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Noticiário da Aeronáutica Ano XXXIII - nº 1 - 15 jan 2010

Nosso destino é o

futuro

“O

plano de voo é condição para qualquer decolagem. Sem planejamento, não há voo. Foi por isso que a FAB escreveu um plano de voo para a sua desafiadora viagem rumo ao futuro.” Com essas palavras, a campanha institucional deste ano é apresentada. Por meses, profissionais do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) trabalham com os mais diversos setores da instituição para traduzir de forma simples os grandes desafios do Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER). Aquisição de aeronaves, modernização de equipamentos, construção de instalações, desenvolvimento de tecnologias, capacitação de pessoas e apoio ao homem, entre outras ações, fazem parte do planejamento estratégico de hoje para a Força Aérea do amanhã. Nas próximas páginas desta edição especial do NOTAER será apresentado um resumo do material da campanha, o mesmo conteúdo que acompanha os produtos institucionais da Força Aérea para 2010. “A FAB estará dimensionada adequadamente para explorar suas características, atuando em qualquer área de interesse, dispondo da capacidade para reagir oportunamente, utilizando seus meios, com elevados níveis de prontidão e adestramento”, consta do PEMAER, como a Visão da instituição. “De forma clara, a campanha leva aos militares e à sociedade brasileira informações sobre os objetivos da instituição para o futuro, como uma importante prestação de contas”, explica o Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Chefe do CECOMSAER. Conheça o plano de voo da FAB com destino ao futuro.


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CECOMSAER inicia distribuição de material Institucional 2010

A

nova edição do material institucional do COMAER, para o ano de 2010, produzido pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), começou a ser distribuído em dezembro e tem como campanha mostrar ao público o “plano de voo da FAB, com destino ao futuro...”.

Assim, apresenta alguns projetos do Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER), como a aquisição de aeronaves, modernização de equipamentos, construção de instalações, desenvolvimento de tecnologias e muitos outros. A primeira fase de distribuição será composta por agendas de mão, agendas de mesa e calendários. A se-

gunda fase, que terá início na segunda quinzena de janeiro, será composta por cadernos. Dessa maneira, espera-se que o público interno do Comando da Aeronáutica e alguns segmentos de nossa sociedade, tanto no Brasil quanto no exterior, sejam agraciados com os produtos montados.

NOTAER é uma publicação quinzenal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER). Está autorizada a transcrição parcial ou integral dos artigos publicados, com o devido crédito e remessa de um exemplar da publicação. ISSN 1518-8558. Tiragem: 6.000 exemplares Chefe do CECOMSAER: Brig Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Chefe da Divisão de Produção e Divulgação: Ten Cel Av Marcelo Luis Freire Cardoso Tosta Edição: 1º Ten QCOA CSO Luiz Claudio Ferreira; 1º Ten QCOA JOR Alessandro Paulo da Silva; 2º Ten QCOA JOR Flávia Sidônia Camargos Pereira e 2º Ten QCOA JOR Flávio Hisakasu Nishimori

Jornalista Responsável: 1º Ten QCOA CSO Luiz Claudio Ferreira Arte Gráfica e Diagramação: 3S SDE Renato de Oliveira Pereira e 3S SAD Jéssica de Melo Pereira Internet: www.fab.mil.br - E-mail: redacao@fab.mil.br. Endereço: Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” - 7º andar - 70045-900 Brasília-DF - Telefone: (61) 3966-9665 - FAX: (61) 3966-9755.

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ASAS QUE PROTEGEM O PAÍS


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Missão da Força Aérea Brasileira repatria brasileiros residentes no Suriname ma operação conjunta entre a Força Aérea Brasileira (FAB), Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República repatriou, no dia 30 de dezembro, 31 brasileiros que manifestaram desejo de retornar ao Brasil após os incidentes ocorridos na localidade de Albina, no Suriname. Três deles estavam hospitalizados em Paramaribo, capital do país, e foram conduzidos ao Hospital Ordem Terceira,em Belém, onde receberão os cuidados especiais exigidos. Os repatriados desembarcaram às 22h30 (horário de Brasília) no Aeroporto Internacional de Belém, no Pará. O avião Hércules C-130 da FAB, do primeiro esquadrão do primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT), sob o comando do Major-Aviador Mauro Henrique Monsanto da F.E. Souza, decolou da Base Aérea de Brasília rumo ao Suriname às 12h37 do dia 30. Além da equipe da FAB, participaram da missão os representantes

Embaixador José Luiz Machado e Costa considerou o ataque aos brasileiros um caso isolado

Fotos: Sd Sérgio / CECOMSAER

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Repatriados embarcaram no Hércules C-130 em Paramaribo com destino a Belém

do Itamaraty, Ministra Luiza Lopes da Silva; da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Clarissa Correa de Carvalho; e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Erasmo Lopes. Dois médicos, um enfermeiro e um técnico em enfermagem, também fizeram parte da operação com o objetivo de prestar cuidados no transporte e remoção dos brasileiros hospitalizados. “Esse tipo de missão é um procedimento padrão em crises envolvendo brasileiros no exterior. Quando ocorre uma catástrofe natural, guerra ou outras situações graves, é responsabilidade do Itamaraty verificar se os brasileiros estão bem. Repatriamos aqueles que estão em risco ou desvalimento, ou seja, sem condições de se sustentarem financeiramente”, explicou a Ministra Luiza Lopes da Silva, do Itamaraty. O embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa explicou que a situação no local dos incidentes está bem mais tranqüila. ASAS QUE PROTEGEM O PAÍS

De acordo com ele, o governo do Suriname já tomou todas as medidas para estabilizar a área a fim de manter a paz e a ordem. O embaixador considerou ainda que o incidente foi um ato restrito. “Estamos considerando como um caso isolado e não como algum tipo de ação dirigida contra o Brasil e os brasileiros. A embaixada não está fazendo nenhuma orientação no sentido de induzir os brasileiros a irem ou não a determinadas áreas.Nós temos sim uma política de sempre orientar os brasileiros que se dirigem à região para refletir sobre as dificuldades que vão encontrar num país de língua e culturas diferentes”, explicou Costa.


Fotos: Sd Sérgio / CECOMSAER

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Repatriados contam os momentos de agrura vividos no Suriname

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epois de cinco horas de vôo, a aeronave da FAB aterrissou, às 17h40 (horário de Brasília) do dia 30, no Aeroporto Internacional Johan Adolf Pengel, em Paramaribo, capital do Suriname. No embarque, bastante aliviados, os brasileiros contaram como foram os dias de tensão no incidente na cidade de Albina. “O alojamento em que eu estava fica em cima de um rio. Permaneci em baixo do assoalho, na água, só com a cabeça de fora por mais de duas horas. Ouvia muitos gritos, pensei que ia morrer”, relembra Martim Carvalho Brito, 41 anos, que há seis meses estava no Suriname trabalhando no garimpo. “Estou feliz e agradecido à FAB, pois precisávamos desse resgate”, complementa. Quem também se lembra dos momentos de agrura vivenciados às vésperas do Natal é o goiano Vilmar Alves Pereira, 49 anos, trabalhador da construção civil na cidade de Solohan, próxima a Albina. Desde 2005 no Suriname, o brasileiro foi agredido na cabeça com garrafas e pedaços de madeira. “Fui ao Suriname procurar um futuro melhor, mas estou voltan-

do sem nada. Perdi todo o dinheiro que possuía. Fiquei só com a roupa do corpo”, ressalta Pereira. Mesmo após o incidente, ainda há muitos brasileiros que pretendem continuar tentando a sorte no garimpo no Suriname. Apesar do medo, o maranhense Wilton Alves da Rocha, 39 anos, há oito anos naquele país, não pensa em retornar ao Brasil, pelo menos por enquanto. Traumatizado com os acontecimentos ele prefere nem circular pelas ruas. “Parece que já estava tudo programado contra os brasileiros. Os ataques foram muito violentos. Senti muito medo de morrer e acho que sobrevivi porque mergulhei no rio e depois me embrenhei a noite toda em um matagal”, afirma Rocha. “Mas vou permanecer aqui porque perdi tudo. As minhas coisas, inclusive dinheiro, roupa, foram roubadas. Preciso recomeçar”, disse o brasileiro. A poucos minutos do desembarque em Belém, os brasileiros já não continham a ansiedade no avião da FAB para rever os parentes que os aguardavam no saguão do aeroporto. Quando o aviso de que já estavam prestes a aterrissar foi dado, um NOTAER nº 1 - 15 jan 2010

Martim Carvalho Pinto: “Permaneci na água só com a cabeça de fora por mais de duas horas”

Wilton Alves da Rocha, apesar do medo, pretende ficar no Suriname

misto de alívio e felicidade tomou conta dos repatriados. “Quero dar um abraço na minha família e correr para casa”, afirmou Maurici Dias Alves, 38 anos, que estava havia nove meses no Suriname.

NOTAER - JANEIRO 2010 - 01  
NOTAER - JANEIRO 2010 - 01  

Nosso destino é o futuro

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