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Ano XLI

Nº 04

Abril, 2018

ISSN 1518-8558

Ninho das Águias (PÁGS. 8 E 9)

Conheça os Cadetes da AFA e suas histórias de superação (Págs. 8 e 9) ESPAÇO: FAB investe no desenvolvimento da área espacial (Pág. 6)

CARREIRA: Confira os currículos dos Oficiais-Generais promovidos (Págs. 10 a 14)


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Abril - 2018

CARTA AO LEITOR

Expediente

A força que nos move A capacidade de superar desafios é algo inerente à Força Aérea Brasileira desde suas origens. Nascida em plena Segunda Guerra Mundial , a FAB logo recebeu seu batismo de fogo com as equipagens do Primeiro Grupo de Aviação de Caça voando e honrando as cores do Brasil nos céus da Itália. Foi lá que os integrantes do tão famoso “Senta a Púa!” vivenciaram um dia que viria a ser comemorado para sempre na nossa história: o 22

de abril de 1945. Superando limites físicos, emocionais e operacionais, pilotos e mecânicos brasileiros realizaram a incrível marca de 44 saídas em um mesmo dia, com apenas 22 pilotos. Nascia então o Dia da Aviação de Caça. Esta edição do NOTAER rende sua homenagem não só a esta data simbólica da FAB, mas também mostra como essa história de dedicação e profissionalismo, juntamente com tantas ou-

tras da nossa rica memória, hoje são cultuadas e valorizadas pelos cadetes da Academia da Força Aérea. Sucessores de um legado de tamanha magnitude, os cadetes de hoje, homens e mulheres, têm a responsabilidade de conduzir a FAB a voos ainda mais altos. Exemplos de suas histórias de superação, contadas nas páginas deste NOTAER, nos mostram que eles já nasceram vencedores. Como também o são os

Oficiais-Generais que ocupam boa parte desta edição, os quais carregam sobre seus ombros a nobre missão de seguirem decidindo os rumos da Força Aérea Brasileira, essa mesma Força que nasceu em combate e que nunca pode se esquecer de que um dia a ele poderá voltar. Boa leitura!

Brig Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social O jornal NOTAER é uma publicação da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao mensal do Centro de Comunicação Social público interno. da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Paulo César Andari. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente Coronel Aviador Chefe da Subdivisão de Produção e DivulBruno Pedra. gação: Tenente-Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida. Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno (MTB 0005913/PE) e Tenente Relações Editores: Tenente Jornalista Felipe Bueno Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759). (MTB 0005913/PE) e Tenente Relações Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Diagramação e Arte: Tenente Chaves, Suboficial Ramos, Sargento Polyana. Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, Sargento Polyana e Cabos M. Gomes Capa: Cabo André Feitosa. e Pedro. Tiragem: 18.000 exemplares. Tiragem: 18.000 exemplares

ESPAÇO DO LEITOR

“O risco potencial do uso de drones - feito de maneira que contrarie as disposições normativas aplicáveis ao caso - foi tema do 68º Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA). A relevância desse assunto se torna cada vez mais evidente à medida que os drones se popularizam, haja vista os preços mais acessíveis no mercado.” Tenente Aviador Déric Igor Belo Santiago dos Santos (Ala 7)

Estão autorizadas transcrições integrais ou Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencioparciais das matérias, desde que mencionada a fonte. nada a fonte.

“Muito interessante a matéria apresentando o trabalho do CENIPA na edição de março. Normalmente as pessoas tendem a associar o Centro apenas à investigação de acidentes, mas o trabalho de prevenção é de grande relevância e ajuda a evitar novas ocorrências. Importante, ainda, foi o enfoque dado à equipe, mostrando ao leitor a possibilidade de conhecer os fatores centrais na investigação.” Tenente Psicóloga Camila Ferrari de Almeida (CENIPA)

Endereço: Esplanada dos Ministérios Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” Bloco “M” 7º andar - CEP: 70045-900 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF Brasília/DF

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora

“‘Os covardes nunca tentaram. Os fracos ficaram pelo caminho. E só os fortes conseguiram’. Acredito que essa frase, estampada na Escola de Especialistas de Aeronáutica, se refere a uma força que não é física, mas sim, à força de vontade, à determinação e ao afinco. E é exatamente isso o que vejo na vida do aluno Everton, contada no Notaer de março. Sua história é um exemplo de que todo esforço vale a pena e de que não podemos nos acomodar, mas buscar evoluir sempre.” Aluna Ranna Kerolly Marinho Ronchi (EEAR)

Este espaço é para você, Leitor! Envie seus comentários e sugestões para notaer@fab.mil.br


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Há quase um ano, a Força Aérea Brasileira dava um passo fundamental no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). Agora, por decisão da Presidência da República e demonstrando a importância dada ao tema, foi criado o Comitê Interministerial de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro com o objetivo de avançarmos ainda mais nessa área tão relevante para o desenvolvimento de nosso País. A Força Aérea Brasileira, além de ser a responsável pelo controle do SGDC, segue participando ativamente do desenvolvimento espacial brasileiro na discussão da governança do seu programa, além de

outras questões igualmente importantes como fundiárias, desenvolvimento do veículo lançador e recomposição do quadro de pessoal técnico. Falando de pessoal, gostaria também de parabenizar alguns dos líderes de nossa Força, promovidos a Oficiais-Generais neste mês, os quais são objeto de destaque nesta edição. Todos eles compõem uma parcela valiosa dos nossos recursos humanos, destacados por suas trajetórias e que foram selecionados para darem continuidade às suas carreiras, agora em postos que trazem ainda mais responsabilidades. Dentre os promovidos, a maioria passou pela Academia da Força Aérea (AFA) e enfrentou uma série de desafios. Vencê-los significou

serem bem forjados para se tornarem os Oficiais-Generais que hoje são. Anualmente, centenas de cadetes transpõem diversas dificuldades – como é possível observar na matéria deste NOTAER que acompanhou um pouco da rotina na AFA. Conhecer suas histórias é importante para nos mantermos motivados e focados em nossos objetivos. Abril também é o mês da nossa gloriosa Aviação de Caça, que merece sempre deferência pelos feitos do passado, por sua evolução constante e pela relevância no cumprimento de nossa missão de defender o território nacional. Senta a Púa! BRASIL! Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Senta a Púa!


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REESTRUTURAÇÃO

Esquadrões são transferidos para novas localidades Confira as sedes de 2° ETA, 1°/8° GAV, 1°/7° GAV e 3° ETA

FOTO: ALA 10

Esquadrão Pastor (2° ETA)

Esquadrão Pioneiro (3° ETA)

FOTO: ALA 12

Esquadrão Orungan (1°/7° GAV)

FOTO: ALA 12

Um dia após se apresentar com suas equipagens na Ala 10, em Parnamirim, zona metropolitana de Natal (RN), o Esquadrão Pastor (2º ETA) já realizou sua primeira missão sediado em solo potiguar. Uma aeronave C-95 Bandeirante foi acionada, em 23 de janeiro, para o transporte de uma tropa do Exército Brasileiro até Teresina (PI). Além dos aviões do Pastor, vindos do Recife (PE), os helicópteros H-36 Caracal do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) chegaram a Natal no dia 22 de janeiro oriundos de Belém (PA). Essas mudanças fazem parte do processo de reestruturação administrativa e operacional da FAB. “A Instituição possui amplitude nacional e tem, ao mesmo tempo, alcance e flexibilidade. Então, o que precisamos é concentrar os esforços e aumentar a operacionalidade. Daqui de Natal, o 2º ETA continuará cumprindo sua missão e o 1º/8º GAV trabalhará de forma muito mais eficiente. Trazendo eles para cá, a Força estará diminuindo a carga pública, mantendo a operacionalidade e tornando seus meios mais eficientes”, explica o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros. Já o Esquadrão Orungan (1°/7° GAV), que era sediado em Salvador (BA), começou a ser transferido para a Ala 12, localizada no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ), no início do ano. A Unidade opera a aeronave P-3 AM e, dentre suas missões, realiza

a vigilância do mar territorial, treinando e qualificando suas equipagens de combate, por meio de operações isoladas ou em conjunto. Tendo uma plataforma multimissão, o P-3 ainda é capaz de realizar missões de antissubmarino, busca e salvamento, controle aéreo avançado, patrulha marítima, reconhecimento aéreo e posto de comunicações no ar. “Essa mudança é um desafio que vai envolver a dedicação do efetivo para as adaptações do homem à nova localidade, na área de logística, administrativa e no próprio emprego operacional da aeronave. Com a tradição e a competência demonstradas pelo esquadrão, nos últimos 70 anos de existência, com certeza, nós vamos superar os desafios e colaborar com a reestruturação da Força”, afirma o Comandante do Orungan, Tenente-Coronel Erivando Pereira Souza. Por fim, o Esquadrão Pioneiro (3° ETA), que atuava a partir da Ala 11, na Ilha do Governador (RJ), transferiu sua sede para a Ala 12, em Santa Cruz (RJ), desde dezembro de 2017. A unidade incorporou aeronaves e parte do efetivo do Esquadrão Carajá (4° ETA), que foi desativado. “Com a mudança, as ações de preparo operacional terão mais fluidez e continuidade, já que o aeródromo da Ala 12 proporciona treinamentos em sede - devido ao baixo fluxo de tráfego aéreo - além do contato com a operação das outras aviações sediadas na Ala, que auxilia na compreensão do complexo cenário operacional atual”, ressalta o Comandante do Esquadrão, Major Fábio Ferreira Silva.

Esquadrão Falcão (1º/8º GAV)

FOTO: ALA 10

Ten JOR João Elias Ten REP Juliana Lopes


EDUCAÇÃO

“Saudade de casa não foi fácil. Receber as nossas tão sonhadas insígnias foi muito gratificante” Ten JOR Raquel Alves O orgulho de vestir o azul está estampado nos olhos da aluna do primeiro ano da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), Olga Voese Cordeiro. A vida da adolescente de 17 anos foi marcada por vários episódios que fizeram com que a palavra “obstáculo” não existisse em seu dicionário, sendo substituída por “persistência” – que sempre falou mais alto. Aos nove anos de idade, Olga começou a estudar em um Colégio Militar, em Curitiba (PR), e, a partir daí, conheceu o significado de civismo. Foi lá que começou a desenvolver os valores inerentes à vida militar, aprendeu a cantar o Hino Nacional e se apaixonou pelo Brasil. “Passei muito tempo sem saber o que é ser brasileira e o significado de Pátria. Hoje, a única coisa que eu quero é servir meu

País”, ressalta a Aluna Olga. Aprovada no Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR 2018), dentro das vagas previstas para mulheres, Olga não imaginava que enfrentaria vários desafios. Nos 20 primeiros dias de adaptação, passou por atividades físicas, instruções de ordem unida, aulas de regulamentos da Aeronáutica e conduta militar. Mas a maior dificuldade foi a convivência com os outros 179 alunos. “Eu não imaginava que conviveria 24 horas por dia com pessoas de diferentes costumes, regiões e culturas. No início foi difícil, mas agora eu os vejo como irmãos”, conta. Após esse período, os alunos continuam com as instruções militares e o Ensino Médio regulamentar. Olga explica que não há tratamento diferenciado entre os gêneros dentro da Escola,

mas que existe sim muito companheirismo. “Sendo aluna de uma escola militar, eu me sinto inovadora. Todas as mulheres que têm o sonho de fazer parte dessa família devem ter o seu espaço conquistado. Somos todos unidos e sempre um ajudando o outro, inclusive os alunos das outras turmas”, destaca. A emoção tomou conta do Pátio da Bandeira da Escola quando ela e os demais alunos receberam a platina, após dias incansáveis de treinamento para a solenidade. “Passar o período de adaptação com tantas atividades, saudade de casa não foi fácil. Receber as nossas tão sonhadas insígnias foi muito gratificante. Ouvir dos nossos superiores que eles sentem orgulho de nós me faz ter mais força para chegar ao meu objetivo: ser aviadora”, revela a aluna.

“Phoenix” foi o nome escolhido pela nova turma do Primeiro Esquadrão da EPCAR. A designação faz referência à ave mitológica que se consumiu em chamas ao final de sua vida, renascendo de suas próprias cinzas, considerada símbolo de esperança, persistência e transformação.

SAÚDE

Nova norma para inspeção de saúde entra em vigor O Comando-Geral do Pessoal da Aeronáutica (COMGEP) publicou uma nova norma sobre as inspeções de saúde dos militares e seus dependentes. A Norma de Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA 160-9) entrou em vigor no dia 5 de março. O objetivo é regulamentar as inspeções, estabelecendo conceitos e

processos gerais, incluindo a padronização de julgamentos e requisitos de aptidão aplicáveis às causas gerais de incapacidade das diversas categorias funcionais do Comando da Aeronáutica. O documento completo pode ser acessado no Boletim do Comando da Aeronáutica nº 208, de 5 de dezembro de 2017.

5 FOTOS: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

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FOTO: AGÊNCIA ESPACIAL FRANCESA

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FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Primeira reunião do Comitê marca início de reorganização na área espacial

ESPAÇO

FAB investe no desenvolvimento da área espacial Novos passos têm contribuído para fomentar os projetos espaciais, não só na Força Aérea, mas também em toda a esfera governamental Ten JOR Gabrielli Dala Vechia O mês de março começou com novidades na área espacial: em Brasília (DF), aconteceu a primeira reunião do Comitê para o De-

senvolvimento do Programa Espacial Brasileiro – novo ambiente de debate interministerial que reúne os principais atores envolvidos no fomento às atividades espaciais nacionais.

São nove grupos de trabalho, cada um deles voltado a encontrar soluções para áreas críticas, como: governança, questões fundiárias, desenvolvimento de veículo lançador e recomposição do

quadro de pessoal técnico. Mas a criação do comitê – orientação do próprio Presidente da República após visita ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) – não é um passo isolado de incentivo na área espacial, já que o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) também está sendo atualizado. Segundo o Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação dos Sistemas Espaciais (CCISE), Brigadeiro do Ar José Vagner Vital, um novo documento, que está em vias de ser publicado, possui dois

anexos inéditos: um trata do desenvolvimento de lançadores e outro da utilização dos centros de lançamento. No primeiro deles, serão detalhados quais são os lançadores de interesse da Defesa do País – no caso, aqueles que atingem a órbita baixa, entre 700 e 1000km. No documento, estão previstos o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), o Áquila I e o Áquila II, que se diferenciam entre si pelo peso que carregam e pela altitude a que chegam. Já no segundo anexo, será disponibilizada a oportunidade para empresas utilizarem os serviços do CLA. “Hoje, temos uma equipe forte de engenheiros para fazer quatro lançamentos teste por ano. Apenas a título de comparação, há várias empresas surgindo no mundo que realizam lançamentos com cargas equivalentes às que estamos querendo lançar. Uma empresa já manifestou a vontade de fazer cem lançamentos em um ano”, explica o Brigadeiro Vital.

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

CENIPA disponibiliza calendário de cursos para 2018 O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) disponibilizou o Calendário de Cursos 2018. O documento detalha os assuntos, localidades, períodos e condições para matrícula. Prevenir acidentes é uma das principais atividades do CENIPA. Pensando nisso, o Centro oferece cursos que abordam diversas formas de prevenção, tais como: Risco de Fauna, Raio Laser e Risco Balo-

eiro. Além disso, temas como Segurança de Voo, Divulgação Operacional e Investigação de Incidentes Aeronáuticos também são ministrados. Com o objetivo de mitigar a ocorrência de fatores que influenciam na segurança de voo, a Unidade também atua por meio dos sete Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPAs), que realizam seminários, palestras e cursos

para difundir conhecimentos sobre os programas de prevenção, além de conscientizar os profissionais sobre os benefícios e a importância da segurança de voo. A mobilização e o comprometimento de todos os envolvidos, tanto na aviação civil, quanto na militar, são fundamentais para a prevenção de acidentes aeronáuticos. Centro de Investigação e Para mais informações sobre os cursos, acesse: Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). www2.fab.mil.br/cenipa/index.php/destaques/1162-calendario-2018


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Vetores da Aviação de Caça

DATA COMEMORATIVA

FAB celebra 73 anos do Dia da Aviação de Caça

P-47 Thunderbolt

Curtiss P-40N Warhawk

O dia 22 de abril homenageia o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, que combateu na Segunda Guerra Mundial Ten JOR Aline Fuzisaki

grupo de apenas 22 pilotos realizou 44 voos lançando bombas em pontos estratégicos e metralhando alvos inimigos. O mês de abril marcaria ainda um recorde na campanha italiana: foram 135 missões de ataque realizadas em 30 dias.

Gloster F-8 Meteor

F-80C Shooting Star

“Decidi ir para a aviação de caça porque tinha esse sonho desde criança e também por ser algo muito desafiador. A gente vive, voa para manter a paz, mas, se for necessário, podemos enfrentar a guerra e o piloto de caça precisa estar preparado para atingir o objetivo, cumprir a missão designada e voltar para casa. Eu sinto muito orgulho de pertencer à aviação de caça, já que o piloto dá o melhor de si, o que não quer dizer que seja melhor que os outros, mas isso eu levo para a minha vida, independente de estar ou não na aviação”. Capitão Nilson Rafael Oliveira Gasparelo, piloto da Esquadrilha da Fumaça

“Eu sempre gostei disso. Quando era criança, tinha coleção de aviõezinhos e simulador de avião de caça no computador. Sempre gostei desse desafio que as máquinas nos impõem. E o desafio na aviação de caça é buscar a perfeição, é tentar melhorar, aprendendo todos os dias e compartilhando conhecimento. O meu desafio na profissão é sempre tentar fazer as coisas do jeito mais correto possível e eu me orgulho muito disso, saber que sempre procuro aprender um pouco mais, melhorar minhas técnicas de pilotagem, a tomada de decisão, e acredito que seja esse o caminho.” Piloto do Esquadrão Escorpião (1º/3º GAV)

aquisição de 36 aeronaves de caça do modelo F-39 Gripen NG. O primeiro voo do novo caça brasileiro, ainda como versão protótipo, aconteceu em junho de 2017, dando início à fase de ensaios, testes e certificações - etapas primordiais para o desenvolvimento e a consolidação do projeto. A primeira aeronave já está em linha de montagem e deve chegar aos hangares da FAB em 2021. Até lá, pilotos e mantenedores serão capacitados para a operação e a manutenção dos caças. “O Gripen NG, por tratar-se

AT-26 Xavante

F-103 Mirage III

O futuro da caça Para relembrar os feitos do combate na Itália, no dia 22 de abril, a FAB comemora o Dia da Aviação de Caça. Os ensinamentos deixados pelos pioneiros do Esquadrão Jambock ainda inspiram gerações de pilotos e impulsionam a Força Aérea Brasileira a se manter operacionalmente moderna. A FAB passa por um processo de reaparelhamento e modernização de aeronaves. Em outubro de 2014, a Instituição assinou um contrato com a empresa sueca SAAB para o desenvolvimento e

T-33A Shooting Star

FOTO: TEN IVES RANYER / 1/3 GAV

FOTO: SO MARCO RIBEIRO / EDA

No auge da Segunda Guerra Mundial e sob o Comando do Brigadeiro do Ar Nero Moura, aviadores brasileiros cumpriam missões de combate a bordo dos caças P-47 Thunderbolt contra

alvos do Eixo no Norte da Itália. O esforço e a audácia dos militares do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), o Esquadrão Jambock, transformariam o dia 22 de abril de 1945 em uma data histórica para a FAB. Naquele dia, um

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Mirage 2000

F-5EM de uma aeronave com conceitos e sistemas de última geração, vai elevar o Brasil ao seleto grupo de operadores de aeronaves de alta capacidade tecnológica. A aeronave, em substituição aos atuais vetores, representa uma revolução na nossa capacidade de combate centrada em rede, equiparando-a às das Forças Aéreas de países de primeiro mundo”, afirma o Gerente do Projeto F-X2, da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Coronel Júlio César Cardoso Tavares.

A-1M

A-29 Super Tucano

F-39 Gripen NG


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FOTOS: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

CARREIRA

Ninho das Águias Cadetes da Academia da Força Aérea compartilham histórias de superação Ten JOR Cristiane dos Santos Ultrapassar obstáculos e superar desafios físicos, mentais e psicológicos. Assim é a jornada dos cadetes da Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP). Para muitos, os desafios começam bem antes do ingresso: em 2017, por exemplo, 34.867 jovens

concorreram a 70 vagas, uma razão de quase 500 por vaga. Dos candidatos, 45% cursaram toda a vida em escola pública e 40% declararam renda familiar de até dois salários mínimos. Além disso, a maioria (74%) se preparou sozinha para as provas escritas, sendo que 82% dos concorrentes realizou a prova pela primeira vez.

Permanecer no Ninho das Águias, como a AFA é simbolicamente conhecida, também não é tarefa fácil. Precisa querer muito – mas muito mesmo – para chegar ao final do quarto ano de curso e receber a espada, tão sonhado símbolo do oficialato. A rotina dos cadetes começa com a alvorada, às 5h50, e dificilmente termina

antes da meia-noite. Isto porque, mesmo após o fim das atividades do cronograma diário, é preciso reforçar os estudos e preparar o uniforme do dia seguinte. Além da rotina árdua, os cadetes têm de superar a saudade da família e dos amigos, bem como abdicar, constantemente, de momentos de lazer e descanso.


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Cadete Aviadora Gabriela Ariana Fernandes Oliveira A Cadete Aviadora Gabriela Ariana Fernandes Oliveira, hoje no terceiro ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAV), lembra que seu sonho de infância era ser médica. “Quando eu tinha três anos, tive um tumor no cérebro e precisei fazer cirurgia. Por conta disso, frequentei o hospital por quase dez anos e criei certa admiração pela medicina. Nunca tinha pensado em outra profissão”, explica a Cadete. Na época de prestar vestibular, ela buscou informações sobre outras opções e conheceu a carreira militar. “Foi um período bem conturbado, pois estava no meu último ano para ingresso. Eu ficava das 7 às 22 horas no cursinho”, lembra. Ela reconhece que o caminho não é fácil. “A gente tem que superar muitos obstáculos, mas é muito recompensador. Vale a pena, porque nada é impossível”, acredita.

Cadete Intendente Roquelly Neuhaus Guimarães Quando se trata de superação, a Cadete Intendente Roquelly Neuhaus Guimarães também é exemplo. Ficar longe da família, que mora em Porto Alegre (RS), é apenas um desafio. Ela lembra que o sonho de ser militar só foi possível por causa da ajuda de um desconhecido. “Aos 11 anos ingressei em um colégio militar na minha cidade. A minha mãe queria oferecer o melhor ensino, mas não tinha condições de continuar pagando as mensalidades. Ela era garçonete e tinha dificuldade financeira”, conta. A Cadete Neuhaus lembra que, um dia, estava almoçando na lanchonete em que a mãe trabalhava e usava o uniforme da escola, quando um desconhecido a abordou, quis conhecer sua história e ofereceu custear seus estudos. “Desde pequena eu me enquadrei neste ambiente militar. Eu me apaixonei pelos valores, pelo companheirismo, pela disciplina e tudo que isso proporciona. Eu gostava da aviação e admirava as mulheres em posições que não eram comuns”, lembra.

Cadete Infante Patrick Ferreira de Carvalho Filho de militar, o Cadete Infante Patrick Ferreira de Carvalho afirma que sempre foi admirador da Força Aérea. Em parte, por influência do pai, que também é da FAB. “Eu cresci convivendo no meio militar e, com o tempo, foi crescendo um carinho enorme”. A possibilidade de pilotar aeronaves o atraiu à AFA, mas a vida como Cadete Infante tem lhe surpreendido. “Tenho percebido uma enorme afinidade com a Infantaria. Entrei na Academia com algumas expectativas, mas elas estão se remodelando e até se elevando”, afirma o Cadete Patrick Ferreira.

Cadete Intendente Lucas Perrony Campos dos Santos O Cadete Intendente Lucas Perrony Campos dos Santos conta que na comunidade onde vivia, Vila Kennedy, no Rio de Janeiro (RJ), o lema era “passar em algum concurso para subir um degrau na vida”. Na busca por este objetivo, realizou um teste em um curso focado no ingresso na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) e ganhou bolsa de 100%. “O meu pai era motorista de ônibus e minha mãe era manicure, e todo dinheiro que ela ganhava pagava as minhas passagens de ônibus para o cursinho”, recorda. O Cadete Perrony lembra que estudou muito para ingressar na EPCAR, se afastou das redes sociais e abriu mão de horas de lazer. “Nunca pensei que ia estudar tanto”. E o esforço teve a compensação. “Lá na EPCAR eu mudei minha visão de vida e de mundo. Já não queria apenas passar em algum concurso para melhorar de vida, mas sim servir à FAB. Eu queria estar aqui”. Hoje, Perrony é cadete intendente do segundo ano.


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FOTOS: TEN-CEL LUIZ FELIPE THOMAZ

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Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 03/03/1975, declarado Aspirante em 10/12/1981. Principais cargos: Chefe das Seções de Instrução, Informática, Doutrina e Tiro e Bombardeio do 1º Grupo de Defesa Aérea; Comandante de Esquadrilha e Instrutor de Voo do 2º/5º GAV; Chefe das Seções de Instrução e Informática do 1º GAVCA; Primeiro Comandante do Esquadrão de Simulação e Instrução da Base Aérea de Santa Cruz; Oficial de Operações do 1º Grupo de Defesa Aérea; Assessor de Orçamento da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SIPAM/ SIVAM); Primeiro Comandante do 2º/6º

GAV; Comandante da Base Aérea de Fortaleza; Adjunto do Adido de Defesa e Aeronáutico nos Estados Unidos; Subchefe de Apoio do COMGAR; Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate; Chefe do Subdepartamento de Desenvolvimento e Programas; Comandante de Defesa Aeroespacial Brasileiro e Diretor de Material Aeronáutico e Bélico. Horas de voo: Possui 4.000 horas de voo. Principais condecorações: Ordem do Mérito da Defesa (Grande-Oficial); Ordem do Mérito Aeronáutico (Grande-Oficial); Ordem do Mérito Naval (Grande-Oficial); Ordem do Mérito Militar (Grande-

-Oficial); Ordem do Mérito Judiciário Militar (Grau Alta Distinção); Ordem do Mérito Ministério Público Militar (Grande-Oficial); Medalha da Vitória; Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina; Medalha do Mérito Santos-Dumont; Medalha Mérito Tamandaré; Medalha do Pacificador; Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Mérito do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará; Mérito da Casa Militar do Estado do Ceará; Medalha Bernardo Sayão – Cidade de Anápolis (GO); Destaque Operacional Platina – COMGAR; e Medalha do Mérito Ambiental. Cargo designado: Chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.


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Major-Brigadeiro do Ar Arnaldo Augusto do Amaral Neto Natural do Rio de Janeiro (RJ). Comando e Controle do COMGAR; cial); Medalha da Ordem do Mérito Praça de 03/03/1979, declarado Aspirante em 12/12/1985. Principais cargos: Chefe da Equipe de Resgate do 2º/8º GAV; Chefe da Seção de Instrução do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS); Chefe da Segurança do Embaixador do Brasil na Colômbia; Chefe da Seção de Operações do EAS; Chefe da Segunda Seção do Estado-Maior da Segunda Força Aérea (II FAE); Chefe da Seção de Operações do 2º/8º GAV; Comandante do 2º/8º GAV; Chefe da Seção de Planejamento do Centro de

Comandante da Base Aérea dos Afonsos; Chefe do Estado-Maior da II FAE; Chefe do Estado-Maior do III COMAR; Chefe da Terceira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica; Comandante Interino da Universidade da Força Aérea e Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica. Horas de voo: possui 3.000 horas de voo. Principais condecorações: Medalha Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Comendador); Medalha Ordem do Mérito Militar (Grau Ofi-

Naval (Grau Comendador); Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Mérito Tamandaré; Medalha do Pacificador; Medalha Aeroterrestre; Medalha Mérito Operacional Nero Moura; Menção Destaque Operacional Platina; Medalha da Vitória; Medalha do Exército; Medalha Marechal Osório; Medalha Mérito Esportivo Militar; e Medalha Ordem do Mérito do CISM (Conselho Internacional Do Esporte Militar). Cargo designado: Chefe da Primeira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica.

Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares Natural de Campos dos Goytacazes (RJ). Praça de 01/03/1980, declarado Aspirante em 12/12/1985. Principais cargos: Chefe das Seções de Pessoal, Suprimento e Manutenção da 2º ELO; Chefe da Inspetoria, do Planejamento e Controle e da Manutenção de T-27 da Academia da Força Aérea (AFA); Instrutor de Voo na AFA; Chefe da Seção de Comunicação Social e da Seção de Operações do Esquadrão de Demonstração Aérea; Comandante do Esquadrão de Demonstração Aérea; Chefe da Assessoria de Organização, Doutrina, Ensino e Operações do Gabinete do

Comandante da Aeronáutica (GC-3); Chefe da Assessoria de Cerimonial e Transporte Aéreo do Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GC-2); Comandante do Corpo de Cadetes da Aeronáutica; Adido de Defesa e Aeronáutico na Bolívia; Chefe da Primeira e Segunda Subchefias do EMAER e Subchefe de Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa. Horas de voo: possui 5.000 horas de voo. Principais condecorações: Medalha Ordem do Mérito da Defesa; Medalha Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha da Vitória; Medalha

Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos--Dumont; Medalha do Pacificador; Medalha Marechal Trompowsky; Medalha Brigadeiro Nero Moura; Medalha Mérito Tamandaré; Mérito Militar Coronel Eduardo Avaroa (Grau Oficial) das Forças Armadas da Bolívia; Mérito Aeronáutico (Grau Oficial) – Força Aérea Boliviana; Condecoração Colorados de Bolívia (Grau Gran-Oficial) do Círculo de Oficiais da Arma de Infantaria da Bolívia; e Medalha Legião ao Mérito do SICOFAA (Grau Oficial). Cargo designado: Assessor Especial Militar do Ministério da Defesa.

Major-Brigadeiro do Ar Marcos Vinicius Rezende Mrad Natural de Barbacena (MG). Praça de 01/03/1980, declarado Aspirante em 12/12/1986. Principais cargos: Chefe da SIPAA da Base Aérea de Recife; Chefe da Seção de Pessoal Militar da BAST; Chefe da Subseção de Ajudância do 1º/11º GAV; Chefe da Seção de Inteligência da AFA; Chefe da Seção de Comunicação Social da AFA; Assistente do Comandante da AFA; Supervisor de Operações do Clube de Voo a Vela da AFA; Adjunto de Esquadrão do Corpo de Cadetes da Aeronáutica; Chefe da Seção de Material do GTE; Chefe da Subseção de Instrução e Doutrina

do GTE; Comandante do Segundo Esquadrão do GTE; Chefe da Seção de Operações do GTE; Assistente do Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica; Oficial de Gabinete do Comandante da Aeronáutica; Adjunto da Assessoria de Transporte Aéreo da GC2 do GABAER; Comandante do 3º/8º GAV; Chefe da Seção de Informática da CPO; Chefe da Seção de Análise e Projeções da CPO; Comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficias da Aeronáutica; Adido de Defesa e Aeronáutico junto à Embaixada do Brasil no Equador; Chefe de Gabinete da Secretaria de Economia e Finan-

ças da Aeronáutica e Subdiretor de Administração Financeira. Horas de voo: possui 5.000 horas de voo. Principais condecorações: Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Oficial); Ordem de Rio Branco (Grau Cavaleiro); Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha do Pacificador; Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Menção Destaque Operacional Ouro; e Estrela das Forças Armadas do Equador. Cargo designado: Diretor de Economia e Finanças da Aeronáutica.


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Brigadeiro de Infantaria Marcelo Rosa Costa Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 01/02/1984, declarado Aspirante em 11/12/1987. Principais cargos: Comandante do Pelotão Especial de Infantaria do BINFA-3; Comandante da Companhia de Polícia da Aeronáutica do BINFA-3; Subcomandante do BINFA-3; Chefe da Seção de Pessoal do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS); Chefe da Seção de Instrução do EAS; Oficial de Segurança de Atividade de

Risco do EAS; Chefe da Seção de Operações do EAS; Chefe da Coordenadoria de Avaliação de Desempenho e de Qualidade de Vida no Trabalho do Departamento de Segurança do GSI; Segurança Pessoal do Exmo. Sr. Presidente da República; Comandante do EAS; Chefe da Divisão Administrativa do COMGAR; Chefe da Divisão de Preparo Operacional do COMGAR e Chefe da Divisão de Doutrina de Operações Terrestres do COMPREP.

Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau de Oficial); Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Mérito Aeroterrestre; Medalha Missão de Paz Batalhão Suez; Medalha da Universidade Nacional de Defesa da China e Menção Destaque Operacional Platina. Cargo designado: Chefe da Subchefia de Segurança e Defesa do COMPREP.

Brigadeiro do Ar David Almeida Alcoforado Natural do Rio de Janeiro (RJ); Praça de 01/02/1983; declarado a Aspirante em 08/12/1989. Principais Cargos: Líder do Corpo de Cadetes da Aeronáutica; Oficial de Tiro e Bombardeio do 3º/10º GAV; Oficial de Guerra Eletrônica do 1º/16º GAV; Oficial Adjunto à Seção de Avaliação Operacional do COMGAR; Oficial de Operações do 3º/10º GAV; Comandante do 3º/10º GAV; Gerente-Adjunto ao Projeto

KC-390 na COPAC; Comandante da Base Aérea de Santa Maria; Chefe da Divisão de Cooperação Hemisférica da Junta Interamericana de Defesa e Delegado alterno do Brasil na Junta Interamericana de Defesa (EUA). Horas de voo: possui 2.500 horas de voo. Principais Condecorações: Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Oficial); Ordem do Mérito Militar; Medalha Militar de Ouro; Medalha

do Pacificador; Ordem do Mérito Judiciário Militar; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Medalha Francisco José Caldas (Colômbia); Medalha da Junta Interamericana de Defesa; e Medalha do Mérito Aeronáutico (Itália). Cargo designado: Chefe da Subchefia de Planejamento, Orça-mento e Gestão Institucionais do COMPREP.

Brigadeiro do Ar Marco Aurélio Martins Gabriel Natural de Guarani (MG). Praça de 01/02/1983, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Instrutor de Voo da AFA; Instrutor Militar do Corpo de Cadetes da Aeronáutica; Chefe da Seção de Implementação e Arquitetura do Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ); Chefe da Subdivisão de Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas do CCA-SJ; Instrutor da

Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR); Chefe da Subseção de Simulação de Emprego da ECEMAR; Chefe da Seção de Emprego Operacional da ECEMAR; Chefe do Centro de Computação da Aeronáutica do Rio de Janeiro; Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico no Senegal, Benim e Togo; e Chefe da Seção de Comando e Controle da Terceira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).

Horas de voo: possui 2.300 horas de voo. Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Oficial), Medalha Militar de Ouro com Passador de Ouro, Medalha Mérito Santos-Dumont, Ordem Nacional do Leão (Grau Comendador - Senegal) e Medalha Minerva (Chile). Cargo designado: Secretário da Comissão de Promoções de Oficiais.

Brigadeiro do Ar José Vagner Vital Natural de São Paulo (SP). Praça de 01/02/1983, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Chefe da Seção de Navegação do 4° ETA; Oficial de Material do 4° ETA; Integrante da Divisão Operacional da CCSIVAM; Chefe da Seção de Planejamento do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP); Chefe da Seção de Coordenação de Destacamentos do SRPV-SP; Adjunto da Divisão Técnica do

SRPV-SP; Chefe da Divisão de Operações do CGNA; Chefe da Divisão de Operações do CINDACTA III e Comandante do CINDACTA II. Horas de voo: possui 1.200 horas de voo. Principais condecorações: Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha do Pacificador; Medalha Governador Pedro de Toledo; Medalha Mérito Cartográfico; Medalha Coronel Sarmento; Medalha do Mérito Cívico

da Liga da Defesa Nacional; Medalha Duque de Caxias; Medalha Borges de Macedo; Medalha da Independência; Medalha Mérito Cívico Sociedade Veteranos de 32 MMDC; Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Oficial); Medalha Militar de Ouro e Medalha do Mérito Judiciário (Grau Distinção). Cargo designado: Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais.


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Brigadeiro do Ar Flávio Luiz de Oliveira Pinto Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 01/02/1983, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica (EAOAR); Chefe da Seção de Programação da EAOAR; Chefe da Subdivisão de Pessoal da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR); Ajudante de Ordens do Comandante da EEAR; Comandante do Esquadrão Ama-

relo da EEAR; Chefe da Seção de Apoio Aéreo da EEAR; Assistente do Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica; Comandante do 3º ETA; Gerente de Projetos da COPAC; Comandante da Base Aérea do Galeão; Assistente do Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR); e Coordenador Acadêmico da ECEMAR. Horas de voo: possui 3.000 horas de voo.

Principais condecorações: Medalha Mérito Tamandaré; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Medalha Mérito Desportivo Militar; Medalha Mérito Aeroterrestre; Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Cavaleiro); Medalha da Vitória; e Medalha Militar de Ouro. Cargo designado: Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica.

Brigadeiro do Ar Fernando César da Costa e Silva Braga Natural de São João de Meriti (RJ). Praça de 01/02/1983, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Oficial Adjunto da Seção de Inspeção em Voo do GEIV; Chefe da Seção de Normas da Divisão de Comunicações, Navegação e Vigilância do DECEA; Oficial de Gabinete do Comandante da Aeronáutica; Chefe do Centro Operacional Integrado do CINDACTA I; Comandante do Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Trans-

porte; Chefe do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo; Adido do Exército e da Aeronáutica junto à Embaixada do Brasil em Portugal e Chefe da 2ª Seção da 4ª Subchefia do EMAER. Horas de voo: possui 4.500 horas de voo. Principais condecorações: Medalha Ordem do Mérito da Defesa; Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos-Dumont;

Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Ordem do Mérito Cartográfico (Grau Oficial); Medalha de Mérito Militar de 1ª Classe do Estado-Maior General das Forças Armadas Portuguesas; Medalha de D. Afonso Henriques - Mérito do Exército Português - de 1ª Classe; e Medalha de Mérito Aeronáutico de 1ª Classe da Força Aérea Portuguesa. Cargo designado: Chefe da 2ª Subchefia do EMAER.

Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 01/02/1983, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Chefe das Seções de Planejamento, Controle e Normas da Divisão de Informações Aeronáuticas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo; Membro do Painel para o Uso Aeronáutico da Internet (Organização de Aviação Civil Internacional – OACI – Montreal), Comandante do DTCEA-GL; Chefe da

Divisão de Sistemas Operacionais do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA); Chefe da Divisão de Operações do CGNA, Chefe do CGNA, Aluno do Colégio Interamericano de Defesa em Washington (EUA), Chefe do Departamento de Efetividade Institucional do Colégio Interamericano de Defesa em Washington (EUA) e Adjunto do Subdepartamento de Operações do Departamento do Controle do Espaço Aéreo.

Horas de voo: possui 1.500 horas de voo. Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, Medalha Militar de Ouro, Medalha Mérito Santos-Dumont, Medalha da Ordem do Mérito Naval, Medalha do Mérito da Ordem Cartográfica e Medalha Juscelino Kubitschek. Cargo designado: Chefe do Subdepartamento de Operações do Departamento do Controle do Espaço Aéreo.

Brigadeiro do Ar Jefferson Cesar Darolt Natural de Curitiba (PR). Praça de 01/03/1986, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Chefe da Navegação, Instrução, Doutrina e Material do 2º/7 º GAV; Chefe da Comunicação Social da Base Aérea de Florianópolis; Comandante de Esquadrão do Corpo de Cadetes da Aeronáutica; Chefe da Seção de Formação de Instrutores de Voo (AFA); Comandante do EC da BABR

Comandante do GSB da BABR; Adjunto da GC1-GABAER; Comandante da BASP; Adido Aeronáutico junto à Embaixada do Brasil na Colômbia e Adjunto do Subdiretor de Administração Financeira da DIREF. Horas de voo: possui 5.500 horas de voo. Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, Medalha da Ordem do Rio Branco, Medalha Militar de Ouro,

Medalha Mérito Santos-Dumont, Medalha Mérito Tamandaré, Destaque Operacional Ouro (COMGAR); Medalha Governador Pedro de Toledo (SP), Medalha Centenário da Escola de Educação Física da PMSP, Medalha “Fé en la Causa” (FAC), Medalha Marco Fidel Suárez (FAC). Cargo designado: Subdiretor de Administração Financeira da Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica.


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Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 01/03/1986, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Oficial de Doutrina do 1°/16° GAV; Chefe da Seção de Inteligência do 1°/16° GAV; Oficial de Operações do 1°/16° GAV; Comandante do Esquadrão de Pessoal da BAAN; Comandante do 1°/16° GAV; Comandante do GSB da BASC; Chefe da Divisão de Supervisão e Controle do CELOG; Chefe da Comissão Ae-

ronáutica Brasileira em Washington (EUA); Adjunto do Adido de Defesa e Aeronáutico junto à Embaixada do Brasil em Washington (EUA); Adjunto da Quarta Subchefia do Estado-Maior do COMGAP e Assessor do Comandante da Universidade da Força Aérea. Horas de voo: possui 3.000 horas de voo. Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Oficial); Medalha da Ordem do

Mérito Naval (Grau Oficial), Medalha da Ordem do Mérito Militar (Grau Oficial); Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha da Ordem do Mérito Tiradentes (Grau de Grã-Cruz); Medalha de Mérito Pedro Ernesto; Comenda Gomes de Souza Ramos; e Menção Destaque Operacional Ouro do Comando Geral de Operações Aéreas. Cargo designado: Chefe do Subdepartamento de Administração do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

Brigadeiro do Ar Mário Sérgio Rodrigues da Costa Natural de São Paulo (SP). Praça de 01/02/1983, declarado Aspirante em 08/12/1989. Principais cargos: Chefe da Subseção de Instrução do 1º/15º GAV; Chefe da Seção de Cursos do Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE); Chefe da Subseção de Instrução do Grupo de Transporte Especial (GTE); Assessor do Conselheiro Militar na Organização das Nações Unidas (EUA); Chefe

da Seção de Análise e Projeções da Comissão de Promoções de Oficiais; Chefe da Divisão de Apoio à Comunicação do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER); Comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica (EAOAR) e Vice-Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica. Horas de voo: possui 3.500 horas de voo.

Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, Medalha da Ordem do Mérito Militar, Medalha Militar de Ouro, Medalha Mérito Santos-Dumont, Medalha do Pacificador, Medalha Mérito Tamandaré e Medalha Comunidade de Conselheiros Militares e Policiais (MPAC, em inglês) da ONU. Cargo designado: Comandante do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR).

Brigadeiro Médico Cloer Vescia Alves Natural de Cruz Alta (RS). Praça de 01/02/1988, declarado Aspirante em 01/02/1988. Principais cargos: Médico de Esquadrão do 1º/15º Grupo de Aviação; Médico de Esquadrão do 2º/10º Grupo de Aviação; Chefe da Emergência e da Clínica Médica do Esquadrão de Saúde da Base Aérea de Campo Grande; Médico de Esquadrão do 5º Esquadrão de Transporte Aéreo; Médico de Esquadrão do 1º/14º Grupo de Aviação;

Comandante da Esquadrilha de Saúde da Base Aérea de Canoas; Comandante do Esquadrão de Saúde da Base Aérea de Santa Maria; Coordenador-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde; Consultor da Organização Panamericana da Saúde; Chefe da Divisão de Atenção Integral à Saúde e da Divisão Médica do Hospital Aeronáutica de Canoas (HACO); Diretor do HACO; Subdiretor de Perícias Médicas da Diretoria de Saúde da Aeronáutica

e Subdiretor Técnico da Subdiretoria de Saúde da Aeronáutica. Horas de voo: possui mais de 1.200 horas de voo. Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico (Grau Oficial); Medalha Militar de Prata, Medalha Mérito SantosDumont e Medalha da Academia Brasileira de Medicina Militar. Cargo designado: Diretor do Hospital de Força Aérea de Brasília.


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ENTRETENIMENTO

CAÇA-PALAVRAS As aeronaves de CAÇA da FAB exercem a defesa do espaço aéreo brasileiro e estão sempre prontas para o EMPREGO em COMBATE. O F-5 tem capacidade de superar a VELOCIDADE do som e empregar ARMAMENTOS como mísseis, BOMBAS e FOGUETES. Juntamente, o A-1 e o A-29 são AERONAVES de caça utilizadas por PILOTOS que operam a partir de esquadrões distribuídos estrategicamente em todo o País. Em breve, a equipe vai ganhar um grande reforço: o F-39 GRIPEN NG.

RESPOSTAS DO MÊS ANTERIOR


Notaer abril 2018  
Notaer abril 2018  

NINHO DAS ÁGUIAS

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