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PCGUIA JULHO 2009

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PCGUIA

TESTE EM GRUPO A MEMÓRIAS DDR3 VALE A PENA COMPRAR JÁ?

TECNOLOGIA SEM LIMITES

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JULHO DE 2009

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MELHOR REVISTA DE TI EM 2008 Nº 164 | 4,95 (CONT.) 0 0 1 6 4 5

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WWW.PCGUIA.PT

XPVS.VISTAVS.WINDOWS 7 QUEM VENCE ESTA BATALHA?

WINDOWS XP VS. VISTA VS. WINDOWS 7

COMO TRANSFERIR PROGRAMAS, CONFIGURAÇÕES E FICHEIROS PARA UMA MÁQUINA NOVA NOVA LEI CONTRA A PIRATARIA O SEU ACESSO À INTERNET PODERÁ ESTAR EM PERIGO

TRABALHE COM DRIVES VIRTUAIS EM REDE PASSO A PASSO AUMENTE A CAPACIDADE DO COMPUTADOR COM MAIS UM DISCO RÍGIDO

VOLUME II

MEGACONCURSO AVG

GANHE UM NETBOOK E MUITAS MUITAS LICENÇAS AVG PARA PROTEGER O SEU COMPUTADOR COMPUTADOR


EDITORIAL

Director Pedro Tróia Redacção João Trigo (Editor) Susana Esteves, João Pedro Faria, Carlos Marçalo, Cláudia Sargento, Luísa Dâmaso, Lurdes Marujo [Secretária de Redacção) lurdesmarujo@ revistas.cofina.pt, Teresa Resende (Revisão) Arte Hélio Falcão (Director Adjunto) e Teresa Silva Colaboradores – Texto Susana Rodrigues, Patrícia Grilo, José Luís Porfírio, Paulo Barbosa, Artur Martins, Leonel Miranda e Patrícia Cordeiro Imagem Helder Oliveira/ Agência Who (ilustração da capa), António Moutinho, Vitor Gordo (fotos) Produção Gráfica Carlos Dias (Coordenador), Jorge Fernandes, José Carlos Freitas, Paulo Glória, Paulo Fernandes, Carlos Campos e Fátima Mesquita (Assistente) Circulação Madalena Carreira (Coordenadora), Jorge Gonçalves e Denise Amorim Publicidade Virgínia Melo virginiamelo@revistas. cofina.pt (Directora Comercial de Divisão); Daniela Correia danielacorreia@pcguia.cofina.pt (Gestor de Conta); Fátima Malaca fmalaca@revistas.cofina.pt (Coordenadora de publicidade), Rute Dias rdias@revistas. cofina.pt e Susana Fernandes susanafernandes@cofina. pt (Assistentes de Publicidade) Marketing Sónia Santos, Miguel Barreto, Susana Ventura (Assistente) Assinaturas Margarida Matos email assine@cofina.pt Linha de Apoio a Assinaturas Sandra Sousa, Ana Pereira e Filipa Cerqueira Telefone directo 213 307 777, Av. João Crisóstomo, 72, Galeria, 1069-043 Lisboa Venda de Edições Anteriores Caso pretenda adquirir números anteriores desta revista contacte o 219 253 248 ou revistasanteriores@revistas. cofina.pt Distribuição de Assinaturas JMTOSCANO, LDA. Tel: 214 142 909; Fax: 214 142 951; jmtoscano.com@netcabo.pt Pré-impressão H2M - Artes Gráficas, SA Av. Almirante Gago Coutinho, 44-A - 1700-031 Lisboa Impressão Lisgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A., Rua Consiglieri Pedroso, 90-Casal de Santa Leopoldina-2745-553 Queluz de Baixo Capa Printover fornecido por Sarriópapel Distribuição VASP – Soc. de Transportes e Distribuição, Lda, Complexo CREL – Bela Vista/Rua da Tascoa, 4.º Piso – Massamá – 2745 Queluz

WINDOWS CONTRA WINDOWS

Pedro Tróia director troia@pcguia.cofina.pt

Quando saiu o Windows 98, houve muita gente que dizia: “Isso não vale nada, não tem drivers e está cheio de bugs!” Depois saiu o Windows Millenium Edition, que realmente estava cheio de bugs... Depois saiu o Windows XP e a lenga-lenga era a mesma: “Não há drivers, os programas não correm, etc.”. Depois veio o Vista e tivemos um déjá vu. Tal como o Windows Millenium, no papel, era um sistema que vinha revolucionar a forma como usávamos os computadores pessoais. Tinha ido buscar o que de melhor a concorrência fazia integrando essas funcionalidades. Mas veio a verificar-se que afinal não era bem assim. Era um sistema pesado, com bugs e com um footprint muito grande. Agora está para sair o Windows 7. Esta nova versão promete leveza e rapidez enquanto mantém a retrocompatibilidade com o Windows Vista e, mais importante que tudo, com o Windows XP, pela grande quantidade de aplicações que foram escritas para este sistema. Assim, pela primeira vez em Portugal, fez-se um teste em que pomos frente-a-frente os três sistemas operativos da Microsoft e os comparamos directamente em vários aspectos, que vão desde a performance até à gestão de energia em computadores portáteis. Ainda sobre o Windows 7, veio a público que a versão europeia deste sistema operativo não vai incluir o Internet Explorer nem qualquer outro browser. Esta medida serve para que não se repitam os processos contra a posição dominante de que a Microsoft foi alvo no passado. Bom, isto é quase como a Intel ser impedida de incluir mais do que um core nos seus processadores porque a AMD não consegue vender mais chips ou ainda proibir que os carros tragam pneus de origem para que os utilizadores possam escolher a sua marca preferida. O IE tem vindo a perder terreno para outros browsers, como o FireFox ou o Chrome, e não têm sido precisos processos em tribunal para que isso aconteça...

ESTE MÊS...

Directora Editorial Divisão Tecnologias Cristina Magalhães

João Trigo editor joaotrigo@pcguia.cofina.pt

Edirevistas Sociedade Editorial, S.A. grupo Cofina Media – SGPS, SA Conselho de Administração Paulo Fernandes (Presidente), João Borges de Oliveira, Luís Santana, Laurentina Martins e António Simões Silva Directora de Arte Sofia Lucas Directora Comercial Olga Henriques Director de Produção Avelino Soares Directora de Marketing Maria João Costa Macedo Director Comercial Online José Manuel Gomes Director de Informática Rui Taveira Director de Recursos Humanos Nuno Mariz Directora Administrativa e Financeira Alda Delgado Director de Assinaturas João F. Almeida Director de Circulação Mário Rosário Directora de Research Ondina Lourenço Sede: Administração, Redacção, Publicidade: Avenida João Crisóstomo, 72, 1069-043 LISBOA. Telf.: 21 330 77 00; Fax: 21 330 77 99 Propriedade/Editora • EDIREVISTAS - SOCIEDADE EDITORIAL, SA • Capital social: €5.915.669 • CR.C.Lx n.° 500 061 130 • Contribuinte n.° 500 061 130 • Principal accionista: COFINA, SGPS, SA (99,46%) • N.º Registo E.R.C. 119 452 • Depósito legal: 97 116/96 • Tiragem média: 52 500 exemplares

Instalei finalmente o Windows 7 na minha máquina pessoal e pude ver as principais diferenças que a Microsoft quer introduzir no próximo sistema operativo. Copiei os meus ficheiros pessoais de forma simples e rápida. Para saber como, veja a rubrica de guias de software deste número. Voltei a jogar Elifoot (se nasceu na década de 70, sabe do que estou a falar) e levei o Chaves até à primeira divisão. Susana Esteves jornalista susanaesteves@pcguia.cofina.pt

Assisti mais de perto à “ginástica” que as máquinas de marketing e comunicação dos fabricantes de laptops fazem para conseguirem apresentar argumentos de venda e melhorar os seus produtos. Numa altura em que o preço é factor chave e que as funcionalidades são muito semelhantes, quem tem trunfos é que ganha. Dei uma vista de olhos pelos inúmeros sistemas disponíveis para netbooks, criados à medida destas máquinas. Alguns deles eram mais fracos, mas instalei dois que reconheceram rapidamente o operador 3G embutido na máquina e que são extremamente funcionais. João Pedro Faria jornalista jfaria@pcguia.cofina.pt

A França aprovou a lei de resposta gradual, conhecida também como lei Hadopi, que já tinha sido rejeitada pelo Parlamento Europeu. Uma lei controversa, na medida em que não envolve tribunais e onde se parte do princípio que o visado é culpado por utilizar a Internet para violar direitos de autor, tendo este de provar a sua inocência. Os franceses deverão começar a sentir os seus efeitos já partir deste Outono. Como não poderia deixar de ser, a PCGuia dedica este mês um especial sobre este tema.

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ÍNDICE

50 XPVS.VISTAVS.WINDOWS 7 Quem vence esta batalha?

Regulares 8 Notícias 18 L ançamentos 20 Entrevista ASSISTÊNCIA TÉCNICA 96 Pergunte ao especialista

40 40 41 41 41

Fujitsu Siemens Mobile NoteTaker Ixus 100 IS Ricoh CX 1 Acer Dual SIM DX900 Slider X600 e tapete OverSlide II

Braço-de-Ferro

Entretenimento 103 104 106 108 108

Subway Simulator Company of Heroes: Tales of Valor Demigod Elifoot 2009 New Star Grand Prix

44 Memória que vale mesmo a pena

Banco de Testes HARDWARE 25 Nokia N97 26 Acer 3810T 26 Ant ec P182 28 AssisMobile X7103 28 Chieft ec CH-07B-B 29 Servidor Wallfuture 30 MSI X58 Pro 31 Asus U50VG 32 WL 1600GL 32 Canon Pixma MX860 34 Rampage II Gene 36 G. Skill Falcon 64 GB 37 Norton 360 3.0 38 V erbatim PhotoSave 38 NDrive PDA TECNOMUST 40 Logitech Kinetik 15.4 Backpack

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Guias SOFTWARE 59 Mude os seus dados para um novo PC 72 Aumente o espaço da sua área de trabalho 74 Programe tarefas no Windows REDES 76 Sincronize os seus dados através da Net 78 Mapeamento de drives em r ede HARDWARE 82 Melhore o desempenho da HD4890 84 Instale um novo disco rígido 88 O supercomputador da AMD 92 Modding nacional

PCGuiaPro 111 NOTÍCIAS 116 SOFTWARE DE GESTÃO Primavera investe em ERP 118 FORMAÇÃO City School diversifica oferta 120 CASE STUDY Estremoz optimiza gestão de águas 122 OPINIÃO Transformações digitais que vão redefinir a sua Empresa 124 HOTSPOT Empresas preferem soluções de impressão


P

R E | S O FTWA R E | T E C N O M U ST | T E ST E E M G R U P O

TETRIS FAZ 25 ANOS O popular jogo de puzzles está de parabéns

Criado em 1984 por Alexey Pajitnov, um membro da equipa do centro de computação da Academia de Ciências da URSS em Moscovo, o Tetris faz este ano 25 anos. O popular título em que o jogador deve criar linhas de peças alinhadas através de um código de cores viu-se envolvido, logo à nascença, numa batalha legal que quase fez com que ele voltasse para a “gaveta”. Felizmente, isso não aconteceu, e ao longo dos últimos 25 anos foram lançadas dezenas de derivações de Tetris, para quase todas as plataformas de jogo e para telefones móveis e mesmo iPod. Na sua longa história, o Tetris recebeu inúmeros prémios, entre os quais o de “Jogo com mais variantes oficiais e não oficiais” e o de “Responsável pelo maior tempo de prisão devido a um videojogo”. O responsável pela atribuição deste galardão é Faiz Chopdat, um passageiro de um voo em Inglaterra que se recusou a parar de jogar depois de ser repetidamente advertido pela tripulação. A nossa Redacção (que assistiu ao nascimento do Tetris) dá os merecidos parabéns a este videojogo, responsável por tantas horas de sono perdidas. J.T.

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NOTÍCIAS

BREVES TWITTER VAI TER FUNCIONALIDADES PAGAS

De acordo com o Biz Stone, o co-fundador da empresa, o popular site poderá ter novidades pagas até ao fim do ano. Por ora, a equipa de desenvolvimento e gestão do Twitter está a estudar a forma como os cibernautas utilizam o serviço de modo a enriquecê-lo com novas opções e funcionalidades ainda no decorrer deste ano. Algumas delas serão pagas, segundo a mesma fonte.

SUÉCIA ELEGE EURODEPUTADO DE PARTIDO PIRATA

Chama-se Anna Troberg e vai estar no parlamento europeu, já que foi a candidata que o Partido Pirata Sueco colocou como cabeça de lista para as eleições europeias. Os cidadãos suecos resolveram dar confiança política a Anna Troberg e ao partido em questão, que recolheu 7,1 por cento das preferências dos nórdicos.

YOUTUBE INUNDADO COM PORNOGRAFIA

No fim do mês de Maio, milhares de utilizadores do Youtube fizeram upload de vídeos com conteúdo pornográfico – vídeos que estiveram online durante várias horas. Aparentemente, tratou-se de um ataque concertado de vários milhares de cibernautas que protestavam desta forma contra a política de remoção de vídeos de música do popular site de partilha de vídeos. Os moderadores do site tiveram muita dificuldade em remover os filmes, uma vez que muitos destes vídeos estavam etiquetados com nomes de artistas para adolescentes e crianças, como Hannah Montana e Jonas Brothers, tornando assim mais difícil a sua detecção.

LG LANÇA GAMA DE DISCOS RÍGIDOS EXTERNOS O fabricante apresenta três novos modelos com capacidades entre os 250 GB e os 500 GB A LG apresentou recentemente a nova gama de discos rígidos portáteis. Com capacidades que variam entre 250 GB, 320 GB e 500 GB, os modelos de 2.5 polegadas ligam-se ao computador através do cabo USB 2.0 e retiram a energia necessária para o seu funcionamento desta porta, pelo que não necessitam de alimentação dedicada. O XD1 inclui uma bolsa de transporte e está disponível em vermelho, preto ou branco. O XD2 pode ser adquirido em preto ou em cinzento metalizado e está equipado com um sistema antichoque e de um sistema de arrefecimento específico para este modelo. O XF1 é o modelo topo de gama e oferece opções de multimédia embutidas. Conta com uma porta HDMI que permite que o utilizador o ligue à televisão e oferece um menu de navegação e um comando remoto para controlar a reprodução de conteúdo multimédia.

O leitor vai poder encontrar qualquer um destes modelos com as capacidades de 250 GB, 320 GB e 500 GB. Os preços variam entre os 69,90 (XD2 com 250 GB) e os 199,90 euros (XF1 com 500 GB). J.T. Modelo

Capacidade

PVP

XD2 (Preto; branco)

250 GB

69,90 euros

XD2 (Preto; branco)

320 GB

74,90 euros

XD2 (Preto; branco)

500 GB

99,90 euros

250 GB

74,90 euros

320 GB

79,90 euros

500 GB

104,90 euros

500 GB

199,90 euros

XD1 (Vermelho; preto; branco) XD1 (Vermelho; preto; branco) XD1 (Vermelho; preto; branco)

XF1

HP APOSTA NOS NETBOOKS

A multinacional anunciou que irá produzir um novo netbook equipado com Atom. O equipamento estará à venda por cerca de 200 euros. O HP Mini 110 apresentará uma versão personalizada de um sistema operativo baseado num ambiente Mobile Internet (Mi). A interface deste ambiente assenta numa interface semelhante à de um smartphone e, de acordo com o site The Inquirer, tudo indica que este ambiente seja semelhante ao Android da Google. No entanto, não parece que a multinacional abdique de comercializar uma versão equipada com o Windows XP (por mais cerca de 35 euros).

ESPANHOL ENFRENTA INDÚSTRIA DISCOGRÁFICA Segundo o site The Inquirer, Pablo Soto, um cibernauta espanhol, desenvolveu um código que permite aos utilizadores partilharem música gratuitamente. A associação de empresas discográficas em Espanha juntou-se à EMI, à Sony Music e à Warner e processaram-no. Pablo Soto disse que nunca ganhou nada com as transferências de ficheiros, mas que recebeu algum dinheiro pela venda das três aplicações. O cibernauta afirma não ter feito nada de errado. A lei espanhola não permite a condenação por download de música, desde que não seja para fins comerciais. A associação da indústria discográfica parece ter uma abordagem diferente relativamente a esta questão ao processar quem desenvolve software para possibilitar a partilha de música.

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APPLE APRESENTA NOVO IPHONE 3G S O dispositivo tem versões de 16 GB e 32 GB de capacidade e uma câmara de 3 megapixels A Apple já mostrou o novo iPhone 3G S. De acordo com o comunicado da empresa, apresenta maior velocidade de processamento – até o dobro da velocidade do iPhone 3G – mais autonomia, câmara de alta qualidade com 3 megapixels e focagem automática, gravação de vídeo fácil de utilizar e controlo por voz. O iPhone 3G S inclui o novo iPhone OS 3.0, o sistema operativo móvel com mais de 100 novas funcionalidades, como Cortar, Copiar e Colar, MMS, procura Spotlight e teclado na horizontal. Os clientes do iPhone 3G S têm acesso a mais de 50 mil aplicações através da

App Store da Apple. O iPhone 3G S tem o dobro da capacidade do dispositivo anterior, com um modelo de 16 GB e um novo modelo de 32 GB. O novo telefone da Apple estará disponível em breve em Portugal, sendo os preços anunciados no lançamento. O software iPhone OS 3.0 estará disponível a 17 de Junho com uma actualização gratuita através do iTunes 8.2 ou superior para todos os clientes iPhone. Os utilizadores iPod touch podem adquirir a actualização do software por 7,99 euros. As novas funcionalidades MobileMe para o iPhone necessitam do iPhone OS 3.0. J.T.


NOTÍCIAS

NA BERRA PCGUIA

A PCGuia foi eleita a melhor publicação nacional de tecnologias de informação de 2008 pelos leitores da revista Meios & Publicidade (M&P). A escolha dos vencedores esteve a cargo dos assinantes do M&P, onde a cada assinatura correspondia um voto. Estamos todos de parabéns!

GUITAR HERO METALLICA

O sonho de qualquer pessoa que tenha passado a sua juventude a ouvir o som pesado da banda californiana é um dia poder tocá-lo em guitarra. Muitos podem fazê-lo, mas, para quem não sabe tocar guitarra, Guitar Hero é a resposta a todas as preces. Bem-haja!

VISTA SP2

Foi lançado com menos mediatização do que é habitual, mas a verdade é que se trata de uma actualização que deve ser instalada em máquinas com o Windows Vista. Requer a existência do SP1 e a remoção do SP2 Beta, caso este já esteja instalado no sistema.

PIRATARIA

Os prejuízos verificados na indústria de software em Portugal devido à pirataria informática aumentaram 27%, representando uma perda de 158,36 milhões de euros para a indústria nacional de software. Os dados, calculados pela BSA-Business Software Aliance e comunicados pela Assoft, revelam que a pirataria de software em PC caiu 1% de 2007 para 2008.

SPAM

Segundo um estudo da Symantec, 90,4% dos e-mails enviados em Abril são spam ou mensagens que procuram enganar os utilizadores, sendo que cerca de 58% do spam foi enviado pelas botnets. A título de exemplo, a Symantec avançou que a pior botnet, chamada Donbot, gera 18,2% de todo o spam mundial.

TECNOLOGIA

Segundo o índice GfK TEMAX, o mercado nacional de produtos tecnológicos, que engloba electrónica de consumo, fotografia, pequenos e grandes electrodomésticos, telecomunicações, tecnologias de informação e equipamento de escritório, apresentou neste primeiro trimestre de 2009 uma queda de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A BERRAR

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ACER REFORÇA SÉRIE ASPIRE TIMELINE A marca apostou em modelos que privilegiam a autonomia e a dimensão A Acer lançou uma nova Série Aspire Timeline, constituída por três modelos de computadores portáteis de 13,2”, 14” e 15,6”. As mais-valias são, segundo a marca, a autonomia da bateria, a modernização, o peso e dimensão dos equipamentos. Elegendo o desempenho da bateria como o tópico que mais pesa actualmente no acto da compra, a Acer decidiu apostar numa gestão energética inteligente de modo a aumentar o tempo de carga das baterias. Como explicou Pedro de Castro, business planer e product manager para Portugal, em vez da opção pelas baterias de seis células, que iriam prejudicar o design e o peso do aparelho, a Acer preferiu introduzir três funcionalidades de gestão que recriam a forma como a energia é utilizada, tornando o sistema mais eficiente, mais leve e capaz de potenciar mais de oito horas de autonomia da bateria com um único carregamento. O exemplo recaiu sobre o botão Acer Smart Power que dá a cara pela tecnologia power on-demand e que executa uma série de acções com vista à redução do consumo de energia, sempre que for premido pelo utilizador. Questionado sobre a possibilidade de esta gestão penalizar a performance da máquina, devido a alterações de eficiência do processador, Pedro de Castro afirmou que esta gestão funciona a vários níveis e não apenas no campo do processador. «Não há penalização no desempenho do sistema, do ecrã e do computador», garantiu Pedro de Castro. O transformador Acer Power Smart faz com que esta linha Aspire Timeline consuma até 66% menos do valor exigido pela norma Energy Star e tem a capacidade de entrar automaticamente em modo de carregamento adaptativo quando a bateria está

ERRATA

completamente carregada. Esta funcionalidade interrompe o consumo de energia e reduz o desgaste da bateria. Estes computadores usam ainda uma nova tecnologia de arrefecimento, desenvolvida em colaboração com a Intel, designada por Laminar Wall Jet, que, pela adição de grelhas de ventilação às ventoinhas de admissão de ar, consegue que o fluxo de ar de arrefecimento seja redireccionado ao longo do lado inferior da estrutura do computador portátil, levando o ar fresco exactamente onde é necessário. Os três modelos, disponíveis a partir de Junho, terão todas estas funcionalidades em comum, a par dos mais recentes processadores da Intel, ecrãs LED com capacidade HD e entradas HDMI. Os modelos de 15,6” (5810), 14” (4810) e 13,3” (3810) estão equipados com os processadores de muito baixa tensão Intel Core 2 Duo e tecnologia Intel Display Power Savings Technology (Intel DPST), que reduz a luz de fundo do ecrã com um impacto visual mínimo, permitindo economizar até 33% de energia em comparação com os computadores portáteis comuns. O modelo de 13” mereceu uma atenção especial pela marca, não só pela estrutura versus desempenho que oferece, mas por encaixar, segundo a Acer, num novo segmento de mercado, que a marca designou por Ultra Thin. Como explicou Pedro de Castro, são portáteis bastante mais leves e mais pequenos, mas que, ao contrário dos netbooks, conseguem oferecer ao utilizador todas as funcionalidades, opções e desempenho de um laptop de dimensão normal. Os três modelos trazem discos rígidos até 320 GB, suporte para tecnologia Wimax, webcam, entre outras opções. O equipamento de 13,3” não possui drive óptica e pesa apenas 1,6 kg. S.E.

Na página 28 da edição de Junho de 2009, identificámos erradamente o nome do fabricante da fonte de alimentação CFT-850-14C, bem como o respectivo site. Fica feita a correcção – Chieftec, www.chieftec.eu – bem como o pedido de desculpa aos nossos leitores e à empresa visada.


SONY RENOVA GAMA CYBER-SHOT As máquinas fotográficas digitais vão estar disponíveis no mercado no mês de Julho As Cyber-shot W180 e W190 são as mais recentes apostas do fabricante na gama de máquinas fotográficas digitais. Ambos os modelos estão disponíveis em prata, preto ou vermelho. De acordo com a Sony, as máquinas são muito fáceis de utilizar e baseiam-se num sistema que permite seleccionar um dos modos fotografia/filme/reprodução. Para a máxima liberdade criativa, uma selecção de sete modos de selecção de cena ajusta automaticamente as configurações da câmara a qualquer motivo a fotografar. Contam com 10.1/12.1 megapixéis efectivos (W180/ W190) e permitem efectuar fotografias em formato

A3 e superior muito detalhadas. A objectiva oferece um zoom óptico 3x e zoom digital de 18x na W190 e 17x na W180 para close-ups. Estão também equipadas com um ecrã LCD Clear Photo de 2.7 polegadas para uma visualização clara e brilhante das imagens a captar e rápida confirmação dos ajustes da câmara. A função de detecção de rostos melhorada consegue reconhecer até oito rostos numa cena, ajustando a focagem e exposição para retratos ainda mais bonitos. Para momentos mais divertidos, o obturador por sorriso tira automaticamente uma fotografia quando alguém sorri. O estabilizador de imagem SteadyShot reduz os

efeitos das oscilações da câmara quando se está a fotografar só com o apoio da mão. Um modo fotográfico especial realça a sensibilidade para ISO 3200, permitindo-lhe congelar os motivos em movimento com velocidades de obturação rápidas ou fotografias interiores sem flash. É também fornecida a mais recente versão do software Picture Motion Browser (4.2.01 para PC) que permite gerir e partilhar a sua colecção de fotografias digitais e videoclips. As câmaras digitais compactas Cyber-shot W180 e W190 estarão disponíveis no mercado em Julho de 2009. J.T.

TOMTOM LANÇA GPS PARA SENHORAS

Na apresentação que marcou a renovação da gama de GPS da Tomtom, a principal novidade foi um novo dispositivo pensado para o público feminino. Chama-se White Pearl e baseia-se na edição TomTom One IQ Routes, mas apresenta um look diferente, caracterizado por um acabamento em branco pérola e suporte EasyPort a combinar. O aparelho é vendido com uma bolsa de seda para maior protecção. Os pontos de interesse são outra das novidades. O White Pearl apresenta pontos de interesse em categorias como ‘Places to be seen’ (locais a visitar), ‘Shop ‘til you drop’ (sítios para fazer compras) e ‘Everyday fashion’ (lojas de roupa de moda), entre outras. O novo TomTom White Pearl pode ser adquirido por 199 euros. Entre os restantes GPS apresentados encontram-se o One IQ Routes, com um ecrã de 3.5 polegadas, disponível por 159 euros (versão com mapas da Península Ibérica) e 189 euros (mapas da Europa) e o XL IQ Routes, com um ecrã de 4.3”, que pode ser encontrado à venda por 199 euros (mapas ibéricos) e 239 euros (mapas da Europa). J.T.

TELEMÓVEIS DA PORCHE NA LOJA OFICIAL Os dois modelos disponíveis revelam uma forte aposta no design e na qualidade dos materiais, sem descurar a componente tecnológica A Porche design abriu oficialmente a sua loja nas Amoreiras. Entre o leque de produtos disponíveis, a marca decidiu trazer também os seus, para já, dois telemóveis: o P9521 e o P9522. Estes terminais revelam uma forte aposta na componente de design, sendo compostos por materiais “topo de gama”. Ambos são feitos a partir de um bloco de alumínio sólido, que é cortado para alojar toda a parte electrónica, e incluem ecrã de Safira. O P9522 tem um ecrã táctil, uma câmara de 5 megapixels com flash, leitor de áudio e vídeo, Wi-fi e GPS. O P9521 é um telefone em concha, com mais detalhes, e considerado pelo co-proprietário da Tchowa, empresa que representa a marca em exclusivo em Portugal, Mário Cajada, como um gadget de design. Já ganhou vários prémios e está disponível em

três versões: prata, branco e castanho. Traz uma câmara de 3,2 megapixels, flash integrado e zoom digital, e o ecrã pode ser rodado 180º. Um dos pormenores mais inovadores, presente em ambos os terminais, é um leitor de impressões digitais que funciona como sistema de autenticação e como atalho para funções e números de telefone. Segundo explicou à PCGuia Mário Cajada, um utilizador pode associar cada um dos seus dedos a uma determinada funcionalidade ou contacto. Quando passar o dedo pelo sensor, essa opção é rapidamente activada. A marca exibe para já estes dois modelos, que nascem de uma parceria com a Sagem, mas o executivo da Tchowa avançou que existem outros modelos a caminho. O P9521 e o P9522 custam 1200 e 600 euros, respectivamente. S.E

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NOTÍCIAS

TOSHIBA APRESENTA NOVOS SATELLITE Os modelos foram desenvolvidos tendo em conta três segmentos de mercado diferentes com necessidades comuns

SUSANA ESTEVES, EM PRAGA

Foi na cidade de Praga que a Toshiba deu a conhecer os mais recentes modelos da gama Satellite. São três portáteis que vêm materializar a estratégia da marca de colocar na linha da frente necessidades consideradas prioritárias – interactividade, conectividade e sincronização – e de dar ao comum utilizador algumas funcionalidades e características dos computadores de gama mais alta por um preço apelativo. Os modelos Satellite A500, L500 e U500 destinam-se a segmentos diferentes, com objectivos comuns: a criação e manipulação de conteúdos e desempenho. A primeira é a máquina multimédia por excelência. Dependendo da configuração, o Satellite A500 incorpora um processador Intel Core 2 Duo, disponibiliza até 8 GB de memória DDR, e inclui um disco rígido até 500 GB. Como opção poderá também vir equipado com um sintonizador de TV. À parte dos

componentes inerentes a toda a experiência multimédia, este portátil traz um touchpad com controlo Multi Touch, saída HDMI (especificação CEC), ecrã TruBrite, e colunas Harman Kardon. O Touch Pad com sistema de reconhecimento de gestos providencia uma alternativa ao scroll e botões convencionais, permitindo, por exemplo, fazer zoom in ou zoom out. O Satellite L500 irá estar disponível em duas versões, (de 17,3” e 15,6”), e está orientado para o utilizador comum. É um computador de gama média, que vem equipado com uma drive DVD Super Multi (Dual Layer), uma câmara web VGA, com tecnologia de reconhecimento facial e diferentes CPU. O L500 inclui processadores Intel Celeron, Pentium ou Core 2 Duo; o Satellite L550, processadores Intel Pentium e Core 2 Duo. Ambos podem, opcionalmente, incluir os

processadores AMD Athlon Dual Core, AMD Turion Dual Core ou AMD Turion Ultra Dual Core. O U500 acrescenta à componente multimédia e de desempenho o factor mobilidade. Trata-se de uma máquina com pouco mais de 2 kg, com um ecrã de 13,3” e bateria com autonomia até 215 minutos Para proteger a informação em caso de queda ou impacto, o Satellite U500 integra um sensor de movimento 3D. O seu desempenho é assegurado pelo processador Intel Core 2 Duo integrado. Permite até 8 GB de memória dedicada, e até 500 GB de disco. A estas características, este modelo junta ainda tecnologia de processamento gráfico ATI Mobility Radeon HD 4570 com até 512MB de DDR3 VRAM. Estes produtos vão estar disponíveis até ao Verão deste ano, mas os preços não estão ainda definidos para o nosso país.

PANDA SOB O SIGNO DO CL OUD COMPUTING A empresa garante que foi a primeira a lançar um antivírus, ao serviço do consumidor final, totalmente gratuito e 100% apoiado na nuvem

SUSANA ESTEVES, EM BILBAU

Rápido na protecção contra o malware, leve, suportado pela comunidade e gratuito. Estes foram apenas alguns dos pontos fortes que constaram no argumento de promoção do novo Panda Cloud Antivírus, o primeiro antivírus thin-client com esquema suportado pela computação em nuvem. O malware 2.0 está cada vez mais sofisticado e mais complicado de detectar.. O número de variantes de

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malware está a crescer exponencialmente e o número de computadores infectados está a crescer. O director técnico do PandaLabs, Luis Corrons, lembrou que o driver dos criadores deste tipo de ameaças deixou de ser o ego dos hackers, para passar a ser o dinheiro. Hoje em dia, existem máfias organizadas que vendem ferramentas de ataque a quem as quiser comprar e com direito a promoção de marketing na Internet. «Isto causa ataques direccionados, menos penalizadores a nível global, e portanto mais complicados de identificar», indicou. O que fazer? Automatizar o processo de detecção e análise e usar cada vez menos recursos do cliente, como memória, CPU e largura de banda. O Panda Cloud Antivirus está dotado de anti-spyware, anti-rootkit e análise heurística. Toda a capacidade de processamento está na nuvem, pelo que não é necessário ocupar recursos da máquina. O próprio processo contínuo de scan da máquina e identificação de possíveis ameaças

instaladas ou comportamentos perigosos estão alojados na nuvem. Isto significa que quando o computador não está ligado à Internet está vulnerável. Os perigos poderão vir de flash drives, por exemplo. Ainda assim, quando ele se ligar será novamente alvo de um scan. Luis Corrons destacou a velocidade na apreciação e realização do diagnóstico, porque este antivírus usa os PC dos clientes como fontes de informação, pelo que assim que uma ameaça nova é detectada em mais do que duas ou três máquinas, rapidamente a informação é passada aos servidores ou aos laboratórios. Desta forma, a detecção, identificação e resposta à ameaça são aceleradas. O utilizador, neste esquema, também não necessita de estar preocupado com actualizações.. Online, existe um sistema autónomo de gestão de ameaças que agrega não só o conhecimento e informação da comunidade de utilizadores, como também de todas as outras fontes ao serviço das companhias de antivírus.


CIÊNCIA & TECNOLOGIA

BREVES NOVO SISTEMA LIMITA VELOCIDADE AUTOMÓVEL

Intelligent Speed Adaptation (ISA) é o nome do sistema que está a ser testado pelas autoridades inglesas, e que tem como missão limitar a velocidade dos veículos. Esta solução trabalha com base em mapas das vias da cidade que incluem no sistema os respectivos limites de velocidade e com informação de satélite. O aparelho que vai integrar as viaturas estabelece uma comparação dos valores e dados entre estas duas fontes e impede que o automóvel acelere mais do que o limite permitido naquela estrada. O sistema pode ser desligado manualmente pelo condutor, mas mesmo assim permanece em modo de alerta, avisando os aceleras sempre que estes estiverem a infringir os limites de velocidade legais. A solução deverá começar a ser vendida em 2010 para condutores de veículos particulares, mas o plano passa ?por torná-la obrigatória nos transportes públicos, desde táxis a autocarros.

HELICÓPTERO ROBÔ CONTROLA CONTRABANDO A polícia holandesa apresentou a sua mais recente contratação: um robô em forma de helicóptero que será utilizado para localizar, entre outras coisas, plantações ilegais de cannabis. O pequeno aparelho está equipado com câmaras, que visam captar os campos de cultivo, e detectores de odores que recolhem amostras do ar. O Canna Chopper consegue permanecer no ar durante várias horas e foi já responsável, no primeiro voo, pela descoberta

de um campo de cultivo de cannabis nos arredores de Doetinchem e pela detenção de sete pessoas. A polícia holandesa indicou que futuramente este helicóptero poderá ser usado para outras missões, mas reforçou que é uma arma importante no combate ao cultivo de cannabis, um negócio que neste país rende ilegalmente milhares de milhões de euros. Apenas 10% das colheitas se destina à venda legal.

APARELHO TRADUZ CHORO DE BEBÉS

Um novo aparelho, baptizado com o nome Baby Says, promete traduzir o choro dos bebés. Como explicou a inventora do produto, Hansook Lee, o tradutor analisa a frequência do choro da criança e envia para uma pulseira usada pelos pais uma de seis mensagens (sono, fome, fralda, tédio, doença ou stress). O tradutor é um sensor colocado dentro da almofada do bebé que transmite os resultados para a pulseira. A almofada tem ainda três botões que permitem monitorizar e controlar as rotinas comer, mudar a fralda e dormir.

BANCOS DE JARDIM WI-FI Um banco de jardim com um módulo wi-fi embutido, capaz de gerar energia exclusivamente através dos seus painéis solares e que permite o acesso das pessoas à Internet. Esta proposta da empresa americana Owen Song está longe de ser futurista. O banco, feito de

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plástico reciclado, é composto por painéis solares finos, instalados no local onde as pessoas se sentam, e uma bateria abastecida pela energia captada a partir do sol. Na lateral possui um módulo wi-fi embutido que permite o acesso à Internet.


LANÇAMENTOS

ADOBE DISPONIBILIZA FERRAMENTAS PARA FLASH TOMTOM VENDE NAVIGATOR NA NET

A TomTom irá disponibilizar a solução de navegação Navigator 7 na Internet a portadores de Windows Mobile Smartphones. Os cartões microSD com o mapa da Europa ocidental (cobre 22 países) serão vendidos na loja online por 99,95 euros.

A Adobe Systems disponibilizou as versões beta das novas ferramentas para a sua plataforma Flash – o Adobe Flash Builder 4, anteriormente denominado por Adobe Flex Builder, e o Adobe Flash Catalyst – e da plataforma de código aberto Flex 4. O Adobe Flash Builder é uma ferramenta de programação profissional que ajuda os programadores de software a criarem Rich Internet Applications (RIA). O Adobe Flash Catalyst é uma nova ferramenta de design de interacção

profissional, que visa o desenvolvimento rápido de interfaces de aplicação sem código. As ferramentas oferecem um fluxo de trabalho amplamente integrado e são suportadas pela nova plataforma Flex 4. Esta trabalha também na concepção de RIA, as quais permitem aos programadores e designers colaborar com maior facilidade em projectos. As versões beta destes produtos estão disponíveis para download no Adobe Labs em http://labs.adobe. com/technologies/flash/.

MY PHONE DA MICROSOFT JÁ DISPONÍVEL

A versão beta do novo Microsoft My Phone já está disponível para download em português. O serviço My Phone é uma solução móvel gratuita que permite aos utilizadores de telemóveis com o Windows Mobile fazer um registo automático dos dados que contém no seu telefone, desde contactos, a vídeos, fotos, calendário, mensagens, entre outros conteúdos. A partir do My Phone, os dados serão gravados para um conta online protegida com password, permitindo que os utilizadores recuperem facilmente a informação e a transfiram para um novo equipamento. Todos os utilizadores com Windows Mobile 6.0 ou 6.1 nos seus telefones móveis poderão fazer o download do novo Microsoft My Phone a partir do site http:// myphone.microsoft.com.

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IE8 COM VERSÃO PARA PROFESSORES E ALUNOS A Microsoft Portugal anunciou uma nova versão do browser Internet Explorer 8 optimizado para a Educação, especialmente vocacionado para professores e alunos. Esta versão (disponível em http://www.microsoft.com/portugal/educacao/ ie8edu/default.mspx) inclui todas as características standard, apresentando por defeito uma parametrização dos motores de pesquisa (nacionais e apropriados ao ensino), bem como novos aceleradores, uma tecnologia que permite apenas

com dois cliques do rato visualizar informações sobre itinerários, traduzir palavras e enviar por correio electrónico assuntos de interesse encontrados na Web. Inclui um tradutor de palavras, a Wikipedia, mapas, Live Spaces, Facebook, Twitter, entre outros. Em termos de Favoritos predefinidos, são apresentados os principais sites de referência na área da Educação em Portugal. Site para download: http:// channelizer.pt.msn.com/internetexplorer8


ENTREVISTA

Jorge Sá Couto, presidente do Conselho de Administração da JP Sá Couto

JP SÁ COUTO ATACA EM VÁRIAS FRENTES Levar o Magalhães além-fronteiras, apresentar um novo em Portugal, apostar nos netbooks e direccionar os desktops para nichos específicos são apenas algumas das linhas estratégicas que a companhia vai seguir este ano TEXTO SUSANA ESTEVES FOTOS ARQUIVO PCGUIA

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E

m pouco tempo, a JP Sá Couto passou de uma empresa associada à distribuição de material informático para uma companhia que assembla os computadores portugueses que ocupam o top de vendas nacionais e que avançou para o mercado com o pequeno dispositivo que anda nas “bocas do mundo” e dos conselhos de ministros. Medindo tudo isto em números, passamos de uma empresa que apresentava um crescimento de 433,3% em 2008, já com o Magalhães no mercado, e que ocupava o terceiro lugar do pódio dos fabricantes de portáteis, para a maior empresa de computadores do mercado português, com as vendas a crescer 1.308,5% neste primeiro trimestre, impulsionadas pelo portátil Magalhães. Durante a conversa que tivemos com Jorge Sá Couto, presidente do Conselho de Administração da JP Sá Couto, o executivo reconheceu que o mediatismo em torno do Magalhães trouxe resultados, mas também ódios de estimação. Jorge Sá Couto confirmou que existem inúmeros projectos para o futuro, que o plano

de internacionalização está no bom caminho e que o projecto Magalhães está agora a começar. PCGuia – Qual é o futuro do Magalhães em termos de projecto e de modelos? Jorge Sá Couto – O projecto Magalhães é tão vasto que daria para escrever um livro. Temos neste momento aquilo que considerarmos ser a estrutura de suporte completa de um projecto educacional 1 para 1. Iremos ter brevemente mais um membro no nosso portfolio, como já foi apresentado, e estamos já a trabalhar em futuros projectos. PCG – Como é que vão trabalhar o modelo de negócio do Magalhães quando os pedidos estiverem totalmente satisfeitos? J.S.C – Estamos a trabalhá-lo neste preciso momento, principalmente a nível internacional. É um mercado novo. Não estamos preocupados com o seu término, quando está a desabrochar agora. PCG – Há novas versões previstas? Que inovações tecnológicas estão pensadas para este equipamento?


J.S.C – A nova versão deste ano acrescenta muito ao modelo que temos em linha. Há inovações ao nível do hardware, no qual introduzimos pequenas alterações que fazem a diferença, tal como a escrita no touchpad, a escrita simultânea caneta/ecrã, o reconhecimento de caracteres, o sensor de luminosidade, a saída VGA, e o 3G/Wimax embebed, entre outros, sendo algumas destas características opcionais. O pacote de software de base também está diferente e inclui, para além do software de colaboração escolar e o controlo parental, um e-reader, um software de gestão do computador e um software de gestão de conectividade. PCG – De que forma respondem às constantes críticas por demoras nas entregas? J.S.C – Devido à dimensão do projecto, não é possível garantir a sua eficácia a 100%. Note-se que ainda há muitos encarregados de educação que não pagaram a sua parte, pelo que se torna impossível entregar estas unidades, para além de muitos outros pormenores que nos impedem de fazer as respectivas entregas. PCG – Como é que este processo poderia ser agilizado? J.S.C – Agilidade é coisa que não nos falta, e temos resolvido constantemente qualquer dificuldade acrescida que se nos depara. É necessário entender que o Magalhães dentro do programa e-Escolinhas é a operação logística com maior dimensão em informática, desde sempre. Trata-se de entregar 500 mil computadores. É necessário entender a dimensão do projecto, para poder entender tudo o que ele envolve. PCG – A Toshiba vai avançar com um programa dedicado aos universitários. Existe a possibilidade de a JP/Tsunami enveredar por algo do género? J.S.C – Por norma, não seguimos o que os outros fazem. Gostamos de ser os primeiros a fazer.

TSUNAMI APOSTA NA SEGMENTAÇÃO PCG – Que análise faz do negócio Tsunami? J.S.C. – O negócio Tsunami é francamente positivo. Registámos um crescimento muito significativo na área de servidores e mantivemos a quota de mercado nos desktops tradicionais. Paralelamente, tivemos uma entrada muito forte no novo segmento dos netbooks e mantivemos share em notebooks de altas prestações. PCG – Qual é a grande aposta da marca em termos de modelos para este ano? J.S.C – Todo o nosso portfolio tem vindo a ser reformulado com vista a preparar as plataformas vindouras e a receber os novos sistemas operativos da Microsoft. Disponibilizaremos modelos tão diferentes que variarão do nettop ao desktop mais sofisticado, do netbook ao notebook com multitouch. Na área dos servidores, temos evoluído para soluções mais sofisticadas, adaptáveis a negócios de maior valor acrescentado. PCG – Os netbooks vão continuar a merecer uma atenção especial por parte da marca? J.S.C – Sempre. Temos a percepção de que já é, efectivamente, um segmento a ser tratado com relevância.

O MAGALHÃES NO E-ESCOLINHAS É A OPERAÇÃO LOGÍSTICA COM MAIOR DIMENSÃO EM INFORMÁTICA, DESDE SEMPRE

PCG – Quanto é que representam estes computadores em termos de vendas? J.S.C – Os netbooks Tsunami representam actualmente 30% do valor total das unidades vendidas. PCG – Como vão estabelecer a diferença relativamente aos concorrentes (preço vs. tecnologia)? J.S.C – Optaremos sempre por aquilo a que chamamos “preço inteligente”, ou seja, relação preço/tecnologia, ajustada ao target pretendido. PCG – Vão continuar a manter uma relação privilegiada com as plataformas Intel? J.S.C – Não temos qualquer relação privilegiada. Temos sim um acompanhamento de muito perto por parte da Intel, que se traduz nos melhores resultados. Estamos sempre abertos a que outros fabricantes se demonstrem tão pró-activos como a Intel. PCG – O abandono da representação da marca MSI, no que diz respeito aos netbooks, foi uma decisão estratégica? J.S.C – O abandono, ainda que possa ser temporal, foi uma pura decisão estratégica. A J.P Sá Couto foi a empresa que introduziu a MSI em Portugal há muito tempo atrás. Nunca fechamos a porta a futuras colaborações, desde que estejam dentro da nossa estratégia.

a implementá-lo na Venezuela e fechar mais alguns acordos para os anos futuros. Estamos no bom caminho. PCG – O investimento na fábrica está a ser rentabilizado? J.S.C – De acordo com o previsto inicialmente, o investimento nas novas linhas de produção será amortizado em dois anos. PCG – Quais são os vossos grandes objectivos até ao final do ano? J.S.C – É nosso objectivo fecharmos mais alguns acordos-quadro a nível internacional, de modo a desenvolvermos o projecto durante os próximos anos. PCG – Se o Governo mudar, como vê a evolução do programa Magalhães? J.S.C – O Magalhães já é, no contexto internacional, um projecto conhecido pelo seu valor intrínseco, independentemente de quem se sinta mais ou menos apaixonado por ele.

PCG – Como vêem o futuro do negócio dos desktops? J.S.C – Trata-se de uma visão partilhada por todos: apostar em mercados de nicho, como o gaming, e no mercado corporativo.

FUTURO DE EXPORTAÇÃO PCG – Em que ponto está o vosso projecto de internacionalização? J.S.C – O nosso projecto de internacionalização está numa fase crucial de desenvolvimento. Temos solicitações de todo o mundo e estamos a criar a estrutura necessária para corresponder. PCG – Que outros grandes projectos têm a este nível? Que equipamentos envolvem? J.S.C – Este ano, era nosso objectivo implementar o Projecto Magalhães totalmente em Portugal, começar

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ESPECIAL

A INTERNET PODE AFINAL NÃO SER DE TODOS Que o digam os internautas franceses, que se preparam para conviver com uma lei polémica ainda este ano TEXTO JOÃO PEDRO FARIA FOTOS ARQUIVO PCGUIA

Apesar de a lei Hadopi optar por dissuadir em vez de criminalizar o utilizador, não deixa de ser uma matéria controversa, nomeadamente por partir do princípio de que ele é culpado da violação de copyright, tendo que provar a sua inocência

A lei Création et Internet (Criação e Internet), ou lei Hadopi – assim ficou conhecida por prever a criação da Alta Autoridade Hadopi –, foi primeiramente chumbada pela Assembleia Nacional francesa, a 9 de Abril passado, e depois aprovada a 12 de Maio, sem qualquer alteração. No dia seguinte, o Senado francês ratificava a lei, dando luz verde aos intentos do chefede-Estado francês, Nicolas Sarkozy, um dos seus maiores defensores. No entanto, o renhido resultado da votação decisiva – 296 votos a favor, 233 contra e 28 abstenções – mostra que são muitos os que a defendem, mas também são muitos os que a questionam ou rejeitam. «A lei Hadopi é muito mais do que vem sendo dito – desde logo, contém uma espécie de minicódigo de direito de autor para jornalistas e, ainda, a previsão da criação de um ficheiro para internautas cujo acesso à Net foi supenso», salienta Manuel Lopes Rocha, advogado especialista em propriedade intelectual, partner da Sociedade de Advogados PLMJ (onde lidera o departamento de Propriedade Intelectual), membro do Information Technology Law Group-Europe e autor de várias publicações subordinadas a esta e outras matérias. «Sob o ponto de vista jurídico», adianta, «é uma lei complexa, com um sistema de recursos que a pode paralisar».

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À TERCEIRA É DE VEZ Basicamente, a lei prevê a penalização de todos os cidadãos franceses que façam downloads ilegais, isto é, que retirem da maior das redes conteúdos digitais violando os direitos de autor ou a propriedade intelectual. O artigo mais polémico da lei diz respeito ao sistema de avisos gradual, sendo o dono de uma conta de acesso à Internet avisado até três vezes caso infrinja a lei. À terceira, não só a sua linha de ligação à Internet é cortada por um período de tempo que pode ir de um mês até um ano, como o infractor fica também inibido de poder estabelecer um novo contrato com outro fornecedor de serviço de acesso à Internet (ou ISP). Uma vez que a infracção é determinada com base no endereço IP associado ao download ilegal e não no utilizador que efectivamente realizou o download, isso significa que o responsável pode não ser obrigatoriamente um cidadão ou consumidor privado – basta imaginar a quantidade de cibercafés e espaços públicos de acesso à Internet que existem para perceber que o efeito prático poderá ser bem mais lato. Por outro lado, e como medida de penitência, o responsável pela linha de acesso cortada terá de pagar as facturas durante o período de inibição, o que mereceu críticas por parte de alguns deputados, incluindo os dois elementos do partido

Union pour un mouvement populaire (UMP, que foi criado exclusivamente para as eleições presidenciais legislativas francesas de Abril de 2002 e que segue a corrente do Partido Popular europeu) de Sarkozy, que votaram contra na votação inicial e que impediram a sua aprovação à primeira tentativa. As queixas têm igualmente eco nos ISP franceses, que são em última análise quem tem a missão de monitorizar e fiscalizar as actividades online. Para isso, e tendo em conta que estamos a falar de um tipo de tráfego que pode ser muito fácil e fortemente encriptado, são precisos meios avançados, que custam muito dinheiro. Por exemplo, antes de a lei ser aprovada, a Orange estimava que teria de gastar acima de dez milhões de euros por ano só para adaptar a infra-estrutura da sua rede às recomendações da lei. Juntando este valor aos custos estimados pelos outros diversos operadores gauleses, a soma total ascenderia aos 70 milhões de euros. O Governo de Sarkozy afirmava que 20 milhões de euros seriam suficientes. Mesmo assim, dividindo este valor pelo número de subscritores de acesso à Internet, daria uma média de dois euros por cada um. Ademais, e segundo os ISP, o processo de aferir e identificar cada endereço IP custaria cerca de 13 euros. Mas pior será se a notificação não for enviada ou a suspensão não aplicada – nesse caso, os ISP incorrem numa multa que pode chegar aos cinco mil euros.

CONSUMIDORES CONTESTAM A LEI A lei é contestada também pelos consumidores, que defendem que lhes estará a ser negado um direito básico caso lhes seja cortada a ligação à Internet. De resto, este é um dos argumentos que também a oposição utiliza para contestar o processo, defendendo que, deste modo, a lei Creátion et Internet não considera o acesso à Internet como um dos direitos fundamentais dos cidadãos, e factor de combate à exclusão e fosso digital. A 19 de Maio, o PS francês requereu ao Tribunal Constitucional (TC) francês a declaração de inconstitucionalidade desta lei. «Diz o PS francês que esta lei prevê uma sanção puramente mecânica contrária aos princípios da proporcionalidade da pena, da presunção da inocência e do respeito pela vida privada», explica Manuel Lopes Rocha. Ainda de acordo com o especialista, «no passado, o TC francês já chumbou leis que previam a existência e o funcionamento deste tipo de entidades administrativas para a Internet», sendo que «este tribunal recusou que estas entidades possam interpretar direito penal, matéria reservada aos tribunais». Neste caso, Manuel Lopes Rocha considera que é duvi-


doso: «O TC pode dizer que é uma mera sanção administrativa que coincide com a sanção penal, pelo download ilegal, que se mantém, e é da competência dos tribunais.» Para o advogado, «esta lei tem ou pretende ter sobretudo um forte efeito dissuasório; confia em que, à segunda mensagem, cessem as descargas ilegais».

E EM PORTUGAL? Apesar de ser uma lei que tem uma forma de aplicação extrajudicial, a lei Hadopi é vista com bons olhos pelos organismos que defendem os direitos de autor e a propriedade intelectual. É o caso da Sociedade Portuguesa de Autores, que na pessoa do seu administrador adjunto, Pedro Osório, advoga que «uma proposta semelhante terá que ser adoptada em Portugal, mais cedo ou mais tarde». Segundo o maestro, «está provado que não fazer nada provocará uma catástrofe cultural e económica», por isso tem «esperanças fundamentadas de que será implementada em Portugal uma lei semelhante antes de chegarmos a um ponto de não recuperação». Quanto ao facto de o seu tipo de aplicação fugir aos tribunais, Pedro Osório defende que «as multas de estacionamento proibido, o corte de água ou de electricidade por não pagamento das facturas, o corte do sinal de TV por cabo a quem usa boxes pirateadas são todos casos de aplicação extrajudicial». Mesmo reconhecendo que a lei Hadopi não é solução perfeita, considera que é uma excelente solução. «Ao descriminalizar a pirataria na Internet, substituindo a pena criminal por uma restrição temporária imposta ao prevaricador, que lhe causa incómodos e aborrecimentos, conseguem-se várias vantagens: não se sobrecarrega o sistema judicial, aceleram-se os processos e diminuem-se os custos de todos os intervenientes.» No entanto, Manuel Lopes Rocha tem grandes dúvidas relativamente à adopção de uma lei deste género em Portugal. «Desde logo, porque é muito difícil aprovar leis em Portugal, pois mesmo na transposição das directivas perdemos imenso tempo. O que falta é uma clara opção de política legislativa. Há avanços e recuos, indefinições. Os titulares de direitos na área da música bem pressionam, mas tenho muitas dúvidas. Enquanto não houver um movimento geral, aqui, será muito difícil.» Já António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, se tinha pronunciado aquando da decisão favorável em França, dizendo que esta norma «não será a via a seguir pelos outros países da União Europeia». O ministro português reiterou em Bruxelas, num Conselho de 27, que «o que existe na Internet é para ser fruído por quem tem acesso à Net», adiantando que «essas medidas não são susceptíveis de ser aplicadas em Portugal sem que haja uma decisão judicial». Quanto aos ISP, mantêm-se prudentes. A PCGuia contactou os mais representativos fornecedores de acesso à Internet em Portugal, mas a vontade de falar não foi grande. O Clix mostrou-se receptivo, tecendo este breve comentário: «O Clix, como ISP e cidadão responsável, está inteiramente solidário e empenhado no cumprimento dos propósitos e metas de combate ao crime suportado em meios electrónicos. Dito isto, o Clix continuará empenhado e vigilante para que o seu serviço sirva para tornar mais ricas, produtivas e felizes

O QUE SE PASSA NA EUROPA

Ainda nenhum país afirmou com clareza que quer adoptar o modelo francês. Na Espanha está a ser estudado um modelo de colaboração com os intermediários na Internet, em que se pretende evitar a punição directa do internauta. Na Suécia, segundo uma lei recente, um lesado pode recorrer ao tribunal solicitando que intime o intermediário, na Internet, a revelar a identidade de quem se oculta por detrás de um endereço IP utilizado para partilhar ficheiros de forma ilegal. «Entretanto, o líder da oposição em Espanha ameaçou levar uma eventual réplica espanhola da lei Hadopi ao Tribunal Constitucional», salienta Manuel Lopes Rocha. Finalmente, existe a perspectiva do Parlamento Europeu, que votou uma emenda contra a solução francesa. Para o advogado, «o debate dos próximos meses vai ser: ou vence a posição do Parlamento Europeu e a França fica isolada; ou o Presidente Sarkozy aproveita o momento de indefinição em Bruxelas e exporta o seu modelo, até com o apoio de outros Estados da União Europeia».

as vidas e a Internet dos seus clientes e a afirmar-se sempre contra o que possa ensombrar este propósito, e disponível para adoptar as medidas comprovadamente mais eficazes na prossecução destes objectivos.» Independentemente do rumo que a lei tomar em Portugal, Manuel Lopes Rocha considera que «não há, nem nunca haverá, soluções óptimas para acabar com a pirataria; a melhor solução passa pelo funcionamento dos tribunais e pelas entidades com poderes de polícia». Reforçando esta tese, o perito sublinha que deve haver uma opção política firme. «Portugal é um bom exemplo. Quer ser um País de inovação e atractivo para o Capital Intelectual? Então tem de preservar a propriedade intelectual. E a discussão não pode cingir-se só à música, pois a propriedade intelectual não é só música; envolve mais problemas para além deste.» O administrador adjunto da SPA opta por citar Sarkozy: «A Internet não deve ser um “Far West” hightech, uma zona de não direito onde os “fora-da-lei” podem pilhar sem limite as criações, ou pior, com elas fazerem comércio nas costas dos artistas.» De facto, a actual lei tem um âmbito limitado e, apesar de haver alguns casos de pessoas contra as quais se consegue apresentar queixa-crime, Pedro Osório lamenta serem «poucos os processos movidos, uma vez que este tipo de crimes são de difícil prova, dado que as nossas polícias têm poucos meios para os combater». Quanto ao modelo francês, existe ainda a dúvida se o Tribunal Constitucional francês aceita que uma sanção nova deste tipo, Three-strikes-and-you-are-out, seja pronunciada sem ser por um juiz. «No entanto, se ao dar os primeiros passos a lei começar a apresentar resultados, é muito natural que seja um modelo copiado noutros Estados», defende Manuel Lopes Rocha.

Manuel Lopes Rocha, advogado especialista em propriedade intelectual, partner da Sociedade de Advogados PLMJ, membro do Information Technology Law Group-Europe e autor de várias publicações subordinadas a esta e outras matérias

APESAR DE TER APLICAÇÃO EXTRAJUDICIAL, A LEI É BEM VISTA POR QUEM DEFENDE OS DIREITOS DE AUTOR

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PCG

ST | H A R D WA R E | S O FTWA R E | T E ST E E M G R U P O

NOKIA N97 O que dizer deste telefone? Ou melhor, o que dizer deste PDA? Ou será um computador? ECRÃ

APLICAÇÕES

LIGAÇÃO “USB”

VEREDICTO 8

Na extensa família Nokia, o N97 é “primo” direito do 5800. Têm ambos mais ou menos o mesmo formato, mas o ecrã do N97 tem mais 0,2 polegadas, é sensível ao toque e tem interface “Haptic” (o telefone treme cada vez que se toca no ecrã de forma a simular o pressionar de uma tecla). São compatíveis com a norma HSDPA, que permite velocidades de transferência de dados até 3,6 mbps, e dispõem da possibilidade de se ligarem a redes sem fios 802.11 b/g. Ambos têm um módulo GPS que serve para navegação e para a georeferênciação das fotos. O sistema operativo é o S60 5th Edition. Em termos de software ambos permitem a utilização dos mesmos programas, como, por exemplo, o cliente de e-mail para o Microsoft Exchange ou ver documentos do Office. Mas as semelhanças acabam mais ou menos por aqui, isto porque no N97 a câmara é de 5 megapixels e tem um teclado escamoteável por baixo do ecrã, que não existem no 5800. Quando o ecrã está na posição vertical pode apoiar-se o dispositivo numa mesa de forma a escrever como num computador. Uma das coisas de que gostámos menos no N97 foi a alteração da ligação do transformador, que passou a ser igual à “USB Nokia”, ou seja, não é compatível com mais nada... Se quiser usar um transformador de outros modelos terá de recorrer ao adaptador fornecido. No campo do software, o N97 oferece uma interface redesenhada que inclui pequenas aplicações tipo Widget que, por exemplo, dão acesso ao boletim meteorológico ou ao Facebook. No geral este computador de bolso é muito completo quanto ao hardware e software. Só é mesmo pena usar um USB que mais ninguém usa... P.T. FABRICANTE NOKIA ■ PREÇO ENTRE 680 E 700 EUROS ■ CONTACTO 808 780 780 ■ SITE WWW.NOKIA.PT

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HARDWARE

ACER 3810T Leve, confortável e com uma bateria que dura, e dura... AUTONOMIA

PREÇO

SEM DRIVE ÓPTICA

VEREDICTO 9

FABRICANTE ACER ■ PREÇO 699 EUROS ■ CONTACTO 808 300 033 ■ SITE WWW.ACER. PT ■ FICHA TÉCNICA PROCESSADOR ULV DE 1.4 GHZ; 2 GB MEMÓRIA DDR3; DISCO DE 320 GB; ECRÃ DE 13.3”; LEITOR DE CARTÕES DE MEMÓRIA; 3 PORTAS USB; 1 PORTA HDMI; KENSINGTON LOCK; WEBCAM 1MP; WINDOWS VISTA HOME PREMIUM

A Acer enviou-nos a sua mais recente proposta no campo de portáteis leves e pequenos (1,68 kg). A primeira grande mais-valia deste notebook só é notória após executar os testes com os benchmarks, nomeadamente com o Battery Mark. As 10h26 de autonomia são um resultado impressionante e seguramente um valor invejado por muitas outras máquinas neste segmento. A este número não será estranha a inclusão de um processador ultra-low voltage de 1.4 GHz. Além disso, o sistema de gestão de bateria inteligente do fabricante encarrega-se de tarefas como a remoção da barra de mini-aplicações do Vista, do sistema Aero e da diminuição da luz do ecrã. Os valores de 2453 marks, 1455 marks (gaming suite) e 2186 (productivity suite) são um bom registo, muito embora este resultado diminua bastante quando o benchmark é executado com o PC desligado da corrente. Dispõe de um ecrã de 13,3 polegadas (1366 x 768 pixels) e de um teclado cuja utilização se revela muito

confortável. Conta com um chassis discreto mais bonito. Nele, pode ver teclas de atalho para ligar e desligar a rede sem fios, para a aplicação Acer Backup Manager e para alterar as definições de bateria (Acer PowerSmart). Infelizmente, não dispõe de qualquer drive óptica nem de espaço interno para instalar um destes aparelhos. Se precisar de uma, terá mesmo de recorrer a uma drive óptica que se ligue através da porta USB, gastando assim uma das três portas disponíveis. Tem ainda à disposição uma porta HDMI. Em jeito de conclusão, bastará repetir o primeiro facto neste texto. Quase 10h30 e 1,68 kg são argumentos muito convincentes para quem procura uma máquina transportável e duradoura. Se precisa de um bom auxiliar de trabalho, encontrou-o.

ANTEC P182 Bem pensada, bem construída, bem-parecida Bastam alguns segundos a olhar para esta caixa da Antec para perceber que ela não foi concebida para gamers ou utilizadores que queiram uma máquina que chame atenção. Na nossa opinião, isso é um aspecto positivo. O look é formal e a atenção ao detalhe na construção e nos acabamentos causam uma boa primeira impressão. Repare que não é preciso abrir a porta para aceder às portas USB e firewire no painel frontal. Além disso, não é necessário recorrer a chaves de parafusos para desmontar a caixa. Pode abrir o painel lateral facilmente e, quando vir o interior, verificará que a fonte de alimentação é colocada em baixo, ao contrário do que é habitual, e dentro de uma caixa específica que não permite que o calor gerado pela fonte entre em contacto com os outros componentes. Para instalar os discos rígidos, basta puxar a patilha metálica para colocar o hardware na caixa construída para esse efeito (pode colocar quatro). Além disso, o fabricante incluiu ARREFECIMENTO

WATER COOLING

PREÇO

VEREDICTO 9

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nesta caixa dispositivos de redução de barulho (da vibração). Por cima desta caixa vai encontrar mais espaço para a drive de disquetes e um disco adicional. Além disso, existe uma secção preparada para “levar” os cabos da fonte de alimentação até à motherboard – um extra muito bem-vindo. Muito embora não seja visível na imagem, podemos adiantar que a Antec prevê a utilização de um sistema de refrigeração líquida nesta caixa. No painel traseiro vai encontrar dois buracos para os tubos deste sistema. No que concerne a refrigeração, a Antec P182 está, de resto, bem preparada. Tem ventoinhas de 120 mm nos locais correctos para maximizar a dissipação de ar quente e garantir uma refrigeração adequada. É uma excelente caixa que tem como principal argumento a forma como consegue manter a temperatura no seu interior a níveis bastante razoáveis através de um sistema de compartimentos estanques para cada série de componentes. Uma boa compra. J.T.

DISTRIBUIDOR TECHCOMPUTERS ■ PREÇO 145 EUROS ■ CONTACTO 249 849 178 ■ SITE WWW.ANTEC. COM ■ FICHA TÉCNICA CAIXA PARA ATX; 11 BAÍAS (4 EXTERNAS DE 5.25”, 1 X 3.5”; 6 DE 3.5”); VENTOINHAS DE 120 MM; 2 PORTAS USB FRONTAIS E 1 FIREWIRE; SAÍDAS DE ÁUDIO


HARDWARE

ASSISMOBILE X7103 Uma configuração apetecível a um preço justo DESEMPENHO

HDMI

PESADO

VEREDICTO 9

A Assismática recorreu ao chassis Compal KHLB2 para albergar a configuração a que chamou X7103. A empresa nacional equipou a máquina com uma escolha de componentes aliciante e que promete um desempenho convincente. Nesse aspecto, não desilude. Nos nossos testes (PCMark Vantage), o AssisMobile mostrou-se uma máquina capaz de lidar com jogos tecnicamente exigentes e com aplicações que impõem tradicionalmente um grande esforço no sistema. Assim o testemunham os 4061 marks obtidos na avaliação ao sistema (2859 de memória), os 4128 marks referentes à suite de jogos e os 3857 marks que o notebook registou na suite de produtividade. O benchmark foi executado com o portátil ligado à corrente, e os valores são realmente um factor que o computador pode esgrimir em seu proveito. Nos títulos que experimentámos (Crysis e COD4), conseguimos jogar sem quebras de frame rate com settings médios, o que atesta as suas capacidades. O índice de experiência do Vista registou um valor de 5,5. O chassis é discreto. No entanto, a localização da entrada de rede (perto da saída VGA e da porta HDMI) não nos parece a mais indicada. Além disso, falta-lhe uma porta e-Sata e seria interessante encontrar mais teclas de atalho – conta com três para alterar os settings no programa Wow Video, Wow Audio e Program DJ, aplicações incluídas no computador. As 3h30 de bateria evidenciadas no BatteryMark (com wireless ligado) são um valor acima do que seria de esperar de uma máquina com estas características e uma agradável surpresa. O peso de 2,75 kg depressa chega aos 3 kg quando coloca a mala ao ombro com o carregador, o que põe em causa a sua mobilidade – mas é um baixo preço a pagar por este desempenho. O desempenho é a sua arma de fogo e aquela com que nos consegue convencer. O ecrã é muito bom e o preço parece ser justo. As dimensões e o peso tornam-no pouco portátil. J.T. FABRICANTE ASSISMÁTICA ■ PREÇO 1076 EUROS ■ CONTACTO 217 510 210 ■ SITE WWW.ASSISMATICA.PT ■ FICHA TÉCNICA PROCESSADOR INTEL CORE 2 DUO T9550 3,66 GHZ; 4 GB RAM; DISCO 320 GB; DVD+/-RW DUAL LAYER; ECRÃ 15,6”; PLACA GRÁFICA ATI 4650 512 MB; LEITOR DE CARTÕES DE MEMÓRIA; FINGERPRINT READER; WEBCAM; 4 PORTAS USB, 1 HDMI

CHIEFTEC CH-07B-B Reúne bons argumentos em termos de design, construção e arrefecimento ARREFECIMENTO

CONSTRUÇÃO

INTERIOR LIMITADO

VEREDICTO 9

Depois de apresentada na CeBIT e de noticiada na PCGuia, a gama Chieftec Dragon II, que dá pelo nome de código CH-07, chegou às mãos da PCGuia, representada pelo modelo B-B, dominado pelo preto. Com uma qualidade de materiais exteriores evidente, desde o primeiro contacto visual é possível aferir que se trata de uma caixa bem construída, dominada pelas várias soluções de refrigeração que ostenta nos seus diversos painéis. O design moderno, baseado em linhas agressivas, também cria uma boa empatia com a CH-07B-B. O painel frontal apresenta duas portas USB, uma e-SATA e as habituais ligações de som. Logo em cima deste minipainel, é possível encontrar do lado esquerdo o botão reset e a luz de actividade de disco e, à direita, o botão on/off e a luz de actividade do sistema. No fundo, por detrás da malha de rede preta, existe uma ventoinha de 120 milímetros (com o logótipo Dragon no meio, que resulta bem esteticamente) e, por cima desta, existem quatro baías de 5,25 polegadas. No painel superior destaca-se claramente o conjunto de duas ventoinhas de 120 mm envoltas em rede preta, e as lâminas laterais transversais, que não só conferem à caixa um toque especial, como também servem para uma melhor dissipação térmica. O logótipo Chieftec de grande dimensão dá o toque final. A peça de destaque encontra-se no painel lateral esquerdo – uma ventoinha com 220 mm. No entanto, e porque se trata de uma caixa de formato mid tower, esta solução praticamente inviabiliza que seja utilizado um cooler de grandes dimensões no CPU, pois podem facilmente entrar em colisão, o que não é desejável. De referir ainda que a caixa está pronta para receber um kit de arrefecimento líquido, contando com duas aberturas no painel traseiro. Aqui, é ainda possível colocar uma ventoinha de 120 mm (opcional). De referir que o ruído não sai muito penalizado com toda estas ventoinhas. Apesar de limitada, a arrumação interior é boa, sendo que para isso muito contribui a inclusão de uma caixa para discos capaz de albergar até cinco unidades, facilitando a sua instalação. J.P.F. DISTRIBUIDOR JP SÁ COUTO ■ PREÇO 138 EUROS ■ CONTACTO 229 993 999 ■ SITE WWW. CHIEFTEC.EU ■ FICHA TÉCNICA COMPATÍVEL COM MATX, ATX E EATX, 4X BAÍAS EXTERNAS DE 5,25”, 6X/5X BAÍAS INTERNAS DE 3,5” (SEM/COM ACCESSORY BOX), 2X USB 2.0, 1X E-SATA, MIC-IN E NINE-OUT (HD AUDIO), 1X VENTOINHA LED AZUL 120 MM (PAINEL FRONTAL), 2X 120MM (SUPERIOR), 1X 220 MM (EQUERDO), 1X 120 MM OPCIONAL (TRASEIRO), SISTEMA DE FLUXO DE AR AVANÇADO, SISTEMA DE RETENÇÃO POR CLIPS PARA AS BAÍAS DE 5,25” E DE SLIDE RAILS

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VERSÁTIL

PODEROSO

BARULHENTO

VEREDICTO 7

SERVIDOR WALLFUTURE Se o seu escritório estiver a precisar de um servidor, dê uma vista de olhos a esta proposta da Wallfuture Se possui um pequeno escritório em que trabalham mais duas ou três pessoas e necessita de partilhar informação e periféricos, como uma impressora, não há necessidade de adquirir um grande servidor. Este servidor da Wallfuture foi construído tendo por base um processador Intel Xeon E5520 que funciona a 2,27 GHz, 6 GB de RAM e um sistema RAID com uma capacidade de 1 TB. Tal como acontece na maioria dos servidores, a placa gráfica está incluída na motherboard, isto porque apenas serve para ligar um monitor para gestão corrente do sistema, não sendo por isso necessária uma placa gráfica com grandes capacidades de processamento. O sistema operativo é o Windows Server 2008 Standard de 64 Bit, para que se consiga tirar o máximo partido dos recursos da máquina, como, por exemplo, a memória. O sistema está montado num chassis concebido para servidor que dispõe de 4 baías de 5,25 polegadas, mais quatro baias de 3, ½ polegadas, acessíveis a partir do exterior, o que é uma vantagem neste tipo de computadores. Se o sistema RAID permitir hot-swap, ou seja, remover ou instalar discos sem desligar a máquina, pode fazê-lo sem grandes dificuldades. Depois de ligado, o Wallfuture deu a conhecer o seu aspecto mais negativo, o barulho. Este é provavelmente um dos computadores mais barulhentos que já nos passou pelas mãos. Isto tem que ver com o facto de se utilizar o cooler de fábrica fornecido pela Intel, que funciona mas que tem um nível de eficácia que deixa muito a desejar, o que faz com que a ventoinha trabalhe perto do máximo de rotações na grande maioria do tempo, logo, torna o computador muitíssimo barulhento. Este barulho é amplificado pelo facto de o chassis agir como caixa de ressonância devido a ter muito espaço livre. Assim, é aconselhável colocar esta máquina dentro de um bastidor ou numa sala à parte, sob pena de dar em doido. No que respeita à performance, esta máquina obteve um score 3,630 com o Passmark Performance Test. Só para que tenha um termo de comparação, o Core i7 975 a 3,33 GHz obteve com o mesmo teste 7,445. É necessário ter em conta que se trata de um processador que custa muito mais do que o Xeon, mas que não permite, por exemplo, construir sistemas com duplo processador. No geral, este Wallfuture é o ideal para pequenos escritórios que não necessitem de muito poder de processamento. Só é mesmo necessário resolver o problema do barulho. P.T. FABRICANTE WALLFUTURE ■ PREÇO 2038 EUROS ■ CONTACTO 217 604 400 ■ SITE WWW.WALLFUTURE.COM ■ FICHA TÉCNICA Intel Xeon E5520, 6GB RAM, 1TB Disco


HARDWARE

PREÇO

DESEMPENHO

BÁSICA

VEREDICTO 8

MSI X58 PRO Parece cara mas é uma verdadeira pechincha Tal como prevíamos, continua a descida do preço do chipset X58. Ainda há não muito tempo, revíamos motherboards baseadas em X58 que custavam verdadeiras fortunas. Felizmente, hoje é possível comprar modelos muito semelhantes, alguns até mais evoluídos, por quase metade. É o caso da MSI X58 Pro, uma motherboard praticamente idêntica à Gigabyte EX58-UD5 que já passou pelas nossas páginas. Tal como acontece com muitos dos modelos desta área, a MSI adicionou à X58 Pro alguns elementos que a permitem distinguir-se da concorrência. No resultado final pode-se admirar uma placa-mãe com um estilo fortemente retro, mas ao mesmo tempo apelativo e moderno, contando por exemplo com uma interessante funcionalidade onboard que permite alterar a velocidade do CPU. Ao mesmo tempo, a MSI optou por arrefecer a temperatura dos circuitos ao incluir um sistema de

cooling separado entre o chipset e os MOSFET. Destaque também ainda para a aplicação da tecnologia Active Phase Switching, que reduz automaticamente a carga de energia de acordo com as necessidades do sistema. A MSI forneceu ainda a X58 Pro com o software GreenPower que permite fazer oveclock e underclock a qualquer elemento da motherboard a partir do Windows. Em termos de desempenho, esta X58 não desilude, como mostram os resultados de benchmarking. Apesar de este modelo ser uma óptima escolha em termos de preço/características/desempenho, se puder esperar, o preço deverá baixar mais um pouco, tornando a sua compra num convite quase irrecusável. E tendo em conta o facto de contar com um PCB pintado a castanho, quem a comprar fica em mãos com uma board muito retro, algo que se pode até considerar exclusivo nos dias que correm.

DISTRIBUIDOR JP SÁ COUTO ■ PREÇO 209 EUROS ■ CONTACTO 229 993 999 ■ SITE WWW.MSI.COM.TW ■ FICHA TÉCNICA SOCKET LGA 1366 CORE I7, CHIPSET X58, SEIS SLOTS DE RAM DDR3 (ATÉ 24 GB), 3X PCI-E 2.0 16X, 2X PCI-E 1X, 2X PCI, SUPORTE MUTLI-GPU ATI CROSSFIRE X E NVIDIA SLI, 12X USB 2.0, 7X SATA, 2X FIREWIRE, 1X LAN GIGAIBIT

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BENCHMARKS Sisoft Sandra

Transferência na memória em GB/s; quanto maior, melhor

Largura de banda da RAM

18,5 5

Super Pi

10

15

20

20 25

Tempo gasto em minutos; quanto menor, melhor

8 milhões de casas decimais

2m 43s 1

x264 HD

2

3

4

20 5

Frames por segundo; quanto maior, melhor

Codificação em alta definição

26,6 10

20

30

40

20 50


TECLADO ILUMINADO

ESPECIFICAÇÕES

BASE TECLADO

VEREDICTO 9

ASUS U50VG Um portátil para entretenimento cheio de funcionalidades e com um preço interessante Comecemos a análise a este novo Asus por um dos elementos mais importantes em qualquer computador portátil – o peso. Nesta matéria, o U50VG é um claro exemplo de como o cérebro nos pode pregar partidas, pois, à partida, pensávamos nós que este laptop teria de ser deixado em cima da secretária tendo em conta o seu volume. No entanto, depois de colocado na balança acusou apenas 2,501 kg, o que na prática significa que este modelo com ecrã de 15,6” é bem mais leve do que muitos portáteis de 14 e 15 polegadas lançados há apenas um par de anos e que muitos de nós (eu incluído) carregamos diariamente ao ombro de um lado para o outro. No entanto, e uma vez que se trata de um modelo vocacionado para o entretenimento, não vale a pena levá-lo em viagem para jogar ou ver filmes, pois arrisca-se a ficar sem bateria rapidamente – 2h17 foi a autonomia média apurada pelo BatteryMark, mesmo apesar de contar com elementos que permitem poupar energia, tais como o ecrã panorâmico com 15,6 polegadas com iluminação LED e resolução máxima de 1366 x 768. No entanto, graças à introdução deste elemento na configuração, o U50VG ganha espaço suficiente para incluir um teclado completo e, sublinhe-se, retroiluminado, que tanta falta faz quando se está a jogar ou a escrever um e-mail com pouca luz ambiente. As funções e teclas de atalho estão correctamente identificadas, destacando-se o botão no lado oposto ao de ligar/desligar que permite saltar entre os quatro modos de energia previamente configurados – entretenimento, escritório, baixo consumo e desempenho máximo. Foi neste último modo que corremos os benchmarks 3DMark 06 e PCMark Vantage, que revelaram 1754 e 3773 marks, respectivamente. A única crítica vai para a base onde o teclado se encontra, que afunda demasiado sempre que se prime uma tecla, qualquer que seja. Pesados os pratos da balança, e tendo em conta que se trata de um modelo com características muito interessantes e um preço abaixo dos mil euros, é uma proposta a ter em conta em matéria de portáteis para entretenimento. J.P.F. FABRICANTE ASUS ■ PREÇO 949 EUROS ■ CONTACTO 808 789 888 ■ SITE HTTP://PT.ASUS.COM ■ FICHA TÉCNICA CPU Intel Core 2 Duo 8700 a 2,53 GHz, 4 GB de RAM DDR2 a 800 MHz, ecrã de 15,6” HD com tecnologia LED, drive DVD RW Supermulti, Wi-Fi 802.11n, Bluetooth, disco SATA 320 GB, placa gráfica Nvidia Geforce 105M com 512 MB de VRAM, 2x USB 3.0, 1x HDMI, 1x eSATA, 1x LAN 10/100/1000, leitor de cartões “6 em 1”, Express Card 34, webcam com 1,3 Mp, sistema de som Altec Lansing, Kensington lock, Windows Vista Home Premium


HARDWARE

WL 1600GL A Airlive aposta no Open Source COM WPS

OPEN SOURCE

PREÇO

VEREDICTO 8

O WL-1600GL representa a entrada da AirLive no mercado de código aberto e introduz nos pontos de venda um router que, acima de tudo, se destaca pela capacidade de processamento. O facto de contar com código aberto permite que os utilizadores possam personalizar o router com maior facilidade. É uma opção que não serve toda a gente, mas existe um pequeno grupo de pessoas para o qual esta opção será útil. O hardware oferece quarto portas LAN e opção WPS para uma simples configuração da rede sem fios em sua casa. No campo da segurança, suporta os mais usados standards de encriptação e oferece opções de controlo parental e uma firewall. Dispõe naturalmente de opções como DMZ, opção de esconder o SSID da rede, gestão remota do aparelho e servidor virtual, entre outras. No modo de elevado desempenho, o router atinge velocidades de transferência de 125 Mbps e é naturalmente compatível com normas b/g. Além disso, dispõe de uma ferramenta de recuperação de firmware que permite que o hardware reponha as definições automaticamente, após um crash de sistema ou algum problema de configuração. Não tem como objectivo ser o mais avançado router do mercado, mas um dispositivo simples de usar e capaz de lidar com elevadas capacidades de processamento. Nesse aspecto, cumpre o que propõe. J.T.

DISTRIBUIDOR MÉDIO INFORMÁTICO ■ PREÇO 59 EUROS ■ CONTACTO 229 997 760 ■ SITE WWW.AIRLIVE.COM

CANON PIXMA MX860 A PCGuia mostra-lhe o último modelo multifunções da Canon RAPIDEZ

QUALIDADE DE IMAGEM

LEVA POUCO PAPEL DE CADA VEZ

Este multifunções Pixma MX 860 é um dispositivo muito compacto, ao contrário da maioria dos modelos de outros fabricantes. Todas as entradas de papel, tanto para impressão, como para o scanner, podem ser fechadas, o que contribui para o aspecto compacto deste tudo-em-um. No que respeita às especificações, o MX 860 consegue imprimir a cores com uma resolução máxima de 9600X1200 dpi (pontos por polegada). As folhas podem ser impressas dos dois lados automaticamente e sem margens. Como é hábito na Canon, os tinteiros são separados, o que permite uma maior economia, tendo em conta que os pode trocar individualmente. O scanner tem uma resolução máxima óptica de 2400x4800 dpi e a particularidade do alimentador de folhas separadas permite a digitalização de documentos dos dois lados. O módulo de fax permite o envio e recepção de documentos a preto e branco e a cores até uma velocidade máxima de 33,6 kbit/segundo. No campo das ligações, o MX 860 pode ser ligado através de rede com e sem fios (802.11 b/g), USB 2.0 e Bluetooth por intermédio de um módulo USB opcional. Também dispõe de um leitor de cartões multiformato para impressão directa compatível com CompactFlash, Memory Stick, SD Card e MultiMedia Card. Pode ainda ligar directamente uma máquina fotográfica que seja compatível com a norma Pictbridge. Este multifunções é compatível com Windows XP/ Vista e Mac OSX. Um dos aspectos que mais salta à vista é a velocidade com que imprime e “cospe” as folhas em modo normal. No modo de mais alta qualidade, a velocidade baixa consideravelmente, mas os tempos de impressão de uma folha não dão para ir fazer um café e voltar. A qualidade da impressão é muito boa mesmo no modo de funcionamento normal, não se notando nenhumas bandas de cor nos tons mais carregados. No modo de qualidade máxima, as fotos foram impressas com pouco desvio do original – lembre-se que está a converter de um espectro de cores (RGB) para outro (CMYK). Os pormenores também ficam bem delineados. O que falha neste multifunções? Para começar, a capacidade para o papel. No tabuleiro, pode pôr apenas 150 folhas e na entrada traseira apenas mais 150 folhas. Mas se o multifunções estiver a ser partilhado através de uma rede, este papel durará pouco, obrigando alguém a ficar de plantão para carregar papel. No geral este Canon MX860 é um bom investimento para quem precisa de qualidade de imagem e não tem espaço para ter vários dispositivos espalhados pelo espaço de trabalho. A marca podia ter sido um pouco mais generosa com a capacidade para o papel. P.T. FABRICANTE CANON ■ PREÇO 279 EUROS ■ CONTACTO 214 704 000 ■ SITE WWW.CANON.PT

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VEREDICTO 8


HARDWARE

CONSTRUÇÃO

FUNCIONALIDADES...

...PODIAM SER MAIS

VEREDICTO 8

RAMPAGE II GENE Uma proposta interessante mas que surge demasiado cedo

FABRICANTE ASUS ■ PREÇO 259 EUROS ■ CONTACTO 808 789 888 ■ SITE HTTP://PT.ASUS.COM ■ FICHA TÉCNICA SOCKET LGA 1366 CORE I7, CHIPSET X58, SEIS SLOTS DE RAM DDR3 (ATÉ 24 GB), 2X PCI-E 2.0 16X, 2X PCI-E 4X, 1X PCI, SUPORTE MUTLI-GPU ATI CROSSFIRE X E NVIDIA SLI, 12X USB 2.0, 8X SATA, 1X LAN GIGAIBIT

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Já há muito que estamos habituados a analisar motherboards topo de gama da Asus, mas mesmo assim ficamos deliciados sempre que temos uma destas maravilhas em mãos. Infelizmente, desta vez, a experiência ficou alguns furos abaixo das expectativas. Devemos começar por dizer que a Rampage II Gene é uma motherboard de formato micro ATX, o que equivale a dizer que se trata de um modelo para quem quer uma caixa micro ATX. Ora, quem gastar mais de 200 euros numa motherboard e depois gastar outros tantos num processador Core i7 irá certamente precisar de adquirir uma placa gráfica topo de gama para completar a plataforma de jogos. No entanto, isso levanta um grande problema, pois as placas gráficas topo de gama de hoje – autênticos “aviões”, passe a expressão – pura e simplesmente não cabem numa caixa de formato micro ATX, pelo menos na grande maioria dos modelos disponíveis no mercado. Em matéria de desempenho e de preço, trata-se de uma boa motherboard. Mesmo considerando o custo elevado, a Asus incluiu uma série de

funcionalidades que compensam o investimento. Por exemplo, existe uma ferramenta simples de overclocking através da qual se pode especificar o que é que se pretende fazer e a motherboard trata do resto, não sendo preciso andar a mexer no multiplicador e na frequência do relógio do CPU. Este modelo inclui ainda o sistema MemOK!, o qual diagnostica todos os problemas relativos à memória, identificando-os com o simples toque num botão. No entanto, a Asus também cortou algumas características. Por exemplo, só existem duas slots para placas gráficas, quando o padrão para o chipset X58 são três slots PCI-E. Sendo mais pequena do que a sua “prima” ATX, é natural que também não exista espaço para preencher com slots PCI. Por altura do Natal, altura em que se espera que existam no mercado placas gráficas de pequena dimensão oriundas de diversos fabricantes e que a Rampage II Gene também tenha já visto o seu preço baixar, talvez esta mesma análise termine numa nota mais elevada. Por agora, e como está o mercado, o veredicto final não pode ir mais além.


HARDWARE

RÁPIDO A LER

LEVE

VELOCIDADE DE GRAVAÇÃO

VEREDICTO 8

G. SKILL FALCON 64 GB Está farto de esperar pelo arranque do Windows? A PCGuia mostra-lhe a última novidade em discos Solid State: o Falcon da G. Skill Um dos campos da informática em que a evolução tem sido mais lenta é o da armazenagem em disco. Para além do aumento exponencial do espaço disponível em relação ao preço por GB, devido à introdução de métodos de fabrico mais eficazes, os discos rígidos continuam a ser as peças de hardware que mais “engarrafamentos” provocam ao fluxo de informação num computador. Já para não falar do facto de utilizarem peças móveis, o que introduz um factor de fragilidade, principalmente se se falar de computadores portáteis. A invenção e a subsequente massificação da tecnologia de memórias flash que permitem a gravação permanente de dados num meio “solid state” levaram à criação dos chamados discos SSD (Solid State Drives). Este novo tipo de meio de armazenagem oferece grandes vantagens a vários níveis. Em primeiro lugar, não tem peças móveis, o que os torna ideais para a instalação em computadores portáteis. Em segundo lugar, o consumo de energia também é muito mais baixo que o de um disco tradicional. E em terceiro lugar, as velocidades de acesso à informação são incomparavelmente mais altas do que as dos discos tradicionais. Claro que há sempre o reverso da medalha. A tecnologia flash empregue nos discos SSD tem um

limite de gravações possíveis muito mais baixo do que o dos discos tradicionais, o que reduz bastante o tempo de vida deste meio de armazenagem. Para tentar resolver este problema, os fabricantes criaram um sistema em que os dados são gravados de forma a nunca utilizar repetidamente a mesma zona, fazendo com que as capacidades de gravação sejam “gastas” uniformemente para maximizar a longevidade. Este sistema, aliado à própria tecnologia flash, faz com que existam discrepâncias grandes entre as velocidades de leitura e de escrita neste tipo de discos. Mas, basta de conversa. A G. Skill fez-nos chegar o seu novo SSD, denominado Falcon, que promete ser dos mais rápidos do mercado sem ser excessivamente caro. Trata-se de um disco de 2,5 polegadas com 64 MB de cache e 64 GB de capacidade que utiliza uma interface SATA II. A G. Skill anuncia uma velocidade de leitura de 230 MB/ segundo e de 135 MB/segundo de escrita. Por fora, o Falcon é exactamente igual a qualquer outro disco deste tipo. Está envolvido numa carenagem metálica que inclui oito pontos de montagem. Dentro da caixa encontra um jumper que só é usado na actualização do firmware. A única diferença perceptível está no peso. O Flacon é bastante mais leve do que um disco tradicional, o

DISTRIBUIDOR TECHCOMPUTERS ■ PREÇO 180 EUROS ■ CONTACTO 249 849 178 ■ SITE WWW.GSKILL.COM

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que é mais uma vantagem se o quiser instalar num portátil. Depois de montado, instalámos-lhe o Windows Vista Ultimate e podemos dizer que o tempo que o computador gastou no processo de arranque foi cortado para menos de metade. A única coisa é que a instalação demorou mais tempo. Para testarmos a performance deste disco, utilizámos um computador portátil baseado num Intel Core 2 Duo a 2,5 GHz e 4 GB de RAM. O software utilizado foi o Sisoft Sandra 2009, que testa a velocidade de escrita e de leitura de uma forma sequencial e aleatória. Podemos dizer que os números são muito bons: Usando o buffer de 64 MB do disco, obtivemos 196 MB/s de leitura. Sem buffer, a leitura sequencial ficou-se pelos 150 MB/s, e em leitura aleatória obtivemos 121 MB/s. Na escrita recorrendo ao buffer obtivemos 160 MB/s, mas sem buffer o Falcon só conseguiu gravar a 17 MB/s sequencialmente e a 15 MB/s aleatoriamente. Os tempos médios de acesso à informação foram de 1,5 milissegundos. Como se pode constatar, este disco é uma excelente proposta para quem precisa de muita velocidade, mas não precisa de muita capacidade, isto porque o Falcon apenas disponibiliza 64 MB. P.T.


SOFTWARE

NORTON 360 3.0 O Norton 360 diz proteger completamente o seu PC. A PCGuia verifica se cumpre o prometido O último produto da Symantec tem mais funcionalidades do que nunca. Daí o receio de ser mais uma suite de segurança cheia de tralha desnecessária. Ficámos assim agradados por o 360 ser uma aplicação relativamente leve. É o melhor produto de segurança e afinação da Symantec acrescido do excelente motor que está na base do Norton Internet Security 2009. Como resultado, a instalação demora apenas um par de minutos e a duração das análises é reduzida, graças a um sistema intuitivo que não volta a analisar os ficheiros que sabe estarem limpos. Tem exactamente as mesmas ferramentas e funcionalidades que o IS 2009, mas tem como bónus a opção de criação de backups online e o Safe Web. Este último é uma ferramenta nova que lhe dá informações sobre a legitimidade dos websites antes de os visitar. No entanto, o Norton 360 não se parece com o IS 2009 em termos de interface, e achamos que isso não é mau. Em vez disso, reduz todo o menu a apenas quatro áreas principais. O resultado final é uma interface atraente e extremamente fácil de utilizar com níveis de estado e mensagens de sistema perfeitamente óbvias. A interface principal está dividida nas áreas de segurança do PC, protecção à identidade, backup e afinação. Se passar por cima de

cada área, aparecem novas opções de maneira limpa e arrumada. Se clicar em cima delas, aparece uma nova janela que lhe dá informações sobre o estado do seu PC.

CONTROLOS SIMPLIFICADOS Precisa de visitar o separador Settings, em cima, para configurar opções, como, por exemplo, o agendamento de tarefas. Aqui também há um painel Quick Controls para activar ou desactivar as definições importantes. Há que aplaudir a equipa de desenvolvimento da Symantec por ter conseguido facultar uma interface simplificada e acessível mesmo com a quantidade de opções do Norton 360. Testámos o Norton 360 com o Windows 7 por ser um dos poucos programas de segurança que funciona correctamente no novo SO. Temos o prazer de dizer que mesmo na versão beta não houve problemas operacionais. O Norton 360 está no topo da lista dos programas de segurança a ter para o novo SO, quando este for lançado dentro de uns meses. Um dos problemas mais mencionados nos produtos Norton tem que ver com a forma como as principais actividades da suite afectavam

RÁPIDO

RECURSOS AO SISTEMA

COBRE MUITAS BASES

VEREDICTO 9

adversamente o desempenho do sistema. A execução do Norton 360 – tal como a interface – é agora, felizmente, um processo veloz e discreto. As análises podem ser ajustadas às suas necessidades e configuradas para serem executadas após um certo período de inactividade, de modo a que o Norton possa analisar secções nas alturas em que o utilizador não esteja a fazer nada. Mesmo a execução de uma análise completa não paralisa a sua máquina, algo que não se pode dizer dos produtos Norton anteriores. Uma ferramenta útil que está incluída na suite é o Norton Insight, que utiliza um sistema de assinaturas de sistema para acelerar as análises comparando os seus ficheiros com uma lista de ficheiros seguros da comunidade do Norton. O Norton 360 é uma ferramenta extremamente competente para fazer cópias de segurança e ajustes ao seu sistema. Inclui 2 GB de espaço de backup online (25 GB se comprar a versão Pro), um gestor de arranque e uma ferramenta de afinação que desfragmenta drives, organiza ficheiros e, regra geral, mantém a sua máquina em forma. Pode fazer isto igualmente bem com ferramentas gratuitas, mas a conveniência de ter tudo numa única consola de gestão fácil de utilizar é uma vantagem que não se pode ignorar.

EDITORA SYMANTEC ■ PREÇO 89,99 EUROS ■ SITE WWW.SYMANTEC.COM.PT

PCGUIA

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SOFTWARE

VERBATIM PHOTOSAVE Grave as suas fotos com um clique PRÁTICO

SOFTWARE INCLUÍDO

POUCO INTUITIVO EM CERTAS OPÇÕES

VEREDICTO 9

À partida, não haveria muita coisa a dizer sobre um DVD regravável, a não ser que este incluísse de origem um software de gravação. É o que acontece nesta oferta específica da Verbatim. O DVD PhotoSave funciona como um vulgar DVD regravável, mas traz um software de gravação que facilita todo o processo de cópia e permite ao utilizador não estar dependente de nenhum programa específico ou PC. Assim que inserir o DVD, o programa de gravação inicia-se automaticamente. O utilizador pode indicar a drive, disco ou pasta (Minhas Imagens) onde estão as fotos a gravar, ou escolher a opção manual, ou seja, navegar até um local específico e seleccionar as imagens que pretende inserir no disco. A primeira opção é mais rápida, até porque o programa faz todo o trabalho por si; mas, se as fotos estiverem num disco, por exemplo, com 250 GB, do qual só necessita de uma pasta em particular, o processo é moroso e não conseguirá especificar quais as fotos que quer. Nesta opção só terá acesso à pasta Minhas Imagens. Na selecção manual de ficheiros pode navegar até à pasta que desejar e seleccionar apenas as imagens que quer incluir. Toda a selecção é feita facilmente, até porque existe uma janela à esquerda que permite pré-visualizar a sua escolha. Pode adicionar as fotos directamente a partir de uma câmara ou optar pelo esquema de procura. À medida que vai adicionando fotos à pasta de gravação, a barra no canto inferior direito vai indicando o espaço ocupado, no entanto, esta podia ser mais intuitiva, à semelhança de outros pontos. O DVD consegue alojar 4,5 GB de imagens. Assim que ultrapassar este espaço, o programa indica-lhe que no final da gravação terá de inserir um segundo DVD. Acima de tudo, esta é uma opção prática, uma vez que pode gravar imagens em qualquer computador, mesmo que este não tenha um programa de gravação de fotos. S.E.

FABRICANTE VERBATIM ■ PREÇO 2,5 EUROS ■ SITE WWW.VERBATIM

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NDRIVE PDA O NDrive, o sistema de navegação GPS com imagens reais, chegou aos PDA, e a PCGuia andou por aí a experimentá-lo EM PORTUGUÊS

INFORMAÇÃO DE TRÂNSITO

OCUPA MUITO ESPAÇO

VEREDICTO 8

Até agora o sistema de navegação da Ndrive que mostra, para além dos mapas tradicionais, imagens aéreas, chegou aos PDA. Estas imagens servem para dar ao utilizador mais pontos de referência que lhe sejam familiares. Existem versões para plataforma Symbian e Pocket PC. Claro que o PDA onde quiser usar o software terá de ter um módulo GPS interno ou acesso a um módulo externo. Neste caso, experimentámos a versão Pocket PC que vem incluída no novo Bluebelt da TMN. Em primeiro lugar, há que referir que tem mesmo que usar um cartão de memória para instalar o software. O Bluebelt inclui um cartão de memória com 4 GB, que fica com 500 MB disponíveis depois de instalado o programa, as imagens e os mapas para Portugal. O sistema de navegação é muito intuitivo. Por defeito é mostrada a vista com imagens aéreas sobrepostas ao mapa digital. Na parte inferior está uma barra que dá acesso aos menus e aponta a velocidade a que está a circular e o limite de velocidade do sítio onde se encontra. A visualização por defeito também inclui uma funcionalidade de zoom automático que se pode tornar um bocado arreliador porque a distância mostrada está sempre a mudar, no entanto, esta funcionalidade pode ser desligada. O Ndrive pode ser operado de várias formas: através de pontos de interesse em que o utilizador procura o local para onde quer ir usando a base de dados do software. Isto é útil, por exemplo, quando quer procurar um restaurante ou uma farmácia através de moradas e o sistema procura o melhor caminho para lá chegar. Esta versão do NDrive tem também a possibilidade de utilizar a ligação à Internet do seu PDA para ir buscar informações sobre o estado do trânsito, adaptando a rota de forma a fugir a engarrafamentos e outras demoras. O software é muito rápido, embora, por vezes, as imagens que mostra nada tenham que ver com o sítio onde está, principalmente, quando começa a usar o sistema e este ainda se encontra à procura de satélites para aumentar a precisão da localização. Se já tem um PDA com GPS, esta é uma excelente forma de lhe dar uso. P.T. EDITORA NDRIVE ■ PREÇO 40 EUROS ■ SITE WWW,NDRIVE.PT


TECNOMUST

LOGITECH KINETIK 15.4 BACKPACK A associação da marca Logitech a malas para portáteis não era comum, mas isso acabou. A PCGuia conseguiu deitar a mão à Logitech Kinetik, a nova mala de transporte para computadores portáteis. E porque a Logitech coloca, por regra, um cunho de qualidade naquilo que apresenta ao mercado, posicionámos as nossas expectativas lá em cima. A mochila (foi o modelo que testámos) apresenta um estilo entre o desportivo e o empresarial, ou seja, é bastante formal para ser usada numa viagem de trabalho, mas também é suficientemente desportiva para poder ir ao ombro de um qualquer jovem. Mais do que aspecto, a mala tem espaço, segurança e um esquema de organização muito bem pensado. Há divisórias para tudo, desde periféricos a cartões de crédito, canetas, cartões de memória, documentos, entre outros. O espaço reservado para o portátil oferece bastante segurança. A mala está bem reforçada nas costas, e toda a parte da frente tem uma estrutura semi-rígida, como a de algumas malas de viagem. As alças são constituídas por tecido antitranspirante e feitas de forma a acompanhar os contornos das costas, tornando o transporte do peso mais fácil, o que é uma vantagem, uma vez que a mala, mesmo vazia, é um pouco pesada. Apesar de ser desenhada para transportar portáteis até 15.4”, consegue alojar equipamentos até 17”, como o MacBook Pro. ARRUMAÇÃO

QUALIDADE DO MATERIAL

UM POUCO PESADA

VEREDICTO 9

FABRICANTE LOGITECH ■ PREÇO 74,99 EUROS ■ CONTACTO 214 159 017 ■ SITE WWW.LOGITECH.COM

FUJITSU SIEMENS MOBILE NOTETAKER O Mobile NoteTaker da Fujitsu Siemens Computers não é mais do que uma caneta electrónica que converte escrita manual para o formato digital. Na prática significa que tudo o que escrever numa folha A4 vai ser registado pela caneta e pode depois ser transferido para o PC. Esses documentos poderão depois ser geridos livremente pelo utilizador. A caneta é perfeitamente normal, apenas possui memória para armazenar até 100 folhas A4. O utilizador tem de colocar o Mobile NoteTaker junto à superfície onde vai escrever. Não é necessário nenhum papel especial. Também não é preciso estar conectado ao computador enquanto se realiza uma tarefa, sendo possível fazer o download da informação depois de concluída, via USB. O software incluído auxilia toda a transferência e gestão dos documentos. Respondendo às perguntas mais óbvias: o que escrevemos passa para digital com a nossa caligrafia, ou seja, não há reconhecimento de caracteres nem passagem para documento do Word. Quais as vantagens? Poder criar um arquivo digital com todos os seus documentos. Pode ter apontamentos de reuniões, aulas, ou projectos no computador. A caneta também funciona como rato, mas o controlo do mesmo por parte do utilizador é complicado. ÚTIL

SIMPLES DE USAR

CARO

VEREDICTO 8

FABRICANTE FUJITSU SIEMENS ■ PREÇO 79 EUROS ■ CONTACTO 210 114 149 ■ SITE PT.TS.FUJITSU.COM

IXUS 100 IS Algumas das anteriores Ixus tinham um design questionável, mas esta 100 IS conseguiu marcar pontos. O novo modelo da Canon é um hino à portabilidade. Muito pequeno e extremamente leve, este aparelho cabe no bolso de um casaco. A dimensão reduzida não é, porém, sinónimo de perda de qualidade. É claro que não podemos esperar obras-primas de um sensor de 12 megapixels deste tamanho, mas a qualidade que obtivemos nos testes conseguiu ainda assim surpreender-nos. As cores são muito vivas, o autofoco é rápido e a opção iContrast consegue colmatar erros de sombra e luz. Infelizmente, a lente só tem zoom de 3x. Os botões e comando são, por inerência, bastante pequenos, o que pode fazer alguma confusão a pessoas com dedos mais grossos, mas são funcionais, pelo que quase nunca há o perigo de carregar em dois ao mesmo tempo. Os menus são intuitivos e simples até para os utilizadores menos experientes. Este modelo permite gravar vídeos em 720p, pelo que a saída HDMI é bem-vinda. O que realmente não é bem-vindo é a falta de cabo HDMI e de cartão de memória. A máquina é totalmente inútil sem cartão, porque nem memória interna tem. A Ixus 100 IS é oficialmente muito bonita, e neste caso a beleza paga-se (e bem). Este modelo vai estar à venda em várias cores.

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QUALIDADE DE IMAGEM

DESIGN

SEM CARTÃO DE MEMÓRIA NEM CABO HDMI

VEREDICTO 7

FABRICANTE CANON ■ PREÇO 299 EUROS ■ CONTACTO 214 704 000 ■ SITE WWW.CANON.PT


RICOH CX 1 Compacta, bem construída, rápida e repleta de funcionalidades interessantes, a CX 1 é uma máquina fotográfica digital com um look retro, sólido e robusto. Na parte traseira destaca-se o ecrã LCD de três polegadas com resolução VGA (que serve de visor), em volta do qual estão colocados os comandos de função mais utilizados. O zoom óptico prima pelo alcance (7x), pelo silêncio e pela agilidade, bastando poucos segundos para que a foto seja efectivamente processada após a pressão no obturador, mesmo que as condições de luz não sejam as melhores. De acordo com os nossos testes, a primeira foto pode ser tirada em dois segundos após ligar a máquina, passando para os três a quatro segundos caso envolva a utilização de flash, o que mesmo assim não deixa de ser impressionante. A qualidade de imagem é muito boa, com níveis correctos de contraste, saturação e exposição, sobretudo em ambientes exteriores, não desiludindo também em interiores, desde que não se utilize um ISO muito elevado. O motor de redução de vibração dá uma ajuda sobretudo nas fotos com recurso ao zoom e o equilíbrio de brancos pode ser editado para se adaptar às necessidades particulares dos vários ambientes. J.P.F.

QUALIDADE DE IMAGEM

CONSTRUÇÃO

PREÇO

VEREDICTO 9

DISTRIBUIDOR COMERCIAL FOTO ■ PREÇO 399 EUROS (RECOMENDADO) ■ CONTACTO 217 121 000 ■ SITE WWW.RICOH.PT

ACER DUAL SIM DX900 O novo Acer Dual Sim não só marca a entrada dos novos terminais móveis da Acer no mercado nacional, como dá oportunidade aos utilizadores de usufruírem de todas as funcionalidades de um PDA que suporta também dois cartões SIM. Através de uma máscara que trabalha sobre a interface Windows Mobile, o utilizador consegue aceder e gerir ambos os cartões, independentemente da operação. Temos no entanto de salientar que apenas aquele que for escolhido como principal utilizador terá acesso HSDPA e Quad-Band. O segundo cartão pode também ligar-se à Internet, mas através de GPRS. O PDA em si é bastante comum; não há aposta no design, nem em marcar nenhuma tendência. É um telefone bem equipado, sendo que nada é topo de gama. O ecrã de 2,8” tem uma resolução básica de 480x640 pixels, 256 MB de memória, mas slot que suporta até 32 GB, uma câmara fotográfica de 3 megapixels (que tem uma qualidade bastante aceitável), Wi-fi, HSDPA, bluetooth e GPS. O sistema é algo lento. Se tivermos algumas aplicações abertas, a lentidão torna-se particularmente notória, além de que bateria não tem grande autonomia. Conclusão: se é um profissional que tem dois cartões SIM e necessita de todas as funcionalidades oferecidas por um PDA, este equipamento é para si. Desempenha bem as funções profissionais a que se propõe. Agora não espere a qualidade de uma máquina fotográfica, um ecrã digno de salas de cinema, nem um leitor multimédia fora de série. Este Acer é essencialmente uma ferramenta de trabalho. S.E. BEM EQUIPADO

FÁCIL GESTÃO DOS 2 SIMS

ALGO LENT O

VEREDICTO 7

DISTRIBUIDOR MEDIA MARKET (EXCLUSIVO) ■ PREÇO 469 EUROS ■ CONTACTO 210 078 000 ■ SITE WWW.ACER.COM

SLIDER X600 E TAPETE OVERSLIDE II Este novo modelo laser da Nova tem uma estrutura diferente do rato comum. O alongamento é feito à direita, e não à esquerda, para que o jogador consiga apoiar melhor os seus dedos anelar e mindinho. Os botões extra aparecem à esquerda. A ideia até é boa, mas na verdade o posicionamento dos botões está mal conseguido. O apoio para os dedos aumenta o conforto, mas, do outro lado, a menos que um jogador tenha um polegar sobredesenvolvido, o acesso aos dois botões dianteiros é impossível de ser feito sem este ter de deslocar toda a mão para a frente. Os dois botões maiores são programáveis, e são de fácil acesso. No centro, existe outro botão que permite o acesso às definições de perfil. Em termos de precisão, este modelo passa com distinção. Estamos a falar de 3200dpis com escalonamento configurável de 100dpis. O cabo, para além de ter um revestimento diferente, aparece ligado à direita e não è frente como acontece com os ratos comuns. Ao que parece a companhia queria evitar que o cabo pudesse interferir quando o rato era arrastado. Achámos que o tiro pode ter saído pela culatra, sobretudo, se o jogador tiver a caixa do lado esquerdo. O OverSlide II é um tapete com uma superfície grande, que facilita a velocidade, a precisão e o desempenho. Uma grande ajuda.S.E.

PRECISO

TAPETE MUITO FUNCIONAL

POSIÇÃO DOS BOT ÕES

VEREDICTO 7

DISTRIBUIDOR LIMIFIELD ■ PREÇO 34,90 EUROS (TAPETE); 79,90 EUROS (RATO) ■ CONTACTO 252 490 110 ■ SITE WWW.ESPORTNOVA.COM

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NOVAS FERRAMENTAS ONLINE DA BRISA Com estas aplicações, pode planear online as suas viagens de lazer ou trabalho


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Com a chegada do Verão, começam os preparativos para as viagens em família. A Brisa quer ajudá-lo a encontrar a melhor rota para chegar ao seu destino, mesmo antes de se sentar ao volante do seu automóvel. No conforto da sua sala, junte a família e aceda ao site da Brisa, onde vai encontrar todas as ferramentas necessárias para programar a viagem. O serviço “Em Viagem” e é uma das funcionalidades que a Brisa oferece no seu endereço electrónico. Disponível na área de Clientes, este sistema permite indicar as auto-estradas que o visitante deve utilizar para chegar ao seu destino, facultando ainda informações sobre a distância a percorrer, o tempo de viagem, o valor que terá de pagar nas portagens de acordo com a classe do veículo e todos os serviços disponibilizados ao longo do percurso. Mas esta não é a única novidade no site. A empresa implementou no seu endereço electrónico um Widget que pode ser descarregado pelos cibernautas. Depois de instalada no computador, esta miniaplicação permite que os utilizadores tenham acesso rápido e directo a conteúdos online sem ser necessário visitar o site. Depois de visitar www.brisa. pt e de descarregar a aplicação para o PC, vai ter acesso gratuito a informações como dados de bolsa, fluxo de trânsito nas auto-estradas Brisa e últimas notícias Brisa. Além disso, é possível personalizar o Widget de forma a que o utilizador possa rapidamente consultar as condições de trânsito dos trajectos que mais utiliza.

MAIS E MELHOR CONTEÚDO Estas novidades representam o esforço da empresa em prestar a Clientes, Investidores e público em geral um conjunto de informação relevante, organizada e em tempo real. O site foi reestruturado e apresenta-se dividido em quatro grandes áreas: Clientes, Investidores, Actividade Empresarial e Responsabilidade Social. Na primeira área, os utilizadores têm acesso às imagens de trânsito, mas com uma nova visualização de mapas. Podem ainda consultar toda a informação acerca das várias intervenções de beneficiação em curso ou as actuais taxas de portagem. Ao dispor dos automobilistas está ainda a localização de todas as áreas de serviço na rede de auto-estradas, bem como as lojas Brisa e Via Verde. Aos investidores é destinado um novo espaço, com toda a informação privilegiada. Pode ser consultada aqui a performance bolsista, o calendário financeiro, todos os comunicados emitidos e documentos de interesse, como aqueles resultantes das assembleias-gerais, os resultados semestrais ou os relatórios e contas. A actividade empresarial é a página dedicada ao trabalho desenvolvido pela Brisa, em Portugal e no Mundo. Por último, a área da responsabilidade social engloba os cinco vectores que orientam a actuação da empresa: segurança, ambiente, desenvolvimento social, recursos humanos e inovação.

SABIA QUE…

…O site da Brisa regista 1500 visitas diárias e pode ser consultado em www.brisa.pt? Pode imprimir o itinerário com referências a distâncias e custos do mesmo? O site da Brisa tem uma versão para dispositivos móveis em http://m.brisa.pt?


TESTE EM GRUPO

MEMÓRIA QUE VALE

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MESMO A PENA Um PC vocacionado para o desempenho requer componentes rápidos. Este comparativo revela em que gama deve investir A tecnologia para o PC vive de ciclos. Cada vez que aparece uma novidade, lá temos que ir ao banco explicar por que razão precisamos de um limite mais alto no cartão de crédito. Quando a especificação DDR3 apareceu, parecia ser esculpida em ouro puro, de tão cara que era. E se o preço hoje já não é tão alto a ponto de fazer corar o Rei Salomão, a verdade é que ainda representa um investimento pesado. Se vai gastar assim tanto dinheiro, então que seja por uma coisa que valha mesmo a pena. No entanto, o desempenho da memória é mais difícil de quantificar que a performance de chipsets como o CPU ou o GPU. Se estiver a planear fazer o upgrade para a nova arquitectura Core i7 da Intel, a memória DDR3 vai ser uma parte essencial do seu sistema. E mesmo para quem se fique pelo chipset P45, a DDR3 é ainda um requisito importante. Este teste não tem como propósito verificar quão melhor a DDR3 é face à DDR2. Isso já foi visto e revisto. Serve, antes, para saber quanto deverá pagar pela sua RAM e qual a quantidade que deverá instalar. Sempre dissemos para colocar na motherboard o máximo que puder comprar. Mas com os requisitos do Vista, este critério tem-se alterado lentamente. Nos dias de hoje, os 4 GB são um requisito para os jogos de elevado desempenho. Claro que, se estiver a utilizar um sistema operativo de 32 bits, como é o caso da grande maioria, apenas poderá utilizar 4 GB devido ao limite de espaço no endereçamento. No entanto, na prática, a quantidade de RAM que o Windows utiliza de facto está mais perto dos 3 GB. Ora, perder meio giga quando se utiliza DDR2 não é assim tão mau. Mas quando se paga bastante pela especificação DDR3, é óbvio que se quer utilizar todos os bytes a que se tem direito. Na nossa máquina de testes só 3,24 GB estavam disponíveis no Windows. A resposta, claro, é mudar para um SO de 64 bits,

CRUCIAL BALLISTIX PC3-16000 2000 MHZ P46

que não tem essas restrições de memória. Embora haja imensas distribuições gratuitas de Linux de 64 bits, não é coisa que recomendemos, a menos que goste de resolver problemas de compatibilidade. Embora alguns jogos se portem bem em Linux, a maior parte não vai reagir dessa forma. O XP está agora na recta final da sua vida, e embora ainda se encontrem à venda cópias do Windows XP de 64 bits, faltam-lhe drivers. Resta o Vista de 64 bits. Mas antes de deitar as mãos aos céus em desespero, permita que acalmemos os seus medos. Embora o Vista tivesse vários bugs quando foi lançado, a verdade é que, graças à adição de vários patches, actualizações e do Service Pack 1, este SO melhorou imenso. Ao contrário do nascimento prematuro do Windows XP 64, a Microsoft tem encorajado os fabricantes e criadores de software a suportarem o Vista 64 desde o começo. Como resultado, tem agora imensos drivers à sua disposição. Embora o número de aplicações e jogos nativos de 64 bits ainda seja escasso, já não há problemas de maior quanto à gestão da memória. A instalação do Vista 64 requer que seja feita de raiz. Por outro lado, se tiver uma cópia do Vista 32, poderá talvez conseguir obter uma actualização de graça – veja como em www.microsoft.com/ windows/windows-vista/get/upgrade-advisor.aspx. Se estiver a executar o XP, pode obter um upgrade para o Vista 64, mas precisará de pagar por ele. Contudo, custará menos do que se fosse comprar uma cópia nova. Claro que o upgrade para o Vista 64 trará, sem dúvida, algumas dores de cabeça. As principais serão os problemas de controladores. O suporte para drivers de 64 bits no Vista é muito melhor do que alguma vez o foi para o Windows XP 64. Mas há uma série de fabricantes que ainda não viram necessidade em escrever os controladores

GEIL DDR3 ULTRA PC3-14400 1800 MHZ P46

CRUCIAL BALLISTIX PC3-10600 1333 MHZ P47

KINGSTON HYPERX PC3-13000 1625 MHZ P47

COMO TESTÁMOS Cada conjunto de módulos foi testado utilizando o mesmo conjunto de benchmarks. Pegámos numa motherboard Asus Rampage II Extreme com o chipset X58 que, com o controlador de memória incorporado do Core i7, nos permitiu utilizar todo o potencial de cada módulo de DDR3. Como as frame rates não são aqui o problema, concentrámo-nos no tráfego bruto, na latência e no desempenho multi-core. Sempre que possível, cada módulo funcionou na sua velocidade nativa, embora os módulos de 1800 e de 2000 MHz só tenham funcionado a 1600 MHz, que foi a velocidade máxima permitida pela motherboard. Todos os testes foram feitos sob a égide do Windows Vista 64.

CORSAIR DOMINATOR PC3-1200 1600 MHZ P48

PATRIOT VIPER PC3-10600 1333 MHZ P48

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TESTE EM GRUPO

apropriados. Embora seja quase certo que é possível encontrar drivers para os chipsets da motherboard, gráficos e placas de som, poderá verificar que outro hardware mais antigo, como as impressoras, os scanners e até os teclados e ratos, é incompatível. Assim, antes de se decidir, veja se não vai deixar de ter metade do seu hardware funcional. Como indicam os resultados, o kit da Corsair é o que escreve e lê mais rapidamente, mas também é dos mais caros

FALEMOS DE RAM O que é que o upgrade para 4 GB ou mais vai fazer pelos seus jogos? Bom, não deverá ficar à espera de ver aumentos espectaculares em termos de taxas de frames pois, na maioria dos casos, grande parte do trabalho é feito pelo processador gráfico e pelo CPU. Os jogos puxam muito pela memória, mas é pouco provável que esteja a fazer outras coisas ao mesmo tempo, como abrir centenas de separadores no browser ou ler o correio electrónico. Ou seja, o seu jogo terá um acesso quase exclusivo à sua RAM. Há bastantes demonstrações de filmes de alta definição a serem renderizados ao mesmo tempo que se matam zombies a tiro e se enviam filmes do YouTube aos amigos. No entanto, no mundo real esse tipo de coisa não acontece. No entanto, qualquer jogo que carregue muitas texturas vai agradecer-lhe se puder trabalhar com essa RAM extra. Se mexer num mapa de Company

of Heroes com os pormenores todos, depressa apreciará a diferença entre 2 GB e 4 GB de RAM. Se jogar em modo de janela, vai precisar de toda a RAM que puder – especialmente no Vista com o Aero como plano de fundo. A RAM não passa de uma área de armazenamento temporário. Assim, tudo o que for preciso carregar, incluindo o próprio jogo e os novos mapas e níveis, beneficiará ao ter mais RAM com que se entreter. Não se esqueça, porém, que o seu disco rígido tem também o potencial para servir de ponto de estrangulamento no sistema. Ainda assim, quanto

mais informações puderem ser carregadas na RAM, menos precisam de ser extraídas do disco. Claro que pode acontecer verificar que as frame rates de alguns jogos se tornam mais fluidas. Mas não tenha grandes ilusões, pois, nestes casos, trata-se de mudanças relativamente pequenas e não de uma desculpa para adiar o upgrade da sua pobre e esforçada placa gráfica.

PROCESSAMENTO NUMÉRICO A DDR3 surge em diferentes velocidades dos 800 MHz até aos 2000 MHz. No entanto, quando

KITS DE 2 GB GEIL DDR3 ULTRA PC3-14400 1800 MHZ 1800 MHz

Timings

2 GB ✖

VEREDICTO 8

CRUCIAL BALLISTIX PC3-16000 2000 MHZ Preço

2000 MHz...

...a 1600 MHz ✖

VEREDICTO 8

A proposta da Golden Emperor International é um kit DDR3 que consegue funcionar acima da especificação dos 1600 MHz, o que quer dizer que pr ecisa de uma motherboard muito flexível para o pôr a funcionar a toda a velocidade. Tal como os sticks de memória Ballistic da Crucial, os Geil DDR3 Ultra apenas estão disponíveis em combinações de 2 GB à velocidade mais alta, o que baixa o desempenho global em comparação com os kits de 4 GB e de 6 GB. Os tempos mais baixos, comparados com os do kit Crucial Ballistix, demonstram ter mais performance quanto a tráfego, embora o kit da Crucial tenha ainda assim melhor es resultados de velocidade de leitura e de escrita. Se tiver uma board que suporte 1800 MHz e não tem um SO de 64 bits, então vale a pena comprar. Mas ter 4 GB ou mais é que é o futur o. FABRICANTE GEIL ■ PREÇO 146,50 EUROS ■ SITE WWW.GEIL.COM.TW

A Crucial conseguiu entrar no teste com um kit mais barato; embora tenha o mesmo preço dos módulos de 1333 MHz, tem metade da capacidade. Assim, a ef ectivamente metade do preço e com 70 por cento mais velocidade de relógio, este equipamento é mesmo 70% melhor do que o de 4 GB? A resposta é não. Como muitas boards não funcionam com a memória a toda a v elocidade, o melhor que conseguimos com ela foi pô-la a funcionar a 1600 MHz, o que f ica muito aquém dos 2000 MHz de que é capaz. É então compreensível que não iríamos obter o desempenho total. Mas o tr áfego real ficou aquém até dos equipamentos de 1600 MHz. Mas, a metade da capacidade física, isso não nos surpr eende. Se quiser a RAM mais rápida possível, a Crucial tem o equipamento para si: um kit de 4 GB mas mais lento pode ser mesmo uma maneira melhor de gastar o seu dinheiro. DISTRIBUIDOR DESIGN PC ■ PREÇO CERCA DE 64 EUROS ■ CONTACTO 227 138 219 ■ SITE WWW.CRUCIAL.COM

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4 comparada com a DDR2, apresenta latências bastante elevadas. Enquanto um módulo de DDR2 típico pode ter tempos de 5-5-5-15, os modelos presentes neste teste têm tempos muito mais altos, como 9-9-9-28. Ainda assim, como os ciclos de relógio são mais curtos do que na DDR2, a latência efectiva é mais pequena do que parece. Tal como na DDR2, há toda uma nova série de números a aprender, com módulos com o nome da taxa máxima de transferência e não da velocidade do bus. Assim, a memória DDR3-800, que tem uma transferência máxima de 6.400 Mb/s é denominada DDR3-6400, enquanto a DDR3-1600, com uma transferência máxima de 12800 Mb/s se chama DDR-12800. Simples, não é? Enquanto os módulos na gama dos 800 aos 1600 MHz fazem parte da especificação JEDEC (Joint Electronic Device Engineering Council), há agora módulos novos que funcionam a 1800 e a 2000 MHz. No entanto, como muitas motherboards bloqueiam o relógio da memória para ficar igual ao do CPU, nem sempre é possível pô-las a funcionar a esta velocidade. Dependendo das definições do BIOS da sua board, poderá conseguir forçar a placa a utilizar certas velocidades. Por exemplo, numa placa em que as opções são de 800 e de 1.066, só quando se activa

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(1) RANHURA DE COLOCAÇÃO Como em todos os módulos de RAM, a ranhura de colocação garante que encaixa o stick na respectiva slot da maneira correcta. Felizmente, este aspecto no DDR3 é bastante óbvio, já que o encaixe está mais puxado para um lado do que outro. Mas se o forçar do lado errado, não só vai danificar o DIMM de memória, como muito possivelmente se arrisca a avariar a sua motherboard. Não tente nunca encaixá-lo numa motherboard DDR2.

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1

(2) SOBRECARGA DE INFORMAÇÃO A maioria dos módulos de RAM tem um rótulo que lhe indica todas as informações que precisa de saber sobre o seu kit. Entre outros dados, deverá poder encontrar a velocidade da memória, seja com um valor em megahertz ou uma classificação de largura de banda, o número de identificação do módulo, a latência CAS e talvez até os temporizadores de latência e de voltagem, se quiser arriscar-se no overclocking.

(3) OS TIMINGS SÃO TUDO Não deverá precisar de configurar a velocidade da sua memória no BIOS, pois cada módulo de memória tem um chip Serial Presence Detect (SPD), que indica ao BIOS a velocidade, capacidade e tempos do módulo. No entanto, se desejar alterar qualquer uma destas definições, é bastante fácil desactivar o SPD a partir do BIOS.

(4) UM PEQUENO ENFEITE Virtualmente todos os módulos de memória de alta qualidade têm uma embalagem e uma silhueta atraente. Embora neste caso as lâminas sirvam principalmente como dissipador de calor, garantindo que a sua RAM nunca aquece demais. E devemos realçar que nunca vimos nenhuma memória com o seu relógio normal ficar mais do que um pouco morna. Mesmo assim, se aumentar a voltagem para um overclocking extremo, tem esta rede de segurança que lhe dá alguma margem.

KITS DE 4 GB KINGSTON HYPERX PC3-13000 1625 MHZ 4 GB

Desempenho

Preço

VEREDICTO 9

CRUCIAL BALLISTIX PC3-10600 1333 MHZ Preço

4 GB

Desempenho ✖

VEREDICTO 8

Que tal 4 GB de DDR3 por um pr eço acessível? Mais importante, como é que a Crucial o conseguiu? Para começar, não há truques: é só um dissipador de calor simples que env olve os chips de memória. E é também a memória mais lenta deste teste. Embora a velocidade de 1333 MHz também apresente a latência CAS mais baixa, com tempos de 6-6-6-20, a latência que de facto se registou foi uma das mais altas, a 72ns. De facto, este equipamento ficou em último em todos os testes, com a menor lar gura de banda: 17300 MB/s. Os testes no Everest confirmaram-no, mostrando a velocidade de leitura mais baixa de 13721 Mb/s, uns bons 2 GB/s mais lenta que o kit da Kingston, o HyperX. Há espaço par a mais overclocking, mas sem os dissipadores de calor avançados que se encontram nos outros módulos, vai ver que não se pode forçar muito este kit. É claro que se tiver um orçamento apertado, os resultados não são maus para o que se paga.

O kit Kingston HyperX é um pouco esquisito, uma v ez que funciona numa velocidade de relógio pouco comum: 1625 MHz. Precisa de uma motherboard com capacidades de configuração decentes para funcionar com o HyperX a algo que não seja a v elocidade de relógio de 1600 MHz. Perde, assim, uma pequena parte do desempenho da RAM. No entanto, se este teste prova definitivamente alguma coisa, é que 4 GB são melhor es do que 2 GB, e o HyperX foi mais rápido do que ambos os equipamentos de 2 GB mais r ápidos do teste e o equipamento de 4 GB da Crucial. De facto, o kit Kingston HyperX tem um tr áfego de 3 Gb/s a mais que o kit Crucial Ballistix e um dos melhor es resultados de 3D, embora com uma diferença marginal. Se tiver dinheiro para gastar e uma cópia do Vista 64 instalada no PC, o desempenho não o vai decepcionar. DISTRIBUIDOR WAY2BUY ■ PREÇO 208,45 EUROS ■ CONTACTO 229 538 604 ■ SITE WWW.KINGSTON.COM

DISTRIBUIDOR DESIGN PC ■ PREÇO CERCA DE 120 EUROS ■ CONTACTO 227 138 219 ■ SITE WWW.CRUCIAL.COM

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TESTE EM GRUPO

o overclocking é que se ganha acesso aos valores de 1333 e 1600. Mesmo assim, a motherboard Core i7 com o chipset X58 não nos permitiu definir o relógio da memória para 1800 ou 2000. Desse modo, a velocidade máxima a que as pudemos executar continuou a ser de 1600 MHz. Embora o Core i7 tenha agora o controlador da memória no CPU, aumentando imenso a largura de banda da memória, é possível que não consiga a velocidade máxima nalguns módulos. Numa placa com o chipset P45 precisa de saber até que ponto pode aumentar o relógio da memória antes de começar a gastar muito dinheiro nas melhores memórias DDR3.

Mais uma vez, os resultados obtidos no Sandra reflectem o desempenho superior do kit da Corsair

Windows precisar de utilizar o ficheiro de troca e este estiver desactivado, vai ter uma surpresa desagradável. Valerá então a pena fazer o upgrade para a RAM mais rápida que se pode comprar? Embora possa obter DDR3 a velocidades até aos 2000 MHz, há um par de problemas de que precisa de estar ciente. Primeiro, é pouco provável que possa comprar um kit com 4 GB a esta velocidade. As nossas amostras para o teste apenas tinham como especificações 2 GB a 1800 e 2000 MHz. Segundo, a menos que tenha um CPU Core i7 Extreme Edition, é pouco provável que consiga executar o relógio da memória

VELOCIDADE DA RAM Claro que o Core i7 não nos deu só um novo controlador da memória. O chipset X58 permite-lhe funcionar com configurações de canal duplo ou triplo. Isto abre o potencial para configurações de 6 GB ou até de 12 GB, se tiver mesmo muito dinheiro. Um potencial de RAM tão grande acaba com a necessidade do antiquado ficheiro de troca e provavelmente verá algumas empresas de memória a aconselhá-lo. No entanto, recomendamos que não desactive já o ficheiro de troca. Embora seja preciso um esforço muito grande para encher 6 GB, se o

acima dos 1600 MHz. Nos nossos testes, executar a memória com a velocidade mais alta a 1600 MHz em vez da velocidade citada acabou por dar valores de tráfego mais baixos do que a execução à velocidade correcta. No entanto, não haja dúvidas que o canal triplo é o melhor. O equipamento Corsair 6GB, funcionando à velocidade nativa, demonstrou ter o melhor desempenho global. Não vai notar nenhuma diferença nas frame rates, mas tudo o que precisar de muita memória, como carregar enormes texturas, vai beneficiar imenso com a velocidade e largura de banda extra que proporciona.

CANAL TRIPLO CORSAIR DOMINATOR PC3-1200 1600 MHZ Desempenho

DHX

Overclocking

VEREDICTO 9

O Core i7 traz consigo a memória de canal triplo. E se 4 GB são melhores que 2 GB, 5 GB são, claro, ainda melhores. Desde que os consiga pagar. O kit funciona a 1600 MHz, não havendo problemas em funcionar a toda a velocidade. Não satisfeitos com os dissipadores de calor padrão, os módulos Dominator têm o excelente sistema DHX de dissipação térmica, permitindo uma refrigeração impressionante caso queira fazer overclocking. Graças à alta velocidade de relógio e ao canal extra, o kit da Corsair venceu todos os outros módulos com um tráfego fenomenal de 27161 Mb/s e uma impressionante velocidade de leitura de 16156 Mb/s. Se o dinheiro não for problema, o Dominator é, sem dúvida, a melhor proposta de canal triplo.

DISTRIBUIDOR GLOBALDATA ■ PREÇO 149,30 EUROS ■ CONTACTO 218 414 190 ■ SITE WWW.CORSAIR.COM

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PATRIOT VIPER PC3-10600 1333 MHZ Preço/ desempenho

Design

Overclocking ✔

VEREDICTO 9

Embora apresente uma velocidade menor que a do Corsair, este par de módulos Viper ainda tem um desempenho que impressiona bastante. Normalmente não damos pontos pelo aspecto, mas pensamos que estes são os módulos com melhor design do teste. As barbatanas do dissipador de calor têm uma superfície com uma área enorme, podendo assim acelerar o kit sem que o calor se torne num problema. Embora não esteja exactamente à altura do kit Corsair Dominator, a performance do Viper é muito superior à dos kits de 4 GB em termos de tr áfego, embora o resultado da velocidade de leitura tenha sido um dos mais baixos. Isso deveu-se, principalmente, ao relógio baixo. Mesmo assim, se está a planear ter uma motherboard i7 e quer algo com canal triplo por r elativamente pouco dinheiro, este kit de 6 GB é uma verdadeira pechincha. DISTRIBUIDOR WAY2BUY ■ PREÇO 119,30 EUROS ■ CONTACTO 229 538 604 ■ SITE WWW.PATRIOTMEM.COM


CARACTERÍSTICAS E DESEMPENHO MEMÓRIA

CRUCIAL BALLISTIX PC3-16000

GEIL DDR3 ULTRA DUAL CHANNEL PC-314400

CRUCIAL BALLISTIX PC3-10600

KINGSTON HYPER X KHX1300D3LLK2/4G

CORSAIR DOMINATOR TR3X6G1600C8D

PATRIOT VIPER PVT36G1333ELK

PREÇO

cerca de 64 euros

146,50 euros

cerca de 120 euros

208,45 euros

149,30 euros

119,30 euros

FABRICANTE

Crucial

Golden Emperor Intl

Crucial

Kingston Technology

Corsar

Patriot Memory

SITE

www.crucial.com

www.geil.com.tw

www.crucial.com

www.kingston.com

www.corsair.com

www.patriotmem.com

LATÊNCIA

CL9

CL8

CL6

CL9

CL8

CL9

CAPACIDADE

2x1GB

2x1GB

2x2GB

2x2GB

3x2GB

3x2GB

RELÓGIO

2.000MHz

1.800MHz

1.333MHz

1.625MHz

1.600MHz

1.333MHz

TIMINGS

9-9-9-28

8-8-8-28

6-6-6-20

9-9-9-27

83-8-24

9-9-9-24

LARGURA DE BANDA E LATÊNCIA DA MEMÓRIA Sandra / largura de banda

(Mb/s; quando maior, melhor) 18,995

CRUCIAL BALLISTIX 2GB 2.000MHZ GEIL 1800 MHZ 2GB

19,103

CRUCIAL BALLISTIX 4GB1333MHZ

17,330

KINGSTON HYPER X 4G8,1625MHZ

20,383

COR5AIR 160OMHZ 6GB

27,161

PATRIOT 1333MHZ 6GB

23,390

4,000

Sandra / latência

8,000

12,000

16,000

20,000

24,000

28,000

32,000

34,000

(nanossegundos; quanto menor, melhor)

CRUCIAL BALLISTIX 2GB 2.000MHZ

64

GEIL 1800 MHZ 2GB

64

CRUCIAL BALLISTIX 4GB1333MHZ

72

KINGSTON HYPER X 4G8,1625MHZ

64

COR5AIR 160OMHZ 6GB

64 74

PATRIOT 1333MHZ 6GB

10

20

30

40

50

60

70

80

90

LEITURA E ESCRITA DA MEMÓRIA Everest / leitura

(Mb/s; quanto maior, melhor)

CRUCIAL BALLISTIX 2GB 2.000MHZ

15,356

GEIL 1800 MHZ 2GB

15,228

CRUCIAL BALLISTIX 4GB1333MHZ

13,721

KINGSTON HYPER X 4G8,1625MHZ

15,790

COR5AIR 160OMHZ 6GB

16,156

PATRIOT 1333MHZ 6GB

13,874

2,000

Everest / escrita

4,000

6,000

8,000

10,000

12,000

14,000

16,000

18,000

(Mb/s; quanto maior, melhor)

CRUCIAL BALLISTIX 2GB 2.000MHZ

8,214

GEIL 1800 MHZ 2GB

8,081

CRUCIAL BALLISTIX 4GB1333MHZ

7,302

KINGSTON HYPER X 4G8,1625MHZ

8,325

COR5AIR 160OMHZ 6GB

9,387 8,609

PATRIOT 1333MHZ 6GB

2,000

4,000

6,000

8,000

10,000

12,000

14,000

16,000

18,000

PCGUIA

| 49


TEMA DE CAPA

WINDOWS XP VERSUS VISTA VERSUS WINDOWS 7 Qual destas versões do Windows será melhor para jogos? Pegámos num PC, em cinco sistemas operativos, numa série de benchmarks e em muita paciência, e fomos descobrir

50 0 | PCGU PCGUIA PC GUIA IA


O Windows 7 está cada vez mais perto. Dentro de um ano, ou estaremos todos a usá-lo, ou a ambicionar usá-lo ou a amaldiçoar o dia em que decidimos fazê-lo. Enquanto esperamos pelo dia de lançamento, temos de nos contentar com a versão beta que foi disponibilizada. Aliás, todos quiseram deitar-lhe a mão rapidamente, desde as equipas que desenvolvem os jogos, aos fabricantes que têm de assegurar a compatibilidade dos drivers, passando pelos utilizadores finais (nós mesmos), que querem apenas ver se este sistema consegue responder às expectativas. A versão já recebeu boas críticas por parte de públicos muito diferentes. Estará a versão beta muito longe da versão final? O facto de conseguirmos jogar jogos no Windows já é um feito notável. Apesar de alojar os tradicionais Solitário e Minas, a Microsoft não desenvolveu o Windows para ser uma plataforma de jogos. Ainda assim, os jogadores acabaram por se contentar com o que tinham, até porque jogar em DOS não era grande alternativa. O DirectX foi, sem dúvida, um dos grandes impulsionadores desta mudança. Desde então, os sistemas operativos da Microsoft têm sido usados como meio para executar jogos num ambiente o mais perfeito possível. É claro que a Microsoft rapidamente começou a trabalhar e a explorar esta faceta dos sistemas, e levou o seu trabalho ao extremo com o lançamento do Vista, ao torná-lo no único sistema operativo

onde é possível exercitar ao máximo uma placa gráfica, com o DX10. Desconfiamos que a Microsoft estava à espera de conseguir forçar todos os jogadores a mudarem para este sistema, mas as coisas não correram bem como planeava. Até hoje, quase ninguém consegue apontar uma aplicação capaz de fazer o DX10 brilhar mais do que o antecessor. É exactamente por isto que existe um vasto número de pessoas que continua a correr os seus jogos no Windows XP. Se juntarmos a este comparativo o Windows 7, então temos três sistemas, ironicamente da mesma companhia, que continuam a lutar pelas atenções de todos os jogadores do mercado. Mas qual destes sistemas será o melhor para os gamers de topo? Qual será a melhor plataforma para explorar até ao limite as potencialidades de máquina de jogos? O fiável Windows XP? O bonito, mas não consensual Vista? Ou o novo membro da banda, que ainda nem teve direito a atestado de sistema operativo oficial, o 7? Está na altura de colocar estes três sistemas frente-a-frente em relação aos benchmarks, e verificar qual é o que realmente nos impressiona.

COMO TESTÁMOS Para termos a percepção de como estes sistemas operativos se comportam num PC de jogos topo de gama, decidimos pegar num Dell e torturá-lo com horas e horas de trabalho. O Studio XPS M435T

PCGUIA PC P CG C GUIA GU IA

| 51


TEMA DE CAPA WINDOWS XP VERSUS VISTA VERSUS WINDOWS 7

DESEMPENHO EM JOGOS COM DEFINIÇÕES ELEVADAS WiC

frames por segundo: mais alto, melhor

Windows XP

235

Vista 32-bit

210

Vista 64-bit

234

Windows 7 32-bit

243

Windows 7 64-bit

245 50

100

150

200

250

DESEMPENHO EM JOGOS COM DEFINIÇÕES MÉDIAS Far Cry 2 (DX10)

frames por segundo: mais alto, melhor

Windows XP

NA

Vista 32-bit

19.21

Vista 64-bit

19.36

Windows 7 32-bit

13.45

Windows 7 64-bit

15.03 5

Far Cry 2 (DX9)

10

15

20

25

frames por segundo: mais alto, melhor

Windows XP

16.69

Vista 32-bit

19.56

Vista 64-bit

21.89

Windows 7 32-bit

15.36

Windows 7 64-bit

18.52 5

52 | PCGUIA

10

15

20

25

que escolhemos inclui um Core i7 e 6 GB de memória DDR3, a 1066 MHz, ou seja, uma máquina com um bom coração, capaz de suportar as tarefas mais exigentes. No entanto, no que à componente gráfica diz respeito, acabaram-se as mãos largas. Para conseguir um preço de venda ao público decente, este computador traz uma GeForce 9800GT, com 512 MB. Não é por isso um computador de jogos que mereça lugar de destaque no pódio, mas um PC capaz de oferecer um óptimo desempenho para o nosso teste. No campo dos benchmarks focámo-nos nos jogos. Colocámos o GRID, da Codemasters, o brilhante Far Cry 2 da Ubisoft, e o esplendoroso World in Conflict. São estes os jogos que vão pegar nos sistemas em teste e separar, no fim, o trigo do joio. O GRID consegue potenciar um brilhante e optimizado sistema de renderização, que até nem deverá puxar muito pelo hardware. O Far Cry 2 vem com as funcionalidades todas activadas e vai exigir tanto de renderização, como de capacidade de processamento. O World in Conflict é aquele que nos vai conseguir mostrar as diferenças entre o DX9 e o DX10, para além de que é um dos benchmarks mais fiáveis que já usámos na redacção. Para acompanhar estes resultados, também corremos um benchmark para o sistema operativo. Usámos o nosso favorito, o 3D Mark06. A Futuremark lançou ainda, não há muito tempo, o 3Dmark Vantage, mas não estamos muito convencidos da sua eficiência e utilidade para testar o desempenho de sistemas de gaming. Para conseguirmos medir o desempenho do sistema, em

termos gerais, usámos o PCMark05 (apesar de este apenas funcionar nas versões do Windows com 32bits), e o Cinebench R10, para trabalho mais sério (existem executáveis independentes, de 32 e 64 bits). Para finalizar, registámos os tempos de arranque para os sistemas operativos, para o GRID e para o Far Cry 2. Neste campo, os resultados conseguiram surpreender-nos um bocado.

RESPONDER ÀS EXPECTATIVAS Admitimos, sem qualquer problema, que esperávamos que o Windows 7 brilhasse de forma mais intensa que os outros, ou seja, que se destacasse em algumas das provas a que foi submetido. Uma das coisas que saltou logo à vista, é que este sistema não é tão poderoso como à partida podemos pensar. A interface está bastante bem conseguida, e tudo parece trabalhar correctamente, mas o código está longe de estar optimizado, aliás, há bastante espaço para melhoramentos, mesmo no que diz respeito aos drivers para Nvidia. É claro que existem boas notícias relativamente ao Windows 7. Em primeiro lugar, este sistema consegue ganhar aos seus antecessores XP e Vista em termos de desempenho de processamento comum. O teste feito com o Maxon Cinebench pode ser usado em máquinas capazes de suportar até 16 cores, pelo que conseguiu lidar facilmente com os oito que dispomos aqui (HyperThreading sobre quatro cores existentes). Os primeiros dois conjuntos de resultados focam-se exclusivamente na renderização do CPU, e colocam o Windows 7 em vantagem, principalmente no teste a múltiplos cores. O Vista não aparece muito atrás,


mas, se estiver realmente interessado numa plataforma de renderização, então espere mais um pouco. Existem boas notícias a caminho. Esta última conclusão foi totalmente comprovada assim que configurámos as opções gráficas para o mínimo, no World in Conflict. Ao fazermos isto, resgatámos a placa gráfica do esquema rotativo de renderização em que se encontrava, para nos focarmos o máximo possível na computação nua e crua. A versão de 64 bits do Windows 7 conseguiu oferecer 245fps, enquanto que a versão de 32 bits foi apenas capaz de debitar 210fps. A Microsoft conseguiu optimizar bastante os seus code paths, algo que irá beneficiar especialmente os jogadores, ou simplesmente os utilizadores mais exigentes. A razão pela qual o Windows 7 não conseguiu levar o troféu para casa, neste benchmark, deve-se aos drivers da Nvidia. Não estamos aqui a passar um atestado de culpa à gigante das GPU, apenas estamos a justificar e a constatar um facto, até porque a versão final deste sistema ainda nem sequer foi lançada. Se partirmos do princípio de que toda a gente aprende com os erros, e se nos recordarmos do arranque conturbado do Vista, e as sequelas que este sistema acabou por sofrer, quase podemos garantir que a Nvidia vai começar a aumentar as frames por segundo, à medida que a data de lançamento do 7 se vai aproximando. Aliás, pudemos comprovar isto mesmo quando passámos do driver 179.11 que vinha instalado por defeito para o driver mais recente, na altura em que realizámos este teste, o 181.71. As frames não “dispararam” repentinamente, mas as que vieram a mais foram extremamente bem-vindas. O Vista está, nesta fase, no extremo aposto deste ciclo de desenvolvimento, pelo que já possui uma base de drivers estável e sólida. Na verdade, o Vista foi capaz de produzir fortes resultados nestes testes, nomeadamente no Far Cry 2, onde conseguiu o melhor número de frames por segundo, comparativamente aos outros sistemas. Estranhamente, o jogo da Ubisoft colocou o DX9 e o DX10 na mesma casa, apesar de os resultados verificados serem óptimos, independentemente da opção seguida.

DX10 VS. O RESTO DO MUNDO No que diz respeito aos drivers gráficos, o Windows XP está na posição mais forte. O desempenho conseguido a partir deste sistema operativo foi óptimo, excepto no Far Cry 2. E a julgar pela diferença mínima registada de frames por segundo com o DX10, o DX9 e o Vista, parece que este motor foi desenhado já com o DX10 em mente. Se estiver a planear jogar World in Conflict no modo DX9, por exemplo, registará o melhor número de frames no Windows XP. O mesmo acontece com o GRID. Vai conseguir mais frames com o XP do que com qualquer outro dos sistemas. É claro que a questão óbvia é: então e com o DX10? É verdade que irá necessitar do Vista ou do Windows 7 para conseguir correr jogos com DX10, mas esta nem é a verdadeira

questão. A pergunta real é: irá verdadeiramente querer executar jogos no modo DX10? O World in Conflict tem uma aparência muito melhor com o DX10, mas continua a ser o mesmo jogo com o DX9, para além de que com a versão mais recente os jogadores irão sofrer na pele uma penalização significativa a nível gráfico, por quererem apenas tornar as coisas “mais bonitas”. Para terem uma ideia da perda, passámos de 42 fps para 27 fps no Vista. Com a Massive Entertainment, podemos

aqui sublinhar que este foi um dos primeiros jogos a surgir para DX10, pelo que o nível de optimização pode nem ser o melhor. Nem a própria Microsoft anda a fazer grande furor à volta do DX10, nem sequer o usa para promover os seus títulos Games for Windows, como fazia inicialmente. O site oficial do Games for Windows lista um total de nove jogos, e alguns deles são, no mínimo, suspeitos. Hellgate: London sofreu uma morte repentina e inesperada, enquanto que a

UMA ALTERNATIVA CHAMADA WINE Não pense que a Microsoft é a única opção para correr os seus jogos. Existem, claro está, alternativas a todo este pacote de soluções da Microsoft, e existe um número considerável de pessoas que já experimentou esta opção numa altura ou outra. Estamos a referir-nos ao Linux. Ainda não há muito tempo, havia pessoas que previam que os diferentes sistemas da Microsoft iriam ser destronados pelas alternativas gratuitas Linux. Na realidade, esta previsão foi um pouco prematura, no mínimo, porque, na altura, o estado das distribuições de Linux não eram exactamente impressionantes. Por exemplo, uma simples instalação de uma delas requeria uma combinação altamente complexa de linhas de comandos e de drivers. Os tempos agora são outros, e o desenvolvimento que o Linux tem sofrido já conseguiu colocar tudo isto na esfera do passado. A experiência é agora simples e bastante intuitiva, não requer conhecimentos avançados de programação, ou sequer de informática. Na prática, qualquer utilizador comum consegue trabalhar com estas soluções. O Ubuntu 8.1 é o melhor exemplo de tudo isto. É simples, funcional e tem uma interface realmente apelativa. Mais impressionante ainda, pode experimentá-lo facilmente sem ter de o instalar na sua máquina. Um dos pontos mais surpreendentes acerca de tudo

isto é que conseguimos executar jogos neste sistema. Não, não estamos a falar daqueles jogos básicos que envolvem gráficos do tempo dos nossos avós. Estamos a falar de World of Warcraft e Half Life 2. Tudo isto é possível graças ao WINE e ao trabalho da equipa da Crossover, uma organização que tem como objectivo tornar todos os jogos Windows jogáveis em Linux e OSX. A lista dos jogos suportados já é impressionante e cresce a cada dia que passa. Apesar disto, existem algumas funcionalidades gráficas, como as sombras, que terão de ser desabilitadas. É muito positivo que o mercado esteja a trabalhar no desenvolvimento dos jogos em ambientes Linux, porque esta é uma das principais razões porque alguns de nós continuam a recusar-se a estar perto de sistemas da Microsoft. Imagine o que seria se todos os jogos funcionassem no WINE…

PCGUIA

| 53


TEMA DE CAPA WINDOWS XP VERSUS VISTA VERSUS WINDOWS 7

PARA A MAIORIA DOS JOGADORES, A FALTA DE BENEFÍCIOS REAIS TRAZIDOS PELO DX10 É O PRINCIPAL PROBLEMA implementação do DX10 no Age of Conan ainda não é uma realidade (existe já uma versão em testes, mas grande parte dos efeitos que foram mostrados há já cerca de um ano não está sequer presente). Neste campo, Crysis é aquele que se assume como um dos melhores títulos, apesar de não ser exactamente inovador nos tempos que correm. Para a maioria dos jogadores, a falta de benefícios reais trazidos pelo DX10 é o principal problema. As vantagens que este oferece não são suficientemente significativas para compensar qualquer tipo de upgrade. Claro que existem grandes efeitos associados, mas uma programação bem feita consegue resultados incríveis no DX9. Basta pormos os olhos no GRID para comprovarmos o que acabámos de dizer. Os responsáveis pelo desenvolvimento dos jogos

TEMPO DE ARRANQUE Windows OS

67

Vista 32-bit

71

Vista 64-bit

76

Windows 7 32-bit

68

Windows 7 64-bit

63 20

40

60

80

100

em segundos; mais baixo é melhor

Windows XP

12

Vista 32-bit

22

Vista 64-bit

24

Windows 7 32-bit

22

Windows 7 64-bit

17 5

GRID

10

15

20

25

em segundos; mais baixo é melhor

Windows XP

17

Vista 32-bit

19

Vista 64-bit

14

Windows 7 32-bit

16

Windows 7 64-bit

14 5

54 | PCGUIA

O PODER DOS PARES Uma das questões actuais mais pertinentes prende-se com a dúvida de instalarmos a versão de 32 bits ou 64 bits. O Windows XP deu o pontapé de saída com a x64, mas o suporte que existia em termos de drivers

em segundos; mais baixo é melhor

Windows XP

Far Cry 2

também não querem limitar-se a endereçar nichos de mercado, que privilegiam alguns novos efeitos; simplesmente, não vale a pena. Só temos de tomar como exemplo a popularidade inquestionável de jogos como WoW, para percebermos que o sucesso de um jogo não se mede pelos seus gráficos. Por outro lado, também não nos podemos esquecer de grande parte dos jogos que existem para consolas, e que a Xbox 360 não tem uma fatia de DX10 escondida algures. O seu ADN é DX9 (apesar de algumas vezes utilizar alguns truques com cheirinho a DX10). Com isto queremos dizer que não estamos minimamente convencidos quanto ao facto de o DX10 ser um argumento de venda de um sistema operativo, mas temos de admitir que é uma óptima forma de conseguir explorar ao máximo e demonstrar as capacidades da uma placa gráfica. Diz-se por aí que o DX11 não irá ter direito à mesma gigante campanha de marketing que o seu antecessor (é impossível esquecer aquelas imagens ridículas de Flight Simulator que a Microsoft divulgou para conseguir comprovar que o DX10 era substancialmente melhor do que o DX9). Por outras palavras, não espere que apareça nos próximos tempos nenhum jogo especialmente concebido para DX11.

10

15

20

25

OPTIMIZE O WINDOWS À medida que vão envelhecendo, os sistemas operativos tornam-se pesados, lentos e muito instáveis. Instalar o Windows Vista de 32 bits na nossa máquina de testes foi uma dor de cabeça originada por um processo que parecia nunca mais ter fim. Isto aconteceu porque partimos da instalação original e não pensámos naquilo que teríamos de enfrentar a seguir: um dia a instalar patches. Tudo isto demorou o que pareciam ser séculos, porque não só existia um sem número de patches para instalar, para que a máquina ficasse devidamente actualizada, mas também porque todo o processo de instalação é muito pouco inteligente. Ele é capaz de instalar tudo e mais alguma coisa do Internet Explores 6 e na fase final substituí-lo pelo IE7. O Windows Update irá fazer exactamente o mesmo com todos os patches para o sistema base, ignorando simplesmente o facto de que vai ter de chegar ao Service Pack 1, que inclui a grande maioria das actualizações já efectuadas anteriormente. Nada disto consistiria um problema se não fossemos obrigados a estar sentados à frente da máquina para clicar de vez em quando em alguns botões. Mas o que acontece é que existem alguns patches que exigem que o sistema seja reiniciado e siga depois em frente. Felizmente não tivemos de ter todo este trabalho com a instalação do Windows Vista 64, porque

criámos um DVD com a maioria dos patches já incluídos. Fizemos o mesmo com o Windows XP, que estava equipado com o SP3. Ainda bem que fizemos isto. Se tivéssemos optado por uma instalação base, teríamos demorado mais do que com o Vista. Poderá criar esse tipo de disco com o nLite ou com o vLite. Isto é algo que deveríamos todos fazer periodicamente, à semelhança das cópias de segurança. Aqui, a vantagem foi para o Windows 7. Apesar de ter patches que foram lançados alguns minutos após a versão ter sido disponibilizada, são ainda poucos e pequenos, ou seja, facilmente geríveis. O melhor de um novo sistema operativo é que irá manter-se leve e rápido, pelo menos durante algum tempo.


TEMA DE CAPA WINDOWS XP VERSUS VISTA VERSUS WINDOWS 7

DESEMPENHO 3D STANDARD 3DMark06

Maior é melhor

Windows XP

13613

Vista 32-bit

13136

Vista 64-bit

12996

Windows 7 32-bit

12914

Windows 7 64-bit

12921 5,000 10,000 15,000 20,000 25,000

DESEMPENHO STANDARD (1CPU) Cinebench R10

Maior é melhor

Windows XP

3226

Vista 32-bit

3171

Vista 64-bit

3918

Windows 7 32-bit

3211

Windows 7 64-bit

3928 1000 2000 3000 4000 5000

(MULTI CPU) Cinebench R10

Maior é melhor

Windows XP

13125

Vista 32-bit

13228

Vista 64-bit

16072

Windows 7 32-bit

13317

Windows 7 64-bit

16347 5,000 10,000 15,000 20,000 25,000

DESEMPENHO OPEN GL Cinebench R10

Maior é melhor

Windows XP

6572

Vista 32-bit

4852

Vista 64-bit

5773

Windows 7 32-bit

5917

Windows 7 64-bit

6047 2000 4000 6000 8000 10,000

DESEMPENHO DE SISTEMA STANDARD PCMark05

Maior é melhor

Windows XP

9427

Vista 32-bit

9586

Vista 64-bit

NA

Windows 7 32-bit

10009

Windows 7 64-bit

NA 5,000 10,000 15,000 20,000 25,000

56 | PCGUIA

tinha falhas que fizeram com que esta não fosse grande opção. Na verdade, não conseguimos manter a nossa máquina de testes suficientemente estável para testar o Windows XP x64. Com o Vista e com o 7 a história é diferente. Neste caso, são as versões de 64 bits que demonstraram ter o melhor desempenho em Far Cry 2. Parte da razão pela qual a versão de 64 bits se saiu tão bem deve-se ao facto de o benchmark do sistema operativo/jogo ter jogado com a memória. O nosso PC de testes tem 6 GB de DDR3 e o impacto que isto tem nos benchmarks é óbvio. A memória é um dos factores chave para justificar a mudança para um sistema de 64 bits. Para além disto, o preço das RAM continua a descer rapidamente, razão pela qual esta opção se torna cada vez mais tentadora. Em Far Cry 2, por exemplo, conseguimos registar um aumento de 2 a 3 frames por segundo extra, em jogo, e tempos de carregamento dos jogos mais rápidos, tanto no arranque dos jogos, como dos níveis. Nesta fase do campeonato podemos dizer com toda a confiança que a mudança para uma versão de 64 bits tem mais vantagens do que desvantagens. Falando de tempos de carregamento, os nossos testes revelaram resultados interessantes, e outros um pouco confusos. Vamos começar os exemplos com Far Cry 2. Este jogo corre lentamente no Windows XP, mas consegue arrancar estranhamente rápido neste sistema, aliás, podemos avançar que arranca duas vezes mais rápido do que no Vista 64. O GRID carregou mais rapidamente nos sistemas operativos com 64 bits, o que nos leva novamente ao uso mais eficiente da memória. O melhor tempo de carregamento registado vai para o Windows 7, que conseguiu fazer o seu trabalho em cerca de um minuto. Vale a pena frisar aqui que este tempo foi cronometrado desde o momento que carregámos no botão Power. A sua escolha relativamente ao sistema operativo a usar deve ir além dos simples tempos registados no arranque, ou mesmo das frames por segundo conseguidas. Acima de tudo terá de garantir usabilidade. Aqui incluímos o conforto e a compatibilidade. Temos actualmente de aplaudir o Windows 7, porque este sistema consegue trabalhar com basicamente tudo o que lhe pusermos à frente (apesar de na nossa máquina, por razões que nos

ultrapassam, ele não estar a lidar bem com o Fraps). Mais uma vez, os resultados que registámos e a experiência que tivemos com este sistema dá-nos esperanças para o futuro, principalmente se começarmos a estabelecer comparações como lançamento do Vista. Perguntar-se-á o leitor, se só utilizaram uma vez o sistema operativo, como podem saber se é o correcto? É uma questão pessoal. Ainda não conseguimos estar confortáveis com o Vista e, apesar da experiência com o 7 ser recente, temos de ser sinceros e dizer que este consegue irritar-nos bastante menos. Sempre que mencionamos que o Windows Vista é menos perfeito, recebemos alguns telefonemas e e-mails de leitores que pretendem argumentar o que dizemos, e provar-nos o contrário. Se calhar, o facto de trabalharmos diariamente com vários sistemas operativos fez de nós pessoas verdadeiramente picuinhas, mas, uma vez que temos opção de escolha, a nossa pende para o Windows XP para pura rapidez com o patrocínio do DX9, e para o Windows 7 de 64 bits, a nível de utilização mais abrangente.

CONCLUSÕES Deverei mudar de sistema operativo para conseguir retirar apenas umas frames a mais ao meu hardware? Depende do uso diário que dá à sua máquina. Por exemplo, se fizer um overclocking ao seu computador e se procurar obter a melhor framerate, manter-se no Vista quando pode conseguir maior velocidade a este nível com o XP parece-nos uma má jogada. Atenção, não estamos aqui a falar de grandes diferenças, mas um overclock, no geral, também só consegue oferecer umas frames extra. Se, por outro lado, quiser executar jogos com DX10, então o Vista apresenta-se aqui em grande forma. É de longe, o modo mais rápido de conseguir apreciar todo o potencial oferecido por Far Cry 2, bem como por outros jogos. Num cenário ideal, se tiver 4 GB de RAM conseguirá correr o Vista 64. E o Windows 7? É rápido e consegue grandes resultados ao nível do desempenho com jogos mais recentes, contudo, se estiver exclusivamente à procura de velocidade, este sistema, nesta fase, ainda não consegue bater o Vista.


O WINDOWS E AS BATERIAS Depois dos testes de velocidade fomos ver como é que os sistemas operativos da microsoft fazem a gestão das baterias dos notebooks Quando aparece um novo sistema operativo, as primeiras coisas em que se pensa é na velocidade, no espaço que ocupa ou se existem drivers para a impressora ou para a placa gráfica. Estas questões são importantes, mas existem outros aspectos influenciados pelos sistemas operativos, e muitas vezes não são tão evidentes, como é o caso da duração das baterias dos portáteis. Para complementar este artigo, decidimos ver qual é a relação entre os vários sistemas operativos – Windows XP, Windows Vista e Windows 7 – e a duração de uma carga de bateria. Existem muitos factores que influenciam o tempo que consegue estar a trabalhar com um computador alimentado por uma bateria. Por exemplo, se estiver a jogar, é lógico que o consumo do sistema gráfico tenha um grande impacto na duração da bateria; se está ou não a usar o disco ou o leitor de DVD de uma forma intensiva e se tem a rede sem fios ou o Bluetooth ligados também determinam a duração da mesma. Para lhe dar uma ordem de ideias, num computador portátil típico, o consumo de energia do ecrã vai desde os 7%, quando se baixa a luminosidade, até aos 29%, quando se utiliza a luminosidade máxima, enquanto que o CPU vai dos 4% em repouso até aos 52% em carga máxima. Já agora, os gráficos atingem um máximo de 17% do total de energia gasta quando estão em carga máxima. A Microsoft em conjunto com os fabricantes de hardware tem vindo a desenvolver algumas técnicas para poupar cada vez mais energia, aumentando assim a duração das baterias entre cargas. Estas técnicas passam pela redução automática da intensidade da iluminação do ecrã quando se desliga o transformador, o abrandamento da velocidade dos processadores, o desligar de cores dos processadores quando não estão a ser necessários e o desligar dos discos rígidos quando não é necessário ler e escrever ficheiros. Os construtores de computadores complementam estas técnicas incluindo software específico nos seus modelos para afinar ainda mais as poupanças de

energia. Existem até fabricantes que incluem duas placas gráficas distintas nas suas máquinas, uma para 3D e outra só para o Windows e aplicações 2D, que gastam muito menos energia. Estes dois sistemas alternam consoante o que o utilizador estiver a fazer em dado momento. Para ver qual é o impacto real do sistema operativo no consumo das baterias, utilizámos um computador com um processador Ultra Low Voltage. Estes processadores são versões mais poupadas mas menos potentes dos processadores tradicionais usados em computadores portáteis. Podemos dizer que este computador com o Windows Vista e todo o software de apoio do fabricante conseguiu uma autonomia de mais de 9 horas, um recorde que demorou mais de três anos para ser quebrado. Instalámos os três sistemas operativos com todas as actualizações disponíveis até ao momento, mas não instalámos qualquer software adicional do fabricante. O esquema de energia escolhido foi o “Equilibrado”, que tenta balancear o consumo de energia com a usabilidade do sistema. O teste simula um padrão de utilização normal usando aplicações gráficas, produtividade, Web e e-mail.

Sistema operativo Autonomia (quanto maior, melhor) Windows XP

5:24

Windows Vista

4:52

Windows 7 RC1

6:49 3

4

5

6

7

Como não podia deixar de ser, a versão simples do Windows Vista foi a que gastou a bateria mais rapidamente. Isto pode ser explicado por vários factores, sendo o principal o peso que o sistema põe em cima dos recursos da máquina. Do outro lado do espectro, está o Windows 7, que ganha destacadamente, ficando a 11 minutos das 7 horas certas, o que quase dá para ir de Lisboa a Nova Iorque a trabalhar apenas com a energia da bateria. O XP ficou a meio mesmo sem utilizar as técnicas mais modernas de poupança. Isso pode ser explicado pelo peso do sistema. A conclusão a tirar é que, quando o 7 estiver na rua e os fabricantes começarem a incluir software para poupar energia, estes valores vão subir bastante. Por isso, se precisar de autonomia, o Windows 7 é o caminho a seguir.

COMO POUPAR BATERIA HOJE • Instale o software de poupança de energia do fabricante. Mesmo que não tenha o CD que acompanha o computador, os fabricantes de hardware disponibilizam esse software nos seus sites. • Desligue o que não estiver a usar, como por exemplo o Bluetooth ou a rede sem fios. Tudo o que conseguir poupar significa mais minutos a usar a máquina. • Muitas vezes, ter o processador a funcionar à velocidade máxima não lhe dá nenhuma vantagem,

por exemplo, quando está a escrever ou a ler uma página Web, por isso, mantenha o esquema de energia em “Equilibrado”. Este esquema de energia altera a velocidade do processador consoante o que estiver a fazer com a máquina. • Por enquanto, os computadores portáteis ainda não conseguem fazer as mesmas coisas que um computador de secretária, principalmente quando estão a trabalhar apenas com a bateria, por isso, não utilize aplicações muito pesadas quando a autonomia é um factor importante.

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P

R E | S O FT FTWA WA W A R E | R E D E S | T E ST E E M G R U P O

MUDE OS SEUS DADOS PARA UM NOVO PC... SEM COMPLICAÇÕES! Acabou de comprar uma máquina? A PCGuia revela como transferir rapidamente para lá programas e definições essenciais

O seu novo computador aguarda com impaciência que envie o sistema antigo para “novas pastagens”. Porém, há uma tarefa importante que ainda falta realizar: transferir tudo o que precisa do PC antigo para o novo. No entanto, não é tão simples como gravar alguns ficheiros num CD ou DVD e dar o assunto por encerrado. Em vez disso, deve transferir todos os seus ficheiros pessoais de um computador para o outro e seguidamente levar a cabo o equivalente digital a cortá-los às tiras no PC antigo, de modo que o próximo utilizador desse computador não possa aceder a informação pessoal. Terá também de se ocupar das definições vitais do Windows e da Internet, incluindo do correio electrónico. E quanto àqueles programas de confiança que pretende manter? Deverá verificar se são compatíveis com o seu novo computador antes de instalá-los, copiar as definições dos programas e finalmente, tratando-se de um programa que comprou, desinstalá-lo do PC antigo. Parece complicado, não parece? Não tema – ao longo das próximas páginas mostrar-lhe-emos exactamente o que precisa de fazer.

AS FERRAMENTAS DO OFÍCIO Vamos começar por criar uma cópia de segurança do PC antigo. Pode parecer supérfluo gravar cada ficheiro existente no computador antigo, mas iremos dizer-lhe como criar uma cópia de segurança completa que ocupe menos espaço no disco rígido. Desse modo, tem sempre acesso aos ficheiros e definições antigos, mesmo que aconteça o pior. Depois, transferiremos tudo recorrendo ao fabuloso PCmover da Laplink. Este programa consegue transferir ficheiros, pastas, contas de utilizadores inteiras e até programas seleccionados, o que o torna perfeito para transferir programas quando não se tem o disco original. No caso de o novo PC não estar configurado ao seu gosto, dir-lhe-emos como criar um disco de instalação do Windows personalizado para que possa recomeçar do zero. Finalmente, iremos guiá-lo passo a passo para eliminar ficheiros sensíveis do computador antigo, a fim de poder dar-lhe um novo destino sem se preocupar com quem o possa vir a usar.

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ANTIGO CONTRA NOVO PC antigo

Para transferir: ficheiros pessoais (documentos, conteúdo multimédia, correio electrónico, etc.) e definições. Para manter: programas que já não utiliza, mas está pr eparado para incluir no PC antigo. Para remover: todos os ficheiros pessoais e definições, além de quaisquer programas que transferir para o novo PC.

PC novo

Para receber: software de segurança, programas que pretende manter, ficheiros e definições. Para remover: bloatware pré-instalado e versões de avaliação de programas que não irá utilizar. Para configurar: discos de recuperação (se nenhum foi fornecido), e em seguida transferir e instalar todas as actualizações importantes.

LISTA DE CONTROLO DA TRANSFERÊNCIA DE DADOS As regras a seguir para mudar ficheiros e programas para um novo PC

REVEJA A SUA ESTRATÉGIA DE CÓPIAS DE SEGURANÇA Chegou agora o momento de escolher um dispositivo adequado para efectuar a cópia de segurança completa do disco rígido antigo. Um disco rígido externo grande é a melhor opção neste caso. O ficheiro de cópia de segurança não só o protege contra um possível revés no presente, como constitui também um dispositivo de segurança para o futuro. Com um ficheiro assim, pode desfazer-se do seu PC antigo sem ter de se preocupar com quaisquer ficheiros ou definições importantes em falta.

VERIFIQUE OS CONTEÚDOS PROTEGIDOS O software de transferência de ficheiros não lhe permite copiar licenças que possua relativamente a música ou filmes descarregados, como tal, precisa de se informar junto do fornecedor acerca do que deve fazer. No caso da música, deverá poder gravar as suas faixas protegidas num CD de áudio pelo menos uma vez, o que lhe permite copiá-las depois para o novo computador já sem qualquer protecção contra cópia em vigor. Pode ser um pouco mais complicado transferir vídeo, por isso, convém consultar o site de origem para obter detalhes a esse respeito.

ENTUSIASME-SE E TRANSFIRA TUDO O PCmover inclui uma útil lista de avisos aos quais convém prestar atenção. O primeiro da lista recomenda que demore o tempo que for preciso para configurar o novo PC com os programas que pretende, ao mesmo tempo que elimina os vários programas de avaliação e bloatware desnecessários. Isto é particularmente importante se tenciona transferir a versão completa de um programa que já existe como trialware no seu novo computador. Além disso, verifique se há obstáculos em termos de compatibilidade antes de escolher os itens a transferir.

TRANSFIRA O DISCO RÍGIDO INTEIRO Faça o que fizer, não tente clonar o disco rígido inteiro do computador antigo para o novo, pois isto não irá funcionar por duas razões. Primeiro, a cópia do Windows que está instalado no seu antigo PC poderá estar vinculada especificamente a essa máquina (o que será quase certo se o sistema operativo veio pré-instalado). Segundo, há fortes probabilidades de que os controladores no computador antigo não funcionem no novo devido à diferença significativa ao nível do hardware entre os dois sistemas.

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COLOQUE OS PC PERTO UM DO OUTRO Se tenciona transferir os dados directamente do computador antigo para o novo, coloque-os na mesma divisão. Uma ligação directa por cabo (via router de rede ou por meio de um cabo de transferência USB) é a forma mais rápida de transferir tudo de uma máquina para a outra. Não sendo possível, utilize então uma unidade externa como dispositivo intermédio. Use uma ligação de rede sem fios unicamente se ambos os computadores e o router suportarem ligações 802.11g ou 802.11n.

DESFAÇA-SE DO PC ANTIGO SEM VERIFICAR O CONTEÚDO Antes de vender, dar ou deitar fora convenientemente o seu computador antigo, não se esqueça de desinstalar qualquer software pago que tenha transferido para o novo sistema. Mais, desinstale qualquer hardware com o qual tencione ficar e em seguida assegure-se de que todos os dados pessoais ou sensíveis foram eliminados em segurança do PC antigo.


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REVEJA AS SUAS ESTRATÉGIAS DE BACKUP Toda a gente precisa de ter uma cópia de segurança, mas qual é o melhor método para si?

AGENDA UM TOQUE

Algumas unidades externas incluem software de cópia de segurança gratuito que corre cada vez que prime um botão na própria unidade.

Se o seu software de cópia de segurança suporta esta funcionalidade, defina uma hora razoável para a cópia de segurança correr automaticamente e afaste essa preocupação da cabeça.

UNIDADES DE REDE

Se precisa de criar cópias de segurança de muitos PC, poupe dinheiro investindo numa unidade NAS (Network Attached Storage), a qual está visível e acessível a todos os utilizadores da sua rede.

DISCO DE ARRANQUE

O que acontece se não conseguir aceder à sua cópia de segurança no Windows? Assim que tiver oportunidade, crie um disco de arranque para poder restaurar o computador fora do Windows.

CÓPIA DE SEGURANÇA ONLINE

Não possui um dispositivo de cópia de segurança? Pretende uma segunda cópia guardada em segurança noutro local? A cópia de segurança online representa uma opção rápida e prática para os utilizadores de banda larga.

FICHEIROS E PASTAS

Se a única coisa que pretende é criar uma cópia de segurança de definições, correio electrónico e outros ficheiros e pastas individuais, escolha uma ferramenta de cópia de segurança baseada em ficheiros.

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CRIE UMA IMAGEM DO DISCO RÍGIDO

A imagem do disco rígido consiste numa cópia e xacta do mesmo. Trata-se de uma boa opção para criar uma cópia de segurança do Windows e dos programas, mas não é tão prática no que toca aos dados.


CLONE O DISCO RÍGIDO Pode criar gratuitamente uma imagem completa do disco rígido A cópia de um disco ou partição para outro – conhecida como clonagem – pode ser uma grande vantagem se pretende apenas actualizar o disco rígido. Uma boa ferramenta de clonagem, contudo, não se limita a fazer uma cópia exacta do disco com todos os ficheiros e pastas que contém. Em vez disso, se o novo disco for maior do que o antigo, permite-lhe redimensionar as partições para que possa tirar o máximo partido do espaço extra. Caso esteja a pensar actualizar o disco rígido, visite www.support-pcs.co.uk/quicklinx/driveupgrade. html para obter um guia detalhado sobre a utilização da cópia ou do EASEUS Partition Master, disponível em www.partition-tool.com.

não é prática para transferir ficheiros, definições e programas entre computadores. De facto, desta forma acabaria por eliminar o sistema operativo do novo PC e substituí-lo pelo antigo. Uma utilização mais prática da imagem do disco seria transferir uma cópia de segurança completa do disco rígido do PC antigo para um dispositivo adequado. Isto dá-lhe acesso a todos os ficheiros e pastas do computador antigo, para o caso de se esquecer de transferir um ficheiro ou definição. A explicação detalhada mostra como utilizar uma ferramenta gratuita chamada Macrium Reflect Free (www.macrium.com).

BOAS PRÁTICAS DE CÓPIA DE SEGURANÇA No entanto, uma vez que a clonagem de disco cria uma imagem completa byte a byte do disco rígido,

Precisa de uma caixa de disco externo para actualizar o disco rígido de um portátil

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FAÇA UMA CÓPIA DE SEGURANÇA À PROVA DE FALHAS Copie todo o conteúdo do disco antigo para um dispositivo de cópia de segurança

01

Clique em Next, assinale a caixa ao lado da unidade inteir a para seleccionar o disco rígido do PC antigo e clique novamente em Next. Escolha o dispositivo de cópia de segurança e depois clique em Next.

03

No caso de optar por guardar numa unidade de rede ou noutro disco rígido, seleccione a pasta de origem da cópia de segurança e clique em OK, Next. Clique em Advanced para alterar as opções pré-definidas, ou clique em Finish.

04

Deixe as opções pré-definidas assinaladas, altere o nome, se desejar, e clique em OK. Aguarde que a cópia de segurança termine. Assinale Other Tasks, Check image and back-up files for errors.

05

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Instale o Macrium Reflect Free e execute-o. Quando lhe for pedida a chave da licença, clique em OK. Seguidamente, no ecrã principal clique em Create a back-up image...

Não salte este passo. Escolha Other Tasks, Check image and backup files for errors e siga o assistente para seleccionar a cópia de segurança e certificar-se de que não está corrompida.

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02

Para aceder à cópia de segurança no novo computador, clique em Restore Tasks, Browse para procurar um ficheiro de imagem ou de cópia de segur ança. Seleccione o arquivo a fim de escolher uma unidade para poder aceder no próprio Windows.


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AS MELHORES FORMAS DE TRANSFERIR DADOS Mova os seus dados recorrendo ao utilitário de transferência do Windows ou ferramentas de terceiros

O aspecto mais importante de mudar de um PC para outro consiste em garantir que os seus dados pessoais – tais como ficheiros, conteúdo multimédia e correio electrónico – são transferidos entre computadores. Isso é fácil, mas na eventualidade de ter passado uma eternidade a criar a configuração perfeita no PC antigo, não vai querer perder demasiado tempo a replicá-la no novo computador se puder evitá-lo. É aqui que entra em acção o software de transferência. A ferramenta integrada Windows Easy Transfer do próprio Vista consegue ocupar-se de todos os dados, a par das definições de contas de utilizador essenciais e até das definições de alguns programas, embora seja necessário que os programas em questão já estejam instalados no novo PC. No entanto, apenas suporta na íntegra o Windows XP SP2 e o Vista, como tal, e se no seu computador corre um sistema operativo mais antigo, tem de continuar a ler para procurar outra solução. Para obter um guia sobre a utilização do Windows Easy Transfer, vá até http://support.

microsoft.com/kb/928634. No caso de estar a migrar a partir de uma versão mais antiga do Windows, ou pretender apenas transferir praticamente tudo (incluindo programas inteiros) para o novo PC, então precisa do software PCmover da Laplink (www.laplink.com/uk).

VERIFIQUE A COMPATIBILIDADE Se está a fazer a actualização do Windows XP para o Windows Vista e tenciona transferir programas inteiros, corra a aplicação Recomendações de Actualizações do Windows Vista (http://www. microsoft.com/downloads/details. aspx?FamilyId=42B5AC83-C24F-4863-A3893FFC194924F8&displaylang=en) no computador antigo para saber quais são os programas não compatíveis com o Vista. Não tente transferir utilitários do sistema ou programas de segurança com o PCmover – estes têm de ser descarregados e instalados separadamente no novo PC. Com efeito, se tiver os discos dos programas por perto, recomendamos

NERO MOVE IT Passe a sua colecção multimédia para outros dispositivos e serviços online 3 VER CONTEÚDO MULTIMÉDIA

Por pré-definição, todo o conteúdo multimédia do dispositivo seleccionado é apresentado aqui – clique no botão adequado sob o cabeçalho do dispositivo para filtrar esse conteúdo em música, imagens ou vídeos.

1 DISPOSITIVOS SUPORTADOS

Além do PC, YouTube, mySpace e myNero, pode ligar uma grande diversidade de telefones e outros dispositivos portáteis para sincronizar dados entre si. Se o dispositivo for visível no Windows, significa que está acessível.

4 DISPOSITIVO DE DESTINO 2 TRANSFERIR DADOS

Clique num destes botões para transferir os ficheiros seleccionados na direcção da seta ou sincronizar completamente as duas pastas. Se necessário, os ficheiros são convertidos para um formato compatível no dispositivo portátil.

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Seleccione o dispositivo de destino com os ícones da direita, os quais correspondem aos indicados à esquerda. Uma vez mais, clique no botão adequado para filtrar esta vista de acordo com as pastas disponíveis.


que instale o maior número de programas possível no novo computador antes de executar o PCmover, visto que é sempre melhor transferir definições de programas do que programas inteiros.

UTILIZAÇÃO DO PROGRAMA Comece por instalar o PCmover no novo PC para que este capture um instantâneo do sistema. Quando lhe for pedido, instale o programa no computador antigo e insira o número de série. Escolha o método de transferência: todos excepto a opção File Storage Device permitem a transferência directa entre o PC antigo e o novo. Em seguida, carregue o instantâneo capturado no novo PC. Quando tiver terminado, pode optar por transferir contas de utilizador e unidades. É-lhe dada a opção de mapeá-los em contas ou unidades equivalentes no novo PC, e pode desmarcar pastas ou tipos de ficheiros específicos na lista. Surge então uma lista de todos os programas instalados no computador antigo. Assinale os que pretende transferir. Se o programa já existir no novo PC, apenas são migradas as definições; caso contrário, é transferido o programa inteiro. O processo de transferência tem lugar de imediato quando ambos os computadores estão ligados directamente, ou então é-lhe pedido que guarde tudo num ficheiro único no dispositivo de armazenamento escolhido (uma vez concluída esta operação, ligue o dispositivo ao novo PC e prossiga com o processo de transferência a partir daqui). O novo PC reinicia e o processo de transferência fica então concluído. Se encontrar algum problema, leia a caixa abaixo para obter alguns conselhos. No caso de apenas querer transferir ficheiros multimédia – fotos, vídeos e música –, o Nero Move

INSTALE O MAIOR NÚMERO DE PROGRAMAS POSSÍVEL NO NOVO COMPUTADOR ANTES DE EXECUTAR O PCMOVER It (www.nero.com/enu/moveit-introduction.html) facilita a sincronização da sua colecção multimédia com PDA, telefones, câmaras e outros dispositivos, bem como a partilha online de ficheiros seleccionados com outros utilizadores. Leia a caixa na página ao lado para obter mais detalhes.

L LIGUE FISICAMENTE A AS MÁQUINAS A forma mais rápida de transferir dados entre computadores cconsiste em utilizar uma ligação directa. Utilize-a se ambos os PC eestiverem ligados, muito embora o desempenho fique afectado no ccaso de um dos computadores utilizar uma ligação sem fios. SSe não estiver ligado em rede e ambos os PC tiverem portas UUSB2.0, considere investir cerca de 25 euros num cabo de ttransferência. O cabo funciona com o W indows Easy Transfer e o PPCmover – basta ligá-lo antes de executar qualquer um dos pprogramas e seleccionar a opção de transferência por cabo qquando lhe for pedido.

E SE CORRER MAL? Como resolver as adversidades da transferência O primeiro obstáculo que provavelmente irá encontrar durante o processo de transferência passa por decidir o que fazer com os pr ogramas indicados como incompatíveis no novo PC. O PCmover transfere todos os programas ou definições por si seleccionados independentemente dos problemas de compatibilidade, por isso, é importante que não tente tr ansferir “às cegas”. Em vez disso, procure uma actualização que introduza a compatibilidade, ou actualize para uma versão mais recente ou um produto alternativo. Depois de o processo de transferência terminar e o novo PC reiniciar pela primeira vez, surge uma caixa de diálogo de StartUp This. Esta f erramenta desactiva automaticamente todos os programas que transferiu e que estavam configurados para arrancarem de forma automática no PC antigo, para o caso de causarem problemas no novo PC. Pode activá-los imediatamente, mas recomendamos que teste o funcionamento dos programas na sua nova casa antes de fazê-lo. Finalmente, se se deparar com algum problema no novo PC depois de o processo de transferência terminar, pode sempre anular tudo e regressar ao estado pré-transferência. Basta executar novamente o PCmover no novo PC e seguir o assistente, optando então por anular as alter ações quando lhe for solicitado.

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CRIE UMA INSTALAÇÃO PERSONALIZADA A dada altura precisará de reinstalar o Windows, por isso crie um disco personalizado

Se chegou à conclusão de que não gosta da versão do Windows instalada no novo PC, poderá querer substituí-la. Precisa de um CD/DVD de instalação do Windows para tal, mas se quer ser realmente radical e conceber a configuração de PC perfeita, porque não criar o seu próprio disco de instalação personalizado com todos os controladores, actualizações e plug-ins que pretende, poupando tempo quando tiver de reinstalá-los mais tarde?

XP OU VISTA? Se utiliza o XP, visite www.support-pcs.co.uk/ quicklinx/xpcustomcd.html para obter o guia de que precisa; os utilizadores do Vista, por seu lado,

transferem e instalam o vLite a partir de www.vlite. net (clique em download). O vLite requer uma única DLL do AIK para o Windows Vista SP1, que precisa de instalar primeiro (a ligação está na página de download do vLite). Convém referir que se trata de um gigantesco ficheiro ISO de 1,3 GB, por conseguinte destina-se decididamente apenas aos utilizadores de ligações de banda larga sem limite de tráfego. Grave o ficheiro ISO num DVD e instale o pacote a partir deste, seguido do vLite. Finalmente, copie wimgapi.dll de Programas\ Windows AIK\Tools\x86 para a pasta Programas\ vLite, após o que o vLite deverá funcionar.

INTEGRE O SP1 NO SEU DVD DO VISTA

01

Insira o disco de instalação do V ista e execute o vLite. Clique em Browse para seleccionar a unidade de DVD e escolha uma localização par a onde copiar os ficheiros. Aguarde que os ficheiros sejam copiados.

Seleccione a sua versão do Vista e clique em OK. Clique em Tasks e assinale unicamente as caixas Service Pack Slipstream e Bootable ISO. O slipstreaming não deve ser feito em conjunto com nenhuma outra tarefa.

03

04

Se necessário, transfira o ficheiro SP1 completo de http://tinyurl.com/sp1vista. Seleccione Slipstream in vLite e clique em Select. Abr a o seu ficheiro SP1. O processo deverá concluir-se automaticamente.

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02

Seleccione ISO. Escolha Direct Burn e insira um DVD vazio. Clique em Burn par a criar o disco do Vista com o SP1. Pode utilizar então este disco para criar uma instalação personalizada com o vLite.


APAGUE OS DADOS DE QUE JÁ NÃO PRECISA

LIMPE O SEU DISCO RÍGIDO

Remova permanentemente as informações pessoais antes de dar ou vender a sua máquina antiga Quer esteja a pensar em reciclar, vender ou dar o seu computador antigo, deve certificar-se de que não se livra dele com dados pessoais ainda acessíveis. Se está a pensar formatar o disco antes de instalar uma versão do Windows ou do Linux, gaste algum tempo a formatar o disco de forma a que todos os dados sejam destruídos e que não seja possível recuperá-los. Uma ferramenta muito boa para fazê-lo é a Darik’s Boot and Nuke (DBAN), um utilitário gratuito que se instala numa disquete ou numa pen drive. Pode fazer o download em www.dban.org/ download. Veja ainda a caixa passo a passo para saber como utilizar a aplicação.

01

Se estiver a instalar a aplicação de uma disquete ou de uma pen drive, faça o download do ficheiro EXE e execute-o. Se recorrer a um CD ou DVD, descarregue o ficheiro ISO e grave-o usando o ISO Recorder.

02

Reinicie o seu PC antigo com a disquete ou com o CD na drive. Quando lhe for mostrado o ecrã principal com este aviso, prima Enter para executar a ferramenta.

FERRAMENTAS GRATUITAS PARA APAGAR DADOS Se não quiser passar por todo o processo de formatar o disco, opte por apagar partes específicas do disco rígido, nomeadamente de secções dentro do Windows. Existe uma série de ferramentas gratuitas disponíveis, mas nós recomendamos o File Shredder (www.fileshredder.org), uma vez que é simples de usar. Depois de instalar a aplicação, execute-a e escolha as pastas e os ficheiros que quer apagar. Clique em Shred Files Now. Não se esqueça que pode ainda apagar secções do disco rígido que não tenham nada gravado – de forma a eliminar todos os vestígios de informação previamente aí gravados. O Eraser (www.heidi.ie/node/6) não é tão intuitivo, mas oferece as mesmas funcionalidades. Suporta ainda tarefas de shredding agendadas. Não se esqueça que ao apagar dados do seu disco desta forma faz com que não seja possível recuperá-los.

03

Escolha as drives e as partições para apagar a partir deste ecrã e mude para um método mais exaustivo (prima M). Escolha F10 para apagar os dados do disco.

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SOFTWARE

AUMENTE O ESPAÇO DA SUA ÁREA DE TRABALHO Com a nossa ajuda e software específico, não precisa de diversos monitores para ter mais espaço de trabalho É perfeitamente normal ter várias janelas abertas ao mesmo tempo na sua área de trabalho. Tendo este facto em consideração, uma área de trabalho com vários monitores é cada vez mais vulgar e apetecível, mesmo em ambientes domésticos, uma vez que permite ao utilizador “espalhar” as janelas com aplicações pelos dois ecrãs de uma forma simples e prática. No entanto, para que este sistema funcione, o leitor precisa de várias saídas de vídeo na sua placa gráfica, ou mais do que uma placa, e, claro está, mais do que um monitor. Quem usa Linux adopta uma abordagem mais em conta, recorrendo a áreas de trabalho virtual e a um ícone na área de notificação,

QUEM USA LINUX ADOPTA UMA ABORDAGEM MAIS EM CONTA, RECORRENDO A ÁREAS DE TRABALHO VIRTUAL

UTILIZE AS LISTAS DO WINDOWS O Windows tem o atalho Ctrl + Tab para que o utilizador possa alternar entre janelas activas, mas poderá necessitar de algo um pouco mais avançado se estiver a usar múltiplas áreas de trabalho. As listas do Windows permitem-lhe definir que janelas deverão ser mostradas e quais as que devem ser escondidas na área de trabalho actual. Além disso, pode indicar que algumas das janelas apareçam em todas as áreas de trabalho. Por defeito, depois de fechada a caixa Settings, basta um clique com o botão esquerdo do rato em cima do ícone (na área de notificação) para que as listas sejam mostradas. A coluna da esquerda mostra um menu de navegação. Seleccione a janela que quer que seja mostrada acima de todas as outras. A coluna da direita revela as janelas que deverão aparecer em todas as áreas de trabalho.

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que permite “saltar” de uma para a outra. Não é tão excitante como ver-se rodeado de monitores, mas é uma opção muito mais barata e precisa seguramente de menos espaço para a colocar em prática. O problema é que não existe suporte nativo para esta opção no Windows. Mas pode dar a volta a esta questão, instalando o VirtuaWin (http://virtuawin. sourceforge.net), para poder usar até 20 áreas de trabalho virtuais – um número impressionante e que, esperamos nós, nunca irá atingir.

VÁRIOS DESKTOPS Depois de instalar o programa, irá ver um novo ícone na área de notificação que lhe mostra o número de áreas de trabalho disponíveis. Pode alterar esta definição na caixa de diálogo Setup. Veja o passo a passo para mais detalhes. Clique com o botão direito do rato em cima do ícone e escolha Next para aceder a uma nova área de trabalho que conta com todos os ícones e os programas instalados no seu computador, mas fecha todas as janelas abertas na primeira área de trabalho. Pode voltar à primeira área de trabalho clicando novamente com o botão direito do rato no ícone e escolhendo Previous. Além disso, pode guardar programas que estejam a ser executados em diferentes áreas de trabalho, que ficam assim preparados para consulta sempre que necessário, mas sem que o estejam a incomodar.


CONFIGURE O VIRTUAWIN

01

Execute o VirtuaWin. Clique com o botão direito do rato em cima do ícone na área de notificação e clique em Setup. No separador General defina o número de áreas de trabalho que quer usar. Dê um nome a cada uma delas.

No separador Hotkeys pode escolher atalhos de teclado para navegar entre as várias áreas de trabalho. A tecla do Windows, quando utilizada com o cursor, permite que o leitor “salte” entre às várias áreas de trabalho, mas pode adicionar novas acções e modificar as que já existem.

03

Use o separador Next para alterar as definições de navegação com o rato. Opte por recorrer a um sistema de controlo que envolva o rato e o teclado, para maior dinamismo. Use o botão central do rato – atribua-lhe uma função.

04

05

06

Clique com o botão direito do rato no ícone da área de notificação e escolha Window Rules. Esta caixa de diálogo permite-lhe alterar a forma como a aplicação trata de diferentes tipos de janelas (como as do browser ou as do explorador do Windows).

02

No separador Expert pode definir algumas coisas, como, por exemplo, que pretende manter a ordem alfabética ou a ordem da barra de tarefas para as áreas de trabalho.

Clique em OK e feche a caixa de diálogo. A forma mais simples de se mover entre as várias áreas de trabalho é clicando com o botão direito do rato no ícone e escolhendo Next e Previous. Se se perder no meio de tantas janelas, clique em Gather All.

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SOFTWARE

PROGRAME TAREFAS NO WINDOWS Se automatizar algumas funcionalidades, poderá facilmente pôr o seu computador a trabalhar para si O Windows permite-lhe reduzir o número de programas que carregam automaticamente no momento do arranque do PC, para que consiga optimizar o tempo que a sua máquina leva a carregar. Mas também poderá atrasar determinadas tarefas, para que estas se executem apenas quando o seu PC estiver ligado. Pelo menos, desta forma, garante que não se esquecerá de cumprir nenhuma delas. O Programador de Tarefas do Windows torna possível a calendarização de operações, permitindo que determinados processos ou tarefas sejam apenas

O PROGRAMADOR DE TAREFAS DO WINDOWS TORNA POSSÍVEL A CALENDARIZAÇÃO DE OPERAÇÕES

executados quando o utilizador quiser. No Programador de Tarefas (Acessórios, Ferramentas do Sistema) poderá consultar a sua lista de tarefas programadas. Clique na opção Criar Tarefa, que se encontra no painel à direita. Introduza a instrução pretendida, como Iniciar Powerpoint, e clique no separador Accionadores, Novo. Indique quando pretende que a tarefa se inicie e dirija-se ao separador Condições para introduzir parâmetros específicos. O Windows Vista usa o Programador de Tarefas 2.0. Este faz exactamente o mesmo que o incluído nas versões XP e 2000 do sistema operativo da Microsoft, mas traz uma novidade: a integração com uma outra ferramenta de gestão do Windows, o Visualizador de Eventos.

VISUALIZADOR DE EVENTOS No Vista, clique com o botão direito sobre o ícone Computador e seleccione Gerir. Quando a janela aparecer, abra o Visualizador de Eventos, que aparece à esquerda na consola. De seguida, abra a entrada relativa ao evento que pretende controlar. Clique com o botão direito sobre ele e escolha Anexar Tarefa a este Evento. Também poderá importar tarefas que tenha retirado da Internet ou copiado de um amigo.

AGENDE UMA TAREFA DO SISTEMA OPERATIVO

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A opção Criar tarefas usa uma interface organizada por separadores, que lhe oferece uma série de opções mais avançadas, para que consiga programar a sua tarefa de forma precisa. Por regra, uma tarefa agendada é executada apenas quando o utilizador tiver sessão iniciada. No entanto, este parâmetro é configurável.

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Quando seleccionar o separador Accionadores, clique em Novo para criar o accionador pretendido para esta tarefa. Quando a caixa de diálogo aparecer, escolha a opção Num vento, que está disponível no menu drop down Começar a tarefa. As opções disponíveis mudam consoante a escolha que fizer neste menu.


CONHEÇA MELHOR O PROGRAMADOR DE TAREFAS

Neste campo, poderá aceder a um breve sumário relativo a cada uma das tarefas, quais as aplicações associadas, os accionadores e a data da próxima execução.

1 BIBLIOTECA DO PROGRAMADOR DE TAREFAS

Este painel que se encontra à esquerda não é mais do que a árvore do seu Programador. É em tudo semelhante à estrutura do Registo, por exemplo, mas contém pastas que, por sua vez, alojam tarefas agendadas do Windows e de outros programas, que podem ser alteradas.

3 CRIAR TAREFA BÁSICA

Esta opção é ideal para programar tarefas simples que apenas necessitem de um conjunto básico de condições. Por exemplo, algo que pretenda que seja executado diariamente à 1 hora da manhã. Assim que clicar sobre ela aparecerá um assistente que o irá conduzir por todo o processo de configuração.

4 ÁREA DAS ACÇÕES

O painel direito do programador de tarefas está dedicado à criação de novas tarefas e a alterações de outras. Criar uma tarefa é o método que aparece mais detalhado, a ponto de poder criar um link, neste espaço, das tarefas que estão a ser executadas.

5 ACCIONADORES, ACÇÕES E CONDIÇÕES

É nesta área que pode detalhar exactamente quais os critérios da tarefa descrita no campo em cima. Não é mais do que um sumário de todas as condições especificadas. Estas só podem ser alteradas no painel Acções, que se encontra à direita.

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O próximo separador designa-se por Acções. Tal como acontece no assistente das Tarefas Básicas, também aqui pode executar um programa, enviar um e-mail ou exibir uma mensagem. Pode ainda especificar que quando o evento for accionado pretende que ocorram múltiplas acções associadas.

2 DESCRIÇÃO E ESTADO

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No separador Condições poderá especificar quando pretende que a tarefa seja executada. No separador Definições poderá especificar detalhadamente como uma tarefa deverá ser executada, parada ou apagada. Por regra, não deverá sentir necessidade de alterar as definições que aparecem pré-seleccionadas.

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REDES

SINCRONIZE OS SEUS DADOS ATRAVÉS DA NET Evite as perdas de dados fazendo um backup através da Net. O processo é simples, rápido e pode poupar muitas dores de cabeça Quando falamos de transferir ficheiros entre várias máquinas, existem imensas opções disponíveis. A mais comum, partindo do princípio que não está a trabalhar numa rede, é recorrer a uma pen drive USB ou enviar os documentos através de e-mail para a sua conta, para depois aceder aos mesmos mais tarde, através da Internet. No entanto, cada vez mais pessoas começam a trabalhar com vários computadores, pelo que a

necessidade de ter os ficheiros actualizados em várias máquinas assume mais importância. Em vez de termos de nos lembrar de copiar a última versão para a máquina em que precisamos de a guardar, porque não recorrer a software que faça o trabalho por nós? Permita que o Syncplicity (www.syncplicity.com) trate de todo o processo de copiar ficheiros de uma drive local para um espaço online.

FICHEIROS PRONTOS PARA SINCRONIZAR, COPIAR, EDITAR E PARTILHAR

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Inscreva-se para ter acesso a uma conta gratuita do Syncplicity em www. Syncplicity. com e clique em Sign Up e depois no primeiro dos três links com Sign Up escrito. Preencha o formulário, faça o download do software e execute o processo de instalação.

Execute a aplicação e escreva o endereço de e-mail e a palavra-passe. Defina um nome para o computador que está a usar e clique em Next. Seleccione Let Me Pick Folders to Syncronize and Backup seguido de Next e de Finish.

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Assinale as caixas referentes às pastas que pretende sincronizar para as incluir no processo. Para acrescentar uma pasta que não está na lista, clique em Add a New Folder. Pode dar novos nomes às pastas clicando nas mesmas e escolhendo Change Label.

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Por defeito, as pastas seleccionadas serão sincronizadas em ambas as direcções. Os ficheiros locais e no computador remoto serão actualizados se tiver havido alguma alteração. Se o leitor precisa somente de uma simples cópia de segurança, escolha a pasta e clique em Backup Only.


GUARDE OS DADOS NAS NUVENS Guardar os ficheiros online é uma boa opção para fazer backups. Além disso, a possibilidade de aceder a dados aos quais fez o upload abre outra oportunidade de salutar. Os ficheiros podem ser descarregados para outro computador com uma conta Syncplicity, mas a inclusão de ferramentas de edição online como o Zoho Office Suite e o Picnik (edição de imagem) permitem que possa aceder e editar os ficheiros a partir de qualquer computador ligado à Internet, independentemente dos programas que estejam instalados nessa máquina. O Syncplicity é pois uma forma simples de sincronizar, guardar e partilhar ficheiros, mas não se fica por aí. Veja a caixa para perceber como pode tirar o máximo desta aplicação.

O SYNCPLICITY É UMA FORMA SIMPLES DE SINCRONIZAR, GUARDAR E PARTILHAR FICHEIROS, MAS NÃO SÓ

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Para fazer o upload de ficheiros para o site do Syncplicity, clique em OK. Depois, pode aceder aos mesmos em qualquer PC visitando https://my. Syncplicity.com e escrevendo o seu log in. Para acrescentar ficheiros criados em outras máquinas ao Syncplicity, clique em Upload.

Pode clicar no ícone de um dos ficheiros para o descarregar, mas é possível editá-lo online. Clique no ícone do Syncplicity, seguido de Edit. O Picnik trata da edição de imagens e pode usar o Zoho para abrir folhas de cálculo e documentos de texto.

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Pode acrescentar software online ao Syncplicity premindo Applications e escolhendo os programas em que está interessado. Para sincronizar os ficheiros com mais do que um computador, escolha Install para fazer o download do Syncplicity para outra máquina.

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É possível usar o Syncplicity para partilhar ficheiros com os seus colegas ou amigos. Escolha a pasta, clique em Share it With Someone e escreva o endereço de correio electrónico dessa pessoa. Não se esqueça de definir os privilégios de edição de documentos da pessoa com quem está a partilhar os documentos.

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REDES

MAPEAMENTO DE DRIVES EM REDE Siga as nossas instruções e faça com que o Windows trate pastas em rede como se fossem unidades de disco locais Quando o seu computador está ligado a uma rede poderá aceder às pastas partilhadas por outros computadores nessa mesma rede, desde que esses PC estejam ligados. Também terá permissão para ler ou gravar nessas pastas. Navegue até aos recursos disponíveis em rede clicando em Iniciar, Rede no Windows Vista ou em Iniciar, Meu Computador, Os meus locais na rede no Windows XP. A partir daqui poderá ver quais as pastas partilhadas que estão disponíveis e aceder aos respectivos conteúdos. Este processo é recomendado para quem quer simplesmente abrir um ficheiro ou copiar alguns

QUEM PRECISE DE DAR O ACESSO DE UM LOCAL NA REDE, TERÁ DE FAZER MAPEAMENTO DA DRIVE

DESLIGUE A UNIDADE ANTES DE A REMOVER Qualquer drive em rede apenas funcionará se o seu PC puder aceder aos recursos de rede que foram mapeados para a letra dessa drive. O processo de mapear simplesmente atribui ao recurso um atalho para o caminho a partir do seu PC. Se a letra mapeada existir mas a sua máquina não estiver ligada em rede, irá certamente obter mensagens de erro, pelo que é uma boa ideia desligar as drives mapeadas uma vez que estas são mantidas pelo sistema sempre que se reinicia o PC. Para desligar uma drive mapeada vá a Iniciar, Computador. Clique no botão direito do rato sobre a drive mapeada e escolha Desligar. A drive será removida e não voltará a ser exibida após o reboot.

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dados de um PC para outro. Mas para quem precise de dar o acesso de um local na rede a um determinado programa, terá necessariamente de fazer aquilo a que se chama mapeamento de drive. Este processo consiste em atribuir uma letra de drive a uma determinada pasta acessível em rede, permitindo que qualquer programa no seu PC a use com se se tratasse de um disco rígido no seu computador.

LETRAS DE DRIVES Mapear drives com o Windows é uma tarefa relativamente simples, uma vez que existe um assistente que ajuda o utilizador a fazê-lo (veja a caixa Mapeamento de drives no Windows). Basicamente, o assistente permite converter uma localização na rede, expressa no Windows na forma de \\nomedoservidor\nomedapasta, para uma letra de drive, como Z – poderá, no entanto, escolher qualquer outra letra que ainda esteja disponível para ser atribuída, sendo os exemplos mais comuns as letras A (atribuída geralmente à drive de disquetes), C (disco rígido principal) ou D (drive óptica), e mais recentemente E a J (leitores de cartões ou outro hardware). Qualquer que seja a opção, deve ter em atenção que faz sentido escolher uma letra do alfabeto que evite a criação de conflitos ou problemas com as drives já existentes.


REDES

MAPEAMENTO DE DRIVES NO WINDOWS

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No Vista, clique em Iniciar, Computador e seleccione Ligar unidade de rede, nos botões disponíveis no topo da janela. No XP, escolha Iniciar, Meu Computador, Ferramentas e opte por ligar-se a local em rede. Em alternativa, clique no botão direito do rato sobre Meu Computador.

Isto faz com que tenha acesso ao assistente de Ligar unidade de rede. Seleccione a letra que pretende atribuir à nova drive mapeada em rede a partir da lista disponibilizada em Unidade – assegure-se de que essa letra não é utilizada em mais nenhuma drive que esteja a ser utilizada.

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Clique em Procurar... e navegue até ao local na rede onde se encontra a pasta que pretende usar como drive mapeada. Se já conhece o caminho completo para esta pasta poderá escrevê-lo já aqui, mas é habitualmente preferível navegar até ao local certo e fazer Ok de modo a evitar erros.

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Se quiser tornar a drive mapeada disponível no arranque, verifique se a opção Restabelecer ligação no arranque está seleccionada. Se precisar de introduzir um nome de utilizador e uma palavra-passe para a pasta remota, clique em Ligar utilizando um nome de utilizador diferente e indique os detalhes.

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Clique em Concluir para terminar o assistente e mapear a drive. No final, poderá vê-la em Computador ou Meu Computador tal como se fosse uma drive de rede, com letra atribuída e localização definida. Faça duplo clique no rato sobre a drive para aceder ao respectivo conteúdo.

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Poderá agora abrir e gravar ficheiros na sua nova drive de rede usando qualquer aplicação, mesmo aquele software que não faça muito uso da rede. O facto de a drive ter uma letra significa que esse software é capaz de interpretar a drive de rede como uma drive local.


TRÊS DICAS ESSENCIAIS

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Por vezes, pode ser útil fazer o mapeamento de uma drive através da linha de comandos. É o caso quando o assistente não está disponível, o que pode acontecer quando estiver a trabalhar na sua máquina remotamente ou porque deseja automatizar o processo incluindo-o num ficheiro batch. Comece por abrir a linha de comandos, introduzindo cmd no campo pesquisar do menu Iniciar. Use o comando net use z:\\servidor\pasta, sendo que z: corresponde à letra de identificação do recurso de rede que se quer mapear, e prima Enter.

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Também pode mapear uma pasta local para uma letra de drive, caso o deseje fazer. Para além de ser um truque prático, pode ser útil quando for necessário instalar software que precisa de correr a partir da sua própria drive. Actualmente, poucos são os títulos com esse tipo de restrições, mas alguns CD-ROM mais antigos ainda sofrem deste tipo de problemas, e esta é uma forma de fazer o disco ser executado a partir de uma pasta. Abra a linha de comandos e escreva subst z: d:\pasta, em que z: é a drive que quer usar e d:\pasta é a localização da pasta. O comando subst tem de ser aplicado sempre que reiniciar o sistema.

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Pode ainda ser uma boa ideia impedir o mapeamento de drivers por parte de outras contas de utilizador. Para isso, terá que ir ao editor do Registo do Windows (regedit) e irá até HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\ Windows\CurrentVersion\Policies\Explorer. Clique no botão direito do rato sobre esta entrada e, na área de trabalho à direita, escolha Novo, Valor DWORD (32 bits). Dê-lhe o nome NoNetConnectDisconnect. Clique no botão direito do rato sobre este novo valor, escolha Modificar e altere o número para 1.


HARDWARE

MELHORE O DESEMPENHO DA HD4890 A PCGuia testou ao máximo a nova proposta da AMD que está a dar muitas dores de cabeça à Nvidia ANÁLISE TÉCNICA Uns saudáveis 115 MHz a mais podem não par ecer muito, mas fazem uma diferença, conforme atestam os resultados obtidos com o software de benchmark 3DMark 06 e Crysis Warhead. Estes valores vão variar sempre, dependendo muito das definições aplicadas em cada sistema. Não deixa de ser curioso verificar que o desempenho em Crysis Warhead é muito semelhante ao de uma GTX 285 padr ão.

GANHOS SINTÉTICOS HD4890

Índice; quanto maior, melhor 16470 17786

3DMARK 06 (1280 X 1024) 5,000

10,000

15,000

20,000

255,000 20

GANHOS EM JOGOS HD4890

Frames por segundo; quanto mais alto, melhor 21 23

CRYSIS WARHEAD (DEFINIÇÕES NO MÁXIMO) 5 850MHZ

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10

15 965MHZ

20

255 20

A gama Radeon HD4890 é a melhor proposta da actualidade da AMD, representando uma oferta de topo na gama média em matéria de placas com um único processador gráfico, ou GPU. Passando um pouco acima da barreira dos 200 euros, é no entanto muito mais barata do que a gama Nvidia GTX 275, apesar de ficar atrás desta em matéria de desempenho. Esta família de placas representa uma versão mais estável em comparação com a anterior gama HD4870, o que permite tirar maior partido dos relógios do core e da memória. Graças a um overclocking mais profundo, a 4980 permite obter um desempenho extra mais generoso. O relógio do GPU da HD4890 está definido de série para os 850 MHz, mas a AMD afirma que é possível “puxá-lo” até uns muito respeitosos 1000 MHz. Para o efeito, a AMD optou por incluir um software de overclocking nos drivers Catalyst, apesar de preferirmos a opção Riva Tuner. Conseguimos levar o processador gráfico até um patamar surpreendente antes de o sistema se tornar instável e começar a crashar com frequência, o que nos leva a crer que a

AMD tem mesmo razão no que diz. Partindo dos 850 MHz base, verificámos que sempre que se aumentavam os MHz disponíveis o resultado no 3DMark 06 ia subindo lentamente, até à marca máxima que pudemos atingir – 965 MHz, ou seja, 115 MHz a mais face ao valor standard sem se pagar mais por isso (a não ser o maior consumo de electricidade que a aceleração provoca, mas que é marginal). Acima desta marca tudo o que obtivemos resumiu-se a ecrã azul atrás de ecrã azul, pelo que percebemos que tínhamos atingido o máximo possível. No entanto, o simples facto de ter sido possível chegar a esta marca com o cooler de origem é bastante impressionante, e faz-nos pensar que se lhe colocássemos um dissipador mais eficaz teríamos certamente chegado aos 1000 MHz. É claro que não é possível atingir velocidades no mesmo nível de um modelo de duplo GPU, mas fazer overclocking à HD4890 fê-la ficar mais próxima da GTX 275 de origem e, mais importante ainda, colocou-a perto do desempenho desse monstro das placas gráficas que dá pelo nome de


GeForce GTX 285. Regra geral, acelerar um GPU é mais fácil de fazer do que acelerar um CPU, isto graças às ferramentas disponibilizadas dentro do Windows. Mais fácil se torna ainda com a aplicação incluída nos drivers Catalyst pela AMD, não sendo necessário usar programas externos à placa. Claro que isso não nos impede de dizer que talvez seja mais sensato e intuitivo recorrer ao Riva Tuner, que também nos permite ter um controlo maior sobre as operações.

Para aplicar a aceleração, vai precisar de três coisas para além da placa: do software Riva Tuner (http:// tinyurl.com/c9gjbp), um programa de overclocking gratuito que foi desenvolvido para placas AMD e Nvidia; de um ficheiro de configuração personalizada para o programa Riva Tuner que o vai ajudar a compreender melhor a HD4890 (http:// tinyurl/cmb22); e do software FurMark (http:// tinyurl.com/cf9ves), que usa um donut peludo para testar a escalabilidade da placa.

ATENÇÃO À TEMPERATURA No nosso caso não foi preciso ajustar a ventoinha da placa gráfica, mas se a temperatura no core passar dos 85ºC talvez seja melhor aumentar a velocidade de rotação. Para o fazer, e tomando como referência o passo 4 na caixa Aplique o overclocking, clique no separador Fans, altere a opção escolhida para Fixed e aumente cuidadosamente a percentagem. Atenção, pois à medida que for aumentando a velocidade, a sua placa gráfica irá fazer um barulho cada vez maior, a ponto de se tornar cansativo.

APLIQUE O OVERCLOCKING

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Instale o Riva Tuner e depois vá até à pasta onde ele f ica armazenado no disco (habitualmente é C:\Programas\RivaTuner\). Retire o ficheiro de configuração da HD4890 da pasta em formato Zip e coloque-o na pasta de instalação do Riva T uner. Depois, execute o FurMark. Escolha Stability test, desligue a opção F ull screen, seleccione 640 x 480 como resolução padrão e clique em Go.

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Verá um pequeno mas bem produzido gráfico que mostra todas as temperaturas e velocidades de relógio detectadas no sistema. Mantenha a sua atenção neste mostr ador, sem perder de vista o donut peludo. Clique no vamente na caixa com a seta, escolhendo desta vez o ícone identificado por uma placa gráfica (definições de sistema de nível baixo).

Abra agora o Riva Tuner. À direita da lista de placas gráficas existe um pequeno quadrado com uma seta dentro dele. Clique nele e depois clique no botão que se assemelha a um chip com uma lupa por cima (monitorização de har dware).

Faça o overclocking de uma forma incremental. Verifique a caixa de selecção junto de Enable low-level hardware overclocking e aumente gradualmente o nivelador Core Clock em passos de 10 MHz, clicando sempre em Apply depois de fazer cada ajuste. Se obser var alguma coisa anormal ou se o PC cr ashar, baixe o relógio em 30 MHz e volte a aumentá-lo em passos mais curtos, por exemplo, de 5 MHz.

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HARDWARE

INSTALE UM NOVO DISCO RÍGIDO Se há coisa que nunca se recusa é uma segunda unidade de armazenamento. Siga as nossas dicas e ganhe mais espaço no seu PC Independentemente do nível de utilização que cada pessoa pretende inicialmente dar ao seu PC, vai chegar uma altura em que o espaço que tem em disco é escasso. Isto falando daqueles utilizadores que usam a sua máquina de vez em quando. Se falarmos das pessoas que guardam ficheiros de música e vídeo, fotografias e muitos documentos, então este cenário começa a tornar-se uma realidade após um mês de uso da nova máquina. Se há algo que nunca é demais é espaço livre em disco, e esta é uma máxima que todos nós aqui na PCGuia temos no nosso top de verdades

NÃO QUEREMOS PARECER DEMASIADO EXIGENTES, MAS A REALIDADE É QUE 150 GB NÃO DÃO PARA QUASE NADA inquestionáveis. As necessidades que os utilizadores têm actualmente, nos que aos recursos do computador diz respeito, mudaram muito em pouco tempo. Hoje em dia já ninguém se dá por satisfeito por ter mais 150 GB de espaço para usar, a menos que seja para remediar a situação por mais algum tempo. Mas não nos podemos esquecer que há cerca de dez anos, os felizardos eram aqueles que tinham não queremos parecer um disco de 4 GB. De facto, n

demasiado exigentes, mas a realidade é que 150 GB não dão para quase nada. Os ficheiros que hoje são armazenados nos computadores e o tipo de conteúdos utilizado fazem com que uma centena de gigas pareça um monte de migalhas. Isso porque trabalhamos com imagens de alta resolução retiradas de câmaras de vídeo digitais, lidamos com vídeos e filmes provenientes das mais diversas fontes, com centenas de ficheiros de áudio, entre outros exemplos.

COMPRAR UM DISCO O grande ponto positivo relativamente a esta temática do armazenamento é que os discos estão cada vez mais baratos. Poderá facilmente comprar um disco de 2 TB por cerca de 250 euros ou mesmo de 1 TB por menos de 100 euros, ambos preços razoáveis se tivermos em conta que já estamos a falar de teras... Neste campo, o que aconselhamos sempre é comprar o maior disco que o seu orçamento lhe permitir, por duas razões. Primeiro, o espaço livre nunca é demasiado. Se pensa que um TB é muito, espere mais algum tempo e logo verá. Depois, porque existe uma real limitação relativamente à quantidade de discos que pode alojar dentro do seu computador. Ou seja, acaba por ser sempre mais rentável para si comprar um disco maior, do que andar constantemente a trocar de discos. Assim que tiver escolhido o seu disco, pode começar a montá-lo. O processo de trocar um disco, ou instalar um novo, não é tão complicado como muitos pensam. Para os utilizadores que não estão habituados a mexer nos componentes da sua máquina, só a ideia de que terão de abrir a caixa não convence. Mas a verdade é que instalar um disco não exige mais do que aparafusar alguns parafusos e ligar alguns cabos. Para sermos

O QUE É O SATA? SATA significa Serial ATA e identifica um tipo de tecnologia usado para ligar dispositivos de armazenamento a um PC. O antigo standard ATA é agora referido dispo habitualmente como PATA (Parallel ATA), ou em livros mais antigos, como IDE. habit Apesar de os discos ATA ainda serem fabricados, o standard SATA é mais rápido, Apes mais conveniente, e já substituiu basicamente os ATA em todos os computadores desde 2003. Se comprou o seu computador depois desta data, existe uma forte desd hipótese de a sua motherboard suportar uma interface SATA, o que na prática hipót significa que é bastante mais fácil e rápido adicionar nos dispositivos de signi armazenamento rápidos. arma

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HARDWARE

honestos, não é mais difícil do que ligar um televisor novo lá em casa.

ATENÇÃO: FRÁGIL Para evitar quaisquer danos a outros componentes, deverá tocar apenas nas coisas que precisa, e deverá manter-se afastado de todos os circuitos, estejam eles no disco ou no PC. Sempre que mexer nos componentes internos do seu PC deverá também usar uma pulseira anti-estática. Para trocar ou instalar um disco não vai ter de tocar em nada que

esteja dentro do seu computador, além dos cabos e do próprio chassis, ou seja, o risco de poder causar estragos é bastante reduzido. Certifique-se de que tem espaço para trabalhar. Desligue o PC e todos os equipamentos a ele ligados. A maior parte das caixas tem um painel removível que está preso por parafusos na parte traseira, no entanto, existem caixas mais recentes que possuem outro tipo de trancas, como botões. Remova o painel. Está agora preparado apara aceder ao que necessita e trocar o seu disco.

COLOQUE O HARDWARE NA CAIXA

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Apesar de o disco não exceder os limites da baía. Vai precisar de espaço para o colocar lá dentro. Certifique-se de que não existem cabos ou outros componentes que possam atrapalhar o seu caminho. Isto para que, quando inserir o disco, não tenha barreiras à frente, nem dores de cabeça mais tarde.

Segure o disco pelas laterais e insira-o na baía correspondente. Deverá ter de o prender à caixa com parafusos, para garantir que este fica convenientemente imobilizado. Quando estiver a colocar o disco, certifique-se de que os encaixes dos parafusos ficam acertados com os da caixa.

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Assim que o disco estiver bem preso à baía, procure o cabo de energia. É bastante fácil seguir o cabo correcto a partir de outro disco semelhante, até porque geralmente existe bastante saída a partir de um único cabo.

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Finalmente, ligue o cabo de dados. No caso dos discos SATA, o cabo de dados é bastante estreito, e portanto facilmente maleável dentro de um computador. O conector tem uma slot em L como forma de garantir que a coloca na posição correcta.


HARDWARE

O SUPERCOMPUTADOR BARATO DA AMD Quer comprar um PC com desempenho topo de gama, mas o seu orçamento não vai além dos 100 euros? A AMD tem a resposta certa para este seu desejo Qualquer empresa que se encoste à sombra da bananeira e não evolua, por muito devagar que seja, perde rapidamente a corrida travada pela supremacia gráfica dos computadores. Esta é uma daquelas verdades inquestionáveis que os grandes gurus enfatizam nos discursos que fazem habitualmente, mas, na verdade, nem é preciso ser muito inteligente para chegar a esta conclusão. Qualquer empresa que volte as costas à dinâmica do mercado, especialmente o da informática, fica para trás. Se há empresa que mantém esta máxima sempre presente é a AMD, que continua a esforçar-se para lançar novos chips gráficos e encontrar formas de conseguir acelerar aplicações não gráficas nos seus GPU, ou seja, fazer com que os processadores gráficos consigam processar software habitualmente usado, com ganhos significativos de desempenho. Este recente esquema designa-se por GPGPU, ou General Purpose Graphics Processing Unit. Para começar, temos o chipset gráfico da nova ATI Radeon HD 4890. Depois de testes feitos, podemos dizer que esta gráfica não traduz muito mais do que uma revisão pouco significativa da já

MONSTRO MÓVEL Apesar de a nova Radeon HD 4770 prometer ser a placa ideal para qualquer desktop, a verdade é que o seu impacto será ainda maior no mercado dos computadores portáteis, ou seja, enquanto GPU móvel. É claro que no caso dos portáteis as prioridades são um pouco diferentes daquelas apregoadas pelos PC de secretária. O desempenho fora de série é facilmente ultrapassado por variáveis como a autonomia, a eficiência, o arrefecimento, entre outras. É exactamente nestes pontos que a tecnologia de produção avançada da 4700 entra. Graças aos transístores de 40 nm, a AMD pode gabar-se de ter o desempenho por watt mais baixo, 12 vezes mais baixo do que a GPU Radeon X1800. Imagine o que é ter 640 processadores e uma capacidade de processamento na casa dos teraflops num pequeno computador portátil... É o que a 4700 promete enquanto chip gráfico para laptops. Numa altura em que a evolução da computação se prepara para sair mais do CPU e dirigir-se mais para a GPU, não serão apenas os gamers a beneficiar de tudo isto.

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existente Radeon HD 4870. Muto mais intrigante é a futura GPU da AMD, de gama média, a ATI Radeon HD 4770, um chip que promete desempenhos surpreendentes a preços inacreditavelmente baixos. Segundo avançou a AMD, este será o primeiro chip gráfico de silicone, com componentes de 40 nm. Até poderá pensar que tudo o que acabámos de dizer não passa de uma lengalenga futurista, sem relevância para o mundo real, semeada por um fabricante que quer conquistar quota de mercado e roubar clientes à sua principal rival. Mas confie no que lhe dizemos: isto é algo muito importante… e real. Numa explicação simples, permite à AMD enfiar nada mais, nada menos do que 640 processadores comuns numa GPU extremamente compacta, que não custará mais do que 100 euros. Tudo isto, com resultados práticos em termos de melhoramento de desempenho, que vão agradar aos utilizadores mais exigentes. Colocando tudo em duas ou três frases, a combinação destes 640 processadores com uma velocidade de relógio de 750 MHz consegue oferecer 960 GFLOPS (Floting Point Operations Per Second), apenas um pouco abaixo da tão ambicionada barreira dos teraflops. Estamos aqui a falar de um nível de desempenho que até há bem pouco tempo estava reservado para os supercomputadores. Estabelecendo aqui uma comparação, a topo de gama da Nvidia, a GeForce GTX285, cujo preço anda na casa dos 400 euros, trabalha com uma velocidade de 1,063 GFLOPS. Por aqui podem já constatar que a 4770 promete ganhar todos os comparativos de qualidade/preço. Mas nem só de preço promete viver esta placa. As restantes características da 4770 parecem ser bastante sólidas. Devido aos pequenos transístores de 40 nm, a AMD conseguiu incluir 32 unidades de textura e 16 unidades de renderização. Este último é bastante semelhante ao chip RV770, que está na base da família Radeon HD 4800. Nesta fase, alguns utilizadores mais conhecedores desta temática podem ter a sensação de “déjà vu”. Estas especificações não são muito parecidas às da Radeon 4830, que está à venda há já algum tempo? Sim, é verdade. A 4830 traz exactamente estas funcionalidades, até porque tem por base o chip RV770, com algumas unidades desabilitadas. A diferença é que esta é ainda bastante cara, requer um PCB complexo exige uma potência considerável. O encanto da 4770 está na sua dimensão. Quando estamos a falar em oferecer melhor desempenho, por menos preço, o tamanho conta… e muito.


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A chave da nova HD 4770 são os transístores – 826 milhões. A AMD diz que este número é possível graças à utilização de um chip construído com o processo de 40nm.

Muito embora a 4770 chame a atenção de toda a gente, pode assumir desde logo uma fraqueza – a interface de memória de 128 bit. Com um bus tão estreito, o processamento será mais complicado.

Um poder de processamento paralelo sem precedentes a um preço acessível. A 4770 apresenta cálculos matemáticos que irão fazer inveja a muitas outras placas...

A placa apresenta a mesma arquitectura programável da família 4800. A AMD acredita que pode deixar muitas das tarefas de processamento a cargo do GPU, mas continuamos à espera da materialização do conceito GPGPU.

AS NOVAS THREADS DA AMD Tal como acontece com a rival Nvidia, a AMD tem vindo a sobrevalorizar a computação no GPU. O seu último argumento é uma demo do motor de física Havok executado numa placa da série 4800, cortesia da OpenCL. A OpenCL (Opne Computing Language) é uma plataforma de código aberto desennhada de forma a facultar uma interface partilhada de programação de aplicações paralelas tanto para CPU como para GPU. A ideia é permitir ás equipas de desenvolvimento que escrevam um bloco de código que seja capaz de aceder a todas as capacidades de processamento de uma máquina. A AMD mostrou o “Cloth” da Havok nos seus GPU. O Havok Cloth é capaz de simular um espectro muito alargado de materiais, entre os quais se encontram corpos e tecidos suaves de roupa. Uma vez que a Havok é da Intel (desde há cerca de 18 meses), o desenvolvimento desta questão é intrigante. Acima de tudo, a realidade parece sugerir que as grandes marcas no mundo da informática são capazes de trabalhar em conjunto tendo em vista um bem comum. De resto, graças às capacidades da OpenCL, não existe qualquer razão para o Havok não poder ser usado em chips gráficos da Nvidia.

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MODDING NACIONAL Um grupo de amigos de S. João da Madeira construiu uma máquina especial, preocupando-se especialmente com a refrigeração e a inovação TEXTO JOÃO TRIGO FOTOS PEDRO FERNANDES

AO DETALHE O QUÊ? Computador made in Portugal. Projecto «O teu PC dá mais». QUEM? Nuno Oliveira, João Fontela (sentado), Carlos Sá (atrás) e o professor Gabriel Gomes – os responsáveis pelo computador. ONDE? Escola Secundária Oliveira Júnior, em S. João da Madeira. QUANTO? Quase todo o material foi reutilizado, pelo que o orçamento do projecto foi curto. No total, o grupo gastou 400 eur os.

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MATERIAL UTILIZADO? Compressor LBP de 1/4 de cavalo de gás R404a; condensador ventilado; evaporador; filtro Drier; duas válvulas de carga; T de cobre; gás R404a próprio para o frio; óleo poloyol-ester; termómetro que suporta -50ºC; termóstato; três ventoinhas Thermaltake de 120 mm; tapete anticondensação; manga circular anticondensação; placa de isolamento (esferovite); tubo capilar de 0,8 mm; tubo de cobr e de 1/8; varão roscado, porcas e anilhas para fazer o stoket kit; motherboard Asrock PE Pro socket 478; fonte de alimentação Linkworld 450 W; processador P4 2.4Ghz; disco rígido Seagate Barracuda 40 GB; placa gráfica GForce4 64 MB; leitor de DVD; 1 GB DDR400 Kingston 2x512 MB.


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1 3 1 – «O teu PC dá mais» foi um projecto do 12.º ano 2 – 45 graus negativos? Brrrrrr... 3 – A refrigeração foi uma preocupação primordial na máquina 4 – Houve necessidade de produzir determinados componentes 5 – O grupo diz que os resultados de overclocking podem melhorar com a substituição de algum hardware

O grupo de três amigos responsável pelo projecto «O teu PC dá mais», publicado neste artigo, frequenta o 12.º ano na Escola Secundária Oliveira Júnior, em S. João da Madeira, e os seus elementos partilham o gosto pela informática. A ideia de construir uma máquina personalizada nasceu da necessidade de realizar um trabalho prático para a disciplina Área de Projecto e, segundo Nuno Oliveira, um dos jovens responsáveis pelo computador, «do objectivo de construir algo diferente, em que a inovação fosse uma prioridade». O processo foi desenvolvido ao longo do ano lectivo. Os primeiros três meses foram dedicados à esquematização de todo o projecto e à pesquisa dos materiais necessários e onde comprá-los. O restante tempo foi gasto na assemblagem da máquina. No projecto foram utilizados os componentes

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normais de um computador (veja a caixa), muito embora tenha havido especial preocupação na reutilização de componentes e no baixo custo da assemblagem. Assim, Nuno Oliveira garante que haveria certamente outras escolhas mais indicadas para overclocking – nomeadamente na fonte de alimentação e na motherboard – mas, nesse aspecto particular, «o orçamento falou mais alto». O trabalho dos três alunos dependeu ainda do auxílio de algumas empresas da região, que se prontificaram a ajudá-los em tarefas específicas e de funcionários da escola que os ajudaram na oficina. O grupo gastou cerca de 400 euros em hardware informático e em material como madeira, interruptores e cabos, já que recorreu a hardware reutilizado. Neste momento, a máquina está a funcionar a uma temperatura média de -10º, mas o gás está a evaporar

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dentro do evaporador a -35º. Muito embora o potencial extremo de overclocking ainda não tenha sido testado, Nuno Oliveira acredita que, mediante a alteração de um ou outro componente, «será possível atingir uma margem de aproximadamente 70% de overclocking». O aluno do 12.º ano garante que o grupo «aprendeu muito com o projecto» e explica que existem problemas no mesmo que deverão ser corrigidos num futuro próximo. Além disso, refere Nuno Oliveira, o objectivo é desenvolver novos projectos que incidam mais no desempenho, de forma a explorar todas as potencialidades do hardware. O mesmo responsável sublinha que outro dos objectivos passa por «tornar este sistema mais adaptado ao utilizador comum, uma vez que as dimensões da caixa são exageradas».

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ASSISTÊNCIA TÉCNICA NOTÍCIAS

João Trigo, editor

Pergunte ao Especialista Permitam-me desejar neste espaço umas boas férias a quem me lê debaixo de um guarda-sol e deitado na praia, e que peça um pouco mais de paciência a quem, como eu, guarda os dias de férias para mais tarde

P

: Formatei o meu novo disco rígido em NTFS mas quando instalei a imagem de disco que tinha previamente guardado, ele

“transformou-se” em FAT32...

R

: Depois de falar com este leitor ao telefone, chegámos à conclusão que ele não se apercebeu que, quando se faz uma

imagem do conteúdo do disco, não se copia apenas todos os ficheiros, mas é feita uma clonagem sector a sector do disco – o que inclui o sistema de ficheiros que está implementado. Neste caso, a imagem foi feita a partir de um disco formatado em FAT32. Quando se faz o restauro do sistema recorrendo à imagem, o processo copia novamente todos os ficheiros para o novo disco, mas copia também o tipo de formatação. Assim, quaisquer alterações feitas no novo disco até essa ocasião perder-se-ão. Na verdade, o software de imagem de disco não é a melhor forma de clonar o conteúdo de um disco. As aplicações de cópia e transferência de ficheiros, pelo contrário, são mais indicadas (ainda no número passado abordámos este tema). No caso deste leitor, terá de converter o sistema de ficheiros de FAT32 para NTFS. Veja mais em http://support.microsoft.com/kb/307881.

ABRIR FICHEIROS EXE

P

: Como não encontrei uma entrada de ficheiros EXE na lista de Tipos de Ficheiros nas opções das pastas no Painel de Controlo, criei uma entrada nova. Agora não consigo executar nenhum programa. O que aconteceu?

R

: O que aconteceu é que o meu amigo perdeu tempo livre que poderia ser gasto a jogar

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Guitar Hero: Metallica e foi brincar com opções do Windows. Não existe qualquer entrada para ficheiros EXE porque estes são ficheiros auto-executáveis. Não estão, portanto, associados com um programa específico. Encontre a entrada que criou, apague-a e tudo deverá ficar resolvido.

P

: Como impeço que um programa que está instalado na minha pen drive se execute automaticamente sempre que eu ligo o aparelho à porta USB?

R

: Clique em Iniciar e abra o Painel de Controlo. Escolha Hardware e Som, seguido de Arranque Automático. Escolha a opção “Perguntar-me” em Software e Jogos.


ALTERE A DIMENSÃO DAS PARTIÇÕES

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Instale o EASUS Partition Master (www.partition-tool.com). Clique com o botão direito do rato em cada uma das partições e escolha Advanced, Check Partition. Clique em OK para verificar a saúde da partição em causa.

Se desejar, pode criar uma nova partição no espaço livre clicando com o botão direito do rato em Unallocated e escolhendo Create. Utilize a barra deslizante para definir o tamanho e a posição da partição. Clique em OK.

03

É muito simples alterar o tamanho de uma partição existente. Clique com o botão direito do rato e escolha Resize/Move. Utilize a barra deslizante para alocar à partição o espaço que necessita.

04

As dimensões das partições só podem ser alteradas caso haja espaço livre. Se quiser alocar espaço entre duas ou mais partições, comece com a partição que está ao lado do espaço livre.

05

06

Mova a partição para a direita antes de alterar a sua dimensão. Isso permitir-lhe-á alterar as dimensões da outra partição.

02

Depois de concluído o processo, clique no botão Apply. O mais certo é que tenha que reiniciar o sistema. Quando o fizer, o Partition Master irá criar as partições como foi por si indicado.

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ASSISTÊNCIA TÉCNICA NOTÍCIAS

MANTENHA A SUA REDE SEGURA ALGUMAS DICAS PARA MANTER OS INTRUSOS FORA DOS SEUS COMPUTADORES

P R

: Penso que o meu vizinho está a usar a minha rede sem fios. Como posso impedir este tipo de utilização abusiva? : Na verdade, nem sequer importa se a sua rede é com ou sem fios. Há cuidados a ter em qualquer um dos casos, de forma a proteger a sua rede de olhos indiscretos.

ENTRE NO SEU ROUTER A maioria das opções de segurança está na interface do router, pelo que deve, antes de tudo, fazer o log in. Abra o browser, escreva o endereço IP do router e introduza o nome de utilizador e a palavra-chave.

ALTERE A PALAVRA-CHAVE Muitos utilizadores nunca se preocuparam em alterar a password do router, o que faz com que seja simples a qualquer hacker entrar na interface do mesmo, esteja ele na casa ao lado ou no outro lado do mundo. Altere a palavra-passe.

DESLIGUE O SSID BROADCASTING Por defeito, o seu router “mostra” a quem apanha a sua rede o nome da mesma. Depois de ter a certeza de que todas as máquinas de sua casa estão ligadas à rede wireless, desligue o SSID Broadcasting.

USE A OPÇÃO MAC FILTERING Os filtros de MAC Address permitem definir que computadores se podem ligar à rede. Antes de tudo, temos que descobrir os endereços de cada uma das máquinas.

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DESCUBRA O FILTRO MAC Clique em Iniciar e escreva “cmd”. Prima Enter para abrir a linha de comando. Agora escreva “ipconfig /all” (sem as aspas). Anote todos os endereços MAC das suas máquinas. São geralmente números hexadecimais.

E UTILIZE-O Os filtros MAC são utilizados normalmente em redes sem fios, por isso, procure na secção wireless do seu router as opções necessárias. Comece pelo MAC Address do computador que está a utilizar no momento e depois acrescente os restantes.

MAIS DO QUE ENDEREÇOS MAC Não assuma que o MAC Address é tudo o que precisa. É fácil clonar um MAC Address. Abra o Gestor de Dispositivos, escolha a sua placa de rede e clique em Propriedades, Avançadas. Escolha Endereços Locais para definir um MAC Address diferente daquele que está a usar.

RECORRA À ENCRIPTAÇÃO A protecção mais adequada para a sua rede sem fios passa por encriptar o sinal. Isso mantém os intrusos que querem utilizar a sua largura de banda fora da rede, mas também protege a transmissão de dados.

ESCOLHA ACERTADA Se todo o hardware de rede que está a utilizar suporta WPA2-PSK, então use este protocolo. Caso contrário, use WPA-PSK, e não WEP. Esta última opção deverá ser utilizada caso mais nenhuma esteja disponível. Procure actualizações de firmware e de drivers que possam dotar o hardware de rede que usa de novos protocolos de encriptação.

DEFINA UMA BOA PASSWORD Escolha uma palavra-chave que não seja facilmente descoberta. Recorra a uma mistura de letras e números. Que tal, por exemplo, substituir os 5 por S?


ASSISTÊNCIA TÉCNICA NOTÍCIAS

O MEU SISTEMA OPERATIVO NÃO SE ACTUALIZA AUTOMATICAMENTE... INÍCIO

NÃO

Verificou, no Painel de Controlo, se as actualizações automáticas estão ligadas?

NÃO

SIM

SIM

CLIQUE EM INICIAR, TODOS OS PROGRAMAS, WINDOWS UPDATE. É-LHE MOSTRADO ALGUM ERRO QUANDO EXECUTA O UPDATE?

NÃO

NÃO

NÃO

Siga as instruções online para corrigir o erro. Problema resolvido?

Está com problemas na instalação de um update específico?

SIM

SIM

Certifique-se de que o processo de download e de instalação das actualizações é automático. Siga as instruções online para corrigir o erro. Problema resolvido?

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Clique em Iniciar, Executar, escreva “services.msc” e prima Enter. Assegure-se de que o serviço Cryptographic Services está definido como automático e está a ser executado. Já consegue actualizar o sistema?

SIM

SIM

SIM

O update falha quando tenta instalar controladores para o Windows XP?

Execute o Combo Fix (www.combofix. org) e o Anti Malware (www. malwarebytes.org). Instale software antivírus. Pode encontrar um bom antivírus gratuito em http://free.avg. com. Já consegue fazer as actualizações?

Algumas aplicações com malware impedem que o utilizador execute programas que poderão removê-las, como o Windows Update. Já utilizou o seu software de segurança para procurar este tipo de ameaças na sua máquina?

SIM

NÃO

Procure na base de erros da Microsoft em http:// support.microsoft.com. Encontrou o erro em questão?

Abra o Painel de Controlo e certifique-se de que o sistema está a fazer os downloads e a instalar as actualizações automaticamente.

Então vá a http://catalog.update. microsoft.com/v7/site/home.aspx. faça o download e instale o update manualmente.


P

: A minha firewall da ZoneAlarm impede que eu tenha acesso a endereços da tinyurl. Podes ajudar-me?

R

: Isso acontece porque o serviço Tinyurl é muitas vezes utilizado com fins menos honestos. Considero que faz mal, já que proíbe todo o serviço por causa de uma potencial ameaça. O utilizador deverá sempre ter a certeza do conteúdo do link e da honestidade do remetente. Caso contrário, não deve clicar no link, como é natural. Se, mesmo assim, quiser ter a certeza do que vai abrir, vá até http://tinyurl.com/preview.php. Aqui, poderá usar um cookie que lhe permite ver o conteúdo do site antes de entrar no mesmo. É uma forma alternativa de garantir segurança.

Adicione o Tinyurl à lista de sites seguros na ZoneAlarm Pro

CÓPIA DE SEGURANÇA DE PASTAS ESSENCIAIS

P

R

01

02

: Como posso mover pastas mais importantes para o meu disco para que elas sobrevivam a uma reinstalação do sistema?

Crie uma nova pasta no seu disco externo, e depois subpastas para cada uma das pastas que deseja transferir, como documentos e imagens.

: O passo a passo seguinte funciona no Windows Vista. Os utilizadores do XP deverão instalar o TweakUI PowerToy (http://tinyurl.com/tweakui). Vá até O Meu Computador, Pastas Especiais. O TweakUI pode alterar as referências das pastas, mas vai precisar de mover os ficheiros manualmente para as novas localizações.

Clique em Iniciar e escolha o seu nome de utilizador para ver a lista das suas pastas. A maioria destas pode ser movida. Clique com o botão direito em cima de uma delas e depois em Propriedades.

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Se encontrar um separador chamado Localização, vá até ao mesmo e clique em Move. Escolha a pasta que criou anteriormente. Clique em OK, Aplicar e Sim para mover os ficheiros.

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PCG SUBWAY SIMULATOR Quase todas as crianças alguma vez quiseram ser condutoras de comboios. A PCGuia mostra-lhe como cumprir esse sonho de infância REALISTA

GRÁFICOS

TRADUÇÃO

VEREDICTO 7

O Subway Simulator, como o nome indica, é um programa de simulação de comboios. Neste caso, pode transportar pessoas numa das linhas de metro mais antigas do mundo, a que liga a ilha de Manhattan a New Jersey, do outro lado do rio Hudson, em Nova Iorque. Este simulador vem de uma das casas de software mais conhecidas no mundo da simulação. Ao iniciar o processo de instalação, fomos brindados logo com uma janela em Alemão… Depois mudámos a língua para Inglês, e o processo seguiu sem quaisquer problemas. Quando se lança o jogo, podemos escolher o tipo de “missão” que teremos de cumprir. É possível escolher um turno inteiro de trabalho ou um horário específico. Existe também a possibilidade de se introduzirem falhas no sistema, nomeadamente, faltarem os travões numa descida ou avariar-se o sistema de sinalização da linha. Uma das coisas interessantes que este Subway Simulator permite fazer é sair da cabine de condução e passear pelas carruagens da nossa composição interagindo com os passageiros. O nível de detalhe gráfico está bastante realista, no entanto, os nossos passageiros parecem todos primos uns dos outros, tais são as parecenças entre eles. Mas o que interessa na realidade é o aspecto do cenário e aí o Subway Simulator é bastante competente. Se pusermos o nível de detalhe em High, quase não vemos edifícios a nascerem do chão e o alcance da vista faz com que as estações não apareçam de repente. Como é óbvio, conduzir um comboio não é a mesma coisa que conduzir um carro. Existe uma inércia muito maior, o que faz com que as reacções não sejam imediatas. Este aspecto é reproduzido na perfeição. Para os aficionados da simulação de comboios, existem sistemas de controlo que reproduzem os de um comboio real que são suportados na totalidade pelo Subway Simulator, incluindo indicadores de velocidade analógicos. A única coisa que temos a apontar é a miserável tradução que foi feita a partir do original alemão, tanto do jogo como do manual. Há que ter consciência que este é um jogo para aficionados da simulação e nessa perspectiva é um óptimo produto. Só têm de despedir o tradutor automático que usaram. P.T. DISTRIBUIDORES CRISTALDATA ■ PREÇO 30 EUROS ■ SITE WWW.CRISTALDATA.PT ■ REQUISITOS MÍNIMOS WINDOWS XP/VISTA

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ENTRETENIMENTO

COMPANY OF HEROES: TALES OF VALOR Valor? Algum, mas pouco TRÊS NOVOS MODOS MP

AINDA É O COH

CURTO E CARO

VEREDICTO 7

DISTRIBUIDOR ECOGAMES ■ PREÇO 39,99 EUROS ■ CONTACTO 256 836 200 ■ SITE WWW.COMPANYOFHEROESGAME.COM ■ REQUISITOS MÍNIMOS PROCESSADOR DUAL CORE, 1 GB RAM, PLACA 3D DE 256 MB

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A última coisa que estávamos à espera ao fazer a crítica da mais recente expansão independente de Company of Heroes (CoH) era de ficarmos assustados. Nunca pensámos que a Relic tivesse lançado uma versão da Hello Kitty em cenário da Segunda Guerra Mundial. Mas para dizer a verdade, o Tales of Valor (ToV) parece-se muito com isso. Tendo jogado Dawn of War II e visto os planos para o título ToV, foi com grande nervosismo que instalámos esta expansão. Teria sido muito mais interessante se o jogo seguisse a mesma linha que a franchise Sims. Quando a EA decidiu que precisava de lançar versões do jogo para os grandes viciados na série The Sims, chamou-lhes Stories (“histórias”). O CoH: Stories funciona praticamente da mesma maneira: proporciona uma versão reduzida do jogo, tem menos coisas para fazer e impõe ao jogador uma série de missões únicas. A Relic pretende que veja o título como histórias reais da Segunda Guerra Mundial, contadas através do motor Essence e consigo como protagonista. Nós vemo-lo como uma medida de “encher chouriços” até a Relic lançar o jogo CoH 2. Mas estas primeiras ideias são apenas uma reacção negativa à decepção que foi jogar ToV durante uma semana inteira. Adorámos CoH e a primeira expansão, Opposing Fronts. Ambos tinham valentes campanhas para um jogador, cheias da tradicional acção de RTS, com construção e defesa de bases e

uma boa medida do dramatismo que a Relic consegue tão bem. Infelizmente, Tales of Valor parece linear quando comparado com estes. A maioria das (incrivelmente curtas) campanhas faz com que o jogador ande simplesmente em frente e mate tudo o que encontra. Também lhe falta o realismo dos títulos anteriores. As campanhas concentram-se numas poucas unidades-chave mas imensamente poderosas. São capazes de se aguentar frente ao fogo de metralhadoras pesadas, eliminando a resistência do inimigo com a maior das facilidades, ficando só com uma esfoladela no joelho. É o Company of Heroes para a geração de super-heróis. Há algumas adições bem-vindas neste conjunto muito pouco notável, nomeadamente, os novos modos multiplayer, cada um com o seu mapa. Estas operações são Panzerkrieg, Assault e Stonewall, e proporcionam diferentes pontos de vista aos jogos MP normais. Panzerkrieg – para quem não tem o Canal de História – quer dizer “guerra de tanques”, e coloca frente a frente as duas equipas. Assault apresenta duas forças inimigas entrincheiradas à frente uma da outra. Cada jogador assume o controlo de uma única personagem de “herói”, que usa capacidades especiais para conduzir os soldados, controlados pela IA, através das linhas inimigas. Stonewall é a operação mais parecida com CoH. O jogador e os amigos defendem a sua base contra


Os tanques ficam tão mal em castanho. Porque não dar-lhes uma pitada de azul?

À espera do herói – o modo Assault põe-no à frente de um pelotão controlado pela IA

vaga após vaga de atacantes controlados pela IA. Como dissemos, estes novos modos são uma adição bem-vinda. Infelizmente, ToV tem o mesmo preço de um jogo completo. Custa-nos entender como os canadianos da Relic pensaram que se podiam safar pondo um conteúdo de expansão ao preço de um título principal. Talvez não tenham ponderado bem a decisão. Talvez Dawn of War não tenha vendido o

esperado e a THQ pense que precisa de recuperar das perdas. Talvez estejamos somente à procura de alguém para culpar. De qualquer modo, esta ideia não deve ser um entrave à compra de Tales of Valor. À partida, apenas os coleccionadores de jogos deste género é que devem sentir a necessidade de o adquirir. Mesmo esses deverão esperar por uma redução de preço no Steam.

ATAQUE ÀS BATERIAS 1 As linhas de combate estão marcadas

desde o princípio e, como herói, cabe ao jogador liderar os soldados.

2 Para seguir em frente, precisa de

eliminar os complexos ninhos de morteiros situados à volta das linhas da frente, destruindo os três ninhos de metralhadoras que os rodeiam.

2 4

3 Cada uma das três classes de herói tem

capacidades especiais no campo de batalha.

4 Algumas destas capacidades afectam

apenas o herói, enquanto outras afectam os soldados controlados pela IA.

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ENTRETENIMENTO

DEMIGOD Da próxima vez que alguém lhe perguntar se é Deus, responda que sim SIMPLES MAS VICIANTE

CENÁRIOS ENVOLVENTES

SINGLE PLAYER LIMITADO

VEREDICTO 8

EDITORA ATARI ■ PREÇO 44,99 EUROS ■ CONTACTO WWW.PT.ATARI.COM ■ SITE WWW.DEMIGODTHEGAME.COM ■ REQUISITOS MÍNIMOS CPU A 2,4 GHZ, 512 MB DE RAM, PLACA 3D COM 128 MB

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A melhor parte de testar jogos é quando somos surpreendidos, ou seja, quando um determinado título nos vem parar às mãos para o analisarmos e descobrimos que é muito melhor do que aquilo que estávamos à espera. Admitimos que é penoso saber que vamos ter de perder tempo a instalar, configurar, analisar e depois remover um jogo do sistema. Mas às vezes somos recompensados. Foi o que aconteceu com Demigod. Apanhou toda a nossa equipa de surpresa pela positiva. A única coisa que tínhamos ouvido sobre este jogo, já lá vai cerca de ano e meio, é que se tratava de algo em torno de um enorme castelo no qual o jogador poderia andar e partir tudo o que lhe aparecesse à frente. Hoje, com o jogo lançado no mercado, a produtora (Stardock/Atari) e a editora (Gas Powered Studios) podem revelar livremente o que pretenderam com Demigod: criar um jogo simples, combinando RTS com RPS e com o qual os jogadores se podem envolver em curtos períodos de divertimento, o que quer dizer que não é necessário passar horas a fio a jogar para ultrapassar um nível. O enredo também é básico. All Father desapareceu, deixando um lugar vago no panteão dos deuses (Summat), e existem oito semideuses (demigods) da

facção mortal que têm a possibilidade de ocupar essa vaga. No entanto, para ganharem o direito a preencher esta posição, terão de mostrar a sua bravura numa série de batalhas em arena. As oito arenas têm vários tamanhos, permitindo confrontos com até cinco contra cinco (5v5) na escala demigod, sendo cada um dos elementos em jogo uma das oito possíveis personagens. Os pequenos deuses não são os únicos a ocupar os cenários de batalha. Também as equipas da luz e da escuridão têm portais nas suas bases – Citadels, a partir das quais os exércitos seguem para a guerra. A actualização da base Citadel permite ao jogador obter mais unidades para o seu exército, mas poderá também artilhar o existente com novos e mais poderosos armamentos. Este modo de upgrade é o tipo de jogo mais comum. No modo de conquista, perder a Citadel significa o fim do jogo. No entanto, é preciso equilibrar os gastos feitos na base com o melhoramento do semideus, bem como comprar novos equipamentos e poções. Existem ainda outros tipos de jogo que exigem um determinado número de mortes, ou um certo número de pontos em bandeiras capturadas. Porém, todos têm um aspecto em comum: requerem um uso do


Confusão na Redacção em dia de fecho...

Pode náo ter muitos níveis, mas os que tem são fabulosos

conhecimento para a evolução da própria personagem. Tenha isto em mente quando tentar enfrentar a IA, e sobretudo quando entrar no modo de jogo online. Como e sabe, a comunidade online pode ser impiedosa para o noob, em que a vitória é tudo e a diversão apenas uma parte do jogo. Mas se reunir alguns amigos e conhecidos numa sessão em LAN ou online, será certamente divertido. Os níveis de Demigod estão muito bem desenhados. Se fizer zoom in, poderá observar as batalhas enquanto estas acontecem; se fizer zoom out, poderá ver as

AO DETALHE 1 Cada um dos oito demigods pode ser

batalhas numa pequena parte do ecrã e admirar a beleza do cenário que envolve cada arena. Pode não haver um conteúdo muito profundo em Demigod – vai ver que cada uma das oito arenas passa depressa e que não há uma grande escolha em termos de personagens – mas o nível de personalização nos modos de jogo e a complexidade dos semideuses farão com que passe algum tempo a jogar antes de descobrir todo o enredo. Também não existe muito para o single player. Mas entre em multiplayer com alguns amigos e vai ver o quanto se diverte.

1

actualizado de diferentes formas. O Rook, por exemplo, pode recorrer a arqueiros, mas outros beneficiam de feitiços ou capacidades titânicas.

3

2 Se fizer o upgrade à cidadela, poderá

usar capacidades defensivas até então não disponíveis. Além disso, faculta novas tropas e mais pontos de defesa.

3 Cada uma das bandeiras das diferentes

áreas fornece bonus às suas tropas. Algumas conferem-lhes bonus de performance à saúde ou à experiência, enquanto que outras dão ao jogador acesso a infra-estruturas chave.

2

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ENTRETENIMENTO

ELIFOOT 2009 A nova versão do jogo clássico de futebol já saiu, com algumas novidades RANKING DE TREINADORES

POSIÇÕES EM CAMPO

INTERFACE

VEREDICTO 8

Nasceu de uma ideia de um adepto de futebol e rapidamente se tornou, na década de 90, num dos jogos que mais tempo roubou a alguns dos membros da nossa Redacção e certamente a muitos dos nossos leitores. O Elifoot 2009 é a 11.ª versão do jogo que nasceu em 1987, ainda para a plataforma ZX Spectrum. Entre as novidades encontra-se a opção de jogo Interligas e a possibilidade de definir a posição do jogador em campo. Já não existem apenas as quatro posições normais (guarda-redes, defesa, médio e avançado), mas são especificados os locais do campo preferenciais para cada jogador (lateral esquerdo, médio direito, ponta-de-lança, entre outros), bem como a formação da equipa. Esta opção confere ao Elifoot uma nova dimensão e torna a gestão da

equipa num processo mais apetecível. A interface de jogo e o desenrolar das partidas e da época é semelhante às versões anteriores, pelo que o jogador não irá perder muito tempo para perceber como “entrar” no jogo. O título conta com as normais opções de gestão de plantel, de gestão financeira e da carreira do treinador. Muitas destas opções podem ser automatizadas para que o jogador se foque nas partidas e na escolha de jogadores. Por vezes, existe a ideia de que as alterações de táctica não têm reflexo em campo, mas, depois de gastar algum tempo a melhorar o desempenho da sua equipa, vai encontrar um equilíbrio entre os jogadores que compõem o plantel e a formação mais indicada para vencer desafios.

EDITORA ELIFOOT ■ PREÇO 17 A 25 EUROS (DEPENDENDO DA VERSÃO) ■ SITE WWW.ELIFOOT.NET

NEW STAR GRAND PRIX Torne-se num piloto de F1 em apenas alguns minutos VICIANTE

EDIÇÃO DE NOMES

REPETITIVO

VEREDICTO 8

EDITORA NEW STAR GAMES ■ PREÇO 7,99 EUROS ■ SITE WWW.NEWSTARGAMES.COM

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É daqueles títulos que nos trazem lembranças boas de quando éramos crianças. O New Star Grand Prix (NSGP) é um jogo de fórmula 1 pautado pela simplicidade com que coloca o jogador ao volante de um dos carros mais rápidos dos circuitos deste desporto. O jogo é muito simples. Além de acelerar e travar (e conseguir fazer o melhor tempo), tem de gerir a sua relação com a equipa da box, os seus amigos e o patrão da equipa. Quando começa a ganhar dinheiro, pode comprar casas e carros (para si ou para os seus amigos). Todas as pistas permitem umas voltas de treino e a qualificação para a corrida. Imediatamente antes da partida, pode definir o nível de combustível que quer colocar no veículo (menos gasolina, mais velocidade, como é óbvio) e o tipo de

pneus, que varia de acordo com as condições meteorológicas. É preciso calcular com exactidão a altura de parar na box. A escolha das voltas para fazer as paragens depende directamente do estado do chassis do carro, do nível de combustível, do estado dos pneus e das condições meteorológicas. Saber quando parar é uma arte que pode decidir a conquista ou a perda de um lugar no pódio. Como principais pontos a favor do NSGP enumeramos a forma como vicia quem joga pela primeira vez e a possibilidade de edição de dados (não tem, naturalmente, os direitos dos nomes das equipas e pilotos de fórmula 1). O módulo de edição permite ainda construir novas pistas. Pode partilhar os melhores tempos online com outros jogadores. J.T.


LANÇAMENTOS

Jogos online GARDENING MAMA

A mamã mais famosa da Nintendo sai da cozinha e vai, neste novo jogo, para o jardim. Em Gardening Mama, o jogador predispõe-se a aprender todos os truques de jardinagem. Conhecer os melhores locais e sementes para plantar, a hora mais indicada para regar, os melhores produtos para se ver livre das pragas ou os melhores utensílios de jardinagem são apenas algumas das tarefas a aprender. PLATAFORMA NINTENDO DS ■ EDITORA DIGITAL BROS

PROTOTYPE O palco deste jogo é uma Nova Iorque destruída após a disseminação de um vírus. A cidade está de quarentena, fechada a sete chaves e guardada por forças militares que têm autorização para matar tudo o que se mexe. O jogador veste a pele de um cientista com amnésia, que acorda um dia na morgue com poderes sobre-humanos, e que encabeça uma missão solitária que passa por encontrar as pessoas responsáveis por todos os problemas que castigam a cidade e os seus habitantes. O Prototype, Alex Mercer, é um homem geneticamente alterado, capaz de assumir a forma de outras pessoas (shape-shifter), de roubar as suas

memórias e capacidades. É ao absorver os poderes dos outros que o herói vai conseguindo desvendar o porquê do caos instalado na cidade. As pistas que vai recebendo são fundamentais para a progressão no jogo. O movimento de Alex Mercer em Prototype baseia-se na arte Parkour, ou seja, não há obstáculo suficientemente capaz de lhe travar o caminho. Este herói consegue correr sobre edifícios enormes ou saltar deles sem fazer um único arranhão. Prototype é um jogo na terceira pessoa que coloca no ringue uma espécie de David contra Golias, neste caso específico, Alex contra os Blackwatch (militares) e os Infected (mutantes).

PLATAFORMA PC, XBOX, PS3 ■ EDITORA ACTIVISION BLIZZARD

ANOTHER CODE R: A JOURNEY INTO LOST MEMORIES Ashley é uma adolescente que vai ser obrigada a fazer uma viagem até às profundezas das suas memórias para desvendar o misterioso Projecto Another e a verdade sobre a morte da mãe. Esta é a base da história que está por tr ás de Another Code R: A Journey into Lost Memories. Para desvendar o passado, os jogadores de Another Code R: A Journey into Lost Memories têm de ajudar Ashley a resolver uma série de pistas e enigmas, numa viagem até às suas memórias mais antigas. A trama desenrola-se como num romance policial. O jogador vai ter de se relacionar com outras personagens para seguir no encalço das diferentes pistas. Os jogadores usam o Wii Remote para seleccionar e interagir com objectos e personagens em cenários espantosamente ilustrados a aguarela. Clicando nas setas que explicam ao jogador para onde pode ir, Ashley é guiada pelo universo do jogo e assistida pelo seu D AS, um aparelho portátil que lhe permite tirar fotografias que a ajudam a resolver puzzles. PLATAFORMA WII ■ EDITORA CING

FAT PRINCESS PARA PS3

O tradicional jogo de tabuleiro Scrabble vai chegar à Nintendo DS e à PSP, e promete não defraudar os fãs. A versão para PSP terá cinco modos de jogo: Clássico, que oferece o jogo tradicional, Speed, onde os jogadores têm de competir em contra-relógio, e o modo de cartas Scrabble Slam. Neste último os jogadores têm como objectivo livrar-se de todas as cartas, fazendo palavras de quarto letras. Existe ainda a possibilidade de jogar contra terceiros, via Wi-fi. PLATAFORMA PS3 ■ EDITORA

PIRATES VS. NINJAS DODGEBALL

Quem são os mais poderosos? Os piratas ou os ninjas? Quem destas facções é a mais temív el, a mais forte, a mais audaz? Está na altura de tomar partida com este novo jogo da Wii: Pirates vs. Ninjas Dodgeball. O objectivo aqui é simples. Piratas e ninjas vão defrontar-se não no mar, ou na floresta, mas num típico e recreativo jogo de dodgeball. O jogador terá de assumir o controlo de uma das equipas, e utilizar os seus movimentos de combate especiais para desferir golpes. Poderá deambular livremente pelos oito courts detalhados, apanhar dodgeballs e atordoar os adversários com lançamentos de pontaria perfeita. Existem sete equipas no total. Esta nova versão para a Wii oferece uma gama de modos Single-player incluindo os modos Story, Exhibition e Challenge. PLATAFORMA WII ■ EDITORA SOUTHPEAK GAMES

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SHOPPING

NOVO CARTÃO FNAC A Fnac tem um novo cartão, com mais vantagens e descontos em todas as compras. Os aderentes beneficiam, logo à partida, de 5% de desconto em todas as compras, 10% de desconto imediato em todos os livros e oferta da comissão de bilheteira. Têm ainda acesso aos Dias Aderente Fnac (com descontos e eventos culturais), 10% de desconto no Fnac Café, portes grátis em www.fnac.pt e vantagens e descontos em parceiros Cartão Fnac.

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BALANÇA VERSUS PRAIA E CALOR

À PROVA DE VERÃO QUENTE

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P

| F O R M A Ç ÃO | C A S E S T U DY D | O P I N I ÃO | H O TS P OT OT

Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

PORTUGAL É 7º MUNDIAL NA UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS WEB ESTATAIS Na Europa, apenas o Reino Unido está à frente do nosso País

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações revelou que Portugal ocupa o sétimo lugar mundial e o segundo europeu na utilização de serviços de Internet do Governo. Mário Lino falava durante a conferência «b-Mercator – blended marketing», que serviu para apresentar o livro com o mesmo nome e no qual o Plano Tecnológico do Governo é um dos case-studies. Na ocasião, perante uma audiência de mais de mil gestores, Mário Lino adiantou que, em termos europeus, Portugal tem à sua frente «apenas o Reino Unido, conforme consta de um estudo da Universidade de Brown». O ministro aproveitou ainda a oportunidade para sublinhar a intenção do Governo de investir «mil milhões de euros de em infra-estruturas de nova geração, designadamente, nas redes de fibra óptica». A conferência debateu os conceitos de blended marketing e a gestão de processos aplicada ao marketing. No caso do primeiro, trata-se de avançar com uma visão integrada entre os meios online, ou interactivos, e os meios off-line, ou tradicionais, destinada a maximizar a utilização destes recursos para obter uma actuação mais eficaz por parte das empresas. C.S.

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NOTÍCIAS

GOVERNO E PARCEIROS OFICIALIZAM EUNIVERSIDADE

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O protocolo entre os vários parceiros da iniciativa já foi assinado. Os computadores portáteis estarão nas mãos dos utilizadores já em Julho

José Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

COMPUTADOR EUNIVERSIDADE HARDWARE: Processador Intel Core 2 Duo 2 GHz; 3 GB de memória RAM; disco 250 GB; placa gráfica Radeon HD 3470; gravador de DVD dual layer; ecrã 15,4” 1280 x 800; 1 porta firewire, 4 USB 2.0 sleep and charge, 1 eSata; Web cam; peso desde 2,72 kg. SOFTWARE: Windows Vista Home Premium 32 bits; Office 2007 Enterprise; Framework 2.0, 3.0, 3.5 sp1; Silverlight 2.0; MS Movie Maker; MS Media Player; MS Photo Story; MS Popfly (client); Curriculum Literacia Digital; MS Virtual Earth (3d client); MS Word Wide Telescope; Windows Live Mail (client); Live Spaces; Live Messenger (client); Live Workspaces; Live Mesh (client); Shared View (client); Sky Drive; Internet Explorer 8; Autodesk AutoCAD Architecture; Revit Architecture; Revit Structure; Revit MEP (para Especialidades de Engenharia); AutoCAD Mechanical; Autodesk Inventor Professional; AutoCAD Electrical; AutoStudio (Alias); SketchBook; AutoCAD Civil 3D; AutoCAD Map 3D; Raster Design; 3ds Max (versão de 30 dias).

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Foi formalmente apresentada o eUniversidade, um programa que envolve a Toshiba, a Microsoft, a Autodesk e a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) e que foi especialmente concebido para alunos e docentes do ensino superior. Já está online um site informativo dedicado à incitativa (eUniversidade.net), onde os cibernautas podem fazer o registo e pedir a máquina. Esta poderá ser adquirida através de três métodos de pagamento diferentes. No pagamento a pronto, o estudante desembolsará 610 euros no acto de entrega. Este pode optar por um pagamento inicial de 110 euros e por 36 prestações de 15 euros ou por um pagamento inicial de 50 euros e 24 prestações de 25 euros. Nos últimos dois casos, o valor total é de 650 euros. Os notebooks deverão estar disponíveis antes do início do ano lectivo, ou seja, no início do mês de Julho. O financiamento é assegurado pelo banco Santander Totta em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua.

INICIATIVA PRIVADA COM AVAL DO GOVERNO O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, congratulou-se com «a importância deste programa» e garantiu que «o valor fundamental desta iniciativa não é o envolvimento do

Governo, mas o facto de nascer de uma vontade do sector privado», fruto de «um reconhecimento empresarial da necessidade de diversificação da oferta de computadores pessoais e do valor estratégico deste grupo especial de utilizadores». De resto, Jorge Borges, Marketing manager da Toshiba em Portugal, explicou que muito embora a iniciativa já tivesse sido anunciada, em Outubro de 2008, aquando da visita ao nosso país de Atsutoshi Nishida, presidente da Toshiba Corporation, «a empresa esperou até ter a oferta que garantisse a qualidade e as especificidades necessárias para este mercado». Além disso, também a necessidade de envolver todos os parceiros implicou a demora. De qualquer forma, o mesmo responsável sublinha que esta iniciativa «é muito mais do que garantir um PC para universitários». Ao contrário do que acontece com outras iniciativas que se inserem no Plano Tecnológico, no eUniversidade o sistema de financiamento permite que o próprio Estado seja o fiador e «faz com que as dificuldades inerentes à aprovação de crédito sejam ultrapassadas». Jorge Borges afirma que a plataforma facultada pela Toshiba «foi concebida especialmente tendo em consideração o perfil do estudante universitário» e conclui dizendo que as máquinas estão configuradas para uma rápida e fácil integração nas redes wireless instaladas nas faculdades portuguesas. Questionado acerca das expectativas, o director de Marketing não escondeu o seu optimismo, referindo que espera ter 10 mil equipamentos nas mãos de estudantes e professores universitários até ao fim do ano. Em jeito de conclusão, Jorge Borges afirmou que a iniciativa foi pensada há algum tempo e que «as empresas envolvidas tentaram aprender com o que não correu bem no plano e-U». A Toshiba é responsável pelo notebook (Toshiba eUniversidade), enquanto a Microsoft e a Autodesk facultam os pacotes de software especialmente concebidos para uma utilização universitária. A Prológica irá assegurar o fornecimento dos equipamentos, a integração, logística e gestão da plataforma de suporte ao negócio. A cargo da UMIC e da FCCN (representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) estará o processo de dinamização da ligação das máquinas às redes sem fios existentes nos campus universitários. «O lançamento do eUniversidade vem completar o conjunto de projectos que faziam parte da iniciativa Rede de Investigação e Aprendizagem Toshiba lançada em Outubro», referiu João Amaral, director-geral da Toshiba. J.T.


CRÉDITO DE 800 MILHÕES PARA RNG Na semana em que se deslocou pelo País num périplo dedicado às redes de nova geração (RNG), o primeiro-ministro, José Sócrates, aproveitou também para formalizar um acordo com o Banco Europeu de Investimento (BEI) e quatro outros bancos nacionais – a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Espírito Santo (BES), o Banco Comercial Português (BCP) e o Banco Santander Totta – destinado a abrir uma linha de financiamento de 800 milhões de euros para projectos de investimento, por parte dos operadores de comunicações, no âmbito das Redes de Nova Geração (RNG). Estes projectos contemplam a construção de infra-estruturas e instalação de redes, sendo que a linha de crédito conta com um financiamento de 50 por cento do BEI, cabendo posteriormente aos bancos coordenar cada uma das candidaturas. O momento foi ainda aproveitado para revelar a atribuição de 41,7 milhões de euros do Compete – Programa Operacional Factores de Competitividade (que se integra no Quadro de Referência Estratégico Nacional, QREN) para apoiar a competitividade das empresas nacionais e o seu investimento em RNG. O Governo acredita que este montante poderá vir a induzir um investimento das empresas na ordem dos 100 milhões de euros.

FIBRA ÓPTICA NAS ZONAS RURAIS O Governo aproveitou também a oportunidade para anunciar o lançamento de cinco concursos públicos cujo objectivo é levar a cablagem de última

geração às zonas rurais. Os concursos abrangem o Centro, o Alentejo, o Algarve, o Norte do País e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, destinando-se a colmatar possíveis falhas do mercado em 136 concelhos. Este investimento, que conta com o apoio da Comissão Europeia (CE), deverá funcionar mediante o lançamento de concursos públicos para a construção, instalação, financiamento, exploração e manutenção de RNG, em regime de co-financiamento. O critério que determinou os municípios abrangidos por esta iniciativa «foi a inexistência num passado recente de investimento em infraestruturas de rede de cabo coaxial e a inexistência de investimento, por parte de operadores alternativos, em infra-estrutura própria». Neste âmbito, o primeiro concurso público foi lançado em Góis. Tendo em conta os investimentos a realizar, o Governo estima entretanto que a indústria ligada às RNG venha a gerar cerca de 25 mil postos de trabalho. Neste âmbito, a Viatel anunciou já a criação de 1500 postos de trabalho até ao final do ano. A companhia está a realizar a cablagem de oito mil casas em Coimbra, sendo que, até ao final de 2009, conta perfazer cerca de 100 000. No périplo pelo País, o primeiro-ministro visitou o Centro de Suporte ZON em Campanhã, no Porto, e a Portugal Telecom em Matosinhos, onde pôde tomar contacto com a cobertura da zona em fibra óptica. A visita passou ainda pela Cabelte, o único produtor de cabos de telecomunicações em fibra óptica em Portugal, pelo grupo DST e pela ONI

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O Governo garantiu a disponibilização de uma linha de crédito para projectos de construção de infra-estruturas e instalação de redes de nova geração

Um dos legados que o Executivo de José Sócrates quer deixar é o das redes de nova geração

Communications. Esta última tenciona materializar investimentos na ordem dos 8 milhões de euros com vista a alargar a cobertura de RNG a 100 000 casas em 2009. Em 2010, e através de um investimento adicional de 8 milhões de euros, a companhia prevê chegar a mais 150 000 lares. Em matéria de emprego, a ONI comprometeu-se a aumentar o seu quadro de colaboradores em 15% e a aumentar em mais de 20% o número de horas de formação dos seus quadros. C.S.

PLANO TECNOLÓGICO ALVO DA COMISSÃO EUROPEIA O processo de adjudicação de computadores poderá ter violado a norma de contratação pública da União Europeia O jornal Sol revelou que a Comissão Europeia considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência na forma como o Executivo de José Sócrates geriu o processo do Plano Tecnológico, nomeadamente, ao adjudicar por ajuste directo a distribuição de mais de um milhão de computadores a alunos e professores de forma

gratuita ou a preços reduzidos. Neste número estão incluídos os 500 mil notebooks Magalhães que estão a ser distribuídos a alunos do 1.º ciclo. A mesma fonte diz que as conclusões da Comissão são preliminares e dizem respeito à violação da directiva 2004/18/CE, uma norma que regula a contratação pública na UE e que visa assegurar a

livre circulação de bens e serviços no mercado único europeu. A queixa que deu origem ao processo foi instaurada pela Acer, que acusou o Governo português de tratar de forma diferente as empresas com propostas viáveis para o Plano Tecnológico. A JP Sá Couto, responsável pelo computador, não quis tecer comentários ao sucedido. J.T.

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NOTÍCIAS

EDENIZE MARON ASSUME SAP PORTUGAL

Com o grande projecto de integração do SAP R/3 na Petrobras no currículo, a ex-directora de Grandes Contas Estratégicas na SAP Brasil, Edenize Maron, assume agora a liderança da SAP Portugal. Há 11 anos na multinacional alemã, a nova country manager irá reportar directamente a José Velázquez, director-geral da SAP Ibéria e terá como missão promover uma maior proximidade ao mercado nacional numa altura em que a conjuntura económica desafia a melhorar o apoio ao cliente, a desenvolver vantagens competitivas e o estabelecimento de negócios mais eficientes e sustentáveis. «Procurávamos uma pessoa que entendesse bem os clientes e que conhecesse bem a organização», esclareceu José Velázquez. O responsável aproveitou a ocasião para fazer um balanço positivo dos últimos quatro anos de SAP Ibéria, admitindo que os princípios básicos que levaram a esta organização «estão mais vigentes do que nunca» e que a concentração de sinergias na organização tem resultado «num melhor serviços para o mercado». Atendendo à reorientação do mercado nacional em prol da eficiência e optimização, em detrimento da implementação, muito por causa da “crise”, a SAP admite que foi obrigada a rever o seu posicionamento. «O grande desafio actual no mercado português é a escala, ou seja mais do que ter um grande portfolio de soluções, a SAP tem de desenvolver uma abordagem cirúrgica, deixando de lado as decisões genéricas e dar às empresas portuguesas o que elas necessitem», reconhece a country manager. Para fortalecer a representação da SAP em território português, Edenize Maron utilizará uma estratégia baseada em três “Ps”: Proximidade; Produtos; Pessoas.

CRÉDITO: VITOR GORDO

Promover a proximidade com os clientes e parceiros e acelerar o crescimento do negócio são os desafios da nova country manager

José Velázquez, director-geral da SAP Ibéria, e Edenize Maron, country manager da SAP Portugal

Na Proximidade, a SAP pretende acompanhar as mudanças que a situação económica operou na agenda dos clientes, ajudando-os a superar o momento e a crescer. Edenize Maron revelou que a SAP está atenta às necessidades actuais dos clientes e disposta a executar um modelo de relacionamento e comercial flexível. No respeitante a Produto (portfolio), as atenções da SAP vão para as dinâmicas dos clientes. «Estamos seguros de que somos um parceiro preferencial, uma vez que a maioria do negócio dos clientes passa pelas nossas soluções», afirma a nova country manager. As Pessoas são outro pilar fundamental da estratégia nacional da empresa, que pretende apostar forte na sua equipa comercial, nos parceiros e nos clientes, capacitando-os

para encontrar o ponto de equilíbrio e para voltar a crescer. Os sectores da banca e da Administração Pública são considerados pela nova country manager da SAP «altamente estratégicos» e com espaço para crescer. De acordo com esta responsável, as alianças com universidades, entidades ligadas ao desenvolvimento e outras organizações que acrescentem valor ao mercado serão também pontos-chave para a SAP «voltar a crescer a uma taxa mais elevada». A SAP em Portugal representa um quarto do negócio da SAP Ibéria, possuindo uma base de clientes superior a 2500 empresas utilizadoras, 80 por cento das quais PME. L.D.

MICROSOFT LANÇA SERVIÇO PARA TELEMÓVEIS DESENVOLVIDO EM PORTUGAL A Microsoft vai disponibilizar um novo serviço gratuito incluído no sistema operativo dos dispositivos que permite aos utilizadores de telemóveis Windows, de forma muito simples, aceder, gerir e restaurar a informação pessoal contida nos telefones a partir de um portal Web. Denominado por My Phone, este serviço irá sincronizar informação crítica entre o telefone móvel dos utilizadores e um site protegido. Uma vez sincronizada a informação, o utilizador poderá gerir,

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recuperar e fazer cópias de segurança dos dados contidos no seu telemóvel. O My Phone permite uma utilização muito fácil do portal Web, onde os utilizadores podem aceder e gerir conteúdos no telefone e partilhar informação com outros utilizadores. A disponibilização deste serviço está prevista para o segundo semestre de 2009 e terá uma distribuição imediata limitada em versão beta, disponível para telefones móveis com versão 6.0, 6.1 e 6.5 do sistema operativo Windows Phone

(anteriormente conhecido por Windows Mobile). Este serviço foi concebido e desenvolvido em Portugal pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento da Microsoft na Área das Tecnologias Móveis. Este centro de I&D resultou da aquisição da MobiComp, em Agosto de 2008, pela Microsoft. Aliás, o My Phone começou a ser desenvolvido em Portugal, pela equipa de I&D da então MobiComp, em 2004 sob o nome MobileKeeper. C.S.


CABOVISÃO PREPARADA PARA INVESTIR O presidente da empresa revelou que estão em cima da mesa algumas oportunidades de negócio, mas que para já não passam disso mesmo Concentrado numa estratégia de crescimento da base de clientes, Jules Grenier, vice-presidente da Cabovisão, aproveitou a conferência de imprensa para apresentação da nova campanha de comunicação multimeios do operador para afirmar que a Cabovisão não está à venda, antes pelo contrário, está compradora, tendo avançado estar atenta a unidades como a Bragatel ou a Pluricanal. Continuar a crescer no mercado português é portanto uma prioridade da Cabovisão. Jules Grenier explicou que a empresa irá continuar a apostar «numa rede tecnologicamente avançada, de forma a fornecer ao mercado residencial e empresarial uma vasta variedade de soluções na área da televisão, telefone e Internet, a preços competitivos, apoiados sempre por um serviço de qualidade exemplar». Controlada a 100 por cento pela canadiana Cogeco Cable, a Cabovisão tem pautado a sua actuação em Portugal por um posicionamento lowprofile que deixa

agora de fazer sentido face a uma, cada vez mais, agressiva concorrência movida pelos serviços Meo da PT, Zon da TV Cabo e Clix da Sonaecom, que nos últimos meses têm feito diminuir a base de clientes do operador. Concentrada numa estratégia de fiabilidade e crescimento, a Cabovisão conta, desde o início de Junho, com uma nova campanha de comunicação, através da qual pretende solidificar a sua posição como «o operador de cabo mais fiável do mercado nacional, que disponibiliza ofertas de qualidade, competitivas e inovadoras». Com mais de 100 milhões de euros investidos desde 2006, a empresa de Palmela pretende continuar a modernizar a sua rede, avançando a velocidade de 100 mbps (com base na Docsis 3.0), a alta definição e o triple-play (televisão, voz e Internet) como pontos tácticos da sua estratégia para o actual ano fiscal. Jules Grenier afirmou que estão a ser investidos «muitos

milhões de euros» neste processo de modernização e em tornar a Cabovisão uma empresa mais competitiva. «No prazo de nove meses estaremos em pé de igualdade com os outros players», revelou confiante o responsável. Questionado quanto ao facto de a empresa não ter actualmente cobertura nacional, Jules Grenier disse não considerar isso um problema e afirmou que os 13 mil quilómetros de fibra óptica permitem à empresa uma cobertura «bastante interessante» do mercado nacional e que não faz qualquer sentido serem apontados como «o operador da Margem Sul». A base de clientes da empresa ronda actualmente os 276 mil clientes de TV, 47 por cento dos quais com triple-play. Neste número estão incluídos 12 mil clientes empresariais. Actualmente a Internet representa entre 30 a 35% das receitas da companhia, que pretende aumentar a taxa de penetração deste serviço de 57 para os 60% durante o corrente ano fiscal. L.D.


SOFTWARE DE GESTÃO

PRIMAVERA INVESTE DOIS MILHÕES DE EUROS EM ERP A versão 7.50 reforça aspectos como a produtividade, segurança, desempenho, rapidez e utilização da Web no desenvolvimento dos processos de negócio

TEXTO JOÃO PEDRO FARIA

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José Carlos Gonçalves de Azevedo, country manager da Primavera Portugal

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Utilizado actualmente por mais de 40 mil empresas na gestão financeira e logística dos seus negócios, a solução de Enterprise Resource Planning da Primavera evoluiu para a versão 7.50. Em termos globais, as principais inovações tecnológicas do ERP Primavera podem encontrar-se na plataforma, nos portais empresariais, nos módulos de Logística, Recursos Humanos e Contabilidade e nas soluções verticais para os mercados da indústria e da construção. «Com o forte investimento realizado em matéria de áreas verticais da indústria e da construção, acreditamos que esta versão terá grande impacte na resposta às necessidades de produtividade destes sectores, tão importantes na economia nacional, bem como nos restantes países onde a Primavera está presente», salienta José Carlos Gonçalves de Azevedo, country manager da Primavera Portugal. De acordo com o responsável, o investimento de dois milhões de euros reflecte «a aposta da Primavera em disponibilizar versões cada vez mais robustas e tecnologicamente avançadas, que respondam efectivamente às necessidades reais do mercado». Em termos de plataforma, que constitui a base sobre a qual assentam todas as aplicações que compõem as soluções Primavera, a versão 7.50 foi alvo de um conjunto de melhorias com especial enfoque na segurança, usabilidade e desempenho. No âmbito da segurança, foi adicionado um novo conceito de restrição ao nível das categorias de informação, que

garante que qualquer consulta (lista) que pertença a uma determinada categoria, independentemente dos critérios de filtragem que possua, nunca permite o acesso a dados que essa categoria filtra. Por outro lado, o acesso ao servidor de dados (SQL Server) é efectuado através de um login personalizado por utilizador, ou grupo de utilizadores, e que deve ser configurado para possuir apenas os privilégios necessários. «Esta alteração permite níveis de segurança no acesso aos dados incomparavelmente superiores aos da versão anterior», garante o country manager. Em termos de usabilidade, todos os reports foram alvo de um restyling completo, tendo agora uma imagem mais apelativa e funcional. «De destacar também as alterações efectuadas às listas, estando as funcionalidades a elas associadas muito mais acessíveis e fáceis de utilizar, resultando num aumento de produtividade muito significativo», sublinha José Azevedo. Embora na versão anterior já fosse observado um nível de maturidade «bastante evidenciado», foram adicionadas novas funcionalidades, tais como o gravar como, log de utilização das listas, reexecução da lista, entre outras. No âmbito das consultas e, de uma forma geral em todas as operações sujeitas a filtros, foi adicionada a possibilidade de indicar uma lista, da respectiva categoria, como critério de filtragem, evitando assim a necessidade de abrir a lista e seleccionar todos os registos da mesma. No que concerne ao desempenho, destacam-se as melhorias conseguidas no processo de carregamento das categorias de informação e no carregamento da árvore de permissões, associada à configuração dos perfis. Posicionada desde sempre como uma empresa que oferece soluções que pretendem responder às necessidades do mercado, a Primavera contou neste desenvolvimento com o contributo de cerca de 50 empresas utilizadoras do seu ERP para lançar na versão 7.50 novas soluções e melhorias. «Este contributo do mercado tem reflexos em todas as novidades do ERP, uma vez que é para responder às necessidades do mercado que a Primavera inova continuamente». Relativamente aos mercados-alvo visados, o country manager realça que «qualquer sector de actividade necessita e recorre ao software de gestão para automatizar os seus processos de gestão, conhecer em detalhe o seu negócio e ganhar produtividade», e «neste âmbito, a versão 7.50 do ERP Primavara dirige-se às empresas que desejem atingir estes objectivos». Esta versão irá abranger desde logo os cerca de 13 mil utilizadores com Contratos de Continuidade de Software, que, de acordo com José Carlos Gonçalves de Azevedo, têm «acesso em primeira-mão e sem qualquer custo à versão 7.50». O responsável sublinha ainda que «com o forte investimento realizado ao nível das áreas verticais da indústria e da construção, esta versão terá também bastante receptividade junto destes sectores».


FORMAÇÃO

CITY SCHOOL DIVERSIFICA OFERTA Até ao fim deste ano, o centro de formação quer alargar o leque de cursos de TI TEXTO JOÃO TRIGO FOTOS ARQUIVO PCGUIA

Pedro Belo, director executivo, e Dalila Casanova, assistente de Marketing

A City School integra-se numa rede de escolas de ensino e formação profissional na área de informática e línguas, implantada em Portugal desde 1970. Desenvolve as suas actividades em Odivelas, Vila Franca de Xira, Alverca e Porto, possuindo actualmente uma estrutura docente de mais de 200 professores e directores pedagógicos. O ensino é dirigido às diferentes necessidades dos alunos, baseado num método científico desenvolvido por um gabinete pedagógico constituído por docentes da área de informática e inglês. O centro de formação actua em três áreas distintas: Language Academy, ao nível das línguas, Computer Labs para a área de informática, e Training Centre, para outras áreas de formação, nomeadamente formação pedagógica inicial de formadores e contabilidade. Mas «a área de informática merecerá uma maior atenção da nossa parte até ao final deste ano e é nela que pretendemos apostar». Quem o diz é Pedro Belo, director executivo da escola, que garante ainda que «tanto a área das línguas, como a de novas tecnologias de informação são estrategicamente importantes para que o centro de formação seja bem-sucedido», pelo que são estas as duas principais áreas de formação.

ANO DE APOSTA EM INFORMÁTICA

SABIA QUE...

...em 2008, a City School teve aproximadamente 400 alunos distribuídos por cerca de 50 turmas?

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Para o ano de 2009, «a informática é a área de eleição». O maior objectivo «passa por implementar, no decorrer deste ano, conteúdos específicos de acordo com uma metodologia própria», para que os alunos tenham «acesso a um maior leque de oferta formativa adequada ao momento em que vivemos», pautada pelas mais-valias da Internet e da sociedade em rede. De resto, o principal objectivo até ao fim deste ano passa por aumentar o volume de formação face ao ano de 2008, «recorrendo a uma maior diversidade

na oferta de cursos e formações em áreas mais específicas». Com esta estratégia, a escola pretende manter-se a par de todas as evoluções na área da formação e ir ao encontro das necessidades dos seus alunos. O director executivo pretende alargar a variedade de cursos de informática de forma a dar resposta à procura de «cursos cada vez mais específicos». Pedro Belo assegura que «a escola vai aumentar a oferta específica e manter sempre actualizada a oferta mais generalista como a informática na óptica do utilizador». Neste contexto, as parcerias assumem muita importância e a escola procura fortalecer as relações com outras empresas e entidades. Para já, conta com uma certificação como Microsoft Certified Partner e está a preparar o processo para se tornar num centro de certificação ECDL. Além disso, explica Pedro Belo, «a City School é master franchise da marca» e estabelece «parcerias em diversas regiões do país, de forma a divulgar e dinamizar a formação nas áreas de intervenção» da escola. O mesmo responsável assegura que, de uma forma geral, se sente cada vez mais que as pessoas recorrem a formação por necessidade de aquisição de competências. No entanto, a área das línguas é a preferida do público mais jovem, ainda em idade escolar, e «a área de informática mais apetecível a um público mais adulto, que procura possibilidades diferenciadas de empregabilidade». O director executivo da City School sublinha que na era em que vivemos, «em que os recursos informativos são abundantes», não dominar as ferramentas básicas de informática «é diminuir a disponibilidade para a mobilidade». O mesmo responsável adverte para o facto de o uso das novas tecnologias ser «um factor fundamental para se ter acesso facilitado a conhecimentos actualizados e a serviços competitivos».


CASE NOTÍCIAS STUDY

ESTREMOZ OPTIMIZA GESTÃO DE ÁGUAS A solução Cidadela Águas, implementada pela autarquia, actualiza e reflecte a actividade global de todas as áreas de actuação, incluindo os serviços da rede de distribuição de água Quando, em 2005, os novos edis tomaram posse na Câmara Municipal de Estremoz (CME) começaram a ter contacto com a realidade da infra-estrutura tecnológica existente na autarquia. Nesse processo, João Carlos Chouriço, vice-presidente da Câmara Municipal de Monsaraz, explicou à PCGuia que rapidamente se apercebeu que «de informatização [a câmara] pouco ou nada tinha». O autarca referiu que o município tinha computadores e umas aplicações de gestão muito primárias que, basicamente, ligavam a tesouraria com a contabilidade. «Eram ferramentas incipientes, ultrapassadas, que não permitiam a circulação de informação entre os diferentes departamentos da autarquia» e que não serviam para realizar a gestão deste concelho, que ocupa uma área total de 514 Km2 e conta com uma população de 15 657 habitantes. Perante esta situação, era necessário encontrar uma alternativa. Depois de realizada uma consulta ao mercado e de serem questionadas outras câmaras sobre a aplicação que estavam a usar, a CME decidiu participar, em conjunto com a Câmara Municipal de Tomar, no desenvolvimento de um sistema de gestão autárquica, denominado Cidadela. O Cidadela é a marca associada às soluções desenvolvidas pela APTRA para a Administração Pública (baseadas em Microsoft Dynamics NAV), que cobrem todos os processos administrativos e operacionais da gestão autárquica. Tudo começou com o contacto realizado por uma empresa portuguesa que representava uma solução de uma empresa sedeada na África do Sul. Na altura, a aplicação era demasiado cara para ser adquirida pela autarquia, mas o edil ficou com o contacto do parceiro português que acabou por formar a APTRA. Mais tarde, a tecnológica portuguesa voltou a contactar a Câmara Municipal para dar conhecimento que estava a desenvolver um software totalmente de raiz e que andava à procura de um ou dois parceiros que aceitassem participar no desenvolvimento da aplicação. Perante as condicionantes existentes – a falta de soluções que encaixassem no perfil pretendido pela câmara – e com a associação com a Câmara Municipal de Tomar, João Carlos Chouriço considerou «estarem reunidas todas as condições e garantias para que esta iniciativa corresse bem», por

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TEXTO CARLOS MARÇALO


isso, «a decisão foi fácil de tomar, isto porque a opção era ou ter uma solução ou não ter nada».

GERIR O NEGÓCIO DAS ÁGUAS Um desses módulos adicionais foi o Cidadela Água. Esta aplicação surge a pedido da autarquia de Estremoz, que decidiu avançar rapidamente para a gestão de águas. Neste caso específico, a câmara estava a utilizar uma solução com mais de 10 anos de antiguidade. Tratava-se de uma solução desenvolvida em Cobol, que, na realidade, «não fazia a gestão de nada», segundo o vice-presidente, referindo que a aplicação não tinha suporte e a informação de gestão sobre o negócio não era a mais adequada. «A solução não estava integrada com nenhuma outra aplicação, nomeadamente com a área contabilística e financeira», garante João Carlos Chouriço. A aplicação limitava-se a emitir tickets que mais não eram do que a leitura do consumo da água do contador com informação pouco clara para o consumidor. Com a aplicação que estava a ser utilizado não era possível retirar informação do sistema, uma vez que esta não permitia fazer o histórico anual dos consumos de água e, sempre que era necessário actualizar as tarifas a aplicar, o processo tinha de ser efectuado por uma pessoa que tinha trabalhado na empresa há dez anos, e que fora responsável pela instalação da aplicação. Essa pessoa tinha que reprogramar tudo de forma manual. Perante este cenário, a câmara não tinha contas correntes dos consumidores. «Todo este processo era anacrónico», frisou João Carlos Chouriço, pelo que a sugestão feita à APTRA para desenvolver uma aplicação destinada à gestão das águas tinha que incluir todo o processo de negócio, desde o pedido de instalação de um contador de água até que este é retirado. Esse processo, da «passagem de informação à APTRA sobre como funciona o negócio, desde as suas especificações e aos circuitos que a informação deve ter dentro da autarquia, passando pelo desenvolvimento e instalação da aplicação, demorou cerca de um ano».

ENTRADA EM PRODUTIVO E BENEFÍCIOS DO CIDADELA O projecto ainda não está totalmente finalizado, mas, desde a sua entrada em produção, uma grande parte das funcionalidades do Cidadela Água permitiram observar um conjunto de claros benefícios que tiveram um reflexo positivo no incremento da eficiência administrativa da Divisão de Água. Numa primeira análise, o destaque vai para toda a informação associada à factura, que, neste momento, é bastante mais detalhada e vai ao encontro da necessidade dos munícipes de saberem o que estão realmente a pagar. Outro aspecto diferenciador foi a disponibilização em tempo real da informação associada à facturação, assim como os dados relacionados com consumos, cobranças, solicitações de serviço e reclamações. A aplicação da APTRA veio permitir uma

OS CONTADORES COBRADORES POSSUEM UM PDA ONDE INTRODUZEM AS LEITURAS QUE FAZEM NO SISTEMA

facturação mais célere dos consumos efectuados, disponibilizando um conjunto de estimativa fiável e rigoroso, assim como a redução do período médio de cobrança, um aspecto que João Carlos Chouriço disse ser muito importante no dia-a-dia da gestão autárquica. O edil dá o exemplo do desperdício de tempo e dos erros cometidos neste processo com a aplicação anteriormente utilizada. A Câmara possui quatro contadores-cobradores que cobrem todas as freguesias que constituem o concelho de Estremoz. Os contadores cobradores tinham que fazer a leitura mensalmente de todos os contadores existentes no concelho e emitir a factura manualmente no local. Essa informação era inserida manualmente por outra pessoa numa folha de cálculo e, por fim, uma terceira pessoa voltava a adicionar esses dados manualmente dentro do Cobol. Todo este processo dava origem a muitos erros. Neste momento, os contadores cobradores possuem um PDA onde introduzem as leituras que fazem no sistema e essa informação é enviada para o ERP que emite a factura ao munícipe. Desta forma, eliminou-se a cobrança porta a porta. Ao mesmo tempo, a autarquia criou as condições para que os pagamentos deste serviço pudessem ser efectuados em várias modalidades.

FACILITAR A VIDA AO MUNÍCIPE Uma delas é a transferência bancária, tendo a autarquia activado essa funcionalidade no Multibanco. Outro modo de pagamento que está a ser ultimado é a via Payshop ou nas estações dos Correios e, claro está, o munícipe pode sempre realizar o pagamento nos serviços de tesouraria da câmara. Esta novidade foi bem acolhida, uma vez que, de acordo com João Carlos Chouriço, «os pagamentos com Multibanco, apesar de serem realizados em freguesias rurais, já representaram metade dos pagamentos efectuados». Também existia uma incapacidade para recuperar incobráveis. As limitações da aplicação utilizada impediam de saber exactamente quantos incobráveis existiam e onde se localizavam. «Neste momento, temos a noção exacta dos incobráveis, cerca de 60 mil euros por ano. Se a câmara conseguir recuperar 30% dos incobráveis existentes este é um valor suficiente para pagar a aplicação, que

rondou os 20 mil euros», reconhece João Carlos Chouriço. Outro aspecto é a redução do tempo existente entre a leitura e a cobrança do serviço, que tinha um desfasamento de quase seis meses. A este facto há ainda que destacar o ganho alcançado por parte dos contadores-cobradores, que passaram a efectuar apenas as funções de contadores, acabando por libertar-lhes tempo e conferir maior eficácia na prestação deste serviço, o que só por si já é um importante ganho para a câmara. O factor mais positivo resultante desta aplicação, para o edil de Estremoz, é «que a câmara consegue realizar a gestão da água». O vice-presidente da câmara adiantou que «este é um ganho incrível». Todo este processo de informatização serviu ainda para a autarquia rever o cadastro dos contratos e para os actualizar. Neste caso, foram feitos novos contratos de substituição de antigos contratos (mais de um milhar), o que no entender deste autarca demonstra que houve uma adesão muito positiva a esta medida por parte dos munícipes. Em termos estatísticos, o consumo médio de água per capita é quase o dobro da média óptima, neste caso, é de 250 litros por habitante, quando o ideal é um consumo de 140 litros. Portanto, num concelho que não possui água à superfície e que todo este recurso se encontra no subsolo, é um impedimento para saber ao certo que quantidade de água existe para distribuição. Graças ao Cidadela Água, a câmara passou a poder analisar os consumos médios de água por habitante, o que permitiu à autarquia verificar que a urgência não estava tanto em arranjar outras fontes e pontos de abastecimentos, mas sim em optimizar os consumos de água dos munícipes. O somatório de todos estes factores permitiu que a autarquia passasse a estar permanentemente actualizada e a reflectir fielmente a actividade global de todas as áreas de actuação, incluindo os serviços da rede de distribuição de água. Com o projecto, a CME passou também a dispor de uma visão consolidada da entidade interveniente no domínio autárquico, independentemente dos diferentes papéis que possa desempenhar (munícipe, cliente, contribuinte, cidadão, agente económico) e das áreas e serviços públicos com que interage.

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OPINIÃO

Paul Gustafson e Bill Koff, CSC

TRANSFORMAÇÕES DIGITAIS QUE VÃO REDEFINIR A SUA EMPRESA

O

aparecimento da Internet e das tecnologias móveis alteraram a nossa forma de vida e a maneira como os negócios são conduzidos. Mas, isto é apenas o início, de acordo com um estudo do Leading Edge Forum, que analisa a actual e a futura “Revolução Digital”, existem sete rupturas digitais que irão moldar o futuro. O estudo «Leading Edge Fórum: Digital Disruptions: Technology Innovations Poewring 21st Century Business», da CSC, utiliza a expressão “Revoluções Digitais” para identificar tecnologias que não trazem somente progresso técnico, mas que agem como catalisadores, de diferentes proporções, susceptíveis de redefinir os modelos de negócio. Como tal, revoluções tecnológicas constituem um dilema para as empresas: devem investir, com o risco de ultrapassar as expectativas do consumidor, ou esperar, com o risco de no futuro se encontrarem atrás da concorrência? De entre as Revoluções Digitais destacam-se sete temas, que se encontram em diferentes estados de maturação.

1 – Novos Media: As tecnologias baseadas na Internet

têm abalado o modelo de comunicação tradicional. Fenómenos como o Youtube oferecem aos indivíduos linha directa para os media, com comportamentos de produtores e espectadores pró-activos. Na tecnologia de ponta, a maior mudança provém do vídeo: com menos custos de produção do que antes e fácil de colocar online. A democratização do vídeo garante o eventual domínio da Internet como uma plataforma para a publicidade. Entre os principais desafios nesta área encontra-se a indexação de vídeo: quando é que os utilizadores serão capazes de procurar imagens e sons como fazem para o texto? Esta questão está relacionada com o futuro da informação nas organizações. Além disso, as empresas devem dar algum do seu poder a particulares - «Os modelos de negócio que vão prosperar são os que convidam à participação. A propriedade não é o caminho para vencer. A abertura, customização e personalização são o futuro.» 2 – Características de uma nova realidade: A fron-

teira entre a realidade física e a virtual é indefinida.

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Os mundos virtuais expandem a realidade, permitindo que o impossível seja possível. Jogos de vídeo como “Guitar Hero” e os jogos para a consola Nintendo Wii misturam a realidade física com a virtual. É imperativo saber integrar os mundos reais e virtuais: os dois mundos não são exclusivos, pelo contrário, completam-se um ao outro para criar uma nova “mistura de realidade”. Devido às tecnologias virtuais, será mais viável para as empresas e seus clientes a “co” criação de produtos. 3 – Poder social: Conectar pessoas é saber localizar e

reter conhecimento. As novas estratégias de negócio de mobilização social podem traduzir-se em relações, naquilo que os outros dizem e fazem e transformar a capacidade viral das redes sociais em canal de distribuição para publicidade, aplicações de software e muito mais. É preciso criar elos de ligação entre a vida privada e profissional dos colaboradores: deverão os colaboradores ser autorizados a utilizar redes sociais e sites de gestão de blogues? Sim, embora as organizações necessitem definir o que funciona: sites de consumo, internos e cooperativos, ou combinação de ambos. As empresas necessitam de criar directrizes para a utilização de ferramentas de redes sociais em matéria de transparência, informação confidencial e cumprimento das directrizes legais de regulamentação. 4 – Informação transparente: Muitos tipos de dados que estavam indisponíveis ou escondidos estão acessíveis. Para os consumidores, esta transparência garante eficiência na prestação de serviços e reduz o risco de surpresas. Para as empresas, a transparência significa, que os procedimentos opacos utilizados estão a desaparecer, por isso é difícil esconder “pequenos” erros. Transparência também significa saber onde os colaboradores e os bens da empresa se encontram para que as empresas/organizações operem de forma segura e eficaz. Neste aspecto, cada negócio deve encontrar o seu equilíbrio apropriado, tendo cuidado para que nenhuma das partes da equação prejudique os seus interesses. As empresas e governos descobrirão que o público ao iniciar a sua experiência de transparência continuará a exigir mais e mais.

5 – Uma nova frequência: O século XXI será o sé-

culo sem fios. Redes tradicionais e complexos sistemas de atribuição de frequência, para se evitar interferências é passado. O espectro electromagnético vai tornar-se um recurso aberto, tão valioso hoje como o petróleo foi na era indústrial. Temos pois que aprender a viver num mundo de “formato aberto”: formatos de propriedade e standards incompatíveis são relíquias do passado, as plataformas abertas vão dominar o mundo de amanhã. Além disso, é imperativo inventar novas utilidades. A história ensina-nos que as redes e os serviços desenvolvem-se em paralelo. Quando as tecnologias sem fios se tornarem padrão, não há limite para os serviços que podem ser criados. 6 – Renovação da plataforma: Novas plataformas e

materiais; duas revoluções em curso. A primeira, está relacionada com o cloud computing, dados e recursos de computação que residem na Internet. As empresas deixarão de ter os seus próprios servidores e passarão a ter acesso aos seus dados e serviços partilhados através da rede. A outra revolução é a longo prazo e diz respeito à área física. Porque o silício atingirá os seus limites, teremos de usar outros materiais para atingir uma maior velocidade de transformação: nanotecnologia, computação modelar, computação quântica e óptica. Com a computação quântica os utilizadores terão de ser capazes de decifrar os códigos mais elaborados em poucos segundos. Além disso, os chips multicondutores vão tornar-se cada vez mais potentes e serão capazes de processar vários problemas em simultâneo. 7 – Um mundo inteligente: Os assistentes virtuais

inteligentes são o futuro do atendimento online ao cliente, eliminando a mão de obra intensiva dos callcentres. A semântica pode trabalhar para encontrar especialistas na empresa, resolvendo problemas e evitando crises. É a era da democratização da inteligência artificial. Por extrapolação a partir de recentes avanços na informática e biologia, o inventor Ray Kurzweil acredita que até 2029 será possível a construção de um computador 10 vezes mais esperto que o ser humano e que este custará apenas 1000 dólares.


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EMPRESAS PREFEREM SOLUÇÕES DE IMPRESSÃO O mercado empresarial já não quer impressoras, mas soluções de impressão completas, de preferência acompanhadas por pacotes de serviço e opções de renting TEXTO SUSANA ESTEVES FOTOS ARQUIVO PCGUIA

Independentemente das teorias, das análises de mercado, dos números apresentados pelos economistas ou as declarações oficiais proferidas pelos mais altos responsáveis pelas contas nacionais, a verdade é que 2009 nasceu sob o signo da crise, pelo que particulares e empresas não só pensam duas vezes antes de investirem, mas também procuram pesar prós e contras antes de o fazerem. Este é um cenário que tanto é válido para grandes investimentos e projectos, como para uma simples compra de equipamentos como impressoras e multifunções. Como explicou à PCGuia o director-geral adjunto da Oki Systems Ibérica, Carlos Sousa, assistimos a uma retracção da compra nos mercados globais, sendo a tendência geral no mercado de impressão a descida em todos os segmentos. «No entanto, o mercado empresarial é o que menos está a exibir esses sinais», confirmou. Porquê? Segundo, Luís Barbot, director-geral da Lexmark Portugal, o mercado nacional de impressão empresarial tem duas faces: uma muito profissional e organizada, de empresas de média e grande dimensões que através dos seus departamentos de TI procuram a obtenção dos melhores índices de aproveitamento e produtividade com os custos mais racionalizados; e outra de empresas de menor dimensão que continuam a adquirir impressoras consoante as necessidades de impressão que vão tendo. Das duas faces, a segunda é considerada mais preocupante, devido à proliferação de equipamentos diferentes nas empresas, os quais tornam difícil a gestão dos custos de manutenção e de consumíveis. «No entanto, cada vez mais vemos que a atitude de

gestão e controlo do parque de impressão se tem tornado numa preocupação das empresas, começando a adopção de soluções de impressão coordenada e integrada a ganhar mais peso, de forma a reduzir custos de impressão e de impacto ambiental», defendeu. É exactamente esta situação mais desequilibrada do mercado que potencia o crescimento deste sector. «Face às dificuldades económicas que atravessamos, o detalhe de analisar os custos por parte das empresas é maior e as soluções procuradas tem de ter um custo de impressão baixo», comentou Pedro Brito, business development manager Hardware & Supplies da Hewlett Packard Portugal. Reforçando esta ideia, João Dias, responsável Xerox Alliance Partners, sublinhou que a necessidade alargada de controlo de custos tem conduzido a uma consolidação das tradicionais impressoras pessoais e equipamentos isolados de fax, copiadores ou mesmo scanners para equipamentos multifuncionais laser. «As empresas procuram assegurar um controlo de custos rigoroso em relação à utilização [destes equipamentos].» Esse controlo faz-se através de «contratos com fornecedores que permitem uma filosofia de custos controlados por página impressa, libertando recursos humanos e financeiros, até agora necessários para a gestão de consumíveis, helpdesk, manutenção e logística de stocks de consumíveis», referiu o executivo da Xerox Alliance Partners. É nestes tempos de crise que as oportunidades surgem e as empresas apostam em novos argumentos de vendas. Jorge Silva, director de Marketing da Ricoh lembrou que, apesar de ainda

É NESTES TEMPOS DE CRISE QUE AS OPORTUNIDADES SURGEM E AS EMPRESAS APOSTAM EM NOVOS ARGUMENTOS DE VENDAS

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se venderem mais impressoras do que multifuncionais, o mercado empresarial está cada vez mais consciente da necessidade de gestão de recursos e o outsourcing é uma forma de gestão adequada aos tempos que vivemos. «Vemos um grande aumento da procura de soluções em outsourcing e renting, dado que o investimento é feito mais na lógica do “pague para usar” e não das compras puras, que originam despesas não esperadas e falta de controlo», indicou Jorge Silva. A crescer estão também os pacotes de serviço. Justificando o sucesso cada vez maior desta fatia de negócio das empresas, José Aguincha, director comercial e de Marketing da Epson, lembrou que o sector está a registar uma diminuição do número de encomendas e pedidos de renovação do parque instalado de impressão. «Não obstante, as empresas necessitam de continuar a imprimir, pelo que continuamos a trabalhar para oferecer serviços de valor acrescentado que também ajudam a manter um melhor controlo de custos: optar pelos nossos serviços de renting e custo por página ou por utilização implica contar com ferramentas que permitem optimizar a gestão», avançou José Aguincha. Em termos de equipamentos pedidos, e segundo a experiência relatada pelo country manager da Brother, João Fradinho, o mercado está cada vez mais interessado em equipamentos com ligação à rede Wireless, e funcionalidades como AdF (alimentador automático de papel) e impressão em duplex. Verifica-se também uma preocupação crescente em ter grupos de trabalho não muito numerosos a utilizarem os equipamentos de dimensão mais pequena, de forma a optimizar a produtividade dos recursos humanos e dos equipamentos, em detrimento dos equipamentos multifunções ou impressoras maiores e para grandes grupos de trabalho. A PCGuia colocou como desafio aos diversos fabricantes de equipamentos de impressão a apresentação de uma proposta para uma empresa fictícia que criámos. O objectivo é conseguir um exemplo prático capaz de dar uma maior ideia da oferta actualmente disponível. Eis o cenário apresentado: pequena empresa de consultoria, com 30 colaboradores com necessidade de dois multifunções para responderem a um volume de impressão médio. Empresa sem departamento de TI ou help desk, com necessidade de serviço de manutenção.


BROTHER EQUIPAMENTOS Dois equipamentos laser a cores MFC-9840 CDW. Este equipamento permite imprimir, copiar, digitalizar, receber e enviar faxes. Tem unidade de duplex em todas as funções, permite imprimir frente e verso para poupar recurso, suporta ligação através de cabo ou wir eless, tem um alimentador automático de folhas (AdF) e o seu design plano permite o envio por fax de páginas de documentos encadernados. Este modelo dispõe ainda de um sistema rápido para substituição de toners. Os consumíveis estão acessíveis através do painel frontal e dispostos num carril de fácil extracção; os cartuchos estão na posição horizontal, possibilitando trocar um cartucho ou vários em simultâneo. Os utilizadores poderão guardar a digitalização directamente num dispositivo de memória flash ligado através da porta USB integrada. Através desta ligação também é possível realizar impressão directa dos arquivos (JPG, PDF, TIF e PRN) guar dados em dispositivos USB que se encontram no directório principal, bem como navegar em t odas as pastas e subpastas através do ecrã LCD do multifunções.

SERVIÇOS Durante os três primeiros anos, a Brother disponibiliza uma garantia em casa do cliente, ou seja, todas possíveis intervenções que o equipamento poderá sofrer são realizadas por técnicos credenciados da Brother nas instalações do cliente. O cliente só tem de se preocupar com a substituição dos consumíveis, o que é muito fácil e intuitivo. VANTAGENS Garantia de três anos em todos os equipamentos, sendo que no ca so dos produtos laser a cores a execução da garantia é nas instalações do cliente. Tecnologia dos equipamentos e relação preço/qualidade. EXTRAS O MFC-9840CDW pode receber uma bandeja adicional de entrada de papel com capa cidade de 500 folhas, a LT-100. PREÇO Cada MFC-9840CDW custa 789 euros (+ IVA).

XEROX EQUIPAMENTO Um equipamento multifuncional a cores A3, o Workcentre 7428 e um multifuncional A4 a cor, de tecnologia de tinta sólida, a Phaser 8560MFP. Esta proposta visa o cumprimento dos requisitos necessários ao desempenho das tarefas de cópia, impr essão, fax e digitalização. Foi tida em conta a necessidade de ter um equipamento A3 cor, sendo em simultâneo, um equipamento A4 e A3 monocromático, bem como a r edundância de funções de cópia, impr essão, fax e digitalização. As velocidades dos equipamentos seleccionados estão de acordo com o volume estimado para a consultora. O WC7428 produz 28 ppm cor e mono e o modelo Phaser 8560MFP consegue 30 ppm cor e monocromático. SERVIÇOS O serviço apresentado pela Xerox Portugal visa um total controlo de custos, bem como a funcionalidade de gestão remota dos equipamentos, através de uma ferramenta designada Xerox Printing Services. Com esta solução é possível registar os equipamentos de forma automática e central, permitindo requisitar consumíveis sem intervenção do utilizador e fazer pedidos de assistência técnica, sempre que necessário. Está ainda disponível para a consultora um portal de acesso que permite monitorizar todo o estado da sua organização em relação à facturação/consumíveis e assistências técnicas. Todos os serviços de manut enção técnica no local, troca de peças, deslocações e consumíveis e entrega dos mesmos na(s) morada(s) da consultora estão incluídos, ao abrigo do contrato de manutenção sem custos adicionais.

VANTAGENS Algumas das vantagens competitivas estão relacionadas directamente com o tipo de serviço “pay per use”, em que a empr esa apenas paga o que produz, sem custos variáveis. Ao nível de funcionalidades o utilizador trabalhará sempre com uma interface única, independente do equipamento onde vai imprimir, ou da marca do mesmo. Com o mobile driver, um colaborador poderá imprimir para a impressora mais próxima, ou poderá escolher a mesma por outr os atributos. É possível ainda per sonalizar o driver de forma a parametrizar aplicações, como, por exemplo, imprimir do Outlook sempr e a preto, e em frente e verso automático, ou imprimir do powerpoint sempre 2-up, ou duas páginas numa. É permitida a digit alização para e-mail ou para ficheiro, sendo criados automaticamente PDF ou XPS em f ormato pesquisável, sem recurso adicional a software de reconhecimento automático de caracteres, e o envio de um documento digitalizado para múltiplos destinos de email, para uma pasta de rede ou para fax, permitindo ainda tirar cópias. É também permitida a recepção de faxes directamente para e-mail em formato PDF, sem ser necessário a impressão do mesmo, evitando custos de impressão e transformando automaticamente o documento em formato electrónico. Os utilizadores têm acesso ao Xerox standard accounting, que permite o controlo de cópias, impressões, faxes e digitalizações por utilizador e por departamento. Com esta solução, os equipamentos Xerox permitem ainda criar plafonds de todas as funcionalidades, bem como cor e preto. EXTRAS Outras soluções para este tipo de organizações podem passar por opções de cont abilização,

digitalização, fax, gestão documental, optimização e integração de documentos, com aplicações de negócio do consult or, digitalização e arquivo e ainda disponibilização de documentos em regime de outsourcing. PREÇO Para esta realidade foi efectuada uma simulação de um renting a 48 meses, que t em sido o período mais usado pelos nossos clientes. A renda mensal é de 221 euros. O financiamento será realizado por uma empresa financeira detida a 100% pela Xerox.

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PRO CASE STUDY HOTSPOT NOTÍCIAS

KONICAMINOLTA EQUIPAMENTOS Dois equipamentos Konica Minolta Bizhub C203. Estes são adequados a um volume médio com alta velocidade de digitalização a cores (70 ppm), sendo ver sáteis num escritório que se quer moderno e dinâmico.

helpdesk da Konica Minolta, que permite uma rápida intervenção dos técnicos e reacção proactiva.

SERVIÇOS Contrato de garantia total por cinco anos, que engloba toda a mão-de-obra na assistência e todos os consumíveis, excepto papel e agrafes

EXTRAS A possibilidade de adicionar um modo de f ax e de ter serviço de fax em rede (recepção e envio), bem como a inst alação de uma estação finalizadora que vem r eduzir os tempos de acabamento de documentos, a furar ou a agrafar.

Vantagens Qualidade do serviço, que inclui o CSRC (CS Remote Care). Trata-se de um sistema de diagnóstico remoto, ligado directamente ao

PREÇO O valor da pr oposta é 8500 eur os + IVA e inclui a oferta de software de gestão documental Open Bee.

HP EQUIPAMENTO HP Officejet Pro 8500 AiO Wir eless. A rapidez de impressão com qualidade profissional e a redução do custo de energia são pontos fulcrais.

energia são os dois pontos de maior destaque face à concorrência. Ao nível das funcionalidades, este modelo tem um ecrã táctil que permite a fácil navegação entre os diversos menus.

SERVIÇOS Na nova geração de Officejet Pr o (série 8000 e 8500) vem incluído um t erceiro ano de garantia. Para além disto, o cliente tem ao seu dispor tinteiros de alta capacidade que permitem, no tinteiro a preto, imprimir mais do dobro conseguido pelo tinteiro normal.

EXTRAS Esta máquina tem como opcional um segundo tabuleiro com capacidade para mais 250 páginas. Neste modelo está incluído a opção de scan directo para e-mail, ou para uma pasta na rede, impressão automática dos dois lados da página e wireless.

VANTAGENS O baixo custo da impressão e consumo de

PREÇO O preço recomendado é de 429 eur os.

LEXMARK EQUIPAMENTOS Lexmark X940e (multifuncional a cores, com impressão em A3, preparada para grandes volumes de trabalho) e Lexmark X464dte, um equipamento multifuncional A4 para volumes médios de trabalho. Isto caso o cliente tenha necessidade de impressão em A3. Se o client e não precisar de impressão em A3, a pr oposta vai para uma Lexmark X782e (multifuncional A4 a cores para médios/grandes grupos de trabalho) e uma X654de (multif uncional A4 monocromático), também para médios volumes de trabalho. SERVIÇOS Os equipamentos deverão ser instalados por técnicos Lexmark, para que os “key users” da empresa recebam a devida formação. Damos garantias de 4 anos par a os equipamentos, com assistência no dia seguinte (on Site Service). Esta garantia inclui assistência telefónica. O cliente tem sempre a hipótese de ter um “site manager” dedicado com deslocações semanais para apoio ao utilizador (preço sob consulta).

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VANTAGENS Os equipamentos estão equipados com funcionalidades como substituição frontal dos consumíveis, painéis e-task a cores (touch screen) iguais em todos os equipamentos propostos, entrada USB no painel oper acional duplex de base (impressão frente e verso) para poupança de papel, r obustez suficiente para que impressões tipicamente feitas em gráficas possam ser r ealizadas “in house”, digitalização a cores em qualquer equipamento, disponibilidade de toners até 36 000 pá ginas, para reduzir o custo por página, o número de vezes que o cliente tem de se dirigir à loja e o impa cto ambiental. PREÇOS Opção 1: 13 470 euros (inclui equipamentos, instalação e extensão de garantia para 4 anos no total); Opção 2: 7 700 euros (inclui equipamentos, instalação e extensão de garantia para 4 anos no total).


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EPSON EQUIPAMENTOS Dois multifunções Epson AcuLaser CX21NFT. Este é um multifunções laser a cores para pequenos grupos de trabalho que responderá perfeitamente às suas necessidades em termos de impressão, cópia, digitalização e envio de fax. SERVIÇOS A empresa poderá contar com todos os requisitos de manutenção e serviço pós-venda necessários. À disposiçã o está o serviço de e xtensão de garantia CoverPlus+, que consiste numa extensão da garantia padrão inicial, permitindo deixar de lado qualquer preocupação relativamente ao hardware durante 3 anos. No ca so das pequenas empresas, contamos com diversas possibilidades de contratação de serviços de impressão em função do volume de trabalhos impressos mensalmente. Por exemplo, mediante auditoria prévia, estabelecemos uma prestação fixa mensal onde se incluem custos com consumíveis e manut enção que cubram as necessidades de impressão mensal. Este acordo pode incluir ou não o custo derivado da aquisição do hardware. Existe também um pacote de soluções pr éestabelecidas, que inclui o har dware mais adequado – de a cordo com as

SAMSUNG EQUIPAMENTOS Os multifunções SCX-6555N e CLX8380ND. A proposta incide sobre um equipamento mono (55 ppm) e um equipamento multifunções a cores (38ppm). Desta forma, o cliente fica com dois equipamentos com capacidade para mono e cor, ambos capazes de of erecer boa produtividade e baixo custo (tanto no mono como na cor). SERVIÇOS Estabelecimento de um contrato de renting com a duração de 48 meses, instalação dos equipamentos sem encargos adicionais e manutenção assegurada segundo os padrões Samsung, garantindo um tempo de resolução de 24 horas. A deslocação ao local acordado para a instalação das impressoras e a mão-de-obra de técnicos especializados são garantidas nas horas normais de expediente. As intervenções técnicas são efectuadas em oficinas próprias para o efeito, se, devido à sua complexidade, não for possível realizá-las no local de instalação do equipamento, podendo entretanto ser instalado um equipamento de substituição.

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A Samsung encarrega-se ainda do fornecimento de todas as peças necessárias ao correcto funcionamento das impressoras, excepto suportes de impressão (papel, cartolinas, acetatos, etiquetas, ou outros) e de todas as alterações que os Serviços Técnicos considerem mandatórias para a melhoria da performance do equipamento. O Fornecimento de toner é feito sem encargos adicionais EXTRAS Estão disponíveis soluções à medida das necessidades específicas de cada cliente. A Samsung trabalha com duas software houses de r enome mundial para o mercado de impressão. São elas a Ubiquitech e a Equitrac PREÇOS SCX-6555: 78,99 euros (+IVA) por mês durante 48 meses, com 1000 cópias mensais incluídas e 0,006 eur os cada cópia extra. CLX-8380: 91,16 euros (+IVA) por mês durante 48 meses com 1000 cópias mensais incluídas e 0,009 eur os cada cópia extra p&b e 0,049 eur os cada cópia a cores.

necessidades de impressão – em conjunto com um númer o máximo de cópias mensais. Um serviço de r enting com prestação fixa cujo período de aplicação é de apenas 3 anos. A Epson oferece ainda um pr ograma completo de recolha e reciclagem de toners vazios, totalmente gratuito para os clientes. Na componente de gestão existe um utilitário, o Epson JobTracker, que gere o parque instalado, faz o cálculo de custos por impressora e define per fis de utilização por utilizador. No regime Try and Buy, o cliente, antes de optar pelo regime de aquisição de impressão, poderá experimentar o equipamento, a colocação, instalação e recolha são pagos pela Epson. Após o período experimental, poderá optar pela compra ou pela devolução do equipamento. VANTAGENS O hardware e a tecnologia do toner asseguram resultados de excelente qualidade, com uma fiabilidade sem rival e com uma gar antia de satisfação. Serviços de manutenção e assistência técnica e serviço de apoio a o cliente plenamente dedicado. PREÇO O preço a pagar pelo cliente depende do volume de impr essão e do r egime de utilização.


OKI EQUIPAMENTOS A Oki propõe a aquisição de dois multifunções ES 8460 CDXN – qualidade de impressão a cor até um formato máximo de A3, inclui a cesso às funções de fax, digitalização, cópia e impressão a uma velocidade de 34 páginas por minuto. SERVIÇOS Contrato de assistência técnica e o serviço Buy&Print. Através da contabilização de um custo fixo por página (seja monocromático seja a cores de 0,0066 e 0,0554 eur os, respectivamente), a empresa terá direito à gestão dos equipamentos, da logística dos consumíveis e da assistência técnica assegurada através de uma garantia no site. Ou seja, a or ganização pode realocar recursos humanos e financeiros à actividade principal, sabendo sempre qual o custo mensal da impressão na empresa. Neste contrato (com a duração mínima de 36 meses), a única preocupação do cliente é a utilização do seu equipamento. Por sua vez, as

obrigações da OKI passam por fornecer todos os consumíveis necessários ao funcionamento dos equipamentos (com a excepção do papel), dar formação aos utilizadores e proceder às instalações e intervenções técnicas necessárias. VANTAGENS Flexibilidade dos serviços, fiabilidade de equipamentos e consumíveis e a simplicida de de manuseamento e utilização dos mesmos. Existe também a vantagem de o programa Buy&Print não ter obrigações mensais, taxas fixas ou volumes incluídos para acertos posteriores e pagos antecipadamente pelo cliente. PREÇO O valor total para esta solução integrada será de 6739,36 euros (+IVA). Isto inclui os dois equipamentos, as impressões mono ou cor realizadas, pelos preços anteriormente indicados e, que estão contemplados no programa Buy&Print a 36 meses.

RICOH EQUIPAMENTOS Dois equipamentos multifunções laser do modelo Ricoh Aficio MPC2050. Incluem capacidades de cópia, impressão e scanner avançado, assegurando total versatilidade a preto, a cores e a uma velocidade de 20 ppm. A opçã o fax seria colocada apenas num dos equipamentos, pois, uma das vantagens da tecnologia Ricoh é a automatização electrónica da função fax: com o envio efectuado directamente do posto de trabalho de cada utilizador e a recepção executada directamente no e-mail central da empresa com posterior reenvio para a pessoa destinatária da mensagem. Como copiador suporta formatos até A3, tem um alimentador automático de originais e permite cópias a cores ou a preto, de acordo com o perfil de utilizador definido pela empresa. Enquanto impressora permite ligação em rede, suporta igualmente formatos até A3 e impressão a preto ou a cores com qualidade laser. Já na parte do scanner avançado existem disponíveis as funções scanto-email, scan-to-folder, scan-to-url ou scan-to-fpt, tudo a preto ou a cores. Como solução de software avançada para gestão documental incluímos o pacote Ricoh Digidocflow, que permite a criação de documentos PDF pesquisáveis por keyword e a conversão de documentos de papel para documentos editáveis para uso corrente (scan-to-word, scan-to-excel e scan-to-open office). Inclui também gestão de processos, como leitura e criação de códigos de barras para catalogação dos documentos, criação de uma estrutura simples de arquivo em pastas Windows ou a interactividade com um portal/ software de gestão que o cliente já use, como o MS Sharepoint, bases de dados Oracle, SQL e outros. SERVIÇOS A Ricoh Portugal possui um serviço chave-namão que inclui a instalação, configuração de equipamento na rede do cliente e formação

avançada dos utilizadores realizada por técnicos especialistas. Para cobrir a gestão dos volumes de trabalho, pedidos de chamadas de assistência ou consumíveis, existe o serviço Ricoh @r emote que garante uma total automatização destes processos, normalmente manuais e morosos. O cliente não precisa de pedir assistência ou consumíveis; o equipamento faz isto de forma automática através do software interno Ricoh @ remote. Por outro lado, o serviço @remote inclui também o acesso a um portal Web personalizado para cada cliente que permite monitorizar os volumes de trabalho com gráficos e informação detalhada. Como serviço também incluído, o cliente pode definir o per fil de acesso de cada utilizador por forma a controlar os seus gastos. Por exemplo, é possível ter um utilizador a aceder apenas como copiador e impressora a preto, outro só como scanner e outr o com acesso integral. Garantimos por isso multifuncionalidade, mas com gestão e controlo de acessos. VANTAGENS O serviço @remote é um factor diferenciador, pois garante um nível de serviço e inf ormação online sempre disponível. Nos serviços de a ssistência a Ricoh assegura a deslocação e assistência profissional com técnicos próprios nas instalações do cliente. O pacote de software Ricoh Digidocflow é também uma mais-valia porque, para além de ser um softwar e de tecnologia Java, está inserido no ecrã do equipamento, não sendo necessária qualquer instalação na máquina. EXTRAS Os opcionais seriam vários e de a cordo com as necessidades detectadas. Genericamente, disponibilizamos opções de acabamento, como agrafagem, de segurança, encriptação e controlo de acessos, ligação sem fios, linhas de fax extra, gavetas de papel adicionais, entre outras opções.

PREÇO A proposta tem um valor de r enda mensal de 500 euros em 60 meses. Seria uma opçã o em outsourcing total com equipamentos, serviços e consumíveis incluídos. No final do contr ato, será possível renovar o equipamento e assim assegurar a actualização tecnológica e de serviços. Como não nos foi indicado o volume incluído, decidimos estimar um volume mensal de 10000 prints a preto e 2000 a cor es.

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BLOGUE DO GATO NOTÍCIAS

O OVO E A G ALINHA A partir de dia 1 de Julho, todos os computadores chineses vão obrigatoriamente ter instalado um software de monitorização que serve para bloquear um grande conjunto de sites, como por exemplo sites de pornografia ou, pior, que usem uma coisa impensável denominada “liberdade de expressão” de todos os tipos. Como seria de esperar, este sistema está cheio de buracos devido a erros e à utilização de técnicas de programação antiquadas que abrem as portas para toda a informação existente nesses computadores. É evidente que este tipo de coisas não funciona porque, para além dos buracos de segurança, as pessoas que pensam estes sistemas nunca contam com a criatividade de quem quer mesmo aceder aos sites que outros acham impróprios para eles. Mas, como se diz, “cada um tem o que merece”, e este caso não é excepção. Mudando de assunto. O Simplex ainda não chegou a áreas em que a sua utilização é completamente

natural, como é o caso de pedidos de autorização ligados ao subsídio de desemprego. Cabe na cabeça de alguém que não se possa pedir através da Internet uma autorização para se ir de férias quando se está a receber o subsídio de desemprego? Já agora, se há cruzamento de dados para tantas coisas, porque é que o pedido de subsídio tem de ser feito presencialmente e não via Internet? Parece-me que a única área do Estado em que o Simplex está a funcionar a 100% é na área das cobranças fiscais. Tudo o resto é só para dizer que se vai fazer, ou que se tem a intenção de fazer. Como sempre, os políticos só servem para criar problemas e não para os resolver, e depois ainda se admiram que ninguém vote nas eleições europeias. Talvez se eles começassem a viver no mesmo planeta Terra que o resto das pessoas e deixassem de governar pelos telejornais, houvesse mais interesse pela política. Uma nota final vai para a resolução da União Europeia que obriga a Microsoft a vender o Windows 7 sem o Internet Explorer se o quiser comercializar no espaço europeu. Não há palavras para descrever isto… Parece que a decisão vai fazer com que toda a gente desate a usar o Chrome da Google ou talvez o Firefox…Trata-se do velho paradigma do Ovo e da Galinha. Se não se tem um browser pré-instalado no sistema operativo não se acede à Web. Se não se acede à Web não se pode descarregar outro browser. Por isso, não se acede à Web… Mas tem que se aceder à Web, quanto mais não seja para se entregar o IRS. Por isso, vai-se ao Windows Update e descarrega-se o Internet Explorer, e como ele se integra perfeitamente no sistema operativo, não se vai estar com trabalho a procurar e instalar outro browser. E volta tudo ao que estava. A única conclusão lógica que se pode tirar de tudo isto é que aqueles tipos andaram a perder tempo. Já agora para haver justiça, as distribuições de Linux não devem poder incluir o Firefox e o OSX para Mac também não pode trazer o Safari incluído.

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