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BANDEIRA DO BRASIL Conheça histórias de devoção ao Símbolo Nacional (Págs. 8 e 9)

EXERCÍCIO

SAÚDE

Mais de 600 militares participam do Exercício Operacional Tinia (Pág. 10)

Novembro é marcado pelo combate ao câncer de próstata (Pág. 13)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

Mês de grandes realizações Em comemoração ao Dia da Bandeira Brasileira, esta edição traz depoimentos de respeito e patriotismo em relação a este Símbolo Nacional. Também celebramos o Dia do Material Bélico, bem como rememoramos os 75 anos da participação da Força Aérea Brasileira (FAB) na Segunda Guerra Mundial. Registramos, ainda, o recebimento da primeira aeronave AMX (A-1). Na década de 90, o vetor representou um grande salto tecnológico e, por isso, ficou conhecido como “avião computador”. A permanência do Brasil no Grupo 1 da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), para o período de 2020-2023, também é destacada nesta edição. A

escolha do Brasil assegura sua permanência no corpo executivo da OACI e preserva a participação brasileira nas principais discussões acerca de temas da aviação civil internacional. A FAB conta com representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) na OACI, organismo técnico de mais alto nível, que avalia e recomenda ao Conselho a aprovação das Normas e Práticas Recomendadas. Conheça, também, algumas atividades nas áreas de treinamento e capacitação. O Exercício Operacional Tinia, que visa adestrar Unidades Aéreas e Grupos de Defesa Antiaérea em um cenário

de guerra convencional, e o Curso de Busca e Salvamento (CBS), que tem por finalidade selecionar e formar os futuros Homens de Resgate da FAB. Esta edição traz, ainda, informações sobre os novos cursos de pós-formação para graduados. Confira quais são eles, bem como os requisitos para participar dos mesmos. Por fim, abordamos o Novembro Azul, um movimento mundial, que acontece para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Boa Leitura!

Brigadeiro do Ar Paulo César Andari Chefe do CECOMSAER

MÍDIAS SOCIAIS Vídeo alusivo ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira é destaque nas Mídias Sociais da FAB A homenagem ao Dia do Aviador e Dia da Força Aérea Brasileira aos homens e mulheres que trabalham em prol da missão da instituição e servindo ao nosso País apresentaram relevantes números em nossas mídias sociais. As postagens totalizaram mais de 613 comentários e mais de 28 mil curtidas, além de alcançar mais de 300 mil pessoas em nossos perfis oficiais. A FAB divulga em suas Mídias Sociais os produtos elaborados pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e as informações enviadas pelos Elos do Sistema de Comunicação Social da Aeronáutica de todo o país.

O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Paulo César Andari. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Paulo César Andari. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Chefe da Divisão Aviador de Comunicação André Luís Ferreira Grandis. Integrada: Coronel Aviador André Luís Ferreira Chefe daGrandis. Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Chefe da Subdivisão Aviador de Produção Claudio eMariano Divulgação: Rodrigues Santana. Tenente-Coronel Aviador Claudio Mariano Editor: Rodrigues Santana. Tenente Jornalista João Elias (DRT 8933/RS). Editores: Tenente Jornalista Cristiane dos Santos 35288/SP) Tenente(MTB Jornalista Cristiane dos Tenente Relações Públicas Adauto Santos (MTB 35288/SP). Fraga (CONRERP 893). Colaboradores: Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. via SISCOMSAE. Diagramação: Sargento SDE Diagramação: Santiago Moraes e Sargento Suboficial R1 SDE Pollyana Cláudio BomfimDias. Ramos e Sargento SDE Pollyana Dias. Capa e Artes: Subdivisão Capa e Artes:de Publicidade e Propaganda. de Publicidade e Subdivisão Propaganda. Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, Estão autorizadas transcrições desde que a fonte. integrais oumencionada parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Endereço: Bloco “M”dos 7ºMinistérios andar - CEP: Esplanada 70045-900 Brasília/DF Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Mantendo a paz e prontos para a guerra Há 75 anos, em 6 de outubro de 1944, jovens brasileiros chegaram à Itália para combater na Segunda Guerra Mundial. Todos voluntários, eles levaram consigo o desejo de lutar pela liberdade e foram dispostos a enfrentar todas as dificuldades que um conflito armado poderia apresentar. Aqueles integrantes da recém nascida Força Aérea Brasileira (FAB) faziam parte do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) e da Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO).

Outra data, no entanto, foi um marco de absoluta relevância para nossos antecessores: em 11 de novembro do mesmo ano, o 1º GAVCA realizou missões, pela primeira vez, como unidade independente, tendo a bordo apenas pilotos brasileiros nos aviões P-47 Thunderbolt, que haviam sido completamente municiados e preparados também por militares brasileiros. Foi o batismo de fogo do Esquadrão Jambock. Por isso, nesse dia homenageamos nossos companheiros responsáveis

pelo Material Bélico da FA B , i m p r e s c i n d í ve i s para qualquer Força Armada. Dos armamentos utilizados durante a Segunda Guerra até os modernos sistemas que empregamos hoje, esse suprimento evoluiu e exige militares cada vez mais especializados. Muitas vezes anônimos, esses integrantes do nosso efetivo têm papel fundamental para que possamos cumprir nossa função de defesa do espaço aéreo brasileiro.

Assim, ao mesmo tempo em que homenageamos nossos antecessores que arriscaram suas vidas e se empenharam em prol da liberdade de tantos outros, reconhecemos o trabalho diuturno de homens e mulheres de hoje, que garantem que a Força Aérea se mantenha preparada para a guerra e continue atuando na manutenção da paz.

Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Comandante da Aeronáutica


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FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

HISTÓRIA

FAB celebra os 75 anos da sua participação na Segunda Guerra Mundial Ten JOR João Elias

Era um sábado, dia 11 de novembro de 1944, quando o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) começou a operar, pela primeira vez, como unidade independente para combater na Segunda Guerra Mundial. As aeronaves P-47 Thunderbolt decolavam do Aeródromo de Tarquinia, na região central da Itália, onde se iniciaram as operações aéreas para missões de Varredura sobre áreas de menor risco. Essa primeira missão foi realizada após quase um ano de criação do Grupo, que tinha como comandante o então Major Nero Moura, depois de um intenso período de treinamento nos Estados Unidos e no Panamá. Dez dias depois, em 21 de novembro de 1944, as Varreduras deram lugar às missões tipicamente de Interdição,

com as aeronaves armadas com duas bombas de emprego geral AN/M43 de 500 libras (227kg). O 1º GAVCA passou a fazer bombardeio picado contra alvos no Vale do Pó, distante cerca de 45 minutos de Tarquinia. Até o final do mês de novembro daquele ano, os brasileiros executaram 68 surtidas. No início de dezembro do mesmo ano, os brasileiros passaram a operar a partir da cidade de Pisa, também localizada na região central da Itália, mas apenas a 50 km da linha de frente. O 1º GAVCA executava, diariamente, surtidas de ataque contra pontes ferroviárias e rodoviárias, trechos de linhas férreas e estradas de rodagem, depósitos de combustível e de munição, edificações ocupadas por forças inimigas, dentre outros alvos. Ao final da guerra, no mês

de maio de 1945, os militares da FAB haviam realizado 445 missões, com um total de 2.546 saídas e 5.465 horas de voo em operações de guerra. “A composição inicial do 1º GAVCA foi, em sua maioria, de aviadores pertencentes às turmas de 1942 e 1943 da Escola de Aeronáutica, localizada no Campo dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Dos pilotos que voaram missões na Itália, essas duas turmas forneceram 21 Oficiais Aviadores, os quais foram responsáveis por 47% das surtidas realizadas pelo 1º GAVCA”, relembram os então Tenentes Aviadores Rui Barbosa Moreira Lima e José Rebelo Meira de Vasconcelos, em depoimentos no livro “Heróis dos Céus - a Iconografia do 1º Grupo de Aviação de Caça na Campanha da Itália 1944-1945”.

1ª ELO A Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (ELO) que, com pilotos e mecânicos da FAB, trabalhou junto à Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira (FEB) também participou da Guerra na Itália, com 682 missões de guerra e regulações de tiro de artilharia. O então Comandante da FEB, Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, em depoimento no livro “A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial”, ressaltou a eficiência da ELO. “Dizer do seu trabalho nesta Campanha é cantar um hino ao destemor e à noção de dever dos aviadores e artilheiros que a constituem. Não houve mau tempo, não houve neve, tão pouco acidentes e pistas impróprias que arrefecessem o ânimo e a disposição dos seus componentes”, afirmou o Oficial General.


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MATERIAL BÉLICO

A evolução do Sistema de Material Aeronáutico e Bélico na FAB

Tenente JOR João Elias

O dia em que o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) voou como unidade independente marca também o Dia do Material Bélico da Aeronáutica, instituído pela Portaria nº 558/GC3, de 06 de outubro de 2011. O fato histórico ocorreu em 11 de novembro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, com o voo das aeronaves P-47, armadas pela sua própria Seção de Armamento, chefiada pelo então 2° Tenente Especialista em Armamento Jorge da Silva Prado. Atualmente, a abrangência do Material Bélico na FAB vai desde itens de segurança orgânica até complexos mís-

seis. Mais de 40 projetos são gerenciados pela Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB). Além disso, o Sistema de Material Aeronáutico e Bélico (SISMAB) é responsável por planejar, supervisionar e controlar as atividades de aquisição, manutenção, distribuição e suprimento dos itens. Outra mudança, com o passar dos anos, foi decorrente da evolução tecnológica. Hoje em dia, muitos dos artefatos bélicos possuem eletrônica avançada e, por isso, são mantidos por profissionais não só da especialidade de Armamento, como também de Eletrônica, Estrutura e Pintura, Eletromecânica e Metalurgia. O SISMAB conta, ainda, com um corpo téc-

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

A abrangência do Material Bélico vai desde itens de segurança orgânica até os mísseis mais complexos

nico de Oficiais Engenheiros de diversas áreas. Toda a especificação dos equipamentos ocorre no momento da aquisição; a atualização, a cada upgrade dos artefatos.“Diversas atividades são realizadas diariamente para que a Força Aérea possa cumprir sua missão. Muitas delas são imperceptíveis ou acontecem por meio de um trabalho silencioso dos especia-

listas do SISMAB. Por vezes, essas ações garantem a segurança das tripulações de nossas aeronaves, como, por exemplo, a inspeção pré-voo de assentos ejetáveis, do alij amento de canopi e de cargas externas, e dos sistemas de autodefesa das aeronaves”, concluiu o Diretor de Material Aeronáutico e Bélico, Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert.


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AMX A-1

Projeto AMX completa 30 anos Aeronave de caça recebe a designação de A-1 na FAB O projeto ítalo-brasileiro AMX, aeronave designada na Força Aérea Brasileira (FAB) como A-1, completa três décadas em 2019. Quando começou a ser operado no Brasil, na década de 90, o vetor representou um grande salto tecnológico, destacando-se pela robustez, raio de alcance e confiabilidade nos sistemas eletrônicos. O AMX foi o responsável pela introdução de diversos avanços tecnológicos na FAB, recebendo o apelido de “avião computador”. Após um processo de modernização iniciado em 2012, as aeronaves A-1M são utilizadas por dois esquadrões da FAB: Poker (1º/10º GAV) e Centauro (3º/10º GAV), ambos sediados na Ala 4, em Santa Maria (RS). Esses aviões, antes utilizados também pelo Esquadrão Adelphi (1º/16º GAV) – desativado em

2016 – são capazes de realizar missões de Ataque, Reconhecimento Aéreo e Apoio Aéreo Aproximado, entre outras. Em setembro, o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, participou, na Itália, das comemorações pelos 30 anos do início do projeto. “O Projeto AMX foi um marco na colaboração entre os países e proporcionou o desenvolvimento de suas Forças Aéreas, bem como das indústrias brasileira e italiana”, disse o Oficial-General na ocasião. Capacidade O Comandante do Esquadrão Centauro, Tenente-Coronel Aviador Nicolas Silva Mendes, explica que, pela autonomia, raio de combate e capacidade de empregar um elevado número de bombas de precisão, o A-1M é considerado um vetor estratégico, que pode atacar alvos de interesse

a partir do território nacional. “O poder de dissuasão foi ampliado com as aeronaves modernizadas e suas novas capacidades, como o emprego dos Pods Litening e Reccelite [sistemas de reconhecimento] e Skyshield [sistema de interferência], associados ao emprego das bombas guiadas a laser”, especifica o oficial. Para o Tenente-Coronel Aviador Murilo Grassi Salvatti, Comandante do Esquadrão Poker, este é mais um diferencial do A-1M. “Monitorando atividades na fronteira, apoiamos os Sistemas de Inteligência com a prontidão necessária. Além disso, a capacidade de interdição e de cumprimento de missões ofensivas que o A-1M possui permitem o efeito dissuasório necessário para mantermos uma situação de estabilidade”, explica. Aeronaves Compartilhadas As aeronaves A-1M da FAB são compartilhadas entre os

Esquadrões Poker e Centauro. Os pilotos são especializados na missão principal do avião, que é o emprego ar-solo, por meio das Ações de Ataque e Apoio Aéreo Aproximado. O Poker, além disso, é especializado em missões de Reconhecimento Aéreo; o Centauro, em Guerra Eletrônica. Ambos realizam missões que demandam capacitação, especialização e adestramento específicos. “Cada Unidade possui suas especificidades, mas o meio aéreo é o mesmo e isso facilita a realização das atividades de manutenção, além de aumentar a disponibilidade”, ressalta o Tenente-Coronel Salvatti. O Comandante do Centauro destaca a economicidade. “Economizamos recursos materiais e humanos, sem prejuízo do cumprimento das missões, utilizando um menor número de mecânicos na manutenção dos aviões”, completa o Tenente-Coronel Nicolas. FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Ten JOR Emília Maria


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7 FOTO: SGT REZENDE / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

DECEA

Brasil permanece no Grupo I do Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional A votação pela reeleição foi realizada durante a 40ª Assembleia da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), em Montreal, no Canadá Tenente JOR Raquel Alves

Durante a 40ª Assembleia da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), também conhecida por sua sigla em inglês, ICAO (International Civil Aviation Organization), realizada em Montreal, no Canadá, o Brasil foi eleito para continuar no Grupo I do Conselho da OACI para o período 2020-2023. Nosso país foi o quarto mais votado, recebendo 157 votos das 168 nações presentes, ficando atrás apenas de China, Itália e Japão. O Grupo é formado por 11 países que representam o sistema da aviação mundial. A OACI é uma Agência especializada das Nações Unidas para promoção do desenvolvimento seguro e ordenado da aviação civil internacional. A escolha do Brasil assegura sua permanência no corpo executivo da OACI e preserva a participação brasileira nas principais decisões acerca de temas da aviação civil internacional. A

FAB conta com representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). A Comissão de Navegação Aérea (ANC), composta por 19 membros, é o organismo técnico de mais alto nível dentro da OACI, que avalia e recomenda ao Conselho a aprovação das Normas e Práticas Recomendadas. Como membro fundador da OACI, o Brasil tem participado ativamente das discussões e da elaboração das normas e recomendações técnicas emitidas pelo Órgão. O Oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) indicado para a OACI é o Coronel Aviador Dan Marshall Freitas. “A presença de um representante do Comando da Aeronáutica na OACI permite que o Brasil participe e influencie ativamente no processo decisório que norteia a aviação internacio-

nal, possibilitando alinhar os interesses estratégicos do país, bem como dar maior visibilidade à indústria aeronáutica brasileira”, conta o Oficial. O Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, falou sobre a importância da reeleição do país no Grupo I da OACI. “O nosso sistema de Controle do Espaço Aéreo é reconhecido internacionalmente. Além de fazermos parte da Organização da Aviação Civil Internacional, desde sua criação,essa reeleição para continuar compondo o seleto Grupo I da OACI é extremamente gratificante, justamente por reconhecerem o trabalho da FAB, que conta com profissionais qualificados nas suas especialidades e que exercem suas atividades diuturnamente, mantendo a segurança do tráfego aéreo”, afirmou. A Assembleia é realizada a cada três anos pelo Conselho da Organização com o objetivo de

estipular as Diretrizes a serem seguidas pela OACI, decidir sobre matérias encaminhadas pelo Conselho e revisar trabalhos técnicos, legais, econômicos e administrativos da Organização. OACI Constituída por 193 Estados Signatários da Convenção e com sede em Montreal, a Entidade dispõe de corpo técnico específico e instâncias consultivas, nas quais atuam as autoridades de aviação civil de seus Estados membros. A OACI possui um Órgão Executivo permanente, o Conselho, composto, atualmente, por 36 assentos (Estados membros), responsável por adotar as Normas e Práticas Recomendadas (Standard and Recommended Practices - SARPs) e incorporá-las aos anexos da Convenção de Chicago, convocar a Assembleia e administrar o orçamento da Organização.


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DIA DA BANDEIRA

Patriotismo que move Conheça histórias de militares e seus gestos de civismo Ten JOR Jonathan Jayme

Instituída como símbolo nacional para transmitir o sentimento de união e demonstrar a soberania da Nação, a Bandeira do Brasil completa 130 anos este mês. A cada dia 19 de novembro, quando é celebrado o Dia da Bandeira, o sentimento de patriotismo se renova até mesmo para cidadãos que estão nos locais mais inóspitos

do país e que, ainda assim, cumprem tarefas desafiadoras em nome do civismo e do respeito ao Pavilhão. Militares que integram Missões de Paz internacionais também mantêm aceso o sentimento de orgulho pela Pátria ao exaltarem a nossa bandeira. Nas alturas No Estado do Amazonas, a missão da troca da Bandeira Nacional no Pico da Neblina, o ponto mais alto do

Brasil, com 2.995 metros de altitude, exige preparo e coragem de militares da FAB. Para que, no alto do mastro de quatro metros, pudesse continuar tremulando o símbolo maior da Pátria, o Capitão de Infantaria Thiago de Souza enfrentou, em duas ocasiões, dias extensos de caminhada na mata. Ele conta que foi uma missão de alta complexidade, por envolver o emprego

de meios diversos. “Deslocamo-nos para o Pelotão de Fronteira de Maturacá (AM) e, a partir dali, levamos quatro dias para alcançar o topo e realizar a troca, num ambiente hostil, com grande dificuldade de comunicação e deslocamento”, detalha o Oficial. Segundo ele, o clima foi um dos maiores contratempos. “A temperatura diminui conforme a subida, e, no topo do pico, sentimos


Militares chegam ao Pico da Neblina após dias de desafios na selva

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

bastante a ação da altitude”, completa. Após a troca da bandeira, o grupo levou mais dois dias para voltar à base. “Foi uma experiência única representar a FAB nessa missão”, avalia. Em 2015, o então Tenente Thiago foi acompanhado do Sargento Especialista em Guarda e Segurança Kleber Alves Floriano da Silva. O Graduado diz que chegou ao Pico da Neblina após seis dias de missão, com emprego de técnicas fluviais, marcha em selva e montanhismo. “Nossas maiores dificuldades foram as limitações de material e alimentação, pois a marcha era longa e o peso da mochila não podia passar de 14 quilos. Acima disso, a subida seria inviável”, detalha. Ao final, ele diz ter certeza de que o grupo cumpriu a missão de materializar o espírito do patriotismo a quase 3 mil metros de altitude. “Momento que guardamos com carinho em nossos corações e mentes”, declara.

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FOTO: ARQUIVO PESSOAL

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Integrantes da Missão de Paz no Sudão: Bandeira representa elo com a Pátria

Longe de casa Quando ainda se preparava para embarcar para a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS, sigla em inglês para United Nations Mission in South Sudan), em março deste ano, o Tenente-Coronel Aviador Diogo Piassi Dalvi enumerou tudo aquilo que precisava levar e garante que, no topo da lista, estava a Bandeira

Nacional. “Quando estamos em uma missão tão distante e isolada como esta, por tanto tempo afastado das nossas raízes, nossos costumes e tradições, o Pavilhão Brasileiro é o elo que nos remete de volta a casa”, relata. Segundo o Tenente-Coronel Dalvi, uma das primeiras providências que tomou, ao chegar ao país africano, foi colocar a bandeira permanentemente exposta nos locais onde passa a

maior parte do tempo, no trabalho e na acomodação. “Ver nossa bandeira aqui no Sudão do Sul traz motivação, diminui a saudade de tudo que é importante para nós e reforça o compromisso de representar bem o nosso país, independente das dificuldades enfrentadas em uma Missão de Paz.” Também integrante da UNMISS desde junho, o Coronel Intendente Jeferson

Howard Paiva de Azevedo ratifica a ideia de que a Bandeira do Brasil é o principal elo com a Pátria para os militares que estão em atividade no exterior. “E algumas pessoas não têm ideia do peso da Bandeira Brasileira no exterior. Minha experiência em Missão de Paz trouxe a exata dimensão do valor, respeito, admiração e curiosidade das outras nações pelo Brasil”, conclui.


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A Operação Tinia segue a mesma proposta do Exercício Operacional Tápio, ocorrido em maio deste ano, na Ala 5, em Campo Grande (MS)

Mais de 600 militares participam do Exercício Operacional Tinia Treinamento será voltado para Unidades Aéreas e de Infantaria em um conflito de Guerra Regular Ten JOR Cristiane dos Santos

Entre os dias 11 e 29 de novembro, ocorrerá a primeira edição do Exercício Operacional Tinia (EXOP Tinia), nas Alas 3 e 4, localizadas, respectivamente, em Canoas e Santa Maria, cidades do Rio Grande do Sul. O objetivo é adestrar Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB) e os

Grupos de Defesa Antiaérea da FAB em um cenário de Guerra Convencional. O Comando de Preparo (COMPREP) está à frente da atividade, que segue a mesma proposta do Exercício Operacional Tápio, ocorrido em maio deste ano, na Ala 5, em Campo Grande (MS). Mais de 600 militares de Esquadrões Aéreos, de nor-

te a sul do país, participarão da atividade. Serão 19 Unidades Aéreas da FAB, além do Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1) da Marinha do Brasil. Ao menos, 62 aeronaves deverão ser empregadas no EXOP Tinia, como os caças F-5M, A-1M e A-29; a aeronave-radar E-99; as aeronaves de reconhecimento R-99, R-35AM e

R-35A; o KC-130 Hércules, avião de reabastecimento em voo e de transporte de carga e de tropas; o helicóptero H-60L, para missões de busca e salvamento em combate (C-SAR, do inglês Combat Search and Rescue), dentre outras. Os Grupos de Defesa Antiaérea da FAB, bem como o Exército Brasileiro também integrarão a atividade.

Guerra Convencional e Guerra Não Convencional A diferença entre o EXOP Tinia e o EXOP Tápio é que o último simulou um Combate Irregular, ou seja, contra forças insurgentes ou paramilitares, perfil facilmente encontrado em Missões de Paz da ONU. Já o Tinia ocorrerá em um cenário fictício de Guerra Regular, onde o conflito ocorre entre dois países ou contra uma aliança de nações.

O Tinia simulará um cenário de combate tendo como base uma área de disputa entre dois países após uma invasão territorial. Para a retomada do território fictício, serão utilizadas aeronaves para ações diversas, como: Escolta, Reconhecimento Aéreo, Controle e Alarme em voo, Ataque, Varredura, Reabastecimento em voo, Posto

de Comunicação no Ar, Defesa Aérea, Defesa Antiaérea, Transporte Aéreo Logístico, Assalto Aeroterrestre e Busca e Salvamento em Combate, dentre outras. O Diretor do EXOP Tinia é o Comandante da Ala 3, Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto. Ele explica que, dentro de um cenário de Guerra Regular,

há três fases: a conquista da superioridade aérea, a inclusão da tropa no terreno, com interdição do campo de batalha, e a ocupação da área com a tropa de superfície. “A primeira fase depende da Força Aérea. É um exercício complexo, no qual precisamos treinar o domínio do espaço aéreo de interesse”, finaliza.

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

EXERCÍCIO


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TREINAMENTO

Tenente REP Camilla Barbiere

O Curso de Busca e Salvamento (CBS) da Força Aérea Brasileira (FAB) tem por finalidade selecionar, testar e preparar militares para o cumprimento, em nível tático, das ações de Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search and Rescue) e Busca e Salvamento em Combate (C-SAR, do inglês Combat Search and Rescue). Essas ações têm relação direta ou indireta com a missão de salvar vidas. O coordenador do curso, Capitão de Infantaria José Ivan Pedroza, explica o objetivo do curso. “Buscamos selecionar e formar os futuros Homens de Resgate da FAB. Para isso, nós necessitamos que os militares passem por testes árduos durante o curso, a fim de adquirirem confiabilidade operativa e controle emocional para atuarem em missões de Busca e Salvamento, tanto em tempos de guerra, quanto de paz”, afirma. Desenvolvimento do Curso Ministrado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), também conhecido como PARA-SAR, sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS), o curso tem a duração de, aproximadamente, três meses e se desenvolve em três fases. Na primeira, chamada de

Nivelamento Tático, são desenvolvidas habilidades básicas a fim de testar os atributos da área afetiva do ser humano, para que os futuros resgateiros consigam enfrentar uma situação real. Nessa fase, são treinadas as atividades de Natação Utilitária, Comunicações, Transporte de Feridos, Atendimento Pré-Hospitalar, entre outras. A segunda etapa, Fase Técnica, é um momento em que os alunos adquirem conhecimentos das especificidades de cada missão de Busca e Salvamento, como técnicas de escalada e salvamento em ambientes de montanha. É aplicada, ainda, a parte teórica do curso, ministrado por instrutores do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV), da Ala 5. Nesse momento, são ensinados os conceitos e formas de relacionamento com o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR) e desenvolvidas as habilidades técnicas para realização de padrões de busca e de observação, noções de coordenação e aspectos legais da doutrina SAR, dentre outras. A partir de então, o militar é habilitado para participar, como tripulante, em uma operação real de Busca e Salvamento. Ainda nessa mesma fase, são realizados, também, o Curso de Capacitação em

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Militares da FAB realizam Curso de Busca e Salvamento

O curso prepara militares para ações de busca e salvamento Saúde Pré-Hospitalar Militar, o Estágio Básico do Combatente de Montanha, instrução sobre Operações Helitransportadas e Sobrevivência no Mar. Por fim, é realizada a Fase de Operações, em que os alunos participam de um período de sobrevivência na selva. Essa etapa é importante para conhecer o ambiente, aprender sobre abrigos, armadilhas e obtenção de alimentos vegetais e animais da Amazônia. Para os militares que se interessarem em fazer este curso, o Sargento Pedro Pereira da Silva Benevides,

Aluno Destaque do CBS 2019, adverte que é muito importante ter um bom preparo físico e um conhecimento básico prévio do assunto. “Além disso, o trabalho em equipe e o espírito de corpo são muito importantes para todas as atividades. O aluno é exposto às mais diversas situações para que ele saiba o que uma vítima está sentindo numa situação real de Busca e Salvamento. Por isso, o preparo é muito importante. Neste curso, o militar é lapidado para ser um verdadeiro Homem de Resgate”, conta o Sargento Benevides.


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CAPACITAÇÃO

Conheça os novos cursos para egressos da EEAR Ten JOR Emília Maria Ten JOR Felipe Bueno

FOTO: SD THALLYS AMORIM / CECOMSAER

A carreira de graduados na Força Aérea Brasileira (FAB) ganhou novas possibilidades de especialização em 2019. A Portaria do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) nº 1.740-T/ DCP, de 1º de julho de 2019, reestruturou o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS) e instituiu o Curso de Especialização para Graduados (CEG), o Curso de Aperfeiçoamento Avançado (CAA) e o Curso de Estudos Avançados para Graduados (CEAG). O militar poderá realizar cada curso em diferentes estágios da carreira, todos na modalidade de Ensino a Distância (EaD - sigla). O CAS segue sendo o único curso de carreira que é condição peculiar para promoção. Todos eles fazem parte do Projeto Educação

Continuada do Corpo de graduados, como cursos de pós-formação para capacitação do efetivo. Para ser matriculado, dentro do processo seletivo, o pretendente é avaliado pela Secretaria de Avaliação e Promoções (SECPROM). Os critérios para matrícula estão previstos na Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 37-612, reeditada por meio da Portaria DIRENS N° 1 /DPL, de 7 de agosto de 2019 e que trata das “Normas Reguladoras para os Cursos e Estágios de Pós-Formação da Escola de Especialistas de Aeronáutica”. A Portaria 1.274/GC4, de 26 de julho de 2019, classifica os cursos de interesse do Comando da Aeronáutica para o fim de percepção do Adicional de Habilitação a partir da data de conclusão dos mesmo, com aproveitamento. Assim, o CEAG

está na categoria de Altos Estudos I, o CAA, na categoria de Altos Estudos II, o CAS, na categoria Cursos de Aperfeiçoamento e o CEG,

na categoria Especialização. O Curso de Graduado-Master (CGM) também está classificado na categoria de Altos Estudos I.

CEG Público: Terceiros-Sargentos da ativa da Aeronáutica, oriundos do Curso de Formação de Sargentos (CFS) e do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargentos (EAGS), da EEAR. Finalidade:Consolidar os conhecimentos acadêmicos, técnicos e militares, inerentes à especialidade do militar, desenvolvidos durante a sua formação na Organização Militar onde foi classificado.

CAS Público: Primeiros e Segundos-Sargentos da ativa da Aeronáutica. Finalidade:Aperfeiçoamento profissional, proporcionando uma visão abrangente da administração militar e o desenvolvimento de capacidades para tomada de decisão e para o assessoramento no seu nível de atuação.

CAA Público: Primeiros-Sargentos da ativa da Aeronáutica. Finalidade:Aperfeiçoar os conhecimentos e desenvolver as capacidades da liderança e do pensamento crítico-reflexivo, visando preparar o militar para a transposição do contexto técnico operacional para o de assessoria e gestão, a ser consolidado no CEAG.

CEAG Público: Suboficiais da ativa da Aeronáutica. Finalidade: Consolidação dos estudos e das capacidades de gerenciamento, de mediação de equipes e de assessoramento, contribuindo para ampliar a sua visão sistêmica e analítica, a capacidade de observação e a reflexão crítica.


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SAÚDE

Novembro é marcado pelo combate ao câncer de próstata Conheça a história do militar que foi diagnosticado com a doença e aprenda a se prevenir Estagiária Letícia Takada*

Após o Outubro Rosa, começam as ações de mobilização da campanha Novembro Azul, voltada para reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e incentivar os homens a cuidarem da própria saúde. De acordo com o balanço divulgado em setembro de 2018 pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), aproximadamente 68 mil novos casos foram diagnosticados ano passado. A doença é a segunda mais comum entre os brasileiros, atrás apenas do câncer de pele. Em 2000, o Coronel Médico Urologista da Reserva Carlos de Franco, que atualmente faz parte do quadro de efetivo do Hospital Central da Aeronáutica (HCA) como Prestador de Tarefa por Tempo Certo (PTTC), foi diagnosticado com câncer de próstata, aos 48 anos. Após ter realizado quatro biópsias,

foi confirmado o tumor maligno e ainda, no mesmo ano, o oficial foi submetido a uma prostatectomia radical. O tratamento foi prolongado com sessões de radioterapia. “O maior medo do paciente após o diagnóstico da doença é ficar impotente ou ter incontinência urinária. A minha reação foi querer fazer a cirurgia o mais rápido possível e ficar curado. Hoje, após 19 anos do procedimento, levo uma vida normal, sou totalmente ativo, trabalho e realizo minhas atividades como fazia antes da cirurgia”, relatou o Coronel. Os fatores que aumentam as chances de desenvolver a doença são o avanço da idade. No Brasil, nove a cada dez homens diagnosticados têm mais de 55 anos e possuem histórico familiar do câncer de próstata. Embora a doença seja grave, práticas saudáveis podem ajudar na prevenção. É preciso ter uma boa alimentação, manter o peso corporal adequado, praticar atividade física, não

fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Mas mesmo com todas as medidas preventivas, o homem ainda está sujeito à doença; por isso é importante salientar a detecção precoce a fim de encontrar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar o melhor tratamento. A consulta preventiva deve ocorrer a partir dos 40 anos de idade, quando há histórico familiar da doença; os demais, após 45 anos ou de acordo com orientações médicas. O tratamento desse tipo de câncer vai depender da idade do paciente, estágio do tumor e condições gerais de saúde do indivíduo. Na Força Aérea Brasileira (FAB), todo o efetivo realiza a inspeção de saúde periodicamente. Os homens com idade igual ou acima de 45 anos fazem obrigatoriamente o exame de sangue Antígeno Prostático Específico (PSA), de acordo com as Instruções Técnicas das Inspeções de Saúde na Aeronáutica (ICA 160-6).

Identificação da doença Devem ser combinados dois tipos de exame, o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA. Embora sintomas e sinais possam apontar a presença da doença, os exames devem ser feitos periodicamente, principalmente para a detecção precoce. Na maioria das vezes, esses sintomas não são causados pelo câncer, mas é importante o parecer de um médico.

Sintomas e sinais: • Dificuldade de urinar; • Diminuição do jato de urina; • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite; e • Sangue na urina. *Sob supervisão da Tenente JOR Cristiane dos Santos


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CFIAe FOTO: SGT CUNHA / CFIAe

CFIAe comemora 40 anos disponibilizando moradias ao efetivo da FAB Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica (CFIAe) conclui empreendimentos em diversas regiões do País Ten REP Adauto Fraga

A Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica – CFIAe - comemora, neste dia 12 de novembro, 40 anos de existência. A instituição é uma Autarquia Federal de Regime Especial, integrante do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e um dos instrumentos do Governo Federal no setor habitacional, vinculada ao Comando da Aeronáutica, conforme disposto na Lei n° 6.715, de 12 de novembro de 1979, com funções de Agente Financeiro, Agente Promotor e Agente Assessor, com a missão de proporcionar a

seus beneficiários o acesso à moradia nas condições legalmente estabelecidas. A CFIAe, criada em 1979, tem como objetivo principal produzir unidades habitacionais destinadas à aquisição da casa própria para militares e civis da ativa, inativos e pensionistas do Comando da Aeronáutica. A missão da Autarquia é de apoio ao homem e visa proporcionar a seus beneficiários as melhores condições possíveis para a compra do seu imóvel. Ao longo de 40 anos de existência, onde atuou como Agente Financeiro e Promotor, a CFIAe entregou 9.426 (nove mil quatrocentos e vinte

1S Manuela e o 2S Giffoni recebem do Comandante da Aeronáutica as primeiras chaves do Residencial Solar do Bosque e seis) unidades habitacionais em todo o território nacional. Recentemente, foi inaugurado o Residencial Solar do Bosque, localizado no bairro Jardim Sulacap, no Rio de Janeiro (RJ). O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, realizou o descerramento da placa alusi-

va à inauguração. Além deste, foram concluídos, nos últimos anos, três empreendimentos: em Brasília – DF, São José dos Campos – SP e Rio de Janeiro – RJ, quando 332 famílias receberam as chaves de seus imóveis. Para saber mais sobre os empreendimentos da CFIAe, acesse o site www. cfiae.aer.mil.br

FOTO: CENCIAR

CENCIAR

CENCIAR durante auditoria interna no GAP - MN Ten REP Adauto Fraga

O ciclo de Visitas Regionais de Auditoria Interna Governamental de 2019 do Centro de Controle Interno da Aeronáutica (CENCIAR), localizado em Brasília (DF), foi concluído com sucesso. O objetivo foi apresentar aos gestores e demais agentes da administração as atividades e os procedimentos rela-

tivos às Auditorias Internas Governamentais, bem como as principais demandas recebidas dos Órgãos de Controle Externo, nos exercícios de 2017, 2018 e 2019. As últimas três visitas regionais foram realizadas nos Grupamentos de Apoio de Brasília (GAP-BR), Manaus (GAP-MN) e Natal (GAP-NT), em setembro. A visita ocorreu no GAP-BR com a participação de cerca

CENCIAR realiza Ciclo de Visitas Regionais As visitas foram realizadas em sete cidades, com a participação de gestores e agentes da administração da FAB de 170 Agentes da Administração, de 34 Unidades Gestoras do Comando da Aeronáutica (COMAER). Em agosto, foi a vez do GAP-MN, com cerca de 130 Agentes, de dez Unidades Gestoras do COMAER. Já em julho, o evento foi no GAP-NT, com a participação de, aproximadamente, 150 agentes, de oito Unidades Gestoras. As palestras trataram sobre os principais aspectos de auditoria relatados pelos integrantes do CENCIAR nos

anos de 2017 e 2018, assim como os Acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) correlacionados aos temas. A iniciativa do CENCIAR proporcionou aos gestores e agentes da administração conhecer aspectos do interesse de todos, contribuindo para a aproximação do CENCIAR com as Unidades Executoras, Credoras, Patrimoniais e de Controle, bem como ratificou a importância da manutenção de elevados níveis de Controles Internos nas organizações.


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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS O DIA DA BANDEIRA é comemorado, anualmente, em 19 de NOVEMBRO. Nesse dia, em 1889, o recém-instalado governo republicano do BRASIL trocou a antiga bandeira imperial pela bandeira da REPÚBLICA. A nova bandeira, desenhada por Décio Vilares, foi adotada pelo DECRETO nº 4 no dia 19 de novembro de 1889. A Bandeira do Brasil simboliza a PÁTRIA e a UNIÃO entre os Estados, e transmite o SENTIMENTO de coesão entre os BRASILEIROS.

RESPOSTA DA EDIÇÃO DE OUTUBRO

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