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Ano XXXVII

Nº 10

Outubro, 2014

ISSN 1518-8558

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

www.fab.mil.br

Operações da FAB utilizam altas tecnologias Págs. 8 e 9 Lançamento de foguete

Avaliação de graduados

Financiamento de reformas

FAB realiza lançamento do primeiro foguete brasileiro com combustível líquido, o que permite uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita. O voo do VS-30 V13 durou 3 minutos e 34 segundos e envolveu o trabalho de diversas unidades militares. Pág. 5

Todas as Organizações Militares da FAB devem realizar o processo de avaliação de desempenho dos graduados. O processo é dividido em diversas etapas e analisa a atuação do graduado no período de 1º de novembro de 2013 a 31 de outubro de 2014. Pág. 7

A Caixa de Financiamento da Aeronáutica alterou o limite máximo de financiamento dos empréstimos para reformas em imóveis. O beneficiário deve escolher o sistema de amortização com prestações decrescentes ou o sistema de prestações fixas com juros baixos. Pág. 11


Outubro - 2014 FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

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CARTA AO LEITOR

Alta Tecnologia nas missões No mês em que se comemora o Dia da Força Aérea Brasileira, o NOTAER apresenta o trabalho realizado pela FAB em diversas áreas. Nesta edição, você vai acompanhar a Operação BVR2/Sabre, realizada na Base Aérea de Anápolis. Pela primeira vez, uma Aeronave Remotamente Pilotada participou de um exercício de combate aéreo simulado. Também pela primeira vez, a Força Aérea Brasileira realizou um treinamento de Busca e Salvamento em Combate (CSAR) com o uso de óculos de visão noturna (NVG).A mis-

são envolveu dois aviões A-29 Super Tucano, um helicóptero H-36 Caracal e uma Aeronave Remotamente Pilotada RQ-900 Hermes. É a FAB utilizando alta tecnologia em suas missões. Veja, ainda, que a Caixa de Financiamento da Aeronáutica está facilitando a reforma do imóvel para os militares e civis do efetivo com o aumento do limite máximo do valor dos empréstimos. O financiamento pode ser feito em até 60 meses e o beneficiário deve escolher entre dois sistemas. Em outra reportagem, você vai conferir as orien-

Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Max Luiz da Silva Barreto

tações para que não ocorra nenhum problema durante o processo de avaliação dos graduados. O oficial deve registrar na ficha de avaliação as informações que dispõe sobre o desempenho do subordinado, resultantes da observação, do acompanhamento e das respostas apresentadas ao longo do período.

E você vai conhecer a Unidade de Geriatria e Gerontologia da FAB em Brasília, que proporciona saúde e bem-estar para quem já passou dos 60 anos, com atividades culturais e esportivas. Boa leitura! Brig Ar Pedro Luís Farcic Chefe do CECOMSAER

FIGURA 1

Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Coronel Aviador André Luís Ferreira Grandis Chefe da Seção de Divulgação: Major Aviador Bruno Pedra Chefe da Seção de Produção: Capitão Aviador Marco Aurélio de Oliveira Celoni Chefe da Agência Força Aérea: Tenente Jornalista Humberto Leite Editor: Tenente Jornalista João Elias (Registro Profissional nº 8933 / RS) Repórteres: Ten JOR Emille Cândido, Ten JOR Evellyn Abelha e Ten JOR Iris Vasconcellos e Ten REP Bruno Huxley. Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná.

Dispositivos Suspeitos: Pendrive Malicioso Esse equipamento explora uma vulnerabilidade no protocolo USB em que o próprio dispositivo conectado informa o que é e o que faz, ou seja, pode se passar por um teclado, um mouse, um dispositivo de rede, etc. Qualquer computador que compreenda o protocolo USB pode ser atacado, independentemente do sistema operacional. O pendrive malicoso é feito para se parecer com os pendrives disponíveis no mercado, sendo externamente idêntico (fig 1). Porém, internamente possui duas grandes diferenças: um processador para execução de comandos e um leitor de cartões micro SD. Ele é capaz de executar diversas tarefas como: abrir portas de acesso, buscar e recolher arquivos, abrir um acesso remoto para o atacante ou até mesmo

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

No segundo artigo sobre os dispositivos suspeitos, vamos falar sobre um dispositivo USB que possui a capacidade de se passar por um outro: o pendrive malicioso. Ou seja, apesar de não ser um teclado, ele pode simular o comportamento de um teclado, inserindo comandos no computador alvo. Além disso, ao mesmo tempo, pode se comportar como um pendrive convencional para armazenamento de arquivos.

Expediente

instalar arquivos maliciosos. Ou seja, qualquer coisa que se possa fazer com um teclado e um dispositivo de armazenamento pode ser feito com um pendrive malicioso, porém de maneira discreta e muito mais rápida (há ataques de 15 segundos). O atacante precisa de acesso físico ao computador do alvo para que o dispositivo possa executar os comandos. Isso pode ocorrer de várias maneiras diferentes, porém, as duas mais comuns são: - o hacker ou um cúmplice acessam fisicamente o computador e plugam por alguns segundos o pendrive malicioso em uma porta USB; - o pendrive malicioso é enviado para o alvo como um presente ou brinde. Espera-se, dessa forma, que o alvo conecte o presente recebido em uma porta USB.

Os antivírus não são efetivos contra esse tipo de dispositivo porque alguns ataques simulam comandos de teclado. O software de proteção não consegue perceber a diferença entre um usuário real executando comandos e o pendrive malicioso. Na verdade, uma simples solução pode interromper esse tipo de ataque: desabilitar todas as portas USB. Percebe-se que é necessário cautela não só nos programas e arquivos que abrimos nas máquinas do Comando da Aeronáutica (COMAER), mas também nos dispositivos que são conectados nesses computadores. Ao perceber qualquer atividade suspeita, comunique imediatamente o oficial de inteligência da sua organização. (Centro de Inteligência da aeronáutica)

Diagramação e Arte: Ten FOT José Mauricio Brum de Mello, Sargento Emerson Guilherme Rocha Linares, Sargento Santiago Moraes Moreira, Sargento Marcela Cristina Mendonça dos Santos e Cabo Pedro Henrique Sousa Bezerra. Revisão: Cel Av Paulo César Andari, Cel Av Cláudio José Lopez David, Ten Cel Av Emerson Mariani Braga, Ten Cel Av Rodrigo Alessandro Cano, Ten REP Mariana Helena e Ten REP Jéssica Martins. Tiragem: 30.000 exemplares Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Comentários e sugestões de pauta sobre aviação militar devem ser enviados para: redacao@fab.mil.br Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Log & Print Gráfica e Logística S.A


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito Comandante da Aeronáutica pela primeira vez. São os pequenos detalhes que fazem a diferença. Façamos, pois, valer a pena a admiração do público.

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FOTO: TEN ENILTON / CECOMSAER

Nesses dias festivos, porém cansativos, cada militar precisa lembrar do dia em que entrou em uma Base Aérea

ATIS TA / C

tam com as aeronaves do nosso dia a dia, com as missões rotineiras, com aquilo que parece trivial, mas é incomum. Senhores e senhoras da Força Aérea Brasileira: o maior orgulho de viver de trabalhar com a apaixonante aviação é ter em nossa rotina aquilo que habita os sonhos de outros! Lembrar disso a todo instante é fundamental: cada criança com uma pergunta é um potencial militar de azul no futuro; cada esclarecimento bem dado é um ganho para a imagem institucional; cada evento bem organizado é um bônus para o tão esperado respeito e apoio da sociedade.

GT B

aproximarmos da sociedade. Quando um cidadão chega a uma Organização Militar com sua família, ele se dispõe a conhecer o nosso mundo, a nossa missão, os nossos valores e as nossas expectativas como Força Armada. E como temos tido sucesso nessas empreitadas! A cada final de semana festivo, lemos as notícias sobre vinte, trinta, cinquenta e até sessenta mil pessoas prestigiando nossa Aeronáutica. Poucas são as organizações que têm a capacidade de atrair tantos interessados. Mais interessante ainda: apesar da programação especial, o que atrai o público é a nossa atividade diária. Crianças, jovens e idosos se encan-

FOT O: S

É uma época marcante para o Comando da Aeronáutica e seus militares. O 23 de outubro, quando celebramos anualmente o feito de Santos Dumont realizado há 108 anos, Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira, é motivo para uma série de programações em todo o País. São um culto às nossas tradições e história. De todas as comemorações realizadas por nossas Organizações Militares, gostaria de sublinhar uma: os Portões Abertos. É um evento que significa muito trabalho para todo o efetivo, mas que precisa ser vista com atenção especial. Realizar o “Portões Abertos” é uma das mais impressionantes maneiras de nos

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

Os Portões Abertos da FAB: trabalho e exposição


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ACONTECE

Os cuidados na aplicação do laser durante o emprego de armamento serão discutidos nos dias 14 e 15 de outubro, na Base Aérea de Santa Maria (RS). O workshop é direcionado a Pilotos, Mecânicos, Mantenedores, entre outros. Mais informações no site: www.cenipa.aer.mil.br

OABR promove concurso de trabalhos científicos

Reservas em Hotéis de Trânsito da BAGL

Estão abertas até o dia 18/10 as inscrições para o 1° Concurso de Trabalhos Científicos da Odontoclínica de Aeronáutica de Brasília. Pode concorrer o Cirurgião-dentista (graduado ou pós-graduado) com trabalho científico inscrito na forma de artigo publicado (como 1° autor da publicação), no âmbito da Odontologia. A apresentação dos três trabalhos melhor classificados será realizada no dia 16 de dezembro de 2014, em Brasília. Outras informações podem ser obtidas pelo site www.oabr.aer.mil.br.

Em virtude da grande procura por hospedagem nos Hotéis de Trânsito da Base Aérea do Galeão, os militares transferidos para Organizações localizadas no Rio de Janeiro, e que tenham necessidade de hospedar-se na condição de residentes, devem encaminhar suas solicitações até o dia 31 de outubro pelo email: cassino@bagl.aer. mil.br. As confirmações de reserva serão efetivadas até o dia 15 de novembro, respeitando-se a antiguidade dos solicitantes. Informações pelo telefone: (21) 2138-6602.

Simpósio de Prefeituras de Aeronáutica

FOTO: ARQUIVO

FOTO: TEN ENILTON / CECOMSAER

I Workshop de Segurança de Emprego Laser

Será realizado de oito a dez de outubro, no CEMCOHA em Salvador (BA), o V Simpósio de Prefeituras de Aeronáutica. As discussões serão voltadas para assuntos práticos que fazem parte da rotina das Prefeituras e, também, sobre a administração de próprios nacionais residenciais.

ANIVERSÁRIO Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte - 1º / 2º GT 01/10 - 55 anos

Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte - 2º / 2º GT 05/10 - 46 anos

Departamento de Controle do Espaço Aéreo DECEA 05/10 -13 anos

Centro de Controle Interno da Aeronáutica CENCIAR 05/10 - 02 anos

Instituto de Medicina Aeroespacial Brig Médico Roberto Teixeira - IMAE 09/10 - 21 anos

Pagadoria de Inativos e Pensionistas da Aeronáutica - PIPAR 10/10 - 54 anos

Centro de Lançamento da Barreira do Inferno CLBI 12/10 - 49 anos

Secretaria de Economia e Finanças - SEFA

Base Aérea de Santa Maria - BASM

Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica CIEAR 17/10 - 37 anos

Estado-Maior da Aeronáutica - EMAER 18/10 - 73 anos

Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação - 1º / 11º GAv 20/10 - 46 anos

Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo - CINDACTA I 22/10 - 38 anos

Base Aérea de Santa Cruz BASC

Primeiro Comando Aéreo Regional - I COMAR

Teceiro Comando Aéreo Regional - III COMAR

24/10 - 72 anos

25/10 - 73 anos

25/10 - 73 anos

Base Aérea de Boa Vista BABV

Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Boa Vista - DTCEA BV 30/10 - 30 anos

Hospital de Aeronáutica dos Afonsos - HAAF

Hospital de Aeronáutica de Canoas - HACO

30/10 - 64 anos

30/10 -64 anos

15/10 - 43 anos

30/10 - 30 anos Base Aérea de Porto Velho - BAPV

30/10 - 30 anos

Quer ver sua unidade no NOTAER? Mande sua notícia pelo sistema Kataná. Não tem a senha? Cadastre-se pelo e-mail: web.dpd@cecomsaer.aer.mil.br

13/10 - 42 anos

Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes SERIPA VII 31/10 - 7 anos


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TECNOLOGIA

FOTOS: SO JOÃO BATISTA / IAE

FAB lança primeiro foguete com combustível líquido

Durante o voo do VS-30 V13 foi feita a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais

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Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou com sucesso o primeiro foguete brasileiro com combustível líquido. O voo do VS-30 V13 durou 3 minutos e 34 segundos e descreveu uma parábola até cair no mar, conforme o previsto. Na operação, por 90 segundos, foi verificado o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor durante os 90 segundos previstos”, afirma o Coronel-Aviador Avandelino Santana Júnior, Coordenador Geral da Operação Raposa. Durante o voo, também foi feita a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um dispositivo de segurança para

veículos espaciais, concebido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Para o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Cesar Demétrio Santos, o lançamento representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, demos um passo essencial visando a operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores”, afirma. Trabalho conjunto A Operação Raposa é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e contou com o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB). O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao ve-

ículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A Orbital Engenharia é responsável pelo Sistema de Alimentação do Motor Foguete (SAMF) e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE. A coordenação geral da operação é de responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabilizou pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Já o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) foi responsável pela verificação da calibração dos instrumentos. A Marinha do Brasil (MB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região.

Operação de lançamento Para que um lançamento ocorra, três condições são necessárias: o relógio da cronologia precisa passar pelo zero na contagem regressiva, todas as estações precisam estar operacionais e dar positivo para o lançamento e o painel de disparo precisa estar ativado. Cumpridas todas essas etapas, o foguete automaticamente é disparado. Na sequência,

são feitos o rastreio da trajetória ao longo do voo e a coleta de dados do foguete. Com o fim do rastreio e queda na área de impacto do foguete, tem início a desmobilização com uma apresentação dos resultados da operação e o retorno de pessoal e equipamentos para o DCTA. Por fim, são elaborados relatórios que servirão para ajustes em operações futuras.


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AÇÕES

FOTO: TEN VERDEROSA / ESQUADRÃO RUMBA

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

Aviação de Patrulha realiza curso operacional

ilitares da FAB realizaram a fase avançada do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Patrulha (CEO-P). Ao todo, 10 Segundos-Tenentes desenvolveram habilidades e competências técnicas necessárias ao emprego da aeronave P-95, que colocarão em prática durante missões de Patrulha Marítima, Busca, Controle Aéreo Avançado e Posto de Comunicação no Ar, entre outras. O curso começou com aulas teóricas no dia 25 de agosto, ministradas no âmbito do 1º/5º GAV, com a

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participação de instrutores de esquadrões operacionais da Aviação de Patrulha, coordenados pelo Capitão Aviador Luís Felipe Magalhães Sobral, do Esquadrão Netuno, sediado na Base Aérea de Belém. É a primeira vez que o curso é realizado completamente no ambiente de instrução do Esquadrão Rumba, sem missões fora de sede, com os esquadrões operacionais realizando todas as missões de instrução dos estagiários, decolando a partir da Base Aérea de Natal.

Taifeiros participam de curso em Brasília

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Alunos participam de curso de resgate

s 27 alunos do Curso de Busca e Salvamento (SAR) 2014 concluíram a fase voltada para as instruções no mar, na praia do Forte Imbuhy, em Niterói (RJ). As atividades incluíram mergulho livre a 10 metros de profundidade, oficinas de operações de motor de popa, além de resgate de vítimas utilizando a técnica do kapoff (um método inglês de içamento com o uso de guincho acoplado a uma aeronave). A parte mais difícil dessa etapa foi o exercício de sobrevivência no mar. Os militares permaneceram três dias confinados em um bote de quatro metros de diâmetro com apenas um kit de sobrevivência, que incluía, entre outros itens, jujuba, água desmineralizada e espelho para sinalização. “Foi a primeira vez que tive contato com esse tipo de atividade. Além de ser importante profissionalmente, agregou também muitos conhecimentos para a minha vida pessoal. Senti como é estar em uma situação difícil, com várias privações. Os treinamentos me ensinaram a dar mais valor a tudo na vida”, diz o aluno Bruno Silva Moura.

Forças Armadas treinam resgate de feridos

FOTO: SGT JOHNSON / CECOMSAER

s Taifeiros Arrumadores participaram da Semana de Capacitação, promovida pelo Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER). Ao todo, 34 militares de unidades de todo o país receberam as instruções atualizadas sobre gastronomia, serviços de mesa e cerimonial. O principal objetivo foi oferecer treinamento necessário para padronizar e melhor qualificar os serviços de taifa em todo o país. O curso incluiu disciplinas de nutrição, gastronomia, harmonizações, cerimonial, condutas sociais, além de regras de etiqueta.

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s Forças Armadas realizaram, no Museu Histórico do Exército, no Rio de Janeiro (RJ), uma simulação de resgate médico a feridos em combate. O objetivo foi mostrar como o trabalho em conjunto, utilizando meios de transportes e equipamentos diversos de cada uma das três Forças, pode otimizar o atendimento. Uma ambulância blindada da Marinha, um helicóptero H-60 Black Hawk e um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira, além de um posto de saúde e uma ambulância do Exército foram utilizados durante o exercício simulado.

FOTO: FELIPE BARRA / MD

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De acordo com a Major Médica do Exército, Carla Maria Clausi, ter um helicóptero na ação foi muito importante. “Esse é o meio mais eficiente e extremamente necessário em atividades de campanha, pois agiliza o transporte dos pacientes”, afirmou.

“Essa experiência de trabalharmos juntos com o mesmo intuito de salvar vidas trouxe muito orgulho para todos nós”, ressaltou o Major Médico Rodolfo Siqueira, Comandante do Hospital de Campanha da Força Aérea.


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GESTÃO

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

FAB avalia o desempenho dos graduados

O processo avalia o graduado levando em consideração 15 fatores

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té dezembro, a Força Aérea Brasileira realiza o processo de avaliação de desempenho dos graduados. O objetivo é servir como uma ferramenta de recursos humanos para contribuir com uma melhor gestão de pessoal. “A avaliação serve como base para que os comandantes selecionem os graduados para promoções, cursos de carreira, estágios para o oficialato, missões no exterior e, também, para que sejam agraciados com medalhas”, afirma o Chefe da Seção de Análise e Projeções da Secretaria da Comissão de Promoção de Graduados, Coronel Ronaldo Pereira de Melo. O avaliador deve ser sempre um oficial que trabalha junto com o graduado. O oficial deve registrar na Ficha

de Avaliação de Graduados (FAG) as informações que dispõe sobre o desempenho dele, a partir da observação, do acompanhamento e das respostas apresentadas por ele ao longo do período compreendido entre 1° de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014. Para isso, é necessário atribuir um nível de desempenho a cada fator ou atributo em apreciação considerado na ficha, de forma que ela represente uma síntese da comparação entre as metas estabelecidas e os resultados alcançados. São seis os níveis de desempenho que variam de não observado (NOB) até muito acima do normal (MAC). Os fatores que devem ser levados em consideração são os seguintes: qualidade do tra-

balho, produtividade, conhecimento profissional, eficiência, emprego de meios materiais, planejamento, julgamento, responsabilidade, disciplina, apresentação pessoal, liderança, iniciativa, adaptabilidade, comunicação oral e escrita, relacionamento no ambiente de trabalho, além do condicionamento físico. Depois que o avaliador faz suas considerações, ocorre uma reunião de harmonização com outros oficias para analisar se não ocorreu nenhum erro de avaliação (veja ao lado os erros mais comuns). Posteriormente, o avaliador faz seu texto final e entrega para o revisor, que deverá ser o comandante, chefe ou diretor da Unidade ou, pelo menos, um oficial superior.

Datas Importantes: 23/09 – Início do Sistema de Avaliação de Graduados 31/10 – Finalização do processo de observação 15/12 – Envio da FAG para a DIRAP por meio do sistema eletrônico 30/12 – Entrega dos recibos com todas as avaliações na DIRAP

Erros mais comuns: a) descaso – tendência do avaliador de tratar a avaliação como um processo irrelevante. Para evitá-lo, deve-se ter consciência do impacto da avaliação na vida profissional do graduado; b) efeito de halo – tendência a avaliar segundo uma impressão geral, estendendo-a a todo o desempenho. Para evitá-lo, ao avaliar, deve-se considerar um fator de cada vez; c) leniência – tendência de o avaliador assinalar os níveis de desempenhos acima do ponto médio da escala. Para evitá-lo, deve-se ter consciência que o nivelamento resulta na desmotivação e na redução do empenho profissional daqueles de fato mais eficientes e comprometidos; d) padrão – o avaliador exigente estabelece padrões

elevados, ao passo que o avaliador condescendente tende a estabelecer padrões muito baixos. Para evitá-lo, deve-se ter clareza dos objetivos e metas a atingir; e) tendência central – tendência a atribuir conceitos médios a todos os fatores avaliados, evitando os extremos, tanto positivos quanto negativos. Geralmente, denota um avaliador que receia prejudicar o avaliado. Para evitá-lo, deve-se ter consciência de que tal atitude prejudica uma avaliação justa, e que os conceitos atribuídos precisam ser fundamentados em fatos; e f) primeira impressão – a primeira impressão que o avaliador forma do avaliado sobrepõe-se ao desempenho real. Para evitá-lo, deve-se considerar todo o período de avaliação e os resultados atingidos pelo graduado.


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OPERACIONAL

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Operação BVR2/Sabre aproxima pilotos e controladores de voo

Operação BVR2/Sabre aplicou conceitos avançados da guerra atual e elevou o nível de complexidade dos treinamentos na Força Aérea Brasileira (FAB). Um dos principais resultados dessa edição foi a aproximação entre controladores de voo e pilotos. A operação foi realizada entre os dias 18 de agosto e 18 de setembro na Base Aérea de Anápolis (BAAN) e reuniu

cerca de 60 aeronaves, 500 militares e 15 esquadrões. De acordo com o Coronel Paulo Roberto Moreira de Oliveira, Chefe do Estado-Maior da III FAE, fortificar a interação entre os militares é fundamental para o sucesso das missões. “A Operação BVR2/ Sabre eleva o nível da aviação de caça ao aproximar pilotos e controladores e desenvolver uma parceria cada vez mais

eficiente. Esse é um procedimento que exige treinamento e se configura como uma tendência na maneira de voar a partir de agora”, ressalta ele. Durante as missões, o ponto de vista do piloto é limitado pela dimensão da imagem fornecida pelo radar da aeronave. Já o controlador vê tudo, inclusive aquilo que está fora do espaço do radar. “Até agora vivíamos em dois mundos, bem preparados e parceiros, mas independentes. Hoje esses mundos criam uma interseção. Compartilhamos de forma mais direta, participativa e presencial táticas e técnicas específicas e, portanto, aprendemos a pensar em conjunto”, revela o Sargento Especialista em Controle de Tráfego Aéreo, Cleyton Nunes, do Terceiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (3º/1º GCC).

Coordenado pela Terceira Força Aérea (III FAE), o exercício de guerra simulada treinou a aviação de caça em ações de Controle e Alarme em Voo, Defesa Aérea, Escolta, Reabastecimento em Voo, Varredura e Vigilância e Controle do Espaço Aéreo, entre outras. Segundo o Brigadeiro do Ar Mario Luís da Silva Jordão, Comandante da III FAE, a Operação representou uma evolução nos treinamentos e para a Força Aérea de forma geral. “O que foi aplicado durante o exercício representa um salto para o desempenho, avaliação e aprendizado. Entramos efetivamente em uma nova fase. Esse foi um dos maiores treinamentos que já realizamos. Pela primeira vez conseguimos reunir todas as unidades da III FAE em um mesmo cenário, de forma integrada”, disse.

FAB aperfeiçoa missões de busca e salvamento

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Força Aérea Brasileira (FAB) se aperfeiçoou nas missões de busca e salvamento com a realização do Exercício Operacional CSAR 2014, que reuniu mais de 200 militares e 17 aeronaves de 15 unidades na Base Aérea de Campo Grande (BACG). Durante o exercício, foram realizadas atividades com o uso de óculos de visão noturna (NVG), ataques simulados e resgates. Para resgatar um militar atrás das linhas inimigas, é necessário coordenação das equipes de comando e controle. Além do helicóptero de

resgate, é preciso ter aeronaves de escolta, rotas planejadas para fugir das defesas inimigas e um planejamento detalhado para enfrentar as ameaças. “A coordenação é o maior desafio. A equipe de comando e controle tem que estar consciente do que acontece no cenário para poder autorizar a missão de busca e salvamento”, ressalta o Coordenador do Exercício, Tenente-Coronel Jorge Sampaio. E, pela primeira vez, a Força Aérea Brasileira realizou um exercício de Busca e Salvamento em Combate (CSAR)


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FOTOS: CB V SANTOS / CECOMSAER

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ARP apoia exercício de combate trole aéreo avançado e como posto de comunicações no ar, o que permite maior consciência situacional no combate do exercício”, explica o Tenente-Coronel Aviador Renato Alves de Morais, comandante do Esquadrão Hórus. Segundo o Comandante, entre as vantagens de utilização desse tipo de aeronave estão a preservação do re-

com o uso de óculos de visão noturna (NVG). A missão envolveu dois aviões A-29 Super Tucano, um helicóptero H-36 Caracal e uma Aeronave Remotamente Pilotada RQ-900 Hermes. “É um longo caminho. As aeronaves precisam estar preparadas e os tripulantes precisam estar treinados. Exige mais treinamento, mas realizar essa missão à noite dificulta a detecção”, conta o Chefe do Estado-Maior da Segunda Força Aérea (II FAE), Coronel Mauro Silveira. Durante o treinamento, o H-36 pousou e resgatou um militar que simulava estar fugindo de um inimigo. Enquanto isso, os caças A-29

Super Tucano atacavam alvos simulados. As aeronaves voaram com todas as luzes apagadas. O papel do Hermes 900 é, do alto, monitorar todas as ações com o uso da sua câmera termal. “Nos tempos passados nós dependíamos só da habilidade de um piloto de helicóptero contando com a sorte. Hoje em dia mudou. Com esses equipamentos nós temos uma garantia da sobrevivência de todas as tripulações, inclusive de quem está sendo resgatado”, concluiu o Comandante-Geral de Operações Aéreas, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

curso humano, a elevada autonomia e a baixa chance de ser detectada, comparando com aviões que comportam tripulação. “Essas características associadas à interoperabilidade das aviações é uma tendência para o combate aéreo moderno”, finaliza. O papel do Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1° GDAAE), por sua vez, também

foi mais direto e participativo. Estreante em operações desse nível, o Grupo atuou no contexto do conflito com a missão de proteger áreas, instalações e equipamentos contra ataques de aeronaves consideradas hostis. “No cenário da operação, nosso objetivo é proteger uma cidade, com pelo menos cinco pontos considerados estratégicos.

Na Sabre participamos de cada etapa, todas as reuniões, em todo processo de discussão dos combates. Esse contato permite um claro avanço no treinamento para nós do GDAAE e para os pilotos”, destaca o Tenente Abraão Vinícius de Oliveira Souza, Oficial de ligação da Antiaérea com a coordenação da Sabre.

FOTOS: SGT REZENDE / CECOMSAER

Foi também durante a Sabre que, pela primeira vez, a aeronave remotamente pilotada (ARP) Hermes 450, do Esquadrão Hórus (1°/12° GAV), participou de um exercício de combate aéreo simulado. “Durante a operação, potencializamos as ações de emprego aéreo, cumprindo missões focadas no con-


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MÍDIAS DA FAB Veja a seguir imagens enviadas pelos Elos do Sistema de Comunicação Social da FAB para serem publicadas em nossas mídias sociais:

O programa do dia 09/10 vai mostrar como é a carreira dos pilotos na Aeronáutica. Saiba quais as dificuldades que eles enfrentam e, também, como é o dia a dia desses profissionais nos esquadrões de voo. Não perca!

No dia 16/10 você vai ficar por dentro dos problemas que as aves podem causar para a aviação. Em 12 meses, o Brasil registrou 1.625 colisões entre aeronaves e aves. O maior problema são os lixões.

O 7 de setembro não poderia ficar de fora nas imagens publicadas em nossas mídias! O Coronel R1 Grossi registrou com sua GoPro o momento em que a Esquadrilha da Fumaça escreveu nos céus de Brasília a frase “Pátria amada...Brasil!”

O Esquadrão Pantera participou do curso SAR com treinamento de resgate. O Tenente Salum, do 5º/8º GAV, nos enviou a foto, que foi publicada em nosso Instagram.

A Tenente Relações Públicas Cintra, do V COMAR, enviou uma homenagem aos veterinários.

No quarto episódio sobre os 100 anos do Campo dos Afonsos você vai conhecer a importância do Correio Aéreo Nacional, as revoluções dos anos 1930 e a criação do Ministério da Aeronáutica. É no dia 23/10.

Um dos destaques do programa do dia 30/10 são as celebrações do Mês da Asa. Você vai ver um resumo dos principais eventos em homenagem à Força Aérea Brasileira em diversas organizações militares.


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FINANÇAS

CFIAe altera limite máximo de financiamento

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Caixa de Financiamento proprietário do imóvel autorida Aeronáutica (CFIAe) zando a execução do serviço. alterou de R$ 40 mil para R$ No site da CFIAe, você 50 mil o limite máximo de pode simular como ficam as financiamento dos emprésti- parcelas mensais, conforme mos para reformas em imó- o valor solicitado e o sistema veis. O financiamento pode escolhido. Por exemplo, para ser feito em até 60 meses e quem vai financiar R$ 40 mil, o beneficiário deve escolher divididos em 50 meses, pelo o sistema de amortização sistema de amortização com prestações decom prestações crescentes ou o decrescentes, a sistema de presprimeira partações fixas, cela vai custar é a quantidade com uma taxa R$ 1.308,00 máxima de meses mensal de jue a última, para quitar o ros de 1,27%. R$ 810,16. financiamento Todos os Já para quem militares ou ciprefere o sistevis da Aeronáutica ma com prestapodem se habilitar ao ções fixas, todas as empréstimo, inclusive, o be- parcelas vão ser no valor de neficiário que reside em imó- R$ 1.085,70. vel dos pais, sogros, avós ou Os empréstimos serão irmãos. Nesse caso, ele deve- concedidos após a entrega rá apresentar o comprovante ou encaminhamento da dode residência, em seu nome, cumentação necessária no no referido imóvel (conta de protocolo geral da CFIAe. luz, ou de água, ou de telefo- As taxas de juros são préne fixo) e uma declaração do -fixadas e todas as parcelas

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do financiamento serão descontadas em folha de pagamento. Se o beneficiário possuir outro financiamento junto à CFIAe, deverá estar em dia com as prestações mensais. “Esse financiamento é importante porque às vezes a pessoa já tem o imóvel e precisa fazer uma reforma ou construir uma nova dependência no imóvel para a família que aumentou e é uma forma de disponibilizar recursos a juros atrativos para a compra de material e contratação de mão-de-obra”, ressalta o Chefe do Gabinete Adminsitrativo da CFIAe, Coronel R1 Telmo Roberto Machry. A CFIAe também coordena os programas destinados à aquisição da casa própria para militares e civis da ativa, inativos e pensionistas do efetivo do Comando da Aeronáutica (COMAER). Ao total, já foram entregues 67 empreendimentos em todo o país.

Documentação necessária: 1- Cópia da identidade e do CPF do beneficiário e do cônjuge; 2- Cópia dos dois últimos contra-cheques; 3- Comprovante de residência; 4- Cópia da certidão de nascimento ou, se for casado, da certidão de casamento; 5- Cópia da certidão de ônus reais do imóvel ou cópia do contrato no caso de não registro desse instrumento; 6- Fotos do local onde é necessária a realização da obra.

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SALITRE

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e 5 a 18 de outubro, 73 militares da Força Aérea Brasileira estarão em Antofagasta, no Chile, para participar do exercício Salitre 2014. Caças F-5EM vão combater contra os F-16 do Chile, A-4AR da Argentina, F-16 dos Estados Unidos e A-37 do Uruguai. Também estarão presentes, como observadores, representantes da Austrália, Canadá, Colômbia, Equador, França, Alemanha, México e Peru. Os F-5EM participantes serão do 1° Grupo de Aviação de Caça, mas haverá a participação de aviadores do 1°/14° GAV e 1°/4° GAV, além da III Força Aérea. Um

avião KC-130 Hércules também fará parte do contigente brasileiro, que estará sob o Comando do Brigadeiro do Ar Mário Jordão. Essa é a terceira vez que a FAB participa do exercício Salitre. Em 2004, Salitre I contou com os F-5 ainda não modernizados e, em 2009, com os A-1. A Salitre é semelhante ao exercício CRUZEX, realizado no Brasil. As aeronaves vão executar missões simuladas de ataque ao solo e de combate aéreo. A maioria dos voos irá ocorrer sobre o deserto do Atacama, entre as cidades chilenas de Antofagasta e Iquique.

FOTO: SGT BATISTA / CECOMSAER

FAB participa de exercício no Chile

Caças brasileiros vão combater caças de outros paises durante o exercício Salitre

O treinamento se dá com a simulação de uma coalizão internacional e tem como objetivo aumentar a interoperacionalidade entre

as forças aéreas participantes, com procedimentos únicos realizados de acordo com o padrão da Organização do Tratado

do Atlântico Norte (OTAN). Também é foco a manutenção de laços de amizade e interação entre as forças aéreas dos diversos países.

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

Estou operando com segurança? Toda organização realiza sondagens ou passa por auditorias para conhecer a qualidade do próprio trabalho. Identificar pontos fortes e fracos faz parte da estratégia de competitividade no mercado. No meio aeronáutico, civil ou militar, não é diferente. A estratégia de sobrevivência é a segurança operacional, ou seja, a prevenção de acidentes. O instrumento de verificação do nível de segurança das operações aéreas é a Vistoria de Segurança de Voo. Prevista na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-3, ela deve ser coordenada pelo oficial de

segurança de voo da organização militar. Esse profissional recebeu capacitação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) para realizar diversas atividades em prol da segurança de voo. Vistoriar uma base ou um esquadrão significa observar e identificar as situações de risco para a operação aérea. As ferramentas usadas na manutenção estão guardadas no local correto? Há objetos estranhos na pista, que podem ser ingeridos pelas turbinas? O cercamento do aeródromo está em boas condições? Os profissionais estão cumprindo as regras e regu-

lamentos previstos? Os manuais de manutenção estão atualizados? Esses são alguns dos aspectos observados e registrados pela equipe de vistoria, para posterior análise do risco, com base em metodologias do gerenciamento da segurança operacional. Para a segurança de voo, “perigo” e “risco” não são sinônimos. O perigo é uma situação com potencial de provocar danos ou lesões a pessoas ou materiais. O risco é a quantificação do perigo, ou seja, a probabilidade de ocorrerem danos multiplicada pela severidade das consequências. Um buraco na pista é um perigo. No

entanto, se existe mais movimento de helicóptero naquela pista, o risco de danos será baixo. Mas se a operação for com aviões a jato, o buraco oferece risco maior. O CENIPA recomenda que as vistorias periódicas sejam realizadas, no mínimo, uma vez por ano. Já a vistoria especial deve ocorrer em situações nas quais algo novo surja na realidade dos operadores aéreos, como mudança de sede, substituição da frota de aeronaves, implantação de equipamento aéreo, adoção de novos métodos de treinamento, alto índice de acidentes. A vistoria serve para identificar problemas poten-

ciais antes que eles possam impactar a segurança. É uma assessoria à chefia da organização. O produto desse trabalho é um relatório que apresenta condições observadas pela equipe de vistoria, análise do risco e, principalmente, ações para reduzir ou eliminar o risco existente. A partir daí, cabe ao chefe (comandante ou diretor) da organização implementar as ações sugeridas, com foco na prevenção de acidentes. Dessa forma, ele mostra seu compromisso em preservar o patrimônio e o capital humano especializado. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).


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ESPORTE

EPCAR sedia e vence competição esportiva entre alunos de escolas das Forças Armadas Quadro de medalhas

A competição reuniu mais de 500 atletas na EPCAR

em conjunto de acordo com a necessidade. Entre eles, estão médicos, ortopedistas, massagistas, fisioterapeutas, enfermeiros, dentistas e treinadores que acompanham cada passo da vida esportiva dos alunos, antes, durante e depois das competições. “Nosso contato com esses atletas é praticamente diário,

a partir do momento que entram na Escola. Estamos sempre zelando, estudando e aplicando formas de melhorar a performance dos alunos ou cuidar de lesões que possam acontecer. O esporte de alto rendimento praticado aqui precisa ser conduzido com a mesma qualidade”, destaca a Tenente Maraisa FOTOS: SGT BATISTA / CECOMSAER

portivos é uma iniciativa básica na formação dos futuros líderes das Forças. “Não é por acaso que o esporte, além das demais atividades escolares, faz parte do cronograma de formação de nossos alunos. A formação dos valores de amizade, trabalho em equipe, integração, organização, liderança e comprometimento, são fundamentais na vida desses alunos. E essas características ultrapassam a competição. Elas valem para todos os aspectos da vida futura pessoal e profissional dos alunos. Essa é a profundidade do que o Ministério da Defesa procura incentivar”, ressalta. Durante as competições, cada escola viaja com sua própria equipe técnica. E ainda tem acesso a infraestrutura das unidades sedes. São pelo menos 15 profissionais a postos em cada modalidade, que, embora sejam de diferentes unidades, trabalham

FOTOS: SGT BATISTA / CECOMSAER

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Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG), sediou e venceu a 46ª edição da NAE, tradicional competição esportiva entre os alunos das escolas preparatórias da Aeronáutica, Marinha e Exército. Durante uma semana, mais de 500 atletas de todo o Brasil, com idade entre 14 e 21 anos, disputaram 11 modalidades esportivas. A EPCAR conquistou os troféus em atletismo, natação, orientação, vôlei, esgrima e xadrez. A Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) terminou em segundo lugar com os troféus em tiro, basquete e futebol; e o Colégio Naval foi melhor no Triatlo e no Judô. Segundo o Major-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, Diretor do Departamento de Desporto Militar (DDM) e Presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), a promoção de eventos es-

Os atletas participaram de 11 modalidades esportivas

Couto Loschi, Chefe da Seção de Fisioterapia da EPCAR. Segundo uma das técnicas do atletismo da EPCAR, Adriane de Oliveira Sampaio, há 16 anos na instituição, o diferencial dos bons resultados está no planejamento, na continuidade e na integração com os profissionais da saúde. “Nós chamamos esse planejamento de projeto futuro. Trabalhamos com atletas que entram aqui muito novos e precisam ser acompanhados desde o início. É um investimento. E essa integração com a saúde é fundamental, especialmente com a fisioterapia e a ortopedia”, ressalta. Para a técnica do Arremesso de Peso e Lançamentos de Disco e Dardo, outro aspecto importante está no apoio psicológico. “Esse é um campo que ainda precisamos melhorar. A postura de atleta, o impacto da derrota e a rotina diária movimentada precisam fazer parte do treinamento”, conclui.


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SAÚDE

Unidade Gerontológica oferece qualidade de vida para os idosos

A unidade está em funcionamento desde 2011

Infraestrutura para atender aos idosos

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o pilates à informática, passando pela dança, hidroginástica e artesanato. Todas essas atividades fazem parte da rotina de mais de 400 idosos inscritos nas atividades da Unidade de Geriatria e Gerontologia (UGG) do Hospital de Força Aérea de Brasília. O objetivo é proporcionar a militares e seus dependentes bem estar e saúde para quem passou dos 60. “ E u go sto muito da UGG, e quem mais contribui para eu vir aqui é o meu marido. Ele tem Alzheimer, recebe tratamento, tem atividades todos os dias e está muito bem”, revela Adeusinha Ri-

beiro Dias, que frequenta a Unidade desde a criação, em 2011. Para participar das atividades, o beneficiário deve se inscrever e passar por uma avaliação médica, que indicará as melhores práticas de acordo com as potencialidades e limitações de cada paciente. Uma equipe interdisciplinar oferece atendimentos ambulatoriais em geriatria, neurologia, nutrição, o d o nto l o g i a , dermatologia, psicologia, serviço social, enfermagem, terapia ocupacional e fisioterapia. “Com esse trabalho, nós diminuímos a quantidade de internação hospitalar e uso de

400

idosos são atendidos na UGG

medicamentos. Nosso foco é a prevenção de doenças e a independência do idoso. Não é questão de viver mais e sim de manter a qualidade de vida”, explica o Chefe da UGG, Tenente Médico Ricardo Lopez Alanis. A assistente social da UGG, Tenente Helana Mara Tavares Fernandes, acompanhou o projeto da Unidade desde o início. “Isso aqui é uma realização profissional e pessoal para mim. É muito bom poder ajudar pessoas que muitas vezes estavam deprimidas ou sem atividades, aumentando a qualidade de vida delas”, diz. Atualmente, a iniciativa é reconhecida por outras instituições que recebem os profissionais da UGG para palestras e troca de experiência em saúde e bem estar dos idosos.

e bordados. É uma distração, além de fazer bem à nossa saúde e sem contar na equipe de excelência que nos atende”, conta Ely Mariz Ribeiro. O prédio da Unidade possui 1.156m² de área construída, composta por cinco consultórios, três salas de atividades lúdicas, um salão multiuso e uma piscina aquecida.

Venceu a depressão na UGG Foi na oficina de artesanato da UGG que Maria Gonçalves de Lima Almeida começou a vencer a depressão. O reconhecimento pelo bordado feito na primeira aula fez com que ela se sentisse valorizada e não abandonasse mais as atividades. “Meus filhos e netos sentiram a mudança depois que passei a frequentar a UGG. Antes eu era calada, me sentia inútil, sem vontade de viver. Hoje converso com todos, aproveito mais e me sinto valorizada, principalmente pelos profissionais daqui. Essa é a fase mais feliz da minha vida”, revela.

FOTOS: SGT JOHNSON / CECOMSAER

Os beneficiários contam com uma equipe interdisciplinar que oferece atividades em diversas áreas

As atividades na UGG acontecem de segunda a sexta-feira. Na programação, os beneficiários contam com grupos de convivência como o Aconchego – de atendimento psicológico. Outro destaque é a oficina de artesanato Tecendo Saúde. “Aqui, a gente faz de tudo um pouco: pano de prato, sacola para presente


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ENTRETENIMENTO

Jogo dos sete erros

Encontre os nomes das Unidades da FAB

Confira o resultado da edição anterior: X X X

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NOTAER - Outubro de 2014  
NOTAER - Outubro de 2014  

Operações da FAB utilizam altas tecnologias

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