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PÔSTER NA CONTRACAPA Colecione as imagens e compreenda a importância dos projetos estratégicos da FAB

Ano XXXVIII

Nº 03

Março, 2015

ISSN 1518-8558

FOTO: DIVULGAÇÃO EMBRAER

www.fab.mil.br

Os novos voos da FAB

EM FAMÍLIA

FOTO: BINFAE-CO

Filha participa de instrução da mãe em curso de formação. Número de mulheres na FAB ultrapassa 10 mil (Pág.05)

NOVO PADRÃO Sites de unidades da FAB adotarão identidade digital do governo federal (Pág.07)

MISSÃO DE PAZ 9º pelotão da FAB se prepara para atuar no Haiti (Pág.11)

CRIATIVIDADEi Invento de especialista economiza milhões de dólares para Aeronáutica (Pág.13)

EDUCAÇÃO Saiba como receber o dinheiro gasto com material escolar (Pág.14)

FOTO: MACRO8 STOCK PHOTOS

Primeiro voo do KC-390, voo solo de pilotos brasileiros na aeronave de caça Gripen e destruição de alvo pelo míssil A-Darter consolidam três projetos fundamentais para os novos patamares operacionais da Força Aérea Brasileira (Págs. 8 e 9)


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CARTA AO LEITOR

Expediente O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno.

Iniciativa e operacionalidade uma economia milionária para nossa Força. Em paralelo, fatos históricos para a Aeronáutica aconteceram nesse começo de ano, em especial o primeiro voo do KC-390, o treinamento de nossos pilotos nos caças Gripen e o emprego eficaz do míssil A-Darter em missão de teste. E na celebração dessas conquistas, lembramos que em 25 de março comemoramos o dia do Especialista da Aeronáutica. A propósito, temos mais de 25 mil especialistas na FAB em 30 áreas

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic ARTE: CECOMSAER

Esta edição apresenta as primeiras palavras do novo Comandante da Aeronáutica para os leitores do NOTAER. E são palavras que evidenciam a importância do bem-estar das pessoas da FAB para a construção de uma força coesa, vibrante e moderna. Nosso jornal destaca também pessoas como as Sargentos Mônica e Priestch, que se encontram em treinamento militar onde a filha participou da instrução da mãe. Ou ainda, o Suboficial Gama que, por meio de sua dedicação, possibilitou

técnicas que, direta ou indiretamente, são responsáveis por essas vitórias. Apresentamos ainda a passagem de comando do Estado-Maior da Aeronáutica, a preparação de um novo pelotão que seguirá em missão de paz para o Haiti e, ainda, como devemos proceder para par-

ticipar do Projeto Educação, da Diretoria de Intendência, e receber de volta parte dos gastos com material escolar. Boa leitura a todos e lembrem-se: estamos construindo o futuro. Brig Ar Pedro Luís Farcic Chefe do CECOMSAER

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

FOTO: CB V. SANTOS / CECOMSAER

proteção e, por esse motivo, tenham seu acesso restrito às pessoas autorizadas pelo órgão ou entidade. ASSUNTO SIGILOSO - É aquele que, por sua natureza, deva ser de conhecimento restrito e, portanto, requeira a adoção de medidas especiais para sua segurança. CLASSIFICAÇÃO - Atribuição de um grau de sigilo a um dado, informação, documento, material, área ou instalação que contenha ou utilize assunto sigiloso.

Repórteres: Asp JOR Cynthia Fernandes, Ten JOR Evelyn Abelha, Ten JOR Flávio Nishimori, Ten JOR Humberto Leite, Ten JOR Iris Vasconcellos, Ten JOR João Elias, Ten JOR Jussara Peccini, Ten JOR Raquel Sigaud e Asp JOR Raquel Alves. Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Revisão: Cynthia Fernandes, Evelyn Abelha, Iris Vasconcellos, Marco Aurélio Celoni e João Elias. Diagramação e Arte: Ten Maurício Brum, SO SDE Cláudio Ramos, 3º SGT Marcella Cristina, 3º SGT Santiago Moraes e CB Maclaudio Gomes Tiragem: 30.000 exemplares

Medidas básicas de contrainteligência Os integrantes do Comando da Aeronáutica são responsáveis pela integridade e segurança das áreas e instalações, materiais, documentação, pessoal, meios de tecnologia da informação e do conhecimento gerado e mantido pela organização. Há, inclusive, legislações de âmbito federal que regulam e tipificam penalmente os desvios de conduta referentes à matéria. Toda e qualquer atividade ou ocorrência suspeita deve ser comunicada ao setor de segurança/inteligência, seja da própria organização ou da unidade mais próxima. Definições que podem ajudar no trato da questão: ÁREAS RESTRITAS - Áreas e instalações onde sejam tratadas informações classificadas, ou informações pessoais, em qualquer grau de sigilo, ou que, por sua utilização ou finalidade, demandem

Editora: Tenente Jornalista Jussara Peccini (MTB 01975SC) Editora adjunta: Aspirante Jornalista Cynthia Fernandes (MTB 2607GO)

COMPARTIMENTAÇÃO – É o resultado desejado das medidas que restringem o acesso de pessoas a Informação Classificada ou Informação Pessoal (Art. 55 do Decreto n° 7.724, de 16 de maio de 2012) àquelas que efetivamente tenham necessidade de conhecê-los e que, além disso, possuam, obrigatoriamente, credencial de segurança no grau adequado. A credencial de segurança não habilita, automaticamente, seu detentor a ter acesso

a todas as informações até o grau de sigilo da respectiva credencial. É imprescindível que haja, concomitantemente, a necessidade de conhecer o assunto em tela (por ex: estar envolvido em trabalho, análise, ação ou acompanhamento do assunto). Este é o fundamento da compartimentação e deve ser rigorosamente observado sob pena de haver comprometimentos ou vazamentos. Por isso, seja pró-ativo. Identifique pontos falhos na segurança das nossas instalações. Sugira medidas de segurança. Quando se olha de fora do problema é possível ver coisas diferentes daqueles que convivem diariamente com a situação. Seja rigoroso na utilização de senhas, códigos e protocolos de segurança. A proteção dos nossos materiais e conhecimentos é responsabilidade e dever de todos. (Centro de Inteligência da Aeronáutica)

Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A

Quer ver sua unidade no NOTAER? Tem um comentário, sugestão de reportagem ou crítica? Aguardamos seu email redacao@fab.mil.br

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PALAVRAS DO COMANDANTE

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

Ouvir para decidir

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

A capacidade de vislumbrar o futuro e construí-lo é desafiadora. Por isso, ganham importância histórica as três realizações da Força Aérea Brasileira ocorridas no início deste ano: o primeiro voo de testes do KC-390, o voo solo dos primeiros pilotos brasileiros de Gripen na Suécia e o lançamento com sucesso do míssil A-Darter. Estes projetos saíram do papel para se tornar realidade e, em breve, quando estiverem em pleno emprego, elevarão a capacidade operacional da instituição em defesa da Pátria. É muito honroso assumir este cargo, após 46 anos de vida dedicados exclusivamente à Aeronáutica, e saber que posso contar com a capacidade de uma equipe corajosa e determinada a superar toda ordem de obstáculos. Pois, essas conquistas são resultado do trabalho conjunto de milhares de militares e servidores civis de diferentes unidades no Brasil e também no exterior. Ao me dirigir a você pela primeira vez, quero destacar que, para mim, a gestão de pessoas é fundamental. Todos temos que saber ouvir e, principalmente, apren-

der a ouvir. Uma ferramenta muito útil para isso é a pesquisa de opinião. Entre as minhas primeiras ações de comando, recomendei aos órgãos de direção geral e setorial identificar em quais aspectos precisamos melhorar nossos resultados. Acredito que a qualificação e a motivação também estão entre os principais elementos que interferem na produtividade humana. Uma pesquisa só tem valor se houver a colaboração honesta e direta de cada um. Relate os fatos do dia a dia, as percepções, as sugestões. Os canais de comunicação com seu chefe, diretor ou comandante também devem ser usados. A percepção e a iniciativa de cada um de nós, aliados à experiência profissional, podem trazer infinitas melhorias para toda a Força Aérea. Com a sua participação pró-ativa, a grande vencedora deste processo será a Aeronáutica, que terá mecanismos para melhor gerenciar seu efetivo. Nesta mesma linha de raciocínio, o resultado desta consulta pode auxiliar no trabalho de modernização

da nossa estrutura administrativa. Entendo que a reestruturação organizacional e a concentração das atividades administrativas precisam acompanhar a modernização dos meios operacionais. O esforço de gestão, em todos os níveis, permite mensurar e na obter resultados concretos, fazendo com que os recursos disponíveis, escassos na conjuntura atual, sejam canalizados para as ações capazes de alavancar o desempenho. Os dados coletados nesta pesquisa serão analisados pelo Estado-Maior da Aeronáutica e devem gerar recomendações com o objetivo de melhorar os serviços em toda a Instituição. Sei que toda pesquisa gera expectativa. Farei o possível para atendê-la durante o período em que estiver à frente da Aeronáutica. Acredito que estamos sedimentando um caminho para uma Força ainda mais atuante, inserida no contexto de uma moderna gestão e, sobretudo, capacitada para enfrentar e superar os desafios que se descortinam diariamente. A sua participação faz diferença!


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ACONTECE

NOVA LEI

Passagens de comando

Comando da Aeronáutica poderá autorizar entrada de aeronaves militares estrangeiras no Brasil

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Divisão de Saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) - Tenente Coronel Médico Mário Sérgio Pineda Guerra / Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA) - Coronel Intendente Luiz Claudio Freitas de Oliveira / Grupamento de Apoio Logístico (GAL) - Coronel Intendente Marcelo Tenório de Carvalho / Grupamento de Apoio do Rio de Janeiro (GAP-RJ) Coronel Intendente Elias Afif Elossais / Esquadrão Pampa (1º/14º GAV) Tenente-Coronel Aviador Ricardo Guerra Rezende / Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica (EAOAR) - Tenente-Coronel Aviador Sergio Mourão Mello / Chefia do Grupamento de Infraestrutura e Apoio de São José dos Campos (GIA-SJ) - Coronel Intendente João Alberto Gavioli Junior / Centro de Catalogação da Aeronáutica (CECAT) - Coronel Intendente José Carlos Sabô / Centro de Documentação da Aeronáutica (CENDOC) – Coronel Intendente Carlos Alberto Leite da Silva / Corpo de Cadetes da Academia da Força Aérea (AFA) - Tenente-Coronel Aviador Ricardo Feijó Pinheiro / Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Galeão (DTCEA-GL) Major Aviador Dan Marshall Freitas / Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga (FAYS) - Coronel Intendente Carlos Alberto de Azevedo / Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV) - Tenente-Coronel Aviador André Luís Albuquerque de Vasconcelos / Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) - Tenente-Coronel Aviador Marcelo de Lima Pinheiro / Prefeitura de Aeronáutica de Santa Cruz (PASC) - Major Intendente Ronald José Pinto / Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN) - Major de Infantaria Roberto Rodrigues Gomes Junior / Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2° GDAAE) - Major de Infantaria Rogério Ayres Vasconcellos / Prefeitura de Aeronáutica de Manaus (PAMN) - Major Intendente Ivan Luiz de Siqueira / Esquadrão Arara (1°/9° GAV) - Tenente-Coronel Aviador Alexandre Moutta da Silva / 1° Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) - Tenente-Coronel Aviador Rubens Gonçalves / Esquadrão Adelphi (1º/16º GAV) - Tenente-Coronel Aviador Roberto Martire Pires / Vice-presidente da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) - Coronel Aviador Leonardo Chaves Rodrigues / Esquadrão Tracajá (1° ETA) - Tenente-Coronel Aviador Toni Roberto Carvalho Teixeira / Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA) - Tenente-Coronel Aviador Marcos Dias Marschall

Parabéns às 18 unidades que fazem aniversário em março. Confira as datas ao lado:

01 – Centro de Lançamento de Alcântara e Sétimo Comando Aéreo Regional 13 – Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos 14 – Prefeitura de Aeronáutica do Galeão e Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial 18 – Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro 19 – Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica de São José dos Campos e Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica

Lei Complementar 149 de 2015, sancionada em 12 de janeiro, mudou as regras para a entrada de forças estrangeiras no País. A principal modificação é a possibilidade da Presidência da República delegar ao Ministério da Defesa e este, por sua vez, ao Comando da Aeronáutica a responsabilidade de autorizar a entrada de aeronaves militares estrangeiras no espaço aéreo brasileiro, por exemplo. A situação atendeu as necessidades da Força Aérea Brasileira, que é a responsável por receber os pedidos estrangeiros. Toda aeronave militar, obrigatoriamente, precisa de autorização para entrar no espaço aéreo de outro país. De acordo com a Seção de Sobrevoo do Estado

-Maior da Aeronáutica, a medida permite que o Comando da Aeronáutica dê mais agilidade aos pedidos, como sobrevoos de aeronaves sobre o território brasileiro cujo destino final é outro país, pousos para reabastecimento ou transporte de autoridades. “São situações do dia a dia que não estão relacionadas com aeronaves armadas para emprego operacional”, explica o Coronel Aviador Valdemar Consorte Júnior. A nova lei também define o conceito de forças estrangeiras. De acordo com o artigo 4º, considera-se forças estrangeiras “o módulo armado de emprego operacional marítimo, terrestre ou aéreo”. Nestes casos, a autorização continua sendo exclusiva da Presidência da República.

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

metas e prazos e rever o nosso plano estratégico”, finalizou. Órgão estratégico da Força Aérea Brasileira, o EMAER tem a missão de assessorar diretamente o Comandante da Aeronáutica, além de estudar e propor soluções que levem ao emprego eficaz do poder aeroespacial, com o objetivo de garantir a soberania do espaço aéreo brasileiro. Confira a seguir em quais unidades houve troca de comando em fevereiro:

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

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o assumir a chefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), em 28 de janeiro, o Tenente-Brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior destacou os desafios e as oportunidades do novo cargo, o segundo na cadeia de comando da Aeronáutica. “O principal desafio é tentar levar à frente todos os projetos estratégicos do Comando da Aeronáutica em consonância com o novo comandante, de maneira que nós possamos, pelo menos no curto prazo, estabelecer todas as

Força Aérea Francesa no exercício CRUZEX, em Natal (RN)

20 – Comissão Aeronáutica Brasileira na Europa 23 – Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo 24 – Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação 25 – Academia da Força Aérea e Escola de Especialistas de Aeronáutica 27 – Quarto Comando Aéreo Regional e Hospital das Forças Armadas 29 – Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos 31 – Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação e Base Aérea de Manaus


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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Mãe e filha se encontram em treinamento militar De acordo com dados do Comando-Geral de Pessoal, número de mulheres nas colunas da FAB ultrapassa 10 mil abraço entre a Sargento Mônica Regina Prietsch e a Sargento Paula Pristsch Pacheco revela muito mais que uma conquista profissional. Mãe e filha, respectivamente, comemoram o fim do estágio de adaptação do Quadro de Sargentos Convocados (QSCon), concluído pela matriarca. A graduada Mônica, aos 42 anos, resolveu realizar um sonho antigo – servir à Força Aérea Brasileira (FAB), onde o pai (Suboficial Plotino) já havia cumprido sua carreira na Base Aérea de Canoas. Depois de trabalhar como motorista de transporte escolar e guia turístico, ingressou no serviço militar para exercer a mesma função. Tanta determinação também foi herdada pela filha, que serve no Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial (BINFAE). Além de participar da recepção dos alunos da turma da mãe, junto com a equipe de bombeiros, a Sargento Priescth é a primeira e única mulher da unidade num universo de mais de 400 homens. São duas histórias de vida, de duas guerreiras que se apoiaram na vida e encararam a carreira militar com igualdade e muita força de vontade. Exemplos de mulheres que conquistaram espaço com autoconfiança e a certeza que o preconceito não faz mais parte dessa rotina. De acordo com o Comando-Geral de Pessoal (COMGEP), atualmente a FAB tem 10.160 mulheres militares. O número representa 14,55% de todo o efetivo da instituição. Acompanhe a entrevista com as sargentos:

FOTOS: BINFAE-CO

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A mãe Nome: Sargento Mônica Regina Prietsch Idade: 42 anos Função: motorista OM: Base Aérea de Canoas “Nunca imaginei que pudesse ingressar na carreira militar. Achei que ver minha filha se formar na Escola de Especialistas já havia sido a própria realização do meu sonho”.

A filha Nome: Sargento Paula Prietsch Pacheco Idade: 25 anos Função: Encarregada do Boletim OM: Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO) “Não me sinto protegida pelo fato de ser a única mulher. Eu me encho de orgulho por ser uma mulher militar”

Notaer – O que significou aquele abraço, logo após o exercício de campanha? Sargento Prietsch - Alegria, muita alegria de receber minha mãe e saber que ela estava bem. Cada momento do curso foi uma superação pessoal dela e eu fico muito feliz por ela ter tido essa oportunidade. Sargento Mônica – Ah, aquele abraço... É impossível descrever toda a emoção vivida naquele breve momento. Tê-la participando, ativamente, foi como ter o registro do apoio e aprovação para que eu fizesse parte desta profissão, a qual sei que ela se orgulha em exercer. Notaer – Como foi optar pela carreira militar? Sargento Prietsch - Eu praticamente cresci no meio militar e, apesar de admirar a profissão, não tinha pretensão de seguir esta carreira. Quando estava para terminar o ensino médio, minha mãe sugeriu que fizesse o concurso. No início fui meio resistente, mas ela plantou a ideia e me incentivou até eu me apaixonar pela profissão e entrar para a Escola de Especialistas. Sargento Mônica - Desde criança acompanhei a carreira de meu pai, hoje suboficial da reserva - SO Plotino. Ele sempre foi um grande exemplo, servindo de inspiração para o sonho de servir à Força Aérea. Recebi apoio da família, amigos, colegas de trabalho e professores da faculdade, todos vibraram juntos comigo pela chance de realizar este sonho. O apoio da filha foi crucial e fundamental, em uma inversão de papéis. Ela curtiu cada momento que eu vivi duran-

te o estágio de adaptação da mesma forma que, alguns anos atrás, pude curtir as etapas que ela vivenciou em sua formação na Escola de Especialistas. Notaer – Sargento Priestch, como é trabalhar numa unidade como o BINFAE, onde a maioria é homem? Sofreu preconceito? Sargento Prietsch - Nunca sofri nenhum tipo de preconceito ou fui beneficiada por ser a única mulher. Todos os colegas me tratam com respeito e camaradagem. No início, acho que alguns duvidavam um pouco que eu fosse me adaptar ao grupo, mas agora, todos conhecem a seriedade com que exerço o meu trabalho. Eu tenho muito a agradecer a todo efetivo, nós temos uma equipe muito boa e engajada no cumprimento das diversas atividades exercidas pelo batalhão. Notaer – Como é ser uma das mulheres que servem à FAB? Sargento Prietsch - Eu me encho de orgulho por ser uma mulher militar e acho que as mulheres estão cada vez mais conquistando seu espaço. Há alguns anos o ingresso na Força era bem mais restrito para o quadro feminino. Hoje, estamos mostrando nosso potencial nas diversas áreas de atuação e dominando diversas funções antes tidas como exclusivamente masculinas. Sargento Mônica – Sintome honrada e plenamente feliz por ter tido esta oportunidade de ingressar no serviço militar e fazer parte desta equipe. Um sentimento de estar exatamente onde sempre deveria estar!


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PELO BRASIL

Parque de Material Eletrônico realiza migração satelital om o reapontamento das antenas na região Norte em fevereiro, o Parque de Material Eletrônico (PAME) finaliza a migração satelital do sistema Telesat. O sistema interliga equipamentos usados no controle do tráfego aéreo brasileiro. Este é o primeiro processo de troca de satélite desde que o sistema foi implantado no Brasil, nos anos 90. No total, foram reapontadas para o novo satélite 111 estações (antenas) em todo o território nacional. O trabalho começou em dezembro do ano passado. “O satélite tem vida útil. O Embratel/StarOne B4 está entrando em processo de desativação. Estamos migrando para o Embratel/ StarOneC3, um novo satélite que está em órbita em uma

nova posição orbital”, explica o chefe da divisão técnica do PAME, Coronel Engenheiro Waldir Galluzzi Nunes, que gerencia o processo. A rede satelital é uma das redes de comunicação que suporta os sistemas de controle do tráfego aéreo. Para não interromper a operação, enquanto um equipamento é redirecionado, outros suportes de comunicações permitem que as informações entre os diversos órgãos de controle de tráfego aéreo sejam realizadas. Para não impactar o funcionamento dos sistemas foram três meses de planejamento no balanceamento de redes, antes de iniciar a migração. Além do reapontamento, os técnicos do PAME realizam readequações dos equipa-

DIVULGAÇÃO / ITA

Obras de expansão do ITA

Primeiro prédio é fundamental para demais obras de expansão

A

s obras da primeira fase do plano de expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) começaram com o prédio da Divisão de Ciências Fundamentais. O

empreendimento terá área construída de 15.873 m2, contando com investimentos estimados em R$ 49 milhões. O prazo de entrega está previsto para o início de 2016.

Com reapontamento das antenas na região Norte, equipe finaliza trabalho iniciado em dezembro

mentos, como intervenções técnicas e reconfigurações. Eles trabalham em conjunto com técnicos dos Centros

As novas instalações permitirão acomodar cerca de 500 alunos, bem como professores, pesquisadores e corpo administrativo. A obra oferecerá melhores condições para a formação dos alunos, por meio de melhorias na infraestrutura, administração escolar e áreas de serviço. “O prédio da Divisão de Ciências Fundamentais é o primeiro passo da expansão física do ITA. Até porque, é pelo ciclo fundamental que se inicia esse processo. Além disso, esse prédio viabilizará a reforma das demais áreas do ITA, servindo como suporte a todo corpo docente e às novas atividades didáticas”, finalizou o Reitor do ITA, Professor Doutor Carlos Américo Pacheco.

Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA), localizados em Brasília, Curitiba, Recife e Ma-

naus, e do Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV), que cuida do tráfego aéreo no eixo Rio-São Paulo.

Base de Canoas conta com cavalos para patrulha diária FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

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FOTO: PAME

Rede suporta os sistemas de controle de tráfego aéreo. As 111 estações também passaram por manutenção

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Base Aérea de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, conta com cavalos para realizar a patrulha diária da área. Os animais são empregados na tarefa desde a década de 80. Eles percorrem cerca de 16 km por dia. Os animais da raça crioulo mestiço, resistente ao frio e à umidade, não são muito altos, porte adequado para as rondas que incluem trilhas no meio do mato. De acordo como chefe da Companhia de Polícia de Aeronáutica do Batalhão de Infantaria Especial de Canoas (BINFAE-CO), o perímetro da Base possui várias áreas com alagados e de mata. “Nesses locais não é possível circular com carros de patrulha”, explica o Tenente Daniel Bauer. A FAB também mantém unidade de cavalaria em Santa Maria (RS).


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INTERNET

Sites de unidades militares serão padronizados Novo modelo será implantado a partir de março e segue regras estabelecidas pelo governo federal

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que todo internauta deseja ao navegar pela internet é encontrar, o mais rápido possível, a informação que procura. Para facilitar ainda mais essa busca, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), em parceria com o Centro de Computação da Aeronáutica de Brasília (CCA-BR), desenvolveram, a partir do projeto Identidade Digital do Governo Federal, a padronização e o alinhamento das informações nos sites das organizações militares da Força Aérea Brasileira. A migração inicia em março. Algumas organizações da FAB terão suas áreas específicas dentro do próprio domínio (fab.mil.br), com a mesma identidade visual, oferecendo ao usuário uma experiência de navegação unificada nessas páginas. Sempre com o foco no público, a padronização foi intencional para que o internauta

tenha facilidade de navegar em todos os portais dos órgãos federais. Padronizar é um meio de assegurar qualidade e resulta, também, em redução de custos de manutenção, permanecendo com a mesma arquitetura dos sites e reaproveitando os módulos pré-formatados. O Comandante do CCA-BR, Coronel César Faria Guimarães, ressalta que além da importância da disseminação das informações da Força Aérea para a sociedade, a homologação das páginas será gerenciada pelo próprio CCA-BR. “Adotamos o sistema de gerenciamento, onde os operadores das páginas das organizações militares poderão inserir conteúdos da sua própria unidade com segurança. A definição de estilo caberá ao CECOMSAER e a execução dessas alterações será de responsabilidade do CCA-BR”, afirma.

O cabeçalho é padronizado pelo projeto Identidade Digital do governo federal Conteúdo produzido pela OM

Notícias da OM

Informação institucional da OM

Serviços disponibilizados pelo Cecomsaer

Área destinada aos banners, que serão rotativos entre OM e Cecomsaer

Área destinada à divulgação de eventos e a realização de enquetes pela OM

O conteúdo desta área é alimentado automaticamente pelo site da FAB


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OPERACIONAL ACONTECE

Gripen vai integrar doutrina de emprego Dois capitães aprendem a voar o novo caça para trazer novos conhecimentos ao Brasil

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22ABRIL2009 FAB assina contrato de desenvolvimento com Embraer 18MARÇO2010 Apresentada maquete em tamanho real do compartimento de carga 13ABRIL2011 Argentina e República Tcheca tornam-se parceiros do projeto. Portugal adere em 14 de dezembro

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

s Capitães Gustavo Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas são os dois pilotos de Gripen do Brasil. Ambos estão na Suécia para treinar na aeronave nas versões C/D e realizaram seus voos solo no fim de janeiro. O papel deles é aprender a voar no novo caça e, ao mesmo tempo, trazer para a Força Aérea Brasileira os conhecimentos mais atuais do combate aéreo moderno. Os treinamentos acontecem desde novembro do ano passado a partir da Base Aérea de Såtenäs, região central da Suécia, onde são formados todos os pilotos de Gripen da Flygvapnet, a Força Aérea Sueca. Os brasileiros têm contato com toda a experiência adquirida pelos suecos desde a década de 90, quando começaram a receber o novo caça, até a experiência real de combate na Líbia, em 2011. Foram 650 missões realizadas durante a operação internacional conduzida pela ONU. Neutro durante a Segunda Guerra Mundial, o país nórdico se manteve durante toda a Guerra Fria entre a União Soviética e os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN. O resultado foi um nível elevado de alerta e a tradição na construção de caças avançados, como o Gripen, o primeiro do mundo a ser apontado por especialistas como de quarta geração, ou seja, totalmente multifuncional. “É uma plataforma que vai integrar nossa doutrina de emprego”, afirma o Capitão Gustavo, referindo-se às

RELEMBRE A HISTÓRIA DO PROJETO KC-390

missões de defesa aérea, de ataque e de reconhecimento. “É um avião muito avançado em termos de tecnologia embarcada, de aviônica. A interface entre a aeronave e piloto é muito inteligente”, complementa o Capitão Fórneas. Escolha por mérito - Escolher dois pilotos para serem os futuros instrutores não foi uma tarefa fácil para a Terceira Força Aérea (III FAE). A solução partiu de critérios técnicos. É o que explica o Brigadeiro do Ar Mário Luis Jordão, Comandante da III FAE. “Nós queremos que esses pilotos, quando voltarem, sejam os desenvolvedores da doutrina. Eles estão tendo contato com o que há de mais moderno”, declara. Os selecionados precisavam ter muita experiência na aviação de caça e serem jovens o suficiente para ainda estar nos esquadrões em 2019, quando vai começar o recebimento dos 36 Gripen NG adquiridos pelo Brasil. “Não nos interessava ter um oficial antigo ao ponto que o tempo dele na FAB se limitasse ao intercâmbio na Suécia”, diz o Brigadeiro.

Capitão Fórneas O voo na Suécia é diferente do voo sobre o Brasil? Eu até falei para os outros pilotos que não conheci a Suécia voando. Toda vez que a gente decolava estava totalmente instrumento. A aeronave foi concebida para a pior situação meteorológica. Como avalia o desempenho da aeronave? O excesso de potência para o peso do avião, a relação peso/potência, é muito grande. A gente não usa a pós-combustão para decolar e decolamos muito curto. É um avião de acelerações e retomadas muito rápidas. A perfomance da aeronave é muito boa. Compara-se com o F-5? É muito superior. Eu que voo F-5 há cinco anos... Mesmo eu vindo de uma aeronave modernizada, eu posso dizer que o Gripen C/D tem uma interface ainda melhor. É um projeto realmente muito inteligente.

Capitão Gustavo O que o Gripen vai significar para a FAB? O Gripen é uma plataforma que vai integrar toda a nossa doutrina de emprego. A capacidade de emprego da aeronave é como se nós juntássemos a performance do Mirage, os sistemas de combate do F-5 e o sistema de reconhecimento do A-1 em uma só aeronave, com melhorias. O que mais chamou atenção? A integração de dados. Dados do datalink são compartilhados com o radar; radar com mapas táticos de navegação, sem sobreposição. O treinamento na FAB é suficiente? Não há problema na integração da plataforma Gripen aos atuais meios da FAB. A sistemática brasileira de formação do piloto de caça, baseada no A-29 Super Tucano é muito boa. Será uma integração bastante natural.

JULHO2012 Realizados ensaios no túnel de vento subsônico na Holanda (1º projeto aeronáutico brasileiro a ser ensaiado no túnel de vento DNW, um dos maiores e mais modernos do mundo) 22MARÇO2013 Com a revisão crítica do projeto, FAB dá sinal verde para a construção do protótipo 20MAIO2014 FAB assina contrato de aquisição das 28 unidades 21OUTUBRO2014 Avião é apresentado ao mundo 03FEVEREIRO2015 KC-390 realiza primeiro voo FINAL DE 2016 Primeiras entregas de 28 unidades ao longo de 12 anos


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FOTO: DIVULGAÇÃO / EMBRAER

Começa campanha de ensaios do KC-390

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primeiro voo do KC390 foi só o passo inicial no caminho que levará o futuro avião de transporte da FAB até os esquadrões operacionais. Quando a aeronave voou por 1h19 no dia 3 de fevereiro, sequer seus trens de pouso foram recolhidos: um procedimento padrão para o primeiro teste de um novo projeto. Agora a Embraer e

seus parceiros internacionais trabalham para aprovar todas as inovações da maior aeronave já fabricada no Brasil. “A campanha de ensaios em voo é um misto de desenvolvimento e certificação”, afirma Paulo Gastão, responsável técnico da Embraer pelo KC-390. Segundo ele, os testes devem durar aproximadamente dois anos. Um segundo protótipo, ainda em

construção, também vai participar da campanha de ensaios. Outras duas aeronaves serão construídas para testes de fadiga em solo. Até a aeronave ser certificada pelo Instituto de Fomento Industrial (IFI), organização ligada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a Embraer irá realizar testes em níveis crescentes de complexidade.

O full flight by wire, controles digitais de voo, por exemplo, irá ganhar mais funcionalidades. Por enquanto, o joystick, que faz o papel de manche da aeronave, transmite os comandos da tripulação diretamente. Quando o fly by wire estiver ativo, computadores vão auxiliar diretamente na pilotagem. No fim de 2016, os protótipos já deverão realizar

missões mais complexas, como o reabastecimento em voo de helicópteros. Na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP), onde ocorreu o primero voo, o Comandante da Aeronáutica demonstrou boa expectativa com o KC-390. “Nosso futuro operacional será brilhante com essa aeronave”, afirmou o Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

Míssil A-Darter atinge alvo em teste na África do Sul Projeto deve estar pronto no primeiro semestre de 2016 e vai equipar os caças Gripen NG 90% concluído. A previsão é que o projeto esteja pronto no primeiro semestre de 2016 e equipe os caças Gripen NG da FAB. Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter se destaca pela ausência das pequenas asas usadas para as manobras. No lugar delas, o modelo tem capacidade de direcionar o empuxo do seu motor-foguete. Assim, consegue realizar manobras que o leva a sofrer até 100 vezes a força da gravidade (100 G). Os caças de combate mais modernos não passam de 9G. De acordo com o gerente do projeto pelo Brasil, Coronel Aviador Júlio César

Veja abaixo sequência com imagens reais do lançamento Alvo

Míssil

Simulação da trajetória do míssil

Cardoso Tavares, da Força Aérea Brasileira, a principal característica dos mísseis de última geração é exatamente a capacidade de realizar manobras de alto desempenho. “O sensor de guiagem detecta o alvo e o míssil também calcula a melhor rota”, explica o Coronel.

Guiado por calor, o míssil A-Darter também consegue “enxergar” em mais de uma frequência de infravermelho e desse modo evita ser enganado por “flares”, iscas incandescentes lançadas para confundir os mísseis. A parceria para o desenvolvimento começou em 2006.

IMAGENS / COPAC

m avião de caça Gripen da Força Aérea da África do Sul realizou o lançamento real de um míssil A-Darter no início de fevereiro. O alvo, uma aeronave não tripulada, estava em uma rota a 90° da aeronave lançadora e se distanciava. O sistema de mira do míssil, desenvolvido por Brasil e África do Sul, conseguiu “traquear” no alvo, que também estava em uma altitude 600 metros mais elevada. O sucesso da missão é uma das etapas finais do desenvolvimento do míssil, que teve R$300 milhões em investimento até agora. Com o lançamento, o A-Darter está mais de

ARTE / CECOMSAER

U


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SUSTENTABILIDADE

Pequenas ações têm grande impacto no meio ambiente de da DIRENG atua em conjunto com o Estado-Maior da Aeronáutica para desenvolver uma política de meio ambiente para toda a Força Aérea Brasileira. Segundo a coordenadora do grupo, a Engenheira Ambiental Ana Beatriz de Sousa Gomes Brandão, o objetivo é estabelecer práticas sustentáveis na administração pública, em consonância com recomendações do Ministério do Meio Ambiente. O desenvolvimento de projetos de engenharia com economia de água e energia, além da gestão dos bens naturais de consumo e dos resíduos, são exemplos dessas práticas. “Primeiro, devemos pensar em reduzir o consumo e combater o desperdício, para só então destinar o resíduo gerado corretamente”, afirma a Engenheira Beatriz. Economia de água - Na FAB, diversas organizações fazem campanhas com dicas simples que podem ajudar no

combate ao desperdício de água. Um exemplo foi a instalação de hidrômetros no Grupamento de Apoio do Rio de Janeiro. A medida diminui em 20 mil metros cúbicos o consumo de água e significou uma economia de quase R$200 mil na conta entre 2011 e 2013. Outra iniciativa é a captação de água da chuva. Os projetos desenvolvidos pela DIRENG para edificações com grande área de cobertura deverão ter esse item. A construção da Seção de Combate a Incêndio do Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira (AM) será um exemplo. “A água será utilizada em banheiros, jardins, lavagem de carros”, explica a autora do projeto, Tenente Engenheira Taísa Lopes. Os projetos seguem recomendações do governo federal para incluírem características de sustentabilidade. “É uma exigência legal que promove consciência”, finaliza a engenheira.

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

esde 2013, a Sargento Jackline Dôse passou a usar uma caneca no local de trabalho. “Fico muito feliz em ajudar. Sinto que contribuo para um bem maior”, afirma. Ela mudou os hábitos a partir da campanha que incentiva a substituição do copo plástico por canecas ou garrafas. A Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIRENG), onde Jackline trabalha, é uma das cinco unidades sediadas no prédio central da Aeronáutica no Rio de Janeiro a abraçarem a campanha. De 2011 a 2013, mesmo com o crescimento do efetivo, o consumo deste produto estagnou. Os copos descartáveis podem parecer inofensivos, mas além de emitir CO2 e outros gases na atmosfera durante a fabricação, levam cerca de 100 anos para se decompor na natureza. Na Aeronáutica, o Grupo de Trabalho de Meio Ambiente e Sustentabilida-

Sargento Jackline adotou a caneca no trabalho

Economize em casa e no trabalho Desligue o monitor ao ausentar-se da sala, mesmo que seja para beber água ou tomar um café. Uma tela LCD de 17 polegadas consome cerca de 30 watts quando está ativa. No modo “dormir”, o número cai para 1 watt.

Desligue da tomada aparelhos que ficam longos períodos sem uso, como computadores e carregadores de celular. Os aparelhos continuam gastando energia no modo stand-by e podem representar de 10 a 15% do consumo. Limpe os filtros do ar condicionado periodicamente. A sujeira dificulta a passagem de ar e faz o motor trabalhar mais.

Disposição. Opine, dê suas sugestões sobre formas de economizar. Sua postura consciente serve de exemplo para outros colegas.

Precisa mesmo? Pense antes de imprimir. E, quando possível, use os dois lados da folha. Incentive seus colegas a fazerem o mesmo.

Tem um projeto interessante na sua unidade? Conta para a gente. Sua ideia pode ir para FAB TV: redação@fab.mil.br

*Dados do portal planetasustentável

D

Desligar o monitor, retirar aparelhos da tomada e trocar o copo descartável por canecas são alguns exemplos


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HAITI

Infantaria do RJ treina para integrar missão de paz

8º Pelotão- Guarnições de Infantaria do Sul. Dezembro de 2014.

7º Pelotão – Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Belém. Maio 2014.

6º Pelotão – Guarnições de Infantaria do Rio de Janeiro. Novembro de 2013.

4º Pelotão – Militares da Base Aérea de Natal. Novembro de 2012. 3º Pelotão – Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Brasília. Março de 2012.

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

5º Pelotão - Guarnições de Infantaria de São Paulo. Maio de 2013.

1º Pelotão - Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Recife. Fevereiro de 2011.

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

2º Pelotão - Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Manaus. Agosto de 2011.

RETROSPECTIVA Ao lado você acompanha quais os Batalhões de Infantaria da FAB já enviaram pelotões para a Missão de Paz da ONU no Haiti:

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

O pelotão é formado por militares dos Batalhões de Infantaria do Rio de Janeiro

FOTO: ARQUIVO / CECOMSAER

bro de 2013. “Essa é a missão da nossa vida, pois além de trazer realização profissional é uma forma de projetar a imagem do Brasil no exterior”, avalia o Tenente Galante. “Conheceremos uma realidade bem diferente e estamos motivados, pois contribuiremos para ajudar a população haitiana. Toda a bagagem adquirida servirá não só para a troca de experiências com outros militares, mas também para nosso engrandecimento pessoal”, complementa o comandante do pelotão. Nas ruas de Porto Príncipe, os militares da FAB farão patrulhas a pé e motorizada, escolta de comboio e controle de distúrbios. Para o Sargento Bruno Aragão Coutinho, do BINFAE- AF, a missão será uma oportunidade profissional única. “No lado operacional teremos condição de colocar em prática tudo o que aprendemos durante toda a nossa carreira na FAB”, projeta o militar. Pai de um bebê de apenas dois anos, o Sargento Aragão se prepara para ficar pelo menos seis meses longe da família.“Esta é a segunda vez que me candidato para ir ao Haiti. A primeira foi quando ainda servia no BINFAE de Brasília. Sempre tive vontade de cumprir essa missão. Minha esposa está me dando muito apoio. É a realização de um sonho”, afirma o Sargento.

FOTO: BINFAE-MN

Ajudar a manter a paz no Haiti. É com esse objetivo que o pelotão composto por militares das Guarnições de Infantaria do Rio de Janeiro intensifica os treinamentos para integrar o 22º contingente Brasileiro na missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). O embarque do grupo para Porto Príncipe, capital haitiana, está previsto para o mês de maio e o retorno em novembro de 2015. O pelotão da Força Aérea Brasileira (FAB) é composto por militares dos Batalhões de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro (BINFAE-RJ), dos Afonsos (BINFAE-AF) e do Galeão (BINFAE-GL), além de integrantes do Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Santa Cruz. De acordo com o Tenente de Infantaria Fernando Braga Ferrão Galante, comandante do pelotão, a seleção dos militares iniciou-se em outubro de 2014. “Eles passaram por testes que incluíram avaliação física, psicotécnico, inspeção de saúde e tiro. Do total de 40 escolhidos, entre reservas e titulares, todos voluntários, apenas 29 seguirão para a missão”, ressalta o oficial. No mês de janeiro deste ano, o pelotão realizou três semanas de instrução para nivelamento de conhecimento com militares do Exército Brasileiro. Já os oficiais participaram de instruções no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), localizado no Rio de Janeiro. Esta é segunda vez que militares das guarnições fluminenses participam desta missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). A primeira ocorreu em novem-

FOTO: BINFAE-RJ

Este é o nono pelotão da Força Aérea Brasileira a integrar a missão da ONU para estabilização do país da América Central


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ESPORTE SAÚDE

GESTÃO

FOTO: SGT XAVIER / CDA

Incorporados novos sargentos temporários

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etenta e três atletas de alto rendimento foram incorporados à Força Aérea Brasileira (FAB) como sargentos temporários. A cerimônia foi realizada em fevereiro na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), localizada no Rio de Janeiro. Essa é a segunda turma de atletas incorporados e conta com esportistas de renome, como Flávia Maria de Oliveira Paparella, campeã

brasileira de ciclismo de estrada, e Rafael de Mattos Andriatto, ciclista condecorado em dezembro de 2014 com o Prêmio Brasil Olímpico do Comitê Olímpico Brasileiro. Os novos militares praticam diversas modalidades que vão desde o atletismo ao golfe. O sargento Charlles Goltara Mariole, orador da turma, demonstrou o quanto os valores militares acrescentam na rotina e na vida

de um atleta. “Agradeço à CDA pelos conhecimentos e comportamentos adquiridos durante o curso”, ressaltou o militar da FAB. Para o Vice-Presidente da CDA, Coronel Márcio Rocha, as conquistas da primeira turma de atletas convocados são um exemplo para os novos militares da FAB. “O sonho vira realidade. Podemos ser os melhores quando nos preparamos para isso”, destacou.

Novo Regulamento de Administração da Aeronáutica entra em vigor em abril

S

ão 53 novos artigos que preveem desde melhorias na gestão de recursos humanos a ações de sustentabilidade. Essas são algumas das alterações do Regulamento de Administração de Aeronáutica (RADA) que entra em vigor a partir de 30 de abril de 2015. “O RADA está mais detalhado, o que dá maior amparo para os gestores que trabalham na administração da Aeronáutica”, explica o chefe da Assessoria de Normas e Assuntos Jurídicos, Coronel Intendente Luiz Carlos D’Agostino. Mas as novidades não param por aí. Pela primeira vez, 144 Unidades da Força Aérea Brasileira puderam enviar suas sugestões e críticas para as modificações do documento. Durante sete meses de 2014, a Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica (SEFA) disponibilizou em sua página o link “Atualiza RADA” para receber as propostas. “A melhor forma de trabalhar é ouvir quem está sentido o

problema lá na Base Aérea de Boa Vista, por exemplo, lá no almoxarifado, naquele canto que a gente não consegue saber se não abrirmos um canal para conversa”, afirma o Coronel D’Agostino. Das sugestões e conteúdos enviados por oficiais, graduados e civis da FAB, 96% foram aproveitados e podem ser conferidos no Regulamento. A última atualização do RADA aconteceu em 2004, e, ao longo de dez anos, foi criado um banco de dados com as dúvidas e melhorias, que também foram utilizadas. Após a consolidação dos dados e feitas as modificações, o RADA foi concluído em dezembro de 2014 e está na fase de implementação. Depois de 30 de abril, as unidades terão o prazo de seis meses para fazer a harmonização do RADA com os demais documentos que fazem referência ao Regulamento. Você pode acessar o novo RADA pela página www.emaer.intraer ou www.sefa.intraer.


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INICIATIVA

Dois anos de estudo, três mil experimentos, mais de 800 páginas de anotações e uma determinação sem medida. Assim, o Suboficial Valmar da Silva Gama, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), conseguiu criar um bench unit, cadeia reduzida para a leitura de uma família de gravadores de voo, mais conhecido como caixa-preta, empregado na aviação civil e militar. O invento significou uma economia de US$ 1,3 milhão para a Força Aérea Brasileira, valor que seria pago a um desenvolvedor de bancada no exterior. B e n c h unit, em laboratórios de gravadores de voo, refere-se a todo dispositivo eletro/eletrônico/ digital capaz de obter dados binários e convertê-los

em unidades de engenharia (quilograma, pés por minuto, milhas por hora, etc). Os dados registrados na memória dos gravadores de voo são úteis para a investigação de acidentes aeronáuticos. O especialista em eletrônica trabalha diretamente com gravadores de voo há cinco anos no Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata), mas acumula muita experiência em todo tipo de material aeronáutico embarcado. É formado em Ciência da Computação e pós-graduado em Segurança da Aviação e Aeronavegabilidade Continuada, pelo Instituto Te c n o l ó g i c o da Aeronáutica (ITA). A motivação para desenvolver o projeto usado no Laboratório de Da-

FOTO: CENIPA

Invenção de militar gera economia de US$ 1,3 mi

Pós-graduado pelo ITA, Suboficial Gama trabalha há cinco anos no CENIPA

dos veio do seu caráter questionador. “Até quando vamos ter de buscar soluções no exterior?”, perguntava-se. A invenção abre caminho para o CENIPA e para a indústria brasileira ousarem nesta área. “Torço para que o Brasil tenha indústria que fabrique gravadores de voo”.

O inventor também dedica-se a incentivar os colegas. “Nunca desista dos seus sonhos, principalmente se você crê que pode realizá-los. O empreendedor sempre está no futuro, voltando ao presente apenas para verificar se as coisas estão caminhando conforme planejado”, afirma.

Como reconhecimento, o militar foi condecorado, pela segunda vez na carreira, com a Medalha-Prêmio Força Aérea Brasileira, entregue aos militares e civis do Comando da Aeronáutica que se destacam em criação técnica, operacional ou social de interesse da FAB. Histórico de invenções Não é a primeira vez que o Suboficial Gama cria inovação tecnológica importante. Em 2001, atuou na modernização do simulador de voo do caça F-5E- único na América Latina, na Base Aérea de Santa Cruz. Junto com equipe técnica, ele analisou componentes (hardware, software, firmware) e ofereceu subsídios à implantação de nova tecnologia no simulador, com material nacional de última geração disponível no Sistema de Material Bélico e Aeronáutico (SISMAB). Os recursos poupados chegaram a US$ 3,5 milhões.

Q

uem chega ao hangar do Esquadrão de Serviços e Suprimentos (ESM) - da Base Aérea de Brasília (BABR), depara-se com uma coleção de distintivos militares. O responsável pelos 2 mil brasões da Força Aérea Brasileira, de forças auxiliares e estrangeiras é o Sargento André Leandro Pereira. A paixão começou há 15 anos. Mas, durante uma missão, em 2008, o projeto ganhou força. “Fui almoçar no rancho e três Cabos, sentados à minha frente, cada um de uma unidade diferente. Interessei-me sobre o

assunto”, conta o militar que expôs os quadros no Sábado Aéreo da capital federal. Os quadros emoldurados guardam o que, para o graduado, é “um baú de tesouros”. Cada distintivo de metal está milimetricamente alinhado, conforme altura e largura, tal qual uma tropa de cadetes. Ali estão representadas unidades já extintas, cuja heráldica foi alterada ao longo dos anos e até as mais recentes. Além das Forças Armadas brasileiras, guarda com carinho distintivos da ex-União Soviética, Força Aérea de Portugal e dos Estados Unidos.

Mais de 95% das peças foram doadas por colegas de profissão, amigos, simpatizantes ou, até mesmo, conquistadas com um pouco de insistência.

Para fechar a coleção de unidades da FAB, faltam apenas 29 unidades. “É um prazer e uma satisfação enorme quando consigo cada um”, afirma.

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

Mecânico coleciona mais de 2 mil distintivos militares


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EDUCAÇÃO

sário desembolsar o dinheiro, depois as despesas são ressarcidas”, constata. O Projeto Educação, coordenado pela Subdiretoria de Encargos Especiais (SDDE) da Diretoria de Intendência (DIRINT), ressarce parte das despesas com aquisição de material escolar e uniforme, desde o início da vida escolar até os cursos de graduação. Têm direito os militares da ativa, inativa, pensionistas e dependentes em situação de vulnerabilidade social. O pedido deve ser solicitado na Seção de Assistência Social da unidade até o final de março. O valor máximo do benefício é de um salário mínimo por dependente. Os recursos do projeto são do

fundo de assistência social do Comando da Aeronáutica. “Esse projeto é muito importante para que o militar e seus dependentes não iniciem o ano letivo sem o material escolar, tão importante para que tenham uma educação de qualidade”, ressaltou a Chefe da Divisão de Serviço Social da SDEE, Tenente-Coronel Assistente Social Rita Emília Alves da Silva. Para estudantes universitários, os pedidos, também, podem ser feitos no segundo semestre. O projeto auxilia, ainda, o pagamento de mensalidades de crianças com necessidades especiais. Nesse caso, além da documentação ao lado, deve ser apresentado o laudo médico, com validade de até 180 dias.

Documentos necessários: 1) nota fiscal ou cupom fiscal do material escolar; 2) cópia da declaração de beneficiário; 3) comprovante de matrícula escolar; 4) lista do material solicitado pela escola; 5) cópia do contracheque; 6) comprovante de despesas (ex.: aluguel, condomínio...)

SEGURANÇA DE VOO

A

investigação das ocorrências aeronáuticas que envolvem a frota da Força Aérea Brasileira está totalmente informatizada. O Sistema de Gerenciamento da Segurança de Voo (SGSV), hospedado na intraer, começou a funcionar em junho de 2014, na versão 1.0, abrangendo a investigação. Em abril de 2015, o Sistema começa a operar na versão 2.0, incluindo o gerenciamento da prevenção. O Sistema já permite que os elos militares do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) acompanhem o andamento dos trabalhos de investigação desde a notificação da ocorrência até a conclusão do Relatório Final. Assim,

Sistema amplia prevenção de acidentes na FAB

toda a cadeia de comando vê as etapas e documentos das investigações e sabe em que parte elas estão pendentes. Com essa transparência, é natural que Esquadrões, Bases Aéreas, Comandos Aéreos Regionais e mesmo o Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR) fiscalizem os trabalhos e otimizem

cada vez mais a gestão da segurança na FAB. Com a nova versão do Sistema, os Oficiais de Segurança de Voo terão acesso rápido a dados diversos, como frota envolvida nos acidentes, Recomendações de Segurança cumpridas ou pendentes, localidade das ocorrências no mapa, tipo de ocorrência, di-

vulgações operacionais, relatórios, gráficos, etc. A prevenção de acidentes, para ser bem-sucedida, precisa estar baseada em informações. E esse sistema oferece uma riqueza de dados para que os Oficiais de Segurança de Voo façam levantamentos online e assessorem seus comandantes. O SGSV já tem

544 ocorrências cadastradas (entre acidentes, incidentes graves, incidentes e ocorrências de solo) e 255 Elos-Militares aptos a acessarem as informações. Para o CENIPA, a participação de todos é importante porque, quanto mais os responsáveis se empenharem nas investigações, mais rapidamente será feita a prevenção. Ao criar o sistema, o foco do CENIPA foi oferecer facilidades ao usuário, por meio de uma plataforma confiável e de fácil uso. Com essa abundância de informações à disposição dos gerentes da segurança de voo da Força Aérea Brasileira, será possível fazer previsões (análises de tendências) e eliminar cada vez mais o risco de acidentes. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos)

FOTO: CB SILVA LOPES / ARQUIVO CECOMSAER

A

Sargento Ana Carolina Cardoso já fez o pedido de ressarcimento dos gastos com o material escolar da filha, Camila Cardoso da Silva, de dois anos. Ela deu entrada com a documentação na Seção de Assistência Social da Base Área de Campo Grande (veja documentação necessária no quadro ao lado). Esta é a segunda vez que faz o pedido. No ano passado, a Sargento recebeu, em sua conta corrente, quase a totalidade dos gastos com a aquisição do material da filha, estudante do maternal. “Esse projeto é muito bom, já que no início do ano a gente tem muitas despesas; mesmo que inicialmente seja neces-

FOTO: BACG

Gastos com a compra do material escolar podem ser ressarcidos até este mês


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ENTRETENIMENTO Jogo dos seis erros

Caça palavras No mês do Especialista, selecionamos profissões dos graduados na Aeronáutica. Em negrito, os nomes das especialidades para você localizar abaixo:

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

ARTE: TURMA DO FABINHO / CECOMSAER

1. Comunicações / 2. Controle de Tráfego Aéreo / 3. Informações Aeronáuticas / 4. Eletricidade e Instrumentos / 5. Estrutura e Pintura / 6. Equipamento de Voo / 7. Eletricidade / 8. Mecânica de Aeronaves / 9. Material Bélico / 10. Meteorologia / 11. Sistemas de Informação.

Resposta da edição anterior

Você sabia?

Localizada em GuaratinguetáSP, a Escola de Especialistas de Aeronáutica é o maior complexo de ensino técnico da América Latina.


CONSTRUINDO

O FUTURO Projetos Estratégicos da FAB

O projeto I-X prevê a aquisição de seis aeronaves Legacy 500 para renovar a frota de aviões-laboratório do Grupo de Inspeção em Voo (GEIV) a partir de 2016. Essa unidade da Aeronáutica é responsável por medir, aferir e calibrar os equipamentos auxiliares à navegação aérea instalados em aeroportos de todo o país. Somente no ano passado foram realizadas mais de 1000 horas de voo e inspecionados aproximadamente 700 auxílios. A tarefa é fundamental para a segurança das operações aéreas no Brasil.

FORÇA AÉREA BRASILEIRA

ARTE: DIVULGAÇÃO / EMBRAER

NOTAER - Março de 2015  
NOTAER - Março de 2015  

Os novos voos da FAB

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