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RESPONSABILIDADE
C
om a experiência de já ter participado de duas edições dos Jogos Mundiais Militares, o Sargento Francisco Luciano Portela Batista, 36, da Força Aérea Brasileira (FAB), será o “xerifão” na zaga da seleção brasileira. Atual tricampeã no continente, a equipe conquistou, no ano passado, a primeira colocação na Copa das Américas do Suriname, torneio válido como seletiva para os Jogos Mundiais. “O condicionamento físico será um grande diferencial. No torneio no Suriname, por exemplo, enfrentamos duas prorrogações e o time terminou as partidas inteiro, com todos os jogadores correndo até o final. Outro ponto de destaque é o entrosamento em campo”, analisa o militar. O zagueiro da seleção brasileira militar iniciou a carreira como jogador do Fortaleza, aos 16 anos. Dois anos mais tarde, profissionalizou-se
no Ceará. Ele fez parte do grupo que disputou a final da Copa do Brasil, em 1994, tornando-se vice-campeão. Antes de iniciar a vida militar, o sargento atuou pelo Cruzeiro (MG), Nacional (AM) e Tuna Luso (PA). Especialista em Subsistência, o jogador ingressou na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), em 1999. A oportunidade para integrar a equipe de futebol da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) surgiu em uma das competições da Escola de Especialistas, em 2003. O atleta já participou de duas edições dos Jogos Mundiais: em 2005, na Alemanha, e em 2007, na Índia. Para ele, os principais adversários do Brasil serão as seleções do Egito e de Camarões. “Muitos jogadores dessas equipes atuam no futebol profissional europeu”, afirma.
Rio 2011
Sargento da FAB, zagueiro aposta no entrosamento da equipe para a conquista do título no futebol
O Sargento Francisco Portela Batista, ao centro, será o “xerifão” da zaga do Brasil
MEMÓRIA
Ex-atleta da Força Aérea foi um dos pioneiros a representar o Brasil
Rio 2011
“C
O Suboficial Abcélvio Rodrigues representou o país em duas Olimpíadas
hovia muito no dia da competição. A expectativa era brigar por medalhas, mas acabei ficando na quinta posição no salto triplo”, recorda o Suboficial Abcélvio Rodrigues, 54, ao falar de sua participação na primeira edição dos Jogos Mundiais Militares, realizada em Roma, na Itália. A competição aconteceu em 1995. O suboficial conheceu o atletismo quando ingressou na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), em 1976. Desde então, a carreira do atleta militar decolou. Tornou-se um dos melhores na modalidade. Conquistou 11 vezes o campeonato brasileiro militar no
salto triplo e sete vezes no salto em distância. Foi também campeão mundial de salto triplo em 1987, no XXXIII RD Track and Field Military, realizado em Warendorf, na Alemanha. A melhor marca de Abcélvio na carreira de esportista foi de 17,04 m no salto triplo, obtida na 4ª Copa das Américas, realizada em Bogotá, Colômbia, no ano de 1989. “Nos Jogos Militares da Itália já tinha passado o auge da minha performance, que ocorreu entre os anos 81 e 91. Portanto, o rendimento não foi o esperado.” O suboficial representou ainda o país nas Olimpíadas de 1984 (Los Angeles) e 1988 (Seul).
ATLETAS DA FAB - Paraquedismo Nome: Diego Gabriel da Silva Idade: 31 anos Posto: Capitão Aviador
Nome: Cássia Bahiense Neves Idade: 27 anos Graduação: Terceiro Sargento