AEROVISÃO nº 244 Abr/Mai/Junho - 2015

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Tecnologias de comunicação via satélite permitem a localização de aeronaves, embarcações e pessoas. Conheça o COSPAS-SARSAT, uma das ferramentas utilizadas pelo sistema de busca e salvamento do Brasil para cobrir uma área de 22 milhões km² EVELLYN AbELHA

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Força Aérea Brasileira fez o contato visual com a embarcação, às 17h45 do dia 30 de janeiro. O avião de busca se manteve na área até as 23h20, quando o navio pesqueiro Ouled Si Mohand chegou à área. Em seguida, o Navio Patrulha Macau, da Marinha do Brasil, fez o resgate do tripulante. “Fui resgatado em menos de 24 horas depois que o sinal de emergência de minha embarcação foi emitido. Os pilotos da Forca Aérea pensaram muito rápido e colocaram uma outra embarcação próximo a mim até que o navio da Marinha fosse enviado para me resgatar. Se o Brasil não tivesse

esse sistema, eu não teria sobrevivido”, conta Ebrahim. O acidente não terminou em tragédia graças a um sistema de busca e salvamento por satélites presente em várias partes do mundo e acionado por meio de um equipamento que emite sinais de emergência, utilizado tanto em embarcações como em aeronaves. No Brasil, esse sistema é operado pela FAB e funciona 24 horas a serviço da população nacional e também de estrangeiros que estejam na área de responsabilidade de busca e salvamento brasileira: 22 milhões de quilômetros quadrados. Aerovisão

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Arte / CECOMSAER

ponto amarelado em meio à escuridão é uma foto real, feita pela tripulação de uma aeronave P-3AM da Força Aérea Brasileira. O ponto amarelado isolado nas águas do Oceano Atlântico mostra um pouco da situação vivenciada pelo holandês Ebrahim Hemmatnia. Ele estava sozinho, à deriva, em sua embarcação de apenas seis metros de comprimento a 810 quilômetros de Fortaleza, no meio do oceano Atlântico. Naquele dia, o veículo anfíbio foi atacado por tubarões e, com danos no leme, ficou sem controle. Já se aproximava da hora do pôr do sol quando um avião P-3AM da