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www.fab.mil.br I Ano XLIV I Nº 06 I Junho, 2020

AVIAÇÕES

RISCO BALOEIRO

Modernização e perspectivas nas Aviações de Transporte, de Reconhecimento e de Busca e Salvamento (pág. 4 a 9)

FAB alerta: soltar balões sem autorização é crime e coloca em risco a segurança do tráfego aéreo no país (pág. 13)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

SEGUIMOS SEMPRE PRONTOS Chegamos à sexta edição do Notaer de 2020 acompanhados de inúmeros desafios que nos foram apresentados nesse período. Nesta publicação, continuamos trazendo ao nosso leitor todas as informações relacionadas às ações da Força Aérea Brasileira na Operação COVID-19, que leva esperança aos cidadãos de todo o país, em meio à pandemia do novo Coronavírus. São atividades de cuidados com a saúde, que exigem o esforço de muitos profissionais nas diversas Organizações da FAB; de Transporte Aéreo Logístico

dos mais variados tipos de equipamentos e materiais de saúde; de apoio a trabalhadores essenciais, como a distribuição de refeições a caminhoneiros em São Paulo; entre tantas outras que demonstram a cada dia a capacidade de pronta-resposta do efetivo e dos recursos operacionais da FAB. As Aviações de Transporte, de Reconhecimento e de Busca e Salvamento, tão essenciais para o cumprimento dessas e de outras missões, são homenageadas no mês em que comemoram as suas respectivas datas de criação.

Trouxemos um pouco da história de cada uma delas e um panorama sobre o emprego das Unidades Aéreas e seus vetores em dias atuais. Continuamos com a missão de transmitir a melhor informação e dar a devida publicidade às ações da Força Aérea. Mais do que informar, esperamos que nossa publicação inspire a todos para o enfrentamento de qualquer desafio. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Paulo César Andari Chefe do CECOMSAER

CONFIRA AS ORIENTAÇÕES DO MANUAL DE CONDUTA NAS MÍDIAS SOCIAIS

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Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Paulo César Andari. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Ricardo Feijó Pinheiro Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Tenente-Coronel Aviador Denys Martins de Oliveira. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Claudio Mariano Rodrigues Santana. Editores: Tenente Jornalista Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP) Tenente Jornalista Flávia Rocha (MTB 1354/PI). Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE.

MÍDIAS SOCIAIS

Não utilize qualquer rede social para a profusão de informações falsas ou danosas contra a Força ou terceiros, tanto como fonte originária de seu conteúdo quanto como mero retransmissor. Para identificar uma notícia falsa, é importante checar a fonte, a data da publicação e o endereço eletrônico.

O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno.

Também é imprescindível ler todo o conteúdo e não se limitar apenas ao título. Leia o Manual de Conduta nas Mídias Sociais no âmbito do Comando da Aeronáutica.

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Diagramação: Sargento SDE Pollyana Dias e Sargento SDE Polyana Rithielly. Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda. Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

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Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

NA GUERRA OU NA PAZ, A FAB ESTÁ PRESENTE Nos momentos desafiadores percebemos quem zela incondicionalmente pelo nosso bem-estar. E este período nos recorda de que as “Asas que protegem o País” estarão sempre à disposição da população brasileira, a qualquer tempo, em qualquer lugar. As missões de Busca e Salvamento realizadas pela FAB acontecem sobre o território nacional, o mar territorial e, ainda, em uma ampla área de águas internacionais do Atlântico, ou seja, nos 22 milhões de quilômetros quadrados sob a responsabilidade da Força Aérea. Com nossas aeronaves buscando e resgatando vidas, externo o meu cumprimento a todos que colaboram para a execução da nobre missão da Aviação de

Busca e Salvamento, que celebra seu dia em 26 de junho. Ao tratar do zelo pela segurança da nossa população e do país, também é tempo de congratular a Aviação de Reconhecimento da FAB pelo seu dia, comemorado em 24 de junho. O avanço da geotecnologia tornou fundamental o emprego desta Aviação. Controle e Alarme em Voo, Reconhecimento Eletrônico, entre outras missões fazem parte “Da Pátria, os olhos, na guerra e na paz”. Ainda no mês de junho, no dia 12, a Aviação de Transporte e o Correio Aéreo Nacional (CAN), tão importantes no contexto atual da Operação COVID-19, celebram o seu dia. A nossa Aviação de Transporte atua em missões reais transportando mantimentos, remédios,

órgãos para transplante e brasileiros repatriados. Realiza, ainda, Combate a Incêndios em Voo e Evacuação Aeromédica de enfermos. Essas e outras ações revelam o seu papel estratégico para a Força Aérea e demonstram nosso preparo e capacidade. O CAN atua desde a década de 1930, e a Aviação de Transporte da FAB seguirá cumprindo sua missão sempre que se fizer necessário, para apoiar a sociedade. Com essa determinação, buscamos incessantemente a evolução. Por isto, iniciamos o Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica (COMAER), tão importante e necessário para a Força, que visa, entre outros aspectos, resgatar a referência

e a representatividade da Instituição no nível regional, além da separação efetiva das atividades operacionais e administrativas das Organizações da FAB. Ao passo que o Comando da Aeronáutica realiza os ajustes e as adequações necessárias, que decorrem em novas condutas, acreditamos que os nossos sucessores farão o mesmo, sempre buscando o aprimoramento. Assim, reconhecemos o legado daqueles que iniciaram o processo de Reestruturação e destacamos a coragem e a determinação de seus idealizadores. Lembrem-se, as Asas da Força Aérea Brasileira estarão sempre presentes e prontas! Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Comandante da Aeronáutica


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TRANSPORTE

LANÇAR, SUPRIR, RESGATAR! AVIAÇÃO DE TRANSPORTE CHEGA AOS 89 ANOS COM O EMPREGO DE TECNOLOGIAS QUE GARANTEM A EFETIVA INTEGRAÇÃO DO PAÍS

Ten JOR Jonathan Jayme A história do Correio Aéreo Nacional (CAN) e da Aviação de Transporte começou a ser escrita na manhã do dia 12 de junho de 1931. O setor aeronáutico ainda iniciava seu desenvolvimento quando os Tenentes Casimiro Montenegro Filho e Nélson

Freire Lavenère-Wanderley assumiram o desafio de transportar a primeira mala postal do então Correio Aéreo Militar. A falta de ferramentas de comunicação, a instabilidade da meteorologia e as limitações de combustível não impediram que o biplano Curtiss Fledgling,

matrícula K263, cumprisse a missão entre o Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, com destino à cidade de São Paulo. Os anos se passaram e a Força Aérea Brasileira (FAB) ampliou sua capacidade de emprego em meios de Transporte Aéreo Logístico para apoiar as atividades operacionais e administra-

tivas das Forças Armadas e da sociedade brasileira como um todo. As novas tecnologias, como a aeronave multimissão KC-390 Millennium, por exemplo, são responsáveis por garantir o fluxo de pessoal, equipamentos e suprimentos, demandado pelos mais diversos setores do país.

KC-390 MILLENNIUM NA OPERAÇÃO COVID-19 As missões de transporte exigidas pela Operação COVID-19, cumpridas em aproveitamento, têm se mostrado um teste para as capacidades do KC-390 Millennium. Nesses casos, há a participação do Comando de Operações Aeroespaciais

(COMAE), no acionamento das missões de Transporte Aéreo Logístico, e do Comando de Preparo (COMPREP), responsável pelo desenvolvimento da doutrina utilizada no preparo operacional dos tripulantes. “Estamos tendo a

oportunidade de efetuar o carregamento de diversos tipos de suprimentos, sejam eles viaturas, material logístico ou hospitalar”, acrescenta o Tenente-Coronel Ferraz. Além disso, conforme completa o Comandante do 1º GTT, as atividades testam a

operacionalidade da aeronave multimissão em diversas localidades e regiões do país, o que possibilita empregá-la em diferentes tipos de pistas e condições climáticas. “A aeronave tem demonstrado se adaptar em todos os cenários empregados”, conclui.


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FOTO: SD T. AMORIM / CECOMSAER

Os Esquadrões de Transporte realizam missões essenciais para uma força armada, como transporte de cargas

AVIAÇÃO DE TRANSPORTE NO BRASIL Ao todo, são 13 Unidades Aéreas da Aviação de Transporte na Força Aérea Brasileira. Atualmente, a Aviação é equipada com os modelos KC-390 Millennium, C-130 Hércules, C-105 Amazonas, C-99, C-97 Brasília, C-98 Caravan, C-95 Bandeirante, U-100 Phenom e U-55 Learjet. As Unidades estão sediadas em Manaus (AM), Belém (PA), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Canoas (RS), Campo Grande (MS), Anápolis (GO) e Brasília (DF).


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RECONHECIMENTO

DA PÁTRIA OS OLHOS, NA GUERRA E NA PAZ! FAB CELEBRA EM 24 DE JUNHO O DIA DA AVIAÇÃO DE RECONHECIMENTO Ten JOR Felipe Bueno

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

Décadas antes da primeira decolagem de um avião, o 14 Bis em 1906, o homem já se valia da altitude como aliada para adquirir informações de adversários durante conflitos. Em 1867, Duque de Caxias utilizou frágeis balões de ar quente para colher da-

dos sobre o inimigo durante a Guerra do Paraguai: eram os primórdios da Aviação de Reconhecimento, que hoje, além dos próprios olhos, se vale de sensores de última geração e modernas aeronaves para identificar alvos em profundidade. Em 24 de junho, é celebrado pela FAB o Dia da Aviação de Reconhecimento.

RECONHECIMENTO AÉREO E AEROLEVANTAMENTO Sediado na Ala 2 – Base Aérea de Anápolis (GO), o Esquadrão Carcará (1º/6º GAV) opera os jatos Learjet R-35A e R-35AM, que cumprem atividades de imageamento e de reconhecimento eletrônico. Os R-35A são equipados com

o sensor ADS 80, capaz de gerar imagens com resolução espacial de até quinze centímetros. Em caso de guerra, estes vetores têm papel essencial na coleta de dados específicos sobre as forças inimigas e áreas

Entre as ações desempenhadas estão o Reconhecimento Aéreo e o Controle e Alarme em Voo. Em caso de guerra, tem papel essencial na coleta de dados específicos sobre as forças inimigas e áreas sensíveis. Além da utilização em conflitos, as aeronaves de Reconhecimento também realizam a atividade

de aerolevantamento. Registros aerofotogramétricos de relevo, curso dos rios, queimadas, desmatamentos, de carvoarias clandestinas, entre outros. Os fotógrafos militares produzem imagens que são utilizadas em situações diversas, como análise de invasão de fronteiras e de crescimento de cidades.

sensíveis, que auxiliam a tomada de decisão. Além de sua utilização em ações de Reconhecimento Aéreo, também realizam missões de Aerolevantamento em apoio a calamidades públicas, como ocorreu no rompimento da barragem em Brumadinho, no controle de desmatamentos e queimadas, entre outras. Os R-35AM são equipados com o sensor DR-3000, cuja função é captar sinais eletromagnéticos. Dessa forma, o Esquadrão realiza a ação de Reconhecimento Aéreo com o foco

em Inteligência de Sinais (SIGINT). Estas aeronaves são capazes, por exemplo, de triangular a posição de um radar diretor de tiro, aumentando a consciência situacional das forças amigas. O Comandante do Carcará, Tenente-Coronel Aviador Bruno Gadelha Pereira, destaca que “com a integração de diversos sensores de inteligência, surgiu um novo conceito na doutrina da FAB: o IVR, que trabalha de forma sinérgica a Inteligência, a Vigilância e o Reconhecimento”.

Também na Ala 2, os vetores do Esquadrão Guardião (2º/6º GAV) incluem o avião R-99, empregado, por exemplo, em Ações de Reconhecimento Aéreo, de importância estratégica para o monitoramento de áreas de interesse. Além dele, o Guardião opera também a aeronave E-99, que realiza Controle e Alarme em Voo, e atualmente passa por processo de modernização

gerenciado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC). O procedimento visa à melhoria do radar e implantação de novos sistemas de Comando e Controle. “As aeronaves E-99 estão na fase final do processo de modernização, com os voos de teste das novas consoles. O novo sistema trará maior precisão, confiabilidade e rapidez na identificação

FOTO: CB ANDRÉ FEITOSA / CECOMSAER

MODERNIZAÇÃO


e no alerta antecipado de aeronaves ilícitas. Já o R-99 passa por um processo de revitalização dos sensores, tendo seu Radar de Abertura Sintética totalmente

7 FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

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recuperado e, ainda, suas antigas câmeras substituídas”, conta o Comandante do Esquadrão Guardião, Tenente-Coronel Aviador Felipe Francisco Espinha.

RECONHECIMENTO TÁTICO

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

Sediado na Ala 4 – Base Aérea de Santa Maria (RS), o Esquadrão Poker (1º/10º GAV) foi o primeiro Esquadrão de Reconhecimento criado pela FAB, em 24 de março de 1947, então equipado com aviões A-20, posteriormente denominados R-20. Atualmente, opera o RA-1 AMX, que além de amplo alcance e penetração, possui capacidade de coletar imagens a qualquer hora do dia ou da noite, por meio de modernos sensores

aeroembarcados óticos e infravermelhos. O Esquadrão realiza Reconhecimento Tático, e também reconhecimento visual, fotográfico, meteorológico e estratégico.”O Reconhecimento Tático é uma técnica empregada que possibilita adentrar o território inimigo e captar as informações necessárias para a Força, quando há situação de conflito”, explica o Comandante do Poker, Tenente-Coronel Aviador Agnaldo dos Santos.

AERONAVES REMOTAMENTE PILOTADAS O Esquadrão Hórus (1º/12º GAV), também na Ala 4, opera dois vetores, o RQ-900 e o RQ-450. Entre as várias missões realizadas pelo Esquadrão, destacam-se a participação em missões interagências de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), os Jogos Olímpicos de 2016, a Copa do Mundo de 2014, e o Plano Nacional de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2017 e 2018.

A tripulação de uma ARP consiste em um Piloto Interno (Oficial Aviador) e um Operador de Equipamentos Especiais (Oficial ou Graduado Especialista em Fotointeligência). O voo é monitorado a partir de uma Estação de Controle em Solo (GCS, sigla que se origina do inglês Ground Control Station) e, nesse cenário, o Operador auxilia o Piloto nos procedimentos normais e

de emergência relacionados ao voo, bem como realiza o planejamento e a execução de missões de inteligência e reconhecimento aéreo. Os benefícios do uso das ARP são diversos. Talvez o maior seja a possibilidade de atuar em cenários com risco elevado, sem expor as tripulações. Outro benefício é a capacidade de permanência no ar: as aeronaves podem voar por

até 30 horas. As ARP também podem atuar em ambientes ou locais em que as características de performance de uma aeronave tripulada não permitiriam o uso dessas. “A discrição de uma ARP em vigilância é incomparável, o que demonstra uma vocação natural para as operações de inteligência”, explica o Comandante do Hórus, Tenente-Coronel Aviador Daniel Lames de Araujo.


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BUSCA E SALVAMENTO

ESTAMOS AQUI PARA SALVAR VIDAS A AVIAÇÃO DE BUSCA E SALVAMENTO – QUE COMEMORA A DATA DE SUA CRIAÇÃO EM 26 DE JUNHO – CONTA COM VETORES AÉREOS DE VANGUARDA, COM CAPACIDADE DE CUMPRIR AS MAIS VARIADAS MISSÕES EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL Ten JOR Flávia Rocha Um acidente de avião, um naufrágio ou um desastre natural. Não importa a hora ou o local. Salvar vidas é a principal tarefa de uma elite de militares que têm na sua essência a superação dos próprios limites. Pronto para cumprir missões 24 horas por dia, o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação – Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV),

especializado em missões SAR (sigla que se origina do inglês Search and Rescue) e CSAR (SAR em ambiente hostil), comemora o Dia da Aviação de Busca e Salvamento – 26 de junho – com recursos cada vez mais avançados. Segundo o Comandante do 2°/10° GAV, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Machado Guimarães, atualmente, o Esquadrão Pelicano, sediado na Ala 5 – Base Aérea de Campo

Grande (MS), conta com vetores aéreos de vanguarda e tripulação cada vez mais capacitada para cumprir missões em toda a área de responsabilidade brasileira (22 milhões de km²). Para isso, utiliza, entre outras, as capacidades do Radar de Busca Sintética, das câmeras com sistema eletro-óptico infravermelho (FLIR, sigla em inglês para Forward Looking Infra-Red) e de óculos de visão noturna nas

aeronaves SC-105 Amazonas e H-60L Black Hawk. “Além disso, o Esquadrão destaca-se pela capacidade de realizar missões de Evacuação Aeromédicas (EVAM) e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea, com o uso, inclusive, de equipamentos de Defesa contra Agentes Químicos, Biológicos, Radiológicos e Nucleares (DQBRN)”, afirma o Tenente-Coronel Machado.

FOTO: SO ROCHA / 2°/10° GAV

SC-105 SAR: ATUAÇÃO TAMBÉM EM DQBRN O Esquadrão Pelicano é um dos pioneiros, juntamente com o Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE), na realização da atividade de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear - DQBRN, na Força Aérea Brasileira, pois possui todos os equipamentos necessários para operar neste cenário. O SC-105 SAR está de alerta 24h por dia, caso haja necessidade de uma Evacuação Aeromédica (EVAM).

“PARA QUE OUTROS POSSAM VIVER...” Para ampliar o poder de busca e salvamento do Esquadrão Pelicano, está

prevista uma série de novidades até o fim deste ano, como a entrega do

terceiro avião SC-105 SAR, FAB 6552, a campanha de Reabastecimento em Voo

(REVO) e o curso para pilotos do Esquadrão, na Espanha.


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FOTO: SGT BATISTA / FORÇA AÉREA BRASILEIRA

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H-60L BLACK HAWK OPERACIONAL NO 2°/10° GAV Com a desativação do helicóptero H-1H, após mais de 50 anos de operação na FAB, o Esquadrão Pelicano incorporou em dezembro de 2018, o H-60L Black Hawk. Com um ano e meio de incorporação, a aeronave participou de algumas importantes missões. Uma delas foi a Operação Regresso à Pátria Amada Brasil, ação interministerial realizada em fevereiro

deste ano, com objetivo de repatriar os brasileiros que estavam na China, devido ao surto à pandemia do novo Coronavírus. A aeronave H-60L Black Hawk estava a postos para fazer o transporte dos envolvidos na Operação, que ficaram em quarentena na Ala 2 – Base Aérea de Anápolis (GO), caso algum deles apresentasse sintomas da

doença e precisasse ser transportado até o Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília (DF). No ano passado, o H-60L Black Hawk participou da Operação Verde Brasil, que teve por objetivo combater crimes ambientais na Região Amazônica, e atuou em missões de vacinação, nas regiões de Macapá (AP) e Altamira (PA).


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FOTOS: DIRSA

SAÚDE

ESFORÇOS A FAVOR DA SAÚDE

AERONÁUTICA SE ADEQUA PARA ENFRENTAR O NOVO CORONAVÍRUS Ten JOR Raquel Alves O Brasil e o mundo vêm enfrentando um período complexo: a pandemia do novo Coronavírus. É necessário adotar medidas de prevenção e de atenção aos que prestam e aos que necessitam de atendimento. Para isso, a Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA), por meio da Subdiretoria de Logística e Saúde Operacional, realizou um estudo com base no comportamento da epidemia nos países por onde o vírus já tinha se disseminado. A partir daí, traçou um plano de adequação das Organizações de Saúde da Aeronáutica (OSA), para as instalações, equipamentos e treinamento de pessoal, perante o aumento de demanda de atendimentos

previstos. O Subdiretor de Logística e Saúde Operacional da DIRSA, Brigadeiro Médico Julio Cesar da Gama Apolinário, explanou sobre o planejamento no combate à COVID-19. “A DIRSA mobilizou todos os Gestores do Sistema de Saúde da Aeronáutica (SISAU), por meio de reuniões periódicas por videoconferência, onde o conhecimento da situação de cada OSA passou a ser coletivo. Dessa forma, como um Sistema Integrado, cada Organização não só adequou sua capacidade instalada para a demanda prevista, como auxiliou as demais quanto a particularidades inerentes ao estágio da pandemia”, completou.

AÇÕES DE APOIO AO COMBATE Esforços foram maximizados em diversas frentes de trabalho para combater à pandemia e apoiar não somente os usuários de saúde da FAB, mas também a população em geral. Foram realizadas campanhas de vacinação contra a Influenza

H1N1, apoio às famílias cujos familiares internados recebem mensagens por meio dos profissionais de saúde, treinamento e capacitação para militares e civis, apoio psicológico on-line para o efetivo e atendimento aos usuários do Sistema, via


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Call Center, esclarecendo informações. Houve a estreita ligação e atuação do Centro de Aquisições Específicas (CAE) e do Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA), com pronta-resposta na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), medicamentos e insumos para atender às necessidades das unidades de assistência, bem como a cen-

tralização do recebimento e distribuição destes materiais para todo o Sistema. Foi criada uma Rede de Vigilância à COVID-19, sob a coordenação da DIRSA e com a participação de todas as OSA, com ênfase nos profissionais infectologistas e de uma rede de telemedicina, interligando unidades referência, como hospitais de quarto escalão, com unidades remotas de

apoio com leitos avançados, entre outras ações. O Diretor do Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG), no Rio de Janeiro, Brigadeiro Médico Marcos Vieira Maia, explicou que o apoio às equipes de saúde ganha papel de destaque na gestão dessa crise. “Além do reforço de técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, torna-se essencial

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a presença de uma grande equipe por trás de todo cuidado e dedicação dirigidos aos nossos usuários. Credito a essa equipe multidisciplinar o mérito de conseguir ampliar nossos atendimentos, mantendo a qualidade e segurança de sempre, além do imprescindível apoio administrativo necessário à condução desse trabalho”, declara.

EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDAS Embora as equipes trabalhem incessantemente, a atuação dos profissionais de saúde se dá em caráter interdisciplinar, com colaboração, sinergia, segurança, orientação e treinamento continuados, além de contar com recursos adequados. Para a Diretora do Hospital Central da Aeronáutica (HCA), Coronel Médica Carla Lyrio Martins, os principais aprendizados obtidos pelas OSA após a experiência com a pandemia do CoroTreinamento da equipe para atendimento de pacientes com COVID-19

navírus serão incontáveis. “O legado abrange desde a operacionalidade, com equipes bem treinadas para a atenção ao doente grave ou potencialmente grave, a revisão de protocolos de saúde, de processos técnicos e administrativos, que se tornaram mais simples, até a área de investimentos, com aquisição e recuperação de equipamentos e adequação de áreas de assistência e na otimização do uso dos recursos”, finaliza.


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FOTO: SGT MARCOS POLETO / CECOMSAER

OPERAÇÃO COVID-19

FAB ULTRAPASSA 500 HORAS DE VOO EM AÇÕES DE COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS Ten JOR Cristiane dos Santos Desde que o Ministério da Defesa (MD) ativou, em 20 de março deste ano, o Centro de Operações Conjuntas (COC) para atuar na coordenação e planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19, a Força Aérea Brasileira (FAB) empregou dezenas

de aeronaves de Unidades Aéreas diferentes, ultrapassando 500 horas de voo e aproximadamente 250 toneladas de material e pessoal transportados. Já realizaram missões de Transporte Aéreo Logístico as aeronaves KC-390 Millennium, C-130 Hércules, C-105 Amazonas, C-99, VC-99, C-97 Brasília, C-95

Bandeirante e C-98 Caravan. Com o objetivo de ampliar a capacidade de pronta-resposta em atendimento às demandas nas ações logísticas, a FAB deslocou, em meados de abril, alguns meios aéreos, de diversas localidades do país, para a Ala 1 – Base Aérea de Brasília, no Distrito Federal, e para a Ala 11 – Base Aérea

do Galeão e Ala 12 – Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, importantes centros logísticos no país. No total, foram acionados cinco C-95 Bandeirante, cinco C-98 Caravan e dois C-105 Amazonas. Além dos meios aéreos deslocados, a mobilização conta, ainda, com aeronaves orgânicas das Alas 1, 11 e 12.

AÇÕES DE COMBATE À COVID-19 leira (FAB), diariamente, no combate à COVID-19. Também são realizadas campanhas de conscien-

MISSÕES NO BRASIL E NO EXTERIOR A atuação da FAB acontece por todo o território nacional, contabilizando mais de 35 cidades de 20 Estados e do Distrito Federal em dois meses da Operação. Além disso, a FAB repatriou cidadãos brasileiros que estavam no Peru e na Venezuela impedidos de voltar ao país devido ao fechamento das fronteiras. Já foram transportados moldes para confecção de

máscaras, respiradores, vacinas contra a Influenza H1N1, Equipamentos de Proteção Individual (EPI), Testes Rápidos de COVID-19, camas e macas hospitalares, álcool em gel, cápsulas de isolamento, cilindros de oxigênio, equipamentos e pessoal para descontaminação, gêneros alimentícios para comunidade indígena, entre outros itens.

tização; doação de sangue; vacinação contra a Influenza H1N1; descontaminação de locais públicos; confecção

FOTO: SD EZEQUIEL / ALA 8

O Transporte Aéreo Logístico é apenas um dos muitos esforços empregados pela Força Aérea Brasi-

e distribuição de máscaras; produção e distribuição de refeições e doação de cestas básicas alimentícias.


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DIRETRIZ

FAB PUBLICA DIRETRIZ PARA O APRIMORAMENTO DA REESTRUTURAÇÃO DO COMANDO DA AERONÁUTICA

O PROCESSO DEVERÁ OCORRER EM DUAS FASES, COM A CONCLUSÃO PREVISTA PARA O FINAL DE 2021 Foi publicada, no dia 20 de maio, no Boletim do Comando da Aeronáutica nº 086, a Diretriz para o Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica – Projeto Piloto (DCA 19-5/2020). O documento tem como base um estudo realizado pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) que visa ao aprimoramento do processo de Reestruturação pelo qual a Força Aérea

Brasileira (FAB) passou entre os anos de 2016 e 2018. O estudo apontou para a necessidade de resgatar a referência e a representatividade do Comando da Aeronáutica (COMAER) no nível regional, além da separação efetiva das atividades operacionais e administrativas das Organizações da FAB. Foram mantidos os principais objetivos da Reestruturação estabelecidos em 2016

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, em sua Diretriz de Planejamento Institucional (DIPLAN) estabeleceu a orientação no sentido de consolidar as modificações na estrutura organizacional do COMAER, promovendo os ajustes necessários ao objetivo inicial dessa nova fase da reestruturação: separar as atividades administrativas das operacionais, bem como finalizar as ações decorrentes do processo de reestruturação

organizacional, de modo a elevar o seu nível de prontidão operacional e a sua capacidade de dissuasão. Para tal, foi identificada a necessidade de remodelar os Comandos Aéreos Regionais (COMAR) e as Bases Aéreas com novas estruturas organizacionais, considerando que ambos ainda estão ativados, não implicando aumento de despesas e nem a criação de novos órgãos. O aprimoramento da reestruturação, tão importante e necessário para a Força, deve-

de garantir a perenidade e evolução da FAB, em um processo de melhoria contínua; e aumentar a efetividade dos recursos empregados. A DCA 19-5/2020 mantém as premissas originais estabelecidas: economicidade, concentração de atividades afins, definição de processos, padronização de trabalhos e foco na atividade fim da Força (Preparo e Emprego). O trabalho reconhece,

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

rá ocorrer em duas fases, com a conclusão prevista para final de 2021. Ambas as fases serão supervisionadas por uma Comissão de Implantação, composta pelos integrantes do Conselho de Vice-Chefes (CONVICE). A Fase 1 engloba a implantação do Projeto Piloto nos Comandos Aéreos Leste e Nordeste, com término em 2020. Já a Fase 2 abarcará a implantação dos seis demais Comandos Aéreos, tem término previsto para o final de 2021 e levará em

também, o legado daqueles que iniciaram o processo, importante e necessário, de Reestruturação e destaca a coragem e a determinação de seus idealizadores. Ao passo que o Comando da Aeronáutica realiza os ajustes e as adequações necessárias, que decorrem em novas condutas, acreditamos que os nossos sucessores farão o mesmo, sempre buscando o aprimoramento.

consideração os resultados obtidos na Fase 1. Confira, na íntegra, a Diretriz para o Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica (COMAER) – Projeto Piloto (DCA 19-5/2020), no QR Code abaixo:


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RISCO BALOEIRO

SOLTAR BALÕES É CRIME E PODE OCASIONAR PROBLEMAS PARA A AVIAÇÃO NOS MESES DE MAIO, JUNHO E JULHO AUMENTA O NÚMERO DE REPORTES DE BALÕES NO PAÍS Ten JOR João Elias No Brasil, a ocorrência de balões de ar quente não tripulados (balões juninos) aumenta nos meses de maio, junho e julho. São Paulo e Rio de Janeiro são os Estados brasileiros que lideram o ranking nessa época do ano. Apenas no Aeroporto de Guarulhos (SP), por exemplo, foram feitos 73 reportes entre maio e julho de 2019. Dependendo da massa do balão e da velocidade da aeronave, o impacto da colisão pode chegar a 250 toneladas. Um balão de 15 quilos, por

exemplo, considerado pequeno, ao colidir contra um avião que esteja voando a cerca de 300 km/h causa um impacto de três toneladas e meia. De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), o perigo aumenta quando as condições meteorológicas não permitem o avistamento e, consequentemente, impedem o desvio que pode ser feito a tempo pelo piloto. “Não existe balão seguro: mesmo os balões mais simples têm uma estrutura que provoca danos às aeronaves caso ocorra uma

colisão. Em outras palavras, qualquer objeto que voa sem controle dentro de um espaço aéreo utilizado por aeronaves oferece risco à navegação aérea”, destaca o Chefe do CENIPA, Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior. A colisão contra balões pode provocar a degradação de sistemas vitais para a aeronavegabilidade, como a obstrução do tubo de pitot,

ocasionando, entre outras consequências, a perda da indicação de velocidade da aeronave. Outro risco é a possibilidade de sucção do objeto pelo motor, provocando a sua parada durante o voo ou, ainda, a necessidade de o piloto realizar uma manobra brusca, para desviar do balão, podendo colocar a aeronave em uma situação de risco ou ocasionar algum dano estrutural.

ALERTA Soltar balões livres não tripulados sem a devida autorização e coordenação é crime, que pode ser enquadrado tanto no Art. 261 do Código Penal Brasileiro, por colocar em risco a segurança do tráfego aéreo, quanto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9605/98), q u e p r e vê m u l t a e pena de até três anos de prisão.


Junho - 2020

ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS Este mês é marcado por três datas importantes para a FORÇA AÉREA Brasileira (FAB). Em 12 de JUNHO, é celebrado o Dia da Aviação de TRANSPORTE e do Correio Aéreo Nacional (CAN). Em 24 de junho, é a vez de comemorar o Dia da Aviação de RECONHECIMENTO. Já no dia 26, é o momento para HOMENAGEAR o Dia da Aviação de BUSCA e SALVAMENTO.

RESPOSTAS DO CAÇA PALAVRAS DA EDIÇÃO DE MAIO DE 2020

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Notaer - Junho de 2020  

OPERAÇÃO COVID - 19

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