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Correio da Feira 16.DEZ.2013

Não baixar os braços

A aberrante prova de admissão à carreira de professor é o desrnorte do ministro da educação

O Ministério da Educação de um Governo PSD/CDS, teima em seguir políticas educativas comprovadamente falhadas em outros países como o caso muito recente dos resultados de insucesso escolar verificados na Suécia. Não contentes com as medidas de destruição da Escola Pública e numa afirmação ideológica de retorno ao 24 de Abril, defendem uma Escola para ricos

recuo uma fraqueza confrangedora das políticas educativas seguidas por este Governo. Para o Partido Socialista, tudo o que se faça para melhorar o Sistema Educativo por mais tímido que seja, é bem-vindo especialmente quando os consensos encontrados trazem Paz Social à Escola e aos seus docentes. Mas, este consenso gerado em torno da famigerada prova de admissão em nada beneficia a Escola. O Partido Socialista não pode deixar de questionar a irracionalidade dos critérios seguidos pelo Ministério da Educação para recrutar professores. Definir cinco ou mais anos de serviço docente como condição de dispensa da realização de um “exame de admissão à carreira

docente”, é um critério irracional, pois não faz sentido algum. O Partido Socialista é a favor de uma rigorosa avaliação do desempenho de cada docente para aferir e melhorar a qualidade de ensino dos professores. Porém, não pode aceitar que os candidatos à profissão docente possuidores de formação académica superior específica, tendo exercido 2,3 e 4 nos de profissão docente, avaliados sucessivamente com a qualidade de bom ou muito bom, serem “postos à prova” com critérios questionáveis, onde durante duas horas, o seu futuro como docente será posto à prova. Será correto que em duas horas de prova se decida o futuro de um candidato a professor pondo de lado a sua formação superior e provas

ca. Felizmente alguns elementos desses mesmos coros acharam a ideia interessante e disseram presente. Sobre a batuta do maestro Manuel Luís, os elementos que composeram o coro deram um espectáculo memorável. Que ilações tirar da atitude dos dirigentes dos grupos corais? Será que têm medo do confronto das suas capacidades com as da banda? A resposta a esta questão só esses mesmos elementos podem dar mas o que é facto é que

sistemeticamente amordaçam os seus talentos. Vamos então a factos concretos para explanar este assunto. No ano 2012 a Banda de música de Souto gravou o seu último CD e pretendia introduzir na gravação uma inovação correspondente à participação de vozes. Para este feito convidou os grupos corais da freguesia que mais uma vez se negaram, tendo recorrido à Associação cultural e recreativa Cirac de Paços de Brandão para tal.

e outra para pobres. Esse modelo de triste memória, constituído por medidas ultrapassadas, retrógradas impróprias num Estado democrático é a bandeira do ministro Nuno Crato. Sentindo o mal-estar das suas erráticas políticas, vem em desespero de causa anunciar um “ vergonhoso” acordo negocial entre o Ministério da Educação e a FNE (uma das frentes sindicais dos professores), isentando os docentes com cinco ou mais anos de serviço em realizar uma “humilhante prova de admissão”. Este irresponsável precedente é um recuo tático do Ministro Nuno Crato perante tanta irracionalidade manifestada no modelo de recrutamento de docentes que pretende seguir. O Partido Socialista, vê neste

dadas no exercício da profissão docente? Como se pode exigir a alguém que exerceu, que exerce uma profissão e tenha que fazer uma prova para continuar a poder fazer o que sempre fez !... O pretenso modelo de admissão à carreira docente é uma “aberração educacional”. Por último, exigimos que a maioria PSD/CDS assuma co clareza: “ este, é o nosso modelo de recrutamento de professores para servir a Escola Pública”! Se avançarem com ele, fica tudo dito sobre a competência do ministro Nuno Crato e do seu Governo em matérias de Educação. António Cardoso, Deputado do Partido Socialista

Encontro de Bandas Filarmónicas O encontro de bandas Filarmónicas que ocorreu no dia 17 de Novembro de 2013 no Europarque contou com a participação da Banda de Chaves em representação da região transmontana, Banda de Silvalde em representação do concelho de Espinho, Banda Filarmónica de Ovar, representando o concelho de Ovar e a Banda de São Miguel de Souto em representação do concelho da Feira. A Banda de Música de Souto presidida pelo Sr Vitor Pais e diri-

gida pelo maestro Sr Manuel Luís exibiu um patamar de exigência e qualidade de grande nível reconhecido pelas mais altas autoridades desta actividade. A Banda, na qualidade de convidada quis, para abrilhantar a sua actuação, acrescentar ao seu espectáculo um grupo coral. Para o efeito convidou todos os grupos corais que fazem parte da freguesia de Souto. Os dirigentes desses mesmos grupos negaram-se a colaborar com a Banda de músi-

Parece evidente que falta humildade nos dirigentes dos grupos corais para verificarem que para além deles existe mais sabedoria e uma visão de futuro. Estes dirigentes têm receio do intercâmbio de diferentes valências, estão herméticamente fechados na sua concha, receiam novas prespectivas e visões holísticas. Será possivel que na nossa freguesia não se deixa evoluir? Angelo Santos

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Aviso Paróquia de Travanca Vão iniciar-se as obras de remodelação da Igreja de Travanca. Os cadernos de encargos estão disponíveis para consulta e levantamento na sacristia, podendo ser obtidos mais esclarecimentos através do Padre Paulo Gomes pelo n.º 963 334 100.

FICHA TÉCNICA

Os interessados em concorrer à execução da obra devem levantar o caderno de encargos até ao final do ano em curso.

Directora Sandra Moreno sandra.moreno@correiodafeira.pt

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Redacção André Costa andre.costa@correiodafeira.pt

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S. Paio de Oleiros // Casas, igrejas, coretos, canastros, há de tudo

Pequenas construções em madeira que encantam pela simplicidade e atenção ao pormenor Manuel Pinto assumiu este passatempo alguns anos depois de se reformar e hoje já perdeu a conta às inúmeras peças que saíram da sua “oficina”. Quem vê as construções artesanais, só tem elogios para elas, não deixando de levar uma ou outra para casa. Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

As construções em madeira não são uma completa novidade para Manuel Pinto. “Em pequenitos, éramos nós que fazíamos os nossos próprios brinquedos. Vou buscar algum conhecimento aos tempos antigos” – conta o popular. O bichinho ficou e despertou novamente quando os netos lhe começaram a pedir ajuda para os trabalhos manuais da escola. “Cada trabalho que levam para a escola, fica lá. Os professores gostam muito” – revela a esposa, Dorinda Silva. “Fiz uma vez o castelo da Feira em cortiça e o professor queria comprá-lo” – acrescenta Manuel Pinto. Ainda há alguns exemplos desses trabalhos na garagem de sua casa, em S. Paio de Oleiros, que hoje está transformada numa pequena “oficina”, onde o popular passa os dias a construir pequenas obras de arte. Apesar do gosto já vir de longe, foi só alguns anos depois da reforma que Manuel Pinto começou a dedicar-se de corpo e alma a este ofício. O impulso veio de um conselho da médica de família, que tentou introduzir alguma diversão na vida do agora artesão. “O meu marido esteve muito doente, teve alguns enfartes. Então a médica aconselhou-o a fazer alguma coisa para se ir distraindo, como ir à pesca, fazer bolachas” – lembra Dorinda Silva, que se recorda perfeitamente do dia em que Manuel Pinto decidiu o que ia fazer. “Chegou a casa e eu disse “vamos fazer umas bolachinhas para lancharmos” e ele respondeu “não, não é isso que eu vou fazer”. Veio para a garagem, começou a fazer isto, ganhou gosto e desde então não parou” – descreve Dorinda Silva, que ficou “admirada” com aquelas “peças tão bonitas”.

Mais de mil construções em madeira As primeiras peças são as preferidas do artesão, que ainda guarda a sua “estreia”: uma singular mota de pau. Hoje Manuel Pinto já perdeu a conta aos seus artefactos, mas calcula que tenha construído mais de mil. Na garagem, podemos ver algumas peças estáticas, como as casas, os canastros, ou as cozinhas à moda antiga; outras com movimento, como os carrosséis ou os moinhos; e ainda algumas

com luzes, como as igrejas, que brilham no interior. A inspiração por detrás das peças vem de todo o lado, até da televisão. “Vê alguma coisa diferente, desenha no papel e depois faz. É assim que se vai entretendo” – diz Dorinda Silva, que apesar de gostar de todas as peças que o marido constrói, não prescinde de uma especial. “Tenho na cozinha uma das primeiras peças que ele fez: uma capelinha da Nossa Senhora de Fátima. Eu tenho muita fé e peço-lhe coisas ali sentada no meu sofá. O meu marido diz-me “oh mulher, tenho capelinhas mais bonitas lá dentro”, mas é esta que eu quero” – afirma Dorinda Silva. Os membros da família foram os primeiros a ver as pequenas construções e a quererem ficar com algumas para si. “As minhas cunhadas levaram várias peças: canastros, carros de bois, casas. Levaram cerca de 15 casas cada uma” – diz Manuel Pinto. A palavra começou a espalharse e os curiosos acorreram ao improvisado espaço de trabalho para darem uma vista de olhos às peças artesanais. “Têm vindo várias pessoas” – diz Manuel Pinto, que até recebeu uma visita de um representante da empresa Cavalinho.”O meu sobrinho disse que ia trazer uma pessoa da Cavalinho, para ver se ficava com alguma coisa. Veio cá, gostou e levou uma Igreja da Nossa Senhora, um canastro e uma cozinha à moda antiga, que agora estão lá no presépio deles” – refere o artesão, acrescentando que ultimamente são os conjuntos de casinhas de madeira de diferentes tamanhos que mais têm saído. “Vem o Natal, em vez de darmos outras coisas, dá-se estas peças” – acrescenta Dorinda Silva.

São as imperfeições que ditam a diferença Manuel Pinto orgulha-se do facto de todas as peças serem construídas manualmente, apenas com a ajuda de uma broca. “Só tenho uma máquina de furar, mais nada” – diz o artesão. A madeira é o seu material de eleição e trabalha com diferentes tipos para obter o contraste desejado. “A madeira é mais maneável e é um material de que gosto muito” – diz Manuel Pinto, salientando a sua preferência pelas peças artesanais. “Gosto de ver as imperfeições porque é aí que se vê que foi tudo feito à mão. Se eu passo um bocado de lixa, sai tudo. É assim que eu gosto e, enquanto puder, é assim que vou fazer” – explica o artesão. As igrejas são as peças que demoram mais tempo a ser construídas devido ao elevado nível de detalhes que possuem. “São as mais difíceis e trabalhosas porque têm muitos cortes, muitos pormenores. E por dentro ainda têm o altar, os santos, os banquinhos, e há algumas em que, se os encontrar, ponho bonequinhos sentados nos banquinhos” – diz Manuel Pinto. Para além da madeira, o artesão aposta ainda na reutilização de materiais como arame, latas de refrigerantes e até os brinquedos que vêm nos ovos Kinder. Qualquer pessoa que queira espreitar as peças, basta aparecer por casa de Manuel Pinto. “Também há quem venha só para conversar e ver como isto é feito” – afirma o popular, que já teve o neto a querer aprender com ele e até visitas de escolas para conhecer o seu trabalho. “Trazem os meninos para mostrar as coisas antigas” – diz Dorinda Silva. Foi pelas crianças que o artesão

chegou a pintar algumas peças, embora prefira ver a madeira no seu estado original. “Não gosto de pintar. Só pintei para chamar a atenção dos pequenos” – salienta Manuel Pinto. O artesão é constantemente incentivado a abrir um espaço próprio ou a participar nas feirinhas locais, mas não é uma ideia que lhe agrade. “Não, isso para mim não serve. Não consigo estar amarrado, fico saturado” – diz Manuel Pinto. Embora seja ele a gerir o seu dia e a quantidade de horas que passa na “oficina”, é evidente que, cada vez mais, o seu tempo é

dedicado às pequenas peças de madeira. “Não passo um dia sem vir aqui, nem que seja para colar uma pecita. Quem me quiser ver, vem cá dentro. E se me lembro de alguma coisa à noite, alguma ideia para uma peça, já não durmo, à espera que amanheça” – conta Manuel Pinto, olhando de relance para a sua última obra: a Capela da Póvoa. “O meu filho às vezes diz “pai, vai tomar café, vai espairecer um bocado” e ele responde “não, aqui é que me sinto bem”. Se não fosse isto, não sei o que seria do meu marido” – aponta Dorinda Silva.


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S. Paio de Oleiros // Anthero Monteiro, escritor e director da Biblioteca Pública

“São precisas outras pessoas para a biblioteca porque eu não sou eterno” Anthero Monteiro acaba de lançar o seu novo livro “Sulcos da Memória e do Esquecimento”, que compila vários episódios da sua vida. O escritor fala sobre a poesia e a importância da leitura, assim como da Biblioteca Pública de S. Paio de Oleiros. Salienta que são precisas novas caras para estar à frente deste espaço icónico da freguesia, que finalmente já tem acesso directo. Texto: Daniela Castro Soares Fotos: Albino Santos O mundo das letras é uma paixão? É uma paixão única há muitos anos, especialmente o mundo da poesia. Ser escritor e ser poeta misturavam-se muitas vezes no meu imaginário, mas o poeta conseguia ter uma preponderância maior. A leitura e a escrita sempre foram importantes para mim, desde muito novo. A paixão nasceu por volta dos 13 anos e nunca mais a abandonei. Embora a escrita tivesse ficado um pouco de parte, porque fui professor durante mais de 30 anos. Tinha sempre muito trabalho e não havia tempo para escrever. O que fazia era escrever nos tempos livres e ir coleccionando os poemas para um dia os publicar. Publiquei já tarde, mas agora tem sido um ritmo mais assíduo. Todos os anos tenho vindo a publicar um livro, às vezes até dois. Porque escolheu a poesia? Está dentro de mim, não sei explicar. Não me traz nada de especial, a nível monetário ou de viver melhor, mas ajuda a libertar-me dos meus fantasmas, das minhas obsessões, da minha ideia de perseguir o que é belo, o que está acima, num outro patamar.

“Ajuda a libertarme dos meus fantasmas, das minhas obsessões, da minha ideia de perseguir o que é belo, o que está acima, num outro patamar” O que é necessário para escrever poesia? Ler é importantíssimo, e é uma etapa necessária para escrever poesia. Se não lermos poesia, ficamos com uma noção um pouco deturpada do que é a poesia e não chegamos a escrever poesia. Somos capazes de escrever coisas que pensamos que são poesia mas não o são. Toda a gente se

julga poeta. Gostam de fazer umas quadras, de rimar, mas a poesia não é isso. Temos de ver o que os outros escrevem para termos uma ideia. Mas também temos de esperar que a poesia em si venha ter connosco. O mundo das palavras é imenso mas nós temos de estar disponíveis para que as palavras venham ter connosco, porque são elas que nos conduzem. Às vezes basta acrescentar uma palavra a outra para começar um poema. A poesia continua a não ser um estilo muito popular. Normalmente a razão para a falta de leitura prende-se com as pessoas acharem a poesia “difícil de entender”. O que pensa sobre isto? A poesia de hoje é difícil de entender. Não se lê um poeta qualquer moderno e se fica a perceber o que quer dizer. Temos de nos imbuir no mundo da poesia para conseguirmos lá chegar aos poucos. O meu próximo livro (que já está praticamente feito) tem o título provisório “As mãos perfumadas” e prende-se com esta ideia de perceber ou não a poesia. Tenho inclusivamente um poema sobre isso. Quando pego numa rosa, que é uma coisa perfeita, olho para ela e não a entendo. Não entendo como foi possível fazer-se uma coisa tão bela. No entanto, no fim, fico, no mínimo, com as mãos perfumadas. É preciso conviver mais tempo com a poesia. Para fazer um poema é preciso estudar, pesquisar, não é só esperar que as coisas venham ter connosco. Às vezes a parte do esperar é importante, mas depois, quando pensamos que o poema já está feito, às tantas é preciso voltar a ele e refazê-lo. Mudá-lo do avesso, dar-lhe outra perspectiva, pôr outra personagem a ver as coisas. Portanto a escrita não depende só da inspiração? A inspiração é importantíssima, é o começo do mundo poético. Mas depois é preciso trabalhar. É preciso a tal transpiração. E há outras coisas necessárias, como procurar o novo, aquilo que é diferente. Temos de procurar a frescura porque sem frescura não há poesia hoje em dia. O que acha que devia ser feito para incentivar os jovens a ler? Estou à frente desta biblioteca há 35 anos, sempre a tentar garantir

que haja alguém que venha ler. Queremos fazer com que as pessoas venham à biblioteca sem receios, e que não tenham ideias feitas acerca do que é este espaço. Depois é preciso dar-lhes pistas em relação às leituras que vão fazer. Mas esse papel não nos compete só a nós, compete também aos professores, sobretudo de língua portuguesa, que dão uma lista grande todos os anos aos alunos para escolherem livros para lerem. O nosso papel aqui é fornecermos-lhes os livros. A partir daí, vêm sugestões como “podias ler este” ou “podias ler aquele”. Há muita coisa para fazer, mas tendo em conta a concorrência que nos oferece o mundo moderno, com as novas tecnologias, é uma guerra perdida. Mas não podemos perder todas as batalhas, temos de ganhar algumas. Qual a ideia por detrás deste novo livro intitulado “Sulcos da Memória e do Esquecimento”? Esta nova obra é um conjunto de memórias da minha vida que têm o seu “quê” de traumáticas. Fala das feridas e das cicatrizes, daquilo que doeu e agora já não dói. É o retrato das cicatrizes que ficaram, que são os tais sulcos. Os sulcos numa paisagem são aquelas marcas na terra. Associo muito esta ideia à poesia porque sulcar em latim significa lavrar. Quando se lavra a terra, a imagem que vemos é de riscos paralelos. Faz-me lembrar os versos, as linhas do poema que também são paralelas. Sulco e verso acabam por ser sinónimos. Já o esquecimento está aqui porque a nossa memória também é feita de esquecimento. Primeiro porque para termos memória é preciso esquecer muitas coisas, senão rebentavam os nossos neurónios. Depois há o esquecimento por doença, acidente. Falo no livro do Alzheimer, até porque tenho experiências tristes em casa dos meus pais, nomeadamente em relação à minha mãe. Falo de pessoas que eu conheci com problemas idênticos e conto um pouco como era a vida destas pessoas sem memória. É uma vida que não é vida, é uma vida vegetativa. Mais ainda do que vegetativa, é mineral, porque os vegetais conservam uma certa memória, ainda produzem seiva, folhas, frutos; e os minerais não. Uma pessoa sem memória é um mineral autêntico, uma pedra.

Como é transpor esse sofrimento para o papel? É uma maneira de nos libertamos do sofrimento. É uma forma de dizermos “ficas aqui marcado, como uma cicatriz, mas já não dói tanto”. É por isso que sentimos necessidade de escrever.

“Esta nova obra é um conjunto de memórias da minha vida que têm o seu “quê” de traumáticas. Fala das feridas e das cicatrizes, daquilo que doeu”

Já publicou mais de uma dezena de livros. O que quer trazer à literatura?

Não quero trazer nada de especial, não quero ser mais do que os outros. Quero trazer só aquilo que está em mim, que não cabe cá dentro e tem de sair para fora. Quero dar aos outros alguma experiência da minha vida, alguma marca, algum sulco que fique na paisagem, daquilo que eu vivi. Viver em S. Paio de Oleiros é fonte de inspiração ou, por ser uma terra pequena, inibe essa mesma inspiração? Não inibe. Por acaso como este livro é também a história das minhas memórias, inclui vários poemas que falam da minha terra. Há poemas como “O meu Ribeirinho”, que fala da escola primária; “Um Domingo e Muito Mais”, que é a história dos amores da minha vida (ou pelo menos de alguns); “A Alma do Rossio”, que escrevi a falar de Santa Maria da Feira; por aí fora. Tem histórias da minha família, dos meus avós, do Alzheimer da minha mãe (no poema “Cadeira de Rodas”) mas também tem histórias inventadas. A história do “Esquecimento” é totalmente


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o fizemos porque ela pressupõe algumas despesas. Mas acredito que, no próximo mandato, vamos regressar com o “Quarto Crescente”. Aqui na biblioteca, neste momento, fazemos várias apresentações de livros, eventos para angariar fundos (jantares) e outros relacionados com música. Nessas tertúlias, também se costuma declamar poesia. O que é mais difícil nesta arte? Não dizemos declamar. Há pessoas que declamam, mas a poesia lê-se, diz-se. Não me considero um declamador, considero-me um diseur (“dizedor”) de poesia. Ler poesia não é fácil, há regras. Mas depois, nesse campo, também existe uma certa polémica, porque há os que preferem a declamação, os que preferem uma coisa ainda mais teatral, e outros que preferem a leitura pura e simples, que transmita aquilo que está lá, mas que não seja uma coisa muito empolgante. Eu defendo esta última perspectiva. Não quero dizer com isto que tenha de ser uma leitura branca, como alguns sustentam, que é ler como se fosse quase um autómato. Acho que se deve ler com alma mas sem exagerar. Ainda há muita gente a querer ouvir poesia? Aqui na zona do Porto, há muita gente a ler e a ouvir poesia, o que não acontece tanto em Lisboa. O que sente quando os outros lêem os seus versos? Depende, fico preocupado, pergunto-me “será que vão ler bem?”. Mas encontro sempre gente que lê melhor do que eu. Há pessoas que são fantásticas a ler poesia.

inventada, mas possível. E tem também ainda presente a minha preocupação com a minha memória, porque todos nós chegamos a um ponto em que parece que a memória começa a fugir. De vez em quando precisamos de uma palavra e ela não nos acode e ficamos preocupadíssimos. Quando vejo familiares e pessoas à minha volta com amnésias terríveis, fico sempre preocupado. Até pergunto aqui no livro “que poeta serei eu quando não me conseguir lembrar dos poemas que sei de cor?”. Sei milhares de poemas, mas se não me lembrar de um único para mim é traumático. O que é mais difícil: escrever histórias completamente inventadas ou escrever sobre factos verídicos? Tudo é baseado em factos verídicos. Há um poeta checo que diz que “não há nada na nossa mente que não tenha passado pela vida”. E isso é verdade. Podemos inventar coisas, mas a partir daquilo que nós próprios conhecemos. O nosso imaginário é sempre a partir

da nossa vida, nem que seja de um pequeno pormenor. Chegou a fundar aqui a Biblioteca Pública de S. Paio de Oleiros… Não fui fundador, fui uma pessoa, de um grupo, que se interessou pela biblioteca. Conseguimos abrir a biblioteca e pô-la disponível para toda a população de S. Paio de Oleiros, das freguesias vizinhas e do Concelho. Qual a importância deste espaço? É muito importante porque a leitura é a primeira coisa que se tem de aprender. Enquanto não se aprende a ler, não se aprende mais nada. A leitura é o início de tudo, é indispensável. A biblioteca está aqui ao dispor de toda a gente, todos podem entrar aqui. E se isto é de todos, há que haver alguém para a guardar. Estamos agora, mais uma vez, num processo eleitoral. Temos de fazer eleições de dois em dois anos e elas têm sido realizadas. Mas como não têm havido outras listas, nós temos concorrido e, claro, é fácil ganhar

quando há só uma lista. Mas eu até gostava que houvesse outras listas. Aquilo que me preocupa não é ganhar, mas sim que isto esteja ao serviço das pessoas e esteja vivo, actuante. Preocupa-me o futuro disto, que pode estar em perigo, se a autarquia numa situação de falta de colaboração, não tomar nas mãos esse papel. São precisas outras pessoas porque eu não sou eterno. Nem eu, nem os meus colaboradores, que já estão aqui há uns bons anos.

“Este é um dos 20 maiores agrupamentos do país. A dimensão, o desconhecimento, o momento da agregação, tudo dificultou imenso”

Que iniciativas são cá realizadas no âmbito da promoção da poesia? Ultimamente não temos tido grandes eventos relacionados com a poesia, porque temos andado preocupados com as obras, com garantir este acesso à biblioteca. Demorou dois anos a fazer esta coisa pequeníssima, que se fazia num mês. Quando nos mudamos para cá, preocupamo-nos em pôr isto funcional e agradável, mas ainda há muita coisa para fazer porque isto é um edifício com mais de 100 anos. No âmbito da poesia, tínhamos, ainda no edifício antigo, uma tertúlia que chamávamos “Quarto Crescente”, onde juntávamos poetas e leitores de poesia. Fazíamos uma sessão de leitura que acabava sempre por ter um pequeno lanche. Chegamos a ter à volta de 80 pessoas. Eu faço sessões de poesia em Espinho, no Porto, e garanto-lhe que é muito difícil ter 80 pessoas numa sessão de poesia. Está no nosso entendimento voltar a realizar essa tertúlia e só ainda não

O que acha da cultura feirense? É uma questão complicada, porque o Concelho é muito grande. Para conhecer a cultura feirense, teria de conhecer aquilo que se faz em todas as freguesias, e não só aquilo que se faz na Feira. Mas quanto à cidade, aquilo que se faz na Feira é exógeno, isto é, vem de fora para dentro, na maior parte dos casos. Acho que a cultura na Feira tem de passar a ser essencialmente feita lá. Não tenho nada contra a cultura de fora, todos temos de aprender com ela, mas há muita coisa que podia ser feita na Feira, incluindo a poesia. A terra da Feira é um bocado fechada a esse estilo. Há pontos fulcrais onde a poesia devia morar e onde é difícil entrar. Não digo que as pessoas reagem mal, mas não reagem abertamente. Aí haveria muita coisa por fazer. Podia investir-se mais na poesia e também no teatro, de dentro do Concelho. Às vezes vêm grupos de teatro muito caros e talvez fosse importante apoiar, em vez disso, os grupos locais. O Concelho é muito grande, tem muitas associações, que são capazes de fazer coisas interessantes se tiverem apoios. Mas há coisas fantásticas que se fazem na Feira, como a Viagem Medieval. Ali há toda uma comunhão. Acho que é um evento único no país.


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Morreu há 50 anos o “Pai da Europa”

Robert Schuman foi um grande Estadista francês, filho de mãe Luxemburguesa. Nasceu em 29 de Junho de 1886 e foi radicado em França. Viveu 77 anos, uma vida não muito longa e demasiado desgastante, toda ela dedicada à política. De inspiração política democrata cristão, a sua orientação em política interna teve sempre um reflexo de pensamento político e social da Igreja Católica. Um caminho que lhe mereceu ser declarado Servo de Deus, num primeiro passo para a eventual

beatificação, cujo processo de 50 mil páginas e cerca de 500 quilos, foi iniciado em 9 de Junho de 1990, com o testemunho de 200 pessoas. Morreu em 4 de Setembro de 1963, comemorando-se este ano o 50º aniversário da sua morte. E, porque foi considerado o “Pai da Europa”, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, recordou a memória deste grande estadista e prestou-lhe homenagem. Homenagem que lhe é devida, por tudo quanto viveu, sofreu e lutou por uma causa política e social da união dos povos Europeus. Frequentou a escola primária e secundária no Luxemburgo, terra das suas origens, e estudou direito na Alemanha. Em Junho de 1912 abriu um gabinete de advocacia em Metz, dois anos antes de começar a Primeira Guerra Mundial. Como a Alsácia-Lorena voltou

à Soberania de França, em Novembro de 1918, Robert Schuman entrou para o Parlamento como Deputado por Moselle em 1919, onde se manteve até 1958. Após o fim da II Guerra Mundial fundou o Partido Republicano Popular, de orientação católica. Foi Ministro das Finanças em 19461947, passou a primeiro-ministro de Novembro de 1947 a Julho de 1948, e enfrentou com muita energia a tentativa comunista de explorar a crise económica com que a França se deparava na altura. Ocupou também as pastas dos Negócios Estrangeiros de 1948 a 1952 e a pasta da Justiça de 1955 a 1956. Foi um dos grandes pioneiros da integração europeia, defendendo a ideia da subordinação das soberanias nacionais a um corpo supranacional. Tal como o António Guterres, (daquela época), com o início da

II Guerra Mundial, foi nomeado subsecretário de Estado para os Refugiados. Regressado a Lorena, foi preso pela Gestapo e colocado secretamente na prisão de Metz, e transferido depois para Neustadt. Daí, conseguiu fugir e chegou à zona livre em Agosto de 1942 Em 10 de Junho de 1940, com outros 568 parlamentares, atribuiu plenos poderes ao Marechal Pétain, entregando-lhe a vicepresidência do concelho, o qual assumiu a chefia do Governo de França em 16 do mesmo mês. Depois, este, invocando a impossibilidade de continuar a luta contra a Alemanha, assinou um armistício onde lhe coube o papel de ceder a muitas exigências dos alemães, convicto de que seria a única forma de a França não perder a autonomia que lhe restava. Em 20 de Agosto de 1944 foi preso pelos Alemães e, após a libertação, De

Gaulle fê-lo julgar, sob a acusação de traição. Foi condenado à morte, e a sentença veio a ser-lhe comutada em prisão perpétua. Robert Schuman, em 9 de Maio de 1950, por meio duma Declaração Schuman, propôs colocar a produção de carvão e aço, francoalemã, sob uma Alta Autoridade comum, com uma organização aberta à participação de outros países da Europa. E foi esta proposta que levou à criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, o que foi a génese da atual União Europeia, tendo como primeiro presidente do Parlamento Europeu o próprio Robert Schuman, de 1958 a 1960.No final do seu mandato foi condecorado pelo Parlamento, com o título de “Pai da Europa”.

menor desenvolvimento e consequente menor qualidade de vida, é com enorme desgosto que constatamos que na população portuguesa (incluindo a do nosso concelho onde milhares de pessoas vivem no limiar da pobreza) a miséria já não conhece rosto. Ainda que muitas vezes de maneira disfarçada e envergonhada, milhares de

famílias apresentam uma vida sem um padrão de dignidade aceitável, sem moral social. Deste modo, apelamos a que neste Natal não ignoremos os que mais precisam, nem pactuemos com a exclusão social. Tentemos erradicar as lacunas da actual vida em comunidade e transformemos uma época que se tem vindo a tornar uma

festa de negócios, numa outra onde a solidariedade, partilha e felicidade possuem muito mais valor que o poder económico. Desejamos votos de um feliz Natal e bom ano 2014,

que muitas famílias não se encontram preparadas e muitas vezes motivadas para responder perante as necessidades das crianças. Assim sendo, os pais não poderão, de forma sistemática, evocar falta de tempo no acompanhamento às crianças, pois apesar de exigirem extrema atenção em tudo o que promovem ou recriam nas suas atividades, o tempo nem sempre significa qualidade. Neste sentido, os pais terão que obrigatoriamente disponibilizar o tempo necessário para as crianças, tendo sempre a noção que este tempo deverá sê-lo de qualidade e de acordo

com as necessidades mais prementes da criança. Este tempo de qualidade exige atenção, concentração e predisposição dos pais para poderem interpretar o que a criança necessita num determinado momento. Perante isto, sublinha-se que os pais no sentido de promoverem a harmonia familiar deverão estar presentes no dia-a-dia da criança e esta presença baseia-se no diálogo, na comunicação simétrica e numa atividade lúdica com a criança. Nunca é demasiado o tempo que os pais passam com as crianças, pois 5 minutos qualidade são, quase sempre, necessários para responder

Alberto Gilde, Santa Maria da Feira

Espírito Natalício Sendo a Juventude Socialista um grupo de jovens que luta pela defesa de um socialismo democrático e de um verdadeiro estado social, encontramo-nos numa procura constante pela afirmação crescente dos ideais de igualdade, liberdade e solidariedade. Assim, ficamos um pouco desapontados que neste ano de

2013, atendendo à crise global com que nos debatemos, nem todos possam encontrar o verdadeiro espírito natalício. Vivemos num dos três países europeus com mais desigualdades, onde somos vítimas de políticas que têm como consequência a injustiça social. Quando sabemos que estas assimetrias são sinónimo de

Paulo Almeida (membro do secretariado concelhio da Juventude Socialista de Santa Maria da Feira)

O diálogo da psicologia ou psicologia do leitor

Os 5 minutos da criança

Numa sociedade cada vez mais definida em alta velocidade importa que consigamos, todos nós, alguns períodos de maior tranquilidade, de menor pressão e de menor desestabilização. Por conseguinte, as famílias dos finais do século XX e inícios do

século XXI viram alteradas, de forma significativa, todo o processo de dinâmica e interação familiar motivadas principalmente pelo desgaste que o dia-a-dia vai provocando. Não sendo de todo negativo ou prejudicial à família e constituição de comunicação entre todos os seus membros, convém salientar que este processo de ajustamento a uma nova realidade familiar implica uma maior capacidade de resposta e de multiplicação de tarefas parentais em torno dum maior acompanhamento aos filhos. E é neste ponto fundamental do acompanhamento aos filhos,

aquilo que a criança pretende. Saibamos reconhecer que um simples olá, uma simples questão relacionada com a escola, uma preocupação com aquilo que a criança pretende realizar num determinado momento será sempre fundamental no estabelecimento duma ligação afetiva salutar entre a tríade pai-mãe-filho. A criança nunca será apenas 5 minutos do nosso tempo, mas importa reconhecer que 5 minutos de qualidade significam muito para a criança! Nuno Barata, psicólogo clínico


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Lourosa // Coligação diz que apenas existem dois módulos cuja higiene não é assegurada

CDU denuncia inexistência de sanitários condignos na Feira dos Dez A CDU - Coligação Democrática Unitária – quer saber que medidas pretende tomar a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira relativamente à inexistência de sanitários públicos na Feira dos Dez, em Lourosa. Membros da coligação deslocaram-se recentemente ao recinto da feira e constataram, segundo um

requerimento apresentado à Assembleia Municipal, “a inexistência de casas de banho públicas condignas e capazes de servir as centenas de pessoas que ali passam em dias de feira. Em vez de casas de banho com condições, existem dois módulos sanitários portáteis que não são, sequer, servidos por água”.

Questionados pela CDU, os feirantes afirmaram ser uma situação que se arrasta não por falta de denúncia a técnicos da Câmara Municipal. “Os feirantes (que pagam mensalidade pela área que ocupam), assim como os cidadãos que ali se deslocam, por falta de

condições condignas são obrigados a deslocaremse a estabelecimentos comerciais” – diz a CDU, denunciando ainda que os módulos sanitários ali instalados “não têm sido alvo da devida manutenção e desinfeção, causando situações constrangedoras”.

Souto // Conforme alegava anterior Junta de Freguesia

CDS desmente que água do fontenário da Gesteira tenha sido cortada por ordem da Câmara Afinal o fontenário da Gesteira, em Souto, pode voltar a ter água. A afirmação é do CDS da União de Freguesias de Souto e Mosteirô. De acordo com os populares, o corte de água naquele fontenário foi da “exclusiva responsabilidade” da anterior Junta de Freguesia, presidida por Feliciano Pereira. Construído pela população, há muito tempo que do fontenário da Gesteira não brota água. A anterior Junta de Freguesia fez saber aos moradores do local que o corte do precioso líquido foi efectuado por ordem da Câmara Municipal, mas, segundo o CDS, o actual vereador das Obras Públicas, Vitor Marques, desmente ter havido tal ordem. “No passado dia 11 de Novembro, uma delegação do

CDS constituída por Alferes Pereira, Ângelo Santos e Juan Carlos, foram recebidos na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira pelo vereador Vitor Marques, onde expôs o caso do fontanário. No decorrer

da conversa ficaram com a certeza que o corte da água foi da exclusiva responsabilidade da Junta de Freguesia de Souto, presidida pelo socialista Feliciano Pereira. Foi também garantido pelo vereador que iria indagar a

actual presidente da Junta, a socialista Manuela Teixeira, disponibilizando os meios necessários para tornar a ligar a água na Gesteira se assim o executivo o queira” – lê-se no comunicado do CDS.

Santa Maria da Feira // Para assegurar continuidade da programação do Cineclube

BE quer aquisição urgente de projector digital para a Biblioteca O Bloco de Esquerda vai propor, na próxima reunião da Assembleia Municipal, que se proceda à aquisição urgente de um projector digital para equipar a Biblioteca Municipal. O objectivo é assegurar a continuidade do trabalho do Cineclube da Feira. De acordo com o BE, o cineclube da Feira tem, desde há muito a esta parte, alertado para o perigo de

suspender a sua programação regular. Na base deste problema está o facto de a Biblioteca Municipal não estar equipada com um projector digital e o facto de a esmagadora maioria dos filmes circularem hoje em formato digital. “A consequência imediata é que o Cineclube interromperá as suas sessões regulares até Abril de 2014. Sem o projector digital pre-

vê-se que o cenário seja pior, levando mesmo ao fim da programação regular de cinema” – dizem os bloquistas, acrescentando: “sabemos ainda que este é um bom momento para proceder à aquisição deste equipamento, uma vez que o seu preço no mercado baixou drasticamente nos últimos tempos, estando hoje a quase metade do valor”

“Recusar esta solução será impensável e indefensável para um Executivo que tanto enche a boca com a Cultura e que agora tem até um pelouro autónomo para esta área. Será ainda incompreensível quando se sabe que canaliza para a Feira Viva, em apoios diretos e indiretos, milhões de euros anualmente” – lê-se no comunicado do BE


Correio da Feira 16.DEZ.2013

Sociedade // Programa de Parceria Comenius Regio Health4life

Comitiva turca em Santa Maria da Feira para preparar receitas saudáveis

Uma comitiva da Turquia, composta por oito membros, esteve em Santa Maria da Feira de 2 a 6 de Dezembro, no âmbito do Programa Parceria Comenius Regio Health4life, celebrado entre três entidades feirenses – Município, Agrupamento de Escolas Coelho e Castro e Lourocoop – e entidades da cidade turca de Kirikkale. Recebidos oficialmente pelo presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, numa sessão que contou com a presença de todos os parceiros do programa, nesta visita, a comitiva turca teve a oportunidade de visitar o parque temático de Natal, Terra dos Sonhos, o ex-libris da cidade, Castelo da Feira, as Termas de S. Jorge, o Parque temático do Rio Uíma e o Agrupamento de Escolas Coelho e Castro, ambos em Fiães, e o centro histórico da cidade do Porto. A visita considerou ainda uma aula prática de hidroginástica, realizada na Piscina Municipal de Fiães, bem como uma palestra sobre educação física e alimentação, dinamizada pela Unidade de Saúde Familiar de Fiães. Este foi o primeiro encontro do programa de parceria entre ambos os países. Com a duração de dois anos, o programa contempla ainda mais cinco visitas, completando um total de 24 mobilidades para cada um dos países envolvidos. Assim, Santa Maria da Feira volta a receber a comitiva da Turquia em Junho de 2014 e Março de 2015, sendo que a comitiva feirense visitará a Turquia em Março e Outubro de 2014 e em Junho de 2015. Visando uma melhoria e reforço da educação numa dimensão europeia, desde o ensino pré-escolar até ao ensino secundário, passando pelos estabelecimentos e

organizações, o Programa Comenius Regio Heatlh4Life pretende intervir em todos os agentes da rede educativa. Sendo um programa de parceria, apresenta um tipo de ação descentralizada, gerida pela Agência Nacional PROALV, responsável pelas parcerias bilaterais entre duas autoridades locais com papel preponderante na educação escolar em diferentes países.

Estilo de vida saudável

É sabido que a manutenção de um estilo de vida saudável traz benefícios para a saúde física e mental dos indivíduos. Porém, o ritmo de vida sedentário leva ao surgimento de determinados tipos de doenças, como a obesidade, a diabetes, o cancro e o stress. Tendo em atenção essas problemáticas, o projeto Comenius Regio Health4life apela, em primeiro lugar, para a manutenção de um estilo de vida activo e, em segundo lugar, para os efeitos positivos de se viver numa União Europeia diversificada. Assim sendo, os países parceiros vão preparar dez receitas de pratos locais que, posteriormente, serão integradas numa dieta saudável, equilibrada e tradicional. O objectivo é criar um sistema que registe os índices de massa corporal (IMC) dos alunos e alertá-los para as taxas de risco. Enquanto parceiros, Santa Maria da Feira e Kirikkale pretendem erguer a bandeira da saúde e da interculturalidade, envolvendo a comunidade local na promoção de hábitos alimentares saudáveis e na prática de desportos locais. O projecto será finalizado com a participação do município feirense na 36ª Maratona Intercontinental Istambul Eurásia e com a criação de um guia de boas práticas para um estilo de vida saudável.

Santa Maria da Feira // Lipas Design arrecadou o primeiro lugar

“Montra de Sonhos” já tem vencedores Com o objectivo de animar o comércio feirense, o concurso “Montra de Sonhos” decorreu com 12 participações validadas e chegou agora ao fim a votação on line no site oficial da Terra dos Sonhos. “Lipas Design” é a montra vencedora que arrecada o prémio pelo segundo ano consecutivo. É de notar a variedade de actividades comerciais que participaram neste concurso, já que de ourivesaria ao cake design, passando por lojas de roupa para miúdos e graúdos, até à hotelaria e óptica, registou-se a representação de vários sectores. A “Montra de Sonhos” estará de regresso no próximo ano. 1º Lipas Design 2º A Toca do Bolo – Cake Design 2º exequo Ourivesaria Varelas 3ºFio de Prumo 4º Hotel dos Lóios 5º Drogaria do Rossio

6ºÓtica Olhar Atrevido 7º Baú d’Sonhos 7º exequo Café O Trovador 8º Filhos e Cadilhos 9º Limarti 10º Papelaria Alimá

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Fotolegenda Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, encerrou o debate sobre Educação promovido pelos comunistas, no âmbito das comemorações do nascimento de Álvaro Cunhal. A histórica dirigente feirense, Manuela Silva, foi tam,bém uma das oradoras.


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Correio da Feira 16.DEZ.2013

Economia // Inscrições abertas até 31 de Dezembro

Empresas feirenses podem participar na maior feira da cidade de Tours – França As empresas de Santa Maria da Feira, ligadas aos sectores do artesanato, animação, gastronomia e indústria, podem participar na próxima edição da Feira de Tours, que terá lugar nesta cidade francesa de 2 a 11 de Maio de 2014. As inscrições devem ser efectuadas até ao próximo dia 31 de Dezembro, junto do Gabinete de Desenvolvimento Económico e Empresarial [GDEF] do Município de Santa Maria da Feira. Considerado um dos maiores pontos de encontro comerciais da

região, a Feira de Tours apresentase pelos seus próprios números: mais de 700 expositores recebem, em média, 250 000 visitantes todos os anos em cerca de 50 000m² de exposição com uma entrada e estacionamento gratuitos. Portugal é o convidado de honra na Feira de Tours em 2014. Depois da Grã-Bretanha (2010), Vietname (2011), Sicília (2012) e Ilhas Maurícias (2013), as empresas portuguesas têm assim a oportunidade de estabelecer contatos comerciais com empresas francesas,

dignificando a imagem do nosso país, por um lado, e promovendo o que de melhor se faz em território nacional, por outro. A iniciativa, promovida pela Tours Événements Organization, está a ser mediada pelo Portugal Business Club de Tours, cujo objectivo principal é desenvolver relações económicas com Portugal. Para mais informações ou esclarecimentos adicionais, os interessados devem contactar o GDEE, através dos números 256 370 891 ou 919 923 472.

Santa Maria da Feira // Escritor e jornalista revela ter ficado rendido a este género literário

Vitor Hugo Carmo lança o seu primeiro romance “Amor – Ódio”

“David Boaventura é um vendedor de bíblias que não acredita em Deus, um profeta de rua descrente a viver na linha ténue entre o amor e o ódio. A itinerante desordem do destino caiu aos pés de David, que começa a viver entre o amor a Ester Flor e o ódio a Elias, um padre com segredos obscuros que arrastaram o vendedor de bíblias e os seus amigos - Adolfo e Gabriel - para uma guerra silenciosa”. São estas as personagens que dão vida ao primeiro romance do escritor e jornalista

feirense Vitor Hugo Carmo. O livro foi lançado no último sábado, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, perante uma plateia cheia. Depois de, em 2007, ter lançado o livro de contos “Mel e Fel” e, em 2009, um de poemas “Página em Branco”, Vitor Hugo Carmo estreia-se agora no romance com “Amor – Ódio”. O local de lançamento do livro é especial e não foi escolhido ao acaso. “Escolhi a Feira porque é onde tenho a minha família e

amigos que sempre me apoiaram e é com eles que quero partilhar o momento” – afirma o escritor. Quanto às expectativas deste seu terceiro livro, o jornalista feirense está optimista, mas reconhece que não é fácil viver da escrita. “Pretendo surpreender as pessoas com a história e espero que o livro passe por muitas mãos e seja comentado por muita gente” – salienta Vitor Hugo Carmo, revelando ter já em mente o próximo romance. “Fiquei rendido a este género de literatura” – remata.

Espargo

“Os Idiotas” para ver no Europarque “Os Idiotas” é o espectáculo que abre a temporada do novo ano no Europarque, em Espargo. A peça sobre à cena no dia 11 de Janeiro, pelas 21h45. Pelo palco vão desfilar Aldo Lima, José Pedro Gomes, Jorge Mourato e Ricardo Peres. Ver “Os Idiotas” é a melhor coisa que lhe pode acontecer. Nos últimos tempos, quantas vezes já deu consigo a perguntar onde acaba a realidade e começa a ficção? Pois é. Segundo “Os Idiotas” essa fronteira não existe. Resultado?

Tudo, mas mesmo tudo, pode acontecer. No mundo d’ Os Idiotas o facebook deixou de ser virtual e as pessoas, mesmo as “supostamente normais”, trocaram as gargalhadas por uma dúzia de LOLs; Longe vão os tempo em que os amigos bebiam um copo quando se juntavam. Agora levam armas e matam-se por dá cá aquela palha. Neste universo paralelo, há homens que afinal são mulheres que entretanto mudaram de sexo e jogos de computador que se instalaram na vida sem pedir auto-

rização para fazer download. Se no final desta comédia detectar sintomas antes desconhecidos, não se preocupe. Esses sinais fazem parte do projecto de contaminação que “Os Idiotas” delinearam para o livrar desse semblante sério a que a rotina o condenou. Faça uma pausa... “Os Idiotas” é um espectáculo da multipremiada companhia inglesa Idiots of Ants com quatro grandes nomes da comédia: Aldo Lima, José Pedro Gomes, Jorge Mourato e Ricardo Peres.


Correio da Feira 16.DEZ.2013

Santa Maria da Feira // Desafio lançado a todas as escolas do País arrecadou 200 participações

“A Tua Terra dos Sonhos” já tem vencedores O desafio foi lançado a todas as escolas do país e foram cerca de 200 as que participaram com trabalhos no âmbito da Fotografia, Vídeo, Arte e Escrita. Os trabalhos chegaram um pouco de toda a parte. De Ponte de Lima a Coimbra, passando por Vizela, Valongo, Vila Nova de Famalicão, Póvoa de Varzim, Maia, Porto e claro, pelo concelho de Santa Maria da Feira, a escolha esteve a cargo do júri constituído no pelouro da Educação da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira que já teceu o seu veredicto e comunica agora os vencedores. Para lá da visita ao Parque Temático de Natal, os vencedores

ganham ainda um voucher em material da Olmar de São João da Madeira no valor de 100 euros e um Diploma de Participação no concurso, este último transversal a todos os participantes.

De notar ainda o acréscimo de participantes relativamente à edição de 2012, na qual concorreram cerca de 70 candidaturas e, desta feita, foram cerca de 200 os trabalhos recebidos e avaliados.

Lourosa // Workshop de Natal no Zoo

Corujinhas são as estrelas mais brilhantes No próximo domingo, das 14h30 às 17h30, o Zoo de Lourosa vai dar uma mãozinha nas decorações de Natal que estão mais atrasadas. Dedicado às famílias, o Zoo de Lourosa leva a cabo um ateliê que pretende que os participantes construam os seus

Foto ilustrativa

enfeites para a árvore de Natal. Todos os elementos da família podem e devem participar. Este ano o desafio está em desenvolver objectos decorativos inspirados nas corujas do Parque Ornitológico de Lourosa. Neste dia os participantes poderão

ainda assistir à “Hora de Alimentação dos Flamingos” e à acção “Pelicanos & Cia.”. Esta actividade é gratuita e está incluída no custo do bilhete de entrada no parque. Mais informações em info@zoolourosa. com.

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Santa Maria da Feira

Nova Comissão da Juventude Popular toma posse

Emanuel Almeida já foi empossado no cargo de presidente da Comissão Política Concelhia da Juventude Popular. A cerimónia teve lugar no salão nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria da Feira e contou com as presenças do eurodeputado

Nuno de Melo, do presidente da JP Nacional, Miguel Pires da Silva, e do presidente da Comissão Política Concelhia do CDS da Feira, Alferes Pereira. Presente esteve também a vereadora do pelouro da Educação da Câmara Municipal, Cristina Tenreiro.

S. Paio de Oleiros

AMO promove concerto de Natal A Associação Musical de Oleiros promove, no próximo domingo, o seu Concerto de Natal. O espectáculo tem início marcado para as 16h00, na Igreja Matriz de S.

Paio de Oleiros. Entretanto, no sábado e domingo, decorre ainda a tradicional Feirinha de Natal na Cantina Escolar.


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Santa Maria da Feira // Ainda há médicos que não reconhecem a doença

Aprender a viver para além da dor constante O Núcleo de Apoio à Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica de Santa Maria da Feira iniciou a sua actividade há apenas meio ano, mas já se conseguiu implementar no Concelho e conseguir bons resultados na ajuda dada aos doentes destas patologias. O primeiro evento solidário que levou a cabo permitiu-lhe angariar fundos para uma marquesa, podendo assim, a partir de Janeiro, juntar à sua lista mais uma valência: o reiki. Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

Eva Ramos é presidente do Núcleo de Apoio à Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica de Santa Maria da Feira, mas é também ela uma portadora destas patologias. Os sintomas começaram quando tinha apenas 29 anos e percebeu que já não conseguia desfrutar das suas caminhadas habituais. “Fazia campismo, no Verão, e as caminhadas à beira-rio custavam-me imenso. O cansaço era demasiado e eu não via a hora de chegarmos à tenda para me estender” – conta Eva Ramos. Quando o tempo começou a arrefecer, esses sintomas desapareceram, mas outros tomaram o seu lugar. “Depois vieram as dores, a ponto de querer caminhar e não poder” – diz a presidente do núcleo. A partir daí, Eva Ramos andou “de médico em médico”. Muitos não conseguiram fazer um diagnóstico; outros diagnosticavam, davam medicação e depois iam trocando os fármacos à medida que deixavam de fazer efeito; e ainda houve alguns que a encaminharam para psiquiatria. “Não era isso que precisava de ouvir. Só queria que me dessem uma resposta e, principalmente, que acreditassem em mim. É muito mau quando vamos a um médico, nos queixamos e sentimos que ele está a olhar para nós a pensar “tu estás é doida, deves ter a paranóia das doenças”” – comenta Eva Ramos, que reforça a dificuldade em encontrar médicos que aceitem e compreendam a doença. “Numa das juntas médicas a que fui, uma médica nova perguntou-me o que é que tinha e eu disse que tinha fibromialgia. Ela simplesmente respondeu-me “isso não existe”” – lembra Eva Ramos. A razão para este desconhecimento vem do facto de que a fibromialgia ainda não é uma doença consensual entre a classe médica, precisamente pela dificuldade em diagnosticá-la. Esta doença costuma “andar de mão dada” com a síndrome de fadiga crónica, embora isso não signifique que quem tem uma das patologias vá obrigatoriamente ter a outra. E para quem ainda

não sabe que patologias são estas, ninguém melhor do que Eva Ramos para explicar. “A fibromialgia provoca muitas dores, afectando a nossa concentração, e a fadiga crónica é um cansaço excessivo, que nunca passa. Uma pessoa deita-se e acorda de manhã ainda mais cansada, talvez pelo facto de as dores não nos deixarem dormir” – elucida a presidente do núcleo, que acrescenta um dado impressionante: “Um doente fibromiálgico, quando excede aquilo que deve, a dor é seis vezes superior à de uma pessoa que não tem a doença”.

Núcleo criado para ajudar os doentes Foi para apoiar os doentes destas patologias que Eva Ramos decidiu criar o núcleo, mas os créditos da ideia não são seus. Tudo partiu de uma doente de fibromialgia que se dirigiu ao centro de saúde da Feira (onde Eva Ramos trabalha) e requisitou ajuda para formar um grupo de apoio. “Perante as suas dificuldades, pediu-me para ficar à frente do grupo. Respondi logo que podia contar comigo” – refere Eva Ramos. A partir daí as coisas começaram a avançar. “Na altura falou-se em criar uma associação, mas, como já existia uma associação em Portugal neste âmbito, que é a Myos, achamos que fazia todo o sentido ligarmonos a ela” – diz Eva Ramos. Hoje têm cerca de uma dezena de pessoas no grupo de trabalho, que se reúne frequentemente. Entre as valências que o núcleo oferece, a custo mais reduzido, encontramos a Psicologia e a Nutrição, sendo que o Reiki vai começar em Janeiro. “A pessoa que se voluntariou para fazer reiki connosco diz que traz resultados muito bons. Até hoje não começamos porque não tínhamos nem o espaço, nem a marquesa, mas agora já temos” – afirma Eva Ramos. A marquesa conseguiram-na com o seu primeiro jantar de angariação de fundos, em parceria com a AS Cook&Events, que se realizou no passado dia 30 de Novembro. “Correu muito bem, e tivemos a surpresa de, no dia, a AS Cook&Events já ter a marquesa para nós, mesmo sem saber se ia

conseguir o dinheiro para a sua aquisição” – refere a presidente do núcleo. Na semana seguinte, a Junta da Feira conseguiu um local apropriado para as sessões de reiki. “Cedeu-nos um gabinete muito bom na Junta de Sanfins. O ano não podia acabar melhor. Isto é que foi uma prenda de Natal. Em Janeiro vamos arrancar ainda com mais trabalhinho” – afirma Eva Ramos. Para o futuro, fica o objectivo de conseguir a valência de Reumatologia.

Encontros são o principal foco do núcleo Para além das valências, existem os encontros mensais gratuitos com os portadores, que são sempre diferentes. Há uma temática para cada encontro, e tanto os doentes como os seus familiares podem participar. O objectivo é passar um bom bocado e ajudar a aliviar a dor dos portadores. “Não vamos curar ninguém porque, se não existe cura, não somos nós que vamos conseguir isso. Mas já estamos a conseguir excelentes resultados porque sentimos que as pessoas saem daqui mais leves, mais bem-dispostas e com vontade de voltar” – diz Eva Ramos, que dá o exemplo concreto de uma senhora que “já fez todo o processo valer a pena”. “Uma das coisas que fazemos é perguntar “De um a dez como é que se sente?”, sendo que um é muito mau e dez é bom. Aquela senhora no primeiro dia chorava

constantemente e disse que estava no quatro. Fui embora com a sensação de que ela não voltava mais. Mas a verdade é que nunca mais faltou e, no sábado passado [7 Dezembro], conseguiu dizer que estava no oito. Isso para nós

é muito gratificante” – sublinha a presidente do núcleo. Os encontros são sempre no primeiro sábado de cada mês, na Junta de Freguesia da Feira, e pretendem ser também um espaço de partilha de experiên-


Suplemento Especial | Integra a edição nº 5843 de 16 de Dezembro de 2013 | Não pode ser vendido separadamente

Sortilégio de Natal Estorietas e curiosidades à volta do fenómeno Natalício. 23 personalidades Feirenses oferecem prendas...

Gastronomia de Natal Veja as receitas do chef Apolinário Gumerzindo


16.DEZ.2013

Primeira coluna

Nota de abertura Suplemento Especial | Integra a edição nº 5843 de 16 de Dezembro de 2013 | Não pode ser vendido separadamente

Sortilégio de Natal Estorietas e curiosidades à volta do fenómeno Natalício. 23 personalidades Feirenses oferecem prendas...

Gastronomia de Natal Veja as receitas do chef Apolinário Gumerzindo

Num momento em que nos aprestamos para viver a quadra natalícia, celebrando os valores da Família, oferecemos mais um trabalho de temática dedicada, definido, como sempre, com o objectivo de corresponder às expectativas dos nossos Leitores. Neste Suplemento Especial, inteiramente dedicado ao Natal, o Leitor poderá encontrar o melhor do nosso sentimento colectivo, através da escrita de cinco dos nossos maiores poetas; receituário culinário para quem quiser atrever-se na cozinha e enfoques cronológicos nas tradições do Menino Jesus e do Pai Natal. Mas poderá conhecer ainda o espírito de Natal com que algumas personalidades do nosso universo local, vivem a quadra natalícia, ou espreitar algumas das muitas curiosidades que gravitam à volta do tema natalício. A fechar, uma entrevista com o Pai Natal, registada na Terra dos Sonhos. Boa leitura e Votos de Boas-Festas

Ficha Técnica: Título: “Especial NATAL” (parte integrante da Edição nº 5.843 do semanário “Correio da Feira”) Produção: “Trazer Notícias, Lda.” - Deptº. Projectos de Informação Especial Direcção: Orlando Macedo Equipa: Albino Santos, André Costa, Tojal Trigo e Pedro Almeida.

Nota: No tratamento redactorial dos conteúdos deste Suplemento, observou-se a adopção indiscriminada das antiga e nova ortografias da Língua Portuguesa.

Cinco autores portugueses cantam o Natal António Gedeão

Dia de Natal Hoje é dia de ser bom. É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, de falar e de ouvir com mavioso tom, de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças. É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem, de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria, de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem, de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria. Comove tanta fraternidade universal. É só abrir o rádio e logo um coro de anjos, como se de anjos fosse, numa toada doce, de violas e banjos, entoa gravemente um hino ao Criador. E mal se extinguem os clamores plangentes, a voz do locutor anuncia o melhor dos detergentes.

Naquela véspera santa a sua comoção é tanta, tanta, tanta, que nem dorme serena. Cada menino abre um olhinho na noite incerta para ver se a aurora já está desperta. De manhãzinha salta da cama, corre à cozinha em pijama. Ah!!!!!!! Na branda macieza da matutina luz aguarda-o a surpresa do Menino Jesus.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu e as vozes crescem num fervor patético. (Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?) Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.) Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas. Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante, Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante. Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates, com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica, cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates, as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica. Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito, ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores. E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito, como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores. A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento. Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar. E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar. Mas a maior felicidade é a da gente pequena.

Jesus, o doce Jesus, o mesmo que nasceu na manjedoura, veio pôr no sapatinho do Pedrinho uma metralhadora. Que alegria reinou naquela casa em todo o santo dia! O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas, fuzilava tudo com devastadoras rajadas e obrigava as criadas a caírem no chão como se fossem mortas: tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá. Já está! E fazia-as erguer para de novo matá-las. E até mesmo a mamã e o sisudo papá fingiam que caíam crivados de balas. Dia de Confraternização Universal, dia de Amor, de Paz, de Felicidade, de Sonhos e Venturas. É dia de Natal. Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. Glória a Deus nas Alturas.

Barbosa du Bocage

Mário de Sá-Carneiro

Vitorino Nemésio

Natal

A Noite de Natal

Natal Chique

Se considero o triste abatimento Em que me faz jazer minha desgraça, A desesperação me despedaça, No mesmo instante, o frágil sofrimento. Mas súbito me diz o pensamento, Para aplacar-me a dor que me traspassa, Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça, Teve num vil presepe o nascimento. Vejo na palha o Redentor chorando, Ao lado a Mãe, prostrados os pastores, A milagrosa estrela os reis guiando. Vejo-O morrer depois, ó pecadores, Por nós, e fecho os olhos, adorando Os castigos do Céu como favores.

Em a noite de Natal Alegram-se os pequenitos; Pois sabem que o bom Jesus Costuma dar-lhes bonitos. Vão se deitar os lindinhos Mas nem dormem de contentes E somente às dez horas Adormecem inocentes. Perguntam logo à criada Quando acorde de manhã Se Jesus lhes não deu nada. – Deu-lhes sim, muitos bonitos. – Queremo-nos já levantar Respondem os pequenitos.

Percorro o dia, que esmorece Nas ruas cheias de rumor; Minha alma vã desaparece Na muita pressa e pouco amor. Hoje é Natal. Comprei um anjo, Dos que anunciam no jornal; Mas houve um etéreo desarranjo E o efeito em casa saiu mal. Valeu-me um príncipe esfarrapado A quem dão coroas no meio disto, Um moço doente, desanimado… Só esse pobre me pareceu Cristo.

Fernando Pessoa

Poema de Natal Natal… Na província neva. Nos lares aconchegados, Um sentimento conserva Os sentimentos passados. Coração oposto ao mundo, Como a família é verdade !

Meu pensamento é profundo, Estou só e sonho saudade. E como é branca de graça A paisagem que não sei, Vista de trás da vidraça Do lar que nunca terei !


Sortilégio de Natal

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inquérito-relâmpago E se, por via de um qualquer passe de mágica, se pudesse escolher e concretizar a oferta de um presente especial?... Foi com este sentido que convidámos um conjunto de figuras públicas locais a responder a uma única questão: «Que prenda daria neste Natal e a quem?» A(s) pergunta(s), visava(m) a espontaneidade na(s) resposta(s); e estas, não fugiram ao espírito de Natal: solidariedade e votos de felicidade, em quase todas. Mas – sem surpresa – as preocupações sociais acabaram por espelhar o momento delicado que o país atravessa…

As prendas que eles dariam neste natal…

Alferes Pereira presidente da CP do CDS/PP Câmara Municipal – desejo ambição e determinação, fundamentais nestes tempos, bemcomo transparência e visão, ausentes até aqui; PSD – desejo humildade e trabalho ; PS – desejo paz, amor e fraternidade; CDU e BE – bom senso e coerência; CDS – dedicação e paciência; Aos feirenses: solidariedade e empreendedorismo!

António Cardoso deputado à AR

Emídio Sousa presidente da CMF

José Manuel Oliveira vereador da CMF

Marques da Silva director do Museu do Papel

Salomão Rodrigues jornalista

Neste momento, ofereceria uma boa dose de bom-senso ao nosso primeiro-ministro, para ele por de lado a austeridade.

A prenda que mais gostaria de dar, era emprego a todas pessoas com vontade e idade para trabalhar, porque esta é minha maior preocupação do dia-a-dia.

Para muitos, Natal, por definição, é sinónimo de consumismo, de valores materiais. Mesmo correndo o risco de cair em lugar-comum, considerando o momento por que todos passamos, nesta quadra ofereceria aos meus concidadãos condições dignas de vida, que vão para além da sobrevivência. O meu presente de Natal seria dar um emprego a todos os feirenses, de modo a que todos pudessem construir e alimentar os seus sonhos e projectos.

Daria uma árvore de papel, para corresponder a todos os desejos escritos… em papel.

Gostaria de oferecer um cabaz de coerência e humildade a certa classe política do país. Para alguns acrescentava uma nova espinha dorsal. Para outros, poucos, um justo aperto de mão.

Celestino Portela economista

Alfredo Henriques ex-presidente da CMF

Ofereceria bom-senso aos nossos políticos, recomendandolhes que ponham de lado os seus interesses pessoais e partidários; que ponham as pessoas e o País em primeiro lugar, porque só com esse espírito será possível termos um futuro com esperança.

Neste Natal, daria como prenda ao novo presidente da câmara, muitas novas empresas no concelho da Feira.

Amadeu Albergaria deputado na AR Neste Natal, daria como prenda ao novo presidente da câmara, muitas novas empresas no concelho da Feira.

Daria aos nossos políticos a visão adequada à necessidade de resolver o problema de emprego para os nossos jovens, que todos os dias estão a emigrar, deixando um vazio muito grande.

Daria alegria e felicidade. Gostaria de ver os feirenses e os portugueses muito felizes, porque isso significaria que estariam de posse de tudo o que é necessário para que isso possa acontecer.

Lucinda Ferreira presidente do C.A. Escola Sec. Feira Daria à Secundária da Feira um grupo de professores da minha Escola, com capacidade para a gerir, de modo a evitar os riscos de uma hipotética privatização futura. Isabel Machado vereadora da CMF

António Bastos vereador da CMF Daria, por via indirecta, uma prenda especial a todos os feirenses: um novo modelo de gestão para a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

Pedro Filipe Soares deputado à AR Gostaria de dar crescimento económico e criação de emprego ao país, para que 2014 pudesse ser melhor para todos nós, que já merecemos...

Susana Correia vereadora da CMF Daria emprego a todos os que precisam... e são tantos! Seria a solução para os dramas de muitas Famílias do nosso concelho.

Teresa Leão directora do Isvouga Se pudesse, daria emprego a todos os que precisam e melhores condições aos que vão viver este Natal sem a qualidade de vida que merecem.

Ofereço a todos os feirenses o desejo sincero de um Natal de renovação da fé e da esperança. E que em 2014, haja um novo tempo de sucesso, saúde, paz, amor e conquistas, em que todos os dias se repitam as nossas melhores virtudes.

Margarida Garizo deputada à AM da Feira

Eduardo Marques Administrador da Indaqua Nos tempos tão difíceis e conturbados em que vivemos, gostaria de ter uma varinha mágica que pudesse dar a todos a esperança firme de um futuro digno e próspero e, sobretudo, que erradicasse a pobreza e o sofrimento

À minha esposa, aos meus filhos e aos meus pais, ofereço a oportunidade de estarmos juntos à lareira e em paz com tudo e com todos. A todas as outras pessoas, gostaria de proporcionar-lhes exactamente o mesmo que quero para mim.

Helena Portela vereadora da CMF

Eduardo Cavaco vereador da CMF

Paulo Sérgio Pais administrador da Feira Viva

José Lino Director da EPPB Daria, novamente, um Família a cada um dos meus alunos.

Aos portugueses em geral e aos feirenses, em particular, dar-lhes-ia mais emprego e menos dificuldades. E também gostaria de garantir que, com o próximo ano, chegasse um espírito que nos ajudasse a todos a ser felizes, que é o que mais precisamos.

Rodrigo Nunes empresário

Vítor Marques vereador da CMF

Daria a todos os políticos uma plataforma de entendimento, para resolverem os problemas do país e olharem para o que é realmente importante. Essa seria a solução para um país pequeno mas de grandes potencialidades, que merecia melhor do que a governação que tivemos nos últimos anos, para ajudar a nossa juventude a encontrar um rumo.

A melhor prenda possível, que poderia dar, seria um posto de trabalho para quem precisa, em especial os feirenses; e principalmente para aqueles que querem e não conseguem encontrá-lo. Também incentivo aqueles que defendem e cultivam os valores familiares, a dar o seu contributo de solidariedade para com aqueles que nesta altura atravessam uma fase menos boa da s suas vidas.


16.DEZ.2013

Com a globalização dos fenómenos sociais (veja-se o que acontece com o ‘Halloween’, que liquidou o nosso portuguesíssimo ‘Entrudo’) tudo aponta para que, dentro de poucos anos, o Menino Jesus apenas encontre refúgio nos anais do Património Cultural Imaterial…

(regresso à)História Maravilhosa

D

e ano para ano, o Natal tradicional português – o que celebra(va) o nascimento do Menino Jesus – tem vindo a perder terreno, face à avassaladora onda de consumismo e de marketing social apelativo, que nos tem trazido o Pai Natal pela casadentro. Mas é preciso aceitar, também, que, pela carga religiosa inerente, a saga do Menino Jesus está cada vez mais prejudicada pela ausência de tal condicionante do seu “concorrente” importado dos países frios do norte da Europa.

Natal, essa palavra mágica Directamente oriunda do latim nÐtÐlis, dizem os linguistas que a palavra ‘Natal’, do português e do antigo castelhano, também recolheu contributos do catalão ‘nadal’ e do italiano ‘nataledo’. Entretanto, no castelhano a palavra ‘navidad’ foi substituindo progressivamente ‘Natal’, o que se percebe melhor se atendermos a que reporta ao dia religioso (6 de Janeiro) em que nuestros hermanos comemoram o nascimento do Menino. Como significado, Natal também se aplica à ocorrência do nascimento de alguém, num determinado lugar. Natal, a festa religiosa, comemora-se a 25 de dezembro desde o ano 336 d.C (séc.IV da era cristã) altura em que a igreja romana passou a assinalar e celebrar o nascimento de Jesus com regularidade. Seria o Papa Júlio I quem, catorze anos mais tarde, em 350, viria a proclamar o dia 25 de Dezembro como data oficial do Nascimento do Menino Jesus. Ainda assim, há relatos que sustentam que a celebração da natividade de Jesus, a 6 de janeiro, continuou a ocorrer até finais doesse século. E entretanto, muitos estudiosos têm vindo a referir que aquela decisão eclesiástica recuperou a primeira celebração, que terá ocorrido anteriormente na Turquia, a 25 de Dezembro, já em meados do sec II.

A anunciação Se quisermos observar a história do Menino Jesus, com olhos inquisitivos, o resultado final acabará por render tributo ao cepticismo, com a lógica e a cronologia a exercerem um magistério cruel. Por isso, é tão importante aceitar a carga de fantasia que ao longo dos tempos tem adornado a narrativa… Reza a história que Maria e José, os pais de Jesus moravam em Nazaré, cidade da antiga Galileia, no norte da Palestina. Na Bíblia, o Evangelho de Lucas conta que o arcanjo Gabriel apareceu a Maria, anunciando-lhe que ela havia sido escolhida para dar à luz o filho de Deus, o prometido Messias. Vencido o cepticismo inicial do carpinteiro José, a gestação do Salvador ocorria sem sobressaltos, até que, já pelo final do período, Maria e José tiveram de se deslocar a Belém, para se registarem no recenseamento geral que

O Anjo Gabriel (de Giotto pintor florentino do séc.XIII) o imperador César Augusto havia ordenado, com o intuito de cadastrar todos os súbditos para efeitos de cobrança dos impostos.

Belém era uma pequena cidade e o afluxo de pessoas, provocado pelo recenseamento, esgotou todas as possibilidades de acolhimento para Maria e José, pelo que – com o momento de dar à luz a chegar – o casal de nazarenos se viu obrigado a abrigar-se num estábulo, onde Jesus acabou por nascer e uma manjedoura lhe serviu de primeiro berço. Outros autores, preferem o cenário de uma gruta, provavelmente mais consentânea com a morfologia das cercanias de Belém; mas fosse como fosse, os Evangelhos registam que, nessa noite, os pastores das cercanias viram anjos no céu cantando salmos de ‘Glória a Deus nas alturas e paz e boa vontade, na Terra, entre os homens’. Terão sido, aliás, os pastores os primeiros a acorrer ao local, levando leite, mel e agasalhos à Sagrada Família. Da circunstância, resultou o Presépio, a representação mais divulgada do nascimento de Jesus, não se esquecendo a tradição de adicionar a presença do simpático burro e da dócil vaquinha como elementos acessórios mas indispensáveis na figuaração.

A Estrela e os Reis Magos Para adensar a efabulação, introduz-se a demanda dos Três Reis Magos, ditos

Belchior, Baltazar e Gaspar. Os cépticos recusam hoje a ideia de se tratar de verdadeiros reis, admitindo antes, que poderia tratar-se de sacerdotes persas ou astrónomos, já terão sido guiados por uma estrela que os conduziu à região onde nascera Jesus, havia alguns dias apenas. O enredo refere que os magos – sabendo que se tratava do nascimento de um rei – se dirigiram ao palácio do cruel rei Herodes, na esperança de ali encontrar o Menino. Herodes, surpreendido pela revelação, pediu aos magos que, se o encontrassem lhe indicassem onde estaria, dado que também queria ir adorá-lo, embora as suas intenções fossem a de matá-lo. O tempo decorrido na procura da cabana, levou a que só a 6 de Janeiro os Magos chegassem ao presépio; e é isso que justifica hoje, em muitas culturas que o dia da entrega dos presentes se faça, simbolicamente naquela data, Dia de Reis. A história sublinha que os Magos só conseguiram encontrar o Menino Jesus, porque, após saírem de Belém, a estrela voltou a pairar, guiando-os até ao local, como conta o mesmo Mateus, no evangelho: “E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo”.

Ouro, incenso e mirra Dentre as dádivas oferecidas pelos Magos, as mais famosas, pelo seu simbolismo, são ouro, incenso e mirra, num conjunto alegórico a que os estudiosos atribuem significado e simbolismo espiritual. A lenda diz que o ouro representa condição real do Menino; o incenso consubstancia a fé, dado que era (e ainda hoje é) é usado nos templos para simbolizar a ascensão das preces ao céu; e a mirra, enquanto resina antisséptica usada na altura em embalsamamentos, remetia para a dimensão humana de Jesus, perecível enquanto homem.

Evolução do conceito Tal como muitas outras circunstâncias e acontecimentos marcantes, também o Natal acabou por dar oportunidade ao aparecimento de usos e costumes associados, muitos dos quais originários de festivais profanos e/ou pré-cristãos,

como os do solstício de inverno, em todo o caso festividades que a igreja não quis ou não conseguiu apagar dos hábitos das populações, acabando por acolhê-los e adaptá-los à visão do cristianismo. Mas a celebração da natividade tal como a conhecemos, nem sempre foi assim, valendo a pena reparar que o Natal não se encontrava referenciado entre as primitivas festividades cristãs. Aliás, é preciso chegar ao exercício do papado de Libério (ocorrido entre os anos 352 e 366) para encontrar a primeira referência específica à celebração do Natal, entre os cristãos. Daí para cá, o enquadramento social do período natalício tem passado por várias caracterizações (na Idade Média chegou a ser comemorada em registo carnavalesco). Mas foi preciso esperar até ao séc. XIX para se firmar como um tempo especial orientado para a celebração dos valores da Família, com o foco centrado nas crianças.

“ Hoje, a interpretação-livre da figuração do Presépio, há muito ultrapassou os conceitos tradicionais. Entre nós, o célebre Presépio da Cavalinho – reconhecido como o maior do mundo com figuras em movimento – introduz representatividade moderna nos seus vários cenários, numa demonstração inequívoca do valor da intemporalidade da mensagem”.


Sortilégio de Natal

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Pai Natal Na demanda sobre as origens do Pai Natal, a hagiografia recua muitos séculos na história do cristianismo, para alvitrar que a lenda pode ter sido originada na figura histórica de São Nicolau, a primeira das figuras da nomenclatura eclesiástica a organizar assistência aos pobres e principalmente às crianças desvalidas.

T

al como o de todas as outras, o nascimento da lenda do Pai Natal dilui-se na memória dos tempos, mas hoje é comum datar- se o “aparecimento” da figura no primeiroquartel do século dezanove e pacificamente aceite que a transformação no actual símbolo natalício, evoluiu na Alemanha (Santa Klaus) colhendo sérios contributos da tradição dos Países Baixos (Sinterklaas). É da Holanda que emerge a figura de um velhinho de longos cabelo e barba brancos, montando um cavalo ruço e vestindo uma ampla capa vermelha, carregando consigo um livro em que estão apontados os nomes de todas as crianças, bem como se merecem – ou não – os presentes pedidos, consoante tiver sido o seu comportamento ao longo do ano. As narrativas e a descrição da figura, parecem, aliás, estar na base daquela que é considerada a primeira imagem consensual da figura do Pai Natal, baseada numa ilustração intitulada “Merry Old Santa Claus”, da autoria de Thomas Nast e editada a 1 de Janeiro de 1881 numa publicação americana. Outro contributo decisivo é creditado ao professor e dramaturgo norte-americano Clemente C. Moore, através de “Uma visita de S. Nicolau”, um poema dedicado aos filhos e em que se efabula pela primeira vez (1822) uma

ambiência fantástica, com o popular velhinho a chegar num trenó puxado por renas e a entrar pela chaminé, para deixar presentes. Relativamente ao poema, alguns estudiosos do fenómeno, cruzaram informação factual para deduzir que a inspiração do autor se baseou em tradições, como a dos antigos habitantes da Lapónia (no extremo norte da Finlândia) viverem em pequenas tendas revestidas com pele de rena e parecidas com os iglus dos esquimós, cuja entrada se fazia por um buraco na cobertura. Mas outros defendem que a alegoria assenta no costume, então em voga, de limpar as chaminés no Ano Novo para facilitar a entrada da boa-sorte…

O contributo da Coca-Cola Curiosamente, o apuro da

imagem do Pai Natal acabou por ocorrer também no outro lado do Atlântico, graças a ferramentas de puro “marketing”. Se hoje as imagem e vestimenta daquela figura estão padronizadas num homem rechonchudo, folgazão, de barba e cabelos brancos, vestindo casaco e calças vermelhos com debruns brancos, tudo rematado com botas e cinturão pretos, deve-se… à Coca-Cola. Diz o historial da marca, que nos anos 30, na sequência dos “grande depressão” a Coca-Cola estava à procura de uma solução para combater a acentuada quebra de vendas que registava todos os invernos. A ideia de associação da campanha à quadra mais abrangente e emblemática da estação fria, acabou por se impor e quando foi necessário adicionar simbologia atractiva, os gestores contrataram Haddon Sundblom, um dos mais famosos ilustradores da época. Com alguma naturalidade, o criativo acabou por se centrar na figura de “Santa Claus”, que recriou num processo memorável, centrado na renovação da imagem de um Pai Natal, que até então era apresentado de forma algo soturna, apesar dos primórdios assinados pelo também americano Nast. (re)Nascia assim a figura que hoje conhecemos: rechonchuda, bonacheirona e colorida, vestindo trajes espalhafatosos de cor vermelha debruados a branco e… segurando uma Coca-Cola na mão. O sucesso da campanha publicitária foi tão grande, que ainda hoje aquela marca de refrigerantes recorre à imagética do Pai Natal para ilustrar as suas campanhas de Natal. No fundo, o êxito da iniciativa esteve mais na mudança da vestimenta e na engorda da figura, do que no inusitado, dado que já anteriormente a White Rock Beverages (outra empresa americana produtora de bebidas) tinha utilizado a figura de Santa Claus para vender água mineral (em

1915) e soda (em 1923). No caso da Coca-Cola, foi o toque de génio do criativo

que fez (e faz ainda hoje) a diferença…

Pai Natal no radar Em meados dos anos 50 do século passado, a coisa ganhou “foros científicos” quando os responsáveis pela agência que coordenava o tráfego aéreo americano criaram o que designaram de “Santa Tracker” (“Rastreador de Santa Claus”) com expressão em vários idiomas, destinado a mapear o trajecto do Pai Natal em redor do globo terrestre. A ideia notável, nasceu em 1955, depois de um anúncio num jornal do Colorado ter assumido a fantasia de “revelar” o número telefónico do velhinho das barbas brancas. Com as crianças a efectuar milhares de chamadas, aumentou a margem de erro e coincidência; por isso, algumas delas chamadas aca-

tas transpuseram a história para o celuloide, no filme “Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho”, os fantasistas aplaudiram e adoptaram a rena do nariz brilhante como guia das outras congéneres, com especial aptidão para as orientar durante as tempestades.

Cartas ao Pai Natal

baram por ser direccionadas para aquela agência, que passada a surpresa inicial, alimentou a ideia e alinhou no espírito natalício. O movimento tornou-se imparável, a ponto de muitas cadeias de televisão replicarem ainda hoje a monitorização do percurso do trenó natalício, como aconteceu com um canal televisivo português há alguns anos atrás.

A origem e as renas do Pai Natal Os americanos preferem que o Pai Natal seja originário do Polo Norte, enquanto os mais puristas defendem a versão originária britânica, que lhe fixa proveniência lapã, com residência nas cercanias de Rovaniemi, cidade da Lapônia finlandesa. Diz-se que antigamente ele usava roupas e barrete verde, tal-e-qual os elfos que o ajudam a dar vazão aos milhões de pedidos com que se confronta todos os anos. Mas o “tal” anúncio da Coca-Cola obrigou-o a mudar-se para o vermelho, tal como antigamente se vira obrigado a apear-se do cavalo ruço para atrelar as famosas renas ao seu trenó voador. Sabe-se que usualmente, os lapões usam 8 renas para puxar os seus trenós; e por isso a fábula do veículo voador do Pai Natal foi referindo sempre quatro pares daqueles simpáticos cervídeos. Mas, em 1939, quando os argumentis-

Movido pela fé ou pela superstição, desde sempre o ser humano escreveu às suas divindades e referências votivas. Mas no que refere ao Pai Natal, só a partir de meados do século passado se rotinou o hábito de se escrever ao simpático ancião, para pedir prendinhas. O caso ganhou entretanto, tais proporções, que um pouco por todo o mundo foram criados serviços especiais de recepção de tais missivas, como acontece com os nossos CTT, que há quase 30 anos, em 1985, lançou a iniciativa “Cartas do Pai Natal”. Com o volume de cartas recebidas a aumentar progressivamente, no ano passado foram cerca de 350 mil as cartas escritas por crianças – não só portuguesas - algumas delas vivendo no estrangeiro. Uma fonte dos CTT apontou a elevada adesão de crianças filhas de emigrantes portugueses espalhados por todo o mundo, da Venezuela a Timor, do ReinoUnido ao Basil, mas também de outros meninos e meninas naturais dos países de língua oficial portuguesa. E o melhor, é que na senda do velho aforismo que “todas as cartas têm resposta”… os CTT têm respondido! E na volta, ainda oferecem presentinhos!… Na mesma perspectivas, mas a outra escala, na Finlândia as cartas dirigidas ao Pai Natal, recebidas na Lapónia, são direcionadas para a central

postal da cidade de Rovaniemi (a capital) com garantia de resposta em oito idiomas.

A aldeia do Pai Natal… Por facilitismo, costumamos referir que o Papai Noel vive no Pólo Norte, mas na realidade ele “mora” mais a sul, quase do limite do círculo polar ártico. No entanto, cada país nórdico reclama para si a morada oficial do Pai Natal. A Noruega diz que ele vive em Drøbak; mas na Dinamarca juram que ele vive em Greenland (perto Uummannaq ). Já os suecos não quiseram ficar-se só pela reivindicação, construindo um parque temático na cidade de Mora, chamado Tomteland. Mas os finlandeses não quiseram deixar os seus créditos por mão alheias e respondem, por sua vez, com dois parques temáticos, exclusivamente dedicados ao Pai Natal, em Korvatunturi, nos arredores de Rovaniemi, a capital da Lapónia. Neste último caso, criou-se, inclusive o “Escritório do Pai Natal”, cujos contactos oferecemos aos leitores do Correio da Feira, com autorização expressa da Família Vuori, de Kuopio: Santa Claus FIN-96930 Arctic Circle Rovaniemi - Suomi www.santaclausoffice.fi

…e a residência de verão. Verdadeiramente surreal, mas significativo, é o facto de uma comunidade originária de cerca de 300 finlandeses que rumaram ao Brasil, ainda na primeira metade do século passado, ter declarado a região de Penedo, distrito de Itatiaia (Rio de Janeiro) como a “residência de verão” do Pai Natal…


16.DEZ.2013

Gastronomia natalícia Por força da nossa tradição, a Ceia de Natal fica algo limitada à omnipresença do bacalhau no prato dos comensais; mas há variantes, para o grande jantar da Festa da Família. E embora as receitas estejam quase-plasmadas no ADN dos gastrónomos portugueses, aqui deixamos algumas pistas para os mais distraídos e para os neófitos (porque há sempre uma primeira vez para tudo…) Pelo sim, pelo não, convidámos o mundialmente conhecido chef. Apolinário Gumerzindo - distinguido com 7 estrelas Dunlop, 6 estrelas Firestone e 43 estrelas Mabor - a proporcionar-nos algumas receitas fáceis (até para totós!...)

Sugestões do Chef Apolinário Gumerzindo para cinco pessoas.

• Ceia de Natal

guarde a casca; ponha-a na compostagem)

Bacalhau da Consoada 5 Postas grossas de bacalhau demolhado |5 Ovos | 2Kg de Batatas | 2 Couves pencas | 5 Dentes de alho | 3,5 dl. Azeite | Sal e vinagre q.b.

Primeiro, lave as batatas e as pencas, senão a avó reclama; depois coza-as (convém, não é?) com pele ou descascadas e cortadas a meio. Ponha a água ao lume e espere que ferva para lhe juntar as postas de bacalhau e as pencas, enquanto coze os ovos à parte. Enquanto o bacalhau e as pencas cozem, prepare o molho, levando ao lume o azeite e os alhos, cortados ao meio ou esmagados. Assim que levantar fervura, retire do lume (senão esturrica aquela coisa toda e depois você fica com a fama de ter estragado o jantar e vai ser gozado(a) o resto da vida). Junte vinagre e mantenha quente. Quando tudo estiver cozido, separe a melhor posta de bacalhau (importantíssimo!!), e descasque os ovos (a casca tem digestão difícil). Depois, feche os olhos e atire tudo para dentro da travessa (fica sempre bem uma nota artística) tendo o cuidado de alinhar apenas 4 postas no cimo e esconder, por baixo, a melhor posta. Coloque o molho na molheira para servir quente. Leve à mesa e deixe que todos os outros se sirvam primeiro. Nessa altura, só restará mesmo a melhor posta de bacalhau, escondidinha debaixo de batatas e pencas. A sua…

Polvo assado no forno 2Kg de polvo | 1,5 Kg de batata | 1 Cebola grande finamente picada | 3 Dentes de alho | 1 Malagueta | ½ Copo de água | 1 Copo de vinho tinto | 1,5 dl. Azeite | 1 Colher de chá de colorau | 3 Colheres de sopa de margarina | Sal e pimenta q.b.

Preparação Comece por dar uma banhoca ao polvo. Em seguida, aplique-lhe uma carga de porrada, para amaciar. Se continuar a chatear, retire-lhe os tentáculos, que ele amansa logo. Depois arranje uma panela de jeito, e ponha-a ao lume com o azeite, a cebola e o alho picado, deixando alourar (assim um bocadinho para o ruivo, mas sem exagerar). Quan-

essência de baunilha

Roupa Velha

Preparação

Preparação

acompanhado com batata assada e arroz de passas ou pinhões. Importante: Se já não conseguir enterrar a agulha… bem; o melhor, então, é procurar um restaurante aberto nas redondezas.

do a cor estiver no ponto, junte o colorau e a malagueta e abrande um bocadinho para pôr a versão rock do “Santa Claus is Coming to Town” a tocar em altos berros na aparelhagem lá de casa. Depois, corra de volta para junto do fogão e mexa aquilo tudo, antes que esturrique. Acrescente água e o copo de vinho (não; não precisa de o provar, para ver se entretanto não terá azedado…). Aproveite o balanço da música e mexa tudo vigorosamente e amande com o polvo para dentro da panela. Mal o polvo esteja cozido, adicione as batatas inteiras, de uma só vez, e deixe-as cozer também. Se não tiver mais nada que fazer, o melhor é ir mexendo a coisa, para evitar que pegue ao fundo da panela. Assim que as batatas estiverem prontas, retire tudo do lume, escoe a água (ou guarde-a para uma sopa, ou um arrozinho, sei lá…) e coloque num tabuleiro. Em seguida, espalhe a margarina por cima do polvo e leve-a ao forno para alourar. Importante: Quando estiver a receber os elogios, não se esqueça de compor uma atitude de modéstia; assim, conseguirá receber mais um ou dois minutos de encómios. Não adianta de nada, mas sabe bem…

• Almoço de Natal

Para o Almoço de Natal, não é preciso grande ciência. Normalmente o pessoal chega à mesa ainda a digerir a fartazana da noite anterior e com a boca a saber a papel de pauta, dado os exageros etílicos da madrugada; mas ainda assim, convém não facilitar. Cá vai, então…

Peru Assado 1 Peru de 4 ou 5Kg (se tiver mais, é capaz de ser leitão) | 250g de bacon | 1Kg sal marinho | 2 +1 Cálices de aguardente velha (qualquer marca serve, desde que não seja a-martelo) | 3 Limões (guarde a casca para os cocktails) | 10 Dentes de alho | 120g de margarina | 2 Cebolas médias | 1 folha de louro | 1 colher de sopa de pimenta | 1 colher de sopa de colorau2 ou 3 Laranjas (não

Primeiro, certifique-se de que o peru não é de plástico (e convém já estar depenado; senão, utilize a blackand-decker). Depois coloque-o num alguidar e tempere-o com o sal e com os limões às rodelas; acrescente dois cálices de aguardente (e empine o terceiro, para se inspirar). Em seguida cobre-se o peru com água fria, para lhe arrefecer os ânimos e castigando-o assim durante um dia. No dia seguinte, retire o peru da água, secando-o bem, por dentro e por fora, com um pano (evite o uso da esfregona ou do aspirador sem filtro, porque é capaz de não ser o mais indicado, na circunstância). Mesmo que esteja sem pachola, prepare, à parte, uma pasta com o alho, a margarina e o colorau. Depois, chame os miúdos lá de casa – que nessa altura já devem estar quase a esgotar-lhe a paciência – e convença-os a barrar o peru, por fora, com essa mesma pasta (se eles se armarem em renitentes, diga-lhes que é uma pintura; ou então, que é para pregar uma partida ao avô, embora neste caso possa ter de vir a debater-se com excesso de voluntários…) Em todo o caso, sempre descansa um bocadinho. Depois da performance dos miúdos lá de casa, coloque o que sobrar do peru barrado numa assadeira, juntamente com as cebolas descascadas, o bacon em fatias, a folha de louro e a salsa. Polvilhe-o com pimenta e regue-o com o sumo de laranja. A seguir, acompanhe o peru ao forno bem quente (2.400C) (mas tenha o cuidado de sair e fechar a porta!) durante 20 minutos. Quando lhe apetecer, reduza a temperatura para 2.000C, para evitar que ele fique com demasiado calor. Durante o tempo de cozedura, vá regando o peru com o molho que se vai formando no tabuleiro (é chato mas tem de ser, senão ainda acaba a servir torresmos…) Para saber quando o peru está assado, pergunte-lhe; mas se ele não responder (os perus costumam ficar maldispostos no Natal, vá lá saber-se porquê…) pode usar a agulha de tricot da bisavó Mariquinhas espetando-lha no peito e nas: se ao retirar a agulha, o líquido sair transparente, então o peru está pronto a ser servido, devendo ser

A ciência ainda não apurou as razões, mas no dia 25 de Dezembro, é habitual a preguiça atacar as nossas Mães, as nossas Tiase até os Chefs tradicionais . Vai daí, põem-se a aproveitar os restos da consoada, quando o prato preparado foi o bacalhau cozido com couve, batata e cenoura. Para disfarçar, dizem que se trata de uma tradição. Bem… 300g de bacalhau (não conta as espinhas) | 3 Ovos | 1dl. de azeite | 200g de couve penca | 500g de batatas | 4 Cenouras | 1 Cebola | 6 Dentes de alho

Preparação Pegue nas sobras (da travessa; as do prato, dê ao tareco) e corte tudo aos bocados: o bacalhau, a couve penca, as batatas e as cenouras, já cozidos no dia anterior (assim, tudo cortadinho, tem duas vantagens: sabe melhor e parece maior quantidade). Coza os os ovos e corte-os às rodelas (aviso: não tente fazer isto antes de os cozer). Reserve algumas rodelas para enfeitar a travessa. Pique os dentes de alho e leve-os a uma banhoca de azeite. Junte a este preparado os restantes ingredientes. Ponha tudo numa frigideira, utilizando a velha táctica do “tudo-ao-monte & fé-em-deus”, mexendo sempre e deixando aquecer até estar bem quente. Depois, tente apanhar a família distraída e sirva de imediato numa travessa. Se alguém reclamar, diga-lhe pra ir dar uma volta ao bilhar grande…

• Doces de Natal

Chef que se preze, sabe que recai sobre as sobremesas a derradeira responsabilidade do êxito, ou do fracasso de uma refeição. Isto é, uma boa sobremesa pode salvar uma refeição menos brilhante, tal como uma fraca sobremesa pode afundar o melhor repasto…

Tronco de Natal 5 ovos (quase)inteiros (separe a casca) | 5 gemas | 180 g de açúcar | 115 g de farinha | 1 a 2 gotas de

Preparação Dê pancadaria nos ovos inteiros mais as 5 gemas, até que se encontrem em espuma. Adicione aos poucos o açúcar, sem parar de bater. Junte as gotas de essência de baunilha e, por fim, peneire a farinha e misture-a com o preparado. Vai ficar com aspecto de mistela, mas não há-de ser nada. Verta para um tabuleiro untado e forrado com papel vegetal, igualmente untado, e leve ao forno, pré-aquecido a 200°, durante 10 a 15 minutos. Retire do forno, desenforme sobre uma superfície polvilhada com açúcar e deixe arrefecer. Entretanto, prepare o creme pasteleiro. Leve ao lume 1litro de leite com 1 vagem de baunilha aberta ao meio, até levantar fervura. Envolva 2 colheres (de sopa) de farinha maisena em 360 g de açúcar e junte 8 ovos, um a um, mexendo bem entre cada adição. Corte 100 g de manteiga em pedacinhos e junte-a ao preparado; se não tiver pachola, mande-a inteira lá para dentro. Por último, verta o leite em fio, mexendo sempre. Retire a vagem de baunilha e leve tudo a lume brando, mexendo sempre até engrossar, e sem deixar levantar fervura. Retire do lume e continue a mexer até arrefecer um pouco. Em seguida, barre a massa com este creme, enrole e apare as pontas. De uma das extremidades da torta, corte dois pedaços, para fazer as hastes. Confeccione o creme de manteiga achocolatado: Na batedeira eléctrica, bata 500 g de manteiga até obter um creme homogéneo e junte-lhe 2 gotas de essência de baunilha. Entretanto, leve 400 g de açúcar ao lume com 1,5 dl de água e deixe ferver até obter ponto de pérola. Bata as claras de 8 ovos em castelo e, sem desligar a máquina, junte a calda em fio. Continue a bater até arrefecer. Junte 100 g de chocolate derretido e este merengue à manteiga, envolvendo suavemente. Monte o tronco, cubra-o com creme de manteiga achocolatado e polvilhe com chocolate em lascas. Barre as extremidades com creme pasteleiro e decore com estrelas de chocolate. Por fim, reze para que tenha dado certo…

Manjar dos Anjos de Natal


Sortilégio de Natal

Preparação

10 bolachas Maria | 250 gr de açúcar | 1,5 dl de leite | 6 gemas de ovo | 10 dl de água.

Preparação:

Preparação: Leve ao lume a água e o açúcar, deixe ferver durante 3 minutos e retire. Aqueça o leite e desfaça nele as bolachas. Deite as bolachas no recipiente do açúcar. Leve ao lume só até levantar fervura, mexendo sempre para não pegar. Retirar do lume e deixe arrefecer. Coloque as gemas numa tigela e bata-lhe com um garfo até elas desistirem. Junte as gemas, em fio, à mistura de açúcar e bolachas já feita, mexendo sempre. Leve ao lume até fervilhar, nunca parando de mexer. Deite numa travessa, deixe arrefecer e enfeite com canela. Se não tiver jeit para isto, olhe, feche os olhos e atire a canela ao calhas, tipo obra abstracta. Importante: Não confunda! Só as bolachas Maria é que se deitam no recipiente; a Maria deita-se noutro lugar…

Cozinhe a batata-doce, descasque e faça um puré. Pelo sim, pelo não, misture com os s 500 gr de açúcar, mexendo sempre para não queimar. Quando gostar do aspecto, tire do lume e deixe arrefecer(se não gostar, tire na mesma, senão fica com cãibras). Junte o resto dos ingredientes misturando bem. Quando a mistela lhe parecer aparentada com massa, molde umas broas, coloque numa forma untada, pincele com a gema de ovo batido e leve ao forno até dourar. Importante: Não se esqueça que estamos no Natal; por isso, quando estiver a moldar as broinhas, evite as ordinarices…

Misture bem a farinha, o fermento e a margarina. Quando a massa estiver bem misturada, adicione o Vinho do Porto e a água e volte a misturar novamente, com a batedeira em velocidade máxima. Parece estúpido, mas tem de ser assim. Se estiver enfastiado, amande um calicezinho de Vinho do Porto pela goela abaixo… Depois, quando a massa já estiver cansada, estenda-a com um rolo sobre uma bancada enfarinhada e corte-a em retângulos, estes, com dois cortes no centro. Frite em óleo quente até alourarem de ambos os lados, escorra e passe por açúcar e canela. Arrisca-se a que saibam bem, sem grande trabalho…

Filhós de Natal 2 kg de farinha | 30 grs. de fermento de padeiro | 1 colher de chá de fermento | 125 grs. de manteiga | 750 grs. de açúcar | 1 dl de azeite | 3 dl de leite morno |12 ovos | 1 colher (sobremesa) rasa, de sal

e os ovos que se vão juntando à massa aos poucos. O açúcar e o azeite são dos últimos ingredientes, adicionando-se também aos poucos e continuando a amassar. A seguir, mesmo que você não queira, a massa vai ter de descansar, para crescer, dependendo da temperatura ambiente mas geralmente uma hora e meia. Depois de levedada, estende-se com as mãos pedaços e fritam-se em óleo quente. Após fritas colocamse em papel absorvente para tirar o excesso do óleo e em seguida passam-se por açúcar. Importante: Conte as vezes que espirrar; por cada uma, desconte 5 gr. de sal. E ninguém precisa de saber…

Rabanadas com Doce de Abóbora

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Num tacho, aqueça o vinho e adoce a gosto. Resista ao cheirinho, e mergulhe nele as rabanadas, aconchegue-as, espremendo-as um pouco com as mãos (se tiver coragem). A seguir, passe-as por ovo batido e lamba os dedos; dá mau-aspecto mas sabe bem. Num recipiente, leve ao lume óleo e, quando bem quente, frite nele as rabanadas, de ambos os lados, colocando-as a seguir sobre papel absorvente. Transfira-as para uma travessa de serviço e polvilhe com açúcar e canela.

Sonhos de Natal 3 dl de leite | 1,5 dl de óleo | 1 casca de limão | Uma pitada de sal fino | 250 gr de farinha | 6 ovos inteiros grandes | Óleo para fritar | Açúcar em pó para polvilhar.

8 fatias de pão-cacete ou de forma, grossas | chávena de chá de doce de abóbora | 3 dl de vinho tinto | Açúcar q.b. | Ovo batido q.b. | Óleo para fritar q.b. | Açúcar e canela para polvilhar

Coscorões Estaladiços 500g de farinha | 175g de margarina | 150cl. de Vinho do Porto branco | 100g de água | 1/2 colher de chá de fermento | Óleo para fritar | Açúcar e canela para polvilhar

Broinhas de Natal

Preparação:

Preparação

1/2 kg de puré de batata doce | 200 gr de farinha de trigo | 200 gr de farinha de milho | 1/2 kg de açúcar + 350 gr de açúcar | 100 gr de coco ralado | 100 gr de amêndoas moídas | 4 colheres de sopa de pão ralado | 3 ovos + 1 gema | Raspa de laranja | Sal

Coloque a farinha sobre a bancada e brinque aos vulcões, formando um monte com uma cova no meio, onde irá colocando os outros ingredientes. Amorne o leite, com a manteiga e o fermento e espete com tudo dentro do vulcão, amassando sempre e evitando espirrar. Adiciona-se o sal

Preparação Corte as fatias de pão com espessura de 3 cm ou mais. Com a ajuda de uma faca, abra-lhes uma cavidade pelo lado da base e recheie então as fatias de pão com o doce de abóbora, sem as rebentar.

Ferva o leite com o óleo, a casca de limão e o sal. De uma vez só adicione a farinha e, com uma colher de pau, misture até que a massa se descole do recipiente. Depois de arrefecer, acrescente os ovos inteiros (sem a casca), um a um e mexa bem. Na frigideira, já com o óleo quente, coloque colheradas de massa, fritando de ambos os lados. Retire e escorra. Antes de servir, polvilhe com açúcar em pó. Importante: Se nem isto você conseguir fazer, candidate-se ao título de “Rei dos Totós”.

As escolhas de Eduarda Magalhães

Leituras de Natal Cidália Fernandes

Afonso Cruz

E o Natal aconteceu

Para onde vão os guarda-chuvas

Mesmo ao lado, no presépio, as figuras conversavam, felizes e ansiosas p’lo Pai Natal aguardavam.

O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos que foi o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso. Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma

Mas eis que se ouve então, como da terra saído, vibrando naquele silêncio, um bruto e forte mugido. – Eu nem quero acreditar nisto que ouvi de vós. – Era a vaca rabugenta com arrogância na voz. (Inclui CD com música e dramatização da história)

espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca. Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.

Obras disponíveis na livraria Vício das Letras - Rua Dr. José Correia de Sá, n.º 59 Santa Maria da Feira


última

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Figura faz a delícia dos mais pequenos na ‘Terra dos Sonhos’

À conversa com o Pai Natal… Acontecimento incontornável, a ‘Terra dos Sonhos´ marca o ritmo sócio-cultural do natal feirense embora os seus efeitos se repercutam por todo o país. Enquanto parque temático dedicado à quadra natalícia, não só não tem dispensado a presença do Pai Natal, ao longo das 6 edições já realizadas, como tem feito dele a figura central. Já chegou de avião, de camião, de autocarro… e até trouxe as renas! Fomos ouvi-lo nas cercanias do castelo… A figura mítica do Pai Natal não podia faltar a esta Terra dos Sonhos, acabando por ser, naturalmente, a personagem mais procurada pelas crianças e a que mais curiosidade continua a despertar-lhes. Desde 2008 instalado na pequena ‘Lapónia da Terra dos Sonhos’, tem ouvido muitos os pedidos feitos pelos mais pequeninos. “Brinquedos, é sobretudo isso que as crianças pedem. Muitas até trazem uma lista, e eu peço que a coloquem no nosso correio”, conta o Pai Natal. Mas as crianças não se ficam por ali; para além dos mais variados brinquedos, “pedem também coisas boas para os pais”, como por exemplo muita paz e felicidade, sublinha o homem das barbas brancas.

Vergonha nenhuma Com a parafernália de luz e cores, num cenário criado para fazer so-

nhar, é difícil fugir-se ao sortilégio. E os pequenos visitantes não se fazem rogados. “O ambiente tem estado sempre muito bom, com as crianças a aderirem bastante, embora apareça um ou outro mais rebelde”, revela. Como é normal nestas idades, a curiosidade é muita e as perguntas são directas, sem qualquer tipo de vergonha. “Os miúdos perguntam de onde venho, que idade é que eu tenho… e até perguntam se sou verdadeiro ou não!”, diz a mítica personagem, que visita a Terra dos Sonhos há seis anos e está, por isso, mais que preparada para todas as questões colocadas pela pequenada.

Ansiedade A solicitação é tanta, que chega a ser necessário esperar-se meia-hora em longas filas para falar com o Pai Natal. No entanto as crianças não desistem

e aguardam ansiosamente pela sua vez de chegar perto do velhinho de barbas brancas e olhos azuis por detrás dos pequenos óculos redondos que compõem a personagem. “Muitas crianças já vêm cá desde outros anos e algumas até já as conheço”, refere o ‘ancião’ que se tem visto confrontado com as provocações de

alguns dos miúdos. “A maior parte ainda acredita, mas outros já dizem que sou falso e que o Pai Natal não existe; só que tento brincar com eles e até lhes digo que falsos são eles…” – confessa, acrescentando: “Há crianças que têm medo da figura, mas vêm ao meu colo e depois até voltam outra vez”.

Mas chegar à fala com o Pai Natal, não é exclusivo dos mais novos. Embora mais discretos, há também adultos a irem de encontro da figura vetusta, apenas para desejar apenas um Bom Natal e, quem sabe, recordar um pouco os seus tempos de criança, em que a magia do Natal era bem diferente...


Correio da Feira 16.DEZ.2013

cias. Para isso recorrem a diversas técnicas para pôr as pessoas a falar naturalmente dos seus problemas. Uma delas foi o teatro-fórum, que consiste em fazer uma peça completamente improvisada. “Nesse dia o tema era o doente e a família. Escolhem-se algumas pessoas e começamos. Nada é decorado, é o que nos sai na altura, é espontâneo. E quem está na plateia pode intervir quando quiser. Eu adorei, foi muito interessante” – conta Eva Ramos. Os encontros têm feito sucesso, tendo chegado às 30 pessoas, e o próximo é já no dia 4 de Janeiro. “O nosso objectivo é que os participantes saiam daqui com mais conhecimento sobre o que têm” – afirma o psicólogo do grupo, André Guedes Pinto. “As pessoas deixam de estar introvertidas na sua dor e esquecem-se que estão doentes” – diz, por sua vez, uma das voluntárias do núcleo, Maria Carolina Almeida. Para os portadores que também são pais, há duas educadoras de infância que podem ficar a tomar conta dos seus meninos durante o tempo das sessões.

Estigma é a parte mais dura da doença Por serem doenças silenciosas, os portadores de fibromialgia e síndrome de fadiga crónica sofrem com a falta de compreensão dos que os rodeiam. “Enfrentam problemas em casa, no trabalho, na comunidade porque não acreditam neles, e a classe médica também não ajuda. Ou seja, uma pessoa vê-se com um quadro de dor constante e não tem ninguém a quem recorrer” – resume André Guedes Pinto. A presidente do núcleo justifica este estigma com os meandros da doença. “Durante o dia, principalmente no Verão, ando a morrer. Mas se for preciso, à noite, vou passear, porque o

dia começa a refrescar e começo a sentir-me com mais forças. Isto é confuso para as pessoas. “Como é possível que durante o dia não consiga fazer nada e à noite já pode ir passear?” Não cabe na cabeça de ninguém” – refere Eva Ramos. Este estigma pode inclusive potenciar uma depressão. Eva Ramos esteve muito perto disso, no início dos seus sintomas, quando não conseguia ir trabalhar e recorria muitas vezes aos atestados médicos. “Estive nove anos em casa. O rótulo que temos é que somos malandras e não queremos ir trabalhar, e eu tinha vergonha de sair à rua porque sabia que era esse o meu rótulo. Uma das coisas que ouvia era “quem me dera estar em casa de atestado e a ganhar”” – conta a presidente do núcleo. Foi o afilhado que lhe fez dar a volta por cima, quando Eva Ramos assumiu a função de babysitter, que requeria que ela fosse mais forte do que as suas dores. “Comecei a ter um objectivo. Eu tinha de sair da cama, tinha de cuidar dele. Hoje estou grata por me terem dado a oportunidade de estar cinco anos com o menino, que deu uma reviravolta muito grande à minha vida” – conta a presidente do núcleo. Hoje Eva Ramos sabe “lidar melhor com as dores”. “Estou aqui a falar consigo, estou cansada e com dores, mas não demonstro isso. Foi uma defesa tamanha que ganhei nesses nove anos” – diz Eva Ramos. André Guedes Pinto elogia a postura da presidente do núcleo. “Aquilo que a Eva fez foi provar a toda a gente que se pode partir paredes e descobrir o caminho. É muito bom termos pessoas assim, que mostram aos outros que há muito para além da fibromialgia. Temos de mudar mentalidades e isso vai demorar algum tempo. Eu, pessoalmente, começava pelos médicos, porque bastava alguém como o

bastonário reconhecer a doença, que as entidades patronais, as pessoas, começavam a ir atrás” – diz André Guedes Pinto. Mas não são só os doentes que sofrem. As próprias famílias, que não compreendem a doença e têm de lidar com as constantes mudanças de humor do portador, também são afectadas, e Eva Ramos deixa o apelo. “Se nós temos dificuldade em entender a doença, quanto mais quem está ao nosso lado. O doente sofre, mas acredito que a família não sofre menos, porque se sente impotente. Nós temos dores, mas não podemos ser egoístas. Eu passei o dia em casa doente, mas o meu marido foi trabalhar e chegou a casa cansado. Graças a Deus, tenho uma família que nunca me virou as costas, o que ajuda a eu hoje esteja assim” – comenta a presidente do núcleo, que aconselha os doentes a procurarem um bom médico e a descobrirem o que funciona melhor para o alívio das suas dores.

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Fiães // Profession: Bottier calça famosos de Hollywood e outras celebridades

“Ferreira Avelar & Irmão” tem mais de 60 anos e clientes espalhados pelos cinco continentes

Há 66 anos que a Ferreira Avelar & Irmão, com sede em Fiães, produz sapatos. Criada por dois irmãos, hoje integra já a terceira geração da família, sendo que a gestão da empresa está entregue à segunda geração. O grupo emprega 112 colaboradores, divididos por três empresas e produz cerca de 120.000 pares de sapatos por ano, a um preço médio de venda ao retalho de 180 euros. “Facturamos, anualmente, cerca de cinco milhões de euros e pretendemos crescer 10 por cento, sabendo que este objectivo não é fácil. Contudo, criamos condições para o fazer e, em 2013, pensamos facturar mais de seis milhões de euros, o que, em termos de taxa de sucesso, ultrapassa os objectivos assumidos” – revela Rúben Avelar, Brand Manager da empresa. A empresa vende para 25 mercados e tem cerca de 100 clientes espalhados pelos cinco continentes. O grande objectivo da empresa nos próximos cin-

co anos, segundo Rúben Avelar, é conseguir que a marca “Profession: Bottier” assuma um papel de maior relevância na produção anual da empresa, chegando aos 30 por cento do total anual de facturação e produção. A Profession: Bottier foi criada em 1994 pela segunda geração da empresa. “Antecipando uma significativa baixa no consumo de produtos e acessórios de moda no mercado nacional, apresentámo-nos como marca própria ao mercado francês. Cerca de 20 anos depois, a P:B ganhou uma projecção internacional e, neste momento, vende cerca de 10.000 pares para 25 países, nas melhores lojas de calçado” – refere o jovem empresário. “Inicialmente os números não foram animadores, até porque como qualquer marca, o processo de crescimento necessita de muito investimento em comunicação, o que, na altura, era impossível de conseguir, pelo simples

facto de a empresa, até aos dias de hoje, preferir fazer todos os investimentos com incentivo próprio e não ficar dependente de terceiros para conseguir os seus objectivos” – atenta Rúben Avelar relativamente ao arranque da marca no mercado, acrescentando, no entanto, que “apesar de ainda não ter atingido o volume pretendido, a marca está hoje mais madura e tem mais facilidade de penetração nos vários

mercados”. Em termos de materiais utilizados, 90 por cento das peles provêm de Itália. As solas são feitas com couro italiano e os processos de fabricação são inteiramente controlados pela empresa, desde o desenvolvimento, passando pelo corte, costura, acabamento, embalagem, até à comercialização. “O nosso produto chegou além fronteiras através do senhor Jacques Mirault [estilista francês],

que colaborou com a empresa durante 25 anos e acreditou que, juntando o seu conhecimento técnico ao nosso “know-how”, poderia apresentar os produtos Profession: Bottier no exigente mercado francês” – conta Rúben Avelar.

Profession: Bottier nos Óscares 2012 com 19 pares de sapatos “Michael Bublé, José Mou-

rinho, Cavaco Silva, entre muitos outros já comprovaram a qualidade dos nossos produtos. Também estivemos presentes na cerimónia dos óscares em 2012 com 19 pares de sapatos que sabemos terem sido escolhidos e calçados por alguns actores e produtores de renome internacional, inclusive alguns premiados com a estatueta dourada” – revela o empresário. “Tudo isto nos enche de orgulho e motiva-nos a trabalhar ainda mais para conceber produtos de luxo acessíveis a todos os homens de bom gosto” – prossegue. Em bor a em t er m os de comunicação e imagem, esta exposição seja muito positiva para a marca, para Rúben Avelar a sensação de calçar uma figura pública ou um anónimo é exactamente a mesma, salientando que a Profession: Bottier será sempre uma marca de calçado masculino e não se abrirá a outros conceitos de moda.


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CC Lamas sobe à 3.ª Divisão Nacional

Lusitânia de Lourosa realiza I Gala do clube

São João de Ver vence e é cada vez mais líder

Dérbi entre Fiães e Soutense dá empate

Três equipas do concelho em frente na Taça Distrital

Turma de Francisco Batista venceu em Espinho e aumentou a distância para os perseguidores.

O Soutense foi ao terreno do Fiães arrancar uma igualdade a duas bolas em dérbi concelhio.

Arrifanense, ISPAB e Juv. Fiães seguem em frente na Taça, onde apenas o Canedo foi eliminado.

A equipa masculina do CCLamas subiu à 3.ª Divisão Nacional pela primeira vez na sua história.

Evento serviu para premiar quem mais se destacou na temporada passada ao serviço do clube

Futebol

Futebol

Futsal

Natação

Gala

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2.ª Liga // Turma de Pedro Miguel voltou a deixar escapar o triunfo nos instantes finais

Feirense soma terceiro empate consecutivo

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Árbitro: Artur Soares Dias Feirense: Paiva, Ícaro, João Ricardo (Xavier, 88), Tiago Jogo, Tonel, Diogo, Cris (Barros, 85), Zé Pedro, Barge, Valente (Jorge Gonçalves, 60), Porcellis T: Pedro Miguel Penafiel: Coelho, João Pedro, Fábio Ervões, Ferreira, Aldair, Nelson Sampaio, Dani, Rafael Lopes (Paulo Roberto, 88), André Fontes (Guedes, 70), Gabi, Vítor Bruno (Romeu Ribeiro, 70)

André Costa andre.costa@correiodafeira.pt Ainda não foi desta que o Feirense voltou aos triunfos perante o seu público, deixando escapar os dois pontos na recta final do encontro. Num jogo quase sempre morno e sem grandes motivos de interesse, não se vislumbrou grande diferença entre as duas equipas, apesar da enorme diferença pontual e classificativa. O Penafiel não justificou no Marcolino de Castro o lugar que ocupava à entrada para esta jornada, nem o Feirense demonstrou qualidade para estar mais bem colocado na tabela. Ainda assim entraram melhor os “fogaceiros”, com boas trocas de bola e um futebol apoiado. Controlava a partida mas não criava lances de golo junto da baliza de Coelho que não fez uma defesa digna desse nome ao longo dos noventa minutos. Os penafidelenses acordaram à passagem dos 25 minutos, quando Rafael Lopes surgiu isolado, apesar dos protestos do lado do Feirense, pedindo fora de jogo. Valeu aos azuis a rapidez de Paiva em sair dos postes evitando o golo forasteiro. Com esse lance a turma de Miguel Leal passou a comandar as operações e perto do intervalo, na sequência de um livre directo,

Estádio Marcolino Castro

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T: Miguel Leal

Amarelos: Dani (49 e 69), Tonel (62), Zé Pedro (82), Porcellis (87)

Vermelho: Dani (69)

Golos: Jorge Gonçalves (71), Rafael Lopes (83)

João Pedro deu trabalho a Paiva que teve se aplicar para desviar para canto. Pouco depois chegou o final do primeiro tempo com o nulo a justificar-se. Na segunda metade as coisas não se alteraram muito, continuando o Penafiel a ter mais iniciativa e através de um livre lateral batido por João Pedro, Rafael Lopes desviou com um cabeceamento para a baliza do Feirense, permitindo a Paiva efectuar a defesa da tarde com um belo voo ao canto superior esquerdo, desviando para canto. A turma de Pedro Miguel apenas criava perigo em lances aéreos e, na sequência de um canto, a bola ficou a pingar na grande área e Porcellis rematou com o esférico a ser desviado com o braço por

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Dani. Artur Soares Dias não teve dúvidas e apontou para o castigo máximo com Jorge Gonçalves a bater Coelho e a colocar o Feirense na frente do marcador. Dani viu o segundo amarelo e foi expulso pela falta. A jogar com menos um elemento, o Penafiel parecia ter desaparecido do jogo, mas num lance fortuito, a bola é lançada nas costas da defesa azul e Rafael Lopes ganha posição a Zé Pedro que, alegadamente puxa o seu adversário e o árbitro assinala grande penalidade. Rafael Lopes não vacilou e estabeleceu o resultado final que penaliza o Feirense que, mais uma vez, não conseguiu guardar a vantagem que trazia para os útlimos dez minutos.

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Treinador Feirense Pedro Miguel

“Foi um jogo equilibrado, não tivemos um grande ascendente sobre o penafiel. Depois de chegarmos à vantagem não esperava sofrer o empate. É lógico que estamos tristes. Já perdemos pontos nos últimos minutos por erros nossos, desta vez não foi isso que aconteceu, mas há que levantar a cabeça”

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João Ricardo foi dos melhores do Feirense numa partida em que nenhuma equipa fez por merecer o triunfo. Os golos surgiram de duas grandes penalidades muito contestadas de parte a parte.

vs Foto: Gabriel Tavares

No regresso do capitão Jorge Gonçalves à competição o Feirense voltou a não aproveitar a vantagem numérica. Grande penalidade duvidosa perto do final deixa escapar dois pontos importantíssimos.

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LIGA 2 CABOVISÃO

Resultados - 21.ª Jornada Sporting B 16-Dez Sp. Braga B Oliveirense 0 3 Portimonense Sp. Covilhã 0 1 Santa Clara Chaves 1 2 Trofense Académico Viseu 3 0 Desportivo Aves União Madeira 4 1 Leixões F. C. Porto B 16-Dez Atlético CP Farense 16-Dez Beira-Mar Feirense 1 1 Penafiel Tondela 0 1 Moreirense Marítimo B 16-Dez Benfica B Classificação J V E D F - C P Portimonense 21 13 3 5 35 - 24 42 Moreirense 21 10 8 3 34 - 15 38 F. C. Porto B 20 10 4 6 25 - 20 34 Sp. Covilhã 21 10 3 8 25 - 21 33 Penafiel 21 8 9 4 20 - 14 33 Leixões 21 9 5 7 23 - 24 32 Sporting B 20 10 2 8 30 - 29 32 Tondela 21 9 5 7 28 - 23 32 Benfica B 20 8 7 5 43 - 31 31 Marítimo B 20 9 4 7 18 - 17 31 União Madeira 21 8 5 8 31 - 24 29 Desp. Aves 21 8 5 8 18 - 19 29 Farense 20 7 6 6 22 - 15 28 Chaves 21 8 4 9 25 - 35 28 Beira-Mar 20 6 7 7 21 - 22 25 Sp. Braga B 20 7 3 10 22 - 28 24 Acad. Viseu 21 6 5 10 20 - 20 23 Trofense 21 5 7 9 19 - 29 22 Santa Clara 21 6 3 12 17 - 23 21 Feirense 21 3 11 7 16 - 26 20 Atlético CP 20 4 6 10 12 - 26 18 Oliveirense 21 4 5 12 26 - 45 17 Próxima Jornada - 22 de Dezembro Farense - Portimonense Chaves - Santa Clara Benfica B - Trofense União da Madeira - Desportivo das Aves Feirense - Leixões, 15h Sporting B - Atlético CP F. C. Porto B - Beira-Mar Oliveirense - Penafiel Académico de Viseu - Moreirense Tondela - Sp. Braga B Sp. Covilhã - Marítimo B

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Campeonato Nacional de Seniores // Sanjoanenses cada vez mais líderes

São João de Ver e Lourosa seguem nos lugares da frente Lourosa e São João de Ver ocupam os dois primeiros lugares da tabela classificativa à entrada para as últimas rondas do campeonato, colocando-se em boa posição para discutir, posteriormente, a subida de divisão. O Lourosa foi ao reduto do Estarreja empatar a uma bola depois de estar a vencer desde a meia hora graças a um golo de Mauro. O empate surgiu nos últimos dez minutos, penalizando a ineficácia lourosense, que teve quatro boas

oportunidades para fazer o 0-2 e acabar com o jogo. Mauro foi o mais perdulário ao desperdiçar três situações favoráveis para ampliar a vantagem do Lourosa. Com esta igualdade a turma de Martelinho segue no segundo lugar a sete pontos do líder SJ de Ver.

São João de Ver é cada vez mais líder

O São João de Ver foi a Espinho bater a equipa local por 1-2,

CAMPEONATO NACIONAL SENIORES - Série D

Resultados - 13.ª Jornada Sp. Espinho 1 2 S. João de Ver Bustelo 1 2 AD Grijó Lusitano FCV 0 1 Cesarense Estarreja 1 1 Lusit. Lourosa Anadia 0 0 Cinfães Classificação J V E D F - C P S. J. de Ver 13 8 3 2 24 - 16 27 L. Lourosa 13 5 5 3 17 - 12 20 Cinfães 13 4 6 3 13 - 12 18 Anadia 13 4 6 3 24 - 25 18 Cesarense 13 4 5 4 16 - 16 17 Bustelo 13 3 7 3 16 - 13 16 AD Grijó 13 3 7 3 21 - 19 16 Lusitano FCV 13 3 5 5 17 - 25 14 Sp. Espinho 13 2 5 6 10 - 15 11 Estarreja 13 2 5 6 16 - 21 11 Próxima Jornada - 22 de Dezembro AD Grijó -São João de Ver, 15h Cesarense - Bustelo Lusitânia de Lourosa - Lusitano FCV, Cinfães - Estarreja Anadia - Sp. Espinho

vs

vs 1

Fiães e Soutense empatam a dois golos em dérbi feirense

Estádio Comendador Manuel Violas

Estádio Dr. Tavares da Silva

1

1

2

Árbitro: Filipe Alves (Vila Real)

Árbitro: Marco Cruz (Porto)

Estarreja: P. Monteiro, Justiça, Gustavo, Nuno Cruz, Bruninho, Rui Pinho (Alexis), João Paulo, André Castro (Mito), Tony, Nelson Amaral (Cariitos), Hélder Ferreira T: Sandro Botte

Sp. Espinho: Chico, P. Pires, Zé Carlos, Fábio Gonçalves, Allan, João Dias (René, 75), Cedric, Pedro Couto (Lapa, 45), Katalin, Tiago, Pipa T: Fernando Gomes

Lourosa: Hugo, Sanguedo, Fonseca, António, Bino, Andrezinho (Hugo Silva), Batista, Moisés (Zé Paulo), Lima, Mauro, Inverno (Hugo Brazuca) T: Martelinho

São João de Ver: Saul, Ruben Gomes, Paulo Jorge, Xavier, Vítor Hugo, João Correia, Fredy, Américo (Cândido Costa, 89), Vitinha (Quirino, 70), Machadinho, Júlio (Rui Lopes, 85) T: Francisco Batista

Amarelos: Inverno (51), Sanguedo (86), Hugo (87), Carlitos (88)

Amarelos: Katalin (30), João Correia (42 e 74), Pedro Couto (45), Pipa (71), Lapa (73 e 90), Fábio Gonçalves (76), P. Pires (85), Zé Carlos (88)

Golos: Mauro (30) e João Paulo (81)

2.ª Divisão Distrital // Lobão vence em Mosteirô

União de Lamas e Lourosa B vencem e seguem nos lugares cimeiros da tabela O União de Lamas e o Lourosa B venceram os seus jogos e são primeiro e segundo classificados, respectivamente. A turma lamacense goleou em casa o Macieirense por 4-0, com um bis de Kaká e golos de Ministro e Edu. Já o Lourosa B bateu no seu reduto a formação do Paços Brandão que ocupava o segundo posto na altura, por 3-0. Os golos foram apontados por Barroco, Vítor e Hélder, fazendo com que a equipa lourosense ultrapassase os seus rivais. Num dos dérbis concelhios, o Rio Meão e o Romariz empataram a duas bolas, resultado mais favorável aos forasteiros que ocupam um dos últimos lugares da tabela classificativa. O Lobão foi a Mosteirô lograr um triunfo por 1-2, com Marão e Marcelo a apontarem os golos dos visitantes, tendo Fábio Ferreira fazendo o tento de honra

consolidando e aumentando a vantagem para os mais directos perseguidores. Numa partida equilibrada, os comandados de Francisco Batista mostraram mais qualidade de jogo e, mesmo jogando com menos um quando o resultado estava empatado a uma bola, o crer e a vontade dos sanjoanenses veio ao de cima e lograram ainda um importante triunfo que coloca a equipa praticamente na fase da subida.

1.ª Divisão Distrital // Canedo derrotado em Avanca

da turma da casa. Em São Vicente Pereira o Argoncilhe não foi além de uma igualdade a dois, no terreno do penúltimo classificado que conta apenas com cinco pontos, menos dez do que a formação feirense. O Sanguedo recebeu e venceu o Caldas S. Jorge em outro dérbi, igualdando o seu adversário em termos pontuais. Para os da casa marcaram Bolas e Tita. Após a décima primeira jornada, três equipas de Santa Maria da Feira lideram a 2.ª divisão distriral série A, com o União de Lamas destacado na frente com quatro pontos de vantagem do segundo, o Lourosa B, seguindo o Paços de Brandão que é terceiro a seis pontos dos lamacences e a dois dos lourosenses. Quem se encontra mais aflito é o Romariz que tem apenas dois pontos de diferença do penúltimo classificado.

Vermelhos: João Correia (74) e Lapa (90) Golos: Fredy (40), Fábio Gonçalves (65) e Quirino (82)

No dérbi concelhio da 1.ª divisão distrital terminou com uma igualdade a duas bolas entre o Fiães e o Soutense. No estádio do Bolhão assistiu-se a um jogo equilibrado com as duas formações a procurarem a vitória. Entrou melhor a turma de Borges e logo no primeiro minuto já tinha inaugurado o marcador por intermédio de Rui Silva. Respondeu bem o Fiães e, aos 27 minutos Badolas restabeleceu a igualdade que se justificava na altura. Ainda antes do intervalo o Soutense voltou a passar para a frente através de um golo de Motinha que colocou os forasteiros a vencer ao intervalo. Na segunda parte os visitantes desperdiçaram duas boas ocasiões para matar a partida, fazendo o terceiro golo, mas a pouca eficácia manteve o jogo em aberto. Quem aproveitou foram os homens de Vasco Coelho que tiveram mais bola no segundo tempo

II DIVISÃO DISTRITAL - Série A

Resultados - 11.ª Jornada Alvarenga 0 3 Mansores Rio Meão 2 2 Romariz F. C. Lusit. Lourosa B 3 0 Paços Brandão ADC Lobão 2 1 Mosteirô F. C. União de Lamas 4 0 Macieirense S. Vic. Pereira 2 2 AD Argoncilhe Sanguedo 2 0 Caldas S. Jorge ACRD Mosteirô 2 1 Real Nogueirense Classificação J V E D F - C P União Lamas 11 9 1 1 25 - 4 28 Lourosa B 11 8 0 3 25 - 10 24 P. Brandão 11 6 4 1 24 - 8 22 Mansores 11 7 1 3 32 - 17 22 Macieirense 10 6 3 1 12 - 6 21 Rio Meão 11 5 3 3 19 - 18 18 ADC Lobão 11 5 3 3 11 - 11 18 Mosteirô FC 11 5 2 4 20 - 17 17 Alvarenga 11 4 3 4 10 - 13 15 Argoncilhe 11 4 3 4 13 - 16 15 Sanguedo 11 3 3 5 9 - 13 12 C. S. Jorge 11 3 3 5 9 - 16 12 ACRD Mosteirô 11 2 2 7 8 - 17 8 Romariz FC 11 2 1 8 9 - 23 7 S. V. Pereira 11 1 2 8 13 - 26 5 Real Nogueir. 10 0 0 10 6 - 30 0 Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro Mansores - ACRD Mosteirô Romariz F. C. - Alvarenga Paços de Brandão - Rio Meão ADC Lobão - Lusitânia de Lourosa B Macieirense - Mosteirô F. C. Argoncilhe - União de Lamas Caldas São Jorge - S. Vic. Pereira - 21/12 Real Nogueirense -Sanguedo - 21/12

2

Árbitro: Carlos Mendes

Canedo derrotado pelo Avanca e Milheiroense empata em casa

Nos outros jogos a envolver equipas do concelho, nenhuma conseguiu vencer. O Canedo perdeu na recepção ao Avanca por 0-1 e mantém-se na parte inferior da tabela com apenas 14 pontos conquistados. Já o Milheiroense não foi além de um empate caseiro diante do Carregosense a uma bola, com Ricardo Martins a fazer o golo da turma liderada por Hélder Pinho, continuando em lugar complicado na classificação com dois pontos apenas a separar a equipa da zona de despromoção. I DIVISÃO DISTRITAL

Estádio do Bolhão

vs

e à entrada para o último quarto de hora, Ruben voltopu a colocar o jogo empatado, estabelecendo o resultado final. Acaba por ser um empate justo num jogo entre duas equipas se equivaleram.

2

Fiães: F. Pais, M. Couto (Pedrinho, 70), Ferraz, Sousa, Porto (Zé Pedro, 45), Adegas, Ruben, Badolas, Luís Moreira (Tiaguinho, 52), Jaiminho, Fredo T: Vasco Coelho Soutense: Higuita, Churra, Rogério, Jorginho, Mauro, Huguito (Folha, 68), Motinha (Ian, 75), Roma (Paulinho, 85), Rui Silva, Alexandre, Valente T: Borges Amarelos: Jorginho (59), Mauro (70), Ian (83) Golos: Rui Silva (1), Badolas (29), Motinha (37) e Ruben (74)

Resultados - 12.ª Jornada AC Famalicão 1 1 Águeda Fiães 2 2 Soutense Canedo 0 1 Avanca Esmoriz 1 4 AD Sanjoanense Gafanha 3 1 Oliveira do Bairro Mourisquense 2 0 Valonguense Cucujães 1 3 Paivense Milheiroense 1 1 Carregosense Alba 3 1 Mealhada Classificação J V E D F - C P Gafanha 12 9 3 0 24 - 7 30 Sanjoanense 12 9 2 1 23 - 5 29 Oliv. Bairro 12 8 3 1 28 - 14 27 Alba 11 7 3 1 17 - 6 24 Esmoriz 12 7 1 4 16 - 15 22 Avanca 12 5 3 4 24 - 19 18 Fiães 12 3 7 2 20 - 17 16 Águeda 12 4 4 4 14 - 14 16 Carregosense 12 4 4 4 11 - 14 16 Paivense 12 3 5 4 19 - 17 14 Canedo 11 3 5 3 12 - 17 14 Mealhada 12 2 5 5 12 - 15 11 Milheiroense 12 1 7 4 10 - 16 10 Soutense 12 2 4 6 10 - 20 10 Cucujães 12 3 1 8 9 - 20 10 Mourisquense 12 2 2 8 14 - 19 8 AC Famalicão 12 1 5 6 8 - 15 8 Valonguense 12 1 2 9 8 - 29 5 Próxima Jornada - 22 de Dezembro AC Famalicão -Fiães Soutense - Canedo Avanca - Esmoriz AD Sanjoanense - Gafanha Oliveira do Bairro - Mourisquense Valonguense - Cucujães Paivense - Milheiroense Carregosense - Alba Águeda - Mealhada


Correio da Feira 16.DEZ.2013

Juniores A

Juniores C

Feirense goleia Jovens “fogaceiros” goleiam Salgueiros no O Crasto e seguem imbatíveis regresso aos triunfos A turma de Nuno Santos voltou a vencer no campeonato depois de duas derrotas consecutivas, goleando na recepção ao Salgueiros por quatro bolas sem resposta. Foi um jogo tranquilo por parte do Feirense, apesar do nulo registado ao intervalo. Na segunda metade a formação azul entrou forte e marcou logo no reatamento, golo que acabou por abrir o caminho da goleada, desmontando a teia defensiva com que o Salgueiros se colocou em campo desde o apito inicial. Com um bis no encontro, Ratinho acabou por ser o jogador em maior destaque na formação fogaceira que continua na perseguição ao líder da prova, o Boavista.

O Feirense recebeu e venceu por números bem claros O Crasto, último classificado com apenas dois pontos. A superioridade azul foi bem evidente desde o início do encontro e ao intervalo o resultado era já de 4-0. Na segunda metade a toada manteve-se e a goleada foi-se

avolumando com o desenrolar da partida, fixando-se no 7-0 final que deixa o Feirense cada vez mais perto de garantir o primeiro lugar. Franciso com dois golos foi o jogador em maior destaque, ele que recentemente foi chamado a representar a selecção de Aveiro na categoria.

Complexo Desportivo Clube Desportivo Feirense

NACIONAL DE INICIADOS - Série C

Complexo Desportivo Clube Desportivo Feirense

FEIRENSE

vs

O CRASTO

4

0

7 0

Árbitro: Emanuel Rocha (V. Castelo)

Árbitro: João Pinheiro (Braga) Feirense: Nuno, Mica, Pedro Santos, Joca, Renato, Duarte (Magolo, 80), Vasco (Gui, 75), Vieirinha, Ratinho (Juka, 70), Yorn, Miguel T: Nuno Santos Salgueiros: Miguel, Silva, Pedro Costa, Artur (Toy, 45), Ivan, Rafa (Nogueira, 75), Ruizinho, Rui Diogo, Jaime, Gonçalo, Jota (Pedro, 48) T: Manuel Jorge Amarelos: Rafa (39), Rui Diogo (43), Joca (51), Gonçalo (82), Nogueira (83)

Golos: Ratinho (47 e 76), Vasco (59), Pedro Santos (63)

NACIONAL DE JUNIORES II DIVISÃO - Série B

Resultados - 13.ª Jornada Feirense 4 0 Salgueiros Boavista 7 1 Mesão Frio Penafiel 2 1 Padroense Sp. Espinho 5 2 Canidelo Torre Moncorvo 1 8 AD Sanjoanense Classificação J V E D F - C P Boavista 13 11 0 2 47 - 7 33 Feirense 13 10 1 2 30 - 13 31 Mesão Frio 13 7 1 5 23 - 27 22 Sp. Espinho 13 6 2 5 23 - 21 20 Sanjoanense 13 6 1 6 33 - 21 19 Padroense 13 5 2 6 24 - 21 17 Canidelo 13 5 2 6 29 - 29 17 Penafiel 13 4 3 6 25 - 29 15 Salgueiros 13 3 3 7 19 - 27 12 T. Moncorvo 13 0 1 12 10 - 68 1 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Mesão Frio - Salgueiros Padroense - Boavista Canidelo - Penafiel AD Sanjoanense - Sp. Espinho Torre Moncorvo - Feirense, 15h

Feirense: Leandro, Vítor Alves, Joel (Edu, 35), Vifigueira, Jorge Silva (João Santos, 35), Leandro Santos, Francisco (Portal, 43), Padinha (André Costa, 50), Ruben (Vasco, 35), Afonso, Nuno Rocha T: Pedro Alves

O Crasto: Ricardo, Denislson, João, Rodrigo, Adriano, Rogério (Pereirinha, 60), Tiago Chaves, Gonçalo (João Oliveira, 80), Luís (Hugo Morais, 35), Sérgio Almeida, Dylan Santos (Carlos Valente, 35) T: André Sapata

Amarelos: Nada a assinalar. Golos: Joel (10), Leandro Santos (12), Ruben (15), Francisco (34 e 40), Afonso (35), Nuno Rocha (47)

Resultados - 16.ª Jornada Repesenses 0 1 Taboeira Oliveirense 0 0 AD Sanjoanense Feirense 7 0 O Crasto Lusitano FCV 0 3 Gondomar Académico Viseu 0 1 Avanca Classificação J V E D F - C P Feirense 16 14 2 0 45 - 6 44 Oliveirense 16 12 2 2 31 - 8 38 Gondomar 16 10 3 3 24 - 13 33 Sanjoanense 16 8 4 4 27 - 14 28 Taboeira 16 7 1 8 25 - 31 22 Repesenses 16 6 3 718 - 15 21 Avanca 16 5 2 9 21 - 26 17 Lusitano FCV 16 3 3 10 15 - 30 12 Acad. Viseu 16 3 2 11 15 - 29 11 O Crasto 16 0 2 14 9 - 58 2 Próxima Jornada - 05 de Janeiro Repesenses - Avanca Taboeira - Oliveirense AD Sanjoanense - Feirense, 11h O Crasto - Lusitano FCV Gondomar - Académico de Viseu

Futebol // Evento realizou-se em São João Madeira

Colóquio “ Da Formação ao Alto Rendimento” Decorreu no passado dia 6 de Dezembro no Auditório do Centro de Formação Desportiva, S. João da Madeira, o Colóquio subordinado ao tema: “Da Formação ao Alto Rendimento “. Foi uma organização do Núcleo de Treinadores de Futebol de Aveiro com o apoio da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol e a colaboração da Câmara M. S. João da Madeira, da A. F. Aveiro e da A. D. Sanjoanense.

Figuras ilustres do futebol nacional marcaram presença Estiveram presentes cerca de 70 pessoas, na sua maioria trei-

nadores dos vários escalões, entre os quais, José Fernando Vieira, Flávio das Neves, Américo Teixeira, Manuel Pinto, José Luís Correia, José Manuel Julião, Carlos Santos, António Coelho, José António Borges, Marco André Teixeira, António Lemos, Adolfo Teixeira, Amadeu Rocha, António Sá, Pepa, João Ricardo, Sérgio Ferreira, Rui Xavier, Rui Filipe Ribeiro, Francisco Oliveira, Nuno Resende, Filipe Pádua, Tiago Ribas, José Carlos Carmo Rodrigues, Vítor Silva, Telmo Silva, Rui Pedro Duarte, Jorge Conceição, Eduardo Silva, Vítor Amaral, Helder Santos, Helder Pinho, Sertório Fonseca, alguns deles oriundos do distrito do Porto.

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Taça Fundação Inatel

Pigeirense e Pousadela com goleadas à moda antiga O Pigeirense e o Pousadela imposeram duas goleadas à moda antiga a Paraíso e Vila Verda, respectivamente. Para a turma de Pigeiros marcaram André Avelar, Paulinho bisou e Carlos Daniel fez um póquer. No Pousadela os golos foram de Rui Vieira, Castro e um “hat-trick” de Fabri. No outro jogo do grupo, o Nadais foi vencer ao reduto do Real por 0-1 com golo de Luís Santos. No grupo B destaque para as vitórias do Lavandeira e do Milheirós de Poiares nos terrenos dos Arrifanenses e Vale, respectivamente. Para o Lavandeira marcou Grilo e no Mileirós foi Carlos a fazer o golo da vitória. O Mozelos recebeu e bateu por 2-1 a Oliveirense com golos de Mário Nuno e Silva.

O Vale folgou nesta ronda, sendo que tem um jogo em atraso frente ao Oliveirense para 21 de Dezembro. O único representante do concelho no grupo C, o Manhôce, não foi além de um nulo na recepção ao Visconde, mantendo-se no quarto lugar. Os Hyppyes continuam na liderança do grupo D ao vencerem em casa o Salreu por 2-0 com golos de Rola e Bruno Silva. Já o Travanca venceu o Nariz por 2-1 com Bruno e Vítor a fazerem os golos da equipa, que se mantém no segundo lugar a sete pontos do líder. De realçar que o Travanca tem um jogo em atraso diante do Carqueijo agendado para dia 21 de Dezembro.

CAMPEONATO FUNDAÇÃO INATEL - 1.ª Fase - Grupo A

CAMPEONATO FUNDAÇÃO INATEL - 1.ª Fase - Grupo B

Resultados - 9.ª Jornada Real 0 1 Nadais Pigeirense 7 0 Paraíso Vila Verde 0 5 Pousadela Folgou Pessegueiro Classificação J V E D F - C Pousadela 8 8 0 0 19 - 2 Pigeirense 8 6 0 2 22 - 4 Nadais 8 6 0 2 15 - 6 Pessegueiro 7 3 1 3 11 - 10 Real 8 2 0 6 10 - 11 Vila Verde 8 1 1 6 8 - 27 Paraíso 7 0 0 7 3 - 28 Próxima Jornada - 04 de Janeiro Nadais - Vila Verde Pousadela - Pessegueiro Paraíso - Real Folga Pigeirense

CAMPEONATO FUNDAÇÃO INATEL - 1.ª Fase - Grupo C

P 24 18 18 10 6 4 0

Resultados - 9.ª Jornada Real da Praça 4 0 Santo André Manhôce FC 0 0 ADRA Visconde Rêgo 2 1 Perrães Folgou Talhadas Classificação J V E D F - C P ADRAV 7 5 2 0 15 - 4 17 Rêgo 7 5 0 2 19 - 8 15 Real da Praça 8 4 3 1 22 - 13 15 Manhôce FC 8 2 4 2 16 - 14 10 Perrães 7 3 0 4 13 - 11 9 Santo André 8 1 1 6 6 - 20 4 Talhadas 7 1 0 6 3 - 24 3 Próxima Jornada - 04 e 05 de Janeiro ADRA Visconde - Santo André Real da Praça - Talhadas Perrães - Manhôce FC - 05/01 Folga Rêgo Jogo adiado 8.ª Jornada - 21 de Dezembro ADRA Visconde - Rêgo

Resultados - 9.ª Jornada FC Mozelos 2 1 Oliveirense FC Os Arrifanenses 0 1 Lavandeira CRC Vale 0 1 Milheir. Poiares Folgou União da Mata Classificação J V E D F - C P Lavandeira 8 6 2 0 13 - 4 20 Milh. Poiares 7 4 1 2 10 - 6 13 União da Mata 7 2 4 1 9 - 6 10 Os Arrifanen. 8 2 4 2 12 - 10 10 FC Mozelos 8 2 3 3 12 - 14 9 CRC Vale 7 2 1 4 7 - 9 7 Oliveirense FC 7 0 1 6 8 - 22 1 Próxima Jornada - 04 de Janeiro Milheirós de Poiares - FC Mozelos Oliveirense FC -Os Arrifanenses Lavandeira - União da Mata Folga CRC Vale Jogo adiado 1.ª Jornada - 21 de Dezembro CRC Vale - Oliveirense FC

CAMPEONATO FUNDAÇÃO INATEL - 1.ª Fase - Grupo D

Resultados - 9.ª Jornada RC Travanca 2 1 AD Nariz Hyppyes FC 2 0 Salreu Leões do Monte 2 1 GD Beira Ria Folgou Carqueijo Classificação J V E D F - C P Hyppyes FC 8 7 0 1 20 - 7 21 RC Travanca 7 4 2 1 10 - 4 14 Leões do Monte 8 4 1 3 13 - 8 13 GD Beira Ria 8 3 2 3 8 - 8 11 Salreu 7 1 2 4 5 - 11 5 AD Nariz 8 1 2 5 7 - 18 5 Carqueijo 6 1 1 4 5 - 12 4 Próxima Jornada - 04 de Janeiro AD Nariz - Carqueijo Salreu - Leões do Monte GD Beira Ria -RC Travanca Folga Hyppyes FC Jogo adiado 1.ª Jornada - 21 de Dezembro RC Travanca - Carqueijo


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Correio da Feira 16.DEZ.2013

Taça Distrital // Juv. Canedo eliminado na Gafanha (6-4)

Arrifanense sofre mas segue em frente

O Arrifanense sofreu para levar de vencida a turma de Silvalde num jogo emocionante e com o resultado incerto até ao apito final. Ao intervalo o resultado era de uma igualdade a uma bola, com os forasteiros a partirem na frente do marcador, mas Quirino fez o empate a pouco tempo do intervalo. Na segunda parte a formação de Arrifana passou para a frente mas logo de seguida os visitantes deram a volta e estiveram sempre em vantagem até ao 3-4. Já com as duas equipas com cinco faltas, o Arrifanense empatou o jogo a quatro bolaa quando faltavam pouco mais de cinco minutos. Pouco depois André Castro desperdiçou um livre directo que colocava a turma da casa na frente do placar. A pouco mais de um minuto do final da partida, Fábio Ferreira bateu o guardião contrário e colocou o Arrifanense na próxima ronda da Taça distrital.

a equipa a seguir em frente para a eliminatória seguinte. Também a Juventude Fiães seguem em frente na competição ao arrancar uma difícil, mas saborosa vitória, no reduto do ARCA, mas foi preciso recorrer ao prolongamento para se encontrar o vencedor. A turma fianense esteve sempre na frente mas o empate a duas bolas no final do tempo regulamentar levou as equipas para tempo extra. Aí a Juventude Fiães foi mais feliz e chegou ao 2-3 final, carimbando o passaporte para a próxima ronda da Taça.

Juventude Canedo eliminada na Gafanha

O ISPAB foi ao reduto do Atlético Luso lograr um triunfo por 4-6, com Bruno a ser o grande destaque ao apontar um “hat-trick” que ajudou

A Juventude Canedo foi a única equipa do concelho a ficar por terra nesta edição da Taça Distrital de Aveiro ao sair derrotada no reduto do Gafanha por 4-6. Os púpilos de Fábio Santos não conseguiram contrariar o futsal apresentado pelos da casa e acabaram eliminados, apesar da boa réplica ao longo de todo o encontro. Apesar da eliminação da formação de Canedo, foi uma ronda positiva para as equipas do concelho que conta ainda com três clubes na prova.

Pavilhão da Escola EB 2,3 Arrifana

Pavilhão Municipal do Luso

ISPAB e Juv. Fiães vencem foras de portas

ARRIFANENSE

5 4

SILVALDE

Arrifanense: Bruno Garcia, B. Silva, Válter, André Castro (1), Quirino (2), B. Cardoso, Micael Figueiredo (1), R, Pinho, André Costa, Ramirez, João Paulo Tavares, Fábio Ferreira (1) T: Jorge Pereira Silvalde: Nuno, Américo, Nuno Claro (1), Tiago, Lino Valente, B. Silva, Ricardo Leite (3), Américo Mendes, João Pereira, R. Passos, Carlos T: Vítor Lopes

ISPAB

4 6

Atlético Luso: Hélder, Yuri, Rui, Nuno (2), Fernando, João (2), Carlos, Nuno, Paulo, Filipe, Noé, Luís T: Sandro Santos

ISPAB: Vítor, Paulo Serra, Tiago, Ramalho (1), Bruno (3), Pedrinha (1), Igor (1), Mesquita, Daniel T: Fábio Fortes

Pavilhão da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

Pavilhão da ARCA

ARCA JUV. FIÃES

ATLÉTICO LUSO

a.p.

2 3

ARCA: Luís Santos, P. Almeida, Tiago, Fabião (1), Fábio Carrinho, F. Tavares, David, J. Silva (1), ruben Fonseca, Andrés Castro, F. Silva, S. Novo T: Luís Fonseca Juv. Fiães: Tono, Paulo Russo, Bifes, Bruninho (1), Maritx (1), Fábio, Moisés, Bubu, rui Barbosa, Artur, Neto, Mix (1) T: António Teixeira

GAFANHA

JUV. CANEDO

6 4

Gafanha: Carlos, Sérgio, Silva (2), Tiago, Fernando (1), Filipe, António (1), José, Bastos, Nabais (1), Adão Oliveira, Emanuel, paulo Nabais (1) T: João Araújo Juv. Canedo: Ricardo, Quim Pereira, Márcio, Tiago Sampaio (2), André (1), Zé Fernando, Pedro Conceição, Nuno André (1), Berna, Tiago Quelhas T: Celso Henriques

3.ª Divisão Nacional // Lamacenses voltam a perder

Opinião

Feirense é o novo líder após novo desaire do Lamas Futsal

Lusas à conquista do Olimpo Mundial

O Feirense foi a Lamego bater a equipa local por 4-7 e ascendeu ao primeiro lugar da tabela classificativa, beneficiando da derrota caseira do Lamas Futsal diante do Gondomar e do empate do Nelas com os Leões Valboenses. A equipa de Joaquim Augusto não teve grandes dificuldades na visita ao Sp. Lamego, com Banana e Ivo a bisarem no encontro e deixando os “fogaceiros” na liderança isolada do campeonato numa jornada bastante favorável, uma vez que todos os seus directos adversários perderam pontos.

Quem voltou a desiludir foi o Lamas Futsal que perdeu pela segunda vez consecutiva na prova e caiu para o terceiro posto. Os homens de Luís Alves foram derrotados em casa pelo Gondomar por 4-5 num jogo em que a eficácia ditou o resultado final. Os visitantes aptoveitaram para surpreender no contra-ataque e os lamacenses foram muito perdulários.

III DIVISÃO NACIONAL - Série B

Lamas Futsal: Telmo, Vitor Amorim, Ribas, P. Sousa (2), Miguel Ângelo, Wilson, João Paulo, João Maio (1), Feliciano (1), Diogo

Resultados - 10.ª Jornada SPG Lamego 4 7 CD Feirense Lamas Futsal 4 5 Gondomar Futsal ABC Nelas 4 4 Leões Valboenses Prodeco 5 2 União Santana Académica Leça 5 6 Rio de Moinhos Sangemil 5 5 ACD Azagães SC Sabugal 3 7 Sp. Moncorvo Classificação J V E D F - C P CD Feirense 10 7 3 0 58 - 39 24 ABC Nelas 10 7 1 2 45 - 27 22 Lamas Futsal 10 7 0 3 49 - 27 21 Leões Valboen. 10 6 2 2 47 - 34 20 Gondomar Futsal 10 6 1 3 48 - 38 19 Sp. Moncorvo 10 5 2 3 39 - 39 17 Sangemil 10 4 4 2 48 - 32 16 SPG Lamego 9 5 0 4 43 - 38 15 ACD Azagães 9 3 1 5 42 - 44 10 União Santana 10 2 2 6 37 - 49 8 Prodeco 10 2 1 7 34 - 46 7 Académ. Leça 10 2 1 7 33 - 49 7 Rio de Moinhos 10 2 0 8 33 - 63 6 SC Sabugal 10 2 0 8 34 - 65 6 Próxima Jornada - 04 e 05 de Janeiro SPG Lamego -Lamas Futsal, 18h Gondomar Futsal - ABC Nelas- 05/01 Leões Valboenses - Prodeco União Santana - Académica de Leça Rio de Moinhos - Sangemil ACD Azagães - SC Sabugal CD Feirense - Sp. Moncorvo, 18h

Pavilhão Comendador Henrique Amorim

LAMAS FUTSAL GONDOMAR

4 5

T: Luís Alves

Gondomar: Félix, Carlos, Baltar, Marco, Renato, Rúben (2), Azevedo, Rui, Valter (1), Diogo (1), Pedro Marques (1), Pichel T: Hélder Monteiro

Pavilhão Desportivo Álvaro Magalhães

SP. LAMEGO FEIRENSE

4 7

Sp. Lamego: Não foi possível aceder à ficha de jogo. Feirense: Nuno Couto, Mino, Calão (1), Banana (2), Fuka, Dani, Kaka (1), Teixeira, Russo, Cenoura (1), Ivo (2) T: Joaquim Augusto

Futsal Feminino // Perseguição aos líderes da prova

Lourosa goleia no reduto do Telhadela e Gião vence em Castelões Fim de semana positivo para as duas equipas do concelho que venceram fora de portas. O Lourosa foi ao terreno do Telhadela aplicar uma goleada das antigas (1-9), com o destaque a ir direitinho para Estela que apontou um póquer. Com o triunfo a turma de António Pinto continua na luta pelos primeiros lugares, estando a quatro pontos do líder Ossela. Já o Gião teve mais dificuldades na visita ao Castelões, logrando DISTRITAL FEMININO

Resultados - 12.ª Jornada Casa do Benfica 3 11 Ossela GRC Telhadela 1 9 Lusitânia Lourosa ARCA 7 3 AMUPB Futsal S. Pedro Castelões 1 2 ACD Gião PARC 0 6 Always Young CAP Alquerubim 2 5 NEGE Classificação J V E D F - C P Ossela 12 11 0 1 97 - 14 33 Always Young 12 10 0 2 85 - 9 30 ACD Gião 12 10 0 2 65 - 23 30 Lusit. Lourosa 12 9 2 1 62 - 16 29 PARC 12 6 1 5 46 - 30 19 S.P. Castelões 11 5 1 5 21 - 31 16 Casa do Benfica12 4 0 8 40 - 73 12 AMUPB Futsal 10 3 2 5 30 - 52 11 NEGE 12 3 1 8 32 - 53 10 ARCA 11 2 2 7 18 - 34 8 Telhadela 12 1 1 10 32 - 121 4 CAP Alquerub. 12 0 2 10 20 - 92 2 Próxima Jornada - 20 e 21 de Dezembro NEGE - Casa do Benfica em Aveiro Ossela - GRC Telhadela- 20/12 Lusitânia de Lourosa - ARCA, 17h AMUPB Futsal - São Pedro Castelões ACD Gião - PARC, 21h Always Young - CAP Alquerubim

uma apertada vitória por 1-2, mantendo o terceiro posto a três pontos da liderança. O jogo ficou ainda marcado por alguns desacatos no túnel de acesso aos balneários a envolver um director da formação da casa. Pavilhão Municipal de Vale Cambra

SP CASTELÕES GIÃO

1 2

SP Castelões: Lara, Cátia, Nana, Adriana, Rita, Daniela, Joana, Rita, Ana (1) Gião: Sónia, Corina, Carina (1), Marlene, Marisa, Joana, Jeniffer (1), Ana T: António Queirós

Pavilhão Gimnodesportivo de Telhadela

TELHADELA LOUROSA

1 9

Telhadela: Não foi possível aceder à ficha de jogo.

Lourosa: Diana Almeida, Piolho (1), Ju, Estela (4), Diana Paiva (1), Liliana (1), Tânia, Silvana, Diana Cruz, Cabral (2), Vi, Dani Lopes T: António Pinto

Rufino Ferreira

Desde o passado dia 14 de Dezembro até ao próximo dia 20, a cidade espanhola de Alcazar de San Juan, é o epicentro mundial do Futsal, ao acolher o IV Torneio Mundial de Futsal Feminino. Nas primeiras 3 edições do evento, as brasileiras cilindraram toda a concorrência, chegando à prova como tricampeãs mundiais. Por outro lado, a selecção de todos nós, possui nos seus pergaminhos, valorosas participações, tendo em 2010 alcançado a 2ª posição, em 2011 conquistou o bronze e em 2012 voltou somente a ser derrotada na final pelas canarinhas. Jamais retirarei do baú das minhas memórias, o III Torneio Mundial, realizado em Oliveira de Azeméis o ano transacto. Excelente organização, pavilhão sempre repleto de um público apaixonado por aquela que já é a modalidade rainha dos pavilhões nacionais. Confesso somente alguma desilusão, pois acreditava que para além de adeptos, o Futsal fosse ganhar com o evento mais praticantes femininas, algo que infelizmente não veio a suceder, tendo inclusive fechado portas alguns clubes históricos. Numa temporada em que se assistiu à criação do 1º campeonato nacional feminino, mérito para a actual direcção da FPF, o nível competitivo viu reflectida uma melhoria individual das atletas, pois quem joga com as melhores semanalmente, naturalmente evoluí. Para além disso, a qualidade das atletas lusas extravasa fronteiras, sendo já diversas as que rumaram a outros campeonatos, vendo assim reconhecida a sua qualidade. Porém relembro que é da quantidade que nascerá a qualidade, pois quanto maior for o campo de recrutamento do seleccionador nacional, melhor será a selecção lusa. Não será pois de estranhar o valor das brasileiras, atendendo ao número de clubes e de atletas que praticam a modalidade no país do samba. Apesar dos torneios mundiais femininos não serem para já, provas homologadas pela FIFA, existe uma promessa de no final do 5º Torneio Mundial, a ocorrer no próximo ano, o organismo que tutela a nível mundial a modalidade possa a partir daí avançar para o 1º Mundial de Futsal Feminino, algo que desejo efusivamente que aconteça. Acredito porém que apesar do longo trabalho pela frente a nível de desenvolvimento de clubes, a nossa selecção nada deve às restantes. Força guerreiras, tragam a Taça!


Correio da Feira 16.DEZ.2013

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Natação // Também a equipa feminina conseguiu a manutenção na 3.ª divisão

Hóquei Patins // Afunda-se cada vez mais na tabela

CC Lamas sobe ao pódio e alcança 3ª Divisão Nacional

Académico da Feira saiu derrotado na visita ao reduto do Taipense por 4-0

Decorreu nos passados dia 7 e 8 de Dezembro, nas Piscinas Municipais de Leiria mais um Campeonato Nacional de Clubes para o Clube Colegio de Lamas, este ano com participação na 4ª divisão pela equipa masculina e na 3ª divisão pela equipa feminina. Estiveram presentes 320 nadadores (162 masculinos e 158 femininos) em representação de 38 clubes. O CCLamas esteve representado por 13 nadadores (6 masc e 7 fem) sob orientação técnica de Paulo Ferreira. Brilhante prestação dos nadadores Lamecenses, pois foi feita história. A equipa feminina subiu à 3ª divisão no ano transato e logo este ano sobe à 3ª divisão Nacional a equipa masculina com um brilhante lugar no pódio do Nacional de clubes. Foram alcançados, uma subida de divisão com o 3ª lugar masculino, o 11º lugar feminino em 24 equipas em ambos campeonatos, 16 recordes Absolutos do clube o que mostra a grande qualidade destas duas equipas. Destaque para a equipa masculina uma das mais jovens presentes, esteve em grande plano pois obteve a 3ª posição muito próximos ( a 1 ponto) do 2º lugar com as prestações de grande nível de João Capitão com 2 recordes clube Abs. aos 50 livres (24.87) sendo TAC Nacional, aos 200 mariposa com (2.15.20); Luis soares obteve Rec. clube aos 100 com (1.01.97) e 200 costas com (2.14.31), sendo ambos Tac´s Nacionais; Simão

O Académico da Feira jogou com o Taipense, em partida a contar para a 11ª jornada do Campeonato Nacional da 2ª Divisão. Ao intervalo a equipa da casa já vencia por 1-0. Apesar de algum equilíbrio do jogo, o Taipense na segunda parte, com a obtenção de três golos, acabou por se superiorizar e garantiu a vitória. Para o Taipense marcaram Bruno Carvalho 2 golos, Ricardo Guimarães e Carlos Rodrigues. O Académico da Feira alinhou com Ricardo Fernandes, Artur Couto, Avelino Amorim, Tiago Tavares e David Sá – cinco inicial – João Moreira, Pedro Silva, Marco Dias, Marcelo Dias e Luís Canavarro. Treinador: Rui Tavares.

Atletismo

IV Cross Carlos Vítor no Monte do Coteiro No passado domingo, dia 8 de Dezembro, realizou-se no Monte do Coteiro em Mozelos o IV Cross Carlos Vitor. O Cross contou com mais de duas centenas atletas, numa manhã de sol e muito frio. Os vencedores da prova rainha do Cross Carlos Vítor foram Fátima Pinho (GRECAS) e Paulo Pereira (NAC). Nos restantes escalões, Mara Resende (Afis Ovar) e André Sousa (GDSP Oleiros) ganharam em Infantis; Laura Regalado (ACRVD) e Tomás Silva (ACRVD) em Iniciados; Ana Margarida (C.A.O) e Jorge Reis (V.C. Opilux) em Benjamins; Barbara Oliveira (CD Feirense) e Pedro Oliveira (CR Estarreja) em Juvenis. Mais um ano, mais um Cross com muito sucesso. Nos próximos anos a Juventude Atlética Mozelense pretende continuar a realizar esta competição que homenageia o Sr. Carlos Vítor, um grande homem.

Capitão venceu os 100 bruços com TaC Nacional (1.05.24) e 200 estilos ficou em 2º com (2.15.84), fez ainda rec. clube abs. nos 800 livres; Alexandre Amorim obteve o 2º lugar aos 200 bruços com novo Rec pessoal (2.32.52) e TAC Nacional e obteve rec pessoal aos 400 livres com Tac Zonal; Joel Peixoto e Artur Ferreira apesar de não terem nadado, estiveram no apoio aos atletas o que se mostrou ser fundamental. A equipa feminina obteve a manutenção na 3ª divisão de uma forma inquestionavel logo no seu 1º ano nesta divisão, com as prestações de grande nível de Beatriz Cardoso com 3 rec clube Abs. nos 800 L(9.39.41), 400 L (4.41.12) e 200 estilos com (2.33.12) ; Joana silva com 1 rec clube abs aos 100 bruços (1.20.11); Catia Batista com o

13º lugar aos 100 e 200 mariposa com 2 provas com boa sustentabilidade aproximando-se dos seus melhores tempos de sempre; Carolina Pais foi 23ª aos 200 bruços; Mariana Ribeiro nadou a estafeta de livres alcançando o tempo de( 1.04.34); Rita Pereira apesar de não ter nadado foi incansavel no apoio aos seus colegas. As estafetas masculinas de 4x 100 livres e 100 estilos obtiveram ambas Rec Clube, assim como as duas estafetas femininas, sendo que a estafeta masculina de 4x 100 estilos constituida por Luis soares, Simão Capitão, João Capitão e Alexandre Amorim venceram a prova numa disputa ate ao ultimo momento com a equipa do Laranjeiro, que deixou todos os espectadores em grande entusiasmo.

Taekwondo // Afunda-se cada vez mais na tabela

Clube Fúrio de Canedo sagra-se campeão absoluto por equipas

Camadas Jovens Regional de Infantis – Apuramento Campeão: 1ª Jornada: Académica de Coimbra - Académico da Feira 5-0. 2ª Jornada: Académico da Feira Oliveirense 2-6. Regional de Iniciados – Apuramento 7º/14º lugar: 1ª Jornada: CD Cucujães - Académico da Feira 3-8. 2ª Jornada: Bom Sucesso – Académico da Feira 1-8. Regional de Juvenis: 11ª Jornada: Académico da Feira – HC Viseu 3-2. Próxima Jornada: Sanjoanense – Académico da Feira, Sábado, dia 21, às 15 horas. Regional de Juniores: 3ª Jornada: Académico da Feira – Académica de Coimbra 2-3. Próxima Jornada: Pesseg. Vouga – Académico da Feira, Domingo, dia 22, às 17 horas. Encontros Convívios de Escolares: Em encontro da 4ª Jornada, realizado em Coimbra, o Académico da Feira foi derrotado por 3-2 pela Académica de Coimbra. Encontros Convívios de Benjamins:

II DIVISÃO NACIONAL - Zona Norte

Resultados - 11.ª Jornada CD Póvoa 6 3 CI Sagres Juventude Pacense 13 4 HC Paço de Rei Famalicense AC 6 6 AD Sanjoanense GDC Fânzeres 3 2 CRPF Lavra CAR Taipense 4 0 Académico Feira Riba D'Ave HC 5 5 CP Sobreira AA Espinho 5 2 ACR Gulpilhares CD Cucujães 7 1 HC Marco Classificação J V E D F - C P CD Póvoa 11 10 0 1 58 - 40 30 Sanjoanense 11 9 2 0 71 - 30 29 AA Espinho 11 8 3 0 55 - 31 27 Riba D'Ave HC 11 6 2 3 58 - 50 20 Famalicense 11 6 1 4 39 - 36 19 CI Sagres 11 5 0 6 63 - 56 15 ACR Gulpilhares11 5 0 6 46 - 51 15 Juvent. Pacense10 4 2 4 59 - 41 14 CRPF Lavra 11 4 2 5 51 - 47 14 GDC Fânzeres 11 4 0 7 35 - 54 12 HC Marco 11 3 2 6 37 - 49 11 CAR Taipense 9 3 1 5 34 - 41 10 CD Cucujães 10 3 1 6 33 - 54 10 CP Sobreira 11 2 3 6 54 - 57 9 Acad. Feira 11 2 1 8 46 - 75 7 HC Paço de Rei 11 1 2 8 41 - 68 5 Próxima Jornada - 21 de Dezembro CI Sagres - CD Cucujães HC Paço de Rei - CD Póvoa AD Sanjoanense - Juventude Pacense CRPF Lavra - Famalicense AC Académico da Feira - GDC Fânzeres,, CP Sobreira - CAR Taipense ACR Gulpilhares - Riba D'Ave HC HC Marco - AA Espinho

Em encontro da 5ª Jornada, o Académico da Feira goleou por 41-0 à Sanjoanense, em jogo realizado no novo Pavilhão Gimnodesportivo de Maceda, Ovar. Torneio Internacional Inter-Associações Sub-15: Realizou-se este fim-de-semana no Pavilhão da Lavandeira em Santa Maria da Feira, o Torneio Internacional Inter-Associações Sub-15 de hóquei em patins. Os resultados foram os seguintes: 1ª Jornada: AP Aveiro – AP Porto 3-3, AP Minho – Fed. Galiza 5-2. 2ª Jornada: AP Porto – AP Minho 4-3, AP Aveiro – Fed. Galiza 0-9. 3ª Jornada: Fed. Galiza – AP Porto 2-3, AP Aveiro – AP Minho 3-7.

Andebol // Vitória caseira frente à AD Sanjoanense

CDC S. Paio de Oleiros regressa aos triunfos

O clube Fúrio de Canedo, participou ontem no campeonato distrital de taekwondo de Aveiro, onde se sagrou campeão absoluto por equipas, e obteve 10 campeões distritais. Depois de termos feito uma excelente pre-época, agora o clube alcançou um dos seus objetivos propostos para esta espoca, fruto do grande trabalho e empenho de todos os intervenientes, de

destacar a prestação dos atletas e também do apoio que a nossa autarquia vem dando ao longo de toso este tempo. Agora estes atletas, que se sagraram campeões distritais, têm acesso a seleção distrital e assim poderem participar nos campeonatos nacionais, que também era um dos nossos objetivos, e como em épocas anteriores, lotarem pelos títulos nacionais.

A viver dias cinzentos devido ao acumular de derrotas o CDC S.Paio de Oleiros necessitava vencer a AD Sanjoanense. Estranhamente os jogadores forasteiros começaram a defender para além dos limites da violência que devem ser permitidos num jogo de andebol e os atletas da casa aproveitaram os tempos de superioridade numérica para darem a volta por cima ao jogo e ao intervalo venciam por 13-11. Na segunda parte esperava-se que o jogo melhorasse mas infelizmente só uma das equipas procurava a vitória com garra, o CDC S.Paio de Oleiros. A 7 minutos do fim o resultado estava em 20-14 e a

ansiedade dos jogadores da casa apareceu de novo e os números das falhas tecnicas dispararam, altura que os jogadores da Sanjoanense se lembraram que não estavam num rinque de combate e começaram a jogar um pouco de andebol e encurtaram a diferença do marcador, quase conseguindo a reviravolta do marcador. Num jogo demasiado fraco para uma 2 divisão valeu a garra e a vontade dos atletas do CDC S.Paio de Oleiros para amealharem a 2 vitória no campeonato e poderem pensar no último jogo da primeira volta do campeonato no Académico do Porto com um pouco menos ansiedade.


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Correio da Feira 16.DEZ.2013

Gala Lusitânia Lourosa // Evento realizou-se a uma terça feira e serviu para premiar quem mais se destacou na época 2012/2013

I Gala do Lusitânia Futebol Clube foi um sucesso e juntou perto de 400 pessoas do Teixeira entregou o prémio Dedicação a Joaquim Assunção na classe de Veteranos, José Almeida e Adérito Martins na Formação e Vítor Bernardes no futebol Sénior. Para o final da noite foi escolhido o grito protagonizado pelos Benjamins B, após votação ao longo da noite como grito do Lusitânia de Lourosa para esta temporada a ser utilizado por todos os escalões no início dos seus jogos.

“Agradecimento especial a Edmundo Silva”

Realizou-se no passado dia 10 e Dezembro a I Gala do Lusitânia Futebol Clube – Lourosa e com bastante sucesso, tendo participado perto de 400 pessoas, entre direcção, atletas ou apoiantes do clube. O evento serviu para premiar quem mais se destacou na última época nas mais variadas categorias, tendo o técnico da equipa sénior, Joaquim Martelinho, sido distinguido como o Treinador do Ano, bem como a formação por si orientada como Equipa do Ano, depois de ter conseguido a

subida ao Campeonato Nacional de Seniores. Noutras categorias, Bruno Silva foi galardoado como Atleta Forte Paixão, Ricardo Grilo levou o prémio de Atleta Evolução e os atletas Pedro Silva e JP foram distinguidos com o prémio Conciliação de Estudos e Desporto. Como atletas do ano, Mauro e Pedro Silva receberam o prémio em conjunto das mãos de Francisco Oliveira e André Oliveira foi nomeado como atleta revelação do ano. O Presidente do clube, Arman-

O presidente do clube, Armando Teixeira quis deixar uma palavra a Edmundo Silva, coordenador da formação. “Sentimo-nos culpados por não termos homenageado o nosso coordenador Edmundo Silva, porque ele merece e foi uma enorme falha nossa. Quero deixar aqui o meu especial e profundo agradecimento por tudo o que ele tem feito pelo Lourosa, nomeadamente no trabalho da formação” – diz o líder lusitanista. Quanto à Gala em si, Armando Teixeira mostrou-se satisfeito com o número de pessoas presentes. “Estiveram aqui quase 400 pessoas. Esperava que muita gente aderisse, mas este número superou as expectativas para primeira Gala” – confessa. Relativamente

a possíveis desagrados nas eleições dos vencedores dos prémios, o presidente do Lusitânia de Lourosa é taxativo: ”A votação foi feita pela direcção e pelos treinadores e pensamos ter sido a mais justa possível. É normal haver quem não concorde, mas no futuro iremos ponderar incluir nesta votação os sócios do clube”.

Lima confiante para o que resta da temporada

No final da Gala, Lima, um dos capitães e dos mais antigos no clube mostrou-se satisfeito e confiante no que resta da época. “É nestas ocasiões que vemos a força do Lourosa. Os adeptos acompanham o clube e são um grande apoio, marcando sempre presença. Estas duas vitórias seguidas dão-nos confiança para o resto da temporada e vamos lutar sempre até ao fim” – refere o 8 lusitanista.


Correio da Feira 16.DEZ.2013

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Voleibol // Enis alit nulla aci et lamcommy nulla corem ipit, si.Metue modolor sumsan ercilit eu feui blaor at praestrud modoluptat lum velit praesed dit utat

RESULTADOS CAMADAS JOVENS

DISTRITAL DE JUNIORES I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 14.ª Jornada Arouca 3 8 Feirense Esmoriz 3 3 Paivense São João de Ver 2 4 Lusit. Lourosa Fiães 3 1 Sp. Espinho Paços Brandão 1 4 Arrifanense Classificação J V E D F - C P Feirense 14 12 1 1 55 - 17 37 Fiães 14 9 1 4 31 - 23 28 Lourosa 14 8 1 5 46 - 18 25 P. Brandão 14 7 3 4 24 - 28 24 Paivense 14 6 3 5 27 - 31 21 S. J. de Ver 14 5 4 5 22 - 27 19 Arrifanense 14 5 2 7 30 - 22 17 Arouca 14 4 2 8 29 - 36 14 Sp. Espinho 14 2 3 9 16 - 29 9 Esmoriz 14 1 2 11 15 - 64 5 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Sp. Espinho - Arouca Feirense - Esmoriz Paivense - São João de Ver Arrifanense - Lusitânia de Lourosa Paços de Brandão - Fiães

DISTRITAL DE JUNIORES I DIVISÃO - Zona Sul

Resultados - 14.ª Jornada Taboeira 2 3 Cucujães Águeda 2 0 Ovarense Furadouro 1 3 Milheiroense Oliveira do Bairro 0 2 Estarreja Pampilhosa 1 1 Alba Classificação J V E D F - C P Estarreja 14 12 0 2 30 - 8 36 Alba 14 7 4 3 38 - 11 25 Cucujães 14 7 3 4 32 - 19 24 Águeda 14 6 4 4 27 - 19 22 Milheiroense 14 6 3 5 22 - 18 21 Taboeira 14 6 2 6 20 - 22 20 Pampilhosa 14 5 4 5 27 - 17 19 Oliv. Bairro 14 6 1 7 26 - 27 19 Ovarense 14 2 3 9 20 - 33 9 Furadouro 14 1 0 13 8 - 76 3 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Estarreja - Taboeira Cucujães - Águeda Ovarense - Furadouro Alba - Milheiroense Pampilhosa - Oliveira do Bairro

DISTRITAL DE JUNIORES II DIVISÃO - Série A

Resultados - 12.ª Jornada Argoncilhe 0 3 União de Lamas ADC Lobão 2 1 Fiães Sanguedo 0 0 Paços Brandão Folgou Canedo Classificação J V E D F - C P Sanguedo 10 9 1 0 27 - 6 28 P. Brandão 11 6 2 3 21 - 14 20 União Lamas 10 5 3 2 16 - 8 18 ADC Lobão 10 3 2 5 12 - 17 11 Fiães 10 2 4 4 15 - 18 10 Argoncilhe 11 1 4 6 9 - 23 7 Canedo 10 1 2 7 8 - 22 5 Penúltima Jornada - 21 de Dezembro Canedo - Argoncilhe União de Lamas - ADC Lobão Fiães - Sanguedo Folga Paços de Brandão

DISTRITAL DE JUNIORES II DIVISÃO - Série B

Resultados - 9.ª e Penúltima Jornada Cesarense Int.62 Soutense São Vic. Pereira 0 6 São João Ver Carregosense 7 1 Arada Classificação J V E D F - C P S. J. de Ver 9 6 1 2 28 - 14 19 Cesarense 8 5 2 1 32 - 7 17 Carregosense 9 4 4 1 21 - 15 16 S. Vic. Pereira 9 3 2 4 10 - 18 11 Soutense 8 1 2 5 11 - 24 5 Arada 9 1 1 7 11 - 35 4 Última Jornada - 04 de Janeiro Soutense - Carregosense São João de Ver - Cesarense Arada - São Vicente Pereira

DISTRITAL DE JUVENIS I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 14.ª Jornada Sp. Espinho 1 1 Paços Brandão Milheiroense 1 5 AD Sanjoanense Fiães 3 1 Lusit. Lourosa Paivense 1 3 Arouca Arrifanense 2 2 Feirense Classificação J V E D F - C P Feirense 14 11 3 0 44 - 11 36 Sp. Espinho 14 7 5 2 31 - 19 26 Sanjoanense 14 7 4 3 38 - 17 25 Arouca 14 7 2 5 30 - 22 23 Lourosa 14 7 0 7 21 - 24 21 Paivense 14 6 2 6 24 - 14 20 Fiães 14 5 3 6 18 - 22 18 P. Brandão 14 4 3 7 21 - 24 15 Arrifanense 14 4 2 8 17 - 29 14 Milheiroense 14 0 0 14 8 - 70 0 Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro Arouca - Sp. Espinho Paços de Brandão - Milheiroense AD Sanjoanense - Fiães - 21/12 Feirense - Lusitânia de Lourosa Arrifanense - Paivense

DISTRITAL DE JUVENIS II DIVISÃO - Série A

DISTRITAL DE INICIADOS I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 14.ª Jornada Paços Brandão 0 1 Arouca Paivense 3 7 Sp. Espinho Fiães 1 0 Lusit. Lourosa Anta 1 2 São João Ver Vilamaiorense 0 6 Feirense Classificação J V E D F - C P Fiães 14 12 2 0 32 - 3 38 Lourosa 14 7 5 2 40 - 11 26 Sp. Espinho 14 8 1 5 49 - 25 25 Feirense 14 7 4 3 29 - 14 25 Anta 14 7 3 4 43 - 20 24 Arouca 14 8 0 6 22 - 21 24 P. Brandão 14 4 2 8 23 - 24 14 S. J. de Ver 14 4 0 10 18 - 42 12 Paivense 14 2 3 9 19 - 39 9 Vilamaioren. 14 1 0 13 9 - 85 3 Próxima Jornada - 22 de Dezembro São João de Ver - Paços de Brandão Arouca - Paivense Sp. Espinho -Fiães Feirense - Lusitânia de Lourosa Vilamaiorense - Anta

DISTRITAL DE INICIADOS I DIVISÃO - Zona Sul Resultados - 14.ª Jornada

Beira-Mar 2 1 Taboeira Resultados - 12.ª Jornada Estarreja 0 3 Oliveirense Sp. Espinho 8 1 Argoncilhe Oiã 0 2 Gafanha Canedo 3 0 Relâmpago Nog. Cesarense 1 3 Anadia Anta 6 1 São Martinho Avanca 1 2 AD Sanjoanense Folgou Vilamaiorense Classificação Classificação J V E D F - C P J V E D F - C P Anadia 14 12 1 1 43 - 11 37 Sp. Espinho 11 8 1 2 54 - 17 25 Sanjoanense 14 10 1 3 34 - 9 31 Anta 10 7 2 1 28 - 11 23 Cesarense 14 9 1 4 27 - 22 28 Vilamaioren. 9 6 2 1 32 - 4 20 Beira-Mar 14 7 4 3 27 - 20 25 Canedo 10 5 2 3 35 - 16 17 Gafanha 14 7 2 5 25 - 20 23 Relâmp. Nog. 10 3 1 6 11 - 30 10 Oliveirense 14 7 0 7 19 - 21 21 São Martinho 11 1 1 9 8 - 54 4 Estarreja 14 5 1 8 16 - 31 16 Argoncilhe 9 0 1 8 5 - 41 1 Oiã 14 3 1 10 23 - 33 10 Taboeira 14 1 3 10 9 - 30 6 Penúltima Jornada - 22 de Dezembro Avanca 14 1 2 11 11 - 37 5 Vilamaiorense - Sp. Espinho Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro Argoncilhe - Canedo Anadia - Beira-Mar - 21/12 Relâmpago Nogueirense - Anta Taboeira - Estarreja - 21/12 Folga São Martinho

DISTRITAL DE JUVENIS II DIVISÃO - Série B

Resultados - 12.ª Jornada Paços Brandão 1 2 Lusit. Lourosa União de Lamas 2 1 São João Ver Esmoriz 2 0 Fiães Folgou CRC Vale Classificação J V E D F - C P União Lamas 10 7 2 1 29 - 11 23 Lourosa 10 7 1 2 30 - 13 22 P. Brandão 11 6 1 4 32 - 17 19 S. J. de Ver 10 6 1 3 24 - 11 19 Esmoriz 10 3 0 7 13 - 35 9 CRC Vale 10 2 2 6 20 - 43 8 Fiães 11 1 1 9 10 - 28 4 Penúltima Jornada - 22 de Dezembro CRC Vale - Paços de Brandão Lusitânia de Lourosa - União de São João de Ver - Esmoriz Folga Fiães

DISTRITAL DE JUVENIS II DIVISÃO - Série C

Resultados - 12.ª Jornada Rio Meão 1 0 Cesarense São Roque 3 3 Cucujães Arada 0 1 Mosteirô F. C. Folgou São Vicente Pereira Classificação J V E D F - C P Rio Meão 11 7 0 4 18 - 25 21 São Roque 10 6 2 2 16 - 12 20 Cesarense 10 6 0 4 27 - 12 18 Mosteirô FC 11 4 2 5 12 - 16 14 Cucujães 10 3 4 3 25 - 17 13 S. Vic. Pereira 10 1 6 3 13 - 19 9 Arada 10 1 2 7 4 - 14 5 Penúltima Jornada - 22 de Dezembro São Vicente Pereira - Rio Meão Cesarense - São Roque Cucujães - Arada Folga Mosteirô F. C.

Oliveirense - Oiã AD Sanjoanense - Gafanha Avanca - Cesarense

DISTRITAL DE INICIADOS II DIVISÃO - Série A

Resultados - 12.ª Jornada Anta 0 0 Canedo Relâmpago Nog. 0 1 Sp. Espinho Fiães 4 0 Paivense Folgou Argoncilhe Classificação J V E D F - C P Sp. Espinho 10 8 1 1 28 - 7 25 Fiães 10 7 2 1 23 - 10 23 Anta 11 6 3 2 18 - 9 21 Paivense 11 4 1 6 14 - 21 13 Canedo 10 3 2 5 8 - 15 11 Relâmp. Nog. 10 3 1 6 13 - 15 10 Argoncilhe 10 0 0 10 4 - 31 0 Penúltima Jornada - 22 de Dezembro Argoncilhe - Anta Canedo - Relâmpago Nogueirense Sp. Espinho -Fiães Folga Paivense

DISTRITAL DE INICIADOS II DIVISÃO - Série B

Resultados - 12.ª Jornada Fiães 4 2 Lusit. Lourosa Fermedo 9 0 Paços Brandão Silvalde 1 0 Esmoriz Folgou União de Lamas Classificação J V E D F - C P União Lamas 10 10 0 0 28 - 1 30 Fermedo 10 9 0 1 55 - 8 27 Fiães 11 4 2 5 17 - 27 14 Silvalde 10 4 0 6 11 - 23 12 Esmoriz 11 3 2 6 14 - 15 11 Lourosa 10 2 3 5 5 - 22 9 P. Brandão 10 0 1 9 3 - 37 1 Penúltima Jornada - 22 de Dezembro União de Lamas - Fiães Lusitânia de Lourosa - Fermedo Paços de Brandão - Silvalde Folga Esmoriz

DISTRITAL DE INICIADOS II DIVISÃO - Série C

Resultados - 12.ª Jornada Tarei 0 7 Feirense Arouca 1 1 Unidos Rossas Arrifanense 0 0 Milheiroense Carregosense 8 2 Cucujães Classificação J V E D F - C P Feirense 12 11 0 1 64 - 15 33 Tarei 12 10 0 2 34 - 12 30 Carregosen. 12 8 2 2 43 - 18 26 Arrifanense 12 5 3 4 18 - 11 18 Unid. Rossas 12 3 1 8 17 - 30 10 Cucujães 12 2 2 8 10 - 44 8 Arouca 12 2 1 9 15 - 38 7 Milheiroense 12 1 3 8 10 - 43 6 Penúltima Jornada - 22 de Dezembro Carregosense - Tarei Feirense - Arouca Unidos de Rossas - Arrifanense Cucujães - Milheiroense

INFANTIS A - Grupo 1 - Série A

Resultados - 9.ª Jornada Paramos 2 3 Anta Lusit. Lourosa 1 3 Vilamaiorense Fiães 3 6 Paivense São João de Ver 4 11 Salesianos Paços Brandão 5 1 Sp. Espinho Classificação J V E D F - C P Anta 9 8 1 0 69 - 9 25 P. Brandão 9 8 0 1 47 - 7 24 Sp. Espinho 9 5 2 2 51 - 24 17 Paramos 9 4 2 3 24 - 19 14 Lourosa 9 3 3 3 24 - 17 12 Paivense 9 4 0 5 21 - 25 12 Vilamaioren. 9 3 1 5 19 - 33 10 Salesianos 9 2 0 7 22 - 51 6 S. J. de Ver 9 2 0 7 13 - 73 6 Fiães 9 1 1 7 11 - 43 4 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Anta - Vilamaiorense Lusitânia de Lourosa - Paivense Fiães - Salesianos São João de Ver - Sp. Espinho Paramos - Paços de Brandão

INFANTIS A - Grupo 1 - Série B

Resultados - 9.ª Jornada Arrifanense 4 2 Bustelo Macieira Cambra 1 0 Cesarense Tarei 0 15 Oliveirense Unidos Rossas 1 22 AD Sanjoanense Feirense 17 0 Ovarense Classificação J V E D F - C P Feirense 9 8 0 1 87 - 8 24 Sanjoanense 9 8 0 1 76 - 11 24 Oliveirense 9 8 0 1 69 - 6 24 Arrifanense 9 6 0 3 43 - 18 18 Bustelo 9 5 0 4 44 - 32 15 Ovarense 9 4 0 5 31 - 39 12 Mac. Cambra 9 3 0 6 11 - 49 9 Cesarense 9 2 0 7 15 - 32 6 Unid. Rossas 9 1 0 8 14 - ## 3 Tarei 9 0 0 9 2 - 84 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Bustelo - Cesarense Macieira de Cambra - Oliveirense Tarei - AD Sanjoanense Unidos de Rossas - Ovarense Arrifanense - Feirense

INFANTIS A - Grupo 2 - Série A

Resultados - 9.ª Jornada União de Lamas 2 1 Anta Esmoriz 8 1 Sp. Espinho Fiães 1 10 Argoncilhe Folgou Caldas de São Jorge Classificação J V E D F - C P União Lamas 8 8 0 0 44 - 6 24 C. São Jorge 7 6 0 1 46 - 8 18 Argoncilhe 8 5 1 2 43 - 18 16 Esmoriz 8 4 0 4 34 - 24 12 Anta 8 2 1 5 22 - 25 7 Sp. Espinho 8 1 0 7 13 - 6 3 3 Fiães 7 0 0 7 12 - 70 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Anta - Esmoriz Caldas de São Jorge - União de Lamas Sp. Espinho -Fiães Folga Argoncilhe

INFANTIS A - Grupo 2 - Série B

Resultados - 9.ª Jornada Milheiroense 0 11 Feirense Arouca 1 6 Fermedo Rio Meão 0 4 AD Sanjoanense Arada 0 2 União de Lamas Classificação J V E D F - C P Feirense 9 9 0 0 52 - 3 27 Fermedo 9 7 1 1 31 - 10 22 Sanjoanense 9 6 1 2 53 - 11 19 Rio Meão 9 4 0 5 14 - 31 12 Arouca 9 3 1 5 27 - 27 10 Arada 9 3 0 6 9 - 25 9 União Lamas 9 2 1 6 6 - 27 7 Milheiroense 9 0 0 9 6 - 64 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Feirense - Rio Meão Arouca - Milheiroense AD Sanjoanense - Arada União de Lamas - Fermedo

INFANTIS A - Grupo 2 - Série C

Resultados - 9.ª Jornada Soutelo 1 3 Estarreja S. M.. Murtoense 1 10 Oliveirense Furadouro 3 25 Milheiroense Folgou Mosteirô F. C. Classificação J V E D F - C P Milheiroense 8 8 0 0 88 - 6 24 Oliveirense 8 6 1 1 36 - 16 19 Soutelo 8 4 1 3 31 - 30 13 Estarreja 8 3 1 4 30 - 17 10 Mosteirô FC 7 3 1 3 19 - 20 10 Furadouro 7 1 0 6 10 - 55 3 S.M. Murtoense 8 0 0 8 8 - 78 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Estarreja - São Marítimo Murtoense Mosteirô F. C. - Soutelo Oliveirense - Furadouro Folga Milheiroense

INFANTIS B - Série A

Resultados - 9.ª Jornada Sanguedo 3 2 Anta Sp. Espinho 8 1 Canedo Lusit. Lourosa 3 0 Fiães Folgou Vilamaiorense Classificação J V E D F - C Sp. Espinho 8 7 0 1 45 - 11 Lourosa 7 6 0 1 31 - 7 Fiães 8 5 0 3 22 - 15 Sanguedo 8 3 1 4 18 - 36 Vilamaioren. 7 2 1 4 21 - 27 Canedo 8 1 2 5 16 - 34 Anta 8 1 0 7 10 - 33 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Anta - Sp. Espinho Vilamaiorense - Sanguedo Canedo - Lusitânia de Lourosa Folga Fiães

P 21 18 15 10 7 5 3

INFANTIS B - Série B

Resultados - 9.ª Jornada Fiães 1 3 Anta São João de Ver 4 2 Cortegaça Paços Brandão 1 2 Esmoriz Folgou Paramos Classificação J V E D F - C S. J. de Ver 8 7 0 1 28 - 11 Anta 8 5 2 1 26 - 13 Esmoriz 8 4 2 2 19 - 14 P. Brandão 7 4 0 3 17 - 12 Cortegaça 8 2 1 5 15 - 20 Fiães 8 1 1 6 11 - 22 Paramos 7 1 0 6 6 - 30 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Anta - São João de Ver Paramos -Fiães Cortegaça - Paços de Brandão Folga Esmoriz

P 21 17 14 12 7 4 3


22

Correio da Feira 16.DEZ.2013

Voleibol // Enis alit nulla aci et lamcommy nulla corem ipit, si.Metue modolor sumsan ercilit eu feui blaor at praestrud modoluptat lum velit praesed dit utat

RESULTADOS CAMADAS JOVENS

INFANTIS B - Série C

Resultados - 9.ª Jornada AD Sanjoanense 12 2 Mosteirô F. C. São João de Ver 0 15 Arrifanense Tarei 1 7 Feirense Salesianos 3 0 Milheiroense Classificação J V E D F - C P Sanjoanense 9 7 1 1 81 - 8 22 Arrifanense 9 7 1 1 58 - 8 22 Feirense 9 6 2 1 57 - 9 20 Milheiroense 9 5 0 4 35 - 23 15 Salesianos 9 5 0 4 26 - 17 15 Mosteirô FC 9 2 0 7 15 - 53 6 Tarei 9 1 0 8 17 - 62 3 S. J. de Ver 9 1 0 8 5 - 114 3 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Mosteirô F. C. - Tarei São João de Ver - AD Sanjoanense Feirense - Salesianos Milheiroense - Arrifanense

INFANTIS B - Série D

Resultados - 9.ª Jornada Cucujães 2 1 Ovarense Oliveirense 5 1 AD Sanjoanense FolgaramFeirense e Carregosense Classificação J V E D F - C P Feirense 6 6 0 0 55 - 1 18 Oliveirense 6 5 0 1 33 - 6 15 Carregosense 6 3 1 2 18 - 21 10 Cucujães 6 3 1 2 9- 12 10 Sanjoanense 7 1 0 6 9- 48 3 Ovarense 7 0 0 7 5 - 41 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Ovarense - Feirense Carregosense - Cucujães Folgam Oliveirense e AD Sanjoanense

BENJAMINS A - Série A

Resultados - 10.ª Jornada Anta 0 2 Paivense Canedo 0 11 Vilamaiorense Sanguedo 8 4 Argoncilhe Folgou Sp. Espinho Classificação J V E D F - C Vilamaioren. 9 9 0 0 127 - 5 Sp. Espinho 8 6 0 2 39 - 14 Paivense 9 5 0 4 31 - 23 Anta 9 4 0 5 34 - 38 Canedo 8 3 1 4 19 - 42 Sanguedo 9 2 1 6 18 - 70 Argoncilhe 8 0 0 8 8 - 84 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Argoncilhe - Anta Paivense - Canedo Sp. Espinho -Sanguedo Folga Vilamaiorense

P 27 18 15 12 10 7 0

BENJAMINS A- Série B

Resultados - 10.ª Jornada Anta 5 0 Fiães CRC Vale 0 4 União de Lamas São João de Ver 1 3 Paços Brandão Vilamaiorense 0 4 Lusit. Lourosa Classificação J V E D F - C P Anta 10 10 0 0 107 - 9 30 P. Brandão 10 8 1 1 49 - 28 25 União Lamas 10 6 1 3 31 - 20 19 S. J. de Ver 10 5 0 5 27 - 29 15 Lourosa 10 4 0 6 38 - 27 12 Vilamaioren. 10 3 0 7 14 - 26 9 Fiães 10 2 0 8 18 - 49 6 CRC Vale 10 1 0 9 8 - 104 3 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Paços de Brandão - Anta Fiães - CRC Vale Lusitânia de Lourosa - União de Lamas Vilamaiorense - São João de Ver

BENJAMINS A- Série C

Resultados - 10.ª Jornada Fermedo 0 3 Feirense Arouca 5 0 Rio Meão Fiães 3 3 Esmoriz Arrifanense 13 1 Lusit. Lourosa Classificação J V E D F - C P Feirense 10 10 0 0 75 - 6 30 Fiães 10 7 1 2 78 - 11 22 Esmoriz 10 7 1 2 62 - 20 22 Arouca 10 6 1 3 43 - 30 19 Arrifanense 10 4 1 5 46 - 35 13 Fermedo 10 2 0 8 13 - 48 6 Rio Meão 10 2 0 8 11 - 67 6 Lourosa 10 0 0 10 6 - 117 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Esmoriz - Fermedo Feirense - Arouca Lusitânia de Lourosa - Rio Meão Arrifanense - Fiães

BENJAMINS A- Série D

Resultados - 10.ª Jornada AD Sanjoanense 3 1 Arada Fajões 0 19 Cesarense Unidos de Rossas 0 16 Feirense 3 3 Cortegaça Milheiroense Classificação J V E D F - C Feirense 10 10 0 0 114 - 4 Cesarense 10 9 0 1 76 - 13 Cortegaça 10 6 1 3 51 - 24 Sanjoanense 10 6 0 4 63 - 15 Arada 9 3 0 6 29 - 44 Unidos Rossas 9 2 0 7 14 - 78 Milheiroense 9 1 1 7 14 - 42 Fajões 9 0 0 9 1 - 142 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Feirense - AD Sanjoanense Arada - Fajões Cortegaça - Cesarense Milheiroense - Unidos de Rossas

P 30 27 19 18 9 6 4 0

BENJAMINS A- Série E

Resultados - 10.ª Jornada Cucujães 0 2 Ovarense Valecambrense 8 1 Tarei Macieira Cambra 3 5 AD Sanjoanense Bustelo 1 0 Carregosense Classificação J V E D F - C P Sanjoanense 10 10 0 0 68 - 9 30 Bustelo 10 8 0 2 41 - 19 24 Ovarense 10 7 0 3 52 - 22 21 Valecambren. 10 5 1 4 37 - 35 16 Mac. Cambra 10 4 1 5 45 - 47 13 Cucujães 10 2 2 6 15 - 35 8 Carregosense 10 0 2 8 9 - 50 2 Tarei 10 0 2 8 11 - 61 2 Próxima Jornada - 21 de Dezembro AD Sanjoanense - Cucujães Ovarense - Valecambrense Carregosense - Tarei Bustelo - Macieira de Cambra

BENJAMINS B- Série A

Resultados - 10.ª Jornada Anta 3 3 Sanguedo União de Lamas 3 2 Sp. Espinho Vilamaiorense 2 0 Lusit. Lourosa Fiães 3 2 Cortegaça Classificação J V E D F - C P Vilamaioren. 10 7 3 0 55 - 9 24 Lourosa 10 6 2 2 50 - 16 20 Sp. Espinho 10 5 4 1 42 - 13 19 União Lamas 10 6 1 3 34 - 12 19 Anta 10 3 2 5 20 - 27 11 Sanguedo 10 3 2 5 24 - 39 11 Fiães 10 2 0 8 15 - 58 6 Cortegaça 10 1 0 9 10 - 76 3 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Lusitânia de Lourosa - Anta Sanguedo - União de Lamas Cortegaça - Sp. Espinho Fiães - Vilamaiorense

BENJAMINS B- Série B

Resultados - 10.ª Jornada Anta 2 1 São João de Ver Vilamaiorense 0 8 Fiães CRC Vale 2 4 Paços Brandão Caldas S. Jorge 4 3 Esmoriz Classificação J V E D F - C P Anta 10 8 0 2 61 - 14 24 C. S. Jorge 10 7 1 2 43 - 12 22 S. J. de Ver 10 7 0 3 52 - 16 21 P. Brandão 10 7 0 3 32 - 19 21 Fiães 10 6 1 3 47 - 12 19 Esmoriz 10 3 0 7 33 - 34 9 Vilamaioren. 10 1 0 9 11 - 58 3 CRC Vale 10 0 0 10 9 - 123 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Paços de Brandão - Anta São João de Ver - Vilamaiorense Esmoriz - Fiães Caldas de São Jorge - CRC Vale

BENJAMINS B- Série C

Resultados - 10.ª Jornada Cucujães 1 5 Milheiroense Salesianos 6 1 AD Sanjoanense Cesarense 0 8 Feirense Arrifanense 14 2 Carregosense Classificação J V E D F - C P Arrifanense 10 9 0 1 73 - 11 27 Feirense 10 8 0 2 71 - 11 24 Milheiroense 10 7 0 3 49 - 21 21 Salesianos 10 6 0 4 36 - 24 18 Sanjoanense 10 5 0 5 46 - 42 15 Cesarense 10 3 1 6 16 - 41 10 Cucujães 10 1 1 8 13 - 58 4 Carregosense 10 0 0 10 10 - 106 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Feirense - Cucujães Milheiroense - Salesianos Carregosense - AD Sanjoanense Arrifanense - Cesarense

BENJAMINS B- Série D

Resultados - 10.ª Jornada Ovarense 6 2 Válega Valecambrense 3 5 Oliveirense AD Sanjoanense 9 4 Furadouro Folgou Cucujães Classificação J V E D F - C Sanjoanense 9 9 0 0 85 - 11 Furadouro 9 7 0 2 52 - 25 Ovarense 9 5 0 4 36 - 27 Oliveirense 8 4 1 3 24 - 34 Cucujães 8 2 1 5 20 - 31 Válega 8 2 0 6 15 - 51 Valecambren. 9 0 0 9 9 - 62 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Cucujães - Ovarense Válega - Valecambrense Furadouro - Oliveirense Folga AD Sanjoanense

P 27 21 15 13 7 6 0

TRAQUINAS A- Série A

Resultados - 10.ª Jornada Anta 6 0 Lusit. Lourosa Vilamaiorense 1 1 Fiães Canedo 4 0 União de Lamas Sp. Espinho 4 0 Cortegaça Classificação J V E D F - C P Fiães 10 8 1 1 74 - 6 25 Sp. Espinho 10 8 1 1 58 - 5 25 Vilamaioren. 10 6 2 2 41 - 12 20 Canedo 10 5 1 4 38 - 31 16 Cortegaça 10 4 3 3 22 - 18 15 Anta 10 4 0 6 33 - 21 12 Lourosa 10 1 0 9 5 - 124 3 União Lamas 10 0 0 10 1 - 55 0 Próxima Jornada - 21 de Dezembro União de Lamas - Anta Lusitânia de Lourosa - Vilamaiorense Cortegaça - Fiães Sp. Espinho -Canedo

TRAQUINAS A - Série B

Resultados - 10.ª Jornada Anta 28-Dez Esmoriz Lusit. Lourosa 6 0 Paços Brandão Fermedo 5 1 Arouca Folgou São João de Ver Classificação J V E D F - C P Anta 7 7 0 0 62 - 2 21 Lourosa 9 6 1 2 33 - 14 19 S. J. de Ver 8 5 0 3 22 - 21 15 Fermedo 9 4 1 4 29 - 25 13 Esmoriz 8 3 0 5 21 - 32 9 P. Brandão 9 2 0 7 15 - 57 6 Arouca 8 0 2 6 12 - 43 2 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Paços de Brandão - Anta Arouca - São João de Ver Fermedo - Lusitânia de Lourosa Folga Esmoriz

TRAQUINAS A - Série C

Resultados - 10.ª Jornada Milheiroense 1 9 Cesarense Feirense 1 1 AD Sanjoanense Arada 2 6 Paços Brandão Folgou Arrifanense Classificação J V E D F - C P Cesarense 9 8 0 1 63 - 16 24 Feirense 8 7 1 0 40 - 7 22 P. Brandão 8 6 0 2 40 - 19 18 Arrifanense 8 3 0 5 17 - 22 9 Arada 9 2 1 6 18 - 62 7 Sanjoanense 9 1 2 6 17 - 31 5 Milheiroense 9 1 0 8 16 - 54 3 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Paços de Brandão - Milheiroense Cesarense - Feirense Arrifanense - Arada Folga AD Sanjoanense

TRAQUINAS A - Série D

Resultados - 10.ª Jornada Cucujães 1 2 Macieira Cambra Oliveirense 6 1 Loureiro Valecambrense 5 1 Ovarense Folgou AD Sanjoanense Classificação J V E D F - C P Sanjoanense 8 8 0 0 60 - 7 24 Oliveirense 8 6 0 2 43 - 12 18 Loureiro 9 4 0 5 24 - 24 12 Cucujães 9 4 0 5 15 - 29 12 Valecambren. 9 3 0 6 16 - 34 9 Mac. Cambra 9 3 0 6 24 - 55 9 Ovarense 8 2 0 6 22 - 43 6 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Ovarense - Cucujães Macieira de Cambra Oliveirense Resultados - 4.ª -Jornada AD Sanjoanense - Valecambrense 2 0 Anta Lusit. Lourosa Folga Loureiro

TRAQUINAS B - Série A

Sp. Espinho 3 1 Fiães 13 B 0 -Sanguedo Vilamaiorense TRAQUINAS Série A Classificação Resultados - 4.ª Jornada D F - C Lusit. LourosaJ V2 0E Anta Fiães Sp. Espinho 4 33 01 Fiães 1 23 - 7 Lourosa 4 3 0 1 9 - 8 Vilamaiorense 13 0 Sanguedo Vilamaioren. Classificação 4 2 0 2 21 - 10 Sp. Espinho 4J V2 0E D2 17 F -- 7C Anta 4 2 0 2 12 Fiães 4 3 0 1 23 -- 77 Sanguedo 4 03 0 41 09 - 43 Lourosa 8 Próxima Jornada Vilamaioren. 4 2 - 21 0 de2 Dezembro 21 - 10 Sp.Sanguedo Espinho - 4Lusitânia 2 0 de 2 Lourosa 17 - 7 Anta 4 2 0 2 12 Anta - Sp. Espinho - 7 SanguedoFiães 4- Vilamaiorense 0 0 4 0 - 43 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Sanguedo - Lusitânia de Lourosa Anta - Sp. Espinho

P 9 9 6 6P 69 09 6 6 6 0

TRAQUINAS B - Série B

Resultados - 6.ª Jornada Paços Brandão #### Feirense Salesianos 2 4 Arrifanense São João de Ver 5 6 Anta Folgou Milheiroense Classificação J V E D F - C P. Brandão 5 5 0 0 30 - 5 Feirense 4 4 0 0 34 - 4 S. J. de Ver 5 2 0 3 25 - 20 Salesianos 5 2 0 3 15 - 11 Anta 5 1 1 3 11 - 16 Arrifanense 4 1 1 2 9 - 16 Milheiroense 4 0 0 4 1 - 53 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Feirense - Salesianos Arrifanense - São João de Ver Anta - Milheiroense Folga Paços de Brandão

P 15 12 6 6 4 4 0

FEMININO CAMPEONATO DE PROMOÇÃO DE FUTEBOL FEMININO - Série B

Resultados - 9.ª Jornada Vila FC 8 1 Fiães Esmoriz 0 0 Canelas 2010 Pasteleira 0 2 Viseu 2001 S. Marit. Murtoense 7 1 UD Sousense Folgou Mocidade Eirolense Classificação J V E D F - C P Viseu 2001 7 7 0 0 55 - 1 21 Pasteleira 8 6 1 1 44 - 6 19 Moc. Eirolense 7 5 1 1 18 - 8 16 S. M. Murtoense 7 3 2 2 15 - 8 11 Vila FC 8 3 2 3 18 - 11 11 UD Sousense 8 2 2 4 9 - 25 8 Fiães 8 1 1 6 10 - 60 4 Canelas 2010 8 0 3 5 3 - 25 3 Esmoriz 7 0 2 5 4 - 32 2 Próxima Jornada - 05 de Janeiro São Marítimo Murtoense Mocidade Eirolense Resultados - 5.ª-Jornada Pasteleira - UD Sousense adiado Vaguense Clube Albergaria Esmoriz - Viseu 2001 4 Mocid. Esmoriz Vila FC -0Canelas 2010Eirolense Folga 0 Fiães 3 S. Marit. Murtoense Ovarense

CAMPEONATO DISTRITAL FEMININO - FUT /7 - SUB/18

Cesarense 3 2 Fiães

CAMPEONATO Sanguedo 1 2DISTRITAL Cucujães FEMININO FUT /7 - SUB/18 Folga- Argoncilhe

Classificação Resultados - 5.ª Jornada J V E Clube D F Albergaria - C P adiado Vaguense S. M. Murtoense 6 40 14 Mocid. 1 22 Eirolense - 6 13 Esmoriz Cucujães Ovarense 6 40 13 S.1 Marit. 15 -Murtoense 3 13 Moc. Eirolense 5 34 20 Fiães 1 19 - 6 12 Cesarense Cesarense 5 14 20 Cucujães 1 17 - 11 12 Sanguedo Ovarense Folga 5 Argoncilhe 3 1 1 12 - 7 10 C. Albergaria Classificação 3 2 1 0 9 - 57 Sanguedo 5J V2 E 0 D3 15 6 F - 18 C P Fiães 10 - 12 4 S. M. Murtoense 6 41 1 14 22 6 13 Esmoriz 3 Cucujães 6 41 10 15 175 - 253 13 Moc. Eirolense 54 40 01 13 19 6 12 1 Argoncilhe 2 - 14 Cesarense Vaguense 55 40 0 15 17 6 - 11 27 12 0 Ovarense 5 3 - 21 1 de1Dezembro 12 - 7 10 Próxima Jornada C. Albergaria 3 2 1 0 9 - 5 7 Argoncilhe - Vaguense Sanguedo 5 2 0 3 15 - 18 6 Clube Albergaria - Esmoriz Fiães 6 1 1 4 10 - 12 4 Mocidade Eirolense - Ovarense Esmoriz 1 0 5- Cesarense 7 - 25 3 São Marítimo6 Murtoense Argoncilhe Fiães 4 - 0Sanguedo 1 3 2 - 14 1 Vaguense 5 0 Cucujães 0 5 6 - 27 0 Folgou Próxima Jornada - 21 de Dezembro Argoncilhe - Vaguense Clube Albergaria - Esmoriz Mocidade Eirolense - Ovarense JUNIORES FEMININO FUTSAL São Marítimo Murtoense - Cesarense Resultados - 7.ª Jornada 0 6 Lusit. Lourosa PARC- Sanguedo Fiães Novasemente Leões Tardariz Folgou Cucujães Restaur. Avintenses 1 4 Barranha

FUTSAL

Ossela 2 1 Escola Gondomar Ases Leça SC Canidelo Classificação J V E D F - C P Ossela 7 6 1 0 42 - 3 19 Rest. Avintenses 7 6 0 1 48 - 9 18 Barranha 7 5 2 0 37 - 9 17 Esc. Gondomar 7 3 2 2 25 - 11 11 SC Canidelo 6 2 2 2 12 - 1 8 8 Lusit. Lourosa 6 2 0 4 12 - 16 6 Novasemente 5 2 0 3 11 - 23 6 Leões Tardariz 6 1 1 4 21 - 24 4 PARC 7 1 0 6 3 - 43 3 Ases Leça 6 0 0 6 1 - 56 0 Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro Lusitânia de Lourosa - SC Canidelo, 15h Leões Tardariz - PARC Barranha - Novasemente Escola Gondomar - Rest. Avintenses - 22/12 Ossela - Ases Leça - 22/12

JUNIORES FUTSAL Zona Norte

Resultados - 13.ª Jornada Din. Sanjoanense 4 11 Ossela Juventude Fiães 7 3 Futsal Azeméis Lamas Futsal 4 4 ACR Vale Cambra CRECOR 7 5 Lusitânia Lourosa Folgou Saavedra Guedes Classificação J V E D F - C P Ossela 12 11 0 1 70 - 28 33 CRECOR 11 9 1 1 73 - 23 28

JUNIORES FUTSAL Zona Norte

Resultados - 13.ª Jornada Din. Sanjoanense 4 11 Ossela Juventude Fiães 7 3 Futsal Azeméis Lamas Futsal 4 4 ACR Vale Cambra JUNIORES FUTSAL Lusitânia Lourosa 7 5 CRECOR Zona Norte Folgou Saavedra Guedes Resultados - 13.ª Jornada Classificação 4 11 Din. Sanjoanense J V E Ossela D F - C P 7 0 3 Futsal Juventude Fiães Ossela 12 11 1 70Azeméis - 28 33 4 1 4 ACR Lamas Futsal Vale CRECOR 11 9 1 73 - Cambra 23 28 Lusitânia 7 5 CRECOR Juvent. Fiães 12 9 0 3 92 - Lourosa 37 27 Folgou10Saavedra Saavedra Gued. 7 0 Guedes 3 5 5 - 38 21 Lusit. Lourosa Classificação 12 3 1 8 45 - 78 10 J V E D F - 56 C 10 P ACR V. Cambra 12 3 1 8 39 Ossela Futsal 11 12 11 0 1 28 10 33 Lamas 3 1 7 70 41 - 64 CRECOR 11 9 1 1 73 23 28 D. Sanjoanen. 12 3 0 9 40 73 9 Juvent. Fiães 10 12 1 9 0 0 9 3 19 92 -- 77 37 27 Futsal Azeméis 3 Saavedra Gued. 10 7 0 3 5 5 - 38 21 Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro Lusit. Lourosa 12 3 1 8 45 - 78 10 Ossela - Lamas ACR V. Cambra 12 3Futsal 1 8- 21/12, 39 17h - 56 10 - 21/12 FutsalFutsal Azeméis11 - Dinamo Lamas 3 1 Sanjoanense 7 41 - 64 10 Saavedra Guedes Juventude de -Fiães, D. Sanjoanen. 12 3 0 9 40 73 9 ACR Vale de Cambra - CRECOR Futsal Azeméis 10 1 0 9 19 - 77 3 Folga Lusitânia de Lourosa Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro - 21/12, 17h OsselaJUVENIS - Lamas Futsal FUTSAL - 21/12 Futsal Azeméis - Dinamo Resultados - 12.ªSanjoanense Jornada SaavedraCRECUS Guedes -1Juventude de Fiães, 2 CD Escapães ACRGuedes Vale de Cambra CRECOR 1 12 D.- Sanjoanense Saavedra 4 5 CDFolga Feirense Lusitânia de Juventude Lourosa Fiães Beira-Mar 1 2 ACR Vale Cambra Atómicos 3 0 Veiros CP Esgueira 0 6 Ossela Folgou GRC Telhadela Classificação J V E D F - C P Ossela 12 11 0 1 78 - 13 33 D. Sanjoanen. 12 10 1 1 92 - 10 31 CD Escapães 12 10 1 1 59 - 23 31 Atómicos 12 9 0 3 50 - 26 27 CRECUS 12 5 2 5 30 - 27 17 Esgueira 12 3 4 5 42 - 46 13 Beira-Mar 12 4 1 7 23 - 46 13 Juvent. Fiães 12 4 1 7 32 - 57 13 Saavedra Gued. 12 4 1 7 23 - 53 13 Telhadela 12 3 3 6 26 - 52 12 ACR V. Cambra 11 3 2 6 17 - 38 11 Veiros 12 2 1 9 24 - 50 7 CD Feirense 11 0 1 10 15 - 70 1 Próxima Jornada - 21 de Dezembro Atómicos - CP Esgueira Beira-Mar - GRC Telhadela CD Feirense - ACR Vale de Cambra, 15h Saavedra Guedes - Juventude de Fiães, CRECUS - Dinamo Sanjoanense CD Escapães - Ossela, 20,30h Folga Veiros

INICIADOS FUTSAL Zona Norte

Resultados - 13.ª Jornada 1 6 PARC Lusitânia Lourosa CD Escapães 5 4 GDC Lordelo Fundo de Vila 12 1 ACR Vale Cambra D. Sanjoanense 14 1 Saavedra Guedes GDC Sanfins 3 2 Juventude Fiães CRECOR 3 4 Ossela Classificação P J V E D F - C Fundo de Vila 13 13 0 0 133 - 24 39 Ossela 13 12 0 1 132 - 25 36 GCD Sanfins 13 9 1 3 52 - 45 28 D. Sanjoanen. 13 9 0 4 102 - 39 27 Juvent. Fiães 13 8 0 5 59 - 34 24 CRECOR 13 8 0 5 53 - 33 24 PARC 13 7 0 6 62 - 60 21 CD Escapães 13 5 1 7 33 - 38 16 Lordelo 13 3 0 10 51 - 68 9 Saavedra Gued. 13 2 0 11 18 - 90 6 ACR V. Cambra 13 1 0 12 15 - 91 3 Lusit. Lourosa 13 0 0 13 7 - 170 0 Próxima Jornada - 21 a 23 de Dezembro Lordelo - PARC - 23/12 ACR Vale de Cambra -CD Escapães, 15h Saavedra Guedes - Fundo de Vila Juventude Fiães - D. Sanjoanense - 22/12, Ossela - GCD Sanfins, 15h CRECOR -Lusitânia Lourosa - 22/12,

INFANTIS FUTSAL

Resultados - 11.ª Jornada CP Esgueira 2 3 AD Travassô PARC 5 2 Novasemente Fundo de Vila 3 2 GRC Telhadela CCR Maceda 2 4 CD Escapães CC Barrô 3 0 ADREP Ossela 7 3 CAP Alquerubim Din. Sanjoanense 6 0 CRECUS Folgou ACR Vale de Cambra Classificação P J V E D F - C Ossela 10 9 1 0 78 - 22 28 CC Barrô 10 8 1 1 46 - 20 25 D. Sanjoanen. 10 7 0 3 66 - 35 21 CAP Alquerub. 10 6 1 3 55 - 33 19 CRECUS 10 6 1 3 31 - 30 19 PARC 11 5 3 3 58 - 36 18 Fundo de Vila 10 5 2 3 41 - 33 17 CD Escapães 10 5 1 4 36 - 34 16 ADREP 10 4 2 4 41 - 31 14 AD Travassô 11 4 0 7 37 - 74 12 Telhadela 10 3 2 5 41 - 45 11 Novasemente 11 3 1 7 31 - 38 10 ACR V. Cambra 10 3 1 6 26 - 43 10 CCR Maceda 10 1 0 9 22 - 72 3 CP Esgueira 11 0 0 11 14 - 77 0 Próxima Jornada - 21 e 22 de Dezembro AD Travassô - Dinamo Sanjoanense Novasemente - CP Esgueira GRC Telhadela - ACR Vale de Cambra- 22/12 CD Escapães - Fundo de Vila, 11,15h ADREP - CCR Maceda - 22/12 CAP Alquerubim - CC Barrô- 22/12 CRECUS - Ossela- 22/12 Folga PARC

BENJAMINS FUTSAL

Resultados - 11.ª Jornada CRECUS 0 23 GDC Lordelo ADREP 23 0 CAP Alquerubim Saavedra Guedes 2 14 PARC Belazaima 6 0 CD Feirense GCD Sanfins 0 7 CCR Maceda CC Barrô 5 3 Din. Sanjoanense GRC Telhadela 6 3 ACR Vale Cambra Folgou Novasemente Classificação P J V E D F - C GDC Lordelo 11 9 2 0 116 - 15 29 ADREP 10 8 2 0 111 - 18 26 CC Barrô 11 8 2 1 98 - 33 26 Telhadela 9 7 1 1 56 - 24 22 CCR Maceda 10 7 0 3 67 - 31 21 Belazaima 9 5 2 2 68 - 24 17 PARC 10 4 2 4 56 - 46 14 D. Sanjoanen. 9 4 1 4 59 - 46 13 GCD Sanfins 10 4 1 5 48 - 48 13 Novasemente 10 4 1 5 42 - 59 13 ACR V. Cambra 10 3 1 6 47 - 44 10 CD Feirense 10 2 1 7 21 - 56 7 CAP Alquerub. 11 1 0 10 15 - 136 3 Saavedra Gued. 10 0 1 9 17 - 115 1 CRECUS 10 0 1 9 15 - 141 1 Próxima Jornada - 22 de Dezembro CAP Alquerubim - CRECUS PARC - ADREP CD Feirense - Saavedra Guedes, 10h CCR Maceda - Belazaima Dinamo Sanjoanense -GCD Sanfins, 9h ACR Vale de Cambra - CC Barrô Novasemente - GRC Telhadela Folga GDC Lordelo


Correio da Feira 16.DEZ.2013

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Correio da Feira 16.DEZ.2013


TAXA PAGA

4520 Santa Maria da Feira

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Desde 11 de Abril de 1897

Mérito Municipal 1972 1997 Ano CXVI

Semanário

Direcção: Sandra Moreno

16 Dezembro 2013

Nº 5843

€0,60 (iva inc.)

Aprender a viver com a dor P. 12 e 13

Entrevista

P. 04 e 05

“São precisas outras pessoas para a biblioteca, porque não sou eterno”, Anthero Monteiro, escritor e director da Biblioteca Pública de S. Paio de Oleiros Há meio ano que o Núcleo de Apoio à Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica de Santa Maria da Feira abriu as portas para ajudar aqueles que todos os dias sentem dor. A doença ainda não é reconhecida por muitos médicos, mas são muitos os que diariamente a sentem na pele. No núcleo ‘aprende-se’ a conviver com os sintomas e a libertar as amarras da dor.

S. Paio de Oleiros

pág. 03

Pequenas obras de arte em madeira

Suplemento Especial | Integra a edição nº 5843 de 16 de Dezembro de 2013 | Não pode ser vendido separadamente

Sortilégio de Natal Estorietas e curiosidades à volta do fenómeno Natalício. 23 personalidades feirenses oferecem prendas...

Economia

“Ferreira Avelar & Irmão” tem mais de 60 anos e clientes espalhados pelos cinco continentes

Lourosa

Gastronomia de Natal Veja as receitas do chef Apolinário Gumerzindo

pág. 08

CDU denuncia inexistência de sanitários condignos na Feira dos Dez

Desporto

Manuel Pinto tem como passatempo trabalhar a madeira e das suas mãos saem peças que encantam. Transformou a sua garagem numa oficina e ali já deu vida a milhares de peças.

pág. 14

pág. 20

Lusitânia faz I Gala e distingue quem mais se destacou na época 2012/2013

5843  
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