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DVD vol. 2 500 Drivers Windows XP/7/8 e

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300 programas

(DVD com 8.5Gb disponível apenas em pontos de venda seleccionados)

parte 1

RECICLE+

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Como poupar os seus CD, DVD e Blu-Ray usando imagens ISO Maio 2013

9 propostas para ter duas linhas no mesmo telefone

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Nº 208

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passo a passo Free Image Convert and Resize

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ste programa permite-lhe redimensionar e converter grandes quantidades de imagens de uma só vez. Fica aqui um pequeno guia passo-a-passo para usar o programa, que está no DVD deste mês.

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Escolher as imagens Depois de instalar e activar o programa, clique no botão “Add” que está na janela principal. Pode escolher quantas pastas inteiras ou imagens em separado quiser.

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Este mês destacamos:

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Na zona abaixo pode escolher as dimensões que quer que as imagens tenham. Note que todas as imagens vão ficar exactamente com estas dimensões. Neste passo também vai ter de escolher o formato de saída. Se fizer muitas vezes a mesma coisa pode criar um perfil para não ter de estar a acertar as definições de cada vez que quer fazer um trabalho.


Este mês destacamos Utilitários

Vídeo

Áudio

FotMorph FreeDVD Video Burner Freemake Video Convert FreeStudio Free Youtube Downloader GomPlayer ChrisPC Free Youtube Downloader Converter VLC XMedia Recode

Audio Extractor Free CD Bruner Free Audio Converter Ringtone Maker TomaHawk

CODECs Combined Community Codec Pack Shark Win8Codecs Shark Win8x64 Components X64 Components

Fotografia Free Image Convert and Resize Free Video to JPG Converter JAlbum PC Image Editor Speedy Painter

Multimédia DVD Styler Free Disc Burner Lego Digital Designer

Produtividade Database Net PDFShaper Bullzip PDF Printer Vue Minder

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Defina o nome dos ficheiros Pode definir um nome base para o ficheiro e depois fazer uma numeração ou qualquer outro tipo de diferenciação de ficheiros.

Sistema Crystal Disk Info Crystal Disk Mark Disk Max FontView Fat Battery HD Clone Linux Live USB CReator MultiBoot USB Manic Time Paste Copy Q-Dir Portable (x32/x64) Revel Bring Back Wipe SlimCleaner SlimDrivers Starmenu StressMy PC SysInternals TMX Ultra Defrag Uninstall Flash Player Welt Wirelesskeyview Zen Key

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Segurança Avast Free ClamWin KeePass Norman Malware Cleaner Password Scan Remove Fake Antivirus RemoveIt Pr o RKill Rootkit Remover Stinger Web Browser Passview

Armazenagem na nuvem CloudPT Dropbox Google Drive Sync SkyDrive

Internet Browsers Chromium Firefox Portable Chrome Portable Surf Anonymous

Chat Trillian

Downloads Eagleget GetGo Net Balancer Orbit Downloader

E-mail Thunderbird

Partilha de ficheiros uTorrent

Servidores Advanced Onion Router Coral ChrisPC Anonymous Proxy

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Escolha a pasta onde serão gravados os ficheiros Clique em “Browse” e escolha a pasta para onde quer que os ficheiros sejam gravados.

Converter imagens Clique no botão “Convert” no fundo da interface para dar início ao processo de conversão.

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programação com o Raspberry Pi

parte 1

por pedro tróia

Senhoras e senhores apresentamos-lhe: Guido van Robot Os primeiros tutorias sobre o Raspberry Pi publicados na PCGuia foram sobre o que é o computador e como o pôr a funcionar no que respeita primeiro ao hardware e depois ao software. Depois passámos para a fase em que instalámos software para dar uso à máquina e, no último, transformámo-lo num ZX Spectrum. Desta vez vamos falar sobre algo completamente diferente: Como começar a construir aplicações simples com o Rapsberry Pi. Para tal vamos usar uma aplicação chamada “Guido van Robot”.

um quadrado no ecrã através dos seguintes comandos: Forward 150 Left 90 Forward 150 Left 90 Forward 150 Left 90 Forward 150 Left 90 Era tão simples quanto isto. Como dissemos, esta linguagem servia para ensinar os rudimentos do sequenciamento de comandos necessários para construir um programa, ou seja, levar um computador a desempenhar uma tarefa através de comandos encadeados. Este tutorial serve essencialmente para fazer o mesmo mas através do Guido van Robot e Raspberry Pi, em vez do Logo.

Instalação Antes de começar vai ter de instalar o programa no seu Rapsberry Pi. Para o fazer, active o LXTerminal e escreva:

Preparámos dois ficheiros que pode descarregar a partir de pcguia.sapo.pt/downloads 1.wld e 2.wld. Estes dois ficheiros são programas de exemplo para lhe dar uma ideia do que se consegue fazer com o Guido. Depois de os descarregar aceda ao programa e, através do menu “File, Open” escolha o primeiro: 1.wld. O lado esquerdo da janela vai ser preenchido com uma imagem que representa o mundo e o Guido, que é representado por um triângulo com um “G” lá dentro. O mundo de Guido é composto por ruas, que estão dispostas de Este para Oeste, e avenidas, dispostas de Norte para Sul. Tudo está rodeado com uma “parede virtual” que o Guido não consegue atravessar.

“Sudo apt-get install gvrng python-gtksourceview2”

Conhecer o programa Uma das primeiras linguagens de programação pensadas para os utilizadores menos experientes que estavam a aprender os rudimentos da programação de computadores era a Logo. Esta linguagem permitia o desenho de uma forma no ecrã e depois a sua animação usando comandos simples. Usando a linguagem Logo podia desenhar

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Depois de instalado, o programa pode ser activado através do menu de aplicações no canto inferior direito do ecrã. O programa está na categoria Education. A janela que aparece após a activação do programa vai estar dividida em duas zonas: uma para o robot Guido, à esquerda, e outra para escrever os comandos, à direita.

Tal como num mundo real, as intersecções das avenidas e das ruas fazem “esquinas”. Nestas esquinas pode colocar “beepers” que fazem um som apenas quando Guido está nessa esquina específica. Existem também paredes internas que o Guido não pode atravessar.


Criar os seus próprios mundos No ficheiro 1.wld está colocado um único beeper, representado por um círculo azul.

Começar a programar O Guido sabe apenas fazer cinco coisas: move turnleft pickbeeper putbeeper turnoff O comando “move” serve para fazer com que o robot avance por uma única rua ou avenida. “Turnleft” instrui o Guido para fazer uma curva de 90 graus à esquerda.

Quer criar os seus próprios mundos para colocar o seu robot? O programa permite-lhe construí-los facilmente a partir do zero. A primeira forma é através de um método “point-and-click”, que pode ser activado através da opção “Open, World Builder” na zona do lado esquerdo da janela. Vai aparecer um mundo novo vazio. Pode adicionar paredes clicando onde quiser que apareçam e adicionar beepers clicando com o botão direito do rato onde quiser que apareçam. Neste ecrã pode também definir o ponto de partida do Guido. Toda esta informação é guardada num ficheiro de texto simples semelhante aos que disponibilizámos para download no tutorial. Estes ficheiros podem ser editados directamente usando um programa de edição de texto. O que nos leva à segunda forma de criar um mundo novo para o seu robot. Usando um editor de texto pode criar um mundo dozero, basta saber os comandos. Depois é só guardar esse ficheiro com a extensão .wld.

Como é que se saiu? Se tudo correu bem, o seu programa deve parecer-se mais ou menos com este: Se, por exemplo, quiser fazer com que o Guido avance três avenidas, primeiro tem de se certificar de que ele está virado para o lado certo, usando o número correcto de comandos “turnleft” e depois dar três comandos “move”. Neste primeiro programa, o objectivo é mover o Guido até ao beeper, pegar nele, colocá-lo noutra esquina e desligar o robot. Para o conseguir, clique no separador “Code Editor”, que lhe permite escrever uma qualquer combinação dos cinco comandos disponíveis no campo de texto, cada um na sua linha individual. Quando quiser ver o resultado da sua programação clique em “Execute”. Não se esqueça de que o Guido só consegue ouvir o beeper quando estiver na esquina em que esse beeper está instalado. Isto também quer dizer que o comando “pickbeeper” só funciona nas intersecções que têm beepers. Se tentar usar este comando num sítio onde não existam beepers receberá uma mensagem de erro e vai ter de recomeçar o programa clicando em “Reload”.

Move Turnleft Turnleft Turnleft Move Move Pickbeeper Move Turnoff A parte mais complicada nisto tudo é fazer com que o Guido vire à direita, tudo porque não há nenhum comando que o permita fazer directamente. Por isso vai ter de fazer com que ele vire três vezes à esquerda. Isto pode fazer com que, à medida que vai progredindo, os seus programas fiquem muito longos e, em programas longos, quando acontece um erro, é difícil de identificar. No entanto, o Guido está sempre pronto a aprender à medida que o vai programando, o que permite que se criem sequencias de acções usadas regularmente e dar-lhes um nome, de forma a não ter de as escrever todas de cada vez que as quer usar. Como vimos, para fazer com que

o Guido volte à direita, tem de dar três comandos “turnleft”. Se usar muito esta sequência e quiser dar-lhe um nome pode escrever o seguinte: Define ViraraDireita: Turnleft Turnleft Turnleft A primeira linha diz ao Guido que se vai definir uma nova instrução chamada “ViraraDireita”, as linhas seguintes são as que dizem ao Guido o que tem de fazer para virar à direita. A indentação do texto é importante porque todas as linhas que estão avançadas são consideradas automaticamente como fazendo parte do novo comando. O primeiro comando que não estiver avançado é considerado pelo Guido como um comando normal que já não faz parte do “Define” . Para poder usar a funcionalidade “Define” vai ter de a colocar no início do seu programa e o resto dos comandos depois, mais ou menos assim: Define ViraraDireita Turnleft Turnleft Turnleft Move ViraraDireita Move Experimente reescrever o primeiro programa usando esta funcionalidade.

Repetindo até à exaustão Por esta altura já deve estar mais do que familiarizado com o primeiro mundo, por isso vamos mudar um pouco de ares. Mude para o World Editor, aceda a “File, Open” e escolha o ficheiro 2.wld. Este mundo é igual ao anterior, com a excepção de ter uma parede atrás do beeper e de ser um mundo substancialmente maior que o primeiro. Pode até ter de aumentar o tamanho da janela para conseguir vê-lo na totalidade. Neste segundo caso o objectivo é o mesmo, mover o Guido até ao beeper, pegar nele, movê-lo para um dos cantos e desligá-lo.

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erramentas de acesso remoto conhecidas como RAT (Remote Access Tools) estão a ser utilizadas por voyeurs e não só para aceder a computadores alheios. Além de procurarem conteúdos privados, os “Ratters” observam o dia-a-dia das suas vítimas através da webcam do computador e têm acesso total a este. O nome surgiu da utilização das RAT, mas as ferramentas não são novas, ainda que a maioria dos utilizadores não tenha consciência da existência deste tipo de pirataria, que viola muito mais que contas de e-mail ou dados pessoais. Com as RAT, os hackers conseguem controlar todo o computador da vítima sem que esta se aperceba. As vítimas são na sua maioria mulheres jovens e adolescentes, nomeadas por estes voyeurs online como “girl slaves” (raparigas escravas). Mas os Ratters não se limitam a observar, as vítimas são muitas vezes atormentadas com sites de conteúdos pornográficos ou mórbidos que se abrem, como por milagre, no seu computador. Uma das “partidas” habituais é esconder o botão “Iniciar” para causar alguma confusão e frustração à sua presa.

Conhece os “Ratters”? por márcia campana

O voyeurismo online tem-se multiplicado pelo mundo… sabe quem é o “Ratter” que pode estar a ver a sua vida?

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Como é feito As ferramentas de RAT não são novas, o famoso Grupo de Hackers Cult of the Dead Cow (Culto da Vaca Morta) lançou uma ferramenta chamada BlackOrifice na convenção de hackers Defcon, em 1998. A ferramenta foi desenhada para exibir as falhas na abordagem da Microsoft em relação à segurança. Comparado com as opções actuais, o BlackOrifice era primitivo. Ainda assim conseguia registar as teclas digitadas, reiniciar o computador de destino, transferir arquivos entres computadores e tirar screenshots. Hoje existe uma indústria para construir e instalar ferramentas sofisticadas de RAT, com nomes como DarkComet e BlackShades, e para administrá-las em dezenas e até centenas de computadores remotos. Quando os antivírus começam a detectar e limpar estes programas a comunidade RAT constrói encriptadores para disfarçar ainda mais o código de destino. Os Ratters mais sérios procuram software totalmente indetectável (FUD – fully undetectable). Criar um exército de escravas não é particularmente complicado, só precisam de levar os alvos a correr um ficheiro. O método mais comum consiste em semear ficheiros infectados através de redes de partilha. São utilizados nomes de filmes e músicas populares ou até algo mais criativo: o jogo The Sims possui grande popularidade entre o público feminino, o que tem levado Ratters a


as operações são discutidas sem pudor e as “girl slaves” são trocadas como se fossem cromos

utilizar o jogo The Sims 3 como isca. Para os que não sabem fazer isto, podem contar com a ajuda de profissionais que vendem o método passo a passo. Outros alugam escravas que já estão sob controlo.

Comunidade Não é preciso ser especialista em informática para utilizar estas ferramentas nem para angariar vítimas. Os Ratters operam abertamente online e partilham as melhores técnicas para escolher as novas escravas, ao mesmo tempo que mantém um ideal de beleza em fóruns públicos. Em fóruns como o Hack Forums, as operações são discutidas sem pudor e as “girl slaves” são trocadas como se fossem cromos e até vendidas. Um dos fóruns já conta com 23 milhões de posts. No entanto o acto de espiar é, para muitos Ratters, pouco mais que um jogo. Um membro de um fórum afirmou já ter arquivado 200 GB de material webcam das suas escravas: “Na maioria apanho as melhores partes (partes engraçadas, as “coisas boas”) e organizo-as (nome, morada, passwords, etc.) só por diversão…. Ainda acrescentou que a sensação não é a de fazer algo pervertido, considera-o uma espécie de jogo, um “jogo do gato e do rato, com todos os bónus incluídos”. Ao falarem com outros homens que fazem isto – os Ratters têm parecido na sua maioria homens – encontram aprovação da comunidade para os seus actos. Poucas são as situações em que a “girl slave” é alvo de chantagem, mas já têm sido reportados casos em que as jovens foram convidadas a despirem-se em frente à webcam para que conteúdos encontrados nos seus ficheiros e mesmo vídeos captados no dia-a-dia não fossem expostos online. A falta de moral não está totalmente ausente entre os habitantes dos fóruns de “ratting”, ainda que a maioria seja peculiar. Um utilizador começou por apelar ao senso referindo-se à hipótese de ser a irmã de um Ratter, mas acabou por afirmar que a única regra real é não piratear “boas meninas”. No fim concluiu que mesmo que alguém pirateie “boas meninas”, deve guardá-las para si e não as expor. De vez em quando surgem declarações mais raivosas que defendem que um verdadeiro hacker não utiliza RAT, pois é demasiado fácil. Apesar de a maioria concordar que existem regras, estas são poucas e falar delas irrita quem só quer ver fotografias de escravas.

O escárnio também teve direito a um lugar. Um tópico popular a funcionar há mais de um ano com 59 páginas de comentários, pede “Post aqui as suas escravas feias”. As principais respostas envolvem pessoas apanhadas com o dedo no nariz. Dentro da comunidade também surge ajuda para problemas com o acesso às escravas. O principal percalço encontrado é a luz de indicação de câmara. Existem tópicos dedicados a encontrar formas de ultrapassar as incómodas luzes que muitas vezes assustam as vítimas e levam à perda de escravas. Por mais que tenham tentado, contornar a luz não tem sido tarefa fácil e por isso têm surgido algumas alternativas. Uma envolve a compilação de listas de modelos de portáteis que não têm luzes nas webcams, depois cabe ao Ratter esperar que a vítima não esteja a olhar para o ecrã para verificar o modelo e fabricante dos portáteis das escravas e confirmar se estão na lista.

Evitar Uma boa maneira de evitar este tipo de perigo é não descarregar ficheiros .exe aleatórios de sites como o YouTube ou de torrents, além de só descarregar executáveis de fontes fidedignas. Normalmente é possível compreender que fomos atingidos quando se descarrega e corre um ficheiro .exe, e não acontece nada. Nem mensagem de erro nem programa a carregar. Utilizar um programa antivírus sólido é uma boa maneira de se proteger, assim como manter o sistema operativo e os plugins (especialmente Flash e Java) actualizados também pode ajudar. Também é recomendado evitar computadores com webcam nos quartos. Limitar a utilização da câmara em zonas que exponham muito a privacidade e lembrar os familiares de não fazer nada que não queiram partilhar com o mundo em frente à webcam. Garantir que a sua ligação wireless está protegida por uma password imbatível é um passo importante, nunca a que vem de origem com o router. E, acima de tudo, preste atenção à luz da câmara. Um dos maiores problemas encontrados pelos Ratters tem sido o aumento de webcams com luz indicadora de que a câmara está activa.Alguns utilizadores com mais conhecimentos de informática muitas vezes utilizam programas de vírus como solução temporária, porque, na maioria das vezes, quando um servidor é bloqueado o atacante encripta um novo e faz upload. p

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Não, não vamos falar do livro de David Mitchell nem do filme dos irmãos Wachowski. Neste artigo vamos falar-lhe dos serviços de armazenagem na nuvem de que toda a gente fala (e usa). Tentamos encontrar o melhor e mostrar-lhe como funcionam. po r G u stav o d i as e pe d ro t r ó i a

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O que é a “nuvem”

nuvem é uma entidade difusa composta por milhares de servidores ligados à Internet e que, em si próprios, são a própria Internet. Esta nuvem nasceu da necessidade que as pessoas tinham de representar visualmente a Internet quando precisavam de explicar um qualquer conceito ou produto real que, de alguma forma, funcionava usando a “rede das redes”. Do conceito ao produto foi um pequeno passo. Por um lado, as velocidades de acesso à Internet aumentaram muito e os preços desses mesmos acessos baixaram de uma forma acentuada; por outro as capacidades dos servidores modernos tornaram-se de tal forma excedentárias que se tornou prático começar a mover algumas tarefas dos computadores locais para a rede, como as de processamento, mas, acima de tudo, de armazenamento. Inicialmente estes serviços em nuvem foram virados para as empresas, que obviamente viram logo as vantagens económicas de deslocalizar alguns serviços para fora dos seus próprios computadores. Mais tarde começaram a aparecer os serviços dedicados aos clientes particulares. Apesar de existirem ofertas que disponibilizam aplicações como folhas de cálculo ou processadores de texto, estes serviços focam-se principalmente no armazenamento, oferecendo espaço que está sempre acessível desde que exista uma

ligação à Internet e que mantém os dados lá gravados sincronizados entre todos os dispositivos. Outro factor que deu um grande impulso a estes serviços de armazenamento de dados em nuvem foi a crescente adopção de smartphones e tablets, que têm, de série, capacidades de armazenamento muito limitadas e poucas hipóteses de expansão. Daí a esmagadora maioria destes serviços oferecer uma aplicação para os principais sistemas operativos móveis. Existem mesmo fabricantes que oferecem espaço extra nestes serviços a quem adquirir um dispositivo. Os serviços de armazenamento em nuvem têm, normalmente, três modalidades: Gratuito. Esta modalidade oferece um mínimo de espaço que, em certos casos, pode ser expandido através de programas de referenciação, ou seja, se uma pessoa aderir ao serviço a seu conselho o seu espaço disponível vai aumentando até um determinado limite. Pago. Nesta modalidade o utilizador pode escolher que espaço quer a partir dos pacotes predefinidos que estejam disponíveis. Empresarial. Esta modalidade é a que normalmente oferece o máximo de espaço possível ou mesmo sem limite. São soluções pensadas para grandes organizações.

e inventaram o conceito de “nuvem pessoal”. Isto não é mais uma forma de disponibilizar o disco rígido com ligação em rede que qualquer um pode ter em casa ou em qualquer lugar desde que se tenha acesso à Internet. E como funcionam as nuvens pessoais? As ligações à Internet domésticas usam um sistema de rotação de endereços IP para que um determinado endereço não fique ocupado mesmo quando um utilizador não está ligado à rede. Este factor implica não se conseguir atribuir um domínio à sua ligação à Internet, o que permitiria o acesso a partir de qualquer ponto da Internet. Para contornar este problema, os fabricantes de discos criaram um serviço que, após o registo do disco, sabe sempre qual é o endereço IP desse disco, mesmo que ele mude 10 vezes por dia. Para ter acesso aos conteúdos lá gravados a partir de qualquer ponto do mundo basta ligar-se à página do serviço e colocar o seu login e password. Apesar de funcionarem, estes sistemas estão muito dependentes da velocidade da ligação à Internet, que no mercado doméstico são normalmente rápidas nos downloads mas lentas nos uploads. Outra limitação é que, na sua grande maioria, estes serviços só podem ser usados através de um browser, o que, por exemplo, limita o tamanho dos ficheiros a 3 GB. p

Nuvens pessoais Os fabricantes de discos rígidos também não ficaram quietos à espera da morte lenta do mercado armazenamento doméstico

A nuvem em Portugal Numa conferência no ano passado, Zeinal Bava, CEO da Portugal Telecom, anunciou o Cloud PT, um serviço gratuito que oferece 16 GB de espaço de armazenagem a todas as pessoas, independentemente do fornecedor de acesso à Internet. O serviço começou a funcionar no final do ano ano passado, mas ainda está em fase “beta”.

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A arte do tiro certeiro!

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Este ano os jogos de acção de combate, salvo algumas excepções, parecem sofrer do mesmo mal, a jogabilidade. Não percebemos a razão porque um sniper tem de obrigatoriamente suster a sua respiração no meio de um videojogo, quando todos sabemos que na vida real é uma das situações mais treinadas, e mais difíceis de executar, quando a adrenalina do soldado está no máximo. O sniper é um super soldado, habituado a viver nas mais complicadas situações de guerra sem desvendar a sua posição de combate. É uma pessoa fria, com uma tremenda capacidade de análise de todas as situações e capaz de aniquilar um inimigo com um só tiro a uma distância gigantesca. Normalmente o sniper é uma equipa de duas pessoas, o soldado que tem como missão disparar a carabina de alta precisão e um colega que faz as medições do tempo, vento e distância e que comunica sem margem de erro os parâmetros que devem ser inseridos na arma. Mas em Ghost Warrior 2 o sniper age na companhia de outro sniper, sem a colaboração do seu

Apesar de tudo, Ghost Warrior 2 é dos poucos jogos que aborda a missão do sniper em exclusividade

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binómio. Outro problema do jogo centra-se no seu grafismo e no uso do motor gráfico. Neste género de jogos, o realismo dos seus gráficos deve ser cuidado, porque o sniper passa a maior parte do tempo escondido no meio da vegetação. Quando esta não ajuda, o jogador vê-se num grande dilema, podendo ser rapidamente detectado pelos inimigos. Apesar de tudo, Ghost Warrior 2 é dos poucos jogos que aborda a missão do sniper em exclusividade, esperando-se que num futuro imediato a produtora que o desenvolveu consiga corrigir estes pequenos erros e devolver aos jogadores a magia dos cenários de guerra. p

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+ Missões - Grafismo - Jogabilidade Disponível para: PC, PlayStation 3 e Xbox 360 Preço: €49,99 Site: www.sniperghostwarrior.com


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Cada um destes deuses possui capacidades e poderes únicos, por isso a escolha terá de ser sábia para conquistar a glória na arena dos deuses

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A partir do momento em que se consegue libertar das amarras que o prendem, Kratos parte numa busca incessante, uma monstruosa escalada até ao topo, com a missão de encontrar as respostas adequadas que tanto procura. Não vai ser uma tarefa fácil, pelo caminho terá de enfrentar imensos perigos e desvendar inúmeros enigmas. O novo título da série pode estar trocado na pirâmide, mas

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e o leitor entrou agora mesmo no mundo dos videojogos, prepara-se para conhecer desde o seu início a história de uma das personagens mais famosas do mundo PlayStation, Kratos. Mas se já jogou todos os jogos da série não desespere, pode em determinados momentos ficar com a impressão de que já viveu as situações que o jogo lhe apresenta, mas asseguramos que vai ficar a conhecer em pormenor toda a ascensão desta personagem e os motivos que o levaram a lutar com tão poderosos deuses. O jogo inicia-se seis meses depois da tragédia que atingiu a família de Kratos, desferindo toda a sua revolta contra o deus da Guerra, Aries, o que culmina numa série de acontecimentos e no seu aprisionamento.

+ Multiplayer - Momentos épicos - Jogabilidade Disponível para: PlayStation 3 Preço: €59,99 Site: www.godofwar.com

tem tudo para saciar os apetites dos mais acérrimos fãs de God of War. Mas não é tudo, o novo Ascension inclui um modo multiplayer muito interessante, onde o jogador tem a possibilidade de escolher um dos seguintes deuses: Hades, Poseidon, Aries e Zeus. Cada um destes deuses possui capacidades e poderes únicos, por isso a escolha terá de ser sábia para conquistar a glória na arena dos deuses. À medida que enfrentam outros deuses, desbloqueiam novos objectos que melhoram a capacidade da personagem. O modo oferece diversos modos de jogos, que se podem encontrar nos outros títulos de acção mas que em Ascension foram adaptados a toda a mitologia grega. Para quem procura mais respostas sobre Kratos, este é o jogo de eleição. p

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Regresso às origens…

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PCGuia 208 Maio 2013 - Demonstração  

Serviços de armazenagem para aceder aos seus dados onde quer que esteja

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