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Ano XXXVII

Nº 1

Janeiro, 2014

ISSN 1518-8558

FOTO: DIVULGAÇÃO

PROGRAMA F-X2 O Gripen NG é a nova aeronave de caça do Brasil A aeronave foi escolhida devido à performance, transferência de tecnologia e custo. Fabricada pela empresa sueca SAAB, vai atender às necessidades operacionais da FAB nos próximos 30 anos. Pág. 7

Histórias de militares expressam os valores da Força Aérea

Aumenta a incidência de doenças de pele

FAB atua na enchente do Espírito Santo

A formação dos militares nas escolas da FAB

Os cuidados com a pele devem ser intensificados no verão, pois algumas doenças são mais comuns nesse período. Saiba quais as dicas dos especialistas para cuidar da sua pele de forma adequada. Pág. 13

Crianças, recém-nascidos e idosos estão entre as vítimas da enchente no Espírito Santo resgatadas pela Força Aérea Brasileira. Além disso, a FAB transportou mais de oito toneladas de alimentos. Pág. 5

A emoção de mais de mil militares que prestaram o compromisso perante à Bandeira Nacional durante formatura em cinco escolas da Aeronáutica. Eles agora são sargentos, aspirantes-a-oficial e oficiais que vão atuar em unidades de todo o país. Págs. 8 e 9

SO MONTEIRO / AFA

O Programa F-X2 prevê a aquisição de 36 aeronaves

Conheça seis histórias de militares da Força Aérea Brasileira de lealdade, dever, profissionalismo, civismo, valorização do homem e prontidão operacional. Histórias de pessoas que expressam o amor pela profissão e se dedicam de forma integral. Uma delas pode ser também a sua. Págs. 10 e 11


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Expediente

Mais defesa para o país

A primeira edição do ano do NOTAER mostra para

FOTO: DIVULGAÇÃO

CARTA AO LEITOR

você o Gripen NG, a nova aeronave de caça do Brasil que

vai substituir o Mirage 2000, desativado em dezembro. A aeronave será capaz de defender o espaço aéreo nos pontos mais distantes no país. Veja também exemplos de dedicação dos nossos militares à Força Aérea Brasileira. São histórias de vida muito ricas e que servem de base para todos nós. E em mais uma ação humanitária, a FAB atuou na ajuda às vítimas da enchente no Espírito Santo resgatando

pessoas e transportando alimentos. Isso só foi possível graças ao trabalho dos militares. Especialistas dão dicas de como se proteger da incidência dos raios ultravioletas. Afinal, 100 mil brasileiros por ano desenvolvem algum tipo de tumor na pele por causa da exposição excessiva ao sol. Boa Leitura! Brig Ar Marcelo Kanitz Damasceno Chefe do CECOMSAER

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Henry Munhoz Wender Chefe da Divisão de Comunicação Corporativa: Coronel Aviador Max Luiz da Silva Barreto Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Major Aviador Rodrigo Alessandro Cano

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

Chefe da Seção de Divulgação: Capitão Aviador Bruno Perrut Gomes Garcez dos Reis

O golpe do falso sequestro ainda faz vítimas

Chefe da Agência Força Aérea: Capitão Aviador Bruno Perrut Gomes Garcez dos Reis

O golpe do falso sequestro não é coisa nova em nossa sociedade, mas infelizmente continua fazendo vítimas. É importante ressaltar que não existe um estrato específico da sociedade que seja alvo dos criminosos, uma vez que eles conseguem extorquir pessoas de diferentes graus de instrução e poderes aquisitivos. O que continua a diferenciar a forma como o cidadão lida com a situação é, de fato, a informação que se tem sobre o assunto. Por isso, é importante conhecer seus principais aspectos e como proceder em caso de tentativa de golpe. O crime consiste em dizer pelo telefone que um ente querido está em posse de sequestradores e sua integridade física só poderá ser garantida por meio do cumprimento de certas exigências, como por exemplo: transferência bancária, fornecimento de número de cartão de recarga de celular, entrega de envelope de dinheiro, e outras mais. São diversos os formatos em que se apresenta o golpe do falso sequestro. Na sua forma mais elaborada os crimino-

Editor: Tenente Jornalista João Elias

sos – muitas vezes presidiários – buscam coletar informações prévias sobre suas possíveis vítimas de modo a dar mais realidade ao seu discurso. Para isso, podem se passar por empresas de telefonia, bombeiros, empresas de pesquisas, etc. Outra fonte de informações que tem sido bem explorada pelos golpistas são as redes sociais, pois muitas pessoas acabam expondo o nome dos seus familiares e suas localizações na rede mundial de computadores. Munidos dessas informações, o falso sequestro pode assustar ainda mais. Na sua forma mais simples, os dados são extraídos durante a ligação: a vítima se desespera e acaba por falar o nome do seu parente e outras coisas mais que passam a ser exploradas como se o criminoso já dispusesse previamente dessas informações. A partir daí é só prosseguir com a chantagem. Alguns fatores têm aumentado o sucesso dos criminosos. Muitas vezes eles conseguem prender sua vítima à ligação por muito tempo para que ela não consiga entrar em contato com o falso sequestrado. Outro fator

é que às vezes eles sabem quando o parente está, por exemplo, em uma sala de cinema ou de teatro e não irá atender ao telefone. Mas todas essas situações podem ser controladas caso algumas orientações de segurança sejam seguidas: 1- Não tome atitudes precipitadas. Mantenha a calma; 2- Desligue de imediato e tente entrar em contato com seu parente. Evite em um primeiro momento conversar com o criminoso. Finja que o telefone está com problemas e desligue. Nenhum sequestro real exige um tempo tão curto para efetuar o depósito do resgate; 3- Caso não consiga contato no celular do parente, tente ligar para pessoas que estejam próximas a ele; 4- Se o criminoso voltar a ligar, tente identificar o número da chamada e, se possível, pegue o número da conta bancária na qual se exige o depósito para passar esses dados à polícia; 5- Não atenda a pedidos estranhos para qualquer procedimento no celular; 6- Evite passar informações pessoais ou dizer nomes

de parentes. Exija que eles falem o nome da vítima; e 7- Informe imediatamente a situação à polícia com o máximo de dados possível. De acordo com as Polícias Militar e Civil, o golpe do falso sequestro não é tipificado como crime pelo Código Penal e isso dificulta a construção de um cadastro estatístico. Denúncias desse tipo são sempre registradas como extorsão ou estelionato, o que impossibilita que os dados sejam filtrados e compilados e que se tenha a real dimensão do número de ocorrências diárias. Mas é fato que essas tentativas continuam ocorrendo em larga escala. Cabe a todos nós difundirmos essas informações entre nossos familiares, principalmente entre as pessoas mais idosas, visto que elas costumam ser as vítimas preferenciais dos golpistas. Faça sua parte e converse hoje com seus parentes sobre essa realidade. Você estará levando tranquilidade aos familiares e amigos. (CENTRO DE INTELIGÊNCIA DA AERONÁUTICA)

Repórteres: Ten JOR Humberto Leite, Ten JOR Flávio Nishimori, Ten JOR Willian Cavalcanti, Ten REP Helena de Oliveira, Ten JOR Emille Cândido, Ten JOR Evellyn Abelha e Ten JOR Iris Vasconcellos. Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Diagramação e Arte: Ten FOT José Mauricio Brum de Mello, Suboficial Claudio Bomfim Ramos, Sargento Emerson Guilherme Rocha Linares, Sargento Jobson Augusto Pacheco, Sargento Daniele Domingues Duarte Teixeira De Azevedo e S2 Yago Vinicius Santos. Revisão: Maj Av Rodrigo Alessandro Cano e Cap Av Bruno Perrut Gomes Garcez dos Reis Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Comentários e sugestões de pauta sobre aviação militar devem ser enviados para: redacao@fab.mil.br Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Os valores da FAB Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito Comandante da Aeronáutica

2S JOHNSON / CECOMSAER

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á vários anos, as Forças Armadas aparecem como uma das instituições mais respeitadas do nosso país. Estar nesse patamar é motivo de orgulho. Ter o respeito dos cidadãos brasileiros é o maior incentivo que um servidor da pátria pode ter. Essa condição, no entanto, também implica na responsabilidade de não decepcionar. Nós, da Força Aérea Brasileira (FAB), temos que ter consciência de que a sociedade espera que cada homem e mulher que veste a farda azul seja a expressão dos valores da nossa instituição. E esses valores que são civismo, ética, honra, prontidão operacional, liderança, patriotismo, além de lealdade, coragem, profissionalismo, valorização do homem, hierarquia e disciplina atuam como nosso guia. Ao olhar para cada um deles,

podemos visualizar inúmeros exemplos de como a Força Aérea se coloca a serviço da sociedade. As equipes operacionais estão sempre a postos para atuar em buscas e salvamentos, na defesa aérea, na vigilância e monitoramento de fronteiras. As equipes de pesquisadores não se cansam de buscar soluções tecnológicas para o país. As escolas de formação da FAB não apenas preparam jovens para as tarefas militares, mas cidadãos conscientes da sua função dentro da sociedade brasileira. Essas características estão impregnadas na nossa cultura organizacional. Nossas atitudes refletem o comprometimento com o trabalho. A exemplo de 2013, quando atuou em operações conjuntas de fronteira, na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juven-

tude, este ano a FAB vai trabalhar em diferentes frentes durante a Copa do Mundo, quando os olhos do planeta inteiro estarão voltados para o nosso país. Neste ano também a indústria aeroespacial brasileira dará um grande passo com o primeiro voo do protótipo do avião cargueiro KC-390. Ao longo de 2014 também vamos negociar o contrato de compra do novo avião de caça do Brasil, o Gripen NG. Um novo ano sempre traz novas expectativas, horizontes e perspectivas. Da mesma maneira que depositamos nossas esperanças em 2014, podemos nos perguntar: o que o novo ano pode esperar de cada um de nós? Que os valores da FAB possam nos manter sempre alinhados ao que o azul da nossa farda simboliza para o Brasil.


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ACONTECE

Cursos a distância

Novidades na Base de Fortaleza O ano de 2014 começa com mudanças na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ). O Esquadrão Rumba foi deslocado para Natal, mas a Base permanece como sede do 5º Esquadrão do 1º Grupamento de Comando e Controle (5º/1ºGCC) e do Destaca-

Seminário Jurídico

mento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA). Juntas, as unidades mantêm o controle, segurança e vigilância do espaço aéreo da região que este ano será uma das sedes da Copa do Mundo. A BAFZ continua, também, como local para apoio de aeronaves.

Nova torre em Congonhas 2S JOHNSON / CECOMSAER

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Ensino (DEPENS), firmou convênio com a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) para ampliar o acesso de militares, servidores civis e seus dependentes aos cursos de graduação e pós-graduação a distância. O desconto é de 15% para oficiais e de 25% para praças.

Os cursos são ministrados a distância, permitindo aos alunos realizá-los, mesmo se houver transferência de moradia. As provas presenciais são aplicadas nos locais de avaliação disponibilizados pela UNISUL ou nas mais de 40 Organizações Militares de Apoio (OMAP). Outras informações pelo endereço eletrônico: www.ciear.aer.mil.br

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, conta agora com uma nova torre de 44 metros de altura mais ampla, moderna e que permite uma visualização de 360°. Um dos grandes diferençais é que ela possui uma estação de trabalho

exclusivamente para o controle de voo dos helicópteros. Na nova torre também está instalada a Central de Informações Aeronáuticas de São Paulo, que integrou as Salas de Informações Aeronáuticas do Campo de Marte e de Congonhas.

Durante três dias, o I Seminário Jurídico Conjunto ASPAER-COJAER, realizado em Brasília, abordou temas como conflitos bélicos, pensões militares, anistia, licitações e questões atuais do direito penal militar. O objetivo foi nivelar e padronizar procedimentos junto à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Poder Judiciário. O evento reuniu representantes de todo o país. “Conseguimos despertar o interesse para um setor que é muito importante para a Força Aérea Brasileira, afinal, os participantes do evento são elos fundamentais na execução do esforço conjunto desenvolvido para conseguirmos fazer com que nossa defesa seja mais correta, justa e completa”, avaliou o Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita, Chefe da Assessoria Parlamentar do Comandante da Aeronáutica (ASPAER).

ANIVERSÁRIO Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE

Prefeitura de Aeronáutica de Boa Vista - PABV

Núcleo de Bsae Aérea de Santos - NUBAST

01/01 - 60 anos

01/01 - 29 anos

11/01 - 89 anos

Hospital de Aeronáutica de Belém - HABE

Segundo Esqudrão do Sexto Grupo de Aviação - 2º/6ºGAV 18/01 - 15 anos

Prefeitura de Aeronáutica de Anápolis - PAAN

Hospital de Força Aérea do Galeão

19/01 - 40 anos

20/01 - 33 anos

11/01 - 70 anos Consultoria Jurídica Adjunta do Comando da Aeronáutica - COJAER

Gabinete do Comandante da Aeronáutica - GABAER

Primeiro Grupo de Transporte de Tropa - 1ºGTT

Grupamento de Apoio do Rio de Janeiro – GAP

20/01 - 73 anos

20/01 - 73 anos

22/01 - 56 anos

23/01 - 33 anos


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Militares da FAB socorrem vítimas no Espírito Santo D das vítimas das enchentes”, afirma o “resgateiro”, Tenente André Silveira. Das 78 cidades capixabas, 52 foram afetadas pela chuva. Mais de 60 mil pessoas tiveram que deixar suas casas: 5.689 foram levadas para abrigos e 55.690, para casas de parentes e amigos. “Em alguns locais, tivemos que fazer o procedimento com guincho para retirar as pessoas. Havia muitas crianças, mulheres grávidas, recém-nascidos, alguns idosos e pessoas doentes ou com alguma deficiência que necessitam de medicação contínua”, ressalta o piloto da FAB, Tenente Vinícius Salum. “Deus ilumine esses anjos que apareceram para salvar a gente. Lá estava muito perigoso”, agradece a moradora da cidade de Baixo Guandu, Eandra Bimba, que foi resgatada juntamente com os dois filhos e a mãe por militares da FAB.

No dia 27 de dezembro, quatro pessoas da mesma família foram resgatas na cidade de Baixo Guandu. Além da Marcela (foto), de cinco anos, foram regatados seu irmão, sua mãe e sua avó. FOTO: 5º/8ºGAV

ainda a importância dos helicópteros da FAB nesse tipo de operação de ajuda humanitária. “Em uma só missão nós tínhamos a possibilidade de ajudar uma grande quantidade de pessoas. E como nossos equipamentos possuem maior autonomia e maior capacidade, tivemos condições de oferecer pronta-resposta e socorrer os mais necessitados”. Para auxiliar as vítimas e transportar os mantimentos, os militares planejavam a rota, preparavam a aeronave com material para resgate e primeiros socorros. A tripulação era constituída de, pelo menos, dois pilotos, um mecânico, um operador de equipamentos especiais e dois homens de resgate. “O maior desafio dessas missões é ir sem saber o que vai encontrar, tudo pode mudar, depende das condições do tempo, do local e do estado

Uma criança de um ano e dois meses de idade foi levada no helicóptero da FAB de Pancas para Vitória. Ela havia passado por uma cirurgia nos rins e precisava ser transportada com urgência para um hospital da capital. FOTO: 5º/8ºGAV

FOTO: PORTAL G1

urante duas semanas de atuação no Espírito Santo, a Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou mais de 500 vítimas das enchentes e transportou mais de trinta toneladas de alimentos, além de medicamentos e água potável. Na operação, foram empregados 53 militares, dois helicópteros Black Hawk, um Super Puma e três aeronaves de transporte: C-98 Caravan, C-97 Brasília e C-95 Bandeirante. Foram realizadas 70 missões, que somaram ao todo 143 horas de voo. Para o coordenador das operações de resgate da FAB, Coronel Aviador Arnaldo Augusto do Amaral Neto, a integração da FAB com a Defesa Civil foi fundamental. “Houve um trabalho bastante harmônico com a Defesa Civil, que já estava nos locais atingidos, e de lá fazia uma triagem, que depois era repassada para a FAB”. O coronel ressaltou

Na véspera de natal, o volume do Rio Timbuí no centro de Santa Teresa subiu muito e várias casas ficaram inundadas. Na foto divulgada pelo Portal G1, um militar da FAB carrega o filho de uma das moradoras que precisaram deixar o apartamento por haver possibilidade de deslizamento de terra.

FOTO: 3S BATISTA / CECOMSAER

AJUDA HUMANITÁRIA

Nos dez dias, a FAB transportou mais de trinta toneladas de suprimentos, entre medicamentos, alimentos, gás de cozinha e água potável. Na ajuda humanitária, atuaram dois helicópteros Black Hawk.


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TREINAMENTO

emprego real, em localidades isoladas ou desprovidas de recursos. Durante o exercício operacional, os alunos tiveram aulas teóricas e práticas de matérias como operação de máquinas, descontaminação de ambientes e balizamento de emergência. O treinamento ocorreu na sede da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), em Belém. Enquanto isso, os pilotos da Fumaça (foto abaixo à direita) participaram de um treinamento na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás. O objetivo foi contribuir para o processo de implantação da aeronave A-29 Super Tucano no esquadrão em condições de temperatura, altitude e pressão diferentes daquelas encontradas em Pirassununga (SP), que é a cidade base. Todos os

aviadores das sete posições participaram das atividades. Eles realizaram voos em elemento, tipo de manobra executada por duas aeronaves em formação, uma liderando e outra na ala; além de seis voos realizados pelos pilotos que voam na posição de número 7, o solo. Ainda não há data definida para o retorno das demonstrações do esquadrão. E os alunos da Academia da Força Aérea utilizam o T-27 Tucano na instrução aérea. A aeronave (foto abaixo) completou 30 anos de utilização na Força Aérea e, para celebrar a data, recebeu pintura especial. A novidade foi apresentada ao público pela primeira vez na cerimônia de formatura dos aspirantes-a-oficial, realizada no dia seis de dezembro, na AFA, em Pirassununga (SP).

Curso treina militares em defesa química, biológica, radiológica e nuclear SANDY LEAL / COMARA

erca de trinta militares fizeram o Curso de Capacitação de Saúde em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (primeira foto ao lado). O treinamento foi realizado no Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE), localizado no Rio de Janeiro. O objetivo foi capacitar a equipe de médicos e enfermeiros do Instituto para atuar no atendimento pré-hospitalar de vítimas. O treinamento também prepara as equipes para o enfrentamento de atos hostis em grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada. Já a operação Minerva II (foto central à direita) capacitou militares nas técnicas da doutrina de engenharia de campanha e, também, na padronização de procedimentos utilizados em situação de treinamento ou

IMAE

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Capacitação de militares em diversas áreas

2S JOHNSON / CECOMSAER

Operação Minerva II capacita militares em engenharia de campanha SGT BRUNO / EDA

Pilotos da Fumaça treinam fora da cidade base O T-27 Tucano recebeu pintura nova para marcar os 30 anos de atuação na Força Aérea


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Programa F-X2 define a nova aeronave de caça do Brasil

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Gripen NG, fabricado pela empresa sueca Saab, é a nova aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Por meio do Programa F-X2, o governo brasileiro confirmou a aquisição do avião militar supersônico, caça de última geração que atenderá às necessidades operacionais da FAB para os próximos 30 anos. O programa prevê a aquisição de 36 aeronaves com transferência de tecnologia para o Brasil e tem custo estimado de 4,5 bilhões de dólares. O anúncio foi feito pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, juntamente com o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito. A assinatura do contrato com a empresa sueca está prevista para o final deste ano. A partir de então, estima-se que em 48 meses a FAB já disponha dos primeiros aviões. De acordo com o ministro

Celso Amorim, a definição da nova aeronave foi objeto de estudos e ponderações que levaram em conta três elementos. “Foi analisada a performance, a transferência de tecnologia e os custos, não só de aquisição, mas também de manutenção. A escolha se baseou no equilíbrio desses três fatores”, afirmou. A transferência de tecnologia é um dos principais pontos do contrato. Está previsto o acesso a todos os níveis de tecnologia do avião. “Quando terminar a fase de desenvolvimento, nós teremos propriedade intelectual sobre este avião, isto é, acesso a tudo”, explicou o Tenente-Brigadeiro Saito. A aeronave A nova aeronave multimissão é um modelo supersônico monomotor projetado para controle do ar, defesa aérea, reconhecimento aéreo, ataques ar-solo

e ar-mar , sob quaisquer condições meteorológicas. Destaca-se a tecnologia de ponta, com avançado sistema de sensores e fusão de dados, características que proporcionam ao piloto um quadro completo e preciso do cenário de emprego. A versão brasileira, a ser desenvolvida em parceria com empresas locais, a partir do projeto original destinado à Força Aérea da Suécia, contará com modernos sistemas embarcados, radar de última geração e capacidade para empregar armamentos de fabricação nacional. Dotada de um sistema de reabastecimento em voo, a aeronave será capaz de defender nosso espaço aéreo nos pontos mais remotos do Brasil. Tais características, aliadas ao desempenho da aeronave, possibilitarão um expressivo ganho na capacidade operacional da FAB.

A despedida do Mirage 2000 FOTO: TEN ENILTON / CECOMSAER

FOTO: DIVULGAÇÃO

OPERACIONAL

O encerramento operacional dos caças Mirage 2000 ocorreu no mês passado e foi marcado por uma cerimônia militar na Base Aérea de Anápolis (BAAN). Batizados de F-2000 na FAB, os caças completaram mais de 10 mil horas de voo durante os sete anos que atuaram na defesa aérea da capital federal. Operados pelo Esquadrão Jaguar (1º GDA), os

Mirage foram empregados em missões nacionais e internacionais. “O Mirage foi de grande valia. Os conceitos e o emprego do Mirage vão auxiliar a assimilar mais facilmente o novo caça”, avalia o piloto da FAB, Tenente-Coronel Eric Breviglieri. Enquanto não chegam os caças Gripen NG, a defesa do espaço aéreo vai ser feita pela aeronave F-5EM.


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FORMATURAS 2013

A turma de formandos da AFA é composta por 107 Aviadores, 40 Intendentes e 21 Infantes. Do total, oito são mulheres aspirantes aviadoras e 18 intendentes. Após declarado aspirantea-oficial, o jovem passa por um estágio de aproximadamente 28 semanas e, concluindo com sucesso, é promovido a oficial.

SGT WASHINGTON / AFA

Força Aérea Brasileira formou em 2013, um total de 1.341 militares na Academia da Força Aérea (AFA), Centro de Instrução e Aprendizagem da Aeronáutica (CIAAR), Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) e Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). Na AFA, em Pirassununga (SP), 168 novos aspirantes-a-oficial concluíram os cursos de formação nas áreas de Oficiais Aviadores, Intendência e Infantaria após quatro anos de estudos. Em Belo Horizonte, o CIAAR formou uma turma do Curso de Formação de Oficiais Especialistas (CFOE) e outra do Estágio de Adaptação ao Oficialato (EAOF). Ao todo, 210 novos Segundo Tenentes prestaram o compromisso perante à Bandeira Nacional. Na EEAR, 662 sargentos se formaram nas mais diversas especialidades. Os novos sargentos são distribuídos em todo o país de acordo com a média final no curso. No ITA, 95 engenheiros concluíram o curso, sendo 69 civis e 26 militares. A Primeiro Tenente Engenheira Luísa Amaral de Almeida recebeu a honraria “Summa Cum Laude” que é outorgada aos alunos com média geral 9,5 nos cinco anos de curso. Ela é a 27ª aluna a receber essa honraria em toda a história do Instituto. Mais de duas mil pessoas acompanharam a cerimônia de formatura de 206 alunos na EPCAR, em Barbacena (MG). Encerrado o ensino médio, a maioria segue para fazer a formação militar na AFA.

Dos 95 engenheiros formados no ITA, 26 eram militares. A f o r m a n d a 1 ° Te n e n t e Engenheira Luisa Amaral de Almeida recebeu a maior honraria do Instituto. Na foto, ela está entre o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Ailton Pohlmann, e o formando do ITA da turma de 1953, Hugo de Miranda

PIRASSUNUNGA

SP SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

FOTOS: ITA

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CB DIEGO / AFA

FAB forma mais de mil militares em cinco escolas


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FOTOS: S1 EDUARDO / CIAAR

Durante a cerimônia, foi realizada a entrega da espada, que é o símbolo do oficial. Logo após, é realizado o desfile. O CFOE e o EAOF são voltados para os graduados da FAB. Os 210 novos Oficiais formados no CIAAR jogam o quepe para o alto no fim da cerimônia de formatura

FOTOS: SGT LEOPOLDO / EPCAR

Dos 206 alunos formados na EPCAR, 158 seguem para a AFA. Os jovens considerados praças especiais, se emocionam ao terminar o curso

MG BELO HORIZONTE

BARBACENA

FOTOS: SGT REZENDE / CECOMSAER

GUARATINGUETÁ

A EEAR é a maior escola de ensino técnico militar da América do Sul. Dos 662 formandos, 30% eram mulheres. A escola também forma militares de outros países por meio de um projeto de intercâmbio. Entre os concluintes, estavam cinco militares estrangeiros


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SOCIAL

Histórias de vida que expressam os valores da FAB

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Força Aérea Brasileira (FAB) possui um efetivo total de 78 mil pessoas, incluindo militares e civis. Dentro desse universo, existem várias histórias de vida e de dedicação à FAB, que foram construídas baseadas em valores sólidos. Para mostrar um pouco dessas histórias, uma equipe do CECOMSAER percorreu, durante três meses, diversas cidades brasileiras.

Em uma das viagens, fomos até a aldeia de Caramambataí, que fica próximo à divisa com a Venezuela. Inicialmente realizamos uma viagem de 12 horas de avião, partindo de Brasília até Manaus, em seguida, para Boa Vista e, mais distante, para o norte de Roraima. Chegando lá, fizemos uma caminhada de cinco horas em meio à mata densa.

Visitamos também várias unidades. Entre elas, o Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Belo Horizonte, onde entrevistamos um militar que superou várias adversidades durante a sua adolescência. Fomos até o Parque de Material Aeronáutico do Galeão no Rio de Janeiro para contar a história de uma sargento que é filha única e

deixou a cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo, e seus pais. E no Haiti mostramos a história do militar que deixou a família para ajudar na reconstrução do país, inclusive, o seu segundo filho nasceu enquanto ele estava atuando por lá. “Foi um trabalho muito gratificante realizar a produção desses vídeos, pois mostramos histórias de vida muito

ricas e que verdadeiramente servem de exemplo”, afirma o Tenente Relações Públicas Saulo Vargas, responsável pela produção dos programas. O trabalho resultou em seis vídeos que estão disponíveis na FAB TV e no canal da FAB no Youtube: www. youtube.com/user/portal. A seguir, você confere um resumo dessas histórias.

Dever: trabalho acima de tudo Profissionalismo:o retorno às atividades Natural de Santa Catarina, o Sargento Silvio Garcia Martins atuou em diversas unidades da FAB no Brasil e chegou a trabalhar em alguns países, viajando sempre em missão. Foi para a reserva, mas permaneceu pouco tempo. Devido ao seu amor pela instituição, ele voltou para a FAB e atualmente faz parte do efetivo do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, em Brasília. Seu filho seguiu seus passos e também trabalha na FAB.

A Sargento Fernanda Maruche trabalha na linha de revisão do caça A-1. Diariamente ela monta e desmonta toda a aparelhagem, não se incomodando em sujar as mãos de graxa. Natural de Pirassununga (SP), mesmo sendo filha única, deixou a casa dos pais para realizar seu sonho de ser militar. Depois que se formou na especialidade de equipamentos de voo, em Guaratinguetá (SP), ela passou a trabalhar no Rio de Janeiro, apesar da saudade que sente da família.

Valorização do Homem: oportunidades na FAB

Lealdade: cinco irmãos na Força Aérea Brasileira O Sargento Paulo Rezende é um dos cinco irmãos que trabalham na FAB. Ele foi o primeiro a ingressar na instituição em 1998 e atualmente atua em Brasília. Depois quatro irmãos seguiram o mesmo caminho. A irmã Nathália Ramos é enfermeira e trabalha em Lagoa Santa (MG); dois irmãos trabalham em serviços administrativos: um no Rio de Janeiro e outro em Brasília; no Rio de Janeiro outro irmão atua como taifeiro. “Trabalhar na FAB tem me ajudado a alcançar meus objetivos, além de permitir dar às minhas filhas uma vida melhor do que a que eu tive. E é maravilhoso ter influenciado positivamente meus irmãos”, afirma o Sargento Paulo Rezende.

O Suboficial Nicodemos Fernandes é um exemplo de superação. Ele nasceu em uma família pobre, foi separado dos pais e enfrentou vários problemas durante a adolescência como uma internação na FEBEM. Mas ao ingressar, como cabo, na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG), descobriu sua grande vocação: a música. Atualmente ele é encarregado da banda do Centro de Instrução e Aprendizagem da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), e diz que sua vida mudou completamente depois que se tornou militar.


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Prontidão Operacional: trabalho fora do país O Cabo Roque atuou no Haiti por seis meses juntamente com o pelotão da Aeronáutica para manter o ambiente seguro e proporcionar apoio militar aos órgãos locais. No Brasil, ficaram a esposa grávida e seu primeiro filho. O filho mais novo nasceu enquanto ele estava lá. “No nascimento do outro filho, eu acompanhei tudo, fui a todas ultrassonografias, com esse eu não pude fazer isso. E eu tento matar a saudade dos meus filhos com as crianças daqui do Haiti que são muito atenciosas e afetuosas. A gente pode fazer um carinho,

receber um sorriso. Isso é muito gratificante”, diz. No país mais pobre das Américas, ele aprendeu coisas que vai levar para toda a vida. “As pessoas aqui vivem apenas com o básico, mas mantêm a autoestima. Apesar de todos os problemas,

elas sorriem. Eu volto para o Brasil mais tranqüilo, mudei o modo de trabalhar. Aqui a gente vê que não pode fazer as coisas do jeito que a gente quer, a gente tem que ser maleável, se superar a cada dia”, complementa.

Valores da FAB

Civismo: família indígena recebe apoio da FAB O pequeno índio Magnaldo da etnia Ingaricó nasceu na Aldeia Caramambataí, que fica no norte do estado de Roraima, na divisa com a Venezuela e a Guiana. Há quase seis meses, ele teve que se afastar da família e se mudar para a capital do país para fazer tratamento contra a leucemia. Durante

todo esse tempo, Magnaldo esteve internado no Hospital da Criança de Brasília e só contou com a companhia do seu pai. No tratamento, ele enfrentou dificuldades com a alimentação devido às diferenças de costumes da sua tribo. No fim do ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) promoveu o reencontro do

menino de apenas dois anos de idade com sua mãe.

Os vídeos foram divulgados durante o mês passado. Nas duas primeiras semanas, quando apenas quatro vídeos estavam disponibilizados, ocorreram quase 20 mil visualizações. A gente vai continuar mos-

trando outros exemplos. Você conhece alguma história de militar que represente os valores da FAB? Então, conte para nós. Envie um e-mail para o CECOMSAER: instagramfab@gmail.com


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HABITAÇÃO

“Foi um presente que a Força Aérea Brasileira nos proporcionou. A moradia chegou em um momento bastante oportuno já que agora estou esperando o segundo filho”, diz a Sargento Cíntia Soares Costa, que trabalha no Depósito Central de Intendência (DCI). A militar está grávida de seis meses e recebeu as chaves de seu apartamento das mãos do Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito. O Residencial Porto do Bosque foi inaugurado dia 23 de dezembro no Rio de Janeiro. A concepção arquitetônica do projeto segue as diretrizes do “Programa Minha Casa Minha Vida” e busca atender às famílias de menor renda com a oportunidade de adquirir a posse definitiva de uma moradia digna. O empreendimento foi idealizado pela Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica (CFIAe) em parceria com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento, e beneficiou 169 famílias de militares e 11 de civis que trabalham na FAB. Localizado no bairro Sulacap, próximo ao Campo dos Afonsos e, também, a hospital e a shopping center, o Residencial Porto do Bosque possui 180 apartamentos, distribuídos em dois blocos de dez pavimentos cada. O apartamento possui sala e cozinha integradas, varanda, dois quartos, sendo um deles suíte, além de uma vaga de garagem. Duas unidades foram reservadas para pessoas com deficiências. Já a área de lazer é composta por piscina, salão de festas e quadra de esportes.

FOTOS: SGT ALVAREZ / UNIFA

FAB entrega condomínio no Rio de Janeiro

O empreendimento conta com 180 apartamentos e beneficiou 169 famílias de militares e 11 de civis

Sem esquecer o meio ambiente, o empreendimento conta com caixas subterrâneas para captação e reutilização de águas pluviais, portas feitas com madeira de reflorestamento, além de tratamento de resíduos e esgoto.

Campos (SP), Santa Maria (DF), Canoas (RS), Guaratinguetá (SP) e Salvador (BA). O cadastro para concorrer a um imóvel pelo programa pode ser feito no endereço eletrônico: www.cfiae.aer. mil.br. A renda bruta familiar deve ser de até R$ 5.000,00.

Novos empreendimentos A CFIAe foi criada em 1979, com a finalidade principal de facilitar a aquisição de moradia própria para militares e servidores civis da ativa, inativos e pensionistas do efetivo do Comando da Aeronáutica. Ao total, já foram entregues 67 empreendimentos em todo o país. E nove novos projetos já estão em andamento, sendo dois em Belém (PA) e sete nas seguintes cidades: Fortaleza (CE), Natal (RN), São José dos

A Sargento Cíntia Soares Costa recebeu as chaves das mãos do Comandante da Aeronáutica

O Presidente da CFIAe, Tenente Brigadeiro do Ar Marco Aurélio Gonçalves Mendes, ressaltou a credibilidade do trabalho e dos empreendimentos conduzidos pela Instituição desde a sua criação. “Nesses 34 anos de existência, merece ser des-

tacado que esta autarquia já atendeu a mais de sete mil militares e servidores civis do Comando da Aeronáutica, seja proporcionando as condições para aquisição da casa própria, seja financiando a reforma ou a ampliação de suas residências”, disse.


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SAÚDE

Para aproveitar o sol sem problemas o ano inteiro C

agora se for para o meu bem, eu cuido mesmo”, afirma. Além do câncer, a Capitão Médica Dermatologista Cristiane Ribeiro, do Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB), alerta para outras doenças de pele comuns no verão, como acnes solares, manchas, brotoejas e micoses. “As altas temperaturas fazem o corpo suar mais e a umidade, principalmente nas dobras, proporciona um ambiente perfeito para a proliferação de fungos. Qualquer alteração na pele, a pessoa deve procurar um profissional capacitado”, orienta. Segundo a Capitão Cristiane, todos devem se proteger, mas as pessoas com pele clara, sardas e olhos claros, além das que possuem histórico de câncer de pele na família têm que se cuidar mais. Para se proteger, ela recomenda não só o uso de protetor solar com

3S BATISTA / CECOMSAER

om a chegada do verão, as pessoas ficam mais expostas aos raios ultravioletas e podem ter problemas de pele. Os efeitos nocivos vão desde vermelhidão, queimaduras de vários níveis, envelhecimento precoce (rugas) até câncer. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a cada ano, 100 mil brasileiros desenvolvem algum tipo de tumor de pele devido à exposição excessiva aos raios solares. Dona Idileide Pereira Carlos, de 80 anos, não deixa de passar protetor solar todos os dias e sempre que sai de casa leva uma sombrinha. Ela já teve câncer de pele devido à exposição prolongada ao sol durante os anos em que trabalhou na lavoura e até hoje faz tratamento preventivo com o especialista. “Eu nunca pensei que ficar tanto tempo no sol poderia acontecer isso. Mas

fator de no mínimo 30, mas também o uso de chapéus, óculos escuros de boa qualidade e roupas que preservem mais a pele. “Já existem roupas com proteção solar no próprio tecido”, revela. As

roupas de algodão também fazem parte das alternativas para diminuir a incidência dos raios ultravioletas na pele. Para quem está na praia ou piscina, outro fator a ser observado são os guarda-sóis

e as barracas. Os feitos de algodão ou lona protegem mais, pois chegam a absorver 50% dos raios ultravioletas; já os de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% da radiação ultrapassa o material.

Sete dicas para cuidar da pele • Usar filtro solar diariamente, que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo; • Evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h (horário de verão); • Usar chapéus, camisetas e óculos escuros; • Na praia ou na piscina, utilizar barracas feitas de algodão ou lona; • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas; • Consultar um dermatologista uma vez ao ano para um exame completo; • Manter bebês e crianças protegidos do sol. O Filtro solar pode ser usado a partir dos seis meses; Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

De acordo com a Capitã Médica Cristiane, todos devem se proteger


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COOPERAÇÃO

A

Força Aérea Brasileira (FAB) assinou no início de dezembro termo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde para priorizar o transporte de órgãos e tecidos nos voos. O acordo também foi assinado pelas cinco principais empresas aéreas do país, Secretaria de Aviação Civil (SAC) e Infraero. O objetivo é melhorar a logística da distribuição dos órgãos no país. “O nosso desafio é mudar o mapa dos transplantes no Brasil, avançar no interior e alcançar a região norte, criando a capacidade para a realização

de transplantes em todas as regiões”, explica o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. As empresas aéreas vão garantir vagas no avião para o material a ser transportado. As aeronaves que estiverem transportando órgãos terão prioridade nos pousos e decolagens - Uma agilidade fundamental para o sucesso do transplante. Um coração, por exemplo, tem que sair do peito do doador e bater dentro do transplantado em quatro horas. Já para o fígado, esse tempo passa para 12 horas. “É impossível fazer o transporte desses órgãos se não foi por meio aéreo”, ressalta o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz. O Ministério da Saúde

espera aumentar em 10% o número de órgãos transportados. “É muito importante para a FAB poder contribuir ainda mais com agilidade e alto grau de segurança para garantir o transporte desses órgãos no menor tempo possível e preservar mais vidas”, afirma o Comandante do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta I), Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá. Transporte de Órgãos Ap ós o a cord o, u m a equipe do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) foi instalada no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), localizado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A equipe

1S REZENDE / CECOMSAER

Acordo agiliza o transporte de órgãos e tecidos

Após o acordo, foram realizados 75 transportes de órgãos em sete dias

composta por oito enfermeiros atua durante 24 horas por dia, todos os dias da semana monitorando informações dos voos disponíveis para escolher o melhor roteiro a ser percorrido. Apenas na primeira semana de trabalho, foram

realizados 75 transportes de órgãos. “A gente recebe a solicitação da Central de Transplantes, agiliza o contato com a empresa aérea privada ou com a Força Aérea e isso tornou o processo muito mais rápido”, constata o enfermeiro Luciano Campos.


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CULTURA

Centro de Cultura é o segundo destino mais procurado por turistas no RN Q

uem cruza a rodovia estadual RN-063, conhecida como “Rota do Sol”, que liga a badalada praia de Ponta Negra à de Cotovelo, no Rio Grande do Norte, se espanta ao encontrar no caminho réplica de foguetes, radares meteorológicos e um avião a jato. A surpresa dos turistas quase sempre se transforma em uma visita ao Centro de Cultura Espacial e Informações Turísticas (CCEIT). O espaço do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), dedicado à preservação da memória aeroespacial, foi inaugurado em 2011 e recebe por ano cerca de 200 mil visitantes. O centro ocupa uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados e conta

com o empenho de 12 servidores, entre civis e militares, que se revezam no trabalho diário de fornecer informações ao público. Resultado da parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Prefeitura de Parnamirim, permite aos turistas conhecer um pouco da história do primeiro centro de lançamento de foguetes da América Latina e do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Para a missionária Nayara Santana, que viajou de Goiânia para o Rio Grande do Norte com a intenção de desfrutar as belezas naturais da capital potiguar, a criação desse espaço é importante por mostrar à sociedade um trabalho da Força Aérea ainda desconhecido do

FOTOS: DCTA

Foguetes, aviões, veículos lançadores e mísseis são alguns dos artefatos aeroespaciais que despertam a atenção de cerca de 200 mil visitantes por ano

O Centro de Cultura Espacial fica próximo a pontos turísticos do Rio Grande do Norte

No espaço, os visitantes conhecem a história do primeiro Centro de Lançamento de Foguetes da América Latina

grande público. “A explicação dada sobre os produtos espaciais que estão aqui é apropriada para quem nunca teve contato com a área. Isso facilita a compreensão e desperta ainda mais o interesse”, resume. O acervo disponível para apreciação dos visitantes é composto por painéis fotográficos, ma-

térias de jornais e entrevistas com personalidades que marcaram a história, mísseis, veículos lançadores, antenas, radares e o avião AT-26 Xavante, primeiro jato produzido no Brasil e que operou em unidades de combate de todo o país. Além disso, o visitante pode conferir o foguete Nike Apache, o primeiro lançado a partir do centro, e os veículos da família Sonda. O servidor público Mário Rodrigues Naves reservou um momento entre as idas às praias da Pipa e do Forte para visitar o local. Para ele, o trabalho realizado pelo CLBI merece destaque por aproxi-

mar o universo aeroespacial do público leigo. “Nunca tinha visto um foguete tão de perto assim. Míssil, então, para mim era coisa que existia só em filmes de ação”, comenta entusiasmado. De acordo com Silvânia Barreto, coordenadora do CCEIT, o segredo da grande quantidade de visitantes que frequentam o local todos os meses é a localização e a constante renovação do acervo. “O dinamismo é marca do nosso trabalho. Só neste ano nós já tivemos três novas inclusões. Além disso, estamos numa área privilegiada, próxima a pontos turísticos da cidade”, diz ela.


NOTAER - Janeiro de 2014  
NOTAER - Janeiro de 2014  

PROGRAMA F-X2 - O Gripen NG é a nova aeronave de caça do Brasil

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