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Ano XLI

Nº 05

Maio, 2018

Ninho das Águias (PÁGS. 8 E 9)

Conheça os Cadetes da AFA e suas histórias de superação (Págs. 8 e 9)

ISSN 1518-8558


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CARTA AO LEITOR

Expediente

Qualidade em informar O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) acaba de completar 48 anos, ao longo dos quais sempre manteve a tradição de utilizar seus produtos como ferramentas efetivas não só de projeção e preservação da imagem da Força Aérea Brasileira (FAB), mas também de divulgação da linha mestra emitida pelo nosso Comandante. Dentro dessa ótica, nesta edição do NOTAER apresentamos o resultado de uma pesquisa, por meio da qual levantamos os assuntos de maior interesse do nosso efetivo e os meios mais procurados por eles para se informar sobre a FAB. Baseados nesses dados, conhecemos

melhor o perfil do público que utiliza o aplicativo da FAB, participa das nossas mídias sociais, visita o nosso site e lê o material impresso por nós produzido. Tudo isso para nos empenharmos, com ainda mais afinco, no esforço para elaborar conteúdos dinâmicos e atender as necessidades e dúvidas de todos aqueles que nos acompanham. Destacamos também o primeiro ano do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e os consequentes

ganhos na segurança das comunicações militares, bem como o aniversário de 76 anos da Aviação de Patrulha, tão importante no cumprimento diário da missão da FAB. Levando em conta a importância da comunicação séria e de credibilidade nos dias de hoje, trazemos nesta edição matéria dedicada ao fenômeno das Fake News, para o qual devemos estar cada vez mais atentos. Preocupados com um melhor entendimento, bem como com a criação de ferramentas que nos protejam dos malefícios

dessas falsas notícias, o CECOMSAER estabeleceu uma parceria com o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) para desenvolvimento de pesquisa conjunta sobre o tema. Por fim, deixamos aqui nossos mais sinceros cumprimentos a todas as mamães da Força Aérea Brasileira, que de modo muito justo ocupam espaço dedicado a elas nesta edição, como reconhecimento do CECOMSAER e da FAB a tudo o que elas representam para as nossas instituições e as nossas famílias. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

ESPAÇO DO LEITOR

“Eu me sinto orgulhosa por fazer parte da história da FAB, uma Instituição que participa ativamente do desenvolvimento espacial brasileiro, além de outras questões igualmente importantes. Também fiquei emocionada com as histórias de superação dos cadetes da AFA.” Tenente QOCON REP Dayene Cristina Rosa (AFA)

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social O jornal NOTAER é uma publicação da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao mensal do Centro de Comunicação Social público interno. da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Paulo César Andari. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente Coronel Aviador Chefe da Subdivisão de Produção e DivulBruno Pedra. gação: Tenente-Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida. Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno (MTB 0005913/PE) e Tenente Jornalista Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP). (MTB 0005913/PE) e Tenente Relações Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Diagramação e Arte: Tenente Chaves, Suboficial Ramos, Sargento Polyana. Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, Sargento Polyana e Cabos M. Gomes Capa: Ilustração Sargento Jobson. e Pedro. Tiragem: 18.000 exemplares. Tiragem: 18.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencioparciais das matérias, desde que mencionada a fonte. nada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” Bloco “M” 7º andar - CEP: 70045-900 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF Brasília/DF

“O jornal NOTAER é um excelente meio de comunicação. Sempre que sai um novo, já busco um para mim e para os militares do meu setor. Sempre nos traz informações importantes sobre Promoções de Oficiais-Generais, inscrições de concursos e conhecimentos sobre a FAB que, de dentro da seção, não é possível enxergar. Obrigado a todos que promovem esse serviço tão importante.” Cabo Hugo Felipe Lacerda Magalhães (EMAER)

“A matéria sobre a aluna Olga foi de grande significado para conhecer o sentimento de uma pioneira na história da Escola Preparatória de Cadetes do Ar. Tanto Olga quanto as demais alunas da EPCAR demonstraram-se fortes durante o Estágio de Adaptação à Atividade Militar. A garra e a determinação foram imprescindíveis para o fechamento desse ciclo. Ao longo dos anos, os valores fundamentais serão fortalecidos na mente desses alunos, que já são grandes exemplos sociais!” Tenente QOAP PED Franciele Daiane Rodrigues Resende (EPCAR) Este espaço é para você, Leitor! Envie seus comentários e sugestões para notaer@fab.mil.br

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Começamos o mês de maio comemorando o aniversário de um marco na história da Força Aérea Brasileira: um ano da entrada em órbita do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC). Conquista singular e de valor ímpar para uma Instituição que visa operar amplamente também no ambiente aeroespacial até seu centenário em 2041. Sem descuidar das tradições, saudamos neste mês os guerreiros da gloriosa Aviação de Patrulha, que tanto colabora com a proteção das riquezas do país, monitorando incansavelmente uma área de aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados sobre o litoral brasileiro. Cumprimentamos também todos aqueles integran-

tes da Força Aérea Brasileira que levaram, e seguem mantendo, no mais alto patamar, o nome da Força pelo mundo afora, representando-nos com garbo e profissionalismo nas diversas missões de paz das quais participamos. Afinal, no mês de maio, também comemoramos o Dia Internacional dos Peacekeepers. Espaço, ar, mar e terra... Não há limites para uma Força Aérea que nasceu forjada em combate e que segue rumo ao seu centenário modernizando seus equipamentos, suas estruturas e investindo cada vez mais na capacitação de seu pessoal. E é esse o caminho a ser percorrido para que cheguemos a 2041 efetivamente atualizados e com elevada capacidade dissuasória, ou seja, no nível

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Profissionalismo e sensibilidade

que um país como o Brasil verdadeiramente merece. Por fim, não poderia deixar de lembrar que o mês de maio é também o mês de rendermos nossas homenagens a todas as mães do nosso efeti-

vo. Misturando a doçura de ser mãe com a firmeza da vida militar, elas são um importante ponto de equilíbrio no dia a dia da nossa Força, e a todas elas deixo meus sinceros agradecimentos pela dedicação

diária em suas atividades. Parabéns a todas as mães da Força Aérea Brasileira! Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica


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FOTO: INTERNET

REESTRUTURAÇÃO

Planejamento orçamentário EMAER lança Anuário que consolida informações dos recursos orçamentários alocados ao Comando da Aeronáutica Ten JOR Aline Fuzisaki A 5ª Subchefia (5SC) do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) lançou, no mês de abril, o Anuário do Planejamento Orçamentário (APO), referente ao exercício financeiro de 2017. Elaborada pela Seção de Estudo de Dados Orçamentários, a publicação tem como objetivo apresentar a distribuição dos recursos em-

pregados nas diversas atividades e projetos do Comando da Aeronáutica (COMAER), oferecendo embasamento para apoiar decisões e aperfeiçoar o planejamento orçamentário. Em consonância com a Diretriz do Comandante, que motiva a implantação de uma metodologia de Planejamento e Gestão Institucional da Aeronáutica, priorizando a viabilização do planejamento

dos programas e projetos e o acompanhamento dos resultados, com visão plena dos recursos disponibilizados em todas as ações orçamentárias, houve a necessidade de mudar a maneira como eram realizadas as análises de dados para a montagem do plano orçamentário anual do COMAER. Desde o ano passado, a 5ª Subchefia do EMAER adotou ferramentas de Business Inteligence (BI),

que têm possibilitado realizar estudos orçamentários de maneira mais assertiva. De acordo com o Chefe da Seção de Estudo de Dados Orçamentários, Tenente-Coronel Intendente Francisco Luiz Guerra Figueira, o trabalho foi iniciado com a preparação do aplicativo para absorver dados e informações de forma que fosse viável extrair conhecimento, principalmente com o auxílio de gráficos. “Foi daí que surgiu o relatório orçamentário. Por meio da ferramenta, foi possível ter uma visão gerencial macro de quais são os recursos que as unidades têm disponíveis para aplicar, comparando com a série histórica dos valores executados. É uma ferramenta interativa e dinâmica”, avalia. Sobre o APO, o TenenteCoronel Figueira explica que o documento serve de apoio para a elaboração do relatório de gestão e do planejamento orçamentário. “Lançamos o primeiro Anuário no ano passado. Foi um trabalho inédito e, com ele, conseguimos observar o que estava previsto na lei orçamentária e como esse recurso foi empregado durante o exercício. Com isso, mudamos a forma de assessorar o

planejamento e conseguimos mostrar para o Alto-Comando como os recursos podem ser direcionados de forma otimizada. O acesso às informações foi facilitado e isso ajuda na hora da tomada de decisão, visando sempre ao cumprimento da missão institucional”, afirma. Para o Chefe da 5ª Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Brigadeiro Intendente Paulo Mauricio Jaborandy de Mattos Dourado, o trabalho representa uma iniciativa pioneira, que leva em consideração a realidade da administração pública moderna e as ações de governança necessárias. “O orçamento é uma valiosa ferramenta de gestão, imprescindível e estratégica para qualquer organização, e seus integrantes deverão estar envolvidos nesse processo, o qual, para ser compreendido, necessita ser transparente e acessível. Dessa forma, o Anuário, aliado às boas práticas de governança, atinge perfeitamente estes objetivos. Com a entrega desse produto para o COMAER, entendemos que o processo orçamentário de 2019 será ainda mais eficaz e eficiente que em 2018”, conclui.


ESPAÇO

Um ano de comunicações mais seguras Em 4 de maio de 2017, às 18h50 (de Brasília), o País viu a entrada em órbita do primeiro satélite geoestacionário brasileiro. Um ano depois, o balanço é positivo e já se fala em SGDC 2 e 3 Ten JOR Gabrielli Dala Vechia Neste mês, completa-se um ano desde o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) – que está sendo controlado e operado a partir do Comando de Operações Espaciais (COPE), em Brasília (DF), subordinado ao Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Do ponto de vista militar, ele está “trazendo mais segurança para as informações que trafegam, chegando a diferentes recantos do país”, diz o Ministro da Defesa interino, General de Exército Joaquim Silva e Luna. Após um período de testes orbitais, a banda X (exclusivamente militar) está pronta para ser utilizada. “Se hoje houver a necessidade de utilizarmos o satélite para garantir a segurança das comunicações militares em algum contexto,

estamos prontos para operar”, diz o Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino. Já a banda Ka (civil, correspondente a 70% da capacidade do satélite), que está sendo controlada pela estatal Telebras, aguarda o fechamento de parcerias nas áreas de educação e saúde para começar a operar no provimento de banda larga em todo o território nacional. Com o sucesso do primeiro satélite geoestacionário, as autoridades já estão planejando os SGDC 2 e 3. “O próximo já está sendo visualizado. Em 2022 esperamos lançá-lo. Primeiro porque permite o desdobramento de meios; segundo porque o satélite tem um tempo de vida útil, entre 15 e 18 anos. É preciso que ele vá sendo substituído e ampliado”, diz o atual Ministro da Defesa.

5 FOTO: AGÊNCIA ESPACIAL FRANCESA

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HISTÓRIA FOTO: CAP ENILTON / CECOMSAER

FAB tem sob sua tutela diversos bens tombados no País NOTAER realiza até dezembro série sobre construções históricas Ten JOR João Elias A FAB tem sob sua tutela diversos bens tombados por terem reconhecido valor histórico, artístico ou cultural, seja por institutos municipais, estaduais ou federal. Eles estão localizados nos municípios de Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos Dumont (MG), Brasília (DF), Vilhena (RO), Goiânia (GO) e Florianópolis (SC). O Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) é o órgão central do Siste-

ma de Patrimônio Histórico e Cultural do Comando da FAB (SISCULT) responsável por orientar as Organizações Militares detentoras de bens culturais tombados. “O INCAER realiza interações com os diversos órgãos responsáveis sobre o tombamento e demais assuntos relacionados à preservação de bens culturais para que seja preservada a memória, a história e as tradições da FAB e do país”, ressaltou o Subdiretor de Cultura do INCAER,

Major-Brigadeiro do Ar José Roberto Scheer. De acordo com a Museóloga do INCAER, Tenente Aline Pessôa da Ascenção Alcoforado, o bem só é tombado após um estudo detalhado realizado por especialistas. “Quando se inicia o processo é conferido ao bem o título de tombamento provisório, tendo os mesmos efeitos legais do tombamento definitivo, ou seja, o bem não pode ser alienado, alterado e muito menos destruído”, explica.

O INCAER é o órgão responsável por orientar as unidades detentoras de bens culturais tombados

Até dezembro, o NOTAER fará uma série de reportagens mostrando todos os bens tom-

bados que estão sob tutela da FAB. Confira abaixo quais são esses bens.

Bens tombados Aeronaves Catalina Uma localizada na Ala 9, em Belém (PA), e outra no Museu Aeroespacial (MUSAL), no Rio de Janeiro (RJ) - ambas tombadas pelo IPHAN.

Hangar de Zeppelin (Ala 12, no Rio de Janeiro - RJ) - Inaugurado em 1936, no bairro de Santa Cruz. Tombado pelo IPHAN e pelo município do Rio de Janeiro.

Hangar Tenente Lucena (Rio de Janeiro - RJ) Localizado no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos (PAMA-AF), é tombado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, como obra de arte da engenharia.

Estação de Hidroaviões (Rio de Janeiro - RJ) Tombada pelo IPHAN, atualmente é sede do INCAER.

Campo de Aviação do Campeche Tombado pela Prefeitura de Florianópolis (SC).

Imóveis em Belém Conjuntos Arquitetônicos da Avenida Governador José Malcher, com imóveis da Travessa Rui Barbosa, localizados em Belém (PA). Há bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pela Secretaria de Cultura do Estado e/ou pela Fundação Cultural do Município.

Hangar Caquot (Rio de Janeiro - RJ) Conhecido como Hangar do Aeroporto Santos Dumont, tem o tombamento provisório realizado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).

Prédios das estações telegráficas Construídas pela Comissão Estratégica de Linhas Telegráficas de Cuiabá a Porto Velho (Comissão Rondon), tombados pelo IPHAN.

Imóvel em Goiânia Antigo terminal de passageiros do 1° Aeródromo de Goiânia, localizado na Avenida Tocantins, Quadra 20-A, Setor Aeroporto tombado pela Prefeitura.

Casa do Sítio Cabangu (Santos Dumont - MG) É um patrimônio tombado pelo IPHAN. Já o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) tombou o Parque Cabangu e o seu acervo florestal, e a Prefeitura de Santos Dumont tombou também o conjunto arquitetônico e a fachada do Museu-Casa.

Conjunto dos Ministérios e Anexos (Brasília - DF) Tombado pelo IPHAN, diz respeito ao prédio do Comando da FAB (antigo prédio do Ministério da Aeronáutica), localizado na Esplanada dos Ministérios.


FOTO: RAQUEL ACUÑA

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Ten JOR Emília Maria Ten DENT Branca Freire

Amamentar: incrível missão De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno exclusivo é essencial até o 6º mês de vida Muitas mães passam por dificuldades para alimentar seus recém-nascidos, seja pelo fato de o bebê que não consegue abocanhar o peito, sejam as dores pelos ferimentos nas mamas ou outras questões. Nesses casos, o acompanhamento de profissionais e o apoio da família são primordiais. Foi o que aconteceu com a Sargento Taís Franca e Silva, que teve a filha Maria Luísa em setembro de 2017. A recém-nascida foi para a UTI neonatal e só depois de seis dias, quando recebeu alta, pôde ter contato com o leite materno. Quando foi para casa, as chances de conseguir a amamentação exclusiva

eram pequenas. “Mas não desistimos. Procuramos o Ambulatório de Amamentação no HCA e lá encontrei segurança, orientação e apoio. Hoje comemoramos a vitória da amamentação exclusiva”, conta a Sar-

gento Taís. “Falo no plural porque o apoio do pai foi fundamental em todos os momentos”, completa. Assim como a Sargento Tais, muitas outras mães já passaram pelo Ambulatório do HCA.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Missão difícil

um dos fatores que mais impede que as mães amamentem adequadamente. Por isso, o Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio de Janeiro (RJ), conta com um Ambulatório de Amamentação para orientar as mães e seus familiares. O acompanhamento de cada paciente é feito desde a internação até a primeira consulta do bebê. Este período, de acordo com a pediatra do HCA, Major Marise Pederneiras, é o que apresenta maior índice de desmame. A médica ressalta que o leite materno não é apenas o alimento mais completo para o bebê. “É de fácil digestão, não sobrecarregando o intestino e os rins, além de permitir o fortalecimento do binômio mãe-bebê”, explica a Major. A Tenente Aline Novaes, fonoaudióloga neonatal, aponta outros aspectos. “Contribui para que a criança tenha dentes bem posicionados, desenvolva a fala corretamente e respire pelo nariz, além de exercitar os músculos responsáveis pela mastigação e deglutição dos alimentos, bem como pela articulação das palavras”, diz.

FOTO: SCS HCA

DIA DAS MÃES

A Tenente Andressa Lewek, que serve em São José dos Campos (SP), sabia dos benefícios da amamentação mesmo antes de engravidar. “Desde que decidi ser mãe, desejei amamentar. Como psicóloga, já sabia dos benefícios para o vínculo mãe-bebê”, conta. Ela estudou também sobre as vantagens para a mãe, como recuperação do peso pós-parto e praticidade. “Está sempre pronto pra ser transportado e ingerido. Além, é claro, das vantagens para o bebê, como a melhora da imunidade, proteção contra anemia e outras doenças”, completa Andressa. Ela amamentou a primeira filha, Sabine, exclusivamente até os seis meses e de forma complementar até dois anos e um mês. Quando a menina desmamou, a mãe já estava esperando seu irmão, Ian. “Hoje ele está com oito meses e mamando super bem. Incentivo todas as mulheres a fazerem isso por seus filhos e por si mesmas”, ressalta. Segundo os profissionais de saúde, a falta de informação é

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Major Marise recebe esposa e filha do SO Marques no HCA

Sargento Taís e a filha Maria Luísa

Para o Suboficial Eduardo Vieira Marques, do 3º/8º GAV, e sua esposa Eliane, a missão de amamentar a filha Lara também não foi simples. Os pais foram amparados por uma equipe que desconheciam. “Por vezes chegávamos à

exaustão por causa das lesões nas mamas da minha esposa. Mas os militares do Ambulatório nos mostraram exatamente o que deveria ser feito e estavam sempre nos orientando. Nos provaram que é possível vencer ”, lembra o pai.


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DATA COMEMORATIVA

Salve a Patrulha! FAB celebra o 76º Dia da Aviação de Patrulha rápida ação, o submarino reagiu intensamente com fogo antiaéreo, submergiu e bateu em retirada. O fato marcou o batismo de fogo da FAB e passou a ser oficialmente assinalado como o Dia da Aviação de Patrulha. De lá para cá, várias aeronaves já foram utilizadas pela Aviação de Patrulha: PV-1 Ventura, PV-2 Harpoon, B-25 Mitchel, P-15 Netuno, P-16 Tracker e P-95 Bandeirulha. Atualmente na FAB, as aeronaves P-3AM Orion e P-95M Bandeirulha são operadas por três Esquadrões: Orungan (1º/7º GAV), sediado em Santa Cruz (RJ); Phoenix (2º/7°GAV),

em Canoas (RS); e Netuno (3º/7°GAV), em Belém (PA). A Aviação de Patrulha sempre encarou desafios, usando as mais variadas aeronaves. Hoje em dia, cumpre a sua missão com vetores estratégicos que desempenham papéis não somente de patrulha marítima, como diversas outras ações que são imprescindíveis para a FAB no que diz respeito ao cumprimento de sua missão de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria. Confira o depoimento de militares dos Esquadrões da Aviação de Patrulha.

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

Com a responsabilidade de vigiar o litoral brasileiro, 24 horas por dia, a Aviação de Patrulha começou sua história em 1942. Na época, em plena Segunda Guerra Mundial, o país se viu ameaçado pelos sucessivos afundamentos de navios mercantes brasileiros por submarinos alemães. Com apenas um ano e meio de existência, pessoal ainda inexperiente e sem aviões de guerra apropriados ao combate, a FAB se lançou em atividade para superar todas as dificuldades. Grupos de aviação foram distribuídos pelo território

nacional. Em Salvador (BA), estabeleceu-se o 7º Grupo de Aviação de Patrulha, aproveitando as instalações do 2° Grupo de Bombardeio Médio. Às 13h57 de 22 de maio de 1942, os Capitães Aviadores Parreiras Horta e Oswaldo Pamplona, em meio à formação operacional nos bombardeiros B-25 Mitchell recém recebidos das Forças Armadas dos Estados Unidos, lançaram um ataque ao submarino Barbarigo, da Regia Marina da Itália, a mesma que, quatro dias antes, havia torpedeado o navio Comandante Lyra, próximo ao Atol das Rocas. Surpreendido pela

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Ten JOR Felipe Bueno


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Cabo BMA Sérgio Alberto Diniz Silva Esquadrão Netuno 3º/7º GAV “Cheguei ao Esquadrão em 2002, vindo do Parque de Material Aeronáutico de Belém (PAMA-BE). De lá para cá, são 16 anos de muita satisfação em estar servindo uma unidade aérea. Satisfação que só aumenta há 12 anos, quando me tornei tripulante na função de observador SAR (Busca e Salvamento), o que me levou, com muito orgulho, a participar de várias missões de busca, que considero a mais nobre de todas do Esquadrão, pois ajudar a salvar vidas não tem preço. Há seis anos, obtive elevação operacional, entrando para o grupo de instrutores do Esquadrão e, atualmente, contribuo para a formação de novos observadores SAR, o que me deixa muito gratificado e motivado a continuar servindo nesse Esquadrão operacional.”

Tenente Aviador Allan Seixas Julio Esquadrão Orungan 1º/7º GAV

FOTO: SGT PAULO REZENDE / CECOMSAER

“Sou integrante do Esquadrão Orungan há dois anos, atuo como chefe da Célula SAR (Search and Rescue - Busca e Salvamento) e piloto da aeronave P3-AM, o glorioso Orion. Faço parte com orgulho da Aviação de Patrulha, responsável por zelar pela soberania do nosso país e por inúmeras missões utilizando a plataforma P3-AM. Sempre me identifiquei com o voo sobre o mar, sendo assim, me senti confortável em estar distante a 200 milhas da costa brasileira. Ser patrulheiro, sem dúvidas é uma das atividades mais emocionantes que uma pessoa pode exercer. Tripular esta aeronave multimissão é um grande desafio na carreira para o qual tento me dedicar ao máximo para cumprir a missão. Ser patrulheiro e pertencer às tradições dessa Aviação me faz vibrar dia a dia! Salve a patrulha!”

Tenente Aviador Andrew Norberto Chaves da Silva Esquadrão Phoenix 2º/7º GAV “O Esquadrão em que sirvo é uma das unidades aéreas de Aviação de Patrulha do Brasil e cumpre missões de busca e patrulha marítima. Nessas missões, trabalhamos em cooperação operacional com a Marinha do Brasil. Auxiliamos na vigilância do Atlântico Sul e buscamos detectar embarcações em atividades ilegais, assim como a localização de pessoas, aeronaves e embarcações em situação de emergência. Um caso que me recordo foi o do veleiro argentino Taipan, que foi encontrado no litoral sul de Santa Catarina, em julho de 2016, depois de três dias de buscas. O veleiro foi encontrado sem combustível e atracado numa ilha aguardando ajuda. Durante a missão, foi utilizada a aeronave da P-95 Bandeirulha.”


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FOTO: INTERNET

COMUNICAÇÃO

Propagação de notícias falsas pode ser crime Conferir a veracidade dos fatos é a principal ferramenta no combate à disseminação de notícias falsas, principalmente nas redes sociais Ten JOR Cristiane dos Santos Uma das maiores preocupações no mundo digital atual é a propagação de notícias falsas (fake news, em inglês). Isto porque, cada vez mais, usuários de sites, de redes sociais e de aplicativos de mensagens vêm sendo bombardeados com notícias enganosas. Ser cético em relação a tudo que lê, questionar a fonte, checar a veracidade e não compartilhar imediatamente a informação são medidas primárias para combater os boatos. O segundo passo é difundir a verdade no mesmo alcance das notícias falsas. Vale lembrar que difundir fake news pode configurar crime contra a honra, ou seja, se enquadrar como calúnia, injúria ou difamação. A FAB não está imune aos boatos e os casos não são de hoje. Em outubro de 2006, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) emitiu nota desmentindo a informação de que estava ocorrendo desmobilização, antes do previsto, na região do acidente com o voo 1907 da Gol, no nor-

Artigos

te do estado de Mato Grosso. Em janeiro de 2017, um boato sobre o desastre com o avião em que viajava o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, causou bastante preocupação. Segundo o rumor, o piloto foi orientado pela torre de controle de forma equivocada, de modo que a aeronave sofresse o acidente. O responsável pela suposta instrução equivocada

seria uma pessoa identificada como “Sargento Marcondes”. A informação foi desmentida pela FAB. Ainda assim, foi compartilhada indiscriminadamente nas redes sociais. Mais recentemente, em fevereiro de 2018, outro boato causou transtornos à FAB. A suposta notícia tratava da queda de um avião da Azul Linhas Aéreas. As fake news circularam nas redes sociais, especialmente no Facebook e no aplicativo

WhatsApp. A informação dava conta de que uma aeronave da empresa teria explodido no ar depois de deixar o aeroporto de Belém, no Pará, em direção a Cuiabá, no Mato Grosso. A mensagem dizia até que havia 80 passageiros a bordo e que o fato teria ocorrido na região do Rio Xingu. Por conta do boato, a FAB recebeu dezenas de ligações da imprensa buscando mais informações sobre o suposto acidente.

As fake news serão objeto de uma pesquisa científica conjunta entre o CECOMSAER e o Centro Universitário de Brasília (UniCeub). O Coordenador do Curso de Comunicação Social, professor Henrique Moreira, adiantou que a proposta é analisar a atuação da Força Aérea diante das notícias falsas. “Vamos fazer uma pesquisa científica que poderá acarretar em artigos e capítulos de livros. Em contrapartida, o CECOMSAER poderá produzir normas e instruções com recomendações perante as notícias inverídicas”, disse. O professor e consultor de Comunicação e Marketing Digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Vitorino, também elaborou um artigo sobre o assunto, intitulado “Fake news, problemas reais”. O texto pode ser conferido na edição de abril, maio e junho da Revista Aerovisão.


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COMUNICAÇÃO

Pesquisa traz informações importantes para a Comunicação da FAB

Site da FAB

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) realizou uma pesquisa de comunicação no primeiro trimestre deste ano. O objetivo foi conhecer como o efetivo da FAB se mantém informado, saber quais são os assuntos de maior interesse e dimensionar o alcance das publicações do Centro, como o jornal NOTAER e a revista Aerovisão. A pesquisa foi enviada por e-mail ao efetivo e respondida por mais de 1.500 militares e civis de todas as regiões do país, resultando, no universo da amostragem obtida, um grau de confiança de 95% e margem de erro de apenas 2,5%. “A quantidade de respostas, em apenas três dias de aplicação, mostra o alto grau de comprometimento e interação do nosso público. O Centro sempre está voltado para bem informar e, por isso, a aplicação de pesquisas, como essa, traz um retorno importantíssimo para o aprimoramento da qualidade dos produtos aqui desenvolvidos”, comenta o Chefe do CECOMSAER, Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo.

Outros aspectos apresentados pelo resultado da pesquisa foram os meios mais procurados pelo efetivo para se manter informado sobre a FAB, tais quais: site (84%); NOTAER (52%) e redes sociais (44%). “Dados significativos, como o alto índice de utilização do portal oficial da FAB, mostram que, cada vez mais, o mundo migra para o meio digital”, afirma o oficial-general. Observou-se também que missões operacionais, ciência e tecnologia, plano de carreira, ensino e história da FAB são os cinco assuntos de maior interesse. “Agora, de posse das relevantes informações apuradas, iremos nos debruçar sobre todas as possibilidades de melhoria, sempre tendo em mente nossa missão de projetar e preservar a boa imagem da Força Aérea Brasileira”, conclui o Brigadeiro Lorenzo. Vale destacar ainda que a pauta desta edição do NOTAER foi embasada nos resultados apresentados pela pesquisa. Consequentemente, a série de ensino foi mantida, um conteúdo sobre história da FAB e outro sobre carreira foram incluídos.

do efetivo lê o jornal NOTAER impresso

é o meio de comunicação mais procurado pelo efetivo para se manter informado sobre a Instituição

Gráfico ilustra os cinco assuntos de maior interesse sobre a FAB

A pesquisa aponta que o aplicativo da FAB é utilizado como fonte de informações, além de disponibilizar diversas funcionalidades para o usuário, como: acesso ao zimbra, ao contracheque e à Rádio Força Aérea FM

FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

Ten REP Nara Lima

70%

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

FOTO: INTERNET

Os resultados da pesquisa colaboram para aprimoramento da produção de conteúdo pelo CECOMSAER


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ENTENDA: LISTA DE MÉRITO RELATIVO (LMR)

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

CARREIRA

Major Aviador Guilherme dos Santos Araújo A estrutura da carreira dos oficiais é determinada por um processo seletivo contínuo na definição das promoções, na habilitação aos cursos de carreira, na definição dos cargos de comando, chefia, direção e na escolha para as missões no exterior. A seleção de oficiais aos mais altos postos e funções ao longo da carreira atende a três fatores: Princípio da Igualdade de Oportunidades, Princípio do Mérito Relativo e Princípio da Ascensão por Mérito. De forma geral, isso busca garantir

que os integrantes de uma mesma turma tenham as mesmas oportunidades e sejam submetidos a critérios igualitários na avaliação dos méritos individuais. Nesse contexto, surge a Lista de Mérito Relativo (LMR), que é um instrumento de assessoria e tem por objetivo quantificar o mérito individual e o realce do oficial entre seus pares. As LMR são elaboradas anualmente pela Comissão de Promoções de Oficiais e levam em consideração os seguintes fatores:

a) as fichas de avaliação dos doze anos mais recentes, de forma ponderada; b) os graus finais obtidos nos cursos ao longo da carreira; c) as votações da CPO para inclusão em Quadro de Acesso por Merecimento; d) o resultado do Teste de Avaliação do Condicionamento Físico; e e) em caráter negativo, as punições recebidas. Além dos fatores mencionados, a partir do corrente ano, o conhecimento dos idiomas inglês e espanhol,

devidamente validado pelo órgão competente, passou a pontuar na LMR. A partir de 2019, os cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, de interesse do COMAER, também passarão a pontuar. Cada oficial poderá acessar ao SISPROM com a senha pessoal e verificar, no demonstrativo de desempenho (CPO-7), as próprias informações de grupo de mérito, médias dos conceitos obtidos em relação à turma nos últimos cinco e doze anos, posição obtida nos cursos de carreira

também em relação à turma, bem como informações sobre a pontuação auferida por meio da habilitação em idiomas. Cabe ressaltar que a regra de LMR não se aplica aos oficiais dos quadros QOEA e QOCON. É de extrema importância que cada militar acompanhe seu desempenho e conheça os critérios utilizados nos processos de seleção. A documentação pertinente encontra-se disponível na página da CPO. (Comissão de Promoção de Oficiais - CPO).


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FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

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CARREIRA

“Não é só uma honra estar na FAB, é um milagre na minha vida” Ten JOR Felipe Bueno “Será um momento mágico.” É assim que o Tenente Estagiário Frederico Jonas Alcici imagina a sua formatura no Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães da Aeronáutica (EIAC), no fim de maio próximo, no pátio do comando do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG). Com data de praça de 22 de janeiro de 2018, o estagiário de 37 anos tem poucos meses no efetivo da FAB, mas sua história de vida já é repleta de desafios superados e vitórias inspiradoras. Natural de Lagoa Santa (MG), Alcici teve uma juventude de dificuldades. Com problemas familiares, viveu com a avó até os 19 anos. Começou a enxergar as possibilidades do futuro durante o período da graduação em teologia, e ficou sabendo do concurso de capelães da FAB. Em 2012, já formado na graduação e com especialização, ele foi aprovado pela primeira vez na seleção, sendo convocado para a concentração intermediária. Mas, em sua preparação para o teste de aptidão e condicio-

namento físico, recebeu uma notícia para a qual não estava preparado. Alcici foi diagnosticado com síndrome nefrótica, doença que, dependendo de seu estágio, pode causar insuficiência renal crônica por anos e até a morte. A interrupção abrupta dos planos voltou a desmotivá-lo: ele chegou a receber um prognóstico crítico de médicos. “Chegou a um estágio que o médico disse que pouquíssimos pacientes conseguiam se recuperar, a porcentagem de óbito era alta. Ele me disse que faria o tratamento, mas não me prometeu nada”, conta. Porém, ele não desistiu: continuou estudando e se manteve disciplinado no tratamento da síndrome. A recompensa veio em 2017: foram cinco anos desde o diagnóstico, até que ele recebeu a notícia de uma melhora e da cura definitiva, além da aprovação em segundo lugar (dentro das vagas) do EIAC. “De alguma forma, continuei acreditando, estudando e me tratando. Consegui passar em todos os exames, sem sequelas, com o preparo físico muito bom. Não é só uma honra

estar na FAB, é um milagre na minha vida”, comemora. Superando dificuldades de saúde, financeiras e do próprio concurso, o Tenente Alcici chegou ao CIAAR em janeiro e viu que o caminho ainda seria longo: horas de sono a menos e dores musculares a mais, ele duvidou que conseguisse passar pelo Treinamento Básico Militar e pelo Exercício de Campanha - mas passou. “Por que não desisti? No curso, além do desconforto, tivemos momentos de motivação, ótimos instrutores. Os problemas são oportunidades para superarmos qualquer limitação, viver algo maior do que nós”, conta. Conquistado o objetivo de se tornar oficial da FAB em 18 de maio, dia da formatura, o estagiário do CIAAR não pensa em parar: quer investir ainda mais em sua formação e iniciar o mestrado. Outro objetivo é que seus filhos tenham a mesma oportunidade que ele teve e possam ter uma boa formação - algo que foi primordial para a mudança de realidade de Alcici.

“Os problemas são oportunidades para superarmos qualquer limitação, viver algo maior do que nós” Tenente Estagiário Alcici

O ingresso no Quadro de Oficiais Capelães (QOCapl) é por meio de concurso. Podem concorrer padres católicos e pastores evangélicos (de ambos os sexos) com pelo menos três anos de atividades pastorais. É preciso ter formação universitária em teologia. Além de provas e exames, os candidatos passam por uma avaliação do Ordinariado Militar do Brasil. Após a aprovação, o EIAC é ministrado no CIAAR, em Belo Horizonte (MG), e abrange instruções nos campos geral, militar e técnico-especializado. Dentre as atividades previstas para a capelania está prestar aconselhamentos espirituais; fazer visitas periódicas a unidades e seções; visitar famílias nas vilas militares; celebrar ofícios fúnebres, bodas, casamentos e batismos.


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PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

Classificação da informação em grau de sigilo Anualmente, até o dia 1º de junho, os róis de documentos classificados e desclassificados são publicados na página do Comando da Aeronáutica, conforme determinação da Lei de Acesso à Informação (LAI). QUANDO CLASSIFICAR No momento em que a informação for gerada ou, posteriormente, sempre que necessário. A informação deve ser classificada em grau de sigilo somente se atender aos requisitos estabelecidos pelo artigo 23 da Lei de Acesso à Informação. GRAUS DE SIGILO Conforme o risco que a divulgação pode proporcionar

à sociedade ou ao Estado, a informação pode ser classificada como: Ultrassecreta (Prazo de restrição: até 25 anos, prorrogável por uma única vez); Secreta (Prazo de restrição: até 15 anos - não prorrogável) e Reservada (Prazo de restrição: até 5 anos - não prorrogável) Atenção: Os prazos máximos de restrição de acesso vigoram a partir da data de produção da informação. Deve-se utilizar, sobretudo, o critério menos restritivo possível, considerando-se: a gravidade do risco ou dano à segurança da sociedade e do Estado e o prazo máximo ou o evento que defina o fim da restrição de acesso. Antes de realizar a classi-

ficação, é importante verificar se a informação é protegida por outros instrumentos. Para facilitar, disponibilizamos um checklist para o classificador: - Não classificar: - A informação é protegida por legislações específicas de sigilo. (Art.22 da LAI) Exemplo: segredo de justiça, segredo industrial, sigilo bancário etc. - A informação trata de informações pessoais. (Art.31 da LAI) Exemplo: trata da intimidade, vida privada, honra e imagem de pessoa física. - A informação é parte de documento preparatório. (Art. 7º, § 3º da LAI, e art. 20 do

Será que a informação em sua OM está sendo classificada de maneira correta?

Decreto 7.724/2012) - A informação é referente a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. (Art. 7º, § 1º, da LAI) - Classificar: - A informação é imprescindível à segurança da sociedade ou do Estado. (Art. 23 da LAI). Depois de verificada a necessidade de classificação da informação e identificada a respectiva justificativa legal, a autoridade competente deve formalizar a decisão no Termo de Classificação de Informação (TCI).

(Centro de Inteligência da Aeronáutica - CIAER)

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

Ferramenta do CENIPA relata situação de risco O Relato ao Cenipa para Segurança de Voo (RCSV) é uma ferramenta do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER). A finalidade é informar ao Centro

de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) situação com potencial risco para a segurança de voo. O Brasil utiliza a ferramenta de prevenção de acidentes

aeronáuticos desde 1997, alinhando-se aos procedimentos de países de maior expressão no âmbito da aviação mundial. Recentemente, o RCSV passou por melhorias, evoluindo para

um programa mais completo e adequado ao contexto atual da aviação brasileira. É importante ressaltar que o Relato de Prevenção (RELPREV) continua sendo a ferramenta primária de comunicação voluntária, permitindo ao Elo-SIPAER da organização envolvida tomar conhecimento da situação de perigo, bem como atuar a fim de eliminar ou mitigar o risco existente. A utilização do RCSV é indicada nas seguintes circunstâncias: a) a organização envolvida na situação de risco não dispõe de um Elo-SIPAER habilitado para gerenciar o

RELPREV na localidade; b) o funcionamento do RELPREV não é efetivo na organização envolvida; c) a cultura da organização envolvida não está em consonância com os princípios que regem o SIPAER; e d) há preocupação em se preservar a identidade do relator. Assim, na necessidade de relatar informações de segurança de voo, o formulário RCSV pode ser acessado em: http:// prevencao.potter.net.br/rcsv. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA).


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ENTRETENIMENTO

CAÇA-PALAVRAS A história da Aviação de PATRULHA começou em 1942, quando o Brasil se viu aviltado pelos sucessivos afundamentos de navios brasileiros por SUBMARINOS alemães. Com apenas um ano e meio de existência e sem aviões de guerra apropriados, a FAB se lançou numa atividade para superar as dificuldades - estabeleceu em SALVADOR (BA) o 7º Grupo de Aviação de Patrulha. Atualmente, as aeronaves P-3AM ORION e P-95M BANDEIRULHA são operadas pelos Esquadrões ORUNGAN, sediado em Santa Cruz (RJ); PHOENIX (2º/7°GAV), em CANOAS (RS); e NETUNO (3º/7°GAV), em BELÉM (PA).

RESPOSTAS DO MÊS ANTERIOR


Notaer maio 2018  

SALVE A PATRULHA! FAB celebra o 76° Dia da Aviação de Patrulha

Notaer maio 2018  

SALVE A PATRULHA! FAB celebra o 76° Dia da Aviação de Patrulha

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