Notaer - Fevereiro de 2021

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www.fab.mil.br I Ano XLV I Nº 02 I Fevereiro, 2021

ASAS ROTATIVAS Vetor essencial para o cumprimento das missões da FAB (Págs. 8 e 9) MODERNIZAÇÃO

OPERACIONAL

FAB recebe novas aeronaves para equipar sua frota (pág. 7)

Exercícios técnicos, operacionais e conjuntos para 2021 (pág. 11)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

O PASSADO E O FUTURO EM NOSSAS PÁGINAS No ano de celebração dos 80 anos de criação do Comando da Aeronáutica, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) volta seus esforços para a valorização dessa data histórica. O Notaer de fevereiro traz uma matéria sobre a Campanha Institucional 2021, que reforça a atuação da Força Aérea nessas oito décadas bem como a sua importância para o Brasil. Ainda sobre homenagens, a segunda edição do ano rende seu reconhecimento à Aviação de Asas Rotativas. O texto aborda sobre os oito Esquadrões que operam os helicópteros da FAB e destaca suas principais missões cumpridas ao longo de 2020. Tratamos também sobre um marco tecnológico para

a Força Aérea: o início da Campanha de Ensaio em Voo com o Link-BR2 embarcado na aeronave F-5EM. No campo da ampliação do poder aéreo e da estruturação da FAB, nossa reportagem destaca o recebimento de três novas aeronaves: o SC-105 Amazonas, o E-99M e o KC-390 Millennium, vetores que já estão integrados aos Esquadrões. Outra matéria aborda a Fase 2 do processo de Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica, quando serão colocados em prática os ensinamentos validados pelo Projeto Piloto (Fase 1) e será feita a reativação de cinco Comandos Aéreos Regionais, além da criação de outro. A FAB prevê a realização de uma série de Exercícios Técnicos, Operacionais e Con-

juntos no ano de 2021. Esta edição fala sobre a expectativa das principais atividades com o objetivo de treinar as tropas e testar os equipamentos. Caro leitor, nos 80 anos de criação do Comando da Aeronáutica, sabemos que a comunicação se mostra imprescindível para dar transparências aos feitos e às perspectivas da nossa Instituição. Nossa missão é desafiadora, mas seguimos motivados para continuar estampando em nossas páginas a grandeza do trabalho da Força Aérea Brasileira. Boa leitura!

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador João Gustavo Lage Germano Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador João Gustavo Lage Germano Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Claudio Mariano Rodrigues Santana Editores: Tenente Jornalista Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP) Tenente Jornalista Letícia Faria (MTB 3327/SC)

Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Chefe do CECOMSAER

Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE Revisão Ortográfica e Gramatical: Sargento SST Rogerio Braga Bandeira

MÍDIAS SOCIAIS

REGRAS DE BOA CONDUTA NAS MÍDIAS SOCIAIS Cuide para que as imagens não atentem contra a segurança e não prejudiquem o militar ou a Instituição. Devemos salvaguardar os assuntos não ostensivos e qualquer outro tipo de informação que não seja de interesse público. Não publique imagens portando ou utilizando equipamento ou armamento militar, muito menos conteúdos com dados técnicos e informa-

O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno.

ções sigilosas, tais como documentos classificados, interior de determinadas aeronaves ou áreas sensíveis de instalações. É proibido realizar qualquer transmissão ao vivo (live stream) do interior das Organizações Militares do COMAER, exceto aquela gerenciada e autorizada pela própria Instituição, precedida de um comunicado ao CECOMSAER para orientações e acompanhamento.

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Leia o Manual de Conduta nas Mídias Sociais no âmbito do Comando da Aeronáutica.

Diagramação: Sargento SDE Pollyana Dias Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF

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Impressão e Acabamento: Marina Artes Gráficas e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

ANO DE CELEBRAÇÃO O ano em que completamos oito décadas de existência é um período ímpar e que merece ser celebrado com destaque. Afinal, são 80 anos de história que trazem em sua essência o registro da criação do aniversário do Comando da Aeronáutica e perpassam as incontáveis e imprescindíveis missões realizadas pela Força Aérea Brasileira em prol do País. Do esforço sem precedentes realizado por nossos pioneiros durante a Segunda Guerra Mundial até a modernização e a profissio-

nalização que alcançamos hoje, nosso efetivo de homens e mulheres dedicados e aguerridos sempre foi o principal na Instituição. Assim, toda a programação preparada para marcar o nosso octogésimo ano é uma homenagem à nossa trajetória e a todos que dela fizeram e fazem parte. Em fevereiro, celebramos o Dia da Aviação de Asas Rotativas, que é exemplo de versatilidade e prontidão. Os militares que fazem nossos rotores trabalharem são responsáveis por levar

cidadania a locais que outras aeronaves não chegam com a agilidade necessária, entregam urnas eleitorais, medicamentos e alimentos, além de realizar evacuações aeromédicas, resgates entre outras missões. Para continuarmos alinhados com nossa constante busca pela evolução e pela melhor Instituição que podemos ter para bem servir ao nosso País, a modernização de nossos vetores é essencial. Recentemente, recebemos a quarta aeronave KC-390 Millennium, que

compõe a frota do Esquadrão Zeus; o segundo E-99 modernizado, que vai otimizar, ainda mais, as missões do Esquadrão Guardião; e o terceiro SC-105 Amazonas, que aumenta a capacidade de Busca e Salvamento do Esquadrão Pelicano. Assim, seguimos firmes em nosso propósito de fazer de 2021 um ano de aperfeiçoamento e intenso trabalho em benefício de todos os cidadãos brasileiros. Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Comandante da Aeronáutica


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HISTÓRIA

FAB CELEBRA OS 80 ANOS DE ANIVERSÁRIO DO COMANDO DA AERONÁUTICA CONHEÇA MAIS SOBRE A CAMPANHA INSTITUCIONAL DA FORÇA AÉREA EM 2021 E A PROGRAMAÇÃO EM HOMENAGEM À DATA Ten JOR Flávia Rocha

FOTOS: SOLDADO WILHAN CAMPOS / CECOMSAER

O Comando da Aeronáutica completou, no dia 20 de janeiro, 80 anos. Para comemorar, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) lançou, no início deste ano, a Campanha Institucional 2021 com foco na valorização da data histórica. O tema é “80 anos, Nossa Jornada Continua Rumo ao Futuro”. Um dos objetivos é fazer uma retrospectiva dos feitos da Força Aérea Brasileira (FAB) nesse período, desde a sua criação até a atualidade. Um dos responsáveis pela elaboração da Campanha, Te n e n t e P u b l i c i t á r i o Wa n d e r M a r c e l B a r r o s Chaves, da Subdivisão de Publicidade e Propaganda do CECOMSAER, explica a finalidade desse trabalho. “É uma oportunidade de projetar a imagem da Força Aérea Brasileira destacando sua visão de futuro à luz dos

feitos do passado, mostrando as melhorias trazidas pela reestruturação e os avanços tecnológicos, valorizando o público interno e o orgulho de fazer parte da FAB”, destaca. Desse modo, a Campanha reforça a atuação da Força Aérea nessas oito décadas bem como a sua importância para o Brasil, valorizando o legado de militares e civis na história da Instituição. Segundo o Tenente Chaves, o tema mostra que a Força Aérea Brasileira sempre foi atual. “Hoje vemos os projetos estratégicos F-39 Gripen, KC-390 Millennium e Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) sendo realidade. No passado, outros projetos tão importantes quanto esses para a época foram entregues. Podemos citar a criação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), da Embraer, do Sistema de

Controle do Espaço Aéreo, além da integração nacional que chegou nas asas da FAB em muitos lugares do Brasil”, lembra. Durante o ano, a Campanha será divulgada em mais de 100 peças publicitárias. Somados aos tradicionais calendários, agendas e cadernos da Força, haverá cartazes, informes publicitários, contracapas de publicações como o jornal NOTAER e a Revista AEROVISÃO, vídeo institucional para a TV aberta e canal da FAB no YouTube, Webseries e FABcasts especiais. Além disso, para celebrar a data, foram realizados eventos e ações pontuais por todo o Brasil. No dia 20 de janeiro, aconteceu uma solenidade na Ala 1, em Brasília (DF), com a presença do Presidente da República Jair Bolsonaro e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. Na cerimônia, ocorreu uma homenagem

especial ao Tenente-Brigadeiro do Ar Rodopiano de Azevedo Barbalho, ex-Comandante Geral de Apoio (COMGAP), um dos pioneiros do Correio Aéreo Nacional e aluno da primeira turma de Oficiais Aviadores da recém-criada Força Aérea Brasileira. Como parte das comemorações, o Ministério das Comunicações e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou, também, o Selo Personalizado e o Carimbo Comemorativo alusivos ao octogésimo aniversário do Comando da Aeronáutica. A fim de dar relevo a este momento histórico, as aeronaves da Força Aérea Brasileira receberam em sua pintura a marca alusiva aos 80 anos do Comando da Aeronáutica. Durante a cerimônia, o Presidente da República, acompanhado pelo Ministro da Defesa e pelo Comandante da Aeronáutica, fizeram o descerramento da bolacha do helicóptero VH-35.


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FOTO: SOLDADO WILHAN CAMPOS / CECOMSAER

TECNOLOGIA

CAMPANHA DE ENSAIO EM VOO COM LINK-BR2 EMBARCADO NO F-5EM É REALIZADA PELA FAB SISTEMA PERMITIRÁ A COMUNICAÇÃO, EM TEMPO REAL, ENTRE VETORES AÉREOS E ESTAÇÕES DE COMANDO E CONTROLE Ten JOR Flávia Rocha Ten JOR Letícia Faria O início da Campanha de Ensaio em Voo com o Link-BR2 embarcado no F-5EM tornou-se, em 2020, um marco tecnológico para a Força Aérea Brasileira (FAB). O sistema vai ampliar a capacidade de comunicação das aeronaves. A Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) e a empresa AEL Sistemas apresentaram o projeto ao Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, em evento realizado na Ala 3, em Canoas (RS). A aeronave F-5EM, pertencente ao Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAV) – Esquadrão Pampa foi preparada com equipamentos e antenas para a instalação do sistema que per-

mitirá à FAB a comunicação, em tempo real, entre vetores aéreos e estações de Comando e Controle. A comunicação será realizada por meio de protocolo criptografado, e com alto grau de segurança, proporcionando o compartilhamento de mensagens e outras aplicações operacionais, permitindo a ampliação da consciência situacional de todos os participantes da rede, no ar e no solo. O Comandante da Aeronáutica comentou a importância da implantação do Sistema. “O Link-BR2 vai ser um divisor de águas nas comunicações mais modernas de dados e de voz, que muito contribuirá com os exercícios e operações que são realizados pelas nossas Forças: Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira”, informa.

Para o Presidente da COPAC, Major-Brigadeiro do Ar Valter Borges Malta, a realização da Campanha de Ensaios em Voo é uma etapa importante de todo o projeto. “Concretiza anos de trabalho e desenvolvimento de vários setores da FAB e da empresa AEL. O sistema, futuramente, estará embarcado nos caças F-39 Gripen que são desenvolvidos na Suécia e no Brasil", destaca o OficialGeneral. O piloto de ensaio do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), Tenente-Coronel José Ricardo Drozdz, que pilotou o F-5EM com o sistema embarcado, explicou os avanços com a nova tecnologia. “Para a Força Aérea, o sistema trará um ganho operacional inigualável, visto que todas as aeronaves que estiverem

no Teatro de Operações terão capacidade de receber informações e enviar mensagens e dados para as estações de solo de forma a aumentar a consciência situacional de todos os envolvidos nas operações”, diz. Além da COPAC, o Projeto Link-BR2 conta com as gerências temáticas do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE); do Comando-Geral de Apoio (COMGAP); do Comando de Preparo (COMPREP); do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER); do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA); do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA); do Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER); e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

FOTO: SARGENTO BIANCA VIOL / CECOMSAER

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COPAC

COPAC CELEBRA 40 ANOS DE CRIAÇÃO EXPRESSIVAS CONQUISTAS SÃO DESTACADAS NESTAS QUATRO DÉCADAS DE EXISTÊNCIA Ten REP Adauto Fraga Ao completar 40 anos em fevereiro, a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) reafirma o compromisso de gerenciar os projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de materiais e sistemas aeronáuticos para o Comando da Aeronáutica (COMAER), articulando ações necessárias para alcançar eficácia e eficiência. De acordo com o Presidente da COPAC, Major-Brigadeiro do Ar Valter Borges Malta, a gênese da organização ocorreu em 1981, quando passou a ser responsável pelo gerenciamento do Projeto AM-X – o desenvolvimento de um caça ítalo-brasileiro. “Frente às atividades multidisciplinares relacionadas a ele e que interagiam com diversas organizações da Força Aérea Brasileira (FAB), do Governo Italiano e com as

indústrias nacionais e estrangeiras, identificou-se a necessidade de haver uma estrutura organizacional dedicada exclusivamente a essa gestão”, destaca o Oficial-General. Na década seguinte, surgiu o Projeto AL-X que desenvolveu o Super Tucano junto à EMBRAER, projeto que visava a equipar a FAB com uma nova aeronave leve de ataque que atendesse à necessidade operacional de emprego no policiamento do espaço aéreo e no treinamento para a Aviação de Caça. Já nos anos 2000, novos projetos foram designados, como a modernização das aeronaves F-5, A-1, P-3 e E-99. “Novos projetos começaram a ser implantados no programa de reequipamento da FAB para substituição da frota que já se encontrava obsoleta. Assim, ocorreu a modernização das aeronaves presidenciais, projetos

VC-X1 e VC-X2; das aeronaves de transporte de carga e de busca e salvamento, projetos CL-X1 e CL-X2; dos helicópteros de médio porte para as três Forças Armadas, projeto H-XBR; dos veículos aéreos não tripulados VANT; e das aeronaves de inspeção em voo, projeto I-X”, pontuou o Major-Brigadeiro Malta. Projetos em desenvolvimento A COPAC está voltada à gestão dos projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de aeronaves e sistemas, e isso envolve interação com diversos setores do COMAER responsáveis pelas gestões logística, operacional, técnica, industrial, orçamentária e financeira dos diversos projetos. Recentemente, ocorreu o recebimento e a implantação das primeiras quatro aeronaves KC-390 Millennium na Ala 2, em Anápolis (GO), além do desenvolvimento dos caças F-39 Gripen nas instalações da empresa sueca SAAB, em Linkopïng, e da Embraer, em Gavião Peixoto-SP. “Em 40 anos de existência, aprimoramos nosso processo e a efetividade para atender aos requisitos defi nidos pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER). Esse processo, que sempre está em evolução, está voltado a seguir os princípios administrativos legais e

as orientações dos órgãos de controle, preservando a documentação das diversas fases e apreciando os aspectos logísticos, operacionais, técnicos, contratuais e jurídicos. Com isso, padronizamos nossos processos, ampliamos as diversas análises de custos e riscos e racionalizamos recursos humanos, materiais e financeiros”, finaliza o Oficial-General. A COPAC gerencia também o projeto H-XBR, que já entregou 37 helicópteros H-225M, de um total de 50, para a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a FAB; o projeto E-99M, que visa entregar a terceira aeronave, de um total de cinco, em 2021; o projeto Link-BR2, que prevê seu encerramento para o segundo semestre de 2021, tornando-se apto a ser inserido nas plataformas aéreas e de comando e controle da FAB e demais forças singulares; o Projeto CL-X2, que já entregou as três aeronaves de Busca e Salvamento, restando a integração do sistema de reabastecimento em voo em uma aeronave; e o Projeto Lessônia1, que está adquirindo o sistema de sensoriamento radar para ser operado pelo Centro de Operações Espaciais (COPE). A COPAC participa da gestão do ciclo de vida desses projetos, que possuem fases específicas envolvendo do gerenciamento à implantação.


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MODERNIZAÇÃO DA FROTA

FAB RECEBE TRÊS NOVAS AERONAVES SC-105 AMAZONAS, E-99M E KC-390 MILLENNIUM JÁ ESTÃO INTEGRADOS AOS ESQUADRÕES Ten JOR Letícia Faria A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu novas unidades das aeronaves KC-390 Millennium, E-99M

e SC-105 Amazonas. As entregas ocorreram durante o mês de dezembro de 2020, no Brasil e na Espanha. A fi nalidade de incrementar

e de modernizar a frota está em elevar ainda mais as capacidades operacionais dos Esquadrões que receberam os vetores, cumprindo,

assim, a principal missão da FAB, que é manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional com vistas à defesa da Pátria.

SC-105 AMAZONAS

FOTO:2º/10º GAV

A terceira unidade do SC-105 Amazonas, produzida pela Airbus Espanha, chegou ao Brasil em 9 de dezembro de 2020, tendo sido entregue à FAB na Espanha na presença de Oficiais-Generais. Configurada para a missão de Busca

e Salvamento, a aeronave passa a integrar o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano e contribuirá para a robustez operacional da Força Aérea Brasileira nas missões de Busca e Salvamento.

recebem as suas ordens e decolam para as missões de interceptação, as aeronaves E-99M monitoram o espaço aéreo da região, visualizando toda a área de operação. Além disso, têm a capacidade de complementar os sinais dos radares de solo, servindo também como uma reserva de visualização-radar ou de comunicações para o tráfego aéreo da aviação geral.

FOTO: SARGENTO LEANDRO / ALA 2

E-99M A segunda aeronave E-99M pousou na Ala 2, em Anápolis (GO), em 17 de dezembro de 2020. O vetor será operado pelo Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2°/6° GAV) – Esquadrão Guardião e é capaz de fornecer dados de inteligência precisos, em tempo real, sobre aeronaves voando a baixa altura. Quando os pilotos de Caça

FOTO: SGT BIANCA / CECOMSAER

KC-390 MILLENNIUM O quarto avião de transporte multimissão foi recebido em 19 de dezembro de 2020 e será operado pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) – Esquadrão Zeus, situado na Ala 2. A aeronave integra a frota para cumprir diversas missões de Transporte Aéreo Logístico em

diferentes regiões do Brasil e no exterior. Uma equipe de especialistas da Força Aérea participou de todo o processo de recebimento do FAB 2856 nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto, contribuindo para o êxito alcançado e a entrega de mais um KC-390 Millennium para o Comando da Aeronáutica.


FOTO:TEN ENILTON / CECOMSAER

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ASAS ROTATIVAS

VERSATILIDADE ESSENCIAL PARA A FAB

tornam ideais para missões de busca e salvamento, infiltração, exfiltração, dentre outras. Atualmente, oito Esquadrões compõem a

ESQUADRÃO FALCÃO

ESQUADRÃO POTI

ESQUADRÃO PUMA

FOTO: 2º/8º GAV

FOTO: 1º/8º GAV

O Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV), sediado em Natal (RN), opera com o helicóptero H-36 Caracal. O então Comandante do Esquadrão Falcão, TenenteC o r o n e l Av i a d o r D é l c i o Claudio Santarém Junior, destaca as peculiaridades do vetor. “Possui características como furtividade, manobrabilidade, capacidade de emprego em locais sem pistas de pouso e com mínimo apoio de solo. O helicóptero é de vital importância para o País”, garante. Em 2020, entre as diversas missões cumpridas, o Esquadrão atuou no resgate de um jovem ferido em um navio de Malta, distante 500 quilômetros de terra firme, transportando-o até o hospital para atendimento médico especializado.

O Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAV) opera o helicóptero AH-2 Sabre e está situado em Porto Velho (RO). O Comandante, Tenente-Coronel Aviador Márcio André Almeida Coutinho, comenta que as missões destinadas à Aviação de Asas Rotativas abrangem vastas possibilidades, “que se estendem do cumprimento de missões de caráter humanitário ao dever indubitável de garantia da soberania da Pátria por meio da utilização do emprego armado”. Em 2020, a tripulação atuou no Exercício Técnico Ar-Solo, em Humaitá (AM), quando capacitou os pilotos no emprego do armamento aéreo contra alvos de superfície, explorando a capacidade bélica da aeronave, além de treinamentos de emprego das modalidades de foguete 80mm e do canhão 23mm em alvo terrestre estático.

FOTO: 3º/8º GAV

A Aviação de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira (FAB) tem sua data c o m e m o r a t i va e m 3 d e fevereiro. O fato notório que deu origem à escolha desse dia ocorreu em 1964, em uma Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), na região de Katanga, no Sul do Congo, quando a tripulação de um

Sikorsky H-19 da FAB pousou em meio à vegetação subsaariana, sob disparos de grupos rebeldes locais, para realizar o resgate de tripulantes, missionários e freiras a bordo de outro helicóptero. Por suas conhecidas características de voo, essas aeronaves podem decolar e pousar em locais de difícil acesso, bem como manter o voo pairado, o que as

Ten JOR Letícia Faria

Operando com o helicóptero H-36 Caracal, o Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3º/8º GAV) está situado no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com o Comandante do Esquadrão Puma, TenenteCoronel Aviador Ivaldeci Hipólito de Medeiros Neto, graças à atualização dos vetores e ao treinamento da tripulação, é possível operar em qualquer tempo, “de dia ou à noite, no Brasil e no exterior, cumprindo missões muito mais diversas das de outrora. Estamos sempre em prontidão. Quando a FAB precisa, não decepcionamos”, explica. Em 2020, o Esquadrão Puma atuou na Missão GuamáTocantins, designado para o traslado de médicos das Forças Armadas até as aldeias indígenas do noroeste do Pará, onde prestaram atendimentos e ações de prevenção ao novo Coronavírus.

Aviação de Asas Rotativas da FAB, cujas principais missões cumpridas ao longo de 2020 são destacadas a seguir.

ESQUADRÃO PANTERA O Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV), sediado em Santa Maria (RS), é responsável por atender, com o H-60L, dentre outras missões, os pedidos de socorro na região Sul por meio do serviço de Alerta SAR. O Comandante, Tenente-Coronel Aviador Fernando Fernandes de Castro, recorda a atuação na Operação Pantanal. "Efetuamos o transporte aéreo de tropas do Corpo de Bombeiros e equipes do IBAMA para os locais das queimadas, além do resgate de pessoas que ficaram cercadas pelo fogo e a evacuação de uma onça pintada, ferida pelo fogo”, destaca, salientando, também, a atuação nos exercícios operacionais e treinamentos simulados promovidos pelo Comando de Preparo (COMPREP). FOTO: 5º/8º GAV

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TERCEIRO ESQUADRÃO DO GTE

ESQUADRÃO GAVIÃO

O Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), que opera com o helicóptero H-60L, atuou ao longo do último ano nas Operações Regresso à Pátria Amada Brasil, Verde Brasil 2 e Ostium. Além do Exercício Técnico de Içamento na Água, em Santos (SP), onde ocorreu o adestramento de resgate de vítimas em superfícies aquáticas. O C o m a n d a n t e , Te n e n t e Coronel Aviador Leonardo Machado Guimarães, salienta a importância da Aviação de Asas Rotativas. “É ela, junto com a Aviação de Busca e Salvamento, detentora dos principais vetores à disposição do Sistema Brasileiro de Busca e Salvamento (SISSAR), a responsável pela pronta resposta a qualquer acidente aeronáutico ou marítimo dentro da área de responsabilidade do País, os cerca de 22 milhões de quilômetros quadrados”, garante.

FOTO: GTE-3

Sediado em Natal (RN), o Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1º/11º GAV) opera com a aeronave H-50 Esquilo. O Comandante do Esquadrão Gavião, Tenente-Coronel Av i a d o r D a n i e l D u a r t e Moreira Peixoto, comenta que o vetor é utilizado para a formação dos futuros pilotos de Asas Rotativas, que aprendem a voar em diversas condições, como a baixa altura e em ambientes confinados, por exemplo. “Anualmente, os estagiários do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Asas Rotativas (CEO-AR) são submetidos a uma fase denominada Gavião Real, na qual precisam utilizar o helicóptero em um cenário simulado de conflito armado, dentro do conceito de Missão Aérea Composta, em que, numa mesma missão, diversas aeronaves executam ações distintas”, comenta. FOTO: 1º/11º GAV

FOTO: 7º/8º GAV

A bordo do H-60L Black Hawk para cumprir as missões, o Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAV) está localizado em Manaus (AM). Para o Comandante, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Ell Pereira, a Aviação de Asas Rotativas é de suma importância “pela capacidade de operar em locais desprovidos de infraestrutura aeronáutica, contribuindo para a integração nacional, e por realizar missões diversificadas em prol da defesa da Pátria”, garante ele. Em 2020, entre as mais distintas missões cumpridas, estão a Operação Gota, que atuou na cobertura de vacina de populações em áreas de difícil acesso e no transporte de insumos e profissionais de saúde; e, também, na Operação Eleições 2020, transportando tropas de segurança e defesa e urnas para comunidades de aldeias isoladas na região Amazônica.

ESQUADRÃO PELICANO FOTO: 2º/10º GAV

ESQUADRÃO HARPIA

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O Terceiro Esquadrão do Grupo de Transporte Especial (GTE-3) foi ativado no ano de 2005 e está sediado em Brasília (DF). A missão precípua é transportar o Presidente da República a bordo dos helicópteros VH-35 e VH-36 aos locais inacessíveis por outros meios aéreos. “O Terceiro Esquadrão do GTE conta com helicópteros modernos e pilotos experientes e tem conduzido o representante máximo do Estado com a excelência, a doutrina e a segurança que lhe são características”, destaca o Comandante do Terceiro Esquadrão, Major Aviador Allan Ferreira dos Santos, reforçando que a versatilidade do vetor, imprescindível para a garantia da soberania do espaço aéreo, é que possibilita o cumprimento de todas as missões dos demais Esquadrões de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira.


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APRIMORAMENTO DA REESTRUTURAÇÃO

SEGUNDA FASE DO APRIMORAMENTO DA REESTRUTURAÇÃO DO COMANDO DA AERONÁUTICA ETAPA PREVÊ REATIVAÇÃO, ATIVAÇÃO E CRIAÇÃO DE COMANDOS AÉREOS REGIONAIS, ALÉM DE DESATIVAÇÕES DE OM Ten JOR Raquel Alves O ano de 2021 começou a todo vapor na Força Aérea Brasileira (FAB). No mês de janeiro teve início a Fase 2 do Processo de Reestruturação do Comando da Aeronáutica, quando serão colocados em prática os ensinamentos validados pelo Projeto Piloto (Fase 1) bem como as orientações e os resultados dos estudos feitos pela Comissão de Implantação e Acompanhamento, submetidos à avaliação do Alto-Comando da Aeronáutica. De acordo com o calendário da Diretriz de Conclusão do Projeto Piloto e Preparação para a Fase 2 do Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica (DCA 19-6/2020), publicada no dia 10 de dezembro de 2020, no Boletim do Comando da Aeronáutica nº 225, serão reativados quatro COMAR e criado um novo, o VIII COMAR (Comando

Aéreo Oeste), em Campo Grande (MS), que deve ser implantado até o mês de junho. Já o o VII COMAR (Comando Aéreo Amazônico) será reativado até o fim do mês de fevereiro; o I COMAR (Comando Aéreo Norte) e o V COMAR (Comando Aéreo Sul) até abril; e o IV COMAR (Comando Aéreo Sudeste) até junho. No dia 06 de janeiro, foi reativada no I COMAR, a Base Aérea de Belém (BABE). E, em 28 de janeiro foi reativado o VI COMAR (Comando Aéreo Planalto). Serão ativadas, ainda, as seguintes Organizações Militares: no V COMAR, a Base Aérea de Canoas (BACO) e a Base Aérea de Santa Maria (BASM); no VI COMAR, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) e a Base Aérea de Brasília (BABR), que será uma Base de Representação, e a sua viabilidade passará por avaliação durante a Fase 2; no VII COMAR, as Bases

Aéreas de Manaus (BAMN), de Boa Vista (BABV) e de Porto Velho (BAPV); e no VIII COMAR, a Base Aérea de Campo Grande (BACG). Durante a Fase 2, serão concluídas as desativações das seguintes OM da Fase 1 do processo de aprimoramento da reestruturação: Grupamentos de Apoio de Natal (GAP-NT), de Recife (GAP-RF), dos Afonsos (GAP-AF) e de Santa Cruz (GAP-SC). Além disso, as Organizações Militares localizadas nas jurisdições dos seus respectivos COMAR serão desativadas na Fase 2, sendo elas: Grupamentos de Apoio de Alcântara (GAP-AK), de Belém (GAP-BE), de Barbacena (GAP-BQ), de Guaratinguetá (GAP-GW), de Pirassununga (GAP-YS), de Curitiba (GAP-CT), de Canoas (GAP-CO), de Santa Maria (GAP-SM), de Anápolis (GAP-AN), de Campo Grande (GAP-CG),

de Manaus (GAP-MN), de Boa Vista (GAP-BV) e também de Porto Velho (GAP-PV), além do Centro de Apoio da Aeronáutica (CEAP). De acordo com o então Chefe da Primeira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Mário Sérgio Rodrigues da Costa, a Fase 2 será orientada pela Diretriz 19-6/2020. “Além de consolidar as modificações e ajustes necessários ao objetivo inicial da reestruturação organizacional do COMAER, qual seja, a separação das atividades administrativas das operacionais, esse aprimoramento proporcionará melhor supervisão regional, por meio de metas e indicadores, b em c o mo resgatará a referência e representatividade regionais do Comando da Aeronáutica”, finalizou.


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FOTO: FORÇA AÉREA

OPERACIONAL

FAB PREVÊ SÉRIE DE EXERCÍCIOS TÉCNICOS, OPERACIONAIS E CONJUNTOS EM 2021 UMA DAS MAIORES NOVIDADES DE 2021 É A PARTICIPAÇÃO DO KC-390 MILLENNIUM TANTO EM EXERCÍCIOS NACIONAIS QUANTO INTERNACIONAIS Ten JOR Flávia Rocha A Força Aérea Brasileira (FAB) prevê a realização de uma série de Exercícios Técnicos (EXTEC), Exercícios Operacionais (EXOP) e Exercícios Conjuntos (EXCON) no ano de 2021, com o objetivo principal de treinar suas tropas e manter a operacionalidade dos equipamentos, oferecendo uma pronta-resposta quando necessário. Neste ano, uma das maiores novidades é a participação do novo vetor da FAB, o KC-390 Millennium, tanto em exercícios nacionais quanto internacionais. Em janeiro, a aeronave inaugurou mais uma etapa na FAB, atuando pela primeira vez em um Exercício Operacional.

A ação inédita iniciou-se em 12 de janeiro e prossegue até 5 de fevereiro, no Exercício Culminating, em Louisiana, nos Estados Unidos da América (EUA). Esse treinamento é uma operação conjunta entre o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira e o Exército dos Estados Unidos, com a participação de aeronaves de outras Forças Aéreas, e tem a finalidade de preparar paraquedistas e tripulantes para missões de emprego em ações aeroterrestres. No Brasil, o KC-390 Millennium também participará de Exercícios Conjuntos nacionais, como o EXCON Tápio, com previsão de ocorrer no mês de agosto, com ênfase nas missões de guerra não-convencional,

vislumbrando cenários em apoio à Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o Chefe da Divisão de Preparo Operacional, Tenente-Coronel Aviador Luciano Antonio Marchiorato Dobignies, em 2021, o Comando de Preparo (COMPREP) irá manter a trajetória adotada desde a reestruturação dos métodos de planejamento e controle do Preparo Operacional, por meio de Exercícios que têm proporcionado indicadores cada vez mais positivos sobre a capacitação das Unidades Aéreas e Aeroterrestres. “Para enfrentar os cenários operacionais com competência e segurança, seja em tempo de guerra ou de paz, há uma

Instrução do Comando da Aeronáutica que abrange, de forma objetiva, um planejamento enfatizando o custo-benefício e a eficiência, considerando o adestramento necessário e a atual situação orçamentária do País”, destacou o TenenteCoronel Marchiorato. Além dos Exercícios Operacionais e Conjuntos, os quais se destacam pelo elevado número de meios aéreos empregados, no calendário do corrente ano estão previstos Exercícios Técnicos específicos para as Aviações, como adestramentos de Pista Crítica, Assalto Aeroterrestre, Reabastecimento em Voo (REVO), Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search and Rescue), Içamento no Mar, dentre outros.


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DESPEDIDA

AERONAVE R-35A LEARJET FINALIZA PROCESSO DE DESATIVAÇÃO Ten REP Adauto Fraga Após 33 anos cumprindo importantes missões para a Força Aérea Brasileira (FAB), o Primeiro Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (1°/6° GAV) Esquadrão Carcará iniciou, em novembro de 2020, o processo de desativação da sua última aeronave Gates Learjet R-35A. O FAB 6000 atuou durante o Exercício Operacional Tínia, em Santa Maria (RS), quando decolou, em 14 de novembro, para participar de uma Missão Aérea Composta (COMAO, do inglês Composite Air Operation). O Esquadrão Carcará está sediado na Ala 2, em Anápolis (GO), e, com os R-35A, executou diversas missões de reconhecimento por imagem, com destaque para imageamento de alvos; localização de pistas de pouso clandestinas, de áreas de garimpo e de desmatamentos; aerolevantamento; entre outras. Trata-se de um jato versátil e veloz que foi empregado em todo o território nacional em Ações de Reconhecimento Aéreo, com vistas à manutenção da soberania nacional. O Subchefe de Planejamento, Orçamento e Gestão Institucionais do Comando de Preparo (COMPREP), Brigadeiro do Ar Adriano Beraldo Andrade, comentou sobre a desativação do R-35A.

“Após cumprir importantes missões, utilizando inicialmente as câmeras analógicas Zeiss e depois os modernos sensores aerofotogramétricos digitais ADS-80, o Esquadrão encerra um ciclo e decola para uma nova jornada, com os olhos voltados para o futuro, pautando-se nos novos conceitos doutrinários de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) e no Planejamento Baseado em Capacidades (PBC). Contudo, o Esquadrão Carcará demandará elevado conhecimento de suas equipagens, abnegação, honestidade de propósito, objetividade e persistência nas escolhas futuras, qualidades que serão fundamentais para o incremento da capacidade operacional à Aviação de Reconhecimento na FAB”, destaca o Oficial-General. Pa r a o C o m a n d a n t e do Esquadrão Carcará, Tenente-Coronel Aviador Bruno Gadelha Pereira, a aeronave atendeu a todos os requisitos enquanto esteve em operação. “Toda tecnologia embarcada no R-35A nos possibilitou realizar uma série de missões de aerolevantamento em apoio a calamidades públicas, como ocorreu no rompimento da barragem de Brumadinho, no controle de desmatamentos

FOTO: SOLDADO JHONATAN / ALA 4

O FAB 6000 OPEROU POR 33 ANOS COM O PRIMEIRO ESQUADRÃO DO SEXTO GRUPO DE AVIAÇÃO (1°/6° GAV)

e queimadas, entre tantas outras. Todos que um dia tripularam este jato guardarão em suas memórias emocionantes histórias das quais este ícone da aviação participou”, diz. Como parte do processo de desativação, uma das últimas fases do ciclo de vida do material aeronáutico, o FA B 6 0 0 0 p o u s o u n o Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ), no mês de dezembro, e passou a compor a lista de aeronaves do acervo do Museu Aeroespacial (MUSAL) – local que tem por finalidade preservar a memória da Aeronáutica Brasileira. Assim, o Esquadrão Carcará passará a realizar as ações de Reconhecimento Aéreo com ênfase em Inteligência de Sinais (SIGINT, do inglês Signals Intelligence) por meio dos sensores MAGE DR-3000, embarcados nas aeronaves R-35AM (FAB 6003, 6004 e 6005), os quais têm a função de captar sinais eletromagnéticos. “Seguiremos mantendo a

excelência e a sinergia no cumprimento das missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento”, destaca o Tenente-Coronel Gadelha. Histórico O FAB 6000, que possui mais de 11 mil horas voadas, foi a primeira aeronave das três incorporadas ao 1°/6° GAV em substituição aos RC-130 Hércules, começando a operar em 1987 com câmera analógica Zeiss, de fabricação alemã. Em abril de 2011, o Esquadrão entrou na era digital, com a implantação de uma nova doutrina de operação, quando substituiu o sistema analógico pelo sensor de imageamento vertical, o Sistema Aerofotogramétrico Digital (ADS-80), fabricado pela suíça LEICA Geosystems, capaz de gerar imagens de até 15 centímetros de resolução espacial (tamanho mínimo de um objeto que o sensor é capaz de distinguir ), tanto do campo visual, quanto do infravermelho próximo.


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INSPEÇÃO EM VOO

DIA DA INSPEÇÃO EM VOO É CELEBRADO EM 21 DE FEVEREIRO GRUPO ESPECIAL DE INSPEÇÃO EM VOO GARANTE A SEGURANÇA DO TRÁFEGO AÉREO COM AERONAVES-LABORATÓRIO Ten JOR Cristiane dos Santos Longe dos olhos dos passageiros, há radares, sistemas de aproximação, rádios, equipamentos de auxílio à navegação e luzes de orientação que são fundamentais para a segurança do tráfego aéreo. Garantir o bom funcionamento de tudo isto é a missão do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV). Por meio de aeronaves-laboratório, promove uma espécie de fiscalização no ar, a chamada inspeção em voo, que tem a sua data comemorativa em 21 de fevereiro. São 62 anos desde a primeira inspeção em voo realizada no Brasil, com tripulação e aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o GEIV é responsável por testar, aferir e avaliar os

chamados Auxílios à Navegação Aérea e é motivo de orgulho para o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). O Grupo participa da homologação e verificação periódica de aproximadamente 1700 procedimentos e realiza inspeções em cerca de 900 auxílios em todo o território nacional e, eventualmente, em outros países da América do Sul. A verificação visa à segurança de voo das aeronaves, nacionais e estrangeiras, nas fases de decolagem, rota e pouso, principalmente em condições adversas de meteorologia. “Toda vez que uma aeronave decola ou pousa, há uma série de procedimentos que precisam ser seguidos, a depender do tipo de avião, das condições da pista, do entorno do aeroporto, da meteorologia, entre outros

aspectos. Para dar suporte ao piloto nesses tipos de manobra, diversos equipamentos estão instalados nos aeroportos - e fora deles, pois há procedimentos baseados em dados satelitais, que enviam informações à aeronave, indicando o caminho que deve ser seguido. São os chamados auxílios à navegação, que balizam os pilotos em condições normais, mas, especialmente, quando a meteorologia está desfavorável. É aí que entra o Grupo Especial de Inspeção em Voo, pois é preciso testar, na prática, se os dados fornecidos são confiáveis”, explica o Comandante do GEIV, Tenente-Coronel Aviador Bruno Michel Marcondes Alves. História A atividade de Inspeção em voo no Brasil teve seus

primeiros passos após a assinatura do projeto de Controle de Tráfego Aéreo (CONTRAF), no ano de 1956. Uma aeronave-laboratório, um Beechcraft de matrícula N-74 prestaria serviços ao Brasil com a finalidade específica de realizar as inspeções em voo dos primeiros auxílios à navegação aérea e à aproximação a serem instalados. No ano de 1958, formou-se a primeira tripulação operacional de Inspeção em Voo no Brasil e, ainda neste ano, foi adquirido o primeiro avião-laboratório. A primeira inspeção em voo em território nacional, com aeronave e tripulação da FAB, foi realizada em 21 de fevereiro de 1959, com o intuito de verificar a adequação do sítio de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro (RJ), para a instalação de um equipamento eletrônico usado na navegação aérea.


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FOTO: DTCEA CAMPO GRANDE

VOLUNTARIADO

SARGENTO DA FAB FEZ A DIFERENÇA NO COMBATE À PANDEMIA DA COVID-19 ANA MARIA DA SILVA É ESPECIALISTA EM ELETRÔNICA E ATUOU NA MANUTENÇÃO DE RESPIRADORES HOSPITALARES DECEA e DTCEA-CG A integração com a sociedade foi, é e sempre será um importante papel das Forças Armadas Brasileiras. A frase faz parte da Diretriz do Comando da Aeronáutica (DCA 11-45/2018) e pode ser exemplificada de forma prática com a história da Sargento Ana Maria da Silva. Ela é especialista em Eletrônica e faz parte da Seção Técnica do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Campo Grande (DTCEA-CG), Organização Militar subordinada ao Segundo Centro de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), órgão regional do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). A Sargento participou como voluntária junto à equipe

do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Mato Grosso do Sul (SENAI-MS) no projeto de manutenção dos respiradores hospitalares, equipamento que se tornou fundamental para o tratamento de enfermos que contraíram o novo Coronavírus. A iniciativa faz parte de uma ação integrada dos departamentos regionais do SENAI de todo o País. O trabalho viabilizou o conserto de 87 respiradores hospitalares que estavam com algum tipo de defeito, o que contribuiu para melhorar a estrutura no atendimento aos pacientes com COVID-19 em 18 municípios do Mato Grosso do Sul (MS). Atuação da Sargento Antes de integrar o quadro de graduados da FAB, a

militar trabalhou por mais de seis anos com manutenção de equipamentos eletrônicos. Desses, pelo menos quatro foram com manutenção de equipamentos médicos. Assim, diante da necessidade de mão de obra especializada para ajudar na manutenção dos respiradores, não pensou duas vezes para se voluntariar. “Sei da importância dos ventiladores mecânicos para salvar vidas, não só pela experiência de ter trabalhado em hospital, mas também porque vivi isso na pele quando, no final do ano passado, minha mãe precisou ser entubada por dez dias. Graças a Deus, hoje ela está bem”, lembrou. Ela conta que fazer parte desse projeto foi uma maneira de expressar sua gratidão aos profissionais

de saúde, amigos e familiares pelo apoio que recebeu naquele momento tão difícil para sua família. Sua função consistiu em fazer a triagem dos respiradores, testes funcionais, consertos simples e liberação para envio à calibração. “Foi uma experiência proveitosa trabalhar junto à equipe do SENAI; além da troca de conhecimento com profissionais de excelência, é gratificante saber que pude contribuir de alguma forma para que vidas fossem salvas durante esse período tão difícil de pandemia”, destacou. Pela atuação, a Sargento recebeu uma carta de agradecimento dos Ministérios da Saúde e da Economia, um certificado de Honra ao Mérito e uma homenagem da equipe do SENAI-MS.


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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) lançou a Campanha INSTITUCIONAL 2021 com foco na VALORIZAÇÃO da data HISTÓRICA. O tema é “80 anos, Nossa JORNADA Continua Rumo ao FUTURO”. Um dos objetivos é fazer uma retrospectiva dos feitos da Força Aérea Brasileira (FAB) nesse período, desde a sua criação até a atualidade. Fonte: Agência Força Aérea

Resposta do Caça Palavras da Edição de Dezembro de 2020