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ISSN 1518-8558

Ano XXXIX Nº 12 Dezembro, 2016

CAPA: CABO M.GOMES / CECOMSAER

Reestruturação

COMAE, COMPREP e Ala: Conheça as novidades da Força Aérea #ÉISSOQUEIMPORTA

PROMOÇÃO

RETROSPECTIVA

Amigos dão lição de vida ao doar rim à colega de turma (Pág. 5)

Conheça a carreira do Brigadeiro Intendente Falconiere (Pág. 6)

Relembre os momentos mais marcantes da FAB em 2016 (Págs. 11, 12

e 13)


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Dezembro - 2016

CARTA AO LEITOR

Expediente O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno.

Que venha 2017! O final de cada ano é sempre um momento oportuno para realizarmos o balanço dos meses que passaram e projetarmos a perspectiva para os próximos. Dois mil e dezesseis foi um ano repleto de desafios para a Força Aérea Brasileira. Entre os principais, tivemos o envolvimento nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e ampliamos o processo de reestruturação de nossa instituição. Nesta edição, trazemos as informações mais atualizadas sobre a reestruturação da Força, dispostas graficamente para melhor compreensão de todos os leitores. Esses dois grandes temas foram apresentados da maneira mais completa possível em nossos meios de comunicação, incluindo nossas edições do Notaer, mantendo nosso compromisso de levar

informações oficiais e relevantes ao nosso efetivo. Mas além das notícias de interesse administrativo e tão necessárias ao andamento de nossas atividades, em 2016 buscamos intensificar as matérias que nos mostram exemplos de atitudes, valores e iniciativas de nossos militares. A cada edição, alinhados com a campanha institucional deste ano - #éissoqueimporta – apresentamos uma história inspiradora, buscando motivar nosso efetivo a ver além do cotidiano. Observamos, assim, que todos aqueles que trabalham lado a lado conosco são mais do que excelentes profissionais, são também ótimos familiares e amigos, são solidários e se preocupam com o meio ambiente, são interessados, dedicados e exemplos de superação. São, enfim, pessoas diferenciadas. E a história que finaliza nossa

série reúne muitas destas características: a comovente ação de doação de órgãos entre colegas de turma retrata os laços de amizade, camaradagem e comprometimento que a FAB ajudou a formar. Para relembrarmos algumas das atividades que realizamos durante o ano que passou, apresentamos uma retrospectiva que destaca o que a FAB fez de mais importante em 2016. Aproveitem esta última edição do ano e aguardem as novidades que traremos em 2017. Valorizar o que realmente importa, reforçar os laços, renovar as energias, refletir os acertos e os erros e focar na realização dos sonhos são as ações que este Centro lhes deseja! Feliz Natal e um Próspero Ano Novo! Boa leitura! Brig Ar Ary Soares Mesquita Chefe do CECOMSAER

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita Editoras: Tenentes Jornalistas Emília Maria ( MTB 14234RS) e Evellyn Abelha (MTE 973MS) Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Diagramação e Arte: Tenente Longo, Suboficial Ramos, Sargentos Linares, Lucemberg, Ednaldo e Cabos M. Gomes e Pedro Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF Correção Em relação à reportagem Memorial de Motores publicada na edição nº 11 - novembro 2016 - do Notaer, o motor do P-16 é que foi lançado em 1931. A aeronave foi lançada em 1954. A escola de aviação da Força Pública de São Paulo surgiu na década de 1920. O local passou para o então Ministério da Aeronáutica em 1941.

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

CREDENCIAMENTO DE SEGURANÇA O acesso a uma informação sigilosa nada mais é do que a possibilidade ou oportunidade de uma pessoa obter conhecimento ou dado protegido legalmente. Para isso, é necessária uma autorização oficial da autoridade competente, por meio de uma Credencial de Segurança. No caso do Comando da Aeronáutica, as Organizações Militares devem enviar ao Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER) a documentação prevista na legislação pertinente, após realizar uma minuciosa avaliação da função a ser exercida e do candidato a ocupá-la, atentando para o adequado grau de acesso a ser

atribuído àquela pessoa. A necessidade de conhecer é condição indispensável para que uma pessoa tenha acesso a conhecimento ou dado sigiloso específico, compatível com o seu credenciamento, independentemente do grau hierárquico ou do nível da função exercida pela pessoa. Um erro comum é acreditar que uma pessoa possuidora de uma credencial de segurança até o grau de sigilo RESERVADO, tem automaticamente seu acesso garantido a qualquer assunto RESERVADO. Deve-se recordar que a credencial é específica para a função a ser desempenhada, seguindo o princípio da compartimen-

tação da informação, e sua vigência expirará quando da dispensa do seu exercício, por qualquer motivo. O Decreto nº 7.845/2012 prevê que o acesso à informação classificada em qualquer grau de sigilo a pessoa não credenciada ou não autorizada por legislação poderá, excepcionalmente, ser permitido mediante assinatura de Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo – TCMS, pelo qual a pessoa se obrigará a manter sigilo da informação, sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da lei. Vale lembrar que a regra é o credenciamento de segurança e que o TCMS

é uma exceção. No caso de órgãos e entidades públicas, o credenciamento fica condicionado a requisitos como a comprovação de qualificação técnica necessária à segurança da informação e à designação de gestor de segurança e credenciamento (GSC) e de seu substituto. Quando se fala em entidades privadas o termo correto é a Habilitação, a qual está condicionada aos requisitos previstos no citado Decreto, desde que haja, pelo menos, a expectativa de assinatura de contrato que envolva sigilo. (Centro de Inteligência da Aeronáutica - CIAER)

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A


Dezembro - 2016

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FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

PALAVRAS DO COMANDANTE

FOTO: TEN ENILTON / CECOMSAER

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

Um ano de mudanças Dois mil e dezesseis foi para a Força Aérea Brasileira um ano histórico. Iniciamos nossa caminhada comemorando os 75 anos do Ministério da Aeronáutica. Ao mesmo tempo em que celebrávamos a data, iniciamos um momento importante de nossa instituição: o lançamento da Concepção Estratégica “Força Aérea 100”. As diretrizes que orientam o futuro da FAB para os próximos 25 anos já começaram a ser aplicadas. Ao longo do ano, pudemos perceber algumas das alterações propostas. Os Grupos de Apoio (GAP), que aos poucos estão sendo implantados e estruturados, já são uma realidade. Neles estarão concentradas as atividades administrativas da FAB. Não é apenas uma mudança de nomenclatura, de uma estação de trabalho dentro da seção ou de uma organização militar. Isso representará uma Força Aérea mais coesa e otimizada. O agrupamento das tarefas administrativas fará com que a

área operacional da FAB possa estar ainda mais concentrada em sua missão-fim. Essa é outra alteração já em processo. A partir de 2017, serão criadas 15 “Alas” - organizações operativas de nível tático, com foco tanto nas atividades de preparo, quanto nas ações de emprego da Força. Como não se trata de uma mudança pontual, 2016 foi só o começo da transformação. E parte dessa profunda reestruturação também envolveu a alteração de nossa missão síntese. Foi acrescida à frase que resume o trabalho da FAB uma atividade importante ao País e que cumprimos há várias décadas: integrar nosso vasto território. A partir de agora, nossa missão síntese passou a ser “Manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria”. A excelência do trabalho é combustível para nós militares e com essas mudanças, almejamos uma instituição mais moderna e focada em sua mis-

são-fim. Todos nós, de alguma forma, sentiremos as alterações que estão ocorrendo. Sabemos que transformações causam impacto, mas contamos com a ajuda de cada um dos senhores e senhoras. Espero, verdadeiramente, que 2016 tenha sido um ano de reflexão e mudanças que tragam bons frutos. Desejo a você, que coloca sua vida, todos os dias, a serviço do Brasil, um fim de ano de paz e felicidade. Obrigado por ser parte desse nobre trabalho e por acreditar nos valores que norteiam nossa instituição para que tenhamos um País cada vez melhor. Saiba que sua contribuição é muito valorosa e reconhecida não só pelo Comando da Aeronáutica, mas por milhares de brasileiros que veem em nossa farda a imagem de respeito e amor ao Brasil. Que 2017 seja um ano proveitoso, de colheitas fartas e de mudanças para melhor. Desejo a todos os militares e seus familiares um feliz Natal e um ano novo repleto de realizações!


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Dezembro - 2016

SAÚDE

Serviço de Saúde: dedicação e tecnologia no atendimento ao paciente

A

Tenente Kelly Campos da Silva Tavares descobriu o câncer de mama em 2015. Fez parte do tratamento no Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB). Hoje, já está curada e de volta ao trabalho. “O tratamento no HFAB é humanizado e as pessoas têm um compromisso técnico-profissional muito grande”, ressaltou. A assistência ao militar e seus dependentes é um dos objetivos do Serviço de Saúde da Aeronáutica que completa 75 anos no dia dois de dezembro. Atualmente, cerca de 300 mil pessoas estão cadastradas no sistema. O serviço é responsável, também, por atividades periciais e de controle dos profissionais da Força Aérea Brasileira (FAB), além de atendimentos à população por meio das Ações Cívico-Sociais

(ACISOS), realizadas pelo Hospital de Campanha que, neste ano, já totalizaram mais de seis mil atendimentos. Tratamentos Especializados A cada ano que passa novos equipamentos e novas tecnologias contribuem para o tratamento dos pacientes. Em abril deste ano, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Hospital Albert Einstein formalizaram uma parceria para desenvolver, em conjunto, soluções tecnológicas na área de bioengenharia, que preveem, inclusive, a criação de produtos inovadores voltados à saúde humana. Já o Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG) foi o primeiro das Forças Armadas a fazer parte da rede de telemedicina, que visa integrar os hospitais universitários do Brasil às unidades brasileiras de referência em saúde. A FAB, também, possui

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

Ten JOR João Elias

oito unidades remotas para atendimento em catástrofes e acidentes. A mais recente foi inaugurada em setembro no Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO) e é composta por três módulos de atendimento voltados para a

área de emergência/trauma, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e observação. “Nestes 75 anos de Criação do Serviço de Saúde da Aeronáutica, celebramos os avanços conquistados pela Diretoria de Saúde, tanto na

frente gerencial e regulatória como, principalmente, no atendimento à família aeronáutica”, ressalta o Major-Brigadeiro Médico Armando Celente Soares, Diretor da Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA).


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#ÉISSOQUEIMPORTA

Amigos de turma doam rim para colega

FOTO: SGT MANFRIM / CECOMSAER

Deus. A cirurgia do Coronel Davi foi realizada no início de novembro e a reabilitação é um processo acompanhado continuamente. “Eu não tenho muito a dizer, apenas que eles são meus irmãos”, revela o Coronel Davi.

Irmãos de farda, irmãos de alma Ten JOR Cynthia Fernandes

E

le tem 51 anos e quatro rins. De olhar intenso e comportamento reservado, o Coronel Davi Rogério da Silva Castro, militar da reserva da FAB, ainda se recupera do último transplante, feito no início do mês de novembro. A descoberta de uma insuficiência renal genética resultou em duas cirurgias, num prazo de oito anos. Mas o que difere essa história entre tantas pessoas que aguardam na fila por um transplante? É que os doadores são bem conhecidos do Coronel Davi. Dois amigos de turma - um da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) e outro da Academia da Força Aérea (AFA) - deram ao militar duas novas chances de viver.

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Descoberta da doença A perda do irmão devido a complicações renais, em agosto de 2008, acendeu uma luz vermelha no estado de saúde do Coronel Davi, que na época servia no Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR), em Brasília. Depois de fortes dores de cabeça e de uma bateria de exames, o resultado confirmou a suspeita: era necessário fazer um transplante de rim. Com a saúde abalada, o militar entrou para a fila de doação de órgãos. O prognóstico não era favorável. “Compatibilidade de irmãos” Na época, a cor de pele amarelada e a feição visivelmente abatida chamaram atenção do então Tenente-Coronel Geraldo de Lyra Junior, amigo de turma da AFA do Coronel Davi. Depois de uma conversa rápida Lyra disse sem hesitar: “Davi, vou doar meu rim pra você”. Após uma bateria de exames, o resultado surpreendeu a equipe médica - os coronéis tinham compatibilidade de irmãos. Uma probabilidade de

uma a cada quatro pessoas. “A compatibilidade era tão grande que eu considerava que estava cuidando desse rim para o Davi”, comentou o Coronel Lyra. O transplante aconteceu em setembro de 2008 e foi um sucesso. O Tenente-Coronel Sergio Koch, também da Turma Águia, foi o acompanhante do amigo Lyra após a cirurgia. “Testemunhar aquele tipo de acontecimento foi emocionante”, conta Koch. Segundo Transplante No início de 2016, Davi foi informado que o rim adquirido já não cumpria mais seu papel como deveria. Uma superbactéria contraída atacou o organismo do coronel e, por consequência, o rim transplantado. O militar precisaria de um novo órgão. Coincidentemente, dias depois da notícia dada pelo médico, o Coronel Davi viajou para o encontro de 35 anos da Turma Águia, em Barbacena. Ao saber da história, foi a vez do amigo Vitor da Costa Almeida se prontificar a doar um dos seus rins. Durante um exame de imagem, pra saber como

estavam as condições dos rins de Vitor, uma surpresa: o doador tinha três rins. Segundo o laudo, um dos rins de Vitor era desmembrado, com duplicidade renal. A informação médica foi encarada por ele como um sinal de

Turma da humanidade Além dos dois doadores da Turma Águia que deram o rim ao Coronel Davi, outros companheiros também colaboraram com a trajetória do militar. Os integrantes se reuniram para garantir que todo o processo do segundo transplante acontecesse da forma mais rápida possível. Abriram uma conta bancária e cada um ajudou com a quantia que pôde. Com a cirurgia agendada, o valor foi suficiente para pagar todas as despesas do doador, como passagem aérea, além dos gastos com o acompanhante do pós operatório de Vitor. “Todos são capazes de fazer o que estiver ao alcance para que o próximo, o amigo, o ‘Águia’ viva bem”, destaca Vitor.

“EU SOU FAB” é o tema da nova Campanha institucional Com o tema “EU SOU FAB” a campanha institucional da Força Aérea Brasileira de 2017 foi elaborada para mostrar como a instituição deve ser e agir a partir de agora até o ano de 2041, quando completar 100 anos. Missão, visão, valores e objetivos. Esses são os tópicos abordados e produzidos, em primeira pessoa, que remetem à importância de cada militar ao assumir o papel de protagonista na transformação de uma Força Aérea adequada ao seu tempo. “Todo conteúdo foi produzido e baseado no processo de reestruturação da Força. Esse trabalho faz com que os nossos militares sintam-se responsáveis em construir

um futuro ainda melhor nas organizações militares que trabalham”, destaca o Chefe da Subdivisão de Publicidade e Propaganda do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, Tenente-Coronel Gil Eduardo de Lima e Silva. O mês de janeiro começa com o tópico `Missão da FAB: “Manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da pátria” com a seguinte frase: “Eu protejo o espaço aéreo brasileiro, garantindo a soberania dos interesses nacionais e a liberdade de cada cidadão. Eu sou FAB!”. Acesse www.fab.mil.br/ downloads e conheça a campanha 2017 completa.


Novembro -- 2016 Dezembro 2016

Brigadeiro Intendente ALEXANDRE FALCONIERE DE TORRES FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

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Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 08/02/1981. Declarado Aspirante a Oficial em 12/12/1987. Principais cargos: Líder de Esquadrilha do 3° Esquadrão de Intendência da AFA; Chefe da Seção de Comando da Divisão de Transportes, de Operações e da Seção de Licitações, Aprovisionamento, Almoxarifado e Comando do DARJ; Chefe da Seção de Registro, Controle, Posto de Venda e Fardamento, Licitações e Patrimônio do GAP-RJ; Chefe da Seção de Licitações e Aprovisionamento e da

Subdivisão de Infraestrutura da EPCAR; Chefe da Seção de Licitações e Subsistência e da Subdivisão de Intendência do GABAER; Chefe da Divisão de Apoio do CELOG; Chefe da Assessoria de Controle Interno da CABE – Europa/Londres; Chefe da Subdivisão de Intendência do CIAAR; Presidente da Comissão de Implantação e Assessoria Especial do CIAAR-LS; Assessor Militar e Diretor Interino do Departamento de Gestão e Articulação da Secretaria Executiva no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; e Chefe da Divisão de Créditos

da Subsecretaria de Administração Financeira da SEFA. Principais condecorações: Medalha Militar de Bronze, Prata e Ouro; Mérito Santos-Dumont; Mérito Santos-Dumont do Estado de Minas Gerais - Grau Bronze; Medalha da Inconfidência Mineira Grau Honra; Ordem do Mérito Aeronáutico - Grau Oficial; Ordem do Mérito Militar - Grau Oficial; e Ordem do Mérito da Defesa - Grau Oficial. Cargo designado: Subdiretor de Pagamento de Pessoal da Diretoria de Intendência.


Especial Dezembro - 2016

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Reestruturação COMAE, COMPREP e Ala: Conheça as novidades da Força Aérea Comandante da Aeronáutica

Novas unidades marcam a reestruturação da Força Aérea Brasileira, que terá como foco a operacionalidade do Poder Aeroespacial

A

final, o COMAR vai virar Ala ou é a Base Aérea que vai ser a Ala? O que existe de diferente entre COMGAR, COMDABRA, COMAE e COMPREP? O objetivo deste artigo é explicar essas novidades de forma didática para todo o efetivo. Na realidade, a substituição de Bases Aéreas e Comandos Aéreos Regionais (COMAR) por Alas não é uma simples mudança de nomes. Do mesmo modo, o Comando de Preparo (COMPREP) e o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) serão organizações diferentes dos atuais COMGAR e COMDABRA. Tudo isso faz parte de uma transformação na estrutura organizacional da Força Aérea Brasileira. Uma mudança com foco operacional. Cada Ala será uma organização operativa de nível tático, comandada por um Brigadeiro do Ar ou Coronel-Aviador, com responsabilidade focada tanto nas atividades de preparo quanto nas ações de emprego da Força, quando assim for determinado. Em outras palavras, as Alas, distribuídas pelo território nacional, serão o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão fim. A razão de ser do comandante da Ala é a atividade operacional, ou seja, treinar ou empregar os esquadrões subordinados, de acordo com as diretrizes e os planos emitidos pelos escalões superiores. Ele não terá grandes preocupações

com atividades administrativas, mas deverá coordenar com os órgãos especializados todo o apoio necessário para que seus comandados alcancem os padrões previamente definidos, de forma segura, eficaz e eficiente. Atividades rotineiras como aquisições de mate-

riais e serviços, pagamento de diárias, conservação e reforma de instalações, fornecimento de alimentação, manutenção de viaturas e atendimento a pensionistas, que antes eram de responsabilidade de um comandante de um COMAR ou de uma Base Aérea, por exemplo,

passam a ser executadas por órgãos especializados, subordinados aos Órgãos Setoriais de Logística, Pessoal e Administração. Em outras palavras, segregamos as atividades-meio no COMGAP, no COMGEP e na SEFA e abrimos o caminho para as modificações operacionais.

Responsável pela utilização dos meios operacionais, logísticos e de proteção, de modo a atingir as capacidades e os objetivos de treinamento determinados pelo COMPREP e de estar em condições de suportar as ações determinadas pelo COMAE.

Para cumprir sua missão, a Ala será constituída basicamente por esquadrões aéreos, além de grupos, esquadrões e esquadrilhas especializados em manutenção de aeronaves, suprimento de aviação, armamento aeronáutico e segurança e defesa.

As assessorias, instrumentos essenciais à tomada de decisão, oferecem ao comandante da Ala informação especializada. O Esquadrão de Comando será o principal elo administrativo entre a Ala e o GAP.

Responsável pelo gerenciamento das atividades operacionais da Ala.

Grupo de assessoria direta ao Comandante da Ala, de composição variada, conforme o assunto a ser tratado: financeiro, administrativo, operacional, etc.

Responsável pelas atividades relacionadas ao apoio logístico da Ala, tais como: suprimento, manutenção, mobilidade, manutenção de estandes, terminal de cargas e de passageiros, apoio de pista, simuladores de voo e material bélico, entre outras. Os Esquadrões Aéreos não serão Unidades, mas sim parte da estrutura da Ala. Serão responsáveis pelo planejamento e controle da atividade aérea, bem como das outras atividades relacionadas ao voo, como, por exemplo, guerra eletrônica e segurança de voo.

Assumirão as atividades de segurança das instalações e adestramento.

*Organograma da Ala


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Especial Dezembro - 2016

REESTRUTURAÇÃO

COMPREP O COMPREP, a ser ativado no início de 2017, será responsável pelas atividades permanentes de preparo das Alas – a organização, o adestramento, a avaliação operacional e a geração de doutrina - , bem como a integração desse treinamento com as demais Forças Armadas brasileiras e Forças Aéreas de países amigos. Na prática, o COMPREP irá aglutinar parte das atribuições e tarefas atualmente praticadas no Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR) e nas quatro Forças Aéreas (FAe).

Esse novo modelo promove uma particularização de preparo e emprego em diferentes comandos, o que é uma prática utilizada por diversas forças armadas ao redor do mundo.

COMAE O COMAE, que também entrará em operação no início de 2017, será o Comando Operacional Conjunto, permanentemente ativado, responsável pelo planejamento, coordenação, execução e controle das operações aeroespaciais, tanto recorrentes quanto eventuais. Esse novo comando abarcará as atividades de defesa aérea e antiaérea desenvolvidas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), conjugando ainda as

ações de Emprego da Força Aérea anteriormente conduzidas pelo COMGAR e pelas quatro FAe, como o transporte aerologístico, a busca e salvamento e a patrulha marítima, além das operações conjuntas determinadas pelo Ministro da Defesa. Nesses casos, o COMPREP, sob orientação do Comandante da Aeronáutica, adjudicará meios de uma ou mais Alas ao COMAE para que sejam realizadas as ações necessárias ao cumprimento da missão que lhe foi atribuída.


Especial Dezembro - 2016

ALA 7

9

Boa Vista

1º/3º GAV

ALA 9

Belém

ALA 10 1º/8º GAV 3º/7º GAV 1º ETA

ALA 8

Manaus

ALA 6

Porto Velho

1º/4º GAV 1º/9º GAV 7º/8º GAV 7º ETA

Natal

1º/5º GAV 1º/11º GAV 2º/5º GAV GITE

ALA 15 Recife

2º ETA ALA 14

2º/3º GAV 2º/8º GAV

Salvador

ALA 2

Anápolis

ALA 1

1º/7º GAV

Brasília

ALA 5

Campo Grande

Serão criadas 15 Alas que serão sediadas nas seguintes localidades: Anápolis, Belém, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Canoas, Galeão, Manaus, Natal, Santa Cruz, Santa Maria, São Paulo, Porto Velho, Recife e Salvador. As Bases Aéreas de Fortaleza, Santos, Florianópolis e Afonsos, que serão Bases de Desdobramento, sem esquadrões aéreos permanentemente sediados, serão subordinadas diretamente ao Comando de Preparo (COMPREP).

1º/15º GAV 2º/10º GAV 3º/3º GAV EAS

1º GDA 1º/6º GAV 2º/6º GAV

6º ETA

ALA 11 Galeão

ALA 13

São Paulo

ALA 12

4º ETA

Santa Cruz

1º GAVCA 3º/8º GAV

ALA 4

Santa Maria

1º/10º GAV 1º/12º GAV 3º/10º GAV 5º/8º GAV

ALA 3

Canoas

1º/14º GAV 2º/7º GAV 5º ETA

1º GTT 1º/1º GT 1º/2º GT 2º/2º GT 3º ETA


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Especial Dezembro - 2016

REESTRUTURAÇÃO

Ao analisarmos os modernos conceitos de emprego da arma aérea, constatamos que os diferentes tipos de “aviação”, como Busca e Salvamento, Caça ou Reconhecimento, na maioria das vezes, trabalham de forma integrada, constituindo um corpo único de emprego. Esta mudança foi determinada pela própria evolução do Poder Aeroespacial e tem sido corroborada pelas experiências em exercícios como CRUZEX, RED FLAG, MAPLE FLAG, SALITRE e CEIBO, que mudaram, significativamente, as táticas e as técnicas de Emprego da Força Aérea. Por exemplo, a aplicação das aeronaves em Missões Aéreas Compostas – os “voos em pacotes” – mostrou-nos o valor de combinar distintos meios aéreos para alcançar melhores resultados em uma operação militar. Além disso, os diversos tipos de sensores que equipam as aeronaves da FAB permitem a execução de variados tipos de ações até mesmo em um único voo. Por exemplo, o P-3AM, ligado à “Aviação de Patrulha”, tem capacidade de executar um variado rol de ações, e suas tripulações devem compartilhar táticas, técnicas e experiências utilizadas pela “Aviação de Reconhecimento”. De maneira semelhante, a próxima aeronave de combate da Força Aérea, o F-39 Gripen, terá uma incrível capacidade multiemprego, inclusive a possibilidade de re-

conhecer objetivos específicos enquanto realiza engajamentos com alvos pré-designados. Enquadrar essas aeronaves como parte dessa ou daquela “aviação” seria limitar suas potencialidades. Deve-se considerar, ainda, que os cenários vislumbrados para o Emprego da Força Aérea - combate além do alcance visual, comunicações por enlace de dados, operação de aeronaves em rede, artilharia antiaérea de médio e longo alcances, influência dos ambientes cibernético e espacial – apontam para a obrigação de integrar cada vez mais o adestramento dos Meios de Força Aérea entre si e com os meios das demais Forças Armadas. Dessa forma, a segmentação dos esquadrões de voo em diferentes “aviações” é imprópria para o Emprego da Força Aérea e, consequentemente, para o preparo de suas estruturas operativas e de seus recursos humanos. Este é um dos motivos de termos em uma mesma Ala diferentes tipos de “aviações”. É bom lembrar que o planejamento e o controle centralizados e a execução descentralizada das ações configuram-se como um fundamento crítico para o efetivo emprego de Poder Aeroespacial, maximizando esforços, oferecendo coerência às operações e resultando em uma considerável otimização dos meios.

“Os cenários vislumbrados para o Emprego da Força Aérea apontam para a obrigação de integrar cada vez mais o adestramento dos Meios de Força Aérea entre si e com os meios das demais Forças Armadas.” Tenente-Brigadeiro Rossato

FOTO: SGT MANFRIM / CECOMSAER

Uma só Força Aérea

Tenente-Brigadeiro do Ar

Nivaldo Luiz Rossato

Comandante da Aeronáutica

Sinergia entre comandos Na nova estrutura organizacional da Força Aérea, os processos de trabalho estão agrupados em atividades operacionais e administrativas. Entretanto, as organizações operativas e de apoio não podem agir isoladamente. Ao contrário, devem atuar em conjunto para atender aos interesses comuns da Força Aérea. Um comandante de Ala, por exemplo, não tem sob seu comando todas as Organizações de Aeronáutica da sua localidade, como um hospital de área ou um destacamento

de infraestrutura. Contudo, os comandantes, chefes e diretores dessas organizações, apesar de estarem subordinados a outros Órgãos de Direção Setorial, devem congregar esforços para apoiar o comandante da Ala no cumprimento de sua missão. Esse modelo já está vigorando desde 2015, quando foram criados os primeiros Grupamentos de Apoio (GAP). A partir de janeiro de 2017, os GAP, que serão subordinados à SEFA, prestarão apoio de licitações, tesouraria, subsistência e gestão de pessoal,

entre outras atividades, aos comandantes das Alas e demais organizações da FAB na localidade, que terão mais tempo para se dedicarem às suas atividades principais. Por fim, concluo que as transformações em curso no Comando da Aeronáutica resultam de rigorosos estudos e planejamentos minuciosos e têm o objetivo de dotar a Força Aérea Brasileira de capacidades estratégicas voltadas para manter a soberania do espaço aéreo brasileiro e para integrar o território nacional, com vistas à Defesa da Pátria.


Dezembro - 2016

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FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

Organizações da FAB em todo o País se engajaram para o combate ao mosquito Aedes Aegypti. O esforço fez parte de uma campanha coordenada pelo governo federal.

FEVEREIRO

O Brasil comemorou os 10 anos do lançamento do Foguete Soyuz. O veículo espacial decolou em 2006, do Cazaquistão, levando a bordo o primeiro astronauta brasileiro, o Tenente-Coronel Aviador Marcos César Pontes.

FOTOS: SGT BATISTA / CECOMSAER

MARÇO

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, assinou a Diretriz do Comando da Aeronáutica, a “Concepção Estratégica – Força Aérea 100”, que projeta como será o futuro da instituição. Em janeiro, celebramos também os 75 anos de ativação do então Ministério da Aeronáutica.

FOTO: CB FEITOSA / CECOMSAER

JANEIRO

RETROSPECTIVA 2016

Um ano com muitas novidades. Assim foi 2016. Lançamento da Concepção Estratégica - Força Aérea 100, ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, Rollout do Gripen e incremento de ações na região de fronteira na Operação Ágata 11 foram alguns dos assuntos de destaque no primeiro semestre. Outras missões, como as de transporte de órgãos, de urnas para as eleições também marcaram o dia a dia do efetivo da FAB. Relembre na nossa retrospectiva:

FOTO: CB FEITOSA / CECOMSAER

ESPECIAL


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Dezembro - 2016

A Esquadrilha da Fumaça realizou a primeira demonstração internacional com o A-29. A apresentação foi em Santiago, no Chile, na Feira Internacional do Ar e Espaço (FIDAE). A FAB enviou um C-105 Amazonas a Quito, no Equador, para levar donativos à população equatoriana atingida por um terremoto. E após 32 anos de atividade, o Bandeirante do GEIV fez seu último voo como aeronave de inspeção sendo substituída pelo Legacy 500.

FOTO: TEN ENILTON / CECOMSAER

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

FOTO: SAAB

MAIO

JULHO

O KC-390 realizou o primeiro teste de emprego militar com o lançamento de paraquedistas. A FAB intensificou o controle nas fronteiras do Brasil durante a 11ª Operação Ágata. O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Rossato, confirmou a assinatura do contrato de locação do Boeing 767-300ER. E vários atletas da FAB já estavam confirmados para os Jogos Olímpicos.

FOTO: TEN HEITOR / CECOMSAER

FOTO: CB SILVA LOPES / CECOMSAER

JUNHO

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

O Gripen E/NG foi apresentado em uma cerimônia na sede da empresa Saab, na Suécia. O rollout do “smartfighter” (caça inteligente) contou com a presença do Comandante da Aeronáutica. Outro destaque foi a chegada da chama olímpica ao Brasil. Caças F-5M interceptaram e escoltaram o avião na capital federal. A FAB também recebeu o primeiro H-36 Caracal capaz de ser reabastecido em voo. Foi lançado com sucesso, na Austrália, o foguete suborbital VS-30/IO V12 com propulsor desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

FOTO: FABIO MACIEL

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

ABRIL

Chegada da aeronave Boeing C-767 no Esquadrão Corsário. Mais de 2 mil militares foram transportados para o Rio de Janeiro, principalmente para atuar na Garantia da Lei e da Ordem na Rio 2016. Os treinamentos e simulações nas áreas de segurança, tráfego aéreo e defesa aérea foram intensificados para a competição. As instalações do Centro de Treinamento Olímpico da FAB, no Campo dos Afonsos foram finalizadas.


SETEMBRO

AGOSTO

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

Até o início de outubro, a FAB realizou 60 missões de transporte de órgãos. A FAB e a Marinha do Brasil realizaram uma operação inédita de reabastecimento em voo entre os caças A-4 e F-5. Mais de 400 militares da FAB foram empregados nas eleições nacionais. As celebrações do Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira foram realizadas em todo o País, com cerimônias militares e eventos de Portões Abertos.

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

FOTO: SGT MANFRIM / CECOMSAER

NOVEMBRO

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

OUTUBRO

Foi inaugurado o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (na sigla em inglês: GDDN – Gripen Design Development Network). Sediado em Gavião Peixoto (SP), o Centro é o primeiro marco no processo de transferência de tecnologia do novo caça da FAB. No mesmo mês, o simulador de voo do C-105 da FAB foi homologado pela ANAC. O equipamento permite substituir horas de treinamento com redução de custos.

RETROSPECTIVA 2016

No desfile da Semana da Pátria, em Brasília, o público pôde assistir ao sobrevoo do cargueiro KC-390. Dez anos depois do acidente do voo 1907 militares da FAB voltaram ao local do acidente para homenagear as vítimas e um documentário foi lançado relembrando o maior resgate da história da FAB.

A FAB envolveu-se em diversas atividades nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos: defesa aérea, segurança, tráfego aéreo, transporte de tropas, receptivo de autoridades, além da participação de atletas de alto rendimento. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) registrou uma pontualidade de 95% nos voos em aeroportos de cidades que sediaram competições.

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FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

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EDUCAÇÃO

SEU DINHEIRO

Lições aprendidas Coluna se despede com exemplo de quem mudou de vida Ten JOR Raquel Sigaud

A

coluna Seu dinheiro, publicada no Notaer desde julho de 2015, divulgou lições importantes de educação financeira. Ela se despede neste mês de dezembro, mas sugerimos que você, leitor, estude mais a respeito desse vasto tema. Existe saída para os endividados. Basta cortar gastos, mudar hábitos, acostumar-se a economizar. Uma vez que saiu das dívidas é hora de colocar em prática a dica principal de todos os educadores financeiros: pagar primeiro a si mesmo. Isso significa receber o salário e retirar a quantia referente aos investimentos, os quais permitirão que você alcance as metas/sonhos definidos no planejamento, seja de curto, médio ou longo prazo. A coluna mostrou que aplicativos de smartphone e tablets podem ser aliados do bolso, ajudando a relacionar receitas e despesas. Um dos grandes alertas que o NOTAER trouxe aos militares da FAB foi a necessidade de avaliar se a troca intertemporal é realmente vantajosa. Essa troca significa antecipar a obtenção de um bem e pagar no futuro, tornando-se devedor. Na maioria das vezes, a melhor opção é juntar o dinheiro necessário e pagar à vista, para negociar descontos. Investimento é um tema amplo e há muitas opções no mercado. É preciso estudar cada um dos produtos e até buscar ajuda de um consultor para se proteger da inflação e manter o poder de compra do dinheiro.

Fruto da coluna O Terceiro Sargento Salatiel Severino da Silva, que trabalha em Brasília, é um exemplo de quem mudou sua vida financeira nos últimos quatro meses. Com previsão de ir para seu PNR em pouco tempo, percebeu que, preso no cheque especial e com a fatura do cartão de crédito alta, ele não conseguiria comprar os móveis. Começou então a fazer suas compras no débito e reduziu o valor da fatura do cartão em 50%. Ao instalar um aplicativo de controle de finanças pessoais, ele notou que gastava muito com supérfluos (compras, bares, restaurantes). Como a educação financeira mostra que não é preciso passar por privações rigorosas, ele se reorganizou de forma que ainda frequenta os mesmos lugares, mas consciente do quanto pode gastar para não ter de recorrer ao cheque especial, nem usar cartão de crédito. Para o trabalho, ele agora leva lanches preparados em casa em vez de comprar na cantina. A coluna Seu Dinheiro o despertou para os investimentos. “Hoje eu pago primeiro a mim mesmo (10% do salário), depois pago as contas. E passo o mês com o restante. E se sobra, invisto mais”. O Sargento Salatiel já sabia que a caderneta de poupança não era uma opção de investimento e buscou conhecer outras modalidades, após ler no Notaer a coluna sobre LCI, LCA e Tesouro Direto. “No começo parece

complicada a quantidade de siglas que existem no universo financeiro. Por isso, consultei muitos blogs, sites e comecei a investir no Tesouro Direto”. Esperamos que a coluna Seu Dinheiro tenha melhorado a saúde financeira de cada um dos militares e civis da FAB. A partir de janeiro de 2017, esta página será destinada a dicas de gramática, para que os textos corporativos originados por aqueles que representam a FAB sejam cada vez mais corretos, objetivos e eficazes na transmissão da mensagem.

Ano novo, língua afiada Notaer lança nova coluna com dicas de português Ten JOR Gabrielli Dala Vechia

S

imone Lima Boeiro é professora de português há 26 anos, e, há 21, ajuda a formar os cadetes da Academia da Força Aérea (AFA). É doutora e pesquisadora. E confessa: apesar da bagagem, de vez em quando ainda surgem dúvidas sobre a expressão correta da língua portuguesa. “É um aprendizado constante”, explica. Segundo a professora, é preciso distinguir a língua falada da escrita, já que são códigos distintos. Quando se conversa com alguém, o discurso é mais rápido, mais fluido, passível de mudança de acordo com as relações do interlocutor. “Na língua escrita, ao contrário, não há um feedback imediato, às vezes nem sabemos a quem estamos escrevendo. É por isso que se exige uma maior reflexão e atenção às regras formais”, afirma. Você sabia que a maior palavra da língua portuguesa tem 46 letras (e não é inconstitucionalissimamente)? E que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) já registra as formas aportuguesadas ‘blogue’, ‘eslaide’ e ‘roque’? Sabia que o novo acordo ortográfico já não é mais facultativo? Todos têm dúvidas. E é exatamente por isso que, para 2017, o Notaer vai inaugurar uma nova coluna, voltada para a língua portuguesa. O objetivo é explorar os erros mais comuns, atualizar sobre as novas regras e explicar algumas armadilhas da nossa língua materna. Afinal, como a professora Simone sempre relembra aos seus alunos, futuros oficiais da Força Aérea Brasileira, independentemente da área de atuação profissional, a expressão escrita será necessária. “É por meio da língua que temos acesso ao mundo”, disse.


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PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

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CENIPA disponibiliza calendário de cursos de 2017

apacitar e formar profissionais envolvidos na aviação é um dos objetivos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). O calendário de cursos de 2017 já está disponível no site para os interessados nos temas relativos à segurança de voo. Serão oferecidos 13 cursos quatro na modalidade EAD e nove presenciais. As atividades serão sediadas em Brasília (DF), São José dos Campos (SP) e Curitiba (PR).

ENTRETENIMENTO

Serão ofertadas 720 vagas no total, incluindo os cursos EAD. O Curso de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (CIAA) é um dos mais procurados. Durante as quatro semanas de duração, são abordados temas como: Procedimentos e cuidados no local do acidente; Evidência nos Destroços; Investigação de Motores; Fator Material; Investigação de Sistemas; Análise de Falhas; Laudo Técnico; Relatório Final; Risco

de Fauna; Recomendação de Segurança, dentre outros. Simulação de Ação Inicial – Na última semana do curso, é realizada a simulação de Ação Inicial, quando ocorre a coleta de evidências. Os alunos são avaliados a respeito das condutas adotadas na investigação de acidentes aeronáuticos. Os casos são dispostos de maneira semelhante à situação real da ocorrência, no Laboratório de Destroços do CENIPA.

(Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) Acesse o calendário completo http://www.cenipa. a e r. m i l . b r /c e n i p a / f i l e s / CALEND%C3%81RIO%20 D E % 2 0 C U RS O S % 2 0 C E N I PA%202017.pdf


Notaer dezembro 2016  
Notaer dezembro 2016  

Reestruturação COMAE, COMPREP e Ala: Conheça as novidades da Força Aérea

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