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Aeronáutica lança 90 balões todos os dias para monitorar o clima

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SGT JOHNSON / Agência Força Aérea

o solo, ele parece ser pequeno: 1,5 metros de diâmetro. Mas após subir e atingir alturas entre 25 e 30 quilômetros, a baixa pressão atmosférica permite o balão se expandir e ficar até oito vezes maior. Todos os dias, 90 destes balões são lançados a partir de 45 pontos do território brasileiro, desde grandes cidades, como São Paulo, até a Ilha da Trindade, no meio do Atlântico, para monitorar o clima. “É um procedimento padronizado no mundo inteiro”, conta o Tenente-Coronel Paulo Roberto Bastos, do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA 1), em Brasília (DF). O trabalho realizado pela Aeronáutica permite fornecer dados precisos para os órgãos de controle de tráfego aéreo. Com eles, é possível prever as futuras condições climáticas e garantir a segurança da aviação. Cada balão leva uma sonda Väisala RS92, de fabricação finlandesa, capaz de captar e transmitir dados sobre temperatura, pressão, umidade, direção e velocidade do vento nas diversas camadas da atmosfera. Após uma hora e quinze minutos de voo, o balão se rompe e o equipamento de aproximadamente 300g desce devagar, com o uso de um paraquedas. De acordo com o Tenente-Coronel Bastos, os voos desses balões não causam riscos para as aeronaves. “Existe uma coordenação com os órgãos de controle”, explica. Já a sonda Väisala é descartável: se encontrada, deve ser jogada no lixo reciclável. Aerovisão

Jul/Ago/Set 2015

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AEROVISÃO nº 245 jul/ago/set - 2015  

Mais que um caça

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