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www.fab.mil.br Ano XLI Nº 08 Agosto, 2018

INTENDÊNCIA

FAB mostra modernização e reconhecimento na área de gestão (Págs. 4 e 5) DIA DO SOLDADO

DIA DOS PAIS

Na FAB, praças desempenham atividades variadas em todo o território nacional (Pág. 8 e 9)

Conheça a história do oficial-general que comanda a escola que formou seu pai (Pág. 10 e 11)

ISSN 1518-8558


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CARTA AO LEITOR Expediente

Compromisso Agosto é o mês de reverenciar a Intendência da Força Aérea Brasileira, por isso, esta edição do NOTAER destaca alguns dos inúmeros e relevantes trabalhos realizados pelo nosso efetivo de intendentes, nos diversos setores da Instituição. Também é tempo de homenagear os integrantes do alicerce da caserna: em 25 de agosto é celebrado o Dia do Soldado, data alusiva ao aniversário do Patrono do Exército, Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Apresentamos em nossas páginas algumas histórias desses guerreiros, ressaltando a influência dos valores aprendidos nas Forças Armadas.

Destacamos também outra data muito importante: o Dia dos Pais. A paternidade transforma completamente o indivíduo, proporciona ao ser humano uma das mais gratificantes experiências do mundo - a de ser pai. Neste jornal também compartilhamos esse sentimento: contaremos como foi a ultramaratona de 260 km que um militar da Comissão de Desportos da Aeronáutica percorreu para comparecer à formatura do filho na Escola de Especialistas de Aeronáutica. Veremos também a emocionante história do filho que assumiu o comando da mesma Organização

Militar onde seu pai iniciou a carreira na FAB. Além dessas datas comemorativas, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica traz neste NOTAER uma importante reflexão: na página 12 buscamos conscientizar a todos quanto à veiculação de imagens em acidentes. Expor vítimas nas redes sociais ou grupos de troca de mensagens, além de desumano e antiético, pode ser considerado crime. Não faça parte dessa corrente! Boa leitura! Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

ESPAÇO DO LEITOR “Ler a matéria sobre o concurso para sargentos me fez voltar no tempo e lembrar o quão importante foi para minha vida. Cresci frequentando a EEAR, pois muitos parentes, incluindo minha mãe, serviram na unidade. Me formei em 2004 e, após 13 anos, retornei ao Berço dos Especialistas para compor seu efetivo. Me orgulho de fazer parte dessa unidade, pois posso presenciar o futuro da FAB.” 2S BET José Eduardo Nogueira Alves (EEAR) “Achei muito interessante a matéria alusiva à casa natal de Santos-Dumont. Devido à localização, poucas pessoas têm conhecimento da existência do museu e do seu acervo. É muito importante a preservação e a divulgação do patrimônio histórico, especialmente neste mês em que se comemora o 145° aniversário do Patrono da Aeronáutica Brasileira.” 1° TEN QCOA PUP Quelli Costa de Souza (EPCAR)

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao O j ointerno. r n a l N O TA E R é u m a público publicação mensal do Centro de do Comunicação Social da Chefe CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Aeronáutica (CECOMSAER), Antonio Ramirez Lorenzo. voltado ao público interno. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel ChefeFlávio do CECOMSAER: Aviador Eduardo Mendonça Tarraf. Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviadorde Flávio Eduardo Chefe da Subdivisão Produção e DivulMendonça Tarraf. gação: Tenente-Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno Coronel Aviador Paulo César (MTB 0005913/PE) e Tenente Relações Andari. Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) Chefe da Subdivisão Produção ao Colaboradores: textosdeenviados e Divulgação: CECOMSAER via SISCOMSAE. Tenente Coronel Aviador Bruno Pedra. Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, Sargento Polyana e Cabos M. Gomes Editores: e Pedro. Tenente Jornalista Felipe Bueno (MTB 18.000 0005913/PE) e Tenente Tiragem: exemplares Jornalista Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP). Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencioColaboradores: nada a fonte. Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF Diagramação e Arte: Tenente Chaves, Suboficial Ramos e Sargento Polyana. Capa: Foto Sargento Johnson Barros Tiragem: 18.000 exemplares. Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar - CEP: 70045-900 Brasília/DF

“Iniciativas como a do Simpósio de Observação da Terra são imprescindíveis para a discussão das responsabilidades da FAB na área aeroespacial, conforme definido pela Estratégia Nacional de Defesa. É de vital importância que, junto com as entidades civis, tomemos a frente do desenvolvimento da tecnologia satelital para que a nação possa ter autonomia na área de comunicações e inteligência.” 1º TEN QOENG Hermano Lucas Pereira da Silva (1º/1º GCC)

Este espaço é para você, Leitor! Envie seus comentários e sugestões para notaer@fab.mil.br

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Uma das capacidades essenciais da Força Aérea Brasileira é a de proporcionar um suporte logístico apropriado e oportuno, capaz de desequilibrar o poder no campo de batalha, sendo fator crítico de sucesso. Em tempos de paz, a tropa e os equipamentos devem ser mantidos em condições de emprego, utilizando-se dos recursos com eficiência. Por isso, nada mais justo que enaltecermos, em 23 de agosto, o Dia da Intendência da Aeronáutica, por cumprir sua missão nas áreas de gestão de apoio administrativo, de moradia funcional dos Próprios Nacionais Residenciais (PNR), nas provisões de material de Intendência, no pagamento de pessoal, na subsistência, no apoio assistencial e social, entre muitas outras atividades no âmbito do Comando da Aeronáutica, sempre com foco na máxima eficiência do emprego dos recursos disponíveis. No processo de Reestruturação da FAB, a nossa Intendência assumiu papel destacado, o que

exigiu das organizações mais eficiência e simplicidade nos processos. Nesse cenário, sua responsabilidade foi realçada com a implantação dos Grupamentos de Apoio, que concentraram as atividades administrativas, permitindo assim que as unidades operacionais direcionassem o foco para sua missão principal. Caros Intendentes, sigam buscando o aprimoramento profissional, desenvolvam suas aptidões e sejam cada vez mais criativos em prol de uma Força Aérea Brasileira moderna e dinâmica. E que os feitos do Tenente-Brigadeiro José Epaminondas de Aquino Granja – Patrono da Intendência da Aeronáutica - sirvam de inspiração para que continuem honrando a folha do Acanto com destemor e honestidade. Feliz Dia da Intendência!

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Força vibrante e coesa que enaltece o valor do Brasil


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INTENDÊNCIA

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

FAB acumula quase 50 anos de experiência em Contabilidade de Custos Ten JOR Cristiane dos Santos A FAB está presente em 22 milhões de km², controlando, defendendo e integrando todo o território nacional, mas quanto se investe nisso? A resposta está no Custo COMAER, elaborado pela Subdiretoria de Contabilidade (SUCONT) da Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica (DIREF). Segundo o Subdiretor de Contabilidade, Brigadeiro Intendente Marcos Aurélio Pereira Silva, o Custo COMAER procura, de forma transparente e direta, indicar à sociedade brasileira o consumo de recursos financeiros para o cumprimento da missão da

Força Aérea. “Desde a década de 1970, o COMAER efetua o registro dos seus gastos. E, com o surgimento de novas ferramentas, como o Sistema de Informação de Custos do Governo Federal (SIC), tornou-se possível produzir estas informações e subsidiar os gestores e o Alto-Comando da FAB no processo de tomada de decisão”, complementa o Brigadeiro Aurélio. O diferencial do gerenciamento contábil da Força Aérea está na possibilidade de acompanhar o consumo de recursos. Pela análise mensal do Demonstrativo Gerencial de Custos (DGC), cada organização pode acompanhar, mensalmente, a evolução das suas

despesas referentes à mão-de-obra militar, à depreciação de bens móveis permanentes e ao consumo de bens e serviços em todas as atividades por ela desempenhadas. O Chefe da Divisão de Contabilidade Gerencial (SUCONT-1), Tenente-Coronel Intendente Giovanni Magliano Júnior, complementa: “Aos nossos gestores, permite mensurar os gastos e identificar em quais atividades os esforços estão concentrados. Ao cidadão, por meio de indicador de dispêndio associado à cadeia de valor, traduz números complexos em valores de fácil compreensão, o que contribui para a transparência do gasto público”, conclui.

Sistema garante normatização de processos da FAB Orientar e aperfeiçoar as normas de controles internos da gestão para que todos os níveis da estrutura organizacional estejam seguros para alcançar os objetivos estabelecidos. A partir desta premissa, foi instituído o Sistema de Controles Internos da Aeronáutica (SISCONIAER) no âmbito da administração da FAB. Esse conjunto de ações atua na identificação, avaliação e gerenciamento de riscos que possam impactar nos propósitos traçados pela Força. O Centro de Controle Interno da Aeronáutica (CENCIAR) é o órgão central do sistema e tem a função de apoiar as unidades gestoras na estruturação e efetivo funcionamento das linhas de defesa da gestão

(entenda no quadro). O Chefe do CENCIAR, Brigadeiro Intendente Sérgio Almeida de Paula e Silva, explica que a Organização Militar faz isso por meio de serviços de consultoria e avaliação de processos de governança, gerenciamento de riscos e controles internos, bem como por intermédio de atividades de auditoria e de fiscalização. “O SISCONIAER trabalha para melhorar a normatização de processos. Esta é uma área da administração que precisa de atualização constante de normas e esse é o nosso papel”, completa. A partir do sistema de linhas de defesa, o Brigadeiro Sérgio pontua que a atuação dos executores das ações da FAB (infográfico) é a que possui maior responsabilidade para a

condução ordenada e legal das atividades da administração. “Se há uma boa gestão dos recursos na fase inicial, antes que os fatos ocorram, teremos uma

eficaz prestação de contas”, diz. Na conclusão do Chefe do CENCIAR, o sistema instituído cumpre normativas externas quanto à governan-

ça e proporciona à FAB maior transparência na proteção de seus ativos, na gestão de riscos e na produção de dados contábeis confiáveis.

ARTE: TEN MARCEL CHAVES / CECOMSAER

Ten JOR Jonathan Jayme


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Desde o ano passado, a sigla “BI” vem transformando a rotina da 5ª Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER). O Plano de Ação Orçamentário do Comando da Aeronáutica de 2018, pela primeira vez, foi elaborado com a ajuda de uma ferramenta de Business Intelligence (BI). Com a adoção deste novo instrumento, é possível analisar dados orçamentários de forma rápida, pictorial e com o nível de detalhamento desejado, além de garantir transparência e acesso às informações. A utilização deste método informatizado de análise gerencial permite a consolidação de um grande número de dados, que devidamente

Apoio à Reestruturação Após um primeiro ano de existência dedicado a ajustes de processos internos e relacionamento com unidades subordinadas, o Centro de Apoio Administrativo da Aeronáutica (CEAP) tem como desafio promover a padronização e a melhoria da gestão de 43 organizações subordinadas. O órgão, ligado à Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), é responsável pelos Grupamentos de Apoio (GAP), Prefeituras, Pagadoria de Inativos e Pensionistas da Aeronáutica (PIPAR), Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga (FAYS) e pelas Bases Aéreas de Santos (BAST), Salvador (BASV), Florianópolis (BAFL), Fortaleza (BAFZ) e Afonsos (BAAF). Para uma gestão eficiente, o CEAP tem usado ferramentas de análise consistentes, cujos resultados são consolidados em Reuniões de Avaliação da Gestão, quando são apresentados

progressos, painéis de indicadores e informações gerenciais das diversas áreas de negócio, como hotelaria, moradia funcional, e gestão de Recursos Humanos. Para fomentar a inovação na gestão e a troca de experiências, são promovidas palestras de empresas com especialização em Centros de Serviços Compartilhados, que espelham, no mercado corporativo, o papel do GAP. Um dos resultados do trabalho do CEAP é a simplificação do processo de solicitação de reservas nos Hotéis de Trânsito dos GAP. Um módulo, disponível no aplicativo da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA) para o sistema operacional iOS (e, em breve, para Android), permite que os usuários acessem informações sobre a rede de hotéis e solicitem a reserva de forma rápida e segura.

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

“Transformar números em conhecimento” organizados, mostram como o orçamento está sendo distribuído e aproveitado dentro do exercício financeiro. “Trata-se de transformar números em conhecimento”, explica o Chefe da Seção de Estudos de Dados Orçamentários, Tenente-Coronel Intendente Francisco Luiz Guerra Figueira. Os gráficos têm contribuído para a distribuição de recursos para o próximo ano.

O Chefe da 5ª Subchefia, Brigadeiro Intendente Paulo Mauricio Jaborandy de Mattos Dourado, explica que, em época de crise e restrições orçamentárias, novas ferramentas, como o BI, alinhadas com as práticas de governança e de gestão de riscos, adquirem ainda mais relevância. “Não há espaço para erros, muito menos para desperdícios”, disse o oficial-general.

Entenda: o que é o Plano de Ação Orçamentário? O Plano de Ação é o documento-síntese deste planejamento, e contém as distribuições específicas das dotações orçamentárias para a realização das despesas do COMAER.


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Imóveis tombados em Belém compõem conjunto arquitetônico Os imóveis estão localizados no entorno da procissão do Círio de Nazaré Paisagístico do Instituto Gentil Bittencourt, e estão localizados na área por onde passa a procissão do Círio de Nazaré. De acordo com o artigo 18 do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, não se poderá, na vizinhança de um bem tombado, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade, bem como nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser

Ten JOR João Elias Vinte e três Próprios Nacionais Residenciais (PNR) da FAB são tombados ou estão em processo de tombamento na cidade de Belém (PA). Esses bens culturais compõem um conjunto arquitetônico com outros imóveis representativos para a cidade, como a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré e o Conjunto Arquitetônico e

mandada destruir a obra ou retirar o objeto, impondo-se neste caso a multa de 50% do valor do mesmo objeto. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o tombamento do entorno tem a função principal de preservar a qualidade ambiental e paisagística adequadas para o proveito e a compreensão do bem protegido e dos va-

lores a ele associados, funcionando como uma área de amortecimento entre o bem e o restante da cidade. Os imóveis na Avenida Governador José Malcher e Travessa Rui Barbosa, por exemplo, fazem parte de um conjunto de edificações com estilo neoclássico acrescido de algumas particularidades com traços luso-brasileiros, como o azulejamento das fachadas,

característico da linguagem oitocentista nacional. “É importante ressaltar o valor histórico que esses imóveis tombados representam. O tombamento garante a preservação da memória e da cultura do povo paraense, e a FAB se orgulha em fazer parte dessa preservação”, destacou o Comandante da Ala 9, Brigadeiro do Ar Ricardo José Freire de Campos.

Confira a lista dos imóveis tombados:

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Dois imóveis na Travessa Rui Barbosa – âmbito: federal, estadual e municipal;

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Um imóvel na Travessa Quintino Bocaiúva – âmbito: federal e estadual;

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Cinco imóveis na Travessa 14 de Março – âmbito: federal;

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Um imóvel na Travessa 14 de Março – âmbito: municipal (em processo de tombamento);

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Cinco imóveis na Avenida Governador José Malcher – âmbito: federal e municipal (em processo de tombamento);

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Três imóveis na Rua João Balbi – âmbito: federal e municipal (em processo de tombamento);

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Seis imóveis na Rua João Balbi – âmbito: municipal (em estudo para o processo de tombamento);

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Basílica de Nossa Senhora de Nazaré;

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Instituto Gentil Bittencourt.

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Av. Braz de Aguia

ARTE: TEN MARCEL CHAVES / CECOMSAER

FOTO: SD COSTA RIBEIRO / ALA 9

HISTÓRIA


7 FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

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Assista ao vídeo:

INTEGRAR

Transporte aéreo logístico apoiou projeto de preservação de felinos ameaçados de extinção Asp JOR Carlos Balbino

FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

Utilizar meios para o deslocamento de pessoal e material em apoio a operações militares ou ações governamentais é uma das Ações de Força Aérea previstas na doutrina da FAB. Em junho, a Força Aérea desempenhou tal papel ao levar duas onças pintadas de volta para a Amazônia. Os animais foram reintroduzidos no habitat natural após passarem cerca de

um ano e meio em Corumbá de Goiás (GO), em um criadouro científico para a conservação de felinos ameaçados de extinção. Ainda filhotes, os animais foram resgatados e mantidos isolados em um recinto com mata fechada até que ficassem fortes o bastante para retornarem à natureza. “As onças chegaram com hipotermia e desnutridas, tiveram desequilíbrio eletrolítico, problemas de locomoção e uma

delas teve convulsão”, contou a veterinária que as recebeu, Pollyanna Motinha Santos. O apoio para o transporte até a região sul do Pará foi dado pela FAB. No hangar da Ala 1, em Brasília (DF), as jaulas passaram pelo mesmo procedimento de segurança adotado na FAB para o preparo do transporte de cargas. Para transportar as onças, a FAB utilizou dois tipos de aeronaves (C-130 e H-60), que já iriam ser deslocadas para o norte do país. A data foi ajustada de acordo com a programação das missões. Sempre que há espaço e que não seja extrapolado o limite de carga das aeronaves, pessoas, insumos e suprimentos podem ser transportados pelo Correio Aéreo Nacional (CAN). Do CPBV até o seu destino final, os animais foram levados a bordo do helicóptero H-60 Black Hawk até um recinto de 14 mil metros quadrados no sul do estado do Pará

FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

Onças pintadas são reintroduzidas na natureza com ajuda da FAB

No C-130 Hércules, as onças foram transportadas sem sedação, com suas jaulas cobertas por uma lona para que não estranhassem o processo de transporte

“A nossa equipe está treinada para atender e levar todo tipo de carga, até mesmo esta, composta por duas onças”, explicou o Comandante da Aeronave, Capitão Aviador Guilherme Guimarães Neto, do Esquadrão Gordo (1º/1º GT). A soltura das onças foi acompanhada pelo Diretor do Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), Tenente-Coronel Aviador André Maurício Schneider. Para ele, a ajuda prestada pela FAB tem como base um dos pilares da missão institucional da Força. “A integração do território nacional tem total relação com o transporte aéreo logístico, que proporciona e dá os meios

para que essa integração aconteça”, ressaltou. As onças ficarão em um recinto de 14 mil metros quadrados, no meio da floresta Amazônica por, pelo menos, mais um ano. De acordo com um dos pesquisadores que acompanharão as onças nesse período, o biólogo Leonardo Sartorello, as duas felinas serão monitoradas até aprenderem a caçar sozinhas e estarem prontas para viver em liberdade. “Nós fazemos esse procedimento para a segurança dos animais e a nossa também. Depois de um ano, quando já estiverem com o corpo de um adulto, conseguiremos soltá-las”, finalizou.


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DIA DO SOLDADO

Vida de Praça Soldados da FAB relatam suas atividades em diversas regiões do país Ten JOR Cristiane dos Santos sil em vários conflitos nacionais e internacionais, tornando-se o Patrono do Exército Brasileiro. Dentro da hierarquia das Forças Armadas, a base da pirâmide começa com os soldados. Conheça a rotina de alguns desses militares na FAB.

S2 Eduardo Martins - DTCEA-SM “Levo a paixão pela FAB desde pequeno. O meu avô foi o primeiro comandante do DTCEA-SM e meu pai trabalha aqui há mais de 33 anos, e também foi soldado. Eles tiveram influência na minha jornada. Desde pequeno frequento este lugar e, com o passar dos anos, fui me identificando com a farda. Sempre quis ser soldado, assim como meu pai. Eu me formei como 01 da turma e fui Recruta Padrão. Isto está totalmente ligado à educação que eles me deram. Hoje, trabalho na secretaria do DTCEA-SM e também exerço atividade de motorista das viaturas.”

FOTO: CB SILVEIRA

FOTO: SD MAURÍCIO

Proteger a nação é uma tarefa que exige coragem e determinação, características que o soldado tem de sobra. E esse comprometimento é celebrado: 25 de agosto, Dia do Soldado. A data marca o nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, que lutou e defendeu o Bra-

S2 Jeferson Joaquim DTCEA-MDI

“Eu sou auxiliar da Seção de Motores do Esquadrão de Logística. A minha rotina é ajudar os mecânicos de motores na manutenção das aeronaves A-29 Super Tucano e C-98 Caravan durante as inspeções, lavagem de compressor, download de dados das aeronaves, dentre outras atividades. É muito gratificante saber que contribuo de alguma forma para o cumprimento da missão da FAB na Amazônia.”

“Sirvo no Morro da Igreja, em Urubici, na Serra Catarinense. Aqui, enfrentamos as condições mais adversas possíveis, com temperaturas abaixo de zero, ventos fortes e até mesmo neve. Passamos por invernos rigorosos, o que exige o máximo de cada militar. Trabalho na sessão administrativa do DTCEA-MDI, cuidando do departamento de pessoal e do Hotel de Trânsito, onde recebemos militares de outras unidades para missões de manutenção do radar. Me sinto gratificado por saber que o meu trabalho contribui para a garantia da soberania do espaço aéreo no Sul do Brasil.”

FOTO: SD HAKKENEN

S2 José Robson Almeida Souza da Silva Júnior - Ala 7


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FOTO: SD LINCOLN

“Ser soldado é executar sem hesitar e amar a farda acima de tudo. Desde que comecei a atuar como militar, o meu trabalho foi árduo e intenso. A rotina na caserna também pode ser bem estressante: ficamos dias longe de casa e vamos a lugares que não conhecemos. Porém, mesmo com tantas variáveis, estamos sempre prontos e dispostos a cumprir qualquer missão. O que nos motiva é saber o bem que fazemos à sociedade.”

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

S2 Flavio Ramos Vidal Filho BAAF

S1 José Ricardo Gomes de Lima Junior - Ala 1 S1 Igor Branco de Oliveira - Ala 5

FOTO: SD GODINHO

FOTO: SD MADEIRO

“Eu me identifiquei muito com a missão do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, o PARA-SAR, por isso eu escolhi atuar aqui. Desde então, eu me voluntariei também para realizar os cursos de paraquedista e de dobragem de paraquedas. Eu sou voluntário para todas as missões, como o salto de emergência dos cadetes da AFA e o curso de paracomandos. O que tiver de missão, e eu puder ir, vou com o maior entusiasmo, porque eu estou aqui para cumprir missão. É uma realização profissional.”

“Desde que ingressei na FAB, eu voltei minha atenção para o canil, dedicando o meu tempo a aprender como é o treinamento de cães militares, do nascimento à formação dos filhotes até a formação na fase adulta. O objetivo é preparar os cães para executar vários tipos de missões, como busca de entorpecentes e serviço de guarda. Também atuo na formação de cinotécnicos, que são os militares operadores do cão tanto em missões do Grupo de Segurança e Defesa quanto no dia a dia de treinamento.”

S1 Kessy Darlly Ferreira Machado - Ala 1 “Desde agosto de 2014 estou na FAB e vim direto para o Pelotão de Motociclistas da Aeronáutica (PMA). Eu fiz o estágio de Polícia da Aeronáutica (PA), o curso de batedor e, por fim, o curso de mecânico da Harley-Davidson, que são as motos que utilizamos. Na função de PA, realizo escolta de comboios, de material bélico e de valores. Também faço escolta de autoridades, como o Presidente da República, Ministros do Brasil e de outros países.”


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FOTO: ARQUIVO PESSOAL

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DIA DOS PAIS

Pai e filho: unidos pela carreira Suboficial formado pela EEAR é pai do atual Comandante da unidade Ten JOR Raquel Alves Imagine comandar uma unidade militar da FAB onde seu pai iniciou a carreira? Essa é a missão do Brigadeiro do Ar Valdir Eduardo Tuckumantel Codinhoto, filho do Suboficial da reserva Valdir Codinhoto. Exercendo o cargo de Comandante da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), o Brigadeiro Codinhoto (que leva o

mesmo nome de guerra do pai) recorda a carreira na FAB. “Ao ver meu pai no desempenho do trabalho dele e o convívio com os amigos de farda, foi me despertando o desejo de fazer parte daquele ambiente”, descreve o oficial-general. Desde pequeno, o Brigadeiro Codinhoto já frequentava o local de trabalho do pai. No período de férias visitava a área de manutenção de aeronaves, especia-

lidade do pai, e viver entre os aviões despertou nele o desejo de ser aviador. “Já no ensino fundamental, ele começou a estudar para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). Disse para ele que seria uma carreira muito intensa e que não seria fácil, mas em momento algum ele desistiu”, explica o Suboficial. O resultado veio algum tempo depois. Presente nas duas formaturas (da EPCAR

e da Academia da Força Aérea), o Suboficial Codinhoto não escondeu o orgulho e a felicidade de ver o filho comandar a mesma instituição na qual ingressou. “Sempre trabalhei muito para oferecer o melhor para meus filhos e não há felicidade maior para um pai do que ver isso acontecer. E eu estava lá!”, relembra o militar. Ao receber a notícia do filho que ele iria comandar a Escola de Especialistas, o Su-

boficial Codinhoto ficou várias noites pensando em como seria a atuação do filho e ansioso para assistir à passagem de comando. “Tanto para mim quanto para meus colegas, foi uma grande felicidade. Ter meu filho no comando da escola onde iniciei minha carreira foi uma grande surpresa. Valeu muito a pena todo o sacrifício passado para que ele chegasse aqui. Sinto-me um pai realizado.”, descreve o militar da reserva.


especialistas durante minha formação foi fundamental para ser o profissional que sou hoje”, comenta. Todos os obstáculos impostos pela vida são esquecidos quando um pai vê um filho na carreira que almejou. A alegria do Suboficial Codinhoto é triplamente comemorada: além do oficial-general, o segundo filho dele também é suboficial e sua neta se formou recentemente na EEAR.

Presente de pai onde está sediada a EEAR. O pedido foi aceito e o presente preparado durante os dois anos do curso de formação de Enzo. A ultramaratona, que durou dois dias, começou às 7 horas do dia 20 de junho. “Quando pensei em um presente, queria algo importante não só pra mim, mas para meu pai também. Então resolvi juntar as duas coisas que mais proporcionam orgulho e satisfação a ele, a FAB e

FOTO: CB T. RIBEIRO / EEAR

O Sargento Nilton Pedro do Amaral, do efetivo da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), correu 260 km para atender ao pedido de seu filho, o agora Sargento Enzo Ferraro Lage do Amaral. Sabendo que seu pai é um maratonista de longa distância, o sargento Enzo pediu que ele fosse para sua formatura, realizada no dia 22 de junho, correndo, do Rio de Janeiro (RJ) até a cidade de Guaratinguetá (SP),

Além do pai, o Brigadeiro Codinhoto tem um irmão e uma sobrinha militares

FOTO: CB T. RIBEIRO / EEAR

O Brigadeiro Codinhoto sente-se honrado em comandar a EEAR, mas descreve que a responsabilidade é grande. “Eu me sinto com uma responsabilidade dobrada. Coloco-me na posição do meu pai e tento me imaginar naquele garoto que ingressou na EEAR, em 1960, e jamais imaginaria que iria ter um filho que comandaria a Escola. A minha formação foi determinante para que eu chegasse ao comando hoje, e a contribuição de muitos

260 km Guaratinguetá

11 FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

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O Sargento Amaral concluiu o percurso no dia da formatura do filho

o atletismo, e veio o pedido da ultramaratona. E, vê-lo chegando ao meu Esquadrão, que foi minha casa durante dois anos, foi emocionante - uma sensação inexplicável, de muita gratidão”, comentou emocionado o Sargento Enzo. A chegada à EEAR foi às 11h30 do dia 22 de junho, dia da formatura. O Sargento Amaral e sua equipe foram acompanhados pelo

grupamento da Turma Pantera, que os escoltaram até a chegada ao Esquadrão Branco. “Esse momento que vivi é inesquecível. O que eu fiz aqui foi por amor, e não tem satisfação maior que dar esse presente ao meu filho, pedido há dois anos, ao ingressar na Escola. As asas foram colocadas, agora o voo é dele”, comentou, orgulhoso, o ultramaratonista Sargento Amaral.


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COMUNICAÇÃO

Não exponha vítimas de acidentes nas redes sociais: além de irresponsável, pode ser crime! Com o advento das mídias sociais e os smartphones, é cada vez mais comum a disseminação de fotos e vídeos de vítimas de tragédias pela internet. Tal exposição pode ter consequências psicológicas e jurídicas Seja um acidente aéreo, trânsito ou catástrofe natural, imagens de acidentados são constantemente postadas e compartilhadas em aplicativos de mensagens e nas mídias sociais. Muitas pessoas, assim que presenciam uma tragédia,

empunham rapidamente a câmera do celular para registrar detalhes da vítima, com ou sem vida. O impulso de ser o primeiro a divulgar o fato na web acaba sobrepondo a ética. O resultado é uma postagem invasiva e até desrespeitosa não só com a pessoa que está em um momento de fragilidade, mas

FOTO: CB ANDRÉ FEITOSA / CECOMSAER

Sgt BET Clara Avelino

também com seus familiares e amigos. Segundo a Chefe da Seção de Psicologia do Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB), Tenente Psicóloga Franciele Paiva, esse tipo de publicação pode trazer efeitos psicológicos graves para a pessoa exposta e para seus entes queridos. “Nas vítimas, pode despertar a sensação de desamparo por serem expostas em momento de maior vulnerabilidade e que precisam de cuidados e salvamento. Em caso de vítimas fatais, para uma família, saber detalhes da morte é muito traumático.

Em maio deste ano, imagens do acidente envolvendo um caça F-5 Tiger e dois pilotos da FAB foram compartilhadas rapidamente através de aplicativos de mensagem e redes sociais.

Dificulta muito o processo de luto da família que, além da perda, precisa lidar com o fato de que foi doloroso, trágico, com sofrimento”, explica. O Adjunto Jurídico do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), Tenente Serviços Jurídicos Gustavo de Carvalho, destaca outras consequências. As postagens podem caracterizar crimes contra a honra - injúria e difamação - previstos no Código Penal Brasileiro. No caso de vítima fatal, a postagem pode se enquadrar como crime de vilipêndio a cadáver, quando alguma pessoa desrespeita o corpo humano. “Além da responsabilização na esfera criminal, é possível que tal conduta ainda enseje responsabilização civil, caracterizada em perdas e danos materiais e morais, já que a violação da imagem de pes-

soas físicas ou jurídicas, através de ato ilícito, é passível de indenização. Isso porque é prevista especial proteção à imagem pela Constituição Federal de 1988”, alerta o oficial. Se a atitude de registrar imagens do acidentado se sobrepuser à de socorrer, o indivíduo ainda pode responder por omissão de socorro. “O artigo 135 do Código Penal deixa claro que, nas situações em que o ‘cinegrafista/fotógrafo’ teria a possibilidade de prestar o socorro, sem colocar em risco a sua integridade física, ou de chamar a autoridade competente para fazê-lo e não o faz, constitui conduta delituosa, passível de pena de detenção de um a seis meses e multa. Quando da omissão resultar lesão grave, a pena é dobrada. Caso resulte morte, será triplicada”, completa o Tenente Gustavo.


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ESPAÇO AÉREO CARREIRA

Ten JOR Felipe Bueno Compete à Assessoria de Segurança Operacional do Controle do Espaço Aéreo (ASOCEA), assessorar o Comandante da Aeronáutica nos assuntos relativos à supervisão da segurança operacional do serviço de navegação aérea e gerenciar o Programa de Vigilância da Segurança Operacional do Serviço de Navegação Aérea. No início de junho, representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) e da ASOCEA partici-

param de uma reunião com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O objetivo foi estabelecer a colaboração entre os órgãos e atualizar o Plano de Implementação do Programa de Segurança Operacional do Estado Brasileiro. O Chefe interino da ASOCEA, Coronel Aviador Maurício Teixeira Leite, ressaltou a importância de um mecanismo de apoio mútuo. “Estamos trabalhando em um sistema de decisão integrada baseada em coleta de dados. Será uma espécie de comitê para a tomada de decisão colaborativa”, disse. No mesmo mês, um Acordo de Cooperação Técnica entre a Marinha do Brasil e a FAB foi

FOTO: LUIZ EDUARDO PEREZ

ASOCEA fortalece colaboração entre instituições

Acordo entre FAB e Marinha foi assinado pelo Coronel Teixeira e pelo Vice-Almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha

assinado, visando à segurança operacional em Estações Prestadoras de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo de Categoria M (EPTA CAT M). Tais estações apoiam operações de pouso e decolagem em embarcações e plataformas marítimas que possuam helideques. A Diretoria de Portos e Costas (DPC), da Marinha, rea-

lizará a inspeção da segurança operacional nas estações em coordenação com a ASOCEA. Esta, por sua vez, vai prover a capacitação de vistoriadores da Marinha e disponibilizar material de orientação e apoio à tarefa. Ainda, a ASOCEA realizará as inspeções de segurança nos provedores dos serviços de navegação aérea.

“O Acordo de Cooperação Técnica justifica-se pelos princípios da eficiência, eficácia e economicidade no emprego dos inspetores navais e de controle do espaço aéreo, desonerando a administração pública de realizar duas inspeções na mesma embarcação ou plataforma”, destaca o Coronel Teixeira.

FOTO: SD EDUARDO / CIAAR

CARREIRA

Para se tornarem oficiais, militares do QSS e do QFG cursam o EAOF durante 14 semanas no CIAAR, em Belo Horizonte (MG)

No CIAAR, EAOF é oportunidade de progressão na carreira de especialistas Ten JOR Emília Maria A cada ano, durante 14 semanas, cerca de 90 militares da FAB aprimoram suas experiências e vivenciam novos conhecimentos para avançar na carreira. São os alunos do Estágio de Adaptação ao Oficialato (EAOF), realizado no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG). O curso é destinado aos militares que compõem o Quadro de Suboficiais e Sargentos (QSS) e do Quadro Feminino de Graduados (QFG) que tenham interesse em ingressar na carreira de oficial e que atendam às condições previstas no edital do exame de admissão. Até setembro, a aluna Shana

Viana da Costa Tavares da Silva é uma das quatro mulheres que integram uma turma de 83 militares. Para ela, o curso é uma oportunidade de reunir a experiência adquirida ao longo dos anos a um novo olhar na profissão. “É um curso que prima pela excelência na formação, haja vista que o aluno possui vivência militar, porém necessita se adaptar às responsabilidades da carreira de oficial”, diz a militar. “A rotina de estudos, apesar de extenuante àqueles que não a vivenciavam, segue os parâmetros necessários ao aperfeiçoamento do aluno, através do desenvolvimento tanto de aspectos cognitivos e físicos, quanto da vida prática, fortalecendo valores como a dis-

ciplina, a hierarquia e o espírito de camaradagem, fundamentais ao processo de adaptação ao oficialato”, completa a aluna. De acordo com um dos coordenadores do EAOF, Tenente Especialista Joerbet Morais Ferreira, os conhecimentos ministrados no Campo Geral fornecem ao aluno noções de administração, proporcionando-lhe subsídios para assumir funções como agente de administração, além de aprimorarem a capacidade de expressão oral e escrita e ampliarem a cultura geral. “Já a instrução ministrada no Campo Militar possibilita que os conhecimentos adquiridos sejam enfatizados para a adaptação ao oficialato, preparando o aluno para o exercício de chefia e liderança militar”, explica o Tenente Joerbet.


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CARREIRA

Entenda a importância da avaliação de graduados Maj Av Bruno César Guimarães de Oliveira Uma das principais ferramentas que sustentam a distinção do mérito entre os graduados da FAB é a Ficha de Avaliação de Graduados (FAG), preenchida anualmente com o objetivo de avaliar o desempenho dos militares quanto ao conceito moral e profissional, possibilitando o aprimoramento dos avaliados. Nesse contexto, cabe destacar o peso da avaliação na carreira dos graduados, pois são esses registros que ser-

virão como base para importantes decisões dos setores de recursos humanos, como, por exemplo, as concessões de reengajamento, as promoções, a seleção para cursos e concursos, a concessão de medalhas, as designações para cursos, estágios e missões relevantes - no Brasil e no exterior - e, quando na reserva, a eventual contratação para prestação de Tarefa por Tempo Certo (TTC). Assim, é importante lembrar que, mesmo após a sua formatura na EEAR, o graduado deverá solicitar seus

pedidos de reengajamento até completar dez anos de serviço. Para os deferimentos nesses pedidos e para a promoção por merecimento, são considerados todos os registros da carreira. Por isso, as FAG são essenciais para permitir tais concessões, como reflexo direto dos níveis de desempenho do avaliado. Ressalta-se também que, no caso dos graduados não estabilizados, não existe a necessidade de Conselho de Disciplina para o licenciamento dos militares que recebam indeferimento em seu reenga-

jamento ou ingressem no mau comportamento, por exemplo. Como forma de ampliar o conhecimento dos processos de avaliação e da carreira dos graduados, recomenda-se a leitura das seguintes legislações: Estatuto dos Militares; Regulamento de Promoções de Graduados da Aeronáutica (REPROGAER); Regulamento do Corpo do Pessoal da Aeronáutica (RCPGAER); ICA 39-17 (Avaliação de Desempenho de Graduados); e RMA 29-1 (RDAER). É evidente a necessidade do avaliado conhecer as pu-

blicações e as ferramentas utilizadas no processo de avaliação e de participar efetivamente, assessorando seu avaliador, fornecendo o registro de suas atividades durante o Período Padrão de Avaliação, bem como solicitando o feedback previsto. Na ausência deste, a consciência e o aprimoramento do desempenho são prejudicados, perdendo-se a confiabilidade de tão importante ferramenta de distinção do mérito. Comissão de Promoções de Oficiais - CPO

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

A importância da estatística na prevenção de acidentes aviação mundial. Com a disseminação dos computadores, pessoas e empresas em todo o mundo passaram a fornecer e receber dados abundantemente. No universo da aviação a coleta de dados tem auxiliado

ARTE: REPRODUÇÃO

Com o passar dos anos a tecnologia tem sido cada vez mais presente na aviação. Mas os avanços não se restringem aos aviões e seus sistemas, o processamento de dados tem sido ferramenta importante no contexto da

na tomada de decisões cada vez melhores, com destaque significativo para a área de segurança de voo. “Estatística é uma ciência utilizada para coleta e análise de dados. ” Na prevenção de acidentes aeronáuticos, essa ciência tem permitido ampla visualização dos dados de ocorrências das últimas décadas. A adoção de plataformas tecnológicas dinâmicas, didáticas e auto instrutivas na apresentação de dados estatísticos tem permitido o incremento do detalhamento nas consultas e na comparação de cenários. Dessa forma, é possível apresentar as informações em forma de gráficos dinâ-

micos e customizados. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) utiliza a estatística em três vertentes: Visualização de dados: automatização do processo de extração e apresentação visual dos dados das ocorrências notificadas ao CENIPA. Assessoria estatística: apoio no fornecimento de dados para órgãos externos e internos; elaboração e gestão de indicadores; cálculos para apoiar na tomada de decisão da chefia; validação de técnicas estatísticas aplicadas por pesquisadores e estudantes. Produção de material: compilação de dados em Sumários Estatísticos, dis-

poníveis online: www.cenipa.aer.mil.br, customizados para os variados segmentos da aviação. A estatística está evoluindo em paralelo com a engenharia aeronáutica. A perspectiva futura é de que o estudo de dados coletados ajude a indústria aeronáutica a detectar e evitar condições que, estatisticamente, levam a situações de acidentes e incidentes. Dessa forma, a ciência trará a sua contribuição para a segurança da aviação em proporções cada vez maiores. Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA


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ENTRETENIMENTO

CAÇA-PALAVRAS A formação do INTENDENTE começa na AFA, onde os cadetes cursam Administração com ênfase em Administração Pública e Ciências da Logística com habilitação em Intendência da Aeronáutica. O intendente é responsável por fornecer à tropa todos os INSUMOS necessários para o cumprimento das missões da FAB. A atuação abrange atividades afetas ao DIREITO, à ADMINISTRAÇÃO, à CONTABILIDADE, às FINANÇAS e à gestão de projetos. Em várias unidades, o Chefe ou Comandante é um intendente, como no Centro de Controle Interno da Aeronáutica (CENCIAR), na Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), no Centro de APOIO Administrativo da Aeronáutica (CEAP) e nas PREFEITURAS de Aeronáutica.

RESPOSTAS DO MÊS ANTERIOR


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Notaer agosto 2018  

INTENDÊNCIA FAB mostra modernização e reconhecimento na área de gestão

Notaer agosto 2018  

INTENDÊNCIA FAB mostra modernização e reconhecimento na área de gestão

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