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ANIVERSÁRIO DA FAB - Há 75 anos, as asas protegem o País (Pág. 10)

Ano XXXIX

Nº 1

Janeiro, 2016

ISSN 1518-8558

SGT PAULO REZENDE / CECOMSAER

www.fab.mil.br

#éissoqueimporta O que importa pra você? Saiba mais sobre a nova campanha institucional da FAB (Págs. 8 e 9)

SERVIÇO Saiba quais os documentos necessários e procedimentos para solicitar o ressarcimento de material escolar (Pág. 04)

#éissoqueimporta

SEU DINHEIRO

Conheça a história inspiradora da Sargento Juliana que superou dificuldades na infância e se tornou atleta de alto rendimento da FAB (Pág. 05)

Você tem metas para 2016? Veja como se planejar para conquistas a curto prazo. (Pág. 13)


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Expediente

CARTA AO LEITOR

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltada ao público interno.

Ano novo, novas oportunidades militares da Saúde junto a um pequeno indígena, mostrando o alcande da FAB para o Brasil e os brasileiros. Além disso, traz também a ideia do novo, do nascimento, da renovação que o início do ano merece. Em 2016, queremos inspirá-lo a refletir sobre o que realmente importa em sua vida, por meio de reportagens que vão mostrar exemplos de superação, dedicação e preocupação com o outro e com o meio em que vivemos. Este mês, a Força Aérea Brasileira completa 75 anos de criação. E nossa homenagem a essa data vem por meio de uma matéria que mostra como a vida de um de nossos militares se mistura

Editoras: Tenente Jornalista Emília Maria (MTB 14234RS) e Tenente Jornalista Cynthia Fernandes (MTB 2607GO).

FOTO: ARQUIVO FORÇA AÉREA

2016 chegou com os ares que todo novo ano traz: desafios, desejos, planos e renovação. É nesse clima que trazemos mais uma edição do jornal Notaer, com informações que interessam ao efetivo e aos familiares. Seguindo a linha de nossa campanha institucional – #éissoqueimporta, que você pode conhecer e entender melhor na reportagem das páginas centrais – vamos apresentar, ao longo do ano, histórias de militares que fazem a diferença, seja no trabalho ou fora dele. Nossa capa reproduz uma das imagens apresentadas na campanha. Ela destaca o importante trabalho de um de nossos

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic

aos anos em que ele serviu à Aeronáutica. Sua história é uma entre tantas de homens e mulheres que dedicaram seu trabalho ao longo da história. Lembremo-nos sempre de que devemos construir o futuro valorizando nosso passado. Finalmente, estamos destacando cada vez mais conteúdos de utilidade prática, a exemplo das matérias do espaço “Seu Dinheiro”, que vão mostrar

Repórteres: Ten JOR Cynthia Fernandes, Ten JOR Evellyn Abelha, Ten JOR Humberto Leite, Ten JOR Iris Vasconcellos,Ten JOR Raquel Sigaud, Ten JOR João Elias, Ten JOR, Gabrielli Dala Vechia, Ten JOR Raquel Alves, Ten REP Fabiana Cintra, Ten JOR Jussara Peccini, Ten JOR Flávio Nishimori.

como alcançar metas de curto, médio e longo prazo nessa e nas próximas edições. Também mostramos como solicitar o ressarcimento de gastos relacionados à educação e como se preparar para o próximo Teste de Aptidão do Condicionamento Físico (TACF). Boa leitura! Brig Ar Pedro Luís Farcic Chefe do Cecomsaer

Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Revisão: Ten JOR Gabrielli Dala Vechia, Ten JOR João Elias e Ten JOR Jussara Peccini. Diagramação e Arte: SO Cláudio Ramos, SGTs Emerson Linares, Santiago Moraes, Lucemberg Nascimento, Subdivisão de Publicidade e Propaganda. Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Comentários e sugestões de pauta sobre aviação militar devem ser enviados para: redacao@fab.mil.br Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

Utilização de dispositivos móveis no Comando da Aeronáutica O acesso à informação é o processo mais democrático que o mundo já experimentou. Essa percepção também se reflete no cotidiano da sociedade brasileira, onde é cada vez mais comum as pessoas fazerem uso da internet e das redes sociais, principalmente por meio de aparelhos celulares e tablets. O volume de dados que circulam e são acessados livremente é quase incomensurável; mas, muitas vezes, a proteção do conhecimento é essencial para o sucesso, especialmente na área mi-

litar. No entanto, está cada vez mais difícil manter dados protegidos, e os vazamentos têm aumentado. Além dessa preocupação, requer cautela o uso indiscriminado de dispositivos móveis, sobretudo smartphones, por indivíduos no cumprimento de serviços de escala (previstos no RISAER) ou quaisquer outros, que envolvam atividades essenciais ou que requeiram um adequado nível de alerta situacional. Tal conduta tem afetado notoriamente o bom desempenho na missão, devido aos

constantes descuidos em matéria de segurança e na execução dos procedimentos previstos. Ocorre que, quando se faz uso desses dispositivos móveis, tem-se a atenção nas tarefas funcionais reduzida. Vazamentos de informações e desatenção no serviço são tão prejudiciais às organizações que demandam atitudes enérgicas. Por isso, as mais avançadas forças aéreas, polícias militares, bem como importantes empresas nacionais e internacionais já adotaram providências restritivas para o

uso de aparelhos celulares e tablets no ambiente de trabalho. Nesse sentido, com vistas ao fortalecimento da mentalidade de segurança no âmbito das OM’s do COMAER, e a fim de se evitar eventuais problemas advindos do uso inoportuno e indevido de dispositivos móveis, o CIAER recomenda a leitura, a divulgação e a aplicação das medidas contidas na ICA 200-17/2015 (UTILIZAÇÃO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS NO COMAER), publicada no BCA nº 212, de 19 de novembro de 2015. (Centro de Inteligência da Aeronáutica)

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A

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Tem um comentário, sugestão de reportagem ou crítica?

Aguardamos seu email notaer@fab.mil.br


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FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

PALAVRAS DO COMANDANTE

“O Brasil precisa de nós em muitos momentos, e sempre estamos lá . “

“Passou voando”. Essa expressão, tão aeronáutica, costuma ser muito repetida no fim do ano. De fato, há sempre uma mistura de surpresa e alívio com a chegada do período, mas isso nada representa além da certeza de que, durante longos meses, trabalhamos e vivemos a grande velocidade. Foi um ano desafiador. O contexto nacional reduziu

nossos recursos, ao mesmo tempo em que as demandas continuaram em níveis elevados. O resultado da conta, tão bem sabido, foi a exigência de uma dedicação ainda maior dos senhores e das senhoras. Portanto, manifesto meu profundo respeito a todos aqueles que, independentemente das adversidades, fizeram valer nosso principal objetivo: o cumprimento da missão.

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O Brasil precisa de nós em muitos momentos, e sempre estamos lá. Da defesa da soberania do nosso espaço aéreo até o complexo transporte de um paciente com suspeita de ebola, como aconteceu em novembro, a Força Aérea Brasileira se faz presente. Além disso, mantivemos um elevado nível de adestramento por meio das mais diversas iniciativas de manu-

tenção operacional. A certeza de contar com a confiança do nosso povo e de poder dar respostas efetivas a todas as demandas a nós apresentadas, nos dão a alegria de poder comemorar a chegada do ano novo com sentimento de dever cumprido. Muito obrigado! Feliz 2016!


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estatísticas e já colocou na lista de objetivos de 2016 o item “levar uma vida mais saudável”, não há como fugir do binômio alimentação equilibrada e exercícios físicos – que devem ser uma combinação de treinamentos aeróbicos, flexibilidade e musculação.

Foco na missão: o próximo teste físico acontece em março! Prepare-se para a próxima avaliação: - Pratique atividades aeróbicas (correr, nadar, pedalar, etc), no mínimo, três vezes por semana, por 30 minutos. - Exercícios localizados devem ser praticados no mínimo duas vezes por semana, com uma série de 8 a 10 exercícios que envolvam grandes grupos musculares. Para cada grupo, duas ou três séries de repetições. Isso é fundamental para manutenção da força e massa muscular, o que previne lesões e dores lombares. - Não se esqueça da flexibilidade: ela diminui se não for treinada continuamente e sua falta pode comprometer até mesmo as atividades cotidianas simples.

que o atendimento para gastos com educação segue até o mês de abril. Para gastos relativos a faculdade, o ressarcimento se dá durante todo o ano. “No entanto, o beneficiário deve trazer a ementa de seu curso a fim de comprovar a neces-

sidade de compra daquele material bibliográfico”, ressalta a Tenente Cecília Paiva. Segundo o NUSESO-BR, em 2014 foram contabilizados um total de 180 militares atendidos. Já em 2015 esse número subiu para mais de 200.

TACF Condicionamento físico é importante o ano todo

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nualmente, a Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) sintetiza os resultados do Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF) dos militares da FAB. No relatório gerado em 2015 – com dados levantados em 2014 sobre aproximadamente 40 mil pessoas – o que chama a atenção é o nível elevado de militares que apresentam risco cardiovascular. Quase 40% dos avaliados possuem Índice de Massa

Corporal (IMC) acima do considerado normal, aliados a uma circunferência abdominal elevada. Outros 9% apresentaram níveis altos, muito altos ou extremamente altos de desenvolverem algum tipo de problema cardiovascular. Segundo a Tenente Grace Sá, educadora física da CDA, a prática de exercícios é importante para todas as pessoas, mas em especial para os militares. “O condicionamento físico é inerente à profissão militar e

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

Cerca de 40% dos militares avaliados em 2015 estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima do normal. Você é um deles?

fundamental para o combate e para desenvolvimento de atividades de voo. No entanto, é importante ressaltar, que até mesmo para manter-se sentado no computador o dia todo, necessitamos de um bom preparo físico”, afirma. Para quem faz parte das

SERVIÇO

Fique atento para solicitar ressarcimento do material escolar Prazo vai de fevereiro a abril de 2016

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ilitares da ativa, da reserva, seus dependentes, além de servidores civis do Comando da Aeronáutica (COMAER) podem solicitar, a partir de fevereiro de 2016, o ressarcimento de aquisição de livros, uniformes e material escolar. Os benefícios fazem parte do Projeto Educação, que se estende ainda, conforme a ICA 163-1/2014, ao pagamento de mensalidade escolar e acompanhamento pedagógico especializado para crianças com necessidades especiais. Para solicitar o ressarcimento é preciso entrar em contato com o Núcleo de Serviço

Social (NUSESO) da região onde o militar trabalha e agendar horário com uma assistente social, que analisará cada situação particularmente. A pessoa será orientada a trazer documentos, como cópia do último contracheque, relatório individual de dependentes (conseguido por meio do SIGPES), cópias dos comprovantes das despesas mensais, cópia do comprovante de matrícula, lista do material escolar, além de cópias e originais das notas fiscais com o CPF do militar. “Agendando seu horário e munido de seus documentos, o beneficiário passará por uma breve entrevista com a assisten-

te social. Ela recolherá os documentos e realizará um parecer”, explica a Tenente Assistente Social Cecília Sobral de Paiva, Chefe da Divisão de Serviço Social do NUSESO-BR. O Sargento Jairo Cavalcanti pediu o ressarcimento de material escolar para suas duas filhas no ano letivo de 2015. “Consegui um ressarcimento de 60% dos gastos relativos a livros, cadernos e uniformes. Tendo todos os comprovantes e documentos solicitados, o processo é rápido”, destaca o sargento. A assistente social explica


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#éissoqueimporta

Na FAB e na corrida, a superação

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uperar limites sempre foi a realidade de Juliana Paula de Souza. No povoado de Zé Simão, interior de Minas gerais, ela cursou até a 4ª série. Filha única de um casal de agricultores, enfrentou o desafio de estudar sem apoio. “Minha vontade de mudar o rumo da minha vida era tão grande que fui escondida fazer minha matrícula na cidade”, relembra. Para que a filha seguisse os estudos, o pai, Cícero, buscou a estadia da menina na casa de desconhecidos em troca de serviços domésticos. A rotina cansativa de limpar uma casa se repetiu mais de cinco vezes com patroas diferentes. “Tinha uma mulher que trancava os

Juliana em uma das muitas competições em que representou a FAB

potes de biscoitos para eu não tomar café da manhã”, relata. A vontade de estudar era tão grande que Juliana ia para a escola mesmo em jejum. Com as negativas de outras famílias da cidade, Juliana voltou para a casa dos pais. Caminhava cinco quilômetros para pegar condução. Até sur-

gir o convite de uma vizinha para morar com ela. O sonho de terminar o Ensino Fundamental, mais uma vez, virou pesadelo quando foi isolada do convívio dos pais. Ela, então, pediu ajuda a um tio que morava no Rio de Janeiro. Turíbio Patrocínio ajudava a manter financeiramente a sobrinha. Aos 15 anos, Juliana concluiu o Ensino Fundamental e lembra da formatura, que teve a presença apenas do pai. “Foi um dia muito feliz, meu pai ficou lendo meu diploma”, disse. Era hora de buscar novas oportunidades. Juliana seguiu para Barbacena (MG), onde moraria na casa de amigos do tio Turíbio. Em 2001, sofreu a perda da mãe e, em meio a tantas lutas, conseguiu concluir o Ensino Médio. Depois, se mudou para o Rio de Janeiro para morar com o tio. Foi ele quem pagou o curso preparatório para a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). “Ele achava melhor eu fazer um curso de manicure ou cabeleireira. Insisti e ele pagou mesmo não acreditando. Passei na minha segunda tentativa”, orgulha-se. Nasce uma corredora - Na EEAR, em Guaratinguetá (SP), ela foi designada para o Curso Básico em Eletricidade e Instrumentos de Aeronaves (BEI). No último ano, não foi bem em Eletrônica e precisou recuperar a média no teste físico. “Cheguei na frente de quase todo o meu esquadrão”, comemora. Após a formatura, foi designada para o Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), em Manaus (AM) e tornou-se a primeira

FOTOS: AQRUIVO PESSOAL

Sargento Juliana descobriu, ao longo dos 30 anos, que força de vontade era o seu combustível para vencer na vida

Sargento Juliana superou dificuldades para estudar e se tornar atleta

mulher do Brasil a fazer o curso completo do helicóptero Black Hawk. Mas já guardava o sonho de correr levando o nome da FAB. “Em 2008, conquistei a medalha de prata geral numa competição militar sem nunca ter tido um treinamento profissional”, recorda. Um sonho realizado - Em 2010, a Sargento Juliana conseguiu transferência “ex-oficio” para a Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), no Rio de Janeiro, graças aos excelentes resultados alcançados.

Na época, a FAB conquistava a primeira e única representante de carreira na corrida de rua de alto rendimento. Na primeira maratona disputada, a militar alcançou índice para representar o Brasil no Mundial Militar de Maratona, em Athenas – Grécia. Com a evolução e o acompanhamento profissional, os bons resultados melhoraram ainda mais. Em 2015, ela participou de 14 competições, subiu 12 vezes ao pódio e levou oito medalhas de ouro.

Na foto, à esquerda o tio Turíbio e à direita o pai

Agora, ela divide a vida com o marido e faz visitas freqüentes ao pai no interior de Minas. Seu Cícero, aos 67 anos, conta com a ajuda da filha. “Ela lutou para estudar e a vida aqui é apertada. Tenho muito orgulho de ser pai dela porque ela venceu”, conta emocionado. Rotina puxada - Diáriamente, a militar treina para levar o nome da FAB. “Não posso comer ou beber qualquer coisa, tenho horário para dormir, acordar, treino pela manhã e, às vezes, à tarde e malho toda noite”, destaca. Neste ano a sargento foi condecorada com a Medalha Mérito Desportivo Militar, concedida pelo Ministério da Defesa. Em abril de 2016, ela vai receber a Ordem do Mérito Judiciário Militar, destaque oferecido pelo Superior Tribunal Militar (STM). “Meu sonho é poder ajudar pessoas como eu, que tinha tudo para dar errado e deu tão certo. Quero poder visitar escolas e comunidades carentes para encontrar novos talentos para corrida de rua”, finaliza.


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OPERACIONAL

Aviação de Transporte realiza exercício inédito entre aeronaves com rampa

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ela primeira vez, a Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira reuniu, em um exercício operacional, apenas as aeronaves que possuem rampa. Cerca de 150 militares participaram, nos meses de novembro e dezembro, da TRANSFAEX, que envolveu dois aviões C-130 Hércules e dois C-105 Amazonas, em Campo Grande (MS). O objetivo foi capacitar as tripulações para planejar e conduzir missões de tarefa de sustentação ao combate, como o lançamento de pessoal e carga, utilizando voos a baixa altura, além de decolagem e pouso táticos, formatura básica e

tática e emprego dos óculos de visão noturna. “Considerando a alta rotatividade das aeronaves de rampa durante o ano inteiro, é raro o momento de se reunir as unidades aéreas para preparo operacional em missões de formatura tática e básica. A TRANSFAEX aconteceu para que pudéssemos focar no treinamento de nossas equipagens”, explicou o Comandante da Quinta Força Aérea (V FAE), Brigadeiro do Ar Robson Roger Garcia Tavares de Melo. Os militares foram treinados em cenários táticos fictícios próprios da Aviação de Transporte, com missões

de ressuprimento aéreo, utilizadas para levar material (alimentos, água, munição, roupas, medicamentos etc.) à tropa terrestre infiltrada em terreno hostil. Também foram formados novos loadmaster, profissional responsável pela preparação da carga a ser lançada. As tripulações realizaram lançamentos no tipo rasante, leve (CDS) e pesado (heavy), além de lançamentos noturnos. “A realização de missões com o uso de óculos de visão noturna amplia a capacidade da Aviação de Transporte em apoiar operações à noite, seja em tempo de guerra ou em

tempo de paz, como as missões humanitárias”, destacou o Coordenador-Geral do exercício, Coronel Alexandre Pinto Sampaio. De acordo com os organizadores, a rampa das aeronaves permite maior capacidade operacional durante as missões. Para o Comandante do Esquadrão Onça (1º/15º GAV), Tenente-Coronel Robson Louzada de Lima Ferreira, as

metas de elevar o nível operacional dos pilotos, preparar os esquadrões e fixar a doutrina de emprego das aeronaves foram alcançadas. “Ressalto a importância de outros exercícios dessa natureza, para que o adestramento da Aviação de Transporte esteja sempre no mais alto nível, possibilitando o emprego real das suas aeronaves e tripulações a qualquer tempo”, finalizou.

Manutenção integrada otimiza recursos e melhora operacionalidade

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anter a operacionalidade dos esquadrões é tarefa árdua e requer um grande movimento logístico. Em cada exercício desdobrado, há o planejamento para deslocar recursos e manter as manutenções periódicas. Desde 2012, a manutenção das Unidades Aéreas que operam a aeronave F-5 – os Esquadrões Pampa (1]/14º GAV), Pacau (1°/4° GAV) e o 1° Grupo de Caça – estão trabalhando de forma compartilhada quando fora de sede, como aconteceu recentemente na Operação Unitas. O Capitão Primo Antonio Corral de Medeiros, do Esquadrão Pampa, explica que além das manutenções regulares, existem as intervenções não programadas, que sanam panes apresentadas conforme a aeronave realiza missões.

“Para isso, é necessária a presença dos graduados especialistas em cada uma das oito oficinas, que são as partes do avião (hidráulica, estruturas e pintura, armamento aéreo e assentos ejetáveis, elétrica, motores, célula, equipamento de vôo e eletrônica)”, explica. Integração e troca de experiências – Nas manobras fora de sede, cada esquadrão desloca com seu suporte logístico para realizar a mesma missão na mesma localidade. Então, por que não unir esforços? Sob a coordenação da III FAE, o novo conceito de manutenção integrada estabelece o raciocínio “macro” do modus operandi. A aeronave e o mantenedor não mais se restringem ao esquadrão, mas à operação, mantendo o nível técnico, a operacionalidade em todas as unidades aéreas

FOTO: TEN CINTRA / V COMAR

Esquadrões observam resultados positivos em manobras fora de sede

e reduzindo a quantidade de pessoal e materiais necessários ao apoio de manutenção. A evolução técnica é ressaltada pelo comandante do Esquadrão Pampa, Tenente-Coronel Ricardo Guerra Rezende. “Aumentamos o esforço aéreo com um efetivo menor e trabalhamos de forma unificada, promovendo troca de experiências. Além disso, temos a oportunidade de efetivar uma consolidação doutrinária e logística

em meio a culturas organizacionais distintas”, relata o comandante. Para o Sargento Gustavo Provin Flores, encarregado da Subseção de Motores do Pampa, as manutenções compartilhadas evoluíram desde a implantação. “A adaptação trouxe integração técnica dos esquadrões. Conhecendo como os outros trabalham a gente evolui”, conta. O índice positivo, além de diminuir o desgaste de

intervenções, representa, operacionalmente, um aproveitamento muito maior do número de treinamentos efetivos dos pilotos.

Vantagens Otimização – Antes, cada unidade deslocava , em média, 90 mantenedores, número que foi reduzido para 55 por esquadrão. Ganho logístico – Planejamento facilitado e assertividade. Exemplo foi o envolvimento dos esquadrões da FAB na USABRA, fragmento do exercício UNITAS, realizado em novembro de 2015. Resultados – Nas Campanhas de combate BVR em 2014, a média de voos abortivos por falha material foi de 25%. Em 2015, o índice caiu para 5%.


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REAPARELHAMENTO FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

Esquadrão Puma passa a operar o H-36 Cararal Após 29 anos realizando inúmeras missões pelo Brasil e no exterior, a unidade se despediu do H-34 Super Puma

Esquadrão Puma (3º/8º GAV), sediado no Rio de Janeiro (RJ), vive um momento de transição. Após 29 anos operando o helicóptero H-34 Super Puma em missões de transporte tático, evacuação aeromédica, apoio logístico, busca e salvamento, entre outras, a unidade começou a operar apenas o H-36 Caracal no final de novembro. O novo helicóptero começou a integrar a Força Aérea Brasileira (FAB) em 2011 como parte do projeto H-XBR, que o designou também para a Marinha e o Exército Brasileiro. No caso da FAB, ele é operado pelo Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), em Belém (PA); pelo Grupo de Transporte Especial (GTE), em Brasília (DF); e agora pelo Esquadrão Puma. Há quatro anos como mecânico operacional da unidade aérea, o Sargento Antonio Carlos Rodrigues Alves vem acompanhando o ritmo de transição de um helicóptero para o outro. Ele realizou o curso da aeronave na capital

paraense em duas etapas: uma parte teórica e outra mais operacional. Nelas, o militar se tornou mecânico básico do helicóptero e agora, com a chegada da aeronave, vive a expectativa de virar instrutor e mecânico operacional do H-36. Segundo o Sargento Alves, a transição para os mecânicos está sendo tranquila porque a aeronave tem um sistema totalmente automatizado. “Essa tecnologia facilita muito o monitoramento do voo em tempo real, pois conseguimos controlar o desempenho do helicóptero. Em contrapartida, demanda muito estudo para que nós possamos dominar e compreender todo esse sistema”, explica. Os H-36 têm a configuração e aviônica diferenciadas. A iluminação da cabine, por exemplo, é compatível com o uso de NVG (Night Vision Goggles – óculos de visão noturna), além disso, os helicópteros possuem os sistemas automatizados, como o piloto automático de

quatro eixos, que permite a aeronave chegar sozinha a um ponto pré-estabelecido e paire no ar. De acordo com o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Eduardo Barrios, a tecnologia faz toda a diferença nas missões de resgate. “O grande diferencial para o esquadrão é que nós vamos poder executar todas as missões que o H-34 realizava com mais segurança e no período noturno”, ressalta. O Tenente Ramatis Garcia Bozz complementa e diz o que o ganho operacional vai significar para a sociedade brasileira. “Em pouco tempo, a unidade vai estar operacional para conseguir fazer uma missão de resgate noturno em alto-mar”, destacou o piloto, que já pode voar o novo helicóptero após um treinamento de três meses na sede da Helibrás, em Itajubá (MG). A expectativa é que até a metade de 2016 todos os pilotos do esquadrão estejam aptos para voar o H-36.

Em dezembro, a FAB concluiu o recebimento do primeiro H-36 operacional, que é capaz de realizar o reabastecimento em voo.

DESPEDIDA DO H-34

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

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Com mais de 10 anos no Esquadrão Puma, o oficial de operações da unidade, Major Aislan Brum Cursi, participou de diversas missões com o helicóptero H-34. Algumas foram bem marcantes na carreira do Major Cursi, como o apoio às vítimas do acidente da Gol em 2006, no sul do Pará, e durante a enchente em

Santa Catarina em 2008. “Todo o vale do Itajaí estava realmente embaixo d’água. Muito desmoronamento, muitas estradas sem acesso da população. E nós ficamos lá por quase um mês com essas aeronaves tirando as pessoas que estavam ilhadas e levando medicamento. Nós transportamos cerca de cem pessoas por dia”, conta o Major.


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CAMPANHA INSTITUCIONAL

O que importa para você?

“A

cada decolagem, uma expectativa de fazer a diferença. A cada pouso, uma sensação de dever cumprido. É isso que importa!” Essa é uma das frases que ilustram o material publicitário da campanha institucional da Força Aérea Brasileira (FAB) de 2016. O objetivo é despertar nos militares o sentimento de realização profissional com foco no cumprimento da missão da FAB e dos benefícios decorrentes para a sociedade. “Refletindo sobre algumas experiências que tive na carreira, pude perceber a satisfação das pessoas ao receber alimentos e remédios, quando voava na Amazônia; ou em outra ocasião, na busca do Air France, quando senti a gratidão dos parentes das vítimas do acidente. E conversando com os publicitários, resolvemos focar nos valores e no significado que cada militar tira para si depois de um trabalho bem feito”, conta o Chefe da Subdivisão de Publicidade e Propaganda do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), Tenente-Coronel Aviador Rodrigo Alessandro Cano. A mensagem está expressa em diversos materiais, como agenda de mesa (planning), calendário de mesa e agenda de mão. O conteúdo reforça, por meio de frases e fotos, o trabalho em equipe, a confiança em si mesmo, o autocontrole, a ajuda humanitária, a lealdade e a dedicação, entre outros aspectos. Ao abrir a agenda de mão, por exemplo, você vai encontrar entre os dias 04 e 05 de novembro uma página com a seguinte frase. “A agenda vai até o dia 31/12. E você? Prioridade de hoje: Elogiar quem fez algo que você gostou”. “A gente utiliza as fotos que têm relação com o dia a dia da FAB, mas mesmo quem não faz parte da instituição vai se identificar com o conteúdo da campanha”, explica o Tenente Publicitário Rachid Jereissati de Lima.


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FOTO: SGT BATIST A / CE

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Na foto, a equipe de criação do CECOMSAER. E, na ilustração, alguns materiais da campanha publicitária.

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75 ANOS DA FAB

A trajetória de um militar que se mescla com a história da FAB São 60 anos de serviços prestados à manutenção de aeronaves

1958: Ainda como aluno, junto aos colegas (primeiro da esquerda)

“Q

uando chegar 20 de janeiro de 2016, meu sonho se completa: serão 60 anos de Força Aérea”. A frase é do Suboficial da Reserva Antranik Cassapian. Com voz mansa e fala pausada, que expressam a experiência dos 78 anos de vida, ele conta sua história de dedicação à Força Aérea Brasileira (FAB) e ao Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). Uma história que se confunde com a da instituição, que completa 75 anos neste mês. De uma família de seis irmãos, foi o único que não seguiu a profissão de sapateiro. A relação com a instituição, que na época era um ministério recém-criado, nasceu em 1956, quando foi servir como soldado. “Eu morava a 1,5 km do Campo de Marte e sempre via os aviõezinhos passando.

Ficava sonhando quando chegasse a época de servir e seguir carreira”, relata. Foi soldado, cabo, formou-se sargento especialista em suprimentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em 1957, e chegou à graduação de suboficial em 1981, sempre trabalhando no PAMA-SP, unidade histórica. “Nunca me movimentaram e também eu nunca pedi”, diz o suboficial, que foi para a reserva em 1986, mas não deixou de trabalhar. A disposição é mantida com a prática de exercícios e o rigor na alimentação. Optou por ser vegetariano há 40 anos e é um assíduo participante da educação física. “Eu Suboficial Cassapian com os filhos, que cresceram em meio aos aviões

só não corro mais. Sou o guia da caminhada”, esclarece. Com tanta experiência, o suboficial é uma “enciclopédia aeronáutica”. “O que não está no computador está na cabeça do Cassapian”, relatam os colegas de trabalho. “Ele tem informações sobre os projetos antigos que já foram desativados. Às vezes, a peça não consta no sistema, mas ele consegue encontrar itens, do Bufalo, por exemplo, que puderam ser usados no F-5”,

Aos 78 anos, Suboficial Cassapian continua trabalhando e é uma “enciclopédia aeronáutica”

detalha o mecânico Sargento Rômulo Alves Mendonça, que tem 14 anos de PAMA-SP. O militar acompanhou a modernização da Força Aérea nas últimas seis décadas. Ele é da época do “Cartex”, quando cada item que saía do estoque tinha que ser relatado em cartões. Nos anos 60, foi a vez do projeto 300, que possibilitou um avanço. A partir dos anos 80 foi incorporado o Sistema Integrado de Logística de Materiais e de Serviços (SILOMS). Quando perguntado sobre o legado que acredita ter deixado para a FAB, ele não titubeia em enaltecer o quanto ama o que faz e todas as oportunidades que ele teve na instituição. “O meu legado é a amizade. Amo trabalhar aqui. Os mecânicos sempre tiveram meu apoio. Contribuí com a instituição. Dei o melhor

de mim para a FAB e auxiliei meus companheiros”, finaliza. Família – Do casamento, que em 2017 completará 50 anos, nasceram dois filhos. Um deles também adotou a carreira militar e a mesma especialidade. “Acho que tenho muito do meu pai. Na escola até fiz um teste de aptidão e o resultado apontou para essa área”, lembra o Major Antranik Cassapian Júnior, especialista em Suprimento, que trabalha no Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Tráfego Aéreo (CINDACTA II), em Curitiba (PR). Na memória do oficial estão vívidas as imagens de quando criança circular por entre os aviões no hangar enquanto acompanhava o pai. “O hospital ficava bem perto. Quando ia ao médico e ouvia a banda, eu saía correndo da sala para ver a tropa passar”, relata o filho.

Sete décadas e meia de história Com 77 mil militares, rea Brasileira se consolidou e centenas de aviões, dou- passou a fazer história. trina operacional consoliO surgimento do Ministédada, a Força Aérea Bra- rio da Aeronáutica - A Aerosileira chega aos 75 anos náutica nasceu em 20 janeiro repensando seu futuro. No de 1941 ao incorporar as ano passado, passos impor- aviações do Exército e da Matantes foram dados nesta rinha. Getúlio Vargas escolheu direção. A assinatura do o advogado gaúcho e ministro contrato da nova aeronave do trabalho, Joaquim Salgado de caça e a chegada de um Filho, para o comando da novo helicóptero operacio- pasta. Ele ficou no cargo entre nal com capacidades inédi- 1941 e 1945. Com Assis Chatetas para este tipo de aviação aubriand lançou a Campanha são exemplos. E sempre Nacional de Aviação, doando buscando aprimorar gestão, centenas de aviões e criou um meios e técnica, a Força Aé- ambiente aeronáutico no país. Para saber mais sobre a história da FAB consulte a revista Aerovisão 70 anos da FAB


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FORMATURAS

FAB fecha 2015 com mais de mil novos militares

FOTO: CB FEITOSA / CECOMSAER

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) formou 91 engenheiros em São José dos Campos (SP) . Destes, 21 atuarão em unidades da FAB pelo País.

A Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), formou 564 novos sargentos em 23 especialidades de três turmas (CFS, EAGS e EAGSME). Duas militares receberam destaque: Fabiana do Nascimento Ferraz e Luiza Martins Mathias. Elas integram as primeiras turmas que abriram vagas para mulheres especialistas em Eletromecânica e Bombeiro.

No Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), 179 novos oficiais foram formados. São 139 alunos do Estágio de Adaptação ao Oficialato (EAOF) e 40 do Curso de Formação de Oficiais Especialistas (CFOE). Todos eles já trabalhavam na FAB, alguns com mais de 20 anos de carreira.

FOTO: CB FEITOSA / CECOMSAER

FOTO: CB V. SANTOS / CECOMSAER

Em Barbacena (MG), 143 alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) concluíram o Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR), que durou três anos.

Os 181 cadetes da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), foram declarados Aspirantes-a-Oficial: 110 Aviadores, 45 Intendentes e 24 de Infantaria. A formatura também marca o intercâmbio do Brasil com nações-amigas. Este ano se formaram dois cadetes peruanos.

FOTOS: SGT JOHNSON / CECOMSAER

O mês de dezembro foi de muitas alegrias e comemorações Brasil afora. Cinco escolas de formação da Força Aérea Brasileira formaram 1.156 militares. Veja como foi:


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CELULAR

Novas regras para uso de dispositivos móveis O uso de celulares, notebooks e tablets por militares e servidores civis do COMAER diminui o nível de alerta situacional e põe em risco atividades essenciais. Por isso, a ICA 900-7 padroniza o procedimento de utilização desses aparelhos para a prevenção de problemas de segurança nas organizações militares É PROIBIDO Uso/porte de dispositivos móveis particulares, por militares e servidores civis do COMAER, durante todo o período em que estiverem cumprindo serviços de escala (os previstos no RISAER ou quaisquer outros estabelecidos na OM).

É PERMITIDO

Conectar dispositivos móveis particulares aos recursos corporativos informatizados da Organização Militar.

Uso/porte de dispositivos móveis particulares em reuniões, briefings, palestras e aulas nas Organizações Militares do COMAER.

Os dispositivos móveis funcionais fornecidos pelo COMAER podem ser usados em serviço. Para saber sobre a correta utilização – conteúdos a serem acessados, instalação de aplicativos, responsabilidade – leia a ICA 900-7, publicada no BCA nº 212, de 19/11/2015.

LEMBRETE

Também é vedado o ingresso de dispositivos móveis particulares de visitantes em áreas restritas do COMAER. E informações classificadas não devem ser tramitadas ou armazenadas em dispositivos móveis, exceto no caso dos equipamentos que possuem controles compatíveis com seu nível de classificação, dotados de recursos criptográficos e homologados pelo Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER).

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

Você sabia que a caixa-preta é laranja? Entenda a importância da caixa-preta para a investigação de acidentes aeronáuticos A eficiência e a eficácia na condução dos processos de investigação de acidentes aeronáuticos significa a prevenção de futuros acidentes, resultando na preservação do bem mais precioso que existe: a vida humana. Para isso, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) conta com uma importante ferramenta de análise de dados: a caixa-preta. Os gravadores de voo, comumente chamados de caixa-preta, são dispositivos

que gravam informações de voo, em forma de dados e em áudio. São registros feitos em mídia apropriada, protegida, e foram projetados para serem usados como ferramentas de apoio à investigação de ocorrências aeronáuticas. A caixa-preta é, na verdade, produzida na cor laranja por ser uma coloração mais fácil de ser encontrada. Mas o que torna os gravadores indestrutíveis? Sua parte mais importante, fabricada para suportar os requisitos

de resistência e proteger os dispositivos de gravação, é chamada de crash survivablememoryunit (CSMU). Os modelos mais modernos e leves são feitos de liga de titânio e, como isolante térmico, é utilizada a sílica. Concebida em 1953 pelo cientista David Warren, do Laboratório de Pesquisa Aeronáutica da Austrália, a caixa-preta representou o avanço na elucidação de acidentes, uma vez que até então a investigação se restrin-

gia à análise dos escombros que restavam da aeronave. O cientista idealizou o sistema que grava a comunicação na cabine dos pilotos. A ideia surgiu após o estudo da primeira queda de avião comercial de passageiros no mundo, o Comet, em 1953. Foi no final dos anos 60 que o gravador de voo viria a ser essencial em rotas comerciais. Deste então, a indústria de helicópteros, navios e trens também passou a desenvolver equipamento semelhante. A

maioria dos modelos tem o tamanho médio de uma caixa de sapato e pesa cerca de 5 quilos. No CENIPA, o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA) é composto por militares tecnicamente habilitados para o estudo e análise da caixa-preta. Em novembro de 2015, o LABDATA recebeu a certificação ISO 9001 relativa à qualidade e eficiência em seus processos. Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos


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SEU DINHEIRO

Qual a sua meta para 2016 ? Planejamento e disciplina encurtam caminhos e podem transformam sonhos em realidade

Q

uitar empréstimos, aprender a investir, fazer uma viagem, trocar de carro, reformar a casa. Alguma dessas metas está na sua lista de 2016? Se não, comece a pensar em algo que gostaria de conquistar. Isso ajuda na disciplina para reorganizar a vida financeira e na firmeza em aceitar privações temporárias para obter recompensa futura. “O primeiro passo para alcançar metas financeiras é conhecer a fundo suas receitas e despesas. Com isso, já dá para identificar os cortes que vão aumentar sua capacidade de poupar o valor necessário para alcançar o objetivo no prazo definido”, explica o educador financeiro Carlos Eduardo Moretti. As metas podem ser de curto prazo (1 ano), médio prazo (1 a 5 anos) ou longo prazo (10, 20, 30 anos). Neste mês, o NOTAER mostra como atingir metas de curto prazo. O raciocínio é simples: se daqui a 12 meses você deseja fazer uma viagem que custará R$ 3.600, será preciso economizar R$ 300 por mês. Para isso, acompanhe semanalmente a evolução das despesas. Faça também revisões trimestrais para se certificar de que os gastos estão dentro do planejamento. Quando ficar com preguiça de registrar toda e qualquer despesa, lembre-se dos benefícios que virão com a conquista do objetivo. Além disso, cada etapa vencida deve ser comemorada, o que dá mais determinação para seguir adiante.

Passo a passo - Separe, em primeiro lugar, a quantia que será poupada; - Registre em planilha os pequenos gastos cotidianos (estacionamentos, cigarro, cafezinho, chicletes) para não perder o controle; - Poupar não é se privar totalmente: separe uma quantia para diversões modestas e pequenas compras; - Tenha uma poupança para emergências (situações inesperadas podem adiar ou até inviabilizar as metas); - Invista tudo o que poupa, mas estude antes as opções mais vantajosas de investimento com base no prazo em que você precisará do dinheiro; - Ajustes são obrigatórios para mantê-lo dentro do planejamento. Analise o que deu certo e o que deu errado em cada etapa.

Metas de curto prazo (até 1 ano): Reformar a casa Fazer uma viagem Trocar de carro Quitar empréstimos Habituar-se a poupar

Metas de médio prazo (entre 1 e 5 anos): Dar entrada na casa própria Fazer pós-graduação Fazer curso no exterior Comprar um carro zero

Metas de longo prazo (acima de 10 anos): Antecipar a aposentadoria Pagar a faculdade dos filhos Abrir o próprio negócio Investir no segundo imóvel

Desafio NOTAER

Minha meta para 2016:

Fonte e mais informações: Portal Tá na Hora, do Banco do Brasil (www.dinds.com.br)


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COMPORTAMENTO

PADRÃO

ARTE: SGT EDINALDO / CECOMSAER

NO

O uso do 10º uniforme e seus acessórios está previsto no artigo 29, inciso III, alínea a, do Regulamento de Uniformes para Militares da Aeronáutica (RUMAER). Essa farda é utilizada em campanha, serviço e instrução militar; e em formaturas ou representações quando autorizado. As mangas da gandola, quando dobradas, devem estar na linha dos cotovelos. Estão previstas as tarjetas de nome (mais o tipo san-

guíneo) sobre o bolso direito e Força Aérea sobre o bolso esquerdo da gandola, além das insígnias de posto ou graduação. A meia deve ser preta e a calça não deve cobrir o coturno – para isso pode-se utilizar o elástico conhecido como “bombacha”. Não é porque se trata de um uniforme operacional que vamos descuidar da apresentação pessoal, certo? Então, consulte o RUMAER para saber tudo sobre a utilização do 10º.

Comandante grava mensagem para efetivo e familiares O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, gravou uma mensagem para o encerramento de 2015 e início de 2016. No vídeo, ele enaltece o trabalho dos militares que desafiaram seus limites no ano que passou para que a Força Aérea Brasileira (FAB) cumprisse sua missão e estivesse sempre presente no cotidiano da sociedade brasileira. Entre no portal da FAB (www.fab.mil.br) e confira!


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ENTRETENIMENTO TRABALHO em EQUIPE, CONFIANÇA em si mesmo, autocontrole, ajuda HUMANITÁRIA, LEALDADE e DEDICAÇÃO são alguns dos aspectos que a campanha institucional da FAB destaca em 2016. A CAMPANHA também é um INCENTIVO para revermos nossas PRIORIDADES: brincar com os FILHOS, marcar aquele ENCONTRO que disse “vamos marcar mesmo”, começar a ler um LIVRO, fazer uma VIAGEM com a FAMÍLIA, falar com seus pais ou o que mais você considera que é IMPORTANTE. Afinal, #éissoqueimporta!

Jogo dos seis erros

RESPOSTAS DA EDIÇÃO PASSADA


NOTAER - Janeiro de 2016  
NOTAER - Janeiro de 2016  

Força Aérea Brasileira

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