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Gestão Ambiental

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna*

A administração com consciência ecológica responsabilização por danos ambientais. O problema é que, segundo pesquisa da Symnetics, com empresas de faturamento entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões, planos estratégicos da empresa, como a Política Ambiental, acaba ficando mais na cabeça da alta administração, que não consegue passar o recado para os seus subordinados. E até mesmo na alta administração das companhias, há quem não saiba traduzir a mensagem do Presidente. A pesquisa apontou que 5% da alta administração não sabe qual a visão de futuro da empresa. Descendo na estrutura hierárquica, a miopia se acentua. O estudo indica que 14% da média gerência sequer entende o planejamento da empresa e 48% tem uma compreensão mediana. No nível operacional, a situação é ainda pior. A pesquisa constatou que 38% dos operár ios não têm idéia de quais sejam as metas futuras da organização e 43% têm uma vaga idéia do que se trata. A solução é investir em programas de conscientização e sensibilização dos funcionários para as políticas da empresa, especialmente a ambiental, já que consciência ambiental não se dá por portaria ou de cima para baixo, mas de dentro para fora. Neste sentido,

"Nós não herdamos a terra de nossos pais, mas a pegamos de empréstimo de nossos filhos." - Henry Brown questão ambiental é uma realidade que chegou definitivamente às empresas moder nas. Deixou de ser um assunto de ambientalistas ‘ecochatos’ ou de românticos, para se converter em SGA (Sistema de Gestão Ambiental), PGA (Programa de Gestão Ambiental), ISO 14.001 e outras siglas her méticas. E não se trata de um tardio despertar de consciência ecológica dos empresários e gerentes, mas uma estratégia de negócio, por que pode significar vantagens competitivas ao promover a melhor ia contínua dos resultados ambientais da Empresa; minimizar os impactos ambientais de suas atividades; tornar todas as operações tão ecologicamente corretas quanto possível. Com isso, a empresa ecológica estará se antecipando às auditor ias ambientais públicas além de promover a redução de custos e r iscos com a melhoria de processos e a racionalização de consumo de matérias-pr imas; diminuição do consumo de energia e água e redução de riscos de multas e

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não basta implantar uma boa Política Ambiental ou obter a ISO 14.001. É preciso, antes, estimular e sensibilizar os funcionários, prestadores de serviços e fornecedores a desejarem ‘ecologizar’ o trabalho, não por que a direção da empresa quer ou determinou, mas por que a adoção de pr incípios ambientais pode ser uma oportunidade para que os trabalhadores possam dar uma contribuição concreta, em seu próprio ambiente de trabalho, para a melhoria das condições do Planeta. Mais que uma exigência da Direção, portanto, é uma oportunidade da qual os trabalhadores poderão se orgulhar junto a sua família e à comunidade, ao se revelarem os resultados positivos do trabalho ambiental desenvolvido na empresa. Neste sentido, vale a pena todo o esforço da Empresa para sensibilizar e mobilizar seus funcionários, tais como palestras com ambientalistas, distribuição gratuita de assinaturas de jornais especializados em meio ambiente, encontros com escritores para autógrafos a livros com tema ambiental, distribuição de boletins por intranet ou fotocópia com infor mações sobre a Política de Gestão Ambiental, entre outras iniciativas. Uma delas pode ser a distribuição dos Dez Mandamentos Ambientais (veja na página 10).

O livro ADMINISTRAR COM CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA está à vendas nas livrarias das Paulinas em todo o Brasil, ou podem ser encomendados pelo telefone grátis 0800 7010081 ou pelo site http:// www.paulinas.org.br/livirtual/ plMostraProdutos.aspx?idProduto=7311 A UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE também disponibiliza o conteúdo deste livro através de Curso à Distância, com direito à Certificado. Veja mais informações emhttp:// www.jornaldomeioambiente.com.br/ JMA-cursouff.asp

(*) Vilmar é escritor e jornalista, editor do Jornal do Meio Ambiente e Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente vilmarberna@jornaldo meioambiente.com.br

Expediente - www.jornaldomeioambiente.com.br/JMA-Expediente.asp Organização da Sociedade Civil - OSC, sem fins lucrativos, CNPJ: 05.291.019/0001-58 Inscrição estadual e municipal: isentas - sede à Trav. Gonçalo Ferreira, 777 - Casarão da Ponta da Ilha, Bairro Jurujuba, Niterói, RJ Brasil - Telefax: (21) 2610-2272 / Presidente do conselho diretor: Sérgio Ricardo Ferreira Harduim, biólogo e Educador Ambiental e Superintendente executivo: Vilmar Sidnei Demamam Berna - site www.rebia.org.br

NAL DA REBIA CENTRO-OESTE, JORNAL DA REBIA NORDESTE e JORNAL DA REBIA NORTE. VEÍCULOS na Internet: PORTAL DO MEIO AMBIENTE e NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE. Veículo impresso associado: JORNAL DO MEIO AMBIENTE. FÓRUNS LIVRES DE DEBATES AMBIENTAIS DA REBIA • REBIA NACIONAL - rebia-subscribe@ yahoogrupos.com.br - Moderador: Fernando Guida - (lffguida@yahoo.com.br) • REBIA CENTRO-OESTE - rebiacentrooestesubscribe@yahoogrupos.com.br - Moderador: Eric Fischer - ericfischer@uol.com.br • REBIA NORDESTE - rebianordestesubscribe@yahoogrupos.com.br - Moderadora: Liliana Peixinho - liliana@ amigodomeioambiente.com.br • REBIA NORTE - rebianorte-subscribe@ yahoogrupos.com.br ; Moderador: Evandro Fereira (evandroferreira@yahoo.com ) • REBIA SUDESTE - rebiasudestesubscribe@yahoogrupos.com.br - Moderadores: Tatiana Donato Trevisan (tatitrevisan@ yahoo.com.br ), Alex Sandro dos Santos alexmeioambiente@hotmail.com e Juliano Rara-

MISSÃO DA REBIA: socializar informações, experiências e ações ligadas à questão ambiental promovendo sua qualificação e fortalecimento no Brasil. Fundador da REBIA e Editor Geral: Escritor e jornalista Vilmar Sidnei Demamam Berna (Reg. Prof. 14.562 L65 Fl 62v MT-RJ), ganhador do Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente - vilmar@rebia.org.br Telfax: (021) 2610-2272 VEÍCULOS DA REBIA: impresso de circulação nacional: REVISTA DO MEIO AMBIENTE; impressos regionals: JORNAL DA REBIA SUDESTE, JORNAL DA REBIA SUL, JOR-

milho juliano.raramilho@gmail.com • REBIA SUL - rebiasul-subscribe @yahoogrupos.com.br Moderador: pizzi@maternatura.org.br pizzi@maternatura.org.br GRUPOS DE PROJETOS DA REBIA - VOLUNTÁRIOS AMBIENTAIS - redenacionaldevoluntariosambientais-subscribe@ yahoogrupos.com.br - Moderadora: Lucília mariafillo@uol.com.br ; CLUBE DE AMIGOS DO PLANETA - redenacionaldeamigosdoplanetasubscribe@yahoogrupos.com.br - Moderador: Maurício Aquino veterinario@mauricioaquino.com.br Conselho Gestor da REBIA e membros do Conselho Editorial dos Veículos - AMYRA EL KHALILI (ongcta@terra.com.br ); ANDRÉ TRIGUEIRO, ARISTIDES ARTHUR SOFFIATI, CARLOS ALBERTO ARIKAWA, DAVID MAN WAI ZEE, FLÁVIO LEMOS DE SOUZA, LUIZ FERNANDO FELIPPE GUIDA - presidente do Conselho Deliberativo da REBIA (lffguida@yahoo.com.br), RICARDO HARDUIM Presidente da Diretoria Executiva da REBIA (harduim@prima.org.br ), ROGÉRIO RUSCHELL.

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Importante - Os veículos da OSC REBIA e associado aceitam apoios, parcerias, patrocínios, colaborações de Empresas, OSCs, Governos, mas não aceitam condicionamentos ou interferência na linha editorial ou na pauta. Os veículos da OSC REBIA e associado aceitam publicidade na forma de matérias jornalísticas, mas irá sinalizá-las ao leitor com borda especial, corpo diferenciado do restante do Jornal e selo de "Matéria Especial". Os veículos da OSC REBIA e associado garantem espaço, com o máximo de isenção possível, a ambientalistas, empresas, governos e a todos que necessitem democratizar informação ambiental, sem distinção ideológica, cabendo ao leitor fazer o seu julgamento, assegurando-lhe também espaço para a Opinião do Leitor. As idéias veiculadas nos veículos da OSC REBIA e associado e no PORTAL não refletem necessariamente as opiniões do Editor ou de seu Conselho Editorial. Os veículos da OSC REBIA e associado não se responsabilizam por opiniões e informações quando emitidos em artigos e colunas assinados e qualquer pessoa ou instituição que se sentir prejudicada, tem o direito, democrático, e legal, do contraditório.


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Denúncia

Biopirataria leva US$ 2,4 bilhões do país

Fonte: Kaxiana - Agência de Notícias da Amazônia (www.kaxi.com.br )

que todo o país já sabia foi confirmado em números pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em auditoria que realizou sobre os problemas ligados à biodiversidade

no Brasil. Pela auditoria do TCU, a economia brasileira sofre anualmente uma sangria que pode ultrapassar a cada dos US$ 2,4 bilhões em decorrência da biopiratar ia de matér ias-pr i-

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mas extraídas de todo o terr itório nacional, particularmente da Amazônia. Segundo divulgou a Agência Estado, a audit o r i a d o Tr i b u n a l d e Contas constatou que as causas da biopirataria se deve principalmente ao fato das fronteiras brasileiras se encontrarem escancaradas, sem controle da saída da biodiversidade, que pode gerar produtos patenteados no exterior. O TCU também apontou como causas a fragilidade na fiscalização de portos e aeroportos, bem como nos 16,8 mil quilômetros de fronteira com os países vizinhos. No relatório de sua auditoria, o tribunal fala da ação sutil dos biopiratas, pois os traficantes chegam a levar material genético na própr ia roupa. “É difícil evitar o problema apenas por meio de fiscalização”, diz o texto da auditoria. O t r i b u n a l a d vo g a que uma das soluções para enfrentar o problema da biopirataria seria

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o incentivo ao estudo e d e s e nvo l v i m e n t o d e produtos der ivados da biodiver sidade dentro do Brasil. Mas isso se tor na difícil porque o acesso dos pesquisadores aos recursos naturais é dificultado pela legislação. O mercado mundial de medicamentos, por e xe m p l o, m ov i m e n t a por ano US$ 300 bilhões e cerca de 40% dos remédios derivam da biodiversidade, com um quinto deles sendo extraído do Brasil, onde estão mais de 20% das espécies que dão or igem às fórmulas medicinais. Em seu relatór io, o Tr ibunal de Contas da União propõe um conjunto de recomendações ao governo federal, que tem, pela legislação, o prazo de dois meses para adotar providências em relação aos problemas da biopirataria. O próximo passo, segundo lembrou o TCU, será a aplicação de sanções aos gestores públicos acusados de incúria ou omissão.


Responsabilidade Social

Programa Escola Verde vai atender 10 mil estudantes da rede municipal por ano

Da Redação da Revista do Meio Ambiente

Créditos: VB

om o objetivo de contribuir para a conscientização socioambiental, o Grupo Bayer lançou no dia 30 de agosto o projeto EscolaVerde. A iniciativa prevê visitas de estudantes e professores da rede municipal a uma área verde de mais de 170.000 m² ao lado do Complexo Industrial da Bayer, em Belford Roxo (RJ). O projeto é uma parceria do Grupo Bayer com a Ong Reciclaverde, Helio Alonso Turismo, as Faculdades Integradas Helio Alonso (FACHA) e a Prefeitura de Belford Roxo, através da Secretaria Municipal de Educação. O projeto EscolaVerde foi idealizado pela Bayer em conjunto com a Ong Reciclaverde e a Helio Alonso Turismo para promover a educação ambiental no município. Segundo o diretor industrial do Complexo Industrial, Flavio Abreu, o patrocínio da Bayer ajudou a consolidar a iniciativa, oferecendo também o espaço para as atividades extra sala de aula.“Nossa proposta é ampliar a atuação da Empresa nessa área, proporcionando também maior interação com a comunidade local”, disse. A proposta é atender mais 5 mil crianças e adolescentes ainda em 2006 e 10 mil/ano a partir de 2007. Uma trilha ecológica de 1.400m, ao lado do Complexo Industrial, foi especialmente preparada para o projeto Escola Verde. Durante o trajeto, os estudantes participam de plantio de mudas e recebem orientações sobre o Meio Ambiente. Segundo o biólogo Paulo Sérgio Chagas, da Ong Reciclaverde, a importância da produção, destinação e reciclagem do lixo doméstico também é muito enfatizada no projeto. “Os estudantes apren-

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A Escola Verde ajuda a plantar a consciência sócioambiental nos estudantes de escolas municipais de Belford Roxo (RJ).

dem a separar o lixo e a reaproveitar os resíduos recicláveis, transformando-os em artesanato, por exemplo”, contou.“Também mostramos a possibilidade de geração de renda com essa atividade”, disse. Para o coordenador pedagógico da Helio Alonso Turismo, Helio Barbosa, a idéia é que os estudantes voltem para as suas atividades conscientes do papel de cada um para a preservação ambiental. “Dessa forma vamos incentivar que eles levem esse conhecimento para suas casas, escolas e a comunidade em geral”, declarou.

“A Secretaria Municipal de Educação busca um ensino de qualidade e tem estabelecido importantes parcerias para atingir este objetivo, em especial com a Bayer”, afirmou a secretária de Educação de Belford Roxo, Maises Rangel Sueth. “A Escola Verde contribui para que os alunos de nossa rede sintam-se integrantes e agentes transformadores do Meio Ambiente”. O projeto Escola Verde é realizado duas vezes por semana, às terças e quintas, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os estudantes visitam a trilha ecológica e depois no Bayer Esporte Clube assistem

filmes sobre o reaproveitamento do lixo doméstico e têm aulas sobre Meio Ambiente, Saúde, Ecologia e Cidadania. Também vão conhecer uma exposição de artesanato feito a partir de materiais reciclados e participar de uma divertida gincana ecológica. No encerramento, eles recebem como brinde um jogo de tabuleiro com mais de 200 perguntas sobre Meio Ambiente, Ciências e Biologia. O projeto inclui ainda o traslado da escola para o Complexo Industrial, providenciado pela Secretaria de Educação, e lanche para todos os participantes.

mente 93 mil colaboradores. No Brasil, sua história está completando 110 anos em 2006. São mais de 2.400 profissionais trabalhando entre as divisões: Bayer HealthCare (Cuidados com a Saúde), Bayer CropScience (Agronegócios) e Bayer MaterialScience (Materiais Inovadores). Inaugurado em 1958, o Complexo Industrial de Belford Roxo

ocupa uma área de cerca de 2 milhões de m² e oferece diferenciais significativos, que incluem um moderno fornecimento de energia elétrica, gás natural, água potável e de processo; oxigênio; nitrogênio; gases especiais; vapor e ar comprimido, todos com elevado nível técnico e padrões internacionais de segurança. Anualmente, o Complexo Industrial da Bayer produz cer-

ca de 110 mil toneladas entre produtos fitosanitários para proteção das plantas e matérias-primas básicas para poliuretanos (isocianatos e polióis).

Grupo Bayer Fundado em 1863, na Alemanha, o Grupo Bayer consolidouse como uma das mais importantes e respeitadas indústrias internacionais, oferecendo ao mercado uma ampla gama de produtos e serviços que abrange os campos da Saúde, Agronegócios e Polímeros. Possui atividades nos cinco continentes, com mais de 350 empresas e representações, e aproximada-

Mais informações informações: Eckart-Michael Pohl (11) 5694-5030 e Mario André Bezerra (21) 21890556 / (21) 2189-0201

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Comportamento

Reciclagem não garante consciência ambiental

Por Market Analysis Brasil www.marketanalysis.com.br

coleta seletiva está muito próxima de se tornar uma realidade efetiva para muito dos brasileiros moradores de grandes capitais como Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Salvador e São Paulo, mas, no entanto a consciência ambiental da população não tem crescido na mesma intensidade. Pesquisa realizada pela Market Analysis Brasil aponta que 78% das pessoas entrevistadas nessas capitais disseram ter acesso ao serviço de coleta seletiva em seu bairro, e 72% delas afir mam que participar de programas de coleta seletiva faz com que se sintam menos culpadas pelo impacto que o seu próprio lixo causa ao meio ambiente. Entretanto a falta de esclarecimentos sobre o tema se torna nítida quando somente 23% das pessoas afirmam ter conhecimento do destino dado ao lixo após a coleta. Quanto à decomposição do lixo, apenas 27% têm conhecimento sobre os tipos de lixo que podem se decompor naturalmente.

E qual é o papel esperado das empresas na defesa ambiental? Questionados sobre a atuação das empresas quanto aos esforços em prol de um meio ambiente mais saudável, 44% dos entrevistados reprovam a conduta adotada por elas, e além disso esperam que o valor pago nos produtos deva cobr ir os danos causados ao meio ambiente, o que não quer dizer que estão dispostos a pagar mais por isso.

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Hoje, sete em cada dez consumidores acreditam que o preço pago pelos produtos adquiridos já deveria cobrir os custos dos danos que essas mercadorias causam ao meio ambiente e a natureza. Quando sondados sobre a disposição a pagar um percentual adicional para garantir um destino ambiental responsável aos produtos, mais da metade não toleraria sequer 5% de aumento no preço final. O brasileiro assume um discurso crítico quando o assunto é poluição e impacto ambiental, mas apesar disso não assume para si a responsabilidade pela mudança. A esperança de solução para os problemas ambientais recai - ainda - sobre os avanços da ciência. A prática de reciclagem do lixo é vista como um “desencargo de consciência”, o compromisso está apenas em separar o que é reciclável do que não é. Depois da coleta o entrevistado não toma conhecimento do tratamento e do destino que é dado aos materiais. Um percentual muito baixo de pessoas que reciclam o lixo sabem exatamente o tipo de lixo que pode se decompor natural-

Alternativas para lidar com a poluição Quando o assunto é poluição ambiental as opiniões dos entrevistados estão bastante divididas: 43% acreditam que a solução dos problemas está fora do alcance da ação individual, geralmente colocando fé em que novas tecnologias irão resolver a maior ia dos desafios ambientais. Esses dados revelam um sentimento de impotência e uma característica passiva dos brasileiros, que ainda possuem uma crença muito forte na ciência.

mente no seu próprio tempo. Ficha técnica: Pesquisa por amostragem com 500 adultos (18+ anos) entrevistados em 5 capitais brasileiras: Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Salvador

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Enviado por Scritta Serviço de Imprensatel.: 11/5561-6650 / e-mail.: yolanda@scr itta.com.br / www.scritta.com.br

Gráfico 1 – Consciência ambiental.Fonte: Market Analysis Brasil.

Gráfico 2 – Solução para os problemas da poluição. Fonte: Market Analysis Brasil.

Gráfico 3 – Disposição em pagar mais caro por produtos ambientalmente responsáveis. Fonte: Market Analysis Brasil.

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e São Paulo. Julho de 2005. Margem de erro= ±4,38%. Market Analysis Brasil.

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Gestão Ambiental Por Vilmar Sidnei Demamam Berna*

Dez Mandamentos Ambientais nomeação periódica de um ‘campeão ambiental’ para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.

Nossa espécie tem usado mais a capacidade de modificar o meio ambiente para piorar as coisas que para melhorar. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência. Reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

5 - Não Desperdice Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo.Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia elétrica. Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere o trabalho à distância, quando apropriado, permitindo que funcionários trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o trabalho.

1 - Estabeleça princípios ambientalistas Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas. 2 - Faça uma investigação de recursos e processos Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo de esforço humano.A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício. 3 - Estabeleça uma política ecológica de compras Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.

6 - Evite Poluir Seu Meio Ambiente Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o

uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se que o óleo dos veículos está sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos. 7 – Evite riscos Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências. 8 - Anote seus resultados Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas. 9 – Comunique-se No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro. 10 - Arranje tempo para o trabalho voluntário Não adi-

* Vilmar é escritor e jornalista, homenageado pela ONU com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente, edita a Revista, o Portal e o Jornal do Meio Ambiente. É fundador e superintendente executivo da REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental.

Comentários dos Leitores “Tenho certeza que os empresários deste pais, em todas as áreas, têm condições de mudar os rumos da nossa qualidade de vida. O incentivo as empresas em economizar, em não provocar desperdícios é, sem dúvida, a saída já que se trata de dinheiro que serão economizados. Já pensou se os 10 MANDAMENTOS fossem adotado pela classe empresarial! Estaríamos no paraíso.” - José Arudi Azevedo dos Santos reciclo-fsa@ bol.com.br “Fiquei muito contente no mestrado quando a professora encerrou a aula sobre o meio ambiente com “os dez mandamentos ambientais. Gostaria de compartilhar contigo esta noticia. Parabéns!” - Tania Suckow (taniasuckow @yahoo.com.br)

4 - Incentive seus colegas Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a 10 - REVISTA DO MEIO AMBIENTE - EDIÇÃO 002 - SETEMBRO - 2006

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anta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta.Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.

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Política Ambiental Por Gisele Neuls

Ambientalistas discutem plataforma ambiental mínima para candidatos à Presidência

mbientalistas de todo o Brasil estiveram reunidos de 4 a 6 de setembro em Brasília para formular um documento contendo uma plataforma ambiental mínima para as políticas públicas nos principais temas relacionados à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável, para ser entregue aos candidatos à Presidência da República. A atividade fez parte da iniciativa Brasil e seus rumos, que reúne entidades como o Instituto centro deVida (ICV), Ecoa – Ecologia e Ação, Instituto Socioambiental, Núcleo Amigos da Terra / Brasil, Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), entre outras, comprometidas em promover o envolvimento e o apoio dos diversos fóruns e coletivos da sociedade civil onde atuam de forma a ampliar a participação neste processo de discussão dos rumos do país. Sergio Guimarães, coordenador do ICV, afirmou que a iniciativa busca estimular que as políticas públicas possam ser mais sustentáveis no próximo governo, além de ampliar a participação da sociedade nos vários setores da política nacional. “Há um desequilíbrio na formulação dessas políticas que se reflete num desequilíbrio social”, pondera Guimarães. “Acreditamos que esse trabalho contribui para que as políticas públicas possam ser formuladas de uma forma mais eficaz, com mais retorno para a sociedade e com sustentabilidade para o meio ambiente”. Segundo o coordenador do ICV, é preciso ampliar as formar de participação da sociedade na formulação das políticas brasileiras, o que vai além da atuação de entidades da sociedade civil em espaços colegiados como o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). “Existe uma série de programas e políticas setoriais que não são tratadas no âmbito do Conama, por exemplo. A nossa

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proposta é de que essas outras políticas também tenham sua dimensão de sustentabilidade, participação da sociedade, controle social e transparência”, aponta Guimarães. A iniciativa Brasil e Seus Rumos tem elaborado uma série de textos para discussão e reflexão dos cenários e políti-

cas brasileiros, sob a perspectiva da sustentabilidade. A reunião de várias entidades ambientalistas para a iniciativa também tem o objetivo de definir de uma estratégia de ação para que as organizações trabalhem de forma articulada. Fazem parte dos debates o cumprimento do Protocolo de Kyoto, os cri-

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térios sócio-ambientais para a expansão da produção de biocombustíveis, as fronteiras agrícolas no cerrado e na Amazônia e a polêmica transposição do Rio São Francisco. Mais informações: www. riosvivos.org.br. Fonte: http:// www.icv.org.br


Artigo Por Cristovam Buarque

A Internacionalização do Mundo dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, possa ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro dever ia ter sido internacionalizado. Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua histór ia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a

ui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia, durante um debate, nos Estados Unidos. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha. De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um

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Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes trata-

rem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa. Este artigo foi publicado também no Correio Braziliense em outubro de 2000. O debate a que se refere o senador aconteceu em setembro do mesmo ano em um hotel de Nova York. Para outras informações, favor escrever para neblina@senado. gov.br Fonte: http://www. cr istovam.com.br/ ?page=lernoticia& idmateria=473&idcanal=4

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Política Ambiental Por Renato Guima e Roberto Rocco

PV quer faxina política do nas investigações da CPI dos Sanguessugas, que fecha o cerco à venda superfaturada de ambulâncias, o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) é um dos que mais trabalham pela necessária faxina política nacional. "Sobram poucos com quem conversar", lamenta Gabeira, referindose aos colegas de Congresso. "Mas não basta trocar apenas os nomes dos políticos, é preciso mudar as idéias e o comportamento ético", diz Roberto Rocco, dirigente estadual do PV. Segundo ele, os verdes procuram fazer a sua parte apresentando uma lista de 62 candidatos, no Estado do Rio, tendo à frente o nome de Alfredo

PartidoVerde encara as próximas eleições como uma oportunidade para a renovação política no país e, ao mesmo tempo, a chance do crescimento da legenda. Presente em mais de 130 países, os verdes ainda são minoria no Brasil e enfrentam os obstáculos impostos pela cláusula de barreira. Pela legislação eleitoral, o PV precisa ter cerca de cinco milhões de votos para deputado federal em todo o país, em outubro, a fim de se manter no cenário político. Hoje, o PV tem sete deputados federais e quer dobrar a bancada para encarar com ânimo renovado a reforma política. Mergulha-

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Mensagem ao eleitorado Prezado(a) eleitor(a), O voto é um direito conquistado pelo povo à custa de muito sacrifício. Por isso mesmo é o princípio basilar da democracia. É a oportunidade que você tem de se manifestar quanto à aprovação do seu candidato, quanto a sua competência e suas propostas. É a maneira pela qual você expressa livremente a sua vontade política. É o momento em que você faz a sua escolha. E sua escolha deve ser a melhor, firme e valiosa, ou seja, seu voto tem um valor tão grande que não pode ser medido nem calculado. Portanto, não o troque por absolutamente nada. Seu voto é o que sinceramente diz a sua consciência. Portanto, antes de votar é importante que: Conheça seu candidato. E para conhecê-lo, procure saber de sua vida, sua família e seus amigos, seu trabalho, seus pensamentos, sua honorabilidade, seu caráter, os princípios que norteiam sua vida, os seus ideais, seu espírito público. Conheça suas propostas e seus projetos. Conheça as propostas do seu partido político e veja se tem correspondência com seu perfil. Perceba a sinceridade de seus propósitos. Pergunte a quem o conhece e depois de tudo, pense com serenidade e tire suas sinceras conclusões. A condição do fortalecimento da democracia encontra-se na politização das pessoas, que devem deixar de exercer uma cidadania passiva, do individualismo, para se tornarem mais participantes diretos e conscientes da coisa pública. Vote certo! Dê ao voto o valor de sua vida! Carlos Grand Candidato a Deputado Federal pelo PV – Niterói, RJ – nº 4318 cgrand@ajato.com.br

Sirkis para o Senado. São 27 candidatos a deputado federal, como Gabeira, e outros 34 a deputado estadual, como o próprio Rocco. "O Estado do Rio sempre teve bons representantes na política nacional, mas, nos últimos anos, a coisa não tem sido bem assim, infelizmente. A política fluminense virou motivo de chacota, como no episódio da anulação da eleição de Campos e, agora, com a bancada federal liderando o ranking dos envolvidos na lista dos sanguessugas. Queremos dar a volta por cima, e os verdes estão aí com uma lista de bons nomes", diz Roberto Rocco, que é presidente do PV carioca e até março era subprefeito do Centro Histórico do Rio. Reforçar a importância do meio ambiente para a saúde, com investimentos em saneamento, é uma das principais bandeiras dos verdes. Durante a campanha, o PV quer mostrar, na TV e nas ruas, que, sem água e esgoto tratados, as doenças se multiplicam, sobrecarregando os postos de saúde e os leitos hospitalares com problemas que poderiam ser evitados. "Esgoto no cano, água na torneira e lixo reciclado são bandeiras ecológicas fundamentais nas cidades", diz Roberto Rocco. Candidato ao Senado, o ex-secretário de Urbanismo do Rio, Alfredo Sirkis, tem acrescentado outra bandeira às lutas dos verdes: a segurança. "A situação de

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insegurança ultrapassou os limites do intolerável. É uma situação que envolve defesa nacional. O estado, sozinho, não tem condições de dar todos os passos necessários. Precisamos de uma polícia de dedicação exclusiva. Precisamos, também, mexer urgentemente em legislações criminais e de execuções penais. É intolerável que assassinos saiam da prisão com um sexto da pena", critica. Para Sirkis, o Rio de Janeiro precisa de um Senador que faça a "defesa apaixonada" de nosso estado: "Temos que fazer como os paulistas, gaúchos, mineiros e nordestinos, que não se cansam de brigar em Brasília pelos interesses da população. Nós, do Rio, preocupados com o futuro do planeta, deixamos de lado as questões do dia a dia e estamos pagando caro por isso, até sem poder sair de casa por causa da insegurança." Com poucos recursos, os verdes têm apostado na internet para divulgar essas idéias e alcançar o número de eleitores necessário para superar a cláusula de barreira. Os candidatos usam as páginas na rede para propagar suas idéias e fazer crescer o partido, sempre com boa aceitação, segundo Roberto Rocco: "O legal é que, nesse mar de lama da política, o PV ainda desperta orgulho e admiração." Mais informações: www.robertorocco.com.br www.sirkis.com.br


ELEIÇÕES 2006 Fonte: Amazonia.org.br 31/08/2006

Lula propõe reduzir desmatamento a média inferior à de seu governo

ara o seu próximo mandato, o presidente Lula propõe em seu programa de governo reduzir as taxas de desmatamento a níveis inferiores aos que foram registrados durante o seu governo. Das ações de meio ambiente de seu programa, esta é a única relacionada somente à Amazônia. O documento é curto, não apresenta um nível de detalhamento acentuado e a maior parte das ações tem caráter genérico e de continuidade, como: consolidar as políticas de gestão de florestas e por biomas; dar continuidade à adequação ambiental das políticas de desenvolvimento e de projetos de infra-estrutura; avançar com a política de uso sustentável e valoração da biodiversidade e dos serviços ambientais. No quesito desenvolvimento regional, o plano de Lula estabelece como pr ior idade a aprovação, pelo Congresso Nacional, da lei que recria a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O plano também promete ‘aperfeiçoar e acelerar’ as implantações do Plano Amazônia Sustentável (PAS) e do Plano de Desenvolvimento Sustentável para a área de influência da BR163. Em relação às rodovias, Lula promete construir a BR163 (PA), BR-158 (MT) e BR364 (AC). As hidrelétr icas de Belo Monte e Jirau e Santo Antônio também integram a lista de ações pr ior itár ias para o próximo mandato. A continuidade do sistema Sivam-Sipam é citada como forma de manter às ações de vigilância e proteção das regiões de fronteira amazônicas. Em relação as comunidades tradicionais, o programa promete ampliar a política de acesso à justiça, por meio do projeto Balcões de Direitos, que presta serviços aos quilombolas, aos grupos indígenas e a comunidades resultantes de assentamentos rurais.

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PROGRAMA DE GOVERNO 2007/2010 - Meio ambiente • Cr iar e consolidar Unidades de Conservação em ambientes terrestres e mar inhos e incentivar a restauração de áreas de preservação. • Consolidar as políticas de gestão de florestas e por biomas, o Plano Nacional de Recursos Hídricos e o combate à desertificação. • Reduzir a taxa de desmatamento anual da Amazônia e demais biomas a níveis médios inferiores aos do período 2003-2006. • Incentivar o uso de tecnologias limpas, por meio de financiamento e desoneração da aquisição de equipamentos, que contribuam para a redução da poluição. • Dar continuidade à adequação ambiental das políticas de desenvolvi-

mento e de projetos de infra-estrutura. • Regulamentar por lei o acesso a recursos genéticos e ao conhecimento tradicional associado. • Avançar com a política de uso sustentável e valoração da biodiversidade e dos serviços ambientais. • Estabelecer em lei a Po-

lítica Nacional de Resíduos Sólidos. • Expandir as ações de educação ambiental, promovendo campanhas de consumo sustentável e economia de energia. h t t p : / / w w w. l u l a presidente.org.br/ programa_governo.php

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Plataforma Ambiental 2006

Fundação SOS Mata Atlântica do mandato colocam-se como desafio para o eleitor consciente. Presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, irão representar o anseio dos cidadãos em seu direito à vida e à busca de equilíbrio entre sociedade e natureza. A Plataforma Ambiental 2006 quer engajar o cidadão participativo nessa luta, chamando-o ao debate sobre as propostas dos candidatos e seu monitoramento nos anos seguintes à eleição. “A SOS Mata Atlântica produz plataformas ambientais desde 1988. A diferença é que a Plataforma 2006 quer a contribuição direta do cidadão. O Congresso nunca esteve tão desgastado e a população precisa se envolver nas propostas políticas, o objetivo é fazer da ONG a fiel depositária dos en-

esse processo eleitoral, trazer o cidadão para o centro do debate sobre as questões ambientais é o diferencial dessa iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica, desenvolvida em conjunto com pesquisadores da UNESP de Rio Claro. Nas páginas seguintes você acompanha detalhes sobre o documento, critérios para avaliar propostas eleitorais e como incluir seu candidato nessa agenda. As eleições deste ano permitem a todos os cidadãos retomarem o debate sobre uma agenda ambiental independente, voltada à luta maior em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida. Monitorar as ações ambientais dos candidatos para as próximas eleições e acompanhar suas práticas ao longo

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caminhamentos da população sobre o compromisso de seus candidatos”, explica o diretor de mobilização da entidade, Mario Mantovani. São variados e amplos os temas desse roteiro para uma análise consciente das propostas, mas eles envolvem a percepção de que o agravamento dos problemas ambientais relaciona-se à desigualdade social e à impunidade. Nesse caso, o desafio é incluir o caráter transversal da sustentabilidade ambiental em todos os níveis de governo, da esfera federal à estadual e municipal. É dever de todos os candidatos a cargos políticos tomar providências para a preservação do que nos resta de recursos naturais, lembrando que a problemática ambiental está inserida no

cotidiano das pessoas: moradia, lazer, saúde, consumo de energia, violência e segurança pública. Acúmulo de lixo, falta de água, tratamento de esgoto insuficiente, enchentes, poluição atmosférica e desmatamento de florestas comprometem a vida e a qualidade ambiental. Para isso, a Plataforma introduz um novo patamar na relação entre desenvolvimento sustentável e regulação das atividades produtivas, agregando serviços ambientais à sustentabilidade dos recursos naturais, diversidade da agricultura à valorização da biodiversidade, entre outras relações possíveis. Fortalecer o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) é também o passo necessário para a adoção desse orientador de políticas públicas para o meio ambiente.

Temas e premissas que todo cidadão deve cobrar do seu candidato Obrigatoriedade no tratamento de efluentes domésticos e industriais Destinação adequada de resíduos sólidos e líquidos Promoção da coleta seletiva Estímulo ao uso de transporte público Valorização do patrimônio cultural e histórico Arborização urbana Áreas Rurais Recuperação e proteção de nascentes e margens de rios, represas e lagos, topos de morros e planícies de inundação Otimização e racionalização do uso e ocupação do solo Estímulos a novas tecnologias e práticas agrícolas – agroflorestas, agricultura familiar, agricultura orgânica Incentivos à regularização fundiária e conservação do solo Controle de erosão Valorização da Reserva Legal Biodiversidade Garantia da proteção da biodiversidade regional Incentivo à criação e manutenção de Unidades de Conservação Incentivo à criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural

Cobertura vegetal Monitoramento/Fiscalização dos remanescentes florestais Recuperação de áreas degradadas Valoração da biodiversidade e dos serviços ambientais Incentivo econômico para quem preservar áreas naturais Combate ao tráfico de animais silvestres Combate à pesca predatória e extração seletiva Promoção de corredores de biodiversidade Água Garantia do acesso a água em quantidade e qualidade Adoção do saneamento e práticas de uso racional da água Preservação das áreas de mananciais Promoção da gestão integrada da água e das florestas Mudanças Climáticas Incentivo à redução do consumo de combustíveis fósseis (gasolina, diesel) Incentivo econômico a energias limpas Áreas Urbanas Exigência de Plano Diretor para todos os municípios

Como acompanhar propostas em andamento e interagir com a Plataforma É necessário que o cidadão acione seu candidato e o integre na política ambiental do País. Para isso, a SOS Mata Atlântica acredita que pode exercer o papel de fiel depositária desse processo, dando espaço a uma intensa integração na iniciativa de fiscalização e intervenção na realidade socioambiental do Brasil.

Agenda Ambiental Voluntária A partir da constatação de que o cidadão tem o dever de fazer uma análise séria do histórico de seus candidatos e o dever de monitorar, acompanhar e cobrar seus representantes durante os mandatos, o

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A entidade abre espaço, portanto, para que o eleitor, depois de procurar o seu candidato e conseguir dele um compromisso com a Plataforma Ambiental, possa formalizar esta adesão através do portal www.sosma.org.br. A adesão será mantida em sigilo e acompanhada depois do processo eleitoral.

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Grupo de Voluntários da Fundação SOS Mata Atlântica elaborou um documento de fácil aplicação e estímulo à reflexão. Confira agora ou acompanhe o documento completo no site www.sosma.org.br


Fundação SOS Mata Atlântica

Teste o compromisso público do seu candidato nalise se o seu candidato observa os pontos enumerados abaixo! O momento é de muita reflexão e responsabilidade. Marque um X para cada iniciativa contemplada pelo plano de governo de seu representante e lembre-se: as necessidades coletivas devem prevalecer e os candidatos, ao se tornarem nossos governantes, têm o dever de transformar em ação aquilo de que necessita a sociedade. E mais, só o espírito participativo do cidadão pode fortalecer a democracia e transformar as dificuldades enfrentadas pelo país. Boa reflexão! 1 - ÁGUA - proteger os mananciais é assegurar a vida ( ) Abastecimento: prover água de qualidade para toda a população, proteção dos mananciais, aumento e melhoria da distribuição, reduzindo vazamentos e desperdícios ( ) Educação: Estimular a educação ambiental em ações que desenvolvam a consciência cidadã na utilização e conservação da água ( ) Proteção: estruturar programas e políticas de utilização e de reutilização da água, como aproveitamento da água da chuva, recuperação de nascentes e uso consciente LEMBRE-SE: 62% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA É ABASTECIDA PELA ÁGUA PRODUZIDA NA MATA ATLÂNTICA 2 - SOLO – “Aquilo que for feito à terra, será feito aos filhos da terra” ( ) Uso e Ocupação Urbana: implementar planos diretores que reorientem a distribuição demográfica e o acesso a emprego, saúde, transporte, áreas verdes, cultura e lazer ( ) Uso e Ocupação Rural: implementar políticas de uso e manejo do solo, estimulando técnicas aliadas à conservação da Mata Atlântica e à formação dos corredores de biodiversidade ( ) Áreas Contaminadas e Degradadas: implantar um sistema de monitoramento, controle e tratamento das áreas contaminadas e recuperação de áreas degradadas SAIBA QUE: NAS REGIÕES ONDE A MATA ATLÂNTICA AINDA ESTÁ DE PÉ, A INCIDÊNCIA DE PRAGAS E DOENÇAS É MENOR. O SOLO FICA PROTEGIDO DE ERO-

SÕES E OS CURSOS D’ÁGUA DO ASSOREAMENTO E CONTAMINAÇÃO 3 – MUDANÇAS CLIMÁTICAS – A poluição causa males diretos ao ser humano ( ) Doenças respiratórias: adotar soluções de controle de gases poluentes que provocam grande incidência de doenças respiratórias, ainda mais no inverno, pelo ar seco ( ) Transportes e indústrias: implementar políticas que obriguem as empresas de transporte público e as indústrias a controlarem a emissão de poluentes no ambiente ( ) Energia renovável: priorizar plataformas de incentivo à pesquisa e à utilização de combustíveis energéticos renováveis, pois minimizam impactos ambientais ATENÇÃO: A MATA ATLÂNTICA É O FILTRO E O REFRIGERADOR NATURAL DO PLANETA TERRA. PRESERVE-A 4 - SANEAMENTO AMBIENTAL – pequenas ações podem melhorar a vida de todos ( ) Resíduos Sólidos: incentivar a redução, reutilização, reciclagem e a correta destinação de acordo com o projeto da política nacional de resíduos sólidos ( ) Saneamento: garantir prioridade na alocação de recursos para afastamento e tratamento de esgoto, buscando tecnologia de baixo custo e soluções descentralizadas ( ) Saúde: viabilizar programas de ações de saneamento nas áreas de baixa renda dos centros urbanos e de integração das políticas públicas correlatas PERCEBA QUE: A MATA ATLÂNTICA É UM BIOMA EXTREMAMENTE FRAGMENTADO, QUE OCORRE EM REGIÃO DE ALTA DENSIDADE POPULACIONAL, IMPRESCINDÍVEL PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS SERES HUMANOS. É FONTE DE NASCENTES QUE ABASTECEM NOSSOS RIOS. 5 - SUSTENTABILIDADE - Desenvolvimento econômico sem prejuízo ao ambiente e às futuras gerações ( ) Florestas – Proteger áreas de remanescentes florestais. Estimular o uso racional dos recursos existentes, respeitar a regeneração natural e fomentar a restauração florestal. ( ) Manejo Sustentável – apoiar

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e garantir a continuidade de políticas públicas de conservação das florestas por meio do manejo florestal e implementação de viveiros. ( ) Relações sociais – privilegiar programas de respeito às tradições, culturas e conhecimentos das comunidades tradicionais do país e valorização dos cidadãos, incentivando o turismo sustentável e garantido a geração de renda. SAIBA QUE: NOSSAS ATITUDES DE HOJE TERÃO CONSEQÜÊNCIA PARA A VIDA DE NOSSOS DESCENDENTES. 6 – BIODIVERSIDADE, PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO - A manutenção e o equilíbrio do homem com o meio ambiente natural, animais e florestas, é a garantia de um planeta saudável para todos ( ) Bioma Mata Atlântica – apoiar iniciativas para proteção da biodiversidade da Mata Atlântica, bem como para criação, fiscalização e manutenção das áreas protegidas públicas ( ) Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – apoiar iniciativas para criação e gestão das reservas privadas ( ) Aspecto Humano – estabelecer um conjunto de ações para o combate à biopirataria a partir de uma legislação apropriada e fiscalização conjunta das áreas de meio ambiente. LEMBRE-SE: A MATA ATLÂNTICA ESTÁ PRESENTE DESDE O CEARÁ AO RIO GRANDE DO SUL, PRESERVALA É RESPONSABILIDADE DE TODOS. 7 – EDUCAÇÃO – Benefício para todos ( ) Investimento: executar programas educacionais ambientais para todos, já que a educação é o instrumento para iniciar o processo de mudança ( ) Profissionais: desenvolver políticas de incentivo para a educação ambiental continuada e de motivação para profissionais da educação ( ) Saúde e cultura: Proporcionar uma reeducação da visão das pessoas, ligando a saúde do planeta à delas próprias, e gerando indivíduos autônomos, curiosos e solidários ATENÇÃO: A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE DEPENDE DE UMA CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA ADQUIRIDA POR MEIO DA EDUCA-

ÇÃO. 8 - QUALIDADE DE VIDA: Responsabilidade de todos ( ) Lazer: possibilitar que todo cidadão tenha direito ao lazer. Incentivar a conservação do meio ambiente e da qualidade de vida das pessoas ( ) Meio Ambiente Urbano: promover a melhor qualidade ambiental das áreas urbanas. Valorizar a arborização urbana. Criar espaços públicos, parques, áreas de lazer e recreação. ( ) Liberdade: defender a vida em todas as suas formas e manifestações. Buscar qualidade e equilíbrio nas relações entre as pessoas e delas com a natureza LEMBRE-SE: QUALIDADE DE VIDA É O DIREITO AO LAZER,AO ESTUDO E AO PLENO EXERCÍCIO DA CIDADANIA. 9 - CIDADÃO: DIREITOS E DEVERES – Sem participação nunca podemos mudar nosso país ( ) Direitos: garantir a continuidade da Conferência Nacional de Meio Ambiente, possibilitando a participação e a mobilização do cidadão ( ) Deveres: manter a transparência nas ações governamentais, ter postura ética em relação ao compromisso com o cidadão e cumprir a legislação ambiental. Para o eleitor: ( ) Participação: Pesquisar o histórico de atuação do candidato, acompanhar as votações das assembléias, trocar informações com outros eleitores, contatar o representante via canais de comunicação disponíveis, antes durante e após as eleições. FIQUE ATENTO: CADA AÇÃO DO GOVERNO DEVE ATENDER ÀS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO, SEMPRE.

Resultado do Teste Se a proposta do seu candidato contemplou 27 pontos desta AGENDA, parabéns!!! Ele está preocupado com você e com as futuras gerações!!! Se a proposta do seu candidato contemplou 15 pontos desta AGENDA, é sinal que ele pode ser considerado pelo menos coerente e sério. Se contemplou apenas 7, reflita melhor. Se não contemplou nenhuma repense o seu voto.

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De olho na Imprensa Por Marilena Lino de A. Lavorato (*)

06/08/2006 – ESTUDO ATESTA AUMENTO DE EMISSÃO DE DIÓXIDO DE CARBONO NO MUNDO

cerca de 30 quilômetros de Beirute. Da central elétrica e seus depósitos saiu uma quantidade de combustível que fontes libanesas estimam em 30 mil toneladas, que “deram início a uma maré negra que atualmente se estende por pelo menos 120 quilômetros”, assinala a organização. Na apresentação do relatório interveio também o ministro italiano do Meio Ambiente, Alfonso Pecoraro Scanio, que considerou que “bombardear uma central elétrica é provavelmente um alvo estratégico, mas que não leva em consideração as conseqüências que isso pode representar para a população civil”. O ministro lembrou ainda que o Mediterrâneo “é um mar fechado”, e que por isso os países da região “não podem ser indiferentes a esta catástrofe”. Fonte: http://noticias.ter ra. com.br/ciencia/interna/ 0,,OI1091525-EI299,00.html

Uma pesquisa sobre a situação energética e ambiental do mundo divulgada pelo Banco Mundial traz um dado preocupante: de 1992 a 2002, as emissões de dióxido de carbono (CO2) aumentaram em 15%. China e Índia são as duas potências que despontam no cenário internacional e lideram esse aumento negativo. Na década pesquisada, a China aumentou suas emissões em 33%, enquanto a Índia registrou um aumento de 57%. O vertiginoso crescimento econômico desses países, assim como de outros que estão ascendendo no plano econômico mundial, promete uma tendência de aumento ainda maior em curto, médio e longo prazos. Mas não são apenas os países emergentes que poluem. Os países ricos e industrializados também têm um papel bastante significativo no aumento das emissões de dióxido de carbono. Os Estados Unidos estão entre os dez que mais poluem, contribuindo com 24% do total de emissões, enquanto a União Européia contribui com 10%. A pesquisa ressalta ainda que as nações ricas consomem mais da metade (51%) da energia produzida no mundo, registrando um consumo per capita cerca de onze vezes superior àquele dos países pobres. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ folha/ciencia/ult306u14985.shtml

09/08/2006 – EXTRAÇÃO MADEREIRA CRITERIOSA POUPA BIODIVERSIDADE, DIZ ESTUDO A Amazônia não precisa ser transformada numa gigantesca e intocável reserva florestal para que sua biodiversidade seja preservada, sugere um novo estudo. A extração de madeira, se feita de forma criteriosa e com baixo impacto, aparentemente afeta muito pouco a riqueza de espécies e a quantidade de invertebrados e vertebrados da maior floresta do planeta.As conclusões vêm de um levantamento feito por pesquisadores do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em três fazendas do Pará. “O importante desse trabalho é que ele mostra uma alternativa econômica para a Amazônia baseada no manejo florestal, algo melhor do que simplesmente fazer um corte raso na floresta e colocar gado em cima”, declarou a bióloga Claudia Azevedo-Ramos, coordenadora de pesquisas do Ipam. O estudo de Azevedo-Ramos e seus colegas Oswaldo de Carvalho e Benedito do Amaral está na edição deste mês da revista científica “Forest Ecology and Management”.”Trata-se da primeira avaliação do efeito da exploração madeireira com técnicas de impacto reduzido sobre a fauna amazônica realizada em larga escala, num total de 23 mil hec-

08/08/2006 – ESTUDO ALERTA PARA AMEAÇA AMBIENTAL NO LÍBANO À tragédia humanitária causada pelo conflito entre Israel e a milícia xiita do Hezbolá está sendo somada uma catástrofe ambiental de graves conseqüências, com o derramamento de mais de 30 mil toneladas de combustível tóxico em águas libanesas, segundo um relatório oficial divulgado em Roma. O Centro italiano de Informação e Comunicação da Convenção de Barcelona (CIC/ CB), ligado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), apresentou hoje um documento no qual alerta para o “problema tóxico” causado pelo bombardeio israelense contra a central elétrica de Jieh,

tares, e no “mundo real”, isto é, em área de exploração comercial”, afirma a bióloga. Fonte: http:/ /www1.folha.uol.com.br/folha/ ciencia/ult306u14998.shtml 14/08/2006 – AQUECIMENTO GLOBAL TRAZ AMEAÇA DE FOGO, SECAS E ENCHENTES Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, prevêem que a Europa, a China, Canadá, América Central e do Sul estarão sob risco de destruição de suas florestas com o aquecimento global - 30% de chance para um aquecimento de menos de 2º C, chegando mais de 60% se o aquecimento superar 3º C nos próximos 200 anos. Incêndios, enchentes e secas também serão mais comuns. Deverá faltar água na África Ocidental, América Central, sul da Europa e leste dos EUA. Outras regiões, particularmente ao norte dos 50º de latitude norte, na África tropical e no noroeste da América do Sul, estarão sob risco de erosão, perda de árvores e enchentes. Os pesquisadores também descobriram que, se a temperatura aumentar mais de 3º C, áreas da Terra que hoje absorvem gás carbônico poderão passar a liberar o carbono acumulado, dando início a um ciclo de realimentação que ampliará a concentração do gás na atmosfera. Fonte: http:// www.estadao.com.br/ciencia/ noticias/2006/ago/14/306.htm 15/08/2006 – ENCONTRADA LIGAÇÃO ENTRE TEMPERATURA GLOBAL E FURACÕES A mudança climática está afetando a intensidade dos furacões no Atlântico, e o dano causado pelas tempestades provavelmente seguirá aumentando, por conta do aquecimento provocado pelo efeito estufa, de acordo com um novo estudo que oferece, pela primeira vez, uma relação direta entre mudança climática e intensidade dos furacões, diferentemente de trabalhos anteriores que relacionavam a temperatura dos oceanos à probabilidade de aumento no número de tempestades.O pesquisador James Elsner, da Universidade Estadual da Flórida, examinou a ligação estatística entre a temperatura

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média do ar próximo à superfície no mundo e a temperatura da superfície do mar no Atlântico, comparando os dois fatores à intensidade dos furacões pelos últimos 50 anos. Fonte: http:// www.estadao.com.br/ciencia/ noticias/2006/ago/15/267.htm 16/08/2006 – SECRETARIA VOLTA A PROIBIR QUEIMA DE CANA EM SP A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo voltou a proibir a queima da palha da cana-de-açúcar, em qualquer horário, nas regiões de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto,Araraquara e Barretos. Os motivos alegados são os mesmos das outras duas suspensões anteriores, feitas desde julho: baixa umidade do ar, que chegou a 15% em Ribeirão Preto, e alta temperatura, superiores a 35º C. Ainda conforme os critérios estabelecidos, a queima da palha da cana estará proibida entre as 6 horas e 20 horas nas regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, Campinas e Marília. A Secretaria do Meio Ambiente informou ainda que tão logo os índices de umidade relativa do ar se apresentem satisfatórios, ou seja, acima dos 25%, a queima será liberada. Se o produtor descumprir a determinação, será advertido inicialmente e, se reincidente, poderá ser autuado pela Cetesb e multado em valores que variam de 10 a 10 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), ou seja, de R$ 139,30 a R$ 139.300,00. Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/ago/16/ 279.htm 16/08/2006 – ESCASSEZ DE ÁGUA É PROBLEMA GLOBAL, DIZ WWF A falta de água, vista como um problema dos países mais pobres, afeta cada vez mais os ricos, adverte um relatório da rede de conservação ambiental WWF. Mudanças climáticas, perda de áreas alagadas, infra-estruturas inadequadas e mau gerenciamento dos recursos têm promovido o tema a “problema verdadeiramente global”, disse a organização. Desperdício e escassez de água são dois lados da mesma moeda, indica o relatório. Algumas das cidades mais ricas do mundo, como


De olho na Imprensa Por Marilena Lino de A. Lavorato (*)

formou a ONU. O buraco na camada de ozônio —provocado pela liberação de compostos químicos de refrigeradores e ares condicionados— expõe a Terra a raios solares nocivos. A radiação ultravioleta pode causar câncer de pele e destruir plantas que fazem parte da base da cadeia alimentar. Cientistas anunciaram que deve demorar até 2065 para que o buraco na atmosfera, localizado em cima da Antártica, deixe de existir. Desde a década de noventa, observou-se um declínio na quantidade de clorofluorcarbono, mais conhecido como CFC, nas duas primeiras camadas da atmosfera, a troposfera e estratosfera. Essas substâncias químicas têm sido menos usadas a cada ano, depois que 180 países se comprometeram a reduzir a emissão de CFC com a assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987. No ano passado, o buraco da camada de ozônio atingiu cerca de 16 milhões de metros quadrados no dia 20 de setembro, uma área menor do que o seu maior tamanho em 2003, de mais ou menos 18 milhões de metros quadrados. Fonte: http://www1.folha. uol.com.br/folha/ciencia/ ult306u15053.shtml

Houston, no Texas, e Sidney, na Austrália, consomem mais água do que são capazes de repor.Nos Estados Unidos e no Japão, o uso diário de água per capita alcança os 350 litros, enquanto cada europeu consome 200 litros por dia, afirmou o relatório.Na África subsaariana, o consumo diário per capita é de no máximo 20 litros. Em Londres, a infra-estrutura ultrapassada gera um volume de perdas equivalente a 300 piscinas olímpicas por dia. Segundo o levantamento, regiões áridas da Europa, como a maior parte da Espanha e Portugal, devem sofrer “severamente” com a escassez de água em 2070. Uma conseqüência da pior qualidade da água doce é a perda de biodiversidade, apontou o documento. Fonte: http:// www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/08/ 060816_aguadesenvolvidospu.shtml 17/08/2006 – SECAS NA AMAZÔNIA SERÃO MAIS FREQUENTES, DIZEM PESQUISADORES A seca recorde de 2005, que deixou partes da Amazônia em estado de calamidade, não foi um evento extremo isolado e sim uma amostra do que o futuro reserva para o clima da região. A conclusão é de pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do Escritório de Meteorologia britânico, em Exeter. Modelos climáticos em computador construídos pelo grupo sugerem que o evento do ano passado, cuja origem está em um aquecimento anormal das águas do Atlântico (a mesma raiz dos furacões que devastaram o golfo do México), tende a se repetir nas próximas décadas. ‘A situação de 2005 será mais freqüente em 2050’, disse o climatologista José Marengo, do Inpe, à revista “Nature”. O grupo deve finalizar neste mês um artigo científico com os resultados. Fonte: http:// www1.folha.uol.com.br/folha/ ciencia/ult306u15041.shtml

21/08/2006 – FALTA DE ÁGUA JÁ É AMEAÇA GLOBAL,ADVERTEM CIENTISTAS Cientistas pedem uma ação radical para melhorar o gerenciamento das reservas mundiais de água, afirmando que um terço da população mundial já enfrenta escassez. Relatório divulgado no início da Semana Mundial da Água, em Estocolmo, informa que um uso mais eficiente dos recursos hídricos é necessário para reduzir a pobreza e os danos ao ambiente. O estudo de cinco anos, encabeçado pelo Instituto Internacional de Gerenciamento da Água (IWMI, na sigla em inglês), baseado no Sri Lanka, diz que é uma prioridade essencial melhorar as técnicas de uso da água na agricultura de países em desenvolvimento, particularmente nas fazendas da savana africana. As recomendações incluem a construção de mais cisternas, melhores sistemas de irrigação e o desenvolvimento de culturas resistentes à seca. O relatório, que

21/08/2006 – RECUPERAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO VAI LEVAR MAIS DE 50 ANOS A atmosfera vai levar 15 anos a mais do que o previsto anteriormente para recuperar a camada de ozônio no Hemisfério Sul, in-

se vale de contr ibuições de mais de 700 cientistas, foi apresentado na capital da Suécia. Mais de 1.500 especialistas de 140 países, além da ONU, participam da conferência. Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/ago/21/ 152.htm 22/08/2006 – MUDANÇA DE CLIMA PODE FAVORECER ‘PESTE BUBÔNICA’ Pesquisadores descobriram que a bactéria que causa a doença pode se tornar mais comum depois de primaveras mais quentes e verões com mais chuvas. A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Acredita-se que a bactéria Yersinia pestis tenha sido a causa da Peste Negra, que matou mais de 20 milhões de pessoas durante a Idade Média. O professor Stenseth afirmou que suas descobertas também vão ajudar a esclarecer dúvidas a respeito das duas piores epidemias de peste bubônica:a Peste Negra na Idade Média e a pandemia na Ásia, no século 19, que mataram dezenas de milhares de pessoas.”Análises a respeito do clima mostram que as condições durante a epidemia de Peste Negra (1280-1350) foram mais quentes e com mais chuvas”, disse.”O mesmo ocorreu durante a origem da Terceira Pandemia na Ásia (1855-1870) quando o clima era mais úmido e passou por uma tendência mais quente”, acrescentou. O professor afir mou que as recentes mudanças no clima da região sugerem que primaveras mais quentes estão se tornando mais freqüentes, aumentando o risco de infecções entre humanos. Fonte: http://www.bbc.co.uk/ portuguese/ciencia/story/2006/ 08/060822_climapeste bubonicafn.shtml 23/08/2006 – AQUECIMENTO PODE GERAR CRISE AMBIENTAL NO BRASIL, DIZ ONG Litoral com ciclones tropicais e avanço do nível do mar, floresta amazônica e nordeste com paisagens de deserto e uma reorganização da produção agrícola brasileira. Esses são alguns

cenários que a organização nãogovernamental Greenpeace prevê para o Brasil no próximo século, devido ao aquecimento global. A previsão está no documento “Mudanças do Clima, Mudanças de Vida – Como o aquecimento global já afeta o Brasil”, apresentado pela ONG, em São Paulo. Segundo o documento do Greenpeace, “cenários climáticos mais quentes podem fazer da costa do Rio Grande do Sul até o sul do Rio de Janeiro, entre 2071 e 2100, uma região com condições favoráveis para o desenvolvimento de ciclones extratropicais.O documento alerta que o mundo está se encaminhando rapidamente para um aumento de 2ºC na temperatura global, que é considerada uma marca perigosa. Fonte: http:// www.bbc.co.uk/portuguese/ reporterbbc/story/2006/08/ 060823_ambientedg.shtml (*) Marilena Lino de Almeida Lavorato: Especialista em Gestão Ambiental (IETEC), Gestão Estratégica de Negócios (FGV), Gestão Empresarial Estratégica com ênfase em Responsabilidade Social (USP-Educon), Marketing (ESPM), e Sociologia e Política com ênfase em Globalização (EPGSP/SP). Disciplinas especiais: IDA - Indicadores de Desempenho Ambiental e PPA – Políticas Públicas Ambientais (USP). Tem publicado artigos técnico-científicos em portais e revistas especializadas. Diretora Executiva MAISPROJETOS (Gestão Sócioambiental), Coordenadora GMGA - Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental, Organizadora do Prêmio Benchmarking Ambiental Brasileiro, Coordenadora do Núcleo de Estudos “Adoção das Boas Práticas Ambientais nas Empresas e Instituições” do Setor de Estudos Marketing e Relações Institucionais do Projeto BECE/JMA e colunista JMA - Jornal do Meio Ambiente. (*) O Clipping “A SEMANA” é uma iniciativa da “Mais Projetos Gestão e Capacitação Socioambiental”, sendo permitido a livre circulação desde que citado o autor e a fonte - http:/ /www.maisprojetos.com.br/ conteudos/clipping.htm

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Consumo Sustentável Por Christine Larson (The New York Times – 26/06/2006)

Uma nova forma de perguntar: “Quão verde é minha consciência?”

uando Anne Pashby se mudou para Baltimore, no ano passado, ela ficou impressionada com a complexidade da reciclagem na cidade. “Nunca acertava qual era o dia do papel, o dia da cartolina e o das latas”, disse Pashby, 38, gerente de recursos humanos. “Então desisti.” Mas ela não queria desistir do meio ambiente. Procurando uma forma mais fácil de tornar sua vida mais verde, ela consultou um “calculadora de carbono” no site do Conservation Fund (www.conservationfund.org ) e descobriu que os eventos de sua vida diária, como dirigir um carro, aquecer sua casa e fazer viagens de avião, produziam cerca de 14 toneladas por ano de emissões de carbono, ou “pegada de carbono”. O Conservation Fund, grupo sem fins lucrativos de Arlington, Virgínia, ofereceu neutralizar essa quantidade por US$ 57 (em torno de R$ 130), plantando 11 árvores no vale do Mississippi - o suficiente para remover 14 toneladas de dióxido de carbono da atmosfera. Ela aceitou com prazer. “Senti-me bem”, disse ela. “Pude acalmar minha consciência sem gastar muito dinheiro.” São os chamados incentivos verdes: formas fáceis de os consumidores ajudarem o meio ambiente sem mudar seu comportamento. Tais incentivos vêm proliferando: os esquiadores, por exemplo, podem pagar mais US$ 2 (em torno de R$ 4,5) em alguns resorts para compensar a poluição produzida por um passeio de carro pelas montanhas; o dinheiro vai para organizações ecológicas. Em sites www.TerraPass.com ou www.CoolDriver.org os motoristas podem calcular a poluição produzida por seu carro em um ano e direcionar uma soma correspondente a projetos de energia limpa. Oportunidades similares para se tornar “neutro no cli-

ma” podem ser encontradas em shows de música, festivais e eventos de esporte, e até nas compras: no dia 9 de junho, a Gaiam, loja de Broomfield, Colorado, que vende produtos que incluem luz solar e lençóis de algodão orgânico, começou a oferecer uma opção de frete “neutro para o ambiente” por US$ 2, transferindo a taxa para o Conservation Fund plantar árvores. Os incentivos verdes agradam à consciência das pessoas. “Gosto da idéia de, por poluir certa quantidade, pagar certa quantia”, disse Morgan Waters, 36, médico de Sacramento, Califórnia. No outono, ele pagou cerca de US$ 40 (em torno de R$ 90) para o TerraPass, uma empresa de Menlo Park, Califórnia, para contrabalançar as emissões de seu Volkswagen Jetta. O TerraPass envia o dinheiro para projetos que promovem energia verde e eficiência industrial. Waters também paga US$ 6 (aproximadamente R$ 13) por mês para a empresa fornecedora de eletricidade por energia renovável. O desafio aos consumidores é compreender exatamente para onde vai o dinheiro, e como os incentivos de fato ajudam o meio ambiente. Alguns são fáceis de entender. No Lenox, um hotel em Boston, o pacote Eco Chic, US$ 309 (em torno de R$ 710), custa mais do que a diária normal (a partir de US$ 239, ou R$ 550). Em troca, os hóspedes recebem café da manhã, passes para o transporte público de Boston - para que

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não tenham que dirigir - e uma cópia do “The Consumer’s Guide to Effective Environmental Choices: Practical Advice from the Union of Concerned Scientists” (guia de escolhas ambientais eficazes para o consumidor: conselhos práticos da associação de cientistas preocupados). Além disso, o hotel compra suficiente energia renovável para evitar o efeito estufa produzido pela estadia: cerca de 35 kg de emissões de carbono por noite. Outros incentivos verdes podem ser mais complicados. “Eu estava pensando em comprar energia verde, mas quando procurei, encontrei tantas opções diferentes”, disse Zoe Chafe de Washington, pesquisadora do Worldwatch Institute, grupo de pesquisa ambiental. “Algumas eram por meio da em-

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presa fornecedora de energia elétrica; outras diziam: ‘Coloque seu dinheiro aqui e nos ajudará a criar uma fazenda de esterco para gerar energia alternativa’.” Cerca de 20% das empresas fornecedoras de energia elétrica da nação oferecem aos clientes a energia chamada verde. Em Sacramento,Waters participa do programa Greenenergy, oferecido pelo município de Sacramento, que soma seu uso de eletricidade e tenta comprar uma quantidade equivalente de energia de uma fazenda eólica ou outro tipo de energia renovável. Mas não há suficientes plantas de energia limpa em Sacramento, então a empresa compra certificados de energia renovável ou “etiquetas verdes” de fazendas eólicas em outras partes. As etiquetas certificam que uma empresa de energia limpa em alguma parte vendeu uma quantidade de energia. Quando os consumidores não têm uma opção local, eles podem comprar sua própria etiqueta


Consumo Sustentável

verde ou outros produtos “para contrabalançar o carbono”, como o financiamento de projetos de energia limpa e reflorestamento em outras partes do país. Chafe, por exemplo, encontrou a NativeEnergy, empresa cuja maioria dos proprietários são 11 tribos nativas americanas nas Dakotas, Nebraska e Wyoming. Por US$ 8 (cerca de R$ 18) por mês, a NativeEnergy , de Charlotte, Vermont, compensa 100% do uso elétrico dos clientes financiando projetos de metano que captam o gás produzido pelo esterco. Algumas escolhas podem ser complicadas. Dois meses depois de se mudar, Chafe ainda está comprando energia comum. “Estou tentando entender exatamente para onde meu dinheiro irá, antes de tomar uma decisão”, disse ela. Pode ser ainda mais difícil selecionar os muitos grupos que prometem reduzir sua pegada de carbono. A Clif Bar, empresa de Berkeley, Califórnia, que vende barras energéticas, também vende “Cool Tags” de US$ 2 em shows e eventos esportiv o s para

contrabalançar o custo verde da viagem; o dinheiro vai para as fazendas eólicas da NativeEnergy. Sites como Carbonfund.org e GreenTagsUSA.org têm calculadoras de carbono para estimar a poluição e oferecer produtos para compensá-la. A Ford Motor tem uma parceria com a TerraPass para estimular os motoristas a comprarem compensações de carbono. Tantos agentes entraram nesse mercado que os consumidores têm muita escolha. Pashby, a gerente de recursos humanos de Baltimore, compensou sua pegada de 14 toneladas de carbono com US$ 57 para o Conservation Fund. Ela teria desembolsado US$ 200 (em torno de R$ 450) para a mesma compensação pela GreenTags USA.org, patrocinada pela Bonneville Environmental Foundation, grupo sem fins lucrativos que apóia energia renovável. Outra opção seria pagar US$ 77 (aproximadamente R$ 225)

para Carbonfund.org, organização sem fins lucrativos que promove formas de reduzir ou compensar emissões de carbono. Apesar de os grupos parecerem vender a mesma coisa, as abordagens variam. Alguns, como o Conservation Fund, plantam árvores para absorver o carbono. Outros, como o TerraPass e o NativeEnergy, tentam evitar a poluição em primeiro lugar, patrocinando projetos de produção de energia limpa com etiquetas verdes e outros métodos. Alguns grupos, como o Carbonfund.org, tentam fazer os dois. Pashby escolheu o Conservation Fund porque “árvores são mais bonitas que fazendas eólicas”. Mas não está claro qual opção é melhor para o planeta. “O desafio para o consumidor é que não há um padrão uniforme para o que constitui uma redução válida na poluição”, diz Daniel Lashof, diretor de ciências do centro de clima do Conselho de Defesa de Recursos Naturais. As exceções, disse ele, são etiquetas verdes com o certificado Green-e, um selo de aprovação emitido pelo Centro de Soluções de Recursos, grupo sem fins lucrativos com base em San Francisco que se certifica que as empresas de energia limpa vendem a quantidade de energia que dizem fazer. O selo, entretanto, é limitado a etiquetas verdes e não se aplica a empresas que oferecem um conjunto de projetos. Os que envolvem reflorestamento podem ser especialmente difíceis de se verificar. “Não há muito acompanhamento do reflorestamento na Costa Rica. Como você sabe se o mesmo alqueire não está sendo vendido para várias pessoas?”, disse Brendan Bell,

representante do programa de questões energéticas e aquecimento global da Sierra Club. Algumas empresas estão tentando melhorar a possibilidade de verificação. O Conservation Fund envia certificados a seus clientes, dizendo a eles quando e onde suas árvores serão plantadas. O TerraPass tem suas transações acompanhadas pelo Centro de Soluções de Recursos. E o Climate Neutral Network, grupo independente sem fins lucrativos em Portland, Oregon, desenvolveu um certificado “Climate Cool” para produtos que compensam as emissões de carbono, apesar de não ter sido amplamente adotado. O Centro de Soluções de Recursos também está desenvolvendo um certificado similar ao Green-e, que espera oferecer neste verão. “Estamos tentando desenvolver padrões para podermos tornar isso transparente e não ter escândalos que destroem o mercado”, disse Lars Kvale, analista do Centro de Soluções de Recursos. A possibilidade de fiscalização pode ser especialmente importante na arena comercial. NativeEnergy, TerraPass e outras empresas lucram comprando e revendendo etiquetas verdes e outros investimentos. “Fiquei surpreso quando soube mais tarde que a TerraPass é uma empresa que visa o lucro”, disse Waters, o médico de Sacramento. “Isso poderia muito bem ter afetado minha decisão de comprar. Gosto de pensar que todo centavo do que estou dando apóia a causa.” A TerraPass diz que tenta informar a todos clientes sobre seu status comercial e que seu modelo permitiu que atraísse capital, crescesse mais rápido e assim servisse melhor ao meio ambiente. Por enquanto, a solução serviu para Waters. “Faz-me sentir que estou fazendo algo, e dá uma sensação muito pessoal”, disse ele. “Gostaria de pensar que quando for hora de renovar, vou comparar e encontrar o grupo mais eficiente.”

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Energia Greenpeace

Fogão a lenha agora também gera energia elétrica lâmpadas e ligar uma televisão ou outros equipamentos de baixo consumo de eletricidade, como rádios ou até um computador pessoal. O Geralux é também mais ambientalmente correto do que os fogões tradicionais. Ele economiza até 50% da biomassa hoje empregada, além de reter toda a fuligem no próprio fogão - a inalação de fuligem é apontada pela OMS como a 8ª causa de morte no mundo. O fogão não utiliza caldeira, o que simplifica sua construção e reduz riscos de acidentes. O vapor gerado no trocador de calor é transformado em energia mecânica e, a seguir, elétrica. A energia é armazenada em uma bateria comum de automóvel - cerca de 30% de sua carga é suficiente para a iluminação da residência em um período de 4 a 5 horas. “Para recarregar a bateria utiliza-se o calor produzido no fogão durante o cozimento diário de alimentos. A tecnologia poderá ser dimensionada conforme a demanda como, por exemplo, para as 30.000 escolas na Amazônia, enquanto se faz a merenda,” afirma Sato. Sato agora espera receber

fogão a lenha ainda é um dos mais comuns “geradores de energia” utilizados no interior do Brasil e de vários outros países em desenvolvimento, principalmente na zona rural. De concepção milenar e construção simples, o fogão a lenha é utilizado basicamente no preparo de alimentos. Mas o pesquisador brasileiro Ronaldo Sato acreditou que poderia melhorar o projeto do milenar fogão, tornando-o mais ambientalmente amigável e, sobretudo, utilizando-o para gerar energia elétrica. Agora ele apresentou o protótipo que resultou dos seus sete anos de pesquisas um novo conceito de fogão a lenha/gerador de eletricidade, batizado de Geralux. Apesar de ter sido inteiramente construído com recursos próprios, o novo fogão já chamou a atenção da Eletronorte, que está estudando a possibilidade de utilizar a nova tecnologia no Acre, na região do Xapuri. Na mesma queima de biomassa utilizada para o preparo dos alimentos, o fogão Geralux produz energia suficiente para acender cinco

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apoio de entidades governamentais ou pr ivadas para viabilizar a adoção de sua tecnologia em benefício de populações que, em pleno século XXI, ainda estudam à luz de velas. O protótipo do Geralux está em exposi-

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ção na Fundação de Tecnologia do Acre. Fonte: http://www. ino vacaotecnologica.com.br/ noticias/noticia.php?artigo= 010115060828


Artigo Por Luiz Renato Vallejo (*)

Acertos e tropeços do processo de avaliação de impactos ambientais no Brasil

e a realização da Conferência de Estocolmo (Suécia, 1972) é considerada como um marco histórico no debate das questões ambientais mundiais, pode-se destacar a promulgação da Lei 6.938/81 como um dos eventos mais importantes na formulação das diretrizes da atual política ambiental brasileira.A Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) possibilitou avanços importantes, entre os quais destacamos: a) o início de um processo de descentralização político-administrativa com a estruturação do SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente) e criação do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente); e b) a obrigatoriedade de licenciamento e revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras com base em avaliações prévias dos impactos ambientais. A Avaliação de Impactos Ambientais (AIA), enquanto instrumento de política ambiental, foi alvo de intensas discussões e acabou sendo adotada por vários países, mostrando-se facilmente adaptável a diferentes esquemas institucionais. Na América Latina, começou a ser utilizada em meados da década de 70 pela Colômbia, Venezuela, México,Argentina e Brasil. No Brasil emprega-se regularmente a sigla EIA (Estudos de Impactos

Ambientais), sendo que o primeiro estudo foi realizado em 1977, no município de Niterói/RJ (projeto imobiliário daVEPLAN no bairro de Itaipú). A obrigatoriedade de apresentação de EIAs e respectivos RIMAs (Relatórios de Impacto no Meio Ambiente) para fins de licenciamento, possibilitou a ampliação do mercado de trabalho para os profissionais de diversas áreas como biólogos, geógrafos, geólogos, arquitetos, cientistas sociais e outros, na forma de consultorias para produção de estudos e relatórios ambientais. Por outro lado, mesmo com as conquistas políticas e profissionais alcançadas por conta do sistema de licenciamento ambiental brasileiro, diversas críticas têm sido formuladas ao processo como um todo. Uma delas envolve o próprio sucateamento das estruturas administrativas responsáveis pelo licenciamento e acompanhamento dos processos. A carência de pessoal, os baixos salários, a falta de recursos materiais, a não realização de concursos públicos (particularmente na esfera estadual) e o excesso de burocracia, são alguns dos problemas que causam o emperramento das máquinas administrativas. Em decorrência disso, muitas vezes a corrupção acaba ocupando espaços, favorecendo aqueles empreendedores que se propõem a “pagar” pela liberação e/ou agilização no anda-

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mento das licenças ambientais. Dependendo do porte do empreendimento e do volume de recursos financeiros envolvidos, manifestam-se fortes pressões políticas dentro das próprias esferas de governo para concessão das licenças ambientais.Tais pressões também são grandes quando os empreendimentos integram os próprios programas governamentais, pois os órgãos de licenciamento estão subordinados administrativamente aos governos. Em destaque, exemplificamos os fatos ocorridos com a construção da Linha Vermelha no Estado do RJ, da Hidrovia do Pantanal (Região Centro-Oeste) e a transposição do Rio São Francisco (Nordeste). Neste caso, os EIAs e RIMAs, passam a ter um papel meramente protocolar no processo. Por conta disso, muitos EIAs já foram produzidos sem respeitar os devidos critérios acadêmicos e éticos, caracterizando-se por uma certa tendenciosidade a favor dos empreendedores. A despeito das críticas que se possa fazer, não se pode ignorar o papel e a importância deste instrumento de política ambiental. Os aspectos técnicos que envolvem a sua elaboração e o fato de proporcionar o envolvimento dos segmentos sociais nas decisões sobre os empreendimentos potencialmente poluidores, justifi-

cam plenamente a necessidade de fortalecimento e aperfeiçoamento do processo. Uma das estratégias a serem adotadas neste sentido é a ampliação da oferta de cursos de capacitação em avaliação de impactos ambientais. Esta oferta deve considerar os aspectos técnicos e operacionais da sua execução e, também, proporcionar uma visão crítica mais abrangente de todo o processo. Questões políticas e éticas relacionados a sua execução precisam ser consideradas na formação dos profissionais interessados. O curso de Estudos e Avaliação de Impactos Ambientais foi montado com esta perspectiva, ou seja, além de proporcionar um treinamento técnico básico para elaboração de EIAs e RIMAs, se propõe a dar subsídios para compreensão e consolidação de uma visão crítica do processo de licenciamento ambiental no Brasil. Para maiores informações, consultar o site: http:/ / w w w. l r v a l l e j o . hpgvip.ig.com.br/ (*) Biólogo, Bacharel em Ecologia, Mestre e Doutor em Geografia, professor adjunto do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), professor das disciplinas Estudos de Impactos Ambientais e Ecologia Geral. Email: lrvallejo@bol.com.br

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Entrevista Por Simone de Moraes (simone_de_moraes@yahoo.com.br)

Educadora ambiental concorre ao maior prêmio de literatura do Brasil

ndicada para o mais importante prêmio literário do país a bióloga, mestre em filosofia e doutora em ciências, atuando toda sua vida profissional no campo da educação, Michele Sato fala da sua vida , suas conquistas e de como o Prêmio Jabuti de literatura pode mudar o rumo da Educação Ambiental no Brasil. Michele é Consultora - United Nations Educational Scientific And Cultural Organisation, Perita - Japan International Cooperation Agency, Facilitadora das Redes de Educação Ambiental em Mato Grosso, no Brasil e entre os países lusófonos. Docente da Universidade Federal de Mato Grosso e da Universidade Federal de São Carlos e Consultora ad hoc do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.Tem 38 artigos publicados em periódicos especializados e 224 trabalhos em anais de eventos. Possui 58 capítulos de livros e 18 livros publicados, 2 softwares e outros 219 itens de produção técnica. Recebeu 6 prêmios. Atua na área de Educação, com ênfase em Educação Ambiental (EA). Onde tudo começou? MICHELE: Talvez na mais tenra idade de minha existência, com influência de meu pai, zen-budista e ser humano singular. Nas militâncias de São Paulo, nas aulas das periferias da Paulicéia Desvairada... E de tantos outros atalhos e trajetórias que me conduziram para este caminhar, sempre incompleto e inacabado. E no limite da minha contribuição, estar na final de uma premiação nacional Jabuti em educação, torna-se o mais honroso e saboroso reconhecimento à luta cotidiana dos meus sonhos. Quais as principais características do seu livro? MICHELE : O livro intitula-se “Educação Ambiental - pesquisas e desafios”. Ele foi organizado por mim e a Isabel Carvalho, e publicado pela Artmed em 2005, com valorosas contribuições de pessoas da EA de várias partes do mundo. Brasil, México, Canadá, Espanha e França são os países presentes neste livro prefaceado pelo Marcos Sorrentino. Trata-se de uma publicação acadêmica, essencialmente sobre pesquisas em EA. O Prêmio Jabuti, instituído pela Câmara Brasileira do Livro desde 1959, é o mais importante prêmio literário do país. Como você analisa a sua indicação ao prêmio?

MICHELE: Com surpresa e muita emoção. Na realidade, eu nem sabia que estava concorrendo ao prêmio, foi pura atenção generosa da Adriane Rojas, editora chefe da Artmed, hoje considerada uma das melhores editoras no campo da educação. E extremamente emocionada... Jamais esperava estar na final de uma premiação tão importante neste país. Só o fato de estar na final deste Prêmio Jabuti, desde nosso Jorge Amado até os dias atuais, é uma honra e um prêmio per se. Divido o mérito, fundamentalmente, com minha amiga, cúmplice e parceira querida Isabel Carvalho. Admiro-a e tenho plena certeza de que conseguimos esta indicação por acreditarmos na nossa força conjunta. É mais uma prova de que Beto Guedes cantava bem sua mineirice: “um mais um é sempre mais que dois”. Esta indicação tem a ver com o avanço da Educação Ambiental no Brasil? MICHELE: Pergunta inteligente Simone, acredito que sim. Nunca tivemos uma representação da EA no prêmio Jabuti e concordo com você que isso demarca nosso fortalecimento, nossa visibilidade e nossa credibilidade frente aos tradicionais espaços ocupados por outras áreas do conhecimento. Por isso mesmo, não recebo esta indicação como fruto pessoal de um trabalho ilhado, senão compartilhado, vivenciado e aprendido coletivamente entre todos nós. Mas não posso deixar de confessar minha alegria com esta indicação, a inauguração do belo certamente é um prazer desta construção. O mercado editorial na área da EA é rico em publicações? MICHELE: Não saberia responder com certeza, entretanto, há inúmeras publicações no campo da EA espalhadas por todo o mundo. Como temos escassez de periódicos especializados na área, a EA surge em várias modalidades. Maravilhoso de um lado, implementando-se a EA sem fronteiras. Ruim por outro, pois dificulta a busca. No setor livros, diversas editoras têm publicado em EA e acredito que o mercado tenha se fortalecido nesta área. A Educação de uma maneira geral é um trabalho árduo, a Educação Ambiental é um trabalho hercúleo? MICHELE: Sim e não. Simultaneamente simples e tudo ao mesmo tempo, aqui e agora. Depende do que aceitamos como EA. Se

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jogar papel de bala no lixo for EA, a tarefa constituir-se-á de atitudes cotidianas mais simples. Se conseguirmos enxergar que por detrás do papel de bala há um modelo insustentável de consumo e ausência de responsabilidade, e movermos-nos para a mudança para “um outro mundo possível”, estaremos enfrentando uma enormidade de desafios mais complexos. Acredito, entretanto, que a EA opera nestes dois extremos, do uno ao múltiplo, ou do se “pensar globalmente e agir LOUCAMENTE”. Outro dia eu ouvi um comentário de uma educadora ambiental dizendo que E A deve ser feita só por educadores, você concorda com esta afirmativa? MICHELE: Não existe nenhuma área do saber que possa reivindicar a EA para si, limitando-a em cada domínio. Haverá, entretanto, campos de poder e disputas ideológicas que se desenrolam nas esteiras políticas da competição. Acredito na mediação pedagógica da EA, capaz de ser oportunizada pelos diversos profissionais, sujeitos ou pelos habitantes deste planeta. É uma ciranda aberta, que solicita envolvimento e engajamento de todos. Quanto mais gente, melhor! Isso não implica dizer que não teremos conflitos, pelo contrário, teremos que enfrentar uma vasta arena de consensos e controvérsias. Considero, portanto, que o maior desafio da EA seja a mediação pedagógica requerida ao sonho coletivo. Como fenomenóloga, estou convicta de que o EU prescinde o OUTRO na existência deste mundo. Tolerar o diferente, mas recusar violências. Dialogar na diferença, sem contudo, aceitar agressões. Se a luta for pela inclusão de todos, é precisar ser menos agressiva, pois isso só afasta as pessoas. E se a luta for justiça, é preciso combater tais agressões. As redes de educação ambiental contribuem de que forma para o enraizamento da EA? MICHELE: Diversas instâncias podem ser consideradas coletivamente nesta construção. Através de projetos, seja de cunho investigativo ou formativo, que possam fortalecer a EA. Através de encontros, nos apertos de mãos, na construção de “confetos”, um espaço híbrido entre conceitos e afetos. Nas pesquisas que produzem saber, divulgam e fortalecem a literatura. Nas listas de discussões, nos orkuts, no oferecimento de cursos a distância e de tantas outras “Novas Tecnolo-

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gias de Comunicação e Educação (NTCE)”. No engajamento político e participação de comissões colegiadas, na formulação de políticas públicas e da nossa capacidade inventiva de se fazer e refazer a EA em vários sabores e saberes. A Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental surgiu com a proposta de levar a EA através dos meios de comunicação.Você acha possível que isto aconteça? MICHELE: Absolutamente sim. Como uma das fundadoras da REBECA, tenho a certeza de seu papel significativo aos meios comunicacionais e educativos. Todo educador se reveste de comunicólogo e vice-versa. Com o tempo, teremos que fazer projetos, concorrer a editais, sermos ousados para realizar inescrupulosamente nossas fantasias. Listas de discussões são boas, mas é preciso transcendê-las, alçando o vôo livre da aprendizagem daqueles que correm o risco, e por isso mesmo, erram. Errando, também acertamos. Não podemos paralisar e permitir que o medo de errar nos domine. As aventuras daqueles que escolheram mudanças, deverão criar táticas que possam oferecer bonitas trajetórias e diversos caminhos na EA. Aposto na utopia das redes, na sua horizontalidade democrática que transcende o eu-isolado para o sonho do nós-solidário. Se me retirarem o direito de sonhar, estarão retirando de mim, minha humanidade. “Não me pergunte por quem os sinos dobram, eles dobram por ti Nota do Editor: a REBECA - Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental é um grupo de estudos em educação e comunicação para o meio ambiente, dirigido a profissionais de jornalismo, radialismo e educadores ambientais. Para fazer parte: rebecai nscr icoes@yahoo.com.br rebecadobrasil@yahoo.com.br


Legislação Ambiental Por Luiz Renato Vallejo (*)

TPF morre e DOF nasce de parto prematuro tava finalizado. É uma semente boa em solo ruim”, disse Marcelo Marquesini, da campanha do Greenpeace na Amazônia. “Se o DOF ou qualquer outro sistema não forem integrados e vierem com boa fiscalização, apta a identificar as fraudes em tempo real, a ilegalidade continuará”. O sistema de controle do fluxo de madeira é um item importante da gestão florestal na Amazônia. Com a mudança no Código Florestal em março de 2006, o MMA e o Ibama aceleraram a chamada descentralização da gestão florestal na Amazônia e “repassaram o mico” aos estados. Mato Grosso e Maranhão criaram seus próprios sistemas não integrados ao sistema do Ibama. Após dois meses de protestos das ONGs, o governo reconheceu que o processo exigia mais cautela, responsabilidade e regras claras. O Ibama planejava a “morte da ATPF” e sua substituição desde 1999. De lá para cá vários projetos surgiram, muito dinheiro foi gasto, mas nada se efetivou. A partir de 2004, surge a proposta do DOF que ganhou corpo mesmo em 2005. Com o DOF, produtores e empresas que comercializam produtos florestais terão que se cadastrar e ter aprovação prévia para operar o sistema, que passará controlar eletronicamente saldo e saída de volume de madeira. Se não tiverem pendências, poderão solicitar, preencher e emitir, via internet, o documento que acompanhará as cargas. Isso poderá ser feito de sua própria empresa, residência ou ainda de terminais de computadores que serão instalados em todas as unidades do Ibama. Quem operar ilegalmente fora do sistema só será apanhado se a fiscalização tiver acesso à internet durante o transporte da madeira para checar se a carga foi declarada conforme a

Totalmente eletrônico, novo sistema para controlar o fluxo de produtos florestais é lançado sem estar pronto e pode marcar 2006 como o ano da madeira ilegal na Amazônia

Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) lançou em 01/09 o DOF (Documento de Origem Florestal), o novo sistema eletrônico que vai passar a controlar o fluxo de madeira e produtos florestais na Amazônia. O DOF vai substituir a ATPF (Autorização de Transporte de Produtos Florestais), que vigorava desde 1993. O lançamento acontece três semanas após o anúncio público do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de que a ilegalidade na produção de madeira para serraria, carvão e lenha na Amazônia é no mínimo de 63%. Apesar do novo sistema ser um grande avanço no combate a ilegalidade no setor, o lançamento do DOF neste momento desconsidera a preocupação de governos estaduais e de ongs ambientalistas, em especial o Greenpeace, que entendem que o ato é prematuro. Falta planejar e preparar a transição entre os dois sistemas. A posição do Greenpeace, apresentada em vários momentos, foi reforçada à Ministra do Meio Ambiente Marina Silva durante a reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que aconteceu em 31/08, em São Paulo. “A história se repete: o governo Lula está fazendo exatamente o que o governo anterior fez. A ATPF havia sido aposentada no final de 2002 e teve que ser reassumida em 2003 porque o sistema anterior que a substituiria não es-

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documentação apresentada ou com fiscalização nos pátios das industrias e revendas. Mas o governo federal não cumpriu com todas as etapas programadas e está fazendo um lançamento prematuro. O treinamento de técnicos e fiscais que deveria ter sido feito antes do lançamento, por exemplo, só será feito durante o uso do sistema. O máximo que o Ibama conseguiu fazer foi treinar dois técnicos de cada superintendência para operar dar explicações sobre o uso do sistema. São eles que terão a missão hercúlea de repassar os conhecimentos aos demais técnicos e fiscais de sua própria instituição, para os técnicos das Secretarias de Meio Ambiente e suas autarquias, além das polícias militar, civil e rodoviária. “Mesmo sem preparação adequada e com altos índices de ilegalidade no setor madeireiro, o governo anuncia a substituição de sistema. Isso sem contar que estamos no meio da safra de madeira. É necessário responsabilidade até para implementar uma boa idéia”, disse Marquesini. “O tempo verbal do que precisa ser feito até agora tem sido conjugado sempre no futuro: vamos comprar, vamos fazer, vamos instalar, vamos disponibilizar. O governo sabe que muita coisa não foi feita ou não está preparada. Tem madeireira feliz da vida nesta safra. Esse ato prematuro pode marcar 2006 como o ano da madeira ilegal na Amazônia e até desqualificar um bom sistema antes de seu bom uso!”. Raio X – Para entender melhor a situação o Greenpeace conversou com Secretários de Meio Ambiente, diretores e coordenadores nos estados do Pará, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Amapá. O Mato Grosso opera seu próprio sistema eletrônico, o Sis-

flora, de concepção similar ao DOF, mas que não pode ser fiscalizado fora dos limites do estado. A integração entre os dois sistemas é necessária para que estados consumidores de madeira possam checar a origem e validade dos documentos e cargas que chegarem por lá. O trabalho de integração, que ainda está sendo discutido, nem começou. No Pará, a situação é peculiar, pois o Ibama irá operar o DOF em setembro e outubro. O governo do Pará, através da Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam), irá assumir o controle do fluxo de madeira a partir de outubro, mas não usará o DOF. Estariam fazendo licitação para ter um sistema “igual” ao Sisflora, do Mato Grosso, para colocá-lo em funcionamento a partir de novembro. Serão três sistemas diferentes numa mesma safra. A fase de transição entre sistemas é a mais frágil e vulnerável a fraudes pois os créditos de volume de madeira a serem inser idos para cada madeireira nem sempre são reais, muito menos checados em campo. A recente fraude no Mato Grosso, onde 82 pessoas foram presas, é um bom exemplo disso. Amazonas e Acre estão preocupados com os pequenos produtores e comunidades que não tem acesso a internet no interior. Os terminais a serem instalados ainda não existem e muitos municípios não tem sequer escritórios do Ibama ou de suas autarquias. Para os dois estados, o lançamento é precipitado, pois não houve treinamento ou estrutura adequada para a substituição. Maiores informações com assessoria de comunicação do Greenpeace: Tica Minami, campanha Amazônia: (92) 8114.4517

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Técnicas Fonte: http://www. arvoresbrasil.com.br

Árvores Brasil, plante essa idéia !

ntes de plantar sua muda é necessário saber qual o melhor local para a árvore. Algumas espécies, na natureza, não aceitam sol direto, enquanto outras, não aceitam sombra. Algumas têm referências por locais úmidos, enquanto outras por locais áridos. Para você saber a preferência de cada espécie, consulte uma lista de espécies e aprenda tudo sobre a árvore que deseja plantar. O sucesso do plantio está muito mais ligado às condições de Luz, Umidade e Solo, do que à técnica aplicada no momento do plantio. Porém, algumas regras devem ser respeitadas na hora de plantar.

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Espaçamento - Deve-se fazer as covas com um espaçamento de no mínimo, 3m entre elas. Isso é para respeitar o crescimento das copas. Tamanho da cova - Varia de acordo com o tamanho da muda. Para mudas acima de 1,80m: 60cm de profundidade. Caso o solo estiver fofo, 60cm largura. Caso o solo estiver muito compacto, faça uma cova cônica de 1m na superfície, 50cm no fundo. Adubação - A adubação pode variar com a espécie. O importante a observar é que a adubação no momento do plantio, serve para que a muda enraíze mais facilmente no novo local. 100g de NPK (04-14-08 ou 10-10-10), 300g de calcário, 300g de super Fosfato Simples ou Kg de Fosfato de Araxá, 20 litros de esterco de gado, curtido, ou de composto orgânico; ou 7 litros de esterco de galinha ou de húmus de minhoca.

Conheça no site http://www.arvoresbrasil.com.br/?pg=lista_especies a Lista das Árvores Nativas do Brasil.

Plantio - Retirar a embalagem da muda com cuidado para não desmanchar o torrão. Cobrir o fundo da cova com terra misturada até que o torrão fique nivelado com o chão. Colocar a muda dentro da cova, bem na vertical, observando a altura do torrão com relação ao solo. Colocar uma estaca de madeira de 2,50m de altura rente à muda. Afundar até o fundo da cova.

Preparo da cova - Pulverizar 1/3 (100g) de calcário nas laterais e fundo da cova. Misturar o restante do calcário e os adubos à terra da própria cova ou, se preferir, substituí-la por terra vegetal.

Completar a cova com terra misturada e pisar a terra em volta da muda para firmá-la no chão, de forma a não cobrir o caule com terra. Fazer uma vala em torno da muda, com o mesmo tamanho da cova, para captar água Regar abundantemente mas sem encharcar. Amarração - Amarrar a muda à estaca com: borracha,

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sisal ou outro material que não fira o caule da muda (Nunca utilize arame !). A amarração pode ser feita em forma de oito deitado. Cuidados posteriores - Se a muda for plantada em local sujeito a depredação, colocar grade de proteção. Caso não chova, faça irrigação de 4 em 4 dias com aproximadamente.


Técnicas

Como Cuidar lhe servirá. A problemática de espécies Exóticas introduzidas no Brasil, está sem controle em muitos lugares do Pais.Ajude a não aumentar os números deste problema.

Respeito - para poder cuidar bem de uma Árvore, é preciso respeitar suas preferências. Para isso, veja numa Lista de Espécies, quais são as características de cada espécie. Este conhecimento, além de ser um respeito à natureza, garante o sucesso de seu plantio. Muito cuidado com espécies de Biomas diferentes do local de plantio. Por exemplo, querer cultivar Mogno no sul do país, sabendo que esta é endêmica da Amazônia, ou mesmo querer plantar o Pinheiro-do-Paraná nos Lençóis Maranhenses, definitivamente não seria uma boa idéia.

Árvore Adulta - Outro fator importante é conhecer características como altura, raiz, queda de folhas, flores, frutos ou mesmo galhos. Quando pequena toda árvore é bonita e não incomoda ninguém. Ao crescer, a árvore pode soltar muitas folhas e entupir bueiros.Algumas podem apresentar frutos muito grandes representando perigo à via pública. Algumas espécies têm como característica a formação de copas muito altas, atrapalhando a fiação elétrica, e neste crescimento, algumas deixam cair galhos mais baixos, um risco em potencial. O

Exóticas - Caso a árvore que você escolheu seja uma espécie Exótica, procure por espécies Brasileiras que possam substituíla. Com certeza, na diversidade da Fauna Brasileira, alguma espécie

fim desta Árvore será igual a de muitas outras que foram plantadas sem nenhum conhecimento, e hoje são podadas nas formas mais vergonhosas possíveis, ou mesmo a morte. Preferências - Escolhida a espécie, saiba sua preferência por solo, luz e água, e escolha o local mais apropriado possível. Enquanto a muda é pequena, regue regularmente, nos períodos da manhã e a tarde. Evite regas à pleno sol, pois a água sob as folhas serve como lente de aumento para os raios solares que deixarão marcas.

Além do mais, por motivos biológicos, a planta não aproveitará esta água, que evaporará. Consciência - Assim como nos empenhamos para cuidar de animais domésticos, que outrora já foram, em ultima análise, selvagens, temos que nos empenhar o mínimo para cuidar de nossas árvores. Os tratamentos dados à animais e plantas, são baseados em estudos de sua vida em seu Habitat Natural. Portanto, seguindo estes estudos, tudo sairá bem. Animais felizes e plantas saudáveis.

A relação entre a floresta e a água A maneira mais fácil de entender a relação floresta-água é conhecendo o ciclo hidrológico na floresta. A água de chuva que se precipita sobre uma mata, segue dois caminhos: volta à atmosfera por evapotranspiração ou atinge o solo, através da folhagem ou do tronco das árvores. Na floresta, a interceptação da água acima do solo garante a formação de novas massas atmosféricas úmidas, enquanto a precipitação interna, através dos pingos de água que atravessam a copa e o escoamento pelo tronco, atingem o solo e o seu folhedo. De toda a água que chega ao solo, uma parte tem escoamento superficial, chegando de alguma forma aos cursos d’água ou aos reservatórios de superfície. A outra parte sofre armazenamento temporário por infiltração no solo, podendo ser liberada para a atmosfera através da evapotranspiração, manter-se como água no solo por mais algum tempo ou percolar como água subterrânea. De qualquer forma, a água armazenada no solo que não for evapotranspirada, termina por escoar da floresta paulatinamente, compondo o chamado deflúvio, que alimenta os mananciais hídricos e possibilita os seus usos múltiplos.

Os impactos do desmatamento de uma floresta, traduzem-se em: Aumento do escoamento hídrico superficial; Redução da infiltração da água no solo; Redução da evapotranspiração;Aumento da incidência do vento sobre o solo; Aumento da temperatura; Redução da fotossíntese; Ocupação do solo para diferentes usos; Redução da flora e fauna nativas (BRAGA,1999);Assim, como efeitos principais neste cenário ambiental de degradação, podem ser facilmente identificados; Alteração na qualidade da água, através do aumento da turbidez, da eutrofização e do assoreamento dos corpos d’água; Alteração do deflúvio, com enchentes nos períodos de chuva e redução na vazão de base quando das estiagens; Mudanças micro e mesoclimáticas, esta última quando em grandes extensões de florestas; Mudança na qualidade do ar, em função da redução da fotossíntese e do aumento da erosão eólica; Redução da biodiversidade, em decorrência da supressão da flora e fauna local; Poluição hídrica, em função da substituição da floresta por ocupação, em geral inadequada, com atividades agropastoris, urbanas e industriais. As áreas de acentuada declividade também merecem uma aten-

ção especial na sua proteção com cobertura florestal, em função do risco de erosão e de deslizamentos do solo, acarretando em problemas de aumento de assoreamento nos corpos d’água. Não é só para o meio rural que a boa relação entre floresta e água é importante. Cada vez mais, e principalmente nas áreas urbanas da zona costeira brasileira, a conservação e recuperação das áreas de proteção dos mananciais hídricos tornam-se essenciais. Nesta região o aumento populacional, com conseqüente incremento no consumo de água e na produção de esgoto e lixo, levam a um emi-

nente colapso na disponibilidade hídrica para abastecimento humano. A poluição e escassez de água decorrentes da ocupação urbana inadequada, são fatores determinantes na degradação da floresta, especialmente no bioma Mata Atlântica. Ao mesmo tempo, o desmatamento em terrenos declivosos e a destruição das várzeas para ocupação urbana desordenada, cria áreas críticas de risco, particularmente para as populações de baixa-renda. Fonte: Programa Águas e Florestas da Mata Atlântica

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Pensamento Ecológico Por Stanislav Grof, psicólogo, e Fritjof Capra, físico, citado em Sabedoria Incomum, de Fritjof Capra

A circulação da água na natureza

A consciência universal é comparada a um oceano – uma massa fluida, nãodiferenciada - e o primeiro estágio da criação assemelha-se à formação das ondas. Uma onda pode ser vista como uma entidade distinta e, no entanto, é óbvio que uma onda é o oceano e o oceano, uma onda.

meros de existência separada. A continuação deste raciocínio metafórico seria uma onda que bate numa praia rochosa e volta para o mar, mas deixa uma pequena poça d’água. Talvez leve muito tempo até vir a próxima onda e retomar a água deixada ali. Durante esse tempo, a poça d’água é uma entidade separada – sendo, no entanto, também uma extensão do oceano que, eventualmente, irá levá-la de volta ás suas origens. A evaporação é o estágio seguinte. Imagine a água evaporando-se e formando uma nuvem. A unidade original fica agora obscurecida, oculta por uma efetiva transformação. É preciso um certo conheci-

Não há nenhuma separação definitiva O estágio seguinte da criação seria o de uma onda quebrando nas pedras e espirrando gotículas de água no ar, gotículas que existirão como entidades distintas por um pequeno tempo, antes de serem tragadas de novo pelo oceano. Desse modo, temos aqui alguns momentos efê-

mento de física para se dar conta de que a nuvem é o oceano e oceano é a nuvem.Todavia, a água na nuvem irá eventualmente unir-se ao oceano sob a forma de chuva. A separação final, em que o elo com a fonte original parece ter sido de todo esquecido, é muitas vezes ilustrada por meio de um floco de neve que se cristalizou a partir da água numa nuvem, que em sua origem havia se evaporado do oceano.Temos aqui uma entidade distinta altamente estruturada, altamente individualizada, que parece não ter semelhança alguma com suas origens. Precisamos aqui de um conhecimento profundo para reconhecermos que o floco

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de neve é o oceano e o oceano é o floco de neve. E para que o floco de neve possa unir-se mais uma vez ao oceano, terá de abandonar sua estrutura e sua individualidade; terá por assim dizer, de sofrer a morte de seu ego para retornar à sua fonte. A consciência ecológica, em seu nível mais profundo, é o reconhecimento intuitivo da unicidade de toda a vida, da interdependência de suas múltiplas manifestações e de seus ciclos de mudança e transformação. E, na verdade, a espiritualidade - ou o espírito humano - poderia ser definida como o modo de consciência em que nos sentimos unidos ao cosmos como um todo.


Educação Por Tania Regina M. Bueno

Como trabalhar com projetos em educação ambiental

s atuais leis que regem a educação brasileira - Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9394/96), Referenciais Cur r iculares Nacionais (RCNs Pré-escola), Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs Ensino Fundamental) e Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs Ensino Médio) - possuem uma característica inovadora: ao nortear a ação pedagógica através das referências e dos parâmetros básicos, esse conjunto de leis permite ao educador grande autonomia de ação, capaz de levar em conta, antes de tudo, as realidades de cada aluno, de sua escola e de sua região. Uma análise desse conjunto de leis encontrará os seguintes pontos comuns que atestam a conclusão acima: • a busca de uma identidade regional em seus currículos, a ser perseguida pelas comunidades educativas de cada região; • o estímulo às ações de cidadania dos alunos e ao resgate dos valores culturais e científicos; • a ampliação das possibilidades de decisão sobre os temas de estudo componentes do currículo escolar; • a promoção de ações pedagógicas que estimulem a participação dos alunos como agentes de transformação das questões sociais que afligem a sociedade. A idéia do trabalho com projetos nos remete à imagem da escola como uma instituição aberta, permeável, que terá como frente de trabalho os elementos da sociedade (grupos de alunos), cada um com suas especificidades. Esta imagem se amplia quando entendemos o termo com o sentido de uma aprendizagem do fazer conjunto, do construir participativo, integrador dos elementos que participam do projeto - aluno, professor, diretor, enfim, todos os envolvi-

dos. É consenso hoje que a escola deve proporcionar aos estudantes oportunidades diversas para que exercitem novas fórmulas de resolver problemas, “balancear” alternativas, selecionar, ordenar e analisar infor mações para poderem emitir juízo de valor pessoal e coletivo, desenvolvendo um pensamento crítico, porém flexível. O que se busca é que os alunos aprendam a trabalhar de forma independente, selecionando ações adequadas em situações ambíguas e transformando as informações em conhecimento de grupo. O trabalho com projetos permite que o aluno: tenha responsabilidade pessoal no contexto; aprenda a negociar sua participação; participe da elaboração e decida estratégias de ação; seja co-responsável pelo trabalho, aprenda a ouvir sim e não e a decidir com um fim determinado. A escolha pelo trabalho com projetos tem uma ligação imediata com a idéia de “educar-se para o presente”, tornando os currículos voltados para o imediato, para a curiosidade e a vontade emergente dos alunos.

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Passo a Passo A escolha do tema é o primeiro passo para o trabalho. Algumas opiniões acentuam que o tema deve ser produto dos questionamentos dos alunos; outras enfatizam que este deve ser proposto pelo professor, para que ele possa estruturar conceitos educativos. Mais importante do que isso é o tratamento dado ao assunto escolhido, seja ele vindo de qualquer uma das partes, ou até do próprio momento social. O tema escolhido deve oferecer, a partir de uma correta abordagem e dos questionamentos feitos pelos participantes, possibilidades de ampliação e crescimento. Só assim o projeto terá condições de se estruturar e tomar a forma que

O Projeto dos Clubes de Amigos do Planeta foi lançado no livro “Como Fazer Educação Ambiental”, de Vilmar Berna. Para ser mantido informado sobre as atividades dos Clubes de Amigos do Planeta e participar de debates e trocas de informações, envie um email com uma breve apresentação para redenacionaldeamigosdoplaneta-subscribe@yahoogrupos.com.br

se espera. Em seguida, há a necessidade de se conhecer as dúvidas e questões que cada um tem a respeito do tema e ainda o que se sabe sobre ele. Nesta fase, é importante que todos expressem suas idéias, conversem demoradamente sobre o objeto de estudo, para que haja a problematização do tema. A continuidade do projeto dependerá de cada grupo e do tratamento que foi dado coletivamente ao tema. Neste sentido, o planejamento das ações deve ser um momento em que todos decidem. Frente às dúvidas e questionamentos apresentados, e com alguns objetivos estabelecidos, podem ser definidas as estratégias a serem seguidas (desenvolvimento). O andamento do trabalho terá fases diversificadas de gr upo para gr upo. Obviamente, dependerá do resultado das estratégias escolhidas e da avaliação feita por seus integrantes, que deverá acontecer sempre que alguns dados forem reunidos. Mais do que estabelecer fases rígidas para o trabalho, o professor deverá ter claro que:

o registro pessoal de seu trabalho é um importante elemento para a comparação de acertos e erros e para a troca com os outros professores. Aqui há também o início da construção da memória da escola, pois possibilita a reflexão coletiva do corpo docente; o registro pelos alunos dos procedimentos, informações e conclusões será imprescindível para a tomada de decisões pelo grupo para as próximas ações coletivas; a análise e síntese das informações deverão ser feitas constantemente, pois são fundamentais para ajudar os alunos na ampliação de seus pensamentos; as ações deverão estar alicerçadas nos conteúdos de Português, Matemática, História, Geografia, Geometria, Ciências, Artes etc., o que sugere uma integração de todos os professores; o projeto demandará, necessar iamente, uma síntese, uma conclusão, que terá a(s) forma(s) que o grupo decidir (um texto, uma campanha, uma peça de teatro, uma letra de música, um mural etc.). Fo n t e : h t t p : / / w w w. ro dagua.com.br

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SIM, quero contribuir para o auto-sustento da democratização da informação ambiental no Brasil através de: ( ) R$ 70,00 pela pela assinatura da REVISTA DO MEIO AMBIENTE com direito de acesso ao PORTAL DO MEIO AMBIENTE e recebimento das NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE (12 meses). ( ) outras formas de colaboração e/ou patrocínio que informarei por e-mail ou fax. Forma de pagamento: Depósito Bancário ou transferência eletrônica para Vilmar Sidnei Demamam Berna (CPF: 458.526.777-87): BRADESCO - agência 0541-0 conta corrente: 0050622-2 ou ITAÚ - agência 6077 conta corrente: 07438-0. A assinatura passa a contar a partir do momento da confirmação do recebimento do comprovante do depósito na conta do editor na através do fax: (21) 2610-7365 ou pelo e-mail do editor vilmarberna@ jornaldomeioambiente.com.br MEUS DADOS PARA O RECEBIMENTO DA REVISTA IMPRESSA (enviar cupom pelo fax: (21) 2610-7365): Nome completo: _____________________________________________________________ Nasc. ___/___/___ Endereço: _________________________________________________________________________________ Bairro:________________ Cidade: _________________________________ UF: ___ CEP _______-___ Atividade/profissão: ______________________________________________________ E-mail: _________________________________________ Site: _____________________________________ Telefones para contato: ( ) ________________________________________________________ Fax: ( ) ______________________________________ Data do depósito bancário: ___/___/___ Obs: _____________________________________________________________________________

Revista do Meio

Ano I - Edição nº 002 - 200 6 2006

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Revista do Meio Ambiente Tiragem: 25 mil exemplares Redação e correspondência: Trav. Gonçalo Ferreira, 777 Casarão da Ponta da Ilha Jurujuba - Niterói - RJ Cep.: 24.370-290 Telefax: (21) 2610-2272/7365


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