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Ano XXXVII

Nº 9

Setembro, 2014

ISSN 1518-8558

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

FAB valida novas técnicas da Aviação de Transporte Pág. 7

Super Tucano faz 10 anos

Projeto Soldado Cidadão

Condutas no Período Eleitoral

Em 10 anos de serviço na FAB, o Super Tucano participou de diversas missões, como destruição de pista clandestina e interceptação de voos em áreas de fronteira, além de ter contribuído para a formação de mais de 200 aviadores. Págs. 8 e 9

Mais de 13 mil soldados da Força Aérea Brasileira já receberam qualificação técnico-profissional no Projeto Soldado Cidadão. Veja, também, a história de um ex-militar que realizou um dos cursos e está exercendo a profissão. Pág. 10

Saiba os cuidados que você deve tomar para não incorrer em erros durante o período eleitoral. O NOTAER esclarece as condutas permitidas e as proibidas dentro das Organizações Militares e até nas redes sociais. Pág. 14


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CARTA AO LEITOR

Nesta edição do NOTAER você vai acompanhar o Exercício Operacional Transportex 2014, que reuniu cerca de 600 militares durante 15 dias em Campo Grande. O treinamento serviu também para validar as novas técnicas da Aviação de Transporte em um cenário de guerra. Os voos ficaram mais baixos e os horários de lançamento de material e pessoal, mais flexíveis. Faz dez anos também que a FAB participa do Projeto Soldado Cidadão, do Ministério da Defesa. Em todo esse tempo, mais de 13 mil soldados já

receberam qualificação técnica para facilitar seu ingresso no mercado de trabalho. São oferecidos cursos em diversas áreas, em várias Organizações Militares de todo o país. Outro trabalho social é o atendimento médico e odontológico disponibilizado pela FAB à população que, geralmente, não tem acesso a diversas especialidades. Esse foi o caso da Ação Cívico-Social (ACISO) realizada no Campo de Provas Brigadeiro Velloso, no Sul do Pará, beneficiando comunidades que ficam a mais de 100 km da Unidade.

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

Mudanças e Continuidades

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic

Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Coronel Aviador André Luís Ferreira Grandis

E no mês que vem ocorrerá o primeiro turno das Eleições. Durante esse período, estão vedadas algumas condutas dos militares dentro das Unidades e até nas redes

sociais. O NOTAER esclarece para você os principais pontos. Fique atento! Boa leitura! Brig Ar Pedrlo Luís Farcic Chefe do CECOMSAER

Chefe da Seção de Divulgação: Major Aviador Bruno Pedra Chefe da Seção de Produção: Capitão Aviador Marco Aurélio de Oliveira Celoni Chefe da Agência Força Aérea: Tenente Jornalista Humberto Leite Editor: Tenente Jornalista João Elias (Registro Profissional nº 8933 / RS)

Dispositivos Suspeitos: Keylogger gravar ou transmitir as teclas digitadas pela vítima. Essa captura ocorre por hardware, sendo indetectável pelos antivírus e independentemente de sistema operacional. Os keyloggers têm formas variadas, porém, tentam ser discretos. Normalmente são bem pequenos e fáceis de ocultar. Alguns modelos se parecem como um adaptador PS/2 (um padrão de conexão circular de seis pinos usado por mouses e teclados normalmente encontrado nas cores roxa, rosa ou verde) ou USB (veja fig. 1). Há dispositivos no mercado com capacidade de armazenamento de dois Gb, o equivalente a um milhão de páginas digitadas. Alguns modelos possuem

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno.

Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Max Luiz da Silva Barreto

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

Existem diversos equipamentos que podem ser utilizados para violar o sigilo das informações. Para orientar você na identificação de tais ameaças, o Centro de Inteligência da Aeronáutica (CIAER) inicia uma série de artigos intitulada “Dispositivos Suspeitos”. O primeiro equipamento descrito desta série é o keylogger. Trata-se de um dispositivo que tem como objetivo

Expediente

tecnologia wireless, permitindo que o atacante tenha a capacidade de acessar remotamente o resultado da coleta. Para usar o keylogger, o atacante precisa estar fisicamente próximo ao computador do alvo, ou, solicitar que um terceiro o faça. Assim, basta acessar o painel traseiro, remover o plug do teclado, encaixar o keylogger e conectar novamente no computador (veja fig. 2). Para coletar os resultados, o atacante deverá novamente acessar a máquina do alvo e executar o processo inverso. No entanto, se o equipamento de ataque usado tiver capacidade wireless, será possível resgatar os dados coletados em um lugar distante e seguro. Há vários usos possíveis para os keyloggers. O principal, sem sombra de dúvida, é a coleta de credenciais, como logins e senhas. Além disso, também pode ser usado para reproduzir

Repórteres: Ten JOR Emille Cândido, Ten JOR Evellyn Abelha e Ten JOR Iris Vasconcellos Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Diagramação e Arte: Ten FOT José Mauricio Brum de Mello, Sargento Emerson Guilherme Rocha Linares, Sargento Santiago Moraes Moreira, Sargento Marcela Cristina Mendonça dos Santos e Cabo Pedro Henrique Sousa Bezerra.

documentos que foram produzidos pela máquina do alvo. Para se prevenir contra esse tipo de exploração, é necessário implantar uma política de monitoramento de hardware, onde o responsável deverá verificar as conexões dos computadores, procurando por qualquer dispositivo suspeito. Se porventura qualquer keylogger for encontrado em qualquer um dos computadores do Comando da Aeronáutica, o oficial de inteligência da organização deverá ser comunicado imediatamente. (Centro de Inteligência da Aeronáutica)

Revisão: Cel Av Paulo César Andari, Cel Av Cláudio José Lopez David, Ten Cel Av Aloisio Secchin Santos, Ten Cel Av Emerson Mariani Braga, Ten Cel Av Rodrigo Alessandro Cano. Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Comentários e sugestões de pauta sobre aviação militar devem ser enviados para: redacao@fab.mil.br Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A


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Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito Comandante da Aeronáutica

“São nas asas e rotores das aeronaves da Força Aérea, por exemplo, que urnas eletrônicas são distribuídas para inúmeras localidades e depois recolhidas com velocidade para dar àquelas famílias isoladas o direito de exercer sua cidadania.”

FOTO: CB RAFAEL / CECOMSAER

PALAVRAS DO COMANDANTE

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O Cidadão-Militar “A farda não abafa o cidadão no peito do soldado”. A frase do Marechal Osório, dita em pleno Senado Federal, ainda no século XIX, deixa claro o duplo papel dos militares em uma sociedade democrática. Por um lado, somos militares. Temos a hierarquia e a disciplina como princípios basilares da nossa vida profissional. Juramos proteger a Pátria e prometemos lealdade e obediência às autoridades às quais estamos subordinados. O bom militar não discute ordens: as executa com maestria. São as Forças Armadas verdadeiras legitimadoras da democracia brasileira. São nas asas e rotores das aeronaves da Força Aérea, por exemplo, que urnas eletrônicas são distribuídas para inúmeras localidades e depois recolhidas com velocidade para dar àquelas famílias isoladas o direito de exercer sua cidadania. Mais do que isso, as Forças Armadas garantem a segurança da Nação. Por outro lado, como cidadãos também participamos do processo democrático, ao exercer o direito do voto , e assim o fazemos livremente. Contudo, como cidadãos-militares destacamo-nos pela discrição que caracteriza a postura isenta do militar. Tal conduta, reconhecidamente inerente a qualquer militar das Forças Armadas, é fruto de valores permanentemente cultivados na caserna, dos quais se destacam a disciplina, a justiça e a imparcialidade.


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ACONTECE

Janela do meu escritório

homenagem ao Dia do Aviador e, também, serão divulgadas no Facebook, Twitter e Instagram, além de fazerem parte de uma exposição itinerante. O tamanho mínimo do arquivo deve ser de dois MB e o prazo máximo para envio é dia 28 de setembro pelo e-mail janela@fab.mil.br

náutica, Civil-aeronáutica, Mecânica-aeronáutica, Eletrônica e de Computação. As provas de Português, Inglês, Física, Matemática e Química serão aplicadas de 9 a 12 de dezembro em todas as regiões do país. As inscrições devem ser realizadas pelo site www.vestibular.ita.br

Campeonato Mundial de Paraquedismo

Operação em Anápolis Acontece até o dia 18 de setembro, na Base Aérea de Anápolis (BAAN), a Operação BVR2/Sabre com a participação de todas as unidades aéreas subordinadas à III FAE. Ao total, são cerca de 15 esqua-

Estão abertas, até o dia 15 de setembro, as inscrições para o Vestibular 2015 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). São oferecidas 170 vagas, além das 10 já reservadas para quem é Oficial das Forças Armadas. O ITA possui seis cursos de Engenharia: Aeroespacial, Aero-

drões, 60 aeronaves e 500 militares. Estão sendo realizadas diversas atividades como: Controle e Alarme em Voo, Reabastecimento em Voo, Varredura, Ataque, Defesa Antiaérea e Reconhecimento Aéreo.

A Equipe Falcões, formada por militares da FAB, vai representar o País no 38º Campeonato Mundial de Paraquedismo, de 17 a 28 de setembro, na Indonésia. A classificação foi conquistada com o primei-

ro lugar geral e na categoria FQL-4 (Queda livre com quatro paraquedistas) durante o Campeonato Brasileiro de Paraquedismo das Forças Armadas, em agosto. Os atletas são do efetivo da CDA, BACO, Esquadrão Puma e CPOAER.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

A FAB convoca os pilotos civis e militares a participarem, com suas fotografias, do concurso “Janela do meu escritório”. Os registros devem ser feitos de dentro das aeronaves, em qualquer fase do voo. As imagens selecionadas irão compor uma campanha em

Vestibular do ITA

ANIVERSÁRIO Segunda Força Aérea II FAE FELIZ ANIVERSÁRIO

01/09 - 44 anos

Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica - EAOAR 01/09 - 67 Anos

FELIZ ANIVERSÁRIO

Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação 3º/8º GAV 09/09 - 34 anos

Quarto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicação - 4º/1ºGCC 11/09 - 29 anos

Prefeitura de Aeronáutica de Manaus - PAMN

Prefeitura de Aeronáutica de Brasília - PABR

12/09 - 42 anos

15/09 - 54 anos

Instituto de Psicologia da Aeronáutica - IPA

Hospital de Aeronáutica de São Paulo - HASP

Base Aérea de Fortaleza BAFZ

15/09 - 47 anos

Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação - 1º/15º GAV 17/09 - 44 anos

19/09 - 35 anos

21/09 - 78 anos

Segundo Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação - 2º/3º GAV 25/09 - 19 anos

Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica - CIAAR 26/09 - 31 anos

Universidade da Força Aérea - UNIFA

Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação 3º/7º GAV 27/09 - 24 anos

Primeiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação - 1º/3º GAV 28/09 - 19 anos

26/09 - 31 anos

Quer ver sua unidade no NOTAER? Mande sua notícia pelo sistema Kataná. Não tem senha? Cadastre-se pelo e-mail: web.dpd@cecomsaer.aer.mil.br

Serviço Geral de Correspondência e Arquivo da Aeronáutica - SEGECAE 29/09 - 69 anos


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Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares Natural de Campos dos Goytacazes (RJ). Praça de 01/03/1980, tendo sido declarado Aspirante em 12/12/1985. Principais cargos: Chefe da manutenção da 2ª ELO e da AFA; Coordenador do Estágio de Extensão para SO/ SGT BMA na AFA; Instrutor de Voo na AFA; Chefe da Seção de Comunicação Social e da Seção de Operações do Esquadrão de Demonstração Aérea; Comandante do Esquadrão de Demonstração Aérea; Chefe da Assessoria de Organização, Doutrina, Ensino e

Operações do Gabinete do Comandante da Aeronáutica – GC-3; Chefe da Assessoria de Cerimonial e Transporte Aéreo do Gabinete do Comandante da Aeronáutica – GC-2; Comandante do Corpo de Cadetes da Aeronáutica; Adido de Defesa e Aeronáutico na Bolívia; Chefe da Seção Jurídica da Primeira Subchefia do EMAER. Horas de voo: Possui mais de 5.000 horas de voo. Principais Condecorações: Medalha Ordem do Mérito da Defesa – Grau Oficial; Medalha Ordem do Mérito Aeronáutico – Grau Oficial; Medalha da Vitória;

Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha do Pacificador; Medalha Marechal Trompowsky; Medalha Brigadeiro Nero Moura; Mérito Militar Coronel Eduardo Avaroa - Grau Oficial - Forças Armadas da Bolívia; “Mérito Aeronáutico” Grau Oficial – Força Aérea Boliviana; Condecoração ¨Colorados de Bolívia¨ - Grau Gran Oficial do Círculo de Oficiais da Arma de Infantaria – Bolívia. Cargo Designado: Chefe da Segunda Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica.

Promoção de Oficial-General

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PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

Um acidente aeronáutico chama a atenção de todos os segmentos da sociedade. Quando o número de mortos é alto ou há uma figura pública a bordo, a comoção se multiplica e, consequentemente, o desejo de respostas rápidas. Esse é o desafio enfrentado pelo CENIPA, organização militar da Força Aérea Brasileira responsável por investigar acidentes aeronáuticos com o objetivo de prevenção. Investigadores de plantão recebem a notificação de que um acidente aconteceu. A equipe se desloca imediatamente para o local da tragédia. Essa fase tem o nome de Ação Inicial e significa a coleta de dados e materiais importantes para se compreender o porquê do acidente. Além do kit e do manual de investigação, os técnicos levam a disposição de executar seu trabalho em meio a perdas humanas e materiais. O obje-

tivo não é saber quem errou, mas conhecer os fatores que contribuíram para o acidente e preveni-los o quanto antes, protegendo a aviação brasileira de uma ocorrência com as mesmas características. No local do acidente, o investigador fotografa cenas, localiza gravadores de voo (caixas-pretas), retira partes da aeronave para análise e busca evidências como indícios de fogo, marcas de superaquecimento, posição dos comandos, desmembramento de partes (ocorrido antes ou depois da queda), condições dos motores e do trem de pouso, entre outras. Os acidentes aeronáuticos ocorrem por uma sequência de fatores contribuintes encadeados. Isoladamente, nenhuma falha impediria um voo seguro. No entanto, a soma delas resulta no acidente. Para prevenir, sem-

pre que identifica um fator contribuinte, o CENIPA emite Recomendação de Segurança de Voo (RSV). A necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes possíveis (e até levantar hipóteses) garante a liberdade de tempo para a investigação. Dessa forma, não há prazo definido para a conclusão de qualquer investigação conduzida pelo CENIPA, dependendo sempre da complexidade do acidente. As bases da pesquisa Os três grandes fatores investigados são Operacional, Material e Humano. Para essa atividade, é designada uma Comissão de Investigação formada por pilotos, engenheiros, mecânicos, médicos e psicólogos. O CENIPA possui um laboratório de dados de voo (LABDATA) capaz de extrair e analisar as informações con-

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

Em busca de ensinamentos para prevenir acidentes

tidas nas caixas-pretas: Flight Data Recorder (gravador de dados) e Cockpit Voice Recorder (gravador de voz). Desde 2007, o laboratório já realizou a leitura de 232 gravadores. O CENIPA só recorre ao exterior caso o nível de danos ocasionados ao equipamento seja alto, pois somente o fabricante tem os últimos recursos para acessar o dado. Relatório Final – a investigação se torna pública O documento oficial de

uma investigação é o Relatório Final. Ele resgata o histórico da ocorrência, apresenta as informações factuais, análise dos elementos de investigação, conclusões e Recomendações de Segurança de Voo. Este relatório, assinado pelo Comandante da Aeronáutica, é publicado no site do CENIPA (www.cenipa.aer.mil.br), para acesso de todos os interessados. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos)


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AÇÕES

Os Esquadrões Escorpião (1°/3° GAV), Grifo (2°/3° GAV) e Flecha (3°/3° GAV) participaram juntos de uma operação no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, no Sul do Pará. O objetivo foi realizar o emprego armado das aeronaves A-29 Super Tucano operadas pelos três esquadrões. Ao todo, 25 aeronaves Super Tucano e quase 300 militares participaram das atividades. Segundo o Comandante do 3°/3° GAV, Tenente-Coronel Aviador Henrique Do Espírito Santo, o ganho está na troca de experiências. “Cada unidade aérea traz uma bagagem de conhecimento. A troca é muito positiva”, afirmou. No exercício, os pilotos colocaram em prática diversas ações, como lançamentos a grande altitude, que simula ataque a um alvo sendo defendido por artilharia antiaérea, ou o lançamento a baixa altitude, simulando ataque a um alvo sem defesa. Foi realizado, também, no estande de tiro, o lançamento de bombas com auxílio de iluminação especial e dos óculos de visão noturna (NVG – da sigla em inglês para Night Vision Goggles). Além disso, durante a operação, o treinamento capacitou os pilotos para coordenarem uma esquadrilha no emprego ar-solo, com bombas e foguetes.

FOTO: SAR / IAE

Militares de Organizações subordinadas ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) participaram de um treinamento

para realizar o salvamento e o resgate das cargas úteis de foguetes, ou seja, a parte onde estão experimentos e pesquisas. Eles se tornaram aptos a atuarem na recuperação de materiais que caírem no mar durante os lançamentos. Entre as atividades, foi realizada a infiltração e exfiltração, que é o acesso da equipe a determinada área por meio de rapel, tendo por base um helicóptero Black Hawk do Esquadrão Pantera.

Militares montam infraestrutura de combate Cerca de 100 militares participaram do Estágio de Intendência Operacional, em Guaratinguetá (SP). A formação prática e teórica prepara aspirantes-a-oficial de Intendência e sargentos de diferentes especialidades da Força Aérea Brasileira para atuarem no planejamento e na montagem da infraestrutura de operações militares ou de ajuda humanitária em todo o País e também no exterior. Ao longo de 18 dias, os militares participaram de palestras, aulas teóricas, além de oficinas sobre lavanderia, hidráulica, elétrica e montagem de barracas. No final, o grupo fez uma prova e apresentou projetos de planejamento de apoio a operações.

FOTO: SGT DINIZ / EEAR

Resgate de cargas de foguetes

FOTO: SGT REZENDE/ CECOMSAER

Esquadrões de caça participam de treinamento conjunto no Sul do Pará

FOTO: 2º/10º GAV

Esquadrão treina evacuação de vítimas em perigo O Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) realizou o primeiro Treinamento de CASEVAC (da sigla, em inglês, para Casualty Evacuation). A finalidade foi treinar os militares para recuperação de vítimas isoladas em situação de perigo. O exercício foi composto por uma fase teórica e uma fase prática, realizada na Base Aérea de Campo Grande (BACG).

Na fase prática, equipes compostas por três militares especializados em resgate aplicaram conhecimentos de protocolos internacionais de comunicação para acionamento do CASEVAC, progressão tática no terreno, cuidados médicos sob fogo, cuidados médicos no terreno tático, retiradas de feridos e cuidados médicos em voo.


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OPERACIONAL

Os voos ficaram mais baixos e os horários de lançamentos de material e pessoal mais fl exíveis.Ao lado, uma carga sendo lançada de uma aeronave a cerca de 1,5 m de altura.

cenário simula uma área de combate que exige táticas para adentrar em ambiente hostil sem ser detectado ou atingido por inimigos. As novas técnicas para voar nesse tipo de situação foram validadas durante o exercício operacional Transportex 2014, realizado em Campo Grande (MS), de 11 a 26 de agosto. Cerca de 600 militares participaram do treinamento, que reuniu todos os esquadrões da aviação de transporte da FAB. Os voos ficaram mais baixos e os horários de lançamentos de material e paraquedistas mais flexíveis para impedir que a aeronave seja detectada por radares. Uma maior análise de inteligência foi feita para identificar o momento oportuno para agir. “As novidades permitem que os esquadrões de transporte realizem missões, em qualquer lugar do mundo, com padrões compatíveis aos atuais procedimentos utilizados no cenário da guerra moderna”, afirma o piloto

da aeronave C-130 Hércules, Tenente Portella, do 1º GTT. Outra novidade treinada na Transportex foi o lançamento de material pesado (heavy) com a utilização de óculos de visão noturna (NVG). “O objetivo é ter uma doutrina de emprego a qualquer hora do dia ou da noite. As missões com o NVG dão oportunidade de lançar mais toneladas de suprimentos para tropas”, explica o coordenador do treinamento em NVG na Transportex, Capitão Aviador Américo. Além das aeronaves de transporte, caças F-5 e E-99 - de vigilância aérea - participaram do exercício para simular ameaças aéreas. No solo, mísseis portáteis do Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (GDAAE), de Manaus, estavam a postos. A atividade testou não só a atuação da tripulação, mas os sistemas de autodefesa das aeronaves C-130 Hércules e C-105 Amazonas. A coleta e análise das lições aprendidas após cada evento apontaram os acertos e

os ajustes necessários para aperfeiçoar as técnicas. Durante a operação, as aeronaves também fizeram reabastecimento em voo e lançaram paraquedistas do Exército na modalidade salto livre operacional noturno. Os militares participaram, ainda, das instruções de tiro e combate SAR para evasão em caso de queda ou pouso forçado em território inimigo. “Nosso propósito é melhorar a capacidade operacional da Força e na Transportex tivemos um laboratório rico em táticas que elevarão o nível dos nossos tripulantes e, consequentemente, da FAB. O treinamento é essencial para manter nossa proficiência técnica”, ressalta o Comandante da Quinta Força Aérea (V FAE), Brigadeiro do Ar Roger. A reedição da doutrina vem sendo estudada desde 2012, quando uma tripulação do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) participou da Maple Flag, operação canadense de guerra aérea. Do exercício, foram extraídas as táticas usadas internacionalmente.

Da preparação ao lançamento A preparação da carga é feita de acordo com o seu peso que pode variar de 90 a 2400 Kg. Todo o material é montado e acondicionado na aeronave com o auxílio do loadmaster. De acordo com o Mestre de Carga, Sargento Maia, do Esquadrão Arara, todo o material é vistoriado e ajustado para que o lançamento seja feito com sucesso. “A gente prepara a carga. Depois, quando decola, faz as revisões previstas”, ressalta ele. Procedimentos são realizados também no solo,

onde uma equipe prepara a área para receber a carga. “Na zona de lançamento, são necessárias pessoas especializadas em equipamentos de voo; um prisma para demarcar o alvo; a demarcação de 50 em 50 metros em sistemas horários, para que seja marcada a forma do lançamento; e muita segurança”, explica o Sargento Especialista em Equipamento de Voo Klinger. Os lançamentos podem ser feitos das aeronaves Bandeirante, Amazonas e Hércules.

FOTOS: SGT BATISTA / CECOMSAER

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Aviação de Transporte da FAB treina novas técnicas

Todo material é preparado e checado antes do lançamento


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XXXXXXXXXXXXXX AERONAVE

Super Tucano completa 10 anos na FAB os novos pilotos às aeronaves recebidas nos anos seguintes, como os F-5 modernizados, que começaram a chegar em 2006. “Depois de passar pelo A-29, quando o piloto vai para a primeira linha, ele não sente diferença nenhuma. Na verdade, caças mais modernos, como o Gripen NG, tornaram mais fácil a pilotagem, e os futuros pilotos de combate precisam ter maior treinamento na área de gestão de sistemas e das informações de missão, que é a parte mais difícil”, completa o Comandante do Esquadrão Joker, Tenente-Coronel Rômulo Coutinho Lucas. Ao longo de dez anos, o Esquadrão Joker voou mais de 58 mil horas em sua frota de Super Tucano, aproximadamente um quarto do já voado por todos os países que utilizam o avião fabricado pela Embraer. Projeto sob encomenda A história do Super Tucano começa dentro da própria FAB. Data do início da década

de 90 o documento elaborado pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) com os pré-requisitos de uma nova aeronave de baixo custo operacional. A aeronave deveria atender aos objetivos de treinar pilotos de caça, além de cumprir missões de ataque e interceptar aeronaves de pequeno porte que tentassem sobrevoar o Brasil sem autorização. Notícias de destaque internacional, como o abate de aeronaves do narcotráfico internacional sobre a Colôm-

bia ou a destruição de pistas de pouso clandestinas na Amazônia brasileira, fizeram o produto da Embraer se tornar conhecido como um projeto inovador. Atualmente, a empresa já recebeu mais de 200 encomendas da aeronave, sendo 99 para a FAB. O Super Tucano já foi exportado para diversos países, como Angola, Burkina Faso, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Indonésia, Mauritânia, República Dominicana e Senegal.

Ações de ataque e interceptação

FOTO: SD SILVA LOPES / CECOMSAER

etembro marca os dez anos da entrada em serviço, na Força Aérea Brasileira, do A-29 Super Tucano. Desenvolvida pela Embraer, a aeronave criou, inicialmente, muita expectativa, afinal, depois de 22 anos formando novos pilotos de caça nos jatos AT-26 Xavante, o Esquadrão Joker iria cumprir a mesma missão com um turboélice. O tempo mostrou que a decisão foi acertada. Desde 2005, 235 Aviadores concluíram o curso de caça no Super Tucano. E os resultados são satisfatórios. “O A-29 cumpre plenamente a função de formar o piloto de caça”, resume o Comandante da Terceira Força Aérea, Brigadeiro Mário Luís da Silva Jordão. Segundo ele, mais importante que o desempenho em termos de velocidade ou altitude, por exemplo, é a eletrônica de bordo. Quando a aeronave entrou em serviço, era considerada a mais moderna da FAB. Isso tornou mais fácil adaptar

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

S

Eram três horas da manhã. O sensor infravermelho FLIR (Foward Looking Infrared) mostrava claramente a pista cladestina no meio da selva Amazônica, na região conhecida como “Cabeça do Cachorro”, na fronteira com a Colômbia. De repente, um clarão: era o impacto das primeiras bombas lançadas por quatro A-29 da Força Aérea Brasileira. Um total de oito bombas de 230 kg tornou impossível qualquer pouso ou decolagem ali. A cena real, ocorrida em agosto de 2011, se repetiu

mais duas vezes durante a primeira Operação Ágata. Menos de um ano depois, novamente os A-29 destruíam mais duas pistas de pouso ilegais, dessa vez em Roraima. Não foi a única forma de dificultar a atuação de criminosos internacionais. A frota de A-29 dos Esquadrões Escorpião, Grifo e Flecha já realizou inúmeras interceptações em voos irregulares ou ilegais na região de fronteira. As missões não são divulgadas, mas a integração com os órgãos de segurança já significaram


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FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

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de aeronaves

FOTO: SGTJOHNSON / CECOMSAER

prisões ocorridas, mesmo sem os criminosos saberem que seus voos eram acompanhados pelos caças da FAB. Em junho de 2009, ocorreu o primeiro caso, publicamente conhecido, do “tiro de aviso”. Trata-se da última fase das medidas de policiamento do espaço aéreo antes do chamado “tiro de detenção”. Até hoje, nunca foi ne cessário derrubar nenhuma aeronave. Todos os voos irregulares ou ilegais foram persuadidos a seguirem as determinações das aeronaves de defesa aérea.

Aeronave da Fumaça O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), a conhecida “Esquadrilha da Fumaça”, recebeu seus primeiros Super Tucano, em 2013, para substituir os Tucanos. Desde então, o EDA está fazendo treinamentos com os pilotos nas mais variadas condições e em localidades como Natal (RN), Santa Maria (RS), Anápolis (GO) e Campo Grande (MS). O voo com sete aeronaves já pôde ser visto, por exemplo, durante o evento Portões Abertos da Academia da Força Aérea, no mês passado, mas ainda não há uma data definida para o início das demonstrações.


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PROJETO

m 10 anos de existência, o Projeto Soldado Cidadão já qualificou mais de 13 mil soldados na Força Aérea Brasileira. O programa, distribuído por todos os Comandos Aéreos Regionais, surgiu em 2004 e tem a missão de oferecer qualificação técnico-profissional aos recrutas, facilitando seu futuro ingresso no mercado de trabalho. O Soldado Danilo dos Santos Carmo participou, em julho, do curso de Refrigeração e Climatização na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP). Para ele, foi uma experiência única. “Temos a possibilidade de adquirir conhecimentos especializados em uma escola que tem tradição, como o Berço dos Especialistas, sem custo, e concorrer a emprego em empresas”, afirmou. A seleção dos jovens é realizada na Organização Militar, de acordo com as

FOTO: EEAR

Soldado Cidadão qualifica mais de 13 mil militares E

Cerca de 67% dos participantes do Projeto conseguem emprego após o Serviço Militar

vagas oferecidas. Cada curso tem carga horária mínima de 160 horas e os soldados recebem também orientações específicas de cidadania e empreendedorismo. A participação na iniciativa é voluntária e prioriza os militares que, em tese, te-

riam mais dificuldades de atender as demandas do mercado. “Cada participante do projeto não é apenas um número, não é apenas um soldado, mas uma família inteira beneficiada pelo curso”, ressalta o Coronel David Sabino Pereira, Coordenador

do Projeto Soldado Cidadão no âmbito da Aeronáutica. São oferecidos cursos em diversas áreas como telecomunicações, mecânica, alimentação, eletricidade, comércio, transportes, informática, vigilância e saúde. A quantidade de vagas ofere-

cidas e a área de cada curso dependem das parcerias firmadas com instituições públicas ou privadas, como o Senai, Senac, Sebrae e Fundação Nokia, de acordo com a missão específica de cada unidade. Em cada unidade, um representante do Projeto é o responsável pelas fases de negociações, custos e parcerias com as empresas locais. “O trabalho desses elos é crucial. São eles os responsáveis pela execução diária e pontual do programa e pelo crescimento do projeto no país inteiro. Nosso orçamento é limitado e é o trabalho direto com as empresas parceiras que permite a realização de grandes coisas”, destaca o Coronel. Segundo dados do Ministério da Defesa, aproximadamente 67% dos jovens participantes do Soldado Cidadão conseguem emprego após a conclusão do Serviço Militar.

O carioca César Leandro Rieger, de 25 anos, faz parte de uma das histórias de sucesso do Projeto Soldado Cidadão. Recruta da FAB entre os anos de 2009 e 2012, César passou por diversas unidades sediadas no Rio de Janeiro até conhecer o Projeto, enquanto servia na Odontoclínica de Aeronáutica Santos Dumont (OASD). “Descobri que havia vagas abertas através de uma das edições do NOTAER. Estava terminando

meu tempo de serviço e não deixei passar a oportunidade que a Aeronáutica estava me oferecendo”, lembra. Ele se candidatou, então, ao curso de Auxiliar de Saúde Bucal. “Obtive uma boa pontuação no curso e, por causa dos conhecimentos que obtive nele, fui aprovado em três concursos municipais assim que saí do serviço militar. Depois, optei por uma vaga que me foi oferecida em uma empresa aqui no Rio de Janeiro, e hoje já atuo como auxiliar de

próteses dentárias em uma clínica da capital”, ressalta. Para o ex-soldado, o tempo servido na Aeronáutica foi de grande impacto na sua formação pessoal e profissional. “Guardo com muito carinho os quatro anos que passei na FAB. Meu sonho sempre foi continuar na carreira militar e por isso meu objetivo é terminar minha especialização, crescer na carreira, conseguir meu diploma na faculdade e, quem sabe, voltar a servir à Força Aérea, agora como oficial do Quadro de Dentistas”, finalizou.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

De soldado a auxiliar de próteses dentárias

Atualmente o ex-soldado atua em uma clínica odontológica


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SOCIAL

rofissionais de saúde da Força Aérea Brasileira participaram de uma Ação Cívico-Social (ACISO) no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), no Sul do Pará. A ACISO foi dividida em duas partes: uma, interna, para familiares e militares do efetivo; e outra, aberta, para a comunidade das cidades em volta do Centro. Ao todo, foram atendidos cerca de 850 pacientes. Uma estrutura especial, com três salas adaptadas para os atendimentos odontológicos e com quatro Unidades Celulares de Saúde adaptadas para os atendimentos médicos, foi montada para a ação. No total, 36 militares do VI COMAR e da Odontoclínica de Brasília participaram da ação. No primeiro dia, o Soldado Daniel Vieira Santos Silva le-

FOTOS: SGT REZENDE / CECOMSAER

FAB leva atendimento a militares e comunidade P pai do Soldado Gustavo Sihn, foi ao clínico geral e ao ortopedista. “Essa ação é uma oportunidade única. Além de conhecer o trabalho do meu filho, eu fui atendido e ainda recebi alguns remédios”, ressaltou. Já no dia seguinte, o foco foi o público externo, que compareceu ao CPBV para participar Cerca de 850 pacientes foram atendidos em dois dias de ACISO no CPBV do do evento vou a sobrinha Maria Eduarda, cionar a eles atendimento de “Portões Abertos” e receber de 10 anos, ao oftalmologista. saúde, o que lá na cidade é atendimento de saúde. Em “É uma forma de colocar os muito difícil”, afirmou ele. menos de 24 horas, quatro Com problemas no pé, mil pessoas passaram pelo nossos familiares em contato com a Aeronáutica e propor- Ernaldo Sihn de 50 anos, hangar da unidade; dessas,

Odontoclínica de Brasília participa da ACISO

P

revenção. Esse foi o foco da participação da Odontoclínica de Aeronáutica de Brasília (OABR) na Ação Cívico-Social do Campo de Provas Brigadeiro Velloso. Catorze militares, entre dentistas e auxiliares, realizaram um total de 200 atendimentos nas

especialidades dentística, periodontia, odontopediatria, endodontia e cirurgia. A ação, além de aproximar a população da FAB, tem o objetivo de orientar os pacientes sobre os cuidados necessários para evitar doenças futuras. “Nós prio-

rizamos a parte de orientação preventiva e realizamos procedimentos curativos emergenciais”, afirmou o Diretor da OABR, Coronel Dentista Wilson Guilherme da Silva Leão. Com dez anos de idade e apenas uma cárie, a pequena Júlia Fernandes passou pela oficina de escovação e, em seguida, recebeu tratamento bucal. “Gostei muito. Agora não sinto dor e vou cuidar melhor dos meus dentes”, disse. Segundo a Tenente Dentista Priscila Pereira, esse tipo de ação educativa é fundamental. “Nós orientamos que a saúde bucal é muito importante, afinal, um dente mal cuidado também pode causar doenças graves”, finalizou.

500 receberam atendimentos odontológicos e médicos nas especialidades de pediatria, ginecologia, ortopedia e oftalmologia. Luciano Romaes, de 62 anos, é técnico de uma escola em Matupá no Mato Grosso. Com o objetivo de ser atendido pelo otorrinolaringologista, ele viajou cerca de 100 km de ônibus até o CPBV. “Achei tudo muito organizado. Vim apenas para um médico, mas como tem uma variedade grande aqui, eu vou a outro”, afirmou. Segundo o coordenador da ação, Major Médico Fábio Amadeu, a diversidade das especialidades médicas é um dos destaques da ACISO. “Os moradores das cidades próximas ao CPBV não têm acesso a profissionais de todas as especialidades. Por isso, essa ação cívico-social é tão positiva”, finalizou.

Reencontro no CPBV

Em 2012, Andressa Spaniol, grávida e em trabalho de parto, buscou ajuda no Campo de Provas Brigadeiro Velloso. Ela foi encaminhada ao posto médico do CPBV, onde teve seu filho aos sete meses de gravidez. O pequeno João Victor conseguiu sobreviver, embora tenha sofrido duas paradas cardíacas. Após receberem o tratamento inicial, a mãe e o recém-nascido contaram com a ajuda do Esquadrão Harpia (7°/8° GAV) que, com o helicóptero Black Hawk, fez a transferência deles para a cidade de Castelo dos Sonhos, no Mato Grosso, onde há hospital com UTI e unidade neonatal. No mês passado, a mãe levou o menino ao CPBV durante o evento Portões Abertos para agradecer a assistência recebida. “A FAB salvou a vida do meu filho, que é uma criança saudável. Sou muito agradecida”, finalizou.


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MÍDIAS DA FAB Veja a seguir imagens enviadas pelos Elos do Sistema de Comunicação Social da FAB para serem publicadas em nossas mídias sociais:

O C h efe d e G e re n c i a m e nto d e Risco de Fauna do CENIPA, Tenente-Coronel Henrique Rubens de Oliveira, é o entrevistado do programa, que vai ao ar no dia 04/09. Ele vai falar sobre os 4.600 relatos de ocorrências envolvendo aviões e animais nos aeroportos do Brasil.

O Tenente Adriano Takeo Oba, do Esquadrão Falcão (1º / 8º GAV), contribuiu com o nosso Instagram. Na imagem, o por do sol em Palmas (TO) visto de dentro do Helicóptero EC-725 Caracal. A foto foi tirada pelo Tenente Aviador Bernardo Ferreira do Carmo.

No quarto episódio sobre os 100 anos do Campo dos Afonsos, o FAB na História mostra as aventuras do Correio Aéreo Nacional e as revoluções dos anos 1930. O programa do dia 18/09 exibe, também, como foi a criação do Ministério da Aeronáutica.

Um dos destaques do programa do dia 21/09 é a Operação Transportex. O exercício reuniu todos os esquadrões da aviação de transporte. Em outra reportagem, você vai conhecer o dia a dia de treinamento da Seleção Brasileira de Badminton, que é formada por Sargentos da FAB.

O Capitão Aviador Diego Nascimento de Oliveira, do Esquadrão Gordo (1º/1º GT), enviou a foto do Esquadrão realizando treinamento de busca e lançamento de bote em Florianópolis (SC). A imagem, que mostra os militares a bordo do C-130 Hércules, foi publicada em nosso Twitter no dia três de agosto.

Uma foto do Cristo Redentor, visto com óculos de visão noturna (NVG), tirada a bordo do BlackHawk, do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), foi enviada pela Tenente Relações Públicas Fabiana Fraga Cintra, da Base Aérea de Santa Maria. O momento foi capturado pelo Sargento Cláudio da Silva Junior e postado em nosso Twitter.

O programa do dia 25/09 exibe todos os acontecimentos da Operação BVR2/ Sabre, exercício que reuniu mais de 500 militares e cerca de 60 aeronaves na Base Aérea de Anápolis. Os 15 Esquadrões da Força Aérea Brasileira treinaram em um cenário fictício e dinâmico de guerra.


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FOTO: II COMAR

SOLIDARIEDADE

Coronel da FAB faz trabalho voluntário e ajuda comunidades carentes

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uas ou três vezes por semana, às sete horas da manhã, o Coronel Dentista da Reserva da Força Aérea Brasileira, César Junqueira, chega à Central de Abastecimento de Pernambuco (CEASA). No local, ele arrecada alimentos doados pelos comerciantes e depois realiza a entrega dos produtos em comunidades carentes da cidade. É o Projeto Amigos, criado em janeiro deste ano. “O nosso lema é: Recolher de quem quer doar e entregar para quem necessita receber”, enfatizou o Coronel César. O comerciante Gilson José da Silva contribui com a doação de batata doce. “Vale a pena a gente ajudar o nosso amigo. É muito gratificante. Se todos fizessem o que ele faz, o mundo seria outro”, diz ele.

O Coronel transporta caixas com frutas, verduras e legumes doadas pelos comerciantes para uma das instituições apoiadas. Em um dia de trabalho, chega a percorrer por Recife e Região Metropolitana quase 200 km, entregando os alimentos arrecadados. Mas, como o Projeto é itinerante, pode chegar também a comunidades do interior do Estado. A iniciativa conta com a ajuda de 15 voluntários que recebem doações de produtos de padarias parceiras e fazem a ponte entre quem quer doar e quem vai receber os alimentos. “Para a realização destes trabalhos, apenas dispomos da boa vontade e do apoio daqueles que nos ajudam. Felizmente, a vida vem nos

O Coronel César Junqueira arrecada alimentos na CEASA para doar a comunidades carentes

abrindo portas, criando oportunidades que acreditamos surgirem devido à seriedade do trabalho e seu propósito no bem, contribuindo assim para a formação de um mundo melhor”, ressaltou o Coronel. Entre as atividades desempenhadas, destaca-se o levantamento de asilos de idosos, creches e orfanatos em Pernambuco, e, de acordo com o grau de necessidade de cada estabelecimento, desenvolver campanhas e direcio-

nar as doações. São atendidas 25 instituições e cerca de 550 crianças e idosos. Em oito meses, o Projeto Amigos já arrecadou e repassou sessenta mil quilos de alimentos e cinco mil litros de sopa. O coronel realiza também campanha de coleta de roupas usadas, brinquedos, cestas básicas, utensílios, eletrodomésticos e móveis, que são todos encaminhados para os mais necessitados. Além disso, são promovidas

campanhas assistenciais de promoção de saúde e inclusão social para os moradores das comunidades atendidas. “Essa paz interior que eu sinto depois de um dia inteiro de trabalho é a minha gratificação. O meu pai fez isso até os 91 anos de idade. A minha mãe, hoje com 85 anos, ainda faz trabalhos voluntários, meus irmãos também. Eu vejo tantas pessoas fazendo, eu não quero parar”, conclui ele.

GESTÃO

SEFA entrega o 1o Prêmio “Destaque Execução Contábil do COMAER” cução contábil no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) entre julho de 2013 e junho de 2014, na avaliação da Secretaria.

O Prêmio, criado no ano passado, objetiva estimular gestores e demais agentes da administração a contribuir com a correção, a oportuFOTO: IV COMAR

O

Secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antônio Franciscangelis Neto, acompanhado de equipe da Subsecretaria de Contabilidade da SEFA, entregou o 1o Prêmio “Destaque Execução Contábil do Comando da Aeronáutica” ao Núcleo de Hospital de Força Aérea de São Paulo (NuHFASP) e à Prefeitura de Aeronáutica de São Paulo (PASP), em cerimônia realizada na capital paulista. Essas Organizações foram as que obtiveram melhor performance na exe-

nidade e a consistência dos registros da Aeronáutica no SIAFI, como forma de subsidiar elaboração de informações gerenciais precisas e úteis à gestão no Comando da Aeronáutica (COMAER). No evento, o Tenente-Brigadeiro Franciscangelis destacou a importância da participação ativa e diligente de todos, no sentido de assegurar a aderência dos procedimentos contábeis executados nas Unidades às instruções estabelecidas pela SEFA. “A propriedade e a precisão dos lançamentos

no SIAFI subsidiam a execução do orçamento e a representação adequada do patrimônio administrado pelo Comando da Aeronáutica”, ressaltou o Oficial-General. Com a premiação, encerra-se o primeiro ciclo de avaliação das Unidades e tem início novo processo, com vistas a apuração do vencedor da segunda edição do Prêmio “Destaque Execução Contábil do Comando da Aeronáutica”, cuja entrega está prevista para julho de 2015.


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ELEIÇÕES 2014

Militares devem ficar atentos durante o período eleitoral

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o próximo mês, os brasileiros participam de mais um processo eleitoral para definir os políticos que vão conduzir o país pelos próximos quatro anos. E para evitar qualquer influência durante o pleito, é necessário que os agentes públicos, em especial os militares, fiquem atentos aos procedimentos recomendados. Segundo a Advocacia-Geral da União, em cartilha sobre as condutas vedadas durante as eleições, os agentes públicos da administração federal devem ter cautela para que seus atos não venham provocar qualquer desequilíbrio na isonomia necessária entre os candidatos nem violem a moralidade e a legitimidade das eleições. “A liberdade de expressão deve ser respeitada sempre, mas existe uma conduta militar a ser considerada. Por isso, a campanha deve ser mantida fora do ambiente de trabalho, da repartição. Devemos lembrar, inclusive, da hierarquia, típica desse ambiente. Uma simples conversa pode ser rapidamente mal interpretada, por isso, o indicado é evitar”, destaca o Assessor Jurídico Sidnei Rodrigo Paulo da Cunha Neves. O Regulamento Disciplinar da Aeronáutica (RDAER) também destaca a postura política que deve ser adotada pelos militares. Confira ao lado as principais orientações:

Redes Sociais O detentor de página pessoal não pode ser punido por curtir, comentar ou compartilhar conteúdo durante o período eleitoral, mas é necessário ter cautela. “Se o militar agir com cuidado e respeitando os limites não terá problemas. Vivemos em um período no qual o que se comenta em redes sociais ganha grandes proporções e de forma rápida. Avalie bem como, e se vale a pena, entrar em discussões de cunho político”, aconselha o Assessor Jurídico. Panfletagens Não se pode utilizar de um meio oficial para fazer campanha. Portanto, panfletagem, mesmo em rancho ou outros ambientes de descanso, e a disposição de carros de sons na entrada das Unidades são proibidas.

Em manifestações Fora da repartição deve ser garantido o direito que todos os cidadãos possuem de participar das campanhas eleitorais, mas não é permitido emitir publicamente opiniões a respeito de assuntos políticos nem comparecer fardado a manifestações ou reuniões.

Na Unidade Os militares não podem provocar e participar, dentro da Organização Militar, de discussões sobre política que possam causar algum incômodo entre os demais membros da Unidade.

Para visualizar a Cartilha da AGU, acesse o endereço eletrônico: www.agu.gov.br


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MEMÓRIA SAÚDE ENTRETENIMENTO

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

JOGO DOS SETE ERROS

Encontre os nomes dos Esquadrões da Força Aérea Brasileira

CARCARÁ

ESCORPIÃO

FALCÃO

FLECHA

GRIFO

GUARDIÃO

HÓRUS

JOKER

NETUNO

ORUNGAN

PACAU

PHOENIX

POTI

PUMA

RUMBA

Confira os resultados na próxima edição


NOTAER - Setembro de 2014  
NOTAER - Setembro de 2014  

FAB valida novas técnicas da Aviação de Transporte

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