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69 anos da criação do Ministério da Aeronáutica

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o ato da criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, Joaquim Pedro Salgado Filho assumiu a pasta, escolhido pelo presidente Getúlio Vargas para dirigir os destinos da Aeronáutica Brasileira, em uma fase delicada e de muitas responsabilidades. O mundo estava em guerra e a aviação em expansão, no Brasil e no mundo. Antes de chegar ao Ministério da Aeronáutica, Salgado Filho ocupou cargos de grande importância na vida pública do país: foi ministro do Trabalho de 1932 a 1935, deputado federal em 1937 e ministro do Superior Tribunal Militar de 1938 a 1941. Na sua gestão revelou-se grande administrador, tendo conseguido encontrar soluções adequadas para os complexos problemas decorrentes da expansão do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira. Reorganizou o setor aeronáutico, engajou a Força Aérea na proteção aérea à navegação costeira e criou as Bases Aéreas de Recife, Natal e Salvador. Foram criados ainda a denominação dos postos da hierarquia militar na FAB, as Zonas Aéreas, o Corpo de Oficiais com seus vários Quadros, o Regulamento de Tráfego Aéreo e o 1º Grupo de Aviação de Caça, unidade aérea que, com a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação, participou da campanha da Itália.

Hoje, o Comando da Aeronáutica possui efetivo de 73,7 mil pessoas, entre militares e civis, que trabalham para manter a soberania do espaço aéreo nacional, na coordenação do tráfego aéreo no país, nas atividades de investigação técnica e prevenção de acidentes aeronáuticos, além do apoio em operações de ajuda humanitária, no Brasil e no mundo.

NOTAER é uma publicação quinzenal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER). Está autorizada a transcrição parcial ou integral dos artigos publicados, com o devido crédito e remessa de um exemplar da publicação. ISSN 1518-8558. Tiragem: 6.000 exemplares Chefe do CECOMSAER: Brig Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Chefe da Divisão de Produção e Divulgação: Ten Cel Av Marcelo Luis Freire Cardoso Tosta Edição: 1º Ten QCOA CSO Luiz Claudio Ferreira; 1º Ten QCOA JOR Alessandro Paulo da Silva; 2º Ten QCOA JOR Flávia Sidônia Camargos Pereira e 2º Ten QCOA JOR Flávio Hisakasu Nishimori

Jornalista Responsável: 1º Ten QCOA CSO Luiz Claudio Ferreira Arte Gráfica e Diagramação: 3S SDE Renato de Oliveira Pereira e 3S SAD Jéssica de Melo Pereira Internet: www.fab.mil.br - E-mail: redacao@fab.mil.br. Endereço: Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” - 7º andar - 70045-900 Brasília-DF - Telefone: (61) 3966-9665 - FAX: (61) 3966-9755.

NOTAER nº 2 - 31 jan 2010


Em oito dias, 200 toneladas de carga foram enviadas ao Haiti A “ponte-aérea” estabelecida pela Força Aérea Brasileira (FAB) enviou ao Haiti, em apenas oito dias, mais de 200 toneladas de carga, incluindo equipamentos, alimentos, água e profissionais, entre militares e civis, para o socorro das vítimas do terremoto que devastou a capital Porto Príncipe. Desde o primeiro vôo de ajuda, em 13 de janeiro, até o fechamento desta edição, haviam sido realizadas 18 missões. Outras mais estavam previstas para levar ajuda ao país, que calcula em mais de 300 mil o número de órfãos existentes e em quase 40 mil o número de grávidas que vagam pelas ruas à procura de ajuda. Partos já ocorreram na base brasileira. Segundo o Brigadeiro-do-Ar Paulo Érico, representante da FAB

no Gabinete de Gestão de Crise do Governo Federal para a questão do Haiti, a expectativa é de que a FAB mantenha um fluxo de duas a três missões diárias partindo do Brasil. “Nas missões realizadas até agora, transportamos cerca de 150 pessoas, 100 toneladas de carga, incluindo equipamentos de saúde, alimentos, medicamentos, água e material de infraestrutura para os militares que lá estão. Além disso, fizemos o traslado do corpo da médica Zilda Arns e dos 17 militares feridos na tragédia”, ressaltou o Brigadeiro. Nesse esforço, a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, foi transformada em um grande centro de envio de ajuda, onde militares trabalham 24 horas por dia no embarque de carga e passageiros.

Fotos: Sd Sérgio / CECOMSAER

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“O nosso trabalho tem sido diuturnamente com o máximo esforço dos nossos militares a fim de atender as demandas orientadas pelo Ministério da Defesa e pelo Governo Federal”, complementou o oficial-general.

Fotos: Cb Júnior / CECOMSAER

Ministro da Defesa elogia atuação da Força Aérea

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o desembarcar na Base Aérea de Brasília, depois de visitar o Haiti, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou o papel da FAB ao disponibilizar aeronaves para transporte de suprimentos e de pessoas. Também ressaltou o impacto positivo do envio do Hospital de Campanha (HCAMP) para Porto Príncipe. “A atuação da FAB tem sido extraordinária. Vamos instalar o Hospital de Campanha no Campo Charle. Ele pode ser montado em até quatro a seis horas. Por meio dele, vamos ter condições de avaliar a necessidade de enviar um módulo hospitalar da ASAS QUE PROTEGEM O PAÍS

Marinha”, disse. O ministro descreveu também uma situação dramática, na qual sete mil pessoas já foram sepultadas e um número ainda não contabilizado de corpos continua preso entre escombros de edificações. Segundo ele, em vários locais ainda não era possível remover o cadáveres em função do risco de desmoronamentos, já que a região ainda está muito instável. Outra preocupação era com a alimentação da população local, que precisa já estar pronta para o consumo. A população vagava pelas ruas com fome e sede.


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homem ergue a colher. Mal acredita o que vem à boca. É noite na vida dele. É noite da “Cidade do Sol”, City Soleil, o bairro de Porto Príncipe cujo nome é a antítese do lugar em que ele mora. Procuramos saber o nome do homem. Extasiado com a novidade que enche a colher branca, não responde. Não move o olhar. Suga. Rompe naqueles segundos o desafio de permanecer. Abstrai-se da realidade que dói só de olhar. Não é possível imaginar o que sente o homem com a colher branca no vão de pedaços de mundo que sobrou. Ao olhar em volta, o corpo de uma criança morta faz com que até os militares, acostumados havia quase 100 horas com o pesadelo, fechem os olhos por segundos para suportar a dor de quando não sobra nada. Catástrofe de almas. O homem da colher branca não imagina. Ele come. Não olha para os lados. O significado da fome é tateado pelos que surgem para ajudar, pela solidariedade dos que não sentem fome, pelos que sentem essa dor de tentar imaginar o que é conviver de olhos abertos com o pedaço do nada. A colher ergue o homem. Perto dali, um homem empresta a mão. Militar do Exército Brasileiro, puxa outras mãos. Entra em um campo de futebol. É festa. Espetáculo. Uma mão puxa a outra. Soltam-se para receber a comida que chegou dos aviões. Experimentam o que parecia impossível. Secar os olhos e abrir sorriso. Só

pela expectativa de receber algo. Sem luz, água, esgoto, por vezes, faltam também palavras. Na saída do estádio, não adianta usar só as mãos. Os braços também levam a novidade. Comida. Água. Mais dias de vida. Comer, quem sabe, mais do que pelo instinto. Algumas ruas à frente, o homem leva com as mãos o corpo da esposa até o fundo do buraco com pouco mais de um metro de profundidade. Equilibrase com os pés. A maior recompensa é tê-la achado em meio aos escombros. Quando retorna, as mãos de terra e o silêncio. No Centro, o silêncio na frente do que era a catedral. Além dos destroços, a luz insiste em refletir nos vitrais que sobraram. A luz é a inspiração muda e retumbante para os olhares. O homem ergue o avião. Militares da Aeronáutica Brasileira mal acreditam no que veem de cima ensimesmados em funções como pilotar, atentar-se aos instrumentos, ao equipamento... Depois do pouso, o homem já tem novo olhar. Neste final de semana, mais de 30 toneladas de comida e remédios saem das cargas dos aviões. Imaginam que pode encher uma colher, inspirar, como se fosse puxar com a mão. A cada pouso, militares e civis representam sentimentos de países, de gente. Tantas que levam aos estoques da Organização das Nações Unidas para serem distribuídos. Assim, ao natural, gente se mostra quando tem fome. Tudo parece escuro, seja em City Soleil, Belair, City Militaire, Centro. De um ponto ao outro da cidade e do País, há mãos, gente vagando pelas ruas nos dois sentidos e sem destino. No caminho deles, veio a solidariedade espelhada no pátio de aeronaves de intenso e permanente movimento. Nas cargas, há mais do que comida. Existem também pedaço, fresta, raspagem de esperança viva. Crianças nascem e, por isso, as aeronaves precisam voar. O avião também pode erguer os homens. NOTAER nº 2 - 31 jan 2010

Fotos: Sd Sérgio / CECOMSAER

Aviões, comida e as mãos - As histórias das vítimas do terremoto no Haiti

Agência

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Hospital de Campanha inicia atendimento com cirurgia haitiano Jean Jesus Rois Pierre, 45, passava, na noite de domingo (17/01), por mais uma etapa de expectativa silenciosa desde que o terremoto transformou a vida dele em um pesadelo. Sentado em uma cadeira, aguardava a cirurgia de amputação do pé da esposa, Banatte Pierre, de 37, no Hospital de Campanha da Força Aérea, em Porto Príncipe. Ela sofreu ferimentos com a queda de um muro de uma igreja no centro da cidade. Os médicos militares avaliaram que era o único procedimento recomendável e conversaram sobre essa necessidade com o casal. “Tenho muita confiança no trabalho deles”, disse o haitiano, que perdeu, na catástrofe, uma filha de três anos. Essa é a primeira das muitas histórias que os profissionais de saúde da Aeronáutica passaram a conviver desde a ativação do HCAMP. A triagem de pacientes, que será feita diariamente pela equipe de enfermagem da FAB, começa às 8h (11h em Brasília) a fim de realizar a primeira avaliação e encaminhar ao setor adequado. Além da cirurgia, também foram realizados dois exames de ultrassonografia. Um deles confirmava a bom estado de gestação de oito meses de uma mulher que se feriu no terremoto.

Fotos: Sd Sérgio / CECOMSAER

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O Hospital de Campanha foi instalado ao lado da base brasileira General Bacelar, a 10 quilômetros do Centro da capital. A equipe, formada por 48 militares da área de saúde, é composta por profissionais de várias especialidades da medicina, enfermagem, odontologia e farmácia para atender diariamente de 300 a 400 pessoas. Ao todo, são 17 módulos, que incluem centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), raio-X, laboratório de análises clínicas e espaços para atendimento ambulatorial. A unidade atende urgências e emergências. A FAB mandou para Haiti ainda uma unidade celular de intendência (UCI) e uma unidade de comunicação (GCC), para apoiar o funcionamento do HCAMP.

ASAS QUE PROTEGEM O PAÍS

Na primeira madrugada de atendimento, as irmãs Anne Rose, 23, e Delphine Theophilo, 21, que passaram cinco dias sob os escombros de uma casa, chegaram sem ferimentos sérios ou desidratação. “Estavam apenas cobertas por poeira. Para a medicina, é difícil explicar como isso ocorreu. Fizemos ultrassonografia e exame de sangue. Não há qualquer alteração. A gente pode dizer que é um milagre”, disse o Tenente Gustavo Santos, que as atendeu. Uma outra irmã, Anant, chegou com dores na bacia. Anne Rose e Delphine estavam muito agradecidas pelo resgate e pelo atendimento dos profissionais de saúde brasileiros. “Salvaram nossas vidas.


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Laboratórios militares iniciam produção de medicamento contra gripe A Fotos: LAQFA

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s Laboratórios militares das Forças Armadas iniciaram conjuntamente a produção do medicamento Oseltamivir (75 mg), em cápsulas, utilizado no tratamento da gripe A, causada pelo vírus H1N1. A produção, estimada em 96 milhões de unidades do remédio, vai ser entregue ao Ministério da Saúde, a quem caberá o controle da distribuição do medicamento para atender a necessidade de todo o Brasil conforme as demandas epidemiológicas. Visando a agilidade de entrega, a linha de processamento do remédio foi dividida. Cada um dos laboratórios militares ficou encarregado de uma etapa. O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) encaminha a matéria-prima do remédio ao Laboratório Químico-Farmacêutico do Exército (LAQFEx), que realiza a manipulação, a mistura dos ingredientes. Em seguida, o material é levado

ao Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA) para análise e encapsulamento. Na sequência, o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) embala o medicamento. Por se tratar de um medicamento novo no Brasil, foi necessário o registro sanitário na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além da aquisição de equipamentos e da validação de processos produtivos.

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Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) instalou, no Laboratório de Análise de Dados de Gravadores de Vôo (LABDATA), em Brasília, um novo equipamento que permite adquirir dados de caixas-pretas (foto ao lado) que não sofreram danos em acidentes. A partir de agora, a instituição possui capacidade e autonomia para captar e interpretar dados dos gravadores de vôo, uma importante ferramenta para a investigação técnica.

A inovação faz parte da segunda fase da implantação do LABDATA. A terceira e última fase de implantação do laboratório, que será a mais longa, permitirá ao CENIPA ter acesso, inclusive, aos dados de caixas-pretas danificadas. Antes da implantação do LABDATA, o CENIPA precisava levar as caixas-pretas para empresas aéreas que fabricam ou operam a aeronave envolvida no acidente ou recorria a outros centros de investigação do exterior. Atualmente o CENIPA já é capaz de ler todos os gravadores de voo das aeronaves modernas e a maioria dos gravadores das aeronaves antigas. NOTAER nº 2 - 31 jan 2010

CENIPA

CENIPA instala laboratório e já pode analisar dados de “caixas-pretas” não danificadas

A capacidade atual do CENIPA é de ouvir e analisar simultaneamente dois gravadores de voo. No entanto, mesmo com as ferramentas do LABDATA, os fabricantes de aeronave ou de caixas-pretas ainda são o último recurso para acesso aos dados gravados, em casos específicos.


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COMARA: 53 anos de construção para o desenvolvimento do Brasil om mais de 70 obras de reforma de edificações aeroportuárias e vias públicas e 150 pavimentações de aeródromos nos mais diversos municípios do país, a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) completou, no final do ano passado, 53 anos como a maior construtora de aeródromos na região Norte do país. Criada originalmente para construir, ampliar e pavimentar 56 pistas nas principais cidades da região Amazônica, ao longo dos anos a COMARA ampliou sua missão e importância, sendo capaz, atualmente, de empreender qualquer obra de engenharia aeronáutica em qualquer lugar do país. O papel foi e continua sendo decisivo no processo de integração nacional, apoiando comunidades indígenas e ribeirinhas e, principalmente, projetando o Estado brasileiro nos mais longínquos rincões para a defesa da pátria e da soberania. Nos últimos dois anos, a COMARA passou por um processo de modernização e valorização humana, que reformulou todas as suas instalações e processos produtivos. Com fortes investimentos em maquinário

Fotos: SGT Johnson / CECOMSAER

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e softwares de última geração, foi reduzido o tempo de execução das obras e a necessidade de manter o elemento humano destacado. A maior particularidade que faz da COMARA uma instituição ímpar é sua logística para construir em plena selva amazônica, vencendo o clima e distâncias continentais. Pelas vias fluviais, por exemplo, a Comissão transporta 22 mil toneladas de matéria-prima, mantimentos e equipamentos/ano, por meio de 14 balsas, oito empurradores, quatro balsas dragas, uma balsa combustível e dez balsas de transporte, que operam nos portos de Brucutu (Belém) e Piquiá (Manaus). Pelo ar, são consumidas cerca de 3 mil horas voadas nas aeronaves C-130, C-105 A, C-97, C-95, C-98 e H-60. Nas cidades de Monte Alegre (PA) e Moura (AM), a instituição possui duas pedreiras, que, juntas, tem capacidade de explorar, produzir e beneficiar 60 mil toneladas/ano de brita. Atualmente, a COMARA está empreendendo 22 obras nos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Acre e ASAS QUE PROTEGEM O PAÍS

Rondônia nas cidades de Manaus (AM), Tiriós (PA), Surucucu (RR), Yauaretê (AM), Moura (AM), Tunuí Cachoeira (AM), Estirão do Equador (AM), Palmeira do Javari (AM), Eirunepé (AM), Santa Rosa dos Purus (AC), Porto Velho (RO), Vilhena (RO), Barcelos (AM), Maués (AM), Santa Isabel do Rio Negro (AM), Manicoré (AM), Lábrea (AM), São Paulo de Olivença (AM), Humaitá (AM), Borba (AM) e Fonte Boa (AM). “Se não fosse o trabalho da Comissão, não teríamos nossos esquadrões vigiando as fronteiras e salvando vidas; o Exército não teria o apoio para os seus pelotões. A COMARA está de parabéns, pois eu sei que não é fácil trabalhar no meio da selva e tudo o que temos hoje é fruto da dedicação e empenho dos seus militares e civis. Com toda certeza, nos próximos 53 anos, a COMARA vai estar, fatalmente, muito mais moderna do que está hoje, desempenhando o mesmo apoio necessário para esta região tão carente”, afirmou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-doAr Juniti Saito.


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FAB atua no salvamento de vítimas de enchentes que assolaram o país

3º/8º GAV

IV COMAR 5º/8º GAV

umprindo sua missão de ajudar a população em situações de calamidade, a Força aérea Brasileira foi um braço importante na busca de desaparecidos e no salvamento de vítimas das enchentes que castigaram vários municípios brasileiros no Sul e Sudeste do país no início do ano. No Rio Grande do Sul, dois helicópteros H-1H da FAB, do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) atuaram nas buscas a vítimas da queda da ponte que ligava os municípios de Restinga Seca e Agudo. Parte da estrutura desabou lançando ao menos 20 pessoas no Rio Jacuí. Os militares da FAB resgataram 10 pessoas que estavam ilhadas nos telhados das casas e até em copa de árvores. Segundo o Suboficial Roberto Tassinari, as casas estavam cercadas pela água. Ele salvou três pessoas. Desceu em guincho e levou para aeronave um casal e uma criança. “Para nós, é muito gratificante poder ajudar salvar vidas.” Na região Sudeste, especificamente no Rio de Janeiro, a FAB iniciou a atuação no dia 1º de janeiro em apoio aos trabalhos de resgate após a calamidade das chuvas na cidade de Angra dos Reis (RJ). Na missão, militares do Esquadrão Puma (3º/8º GAV), a bordo de

IV COMAR

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um helicóptero H-34, transportaram profissionais do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, cães farejadores e materiais próprios para o trabalho de remoção de destroços e busca de pessoas atingidas pelo desabamento das encostas dos morros. Em São Paulo, o Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR) também participou das operações de apoio às comunidades desabrigadas pelas recentes chuvas no Estado de NOTAER nº 2 - 31 jan 2010

São Paulo. Dez militares do Batalhão de Infantaria Bandeirante (BINFA-14) foram deslocados para o posto de coordenação da Defesa Civil em São Luiz do Paraitinga. Na região, a missão da FAB foi prestar socorro às famílias que ficaram isoladas, sem energia, comunicação e gêneros alimentícios. Os militares trabalharam na distribuição de cestas básicas e na evacuação de vítimas.

NOTAER - JANEIRO 2010 - 02  
NOTAER - JANEIRO 2010 - 02  

Brasil - Haiti

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