Page 1


Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Arquitetura e Urbanismo Grupo PET/ARQ Roselane Neckel Reitora Jamil Assereuy Filho Pró-Reitor de Pesquisa e Extensão Sebastião Roberto Soares Diretor do Centro Tecnológico Fernando Simon Westphal Chefe de Departamento de Arquitetura e Urbanismo Milton da Luz Conceição Coordenação do Curso de Arquitetura e Urbanismo

DA SILVA, Carolina Oliveira; BANKI, Gabriela Hall; CORDEIRO, Karine Zenita; BUENO, Ayrton Portilho. Estudo das tipologias de hospedagem em Florianópolis, SC: Mapeamento e identificação de padrões - Hotéis. Florianópolis: PET/ARQ/UFSC, 2013. 119 páginas.

Carolina Oliveira da Silva Gabriela Hall Banki Karine Zenita Cordeiro Bolsistas Ayrton Portilho Bueno Orientador Vera Helena Moro Bins Ely Tutora


ÍNDICE Capítulo 1 – Introdução

1.1. Apresentação e Justificativa 1.2. Objetivos 1.3. Metodologia

Capítulo 2 – Referencial Teórico

2.1. Histórico 2.1.1. Surgimento do Turismo em Florianópolis. 2.1.2. Desenvolvimento do turismo em Florianópolis 2.2. Inserção dos Hotéis na Paisagem 2.3. Definição das Tipologias existentes

Capítulo 3 – Resultados

3.1. Distribuição na Cidade – Mapas 3.2. Desenhos de inserção na paisagem 3.3. Análises Finais 3.3.1. Fichas dos Hotéis 3.3.2. Avaliação por regiões

Capítulo 4 – Considerações Finais Capítulo 5 – Referências Capitulo 6 - Apêndices

3


LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Foto do Canto da Lagoa, 1962. Fonte: http://www.informesuldailha.com/p/fotos-antigas.html. Acesso em 05/02/2013. Figura 2 – Foto do Canto da Lagoa, 2012. Fonte: http://www.arquitetonico.ufsc.br/desenhando-ao-ar-livreem-florianopolis. Acesso em 05/02/2013. Figura 3 - Foto da praia da Joaquina. Fonte: http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/santa-catarina/ florianopolis/hotel/joaquina-beach-hotel/fotos-videos/. Acesso em 05/02/2013. Figura 4 - Representação do tipo torre. Adequado para situações de lotes com caráter urbano. Elaborado pelos autores. Figura 5 - Representação do tipo barra. Elaborado pelos autores. Figura 6 - Representação do tipo acoplagem linear de edifícios. Elaborado pelos autores. Figura 7 – Representação do tipo acoplagem linear de edifícios. Elaborado pelos autores. Figura 8 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 30. Adaptado de http://geo.pmf.sc.gov.br/geo_fpolis/. Acesso em 15/10/2012 Figura 9 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 60. Adaptado de http://geo.pmf.sc.gov.br/geo_fpolis/. Acesso em 15/10/2012 Figura 10 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 70. Adaptado de http://geo.pmf.sc.gov.br/geo_fpolis/. Acesso em 15/10/2012 Figura 11 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 80. Adaptado de http://geo.pmf.sc.gov.br/geo_fpolis/. Acesso em 15/10/2012 Figura 12 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 90.

4

Adaptado de http://geo.pmf.sc.gov.br/geo_fpolis/. Acesso em 15/10/2012 Figura 13 - Foto do hotel Joaquina Beach. Fonte: http://www.joaquinabeachhotel.com.br/images/hotel_ foto.jpg. Acesso em 11/03/2013 Figura 14 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes nos anos 2000. Adaptado de http://geo.pmf.sc.gov.br/geo_fpolis/. Acesso em 15/10/2012 Figura 15 - Foto do hotel Palm Beach. Fonte: Acervo Próprio. Figura 16 - Skyline do hotel Palm Beach. Fonte: Acervo Próprio. Figura 17 - Foto do hotel Costa Norte Ingleses. Fonte: Acervo Próprio. Figura 18 - Skyline do hotel Costa Norte Ingleses. Fonte: Acervo Próprio. Figura 19 - Foto do hotel Garapuvu. Fonte: Acervo Próprio. Figura 20 - Skyline do hotel Garapuvu. Fonte: Acervo Próprio. Figura 21 - Foto do Canasvieiras Praia Hotel. Fonte: Acervo Próprio. Figura 22 - Skyline do Canasvieiras Praia Hotel. Fonte: Acervo Próprio. Figura 23 - Foto do hotel Vilas Del Sol y Mar. Fonte: Acervo Próprio. Figura 24 - Skyline do hotel Vilas Del Sol y Mar. Fonte: Acervo Próprio. Figura 25 - Foto do hotel Mar de Canasvieiras. Fonte: Acervo Próprio. Figura 26 - Skyline do hotel Mar de Canasvieiras. Fonte: Acervo Próprio. Figura 27 - Foto do hotel Paraíso Pallace. Fonte: Acervo Próprio. Figura 28 - Skyline do hotel Paraíso Pallace. Fonte: Acervo Próprio.


Figura 29 - Foto do acesso ao Hotel da Lagoinha. Fonte: Acervo Próprio. Figura 30 - Foto do Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Vista a partir da via de acesso. Fonte: Acervo Próprio. Figura 31 - Skyline do Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Fonte: Acervo Próprio. Figura 32 - Foto do Hotel Costa Norte Ponta das Canas - Vista a partir da praia. Fonte: http://hoteiscostanorte.com.br/ponta-das-canas/. Acesso em 18/01/2013. Figura 33 - Foto do Hotel Costa Norte Ingleses - Vista a partir da praia. Fonte: http://hoteiscostanorte.com.br/wp-content/ uploads/2012/05/32.jpg Acesso em 18/01/2013. Figura 34 - Foto Lagoa do Peri . Fonte: http://www.panoramio.com/ photo/7588998?tag=Sert%C3%A3o%20do%20Peri. Acesso em 10/12/2012. Figura 35 - Foto de trilha no Parque da Serra do tabuleiro. Fonte: http://www.panoramio.com/photo/20773452. Acesso em 10/12/2012. Figura 36 - Foto Lagoinha do leste. Fonte: http://www.panoramio.com/photo/55727689. Acesso em 10/12/2012. Figura 37 - Foto Praia do Campeche. Fonte: http://www.panoramio.com/photo/61234042. Acesso em 10/12/2012. Figura 38 - Imagem do bairro do Campeche. Fonte: Google Street View. Acesso em 12/12/2012. Figura 39 - Imagem do bairro do Ribeirão da Ilha. Fonte: Google Street View. Acesso em 12/12/2012. Figura 40 - Hotel Valerim Plaza. Fonte: Acervo Próprio. Figura 41 - Hotel Valerim Center (em laranja) ao lado de edifício comercial. Fonte: Acervo Próprio.

Figura 42 - Hotel Faial - Vista da fachada com letreiro. Fonte: http://www.trivago.com.br/florian%C3%B3polis-79148/ hotel/faial-853216/foto-i7338829. Acesso em 18/01/2013. Figura 43 - Hotel Daifa - Foto noturna. Fonte: http://www.hoteldaifa.com.br/port/index. php?link=paginas/hotel. Acesso em 18/01/2013. Figura 44 - Foto Hotel Plaza Baía Norte. Fonte: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g303576d312313-Reviews-Hotel_Plaza_Baia_Norte-Florianopolis_State_ of_Santa_Catarina.html. Acesso em 18/01/2013. Figura 45 - Foto Majestic Palace Hotel. Fonte: http://www.conciergefloripa.com.br/dica/onde-ficarcentro-de-floripa/. Acesso em 18/01/2013. Figura 46 - Foto do Hotel Jurerê Beach Village, visto da rua. Fonte: Acervo próprio. Figura 47 - Foto do pátio interno do hotel Jurerê Beach Village, com vista para o mar. Fonte: http://www.blogjurereinternacional.com.br/2012/01/06/ jurere-beach-village-cenario-perfeito-para-suas-ferias/. Acesso em 05/02/2013. Figura 48 - Foto do Mar de Canasvieiras Hotel. Fonte: Acervo Próprio. Figura 49 - Foto do Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Fonte: Acervo Próprio. Figura 50 - Foto do Hotel Garapuvú. Fonte: Acervo Próprio. Figura 51 - Foto do Hotel Porto Sol. Fonte: Acervo Próprio Figura 52 - Foto do auditório do Hotel Cambirela, preparado para uma formatura. Fonte: http://www.cambirela.com.br. Acesso em 05/02/2013. Figura 53 - Foto de um dos salão do Hotel Cambirela, preparado para um casamento. Fonte: http://www.cambirela.com.br. Acesso em 05/02/2013.

5


capítulo 1 INTRODUÇÃO


capítulo 1

INTRODUÇÃO Esta pesquisa buscou estudar os equipamentos de hospedagem situados no município de Florianópolis - Santa Catarina, tendo por objetivo identificar, mapear e estabelecer padrões espaciais dos hotéis existentes. Para tanto, tomou-se o período de pouco mais de um ano para o desenvolvimento, que contou com três etapas distintas: 1. Capacitação dos bolsistas acerca de temas como turismo, arquitetura hoteleira, tipologias hoteleiras, entre outros temas de relevância através de referenciais teóricos; 2. Busca de dados a partir do contato, num primeiro momento, com instituições que regem os equipamentos de hospedagem na cidade de Florianópolis e, logo depois, com a administração de cada hotel em questão; 3. Observação in loco, onde, através e visitas, a equipe pôde vivenciar e analisar as questões estudadas previamente através da revisão bibliográfica. Cabe ressaltar que os hotéis pesquisados são aqueles cadastrados na Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) no ano de 2011, e que, conforme o andamento do trabalho percebeuse que representavam apenas uma pequena parcela de todas as construções hoteleiras de Florianópolis. Porém, como era necessário ter-

8

se um controle do material estudado, a equipe considerou a listagem obtida como uma amostra a ser avaliada. Assim, os resultados obtidos a partir dela poderiam ser um reflexo, em pequena escala, da organização, formação e das tipologias de todos os hotéis existentes na cidade, ainda que o não cadastramento possa sugerir descumprimento dos padrões urbanísticos e arquitetônicos para a atividade. Como resultado, tem-se a compilação dos dados pesquisados, assim como a realização de fichas e textos de análise dos hotéis da cidade.

1.1. APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA Em Florianópolis o turismo iniciou de modo abrupto. Segundo Martins (2004, p.160), as praias do estado de Santa Catarina não eram lugares de turismo em massa, com exceção da cidade de Camboriú, até o final da década de 60. Já por volta dos anos 80, Florianópolis presenciou um veloz crescimento turístico, sendo no final dessa década a terceira cidade brasileira mais visitada por turistas estrangeiros, segundo a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Na época, a capital não estava preparada para receber um número tão grande de pessoas, o que evidenciou e agravou a falta de infraestrutura da cidade.


Desde então, a região sofre com esse problema que, mesmo sendo acentuado na alta temporada (período entre dezembro e março), é constante ao longo do ano. De acordo com Martins (2004), a atividade turística trouxe para Florianópolis, além dos inúmeros benefícios, muitos problemas, que são consequências da fragilidade territorial e da ocupação desordenada, dentre os quais cita: O surgimento de vários parcelamentos clandestinos, sem planejamento e infraestrutura; a ocupação indiscriminada de áreas preservadas; a ocupação da faixa da praia por propriedades particulares, dificultando ou impedindo o acesso público; a ‘favelização’ das encostas dos morros na zona central; uma arquitetura especulativa, principalmente no norte da ilha. (MARTINS; 2004, p. 169) As pesquisas relacionadas ao turismo que visam entender e buscar soluções para esse problema são de extrema importância e têm tido relativo desenvolvimento. A relevância de tais estudos consiste no fato de o turismo ser uma das principais atividades que provocam alterações culturais, socioeconômicas e ambientais nas áreas de atuação, com consequências favoráveis

ou não, dependendo do caso. Como exemplo, podem-se citar alguns estudos já realizados no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), focados na região desta pesquisa: Santiago, 1995; Reis, 2002 e Bueno, 2006. Esses mostram como é indispensável a implantação de infraestrutura na capital catarinense, não apenas turística, mas que atenda as necessidades da população e da cidade, como quando se trata da conservação da paisagem cultural, pois com um ambiente extremamente frágil, a cidade sofre com a ocupação cada vez maior e mais desordenada. Tem-se que, segundo Soraya Nór (2010), também pesquisadora da UFSC, desde a década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) considera a paisagem cultural como uma combinação de aspectos materiais e imateriais, aliados às inter-relações entre o homem e o meio ambiente. A importância de mapear e identificar os hotéis em Florianópolis, tanto na porção insular quanto na continental, é evidenciada pelo pouco conhecimento sobre esse equipamento de hospedagem turística, seu papel na configuração e na estruturação da cidade e na formação das relações subjetivas de pertencimento do espaço. Levando em conta a maneira com que o turismo

9


capítulo 1

INTRODUÇÃO cresceu na região, o estudo da inserção dos hotéis no sistema urbano acaba sendo uma ferramenta para identificar os lugares onde a atividade turística é exercida com maior intensidade e qual seu impacto no meio.

1.2. OBJETIVOS Objetivo Geral: Estudar os hotéis no município de Florianópolis, SC, cadastrados na ABIH, a fim de identificar, mapear e estabelecer padrões espaciais e de localização, qualificando aspectos favoráveis e desfavoráveis de sua ocorrência. Objetivos Específicos: Mapear os estabelecimentos turísticos hoteleiros; identificar, caracterizar e analisar as singularidades espaciais dos diferentes tipos de hotéis; avaliar a influência desses hotéis na paisagem onde estão inseridos.

1.3. METODOLOGIA A pesquisa contou, como citado anteriormente, com três etapas distintas: embasamento teórico, busca de dados e uma análise in loco, realizada juntamente com avaliações e discussões feitas pela equipe. Para isso, contou-se com três métodos de pesquisa descritos a seguir.

10

a. Pesquisa Documental Este tipo de pesquisa consiste na busca de dados primários, os quais são caracterizados por ainda não terem recebido tratamento analítico ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com o foco da pesquisa e o interesse dos autores. Esses documentos podem ser arquivos oficiais, públicos ou particulares, mapas, fotografias e outras ilustrações feitas ou compiladas pelo autor. (Brandão, 2011; Lakatos e Marconi, 2005; Martins e Theóphilo, 2009.). Foram pesquisados documentos relacionados ao registro dos hotéis, mapas da região e fotos aéreas de diferentes épocas, os quais permitiram uma análise do processo de ocupação. Além disso, fotografias e imagens disponíveis pelo recurso de Street View desenvolvido pelo website Google maps foram enriquecedoras para a pesquisa, pois a página permite, através da sobreposição de diversas fotos, uma visualização tridimensional de boa parte das ruas da cidade. Isso acelerou o processo de estudo, pois permitiu, a partir de uma busca online, a análise de diversos locais da cidade, sem necessariamente, precisar se deslocar até eles. Foram utilizadas também as fotografias retiradas dos sites de cada hotel, as quais possibilitaram um maior conhecimento


interno das edificações e também de suas conformações arquitetônicas não tão visíveis a partir da rua. O resultado desta etapa encontra-se principalmente diluído ao longo do capítulo 3. b. Pesquisa Bibliográfica Esta pesquisa assemelha-se à Pesquisa Documental, porém, abrange outro tipo de fonte de dados, que consiste em dados secundários, sendo, basicamente, materiais já publicados, englobando livros e artigos científicos. (Matins e Theóphilo 2009, p. 55; Brandão 2011, p. 32) Esse método é realizado a fim de que os autores possam entrar em contato com tudo o que já foi publicado acerca do tema, permitindo um maior conhecimento sobre o objeto de estudo, uma avaliação crítica e uma observação possivelmente nova sobre um mesmo assunto. Ou seja, auxilia para que a pesquisa possua embasamento teórico, mas que, principalmente, possa dar novo enfoque ou abordagem ao assunto, chegando a conclusões, dados, compilações ou soluções de problemáticas que sejam inovadores. A partir disso, a equipe buscou essencialmente a leitura de teses e dissertações abrangendo assuntos chaves como: turismo, arquitetura hoteleira, turismo e hotelaria em

Florianópolis, tipologias de hotéis, elementos paisagísticos e projetuais. O resultado deste apanhado teórico encontra-se principalmente no capítulo 2, porém, foi também de extrema relevância para as análises finais. c. Visitas exploratórias As visitas consistem numa análise do ambiente construído, propiciando indicações de aspectos de relevância no objeto de estudo e se necessário à pesquisa, sugerindo recomendações (Ornstein e Romero, 1992, p. 23). Neste caso, o objetivo das visitas foi compreender a inserção dos equipamentos estudados na estrutura urbana, bem como os aspectos arquitetônicos e construtivos. A equipe definiu durante o desenvolver das visitas, uma lista com aspectos a serem analisados, para que, independentemente do membro que realizasse esse método, todos os hotéis pudessem ser avaliados a partir das mesmas diretrizes. Foi feito então, um levantamento fotográfico que serviu para o registro da inserção do hotel na paisagem, conhecendo-se melhor o seu funcionamento no bairro e em sua rua, e a posterior elaboração de fichas de catalogação destes equipamentos, destacando-se seus aspectos de maior relevância.

11


capítulo 2 REFERENCIAL TEÓRICO


capítulo 2

REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 HISTÓRICO 2.1.1. Surgimento do Turismo em Florianópolis O início da prática do turismo é muito controverso por ser confundido, por diversas vezes, com o termo viagem. Alguns autores afirmam que se deu na Antiguidade Clássica, com o surgimento dos Jogos Olímpicos, enquanto outros consideram que apenas se pode denominar turismo o fenômeno ocorrido após a Revolução Industrial (com a necessidade de se sair do meio urbano em busca de melhor qualidade de vida durante o período de férias). Embora ambas sejam caracterizadas pelo retorno – a pessoa mora temporariamente em outro local, retornando à sua residência anterior – Barreto (2009) afirma: “(...) viagem não é a mesma coisa que turismo. O turismo inclui a viagem apenas como uma parte, havendo muitas viagens que não são de turismo.” Pode-se entender, então, que não se viaja apenas por prazer, mas também para cumprimento de compromissos como congressos, estudos, negócios, entre outros. Em Florianópolis, na virada do século XIX para o século XX, quando o lazer e o banho à beira mar passaram a ser incorporados pela

14

população como práticas necessárias para se alcançar uma melhor qualidade de vida, muitas pessoas buscaram se refrescar, seja nas praias da porção central do município ou mesmo na orla, a norte e leste da ilha, em percursos pelas poucas trilhas existentes. Isso fez com que o grande enfoque turístico da cidade fosse voltado para o aproveitamento das praias e de seu entorno, tanto para uma apreciação natural, quando para a construção de moradias e implantação de equipamentos. Com o crescimento populacional e o incremento da urbanização, as localidades desocupadas e agrícolas da orla passaram a ser incorporadas pela expansão imobiliária, o que foi facilitado pela implantação de estruturas viárias. Já nos anos 50, com a adequação do aparato jurídico-administrativo (planos e leis de uso do solo), a residência de lazer, utilizada nos fins de semana e nas temporadas de férias passou a ser predominante nos balneários, tendência que tem sido alterada, principalmente nas últimas décadas, com o aumento de moradores permanentes nessas áreas. Esses espaços vêm passando por certas implementações de infraestrutura pública - mesmo que ainda precárias em diversas áreas - como iluminação, pavimentação de ruas, fornecimento de água e coleta de esgoto. Além


disso, devido à urbanização dos balneários, há também mais oferta de equipamentos de serviços e comércio. Isso incentiva que mais turistas de veraneio modifiquem as condições físicas de suas residências e tornem-se moradores fixos. Existiram diversas tentativas do governo em instituir um órgão público que implementasse leis para a organização e promoção do turismo na cidade e no Estado. No entanto, as denominações foram mudando e alguns órgãos de funções semelhantes foram se unindo, a exemplo da Santa Catarina Turismo (SANTUR), que é resultado da fusão da Empresa de Turismo e Empreendimentos do Estado de Santa Catarina (Turesc) e da Companhia de Turismo e Empreendimentos de Santa Catarina (Citur/Rodofeira), de Balneário Camboriú. Atualmente tem-se que: o Plano Diretor dos Balneários (PMF, 1985) ainda institui as áreas, gabaritos e taxas de ocupação do solo de onde se podem construir equipamentos de turismo; a SANTUR faz pesquisas e posterior divulgação a respeito do turismo no Estado de Santa Catarina; e a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esportes, tem a função de estabelecer diretrizes e estratégias para o desenvolvimento da atividade.

2.1.2. Desenvolvimento Florianópolis

do

turismo

em

Segundo pesquisa da SANTUR, na temporada 2011/2012, mais de 1.555.000 turistas visitaram a cidade de Florianópolis, quase o triplo do número encontrado na temporada 2003/2004. Dentro desta estimativa, pouco mais de 1.100.000 são brasileiros e mais de 390.000 vieram de outros países. Janeiro é a época onde há maior ocupação da rede hoteleira - cerca de 70% - conforme a pesquisa. Isso se deve à paisagem natural, atrativo principal, mais aproveitada no período de verão. E, nessa época, devido ao maior fluxo de turistas, a cidade passa a oferecer mais atrativos complementares aos ambientes naturais, como festas à beira-mar, restaurantes e feiras. Através da pesquisa, também se pode observar que a quantidade de pessoas que viajam a lazer é superior ao número de pessoas que viaja a negócios. Isso se deve, muito provavelmente, à falta de locais e estruturas adequadas para o recebimento de grandes eventos executivos. Não há na cidade espaços de qualidade arquitetônica - incluindo dimensões, conforto térmico e acústico, acessibilidade, segurança, entre outros - que comportem tais eventos. Percebeu-se que alguns hotéis da cidade se especializaram então

15


capítulo 2

REFERENCIAL TEÓRICO no recebimento de encontros executivos e congressos, como o Cambirela Hotel, por exemplo. Nesse caso, o hotel fornece tanto a hospedagem, quanto espaços de alimentação e grandes salões de reunião. Entretanto, possui um porte limitado que não permite eventos a nível nacional. No período de janeiro a março, a quantidade de turistas proporcionou para a cidade a cifra de mais de um bilhão e 200 mil reais. Tais dados alarmam para a falta de equipamentos e infraestrutura que não cresceu na mesma proporção. Ou seja, Florianópolis vem tendo cada vez mais ramos de sua economia sustentados pelo turismo, sem proporcionar um retorno em qualidade de serviços e volume monetário de investimentos. Nos dados obtidos da SANTUR, notase também que a estadia média (tempo de permanência do turista no local de hospedagem) em equipamentos mais informais, como pousadas e casas alugadas é significantemente maior do que em hotéis. Em algumas localidades - a exemplo da Lagoa da Conceição - a maior renda de muitas famílias durante a alta temporada se dá através do aluguel de parte de suas residências ou de pequenos imóveis de sua posse. Enquanto no período de inverno, essas pessoas deslocamse a outros bairros na busca de emprego. Em

16

contato tanto com os locatários de tais imóveis quanto com os turistas que os procuram, pôdese perceber as principais atratividades apontadas desse tipo de hospedagem, tais como: menores custos, principalmente para grandes grupos de amigos ou familiares, os quais costumam compartilhar quartos com mais pessoas; maior contato com a cultura local; mais facilidade de intercâmbio de experiências entre moradores e turistas; maior simplicidade condizente com os locais onde as hospedagens estão inseridas, etc. Percebe-se que o turista estrangeiro gasta mais dinheiro por dia, sendo um público crescente em busca, principalmente, de belezas naturais, cultura local e festas. O ramo do entretenimento vem crescendo consideravelmente, sendo a cidade comparada à Ibiza e outros lugares procurados mundialmente para promoção de grandes festas. Florianópolis tem atraído cada vez mais artistas internacionais, principalmente relacionados à musica eletrônica e à promoção de eventos de luxo. Isso denota a grande necessidade de capacitação de funcionários de locais da cidade - hotéis, restaurantes, por exemplo - para o melhor recebimento desse público. Nota-se, entre os trabalhadores e os jovens em busca de oportunidades de emprego, uma busca gradativa, ainda que muito lenta, por cursos de língua


estrangeira e de comunicação. Cabe ressaltar que é necessária também uma melhora na sinalização e na qualidade dos espaços, como aeroportos e locais públicos, para que os turistas possam se orientar com facilidade pela cidade. Há ainda uma carência grave nesses dois pontos, assim como em outros citados anteriormente (infraestrutura e investimentos) que precisam crescer em conjunto a fim de que Florianópolis esteja cada vez mais na rota turística internacional. A pesquisa feita pela SANTUR também mostra que a hospedagem em hotéis é a mais utilizada, seguida pela estadia em casa de amigos ou parentes. Isso demonstra que muitos turistas buscam locais de infraestrutura mais confiável e com fornecimentos de espaços de lazer, apesar dos valores mais elevados. É necessário ressaltar que a pesquisa feita pela SANTUR não contempla somente os hotéis cadastrados na ABIH, mas todos os hotéis existentes em Florianópolis, logo, isso denota ainda mais a importância dos hotéis para o crescimento turístico da cidade. Grande parte do turismo em Florianópolis ocorre devido à exuberante natureza que esta cidade apresenta. Logo, torna-se necessário preservá-la para que o público de visitantes continue trazendo recursos financeiros à

cidade. No entanto, há uma contradição nesse caso, pois, ampliando-se a quantidade de leitos nos hotéis, consequentemente tem que se aumentar o tamanho das edificações destinadas à hospedagem, para tanto é necessário ampliar a área construída. Sendo assim, são necessários estudos que direcionem e organizem o espaço para que tal crescimento seja positivo, pois o aumento no número de pessoas aumenta a quantidade dos equipamentos de hospedagem, o que resulta em menos paisagem atrativa.

2.2. INSERÇÃO DOS HOTÉIS NA PAISAGEM Através da análise de impacto na paisagem, buscou-se avaliar a interferência visual dos hotéis, ou seja, verificar a presença de edifícios contrastantes com o entorno e com destaque na paisagem da área considerada. A técnica de análise do impacto dos hotéis na paisagem utilizada nesta pesquisa é uma adaptação das técnicas sugeridas por APPLEYARD et al no clássico “The View from the Road”, de 1964. Neste caso a sequência visual se restringe ao entorno imediato do objeto estudado (hotel em consideração), dando destaque a sua presença na silhueta do local. Também foi considerada

17


capítulo 2

REFERENCIAL TEÓRICO a técnica sugerida por KOHLSDORF (1996), que trata da categoria dos planos verticais que permite identificar, por meio do skyline, a presença de elementos destacados da paisagem, onde o contraste do volume edificado no entorno é privilegiado. Porém, neste caso os aspectos como a dimensão do empreendimento (tamanho do terreno e ocupação) também são levados em conta na análise do impacto na paisagem. A presença de edificações contrastantes com o entorno e com destaque na paisagem Figura 1 - Foto do Canto da Lagoa, 1962. da região considerada é o principal impacto a ser analisado nesta pesquisa. Por um lado, ele pode ser visto como positivo, ao atrair o olhar do visitante/usuário do espaço, chamando atenção e permitindo fácil identificação do empreendimento. Entretanto, pode ser negativo, ao quebrar a harmonia da silhueta da paisagem fator de atração dos visitantes - além de prejudicar na insolação e ventilação do entorno. A volumetria de grandes dimensões também traz prejuízos ambientais pelo acréscimo de pessoas e veículos na região e, principalmente, pela interferência na paisagem usual. Figura 2 - Foto do Canto da Lagoa, 2012. Apesar de ser o fator mais evidente da procura turística, a paisagem de Florianópolis vem A urbanização dos espaços verdes da sofrendo importantes modificações com o passar cidade tem se dado de forma cada vez mais rápida dos anos, como mostram as figuras a seguir:

18


e desordenada, alterando em poucas décadas a forma de integração do meio construído com o remanescente natural. Em sua tese de doutorado, BUENO (2006) traz como tema o entendimento do papel do território e da paisagem no desenvolvimento da atividade turística na Ilha de Santa Catarina. O autor afirma que a modificação da paisagem vem ocorrendo desde as correntes migratórias vindas da Europa. A urbanização tardia, que pode ser considerada basicamente como a busca pela construção de novas estradas de acesso aos bairros, aliada ao desenvolvimento da atividade turística, é um fator recorrente na mudança paisagística da cidade. Embora considerada como “indústria limpa” o turismo pode acarretar danos muitas vezes irreversíveis quando planejado e implantado de maneira incorreta e inconsistente. Um grande agente na modificação da paisagem são as edificações. Os hotéis, por sua vez, fazendo parte desse leque, muitas vezes alteram a paisagem de maneira abrupta, quando construídos em lugares onde o cenário é sensível, como à beira de praias (Figura 3). Isso muitas vezes se deve ao Plano Diretor, o qual pode apresentar dúbia interpretação, ou seja, não ser suficientemente claro ou não possuir fiscalização eficiente.

Figura 3 - Foto da Praia da Joaquina.

Na avaliação de impacto na paisagem, deve-se também retomar os aspectos que definem a paisagem cultural. Pode-se inferir do texto de NÓR (2010), que a paisagem cultural só se forma da constante relação do homem com o espaço. Ou seja, é um local que não é estático e nem deve ser congelado no tempo. O grande valor patrimonial desse tipo de paisagem é não somente os aspectos naturais, mas as edificações e as atividades ali realizadas que dão as características de reconhecimento do local. Anteriormente, considerava-se patrimônio, por exemplo, uma casa de características luso-brasileiras, que possuísse valor histórico para ser tombada e protegida. A partir disso, essa casa seria mantida, preservada e,

19


capítulo 2

REFERENCIAL TEÓRICO se necessário, recuperada, para se manter o mais fiel a suas características de origem. Entretanto, atualmente, um bairro ou até mesmo uma cidade pode ser considerada um patrimônio. Segundo a tese de NÓR (2010), espaços patrimoniais são aqueles detentores de “uma memória coletiva capaz de conferir sentido ao local de vivência, transparecer um caráter indenitário, que amalgama o grupo social ao lugar.”. Ou seja, um ambiente que possua valores no meio ecológico, mas também no meio humano e principalmente nos valores atribuídos a essa relação. Portanto, são espaços vívidos e passíveis de mudança, desde que permaneçam com a essência que os define. Alguns locais da cidade de Florianópolis ainda possuem tais características, como o Ribeirão da Ilha, foco da pesquisa de Soraya Nór. Entretanto, muitos deles já foram tão modificados e invadidos pela urbanização crescente que pouco se percebe de seus aspectos originais. No caso dos hotéis, a influência desses equipamentos é muito grande nas modificações paisagísticas. Em geral eles se inserem de maneira brusca em ambientes sensíveis e que demandam um estudo maior sobre a integração desse equipamento na área (vide Figura 3). Há uma forte desconexão tanto arquitetônica quanto de

20

escala com o entorno, o que faz o hotel parecer, geralmente, externo àquele contexto. Há também pouca relação dele com o exterior e com a paisagem, havendo, em certos casos, até uma “privatização” de vistas de mirantes, sendo essas exclusivas aos hóspedes. Essas características fazem com que os hotéis não tenham uma relação de vivência com a população do local e não se insiram como parte formadora e participadora das dinâmicas do bairro. E, quanto maior o porte desses equipamentos, mais eles se destacam e se tornam desconexos, ressaltando a preocupação da destruição paisagística a partir do crescimento das redes hoteleiras.

2.3. DEFINIÇÃO EXISTENTES

DAS

TIPOLOGIAS

No decorrer deste trabalho serão destacadas as características influentes na alteração da paisagem por meio dos equipamentos de hospedagem estudados. Para tanto, serão usadas: a classificação da arquitetura, através da identificação de padrões, as relações das edificações com a paisagem e a taxa de ocupação aproximada de cada hotel apresentado. As análises foram feitas com base na revisão


bibliográfica realizada no início da pesquisa. A identificação dos padrões das edificações foi desenvolvida com base na classificação apresentada por BUENO (2006):

Acoplagem linear de edifícios: pode ser lateralmente ou em patamares escalonados (depende da declividade do terreno). Geralmente em lotes mais amplos. (Figura 6)

Torre: característica marcante é a verticalidade do edifício (altura em função da legislação). Adequado para situações de lotes com caráter urbano. (Figura 4)

Figura 6 - Representação do tipo acoplagem linear de edifícios.

Edificações dispersas horizontalmente no terreno: normalmente aplicado a apartamentos, Figura 4 - Representação do tipo torre. chalés ou cabanas, articulados por caminhos e Barra: edifícios únicos com forma derivada do polarizadas por edifícios de convívio. Em lotes paralelepípedo espichado (independente do amplos e sem caráter urbano. (Figura 7) número de pavimentos). Normalmente em lotes alongados. (Figura 5)

Figura 5 - Representação do tipo barra.

Figura 7 – Representação do tipo acoplagem linear de edifícios.

21


capítulo 3 RESULTADOS


capítulo 3

RESULTADOS Neste capítulo são apresentados os resultados encontrados nesta pesquisa, com base no referencial teórico, no levantamento de dados feito a partir da coleta in loco e em ligações informais aos hotéis cadastrados. Desenvolveramse mapas para analisar a distribuição dos hotéis na cidade de Florianópolis e também fichas, para melhor caracterizar cada um deles com relação à inserção na paisagem e a ocupação do lote.

em sua composição. Esta variação é função da abrangência do estudo e depende do nível de precisão que se pretende atingir.” (BUENO, 2006). As Unidades de Paisagem estão inseridas em Unidades de Território como demonstra o quadro a seguir, adaptado de BUENO (2006):

3.1. DISTRIBUIÇÃO NA CIDADE - MAPAS Os hotéis em Florianópolis não surgiram de forma ordenada, mas seguiram uma linha de crescimento conforme o desenvolvimento da cidade. Para o estudo de distribuição dos hotéis ao longo dos anos, determinou-se a separação das regiões da cidade a partir das Unidades de Paisagem (UP), diferenciando-se essas regiões por cores distintas nos mapas. A Unidade de Paisagem pode ser caracterizada como: “(...) porção de superfície terrestre com limites reais que podem ser definidos técnica e O norte da Ilha sempre foi um atrativo politicamente e com homogeneidade relativa, aos turistas devido às suas águas calmas e podendo apresentar diversidade de elementos quentes. Neste primeiro mapa (Figura 8), nota-

24


se que o primeiro hotel da cidade (que hoje é cadastrado na ABIH) situa-se nesta região, a qual atualmente conta com forte desenvolvimento de equipamentos de hospedagem.

Figura 8 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 30.

Em 1930, década de inauguração do Canasvieiras Hotel, a cidade de Florianópolis possuía pouco crescimento, ainda se encontrava em desenvolvimento, com fortes características coloniais, sendo a pesca o principal motor econômico da cidade. Nessa época, não havia a cultura de se utilizar do mar para outros fins que não fossem os pesqueiros e de descarte de materiais. Grande parte dos dejetos produzidos pela população eram jogados diretamente ao mar, causando mau cheiro. Isto fez com que a cidade (tanto em edificações quanto em atividades) virasse as costas para a orla, evitando esse contato desagradável. A cidade cresceu pouco até a década de 60, no entanto, o “milagre econômico” ocorrido neste período fez com que se aquecesse a economia e aumentassem os comércios. Comparando-se o mapa anterior (Figura 8), com o mapa seguinte (Figura 9), nota-se que, apesar do grande espaço de tempo que há entre eles, de 30 anos, o crescimento de hotéis é mínimo, sendo de dois equipamentos. Florianópolis ainda é uma cidade em crescimento nesse período e necessitava de mais estrutura e atratividade para demandar o surgimento de novos hotéis.

25


capítulo 3

RESULTADOS estacionamento e equipamentos de suporte em sua proximidade, o que proporciona certa infraestrutura ao hóspede. Ao mesmo tempo, surgem pequenos locais de hospedagem, principalmente próximos à orla, e residências de veraneio, devido ao fato de ser baixo o custo de um lote nas praias. Nesse período ainda não é notável o crescimento de grandes instalações que tenham por atratividade a praia. Como apenas os hotéis cadastrados na ABIH entram na amostra desta pesquisa, não se tem embasamento para a real dimensão da hotelaria na cidade, mas sim, do surgimento dos equipamentos de maior porte. Já na década de 1970, conforme a Figura 10, nota-se a polarização existente entre o norte da ilha e o centro, tendo em vista que o maior número de hotéis se concentra nessas áreas. Isso se deve ao desenvolvimento dessas regiões e os investimentos em infraestrutura, exigida pelos fazendeiros do norte. Já o sul da ilha, que não possui grandes investimentos, é mais procurado Figura 9 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis para residências e seu acesso é mais difícil. existentes na década de 60. Mantêm-se então, com um caráter bucólico e bairros mais simples e preservados, como é o Os equipamentos de hospedagem que caso do Ribeirão da Ilha. aparecem no mapa anterior situam-se no centro/ A cidade cresce, o banho de mar se torna oeste-continente, e encontram-se afastados do comum, apesar da poluição ainda existente centro urbano. Esses possuem restaurantes, nas águas. As belas praias e as paisagens de

26


Florianópolis passam a atrair pessoas de diversas A década de 1980 é caracterizada pelo regiões. Para atender a esta demanda, o número boom turístico que ocorreu na cidade, o qual se de hotéis na cidade aumenta, e, outras regiões acentua até os dias atuais. O centro e o norte como o Leste da ilha também recebem hotéis. da ilha passam a se destacar das demais áreas pela quantidade de hotéis. No entanto, como percebido durante as visitas e a busca de dados, muitos deles nunca foram cadastrados na ABIH, portanto, apenas têm-se uma estimativa do aparecimento desta quantidade de equipamentos de hospedagem (conforme Figura 11). Florianópolis passa a ter uma atratividade em nível nacional. A capital do estado de Santa Catarina - devido à sua ótima qualidade de vida, praias e a vida saudável - atrai diversas pessoas do Brasil inteiro, fazendo com que, gradualmente, os turistas passem a ser moradores. Contudo, não aparecem hotéis cadastrados no sul da ilha, local que se caracteriza por pousadas e segundas residências, por possuir um caráter mais residencial, com menor atratividade e principalmente menor investimento em infraestruturas do que outras partes da cidade. As tipologias dos equipamentos de hospedagem se confundem com as residências e muitas pessoas também alugam partes de suas casas para hospedar turistas. Figura 10 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 70.

27


capítulo 3

RESULTADOS

Figura 11 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os hotéis existentes na década de 80.

28

No centro houve grande transformação no caráter do bairro. Os hotéis que se situam nesta região possuem comércio no seu pavimento térreo, o que proporciona maior movimentação de pessoas, independente da época do ano. Esse uso do térreo surge como uma forma de integração do hotel nas atividades características dessa porção da cidade. Esses equipamentos de hospedagem abrigam, principalmente, turistas que vêm à cidade por motivo de negócios ou eventos. Isso se deve à existência de alguns locais para recebimento desses eventos nas proximidades, além da maior oferta de meios de transporte para possíveis deslocamentos. O bairro de Canasvieiras, ao norte da ilha, que era um bairro tradicional, passa a ter diversos hotéis instalados, lembrando que o primeiro, aberto em 1930 se situa nele. O caráter turístico domina a região atualmente, caracterizado por possuir poucas residências fixas e ter grande movimentação durante o verão, sendo a praia de Canasvieiras de atratividade internacional, principalmente de turistas da América Latina. Dos anos 80 para os anos 90 aumentou a relevância internacional de Florianópolis (ver mapa da década de 90, Figura 12).


como Eco Village e o Joaquina Beach (Figura 13), que acolhem os turistas independentemente da estação do ano, fazendo do hotel, uma atração.

Figura 13 - Foto do hotel Joaquina Beach.

Nos anos 2000 (Figura 14), nota-se uma maior concentração de hotéis no bairro dos Figura 12 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os Ingleses, devido, provavelmente, ao aumento no hotéis existentes na década de 90. preço das terras em Canasvieiras e demais praias do norte da ilha. Nesta época, a cidade já contava com O crescimento continuou intenso características metropolitanas e começou a possuir nesses anos, porém houve certa estagnação festas que atraíam pessoas do Brasil e do mundo. no número de hotéis no Leste da Ilha. A aposta dos empreendedores era em grandes edifícios,

29


capítulo 3

RESULTADOS em busca do fetiche de frequentar tais lugares. Com isto, houve um aumento na procura de equipamentos de hospedagem que proporcionam conforto a esse novo tipo de visitante. Nota-se a construção de hotéis luxuosos e reforma nos hotéis existentes para proporcionar melhores acomodações a estas pessoas, mais exigentes em relação a qualidade de serviços. Apesar de o norte da ilha e o centro se destacarem pelo número de hotéis, estes também aparecem em outras localidades, como o leste. No entanto, a falta de incentivo, aliado a falta de infraestrutura e alto valor no preço dos imóveis faz com que não seja um local ideal para a instalação dos mesmos. O estudo indica apenas os hotéis cadastrados na ABIH, no entanto, no levantamento de dados in locco, muitos outros equipamentos que não são cadastrados foram encontrados, além de muitas pousadas e segundas residências, ambas situadas, principalmente, no sul da ilha, onde a quantidade de hotéis não é tão significativa, Figura 14 - Mapa da cidade de Florianópolis, pontuando-se os existindo um tipo de hospedagem informal. hotéis existentes nos anos 2000. Logo, é importante destacar que o mapeamento apresentado auxilia na compreensão da forma de Com a criação do condomínio de Jurerê crescimento desigual da cidade e de que maneira Internacional e a promoção de festas noturnas, os hotéis foram influenciados pelas diferentes atraindo pessoas de alto poder aquisitivo, a cidade demandas ao longo dos anos, sem poder precisar passou a receber um maior número de turistas a dimensão numérica desses equipamentos.

30


3.2. DESENHOS PAISAGEM

DE

INSERÇÃO

NA

Durante a avaliação e caracterização da inserção dos hotéis na paisagem da cidade, um recurso utilizado foi o desenvolvimento e posterior análise de Skylines a partir de fotos tiradas in loco. Os Skylines tratam-se de desenhos que simplificam fotos, demarcando seus traços e linhas principais, a fim de que seja mais direta a percepção da paisagem formada a partir da interação dos contornos volumétricos das construções e vegetações. Isto é, os Skylkines demonstram a silhueta de uma cidade, ou de uma porção desta. No caso desta pesquisa, os desenhos foram feitos englobando parte da quadra onde alguns hotéis estão inseridos. Percebeu-se então que há grande diversidade de modos e recursos para a inserção do equipamento de hospedagem na paisagem. Há, em uma avaliação da cidade de Florianópolis como um todo, pouca homogeneidade. Pode-se destacar apenas que, em geral, há pouca preocupação arquitetônica de integração com o entorno. A fim de complementar o texto discorrido no item 2.2., a equipe definiu três tipos de interações principais, caracterizando-as e exemplificando-as.

3.2.1. Hotel como edifício de destaque na paisagem O hotel se define como ponto marcante na rua, na quadra ou até entre um conjunto de quadras. Isso pode decorrer devido à sua maior escala em relação ao entorno ou por uma localização estratégica de maior destaque, como uma esquina, por exemplo, podendo ocorrer também uma confluência desses dois fatores. Os exemplos das figuras a seguir demonstram essas três ocorrências, respectivamente.

Figura 15 - Foto do hotel Palm Beach.

31


capítulo 3

RESULTADOS

Figura 16 - Skyline do hotel Palm Beach.

Figura 18- Skyline do hotel Costa Norte Ingleses.

Exemplo de hotel de maior escala em relação ao Exemplo de hotel em posição estratégica, entorno, sendo elevado em altura, principalmente. localizado em uma esquina, com seus arredores de vegetação e edificações baixas, o que dá a falsa impressão de ser um hotel de maior escala do que as demais construções.

Figura 17 - Foto do hotel Costa Norte Ingleses.

32


Figura 19 - Foto do hotel Garapuvu.

Figura 20 - Skyline do hotel Garapuvu.

Exemplo de hotel que combina as duas características anteriores. Possui maior extensão, sendo de grandes dimensões longitudinais e altura superior ao entorno, além de possuir um terreno baldio muito grande ao seu lado, o que cria uma sensação de monumentalidade.

33


capítulo 3

RESULTADOS Os hotéis enquadrados nesse tipo são compostos, em geral, por blocos únicos, de volumetrias rígidas, com sacadas pequenas e pouco salientes. Geralmente possuem algumas fachadas lisas - sem sacadas e com janelas diminutas - que impactam na paisagem e fortalecem o conceito de blocos sólidos. Para ganharem ainda mais destaque, são aliados a cores vibrantes e diferenciadas do entorno imediato. Além da coloração discrepante, suas tipologias arquitetônicas, em sua maioria, são pouco relevantes e também distintas dos arredores. A demarcação do acesso principal é discreta, possivelmente por a volumetria do hotel em si já trazer o destaque necessário para sua fácil localização. Esses recursos de inserção no contexto foram mais encontrados nas centralidades dos bairros, onde há um excesso de informações visuais nas ruas, com edificações de variadas formas, cores, letreiros, etc. Isso faz com que os equipamentos de hospedagem se utilizem de uma inserção de maior destaque, para garantirem sua imponência na rua e atraírem os clientes. Um exemplo observado que engloba todas as características anteriores é o Canasvieiras Praia Hotel, ilustrado nas figuras a seguir.

Figura 21 - Foto do Canasvieiras Praia Hotel.

Figura 22 - Skyline do Canasvieiras Praia Hotel.

Exemplo das características gerais do Tipo 1.

34


Esse hotel está inserido na porção central do bairro de Canasvieiras, local característico pela atratividade turística e competição entre equipamentos de hospedagem. Além disso, é uma área altamente comercial, onde há espaços com letreiros coloridos, exposições de produtos nas calçadas, entre outros artifícios que dispersam a atenção dos passantes. O hotel das Figura 21 eFigura 22 se utiliza então das características descritas anteriormente para obter atratividade e fácil reconhecimento e localização, principalmente quando observado à distância. A partir da visão aproximada do pedestre, se mistura com lojas e residências na rua.

características que os definam direta e rapidamente como equipamentos de hospedagem. Mesmo quando os hotéis são compostos de um bloco único, não buscam o conceito de um bloco massivo e agressivo na paisagem, ao contrário do Tipo 1. Foram escolhidos os três exemplos a seguir, que demonstram essas características. Mesmo inseridos em contextos arquitetônicos distintos, utilizam-se de artifícios semelhantes para situarem-se imersos na paisagem.

3.2.2. Hotel na mesma escala do entorno O Tipo 2 se caracteriza por possuir uma continuidade visual em relação ao entorno, adotando escala semelhante. Os hotéis geralmente possuem tipologias que se assemelham aos arredores, o que potencializa a homogeneização da paisagem. Devido a isso, há grande variabilidade de tipologias, dependendo dos locais de inserção. E, há maior comunicação e integração do hotel com seu espaço, tornandose difícil sua diferenciação visual. Isso faz com que os hotéis, em geral, abdiquem de certas

Figura 23 - Foto do hotel Vilas Del Sol y Mar.

35


capítulo 3

RESULTADOS

Figura 24 - Skyline do hotel Vilas Del Sol y Mar.

Exemplo de uma tipologia que se confunde com as residências do entorno. Busca uma apropriação menos agressiva à um espaço altamente residencial e, de certo modo, mais bucólico e preservado do bairro.

Figura 25 - Foto do hotel Mar de Canasvieiras.

Figura 26 - Skyline do hotel Mar de Canasvieiras.

36


Exemplo de um hotel inserido em um entorno de, prioritariamente, edifícios de serviços e outros hotéis (não cadastrados na ABIH). Possui tipologia arquitetônica semelhante ao entorno, se desenvolvendo na organização e estruturação do espaço, com poucas características que o definam claramente como um equipamento de hospedagem.

Figura 28 - Skyline do hotel Paraíso Pallace.

Exemplo muito semelhante ao hotel Mar de Canas, mesmo que inserido em outro espaço. Busca compatibilidade com o entorno tanto através das formas, quanto das cores e do tratamento do pavimento térreo.

Figura 27 - Foto do hotel Paraíso Pallace.

Esse tipo de inserção ocorre geralmente em áreas mais afastadas dos centros comerciais dos bairros. Em geral, os acessos principais são discretos e pouco demarcados. Porém, apenas no Centro de Florianópolis, os hotéis possuem o acesso e os primeiros pavimentos bem demarcados, a partir de pés direitos elevados e diferenciação de materiais. Devido à congregação

37


capítulo 3

RESULTADOS de todas as características descritas, os hotéis enquadrados nesse tipo são mais difíceis de serem encontrados nos levantamentos de dados in loco. Foram percebidas algumas possíveis razões pelas quais esses hotéis se utilizam dessas características, tais como: menor necessidade de competição visual com os arredores; situação em entorno residencial, o que implica uma intenção de apropriação e aceitação por parte dos moradores; consequente inserção em locais mais homogêneos, onde há, intuitivamente, a repetição de características, para que o empreendimento seja mais bem recebido; intenção de menores impactos; entre outros.

Esse tipo é pouco encontrado na cidade de Florianópolis, mas possui características muito particulares a serem destacadas. Geralmente ocorrem em locais mais afastados das centralidades e buscam conceitos de espaços de descanso e contemplação, mais reservados da conurbação urbana. Isso implica que esses hotéis não são necessariamente de volumetrias menores, mas sim, que, a partir da vista da rua possuem menor destaque e visibilidade, se afastando desta. À exemplo do Hotel da Lagoinha, onde, a partir da rua, pode-se observar apenas o letreiro de identificação do empreendimento, alguns equipamentos de apoio e os caminhos que levam às dependências do hotel, conforme a 3.2.3. Hotel de menor escala em relação ao Figura 29. entorno

Figura 29 - Foto do acesso ao Hotel da Lagoinha.

38


Muitos dos hotéis do Tipo 3 se voltam para espaços de lazer e convívio em seu interior, ou para espaços nos quais há visualização da paisagem - tanto natural quanto construída. Esse segundo caso é mais comum nas praias - hotéis em bordas d’água - onde o equipamento volta-se para o mar, com as maiores fachadas e sacadas. Visto a partir da praia, o hotel ganha imponência, enquanto visto da rua, ele é diminuto e discreto. Para auxiliar na privacidade dos espaços abertos e de convívio coletivo, em terrenos de grandes dimensões, há o uso abundante da vegetação. Figura 31 - Skyline do Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Isso auxilia no isolamento das áreas de lazer, tanto visualmente, quando em questões sonoras. Um exemplo é o Hotel Costa Norte, em Ponta das Canas, conforme visto nas Figura 30,Figura 31 (Vista a partir da rua) e Figura 32 (Vista a partir da praia). a

Figura 30 - Foto do Hotel Costa Norte Ponta das Canas. Vista a partir da via de acesso.

Figura 32 - Foto do Hotel Costa Norte Ponta das Canas - Vista a partir da praia.

39


capítulo 3

RESULTADOS O outro hotel da rede Costa Norte, situado na praia dos Ingleses e caracterizado anteriormente como Tipo 1 também se utiliza do artifício de ganho de imponência quando visto a partir da praia, conforme a Figura 33. Mesmo que o hotel já seja de destaque no ambiente da rua, ele possui ainda mais monumentalidade, quando isolado na paisagem. Isso demonstra que, mesmo com a diferenciação dos três principais tipos de inserção

dos hotéis, ainda ocorrem mesclas constantes entre eles. Isso se deve muito à maioria das redes hoteleiras estar instaladas no litoral, o que faz com que os equipamentos lidem, dependendo de suas fachadas, com ambientes e contextos completamente distintos, contemplados por uma mesma arquitetura.

Figura 33 - Foto do Hotel Costa Norte Ingleses - Vista a partir da praia.

40


3.3. ANÁLISES FINAIS 3.3.1. Fichas dos Hotéis As visitas exploratórias, percepções da paisagem, as leituras e toda a pesquisa desenvolvida acerca dos hotéis de Florianópolis cadastrados na ABIH permitiram a produção de análises e descrições das características de cada um dos equipamentos de hospedagem estudados. Nesta etapa final, foram desenvolvidos, então, quadros para cada um destes empreendimentos, contendo imagens aéreas, fotos e mapas, com um resumo do que foi observado pela equipe. Cada hotel possui, portanto, em seu quadro: suas informações básicas, como nome, contato, endereço, número de leitos, entre outros; a análise de sua localização no bairro, na rua, sua inserção no lote e sua relação com seu entorno imediato; e, a partir de fotos tiradas do local, seu comportamento na paisagem. Os quadros foram intitulados de “Fichas dos Hotéis” e estão apresentados a seguir, organizados por região.

41


Deville Express Florianópolis

Ÿ O hotel se situa num ponto de importância da rua,

próximo à uma esquina, voltado ao Parque da Luz e à rua de acesso à Ponte Hercílio Luz.

Endereço: Rua Felipe Schmidt, 1.320 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 262 Unidades de Habitação: 72 Ano de Inauguração: 1997

Ÿ O edifício possui grande número de pavimentos,

Telefone: (48) 3225-6002

semelhante ao seu entorno; várias pequenas volumetrias salientes, formadas pelas sacadas dos quartos.

Ÿ Possui

Site: www.deville.com.br

Edifício tipo torre, com 13 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ O prédio é menor em planta baixa do que os edifícios vizinhos; Ÿ Ganha destaque na paisagem da rua por ser mais isolado em seu lote que os demais e por

estar mais próximo da borda do lote, sendo visto a grandes distâncias;

Observação:

Ÿ O hotel desvinculou-se da rede Deville em março de 2012 e não funciona desde então. A

gerência do hotel, segundo informações da central da rede, busca por um novo grupo que assuma as atividades.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

42


Hotel Faial Ÿ O edifício é localizado na parte central da cidade e

em uma das vias de maior importância deste bairro, a qual concentra diversos estabelecimentos de hospedagem; Ÿ Fica circundado por diversos outros prédios, muito próximos a ele; Ÿ Localiza-se em uma esquina, e, devido a isso, possui diversos visuais e entorno variado

Endereço: Rua Felipe Schmidt, 603 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 400

ŸO

edifício possui fachadas muito diferentes, dependendo da rua para qual estão voltadas, tornando-se até difícil a identificação do hotel como uma torre única; Ÿ A partir da rua Felipe Schimidt, como visto na foto ao lado, possui fachadas com estrutura quadriculada, vedado por janelas; Ÿ A partir da rua transversal, como visto na primeira foto, há uma fachada mais lisa, com destaque para o nome do hotel;

Unidades de Habitação: 119 Ano de Inauguração: 1981 Telefone: (48) 3225-2766 Site: www.hotelfaial.com.br

Edifício tipo torre, com12 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ O hotel possui uma taxa de ocupação do terreno de mais de 90 por cento.

PLANTA BAIXA

43


Hotel Plaza Baía Norte

Ÿ O hotel encontra-se na avenida de maior movimento

da cidade, em local ainda pouco densificado;

Ÿ Possui grande contato visual com o mar

Endereço: Av. Beira Mar Norte, 220 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 233 Unidades de Habitação: 108 Ano de Inauguração: 2002

Ÿ O hotel está situado quase que isolado na paisagem,

Telefone: (48) 3229-3144

pois possui poucas edificações vizinhas;

Ÿ Apesar de sua baixa altura, ganha destaque devido

Site: www.baianorte.com.br

Edifício tipo barra, com 5 pavimentos.

ao entorno, à fácil visualização; à sua coloração.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Pode-se perceber que o hotel possui uma taxa de ocupação de cerca de 70 por cento do lote. Ÿ O hotel possui grandes dimensões em planta baixa, porém, deixa espaço livre no terreno; Ÿ Há um espaço de destaque na entrada, havendo estacionamento para poucos carros e um

alguma vegetação.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

44


Hotel Valerim Center

Ÿ O hotel localiza-se em uma das ruas principais do

Centro de Florianópolis;

Ÿ O edifício em torre ocupa o lote quase por completo,

situando-se na borda da rua;

Endereço: Rua Felipe Schmidt, 554 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 218 Unidades de Habitação: 65

Ÿ Apesar de estar em uma área altamente edificada

Ano de Inauguração: 1978

da cidade, este hotel possui destaque e fácil reconhecimento na paisagem devido ao seu entorno imediato de menor altura, sua localização em esquina e sua coloração de destaque; Ÿ O edifício possui fachadas lisas, ou fechadas com vidro ou concreto, assemelhando-se arquitetônicamente aos prédios comerciais do centro;

Telefone: (48) 3225-1100 Site: www.hotelvalerim.com.br

Edifício tipo torre, com 12 pavimentos. RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Pode-se perceber que o hotel possui taxa de ocupação de quase 100 por cento de seu lote.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

45


Hotel Valerim Plaza

Ÿ O edifício possui dimensões semelhantes ou menores

do que seu entorno, estando sua torre consideravelmente afastada da calçada.

Endereço: Rua Felipe Schmidt, 705 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 220 Unidades de Habitação: 105 Ano de Inauguração: 1993

Ÿ O hotel possui certa robustez, devido a sua menor

Telefone: (48) 2106-0200

altura, sua edificação com poucas volumetrias salientes, suas cores sóbrias e sua base larga em revestimento metálico.

Site: www.hotelvalerim.com.br

Edifício tipo torre, com 10 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ O prédio está centralizado no terreno, deixando certo espaço livre, o que garante

afastamento do entorno, altamente edificado;

Ÿ Sua base ocupa toda a frente do lote, demarcando a entrada principal;

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

46


Intercity Premium

Ÿ Localiza-se na avenida que se conecta com a Beira-

Mar Continental, com o Terminal Urbano de Florianópolis e com diversas partes do centro da cidade.

Endereço: Avenida Paulo Fontes, 1210 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 242 Unidades de Habitação: 121 Ano de Inauguração: 2002

Ÿ O hotel

possui altura semelhante aos edifícios residenciais do fundo, porém, na paisagem vista da rua, ganha grande destaque devido à cor branca e a localização mais a frente, em um terreno de entorno baixo.

Telefone: (48) 3027-2200 Site: www.intercityhotel.com.br

Edifício tipo torre, com 14 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A torre pode ser considerada pequena em dimensões de planta baixa; Ÿ Localiza-se no centro do terreno, tendo uma rampa frontal de entrada, uma cobertura de

revestimento metálico e vegetação marcando o acesso.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

47


Majestic Palace Hotel Ÿ Próximo ao mar; Ÿ Encontra-se em uma das maiores avenidas

da cidade; com grande adensamento de edifícios; Ÿ Destaca-se pela situação na malha urbana, pois situa-se em uma esquina com amplitude visual para as vias de maior fluxo do entorno, o que também lhe confere uma posição de grande destaque na paisagem. Ÿ Área

Endereço: Avenida Rubens de A. Ramos,2.746 - Centro Número de Leitos: 356 Unidades de Habitação: 261 Ano de Inauguração: 2004 Telefone: (48) 3231-8000

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ Possui térreo com pé direito duplo; Ÿ Seus primeiros pavimentos compõem uma

www.majesticpalace.com.br

Edifício tipo torre, com 22 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

base larga, diferenciada dos pavimentos tipos superiores; Ÿ Percebe-se que a praça, em conjunto com a base do edifício, isola a torre no lote destacando-a na paisagem, apesar de os edifícios do entorno possuírem aproximadamente o mesmo número de pavimentos.

Ÿ Situação na malha urbana: esquina com visuais abertas para as vias de

maior fluxo de entorno o que lhe confere grande destaque tendo em vista que as edificações do entorno atingem, na maioria das vezes, alturas similares; Ÿ A base da edificação ocupa aproximadamente 60% da área do terreno de esquina; Ÿ No restante do terreno existe uma praça pública, geralmente apropriada pelos hóspedes.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

48


Multy Bristol Castelmar Ÿ Localiza-se em uma área com alta densidade de edifícios; Ÿ À frente do edifício localiza-se a área verde do Parque da Luz; Ÿ Dividido em dois blocos, o hotel está localizado em uma das ruas que conécta o centro da cidade à Av. Beira Mar Norte. Endereço: Rua Felipe Schmidt, 1.260 - Centro Número de Leitos: 600 Unidades de Habitação: 190 Ano de Inauguração: 1982 Telefone: (48) 3952-3200

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ Não tem grande destaque na paisagem, pois as edificações do entorno possuem alturas similares. Porém quando é relacionado ao Parque da Luz, como mostra a imagem ao lado, observa-se o destaque do contexto edificado em relação à área verde.

www.bristolhoteis.com.br

Edifício tipo torre, com 13 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Localiza-se com entrada na rua principal (Rua Felipe Schmidt), o que lhe

confere fácil acesso;

Ÿ As dependências do hotel estão divididas em duas torres que juntas às

edificações de apoio, como garagem e portaria, ocupam aproximadamente 90% do terreno. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

49


Oscar Hotel Ÿ Localiza-se em um terreno de esquina,

entre as ruas Hercílio Luz e Anita Garibaldi;

Ÿ Percebe-se, através da sombra projetada,

que o edifício se destaca por sua altura em relação às outras construções da quadra.

Endereço: Avenida Hercílio Luz, 760 - Centro Número de Leitos: 119 Unidades de Habitação: 52 Ano de Inauguração: 1962 Telefone: (48) 3029-6700

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ Embora esteja localizado na área central

de Florianópolis, em uma região com grande número de edifícios com alturas similares, o prédio destaca-se em relação à quadra na qual está inserido (pois está cercado por edifícios com menor gabarito).

www.oscarhotel.com.br

Edifício tipo torre, com 7 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Localizado em um terreno de esquina, com taxa de ocupação de

aproximadamente 90%, tem visibilidade tanto da Rua Anita Garibaldi quanto da Rua Hercílio Luz.

0

50

10

20

30

40 PLANTA BAIXA


Hotel Daifa Ÿ Localiza-se em um terreno de esquina,

entre as ruas Hercílio Luz e Anita Garibaldi;

Ÿ Percebe-se, através da sombra projetada,

que o edifício se destaca por sua altura em relação às outras construções da quadra.

Endereço: Rua Prof. M. Júlia Franco, 294 - Prainha

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 68 Unidades de Habitação: 17 Ano de Inauguração: 2004 Telefone: (48) 3225-8300

Ÿ Seu gabarito tem grande tem grande

destaque na paisagem, pois localiza-se em uma área residencial, com edificações mais baixas, e fica no topo de um terreno íngreme o que agrega mais destaque à edificação.

www.hoteldaifa.com.br

Edifício tipo torre, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Ocupa aproximadamente 80% da área do terreno; Ÿ Localiza-se em uma área de contexto residencial.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

51


Hotel Maria do Mar Ÿ Próximo ao mar; Ÿ Área predominantemente residencial; Ÿ O terreno dispõe de grande área verde; Ÿ As dependências estão distribuídas

horizontalmente no terreno.

Endereço: Rod. João Paulo, 2.285 - Saco Grande

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ As edificações pertencentes ao hotel

Número de Leitos: 265 Unidades de Habitação: 85 Ano de Inauguração: Telefone: (48) 3238-3009 www.mariadomar.com.br

Tipo: Edificações dispersas horizontalmente no terreno.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

estão abaixo do nível da rua, não sendo possível sua visualização imediata; Ÿ A entrada é marcada por elementos verticais; Ÿ Na escala do pedestre não há grande impacto na paisagem, tendo em vista que está localizado em um terreno íngreme, sendo seu ponto mais alto localizado na rua de acesso.

Ÿ As edificações ocupam aproximadamente 30% do terreno; Ÿ Localizado em um terreno íngreme, o hotel conta com a vista para o mar

nas fachadas dispostas ao norte e oeste.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

52


Hotel Slaviero Executive

Ÿ O hotel encontra-se localizado em uma

área altamente densa; edificação ocupa um terreno de esquina; Ÿ A região é de caráter residencial e encontra-se próximo à Universidade Federal de Santa Catarina. ŸA

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Endereço: Avenida Des. Vitor Lima, 380 - Trindade Número de Leitos: 314 Unidades de Habitação: 133 Ano de Inauguração: Telefone: (48) 3203-1000

Ÿ Devido ao seu gabarito e a localização

estratégica em um terreno de esquina o hotel destaca-se na paisagem. Embora o número de gabaritos das edificações ao redor seja muito próximo ao do hotel, sua cor branca garante grande destaque.

www.slavierohoteis.com.br

Edifício tipo torre, com 10 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Ocupa aproximadamente 80% da área do terreno; Ÿ Localiza-se em uma área residencial e bastante densa.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

53


Joaquina Beach Hotel Ÿ O hotel está localizado em um bairro de

caráter misto: turístico, comercial e residencial; ŸP o s s u i u m a g r a n d e á r e a d e estacionamento na frente da edificação, que é destinado também aos usuários da praia; Endereço: Estr. Geral da Barra, 2001 - Lagoa da Conceição Número de Leitos: 350 Unidades de Habitação: 93 Ano de Inauguração: 1983 Telefone: (48) 3239-7500

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ Junto à edificação localizada ao lado, o

hotel ca racteri za -se pelo grande destaque na paisagem, tendo em vista a grande área verde localizada no entorno e o horizonte ao fundo.

www.joaquinabeachhotel.com. br

Edifício tipo barra, com 4 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Localiza-se em um terreno plano, a poucos metros da praia; Ÿ A taxa de ocupação não pode ser identifica pois não há delimitação de

lote no material disponível, porem pode-se observar que os limites evidentes são a vegetação lateral e ao fundo e a rua de acesso à praia, que delimita a fachada principal da edificação.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

54


Hotel Boutique Villas Del Sol y Mar

Ÿ A edificação se destaca pelo tamanho e

pela composição do telhado.

Ÿ Observa-se a composição de pátios

internos.

Endereço: Rua Jorge Cherem, 84 - Jurerê

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 72 Unidades de Habitação: 24 Ano de Inauguração: 2002 Telefone: (48) 3282-0863

Ÿ A edificação não se destaca do entorno

quando analisada sua fachada.

Ÿ Possui apenas dois pavimentos, assim

como a maioria das residências da região. Ÿ A vegetação em frente auxilia na integração do hotel com o entorno.

www.villasdelmar.com.br

Edifício tipo barra, com 2 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação ocupa o terreno inteiro, havendo um pequeno recuo na

parte da frente, o que a destaca do entorno, marcado por edificações que não ocupam toda a área do terreno. Ÿ Sua taxa de ocupação é de quase 100%. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

55


Hotel Sete Ilhas Ÿ Existe uma grande proximidade entre o

hotel e a praia.

Ÿ A edificação não se destaca, pela foto,

do entorno, sendo composta por chalés e uma edificação maior, que contém a recepção.

Endereço: Rua Jorn. Haroldo Callado, 105 - Jurerê

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 84 Unidades de Habitação: 28 Ano de Inauguração: 2012 Telefone: (48) 3282-1134

Ÿ O hotel não se destaca das edificações

do entorno por possuir basicamente o mesmo gabarito (2 pavimentos). Ÿ A vegetação e a tipologia encontrada no hotel também não difere do entorno, mesclando-se com ele.

www.seteilhas.com.br Tipo: Edificações dispersas horizontalmente no terreno, com 2 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Por ser constituído por edificações dispersas no lote unidos por caminhos e

uma edificação maior, existe grande parte do terreno livre, principalmente mais próximo à orla. Ÿ Sua taxa de ocupação é de aproximadamente 40%.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

56


Mar de Canasvieira Hotel

Ÿ A edificação se insere em uma área

densamente edificada.

Endereço: Rua Madre Maria Vilac, 2.017 - Canasvieiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 90 Unidades de Habitação: 30 Ano de Inauguração: 2008 Telefone: (48) 3266-1949

Ÿ Por

se localizar em uma área caracterizada por edifícios, o prédio do hotel não se destaca no entorno, fazendo parte da composição de edifícios. Ÿ Insere-se em um contexto mais urbano.

www.redemardecanasvieiras .com.br

Edifício tipo torre, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação ocupa a maior parte do terreno, não existindo pátios ou

áreas livres.

Ÿ Sua taxa de ocupação é de 80%.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

57


Palm Beach Apart Hotel

Ÿ O edifício possui relação com o mar e

com a principal avenida da região.

Ÿ Cria uma barreira visual a partir da

avenida de quem olha para a praia.

Endereço: Rua das Gaivotas, 718 - Ingleses

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 100 Unidades de Habitação: 25 Ano de Inauguração: Telefone: (48) 3369-4212

Ÿ A edificação se destaca das do entorno

não apenas pela altura, mas também pela sua cor. Ÿ Por se inserir em área onde o gabarito comum é de 1 pavimento o hotel pode ser avistado a grande distância.

www.palmbeach.com.br

Edifício tipo torre, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A

edificação se situa no centro do terreno, permitindo um estacionamento na parte frontal. Ÿ Existe um acesso à praia na lateral do terreno. Ÿ Sua taxa de ocupação é de 70%. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

58


Canasvieira Hotel Ÿ A edificação está inserida em uma área

densamente edificada, apesar de se situar a poucos metros da praia. Ÿ O terreno ocupa grande parte da quadra na qual se insere.

Endereço: Avenida Prof. Milton Leite da Costa, 825 Canasvieiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 132 Unidades de Habitação: 33 Ano de Inauguração: 1930 Telefone: (48) 3266-1106

Ÿ A

edificação não se destaca na paisagem, pois seu gabarito é parecido com o que se encontra na região, aproximadamente 2 pavimentos. Ÿ O grande muro amarelo é destaque na rua onde se insere, não fazendo relação alguma entre o espaço público e o hotel.

www.hotelcanasvieiras.com.br

Edifício tipo barra, com 2 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Apesar de a edificação ser extensa, grande parte do terreno permanece

livre.

Ÿ A área construída se destaca das demais do entorno, caracterizadas por

casas.

Ÿ Sua taxa de ocupação 80%. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

59


Hotel Lagoinha Ÿ O

hotel se situa dentro de um condomínio, onde é constituído por chalés interligados por caminhos a uma construção principal. Ÿ Nota-se grande proximidade com a orla, havendo caminhos que ligam o hotel diretamente com a praia. Endereço: Rua Jaime de Arruda Ramos, 1.850 Lagoinha

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 142 Unidades de Habitação: 42 Ano de Inauguração: 1977 Telefone: (48) 3284-122

Ÿ O hotel não se destaca do entorno, pois

possui o gabarito encontrado nas edificações vizinhas. Ÿ A existência de grande massa de vegetação no terreno auxilia na integração do hotel com a natureza.

www.lagoinhahotel.com.br

Edifício tipo acoplagem linear de edifícios, com 1 pavimento.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Pode-se notar que grande parte do terreno é vazio, ou seja, não edificado.

Os chalés encontram-se alinhados e interligados por caminhos.

Ÿ Sua taxa de ocupação é de 25%.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

60


Canasvieiras Praia Hotel

Ÿ A edificação ocupa grande parte da

quadra, atravessando-a de uma rua a outra. Ÿ Encontra-se em área bastante edificada.

Endereço: Rua Hypolito Pereira,700 - Canasvieiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ Como a edificação se extende de uma

Número de Leitos: 160 Unidades de Habitação: 54 Ano de Inauguração: 1986 Tefone: (48) 3266-1310

rua à outra, seu entorno é variado. Enquanto em uma rua ele se insere na paisagem de edifícios, assim como ele, na outra rua, ele se destaca, por existirem casas em seu entorno. Ÿ Outro ponto a se notar é que o edifício tem mais pavimentos na rua onde há casas, aumentando, assim, a discrepância entre gabaritos

www.hotelbruggemann.com.br

Edifício tipo barra, com 4 pavimentos cada. RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ As edificações conformam um pátio interno e uma área frontal de

recepção, com caráter mais comercial.

Ÿ Nota-se também, a fachada recortada voltada à oeste, com as sacadas

formando volumes, enquanto a fachada leste é reta, proporcionando menor relação com a rua. Ÿ Sua taxa de ocupação é de 70% 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

61


Oceania Park Hotel Ÿ Na entrada do hotel, nota-se a existência

de um grande centro de convenções. O terreno é longo, estreito e o hotel situa-se na parte de trás. Ÿ Existem equipamentos de lazer ao longo do terreno, nota-se também, uma grande parte vazia, não utilizada. Endereço: Rua do Marisco, 550 - Ingleses

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 164 Unidades de Habitação: 82 Ano de Inauguração: 2007 Telefone: (48) 3261-3400

Ÿ O hotel destaca-se no entorno por ser um

edifício com 5 pavimentos, enquanto em seu entorno prevalecem as residências unifamiliares com baixo gabarito. Ÿ O grande campo aberto na qual se situam os equipamentos de lazer, também auxiliam no destaque da edificação no terreno.

www.oceaniaparkhotel.com.br

Edifício tipo torre, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação se destaca por ter uma grande área construída em meio a

uma região pouco ocupada.

Ÿ Somado a isso, o entorno com edificações de pequeno porte aumentam

a discrepância da massa edificada.

Ÿ Sua taxa de ocupação é de 10%.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

62


Hotel Porto Sol Ÿ O terreno onde se situa o hotel é grande,

e sua maior parte é utilizada por áreas de lazer. Ÿ Nota-se que a área onde está inserido é bastante urbanizada, existindo poucos lotes vazios. Endereço: Rua do Marisco, 80 - Ingleses

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 142 Unidades de Habitação: 42 Ano de Inauguração: 2007 Telefone: (48) 3211-5900

Ÿ No entorno o hotel não se destaca muito

devido a existência de outros edifícios de mesmo gabarito. No entanto, sua fachada é bem característica, destacando-se pela cor clara.

www.hotelportosol.com.br

Edifício tipo barra, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação ocupa pouco espaço do lote, havendo outra construção

destinada à área de lazer.

Ÿ Sua taxa de ocupação é de 20%.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

63


Marinas Palace Hotel Ÿ O

hotel situa-se em área bastante urbanizada, em uma das principais ruas da região. Ÿ Nota-se a sua proximidade com o mar.

Endereço: Rua Manoel Mancellos Moura, 630 Canasvieiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 171 Unidades de Habitação: 57 Ano de Inauguração: 1981 Telefone: (48) 3266-0271

Ÿ Apesar de se situar em uma área

bastante urbanizada, a edificação se destaca no entorno imediato, ocupado por casas com pouco gabarito. No entanto, percebe-se outros edifícios na mesma rua, o que atenua um pouco essa discrepância de alturas.

www.marinashoteis.com.br

Edifício tipo barra, com 4 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação ocupa grande parte do terreno onde está inserida. Ÿ Na parte frontal, das duas fachadas que situam-se voltadas para a rua

existem espaços para estacionamento e um pequeno canteiro.

Ÿ Sua taxa de ocupação é de 90%.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

64


Hotel da Praia Ÿ O hotel se situa em um terreno próximo à

praia.

Ÿ Apesar de existirem terrenos vazios ao

redor, nota-se a existência de diversos edifícios. Ÿ Nota-se uma massa de vegetação na extremidade do terreno, provavelmente para proporcionar privacidade ao hotel. Endereço: Rua das Gaivotas, 1.114 - Ingleses

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 177 Unidades de Habitação: 71 Ano de Inauguração: Telefone: (48) 3269-3000

Ÿ Por fazer divisa com um terreno onde há

apenas uma edificação de um andar aparentemente abandonada, o hotel se destaca no entorno, sendo o primeiro de uma série de edifícios quando se acessa pela estrada principal. Ÿ No entanto, por existirem outros edifícios no entorno, o destaque é menor.

http://inglesesacquamar.com.br/

Edifício tipo barra, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação ocupa grande parte do terreno, no entanto existem áreas de

lazer e edificações de apoio.

Ÿ Nota-se uma área de estacionamento na parte frontal do edifício, por

onde desembarcam os hóspedes.

Ÿ Sua taxa de ocupação é de 30%.

Observação: Atualmente está fechado e será inaugurado um novo empreendimento chamado Ingleses Acquamar.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

65


Hotel Costa Norte Ponta das Canas Ÿ O hotel se situa na borda da água, sendo

muito próximo ao mar.

Ÿ Existem bastante edificações em seu

entorno imediato, apesar de estar próximo a uma grande área verde.

Endereço: Rua Dep. Fernando Veigas, 560 Ponta das Canas

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 202 Unidades de Habitação: 55 Ano de Inauguração: 1987 Telefone: (48) 3261-0800

Ÿ Em seu entorno imediato encontram-se

diversos edifícios com gabarito igual ao do hotel em questão, fazendo com que este não se destaque na paisagem onde se insere.

www.hoteiscostanorte.com.br

Edifício tipo barra, com 3 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação ocupa grande parte do terreno - sua taxa de ocupação é de

aproximadamente de 85% - havendo apenas um pequeno espaço utilizado para manobras e estacionamento. Ÿ Nota-se que não é respeitada a distância mínima de 30 metros entre a edificação e a borda da água. Fazendo desta parte da praia, uma área privativa.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

66


Costa Norte Ingleses Hotel Ÿ Próximo à praia, havendo uma rua de conexão com

a mesma;

Ÿ Inserido

em um local de alta densidade de edificações; Ÿ Localizado na rua principal do bairro.

Endereço: Rua das Gaivotas, 984 - Ingleses

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 204 Unidades de Habitação: 52 Ano de Inauguração: 1986

Ÿ A edificação não possui grande destaque de altura

do entorno;

Telefone: (48) 3261-3000

Ÿ Diferencia-se do entorno por características próprias

da fachada, como o jogo de cores, volumetrias e telhados, não encontrados nas edificações vizinhas.

Site: www.hoteiscostanorte.com.br

Edifício tipo torre, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Ocupa grande parte do terreno, mas permite um espaço livre; Ÿ Possui contato direto e relação com a rótula, sendo este ponto de maior fluxo de pessoas e

veículos;

Ÿ A localização do hotel faz com que este ganhe destaque e maior visualização.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

67


Hotel Porto Ingleses Ÿ Possui grande integração com a praia, tendo seus

espaços de convívio e lazer voltadas para ela;

Ÿ O edifício ocupa toda a frente do lote, criando uma

grande fachada na paisagem vista da rua;

Ÿ O hotel está inserido numa das ruas principais do

bairro, sendo de fácil acesso e localização.

Endereço: Rua das Gaivotas, 610 - Ingleses

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 220 Ÿ Não se destaca em altura das edificações vizinhas,

Unidades de Habitação: 65

inserindo-se em uma paisagem linear e quase constante; Ÿ Possui características arquitetônicas também comuns no entorno, o que não dá uma identidade de destaque ao hotel; Ÿ Em contrapartida, sua variedade de cores vibrantes e algumas volumetrias salientes nas fachadas em tons alaranjados, marcam a edificação do entorno, o qual é quase todo em tons pastéis.

Ano de Inauguração: 1993 Telefone: (48) 3269-1414 Site: www.portoingleses.com.br

Edifício tipo barra, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ O edifício em si ocupa pouco do lote (cerca de 30 a 40 por cento), sendo a maior área

apropriada por espaços de lazer e contemplação ao ar livre;

Ÿ A marcação com vegetação e com uma cobertura da porta principal determinam bem o

acesso, o qual se dá na direção de uma rua perpendicular ao hotel.

Observação: Ÿ Durante o período das visitas, o hotel estava passando por um período de reformas, sofrendo alterações em janelas e parte das fachadas. Além disso, devido a esse período de mudanças, o website encontrava-se inativo, impossibilitando a busca de informações no mesmo. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

68


Paraíso Palace Hotel II e III Ÿ Edifício situado em uma esquina, entre uma das ruas

principais de Canasvieiras e uma rua secundária de acesso à praia;

Endereço: Rua Madre Maria Villac, 1049 - Canasvieiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 280 Unidades de Habitação: 92

Ÿ O edifício possui identidade arquitetônica devido às

Ano de Inauguração: 1995

Ÿ Além de sua identidade visual, o hotel se destaca por

suas saliências e reentrâncias nas fachadas;

sua localidade de esquina, o que cria um amplo campo de visualização do mesmo, especialmente porque os edifícios do entorno dessas ruas são de menor altura; Ÿ Na lateral oposta à esquina, há um outro padrão de edificações, de altura semelhante ao hotel.

Telefone: (48)3266-2111 Site: www.paraisopalacehotel.com.br

Edifício tipo barra, com 5 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ O edifício em formato de ‘U’ ocupa o lote em mais de 80 por cento de sua área.

PLANTA BAIXA

69


Apart Hotel Tropicanas

Ÿ O hotel

é formado por edificações irregulares conectadas; Ÿ Boa parte do edifício não é visível da rua, tendo seus acessos voltados a um pátio interno

Endereço: Rua Mário Lacombe, 352 - Canasvieiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 320 Unidades de Habitação: 132

Ÿ O hotel não é de grande destaque na paisagem da

Ano de Inauguração: 1995

rua, exceto pela saliência de um telhado de maior altura, o qual demarca a entrada principal; Ÿ A edificação torna-se marcante por sua linearidade e ganha destaque quando visto da esquina, onde sua volumetria em forma de barra é mais marcante; Ÿ A grande quantidade de vegetação na rua impede a visualização plena do hotel da maioria dos ângulos.

Telefone: (48) 3266-1976 Site: www.hoteltropicanas.com

Edifício tipo barra, com 3 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A organização e forma do edifício faz com que, apesar da alta ocupação do lote, haja o

aproveitamento de uma área aberta restrita aos hóspedes;

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

70


Garapuvu Vila Hotel Ÿ O edifício ocupa grande parte do lote em forma

retangular;

Ÿ Está situado em uma via principal do bairro, muito

próxima ao mar. Apesar disso, o hotel possui pouca visualização dele, devido aos edifícios da margem

Endereço: Rua Luiz Boiteaux Piazza, 5282 - Ponta das Canas

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 360 Unidades de Habitação: 85

Ÿ Apesar de não possuir grande altura, o edifício ainda

Ano de Inauguração: Entre 1994 e 1997

se sobressai do entorno;

Ÿ Suas fachadas recordadas, formam uma volumetria

diferenciada e marcante;

Telefone: (48) 3284-1441

Ÿ Sua grande dimensão linear o torna um marco visual; Ÿ Na vista de sua maior fachada, há um grande terreno

Site: www.candeias.com.br/hoteis/

vazio, o que, além de não criar bloqueios visuais, destaca o hotel e o isola na paisagem.

garapuvucandeias-sc-florianopolis

Edifício tipo barra, com 3 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Há grande ocupação do lote, sendo a área da entrada o maior espaço livre; Ÿ O hotel possui uma escala muito maior em relação ao entorno.

Observação:

Ÿ A rede Candeias, que administra o hotel foi fundada em 1968, tendo sede na cidade de

Curitiba - PR. A atual administração gere o hotel a 5 anos e possui apenas a data aproximada de sua inauguração.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

71


Praiatur Hotel Ÿ Este hotel está localizado na esquina em uma das

principais ruas do bairro e prolonga-se {a uma rua adjacente; Ÿ Ocupa uma grande área e possui diversas conformações arquitetônicas; Ÿ O acesso à recepção fica demarcado no centro do lote pelo estacionamento e por uma extensa laje de um pavimento, como visto na foto ao lado.

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Endereço: Avenida Dom João Becker, 222 - Ingleses Número de Leitos: 764

Ÿ As torres do hotel se destacam do entorno por

Unidades de Habitação: 191

estarem em uma área altamente residencial e de número mais reduzido de pavimentos; Ÿ As cores alaranjadas e as volumetrias de sacadas salientes também auxiliam no fácil reconhecimento do empreendimento.

Ano de Inauguração: 1984 Telefone: (48) 3261-3261 Site: www.praiatur.com.br 2 edifícios tipo torre, com 5 pavimentos + 6 chalés

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Os chalés estão de modo mais afastado e disperso, deixando mais áreas livres; A torre principal

é mais robusta e retangular e tem taxa de ocupação de quase 100 por cento do lote; e o edifício do outro lado da rua possui planta baixa mais recortada e cerca de 80 por cento de ocupação. O espaço livre entre os chalés e a torre compreende as atividades de lazer.

Observação:

Ÿ O hotel possui uma característica muito particular. Ele engloba um edifício principal que abriga

a recepção e as maiores atividades de lazer; alguns chalés de dois pavimentos no início da rua e outro bloco no lado oposto da via, o qual foi adquirido pela rede posteriormente. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

72


Jurerê Beach Village Ÿ Possui contato direto com a praia, tendo seu pátio

interno, a maioria das atividades e os corredores com vista para ela, criando grande relação do hotel com esta paisagem. E, além disso, há em uma das laterais do terreno, uma rua de pedestres de acesso direto à areia; Ÿ Localiza-se em uma rua secundária de Jurerê, mas de grande importância devido ao fácil acesso à praia e o consequente valor econômico

Endereço: Alameda Cesar Nascimento, 646 - Jurerê

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 980 Unidades de Habitação: 242 Ano de Inauguração: 2001

Ÿ A edificação é de grande destaque na paisagem,

Telefone: (48) 3261-5100

Ÿ O hotel é de fácil reconhecimento e visualização a

Site: www.jurerebeachvillage.com.br

Ÿ É ladeado por pequenas casas e por um grande

Edifício tipo barra, com 6 pavimentos.

tanto em tamanho quanto em altura;

partir da rua;

terreno vazio, o que praticamente o isola na quadra, garantindo ainda mais robustez ao edifício

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ O hotel é feito em formato de ‘U’, criando um grande pátio interno, para onde se voltam as

atividades;

Observação:

Ÿ Pode ser considerado um dos hotéis de mais alto padrão existente no estudo.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

73


Don Zepe Hotel Ÿ A análise da foto aérea nos permite

observar a localização privilegiada em um terreno de esquina; Ÿ Está localizado em uma rua de caráter comercial.

Endereço: Afonso Delambert Neto, 740 - Lagoa da Conceição Número de Leitos: 70 Unidades de Habitação: 20 Ano de Inauguração: 2000 Telefone: (48) 3232-3020

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ O térreo da edificação é reservado para

salas comerciais;

Ÿ Com gabarito de 4 pavimentos, o hotel

destaca-se na paisagem construída por edificações de gabarito menor, de 1 a 2 pavimentos).

www.donzepehotel.com.br

Edifício tipo barra, com 4 pavimentos cada.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Observamos na pesquisa in loco, que o terreno da edificação está

aproximadamente 100% ocupado, devido às salas comerciais do térreo que avançam à frente do lote deixando espaço apenas para um pequenos estacionamento. 0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

74


Praia Mole Eco Village Ÿ O hotel está localizado entre as Praias

Mole e Lagoa da Conceição;

Ÿ Sua configuração linear e o baixo gabarito

fazem com que não tenha grande destaque na paisagem.

Endereço: Estr. Geral da Barra, 2001 - Lagoa da Conceição Número de Leitos: 350 Unidades de Habitação: 93 Ano de Inauguração: 1983 Telefone: (48) 3239-7500

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

www.praiamole.com.br

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ A edificação visível da rua principal tem grande destaque, analisando

Edificações dispersas horizontalmente no terreno.

horizontalmente, pois é cercada por paisagem natural. Porém o gabarito acompanha a altura das construções e vegetação do entorno o que não lhe confere grande destaque vertical.

ŸA

área construída ocupa aproximadamente 40% do terreno;

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

75


Samuka Hotel Ÿ O hotel está localizado em uma ruela

perpendicular à Avenida das Rendeiras, que contorna a Lagoa da Conceição; Ÿ Está localizado em uma área de grande procura turística.

Endereço: Serv. Pedro Manoel Fernandes, 96 Lagoa da Conceição Número de Leitos: 215 Unidades de Habitação: 44 Ano de Inauguração: 1978 Telefone: (48) 3232-5024

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Ÿ A edificação possui gabarito semelhante

ao das residências da região onde encontra-se, o que confere um caráter de pouco destaque na paisagem; Ÿ A entrada do hotel marcada por bandeiras e um grande portão.

www.samukahotel.com.br

Edifício tipo acoplagem linear de edifícios, com 2 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Ocupa aproximadamente 90% do terreno, deixando um espaço reservado

para estacionamento na entrada.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

76


Cambirela Hotel Ÿ Analisando à imagem ao lado, percebe-

se, através da sombra que a edificação provoca, o destaque na altura do edifício; Ÿ O hotel dispõe de uma grande área de estacionamento em seu acesso principal que facilita a visualização da edificação a partir da rua. Endereço: Avenida Max Schramm, 2.199 - Estreito

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 222 Unidades de Habitação: 100 Ano de Inauguração: 1991 Telefone: (48) 3281-3100

Ÿ Percebe-se o grande destaque que a

edificação tem na paisagem devido à diferença de gabarito em relação à vizinhança.

www.cambirela.com.br

Edifício tipo barra, com 6 pavimentos.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Edifício tipo barra, com 6 pavimentos, com anexos que comportam, por

exemplo, a piscina do hotel;

Ÿ Ocupa aproximadamente 50% do terreno; Ÿ Localiza-se em uma importante via de acesso, uma das mais importantes

avenidas da região;

Ÿ Tem grande destaque em planta, pois suas dimensões sobressaem à

maioria das edificações em volta.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

77


Hotel Bruggemann Ÿ Através da foto aérea podemos observar

a existência de um ático, onde o verde tem grande destaque. Porém apenas em planta podemos observar a presença desse pátio central já que as edificações não permitem a visualização do ponto de vista do pedestre.

Endereço: Rua Santos Saraiva, 416 - Estreito

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 217 Unidades de Habitação: 81 Ano de Inauguração: 1965 Telefone: (48) 3244-2344

Ÿ Por possuir apenas 3 pavimentos, as

edificações não destacam-se pela altura, quando relacionadas à maior parte dos edifícios à sua volta, porém sua configuração em barra promove um contraste às edificações vizinhas.

www.hotelbruggemann.com.br

2 Edifícios tipo barra, com 3 pavimentos cada.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Existem outras 3 edificações (1,2 e 3) que aparecem em planta baixa,

porém não são visíveis da rua; Ÿ Localiza-se na avenida que atualmente dá acesso à Beira Mar Continental, ou seja local de grande fluxo de pessoas e automóveis; Ÿ Suas 5 edificações ocupam aproximadamente 60% do terreno.

1

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

78

2 3


Hotel Itaguaçu

Ÿ A análise da foto aérea nos permite

observar a existência de rio, com vegetação que acrescenta verde à paisagem intensamente construída.

Endereço: Avenida Ivo Silveira, 3.861 - Capoeiras

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

Número de Leitos: 234 Unidades de Habitação: 89 Ano de Inauguração: 1980 Telefone: (48) 3954 2600

Ÿ Quanto ao gabarito, a edificação não

tem grande destaque na paisagem, pois os edifícios do entorno possuem, na maioria dos casos alturas semelhantes.

www.hotelitaguacu.com.br

Edifícios tipo barra, com 5 pavimentos cada.

RELAÇÃO COM O ENTORNO

Ÿ Ocupa aproximadamente 50% do terreno; Ÿ Ao lado observamos a existência do Rio Araújo, que marca a divisão

geográfica dos municípios de Florianópolis e São José.

0

10

20

30

40 PLANTA BAIXA

79


capítulo 3

RESULTADOS 3.3.2. Avaliação por Regiões Após a compilação dos dados obtidos e da confecção das fichas, a equipe pôde estabelecer padrões encontrados e também perceber casos particulares. Decidiu-se por dividir as informações por Unidades de Paisagem, assim como já feito na análise da distribuição dos hotéis na cidade, visto no item 3.1. Nas porções norte, leste e sul existem diferentes unidades de paisagem ainda que possam ter semelhanças na ocupação urbana: a maioria dos assentamentos acontece em regiões de planícies costeiras que recebem, além dos equipamentos de hospedagem turística, uma ocupação suburbana, dispersa, e na maior parte, com baixa densidade. A presença de morros configura um cenário “verde” de fundo, bastante atrativo e percebido a partir das principais vias de circulação nos balneários. Cabe ressaltar a particularidade percebida na porção sul da ilha de Florianópolis em relação aos hotéis. Como citado anteriormente, não foi encontrado nenhum hotel cadastrado na ABIH nessa parte da cidade. Porém, a partir de percepções da equipe, pode-se dizer que existem muitos, pois o cadastro na associação não é de caráter obrigatório. Uma possível razão para o crescimento mais lento da hotelaria na porção sul

80

pode ser devido a questões históricas de ocupação. Durante muitos anos, o sul da cidade ficou isolado por questões topográficas, tendo uma ocupação de pequenas residências. Não havia estradas que possibilitassem o deslocamento rápido entre a porção central já mais desenvolvida e o sul. E, sem vias claramente delimitadas - havia apenas estradas de terra, de pequeno porte - não havia grande indução da ocupação. Além disso, o morro que divide essas áreas era um complicador dessa travessia. Atualmente, o sul de Florianópolis compreende diversos bairros com alta atratividade turística, principalmente no período do verão, devido a seus aspectos naturais. O local possui diversas áreas de preservação e parques, como o Parque Municipal da Lagoa do Peri (Figura 34), próximo às praias de Armação e Pântano do Sul e o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (Figura 35), que ocupa cerca de 1% do território catarinense, sendo sua maior porção na área continental, no município de Palhoça e uma menor parte no extremo sul da Ilha. Esses exemplos caracterizam um alto turismo ecológico. Além disso, existem diversas praias com suas bordas d’água consideravelmente conservadas e apreciadas como a Lagoinha do Leste (Figura 36) e o Campeche (Figura 37), por exemplo.


Figura 34 - Foto Lagoa do Peri .

Figura 36 - Foto Lagoinha do leste.

Figura 35 - Foto de trilha no Parque da Serra do tabuleiro.

Figura 37 - Foto Praia do Campeche.

81


capítulo 3

RESULTADOS Na questão do modo de ocupação do Sul da ilha, podem-se destacar duas porções distintas: a primeira nos bairros mais próximos à região Leste e a segunda na porção bem ao sul. A primeira comporta bairros de maior porte, os quais ocupam preferencialmente o litoral como a maior parte da ocupação ocorrida na ilha - e compreende bairros como Rio Tavares, Campeche e Armação, à exemplo da Figura 38. Esses locais estão em grande crescimento urbano, possuindo porções de elevado valor financeiro e maior infraestrutura. Apesar disso, conservam parte de sua característica de balneários. São predominantemente residenciais, com baixo gabarito, mas já possuem conformações que permitem o surgimento de hotéis.

A segunda porção pode ser considerada a partir do bairro do Ribeirão, o qual corta a ilha, conectando os bairros Tapera e Armação. A partir desse ponto, as localidades são formações urbanas menores, muitas vezes formadas por comunidades mais simples, de moradores antigos, edificações de menor valor econômico e grande inserção em vegetação. Essas localidades estão atualmente em crescimento mais lento, preservando aspectos culturais, além de estarem envoltos pela conformação do solo e pelas áreas verdes, como demonstra a Figura 39.

Figura 38 - Imagem do bairro do Campeche.

Figura 39 - Imagem do bairro do Ribeirão da Ilha.

82


Dessa forma, pode-se perceber que o Sul de Florianópolis ainda é um local mais propício a estabelecimentos informais e de menor porte, mas que vem sendo invadido por empreendimentos maiores, iniciando pela porção leste. Muito provavelmente, é devido a essas características do local que não foram encontrados hotéis registrados na ABIH para a realização do estudo. Além disso, sabe-se por meio do conhecimento prévio do espaço que nessa área são encontradas muitas pousadas e pequenos locais de aluguel de quartos, os quais não estão inseridos nesta pesquisa, pois a equipe se restringiu apenas aos hotéis. Tratando-se da porção central da cidade de Florianópolis, foram mapeados diversos hotéis e foi percebida uma concentração deles na Rua Felipe Schimidt e seu entorno imediato. Esses hotéis possuem muitas características semelhantes, devido a sua proximidade e à inserção em uma malha urbana fortemente edificada. Os empreendimentos são geralmente formados por edifícios únicos, do tipo torre, que ocupam quase toda a área do lote. Em algumas tipologias, pode-se notar os primeiros pavimentos com características distintas, geralmente com marcação de acesso, pé direito mais alto e maior área ocupada, conforme o exemplo da Figura 40.

Figura 40 - Hotel Valerim Plaza.

Como não há grandes visuais de paisagem a serem observados a partir dos prédios, são utilizadas poucas sacadas salientes na volumetria, fazendo com que os edifícios assemelhem-se arquitetonicamente aos prédios comerciais do centro e estejam cada vez mais inseridos nas fachadas urbanas. Nesse tipo de prédio, há pouca relação com a rua, a qual ocorre apenas nos primeiros pavimentos. Em alguns

83


capítulo 3

RESULTADOS hotéis, essa conformação juntamente com os edifícios vizinhos, cria grandes fachadas que se assemelham a paredes inteiras as quais tornam a rua reclusa e com poucos respiros, como pode ser observado na Figura 41.

Figura 41 - Hotel Valerim Center (em laranja) ao lado de edifício comercial.

84

Devido à alta urbanização da porção central e a sequência de volumetrias em torre, as ruas tornam-se espaços oprimidos visualmente, onde as edificações possuem pouco destaque, pois geralmente se sobressaem a escala do pedestre, dificultando uma visualização completa dos hotéis. É provável que seja devido a essa característica dessa área urbana que os hotéis utilizam-se de outros recursos visuais para se destacarem durante o passeio de um pedestre ou de observadores no interior de veículos. Além do destaque e da robustez dos primeiros andares, os hotéis geralmente possuem letreiros luminosos e placas. Um caso de fácil reconhecimento desse uso pode ser observado no Hotel Faial, o qual possui um grande letreiro em uma de suas fachadas. Na vista a partir de sua rua de acesso, esta fachada não é visível, porém a partir da ponte de acesso à ilha ou do terminal de integração de ônibus, o hotel possui destaque entre os vizinhos de mesmo gabarito, o que pode ser observado na Figura 42.


pavimento térreo, o que auxilia na integração e continuidade visual na escala do pedestre. Estão inseridos em ruas largas, de grande fluxo de veículos e pedestres. Os hotéis que mais possuem essas características estão inseridos na Área Mista Central do Plano Diretor, na qual a legislação auxilia a formação desse tipo de arquitetura. Nas porções mais afastadas do centro comercial da cidade, os hotéis passam a apresentar características condizentes com as áreas na qual estão inseridos, e muito diferenciadas dos exemplos apresentados anteriormente. O Hotel Daifa (Figura 43), por exemplo, situa-se em uma área predominantemente residencial, no início de uma encosta. É um edifício retangular de poucos pavimentos que, ao contrário dos anteriores, apropria-se de uma vista da porção continental Figura 42 - Hotel Faial - Vista da fachada com letreiro. da cidade. Por isso, apresenta a configuração de sacadas e um terraço para contemplação. Esses hotéis atendem prioritariamente a É um hotel de destaque na paisagem, sendo um público que procura a cidade para negócios, discrepante e alheio a essa. convenções ou eventos. Por isso, contam com equipamentos de apoio, como restaurantes e outros serviços, comumente abertos tanto aos hóspedes quanto ao público em geral. Em alguns deles, pode-se encontrar comércios no

85


capítulo 3

RESULTADOS

Figura 43 - Hotel Daifa - Foto noturna.

Já os hotéis Baía Norte (Figura 44) e Majestic Palace (Figura 45) estão inseridos na Avenida Beira-Mar, que, apesar de fazer parte da porção central, possui características muito diferenciadas. É um local de residências de alto padrão, altamente verticalizado, mas com espaçamentos entre os edifícios e pequenas áreas verdes (Ambas as características não observadas no centro comercial). Portanto, esses dois hotéis são espaços luxuosos, de padrão compatível ao bairro. Recebem muitas festas e grandes eventos e buscam serem ícones sociais e de inserção na paisagem. Estão circundados por pátios particulares ou praças, o que os tornam isolados em meio a uma área altamente densificada,

86

ganhando ainda mais monumentalidade. Possuem acessos amplos e bem demarcados. São equipamentos de hospedagem já consolidados, de maior porte. Aproveitam-se da vista da porção continental da cidade e do cartão postal que é a Ponte Hercílio Luz. Devido às suas imponências e importância econômica, tornam-se por si, ícones hoteleiros da cidade e da paisagem, mesmo que não possuam características arquitetônicas externas de extrema relevância. Prezam por um preciosismo no planejamento e design dos espaços internos, o que influencia pouco em suas relações com o entorno.

Figura 44 - Foto Hotel Plaza Baía Norte.


Figura 45 - Foto Majestic Palace Hotel.

Ao contrário da tipologia encontrada no centro, ao norte da ilha se encontram hotéis de aspectos muito variados, dependendo da área estudada. Em sua maioria, possuem baixas taxas de ocupação do solo e baixo gabarito e estão inseridos no contexto do entorno. Geralmente possuem mais sacadas do que os encontrados no centro, no entanto não é uma característica forte que defina esses hotéis. Contemplam áreas coletivas no interior do edifício, gerando certa independência e negação do entorno, com pátios internos e áreas de lazer centrais, organizadoras da formação da planta. Os hotéis que fazem divisa com a praia aproveitam desta beleza para fazer

grandes aberturas e proporcionar maior visual para a paisagem natural, no entanto, causam grande impacto quando visualizado a partir da praia, ao mesmo tempo em que se inserem no entorno quando visualizados a partir da rua (Conforme exemplo citado no item 3.2.). Já os hotéis situados em Jurerê possuem grande parte do terreno construído, principalmente devido ao alto valor da terra naquele bairro, o que fez com que a legislação fosse mais permissiva em relação aos índices urbanísticos, favorecendo os empresários que possuem negócios nesta região. Hóspedes que buscam o tipo de acomodação oferecido neste bairro procuram, principalmente, luxo e privacidade e isto explica a pouca visibilidade de seus espaços privados a partir da rua. No entanto, possuem belas vistas para as praias e paisagens. Como exemplo o Jurerê Beach Village (Figura 46), situado em uma das principais avenidas da região, com um terreno amplo e, ainda assim, totalmente aproveitado. Ele se destaca na paisagem por ser um bloco rígido que exclui o entorno e se abre para dentro, com piscina no pátio interno, conforme as figuras 46 e 47.

87


capítulo 3

RESULTADOS

Figura 46 - Foto do Hotel Jurerê Beach Village, visto da rua.

Figura 47 - Foto do pátio interno do hotel Jurerê Beach Village, com vista para o mar.

88

No bairro de Canasvieiras, nota-se uma grande diferença entre as datas de inauguração dos hotéis, sugerindo uma diferença, também, na tipologia destes que seguem as linguagens arquitetônicas vigentes em cada época. Em geral, possuem até cinco pavimentos, situados nas esquinas e, apesar de suas volumetrias rígidas, possuem certa harmonia de tipologia com o entorno, a exemplo do Hotel Mar de Canasvieiras (Figura 48). Mas, quando se visita o bairro, percebe-se a existência de muitos outros equipamentos de hospedagem, como pousadas e casas para aluguel, além de outros hotéis não cadastrados na ABIH.

Figura 48 - Foto do Mar de Canasvieiras Hotel.


Em Ponta das Canas se encontram apenas dois hotéis e esses não ocupam totalmente o limite dos lotes e não possuem crescimento em altura, sendo, em geral, de até três pavimentos. Eles se situam próximos à praia, e sua relação com o entorno é distinta: enquanto um não se difere na paisagem (Costa Norte, Figura 49), o outro é muito destacado do seu entorno imediato (Garapuvú, Figura 50), principalmente pelo fato de existirem muitos terrenos baldios em sua proximidade. Fato esse, causado principalmente, pela especulação imobiliária existente na região. Figura 50 - Foto do Hotel Garapuvú.

Figura 49 - Foto do Hotel Costa Norte Ponta das Canas.

No bairro dos Ingleses, por ainda não existir uma especulação imobiliária tão forte, os hotéis ocupam em geral 51% do lote. Segundo a lei complementar municipal nº 197, a taxa de ocupação máxima de edificações hoteleiras em área de incentivo é de até 70%. Nota-se que neste bairro, nem todos os empreendimentos contemplam tal taxa de ocupação, a exemplo do Hotel Porto Sol (Figura 51). Tendo em vista a sua característica de ser em formato de barra e de possuir grande parte do lote livre, isso pode sugerir um futuro aumento do empreendimento.

89


capítulo 3

RESULTADOS

Figura 51 - Foto do Hotel Porto Sol.

Notam-se, pela análise feita, as diferenças encontradas nos bairros ao norte da Ilha. Como o crescimento dessa região se deu juntamente com o crescimento de toda a cidade, e, levando em consideração que a sociedade viveu significativas transformações, que se refletem no comportamento e representações simbólicas da arquitetura, com o passar dos anos, essas alterações de modo de vida ficam perceptíveis e se materializam nas tipologias encontradas. Os equipamentos que visam atender a demanda

90

de alto poder aquisitivo, isolam-se do entorno, fazendo com que esses turistas não tenham relação com a cidade na qual visitam, proporcionando um espaço totalmente autônomo para essas pessoas, como uma “bolha”. Enquanto os hotéis que visam atender aos turistas de classe média aproveitam o terreno para a construção de um maior número de leitos - fazendo da praia o seu grande atrativo e proporcionam maior interação do turista com a cidade, fazendo com que este viva e conviva com pessoas naturais da região. Os hotéis da porção continental da cidade de Florianópolis cadastrados na ABIH correspondem a uma pequena parcela dos hotéis estudados. Esses foram os únicos observados na área que possuem grande porte. Os demais equipamentos de hospedagem são, em geral, pequenos, pouco identificáveis na paisagem e na vista a partir da rua e de características mais informais. Ainda assim, são poucos. Os bairros do continente possuem ainda poucos atrativos turísticos, visto que não possuem praias próprias para banho ou grandes faixas de areia caminháveis, além de não existirem espaços de lazer alternativos de relevância, como locais culturais e parques. Isso sugere que o motivo do pouco número de hotéis encontrados - tanto cadastrados quanto não cadastrados na ABIH - é a


falta de atratividade massiva do turismo de lazer. Em contrapartida, grandes eventos e convenções buscam esses hotéis de maior porte devido às mesmas características. Os bairros são de fácil acesso e deslocamento, estando os hotéis analisados situados nas vias principais. Isso permite que os eventos fiquem fora da rota turística, evitando trânsitos e outros transtornos, mas estando em locais acessíveis e que comportam essas atividades. Logo, os hotéis

são voltados ao público de negócios e eventos e possuem espaços internos e estrutura pensados para esses usuários, como grandes locais de estacionamentos, salões de festas e reuniões, restaurantes, proximidade com equipamentos de apoio na cidade, entre outros. O maior exemplo é o Cambirela Hotel, no Estreito, com diversos salões, recebendo mais de mil pessoas para eventos corporativos, casamentos, aniversários e formaturas. (Figura 52 e Figura 53)

Figura 52 - Foto do auditório do Hotel Cambirela, preparado para uma formatura.

Figura 53 - Foto de um dos salão do Hotel Cambirela, preparado para um casamento.

91


capítulo 3

RESULTADOS Na questão da inserção desses equipamentos na paisagem, eles se enquadram prioritariamente no Tipo 1, descrito no Item 3.2. (Desenhos de Inserção na Paisagem). Possuem características como: serem blocos únicos densos; inseridos em grandes malhas urbanas, com acesso a partir de avenidas; possuem alta taxa de ocupação do lote; baixo gabarito, apesar de um destaque na paisagem; pouca quantidade ou inexistência de sacadas; presença de fachadas cegas; etc. O exemplo mais emblemático dessa situação é também o Cambirela Hotel, localizado na avenida central do bairro Estreito. Ao analisar os equipamentos de hospedagem da UT Leste de Florianópolis, podemos observar características que se repetem, pode-se dizer que seguem um padrão. Muitas dessas características são devidas à localização dos hotéis em áreas predominantemente residenciais, onde o gabarito máximo permitido evita a verticalização, limitando ao máximo de quatro pavimentos nas edificações estudadas. Diferente dos localizados na UT Centro-Oeste, nessa região os hotéis são procurados em sua maioria por turistas de lazer, pois a região faz parte da rota turística devido à proximidade às praias e a bela paisagem existente. Quando se refere ao aproveitamento do lote,

92

com exceção do Hotel Praia Mole Eco Village, que tem a tipologia classificada como “Edificações dispersas horizontalmente no terreno” gerando vazios no lote, os hotéis desta região possuem alta taxa de ocupação. Apesar disso, em geral, os hotéis localizados na região mencionada reservam um espaço para o paisagismo que compõe com a vegetação natural. A partir do agrupamento e avaliação dos dados levantados, pôde-se perceber a alta variabilidade de formas arquitetônicas e inserções na paisagem, mesmo dentro de uma mesma Unidade Territorial. Poucas áreas onde se situam os hotéis são homogêneas tanto em características arquitetônicas quanto urbanísticas. Esse fator tornou necessária uma compreensão mais específica de cada hotel e sua relação com seu entorno, inferindo-se que não há uma “fórmula comum” de como se construir a hotelaria em Florianópolis. Isso sugere também que há certa preocupação com a maneira na qual o hotel impactará no seu espaço, mesmo que, em muitas vezes, haja um impacto brusco e intencional. Entretanto, não se podem citar exemplos de hotéis na cidade que sejam bemsucedidos tanto em suas escolhas arquitetônicas quanto em seu diálogo com o espaço.


93


capítulo 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS


capítulo 4

CONSIDERAÇÕES FINAIS De início, vale ressaltar que essa pesquisa não teve a pretensão de apontar modelos ideais de hotéis, tanto em questões arquitetônicas quanto urbanísticas, nem de recomendar artifícios a serem usados para que os hotéis resgatem a cultura do local no qual estão inseridos. Essa postura se deve ao fato de que não é possível fazer generalizações em nenhum desses âmbitos, principalmente por cada região da cidade possuir características muito próprias. Até dentro de um mesmo bairro há diferenças marcantes nos espaços, o que exige um estudo minucioso de cada contexto. E, certas conformações dos bairros já consolidados limitam as possibilidades arquitetônicas de um novo empreendimento. Na porção central da ilha, por exemplo, com o zoneamento vigente, muito influenciado pela especulação imobiliária, é praticamente impossível existir edificação espaçada no lote, logo, edifícios em torre são mais facilmente implantados, inclusive devido ao entorno, que possui construções em altura. Já nas áreas litorâneas, o zoneamento aponta para índices urbanísticos mais restritivos, com menores taxas de ocupação, índices de aproveitamento e menor gabarito, o que sugere a possibilidade de adotar blocos separados e espaçados no terreno. Entretanto, sabe-se que isso quase não ocorre.

96

Devido aos altos preços dos terrenos nas praias, os hotéis implantados são em geral de grande porte, de blocos únicos, longilíneos em terrenos de grandes proporções. Esses dois exemplos avaliam apenas duas variáveis – gabarito das edificações e interesses econômicos – e já apontam as dificuldades de se criar modelos de hotéis, pois eles dependem de muitos outros condicionantes. Em Florianópolis, a tipologia e a localização dos hotéis seguiram, principalmente, as infraestruturas viárias que o poder público (estadual e municipal) proporcionou ao longo dos anos. Esse processo privilegiou uma ou outra região da cidade, em função de pressões político econômicas. Desta forma, com o início da pavimentação das estradas e os equipamentos públicos concentrados ao norte e ao centro, foram surgindo os equipamentos de hospedagem, dando preferência a essas porções mais “desenvolvidas” da ilha. Com isso, uma das maiores problemáticas encontradas foi o aumento do crescimento desordenado que ocorre na cidade e que pode comprometer a paisagem e o meio ambiente, sendo esses, suas maiores atratividades turísticas. Muitos hotéis apropriam-se de volumetrias


massivas para impactarem na paisagem, porém se utilizam de uma arquitetura simplória. Alguns poderiam até tornarem-se ícones emblemáticos por sua arquitetura de destaque, sem perder sua função. Um bom exemplo disso é o Grande Hotel de Oscar Niemeyer, em Ouro Preto, o qual dialoga com seu espaço, sem abrir mão nem da imponência característica de seu autor nem de seu uso de origem. Entretanto, os hotéis de Florianópolis que se destacam na paisagem impactam no entorno sem agregar em qualidade visual. Além disso, a quebra visual que essas construções causam nos skylines naturais faz com que o espaço aparente menores características de tranquilidade e descanso – as quais são muito procuradas por turistas. Nos casos em que os hotéis buscam uma igualdade de escala com o entorno, há uma considerável diminuição no impacto visual e uma melhor interação nesse sentido. Entretanto, há um mimetismo simples e óbvio das características do entorno, sem que haja o mesmo valor imaterial agregado. Além de não serem visualmente atrativos, estes hotéis também não são facilmente encontrados pelos turistas sem que haja uma informação prévia. Com isso, percebe-se que os hotéis lidam com interesses dúbios: a necessidade de se

sobressaírem na paisagem e demarcarem o espaço, destacando-se como ícones arquitetônicos e visuais e, em contrapartida, a necessidade de interação e relação com o espaço. E, quanto maior a dimensão do equipamento, mais difícil de equilibrar essas duas características. Foram encontrados diversos casos de equipamentos de hospedagem de grande porte, com arquitetura discrepante do entorno imediato, sem grande relevância em qualidade e que se fecham fisicamente para o interior. Muitos desses locais, além de se destacarem na paisagem, “privatizam” as mais belas vistas, principalmente das áreas naturais. Outra forte problemática observada nas diversas etapas de análise desse trabalho foi a perda crescente da paisagem cultural. Nota-se tanto nos hotéis quanto em outros equipamentos de grande porte que há pouco ou nenhum resgate de referências regionais. Questão que pode gerar dificuldades na apropriação e na relação das pessoas com os lugares. Deve-se ressaltar que os aspectos culturais interligados com as condições naturais da cidade são conhecidamente grandes atrativos de visitantes. Portanto, os equipamentos destinados a receber o maior número de público externo à Florianópolis supostamente deveriam

97


capítulo 4

CONSIDERAÇÕES FINAIS respeitar as características mais essenciais do lugar. Os hotéis, assim como qualquer outra edificação inserida em um forte contexto preestabelecido, necessitam reforçar a relação com a arquitetura regional e também com as atividades realizadas na cidade. Nota-se que muitos hotéis optam pela arquitetura de blocos únicos e rígidos, o que acentua essa situação, criando barreiras visuais e bioclimáticas, impactando negativamente no local. Esse tipo de conformação é certamente mais funcional e permite a integração entre os espaços do hotel, além de facilitar o controle e a manutenção. Em contrapartida, nos poucos exemplos encontrados em que o hotel se “espalha” no terreno, percebe-se maior relação deste com o entorno e maior convivência entre os hóspedes. Há também uma melhor permeabilidade, além de uma diminuição na escala do equipamento e consequente queda no impacto na paisagem. Entretanto, esses hotéis podem ter a desvantagem de possuir grandes áreas de circulação e não ter aproveitamento máximo do terreno, além de dificultarem a conexão entre as diversas áreas e compartimentarem as atividade. Todas estas questões foram levantadas ao longo da pesquisa, pois o propósito principal

98

desse trabalho foi além de mapear e identificar os hotéis na cidade de Florianópolis, perceber qual a influência deles na conformação do ambiente urbano no qual estão inseridos e qual as escolhas arquitetônicas utilizadas para realizar essa inserção. Foram observadas diversas formas de interação com a paisagem e foi possível perceber objetivos claros de cada tipologia arquitetônica implantada. É visível que há intenção de projeto – por vezes de ser um marco visual, por outras criar um espaço refugiado – para que os hotéis cumpram não só seu papel de hospedagem, mas sua função no contexto da cidade. A grande problemática destacada ao final desse caderno é que os recursos utilizados por esses equipamentos são muitas vezes arquitetonicamente simplistas e não respeitam o valor paisagístico e cultural do local onde se inserem. A grande preocupação dessa pesquisa é talvez alertar para um tipo de empreendimento crescente que cada vez mais faz parte da conformação do espaço urbano, entretanto é desconexo a ele. Deve-se atentar para o aspecto contraditório da expansão hoteleira: cada vez mais os empreendimentos são de grande porte, com maior influência sobre o espaço, concorrendo com o maior atrativo turístico da cidade que é a paisagem natural.


99


capítulo 5 REFERÊNCIAS


capítulo 5

REFERÊNCIAS APPLEYARD, Donald; LYNCH, Kevin; MYER, John R. The view from the road. Massachusetts: MIT, 1964. BARRETO, M. Manual de Iniciação ao Estudo do Turismo. 18ª ed. Campinas: Papirus, 2009. 160p. (Coleção Turismo) BRANDÃO, Milena de Mesquita. Acessibilidade espacial para Pessoas com Deficiência Visual: discussões Contribuições para NBR 9050/2004. 198p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Florianópolis, 2011. Disponível em: <http://www.tede.ufsc.br> BUENO, Ayrton Portilho. Patrimônio Paisagístico e Turismo na Ilha de Santa Catarina: a premência da paisagem no desenvolvimento sustentável da atividade turística. Tese de Doutorado, FAUUSP, São Paulo, 2006. IPUF, Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis. Plano Diretor dos Balneários e Interior da Ilha. Diagnóstico IPUF/PMF, Florianópolis, 1985. KOHLSDORF, Maria Elaine. A Apreensão da Forma da Cidade. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1996. MARCONI, Marino De Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Desenho Universal: Caminhos da Acessibilidade no Brasil. 6.ed. São Paulo: Atlas,2005. MARTINS, Paulo Edi Rivero. Patrones Arquitectónicos y Urbanísticos del Turismo em Florianópolis. Tese de Doutorado. ETSAB, UPC, Barcelona, 2004. MARTINS, Gilberto de Andrade; THEÓPHILO, Carlos Renato. Metodologia da Investigação Científica para Ciências Sociais Aplicadas. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2009.

102


NÓR, Soraya. Paisagem e lugar como referências culturais: Ribeirão da Ilha - Florianópolis. 231 p. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Florianópolis, 2010. ORNSTEIN, Sheila; ROMERO, Marcelo. Avaliação pos-ocupação (APO) do ambiente construido. São Paulo (SP): EDUSP: EDUSP, 1992. 223p. REIS, Almir Francisco. Permanências e Transformações no Espaço Costeiro: Formas e Processos de Crescimento Urbano Turístico na Ilha de Santa Catarina. Tese de Doutorado. FAUUSP, São Paulo, 2002. SANTIAGO, Alina Gonçalves. Environnement, Tourisme et Aménagement: l’imperatif d’une conciliation. L’ile de Santa Catarina (Brésil). Thèse de Doctorat de l’Université de Paris I. Paris, 1995.

103


capítulo 6 APÊNDICES


capítulo 6

APÊNDICES Durante o período de realização desta pesquisa, foram produzidos materiais para dois eventos científicos: 1. Artigo enviado e aprovado para o IX Seminário ANPTUR (Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo) - Adaptado para apresentação nesse caderno.

Estudo de Tipologias de Hospedagem em Florianópolis, SC: Mapeamento e Identificação de Padrões - Hotéis Ayrton Portilho Bueno Doutor em Arquitetura e Urbanismo. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Carolina Oliveira da Silva Acadêmica de graduação em Arquitetura e Urbanismo. Universidade Federal de Santa Catarina. Karine Zenita Cordeiro Acadêmica de graduação em Arquitetura e Urbanismo. Universidade Federal de Santa Catarina. Resumo: O objetivo da pesquisa é estudar os equipamentos de hospedagem no município de Florianópolis, tendo os hotéis como foco principal de estudo. Florianópolis é um polo turístico sazonal, que concentra o período de maior atividade entre dezembro e março. A distribuição e as tipologias de equipamentos de hospedagem têm sido pouco estudadas, especialmente em seus aspectos de adequação e impacto na paisagem, deixando uma lacuna no conhecimento desta atividade na estruturação espacial do município. Através de embasamento teórico e, posteriormente, análises cartográficas e in loco dos hotéis, pretende-se verificar qual sua relação com

106


o entorno, buscando-se o material necessário para os estudos dos equipamentos em questão. As análises vêm sendo realizadas considerando sua relação com a paisagem e a forma com que estes influenciam no entorno, mapeando e identificando suas tipologias. O resultado esperado com esta pesquisa, além do mapeamento, são as análises e a confecção de fichas com informações dos hotéis cadastrados na Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). Palavras-chave: Turismo em Florianópolis. Hotéis. Equipamentos de hospedagem. Introdução O presente artigo apresenta o resultado das análises teóricas feitas para o desenvolvimento da pesquisa de mesmo título, que se encontra em andamento. Estas análises contam com estudos das tipologias, organização dos hotéis na cidade e a compreensão da evolução do turismo na região. Este estudo é de grande importância, pois o turismo é uma das principais atividades que regem a economia no município de Florianópolis. A cidade passou a ser procurada pelos turistas principalmente a partir dos anos 80, causando um boom turístico, para o qual não estava preparada. Essa atividade econômica causa, impreterivelmente, alterações, nas esferas cultural, socioeconômica e ambiental, que podem ou não ser favoráveis, dependendo do contexto no qual está inserido. Devido à procura

turística, vieram alguns investimentos públicos de infraestrutura e os investimentos privados na área de hospedagem. Inicialmente, a distribuição espacial destes equipamentos ocorreu contígua ao centro histórico, mas a partir dos anos 80 passa a se espalhar pelo território do município, especialmente nas áreas costeiras, junto aos balneários de veraneio. A dinâmica sócio espacial de setor hoteleiro A expansão acentuada de investimentos privados na área de hospedagem se reflete na dimensão do parque hoteleiro da Florianópolis, o segundo maior do estado. Existem, porém, desvios de condutas na aprovação dos projetos e burlas da legislação. Há casos de inúmeros equipamentos que, apesar de serem aprovados pelo órgão público responsável como hotéis para obterem os incentivos nos índices urbanísticos, não se caracterizam como hotéis, ou seja, são construídos para serem comercializados como chalés e edifícios de uso residencial unifamiliar, descaracterizando o rótulo de hotel, servindo de segunda residência ou de leitos extra-hoteleiros na alta temporada para turistas e de residência de estudantes ou pessoas de pouca renda durante o resto do ano. Exemplo disso é a situação da Praia dos Ingleses, estudada por Moretto (1993), mas a prática é comum em toda a Ilha, onde edifícios são construídos sob o rótulo de hotel, e, portanto com a possibilidade de alcançar quatro pavimentos mais ático, porém, depois de aprovados pela prefeitura, se transformam em residenciais, em que a possibilidade

107


capítulo 6

APÊNDICES de construção seria de apenas três pavimentos mais ático. Essa flexibilidade proporcionada pela segunda residência para o enfrentamento da sazonalidade turística garante retornos dos investimentos privados para poucos, a maioria de pequenos empresários, e custos sociais distribuídos para todos os cidadãos, na medida em que tributos são sonegados, retiram hóspedes de hotéis e, principalmente, consomem grandes porções do território insular, além de exigir sobre dimensionamento de infraestruturas urbanas em regiões pouco habitadas durante a maior parte do ano, desviando recursos de áreas mais necessitadas da cidade. Ainda que a quantidade e a diversidade (locacional e de tipos) dos estabelecimentos hoteleiros possam estar em um patamar de cidade turística, mesmo dentro do contexto nacional, Florianópolis ainda se ressente de um direcionamento da oferta, buscando a qualificação, pela adequação ao contexto territorial, e pela especialização, atendendo demandas específicas. Esse direcionamento exige diferenciação espacial que, se acompanhados da profissionalização dos serviços prestados, poderá estabelecer um diferencial entre os destinos turísticos da região. O desenvolvimentismo econômico do setor turístico baseado mais na urbanização do que no turismo vem exacerbando a máxima de privatização dos lucros e externalização dos custos. Os resultados preliminares aqui encontrados parecem confirmar questões já enunciadas em outros trabalhos sobre a o turismo na

108

cidade. O empresariado ligado ao segmento hoteleiro e de serviços de hospedagem não incorporou a noção de que a expansão de equipamentos de hotelaria de modo indiferente às diversas unidades de paisagem do município de Florianópolis pode deteriorar a paisagem que ainda se mantém atraente aos fluxos turísticos. Estabelecimentos de hospedagem Destinos turísticos apresentam diferentes arranjos espaciais urbanos e arquitetônicos e muitos buscam atender a demanda primordial dos visitantes que é o local para hospedagem. A cada maneira com que a atividade se realiza – seja em função do objetivo da atividade (turismo de sol e praia, cultural, de negócios, ecológico, rural), do tipo do agrupamento social do usuário, da intensidade com que a atividade se estabelece no tempo e no espaço, ou da localização (cidade, praia ou campo) – correspondem tipos de turismo que requerem determinadas classificações de zoneamento e localizações especiais, bem como tipos arquitetônicos e serviços associados. Ainda que apresentem diferenças significativas de tipos e formas, os estabelecimentos turísticos não alteram as funções básicas: acolher visitantes temporários com determinado grau de conforto e ofertar atividades complementares variáveis, em função da demanda. Os estabelecimentos turísticos coletivos, mesmo que em edificações compartimentadas (permanentes ou efêmeras), têm ofertas de amenidades, locais e equipamentos de lazer e recreação compartilhados,


formando conjuntos turísticos conhecidos como hotéis, resorts ou campings. Ao incorporarem mais serviços ao de hospedagem, começam a apresentar exigências dimensionais e locacionais que exigem a variação dos padrões arquitetônicos e urbanos, podendo ser feita de modo coletivo em estabelecimentos específicos para a atividade ou individualizadas em edificações sem especificidade de uso. É reconhecida, porém, a tendência da atividade turística, especialmente no turismo de massa, de homogeneizar os espaços onde se estabelece, na medida em que a lógica fordista implica na ampliação progressiva da escala, induzindo à padronização de morfologias, desenhos urbanos e até de tipos edilícios, atendendo à necessidade de racionalizar procedimentos e otimizar investimentos. Esta tendência de fundo economicista só não se realiza por completo por causa dos fatores diferenciais existentes entre as maneiras de adequação física aos diferentes locais e, apesar da globalização cultural, pela adoção de recursos semióticos relacionados às culturas envolvidas. Ainda que seja claramente perceptível alguma diferenciação de paisagem entre diversos destinos turísticos, é possível reconhecer padrões e tipos semelhantes adotados em diferentes regiões do planeta. Turismo e equipamentos de hospedagem em Florianópolis Em Florianópolis, o processo de desenvolvimento

territorial da atividade turística tem estado intrinsecamente ligado ao processo de desenvolvimento da atividade imobiliária e da construção civil, numa inversão de objetivos, prioridades e modos de aproveitamento da base natural que resultam num modelo turístico-urbano massivo e expansivo. O modelo atual, fortemente condicionado pela sazonalidade, é pouco adequado ao contexto ambiental da região e apresenta a tendência ao esgotamento dos recursos, que são motivos dos mais importantes na viabilização da sustentabilidade dos empreendimentos turísticos e imobiliários. Considerando, ainda, a fragilidade do ecossistema encontrado nessa cidade, deve-se ter cautela quando se trata dessa expansão massiva para que se mantenham as características culturais e naturais que atraem os turistas à região. Além desse modelo geral que orienta as ações de planejamento dos espaços turísticos na Ilha de Santa Catarina, os padrões urbanos e arquitetônicos dos estabelecimentos que dão suporte à atividade, em termos de relação com a paisagem – localização, dimensões e desenho dos equipamentos – apresentam determinadas relações com a base natural, interferindo na paisagem e em determinados processo ecológicos e perceptivos de residentes e visitantes, requerendo análise mais detalhada. Embora boa parte dos exemplos de estabelecimentos turísticos esteja presente em regiões centrais da Ilha,

109


capítulo 6

APÊNDICES é nos balneários que sua função se cumpre de modo mais pleno. A quantidade de estabelecimentos de hospedagem torna a cidade o segundo maior parque hoteleiro do estado, logo atrás de Balneário Camboriú. Porém, as porcentagens dos estabelecimentos vinculados à organização de representação coletiva (Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares da Grande Florianópolis – SHRBS) refletem um segmento disperso e pouco associativo, pois compreende apenas 35,6% dos hotéis, 6,2% das pousadas, 33,3% dos campings e 66,6% dos motéis (SHBRS, 2005). A flexibilização de novas relações de trabalho em setores abastados da sociedade brasileira, geralmente profissionais liberais e especializados, que podem viajar com mais regularidade, permite períodos de ócio e lazer fragmentados ao longo do ano, o que, junto com a sazonalidade do veraneio afeta muito o segmento de hospedagem. Isto explica, em parte, porque a taxa de ocupação média é em torno de 60% sendo que taxas de ocupação próximas de 100% só são alcançadas em períodos excepcionais, como os de passagem de ano e carnaval e com menor intensidade, apesar do esforço institucional para alavancar o crescimento do turismo de eventos, em feriados nacionais fora da alta estação, que se concentra entre dezembro e março (SHBRS, 2005). A legislação vigente no município, enquanto o novo Plano Diretor Participativo não é concluído, é o Plano Diretor dos Balneários – PDB de 1985. Esta legislação avançou em relação às anteriores por classificar Áreas

110

Turísticas Residenciais e Áreas Turísticas Exclusivas, onde são admitidos usos relativos à atividade do turismo e implicam incentivos de índices construtivos, nas franjas mais próximas da orla litorânea. Na segunda franja, o uso residencial (exclusivo ou predominante) e de baixa densidade (em média de 75 hab/ha.) ocupa a maior parte da Zona de Expansão Urbana, e as áreas mistas permitem edificações e funções mais concentradas (com densidade de 150 hab/ha.). Nas Áreas Turísticas Especiais, a densidade pode chegar a 350 hab/ha, com alturas de oito pavimentos nos balneários e 18 no centro da cidade. Hotéis de balneários na paisagem da Ilha Os hotéis1, estabelecimentos de hospedagem que se caracterizam pela especialização na oferta de cama para visitantes, normalmente se apresentam em edificações onde a célula habitacional é repetida inúmeras vezes, complementado por edificações de apoio, com ambientes sociais e de serviço. Independente se em cidades, espaços rurais ou praias, eles tendem a se situar em locais com atrativos

1

Em função da diversidade de classificações de hotéis em função do âmbito programático (recreação, saúde, etc.), categórico (popular, exclusivo, etc.) do local de implantação (praia, montanha, cidade, etc.) ou de sua relação com o sítio (de encosta, planície, água, etc.), foi descartada a classificação proposta pela EMBRATUR, por muito funcional e pouco considerar a dimensão arquitetônica, iniciando-se por uma taxonomia de tipos morfológicos, que transcendem as demais por se referenciar a padrões aceitos mundialmente, para em seguida contextualizálos com o território e paisagem da cidade.


aos visitantes onde, além do conforto do próprio estabelecimento, exista acessibilidade aos ambientes externos, sejam locais, paisagens (naturais e culturais) ou eventos de interesse. No caso do município de Florianópolis, o parque hoteleiro apresenta diversidade locacional. Apesar da concentração de estabelecimentos no centro da cidade e na região continental, o expressivo número de hotéis espalhados pelos quatro cantos da Ilha confirma que a proximidade às praias é um atrativo, tornando-as lugares preferenciais para implantação de hotéis. Depois que a cidade passou a ter o planejamento territorial orientado para o turismo, com o PDB85, enquadrando estes estabelecimentos em zonas específicas e incentivando com índices urbanísticos mais favoráveis ao empreendimento, diversas regiões próximas à orla passaram a receber estabelecimentos hoteleiros, com destaque para a região norte da Ilha, com inúmeros hotéis em Ingleses, Canasvieiras e Ponta das Canas2, localidades que, por consequência, possuem o maior número de leitos disponíveis para o turismo na cidade. O mapa abaixo apresentado (figura 1), desenvolvido a partir de informações retiradas do Guia 2011 da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis),

apresenta a distribuição espacial associada com a quantidade dos leitos dos hotéis em Florianópolis. É importante ressaltar que somente os equipamentos de hospedagem cadastrados como hotéis nessa associação, que somam 9492 leitos, estão marcados no mapa. A divisão por regiões: norte, sul, leste e centrocontinente, foi obtida no site do Geoprocessamento Corporativo, fornecido pelo IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis).

2

A região norte da Ilha de SC experimentou grande transformação de localidades agrícola-pesqueiras em balneários com a “implantação de empreendimentos hoteleiros e extrahoteleiros, principalmente, além da edificação de segundas residências” (Moretto, 2005, p.158).

Figura 1 – Mapa de hotéis em Florianópolis (desenvolvido pela equipe)

111


capítulo 6

APÊNDICES A tabela 1 abaixo mostra os dados apresentados no mapa para facilitar a leitura:

Tabela 1 – Divisão de hotéis por região e número de leitos

Analisando o mapa de Hotéis em Florianópolis, observase a localização predominantemente litorânea, reflexo da ocupação turística nas praias que se desenvolveu com bastante intensidade a partir dos anos 80. Essa característica fica evidente na Região Norte da ilha, onde, segundo SUGAI (2003), os investimentos em infraestrutura viária favoreceram o desenvolvimento do turismo. Na Região Norte, as áreas correspondentes aos bairros de Canasvieiras e Ingleses são as que apresentam estabelecimentos com maior número de leitos, possuindo também uma discrepância no que diz respeito à variedade dessa característica. A região é a líder em número de leitos, possuindo um total de 4788, nos 19 hotéis cadastrados na ABIH, o que equivale a 50,4% no panorama apresentado. A Região Central, segunda com maior número de hotéis, apresenta certa homogeneidade na distribuição espacial dos equipamentos, sendo caracterizada pela

112

verticalização, característica das transformações das tipologias arquitetônicas decorrentes do processo de adensamento proporcionado pelas legislações urbanas dos anos 70. Comparando-se os números de leitos, esta região possui 2667, 28% do total, pouco mais da metade do encontrado na Região Norte. Com apenas 3 hotéis cadastrados na ABIH, na análise feita, a Região Continental é a que possui o menor número de leitos, 673 ou 7% do total. Porém, apresenta uma uniformidade na distribuição territorial destes equipamentos de hospedagem. A capacidade e a quantidade dos hotéis cadastrados na ABIH na Região Leste, não condizem com a atratividade turística da região. A localidade possui apenas 1364 leitos ou 14,4% do valor total do município. A uniformidade na distribuição territorial dos hotéis, observada na Região Continental, não se aplica a essa porção da ilha. O conjunto de hotéis do município apresenta classificação hoteleira variada e, dependendo do padrão, podem oferecer mais ou menos conforto e equipamentos complementares à hospedagem. Dentre esses equipamentos, são bastante comuns piscina, restaurante e estacionamento, ainda que predominem hotéis de padrão médio que oferecem poucos atrativos além de cama e café da manhã. Apesar de existirem muitos exemplos com boa elaboração e técnica construtiva, sejam afinados com a tradição ou afeitos à contemporaneidade arquitetônica, são bastante comuns os exemplos de má arquitetura, com


implantações inadequadas e edificações improvisadas, que afetam a qualidade do parque hoteleiro local. Considerações sobre as tipologias encontradas Morfologicamente, os tipos mais elaborados de arquitetura hoteleira encontrados na região reproduzem, dentro do contexto socioeconômico e cultural nacional, padrões de referência internacionalmente reconhecidos, utilizando técnicas arquitetônicas onde as modulações racionais do projeto e execução e a fuga da monotonia decorrente da repetição das associações de células similares são confrontadas na busca do arranjo criativo. Os padrões arquitetônicos presentes no município, reconhecidos pelo estudo que vem sendo realizado são: os hotéis tipo torre, cuja característica marcante é a verticalidade do edifício, admitindo formato variado e diferentes alturas (em função da legislação), normalmente utilizados em lotes urbanos; os hotéis tipo barra que são edifícios únicos com forma derivada do paralelepípedo espichado, independente do número de pavimentos; os hotéis com acoplagem linear de edifícios (lateralmente e, em situações de declividade, em patamares escalonados), e hotéis do tipo edificações dispersas horizontalmente no terreno (apartamentos, cabanas ou chalés), articuladas por caminhos e polarizadas por edifícios de convívio, sendo os três últimos tipos mais adequados para situações de lotes amplos sem caráter urbano. Os resultados referentes às análises de inserção das morfologias no

entorno encontram-se ainda em andamento, e estão sendo realizadas a partir da pesquisa in loco, registros fotográficos e estudos de implantação dos hotéis no terreno. Considerações finais O estudo realizado traz a tona questões pertinentes a localização, implantação e tipologia de equipamentos de hospedagem, mais especificamente hotéis, na paisagem do município de Florianópolis. Os resultados até agora alcançados sugerem o aprofundamento de estudos conceituais, a fim de reforçar o arcabouço metodológico da distribuição espacial destes equipamentos, bem como relacionar a estrutura de localização com outros vetores de ocupação e distribuição de assentamentos e equipamentos públicos e privados. A leitura morfológica permitirá estabelecer associações entre unidades de paisagem e tipos arquitetônicos. Nas diferentes dimensões analisadas, este estudo tem buscado contribuir para um melhor entendimento e aponta para maiores possibilidades de adequação entre os equipamentos de hospedagem e a paisagem de Florianópolis. Bibliografia Arrilaga, José. (1976). Introdução ao Estudo do Turismo. Editora Rio. Rio de Janeiro. Barba, Rosa e Pié, Ricard (eds). (1996). Arquitectura y Turismo. Planes y Proyectos. Edição do Departamento de Urbanismo y Ordenación del Territorio de la

113


capítulo 6

APÊNDICES Universiidad Politécnica da Cataluña. Barcelona. Boullon, Roberto C. (1985). Planificación del Espacio Turístico. Trillas, México. Bueno, Ayrton Portilho. (2006). Patrimônio Paisagístico e Turismo na Ilha de Santa Catarina: a premência da paisagem no desenvolvimento sustentável da atividade turística. Tese de Doutorado, FAUUSP, São Paulo. Campos, Edson Telê. (2004). A Expansão Imobiliária e seus Impactos Ambientais em Florianópolis. Insular, Florianópolis. Campos, Nazareno José de. (1991). Terras Comunais na Ilha de Santa Catarina. Editora da UFSC, Florianópolis. Felippe, Ana Paula. (2002). Análise da Paisagem como Premissa para Elaboração de Plano Diretor. Paisagem Ambiente nº16, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo. IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Santa Catarina. (1985). Plano Diretor dos Balneários, Florianópolis. IPUF - Instituto de Planejamento Urbano de Santa Catarina. (1996). Plano de Desenvolvimento Turístico - Atualização. Florianópolis. Januário, Sérgio Saturnino. (1997). Organização, Ação e Representação do Empresariado do Setor Turístico em Florianópolis. Dissertação de Mestrado em Sociologia Política, CFH, UFSC, Florianópolis. Lins, Hoyêdo Nunes. (1991). A Sócio-economia do Turismo. Investigações sobre o crescimento turístico recente em Florianópolis e algumas de suas

114

implicações. Dissertação de mestrado, Departamento de Ciências Econômicas/CCE, UFSC, Florianópolis. Lins, Hoyêdo Nunes. (1999). Herança Açoriana e Turismo na Ilha de Santa Catarina. In: revista de Ciências Humanas, vol. 10, nº 14. Centro de Filosofia e Ciências Humanas - UFSC, Florianópolis. Macedo, Silvio Soares. (1993). Paisagem, Urbanização e Litoral. Do éden a cidade. Tese de Livre-docência. FAUUSP, São Paulo. Martins, Paulo Edi Rivero. (2004). Patrones Arquitectónicos y Urbanísticos del Turismo em Florianópolis. Tese de Doutorado. ETSAB, UPC, Barcelona. Moretto Neto, Luis. (1993). A Atividade Turística e o Desenvolvimento Sustentado: Estudo de caso: O Balneário de Ingleses e o Projeto Costa Norte – Ilha de Santa Catarina, no período de 1960-1990. Dissertação de Mestrado, Departamento de geociências, Curso de Geografia, CFH, UFSC, Florianópolis. Moretto Neto, Luis. (2005). A Competitividade de Destinos Turísticos Aplicada aos Espaços Insulares de Gran-Canária/Espanha e Florianópolis/Brasil: Estudo de multicasos. Tese de Doutorado, Departamento de Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis. Mullins, P. (1991). Tourism and Urbanization. In: International Journal of Urban and Regional Research, 15 (3), pp. 326-42. Muñoz, J. M. B. (1994). Ordenación, Planificación y Gestión del Espacio Litoral. Oikos-Tau, Barcelona. MVRDV. (2000). Costa Ibérica. Hacia la ciudad del ócio.


Actar, Barcelona. Oliveira, Carolina Valente de. (2011). Estudo sobre Equipamentos de Hospedagem Turística: as posadas no sul da ilha de Santa Catarina, Florianópolis. Dissertação de Mestrado, UFSC, Florianópolis. Pié, Ricard e Barba, Rosa. (1996). Segunda Residência y Turismo Versus Residência Permanente. In: Arquitectura y Turismo, pp. 43-48, Rosa Barba e Ricard Pie, UPC, Barcelona. Reis, Almir Francisco. (2002). Permanências e Transformações no Espaço Costeiro: Formas e Processos de Crescimento Urbano Turístico na Ilha de Santa Catarina. Tese de Doutorado. FAUUSP, São Paulo. Ruschmann, Doris. (2002). Turismo e Planejamento Sustentável – a proteção do meio ambiente. Papirus, Campinas. Santos, Cristina Pereira Ulisséa. (1993). Planejamento Turístico e seus Reflexos no Processo de Urbanização nas Praias de Canasvieiras e Jurerê. Dissertação de Mestrado, Departamento de Geociências, UFSC, Florianópolis. SANTUR – Santa Catarina Turismo S/A. (2003). Pesquisa Mercadológica Estudo da Demanda Turística. Florianópolis. SANTUR – Santa Catarina Turismo S/A e Secretaria de Estado da Organização do Lazer de Santa Catarina (2003). Programa de Desenvolvimento do Turismo no Sul do Brasil, PRODETUR –SUL. Florianópolis. Silva, Célia Maria; Machado, Ewerton Vieira e Campos,

Nazareno José de. (1996). A(Re)Produção do Espaço Litorâneo Catarinense. In: Anais do Congresso de História e Geografia de Santa Catarina, pp. 468-479. Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina – IHGSC, Florianópolis. Trigo, Luiz Gonzaga Godoi. (1998). Turismo e Qualidade: tendências contemporâneas. Papirus,São Paulo. Vera Rebollo, Fernando. (1996). La Variable Territorial en los Procesos de Desarrollo Turístico. In: Arquitectura Y Turismo: Planes y Proyectos, pp. 87-98, Rosa Barba e Ricard Pié(eds), UPC, Barcelona. Vera Rebollo, J. Fernando; Lopez Palomeque, Francisco; Marchena, Manuel J. e Antón, Salvador. (1997). Análisis Territorial del Turismo. Ariel, Barcelona. Villamil, José J. (1983). Apuntes Sobre el Impacto del Turismo: la experiencia del caribe. In:Medio Ambiente y Turismo, José Villamil et alli. CLACSO, Buenos Aires. Vittori, Jean Emanuel. (2005). Les Dynamiques Locales Face au Tourisme aux Iles Baleares. Recuperado em 2005, de http://rives.revues.org Volle, Aurélie. Majorque: un modèle touristique entre dynamiques locales et logiques globales. Recuperado em 2005, de http://rives.revues.org

115


capítulo 6

APÊNDICES 2. Resumo enviado e aprovado no 22º Seminário de Iniciação Científica (SIC) da Universidade Federal de Santa Catarina. Número do Painel 432 Autor Karine Zenita Cordeiro Instituição UFSC Tipo de Bolsa Bolsa do PET Orientador AYRTON PORTILHO BUENO Depto DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO Centro CENTRO TECNOLÓGICO Laboratório PET/ARQ Área do Conhecimento Turismo Titulo Estudo de Tipologias de Hospedagem em Florianópolis, SC: Mapeamento e Identificação de Padrões - Hotéis

116

Resumo Florianópolis é um polo turístico sazonal que concentra o período de maior atividade entre dezembro e março. A espacialização dos equipamentos turísticos influencia a imagem e a estrutura urbana da cidade, podendo trazer mais ou menos benefícios para a cidade e mesmo para a atividade. A distribuição e as tipologias de equipamentos de hospedagem têm sido pouco estudadas, especialmente em seus aspectos de adequação e impacto na paisagem, deixando uma lacuna no conhecimento desta atividade na estruturação espacial do município. O objetivo da pesquisa é estudar os equipamentos de hospedagem no município de Florianópolis, tendo os hotéis como foco principal de estudo. A busca de material acerca do tema ocorreu através de embasamento teórico e, posteriormente, análises cartográficas e in loco dos hotéis, com o intuito de fotografar e vivenciar o ambiente no qual estão inseridos. O estudo dos hotéis vem sendo realizado considerando sua relação com a paisagem e o modo como impactam nas áreas onde se inserem, mapeando e identificando suas tipologias. O resultado esperado com esta pesquisa, além do mapeamento, são as análises e a confecção de fichas com informações dos hotéis cadastrados na Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (2010). As análises realizadas já permitem encontrar particularidades ou semelhanças entre as tipologias, que são exemplificandas na pesquisa através de esquemas, desenhos e textos. Até o momento, através


da realização de mapeamentos e estudos da paisagem, percebeu-se, por exemplo, uma grande diferenciação na distribuição dos equipamentos ao longo do litoral. Os que estão localizados na região norte são voltados ao turismo de lazer devido à proximidade com as praias, enquanto os localizados na região central e continental se destinam, principalmente, ao público que vem à cidade por motivos de trabalho, etc., pois é um local que oferece infraestrutura e está geograficamente centralizado no contexto territorial da cidade. Palavras-chave Turismo em Florianópolis, Hotéis, Equipamentos de hospedagem Colaboradores Carolina Oliveira da Silva Gabriela Hall Banki Link dos Anais http://formulario.pibic.ufsc.br/pub/verResumo/187740 Acesso em Abril de 2013.

117


3. Banner de apresentação no 22º SIC

Estudo de Tipologias de Hospedagem em Florianópolis, SC: Mapeamento e Identificação de Padrões - Hotéis

Esta pesquisa foi realizada pelo Grupo PET do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC visando um estudo a respeito da distribuição e das tipologias de equipamentos de hospedagem no município de Florianópolis, polo turístico sazonal, que concentra o período de maior atividade entre os meses de dezembro e março. A espacialização dos equipamentos turísticos influencia a imagem e a estrutura urbana da cidade, podendo trazer mais ou menos benefícios tanto para o município quanto para a atividade turística. O assunto ainda é pouco abordado, especialmente em seus aspectos de adequação e impacto na paisagem, deixando uma lacuna no conhecimento desta atividade na estruturação espacial do município. Em paralelo à pesquisa, buscamos o desenvolvimento de materiais que poderão contribuir com futuros estudos sobre o assunto.

mapa de hotéis, abaixo, foi produzido para melhor entender a inserção dos

O hotéis no contexto da cidade.

Hotéis em Florianópolis

Objetivo

O objetivo da pesquisa é estudar os equipamentos de hospedagem no município de Florianópolis, tendo os hotéis como foco principal de estudo, considerando sua relação com a paisagem e o modo como impactam nas áreas onde se inserem.

Metodologia

A busca de materiais consistiu no embasamento teórico e, posteriormente, análises cartográficas e in loco dos hotéis, com o intuito de fotografar e vivenciar o ambiente no qual estão inseridos.

Os dados referentes às análises de inserção das morfologias no entorno resultaram em tabelas como o exemplo seguinte:

Majestic Palace Hotel

Classificação por número de leitos (FONTE: Guia de Hotéis 2011 - ABIH)

 Próximo ao mar;  Encontra-se em uma das maiores

avenidas da cidade;

 Área com grande adensamento de

edifícios;

Ao analisar o mapa, nota-se uma grande diferenciação na distribuição dos equipamentos ao longo do litoral. Através de pesquisa bibliográfica e in loco combinada com a análise do mapa, percebe-se a que os hotéis localizados ao norte da ilha são, em sua maioria, voltados ao turismo de lazer, enquanto os localizados na região central e continental se destinam, principalmente, a um público que vêm à cidade por motivos de trabalho, congressos, etc. Com o auxilio do mapa podemos obter inúmeras conclusões. Por exemplo, com base nos dados apresentados no mapa e tendo em vista a atratividade turística da região leste, percebe-se que a capacidade e a quantidade dos hotéis cadastrados na ABIH não condizem com a demanda turística concentrada nos períodos de alta temporada . A localidade possui apenas 1364 leitos ou 14,4% do valor total do município.

 Destaca-se pela situação na malha

urbana, pois situa-se em uma esquina com visual para as vias de maior fluxo do entorno, o que lhe confere mais destaque devido a sua posição. Endereço: Avenida Rubens de A. Ramos, 2.746 - Centro

FOTO AÉREA: GOOGLE MAPS

 Possui térreo com pé direito

duplo;

 Seus primeiros pavimentos

Número de Leitos: 356

compõem uma base mais larga diferenciada dos pavimentos tipo superiores (em forma de torre);

Unidades de Habitação: 261 Ano de Inauguração: 2004

 Percebe-se que a praça em

Telefone: (48) 3231-8000 Site: www.majesticpalace.com.br

RELAÇÃO COM O ENTORNO

 Edifício tipo torre, com 22 pavimentos;  Situação na malha urbana: esquina com visuais abertas para as vias de maior

conjunto com a base do edifício isolam a torre no lote destacandoa na paisagem, apesar de os edifícios do entorno possuírem, aproximadamente, o mesmo número de pavimentos.

fluxo de entorno o que lhe confere grande destaque tendo em vista que as edificações do entorno atingem, na maioria das vezes, alturas similares;

LEGENDA (por número de leitos) Até 100 101 a 300

 A base da edificação ocupa aproximadamente 60% da área do terreno de

esquina;

 No restante do terreno existe uma praça pública, geralmente apropriada pelos

hóspedes. 0

10

20

30

40

PLANTA BAIXA

301 a 600 601 a 1000

Com o material bibliográfico e da pesquisa in loco, passamos para a fase da análise dos

padrões arquitetônicos

dados e identificação de definidos por BUENO (2006):

Edificações dispersas h o r i zo n ta l m e n te n o terreno: normalmente aplicado a apartamentos, cabanas ou chalés, articuladas por caminhos e polarizadas por edifícios de convívio. Torre: característica marcante é a verticalidade.

padrões arquitetônicos,

O desenvolvimento de inserção na paisagem.

skylines, com base nas fotos dos hotéis, ajuda no estudo de

Acoplagem linear de edifícios: pode ser lateralmente ou em patamares escalonados (dependendo da declividade do terreno).

Hotel Cambirela

Referências: Barra:

paralelepípedo espichado (independente do número de pavimentos); edifícios únicos.

BUENO, Ayrton Portilho. (2006). Patrimônio Paisagístico e Turismo na Ilha de Santa Catarina: a premência da paisagem no desenvolvimento sustentável da atividade turística. Tese de Doutorado, FAUUSP, São Paulo. OLIVEIRA, Carolina Valente de. (2011). Estudo sobre Equipamentos de Hospedagem Turística: as posadas no sul da ilha de Santa Catarina, Florianópolis. Dissertação de Mestrado, UFSC, Florianópolis.

Universidade Federal de Santa Catarina Grupo PET Arquitetura Orientador: Ayrton Portilho Bueno Bolsista: Karine Zenita Cordeiro Colaboradoras: Carolina Oliveira Gabriela Hall Banki

118

Hotel Joaquina


119

Estudo das Tipologias de Hospedagem em Florianópolis, SC  

Neste trabalho, estudamos os equipamentos de hospedagem situados no município de Florianópolis - Santa Catarina, tendo por objetivo identifi...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you