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NOV20 16 O Jornal P.PORTO é uma publicação do Politécnico do Porto, distribuído gratuitamente. Além da atualidade e de artigos de fundo sobre temas de interesse para o universo P.PORTO, é um veículo de promoção e divulgação de todo o espectro cultural, científico, social e académico da Instituição. Porque importa mostrar a produção intensa que habita nas nossas escolas e que motiva uma comunidade de 22 mil pessoas a fazer mais. Pensamos em rede, concretizamos em rede.

Presidente da Câmara Municipal do Porto, em entrevista

“Esta visão policêntrica do Politécnico do Porto é muito útil”

Politécnico do Porto é a quarta Instituição mais procurada do Ensino Superior

Estudou num politécnico em Inglaterra. Faz três anos que assumiu a Presidência da Câmara Municipal do Porto. Em entrevista ao P.PORTO, Rui Moreira reconhece que o Politécnico do Porto é

Segundo os dados disponíveis da Dire-

O Politécnico do Porto foi a quarta Ins-

Preenchemos, globalmente, 95,6% das

ção-Geral do Ensino Superior (DGES),

tituição do Ensino Superior mais procu-

vagas iniciais e as duas novas escolas,

relativos à primeira fase do Concurso

rada pelos estudantes, à frente de todos

recentemente inauguradas e localizadas

Nacional de Acesso ao Ensino Superior

os institutos politécnicos e da maior parte

no Campus 2 (Póvoa de Varzim/Vila do

(CNAES) 2016/2017, aumentámos cla-

das universidades públicas.

Conde), tiveram uma taxa de ocupação

mérito de obrigar o poder local a adequar as suas políticas, porque conhece bem as tendências. Segundo Rui Moreira há um traço que distingue os estudantes do P.PORTO que é o “entrosamento e o entusiasmo”. > 1 6

ME310 Sugar Global KickOff Week > 1 9

PDF do P.PORTO | MarianaSantos©

Serviços da Presidência do P.PORTO | RuiPinheiro©

vital para o tecido económico e que tem o

ramente a percentagem, não apenas de

É importante sublinhar que cada uma

de quase 100% — a Escola Superior de Me-

candidaturas, mas também de colocação

das oito escolas do Politécnico do Porto

dia Artes e Design (ESMAD) com 97% e a

de estudantes em relação ao ano letivo

ocupou mais de 90% das suas vagas ini-

Escola Superior de Hotelaria e Turismo

de 2015/2016.

ciais disponibilizadas.

(ESHT) com 100%.

O Coliseu recebeu os novos estudantes P.PORTO

Orquestra Sinfónica Saúde celebra novas da ESMAE entre as 10 instalações no dia melhores do mundo do seu aniversário

CISTER, a construir os alicerces das cidades inteligentes

Decorreu, dia 5 de outubro, no Coliseu,

Falámos com António Saiote,

A Escola Superior de Saúde vive um

Centro de investigação de prestígio

o Sarau Cultural do Politécnico do Porto.

António Augusto de Aguiar

momento especial. A celebração

internacional do Instituto Superior

Um evento que contou com a atuação

e Carlos Azevedo sobre a Orquestra

do seu aniversário e a mudança

de Engenharia do Politécnico

dos nossos grupos académicos > 1 2

Sinfónica da ESMAE > 1 4

para as novas instalações > 1 9

do Porto > 1 11


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EDITORIAL

Vamos falar sobre o P.PORTO O Coliseu recebeu os novos estudantes

Rosário Gambôa

Presidente do Politécnico do Porto

Superior de Hotelaria e Turismo e às

importante para o Politécnico

áreas empresariais residentes do ISCAP

do Porto. As diretrizes

e na ESTG.

cruciais que definimos

A Porto Design Factory – unidade

em 2014 para o reposicionamento

transversal de educação experimental

estratégico da instituição tornaram-se

e interdisciplinar, que aproxima as Escolas

realidade, reconfigurando o P. PORTO

e o tecido empresarial e institucional –

e transformando de forma mais direta

com um ano formal de existência, atingiu

um dos eixos principais da sua missão

um público mais vasto de estudantes

- o Ensino e Formação. Reafetámos

do que expectávamos.

cursos, reformulámos a oferta formativa

Não foi um caminho fácil, mas estamos

e criámos duas novas Escolas: Escola

convictos do percurso que escolhemos

Superior de Hotelaria e Turismo e a

coletivamente seguir.

Escola Superior de Media Artes e Design;

Os resultados da 1.ª fase do concurso

reforçámos o portefólio formativo

Nacional de Acesso ao ensino Superior

do ISCAP, do ISEP, conferindo maior

2016/2017 posicionaram-nos,

assertividade ao seu projeto; reforçámos

de forma inequívoca, como instituição

a identidade de todas as oito Escolas do

de referência, confirmando a nossa

P. PORTO, incentivando uma reflexão

atratividade, prestígio e valor. Estes

alargada em torno do seu cluster formativo

resultados são, acima de tudo, efeito da

e do futuro que agora se constrói.

competência, sentido de responsabilidade

Paralelamente, com o mesmo sentido, demos oficialmente a conhecer uma nova imagem corporativa – P.PORTO -

Tuna da ESE no Coliseu Porto | TeresaSilva©

O

ano de 2016 foi intenso e

e perseverança de uma comunidade sólida e qualificada, resistente e determinada. Temos hoje uma identidade coletiva mais forte e coesa; uma identidade feita

Foi num Coliseu quase lotado que decor-

pessoais e académicos. Também estive-

percurso dialógico, vivo e participado.

a várias vozes, aprofundada na crítica,

reu, no dia 5 de outubro, quarta-feira,

ram presentes diversos órgãos de gestão

Mas o método, ou caminho, não são

produzida, como sempre, ao longo de um

no respeito pela autonomia de cada

mais um Sarau Cultural do Politécnico

das Escolas, representantes da Federação

neutros, antes fazem a viagem,

unidade orgânica ou pessoa, capaz de

do Porto, um evento de receção que se re-

Académica do Porto e os presidentes das

comprometem o ponto de chegada.

gerar inovação, cultura, conhecimento.

veste sempre de muita música e convívio.

Associações de Estudantes.

A marca de uma instituição deve ter o

Temos mais consciência do quanto

poder evocativo da história e fortalecer o

Delminda Lopes, Vice-Presidente do

O evento contou com a atuação dos gru-

valemos juntos, consciência de quem

Politécnico do Porto para a área académi-

pos académicos do P.PORTO e do projeto

sentimento identitário que nos encoraja a

somos e de quem queremos ser. Ninguém

ca e Berta Batista, Provedora do Estudan-

Contratempo, grupo musical com elemen-

uma narrativa de unidade vivida em torno

nos pode tirar um futuro que é nosso

te, desejaram aos novos estudantes um

tos da Tuna da Escola Superior de Saúde

quando fazemos por o ter.

ano letivo 2016/2017 cheio de sucessos,

e da Associação Nova Aurora.

de um projeto comum. Na I&D e na transferência de

É crucial dar voz a esta força: propagar

conhecimento e tecnologia, o P.PORTO

os nossos talentos e iniciativas, abrir

reforçou a sua posição junto do sistema

as portas dos centros de investigação

científico, do tecido empresarial

e conhecer a sua atividade, dar nome

e institucional, vencendo com

e rosto à produção intensa que habita as

determinação muitas das limitações

oito escolas nas esferas artística, científica,

administrativas e financeiras que o

Residências mais económicas para os nossos bolseiros

académica e social e motiva diariamente

No Politécnico do Porto, o valor pago pe-

deslocados (€73,36-17.5% do indexante

constrangem, apresentando projetos

uma comunidade de 22 mil pessoas

los estudantes bolseiros deslocados para

dos Apoios Sociais) fica agora uniformiza-

inovadores e com valor acrescentado

a fazer mais.

frequentar as residências passa a ser equi-

do, independente da tipologia do quarto.

É esta a ambição deste Jornal: ser uma

valente ao complemento de alojamento

De acordo com o Conselho de Ação

para o país. As novas unidades de

ponte interna e externa, uma plataforma

atribuído pelo Estado. As novas regras,

Social do Politécnico do Porto, a medi-

Executive Academy, dão agora os

de comunicação, um reflexo modesto

aprovadas no passado mês de junho, pelo

da vai abranger mais de 250 estudantes

primeiros passos, com iniciativas sólidas

de uma casa viva.

Conselho de Ação Social da Instituição,

bolseiros. A Instituição justifica a decisão

entram em vigor no próximo ano letivo.

com o intuito de não agravar a situação

O valor mensal pago pelos estudantes

financeira de um estudante carenciado.

extensão, Porto School Hotel e Porto

e serão seguramente no futuro próximo pontes cruciais à missão da Escola

Está aqui e espera por todos. Vamos fazê-lo juntos, como sempre.


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U-Bike disponibiliza 200 bicicletas elétricas

Projeto Contratempo, música para a inclusão

O Politécnico do Porto é uma das 15 insti-

através do Programa Operacional Susten-

A Tuna da Escola Superior de Saúde do

O estigma social afeta criticamente o

tuições do Ensino Superior que assinaram

tabilidade e Uso Eficiente de Recursos.

Politécnico do Porto associou-se a um

processo de recovery de pessoas com pro-

os Termos de Aceitação do Projeto U-Bike

Segundo informações do site do Insti-

conjunto de utentes da Associação Nova

blemas de saúde mental, interferindo com

Portugal - Promoção de Bicicletas Elétri-

tuto da Mobilidade e dos Transportes, a

Aurora e, juntas, constituíram o Con-

a sua participação comunitária e qualidade

cas e Convencionais nas Comunidades

quem cabe a coordenação do projeto, “as

tratempo, projeto que tem por base um

de vida. Nas últimas décadas têm sido

Académicas.

bicicletas serão atribuídas à comunidade

grupo musical formado por estudantes

investigadas várias abordagens de com-

Promover a mobilidade sustentável,

académica, com base em normas definidas

de ensino superior e pessoas com pro-

bate ao estigma utilizando estratégias de

reduzir o consumo de energia, baixar

por cada Instituição de Ensino Superior e

blemas de saúde mental, em particular

protesto, educativas e de contacto, sendo

emissões de gases poluentes e diminuir o

em cumprimento do Regulamento Geral do

esquizofrenia.

que as duas últimas têm sido destacadas

congestionamento das cidades são ações

Projeto U-Bike Portugal, para uma utiliza-

Depois veio o financiamento da Gul-

como mais eficazes na redução do estigma

prioritárias, sobretudo entre as camadas

ção de longa duração (aluguer durante um

benkian, o apoio da ESMAE e da Casa da

social. Entre estas, a música apresenta

mais jovens.

semestre ou um ano letivo, por exemplo)

Música. O grupo tem já um calendário

uma relação íntima com a saúde mental

que origine a criação de hábitos regulares

de atuações até abril do próximo ano.

pelo que vários estudos têm examinado

O P.PORTO associa-se assim ao projeto U-Bike, disponibilizando duzentas bicicletas elétricas para usufruto de toda a sua comunidade.

de utilização deste meio de transporte”.

Este projeto conta com um envolvi-

o seu impacto em variáveis emocionais,

A nível nacional serão adquiridas mais

mento muito forte do Politécnico do

comportamentais e biológicas de pessoas

de três mil bicicletas, duas mil das quais

Porto, quer pela ligação que a institui-

com doença mental.

Serão instalados nos campus e nas res-

elétricas, distribuídas por quinze Insti-

ção tem com a comunidade, quer pelo

A música tem sido ainda explorada

petivas residências parques exclusivos

tuições de Ensino Superior do país, com

conhecimento, de foro científico, da

como uma ferramenta inovadora e im-

para bicicletas, assim como postos de

o objetivo de promover a mobilidade ci-

relação íntima da música com a saúde

pactante na redução do estigma, permi-

carregamento elétrico das mesmas.

clável entre as comunidades académicas.

mental e com o objetivo de contribuir

tindo o envolvimento de pessoas com

Uma forma prática e ecológica de co-

para o fim do estigma social em torno

doença mental no processo, reduzindo

destas pessoas.

o auto-estigma experienciado.

O projeto U-Bike é financiado por fundos europeus, inserido no Portugal 2020,

nhecer os nossos campus.

O Porto dança, com formação superior Esta é a mais recente Pós-Graduação da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), em colaboração com a Câmara Municipal do Porto e o Teatro Municipal do Porto. A Pós-Graduação em Dança Contemporânea apresenta uma estrutura formativa muito próxima do espírito da residência artística e é dirigida a diplomados e a profissionais em dança (bailarinos e coreógrafos) ou provenientes de outras áreas disciplinares com experiência em práticas artísticas relacionadas. O ano letivo de 2016/17 tem como coreógrafos convidados alguns dos vultos nacional, como Lisbeth Gruwez, Boriz Charmatz, Emanuel Gat, Filipa Francisco ou Vera Mantero.

JoséCaldeira©

mais relevantes da cena nacional e inter-


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DESTAQUE

Orquestra Sinfónica da ESMAE entre as 10 melhores do mundo Eis o segredo. Quando nenhuma instituição põe um jovem que entra num curso de Engenharia a fazer o projeto de um arranha-céus, na ESMAE os estudantes recém-chegados interpretam grandes composições na mesma Orquestra que os colegas finalistas. pólo importante na música, de nível na-

A Orquestra Sinfónica ocupa um lugar

profissional. O relançamento do Prémio

A

cional e internacional. O Porto precisava!

central na formação dos estudantes, assim

Helena Sá Costa, em 2002, constituiu,

pequena Sinfonieta, que come-

Assumia assim o projeto de formação de

como na própria imagem da Escola. O re-

igualmente, uma oportunidade ímpar para

çou como orquestra de cordas

profissionais que tinha também o intuito

portório da Orquestra reflete a preocupa-

investir regularmente nas potencialidades

em 1994, é hoje a prestigiada

político de ajudar a fixar jovens. Pouco

ção de dar a conhecer aos estudantes um

solísticas dos estudantes e ex-estudan-

Orquestra Sinfónica da ES-

tempo depois era este homem, de olhar

largo espectro de obras, não descurando

tes. Os premiados no concurso, realizado

MAE. É um dos projetos musicais mais

tranquilo e voz profunda, a desafiar o

a componente técnica, intrínseca a cada

no fim de cada ano letivo, apresentam-se

sonantes do país, partitura maior da Es-

então Presidente do Politécnico do Porto

uma. A preparação dos estudantes para os

como solistas com a Orquestra Sinfónica

cola Superior de Música e Artes do Espe-

a autorizar a criação de uma Orquestra.

estágios da Orquestra é assegurada pelos

da ESMAE no ano letivo seguinte.

táculo, orgulho do Politécnico do Porto,

Saiote, que escreveu em mais de três dé-

professores das várias áreas, em forma de

reconhecido à escala internacional e um

cadas a história do Clarinete em Portugal,

ensaios de naipe, acautelando todos os

modelo para o ensino superior nacional.

tinha que imprimir ao projeto da Orquestra

pormenores técnicos musicais. Em grupos

A equipa. António Augusto Aguiar, Antó-

o mesmo sucesso granjeado como clarine-

pequenos, os estudantes podem fazer a

nio Saiote e Carlos Azevedo. O primeiro pre-

tista. “Nós podíamos ter uma Orquestra

experiência de liderar um naipe, sempre

side, o segundo dirige e o terceiro coordena.

formada apenas por portugueses, tínhamos

que reúnam as capacidades técnicas, mas

As três visões e ambições diferentes, mas

gente à altura, era só subir a fasquia. Nessa

também humanas, para o fazer. É também

complementares, culminam com o esforço

altura, em Portugal ficávamos só por pro-

notável o trabalho que tem sido desenvol-

e talento dos músicos. De tal forma que o

jetos individuais e fugazes”.

vido no âmbito da Ópera e da Música Coral

para a grande música – que só privilegia

Olga Leite

Nem a ausência de estratégia do país

ESMAE foi pioneira a fazer coisas “fora da caixa”.

projeto está entre as 10 melhores do mundo.

Acabado de regressar da Polónia, o

Sinfónica, num intercâmbio multidisci-

a literatura, nem o handicap da Orquestra

António Saiote, Maestro do mundo, já

Maestro conta que poucos acreditam que

plinar com o Coro e solistas da ESMAE e

estar no Porto foi entrave para a ESMAE,

trabalhou em mais de 30 países, hori-

a Orquestra Sinfónica da ESMAE tenha

o Departamento de Teatro. A Orquestra

com pouca gente e pouco dinheiro, erigir

zontes refinados e exigentes, profundo

uma qualidade deste nível dentro destas

proporciona ainda a estudantes e ex-estu-

um projeto com este arrojo. “Fizesse o

conhecedor do universo clássico da mú-

faixas etárias. “Na ESMAE é exigido a um

dantes a oportunidade de se apresentarem

país em outras áreas o que a ESMAE fez

sica foi enviado para o Porto, vai para 27

jovem o nível de maturidade de um mú-

como solistas e trabalharem com maestros

com esta Orquestra e teríamos um país

anos, com a missão de fazer do Porto um

sico adulto” – assegura Saiote.

de mérito, enriquecendo o seu currículo

fantástico”, considera o Coordenador,


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pretação de Petruchka de Stravinsky

e mesmo aqui é preciso que as políticas

António Saiote

pela Orquestra Sinfónica da ESMAE,

mudem, nomeadamente o financiamento

Possui o Meisterdiplom da Hocrschule

publicou um artigo intitulado Le Renou-

aos Politécnicos, cuja fórmula de cálculo

de Munique em Clarinete; Mestrado em

veau du Portugal, com o subtítulo L’Or-

não é alterada desde 2006”.

Direção de Orquestra, pela Universidade

chestre de la ESMAE, vous connaissez?

Vamos a um caso prático. A ESMAE

de Sheffield (Inglaterra) e uma Pós-Gra-

Vraisemblablement pas. Cette formation

tem capacidade para fazer um reportório

duação em Direção de Música do Séc. XX

de jeunes musiciens classiques prépare

sinfónico ou romântico, uma 2.ª sinfonia

pela Universidade de Alcalá de Henares.

impatiemment l’avenir dans un Portugal

de Mahler, por exemplo, com 120 estu-

É Maestro e Solista convidado em várias

longtemps frustré sur le plan musical.

dantes, mas a Orquestra completa teria

orquestras nacionais e internacionais.

“Como é que um país tão pequeno con-

que ensaiar noutro local, como aconte-

Leciona regularmente nos Festivais Musi-

segue meter tantos estudantes em grandes

ceu com a composição “Ressurreição”,

calta, na Escola Internacional do Príncipe

orquestras internacionais” daria, na opinião

que marcou os 30 anos do P.PORTO, na

das Astúrias e no Sistema Venezuelano de

de Carlos Azevedo, uma excelente compo-

Casa da Música, cujos ensaios decorre-

Orquestras Juvenis.

sição e um bom ponto de partida para uma

ram no Pavilhão Desportivo do P.PORTO.

reflexão para ouvidos mais duros. António Augusto Aguiar, Presidente da António Saiote e António Augusto Aguiar na ESMAE | MarianaSantos©

ESMAE corrobora. “Portugal tem défice de orquestras. Na ESMAE só podemos aumentar formandos se tivermos sítio onde trabalhar”. Aquele que também

Formar músicos é preparar para a Cidadania.

é dos melhores contrabaixistas nacio-

É Professor de Clarinete e Música de Câmara na ESMAE e Maestro Titular na Orquestra Sinfónica da ESMAE.

António Augusto de Aguiar Desenvolveu o estudo do contrabaixo com o seu irmão Adriano Aguiar e, mais tarde, com Jean-Marc Faucher no Conservatório

nais considera que o posicionamento da

Quando os dois Antónios e Carlos co-

de Música do Porto. Após a formação na

ESMAE no que diz respeito ao número

meçaram a estudar havia “meia dúzia”

ESMAE, graduou-se, com Distinção no

de estudantes é o que melhor se adequa

de pessoas nas escolas de música e con-

Mestrado em Performance da Royal Aca-

ao mercado (público). Neste aspeto há

servatórios. Não havia percussionistas e

demy of Music – Londres. É Doutorado em

visões distintas. António Saiote quer

contrabaixistas, “não havia nada”, refere

Música. Foi premiado com o Major Prize

mais. Mais estudantes e uma Orquestra

este último. Em Portugal pensava-se que

“Special Foundation Award” e obteve o

Sinfónica maior, “para podermos fazer

conseguir isto demoraria 100 anos e “em

diploma Licenciate – Double Bass teacher.

mais coisas”. Carlos Azevedo considera

pouco mais de 20 anos é inacreditável o

Venceu o concurso Manlio & Selma Di

Carlos Azevedo. Não é a primeira vez que

que dar uma dimensão maior ao projeto

que aconteceu. Já podemos fazer quase

Veroli Double Bass Prize (1999). É solis-

a ESMAE se impõe com coragem no meio

desvirtuaria o espírito vigente e que é

tudo na música só com portugueses. Es-

ta do grupo de música contemporânea

do nada, como foi a criação do primeiro

diferenciador, que é ver os estudantes

tamos ao nível do que se faz nas melho-

Remix Ensemble, desde a sua fundação,

curso oficial de jazz em Portugal.

a limpar o palco, carregar as cadeiras

res escolas da Europa”. É unânime nesta

e gravou mais de uma dezena de CDs de

Por seu lado, o Maestro remata “o pro-

e organizar as salas. Por isso entende

conversa de especialistas que não há

música contemporânea. Desenvolve uma

blema neste país é quando alguém é muito

que “precisamos crescer, mas de forma

nenhuma molécula ou ADN específico,

sólida atividade na área do jazz.

bom”. António Saiote acaba com o discur-

sustentada”. António Augusto Aguiar diz

comum aos países que tratam bem a mú-

so ensurdecedor e “correto” que envolve

que o que falta “é o ponto de equilíbrio

sica e as orquestras. “Se tivermos muitos

Carlos Azevedo

estas matérias. “A orquestra da ESMAE

estudantes seremos cada vez melhores”,

Possui o Curso Superior de Piano e o Cur-

só não é maior, porque é do Porto, o país

remata Carlos Azevedo.

so Superior de Composição. Tirou o mes-

A qualidade pedagógica dos professo-

trado em Composição na Universidade de

acontece na Capital tem um grau de visi-

res da ESMAE, nas diferentes áreas, é a

Sheffield (Inglaterra). Foi um dos cinco

bilidade muito maior”. Preocupado com

principal mais-valia da escola. No caso

Finalistas do International Composition

esta jóia que o Porto tem, Saiote sugere a

do Departamento de Música, cabe aos

Contest para a Brussels Jazz Orchestra,

intervenção política, na criação de uma

docentes o mérito do elevado rendimento

tendo dirigido esta mesma orquestra na

direção geral para o ensino artístico. Que

da Orquestra. Há quem olhe para esta di-

final. Voltou a ser finalista do mesmo con-

supervisione, que olhe para estas escolas,

nâmica como entretenimento, relegando

curso na edição de 2004 tendo ganho o

que conheça o mercado e que reconheça

o que está para além, no que à formação

1.º prémio. Teve uma encomenda para

a qualidade dos estudantes que são cha-

pessoal, social e de construção para a

a Tour de 2004 da European Youth Jazz

mados para trabalhar antes mesmo de

disciplina diz respeito. “Formar músi-

Orchestra. Atualmente lidera o seu Trio e

cos é formar para a cidadania”, salienta

dirige a Orquestra de Jazz de Matosinhos.

Saiote, que enaltece o trabalho de Carlos

É professor de Análise e Música de Câmara

Azevedo, também Compositor e Pianista

na ESMAE e Assistente na Escola Superior

de renome, sem o qual a Orquestra não

de Educação das disciplinas de Análise e

seria o que é hoje.

Composição.

terminar o curso. “Acredito nesta Escola, nos músicos, nos professores, no Carlos e em mais nada”, desabafa. Refira-se que em 2001 a revista Le Monde de la Musique, aquando da inter-

Carlos Azevedo | MarianaSantos©

vive de Lisboa e qualquer coisa média que


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ENTREVISTA

“Esta visão policêntrica do Politécnico do Porto é muito útil, é pena que às vezes nem todas as pessoas compreendam isso”

Olga Leite O Politécnico do Porto (P.PORTO) é hoje (dados DGES, relativo ao CNA 2016/17) a 4.ª Instituição de Ensino Superior (IES) mais procurada em Portugal e a 5.ª em termos de dimensão. Como é que olha para o P.PORTO, no que diz respeito ao reforço da competitividade territorial do Porto verificada nestes últimos anos?

RuiPinheiro©

Estudou num politécnico em Inglaterra. Faz três anos que assumiu a Presidência da Câmara Municipal do Porto. Em entrevista ao P.PORTO, Rui Moreira reconhece que o Politécnico do Porto é vital para o tecido económico e que tem o mérito de obrigar o poder local a adequar as suas políticas, porque conhece bem as tendências. Segundo Rui Moreira há um traço que distingue os estudantes do P.PORTO que é o “entrosamento e o entusiasmo”. São planos diferentes e complementares,

de tem de se permeabilizar e ao permeabi-

– por causa da idade e não por estarem

mas é assim que eu vejo a função dos

lizar-se fá-lo através da vinda de pessoas

a frequentar Erasmus – não têm dúvidas

Politécnicos.

que não vêm apenas como turistas even-

sobre os méritos da integração europeia e

tuais, mas que ficam cá uma temporada

neste tempo em que vivemos com tantas

que passam a conhecer o Porto e passem

dúvidas, é bom que haja uma geração de

a ser – como lhes costumo chamar – os

pessoas que já não conhece fronteiras.

Rui Moreira (RM) - Independente dos

O P.PORTO é uma das IES do país com mais estudantes internacionais. Quase 900 (exceto ERASMUS). As parcerias com instituições e unidades de investigações estrangeiras têm contribuído para uma mobilidade interessante que acrescenta conhecimento e dinâmica ao Porto. Sente isso?

méritos das universidades e de toda a

RM – É evidente que qualquer instituição

investigação que é feita pelas mesmas –

deve contribuir, e contribui, para aquilo

o que também acontece no Politécnico

que eu chamaria de “visão cosmopolita”

– o Politécnico é fundamental porque

que temos do Porto. A palavra cosmopolita

Considera esta visão da internacionalização do P.PORTO importante não apenas no quadro do trabalho de investigação e formação avançada, mas também no estímulo de formas modernas de cidadania global?

permite uma formação competente, rá-

não tem a ver com o facto de, por exemplo,

RM - Sem dúvida. Enquanto nós pensamos

engenharia, e a engenharia do Politécnico

pida, eficiente e responde muitas vezes

irmos a Paris e vermos a Torre Eiffel. Isto

sobre as inúmeras dúvidas que temos

do Porto é fantástica, ela contribui para a

melhor aos desafios, nomeadamente

não é cosmopolitismo. Cosmopolitismo na

sobre a Europa, por seu lado, a nova ge-

fixação de empresas e essas empresas vão

da indústria, do que as universidades.

cidade representa a capacidade que a cida-

ração, a que eu chamo “geração Erasmus”

procurar aqui os seus recursos humanos e

nossos embaixadores. É essa função que os institutos e as universidades têm nesta matéria de captação de alunos internacionais.

O P.PORTO tem vindo a consolidar-se também como uma instituição de referência no domínio da investigação e da transferência de tecnologia e conhecimento. Como perspetiva o contributo das IES do Porto na afirmação tecnológica e de conhecimento da cidade e da região? RM – Este aspeto é dos mais importantes, porque o facto de haver, nomeadamente a


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desenvolver também aqui a sua investiga-

exemplo, sobre os politécnicos, que são

pegada mais importante no futuro vai ser

delos egoístas, que muitas vezes acontecia

ção, as suas marcas e produtos. Isto acaba

mais instrumentais que as próprias univer-

na área das engenharias. Quando nós olha-

no meu tempo nas universidades, em que

por ter um efeito indutor. O P.PORTO é

sidades, nós percebemos que aqui ainda

mos para aquilo que é o gap europeu, em

nós não partilhávamos conhecimento, em

muito uma semente desse crescimento,

há um gap grande nessa matéria. Temos

termos de engenharia, nos próximos 10 ou

que nos escudávamos naquilo que sabía-

que nós queremos.

dificuldade em entender que o politécnico

20 anos, nós vamos ter uma falha enorme.

mos. Esse sentimento de partilha é um

é uma universidade apenas com algumas

Se quisermos ir e concorrer com os novos

sentimento que é fundamental desenvolver

Essas vantagens que vê alargam-se a outros territórios. A ligação do Politécnico ao tecido empresarial é significativa não apenas ao nível da Área Metropolitana do Porto (quatro escolas no Porto, duas escolas na Póvoa de Varzim/Vila do Conde, uma escola em Matosinhos) como também ao nível do Tâmega e Sousa, protagonizada de modo mais direto pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão que funciona como pivot do P. PORTO nesse território. Como é que vê estas parcerias estratégicas no quadro do desenvolvimento económico das cidades e das regiões?

diferenças, mas é ensino superior. Às ve-

poderes mundiais, nós vamos precisar de

enquanto se estuda.

zes as pessoas ainda não compreendem

ter muitos mais engenheiros e aí o Politéc-

essa dimensão. Mas nesta matéria a pre-

nico do Porto tem uma função fundamental.

E que muitos deles possam ficar a viver no Porto. RM - Temos de desdramatizar. Eu quando

deve-se muito às lideranças e, neste caso, a

O P.PORTO fez, recentemente, um rebranding da sua marca, aproximando-se da marca Porto. Considera esta consensualização importante para a marca no seu todo?

professora Rosário Gambôa tem sido uma

RM - Muito. A marca Porto., ao contrário

em Portugal. Eu vivi na Noruega, na Di-

pessoa excelente nessa capacidade que

do que algumas pessoas entenderam,

namarca e na Alemanha, onde trabalhei.

tem de dinamizar e estar presente. O facto

não tem a ver com a marca do município.

Só depois vim para cá. Claro que tinha

da Câmara do Porto estar representada na

Aquilo que nós pretendíamos era identifi-

saudades, gosto muito de cá viver e nunca

Casa da Música – e que é talvez o nosso

car a marca com a cidade e que a cidade

mais saí daqui, mas o que nós devemos

maior instrumento – através da Presidente

fosse capaz de absorver essa marca e de

pensar é que, cada vez mais, há esta nova

RM - Esta visão mais policêntrica do Po-

Rosário Gambôa não é um mero acidente,

fazer dela sua. Portanto, é muito impor-

mobilidade que também permite conhe-

litécnico é muito útil, é pena que às vezes

faz parte de uma estratégia global.

tante que o Politécnico o tenha feito. Nós

cimento. Na altura não havia Ryanair,

somos a única cidade do mundo que tem

não havia telemóvel para ligar à família,

o seu logotipo numa lata de Coca-Cola,

eu comunicava com a minha namorada

que foi visto nos EUA, não foi a Coca-Cola

por carta e agora fazemos selfies a partir

de Portugal que decidiu. Isto exemplifica

de qualquer parte do mundo. Agora seria

o que é possível fazer com uma marca,

muito bom sintoma se alguns estudantes

espaço único, num pólo único. Essa ca-

O P.PORTO tem uma interação reconhecida com a comunidade. Não só a nível artístico e cultural, como também a nível científico, tecnológico e social. O P.PORTO é um bom parceiro?

que só tem dinâmica se tiver depois uma

quisessem ficar, porque nós precisamos

racterística é muito importante e o pólo

RM - Principalmente desafiante! É o pró-

expansão através de círculos concêntri-

de uma cidade rejuvenescida e de uma

do Tâmega e Sousa é vital numa zona que

prio Politécnico que vem ter connosco

cos à volta dela própria. A nossa marca

cidade de oportunidades. O que eu quero

está a sair da indústria tradicional para

e com o Teatro Rivoli e nos diz que está

é feita disso mesmo. Quando colocamos

dizer é: coloquemos o assunto no registo

as novas indústrias, para o design, para

disponível para desenvolver alguma coisa

a nossa marca num painel de azulejos –

próprio. Se tiverem que durante algum

toda uma nova forma de olhar o mundo,

no âmbito da dança, por exemplo. Isto de-

para exemplificar melhor – nós deixámos

tempo ir para fora, aprendam muito, não

onde se exporta não um produto barato,

monstra que o P.PORTO está muito atento

azulejos brancos, para que haja quem

esqueçam o Porto e fiquem com vonta-

mas um produto de grande qualidade.

às tendências. As cidades são muito feitas

agarre azulejos brancos e os pinte e é isso

de de voltar, de criarem cá empresas, de

destas ondulações, que resultam das ten-

que o P.PORTO está a fazer.

serem empreendedores. O empreende-

sidente da instituição, professora Rosário Gambôa, tem feito um grande esforço para atenuar essa diferença. Hoje em dia a marca P.PORTO está muito pujante e isso

nem todas as pessoas compreendam isso. A excessiva concentração num local apenas não contribui para nada. Num tempo de sinergias, porque hoje é fácil criá-las, estas não têm que ser concentradas num

acabei o meu curso em Inglaterra – que hoje se chama universidade, mas na altura era politécnico – eu não arranjei trabalho

O P.PORTO criou na própria ESTG um Gabinete de Apoio ao Empreendedor…

dências. Esta cidade líquida, de que nós

RM - Isso é muito positivo! Todo o Vale

compreensão destas ondas, que às vezes

Que mensagem gostaria de deixar aos nossos estudantes?

do Sousa tem um atraso estrutural muito

são ondas de choque, outras vezes mais

RM - Que gostem do sítio onde estão, que

grande, mas tem uma grande vantagem.

atenuadas, mas é muito importante que

aproveitem os anos que passam no Politéc-

Como vê o Politécnico daqui a 10 anos?

É das regiões mais jovens da Europa, o que

elas não tenham apenas como epicentro

nico e que percebam que o mundo é muito

RM - Temo que o envelhecimento da nossa

contrasta com o resto do país. Temos ali um

a CM Porto e os poderes políticos. É bom

feito a partir deste tempo que os estudantes

população possa representar um grande

polo de competitividade, pela indústria, pela

que sejam as instituições, a sociedade civil,

estão a viver no P.PORTO. Isto abre muitas

risco para as IES. Daqui a 10 anos vamos

juventude e por isso é bom que essa dinâmi-

nome que eu detesto, mas que acabamos

janelas de oportunidades. As pessoas que

ter menos jovens e isso é de facto uma

ca, numa área do país muito jovem, possa ser

por ter que utilizar neste caso, que nos ve-

têm a sorte de estudar no Politécnico têm

enorme preocupação civilizacional do

integrada na dinâmica global de um país.

nha criar estas ondas de choque e que nos

que perceber que estes tempos são cruciais.

país. Nós vivemos neste momento o maior

obriguem a adequar as nossas políticas.

Eu vejo com muito agrado o entrosamento

drama em Portugal, e isso raramente se

e o entusiasmo que há nos estudantes do

ouve, temos muito pouco jovens. Estamos

falamos, tem muito a ver com isso, com a

dorismo não quer dizer ser empresário. Pode-se ser empreendedor em cada atividade que se faz.

Este ecossistema empreendedor e de inovação em que o Porto se está a transformar permite olhar para o P.PORTO com uma visão mais arrojada?

A pegada cultural do Politécnico é muito reconhecida, pela dinâmica na cidade, desenvolvida pela ESMAE…

Politécnico do Porto, quando lá vou e vou

a ficar uma cidade muito envelhecida. Eu

lá muitas vezes. Gosto muito de ver aquele

prefiro falar dos riscos e das ameaças do

espírito de equipa que existe e isso é muito

que de oportunidades, porque não tenho

RM - Sim, claramente. Quando nós olha-

RM - Sim, é hoje um grande parceiro em

motivador, muito interessante. Nós não

dúvidas que as IES saberão agarrar todas

mos para a visão que os suíços têm, por

inúmeras atividades, mas eu diria que a

podemos correr o risco de voltar aos mo-

as oportunidades.


8

SOCIAL

CULTURA

CIÊNCIA

DESPORTO

O Acolhimento Familiar na Europa em discussão

Offenbach no Teatro Helena Sá e Costa

Estudante do ISEP desenvolve aplicação para empresa de setor tecnológico

O Papel dos Treinadores no Desenvolvimento Positivo dos Jovens

Decorreu, dia 23 de setembro, na Escola

Subiu ao palco do Teatro Helena Sá e

O projeto ITLog iOS Mobile App consis-

No âmbito do projeto que tem vindo a ser

Superior de Educação (ESE), o Seminário

Costa o espetáculo O 66! de Offenbach,

te na criação e implementação de uma

desenvolvido por docentes universitários

Internacional sobre o acolhimento fami-

uma ópera cómica encenada por António

aplicação móvel para dispositivos iOS

em estreita colaboração com a Federação

liar na Europa, um evento organizado

Durães para canto e piano. No centro da

(iPhone e iPad) e foi desenvolvido por

Portuguesa de Hóquei, desde meados de

pelo InED – Centro de Investigação e

trama, cantada no francês original, estão

Fábio Carvalho para a empresa ITSector.

2015, a Escola Superior de Educação le-

Inovação em Educação. O objetivo deste

um bilhete de lotaria e a viagem de dois

Com esta aplicação, os colaboradores

vou a cabo, nos dias 12 e 13 de outubro,

encontro foi assinalar o modo como o

primos (Frantz e Grittly) que partem do

da ITSector passam a ter um controlo

o seminário O Papel dos Treinadores no

acolhimento familiar tem evoluído, em

Tirol para Estrasburgo.

mais direto sobre os projetos que estão

Desenvolvimento Positivo dos Jovens.

diferentes contextos, e procurar identi-

A produção foi da all’Opera, compa-

integrados, conseguindo aceder mais

Esta ação, creditada pelo Instituto Por-

ficar os desafios que se colocam ao seu

nhia dedicada à realização de espetáculos

facilmente ao portal da empresa, dentro

tuguês do Desporto e Juventude com 2,8

desenvolvimento futuro, em diversas

operáticos itinerantes, com vista à demo-

ou fora do país.

créditos atribuídos à componente de for-

realidades e dimensões.

cratização do conceito de ópera para os mais diferentes públicos.

Apresentação do Plano de Investimento e Valorização das Residências Realizou-se, dia 12 de setembro, uma visita a residências intervencionadas no âmbito do Plano de Investimento e Valorização, e que contou com a presença de Rosário Gambôa, Presidente do P.PORTO; do Vereador da Habitação e Ação Social da CM Porto, Manuel

Fábio Carvalho, licenciado no curso

mação geral para a revalidação do Título

de Engenharias de Sistemas do ISEP,

Profissional de Treinador de Desporto,

O espetáculo decorreu nos dias 23 e

desenvolveu o projeto no âmbito do es-

conta ainda com o apoio do Plano Nacional

24 de setembro e contou com a interpre-

tágio curricular na respetiva empresa.

de Ética no Desporto.

tação de Mário João Alves, Sara Braga

Atualmente trabalha em regime integral

Simões e do barítono Job Tomé.

no local onde estagiou.

EDUCAÇÃO Formações para PME no Tâmega e Sousa até ao final do ano

Pizarro; do Administrador dos Serviços de

13 Casos de Estudo de Sucesso Empresarial compilados por docente da ESTG em livro

Campeonato Europeu Universitário de Futebol 2017 FAP, U.Porto e P.PORTO, juntamente com a Federação Académica do Desporto Universitário, terão a responsabilidade de or-

O lançamento do livro Casos de Sucesso

ganizar a 12.ª edição do Campeonato Euro-

Empresarial, coordenado por João Abreu

peu Universitário de futebol, organização

Acção Social do P.PORTO, Paulo Ferraz;

A Escola Superior de Tecnologia e Ges-

(docente da ESTG), traz à ordem do dia a

atribuída pela European University Sports

do Presidente da FAP, Daniel Freitas e dos

tão (ESTG) oferece um conjunto gratuito

temática da internacionalização, através

Association.

presidentes das Escolas P.PORTO.

de ações de formação que se realizam

da compilação de 13 casos de sucesso

As remodelações e melhorias resultan-

nos diferentes concelhos da região do

empresariais dos mais diversos setores

tes do plano já referido são uma iniciativa

Tâmega e Sousa, proporcionando ex-

de atividade.

dos SAS do P.PORTO que visa a implemen-

periências formativas nas diferentes

O manual conta com o exemplo de uma

tação de intervenções em alojamentos que

áreas de atuação da Escola, dirigidas

empresa dedicada ao fabrico e comercia-

promovam o conforto e bem-estar dos

prioritariamente ao tecido empresarial

lização de máquinas e ferramentas para

estudantes do Politécnico do Porto.

da região. As próximas formações estão

metais, elaborado pelo coordenador da

marcadas para os dias 16 de novembro e

Porto Executive Academy, Armando Silva.

Segundo o Administrador dos SAS do P.PORTO, “entendemos com este plano me-

14 de dezembro.

INTERNACIONAL ISCAP recebe cada vez mais estudantes em mobilidade O Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) é uma

lhorar o espaço interior das residências, mas

No primeiro caso há dois eventos: A

também o espaço exterior, proporcionando

Gestão da Internacionalização decorre

aos estudantes um espaço de saúde e bem-

na Associação Empresarial de Paços de

-estar e melhorar o conforto dos quartos,

Ferreira, a partir das 18h30 (formador:

O P.PORTO e a Universidade do Porto, em

Na primeira fase do CNAES, o ISCAP

espaços de convívio e espaços de estudo.”

Carina Silva); e Reciclagem: Eletricidade

parceria com a INDAQUA - Indústria e Ges-

preencheu a totalidade de vagas dispo-

Prémio INDAQUA 2016

das instituições de ensino do país que regista maior oferta formativa face à procura estudantil.

Ligado a este momento, foi possível ain-

e Eletrónica nas Nossas Casas e Empresas

tão de Águas SA, promovem a primeira

níveis. Com um aumento de seis novos

da concretizar uma homenagem a perso-

na Associação Empresarial de Celorico

edição do Prémio Inovação INDAQUA.

cursos este ano, as 745 vagas preenchidas

nalidades ligadas à história das Escolas

de Basto, no mesmo horário (formador:

mais antigas do P.PORTO. A sessão de

Maria de Fátima Ferreira).

Esta iniciativa, sob o tema Soluções Inovadoras para a Gestão dos Serviços

dão acesso a 20 cursos (oito licenciaturas e 12 mestrados).

homenagem foi concretizada através da

No próximo dia 14 de dezembro decorre,

de Água e Saneamento, pretende selecio-

Porém, o maior destaque é o aumento

atribuição do nome de cada uma des-

no Auditório Municipal de Baião, a for-

nar ideias ou projetos de inovação junto

da procura dos estudantes estrangeiros.

tas personalidades a três residências no

mação Controlo Estatístico da Qualidade,

dos estudantes daquelas instituições de

Neste 1.º semestre o ISCAP recebe 160

Porto: Bento Carqueja, Parada Leitão e

também a partir das 18h30 (formador:

ensino.

estudantes em mobilidade ERASMUS+

Gustavo e Sousa.

Aldina Correia).

Candidaturas até 15 de novembro.

e cerca de 120 estudantes brasileiros.


9

Saúde celebra novas instalações no dia do seu aniversário

Da PDF para o mundo. Do Mundo para as Empresas. 14 universidades, 3 continentes, 146 alunos, quase 200 participantes integraram a semana KickOff Pela primeira vez a ME310 Sugar Global KickOff Week aconteceu fora da Universidade norte-americana de Stanford e a Porto Design Factory foi o local escolhido para acolher esta grande evento dedicada à inovação. Este foi também o início do ano letivo da Pós Graduação ME310 STANFORD – Product Innovation, onde uma rede global de designers, engenheiros e criativos são desafiados por um espectro de problemas concretos. Entre 24 a 28 de outubro, 146 alunos organizaram-se em equipas para trabalhar desafios lançados por empresas, nacionais e internacionais. São projetos pensados Escola Superior de Saúde | MarianaSantos©

para Real Companies. Real projects. Real

A Escola Superior de Saúde vive um momento especial. De celebração do seu aniversário, assinalado a 23 de setembro, mas também de mudança para as novas instalações do Campus 1. É uma trajetória de 36 anos, que culmina na mudança física para um dos maiores pólos europeus ligados à saúde (Asprela) acompanhada pela alteração da própria designação, mais adequada à realidade atual da escola. Agostinho Cruz, presidente da ESS, está convicto das vantagens. Não apenas esta mudança é uma mais-valia para a escola, mas será também “a escola a trazer algo de complementar àquilo que

Há fortes expectativas no futuro, que passam pela “criação de um conjunto de sinergias nas quais nos revemos muito” com as unidades hospitalares mais próximas e a possível integração nos Centros Académicos Clínicos.

Designs. São várias áreas, competências e interesses a convergir para a inovação. E as empresas estão atentas. É o segundo ano que Ana Silva, do Departamento de Inovação e Tecnologias Emergentes da SONAE marca presença neste evento. “Em 2015 lançamos dois desafios, um para a Worten outra a

em áreas complementares da saúde. A

Berg Cycles e este ano vamos lançar dois

saúde não é simplesmente medicina ou

novos desafios”. E há resultados.

enfermagem.”

O desafio lançado pela Berg a estudan-

Há fortes expectativas no futuro — sa-

tes da PDF e da australiana Universidade

lienta Agostinho Cruz — que passam pela

de Swinburne de desenvolver um protó-

“criação de um conjunto de sinergias nas

tipo de uma bicicleta citadina, está na

quais nos revemos muito” com as unida-

“pipeline” de 2017.

des hospitalares mais próximas e a pos-

“Eventos e iniciativas como estas são

sível integração nos Centros Académicos

importantes para quem está do lado das

Clínicos.

empresas” porque obriga os estudantes

Esta expectativa é partilhada pelo

“a inovar pensando sempre do ponto de

coordenador do Conselho Nacional dos

vista do consumidor”, concluiu Ana Silva.

Centros Académicos de Medicina, So-

A semana foi preenchida com atividades

brinho Simões, que prevê a sua concre-

várias, desde workshops e seminários até

tização num horizonte mais alargado de

um PaperBike Race, resultado de protó-

“criação de hospitais universitários com

tipos vários criados em projeto.

existe neste campus”, sublinhando aquilo

instituições afiliadas de ensino superior,

“Todos partilhamos a paixão pela apren-

que a distingue: “Somos uma escola que

de investigação e instituições de assistên-

dizagem e inovação” declara Rui Coutinho,

oferece um conjunto de atividades que

cia”. “É a nossa escola de futuro”, concluiu

coordenador da PDF. E o Porto foi o lugar

não existem nesta área, nomeadamente

Rosário Gambôa.

perfeito para um grande KickOff.


10

OPINIÃO

O eIPP: uma narrativa coletiva P.PORTO é um dos membros fundadores da PERFORMART Paula Peres

Pró-Presidente do Politécnico do Porto | Coordenadora da Unidade de e-Learning e Inovação Pedagógica

quanto ao futuro, sem habilidades

lançou a ideia de colocar um

e instrumentos para desbravar percursos

computador nas mãos das

pessoais de aprendizagem.

crianças para a aprendizagem

Num exercício que procura esperanças

da matemática, passaram-se mais de 50

e cruza vontades surge o eIPP como um

anos, e a sociedade ainda não conseguiu

espaço de partilha, sem as tradicionais

concretizar essa proposição de maneira

paredes das salas de aulas e que se

efetiva. O mundo mudou mas a escola não!

alimenta pelo desenvolvimento de

De acordo com a União Europeia as tecnologias, e o e-Learning em particular,

culturas aprendentes. Uma cultura que acredita na flexibi-

são vistos como importantes abordagens

lização das organizações curriculares,

à consecução do objetivo de tornar

suportada no conhecimento, na interdisci-

a Europa mais competitiva, capaz de

plinaridade, no trabalho colaborativo das

um crescimento económico sustentado

organizações e em currículos transnacio-

e com maiores e melhores oportunidades

nais. Que acredita na flexibilidade admi-

de emprego e coesão social.

nistrativa, que suporte novas dinâmicas

Não obstante, a educação superior

de interação e mediação pedagógica. Que

em Portugal (e não só) vive momentos

acredita na inovação pedagógica, incluin-

de agitação e até mesmo de crise de

do atores “fora” das relações professor-

identidade, no domínio da governação, das

estudante e estudante-estudante, que não

instituições, dos docentes e dos estudantes.

se fecham a outros mundos.

Os governos procuram um rumo,

Mosteiro de S. Bento da Vitória | TeresaSilva©

D

esde que Seymour Papert

As crenças e os sonhos do

concretizando caminhos diferenciados

eIPP/P.PORTO são concretizados num

de formação superior e ao longo da vida,

trabalho sério de investigação no

mas sendo pressionados pelo ritmo

campo da inovação pedagógica e de

acelerado da competitividade na escala

transferências de conhecimento para a

global, que exige regulamentação e

comunidade P.PORTO, de disseminação

insiste em deixar de fora as tradicionais

e afirmação de um espaço de identidade

estruturas de conforto e obrigando

eIPP/P.PORTO, de oferta de formação

a um repensar permanente. O ponto

pedagógica e tecnológica, atingindo

A Associação para as Artes Performativas

Porto, cuja autarquia colaborou no pro-

de chegada é o ponto de partida, de uma

atualmente cerca de 400 docentes

em Portugal – PERFORMART, é o nome da

cesso de criação da entidade.

outra etapa, de um percurso sem fim.

do P.PORTO, de adequação das

nova entidade, que pretende promover as

O Teatro Nacional São João foi eleito pri-

unidades curriculares a novos públicos,

múltiplas formas de manifestação cultural

meiro presidente, reiterando a necessidade

a luz na encruzilhada de pântanos

de criação de modelos de qualidade

e artística no âmbito das artes performa-

de divulgar a entidade para captar mais

presenciais, a distância, mistos e

pedagógica, da construção de uma

tivas, quer a nível nacional quer a nível

associados.

agora também os MOOCs. Um “caos”

comunidade de aprendizagem aberta,

internacional.

que exige respostas de gestão e de

através da academia eIPP e dos MOOC,

O P.PORTO, enquanto agente cultural di-

tituições nacionais que se dedicam ao setor

organização, que desbrave caminhos

com centenas de estudantes do ensino

nâmico e comprometido, é um dos mem-

mas o seu objetivo é alargar essa represen-

para a edificação de estruturas de

secundário, nacionais e internacionais,

bros fundadores da associação, a par do

tatividade ao maior número possível de

suporte sustentáveis e profícuas.

do esforço de premiar e disseminar boas

Teatro Nacional São João, Fundação Casa

instituições, pessoas colectivas, públicas ou

As instituições, por sua vez, procuram

Esta entidade representa, para já, 14 ins-

práticas (através do PIPED), entre tantos

da Música, Fundação Serralves, Teatro

privadas, que desenvolvam programação,

por sua vez, afogados em informação,

outros trabalhos reais, num compromisso

Nacional Dona Maria II, Centro Cultural

produção e atividade artística.

aspiram pelo tempo que um dia terão

de construção de uma comunidade-

de Belém, entre outras instituições de re-

para pensar, formar e inspirar!

escola que se pretende do futuro!

ferência da cidade e do país.

Os docentes do ensino superior,

Parte da missão da PERFORMART, que agrega os grandes agentes culturais das artes

O ato de constituição da PERFORMART

de palco do país, é “criar espaços de análise e

experiências de aprendizagem locais

um objetivo comum para a construção

decorreu dia 25 de outubro, no Mosteiro

reflexão, organizando e promovendo grupos

quando no futuro serão chamados a agir

de uma narrativa coletiva, com naturais

de São Bento da Vitória, contando com a

de trabalho, seminários, estudos de caráter

global. Assistem a estas agitações que os

repercussões nos modos de pensar

presença dos seus membros fundadores

científico, além de incentivar a circulação

empurram para um espaço de incertezas

e olhar a educação no P.PORTO.

e da Presidência da Câmara Municipal do

de espetáculos dos seus associados”.

E entretanto, os estudantes vivenciam

E não há comunidade se não houver


11

TEMÁTICO

CISTER,

a construir os alicerces das Cidades Inteligentes tefólio de publicações especializadas,

e prepara-se para receber o maior con-

uma equipa de 58 parceiros, empresas e

uma presença contínua em projetos e

gresso internacional da área dos sistemas

centros de investigação europeus de re-

eixo investigativo do P.PORTO

programas, assim como a coordenação e

em tempo real: o IEEE Real-Time Systems

ferência na área dos sistemas embebidos.

baseia-se numa cultura de

organização de conferências e colóquios.

Symposium (RTSS).

São 11 nacionalidades, em competên-

Gabriela Poças

O

criação de novo conheci-

Nacionalmente obteve o reconheci-

O CISTER atua essencialmente na área

cias de atuação transversal a respon-

mento, pragmático, trans-

mento em diferentes ocasiões: em 2004 e

dos Sistemas Computacionais Embebidos

der aos desafios mais visionários no

versal, cuja operacionalidade combina

2007 obteve a classificação de Excelente

em Tempo Real. Traduzir esta dimensão

domínio da engenharia aeroespacial

tanto uma estratégia de parceria como de

na avaliação da Fundação Para a Ciência

não é fácil, mas se considerarmos que os

ou da indústria automóvel. A par com o

protagonismo. É um ADN de investigação

e Tecnologia (FCT) e foi core da proposta

sistemas electrónicos e informáticos estão

projeto P-SOCRATES, (em que o CISTER

aplicada, articulado com a investigação

E2I - Excelência e Internacionalização na

cada vez mais omnipresentes na nossa

coordena a totalidade do consórcio) es-

fundamental.

Investigação do ISEP, finalista do prémio

realidade, que não é excessivo afirmar

tes domínios de investigação trabalham

Novo Norte 2011.

que vivemos uma realidade ciberfísica –

com sistemas ainda mais dinâmicos que

Os nossos centros de investigação atuam num amplo espectro de conhe-

Se quando percorremos os corredores do

dominada por sistemas computacionais

otimizam tecnologias como a autonomi-

cimento: da informática, engenharia,

Centro a impressão é de tranquilidade, a

que medeiam a nossa interação com o meio

zação dos veículos, a gestão automática

mecânica ou saúde, passando pela edu-

realidade oculta um ambiente bem mais

ambiente, então começamos a revelar a

das cidades, a próxima geração de siste-

cação, música ou línguas. São 30 cen-

fervilhante, com cerca de 60 pessoas di-

dimensão prática da sua atuação.

mas computacionais ou a alteração da

tros distribuídos pelas oito Escolas, que

retamente envolvidas na unidade, sendo

participam em inúmeros projetos de I&D

que 25 são doutorados.

Os transportes que utilizamos, as redes

morfologia dos aviões em pleno voo.

de energia, as casas inteligentes (que são

A automação e controlo de subestações

nacionais e internacionais, obtendo um

cada vez mais uma realidade) utilizam

de energia eléctrica é o objetivo de mais

assinalável reconhecimento pela sua pro-

sistemas computacionais embebidos. O

um exemplo de projeto em curso, o DS-

CISTER desenvolve sistemas multicore

GRID, do programa PT2020 e liderado

que otimizam a tecnologia a responder

pela EFACEC.

dução científica, manifesto, por exemplo, nos indicadores qualitativos das publicações congéneres. A área científica da Engenharia e Tecnologia traduz a herança qualificada e de excelência do nosso Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Esta área de investigação é dinamizada por um conjunto de unidades de investigação com forte identidade científica e de transferência tecnológica, que produz conhecimento e ciência com inovação, internacionalmente acreditada. É exemplo desta excelência o Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Embebidos e de Tempo Real (CISTER), unidade de investigação nos domínios da Informática e Eletrotecnia. Fundado em 1997, o CISTER está sediado no ISEP em edifício próprio, sendo unidade

A massa crítica é multicultural, com perto de 20 nacionalidades a atuar, investigar e colaborar na unidade. A língua oficial é o inglês. E falar dos projetos em curso é já falar do futuro.

associada ao INESC TEC, na qualidade de centro de investigação autónomo.

O Centro esteve já envolvido em 42

correta, e atempadamente, aos requisi-

É necessário esclarecer que o CISTER

tos do “Tempo Real” – o predicado do

não cria exatamente protótipos ou o pro-

sistema físico.

duto final (o projeto SENODs foi a exceção

Tomemos como exemplo a tecnologia

à regra), mas desenvolve as tecnologias

presente num airbag. O sistema embebido

que potenciam a realização eficaz do pro-

do dispositivo está determinado a dar uma

duto final.

resposta eficaz e em permanente obediên-

Redes e protocolos de comunicação

cia às restrições temporais. O tempo de

em tempo real, redes de sensores sem fio,

resposta do sistema tem de acontecer num

paradigmas e linguagens de programa-

limite muito exigente, em microssegundos.

ção em tempo real, sistemas operativos,

Passado este limite temporal, o airbag não

sistemas multiprocessadores e multicore

pode disparar por questões de segurança.

ou sistemas ciberfísicos são os desafios de

Este é o requisito do Tempo Real: o grande

investigação e desenvolvimento propostos

desafio dos sistemas embebidos.

pelo Centro e que representam o “sistema

O gigantesco projeto EMC2 desenvolve tecnologias para sistemas altamente crí-

nervoso”, os alicerces virtuais da sociedade inteligente.

ticos, em que falhar pode ter consequên-

São 20 anos de investigação residente

cias para a vida humana. Por exemplo, a

no Politécnico do Porto, a desenvolver

tecnologia automóvel ou aeroespacial,

trabalhos de doutoramentos, articulada

dependem de interfaces de resposta a

com a competitividade e a inovação do

requisitos temporais ao segundo.

tecido empresarial e comprometida com

Hoje constitui-se como um centro eu-

projetos, tanto enquanto parceiro como

ropeu líder na área dos sistemas compu-

coordenador, articulados com a indústria

tacionais embebidos, com um espectro

mundial de topo. Airbus, BMW, Siemens,

curso com um financiamento de 100

Não é necessário falar de projetos futu-

de projetos notável e uma produção cien-

Boeing Research, Embraer, Philips, Criti-

milhões de euros, 97 parceiros e 20 na-

ros. O CISTER é já uma narrativa residente

tífica fortíssima.

cal Software ou a Volvo são alguns exem-

cionalidades.

no futuro, e cada novo projeto é mais um

Este é o maior projeto europeu em

A sua reputação ultrapassa fronteiras,

plos a destacar. Atualmente coordena e

O projeto DEWI, (em que o CISTER

solidamente construída com um por-

participa em dez projetos internacionais

lidera o consórcio nacional), dinamiza

a rede científica, nacional e internacional.

passo na direção de uma sociedade inovadora e inteligente.


12

NÓS NA NET

QUEM É?

SABIAS QUE?

AGENDA

#PPORTO na rede

Professora decana do P.PORTO

Um cartão cheio de vantagens

Formação Porto School Hotel para Diretores de Hotéis

No P.PORTO atuamos em diversas frentes,

Cristina Maria Fernandes Delerue Al-

Sabias que o Cartão P.PORTO te confere

De 13 novembro a 12 dezembro | Baião

em campo e em rede. A nossa pegada di-

vim de Matos nasceu no Porto em 1959.

muitas vantagens?

A formação Liderança - da Intenção à Acção

gital é abrangente e compreende os eixos

É licenciada e doutorada em Química,

fundamentais da missão do Politécnico do

pelas Universidades do Porto e Minho.

Este cartão decorre de uma parceria entre o Politécnico do Porto e o Banco

tem início a 13 de novembro e prolonga-se até dezembro.

Porto, num esforço sustentado e contínuo

Equiparada a Professor Coordenador

Santander Totta e destina-se a todos os

para dar a conhecer a Instituição não só

(1990), prestou provas para Professor

membros da comunidade académica do

Dádiva de Sangue

a quem aqui estuda, trabalha e investiga,

Coordenador do Grupo de Disciplinas

P.PORTO (docentes, investigadores, não

27 outubro | 9h | ESTG

mas também à sociedade civil.

de Ciências e Técnicas Básicas de Quí-

docentes, estudantes) — à exceção do Ins-

Pode dar sangue quem tiver bom estado

Além da página institucional, mar-

mica, da área de Engenharia Química do

tituto Superior de Engenharia do Porto,

de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso

camos presença assídua nas seguintes

Instituto Superior de Engenharia do Porto

que realiza a gestão autónoma dos seus

igual ou superior a 50kg e idade com-

plataformas: Facebook, Twitter, Flickr,

(ISEP) do Politécnico do Porto em 1999.

cartões de estudante e funcionário.

preendida entre os 18 e os 65 anos. Junto

YouTube, Issuu, Linkedin e, mais recen-

Para a emissão do Cartão P.PORTO é necessário o preenchimento, digital ou

temente, Instagram. No site podem encontrar, entre outras coisas, notícias e eventos de todas as Es-

ao Edifício Prof. Eurico Lemos Pires.

físico, de um documento designado por

As Três Irmãs

Ficha-Foto.

30 novembro a 4 dezembro | 21h30 | THSC

colas e Unidades de Extensão, as últimas

No primeiro caso o registo é dividido

Drama em quatro atos, este é um dos

reportagens da P.PORTO TV, uma agenda,

em dois momentos: preenchimento on-

melhores exemplos do chamado teatro

informação sobre cursos, clipping, acesso

line do documento disponibilizado pelas

moderno, preconizado por autores como

à Secretaria Online e intranet, o manual

entidades intervenientes no processo

Ibsen, Strindberg e Tchékhov.

de identidade da nova marca e ainda uma

de emissão do cartão e impressão da

O diálogo comum da peça teatral assu-

versão em inglês.

Ficha-Foto; após ser feita a opção online,

me novas formas, deixando de ser apenas

o utente deverá validar os seus dados

uma comunicação entre personagens e

num dos quiosques ou balcões do Banco

exprimindo sentimentos profundos.

ao Politécnico do Porto. No Twitter podem

Santander Totta adjudicados ao projeto

RuiPinheiro©

O Facebook é o local de eleição para acompanhar tudo aquilo que diz respeito ser lidas e vistas, de forma sintética e de

presentes nas Unidades Orgânica (UO)

Are you ready for the next level?

e Serviços da Presidência, fornecendo

2 novembro | 15h30 | ESTG

os últimos vídeos e galerias fotográficas.

Em 2010 prestou provas de Agregação

a cópia da Ficha-Foto ou fornecendo o

Queres criar o teu negócio e não sabes

Recentemente lançámos um Instagram

na área de Química, na UMinho, tendo

número da mesma. No segundo caso,

como? Queres desenvolver as tuas com-

onde estamos em tempo real.

sido aprovada por unanimidade.

documento em papel distribuído pelos

petências e ganhar experiência sem sair

fácil acesso, as notícias mais recentes,

Desde 2009 que as nossas contas de

Foi Presidente do Conselho Científico do

representantes do Banco Santander Totta

da Escola? Procuras um maior contacto

YouTube e Flickr documentam a ativi-

ISEP (2006-2008) e membro do Conselho

nas diferentes UO, normalmente em pe-

com o mundo empresarial?

dade pedagógica, científica, desportiva,

Técnico-Científico do ISEP (2009-2016).

ríodos específicos como, por exemplo, a

cultural e social do Politécnico do Porto.

Cumpre, entre outras, funções de coor-

Um repositório de mais de 500 vídeos (to-

denadora do Grupo de Reação e Análises

Fora destes períodos a Ficha-Foto pode

talizando mais de 120.000 visualizações)

Químicas pertencente à Unidade de In-

ser requerida e preenchida num dos

e 11.000 imagens que contam um pouco da

vestigação Laboratório Associado para

Quiosques Universitários ou no balcão

nossa história comum nos últimos anos.

a Química Verde (LAQV) pertencente à

Santander Totta mais próximo de cada UO.

época de matrículas.

No Issuu estão as versões digitais de

REQUIMTE sendo membro da Comissão

O P.PORTO desenhou ainda uma vas-

muitas publicações relevantes, como fo-

Coordenadora; de membro do Conselho

ta rede de parcerias com instituições de

lhetos de oferta formativa e outras edições

Geral do P.PORTO; de membro da Co-

variadas naturezas que permite que os

disponíveis em pdf.

missão de Avaliação Externa da A3ES.

membros da nossa comunidade acedam

Por fim, o Linkedin é a rede social ideal

Lecionou na Universidade do Minho,

à vida cultural que torna o nosso quoti-

para uma abordagem mais corporativa,

na Escola Superior de Biotecnologia da

diano mais rico.

servindo também de ponto de encontro

Universidade Católica (Porto) e no ISEP.

Com o Cartão P.PORTO fica mais eco-

aos nossos diplomados.

Participou em 54 projetos de investi-

nómico assistir a um concerto na Casa da

Sintam-se convidados a, além de se-

gação e é (co)autora de duas teses, um

Música, ver uma peça no Teatro São João,

guir o Politécnico do Porto, tornar vossa a

livro e cerca de 246 artigos científicos

visitar Serralves ou conhecer o Museu

hashtag #PPORTO. Porque pensamos em

indexados no Thomson Reuters - Web

Soares dos Reis. Mas há muito mais.

rede e concretizamos em rede.

of Science.

1

Descobre as vantagens P.PORTO.

Para conheceres o próximo nível aparece, dia 2 de novembro, das 15h30 às 17h ou das 18h30 às 20h, no Auditório Prof. Doutor Luís Soares.

MAIS E MELHOR

FUTURO

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Direção Rosário Gambôa | Coordenação António Marques, Rui Pinheiro | Redação Gabriela Poças, Miguel Carvalho, Olga Leite | Design Dino Vázquez | Colaboração José Morais, Mariana Santos, Teresa Silva Ano I | N.º 1 | Tiragem 2000 | ISSN. 2183-8917 | Morada Rua Dr. Roberto Frias, 712 , 4200-465 Porto Portugal | Telefone +351 225 571 000 | Fax +351 225 020 772 | Email ipp@ipp.pt

Jornal P.PORTO n º1