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ISSN 1518-8558

Ano XXXIX Nº 10 Outubro, 2016

FOTO SGT JONHSON BARROS / CECOMSAER

www.fab.mil.br

Manche, manete e computador Veja como a evolução tecnológica ampliou atuação dos pilotos (Págs. 8 e 9) REESTRUTURAÇÃO Comandante da Aeronáutica realiza ciclo de palestras sobre reestruturação da FAB (Pág. 6)

OPERACIONAL C-105 Amazonas completa 10 anos de atividades na FAB. Conheça a história e as missões da aeronave nesse período. (Págs. 10 e 11)

TRÁFEGO AÉREO Controladores receberão novo sistema de simulação que trará maior eficácia e cenários mais próximos do real. (Pág. 12)


Um mês de celebração Outubro marca para nós um mês de celebração pelo Dia da Força Aérea Brasileira e do Aviador. Ao comemoramos 75 anos, temos a certeza que muito evoluímos ao longo da história. E uma parte dessa evolução você pode conferir em nossa matéria especial sobre os desafios dos pilotos com os avanços da tecnologia. A reportagem representa uma Força Aérea que está em constante modernização em todos os seus setores. Na estrada das comemorações, mostramos que nesse mês de outubro, a aeronave C-105 Amazonas completa 10 anos de atividades na FAB. Relembre a trajetória desse

avião que elevou a capacidade operacional da nossa Aviação de Transporte. Nessa edição celebramos ainda o Dia do Professor. Veja nas páginas a seguir exemplos de militares que, além de suas atividades dentro das unidades da FAB, se dedicam voluntariamente ao ensino e ajudam a transformar realidades. No caminho da transformação, trouxemos para você uma reportagem especial sobre a reestruturação da FAB com a criação das “Alas”: comandos que terão foco exclusivo na área operacional. Como outubro também é o mês das crianças, a coluna seu

dinheiro traz um artigo especial sobre a educação financeira na infância. E, em celebração ao Dia Mundial do Controlador de Tráfego Aéreo, mostramos a você um novo simulador que incrementará o treinamento desses profissionais. Entre as datas importantes desse mês, destacamos ainda a promoção da campanha Outubro Rosa, contra o câncer de mama. Nossas unidades de saúde estão engajadas nas ações de prevenção e prepararam uma programação especial. Saiba como você pode participar e com pequenos gestos de doação ajudar a quem precisa. Boa leitura! Brig Ar Ary Soares Mesquita Chefe do CECOMSAER

FOTO: SGT JHIONSON BARROS / CECOMSAER

CARTA AO LEITOR

FOTO: JHONSON BARROS / CECOMSAER

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FOTO: SGT ALEXANDRE MANFRIM / CECOMSAER

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Expediente O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita Editoras: Tenentes Jornalistas Emília Maria ( MTB 14234RS) e Evellyn Abelha (MTE 973MS) Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Diagramação e Arte: Tenente Longo, Suboficial Ramos, Sargentos Emerson Guilherme Rocha Linares, Marcella Cristina e Lucemberg Nascimento Oliveira da Silva Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

O seu wi-fi está seguro? Já imaginou ficar sem internet wi-fi em casa hoje em dia? Essa mera possibilidade assustaria muitas pessoas. A rede sem fio está presente em 80% dos domicílios urbanos do Brasil, segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). Apesar do conforto e praticidade que as redes sem fio nos oferecem, é preciso estar atento a alguns aspectos de segurança relativos ao seu uso. É comum utilizarmos o roteador de internet oferecido pela operadora com suas configurações de fábrica e também com a senha definida pelo técnico responsável pela instalação. Cuidado! Essa prática impõe sérias ameaças às suas informações. Normalmente, as senhas de acesso deixadas pelos técnicos seguem um padrão defini-

do pela prestadora do serviço. Algumas coincidem com o número do telefone do cliente. Sabendo disso, indivíduos mal-intencionados conseguem descobrir o código em questão de minutos. Por isso é tão importante alterar imediatamente a senha e depois definir alguma periodicidade para atualizá-la. Não se pode esquecer

também de alterar a senha de configuração do roteador, que é diferente da senha de acesso à internet. Deixar a senha de fábrica abre uma oportunidade enorme para os crackers acessarem seus dados ou mesmo direcionarem o usuário para páginas falsas de bancos, por exemplo.

A ação de um intruso não apenas diminuirá a velocidade da sua conexão. Ele também será capaz de alcançar pastas e recursos do seu computador que estejam compartilhados, descobrir as páginas que você tem visitado, obter os arquivos que você esteja baixando do seu e-mail e muito mais. Existem muitos aplicativos de dispositivos móveis que servem para descobrir se há intrusos na sua rede sem fio. Uma simples pesquisa nos motores de busca da internet trará inúmeras opções para realizar um acompanhamento mais próximo sobre os dispositivos que se conectaram ao seu roteador. Portanto, esteja alerta! As suas informações e da sua família são muito importantes e devem ser protegidas. (Centro de Inteligência da Aeronáutica - CIAER)

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

Nossa eterna inspiração É chegado mais um mês de outubro. O mês em que celebramos o Dia da Força Aérea Brasileira. Graças a essa grandiosa instituição, nós militares tivemos a oportunidade de participar de importantes e decisivos momentos do País ao longo da história, seja em combate durante a Segunda Guerra Mundial, ou na defesa ininterrupta de nosso espaço aéreo e da soberania do

Brasil, ou, ainda, salvando vidas e integrando nosso vasto território por meio do Correio Aéreo Nacional. São 75 anos de extenso e contínuo trabalho em prol da sociedade brasileira. O dia 23 de outubro foi especialmente escolhido para marcar o Dia do Aviador e da nossa Força Aérea, pois, nessa data, em 1906, o genioso inventor Alberto Santos Dumont alçou voo a bordo de seu 14-Bis,

em Paris. Um feito que mudou os rumos da história da humanidade e deu sentido à nossa. Olhar para trás e relembrar um outubro passado há 110 anos não é apenas um saudosismo. É ter a ciência de onde viemos, é conhecer quem somos e ver aquilo que construímos. É também enxergar nessa trajetória a evolução de um trabalho. Trabalho esse de onde nós tiramos a certeza de que,

se transcorrido mais de um século do voo de Santos Dumont e fomos capazes de chegar aonde estamos, teremos um futuro do qual poderemos nos orgulhar tanto quanto do nosso passado. Com o mesmo foco na capacidade de construir o futuro, de tornar reais as aspirações, de voar ao encontro da inovação, a FAB se prepara para alçar o voo da sua reestruturação. Já iniciamos,

em todas as partes desse País, um grande programa de reestruturação institucional, um passo decisivo para prover ao povo brasileiro uma Força Aérea cada vez mais capaz de cumprir sua missão. Dessa forma, estaremos sempre revivendo a verdadeira tradição de Santos Dumont e de tantos outros heróis do céu: inovar sempre, com horizonte na busca de voos mais altos e seguros.


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TRÁFEGO AÉREO

Os controladores de tráfego aéreo ganharão uma moderna ferramenta para se aperfeiçoarem em suas tarefas. Está em fase de finalização um novo software denominado Plataforma Avançada de Treinamento e Atualização Operacional (PLATAO). O sistema substituirá o Simulador Radar de Baixo Custo (SRBC) em funcionamento nos diversos laboratórios de simulação. O PLATAO trará novas funções que tornarão os exercícios simulados ainda mais próximos do real.

“Entre os benefícios, destaco a economia e a praticidade que serão proporcionadas pelo acesso remoto ao software. Os controladores de tráfego aéreo terão a possibilidade de realizar atualizações e treinamentos básicos nas respectivas unidades militares”, explica o Tenente Davi Monteiro de Medeiros, que atuou como representante do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) na fase final de desenvolvimento e na fase de implementação.

Implementação A nova ferramenta será implementada a partir de 2017 nos centros de treinamento para controladores de tráfego aéreo.

Desenvolvimento O software é desenvolvido pela Atech, empresa do grupo Embraer, em coordenação com o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) e a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA).

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

Nova ferramenta permite exercícios simulados idênticos ao controle de tráfego aéreo real

Inovações O PLATAO é um software nacional capaz de processar funcionalidades automatizadas já disponíveis em sistemas utilizados no cotidiano do controlador de tráfego aéreo como o Sistema Avançado de Geren-

ciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional (SAGITARIO) e o AMAN (Arrival Manager). A incorporação destas funcionalidades propiciará o treinamento simulado

de possíveis falhas de radares em setores do espaço aéreo específicos, conforme o objetivo de cada exercício, otimizando o aprendizado ou atualização do controlador de tráfego aéreo.

OPERACIONAL

Esquadrão de transporte leva mais de 6,5 toneladas de material para Antártica Tenente JOR Evellyn Abelha Tenente JOR Raquel Alves Temperaturas entre -10 e -25 graus foi o cenário das missões do Esquadrão Gordo (1º/1º GT) no apoio ao Programa Antártico Brasileiro, durante os voos de inverno de 2016 ao continente gelado. As tripulações da Força Aérea Brasileira, a bordo da aeronave cargueira C-130 Hércules, são responsáveis pelo transporte de pessoas e mantimentos para Estação Antártica Comandante Ferraz, onde pesquisadores brasileiros realizam estudos científicos. Devido ao congelamento das águas e as baixas temperaturas, o recebimento do material durante o

inverno só é possível por meio aéreo, com o lançamento de carga. “Essa missão é feita sob condições climáticas mais adversas possíveis, que não operamos no Brasil. Vários fatores dificultam: baixa visibilidade, vento forte, pista de pouso curta e o gelo que torna a pista escorregadia. Esse é o grande desafio: poder operar numa localidade onde você usa os limites, por isso é importante ter uma equipe preparada para enfrentar toda a variação climática da região”, explica o Comandante do Esquadrão Gordo, Tenente-Coronel Sandro Lúcio Santana do Nascimento. Veja o balanço dos voos de inverno de 2016.

6.565 KG

HORAS VOADAS

318

PASSAGEIROS TRASPORTADOS POUSOS CARGA TRANSPORTADA

94

TEMPERATURA

35

Tripulação

4 Pilotos;

2 Mecânicos de voo;

1 Operador de rádio navegador; 1 Comissário de bordo; e

2 Mestres de carga.

Voos de inverno - 3 a 4 vezes ao ano

-10 Temperatura de -10 graus com ventos fortes, fazendo com que a sensação térmica chegue até -25 graus.


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FOTO: SO ALVIM

#ÉISSOQUEIMPORTA

Amor + doação = ensino de qualidade Escola conveniada à FAB em Manaus é destaque na qualidade do ensino

Tenente JOR Lorena Molter

C

om 22 anos de história, a Escola Estadual Brigadeiro João Camarão Telles Ribeiro, conveniada à Força Aérea em Manaus, é destaque na educação no Estado do Amazonas. Ao longo da história, o colégio recebeu importantes premiações. Diante dos bons

resultados surge a pergunta: qual a receita para o sucesso da escola? Fórmula do sucesso Há mais de uma década à frente da instituição, o diretor do colégio, Suboficial Marcos Antônio Alvim de Assis, destaca que a participação de pais, de autoridades e de alunos na escola fortalece

o ensino. Grande incentivador de projetos extra-classe, o militar da reserva mantém a família dos estudantes em contato com a escola, estimula projetos e trabalha a gestão do local. Paixão pela educação - O trabalho ganha ainda mais força quando um novo ingrediente completa as atividades

escolares: o amor dos professores pelo ensino. Conveniada à Aeronáutica, a escola recebe militares, que também são professores e dão aulas na instituição, de forma voluntária e não remunerada. Esses homens, que além de dedicar toda sua vida aos quartéis, também escolheram as salas de aula como suas missões.

Premiações da Escola Brigadeiro Camarão Medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas; Prêmio Escola de Valor, em mais de cinco edições; Prêmio Campeão dos Jogos Estudantis do Amazonas, em mais de uma edição; Prêmio Nacional de Liderança em Gestão Escolar; Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar; Prêmio Gestão Exemplar e Prêmio Educacional Aluno Nota 10, entre outros.

Vocação para ensinar Conheça alguns dos militares da FAB que são professores e se dedicam voluntariamente ao ensino na Escola Brigadeiro Camarão conseguindo ver isso na farda azul da Aeronáutica. Eles se inspiram na gente. Conseguimos salvar alguns, mudando a realidade deles. E esse é o maior prazer da gente, ser professor. Ver essa mudança de mentalidade”, destaca. Sargento Pedro Batista Campos - o professor diz encontrar a felicidade quando está com os alunos. “Eles não me deixam ficar triste, eu esqueço que tenho problemas quando estou com eles. Os alunos sempre têm carinho, sempre estão felizes. Eu aprendi com outros dois professores que a gente tem que ter dom para ser professor”, explicou. Ele revela a emoção de ser chamado de professor.

“Quando eu passei na Escola de Especialistas e me chamaram de sargento pela primeira vez, eu senti uma emoção muito grande. Eu sempre dei aula para o pessoal militar, mas quando as crianças da escola me chamaram de professor, eu senti uma emoção ainda maior do que aquela primeira”, contou. Sargento Reginaldo Pantoja da Silva - entre os professores militares da escola também está um profissional que foi descoberto por uma professora. O Sargento Pantoja, Especialista em Administração, ainda era um adolescente quando foi escolhido para dar aulas. “Uma história que me marcou ocorreu antes mesmo de virar professor, foi como

aluno. Eu cursava a antiga oitava série e a professora precisou se ausentar por motivo de doença, foi fazer uma cirurgia. Eu morava em Monte Alegre, no interior do Pará, e ela fez um convite na época, há trinta e poucos anos. Pediu que eu assumisse

a turma e disse que confiava em mim porque eu aprendia rápido e conseguia explicar com facilidade”, relembrou o militar. Atualmente, ministra a disciplina de matemática aos alunos da Escola Brigadeiro Camarão.

FOTO: SGT PANTOJA

Suboficial Alexandre Duarte da Silva – é professor de matemática e de física. Está na escola há dois anos e meio e já alcançou resultados expressivos junto a seus alunos. Isso porque ele prepara os estudantes para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, conquistando muitas medalhas. Hoje, o colégio é o primeiro colocado na Olimpíada no Estado do Amazonas. “A gente está aqui porque a gente gosta do que faz e de ver a mudança na realidade dos meninos. A escola está em um local onde a realidade socioeconômica é muito complicada. Alguns alunos têm histórias muito difíceis e, às vezes, não têm um referencial e acabam

À esquerda, Suboficial Alexandre Duarte da Silva. Ao centro, Sargento Pedro Batista Campos e, à direita, Sargento Reginaldo Pantoja da Silva


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Comandante da Aeronáutica realiza ciclo de palestras sobre reestruturação da FAB O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, realizou um ciclo de palestras nas unidades da FAB para apresentar as transformações organizacionais e operacionais da instituição. O oficial-general ministrou a palestra para militares da ativa e reserva em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, em comemoração ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira. Veja alguns dos assuntos expostos nas palestras Evolução da FAB Na palestra, o Comandante pontua a evolução histórica da FAB desde a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, até os dias de hoje,

destacando como a instituição deve estar inserida no atual contexto. “Estamos entrando na quarta geração (2016-2041), calcada em uma Força Aérea com grande capacidade dissuasória, operacionalmente moderna e atuando de forma integrada”, afirma. Concentração Administrativa Uma das principais vertentes no processo de reestruturação é a concentração das atividades administrativas, que devem gerar como vantagens a maior eficiência dos processos, a otimização do emprego de recursos materiais e humanos, além de permitir que as unidades fiquem focadas em suas atividades-fim. “Nós temos certeza que o futuro da Força

Aérea, com os aviões modernos que vamos ter, com sistemas de comando e controle, exigirá também uma estrutura organizacional que estamos propondo”, ressalta o Tenente-Brigadeiro Rossato. Horas de voo Segundo o Comandante, há um cenário de corte de gastos, mas também deve-se ter em mente que a frota atual, mais moderna, cumpre a mesma missão com menos horas de voo. Projetos estratégicos Com relação ao reaparelhamento da Força Aérea, o Tenente-Brigadeiro Rossato reforçou a importância de todos os projetos, mas destacou que a escassez de recursos faz com que seja necessária a

priorização e que, nesse sentido, o novo caça, Gripen, NG, e o futuro cargueiro, KC-390, são considerados essenciais. “Esses dois aviões são parte fundamental da Força Aérea para o nosso futuro próximo. Outro programa de nossa responsabilidade pela própria Estratégia Nacional de Defesa é a questão espacial”, afirmou.

FOTO: SGT ALEXANDRE MANFRIM / CECOMSAER

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Engajamento do efetivo O Comandante reforçou a ideia de que precisa da compreensão e do engajamento do efetivo para a reestruturação, e que espera sugestões e soluções nesse processo de adequação do que foi planejado à realidade de cada organização. "Ninguém precisa ter medo de mudar, nem de errar e voltar atrás. O problema é permanecer estático", disse.

HOMENAGENS FAB monta exposição comemorativa com melhores comentários das mídias sociais Tenente REP Helena Viza

Estudante ensina a fazer um A-29 com blocos de encaixe Tenente REP Juliana Mota Já imaginou uma aeronave A-29 Super Tucano montada com blocos de encaixe, aqueles usados na infância? A ideia é do estudante de engenharia mecatrônica da Universidade de Brasília (UNB), Alexander Pinheiro Paschoalett, de 19 anos. O jovem foi convidado a mostrar, em um tutorial, como montar a aeronave de caça. A partir do dia 23 de outubro acesse o canal FAB TV, no Youtube, e aprenda o passo a passo para reproduzir o A-29. Essa é mais uma homenagem ao Dia da Força Aérea, do Aviador e ao mês das crianças.

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

O Centro de Comunicação da Aeronáutica fez uma seleção dos melhores comentários que os usuários das mídias sociais da FAB fizeram nas imagens publicadas nos perfis da instituição. O resultado você pode conferir na exposição preparada em comemoração ao Dia da Força Aérea e do Aviador. Veja a FAB pela ótica da sociedade, afinal, mais importante do que divulgar é saber escutar. Relacionamento, #éissoqueimporta.


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DIA DO AVIADOR

Manche, manete e computador Evolução tecnológica amplia atuação de oficiais aviadores. Agora, mais que pilotos, eles são gestores de sistemas Tenente JOR Humberto Leite

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FOTO: SGT PAIULO RESENDE / CECOMSAER

le veste o macacão de voo, calça a bota e participa de um briefing semelhante ao realizado na época em que pilotava jatos R-35 Learjet. Mas hoje, quando o Tenente-Coronel Sandro Bernardon vai voar, ele simplesmente não sai do chão. O militar é Comandante do Esquadrão Hórus (1°/12° GAV), a primeira unidade equipada com Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) da FAB e símbolo do futuro da atividade aérea onde aviadores são muito mais que comandantes de aeronaves. Quando os RQ-900 ou RQ-450 decolam, o Tenente-Coronel Bernardon permanece em um abrigo em solo, onde receberá em seu currícu-

lo as horas de voo da missão realizada. “Trata-se de uma aeronave com as mesmas características de um avião convencional. Há a mesma necessidade de coordenação com os órgãos de controle de tráfego aéreo realizadas por aeronaves convencionais. Possuem em voo o mesmo comportamento de um avião normal. No momento em que ocorrem emergências, há a mesma necessidade de raciocínio utilizada para solução de falhas de um avião comum”, explica o militar. Mas se a tarefa de controlar a aeronave não muda muito, o cumprimento da missão é alterado pelo incremento tecnológico dos sistemas de bordo. No caso das Aeronaves Remotamente Pilotadas

(ARP), a tripulação em solo trabalha para coletar e analisar dados enviados em tempo real. A pilotagem se preocupa não só com a segurança, mas também em facilitar a tarefa dos equipamentos de bordo. A situação lembra o que acontece a bordo dos E-99 e R-99 do Esquadrão Guardião (2°/6° GAV). “Já são mais de 40 mil horas de voo e ainda estamos aprendendo a explorar as capacidades”, conta o Comandante da unidade, Tenente-Coronel Jorge Marques de Campos Júnior. Desde o ano 2000, as aeronaves utilizadas em missões como reconhecimento e vigilância do espaço aéreo são conhecidas por terem dois comandantes que atuam de forma conjunta: o piloto, responsável pela se-

gurança do voo, e o coordenador tático, focado no cenário tático da missão. A função de coordenador tático representa para um aviador a situação de embarcar em uma aeronave para cumprir sua missão tendo a sua frente uma estação de controle, e não controles de voo. “Exige que o oficial aviador aprenda novas coisas além daquelas que ele foi formado. Por isso nós termos cursos para capacitá-lo a cumprir essa função”, completa o Tenente-Coronel Marques. A mesma situação acontece a bordo dos aviões de patrulha marítima P-3AM, onde, do céu, o coordenador tático precisa pensar um cenário que envolve alvos de superfície e submersos.

A bordo das aeronaves P-3 Orion, dois comandantes atuam de forma conjunta: o piloto e o coordenador tático. O modelo também é adotado nos aviões E-99 e R-99

FOTO: TEN HEILTOR NASCIMENTO / CECOMSAER

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FOTO: SGT JHONSON BARROS / CECOMSAER

Aeronaves mais modernas trouxeram novos desafíos aos pilotos

Ab ri g o , e m s o l o , d e o n d e os pilotos comandam as aeronaves remotamente pilotadas

Aviação de Caça Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) RQ-450, do Esquadrão Hórus

FOTO: SGT PAULO RESENDE / CECOMSAER

Aeronave de reconhecimento R-99

A capacidade de pilotagem continua a ser um diferencial dos pilotos, mas o trabalho a bordo das aeronaves de combate mudou muito nas últimas décadas. A opinião é do Comandante do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA), Tenente-Coronel Rubens Gonçalves. Depois de voar o AT-26 Xavante e a versão não modernizada do F-5E, agora ele tem a experiência de estar à frente de um grupo de pilotos mais jovens, habituados a versão modernizada F-5M e já de olho no futuro F-39 Gripen NG. “O piloto antes era muito ligado ao psicomotor, ao pé e mão. Tinha que ter características natas para ser um bom piloto. Hoje em dia, além de ser um bom piloto, é também

responsável pelo gerenciamento de vários sistemas”, explica o militar. Enquanto os F-5 na versão original possuíam como sistema de busca um radar capaz de detectar alvos pouco antes do início de um combate visual, a versão modernizada permite combates além do alcance visual, detecção passiva por meio de receptores de sinais de radar e troca de dados entre aeronaves com o uso de datalink. Já o Gripen NG vai trazer sistemas capazes de detectar alvos no solo, no ar e no mar ao mesmo tempo, tanto com o uso do radar quanto por sensor infravermelho. Um F-39 poderá até disparar seu armamento com base em dados enviados por outra aeronave da sua esquadrilha.

“Quem souber digerir melhor essas informações será aquele que vai ter vantagem no combate. Será necessária uma sinergia entre piloto, máquina e sistemas”, opina o Tenente-Coronel Gonçalves. O desafio, então, passa a ser o treinamento. “Cada vez mais vai ser um piloto que está ligado diretamente à tecnologia, diretamente aos sistemas”, conta. O Tenente-Coronel Marques também ressalta que essa já é a realidade da FAB. “Eu entendo que o futuro já começou. Agora que temos ARP, Gripen, E-99 modernizado. A parte de estudo, de aprofundamento, principalmente em guerra eletrônica, é fundamental rumo ao nosso Força Aérea 100”, finaliza.


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OPERACIONAL

C-105 Amazonas completa 10 anos de missões na FAB

Dia 23 de outubro de 2006, Dia da Força Aérea e Dia do Aviador. A primeira página da história da aeronave C-105 Amazonas no Brasil. Foi nessa data, há dez anos, que o avião espanhol chegou a terras brasileiras. Pouso em Brasília (DF). Contudo, o período de envolvimento da Aeronáutica com a aeronave começou antes de sua vinda ao País. Em 2005, militares de diferentes partes do Brasil iniciaram estudos específicos sobre a implantação e operação do novo projeto. “Quando ficou definido que as aeronaves viriam para Manaus, montei uma equipe e cada um em sua área via as necessidades operacionais envolvendo o C-105, o que o avião faria, as missões que realizaria, as pistas que operaria. Estudávamos todo o avião”, disse o Coronel Aviador Gildo Alves de Melo Júnior, a época major, um dos responsáveis pela implantação da aeronave.

Treinamento Um grupo de piloto e mecânicos do Esquadrão Arara (1°/9°GAV), do Grupo Especial de Ensaios em Voo (GEEV) e de engenheiros decolou rumo à Espanha para formação, treinamento e recepção do equipamento. Na cidade de Sevilha, os brasileiros tinham aulas teóricas e práticas sobre a aeronave. Integrante da primeira turma, o Suboficial Mecânico de Aeronaves Evandro Cesar Bastos descreveu como foi a formação dos militares brasileiros. “A gente procurou aprender o mais rápido possível e foi tranquilo. Havia muita expectativa para implementar. Buscamos muita informação extra e estudamos muito para ajudar os que viriam”, explicou. De volta ao País, as tripulações formadas passaram a treinar os militares do Esquadrão Onça (1°/15°GAV) e Esquadrão Pelicano (2°/10°GAV), para operar a aeronave. Na Base Aérea de Manaus (BAMN), foi instalado um simulador de voo, utilizado para o treinamento de pilotos.

Substituto à altura Substituindo a aeronave C-115 Buffalo, muito importante na história do Brasil, o C-105 foi um passo da Força Aérea em direção aos avanços tecnológicos. “Ele possui uma tecnologia avançada. Saímos de uma aeronave analógica já com 40 anos de uso, com uma história imensa na região amazônica, para uma aeronave moderna, com mais precisão”, explica o Suboficial Mecânico de Aeronaves Dilson Lopes, do Esquadrão Arara, primeira unidade da FAB a operar o C-105. FOTO: SGT JONHSON BARROS / CECOMSAER

FOTO: SGT JONHSON BARROS / CECOMSAER

Tenente JOR Lorena Molter Tenente JOR Evellyn Abelha


O avião participou da operação de apoio às vítimas da enchente de Santa Catarina. Também já esteve presente em feiras internacionais, no Chile e na Inglaterra, realizando demonstrações operacionais. Atualmente, é utilizada para missões aéreologísticas transportando insumos para outras Forças Armadas e uma série de cargas como provas do ENEM, urnas eleitorais, alimentos e remédios. Os esquadrões também realizam Evacuações Aeromédicas (EVAM) a bordo da aeronave. Em 2013, após incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), um C-105 foi transformado na maior UTI aérea já utilizada no Brasil. O avião recebeu sete leitos, cilindros de oxigênio, desfibriladores, monitores de sinais vitais, materiais de biossegurança e um aparelho portátil de ecografia. Ao todo, a FAB transportou 52 vítimas. Todas conseguiram resistir ao transporte aéreo até Porto Alegre.

FOTO: TEN ENILTON KIRCHORF / CECOMSAER

Amazonas no Centro-Oeste

Missões

Além do Esquadrão Arara, outras duas unidades receberam o C-105 Amazonas – os Esquadrões Onça (1°/15° GAV) e Pelicano (2°/10° GAV) – ambos localizados em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Era 2008, quando a aeronave chegou no Esquadrão Onça. “O C-105 representou um enorme desafio para nossa unidade. Passamos a operar uma aeronave de porte maior, mais pesada e dotada de rampa. Apesar de todas as dificuldades, sabíamos que os ganhos no futuro pagariam esse preço. Hoje, o esquadrão se orgulha em poder operar a aeronave explorando todas as suas capacidades, com um histórico de inúmeras missões cumpridas com sucesso no Brasil e fora dele”, destaca o Sargento Aparecido, que participou da chegada do avião à unidade.

Versão para busca e salvamento O Esquadrão Pelicano recebeu duas aeronaves em 2009. Mas por ser uma unidade dedicada a missões de busca e salvamento (SAR), o avião foi adaptado a atender as necessidades desse tipo de atividade. Por isso, o avião recebeu a denominação SC-105 e também faixas laranjas - cor que representa as missões SAR. O avião tem duas janelas em formato de “bolhas” para que os observadores possam realizar as buscas olhando na vertical da aeronave. O Pelicano é o único esquadrão da FAB a operar a versão de busca e salvamento do C-105 Amazonas. O modelo pode ser configurado, ainda, para ações de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN). “O Amazonas mostrou-se uma aeronave com características técnicas ideais para o 2°/10° GAV, pois disponibiliza uma moderna e eficaz suíte de equipamentos de gerenciamento de voo; grande autonomia; compatibilidade com óculos de visão noturna; e dimensões e estrutura para todo o material necessário à missão”, explica o Comandante do Esquadrão Pelicano, Tenente-Coronel Jorge Marcelo Martins da Silva.

FOTO: SGT JHONSON BARROS / CECOMSAER

O C-105 Amazonas é uma aeronave de médio porte. Possui aproximadamente 25 metros de comprimento e o mesmo tamanho de envergadura. Tem capacidade de pousar e decolar em pistas curtas. Possui um dos mais modernos instrumentos de navegação, sendo capaz de realizar voos à noite com auxílio dos óculos de visão noturna. “O Amazonas pode operar com grande quantidade de paraquedistas e carga embarcados, fazer lançamentos mais precisos e realizar comunicação segura com outras aeronaves, além de possuir sistemas de autodefesa. Esses e outros diversos recursos da aeronave obrigam os esquadrões a estarem sempre preparados e qualificados para atuar com máxima eficácia”, esclarece o Comandante do Esquadrão Onça, Tenente-Coronel Cláudio Faria.

FOTO : TEN ENILTON KIRCHHORF / CECOMSAER

FOTO: SGT JONHSON BARROS / CECOMSAER

Capacidades

Batismo de Fogo “Lembro-me bem daquela tarde de junho de 2009. A nossa segunda aeronave acabara de chegar ao Brasil da fábrica na Espanha. Ainda se via que o plástico cobria o piso, o interior brilhava e cheirava a novo. Ao cair da noite, a Força Aérea requisitou seu mais novo vetor para cumprir a nobre missão de salvar vidas. O voo Air France 447 havia desaparecido em área de responsabilidade brasileira. Configuramos o avião para missão SAR e uma tripulação seguiu para Natal (RN), onde se juntou a primeira aeronave do esquadrão, que já estava engajada na missão. Ao chegarmos, havia um padrão de busca nos aguardando. Seguimos para o meio do Atlântico Sul. Assim ficamos 26 dias com as duas aeronaves do Esquadrão Pelicano voando cerca de 10 horas por dia. Infelizmente, não encontramos sobreviventes, mas aprendemos muito”, relembra o Sargento Especialista em Mecânica de Aeronaves Wagner Brizola, do Esquadrão Pelicano.


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SAÚDE Laboratório do Hospital de Canoas é destaque nacional Unidade recebeu selo de qualidade pelo 15º ano consecutivo Tenente REP Fabiana Cintra

Investimento em qualidade "Esse reconhecimento do laboratório demonstra que nós possuímos um rigoroso sistema de gestão da qualidade focado no melhoramento contínuo dos processos, elevado nível técnico dos profissionais e investimento da Força Aérea Brasileira em equipamentos modernos, insumos e mão de obra qualificada", avalia o Chefe do Laboratório, Tenente Bruno Baesso Leite.

FOTOS: SCS / HACO

O laboratório do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO) recebeu, pelo 15º ano consecutivo, o Selo de Qualidade Laboratorial no nível "excelente", concedido pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas. Isso eleva o laboratório à Categoria Platina de Excelência. Ao todo, são avaliados quase 5 mil laboratórios e, nesse nível, constam apenas 250. As categorias variam de Bronze (3 anos) a Diamante (20 anos).

Precisão nos resultados Para Baesso, o prêmio significa segurança aos usuários dos serviços. Há uma avaliação mensal por meio do envio de amostras aos certificadores e o laboratório precisa atingir mais de 80% de assertividade, ou seja, nível máximo de certeza e menor margem de erro no resultado laboratorial. Neste ano, o laboratório do HACO alcançou 90,87%, ultrapassando o índice.

Profissionalismo “É gratificante recebermos uma premiação que simboliza o que vejo no dia a dia há 13 anos: pessoas comprometidas e totalmente dedicadas, atentas à qualidade do trabalho, dos materiais, dos resultados gerados ao paciente e com espírito de união”, comemora a Sargento Nara Souza Pinto da Silva, Especialista em Serviço de Laboratório.

OUTUBRO ROSA

Campanhas promovem melhora na autoestima de mulheres com câncer de mama Tenente JOR Iris Vasconcellos Lenços, maquiagens, hidratantes corporais, chapéus e gorros. Todos os itens são válidos para melhorar a qualidade de vida e autoestima das mulheres que possuem câncer de mama. Por isso, durante o Outubro Rosa (período em que são realizadas campanhas de combate ao câncer de mama em todo o País), o Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB) vai arrecadar adereços variados para as mulheres com a doença. A campanha, que vai até o dia 31 de outubro, também promove palestras com oncologistas, sorteios de brindes e exames rápidos. Os interessados em doar podem entrar em contato pelo telefone (61) 3364-7887 ou e-mail: scs.hfab@gmail.com. Do centro-oeste para o norte do País,

o Hospital de Aeronáutica de Belém (HABE) também entrou na campanha do outubro rosa e realiza durante o mês uma série de palestras com os temas “Prevenção do Câncer de Mama", "A Importância do Aleitamento Materno”, "Câncer de Mama. Prevenção e Tratamento." No Rio de Janeiro, o Hospital de Força Aérea dos Afonsos (HAAF) distribuirá o símbolo da campanha (feito em fita rosa) e de informativos, além da divulgação de um vídeo educativo sobre o autoexame das mamas na sala de espera da Unidade de Pacientes Externos (UPE). Um banner sobre o assunto será exposto, durante todo o mês, na entrada do hospital.

PREVENÇÃO O câncer de mama é um tumor maligno formado pela multiplicação desordenada de células e é a segunda maior causa de morte da mulher brasileira. De acordo com o Tenente-Coronel Médico Osmar Pellegrini Junior, mastologista do HFAB, a mamografia é o método mais eficaz para o diagnóstico precoce do câncer de mama. “Deve ser solicitada a partir dos 40 anos e, em casos de exceção, a partir dos 35 anos de idade. A ultrassonografia e a ressonância das mamas são métodos adicionais e específicos para determinados casos”, destacou. O que deve chamar a sua atenção no exame clínico das mamas: - endurecimento da mama; - alteração na textura da pele; - vermelhidão ou lesões no mamilo; - nódulo palpável; e - secreção espontânea pelo mamilo de aspecto transparente ou vermelho.


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SEU DINHEIRO

TRÁFEGO AÉREO

A educação financeira começa na infância Presenteie seu filho com boas noções sobre dinheiro e prosperidade Tenente JOR Raquel Sigaud As crenças sobre riqueza e prosperidade são passadas de pais para filho. A palavra prosperidade vem do latim “prosperitate/prosperare”, e significa sucesso, boa fortuna, felicidade e riqueza. Um futuro próspero na área financeira pode começar ainda na infância se o dinheiro for visto pelos pais como algo bom e legítimo. O primeiro passo para criar filhos mais prósperos é identificar os pensamentos dos pais que sabotam essa possibilidade. Frases como “dinheiro não traz felicidade”, “não existe dinheiro limpo”, “uma pessoa rica com certeza

explorou o pobre” ou “essa profissão não dá dinheiro” servirão somente para direcionar a criança no futuro a evitar o acúmulo de riquezas. O segundo é substituí-los por pensamentos favoráveis a uma vida financeira confortável. Estabilidade financeira é um objetivo que, para ser alcançado, exige mudança de hábitos. Mas os hábitos só mudam se o pensamento mudar primeiro. O professor doutor Felipe de Souza, psicólogo clínico e coach, lembra que a educação é passada tanto de forma verbal, quanto pelas atitudes. “A criança aprende por imitação. Razão pela qual se queremos educar, temos de nos educar primeiro”.”.

Crença positiva x crença negativa A crença de que só algumas profissões dão dinheiro mata na criança o sonho de ser o que quiser. Prosperar, em qualquer profissão, depende da qualificação, do profissionalismo, das atitudes e desejos. “Todos podem ser ricos em qualquer profissão. A riqueza não depende

só do quanto uma pessoa ganha, mas do quanto ela gasta”, explica o consultor de Finanças Pessoais Rogério Olegário, que também é Tenente-Coronel Aviador da reserva. Na obra “Família, Afeto e Finanças”, o casal Rogério Olegário e Angélica Santos

“Quando falamos em ‘controlar o dinheiro’, esse verbo passa uma ideia de prisão, sufocamento e dificuldade. Mas quando falamos em ‘cuidar do dinheiro’, a mensagem que fica é de carinho, responsabilidade e alegria”. Rogério Olegário, consultor de Finanças Pessoais.

(psicóloga) explica que as crenças limitantes precisam dar lugar a crenças positivas. “Existe riqueza para todos”, “Posso ter muito dinheiro e administrá-lo bem, multiplicando-o”, “Prosperar é uma forma de melhorar o mundo”. O consultor financeiro destaca ainda que a programação

neurolinguística ajuda na educação financeira. “Quando falamos em ‘controlar o dinheiro’, esse verbo passa uma ideia de prisão, sufocamento e dificuldade. Mas quando falamos em ‘cuidar do dinheiro’, a mensagem que fica é de carinho, responsabilidade e alegria”, revela.


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12 outubro dia

das

crianças

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

CENIPA disponibiliza curso a distância para comunidade aeronáutica Com o objetivo de promover a segurança de voo e melhorar a formação os profissionais da atividade aérea, o Centro de Investigação e Prevenção da Aeronáutica (CENIPA) oferta, para toda a sociedade, o segundo Curso de Introdução ao Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CI-SIPAER). Trata-se de um curso onli-

ne, autoinstrucional, para familiarizar os participantes com a atividade de prevenção de acidentes aeronáuticos. As atividades serão realizadas de 24 de outubro a 4 de dezembro. Para obter mais informações sobre CI-SIPAER, acesse: https:// cenipavirtual.aer.mil.br. (Centro de Investigação e Prevenção da Aeronáutica - CENIPA)


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ENTRETENIMENTO

6 ERROS

O dia 23 de OUTUBRO foi instituído como o Dia do AVIADOR e o Dia da Força Aérea Brasileira, por ser a DATA em que o brasileiro Alberto SANTOS DUMONT realizou o primeiro VOO com um avião mais pesado do que o ar, o 14 Bis. O fato histórico ocorreu em BAGATELLE, Paris, no dia 23 de outubro de 1906. Nessa data, Santos Dumont DECOLOU diante de mais de mil ESPECTADORES e da Comissão Oficial do Aeroclube da FRANÇA, que era uma instituição de reconhecimento internacional e autorizada a homologar qualquer descoberta AERONÁUTICA marcante.

Caça palavras


Notaer outubro 2016  

MANCHE, MANETE E COMPUTADOR Veja como evolução tecnológica ampliou atuação dos pilotos