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MUSEU DO CARNAVAL DE SALVADOR


Pollyanna Carvalho da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE ARQUITETURA TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

MUSEU DO CARNAVAL DE SALVADOR Trabalho apresentado como requisito nal para a obtenção do título de Arquiteta e Urbanista pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Orientador: Marcos Queiroz Coorientadora: Mariely Santana

2017.2


RESUMO A proposta desse trabalho é a criação de um Museu do Carnaval de Salvador em uma região que se relaciona diretamente com o Carnaval, inserida no contexto cultural e turístico da cidade, situado na Rua Carlos Gomes. A demanda por esse equipamento foi identicada em uma entrevista dada pelo Prof. Paulo Miguez, na qual ele ressaltava quais eram as necessidades de ter um espaço como esse para perpetuar e discutir o Carnaval. Em seguida foi feito um estudo sobre o que é uma festa, quais são as motivações das pessoas ao festejarem, o que é o Carnaval e o que ele representa pra cidade nos dias de hoje. Também foram analisados textos sobre os espaços museológicos, o que eles signicam para as pessoas e quais são as potencialidades das novas formas com que a museologia tem tratado esse equipamento. Esse embasamento teórico possibilitou o entendimento sobre como fazer um museu na contemporaneidade, gerando material para o desenvolvimento do conceito balizador, Contraste, que perpassa a criação do partido arquitetônico até o anteprojeto. Através desse trabalho foi possível perceber a importância cultural e econômica do Carnaval, mostrando-se realmente necessária a criação do Museu do Carnaval de Salvador.


AGRADECIMENTOS Ao entrar na Faculdade de Arquitetura da UFBA eu mal poderia imaginar todos os desaos e conquistas que estavam por vir. Foram anos de noites mal dormidas, nais de semana e feriados dedicados a projetos, cansaço físico e mental, mas também de estrema aprendizagem acadêmica e crescimento pessoal. Anos em que pude contar com pessoas especiais ao meu redor e hoje só tenho a agradecer por participarem comigo do fechamento de mais um ciclo. Devo agradecer primeiro a Deus, que após cada diculdade enfrentada, quando eu achava que não teria mais a solução, me apresentava planos para melhores do que os eu havia imaginado. Em seguida quero agradecer aos meus pais pelo zelo, cuidado e paciência durante toda a minha vida; a minha prima, Mylla, por todo o apoio durante a faculdade e pela ajuda imensa nos últimos meses dedicados ao TFG; a minha tia, Di, por todo carinho e atenção, entendendo a minha ausência durante esses anos de faculdade; a Sil, por ter se tornado uma amiga tão especial, a Cho e Lu pela parceria nessa caminhada, as noites de pizza e as risadas; a Lu (Luciana) e Pitty por todo o apoio; a Mário pela ajuda na escolha do tema pra o TFG e disponibilidade para me acompanhar à visitas em campo. Por m, quero agradecer a Marcos e Mariely, meus orientador e coorientadora, por terem aceitado embarcar nessa jornada nal comigo, enriquecendo o meu trabalho a cada orientação.


SUMÁRIO

01. INTRODUÇÃO 10

10

MOTIVAÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS

11 12 12

02. CONTEXTO14

14

A FESTA O CARNAVAL O CARNAVAL EM SALVADOR EVOLUÇÃO TEMPORAL DO CARNAVAL EM SALVADOR PANORAMA ATUAL DO CARNAVAL EM SALVADOR MUSEUS CONSIDERAÇÕES GERAIS

03. O LUGAR 38 A ESCOLHA DO LUGAR ACESSIBILIDADE ANÁLISE URBANA PERFIL DAS RUAS BREVE HISTÓRICO O TERRENO

15 16 18 22 27 31 36 38 39 41 43 45 47 49

ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA ANÁLISE AMBIENTAL

04. O PROJETO56

52 54 56

PROJETOS DE REFERÊNCIA PROGRAMA CONCEPÇÃO DESENVOLVIMENTO DO PARTIDO ARQUITETÔNICO SETORIZAÇÃO ESTRUTURA MATERIAIS PLANTAS BAIXAS CORTES FACHADAS PERSPECTIVAS

57 59 63

05. REFERÊNCIAS102

102

LIVROS WEBSITES LISTA DE MAPAS LISTA DE FIGURAS

64 67 68 70 73 89 92 95

103 104 105 107


01INTRODUÇÃO


MOTIVAÇÃO

Em 2016 ao ouvir uma entrevista na rádio com vice reitor da UFBA, Paulo Miguez, na qual ele falava sobre o Carnaval de Salvador e salientava a necessidade de criação de um lugar que fomentasse essa festa durante todo o ano, visualizei esse espaço como um projeto em potencial para ser desenvolvido no TFG (Trabalho Final de Graduação). Durante as pesquisas sobre o tema relembrei o quanto eu brinquei o Carnaval na infância e fui percebendo em cada nova busca por informações a importância da festa na história e no contexto atual da cidade.

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JUSTIFICATIVA

O Carnaval em Salvador é uma das maiores festas de rua do mundo, movimentando por ano, apenas nos dias de festa, cerca de 1,7 bilhões de reais, atraindo cerca de 770 mil turistas. A festa tem raízes desde o século XVII. De lá para cá acompanhou as mudanças da sociedade e da cidade, sendo palco de conitos e debates. Uma festa com tamanha importância econômica, turística e, principalmente, cultural necessita de um lugar em que possa adquirir, preservar e propagar materiais sobre a sua história, que se confunde com a do povo soteropolitano. Como já foi dito, estudiosos do carnaval, como Paulo Miguez, são defensores da criação desse lugar. Ele ainda apontou, em entrevista à uma rádio, o recente distanciamento da população local em relação ao Carnaval, seja por motivos, econômicos, sociais ou de segurança, e coloca a criação de um lugar, a exemplo de um Museu, como instrumento que será capaz de rearmar as identidades locais por meio da participação popular, proporcionando mais informação para visitantes locais e turistas, além de possibilitar debates sobre as novas resoluções tomadas a respeito do Carnaval.

OBJETIVOS

Ÿ Propor um edifício que se relacione com o entor-

no, mas que apresente uma concepção arquitetônica contemporânea, capaz de despertar o interesse do transeunte. Ÿ Criar espaços que funcionem de forma indepen-

dente das exposições, como o café, o pocket show, o acervo de leitura e as ocinas. Ÿ Possibilitar espaços livres e amplos para as exposi-

ções de curta permanência com estrutura que possibilite facilitar a adequação do espaço a diferentes temáticas dentro do contexto do Carnaval. Ÿ Promover a entrada principal do edifício como uma

extensão da rua criando uma área de convívio em uma região bastante adensada. Ÿ Propiciar espaço para pequenos shows e apresen-

tações ligados ao Carnaval, bem como debates sobre as decisões acerca da festa. Ÿ Permitir ao público possibilidade de escolha em

relação ao percurso feitos nas exposições.

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02 CONTEXTO


A FESTA

Desde de o início da prática de atividades agrícolas pelo homem é possível perceber a existência da relação dessa atividade com festas destinadas a agradecer a natureza ou a(s) divindades pelo êxito da colheita passada e pedir pelo sucesso da próxima. Esse rito já apresenta uma ligação com a religião, levando estudiosos a crerem que festa e religião surgiram simultaneamente na história da humanidade. As principais festas conhecidas, inclusive mundialmente, estão ligadas a momentos de agradecimento e súplica e mesmo as festas consideradas laicas apresentam elementos de celebrações religiosas. (SANTANA, 2009, p. 50) Lapenta (1977, p.7, apud Santana, 2009, p. 50) arma que a festa e a religião “[...] permitem ao homem escapar dos limites rotineiros da existência. Exigem paradas periódicas, onde é possível rearmar que não somos, simplesmente, máquinas de trabalhar e produzir, mas que, também necessitamos de momentos para agradecer, suplicar, divertir e se emocionar.” Assim pode-se perceber que a festa é posta como uma necessidade humana, existente em todas as culturas, mesmo que realizada de formas diferentes. (SANTANA, 2009, p. 51) A festa é colocada como local de identidade nacional através das práticas culturais únicas inerentes a um país ou mais especicamente a uma região, estado ou cidade. Onde está presente uma diversidade de crenças e 15

saberes tornando-a um objeto maior do que o puro entretenimento, e um ambiente propício para o estudo da dinâmica social. (SANTANA, 2009, p. 51) A festa é denida como um momento de comemoração e comemorar é exaltar a história através da memória, e assim manter essa memória viva. Muitas festas são cíclicas, ocorrendo periodicamente, e ainda que a festa tenha o mesmo objetivo principal a cada período ela se torna única, pois ela é elemento do presente a qual está inserida, sendo formada por diferentes anseios, pessoas, contextos históricos e sociais, ela se ressignica a cada ciclo passado. (SANTANA, 2009, p. 51) Três aspectos são apontados como principais na conguração das festas: o caráter coletivo, o estado de “efervescência” coletiva e a transgressão. O caráter coletivo, “pois a festa possibilita a rearmação de crenças grupais e estabelece as regras que tornam possível a vida em sociedade”, assim a cada realização periódica de uma festa, os vínculos sociais são reestabelecidos e forticados. O estado de “efervescência” coletiva, que ocorre a após a cerimônia formal, é quando o clímax da festa acontece normalmente marcado pelo consumo de comida e bebida. O estágio nal da festa é caracterizado pela transgressão, onde se foge dos parâmetros considerados “normais” de comportamento, estabelecendo uma nova dinâmica


O CARNAVAL

relacional, durante essa etapa, devido a diferentes características individuais inerentes a cada pessoa coexistente no mesmo espaço de comemoração, podem ocorrer tensões que venham a provocar rupturas, proporcionando “a capacidade que possuem todos os grupos humanos de se libertarem de si mesmo e enfrentarem um diferença radical, no encontro com o universo sem leis.” (Duvignaud, 1983, p. 212, apud Santana, 2009, p. 56) Através desse processo é possível reestruturar e rearmar determinados vínculos sociais.(SANTANA, 2009, p. 54-56) A participação coletiva é um elemento fundamental para existência das festas, justamente por ser um momento onde as relações sociais e as lembranças coletivas são enaltecidas. As festas tem sido categorizadas em 3 tipos de acordo com o nível de participação, festa de participação, onde todos os indivíduos presentes estão envolvidos na preparação e nos ritos da festa; festa de representação, onde uma parcela da comunidade prepara a festa para um público expectador; e a festa de representação e participação, tendo uma parcela local da comunidade envolvida na organização e nos ritos festivos, enquanto a festa é transmitida através das mídias digitais para o grande público. (SANTANA, 2009, p. 56)

Há uma vertente teórica que coloca o Carnaval como uma das festas mais antigas da história, acreditando que a sua origem possa estar ligada a antiguidade egípcia através da lenda de Ísis e Osíris, passando pela a Grécia e Roma antiga através das bacanais, lupercais e saturnais. (SEBE, 1986, p. 9-11) O que todas essas celebrações tinham em comum, assim como já foi dito, era ligação com fenômenos da agricultura, sempre associados a um tempo de euforia, breve e intenso correspondendo ao período de fecundidade da terra e um tempo de resignação, longo e metódico, equivalente a gestação. Outra similaridade era a ”variação do cotidiano e a liberdade dos costumes que permitia o relaxamento do rigor moral e possibilitava uma espécie de desarticulação momentânea do sistema”. (SEBE, 1986, p. 15) As sartunais já apresentavam elementos essenciais da festa carnavalesca, como um carro em formato de navio com guras alegóricas que guiava uma procissão, distribuindo bebidas aos foliões mascarados. Acredita-se que o nome da festa tenha surgido do “carro naval” ou carrus navalis. (SEBE, 1986, p. 30-31) Somente no sec. XV o carnaval foi ocialmente introduzido no calendário cristão, pelo papa Paulo II que chegou a patrocinar uma celebração carnavalesca antes da 16


Quaresma. Enquanto que o papa Paulo IV, além de organizar o carnaval popular, foi responsável por um jantar na “terçafeira gorda” para o sacro colégio romano, sendo considerada uma das primeiras celebrações em salão fechado. (SEBE, 1986, p. 25) Petrochi (apud Sebe, 1986, p. 16) indica que o nome da festa teria origem na baixo latim carnelevamen, que signicaria “adeus à carne”, fazendo referência a terça-feira gorda, último dia do calendário cristão que é permitido

Fig. 01: “A Bacanal” pintura de Tiziano Vecellio

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comer carne, enquanto que o etimólogo Starppers (apud Sebe, 1986, p. 17) coloca o carnelevamen como “prazer da carne”. Para George Dumézil (apud Sebe, 1986, p. 16) a época do carnaval é considerada como “tempo extraordinário”, “sagrado”, representando uma negação da rotina diária. Sendo uma pausa da luta cotidiana e dos acontecimentos do dia-a-dia para se conquistar um espaço utópico e por isso “sagrado”.

Fig. 02: “Os romanos da Decadência” (1847), representando as saturnais.


O CARNAVAL EM SALVADOR

No Brasil a festa remonta ao século XVII, com o entrudo, uma festa de origem portuguesa. Ela era marcada por celebrações tanto nas ruas, com a população negra e pobre quanto nos salões com a elite soteropolitana. O entrudo consistia basicamente em jogar líquidos uns nos outros. (FANTINEL, 2015) Em 1878, o entrudo de rua, que pode ser considerado como a origem do nosso carnaval atual, foi ocialmente banido. O objetivo era remover de nossa cultura qualquer traço que não estivesse de acordo com os

padrões europeus. Em seu lugar, surge o desle alegórico. cultura qualquer traço que não estivesse de acordo com os padrões europeus. Em seu lugar, surge o desle alegórico. Patrocinados pela elite baiana, os grandes clubes como o Cruz Vermelha (1884) e o Fantoches da Euterpe (1885) e o Inocentes em Progresso (1900) cam responsáveis por essa festa. (FANTINEL, 2015) No m do século XIX começa a surgir nas festas de rua características e inuências da cultura africana. Com o afrouxamento da interdição aos negros de participarem

Fig. 03: “Cena de Carnavall” por Debret, retratando o entrudo

Fig. 04: Carro alegórico do Clube Inocentes em Progresso

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ativamente das festas públicas, estes começaram a se organizar em entidades carnavalescas. Nesse período surgem os primeiros afoxés da história. Nesse ponto o carnaval soteropolitano passa a se congurar totalmente diferente, não sendo mais inuenciada apenas por modelos europeus de festejar. (FANTINEL, 2015) Mais uma vez, o preconceito institucionalizado faz com que, em 1905, surja uma proibição legal de todos osgrupos afrocêntricos no carnaval da cidade. Esta proibição cou em vigor até 1914. (FANTINEL, 2015) Com o m das proibições, novas formas de pular o carnaval foram sendo inventadas pelo povo. É o inicio das batucadas, afoxés, os blocos e os cordões, cada vez mais dando forma ao carnaval que conhecemos hoje até o surgimento do trio elétrico de Dodô e Osmar na década de 1950. (FANTINEL, 2015) Por volta de 1920 a participação popular começa a ser mais efetiva no carnaval de Salvador. Mas é entre 1930 – 1950 que há uma ebulição afro-festiva pelas ruas da cidade, marcando o nal de sua conguração inicial ligada as tradições europeias, tão veneradas pela elite branca. (FANTINEL, 2015) O carnaval de rua, de caráter mais popular passou a ser a verdadeira essência do carnaval. Eram sinônimos de alegria e diversão para os menos favorecidos e também para 19

a classe média, que se reunia nas portas de suas casas para assistir à folia. Não havia uma distinção clara entre folião e atração como nos dias de hoje, mas sim uma mistura dos elementos, o povo era ao mesmo tempo espectador e personagem. (FANTINEL, 2015) A partir de 1950 a festa ocial do Momo acontecia durante três dias, de domingo à terça. Mas sempre houve um modesto inicio de festa nos sábados, com algum cordão ao batucada, até que em 1973 o sábado de carnaval é ocialmente posto como dia de festa. (FANTINEL, 2015)

Fig. 05: Praça Castro Alves, um dos pontos centrais da festa (1973)


O primeiro circuito ocial do carnaval ia do Campo Grande até a Praça da Sé, passando pela Avenida Sete de Setembro, Piedade, São Bento, Praça Castro Alves e Rua Chile sendo a Rua Chile o ponto principal. (FANTINEL, 2015) BLOCOS E CORDOES

Fig. 06: Registro de foliões no carnaval da Rua Chile (déc. 1950)

Os blocos e cordões foram grupos criados pela população para brincar carnaval. A principal diferença entre eles era seu tamanho, onde os blocos eram formados por grupos menores de pessoas e os cordões, além de serem maiores, obrigatoriamente traziam instrumentos de sopro e seus estandartes. (FANTINEL, 2015) Até meados dos anos 1950, os cordões eram majoritariamente formados por pessoas da classe trabalhadora. Em 1960 começam a surgir cordões feitos pelas partes mais abastadas da população, a exemplo do internacionais (1963) e do Corujas (1964). (FANTINEL, 2015). Alguns cordões marcaram história e são vivos até hoje, como é o caso dos Filhos de Gandhy (1949), que em meados de 1950 começa a ser categorizado como afoxé. (FANTINEL, 2015) Extremamente criativos, os cordões foram persona20


gens ilustres no carnaval da cidade por um longo período, modicando completamente a sua forma, as suas cores e os seus atores.(FANTINEL, 2015)

As batucadas eram grupos percussivos de pequeno porte. Criadas a partir da segunda metade de 1930, elas eram formadas pela população dos bairros pobres da cidade. Ganharam força e notoriedade a partir da década de 1940, eram muito requisitadas nas festas pré carnavalescas e eram peças centrais dos três dias ociais de festa. É a partir

da experiência das batucadas que a festa de rua assume um discurso popular poderoso, credenciando as entidades negras como personagens centrais desse novo cenário festivo.(FANTINEL, 2015) As batucadas de Salvador começam a diminuir na década de 1950. Dois elementos são apontados para esse fato: a volta dos desles dos grandes clubes subsidiados pela Prefeitura e o surgimento do trio elétrico, cuja invenção revolucionou o carnaval soteropolitano. (FANTINEL, 2015) Muitas batucadas acabaram evoluindo para escolas de samba, com inuência carioca, enquanto várias outras simplesmente desapareceram. (FANTINEL, 2015)

Fig. 07: Apresentação do Internacionais no carnaval de 1974

Fig. 08: Escola de Samba Diplomatas de Amaralina (1972).

BATUCADAS

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EVOLUÇÃO TEMPORAL DO CARNAVAL EM SALVADOR

Fig. 09: Ilustração de Agostini representando o Entrudo

Fig. 10: O Clube Cruz Vermelha

Séc. XVII

1884

1895

1905

O entrudo era a brincadeira do carnaval, caracterizador por uma cera de bolas de cera cheias de água, passando posteriormente para uma guerra de líquidos mal cheirosos. Sendo banido em 1878.

O carnaval de rua é feito em forma de desles patrocinado pela elite baiana, com cortejo que sai do Comércio, sobe Ladeira da Montanha, passando pela Barroquinha, ruas Direita do Palácio (Rua Chile), Direita da Misericórdia e Direita do Colégio, até o Politeama de Baixo.

Afrouxamento da interdição dos negros na participação em festas públicas e com o isso o surgimento dos primeiros afoxés da história, como a Embaixada Africana. Os afoxés percorriam a Baixa dos Sapateiros, tabião, Barroquinha e Pelourinho.

Proibição legal de todos os grupos afrocêntricos no carnaval da cidade.

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Fig. 11: Cordão Mercadores de Bagdad (década de 1950)

Fig. 12: Desle de batucada no carnaval de 1952

Fig. 13: O Filhos de Gandhy (década de 1950)

1914

1920

1935

1949

Fim da proibição da participação dos grupos afrocêntricos no carnaval e consequente aumento de grupos populares de negros. A elite então se restringe aos clubes privados, voltando as ruas apenas no dia do desle de seus clubes.

Período emergente dos blocos e cordões, que organizavam-se, em geral, territorialmente, sendo formados por moradores de um mesmo bairro.

Surgimento das batucadas .

Filhos de Gandhy inicia sua história como cordão, tocando sambas e marchas. tornando-se afoxé em 1952.


Fig. 14: Fobica

Fig. 15: Escola de Samba Filhos do Tororó (1974)

Fig. 16: Mortalhas utilizadas na década de 1960

1950

1953

1960

1973

Na tarde de domingo de carnaval Dodô e Osmar sobem a ladeira da montanha em direção a praça Castro Alves e a Rua Chile com um Ford 1929, conhecido como Fobica, considerado o primeiro trio elétrico da história tendo seu uso consolidado em 1970.

Surgimento da primeira escola de samba de Salvador, a Filhos do Tororó.

Início da extinção das batucadas. As mortalhas começam a serem utilizadas no lugar das caretas, que eram fantasias herdadas de costumes europeus.

Ocialmente incorporado mais um dia de festa, sendo realizada sábado, domingo, segunda e terça.

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FIM

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INÍCIO

Fig. 17: Percurso feito entre Ondina e Barra em 1983

Fig. 18: Exemplo de arquibancada com estrutura tubular

Fig. 19: Trecho do circuito Barra/Ondina

1981

1983

1984

1992

Fica suspenso o expediente em repartição pública na sexta feira por decreto estadual.

Acontece o primeiro carnaval na Barra, os trios elétricos saíram sábado à tarde no sentido Ondina/Barra, sem cordas, mas atrás de cada trio seguiram seis caminhões e pessoas com camisetas dos trios podiam subir.

São montadas arquibancadas com estruturas tubulares pela primeira vez, permitindo espaços como camarotes. Prefeitura inicia captação de recursos com iniciativas privadas e campanha para atração de turistas.

O c i r c u i t o Barra/Ondina é ocialmente incorporado ao Carnaval.


Fig. 20: Abadá Criado por Pedrinho da Rocha

Fig. 21: Bloco sem cordas «Pipoca do Saulo»

Fig. 22: Filhos de Gandhy na R. Carlos Gomes, à direita (2016)

1993

2011

2013

2016

É criado o primeiro “Abadá” (camisa em ioruba).

É iniciado um movimento democrático para “baixar ” as cordas dos blocos.

Rua Carlos Gomes sai do circuito “Osmar”, que passa a começar em frente ao hotel Sheraton terminando na praça Castro Alves. O circuito Sergio Bezerra (do Farol da Barra em direção ao Morro do Cristo) acontece na quartafeira antes do carnaval.

Rua Carlos Gomes volta a fazer parte do circuito “Osmar”.

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PANORAMA ATUAL DO CARNAVAL EM SALVADOR

O carnaval soteropolitano nos moldes atuais acontece durante 6 dias (de quinta a terça-feira), contando com 7 circuitos ociais, dentre eles dois se destacam por serem os principais e atraírem o maior número de turistas, o Dodô (Barra/Ondina) e o Osmar (Campo Grande - Avenida Sete - Praça Castro Alves - Avenida Carlos Gomes), os outros circuitos são o Batatinha (Praça da Sé/Praça castro Alves), o Contra Fluxo (R. Chile até a R. Carlos Gomes), o Orlando Tapajós (Hospital Espanhol/Farol da Barra) de sábado a terça-feira, o Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina) de quarta a terça-feira e o Sérgio Bezerra (Farol da Barra/Cristo) na quarta-feira.

A maioria dos blocos/trios elétricos que deslam nos circuitos Dodô e Osmar são pagos, mas há também a programação do Furdunço e Fuzuê que acontece antes do início ocial do carnaval e blocos sem corda que são gratuitos, conhecidos como “carnaval pipoca”. A festa conta também com o “Carnaval nos Bairros”: são estruturados palcos para realização de shows nos bairros de Cajazeiras, Itapuã, Piatã, Periperi, Plataforma Liberdade, Pau da Lima, Boca do Rio e Centro Histórico. Na imagem abaixo são pontuados números relativos ao carnaval de 2017:

MAIS DE

1,7 BILHÃO

770 MIL

DE MOVIMENTAÇÃO ECONÔMICA DURANTE O CARNAVAL

TURISTAS

ACIMA DE

11.4 MIL

TURISTAS CHEGANDO À DE GASTO MÉDIO DOS CIDADE EM NAVIOS ENTRE TURISTAS NACIONAIS O DOMINGO DE CARNAVAL DURANTE A FESTA E A QUARTA-FEIRA DE CINZAS MAIS DE

3,5 MIL DE GASTO MÉDIO DOS TURISTAS INTERNACIONAIS DURANTE A FESTA MAIS DE

95 %

2 MILHÕES

1 MILHÃO

1 MILHÃO

DE OCUPAÇÃO DA REDE HOTELEIRA

DE PESSOAS NAS RUAS POR DIA DURANTE O PERÍODO DO CARNAVAL

DE PESSOAS NO PRÉ-CARNAVAL

DE FOLIÕES NO CARNAVAL DOS BAIRROS

Fig. 23: Dados econômicos do carnaval soteropolitano em 2017

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4,9 MIL


LEGENDA

N

CIRCUITOS DO CARNAVAL 1 Orlando Tapajós 2 Osmar

5

3 Batatinha 4 Contra Fluxo

8

5 Sérgio Bezerra

4

6 Dodô 7 Mestre Bimba

6

«CARNAVAL DOS BAIRROS» 1 Centro Histórico

10 3

2 Centro Histórico 3 Liberdade

9

4 Plataforma

2 31 2 1

5 Periperi

7

6 Pau da Lima

4

7 Boca do Rio 8 Cajazeiras

5 6

7

9 Piatã 0

2,5

5

10 km

10 Itapuã

Mapa 01: Circuitos do carnaval Soteropolitano e «Carnaval nos Bairros» do ano de 2018

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Nos últimos 6 anos o Carnaval soteropolitano vem mudando devido ao esgotamento do modelo de negócios que vem sendo praticado, voltado para os blocos. Enquanto que hoje desponta uma nova tendência, que são os camarotes. Para que o bloco possa existir é preciso uma negociação com diversos agentes: outros blocos, funcionários dos blocos, camarotes, órgãos públicos e principalmente com a população que clama por reaver o espaço público que foi reduzido com a privatização das cordas. Miguez aponta que além do fato de toda essa complexidade em administrar a saída de um bloco no carnaval de salvador contribuir para a derrocada dos blocos, o público alvo destes acabará por migrar para os camarotes, que oferecem melhor infraestrutura, segurança e serviço sosticado, e assim os camarotes se manterão como o principal agente econômico da festa, enquanto que a rua será “devolvida” ao uso público, destacando que os camarotes devem ser montados idealmente apenas em locais que se caracterizam como ambiente privado durante todo o ano, pois o carnaval como um negócio é apenas uma das dimensões dessa festa e não pode se sobrepor a ela, devendo ser impedido a privatização de espaços públicos. (Miguez, 2017) Os antigos clubes carnavalescos, que surgem a partir de 1914, apresentavam uma tipologia de muros altos e 29

Fig. 24: Bloco no Carnaval de Salvador em 2015

Fig. 25: Camarote no Carnaval de Salvador em 2015


as festas aconteciam em seus interiores. Nos moldes atuais os camarotes assumem o ambiente privado, mas na sua conformação arquitetônica se colocam como varandas abertas para a rua, reconhecendo que o Carnaval efetivamente acontece na rua. (Miguez, 2017) Contudo, mesmo com esse reconhecimento, é possível perceber que ainda hoje e “desde sempre o carnaval manteve a ideia de espaço como fundamental: os salões para elite; a rua para o grande público, pobre”. (SEBE, 1986, p. 34) Paulo Miguez coloca que em várias ocasiões as pessoas o perguntam como reviver e recriar os momentos nos quais a praça Castro Alves esteve no auge dos encontros carnavalescos, ele então assinala que o carnaval acompanha o desenvolvimento da cidade, sendo impossível recriar esses momentos, pois eles foram gerados a partir do contexto da ditadura onde a praça era uma expressão de resistência e as interdições militares eram suspensas graças a “rebeldia” dos foliões, sendo o único espaço onde a comunidade gay, intelectuais e militantes podiam se expressar livremente. Outro momento visto com nostalgia ligado a praça Castro Alves é o encontro de trios, que no contexto atual deixou de existir pois a praça não suporta o porte dos trios elétricos atuais, que antes eram pequenos caminhões, e hoje são carretas enormes com certa de 30 t. Ele ressalta com isso que as tradições precisam ser

respeitadas, mas é necessário criar mecanismos para coisas novas, para experimentação. A festa é e deve ser resignicada ao longo dos anos, pois existe a memória que precisa ser preservada, mas o contexto da cidade e da sociedade é outro, e assim, a festa se adequa as mudanças, se tornando atemporal. (Miguez, 2017) Um ponto importante levantado por Miguez é que segundo ele a cidade se expressa melhor durante o carnaval. Nesse sentido ele dá o exemplo de um ônibus vindo do subúrbio de Salvador com vários jovens negros de classe baixa parando em frente ao Shopping Barra e nesse momento todos esses jovens descem do ônibus simultaneamente. No contexto rotineiro e diário da cidade imediatamente a polícia seria chamada com a suspeita de atividade ilícita por parte dos jovens, com uma interpretação racista dos acontecimentos. Contudo durante o período do carnaval esse quadro é observado diversas vezes durante o dia, simbolizando uma conquista de território daqueles que estão interditados a vários setores da cidade, que passam a estar disponíveis no carnaval. Além disso ele aponta que a “cidade efêmera” construída no carnaval apresenta seu melhor funcionamento em relação a todo o restante do ano, apresentando melhores condições de infraestrutura, segurança e transporte, e devido a isso recebe inúmeras pessoas de outras cidades e estados para estudar sobre a 30


MUSEUS

logística empregada nos dias de festa. (Miguez, 2017) O carnaval nos dias de hoje é marcado ainda por disputas políticas e para Miguez, seguindo esse ponto de vista, a disputa entre o estado e o município é boa para que eles se aperfeiçoem não só no sentido da infraestrutura, mas para que eles também entendam o carnaval como bem cultural que deve ser bem cuidado. Assim, pode-se perceber que o carnaval é permanentemente um território de conitos e disputas - disputa pelo espaço público, disputa no campo dos negócios, disputa política, dentre outras. Uma festa extremamente complexa, que vai além do simples f e s t e j a r, s e r e l a c i o n a n d o i n t i m a m e n t e c o m o s desdobramentos urbanos e sociais. (Miguez, 2017)

31

“Museus são lugares confusos, tristes, opressivos, cheios de objetos e de proibições, que nos dão uma sensação de frieza, por vezes uma 'dor na consciência' e ainda nos obrigam a ngir erudição!”, essa crítica ainda considerada atual foi escrita por Paul Valéry (1923, p.6, apud BLOISE, 2011, p. 45) em seu artigo intitulado “O Problema dos Museus”, explicitando assim um distanciamento e ineciência no diálogo com o público ao longo dos anos e a desvalorização desse equipamento cultural. (BLOISE, 2011, p. 45) Para podermos entender a importância dessa instituição e o porquê de utilizá-la como fomento para o Carnaval soteropolitano, passemos a um breve histórico sobre os museus e as novas denições dos museólogos. “A origem etimológica da palavra Mouseion nos remete ao templo das musas, lhas de Zeus (poder) e Mnemósine (memória). Os museus seriam locais privilegiados de cultivo às artes e ao conhecimento. A primeira instituição a receber a designação de Mouseion foi a biblioteca de Alexandria, no século III a.C. Isto representou a passagem do local das musas para um sistema conceitual onde os colecionadores exploram e interpretam seu mundo (FINDLER, 1994). A origem dos museus atuais está associada à valorização e à difusão da cultura do colecionismo na Europa.


Coleções foram acumuladas no desejo de reprodução de um microcosmo (WHITAKER, 1996) que reetisse o padrão de criação cosmológica da diversidade contido na mente de um Criador; as primeiras coleções reetiam a tendência enciclopédica desse período (FINDLER, 1994). Mesmo que o ato de colecionar já existisse entre seres humanos desde o paleolítico, é no Renascimento italiano que o resgate do passado clássico através da busca por objetos antigos confere às coleções seu caráter museal (BAZIN; DESVALLÉES, 1992).” (BRANDÃO; LANDIM, 2011, p. 95) Os colecionadores faziam parte da elite e expunham suas coleções privadas para visitantes considerados dignos desse conhecimento, que também faziam parte da nobreza, dando início ao processo excludente das classes menos favorecidas a este equipamento cultural. Só com a Revolução Francesa e o início do processo de democratização que estas instituições começam a se abrir para o grande público. A consolidação do processo de democratização tornou o museu uma das instituições fundamentais do Estado moderno (BAZIN, 1967), foi quando começou a ser estruturado o modelo de museu que conhecemos hoje, sendo utilizado no intuito de promover a identicação da Nação com o Estado (entre os

séculos XVI e XIX). Apesar da instauração do modelo democrático, esse processo renegou os saberes populares e consequentemente as classes populares, e assim o Museu permanecia como um espaço excludente. Na contemporaneidade tem-se tentado promover ações inclusivas objetivando a atração da grande massa aos museus, mas muitas vezes elas acabam por cair num paradoxo com exposições espetacularizadas exaltando a vida da realeza de forma romantizada, à medida que a cultura popular continua posta de lado e esquecida nesse cenário. (CURY, 2011, p. 17-19)

Fig. 26: Museu do Louvre, um dos primeiros a abrir para visitação em 1793

32


Com a globalização e consequentemente o maior acesso a informações, as culturas locais veem reivindicando seu lugar nas instituições museológicas e se posicionando contra a hegemonia da cultura imposta segundo valores globais. Com essa demanda os museus têm sido obrigados a reavaliar a ação museal, assumindo que a diversidade cultural é um ponto importante a ser preservado frente à uniformidade cultural que vem sendo exposta, passando a atuar como um importante instrumento para armação das identidades locais. (BRADÃO; LANDIM, 2011, p. 101) De forma que nos últimos 40 anos tem-se constituído uma nova ideia sobre a estrutura museológica. Na forma tradicional o visitante vai ao museu para adquirir conhecimento sobre o que está sendo exposto, o mais importante de um exposição é seu conteúdo, enquanto que, no modelo em desenvolvimento o museu busca estabelecer uma relação entre o exposto e o cotidiano das pessoas, incentivando-as a (re)signicar a visita por meio da participação popular, onde as vivências pessoais farão com que cada percurso pelo museu seja apreendido de forma diferente por cada usuário. “A experiência de aprendizagem está relacionada à participação ativa do público ao alcançar suas expectativas ritualísticas durante a visita; ele é agente de sua própria experiência e participa sensorial, emocional e sicamente, pois utiliza o seu corpo como elemento para apropriação do 33

museu. O museu é instituição una na construção de uma realidade simbólica por meio do patrimônio musealizado.” (CURY, 2011, p. 20) No modelo tradicional o museu apenas complementa a educação formal, a medida que no modelo em desenvolvimento a educação pode ser abordada de maneira formal, informal e não formal, permitindo a experimentação e a exploração da criatividade. Esse novo modelo amplia a participação do público tanto como usuário quanto integrante nas tomadas de decisões acerca da ação museal. (CURY, 2011, p. 20, 23) Cury aponta que no modelo museal em desenvolvimento deve-se fazer uso de exposições intituladas por ela como hipertextuais, que colocam o visitante na posição de enunciador e enunciatário, ao mesmo tempo em que é expectador, ele também tem a possibilidade de criação participativa dentro do contexto museal. (CURY, 2005, p.366, apud SANTANA, 2011, p. 33) E segundo Santos os museus são ambientes que também devem apresentar conitos e trazer a problemática social para seu interior unindo a ação cultural à educativa. (SANTOS 2007, apud SANTANA, 2011, p. 34) Assim a utilização de exposições hipertextuais contribui para a análise crítica do conteúdo exposto nos museus, posicionando o Museu não apenas como ambiente de vislumbre e nostalgia, como também ambiente de formação de cidadania e armação das identidades locais, passando o


museu a atuar ainda como agente enunciatário, pois recebe contrapartidas da sociedade e se readéqua. (SANTANA, 2011, p. 33) Desta forma para tornar o museu um espaço colaborativo e atrativo é fundamental ouvir o visitante buscando adequar o museu as necessidades da sociedade, entendendo o que os leva ao museu, de que forma eles se apropriam desse conteúdo e como o museu se relaciona com a vida cotidiana. (CURY, 2011, p. 22)

Fig. 27: Mesa interativa no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro

Fig. 28: Momento colaborativo no Museu da Imaginação, São Paulo

34


O museu como espaço de memórias é também um espaço de armação de identidade, pois as memórias são componentes formadores das identidades, que por sua vez são mutáveis e se constroem ao longo da história, tornando a função de preservação do patrimônio que compõe essa história uma das principais, mas não a única. (FABBRI, 2011, p. 50) A denição de 2007 de museu pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus) é uma das mais conhecidas e diz que “o museu é uma instituição permanente, sem ns lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, estuda, expõe e transmite o patrimônio material e imaterial da humanidade e do seu meio, com ns de estudo, educação e deleite”, além disso, um dos estatutos do ICOM de 1974 trazia ainda a pesquisa como uma das nalidades do museu dentro da sua denição. (conceitos-chaves das museologia, 2013,p. 64) Entendendo os direcionamentos atuais para as ações museais pode-se perceber que os museus se deparam com dualidades entre preservar o patrimônio cultural e torna-lo acessível a todos os públicos e aliar as expectativas do público geral com as do público especialista. Quanto a isso Bloise defende que “O Museu não pode ser 'apenas' espaço que abriga e preserva o patrimônio, a arte, os 35

testemunhos da história, nossas memórias; ele deve ser um espaço cultural dinâmico, que possa atrair público numeroso e atender às expectativas de diferentes públicos, com diferentes graus de instrução exercendo assim uma função social, educativa e de lazer cultural.” (BLOISE, 2011, p. 43) No cenário atual também há de se ponderar que os museus atuam como elemento importante na economia no sentido mais amplo da palavra e na economia cultural, além de constituírem alguns dos principais atrativos turísticos das cidades ao redor do mundo. E para torná-los ainda mais atrativos e abrangentes em relação ao perl de seus públicos tem-se recorrido ao uso das novas tecnologias. (FABBRI, 2011, p. 52) Em suma é evidente que a nova forma de pensar o Museu o coloca além de um espaço de memória, ele é responsável por preservá-las, mas também permite a discussão sobre contexto social amparado pelas múltiplas identidades locais atuando como um agente de desenvolvimento. Para que este possa ser acessível e capaz de se comunicar com todos os públicos, tem-se utilizado elementos de vídeo, som e fotograa, além de procurar inserir o Museu em uma rede cultural para que seu alcance seja ampliado.


CONSIDERAÇÕES GERAIS

Alguns conceitos sobre a festa e o novo modelo de museu se relacionam. A festa é momento de rememorar e trazer para o presente lembranças do passado assim como o museu é espaço de memória. Ambos se estruturam através da participação popular, sendo entendidos através de um contexto especíco relativo a uma determinada cultura representado através de símbolos, permitindo que cada indivíduo possa reetir, criticar e ressignicar algum conceito pré-estabelecido na dinâmica social em que se encaixam, proporcionando o entendimento sobre relações relativas a determinado cosmos social, sendo capaz de fortalecer a identidade de um povo. Essa correlação de elementos presentes na festa e no museu rearma a adequação do museu como equipamento cultural capaz de receber uma festa, o Carnaval, preservando-a e desenvolvendo-a ao longo dos anos de acordo com a necessidade social. Além disso, a pertinência para escolha desse tema é corroborada através da importância dessa festa na economia da cidade e como patrimônio cultural, sendo necessário a criação de um espaço que possa dar visibilidade para o Carnaval de Salvador durante o ano inteiro. Após estudo bibliográco foi possível denir 5 diretrizes de atuação para o Museu do Carnaval que são pertinentes dentro do novo modelo de museu que vem

sendo construído, elas são: promover a valorização do Carnaval e o restabelecimento da identicação com a festa, preservar o patrimônio histórico e cultural, possibilitar diferentes formas de aprendizado, perpetuar o debate e a participação social nas discussões acerca da festa, difundir o conhecimento especíco sobre a festa mundialmente através dos turistas visitantes e de recursos digitais online.

36


03 O LUGAR


A ESCOLHA DO LUGAR

Para a escolha da implantação do museu buscou-se um lugar que tenha ligação direta com o Carnaval e com uma rede de equipamentos culturais e turísticos já consolidada objetivando ampliar o seu alcance. A partir desses critérios foi traçada uma circunferência com raio de 2 km, que pode ser vista no Mapa 02. Nele pode-se notar a presença de diversos museus, centros culturais e alguns dos principais pontos turísticos da cidade. Estão presentes também nessa região dois percursos do Carnaval que já fazem parte da festa ocialmente a pelo menos 60 anos. No raio ainda é possível ver a Praça Castro Alves, a sede do Clube carnavalesco Fantoches de Euterpe, no bairro 2 de Julho e dois bairros que tiveram e ainda tem participação ativa no Carnaval, o Tororó e o Garcia. Devido a posição central no raio de estudo e a relação da R. Carlos Gomes com o Carnaval, ela foi escolhida como logradouro para receber o Museu do Carnaval de Salvador.

Av. 7 DE SETEMBRO R. CARLOS GOMES

R. DO SODRÉ

Pç. CASTRO ALVES

Fig. 29: Região central da circunferência estudada no Mapa 02

Fig. 30: Localização da Bahia, Salvador e do raio de estudo na região do centro antigo de Salvador

39


N

LEGENDA 1

MUSEUS E CENTROS CULTURAIS 1 Museu Carlos Costa P.

2 3

2 Museu de Arte da Bahia

10

3 Museu Geológico 4 Palacete das Artes 5 Palácio da Aclamação

8

6 Museu de Arte Moderna

9

7 Museu de Arte Sacra

M

ES

7

G

O

6

S

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O RL C A

5

TE

v.

8 Espaço Caixa Cultural

O

9 Esp. Cultural Barroquinha

TE

R.

BAHIA DE TODOS SANTOS

BR

DE

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TORORÓ

10 Museu da Misericódia

SE

PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS

A

1 Forte São Marcelo 2 Mercado Modelo 3 Elevador Lacerda

1

2

3

GARCIA

CIRCUÍTOS DO CARNAVAL Osmar Contra Fluxo

4

Praça Castro Alves 0 100

500 m Clube Fantoches de Euterpe

Mapa 02: Museus, Centros Culturais, Pontos Turísticos e Circuitos do Carnaval

40


ACESSIBILIDADE

Os principais acessos a Rua Carlos Gomes são a Av. Sete de setembro, que a partir do trecho conhecido como Ladeira da Barra funciona como conexão com os bairros da orla marítima; a Av. Lafayete Coutinho, também conhecida como Av. Contorno, e a ladeira da Montanha, que ligam-a Cidade Baixa e consequentemente a bairros do subúrbio ferroviário; a Av. Vale dos Barris, que conecta-a região do Iguatemi (centro comercial).

A Rua Carlos Gomes se localiza a aproximadamente 1 km de duas estações de metrô, Lapa e Campo da Pólvora, em sua extensão estão situados 5 estacionamentos privados e 6 pontos de ônibus, onde passam cerca de 50 linhas de ônibus, segundo a Transalvador, a rua ainda faz parte da área de abrangência do projeto “Salvador Vai de Bike”, da Prefeitura Municipal de Salvador.

N

Fig. 31: Av. Sete de Setembro, um dos principais acessos a R. Carlos Gomes

41

0 500 m Mapa 03: Localização de recorte para estudo de acessibilidade


N

in

ho

Via Local

R. do Sodré

bro

Via Arterial I Via Arterial II Via Coletora I Via Coletora II

Co

ut

Estação de Metro

ay

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e

Pontos de Ônibus

lica

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J Av.

e Ang

Av

Terreno 100

af

Estacionamentos

0

Av. Sete de Setem

LEGENDA

200 m

rlo

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ale .v Av

Ca R.

om sG

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sB

do ris Mapa 04: Tipologia viária, pontos de ônibus e, estações de metro e estacionamentos

42


ANÁLISE URBANA

R. do Sodré

N

R. Carlos Gomes

N

Para permitir uma análise mais profunda do contexto urbano foi selecionada uma área no entono imediato do terreno para estudo de uso do solo e gabarito. Para tanto foi feito um recorte de aproximadamente 6 hectares ao redor do terreno abrangendo as ruas Carlos Gomes e do Sodré.

LEGENDA Serviço Comercial Residencial + Comercial Residencial Terreno

0 100 500 m Mapa 05: Localização do recorte para uso do solo e gabarito

43

0 10

50 m Mapa 06: Uso do solo entre a R. Carlos Gomes e a Sodré


USO DO SOLO A R. Carlos Gomes assim como a R. do Sodré apresentam uma ocupação bastante adensada, a Carlos Gomes é muito conhecida pelo seu caráter comercial que pode ser comprovado no mapa xx, apresentando um alto número de edicações com uso misto, com galerias comerciais que se desenvolvem no térreo e 1º andar dessas edicações. Serviço é o segundo uso mais recorrente na R. carlos Gomes, enquanto que a R. do Sodré apresenta majoritariamente o uso residencial, com a presença pontual de algumas edicações destinadas a serviço, comercio e de uso misto.

R. Carlos Gomes

R. do Sodré

N

LEGENDA Até 4 pav. De 5 a 8 pav. De 9 a 12 Acima de 12 pav. Terreno 0 10 Mapa 07: Gabarito entre a R. Carlos Gomes e a Sodré

50 m

GABARITO No entorno imediato do terreno na R. Carlos Gomes podem ser observados prédios de 9 a 12 pavimentos, em sua maioria de uso misto, enquanto que na R. do Sodré a maioria das edicações tem até 4 pavimentos. A 44


PERFIL DAS RUAS

45

Como já foi dito, a maior parte das edicações da R. do Sodré são destinadas a residências unifamiliares, prevalecendo o gabarito de até 4 pavimentos. Ao longo de toda via a maioria dos os terrenos lindeiros ocupam a testada do lote. Nela ainda é possível encontrar alguns sobrados construídos no séc. XVII, muitos deles em péssimo estado de conservação. A R. do Sodré é classicada na Louos como coletora, apresentando sentido único, eixo de rolamento com 5 m e calcadas com largura média de 80 cm. Os moradores costumam estacionar ao longo dessa via, deixando apenas a distância equivalente a uma faixa de rolamento para passagem dos carros, dicultando o acesso de veículos de grande porte à via.

Fig 32: Rua do Sodré com muro do terreno em laranja

A R. Carlos Gomes também é uma via coletora, apresentando sentido único, com 3 faixas de rolamento e calçadas com média de 1,5 m de largura. Ao longo de sua extensão são encontrados diversos edifícios de 9 a 12 pavimentos caracterizados pela presença de pilotis do térreo ao 1º andar, formando galerias, proporcionando uma extensão da calçada para o transeunte. Durante o horário comercial a rua é extremamente movimentada, com alto uxo de pedestres e veículos, após esse horário o número de pedestres reduz consideravelmente e por muitas vezes a rua é considerada deserta. Eventos que acontecem no Espaço Caixa Cultural e na igreja existente na rua contribuem para mudar esse cenário de esvaziamento nela durante a noite.

Fig. 33: Rua Carlos Gomes com muro do terreno em laranja


TERRENO

0

10

20 m

0

10

20 m

Fig. 34: Perl da Rua do Sodré

TERRENO

Fig. 35: Perl da Rua Carlos Gomes

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BREVE HISTÓRICO

A Rua Carlos Gomes existe desde os primeiros anos da cidade, quando ainda era chamada de Rua de Baixo de São Bento, recebia o nome “de Baixo” devido ao batismo português para o desnível entre as vias, numa época em que haviam ruas “de cima” e “de baixo”. A partir do seu prolongamento, que ocorreu na década de 1930, surgiu o bairro Dois de Julho. No mandato de Durval Neves da Rocha como prefeito (1938-1942), foi realizada a demolição de casas para alargar a Rua Carlos Gomes, e o seu prolongamento foi feito utilizando os pátios das casas da Avenida Sete de Setembro e do Largo Dois de Julho, não havendo necessidade de derrubar outros imóveis. Sua atual extensão começa na Praça Castro Alves e segue paralela à Avenida Sete de Setembro até a Associação Cultural Casa D'Itália. (DÓREA, 2006, p. 158) Assim como a R. Chile e a Av. Sete de Setembro, até os anos 1950 a R. Carlos Gomes era considerada um ponto de moradia elegante, frequentada pela elite soteropolitana. Seu nome atual é uma homenagem ao maestro Antônio Carlos Gomes, compositor brasileiro, autor de obras musicais como O Guarany, Condor e Colombo. (DÓREA, 2006, p. 158) Na esquina da Rua Carlos Gomes com a Rua da Faísca, encontra-se um prédio construído no período do governo de Durval Neves da Rocha, o antigo Arquivo 47

Público, que hoje funciona a Defesa do Consumidor (PROCON). No trecho da rua entre a Pç. Castro Alves e a R. da Forca ainda existem alguns casarões antigos parcialmente conservados como por exemplo a antiga Casa de Oração dos Jesuítas, antigo sobrado do Século XVII, imóvel tombado pelo IPHAN e onde funcionaram jornais da cidade. Hoje, totalmente reformado, funciona o Espaço Caixa Cultural Salvador da Caixa Econômica Federal, onde acontecem performances musicais e teatrais, lançamentos de livros, ocinas, palestras além de programas educativos. (DÓREA, 2006, p. 158) Em 1661, o português Jenônimo Sodré Pereira chegou a Salvador e mandou construir uma casa na rua que viria a receber o seu nome naquela época até os dias de hoje, a Rua do Sodré. A rua funcionava como ligação entre o Comércio e a Cidade Alta. Alguns anos após a morte de Jerônimo a casa foi vendida para Antônio José Alves, pai de Castro Alves, o poeta faleceu nessa edicação em 1871. No imóvel funciona atualmente um colégio. (DÓREA, 2006, p. 195) Na Rua do Sodré também está situado o antigo Convento de Santa Tereza de Ávila, construído no século XVII, transformado no Museu de Arte Sacra (MAS) em 1958, sobre a administração da Universidade Federal da Bahia. (Site do MAS)


Fig. 36: Rua Carlos Gomes na dĂŠcada de 1920

Fig. 37: Prolongamento da Rua Carlos Gomes em obras na dĂŠc. de1930

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O TERRENO

museu nesse terreno.Eessa demanda poderá ser atendida com uma parceria estabelecida com algum estacionamento vizinho, a exemplo do que ocorre com o Espaço Caixa Cultural, também presente na R. Carlos Gomes, que fornece vagas para ao seu público em um dos estacionamentos privados existentes na rua. Na frente do terreno voltada para R. Carlos Gomes existe um ponto de ônibus, que deverá ser relocado para uma das extremidade da testada do terreno.

N

R. Carlos Gomes

N

R. do Sodré

A partir da análise urbana foi possível encontrar um terreno vazio entre a Rua Carlos Gomes e a Rua do Sodré, com 1958,8 m², exatamente na região com as variáveis desejadas para sua implantação, inserido num contexto cultural, turístico e carnavalesco, facilmente accessível e próximo a estacionamentos. A existência de estacionamentos no entorno do terreno foi crucial para a implantação do equipamento proposto, devido a impossibilidade de projetar um estacionamento para o

0 0 500 m Mapa 08: Localização do terreno no raio de estudo do mapa 02

49

Fig. 38: Terreno entre a R. Carlos Gomes e a R. do Sodré

10 20 m


Fig. 39: Localização do terreno em perspectiva voo de pássaro

50


Fig. 40: Localização do terreno em perspectiva voo de pássaro aproximada

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ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA

ZONEAMENTO De acordo com o mapa 01 C da Lei de Ordenamento do Uso do Solo – LOUOS (Lei 9.148/2016), o terreno escolhido está localizado inteiramente na Zona Centralidade Metropolitana – Centro Antigo (ZCMe - CA). GABARITO DE ALTURA MÁXIMA O terreno está localizado em Área de Borda Marítima (ABM) e em Área de Proteção Cultural e Paisagística (denida pela Lei nº 3.289/83), mais especicamente no Trecho 4 (Conceição até a encosta da Vitória). A maior parte do terreno está inserida em uma faixa onde o gabarito máximo permitido é de 18 m, enquanto uma pequena parte, uma faixa lindeira à Rua do Sodré, está situada em Área de Proteção Rigorosa (denida pela Lei nº 3.289/83). A Lei nº 3.289/83 estabelece que “as intervenções efetuadas nas Áreas de Preservação da Paisagem terão os gabaritos, a volumetria e a taxa de ocupação limitados através de normas especícas elaboradas em conjunto pela SPHAN, IPAC e Prefeitura a partir de estudos a serem realizados para cada área, particularmente.” Não sendo possível armar o posicionamento desses órgãos frente ao

projeto apresentado, por se tratar de um objeto com ns exclusivamente acadêmicos, não sendo submetido a avaliação das autoridades competentes. O gabarito entre 27 e 36 m de altura é encontrado em larga escala ao longo da R. Carlos Gomes, principalmente no entorno imediato do terreno. Sendo assim, essa tipologia recorrente abre uma brecha para a utilização de gabarito similar na testada do terreno lindeira à R. Carlos Gomes. O gabarito de 18 m foi denido para o ponto do edifício mais próximo da testada no terreno na Rua do Sodré. Essa escolha foi feita com base no gabarito de uma edicação existente imediatamente em frente ao terreno, de 18m. RECUOS Para edicações com mais de 12 metros de altura são adotados recuos frontais e laterais progressivos para a ZCMe – CA. O Art. 87 e 90 da LOUOS estabelecem o uso de duas fórmulas para encontrar esses recuos com base na altura das edicações. Para altura da edicação na R. do Sodré é 18 m, o recuo progressivo frontal é de 4,8 m. Considerando 32 m como a altura máxima da edicação o recuo lateral progressivo é 2,9 m. O Art. 88 da LOUOS 52


exime a necessidade de recuo frontal para a Rua Carlos Gomes e determina que seja “implantada galeria de uso público no pavimento térreo, ao longo da fachada lindeira ao logradouro, com profundidade mínima de 4 m e altura mínima de 5,50 m.

PARÂMETROS DE OCUPAÇÃO DO SOLO A LOUOS dene para os terrenos inseridos na ZCMe – CA coecientes de 0,40 para aproveitamento mínimo, 2,00 para aproveitamento básico e 4,00 para aproveitamento máximo, que relacionam a área total construída com a área total do terreno. Considerando o terreno com 2038,39 m² esses coecientes correspondem respectivamente a 815,36 m², 4076,78 m² e 8153,56 m². O Índice de Ocupação Máxima (que relaciona a área de projeção horizontal das edicações com a área total do terreno) denido para a zona é 0,60, cando determinado uma área máxima de ocupação de 1223,03 m². Em relação ao Índice de Permeabilidade Mínima (0,10), a menor área para atender a este parâmetro é de 203,84 m².

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Tabela 01: Áreas e Índices relativos ao projeto


ANÁLISE AMBIENTAL

INSOLAÇÃO

Para amenizar as problemáticas climáticas o projeto fará uso de fachadas ventiladas e telhado com proteção termoacústica

N Outono/ Primavera Verão

S

Os ventos predominantes são o sudeste e o sul, nessas direções há barreiras físicas signicativas (edifícios com 32 m de altura em média).

Inverno

O

VENTILAÇÃO

L

A fachada voltada para R. do Sodré deve receber uma incidência solar maior durante todo ano, por se localizar completamente voltada para o poente, situação intensicada durante o verão. As fachadas laterais e a voltada para R. Carlos Gomes são sombreadas em sua maior extensão devido a presença de edicações altas nas laterais do terreno e na frente voltada para R. Carlos Gomes.

Fig. 41: Diagrama de condições ambientais

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04 O PROJETO


PROJETOS DE REFERÊNCIA

Instituto Moreira Salles (IMS) / Andrade Morettin Arquitetos Localização: São Paulo - SP Área: 8.662,0 m2 Ano do projeto: 2017 O IMS está inserido num eixo cultural, próximo a outros museus e centros culturais. Ele apresenta espaços generosos e exíveis, com um bloco de apoio (sanitários e elevadores) localizado na lateral da edicação. A recepção do museu é instalada acima do nível da rua, permitindo que o térreo funcione como uma extensão da calçada. Além dos espaços reservado para exposições o museu ainda conta com auditório e salas de aula. Fig. 42: Instituto Moreira Salles

Museu de Arte Moderna de Santos / Metro Arquitetos Associados + Paulo Mendes da Rocha Localização: Santos - SP Área: 8.180,0 m2 O Museu de Arte Moderna | Santos apresenta uma volumetria maciça em seu exterior, com espaços amplos e sem a interferência de pilares ou outros elementos estruturais.

Fig. 43: Museu de Arte Moderna de Santos

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Paço do Frevo Localização: Recife - PE Área: 2.260,0 m2 Ano do projeto: 2017 O Paço do Frevo promove a integração das atividades do museu com a comunidade através de aulas, principalmente de música e dança, e do acesso facilitado ao centro de documentação do museu. O museu conta com um espaço amplo, onde são desenvolvidas atividades de várias naturezas, desde exposições, até aulas e apresentações, onde o público tem contato direto com as pessoas que se apresentam. Fig. 44: Paço do Frevo, espaço multiuso

Teatro Castro Alves (TCA) Localização: Salvador - BA O Teatro Castro Alves (TCA) foi escolhido como referência de solução arquitetônica para uma cobertura com inclinação acentuada, tendo a estrutura da sua cobertura composta por treliças e telhas metálicas.

Fig. 45: Teatro Castro Alves

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PROGRAMA

O programa foi denido com base nos objetivos listados no início desse trabalho, a partir da pesquisa sobre os museus e com base nas referências apresentadas. Sendo assim, foram estabelecidos 7 setores principais: exposições, ensino e pesquisa, administração, reserva técnica, espaço de múltiplos usos, recepção, e apoio.

ENSINO E PESQUISA

EXPOSIÇÕES

AMBIENTES

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Conta com dois andares destinados a exposições de curta e longa duração, com espaços amplos e exíveis, que se adequem as necessidades de cada exposição montada. Após o registro na recepção o acesso aos andares das exposições é livre, não sendo determinada uma ordem no uxo, permitindo que o público faça o caminho que lhe for mais conveniente, possibilitando uma liberdade na escolha que tornará cada visita ainda mais única. RECEPÇÃO Destinada prioritariamente a fornecer informações para os usuários do setor de ensino e pesquisa SECRETARIA E COORDENAÇÃO DE OFICINAS Local onde serão tratadas as questões relativas a administração dos curso oferecidos, como por exemplo, as matrículas dos alunos. ACERVO DE LEITURA Espaço de livre acesso onde será disponibilizado um acervo especico sobre o Carnaval e temas relacionados a essa festa para consulta no local. OFICINAS Ambiente onde serão ministrados cursos e ocinas direcionados principalmente para o público carente das comunidades vizinhas ao museu. As ocinas terão espaço exível, exceto as de dança e música por necessitarem de ambientes com certas especicidades.


RECEPÇÃO

ADMNISTRAÇÃO

RECEPÇÃO DA ÁREA ADMINISTRATIVA Local onde todos os funcionários “batem o ponto” e passam pela revista de itens pessoais antes de se dirigirem para seus setores de trabalho. SEGURANÇA E CONTROLE Sala onde cam os monitores conectados as câmeras e a sistemas de segurança. VESTIÁRIOS Ambiente onde os funcionários podem se trocar e armazenar seus pertences, caso haja necessidade devido a função exercida no museu. COPA Local destinado a alimentação e descanso dos funcionários. ADMINISTRAÇÃO E GERÊNCIA Onde funciona propriamente a administração e gerência do museu. SALA DE REUNIÕES Destinada a reuniões exclusivamente de cunho relativo as questões internas de administração e uso do museu. ÁREA TÉCNICA Espaço para o lixo, gerador, subestação, casa de bombas, reservatórios e unidades de ar-condicionado. RECEPÇÃO DAS EXPOSIÇÕES Local onde serão fornecidas informações prioritariamente a respeito das exposições e controle do número de usuários através de emissão de ticket caso haja necessidade. LOJA Destinada a venda de souvenirs com o tema do Carnaval e itens relativos as atividades desenvolvidas no museu, onde também poderão ser vendidos objetos

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RESERVA TÉCNICA

ARQUIBANCADA DO POCKET SHOW Funciona como apoio ao pocket show, ampliando a capacidade deste. RESERVA TÉCNICA Destinada ao armazenamento da peças do museu e de acervos temporários que não estiverem expostas. QUARENTENA É o primeiro ambiente do conjunto da Reserva Técnica, onde o acervo em processo de doação ou retorno de exposição temporária externa é armazenado temporariamente. Nesse local são feitas as devidas análises, incluindo a investigação para determinar se a peças devem ou não serem encaminhadas para a desinfecção. CONSERVAÇÃO É o local onde ocorre higienização antes da armazenagem na Reserva Técnica ou entrada nas áreas expositivas, recebimento de acervos e manipulação quanto à conservação preventiva, apoio aos serviços de documentação e museologia.

APOIO

RECEPÇÃO 61

FOYER Destinado a eventos de lançamentos de novas exposições.

SANITÁRIOS Este espaço deve atender ao público geral do edifício, garantindo acessibilidade a todos. CIRCULAÇÃO VERTICAL Engloba quatro tipos de circulação vertical: a escada principal e a de serviço, não enclausuradas; o elevador de carga, que deverá transportar carga fora do horário de atendimento ao público, quando em horário de atendimento ao público o elevador garante a acessibilidade a todos os andares do edifício; escada rolante, principal acesso as exposições; e a escada protegida de emergência, adequada às normas relativas.


ESPAÇO DE MÚLTIPLOS USOS

PRAÇA INTERNA Entrada principal do museu, que oferece bancos e um ambiente agradável de estar para o público do museu, moradores e usuários da região, independente das outras atividades existentes no museu. Oferecendo um espaço de convívio em uma região bastante adensada. CAFÉ Ambiente que pode ser arrendado visando o atendimento ao público do museu, transeuntes e moradores da região POCKET SHOW Espaço destinado a pequenos shows e apresentações, inclusive ligadas as atividades desenvolvidas na ocinas. Local para discussão e debate com o público sobre questões administrativas, econômicas e sociais do Carnaval. Quando não estiver sendo utilizado para os usos descritos poderá funcionar como uma extensão aa praça interna.

62


CONCEPÇÃO

A partir do estudo sobre o Carnaval foi possível perceber que essa festa é extremamente marcada por contrastes, alguns destes são: cheios x vazios, rua x praça, individual x coletivo, público x privado. Com base nessa percepção “Contraste” foi estabelecido como o conceito norteador para o desenvolvimento do projeto, levando a algumas indicações para o desenvolvimento formal: Ÿ Cheios x vazios: utilização de pé direito duplo e triplo em alguns ambientes. Ÿ Rua x praças: trazer a praça para o interior do edifício e desenvolver a volumetria

baseada em percursos. Ÿ Individual x coletivo: proporcionar ambientes para a realização de atividades

coletivas, ao mesmo tempo em que a liberdade de circulação pelas exposições proporcionará experiências únicas, relativas a percepção individual de cada visitante. Ÿ Público x privado: representado pelos diferentes níveis de acesso ao museu, com

áreas restritas a funcionários, áreas destinadas as pessoas registradas nas ocinas e áreas de acesso livre a todos. A volumetria ainda apresenta o contraste se adequando a características do entorno ao seguir as determinações da legislação, enquanto rompe com a forma de paralelepípedo encontrada no lugar. O tratamento da fachada também se adequa ao conceito, ao mesmo tempo que parece apresentar uma entropia em sua diagramação devido ao uso das cores, seu planejamento segue um módulo que se repete em toda a fachada. 63


DESENVOLVIMENTO DO PARTIDO ARQUITETÔNICO

01. Volume ocupando o terreno integralmente

02. Marcação dos recuos

03. Volume sem recuo

04. Desmembramento do volume

Fig. 46: Diagrama de concepção do projeto

64


05. Volumes nivelados de acordo com o gabarito das vias

06. União dos volumes através da cobertura inclinada

07. Inspiração formal para desenvolvimento dos diagramas de percurso

08. Estudo de percursos no interior da forma PERCURSO LINEAR

PERCURSO ELIÍPTICO

PERCURSO ZIGUE-ZAGUE

Fig. 46: Diagrama de concepção do projeto

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09. Percurso linear + zigue-zague rebatidos na forma

10. Adição volumÊtrica de percurso em zigue-zague, ressaltando o contraste entre as formas

66


SETORIZAÇÃO

A partir da concepção volumétrica os usos denidos no programa foram alocados de acordo com as necessidades e a lógica dos uxos: APOIO O primeiro setor a ser locado foi o Apoio, constituído pela circulação vertical e banheiros, que foram concentrados na lateral da edicação, em um dos pontos mais altos para poder servir a todos os andares. RESERVA TÉCNICA A Reserva Técnica por necessitar de um rápido escoamento em caso de sinistro foi situada no térreo, em relação a R. do Sodré, contando com um corredor de 3,5 m de largura na lateral do prédio para esse tipo de situação. ESPAÇO DE MÚLTIPLOS USOS Está localizado no térreo em relação a R. Carlos Gomes, por se tratar do acesso principal ao museu e um espaço de permanência. RECEPÇÃO Para permitir que o Espaço de Múltiplos Usos tivesse o caráter de praça interna a Recepção principal do museu foi centrada no primeiro pavimento, contando com uma loja localizada em ponto estratégico, por onde o 67

visitante transita tanto na chegada, quanto na saída das exposições. ENSINO E PESQUISA Está situado no térreo, em relação a R. do Sodré, por se tratar de um setor com necessidade de acesso independente do acesso principal. Tem como objetivo atender principalmente à população carente, assim o acesso pela R. do Sodré se relaciona diretamente com comunidades carentes existentes na região. ADMINISTRAÇÃO Localizado entre o setores Ensino e Pesquisa e Recepção, permitindo o fácil acesso dos funcionários por ambas as entradas. Sua posição central possibilita o amplo controle sobre as atividades do museu. EXPOSIÇÕES Situada no segundo e terceiro pavimentos, em relação a R. Carlos Gomes, o acesso as exposições é feito prioritariamente por meio de escadas rolantes centralizadas, facilitando o uxo entre os andares e a liberdade de escolha do visitantes em relação a qual percurso seguir a cada visitação.


ESTRUTURA

PILARES Para o projeto foram denidos pilares de concreto armado, Fck=40Mpa, locados nas extremidades na edicação e ao redor da circulação vertical, não ultrapassando a distância de 15 m. Os pilares foram prédimensionados com 60 x 20 cm no Subsolo 01 e Subsolo 02, e 50 x 20 cm nos demais pavimentos. Ao redor da circulação vertical e banheiros ainda foram pré-dimensionados pilares de 20 x 20 cm. LAJE

Fig. 47: Diagrama de setorização

Devido a adoção de volumetria que não viabilizava o estabelecimento e eixos para locação de vigas sobre os pilares, foi adotada a laje Bubble Deck. Uma tecnologia já em uso no Brasil, inclusive em uma obra em Salvador-Ba, a ampliação da sede da Contrutora Noberto Odebrecht – CNO. O site do fabricante da Bubble Deck descreve a laje como um “sistema composto por esferas plásticas inseridas uniformemente entre duas telas metálicas. As esferas (bubbles) são introduzidas na intersecção das telas ocupando a zona de concreto que não desempenha função estrutural. Alguns dos aspectos positivos listados pelo 68


fabricante e levados em consideração para escolha da laje foram: Ÿ "Liberdade nos projetos – layouts exíveis que facilmente se adaptam a layouts irregulares; Ÿ Eliminação de vigas – maior rapidez e economia pela eliminação das vigas. Ÿ Redução do volume de concreto – 1 kg substitui em média 60 kg de concreto; Ÿ Atenuação do nível de ruído entre pavimentos. Desempenho acústico em conformidade com Norma de Desempenho 15.575/ABNT; Ÿ O painel do sistema BubbleDeck apresenta condutibilidade térmica reduzida; Ÿ As instalações podem ser embutidas na laje e, pela característica de ser laje plana, proporciona ganho expressivo de pé direito;” Segundo o fabricante, para vãos entre pilares de 10 a 16 m a laje deve ter espessura de 40 cm

Fig. 48: Exemplo de laje com tecnologia Bubble Deck

69


MATERIAIS

FACHADA Para minimizar os efeitos climáticos adversos foi adotado o sistema de fachada ventilada Trespa Meteon, que consiste em um “laminado compacto de alta pressão (HPL) composto de bras de madeira e resina fenólica.” Oferecendo alta resistência às mudanças climáticas, vandalismo e impacto, proporcionando baixa manutenção e vida útil elevada. (TRESPA) As placas do HPL podem ser solicitadas por encomenda no tamanho desejado. A partir dessa possibilidade foi criada uma composição para fachada baseada um módulo padrão de placas.

Fig. 49: Módulo padrão para fachada

Fig. 50: Exemplo fachada ventilada com painéis TRESPA

70


TELHADO

INSTALAÇÕES NAS EXPOSIÇÕES

No telhado foram adotadas treliças metálicas para estrutura e telha metálica termoacústica trapeizodal Isotelha, 50 mm, COR RAL 7035.

Visando a exibilidade dos ambientes destinados a exposição, estes devem ser equipados com dutos de instalações luminotécnicas e trilhos para possibilitar a xação de elementos expositivos. Fig. xx: Exemplo da instalação de dutos e trilhos no IMS

Fig. 51: Telha metálica termoacústica trapeizodal Isotelha, 50 mm

PISO A pedra portuguesa foi o material denido para o piso no Espaço de Múltiplos Usos, para representar uma extensão da calcada da R. Carlos Gomes, que também é de pedra portuguesa, gerando uma praça interna no térreo do edifício. No café e loja o piso vinílico com textura de madeira marca a divisão desses ambientes. O piso denido para o restante do edifício, com exceção das áreas molhadas, é resina epóxi líquida na cor cinza, com acabamento acetinado.

71


Fig. 52: Exemplo da instalação de dutos luminotécnicos e trilhos no Instituto Moreira Salles

72


PLANTAS BAIXAS

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09 06

04

07

03 02

01

05 05

SUBSOLO 1 73

10 08


N

1

12 13

15

13 12 14 18

05 16 17

0

5

10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

RECEPÇÃO ACERVO DE LEITURA SECRETARIA COORDENAÇÃO DAS OFICINAS OFICINAS LIXO GERADOR DML CASA DE BOMBAS DEPÓSITOS SUBESTAÇÃO PCD'S SANITÁRIOS ESCADA DE EMERGÊNCIA ELEVADOR DE CARGA QUARENTENA CONSERVAÇÃO RESERVA TÉCNICA SEGURANÇA E CONTROLE SALA DE REUNIÕES REFEITÓRIO COPA TI SERVIDOR ARQUIVO ADMINISTRAÇÃO GERÊNCIA

28 29 30 31 32 33 34 34 35 36 37 38 39 40 41

ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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29

28 08

20

29 29

10 19 25 23

01 21

2

24 22

SUBSOLO 2 75


N

12 13

15

13 12

14

27

26

0

5

10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

RECEPÇÃO ACERVO DE LEITURA SECRETARIA COORDENAÇÃO DAS OFICINAS OFICINAS LIXO GERADOR DML CASA DE BOMBAS DEPÓSITOS SUBESTAÇÃO PCD'S SANITÁRIOS ESCADA DE EMERGÊNCIA ELEVADOR DE CARGA QUARENTENA CONSERVAÇÃO RESERVA TÉCNICA SEGURANÇA E CONTROLE SALA DE REUNIÕES REFEITÓRIO COPA TI SERVIDOR ARQUIVO ADMINISTRAÇÃO GERÊNCIA

28 29 30 31 32 33 34 34 35 36 37 38 39 40 41

ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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32 34

TERREO 77


N

33

15

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30

31

0

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10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

RECEPÇÃO ACERVO DE LEITURA SECRETARIA COORDENAÇÃO DAS OFICINAS OFICINAS LIXO GERADOR DML CASA DE BOMBAS DEPÓSITOS SUBESTAÇÃO PCD'S SANITÁRIOS ESCADA DE EMERGÊNCIA ELEVADOR DE CARGA QUARENTENA CONSERVAÇÃO RESERVA TÉCNICA SEGURANÇA E CONTROLE SALA DE REUNIÕES REFEITÓRIO COPA TI SERVIDOR ARQUIVO ADMINISTRAÇÃO GERÊNCIA

28 29 30 31 32 33 34 34 35 36 37 38 39 40 41

ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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37 35

34 38

1ยบ PAVIMENTO 79


N

36 13 15

14

4

0

5

10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

RECEPÇÃO ACERVO DE LEITURA SECRETARIA COORDENAÇÃO DAS OFICINAS OFICINAS LIXO GERADOR DML CASA DE BOMBAS DEPÓSITOS SUBESTAÇÃO PCD'S SANITÁRIOS ESCADA DE EMERGÊNCIA ELEVADOR DE CARGA QUARENTENA CONSERVAÇÃO RESERVA TÉCNICA SEGURANÇA E CONTROLE SALA DE REUNIÕES REFEITÓRIO COPA TI SERVIDOR ARQUIVO ADMINISTRAÇÃO GERÊNCIA

28 29 30 31 32 33 34 34 35 36 37 38 39 40 41

ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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40 39

39

2ยบ PAVIMENTO 81


N

10

15

14

39

39

0

5

10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

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28 29 30 31 32 33 34 34 35 36 37 38 39 40 41

ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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39

3ยบ PAVIMENTO 83


N

15

39

0

5

10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

RECEPÇÃO ACERVO DE LEITURA SECRETARIA COORDENAÇÃO DAS OFICINAS OFICINAS LIXO GERADOR DML CASA DE BOMBAS DEPÓSITOS SUBESTAÇÃO PCD'S SANITÁRIOS ESCADA DE EMERGÊNCIA ELEVADOR DE CARGA QUARENTENA CONSERVAÇÃO RESERVA TÉCNICA SEGURANÇA E CONTROLE SALA DE REUNIÕES REFEITÓRIO COPA TI SERVIDOR ARQUIVO ADMINISTRAÇÃO GERÊNCIA

28 29 30 31 32 33 34 34 35 36 37 38 39 40 41

ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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4ยบ PAVIMENTO 87


N

15

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0

5

10 m

LEGENDA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

RECEPÇÃO ACERVO DE LEITURA SECRETARIA COORDENAÇÃO DAS OFICINAS OFICINAS LIXO GERADOR DML CASA DE BOMBAS DEPÓSITOS SUBESTAÇÃO PCD'S SANITÁRIOS ESCADA DE EMERGÊNCIA ELEVADOR DE CARGA QUARENTENA CONSERVAÇÃO RESERVA TÉCNICA SEGURANÇA E CONTROLE SALA DE REUNIÕES REFEITÓRIO COPA TI SERVIDOR ARQUIVO ADMINISTRAÇÃO GERÊNCIA

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ÁREA TÉCNICA VESTIÁRIOS CARGA E DESCARGA SAGUÃO DE ENTRADA CAFÉ BALCÃO POCKET SHOW FOYER LOJA RECEPÇÃO E CAIXA ARQUIBANCADA LOBBY EXPOSIÇÃO VARANDA CASA DE MÁQUINAS

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CORTES

0

CORTE AA 89

5

10 m


0

5

10 m

CORTE BB 90


0

CORTE CC 91

5

10 m


FACHADAS

0

FACHADA CARLOS GOMES

5

10 m

FACHADA SODRÉ 92


FACHADA NORTE 93

0

5

10 m


FACHADA SUL

0

5

10 m

94


PERSPECTIVAS

Fig. 53: Perspectiva externa Fachada Carlos Gomes

95


Fig. 54: Perspectiva externa Fachada SodrĂŠ

96


Fig. 55: Perspectiva externa Fachada Carlos Gomes

95


Fig. 56: Perspectiva isométrica da inserção do edifício na malha urbana

96


Fig. 57: Perspectiva interna do pocket show e arquibancada

97


Fig. 58: Perspectiva interna do foyer, loja e arquibancada

98


Fig. 59: Perspectiva interna da entrada, cafĂŠ e escada principal

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05 REFERÊNCIAS


LIVROS

SANTANA, M. C. DE. Alma e festa de uma cidade: devoção e construção da Colina do Bonm – Salvador : EDUFBA, 2009. 252p SEBE, J. C. Carnaval, carnavais. - São Paulo, SP : Ática, 1986. 96 p. SANTANA, C. B. Para além dos muros: por uma comunicação dialógica entre museu e entorno. Brodowski (S.P) : ACAM Portinari ; Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. São Paulo, 2011. (Coleção Museu Aberto) 120 p. MOTTA, R., CURY, M. X., BRUNO, M.C.O., BLOISE, A. S., FABBRI, A., ARAUJO, M. M., FREIRE, C., LATORRACA, G., ARAUJO, E., BRANDÃO, C. R., LANDIM, M. I., BARBOSA, A. M., HAFERS, L. M. S., SARTINI, A. C. M., Museus: o que são, para que servem? Sistema Estadual de Museus – SISEM SP (Organizador) Brodowski (S.P) : ACAM Portinari ; Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. São Paulo, 2011. (Coleção Museu Aberto)131 p. DESVALLÉES, A., MAIRESSE, F. Conceitos-chave de Museologia - São Paulo: Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus: Pinacoteca do Estado de São Paulo : Secretaria de Estado da Cultura, 2013. 100 p. DÓREA, L. E. Histórias de Salvador nos nomes das suas ruas - Salvador, BA : EDUFBA, 2006. 448 p.

103


WEBSITES

Entrevista Paulo Migues. Disponível em: https://soundcloud.com/grupometropole/01-02-2016-entrevista-paulomigues Acesso em: 17/02/2018 Memorias do Reinado de Momo. Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 17/02/2018 Instituto Moreira Salles Andrade|Moretting Arquitetos. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/883093/instituto-moreira-salles-andrademorettin-arquitetos Acesso em: 17/02/2018 Salvador Meu carnaval. Disponível em: http://www.salvadormeucarnaval.com.br/programacao/ Acesso em: 17/02/2018 Bubble Deck Disponível em: http://www.bubbledeck.com.br/site/ Acesso em: 17/02/2018 Trespa – Brasil. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/catalog/br/companies/257/trespa-brasil Acesso em: 17/02/2018 LOUOS. Disponível em: http://www.sucom.ba.gov.br/category/legislacoes/louos/ Acesso em: 17/02/2018

104


LISTA DE MAPAS

Mapa 01: Circuitos do carnaval Soteropolitano e «Carnaval nos Bairros» do ano de 2018. Elaborado pela autora com base em imagem do Google e dados. Disponíveis em: http://www.salvadormeucarnaval.com.br/ Acesso em: 10/01/2018 Mapa 02: Museus, Centros Culturais, Pontos Turísticos e Circuitos do Carnaval. Elaborado pela autora a partir de imagem e informações do Google. Disponíveis em: https://www.google.com.br/maps/@-12.9854292,38.5129818,15.26z?hl=pt-PT Acesso em: 09/02/2018 Mapa 03: Localização de recorte para estudo de acessibilidade no raio de análise equivalente ao Mapa 02. Elaborado pela autora a partir de imagem do Google. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/@-12.9854292,38.5129818,15.26z?hl=pt-PT Acesso em: 09/02/2018 Mapa 04: Tipologia viária, pontos de ônibus e, estações de metro e estacionamentos. Elaborado pela autora a partir do Mapa 04 da LOUOS, de imagem e informações do Google. Disponíveis em: h t t p : / / w w w . s u c o m . b a . g o v . b r / w p c o n t e n t / u p l o a d s / 2 0 1 6 / 0 9 / S S A _ LO U O S _ 0 4 _ C L A S S I F I C AC A O VIARIA.compressed.pdf e https://www.google.com.br/maps/@-

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12.9815775,-38.5147029,16.56z?hl=pt-PT Acesso em: 09/02/2018 Mapa 05: Localização do recorte para em mapa com área equivalente ao Mapa 04 para análise do uso do solo e gabarito. Elaborado pela autora a partir de imagem do Google. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/@12.9854292,-38.5129818,15.26z?hl=pt-PT Acesso em: 15/02/2018 Mapa 06: Uso do solo entre a R. Carlos Gomes e a Sodré. Elaborado pela autora a partir de imagem do Google. Disponível em: h t t p s : / / w w w. g o o g l e . c o m . b r / m a p s / @ - 1 2 . 9 8 5 4 2 9 2 , 38.5129818,15.26z?hl=pt-PT Acesso em: 15/02/2018

106


LISTA DE FIGURAS

Fig. 01: “A Bacanal” pintura de Tiziano Vecellio. Disponível em: https://i1.wp.com/virusdaarte.net/wp-content/uploads/2015/10/obacanal.jpg Acesso em: 31/01/2018 Fig. 02: “Os romanos da Decadência” (1847) por Thomas Couture, representando as saturnais. Disponível em: http://www.unicamp.br/chaa/PDFApresentacoes/Os%20Romanos%20da% 20Decadencia%20-%20Dulce.pdf Acesso em: 31/01/2018 Fig. 03: “Cena de Carnavall” por Debret, retratando o entrudo. Disponível em: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/carnaval-de-debret/ Acesso em: 31/01/2018 Fig. 04: Carro alegórico do Clube Inocentes em Progresso. Disponível em: h t t p : / / m e m o r i a s d e m o m o . c o m . b r / w p content/uploads/2015/09/pms_pasta.0332.f.3224.jpg Acesso em: 31/01/2018 Fig. 05: [Carnaval 1973] Praça Castro Alves, um dos pontos centrais da folia momesca. Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 31/01/2018 Fig. 06: Registro de foliões no carnaval da Rua Chile (sem data, provavelmente década de 1950). Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 31/01/2018 Fig. 07: Apresentação do Internacionais no carnaval de 1974. Deslou pela 107


primeira vez em 1963. Inicialmente intitulado cordão, depois passou a ser chamado de bloco. Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 31/01/2018 Fig. 08: [Carnaval 1972] Escola de Samba Diplomatas de Amaralina.Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 31/01/2018 Fig. 09: Ilustração de Angelo Agostini representando o Entrudo. Disponível em: https://foradazonaverde.com/2016/02/11/o-carnaval-dos-pobres-ericos/entrudo-retratado-por-angelo-agostini-carnaval-de-1882-cidade-dorio-de-janeiro/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 10: O Clube Cruz Vermelha. Disponível em: http://blogs.ibahia.com/a/blogs/memoriasdabahia/2013/01/29/o-cruzvermelha-o-primeiro-clube-carnavalesco-da-bahia/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 11: Desle do Mercadores de Bagdad, provavelmente década de 1950. Fundado em 1953, por Nelson Maleiro, no bairro da Barroquinha, foi um dos mais exitosos cordões carnavalescos da cidade. De simples cordão tornou-se um Clube Carnavalesco de pequeno porte.Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 12: Desle de batucada no carnaval de 1952. Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 02/01/2018

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Fig. 13: Fundado em 1949, por estivadores de Salvador, o Filhos de Gandhy iniciou sua história como um importante cordão do carnaval de Salvador. Em 1951 já era tratado por afoxé. A foto é, provavelmente, da década de 1950. Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 02/01/2018 F i g . 1 4 : F o b i c a . D i s p o n í v e l e m : http://www.carnaxe.com.br/history////trio/trio.htm Acesso em: 02/01/2018 Fig. 15: [Carnaval 1974] Escola de Samba Filhos do Tororó. Disponível em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 16: Mortalhas utilizadas na década de 1960. Disponível em: https://pedrinhodarocha.wordpress.com/2011/01/04/da-mortalha-ao-abadaa-involucao-da-fantasia/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 17: Percurso feito entre Ondina e Barra em 1983 Elaborado pela autora com base em mapa do Google Maps e dados disponíveis em: http://www.salvadormeucarnaval.com.br/ Acesso: 02/01/2018 Fig. 18: Exemplo de arquibancadas com estrutura tubular (2016). Disponível em: http://g1.globo.com/bahia/carnaval/2016/noticia/2016/01/obras-emcamarotes-mudam-cenario-dos-circuitos-do-carnaval-veja-fotos.html Acesso em: 02/01/2018 F i g . 1 9 : Tr e c h o d o c i r c u i t o B a r r a / O n d i n a . D i s p o n í v e l e m : https://www.google.com.br/search?safe=active&hl=en&dcr=0&biw=1536 109


&bih=759&tbs=isz%3Al&tbm=isch&sa=1&ei=cYKZWuvPD6WD5wL9gL fICA&q=carnaval+salvador&oq=carnaval+salvador&gs_l=psyab.3..0l6j0i30k1l2j0i8i30k1l2.274883.276140.0.276283.8.8.0.0.0.0.223.863. 2-4.4.0....0...1c.1.64.psy-ab..4.4.861....0.lv2jT2VL_cc#imgrc=oWRCOVnlOyTFM: Acesso em: 02/01/2018 Fig. 20: Abadá Criado por Pedrinho da Rocha. Disponível em: https://pedrinhodarocha.wordpress.com/2011/01/04/da-mortalha-ao-abadaa-involucao-da-fantasia/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 21: Bloco sem cordas «Pipoca do Saulo». Disponível em: https://fotospublicas.com/saulo-puxa-pipoca-no-circuito-osmar-em-campogrande-em-salvador/ Acesso em: 02/01/2018 Fig. 22: Filhos de Gandhy na R. Carlos Gomes, à direita (2016). Disponível em: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/02/missa-em-salvador-comemora67-anos-do-bloco-lhos-de-gandhy.html Acesso em: 02/01/2018 Fig. 23: Dados econômicos do carnaval soteropolitano em 2017. Elaborada p e l a a u t o r a , d a d o s d i s p o n í v e i s e m : h t t p : / / w w w. s a l v a d o r m e u c a r n a v a l . c o m . b r / w p content/uploads/2016/01/guia.pdf Acessoem: 28/02/2018 Fig. 24: Bloco no Carnaval de Salvador em 2015. Disponível em: https://farm8.staticickr.com/7323/12931699995_bc9e8e2dfb_o.jpg Acesso em: 15/01/2018 110


Fig. 25: Camarote no Carnaval de Salvador em 2015. Disponível em: http://imagem.bocaonews.com.br/fotos/entrevistas/303/mg/002.jpg?time=1 486835312 Acesso em: 15/01/2018 Fig. 26: Museu do Louvre, um dos primeiros a abrir para visitação em 1793. D i s p o n í v e l e m : h t t p : / / n o t i c i a s . u n i v e r s i a . c o m . b r / e s t u d a rexterior/noticia/2016/03/10/1137264/programa-dara-bolsas-estagiotrabalhar-museu-louvre.html Acesso em: 17/01/2018 Fig. 27: Mesa interativa no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro. Disponível em: https://museudoamanha.org.br/pt-br/que-humanosseremos-amanha Acesso em: 17/01/2018 Fig. 28: Momento colaborativo no Museu da Imaginação, São Paulo. Disponível em: https://vestidademae.com.br/museu-da-imaginacao/ Acesso em: 17/01/2018 Fig. 29: Região central da circunferência estudada no Mapa 02. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/@-12.9760178,38.5146859,80a,35y,176.72h,74.96t/data=!3m1!1e3?hl=pt-PT Acesso em: 05/02/2018 Fig. 30: Localização da Bahia, Salvador e do raio de estudo na região do centro antigo de Salvador. Elaborado pela autora. 111


Fig. 31: Av. Sete de Setembro, um dos principais acessos a R. Carlos Gomes. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/@-12.981017,38.5145635,3a,37.3y,4.73h,93.08t/data=!3m6!1e1!3m4!1sDIq3zQ8_mgjnK nxzuPKHGA!2e0!7i13312!8i6656?hl=pt-PT Acesso em: 05/02/2018 Fig. 32: Rua do Sodré com muro do terreno em laranja. Elaborada pela autora com base no Google Maps. Disponível em: h t t p s : / / w w w. g o o g l e . c o m . b r / m a p s / @ - 1 2 . 9 8 0 3 , 38.5158796,3a,60y,90t/data=!3m6!1e1!3m4!1sU0Wgy6MzmxTV0Zk2AGR VKg!2e0!7i13312!8i6656?hl=pt-PT Acesso em: 05/02/2018 Fig. 33: Rua Carlos Gomes com muro do terreno em laranja. Elaborada pela autora com base no Google Maps. Disponível em: h t t p s : / / w w w. g o o g l e . c o m . b r / m a p s / @ - 1 2 . 9 8 0 4 0 1 9 , 38.5150987,3a,60y,90t/data=!3m6!1e1!3m4!1s75aJbVIepYt1PQvdZv86zQ! 2e0!7i13312!8i6656?hl=pt-PT Acesso em: 05/02/2018 Fig. 34: Perl da Rua do Sodré. Elaborado pela autora com base em dados da Sicar. Fig. 35: Perl da Rua Carlos Gomes. Elaborado pela autora com base em dados da Sicar. Fig. 36: Rua Carlos Gomes na década de 1920. Disponível em: http://maisdesalvador.blogspot.com.br/2012/04/carlos-

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gomes-sodre-dois-de-julho.html Acesso em: 15/02/2018 Fig. 37: Prolongamento da Rua Carlos Gomes em obras na década de 1930. Disponível em: http://maisdesalvador.blogspot.com.br/2012/04/carlosgomes-sodre-dois-de-julho.html Acesso em: 15/02/2018 Fig. 38: Terreno entre a R. Carlos Gomes e a R. do Sodré. Elaborada pela autora com base no Google Maps. Disponível em: h t t p s : / / w w w. g o o g l e . c o m . b r / m a p s / @ - 1 2 . 9 8 0 1 9 0 4 , 38.5155543,125m/data=!3m1!1e3?hl=pt-PT Acesso em: 15/02/2018 Fig. 39: Localização do terreno em perspectiva voo de pássaro. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/@-12.9751907,38.5207426,222a,35y,118.83h,73.75t/data=!3m1!1e3?hl=pt-PT Acesso em: 15/02/2018 Fig. 40: Localização do terreno em perspectiva voo de pássaro aproximada. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/@-12.9798003,38.5164835,69a,35y,114.84h,68.31t/data=!3m1!1e3?hl=pt-PT Acesso em: 15/02/2018 Fig. 41: Diagrama de condições ambientais. Elaborado pela autora. Fig. 42: Instituto Moreira Salles. Disponível em: https://images.adsttc.com/media/images/5a01/8619/b22e/38b1/dc00/02e0/la rge_jpg/feature_image.jpg?1510049301 Acesso em: 18/02/2018 113


Fig. 43: Museu de Arte Moderna de Santos. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/01-44067/museu-de-arte-moderna-desantos-metro-arquitetos-associados-mais-paulo-mendes-darocha/44067_44087 Acesso em: 18/02/2018 F i g . 4 4 : Pa ç o d o Fr e v o , e s p a ç o m u l t i u s o . D i s p o n í v e l e m : http://www.cultura.pe.gov.br/canal/formacaocultural/inscricoes-abertaspara-cursos-de-danca-e-musica-do-paco-do-frevo/ Acesso em: 18/02/2018 F i g . 4 5 : Te a t r o C a s t r o A l v e s . D i s p o n í v e l e m : https://365salvador.wordpress.com/2013/03/04/4-de-marco-teatro-castroalves/ Acesso em: 18/02/2018 Fig. 46: Diagrama de concepção do projeto. Elaborado pela autora. Fig. 47: Diagrama de setorização. Elaborado pela autora. Fig. 48: Disponível em: Exemplo de laje com tecnologia Bubble Deck https://www.google.com.br/search?q=bubble+deck&safe=active&hl=en& dcr=0&tbs=isz:l&tbm=isch&source=lnt&sa=X&ved=0ahUKEwiO15boo _3ZAhXEFpAKHbirBBYQpwUIHw&biw=1536&bih=710&dpr=1.25#img dii=YPye0OjRlpCBbM:&imgrc=OUnboEICM56SdM: Acesso em: 20/03/2018 Fig. 49: Módulo padrão para fachada. Elaborado pela autora.

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Fig. 50: Exemplo fachada ventilada com painéis TRESPA Disponível em: http://www.arkosbrasil.com.br/white-microsoft-trespa.html Acesso em: 20/03/2018 Fig. 51: Telha metálica termoacústica trapeizodal Isotelha, 50 mm. Disponível em: http://www.isoeste.com.br/portfolio_item/trapezoidal-purpir/ Acesso em: 20/03/2018 Fig. 52: Exemplo da instalação de dutos luminotécnicos e trilhos no Instituto M o r e i r a S a l l e s D i s p o n í v e l e m : https://images.adsttc.com/media/images/5a01/849e/b22e/3816/ed00/0115/la rge_jpg/4MG_1712.jpg?1510048923 Acesso em: 20/03/2018 Fig. 53: Perspectiva externa Fachada Carlos Gomes. Elaborada pela autora. Fig. 54: Perspectiva externa Fachada Sodré. Elaborada pela autora. Fig. 55: Perspectiva externa Fachada Carlos Gomes. Elaborada pela autora. Fig. 56: Perspectiva isométrica da inserção do edifício na malha urbana. Elaborada pela autora. Fig. 57: Perspectiva interna do pocket show e arquibancada. Elaborada pela autora. Fig. 58: Perspectiva interna do foyer, loja e arquibancada. Elaborada pela autora. Fig. 59: Perspectiva interna da entrada, café e escada principal. Elaborada pela autora.

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Museu do Carnaval de Salvador  

Trabalho Final de Graduação (TFG) desenvolvido por Pollyanna Carvalho, UFBA 2017.2. Orientação: Marcos Queiroz Coorientação: Mariely Santana

Museu do Carnaval de Salvador  

Trabalho Final de Graduação (TFG) desenvolvido por Pollyanna Carvalho, UFBA 2017.2. Orientação: Marcos Queiroz Coorientação: Mariely Santana

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