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MACROZONEAMENTO, ECOLÓGICO E ECONÔMICO DO ESTADO DE GOIÁS

RELATÓRIO TÉCNICO

ETAPA DE PLANEJAMENTO

GOIÂNIA – NOV/2013


MACROZONEAMENTO, ECOLÓGICO E ECONÔMICO DO ESTADO DE GOIÁS TERMO DE CONVÊNIO Concedente:

Ministério do Meio Ambiente

Convenente:

Secretaria de Estado das Cidades

Objeto do Convênio: Elaboração do Macrozoneamento Ecológico Econômico do Estado de Goiás Justificativa

Em decorrência dos desafios impostos pelas questões econômicas, sociais e ambientais, em especial neste momento de expansão agrícola voltada para a produção do etanol e ao mesmo tempo da devastação do cerrado, o Estado de Goiás necessita de um instrumento de gestão territorial que efetivamente irá pautar os administradores municipais e estaduais nas definições de desenvolvimento sustentável desse Estado. O Governo de Goiás, por meio do decreto n° 6.707, de 28 de dezembro

de 2007, institui a Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico Econômico do Estado de Goiás, que dentre outras atribuições deverá elaborar o Temo de Referência do ZEE - GO. Com vista à elaboração do termo de referência do ZEE-GO com o objetivo precípuo de se construir um cenário futuro para o Estado (Instância do prognóstico), via a gestão territorial, segundo critérios de sustentabilidade econômica, social, cultural, ecológica e ambiental. O MACROZEE-GO tem a finalidade de agregar as informações existentes em várias instâncias afetas ao Estado, relacionados aos aspectos físicos, socioeconômicos e culturais, visando à construção do cenário atual e conhecimento das necessidades de aquisição e/ou atualização. Número do Convênio: 721151/2009 Valor do Convênio: R$ 392.122,66 Início de Vigência: 30/12/2009 Término de Vigência: 30/11/2013


DECRETO No 6.707, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2007.

Institui a Comissão Coordenadora do Zoneamento AgroEcológico-Econômico do Estado de Goiás e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DE GOIÁS, no uso de suas atribuições constitucionais e legais e tendo em vista o que consta do Processo no 200700017001598, D E C R E T A: Art. 1o Fica instituída a Comissão Coordenadora do Zoneamento Agro-Ecológico-Econômico do Estado de Goiás, com as seguintes atribuições: I - planejar, coordenar, acompanhar e avaliar os trabalhos de Zoneamento Agro-EcológicoEconômico do Estado de Goiás; II - elaborar o Termo de Referência do Zoneamento Agro-Ecológico-Econômico do Estado de Goiás; III - discutir o Termo de Referência, juntamente com o Grupo de Trabalho Permanente para Execução do Zoneamento Ecológico-Econômico do Território Nacional, e aprová-lo, bem como os respectivos planos de trabalho; IV - avaliar, com o apoio do Grupo de Trabalho Permanente, e aprovar as ações intermediárias e finais previstas nos planos de trabalho, acompanhando os prazos determinados no cronograma; V - promover a articulação entre os diversos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo e com outras instituições públicas ou privadas cujas ações tenham reflexos na organização do território estadual e no seu desenvolvimento social e econômico, com vistas ao Zoneamento Agro-EcológicoEconômico do Estado de Goiás; VI - articular e compartilhar o Zoneamento Agro-Ecológico-Econômico do Estado de Goiás com os diversos planos e políticas setoriais do Governo Estadual, bem como com os trabalhos de zoneamento ecológico-econômico executados pelo Governo Federal;

VII - articular-se com o Governo Federal, por intermédio do Grupo de Trabalho Permanente, na busca de apoio técnico e financeiro para elaboração e implementação do zoneamento Agro-EcológicoEconômico do Estado de Goiás. Art. 2o A Comissão Coordenadora será integrada por representantes dos seguintes órgãos e entidades: I - Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos;


II - Secretaria das Cidades; III - Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento; IV - Secretaria de Indústria e Comércio; V - Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; VI - Secretaria de Ciências e Tecnologia; VII - Secretaria da Fazenda; VIII - Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário; IX - Agência Goiana do Meio Ambiente. § 1o Compete à Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos e à Secretaria das Cidades a coordenação conjunta da Comissão. § 2o Caberá aos titulares de órgãos e entidades integrantes da Comissão Coordenadora indicarem à sua Coordenação, no prazo de 10 (dez) dias úteis da publicação deste Decreto, os respectivos representantes, titular e suplente. § 3o No desempenho de suas atribuições, a Comissão Coordenadora: I - criará o Grupo Executor do Zoneamento Agro-Ecológico-Econômico do Estado de Goiás, composto por representantes de órgãos e entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo, indicados pela Comissão Coordenadora, com a participação, na qualidade de convidados, de representantes do Grupo de Trabalho Permanente para Execução do Zoneamento Ecológico-Econômico do Território Nacional, de suas representações regionais, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, da Associação Goiana dos Municípios, da Federação da Agricultura do Estado de Goiás, da Federação da Indústria do Estado de Goiás e das Universidades sediadas no Estado; II - poderá criar Grupos e Subgrupos Temáticos para conferir maior agilidade aos seus trabalhos. Art. 3o Durante o processo de elaboração do Zoneamento Agro-Ecológico-Econômico do Estado de Goiás, a Coordenação conjunta poderá fazer integrar à Comissão outros órgãos e entidades cujas ações sejam necessárias para o bem andamento dos trabalhos. Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, 28 de dezembro de 2007, 119o da República.

ALCIDES RODRIGUES FILHO


ESTADO DE GOIÁS

MARCONI FERREIRA PERILLO JÚNIOR Governador

COMISSÃO COORDENADORA DO MACROZONEAMENTO, ECOLÓGICO E ECONÔMICO DO ESTADO DE GOIÁS

EQUIPE DA SECRETARIA DE ESTADO DAS CIDADES JOÃO BALESTRA DO CARMO FILHO Secretário de Estado ALMÉRIO MARQUES LEÃO Superintendente de Desenvolvimento Urbano e Trânsito JAIR GONÇALVES DA CUNHA Assessor Técnico Especial – Coordenador Geral PETERSON DE SOUZA ASSIS Gestor de Convênios e Captação de Recursos ARIOSVALDO FERNANDES Assessor Especial - Coordenação Geral

LEANDRO DOMINGOS MOREIRA Assessor Especial - Coordenação Geral ANTÔNIO EDILBERTO DA SILVA MORAES Assessor Especial - Coordenação Geral HÉLIO GONÇALVES DE SOUSA Assessor Especial - Coordenação Geral


EQUIPE DA SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E IRRIGAÇÃO ANTÔNIO FLÁVIO CAMILO DE LIMA Secretário de Estado ANTÔNIO SÊNECA DO NASCIMENTO NETO Superintendente de Desenvolvimento Agrário e Fundiário PÉROLA MORAIS CALIL Supervisora de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto – Coordenador Técnica

EQUIPE DA SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS LEONARDO MOURA VILELA Secretário de Estado MARCELO LESSA MEDEIROS BEZERRA Superintendente de Gestão e Proteção Ambiental

SAMANTHA MARIA MARTINS CATEIN Gerente de Instrumentos Econômicos de Gestão Ambiental – Coordenador Geral THIAGO QUINTILIANO DE CASTRO Assistente Ambiental - Coordenação Geral

ÓRGÃOS QUE COMPÕEM A COMISSÃO COORDENADORA COM BASE NO DECRETO Nº 6.707/2007 SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS

SECRETARIA DAS CIDADES SECRETARIA DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE GESTÃO E PLANEJAMENTO SECRETARIA DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO SECRETARIA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA SECRETARIA DA FAZENDA AGÊNCIA GOIANA DE DESENVOLVIMENTO RURAL E FUNDIÁRIO


MENSAGEM DO GOVERNADOR


MENSAGEM DO SECRETÁRIO DE ESTADO DAS CIDADES


MENSAGEM DO COORDENADOR-GERAL – SECIDADES


MENSAGEM DO COORDENADORA-GERAL - SEMARH


MENSAGEM DO COORDENADORA-TÉCNICA - SEAGRO


Sumário Lista de Figuras ........................................................................................................................ 1 Apresentação............................................................................................................................. 3 Metodologia............................................................................................................................... 6 Características do Estado de Goiás ........................................................................................ 6 Método Adotado ..................................................................................................................... 19 Mapas e Síntese....................................................................................................................... 35 O Sistema de Informações Geográficas ................................................................................ 41 Considerações Finais .............................................................................................................. 55

Referências .............................................................................................................................. 57 Anexo I .................................................................................................................................... 59


Lista de Figuras Figura 1 - Localização do Estado de Goiás ................................................................................ 6 Figura 2 - Mapa de Uso do Solo .................................................................................................. 7 Figura 3 - Mapa de Solos do Estado de Goiás ........................................................................... 8 Figura 4 - Hipsometria do estado de Goiás ................................................................................ 9 Figura 5 - Declividade do estado de Goiás ............................................................................... 10 Figura 6 - Demografia do estado de Goiás ............................................................................... 11 Figura 7 - Rodovias federais e estaduais no Estado de Goiás ................................................ 12 Figura 8 - Infraestrutura de geração e transmissão de energia elétrica do estado de Goiás ............................................................................................................................................ 13 Figura 9 - Unidades de conservação, terras indígenas e áreas especiais localizadas em Goiás ...................................................................................................................................... 14 Figura 10 - Áreas prioritárias para conservação da biodiversidade no estado de Goiás ............................................................................................................................................ 16 Figura 11 - Localizações e Zoneamentos e Diagnósticos Socioambientais Elaborados em Goiás ...................................................................................................................................... 17 Figura 12 - Vulnerabilidade Ambiental de Diagnósticos e Zoneamentos Executados em Goiás ...................................................................................................................................... 20 Figura 13 - Mapa de Vulnerabilidade Ambiental de Goiás elaborado no âmbito do Projeto de Identificação de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade no Estado Goiás .......................................................................................................................... 21 Figura 14 - Mapeamento do Desempenho Econômico dos Municípios Goianos .................. 24 Figura 15- Mapeamento do Desempenho dos Municípios em Relação ao Trabalho/Emprego ..................................................................................................................... 25 Figura 16- Mapeamento do Desempenho Educacional dos Municípios................................ 27 Figura 17 - Desempenho da Segurança Pública nos Municípios ........................................... 28 Figura 18 - Mapeamento do Desempenho da Infraestrutura dos Municípios Goianos ...................................................................................................................................................... 29


Figura 19 - Mapeamento do Desempenho da Saúde Pública dos Municípios ...................... 31 Figura 20 - Mapeamento da Competitividade dos Municípios Goianos ............................... 32 Figura 21 - Mapa de Vulnerabilidade Ambiental do Estado de Goiás ................................. 35 Figura 22 - Mapa do Desempenho Social e Econômico de Goiás .......................................... 36 Figura 23 - Mapa de Zonas Ecológico-Econômicas de Goiás ................................................ 39 Figura 24 - Zonas Ecológico e Econômicas e Aspectos Jurídicos e Institucionais ............... 40 Figura 25 - Modelo Conceitual do Sistema de Informações Geográficas do ZEE de Goiás ............................................................................................................................................ 44 Figura 26 - Geoserver gerenciando base de dados geográficos de Goiás .............................. 45 Figura 27 - GeoExplorer possibilitando a visualização de dados de Goiás sobre imagens Google Earth................................................................................................................ 46 Figura 28 - Categorias Temáticas (Stores) Armazenadas no Geoserver .............................. 47 Figura 29 - Geração de Arquivo SLD no programa computacional uDig ............................ 48 Figura 30 - Incorporação de um arquivo SLD no Geoserver ................................................ 49 Figura 31 - Cadastramento de Layer no Geoserver, acessando as abas Data e

Publishing ................................................................................................................................... 49 Figura 32 - Cadastramento de um novo usuário no Geoserver ............................................. 50 Figura 33 - Acesso aos Layers cadastrados no Geoserver por um usuário comum............. 51 Figura 34 - Visualização rápida de um Layer no Browser de Internet via Openlayers ...................................................................................................................................................... 51 Figura 35 - Layer sendo visualizado no Google Earth ........................................................... 52 Figura 36 - GeoExplorer com o mapa do Macrozoneamento Ecológico e Econômico de Goiás ....................................................................................................................................... 52

Figura 37 - Edição geográfica de um Layer no GeoExplorer ................................................ 53 Figura 38 - Programas computacionais livres de SIG e base de dados Geográficos do MacroZEE gravados no DVD.............................................................................................. 54

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Apresentação O Estado de Goiás possui como características marcantes o seu expressivo capital natural e riqueza cultural, por isso tem se tornado centro de interesses estratégicos que movimentam a política e a economia regional, nacional e mundial, devido ao potencial hídrico, mineral, genético, energético, fundiário, de produção de alimentos, e mais recentemente a produção de biocombustíveis (LIMA e SILVA, 2002; RIBEIRO et. al., 2010). Os notáveis conflitos entre o desenvolvimento socioeconômico, e a necessidade de preservação da biodiversidade, além do respeito com as áreas naturalmente vulneráveis, coloca em evidência a necessidade do estabelecimento de um novo paradigma para o desenvolvimento do estado de Goiás. Esse novo modelo de desenvolvimento sustentável deve ser capaz de implementar a utilização do inestimável capital natural e a riqueza cultural do estado de Goiás, visto que a intensa ocupação de seu território, sem o devido planejamento que considerasse os aspectos ambientais, culminou em uma grande perda da biodiversidade, e de recursos naturais na região (KLINK e MACHADO, 2005).

Neste contexto, registram-se importantes conflitos sociais e ambientais na disputa pela destinação e uso da terra e dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que novas formas e relações de produção são introduzidas no estado, com registro de parcerias internacionais acopladas a projetos domésticos de diversas ordens. Na ausência de um padrão de desenvolvimento adequado à especificidade do estado, por ele avançaram e ainda avançam rapidamente atividades predatórias, apesar de se ter em plena vigência, no âmbito global, novos modos de produzir, baseados na ciência e na tecnologia e que buscam otimizar o uso dos recursos naturais, e a ocupação do solo respeitando as vulnerabilidades naturais do mesmo (MIZIARA e FERREIRA, 2008). O uso sustentável do território do estado de Goiás, a partir do planejamento de seus usos múltiplos e integrados, poderá gerar mais trabalho e riqueza, considerando suas potencialidades, tais como recursos hídricos, solos, topografia, infraestrutura instalada, diversidade biológica, entre outros.

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As mudanças sociais dos últimos anos, indicam que a competitividade ocorrerá principalmente por meio de soluções inovadoras e sustentáveis no uso de recursos naturais, e do território. Salienta-se que o planejamento na implantação de novas infraestruturas, e no uso sustentável do capital natural, são indispensáveis para um projeto de desenvolvimento que concilie as funções estratégicas das forças produtivas do estado de Goiás, com os parâmetros da sustentabilidade ambiental que ocorre no estado. No entanto, para que seja possível o estabelecimento de políticas públicas que direcionem o desenvolvimento sustentável do estado de Goiás, faz se necessário, antes de

tudo, as macrozonas ecológicas e econômicas do estado de Goiás, que são obtidas pela integração espacial entre o desempenho social e econômico dos municípios goianos, com suas vulnerabilidades naturais. Sendo assim, por meio do Decreto no 6.707/2007, o governo de Goiás instituiu a Comissão Coordenadora do ZAEE-GO, e deu outras providências. Sendo também, firmado o Convênio 44045/2009, entre MMA/SECIDADES/SEMARH/SEAGRO, com o intuito de executar a etapa do Planejamento do ZEE a de elaborar o Macrozoneamento Ecológico e Econômico (MacroZEE) do estado de Goiás, a partir dos dados existentes e disponíveis em diversas escalas e formatos. Além do seu caráter técnico, o MacroZEE é o ensaio para a implantação do Zoneamento Ecológico e Econômico, que é um instrumento político, de negociação entre os diversos setores da sociedade. Um instrumento não de exclusão de qualquer ator, mas, sim, de compatibilização entre eles, respeitando as vulnerabilidades naturais do território goiano (BRASIL, 2010). O ZEE se apresenta como uma ferramenta clara, para que a sociedade civil e os empreendedores conheçam as vulnerabilidades e potencialidades de cada local ou região, pois promove a integração espacial entre as vulnerabilidades ambientais e os desempenhos sociais e econômicas do território. Nesse contexto ele torna possível que os empreendedores tenham o

prévio conhecimento das peculiaridades e as exigências ambientais para se instalarem num dado local. Por outro lado, o ZEE possibilitará que o estado se aparelhe, utilizando critérios essencialmente técnicos, ao estabelecer novos e impessoais procedimentos para análise

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de projetos. O estabelecimento de novos procedimentos sobre como os processos serão avaliados, permitirá aos empreendedores, pequenos ou grandes, não serem surpreendidos. Portanto, além de procurar fornecer bases para o desenvolvimento sustentável de cada local, município ou região, o ZEE também será um estímulo para que os empreendedores busquem o estado de Goiás para ampliar seus negócios com a segurança ambiental necessária, gerando assim renda, emprego e bem-estar social. Os adventos científicos e tecnológicos atualmente disponíveis, fornecem meios para a produção de informações geograficamente referenciadas a respeito das características sociais, econômicas, institucionais e ambientais do estado de Goiás. Tais informações são subsídios imprescindíveis para o desenvolvimento sustentável do estado de Goiás no século XXI, minimizando as diferenças sociais e econômicas, estabelecendo o fortalecimento e segurança institucional, e finalmente promovendo a eficiência na gestão dos recursos ambientais, explicitando os locais de alta vulnerabilidade natural, que necessitam ser protegidas, além de promover o uso racional de serviços ambientais, dos recursos hídricos, do solo, do relevo e da biodiversidade. Este relatório descreve as metodologias adotadas na organização de uma

da base de dados geográficos do estado de Goiás e para a elaboração de análises espaciais, visando a integração espacial entre o desempenho socioeconômico e as vulnerabilidades ambientais dos municípios goianos, explicitando as Macrozonas ecológicas e econômicas no estado de Goiás. Finalmente, é apresentado o aparato tecnológico adotado na viabilização da democratização das informações geograficamente referenciadas das inúmeras realidades territoriais presentes no estado de Goiás.

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Metodologia Características do Estado de Goiás O estado de Goiás tem como notável característica a sua localização geográfica na região central do Brasil, onde estão contidas as nascentes de vários rios pertencentes

a três grandes bacias hidrográficas brasileiras, Bacia do Tocantins (57% da área do estado), Bacia do Paraná (42% da área) e Bacia do São Francisco (1% da área), conforme ilustra a figura 1. Com uma área superior a 347.000 km2, 97% de Goiás se encontra dentro do bioma Cerrado, e os 3% restantes no bioma Mata Atlântica (MEDEIROS, et. al., 2009). 60°W

50°W

40°W

10°S

70°W

20°S

Rio Tocantins

Rio São Francisco

Rio Paraná

Estado de Goiás Bacia Hidrográfica Bioma Amazônia Caatinga

30°S

Cerrado Mata Atlântica Pampa Pantanal

±

0

Figura 1 - Localização do Estado de Goiás

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275 550

1.100 km


Em relação ao uso do solo, 22,59% da área do estado está ocupada com agricultura, as áreas de pastagens, ocupam 40,68% do território, sendo 32,77% da área coberta pela vegetação remanescente de cerrado, enquanto que as formações florestais ocupam 3,05% da área do estado e as áreas urbanizadas ocupam 0,88% do estado de Goiás, conforme ilustra a figura 2.

Figura 2 - Mapa de Uso do Solo

7


Em relação aos tipos de solos em Goiás, os latossolos ocupam 44,43% do estado, enquanto que os cambissolos estão presentes em 17,33% do território, os neossolos ocupam 15,85% da área do estado, com os argissolos ocupando 15,09% de Goiás. O restante da área do estado está coberto por outros tipos de solos, conforme ilustra a figura 3. Mapa de Solos 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

CATEGORIA

TOCANTINS

Afloramento Argissolos Cambissolos

BAHIA

Chernossolos

14°S

Gleissolos Latossolos Neossolos

MATO GROSSO

Planossolos Plintossolos

Massa de Água Outros

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

Figura 3 - Mapa de Solos do Estado de Goiás

8

±


O estado de Goiás possui uma importante variação altimétrica de mais de 1400 metros, com a menor altitude de 183 metros e a maior altitude de 1672 metros. Na figura 4 é possível observar a hipsometria do estado de Goiás. Mapa Hipsométrico 52°W

50°W

48°W

Limite Estadual

46°W

TOCANTINS

Altitude (metros) 183 - 409 409 - 585

BAHIA

585 - 746

MATO

14°S

746 - 925 GROSSO 925 - 1.672

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MATO GROSSO DO SUL

MINAS GERAIS MATO GROSSO DO SUL SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 4 - Hipsometria do estado de Goiás

9


Uma importante porção do estado de Goiás, possui relevo plano ou ondulado, ao todo, são 92,51% do estado, com 26,11% do estado em relevo plano (declividade entre 0% e 3%), 43,25% em relevo suavemente ondulado (variando de 3% a 8%), e 23,15% do estado em relevo ondulado (variando entre 8% a 20%). Somente 7,49% do estado possui relevo forte ondulado (6,57% do estado), com declividade entre 20% a 45%, montanhoso (0,85% do estado), com declividade entre 45% a 75%, e escarpado (0,07% do estado), com declividade superior a 75%. Na figura 5 é possível observar o relevo de Goiás. Mapa de Declividade do Relevo 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Declividade em %

TOCANTINS

0-3 - Plano 3-8 - Suavemente Ondulado 8-20 - Ondulado

BAHIA

20-45 - Fortemente Ondulado

14°S

MATO 45-75 - Montanhoso GROSSO > 75 - Escarpado

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MATO GROSSO DO SUL

MINAS GERAIS MATO GROSSO DO SUL SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

Figura 5 - Declividade do estado de Goiás

10

±


Em relação a demografia, até 2010, conforme o último censo demográfico do IBGE de 2010, uma população de 6.059.548 habitantes, expressivamente concentrada em poucos municípios do estado, dos 248 municípios, apenas 9 municípios possuem população maior que 100.000 habitantes, são eles: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Trindade e Formosa, conforme se pode observar na figura 6.

52°W

50°W

48°W

46°W

Municipio População (habitantes) TOCANTINS

1020 - 14307 14308 - 34684 34685 - 58684 58685 - 100000

BAHIA

100001 - 1302001

14°S

Limite Estadual

MATO GROSSO

Formosa

16°S

Águas Lindas de Goiás

DISTRITO FEDERAL

Valparaíso de Goiás Anápolis

Luziânia

Trindade Goiânia Aparecida de Goiânia

MINAS GERAIS

18°S

Rio Verde

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

Figura 6 - Demografia do estado de Goiás

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No estado de Goiás estão implantadas importantes rodovias federais, que conectam os estados das regiões Sudeste e Sul, com os estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, são mais de 1800 quilômetros de rodovias federais, muitas deles duplicadas. Além das rodovias federais, o estado dispõe de uma expressiva malha de rodovias estaduais, que interligam praticamente todos o municípios goianos. A figura 7, ilustra a malha rodoviária do estado de Goiás, discriminando as rodovias federais e estaduais. Rodovias do Estado de Goiás 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Malha Viária

TOCANTINS

Jurisdição Federal Estadual

BAHIA

14°S

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MATO GROSSO DO SUL

MINAS GERAIS MATO GROSSO DO SUL SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

Figura 7 - Rodovias federais e estaduais no Estado de Goiás

12

±


O estado de Goiás possui uma boa infraestrutura para o provimento de energia elétrica, que tem sido imprescindível na promoção do desenvolvimento social e econômico do estado de Goiás. A figura 8 ilustra a rede de transmissão elétrica do estado de Goiás. Infraestrutura de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

"

Usina Hidrelétrica

#

Substação

TOCANTINS

#

Linha de Transmissão

#

#

14°S

MATO GROSSO

16°S

"

"

#

"

"

" """#

BAHIA

"

# # # # # # # " """" # # # # # # " #" # # ## " # # ## # # # # # # # # ## " # # # ## "# # # # # # # # # " # # # DISTRITO # # # # FEDERAL # # ## # # ## # ## # ## # # "# # # # # # # # ## " # # # " # ## # # # # # # ## # ## # " ### # # " " " # ### ## # # ## # #" #"""""" # # ### ## # # # # " # # ## # # # # ### # ### ### # ## " # " # # # # # ##### " # # # ## " # # " " # # # # # " # # ## " # # # # ##" # # # # # # # # # # # # # # # # # # ## # # # ## # # # # ## # # # "# " " " # # " # # " # # # # # # " # # # "" # " # # # # ## " # # # " " # " # ## # # MINAS " # " " # " GERAIS " "# """ " " " " # " " # # " # " "# ##" MATO " " " #

MATO " GROSSO DO SUL

18°S

# #

# # # ## # #

#

GROSSO DO SUL

"

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 8 - Infraestrutura de geração e transmissão de energia elétrica do estado de Goiás

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Em relação a proteção da biodiversidade, no estado de Goiás estão implantadas 14 (quatorze) unidades de conservação de proteção integral, de jurisdição federal e estadual, que ocupam uma área de 3.474 km2. Em relação as unidades de conservação de uso sustentável, nas categorias de Áreas de Proteção Ambiental (APA), Florestas Estaduais (FE), Áreas de Relevantes Interesses Ecológicos (ARIE), Reservas de Vida Silvestre (RVS) e Florestas Nacionais (FN). As unidades de conservação de uso sustentável, localizadas no estado de Goiás, ocupam uma área de 21.584,93 km2. Na figura 9 se pode observar as unidades de conservação e terras indígenas localizadas no estado de Goiás. Unidades de Conservação e Terras Indígenas 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual Terra Indigena

TOCANTINS

Parque Nacional e Estadual U.C. de Uso Sustentável Comunidade Kalunga

BAHIA

Reserva da Biosfera

14°S

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MATO GROSSO DO SUL

MINAS GERAIS MATO GROSSO DO SUL SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 9 - Unidades de conservação, terras indígenas e áreas especiais localizadas em Goiás

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Além das unidades de conservação de uso sustentável e proteção integral da biodiversidade, no estado de Goiás existem 6 (seis) terras indígenas, que ocupam uma área de 429,87 km2. No estado de Goiás, estão presentes também importantes áreas especiais, tais como áreas de comunidades kalungas, e áreas de reserva de biosfera. Além disso, tem-se cadastradas 42 (quarenta e duas) Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), além de sítios arqueológicos, importantes patrimônios espeleológicos, históricos e culturais. Devido a pouca quantidade de áreas onde a biodiversidade do estado de Goiás está protegida em unidades de conservação de proteção integral, em 2004 o estado de Goiás concluiu o Projeto de Identificas de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade no estado de Goiás. A metodologia adotada nesse projeto procurou promover a identificação e seleção eficiente de um conjunto de áreas prioritárias, com potencial para a proteção de diferentes aspectos da biodiversidade (espécies, habitats, paisagens, processos ecológicos). Ao invés de acumulação do máximo possível de área em unidades de conservação, a idéia foi dispor dos recursos financeiros escassos, de forma eficiente para estabelecer um sistema de unidades de conservação que contribua para atingir metas de conservação com o mínimo impacto sobre outros tipos de ocupação do território, minimizando os conflitos com diferentes grupos de interesse, e construindo mosaicos de unidades de conservação ao invés de unidades isoladas. Na figura 10 é possível observar a localização das áreas prioritárias para conservação da biodiversidade do estado de Goiás.

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Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Área Prioritária

TOCANTINS

Prioridade máxima Altamente prioritário Moderadamente prioritário

BAHIA

MATO GROSSO

14°S

Prioritário

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MATO GROSSO DO SUL

MINAS GERAIS MATO GROSSO DO SUL SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 10 - Áreas prioritárias para conservação da biodiversidade no estado de Goiás

16


Na busca pelo desenvolvimento sustentável, já foram executados no Estado de Goiás, cinco zoneamentos em regiões específicas do estado. São eles: Diagnóstico Ambiental do Vale do Araguaia (trecho Luís Alves - Barra do Garças), Zoneamento Geoambiental e Agroecológico do Estado de Goiás (região Nordeste), ZEE da micro-região Meia Ponte,ZEE da área do aglomerado urbano de Goiânia e ZEE da área do entorno do Distrito Federal, conforme pode ser observado na figura 11. Zoneamentos e Diagnósticos Socioambientais em Goiás 52°W

50°W

48°W

Limite Estadual

46°W

TOCANTINS

Diagnóstico Ambiental do Vale do Araguaia Zoneamento Geoamb. e Agroec. de Goiás ZEE da micro-região Meia Ponte

BAHIA

ZEE do aglomerado urbano de Goiânia

MATO GROSSO

14°S

ZEE da área do entorno do Distrito Federal

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 11 - Localizações e Zoneamentos e Diagnósticos Socioambientais Elaborados em Goiás

Com o intuito de se obter o equilíbrio entre os aspectos sociais e econômicos, com as potencialidades e vulnerabilidades naturais do estado de Goiás, foram elaborados métodos para a análise de dados geográficos, com o intuito de se mapear as diversas zonas ecológicas e econômicas do estado de Goiás.

17


18


Método Adotado Nas primeiras etapas deste zoneamento foram gerados diagnósticos da vulnerabilidade natural e do desempenho socioeconômico, considerando todos os municípios do Estado de Goiás. No caso da vulnerabilidade natural, foram integradas informações dos zoneamentos e diagnósticos socioambientais já elaborados em Goiás. Em um Sistema de Informações Geográficas, esses diagnósticos mostram a variação espacial das condições naturais

e sociais, fornecendo uma importante ferramenta para o planejamento e gestão socioambiental. A proposta de zoneamento foi elaborada a partir da utilização de indicadores obtidos com a análise de conjuntos de variáveis sociais e econômicas, bem como análises da vulnerabilidades e/ou potencialidades naturais locais. Por meio da integração entre a vulnerabilidade natural e o desempenho social e econômico, é possível obter índices ecológicos e econômicos que podem ser utilizados na correta orientação da ocupação do território goiano, para áreas que possam suportar determinados tipos de usos, ou ainda, para locais que necessitam ser recuperados antes de serem plenamente utilizados. Da mesma forma, são indicadas áreas que necessitam ser preservadas, evitando prejuízos sociais, econômicos e ambientais (SCOLFORO, et. al., 2008). O mapeamento da vulnerabilidade ambiental foi realizado por meio da integração entre as informações dos diagnósticos e zoneamento ambientais já elaborados no estado de Goiás (Diagnóstico Ambiental do Vale do Araguaia (trecho Luís Alves - Barra do Garças), Zoneamento Geoambiental e Agroecológico do Estado de Goiás (região Nordeste), ZEE da microrregião Meia Ponte, ZEE da área do aglomerado urbano de Goiânia e ZEE da área do entorno do Distrito Federal), com o mapeamento da vulnerabilidade ambiental do estado de Goiás, elaborado no Projeto de Identificação de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade

no estado de Goiás. Os procedimentos metodológicos dos diagnósticos e zoneamentos socioambientais realizados em Goiás consideraram o conceito de que o ambiente tem a característica de suportar a vida (flora, fauna e seres humanos), sendo assim os trabalhos promoveram a integração espacial de elementos físicos (geologia, relevo, solo, água e clima), com elementos culturais (hábitos, aspectos históricos, saberes e costumes de cada comunidade), e

19


também com aspectos bióticos (flora e fauna). Além de outros aspectos, esses trabalhos tornaram explícitas e categorizadas as vulnerabilidades do ambiente. Para este trabalho, elas foram categorizadas em áreas de onde a vulnerabilidade ambiental é "muito baixa", "baixa", "média", "alta" e "muito alta". Na figura 12 é possível observar a caracterização das vulnerabilidades ambientais nas áreas onde já foram realizados trabalhos de diagnósticos e zoneamentos ambientais no estado de Goiás. É importante mencionar, que os levantamentos e estudos físicos básicos produzidos em escalas maiores que 1:500.000, e utilizados para a elaboração dos diagnósticos e

zoneamentos socioambientais anteriormente citados, ainda não foram disponibilizados para o estado de Goiás. Zoneamentos e Diagnósticos em Goiás - Mapa de Vulnerabilidades Ambientais 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Vulnerabilidade Ambiental

TOCANTINS

Muito Baixa Baixa Média

BAHIA

Alta

MATO GROSSO

14°S

Muito Alta

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 12 - Vulnerabilidade Ambiental de Diagnósticos e Zoneamentos Executados em Goiás

20


Nas regiões não contempladas com zoneamentos e diagnósticos ambientais, foi utilizado o mapeamento da vulnerabilidade ambiental realizado pelo projeto de Identificação de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade no Estado de Goiás (PDIAP). No âmbito do PDIAP, a vulnerabilidade ambiental foi mapeada por meio da integração espacial entre os mapas das unidades de paisagem (mapa geológico, mapa geomorfológico, mapa de solos e mapa das unidades fisionômicas, em escala menores que 1:250.000). A integração destes dados temáticos possibilitou mapear os locais onde ocorre o predomínio dos processos de pedogênese, os locais onde ocorrem situações

intermediárias, e locais de predomínio dos processos erosivos modificadores das formas de relevo, morfogênese. Na figura 13 é possível observar o resultado deste mapeamento.

Figura 13 - Mapa de Vulnerabilidade Ambiental de Goiás elaborado no âmbito do Projeto de Identificação de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade no Estado Goiás

21


Finalmente, foram ainda consideradas áreas de muito alta vulnerabilidade ambiental, aquelas com vegetação nativa remanescente, que se encontram localizadas dentro das áreas prioritárias para conservação da biodiversidade no estado de Goiás. Assim, as classes que definem a vulnerabilidade ambiental em Goiás estão organizadas da seguinte maneira: 

Áreas com Vulnerabilidade Natural Muito Baixa (categoria A): são áreas que quase não apresentam restrições significativas quanto à utilização dos recursos naturais, pelo fato

de que os mesmos se encontram atualmente já com elevado poder de resiliência. A combinação de fatores condicionantes determina esse nível de vulnerabilidade natural demandando preocupações menos severas para implantação de qualquer empreendimento. As estratégias de desenvolvimento dessas áreas podem apontar para ações que causem impactos ambientais menores. 

Áreas com Vulnerabilidade Natural Baixa (categoria B): são áreas que apresentam baixas restrições quanto à utilização dos recursos naturais. Alguns fatores condicionantes determinam um nível médio de vulnerabilidade, porém, a maioria dos fatores apresenta baixa vulnerabilidade natural. As estratégias de desenvolvimento dessas áreas devem apontar para ações que ofereçam baixo impacto potencial aos fatores limitantes.

Áreas com Vulnerabilidade Natural Média (categoria C): são áreas que apresentam restrições moderadas quanto à utilização dos recursos naturais. Algum fator condicionante determina esse nível de vulnerabilidade, porém, os demais apresentam pouca vulnerabilidade. As estratégias de desenvolvimento dessas áreas devem apontar para ações que não ofereçam danos potenciais ao fator limitante.

Áreas com Vulnerabilidade Ambiental Alta (categoria D): são áreas que apresentam restrições consideráveis quanto à utilização dos recursos naturais, pelo fato de que os mesmos encontram-se menos vulneráveis às ações antrópicas do que na classe anterior. Uma combinação de fatores condicionantes determina esse nível de vulnerabilidade natural demandando avaliações cuidadosas para implantação de qualquer empreendimento. As estratégias de desenvolvimento dessas áreas devem apontar para ações que causem o menor impacto possível.

Áreas com Vulnerabilidade Ambiental Muito Alta (categoria E): são as áreas que apresentam sérias restrições quanto à utilização dos recursos naturais, pelo fato de que os

22


mesmos encontram-se altamente vulneráveis às ações antrópicas. Uma combinação de fatores condicionantes determina esse nível de vulnerabilidade natural demandando avaliações cuidadosas para implantação de qualquer empreendimento. As estratégias de desenvolvimento dessas áreas devem apontar para ações que não causem impactos ambientais. Para o mapeamento do desempenho social e econômico dos municípios goianos foi utilizado o Índice de Desempenho dos Municípios Goianos (IDM), para o ano de 2010 (INSTITUTO MAURO BORGES, 2013). Esse índice foi desenvolvido por técnicos da Secretaria

de Estado de Gestão e Planejamento (SEGPLAN) e Instituto Mauro Borges e Estatística e Estudos Socioeconômicos (IMB). Além do conjunto de variáveis no IDM, no âmbito do MacroZEE foi acrescentado mais um conjunto de variáveis que sintetizam o potencial competitivo dos municípios do estado de Goiás. O índice de desempenho social e econômico dos municípios pode ser definido como uma medida descritiva sintética do desempenho dos municípios em sete áreas: economia, trabalho, infraestrutura, saúde, educação, segurança pública e competitividade. Por conseguinte, sua função é descrever, de forma quantitativa, parte do contexto socioeconômico das localidades apreendida por meio de variáveis. As variáveis selecionadas para o cálculo do índice de desempenho social e econômico dos municípios goianos foram inicialmente padronizadas para a escala de medida de desempenho adotada (0 a 10), com o objetivo de fornecer informações desagregadas para o usuário, e possibilitar o delineamento de políticas para as áreas específicas, foi necessário agregar as diversas variáveis em cada dimensão para compor um índice por dimensão. Para atender ao requisito de comparabilidade entre e dentre municípios ao longo do tempo, foi adotada a média aritmética como forma de agregar os resultados das variáveis padronizadas e formar o Índice de Desempenho Social e Econômico de cada dimensão. De posse dos valores dos sete índices setoriais, utilizou-se a média aritmética para obter-se o IDM geral (ou, simplesmente, IDM). O IDM reflete o desempenho relativo de cada município nas sete dimensões analisadas. A dimensão econômica foi obtida para integração entre as variáveis descritas no quadro 1.

23


Quadro 1 - Variáveis de Desempenho Econômico Variável

Descrição

PIB per capita

Soma dos bens e serviços finais produzidos (ou renda gerada) no município dividido pelo número de habitantes

Valor adicionado do setor de serviços Valor adicionado do setor agropecuário Valor adicionado do setor industrial Evolução do PIB nos dois anos anteriores Recursos próprios do município na composição da receita total

Renda gerada no setor de serviços Renda gerada no setor agropecuário Renda gerada no setor industrial

Medida de avaliação do crescimento da economia Medida de independência financeiro-tributária do município

Na figura 14 é possível observar o desempenho econômico dos municípios goianos, resultante da síntese das variáveis anteriormente observadas. Desempenho Econômico 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Desempenho Econômico

TOCANTINS

0,94 - 3,20 3,21 - 4,70 4,71 - 5,67

BAHIA

5,68 - 6,93

MATO GROSSO

14°S

6,94 - 9,45

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 14 - Mapeamento do Desempenho Econômico dos Municípios Goianos

24


Outra dimensão considerada foi o desempenho dos municípios goianos em relação ao trabalho/emprego. As variáveis consideradas estão descritas no quadro 2. Quadro 2 - Variáveis de Desempenho do Trabalho/Emprego Variável

Descrição

Empregos formais

Nível de formalização do mercado de trabalho para a população em idade ativa de 18 a 64 anos

Remuneração no mercado de trabalho Nível de escolaridade dos trabalhadores Variação do número de empregos formais

Nível de remuneração média do mercado formal de trabalho Nível de qualificação dos trabalhadores do mercado formal Evolução dos postos de trabalho formais nos dois últimos anos

Na figura 15 é possível observar o desempenho dos municípios goianos em relação ao trabalho/emprego, resultante da síntese das variáveis anteriormente observadas. Desempenho do Trabalho/Emprego 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Desempenho Trabalho/Emprego

TOCANTINS

1,56 - 2,90 2,91 - 3,90 3,91 - 4,78

BAHIA

4,79 - 5,88

MATO GROSSO

14°S

5,89 - 7,80

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 15- Mapeamento do Desempenho dos Municípios em Relação ao Trabalho/Emprego

25


As variáveis consideradas para o mapeamento do desempenho educacional dos municípios goianos estão descritas no quadro 3. Quadro 3 - Variáveis para Mapeamento do Desempenho Educacional Variável

Descrição

Atendimento educacional da população de 4 e 5 anos Atendimento educacional da população de 6 a 14 anos Atendimento educacional da população de 15 a 17 anos Infraestrutura dos prédios das escolas públicas urbanas

Percentual da população de 4 e 5 anos (idade relativa à pré escola) que frequenta a escola Percentual da população de 6 a 14 anos (idade relativa ao ensino fundamental) que frequenta a escola Percentual da população de 15 a 17 anos (idade relativa ao ensino médio) que frequenta a escola Percentual de escolas que possui itens de infraestrutura necessários à oferta de ensino em condições de qualidade Percentual de professores com formação superior na disciplina em que leciona para as turmas dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino médio nas escolas públicas urbana Taxa de aprovação e desempenho médio dos estudantes do 5o ano do Ensino Fundamental em língua portuguesa e matemática Taxa de aprovação e desempenho médio dos estudantes do 9o ano do Ensino Fundamental em língua portuguesa e matemática

Professores com formação na disciplina que leciona Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) - 5o ano Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) - 9o ano

Na figura 16 é possível observar o desempenho educacional, resultante da síntese das variáveis anteriormente observadas.

26


Desempenho Educacional dos Municípios 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Desempenho Educacional

TOCANTINS

4,78 - 5,57 5,58 - 5,97 5,98 - 6,29

BAHIA

6,30 - 6,63

MATO GROSSO

14°S

6,64 - 7,43

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 16- Mapeamento do Desempenho Educacional dos Municípios

Outra dimensão considerada foi a segurança pública dos municípios goianos. As variáveis consideradas estão descritas no quadro 4. Quadro 4- Variáveis para Mapeamento do Desempenho da Segurança Pública em Goiás Variável

Descrição

Crimes contra a dignidade sexual Crimes contra a pessoa Crimes contra o patrimônio

Ocorrências de crime contra a dignidade sexual a cada 100 mil habitantes

Ocorrências de crimes contra a pessoa a cada 100 mil habitantes Ocorrências de crimes contra o patrimônio a cada 100 mil habitantes

Contravenções penais

Ocorrência de contravenções penais a cada 100 mil habitantes (inclui, porte ilegal de armas e posse de drogas para consumo próprio)

Tráfico de drogas

Ocorrência de tráfico de drogas a cada 100 mil habitantes

27


Na figura 17 é possível observar o desempenho da segurança pública em Goiás. Desempenho da Segurança Pública nos Municípios 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Segurança Pública

TOCANTINS

0,00 - 6,87 6,88 - 7,83 7,84 - 8,81

BAHIA

8,82 - 9,47

MATO GROSSO

14°S

9,48 - 9,99

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 17 - Desempenho da Segurança Pública nos Municípios

Em relação a infraestrutura, as variáveis consideradas estão descritas no quadro 5.

Quadro 5 - Variáveis Consideradas no Desempenho da Infraestrutura dos Municípios

28

Variável

Descrição

Cobertura da rede geral ou pluvial de esgoto Cobertura da rede de energia elétrica

Percentual de domicílios que dispõe de escoadouro por meio de rede geral ou pluvial de esgoto Percentual de domicílios que tem acesso à rede de energia elétrica


Variável

Descrição

Cobertura da rede de água Cobertura da rede de telefonia fixa e internet

Percentual de domicílios que tem acesso à rede geral de água tratada Percentual de domicílios que tem acesso à rede de telefonia fixa e internet

Na figura 18 é possível observar o desempenho da infraestrutura dos municípios de Goiás, resultante da síntese das variáveis anteriormente observadas. Desempenho da Infraestrutura nos Municípios 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Desempenho da Infraestrutura

TOCANTINS

3,47 - 4,73 4,74 - 5,12 5,13 - 5,43

BAHIA

5,44 - 6,73

MATO GROSSO

14°S

6,74 - 8,53

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 18 - Mapeamento do Desempenho da Infraestrutura dos Municípios Goianos

Em relação ao desempenho da saúde pública nos municípios do estado de Goiás, as variáveis consideradas estão descritas no quadro 6.

29


Quadro 6 - Variáveis do Desempenho da Saúde Pública nos Municípios

30

Variável

Descrição

Leitos hospitalares na rede SUS

Número médio anual de leitos hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS), por mil habitantes

Médicos por habitantes na rede SUS

Número de médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por mil habitantes

Acompanhamento pré-natal

Percentual de gestantes (entre os nascidos vivos) com sete ou mais consultas de pré-natal

Cobertura da Estratégia Saúde da Família

Cobertura das equipes do programa “Saúde da Família”, por 4.000 habitantes

Cobertura da Estratégia Saúde da Família - Saúde Bucal

Cobertura das equipes do programa “Saúde da Família”, por 3.450 habitantes

Mortalidade infantil

Número de óbitos de crianças menores de um ano na população residente

Mortalidade por causas externas

Número de óbitos por causas externas (acidentes ou violências) por 100 mil habitantes

Cobertura vacinal do imunobiológico tetravalente

Percentual de crianças vacinadas com Tetravalente (contra difteria, coqueluche,tétano e haemophilusinlfuenzae tipo b) 3a dose


Na figura 19 é possível observar o desempenho da saúde pública dos municípios de Goiás, resultante da síntese das variáveis anteriormente observadas. Desempenho da Saúde Pública nos Municípios 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Desempenho da Saúde Pública

TOCANTINS

5,27 - 7,29 7,30 - 8,03 8,04 - 8,67

BAHIA

8,68 - 9,14

MATO GROSSO

14°S

9,15 - 9,83

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 19 - Mapeamento do Desempenho da Saúde Pública dos Municípios

Em relação a competitividade dos municípios do estado de Goiás, foram considerada mais variáveis de infraestrutura, educação, saneamento e economia, as variáveis consideradas estão descritas no quadro 7. Quadro 7- Variáveis para Mapeamento da Competitividade dos Municípios Variável

Descrição

Densidade de Rodovias

Razão entre o comprimento total de rodovias, e a área do município

Exportação

Quantidade de Exportações

31


Variável

Descrição

Aeroportos

População dos municípios com aeroportos

Utilização das Terras

Utilização das terras para atividades agrícolas e pecuárias

Coleta de Lixo

Domicílios com serviço de coleta de lixo

Estabelecimentos de Ensino Superior Matriculados no Ensino Profissionalizante

Quantidade de estabelecimento de ensino superior Quantidade de alunos matriculados em cursos profissionalizantes

Na figura 20 é possível observar o mapa da competitividade dos municípios de Goiás, resultante da síntese das variáveis anteriormente observadas. Competitividade dos Municípios 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Competitividade

TOCANTINS

0,19 - 1,65 1,66 - 1,74 BAHIA

1,75 - 1,84 14°S

MATO 1,85 - 1,98 GROSSO

1,99 - 6,47

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

Figura 20 - Mapeamento da Competitividade dos Municípios Goianos

32

±


Todas as variáveis consideradas em todas as dimensões de desempenhos social e econômico foram espacializadas em Sistema de Informações Geográficas, os mapas resultantes da espacialização de cada variável podem ser observados no Anexo I. Após as integração dos mapeamentos das sete dimensões anteriormente descritas, foi obtido o mapa do desempenho social e econômicos dos municípios de Goiás. Esse mapa classifica os municípios, conforme o desempenho social e econômico, em cinco categorias, que são descritas a seguir.

Desempenho Muito Favorável (Classe 1): todos os municípios que possuem capacidade de oferecer resposta superior aos investimentos realizados em áreas estratégicas ou em setores específicos. Portanto, são municípios que possuem capacidades para alavancar o desenvolvimento sustentável local.

Desempenho Favorável (Classe 2): todos os municípios que possuem capacidade de oferecer resposta proporcional aos investimentos realizados em áreas estratégicas ou em setores específicos. Portanto, são municípios que possuem capacidades ao serem estimulados por políticas públicas e por investimentos setoriais voltadas para o desenvolvimento local.

Desempenho Pouco Favorável (Classe 3): todos os municípios que possuem capacidade limitada de oferecer resposta proporcional aos investimentos realizados em áreas estratégicas ou em setores específicos. Portanto, são municípios que possuem necessidade de serem estimulados por políticas públicas e por investimentos fortes, em setores intermediários e básicos de desenvolvimento local.

Desempenho Precário (Classe 4): todos os municípios que possuem capacidade muito limitada de oferecer resposta aos investimentos realizados em áreas estratégicas ou em setores específicos. Portanto, são municípios que necessitam serem estimulados por políticas públicas e por investimentos fortes em setores básicos de desenvolvimento local.

Desempenho Muito Precário (Classe 5): todos os municípios que possuem capacidade extremamente limitada de oferecer retorno mínimo aos investimentos realizados em áreas estratégicas ou em setores específicos. Portanto, são municípios dependentes de assistência direta e constante do governo do estado ou do governo federal em áreas muito básicas de desenvolvimento.

33


De posse do mapa de Desempenho Social e Econômico dos municípios de Goiás, e também do mapa de vulnerabilidade ambiental, passou-se para a fase de integração entre os mesmos para se obter o Índice Ecológico e Econômico (IEE), que é o resultado da combinação dos vários níveis de desempenho social e econômico com os de vulnerabilidade ambiental. As possíveis combinações permitem agrupar áreas semelhantes quanto à severidade dos problemas ambientais e os desempenhos sociais e econômicos que nelas podem ser encontrados. Finalmente, foram também estabelecidas seis zonas de desenvolvimento, conforme discriminadas a seguir: AA = Terras de baixa vulnerabilidade em locais de alto potencial social AB = Terras de alta vulnerabilidade em locais de alto potencial social BA = Terras de baixa vulnerabilidade em locais de médio potencial social BB = Terras de alta vulnerabilidade em locais de médio potencial social CA = Terras de baixa vulnerabilidade em locais de baixo potencial social CB = Terras de alta vulnerabilidade em locais de baixo potencial social DE forma complementar, foram consideradas cinco zonas jurídicasinstitucionais. Essas são formadas por regiões que têm restrições legais, tais com áreas urbanas, áreas de mineração e unidades de conservação.

34


Mapas e Síntese O mapa de vulnerabilidade ambiental foi obtido por meio da integração espacial entre os zoneamentos e diagnósticos ambientais previamente elaborados em Goiás, com o mapa de vulnerabilidade ambiental elaborado no âmbito do Projeto de Identificação de Áreas Prioritárias para Conservação, e ainda foram considerada de alta vulnerabilidade ambiental as áreas com vegetação nativa remanescente localizadas dentro das área prioritárias para conservação

da biodiversidade. A vulnerabilidade ambiental foi dividida em cinco categorias, sendo elas: Muito Baixa Vulnerabilidade (Categoria A), Baixa Vulnerabilidade (Categoria B), Média Vulnerabilidade (Categoria C), Alta Vulnerabilidade (Categoria D), e Muito Alta Vulnerabilidade (Categoria E). Na figura 21 é possível observar o mapa de vulnerabilidade ambiental de Goiás. Vulnerabilidade Ambiental 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Vulnerabilidade Ambiental

TOCANTINS

Muito Baixa (Categoria A) Baixa (Categoria B) BAHIA

Média (Categoria C) MATO

14°S

Alta (Categoria D) GROSSO Muito Alta (Categoria E)

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 21 - Mapa de Vulnerabilidade Ambiental do Estado de Goiás

35


O mapa de desempenho social e econômico de Goiás também foi dividido em cinco classes, sendo elas: Muito Favorável (Classe 1), Favorável (Classe 2), Pouco Favorável (Classe 3), Precária (Classe 4) e Muito Precária (Classe 5). Na figura 22 é possível observar o mapa de desempenho social e econômico de Goiás. Desempenho Social e Econômico 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Desempenho Socioeconomico

TOCANTINS

Muito Favorável (Classe 1) Favorável (Classe 2) Pouco Favorável (Classe 3)

BAHIA

14°S

MATO Precária (Classe 4) GROSSO Muito Precária (Classe 5)

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

Figura 22 - Mapa do Desempenho Social e Econômico de Goiás

Por meio da realização do cruzamento topológico entre o mapa da

vulnerabilidade ambiental, e o mapa do desempenho social e econômico, foi possível realizar o mapeamento do Índice Ecológico e Econômico (IEE). A combinação entre esses dois mapas possibilita 25 combinações entre as categorias de vulnerabilidade ambiental, e o desempenho social e econômico dos municípios, no entanto essa combinações resultam e seis níveis de IEE, como será observado no quadro 8.

36


Quadro 8- Índice Ecológico e Econômico Desempenho Socioeconômico

Vulnerabilidade Ambiental

IEE

Muito Favorável

Muito Baixa

A1

Muito Favorável

Baixa

A1

Muito Favorável

Média

A1

Muito Favorável

Alta

A2

Muito Favorável

Muito Alta

A2

Favorável

Muito Baixa

A1

Favorável

Baixa

A1

Favorável

Média

A2

Favorável

Alta

A2

Favorável

Muito Alta

A2

Pouco Favorável

Muito Baixa

B1

Pouco Favorável

Baixa

B1

Pouco Favorável

Média

B1

Pouco Favorável

Alta

B2

Pouco Favorável

Muito Alta

B2

Precária

Muito Baixa

C1

Precária

Baixa

C1

Precária

Média

C1

Precária

Alta

C2

Precária

Muito Alta

C2

Muito Precária

Muito Baixa

C1

Muito Precária

Baixa

C1

Muito Precária

Média

C2

Muito Precária

Alta

C2

Muito Precária

Muito Alta

C2

Com base no Índice Ecológico e Econômico, as zonas ecológicoeconômicas foram definidas da seguinte maneira:

37


Zona de desenvolvimento 1: é formada pela classe A1 do Índice Ecológico e Econômico (IEE). São áreas de elevado desempenho social que pressupõem condições de gerenciar empreendimentos de maior porte e causadores de maiores impactos sócio-ambientais. São caracterizadas por serem facilmente estimuladas para alavancar o desenvolvimento sustentável local. Nessa zona, os locais são menos vulneráveis ambientalmente, os empreendedores têm melhores condições para implantar ações preventivas e mitigadoras de impactos.

Zona de desenvolvimento 2: é formada pela classe A2 do IEE. São áreas de elevado desempenho social que pressupõem condições de gerenciar empreendimentos de maior porte e causadores de maiores impactos sócio-ambientais. São caracterizadas por possuírem capacidades para alavancar o desenvolvimento sustentável local. Nessa zona, os locais são mais vulneráveis ambientalmente, e os empreendedores devem procurar estabelecer maior gama de ações preventivas e mitigadoras de impactos.

Zona de desenvolvimento 3: é formada pela classe B1 do IEE. São áreas de desempenho social intermediário e baixa vulnerabilidade ambiental que demandam ações que incentivem o desenvolvimento, considerando que o meio ambiente tem maior poder de resiliência, aumentando a efetividade das ações mitigadoras.

Zona de desenvolvimento 4: é formada pela classe B2 do IEE. São áreas de baixo desempenho social e baixa vulnerabilidade ambiental, dependentes de assistência direta e constante do governo do estado ou do governo federal em áreas básicas de desenvolvimento, levando em conta que o meio natural, fornece condições propícias para o desenvolvimento.

Zona de desenvolvimento especial 5: é formada pela classe C1 do IEE. São áreas de desempenho social intermediário e alta vulnerabilidade ambiental, que demandam ações que incentivem o desenvolvimento, considerando que o meio ambiente, tem baixo poder de resiliência, diminuindo a efetividade ou inviabilizando ações mitigadoras.

Zona de desenvolvimento especial 6: é formada pela classe C2 do IEE. São áreas de baixo desempenho social e alta vulnerabilidade ambiental, dependentes de assistência direta e constante do governo do estado ou do governo federal em áreas básicas de desenvolvimento, considerando que o meio natural é um elemento limitante. Na figura 23 é possível observar o mapa de zonas ecológico e econômicas

do estado de Goiás.

38


Figura 23 - Mapa de Zonas Ecol贸gico-Econ么micas de Goi谩s

39


Finalmente, as zonas ecológico e econômicas devem ser consideradas juntamente com os aspectos jurídicos e institucionais do estado de Goiás, sendo assim foram consideradas as unidades de conservação, terras indígenas e comunidades Kalungas existentes no estado de Goiás, obtendo-se o mapa ilustrado na figura 24.

Figura 24 - Zonas Ecológico e Econômicas e Aspectos Jurídicos e Institucionais

40


O Sistema de Informações Geográficas Todo o trabalho de organização e integração de dados para a elaboração do mapeamento de das macrozonas ecológico-econômicas foi realizado por meio da utilização de programa computacionais de Sistema de Informações Geográficas. No entanto, o Zoneamento Ecológico-Econômico não é uma ferramenta com fim em si mesmo, e sim uma ferramenta que deve ser utilizada pelos mais diversos setores da sociedade, seja para se conhecer o território, seja

na busca de oportunidades de negócio, ou ainda para promover o uso racional, a preservação e conservação dos recursos naturais. Além disso, o estado de Goiás é composto por um grande número de instituições que produzem informações geográficas todos os dias, é importante considerar também a dinâmica das modificações que ocorre todos os dias no espaço geográfico do estado de Goiás. Todos esses aspectos devem ser dinamicamente integrados com o Zoneamento EcológicoEconômico do Estado. Outro aspecto importante diz respeito aos escassos recursos financeiros

que as instituições públicas e privadas, e o cidadão comum, dispõem para aquisição de programas computacionais complexos. Considerando todos os aspectos anteriormente mencionados, foi possível estabelecer uma série que requisitos que o Sistema de Informações Geográficas deve atender para a sua democrática utilização por todos os setores da sociedade. 

Requisito 0: o Sistema de Informações Geográficas deve ter uma base de dados do estado de Goiás, organizada em uma estrutura lógica, e também documentada.

Requisito 1: a base de dados do Sistema de Informações Geográficas deve ser facilmente

acessada por qualquer usuário. 

Requisito 2: o Sistema de Informações Geográficas deve comportar a grande quantidade de dados provenientes de inúmeras instituições do estado de Goiás.

Requisito 3: o Sistema de Informações Geográficas deve utilizar programas computacionais livres para atender instituições públicas e privadas, e também o cidadão

41


comum, que não dispõem de recursos financeiros para aquisição de programas computacionais. 

Requisito 4: o Sistema de Informações Geográficas deve possibilitar a integração entre as instituições de tal forma que os diversos usuários possam integrar suas informações, com informações do ZEE.

Requisito 5: o Sistema de Informações Geográficas deve funcionar na Internet, e ser de fácil utilização, dispensando assim necessidade de treinamento. Para atender o requisito 0, a extensa base de dados utilizada nos

processamentos para a elaboração do mapa de Zonas Ecológico-Econômicas foram organizados em categorias temáticas. A base de dados geográficos do Macrozoneamento Ecológico e Econômico do Estado de Goiás está organizado em oito categorias temáticas, sendo elas: Áreas Espaciais, Cartografia, Hidrografia, Infraestrutura, Macrozoneamento Ecológico e Econômico, Meio Biótico, Meio Físico, e Zoneamentos. Em cada categoria temática estão os seguintes dados: 

Áreas Especiais o Áreas Indicativas de Preservação Permanente; o Bacias Hidrográficas de Captação de Água para Abastecimento; o Comunidade Kalunga; o Parques Estaduais e Nacionais; o Patrimônio Espeleológico; o Patrimônio Histórico Rural; o Patrimônio Histórico Urbano; o Reserva da Biosfera; o Reservas Particulares do Patrimônio Natural; o Sítios Arqueológicos;

o Terras Indígenas; e o Unidades de Conservação de Uso Sustentável. 

Cartografia o Curvas de Nível; o Localidades; o Município;

42


o Perímetro Urbano; e o Ponto Cotado. 

Hidrografia o Rede de Drenagem; o Massa de Água; o Otto Bacias; e o Sistemas Aquiferos.

Infraestrutura o Aeródromos; o Aeroportos; o Balsas; o Barragens; o Pontos de Captações de Água para Abastecimento; o Estações Pluviométricas; o Ferrovias; o Granjas; o Linhas de Transmissão de Energia Elétrica; o Lixões; o Malha Viária; o Pivôs de Irrigação Agrícola; o Subestação de Energia Elétrica; o Rede de Telecomunicações; e o Usinas Hidrelétricas.

Macrozoneamento Ecológico e Econômico o Aptidão Agrícola; o Macrozoneamento Ecológico e Econômico; o Uso do Solo; o Desempenho Socioeconômico Municipal; e o Vulnerabilidade Ambiental.

Meio Biótico o Fauna e o Flora.

Meio Físico

43


o Geologia. o Geomorfologia; e o Solos. 

Zoneamentos o Diagnóstico Ambiental do Alto Araguaia - DIARA; o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar - ZAE-CANA; o Zoneamento Agroecológico do Nordeste de Goiás - ZAENE; o Zoneamento Ecológico do Aglomerado de Goiânia - ZAGRO; o Projeto

Zoneamento

Ecológico-Econômico

da

Região

Integrada

de

Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno - RIDE o Zoneamento Ecológico do Entorno do Distrito Federal - ZENDF; e o Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade - PDIAP. Todos os dados geográficos estão armazenados em arquivos de estrutura vetorial, no formato shapefile. Esse formato de arquivo viabiliza a migração de dados entre os mais variados programas computacionais de geoprocessamento. Para o atendimento dos demais requisitos, concebeu-se um Sistema de Informações Geográficas, baseado em programas computacionais livres, que tivesse uma arquitetura para funcionamento na Internet, e pudesse ser integrado por diversas outras soluções computacionais de geoprocessamento, conforme ilustra a figura 25.

Figura 25 - Modelo Conceitual do Sistema de Informações Geográficas do ZEE de Goiás

44


Para desempenhar as funções de servidor, foi adotado o programa computacional Geoserver, que também é um programa computacional livre e possibilita a acesso via Internet. O Geoserver possibilita o acesso a diversos tipo de bancos de dados geográficos, pode acessar dados de outras bases de dados, permite o cadastramento de usuários, possibilita o acesso de dados em vários formatos, suporta uma grande quantidade de dados, é de fácil aprendizado para administração, e de utilização intuitiva para clientes. O Geoserver é utilizado por várias instituições nacionais e internacionais, permite que várias bases de dados, gerenciadas por várias instituições possam ser integradas, mas

oferece dispositivos de segurança para a edição ou modificação dos dados. É uma ferramenta muito robusta e se integra plenamente com o Geonetwork. Além disso, possui compatibilidade com diversos tipos de programas computacionais de geoprocessamento, por meio de protocolos padronizados de intercâmbio de dados, assim instituições que já possuem outros sistemas baseados em programa computacionais livre e proprietários podem se integrar ao Geoserver sem maiores problemas. Na figura 26, é possível observar uma ilustração do Geoserver.

Figura 26 - Geoserver gerenciando base de dados geográficos de Goiás

Finalmente, faz parte da solução adotada por Goiás, um visualizador de dados geográficos via Internet, denominado GeoExplorer. Este também é um software livre, que

45


possibilita o acesso e visualização de bases de dados que estejam cadastradas no Geoserver. Além disso, o GeoExplorer permite a integração da base de dados de Goiás com outras bases de dados que estejam cadastradas em Geoserver, além da integração com dados oriundos de plataformas computacionais de acesso global, tais como Google Earth e BING. A figura 27 ilustra o GeoExplorer com dados de Goiás, sendo visualizada sobre a base de imagens satelitárias do Google Earth.

Figura 27 - GeoExplorer possibilitando a visualização de dados de Goiás sobre imagens Google Earth.

Para o Sistema de Informações Geográficas do Macrozoneamento Ecológico e Econômico do Estado de Goiás, todas as categorias temáticas foram incorporadas no programa computacional Geoserver, como Stores, conforme se pode observar na figura 28. O usuário pode ainda incluir novos Stores se necessário. O Geoserver considera como Stores os seguintes repositórios de dados geográficos: Fontes de dados vetoriais:

46

Diretório contendo arquivos shapefiles;

Banco de dados geográficos PostGIS;

Banco de dados geográficos PostGIS (JNDI);

Acesso de arquivos Java contendo informações de feições;

Arquivos individuais no formato Shapefile (*.shp); e


Conecções para Web Feature Server. Fontes de dados matriciais (raster:

Arquivos no formato ArcGrid;

Arquivos no formato GeoTIFF - Tagged Image File Format with Geographic information;

Arquivos de relevo no formato Gtopo30;

Estruturas de imagens ImageMosaic; e

Qualquer formato matricial contendo WorldImage (spatial data file). Outras fontes de dados

Serviços de mapa via web WMS No caso de outras fontes de dados geográficos, tais como Oracle Spatial,

Geodatabase, etc., o Geoserver possui extensões espaciais que viabilizam o acesso.

Figura 28 - Categorias Temáticas (Stores) Armazenadas no Geoserver

No Geoserver, os dados geográficos são tratados como Layers, eles são cadastrados individualmente, com as devidas informações cartográficas, que no caso da base de dados do Macrozoneamento Ecológico e Econômico de Goiás foi adotado o Sistema de Referência

47


Geográfico WGS-1984 (World Geodetic System). No cadastramento do layer no Geoserver é necessário também explicitar o formato de exibição do mesmo, isso é feito por meio de arquivos SLD/XML (Style Layer Descriptor). A produção de arquivos SLD, para cada um dos temas, foi realizada utilizando o software livre uDig (User-friendly Desktop Internet GIS), conforme se pode observar na figura 29.

Figura 29 - Geração de Arquivo SLD no programa computacional uDig

Após a produção dos arquivos SLD´s, os mesmos são incorporados no Geoserver para serem associados com os layers correspondentes. Na figura 30, é possível observar a incorporação de um arquivo SLD no Geoserver.

48


Figura 30 - Incorporação de um arquivo SLD no Geoserver

No Geoserver, os Layers são cadastrados individualmente em duas etapas, na primeira etapa é realizada toda a referência ao dado geográfico, especificando o nome do dado, o título para o dado que será exibido no Geoserver, a projeção cartográfica do dado. Numa segunda etapa, é necessário definir os parâmetros de publicação do dado, informando por exemplo o estilo

de apresentação do dado geográfico (arquivo SLD), além de outros parâmetros. Essas duas etapas são realizadas por meio do acesso a duas abas no Geoserver, conforme se pode observar na figura 31.

Figura 31 - Cadastramento de Layer no Geoserver, acessando as abas Data e Publishing

49


O Geoserver permite ainda o cadastramento de novos usuários para operar o sistema. Pode cadastrar qualquer quantia de novos usuários, na figura 32 é possível observar o início do cadastramento de um novo usuário. Os novos usuários com status de administrador poderão também cadastrar novos Layers, incluir novos arquivos de estilos, especificar novos Stores, etc.

Figura 32 - Cadastramento de um novo usuário no Geoserver

Após o cadastramento de Layers no Geoserver, qualquer usuário da Internet pode acessar os dados cadastrados para rápida visualização ou então para realizar download dos mesmos em vários formatos tais como gif, tif, jpeg, shapefile, kml, entre outros. Na figura 33 é possível observar o acesso de Layers cadastrados no Geoserver por um usuário comum que não esteja cadastrado no Geoserver.

50


Figura 33 - Acesso aos Layers cadastrados no Geoserver por um usuário comum.

No caso do usuário desejar visualizar rapidamente um Layer, basta que o mesmo click em Openlayers, para visualizar o dado no próprio Browser de Internet, conforme se pode observar na figura 34.

Figura 34 - Visualização rápida de um Layer no Browser de Internet via Openlayers

Se o usuário desejar pode clicar no link KML e visualizar o dado geográfico diretamente no Google Earth, conforme se pode observar na figura 36.

51


Figura 35 - Layer sendo visualizado no Google Earth

Com todos os Layers cadastrados no Geoserver, o usuário pode também fazer a visualização dos mesmos por meio do software Geoexplorer, onde os dados e informações do Macrozoneamento Ecológico e Econômico do Estado de Goiás podem ser integrados com outras bases de dados, além de serem facilmente visualizados, consultados e editados com segurança. Na figura 36 é possível observar o Geoexplorer, com o mapa do Macrozoneamento

Ecológico e Econômico de Goiás, integrado com a base de imagens satelitárias da plataforma Google Earth.

Figura 36 - GeoExplorer com o mapa do Macrozoneamento Ecológico e Econômico de Goiás

52


Um usuário cadastrado no Geoserver, poderá ainda realizar edições gráficas e tabulares dos dados geográficos do MacroZEE, via Internet por meio do programa computacional GeoExplorer. Basta que o usuário forneça seu Login e Senha, escolha um Layer e inicie a edição, conforme se pode observar na figura 37.

Figura 37 - Edição geográfica de um Layer no GeoExplorer

Toda a base de dados e programas estão gravados em um DVD, a instalação dos programas computacionais é bastante simples e realizada de maneira interativa. Após a instalação do programa Geoserver, é necessário copiar os diretórios zee_go, workspaces e styles, no diretório de instalação do Geoserver. No caso do programa Geoexplorer, basta também copiar o diretório Geoexplorer dentro da pasta do Geoserver e o mesmo também estará instalado.

53


Na figura 38 é possível observar como os programas computacionais e dados geográficos estão gravados no DVD.

Figura 38 - Programas computacionais livres de SIG e base de dados Geográficos do MacroZEE gravados no DVD

54


Considerações Finais A elaboração do MacroZEE de Goiás tem exigiu um grande esforço de um extenso grupo de pessoas que tratam da gestão territorial do estado de Goiás, em especial aquelas que utilizam e produzem informações geograficamente referenciadas no processo de tomadas de decisões em todos os temas de interesse de Goiás. Por meio do esforço dessas várias instituições e pessoas, foi possível organizar uma expressiva base de dados geográficas dos mais diversos temas, além de possibilitar a espacialização de um grande conjunto de variáveis sociais e econômicas. Para a elaboração do MacroZEE de Goiás, foi necessária a integração espacial de dados produzidos originalmente em diferentes escalas de mapeamento, alguns na escala 1:250.000, outros na escala 1:1.000.000 ou menores. Por esse aspecto, as informações produzidas devem ser consideradas com um primeiro ensaio, que foi de extrema importância para o estado de Goiás, pois vai direcionar melhor as instituições goianas na para a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico detalhado do estado de Goiás. Além disso, a elaboração do MacroZEE foi de suma importância no estabelecimento da integração institucional em Goiás, na definição de uma plataforma computacional de Sistema de Informações Geográficas, que atendesse o requisito de ser livre, e ainda promovesse a democratização de informações geográficas, além de possibilitar a integração de diversas instituição públicas, privadas e não-governamentais que tenham como missão a gestão de um ou mais temas no espaço geográfico goiano. Os avanços tecnológicos ocorridos em nível global nos últimos anos, principalmente na produção de programas computacionais livres, estão garantindo que o Estado

de Goiás tenha uma solução de software para Geoprocessamento sem a demanda financeira para a aquisição e manutenção de programas computacionais para o Macrozoneamento Ecológico e Econômico. Essa iniciativa está também de acordo com outras iniciativas do governo federal, de universidades brasileiras e estrangeiras, além de outras unidades da federação. Os

55


programas computacionais selecionados são extremamente robustos, e vem competindo em nível de igualdade com as várias soluções computacionais proprietárias. A solução adotada garante também a viabilidade de atualização dos programas, uma vez que não são necessários gastos financeiros na atualização dos mesmos. O arcabouço tecnológico adotado no Macrozoneamento Ecológico e Econômico do Estado de Goiás é plenamente democrático, pois opera na Internet, sem restrições de acesso para visualização e consulta dos dados geográficos, além de possibilitar a integração da base de dados com outros dados de outras instituições públicas ou privadas, sem que seja necessários custos financeiros para isso.

56


Referências BRASIL. Decreto nº 7.378, de 1 de dezembro de 2010. Aprova o Macrozoneamento EcológicoEconômico da Amazônia Legal - MacroZEE da Amazônia Legal, altera o Decreto no 4.297, de

10

de

julho

de

2002,

e

outras

providências.

Disponível

em

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7378.htm> Acesso em junho de 2013.

INSTITUTO MAURO BORGES. Índice de Desempenhos dos Municípios do Estado de Goiás, 2010. Disponível em <http://http://www.imb.go.gov.br/>. Acessado em junho de 2013.

KLINK, C. A., & MACHADO, R. B. Conservation of the Brazilian Cerrado. Conservation Biology 19 (3), 707-713, 2005.

LIMA, J. E. F. W.; SILVA, E. M. Contribuição Hídrica do Cerrado para as Grandes Bacias Hidrográficas Brasileiras. In: SIMPÓSIO DE RECURSOS HÍDRICOS O CENTRO-OESTE, 2; 2002. Campo Grande (MS). Anais... Campo Grande (MS), 2002.

MEDEIROS, L. C.; FERREIRA, N. C.; FERREIRA, L. G. Avaliação de Modelos Digitais de Elevação para Delimitação Automática de Bacias Hidrográficas. Revista Brasileira de Cartografia. no 61/02, p. 137-151, 2009.

MIZIARA, F.; FERREIRA, N. C. Expansão da fronteira agrícola e evolução da ocupação e uso do espaço no Estado de Goiás: subsídios à política ambiental. In: L. G. FERREIRA JÚNIOR (Org.). A encruzilhada socioambiental: biodiversidade, economia e sustentabilidade no cerrado (pp. 107-125). Goiânia: Editora UFG, 2008. 223p.

57


RIBEIRO, N. V.; FERREIRA, L. G. e FERREIRA, N. C. Expansão sucroalcooleira no estado de Goiás: uma análise exploratória a partir de dados sócio-econômicos e cartográficos. Geografia (Rio Claro. Impresso), v. 35, p. 331-344, 2010.

SCOLFORO, J. R. S; OLIVEIRA, A. D.; CARVALHO, L. M. T. Zoneamento EcológicoEconômico de Minas Gerais – componente sócioeconômico. Lavras: Editora UFLA, 2008

58


Anexo I Mapas de Variáveis Sociais e Econômicas de Goiás

Valor Adicionado do Setor Agropecuário 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Setor Agropecuário R$ 150,00 - R$ 25.657,00

BAHIA

R$ 25.657,01 - R$ 65.299,00

14°S

R$ 65.299,01 - R$ 137.342,00 R$ 137.342,01 - R$ 325.423,00 R$ 325.423,01 - R$ 624.132,00 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

59


Valor Adicionado do Setor Industrial 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Setor Industrial R$ 1.036,00 - R$ 91.499,00

BAHIA

R$ 91.499,01 - R$ 316.218,00

14°S

R$ 316.218,01 - R$ 666.976,00 R$ 666.976,01 - R$ 1.648.743,00 R$ 1.648.743,01 MATO- R$ 3.666.877,00

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

60

35

70

140

210

km 280

±


Valor Adicionado do Setor de Serviços 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Setor de Serviços R$ 7.056,00 - R$ 210.678,00

BAHIA

R$ 210.678,01 - R$ 993.708,00

14°S

R$ 993.708,01 - R$ 2.302.418,00 R$ 2.302.418,01 - R$ 3.553.102,00 R$ 3.553.102,01 MATO- R$ 16.827.098,00

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

61


PIB per Capita 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

PIB per Capita R$ 4.242,00 - R$ 13.039,00

BAHIA

R$ 13.039,01 - R$ 24.329,00

14°S

R$ 24.329,01 - R$ 50.209,00 R$ 50.209,01 - R$ 97.396,00 R$ 97.396,01 - R$ 167.435,00 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

62

35

70

140

210

km 280

±


Evolução do PIB 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Evolução do PIB -15,7% - 3,9%

BAHIA

3,91% - 10,6%

14°S

10,61% - 16,9% 16,91% - 30,2% 30,21% - 60,8% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

63


Recursos Próprios 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Recursos Próprios 1,9% - 6,4%

BAHIA

6,41% - 11,1%

14°S

11,11% - 16,9% 16,91% - 28,8% 28,81% - 56,5% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

64

35

70

140

210

km 280

±


População de 18 a 64 anos 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

habitantes 18 a 64 anos 671 - 12.845

BAHIA

12.846 - 45.388

14°S

45.389 - 117.008 117.009 - 294.988 294.989 - 884.476 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

65


Número de Empregados Formais entre a População de 18 a 64 anos 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Num. Empregados Formais 184 - 4.587

BAHIA

4.588 - 15.207

14°S

15.208 - 46.170 46.171 - 98.772 98.773 - 545.563 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

66

35

70

140

210

km 280

±


Remuneração Média 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Remuneração Média R$ 652,00 - R$ 867,00

BAHIA

R$ 867,01 - R$ 1.014,00

14°S

R$ 1.014,01 - R$ 1.229,00 R$ 1.229,01 - R$ 1.586,00 R$ 1.586,01 - R$ 2.154,00 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

67


Trabalhadores do Mercado Formal com Formação de Nível Médio ou Superior 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Número de Trabalhadores 37 - 2.009

BAHIA

2.010 - 6.669

14°S

6.670 - 24.407 24.408 - 48.850 48.851 - 321.288 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

68

35

70

140

210

km 280

±


Geração de Empregos Formais no Período de 2008 a 2010 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Empregos Gerados -40% - -3%

BAHIA

-2,99% - 9%

14°S

9,01% - 22% 22,01% - 63% 63,01% - 246% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

69


Prédios Escolares com Infraestrutura Básica 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. de Prédios Escolares menos que 67%

BAHIA

67,01% - 83%

14°S

83,01% - 93% 93,01% - 98% 98,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

70

35

70

140

210

km 280

±


Prédios Escolares com Laboratórios de Informática 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. de Prédios Escolares 0% - 20%

BAHIA

20,01% - 43%

14°S

43,01% - 62% 62,01% - 86% 86,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

71


Prédios Escolares com Laboratórios de Ciências 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS

Limite Estadual

Porcent. de Prédios Escolares

BAHIA

0% - 5%

14°S

5,01% - 16% 16,01% - 33% 33,01% - 50% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

72

35

70

140

210

km 280

±


Prédios Escolares com Bibliotecas 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. de Prédios Escolares 0% - 20%

BAHIA

20,01% - 43%

14°S

43,01% - 61% 61,01% - 83% 83,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

73


Prédios Escolares com Quadras de Esportes 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. Prédios Escolares 0% - 10%

BAHIA

10,01% - 27%

14°S

27,01% - 42% 42,01% - 63% 63,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

74

35

70

140

210

km 280

±


Prédios Escolares com Acesso a Internet 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. de Prédios Escolares 0% - 20%

BAHIA

20,01% - 50%

14°S

50,01% - 70% 70,01% - 88% 88,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

75


Total de Docentes EF-AF e EM 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Num. de Docentes 18 - 222

BAHIA

223 - 595

14°S

596 - 1.469 1.470 - 3.432 3.433 - 6.404 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

76

35

70

140

210

km 280

±


Docentes com Formação 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Número de Docentes 2 - 66

BAHIA

67 - 195

14°S

196 - 488 489 - 1.258 1.259 - 3.507 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

77


Docentes com Formação na Disciplina que Ensina 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Número de Docentes 4,8% - 17,3%

BAHIA

17,31% - 27,9%

14°S

27,91% - 37,6% 37,61% - 48,4% 48,41% - 67,9% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

78

35

70

140

210

km 280

±


IDEB 4a. Série Estadual 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

IDEB Não Aplicado

BAHIA

0,01 - 3,90

14°S

3,91 - 4,70 4,71 - 5,30 5,31 - 6,40 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

79


IDEB 4a. Série Municipal 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

IDEB Não aplicado

BAHIA

0,01 - 4,20

14°S

4,21 - 4,80 4,81 - 5,40 5,41 - 6,90 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

80

35

70

140

210

km 280

±


IDEB 8a. Série Estadual 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

IDEB Não Aplicado

BAHIA

0,01 - 3,20

14°S

3,21 - 3,70 3,71 - 4,10 4,11 - 5,00 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

81


IDEB 8a. Série Municipal 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

IDEB Não Aplicado

BAHIA

0,01 - 3,60

14°S

3,61 - 4,10 4,11 - 4,50 4,51 - 5,10 MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

82

35

70

140

210

km 280

±


Atendimento Educacional da População de 4 e 5 anos 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. de Crianças Atendidas 30% - 54%

BAHIA

54,01% - 65%

14°S

65,01% - 75% 75,01% - 85% 85,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

83


Atendimento Educacional da População de 6 a 14 anos 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS

Limite Estadual

Porcent. Atendida

BAHIA

91% - 93%

14°S

93,01% - 95% 95,01% - 97% 97,01% - 100% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

84

35

70

140

210

km 280

±


Atendimento Educacional da População de 15 a 17 anos 52°W

50°W

48°W

46°W

TOCANTINS Limite Estadual

Porcent. Atendida 64% - 72%

BAHIA

72,01% - 79%

14°S

79,01% - 84% 84,01% - 88% 88,01% - 97% MATO

GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

85


Crimes contra a Dignidade Sexual 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Ocorrência a cada 100 mil habitantes

TOCANTINS

253 - 673 114 - 252 45 - 113 13 - 44

BAHIA

14°S

0 - 12

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

86

35

70

140

210

km 280

±


Crimes contra a Pessoa 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Ocorrência a cada 100 mil habitantes

TOCANTINS

6.159 - 23.798 1.952 - 6.158 953 - 1.951 269 - 952

BAHIA

14°S

0 - 268

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

87


Crimes contra o Patrimônio 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Ocorrência a cada 100 mil habitantes

TOCANTINS

28.522 - 111.068 8.224 - 28.521 2.417 - 8.223 635 - 2.416

BAHIA

14°S

0 - 634

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

88

35

70

140

210

km 280

±


Contravenções Penais 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Ocorrência a cada 100 mil habitantes

TOCANTINS

2.796 - 7.797 1.296 - 2.795 453 - 1.295 119 - 452

BAHIA

14°S

0 - 118

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

89


Tráfico de Drogas 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Ocorrência a cada 100 mil habitantes

TOCANTINS

184 - 585 115 - 183 43 - 114 14 - 42

BAHIA

14°S

0 - 13

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

90

35

70

140

210

km 280

±


Cobertura da Rede de Energia Elétrica 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Domicílios com Energia Elétrica

TOCANTINS

19,52% - 31,79% 31,8% - 43,28% 43,29% - 61,78% 61,79% - 86,66%

BAHIA

14°S

86,67% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

91


Cobertura da Rede de Água 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Domicílios com Rede de Água

TOCANTINS

18,55% - 33,84% 33,85% - 50,05% 50,06% - 70,3% 70,31% - 89,39%

BAHIA

14°S

89,4% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

92

35

70

140

210

km 280

±


Cobertura da Rede de Esgoto 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Domicílios com Rede de Esgoto

TOCANTINS

0% - 5,32% 5,33% - 16,68% 16,69% - 42,07% 42,08% - 75,81%

BAHIA

14°S

75,82% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

93


Cobertura de Internet 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Domicílios com Internet

TOCANTINS

0,63% - 8,18% 8,19% - 18,7% 18,71% - 39,39% 39,4% - 72,54%

BAHIA

14°S

72,55% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

94

35

70

140

210

km 280

±


Cobertura de Telefonia Fixa 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Domicílios com Telefonia Fixa

TOCANTINS

2,82% - 12,51% 12,52% - 23,56% 23,57% - 41,63% 41,64% - 75,85%

BAHIA

14°S

75,86% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

95


Leitos do SUS por 1000 habitantes 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Leitos por 1000 habitantes

TOCANTINS

0,00 - 1,07 1,08 - 2,87 2,88 - 4,94 4,95 - 7,84

BAHIA

14°S

7,85 - 14,00

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

96

35

70

140

210

km 280

±


Médicos do SUS por 1000 habitantes 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Médicos por 1000 habitantes

TOCANTINS

0,16 - 0,75 0,76 - 1,30 1,31 - 2,04 2,05 - 3,41

BAHIA

14°S

3,42 - 6,80

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

97


Acompanhamento Pré-Natal com 7 ou mais Consultas 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Cobertura Pré-Natal

TOCANTINS

28,97% - 49,15% 49,16% - 61,11% 61,12% - 72,96% 72,97% - 83,58%

BAHIA

14°S

83,59% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

98

35

70

140

210

km 280

±


Estratégia Saúde Família 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Cobertura Saúde Família

TOCANTINS

0% - 26,34% 26,35% - 54,96% 54,97% - 74,54% 74,55% - 92,42%

BAHIA

14°S

92,43% - 100%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

99


Mortalidade por Causas Externas 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Mortes por 100 mil habitantes

TOCANTINS

41,670001 - 100,000000 23,940001 - 41,670000 14,810001 - 23,940000 6,580001 - 14,810000

BAHIA

14°S

0,000000 - 6,580000

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

100

35

70

140

210

km 280

±


Mortalidade Infantil 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Óbitos de crianças menores de um ano

TOCANTINS

64,53% - 100% 36,15% - 64,52% 18,23% - 36,14% 5,61% - 18,22%

BAHIA

14°S

0% - 5,6%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

101


Cobertura Vacinal Tetravalente 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

% de vacinados

TOCANTINS

97,41% - 100% 92,11% - 97,4% 86,11% - 92,1% 76,01% - 86,1%

BAHIA

14°S

65,2% - 76%

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

102

35

70

140

210

km 280

±


Densidade de Rodovias 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Km de rodovias / Área do Município

TOCANTINS

0,020 - 0,062 0,063 - 0,101 0,102 - 0,166 0,167 - 0,300

BAHIA

14°S

0,301 - 0,646

MATO GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

0

35

70

140

210

km 280

±

103


Aeroportos 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Habitantes por Aeroporto

TOCANTINS

0 - 15.760 15.761 - 52.935 52.936 - 100.085

BAHIA

100.086 - 334.613

MATO GROSSO

14°S

334.614 - 1.302.001

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

104

37,5

75

150

225

km 300

±


Utilização das Terras 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Terras Utilizadas

TOCANTINS

610 - 53.412 53.413 - 121.129 121.130 - 219.378

BAHIA

219.379 - 383.724

MATO GROSSO

14°S

383.725 - 635.136

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

105


Domicílios com Coleta de Lixo 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Domicílios com Coleta de Lixo

TOCANTINS

0,11% - 53,83% 53,84% - 74,31% 74,32% - 88,45%

BAHIA

88,46% - 95,87%

MATO GROSSO

14°S

95,88% - 100%

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

106

37,5

75

150

225

km 300

±


Estabelecimentos de Ensino Superior 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Qunatidade de Estab. de Ensino Superior

TOCANTINS

2 - 19 20 - 49 50 - 119

BAHIA

120 - 206

MATO GROSSO

14°S

207 - 744

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

107


Matrículas no Ensino Profissionalizante 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Quantidade de Matrículas

TOCANTINS

0 - 102 103 - 315 316 - 805

BAHIA

806 - 2.029

MATO GROSSO

14°S

2.030 - 5.804

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

108

37,5

75

150

225

km 300

±


Exportações 52°W

50°W

48°W

46°W

Limite Estadual

Exportações

TOCANTINS

R$ 0,00 - R$ 44.915.700,00 R$ 44.915.700,01 - R$ 170.350.211,00 R$ 170.350.211,01 - R$ 419.593.652,00

BAHIA

R$ 419.593.652,01 - R$ 714.159.281,00

14°S

MATO R$ 714.159.281,01 - R$ 2.494.806.387,00 GROSSO

16°S

DISTRITO FEDERAL

MATO GROSSO DO SUL 18°S

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

SÃO PAULO

0

37,5

75

150

225

km 300

±

109


110


111


Convênio

112


Relatório Técnico do ZEE - Goiás  
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