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Ano XLI

Nº 02

Fevereiro, 2018

COMARA:

O DESAFIO DE INTEGRAR A AMAZÔNIA (Págs. 6 e 7)

IDENTIDADE VISUAL:

DIA DA AVIAÇÃO DE ASAS ROTATIVAS:

Veja as mudanças na marca da FAB (Págs. 8 e 9)

FAB celebra data em 3 de fevereiro (Pág. 13)

ISSN 1518-8558


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Fevereiro - 2018

CARTA AO LEITOR

Expediente

Projetar a imagem da FAB A identidade de uma instituição é reforçada por símbolos e ações. E é por isso mesmo que o ano de 2018 vem a ser um período de importância fundamental para a assimilação do conceito da Dimensão 22, não só por nossos militares como também por todos os brasileiros. Valendo-se de cerca de 70 ações e produtos, a Dimensão 22 passa a permear, cada vez mais, o dia a dia das unidades da FAB,

tornando-se a identidade definitiva que une os nossos militares e civis. Dentro dessa linha de raciocínio, os demais brasileiros puderam conhecer esse novo conceito, quando passaram a assistir diariamente ao vídeo elaborado pelo CECOMSAER, em horário nobre nas emissoras de TV brasileiras. Portanto, uma considerável parcela da população brasileira já está familiarizada com as importantes ações de CONTROLAR,

Assista ao vídeo: DEFENDER e INTEGRAR essa imensidão de 22 milhões de quilômetros quadrados sob responsabilidade da FAB. Nesta edição, aproveitamos para reforçar a nova identidade visual da FAB, destacando os ajustes feitos em nossa logomarca e nosso slogan, detalhes técnicos que, além de capricho, representam sim a importância e o carinho com que se deve tratar a imagem da Força Aérea Brasileira.

Como de hábito, muitas outras reportagens deste NOTAER servirão não só como oportunidades de divulgação das ações da FAB nos mais diversos campos, mas também como elementos para aumentar, ainda mais, o orgulho que temos de servir à Instituição que representa as “Asas que protegem o País”. Boa leitura a todos! Brig Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social O jornal NOTAER é uma publicação da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao mensal do Centro de Comunicação Social público interno. da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Major Aviador Pedro Fabiano Chefe da Subdivisão de Produção e DivulFigueira Peçanha. gação: Tenente-Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida. Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno (MTB 0005913/PE) e Tenente Relações Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) (MTB 0005913/PE) e Tenente Relações Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, Sargento Polyana e Cabos M. Gomes Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, e Pedro. Sargento Polyana e Cabos M. Gomes e Pedro. Foto da capa: Sargento Bruno Batista Tiragem: 18.000 exemplares Tiragem: 18.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencioparciais das matérias, desde que mencionada a fonte. nada a fonte.

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

CENIPA lança Manual de Gerenciamento de Risco de Fauna

FOTO: 1S FLÁVIO / CENIPA

Colisões entre aeronaves e fauna são o tipo de incidente mais recorrente na aviação mundial e representa hoje uma das maiores preocupações do setor aéreo. Com a finalidade de orientar a prática

de processos fundamentais para reduzir colisões com maior severidade, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) elaborou o Manual de Gerenciamento de Risco de Fauna*. O Manual define metodologias e procedimentos de mitigação, integrados às organizações em operação no aeródromo, preferencialmente, dentro do escopo de um Programa de Gerenciamento de Risco de Fauna (PGRF). Além disso, orienta

operadores de aeródromos, tripulantes, mantenedores e controladores de tráfego aéreo na realização de ações de prevenção, dentro das possibilidades específicas de cada localidade. Segundo o Tenente Biólogo Weber Galvão Novaes, chefe da Assessoria de Gerenciamento de Risco de Fauna (AGRF), o Manual passa a ser uma valiosa ferramenta para o gerenciamento de risco de fauna no Brasil, fornecendo informações fundamentais aos diferentes agentes responsáveis pela implementação de medidas que reduzam o número de incidentes. “O Manual traz ainda ferramentas inéditas que con-

tribuem para a redução da exposição de aeronaves militares a colisões com aves”, afirma o Tenente-Coronel da Reserva Rubens Balta de Oliveira. “Trata-se do uso de informações, relativas à presença de fauna, integradas ao planejamento das missões, que permitirá à tripulação adotar medidas que reduzam a probabilidade de colisões, principalmente aquelas com maior severidade”, afirma. *MCA 3-8, Portaria CENIPA nº 111/DOP-AGRF, de 4 de dezembro de 2017. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – CENIPA).

Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

O hoje, o amanhã, a história Fevereiro traz vários momentos que lembram a importância dos militares da Força Aérea Brasileira. As ocasiões de celebração, como o Dia da Aviação de Asas Rotativas e o Dia da Primeira Inspeção em Voo realizada no Brasil, nos fazem voltar os olhos para as glórias do passado, mas também nos preparam para os desafios dos dias vindouros. Enquanto isso, passo a passo, continuamos solidificando o processo de Reestruturação da Força. No mês passado, mais uma etapa rumo a uma FAB mais operacional e eficiente foi concluída com sucesso. As Unidades Aéreas das Alas 13 (SP), 14 (SV) e 15 (RF) seguem seus processos de transferência, e com isso, as Alas de São Paulo e de Salvador voltam a ser Bases Aéreas. O ETA 4 se uniu ao ETA 3 na Ala 12, em Santa Cruz (RJ), localidade que também receberá em breve o Esquadrão Orungan (1º/7º GAV). Já o Esquadrão Pastor (ETA 2) foi recentemente transferido de Recife para a Ala 10 em Natal (RN) e, com isso, toda a estrutura anteriormente

pertencente ao II COMAR e à Base Aérea do Recife passa a ser subordinada ao CINDACTA III. Complementando essa fase, a Base Aérea de São Paulo (BASP) agora está subordinada ao Comando Geral de Apoio (COMGAP) e outras Bases Aéreas serão administradas diretamente pela Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), quais sejam: Base Aérea de Fortaleza (BAFZ), Florianópolis (BAFL), Santos (BAST), Salvador (BASV) e dos Afonsos (BAAF). Tais medidas seguem a lógica de otimização da atividade-meio, desonerando o Comando de Preparo (COMPREP) da responsabilidade de manutenção de Organizações que não possuam Unidades Aéreas sediadas, caso das bases acima citadas. Em paralelo, seguimos honrando nossas tradições, relembrando a primeira missão real de busca e salvamento em combate, realizada em fevereiro de 1964, ao homenagear, neste mês, o Dia da Aviação de Asas Rotativas. Por seu legado de bravura, desprendimento e espírito guerreiro, nossos integrantes possibilitam

à FAB operar com flexibilidade e versatilidade em locais de difícil acesso em prol da sociedade brasileira, cumprindo um papel de importância fundamental à integração e à defesa do país. Em fevereiro, também comemoramos o dia da primeira inspeção em voo realizada no Brasil, missão que hoje é desempenhada diuturnamente pela Força Aérea Brasileira no intuito de assegurar a eficiência da navegação aérea do país. Sistemas, equipamentos e procedimentos são inspecionados, levando segurança a todas as aeronaves em circulação no nosso espaço aéreo. Gostaria de parabenizar todos os militares da FAB pela sua dedicação e desprendimento nas atividades diárias e destacar que seguimos todos juntos rumo a uma nova Força Aérea, mais operacional e eficiente na missão de controlar, defender e integrar os 22 milhões de km² sob nossa responsabilidade. Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica


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Agosto - 2017 Fevereiro - 2018

FOTO: S1 MESSIAS / AFA

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

EDUCAÇÃO

“Quem define o seu futuro é você e ninguém mais!” Conheça a história do Cadete da AFA que, mesmo diante das dificuldades, não desistiu do sonho de se tornar aviador Ten JOR Aline Fuzisaki

Se para muitos o sonho de se tornar oficial da Força Aérea Brasileira começa ainda na infância, é na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), que esse sonho começa a ganhar forma. Considerado um processo seletivo bastante disputado, o ingresso na AFA exige bastante preparo dos candidatos. No entanto, mesmo diante das dificuldades que enfrentou, o Cadete Almir Flávio Targino Lara não desistiu de buscar a realização do seu sonho. Nascido em Belo Horizonte (MG), o cadete sempre foi muito bom em matemática, chegando a disputar a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e, por isso, até pensou em seguir a carreira na Engenharia Civil. Mas o destino quis que ele fosse cursar a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), localizada em Barbacena (MG). Filho mais velho de uma família de três irmãos sempre ajudou os pais a pagar as despesas da casa. Desde os oito anos de idade, durante o dia, trabalhava com o pai numa

papelaria e, à noite, os dois vendiam “churrasquinho” para garantir o sustento da família. Aos 10 anos, vendia picolé nas ruas de Ipatinga (MG) e ganhava R$ 0,22 por unidade vendida. Era juntando cada moeda recebida que ajudava a pagar a conta de luz da casa em que vivia. Já aos 12 anos, morando em Lagoa Santa (MG) e vendo a dificuldade financeira da família, se juntou à mãe para vender água no semáforo de uma avenida da cidade mineira. “Meus pais sempre me mostraram a importância do trabalho e me ensinaram que trabalho honesto era muito mais digno que qualquer outra coisa. Nunca tive vergonha de ajudar meus pais, vendíamos água e com aquele dinheiro colocávamos a comida em casa”, relembra o Cadete Targino. E era também vendendo água que ele conseguia o dinheiro para pagar a passagem do trajeto que fazia entre sua casa e o cursinho preparatório para a EPCAR, custo que um tio se ofereceu a pagar, mas com a condição de que, se o garoto não fosse aprovado no processo seletivo, deveria devolver

todo o dinheiro investido. “Eu vi neste desafio uma oportunidade para crescer na vida e ajudar meus pais. Foi um ano de abnegação total, pois o nível de dificuldade do cursinho era muito além do que eu aprendia na escola. Além disso, tinha que conciliar os estudos com alguns fins de semana ajudando minha mãe a vender água”, afirma. Todo o esforço foi recompensado. O jovem fez a prova da EPCAR e foi aprovado na primeira etapa do processo seletivo. Mas as dificuldades ainda não tinham acabado. “Quando fiquei sabendo que teria de ir até o Rio de Janeiro realizar os exames, foi um novo desafio. Continuamos vendendo água para conseguirmos dinheiro para a viagem. Por falta de orientação, só fomos preparados para participar da concentração intermediária, ou seja, só tínhamos condição para ficar um dia no Rio. Quando recebi a notícia que deveria ficar mais três dias, foi um choque enorme”, recorda. A estadia de mãe e filho no Rio de Janeiro só foi possível porque a mãe de outro candidato, que hoje também é Cadete da AFA, se solidarizou com a

história e emprestou dinheiro. Mas ainda viria o teste físico, para o qual ele se preparou com a ajuda de um primo que tinha uma academia de musculação. E a segunda ida ao Rio só aconteceu graças à mobilização de toda a família. Já na EPCAR, mesmo não sabendo se realmente iria seguir a carreira militar, o aluno Targino se esforçava para estar entre os melhores da turma. E foi em uma palestra do Esquadrão Pelicano, no 3º ano de curso, que ele descobriu sua vocação. “Foi naquele momento que percebi que, se eu saísse da Força Aérea e corresse atrás do antigo sonho de ser engenheiro, eu já não seria tão feliz. Pois, na verdade, ao longo daqueles três anos na Escola, eu tinha desenvolvido um novo sonho, que me deu forças e motivação para seguir à AFA: o sonho de ser oficial da Força Aérea”, afirma. Então, começaram os esforços para ingressar na AFA, que exigiu um rigoroso treinamento físico e intelectual. “Mas eu trabalhei, principalmente, o meu psicológico, pensando sempre no objetivo

de me formar oficial aviador e poder ajudar outras pessoas, além de continuar a ser um orgulho para minha família. Tudo isso era muito maior que qualquer barreira que pudesse aparecer”, revela. Hoje, aos 20 anos e cursando o 4º ano da AFA, o aluno se prepara para atuar na Aviação de Asas Rotativas e pretende se especializar em Busca e Salvamento. Também quer se dedicar à instrução aérea, retribuindo aos futuros cadetes a dedicação que recebeu de seus mentores. E, mesmo em constante aprendizado, o Cadete Targino não esquece as lições que aprendeu em casa. “Ainda ajudo minha família e me dedico muito para estar entre os melhores dentro da Força Aérea, dando orgulho aos meus pais. Sei que, quando me formar, vou poder mudar a história da minha família de uma vez por todas e minha mãe terá o descanso merecido depois de tanto lutar por mim e pelas minhas irmãs. Amo o que eu faço e faço o que eu amo”, afirma. Quando perguntado se gostaria de deixar uma mensagem para motivar outras pessoas, o Cadete diz: “Tenha sempre em mente que quem define o seu futuro é você e ninguém mais! Lute com sangue e lágrimas e leve sempre consigo a vontade de vencer, a humildade e, o mais importante, a fé”.


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EDUCAÇÃO

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

O caminho para as estrelas Conheça a história do estudante que tirou a maior média geral da história do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Ten JOR João Elias “Não há caminho fácil da terra às estrelas”. Essas são as palavras do filósofo Sêneca que Daniel Schwalbe Koda, de 24 anos, tem sempre em mente para vencer os desafios e que lhe inspiraram para atingir a maior média geral (9,78) no curso do ITA, desde a formação da primeira turma há 68 anos. Na mesma instituição, concomitantemente com a graduação, ele concluiu o Mestrado em Física com nota ainda maior (10,0). Daniel nasceu em Curitiba (PR), descendente de imigrantes alemães e japoneses que chegaram ao Brasil na década

de 30 do século passado em busca de melhores condições de vida. Desde criança, sempre gostou de estudar, era curioso e persistente. Ele fez o Ensino Fundamental em escola particular. Em vez do Ensino Médio, cursou o Ensino Técnico em Eletrônica, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Após esse primeiro diploma, fez um cursinho preparatório para o vestibular. Dedicava-se 18 horas por dia ao estudo, de segunda a sábado. O esforço foi compensado com a primeira colocação geral no vestibular do ITA. A rotina de Daniel, durante a graduação em engenharia eletrônica, começava cedo. Pela manhã, frequentava as aulas. À tarde, dividia seu tempo entre laboratórios e atividades relacionadas ao curso, mas também buscava pedalar ou caminhar regularmente. No

O estudante conquistou o prêmio de melhor pôster na conferência de Hong Kong

período da noite, estudava e conversava com os amigos antes de se recolher, procurando dormir cerca de sete horas por noite. Disciplina e organização foram a chave do seu sucesso. O tempo de estudo sempre foi planejado e seu método de aprendizado foi desenvolvido ao longo do tempo, o que envolvia anotar as atividades em listas e o uso de cronogramas. Procurava manter-se em dia com as disciplinas, de forma a não acumular estudo, preferindo fazer tudo antecipado do que deixar para depois. A menor nota que tirou nos cinco anos (8,8) foi em uma disciplina no terceiro período do curso, quando esqueceu de estudar um assunto que caiu em peso no exame final. Em 2016, Daniel conquistou o prêmio de melhor pôster em uma conferência realizada em Hong Kong, na China, mesmo competindo com doutorandos e pesquisadores de projeção internacional de várias partes do mundo. Já em 2017, recebeu o prêmio de melhor iniciação científica do Brasil pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na área de Ciências Exatas, da

Daniel S. Koda tirou a maior média geral da história do ITA

Terra e Engenharias. Sua pesquisa é sobre materiais, denominados bidimensionais, que apenas em 2004 começaram a ser explorados e têm várias aplicações. Imagine que, no futuro, roupas, vidros, telhados e paredes poderão gerar energia elétrica a partir do sol. Um mundo em que materiais para construção civil e aeronáutica, por exemplo, serão dez vezes mais fortes que o aço, mas vinte vezes mais leves; em que se possa ter dispositivos eletrônicos extremamente finos e mais eficientes, a água do mar possa ser filtrada para dessalinização e baterias sejam carregadas em poucos minutos. Essas são algumas das possibilidades que ele visualiza. Daniel não usa redes so-

ciais e não é fã de passeios em shoppings. Além de estudar - o que para ele é um divertimento - gosta de fazer trilhas em montanhas, praias, rios ou cachoeiras. Se interessa também em ir ao cinema, teatro e apresentações musicais, e os seus principais hobbies são tocar violão, fazer atividade física e cozinhar. Ele pretende continuar com sua pesquisa e está esperando o resultado da seleção que fez para doutorado. “Se queremos alçar voos aos céus e além, temos que abraçar o desafio, encarar a vida e fazer o nosso melhor. Foi com esta mentalidade que trabalhei até então, e é lembrando disso que seguirei a vida”, ressalta.


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AMAZÔNIA

Pistas para integrar Ten JOR Iris Vasconcellos Na comunidade de São Joaquim (AM), localizada no extremo norte do país e próximo à fronteira com a Colômbia, habita o líder da comunidade de etnia Kuripako, também conhecido como Capitão Cornélio, que lembra bem quando viu uma aeronave pela primeira vez. “Na época, eu era bem pequeno e meu pai era o chefe. Quando víamos um helicóptero chegando, nos escondíamos. Mas depois a gente se acostumou. Logo em seguida, vieram construir o aeroporto”, conta. A obra a que ele se refere é, na verdade, a criação de uma pista de pouso de 1200 metros, feita pela Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), em 1979. Localizada entre a aldeia e o Pelotão Especial de Fronteira do Exército, a pista de pouso foi fundamental para a comunidade indígena local e para militares, pois é por meio dela que chegam os mantimentos e a possibilidade de transporte para a cidade mais próxima – São Gabriel da Cachoeira (AM), distante 294,5 km de São Joaquim. “A construção do aeroporto foi muito boa,

porque aqui nós moramos longe de São Gabriel da Cachoeira (pela via fluvial, são dois dias de barco). Com a pista temos mais acesso à saúde, à alimentação e aos locais para retirada de documentos. Hoje em dia, por exemplo, quando precisamos, as equipes de saúde vêm nos buscar em aeronaves”, destacou o líder indígena. A pista de São Joaquim é apenas um dos exemplos dos benefícios proporcionados pela malha aeroviária iniciada pela COMARA na década de 50. Ao longo de 61 anos, a unidade construiu, reformou e ampliou um total de 176 pistas aeroportuárias. Segundo o Chefe do Destacamento de Apoio à COMARA em Manaus, Major Leno Frank Garcia, há poucas estradas na região amazônica, que vive uma situação de isolamento rodoviário. “Então, criar uma infraestrutura aeroportuária, uma malha aeroviária na Amazônia é muito importante ao processo de integração nacional”, explica. Com o foco na engenharia e na logística, a COMARA tem sede em Belém (PA) e possui cerca de 200 militares e civis no efetivo.

Conheça alguns personagens que tornam o trabalho da COMARA possível:

A aeronave C-105 é frequentemente usada em operações que integram a Amazônia

Realidade diferente Com apenas 22 anos, a Sargento carioca Maria Paula Nascimento já tem uma grande experiência na Amazônia. A militar está servindo há três anos e meio na COMARA e conhece diversos canteiros de obras, como em Iauaretê, Moura e Estirão do Equador, todos no

Amazonas. “A gente passa a conhecer um mundo diferente. Uma realidade que pouca gente conhece, que é o norte do Brasil, a floresta amazônica e o trabalho operacional”, ressalta a militar. Com formação em obras, ela aplica na prática o conhecimento adquirido na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). “Muita gente passa

a vida inteira atrás de uma mesa. Aqui a gente trabalha por um belo propósito e vê as coisas acontecerem. A gente consegue ver o resultado do nosso trabalho”, comenta. Segundo ela, no canteiro de obras, os militares acabam tendo múltiplas funções. “Aqui eu também opero o trator e vou começar o curso para retroescavadeira e pá mecânica”, conta a jovem.


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FOTOS: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

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Navegando nos rios Há mais de 20 anos na COMARA, o operador de embarcações, servidor civil Celso Ney de Paiva, viu de perto a história da Amazônia mudar com a chegada dos aeródromos a locais inóspitos. “O papel da COMARA vai muito além da construção de aeroportos e pistas. Ela ajuda na parte social, integrando a população com as Forças Armadas, o que é muito importante”, destaca. Para que a construção das pistas seja possível, os insumos, como o cimento, precisam ser transportados por embarcações. Esse fator logístico é um dos principais desafios à construção das pistas na Amazônia.

“Muitos dos rios não são navegáveis, ou tem a navegabilidade condicionada pelo nível do rio ou mudanças climáticas. Para vencer esses desafios, em alguns casos, nós temos que fazer a operação de transbordo, que consiste em levar os insumos pela embarcação, em seguida, chegar a um local de terra, retirar a carga e transportar por via terrestre. Após essa operação, os insumos são colocados novamente na embarcação para chegar ao local designado”, explica. Celso define, em uma frase, o trabalho que parece ser impossível. “Enfim, a gente está na Amazônia”, complementa.

É no sol que rende Apesar do calor da Região Norte, militares trabalham no canteiro de obras ao lado da pista de Iauaretê (AM). A missão é construir escadas hidráulicas para o escoamento de água. “Ao todo serão sete escadas como essa”, explica o operador de máquinas, Sargento Jorge Mailouth, apontando para uma estrutura de pedras emaranhadas utilizadas para direcionar a água para fora da pista.

Segundo o militar, o clima na região amazônica oscila constantemente e as chuvas são intensas, portanto, é fundamental aproveitar o período de sol para o rendimento do trabalho. “Dependendo da janela do tempo, nós temos que aproveitar. Se chover, nós paramos. Então, a gente aproveita o máximo possível e sempre estamos correndo contra o tempo para cumprir o cronograma”, comenta.


IDENTIDADE VISUAL Ten JOR Cynthia Fernandes Padronizar e estabelecer regras sobre a marca da Força Aérea Brasileira. É com essa responsabilidade que o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) apresenta, para o ano de 2018, o manual de identidade visual da FAB atualizado. O objetivo é que todas as unidades tenham conhecimento das alterações feitas no documento e sigam à risca a padronização na produção de documentos e materiais gráficos. Entre as principais mudanças na marca, está a nova fonte do slogan “Asas que Protegem o País”, que ganhou uma tipologia diferente para dar mais legibilidade e visibilidade. A marca ganhou também uma aplicação na cor azul, já que só havia nas cores preta e branca. E, por fim, o Gládio Alado, quando usado em formato 2D, não deve ser aplicado em linhas, como anteriormente, mas com preenchimento nas cores branca, azul ou preto. Para o Major Felipe Moreira Faulhaber, responsável pela Subdivisão de Publicidade e Propaganda do CECOMSAER, é necessário uniformizar o uso da marca FAB para que toda e qualquer manifestação visual seja facilmente lembrada e reconhecida pelo público. “É um elemento identificador e representativo da instituição e que deve fazer uma conexão com o povo brasileiro”, argumenta. Para facilitar o acesso ao novo manual da marca, é necessário que seja feito download no endereço: www.fab.mil.br/downloads ou na intraer: www.portal.intraer, no menu Serviços, opção Download. Vale lembrar que é importante sempre conferir o manual quando for aplicar a marca.


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REESTRUTURAÇÃO

Em mais um passo na consolidação das transfere a subordinação de seis unidades e c

Para melhorar a divisão entre atividades meio e fim, Rio de Janeiro, Santos e Florianópoli Ten JOR Gabrielli Dala Vechia O ano de 2018 começa com mais um passo importante no processo de reestruturação operacional e administrativa por que vem passando a FAB. Organizações que não possuem unidades aéreas passam a receber novas estruturas de subordinação. Trata-se de mais uma medida adotada para separar as atividades administrativas das operacionais, diminuindo a burocracia e aumentando a eficiência da FAB no cumprimento de sua missão. Assim, as bases aéreas de Fortaleza (BAFZ), Salvador (BASV), Afonsos (BAAF), Santos (BAST) e Florianópolis (BAFL) deixam de pertencer ao Comando de Preparo (COMPREP) e passam à subordinação da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA) – mais especificamente ao Centro de Apoio Administrativo da Aeronáutica (CEAP), que já possui sob sua responsabilidade os Grupamentos de Apoio (GAPs) e as Prefeituras de Aeronáutica. Esses locais funcionarão como bases de desdobramento, ou seja, à disposição para receber exercícios, operações ou funcionar como ponto de apoio às aeronaves em trânsito. Segundo o Vice-Secretário da SEFA, Major-Brigadeiro do Ar Mauricio Ribeiro Gonçal-

ves, as bases vão manter sua vocação de apoio às unidades militares desdobradas. “Essa mudança propicia a desoneração do COMPREP, para que possa executar sua missão precípua”, diz o oficial-general. Outra modificação diz respeito à criação de uma nova unidade voltada às aquisições – o Grupamento de Aquisições Específicas (GAE). O objetivo da nova unidade será o desenvolvimento de um padrão único de aquisições em quatro áreas: logística, saúde, abastecimento e controle do espaço aéreo, congregando a expertise dos já existentes Grupamento de Apoio da Saúde (GAPS), Grupamento de Apoio às Unidades do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (GAPCEA) e Grupamento de Apoio Logístico (GAL). A implantação do GAE trará uma padronização nos processos de compra realizados pelo Comando da Aeronáutica, implicando maior agilidade e transparência, segundo explica o Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento - nomeado presidente da Comissão de Implantação da nova organização. “O desafio é colocar um padrão único nas aquisições, com base nas leis nacionais, mas principalmente dar mais eficiência no trato da gestão pública, colocando mais transparência e agregando novos procedimentos”, diz o

Brigadeiro Luiz Ricardo. A cerimônia de criação do comitê de implantação do Grupamento de Aquisições Específicas e de transferência de subordinação das bases aéreas para a SEFA e para o Comando-Geral de Apoio (COMGAP) foi realizada em Brasília (DF), no dia 16 de janeiro, e marcou mais uma etapa da Reestruturação. Apenas a Base Aérea de Salvador - que, por enquanto, mantém a nomenclatura de Ala 14 - terá um período maior para se adaptar, pois depende da prévia transferência do Esquadrão Orungan (1º/7º GAV) para a Ala 12, em Santa Cruz (RJ). Nesse caso, a mudança efetiva na subordinação deverá acontecer até o dia 30 de março. Ao final de fevereiro, todo o efetivo já terá sido desligado de Salvador. Outra importante modificação diz respeito à Ala 13, sediada em São Paulo (SP). Já que recentemente teve sua unidade aérea, o Quarto Esquadrão de Transporte Aéreo (4º ETA), desativada, o conceito de Ala - unidade operacional - não mais se aplica. Assim, a Ala 13 se transforma em uma base de desdobramento - a Base Aérea de São Paulo, que ficará subordinada ao Comando-Geral de Apoio (COMGAP) pois já existem estruturas desse grande comando funcionando no local. “A padronização que será

feita pela SEFA nas bases aéreas vai melhorar a estrutura, otimizando os recursos. Da mesma forma o Grupamento de Aquisições Específicas, além da adequação dos processos, vai reduzir custos.

Com certeza vai trazer resultados melhores do que quando tínhamos três grupamentos diluídos”, explica o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.


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mudanças, o Comando da Aeronáutica cria o Grupamento de Aquisições Específicas

, unidades de São Paulo, Fortaleza, Salvador, is terão novas subordinações FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Entenda: Bases e Alas As Alas 13 e 14 darão continuidade aos seus cronogramas de desativação, à medida que estiverem concluídos os processos de transferências dos esquadrões. Já a Base Aérea de São Paulo e a Base Aérea de Salvador nunca foram extintas ou desativadas – elas coexistiram com as Alas.

Confira no mapa as modificações


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FOTOS: 2S DIEGO ANTUNES / PAMA-GL

CIDADANIA

Projeto social realizado no PAMA-GL completa 40 anos Curso de Aprendizagem Industrial capacita jovens para o mercado profissional Ten JOR Felipe Bueno O ano era 1977 quando o Curso de Aprendizagem Industrial formou sua primeira turma de jovens para ingressar no mercado profissional. Após quarenta anos, o Setor de Aprendizado e Estágio Industrial do Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL) continua atuando para levar cidadania à população jovem do Rio de Janeiro (RJ). Em 7 de dezembro, foi formada mais uma turma em cursos profissionalizantes oferecidos na própria unidade. Inicialmente realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o projeto é direcionado a adolescentes entre 13 e 17 anos, que estejam em situação de vulnerabilidade social e estudem na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro - mas só a matrícula não é o bastante. Os candidatos passam por uma prova de triagem e, após

ingressar na turma (formada anualmente), têm suas notas e frequência escolar acompanhadas de perto pela coordenação do curso, pelos pais e por um responsável pela ligação entre o PAMA-GL e a escola. É preciso manter um desempenho satisfatório nos estudos para seguir no Curso de Aprendizagem Industrial até a formatura. O Suboficial da Marinha Sérgio Murilo Gomes de Lima participou da turma de 1983/1984 do projeto. Nesse período, um ano era destinado ao reforço escolar e o outro ao curso profissionalizante lecionado pelo SENAI. Com 16 anos à época, o agora suboficial da reserva diz que o curso de eletricista foi um incentivo para seguir a carreira nas Forças Armadas. “Meu irmão era militar da FAB e eu já tinha uma certa inclinação a também seguir carreira. As aulas de reforço eram realmente muito boas, inclusive servindo para que os alunos se preparassem

para concursos públicos. Em fevereiro de 1987, passei no processo seletivo e me tornei fuzileiro naval”, conta o Suboficial Murilo, que lembra o nome de vários instrutores com carinho. Atualmente, o curso ocorre no período da manhã e tem duração de um ano. Seu conteúdo é dividido em duas fases: de fevereiro a julho, os alunos recebem aulas de reforço escolar, como português, matemática e história, além de instruções com temas voltados a ética, cidadania e conhecimentos gerais de aviação. No segundo semestre (de agosto a novembro), o foco total é na capacitação dos alunos em áreas específicas, como carpintaria, suprimento, climatização e instalações elétricas. O corpo docente é formado, em sua maioria, por militares da unidade, e o curso tem amparo da Coordenadoria Regional de Educação do Rio de Janeiro. “O objetivo maior é a cidadania,

é despertar valores morais e transformar esses meninos em verdadeiros cidadãos. Buscamos uma parceria de dois pilares: família e educação. Sem um deles, nada muda”, diz o Sargento Marcio Carlos Ramos De Souza, do efetivo do PAMA-GL e, atualmente, um dos responsáveis pelo projeto. Um dos instrutores, inclusive, já esteve do outro lado da sala de aula. O Cabo Luiz Felipe Rezende Lima foi aluno em 2008 e se formou em sistemas de refrigeração. Ele presta serviços na área até hoje, mas desde 2010 é militar da FAB. “Foi um norte na minha vida. Não sei o que estaria fazendo hoje se não fosse esse curso, porque minha família era muito humilde, até para com-

prar a passagem era difícil”, conta o Cabo Rezende Lima, que está cursando o quinto período de bacharelado em administração e dá aulas de reforço de matemática no Curso de Aprendizagem Industrial.


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DATA COMEMORATIVA

FAB comemora Dia da Aviação de Asas Rotativas Versátil e flexível, capaz de cumprir diversas missões no campo de batalha, o helicóptero chega aos lugares mais difíceis Ten JOR Cristiane dos Santos Distribuídos em oito esquadrões, os helicópteros da Força Aérea Brasileira são capazes de cumprir variados tipos de missões. Em reconhecimento ao legado de todos os que participaram de operações destas máquinas com capacidade de voo vertical e pairado, a FAB comemora, em 3 de fevereiro, o Dia da Aviação de Asas Rotativas. A data foi marcada pelos feitos heroicos, no ano de 1964, dos Tenentes Ércio Braga e Milton Naranjo, Sargentos João Martins Capela Junior e Wilibaldo Moreira Santos. Naquele dia, esses combaten-

tes, que cumpriam missão de paz da ONU na República do Congo, resgataram, com um helicóptero H-19, tripulantes e missionários prestes a serem capturados por rebeldes fortemente armados.

Formação de Pilotos Após a formação na Academia da Força Aérea (AFA), os aspirantes a oficial designados à Aviação de Asas Rotativas passam por uma instrução específica no Esquadrão Gavião (1º/11º GAV), sediado na Ala 10, em Parnamirim (RN), por meio do Curso de Especialização Operacional da Aviação de Asas Rotativas (CEO-AR).

No curso, os estagiários aprendem instruções voltadas à operação do helicóptero H-50 Esquilo e desenvolvem capacidades psicomotoras e afetivas que os habilitam ao emprego eficiente e seguro nas missões de adaptação diurna e noturna, instrumento básico e avançado, rapel, gancho e guincho, formatura básica e tática, heliponto elevado, Navegação entre Obstáculos (NOE), busca, emprego ar-solo (armamento frontal), ataque e escolta. “Todas essas atividades são planejadas e executadas dentro do cenário atual de doutrina da FAB e, em especial, voltadas para fortalecer

Conheça as aeronaves e os esquadrões de Asas Rotativas da FAB:

valores de liderança, excelência no conhecimento, comprometimento, prontidão operacional e valorização do homem nos futuros pilotos da Aviação de Asas Rotativas”, afirma o Major Aviador Éverson Lousano Galvão, Chefe da Seção de Operações do 1º/11º GAV. Além do H-50 Esquilo, a FAB opera o H-60 Black Hawk, o H-1H, também conhecido por “Sapão”, e o H-36 Caracal, que são aeronaves multimissões, utilizadas nas operações de busca e salvamento, busca e salvamento em combate, evacuação aeromédica, transporte aéreo logístico, além de defesa aérea. Já para

o transporte de autoridades, operam o VH-35 e o VH36, uma versão adaptada do Caracal. Completa a lista de vetores com asas rotativas da FAB o helicóptero de ataque AH-2 Sabre. A Capitão Déborah de Mendonça Gonçalves é Chefe da Seção de Apoio do Esquadrão Harpia, sediado na Ala 8, em Manaus (AM). Ela destaca a importância das missões na região. “Na Amazônia o acesso é muito difícil, quase não há pistas e muito menos estradas. Com o helicóptero conseguimos chegar a qualquer localidade por menor que seja o espaço para pousar”, afirma.


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Fevereiro - 2018

TECNOLOGIA

SIGADAER 6.0 elimina a necessidade de processos administrativos físicos e traz outras melhorias Ten JOR Gabrielli Dala Vechia O Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ) está trabalhando na implantação da versão 6.0 do Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos da Aeronáutica (SIGADAER) em todas as organizações da Força Aérea Brasileira (FAB). A atualização traz como mudança principal a eliminação da tramitação de processos administrativos em papel. Na versão anterior, somente a tramitação de documentos - como ofícios e partes - oferecia esse recurso.

A previsão é de que todas as organizações da FAB estejam trabalhando com o novo sistema ainda no primeiro semestre de 2018. A implantação, que está sendo feita remotamente, começou pelas unidades que possuem um banco de dados menor, para facilitar a necessidade de ajustes no sistema. Processos administrativos são um conjunto de documentos relacionados que serão utilizados para uma tomada de decisão. “O SIGADAER 6.0 traz ao usuário uma nova experiência, pois não haverá mais a necessidade de se criar processos

físicos, mas sim eletrônicos, no próprio sistema, além de permitir o acompanhamento de todos os documentos que compõem o processo e, também, de todos os despachos”, explica o Chefe do CCA-SJ, Coronel Aviador Luís Antonio de Almeida Rodriguez. O gerente técnico do projeto, Tenente Engenheiro Wilson Milhorini, explica que é preciso uma mudança de hábito dos usuários. “O sistema vai permitir a tramitação de processos administrativos sem impressão, assim como já permite a de documentos. Mas também é preciso que

FOTO: CCA-SJ

Nova versão do SIGADAER está sendo implantada na FAB

o usuário mude sua cultura e faça uso da ferramenta”, afirma. Outra importante mudança é a criação de um novo expedidor - canal do sistema por onde acontece o trâmite de informações entre as diferentes organizações e que aproveita a redundância de servidores garantindo a disponibilidade do serviço. Entre outras melhorias, está um editor de texto mais fácil de usar, e também uma interface mais interativa, que avisa sobre a tramitação do processo e sugere opções para correção de falhas.

GPAer 2.0 Outro sistema atualizado na FAB, o Sistema de Gestão Estratégica da Aeronáutica (GPAer), ganhou sua versão 2.0. Trata-se de uma ferramenta de planejamento e gestão estratégica utilizada por 2.200 militares e civis do Comando da Aeronáutica. Na nova versão foram feitas melhorias identificadas pelos próprios usuários e correção de bugs.


Fevereiro - 2018

ENTRETENIMENTO

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

6 ERROS

CAÇA-PALAVRAS Em 3 de fevereiro de 1964, a FAB realizou a primeira missão real de busca e salvamento em combate com um vetor de asas ROTATIVAS. Atualmente são oito esquadrões desta Aviação, em pontos estratégicos do BRASIL: Porto Velho-RO (2°/8° GAV – Esquadrão POTI); Rio de Janeiro-RJ (3°/8° GAV – Esquadrão PUMA); Santa Maria-RS (5°/8° GAV – Esquadrão PANTERA); Manaus-AM (7º/8º GAV – Esquadrão HARPIA); Natal-RN (1°/11° – Esquadrão GAVIÃO e 1°/8° GAV – Esquadrão FALCÃO); Campo Grande-MS (2°/10° GAV – Esquadrão PELICANO) e Brasília-DF (3° ESQUADRÃO do GTE).

RESPOSTAS DO MÊS ANTERIOR

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Notaer fevereiro 2018  

COMARA: O DESAFIO DE INTEGRAR A AMAZÔNIA

Notaer fevereiro 2018  

COMARA: O DESAFIO DE INTEGRAR A AMAZÔNIA