinamentos operacionais. Isso me faz acreditar ainda mais que faço parte da engrenagem que faz a Força Aérea cumprir sua missão de Controlar, Defender e Integrar”, complementa.

SEGURANÇA DE VOO

O Suboficial Especialista em Estrutura e Pintura, Giovane Kassten de Moraes, do efetivo do Esquadrão Escorpião (1°/3° GAV), trabalha há 13 anos no projeto A-29 e, no Exercício Operacional Tápio, realizou trabalho fundamental para manter as aeronaves seguras e preparadas para

atender ao esforço aéreo demandado pelo Exercício. “Nosso trabalho se baseia em uma rígida Doutrina de Manutenção, que é respaldada pelo espírito de equipe, aderência total a normas e procedimentos e constante supervisão”, explicou. Segundo ele, o trabalho de manutenção de aeronaves já é um desafio constante e, no EXOP Tápio, por ocasião do grande volume

de saídas e regressos das aeronaves, o nível de atenção é ampliado, pois são realizadas inspeções rotineiras de pré-voo, pós-voo e intervoo. “Adaptar-se à movimentação de muitas aeronaves de projetos diferentes, ocorrendo ao mesmo tempo, no pátio operacional, respeitando as características de táxi de cada uma, também é um grande desafio”, destaca.

FOTO: SARGENTO REZENDE / CECOMSAER

INFORMAÇÃO EMBARCADA

FOTOS: SARGENTO BIANCA VIOL / CECOMSAER

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SEGURANÇA MÁXIMA NAS ALTURAS

FOTO: DECEA

CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO

RESPONSÁVEIS PELA SEGURANÇA DO ESPAÇO AÉREO, CONTROLADORES TÊM PAPEL FUNDAMENTAL NO SUCESSO DA AVIAÇÃO Ten JOR Flávia Rocha O Dia Mundial do Controlador de Tráfego Aéreo é comemorado em 20 de outubro. A data é celebrada desde 1960, quando ocorreu o primeiro encontro internacional desses profissionais, na Grécia. O Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, destaca a atuação dos Controladores de Tráfego Aéreo. “Os controladores de tráfego aéreo fazem parte de um grupo de profissionais que atua incansavelmente durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, para que a navegação aérea mantenha a sua fluidez e segurança, garantindo a eficiência do serviço prestado para a aviação nacional e internacional. Expresso reconhecimento pelo inestimável trabalho realizado diuturnamente, que empregam sua experiência técnico-operacional em prol da navegação aérea que tanto orgulham a Força Aérea Brasileira”, destaca o Oficial-General. Mas quem são e o que fazem esses profissionais tão fundamentais para o sucesso da aviação?

“Em linhas gerais, esses profissionais são os responsáveis por acelerar e manter ordenado o fluxo de tráfego aéreo, prover avisos e informações úteis para a condução segura e eficiente dos voos, prevenir colisões entre aeronaves e obstáculos, além de notificar as organizações apropriadas quando aeronaves necessitam de auxílio de busca e salvamento”, explica o Assessor da Seção de Normas de Gerenciamento de Tráfego Aéreo do DECEA, Tenente Claudionor Silva de Macêdo. “Desde a autorização da rota, do acionamento dos motores, do táxi da aeronave, até a decolagem, os controladores de Torre de Controle de Aeródromo lidam com a demanda de tráfego. Efetuando procedimentos preparados para evitar conflitos e colisões com obstáculos no solo, os Controladores de Tráfego Aéreo do Controle de Aproximação (APP) informam e separam tráfegos próximos, agilizam a interceptação das rotas a serem voadas e dão informações importantes aos pilotos, como as solicitações de mudanças de nível”, diz o Chefe da Seção de Operações do Destacamento de Controle do

A data é celebrada desde 1960, quando ocorreu o primeiro encontro internacional de Controladores Espaço Aéreo de Anápolis (DTCEA-AN), Tenente Aloísio Alves de Oliveira. Existe, ainda, uma habilitação especial para controladores que os permite realizar a chamada operação PAR (do inglês Precision Approach Radar), um tipo especial de aproximação radar de alta precisão em que esse profissional assume a navegação da aeronave e orienta sua descida até o ponto de toque, atribuindo direções, velocidade e razão de descida em cenários de clima desfavorável, quando o piloto não teria condições de fazê-la sem esse tipo de auxílio. “Nesse contexto, o aeródromo da Ala 2, em Anápolis (GO), tornou-se um porto seguro, não só para aeronaves militares, mas também

para as civis em situações anormais, quais sejam: com problemas relacionados a baixo nível de combustível, desvios por formação meteorológica adversa, problemas mecânicos, dentre outras”, detalha o Tenente Aloísio. Em determinadas ocasiões de tempo e situações de voo, os Controladores PAR tornam-se os olhos dos pilotos e têm em suas mãos dezenas de vidas. Há muitas histórias emblemáticas que comprovam isso. Uma delas aconteceu em 2012. “Um Airbus, com 160 pessoas a bordo, foi controlado por um Operador PAR para pouso em Anápolis após informar que não teria mais autonomia para espera”, lembra o Chefe da Seção de Operações do DTCEA-AN.


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PILOTOS FALAM DO AMOR À AVIAÇÃO Ten JOR Raquel Alves Ten JOR Cristiane dos Santos Alberto Santos-Dumont, Eduardo Gomes, Casimiro Montenegro e Nero Moura foram alguns dos que edificaram a história da Força Aérea Brasileira (FAB). Os passos dados por essas personalidades reverberaram e motivaram muitos outros brasileiros que também ousaram, possibilitando que a Aeronáutica Brasileira se tornasse referência mundial.

Espelho dessas figuras importantes que forjaram os valores e ideais da FAB, temos hoje os nossos militares, aqueles que voam e fazem voar. São 79 anos de história, de um passado repleto de glórias e de um futuro promissor. Movidos pelo fascínio de voar, os filhos altivos dos ares, que honram o legado dos antecessores e são comprometidos com nossa nação, norteados pela disciplina, idoneidade e amor à Pátria, relatam suas atuações, missões e o amor à profissão.

AVIAÇÕES SE DESTACARAM EM DIVERSAS MISSÕES EM 2020 Aviação de Asas Rotativas “O que mais me motivou a seguir a carreira na Aviação de Asas Rotativas foi ajudar as pessoas. Poder transmitir o sentimento de segurança e proteção para a sociedade me enche de orgulho. Já participei de missões que me proporcionaram realizações profissionais e pessoais, como o transporte de vacinas às comunidades indígenas e missões de resgates. Recentemente, participei da missão de Transporte Aéreo Logístico na Operação Pantanal, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, quando pude transportar os brigadistas do Corpo de Bombeiros até os locais dos focos de incêndio, além de participar do resgate de uma onça pintada que estava debilitada por conta das chamas”. Tenente Aviador Josué Marcos Coelho Gonçalves - Esquadrão Pantera (5º/8º GAV)

Aviação de Caça “A Aviação de Caça me inspira desde criança. Sempre que eu ia ao Campo de Marte, em São Paulo (SP), com minha família, olhava as aeronaves voando. Isso me motivou a ingressar na Força Aérea Brasileira. Depois de muito estudo e dedicação, consegui ir para a Aviação de Caça. Tenho muito orgulho de pertencer ao seleto grupo de pilotos de caça e acredito que me manter preparado é a melhor forma de defender o nosso País. Participei recentemente do Exercício Operacional Tápio, em Campo Grande (MS), organizado pelo Comando de Preparo (COMPREP), quando exercitamos, com afinco, diversas manobras com o objetivo de defender a nossa Pátria”. Tenente Aviador Rômulo dos Santos Farias - Esquadrão Centauro (3°/10° GAV)


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E À FORÇA AÉREA BRASILEIRA Aviação de Patrulha

Aviação de Transporte

“Forjada no calor das batalhas da 2ª Grande Guerra e bombardeando os submarinos inimigos, os feitos da Patrulha foram cravados na história. Seu passado glorioso foi o que me fez escolher esse caminho. Como piloto da Aviação de Patrulha, atuei em diversas missões focadas na proteção de nosso litoral, mas jamais esquecerei a missão de buscar e monitorar o avanço das manchas de óleo que atingiram nossas águas, no litoral brasileiro. Foi um dos desastres ambientais mais recentes que nossa nação sofreu, no qual a FAB atuou intensamente. A Amazônia Azul é nossa e estarei sempre pronto para protegê-la. Salve a Patrulha!” Capitão Aviador Aliki Vasconcelos Costa - Esquadrão Phoenix (2°/7° GAV)

“Quando ingressei na Academia da Força Aérea, objetivava realizar o sonho de voar. O meu sonho se concretizou. Eu me sinto realizado com a minha carreira e por voar na Aviação de Transporte. Realizamos diversas Ações de Força Aérea, dentre elas o Transporte Aéreo Logístico, que leva ajuda a quem mais necessita, nos locais mais longínquos do nosso País e do exterior. Em 2020, durante a Operação COVID-19, transportamos diversos materiais e insumos - como respiradores, álcool em gel e Equipamentos de Proteção Individual, a quem mais precisava de apoio. Foi um sentimento comum, para mim e para a tripulação, a felicidade em ajudar aqueles que, possivelmente, não receberiam a ajuda de forma tão rápida”. Tenente-Coronel Aviador Luiz Fernando Rezende Ferraz - Esquadrão Zeus (1º GTT)

Aviação de Busca e Salvamento

Aviação de Reconhecimento

“A oportunidade de salvar vidas foi minha grande motivação ao escolher a Aviação de Busca e Salvamento, e assim tenho seguido a minha carreira. Uma das missões mais marcantes aconteceu em novembro de 2018. A missão foi acionada quando o Esquadrão Pelicano ainda estava implantando o H-60L Black Hawk. Por isso, uma tripulação mista do 2º/10º GAV e 5º/8º GAV decolou para as buscas. Foram muitos desafios até que, depois de cinco dias e quatro noites, dois passageiros foram encontrados com vida. Celebramos o resgate e, passados alguns meses, um dos sobreviventes voltou para nos contar a história pelo seu ponto de vista. Foi emocionante ver sua gratidão. Só restou o sentimento de dever cumprido.” Capitão Aviador André Villela Gaspar – Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV)

“Desde que ingressei na FAB, tive a grata satisfação de pertencer a duas Aviações completamente distintas – Transporte e Reconhecimento. Atualmente, na Aviação de Reconhecimento, minha grande satisfação é realizar missões de inteligência em contribuição à defesa da Pátria e do Espaço Aéreo Brasileiro, como nos acionamentos da Defesa Aérea em Operações conjuntas com os órgãos de segurança pública. Sem dúvida, sou muito realizada na carreira que escolhi seguir e sinto-me cada vez mais motivada em cumprir missões constitucionais do nosso País”. Capitão Aviadora Thais Lemgruber Américo - Esquadrão Guardião (2º/6º GAV)

FOTO: SARGENTO JOHNSON / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

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Outubro - 2020 FOTO: SARGENTO JOHNSON BARROS / CECOMSAER

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F-39E GRIPEN REALIZA PRIMEIRO VOO EM ESPAÇO AÉREO BRASILEIRO O VOO OCORREU NO TRAJETO ENTRE NAVEGANTES (SC) E GAVIÃO PEIXOTO (SP), NO DIA 24 DE SETEMBRO Por Agência Força Aérea A primeira aeronave multimissão F-39E Gripen tocou o solo brasileiro no dia 20 de setembro. O caça chegou pelo Porto de Navegantes (SC), após ter sido transportado em um navio, de Norrköping, na Suécia. O trajeto do F-39E Gripen do porto para o aeroporto foi feito na madrugada do dia 22, por militares do Grupo de Segurança e Defesa (GSD) de Canoas, Santa Maria e Florianópolis, além do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Santa Catarina. Outros órgãos também participaram da ação:

Receita Federal, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), Prefeitura Municipal de Navegantes, Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN) e Bombeiros Voluntários de Navegantes. No dia 24, decolou do Aeroporto de Navegantes para Gavião Peixoto (SP), acompanhado por dois F-5M pertencentes ao Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAV) – Esquadrão Pampa. Dois helicópteros da FAB, um H-36 Caracal e um H-60L Black Hawk, foram mantidos de

sobreaviso para qualquer eventualidade. Em Gavião Peixoto, o caça ficará alocado no Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês Gripen Flight Test Center), uma estrutura construída para a transferência de tecnologia, suporte e atualizações no ciclo de vida da plataforma na FAB. A aeronave será empregada nas atividades de desenvolvimento conjunto que serão realizadas no parque industrial brasileiro, por cooperação entre a Saab e as empresas nacionais selecionadas como beneficiárias

no programa de transferência de tecnologia (offset). Para o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, a chegada da primeira unidade da aeronave F-39E Gripen é um grande marco para o projeto. “É uma imensa satisfação ver esta aeronave voando em território nacional. O F-39E/F Gripen, será a espinha dorsal da Aviação de Caça e veio para reafirmar o compromisso da FAB em manter a soberania do País, defendendo os 22 milhões de quilômetros quadrados sob sua responsabilidade”, ressalta o Comandante.


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PARAQUEDISMO

PARAQUEDISTAS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA: VALENTES E AUDAZES

FOTO: SARGENTO JOHNSON BARROS / CECOMSAER

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Para definir a missão dos paraquedistas da Força Aérea Brasileira (FAB), que comemoram seu dia em 20 de outubro, é impossível dissociá-los da intrepidez. A bordo de uma aeronave, a cerca de 12 mil pés – mais de 3,5 mil metros de altura –, e equipados, é hora da porta se abrir e, então, “num salto gigante surgindo do anil, vem ele planando no templo de Deus, lutar em defesa do nosso Brasil” – como cita a Canção do Paraquedista. A FAB atua com duas modalidades de paraquedismo: a operacional, que realiza incursão em cenários de difícil acesso, como na missão de Busca e Salvamento; e, a desportiva, que representa a Instituição em eventos no Brasil e no exterior, em competições militares ou civis. Operacional O Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS) é conhecido como PARA-SAR (PARA, de paraquedista e SAR, do inglês, Search and Rescue), um esquadrão de Operações Especiais e Busca e Salvamento. Para se tornar um paraquedista operacional do EAS,

o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel de Infantaria Igor Costa Cabral, explica que o militar deve ser habilitado no Curso de Busca e Salvamento e no Curso de Comandos da Força Aérea. “No PARA-SAR, ser paraquedista operacional é conquistar o título de militar operacional em Resgate e Operações Especiais”, completa. O militar paraquedista, ao final de sua formação, passa a utilizar a boina grená e o brevê (asas de prata), além do tradicional boot marrom como complemento de seu fardamento. “O boot representa coragem, garra e determinação inerente aos militares paraquedistas. Em especial, no PARA-SAR, está atrelado ao gorro laranja, que nos remete ao espírito de dever e honra daqueles que juraram dar suas vidas para que outros possam viver”, salienta. Desportivo A Equipe Militar Desportiva de Salto Livre da FAB, conhecida como Falcões, está sediada no Rio de Janeiro (RJ), na Comissão de Desporto da Aeronáutica (CDA). Na atuação do paraquedismo desportivo, os militares participam de três modalidades: Formação em Queda Livre (4 way), em que saltam do avião e

FOTO: SARGENTO BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Ten JOR Leticia Faria

FOTO: TENENTE ENILTON KIRCHHOF / CECOMSAER

FAB CONTA COM O PARAQUEDISMO OPERACIONAL E DESPORTIVO

montam o maior número de figuras no tempo de 35 segundos; Precisão, salto a 3,5 mil pés de altura, com o objetivo de pousar em um prato eletrônico com um alvo de dois centímetros, sobre um colchão inflável; e, o Estilo, que realizam o salto a sete mil pés de altura, para alcançar aproximadamente 300 km/h, com o objetivo de

fazer seis manobras no menor tempo possível. O Tenente Especialista Rodrigo Gonçalves explica que, para tornar-se paraquedista militar desportivo, é necessário fazer o curso militar de salto livre, ministrados pelo PARA-SAR ou pelo Exército Brasileiro, ou ainda, por uma escola civil de paraquedismo.


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FOTO: ALBATROZ BRASIL DRONES

OPERACIONAL

ESQUADRÃO PELICANO E PARA-SAR REALIZAM TREINAMENTO DE RESGATE NA ÁGUA MANOBRA OCORREU NA BASE AÉREA DE SANTOS, NO LITORAL DE SÃO PAULO, E ENVOLVEU MAIS DE 40 MILITARES, ALÉM DA EQUIPE DE APOIO Sargento Raphaela da Costa Rocha, realizou lançamento de fumígenos (acessório de sinalização), operou o guincho e foi transportada como vítima. “A capacitação é essencial. O nosso preparo salva vidas. Diversas vezes, somos a esperança de alguém”, disse.

dessas capacidades é o resgate de vítimas em meio aquático por meio do içamento utilizando o guincho da aeronave. Essa operação tem o intuito de realizar a manutenção operacional dos tripulantes, buscando o adestramento necessário para uma operação segura e eficiente”, afirmou.

Resgate De acordo com o Chefe da Seção de Operações do 2°/10º GAV, Major Aviador Tiago Gomes de Sales, o Exercício Técnico Pelicano ocorre ao término do processo de implantação do novo vetor H-60 Black Hawk no Esquadrão. Segundo ele, é necessária a retomada das capacidades operacionais para a total prestação do serviço de O treinamento simula uma condiBusca e Salvamento. “Uma ção mais próxima da real em resgate

FOTO: TENENTE CRISTIANE / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

Ten JOR Cristiane dos Santos a s n e c e s s i d a d e s d e aperfeiçoamento no O Sistema de Busca e Sal- preparo da Ação de Busca e vamento Aeronáutico atua Salvamento na água. O treinamento foi realiem uma área de 22 milhões de Km², grande parte sobre o zado através de içamentos Oceano Atlântico e sobre os com equipamento guincho rios da Amazônia. Com o ob- do helicóptero H-60L Black jetivo de treinar as equipagens Hawk. Mais de 40 militares para acionamento de resgate participaram da instrução, em meio aquático, o Esqua- contemplando pilotos, opedrão Pelicano (2º/10º GAV) radores de equipamentos e o Esquadrão Aeroterrestre especiais, equipes de apoio, de Salvamento (PARA-SAR) homens de resgate, além realizaram, de forma conjunta, dos militares que atuaram o Exercício Técnico Içamento como vítimas, possibilitando uma condição mais na Água. S o b a c o o r d e n a ç ã o próxima do real. Durante o adestramento, do Comando de Preparo (COMPREP), o adestramento antes e depois das práticas de o c o r r e u d e 1 0 a 1 9 d e resgate, inclusive com uso de setembro, na Base Aérea maca, foram realizadas reude Santos (BAST), no litoral niões para aprimoramento do paulista, visando identificar conhecimento. A Operadora a s p o t e n c i a l i d a d e s e de Equipamentos Especiais,


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ENGENHARIA DA AERONÁUTICA

PROJETANDO E CONSTRUINDO A FORÇA AÉREA DO FUTURO ENGENHEIROS DA FAB SÃO HOMENAGEADOS NO DIA 28 DE OUTUBRO. NA COMARA, PROFISSIONAIS SÃO ESSENCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA Ten JOR Jonathan Jayme Nos anos de 1940, o desejo do Marechal Casimiro Montenegro Filho era desenvolver uma escola que formasse Engenheiros de excelência e gerasse tecnologia aeronáutica de ponta. O que era apenas um sonho para aquele que se tornaria o Patrono da Engenharia da Aeronáutica transformou-se em uma das principais instituições de ensino do País: o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O visionário abriu as portas para a atuação de incontáveis profissionais da área que atuam na Força Aérea Brasileira (FAB), homenageados em 28 de outubro, data de nascimento do Marechal, quando é celebrado o Dia da Engenharia da Aeronáutica. Engenheiros que integram o País Na Comissão de Aeroportos da Região Amazônica

(COMARA), organização subordinada ao Comando-Geral de Apoio (COMGAP), atuam 36 profissionais das áreas de Engenharia de Infraestrutura, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Agrimensura, Engenharia Agronômica, Engenharia do Trabalho e Engenharia Mecânica. Esses militares têm papel essencial na projeção, construção e recuperação de aeroportos em regiões inóspitas e de difícil acesso na Amazônia Legal, contribuindo para a soberania nacional e o progresso do Brasil. O Vice-Presidente da COMARA, Coronel Aviador Steven Meier, que também possui formação em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo ITA, destaca que o trabalho desses profissionais tem grande importância no desenvolvimento de projetos e que uma boa atuação pode significar, inclusive, economia de re-

cursos. “Em locais inóspitos e de difícil acesso, onde a COMARA costuma trabalhar, essa economia representa a diferença entre viabilizar uma obra ou deixar a população desassistida”, acrescenta. Ainda em 2001, quando estava na graduação no ITA, o Chefe da Divisão de Engenharia da COMARA, Major Engenheiro Renato Resque Teixeira, já manifestava sua vontade de atuar naquela Organização que, segundo ele, tem papel fundamental para a integração nacional. “Temos oportunidades diárias de interação com os profissionais que compõem a equipe de Engenharia, que se mostram sempre aguerridos a cada novo projeto e totalmente engajados para o efetivo cumprimento da missão”, completa. A Tenente Engenheira Eletricista Andrea Melissa

Cantuária Gonzaga diz que exercer a profissão na FAB é um diferencial para a carreira. “Poucas instituições dispõem de quadros de Engenheiros com diversificada formação, consistente conhecimento técnico e disposição constante ao aperfeiçoamento. Assumimos o compromisso gratificante de dedicar a nossa profi ssão ao desenvolvimento da Nação”, finaliza.

SAIBA MAIS Além dos profissionais oriundos do ITA, na Força Aérea Brasileira (FAB) há, ainda, os que são formados nas universidades brasileiras e que ingressam nos Quadros de Oficiais Engenheiros (QOENG) e de Oficiais da Reserva de 2ª Classe Convocados (QOCON).

FOTO:COMARA

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Outubro - 2020 FOTO: INTERNET

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OUTUBRO ROSA

TODAS CONTRA O CÂNCER DE MAMA ATIVIDADE FÍSICA, HÁBITO ALIMENTAR SAUDÁVEL E MANUTENÇÃO DO PESO REDUZEM O RISCO DE DESENVOLVER A DOENÇA Ten JOR Leticia Faria Outubro é o mês em que as mulheres são incentivadas a darem mais atenção à saúde das mamas. O Outubro Rosa traz uma mensagem especial de alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima o surgimento de 66.280 novos casos de câncer de mama em cada ano do triênio 2020-2022.

Para impedir o avanço da doença, é importante que os cuidados sejam regulares. Para isso, o Chefe do Setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB), Major Médico Juliano Deckert, orienta as mulheres que fiquem atentas aos principais sinais e sintomas, como nódulos, pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no mamilo e secreção sanguinolenta. Manter a prática de atividade física, o hábito da alimentação saudável, a

manutenção do peso corporal (IMC abaixo de 25) e a amamentação são fatores de prevenção primária que reduzem o risco de desenvolvimento da doença. A Mastologista do HFAB, Tenente Médica Mayra Teixeira Magalhães, destaca as formas de prevenção secun-

dárias. “O auto-exame é o diagnóstico precoce – não evita o câncer de mama, mas, percebendo algo diferente, pode ser tratado a tempo. Há, ainda, o exame de mamografia, para mulheres a partir dos 40 anos, que diminui complicações e mortalidade”, finaliza a Oficial.

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

CRIANDO E ARMAZENANDO SENHAS DE FORMA SEGURA Senha de e-mail pessoal, senha de e-mail profissional, senha de banco, senha das redes sociais – Twitter, Facebook, Instagram etc. Como criar tantas senhas e como memorizá-las? Um dos fatores que tornam uma senha menos segura são aquelas fáceis de adivinhar: nome dos filhos (as), pais, esposa (o) ou datas importantes. Esses fatores devem ser evitados, mesmo que sejam adicionados outros caracteres, pois essas palavras podem ser utilizadas para gerar um “dicionário de senhas”. O tamanho da senha

também importa. Ela deve ser constituída de pelo menos dez caracteres. Aconselha-se que contenha letras maiúsculas e minúsculas, números, caracteres especiais e não deve conter sequências como “123”, “abcd”, “qwert”, etc. Uma má prática é utilizar a mesma senha em vários serviços. Agora que já sabemos como criar senhas sem os erros mais comuns, precisamos saber formas de guardá-las. Anotar em um pedaço de papel obviamente não é a solução ideal. Felizmente existem soluções mais seguras, como por

exemplo armazená-las no navegador. Os mais usados atualmente, Firefox e Google Chrome, oferecem essa possibilidade, desde que observados alguns detalhes: 1) O Firefox permite guardar senhas utilizadas de dois modos. Em um deles, mais seguro e recomendado, as credenciais são salvas com uma senha mestra. Para visualizar quaisquer senhas salvas no navegador é preciso inserir uma senha mestra previamente cadastrada. No outro modo, as credenciais dos sites são salvas sem nenhuma proteção e qualquer

pessoa que tenha acesso ao computador consegue visualizar as senhas salvas. 2) Já no Google Chrome, o usuário salva suas senhas direto na sua conta do Google. Assim é possível ter acesso às suas senhas de qualquer lugar com internet. Além da utilização dos navegadores, é possível recorrer a softwares de armazenamento de senhas. As soluções mais utilizadas são KeepPass, LastPass e o 1Password. (Centro de Inteligência da Aeronáutica - CIAER)


ENTRETENIMENTO

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CAÇA PALAVRAS

A partir de 1905, Santos-Dumont iniciou os estudos que culminaram com seu primeiro avião, o 14-Bis, com o qual decolou no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de Outubro de 1906. Foi o primeiro voo público de um avião no mundo. Fonte: INCAER

RESPOSTA DO CAÇA PALAVRAS DA EDIÇÃO DE SETEMBRO DE 2020