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PCGUIA

EDIÇÃO ESPECIAL

MAIO 2010

PORTÁTEIS

iPA D

TE ST ÁM OS !

COMO FUNCIONAM • COMO ESCOLHER UM NOTEBOOK • COMO ACRESCENTAR MEMÓRIA RAM • COMO ACELERAR O ARRANQUE • COMO CRIAR UM CD DE RECUPERAÇÃO • COMO LIGAR O LAPTOP EM REDE • COMO PROLONGAR A VIDA ÚTIL DA MÁQUINA E MUITO MAIS...

PCGUIA

A ESPERA ACABOU

NVIDIA GEFORCE GTX 480

I

MAIO DE 2010

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WWW.PCGUIA.PT

5 603823 072213

Nº 174 | 4,50 (CONT.)

00174

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TECNOLOGIA SEM LIMITES

PORTÁTEIS

NÃO CONSEGUE VER VÍDEOS NO SEU COMPUTADOR?

REVELAMOS OS FORMATOS, CODEC E LEITORES DE MEDIA ESSENCIAIS

PRIMEIRA MÃO ADOBE CREATIVE SUITE 5 AS NOVIDADES DO PHOTOSHOP, FLASH E COMPANHIA

RESOLVA OS PROBLEMAS DE COMPATIBILIDADE COM PROGRAMAS ANTIGOS EXPLICAMOS COMO USAR O XP EM QUALQUER VERSÃO WINDOWS 7

VOLUME II

EXCLUSIVOS HP ENVY 13 • FUJITSU T900 • MEO@PC


EDITORIAL

MELHOR REVISTA DE TI EM 2008 Pedro Troia director troia@pcguia.cofina.pt

Director Pedro Tróia Redacção João Trigo (Editor) Susana Esteves, João Pedro Faria, Carlos Marçalo, Cláudia Sargento, Luísa Dâmaso, Lurdes Marujo [Secretária de Redacção) lurdesmarujo@revistas.cofina.pt, Teresa Resende (Revisão) Arte Hélio Falcão (Director Adjunto) e Teresa Silva Colaboradores – Texto Susana Rodrigues, Patrícia Grilo, José Luís Porfírio, Paulo Barbosa, Artur Martins, Leonel Miranda Imagem Vitor Gordo (fotos) Produção Gráfica Carlos Dias (Coordenador), Jorge Fernandes, José Carlos Freitas, Paulo Glória, Paulo Fernandes, Carlos Campos e Fátima Mesquita (Assistente) Circulação Madalena Carreira (Coordenadora), Jorge Gonçalves e Denise Amorim Publicidade Cristina Fonseca cristinafonseca@cofina.pt (Directora de Publicidade); Eunice Cecílio eunicececilio@cofina.pt (Gestora de Conta); Júlia Favinha juliafavinha@cofina.pt (Gestora de Conta); Fátima Malaca fmalaca@revistas.cofina.pt (Coordenadora de publicidade), Rute Dias rdias@revistas.cofina.pt e Susana Fernandes susanafernandes@cofina.pt (Assistentes de Publicidade) Marketing Sónia Santos, Miguel Barreto, Susana Ventura (Assistente) Assinaturas Margarida Matos email assine@cofina.pt Linha de Apoio a Assinaturas Sandra Sousa, Ana Pereira e Filipa Cerqueira Telefone directo 213 307 777, Av. João Crisóstomo, 72, Galeria, 1069-043 Lisboa Venda de Edições Anteriores Caso pretenda adquirir números anteriores desta revista contacte o 219 253 248 ou revistasanteriores@revistas.cofina.pt

A ERA DOS COMPUTADORES PORTÁTEIS Esta é a primeira edição temática da PCGuia. E para começar, decidimos falar de computadores portáteis. Este tipo de computadores há muito que ultrapassou os computadores de mesa no que respeita ao número de unidades vendidas, isto porque são máquinas mais pequenas e que, como o nome indica, podem ser utilizadas em qualquer lugar. A princípio pensámos fazer um teste em grupo a portáteis, mas testes em grupo já os há em demasia. E que tal ajudarmos as pessoas a escolher e usar melhor o portátil? Assim nasceu esta edição em que falamos de todos os aspectos relacionados com o hardware e software dos portáteis, e ainda lhe damos dicas sobre como pode tirar o máximo partido do seu investimento. Queremos também destacar neste número o nosso primeiro teste ao novo iPad da Apple e ainda à nova placa gráfica topo de gama da Nvidia para DirectX 11, a GeForce 480.

Distribuição de Assinaturas JMToscano, lda. Tel: 214 142 909; Fax: 214 142 951; jmtoscano.com@netcabo.pt Pré-impressão GRAPHEXPERTS, Lda., Av. Infante Santo, 42, 1350-179 Lisboa, e-mail: revistas@graphexperts.pt Impressão Lisgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A., Rua Consiglieri Pedroso, 90-Casal de Santa Leopoldina-2745-553 Queluz de Baixo Capa Printover fornecido por Sarriópapel Distribuição VASP – Soc. de Transportes e Distribuição, Lda, Complexo CREL – Bela Vista/Rua da Tascoa, 4.º Piso – Massamá – 2745 Queluz

Edirevistas Sociedade Editorial, S.A. grupo Cofina Media – SGPS, SA Conselho de Administração Paulo Fernandes (Presidente), João Borges de Oliveira, Luís Santana, Laurentina Martins e António Simões Silva Directora de Arte Sofia Lucas Directora Comercial Olga Henriques Director de Produção Avelino Soares Directora de Marketing Maria João Costa Macedo Director Comercial Online José Manuel Gomes Director de Informática Rui Taveira Director de Recursos Humanos Nuno Mariz Directora Administrativa e Financeira Alda Delgado Director de Assinaturas João F. Almeida Director de Circulação Mário Rosário Directora de Research Ondina Lourenço Sede: Administração, Redacção, Publicidade: Avenida João Crisóstomo, 72, 1069-043 LISBOA. Telf.: 21 330 77 00; Fax: 21 330 77 99 Propriedade/Editora • EDIREVISTAS - SOCIEDADE EDITORIAL, SA • Capital social: e5.915.669 • CR.C.Lx n.° 500 061 130 • Contribuinte n.° 500 061 130 • Principal accionista: COFINA, SGPS, SA (99,46%) • N.º Registo E.R.C. 119 452 • Depósito legal: 97 116/96 • Tiragem média: 52 500 exemplares

ESTE MÊS... João Trigo editor joaotrigo@pcguia.cofina.pt

...tratei de uma mudança de casa, pelos que os projectos informáticos ficaram para segundo plano. Mesmo assim, descobri que o meu PC de jogos morreu (mesmo antes da mudança), pelo que tudo aponta para umas valentes horas com as orelhas dentro da caixa. Além disso, vejo num horizonte próximo um investimento em hardware novo...

Susana Esteves jornalista susanaesteves@pcguia.cofina.pt

...Estou oficialmente sem processador na minha máquina, não porque ele “morreu”, mas porque a loja onde o levei para o trocarem fechou para balanço... e nunca mais abriu. Para este problema, nem os passo a passo me salvam. Lá por casa agora ataca-se violentamente as “altas patentes” do Olympus.

João Pedro Faria jornalista jfaria@pcguia.cofina.pt

... Passei o sistema do portátil de um velhinho disco de 4200 rpm para um moderno SSD externo e fiquei maravilhado. A solução, analisada nesta edição, é uma excelente opção para quem tem uma máquina velha e quer dar-lhe uma nova vida sem ter muito trabalho nem gastar muito dinheiro, ou pelo menos tanto dinheiro quanto custaria um computador novo. Na próxima actualização do meu PC, a unidade de sistema vai ser certamente SSD! É uma questão de esperar que o custo por GB se torne mais apelativo. PCGUIA

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ÍNDICE

28 Tema de capa

TIRE MAIS DO SEU PORTÁTIL Regulares 6 Notícias 12 Lançamentos ASSISTÊNCIA TÉCNICA 88 Pergunte ao especialista SHOPPING 99 Sugestões

Especial 20 Criatividade sem limites

Banco de Testes TECNOMUST ViewSonic PJD6381 Microsoft Sidewinder X4 Luna Voyager Nec NP215G Avermedia AverTV Hybrid Volar HD 17 Targus USB Hub

16 16 16 17 17

18 20 20 21

HARDWARE Nvidia GeForce GTX 480 Asus P7P55WS Supercomputer Sitecom WL-357 e WL-352 Memória Patriot DDR3 1600MHz Gseries

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dLAN 200 AVmini Starter Kit Iriscan Pro 3 Office Powercolor 5870 PCS+ Kingston SSDNow V 128 GB Notebook Kit 25 Apple iPad 26 Fujitsu T900 Tablet PC 26 HP Envy 13” 22 22 23 24

SOFTWARE 27 Meo@PC

Guias 62 72 76 78 82

SOFTWARE Uma reprodução perfeita Execute software do XP no Windows 7 Use o HomeGroup para partilhar ficheiros Optimize a sua impressora Optimizadores de sistema

REDES 86 Ligue a sua rede à corrente

Entretenimento 92 94 96 98

Assassin's Creed 2 Battlefield Bad Company 2 Napoleon: Total War Lançamentos

PCGuiaPro 100 NOTÍCIAS 103 SOFTWARE DE GESTÃO Facturar sem complicar 104 ENTREVISTA «Ainda há falta de conhecimento sobre o que são as provas digitais» 106 HOSTING FCCN agiliza registo de domínios 108 FORMAÇÃO Galileu visa consolidação 110 HOTSPOT Impressão segura ganha adeptos


SOFTWARE NOTÍCIAS PCGNotícias

OLYMPUS APRESENTA E-PL1 A marca reforça a aposta no segmento de micro quatro terços A Olympus revelou aos jornalistas a nova aposta do mercado nacional. Chama-se E-PL1 (da série Pen) e foi concebida para servir quem usa máquinas compactas mas pretende opções mais avançadas, geralmente disponíveis em equipamentos D-SLR. Ao contrário das outras versões das Pen, a PL1 conta com um flash embutido na máquina. Destaque ainda para o ecrã LCD de 2,7 polegadas (6,9 cm), para o sensor de 12.3 megapixels e para o estabilizador de imagem colocado no corpo. Entre as restantes novidades encontra-se um guia ao vivo que ajuda os utilizadores na configuração de algumas funções de máquinas reflex. Além

disso, esta Pen oferece uma selecção de seis filtros artísticos (entre eles, o sépia suave). A nova máquina permite a gravação de vídeo em alta definição (720p – e tem saída HDMI) e o fabricante garante que as objectivas do formato quatro terços podem ser todas usadas recorrendo a um adaptador que a Olympus vende separadamente. A máquina pode ser adquirida por 549 euros (apenas o corpo), mas existem outros dois packs disponíveis. Se quiser adquirir o corpo com a objectiva 14-42 mm, terá de gastar 599 euros. Caso pretenda o corpo, esta objectiva e a de 40-150 mm, o preço a pagar é 749 euros.

KINGSTON REVELA APOSTAS PARA 2010 O fabricante quer continuar a liderar as memórias DRAM e Flash e vê uma boa oportunidade nos mercados de discos SSD Fabricante de memórias que actua nos mercados DRAM, Flash e SSD, a Kingston revelou ter crescido 67 por cento em termos de unidades vendidas entre 2007 e 2009 e anunciou um crescimento de 9% no ano passado em termos de facturação face a 2008, em Portugal. No que concerne a cada uma das áreas de negócio, o mercado de memórias Flash cresceu 30% em revenue e 70% em número de unidades vendidas entre 2007 e 2009, tendo apresentado uma subida de 41% em facturação de 2008 para 2009 – de salientar que o fabricante é número um em Portugal no que respeita ao mercado dos formatos SD e micro SD. Já a área das memórias DRAM registou um decréscimo de 6% em facturação face a 2008, tendo contudo havido um crescimento de 50% 6 | PCGUIA

em termos de quantidades, passando de 350 mil módulos para cerca de 500 mil módulos de memória. Para 2010, a empresa espera, na perspectiva do seu business development manager para Portugal, Gonçalo Reis, «manter o primeiro lugar em termos de drives USB e de cartões Flash, bem como crescer 15% na actuação. O responsável realça a importância do «mercado de discos SSD, no qual a Kingston quer tornar-se num leading vendor com a gama SSDNow para consumo e empresas», bem como do «esperado sucesso da família Kingston HiperX, direccionada para os jogos e sistemas de alto desempenho». Aumentar as vendas das pen USB com segurança é outro dos objectivos. Líder mundial de memória DRAM com uma quota de aproximadamente 38%, a Kington

vendeu 60 mil unidades SSDNow em 2009. A família SSD é composta por três gamas – V (mercado de consumo), M (empresas) e E (servidores) e conta, no caso da oferta para o mercado de consumo, com um «argumento de venda forte – kit bundle». Este kit é proposto na versões V Notebook bundle, V Desktop bundle e V+ &M DT/NB bundle, incluindo o disco, a caixa, o cabo e o software necessário para a criação dos backups, e ainda suportes de fixação para as soluções desktop. Quanto a novidades para este ano, destaque para a gama LoVo (Low Voltage), que vai ser lançada no mercado em breve. No que concerne aos primeiros modelos SSD com interface SATA 3, «provavelmente haverá novidades ainda este ano, mas só no final». J.P.F.


NOTÍCIAS

«O BROWSER É PROVAVELMENTE O SOFTWARE MAIS IMPORTANTE NO COMPUTADOR DOS UTILIZADORES» A PCGuia falou com Jim Roskind, engenheiro de software no projecto Google Chrome, sobre alguns dos aspectos que fazem com que o Chrome se diferencie de outros browsers

BREVES CÃO AZUL LANÇA T-SHIRT COM LIGAÇÃO À NET

O Cão Azul e a Ydreams juntaram-se para desenvolver uma t-shirt diferente, com o nome provisório de Social Tee. O projecto ainda em fase Beta consiste numa t-shirt com uma mensagem com até 140 caracteres que é actualizada através do mural do Facebook e do Twitter. A ligação entre a t-shirt e a maior das redes é garantida pelo adaptador bluetooth que estará incorporado na t-shirt. A mensagem aparece num ecrã especial, com menos de dois milímetros de espessura, tamanho perto de A5 e que está integrado no algodão da t-shirt. Nesta primeira fase apenas permitirá a publicação de texto, mas futuramente poderão ser mesmo fotografias ou pequenos filmes. Ainda não há data prevista para o lançamento da t-shirt. .

TOSHIBA RENOVA GAMA DE CÂMARAS

A Toshiba revelou as novas propostas para o mercado de vídeo digital. A S20 permite tirar fotos de 5Mp e pode ser adquirida por 149,90 euros. A X100 está equipada com um sensor de 10Mp e com um zoom óptico de 10x e digital também de 10x. Está à venda por 299,90 euros. Ambas as máquinas têm ecrãs LCD rotativos de 3”, mas o ecrã da X100 é táctil. As outras duas máquinas são as Camileo SX500 e SX900, modelos pensados para «utilizadores mais exigentes». Contam com tecnologia SDXC e permitem funções básicas de edição no ecrã táctil. Vão custar 199,90 euros e 249,90 euros, respectivamente. As quatro Camileo apresentadas têm uma função de upload directo do vídeo para o YouTube. 8 | PCGUIA

TEXTO JOÃO TRIGO FOTO ARQUIVO PCGUIA

PCGuia – Qual é a razão por detrás da obsessão da Google pela velocidade do seu browser? Jim Roskind – A Internet é muito mais complexa do que era há 10 anos. Hoje, os browsers têm de conseguir lidar com “cargas pesadas” que as novas aplicações impõem. Falo nomeadamente de streaming de vídeo ou de programas de mapeamento. Além disso, os consumidores exigem que os browsers consigam fazê-lo de forma rápida, e que não sejam afectados por elas. Elaborámos o Chrome de raiz para se focar na velocidade. Todos os aspectos do browser foram optimizados para que o cibernauta tenha a resposta necessária o mais depressa possível. Construímos um novo motor JavaScript de raiz e chamámos-lhe V8. São estes motores que tratam de muitas das necessidades de processamento quando o sistema é chamado a trabalhar com aplicações Web muito complexas, como o Gmail ou o Facebook. Desenhámos ainda todos os aspectos do Chrome de forma a que a experiência de utilização confira ao utilizador a ideia de rapidez de funcionamento e de que o browser é rápido a reagir. PCG – O que é exactamente o DNS prefetching e para que serve? J.R. – As medições que levámos a cabo dizemnos que muito do tempo gasto à espera que o DNS resolva a indexação dos nomes de domínio. Para melhorarmos a velocidade, o Chrome resolve esta questão antes mesmo da navegação. O processo tem lugar recorrendo ao mecanismo normal de resolução de DNS dos computadores – nenhuma conexão ao Google é

usada. Como resultado, temos no Chrome um tempo de primeira visita a um domínio 250 milissegundos mais rápido que num outro browser. As esperas de mais de 1 segundo desapareceram quase por completo. PCG – O que podemos esperar para breve no mercado de browsers? J.R. – Nos últimos 20 anos, muitos browsers foram apresentados e todos continuam a evoluir, oferecendo novas opções e mais qualidade de navegação aos utilizadores. Prevejo que as melhorias na velocidade de navegação e as opções de segurança apresentadas em todos eles irão suportar a próxima geração de HTML (HTML 5). À medida que se usar o HTML 5, vamos assistir a desenvolvimentos interessantes nas tecnologias Web. PCG – Qual o comentário que lhe merece a recente decisão da Comissão Europeia acerca da possibilidade de escolha de browser no Windows? J.R. – Pensamos que o browser é provavelmente o software mais importante no computador dos utilizadores, mas os nossos estudos revelam que muitos deles nem sequer sabem o que é um browser. Acreditamos que tudo o que dá mais notoriedade aos browsers e que aumenta as capacidades de escolha dos cibernautas é uma mais-valia. PCG – A velocidade de navegação é uma característica essencial. Quais são as outras? J.R. – A segurança e a simplicidade de utilização são características essenciais, na nossa opinião.


NOTÍCIAS

TMN ESTREIA-SE NO ANDROID NA BERRA ANDROID

A oferta é cada vez maior, o que é um claro sinal de que o mercado está em crescimento. Nos Estados Unidos, a plataforma já conseguiu conquistar 9% de quota, segundo o relatório trimestral da comScore MobiLens, valor que corresponde a um crescimento de 5,2%.

ANTIPIRATARIA

Um estudo realizado junto de 41 mil utilizadores da Habbo.pt revela que a grande maioria dos jovens entre os 13 e os 18 anos é contra a pirataria online, havendo quem defenda penas judiciais mais pesadas para quem faça downloads não autorizados.

JAILBREAK

O iPad já foi desbloqueado. Aliás, a Dev Team, responsável pelo “feito” bateu o seu recorde pessoal, tendo conseguido o jailbreak em menos de 24 horas após o lançamento na Apple Store, em Nova Iorque. A notícia foi dada via Twitter e está documentada em vídeo no YouTube.

DRM DA UBISOFT

Compra-se um jogo original e depois não se consegue jogar nem em rede, nem em single player. É impensável, mas aconteceu com Assissin’s Creed II e está a acontecer agora com Settlers 7. Mesmo com as recomendações da Ubisoft, as dificuldades de ligação com os servidores continuam.

RAPELAY

Este jogo nipónico começa com uma adolescente na estação de comboios. Dispondo de vários métodos de ataque, o jogador pode optar por violar a mãe e a irmã da rapariga, sendo até possível engravidá-las e forçá-las a fazer um aborto. Está tudo dito.

FACEBOOK

Não se trata da rede social em si, mas do facto de o Facebook estar a servir cada vez mais de motivo (e até mesmo de meio) para o despedimento de funcionários, o que tem vindo a ser praticado por um número crescente de organizações.

A BERRAR 10 | PCGUIA

O primeiro smartphone de marca TMN com o sistema operativo da Google já está disponível, e custa menos de 200 euros Chama-se a1, é o primeiro smartphone de marca TMN a integrar o sistema operativo Android e vai estar disponível por 199,90 euros. Como fez questão de frisar o operador, na sessão de demonstração do produto feita para a PCGuia, este preço mais baixo não é sinónimo do “cortes” nas funcionalidades. Disponível em duas cores, azul e branco, o TMN a1 dispõe de um ecrã táctil de 3,5 polegadas e funcionalidades como acesso 3,5G (com downloads até 7,2 Mbps e upload até 5,76 Mbps), Push Mail, Wi-fi, Bluetooth, e GPS. A câmara fotográfica de 3,2 Mp permite gravação de vídeo com AF e zoom e a sincronização com o PC está assegurada. Fazem ainda parte das características do TMN a1 o leitor de MP3, os toques polifónicos e a memória interna de 190 MB, com extensão até 16 GB através da slot para cartão de memória microSD. A autonomia da bateria, com uso intensivo, dura entre 20 a 24 horas. Este a1 nasce de uma parceria entre a TMN, a Hawuey e a nDrive, razão pela qual este telefone irá incluir uma licença vitalícia da solução da nDrive (mapas de Portugal), uma mais-valia para o consumidor que é considerada um grande argumento de venda pelo operador. No que aos conteúdos diz respeito, para além de todas as aplicações oferecidas naturalmente pela plataforma Android, como o Gmail, o GoogleMaps, o Google Talk, ou o YouTube, a TMN adicionou soluções nacionais, que vêm já pré-carregadas no terminal, como o tmn pond, o Sapomobile, o Banca Sapo, ou o Sapo Desporto. O consumidor terá ainda acesso ao Android Market. Para a TMN, este produto irá não só reforçar o

portfolio de produtos da marca, mas também ajudar a democratizar o acesso dos consumidores a equipamentos com esta plataforma, que são actualmente vendidos a um preço mais elevado, e a contribuir, por arrasto para a manutenção da TMN na liderança do mercado de smartphones em Portugal. Segundo dados avançados por este operador, com base na JFK, a TMN finalizou 2009 com 51,3% do mercado nacional, uma percentagem que sobe para os 61,8%, na análise dos dois primeiros meses deste ano. Com um plano de dados associado, este terminal pode ser adquirido a partir de 49,90 euros. Pelas suas características especialmente vocacionadas para um acesso intensivo à Internet, o tmn a1 é um dos equipamentos incluídos na campanha de 50% de desconto no tarifário internetnotelemóvel durante seis meses. O a1 vem juntar-se ao leque de smartphones de marca TMN já disponibilizados no mercado nacional, de onde se destaca o TMN Bluebelt II e o TMN Silverbelt. J.P.F e S.E.

PASSATEMPO PCGUIA/ MEMOREX O vencedor do passatempo PCGuia/Memorex deste mês foi Anabela Fontes Gonçalves. A esta leitora os nossos parabéns e um obrigado especial pela participação.


XPERIA X10 NAS LOJAS O XPERIA X10, da Sony Ericsson, está oficialmente nas lojas. Este modelo inclui o sistema operativo Android e uma série de funcionalidades criadas pela marca para optimizar a componente multimédia. O terminal baseia toda a sua oferta no conceito always on, e aposta forte na agregação de contactos, no acesso imediato às opções de comunicação e nas redes sociais. Para optimizar estas opções, a Sony Ericsson adicionou ao sistema operativo da Google o Mediascape e o Timescape, soluções que permitem ao utilizador reunir num mesmo espaço contactos e conteúdos multimédia provenientes de diversas fontes. Outras das mais-valias do aparelho passam pelo ecrã de 4 polegadas, pela câmara de 8.1 megapixels com autofoco, pela gravação de vídeo, pelo zoom digital até 16x e pelo estabilizador de imagem. Inclui ainda um sistema que permite o reconhecimento facial, até a um máximo de cinco caras em qualquer fotografia. Este sistema consegue também relacionar as faces com os contactos da agenda e com qualquer outro tipo de meio de comunicação agregado a essa pessoa, tal como numa base de dados. Isto significa que poderá carregar sobre a cara de uma pessoa que esteja numa foto para falar com ela, mandar-lhe um e-mail, entre outras opções. HSDPA, aGPS e Wi-fi completam o leque de características que garantem o acesso à Internet. Este modelo vai estar disponível em Portugal em duas cores, e com 8 e 16 GB. A primeira versão irá custar 599 euros.

EM CUMPRIMENTO DO DISPOSTO NO ARTIGO 16º DA LEI DE IMPRENSA, INFORMAMOS: Detentores do capital da Edirevistas - Sociedade de Publicações, S.A. e respectiva participação:

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LANÇAMENTOS

TOMTOM COM NOVA VERSÃO PARA IPHONE Pesquisa local com o Google e maior integração com a interface do iPhone são duas das novidades presentes na versão 1.3 da solução TomTom para iPhone, que já está disponível na App Store. Desta vez, a empresa apostou na optimização da experiência de navegação dos utilizadores. Com a introdução da Google, a solução de navegação passa a incluir mais pontos de interesse, informação variada e cartografia actualizada. Além disso, permite guardar localizações de outras aplicações do iPhone e da Web. Esta versão integra ainda a funcionalidade pinch and zoom, que vem facilitar a interacção e

visualização do mapa. Outras das novidades têm que ver com o volume da música, que foi diminuído para que os condutores ouçam melhor as instruções de navegação, e com a capacidade de calcular os tempos do nascer e do pôr-do-sol locais, ajustando automaticamente a luminosidade do visor. A aplicação encontra-se disponível em http://www.tomtom.com/tomtom-app a um preço recomendado de venda ao público de 79,99 euros, com mapas para a Europa Ocidental, e de 59,99 euros, com mapas para a Península Ibérica. A actualização da aplicação é gratuita para actuais utilizadores.

PROTECÇÃO PARA TODA A FAMÍLIA ADOBE CONNECT PRO MOBILE JÁ DISPONÍVEL O Connect Pro Mobile foi construído utilizando o Flash Professional CS5 beta e publicado como uma aplicação nativa do iPhone – a primeira aplicação autorizada da Adobe, que usa o Packager para a tecnologia iPhone. Esta solução permite aos utilizadores de iPhone ou iPod touch o acesso a reuniões colaborativas, formações e seminários Web. Ou seja, os participantes podem ver e ouvir apresentações ao vivo, incluindo reuniões por vídeo de webcam em tempo real e demonstrações com partilha de ecrã. Os utilizadores móveis podem ver quem está na reunião num determinado momento e colaborar com outras pessoas, usando um chat de texto ao vivo. O áudio de reunião VoIP será transmitido directamente para os dispositivos iPhone ou iPod touch através de uma ligação Wi-fi ou 3G. Para descarregar a aplicação Connect Pro Mobile visite http://itunes.com/apps/AdobeAcrobat ConnectProMobile. 12 | PCGUIA

O Norton 360 inclui agora tecnologia baseada na reputação, lançada em Setembro de 2009 com o Norton Internet Security e o Norton AntiVirus 2010. Esta tecnologia aborda malware desconhecido e outras ameaças dos dias de hoje. A última versão do Norton 360 inclui também melhorias nos recursos mais valorizados pelos consumidores, como o PC Tuneup, que melhora o seu desempenho. Utilizando o Smart Start-up Manager, os utilizadores podem reduzir o tempo de arranque, diminuindo ou intercalando as aplicações carregadas com o Sistema Operativo. Relativamente aos aplicativos que são mais usados, os dados da Comunidade do Norton dão informações valiosas, permitindo que os consumidores se encontrem bem informados e tomem boas decisões no que respeita às aplicações que devem excluir da sua lista de itens de arranque. Disponível para Microsoft Windows XP, Windows Vista e Windows 7, a versão 4.0 do Norton 360 tem um preço sugerido para a edição standard de 89,99 euros, IVA incluído. Esta edição inclui três licenças e uma assinatura de um ano para utilizar o produto e

receber as actualizações de protecção da Symantec, bem como usufruir de 2 GB de espaço de armazenamento nos servidores da Symantec. A aplicação móvel beta, grátis para o Android, está também disponível, prevendo-se que as aplicações móveis beta para iPad e iPhone se encontrem disponíveis no iPhone App Store e no Android Market, nas próximas semanas, e também livres de custos. J.P.F.


ESPECIAL

CRIATIVIDADE SEM LIMITES Conheça em primeira mão o que há de novo na mais recente versão da Creativity Suite da Adobe TEXTO JOÃO PEDRO FARIA, EM MUNIQUE FOTOS ARQUIVO PCGUIA

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, a PCGuia foi convidada pela Adobe Systems para participar no CS5 Reviewers Workshop, um evento que permite observar e experimentar em primeira mão as inovações aplicadas à Creativity Suite, a conhecida suite de aplicações desenvolvidas para design gráfico, desenvolvimento Web e edição de vídeo. Durante os dias 9 e 10 de Fevereiro, e com muito frio e neve à mistura, passámos mais de 12 horas na sala de conferências dos escritórios da Adobe em Munique a ouvir as novidades e a seguir os tutoriais explicados por alguns dos mais prestigiados responsáveis da empresa norte-americana nestas lides – nomeadamente Kevin Connor, vice-presidente de Product Management para a área de produtos de imagem digital, e Terry White, worldwide design evangelist. Desta vez, porém, a sua revista de informática foi a única representante portuguesa no prestigiado evento, que contou com mais de trinta profissionais da

SE TEM PRESSA... Antes da saída oficial do CS5, é possível antecipar alguns dados, nomeadamente: 4 Tem 250 novas funcionalidades; 4 Inclui suporte para novas plataformas; 4 Permite passar de Indesign para Kindle; 4 Dispõe de cinco versões de aplicações combinadas – Design Standard, Design Premium, Web Premium, Production Premium e Master Collection; 4 Conta com 14 produtos, quatro dos quais são novos serviços online – destaque para o Browse Lab (em beta pública), o CS Review (alojado em Acrobat.com) e o Adobe Story (ferramenta de script writing, em fase de beta pública) – e um novo produto, o Flash Catalyst. 14 | PCGUIA

comunicação social e das artes gráficas, oriundos da Europa e arredores mais próximos. Antes de passarmos às novidades, três notas: a Adobe impôs um embargo que terminou no passado dia 12 de Abril, pelo que só agora nos é possível publicar a informação; qualquer referência a funções e ferramentas específicas será colocada em inglês, idioma da build fornecida durante o evento; por razões que têm que ver com a variedade de aplicações envolvidas e com o maior ou menor interesse que estas possam suscitar junto dos nossos leitores, vamos apenas abordar aquelas que mais dizem respeito ao tipo de aplicações abordado pela PCGuia.

PHOTOSHOP E PHOTOSHOP EXTENDED No que toca ao Photoshop, a Adobe garante que a aplicação será comercializada com maior suporte 64 bit. No entanto, Kevin Connor esclareceu que «a versão de 32 bit manter-se-á activa, uma vez que há plugins do CS4 que não funcionam em modo 64 bit». Quanto à aplicação em si, notam-se algumas novidades e alterações. Comecemos pelo Bridge, programa de organização de conteúdos multimédia e de interligação entre várias aplicações da Adobe. Introduzido na versão CS2, passa a partir de agora a ter a companhia do Minibridge, uma espécie de pequena janela para gerir ficheiros que permite aos developers inspeccionarem-nos ou editarem-nos sem ser necessário sair da aplicação. Já dentro do Photoshop, destaca-se no canto superior direito a barra deslizante para atalhos, que coloca mais acessíveis as diversas áreas de trabalho, ou workspace – tais como Essentials, Printing, Photography, New in CS5, entre outras (é possível acrescentar ou eliminar elementos nesta barra). Na workspace Essentials, a Adobe melhorou a forma como o ficheiro RAW é tratado como imagem final, potenciando o conceito de versões processadas (função Update to current process version). Adicionou-se ainda uma funcionalidade para criar ruído (Fx, Grain), para além de se manter a ferramenta para o remover

(Detail, Noise Reduction). Outro ponto de destaque é a cada vez mais utilizada função HDR, ou High Dynamic Range (Tools, Merge do HDR Pro). A função HDR tornou-se muito popular na medida em que permite criar, a partir de várias imagens iguais com diferentes exposições, a imagem com a exposição mais equilibrada. «No CS5, esta função surge melhorada, existindo uma maior flexibilidade na função Merge do HDR Pro», garantiu Kevin Connor. A PCGuia confirmou-o. Através da Função Remove Ghosts, que remove sombras ou duplicados, e tendo por base uma imagem de uma vedação em arame num campo aberto, foi possível eliminar o efeito de arrastamento criado pelo vento no arame fixando-o num único curso bem definido. Ainda na área de trabalho Essencials, merecem destaque outras novas funções. A Selection, Refine Edge, Smart Radius, por exemplo, impressiona pelo resultado prático quando combinada com o Brush. Experimentámos aplicá-la nas áreas de dúvida de uma fotografia de um cavalo em corrida, que são neste caso as zonas do pêlo da crina e da cauda. A função permitiu determinar até ao mais pequeno pixel quais as áreas da imagem efectivamente preenchidas pelos pêlos da cauda e da crina, de modo a fazer uma selecção perfeita, concluída pela função Decontaminate. Com igual precisão, a função Spot Heading Brush, Content Aware remove objectos da imagem sem a alterar profundamente, sendo semelhante ao Patch Tool, mas permitindo diminuir o trabalho significativamente. Finalmente, a Edit, Puppet


Warp – escolhendo várias partes num ser (fizemos o teste numa imagem de um elefante), é possível defini-las como eixos de rotação, fazendo com que, ao mover uma parte, o resto do “corpo” reaja naturalmente a esse movimento. Durante as duas horas de workshop dedicadas ao Photoshop, e que marcaram o início do evento de dois dias, houve ainda lugar para salientar alguns dados importantes relativos aos workspaces Painting e 3D. No caso do primeiro, merecem destaque os novos modos de Brushes e o novo modo de palete (mostra a inclinação do pincel quando este é accionado). «É agora possível fazer efeitos mais ligeiros ou precisos, como retocar fotos, por exemplo», reforçou Kevin Connor. A função Brush, Sample All Layers permite pintar por cima usando a layer que está por baixo, sendo «indicada para aplicar efeitos tal como se de uma pintura à mão se tratasse». De salientar ainda o melhoramento da função Edit, Lens Correction – quando aberta a imagem, converte automaticamente o ângulo e corrige-o. Inclui perfis para as lentes mais conhecidas e, se a lente pretendida não estiver na lista, é possível clicar no botão Search Online para actualizar a base de dados. De qualquer modo, continua a ser possível fazer a correcção manual. Ainda esta workspace, uma palavra para a Ruller Tool, que está agora mais acessível, permitindo duplicar layers ou fazer a conversão em objectos. Na área de trabalho 3D, uma palavra especial para a função Repoussé. Experimentámos as funcionalidades Text, Repoussé, Text Layer e Create New 3D Object, Repoussé e gostámos do que vimos. Na CS5, é possível movimentar o objecto sobre os eixos X e Y ao mesmo tempo, bem como escolher novos materiais, em Render Settings. Destaque ainda para o 3D Scene Menu – está tudo aqui, ou seja, este menu mostra tudo o que está na área de trabalho, desde os objectos até os materiais e passando pelas luzes. Neste menu, é também possível fazer ajustes a estes elementos.

DREAMWEAVER, FIREWORKS E FLASH Relativamente a estas três aplicações, não se registam grandes novidades, salvo um ou outro pormenor. No Dreamweaver, por exemplo, é possível verificar que basta agora iniciar fazendo Site, New Site e atribuindo um nome ao site e onde se deseja gravá-lo, não havendo lugar às “infindáveis” questões que era necessário responder habitualmente nesta fase. Por outro lado, os 33 layouts não têm nada a ver com os

NO QUE TOCA AO PHOTOSHOP, A ADOBE GARANTE QUE SERÁ COMERCIALIZADO COM MAIOR SUPORTE 64 BIT

anteriores, na medida em que foram reescritos. O suporte para HTML 5.0 existe, mas sem compromissos – isto porque a versão ainda não está concluída, estando o HTML 5.0 a ser desenvolvido pelo W3C (World Wide Web Consortium). No entanto, uma ideia ficou no ar: cada vez mais sites afastam-se do HTML, partindo ao encontro do CMS (Content Management System). Destaque ainda para suporte PHP, que é agora mais avançado segundo a Adobe. A função Site, Site-Specific Code Hints tem suporte para Wordpress, Drupal e Joomla, sendo mais simples recriar dinamicamente um framework. A terminar o módulo de Dreamweaver, falou-se no Browser Lab, que tem uma enorme utilidade na medida em que permite dentro do browser simular sites em vários ambientes operativos e browsers. Passando ao Fireworks, as alterações são poucas. Relativamente às queixas registadas sobre a versão anterior, os responsáveis da Adobe optaram por se esforçarem no sentido de limpar o CS4 de bugs. «O Fireworks do CS5 é o que deveria ter sido o Fireworks do CS4», confessou-nos Terry White. No que concerne ao Flash, que na versão CS5 já exporta para iPhone, passa a ser possível alterar atributos. Por exemplo, na gestão de assets é possível alterá-los no mesmo ficheiro de projecto. A função Text Flow / Flash Text também foi melhorada, existindo agora o TLF, um framework dedicado ao texto. Ainda neste campo, as ligaturas (caracteres que representam duas ou mais letras) passam a ser suportadas. Um aspecto no CS5 que permite melhorar a produtividade é o facto de tudo o que se faz no InDesign – incluindo as caixas de texto do InDesign – afectar o ficheiro Flash Pro, o que representa um grande avanço no workflow. A função Bone Tool/Armature também foi melhorada, permitindo agora que a estrutura de “ossos” (tal como a descrita para o Photoshop) se altere de acordo com a física. Ou seja,

seleccionar a espessura e a solidez de cada “osso” faz com que a estrutura se altere de acordo com os critérios definidos pelo utilizador. «Esta é uma excelente funcionalidade para animadores, sobretudo para aqueles que lidam com animação física», salientou Terry White. Ainda em matéria de Flash, resta dizer que o modelo de animação foi alterado no CS5. Por sua vez, a função Code Snippets permite a criação de código automaticamente através de uma série de instruções e acções possíveis. Graças a ela, conseguimos criar um jogo de computador sem precisar de escrever código, tornando possível a movimentação de um objecto com o auxílio das setas de cursor no teclado. De salientar ainda que o Flash Builder e o Flash Professional estão agora juntos. Para terminar, uma palavra acerca do novo elemento da família CS5, o Flash Catalyst. Não se gastou muito tempo a explorá-lo, apenas foi referido que se encontra em beta pública desde Junho de 2009 e que consiste em componentes interactivos que se podem colocar no código. Apesar de poder de certa forma “chocar” com o InDesign, Terry White considera que existem diferenças: «Por exemplo, cada uma das aplicações é capaz de fazer coisas que a outra não consegue.»

PREÇO E EDIÇÕES STIMADO DAS COMBIN ADAS* Des

ign Stand Design Pre ard 1699 euros m Web Prem ium 2299 euros ium Production 1999 euros P Master Col remium 2099 euros lection 3099 euros * Sem taxa s nem cust os apenas disp onível em m de transporte; eados de M aio

PCGUIA

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TECNOMUST

VIEWSONIC PJD6381 Concebido para melhorar a experiência de visualização em 3D, este projector da ViewSonic apresenta tecnologia DLP de 120Hz, uma luminosidade extra e um alto contraste de imagem, eliminando os processos de deterioração da cor por tempo de uso. É ainda certificado pela Energy Star e possui opções de configuração ECO Mode, permitindo uma poupança de até 40 por cento no consumo de energia e prolongando o tempo de vida da lâmpada até 6000 horas. Com um brilho de 2700 luméns, pode projectar imagens 3D quando ligado a um PC com uma gráfica GeForce 8 (ou posterior). Conta com uma ligação dupla VGA, que permite facilmente passar de um portátil para outro durante uma apresentação, e disponibiliza conectores S-Video e de vídeo composto, ampliando a quantidade e variedade de dispositivos que se podem ligar. Não há lugar para ligações DVI ou HDMI, que contudo não são elementos cruciais para o tipo de público do PJD6381. J.P.F. PROJECÇÃO 3D

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BRILHO E COR

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RUÍDO DA VENTOINHA

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VEREDICTO 8

FABRICANTE VIEWSONIC n PREÇO 899 EUROS n SITE WWW.VIEWSONIC.PT

MICROSOFT SIDEWINDER X4 É um teclado concebido a pensar nos adeptos de videojogos, e está repleto de características que os ajudam a melhorar o desempenho. Suporta 18 macros programáveis e teclas personalizáveis para diferentes funções (através de software), e conta com tecnologia anti-ghosting, que permite que o sistema interprete todos os inputs, mesmo que carregue em oito teclas ao mesmo tempo. O tempo de resposta é muito reduzido (cerca de 2 ms), o que é uma vantagem para jogos que dependem da velocidade do utilizador. Depois de longos períodos de utilização, o apoio para os pulsos revela-se pouco confortável. J.T. PROGRAMÁVEL

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ANTI-GHOSTING

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PREÇO

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VEREDICTO 8

FABRICANTE MICROSOFT n PREÇO 43,99 EUROS n CONTACTO 808 223 242 n SITE WWW.MICROSOFT.PT

LUNA VOYAGER Este é um despertador um pouco mais simples do que o habitual. Desperta? Sim. Reproduz as músicas do iPod e iPhone? Sim. Faz mais alguma coisa? Não. Esta simplicidade não tem de ser vista como ponto negativo. Pelo contrário. O aparelho é extremamente pequeno, muito fácil de usar e possui um design apelativo. Se tiver um dispositivo da Apple ligado na doca o despertador irá sempre usar a música que estiver carregada na lista de reprodução para o acordar. Em caso contrário, usará o tradicional beep. Apesar de trazer um cabo de corrente, este despertador pode usar pilhas, o que facilita a sua colocação em qualquer superfície. Há porém algumas coisas que falham. O botão snooze não é bem um botão. Para parar o despertador terá de o rodar, o que não é prático para quem acaba de acordar. Depois, e mais grave, falta um comando à distância. Para mudar de faixa, por exemplo, terá sempre de mexer no seu iPod/iPhone, porque os únicos comandos disponíveis são os de play e pause. S.E. SIMPLES DE USAR

DISTRIBUIDOR MINITEL n PREÇO 89,90 EUROS n CONTACTO 213 810 999 n SITE WWW.EXTREMEMAC.COM

16 | PCGUIA

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BOM SOM

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NÃO TEM COMANDO

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VEREDICTO 7


NEC NP215G É um projector a um preço acessível, e isso só por si é motivo de destaque. O NP215 destaca-se ainda por contar com uma porta LAN, que permite que o equipamento seja registado numa rede e controlado a partir do computador (mas não possibilita o stream directo do PC para o projector). O aparelho dispõe de tecnologia DLP e oferece 2500 ANSI lúmens de luminosidade. Tem uma resolução de 1024 x 768 e apresenta cores vivas e bons níveis de contraste. O barulho da ventoinha de refrigeração poderá ser um problema em ambientes mais silenciosos. É um bom projector de entrada de gama, indicado para apresentações profissionais. Para filmes, há outras propostas mais indicadas. J.T.

PREÇO

4

PORTA LAN

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SEM ALTA DEFINIÇÃO

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VEREDICTO 7

DISTRIBUIDOR LISCIC n PREÇO 398 EUROS n CONTACTO 217 100 650 n SITE WWW.NECPORTUGAL.PT

AVERMEDIA AVERTV HYBRID VOLAR HD

TV DIGITAL E ANALÓGICA

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HD

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LISTAS SEPARADAS DE CANAIS

A Avermedia é um dos mais antigos fabricantes de periféricos que permitem ver televisão no computador. O mais novo membro da família AverTV é o Hybrid Volar HD. Trata-se de um dispositivo USB que tanto permite ver televisão digital ou analógica como capturar imagens de fontes externas, por exemplo, de uma consola de jogos. No caso da televisão digital terrestre, este AverTV permite a utilização do EPG e também captar emissões em HD. Comuns tanto ao analógico como ao digital são as funcionalidades de gravação e de timeshift, ou seja, a pausa da emissão em directo. O software é muito intuitivo, mas ainda tem o problema que vem desde os primórdios deste tipo de material: a distinção entre TV e TV por cabo, que faz com que se criem duas listas de canais distintas, o que é muito incómodo porque não consegue ter os canais todos pela ordem correcta. A qualidade da imagem é muito boa e sem artefactos de ruído. P.T.

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VEREDICTO 7

DISTRIBUIDOR NIPOSOM n PREÇO 64,90 EUROS n CONTACTO 218 440 200 n SITE WWW.AVERMEDIA.COM

TARGUS USB HUB PARA MAC FUNCIONAL

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BOM DESIGN

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CABO CURTO

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VEREDICTO 9

Apesar de na própria caixa indicar que este produto é para Mac, ele funciona perfeitamente em qualquer PC. É com toda a certeza que dizemos que este hub é dos mais funcionais que já passaram pela PCGuia. Extremamente leve e “arrumado”, possui quatro portas USB 2.0. O cabo é curto e está devidamente armazenado à volta do hub. Também está revestido por borracha, o que não só o torna mais flexível, como também o protege. S.E. FABRICANTE TARGUS n PREÇO 22,50 EUROS n SITE WWW.TARGUS.COM PCGUIA

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SOFTWARE de testesPCG Banco

PRODUTO

NVIDIA GEFORCE GTX 480

ARQUITECTURA INTELIGENTE

4

TESSELATION

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A HD 5970 É MAIS RÁPIDA

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VEREDICTO 9

A mais recente coqueluche conta com artilharia pesada. Mas conseguirá vencer as mais possantes HD da AMD? A espera chegou finalmente ao fim e a Nvidia bem pode respirar de alívio. O GPU GF100, ou Fermi, existe para além dos rumores e conhece na GTX 480 a sua primeira derivação em termos de placas gráficas. Outras vão seguir-se, nomeadamente a mais acessível GTX 470, mas para já este monstro de 480 núcleos CUDA é a mais possante oferta baseada em processadores gráficos Nvidia suportados na nova plataforma Fermi. Inicialmente idealizada para um lançamento anterior ao já longínquo Natal de 2009, a resposta DirectX 11 à família AMD HD 59xx foi alvo de inúmeros atrasos e adiamentos, o que fez com que se suspeitasse a determinada altura que alguma coisa teria corrido muito mal para a Nvidia.

GPU IMPERFEITO De certo modo, e apesar de a GTX 480 representar a oferta topo-de-gama da tecnologia Fermi, existem de facto alguns aspectos imperfeitos em torno dos wafers de 40 nm da Nvidia. Na verdade, o chip GF100 apresenta um total de 512 cores CUDA (até aqui conhecidos como stream processors ou shader units) divididas por 16 streaming multiprocessors (SM). Ora, a GTX convive com “apenas” 480 unidades de processamento CUDA, o que dá razão de ser ao rumor de que a Nvidia terá sacrificado alguns dos shaders para melhorar a capacidade dos wafers de 40 nm. Mas é claro que a Nvidia não concorda que seja isto que está na base dos atrasos do lançamento 18 | PCGUIA

desta placa baseada na tecnologia Fermi. O fabricante defende que a culpa é dos atrasos que a tecnologia DirectX 11 tem conhecido, mais concretamente da maior e mais falada palavra em torno da API gráfica da Microsoft: Tesselation. Em poucas palavras, a tesselation é uma técnica que aumenta numa grande margem o número de triângulos ou de outros elementos que permitem formar a geometria dos objectos apresentados no ecrã. A Nvidia encara a tesselation como a grande esperança para fazer avançar os jogos para PC, a ponto de esperar meio ano só para se assegurar de que teria a melhor arquitectura para tirar partido do DirectX 11. Apesar de poder parecer uma estratégia arriscada, poderá afinal vir a compensar. A AMD também se assegurou de que teria placas gráficas prontas e à espera para avançar no arranque do DX 11 (embora não tenham chegado às lojas devido a alguns problemas de produção), mas em termos relativos de arquitectura as diferenças são bem evidentes – a única unidade de tesselation dos chips Cypress da AMD é pouco quando comparada com as 16 unidades de tesselation agrupadas em cada SM da plataforma Fermi, o que não deixa grandes dúvidas quanto à visão que a Nvidia tem relativamente ao futuro dos gráficos para PC. Tendo isto em mente, espera-se que, ao contrário do que aconteceu aquando do lançamento das primeiras placas DX 10, esta placa topo-de-gama continua a ser uma peça útil quando surgirem os primeiros jogos totalmente DX 11, mais

baseados na tesselation. Já surgiram títulos como STALKER: Call of Pripyat e DiRT 2, mas não se podem considerar mais do que versões DX 11 “light”, fazendo uso de uma pequena parte da enorme capacidade que ainda está por explorar. Isso poderá ser possível, por exemplo, com Metro 2033, que é o primeiro jogo a ter personagens modelados com tesselation, o que faz com que pareçam extraordinários quando observados em pormenor.

TEM OU NÃO CONCORRÊNCIA? No entanto, os testes com o benchmark Metro 2033 deixaram a GTX 480 de rastos quando elevámos todos os efeitos e fixámos a resolução em 2560 x 1600. A placa será capaz de correr os jogos DX 11 que se seguem, apenas talvez não o consiga fazer com resoluções muito elevadas. Ainda assim, a HD 5870 usada como termo de comparação teve de se esforçar mais do que a GTX 480 neste capítulo, obtendo piores resultados. Isto leva-nos a concluir que a nova placa da Nvidia é mais rápida que a HD 5780, o que faz todo o sentido – iria a Nvidia esperar seis meses para apresentar uma placa mais lenta que a concorrência? Claro que não. De resto, o benchmark DX 11 Heaven da Unigine representa um teste que permite incorporar de uma forma pesada e demonstrar de uma forma hábil o poder da tesselation. Na resolução HD padrão de 1920 x 1080, a GTX 480 é 35 por cento mais rápida do que a HD 5870. E em STALKER: CoP ela é duas vezes mais rápida do que a placa da AMD. Portanto,


ANÁLISE TÉCNICA Desempenho Tesselation (1920 x 1080)

Desempenho DX 11 (1920 x 1080)

Heaven 1.0

Metro 2033

Frames por segundo; quanto maior, melhor

38 28 44

GTX 480 HD 5870 HD 5970

10

20

30

40

50

60

70

80

DiRT 2

34 13 19

HD 5870 HD 5970

30

40

HD 5970

20

30

40

50

50

60

70

80

68 41 54

HD 5970

10

20

30

40

50

Desempenho DX 10 (2560 x 1600) WiC

64 45 69

GTX 480 HD 5870 HD 5970

40

90 100

HD 5870

90 100

Frames por segundo; quanto maior, melhor

30

80

Frames por segundo; quanto maior, melhor

Far Cry 2

20

70

GTX 480

Desempenho DX 10 (2560 x 1600)

10

60

Desempenho DX 11 (2560 x 1600)

GTX 480

20

HD 5870

10

Frames por segundo; quanto maior, melhor

10

33 28 42

GTX 480

90 100

Desempenho DX 11 (2560 x 1600) STALKER: CoP

Frames por segundo; quanto maior, melhor

50

60

neste confronto particular a GTX 480 vence com alguma margem a HD 5870. No entanto, nem tudo são rosas quando comparada com outro modelo AMD, e neste combate verifica-se que, afinal, a nova GTX 480 não é a placa mais rápida da actualidade. Ou antes, poderá ser a mais rápida em termos de placas gráficas com um só GPU, mas de facto a HD 5970 com dois processadores gráficos consegue batê-la em termos de desempenho absoluto, perdendo frames por segundo para a GTX 480 apenas em STALKER: CoP e DiRT 2 . Nos benchmarks Haven e Metro 2033, a HD 5970 mostra uma vantagem, ainda que relativa, mas suficiente para lhe conferir este título. De resto, relembre-se que, nesta matéria, a AMD combate com apenas duas unidades de tesselation (uma por cada GPU Cypress), ao passo que a Nvidia GTX 480 recorre a 16 unidades de processamento. Convém aqui também relembrar que a GTX 480 está equidistante entre as duas HD em termos de preço, custando cerca de 100 euros mais face à 5870 e cerca de 100 euros menos relativamente à 5970. Não se trata, pois, de uma placa acessível, mas não deixa de ser menos verdade

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90 100

Frames por segundo; quanto maior, melhor

48 38 58

GTX 480 HD 5870 HD 5970

10

que fica longe da fasquia de qualquer uma das concorrentes aqui analisadas, o que nos leva a uma conclusão interessante – a GTX 480 acaba por não concorrer directamente com este ou aquele modelo, pois compensa o que custa a mais com o que dá a mais num caso e o que dá a menos com o que custa a menos no outro. Por exemplo, isso não acontece com a GTX 470, cujo preço foi pensado para precisamente combater a gama HD 5870.

APOSTA SEGURA A GTX 480 é seguramente uma boa placa não só pelo desempenho mas também pela micro arquitectura. Como vimos, o poder dos pipelines DX 11 desta placa apenas é ultrapassado pela arquitectura de duplo GPU da topo-de-gama AMD HD 5970, ao passo que a HD 5870, com uma plataforma de processamento equivalente, perde para a nova topo-de-gama da Nvidia. No entanto, as coisas poderão mudar em breve caso a AMD reveja em baixa o esquema de preços praticados no mercado, o que a acontecer não seria propriamente uma surpresa, tendo em conta os vários exemplos do passado. Por outro

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lado, e porque a AMD também vive de alguns rumores, fala-se numa iminente HD 5890 e numa bastante provável HD 5970 com overclocking de fábrica. É difícil tentar adivinhar o que poderá fazer a Nvidia para ultrapassar a HD 5970 – o uso pleno dos 512 cores CUDA poderá ser uma solução, eventualmente numa futura GTX 485 ou algo do género. Mas poderá resultar o feitiço contra o feiticeiro, pois nesse caso certamente que os preços iriam disparar para níveis (ainda mais) astronómicos. Por outro lado, os nossos testes revelaram que a GTX 480 já é, mesmo assim, mais gulosa em termos de consumo energético do que a HD 5970 de duplo GPU, para além de ter atingido uns espantosos (pelas piores razões...) 94ºC em carga. No entanto, tudo isto são meras suposições. De volta à realidade, é evidente que a GTX 480 é uma placa que veio para ficar e que o GPU Fermi é muito mais modular do que os GT200 que começam agora a sair progressivamente de cena, o que deixa à Nvidia boas perspectivas até para criar uma oferta de gama média muito interessante sob o ponto de vista preço/desempenho.

FABRICANTE NVIDIA n PREÇO 490 EUROS (REFERÊNCIA) n SITE WWW.NVIDIA.COM n FICHA TÉCNICA ELOCIDADE NO CORE 1848 MHZ; VELOCIDADE SHADER 1401 MHZ; 1536 MB GDDR5; VELOCIDADE MEMÓRIA 701 MHZ; INTERFACE MEMÓRIA 384 BIT; CONECTORES ENERGIA 8 PIN + 6 PIN; INTERFACE PCI-E PCGUIA

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HARDWARE

SITECOM WL-357 E WL-352 Um router Wi-fi com módulo 3G e um adaptador USB 802.11n que, juntos, cabem na palma da mão

ASUS P7P55WS SUPERCOMPUTER

3G (WL-357)

4

DESEMPENHO E EFICÁCIA

4

PREÇO

6

VEREDICTO 9

A Asus P7P55WS Supercomputer é uma motherboard desenvolvida sobre a plataforma Intel P55 que visa um público muito especial, tendo sido pensada para ir ao encontro das necessidades dos utilizadores de workstations. Esse dado é desde logo comprovado na lista de processadores suportados (socket 1156), que envolve não só os recentes Core i7 e i5 para o mercado doméstico como também a família Xeon 3400 para servidores, havendo ainda suporte para a tecnologia Intel Turbo Boost. Será, portanto, de esperar um modelo com capacidades acima do normal. Contando com o chipset Intel P55 Express combinado com o Nvidia nForce 200, permite não só acomodar uma solução gráfica SLI (até duas ou três placas) ou CrossFire X (até quarto placas gráficas em simultâneo), como também pode receber, através do processamento paralelo CUDA, uma solução gráfica inimaginável para o utilizador doméstico – três placas Nvidia Telsa e uma Nvidia Quadro, que correspondem a um total de 960 cores de processamento paralelo capazes de disponibilizar um total de quatro teraflops de processamento. Para ter uma ideia, este valor equivale a aproximadamente 250 vezes a capacidade de um PC vulgar. Este dado revela que a Asus P7P55WS Supercomputer pode ser usada em casa, mas destina-se igualmente – e sobretudo – a processos de desempenho mais intensos, como é o caso da virtualização. Os quatro slots de memória estão prontos a receber outros tantos DIMM DDR3 dual channel até um máximo de 16 GB e frequência de 2133 MHz (em overclocking), suportando a tecnologia Intel XMP. Existem ligações mais do que suficientes, notando-se todavia a falta de uma porta eSATA, mas a quantidade de funcionalidades e engenhocas faz esquecer este pormenor, tanto em termos de hardware como de software. O único senão será mesmo o preço. Não só é uma board fora do alcance do comum dos mortais, como envolve um investimento considerável em componentes, nomeadamente gráficos. J.P.F. FABRICANTE ASUS n PREÇO 223 EUROS n CONTACTO 707 500 310 n SITE HTTP://PT.ASUS.COM

20 | PCGUIA

INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO

4

SÓ UMA PORTA LAN (WL-352)

6

VEREDICTO 8

Tal como o nome sugere, destina-se a quem deseja criar um supercomputador QUALIDADE GERAL

4

A Sitecom lançou no mercado a versão XXS do seu router 3G WL326 –cujo teste a PCGuia publicou na passada edição de Março – e apresentou um novo adaptador USB capaz de ligar qualquer computador portátil (ou não) a uma rede sem fios 802.11 b/g/n. Só vendo os equipamentos é que se percebe o que é que ambos trazem ao mercado de novo – a capacidade de miniaturização que a Sitecom conseguiu (mais uma vez) aplicar quer no Wireless Mobile Router 300N WL-357, quer no Wireless Micro USB Adapter 300N X2 WL-352. Juntos, os dois dispositivos cabem facilmente na palma da mão, o que não deixa de ser espantoso. Mas concentremo-nos no router. Quando a Sitecom falou connosco há algum tempo, disse-nos que ia apresentar um modelo 3G que teria metade do tamanho do WL326, mantendo ainda assim a fonte de alimentação interna – aliás, este é o motivo pelo qual o fabricante não consegue reduzir ainda mais o tamanho do dispositivo. Claro que existem algumas contrapartidas. Por exemplo, só há lugar para uma porta de rede (o WL-326 tem duas) e uma porta USB para a ligação da pen/modem 3G, e a dissipação energética é penalizada, o que resulta num normal aquecimento quando ligado. De resto, o equipamento mantém a estrutura do anterior router 3G. É compatível com as normas 802.11b/g/n, garantindo velocidades até 300 Mbps, suporta WEP e WPA2 em matéria de segurança e inclui mecanismos como QoS, UPnP, DMZ e firewall. Conta com duas antenas internas para melhor cobertura de rede, tal como o adaptador USB, que aliás suporta as mesmas ferramentas de segurança previstas no router. Ambos permitem a criação de uma ligação fácil e segura ponto a ponto através do botão WPS. J.P.F. DISTRIBUIDOR IBERVOICE n PREÇO WL-357: 79,99 EUROS; WL-352: 34,99 EUROS n CONTACTO 214 709 210 n SITE WWW.SITECOM.COM


MEMÓRIA PATRIOT DDR3 1600MHZ GSERIES A PCGuia experimentou as últimas memórias de alta performance da marca com nome de míssil: a Patriot A Patriot lançou recentemente os kits de memória Gseries, que têm como velocidade standard 1600 MHz. Estas memórias estão certificadas AMD Black Edition, o que quer dizer que podem ser aceleradas mantendo a estabilidade do sistema em que estão instaladas. As Gseries têm uma latência muito baixa, 7-7-720 a 1,7v. A latência da memória é o tempo que vai desde que o controlador de memória do computador requer um determinado conjunto de dados à memória até ao momento em que esses dados estão disponíveis. A latência é medida em “clock ticks” ou ciclos, que são a mais pequena unidade de tempo reconhecida por qualquer dispositivo electrónico, e que nos

PC funciona a 66 MHz, o que quer dizer que existem 66 milhões de ciclos em cada segundo. A memória DDR-3 consegue fazer três transferências de dados por cada ciclo de relógio do sistema. Para os que quiserem fazer overclocking à memória, a Patriot instalou um sistema de dissipação de calor para que os módulos de memória funcionem bem mesmo a velocidades muito para além do que vem indicado na embalagem. Para testar este kit de memória utilizámos uma motherboard Asus P7P550EVO, um processador AMD Phenom II 965, com uma gráfica Asus M4A89GTD PRO/USB3, um

RÁPIDAS

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DISSIPADOR DE CALOR

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NADA A ASSINALAR

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VEREDICTO 9

cooler Triton, uma fonte de alimentação GX 750W da Coolermaster e um disco Western Digital Raptor SATA de 70 GB. O sistema operativo utilizado foi o Windows 7 64 bit. Utilizámos o Sisift Sandra para medir a performance. Obtivemos 8,8 GB por segundo de leitura, 6,9 MB por segundo de escrita e 10,5 GB por segundo em cópia. Estes resultados foram obtidos sem qualquer overclocking. Como se pode ver, estas memórias são uma boa opção para quem quiser construir um sistema tendo em vista a velocidade. P.T. DISTRIBUIDOR IBERVOICE n PREÇO 149,90 EUROS n CONTACTO 214 709 210 n SITE WWW.PATRIOTMEMORY.COM


HARDWARE

IRISCAN PRO 3 OFFICE Um scanner portátil que lida com cartões profissionais e fotos e conta com uma aplicação de gestão documental SOFTWARE

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PORTÁTIL

4

PREÇO

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VEREDICTO 7

DLAN 200 AVMINI STARTER KIT Uma boa proposta para criar uma rede doméstica aproveitando a instalação eléctrica de sua casa DIMENSÕES

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VELOCIDADE

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OCUPA A TOMADA

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VEREDICTO 9

Se é leitor da PCGuia há algum tempo, saberá certamente que nós promovemos as ligações sem fios como princípio. Mas também se lembrará que afirmamos, sempre que nos é dada essa oportunidade, que nenhuma ligação sem fios bate, em segurança e estabilidade, uma ligação física – com fios, portanto. A tecnologia powerline assume-se, neste campo, como uma alternativa muito prática para quem não abdica de ter em casa ligações com fios, ou para quem não consegue fazer chegar a rede wireless àquele ponto mais distante no jardim, ou no andar de cima. Este kit, como o próprio nome indica, é composto por dois adaptadores de dimensões reduzidas. Mas as vantagens não se esgotam no tamanho. A instalação e configuração é muito simples, e a velocidade de transmissão de dados de 200Mbps prometida permite que o streaming de vídeo HD seja uma opção viável. Claro que é em grande parte a qualidade da sua instalação eléctrica que dita o sucesso ou insucesso desta experiência, mas nos nossos testes, o filme foi reproduzido sem quaisquer problemas. De resto, registámos valores acima de 100Mbps em todas as ocasiões... O equipamento permite criar prioridades de tráfego, de forma a garantir, por exemplo, que determinados serviços (como streaming de vídeo ou conteúdo referente a jogos online) tenham prioridade face a outros. Procurando a nota final, o principal critério de avaliação é cumprido: funciona bem. É muito fácil de instalar, apresenta um preço competitivo e velocidade de transferência de dados convincente. Uma boa opção, portanto. J.T.

FABRICANTE DEVOLO n PREÇO 99,90 EUROS n CONTACTO 936 315 255 n SITE WWW.DEVOLO.PT

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Pode parecer uma impressora, mas na verdade é um scanner portátil que foi concebido para uma utilização muito específica. Como o próprio nome indica, é um equipamento virado para o mercado empresarial. Os seus principais argumentos podem ser encontrados, em grande parte, no software que é oferecido com o equipamento. O Readiris Corporate 12 é uma aplicação de reconhecimento de texto que consegue gerar documentos PDF, comprimir imagens e indexar documentos. O Cardiris Pro 5 é a solução para digitalizar cartões profissionais e gerir os contactos (integra-se com o Outlook). O IrisFile Pro 12 é uma plataforma de gestão documental – centraliza ficheiros e cria um sistema de indexação. Finalmente, o Roxio Photosuite 9 é um kit de ferramentas para transferir e retocar fotos que permite ainda criar álbuns fotográficos. Outra das vantagens é o facto de o utilizador conseguir remover o dispositivo digitalizador da bandeja de alimentação, tornando-o ainda mais portátil. Se o ligar à corrente, consegue um débito de 15 páginas por minuto. Se optar por ligá-lo (e alimentá-lo) através de uma porta USB, a cadência desce para 7 ppm. É um bom scanner, mas serve um público muito específico. Infelizmente, não conta com memória interna para guardar documentos, nem com possibilidade de utilização de cartões de memória, o que poderia ser uma alternativa... Além disso, o factor preço pode ser um entrave. J.T.

DISTRIBUIDOR MINITEL n PREÇO 399 EUROS n CONTACTO 213 810 900 n SITE WWW.IRISLINK.COM n FICHA TÉCNICA SCANNER PORTÁTIL; ALIMENTADOR PARA 20 PÁGINAS; CONSUMO <30 W; 1.7 KG; RESOLUÇÃO ÓPTICA 600 DPI; VELOCIDADE DE 15 PPM LIGADO À CORRENTE; LIGAÇÃO USB


POWERCOLOR 5870 PCS+ Orçamento generoso? A sua nova companheira de jogos está aqui Jogos. Nós gostamos de jogos. Assumimo-lo sem problemas. E não é uma paixão de agora, que há títulos super-realistas com DirectX 11 e com gráficos de cair o queixo. Já gostávamos de Donkey Kong e de Space Invaders, numa altura em que quem reinava eram as cassetes de fita e os monitores monocromáticos. A evolução dos jogos é indissociável dos avanços no hardware, nomeadamente nas placas gráficas. E esta Powercolor 5870 PCS+ é um exemplo do que o leitor pode adquirir para se assegurar de que consegue ver a bala que disparou da sua AK47 a perfurar a cabeça do inimigo, escondido a 250

metros de distância, no meio de uma folhagem densa e ricamente animada... Já percebeu que gostamos da placa. E temos razão para isso. Suporta DirectX 11 e, nos nossos testes, revelou um comportamento convincente. No Far Cry 2, com uma resolução de 1920 x 1200, com AAx2 e os settings de jogo em Very High, obtivemos 91 fps. Em Batman: Arkham Asylum, a placa revelou 132 fps (mesma resolução, AAx4; Physx: off; quality: High). O valor registado no PCMark Vantage foi de 9901 marks (em Extreme). E estes resultados sem qualquer tipo de overclocking. E sem sobreaquecer nem revelar

DESEMPENHO

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DIRECTX 11

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NÃO TEM CABO MOLEX

6

VEREDICTO 9

um ruído de ventoinha além do suportável. Poucas críticas há no que concerne ao overclocking. Relembramos que a placa já está sujeita a um overclocking de raiz (25 MHz na memória e no relógio), mas garantimos que há ganhos de cerca de 10% nas velocidades – e apenas é necessário recorrer ao software Overdrive, da ATI. É normal que em algumas circunstâncias de overclocking o nível de ruído aumente, mas não experimentámos qualquer situação em que o barulho se tenha tornado incomodativo. Feitas as contas, uma aposta segura. J.T.

DISTRIBUIDOR NIPOSOM n PREÇO 349 EUROS n CONTACTO 218 440 200 n SITE WWW.POWERCOLOR.COM n FICHA TÉCNICA 1 GB DE MEMÓRIA DDR5; VELOCIDADE DE RELÓGIO 875 MHZ; VELOCIDADE DA MEMÓRIA 1225 MHZ; INTERFACE 256 BIT; DIRECTX 11; PCIE 2.1; SUPORTE PARA CROSSFIREX; 2 PORTAS DVI; 1X ESATA; 1X HDMI; OFERTA DO DIRT 2 (ATRAVÉS DE DOWNLOAD)


HARDWARE

KINGSTON SSDNOW V 128 GB NOTEBOOK KIT Uma solução que permite aumentar o desempenho do portátil, mas não só DESEMPENHO

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INSTALAÇÃO SIMPLES

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AINDA É CARO...

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VEREDICTO 9

FABRICANTE KINSTON n PREÇO 284,93 EUROS n SITE WWW.KINGSTON.COM

Enquanto não chega o dia em que será possível comprar um disco SSD por um preço acessível, a tecnologia vai evoluindo, assim como a gradual integração nos mercados desktop e notebook. A solução que a Kingston apresenta permite fazer isso mesmo. Recomendado para quem tem um computador portátil (existem duas outras soluções semelhantes para PC e para ambos), permite usar a drive para aumentar o desempenho da máquina, fazendo um clone da drive de sistema através do software Acronis fornecido e arrancando depois com o disco em modo externo por ligação USB. O processo é simples, basta seguir as indicações incluídas no CD e verificar se o disco em questão não tem um espaço de armazenamento superior ao

disponibilizado pelo SSD. Para além do disco de 128 GB, o kit inclui a caixa de protecção e o cabo USB, sendo tudo feito por encaixe. Com uma velocidade sequencial que ronda os 200 MB/s de leitura e os 160 MB/s de escrita, esta segunda geração da oferta SSDNow é muito mais rápida do que a primeira e já conta com suporte TRIM. É ainda silencioso por não dispor de partes móveis, o que também contribui para uma maior resistência ao choque e fiabilidade. O tempo de vida útil anunciado pelo fabricante é de um milhão de horas (MTBF), o que dá qualquer coisa como 114 anos (!!!) caso o disco esteja sempre a funcionar. O disco SSD pode aindaser perfeitamente usado de forma individual dentro de um desktop. J.P.F.


APPLE iPAD

ECRÃ

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FÁCIL DE USAR

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MUITO INCOMPLETO

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VEREDICTO 8

Só se fala do iPad, mas até agora tudo era teoria. A PCGuia já o experimentou A impressão que se tem quando se pega num iPad pela primeira vez é que é bastante mais pesado do que parece à primeira vista. Os 697 gramas de peso já se sentem. Depois pensa-se: «Isto é um iPod Touch gigante!» Bom, na realidade é o que o iPad é: um computador com a forma de um iPod que utiliza um ecrã táctil como interface com o utilizador. O firmware é basicamente o mesmo mas sem algumas das aplicações incluídas de série no iPhone e iPod, como, por exemplo, a calculadora. Por fora, no fundo do ecrã, está colocado o botão Home. Do lado direito estão os controlos de volume e um interruptor para bloquear o ecrã. Em cima encontra-se a entrada para os auscultadores e o botão para ligar e desligar. Em baixo situam-se os speakers e a entrada para o cabo proprietário. Pode usar o mesmo do iPod ou iPhone. A qualidade do ecrã deixa qualquer um impressionado. A leitura é bastante boa, mesmo que esteja a ser observado de lado, não tendo qualquer reflexo. Quem tem um iPod vai descobrir rapidamente que o modo de funcionamento é igual. Os ícones das aplicações estão divididos por vários “desktops” virtuais que podem ser acedidos através de um movimento horizontal dos dedos. Do mesmo modo que nos seus primos mais pequenos, para sair de qualquer aplicação, basta clicar no botão Home. Tal como Steve Jobs disse na apresentação, as aplicações do iPhone e do iPod Touch funcionam no iPad, mas com emulação do ecrã desses dispositivos, que é bastante mais pequeno. Por isso, estas aplicações apenas ocupam um pequeno espaço no meio do ecrã. Pode ampliar a visualização, no entanto, fica tudo com um aspecto esquisito. Por isso, só deve ser usado como recurso, quando tem mesmo que utilizar uma aplicação que ainda não foi feita para o iPad. O tempo que dispus para testar o iPad não foi

suficiente para conseguir testar a duração da bateria totalmente, mas posso dizer que se ligar o Wi-fi e o Bluetooth e fizer uma utilização mais ou menos intensiva, a bateria não chega às 10 horas de duração. Isto porque fiz uma pequena experiência: com a bateria a 100%, liguei as comunicações todas e usei várias aplicações do iPad e o medidor de bateria caiu logo para os 80 ao fim de meia hora, o que não é um bom sinal, porque as descargas de bateria não progridem linearmente. Claro que pode ser um problema com a calibragem do medidor, que pode estar a

dar informações incorrectas. Por fim, não quero deixar de dizer que apesar de perceber o conceito que está por trás deste dispositivo, a minha opinião não mudou muito. Entre outras coisas, faltam USB, um leitor de cartões de memória e o facto de se ter de usar as aplicações que a Apple quer que usemos são argumentos contra e que têm muitíssimo peso. Como estas coisas não são governadas pelo lado racional do cérebro, se eu tivesse 20 iPads para vender, só aqui no edifício onde trabalho tinham ido todos em menos de 10 minutos... P.T.

CAPACIDADES E PREÇOS Capacidade

Rede sem fios

Preço (EUA)

16 GB

Wi-fi / Wi-fi + 3G

$ 499 / $ 629

32 GB

Wi-fi / Wi-fi + 3G

$ 599 / $ 729

64 GB

Wi-fi / Wi-fi + 3G

$ 699 / $ 829 PCGUIA

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HARDWARE

HP ENVY 13” Será o Envy uma máquina que vai deixar toda a gente roída de inveja? A PCGuia investiga ASPECTO

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VELOCIDADE

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CONECTIVIDADE LIMITADA

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VEREDICTO 8

FUJITSU T900 TABLET PC Um notebook para fins especiais e carteiras recheadas TABLET

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PORT REPLICATOR

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PREÇO

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VEREDICTO 7

A máquina que a Fujitsu enviou para a sala de testes da PCGuia apresenta alguns argumentos interessantes. A saber: um teclado confortável com teclas de tamanho normal, um ecrã de 13 polegadas sensível ao toque fácil de utilizar, uma autonomia digna de menção (5h42) e uma série de ferramentas que se revelam úteis ao utilizador profissional, como seja o leitor de impressões digitais; o software de protecção de gravação e leitura de dados e de protecção contra roubos e o port replicator onde pode ligar a máquina, que lhe confere mais ligações USB, HDMI e de rede, entre outras. Sendo um tablet, o T900 permite que o leitor rode o ecrã e use a caneta para escrever no mesmo como se de um bloco se tratasse. Nesse tipo de utilização, é confortável e graças ao Windows 7 permite que o sistema reconheça português, pelo que pode usar a função de reconhecimento de escrita. Esta função é particularmente útil em utilizações específicas, como sejam tarefas relacionadas com perícias técnicas, notas em conferências de imprensa, entre outras. Tecnicamente, apresenta poucas falhas, muito embora sintamos que a máquina merecia mais de 4 GB de RAM (pode albergar até 8 GB), até porque tem um sistema operativo que possibilita tirar partido de mais RAM que a que tem, de série, instalada. Para uma máquina com estas características e com estas dimensões (relembramos que tem um ecrã de 13.3”), o peso de 2,4 kg parece ser exagerado. O preço também é muito elevado, mesmo tendo em consideração que se trata de um equipamento profissional. J.T. FABRICANTE FUJITSU n PREÇO 1650 EUROS n CONTACTO 7217 244 444 n SITE WWW.FUJITSU.COM/PT n FICHA TÉCNICA PROCESSADOR CORE I5 2.4 GHZ; 4GB DE MEMÓRIA RAM; ECRÃ DE 13.3”; DISCO RÍGIDO DE 500 GB; DRIVE ÓPTICA DE GRAVAÇÃO DE DVD; LEITOR DE CARTÕES DE MEMÓRIA; SLOT 3G; PORTA FIREWIRE; 3 X USB; WEBCAM; LEITOR BIOMÉTRICO; WINDOWS 7 PROFESSIONAL 64 BITS; POR REPLICATOR COM 4 X USB; HDMI; VGA; REDE; D-SUB

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Há já muito tempo que os computadores portáteis da HP deixaram de ser tijolos sem piada nenhuma. Prova disso é o Envy 13”. Este computador incorpora grande parte das soluções de design utilizadas em vários outros produtos da marca, bem como algumas opções já vistas noutros produtos de outras marcas. Desta mistura resulta uma máquina que se destaca do resto da gama oferecida pela HP. O Envy utiliza uma caixa de alumínio em tons de castanho brilhante, a tampa é plástica e oferece o mesmo efeito. O ecrã de 13 polegadas usa tecnologia LED e, como é habitual, tem a câmara colocada na parte de cima. Do lado direito estão as duas únicas entradas USB e também a tomada HDMI para ligação a uma TV ou monitor. Do lado esquerdo está a entrada para alimentação de energia e o leitor de cartões de memória SD. O pad é multitouch, ou seja, permite a utilização com mais do que um dedo para, por exemplo, operações de ampliação de imagem. Por dentro, esta unidade do Envy dispõe de um processador Core 2 Duo L9400 a 1,86 GHz e 3 GB de memória RAM. O disco não é SSD e tem 250 GB de capacidade. O sistema gráfico é composto por dois chips distintos: o da Intel, integrado no chipset, e um ATI HD 4330 com 512 MB de memória dedicada, que gasta mais energia mas tem muitíssimo mais performance. Pode ligar o Envy ao exterior através de rede sem fios 802.11 b/g/n e Bluetooth. Este computador não tem rede com fios nem drive óptica. O sistema operativo é o Windows 7 Home Premium. O Envy pesa 1,72 Kg. Visualmente é uma máquina muito atraente, com o excelente toque, mas... ...é muito limitada. Faltam-lhe algumas coisas, como, por exemplo, mais portas USB ou uma saída VGA. No que respeita à performance, o Envy porta-se bastante bem, tendo obtido 3644 PCMarks – a média para estes processadores é de 3100. O Envy é uma máquina com excelente qualidade de construção e muito bom aspecto. É versátil porque tanto permite trabalhar como jogar. Só é mesmo pena faltarem-lhe algumas coisas. P.T.

FABRICANTE HP n PREÇO AINDA NÃO DISPONÍVEL n SITE WWW.HP.PT


SOFTWARE

MEO@PC Com o Meo já se pode ver TV no PC. A PCGuia explica como QUALIDADE DE IMAGEM

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ACESSO AO VIDEOCLUBE

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SÓ FUNCIONA EM PORTUGAL

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VEREDICTO 8

Ver televisão no PC não é nenhuma novidade. Já existem, por exemplo, o Youtube, o Hulu e montes de outros sites que permitem ver TV. O que é novidade acerca deste serviço é que é o primeiro a ser oferecido por um operador. Quando estiver a funcionar, basta ter uma ligação de banda larga à Internet e um browser com o plugin silverlight da Microsoft para começar a ver televisão. Tivemos oportunidade de testar a versão beta do serviço, que inclui apenas quatro canais e acesso a uma parte do catálogo de filmes do videoclube. Quando se acede ao serviço, é-nos mostrada a lista de canais que estão disponíveis e as novidades do videoclube. Para começarmos a ver televisão, basta clicar no logótipo do canal que queremos ver. No ecrã seguinte aparece a informação do que está a ser transmitido no momento e o programa seguinte. Ao clicar no botão ‘ver online’ aparece um player que permite controlos básicos de imagem e som, como a pausa e o nível do volume. A qualidade da imagem depende da largura de banda a cada momento. A emissão está disponível com três codificações diferentes que correspondem a outras tantas definições de qualidade e que vão desde os 500 kbps até aos 1,8 Mbps. O leitor avalia a velocidade de ligação à Internet e escolhe a codificação mais adequada. Para ver um filme do videoclube basta clicar no respectivo cartaz para aceder a uma página com a sinopse e com um trailer. Também lhe são mostradas algumas opções de filmes relacionados entre si – por terem os mesmos actores ou realizadores ou ainda por serem do

mesmo género. Se quiser alugar o filme, é só clicar no botão Alugar. Tal como no videoclube da caixa Meo, os filmes ficam disponíveis 24 horas. Por enquanto, os conteúdos de alta definição só estão no videoclube. Para reproduzi-los, o Meo dispõe de cinco perfis de qualidade que vão até aos 3 Mbps. Tal como nas emissões em directo, a escolha do perfil de qualidade é feita automaticamente pelo sistema consoante a qualidade da ligação. Uma das funcionalidades que vão estar disponíveis na versão final é a capacidade de poder começar a ver um filme alugado no PC e acabar de o ver na caixa em casa. Por enquanto, a qualidade da imagem é muito boa para um serviço deste tipo. A imagem é fluida e sem interrupções de movimento ou som. Digo por enquanto porque o sistema, nesta fase, só está disponível a 100 utilizadores, o que dá para avaliar as potencialidades, mas não é de todo um teste ao “mundo real”, que terá milhares de utilizadores ligados ao mesmo tempo. Uma limitação que o serviço vai ter é a impossibilidade de se aceder aos conteúdos estando fora do país, o que é uma desvantagem, visto que os viajantes são dos maiores clientes potenciais deste tipo de serviço. O Meo ainda não definiu a política de preços nem deu uma data concreta para o lançamento comercial do serviço, tendo apenas informado que o lançamento será feito durante o ano de 2010. A ideia de poder ver TV no PC é muito interessante. Só é pena as limitações geográficas. P.T. PCGUIA

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TEMA DE CAPA

TIRE MAIS DO SEU

PORTÁTIL Se tem um computador portátil, este tema de capa vai interessar-lhe muito. Na sua primeira edição temática, a PCGuia vai ensinar-lhe praticamente tudo o que há a saber acerca deste tipo de máquinas. Desde como são por dentro até ao hardware e software mais indicados para cada tipo de utilizador. Isto e muito mais nas páginas seguintes.

TEXTO SUSANA ESTEVES, PEDRO TRÓIA, JOÃO TRIGO, JOÃO PEDRO FARIA FOTOS VÍTOR GORDO, ARQUIVO PCGUIA

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PCGUIA

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TEMA DE CAPA TIRE MAIS DO SEU PORTÁTIL

COMO FUNCIONA

UM PORTÁTIL A PCGuia inicia neste número uma nova secção em que explica como é por dentro qualquer tecnologia ou produto. Este mês, a “vítima” é um portátil

Nos dias de hoje, as vendas de portáteis já ultrapassaram largamente as dos computadores de secretária. Mas, enquanto que com os computadores maiores era muito fácil abri-los para ver o interior, com os portáteis a história é outra. Normalmente, estão selados, e se o utilizador comum os abrir, perde logo a garantia do computador. Algumas marcas permitem o acesso ao interior para instalação de memória ou substituição do disco rígido. De certeza que já se interrogou como seria o interior do seu computador portátil, e como os seus desejos são ordens, decidimos abrir um e explicar-lhe cada um dos componentes principais. P.T.

BATERIA

Esta peça armazena energia eléctrica permitindo que o computador funcione durante algum tempo sem estar ligado a uma tomada.

METADE SUPERIOR DA CAIXA

Nesta peça está montado o PAD multitouch, ao centro em baixo e no canto superior direito está o sistema de amplificação de som que está ligado às colunas montadas de ambos os lados. As peças metálicas servem de suporte à drive óptica, à esquerda, e para a ventoinha do sistema de dissupação de calor, à direita.

MEMÓRIA RAM

A memória RAM (Random Access Memory) é usada pelo sistema para manter os dados que vão ser ou que já foram processados. Quando desliga o computador, o conteúdo desta memória perde-se.

DISSIPADOR DE CALOR

Os componentes essenciais do computador produzem muito calor quando funcionam. Para dissipar esta energia, os engenheiros da Asus optaram por um sistema que utiliza Heat-Pipes em cobre, os quais servem para transportar o calor dos componentes para um dissipador de calor que, por sua vez, está ligado a uma ventoinha lateral que tem como função extrair o calor de dentro da caixa. Esta ventoinha é controlada por sensores instalados na motherboard. Este sistema permite que a maior parte da energia térmica seja dissipada pela lateral da máquina, de modo a ser utilizada no colo sem se queimar (muito!).

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MOTHERBOARD

A PLACA DE CIRCUITO IMPRESSO ONDE ESTÃO MONTADOS OS COMPONENTES PRINCIPAIS DO COMPUTADOR. AO CONTRÁRIO DA MAIORIA DAS PLACAS-MÃE DOS COMPUTADORES DE SECRETÁRIA, ESTA PLACA TEM COMPONENTES DOS DOIS LADOS DE FORMA A OCUPAR O MÍNIMO ESPAÇO POSSÍVEL.

ENCAIXES PARA A MEMÓRIA RAM

É aqui que entram os módulos de memória SODIMM. A diferença para os utilizados nos computadores de secretária é o tamanho. Este Asus N61 comporta até um máximo de 4 GB de memória RAM DDR3 a 1066 MHz.

PROCESSADOR

O coração de qualquer computador, controla as funções principais da máquina e executa os programas. O processador empregue neste Asus N61 é um Intel Q9000 a 2 GHz com quatro núcleos. Estes processadores não são mais do que dois Core 2 Duo montados no mesmo suporte. Como se pode ver pelo aspecto do processador, este tem duas placas espelhadas na superfície superior que correspondem cada uma delas a um dos processadores Core 2 Duo.

BIOS

O Basic Input/Output System, ou BIOS, é a programação básica do computador que, por exemplo, faz com que o sistema arranque para o sistema operativo instalado quando é premido o botão de ligar e desligar.

SISTEMA GRÁFICO

O sistema gráfico é composto por nove componentes. O maior de todos é o chip gráfico, que, neste caso, é um Nvidia GT240M. Os outros oito componentes são os circuitos integrados da memória RAM dedicada aos gráficos. Cada chip de memória tem uma capacidade de 128 MB, o que perfaz um total de 1 GB.

LIGAÇÕES SATA

Estes dois conectores servem para o disco rígido e para o leitor óptico. SATA quer dizer Serial Advanced Technology Attachment e é uma norma de ligação de periféricos de armazenagem.

CHIPSET

É a peça do computador que permite a comunicação e a coordenação dos vários componentes. Neste caso, o chipset é composto por dois circuitos integrados. O que está instalado logo abaixo do processador é o controlador de memória que é responsável pela configuração da memória (velocidade, voltagem, etc.) e pela comunicação dos vários componentes com a memória RAM. O segundo componente, situado abaixo dos encaixes da memória, é responsável pela interface PCI, pelas ligações USB, pelas entradas SATA (para o disco e leitor óptico), pela rede com fios e pelo sistema de áudio.

DISCO RÍGIDO

O disco rígido é uma forma de memória permanente. É onde estão guardados os dados do sistema operativo e também os dados do utilizador. Este disco de 2,5 polegadas da Seagate tem 500 GB de capacidade, utiliza uma interface SATA e tem uma velocidade de rotação de 5400 RPM. O disco está montado numa peça metálica que serve para facilitar a sua remoção.

ECRÃ

O ecrã dos computadores portáteis é LCD (Liquid Crystal Display) de matriz activa retroiluminado. Os modelos mais recentes utilizam retroiluminação através de LED (Light Emitting Diode), que tem a vantagem de consumir muito menos energia do que os sistemas anteriores baseados em lâmpadas fluorescentes. Nesta foto pode ver-se a placa de controlo.

REDE SEM FIOS

O sistema de rede sem fios é composto por uma pequena placa PCI. Esta placa tem uma antena integrada no ecrã que se liga através de dois fios.

METADE INFERIOR DA CAIXA

Como se pode ver, o plástico do interior tem uma cor brilhante. Isto deve-se ao metal misturado no plástico para conter a emissão de radiações electromagnéticas pelos vários componentes. Nesta peça estão montados o módulo Bluetooth no canto inferior esquerdo e uma pequena placa de circuito impresso com tomadas USB, HDMI e eSATA no canto inferior direito.

DRIVE ÓPTICA

Para o N61, a Asus optou por uma drive que lê CD/DVD/Blu-ray e oferece a possibilidade de gravar CD e DVD. A interface de ligação ao computador é SATA. PCGUIA

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TEMA DE CAPA TIRE MAIS DO SEU PORTÁTIL

PORTÁTEIS PARA JOGADORES Se gosta de jogar em qualquer lado com o seu PC, dê uma vista de olhos às próximas linhas Os portáteis para jogos são uma “raça diferente” de computadores portáteis. Isto porque, normalmente, de portáteis só têm o nome. Senão vejamos. Os ecrãs são muito maiores do que os dos seus “primos” de trabalho, geralmente com 17 polegadas ou mais e com resoluções muito altas, o que implica que os computadores sejam maiores e muito mais pesados do que, por exemplo, um computador de trabalho. Os processadores são muitíssimo mais potentes do que os dos portáteis “normais”. Não é incomum ver processadores que costumam estar instalados em computadores de secretária dentro de máquinas que se podem levar para qualquer lado. As memórias RAM são muito mais rápidas, o que se traduz também por um maior consumo de energia. Tal como na memória RAM, os sistemas gráficos

são muito mais rápidos do que os dos outros portáteis. Muitas vezes os portáteis para jogos têm sistemas de duplo chip gráfico. Ter memória RAM dedicada aos gráficos também é um must, porque se se partilhar memória RAM com o resto do sistema cria-se um “engarrafamento” de informação. As razões para este entupimento são duas: primeiro, a memória RAM do sistema é geralmente mais lenta do que a memória RAM empregue nos sistemas gráficos; segundo, porque quando se partilha memória estão a ser roubados recursos à máquina que podem ser empregues, por exemplo, a fazer cache de mais dados do programa que se está a executar tornando-o mais rápido. O sistema de áudio é mais valorizado. Os computadores portáteis concebidos para jogar incluem sistemas de altifalantes construídos propositadamente por marcas de renome. O teclado tem de ser completo. Os

computadores portáteis feitos para jogos têm normalmente um teclado igual ao que encontra num computador de secretária. Isto é necessário para que tenha o máximo de teclas disponíveis para o controlo dos jogos. Como se pode calcular, devido à especificidade do hardware, este tipo de portáteis tem uma bateria que dura muito pouco tempo. Normalmente, o tempo de vida não chega a uma hora se estiver a jogar.

O QUE PROCURAR NUMA MÁQUINA DESTE TIPO? Aqui a palavra-chave é “velocidade”. Para jogar como deve ser, o processador e o sistema gráfico têm de ser muito rápidos, logo, procure os mais rápidos que encontrar. Esqueça as máquinas com memória gráfica partilhada. Outra coisa a ter em conta é a memória do sistema; quanto mais tiver e mais rápida for, melhor. P.T.

AS NOSSAS ESCOLHAS ASUS G51J-IX113V

TOSHIBA QOSMIO X500

SAMSUNG R580

n FABRICANTE ASUS n PREÇO 1.649 EUROS n SITE PT.ASUS.COM

n FABRICANTE TOSHIBA n PREÇO 1999 EUROS n SITE HTTP://WWW.TOSHIBA.PT

n FABRICANTE SAMSUNG n PREÇO 799,90 EUROS n SITE HTTP://SAMSUNG.COM/PT

Apesar de não ter um ecrã muito grande, este computador inclui um sistema 3D Vision da Nvidia com os respectivos óculos, o que permite jogar e ver filmes em 3D. O teclado é retroiluminado para que possa jogar às escuras. O processador é de última geração com quatro núcleos.

Um dos maiores ecrãs do mercado. Os 8 GB de RAM e o processador Core I7 são uma mistura explosiva para quem quiser uma máquina de jogos que anda muito perto de um computador de secretária. A drive Blu-ray permite ver filmes em alta definição.

Com esta máquina pode jogar confortavelmente sem arruinar o seu orçamento.

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TEMA DE CAPA TIRE MAIS DO SEU PORTÁTIL

NOTEBOOKS PARA TRABALHADORES MÓVEIS Autonomia e peso são argumentos a procurar, mas não são os únicos

Se precisa de um computador portátil para trabalhar, o cuidado na escolha do modelo deve ser redobrado. Se a sua actividade profissional pode, em alguma altura, depender do companheiro que tem ao seu colo ou na mesa à sua frente, o pior que pode acontecer é a bateria falhar, o acesso à Net não estar disponível ou o disco deixar de trabalhar, certo? Vamos partir do princípio de que o leitor costuma levar o computador portátil consigo para todo o lado. Primeira preocupação? Peso. Não o seu; o do portátil. Se vai carregar a mala com o notebook ao ombro, pesquise por ofertas que não ultrapassem 1,5 kg. Lembre-se de que, juntamente com a mala do portátil, irá muito provavelmente levar o carregador do mesmo, um rato e documentos. Tudo junto, transforma, ao fim de algum tempo, o seu companheiro de viagem numa cruz difícil de carregar. Claro que o peso do computador está sempre relacionado com o tamanho do ecrã. Um notebook com um ecrã de 17 polegadas pesará mais que um equipado com um ecrã de 14”, como é natural. A ideia é conseguir um equilíbrio confortável entre o ecrã do computador e o seu peso. Na nossa opinião, os computadores portáteis com ecrãs de 13” e 14” são, para o tipo de utilização que procura, as melhores opções. O segundo critério que deve ter em

A OPÇÃO NETBOOK

Se a sua principal preocupação é o preço, os netbooks podem eventualmente ser uma solução. As suas características técnicas não permitem compará-los a outras máquinas desta página, mas, no que concerne à bateria e ao peso, são computadores a ter em conta. A capacidade de processamento peca por escassez de performance em algumas ocasiões – estão equipados com CPU Atom, na maior parte das vezes – e tentar desempenhar várias tarefas em simultâneo pode ser uma aventura desencorajadora, já que as suas capacidades de multi-tasking são muito reduzidas, assim como o tamanho do seu ecrã e, muitas vezes, como as dimensões do teclado (em muitos casos, as teclas são mais pequenas que as de um teclado normal). De qualquer forma, se não se importa com estes handicaps, então máquinas como o Asus EeePC 1005PE (329 euros), o Samsung N210 (369,90 euros) ou o NB200 da Toshiba (249 euros) são potenciais candidatas. 34 | PCGUIA

consideração é a autonomia da máquina. Nada pior do que chegar a uma reunião onde tem de fazer uma apresentação e descobrir que não tem bateria precisamente naquele local onde não está disponível qualquer tomada. E se tentar rever o relatório a meio da viagem de avião entre Lisboa e Paris e a máquina nem sequer tiver bateria para se ligar? Veja atentamente os valores da autonomia indicados pelo fabricante (ou testados pela PCGuia). Estes notebooks estão geralmente equipados com processadores ultralow voltage que permitem auferir de maior autonomia. E não se esqueça de que pode recorrer a truques para aumentar a autonomia da máquina (veja os nossos conselhos neste tema de capa). Autonomias acima de 4 horas são aconselháveis, mas há portáteis a preços muito atraentes com autonomia de 9 horas – um factor que pode fazer a diferença, caso trabalhe frequentemente “em movimento”. Outro aspecto a ter em conta são as ligações. Tradicionalmente, os portáteis deste segmento contam com boas opções de conectividade, mas vamos rever a matéria. Quer estar ligado à maior das redes em qualquer lugar? Certifique-se de que a máquina que quer comprar tem um módulo 3G onde pode instalar o cartão SIM de acesso à Net (veja na base do portátil). Caso contrário, terá de recorrer à pen drive 3G ligada à porta USB – uma opção muito menos prática. Quantas portas USB tem o notebook? Duas? É pouco. Três é o mínimo, na nossa opinião. A ligação wireless vem incluída no sistema, pelo que não tem de se preocupar com este aspecto. Veja se inclui uma ligação bluetooth para sincronização rápida com dispositivos como o seu telemóvel. Tem saída de vídeo? Pode querer utilizá-la para ligar um monitor maior ou um projector, em ocasiões em que pretende partilhar conteúdo com um grupo de pessoas, por exemplo. Por fim, não deixe de prestar atenção a ofertas de valor acrescentado que trazem mais-valias a computadores para este segmento de mercado. Um leitor de impressões digitais é útil para proteger dados pessoais e para assegurar que apenas o leitor consegue aceder à máquina. Além disso, aplicações de backup ou de protecção de informação (como a plataforma EasyGuard, nos computadores Toshiba) são argumentos de peso que não devem ser ignorados. Não se esqueça ainda de se assegurar de que tem as normais aplicações de protecção instaladas. Falamos obviamente de uma firewall e um antivírus, no mínimo. J.T.


ECRÃ

Tradicionalmente, o ecrã deste tipo de máquinas é reduzido. Procure um bom compromisso entre tamanho, peso e conforto de utilização.

WEBCAM

Útil para trabalhar e para fazer videoconferência, mas também para ver a sua família quando estiver longe de casa.

PESO

Para transportar consigo para todo o lado, a máquina deverá ter um peso máximo de 1,5 kg.

AUTONOMIA

Um argumento particularmente importante, já que se trata de uma máquina para usar, em algumas situações, longe das tomadas eléctricas.

CONEXÕES

Além das portas USB, procure um slot 3G para o acesso de banda larga, bem como suporte para bluetooth.

SOFTWARE

O fabricante inclui aplicações profissionais? Soluções de backup, por exemplo, são muito úteis.

SEGURANÇA

Um leitor de impressões digitais é uma mais-valia. Assegura que apenas o leitor acede à máquina.

AS NOSSAS ESCOLHAS PORTÉGÉ R600

VAIO VPCX11S1E/B

ASPIRE 3810T

n FABRICANTE TOSHIBA n PREÇO 1990 EUROS n SITE WWW.TOSHIBA.PT

n FABRICANTE SONY n PREÇO 1599 EUROS n SITE WWW.VAIO.PT

n FABRICANTE ACER n PREÇO 599 EUROS n SITE WWW.ACER.PT

Esta máquina tem cerca de 8 horas de autonomia e conta com um ecrã de 12.1”. O processador é o SU9400 (ULV) e possui um slot para cartões SIM (HSDPA 7.2Mbps). Esta versão tem um disco normal de 320 GB. Há uma versão com disco SSD (512 MB), mas o preço sobe para 2690 euros.

Conta com um disco SSD de 128 GB e com um processador Atom. Pesa menos de 1 kg e, de acordo com o fabricante, oferece uma autonomia de 8 horas. Tem também módulo 3G e o fantástico ecrã XBlack da Sony (11.1 polegadas).

Com um preço muito apetecível, este Acer tem uma excelente autonomia de mais de nove horas e é facilmente transportável para todo o lado. Conta com um ecrã de 13” e com um disco rígido de 500 GB. Não tem drive óptica. PCGUIA

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SOLUÇÕES PARA USO COMUM O preço é importante, mas também convém que o portátil não esteja despido de funcionalidades títulos mais “gulosos” em matéria de consumo de recursos, ao contrário dos portáteis ditos de multimédia ou de jogos; por outro lado, regra geral, tem um desempenho muito superior face às soluções com ecrã de menor dimensão mas é penalizada pelo maior peso e menor autonomia. Ou seja, a palavra de ordem numa máquina de uso comum é apenas uma: compromisso. Este compromisso encontra-se geralmente nos portáteis com ecrãs na gama das 14 e 15 polegadas. Felizmente, a evolução que a tecnologia portátil tem registado nos últimos anos permite que as soluções enquadradas nesta categoria não só apresentem hoje preços bastante apelativos, como também que elementos anteriormente considerados um handicap, como o peso e a autonomia, não sejam já um tão grande obstáculo. Por exemplo, as configurações que hoje se podem

comprar por cerca de 700 euros estavam, em termos tecnológicos equiparáveis, nos 999 euros ainda há não muito tempo. Por outro lado, há muito que é possível encontrar portáteis para uso comum com não mais do que três quilos (incluindo a mala de transporte e o transformador) e capazes de durar mais de duas horas longe de uma tomada de electricidade. Qualquer uma das três escolhas que apresentamos é um bom exemplo daquilo que acabamos de dizer. É claro que por este preço não vai conseguir encontrar alguns elementos de maior luxo, como uma drive óptica Blu-ray, mas já terá na maior parte dos casos direito a elementos de grande utilidade, como uma saída HDMI para ligação de vídeo externa, 4 GB de memória RAM, placa gráfica dedicada, algum software e até wireless N, que é sempre importante para quem dá valor às ligações sem fios. J.P.F.

ASUS K50ID-SX082V

HP K50ID-SX082V

TSUNAMI WALKER W60-870

n FABRICANTE ASUS n PREÇO 759 EUROS n SITE HTTP://PT.ASUS.COM

n FABRICANTE HP n PREÇO 649 EUROS n SITE WWW.HP.PT

n FABRICANTE JP SÁ COUTO n PREÇO 749 EUROS n SITE WWW.TSUNAMI.PT

O Asus K50ID-SX082V apresenta um ecrã LED com 15,6” e resolução de 1366 x 768, auxiliado pela tecnologia Asus Splendid Vídeo Intelligent e por uma gráfica dedicada Nvidia GeForce GT320 com 1 GB de memória DDR3. Destaque ainda para as ligações 802.11n e HDMI e para o disco de 500 GB.

Tem apenas ligação wireless G mas possui um ecrã LED BrightView Infinity de alta definição com 15,6" de diagonal e uma porta FireWire. De salientar ainda o leitor de cartões “5 em 1”, a interface HDMI e o disco de 7200 rpm.

A marca lusa propõe um sistema equilibrado. Apesar de não ter placa gráfica dedicada, conta com um CPU de bom desempenho, slot Express Card, leitor de cartões “3 em 1”, um disco com boa capacidade e ainda ligação sem fios 802.11a/g/n.

Regra geral, quem compra um computador portátil tem sempre um orçamento dentro do qual poderá balizar as suas opções. Depois, vêm as prioridades – é preciso uma máquina para jogar e ver multimédia ou para trabalhar e consultar os e-mails e a Internet? Ou é um sistema que possa, de certa forma, dar uma resposta capaz a cada uma destas orientações? Uma máquina para uso comum coloca-se muitas vezes como a opção mais equilibrada para quem precisa de fazer de tudo um pouco no portátil. No entanto, a variedade de escolha que existe hoje em dia torna mais complicada a tarefa de determinar ao certo o que é que se entende como portátil de uso comum. A PCGuia dá-lhe uma ajuda: em poucas palavras, é uma máquina eficaz mas incapaz de fazer milagres. Tem um ecrã decente e uma estrutura de desempenho que permite ver bem filmes mas que dificilmente servirá para jogar

AS NOSSAS ESCOLHAS

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HARDWARE PARA PORTÁTEIS Uns são mais necessários do que outros, mas, no global, os periféricos e acessórios contribuem para uma experiência de utilização mais optimizada Pode parecer um contra-senso indicar que hardware deve comprar para o seu computador portátil. Afinal, a ideia de um equipamento destes não é funcionar em pleno sem qualquer tipo de periférico extra? É claro que sim. No entanto, tudo depende do uso que damos a um portátil. Durante uma viagem o objectivo é que o notebook cumpra a função para a qual foi criado, mas, se estiver a trabalhar em casa, no escritório ou mesmo no quarto de um hotel, será bastante mais confortável usar um rato, um monitor maior, um teclado ou uma

base com dissipação de calor. Estes produtos são essenciais para trabalhar com um portátil? Claro que não. Tornam o uso deste tipo de máquina mais confortável e produtivo? Claro que sim. O que não falta hoje em dia no mercado são produtos concebidos especificamente para portáteis de diferentes tamanhos, formatos e mesmo cores, pelo que é impossível não encontrar um produto que goste (ou que a sua carteira goste) dentro do vasto leque de periféricos e acessórios existente. Eis alguns exemplos.S.E.

AS NOSSAS ESCOLHAS LOGITECH ANYWHERE MOUSE MX

LOGITECH ALTO CORDLESS

n FABRICANTE LOGITECH n PREÇO 79,99 EUROS n SITE WWW.LOGITECH.COM

n FABRICANTE LOGITECH n PREÇO 99,99 EUROS n SITE WWW.LOGITECH.COM

Apesar de não ser o rato mais pequeno para se levar em viagem, este modelo destaca-se pela capacidade de trabalhar bem em qualquer tipo de superfície, inclusive, mesas de vidro. O receptor é extremamente pequeno e pode ser armazenado dentro do próprio rato (basta tirar a base do aparelho), o que facilita o transporte.

O Logitech Alto Cordless é um teclado equipado com um suporte para computadores portáteis que eleva o monitor ao nível dos olhos e o mantém à distância recomendada. O teclado dispõe ainda de três portas USB high speed que permitem a conexão, em simultâneo, de vários periféricos, como o rato, a impressora e o disco externo.

SAMSUNG LAPFIT 190G

MICROSOFT NOTEBOOK COOLING BASE

n FABRICANTE SAMSUNG n PREÇO 189 EUROS n SITE WWW.SAMSUNG.COM/PT/

n FABRICANTE MICROSOFT n PREÇO 21,99 EUROS n SITE WWW.MICROSOFT.PT

Com 18,5 polegadas, o SyncMaster LD190G (formato 16:9) é um produto especializado e concebido para um ambiente em que os utilizadores de portáteis possam utilizar dois ecrãs em simultâneo. Tem um design ergonómico e oferece um nível muito alto de conforto no que diz respeito à ligação ao portátil. O LapFit 190G possui um suporte na parte de trás que permite mantê-lo a uma altura similar a um computador portátil e, ao mesmo tempo, maximizar a comodidade do utilizador. 38 | PCGUIA

Esta base para portáteis ventilada foi desenhada para ser utilizada na secretária, dispondo de um ajuste de altura que assegura a inclinação necessária, ou no colo, bastando para tal rodar o acessório a 90º. É alimentada através de USB e é bastante leve.


TEMA DE CAPA TIRE MAIS DO SEU PORTÁTIL

CHOIIX ERGONOMIC METAL SLEEVE n FABRICANTE CHOIIX n PREÇO 39,90 EUROS n SITE WWW.CHOIIX.COM

EASTPAK URBAN ACTION E TARGUS LAPTOP MESSENGER n FABRICANTE EASTPAK; TARGUS n PREÇO 93 EUROS (EASTPAK); 39,95 EUROS (TARGUS); n SITE WWW.EASTPAK.PT; WWW.TARGUS.COM

Esta mala para portátil funciona como um dois-em-um: cumpre a função de transporte, mas pode ser usada como suporte para notebooks, uma vez que integra, num dos lados, uma base de alumínio, semelhante às vendidas separadamente. Em termos práticos, o detentor do portátil só tem de tirar o equipamento da mala, virá-la ao contrário e usá-la como mesa de trabalho e dissipador de calor.

Este modelo da linha Urban Action traduz o espírito moderno, jovem e dinâmico da marca Eastpak. Devidamente compartimentada para alojar todo o tipo de gadgets, esta mochila aposta na qualidade e resistência dos materiais e no conforto para o seu utilizador. Num registo mais tradicional, a Laptop Messenger da Targus pode transportar computadores até 15,6”, é extremamente leve e possui bolsos frontais e traseiros com fecho para um acesso mais fácil a artigos de menor dimensão.

DRIVE MÍNI USB VERBATIM

IMATION APOLLO UX

n FABRICANTE VERBATIM n PREÇO DE 7,9 EUROS A 39,90 EUROS n SITE WWW.VERBATIM.COM

n FABRICANTE IMATION n PREÇO 95 EUROS (500 GB) n SITE WWW.IMATION.COM

Estes pequenos dispositivos, que medem apenas 3 cm de comprimento e têm uma espessura inferior à de uma moeda de euro, podem armazenar até 32 GB de dados. Estão disponíveis em várias cores. A capacidade de armazenamento começa nos 2 GB.

Este disco da Imation (2,5”) é um equipamento todo-o-terreno. É totalmente revestido a borracha, resistente, à prova de risco e de choques. Traz um software para backup que facilita este tipo de operações, permitindo inclusive a calendarização das cópias. Existem versões de 250 GB, 320 GB e 500 GB. Liga-se apenas à porta USB.

DIGITUS DOCKING STATION

DIVOOM ITOUR-10

n FABRICANTE DIGITUS n PREÇO DE 39,90 A 49,90 EUROS n SITE WWW.DIGITUS.COM

n FABRICANTE CELLULARLINE n PREÇO 12,99 EUROS n SITE WWW.CELLULARLINE.COM

Melhor do que comprar um disco rígido externo para o seu portátil, se tiver muitos discos de 2,5” ou de 3,5” em casa e quer aproveitá-los, então este produto é uma boa escolha. Esta doca para discos rígidos SATA, USB2.0/ e-SATA permite que o utilizador possa usar todos os seus discos sem ter de os colocar numa caixa externa. Suportam a funcionalidade Hot-Swap, e oferecem uma capacidade de transferência de dados até 480 Mbps (USB2.0) ou 3 Gbps (eSATA).

Não se deixe enganar pelo tamanho (mínimo) desta coluna de som. A potência e a qualidade de som não são nada conformes à dimensão. Conseguiu surpreender-nos. Não necessita de pilhas, nem de estar ligada a um PC, por exemplo. Oferece dois níveis de volume e inclui um sistema de reforço dos graves. Basta rodar a parte de cima para que a coluna exiba uma área de amplificação de som (parece a de uma acordeão), projectando-o a 360º.

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SOFTWARE PARA PORTÁTEIS Mantenha todas as aplicações que precisa sempre à mão, e evite aquelas que são supérfluas

Um notebook quer-se funcional, com bom desempenho e sem grandes problemas. Isto significa não só manter presente algumas boas práticas de limpeza e organização do sistema, mas também lembrar-se que sempre que instala software ele vai consumir recursos, fazer alterações no seu computador e deixar muito

“resíduos” para trás quando for apagado. Se possui um desktop, mantenha o seu computador portátil o mais limpo possível, ou seja, com aquelas aplicações que realmente usa mais e necessita. Nós damos-lhe aqui alguns exemplos de aplicações que poderão ser úteis no dia-a-dia (pagas e gratuitas). S.E.

IMGBURN

AUDACITY

WINDOWS 7

n SITE WWW.IMGBURN.COM

n SITE HTTP://AUDACITY.SOURCEFORGE.NET

n SITE WWW.MICROSOFT.PT

Esta pequena aplicação de gravação deveria fazer parte do arsenal de todos os computadores. Consegue gravar tudo desde um simples CD áudio a um filme em Blu-Ray de alta definição. Pode inclusive usá-la para fazer cópias de segurança dos ficheiros que possui no seu PC. A aplicação permite ainda verificação do disco, como forma de garantir que a gravação ficou bem feita. Pode instalá-la em qualquer sistema, desde o velho Windows 95, à mais recente versão beta do Windows 7.

O Audacity é uma aplicação open source que permite gravar e editar qualquer tipo de áudio. É usado profissionalmente, mas em casa poderá utilizá-lo para editar os seus ficheiros MP3 preferidos, retirar o ruído de fundo aos seus vídeos e adicionar alguns efeitos especiais. O modo de visualização em onda de som é das melhores funcionalidades que oferece. Poderá adicionar cross-fades também. O Audacity pode ainda ser usado para reduzir a dimensão dos ficheiros áudio das suas gravações.

Este sistema surge em várias versões, cada uma delas adaptada às necessidades dos utilizadores. Poderá escolher comprar a actualização do Windows ou o pacote completo, sendo que neste último caso o produto ficará mais caro. Para os netbooks a Microsoft criou uma versão específica do Windows, o Starter, que não pode ser adquirida pelo utilizador final. Para o típico utilizador residencial, a versão que deverá escolher é o Windows 7 Home Premium.

MEDIA CONVERTER

AVG FREE

CHROME, FIREFOX, OPERA

n SITE WWW.MEDIACONVERTER.ORG

n SITE WWW.AVG.PT.

AS NOSSAS ESCOLHAS

Converta qualquer tipo de ficheiros com esta aplicação topo de gama. Existe uma extensão para o Firefox. Neste último caso, o download e a conversão de vídeo podem ser feitos directamente a partir do browser sem necessidade de software extra ou especial. Faça o download em www.mediaconverter.org. 42 | PCGUIA

A versão gratuita do AVG 9.0 está longe de ser a mais completa, no entanto, assegura protecção antivírus e antispyware e garante uma verificação às páginas Web antes que o acesso esteja estabelecido. Na versão paga existem melhorias significativas em termos de velocidade e níveis de protecção. Uma licença do AVG Anti-Virus 9.0 pode ser adquirida a partir dos 32,29 euros. A versão gratuita pode ser descarregada a partir do site www.avg.pt.

n SITE WWW.GOOGLE.COM/CHROME WWW.MOZILLA-EUROPE.ORG/PT/FIREFOX WWW.OPERA.COM

Já pode realmente escolher qual o browser que pretende usar; opções de escolha não lhe faltam. Além do Inernet Explorer, tem à disposição o Chrome da Google, o Firefox da Mozilla ou o Opera. Não vamos falar sobre cada um deles, até porque qualquer um possui legiões de fãs que os promovem como os melhores. Independentemente da escolha, será bem servido. Os downloads são gratuitos e podem ser feitos em: www.google.com/chrome www.mozilla-europe.org/pt/firefox www.opera.com


CCLEANER

OFFICE 2010

NORTON

n SITE WWW.CCLEANER.COM

n SITE WWW.OFFICE.COM/BETA

n SITE WWW.SYMANTEC.COM

O CCleaner é um clássico do Windows. Tem estado, há anos, na linha da frente das ferramentas de desempenho e existe uma boa razão para tal: é muito fiável. Independentemente da ferramenta usada, editar o Registry envolve sempre algum risco, mas o CCleaner é o mais seguro de todos, até porque, se houver em algum momento um problema, poderá restaurar o seu ficheiro .reg em alguns segundos. O CCleaner não só consegue dar resposta às questões que envolvem o Registry, como também é capaz de apagar o histórico de navegação, os ficheiros redundantes e mesmo desinstalar aqueles programas mais complicados, que se escondem nos meandros do sistema.

A nova suite de produtividade da Microsoft vai chegar no início do Verão e promete algumas alterações significativas. Se estiver interessado na actualização, fique desde já a saber que poderá aproveitar o Programa de Garantia Tecnológica para o Microsoft Office 2010, que contempla todos os consumidores que comprarem um produto Office 2007 qualificado ou um computador novo com Office 2007 num revendedor autorizado com acesso gratuito ao novo Office 2010 a partir da Web. Atenção que o produto Office 2007 adquirido (em português ou em inglês) determinará o produto correspondente de actualização no Office 2010 ao qual o utilizador terá direito. Até ao lançamento da versão final do Office 2010, os utilizadores poderão fazer o download gratuito da versão beta do Office 2010 em www.Office.com/beta. Este programa é válido até 30 de Setembro de 2010.

A Symantec renovou recentemente a linha Norton 360 com a quarta geração do produto. A versão de 2010 foi alvo de uma optimização e necessita agora de muito menos recursos para fazer o trabalho bem feito, comparativamente às versões anteriores. Custa 89,99 euros, inclui três licenças e 2 GB de espaço de armazenamento nos servidores da empresa. A aplicação móvel beta, grátis para o Android, está também disponível, prevendo-se que as aplicações móveis beta para iPad e iPhone se encontrem disponíveis no iPhone App Store e no Android Market, brevemente, e também livres de custos.

OPENOFFICE

VLC PLAYER

LIVE MESSENGER

n SITE HTTP://PT.OPENOFFICE.ORG.

n SITE WWW.VIDEOLAN.ORG/VLC/

É a grande alternativa ao Office. É extremamente semelhante ao produto da Microsoft em termos de interface e é totalmente compatível com os produtos da multinacional americana. Esta suite inclui programas de processamento de texto, folha de cálculo, apresentação de diapositivos, edição de imagem, gestão de bases de dados, e edição de fórmulas matemáticas. Poderá fazer o download em http://pt.openoffice.org.

Um leitor multimédia é obrigatório em qualquer máquina, e se não quer estar minimamente preocupado com os formatos suportados, então o VLC é o leitor ideal para si. É totalmente gratuito e muito fácil de usar. Suporta praticamente todo o tipo de formatos áudio e vídeo existentes e ainda vários protocolos de streaming. Opera em redes IPv4 e IPv6 e tem versões especialmente concebidas para vários sistemas operativos. Considerado por muitos como um dos melhores softwares para reprodução de vídeos, pode ser descarregado em www.videolan.org/vlc/

n SITE HTTP://DOWNLOAD.LIVE.COM/?SKU= MESSENGER

Agora que já não vem no “pacote” com o sistema operativo, o Live Messenger, ou qualquer outro programa do género, é obrigatório nos dias que correm. Esta solução é bastante completa e, além de toda a componente de comunicação, permite ao utilizador partilhar conteúdos com os seus amigos. Pode ser descarregada em http://download.live.com/?sku=messenger PCGUIA

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COMO INSTALAR UM DISCO RÍGIDO Instalar um disco rígido num portátil não é nada complicado. A PCGuia dá-lhe uma ajuda

Se o disco do seu portátil está a ficar pequeno para a quantidade de informação que já acumulou, pode trocá-lo por outro maior sem ter de gastar dinheiro a mandá-lo para uma loja ou para uma empresa de assistência técnica. Na maioria dos casos, o disco rígido é um dos poucos componentes que podem ser instalados pelo utilizador sem invalidar a garantia. Hoje em dia, os discos dos portáteis são maioritariamente SATA, o que faz com que sejam muito fáceis de instalar, uma vez que este tipo de interfaces inclui tanto a ligação de dados como a ligação de energia. Uma das grandes novidades neste campo é a tecnologia SSD (Solid State Disk). Este tipo de discos são, basicamente, a mesma coisa que uma pen USB. No entanto existem duas diferenças: a primeira é que em vez de USB é utilizada a norma SATA de forma a poderem ser usados nos espaços para os discos rígidos tradicionais. A outra é um pouco mais obscura, a memória FLASH utilizada tanto nas pens como nestes discos tem um limite de gravações após o qual o chip em questão perde a capacidade de guardar dados, os discos SSD utilizam um algoritmo especial para distribuir os dados pelos vários chips

que compõem o dispositivo de forma a utilizá-los todos o mesmo número de vezes e assim não desgastar apenas uma área do disco. O único problema deste sistema é o facto de tornar o acesso de escrita muito mais lento que o de leitura. Os discos SSD são bastante mais caros e ainda não atingiram os níveis de capacidade dos discos tradicionais, mas oferecem vantagem ao nível da durabilidade em ambientes mais hostis e de velocidade de leitura.

DO QUE PRECISA? • Um disco novo que tenha as mesmas dimensões físicas e que utilize o mesmo tipo de interface de ligação ao computador. • Uma chave de parafusos pequena tipo Philips. Em primeiro lugar terá de fazer uma cópia de segurança dos dados do disco antigo. Recomendamos um programa que faça uma imagem completa do disco, como o freeware Macrium Reflect, que já oferecemos no DVD da revista. Este tipo de programas tem a vantagem de não requerer a formatação do disco e a reposição de toda a informação tal como era antes. P.T.

MAIS ARMAZENAMENTO NO PORTÁTIL

01

Depois de fazer a cópia de segurança, desligue o computador e retire a bateria. Usando a cheve de parafusos, retire a tampa que cobre o disco. Normalmente, esta tem um ícone cilíndrico em relevo.

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02

Na maioria dos casos, os discos estão montados em peças metálicas que têm a função de permitir a sua rápida remoção e segurar a peça no sítio certo. Estas peças têm uma fita plástica que serve para puxar o disco para fora. Puxe-a para retirar o disco. Desaparafuse o disco da peça metálica. Retire-o e faça o processo inverso com o disco novo.

03

Coloque o disco com a orientação do antigo dentro da caixa, volte a colocar a tampa e aparafuse-a. Coloque a bateria, ligue o computador e reponha a cópia de segurança que fez no início do processo.


TEMA DE CAPA TIRE MAIS DO SEU PORTÁTIL

ACRESCENTE MEMÓRIA NO SEU PORTÁTIL A PCGuia mostra-lhe como é fácil aumentar a memória do seu computador A memória RAM é uma das peças mais importantes de qualquer computador. É neste tipo de memória que os dados referentes aos programas são colocados para serem processados e guardados após esse mesmo processamento. Os fabricantes usam a quantidade de memória que põem nos seus produtos como um factor diferenciador da sua oferta para um determinado nicho do mercado. E muitas vezes quando se gasta pouco dinheiro a comprar a máquina acaba-se com um PC com pouca memória, que, aliado a aplicações pesadas, faz com que a máquina fique muito lenta. Uma forma de resolver esta questão é a

instalação de mais memória. Este processo é, normalmente, muito simples do que parece. Uma das coisas que tem de ter em atenção é o tipo e velocidade da memória. Os computadores portáteis estão limitados à utilização de um tipo de memória muito específico de forma a evitar incompatibilidades. Se quiser instalar você mesmo mais memória no seu computador, existem formas simples de descobrir que tipo de memória terá de adquirir. O site da Crucial (www.crucial.com), que dispõe de uma aplicação em que basta inserir os dados do seu portátil (marca, modelo) e o site devolve a informação acerca do tipo de memória

que pode usar acompanhado de um botão que lhe permite comprar logo o produto em questão. Pode também abrir a tampa que cobre os módulos de memória, apontar a informação que normalmente está no autocolante fixado nos módulos pré-instalados e ir à procurar de uma loja que venda memória do mesmo tipo. Qualquer que seja a opção que escolha, tem de ter atenção a duas coisas: os módulos têm de ser do mesmo tipo e se adquirir mais do que 3 GB só poderá tirar partido de toda essa quantidade de memória se tiver instalado um sistema operativo de 64bit, visto que os de 32bit só conseguem usar até 3 GB.P.T.

INSTALE MAIS UM DIMM DE MEMÓRIA

01

Desligue o computador e retire a bateria. Abra a tampa que cobre a memória. Normalmente, está colocada na parte de baixo do computador. Em alguns modelos pode estar por baixo do teclado. Veja no manual da máquina a localização exacta.

02

03

04

Solte os pequenos grampos metálicos que estão de cada lado dos módulos. Normalmente os módulos de memória “saltam” sozinhos; se isso não acontecer, levante-os com o dedo. Coloque os módulos novos tendo atenção à orientação dos mesmos. Se não entrarem facilmente não force. Isso costuma acontecer quando se tenta instalá-los ao contrário. 46 | PCGUIA

Antes de mexer na memória toque numa superfície metálica que esteja ligada à terra para dissipar a electricidade estática que pode ter acumulado. A electricidade estática pode danificar os módulos de memória.

Feche a tampa, coloque a bateria e ligue o computador. Se tudo correr bem, o computador mostra-lhe a nova memória nos testes iniciais, ou se essa informação passar rápido demais, clique no ícone do “Meu Computador” com o botão direito do rato e escolha Propriedades. A janela que aparece diz a quantidade de memória disponível.


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OPTIMIZE A AUTONOMIA DO SEU PORTÁTIL Siga as nossas dicas para tirar mais partido da bateria de um laptop Seria muito bom poder usar o portátil sempre ligado à corrente, mas infelizmente isso é impossível. Quando não existem tomadas por perto, não há outro remédio que não seja usar a bateria do computador. No que toca às máquinas ditas especiais, equipadas com processadores de baixo consumo, o mais normal é que o notebook ofereça duas horas e meia a três horas de autonomia. Para ultrapassar este limite, há duas opções mais dispendiosas – comprar uma segunda bateria ou recorrer a um dispositivo como uma Universal Notebook Battery de fabricantes como a APC, que permite aumentar o tempo de autonomia de um portátil convencional para cerca de oito horas ou mais. Mas existe ainda uma opção mais em conta do ponto de vista financeiro, pois não requer qualquer gasto adicional – usar o software para alterar as definições de gestão de energia do equipamento. Por uma questão de lógica, vejamos este ponto ao pormenor. No entanto, e para não sofrer desilusões de qualquer espécie, deverá ter desde já em mente que existe um compromisso a cumprir entre desempenho e autonomia, o que equivale a dizer que não se podem fazer milagres neste campo. Se quiser ver os seus e-mails num ecrã com mais luminosidade enquanto ouve música no Windows Media Player, a bateria do seu

laptop irá durar seguramente menos do que se consultasse o Outlook sem música e com um ambiente de luz menos brilhante. Para ver como poderá optimizar a autonomia do seu portátil através da via aplicacional, consulte a caixa passo a passo publicada em anexo.

CONSELHOS ÚTEIS Existem, contudo, alguns conselhos genéricos que poderá seguir em conjunto com a adaptação do Esquema de energia às suas necessidades. Para além da diminuição da luminosidade do ecrã, já que este é responsável por grande parte do consumo da bateria, se por exemplo tiver um rato USB ligado ao portátil mas não o estiver a utilizar, desligue-o simplesmente – desta forma, o computador não precisa de estar a fornecer desnecessariamente energia a este aparelho através da porta USB. Também não deverá executar várias tarefas ao mesmo tempo. Caso tenha o gestor de e-mail e o editor de texto abertos, tente não fazer mais nada, como ouvir música e navegar na Net. E se estiver a fazê-lo através de 3G ou de Wi-Fi, módulos que já por si implicam um maior consumo de energia, evite ao máximo abrir outras aplicações para além do browser e do e-mail, pois ao distribuir recursos vai fazer com que a bateria se esgote

mais rapidamente. Ainda na parte do hardware, se acrescentar memória RAM poderá conseguir ganhos no consumo, poupando a memória virtual do computador. É certo que os módulos de RAM adicionais vão consumir mais energia, mas esse facto é compensado nos casos em que se usam aplicações que requerem muito da memória virtual. A drive óptica também abusa muito da bateria. Opte por usar o disco em vez da drive de DVD, ou até programas de drives virtuais como o Alcohol 120%. Quanto à bateria em si, não deixe que ela fique totalmente carregada num estado de não utilização. Depois de a carregar, use a máquina pelo menos de duas em duas semanas. Na parte lógica, desfragmentar o disco rígido com regularidade também é uma boa ideia, pois quanto mais depressa funcionar o disco, menos tempo gasta a trabalhar e a sobrecarregar a sua bateria. Faça-o enquanto tiver o portátil ligado à corrente. Também poderá eliminar programas que não use e aplicações como o iTunes, o Winamp ou o Daemon Tools devem ser paradas no Gestor de tarefas caso não as esteja a usar. Finalmente, se usar o modo de Hibernação em vez de Suspensão verá que vai poupar mais energia, apesar de não ser tão útil. J.P.F.

ADAPTE O ESQUEMA DE ENERGIA ÀS NECESSIDADES

01

Entre no Painel de controlo e procure o ícone de Opções de Energia para entrar no assistente que lhe permite ajustar as definições que melhor se adeqúem às suas necessidades. 48 | PCGUIA

02

Veja qual é o esquema que a sua máquina está a usar e clique em Alterar Definições de Esquema. Nesta secção, pode alterar os settings e começar a “poupar” a energia da sua máquina.

03

Aproveite para ir ao separador Indicador de Energia e assinale a caixa Mostrar o estado para cada Bateria, para que o sistema operativo coloque um indicador do estado na energia na área de notificação.


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REMOVA PROGRAMAS DO ARRANQUE Porquê ter dezenas de programas associados ao arranque do seu portátil? Se não estão lá a fazer nada, só empatam Porque é que as revistas dizem que um sistema operativo arranca em X segundos quando o meu demora uma eternidade? Porque existe uma forte probabilidade de trazer “a reboque” todo um conjunto de programas que se executam no momento do arranque do seu portátil, programas que provavelmente nem usa ou nem sabe que lá estão. Além de todas as aplicações que instalou no sistema, existem ainda programas que já vinham instalados no seu computador, quer relacionados com o hardware que dele faz parte, quer por iniciativa do fabricante a quem comprou o sistema. Já reparou se ainda está a usar uma versão de antivírus expirada do Norton ou do McAfee? Estes são apenas dois exemplos. De facto, existem versões de demonstração que quando expiram ficam simplesmente a ocupar espaço no seu computador. Se já não está a usá-los, livre-se

deles. Uma visita de vez em quando ao menu Programas e Funcionalidades dentro do Painel de Controlo faz milagres. Para além destes, há programas que fazem questão de assumir que queremos que eles se executem com o arranque do computador e, na maioria das vezes, o utilizador nem dá por isso. A facilidade de instalação da maior parte dos programas faz com que a tendência seja carregar em Next, ou Seguinte, sem ler realmente as opções que estão no ecrã. Será que necessita mesmo que o Messenger arranque com a sua máquina? A nossa mensagem é simples: filtre tudo aquilo que não precisa. O seu PC irá iniciar mais rapidamente, uma vez que já não terá de esperar que as ferramentas e os utilitários, que não iria usar de qualquer forma, sejam carregados no arranque em simultâneo com o Windows. S.E.

TORNE O ARRANQUE DO WINDOWS MAIS RÁPIDO

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Clique no menu Iniciar e no campo de pesquisa escreva msconfig. Carregue na tecla Enter. Irá aparecer a janela de Configuração do sistema. Aqui pode especificar uma série de pormenores relativos ao arranque do seu computador, desde os serviços e programas a carregar com o Windows ao tipo de arranque pretendido.

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No separador Iniciar poderá ver as aplicações que estão programadas para iniciar em simultâneo com o Windows. Atenção ao que retira. O software de segurança deve ser deixado intacto sob pena de comprometer a protecção do seu PC. Decida quais os itens a manter na rotina de arranque e depois limpe os itens que não deseja ter nas caixas de activação. Para os activar, terá depois de os iniciar a partir do menu Iniciar, Todos os programas.

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Outro local onde deverá procurar por itens indesejados no arranque é no menu Todos os programas. Existe aqui uma pasta chamada Arranque. Clique no botão direito do rato sobre quaisquer elementos que deseje remover e escolha Eliminar.


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RECUPERE O SISTEMA NO SEU PORTÁTIL Recorra à partição criada pelo fabricante para gravar um disco de reinstalação do sistema operativo Vai chegar uma altura em que o leitor vai verificar que a sua máquina está lenta, que se arrasta e que não responde como deveria. É precisamente neste período que descobre vestígios de programas mal desinstalados, erros de sistema, problemas de drivers, discos fragmentados, entre outros problemas. Por vezes, a melhor solução é mesmo reinstalar o sistema, e parar de aplicar “pensos rápidos” que só adiam uma resolução mais drástica, como esta. Nos modelos de computadores portáteis mais recentes, verifica-se uma tendência para incluir o utilitário de recuperação não num DVD fornecido com a máquina, mas sim numa partição criada à margem da partição principal de sistema, na qual é colocada uma pasta com os ficheiros necessários à criação do disco de recuperação. Se este é o seu caso, deverá criar esse disco o mais rapidamente possível. Não deixe essa tarefa para mais tarde, pois, se um dia precisar de recuperar o

sistema e não tiver o disco de recuperação em mãos, será uma tarefa muito complicada. Já agora, aceite um conselho valioso – nunca, mas nunca e em situação alguma, apague esta valiosa pasta, geralmente identificada com o termo inglês Recovery. Uma dúvida comum é saber se o disco de recuperação – fornecido ou criado – contém o sistema operativo. Na verdade, ele não contém o sistema operativo para instalar como normalmente se faz, mas possui tudo o que é preciso para voltar a colocar o sistema operativo tal e qual como estava quando ligou o portátil pela primeira vez depois de o comprar. Caso o seu portátil inclua o utilitário de recuperação numa partição do disco, a solução é simples. Basta clicar no ícone de atalho presente no ambiente de trabalho (identificado neste caso como Toshiba Recovery Disc Creator,). Depois, basta seguir as indicações da aplicação.J.T.

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REPONHA O SISTEMA

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Caso o portátil não inclua um CD de recuperação, terá uma partição no disco rígido criada propositadamente para albergar os ficheiros necessários à sua criação. Clique no atalho da aplicação no ambiente de trabalho para criar o(s) disco(s) de recuperação e não apague os ficheiros originais. 52 | PCGUIA

Quando precisar de o(s) utilizar deverá verificar se o portátil começa por procurar o sistema operativo na drive óptica. Entre no BIOS premindo F2 assim que liga o laptop e procure o separador Boot. Faça a alteração seguindo as instruções da interface e escolha Exit, Exit Saving Changes, Yes.

Agora siga as instruções. A mensagem de sucesso confirma o fim do processo. Não se esqueça de retirar o disco de recuperação da drive óptica antes de avançar. Para terminar o processo, clique em Sair. No final, o portátil desliga-se.


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OPÇÕES DE ACESSO À INTERNET Os operadores têm hoje vários serviços à disposição, que podem envolver a utilização de um cartão SIM dedicado ou do telemóvel São várias as soluções para ligar o portátil à Internet através de banda larga móvel. Há alguns anos, os operadores começaram por oferecer ao mercado placas GPRS e 3G que se ligavam através das portas PCMCIA no caso dos portáteis mais antigos e ExpressCard nos modelos mais recentes. No entanto, a democratização da banda larga móvel só viria a acontecer com a disponibilização das modernas pen drives USB que incluem já um pequeno modem de ligação de dados e o cartão SIM. Quase ao mesmo tempo, começou a verificar-se outra tendência no mercado dos computadores portáteis – surgiram cada vez mais modelos com um módulo para ligação de cartão SIM, geralmente dentro do compartimento da bateria, à semelhança do que acontece com os telemóveis. Esta solução, que começou por aparecer nos modelos ultraportáteis de gama superior, com ecrãs entre as 12 e as 14 polegadas e peso em torno do quilograma – máquinas mais caras e para outros tipos de público e de necessidades –, foi sendo aplicada ao longo do tempo a outras classes de máquinas ditas laptop, nomeadamente aos pequenos netbook. A combinação das duas tecnologias permitiu massificar a adesão à Internet móvel através de 3G e 3,5G, a ponto de existirem hoje inclusive alguns modelos de routers com Wi-Fi e 3G (como é o caso do Sitecom WL-357 analisado nesta edição). Existem diferenças entre estas duas opções. No caso da pen drive, que é a opção mais prática e aplicada ao mercado doméstico, depois de adquirir o serviço pretendido junto do operador é só seguir as instruções indicadas no manual – ligar o dispositivo a uma porta USB disponível, instalar o software que vem incluído (não deixa de ser um dispositivo com memória) e introduzir o código PIN. Nada mais simples. No caso do módulo 3G, uma solução mais direccionada a um mercado corporativo e profissional, a solução é semelhante, só que o cartão SIM será incluído 54 | PCGUIA

não numa pen drive, mas sim na ranhura, que estará na melhor das hipóteses numa porta acessível (como se de uma ranhura para cartão de memória se tratasse) e na pior das possibilidades dentro da área reservada à bateria. Em ambos os casos, é possível actualizar o software do controlador. A disponibilização do necessário ficheiro de update dependerá do operador, caso se trate de uma pen drive, ou do fabricante do portátil ou do chip, caso se trate de um módulo 3G. Existem algumas vantagens de se ter o cartão SIM dentro do módulo 3G e não numa pen drive externa. Para além de consumir potencialmente (mas também marginalmente) menos energia, desde modo não é necessário ter um dispositivo ligado ao portátil, que acaba por aumentar o grau de cuidado que é necessário ter com a máquina. No entanto, a pen drive acaba por ser uma solução muito mais prática, especialmente no caso de o serviço não estar trancado a uma determinada zona. Se for necessário usá-la noutro sistema, basta retirá-la de um computador e ligá-la e instalá-la noutro. Para além destas duas soluções, existe ainda aquilo a que se pode chamar a terceira via – usar o telemóvel como modem. Para isso, poderá usar um cabo de dados ou recorrer à tecnologia Bluetooth. No entanto, o processo de configuração varia de operador para operador e obedece a algumas particularidades. Para esse fim, será melhor visitar os sites da Vodafone (http://www.vodafone.pt/main/Particulares/Ba ndaLargaMovel/ViaTelefone/oquee.htm), TMN (http://www.tmn.pt/portal/site/tmn/menuitem .0204b1bea2d53c6dd205fb10751056a0/?vgne xtoid=467ea78e5f82d110VgnVCM10000054 01650aRCRD) e Optimus (http://www.optimus.pt/particulares/Servicos/t elemovelcomomodem), conforme o caso, para obter todas as devidas explicações. J.P.F.


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USE E ABUSE DAS APLICAÇÕES WEB Não tenha medo de usar serviços como o Google Docs ou o futuro Office 2010 Web Apps. São úteis, muito funcionais e podem salvar-lhe a vida

Por muita desconfiança que possam suscitar, as aplicações Web estão aí para ficar. A ideia de colocar documentos na Internet e trabalhá-los a partir de lá, sem que o programa propriamente dito esteja instalado no seu computador, pode não agradar a muitos, mas a verdade é que não só estes serviços podem facilitar o trabalho a quem os usa, como podem melhorar significativamente a qualidade de vida do seu computador portátil. O Google Docs, por exemplo, oferece-lhe a possibilidade de criar documentos de raiz e disponibiliza-lhe um processador de texto, uma folha de cálculo e um programa para criação de apresentações. Estes últimos não só têm todas as ferramentas necessárias para garantir um bom trabalho, como oferecem uma interface que lhe será bastante familiar. Poderá também usar este espaço para armazenar ficheiros que já possui. Basta fazer o upload dos mesmos para que eles fiquem permanentemente disponíveis. Os problemas de compatibilidade nem sequer se colocam porque o Google Docs aceita os formatos mais conhecidos, incluindo DOC, XLS, ODT, ODS, RTF, CSV e PPT. Outro ponto positivo que vale a pena mencionar é que o Google Docs facilita tudo o que seja trabalho colaborativo, uma vez que permite a partilha de pastas e documentos. Ou

seja, é possível haver múltiplos utilizadores a trabalhar no mesmo documento. Tudo isto é devidamente inserido num esquema de segurança. O endereço das pessoas com as quais deseja partilhar documentos e pastas tem de ser previamente indicados, contudo, é o utilizador “administrador” desses documentos quem decide se estas têm privilégios de edição ou apenas de leitura. Por outro lado, este administrador consegue ver quem alterou o quê e quando em tempo real. É claro que uma das grandes vantagens inerentes a este sistema é o facto de ter os seus documentos sempre disponíveis, independentemente do computador de acesso aos mesmos. Fica tudo guardado no Google Docs; só precisa de ter uma ligação à Internet. Outra vantagem é que não tem de ter instalado na sua máquina o Office ou outra qualquer suite semelhante para conseguir trabalhar. Melhor ainda é que é totalmente gratuito e está disponível em português (de Portugal). Como prémio extra, o utilizador poderá publicar o seu trabalho em páginas Web, sem precisar de ter conhecimentos avançados de linguagem de programação, ou publicar um texto no seu blogue. No global é uma óptima solução para quem quer manter documentos importantes sempre disponíveis.S.E.

CONHEÇA O GOOGLE DOCS

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O Google Docs permite-lhe organizar os seus ficheiros. Pode criar pastas, atribuir níveis de prioridade e partilhá-los com terceiros. A interface é simples e funcional.

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Poderá carregar todo o tipo de ficheiros e escolher se pretende convertê-los para o formato do Google Docs ou se os quer manter no formato original. Atenção, que só aqueles que são convertidos poderão posteriormente ser editados.

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A barra de ferramentas é em tudo semelhante àquelas que podemos encontrar nos comuns processadores de texto. Os documentos podem ser partilhados com terceiros e editados por vários utilizadores em simultâneo.


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REGISTE O NOTEBOOK NA REDE DOMÉSTICA Chegou a casa com o seu portátil novo. E agora? Aceite a nossa ajuda para usar a máquina na rede sem fios

DICA

Para mais detalhes sobre a configuração da rede doméstica, veja o tema de capa da edição de Janeiro.

Agora que tem um computador novo, precisa de o ligar à maior das redes. Se utilizar um acesso de banda larga móvel, basta ligar a pen drive ou colocar o cartão SIM e seguir as instruções do operador. Geralmente, basta instalar o software, inserir o PIN do cartão e começar a navegar. Se tem uma rede sem fios em sua casa, precisa de registar o computador portátil na mesma, acedendo ao router – o equipamento que faz a ligação entre o servidor da empresa que lhe garante o acesso à Internet e a sua máquina. Para o fazer, é necessário conhecer alguns detalhes. Antes de mais, qual é o nome da rede? Caso tenha o SSID broadcast ligado no router, a sua rede doméstica aparecerá na listagem de redes encontradas pelo notebook. Caso contrário, terá de inserir o nome da rede manualmente. Além disso, o router deverá estar a atribuir os endereços IP de forma automática aos vários computadores ligados à rede. Por defeito, o equipamento deverá ter a opção DHCP ligada, pelo que não vai ser necessário preocupar-se com a introdução manual de elementos como o IP, o DNS ou o

Gateway da rede. Mas há elementos que tem de saber. Nomeadamente a chave de entrada na rede doméstica. É uma palavra-passe encriptada através de WEP ou WPA (recomendamos vivamente que utilize a segunda opção), definida no router e por si criada aquando da configuração da rede. Vai precisar de introduzi-la no notebook assim que escolher a rede onde quer usar o computador. Não se esqueça de que, depois de registar o laptop na rede e de aceder à Net, a firewall que usa irá avisá-lo de que há aplicações que “querem” aceder à rede. Falamos de software como o gestor de e-mail, o browser, os jogos (se joga online), os serviços de mensagens, a aplicação da webcam, entre outros. Crie regras, no menu de configuração da firewall, para que estas aplicações possam (ou não possam, como desejar) ultrapassar a defesa da máquina e aceder à Net. Uma última recomendação: mantenha todas as suas aplicações de segurança devidamente actualizadas. Um antivírus ou uma aplicação contra o malware só são eficazes se estiverem devidamente actualizados. J.T.

REGISTE O NOTEBOOKS NA REDE

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Procure na área de notificação o ícone indicador das redes sem fios. Clique com o botão do rato e veja as redes disponíveis.

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A janela irá mostrar-lhe as várias redes sem fios que estão disponíveis e indicar se estão ou não devidamente protegidas. Seleccione a rede de sua casa e clique em Ligar.

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Depois de estabelecer a ligação, o sistema operativo irá pedir-lhe a chave de acesso à rede. Introduza-a e finalize o processo. Agora navegue à vontade.


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NA PROTECÇÃO ESTÁ O GANHO Quanto melhor cuidar do seu portátil e dos componentes mais sensíveis, maior será o seu tempo de vida útil

Se compararmos os preços hoje praticados com as enormidades que se pediam entre o final do tempo do Escudo e o início do reinado do Euro, rapidamente constatamos que os portáteis se tornaram num bem acessível a todas as bolsas. No entanto, não deixa de ser também verdade que o dinheiro não só custa cada vez mais a ganhar como vale cada vez menos, o que faz com que a compra destes pequenos mas úteis companheiros da informática continue a ser encarada como um investimento considerável, tanto mais por não se tratar de um bem de primeira necessidade. Urge, portanto, proteger esse investimento. Apesar de os fabricantes submeterem os modelos lançados para o mercado a um número de testes de fiabilidade e durabilidade cada vez mais exigentes, há que partir sempre do princípio de que se trata de um tipo de equipamento que requer bastantes cuidados do ponto de vista do manuseamento e da manutenção. Para além da bateria, cujos cuidados principais já explicámos na página anterior, há outro componente crítico que merece naturalmente uma atenção especial: o ecrã. No que concerne à principal interface visual de interacção entre o utilizador e o sistema operativo, não existe uma lista fixa de procedimentos a seguir, mas há alguns princípios que devem ser respeitados – manter o ecrã limpo com um pano e líquido indicados para o efeito e evitar usar objectos para apontar que possam riscar ou danificar a superfície. Tendo em conta que a grande parte dos portáteis modernos apresenta um acabamento de ecrã brilhante (ou glossy) e mais fácil de riscar face ao mate, tem de se ter muito cuidado com este pormenor. Por outro lado, e apesar de os ecrãs LCD ou baseados em 60 | PCGUIA

tecnologia LED não sofrerem dos perigos causados pelos campos magnéticos, que inutilizaram muitos ecrãs CRT nos anos 80 e 90, deve haver um cuidado especial com outro tipo de aspectos, como evitar pressionar os dedos sobre a tela. Quanto à bateria, e para além de tudo o que já falámos na página anterior, não é demais sublinhar alguns conselhos que podem contribuir para manter as propriedades de autonomia originais durante o máximo tempo possível. Apesar de a tecnologia ter evoluído bastante desde as antigas unidades de níquel cádmio (Ni-Cd) e de as mais modernas baterias baseadas em iões de lítio (Li-Ion) não serem tão poluentes nem sofrerem do conhecido efeito de memória, há que ter algum cuidado com a gestão da memória digital. Trata-se de uma marca de referência que serve para calibrar a autonomia instantânea com o real estado da bateria, uma espécie de indicador do nível de combustível dos automóveis, por analogia. No caso das baterias Li-Ion, é recomendável que não se deixe esgotar a sua carga até ao fim sucessivamente, sob pena de se poder comprometer a eficácia deste nivelador e assim perder a possibilidade de se conseguir recarregar a bateria, mesmo sendo ela praticamente nova – o ideal é fazer uma

descarga completa entre cada 30 cargas parciais com o nível a 40 por cento de modo a manter o índice de autonomia o mais fidedigno face às reais potencialidades da bateria. Infelizmente, e independentemente do número de cargas, uma bateria de Li-Ion tem um tempo de vida útil que não ultrapassa em média os três anos por culpa da oxidação, que degrada as células. Quanto ao “mito urbano” que aponta para a degradação das baterias de iões de lítio caso o portátil esteja sempre ligado à corrente, basta reter esta ideia: não vale a pena retirar a bateria Li-Ion do portátil sempre que este esteja ligado à corrente, a menos que o faça durante dias ou meses a fio – aí sim, irá prejudicar a bateria. Quanto a conselhos práticos mais genéricos, convém transportar o portátil sempre fechado e bem acondicionado (o que não falta são propostas para todos os gostos, desde malas a mochilas) e deverá evitar-se ao máximo deixar o portátil a trabalhar sem se estar a utilizá-lo. Os ambientes de temperatura elevada também não são benéficos para a saúde dos seus componentes e a refrigeração deverá ser feita de forma normal. Neste capítulo, uma verificação regular das entradas de ar laterais e na base pode ajudar a evitar sobressaltos. E é claro que fazer uma limpeza periódica ao teclado e evitar que sejam derramados líquidos ou outro tipo de sujidade é igualmente vital. J.P.F.


SOFTWARE PCGGuias

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UMA REPRODUÇÃO

PERFEITA

A PCGuia explica por que razão poderá não estar a aproveitar os seus leitores de multimédia Não, não é mais um artigo acerca da forma como os dispositivos de informática se colocaram estrategicamente no centro da sua “casa digital”. Já sabemos que mesmo os aparelhos mais inócuos de sua casa já deram o salto para o digital, mas o computador continua a ser a forma mais versátil de aproveitar todo o potencial do multimédia. Mas de que forma é que este facto se torna numa desculpa para que os leitores de media tenham a sua própria loja virtual? Quando fazemos um download de uma música, esperamos que esse leitor a consiga reproduzir sem problemas. Não precisamos

necessariamente que o sistema faça o download do ficheiro, o etiquete, retire a capa do álbum da Net e nos faça 30 perguntas sobre a forma como queremos guardar estes dados todos... Como diz a sabedoria popular, é preciso a ferramenta certa para o trabalho. Nós acreditamos nesta máxima e usamos o Windows Media Player, muito embora preferíssemos algo mais leve. A verdade é que temos actualmente uma situação estranha, em que os dois principais players do mercado querem suportar apenas e só os formatos de áudio e vídeo que utilizam. E há imensos formatos diferentes na Internet. Alguns dos mais antigos continuam a ser usados por

razões de compatibilidade; outros são proprietários e os utilizadores são quase obrigados a usá-los; outros ainda foram desenvolvidos por comunidades de utilizadores, de forma a dar a volta aos direitos das licenças de utilização. Não vamos sequer tentar perceber qual dos formatos é o melhor, mas queremos que chegue ao fim deste artigo a saber qual é a forma preferível de ler os formatos todos. E no processo, vai ficar a saber como ultrapassar questões de compatibilidade. Seja qual for o formato de escolha, há sempre maneiras de melhorar a sua experiência multimédia gratuitamente. PCGUIA

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SOFTWARE UMA REPRODUÇÃO PERFEITA

ACELERAÇÃO GRÁFICA Já muito se falou em aceleração através da placa gráfica, mas pouco se viu até agora. Se tiver sorte, a sua drive de DVD foi vendida com uma cópia do PowerDVD da Cyberlink, que é realmente a melhor forma de conseguir reproduzir conteúdo com aceleração h.264 ou x.264. A questão, caso use o Windows Vista ou o WIndows 7, é que é necessário um descodificador que suporte DirectX Video Aceleration (DXVA), que funciona com o Enhanced Video Renderer do Vista. As boas notícias são que desde o início do ano que o ffdshow (open source e gratuito) foi alvo de uma actualização e já reproduz DXVA. As versões mais recentes suportam legendas, o que é mais uma vantagem. Se for a www.ffdshow.info deve procurar pela última release do programa. Se instalar esta versão em cima do pacote CCCP e deixar as opções inalteradas, tudo deverá correr bem. No ecrã final, ser-lhe-á perguntado se quer alterar manualmente qualquer um dos passos de configuração do descodificador. Escolha o DXVA e clique em Finish. Seleccione a opção Hardware Acceleration e assinale as opções H264 e VCI. Agora execute o Media Player Classic e reproduza o ficheiro HD. Vai ver que o esforço imposto ao processador é muito menor. Nos nossos testes, verificámos que a diferença na reprodução de um ficheiro de 720p foi abismal: de 30 por cento para menos de 9% de utilização de CPU. Se não observar quaisquer alterações, verifique as opções MPC. O Output deverá ser EVR e deve acrescentar o descodificador DXVA ffdshow à lista de filtros externos. Seleccione-o como Preferred.

Um dos leitores de áudio mais flexíveis que conhecemos: o Foobar2000

Deve perguntar-se a si mesmo o seguinte: o que quero que o media player me dê? A resposta mais óbvia faz parte da pergunta, de resto. Quer com certeza que a aplicação consiga reproduzir todos os ficheiros de media que dispõe. Parece simples, correcto? Então por que razão acaba com dezenas de aplicações diferentes, com coisas como o iTunes e outros leitores que têm lojas virtuais como extra? Qual a vantagem de opções como o Home Share, que limitam a forma como partilha e reproduz ficheiros na rede doméstica? Em sua defesa, há que indicar que o iTunes é um bom repositório de músicas e é, como sabe, essencial para usar o iPod e o iPhone, mas depende de uma aplicação de 90 MB. Se ao menos a solução de armazenamento e indexação de músicas pudesse existir como uma aplicação stand alone... Quem usa o iPhone e o iPod deverá querer dar uma olhadela no seguinte site: www.i-funbox.com. Os mesmos argumentos podem ser empregues

POR QUE RAZÃO ACABAMOS COM DEZENAS DE APLICAÇÕES DIFERENTES?

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na crítica ao Windows Media Player...

SIMPLICIDADE ACIMA DE TUDO Dê uma vista de olhos no Foobar2000, um programa gratuito que pode retirar do site foobar2000.org. É uma aplicação personalizável e leve desenhada especificamente para ler os ficheiros de áudio. É um programa fantástico que nos lembra o Winamp e que nos faz pensar como é bom descobrir que ainda há quem faça dos media players simples reprodutores de media. O desenho modular desta aplicação é muito flexível, de resto. Uma das razões para o sucesso do Foobar2000 é o facto de a interface ser totalmente configurável, pelo que é possível ter os diferentes módulos colocados onde lhe der mais jeito, entre outras coisas. Para recrear o básico Winamp, escolha View, Layout, Enable Layout Editing Mode. Clique com o botão direito em cima de cada elemento e escolha Cut para o remover. Quando tiver um ecrã vazio, bastar clicar em cima dele e seleccionar Tabs. Clique em cima do separador e escolha Playlist View, colocando nos outros dois o Album List e o Album Art Viewer. Dê um novo nome aos separadores, use o menu View, Layout para desligar o modo de edição. Suporta nativamente todos os formatos de áudio mais comuns (e muitos dos que são menos vulgares). A sua flexibilidade é mesmo a sua mais-valia. Suporta elementos como Last.fm e servidor UPnP, entre outras coisas. E é claro que tem ainda à sua disposição a versão Lite do Winamp. Certifique-se de que não selecciona todos os extras, aquando da instalação do software. Esta versão tem uma aparência fantástica e, é claro, é o Winamp...


A DESCODIFICAÇÃO DE VÍDEO O áudio é importante, mas o vídeo é sempre uma área mais complicada. Isto deve-se não só mas também ao facto de um ficheiro de vídeo ter não só um stream de áudio mas também um stream de vídeo. A forma como estes dois streams são combinados pode ser chamado o formato do ficheiro. Para descodificar o ficheiro precisa do codec de áudio e de vídeo necessário. Mas já vamos falar do codec mais à frente. A descodificação dos dois streams é apenas o início. O áudio terá de ser enviado da placa de som para as colunas através da ligação existente. Pode ser qualquer uma, desde uma ligação mono até uma conexão de áudio de alta definição, mas tem de ser capaz de lidar com sons de baixas frequências para os subwoofers. HDMI, cabos ópticos e ligações S/PDIF são alguns termos que deve conhecer. Depois, poderá ser necessário normalizar o áudio, assim como aplicar efeitos e criar o efeito de surround virtual. Da mesma forma, o stream de vídeo tem de ser descodificado e de ser redimensionado para a dimensão correcta. Depois, as cores têm de ser corrigidas, os artefactos removidos e as legendas colocadas em cima da imagem. Concordará connosco quando dizemos que

são muitas tarefas para fazer em pouco tempo. Além disso, experimente gastar algum tempo no Windows Media Player ou no iTunes e vai ver que não existem muitas opções para lidar com este tipo de coisas. E esta é uma das razões pelas quais nós temos outros media players preferidos. Na redacção, as opiniões dividem-se, pelo que não chegamos a acordo sobre qual é o melhor, mas não há dúvida que adoramos o VLC Player (www.videolan.org) e o Media Player Classic Home Cinema (www.mpchc.sourceforge.net). Talvez a primeira opção seja a mais indicada dado o suporte de que aufere, mas o Media Player Classic não o desapontará. Ambos são projectos de código aberto e garantem media players com codecs internos que suportam a maioria de formatos de áudio e de vídeo. Além disso, oferecem opções avançadas de reprodução que permitem que o utilizador tire o máximo do seu sistema, não só em termos de qualidade de imagem e de áudio, mas também de velocidade. Este último ponto pode ser sensível caso esteja a tentar reproduzir conteúdo de alta definição num computador com especificações pouco ambiciosas. Um exemplo? Máquinas com processadores single core... Numa utilização mais básica, ambos permitem que arraste ficheiros para cima

FFDSHOW, UMA MARAVILHA Esta aplicação merece sem a mínima dúvida o espaço que lhe concedemos nesta caixa. Se instalou o ffdshow manualmente, vai encontrar uma pasta em Iniciar, Programas. Caso contrário, estará na pasta CCCP. Há duas janelas principais de configuração, uma para o áudio e outra para o vídeo. Ambas podem tornar-se confusas. Se vai fazer experiências, aconselhamos a utilização de perfis (menu Profile). Se tiver problemas, clique em Default. Para o vídeo, dê uma vista de olhos nas opções Decoder, onde pode definir quantas threads de processamento deverão ser usadas. As propriedades da imagem e a opção Levels oferecem um nível de controlo muito elevado. A configuração do áudio confere ao utilizador ferramentas muito úteis. O descodificador Dolby criará o som virtual surround a partir de fontes stereo, mas há ainda opções para normalização e para controlo individual de canais. Procure ainda a

opção de redução de ruído, e a opção LFE Crossover, que permite o controlo das baixas frequências que são emitidas para o subwoofer. Se não ficar satisfeito com todas estas opções, é porque o seu nível de exigência é muito, muito superior ao nosso...


SOFTWARE UMA REPRODUÇÃO PERFEITA

DISCOS ÓPTICOS Temos a certeza de que, daqui a alguns anos, vamos olhar para trás e rir da forma como encaramos e usamos os discos ópticos hoje em dia. Sobretudo, vai parecer ridículo que alguém compre um disco com um filme, mas depois não o consiga ver, devido a uma protecção absurda colocada pela empresa que fez o DVD, preocupada com a possibilidade de que mais alguém que não o leitor consiga ver o filme. Parece que pagamos a licença de visualização, e não o produto. Assim como também não somos donos do software, mas apenas da possibilidade de o usar... tudo graças à benevolência das empresas de media e às leis criadas por políticos tantas vezes dominados pelos interesses económicos das mesmas. No entanto, nos dias que correm, poder reproduzir o conteúdo dos DVD continua a ser uma parte importante da capacidade de entretenimento de todos nós. Felizmente, o formato DVD já não é um problema, graças ao suporte MPEG2. Também o Blu-ray apresenta melhorias significativas, mas o utilizador precisa, no mínimo, de uma máquina com o Windows Vista/7, uma placa gráfica com HDCP/HDMI e um monitor ou TV também com HDCP/HDMI. A maior questão tem que ver com o software usado para reproduzir o conteúdo. Enquanto que a maioria dos leitores de open source como o Media Player Classic ou o VLC oferece suporte para os componentes mais importantes, como os codecs VC1/h.264,EAC3/DTS/TruHD, assim como suporte para legendas e para a estrutura das pastas, não tem suporte para ler a encriptação do disco. A melhor opção actual continua a ser, actualmente, o PowerDVD Ultra da Cyberlink. Pode optar pelo AnyDVD HD, mas qual a razão, se a primeira aplicação funciona bem? A única opção que lhe resta é ripar o conteúdo do disco Blu-ray para o disco (com o Bluray Disc Ripper) e vê-lo a partir daí.

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Este é o estilo de confusão que torna o processo de ligação de cabos tão complexo

deles e os reproduza. Ao contrário do Windows Media Player, suportam o atalho universal pause/play com a barra de espaços e não o aborrecido Ctrl + P.

ALTERE AS DEFINIÇÕES Quando a questão se situa nas opções de reprodução, é difícil bater o Media Player Classic. Escolha View, Options. A chave para melhorar a reprodução pode ser encontrada em Playback, Output and Internal Filters, Audio Switcher. A escolha de Renderer under Output influencia o desempenho, mas não é fácil configurá-la, pois depende bastante do sistema operativo que o utilizador está a usar e do formato do ficheiro em questão. Tecnicamente, o Overlay Mixer é a opção mais rápida, muito embora ela force o Vista e o Windows 7 a utilizar o modo de compatibilidade já que requer um overlay 2D. Nos nossos testes, a opção WMR9 (renderless) oferece o melhor compromisso entre a compatibilidade e a performance. Se usa o Vista, use a opção EVR Custom Pres – mas certifique-se de que os controladores da sua placa gráfica estão devidamente actualizados. Suporta aceleração por hardware e permite que o leitor escolha uma ferramenta de redimencionamento melhorada, como o

O Media Player Classic pode ter esta dimensão...

Bicubic, para assegurar-se de que obtém o melhor upscaling possível. Para o áudio, o Audio Switcher oferece uma forma simples de mapear os canais internos para as colunas do seu computador. Se descobrir que os canais das suas colunas traseiras estão trocados, esta opção permitelhe resolver a situação sem ter de andar a mudar fios manualmente. Escolha Enable Custom Channel Mapping e escolha o número correcto de canais. Depois, pode definir que canais são direccionados para que colunas. Além disso, o Media Player Classic oferece a possibilidade de aplicar pós-processamento à imagem vídeo, recorrendo às opções de shader da placa gráfica. Esta opção funciona apenas e só quando o renderer utiliza uma superfície 3D. Seleccione Play, Shaders para ver a lista completa, mas só vai poder aplicar uma de cada vez. As opções Sharpen podem ser tentadoras para o conteúdo SD, mas podem ser consideradas um pouco cruas.


CONFUSÃO DE FORMATOS Vamos lançar a nós próprios um desafio titânico: tornar interessante um texto sobre codecs... Para qualquer media player reproduzir conteúdo de vídeo ou de áudio, precisa de um codec interno ou externo. O problema está em perceber que codec é que determinado ficheiro necessita. Esta questão é particularmente sensível no caso do vídeo. Se precisar de descobrir que codec tem de utilizar, use o MediaInfo (sourceforge.net/projects/mediainfo). É uma aplicação que analisa o ficheiro de media e que indica qual o formato e o codec usado. Se abrir um ficheiro dentro da aplicação, verá que lhe será facultada uma grande quantidade de informação. Muitos destes dados têm que ver com os codecs de Audi encontrados, como MP!-3, AC#, DTS, AAC ou LPCM. Também há informações sobre codecs de vídeo, como MPEG-2, DivX, Xvid, H.264, X.264, MPEG-4, WMV ou FLV. Para confundir ainda mais as coisas, o programa mostra ainda os containers, como AVI, OGM, MKV, MP4, FLV e TS. Contêm um ou mais streams de vídeo e áudio. Se tiver que suportar todos os codecs em simultâneo, prepare-se para uma tarefa titânica. A melhor solução é um pacote de codecs muito conhecido. Falamos do CCCP (www.cccp-project.net). Usa uma colecção de codecs open source e utilitários que resolvem se não todos, praticamente todos os problemas de reprodução. Foi concebido com base no Media Player Classic e inclui a maioria dos codecs de vídeo e de áudio, bem como os containers. Trabalha-os com o ffdshow. Além disso, conta com um Haali media splitter que pega em containers como o MKV e separa os stremas de áudio, vídeo e de legendas. Tem ainda o VSFilter, um programa de legendagem com muitas opções.

Depois de instalar o pacote, gaste algum tempo nas opções disponíveis. Vá a Iniciar, Programas, Combined Community Codec Pack. Este pacote irá solucionar 90% dos problemas de reprodução na sua máquina. Além disso, também dá uma ajuda caso haja dificuldades no poder de processamento. Os processadores de core único debatem-se com conteúdo HD. As alterações aos settings são importantes, mas mais cedo ou mais tarde vai precisar de um codec optimizado. Se estiver preparado para pagar cerca de 8 euros, recomendamos o CoreCodec, que consegue lidar com conteúdo HD mesmo em netbooks com Atom. Além disso, suporta Nvidia CUDA, pelo que terá acesso à aceleração disponível na sua placa gráfica. Vamos ainda falar brevemente sobre legendas. Já mencionámos que estas podem ser colocadas dentro de um container como o MKV. Dependendo no leitor que utiliza, esse software – como o Media Player Classic – deverá ser capaz de reproduzir as legendas. Caso contrário, vai precisar de um descodificador externo. Muito provavelmente vai encontrar filmes com legendas em formatos como SRT, UTF, IDX ou SUB. Sites como o www.opensubtitles.org tentam catalogar estes ficheiros. Quando recorre a legendas “externas”, deve colocá-las na pasta que tem o ficheiro de vídeo e dar ao ficheiro das legendas exactamente o mesmo nome que este ficheiro (de vídeo). Para que as legendas apareçam no ffdshow, aceda às propriedades da aplicação e localize a área de legendas. Certifique-se de que a opção heurística está assinalada. Pode alterar a posição das legendas e a fonte que estas utilizam (o tipo de letra, portanto). Uma alternativa muitas vezes usada é o DirectVobSub, que quase não implica qualquer configuração.

Veja como a nossa amiga está feliz por poder ver filmes em Blu-Ray no PowerDVD!

Os russos resolveram alguns dos nossos problemas com o pacote CCCP

TIPOS DE CODECS Agora que está sentado no seu sofá preferido, com uma mão no comando e um copo de vinho do Porto na outra, estará muito provavelmente a pensar por que razão existem tantos codecs. E o argumento de que “este codec é melhor que aquele” é, na nossa opinião, uma falsa questão. O que interessa realmente é saber que codecs são usados onde. Tome como exemplo o formato MP3, que apareceu e se disseminou a meio dos anos 90, quando o WAV era o formato dominante. Os ficheiros WAV não eram pequenos, mas a sua descodificação era simples. Os ficheiros MP3 eram muito mais pequenos, mas a sua descodificação envolvia muito mais poder de processamento. No entanto, a questão da poupança de espaço foi decisiva para o seu sucesso. Na senda do sucesso do MP3 surgiram outros formatos rivais, como o AAC da Apple ou o WMA da Microsoft. A razão do aparecimento destes formatos? Para controlar a reprodução de ficheiros, para ultrapassar limitações do MP3 ou para evitar questões relacionadas com licenciamento. Devido às últimas duas razões, vimos aparecer o formato de open source OGG. No que respeita ao áudio de elevada qualidade, o AC3 (Dolby Digital), o DTS e o LPCM continuam a ser as escolhas principais no mercado. O vídeo acrescenta um novo nível de complexidade. Antes, o AVI era o principal container e conseguir guardar os streams de vídeo e áudio num único ficheiro. A razão? No início dos anos 90, servia os interesses do codec Indeo da Intel. O MPEG-1 e o MPEG-2 depressa se tornaram alternativas e o MPEG-4 transformou-se na base dos standards da última década. O DivX foi uma variante do SD e o Xvid apareceu como uma alternativa de código aberto. Da mesma forma, o H.264/AVC é o codec HD usado pelo Blu-Ray. O codec X.264 é a alternativa Open Source. Ambos têm uma qualidade convincente. PCGUIA

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PRÉMIOS LEITOR PCGUIA 2010

VOTE PARA PCGUIA

Prémios Leitor 2010

Criados para dar a oportunidade aos leitores de reflectirem as suas experiências e opiniões, os Prémios Leitor PCGuia assinalam as marcas, os produtos e os serviços que se distinguiram ao longo do ano.

Neste 12º ano de vida de prémios PCGuia, os nossos 270 000 leitores têm a oportunidade de eleger e premiar a excelência em quatro grandes categorias distintas: Hardware, Software, Serviços e Internet.

PARTICIPE, VOTE E GANHE em www.pcguia.pt Não perca esta oportunidade! Até ao dia 1de Junho de 2010, vá a www.pcguia.pt, vote nos produtos que mais o marcaram e descubra como ganhar estes prémios fantásticos! Veja o regulamento também no site da PCGuia. Nota: Serão anuladas todas as votações que apresentem dados viciados.

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SOFTWARE

EXECUTE SOFTWARE DO XP NO WINDOWS 7 Ligue qualquer tipo de hardware ou software antigo ao novo sistema operativo da Microsoft com a ajuda do PC Virtual

Uma das funcionalidades mais intrigantes do Windows 7 é, sem dúvida, o Modo Windows XP, que lhe permite executar software antigo incompatível com o Windows 7. Como? Através da emulação do próprio Windows XP. Esta é teoricamente uma grande ideia, mas o facto de o Modo XP não aparecer incluído na versão Windows 7 Home Premium significa que, na prática, é uma funcionalidade que não está ao alcance de grande parte dos

utilizadores. Ainda assim não vale a pena ficar desiludido, uma vez que é possível recriar este tipo de funcionalidade na versão Home Premium do 7 com recurso a um software gratuito. Vamos falar-lhe de ambas as opções neste artigo. Se faz parte daquele grupo de utilizadores sortudos que trabalham com o Windows 7 Professional ou Ultimate, não tem de se preocupar com software alternativo, porque

CRIE UMA MÁQUINA VIRTUAL COM O VIRTUALBOX

01

Execute o VirtualBox e clique no botão New para dar início ao assistente da nova máquina virtual ou New Virtual Machine. Escolha Next para atribuir um nome à sua máquina virtual e seleccionar o sistema operativo que esta vai alojar. Clique novamente em Next quando estiver pronto.

02

03

04

Seleccione Create new hard disk e escolha Next. A seguir ao assistente VirtualDisk recomendamos que deixe a opção Dynamically expanding image seleccionada e que mantenha a capacidade do seu disco rígido o mais baixa que conseguir. Não mais do que 10 GB para o XP. 72 | PCGUIA

Use o slider ou introduza a quantidade de memória que pretende alocar à sua máquina virtual. Lembre-se de que esta memória vai ser retirada ao seu sistema principal, por isso, não abuse nos valores. 512 MB são suficientes para o Windows XP.

Clique duas vezes em Finish. Seleccione a sua máquina virtual e clique em Settings para proceder a alterações mais significativas. Consulte as várias opções que possui em cima da mesa. Leia a nossa caixa na página seguinte para ter alguma ajuda acerca das alterações que pode fazer.


pode simplesmente aproveitar todas as vantagens do Modo Windows XP incluído no pacote. É claro que vai ter também de ter um processador capaz de suportar virtualização de hardware e que tenha essa função activada.

MODO WINDOWS XP Para verificar rapidamente se o seu processador suporta este tipo de opção, faça o download e execute a ferramenta HAV Detection a partir do site http://snupurl.com/havdetected. Esta irá dizer-lhe se o seu processador lhe vai “fazer a vontade” e se essa opção está activada (se não estiver vai ter de a activar directamente no BIOS). Assim que passar esta fase, dirija-se a www.microsoft.com/windows/virtual-pc e clique na hiperligação que o conduzirá ao download. Seleccione a sua versão do Windows 7 a partir da lista fornecida e descarregue o Modo Windows XP (470MB) e o Windows Virtual PC. Quando esta parte estiver concluída, instale o Modo XP

OPTIMIZE AS DEFINIÇÕES DA VIRTUALBOX

Para aproveitar ao máximo o que a sua máquina virtual tem para lhe oferecer, seleccione em primeiro lugar a máquina e clique em Settings. Escolha System, Processor para poder usar mais do que um core do processador. Escolha Display, Vídeo para permitir aceleração de hardware 2D e 3D e para alocar mais ou menos memória ao seu adaptador de vídeo. Esta vem da memória que escolheu alocar ao seu PC virtual (que pode ser ajustada em System, Motherboard). A VirtualBox liga o seu disco rígido a um controlador IDE. Poderá criar um controlador SATA em Storage e mover esse disco para lá, com o objectivo de conseguir um melhor desempenho.

primeiro, e só depois o Windows Virtual PC. Reinicie o seu PC quando lhe for pedido e, quando regressar à sua área de trabalho, carregue em Iniciar, Todos os Programas, Windows Virtual PC, Windows XP Mode para conseguir executar a ferramenta e configurar este Modo XP. Isto é bastante simples e vai sendo explicado enquanto o assistente conclui o processo de configuração.

OPÇÃO VIRTUALBOX A segunda opção para si passa pela escolha de um programa gratuito, de seu nome VirtualBox, que é compatível com o Windows XP e sistemas seguintes, e que suporta um leque vasto de outros sistemas operativos, como Linux. No entanto, para que consiga seguir por esta via vai ter de facultar a sua cópia do Windows em CD. Atenção que discos de recuperação ou versões OEM não são aceites. Faça o download da última versão da

VirtualBox em www.virtualbox.org; escolha a versão Windows hosts, uma vez que não é tão grande como a opção Windows XP Mode – só “pesa” 70 MB. Assim que estiver instalada, clique duas vezes sobre o ficheiro de setup para dar início à instalação. Siga o assistente, e não entre em pânico quando perder momentaneamente a sua ligação à Internet. Clique em Install quando lhe for solicitado para instalar os drivers do dispositivo. Clique em Trust Sun se não quiser voltar a ser importunado com esta caixa de diálogo. Quando a instalação estiver finalmente completa, ser-lhe-á pedido que execute o VirtualBox. Faça-o, registe o programa e siga o passo a passo que lhe mostramos em baixo para criar uma máquina virtual na qual poderá depois instalar a versão do Windows que quiser. Por predefinição, as definições do seu PC virtual e do seu disco rígido virtual ficam armazenadas na pasta do utilizador na drive


SOFTWARE

TRABALHE COM O SEU PC VIRTUAL

Assim que o Windows estiver instalado e configurado na sua máquina virtual, vai aparecer numa janela, na parte superior da sua área de trabalho Windows 7. Fora este pormenor, a sua cópia virtual do Windows comporta-se exactamente da mesma forma que o Windows no ”ambiente real”. Ambos os computadores são independentes um do outro, pelo que a partilha de ficheiros entre eles faz-se exactamente como se de dois PC diferentes se tratasse, ou seja, da forma tradicional, através de pastas partilhadas. Isto significa que o seu PC virtual fica também vulnerável a ameaças que possa encontrar online. Mantenha este pormenor sempre presente e lembre-se de instalar um software de segurança o mais depressa possível para que consiga manter o sistema protegido.

CONFIGURE O WINDOWS Vai ter de instalar o Windows manualmente na VirtualBox. Para tal, coloque o seu disco do Windows no leitor, seleccione a sua drive e escolha Settings, Storage. Escolha a drive de CD a partir da lista e seleccione a drive a partir do menu CD/DVD Device. Assim que a escolha estiver feita, clique em OK e de seguida em Iniciar para ligar a sua máquina virtual. Verá que o seu PC virtual vai aparecer numa janela. Deverá conseguir detectar o seu CD do Windows automaticamente e dar início ao processo de instalação, que é basicamente igual a instalar o sistema num comum PC. Assim que este estiver instalado, active o Windows se for necessário (lembre-se de que a sua cópia vai ficar associada à máquina virtual). De seguida seleccione Devices, Install Guest Additions para instalar drivers adicionais que vão acrescentar vídeo dedicado, drivers do chipset e optimizar a passagem entre o seu PC virtual e o seu PC principal sem ter de recorrer à tecla direita de Crtl.

USE O WINDOWS

C:. Se tiver um segundo disco rígido interno, poderá aumentar o desempenho se mover ambas as configurações para este último. Faça isto da seguinte forma: clique em File, Preferences e altere o local de ambos para o seu segundo disco, antes de proceder à criação do primeiro PC virtual. Se quiser partilhar ficheiros entre o PC virtual e

outros computadores na sua rede (incluindo o seu PC principal), vai precisar de alterar as definições da sua rede. Seleccione a sua máquina virtual e clique em Settings. De seguida, escolha Network, Adapter 1 e altere a caixa Attached to de NAT para Bridged Adapter. Depois, seleccione a sua ligação com ou sem fios a partir da listagem que vai ser disponibilizada.

Independentemente de estar a usar o Windows XP Mode ou o VirtualBox, estará nesta fase já preparado para usar o seu PC virtual sempre que precisar de recorrer a programas antigos ou dispositivos de hardware USB que são incompatíveis com o Windows 7. Este trabalha exactamente da mesma forma que o seu PC principal e pode poupar-lhe alguns euros em actualizações ou na compra de software novo. Vale a pena o trabalho.

USE A MÁQUINA VIRTUAL PARA INSTALAR DRIVERS

01

Clique em Settings, USB na VirtualBox. Certifique-se de que ambas as caixas USB estão seleccionadas. Pressione Insert para criar um novo filtro e de seguida clique em Ok. 74 | PCGUIA

02

Execute a sua máquina virtual. O Windows 7 vai provavelmente instalar um driver USB da VirtualBox. Assim que estiver carregado, instale os drivers do seu hardware no XP.

03

Escolha Devices, USB Devices e seleccione o seu USB para o instalar. Se aparecer uma mensagem a indicar Device busy, desligue o aparelho e volte a ligá-lo.


SOFTWARE

USE O HOMEGROUP PARA PARTILHAR FICHEIROS Se está cansado de ter problemas associados à partilha de ficheiros e tem o Windows 7 instalado no PC, este é o remédio santo

Vai precisar de uma palavra-passe para configurar a rede

O HomeGroup no Windows 7 simplifica as tarefas associadas à partilha de música, imagens e documentos na rede doméstica entre computadores que tenham o novo sistema operativo da Microsoft. Também permite que os utilizadores partilhem impressoras ligadas por USB, o que significa que se uma impressora partilhada estiver na sala então será acessível por todos os

computadores ligados ao HomeGroup. Apenas é necessário configurar uma password para que todos os PC possam automaticamente partilhar ficheiros com o HomeGroup. A Microsoft desenhou-o para ser o mais simples e rápido possível, pelo que é naturalmente limitado nas capacidades de partilha. No entanto, é possível atribuir aos utilizadores dentro do HomeGroup a capacidade de ler ou modificar ficheiros, à semelhança do processo de colaboração do Google Docs. Também é possível definir permissões numa base por utilizador para permitir que uma pessoa possa aceder a um ficheiro ou a uma pasta e não mais do que isso. O HomeGroup apenas funciona se todos os PC correrem o Windows 7. Se a rede incluir máquinas com Windows XP ou Vista, então a antiga funcionalidade Workgroup pode ser usada para partilhar recursos. Neste caso, contudo, o Workgroup é mais um meio para organizar e descobrir recursos na rede do que propriamente para partilhar ficheiros e fazer colaboração.

02

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Uma das grandes novidades do Windows 7 em termos de funcionalidades é a introdução de HomeGroups, que permitem tornar muito mais simples a tarefa de partilhar diferentes tipos de conteúdos de media entre computadores. Depois de se criar um HomeGroup em poucos passos, cada sistema ligado a ele deverá ter uma palavra-passe de acesso que permita aceder a qualquer conteúdo. E uma vez configurado, é fácil juntar mais computadores e estabelecer mais passwords, bem como alterar os tipos de ficheiros aos quais se pretende aceder.

PARTILHA SIMPLIFICADA

TRÊS SIMPLES PASSOS

01

O objectivo de criar um HomeGroup em vez de permitir o acesso aberto é o de poder escolher que dados se desejam partilhar. Seleccione o que entender melhor e escolha Next. 76 | PCGUIA

Visite o menu principal do HomeGroup (em Rede e Internet) para alterar as definições, desde a password predefinida até ao número de máquinas autorizadas.

Mesmo que partilhe todos os tipos de documentos, poderá trancar pastas individuais para que se tornem privadas. Clique no botão direito do rato numa pasta e escolha Share With, Nobody.


legenda legenda legenda legenda

Se o Windows 7 não descobrir um HomeGroup na sua rede, ele tentará criar um por si, e apenas terá de o fazer uma vez. A partir daí, basta ter à mão a palavra-passe original para se poder ligar a outras máquinas. Caso não saiba ainda a password de entrada, então abra o Painel de controlo e vá a Rede e Internet. Escolha HomeGroup and Sharing Options e opte por View or Print the password.

DEFINA A PASSWORD O Windows 7 atribui a sua própria palavra-passe para o HomeGroup. No entanto, se precisar de a alterar assegure-se de que todos os computadores que quer ligar ao HomeGroup estão ligados. Depois, abra a applet no Painel de controlo em Rede e Internet e escolha Change the Password. O Windows irá gerar uma nova ou então poderá escolhê-la pela sua própria cabeça. Posto isto, vá a cada uma das outras máquinas com o Windows 7 ligadas e abra a applet do HomeGroup. O PC irá detectar a alteração da password e dar-lhe-á a opção para a alterar para uma nova. Clique no botão Type new password e introduza a nova palavra-passe para que ela seja modificada. Escolha Finish para completar o processo. Se tiver a necessidade de manter uma determinada pasta privada ou quiser simplesmente dar-lhe privilégios de leitura/escrita, clique no botão direito do rato sobre essa pasta e verá uma série de opções de acesso debaixo de Share with. Quanto às pastas públicas, todos os dados nelas colocados são sempre partilhados e não podem assim ser tornados privados.


SOFTWARE

OPTIMIZE A SUA IMPRESSORA Obtenha melhores resultados de impressão usando as definições correctas

Se está desiludido com os resultados da sua impressora, saiba que pode melhorar a qualidade das impressões com a actualização do driver e a alteração das definições com que está actualmente a trabalhar. Comece por verificar se está a trabalhar com o driver mais indicado para a versão do Windows que utiliza neste momento. Verifique junto do site do fabricante da sua impressora, na secção de downloads ou de apoio ao cliente, se existe uma nova versão descarregável a partir da Net. Se existir, faça o download do driver e instale-o.

VERIFIQUE AS SUAS PREFERÊNCIAS Também vale a pena verificar se as definições da

PODE MELHORAR A QUALIDADE DAS IMPRESSÕES COM A ACTUALIZAÇÃO DO DRIVER

sua impressora estão ajustadas às suas necessidades. Ou seja, terá de verificar se está tudo configurado de acordo com o tipo de impressão que está a fazer, ou mesmo com o tipo de papel que está a usar. Não o podemos ajudar muito neste ponto, porque este tipo de definições varia muito de modelo para modelo, mas asseguramos que é possível personalizar tudo a seu gosto. Siga o nosso passo a passo em baixo para perceber que definições deve usar. Clique com o botão direito sobre a sua impressora no Painel de Controlo e escolha Propriedades. Vai ver uma caixa de diálogo que lhe dá acesso às definições da sua impressora, os utilizadores que a partilham e a porta que esta está a usar. Clique em Preferências, no separador Geral para alterar itens como a qualidade. É neste espaço que poderá ajustar a sua impressora para que esta lhe dê uma qualidade de impressão fotográfica, por exemplo. O papel fotográfico tem, neste caso particular, uma influência muito grande na qualidade global da impressão. Ainda assim, se não especificar nas definições que pretende um resultado com qualidade fotográfica, o papel por si só não faz milagres. Verifique ainda as opções de manutenção. Alguns modelos de impressoras permitem ao utilizador estabelecer ciclos de limpeza que optimizam os resultados.

MODIFIQUE AS PREFERÊNCIAS DA SUA IMPRESSORA

01

Escolha Painel de Controlo, Dispositivos e Impressoras, e carregue com o botão direito sobre a sua impressora. Seleccione Printing preferences e siga até ao separador referente à cor. Aqui poderá optar por imprimir numa escala de cinzentos (Print in Grayscale) para melhorar a impressão numa impressora monocromática. 78 | PCGUIA

02

De seguida, siga até ao separador Advanced. Aqui, o que está disponível varia dependendo da impressora e respectivo driver, mas, entre outras coisas, poderá alterar a ordem das páginas e a forma como as cores são reproduzidas.


SOFTWARE

2 COLOR MANAGEMENT 6 SHARING

1 ADVANCED

Este separador permite partilhar uma impressora com outros aparelhos ligados à sua rede. A impressora vai ter, neste caso, de ser instalada na máquina remota.

Use este separador para estabelecer o nível de prioridade dos trabalhos de impressão, definições spooler, entre outras.

Este separador vai dar-lhe acesso ao Windows Color Management onde poderá seleccionar o perfil de cor mais indicado para a sua impressora.

5 PORTS

Seleccione a porta que pretende que a sua impressora use. Vai necessitar de alterar este ponto se possuir outros dispositivos instalados que usem a mesma porta que a sua impressora.

3 PRINT TEST PAGE

Carregue neste botão para enviar uma página de teste para a sua impressora. Se esta imprimir correctamente então a sua impressora está bem instalada.

4 PREFERENCES

Esta opção vai permitir mudar as definições da sua impressora, desde a orientação do papel à resolução e gestão de cor.

03

No separador relativo ao papel poderá definir a qualidade de impressão que pretende obter e seleccionar o tamanho e tipo de papel que está a usar. Poderá guardar estas combinações para que estejam mais acessíveis, caso volte a necessitar delas numa outra oportunidade. 80 | PCGUIA

04

Se quiser redimensionar a dimensão da impressão para que esta se possa ajustar a um tamanho de página ou forma específica, ou para incluir uma marca de água por questões de segurança, então este é o local indicado. Mais uma vez, se usar estas opções regularmente, poderá guardá-las para tê-las sempre disponíveis.


SOFTWARE

OPTIMIZADORES DE SISTEMA Poderão os programas de limpeza do registo tornar o seu PC extra-rápido? Fomos averiguar... Se há coisa que ninguém se lembra quando compra um computador é que este necessita de ser limpo, e não estamos a falar em pó… Por muito que na PCGuia estejamos sempre a dar dicas para os utilizadores fazerem cópias de segurança e algumas limpezas ocasionais ao PC, a verdade é que este assunto é frequentemente esquecido. As razões são várias. Hoje em dia há realmente pouco tempo e limpar o PC não é a melhor forma de gastar os momentos de pausa. No entanto, à medida que o tempo passa, o computador vai acusando estes maus tratos e os utilizadores começam a queixar-se de que este está cada vez mais lento, que se arrasta, que crasha. Porquê? Os utilizadores estão habituados a que um toque numa tecla ou um determinado comando dê origem a algo. A forma como se atinge esse resultado é transparente, mas é exactamente o que se passa por trás da cortina que vai causando as pequenas mossas e os posteriores danos. Sempre que instala um novo jogo ou apaga um ficheiro, o seu computador vai herdar uma série de ficheiros que não servem para nada e só vão funcionar como poeiras que, uma vez acumuladas, vão desacelerar a máquina. Para piorar ainda mais as coisas, existe o Registo, a partir do qual o Windows carrega todo o tipo de drivers,

hiperligações, entre outros. A grande maioria das entradas que existem no registo não é usada pelo Windows, mas o facto de terem de ser carregadas faz com que o PC fique mais lento. Os programas de limpeza do Registry prometem remover entradas irrelevantes e optimizar o processo de arranque. Nem toda a gente acha uma boa ideia usar este tipo de aplicações para limpar o registo. De facto, o uso deste tipo de programas não está isento de riscos. Por vezes, em nome de uns segundos a menos no tempo de arranque fritam-se alguns kilobytes de RAM, e em vez de termos um PC mais rápido, ficamos com um que crasha de 10 em 10 segundos. As soluções de limpeza do Registry tendem ainda a vir equipadas com uma série de extras que prometem diminuir o tempo de arranque do seu sistema, incluindo ferramentas de remoção de spyware, programas de antivírus e optimizadores da velocidade da Internet. Todos estes extras garantem fazer maravilhas pelo seu computador, mas o que realmente acontece é que estes vendem gato por lebre e podem provocar danos no computador. Mas nem tudo é mau. Se desinstalar um programa incorrectamente, ele deixa entradas no Registry que podem causar confusão e provocar crashes ocasionais ou, no pior cenário,

sucessivos. Se instalar e remover frequentemente programas ou jogos, vai valer a pena usar um destes programas de limpeza, mas nós recomendamos que crie sempre primeiro um ponto de restauro. Estes programas funcionam? Não são milagrosos, mas os nossos testes mostraram que podem realmente fazer a diferença no tempo de arranque do seu PC. Houve um ou outro caso, que conseguiram ainda fazer pior… Os optimizadores de sistema e os editores do Registry não são assim tão essenciais como as pessoas fazem crer, estando muito atrás dos antivírus e firewalls na tabela de prioridades. Nós pegámos em seis programas de limpeza do Registry e colocámo-los a fazer o que eles dizem que fazem melhor. Depois de executarmos cada um deles, cronometrámos o tempo de arranque até ao início do Steam e depois arrancámos com Mass Effect 2 para podermos medir de que forma algumas variáveis como o desempenho da memória e a velocidade geral foram afectados. As aplicações disponíveis variam entre as gratuitas e simples e os programas pagos que prometem transformar o seu PC numa máquina potente. É exactamente nas promessas que as coisas correm mal. O que conseguimos rapidamente apurar é que mais de metade não consegue cumprir o que promete.

OS TEMPOS DE ARRANQUE AO DETALHE Tempo de arranque até ao login do Steam

Tempo de carregamento de Mass Effect 2

Desfragmentação

Desfragmentação

Tempo em minutos: mais rápido é melhor

Tempo em minutos: mais rápido é melhor

Sistema não optimizado

110

Sistema não optimizado

71

CCleaner

129

CCleaner

107

Free Registry Cleaner

113

Free Registry Cleaner

100

JV16 Powertools

120

JV16 Powertools

70

System Mechanic 9

162

System Mechanic 9

70

PC Tune-Up 2.0

102

PC Tune-Up 2.0

72

20 40 60 80 100 120 140 160 180

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20 40 60 80 100 120 140 160 180


CCLEANER O CCleaner rapidamente se tornou muito conhecido por se conseguir afirmar como a real alternativa aos optimizadores de sistema pagos, e nem sequer é difícil perceber porquê. Trata-se de um pequeno programa, descarregável gratuitamente, que promete limpar todo o lixo que está no seu computador. Esta solução não só limpa totalmente o Registry, como analisa todo o computador e remove os temporários de Internet, os cookies e alguns documentos que não são usados. É perfeito se pretender encobrir as suas consultas menos próprias na Internet. Em termos de resultados, o CCleaner não conseguiu oferecer um grande ganho ao nível do desempenho. Conseguiu retirar 20 segundos ao tempo de arranque da nossa máquina, mas existiram outras soluções neste nosso teste que ofereceram melhores resultados neste campo. É uma pena, na verdade, porque o CCleaner mostrou-nos exactamente o que ia fazendo durante todo o processo e o que estava mal na nossa máquina. É uma óptima solução se o utilizador for especialmente paranóico acerca do uso que está a ser feito da Internet (se navegar em sites que deseja que permaneçam longe do olhar e conhecimento de terceiros). Não é a melhor das opções se quiser melhorar o Registry. Também limpa o seu sistema de ficheiros inúteis e despeja a reciclagem, ou seja, acaba por ser melhor para arranjar um pouco mais de espaço no seu disco. É totalmente gratuito.

n EDITORA PIRIFORM n PREÇO GRATUITO n SITE WWW.CCLEANER.COM n VEREDICTO 7

FREE REGISTRY CLEANER O último software de limpeza do Registry do nosso teste é, de longe, o mais simples de todos. Na verdade, este pouco mais faz do que limpar o registo, e é essa a razão pela qual é simplesmente brilhante (o facto de ser grátis ajuda). Não está tão bem polido como algumas outras ofertas disponíveis, mas, o que podemos exigir mais de uma ferramenta gratuita? Vem inclusive equipado com algumas simpáticas funcionalidades que, entre outras coisas, lhe permitem visualizar os programas que carregam quando inicia o PC e desligar e ligar aqueles que pretende. Também ficámos rendidos ao seu desempenho. Esta solução conseguiu bater todas as outras, excepto uma das que analisámos e que era paga. Não traz opções alargadas, como a remoção de ficheiros, mas se o usar em conjunto com o CCleaner, por exemplo, conseguirá um PC totalmente optimizado. O melhor de tudo nesta aplicação é que se trata de um pacote pequeno que não destrói o computador e carrega um monte de extras irritantes no arranque. Ironicamente, o único software testado neste teste que até estaríamos dispostos a pagar é totalmente grátis. n EDITORA EUSING n PREÇO GRATUITO n SITE WWW.EUSING.COM n VEREDICTO 6 PCGUIA

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SOFTWARE

JV16 POWERTOOLS

n EDITORA MACECRAFT n PREÇO GRATUÍTO n SITE WWW.MACECRAFT.COM n VEREDICTO 8

IOLO SYSTEM MECHANIC 9 Já não é a primeira vez que o System Mechanic nos passa pelas mãos, mas desta vez ficámos impressionado com a quantidade de coisas que a solução consegue reunir num só pacote comercial. Este programa não só limpa o Registry como remove também programas do arranque, acelera a Internet e desfragmenta o seu disco rígido e memória. Bom demais para ser verdade? Possivelmente. Apesar das alegações da Iolo, que indica ser capaz de colocar o Windows a trabalhar oito vezes mais depressa, a verdade é que aumentou o tempo de arranque da nossa máquina, e a diferença do tempo de carregamento de Mass Effect 2 foi completamente negligenciável. Este produto acabou por provar ser um pouco problemático quando tentámos restaurar o sistema. Por alguma razão que não conseguimos até agora entender, ele removeu a nossa cópia de segurança, algo que é extremamente intrusivo e muito perigoso. Com isto, começámos a pensar o que o System Mechanic estava realmente a fazer ao nosso computador, e concluímos que ficávamos mais bem servidos se ficássemos com um simples editor do Registry como o JV16 PowerTools. n EDITORA IOLO n PREÇO 39,95 EUROS n SITE WWW.IOLO.COM n VEREDICTO 5

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O espaço online da JV16 PowerTools é provavelmente o site mais agressivo em termos comerciais que já vimos, por apresentar mensagens quase intimidatórias: “tem de comprar”, “tem de fazer”, “é a única decisão lógica”, entre outras. Na verdade, este é um dos melhores optimizadores de sistema deste teste e a sua grande vantagem reside no facto de ser bastante completo e de ir realmente ao fundo da questão. Permite-lhe, por exemplo, ajustar o seu Registry segundo as suas necessidades e indica-lhe exactamente que entrada é responsável pelo quê. Inclui ainda um compactador de Registo, que visa reduzir o tempo de carregamento do Registry comprimindo-o até uma dimensão mais facilmente gerível pelo seu computador. Esta permanece activa nos bastidores para manter o nível de optimização. É claro que este envolvimento todo tem os seus contras. Onde é que estes se sentem mais? Na facilidade de uso. De facto, não é a solução mais fácil que já vimos e nem sequer oferece uma daquelas opções: um clique faz tudo. Relativamente aos ganhos de desempenho conseguidos também já vimos melhor. Digamos que a diferença do tempo de arranque não foi muito significativa. Nós recomendamos esta aplicação para aquelas pessoas que não têm problemas em mexer livremente no seu computador. Não é muito acessível para utilizadores inexperientes.


PC TUNE-UP 2.0 O PC Tune-Up é, sem dúvida, a peça de software mais bem polida do nosso teste e é extremamente simples de usar. Melhor ainda, vem acompanhado de uma interface muito bem conseguida que permite ao utilizador ver o que está a acontecer, mais não seja porque os ícones são gigantes. Começámos a gostar e aproveitámos para alterar umas coisas, ajustar outras… e depois ele parou. O PC crashou completamente e tivemos de reiniciar rapidamente a máquina, à força. Apesar disto, o PC Tune-Up fez obviamente alguma coisa bem feita, uma vez que conseguiu oferecer-nos o melhor tempo de arranque de todos os produtos em teste e não nos bombardeou com informações e janelas pop-up depois do arranque. É simples, funciona e faz bem o seu trabalho, mas não podemos recomendar um programa que crasha o nosso computador quando menos esperamos. De entre todos, parece-nos o menos mau, para quem não se importe de pagar por este tipo de soluções. n EDITORA CA n PREÇO 39,99 EUROS n SITE WWW.CA.COM n VEREDICTO 7


REDES

LIGUE A SUA REDE À CORRENTE Use a tecnologia Powerline para ligar em rede todos os seus computadores através das tomadas de electricidade Para conseguir ter a melhor rede possível em sua casa, terá de combinar diversas técnicas e tecnologias. É impraticável ter tudo ligado por cabo directamente a partir do router, sobretudo em casas de grande dimensão. Por outro lado, o wi-fi nem sempre é a solução, uma vez que o sinal pode cair a pique em certas zonas da habitação, provocando a consequente limitação da largura de banda disponível para a transferência de ficheiros de vídeo, por exemplo. De facto, a estabilidade geral da rede é crucial para que a ligação à Internet possa ser devidamente partilhada. E, voltando ao wi-fi, isso não é possível – mesmo que se trate de uma rede baseada no avançado protocolo 802.11n, às vezes é difícil manter as suas propriedades por toda a casa. A solução é recorrer à tecnologia Powerline, que dá uma utilização diferente às tomadas de corrente eléctrica domésticas, ligando em rede um certo número de computadores. Por outras palavras, esta tecnologia pode ser capaz de resolver problemas relacionados com um alcance pobre de sinais wi-fi sem que isso implique ter de andar a passar cabos Ethernet por toda a casa.

Os kits Powerline funcionam de forma simples, enviando o sinal de Internet pelos fios eléctricos e usando o protocolo Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM) para transmitir os dados. Sem esta tecnologia inteligente, que divide as frequências disponíveis em vias de transporte de informação mais pequenas para o encaminhamento dos pacotes de dados, qualquer sinal de Internet enviado sobre a electricidade seria totalmente abafado pelo ruído existente nos fios. Tendo isto em conta, o sucesso da tecnologia Powerline depende totalmente da qualidade dos fios eléctricos utilizados e da forma como as tomadas estão instaladas. O preço destes conjuntos tem vindo a baixar e as velocidades a aumentar ao longo dos últimos meses, sendo até capazes de igualar os melhores kits de rede wi-fi em termos de débitos permitidos. Se pensa em usar algo que permite ir mais longe do que simplesmente navegar na Internet, opte pela versão 200AV, que disponibiliza uma largura de banda superior aos 85 Mbps disponibilizados pelas primeiras versões.

PLUG AND PLAY Tudo o que precisa fazer é comprar um par de adaptadores, ligar um numa tomada perto do router e ligá-lo ao router com um cabo Ethernet, e depois ligar o outro noutra tomada próxima do computador que deseja adicionar à rede e ligá-lo a esse computador com outro cabo Ethernet. Existem actualmente dois padrões diferentes para os kits de tecnologia Powerline, denominados HomePlug e UPA (Universal Powerline Alliance). Existem depois outros dois padrões para o HomePlug – versão 1.0 e AV. O padrão HomePlug AV foi introduzido para permitir que o vídeo HD possa ser passado numa rede, tendo um débito máximo teórico na casa dos 189 Mbps. Para confundir um pouco as coisas, também existem adaptadores que funcionam a 85 Mbps, identificados como HomePlug. Estes dois padrões são proprietários, apesar de haver cada vez mais dispositivos compatíveis com a norma HomePlug. Pode parecer complicado, mas, desde que se mantenha com o mesmo standard e fabricante nos vários adaptadores usados na rede, não deverá haver problemas.

CONFIGURE O KIT POWERLINE

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Para tirar o máximo partido da configuração de rede, planeie antecipadamente o que quer fazer para atingir os objectivos. Quantos PC vai ligar? Quão distantes do router vão estar? Opte por usar Powerline nos locais onde o sinal wi-fi é limitado. 86 | PCGUIA

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Invista algum tempo a consultar as características do kit que está a pensar comprar e escolha uma tomada que não fique muito distante do computador ou do router para não ter de esticar os cabos Ethernet – os que são fornecidos no kit costumam ser curtos.


NÃO PERCA A TOMADA

QUESTÕES DE COMPATIBILIDADE Apesar de ser melhor manter todo o equipamento Powerline utilizado dentro da mesma marca, não é cem por cento garantido que exista total compatibilidade entre os adaptadores. Isto acontece porque, apesar de os fabricantes optarem na maior parte dos casos por usar um padrão ou outro, existem outros ainda – como a Netgear – que produzem dispositivos com ambos. Os dispositivos HomePlug devem ter no respectivo nome de modelo ou, pelo menos, na caixa, a indicação HomePlug ou HomePlug AV. Os dispositivos UPA são muitas vezes comercializados como Powerline, Powerline HD ou Powerline AV. Entre os adeptos deste standard temos nomes conhecidos como D-Link, Logitech e Netgear. O que significa que, se comprar um adaptador Belkin, Devolo, Linksys ou Zyxel, existem fortes probabilidades de ele ser HomePlug. A forma como se ligam os adaptadores também varia ligeiramente. Alguns procuram automaticamente o outro par assim que são encaixados na tomada. Outros requerem que se prima um botão de sincronização para “emparelhar” com outros dispositivos, dandolhe entre um a dois minutos para percorrer a casa, ligar o segundo adaptador e carregar no botão de sincronização. Cada dispositivo tem o seu próprio endereço MAC e pode ser identificado no painel de administração do seu router, apesar de a

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Alguns adaptadores de fabricantes como a Devolo têm uma tomada de passagem directa no próprio dispositivo, o que faz com que não se perca a utilidade da tomada na qual o HomePlug se liga. Apesar de o preço ser mais elevado, não deixa de ser uma excelente opção para quem dispõe de poucas tomadas em casa e deseja usar a tecnologia Powerline para construir uma rede. Deverá ter em atenção a altura das tomadas, pois alguns adaptadores poderão ter dificuldade em encaixar bem quando estas estiverem muito próximas do chão ou de obstáculos nas paredes. Verifique primeiro as dimensões do kit que está a pensar em comprar e meça tudo bem para depois não ter surpresas. Os adaptadores com passagem de corrente directa recomendam-se nos casos em que há poucas tomadas disponíveis em casa

informação trocada entre os adaptadores sincronizados ser automaticamente encriptada por razões de segurança. Aliás, neste capítulo os kits Powerline são mais seguros do que os congéneres baseados em wi-fi, por uma simples razão: apenas funcionam na instalação eléctrica de sua casa e por isso o sinal não sai da sua propriedade, ao contrário das redes sem fios.

Ligue o primeiro adaptador ao router, numa das quatro ou cinco portas Ethernet disponíveis. Se tiver um adaptador com bypass, isto é, com tomada no próprio dispositivo, poderá até ligar o PC ou o router ao adaptador e depois colocá-lo na tomada.

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Ligue o adaptador ou prima o botão de sincronização no primeiro dispositivo, que alguns segundos depois procurará o router até a luz ficar verde. Ligue um segundo adaptador e repita o processo para o colocar dentro da rede. PCGUIA

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ASSISTÊNCIA TÉCNICA

João Trigo, editor

PERGUNTE AO ESPECIALISTA Este mês, o número de dúvidas que recebemos aumentou consideravelmente. Aqui ficam algumas das mais interessantes

P

: Tenho várias impressoras instaladas na minha máquina com o Windows 7, mas nem todas aparecem na área de impressoras. Porquê?

R

Depois de comunicarmos por e-mail com este nosso leitor, percebemos que ele tinha três impressoras instaladas, e muito embora conseguisse imprimir em todas, não conseguia predefinir a segunda como principal dispositivo de impressão. Além disso, a terceira impressora não era mostrada na listagem. Depois de nos enviar alguns print screens, percebemos o problema: a segunda impressora estava disponível no painel de impressoras, mas com um nome diferente do verdadeiro. Bastou usar a opção Predefinir. A razão para a terceira impressora não ser mostrada tornou-se óbvia ao fim de algum “trabalho de investigação”. O problema era que a impressora em causa estava ligada ao computador não através da porta USB, mas através da porta paralela, pelo que não aparecia na lista.

FIREFOX E HOMEGROUP

P

:Há algum add-on para o Firefox que me permita ver conteúdo Quicktime sem ter de instalar o leitor com o mesmo nome?

R

: A melhor solução passa por fazer o download e a instalação do QuickTime Alternative em www.freecodecs.com/download/quicktime_alternative. 88 | PCGUIA

htm. Funciona com todos os browsers e pode mesmo ver conteúdo QuickTime offline com o Media Player Classic incluído no pack de instalação.

P

:Comprei uma nova máquina, já com o Windows 7, mas as minhas outras duas máquinas que tenho em casa usam o

Windows XP. Preciso de criar um Homegroup no Windows 7?

R

: Só precisa de recorrer ao Homegroup se estiver a utilizar vários computadores com o Windows 7. Nesta situação, o melhor mesmo é activar a partilha de ficheiros no ecrã de opções avançadas no menu Homegroup.


FALTA DE MEMÓRIA

P

:Depois de fazer um upgrade à memória RAM da minha máquina (tenho 1 GB), reparei que o Windows continua com apenas 512 MB, mas o BIOS reconhece a totalidade da memória. O que aconteceu?

R

: Passámos algum tempo ao telefone com este nosso leitor, e depois de visitarmos por várias vezes o BIOS e de gastarmos longos períodos de tempo com as mãos na motherboard – a mudar DIMM de local e inclusivamente a instalar novos módulos de memória – deparámo-nos com o problema e com a solução. A verdade é que um programa tinha escrito uma linha de código no ficheiro Boot.ini que limitava a quantidade de memória RAM no Windows a 512 MB. Indicámos ao leitor que fosse ao menu Iniciar, Executar e que escrevesse Msconfig. A seguir, no separador Boot.ini, clicou no separador Avançadas e verificou se a entrada Maxmem estava assinalada. E estava mesmo. Depois de remover a selecção desta entrada e de gravar a alteração, bastou reiniciar o sistema para que o sistema “encontrasse” a restante memória.

Se a sua memória for detectada pelo BIOS mas não pelo sistema, o hardware está a funcionar correctamente...


ASSISTÊNCIA TÉCNICA

LIMPE O SEU COMPUTADOR P R

: O meu PC demora uma eternidade a arrancar e estou a desesperar. O que posso fazer para alterar as coisas?

: Bom, ao longo do tempo, é normal que haja uma deterioração das condições do sistema operativo e do desempenho geral da máquina. Por vezes, reinstalar o sistema operativo é mesmo a única solução. Mas há outras saídas. Veja os nossos conselhos.

4

DESINSTALE PROGRAMAS DESNECESSÁRIOS Depois de algum tempo, o leitor vai ter dezenas de aplicações que não usa e que contribuem para tornar o computador mais lento. Use uma ferramenta como o Revo Uninstaler (www.revouninstaler.com) para remover as aplicações e as entradas no registo.

4

ACABE COM OS FICHEIROS QUE ESTÃO A MAIS Limpe os ficheiros redundantes para recuperar espaço livre no disco rígido. A nossa ferramenta preferida é o CCleaner (www.ccleaner.com).

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OPTIMIZE O ARRANQUE Vá até ao endereço http://snipurl.com/autoruns1 e faça download do utilitário Autoruns. Extraia o conteúdo para uma pasta e execute a aplicação.

4

IDENTIFIQUE PROGRAMAS PARA REMOVER Aguarde que o scan seja finalizado e depois vá até ao separador Logon e

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verifique a listagem. Desligue apenas e só as entradas que reconhece e que sabe que não são necessárias. Não remova nada do Windows Explorer, das aplicações de segurança ou da aplicação User Init Logon. Clique em Save quando tiver terminado.

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REINICIE O SISTEMA E TESTE Depois de terminar, feche o programa e reinicie o sistema. Deverá beneficiar de um arranque mais rápido e verifique que consegue usar a máquina mais depressa.

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LIMPE O REGISTO Tome cuidado nas tarefas de limpeza do Registo e muito especialmente quando apaga o que pensa serem entradas redundantes no mesmo. Pode fazê-lo manualmente, mas, como referimos, opções como o CCleaner são muito úteis...

4

OPTIMIZE O REGISTO Pode desfragmentar e comprimir os ficheiros do Registo (use o Free Registry

Defrag – www.registry-clean.net). Grave uma cópia do Registo antes de começar. Pode fazê-lo exportando-o.

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DESFRAGMENTE O DISCO RÍGIDO Um disco rígido fragmentado é uma das principais causas de um funcionamento lento. O Vista e o 7 desfragmentam automaticamente o disco, mas o XP não o faz. Vá a Iniciar, Executar e escreva dfrg.msc.

4

DESFRAGMENTAÇÃO AUTOMÁTICA Se quiser manter a drive desfragmentada sempre, execute o Smart Defrag (www.iobit.com/iobitsmartdefrag.html) em fundo. Permita que seja o programa a definir a melhor desfragmentação depois de analisar o seu disco.

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MANTENHA AS COISAS CONTROLADAS Não se esqueça de controlar a performance do seu sistema. Lembre-se destas dicas e execute estas tarefas e estas aplicações pelo menos uma vez por mês.


PCGJogos

ASSASSIN'S CREED 2 Um exemplo de como uma sequela funciona quando é bem pensada VISUALMENTE ESPANTOSO

4

MAIS ABERTO E ENVOLVENTE

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PODE SER CANSATIVO

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VEREDICTO 9

Nada é perfeito neste mundo. Há sempre espaço para o aperfeiçoamento. E é na tarefa de fazer esses aperfeiçoamentos que está a dificuldade. Se um filme for bem sucedido, pode-se quase garantir que, se existe uma sequela, esta se realiza apenas para gerar dinheiro e rapidamente será esquecida. É aqui que a indústria dos jogos se tem distinguido de Hollywood. Neste campo, as sequelas batem os originais cada vez mais regularmente e há poucos exemplos em que isso se verifica tão obviamente como em Assassin's Creed 2. Claro que há filmes cujas sequelas lhes são superiores e há sempre Deus Ex 2. Mas estas são as excepções. A marcha inexorável da tecnologia e a maneira única como os jogos são vividos fazem com que seja muito mais fácil melhorar um dado jogo do que um filme.

O REGRESSO DE CREED

EDITORA UBISOFT n PREÇO 59,90 EUROS n SITE WWW.ASSASSINSCREED.COM n REQUISITOS MÍNIMOS DUAL CORE DE 2 GHZ, 2 GB DE RAM, PLACA 3D DE 256 RAM

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O jogo Assassin’s Creed original pegou na ideia do jogo de plataformas e colocou-a num mundo tridimensional inspirado no parkour, uma arte inventada por franceses e que envolve atletas a trepar paredes e saltar telhados. Agora imagine este desporto na era das Cruzadas. Infelizmente, embora as partes de correr, saltar, combater e trepar de AC fossem extremamente

divertidas e brilhantemente realizadas, o jogo em si era muito superficial. Mas muito disso já foi tratado nesta sequela, que por sinal está excepcionalmente bem conseguida. Pode-se fazer muito mais coisas no mundo aberto que nos é dado explorar. E temos muito mais controlo da personagem através da personalização da mesma – superficial mas muito agradável. Anda-se muito menos fora do Animus no “mundo real”, mas há muitos puzzles a responder. Estes são principalmente simples puzzles de lógica, mas são um intervalo bemvindo aos saltos e corridas de arcade. As áreas de cripta ao estilo de Tomb Raider também completam o jogo, dando-lhe mais variedade de locais e modos de jogar. O leitor encontra áreas semelhantes a cavernas com uma entrada e uma saída, mas apenas uma imagem aérea de como se vai de uma à outra. Na maior parte das vezes, é uma questão de saltar de plataforma em plataforma, com algum combate de esgrima ou perseguição pelo meio, que geralmente funciona bem. O único problema é que a personagem, os controlos e as vistas da câmara não foram feitos para o ambiente apertado de uma cripta, o que quer dizer que é inevitável executar mal um


salto. Na verdade, a IA apoderou-se do controlo da câmara e isso implica avaliar correctamente a maneira de premir os botões que conduzem a personagem. No entanto, no exterior o caso muda de figura. A Itália do Renascimento tem sido pouco representada em títulos de PC de primeira linha, mas uma coisa é certa: nunca foi realizada de maneira tão vibrante e pormenorizada como nesta sequela. Os vários locais de Assassin's Creed 2 são muito diferentes, culminando no fantástico “recreio” de parkour que é Veneza. O local é sem dúvida a estrela do espectáculo, embora a personagem principal, Ezio Auditore, esteja muito mais próxima do jogador do que o enigmático Altair. Não conseguimos deixar de adorar os espectaculares combates de esgrima. São uma das mais-valias do jogo. Os controlos continuam a ser muito simples, embora com variações suficientes para nos deixar à vontade quanto ao estilo de combate. O nosso truque preferido é nunca desembainhar a espada, usando a espada do adversário para o matar...

FORA DE CONTROLO A transição dos controlos da Xbox para os de rato/teclado não foi fácil. De facto, a Ubisoft continua a recomendar usar o joypad como método de controlo preferencial. Embora o guia dos botões no ecrã esteja perfeitamente configurado para o joypad, não é um guia assim tão intuitivo para o teclado. Não é uma frustração ao nível do Prototype, mas um falhanço ou outro fará Enzio cair de vários andares até à morte (ou a um canal mal cheiroso, se estiver em Veneza). Como dissemos no início, nada é perfeito neste

mundo, e o mesmo se aplica a Assassin's Creed 2. Claro que houve uma grande melhoria em relação ao título original, embora por vezes a história se arrasta um bocado. Isto é especialmente evidente antes de chegarmos a Veneza, onde a repetição de perseguições e assassinatos cansa bastante. Felizmente, as coisas voltam a acelerar quando chegamos à bela cidade do norte de Itália. Apesar destas reservas, Assassin's Creed 2 prende a atenção na maior parte do tempo. E se nos distrairmos, há ainda muitos desafios do mundo aberto para nos entreter.


ENTRETENIMENTO

BATTLEFIELD BAD COMPANY 2 Cheira a testosterona. E o cheiro vem do seu monitor MULTIPLAYER FANTÁSTICO

DESTRUCTION 2.0

CAMPANHA SINGLE PLAYER

VEREDICTO 8

EDITORA ELECTRONIC ARTS ■ PREÇO 49,99 EUROS ■ CONTACTO 707 200 712 ■ SITE WWW.BADCOMPANY2.EA.COM ■ REQUISITOS MÍNIMOS DUAL-CORE, 2 GB DE RAM, PLACA 3D DX9C DE 256 MB

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Há muitos tipos de más companhias, desde o amigo que nunca paga uma imperial no café ao fulano que não se cala a contar o fim dos títulos que queremos jogar, estragando-nos a diversão. No entanto, parece que a pior companhia de todas são os quatro magalas cheios de lata, patriotismo bacoco e, especialmente, testosterona deste jogo. Esses são os homens que constituem a “bad company” do título, e que se estreiam no PC. O jogo original foi produzido exclusivamente para consola, um facto que fez com que a DICE se afastasse das suas origens de criadora de jogos de PC para multiplayer. No entanto, desta vez a criadora regressa às suas raízes no PC para competir com, por exemplo, Modem Warfare 2 pelo título de melhor jogo de guerra moderna. É muito fácil estabelecer paralelos entre os dois jogos: ambos se passam na actualidade, com todos os aparelhómetros e o equipamento que o exército moderno utiliza regularmente. Sem revelar muito da intriga, podemos dizer que inclui campanhas para um só jogador na América do Sul e cenas grandiosas. No entanto, também há diferenças significativas entre eles. A campanha para um só jogador tem mais em comum com Far Cry 2 e Crysis do que com Modern Warfare 2. Continua a

existir a ideia de que o leitor é conduzido de um ponto para o seguinte, mas o caminho é composto por áreas muito mais abertas que os corredores do MW2, proporcionando diversas maneiras para lidar com o inimigo enquanto. A grande diferença está no motor Frostbite, da DICE. Além de nos dar vários ângulos de ataque, mais locais para nos escondermos e novas maneiras de fazer aparecer o inimigo, o cenário também tem o aspecto de um campo de batalha. Entramos numa aldeia típica, constituída por edifícios de betão e vamo-nos embora de uma cratera, já que tudo é destrutível. No entanto, se retirarmos a destruição, a campanha para um jogador não é muito divertida. A IA não parece ser inteligente e o jogo conduz-nos simplesmente de uma zona de matança para a seguinte com pouca variedade pelo meio. Não há aquela ressonância emocional que Infinity Ward conseguiu transmitir, e as conversas à Esquadrão Classe A entre as personagens principais dão ao jogo um ar de série barata de sábado à tarde e não de um filme de acção à Hollywood.

QUANTOS MAIS, MELHOR Assim, a campanha de um jogador não deixa memórias. O que realmente queremos saber é


como funciona o conteúdo multiplayer. Estaremos perante um jogo que bate o MW2? Terá a inclusão de servidores dedicados dado aos jogadores um melhor local para gastarem as suas energias? Sim, muito possivelmente. As coisas alteram-se completamente no multiplayer. Em comparação, o jogo multiplayer é um jogo sério de tácticas de combate de proximidade. Em NW2 não é preciso trabalhar em equipa. Mas em BFBC2, só se recolhem os benefícios se o fizermos. O jogo Rush, com equipas atacantes e

defensivas a tentar respectivamente destruir ou proteger dispositivos específicos, é rápido e frenético. Mas satisfatórias a sério são as batalhas clássicas de pontos de spawning de Battlefield. Estes jogos mais compridos demonstram o lado destrutivo do motor Frostbite. Pode saber-se onde fica a frente por causa dos destroços. O deathmatch entre esquadras é também excelente, com equipas de até cinco homens a competir para atingir um certo número de mortes. Aqui o trabalho de equipa é o rei. Não é de modo nenhum perfeito. É preciso descarregar pelo menos meio carregador em cima de alguém para que morra, e isso poderá levar alguns jogadores de MW2 a

experimentarem o modo Hardcore. No entanto, o maior problema é que, mesmo passado um mês após o jogo ter sido lançado, vai ser muito difícil aos principiantes começarem a ganhar qualquer coisa. Esperamos que o desequilíbrio entre os jogadores veteranos com o seu equipamento melhorado seja corrigido. Isto porque o lado multiplayer de BFBC2 o eleva acima da sonolência proposta pela campanha single player. Se for comprador só pela experiência multiplayer, não decepciona. Se o for para ter um jogo single player entusiasmante e emotivo, esqueça. Bad Company 2 parece funcionar num sistema binário.

PASSATEMPO BATTLEFIELD BAD COMPANY 2 A PCGUIA E A ELECTRONIC ARTS QUEREM OFERECER 5 CÓPIAS DO RECÉM-LANÇADO BATTLEFIELD BAD COMPANY 2 AOS LEITORES DA REVISTA. PARA PARTICIPAR NO PASSATEMPO, BASTA RESPONDER À PERGUNTA:

COMO SE PODE TORNAR O MELHOR JOGADOR DE BATTLEFIELD DO MUNDO? Envie a sua resposta para o email redaccao@pcguia.cofina.pt juntamente com o seu nome e número de telefone. As cinco respostas mais criativas serão premiadas com um jogo Battlefield Bad Company 2.

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ENTRETENIMENTO

NAPOLEON: TOTAL WAR Vamos voltar à época em que os franceses ainda gostavam de guerras... MELHOR GUI

IA MELHORADA

AS CAMPANHAS SÃO RESTRITIVAS

VEREDICTO 9

A série Total War tem lançado a The Creative Assembly (CA) para o cima da lista de melhores criadores de jogos de PC da Grã-Bretanha. O problema é que, se não tivermos seguido a série desde os primeiros tempos de Shogun ou Medieval: Total War, ficamos com a sensação, certa ou errada, de que a série nos passou à frente e que estes últimos jogos são demasiado complexos para quem só agora se inicia nestas lides. A CA tem trabalhado arduamente para rectificar este aspecto. Primeiro com a minicampanha Road to Independence (RTI) no recente Empire: Total War e agora com a expansão independente Napoleon. O RTI introduzia-nos todos os aspectos da grande campanha com uma campanha independente muito mais focada e movida pela história. Napoleon leva isto ainda mais longe, com cada uma das três minicampanhas estruturadas de maneira específica para serem completadas dentro de um certo tempo limite.

NAPOLEON: MINI WAR

EDITORA ECOFILMES ■ PREÇO 39,99 EUROS ■ CONTACTO 256 836 200 ■ SITE WWW.TOTALWAR.COM

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Essencialmente, cada minicampanha dá ao jogador um alvo a capturar, e conta toda a história por detrás dele. Como o fazemos é connosco, desde que se faça dentro de um prazo, normalmente, de dois anos. Para funcionar dentro destes limites temporais, cada

turno foi reduzido para corresponder a apenas duas semanas de tempo. Infelizmente, desta forma vai levar imenso tempo a fazer seja o que for. De facto, quem estiver habituado aos outros jogos vai achar estas minicampanhas restritivas. O que nós gostávamos mais nos jogos originais era do elemento de grande estratégia. Elaborar planos e relações que só dariam fruto daí a muitos anos. Nas campanhas de Napoleon já se fez toda a estratégia. Só temos de reunir os exércitos e conquistar os locais. Embora esta abordagem mais rápida seja divertida, cansa depressa. Ainda queríamos comércio, relações diplomáticas e pirataria, não apenas e só batalhas. Mas esta expansão independente inclui este aspecto na Coalition-Campaign. Parece-se muito mais com a Grande Campanha de Empire e será mais familiar aos jogadores dos jogos anteriores. Há também muitos ajustes. As batalhas navais continuam a ser pouco satisfatórias quando há mais do que cinco navios, mas as batalhas terrestres foram profundamente aperfeiçoadas. Agora vemos a IA a testar os nossos flancos à procura de fraquezas antes de empregar todas as suas tropas. Toda a GUI está mais clara. A adição mais notável é o maior mapa de terreno no canto superior, dando uma visão muito melhor de como corre a batalha.


LANÇAMENTOS

PLAYSTATION MOVE CHEGA EM OUTUBRO

HALO: REACH

Enquanto não pode deitar as mãos à versão beta multijogador do jogo Halo Reach, que vai estar disponível no dia 3 de Maio, aproveite para ver o primeiro vídeo da acção multijogador feito a partir da versão de compilação alfa e com as primeiras imagens do jogo. O vídeo March Multiplayer Madness já se encontra disponível em Halo.Xbox.com, Bungie.net e Xbox Halo: Reach será editado pela Microsoft e lançado no Outono de 2010 em exclusivo na Xbox 360. LIVE. PLATAFORMA XBOX 360 ■ EDITORA MICROSOFT

UFC UNDISPUTED 2010

Se gosta de jogos de combate, então este título poderá conquistá-lo facilmente. Aqui luta-se a sério e com os campeões. Há mais de 100 lutadores e personalidades do mundo Ultimate Fighting Championship ou UFC, como comentadores, árbitros e treinadores. Esta versão 2010 tem um grafismo e um esquema de combate muito mais realistas. Existem novos sistemas de combate e de defesa que vão permitir novos ataques, combinações, submissões, Cage Moves, entre outras coisas. Poderá personalizar os lutadores e combinar várias técnicas de combate provenientes das mais diversas disciplinas, desde o karaté à luta grecoromana. Existem cinco categorias de peso oficiais nas quais poderá competir. No modo online poderá criar campos de luta e ligas, treinar com os lutadores reais do UFC e competir no UFC virtual. PLATAFORMA PS3 E XBOX 360 ■ EDITORA THQ

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O universo dos jogos vai novamente proporcionar aos jogadores uma nova experiência, neste caso, aos detentores da PS3. A Sony anunciou que o novo controlo de movimentos, de seu nome PlayStation Move, vai ser lançado no mercado no próximo mês de Outubro, e deverá vir acompanhado de um subcomando. O esquema de funcionamento será semelhante ao usado pelos jogadores da consola Wii, com a diferença de que a consola da Sony permitirá explorar a realidade aumentada. A combinação do sistema PS3 com a câmara PlayStation Eye faz com que o comando PlayStation Move detecte com precisão todos os movimentos, ângulos e posição absoluta no espaço 3D, o que fará com que o jogador se sinta dentro dos jogos. O PlayStation Move contém sensores de movimento, que incluem um giroscópio de três eixos, um acelerómetro de três eixos e um sensor magnético do campo terrestre, para além de uma esfera de mutação de cores que é detectada pela câmara PlayStation Eye. Segundo a Sony, «os movimentos rápidos e subtis podem ser detectados quer o utilizador esteja a agitar uma raqueta ou a pintar com um pincel». O novo comando permite interacção directa através dos botões de acção e de um gatilho analógico. O retorno pode ser físico, através da funcionalidade de vibração, ou

visual, através da esfera que consegue exibir várias cores. Para além disso, a câmara PlayStation Eye pode captar a voz e imagem do jogador, proporcionando experiências de realidade aumentada. O subcomando foi criado para ser usado numa das mãos livres com o objectivo de expandir ainda mais as opções de jogo. Inclui botões direccionais que permitem aos utilizadores controlarem facilmente o jogo quando movimentam as personagens ou escolhem uma direcção. Ambos os comandos têm uma bateria recarregável de iões de lítio. A introdução dos comandos PlayStation Move foi muito bem recebida pela indústria, tendo já 36 estúdios de desenvolvimento e editoras decidido apoiar a plataforma PlayStation Move. No ano fiscal de 2010, os SCE Worldwide Studios irão lançar mais de 20 jogos, dedicados ou suportados pela plataforma PlayStation Move. Relativamente ao jogo que irá acompanhar o kit plataforma PlayStation Move, comandos e câmara PlayStationEye, ainda não sabemos muito, excepto que a Sony promete «uma experiência de jogo inovadora e altamente imersiva». O preço também ainda não é conhecido.


SHOPPING

HORA DO DESIGN A linha de relógios Philippe Starck tem três novos modelos unissexo, que primam pelo toque minimalista e pela força de alguns detalhes, características das peças deste designer. O modelo que aqui se publica possui uma caixa de aço e um mostrador duplo. A correia é feita de poliuretano preto. Se quer marcar a diferença, Starck dá-lhe uma ajuda.

OUSADIA E DISTINÇÃO Chama-se Close e é a perfeita parceira dos dias de Verão. A nova bracelete da Police é feita de couro, possui um fecho magnético de aço e é adornada com a gravação da palavra Police. A peça foi desenhada a pensar no homem cosmopolita e moderno que valoriza os pormenores. Custa 49 euros.

BARRIGA DE VERÃO

O PODER DA ESCRITA Elegante, funcional, intemporal, a caneta shake pen gold da Porche Design integra uma tecnologia que lhe permite ficar pronta a utilizar com um discreto movimento de pulso. Ideal para homens para quem o bom gosto e a perfeição são imperativos.

Não são só as mulheres que estabelecem uma série de regras quando começa a cheirar a Verão. A Thalgo criou um gel tonificante para os homens, especialmente concebido para a zona do abdómen, que favorece a microcirculação e ajuda a remover as gorduras desta zona. A pele fica mais tonificada e a parede abdominal mais desenhada.

QUILÓMETROS DE CONFORTO Foram criados especificamente para homens que estão constantemente a tentar ultrapassar os seus limites e querem algo capaz de os acompanhar. Desde os materiais de fabrico ao desenho anatómicos, este modelo da Merrell aposta no conforto, na qualidade e na durabilidade. Escolha o parceiro certo para o acompanhar nas suas aventuras.

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SOFTWARE ProfissionalPCG

TMN APRESENTA QUARTA GERAÇÃO MÓVEL

A TMN apresentou publicamente a tecnologia de Long Term Evolution (LTE) ou, como é mais comummente conhecida, a quarta geração móvel. De acordo com o operador, esta tecnologia «permite velocidades de banda larga móvel de, pelo menos, 100 a 150 Mbp/s, algo que até agora só se tinha verificado em ambiente laboratorial». A TMN aproveitou para sublinhar que «tem apostado continuamente em novas soluções e tecnologias e, no seguimento do sucesso das suas ofertas de banda larga móvel, está igualmente comprometida com o investimento e implementação de uma nova rede 4G».

ARQUIVO PCGUIA

A tecnologia LTE deverá permitir velocidades de banda larga móvel de, pelo menos, 100 a 150 Mbps

Através desta nova geração de redes móveis, os clientes TMN terão oportunidade «de usufruir de maiores débitos de transferência de dados, assim como uma maior eficiência e performance no acesso a serviços de banda larga móvel que, tendencialmente, se irá aproximar da largura de banda disponível na rede fixa», assegura o operador em comunicado de imprensa. A necessidade de encontrar soluções convergentes fixo e móvel contribuirá para que estes dois tipos de acesso sejam complementares. As principais diferenças da quarta geração em relação às actuais redes 3G, para além dos débitos, «estão relacionadas com uma melhor

O QUE É O LTE? Long term evolution, ou LTE, é o nome do projecto iniciado em 2004 pelo 3rd Generation Partnership Project (3GPP) para conceber um sistema de comunicações móveis de elevada performance, sendo o passo tecnológico para a quarta geração de tecnologias rádio. O ecossistema desenvolvido no seio do 3GPP assenta em duas vertentes básicas: rede rádio (LTE) e rede core (Evolved Packet Core). Através deste ecossistema assistiremos à evolução das redes para uma arquitectura convergente (fixo/móvel). As normas 3GPP estabelecem um débito máximo teórico de download de 326.4 Mbit/s e 172.8 Mbit/s e um débito máximo teórico de upload de 86.4 Mbit/s. No que respeita à atribuição de licenças de LTE em Portugal, o procedimento de selecção deverá ter início no final de 2010. 100 | PCGUIA

eficiência de utilização do espectro radioeléctrico e menor latência, permitindo o acesso a serviços em mobilidade até agora só possíveis através da fibra óptica ou ADSL». Neste grupo, incluem-se os jogos online com baixa latência, difusão de televisão em alta definição ou videoconferência via mobile. A TMN prevê desenvolver e implementar durante este ano dois projectos-piloto 4G, um em Portugal e outro no Brasil, que permitirão adquirir conhecimento no terreno e num ambiente próximo dos utilizadores «das condições necessárias para a disponibilização do serviço, assim que as regras regulatórias de ambos os países o permitirem». O operador aproveitou para sublinhar que as redes móveis têm desempenhado um papel determinante na adopção de novas tecnologias, na penetração da banda larga e no uso de Internet em Portugal, «sendo que o investimento neste segmento, por parte da TMN permitiu que, hoje, Portugal esteja entre os países europeus com maior taxa de penetração de banda larga móvel». De salientar que as receitas de dados (que não SMS) representavam, em 2009, 59 por cento das receitas de dados da TMN e a totalidade destas eram responsáveis por 23,1% das receitas de serviços. C.S.


ARQUIVO PCGUIA

TI PODEM PERMITIR QUE EM 10 ANOS A EMISSÃO DE CO2 CAIA 25% Na próxima década é possível suprimir a emissão de 5,8 mil milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera A utilização intensiva das tecnologias de informação pode ajudar a reduzir de forma significativa a emissão anual de gases de efeito de estufa em 25 por cento dentro de uma década. Esta redução tem por base uma comparação com os níveis de gases emitidos em 2006. No estudo «Reducing Greenhouse Gases Through Intense Use of Information and Communication Technology», a IDC conclui que na próxima década é possível suprimir a emissão de 5,8 mil milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera. Para este cálculo, a IDC considerou o impacto, no âmbito dos países do

G20, da aplicação de um conjunto de 17 tecnologias em quatro áreas de actividade – distribuição e geração de energia; construção; transportes e indústria – que demonstraram ter um maior potencial na redução de CO2. A área da energia é a que apresenta maior potencial de redução de emissões através da utilização de redes energéticas inteligentes (smart grids) para a total integração de fontes de energia renovável altamente distribuídas. Nos restantes sectores, as estratégias tecnológicas de desenvolvimento de edifícios inteligentes, as cadeias logísticas optimizadas e a gestão

inteligente de máquinas industriais podem originar poupanças substanciais na emissão de gases de efeito de estufa, diz o estudo da IDC, sem esquecer o papel e o contributo que a indústria de TI também deve dar. De acordo com a empresa analista de mercado, o sector de TI deve contribuir para este esforço de redução do CO2 através do aumento da eficiência energética de infra-estruturas informáticas (como os centros de dados) e das comunicações, proporcionando uma abordagem mais consistente às questões da reciclagem, gestão de resíduos e reaproveitamento de equipamentos existentes. C.M.


NOTÍCIAS

TOSHIBA PORTUGAL CONSOLIDA CRESCIMENTO ARQUIVO PCGUIA

A empresa alcançou a venda acumulada de 1 milhão de portáteis desde que entrou no mercado nacional. No ano passado, comercializou 300 mil portáteis e o negócio das televisões já representa 10% do total das receitas

João Amaral, director-geral da Toshiba Portugal

O lançamento da Consumer Product Division, a nova unidade de negócio que abrange televisores e leitores de DVD, foi um dos pontos que marcaram o ano de 2009 para a Toshiba Portugal. O director-geral da empresa, João Amaral, diz que «a aposta foi vencedora» e justifica o facto com números bem tangíveis. No final do último trimestre do ano passado, os televisores Toshiba detinham uma quota de mercado de 3% e as vendas representavam 10% do total do volume de negócios realizado pela companhia. «A implementação desta nova unidade de negócio revestiu-se tanto de interesse como de exigência na medida em que implicou a criação e o lançamento de uma infra-estrutura de marketing, vendas e suporte que se queria tão bem sucedida como a do segmento dos portáteis, que se assume já como um modelo de negócio de sucesso», afirma João Amaral. Os objectivos iniciais traçados para a nova unidade de negócio apontavam para a conquista de uma quota de mercado de 3% em dois anos, o que acabou por ser alcançado 102 | PCGUIA

num prazo bem mais curto. Esta situação é justificada pelo director-geral da Toshiba Portugal pelo facto de a estratégia para o lançamento desta divisão ter passado por «tirar o máximo partido da notoriedade que a marca tem em Portugal, preparando o negócio para a realidade da convergência total entre dispositivos, oferecendo diferenciação tecnológica». Também no mercado tradicional da Toshiba em Portugal, o dos portáteis, a empresa alcançou os objectivos propostos para 2009, tendo conseguido vender 300 mil unidades e obter com isso um crescimento de 6,7%. A subsidiária portuguesa alcançou uma quota de mercado acima dos 20% e manteve a liderança no mercado dos portáteis empresariais. Outro marco significativo que a companhia alcançou no ano passado foi a venda de um milhão de portáteis, leia-se, vendas acumuladas desde o surgimento da subsidiária, em 2000. Para 2010, a estratégia da Toshiba assenta na convergência entre dispositivos. Numa altura em que os consumidores tomam consciência

desta realidade e começam a perceber o potencial de uma interacção plena entre tecnologias, dispositivos e conteúdos, a Toshiba estabelece como metas para este ano manter um crescimento sustentado, acima do mercado, e consolidar uma posição relevante nos diferentes mercados e canais em que opera. No que ao mercado de televisores diz respeito, a Toshiba espera atingir 5% de quota de mercado, um objectivo inicialmente fixado para 2010, reforçar a sua presença nos canais de distribuição e potenciar a interoperabilidade entre dispositivos. Relativamente ao mercado dos portáteis, os objectivos passam pela manutenção de um crescimento superior a 20%, num mercado já maduro, e a consolidação da liderança no segmento profissional. Já no segmento dos periféricos, a Toshiba aposta no alargamento da oferta a novos produtos e conceitos – como o affiliate business, o MultimediaHD e o lançamento do tablet Journe Touch, a título de exemplo. C.M.


SOFTWARE DE GESTÃO

Criar, enviar e gerir facturas sem ser necessário ter grandes conhecimentos nas áreas de contabilidade e informática é o que propõe a Rupeal

VÍTOR GORDO

FACTURAR SEM COMPLICAR

TEXTO JOÃO PEDRO FARIA

O Invoic€xpress é o primeiro software de facturação português a funcionar exclusivamente online e construído para responder a todas as necessidades das micro, pequenas e médias empresas e empresários em nome individual. Segundo a Rupeal, empresa lusa responsável pelo desenvolvimento desta aplicação, possibilita a criação fácil, segura e intuitiva de facturas, recibos, notas de crédito e de débito, bem como o seu envio e gestão. O fundador e director-geral da Rupeal, Rui Alves, relembra que «quando a empresa foi criada, houve uma necessidade comum a todas as empresas – a de facturar». Depois de pesquisar no mercado por soluções de facturação, o responsável detectou que «não existiam ferramentas de utilização simples, de baixo investimento e, sobretudo, online», o que motivou a criação do Invoic€xpress, do qual a empresa é «a primeira cliente». A solução permite criar automaticamente facturas para pagamentos recorrentes, organizar listas de clientes e de itens, bem como exportar e importar dados em vários formatos, sendo proposta em dois modelos de comercialização, pré-pago ou por subscrição mensal. «Para os clientes que não sabem quantas facturas passam por mês e não querem compromissos mensais, temos os pacotes de documentos pré-pagos, a partir de 10 euros (sem IVA); para os clientes cujo número de documentos emitidos mensalmente é elevado, existem planos mensais, a partir de oito euros (mais IVA)», explica Rui Alves. A utilização do Invoic€xpress pressupõe apenas uma ligação à Internet, uma vez que funciona

Rui Alves, fundador e director-geral da Rupeal

no modelo Software as a Service (SaaS). Para tal, basta criar uma conta, fazer o login e a aplicação fica pronta para facturar. A principal vantagem é sem dúvida a facilidade de utilização. «Por se tratar de uma solução totalmente online e em regime de SaaS, há várias vantagens, nomeadamente, o acesso em qualquer parte, a factura electrónica, a segurança dos dados, os backups automáticos, o agendamento de facturas, a inclusão de referências multibanco nas facturas, entre muitas outras funcionalidades», salienta o director-geral. Por outro lado, e «ao contrário da maioria dos produtos de facturação existentes, o Invoic€xpress foi totalmente desenhado a pensar na experiência de utilização, sendo o saber navegar na Internet o único know-how necessário por parte do utilizador». Com o produto em produção desde Agosto de 2009, a Rupeal contabiliza hoje perto de 100 clientes activos num total de 1000 contas criadas. «Pretendemos chegar aos mil clientes activos ainda em 2010», adianta Rui Alves. O software foi desenhado a pensar em micro e pequenas empresas que actuem sobretudo na área dos serviços. No entanto, o Invoic€xpress é usado em diferentes áreas, que vão desde «designers, gabinetes de arquitectura, direito, informática até empresas de duplos de cinema». Do ponto de vista tecnológico, o produto foi totalmente desenvolvido em Ruby on Rails. «Até à data temos lançado novas funcionalidades

para os nossos utilizadores numa base trimestral», explica o fundador da Rupeal, sublinhando ainda que «o cliente do Invoic€xpress trabalha sempre sobre a última versão do software e não só não paga por actualizações, como as recebe de forma transparente, automática e sem problemas». Entre as alterações aplicadas desde o lançamento, Rui Alves relembra «a inclusão de referências multibanco, a factura electrónica, o agendamento de facturas, os recibos, as guias, orçamentos e facturas pro-forma, entre outras». Em matéria de suporte, e para do contacto por e-mail, a empresa disponibiliza em www.invoicexpress.pt uma área dedicada às perguntas mais frequentes. «Temos uma plataforma de sugestões de novas funcionalidades bem como um fórum com questões de utilizadores», destaca o responsável. Actualmente, o Invoic€xpress encontra-se disponível em português e inglês – o lançamento para o mercado anglo-saxónico ocorreu durante Março. Mas, «tendo em conta que o produto foi desenhado para resolver o problema da facturação no mercado português, cujo sistema tem regras mais rígidas, acreditamos existir uma vantagem competitiva e iremos apostar a breve trecho nos mercados espanhol, francês, italiano, alemão e brasileiro», afirma o director-geral. Para além desta certeza, fica também a promessa de a Rupeal «lançar em breve mais produtos baseados no modelo Web 2.0». PCGUIA

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VÍTOR GORDO

ENTREVISTA

David Marques, director técnico do laboratório de informática forense da DRC

«AINDA HÁ FALTA DE CONHECIMENTO SOBRE O QUE SÃO AS PROVAS DIGITAIS» A DRC criou o primeiro laboratório de informática forense em Portugal, que investiga muitas das provas digitais que decidem o desfecho de processos-crime TEXTO JOÃO TRIGO

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C

riado há três anos, o laboratório de informática forense da Data Recovery Center tem sido solicitado para a recolha e análise de provas digitais que se revelam decisivas em processos nos tribunais portugueses. A PCGuia falou com David Marques, director técnico do laboratório, que traçou as principais linhas de actuação da equipa que dirige e nos falou das maiores dificuldades deste tipo de investigação.

dados. E também porque não existiam outros laboratórios privados que tivessem a capacidade de efectuar todo o processo de uma investigação informática forense, desde o ponto de partida (a imagem forense do dispositivo a analisar) até à preparação dos relatórios e possível apresentação das conclusões em tribunal. Dado que os incidentes e a criminalidade informática têm vindo a aumentar em número e em complexidade, concluímos que a informática forense seria uma área de rápida expansão a médio prazo.

PCGuia – Com que objectivos foi criado o laboratório de informática forense? David Marques – O laboratório de informática forense foi criado no ano de 2007 com o objectivo de apostar numa nova área de actividade, complementar à área principal da Data Recovery Center até então – a recuperação de

PCG – Quantas pessoas trabalham no laboratório? D.M. – Neste momento existem duas pessoas focadas nesta área, que se dedicam especialmente à área técnica. Para além disso, há outras duas pessoas com actividades importantes na área comercial e de marketing.


PCG – Quem são os vossos principais clientes? D.M. – Variadas empresas, de diferentes áreas de actividade, como tecnologias de informação, transitários, combustíveis, etc. Qualquer empresa que trabalhe com tecnologias de informação é um potencial cliente do serviço de informática forense. No entanto, os nossos maiores clientes têm sido diversas associações de advogados, algumas das quais com quem temos protocolos de colaboração. Esta situação deve-se ao facto de estas entidades estarem directamente envolvidas com muitos dos incidentes que ocorrem e de necessitarem de provas para fundamentar as suas causas. PCG – Que serviços prestam? São vocês que, por exemplo, removem os discos das máquinas? Até onde vai o vosso trabalho? D.M. – Por norma, a Data Recover Center presta todo o serviço englobado num único pacote, ou seja, inclui desde o primeiro passo, a remoção do dispositivo de armazenamento do seu suporte, quando isso é possível, sendo o segundo passo obrigatoriamente a preparação da imagem forense, uma vez que todo o trabalho de investigação posterior é efectuado através de uma imagem e nunca do dispositivo original. O passo seguinte é a investigação propriamente dita, onde, mediante os pressupostos apresentados pelo cliente, é efectuada a investigação daquilo que o cliente pretende descobrir, ou qualquer outro pormenor importante para o caso em questão. Após a investigação, em conjunto com o advogado ou com o departamento jurídico da empresa, são preparados os relatórios com todas as provas encontradas. Posteriormente, são entregues ao cliente, que os adiciona ao processo. Em caso de necessidade, também existe a possibilidade de os técnicos da Data Recover Center serem designados consultores técnicos e dessa forma a prestarem esclarecimentos perante o tribunal, sobre os vários detalhes colocados em relatório. PCG – Que cuidados devem ser tidos em conta quando se lida com provas “digitais”? D.M. – É bastante fácil invalidar as provas digitais, por serem manuseadas de forma inadequada. Assim como com qualquer outro meio de prova, existem determinados factores que não podem ocorrer, sob pena de não ser possível apresentá-las e validá-las em tribunal. Ainda existe muito desconhecimento relativamente a este assunto em Portugal, e devido a isso, quando existem incidentes, o que acontece é que os utilizadores utilizam meios próprios para efectuarem as suas “investigações”, estando à margem de que só o facto de ligarem um disco rígido com supostas provas a um computador normal é o suficiente para deixar rastos dessa acção, e que

«EXISTEM IMPOSIÇÕES LEGAIS QUE CONDICIONAM A FORMA DE ACEDER AOS DADOS E TAMBÉM ÀQUILO QUE SE PODE ANALISAR»

pode ser o suficiente para invalidar a prova. PCG – O que aconselha a quem se depara com uma situação de eventual contacto com provas em disco rígido? D.M. – O que é recomendável é que sempre que exista o incidente, o cliente pare imediatamente o trabalho com o suporte de armazenamento e contacte a DRC, de forma a analisar a situação e definir os procedimentos adequados para não invalidar a prova digital. PCG – Quais são as principais dificuldades? As imposições legais no acesso à informação? D.M. – Uma das principais dificuldades que ainda encontramos é a falta de conhecimento sobre este tipo de procedimentos, o que por sua vez leva a muitos casos de manipulação indevida das provas digitais, com os constrangimentos que isso proporciona. Outra consequência da falta de conhecimento é que muitos dos potenciais casos que existem e que a informática forense poderia servir de ajuda, até talvez ser determinante para entender a realidade das situações, nunca chegam a ser investigados, e só mais tarde é que realmente se chega à conclusão que se poderia ter utilizado este serviço como factor de apoio. Além disso, há ainda imposições legais, especialmente no que toca à protecção de dados pessoais, que sem dúvida condicionam a forma de aceder aos dados e também àquilo que se pode analisar, sendo que é bastante mais restritivo nos particulares do que em empresas, dado que os códigos de conduta internos já definem muitas das acções que se podem ou não efectuar com o computador da empresa, quando é entregue a um funcionário. PCG – Considera que as autoridades têm noção da importância das provas digitais? D.M. – Penso que a Polícia Judiciária (PJ) tem a noção dessa importância, pois tem uma unidade que lida com estes assuntos. Em relação às res-

tantes autoridades não tenho a certeza, mas penso que existirá também algum desconhecimento sobre o assunto. PCG – Acha que a Polícia Judiciária sabe lidar com este tipo de provas sem as inutilizar? D.M. – Tenho a certeza que sim, apesar de nunca ter trabalhado directamente com a PJ. No entanto, parece-me que a unidade que lida com este tema está bem preparada para o efeito. PCG – As provas “digitais” têm ganho cada vez mais importância. Houve casos em que se tornaram decisivas? D.M. – Sem dúvida que sim. Pelo menos o feedback que recebemos dos clientes foi esse mesmo, ou seja, que com base nos relatórios que produzimos foi bastante mais fácil provar o que se pretendia, o que levou a uma resolução mais rápida do caso e com um desfecho positivo para os nossos clientes. PCG – Qual o caso mais mediático em que o laboratório esteve envolvido? D.M. – Gostaríamos muito de convosco partilhar alguns dos casos mediáticos em que estivemos envolvidos. No entanto, como devem compreender, por uma questão de confidencialidade, não o podemos fazer. PCG – O que representou este negócio em 2009? D.M. – Existiu uma boa margem de crescimento desta área em 2009. A DRC cresceu cerca de 50 por cento em relação a 2008, sendo que em 2009 a informática forense representou 5% do volume global de negócio. PCG – Que objectivos têm para 2010? D.M. – A nossa previsão é que durante o ano de 2010 o laboratório forense represente 10% do volume da DRC. PCGUIA

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HOSTING

FCCN AGILIZA REGISTO DE DOMÍNIOS VÍTOR GORDO

O que antes poderia ser um processo complicado, actualmente é algo simples, seguro e quase imediato TEXTO SUSANA ESTEVES

Luísa Gueifão, directora do registo de domínios .PT da FCCN

Se há algo hoje em dia em que uma empresa tem obrigatoriamente de pensar é num site. Chegámos a uma altura em que quem não está na Net não existe. A Internet é cada vez mais o ponto de partida para uma pesquisa de qualquer tipo e a importância de um espaço online, por muito pouco atractivo e mais informativo que seja, já não é minimamente questionável. Se há uns anos criar um site e registar um domínio era um processo complexo e burocrático, hoje em dia pode ser iniciado online de forma simples e rápida, isto graças a um esforço da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). A FCCN, enquanto entidade responsável pela gestão, registo e manutenção de domínios e subdomínios .PT disponibiliza duas formas distintas de registo: preferencialmente através de um Agente de Registo (Registrar) previamente acreditado ou directamente online, em www.dns.pt. Mas para facilitar o processo de registo propriamente dito, a FCCN em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), disponibilizou uma ferramenta online gratuita para pesquisa integrada de marcas e domínios .PT. Ao abrigo do Programa Simplex 2009, esta parceria visa contribuir para a celeridade, racionalização e simplificação dos processos de registo de marcas e domínios, agregando as bases de dados do DNS .PT e do INPI, embora tendo sempre presente as obrigações legais que daqui decorrem. Deste 106 | PCGUIA

modo, garante-se uma protecção mais eficaz dos direitos associados a estes registos e a redução de tempo, custos e burocracias. Esta ferramenta encontra-se acessível nos sites do DNS.PT e do INPI em: dns.pt e inpi.pt. Quanto ao domínio propriamente dito, existem diferentes opções de registo, directamente sob .pt ou sob um dos domínios classificadores (subdomínios de .pt) .net.pt, .gov.pt, .org.pt, .edu.pt, .int.pt, .publ.pt, .com.pt ou .nome.pt. Questionada sobre as melhores práticas a seguir pelas empresas nacionais, Luísa Gueifão, directora do registo de domínios .PT da FCCN, disse à PCGuia que o registo de domínios .pt cumpre as boas práticas seguidas internacionalmente, prosseguindo uma política que visa evitar o registo especulativo e abusivo de nomes de domínios, considerando ainda as recomendações da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). «É nesse sentido que a FCCN disponibiliza de forma gratuita e online a pesquisa de domínios existentes, e a pesquisa integrada de marcas e domínios», garantiu Luísa Gueifão. Existem, contudo, pontos aos quais as empresas devem estar atentas, como as diversas ameaças inerentes ao registo de um domínio, nomeadamente aqueles que resultam de eventuais ataques e manipulações desencadeados por hackers. Neste campo, como deu a conhecer esta mesma responsável, a FCCN reforçou os mecanismos de segurança através da adopção da norma DNSSEC. Este mecanismo permite a

autenticação da origem, incluindo a integridade dos dados e a verificação segura da não existência de um domínio ou de registos DNS a ele associados. Além disso, permite também evitar intrusões, como a corrupção da memória de cache (pharming, phishing) e protege contra transmissões modificadas (spoofing). «Em suma, a mais-valia do DNSSEC reflecte-se na garantia de que os utilizadores acedem a domínios devidamente assinados digitalmente e que não foram alvo de manipulações, desde que estejam devidamente acompanhados de um programa que verifique essa mesma assinatura digital», explicou Luísa Gueifão, sublinhando que «o .PT é, assim, um dos primeiros códigos de domínios de topo para países (ccTLD – country code Top Level Domais) a utilizar esta nova tecnologia». Para 2010, a FCCN garante uma aposta ainda maior na segurança e na qualidade. Segundo a responsável desta fundação, a evolução da Internet como ferramenta essencial à comunicação e à própria operacionalização dos diversos direitos de propriedade industrial deverá ser acompanhada por uma efectiva evolução do sistema de registo. Mas este é apenas um ponto de partida. Para Luísa Gueifão, «a Internet é um poço de potencialidades e a agilização e o caminho da liberalização das regras de registo de nomes de domínio a par do recurso à arbitragem como meio célere e eficaz na resolução de conflitos constituem desafios para o futuro».


FORMAÇÃO

GALILEU VISA CONSOLIDAÇÃO Abrir mais centros de formação e garantir uma resposta às necessidades do mercado são as linhas orientadoras da empresa ARQUIVO PCGUIA

TEXTO JOÃO TRIGO

Gonçalo Fonseca, director executivo da Galileu

Criada em 1991, a Galileu é um centro especializado na formação em tecnologias de informação (TI). Actualmente, conta com centros de formação espalhados pelo território nacional – Açores, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Leiria, Lisboa e Porto. Com a abertura de dois novos centros de formação no final de 2009 – Açores e Leiria –, um dos grandes objectivos para 2010 «é consolidar a rede de centros e a oferta formativa que as parcerias possibilitam». Quem o diz é Gonçalo Fonseca, director executivo da Galileu, que se mostra confiante num aumento da procura de formação específica em TI. De resto, o mesmo responsável explica que este panorama é uma das condições para que a Galileu «alcance os objectivos traçados para este ano». Segundo Gonçalo Fonseca, «o mercado está sensibilizado para a importância das TIC como um factor vital para a competitividade da economia», pelo que o sucesso passa sempre pela especialização. É pois esperado um aumento da procura de cursos e planos de formação. De acordo com Gonçalo Fonseca, a Galileu tenta adequar a formação prestada às necessidades do mercado e não deixa de 108 | PCGUIA

acompanhar o lançamento de novos produtos. «Exemplo disso são os novos cursos de Windows 7, Exchange Server 2010, entre outros», bem como o seu recente percurso na área de redes e sistemas, que «apresenta uma estrutura de aprendizagem rápida que tenta responder de forma célere à necessidade que actuais profissionais desta área demonstram em obter as mais elevadas certificações Microsoft». Além disso, a empresa introduziu recentemente no seu portfolio uma pós-graduação, com a qual pretende aproximar-se do público académico, e «satisfazer a necessidade evidente nas universidades de conteúdos práticos que possibilitem aos alunos a aquisição de competências avançadas e devidamente certificadas».

OFERTA PARA PÚBLICO PROFISSIONAL Tradicionalmente, a oferta formativa da Galileu foca um público profissional, muito embora haja uma margem com menor expressão que aborda o utilizador comum. Neste segmento encontram-se todos aqueles alunos que utilizam a informática numa óptica de apoio ao seu trabalho ou estudo. Toda a outra grande fatia «direcciona-se às empresas cujos sistemas de informação têm uma importância vital no negócio» e aos profissionais da área, administradores de redes, programadores, gestores de bases de dados, web designers, arquitectos, engenheiros, gestores de projecto, entre outros. O director executivo afirma que as tecnologias ligadas à gestão de redes e sistemas, webdesign, áreas de programação e base de dados «são assumidamente aquelas que têm maior importância», dada a procura. Do ponto de vista do tipo de oferta, as soluções de formação certificada e as que associam a formação à certificação internacional de conhecimentos «têm ganho um peso considerável». Neste campo, Gonçalo Fonseca destaca a formação em cursos Microsoft «e, no futuro, em Cisco» como as áreas mais representativas da oferta da Galileu. Consolidar será no entanto a palavra de ordem. O director adverte, todavia, para o facto de não querer rejeitar boas oportunidades e «de poder aumentar a oferta actual». Não obstante esta

linha orientadora, a Galileu criou uma rede de parceiros especializados em formação, em áreas diversas das TI, com os quais «trabalha e desenvolve os planos de formação das empresas». As parcerias são a pedra basilar no reconhecimento internacional da Galileu. Para o director executivo da Galileu, estas garantem «uma formação constantemente actualizada». O mesmo responsável explica que esta dimensão global que se materializa através da formação e da obtenção de certificações «abre aos profissionais oportunidades ilimitadas», mesmo do ponto de vista geográfico. A validação da oferta da Galileu é feita pelos centros internacionais de exames que o centro de formação representa e «constitui a melhor garantia para os formandos no que à relação custo/benefício diz respeito». Para já, as novidades passam pelas novas parcerias estabelecidas (entre as quais uma parceria com a ESRI) e pelos novos cursos nas áreas de Windows 7 e Exchange Server 2010. Gonçalo Fonseca admite que «é fundamental o esforço de aproximação aos futuros profissionais, partilhando com eles o know-how e dotando-os das competências e conhecimentos que o mercado procura». O centro de formação tem uma pós-graduação, a decorrer nas cidades de Lisboa, Porto e Loulé, cujas próximas edições estão a ser preparadas. O objectivo é alargá-la a todos os locais onde existem centros de formação Galileu. Em parceria com a Google, a Galileu está a colaborar com várias universidades no sentido «de incluir conteúdos de web-marketing, nos programas das licenciaturas e noutros cursos universitários». Outro projecto que o director executivo faz questão de mencionar é a abertura do Centro de Inovação desenvolvido em parceria com a Microsoft e o ISCTE. Esta unidade integra o plano da rede de Centros de Inovação que a Microsoft possui em Portugal e no resto do mundo, e que tem como objectivo «utilizar o know-how académico e estimular o crescimento sustentável das micro e pequenas empresas que compõem a comunidade académica, através de um centro de produtividade».


HOTSPOT

IMPRESSÃO SEGURA GANHA ADEPTOS A manipulação de documentos críticos por terceiros e o controlo de custos estão no topo da lista de preocupações das empresas nacionais TEXTO SUSANA ESTEVES FOTOS ARQUIVO PCGUIA

Pode não ser a temática mais dada a negociações entre fabricantes e clientes ou não ser um dos requisitos na lista de prioridades das empresas, mas as soluções de segurança aplicadas à impressão de documentos começam a ganhar adeptos e a conquistar a atenção das companhias nacionais. Apesar de serem os sectores ligados à banca e ao Governo central e local os mais interessados nas questões da segurança, cada vez mais os clientes das empresas de menor dimensão solicitam soluções nesta área, quer para reduzirem custos de impressão e consumíveis, quer para se assegurarem de que os seus trabalhos não são vistos por olhos indiscretos. Como destacou Carlos Marçal, gestor de produto da Canon Portugal, um estudo do Instituto Ponemon mostrou que cerca de 33% dos funcionários já encontraram documentos confidenciais em impressoras ou multifuncionais. «Isto é um alerta muito forte para as empresas, e os seus gestores estão atentos a esta problemática», sublinhou o gestor da Canon. A PCGuia contactou os principais players deste sector com o objectivo de perceber se estas soluções são consideradas pelas empresas portuguesas e que tipo de dúvidas e pedidos são feitos normalmente. Uma das conclusões mais citadas é que o mercado procura essencialmente soluções de segurança que funcionem sem que os utilizadores tenham de ter muito trabalho de configuração e monitorização e que sejam soluções que vão ao encontro das suas necessidades, sem que isso implique um esforço 110 | PCGUIA

financeiro maior. João Diniz, responsável de produto da Brother Portugal, salientou que é por isso que disponibiliza soluções para uma rede informática global, que não implica a aquisição de software de terceiros para monitorização ou bloqueio de trabalhos de impressão. Reforçando esta questão, Carla Andrade, product marketing manager da OKI em Portugal, explicou que a OKI disponibiliza a aplicação Print Control totalmente gratuita. «A receptividade das empresas torna-se maior porque a aquisição do hardware permite obter mais-valias, sem que isso implique um custo acrescido. Isto permite às pequenas e médias empresas tirarem partido de soluções que, sendo pagas, o seu reduzido orçamento não permitiria utilizar», sublinhou a gestora da OKI.

Na lista de preocupações está essencialmente a manipulação dos documentos internos por parte dos funcionários, que pode representar um grave risco de segurança, mas não só. Como explicou o lead solutions pre-sales engineer da Konica Minolta, Pedro Machado, as organizações encontram-se expostas a diversos tipos de riscos, os quais só poderão ser analisados de acordo com uma avaliação do contexto do negócio, impondo uma adaptação de medidas técnicas e organizacionais, numa abordagem estratégica. Este executivo frisou que, tanto nacional como internacionalmente, foram identificadas duas formas de abordagem às questões de segurança. Se por um lado há quem assuma uma postura formal e preventiva (vale mais prevenir do que remediar), outros defendem uma abordagem mais pragmática e reactiva (casa roubada,


trancas à porta). Tendo em conta que «os equipamentos multifuncionais de cópia e impressão são uma peça integrante numa rede de comunicações, na Konica Minolta consideramos que a perfeição reside entre ambas as abordagens, e por isso disponibilizamos tecnologias e recursos que previnem a maior parte dos ataques de segurança no que respeita a interrupção, intersecção, modificação e fabricação», garantiu este executivo. Para Jorge Silva, director de marketing da Ricoh Portugal, o próprio fabricante tem de ter uma acção pedagógica junto dos seus clientes, alertando para a necessidade de implementação de um sistema de segurança, por mais básico que seja. Segundo ele, a abordagem que a Ricoh tem seguido contempla vários aspectos, desde a protecção de documentos, ao controlo da distribuição de documentos e ao estabelecimento dos limites da comunicação segura. «Isto pensando que existem três factores base para falhas de segurança: ameaças técnicas, ameaças físicas (natureza) e ameaças humanas», enumerou Jorge Silva. Apesar de tudo, Nelson Bravo, iberia channel manager da Lexmark, acredita que a procura não é maior porque «as típicas pequenas e médias empresas não têm noção das soluções que estão disponíveis no mercado», uma ideia que é contrariada pelo workplace solutions specialist da Xerox, João Dias, que garante que «é no mercado das PME onde a empresa tem mais soluções de segurança instaladas».

BROTHER A Brother dispõe de várias soluções de segurança, que estão disponíveis no controlador de impressão, nos menus ou no web browser do equipamento e que funcionam

NA LISTA DE PREOCUPAÇÕES ESTÁ ESSENCIALMENTE A MANIPULAÇÃO DOS DOCUMENTOS INTERNOS PELOS FUNCIONÁRIOS

como uma mais-valia para a marca e para os respectivos modelos quando concorrem com outras marcas. No controlador de impressora o utilizador, ao dar o comando de impressão, pode configurar momentaneamente um ID, PIN e nome do trabalho de impressão e o documento só será impresso quando o utilizador se dirigir ao equipamento e pressionar a tecla de impressão segura, seleccionar o ID, o trabalho e por fim inserir o PIN. É ainda permitida a configuração de modos de impressão. O administrador de rede poderá definir que a impressão seja sempre feita em modo de poupança de toner, que integre a marca de água da empresa, que obrigue à introdução de uma palavra-passe para imprimir a cor, entre outras opções. Segundo João Diniz, num patamar acima, a Brother disponibiliza uma solução de impressão segura SSL – Secure Socket Layer (idêntica à utilizada no Home Banking), que faz uso de certificados digitais já disponíveis na empresa, no CD de instalação ou através do browser. Toda a informação enviada para a impressora será encriptada, tornado assim impossível que alguém que utilize um software “sniffer” na rede e consiga imprimir o trabalho noutro equipamento. O administrador poderá também restringir o perfil de determinados utilizadores a determinadas funções ou definir um plafond (diário, semanal, mensal) de impressão para um grupo de pessoas. Tudo, através do browser. Os equipamentos Brother dispõem igualmente de um sistema de notificações por e-mail, que pode alertar o administrador de rede de eventuais usos abusivos do equipamento. Estas notificações podem ser configuradas no próprio equipamento através do browser ou num software de gestão de rede que pode ser transferido gratuitamente da página de Internet da Brother, o BRAdmin. Todas estas

opções vêm integradas no equipamento e estão disponíveis conforme o modelo em questão. A impressão segura SSL, em particular, requer uma configuração mais específica, se o cliente optar por criar o seu próprio certificado digital.

CANON As soluções de segurança que a Canon disponibiliza aos clientes compreendem a três áreas: confidencialidade, integridade e disponibilidade. Como explicou Carlos Marçal, no primeiro caso, a marca oferece soluções para protecção dos documentos, transferência de informação, restrição de acessos, armazenamento de dados protegidos e controlo de impressão em papel. «Na integridade temos a autenticidade dos documentos, o controlo de acesso e de utilização, e na disponibilidade temos a protecção dos documentos e software de gestão de definições, configurações e redundância de sistemas», esclareceu. O executivo frisou que a Canon coloca ao dispor equipamentos com nível de certificação Common Criteria EAL3. «No dia-a-dia das empresas é necessário garantir o acesso seguro à informação e à manutenção da propriedade intelectual, limitar o manuseamento de documentos físicos e proteger os documentos digitais», justificou. A maioria das soluções está integrada nos equipamentos multifuncionais da Canon, mas existem outras que são apresentadas ao cliente como opção. Destaque para o Gestor de Produção uniFLOW, uma solução flexível e global, baseada na tecnologia Web, que optimiza a gestão de custos dentro da infra-estrutura de impressão, permite controlar acessos, restringir funcionalidades a certos utilizadores, manter trabalhos de impressão no servidor que são depois recuperados utilizando um método de identificação apropriado, entre outras funções. PCGUIA

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HOTSPOT

HP

KONICA MINOLTA

Tendo presente a preocupação dos clientes relativa à manipulação fraudulenta de documentos, a HP disponibiliza soluções que permitem atenuar riscos de segurança, tais como o HP Access Control, que passou a incluir agora a solução Intelligent Print Management para automatizar e dar ordem de impressão. Outro exemplo é a solução HP Secure Pull Printing Solution, que protege as impressões de utilizadores não autorizados, bem como a informação nos dispositivos. Segundo nos confirmou Manuel Biguino, technical consultant, Imaging & Printing Group da HP Portugal, as soluções podem ser disponibilizadas gratuitamente ou adquiridas à parte. «Reiteramos que um equipamento inseguro pode causar uma violação de segurança muito mais dispendiosa que a solução de segurança em si», lembrou, sublinhando que as soluções são personalizáveis consoante as necessidades e o grau de exigência dos clientes.

Para proteger a propriedade intelectual e as informações confidenciais (pessoais ou organizacionais), a Konica Minolta aposta em várias tecnologias de protecção. Citando vários exemplos, Pedro Machado, lead solutions presales engineer da Konica Minolta, destacou o procedimento de autenticação existente nos equipamentos, que permite que a transmissão de informações por rede possa ser condicionada exclusivamente a utilizadores registados no equipamento ou aos existentes no domínio de rede. Além disso, possibilitam a definição de filtro IP, permitindo limitar o acesso a grupos de endereços de utilizadores devidamente autorizados. Os produtos dispõem também de um sistema de encriptação, baseado num algoritmo de 128 bits, que codifica todos os dados escritos no disco rígido e na memória RAM do equipamento de impressão, cópia e fax. Caso exista alguma tentativa de acesso ilegítimo ao disco rígido, este estará condicionado a uma

O PRINT CONTROL PERMITE CONTROLAR O ACESSO À IMPRESSORA E MONITORIZAR OS TRABALHOS IMPRESSOS 112 | PCGUIA

protecção que impedirá o acesso e remoções indevidas. Os documentos pessoais e organizacionais (confidenciais) estão ainda fora do alcance de qualquer pessoa que aceda ao tabuleiro de impressão, ou seja, o trabalho será impresso após a confirmação de que o seu destinatário está fisicamente presente perante o equipamento. «Todas as operações nos nossos MFP são auditadas, tornando assim possível a identificação de acessos não permitidos, sendo o acesso à interface web de configuração encriptado em HTTPS SSL (128 bits)», garantiu Pedro Machado. Segundo o executivo da Konica Minolta, «o controlo do estado dos dispositivos, a forma como os mesmos são capturados, a possibilidade eficiente e eficaz de recuperação de documentos, a interoperabilidade e o controlo eficaz de acessos são métodos que garantem a tal confidencialidade, integridade e disponibilidade, ou seja, a segurança».

OKI Os equipamentos OKI oferecem às pequenas e médias empresas soluções de segurança como o Secure Print, a Encriptação de Dados e o Software Print Control. A primeira funcionalidade permite assegurar a confidencialidade de documentos importantes e sigilosos. A informação é enviada com um PIN associado, e só quem tiver conhecimento desse mesmo código pode dar a ordem de impressão desses documentos. Associado à impressão segura ou confidencial, está a Encriptação de Dados, que não permite o acesso, nem a recuperação de documentos já eliminados do disco rígido da impressora. A solução Secure Print está disponível nos modelos com disco rígido ou aos quais este poderá pode ser adicionado como opcional. O Print Control é uma aplicação OKI gratuita, incluída nos CD fornecidos com cada impressora a cores da OKI e disponível para download no site da marca. Permite controlar e restringir o acesso à impressora ou à impressão a cores e monitorizar os trabalhos impressos. Questionada sobre o nível de personalização permitida nestas aplicações, Carla Andrade, product marketing manager da OKI, indicou que este tipo de soluções pode oferecer diferentes níveis de segurança. Podemos, por exemplo, utilizar o Secure Print, para impressão confidencial, mas, se é um cliente que utiliza formulários, pode ser adaptado para que com a utilização de um PIN os utilizadores imprimam trabalhos


guardados no disco da impressora, sem necessidade do PC», destacou.

AS SOLUÇÕES DE AUTENTICAÇÃO SÃO EXECUTADAS MEDIANTE INTRODUÇÃO DE CREDENCIAIS DE REDE, PIN OU CARTÕES (XEROX)

LEXMARK Com uma oferta de segurança quase totalmente parametrizável pelos clientes, a Lexmark aposta especialmente na encriptação da comunicação entre o terminal e o equipamento de impressão, na retenção de impressão com libertação através de cartão de identificação ou palavra-passe (solução Secure Release with Follow Me), na impressão com retenção através de PIN e em políticas de segurança para administração de equipamentos e ferramentas de gestão (MVP). Como explicou Nelson Bravo, estas soluções são usualmente opcionais, no entanto, existem algumas que vêm já integradas nos equipamentos, como a impressão confidencial por PIN e a segurança afecta à administração de equipamentos.

RICOH Pelo facto de as soluções documentais passarem por equipamentos multifuncionais interligados em rede, os equipamentos comercializados pela Ricoh estão equipados com funcionalidades que permitem às empresas definir determinadas regras, como implementar um sistema de encriptação nas comunicações com equipamentos de impressão do tipo SSL; definir a funcionalidade scan-to-url, que digitaliza o documento para o disco rígido do multifuncional ao qual só o proprietário poderá aceder; utilizar a funcionalidade “impressão segura ou confidencial”, que permite o envio de uma instrução em como a impressão é encriptada. A Ricoh permite também o uso da ferramenta anticópia para documentos confidenciais. «Quando o documento “protegido” é reconhecido pelo equipamento, a cópia é rasurada a 100%», explicou Jorge Silva, director de marketing da Ricoh. Este responsável mencionou ainda a autenticação por utilizador, que pode ser definida por modo

individual e por equipamento, a obrigação de identificação segura, que obriga o utilizador à inserção manual do remetente do e-mail com password, o bloqueio com palavra-passe dos documentos armazenados no servidor de documentos dos equipamentos multifuncionais e o bloqueio de administração, que trava o acesso às definições do equipamento. Alargando as soluções de segurança a outras áreas, este fabricante permite aos gestores eliminarem toda a informação residual, criarem um backup/restore do livro de endereços e controlarem o volume de impressão dos seus equipamentos. Também o layout interno da placa de fax dos equipamentos Ricoh está concebido para não ser possível qualquer tipo de intrusão externa usando a linha de telecomunicação. Algumas destas funcionalidades são standard, mas outras, devido à sua especificidade e custo de desenvolvimento/aplicação, têm um custo para o cliente. «Por exemplo a função de protecção anticópia obriga à instalação de uma placa específica no equipamento», exemplificou Jorge Silva, lembrando que a Ricoh Portugal é das poucas empresas no nosso País com a certificação de segurança da informação ISO 27001 que garante a existência de procedimentos e controlos pré-estabelecidos de acordo com a norma ISO.

canais seguros de comunicação, à autenticação e auditoria de custos e comunicações e libertação de impressões. A Xerox proporciona vários níveis de protecção de dados, desde a sua encriptação à sobreposição de dados, depois da impressão ou cópia, para garantir que estes nunca ficam acessíveis. No que diz respeito aos canais seguros de comunicação, estes são feitos entre dois pontos (server – impressora). «As soluções de autenticação nos equipamentos são executadas mediante introdução de credenciais de rede, PIN ou cartões», esclareceu João Dias. Este fabricante tem ainda outro tipo de soluções, como as de auditoria e registo de actividade de impressão/cópia/fax/scan, as de auditoria de comunicações e a permissão ou restrição de funcionalidades ou acesso à cor por grupos ou utilizadores. O director de marketing confirmou que as soluções são facilmente personalizáveis nos drivers de impressão ou nos serviços Web para as impressoras ou multifuncionais.

XEROX As soluções de segurança da Xerox adaptam-se a todos os segmentos mesmo às soluções mais orientadas para as PME, podendo existir a possibilidade de estas funcionalidades de segurança serem integradas com soluções de parceiros de software. Segundo João Dias, workplace solutions specialist, existem vários tipos de soluções relacionadas com a segurança, desde a encriptação de dados passando por PCGUIA

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BLOGUE DO GATO

UM PORTÁTIL PRA MIM, UM PORTÁTIL PRA TI... Comprar um notebook com base nas especificações técnicas é como escolher uma mulher russa na Internet...

Longe vão os tempos em que um computador portátil custava para cima de uma pipa de massa. Quando eu comecei a ter as garras maiores e a teclar em computadores, um notebook custava mais de 600 contos (3000 euros na moeda actual), pesava mais de 4 kg e os fabricantes desafiavam a nossa inteligência quando lhe chamavam “portátil”. Hoje em dia tudo mudou. Neste momento, vendem-se muito mais laptops que computadores de secretária, e se antes havia um nicho de

mercado composto por alguns afortunados que conseguiam adquirir portáteis, hoje começa a criar-se um nicho constituído por pessoas que ainda procuram computadores de secretária. Neste campo, são os gamers que ditam as leis e que continuam a procurar configurações ambiciosas para jogar Call of Duty e afins. Mas nem assim os fabricantes de portáteis estão satisfeitos. Há “notebooks” para jogos. Há notebooks para trabalhar no avião. Há notebooks para edição gráfica. Há notebooks para bater texto. Há notebooks para crianças. Há notebooks para a terceira idade (em breve numa loja perto de si). Há notebooks para servirem de base para chávenas de café. Há notebooks para todo o tipo de utilizações e, como acontece numa situação de grande oferta, a confusão é geral. A dificuldade já não está em perceber qual o melhor portátil, mas em decifrar exactamente para que efeito se precisa dele. Costumo miar ao telefone com alguns leitores que continuam a tentar escolher o seu próximo computador portátil baseando-se num documento PDF com as características técnicas. Ora, adquirir um notebook assim é mais ou menos como recorrer a uma agência de casamentos online com mulheres russas: pode parecer uma boa ideia na altura, mas um engano sai muito caro. E embora não seja para a vida, podemos assumir que um portátil vai durar alguns anos. Uma mulher russa – dependendo da idade – durará mais que isso, pelo que nem tudo está perdido. Se tiver dúvidas, fale com os meus amigos da Redacção da PCGuia. Do portátil, isto é. De mulheres, eles percebem cada vez menos.

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05-2010