Notaer - Junho de 2021

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www.fab.mil.br I Ano XLV I Nº 06 I Junho, 2021

DATAS COMEMORATIVAS Atuação das Aviações de Transporte, Reconhecimento e Busca e Salvamento (Págs. 4 a 9) CULTURA

INSTITUCIONAL

Criada a Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB) (Pag. 11)

Lançada campanha ''Nosso uniforme. Nosso orgulho'' (Pág. 13 e 14)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

UM MÊS PARA CELEBRAR O mês de junho concentra três datas importantes para a Força Aérea Brasileira. No dia 12, a Aviação de Transporte e o Correio Aéreo Nacional comemoram 90 anos; no dia 24, a Aviação de Reconhecimento, 74 anos; e, no dia 26, é a vez da Aviação de Busca e Salvamento celebrar os seus 54 anos de atuação. Tão essenciais para o cumprimento de missões de integração do País, seja no levantamento minucioso de dados de inteligência e de resgate, as três aviações emanam orgulho nos militares que desenvolvem suas funções. Por isso, esta edição do Notaer traz, em suas páginas, o nosso reconhecimento e felicitações a todos que escreveram e escrevem a história dos Esquadrões que integram estas aviações. O jornal deste mês também

traz um pouco da história do Grupo de Transporte Especial (GTE), que nasceu no mesmo ano de criação do Ministério da Aeronáutica e este mês comemora 80 anos de existência. Ao falarmos de comemoração, não podemos deixar de celebrar a criação da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB). Contando com 134 músicos, o grupo realizará representação da Instituição, assim como a Esquadrilha da Fumaça, no Brasil e no exterior. Como o objetivo desta publicação é trazer informação, destacamos mais um canal de comunicação e entretenimento. Trata-se do novo quadro da Rádio Força Aérea, o Programa FAB NO AR. Com início às 15 horas de segunda a quinta-feira, e nas

sextas-feiras às 10 horas, ao vivo, é possível ouvir sobre os principais acontecimentos. Por fim, trazemos uma matéria sobre a Campanha Institucional da Força Aérea Brasileira, lançada pelo CECOMSAER, que aborda o orgulho de “vestir o azul” e a importância do uso correto dos fardamentos. Continuamos com a missão de transmitir a melhor informação e dar a devida publicidade às ações da Força Aérea. Mais que informar, esperamos que nossa publicação inspire a todos. Boa leitura!

Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Chefe do CECOMSAER

Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Luis Felipe da Silveira e Eliseu Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador João Gustavo Lage Germano Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Igor Correa da Rocha Editores: Tenente Jornalista Letícia Faria (MTB 3327/SC)

Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE Revisão Ortográfica e Gramatical: Sargento SST Rogerio Braga Bandeira

REGRAS DE BOA CONDUTA NAS MÍDIAS SOCIAIS

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Diagramação: Sargento SDE Pollyana Dias Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda

Estimulamos o nosso efetivo a utilizar as mídias como valioso instrumento para se aproximar da sociedade, projetando a imagem de credibilidade da Força e compartilhando o conteúdo dos nossos perfis oficiais. Leia o Manual de Conduta nas Mídias Sociais no âmbito do Comando da Aeronáutica.

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Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior

Tenente Relações Públicas Wanessa Liz (CONRERP 862)

MÍDIAS SOCIAIS

@fab_oficial

O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno.

Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

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Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

NAS ASAS DO ALTRUÍSMO Diariamente, homens e mulheres da Força Aérea Brasileira embarcam suas próprias vidas nas asas de um altruísmo inquestionável em prol do cumprimento da missão. Nas diversas aviações e missões, nos locais mais longínquos do País, passam horas, dias e anos trabalhando para manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria. No mês de junho, homenageamos parte desses heróis que se valem de suas competências para elevarem o nome da FAB. No dia 12, celebramos a

Aviação de Transporte em reconhecimento a uma de suas mais célebres missões: o Correio Aéreo Nacional (CAN). Neste dia, em 1931, os Tenentes Nelson Freire Lavenére Wanderley e Casimiro Montenegro Filho realizaram aquele que foi considerado o primeiro voo do CAN da história, ao levarem um malote com duas cartas do Rio de Janeiro (RJ) a São Paulo (SP). Também elevamos nossas honras à Aviação de Reconhecimento, celebrada no dia 24 de junho. Com o lema “Da Pátria os Olhos, na Guerra e na Paz”, nossos militares e vetores estão dedicados ao pro-

pósito de obter informações sobre as atividades suspeitas e o ambiente operacional, elevando a nossa capacidade de garantir superioridade de informações nos ambientes aéreo, espacial e cibernético. É tempo, ainda, de relembrar todos os feitos daqueles que laboram para que outros possam viver: os integrantes da Aviação de Busca e Salvamento, que tem sua data comemorativa em 26 de junho. Não importando a hora e o local, os militares da FAB estão prontos para empregar meios de Força Aérea para localizar e salvar pessoas em perigo na terra ou no mar. Àqueles

que dedicam sua prontidão e seu amor à aviação, prestamos nossa reverência. Em um mês repleto de homenagens, conclamo a todos os integrantes do Comando da Aeronáutica para que sigam o legado de nossos antepassados que marcaram a história de nossas aviações. Busquem continuamente o desenvolvimento pessoal e da nossa Força em suas áreas de atuação e foquem em nossos projetos de futuro em prol da sociedade brasileira. Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior Comandante da Aeronáutica


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FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

AVIAÇÃO DE TRANSPORTE

AVIAÇÃO DE TRANSPORTE E CORREIO AÉREO NACIONAL COMPLETAM 90 ANOS MAIS ANTIGA QUE A PRÓPRIA FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB), A AVIAÇÃO DE TRANSPORTE SE DESTACA PELA VERSATILIDADE DE ATUAÇÃO Ten JOR Cristiane dos Santos A Aviação de Transporte e o Correio Aéreo Nacional celebram, no dia 12 de junho, 90 anos de existência. Mais antigos que a própria Força Aérea Brasileira (FAB) - criada há 80 anos -, a Aviação de Transporte se destaca pela capacidade

multimissão. Dentre as Ações de Força Aérea mais recorrentes estão Transporte de Tropa, Transporte Aéreo Logístico, Assalto Aeroterrestre, Reabastecimento em Voo e Combate a Incêndio em Voo. Desde 1931, quando o Correio Aéreo Nacional (CAN) realizava o serviço

postal militar brasileiro, a Aviação de Transporte já vislumbrava a importância que teria, por integrar o País e permitir a ação em comunidades de difícil acesso, possuindo relevante papel social. Nesses 90 anos, a FAB ampliou sua capacidade de apoiar as atividades opera-

cionais e administrativas das Forças Armadas e da sociedade brasileira como um todo. A aeronave multimissão KC-390 Millennium, por exemplo, responsável por garantir o fluxo de pessoal, equipamentos e suprimentos, demandado pelos mais diversos setores do País.

Em mais um marco histórico, a Aviação de Transporte se destaca por ter a primeira mulher na função de Oficial de Operações de um Esquadrão Aéreo. A Major Aviadora Joyce de Souza Conceição, integrante da primeira turma de mulheres da Academia da Força Aérea (AFA), iniciou a carreira em 2003. No Esquadrão Rumba (1º/5º GAV) realizou especialização operacional, em 2007. Posteriormente, em 2008, atuou no Esquadrão Cobra (7º ETA). O ingresso na primeira linha da Aviação de Transporte ocorreu, em 2012, no Esquadrão Gordo (1º/1º GT), onde permanece até

hoje. Desde janeiro deste ano, a Oficial desempenha a função de Operações. O cargo exige grande capacidade de planejamento e organização, de maneira a manter o preparo operacional do Esquadrão, a fim de prover o emprego com eficiência dos meios em prol da Força Aérea. Esta é a primeira vez que uma militar mulher assume tal função em toda a FAB. “A bordo dessa icônica aeronave, o C-130 Hércules, que ainda hoje é um vetor de grande importância, tive a oportunidade de realizar missões de interesse nacional,

FOTO: MAJOR JOYCE/ ARQUIVO PESSOAL

MULHERES NO TRANSPORTE

no Brasil e no exterior, em apoio à Marinha do Brasil e ao Exército Brasileiro, além de outros órgãos governamentais. Cumpri toda a trajetória operacional prevista na Unidade, como o lançamento de

cargas, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, busca e salvamento, combate a incêndio em voo e missão na Antártica. Hoje carrego, com orgulho esta responsabilidade", observou.


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AERONAVES DA AVIAÇÃO DE TRANSPORTE As Unidades estão sediadas em Manaus (AM), Belém (PA), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Canoas (RS), Campo Grande (MS), Anápolis (GO) e Brasília (DF). No Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro (RJ), é

Ao todo, são 13 Unidades Aéreas da Aviação de Transporte na FAB, equipadas com os modelos KC-390 Millennium, C-130 Hércules, C-105 Amazonas, C-99, C-97 Brasília, C-98 Caravan, C-95 Bandeirante e U-100 Phenom.

possível conhecer o Curtiss Fledgling, aeronave que iniciou o Correio Aéreo Militar, em 1931, e o WACO CPF-5, avião que serviu às Aviações Militar e Naval, a partir de 1935, cumprindo as funções de treinamento mi-

litar e do Correio Aéreo Militar. Além dessas, o Museu Aeroespacial possui em seu acervo várias das aeronaves utilizadas nas operações de transporte, como o C-115 Buffalo, o CA-10 Catalina e o C-47.

• 1931: Os Tenentes Nelson Freire Lavenère Wanderley e Casimiro Montenegro Filho levaram, a bordo de um avião Curtiss Fledgling, pela primeira vez, correspondências por meio aéreo. Mais do que levar duas cartas do Rio de Janeiro para São Paulo, os dois pilotos abriram caminho para a integração do País. Era a concretização do sonho de um grupo de militares liderados pelo então Major Eduardo Gomes. Nascia, em 12 de junho de 1931, o Correio Aéreo Nacional (CAN), que neste ano completa 90 anos. • 1935: O CAN passou a operar, além das áreas do Rio e de São Paulo, nos Estados de Goiás, Mato Grosso,

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

NASCIMENTO DA AVIAÇÃO DE TRANSPORTE E DO CAN

Paraná, Bahia e Amazonas; • 1941: com a criação do Ministério da Aeronáutica, o CAN, antes operado pela Aviação Militar do

Exército juntamente com a da Aviação Naval, passou a fi car sob responsabilidade desse novo órgão; • 1946: O CAN já to-

talizava 49.400 quilômetros percorridos, mais que uma volta ao mundo pela linha do Equador, e 14.100 pessoas transportadas.


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FOTO: SGT REZENDE / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

AVIAÇÃO DE RECONHECIMENTO

ASAS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA QUE MONITORAM O PAÍS Unir tecnologia e aviação tornou os meios aéreos mais rápidos, ágeis e eficientes.

O levantamento minucioso de dados de inteligência e o monitoramento de áreas de interesse são algumas das atividades realizadas pela

Aviação de Reconhecimento da Força Aérea Brasileira (FAB), que comemora 74 anos no dia 24 de junho. Concentrados nas regiões

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Ten JOR Raquel Alves

Sul e Centro-Oeste do País, os Esquadrões Poker (1º/10º GAV), Hórus (1º/12º GAV), Carcará (1º/6º GAV) e Guardião (2º/6º GAV) são os olhos da FAB que, do alto, compartilham o desafio de detectar ameaças assim como proteger e integrar o território nacional. A Aviação de Reconhecimento se divide em dois grupos de ações para o cumprimento da missão da FAB: as que auxiliam na manutenção da soberania do espaço aéreo, gerando produtos de inteligência para auxiliar na tomada de decisão, seja no nível tático e operacional, em curto prazo, ou estratégico e político, em médio e longo prazo; e as que contribuem


FOTO: TEN ENILTON / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

com imagens utilizadas em situações diversas, como monitoramento e análise de invasão de fronteiras, crescimento de cidades, modelo digital de superfície, cursos dos rios, queimadas, desmatamentos, pistas clandestinas, garimpos, entre outros. Há, ainda, a vigilância aérea, de fundamental importância para eventos como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo e demais Operações Interagências, como as de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dentre outras. A modernização na tecnologia de equipamentos,

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FOTO: SGT PAULO REZENDE / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

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s o f t wa r e s e m á q u i n a s é constante, pois a Aviação de Reconhecimento necessita desse aparato para realizar suas missões. O Comandante do Esquadrão Carcará, Tenente-Coronel Gleyson Márcio Tavares C a va l c a n t i , d e s c r e ve o que espera da Aviação de Reconhecimento em meio à evolução tecnológica. “Buscamos a capacidade de prover consciência situacional para as forças amigas sobre as áreas de interesse, com avaliações

o p o r t u n a s , r e l e va n t e s , abrangentes e precisas, utilizando sensores atuais e integrados a outras plataformas por meio de uma estrutura de enlace. Nessa perspectiva, alguns pensadores consideram que o emprego do Poder Aéreo demanda conhecimento profundo do oponente, ou seja, uma necessidade de inteligência. Isso é t r a d u z i d o n a Ta r e f a d e Inteligência, Vigilância e Reconhecimento”, conclui o Oficial.


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AVIAÇÃO DE BUSCA E SALVAMENTO

“PARA QUE OUTROS POSSAM VIVER!”

A MISSÃO É LOCALIZAR E SOCORRER OCUPANTES DE AERONAVES E EMBARCAÇÕES EM SITUAÇÕES DE PERIGO Ten JOR Letícia Faria

brasileira. A atuação dos militares consiste no emprego de Meios de Força Aérea e inicia com o acionamento do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), que tem o propósito de localizar e socorrer ocupantes de ae-

ronaves e embarcações em situações de perigo. Esse sistema tem um órgão central, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que normatiza, coordena e controla as ações de Busca e Salvamento.

FOTOS: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

“Eu sabia que vocês viriam!”. Esta é a frase que ecoa há 54 anos na Força Aérea Brasileira (FAB) quando o assunto é Aviação de Busca e Salvamento. O episódio remete ao

dia 26 de Junho de 1967, quando cinco militares foram resgatados após o desaparecimento da aeronave C-47 FAB 2068, na selva Amazônica. A operação foi considerada como um legado na Aviação de Busca e Salvamento da aviação

MISSÕES REAIS EM 2021 Dentre as missões já cumpridas neste ano, ocorreram os resgates de tripulantes a bordo de embarcações em alto-mar. A tripulação percorre longa distância até chegar ao ponto de localização, realiza a infiltração, a exfiltração da vítima e retorna ao solo para atendimento médico. Os resgates são fei-

tos com helicópteros – como o H-36 e o H-60L – devido à capacidade de realizarem voos pairados. Estão à disposição para as missões, aeronaves de asas fixas: o SC-105, o P-3AM, o P-95 e o C-130. Atualmente, dez Esquadrões compõem a aviação e estão localizados em

todas as regiões do Brasil, sendo elas: Campo Grande (MS), onde estão localizados o 2º/10º GAV – Esquadrão Pelicano e o EAS – Esquadrão PARA-SAR; Parnamirim (RN), o 1º/8º GAV – Esquadrão Falcão; no Rio de Janeiro (RJ), o 3º/8º GAV – Esquadrão Puma, o 1º/7º

GAV – Esquadrão Orungan e o 1º/1º GT – Esquadrão Gordo; Santa Maria (RS), o 5º/8º GAV – Esquadrão Pantera; Canoas (RS), o 2º/7º GAV – Esquadrão Phoenix; Manaus (AM), o 7º/8º GAV – Esquadrão Harpia; e Belém (PA), o 3º/7º GAV – Esquadrão Netuno.


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PREPARAÇÃO CONTÍNUA Com foco na preparação contínua dos militares, o Comando de Preparo (COMPREP) coordena os Exercícios Técnicos (EXTEC), que visam adestrar os Esquadrões na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da Ação de Força Aérea de Busca e Salvamento em cenário terrestre e marítimo. Durante o mês de maio, foi realizado na Ala 12, no Rio de Janeiro (RJ), o EXTEC SAR (do inglês, Search and Rescue). O Comandante da Guarnição de Aeronáutica de Santa Cruz (GUARNAE-SC), Coronel Aviador Marcelo da Costa Antunes, comentou acerca do EXTEC. “Os treinamentos seguem os moldes de um acionamento real de busca, pois contam com o apoio da estrutura operacional do Centro de Coordenação de Salvamento Aéreo (SALVAERO), do DECEA e do Navio-Patrulha Oceânico Amazonas (P-120) da Marinha do Brasil. Por se tratar de missão de treinamento em ambiente controlado, durante todos os voos são medidos os índices de eficiência das tripulações e, caso seja necessário, é possível implementar melhorias para aumentar o desempenho para um possível emprego em missões reais”, destaca o Oficial.

Atuação dos militares nas missões de Busca e Salvamento

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FOTO: SD SERGIO KREMER / AGÊNCIA FORÇA AÉREA

COMEMORAÇÃO

GRUPO DE TRANSPORTE ESPECIAL CELEBRA 80º ANIVERSÁRIO

FOTO: GTE

A HISTÓRIA DO GTE SE MISTURA À DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA DESDE SUA CRIAÇÃO

Ten REP Wanessa Liz O Grupo de Transporte Especial (GTE) surgiu como Seção de Aviões de Comando, em 4 de junho de 1941, no Rio de Janeiro (RJ). Em março de 1954, a Unidade passou à subordinação do Gabinete do Ministro da Aeronáutica, sendo então renomeada como Esquadrão de Transporte Especial. A denominação atual data de 1957 e a transferência do Rio de Janeiro para Brasília

ocorreu em 1960, quando a cidade foi fundada. Operando aviões a hélice e helicópteros pioneiros de uma Força Aérea recém criada, até entrar na modernidade da era dos jatos, o GTE mantém elevado grau de comprometimento e qualidade em seus voos, garantidos por dedicação e preparo de seus integrantes. Cursos, aulas, treinamentos de sobrevivência, evacuação de aeronaves e simuladores de voo fazem parte do dia a dia dos milita-

res que ostentam a bolacha da Unidade em seus uniformes. A missão do GTE, com seu lema "Conduzindo os que conduzem a Nação", ultrapassa os limites do transporte de autoridades nacionais e estrangeiras. Sob demanda do Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER), a Unidade também conduz comitivas, órgãos para transplante e enfermos em UTIs aéreas. Na recente pandemia mundial da COVID-19, foi responsável por repatriar

brasileiros que estavam em Wuhan, na China, além de auxiliar no transporte de materiais hospitalares e demais insumos para o combate ao Coronavírus em diversas localidades. O Comandante do GTE, Tenente-Coronel Aviador Wallace Gonçalves Teixeira, ressalta a importância de celebrar o 80º aniversário do GTE e destaca que o ano de 2021 é especial para a Força Aérea Brasileira, por marcar os 80 anos da sua criação. “Importantes Unidades também foram criadas em 1941, uma delas o Grupo de Transporte Especial, que desde então, figura como referência em profissionalismo e dedicação. Ao longo desses 80 anos, os militares que por aqui passaram deixaram um legado de excelência, que inspira as gerações de seus novos integrantes. Parabéns ao GTE e parabéns à Força Aérea Brasileira”, finaliza o Oficial.


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CULTURA

FAB SE PREPARA PARA ESTREIA DE SUA ORQUESTRA SINFÔNICA

FOTO: SGT AMILTON / SEREP-BR

A MISSÃO SERÁ A DE REALIZAR ATIVIDADES MUSICAIS A FIM DE DIFUNDIR, EM ÂMBITO NACIONAL E INTERNACIONAL, A IMAGEM INSTITUCIONAL DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA

A Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB) será um grupo de representação assim como a Esquadrilha da Fumaça. Atualmente contando com 134 músicos, sua estreia deverá ocorrer em outubro, com a realização de um Concerto Sinfônico no Mês da Asa, quando serão celebrados o Dia do Aviador e o Dia da Força Aérea Brasileira (FAB). Para a formação da Orquestra, a Instituição ganhou 38 novos músicos de cordas no mês de maio. Com isso, o grupo passa a contar com 20 violinistas, seis violistas, seis violoncelistas, quatro contrabaixistas e dois harpistas. Eles participaram do processo seletivo para Convocação e Incorporação de Profissionais de Nível Médio para a

área de Música, com vistas à Prestação do Serviço Militar Voluntário, em caráter temporário (QSCon Músicos 2021). Os novos profissionais somam-se aos músicos militares de diversos Estados do Brasil que formam a Banda de Música da Base Aérea de Brasília (BABR). Além desse reforço, no início do ano também foram movimentados, de diversas Organizações Militares, 32 Graduados e um Oficial músico para compor o efetivo da Orquestra em Brasília (DF). Um deles foi o Tenente Especialista em Música Paulo César Ramos Rezende, oriundo do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), localizado em Lagoa Santa (MG), que recebeu a missão de coordenar a organização e ser o Regente da Orquestra. Segundo o Regente da

OSFAB, o Comando da Aeronáutica entende que a música é vital nas Forças Armadas e que a Banda de Música tem papel importante, dedicando-se à difusão tanto da música militar (como um meio de comunicação que imprime disciplina às marchas e motiva a tropa)

FOTO: SO MANFRIM / MD

Ten JOR Flávia Rocha

como da música de concerto (que desperta sensibilidade e memória afetiva e toca a alma de plateias em concertos públicos). “Além disso, pode atuar na integração da Força Aérea com a comunidade em geral, produzindo concertos sinfônicos e populares e apresentações diversas com o objetivo de causar impressões positivas e duradouras da FAB nos corações e nas mentes de seus públicos”, explica o Tenente Rezende. “Em continuidade ao pioneirismo já demonstrado pela Força Aérea Brasileira em todas as suas atividades, sejam elas técnicas, científicas ou culturais, ao longo dos seus 80 anos de existência, o projeto OSFAB apresenta um grupo musical versátil e pioneiro nas Forças Armadas do nosso País”, fi nalizou o Regente da OSFAB.

Banda de Música da Base Aérea de Brasília durante cerimônia militar


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FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

COMUNICAÇÃO

RÁDIO FORÇA AÉREA FM COMPLETA 12 ANOS NO AR COM PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA, NESTE ANO, LANÇOU O PROGRAMA FAB NO AR Ten REP Wanessa Liz A Rádio Força Aérea FM tem música, informação e entretenimento. Essas são algumas atrações que a emissora proporciona ao ouvinte. Sediada na capital federal pela frequência 91.1, mantém a população informada sobre os principais acontecimentos do dia, as novidades do setor aéreo, o resultado de operações e missões militares, entre outros. A Rádio Força Aérea "quebra a barreira do som" com prestação de serviços, além do contato direto com o ouvinte. Não é somente pelas ondas hertzianas que a Rádio Força Aérea FM pode ser sintonizada. A emissora marca presença no canal Spotify, plataforma de streaming em que o usuário pode acessar as playlists musicais dos programas da emisso-

ra (14 Bis; Jet Lag; Ponte Aérea; Raízes do Brasil; Samba Brasil; Senta a Púa; Top FAB; e Voo Noturno). O conteúdo jornalístico também pode ser acessado por meio do FABCAST, um recurso em formato digital, que compartilha arquivos de áudio e pode ser acessado a qualquer hora, por meio de qualquer aplicativo de podcast. Programa FAB NO AR A emissora estreou o programa FAB NO AR, onde o ouvinte é informado, ao vivo, sobre os principais acontecimentos no Brasil, no mundo e na FAB, ficando por dentro das ações que a Aeronáutica realiza, da situação dos aeroportos e do trânsito, dicas culturais, além de ter um contato direto com a emissora pelo canal de WhatsApp (61) 3966-9696. A equipe composta por quatro militares é respon-

sável pela redação, criação, planejamento e transmissão. “O ineditismo é o rótulo do programa. O ‘agora’ precisa estar no ar, com clareza e objetividade. Todo trabalho realizado é o resultado do comprometimento com o público, que exige informação e entretenimento de qualidade. O uso da linguagem simples e objetiva estabelece um canal de comunicação direto com o ouvinte”, explica a responsável pela Rádio Força Aérea, Tenente Jornalista Raquel Alves. O programa vai ao ar de

segunda a quinta-feira, das 15h às 16h e às sextas-feiras, das 10h às 11h e pode ser acessado pelo site www.fab. mil.br/radio, ou pelo aplicativo oficial da FAB. Aponte a câmera do seu celular para o QR Code e confira a programação da Rádio Força Aérea FM


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INSTITUCIONAL

LANÇADA CAMPANHA QUE REFORÇA O ORGULHO DO USO DO UNIFORME DA FAB CAMPANHA INSTITUCIONAL DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA ABORDA O ORGULHO DE “VESTIR O AZUL” E A IMPORTÂNCIA DO USO CORRETO DOS FARDAMENTOS Ten JOR Flávia Rocha A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), lança, neste mês de junho, a Campanha Institucional com foco na valorização do uniforme. O tema é “Orgulho, palavra que resume o significado de usar o Uniforme da Força Aérea Brasileira”. Os materiais de divulgação foram pensados a partir da Diretriz do Comandante da Aeronáutica 2021-2022, que orienta a intensificação das atividades de conscientização do efetivo sobre suas obrigações e responsabilidades enquanto profissionais militares.

Ao tratar sobre ética – princípios e valores, a Diretriz ratifica o significado para a FAB do uso correto dos fardamentos. “A o c i t a r o e f e t i v o e m sua completude, fração dele, ou mesmo o indivíduo, como importante representação singular do todo, não há nada que mais nos identifique do que o uniforme. A farda, em seus tons de azul, é um dos principais símbolos de nossa Instituição e a sua correta utilização, desde os seus mínimos complementos, culminando com a perfeita padronização de todas as inúmeras peças, deve constituir-se em motivo de orgulho, representando um dos maiores símbolos do

sentimento de pertencimento à Força Aérea Brasileira”, orienta. Criação da Campanha Um dos responsáveis pela elaboração da Campanha, o Chefe da Subdivisão de Publicidade e Propaganda do CECOMSAER, M a j o r Av i a d o r D i e g o N a s c i m e n t o d e O l i ve i ra, explica a finalidade desse trabalho. “É uma oportunidade para massificar entre o efetivo que o uniforme da FAB é um símbolo do legado e das tradições da Instituição”, ressalta. O u n i f o r m e d a FA B é usado, com coragem e abnegação, desde os Bandeirantes do Ar, precursores da Instituição que representaram o Brasil

combatendo na Segunda Guerra Mundial, como também por todos os veteranos que ajudaram a construir a Força Aérea da atualidade. “Muitos foram os uniformes, diferentes cores e funcionalidades, mas todas com os mesmos simbolismos, representando amor à Pátria, profissionalismo, comprometimento e abnegação”, destaca a peça publicitária. Desse modo, a Campanha pontua que o zelo pelo uniforme sempre foi uma das características dos militares. A excelência na apresentação pessoal, além de ser uma obrigação, reflete um pouco da personalidade: Militar Padrão, Uniforme Padrão.


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Segundo o Major Diego, um dos motes da Campanha terá como foco ressaltar a relevância de estar com a farda em dia. Os militares recebem, periodicamente, um auxilio-fardamento justamente para estarem sempre com o uniforme adequado. Já os militares do serviço obrigatório trocam as fardas, em períodos já estabelecidos, as quais são disponibilizadas pela Seção de Reembolsável. “Para isso, os materiais de divulgação terão também essa missão de reforçar a importância do uniforme estar em boas condições, de acordo com o que preconiza a Insti-

tuição”, conta. "Eu visto as Asas que Protegem o País". Com essa ideia em mente, os produtos foram criados a partir de várias reuniões entre profissionais das seções do CECOMSAER com a part icipação t ambém de militares de outras O r g a n i z a ç õ e s d a FA B . Inicialmente, o ponto primordial do trabalho será demonstrar o orgulho de usar a farda da Força Aérea Brasileira. O objetivo é que, durante o ano, a Campanha seja divulgada utilizando várias peças publicitárias. Haverá cartazes, anúncios no jornal NOTAER, vídeo institucional e FABCAST.

COLUNA

A CRIAÇÃO DO INCAER Criado em 27 de julho de 1986, o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) tem a finalidade de pesquisar, d e s e n v o l ve r , d i v u l g a r , p r e s e r va r , c o n t r o l a r e estimular as atividades referentes à memória e à cultura da aeronáutica brasileira. Na década de 1940, Domingos Barros, poeta e químico industrial pernambucano, autor do livro “Aeronáutica Brasileira”, entusiasta da aviação e amigo pessoal do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, definia como primordial a criação de um órgão

v o l t a d o à p r e s e r va ç ã o da cultura aeronáutica brasileira. De lá pra cá, muita coisa mudou. O Instituto cresceu, modernizou-se e se diversificou. Assumiu novas funções, tornou-se mais atuante, presente e conhecido em toda a Força Aérea Brasil e i r a ( FA B ) . Graças ao Projeto Memória, ficam registrados em vídeo depoimentos únicos de personagens marcantes da aviação, muitos deles já falecidos; a Biblioteca Moreira Lima, com um acervo de mais de dez

mil livros, abriga verdadeiras raridades; a coleção História Geral da Aeronáutica Brasileira, já com cinco volumes, é referência na literatura aeronáutica; o Encontro no INCAER, com palestras informativas, consolidou-se como evento dos mais democrát icos e abertos às discussões, além de ser importante espaço de confraternização; o estande do INCAER no Encontro de Escritores e Jornalistas da Aviação é dos mais procurados pelo público. Como responsável pelos bens materiais e

i m a t e r i a i s d a FA B , o Instituto criou o Sistema de Cultura da Aer o n á u t i c a – S I S C U LT , onde todo acervo histórico de nossas Unidades tem sido constantemente catalogados e acompanhados por profissionais das mais diversas áreas de atuação, como historiadores, arquivologistas, museólogos e bibliotecários, dedicados a compilar e a manter todo e qualquer registro histórico em dia e devidament e preserva d o, realizando, ainda, a atividade de tombamento de bens.


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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS Os Esquadrões de AVIAÇÃO de TRANSPORTE cumprem as AÇÕES de FORÇA AÉREA e Complementares, relacionadas com a Tarefa de Sustentação ao Combate. Já a Aviação de RECONHECIMENTO utiliza sensores de última geração, que possibilitam identificar alvos em profundidade, não se limitando ao reconhecimento de imagens. Já a Aviação de BUSCA e SALVAMENTO tem como dever o socorro de feridos e salvar vidas. Fonte: Páginas Especiais FAB

Resposta do Caça Palavras da Edição de Maio de 2021