FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER
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Troca de experiências entre esquadrões aprimora técnicas operacionais
namento conjunto das unidades de elite
tarefas que as tropas convencionais não estão aptos. Entre as atividades estão situações de guerra não convencional, contra-terrorismo, reconhecimento militar, incursão em território inimigo e táticas especiais. “Há várias amea-
treinamento e estudo”, diz. Durante essa operação também foi realizado o treinamento da NOE (do inglês, Nap of the Earth), tática em que a aeronave navega a baixa altura e com velocidade reduzida entre obstáculos. “Usamos o aprendizado desses exercícios também para nos prepararmos e atu-
armos na defesa aérea em eventos, como as Olimpíadas de 2016, para que a sociedade sinta-se protegida e consciente de que nosso trabalho está sendo realizado com sucesso”, afirma o Oficial de Operações do Esquadrão Harpia, Major Denys Martins de Oliveira.
ças que podem atingir grandes eventos, por isso precisamos estar prontos para todas as possibilidades”, explica o integrante do Primeiro Batalhão de Ações de Comandos do Exército (1º BAC), Capitão Herlon Stricker do Valle. Os militares ainda passarão pelo adestramento conjunto de mergulho em julho, na cidade de Angra dos Reis (RJ), e de combate urbano em Goiânia (GO), no mês de outubro. Além do PARA-SAR e do 1º BAC, participam da manobra o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC); o Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, da Marinha; e o Primeiro Batalhão de Forças Especiais do Exército (1º BFESP). Essa não é a primeira vez que os grupos de operações
especiais participam de grandes eventos. Os militares já foram empregados na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Jogos Mundiais Militares e Copa do Mundo 2014. “O Ministério da Defesa vislumbrou que estas tropas têm que estar preparadas e, acima de tudo, interagindo”, finaliza o Major Wanderson.
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resgates de combatentes em território hostil com emprego de armamento. Para o Tenente Rafael Teixeira Silva Bezerra, piloto do H-36 Caracal, o exercício é fundamental para aquisição de experiência operacional. “Resgatar um militar com vida em terreno inimigo requer muito
stamos num exercício operacional e isso nos traz muito aprendizado. Quando estivermos numa situação real, estaremos preparados para colocar a aeronave pra voar”, declara o Suboficial Marco Aurélio Pereira, do Esquadrão Pacau (1º/4º GAV). O mecânico eletricista de F-5M, um dos graduados mais antigos entre as unidades aéreas da FAB, carrega na bagagem inúmeras operações realizadas no País. A troca de informações entre as equipes de suprimento e manutenção dos esquadrões, por exemplo, é uma das grandes conquistas do treinamento. Durante a Operação BVR-1, realizada em maio na Base Aérea de Anápolis (BAAN), cerca de 100 mecânicos dos esquadrões se revezaram para fazer a manutenção das mais de 30 aeronaves de caça, reconhecimento e transporte. O trabalho é integrado para que todos os envolvidos adquiram novas experiências em relação às aeronaves. “Toda missão é um aprendizado. São panes diferentes, tipos de voo diferentes, encarregados diferentes”, comenta. BVR - Dos hangares à pista de decolagem, cerca de 300 militares aprimoraram novas técnicas de combate além do alcance visual (BVR, do inglês Beyond Visual Range). As táticas são idênticas às utilizadas em unidades aére-
as da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Radares de guerra eletrônica, que ajudam na identificação de forças inimigas, foram usados no adestramento das tripulações. “Nós estamos aplicando as mais modernas técnicas de combate no adestramento dos nossos pilotos. Esse exercício serve também como uma avaliação do grau de adestramento e da prontidão, com o qual eles poderão ser utilizados em casos de conflitos”, afirma o Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR). Novidade – O avião de reconhecimento R-35AM Learjet, operado pelo Esquadrão Carcará (1°/6°GAV), sediado em Recife, inaugurou uma nova etapa em missões de sustentação ao combate. Devido ao novo sensor de guerra eletrônica instalado, capaz de realizar varredura de informações de vetores aéreos num cenário de emprego operacional, a aeronave é classificada como de alto valor. Isso a torna fundamental na coleta de dados a respeito de outras aeronaves envolvidas no combate, não apenas de inimigos, mas pela própria equipe em ação. FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER
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