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PCGUIA

SITECOM DIGITAL LIVING PARTILHE CONTEÚDOS DIGITAIS EM FAMÍLIA

HP WORKSTATION Z800 TESTE EXCLUSIVO À SUPERMÁQUINA USADA PELA DREAMWORKS

ABRIL 2010

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PCGUIA TECNOLOGIA SEM LIMITES

I

ABRIL DE 2010

I

Nº 173 | 4,50 (CONT.)

00173 5 603823 072213

WWW.PCGUIA.PT

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O SEU PC ESTÁ VELHO?

TRUQUES PARA AUMENTAR A AUTONOMIA DO PORTÁTIL

SUPERTESTE PROCESSADORES MULTI-CORE TRANSFIRA DADOS E DEFINIÇÕES PARA O SEU NOVO PC COM O WINDOWS 7

VOLUME II

COMO FUNCIONA A MEMÓRIA DE UM COMPUTADOR

AS 10 TECNOLOGIAS QUE VÃO REVOLUCIONAR A SUA VIDA NO FUTURO


EDITORIAL

MELHOR REVISTA DE TI EM 2008 Director Pedro Tróia Redacção João Trigo (Editor) Susana Esteves, João Pedro Faria, Carlos Marçalo, Cláudia Sargento, Luísa Dâmaso, Lurdes Marujo [Secretária de Redacção) lurdesmarujo@revistas.cofina.pt, Teresa Resende (Revisão) Arte Hélio Falcão (Director Adjunto) e Teresa Silva Colaboradores – Texto Susana Rodrigues, Patrícia Grilo, José Luís Porfírio, Paulo Barbosa, Artur Martins, Leonel Miranda Imagem Vitor Gordo (fotos) Produção Gráfica Carlos Dias (Coordenador), Jorge Fernandes, José Carlos Freitas, Paulo Glória, Paulo Fernandes, Carlos Campos e Fátima Mesquita (Assistente) Circulação Madalena Carreira (Coordenadora), Jorge Gonçalves e Denise Amorim Publicidade Cristina Fonseca cristinafonseca@cofina.pt (Directora de Publicidade); Eunice Cecílio eunicececilio@cofina.pt (Gestora de Conta); Júlia Favinha juliafavinha@cofina.pt (Gestora de Conta); Fátima Malaca fmalaca@revistas.cofina.pt (Coordenadora de publicidade), Rute Dias rdias@revistas.cofina.pt e Susana Fernandes susanafernandes@cofina.pt (Assistentes de Publicidade) Marketing Sónia Santos, Miguel Barreto, Susana Ventura (Assistente) Assinaturas Margarida Matos email assine@cofina.pt Linha de Apoio a Assinaturas Sandra Sousa, Ana Pereira e Filipa Cerqueira Telefone directo 213 307 777, Av. João Crisóstomo, 72, Galeria, 1069-043 Lisboa Venda de Edições Anteriores Caso pretenda adquirir números anteriores desta revista contacte o 219 253 248 ou revistasanteriores@revistas.cofina.pt Distribuição de Assinaturas JMToscano, lda. Tel: 214 142 909; Fax: 214 142 951; jmtoscano.com@netcabo.pt Pré-impressão GRAPHEXPERTS, Lda., Av. Infante Santo, 42, 1350-179 Lisboa, e-mail: revistas@graphexperts.pt Impressão Lisgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A., Rua Consiglieri Pedroso, 90-Casal de Santa Leopoldina-2745-553 Queluz de Baixo Capa Printover fornecido por Sarriópapel Distribuição VASP – Soc. de Transportes e Distribuição, Lda, Complexo CREL – Bela Vista/Rua da Tascoa, 4.º Piso – Massamá – 2745 Queluz

Edirevistas Sociedade Editorial, S.A. grupo Cofina Media – SGPS, SA Conselho de Administração Paulo Fernandes (Presidente), João Borges de Oliveira, Luís Santana, Laurentina Martins e António Simões Silva Directora de Arte Sofia Lucas Directora Comercial Olga Henriques Director de Produção Avelino Soares Directora de Marketing Maria João Costa Macedo Director Comercial Online José Manuel Gomes Director de Informática Rui Taveira Director de Recursos Humanos Nuno Mariz Directora Administrativa e Financeira Alda Delgado Director de Assinaturas João F. Almeida Director de Circulação Mário Rosário Directora de Research Ondina Lourenço Sede: Administração, Redacção, Publicidade: Avenida João Crisóstomo, 72, 1069-043 LISBOA. Telf.: 21 330 77 00; Fax: 21 330 77 99 Propriedade/Editora • EDIREVISTAS - SOCIEDADE EDITORIAL, SA • Capital social: e5.915.669 • CR.C.Lx n.° 500 061 130 • Contribuinte n.° 500 061 130 • Principal accionista: COFINA, SGPS, SA (99,46%) • N.º Registo E.R.C. 119 452 • Depósito legal: 97 116/96 • Tiragem média: 52 500 exemplares

Pedro Troia director troia@pcguia.cofina.pt

A TECNOLOGIA PODE SER COMPRADA, MAS NUNCA É VERDADEIRAMENTE NOSSA

A tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos nós, mas, em vez de nos abrir os horizontes, os fabricantes fecham cada vez mais os seus produtos através de sistemas de protecção ou obrigando-nos a usar apenas as aplicações que eles acham que devemos usar. Os expedientes usados são demais para serem todos aqui enumerados, por isso, dou apenas um exemplo. Um jogo de computador custa em média entre 45 e 65 euros, consoante a plataforma. Há alguns anos começaram a aparecer lojas que compram jogos usados para depois os revenderem. Como as editoras vêem a revenda como uma ameaça, começaram agora a criar jogos com sistemas de registo e protecção que têm o único objectivo de tirar aos títulos qualquer valor de revenda. Basicamente, seria como eu não poder revender o meu carro porque a partir dos quatro anos o rádio deixava de funcionar ou começava a andar mais devagar porque o fabricante quer vender mais carros novos. Isto só acontece com a indústria de conteúdos digitais e as pessoas continuam a achar isto normal. Por fim, quero dedicar este número da PCGuia à memória de uma pessoa que já não está entre nós: o Reinaldo Gomes. Foi a pessoa que, durante anos, cuidou da rede que torna possível fazermos uma revista todos os meses. A ele, um obrigado.

ESTE MÊS... João Trigo editor joaotrigo@pcguia.cofina.pt

... ganhei um torneio de Pro Evolution Soccer 2010 que fiz com mais sete amigos e provei a mim mesmo que jogar PES é como andar de bicicleta – nunca se esquece. Reinstalei o sistema no meu computador portátil e aproveitei para me livrar de uma série de aplicações que não uso e de ficheiros que só estavam a ocupar espaço.

Susana Esteves jornalista susanaesteves@pcguia.cofina.pt

... fui de viagem até à Áustria ver como os produtos 3D conseguem reunir multidões. A experiência é óptima, agora só faltam os conteúdos. Numa grande superfície disseram a um amigo meu que ele deveria escolher aquele modelo de portátil, porque ele tinha um processador de nova geração que lhe garantia uma autonomia de bateria muito maior. Eu devia gravar estas coisas...

João Pedro Faria jornalista jfaria@pcguia.cofina.pt

... estive na iminência de pedir a portabilidade do número ao meu actual operador móvel (do qual sou pioneiro), isto porque não dispunha de um plano que fosse ao encontro das minhas necessidades: Falar, navegar na Internet e enviar mensagens MMS ou SMS pagando apenas e só um valor mensal. Felizmente, parece ter adivinhado a tempo, apresentando pacotes pós-pagos de voz e dados ao mercado doméstico. No meu caso, acertou na mouche em termos de preço. É claro que já aderi. PCGUIA

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ÍNDICE

68 Tema de capa

ACTUALIZE O SEU PC SEM COMPLICAÇÕES Regulares 6 14 16 18

Notícias Ciência & Tecnologia Lançamentos Entrevista

ASSISTÊNCIA TÉCNICA 88 Pergunte ao especialista SHOPPING 99 Sugestões

Especial 20 Wide Scope trabalha realidade aumentada

Banco de Testes HARDWARE 22 Digital Living Sitecom 23 CORE i7 620M e CORE i5 540M 26 Gigabyte P55A-UD6 vs. Asus P7P55D-E PRO 28 HP Officejet Pro 8000 Wireless 28 Canon Pixma ip2700 30 HP Z800 30 PowerColor HD5670 31 NAS Verbatim 500GB 32 Coolmax CUG-980B 32 ASUS 24T1 34 Samsung N210 e R580 TECNOMUST 48 AEG Dual SIM X500 4 | PCGUIA

48 48 49 49 49 50

Car Kit MK30 Logitech Speaker N700 SMC EZ Connect N USB 2.0 Sony Ericsson satio Spire Pacific Breeze II Telemóveis

Entretenimento 92 94 96 98

Mass Effect 2 BioShock 2 S.T.A.L.K.E.R: Call of Pripyat Lançamentos

Braço-de-ferro 36 Processadores multi-core

Guias

PCGuiaPro 100 NOTÍCIAS

SOFTWARE 52 Controle virtualmente um PC 54 Ponha o sistema operativo a trabalhar mais depressa 56 Maximize a autonomia do seu portátil 58 Transfira dados e definições para o Windows 7 62 Tranque o PC a sete chaves 64 Elimine o que está a mais nas suas fotos

104 CASE STUDY NavPT monitoriza céu e mar

REDES 66 Gaste menos dinheiro a imprimir da Web

108 HOSTING Uma loja online... em minutos

HARDWARE 75 Apague antigos discos rígidos 76 Que memória RAM devo comprar? 80 10 Tecnologias que vão revolucionar a sua vida 86 Monitorize o hardware

110 FORMAÇÃO Formabase aposta em modelo “hands-on”

106 SOFTWARE DE GESTÃO PSIEngine atenta às oportunidades alémfronteiras 107 OPINIÃO O futuro da computação educacional

112 HOTSPOT Universo Mac na mira da Microsoft


SOFTWARE NOTÍCIAS PCGNotícias

SENIORES COM PC À MEDIDA A iniciativa Activo PC Sénior integra um computador portátil configurado para responder às necessidades específicas deste segmento da população Depois das crianças, dos adolescentes e dos universitários, agora é a vez da população sénior portuguesa ter uma oferta tecnológica dedicada: um computador portátil com configuração e estrutura ajustadas às necessidades deste grupo etário. O Activo PC Sénior, que nasce de uma iniciativa da Caixa Geral de Depósitos, da Microsoft, da Rutis e da INSYS, está equipado com o sistema operativo Windows 7 e com o Office (à excepção do netbook de entrada de gama). Traz um teclado com teclas maiores para facilitar a leitura e a escrita, um rato ergonómico e programável sem fios e um

software específico para aprendizagem, que funciona como um curso base de informática. O kit comercializado integra ainda um modem externo de acesso à Internet da TMN, com acesso para 30 dias (ou modem 3G interno opcional) e uma lanterna USB. Existe a opção de compra de um kit mais completo, no caso do computador de 15,6”, que inclui uma impressora Epson e todo o software necessário instalado. Esta solução vai estar disponível para os clientes da CGD e para os alunos das universidades para a Terceira Idade. A Caixa Geral de Depósitos assegura um

financiamento garantido, com prestações fixas mensais que podem estender-se até aos 60 meses. A título de exemplo, e para um financiamento de 599 euros, a prestação mensal vai desde os 104,25 euros (6 meses) aos 13,32 euros (60 meses). Existe ainda um site de suporte à iniciativa, que irá alojar conteúdos específicos para esta população, criados por parceiros fornecedores de conteúdos. A aquisição dos equipamentos pode ser feita na página da Rutis criada para o efeito, no caso do PC Sénior Virtual, e através dos balcões da CGD. Os modelos de 10”, 4” e 15,6” estão a venda a partir de 299 euros. S.E.

NOVO LINE-UP INSYS COM CORE I7 DISPONÍVEL A Inforlândia renovou a gama de notebooks A Insys renovou a sua linha de portáteis topo de gama com o lançamento de novo line-up composto por duas séries, ambas baseadas na plataforma Intel Calpella. Esta é composta pelo novo chipset Intel PM55 e processadores Clarksfield, com quatro núcleos, mais conhecidos por Core i7. O G4M3.Force W9870CU de 17.3” e o G4M3.Force W9860CU de 15.6” são os representantes desta tecnologia, e contam com discos SATA-300 e processadores Extreme 6 | PCGUIA

Intel Core i7 Mobile. Além disso, dispõem de memória DDR3 a 1333MHz, placas gráficas Nvidia GeForce GTX 280M, GTX 260M ou GTX 3x0M com possibilidade de upgrade graças à tecnologia VGA MXM 3.0 tipo B. Os ecrãs são retroiluminados a LED e existem modelos com definição de ecrã Full HD (1920x1080pixeis). Ambas as séries apresentam botões sensíveis ao toque retroiluminados (e-mail; browser; silence mode; system status); ecrãs LED

panorâmicos de 16:9; teclado com 39 cm com teclas isoladas e webcam de 2.0 megapixels. Os modelos de 17.3” e 15.6” suportam sistemas operativos de 32-bit e de 64-bit, suportando todas as versões do novo Microsoft Windows 7. De destacar ainda a utilização nas novas séries de touchpad multi gesture, que permite que computadores sem ecrã sensível ao toque possam utilizar as novas ferramentas do Windows 7, como manuseamento de janelas. J.T.


NOTÍCIAS

BREVES SLB PROMOVE FUGA ÀS FILAS

O Sport Lisboa e Benfica está a promover a compra de bilhetes online e através dos canais multimédia, permitindo aos sócios e não-sócios a ida ao estádio sem que isso implique passar pela bilheteira. O serviço prevê o envio de um pictograma para leitura óptica e dos dados do lugar para o telemóvel. Para os sócios que já dispõem de cartão de entrada, é enviada a indicação do lugar.

PRIBERAM GRATUITO PARA IPHONE

A Priberam lançou uma aplicação específica para o iPhone que permite a consulta do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, segundo o Acordo Ortográfico ou com a grafia anterior. O download pode ser feito a partir da AppStore e é totalmente gratuito.

INTEL E NOKIA CRIAM MEEGO

As duas empresas vão conjugar as plataformas Moblin e Maemo, resultando dessa união o MeeGo. O software unificado baseado em Linux será suportado por múltiplas plataformas de hardware e será alojado pela Fundação Linux. A primeira versão deverá surgir neste segundo trimestre.

STAPLES ASSOCIA-SE A EU SOU CLIENTE A Staples associou-se à plataforma www.eusoucliente.com, Deste modo, a Staples dará resposta a todas as reclamações, opiniões e sugestões em tempo útil, sendo essa resposta alvo de avaliação por parte do próprio ciente.

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SONY DÁ PASSO EM FRENTE NOS TELEVISORES A gama Bravia foi presenteada com uma série de upgrades tecnológicos que transformam os LCD em mais do que simples televisores Os novos modelos da gama Bravia tiveram direito a um lugar de destaque na nova gama de produtos da Sony para 2010. O palco foi ocupado por três novos modelos que exploram ao máximo as funcionalidades multimédia e cultivam uma relação cada vez mais íntima com a informática. Em comum têm o design fino, a alta definição e um preço bastante mais acessível, comparativamente com alguns modelos anteriores. O KDL-40NX700 tem wi-fi integrado, permitindo uma ligação fácil às redes sem fios. Ao mesmo tempo que simplifica o acesso aos conteúdos, dispensa o uso de cabos e de aparelhos extra. Este modelo foi desenhado para oferecer imagens mais nítidas, com maior contraste e níveis de preto mais detalhados. O ecrã foi concebido para reduzir o reflexo em divisões claras. A integração da função Motionflow 100 MHz e do mais recente Bravia Engine 3 assegura um melhor

desempenho no que toca às imagens em movimento e detalhadas. O modelo KDL32EX600 acrescenta as opções multimédia. O LCD possui uma entrada USB, à qual poderá ligar um dispositivo e aceder rapidamente a filmes, fotos e música. O sensor de luz ajusta automaticamente o brilho do ecrã para se adequar aos níveis de luz da sala, optimizando a imagem com o mínimo de perda de energia. O LCD KDL-40HX700 joga com a qualidade de imagem ao subir a fasquia para os 200 MHz e apresentando quatro vezes o número de imagens que os televisores de 50 Hz convencionais. Integra ainda a opção Bravia Internet Vídeo, que permite a ligação directa do televisor à Internet para acesso a serviços online, e a função 24p True Cinema, que simula uma experiência cinematográfica ao oferecer 24 fotogramas por segundo. Estes três modelos estão disponíveis por 1350, 1060 e 1255 euros, respectivamente. S.E.

PASSATEMPO PCGUIA/ MEMOREX O vencedor do passatempo PCGuia/Memorex deste mês foi o leitor Pedro Jorge Lopes. Na edição de Maio a PCGuia vai oferecer novamente um Memorex MI200I Clock Radio ao leitor com a melhor resposta à pergunta: PORQUE É QUE EU QUERO ACORDAR DE MANHÃ COM O MEU IPOD?

A frase deverá ser enviada para o endereço redacca@pcguia.cofina.pt O vencedor será revelado na PCGuia de Maio.


NOTÍCIAS

NA BERRA SOLIDARIEDADE

Parte das receitas do novo DLC de Forza 3 reverterão a favor das crianças haitianas. Antes exclusivo da edição limitada de Forza Motorsport 3, o VIP Membership Car Pack está agora à venda no Live por 800 pontos. Quem adquirir o DLC, estará a contribuir com sete euros através da associação Save the Children.

PHOTOSHOP

A ferramenta mais popular de sempre da Adobe fez 20 anos. Para comemorar a efeméride, a empresa promoveu um broacast online de 20 horas com 15 gurus do Photoshop a falarem sobre as suas dicas preferidas. A iniciativa reuniu a equipa original de desenvolvimento pela primeira vez em 18 anos.

ACESSO FIXO

Já não é o cobre, mas sim tecnologias como VoIP, fibra e até os acessos suportados em GSM/UMTS que estão na base da recuperação do número de acessos telefónicos revelado pela Anacom. O número de linhas e de assinantes com acesso directo voltou a crescer no último trimestre de 2009.

PLAYSTATION NETWORK

Apesar de a Sony afirmar que o problema já foi resolvido, muitos utilizadores da versão mais antiga da consola PS3 não ganharam para o susto quando foram brindados com uma mensagem de erro na passagem de 28 de Fevereiro para 1 de Março, que os envolveu num “apagão”.

WINDOWS XP + IE + F1

Se tiver o XP e abrir uma sessão no Internet Explorer, não carregue na tecla F1 – estará a desencadear um processo que deixa a descoberto uma falha do sistema VBScript. A Microsoft aconselha os utilizadores a não pressionarem a tecla F1, caso algum site o sugira.

PHISHING

De acordo com a RSA, Janeiro foi o mês recorde em termos de ataques de phishing. No total, foram identificados 18 820 ataques, mais 21% face a Dezembro de 2009. Uma das principais tendências é o aumento de ataques contra universidades e instituições de ensino,

A BERRAR 10 | PCGUIA

TRANSCEND REVELA JETFLASH 620 A nova linha de pen drives do fabricante inclui software de protecção de dados confidenciais A JetFlash 620 é o mais recente membro da família de pen drives de alta capacidade da Transcend. Conta com encriptação de 256 bit (AES) e é vendida com a aplicação de segurança SecureDrive, que ajuda os utilizadores a manterem confidencial a informação guardada no aparelho. Uma vez utilizado, o software permite que apenas a pessoa que definiu a password consegue aceder ao conteúdo da área protegida. Esta

área tem uma dimensão que pode ser configurada conforme as necessidades do utilizador. De acordo com a informação do fabricante, a JetFlash 620 apresenta velocidades de leitura de 32 MB/s. A série conta com várias pen drives, que variam entre si na capacidade. A pen de 8 GB pode ser comprada por 26 euros, a de 16 GB por 49 euros e a de 32 GB está disponível por 97 euros. J.T.

VENDA DE COMPUTADORES CRESCE 11,8% EM PORTUGAL Em 2009, venderam-se em Portugal 1,816 milhões de computadores, um valor que corresponde a um crescimento de 11,8%, face ao ano anterior. Segundo o relatório IDC EMEA PC Tracker 2009, o segmento dos computadores portáteis continua a ser o grande impulsionador das vendas, representando já 81,8% do total do mercado de PC. Aliás, o número de portáteis vendidos, 1,486 milhões, contrasta cada vez mais com as vendas de desktops, que se fixou nas 330 mil unidades. A contribuir para esta dinâmica do segmento dos computadores portáteis está o mercado de consumo, responsável pela compra de 1,232 milhões de unidades. As vendas de portáteis para o mercado empresarial ficaram nas 254 mil unidades, resultando numa quebra de 34,3%, comparativamente a 2008. Esta diferença percentual é exactamente oposta quando em análise estão os desktops. Neste último caso, as vendas para o mercado empresarial subiram 31,6%, com 241 mil unidades vendidas, enquanto no mercado de consumo decresceram 20,8%, comparativamente a 2008, ficando nas 89 mil unidades comercializadas. A tabela dos dez maiores, relativa ao mercado nacional de PC, que engloba desktops e netbooks, é liderada pela HP, com 420,7 mil unidades vendidas, e uma quota de mercado de 23,2%. Esta companhia cresceu 7,2% em 2009, e lidera também isolada a tabela dos maiores fabricantes de desktops,

ao deter 55,7% do mercado. Apenas no segmento de portáteis a HP perde a liderança para a JP Sá Couto e para a Toshiba, a primeira e segunda classificadas, com 25,9% e 20,6% de quota de mercado, respectivamente. A portuguesa JP Sá Couto apresenta-se em segundo lugar na tabela geral, com 412 mil unidades vendidas e um crescimento de 115,6%. O peso dos computadores portáteis pode também ser constatado pelo facto de a Toshiba, que apenas trabalha o segmento de notebooks, ocupar o terceiro lugar do ranking dos maiores fabricantes de PC, categoria que envolve os dois segmentos de mercado. Esta marca somou 305,5 mil unidades vendidas e registou um crescimento de 6,7%. Na quarta posição está o Acer Group, com 195,6 mil unidades vendidas. Em 2009, a companhia subiu 55,6% e a sua quota de mercado é de 10,8%. Também no segmento dos portáteis, a Acer aparece no quarto lugar, com 166,4 mil unidades vendidas, um crescimento de 44,2% e uma a quota de mercado de 11,2%. A JP Sá Couto foi o fabricante que mais computadores portáteis vendeu em Portugal (385,4 mil), seguida da Toshiba (305,5 mil) e da HP (236,9 mil). No mercado de desktops só a HP e o Acer Group viram as suas vendas aumentar durante 2009. A primeira viu este seu negócio crescer 52,3% o ano passado, mas foi a Acer que registou o maior crescimento, 183%, com a venda de 29,2 mil unidades. A JP Sá Couto, na terceira posição, observou uma quebra de 14,9% e a Dell, na quarta posição, desce 37,6% face a 2008. S.E.


SAMSUNG STAR SL BENFICA JÁ DISPONÍVEL O terminal nasceu de uma associação entre a TMN, a Samsung e o clube da Luz Samsung Star SL Benfica é o nome do terminal do Sport Lisboa e Benfica, apresentado oficialmente no intervalo do jogo Benfica x Paços de Ferreira, no Estádio da Luz. Este telefone, de edição limitada, será comercializado através da marca Benfica Telecom e, para além da imagem exterior alusiva ao clube, traz ainda conteúdos especiais directamente associados ao Sport Lisboa e Benfica, como o serviço de vídeos dos golos, fotos do estádio, dos jogadores e logótipos. O Samsung Star SL Benfica inclui uma câmara fotográfica de 3,2 megapixels, ecrã táctil de 3’’, online widgets, acesso directo às redes sociais

virtuais Facebook e Twitter, leitor de MP3 e reconhecimento de músicas, rádio FM, bluetooth e slot para cartão de memória até 8 GB. O telefone inclui também um cartão Benfica Telecom (com 5 euros em chamadas), sendo que os utilizadores poderão ainda aderir a uma campanha promocional para falar entre benfiquistas – e falar grátis ao longo de 30 dias, mediante carregamentos iguais ou superiores a 15 euros. A TMN disponibiliza para esta oferta, entre outros serviços, a Bilheteira do Benfica (disponível em http://m.tmn.pt), que permite a compra

online de bilhetes para os jogos do Benfica, realizados no Estádio da Luz, e o Super Fã Benfica, que oferece um conjunto de conteúdos informativos e de entretenimento, como alertas com golos em directo, resultados dos jogos, informações sobre a programação televisiva, equipas iniciais de cada jogo, flash interviews a jogadores e/ou treinadores, entre outras opções. O telefone vende-se na loja online Benfica Telecom, em www.slbenfica.pt/telecom, na Megastore do Estádio da Luz, e nas cadeias The Phone House e MediaMarkt, por 119,90 euros. S.E.


NOTÍCIAS

SAMSUNG LANÇA NOVOS PRODUTOS A marca coreana mostrou que a sua aposta está nas novas tecnologias e em produtos que privilegiam a alta definição, a ligação à Web e as três dimensões SUSANA ESTEVES, EM VIENA

Foi no palco do Samsung European Forum 2010, que teve lugar em Viena, Áustria, que a marca coreana decidiu apresentar ao mundo os seus passes de entrada no mercado dos eBook Readers e dos televisores 3D, e deu a conhecer mais alguns novos produtos ligados à electrónica de consumo. Apesar de o alinhamento de novos produtos ser bastante diversificados, foram os novos televisores LED, 3D, Full HD que mereceram o foco especial durante todo o evento. A Samsung deu a conhecer três modelos, o C7000, o C8000 e o C9000, todo eles equipados com um processador 3D orientado para a emissão deste tipo de conteúdos. A marca manifestou a sua aposta em levar os televisores para um novo patamar, assegurando que estes últimos equipamentos, a par com os seus leitores de bluray integram a funcionalidade Internet@TV, que permite uma ligação directa dos consumidores a uma loja de aplicações da Samsung, que vai incluir filmes em HD, jogos, aplicações, entre outros conteúdos. No evento, a coreana revelou também que vai entrar no mercado dos leitores de livros digitais. Ao todo, a marca exibiu quatro modelos, mas a PCGuia sabe que a Portugal chegarão oito. Em comum estes equipamentos possuem a tecnologia epaper, ecrãs tácteis, 2 GB de memória interna, colunas, uma entrada para auscultadores e outra USB, e o facto de permitirem aos utilizadores escreverem notas (escrita manual), à excepção de um modelo.

Todos os modelos oferecem acesso directo ao Kyobo Books e ao Google Books, e integram um calendário e um leitor de MP3. As diferenças estabelecem-se na dimensão e resolução do ecrã, e em extras como a conectividade wi-fi e 3G e a existência, ou não, de um teclado. A regra é: se tem wi-fi, não tem 3G, e vice-versa. O E60 será o primeiro modelo a entrar, em Abril, no mercado nacional. Tratase de um leitor que apresenta um formato slide, no qual esconde os mecanismos de controlo. Traz um ecrã de 6 polegadas, wi-fi, e vai estar à venda por cerca de 349 euros. De entre os leitores que mais se destacam, vale a pena salientarmos o E-100 e o E65. O primeiro possui um ecrã de 9.7”, com maior resolução (825x1200), e o segundo traz consigo um teclado QWERTY, semelhante àquele oferecido pelo Kindle. Os preços finais para todos os modelos ainda não estão definidos, mas os valores recomendados deverão oscilar entre os 249 euros e os 699 euros. Na lista de lançamentos estiveram ainda quatro novas câmaras fotográficas e de filmar que apostam na alta definição e na partilha imediata dos conteúdos na internet, e dois terminais móveis, o Samsung Wave e o Monte. Destaque para o primeiro, que traz consigo a nova plataforma móvel da Samsung, de seu nome bada. Um projector LED com menos de 200 gramas (Pico), o monitor extra fino PX2370 monitor, e o quadro interactivo 650TS completam a lista dos principais produtos.

AIRLIVE APRESENTA ROUTER 3G O Air3G suporta ligação por cabo e conexão 3G, como garantia de acesso ininterrupto à Internet Chama-se Air3G e suporta redes sem fios 802.11n, com uma cobertura que pode ir até aos 500 metros. Mas o que faz com que o router se destaque é o suporte para ligações 3G, além do tradicional suporte para rede WAN. A maioria dos routers 3G permite aos utilizadores escolher entre serviços WAN ou 3G, mas muitos dos routers actualmente no mercado requerem que os utilizadores façam a comutação manualmente. O AirLive Air3G Smart Backup permite que o dispositivo faça a gestão da ligação entre WAN 12 | PCGUIA

e 3G sem necessidade de intervenção dos utilizadores. Uma vez que a conexão primária ou a preferida está definida, o Air3G irá automaticamente comutar para a conexão de backup quando a conexão primária cair. Outra característica do Air3G Smart Backup é a sua capacidade de realizar auto-recuperação. O facto de contar com recuperação automática de conexão faz com que o equipamento se ligue novamente à rede WAN caso a ligação fique disponível novamente, deixando assim de usar a rede

3G. É uma característica muito útil, já que permite minimizar o uso da conexão secundária e reduzir os custos das tarifas da Internet. Estes procedimentos serão executados em segundo plano sem os utilizadores se aperceberem. Entre as restantes características do equipamento encontram-se os múltiplos modos de operação, autenticação Hotspot e PoE. É compatível com os sistemas operativos Windows 2000, XP, Vista e Windows7 e está disponível por 79 euros. J.T.


CIÊNCIA & TECNOLOGIA

BREVES IST MEDE RADIAÇÕES DAS COMUNICAÇÕES MÓVEIS

O Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (DEEC) do IST, em parceria com o Instituto das Telecomunicações (IT), está a desenvolver o projecto monIT, que permite medir as radiações das comunicações móveis. As medições são feitas em locais públicos, ao longo do País, e os resultados são disponibilizados no site do projecto (http://monit.it.pt). Neste site a abordagem do problema da exposição à radiação electromagnética centra-se na perspectiva da engenharia, que é complementar a uma perspectiva médica do mesmo problema. Os estudos sobre a radiação electromagnética estão centrados apenas na vertente das comunicações móveis.

FCTUC ENVOLVIDA NO PROJECTO AIR-SEAL

Investigadores do Instituto Pedro Nunes e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) integram o Consórcio Europeu para o desenvolvimento de tecnologia de segurança no transporte de bens na indústria aeroespacial, que envolve outros cientistas e empresas do Reino Unido, Eslováquia, Itália e Emirados Árabes Unidos. O projecto Air-Seal (An Innovative RFID Security Seal for the Aerospace Industry) é um sistema de segurança, que, entre outras coisas, produz etiquetas inteligentes de identificação, que visam garantir a segurança máxima de bens e mercadorias embarcadas em aeronaves, em toda a cadeia de fornecimento, e que está estudado para informar automaticamente as entidades competentes sempre que existam possíveis violações de bens previamente selados. «Para além de fornecer tecnologia de segurança, o projecto vai fornecer uma preciosa contribuição ao groundforce dos aeroportos, permitindo uma identificação quase instantânea de mercadorias em trânsito», explicou Francisco Barbosa, gestor do projecto Air-Seal, que dentro de alguns meses entra em testes numa companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos. 14 | PCGUIA

TMN LANÇA CAR CONTROL O operador disponibiliza um serviço de segurança que permite ao utilizador localizar e bloquear o respectivo automóvel O Car Control é um novo serviço disponibilizado pela TMN que permite ao dono de uma viatura roubada localizá-la, em tempo real, e bloqueá-la remotamente. O utilizador poderá ter acesso à localização da viatura através do telemóvel ou da Internet, em tempo real, no entanto, todos os procedimentos desencadeados a partir do momento em que o serviço é activado, a localização, o bloqueio e a recuperação são efectuados através de um Call Center, disponível 24 horas, que actua em articulação com as autoridades locais. O Car Control apresenta duas modalidades de subscrição. O Car Control Base permite a localização da viatura através da rede móvel da TMN e por radiofrequência. Custa 9,99 euros/mês (+ 139,90 euros pelo equipamento e instalação no automóvel). No Car Control Plus a localização é obtida por GPS, permitindo um maior detalhe, e por radiofrequência. Nesta última modalidade está ainda contemplado o serviço de localização na rede móvel da TMN para a localização do carro em zonas sem cobertura GPS. A mensalidade é, neste caso, de 11,99 euros/mês (+ 234,90 euros pelo equipamento e instalação no automóvel) Os equipamentos a instalar na viatura são distintos, dependendo do tipo de subscrição, no entanto, ambos consistem numa pequena caixa e numa antena (que comunica através de bluetooth), totalmente ocultas no automóvel. A instalação não exige qualquer interferência com a mecânica do veículo. Esta é efectuada por um instalador parceiro da TMN e todo o processo de adesão é despoletado e tratado por este operador, ou seja, o cliente não terá de procurar uma oficina para instalar o equipamento no

carro, garantiu à PCGuia a TMN. Após a instalação, o serviço é activado automaticamente e o cliente passa a poder localizar o seu carro sempre que quiser, através do telemóvel ou do PC (site), e pode pedir ao call center o bloqueio do mesmo. Existe também a possibilidade de accionar, a bordo do automóvel, um botão de alarme com vista a despoletar em tempo real um alerta, em situações de emergência (por exemplo, acidente), para o call center de segurança, e de receber alarmes, via SMS ou através da Web, se se registar uma tentativa de roubo do carro ou uma eventual tentativa de desactivação do Car Control. O bloqueio da viatura é accionado sempre que estejam reunidas as condições de segurança e em coordenação com as forças policiais. Caso seja despoletado o botão de alarme instalado no interior da viatura, a Cartrack contacta o cliente para saber a autenticidade do alarme e para verificar se efectivamente se trata ou não de uma situação de emergência. Caso não seja possível essa verificação, o alarme é considerado real. Caso se constate que o alarme é real, são despoletados todos os procedimentos de segurança, que consistem na localização do carro e no seu bloqueio, sempre em coordenação com as autoridades policiais. O bloqueio do carro é accionado pelo call center de segurança, após contacto do cliente ou accionamento do botão de alarme. Este bloqueio actua ao nível da ignição do carro, impedindo o veículo de voltar a arrancar (o carro nunca é bloqueado em marcha por razões de segurança rodoviária). Ambas as modalidades contemplam o botão de alarme. S.E.


LANÇAMENTOS

WINDOWS PHONE 7 MOSTRA-SE AO MERCADO Qualquer semelhança com o antecessor é pura coincidência. Este novo sistema foi totalmente redesenhado e promete dar luta aos principais rivais

Esqueça tudo o que já viu e leu, inclusive o que a Microsoft anunciou no World Mobile Congress o ano passado. O CEO da Microsoft, Steve Balmer, aproveitou mais uma vez o palco deste evento, que teve lugar em Barcelona, para apresentar o Windows Phone 7, o novo sistema operativo móvel que aparece agora totalmente renovado e com funcionalidades de outros produtos da casa: a XBox e o leitor Zune. Como foi desenhado a partir do zero, este SO destaca-se dos demais. Qualquer semelhança com a plataforma antecessora é apenas pura coincidência. A interface é semelhante à do leitor Zune, mas traduz uma aposta na simplicidade de uso e na interactividade. O

tradicional menu Start desapareceu e deu lugar a ícones grandes, a widgets, animações, a links personalizados e a diferentes modos de visualização. Pela primeira vez, a Microsoft irá oferecer os jogos da Xbox Live e a experiência de música e vídeo do Zune num telemóvel. Destaque ainda para as ferramentas destinadas às redes sociais, que mantêm sempre presentes as actualizações e ligações directa s a vários espaços Web de partilha de conteúdos. Os terminais com esta plataforma serão lançados brevemente. Entre as marcas com modelos em produção estão nomes como a HTC, a Samsung, a LG, a Sony Ericsson e a HP. S.E.

NDRIVE V9 SYMBIAN LANÇADO

O NDrive V9 encontra-se disponível para os smartphones Symbian S60. Os detentores de equipamentos com este sistema podem ter acesso, para além dos tradicionais mapas, ao cálculo de múltiplas rotas alternativas à sugerida, criar um itinerário com múltiplas etapas, navegar em modo aventura (terra, mar e ar) e pesquisar rotas através do nome de empresas. Vá a www.ndriveweb.com/ para mais informações.

VMICROSOFT ANUNCIA OUTLOOK SOCIAL CONNECTOR

A Microsoft disponibilizou o Outlook Social Connector, um agregador de redes sociais – Facebook, LinkedIn e MySpace – que permite aos utilizadores reunir todos os contactos e informações de amigos, colegas e familiares num único local. O Outlook Social Connector irá integrar o novo Office 2010, cujo lançamento está previsto para o próximo mês de Junho. A multinacional alerta para o facto de o Outlook Social Connector não ser uma rede social, apenas um agregador de redes que visa simplificar a gestão da informação dos contactos pessoais e profissionais disponíveis nas diversas redes sociais. Esta aplicação está disponível para download gratuito no Microsoft Download Center. 16 | PCGUIA

KASPERSKY MOBILE SECURITY JÁ ESTÁ À VENDA Kaspersky Mobile Security 9.0 é a mais recente solução de segurança, desenvolvida pela Kaspersky Lab, para o segmento dos smartphones. Este produto traz algumas novidades: uma interface renovada, a possibilidade de o utilizador ocultar informações sobre os seus contactos, capacidades de encriptação melhoradas e funções anti-roubo mais avançadas. A protecção da privacidade permite definir uma série de contactos como confidenciais, ocultando dados. Na prática, o utilizador terá apenas de pressionar um botão para classificar um contacto como privado. Se o fizer, este deixará de constar na lista de contactos e no registo de chamadas ou de mensagens de texto. Qualquer pessoa que utilize o smartphone sem ser o seu dono não terá acesso à informação oculta. O sistema anti-roubo permite bloquear o

dispositivo se este for perdido ou roubado, bem como apagar remotamente a sua memória, localizá-lo via GPS e receber um aviso do novo número se alguém lhe tiver mudado o cartão SIM. Quando o terminal é bloqueado remotamente, o smartphone pode mostrar uma mensagem predefinida que permitirá, à pessoa que o encontrou, devolvê-lo ao legítimo dono. A funcionalidade anti-spam permite a criação de listas negras. Se um número constar dessa lista, as chamadas ou mensagens dele provenientes serão bloqueadas. A função de localização KMS-9 GPS, ajuda os pais a localizar os filhos em caso de emergência. Esta solução também oferece uma protecção contra malware e ataques de rede. Mais informações em http://www.kaspersky.com/kaspersky_ _mobile_security. S.E.


ENTREVISTA

«QUERO FAZER DA CASIO UMA MARCA LÍDER» Aproximar o fabricante do cliente final e tornar a oferta mais competitiva são os objectivos que o responsável da nova filial portuguesa quer atingir TEXTO JOÃO PEDRO FARIA

D

epois de largos anos representada em Portugal por acordos de distribuição, a Casio abriu uma sucursal em território nacional para trabalhar directamente três áreas de negócio – máquinas fotográficas digitais, projectores e calculadoras. Em conversa com a PCGuia, Fernando Pontes, o novo general manager para Portugal, explica a estratégia da empresa para este novo ciclo. PCGuia – Que razões levaram a Casio a entrar directamente em Portugal? Fernando Pontes – A Casio já estava há cerca de ano e meio em Portugal. Não nas instalações que agora existem na Expo, mas com cerca de cinco pessoas que trabalhavam a partir de casa no acompanhamento do canal e que recebiam o suporte necessário de Espanha. O escritório abre agora porque a Casio ficou com a distribuição das máquinas de calcular por volta de Outubro do ano passado, negócio que se juntou às duas áreas que já estavam a ser trabalhadas directamente por nós: máquinas fotográficas digitais e projectores. PCG – O que é que motivou essa transição no negócio das calculadoras?

F.P. – Foi uma situação inesperada. A Beltrão Coelho, que era o distribuidor, resolveu rescindir o contrato e a Casio viu-se perante uma situação difícil – teve que lidar subitamente não só com um acréscimo de produtos e de facturação, como também com necessidades de marketing e acompanhamento do mercado. Colocou-se a possibilidade de abrir um escritório em Portugal, que acabou por se concretizar. PCG – Que razões levaram o antigo distribuidor a rescindir um contrato de longos anos? F.P. – Talvez tenha havido uma certa erosão em termos comerciais. Primeiro, e por mútuo acordo, houve um afastamento do negócio de máquinas fotográficas. A Casio sempre teve um objectivo claro – ter uma posição cimeira no mercado. Com um distribuidor pelo meio, isso não estava a ser possível, e a Beltrão Coelho acabou por não aceitar o “esmagamento” da sua margem de negócio, que teria de acontecer. Associado a outros factores, isso fez com que o próprio distribuidor entendesse que seria melhor abandonar também as calculadoras. PCG – E a Casio decide entregar a gestão desse negócio a alguém que esteve do “outro lado”... F.P. – Exactamente. Estive ligado à Beltrão Coelho e só tenho a dizer bem de uma empresa com

A CASIO CHEGOU À POSIÇÃO CIMEIRA EM ESPANHA, PELO QUE FAZ SENTIDO TRAZER ESTA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 18 | PCGUIA

a qual cresci profissionalmente durante 37 anos. A alternativa seria alguém vindo do Japão, uma vez que a casa-mãe coloca sempre responsáveis seus a gerir as filiais. Sendo eu mais conhecedor do mercado local e sentindo que era a pessoa indicada, aceitei o convite. PCG – A Casio tem agora melhores condições para desenvolver o negócio? F.P. – Claro que sim. Para além de mim, que tenho a responsabilidade de o gerir, existem já pessoas na área administrativa. Podemos passar a ter reuniões presenciais numa sala dedicada a esse fim e não apenas por telefone. Acaba por ser uma evolução natural, até porque a facturação já se pode considerar elevada e a Casio marca hoje presença em quase todos os países da Europa ocidental. PCG – Ou seja, independentemente desse revés, a intenção de abrir o escritório já existia por parte da casa-mãe? F.P. – Se o negócio fosse maior, eventualmente sim, mas julgo que não havia essa ideia. Perante as actuais circunstâncias era uma questão incontornável. O negócio das calculadoras envolve muito mais do que a simples venda. Há sectores muito importantes, como o da educação, em que é preciso trabalhar muito. Há uma série de coisas que têm de ser feitas, e não era possível fazê-las porque o escritório de Barcelona não trabalha o mercado das calculadoras, que está com um distribuidor. Trabalha, sim, o dos relógios para além das outras duas áreas que temos em comum e que já enunciei. Foi preferível contratar localmente as pessoas, até por uma questão de know-how do mercado. PCG – Entregar a área de negócio a outro distribuidor não foi sequer equacionado? F.P. – Não. Repare, na electrónica de consumo as margens de negócio são cada vez mais “esmagadas”. Chegamos a um ponto em que é difícil ter margem para o distribuidor, para o retalhista, para o fabricante e para quem eventualmente ainda entre no processo, sob pena de o


VÍTOR GORDO

Casio está apenas na gama profissional. Não temos projectos a 400 euros, os nossos modelos começam nos 700 euros. Têm mais-valias relativamente à concorrência, mas não são para vender em grandes quantidades. PCG – É a área que mais margem tem para crescer? F.P. – Seguramente que sim, até porque a Casio acaba de lançar no mercado um produto revolucionário que mais ninguém tem na concorrência e que nos vai permitir apanhar alguns nichos de mercado. Isto porque não gasta lâmpada – e na vida útil de um projector de certeza que se terão de gastar pelo menos 300 euros numa lâmpada –, mantém a luminosidade até ao fim do seu ciclo de vida – o que não acontece com um projector normal, que a meio do seu ciclo de vida normalmente já disponibiliza apenas metade da capacidade inicial –, gasta pouco e é leve para transportar.

Fernando Pontes, general manager da Casio em Portugal

produto chegar ao mercado a um preço altíssimo. Preferimos não ter essa figura pelo meio e acabamos assim por ser mais competitivos, pois podemos utilizar essa parte da verba que seria a margem do distribuidor para outros fins, como acções futuras que pretendemos implementar para obtermos uma maior quota de mercado. PCG – É uma estratégia que tem dado frutos? F.P. – Correu muito bem com o mercado das máquinas fotográficas digitais. A Casio já chegou à posição cimeira do mercado espanhol, pelo que faz todo o sentido trazer esta estratégia para Portugal. No nosso país, será tecnicamente a segunda ou a terceira maior marca. Há ano e meio, antes de esta estratégia ser aplicada, a quota nem sequer chegava ao ponto percentual. PCG – E quanto aos restantes produtos? F.P. – Vamos fazer o mesmo. Em Espanha existe uma máquina de marketing muito forte que iremos aproveitar, e há muitas pessoas a apoiarem também noutras vertentes. Quero conseguir em Portugal aquilo que a casa-mãe no Japão já pensava há algum tempo, que é fazer da Casio uma marca líder. Claro que existem outros produtos nossos no mercado, mas que não estão na nossa alçada por existirem contratos com distribuidores, alguns dos quais já com muitos anos.

PCG – Poderá dar-se o caso de a Casio Portugal englobar também essas áreas de negócio entregues a distribuidores? F.P. – De acordo com a evolução do mercado poderá chegar-se a uma conclusão que aponte nesse sentido. Para já nada será feito – aliás, a Casio não está à procura de nada, até porque as três áreas de negócio que temos já dão que fazer a uma equipa que não ultrapassa as nove pessoas, apesar de haver espaço para outras nove, se for preciso. PCG – Quais são as previsões para este primeiro ano de actividade directa? F.P. – Prevemos facturar cerca de 12 milhões de euros nos três segmentos de produto. Apesar de ser a área com as margens mais fortes, o negócio das calculadoras é ultrapassado pelo das máquina fotográficas em termos de volume de negócios, que apresenta aliás margens muito reduzidas. O mesmo aplica-se aos projectores, uma vez que estamos a competir com marcas muito fortes que detêm mais de 70% de quota. É também um mercado que temos alguma dificuldade em chegar, pois não dispomos de uma oferta que contemple aquilo a que se chama de gama baixa. PCG – Nem vai haver? F.P. – Eventualmente no final do ano lançaremos novos produtos para a gama baixa, mas para já a

PCG – Que previsões tem relativamente à sua adopção pelo mercado, numa altura em que ainda se fala de contenção económica? F.P. – Temos registado encomendas a bom ritmo. É um ano economicamente difícil, já se sabe. Mas, por outro lado, o mercado está ávido de novidades, e na electrónica de consumo quem tiver coisas inovadoras certamente que triunfa. E neste aspecto em particular a Casio é líder em inovação. Tudo o que temos é sempre melhor que o passado, traz qualquer coisa de novo e está um passo à frente da concorrência. E não acontece só nas calculadoras; também se aplica às máquinas fotográficas e aos projectores. A Casio sempre teve esta quota de inovação, o que nos dá mais uma razão para estarmos optimistas em Portugal, até porque a inovação nos permite abrir os canais certos. PCG – Relativamente ao suporte técnico, houve alguma alteração? F.P. – Mantém-se tudo como estava. O suporte técnico é-nos garantido por uma empresa externa, a Ename. Presta-nos um excelente serviço, tudo corre perfeitamente e não há necessidade de alterar o que quer que seja. PCG – Enquanto gestor da filial portuguesa, o que é que é preciso fazer ou mudar? F.P. – Quero trazer para a Casio um conhecimento profundo sobre o mercado, não só sobre o que pretendemos para nós, mas também o que os outros querem fazer, uma vez que, para crescermos, teremos de ir buscar quota à concorrência. PCGUIA

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ESPECIAL

WIDE SCOPE TRABALHA REALIDADE AUMENTADA A empresa está a preparar o lançamento de uma aplicação para o iPhone que vai fazer uso desta tecnologia TEXTO SUSANA ESTEVES FOTOS ARQUIVO PCGUIA

As aplicações para o iPhone são alvo de especial interesse

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A realidade aumentada está a conquistar tempo de antena junto da imprensa, das empresas e dos próprios consumidores, que não conseguem ficar indiferentes às capacidades desta tecnologia, que embora possa parecer um pouco futurista, não é. Na verdade, o seu potencial é inquestionável. E apesar de ainda estarmos perante uma primeira abordagem, já existe algum trabalho feito. Em Portugal há algumas empresas a criar aplicações que exploram a realidade aumentada, aproveitando o que os terminais móveis conseguem oferecer. A PCGuia falou com a Wide Scope, uma companhia que tem feito muito trabalho na área da mobilidade para grandes empresas do nosso mercado, mas que agora pretende lançar o seu produto junto do consumidor final. Esta companhia está a desenvolver uma aplicação para o iPhone que permite ao utilizador receber informação acerca de diferentes pontos de interesse consoante a sua localização. Por exemplo, se na rua o utilizador apontar a câmara do seu iPhone para o Metro, poderá ter acesso ao mapa das linhas ou, futuramente, comprar bilhetes online; se a câmara for apontada para um restaurante, poderá saber qual é o menu do dia; se for apontada para uma loja, poderá saber que promoções existem lá dentro; se a apontar para um monumento, saberá os principais dados históricos relacionados com o edifício; se a apontar para um imóvel que está à venda, terá acesso à planta do apartamento, aos preços e aos contactos… Os exemplos não acabam. O que esta aplicação oferece, de uma forma simples, é a consulta interactiva de vários pontos de interesse. Nesta primeira fase, a aplicação proporciona serviços simples, como a localização de farmácias, a indicação de quais estão de serviço e a rota entre a localização do utilizador e o ponto pretendido (sem necessidade de consultar mapas). Estes dados são válidos para outros pontos de interesse, como hospitais e centros de saúde, correios, bares, hotéis, hotspots wi-fi, táxis, entre outros. A aplicação inclui também uma componente de rede social onde será possível

aos utilizadores partilharem a sua localização e deixarem notas sobre um ponto de interesse, por exemplo. Existem muitas aplicações deste género, mas esta companhia diz querer marcar a diferença pela forma como permite que os utilizadores cheguem a determinado tipo de conteúdos. «Queremos que, dentro de algum tempo, as pessoas consigam pegar no seu telefone e ver, em tempo real, como está o ambiente nos bares e discotecas portuguesas.» No caso da Wide Scope, a escolha da recaiu sobre o iPhone «porque se trata de um canal de distribuição a nível mundial. A App Store não é um mercado localizado, é um canal global. É como termos um produto na prateleira das lojas de todo o mundo. Abrem-se logo novas portas a pequenas empresas ou mesmo a pessoas que têm acesso a um mercado vasto sem ser preciso montar um mercado de distribuição», explicou Pedro Gomes, senior developer da Wide Scope. «Queremos também aproveitar o que os telefones móveis oferecem para criarmos aplicações que o computador não consegue suportar por causa das suas limitações», completou Filipe Carvalho, partner da Wide Scope, avançando ainda que a empresa está também já a desenvolver um jogo para o iPad. Ambos os responsáveis reconhecem que a exploração comercial de uma aplicação deste género é uma boa aposta, mas garantem que não fariam directamente, mas sim através de parcerias com entidades conhecedoras do mercado e com estrutura capaz de o abordar. «Com a exposição correcta destas aplicações começam a criar-se necessidades e as empresas interessadas começam a ver o potencial e querem entrar», esclareceu Filipe Carvalho. Questionado sobre o estado de desenvolvimento das soluções de realidade aumentada actualmente, Pedro Gomes explicou que existem hoje duas abordagens padrão. A primeira tem por base a análise de imagem em tempo real, auxiliada por marcadores, que através da análise de contraste e contorno da imagem consegue interpretar uma mancha gráfica. A aplicação está pré-configurada para interpretar


determinados padrões e ao reconhecê-la transforma-a em algo. «No Toys r’us podemos pegar numa caixa da Lego que tem um quadrado com um marcador, colocamo-la ao pé de um monitor com uma câmara e, através da interpretação desse marcador, o monitor apresenta a peça de Lego montada, que podemos girar e ver sob várias perspectivas. Esta opção requer muito maior poder computacional, e portanto não é viável com a grande maioria dos dispositivos», explicou Pedro Gomes. «Apontar para uma igreja e saber que igreja é só com base na análise de imagem é possível tecnicamente, mas não com os processadores dos terminais móveis», acrescentou este mesmo responsável. O que temos agora é uma realidade aumentada simulada. As aplicações semelhantes à disponibilizada pela Wide Scope têm por base sistemas de informação geográfica, pelo que existem pormenores que não são considerados. «A qualidade da informação geográfica ainda não vem alimentada com informação que contemple obstruções visuais e a altitude dos pontos. «Se estiver encostado a um prédio e do outro lado estiver o ponto de interesse, o dispositivo vai

EM PORTUGAL HÁ ALGUMAS EMPRESAS A CRIAR APLICAÇÕES QUE EXPLORAM A REALIDADE AUMENTADA

mostrar-me que esse ponto está ao meu lado, mas eu não o vou conseguir ver. De qualquer forma, é o que é possível fazer actualmente neste campo da mobilidade», comentou Pedro Gomes. A aplicação da Wide Scope cobre a totalidade do território português e integra mais de 500 mil pontos de interesse catalogados. A evolução deste tipo de soluções não depende apenas das aplicações, mas também da evolução do próprio hardware.

O QUE É A REALIDADE AUMENTADA? A realidade aumentada mistura o mundo real com o virtual, de uma forma interactiva para o consumidor. O modo como se pode usufruir desta tecnologia, ou as diferentes situações em que esta pode ser aplicada, são demasiado distintas para serem integralmente citadas, mas é claro que vão permitir mudar a forma como as pessoas vivem o seu dia-a-dia e se relacionam com os diferentes elementos à sua volta. Na base desta tecnologia está a mesma fórmula: uma tag ou marcador em duas dimensões que armazena informação interpretada por software. Estas etiquetas vão permitir a projecção de objectos virtuais na captação do mundo real. Perante um determinado sinal, o software transmite uma resposta específica, previamente atribuída a esse mesmo sinal. O EyePet da Sony ou o jogo Yu-Gi-Oh, em que jogadores utilizam cartas para criar hologramas de monstros e fazê-los entrar em combate, são dois bons exemplos do que se pode fazer com esta tecnologia no campo do entretenimento. No entanto, existem aplicações em desenvolvimento também para a área médica e da publicidade. Este último sector tem-se mostrado particularmente interessado na realidade aumentada pelo impacte visual e pela experiência inovadora que proporciona aos consumidores. Os exemplos são já vários, e ainda que impliquem algum investimento, o seu uso será progressivamente maior. A Doritos possui uma campanha que começa com uma embalagem aparentemente simples, mas que quando é vista através de uma webcam exibe uma personagem fã de

Doritos que salta para fora da caixa. Ainda assim, segundo os especialistas, pelo facto de os telefones móveis serem os equipamentos electrónicos que estão mais perto dos utilizadores, serão eles os primeiros grandes alvos das soluções de realidade aumentada. Ainda que tudo isto esteja a dar os primeiros passos, o potencial desta tecnologia é enorme. Imagine poder apontar

o telefone para uma loja e saber quais os produtos que estão em promoção, sem ter de entrar nela, ou simplesmente poder assistir à explicação de um determinado produto feita por objectos virtuais, entregar cartões de visita holográficos, vestir t-shirts com animações tridimensionais, comprar revistas com capas em 3D interactivas… Demasiado futurista? Olhe que não. PCGUIA

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SOFTWARE de testesPCG Banco

DIGITAL LIVING SITECOM A Sitecom inventou o conceito “Smart Living” e a PCGuia foi ver se, com todos estes aparelhos, o “Living” é mesmo “Smart” Hoje em dia, todos temos e usamos máquinas fotográficas digitais, leitores de DVD, telemóveis, ligações à Internet e muitas outras coisas digitais. Tudo isto é muito cómodo, mas também levanta várias questões, por exemplo: como é que se vêem fotos na TV ou como se partilham conteúdos digitais com todas as pessoas que vivem numa mesma casa? A maioria das empresas de electrónica de consumo tem produtos dentro desta área, no entanto, nunca são ofertas completas, uma vez que se focam apenas num dos aspectos deste problema. Este tipo de oferta “desgarrada” pode criar problemas de incompatibilidade. Para tentar resolver estes e outros problemas, a Sitecom criou o conceito Digital Living, que inclui uma oferta completa de produtos para a interligação e partilha de conteúdos digitais, composta por um router, um sistema de armazenagem NAS e um leitor de media Full HD.

O ROUTER Este router wireless 802.11n com a possibilidade de utilizar simultaneamente a banda dos 2,4 GHz e a dos 5 GHz. Isto permite melhorar a emissão e recepção do sinal wireless minimizando ao mesmo tempo as

ROUTER WL-350 SISTEMA DE PRIORIDADES

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CONFIGURAÇÃO AUTOMÁTICA

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SEM VOIP

6

VEREDICTO 8

NAS MD-253 EXPANSÍVEL

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INCLUI 1 TB

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FALTA-LHE ALGUM SOFTWARE

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interferências. Se optar por usar uma rede com fios, este router permite velocidades até aos 1000 mbps. Existe um botão na parte de cima da caixa que permite fazer configurações rápidas, como, por exemplo, passar dos 2,4 para os 5 GHz configurando também o sistema de protecção de redes sem fios WPA. No campo do software, este router inclui o sistema Stream Engine, que estabelece prioridades de tráfego consoante os conteúdos que estão a ser acedidos. Por exemplo, o streaming de áudio e vídeo tem acesso a mais largura de banda do que os jogos online e a descarga de e-mail.

O SISTEMA NAS Os discos ligados em rede não são nenhuma novidade e têm vindo a ser melhorados ao longo do tempo com a adição de várias funcionalidades de servidores Web até sistemas de som USB independentes. Este sistema NAS da Sitecom permite a instalação de dois discos SATA, e já inclui um disco de 1 TB. Os discos podem estar instalados em RAID 0, RAID 1 ou JBOD. No que respeita ao software, o NAS inclui um servidor de ficheiros, um servidor FTP, um servidor iTunes e um servidor multimédia. Dispõe ainda de um sistema de backup automático que permite salvaguardar a informação dos seus computadores ligados em rede e de um cliente de downloads Bittorrent – este para fazer downloads sem ser necessário ter o computador ligado. Pode também ligar mais um disco usando a tomada USB traseira. A ligação de rede é Gigabit.

VEREDICTO 9

O LEITOR DE MEDIA Este leitor permite desfrutar dos seus conteúdos

em alta definição na sua TV. O leitor tem uma ligação de áudio/vídeo digital HDMI e uma ligação de vídeo composto. Pode também ligá-lo a um sistema de som através de uma ligação digital S/PDIF. O leitor tem duas ligações USB: a frontal, para ligar um disco ou uma pen, e a traseira, para ligar, por exemplo, uma interface de rede sem fios USB. A resolução máxima possível de reprodução de conteúdos é de 1920X1080 pixels, mais conhecido por FullHD. É compatível com todos os formatos de áudio, vídeo e fotos mais populares. Tem certificado DLNA (Digital Living Network Alliance), o que quer dizer que é compatível com todos os programas de servidor deste tipo.

UTILIZAÇÃO Os dispositivos que fazem parte do conceito Smart Living da Sitecom têm todos um design parecido. São brancos e cinza com a parte superior da tampa feita num material com uma textura parecida à da borracha. Tudo funcionou como é anunciado. Podemos salientar o bom alcance da rede sem fios em qualquer modo de funcionamento. Ligámos o leitor de media a um monitor FullHD usando um cabo HDMI e copiámos alguns ficheiros de vídeo AVI e MKV 720 e 1080p para o disco de rede. A qualidade de reprodução de imagem é bastante boa e sem artefactos. Finalmente, o disco de rede, não sendo dos mais completos disponíveis em Portugal, é uma máquina interessante porque é expansível e oferece o básico sem qualquer tipo de pretensões. Se quiser instalar em sua casa um sistema completo para partilha de conteúdos e ligação à Internet, este sistema é uma excelente opção. P.T.

MEDIA PLAYER MD-270 CERTIFICAÇÃO DLNA

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1080P

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FALTA UMA LIGAÇÃO POR COMPONENTES

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VEREDICTO 8

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DISTRIBUIDOR IBERVOICE n PREÇO 179,99 EUROS (ROUTER WL350); 149,99 EUROS (MD270); 169,99 EUROS (NAS MD253); 39,99 EUROS (PEN WL329); n CONTACTO 214 709 210 n SITE WWW.SITECOM.PT


CORE I7 620M E CORE I5 540M O chip fusão de CPU-GPU da Intel tem em si a capacidade de ser uma obra-prima móvel As expectativas são tramadas. Podem funcionar para nós ou contra nós. O chip conhecido como Arrandale, da Intel, consegue fazer ambas as coisas. Por um lado, já temos uma opinião bem formada acerca do Clarkdale, a versão para computadores de secretária desta revolucionária mas desconcertante arquitectura de fusão CPU-GPU que forma a base do Arrandale. Por outro lado, os defeitos do Clarkdale parecem não ser tão debilitantes quando transpostos para um contexto móvel. Falaremos nos pormenores mais adiante. Mas afinal o que é exactamente o Arrandale e o que o faz mexer? Em primeiro lugar, é preciso dizer que é principalmente uma cópia a papel químico do Clarkdale, tal como foi recentemente lançado com os nomes Core i3 e Core i5 para funcionar em computadores de secretária. O que quer dizer que é um processador com dois chips. Conta com alguma memória cache (3 MB ou 4 MB, dependendo do modelo) e vem mais reduzido graças à última tecnologia de fabrico, minúscula, de 32 nm. Este chip também vem

com a arquitectura de CPU Nehalem da Intel. Conforme veremos, isto é significativo. O outro chip fica com o controlador de memória, o PCI Express e, claro, o núcleo gráfico integrado. Juntando os dois, temos o processador de PC com mais funcionalidades e mais integrado de sempre. De facto, juntamente com o seu “primo” para computadores de secretária, representa o primeiro da era moderna de chips de fusão. Goste-se ou não, é isto que promete o futuro. Colocar gráficos na mesma embalagem que o CPU faz muito mais sentido em sistemas móveis do que em computadores de secretária. Se bem se lembra, nós “batemos” bastante no Clarkdale. Isso porque os GPU integrados são um insulto para as pessoas minimamente interessadas em jogos. Afinal de contas, no contexto do custo total de um PC, não nos equiparmos com uma placa gráfica independente é uma falha incrível.

FUSÃO OU CONFUSÃO Tendo isso em conta, o núcleo gráfico do Clarkdale pouco mais faz do que estragar o

envelope térmico do chip e trazer mais custos para uma funcionalidade que é indesejada. Mas para um portátil, o tamanho global, a complexidade e o consumo de energia são cruciais. Assim, beneficia da abordagem de uma integração superior com menos chips. Esta versão móvel do novo chip de fusão da Intel vende-se com os nomes Core i3, Core i5 e, de facto, Core i7. A nomenclatura dos processadores da Intel é então renovada e acaba-se qualquer esperança que seja baseada na razão e na lógica. Para esta edição, conseguimos arranjar o Core i7 620M (topo de gama) e o Core i5 540M (gama média). Ambos os chips compreendem a funcionalidade de overclocking Turbo, da Intel. Assim, o 620M tem uma velocidade de clock base de 2,66 GHz e uma frequência máxima em Turbo de 3,33 GHz, enquanto que o 540M tem velocidades de 2,53 GHz e 3,06 GHz, respectivamente. No ambiente móvel faz todo o sentido haver um CPU constantemente à procura da frequência óptima, dependendo da carga de PCGUIA

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HARDWARE

DEVORADOR DE COMPUTADORES DE SECRETÁRIA? 5

1 PUXAR PELO TURBO

A funcionalidade de Turbo da Intel foi uma pequena desilusão nos computadores de secretária. No entanto, num equipamento móvel é muito mais eficaz. Nos nossos testes, o Turbo elevou o Core i7 620M a mais de 3 GHz. Uma performance monstruosa para um consumo e um tamanho físico tão pequenos.

2 A QUESTÃO DO RENDERING

A novidade no Arrandale é o GPU integrado como parte do pacote de overclocking. Por predefinição, o núcleo de gráficos tem um relógio a 500 MHz com uma velocidade de Turbo máxima de 766 MHz. Apesar disso, 16 fps a 1.366 x 768 no CoD4 é tudo o que precisa de saber.

2 1

3 OS CHIPSETS DA FAMÍLIA

Utilizando o novo chip Arrandale da Intel há várias variedades do chipset da série 57 da Intel para equipamentos móveis. No entanto, agora que há tantas funcionalidades incluídas no CPU, o chipset, essencialmente, não passa de uma southbridge com controladores de disco e USB.

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4 OBRIGADO PELA MEMÓRIA

O Arrandale e os chipsets móveis da série 57 suportam DDR3 1.066 MHz. Nada de novo numa plataforma portátil da Intel, mas o controlador de memória é. Como indicam os nossos benchmarks, duplica a largura de banda dos Core 2.

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INTEL CORE i7 620M PERFORMANCE

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PERFIL ENERGÉTICO

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PREÇO

6

VEREDICTO 9

FABRICANTE INTEL n PREÇO 244 EUROS n SITE WWW.INTEL.COM n FICHA TÉCNICA FREQUÊNCIA OPERACIONAL 2,66 GHZ (ATÉ 3,33 GHZ TURBO) CORES/THREADS 2/4 CACHE 4 MB TDP 35W PROCESSO 32 NM (45 NM CONTROLADOR DE MEMÓRIA/GPU) SUPORTE A MEMÓRIA DDR3 1.066MHZ GPU INTEGRADO 500 MHZ/ 766 MHZ TURBO

INTEL CORE i5 540M DESEMPENHO

4

CONSUMO

4

6

VEREDICTO 9

FABRICANTE INTEL n PREÇO 241,56 EUROS n SITE WWW.INTEL.COM n FICHA TÉCNICA FREQUÊNCIA OPERACIONAL 2,53 GHZ (ATÉ 3,06 GHZ TURBO) CORES/THREADS 2/4 CACHE 3 MB TDP 35W PROCESSO 32 NM (45 NM CONTROLADOR DE MEMÓRIA/GPU) SUPORTE A MEMÓRIA DDR3 1.066 MHZ GPU INTEGRADO 500 MHZ/ 766 MHZ TURBO

24 | PCGUIA

A performance bruta do Arrandale dá uma interessante perspectiva para os portáteis móveis. Os modelos de voltagem ultrabaixa vão até aos 2 GHz com Turbo. Com uma drive SSD, prevemos que o resultado seja notebooks de 10 polegadas que proporcionam uma experiência informática ao nível dos computadores de secretária.

trabalho. Mais ainda, a versão móvel do Turbo tem um retoque adicional. O GPU está incluído no chip, permitindo assim que o envelope térmico global seja maximizado de acordo com o tipo de carga de trabalho. Quanto ao CPU, tem uma grande carga e o GPU está parado, o processador aumenta a velocidade de relógio e o GPU diminui, por exemplo. Para além do modo Turbo, há imensas coisas boas adicionais incluídas na arquitectura de classe Nehalem da Intel. A mais óbvia é o HyperThreading, que permite que cada núcleo lide com duas threads em simultâneo.

A DOBRAR QUASE NADA

5 COMPUTADOR DE SECRETÁRIA DE 10 POLEGADAS?

A teoria por detrás deste princípio baseia-se no facto de facultar ao utilizador a maioria das vantagens de performance de um chip quad-core mas sem o enorme consumo de energia. É um truque muito giro, se funcionar. E depois há as eficiências e optimizações genéricas da arquitectura Nehalem. O que inclui o tratamento de instruções em quatro canais e, claro, o controlador de memória integrado. Na verdade, este último podia ter sido

problemático nestes primeiros chips da Intel, dada a arquitectura de dois chips e o facto de o controlador estar situado no chip “filho” e não no do CPU. Mas não foi, como o demonstram os nossos testes. Por incrível que pareça, a duplicação da performance foi consistente nos nossos benchmarks e testes. Para sermos justos, temos que indicar que o nosso computador portátil de Core 2 não está equipado com um exemplo dos mais rápidos da tecnologia Intel da geração anterior. A 2,4 GHz, o seu Core 2 Duo P8600 é um processador dual-core de gama média. Mais ainda, funciona com uma instalação do Windows de 32 bits e não com a variante de 64 bits do nosso sistema de testes com o Arrandale. Juntando tudo, o recém-chegado fica com todas as vantagens. Mesmo assim, os valores em bruto são espectaculares. O chip principal Core i7 620M, por exemplo, é quase duas vezes mais rápido nos benchmarks de rendering Cinebench e codificação de vídeo HD x264. E veja bem. O 620M tem uma performance semelhante a um chip quad-core para computadores de secretária da época dos Core 2. Desempenho quad-core numa embalagem


O AUMENTO DA PERFORMANCE PARA O DOBRO É UM DADO CONSISTENTE NOS NOSSOS TESTES

ANÁLISE TÉCNICA

Vale a pena olhar para os resultados. Ou estamos muito enganados, ou é o maior salto em frente em termos da performance de processadores móveis que vimos até agora. Desempenho multi-threaded da CPU Cinebench R10

tempo em segundos: quanto mais rápido, melhor

Intel Core i5 540M

104

Intel Core i7 620M

96

Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

184

50 100 150 200 250

energética de dual-core? Isto é só metade da questão. É estranho, mas na verdade o mais impressionante dos dois Arrandales é o Core i5 540M. É mais barato do que o 620M, praticamente tão rápido e mesmo assim arrasa com o velhote do Core 2. Além da performance tradicional com as aplicações, um dos aspectos mais cruciais do desempenho dos portáteis é, sem dúvida, o processamento de vídeo. Nos tempos que correm, esta questão tem duas partes. Como é que o CPU trata do vídeo sozinho e qual o nível de aceleração de hardware que o chip de gráficos proporciona? Quanto à primeira parte, podemos dizer-lhe tudo. O Arrandale é um monstro a codificar vídeo, como se pode esperar de um chip de quatro threads. Ambos os nossos modelos de testes mostraram ser capazes de lidar com os exigentes streams de iPlayer 720p HD da BBC, processando-os com menos de 50 por cento de utilização do CPU e proporcionando uma reprodução excelente, sem qualquer falha. Entretanto, o velho 2,4 GHz Core 2 esforçase com 90% a 95% de utilização da CPU, largando uma frame aqui e ali. Quanto aos ficheiros de vídeo armazenados localmente, o Arrandale processou o nosso ficheiro x264 de 1080p com uma facilidade ridícula. Só foi preciso 20% a 30% do desempenho da CPU disponível. O Core 2 tem de usar, muito literalmente, o dobro disso.

QUAD PARA QUÊ? E a performance desse GPU integrado? Quando a isso ainda estamos indecisos. No papel, a Intel declara estar ao nível da AMD e Nvidia graças ao suporte de hardware completo a todos os codecs modernos de HD, incluindo VC-1, AVC e MPEG2. Os nossos testes preliminares sugerem que a

Intel fez um trabalho decente na aceleração de vídeo 2D quanto ao conteúdo armazenado localmente. No entanto, por agora há uma questão chave que ainda está por responder. Será capaz de fazer bem o streaming de vídeo flash online? Em teoria, deverá ser. Para além disso, a Adobe lançou recentemente uma versão beta do leitor de Flash com suporte a aceleração GPU. No entanto, actualmente está apenas optimizado para gráficos Nvidia. Teremos assim de esperar pela versão final para ver se o equipamento da Intel consegue processar bem esse exigente flash vídeo. Só resta partilhar umas ideias acerca do consumo de energia e da vida da bateria. É sempre difícil comparar computadores portáteis com ecrãs e especialmente com pacotes de baterias diferentes. Uma comparação dos gastos das baterias poucas informações revela. No entanto, o consumo energético global da plataforma é muito mais interessante, e os nossos resultados sugerem que o Arrandale proporciona toda essa performance extra por cerca do mesmo consumo de energia. É realmente impressionante. De facto, olhando para o pacote Arrandale, é muito difícil não concluir que é o melhor processador móvel de sempre. Dá certamente o maior salto na performance do CPU que já vimos de uma geração para a seguinte. Mesmo o GPU integrado parece estar bem. Afinal de contas, para performance de jogo, é melhor uma configuração híbrida com uma placa gráfica independente. O Arrandale fá-lo sem problemas. O Arrandale é tão bom que torna a ideia de computadores portáteis quad-core redundante no futuro próximo. Performance de quad-core numa embalagem energética de dual-core? Sim, e excedeu as nossas expectativas.

Desempenho de codificação X264 HD

frames por segundo: quanto mais alto, melhor

Intel Core i5 540M

11

Intel Core i7 620M

12

Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

7

5

10 15 20 25

Desempenho da memória Largura de banda

GB/s: quanto mais alto, melhor

Intel Core i5 540M

9,43

Intel Core i7 620M

9,63

Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

5,49

2

4

6

8

10

Utilização do processador BBC iPlayer HD

Utilização do CPU: quanto mais baixo, melhor

Intel Core i5 540M

50

Intel Core i7 620M

50

Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

95

20 40 60 80 100 1080p H264

Utilização do CPU: quanto mais baixo, melhor

Intel Core i5 540M

30

Intel Core i7 620M

30

Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

60

20 40 60 80 100 Consumo de energia Parado/máximo

Watts: quanto mais baixo, melhor

24 55 24 55 28 50

Intel Core i5 540M Intel Core i7 620M Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

20 40 60 80 100 Jogos reais (gráficos integrados) CoD 4

frames por segundo: quanto mais alto, melhor

Intel Core i5 540M

16

Intel Core i7 620M

16

Intel Core 2 Duo p8600 (2,4GHz)

7

5

10 15 20 25 PCGUIA

| 25


HARDWARE

ANÁLISE TÉCNICA

GIGABYTE P55A-UD6 USB 3.0

VELOCIDADE STANDARD

4

4

DESEMPENHO

Nas definições de série, a placa Gigabyte revela-se ligeiramente mais rápida, mas o desempenho da nova interface é inferior ao da Asus. A Pro apresentou um desempenho impressionante em overclocking, mas a temperatura e o consumo de energia superiores em relação à placa da Gigabyte poderão encurtar o seu tempo de vida útil.

6

VEREDICTO 8

DISTRIBUIDOR NIPOSOM n PREÇO 244,90 EUROS n CONTACTO 218 440 260 n SITE WWW.GIGABYTE.COM n FICHA TÉCNICA LYNNFIELD CORE I5/I7; 6 X SATA 3GB/S, 2 X SATA 6GB/S; USB 12 X USB 2.0, 2 X USB 3.0

Desempenho SATA6Gb Escrita/leitura máxima

MB/S: Mais é melhor

P55A-UD6 P7P55D-E PRO

50 100 150 200 250

116 120 122 128

ASUS P7P55D-E PRO DESEMPENHO OVERCLOCKING

4

USB 3.0

4

AQUECE

Desempenho USB 3.0

6

Escrita/leitura máxima

VEREDICTO 9

MB/S: Mais é melhor

P55A-UD6 P7P55D-E PRO

FABRICANTE ASUS n PREÇO 176,90 EUROS n CONTACTO 707 500 310 n SITE PT.ASUS.COM n FICHA TÉCNICA LYNNFIELD CORE I5/I7; 6 X SATA 3GB/S, 2 X SATA 6GB/S; USB 12 X USB 2.0, 2 X USB 3.0

50 100 150 200 250

92 124 118 131

Desempenho nos jogos WiC

FPS: Mais é melhor

P55A-UD6 P7P55D-E PRO

234 232 50 100 150 200 250

GIGABYTE P55A-UD6 VS. ASUS P7P55D-E PRO É a topo de gama contra a gama média na batalha das novas interfaces A actual relação entre a Intel e os vários fabricantes de motherboards é agridoce. Por um lado, levou à criação de dois chips com novos sockets que exigem novas motherboards, logo, mais vendas. Por outro, deslocou de tal maneira o chipset para o die que agora sobra pouco para escolher entre fabricantes, deixando o preço como única bitola relevante onde podemos basear as nossas compras. Felizmente para os fabricantes de motherboards, a demora para ratificar por completo os protocolos USB 3.0 e SATA 6Gb/s resultou no facto de só agora estarmos a ver motherboards com as novas interfaces. Para o consumidor, em especial quem compra logo de início, isto é uma situação complicada. Vimos as primeiras placas P55 na Computex 2009 em Taipei, muitas delas ostentando pelo menos sockets SATA 6Gb/s. Estes foram removidos mais tarde das primeiras cópias, e só agora foram reintegrados... Se o leitor adquiriu uma P55 nova antes de Novembro, poderá ter ficado a perder. Temos aqui duas das primeiras placas USB 3.0/SATA 6Gb/s; será que esta nova interface 26 | PCGUIA

criou uma divisão maior entre as placas? Estranhamente, há uma diferença maior agora. Apesar do facto de ambas utilizarem o mesmo controlador Marvell para lidar com as novas portas SATA e o mesmo chip NEC para os sockets USB 3.0, a placa Asus superou indiscutivelmente a Gigabyte – algo estranho, tendo em conta que a UD6 é a motherboard P55 de topo de gama da Gigabyte, com a Pro da Asus instalada precisamente na gama média da respectiva linha de produtos.

MELHOR PLACA INTEGRADA Depois de ligarmos o Barracuda XT da Seagate a estas placas, e apesar da velocidade de rajada inferior, as velocidades máximas de leitura e escrita foram muito convincentes. No que toca ao USB 3.0, a divisão apresentase muito mais marcada. Utilizámos uma caixa de disco rígido USB 3.0 com um disco SATA 3Gb/s normal lá dentro, tendo verificado um aumento enorme do desempenho em relação à interface USB 2.0. O USB 2.0 não vai além de uma velocidade máxima de rajada e de leitura/escrita de 35 MB/s, enquanto o USB

3.0 foi quase 100 MB/s mais rápido sob todos os aspectos. Há, no entanto, uma diferença significativa entre as placas Asus e Gigabyte, com a Asus a oferecer velocidades de rajada no USB 3.0 que foram praticamente 40 MB/s mais rápidas, além de velocidades máximas de leitura e escrita significativamente mais altas. Nos testes mais tradicionais, a Asus também arrebata o ouro. Nas velocidades de série, a Gigabyte UD6 revela-se ligeiramente superior, com um pouco mais de largura de banda da memória, um consumo de energia inferior em inactividade e uma pontuação mais rápida no WiC, porém, assim que nos lançamos no overclocking, a Pro toma a dianteira. A Gigabyte ficou-se por 4,11 GHz no i5 de 2,66 GHz, mas conseguimos chegar aos 4,21 GHz com a Asus. Os componentes de superior qualidade da UD6 traduzem-se numa temperatura de funcionamento mais baixos e num menor consumo de energia a estas velocidades. Contudo, a Asus é mais barata e apresenta valores de desempenho incríveis para o seu preço.


HARDWARE

HP OFFICEJET PRO 8000 WIRELESS Jacto de tinta ao preço do laser? DUPLEX

4

QUALIDADE DE IMPRESSÃO

4

IMPRESSÃO EM DUPLEX

6

VEREDICTO 8

A proposta da Hewlett-Packard serve o mercado de pequenos escritórios ou grupos de trabalho, sensíveis na maior parte das vezes à compra de equipamentos laser a cores. Com a Pro 8000, a multinacional quer provar aos seus clientes que a tecnologia jacto de tinta continua a ser vantajosa e que uma impressora grande não tem de ser necessariamente uma impressora feia. O novo membro da família Officejet apresenta argumentos estéticos convincentes. O look preto e branco esconde um sistema de controlo simples de utilizar, composto por quatro indicadores de cor e quatro botões de tarefas. Oferece duplex (impressão em frente e verso) de série e ligações USB e de rede. O sistema de impressão é constituído por quatro tinteiros separados (cada par conta com uma cabeça de impressão) e a impressora é vendida já com um set de tinteiros, e cada um dos tinteiros normais pode ser adquirido por 23,99 euros. Nos nossos testes, a 8000 registou (ligada através da porta USB) tempos de impressão de 35 páginas por minuto em documentos de texto (modo rascunho) e o mesmo valor para documentos a cores. Ao usar o modo de impressão normal, os valores desceram para 15 ppm (a preto) e 11 ppm (a cores). São velocidades de débito comparáveis às apresentadas pelas impressoras de laser a cores de entrada de gama. Aquando da impressão de documentos em frente e verso, o hardware tem de esperar que a tinta de um dos lados do papel seque, pelo que o tempo de processamento do trabalho aumenta de forma considerável. De qualquer forma, a qualidade de impressão é, no geral, muito boa. O texto revelou-se “limpo” e não vimos vestígios de artefactos em volta das áreas mais densas. As cores são vibrantes, mesmo no modo de impressão normal. Feitas as contas, e por este preço, é uma boa solução. As velocidades são convincentes e, de acordo com a HP, o consumo energético é cerca de metade do registado por uma impressora laser comparável, assim como os custos por página. J.T. FABRICANTE HP n PREÇO 229 EUROS n CONTACTO 808 201 492 n SITE WWW.HP.PT n FICHA TÉCNICA IMPRESSORA JACTO DE TINTA COM 4 TINTEIROS SEPARADOS; TAMANHO DA PÁGINA MÁXIMO A4; ALIMENTAÇÃO PARA 250 PÁGINAS; RESOLUÇÃO DE 4800; LIGAÇÕES USB; ETHERNET E WIRELESS

CANON PIXMA IP2700 Para quem procura uma solução económica de impressão a baixo custo QUALIDADE GERAL

4

PREÇO

4

APENAS DOIS TINTEIROS

6

VEREDICTO 8

Não é a solução de impressão mais rápida, não é a mais versátil e não é a que tem os resultados mais perfeitos. Mas a nova Pixma ip2700 constitui sem dúvida alguma uma proposta de valor muito interessante, sobretudo tendo em conta a qualidade geral que apresenta, e que deverá ser equacionada por quem não tem grandes necessidades de impressão nem muito dinheiro para gastar numa impressora. Compacta e leve, faz tudo o que uma impressora fotográfica mais capaz pode fazer, embora de uma forma mais limitada. E assim teria de ser, caso contrário, seria impossível ser vendida por este preço. Existem, pois, algumas privações face aos modelos de maior calibre – não é possível colocar mais do que dois tinteiros, não poderá contar com o já bastante visto (e útil) leitor de cartões acompanhado de um pequeno ecrã LCD para uma impressão mais rápida sem ter de usar o PC nem com a porta PictBridge e terá de a ligar ao PC por USB, não havendo a opção wireless. O alimentador de papel também tem uma capacidade menor e a saída não é a mais prática. De todos estes elementos, o sistema de dois tinteiros será o elemento que mais diferença faz face às “irmãs” mais velhas. Não que a resolução seja má, mas fica longe dos resultados obtidos em impressões que recorram a sistemas de quatro tinteiros ou mais. Os documentos de texto e gráficos não comprometem; as fotos ficam apenas razoáveis. Claro que, quando uma das cores terminar, terá de se substituir todo o tinteiro de cores. O tempo de impressão em modo normal não é muito longo – uma fotografia em papel 10x15 ficará pronta em cerca de um minuto. Quanto à resolução máxima, a Pixma ip2700 suporta até 4800 x 1200 ppp. Um aspecto que agrada bastante é o baixo consumo de tinta. Neste capítulo, a Canon combina a tecnologia FINE (Full-photolithography Inkjet Nozzle Engineering) com uma emissão de apenas dois picolitros. O modelo também permite usufruir do sistema CromaLife 100+ quando combinado com papel fotográfico genuíno da marca. Uma última palavra para o software Easy-PhotoPrint EX fornecido, que inclui as aplicações Auto Photo Fix II e Easy-WebPrint. J.P.F.

FABRICANTE CANON n PREÇO 49 EUROS n CONTACTO 214 704 000 n SITE WWW.CANON.PT

28 | PCGUIA


HARDWARE

HP Z800 O que é que Madagascar tem em comum com Shrek? Foram ambos criados numa workstation Z800 da HP, que agora também passou pela PCGuia Desenhada pela BMW Design Works, esta workstation da HP é, provavelmente, um dos computadores mais bem pensados que já vimos, talvez até melhor do que o MAC Pro. A Z800 é completamente modular. Depois de tirada a tampa, pode desmontar-se a workstation sem se usar uma chave de parafusos. Para substituir a fonte de alimentação, por exemplo, basta puxar a antiga e encaixar a nova. Não há necessidade de desligar ou ligar quaisquer fios. A Z800 está cheio de peças plásticas cuja única função é canalizar o fluxo de ar de forma a optimizar a refrigeração dos componentes. O modelo que testámos tinha dois processadores Intel Xeon E5530 a 2,40 GHz com quatro cores cada, 12 GB de RAM, 1,5 TB de disco e uma gráfica Nvidia Quadro. Um aspecto curioso é o facto de a refrigeração dos

processadores ser feita através de um sistema a líquido em circuito fechado, o que é uma coisa fora do comum na HP. Estes sistemas são mais silenciosos que os tradicionais. Infelizmente esta unidade emitia um silvo que ao fim de algum tempo se torna muito irritante. Isto pode ser um defeito particular desta unidade. A HP oferece um conjunto de sistemas operativos que vão desde o Windows XP até ao Linux, mas, curiosamente, segundo a página da empresa, não há oferta com Windows 7, que, como se sabe, é muito mais eficaz que qualquer versão do Windows Vista, principalmente com processadores multicore que incluem Hyperthreading, como é o caso dos Xeon empregues na Z800. Para testar a performance, utilizámos o PCMark Vantage, que faz uma verificação completa da

VERSÁTIL

4

SILENCIOSA

4

O SILVO QUE O SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO FAZ

6

VEREDICTO 9

velocidade dos componentes do computador simulando uma utilização típica. Nos nossos testes conseguimos um score de 7580 PCMarks. Este valor, apesar de ser muito bom, está aquém do que o hardware pode fazer. com software optimizado para ele como aplicações 3D ou CAD. Que de certeza tirariam muito mais partido do hardware, principalmente do sistema gráfico. A HP conseguiu fazer uma máquina que nos deixou uma excelente impressão, tanto na versatilidade e capacidades de expansão, como no potencial de performence que pode oferecer. P.T.

FABRICANTE HP n PREÇO 2939 EUROS n CONTACTO 808 218 218 n SITE WWW.HP.PT

POWERCOLOR HD5670 Suporte para DX 11 numa placa pequena e poupada. Agrada-lhe? BAIXO CONSUMO

4

COMPACTA

4

RUIDOSA

6

VEREDICTO 8

DISTRIBUIDOR NIPOSOM n PREÇO 79,90 EUROS n CONTACTO 218 440 200 n SITE WWW.POWERCOLOR.COM n FICHA TÉCNICA GPU RADEON HD5670 A 775 MHZ; 512MB GDDR5 A 1000X4 MHZ E INTERFACE A 128 BIT; SUPORTE DX11; BUS PCI-E 2.1; SAÍDA HDMI

30 | PCGUIA

Muitos leitores entram em contacto connosco para nos perguntarem qual é a melhor placa gráfica para um orçamento limitado. A resposta é complicada; depende do plafond (há quem diga que 100 euros é pouco, há quem diga que 50 euros é muito), dos gostos pessoais (uns preferem Nvidia, outros AMD) e das necessidades (para jogar, ou apenas consultar o e-mail e navegar na Web). Por isso, a nossa primeira resposta aos leitores é apenas e sempre esta: depende do caso. No caso concreto desta PowerColor HD 5670, que é proposta por menos de 80 euros, não se pode dizer de todo que seja um mau negócio. Mas será ela a placa ideal para um orçamento limitado? Mais uma vez, depende. Nesta gama de preços, basta dar mais 20 ou 30 euros para se

ir buscar uma solução consideravelmente mais rápida, como uma HD 4770 ou HD 4850, caso o desempenho seja o grande objectivo da aquisição. Se não for, e até porque estes modelos mais antigos não suportam DX 11 nem são tão compactos quanto esta PowerColor, a HD 5670 é uma boa aposta. Para além destes predicados, existe ainda a possibilidade de colocar duas placas em CrossFireX para aumentar a taxa de frames por segundo. No entanto, esta solução deixa sempre uma questão no ar: até que ponto é que o ganho de fps compensa o maior investimento face a uma só solução de maior calibre que possa até disponibilizar um desempenho semelhante e, neste caso, sem sacrificar desnecessariamente slots na motherboard? J.P.F.


NAS VERBATIM 500GB As redes domésticas requerem soluções de armazenamento específicas. A PCGuia espreitou a nova proposta da Verbatim neste campo O novo disco NAS (Network Attached Storage) da Verbatim é uma pequena caixa preta com um único LED no painel frontal. Na parte de trás tem, para além da tomada de energia, uma tomada RJ-45 para rede com fios com uma velocidade máxima de 1 Gbps, duas entradas USB para ligação de mais discos ou de impressoras e o botão para ligar e desligar. Pode adquirir este disco de rede com capacidades de 500 GB ou de 1 TB. Ambos os modelos têm: Servidor de ficheiros compatível com Mac, PC e Linux. Servidor de media de acordo com a norma DLNA. Servidor iTunes, que permite que toda a música que esteja guardada no NAS possa

ser acedida de uma forma organizada através do software iTunes para Mac ou PC. Servidor de impressão, que permite, partilhar uma impressora em rede. Servidor FTP, com o qual pode partilhar ficheiros através da Internet. Cliente Bittorrent, para fazer downloads automáticos, usando este sistema de partilha de ficheiros. A interface de configuração web é muito simples de usar embora não esteja disponível em português. Através desta interface pode criar uma lista dos utilizadores que podem aceder ao disco e definir os privilégios de cada um. No que respeita ao funcionamento, esta drive,

FABRICANTE VERBATIM n PREÇO 169 EUROS n SITE WWW.VERBATIM-EUROPE.COM

VERSATILIDADE

4

COMPATIBILIDADE

4

ONDE ESTÁ A INTERFACE EM PORTUGUÊS?

6

VEREDICTO 9

não sendo das mais rápidas, cumpre muito bem as tarefas a que se propõe. Testámos o servidor de ficheiros com uma máquina com Windows 7 tendo obtido uma velocidade máxima de 35 MB por segundo, o que não é nada mau para um dispositivo que usa o samba como interface para redes Windows. O servidor de media foi testado com uma PS3 e um Asus O!Play HD-1, que funcionaram na perfeição, sem qualquer soluço na imagem ou som. No geral este disco é uma proposta sólida e honesta da Verbatim para quem quer partilhar os seus dados em todos os computadores de casa. P.T.


HARDWARE

COOLMAX CUG-980B Energia para usar, dar e vender POTÊNCIA

4

ESTABILIDADE

4

PREÇO

6

VEREDICTO 8

Ter no PC de casa uma fonte de alimentação capaz de debitar até 980 W de energia será certamente uma questão impensável para muita gente, nomeadamente para quem gosta de manter a conta de electricidade controlada. No entanto, longe vão os tempos em que as fontes de alimentação esbanjavam muita da electricidade gerada, e a CUG-980B segue as últimas tendências nesta matéria. Fazendo menção na caixa de ser um produto “verde”, ou seja, amigo do ambiente, a fonte da Coolmax apresenta um índice de eficácia de 84 por cento, o que significa que, independentemente das necessidades, a energia produzida é maioritariamente canalizada para o PC, minimizando os desperdícios. Isto é um dado importante para quem vai precisar desta fonte – aqueles que consideram a conta da electricidade como um mal necessário ou, falando a linguagem dos jogos, um dano colateral. Referimo-nos, pois, aos jogadores, que gostam de “artilhar” as suas máquinas com as mais modernas plataformas, sejam elas de processamento, de gráficos ou até de memória, e que gostam de as explorar até ao limite, aplicando oveclocking aos vários elementos de hardware. A Coolmax CUG-980B dá resposta a todos os tipos de necessidade, dispõe de várias fichas e é também modular, o que lhe permite ir “crescendo” à medida das exigências, evitando assim espalhar cabos dentro da caixa. Por outro lado, mesmo em regimes de carga máxima, não produz muito barulho. É perfeitamente silenciosa na maior parte do tempo numa utilização dita normal. Já o calor dissipado é bem notório quando em carga, apesar de a ventoinha de 140 milímetros fazer um bom trabalho. Por fim, aquele que será o maior aspecto contra – e é um dado comum a muitos modelos desta natureza. O preço não está de todo ao acesso do comprador comum, mas a boa qualidade geral do produto e o facto de ser amiga do ambiente torna-a numa opção apetecível para os adeptos do conceito do PC poderoso com uma consciência “verde”. J.P.F. DISTRIBUIDOR MÉDIO INFORMÁTICO n PREÇO 119,50 EUROS n CONTACTO 229 997 760 n SITE WWW.COOLMAXUSA.COM

ASUS 24T1 A Asus mostra-nos a sua visão para a “caixa mágica” ECRÃ

4

VERSATILIDADE

4

6

VEREDICTO 9

Os monitores com TV não são um conceito novo. O que é novidade é a chegada da Asus a este mercado. O 24T1 é um monitor que, como o nome indica, usa um painel LCD de 24 polegadas com a possibilidade de mostrar imagens de alta definição até 1080p (1920x1080 pixels). Tem duas entradas HDMI, uma entrada VGA, dois SCART, uma S-Video, uma de vídeo composto e uma por componentes. O sintonizador de TV é híbrido, o que permite a recepção de TV analógica normal e DVBT (Televisão Digital Terrestre). No campo do áudio, para além das entradas de áudio incluídas nas tomadas HDMI, existe também uma entrada tipo Jack e RCA analógica. Há ainda uma saída de áudio digital SPDIF óptica. O Asus 24T1 é um objecto que se nota que foi desenhado a pensar num público um pouco diferente do público tradicional dos monitores de computador. O acabamento da caixa é preto brilhante, que infelizmente fica sujo num instante, e os botões de comando foram deslocados para o topo do aparelho, com o intuito de os tornar mais acessíveis quando se está de pé. A grelha que cobre os altifalantes tem um padrão que não é normal encontrar num monitor de computador. A qualidade da imagem em TV analógica é boa, fruto da qualidade do sintonizador e do software de limpeza de ruído da imagem. O sistema de som, apesar de não ter uma grande potência, proporciona um som melhor do que muitas das outras propostas neste campo, em que se notam os sons graves, não se parecendo de todo com rádio a pilhas. Uma das coisas que fazem falta a este monitor/TV é um sistema PiP (Picture in Picture), que permita ver TV enquanto se trabalha com o computador, quanto mais não seja para se ver se o nosso programa preferido já começou. De resto, é uma máquina sólida e que faz o que se propõe. P.T.

FABRICANTE ASUS n PREÇO 289 EUROS n CONTACTO 707 500 310 n SITE WWW.ASUS.PT

32 | PCGUIA

O ACABAMENTO BRILHANTE FICA CHEIO DE DEDADAS


HARDWARE

SAMSUNG N210 E R580 Nós temos dois amores que em nada são iguais. Mas temos a certeza de qual gostamos mais...

SAMSUNG N210 AUTONOMIA

4

LEVE

4

TOUCHPAD PEQUENO

6

VEREDICTO 9

SAMSUNG R580 ETHERNET

4

BONITO

4

DRIVE BLU-RAY?

6

VEREDICTO 8

Acabadinhos de chegar ao mercado nacional, os modelos N210 e R580 testemunham a aposta forte que a Samsung está a fazer para a gama de computadores pessoais em Portugal (após uma tentativa que não foi profícua há uns anos).

N210 É um dos netbooks que a Samsung introduz no início de 2010. Conta com um processador Atom N450 (1,66 MHz), 1 GB de memória RAM, um ecrã de 10.1 polegadas (1024 x 600), um disco rígido de 250 GB, placa gráfica partilhada, webcam de 0.3 Mp, três portas USB (uma delas com função de carregador), um leitor de cartões de memória e rede 10/100, bem como suporte para rede sem fios (n). Está equipado com o Windows 7 Starter. No que concerne ao aspecto, pouca margem há para críticas. O look simples mas atraente é uma mais-valia. A simplicidade de utilização, nomeadamente do teclado e do touchpad, é fantástica. O teclado em formato “chiclete” facilita a edição de texto e o touchpad – muito embora de tamanho reduzido – suporta gestos multi-touch (semelhantes aos usados no iPhone). O ecrã apresenta uma imagem fantástica e partilha com o resto do hardware o aspecto mate – não é espelhado, o que facilita a utilização do N210 em condições de iluminação directa. Infelizmente, não existe módulo 3G, pelo que se utilizar banda larga móvel terá de ligar a pen drive a uma das portas USB. Além disso, não existe porta HDMI, mas a verdade é que o computador também não tem as características técnicas necessárias para processar filmes em alta resolução 1080p. A autonomia ascende a mais de 11 horas, o que é bastante aliciante e um factor que confere portabilidade a esta aposta da Samsung. O peso de pouco mais de 1 kg reforça esta ideia. O primeiro arranque demora uma eternidade. A configuração da máquina, a criação de uma cópia de segurança, a configuração do Office Home 2007 (versão trial) e de outros programas são tarefas levadas a cabo pelo N210, pelo que o leitor terá de esperar para cima de meia hora antes de começar a usar o netbook. Por outro lado, tem à sua disposição a função HyperSpace. Quando o Windows estiver a arrancar, e se o utilizador premir a tecla F6, é executada esta aplicação, que lhe dá acesso rápido à Internet e

aos seus e-mails (Gmail). Se procura um netbook, esta é uma boa aposta.

R580 Este R580 é um laptop pensado para utilizadores com necessidades de processamento, mas com um orçamento apertado. Entre as características mais importantes, o leitor pode encontrar um processador Intel Core i3 330M (2.13 Ghz), 4 GB de memória RAM DDR3, um ecrã LED de 15.6 polegadas, uma placa gráfica Nvidia GeForce 310M com 512 MB de memória DDR3 dedicados, um disco rígido de 500 GB Sata, drive óptica SuperMulti Dual Layer, uma webcam de 1.3 Mp, rede sem fios (g/n), bluetooth, uma porta HDMI, quatro portas USB (uma com combo eSata), leitor de cartões de memória (SD, SDHC e MMC), Gigabit ethernet e é vendida com o Windows 7 Home Premium. São opções apetecíveis e que garantem um desempenho convincente (4631 PCMarks divididos em: 3373 marks na suite TV and movies, 3368 marks Gaming e 3212 marks nos testes de disco rígido), muito embora gostássemos de ver na lista acima mencionada uma drive óptica Blu-ray em vez da tradicional SuperMulti. Com um peso de 2,6 kg pode não ser o companheiro mais transportável em que possa pensar, mas lembre-se de que estamos a falar de um notebook com um generoso ecrã de 15,6” (embora com uma resolução máxima de apenas 1366x768). Se tiver este argumento em consideração, concordará connosco: as quase três horas de autonomia são até bastante razoáveis. O conforto de utilização é outra das suas características. O look é um argumento a seu favor, assim como a suavidade do teclado (completo) e o espaçamento entre as teclas. A porta eSata é outra mais-valia, assim como a inclusão da tecnologia sleep and charge numa das portas USB. Se ligar um dispositivo compatível a esta porta, este será carregado, mesmo que o R580 esteja desligado. Se quiser um notebook para levar consigo para todo o lado, existem outras ofertas mais adequadas, mas se procura uma máquina capaz de fazer um pouco de tudo, desde processamento de jogos a edição gráfica, este proposta da Samsung tem o que é preciso para o convencer. J.T.

FABRICANTE SAMSUNG n PREÇOS 369,90 (N210); 799,90 EUROS (R580) n CONTACTO 800 220 118 n SITE WWW.SAMSUNG.PT

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TESTE EM GRUPO

COMO TESTÁMOS Para a maioria dos nossos leitores, os resultados do benchmark do nosso mais recente superteste a processadores serão certamente uma história dividida em duas partes. Por um lado, experimentámos e testámos benchmarks multi-thread que cobrem a codificação de vídeo e a renderização profissional. Por outro, temos um dos poucos tipos de aplicação restantes que resistiram até agora à chamada ao paralelismo, pelo menos no que diz respeito às cargas de trabalho do CPU em vez do GPU. Sim, estamos a falar dos jogos. O leitor apenas tem de olhar para o desempenho do chip Phenom dualcore em Crysis para perceber que até os títulos mais avançados não estão necessariamente optimizados para processadores quad-core.

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SUPERTESTE PROCESSADORES MULTI-CORE

PROCESSADORES

PARA JOGOS

Quer mais desempenho? Precisa de mais núcleos. Assim manda a sabedoria convencional. Mas tal como a PCGuia revela, a alternativa dual-core pode acabar por surpreendê-lo Núcleos, núcleos, magníficos núcleos. A acreditarmos na palavra da Intel e da AMD, a solução para todas as calamidades do mundo envolve enterrá-las debaixo de uma montanha de núcleos de processadores. Aparentemente, não há nada que não se possa curar com suficiente potência de computação multi-core. Esta ideia encerra pelo menos alguma verdade. Na maior parte do tempo, os núcleos extra fornecem mais desempenho, mas nem sempre. Além disso, convém lembrar que os chips com mais núcleos também são mais caros. A AMD tornou o quad-core mais acessível com o seu novo Athlon II X4 de baixo preço. Ao mesmo tempo, a Intel parece ir na mesma direcção com as suas propostas económicas. A mais recente, com o nome de código

Clarkdale e diversamente designada pelas marcas Core i3 e Core i5, consiste num sistema dual-core, não obstante a vantagem dos minúsculos transístores de 32 nm. No entanto, graças às velocidades mais altas do relógio, à arquitectura de topo de gama e à capacidade para lidar com dois threads por núcleo, o Clarkdale dá umas valentes machadadas nos números do desempenho. Contudo, o Clarkdale está igualmente comprometido pela sua radical arquitectura de fusão CPU-GPU. Terá de continuar a ler para saber mais detalhes. Basta dizer por agora que gostaríamos de ver um modelo dual-core despojado dos seus inúteis gráficos integrados. Ainda assim, a competição entre dual-core e quad-core na gama de entrada acabou de ficar

muito mais interessante. Mais acima na escala, a pergunta fulcral é a seguinte: o que oferece desempenho suficiente? A Intel fabrica os chips mais rápidos, mas quando tomamos em consideração factores como o custo total da plataforma e a capacidade de actualização, bem como a ideia de que mais desempenho além de um certo ponto pouco melhora a nossa experiência do PC, os processadores Phenom da AMD fazem mais sentido. Se o leitor pretende o melhor que o PC tem para oferecer actualmente, será que precisa mesmo de comprar um chip Intel Extreme Edition e as engenhocas caras que o acompanham? Vamos ajudar a responder a essa pergunta… PCGUIA

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TESTE EM GRUPO

PROCESSADOR DUAL-CORE

AMD PHENOM II X2 550 BE Este chip dual-core da AMD é um barrete, se considerarmos que o número de núcleos é o único parâmetro de avaliação do processador que interessa. Afinal de contas, a própria AMD vende um processador quad-core autêntico na forma do Athlon II X4 620 por mais cerca de 11 euros. Uma rápida vista de olhos pelos benchmarks multi-thread só serve para piorar as coisas. Este é de longe o processador mais lento nos nossos testes de codificação de vídeo de alta definição e renderização profissional. Para que não haja a menor sombra de dúvida, não estamos a dizer que se encontra ligeiramente atrás no papel ao mesmo tempo que oferece uma experiência semelhante ao utilizador final. O Core i7 860 da Intel é cerca de 2,5 vezes mais rápido nas aplicações que apresentam um bom comportamento com a adição de núcleos. Porém, o contraste multi-thread realmente doloroso chega-nos com os cumprimentos do supracitado quad-core Athlon II. É quase duas vezes mais rápido no nosso teste de codificação de vídeo X264 e corta mais de 30 segundos ao tempo de dois minutos e seis segundos do 550 no Cinebench. 38 | PCGUIA

Mas esta não é, obviamente, a história toda. O Phenom II X2 devia ser reconhecido pelas suas capacidades mal o leitor entra no seu jogo favorito. Admitimos que a recente chegada do Windows 7 e DirectX 11 parece ser um ponto de viragem decisivo para os desenvolvimentos de verdadeiros jogos multi-thread. Por enquanto, todavia, os jogos continuam a ser uma das últimas aplicações remanescentes que resistem à mudança da indústria informática para o multi-threading. Somente um punhado de títulos utiliza eficazmente mais de um par de núcleos.

NADA DE FENOMENAL Nesse contexto, o relógio de 3,1 GHz e os generosos 7 MB de cache do 550 devem chegar para oferecer um chip eficiente e barato para jogos. Nos jogos com um código em thread modesto, como Crysis, é precisamente assim que funciona. A 51 fps, está na velocidade certa. No entanto, as coisas não são tão sadias em World of Conflict, onde fica muito atrás de todos os outros chips, à excepção do devorador de cache Athlon II X4. Apesar disso, segundo a nossa experiência geral, o 550 revela ser um bom chip para jogos.

DESEMPENHO NOS JOGOS

4

PREÇO

4

VELOCIDADE DE RELÓGIO

6

VEREDICTO 7

Em termos de overclocking, o aumento da frequência de série de 3,1 GHz para 3,7 GHz com base na simples refrigeração a ar e voltagens de série constitui um resultado razoável. A dura verdade, porém, é que isto não chega a ser sequer suficientemente significativo para fazer uma diferença tangível para o utilizador ou na experiência de jogo. Para isso, o leitor necessita do incrível Core i5 750 da Intel. Finalmente, todos os processadores Phenom II X2 incluem a perspectiva tentadora de desbloquear núcleos escondidos. A AMD não gosta de falar acerca disso. Mas o facto é que todos os chips Phenom Il se baseiam no mesmo die de processador quad-core. Para criar chips dual-core e quad-core, a AMD simplesmente desactiva um ou dois núcleos. Na teoria, trata-se de uma excelente maneira de encontrar um processador quad-core com tudo incluído por pouco dinheiro. Na prática, a menos que o leitor compre a um vendedor que teste o chip antes de enviá-lo (um serviço só disponível se for amigo do dono da loja), os núcleos escondidos podem nem sequer funcionar, o que na nossa opinião constitui uma opção demasiado arriscada.


PROCESSADOR QUAD-CORE

AMD ATHLON II X4 620 Um processador quad-core por este valor? O que há para não gostar? Certamente não o esticão bruto deste chip nas aplicações multi-thread. Faz frente a todos menos ao poderoso chip Core i7 860 de oito threads. Mais especificamente, encadeia por completo o seu congénere dual-core, o AMD Phenom II X2 550. Se o que pretende é um processador barato para a codificação de vídeo doméstico, renderização de imagem ou qualquer tipo de criação de conteúdos, o Athlon II X4 620 é um achado. Na verdade, apostamos que para a grande maioria das pessoas na maior parte do tempo, este chip oferece a quantidade de desempenho quad-core de que alguma vez precisam ou podem querer. Além disso, quando acrescentamos a flexibilidade das plataformas e sockets de processador da AMD, a imagem só melhora. O ponto a reter aqui é que o 620 encaixa em qualquer socket AMD remotamente recente, incluindo os AM2, AM2+ e AM3. Por sua vez, isto dá ao leitor a possibilidade de correr memória DDR2 ou DDR3. Com efeito, quando comparamos isto com a confusão onde a Intel se meteu com os seus

dois sockets de PC de secretária incompatíveis (três, se incluirmos o velhinho LGA775), e agora um novo processador que vem aumentar ainda mais a confusão ao forçar a adopção dos gráficos integrados junto dos consumidores, a simplicidade da abordagem da AMD parece ainda mais atraente. E isso antes de adicionarmos o lunático esquema de marcas dos Core i3, i5 e i7.

CORTE NA CACHE Quando voltamos a nossa atenção para o desempenho nos jogos, contudo, as coisas parecem muito menos risonhas. O 620 tem dois grandes problemas. O primeiro reside na modesta velocidade do relógio de 2,6 GHz. Muito lenta para aquela que se trata, afinal de contas, de uma arquitectura antiga e que necessita de uma velocidade do relógio substancialmente superior para poder dar o seu melhor no software sequencial tradicional. A boa notícia é que a modesta frequência de funcionamento oficial do 620 deixa margem de manobra com fartura para overclocking. Mostra-se à altura do que dele se espera ao

DESEMPENHO MULTI-THREAD

4

BARATO PARA UM QUAD

4

FALTA DE CACHE

6

VEREDICTO 8

atingir 3,5 GHz, com os cumprimentos da refrigeração a ar e de voltagens de série. Trata-se de um óptimo resultado para um chip AMD e contribui em certa medida para lidar com o escanzelado desempenho nos jogos, mesmo que não consiga igualar os overclocks de 1,5 GHz+ possíveis com alguns chips Intel. A outra desvantagem importante tem que ver com a falta de memória cache L3 partilhada do Athlon II. Isso significa que este chip tem de se contentar com apenas 512 K de cache L2 por núcleo. Infelizmente, a disponibilidade limitada de cache tende a deitar por terra o desempenho precisamente no tipo de operações sequenciais intensivas de números inteiros que predominam nos jogos. Ao contrário da questão da velocidade do relógio, não há nada que o leitor possa fazer em relação a isso. No fim de contas, portanto, o 620 não é propriamente a pechincha que parece à primeira vista. Embora seja excelente para aplicações multi-thread, falta-lhe demasiado em termos de potência bruta nos jogos para ser considerado um vencedor global. PCGUIA

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TESTE EM GRUPO

PROCESSADOR QUAD-CORE

AMD PHENOM II X4 955 BE Paremos para pensar um pouco no processador Phenom da AMD. Em parte devido aos atrasos no lançamento inicial, em parte por ter sofrido de um ou dois erros sérios durante a sua infância, e vendo os chips Core da Intel, de uma maneira geral, pavonearem-se impunemente, a vida tem sido um pouco sombria. Mais recentemente, no entanto, as coisas têm melhorado. A maior oportunidade surgiu com o Phenom II e a mudança de transístores de 65 nm para 45 nm. É certo que este processo de encolhimento produziu poucos melhoramentos ao nível da arquitectura, mas permitiu corrigir os problemas do primeiro modelo e por sua vez aumentar as velocidades do relógio. O resultado foi um processador muito mais competitivo. Evidentemente, não se pode dizer que a Intel nesse meio tempo tenha estado parada. Comparado com os mais recentes processadores quad-core da Intel, este Phenom continua a parecer algo lento. Mas será que isso importa se a experiência real do utilizador final for suficientemente boa? Afinal de contas, graças ao custo inferior das motherboards AMD compatíveis e ao maior esforço que a AMD tende 40 | PCGUIA

a investir para manter a sustentabilidade a longo prazo, e por conseguinte a capacidade de actualização, o Phenom II tem muito a seu favor além do mero desempenho.

ARQUITECTURA Sob certos parâmetros de avaliação, a resposta é claramente sim. O 955 pode não ser um campeão mundial literal nas aplicações multithread, tais como codificação de vídeo. No entanto, isoladamente, revela-se rápido q.b. graças aos seus quatro núcleos, às velocidades decentes do relógio e a uma saudável memória cache. As coisas parecem um pouco mais marginais quando se trata de jogos. Uma mão-cheia de minutos acrescentados a uma tarefa de codificação de vídeo dificilmente vai restringir o estilo de vida despreocupado do estimado leitor. No entanto, as fracas frame rates conseguem estragar seriamente o seu prazer nos jogos. E é precisamente a esse nível que o Phenom II se mostra mais fraco. O problema deriva quase certamente das origens algo antigas dos núcleos do Phenom II. Para a maioria, remontam a 2003 e aos primeiros chips Athlon 64. Trata-se de uma

DESEMPENHO GLOBAL

4

DESIGN

4

POTENCIAL DE OVERCLOCKING

6

VEREDICTO 8

eternidade em termos de PC. De qualquer maneira, o resultado final é que à medida que passam meses e anos sem surgir uma nova arquitectura da AMD, temos cada vez mais dúvidas acerca da viabilidade do Phenom II X4 como base a longo prazo para uma plataforma de jogos de alto desempenho. Este problema não se coloca ao chip X2 mais barato na mesma medida devido às expectativas inevitavelmente mais modestas do preço mais baixo. Para agravar o problema, os processadores da AMD permanecem algo relutantes ao overclocking. Evidentemente, se o leitor possui um kit de refrigeração exótico (que provavelmente está parado às moscas) e gosta de se rir na cara das definições de voltagem, é sempre possível conseguir números de overclocking elevados. Todavia, com a refrigeração a ar padrão e voltagens sensatas, a margem de manobra disponível não é nada do outro mundo. Nesse contexto, as funcionalidades amigas do overclocking, tais como o multiplicador desbloqueado do processador do 955, tendem a revelar-se algo controversas.


PROCESSADOR QUAD-CORE

INTEL CORE i5 750 Um dia, esperamos que num futuro não demasiado distante, alguém vai fazer o que tem de ser feito: mandar juntar a actual equipa de marketing da Intel, alinhá-la contra uma parede e dar-lhe um daqueles sermões valentes. Parece desagradável? Não é nada comparado com os crimes hediondos contra a lógica e a razão que cometeu ao longo dos últimos seis meses. É graças a esses crimes que temos de explicar repetidamente que este Core i5 não tem nada que ver com o outro Core i5 em teste este mês. Na verdade, trata-se do mesmo chip do Core i7, mas com o HyperThreading desactivado. Ao mesmo tempo, contudo, é um die de processador completamente diferente de outro Core i7 que não aparece aqui, percebeu? Entretanto, o novo Core i3 (que também não aparece aqui) é na verdade o gémeo quase idêntico do outro Core i5. Tudo isto não passa de uma grande confusão. Se interrogarmos a Intel sobre este assunto, a resposta habitual envolve novas garantias acerca do peso esmagador da investigação

que sustenta estas atrocidades do esquema de marcas e a infinita experiência dos responsáveis. Em suma, estamos apenas a seguir ordens, meu comandante. De qualquer maneira, a maioria dos principais economistas mundiais não foi capaz de detectar a crise financeira que paira sobre nós.

SUPREMO SILÍCIO O ponto a reter de tudo isto é que o leitor deve ignorar a marca i5 deste chip e concentrar-se nos factos essenciais do seu núcleo. Porque o que temos aqui é um exemplo quad-core da melhor arquitectura de processador jamais concebida, nomeadamente o Nehalem da Intel, ao preço mais baixo actualmente disponível. Obviamente, a 2,66 GHz não apresenta uma velocidade do relógio tão alta como a maioria dos outros chips da classe Nehalem. Carece igualmente de algumas das mais funcionalidades mais invulgares do Nehalem, como o HyperThreading e um controlador de memória de canal triplo.

IMBATÍVEL PARA JOGOS

4

MARGEM PARA OVERCLOCKING

4

DESEMPENHO PARALELO LIGEIRAMENTE LENTO

6

VEREDICTO 9

Os viciados na codificação fariam bem em investir em algum tipo de processador Core i7, mas na PCGuia interessamo-nos sobretudo por jogos, jogos e mais jogos. E é nos jogos que este chip dá cartas. São três as razões pelas quais isso acontece. Para começar, normalmente os jogos não lidam bem com o multi-thread. Como tal, a falta da funcionalidade HyperThreading no 750 é discutível. Ao mesmo tempo, este chip beneficia de todas as outras excelentes funcionalidades do Nehalem, incluindo uma grande largura de banda e um quarteto de núcleos de execução superlargos incrivelmente potentes. Finalmente, com overclocking, este chip atinge perto de 4 GHz. Mesmo com um modelo Extreme Edition, seria muito difícil melhorar este valor, nem que fosse em apenas 10%. Isto significa que o 750 oferece uma experiência de jogo do melhor. Pode não ser um preço de pechincha, mas, ainda assim, é acessível a quase toda a gente e significa que, no que toca a processadores, pelo menos, a maioria de nós podem aspirar a ter o melhor. PCGUIA

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TESTE EM GRUPO

PROCESSADOR DUAL-CORE

INTEL CORE i5 661 O que dizer do Clarkdale, o novo dual-core da Intel? Para começar, é o primeiro processador para PC do mundo com transístores de 32 nm. Os transístores mais pequenos dão normalmente a possibilidade de baixar o custo do chips ou de integrar mais funcionalidades e desempenho pelo mesmo preço. Também tendem a permitir frequências de funcionamento mais altas e a baixar o consumo de energia. Uma vitória sob todos os aspectos, portanto. Com isso em mente, o preço não parece fazer sentido. Um dual-core de 32 nm não deveria custar seguramente uma ninharia? Afinal de contas, o preço do 661 foi fixado em pé de igualdade com o do quad-core Core i5 750. A explicação tem de estar relacionada com a outra grande novidade deste processador, o núcleo de gráficos integrados. A ideia de fundir um CPU e um GPU num único produto, como faz o Core i5 661, é uma coisa estranha. Por um lado, trata-se de um prenúncio do que está para vir. Mas é difícil entusiasmarmo-nos com uma tecnologia que existe sobretudo para tornar os computadores de 42 | PCGUIA

gama baixa mais acessíveis. Mais especificamente, como entusiastas de jogos não estamos nada interessados no débil desempenho dos gráficos integrados que a Intel incluiu neste processador. Admitimos que é o melhor da Intel até à data. No entanto, continua mais lento do que o que consegue com uma placa de gama média da Nvidia ou da AMD. E mesmo esses GPU serão totalmente inaceitáveis para alguém que leve remotamente a sério os jogos para PC.

DUAL-CORE MAIS RÁPIDO Também nos preocupamos que esta combinação possa comprometer os parâmetros térmicos do chip, embora esta seja uma questão com a qual ainda teremos de nos conformar. Um overclock máximo de 3,76 GHz em modo Turbo, porém, é certamente menos do que se esperaria de um processador de 32 nm com uma velocidade do relógio oficial de 3,33 GHz. Afinal de contas, velocidades de 4 GHz ou mais são habituais para muitos dos processadores Intel de 45 nm. Evidentemente, nada disto importaria se a

FANTÁSTICO DESEMPENHO

4

TECNOLOGIA DE 32 NM

4

GRÁFICOS INTEGRADOS FRACOS

6

VEREDICTO 8

metade CPU deste processador de fusão CPU-GPU mandasse. Contudo, graças à espectacularidade completa da arquitectura Nehalem da Intel, já para não falar da saúde bruta da sua velocidade do relógio de 3,33 GHz, o 661 é na verdade sensacional. Além de ser não só o mais rápido processador dual-core de sempre, é também rápido para causar calafrios à gama mais baixa da linha de quad-core Core 2 mais antiga da Intel. Em vários benchmarks não fica longe do Phenom Il X4 955 BE da AMD, o segundo processador quad-core mais rápido produzido pela AMD. O que gostaríamos de ver, portanto, é uma versão dual-core simples deste chip, despojado dos gráficos imprestáveis e com um corte de 50% no preço. Isso sim, seria interessante. Infelizmente, é pouco provável que aconteça devido à forma como a Intel ligou o controlador de memória ao chip que contém os gráficos. Por outras palavras, se a Intel quiser fazer uma versão sem gráficos do Clarkdale, precisa de arranjar um die de processador inteiramente novo.


PROCESSADOR QUAD-CORE

INTEL CORE i7 860 Diz-se que os cemitérios da Roma Antiga estão cheios de soldados medianos. O que isto significa é que a mediocridade pode ser a verdadeira morte do artista. Com isso em mente, o leitor poderia achar que o Core i7 860 está a jeito de receber um golpe de gládio na garganta, com os cumprimentos das forças de mercado. Por um lado, é muito mais caro do que o Core i5 750. Contrariamente ao que o esquema de marcas da Intel faria supor, ambos baseiam-se no die de processador Lynnfield, logo são virtualmente idênticos. Separam-nos uns meros 133 MHz de frequência de funcionamento. Por outro, poderia argumentar que o 860 não é um verdadeiro chip Core i7. Afinal de contas, faz parte do socket LGA1156 de gama média da Intel, não da alternativa LGA1366 de gama alta. De igual modo, não se baseia no die de processador principal Bloomfield, pelo que carece de funcionalidades, tais como o controlador de memória de canal triplo e suporte para montes de vias PCI Express.

Convém não esquecer que na verdade é possível obter essas funcionalidades do Bloomfield de topo de gama por menos dinheiro com os cumprimentos do Core i7 920. Por conseguinte, o 860 parece de facto um soldado mediano a caminho de uma sepultura prematura. Não é nem a pechincha do Core i5 750 nem a proeza técnica do completíssimo Core i7 Bloomfield.

OVERCLOCKING Porém, quanto mais olhamos de perto para o 860, mais sentido faz. Em termos de desempenho do mundo real, não há nada entre este chip Lynnfield e os seus irmãos Bloomfield. O canal de memória extra dos últimos faz pouca diferença, assim como as vias PCI Express adicionais. O que o leitor obtém e falta crucialmente ao Core i5 750 é o suporte para HyperThreading. Representa muitas vezes 20% ou mais de desempenho extra nas aplicações multi-thread. Pela nossa experiência, os Lynnfield são também pelo menos tão bons como os

DESEMPENHO

4

MARGEM PARA OVERCLOCKING

4

EXCESSIVO PARA JOGADORES

6

VEREDICTO 9

Bloomfield no que toca ao overclocking. Seja qual for a opção que escolher, deverá ficar muito perto dos 4 GHz com refrigeração a ar. Igualmente importante, não precisa de comprar a plataforma LGA1366 mais cara. A dúvida mais óbvia que temos reside no facto de o HyperThreading não ser grande coisa para jogos. O Core i5 750 continua a ser a arma de eleição em termos de relação preço/qualidade para jogos. Finalmente, ao optar por qualquer LGA1156 significa que está a limitar as suas opções de actualização fácil. Quando a Intel lançar o seu novo processador de seis núcleos em finais deste ano, por exemplo, inicialmente apenas estará disponível para o socket LGA1366. Para os donos do Core i7 860, isto implica uma nova motherboard. Mas se pode comprar um desses monstros de seis núcleos, será que a aquisição de uma nova motherboard vai fazer mossa no seu orçamento? Duvidamos. Tudo isto significa que este i7 de nível de entrada dá muito mais luta do que seria de esperar. PCGUIA

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TESTE EM GRUPO

GRÁFICOS RESULTADOS DOS BENCHMARKS Desempenho do CPU

Desempenho em jogos topo de gama

FRAMES POR SEGUNDO: MAIS É MELHOR

X264 HD

Crysis Warhead

TEMPO: MAIS RÁPIDO É MELHOR

AMD ATHLON II 620

16

AMD ATHLON II 620

37

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION

9

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION

51

18

53

INTEL CORE I5 750

19

INTEL CORE I5 750

57

INTEL CORE I5 661

16

INTEL CORE I5 661

50

INTEL CORE I7 860

25

INTEL CORE I7 860

59

3

6

9

12

15

18

21

24

27

30

6

Desempenho da memória Largura de banda

Multi-Cinebench

AMD ATHLON II 620

12,1

AMD ATHLON II 620

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION

10,4

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION

INTEL CORE I5 750

16,3

INTEL CORE I5 750

INTEL CORE I5 661

12

INTEL CORE I5 661

INTEL CORE I7 860

16,5

INTEL CORE I7 860

12,9

4

18

24

6

8

10

12

14

16

18

20

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION INTEL CORE I5 750 INTEL CORE I5 661 INTEL CORE I7 860

30

40

50

60

70

80

90

10 33 6 35 9 47 20 57 23 48

AMD ATHLON II 620

23 58

INTEL CORE I7 860

37 51

30

45

60

INTEL CORE I5 750 INTEL CORE I5 661 INTEL CORE I7 860

44 | PCGUIA

105 120 135 150

INTEL CORE I5 661

33 74

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

MÉDIO

Desempenho em overclocking

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION

50

90

16 40 8 40 10 50 31 74 23 50

MÍNIMO

WATTS: MENOS É MELHOR

25

75

RELÓGIO DE SÉRIE

INTEL CORE I5 750

100

AMD ATHLON II 620

INACTIVO

60

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION

MÉDIO

Consumo de energia Inactivo/Máximo

54

FRAMES POR SEGUNDO: MAIS É MELHOR

WiC

AMD ATHLON II 620

20

48

Overclocking: Desempenho do CPU nos jogos

FRAMES POR SEGUNDO: MAIS É MELHOR

10

42

68 87 108 126 57 65 40 61 74 82

15

Desempenho em jogos DX10

MÍNIMO

36

SEGUNDOS: MAIS RÁPIDO É MELHOR

OVERCLOCKING

WiC

30

Desempenho do CPU: Melhoria com overclocking

GB/S: MAIS É MELHOR

2

12

75

GHZ: MAIS É MELHOR

Série/Máx. 150 200 95 190 135 210 125 185 90 130

AMD ATHLON II 620

125 225

INTEL CORE I7 860

AMD PHENOM II X2 550 BLACK EDITION AMD PHENOM II X4 955 BLACK EDITION INTEL CORE I5 750 INTEL CORE I5 661

100 125 150 175 200 225 250

MÁXIMO

2,6 3,5 3,1 3,7 3,2 3,6 2,6 4,1 3,3 3,6 2,9 4

0,5 SÉRIE

1

1,5

2

MÁXIMO

2,5

3

3,5

4

4,5

5


TESTE EM GRUPO

MODELO Preço

AMD Athlon II X4 620

AMD Phenom II X2 AMD Phenom II X4 550 Black Edition 955 Black Edition

Intel Core i5 750

Intel Core i7 661

Intel Core i7 860

92 Euros

75,90 Euros

135 Euros

169,90 Euros

179 Euros

254 Euros

www.amd.com

www.amd.com

www.amd.com

www.intel.com

www.intel.com

www.intel.com

Núm. de núcleos

4

2

4

4

2

4

Threads

4

2

4

4

4

8

Tecnologia de processamento

45 nm

45 nm

45 nm

45 nm

32 nm (GPU 45 nm)

45 nm

Número de transístores

300 m

768 m

768 m

774 m

383 m (32 nm), 177 m (45 nm)

774 m

Cache

2 MB

7 MB

8 MB

8 MB

4 MB

8 MB

2,6 GHz

3,1 GHz

3,2 GHz

Site

Velocidade do relógio do núcleo Memória suportada Multiplicador desbloqueador do processador Socket Veredicto

2,66 GHz (3,2 GHz 3,33 GHz (3,6 GHz 2,8 GHz (3,46 GHz com Turbo) com Turbo) com Turbo)

DDR2 a 800 MHz, DDR2 a 800 MHz, DDR2 a 800 MHz, DDR3 a 1.333 MHz DDR3 a 1.333 MHz DDR3 a 1.333 MHz DDR3 a 1.333 MHz DDR3 a 1.333 MHz DDR3 a 1.333 MHz Não

Sim

Sim

Não

Não

Não

AM2, AM2+, AM3

AM2, AM2+, AM3

AM2, AM2+, AM3

LGA1156

LGA1156

LGA1156

7

8

8

9

8

9

QUEM FICA EM PRIMEIRO? Quais do nosso sexteto de processadores são dignos do país das maravilhas e quais devem desaparecer para sempre na toca do coelho? Este é seguramente um dos mais interessantes supertestes a processadores de que há memória recente. Isto porque a competição antiga entre processadores dual-core e quad-core foi agitada pelo aparecimento de novos concorrentes. Sob muitos aspectos, por exemplo, o quad-core de baixo preço da AMD, o Athlon II X4 620, é o mais atraente chip deste teste. Na maior parte do tempo faz um excelente trabalho a dar a impressão de um desempenho de topo a um preço de pechincha. Contudo, acontece que a sua grande fraqueza é a nossa prioridade máxima: desempenho nos jogos. Depois há o novo e fascinante Core i5 661 da Intel. E uma e outra vez, revela-se de certo modo frustrante. Prova certamente que o conceito dualcore ainda tem muito para dar. Porém, até a Intel corrigir o impacto negativo dos gráficos integrados na margem de manobra para overclocking ou até se livrar do núcleo gráfico (há poucas razões para pensar que o fará), continuará a haver algo de génio imperfeito no chip também conhecido como Clarkdale. É também muito caro. Apesar da intriga inicial, na verdade, o nosso confronto final é previsível. Trata-se de um combate sem luvas entre processadores quad-core completos. Há muito para gostar no Core i7 860. Oferece uma experiência global idêntica à de um chip Extreme Edition. Com suporte para oito threads completos, também dá as melhores garantias de ser uma aposta certa para o futuro. Apesar disso, é um pouco caro, pelo que decidimos não o indicar como o melhor chip global deste teste. Nem, sinceramente, é o AMD Phenom Il X4 955 BE. Tem muito a seu favor, em particular o convincente 46 | PCGUIA

desempenho a um preço muito razoável, e talvez mais importante ainda, uma estratégia de plataforma e socket que faz sentido. Se ao menos tivesse mais margem de manobra para overclocking, entraria directo para o primeiro lugar. Mas não tem, e isso só pode significar uma coisa: o fantástico Core i5 750 da Intel continua a ser o nosso favorito. Apresenta os melhores elementos da assombrosa arquitectura Nehalem num pacote quad-core acessível, ao mesmo tempo que oferece um desempenho imbatível nos jogos.


TECNOMUST

AEG DUAL SIM X500 Se tem aquela sensação de que já viu este terminal em algum lado, existe uma forte probabilidade de estar certo, mas com outra marca. O novo modelo da AEG é bastante semelhante a alguns dos modelos que existem actualmente no nosso mercado, mas tem a vantagem de suportar dois cartões SIM. Quando pegamos num terminal deste género, um dos pontos mais importantes é a interface e a gestão dos dois números. O X500 simplifica bastante este aspecto, ainda que já tenhamos testado terminais mais intuitivos. O menu funciona exactamente da mesma forma que um de outro qualquer telefone, mas a seguir a uma opção vem a questão: para qual dos SIM pretende aplicar a sua selecção? A tecla principal que aparece à esquerda, e que está alocada ao SIM 1, aparece também associada a outros comandos espelhados no ecrã, mas se a pressionarmos a opção não corresponde. É confuso e não percebemos o objectivo. As teclas são muito pequenas, sobretudo para os utilizadores que tenham dedos grandes, o que pode provocar erros na digitação. S.E. FABRICANTE AEG n PREÇO 119 EUROS n CONTACTO 218 427 400 n SITE WWW.AEG.PT

COMPLETO

4

PREÇO

4

ÀS VEZES CONFUSO

6

VEREDICTO 6

CAR KIT MK30 A solução da Movon funciona muito bem, e é simples até um determinado ponto. Em menos de 1 minuto conseguimos ligar o aparelho, emparelhá-lo com o telemóvel e receber uma chamada. A qualidade do som é bastante boa, mesmo para quem está do outro lado do aparelho. O botão principal serve para atender e efectuar uma chamada. Neste último caso, se carregar só uma vez neste botão, o sistema faz a chamada para o último número listado no registo. Se quiser ir além disto, o esquema complica-se um pouco mais. Este aparelho permite fazer chamadas por reconhecimento de voz, usar o sistema texto-para-voz, colocar uma chamada em espera, enfim, tudo o que um telemóvel comum permite. O problema aqui é que tudo isto implica um conhecimento já bom acerca dos comandos e do esquema de teclas que tem de usar. Também poderá efectuar uma chamada usando o registo, mas terá de navegar no número que pretende seleccionar, algo que não é fácil de fazer se estiver ao volante. S.E. SUPORTA ATÉ DOIS TELEFONES

4

QUALIDADE ÁUDIO

4

COMPLETO, MAS COMPLEXO

6

VEREDICTO 7

DISTRIBUIDOR EBC n PREÇO 58,99 EUROS n CONTACTO 213 841 080 n SITE WWW.MOVONCORP.COM.

LOGITECH SPEAKER N700 Estaria disposto a dar 69,90 euros por uma base refrigerada para portáteis? E se lhe disséssemos que como “bónus” ganharia também umas colunas? Ou que esta base não magoa as pernas, após algum tempo a trabalhar com o portátil no colo? De facto, o preço não é muito atraente, mas tudo o resto é. A base da Logitech está bem pensada e é funcional. Está revestida de uma estrutura acolchoada, que oferece um conforto extra, e as colunas integradas proporcionam um óptimo som. A ventoinha é extremamente silenciosa e funciona realmente bem. Pelo facto de integrar as colunas não se trata de uma base pequena, mas também não é pesada. O tecido esponjoso que tem por baixo não sai para ser lavado, o que ao fim de algum tempo pode facilmente “mudar de cor”. Se está à espera de ganhar algumas portas USB extra, esqueça, não traz nenhuma. Mas em contrapartida, instala-se em dois minutos e não exige qualquer tipo de software. S.E. FABRICANTE LOGITECH n PREÇO 69,90 EUROS n CONTACTO 214 159 017 n SITE WWW.LOGITECH.COM

48 | PCGUIA

QUALIDADE DE SOM

4

BOA VENTILAÇÃO

4

PREÇO

6

VEREDICTO 8


SMC EZ CONNECT N USB 2.0 O adaptador EZ Connect N da SMC Networks (referência SMCWUSB-N2) pode ligar-se numa qualquer porta USB 2.0 para permitir que esse computador tenha acesso a redes wireless, inclusive aquelas baseadas no draft 2.0 do mais recente protocolo 802.11n. No entanto, mantém uma completa retrocompatibilidade com as normas 802.11g e 802.11b. Utilizando a tecnologia MIMO, disponibiliza velocidades de comunicação até um máximo teórico de 300 Mbps e prevê um raio de cobertura alargado. A largura de banda varia de acordo com a proximidade da antena emissora e dos obstáculos electromagnéticos que possam causar interferências, sendo na maior parte das situações suficiente para fazer streaming de vídeo e áudio, jogar online, descarregar ficheiros, fazer chamadas VoIP e navegar na Internet. Dispõe de encriptação WPA e WPA2. Igualmente importante e prático é o botão WPS que permite configurar uma ligação segura ponto a ponto com outro equipamento de rede que disponha da mesma funcionalidade. J.P.F.

FABRICANTE SMC n PREÇO 34,90 EUROS n CONTACTO 16912 n SITE WWW.SMC.COM

WIRELESS N

4

WPS

4

APENAS 2,4 GHZ

6

VEREDICTO 8

SONY ERICSSON SATIO Levámos este modelo da Sony Ericsson numa viagem ao estrangeiro. Tirámos fotos, gravámos vídeos, ouvimos música e quase nos esquecemos que se trata de um telemóvel. A componente câmara fotográfica funciona muito bem (12Mpx). É fácil de manusear, as fotos ficam bastante boas e só em ambientes mais escuros é que tivemos algumas experiências merecedoras de alguns reparos, mas nada de grave. Nota positiva também para o leitor de vídeo e as opções de edição de fotos que este terminal disponibiliza. Aliás, enquanto leitor multimédia, e se conseguirmos ultrapassar o facto de não ler ficheiros AVI e DivX, portou-se muito bem. Este é um modelo que não tem problemas, mas apenas alguns pormenores que são irritantes, como o facto de não ter uma entrada de 3.5 mm para auscultadores e não ter uma bateria capaz de suportar tudo o que este telefone consegue fazer. Se o objectivo passar por explorar todas as funcionalidades, então é melhor andar com o carregador no bolso. No global trata-se de um bom terminal, tecnologicamente bem recheado que irá funcionar particularmente bem para os aficionados de multimédia. S.E.

FABRICANTE SONY ERICSSON n PREÇO 359,90 EUROS n CONTACTO 808 204 466 n SITE WWW.SONYERICSSON.PT

COMPONENTE MULTIMÉDIA

4

CAPACIDADE DE PROCESSAMENTO

4

BATERIA

6

VEREDICTO 8

SPIRE PACIFIC BREEZE II A grande vantagem deste cooler é que se ajusta ao tamanho do portátil. Como? Basta puxar as duas extremidades. Isto significa que desde um notebook a um portátil até 19 polegadas tem o seu problema resolvido. A ventoinha activa-se assim que ligar o USB ao portátil. Não existe qualquer botão que permita desligar ou ligar as duas ventoinhas, e ainda que tenha a opção de uso de um transformador (o que ajuda ao consumo de bateria de um portátil) o pacote não o inclui. A base é feita em alumínio escovado que ajuda à dissipação de calor. Não tem travões para segurar o portátil à frente, mas tem uns pés antiderrapantes em baixo. Devido à sua estrutura está mais talhado para ser colocado em cima da mesa do que ao colo de alguém.S.E. DISTRIBUIDOR INFORLÂNDIA n PREÇO 23,95 EUROS n CONTACTO 808 201 640 n SITE WWW.SPIRE-CORP.COM

AJUSTÁVEL

4

MATERIAL

4

ALIMENTAÇÃO EXTERNA OPCIONAL

6

VEREDICTO 7 PCGUIA

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TECNOMUST

NOKIA X6 Tem nome de topo de gama da BMW, mas em comum com a marca automóvel só tem a facilidade com que atrai as atenções dos consumidores. Este mais recente modelo da Nokia está totalmente orientado para o mercado da música e do entretenimento. Os seus 16 GB permitem alojar mais de 5 mil faixas de músicas e são expansíveis até 32 GB via microSD. Traz um ecrã táctil de 3,2 polegadas, uma câmara de 5 megapixels, com lentes Carl Zeiss e flash de duplo LED. Os conteúdos podem ser facilmente

partilhados através das redes sociais. Se preferir uma partilha mais específica, a ligação TV-out facilita a ligação a um ecrã externo. Este modelo da Nokia é compatível com a nova versão Mapas Ovi, oferece navegação pedestre e automóvel gratuita e vitalícia, assim como outros serviços extra, como é o caso dos guias Lonely Planet e Michelin. Os amantes dos jogos poderão aproveitar alguns títulos pré-carregados, incluindo Spore, da EA, e Asphalt4 e DJ Mix Tour, da Gameloft. S.E.

ERICSSON XPERIA X10 MINI E X10 MINI PRO Os novos modelos compactos do Xperia X1 prometem mostrar a todos que grandes funcionalidades podem vir em pequenos pacotes. A diferença entre o modelo simples e o profissional está no teclado QWERTY deslizante que este traz. O sistema alojado mistura a plataforma Android com aplicações de assinatura e com uma plataforma UX personalizável. Um dos exemplos é a aplicação Timescape, que reúne no mesmo espaço mensagens de texto, chamadas não atendidas e updates do Facebook e Twitter, facilitando o acesso a este tipo de conteúdos. Além das aplicações, os telefones incluem uma câmara de 5 megapixels, HSPA e wi-fi. S.E. 50 | PCGUIA

PUMA PHONE Desportivo, moderno e orientado para um estilo de vida activo, o Puma Phone surge agora no mercado pela mão da Puma e da Sagem. Simples e intuitivo, este modelo oferece acesso à Internet, GPS, videochamadas, bluetooth e inclui uma célula solar integrada com indicador de carga. O ecrã táctil de 2,8 polegadas e a câmara de 3.2 megapixels completam a lista de opções no que toca às comunicações. No entanto, honrando a marca que o suporta, este terminal integra ainda pedómetro, GPS Tracker e cronómetro. O Puma Phone vai estar disponível nas principais redes de operadoras móveis da Europa e na loja online da Puma a partir de Abril de 2010. S.E.


SOFTWARE PCGGuias

CONTROLE VIRTUALMENTE UM PC Aceda a outro PC rapidamente, e de forma segura, usando apenas a sua ligação à Internet

Se trabalhar com mais do que um computador e quiser aceder remotamente a um deles, necessita da ajuda de um software para controlar as suas máquinas à distância. O Radmin, www.radmin.com, é uma ferramenta rápida e segura que lhe permite aceder e trabalhar num computador que está fisicamente distante como se estivesse exactamente à frente dele. Este software suporta Windows 7 de 32 e 64 bits, transferência de ficheiros, múltiplos utilizadores em chats de voz e texto, Windows Security, encriptação AES de 256 bits e múltiplos monitores. Usa ainda o sempre presente protocolo TCP/IP, utilizado na grande maioria das redes locais e na Web. Isto significa que poderá aceder a um PC a partir de qualquer ponto do mundo. Irá conseguir visualizar o ecrã do computador remoto no seu monitor, através de uma janela, ou memo em full screen (ecrã completo).

Todos os movimentos feitos através do rato ou do teclado são enviados directamente para o computador remoto. Pode inclusive transferir ficheiros deste último, ou para ele, usando apenas uma interface semelhante à do Windows Explorer. No final, é-lhe ainda possível desligar o computador ao qual está a aceder. Felizmente, o Radmin também lhe permite aceder remotamente ao PC através do modo Telnet. Isto significa que poderá trabalhar neste computador através da linha de comandos. Neste caso, apenas são transferidos e recebidos (input e output stream) comandos de texto. Qual é a vantagem disto? Poderá aceder a esse PC sem interferir na actividade dos utilizadores que estão a trabalhar nele. Esta situação é ideal para quem pretende apenas fazer algumas alterações simples, que não exigem controlo total da máquina.

COMO INTERVIR NUM PC REMOTAMENTE

01

ESTABELEÇA A LIGAÇÃO INICIAL Depois de instalar e executar o Radmin, vá à opção Connection, que surge no topo de menu e escolha Connect To. Esta operação irá abrir uma nova janela na qual poderá introduzir o endereço IP e o DNS do PC ao qual pretende aceder.

52 | PCGUIA

02

DEFINA O TIPO DE CONTROLO Nesta nova janela, existem outras opções às quais terá de estar atento. Por baixo do menu Connections terá acesso a uma série de opções, que vão desde o controlo total ou Full Control até View Only (apenas visualização). Poderá usar esta lista para chats de voz.


RADMIN AO DETALHE 1. LIGUE-SE AOS COMPUTADORES

Use este menu para abrir a caixa de diálogo e active a ligação a um segundo PC. O ícone que mostra um raio, e que se encontra em baixo, permite-lhe armazenar um endereço que estabelece uma ligação mais imediata.

2. TRANSFERÊNCIA DE FICHEIROS

4. LIGAÇÃO REMOTA

3. PAINEL REMOTO

A opção de transferência de ficheiros do Radmin trabalha da mesma forma que outro qualquer cliente FTP, mostrando-lhe as estruturas das pastas em ambos os PC. O esquema de funcionamento é simples: arrastar e largar.

Terá direito a controlos remotos para a segunda máquina e não apenas para aquela em que está a trabalhar. Pode alterar a dimensão do ecrã, desligar o computador e arrancar com programas de Instant Messaging ou VoIP.

Assim que estiver ligado, poderá controlar totalmente e remotamente o segundo computador, da mesma forma que o faria se estivesse sentado à frente dele.

03

OPÇÕES DE LIGAÇÃO Assim que tiver ligado, poderá guardar essa ligação e criar uma lista dos PC aos quais pretende aceder remotamente. Pode alterar os privilégios de cada ligação em qualquer altura, clicando com o botão directamente no que quiser modificar.

04

TRANSFIRA FICHEIROS O ícone da seta para cima e para baixo que se encontra na barra de menu é onde terá de se deslocar se quiser transferir ficheiros. Esta irá activar uma janela FTP através da qual terá de escolher os ficheiros que quer transferir. Irá surgir uma janela que lhe indica o progresso das transferências. PCGUIA

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SOFTWARE

PONHA O SISTEMA OPERATIVO A TRABALHAR MAIS DEPRESSA Use gadgets no Windows ou o RocketDock para acelerar o acesso às aplicações

Longe vão os dias em que iniciar programas e abrir ficheiros implicava passar por uma longa maratona de directórios e menus, a começar pelo Iniciar. Com a evolução dos sistemas operativos, surgiram os atalhos de aplicações e os próprios utilitários de lançamento de programas. Começaram a aparecer com a Apple e hoje são muito vulgares no Windows 7 da Microsoft. A mais comum aplicação de lançamento de programas dá pelo nome de doca, um pequeno programa que se fixa no ecrã e que lhe disponibiliza uma forma simples de aceder a aplicações bastando clicar nos atalhos de acesso predefinidos. Se actualizou o sistema para o Windows 7 haverá pouco uso para um programa destes, uma vez que a nova barra de ferramentas do 7 funciona de uma forma

muito semelhante a esta. Já os utilizadores do XP e do Vista sentirão a necessidade de instalar uma doca de modo a transformar o seu PC. O mais popular dos programas deste tipo é o RocketDock, que funciona em Windows XP, Vista e 7. Nestes dois últimos casos, os gadgets de desktop permitirão rapidamente lançar ficheiros e aplicações, tendo no Windows 7 uma maior liberdade no desktop. Poderá descarregar o iniciador de aplicações desktop gadgets clicando no botão direito do rato e escolhendo Gadgets, carregando de seguida no botão Go Online to get more gadgets. Escolha depois Desktop Gadgets na Windows Live Galery para navegar por entre uma série de aplicações, das quais testámos cinco. Este tutorial foi realizado no Acer Aspire 3810T.

CONHEÇA MELHOR O ROCKETDOCK

01

Vá a www.rocketdock.com/download e descarregue o pequeno ficheiro de instalação. Uma vez terminado o processo, terá um ícone no desktop para iniciar o programa. Deverá executá-lo cada vez que liga o PC. A doca ficará no topo do ecrã.

54 | PCGUIA

02

Não faz sentido instalar um programa para poupar tempo na utilização diária do sistema operativo se ele tiver de ser iniciado manualmente sempre que ligar o PC. Para o automatizar clique no botão direito do rato na doca, vá a Dock Settings e active a opção Run at Startup.


APLICAÇÕES QUE PERMITEM POUPAR TEMPO

1. ROCKETDOCK

Se quer ter o mais recente grito em matéria de lançamento rápido de programas, nada consegue bater o RocketDock. É um pouco intrusivo e alguns dos ícones utilizados são feios, mas é incrivelmente rápido, útil e essencial para qualquer utilizador de Windows XP ou Vista. Basta arrastar os programas para a doca e pronto.

2. APP LAUNCHER

3. LAUNCH CONTROL

4. SYSTEM CONTROL

5. QUICK LAUNCH

Caso pretenda iniciar programas mas não quer ter uma doca enorme pendurada no ecrã, então o gadget App Launcher é fantástico. Basta arrastar os atalhos pretendidos para o espaço sugerido e pronto.

Um excelente gadget de software para iniciar programas. O Launch Control tem subcategorias para encontrar mais rapidamente as aplicações, os utilitários de sistema e os controlos, que pode depois personalizar ou saltar de um para outro através do rato.

É um iniciador de programas diferente, sendo especificamente destinado às tarefas de reiniciar, desligar ou hibernar o sistema. Nesse sentido, permite poupar o trabalho de ter de abrir o menu Iniciar, procurar o botão de desligar e escolher depois a opção pretendida.

03

Configure a doca de modo a poder através dela iniciar rapidamente os seus programas favoritos. Arraste os atalhos do seu desktop ou do menu Iniciar para a doca para que eles lá fiquem. Para remover um ícone, arraste-o da doca para o ambiente de trabalho.

Um dos mais personalizáveis iniciadores de programas disponíveis na Windows Live Gallery, é a escolha perfeita para quem deseja apimentar o ambiente de trabalho com algumas cores mais vivas e brilhantes.

04

Poderá personalizar a doca de diversas formas. Por exemplo, se não deseja ver sempre o RocketDock seleccione Auto Hide e Popup on Mouseover no menu Behaviour. Assim, a doca apenas surgirá quando passar o ponteiro do rato no topo do ecrã.

PCGUIA

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SOFTWARE

MAXIMIZE A AUTONOMIA DO SEU PORTÁTIL Prolongue o tempo de vida da bateria do seu laptop para poder usar o sistema durante mais algum tempo nas suas viagens

Quando está a trabalhar num PC, o consumo de energia não é uma questão de elevada importância – a não ser que goste de manter a conta da electricidade dentro de um limite aceitável, é claro. Mas se estiver a trabalhar num computador portátil, a história é bem diferente. Os mais recentes modelos netbook anunciam autonomias que rondam as seis horas ou mais de funcionamento apenas com bateria, mas no caso dos laptops a autonomia é menor. Ninguém quer correr o risco de ficar sem energia no meio de uma tarefa importante – editar um documento, descarregar um ficheiro ou compor uma mensagem de correio electrónica, por exemplo. Felizmente, existem alguns passos que se podem dar no sentido de aumentar a autonomia da bateria sem que isso implique gastar mais dinheiro numa unidade de maior capacidade, que muitas vezes acaba também por tornar o portátil mais pesado. Uma das maiores fontes de esgotamento energético em qualquer portátil é o ecrã. Apesar de não ser prático desligá-lo por completo, o tempo de duração da carga disponível na bateria pode melhorar significativamente se diminuir o nível de brilho do ecrã. Geralmente, o brilho do ecrã é

definido nos portáteis através de uma combinação de teclas (ou atalhos), pelo que deverá verificar no seu modelo ou no respectivo manual por informação específica acerca deste assunto. Existe um número vasto de outras técnicas que poderá usar para o mesmo fim – prolongar a autonomia do laptop. Uma delas é desactivar o som e outro hardware desnecessário – o adaptador de redes sem fios, por exemplo, pode ser responsável por gastos de energia desnecessários. Para o desactivar, deverá ir ao gestor de dispositivos. Prima Windows + R para abrir a caixa Executar, escreva devmgmt.msc e prima Enter. Procure o hardware que deseja desactivar, clique sobre a respectiva entrada com o botão direito do rato e seleccione Desactivar. Repita o processo para outras entradas de hardware na lista que considere desnecessário. Também deverá desligar dispositivos USB que não estejam a ser usados e ejectar o CD ou o DVD que estiver na drive óptica. Consulte a caixa passo a passo para saber como optimizar ainda mais a autonomia da bateria do seu portátil. Este tutorial foi realizado com o notebook Acer Aspire 3810T.

DICAS PARA OPTIMIZAR A ENERGIA NUM LAPTOP

01

Abra o painel Opções de energia no Painel de controlo e clique em Criar plano de energia. Dê-lhe um nome, clique em Seguinte e defina em que altura o ecrã deverá desligar-se. Clique em Criar. 56 | PCGUIA

02

Clique em Alterar plano de energia e depois em Alterar opções avançadas de energia. Neste painel, verá que existe um número de opções que poderá alterar.

03

Poderá usar o Modo de hibernação quando sabe que o portátil não vai ser usado durante algum tempo. Recorra à secção Power options and lid para definir esta possibilidade.


SOFTWARE

TRANSFIRA DADOS E DEFINIÇÕES PARA O WINDOWS 7 O Easy Transfer torna todo o processo de migração para um novo PC muito fácil

Comprar um novo PC pode ser algo excitante, mas também um pouco stressante, principalmente se quiser manter todas as definições que tinha na sua antiga máquina. Afinal de contas, personalizar um computador do zero dá trabalho. Em cima de tudo isto, se estiver ainda a passar para uma nova versão do sistema operativo, então o trabalho é a dobrar. Não terá os mesmos programas, configurações, ficheiros, dados, ou seja, nada. Felizmente, como para quase tudo no mundo da informática, existe uma ajuda. O Windows Easy Transfer permite-lhe colocar o seu novo computador a trabalhar com as configurações e ambiente que tinha no antigo.

WINDOWS EASY TRANSFER O Windows incluiu uma espécie de ferramenta de transferências nas suas últimas versões. Neste caso, é sempre preferível usar a versão mais recente do Windows. Por isso, se

estiver a mudar para o Windows 7, use o Windows Easy Transfer, que está em Acessórios, Ferramentas de Sistema. Poderá transferir dados do seu velho computador para o novo de várias formas. Poderá ligar as duas máquinas através de um cabo Windows Easy Transfer, que facilmente se adquire em grande parte dos fabricantes, por exemplo. Porém, este cabo não lhe irá servir para muito mais depois desta tarefa, e não é todos os meses que muda de computador. Ou seja, existem outras opções que deve considerar.

MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA Se estiver a trabalhar dentro de uma rede doméstica poderá transferir os ficheiros através deste tipo de ligação. É relativamente fácil, mas a velocidade será sempre o elemento limitador, especialmente se tiver muitos dados para mover de um ponto para o outro. Poderá optar por usar um disco externo USB. Esta é a escolha mais usual devido à velocidade

NOVO PC, DADOS ANTIGOS

01

NOVO COMPUTADOR No seu PC com Windows 7 clique em Iniciar, Todos os Programas, Acessórios, Ferramentas de Sistema, Windows Easy Transfer. Clique em Seguinte, escolha um disco externo USB e assinale a opção Este é o Meu Computador Novo. 58 | PCGUIA

02

FICHEIROS ANTIGOS Quando for questionado se guardou os seus ficheiros antigos no disco USB, escolha Não. Será de seguida questionado se pretende instalar o Easy Transfer no seu velho PC. Escolha Preciso de Instalar Agora.

03

NUMA FLASH DRIVE O sistema vai perguntar-lhe se quer guardar o Windows Easy Transfer numa flash drive ou num disco externo. Escolha a opção e navegue até ao local onde quer guardar os ficheiros. Quando o processo terminar, desligue o disco.


TRANSFERÊNCIA DO ANTIGO PC

01

EXECUTE O EASY TRANSFER Ligue o seu disco externo que tem o Windows Easy Tranfer ao seu antigo PC e execute o programa. Clique em Next quando o wizard começar e seleccione An external hard disk or USB flash drive.

já oferecida pelo USB 2.0, significativamente mais rápida do que aquela disponibilizada pela rede. Para além disto, os discos externos são cada vez mais acessíveis em termos financeiros, e quando terminar este processo de transferência de dados, pode sempre pegar neles e usá-los para armazenamento alternativo ou para cópias de segurança. Estes esquemas de transferência através de discos USB são extremamente fáceis e não exigem grandes conhecimentos. Se tiver poucos GB de dados para movimentar de um lado para o outro, uma simples pen é capaz de funcionar. São mais baratas e podem ser transportadas no bolso das calças. Se for um utilizador com muita informação, os discos de 1 TB já podem ser comprados a partir de 65 euros.

02

SELECCIONE AS CONTAS Seleccione as contas que quer transferir, clique em Costumize, ao lado de uma conta, se quiser seleccionar que ficheiros e configurações pretende mover. Clique em Next para continuar.

03

GUARDE OS FICHEIROS Poderá definir uma palavra-passe para proteger os ficheiros transferidos. Clique em Save para começar a copiar os ficheiros e configurações para o seu disco rígido. Termine o Wizard e desligue o disco.

USAR UMA REDE

Execute o Windows Easy Transfer no novo computador e active as opções que indicam que este é um novo computador e que pretende transferir os dados através de uma rede. Opte por instalar o wizard no seu antigo PC e copiá-lo para um disco externo ou pasta na rede. Desta vez, ser-lhe-á dada uma chave de transferência. Escreva-a num papel e siga até ao antigo computador. Execute o Windows Easy Transfer a partir da localização guardada e introduza a chave que lhe foi fornecida anteriormente. O seu antigo computador será analisado e poderá escolher o que pretende transferir da mesma forma que anteriormente. Clique em Transfer e deixe o Wizard trabalhar.

TRANSFERIR CONTAS Em primeiro lugar terá de usar o disco externo para transferir o Wizard do antigo PC para o novo. O primeiro passo a passo que lhe oferecemos mostra como fazer isto. Assim que tiver copiado o Windows Easy Tranfer para o disco, ligue-o ao antigo PC e execute o wizard. É nesta fase que terá de escolher os dados e configurações que pretende passar para o novo computador. A transferência é feita de acordo com as contas definidas neste computador. A aplicação vai buscar as definições desta conta e o que está na pasta de documentos música, fotos e vídeos. Atenção porque ele não vai detectar dados que estejam alojados em locais não habituais, como num segundo disco, a PCGUIA

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SOFTWARE

OUTRAS FERRAMENTAS DE TRANSFERÊNCIA

O Vista já possui uma versão do Easy Transfer, mas poderá descarregar uma para o XP. É melhor usar sempre a versão do seu novo PC, para que trabalhe com a mesma aplicação em ambas as máquinas.

EASY TRANSFER CABLE

Trata-se de um cabo específico que liga o seu antigo PC ao novo e permite transferir dados com o Windows Easy Transfer. Não é um cabo USB standard.

Clique em Costumize quando estiver a importar uma conta, para seleccionar as configurações que pretende transferir

menos que o Windows tenha a pasta definida como My Documents. Poderá manualmente especificar outras pastas que pretende transferir, ou optar por copiar dados em separado. Se tiver guardado tudo onde o Windows prevê que guarde, apenas terá de escolher a conta que quer transferir e guardá-la. Provavelmente, vai ainda precisar de fazer alguns ajustes antes de copiar as antigas definições. Quando for confrontado com a lista das contas que quer copiar, clique em

Costumize. Agora poderá seleccionar cada um dos típicos itens, como Desktop, Documentos, Favoritos do Windows e configurações dos Programas. Se quiser personalizar ainda mais a transferência, clique em Advanced, no fundo da lista. Pode ainda escolher ficheiros individuais e pastas que se encontrem noutros locais no PC.

IMPORTAR DADOS Quando tiver copiado os seus ficheiros e

RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIA Poderá ter acesso a um relatório de transferência quando acabar de movimentar dados ao escolher See what was transferred. Terá ainda acesso a este tipo de informação em qualquer altura após ter executado o Windows Easy Transfer, indo a Start, All Programs, Accessories, System Tools, Windows Easy Transfer Reports. Este relatório é composto por duas partes: a primeira é o The Transfer Report, que mostra que contas, ficheiros e configurações de sistema foram transferidos. O segundo é o Program Report, que lhe dá os detalhes das configurações de programas e lhe indica que outro software vai necessitar de instalar do zero para conseguir aceder aos mesmos programas no novo PC. Clique em Details ou em mais informações para ficar a conhecer alguns detalhes acerca de cada um dos itens.

60 | PCGUIA

configurações a partir do velho PC, mova o seu disco para o novo computador e execute o Windows Easy Transfer novamente. Seleccione o ficheiro transferido e especifique o que pretende importar para o novo sistema. Por regra, o programa vai importar todas as contas que tiverem sido copiadas da mesma forma que estavam configuradas no antigo PC. Poderá depois usar as configurações avançadas para alterar algumas definições.


COPIE AS CONFIGURAÇÕES PARA O NOVO PC

01

CONTINUE AS TRANSFERÊNCIAS Regresse ao seu novo PC, ligue o disco externo e siga o wizard desde o ponto em que o deixou. Escolha Sim quando lhe perguntarem se o Windows Easy Transfer já guardou os ficheiros a partir do antigo PC.

02

03

O QUE TRANSFERIR Escolha o que pretende transferir. Seleccione as contas que pretende importar, e clique em Costumize se quiser seleccionar ficheiros ou pastas específicas. Clique em Opções Avançadas para modificar a forma como estas são importadas.

04

05

06

MAPEIE OS DISCOS Se tiver múltiplos discos no seu novo computador, seleccione o separador Map drives, caso pretenda alterar a letra identificadora da drive para onde quer colocar os dados importados. Seleccione-a a partir da lista apresentada.

FICHEIRO EASY TRANSFER Navegue até ao local onde se encontra o ficheiro do Easy Transfer no seu disco externo, que foi guardado quando executou o Easy Transfer no seu antigo PC. Se tiver definido uma palavra-passe, terá de a introduzir sempre que for necessário.

MAPEIE AS CONTAS DE UTILIZADORES Se já tiver uma conta definida no seu computador, poderá mapear as suas contas antigas. Use a lista drop-down para seleccionar a nova conta na qual pretende aplicar as configurações importadas.

TRANSFERÊNCIA Quando estiver contente com todas as opções, clique em Guardar. Escolha Transferir para dar início à importação dos dados. Poderá acompanhar o progresso de cada conta. Quando estiver completo, poderá verificar tudo o que foi transferido, ou simplesmente concluir o processo. PCGUIA

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SOFTWARE

TRANQUE O PC A SETE CHAVES Use o conjunto de aplicações proposto pela PCGuia para evitar que a confusão se instale na altura de proteger o seu computador Para manter o seu PC livre de infecções de malware precisa de uma firewall para monitorizar o tráfego de entrada e de saída da sua máquina, que passa nas ligações de rede e de Internet, e de um software para pesquisar a presença de programas maliciosos no seu sistema. O kit de ferramentas que propomos este mês contém o

Spyware Terminator, o Malwarebytes AntiMalware e o Avira Antivir, que são ideais para descobrir e eliminar vírus e spyware. Todos estes programas correm em segundo plano. Também podem ser definidos para executarem pesquisas ao sistema regularmente, de modo a detectarem e removerem o malware

RECORRA AO KIT DE FERRAMENTAS

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O Malwarebytes pesquisa o seu sistema por malware e ajuda-o a removê-lo. Recomenda-se que faça o scan completo na primeira vez em que usar o programa e depois o scan rápido, pelo menos, uma vez por semana.

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A não ser que esteja a tentar erradicar algum malware persistente, é melhor colocar a protecção em tempo real do Spyware Terminator no nível mais baixo. Senão, vai ter de passar pela penosa missão de gerir alertas atrás de alertas.

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No separador More Tools existe uma ferramenta chamada FileASSASSIN que lhe permite apagar ficheiros trancados. Isto é particularmente útil, pois consegue deste modo identificar um ficheiro que está a ser usado por um programa malicioso, não podendo ser removido de outra forma.

No separador Tools do Spyware Terminator existe um botão para analisar ficheiros individuais. Isto pode ser muito útil se tiver um ficheiro suspeito e quiser saber se ele tem alguma coisa a ver com algum programa malicioso.


que possa ter conseguido entrar através da ligação à Internet. Também faz parte deste kit de ferramentas o software Comodo Personal Firewall. Antes de o instalar, vá ao Painel de controlo, Segurança, Centro de segurança, Firewall do Windows, Alterar definições e desligue a firewall do sistema operativo, isto para evitar possíveis conflitos. A firewall observa as ligações entre o computador e a Internet. Se um PC tentar ligar-se ao seu, poderá autorizar ou negar o pedido de ligação. A mesma coisa acontece se um programa menos honesto no seu PC tentar ligar-se à Web. Quando instala pela primeira vez a firewall obtém uma série de alertas para tudo e mais

alguma coisa, mas estas interrupções abrandam à medida que for usando o programa. Deverá manter todo o software nos níveis de protecção recomendados, pois nos níveis mais elevados os programas de segurança vão começar a ser demasiado intrusivos, fazendo-lhe perguntas por tudo e por nada, apesar de os filtros se tornarem ainda mais firmes nesta situação. Uma excepção a esta regra é quando suspeita que existe malware no seu sistema e está a tentar localizá-lo. Nestas circunstâncias, a segurança extra em termos de monitorização pode ser muito útil. Pode encontrar todos estes programas nos sites das software houses que os desenvolveram. Faça uma busca no Google.

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O Spyware Terminator está predefinido para executar uma pesquisa diária. Se não quiser que o faça ou se quiser alterar a hora para o fazer, vá a Settings, Scheduler Settings e desmarque a opção para desligar, caso assim o deseje.

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Quando começar a usar o software da Comodo pela primeira vez, será brindado com uma série de alertas com este aspecto. Deverá clicar em Allow ou em Block. Clique em How do I answer se não tiver a certeza e assegure-se de que a caixa Remember my password está marcada.

Durante a instalação da Comodo Firewall ser-lhe-á perguntado se deseja usar o Comodo Secure DNS. Este serviço aumenta a segurança e pode melhorar a velocidade. Veja mais informações em www.comodo.com/secure-dns.

Se chegar à conclusão de que não está assim tão seguro acerca das respostas a dar aos alertas gerados pela firewall, poderá querer activar o Threatcast, que partilha as respostas dos membros de modo a ajudar cada um deles a decidir-se sobre o que fazer em determinada situação. PCGUIA

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SOFTWARE

ELIMINE O QUE ESTÁ A MAIS NAS SUAS FOTOS Use a ferramenta Clone Stamp do Photoshop Elements para retirar das suas fotografias o que não interessa Não é preciso muito para arruinar uma foto que poderia ter sido perfeita. Ora é o poste de iluminação que estraga um belo cenário de mar, ora é o horrível sinal de trânsito que tem de ficar mesmo à frente de uma bonita fachada de um monumento, ora é o turista acidental

que passa em frente de si mesmo quando prime o obturador sem que dê por isso. São várias as situações que podem deitar por terra as possibilidades de ter tirado a foto perfeita. Felizmente, a informática evoluiu ao ponto de permitir fazer milagres com as fotografias

REMOVA OBJECTOS ESTRANHOS

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O poste de electricidade e o respectivo cabo estão a mais nesta fotografia de uma bela costa marítima. Para os remover, comecemos por criar uma nova layer usando o botão no fundo da paleta layer.

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Prima Alt e clique à direita da luz para definir a fonte. Terá de fazer um movimento horizontal paralelo para fazer com que a gradação do céu não seja alterada. Passe sobre a luz e clone apenas metade. 64 | PCGUIA

Seleccione a Clone Stamp Tool (Ctrl + S) e escolha Sample All Layers na barra Tool Options. Aproxime, prima a tecla Espaço e clique e arraste até ao topo esquerdo do poste. Redimensione o pincel para 1/4.

Volte a firmar a fonte um pouco mais à direita e repita o processo até a luz desaparecer. Faça o mesmo com o resto do poste. Para o cabo, terá de definir a fonte um pouco acima ou abaixo, aplicar um pouco o pincel e repetir.


digitais, sendo neste caso o Photoshop Elements o nosso “santo padroeiro”. Na prática, este programa dá-nos a possibilidade de remover todos esses objectos considerados como ruído numa fotografia. Como? Através de uma fantástica ferramenta chamada Clone Stamp Tool.

MELHORE A PRÁTICA Depois de ter feito algumas experiências com a Clone Stamp Tool ficará a conhecer a forma como ela funciona, que é bastante simples. No entanto, remover um objecto desagradável de uma imagem, como o exemplo que damos na caixa passo a passo, não é um processo

igualmente simples, ou pelo menos não é algo que se complete com dois ou três cliques no rato. Aliás, é importante sublinhar que o trabalho deve ser bem realizado. Ao aplicar-se uma clonagem desleixada ou demasiada, a imagem final ficará com evidentes defeitos facilmente detectáveis à vista – cantos translúcidos, padrões repetidos ou detalhes esborratados são alguns dos exemplos mais comuns. Todos estes problemas poderão ser ultrapassados com a prática. No entanto, deixamos algumas dicas para evitar esbarrar neles frequentemente – use um pincel de tamanho relativamente pequeno, escolha

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Pule para a base do poste e use a mesma técnica para o fazer desaparecer. Atenção, pois a folhagem deverá ter um padrão consistente mas não repetitivo. Experimente usar a fonte à esquerda e depois à direita do alvo.

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Faça zoom out (Ctrl e –) e coloque como fonte os troncos do lado esquerdo da árvore ao fundo, à direita da imagem. Adicione os troncos em falta à árvore da frente com muito cuidado – atenção ao mar e ao céu.

muito bem o local na imagem a partir do qual a clonagem será feita e não hesite em usar a função de anulação (Ctrl + Z) assim que tiver cometido um erro. Por outro lado, não tenha receio em fazer várias clonagens em áreas onde o resultado não lhe pareça ter ficado bem. Assegure-se, contudo, de que escolhe várias fontes à volta dessa área para disfarçar ao máximo eventuais imperfeições e evitar a falta de raccord com os tons das zonas envolventes. Em último caso, experimente usar uma firmeza maior. Tirando a parte artística, o truque para ter bons resultados com este ferramenta é apenas um: saber ter paciência.

Continue a trabalhar o poste, alinhando a linha da relva e usando os arbustos existentes e as áreas de mar. Elimine totalmente o poste e ignore os ramos que foram apagados até agora.

Por muito que tente fazer melhor, haverá sempre áreas em que o “novo” céu e o “novo” mar não se misturam. Com a ferramenta Dodge (O), defina Highlights com 10% e passe o pincel. Aplique clonagem se necessário. Finalmente, repita todo o processo para o cabo. PCGUIA

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REDES

GASTE MENOS DINHEIRO A IMPRIMIR DA WEB Instale o utilitário HP Smart Web Printing e reduza o gasto em papel e em tinteiros ou toners na impressão de conteúdos alojados na Internet As páginas Web são óptimas para fazer pesquisas e para navegar, mas a maior parte das pessoas continua a preferir o papel para fazer leituras e anotações. Isto quer dizer que inúmeras páginas são todos os dias impressas, o que não significa que todas tenham, de facto, utilidade. Na grande maioria dos casos, apenas uma secção do site interessa imprimir.

Assim sendo, podemos imaginar as toneladas de papel e até de tinteiros e toners que se consomem diariamente em todo o mundo sem necessidade, o que acaba por penalizar o ambiente e castigar as nossas finanças pessoais, pois estamos literalmente a deitar dinheiro para o lixo. Por outro lado, e perante um volume de impressão maior do que o necessário, estamos todos a entupir as nossas casas

IMPRIMA SÓ O QUE PRECISA

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Visite a área do site da HP para descarregar o Smart Web Printing, em www.hp.com/go/swp. Clique no botão Free Download e instale o ficheiro. No final clique em Finish e reinicie o Internet Explorer.

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Navegue até uma página que contenha texto ou imagens que deseja imprimir, clique no botão Seleccionar. Desenhe uma caixa em volta da secção da página que lhe interessa, seleccione Recortar e ela será adicionada ao Livro de recortes.

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Se o novo ícone da HP não estiver visível no browser (IE 8, neste caso), clique em >> logo ao lado de Ferramentas e escolha Exibir ou ocultar HP Smart Web Printing. Já com a interface visível, clique em Preferências e em Verificar automaticamente (recomendado), seguido de OK.

Repita o processo tantas vezes quantas forem necessárias. Os itens guardados no Livro de recortes podem ser geridos de várias formas – arrastados, colados ou eliminados. Para isso, basta seleccionar um ou mais recortes, clicar no botão direito do rato e escolher Excluir este recorte ou todos os recortes seleccionados.


e escritórios com papelada a mais, o que também não é uma situação desejável. Foi precisamente este o problema no qual a HP pensou quando desenvolveu o Smart Web Printing, uma solução desenhada para nos ajudar a evitar o desperdício no que diz respeito à impressão de conteúdos directamente a partir da Internet. Trata-se de um simples plug-in para o browser que torna possível seleccionar imagens individuais e trechos do texto à medida que se navega e arranjá-los de forma a criar uma espécie de documento que poderá depois ser impresso de forma a usar o menos papel possível. Na altura em que este artigo foi escrito a HP acabava de disponibilizar a versão 4.6, que junta

o Firefox 3.5 à lista de browsers suportados, que continha já os Internet Explorer nas versões 6, 7, 8, sendo ainda compatível com o Windows do XP ao 7. Apesar do nome, a ferramenta não foi desenhada especificamente para impressoras HP. Por outras palavras, pode ser usada por qualquer pessoa que tenha uma impressora, independentemente da marca, que esteja interessada em reduzir o consumo de papel e de tinteiros, caso se trate de um modelo a jacto de tinta, ou de toners, caso de trate de uma impressora a laser. É uma excelente forma de ajudar a manter o ambiente mais limpo e de evitar alguns custos desnecessários.

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Assim que todos os recortes pretendidos tenham sido colocados no Livro de recortes, poderá imprimir tudo em poucos segundos. Use as caixas de marcação para seleccionar quais os clips que devem ser incluídos na impressão e clique em Imprimir.

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Os recortes podem depois ser eliminados com o recurso ao botão com a cruz vermelha. Podem ainda ser colocadas etiquetas através do botão ao lado do selector de fonte. Os documentos também poder ser gravados em formato PDF através do botão Salvar como PDF (em baixo e à direita).

Se os recortes tiverem sido obtidos a partir de diversos sites, é provável que seja necessário editá-los. Seleccione os clips desejados e clique em Editar. Na área de pré-visualização, os recortes podem ser arrastados e largados conforme for necessário reordená-los.

Use os controlos de zoom (lupas + e –) para ver as páginas e verificar o layout. A informação na barra de estado ajuda-o a manter um olho no número de páginas impressas. Finalmente, clique no botão Imprimir assim que tudo estiver terminado.

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TEMA DE CAPA

Se está a preparar o seu computador para receber o Windows 7, poderá ter de fazer algumas actualizações. Siga as nossas dicas e crie a máquina perfeita para o novo sistema

ACTUALIZE O SEU PC SEM COMPLICAÇÕES 6 DISCO RÍGIDO

1 MOTHERBOARD

O seu disco rígido é mais do que um dispositivo de armazenamento, e também a principal fonte de problemas de desempenho. Nós explicamos-lhe que tecnologias deve procurar para optimizar os tempos de acesso e melhorar o seu trabalho diário.

A escolha de uma motherboard é, talvez, o ponto mais importante e determinante da sua máquina, uma vez que vai ditar a orientação de todas as outras escolhas em termos de hardware. Nós vamos dar-lhe algumas dicas e mencionar as ofertas que existem por parte da AMD e da Intel. Explicamos-lhe ainda o que deve procurar em termos de especificações e potencial de expansão numa placa-mãe.

5 CONECTIVIDADE

Quantos periféricos tem? Certifique-se, em primeiro lugar, de que possui portas USB para todos eles. Não se esqueça da FireWire se precisar dela (para uma câmara de vídeo, por exemplo) e da e-Sata, se quiser adicionar discos rígidos externos super-rápidos.

2 PROCESSADOR

O processador é o cérebro do seu PC. Quanto mais cores tiver, melhor será o desempenho. Os chips dual core estão progressivamente a ser substituídos pelos CPU quad-core. Vamos mostrar-lhe os prós e contras dos chips das rivais Intel e AMD.

LISTA DE COM

3 GRÁFICA

A escolha da sua placa gráfica não é tão importante como era no tempo do Windows Vista. Porquê? Porque neste espaço de três anos, desde o Vista, as placas gráficas capazes de suportar a tecnologia Windows Aero tornaram-se a norma.

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4 MEMÓRIA

Apesar de o Windows 7 trabalhar livremente sobre 1 GB de RAM, se puder acrescentar um pouco mais, melhor. Se quiser passar além da barreira dos 3,5 GB, tolerados pela versão de 32 bits, terá de instalar a versão de 64 bits do Windows 7.

PRAS Caixa Antec Two Hundred 47 euros LG GH22LS50 DV DRW 22,37 euros Fonte 500W Stor m 49,40 euros AMD Phenom II 3 GH 139 euros Motherboard Asus z CPU M4A785TD-M 71,95 eu RAM Kingston 2 GB DDR3 41,90 ros euros ATI Radeon HD46 70 60 euros Disco 160GB Sams ung 32 euros Windows 7 Home 160 euros TOTAL: 623 euros


ARRANJE O WINDOWS 7 Certifique-se de que está devidamente preparado para a grande mudança

1

COMPRE UMA CÓPIA DO WINDOWS 7 OU FAÇA A ACTUALIZAÇÃO

Se estiver actualmente a usar o Windows XP ou Vista, compre apenas uma actualização para o Windows 7. Só precisará de adquirir uma cópia completa do Windows 7 se estiver a trabalhar com um sistema alternativo ou com uma versão anterior ao XP. Recomendamos a compra do Home Premium, uma vez que a Profissional e as Ultimate acabam por ser demasiado caras para as necessidades reais do utilizador comum. Assim que concluir a verificação da instalação anterior, se estiver a usar o Vista Home Basic ou o Home Premium e tiver o SP1 ou o SP2 instalados, poderá seguir directamente para a actualização do Windows 7 Home Premium, mantendo intactos todos os programas, configurações e dados (a actualização terá também de acontecer dentro da mesma versão de 32 bits para 32 bits e de 64 bits para 64 bits). Se estiver a usar o XP ou o Vista Business ou Ultimate, terá de efectuar uma instalação de raiz.

Para além disto, os periféricos que forem incompatíveis têm também de ser previamente desligados. Se estiver a trabalhar com o Vista pode efectuar um upgrade directo para o Windows 7. Este vai basicamente anular o Vista e carregar o 7 sem que exista perda de programas, definições ou dados. É um processo extremamente simples e rápido. Os utilizadores do Windows XP vão ter de instalar tudo de raiz. No entanto, se quiserem têm a ajuda de aplicações como a Laplink PCmover Upgrade Assistant. É uma aplicação paga que pode ser obtida em www.laplink.com/pcmover. Independentemente do método que usar, não se esqueça de fazer uma cópia de segurança de tudo o que tiver na sua máquina. Utilize uma ferramenta de backups para garantir a segurança de dados e definições existentes na actual instalação. Use, por exemplo, o Macrium Reflect Free (www.macrium.com/reflectfree.asp).

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COMPRE A VERSÃO COMPLETA

Só vai ter de comprar uma versão completa do Windows 7 se o seu PC não trabalhar com o Windows XP ou com o Vista. O preço da versão completa é bastante mais alto que o upgrade, por isso, não opte por esta via a menos que seja realmente necessário. Se estiver a construir um PC a partir do zero, não terá outra opção, no entanto, existem ofertas OEM que poderá considerar. Veja o passo 6. Execute o Upgrade Advisor antes de instalar o Windows 7

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COMPRE UM NOVO PC

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PREPARE-SE PARA INSTALAR O WINDOWS 7

Não seja apressado. Certifique-se de que o seu PC possui os requisitos mínimos para receber o novo sistema. Peça ajuda ao Windows 7 Upgrade Advisor para ter uma noção do que poderá ter de actualizar. Mais vale preparar-se agora do que enfrentar problemas mais tarde. Descarregue esta aplicação a partir de http://windows.microsoft.com/upgradeadvisor. Existem componentes críticos como a memória e a placa gráfica que necessitam de ser actualizados antes de qualquer instalação.

Poderá pensar que a forma mais fácil de conseguir ter acesso ao novo Windows 7 é comprar um novo computador portátil ou um novo desktop que já o traga pré-instalado. Na verdade, hoje em dia, por pouco mais de 300 ou 400 euros, já consegue comprar um PC ou portátil, no entanto, esta opção não o iliba de ter trabalho em passar programas definições e ficheiros para a nova máquina. Neste caso, o Windows Easy Transfer pode revelar-se uma ajuda preciosa, ainda que não seja perfeita. Se o seu PC responder aos requisitos mínimos do Windows 7 o upgrade irá sair-lhe mais barato e implicar menos trabalho.

O Windows 7 Starter não suporta o Microsoft Aero e não traz uma série de funcionalidades

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ESCOLHA UM NETBOOK COM WINDOWS 7

Se estiver a pensar que ao comprar um netbook irá ter acesso ao Windows 7, sem sequer ter de gastar muito dinheiro, lembre-se de uma coisa: a maior parte dos netbooks vem equipada com a versão Starter do Windows 7, que funciona basicamente como uma versão muito mais leve do sistema 7 original. A base está lá, mas grande parte das opções e funcionalidades aparece ajustada à “dimensão” de um netbook. Para além disso, terá de pagar o preço de um upgrade completo para ter o Home Premium.

6

COMPRE UMA VERSÃO OEM

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ADQUIRA O PACOTE FAMILIAR

As versões OEM (Original Manufacturer) do Windows 7 são bastante mais baratas do que as versões completas do mesmo sistema, mas estas só podem ser vendidas aos fabricantes de PC. Se comprar uma versão destas não terá qualquer tipo de suporte por parte da Microsoft e a versão que comprar irá ficar permanentemente “agarrada” ao PC onde for instalada. Não poderá sequer efectuar um upgrade à motherboard sem perder a licença.

A Microsoft vai oferecer quantidades limitadas deste pacote. Esta opção permite a instalação do Windows 7 em três máquinas. Esta é uma opção que está a ser muito requisitada, por isso, aceda à loja da Microsoft para verificar se ainda está disponível. PCGUIA

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TEMA DE CAPA ACTUALIZE O SEU PC SEM COMPLICAÇÕES

MOTHERBOARDS Actualize a sua placa para ter acesso às mais recentes tecnologias Para aqueles leitores que estão a pensar numa actualização já à prova de futuro próximo, então esta parte assume uma importância especial. A escolha da motherboard é um importante passo deste processo, uma vez que irá determinar os restantes componentes que terá de comprar para a sua máquina. Para começar, condiciona logo a opção entre um processador da Intel ou da AMD. Na maioria dos casos, um upgrade à motherboard significa que também terá de actualizar o CPU, a memória e possivelmente a placa gráfica. O primeiro ponto a ter em conta é a dimensão da motherboard que pretende comprar: se tiver um PC pequeno, é melhor contactar o

O QUE É QUE O WINDOWS 7 QUER…

O Windows 7 irá trabalhar sem problemas com qualquer tipo de motherboard que tenha sido fabricado nos últimos quatro anos, no entanto, o P55 oferece tecnologias que podem ajudar a optimizar o seu PC.

fabricante para que este lhe indique as melhores opções. Se não for o caso, meça a sua actual placa. Se esta tiver 172 mm, terá de comprar uma microATX; se chegar aos 305 mm, poderá adquirir uma microATX ou uma ATX normal.

Deve sempre ter em conta as suas necessidades quando se trata de escolher uma motherboard

ESCOLHA A MOTHERBOARD IDEAL O ponto-chave na escolha de uma motherboard é o chipset. É este que vai ditar que processador e que tecnologias a motherboard irá conseguir suportar. Pegando nos dois principais fabricantes deste mercado – a AMD e a Intel – terá de comprar uma motherboard com o chipset AMD 790 para conseguir suportar o processador topo de gama Phenom II 965 (custa cerca de 160 euros). Se quiser seguir pela via da Intel, terá de adquirir o chipset Intel P55 para conseguir ter dentro da sua máquina o Intel Core i5 750 (que ronda os 175 euros). Não há muito por onde escolher relativamente a estes dois chips, em termos de potência e desempenho, no entanto, o Phenom irá ser ultrapassado brevemente por um novo

processador, enquanto que o Core i5 está na linha da frente no que toca à nova gama de chips, o que significa que terá um futuro mais promissor.

O QUE DEVE PROCURAR O chipset irá definir o tipo de processador e as tecnologias base que a sua motherboard vai suportar. No caso do P55, opções como USB2.0, SATA com RAID, eSATA e PCI-Express aparecem como standard. Mas à parte destes últimos, nenhuma motherboard é igual, e tendo em conta que é só o componente mais importante do seu PC, verifique cuidadosamente a sua escolha, o que ela suporta e se esta é capaz de responder às suas necessidades.

AS TRÊS MELHORES MOTHERBOARDS PARA O WINDOWS 7 BOA MSI P55M-GD45

MUITO BOA GIGABYTE P55-UD6

ÓPTIMA ASUS P7P55D DELUXE

n PREÇO CERCA DE 109 EUROS n SITE HTTP://EU.MSI.COM

n PREÇO CERCA DE 215 EUROS n SITE WWW.GIGABYTE.PT

n PREÇO CERCA DE 190 EUROS n SITE HTTP://PT.ASUS.COM

Pode até ser uma microATX, mas a MSI vem bem recheada de funcionalidades. Estamos a falar de 10 portas USB, uma FireWire e duas eStata. Existem inclusive duas portas PCI-E x16 para gráficas ATI CrossFire.

A Gigabyte ultrapassa a MSI no que ao overcloking diz respeito, graças às tecnologias mais avançadas. Suporta Nvidia SLI, ATI CrossFire e oferece mais portas de expansão.

Esta board traz um controlo remoto que lhe permite efectuar overclockings sem ter de andar a mergulhar no BIOS. De resto, oferece basicamente as mesmas características da Gigabyte que falámos anteriormente.

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CPU Os processadores quad-core são o par perfeito para o Windows 7 O processador que comprar vai ser determinado pela motherboard que adquirir. Se quiser optar pela via da AMD, terá mais opções disponíveis, e a preços mais atraentes. Os chips dual-core Phenom II já estão na fasquia dos 80 euros. Se quiser tecnologia quad-core, a série Phenom II x4 custa, no máximo, cerca de 160 euros, o que já o coloca mais ou menos no mesmo patamar dos novos processadores Core i5. O problema com os chips Phenom II é que trazem uma tecnologia já muito madura, prestes a ser substituída por um processador de seis cores, ou seja, estará sempre a comprar uma tecnologia antiga e já com prazo de validade. Exactamente do outro lado da moeda temos o recente Core i5. Apesar de o chip de entrada de gama desta série (o Core i5 750) custar um pouco mais do que o topo de gama da AMD, o Phenom IIx4, em termos de desempenho, está ao mesmo nível. Isto faz com que o primeiro acabe sempre por ser um investimento mais acertado, uma vez que pode

Quanto mais cores tiver o seu processador, mais rápido será

fazer um upgrade no espaço de um ano sem ter de mudar de motherboard.

AS VANTAGENS DO CORE I5 O chip Core i5 da Intel foi criado para uso doméstico. É uma espécie de versão light do Core i7 que facilmente conquista as atenções de todos pelo desempenho que oferece, mas também tem um preço que está longe de ser acessível à grande maioria das carteiras dos utilizadores comuns. No entanto, apesar de o Core i5 não ter o mesmo número de funcionalidades que o topo de gama Core i7 possui, como suporte para três canais de memória (dois canais é o standard aqui) ou Hyperthreading, esta diferença não é notória no que ao desempenho em desktop diz respeito. As tecnologias principais dentro do Core i5 incluem o Turbo Boost da Intel, que consegue acelerar o seu processador até 20% quando o processamento de trabalhos aumenta. Esta característica é ainda combinada com outras tecnologias que optimizam a forma como o

processador é usado, tornando-o mais eficiente. Presentemente, o Core i5 apenas oferece o Core i5 750, que possui 4 cores separados e uma velocidade de relógio de 2.66 GHz que consegue saltar até aos 3.3 GHz quando chamado a usar o Turbo Boost. Mas o utilizador vai conseguir puxar este valor ainda um pouco acima com a ajuda da sua motherboard. Consulte a página anterior para mais detalhes.

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O QUE É QUE O WINDOWS 7 QUER…

O Windows 7 trabalha sem problemas com um processador sigle-core, mas se usar o seu computador para tarefas que envolvam edição gráfica ou de vídeo ou ainda para jogar, então ficará bastante mais bem servido se investir um pouco e comprar um processador quad-core.

INSTALE UM NOVO CPU

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Localize o socket para o processador na sua motherboard. Deverá ter a forma de um quadrado. Abra a estrutura de suporte e alinhe cuidadosamente os pins do seu CPU com os buracos do socket e introduza-o devagar fazendo uma ligeira pressão.

Assim que o seu processador estiver bem posicionado, baixe lentamente a placa de pressão para que este fique bem encaixado. Se necessário, poderá aplicar uma camada bem fina de pasta térmica no topo do processador para ajudar a dissipar o calor.

O dissipador de calor ou ventoinha deverá ser sempre colocado sobre o socket do processador com os quatro parafusos devidamente alinhados com os encaixes que existem na motherboard. Aparafuse tudo antes de ligar o cabo das ventoinhas à motherboard. PCGUIA

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TEMA DE CAPA ACTUALIZE O SEU PC SEM COMPLICAÇÕES

PLACAS GRÁFICAS Veja vídeos em alta definição e abrace o mundo dos jogos com as gráficas mais recentes Quase todas as placas gráficas disponíveis no mercado suportam o Windows Aero, a interface renovada que surgiu com o Windows 7 e que permite a existência de janelas translúcidas e funcionalidades engraçadas, como o WinFlip 3D (pressione a tecla Windows + Tab para perceber o que estamos a dizer). As placas da Nvidia já suportam o Windows Aero desde a série GeForce 6, enquanto que as ATI Radeon têm assegurado esta compatibilidade desde os modelos 9500. Se necessitar de actualizar a gráfica onboard, verifique em primeiro lugar que interface gráfica a motherboard do seu PC possui: as novas motherboards suportam o standard PCI-E, mas se a sua board tiver mais de três

O QUE É QUE O WINDOWS 7 QUER…

Para conseguir apreciar toda a experiência que o Windows 7 oferece relativamente à área de trabalho, escolha uma placa gráfica ou chip onboard que suporte o Windows Aero: uma que tenha, pelo menos, 128 MB de RAM e suporte DirectX 9.0.

Uma boa placa gráfica pode transformar realmente o seu PC

anos, poderá estar limitado a placas AGP, que são bastante menos potentes.

PARA ALÉM DO BÁSICO Não pense no upgrade da sua placa gráfica como um objectivo para garantir a compatibilidade com o Windows Aero, ou simplesmente para conseguir jogar alguns jogos. E se quiser ver um filme em alta definição? E se quiser ver televisão? As placas mais antigas não conseguem já responder às exigências de uma resolução de ecrã de 1920x1080P, que lhe dá a tal alta definição, simplesmente porque não possuem capacidade de processamento para tal. Procure uma ATI Radeon HD ou uma Nvidia GeForce série 8 (ou ainda melhor) para conseguir ver filmes em HD e jogar em condições. Se gostar particularmente de ligar o seu PC a um televisor para ver televisão ou filmes, certifique-se de que escolhe uma placa gráfica com uma saída de vídeo: procure uma saída HDMI se tiver um televisor plano, ou uma S-video se ainda tiver um modelo analógico.

Os cabos poderão ser comprados à parte em qualquer superfície comercial que venda produtos de electrónica de consumo. Algumas placas gráficas oferecem dois tipos de saídas, permitindo a ligação do PC a dois ecrãs em simultâneo. Isto é perfeito se pretender trabalhar com muitos programas ao mesmo tempo e manter abertas várias janelas. Neste caso irá precisar de espaço e esta é uma opção de ouro. Se as suas exigências no que aos jogos diz respeito forem muito altas, então escolha uma placa da ATI que suporte CrossFire ou uma placa da Nvidia com suporte para SLI. Quando o seu orçamento o permitir poderá sempre adquirir uma segunda placa CrossFire ou SLI (terá de ser compatível com aquela que já possui) para aumentar a capacidade do seu PC no campo dos jogos.

AS TRÊS MELHORES PLACAS GRÁFICAS PARA O WINDOWS 7 BOA HIS ATI RADEON HD 4670

MUITO BOA HIS ATI RADEON HD 4770

ÓPTIMA BFG GEFORCE GTX 260 OC

n PREÇO 73,72 EUROS n SITE WWW.AMD.COM

n PREÇO 96,86 EUROS n SITE WWW.AMD.COM

n PREÇO 183 EUROS n SITE WWW.NVIDIA.COM

Este modelo é um óptimo exemplo de um produto com uma óptima relação qualidade/preço. Traz 1 GB de RAM, suporta 1080i HD, sistema surround HDMI 7.1, VGA, DVI, portas HDMI e ATI CrossFire, o que lhe permite ter duas gráficas a trabalhar

A HD 4770 é a melhor escolha, tanto para jogadores, como para os mais entusiastas dos vídeos. Estes últimos podem apreciar uma óptima qualidade de vídeo graças ao UVD2, que consegue fazer a descodificação directamente do processador.

Nem todas as placas GTX 260 são iguais. Este modelo possui 216 cores em vez de 192, o que faz toda a diferença. Possui 896 MB de RAM, suporta SLI e vem com duas saídas DVI.

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RAM

Não se esqueça de verificar se a memória que quer comprar é compatível com o seu PC

Quanto mais memória o seu PC tiver, mais rápido será Quanto mais memória o seu PC tiver, melhor será o seu desempenho. Apesar de o Windows 7 ser bastante menos exigente do que o Vista, quanto mais RAM conseguir colocar na sua motherboard, melhor servido ficará. Existe um senão: se tiver a correr a versão de 32 bits do Windows 7, ficará limitado ao uso de 3.25 a 3.5 GB de RAM devido às limitações desta mesma versão. Esta questão não deverá ser particularmente problemática para a grande maioria das pessoas, uma vez que muitas motherboards e mesmo notebooks têm um máximo de 4 GB de RAM. No entanto, se tiver adquirido recentemente uma daquelas novas motherboards que suportam até 16 GB ou mais, e planeia explorar ao máximo todo este seu potencial e aumentar o seu desempenho para jogos ou vídeo, então vale a pena instalar a versão de 64 bits do Windows 7. A maioria dos seus programas deve funcionar sem grandes problemas, mas poderá ter de enfrentar alguns contratempos durante a procura de drivers do seu hardware para 64 bits.

Se quiser mudar para a versão do Windows de 64 bits, terá de proceder a uma instalação limpa, ou seja, a partir do zero. A boa notícia é que a versão de 64 bits vem incluída no pacote de todas as versões do Windows 7, incluindo a Home Premium. O preço da memória é um pouco flutuante, pelo que o preço que lhe podemos dar agora pode não ser o cobrado dentro de 15 dias. Lembre-se de que terá sempre de estar atento e adquirir o tipo de memória correcto para a sua máquina. As RAM dos computadores portáteis, por exemplo, são diferentes das usadas nos desktops. Para além disso, existem diferentes gerações de memórias a ter em conta. Consulte a Web para tirar todas as dúvidas. Experimente o www.crucial.com. Este site está em inglês e os preços, apesar de actualizados, poderão apenas servir como referência, no entanto, trata-se de um espaço no qual poderá introduzir os fabricantes e modelos do seu PC ou motherboard para saber que tipo de memória é a mais indicada para o seu computador. Pelo menos, garante que esta

funcionará na perfeição.

MÚLTIPLOS CANAIS Para conseguir espremer toda a réstia de desempenho da sua memória, compre sempre RAM iguais ou semelhantes. As memórias dual channel, que se encontram nas motherboards com quatro slots de RAM, trabalham mais rapidamente porque o controlador da memória pode aceder aos dois stocks em paralelo. As motherboards mais recentes que possuem seis slots para RAM suportam memórias de triple channel, algo que lhe garante um desempenho topo de gama.

O QUE É QUE O WINDOWS 7 QUER…

Ao contrário do Vista, o Windows 7 foi optimizado para trabalhar perfeitamente com apenas 1 GB de RAM. No entanto, quanto mais memória puder colocar na sua máquina, melhor será o desempenho conseguido. Recomendamos pelo menos 2 GB.

INSTALE OS MÓDULOS DE MEMÓRIA

01

Vai precisar de saber exactamente que tipo de RAM poderá usar no seu PC. As motherboards mais recentes suportam DDR2 ou DDR3. Mas se não tiver a certeza quanto ao tipo de memória que deve comprar, ou nem sequer quanta memória a sua board suporta, visite um site como o ww.crucial.com.

02

Se estiver a substituir memória já existente, pressione os clips de segurança que existem em ambas as extremidades dos sticks de RAM para os libertar da slot. De seguida, retire devagar a memória e coloque a nova. Atenção! Terá de as alinhar perfeitamente.

03

Empurre gentilmente, mas de forma firme, a RAM. Deverá ouvir um clique quando esta encaixar. Terá novamente de colocar os clips de segurança no local para travarem e segurarem a RAM. Se tiver uma board de dois canais, certifique-se de que usa primeiro os canais primários (primeiro os A). PCGUIA

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TEMA DE CAPA ACTUALIZE O SEU PC SEM COMPLICAÇÕES

OUTROS COMPONENTES Mais algumas dicas para criar a máquina perfeita para receber o Windows 7

Mantenha o seu PC a funcionar sem problemas com uma ventoinha de qualidade

O QUE É QUE O WINDOWS 7 QUER…

Só vai precisar de 15 a 20 GB de espaço livre para instalar o Windows 7, mas procure instalar este sistema num disco ou partição com um mínimo de 80 GB. Uma ligação à Internet em banda larga também é algo que recomendamos.

Uma das principais fontes de problemas num PC é o disco rígido, mais não seja porque assume o papel principal no seu PC. Se estiver a pensar em trocar o seu disco, aconselhamo-lo a comprar o mais rápido que encontrar e puder pagar, mesmo comprometendo a sua capacidade. Se for possível, adquira dois discos internos e use-os em RAID ou então coloque num deles o sistema operativo e os programas e no outro os seus dados. Se a sua motherboard suportar SATA, escolha um disco destes, em vez dos IDE e certifique-se de que o BIOS está configurado para desactivar o modo de compatibilidade IDE. Quando estiver a escolher um disco específico, verifique a velocidade do mesmo em rpm. Escolha 5400 se for um computador portátil e 7200 se for um desktop. Aponte para uma cache onboard de 16 MB.

AFINE OS OUTROS DETALHES Os leitores e gravadores de CD e DVD nunca foram geradores de tão poucos problemas ou dores de cabeça como com este novo sistema da Microsoft. Se não tiver um gravador de DVD, aproveite o facto de estar a mudar

algumas coisas para adquirir um. Os modelos IDE internos já são suficientemente baratos para não haver a desculpa do orçamento. Se não tiver banda larga, pense nisso. O Windows trabalha bastante melhor com uma ligação à Net mais rápida. Aconselhamos que a ligação seja feita através de um router, por uma questão de segurança. As suas impressoras ou scanners podem precisar de ser substituídas se não drivers para o Windows 7. Mas não tenha pressa. Experimente usar os drivers do Windows XP e do Vista se não conseguir encontrar nenhuns para o 7. Verifique também se estes periféricos trabalham no modo de compatibilidade com o Windows XP, disponível no Windows 7 profissional. Consulte o site www.microsoft.pt/windows/virtual-pc para mais detalhes. Para conseguir ver televisão no seu computador, vai precisar de um sintonizador de TV. Certifique-se de que é um modelo compatível com a norma portuguesa que irá estar na base da nossa TV Digital (DVB-T) e já agora que suporte alta definição.

INSTALE E CONFIGURE DISCOS EM RAID

01

Vai precisar de dois ou três discos rígidos SATA para conseguir montar um esquema em RAID e de uma caixa suficientemente grande para os acomodar devidamente. Monte os discos nos locais indicados, ou seja, em três baías diferentes e ligue-os às portas SATA da sua motherboard. 74 | PCGUIA

02

Inicie o seu PC e entre na configuração do BIOS. Siga até ao menu que lhe permite configurar os seus discos rígidos e encontrar a opção Configure SATA. Confirme se está configurada para RAID e guarde estas alterações antes de sair.

03

Reinicie o seu PC, e quando for preciso, introduza a configuração RAID pressionando a tecla indicada. Crie o volume de RAID, adicione os seus discos em Select Disks antes de escolher o tipo de RAID pretendido.


HARDWARE

APAGUE ANTIGOS DISCOS RÍGIDOS Eliminar totalmente ou reciclar as unidades de armazenamento de dados nem sempre é uma tarefa fácil. Mas o Darik Boot and Nuke pode dar uma ajuda Se já tiver uma colecção de velhos discos rígidos encostados a um canto do escritório, então está na hora de lhes fazer uma limpeza. Actualmente, existem inúmeras campanhas de sensibilização que apelam para que os utilizadores não coloquem os seus equipamentos eléctricos directamente no lixo, e que optem antes por os depositar nos locais certos de reciclagem. Muitos deles possuem componentes altamente poluentes, e na verdade não custa nada evitar mais atentados ambientais do que aqueles que infelizmente já existem. O que fazer no caso de ter este tipo de lixo depende do local onde o leitor vive. Há centros de reciclagem onde poderá ir entregar os seus aparelhos, mas também há zonas que possuem espaços específicos onde poderá colocar os periféricos ou componentes mais pequenos. Se não estiver devidamente informado acerca do sítio onde deve colocar o seu lixo electrónico, ligue para a câmara municipal da sua zona residencial. Alguns concelhos têm serviços de recolha próprios.

DESTRUA OS SEUS DADOS Independentemente do método de reciclagem que opte por seguir, há uma coisa que deverá

ter sempre em mente: antes de deitar qualquer unidade de armazenamento de dados fora, elimine definitivamente qualquer informação que esta possa ter alojada. E não estamos aqui a falar de carregar na tecla Delete. Nunca se sabe se alguém pode pegar no disco que acabou de colocar no lixo e decide levá-lo para casa para tentar recuperar dados. Apesar de este potencial cenário lhe poder parecer digno de uma teoria da conspiração, há pessoas para tudo, e o leitor terá de pensar se está disposto a pôr as mãos no fogo por alguém. Quando os dados não são bem apagados de um disco, estes podem ser recuperados. E aqui, nem são tanto as fotos de férias que podem revelar-se as grandes causadoras de eventuais cenários de insegurança, mas sim os dados pessoais que possam estar nessa unidade de armazenamento. Existem casos reais de roubo de identidade e fraudes bancárias que tiveram como fonte discos antigos encontrados no lixo. Mais uma vez lembramos que os dados apagados podem não desaparecer definitivamente do disco, ou seja, com as ferramentas certas podem ser facilmente recuperados. Cada ficheiro é criado a partir de múltiplas secções de dados alojadas

separadamente no seu disco, o que significa que ao apagar um ficheiro estará apenas a eliminar os dados do ficheiro de sistema que estabelece a ponte entre o PC e a informação. Sem este ficheiro, o seu PC não consegue encontrar as diferentes peças que compõem o ficheiro, mas isto não significa que elas não estejam lá. Mesmo se formatar um disco não existe qualquer garantia de que os dados que nele constavam tenham sido definitivamente removidos. Os dados só conseguem ser permanentemente apagados quando nova informação é “escrita” por cima deles várias vezes. Por isso, se apagar alguma informação e usar logo de seguida um software de recuperação de dados, facilmente vai conseguir recuperá-la. Se esta recuperação for feita alguns meses depois de os ter apagado, existe a possibilidade de já não os conseguir recuperar todos, principalmente se o seu disco for alvo de muita actividade. Existe software que lhe permite remover permanentemente dados de uma unidade de armazenamento. O Darik Boot and Nuke é um bom exemplo. Esta aplicação grava novos dados em toda a drive, mais do que uma vez. O processo demora um pouco, mas vale a pena.

REMOVA DADOS DO SEU DISCO RÍGIDO

01

GRAVE O DBAN PARA O DISCO O Darik Boot and Nuke surge como um ficheiro ISO que pode ser gravado para um CD, através de um qualquer programa de gravação. Use o DeepBurner (www.deepburner.com).

02

ARRANQUE COM O DBAN Reinicie o seu PC, aceda ao BIOS e coloque como dispositivo de arranque preferencial a sua drive de CD. Algumas motherboards possuem uma ferramenta de selecção da fonte de arranque.

03

INICIE O PROCESSO DE REMOÇÃO Carregue no Enter para usar o menu em modo interactivo. Escolha o disco, com o Espaço. Pressione M para escolher o método de remoção que pretende usar. Nós sugerimos o DOD Short. PCGUIA

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HARDWARE

QUE MEMÓRIA RAM DEVO COMPRAR? A PCGuia revela a melhor e mais barata forma de melhorar o desempenho do seu computador Acrescentar memória RAM ao seu computador é sempre uma boa ideia, em especial se nota que ele funciona mais vagarosamente do que o esperado. Também conhecida como Random Access Memory, a RAM é um dos componentes mais fáceis de remover e de colocar no sistema, pelo que também é uma das formas mais simples de fazer upgrade à sua máquina.

Além disso, os preços dos DIMM de memória RAM caíram quase a pique nos últimos anos. Esta é pois uma boa altura para adquirir um novo kit de memória. Os computadores mais antigos tendem a usar 512 MB ou 1 GB de memória RAM, mas por apenas 35 euros consegue comprar um kit de 2 GB, que será capaz de dar uma nova vida ao seu sistema.

O QUE É A RAM? Se pensarmos na arquitectura do sistema, a memória RAM situa-se entre o seu processador e a drive de disco rígido. A sua responsabilidade é guardar informação temporariamente. O tamanho da memória RAM é importante: quanto mais memória tiver, mais informação pode ser guardada e melhor responde o seu PC.

CHIPS

É aqui que a informação é guardada. Em alguns casos, poderá encontrar chips em ambas as faces do módulo – o dobro da capacidade, portanto. Outros módulos têm dissipadores de calor dedicados em cima destes chips, para assegurar uma baixa temperatura de funcionamento.

ENCAIXES

DOUBLE DATA

Adquirir dois módulos de RAM não significa apenas mais capacidade – significa também que a memória vai operar mais rapidamente..

ETIQUETA

Esta etiqueta mostra todos os dados técnicos da memória. Se não encontrar esta informação no Windows, abra a máquina e veja este autocolante.

SLOTS

Diferentes módulos de RAM contam com diferentes layouts, de forma a garantir que o utilizador não consegue inserir um módulo que não é compatível com a motherboard.

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A RAM é fixada nos apoios da motherboard através destes encaixes colocados na extremidade do módulo. Faça pressão até ouvir o clique. Saberá então que o módulo de RAM está devidamente colocado.


CPU-Z MAINBOARD

Se não tem a certeza quanto ao tipo de memória de que o seu PC necessita, clique neste separador para verificar quem é o fabricante da placa e qual o modelo. Depois procure no Google mais detalhes.

TIPO DE MEMÓRIA

Estes dados são essenciais, pelo que, como já explicámos, a memória pode variar entre DDR, DDR2 e DDR3.

SIZE

É a quantidade de memória instalada no momento no computador. Se é menos de 1024 MB, então considere um upgrade.

FREQUÊNCIA

Não se preocupe se lhe parecer baixa. No caso da memória DDR, a frequência é duplicada, pelo que 400 MHz são, na verdade, 800 MHz.

CHANNELS

As memórias dual-channel oferecem benefícios palpáveis. São vendidas em kits de dois DIMM e oferecem um aumento de velocidade considerável

Se usa o seu computador para jogar ou para tarefas como edição de imagem ou de vídeo, então, quanto mais memória RAM tiver, melhor. A questão fica um pouco mais complexa quando abordamos o tipo de memória que tem instalado no seu PC. Quase todos os computadores mais recentes contam com um tipo de memória DDR: DDR, DDR2 ou DDR3. É importante saber exactamente que tipo de memória RAM tem na sua máquina, uma vez que há incompatibilidades a ter em conta. Um DIMM de memória DDR não pode ser usado numa ranhura DDR3, por exemplo. Se sabe qual é a marca e o modelo da sua motherboard, vá ao Google e procure as especificações, para ficar a saber que tipo de memória RAM esta usa. Se não encontrar, recorra ao CPU-Z (www.cpuid.com/cpuz.php) para descobrir o tipo e a quantidade de

memória que tem instalados na máquina. Outro elemento a ter em conta é o sistema operativo que usa. Geralmente, os computadores adquiridos em lojas têm uma versão de 32 bits do Windows. As versões de 64 bits são usadas em máquinas para jogos ou computadores construídos para tarefas como edição de vídeo ou outras que sejam muito exigentes. As versões de 32 bits só reconhecem até 4 GB de memória RAM, pelo que instalar mais do que este número é perder dinheiro… No entanto, se estiver a usar um sistema operativo de 64 bits, saiba desde já que não há limite para a quantidade de memória RAM que pode usar. Para saber que versão do Windows está a usar, clique simultaneamente no botão do Windows e no de Pausa/Break e vai poder encontrar os detalhes da sua versão na área de Sistema. Os requisitos do sistema operativo também são um elemento a ter em conta aquando da

escolha da memória. Se estiver a pensar em dar o salto para o Windows 7, é sempre boa ideia verificar se tem memória suficiente. O Windows XP necessita apenas de 64 MB de RAM, mas o Vista precisa de pelo menos 512 MB e o Windows 7 de 1 GB. Recomendamos vivamente que use mais do que o mínimo recomendado, uma vez que esta opção garantirá ao seu sistema operativo mais margem de manobra, nomeadamente em situações em que o utilizador está a usar mais do que um programa ao mesmo tempo.

COMPRAR A RAM A RAM é vendida em “pentes”, ou DIMM. São pequenas placas com circuitos impressos e com os módulos de memória. Além das variedades DDR, a memória respeita várias latências e velocidades. A velocidade é a frequência a que a RAM opera, e é medida em megahertz ou em ciclos por segundo. Um PCGUIA

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REDES HARDWARE

número elevado, como 3200 MHz, significa que a RAM opera mais rapidamente. Vale a pena verificar as informações referentes à sua motherboard para saber qual é a velocidade máxima que pode ser usada. A latência é a velocidade a que a RAM coloca os dados nos slots de memória e é representada por uma sequência de números, como 4-4-4-12. Verifique com atenção os números mais baixos. Embora possa comprar simplesmente um DIMM de memória e colocá-lo no seu PC, a melhor opção é comprar um kit, para optimizar a performance. Se tem, no momento, 1 GB de memória instalada, então o upgrade para 2 GB (dois DIMM de 1 GB) é uma boa aposta. Isto porque a memória terá a mesma velocidade e porque o seu computador tirará imediatamente partido da tecnologia dual-channel, se esta estiver disponível. Teoricamente, isto duplica a capacidade de débito da memória, já que esta é dividida pelos dois módulos de RAM.

INSTALAR A RAM Já comprou os DIMM de memória RAM? Óptimo. Vamos instalá-los. Se estiver a trabalhar num computador de secretária, desligue-o, abra o painel lateral da caixa. Pode encontrar os módulos de memória alinhados verticalmente, ao lado do processador. Elimine quaisquer vestígios de electricidade estática do seu corpo tocando na caixa do computador e depois

RAM DEFRAG Se não tem orçamento disponível para adquirir mais memória RAM, uma desfragmentação da memória poderá resolver o problema. Tal como acontece com os discos rígidos do computador, a RAM pode ficar “obstruída”, o que aumenta os tempos de acesso. Isto acontece porque os dados escritos na memória seguem um padrão de escrita caótico – daí o nome Random Access Memory. As ferramentas como esta reconhecem a informação de uma forma lógica, de forma a que o computador possa funcionar mais rapidamente. Pode fazer o download do RAM Defrag em http://bit.ly/6qgDqK.

desligue fisicamente a tomada da corrente. Use a patilha de segurança da motherboard para soltar os DIMM de memória e remova-a. Pegue nos novos módulos e coloque-os nos sockets, certificando-se de que a orientação é a correcta – eles não podem ser instalados de outra forma. Faça pressão até ouvir o clique, que significa que eles estão correctamente instalados. Coloque novamente o painel lateral da caixa e inicie o sistema. Poderá encontrar um erro agora, já que a motherboard não está configurada para usar os novos DIMM. Em princípio, resolverá o problema premindo F1. Se se deparar com mais problemas, assegure-se de que a memória está correctamente instalada nos

O RAM Defrag pode acelerar o funcionamento da sua máquina reconhecendo os dados guardados na RAM

sockets e de que, aquando do processo de instalação, não desligou acidentalmente algum cabo. Nos netbooks e nos portáteis normais, o processo é ainda mais simples. Desligue o computador, vire-o ao contrário e procure um pequeno painel preso por um parafuso. Remova-o e vai encontrar os módulos de RAM. Deverá ver dois clipes de metal que prendem a memória no sítio. Depois de os usar, retire cuidadosamente a memória RAM e insira os novos módulos. Não se esqueça de verificar o layout do seu computador. O design dos portáteis varia, pelo que nem todos facultam este fácil acesso à localização da RAM.

ESCOLHA A RAM QUE SE ADEQUA AO SEU SISTEMA… E AO SEU BOLSO SODIMM 2 GB

OCZ BLADE DDR2 4 GB

CRUCIAL BALLISTIX TRACER 6 GB

n CATEGORIA GAMA BAIXA n PREÇO 42 EUROS n SITE WWW.WAY2BUY.PT

n CATEGORIA GAMA MÉDIA n PREÇO 168,50 EUROS n SITE WWW.ALIENTECH.PT

n CATEGORIA GAMA ALTA n PREÇO 190 EUROS (PREÇO ESTIMADO) n SITE WWW.WAY2BUY.PT

Se tem um notebook com 1 GB ou mesmo 512 MB de memória RAM, este kit DDR2 é uma boa opção. Vai facultar ao seu sistema um aumento de desempenho significativo e por um preço muito competitivo.

Este kit foi concebido para computadores de secretária e tem dois DIMM de memória DDR2. Com uma velocidade de 800 MHz e latências de 4-4-4-15, foi desenhado para jogadores. Mas se fizer edição de vídeo ou de fotografia, vão servir-lhe às mil maravilhas.

Esta RAM é aconselhada para máquinas com elevadas necessidades de processamento, Foi desenhada para trabalhar com os processadores Core i7 – que conseguem lidar com memória triple-channel – pelo que oferece vantagens face ao DDR2.

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ESPECIAL

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TECNOLOGIAS

QUE VÃO REVOLUCIONAR A SUA VIDA Podem parecer estranhas, demasiado futuristas ou até pouco relevantes agora, mas estas inovações vão mudar a forma como os utilizadores interagem com o mundo à sua volta 80 | PCGUIA


As portas da famosa feira CES (Consumer Electronics Show) já se fecharam, mas as centenas de gadgets e novas tecnologias que foram divulgadas ainda vão dar muito que falar nos próximos tempos. Todos os anos, em Las Vegas, ficamos a conhecer o que o futuro nos reserva no que à tecnologia diz respeito, seja ele um futuro a curto prazo ou a longo prazo. Não é difícil ficarmos apaixonados pelos produtos que são divulgados na CES, aliás, para quem gosta de tecnologia, estar na CES é como ter novamente 4 anos e entrar numa loja gigante de brinquedos. De repente, temos à frente 20 mil coisas que queremos, e pelas quais estamos dispostos a fazer a mais feia das birras. Mas quando o evento acaba, e voltamos a pensar claramente nas coisas, conseguimos perceber que nem tudo é importante, ou sequer merece algum tipo de destaque. Sejam eles mais, ou menos, futuristas, de todos os gadgets e tecnologias que mereceram

destaque, só alguns vão ter um impacto nas vidas de quem os compra, e muito poucos vão conseguir mudar a vida de todos e ditar uma evolução que vai ficar para a história. É exactamente nestes que nos queremos focar. Tire uns minutos e pense connosco no seguinte: por muito giro que o novo netbook da marca X seja, será que ele merece ter lugar na lista dos principais lançamentos tecnológicos do ano? Claro que qualquer fabricante que se preze tem um modelo com o novo Atom N450, e claro que alguns investem bastante para que ele consiga transmitir o tal extra que faz a diferença, mas tendo em conta o preço a que estes pequenos computadores já são vendidos actualmente, quase mais vale optar por um notebook um pouco mais pequeno, mas capaz de oferecer um melhor desempenho. E o que há de tão especial acerca de um novo telefone móvel, igual a todos os anteriores, mas que agora é mais fino, ou mais leve, ou de outra cor? Será

que a marca de uma grande multinacional num objecto faz dele um sucesso de vendas quase garantido? No que nós nos queremos realmente focar aqui é na tecnologia que está para surgir, ou está agora a aparecer no mercado e que vai realmente contribuir para transformar totalmente a forma como um utilizador usa o PC, ou vive o seu dia-a-dia. Algumas delas podem nem ser as mais entusiasmantes, as mais importantes, ou as grandes novidades do momento. Mas a sua influência subtil será mais importante e acabará por se enraizar e contribuir mais para o seu futuro, que aquelas tecnologias que fazem as manchetes do jornal e revistas. Estarmos totalmente actualizados acerca de toda a tecnologia e equipamentos que vão sendo lançados é algo impossível de conseguir, por isso, eis as dez tecnologias nas quais se deve realmente focar e que vão fazer a diferença na sua vida. PCGUIA

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ESPECIAL

JOGOS 3D Se há tecnologia de que se fala muito actualmente é a 3D. O seu potencial é inquestionável, no entanto, o que ela ainda implica torna os equipamentos já existentes ainda pouco apetecíveis. Para conseguir usufruir hoje em dia de tudo o que um ecrã 3D lhe pode oferecer, terá de usar uns óculos, o que torna todo o universo dos jogos tridimensionais ainda pouco atraente face a outras tecnologias do momento, como o multitoque e as natural interfaces. O Acer Aspire 5738 com ecrã 3D custa cerca de 690 euros, um preço perfeitamente aceitável para um computador equipado com tecnologia de última geração que oferece uma profundidade incomparável aos jogos DirectX 9. Mas valerá a pena investir dinheiro num portátil com 3D? Um jogo como o WoW, por exemplo, corre e permanece perfeito mesmo com hardware gráfico de baixa gama. Será que os jogadores ganharão muito em jogar o WoW em três dimensões? Para já, pensamos que é no universo televisivo que as três dimensões mais depressa vão fazer furor. Os principais fabricantes de LCD já estão em cima deste assunto. Samsung, Panasonic, Sony são apenas alguns dos nomes que têm já ofertas no

mercado, ou estão a preparar a sua investida. A promessa é óptima: tornar a sua sala na perfeita sala de cinema capaz de oferecer um grau de realismo impensável até agora. O 3D vai vingar? Claro que sim. Já? Hummm, não num futuro a curto prazo. O problema dos televisores 3D actuais é que existe algum esforço por parte dos consumidores, e a história tecnológica já nos comprovou, várias vezes, que as pessoas preferem penalizar a qualidade em prol do pouco trabalho. Veja-se o caso do MP3 e da televisão com definição standard versus o som e imagem de alta definição. No caso do 3D, para além da televisão nova, somos, por enquanto, obrigados a usar aqueles óculos (da moda) para podermos usufruir dos cenários tridimensionais. As pessoas que usam naturalmente óculos têm um duplo problema. A seu favor o 3D não obriga as empresas criadoras e produtoras de jogos a um grande trabalho, uma vez que a imagem estereoscópica é criada ao nível do driver. Por outro lado, isso também quer dizer que provavelmente eles até nem se vão esforçar tanto para nos convencer a adoptar esta nova tecnologia.

STREAMING DE JOGOS Os avanços significativos na velocidade dos acessos à Internet não vieram apenas beneficiar o download de jogos. A banda larga de alta velocidade vai ter um grande impacto na experiência de jogo dos utilizadores, ao permitir o streaming de jogos. Pelo menos, teoricamente é o que dizem. Já há muitas empresas a perseguirem a ideia e a investirem milhões na possibilidade de, um dia, o nosso precioso PC ser quase redundante enquanto máquina de jogos. O conceito aqui é simples: todos os dados dos jogos ficam alojados num servidor central, e tudo o que vai realmente necessitar de fazer é receber a imagem e enviar o input dos comandos. Estamos aqui a falar, mais ou menos, daquela tecnologia usada para os MMORPG, com a diferença de que o motor de renderização não está no seu computador, mas sim na farm de servidores onde está a inteligência central. Esta ideia já foi, na realidade, cozinhada aqui há uns anos com a consola Phantom, que nunca chegou às lojas. Será pouco provável que os projectos de streaming existentes da OnLive (www.onlive.com), da Gaikai e da Microsoft caiam em esquecimento, apesar das reais preocupações relativamente ao eventual lag dos inputs: o 82 | PCGUIA

delay que ocorre sempre que pressiona uma qualquer tecla. Porquê a preocupação? Porque neste caso o sinal que representa um movimento da sua personagem terá de viajar literalmente centenas de quilómetros antes de esta personagem se conseguir mexer. As companhias que andam a trabalhar este conceito garantem, inclusive, que os próprios jogos FPS poderão seguir este caminho, mas neste caso já somos mais cépticos. Existe outra razão (forte) para pelo menos um destes serviços ser lançado brevemente – o interesse das produtoras de jogos. Siga o nosso raciocínio: devido ao facto de os conteúdos não estarem alojados nos computadores, torna-se impossível para qualquer um piratear um jogo, o que é um grande incentivo para quem faz dinheiro nesta indústria. No futuro mais imediato, será a tecnologia que provavelmente irá correr jogos como o Quake Live, que usa uma combinação de processamento local e ciclos suportados pelos servidores. Esta é certamente a estrada que a Microsoft vai seguir, e a nós parece-nos que é a mais realista nesta altura do campeonato, se pensarmos que a alternativa assenta apenas na nuvem.


PROCESSADORES DE SEIS CORES Pode achar muito, mas a verdade é que nem vai ter de esperar anos por esta tecnologia. Os CPU Westmere da Intel podem andar ainda por aí a vaguear com outras tantas pérolas da sociedade dos processadores, e a confraternizarem com a malta dos gráfico integrados, mas estes vão crescer brevemente e de forma significativa. Dentro de alguns meses a Intel irá subir dois degraus na sua escala de processadores, que está actualmente nos quadcores, com o lançamento da versão six-core dos seus processadores da linha Core i7. Tendo por base a arquitectura existente Nehalem, a grande vantagem aqui está na miniaturização para 32 nm, porque a restante lista de

especificações permanece mais ou menos na mesma. Poderá parecer pouco, mas será genuinamente um upgrade. Os programadores de jogos retiram grandes vantagens em trabalharem com código multithread. O que é que isto significa na prática? Que as próximas versões de jogos como o Napoleon, ou o Empire:Total War irão ser alvo de um aumento de desempenho pelo facto de terem agora à disposição um processador com mais núcleos ou cores. Isto será visível, entre outras coisas, na diminuição dos saltos esporádicos de frames a que assistimos facilmente com os dois e quatro cores. Os benefícios estarão intimamente ligados ao números de cores do processador, e não à velocidade com que pode

fazer várias coisas em simultâneo, razão pela qual a Intel está a encorajar à integração de mais conteúdos para pessoas que tenham processadores com seis cores. Dado o nível de desapontamento que temos registado ultimamente relativamente a todas as tecnologias que prometiam aumentar as frame rates, vamos reservar a nossa opinião para mais tarde, quando pudermos pôr a mão num produto destes. A boa notícia é que estes processadores vão conseguir ser colocado em quase todas as motherboards X58 após um flash ao BIOS. A má notícia é que as motherboards X58 ainda são bastante caras.

O PODER DO WIRELESS Há já alguns anos tivemos o privilégio de assistir a uma demonstração de um produto, feito por uma equipa da Fulton Inovation, chamado eCouple, que trabalha sobre o princípio da indução electromagnética. Vamos poupá-los à componente mais técnica e dizer logo o que ele permite fazer. A demonstração passava-se numa cozinha que não tinha quaisquer tomadas eléctricas, mas que estava equipada com uma tecnologia que permitia que uma frigideira colocada num balcão aquecesse e que um telemóvel colocado nesse mesmo local carregasse. Segundo esta tecnologia específica, o futuro passa pela morte das tomadas eléctricas. Imagine que vai viajar e que não vai ter de se preocupar em levar o carregador do portátil, ou do telemóvel, porque a única coisa que precisará de fazer é colocar estes dois dispositivos em cima da secretária do quarto de hotel para estes carregarem as respectivas baterias, sem que exista o perigo de excesso de voltagem para qualquer um deles. O

princípio assenta na transferência de energia entre dois dispositivos, através de um campo magnético sem fios. Quando o dispositivo com suporte eCoupled é reconhecido, o sistema instantaneamente avalia as suas necessidades e direcciona a quantidade ideal de energia para o dispositivo. Este controlo energético torna-se mais eficiente e segura. A eCouple Solution foi apresentada na CES, e deixou muita gente impressionada. Os carregadores por indução prometem realmente revolucionar o mundo da electrónica, mais não seja porque são os verdadeiros carregadores universais do momento. Apesar de a Fulton continuar a trabalhar nesta tecnologia, existe já um produto definido que vai “dar a cara” por esta solução. Chama-se Powermat e deverá passar pelas prateleiras portuguesas, a um preço alto. No entanto, este é o primeiro passo para um futuro isento de dezenas de carregadores diferentes. A boa notícia aqui é que o Wireless Power Consortium vai dar como finalizado um standard para alimentação wireless, de seu nome Qi, ainda este ano, o que quer dizer que os preços deverão baixar e os fabricantes vão poder colocar esta tecnologia directamente dentro dos dispositivos por ele fabricados, para que os consumidores não sejam obrigados a comprar adaptadores, por exemplo. Se acha tudo isto duvidoso, faça uma visita à Airnergy da RCA. Trata-se de um pequeno equipamento que permite transformar o sinal wi-fi em carga eléctrica capaz de carregar a bateria de um terminal móvel.

ECRÃS SEM FIOS Os últimos dois standards para monitores, o HDMI e o DisplayPort, não nos deixaram entusiasmados a ponto de corrermos para as lojas para actualizarmos os nossos monitores, ou as nossas placas gráficas, por isso, a aposta certa é que o DVI vai continuar a ser a interface por cabo preferida, pelo menos, durante mais algum tempo. E se lhe disséssemos que poderia ligar o PC ao seu monitor sem qualquer tipo de cabo? Neste caso, se calhar, o entusiasmo já iria atingir uma outra proporção. Estavam duas tecnologias diferentes em exibição na CES, que deverão estar ainda disponíveis este ano. A primeira designa-se por WirelessHD, e está a ter o apoio dos habituais fabricantes de TV e DVD, que a vêem como a sucessora e substituta do HDMI. Esta usa uma largura de banda de curto alcance no espectro Ultra Wide Band (UWB) para transmitir vídeo em HD e áudio de uma set-top-box ou media center para um televisor. O que provavelmente chega a ser mais relevante para nós é o Wireless Display da Intel, ou WiDi, como foi designado. Este foi desenhado especificamente para computadores portáteis e permite que uma ligação entre o notebook e um monitor possa ser rapidamente estabelecida sem recursos a nenhum cabo. Tal como acontece com o WirelessHD, envia o sinal de vídeo para uma caixa receptora. Ao contrário do WirelessHD, o WiDi não consegue lidar com conteúdo protegido, mas é bastante mais simples, uma vez que não exige qualquer tipo de novo hardware dentro dos portáteis. PCGUIA

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ESPECIAL

ECRÃS OLED Já quase adivinhamos o que está a pensar depois de ler o título desta caixa: lá estão estes a dizer mais uma vez que é este ano que a tecnologia OLED vai realmente entrar no mercado. Soa a algo familiar, não é? O que lhe podemos dizer é que, aparentemente, este será mesmo o ano de entrada dos ecrãs OLED. O telefone Nexus da Google foi já apresentado com um ecrã OLED, e pela parte que nos toca podemos dizer que é verdadeiramente apetecível. A diferença de qualidade de ecrã é notória: é mais brilhante, as cores são mais vivas, a resolução torna tudo mais nítido, os pretos são mais pretos e os brancos mais brancos. Porque é que a tecnologia OLED é tão superior?

Simplificando a resposta, porque em vez de filtrar a luz a partir de uma lâmpada branca ou azul que está por trás do ecrã, cada pixel de um painel OLED produz a sua própria luz. Não vai ter sequer de se esforçar para perceber a diferença de qualidade oferecida. A parte negativa da questão é que estes ecrãs têm custos de produção bastante mais elevados. Outro ponto positivo é que estes ecrãs são bastante mais finos, por razões óbvias, e apesar de se calhar não poder estar a usar um monitor OLED até ao final deste ano, irão certamente entrar no mercado muitos computadores portáteis com esta tecnologia.

REALIDADE AUMENTADA

BANDA LARGA SUPER-RÁPIDA A escolha da velocidade de acesso à Internet é basicamente semelhante à escolha de um novo automóvel. Há quem pense que um ligeiro de gama baixa serve perfeitamente, desde que o consiga transportar de um ponto ao outro, enquanto que outros privilegiam a velocidade e o desempenho do motor. Estamos a entrar na era da fibra óptica em Portugal (já não era sem tempo). Os operadores de telecomunicações lá se entenderam e as ofertas já estão em cima da mesa há algum tempo. Nós costumamos dizer que, por muito que pense que a velocidade que possui actualmente chega para cobrir as necessidades, se algum dia experimentar a fibra, não vai querer voltar ao que tinha. O potencial oferecido pelo acesso à Internet através de fibra óptica é enorme. Acesso rápido aos conteúdos, streaming de jogos, downloads à velocidade da luz, acesso a ofertas triple pay, entre outras mais-valias. É cara? Depende da oferta. Para ter um acesso de fibra óptica não tem de assinar a velocidade máxima oferecida, os 100 Mbps. Existem pacote de 50 e de 20 Mbps que 84 | PCGUIA

implicam mensalidades bastante mais acessíveis. Para quem anda muito por fora, a banda larga móvel também está a caminhar a passos largos, para velocidades bastante mais satisfatórias. A taxa de penetração dos dispositivos móveis de acesso à Net em Portugal é bastante elevada e apesar de a oferta actual se situar nos 21,6 Mbps, a Vodafone já fez testes com a tecnologia que lhe permite chegar aos 43,2 Mbps. Em resumo, a velocidade de acesso à Internet não vai permitir apenas fazer downloads mais rápidos, ou garantir estabilidade nos jogos online, vai também obrigar os prestadores de serviços a criarem pacotes comerciais mais atractivos para o bolso dos portugueses que incluam TV, telefone, Internet e outros serviços associados. Com o número de novos equipamentos com capacidade wireless que temos hoje em dia, vamos mesmo precisar de larguras de banda muito boas e velocidades fiéis (o que é um problema em Portugal). Afinal de contas, já existem frigoríficos ligados à Net…

A ideia de usufruir do que resulta da união entre o mundo real e o virtual partir de um único ponto conquista qualquer um. Esta edição fizemos um artigo sobre esta temática que explica apenas parte dos seu potencial, mas numa breve explicação, podemos dizer que basta apontar com o iPhone para um local na rua para ficar a saber o menu de um restaurante, os saldos de uma loja, a história de um edifício ou o espectáculo em exibição num determinado local. É difícil passar o interesse que este tipo de tecnologia suscita nas pessoas, mas irá certamente mudar a forma como lidamos com o dia-a-dia num futuro próprio. Acreditamos que dentro de alguns anos ninguém vai olhar duas vezes para uma pessoa que ande na rua com o telefone levantado, e o sistema GPS activado à procura de um restaurante específico, ou de um outro qualquer ponto de interesse. Hoje em dia existem já algumas aplicações que usam esta tecnologia, na dimensão possível, parte delas criadas para o iPhone. É o caso do Twitter 360, que direcciona o utilizador para outros tweeters georreferenciados na lista de amigos. O TAT (www.tat.se) é outro exemplo. Trata-se de um programa que trabalha a identificação aumentada. O que e que isto é? Agora vem a parte assustadora: quando uma pessoa aponta a câmara para si poderá ter acesso a dados das suas redes sociais, que vão aparecer a flutuar à sua solta. Estes são exemplos simples e mais actuais, porque o potencial real ainda está por explorar.


NATURAL USER INTERFACE Na CES, Steve Ballmer fez muitas referências à natural user interface (NUI). A melhor forma de explicarmos do que se trata é tomarmos como exemplo os movimentos que os jogadores que possuem a consola Wii fazem para controlar os personagens do jogo, ou a forma como as pessoas vão conseguir “unir-se” à realidade virtual, como acontece no projecto Natal da Microsoft. Atenção que esta tecnologia não vai ditar já a morte do velho teclado e do rato, mas a chegada ao mercado de múltiplos ecrãs com capacidade multitoque sugere que dentro de pouco tempo a nossa relação com o PC vai travar-se de forma diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe já um fabricante, o iBuyPower, que começou a vender portáteis para jogos com ecrãs multitoque, e em França, a empresa de desenvolvimento de jogos Eugen Systems já incorporou controlos de multitoque do Windows 7 no coração do seu próximo título de estratégia, R.U.S.E Tudo isto parece muito interessante, mas não nos podemos esquecer de uma coisa. A tecnologia multitoque é nativa do Windows 7, e de mais nenhum outro sistema operativo, mas a sua implementação não é tão simples como aquela que acompanha dispositivos como o

iPhone. Na grande parte dos PC com multitoque que já experimentámos notámos sempre algumas inexactidões e arrastamentos. Numa máquina de jogos isto é tudo o que nunca pode acontecer. Para além disso, a palavra-chave do NUI é exactamente a primeira letra: tudo tem de parecer natural e pouco forçado para o utilizador. É por isso que as pessoas gostam do iPhone, e é isto que o Windows deve atingir. Se o rato permanecer mais rápido e de confiança é este dispositivo que as pessoas vão usar. No entanto, existem ideias brilhantes por aí. O projecto Natal é um dos grandes exemplos que temos de dar. Este sistema de reconhecimento gestual para o corpo em três dimensões, que a Microsoft vai colocar na sua consola Xbox, é de longe o protótipo mais ambicioso, e nós vamos fazer questão de sermos os primeiros a experimentá-lo. Na CES, o projector protótipo Light Touch, da Light Blue Optics consegui roubar a ribalta a muitos outros produtos. Usando uma tecnologia designada por holographic laser projection, este pequeno projector torna qualquer pequena superfície, plana ou curva, num ecrã multitoque de qualidade.

LONG TERM EVOLUTION A história das tecnologias móveis de acesso à Internet é feita de altos e baixos, mas por cá só temos de nos orgulhar. Que o digam os operadores de telecomunicações. Depois de muitos anos a falar das vantagens e do potencial do 3G, ele finalmente lá arrancou e agora que até já vamos no HSDPA, ou no 3,5G, os portugueses começam a usar cada vez mais a Internet no telemóvel, uma tendência impulsionada pelos planos de preços mais ajustados às bolsas nacionais, e mesmo pelas redes sociais que incentivam as pessoas a estarem sempre ligadas. O Wimax foi outra tecnologia que deu muito que falar há uns tempos. Não a damos como morta, mas dificilmente chegará perto daquilo que prometia. Esta tecnologia foi avançada como a grande alternativa ao GSM, no entanto, apesar de a nível global existirem empresas a usarem esta opção para criarem estruturas de comunicação ponto a ponto, o consumidor final seguiu por outro caminho. É claro que isto não significa que esteja derrotada. A Runcom Technologies e a IXI Mobile apresentaram este ano no Mobile World Congress, em Barcelona, o seu primeiro telefone Dual Mode Low Cost que suporta WiMAX e

LTE. O aparelho integra GSM e um chipset WiMAX. De acordo com o WiMAX Forum, esta tecnologia deverá chegar a 100 milhões de utilizadores até 2010. O problema do WIMAX é o problema sentido por todos os que decidem travar uma luta contra gigantes. Os operadores móveis estão contentes com a velocidade oferecida pela tecnologia HSDPA, e estão quase todos a apostar na alternativa à tal 4G ou long term evolution (LTE) para o fornecimento da mesma largura de banda, sem terem de efectuar novos investimentos na sua rede, algo que era obrigatório no caso de decidirem adoptar o WIMAX. Não se pense que o 4G está a assim tão longe. Os

utilizadores escandinavos, que vivem em Estocolmo ou em Oslo, e que são clientes da TeliaSonera, já podem usufruir do LTE. E a operadora O2 está a planear lançar no reino Unido uma oferta LTE de 150 Mbps ainda este ano. A verdade é que não achamos que o WIMAX vá desistir à primeira, o que nos parece é que este não vai ter força para se conseguir impor no mercado e que já perdeu a corrida para o LTE. O que vai acontecer é que vai permanecer como a alternativa. Nos Estados Unidos, por exemplo, as redes estão a começar a ceder devido ao volume de tráfego 3G que corre em cima delas, e, neste caso, a arquitectura WIMAX pode ajudar a aumentar a capacidade e responder à procura. PCGUIA

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SOFTWARE

MONITORIZE O HARDWARE Verifique os erros do disco rígido, analise a actividade da rede e mantenha-se a par das temperaturas do sistema

Ter à mão um conjunto de ferramentas capaz de verificar por si o que é que o hardware anda a fazer é essencial para manter uma boa gestão da saúde do seu PC. Especialmente no caso de ter já experimentado problemas com o disco rígido, uma peça de hardware particularmente sensível, uma vez que é nela que se encontram reunidos todos os dados que o utilizador coloca no seu computador. Fabricantes como a Maxtor, a Western Digital e a Seagate disponibilizam utilitários nas suas drives capazes de produzir diagnósticos e assim ajudar quem precisa. Se quiser reparticionar o disco rígido ou alterar a dimensão das partições actuais, nada melhor do que recorrer ao auxílio do EASEUS Partition Master. Este programa coloca à sua disposição um assistente que o guia pelo processo de copiar uma partição, algo que poderá ser muito útil se pretender expandir uma partição ou cloná-la para fins de backup. Os crashes misteriosos e os ecrãs azuis podem ser um sintoma de problemas relacionados

com a memória, o disco ou a motherboard. Para diagnosticar a causa vai precisar de ter uma visão detalhada relativamente à actividade do sistema na altura em que o crash ocorrer. Para que isso seja possível, vai precisar do CS Fire Monitor, um software que disponibiliza uma monitorização detalhada e em tempo real do estado do CPU, da memória, das drives e da actividade de rede. Permite ir até um pouco mais longe, nomeadamente aos processos e serviços individuais. Existe ainda o SpeedFan, que permite aceder aos dados fornecidos por sensores de temperatura dentro do PC para evitar sobreaquecimentos indesejados. Em alguns sistemas, o SpeedFan também permite que o utilizador controle a velocidades das ventoinhas localizadas dentro da caixa, de modo a que estas possam funcionar mais devagar e produzindo assim o menor ruído possível ou mais depressa para baixar a temperatura do sistema. Este tutorial foi realizado no notebook Acer 3870T.

CONTROLE O DISCO RÍGIDO

01

A ferramenta de benchmarking HD analisa as velocidades de leitura e de escrita do disco. Vá a www.hdtune.com/testresults.html para comparar os resultados com outros modelos – verifique o seu com o Belarc Advisor. 86 | PCGUIA

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Os sectores danificados são áreas do disco que não funcionam correctamente. Verifique se a sua unidade sofre deste problema – no separador Error Scan terá uma tabela que indica os sectores bons e maus do disco.


USE O CS FIRE 2. MONITOR DE ACTIVIDADE

Use o separador Monitor para manter um olho nos diferentes tipos de actividade do sistema, incluindo os processos em curso, os serviços e a memória.

3. PEQUENOS MONITORES Para ter uma monitorização contínua da actividade do sistema, active os pequenos monitores, que poderão assim ficar sempre visíveis no canto inferior direito do ecrã. O menu Mini Monitors dá-lhe a possibilidade de ver alguns dos monitores.

1. CONFIGURAÇÃO

Para pôr o CS Fire a monitorizar a actividade de rede terá de ir a Settings, Bandwidth e seleccionar o adaptador de rede. Ainda dentro de Settings, verá algumas opções para modificar os pequenos monitores e o seu comportamento na área de notificação do sistema.

4. CONTROLO DE VISUALIZAÇÃO

Clique no botão direito do rato sobre o ícone do CS Fire Monitor System presente na área de notificação de sistema para activar este menu. Por defeito, o ícone mostra a actividade do CPU, e poderá controlá-la a partir do separador Settings.

03

O Belarc Advisor é muito útil e pode ajudar numa variedade de cenários, dando informação detalhada acerca de vários aspectos do seu hardware, incluindo quais os slots de RAM que têm módulos instalados.

04

O SpeedFan usa sensores de temperatura no PC para mostrar se alguma coisa está em sobreaquecimento. Poderá ver mais do que uma temperatura – basta ir ao BIOS e procurar o que é que corresponde ao CPU e ao disco rígido. PCGUIA

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ASSISTÊNCIA TÉCNICA

João Trigo, editor

PERGUNTE AO ESPECIALISTA Já está de mãos na cabeça, com três chávenas de café vazias à frente e prestes a dar um pontapé no portátil? Calma, eu posso ajudá-lo. Mas apenas com o portátil…

P R

: Como posso impedir que outras pessoas usem a minha ligação de rede sem fios para fazerem downloads?

: Esse tipo de restrições deve colocar-se no router, pelo que depende directamente do tipo de equipamento que o leitor está a utilizar. Procure as restrições de acesso e a área de QoS (Quality of Service). Nenhuma delas, só por si, é uma solução à prova de bala, mas as duas juntas funcionam muito bem. Vamos tomar como exemplo a interface do router Linksys – o equipamento deste nosso leitor. A primeira coisa a fazer é actualizar o firmware para o DD-WRT. O separador de restrições de acesso permite que o leitor impeça que determinadas portas possam ser usadas – são criadas políticas que filtram o acesso à Internet, por exemplo. Existe mesmo uma opção “Catch all P2P protocolos” que pode ser utilizada. O problema é que os programas P2P evoluíram de forma a usar portas à sorte, para ultrapassarem este tipo de protecções. No entanto, ligá-la não faz mal nenhum. O separador QoS permite que o leitor defina restrições de largura de banda para as diferentes aplicações. Se ligar este serviço, assegurar-se-á de que nenhuma aplicação ou porta usa mais de 10 por cento da largura de banda disponível. Comece por descobrir a verdadeira velocidade do seu acesso à Net. Visite www.speedtest.net e clique em Beguin Test para ver quais as velocidades de upload e download. Multiplique cada um desses valores por mil para os converter para kbps (kilobits por segundo). Depois, multiplique o valor por 0.8 e siga o nosso passo a passo.

LINGUAGEM NO OFFICE

P

: Sempre que eu tento alterar a linguagem no Office 2003, o programa pede-me o DVD, mas aparece-me sempre um erro 25091… 88 | PCGUIA

R

: O erro 25091 – Setup failed to change the source é de simples resolução. Abra a secção de programas no Painel de Controlo, escolha Microsoft Office e

clique em Alterar antes de seleccionar a opção Reparar. Após completar o processo, tudo deverá funcionar correctamente.


LIMITE A LARGURA DE BANDA

01

Aceda ao seu router através do browser escrevendo o endereço IP na barra de endereços e clicando em NAT/QoS, depois de escrever o seu nome de utilizador e palavra-passe. Vá até ao separador QoS.

02

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Para dar prioridade ao tráfego para um endereço IP específico, escreva x.x.x.x/32 (x.x.x.x é o endereço IP) na caixa de Netmask Priority e clique em Add. Defina a prioridade para Bulk para limitar o acesso P2P.

04

05

06

Para definir limites de largura de banda para endereços específicos ou para endereços MAC, o mais simples é mesmo adquirir o DD-WRT Special Edition (www.ddwrt.com/shop/catalog).

Assinale a caixa colocada ao pé da opção Start QoS. Assegure-se de que a opção WAN está ligada e depois escreva o número esperado para o Upload na caixa correspondente e o número de download na outra caixa.

Os PC são identificados através de um endereço MAC. Quando estiver numa máquina ligada à rede, clique em Status, LAN e procure o número com 12 caracteres na área Active Clients. Escreva esse número no ecrã de QoS.

Depois de flashar o seu router com este update, volte a NAT/QoS, Qos. Agora vai poder definir limites de download e de upload.

PCGUIA

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ASSISTÊNCIA TÉCNICA

COMO FUNCIONA? ÓCULOS 3D A visão tridimensional é o próximo passo no que concerne aos videojogos. Os óculos 3D da Nvidia custam cerca de 100 euros, mas precisa de uma máquina com um processador dual-core, 2 GB de memória RAM, uma placa gráfica geForce 8800 (ou superior) e um monitor de 120 Hz. COMPATIBILIDADE

TRANSMISSOR IR

Há já centenas de jogos compatíveis com os óculos 3D – se as equipas de desenvolvimento dos títulos seguiram as linhas orientadoras da Nvidia, não há necessidade de patches adicionais para os jogos.

É ligado ao seu PC através de uma porta USB. Deve haver uma ligação desobstruída entre este receptor e os seus óculos. Pode ajustar a visão estereoscópica no dispositivo.

LENTES

O princípio tridimensional assenta no mesmo há duas décadas: cada lente mostra uma visualização ligeiramente diferente da mesma imagem. O seu cérebro é o verdadeiro responsável pela conversão para 3D.

BOTÃO DE ENERGIA

O botão de On/Off permite também controlar o nível de bateria dos óculos. A autonomia é de cerca de 40 horas depois de um carregamento completo. Pode recarregá-los através da porta USB da sua máquina.

MODO 120 HZ

Vai precisar de um monitor com uma taxa de 120 Hz para conseguir ter uma experiência verdadeiramente tridimensional.

AS JANELAS DO WINDOWS E O CMOS

P

: De vez em quando, as janelas que eu tenho abertas no meu Toshiba ficam mais pequenas. O que está a acontecer?

R

: Em princípio, esse problema tem que ver com as definições do Touchpad. Clique duas vezes no ícone do Synaptics Pointing Device na área de notificação da barra de 90 | PCGUIA

ferramentas. Clique em Settings e escolha a opção Virtual Scrolling. Remova a selecção das opções Enable Horizontal Scrolling e Enable Vertical Scrolling e clique duas vezes em OK. O problema deverá ficar resolvido.

P

: A minha máquina só arranca quando eu limpo os settings CMOS, removendo o

jumper na motherboard… Porquê?

R

: Se fez recentemente um upgrade ao computador (que envolva a troca do processador), procure updates do BIOS, já que estes resolvem questões de compatibilidade, e tudo aponta para que seja uma destas questões que o está a atormentar.


DADOS SINCRONIZADOS

P

: Posso usar o SyncToy para sincronizar os dados entre o meu computador com o Windows XP e o meu notebook, que tem o Windows 7 instalado?

01

No SyncToy, clique em Create New Folder Pair para definir as pastas que quer sincronizar. Se está a trabalhar em rede, o PC com esta informação terá de estar partilhado e visível.

R

:Numa palavra, sim. Precisa de instalar a aplicação numa das máquinas, mas como vai sincronizar dados através da rede, precisa de definir pastas partilhadas no PC onde o programa não está instalado, para que o SyncToy possa aceder a essa pasta. Este guia vai ajudá-lo.

02

Escolha a forma como as pastas vão ser sincronizadas. Clique em Next, defina um nome para a pasta e clique em Finish.

03

Clique em Change Options para editar as definições avançadas, e depois escolha Preview para ver como a sincronização terá lugar. Se estiver satisfeito com o resultado, clique em Run.


PCGJogos

MASS EFFECT 2 Uma autêntica epopeia que peca por ter combates demasiado lineares VICIANTE

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ENREDO

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GRÁFICOS

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VEREDICTO 9

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Vamos começar por lhe estragar o jogo: Shepard morre em Mass Effect 2. Bom, não será uma grande novidade, uma vez que a sua morte acontece assim que o jogo começa. Mas chamou-lhe a atenção, não foi? A morte dele é uma cena tão exuberante e frenética que quase nos deixou em hiperventilação. Numa tentativa de salvar a sua nave, Shepard é aspirado para o vácuo através de um buraco no fato espacial. Só que Shepard não fica morto por muito tempo, e ainda bem – o jogo não seria grande coisa se o herói estivesse durante todo o tempo em cima de uma nuvem a tocar harpa. Por isso, Shepard é reconstruído pela misteriosa (e maléfica) Cerberus corporation, dirigida pelo Illusive Man, com a voz de Martin Sheen, mas que não é assim tão sombrio. O “Homem Sombrio” quer que Shepard investigue o desaparecimento misterioso de seres humanos por toda a galáxia – ao que parece, os Collectors estão a raptá-los para um propósito misterioso (ou seja, maléfico), que pode estar ou não relacionado com o reaparecimento dos Geth, que regressam em cada 50 000 anos para eliminar toda a vida orgânica da galáxia. É uma intriga complexa com tantas personagens como A Guerra das Estrelas.

PENSADO PARA CONSOLAS Irrita-nos substancialmente o facto de Mass Effect 2 ainda não ter acertado no combate. Apesar de tudo, melhorou – é agora possível personalizar as armas e não existe o sistema de sobreaquecimento que estragava o jogo original. No entanto, ainda tem um ar desajeitado e é claramente orientado para consolas. O sistema de cobertura é tirado directamente de Gears of War e Shepard continua a não poder saltar. Se Mass Effect tivesse sido feito puramente para o PC, não teria uma maneira de jogar tão... defeituosa. Mas é claro que a BioWare não teria ganho tanto dinheiro se não tivesse lançado uma versão para a Xbox 360. Por isso, temos de nos contentar com uns controlos abastardados e uma capacidade de movimento severamente limitada. Há um novo sistema de dar ordens ao batalhão que não faz grande diferença ao resultado dos combates. O motor é outro problema, pois ME2 é movido com o Unreal Engine 3, que não tem nenhum aspecto em especial. As texturas não são de uma qualidade especialmente alta e falta-lhe os brilhos impecáveis que vimos aplicados em títulos como Bioshock 2 e Mirror's Edge. E mesmo tendo toda essa ideologia de mundo aberto, os limites do


1

SHEPARD 2.0 1 A interface sobrecarregada de Mass Effect

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deu lugar a um menu mais simples e mais arrumado, acessível através da tecla Shift. Há também tácticas novas para o batalhão; pode dizer-lhe para onde ir premindo Q e E e escolher onde lançar os ataques.

2 Este Eclipse Vanguard devia estar a guardar a camioneta. No entanto, está muito iluminado e, tal como em Mass Efect, podemos ficar a saber quanta vida e escudos tem olhando para a barra de estado.

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3 O modelo genérico de Shepard, baseado num

modelo masculino real. Optámos por usá-lo num fato vermelho e, tal como na versão original, é possível escolher uma forma feminina.

4 Os power-ups aparecem agora na arma de

Shepard, ao estilo do Dead Space. Se não gostar de desviar um pouco o olhar, pode ver qual o power-up activo olhando directamente para a arma.

motor dão a Mass Effect 2 uma experiência linear. Sim, podemos escolher qualquer ponto da galáxia onde queremos ir, mas temos a tendência para acabar no mesmo conjunto de corredores. Alguns níveis omitem os corredores a favor dos hubs, mas estes ainda assim conduzem a corredores. Um nível em particular – uma excursão ao sabor de Deus Ex a uma torre de apartamentos – tem andares que são tão ostensivamente copiados e colados que ficamos a pensar se os teclados da BioWare não terão apenas as teclas Ctrl, C e V. E ficamos logo a saber se um nível vai ter conversa ou combate pelo número de objectos rectangulares que estão dispostos no chão.

INTRIGA QUE PRENDE No entanto, e tal como acontecia na primeira versão, a má concepção dos níveis não consegue apagar o que é, no seu âmago, um jogo forte, que nos prende tanto como nos choca. Apesar de ter os olhos mortiços e de ser incapaz de correr 20 metros sem perder o fôlego, Shepard é uma personagem excelente. E note-se o quão inteligente é podermos importar os pontos de jogo gravados e as definições da personagem de Mass Effect, bem como as decisões que tomámos no primeiro afectarem o que acontece em Mass Effect 2.

E as decisões realmente contam. Há novos eventos de tempo rápido que podem interromper as conversas com acções Paragon (boas) e Renegade (maléficas). Se vir um homem a morrer, pode ser bonzinho e dar-lhe um pouco de medigel para o curar. E se aquele guarda lhe parecer um pouco irritante, escolha a acção Renegade e atire-o pela janela. As cenas ficam assim mais interessantes – ficamos com a impressão de jogar um jogo e fazer escolhas em vez de estarmos a ver um filme com imagens geradas por computador. Existem também uns quantos minijogos, sendo que ao mais interessante deles chamámos City Hunter IV. Podemos andar pela galáxia e descobrir planetas não cartografados e depois enviar sondas para procurar vida. Se formos bem sucedidos, podemos aterrar no planeta e caçar. Não é essencial, mas ajuda a que o jogo fique interessante, caso se volte a jogar mais tarde. Se é fã do jogo original, este tem muito que se recomende. A BioWare tentou corrigir os problemas do primeiro, mesmo que as correcções se orientem mais para os jogadores de consola. É mais Mass Effect. E esta deve ser uma das séries – senão a série – de jogos de PC mais viciante e interessante que encontrámos. Esperamos ansiosamente pela terceira sequela.

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ENTRETENIMENTO

BIOSHOCK 2 Manteve muito da versão original de Bioshock, mas melhorou em quase todos os aspectos EVOLUÇÃO DA ACÇÃO

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AMBIENTE DE SOM

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GRÁFICOS MELHORÁVEIS

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VEREDICTO 9

REQUISITOS MÍNIMOS PROCESSADOR 2,4 GHZ, 2 GB DE RAM, PLACA DX9C COM 256 MB n PREÇO 49,99 EUROS n CONTACTO WWW.FNAC.PT n SITE WWW.BIOSHOCK2GAME.COM

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Há um brilho etéreo em torno do corpo que jaz morto no chão à nossa frente. É apenas isso que o distingue dos outros inúmeros cadáveres que deixámos com a nossa passagem. «É um anjo, Sr. Bubbles», diz-nos a rapariguinha dos olhos brilhantes sentada ao nosso ombro. Olhando bem à volta, verificamos que não é uma área que se defenda facilmente – há duas salas que dão passagem para o local onde estamos e ainda também de lidar com imensos tubos de ventilação. Assim que largarmos a nossa nova “filha adoptiva”, cai o Carmo e a Trindade e é preciso estar preparado para isso. Felizmente, temos a forma de um enorme tanque com pernas, uma data de truques na manga, armas de vigilância automáticas e uma tendência para transformar as pessoas em blocos de gelo para depois as furar com uma broca. Afinal de contas, somos Big Daddy. A propósito, somos o primeiro Big Daddy de todos. Somos um protótipo e, portanto, somos um pouco mais ágeis do que as enormes e maljeitosas monstruosidades que conhecemos da primeira versão de Bioshock. Mas o mais importante é que temos livre arbítrio – pelo menos, até certo ponto. Acordando numa Rapture dos anos setenta, ficamos desiludidos com a falta de bolas de espelhos muito em voga nas discotecas de então e da música das Sister Sledge, mas não por termos o crânio ainda intacto. É o começo de Bioshock 2. Sofia Lamb tem a nossa “filha" e temos de a encontrar a todo

o custo. Lamb reaparece em Rapture – a imensa cidade subaquática – uma década após os eventos do jogo original. Voltou a activar os Big Daddies e a recolher novas Little Sisters do mundo da superfície. Nós somos o Subject Delta e não nos preocupamos muito com isso, mas queremos mesmo a nossa Little Sister de volta. Infelizmente, acontece que ela é a filha de Sofia Lamb, que não tem logicamente qualquer vontade em largá-la. A nossa busca pelas salas arruinadas de Rapture inclui muita aniquilação de Splicers, destruição de Big Daddies e brincadeiras com as Little Sisters. É mais do mesmo face à versão original, estará a pensar. Sim, o principal objectivo continua a ser usar as milhentas capacidades para arrumar com os diversos mauzões à nossa maneira, e, sim, ainda temos os dilemas morais sobre salvar ou ceifar as menininhas. Felizmente, esta sequela tem algo muito mais satisfatório que o original. Para começar, há o conceito de passarmos a ser o protótipo dos Big Daddies, o que torna logo as coisas muito mais interessantes. Sentimo-nos mesmo como sendo um “bicho” forte, não o bípede levezinho e eminentemente destrutível do primeiro jogo. Os excelentes efeitos sonoros que se notam por toda a acção, desde o som das gotas de água a bater no capacete ao baque grave das botas quando caímos de uma grande altura, servem para perpetuar essa sensação. O que nos prendeu foi a nova mecânica que agora envolve a recolha de Little Sisters e o


AO DETALHE 1 Os plasmids são aquilo que nos torna duros como

malha de aço. O Winter Blast é o nosso preferido, especialmente quando combinado com o ataque Drill Rush de longo alcance.

2 Quando a nossa Little Sister está a apanhar Adam, podemos ter a certeza que os Splicers vão juntar-se à festa. Cabe-nos fazer o reconhecimento da área e mantê-la segura. Estas Rivet Traps deverão matar uns quantos e atrasar o resto; é dar-lhes um tratamento de broca.

2

3 Em todo o jogo deparamo-nos com algumas máquinas que fazem um upgrade às armas que só se usa uma vez. Cada arma precisa de dois upgrades para que possa pôr-lhe o de terceiro nível, que é mesmo bom.

1 3

respectivo Adam. Até agora, era apenas possível salvá-las ou ceifá-las (leia-se: assassiná-las) para recolher essa preciosa substância vermelha. A partir de agora, pode adoptar-se uma de cada vez e utilizá-las para recolher mais Adam de certos cadáveres. Quando largamos uma Little Sister para que ela faça a cirurgia aos mortos, somos atacados por Splicers, o que faz com que tenhamos de estar preparados para proteger a nossa “pupila”. Juntamente com os combates com os Big Daddies, esta espécie de minijogo dentro do jogo proporciona um intervalo bemvindo à prossecução sem tréguas da intriga principal. Admitimos que não éramos grandes fãs do título original por termos a sensação de estarmos a ser guiados sem termos vontade própria. No entanto, desta vez podemos escolher sair da história e ir à caça de Adam, procurando Little Sisters, batendo nos Daddies e recolhendo o Adam dos mortos. É refrescante e dá a sensação de uma experiência de jogo muito mais completa. Cada área de recolha é diferente, proporcionando diversas arenas para defender a nossa Little Sister. Passamos bastante tempo a fazer o reconhecimento de uma dada área, escolhendo as nossas armadilhas e plasmids, antes de a largar e tomar posição. Também temos um verdadeiro arsenal à nossa disposição, fora os já esperados plasmids.

Podemos dispor muitas armadilhas físicas, como arames eléctricos para fazer tropeçar, rebites para furar os pés e as nossas queridas armas de vigia. Os plasmids, especialmente os poderosíssimos upgrades do terceiro nível, são as estrelas do espectáculo. Mas temos de fazer uma menção especial acerca da beleza que é a broca. Combinando os dois, Rapture fica um paraíso de destruição.

CHORA, IRMÃZINHA Quando as meninas ficam cheias de Adam, temos outra vez a escolha terrível entre ceifá-las para recolher o conteúdo das suas barrigas ou salvá-las. Ficamos assim com menos Adam, mas sentimo-nos menos mal. Mesmo sabendo que estas meninas não passam de polígonos cobertos com malhas de texturas, ainda assim é difícil assassinar uma criança pequena, por mais virtual que seja. Já matámos inúmeros seres na nossa vida de jogadores sem pensarmos duas vezes. Mas o gritinho gélido emitido quando removemos a “lesma” cheia de Adam do estômago de uma Little Sister fez com que não tivéssemos vontade em repetir a experiência. E também não queremos incomodar as Big Sisters. Estas mulheres medonhas e poderosas aparecem quando menos se espera, e geralmente quando bem podíamos passar sem elas. Anunciadas por um grito penetrante, depressa nos apercebemos que apenas temos uns segundos para fortificar a nossa posição. Se acha que os Daddies originais davam luta, ainda não viu

nada até ver uma Big Sister sugar a vida de um Splicer e depois saltar 30 metros, aterrando na nossa cabeça e arrancando-nos os olhos. Todas as partes do jogo foram aperfeiçoadas, tornando-o numa experiência mais envolvente e interactiva em vez de um filme que ocasionalmente nos deixa disparar contra coisas entre cada narração. O mesmo não se pode dizer dos gráficos. Há sempre muita cosia a acontecer no ecrã, mas se olharmos bem, podemos ver as rugas a formarem-se no “velhote” motor de Unreal 3. Alguns modelos têm um número de polígonos incrivelmente baixo, e o segundo plano de Rapture que se vê através das janelas de vidro reforçado parece tratar-se de uma diversão de feira popular. Mesmo assim, tem cenas fantásticas e o desenrolar da história distrai-nos sempre que começamos a desejar um visual mais ao jeito de DX 11. E vale a pena combater até chegar ao final, embora este dependa da forma como se avança no jogo. No nosso caso, vimos três finais distintos – um deles até nos deixou com uma lagrimazinha no olho. Bom, mas isso pode ter acontecido apenas porque no terceiro final do jogo piscámos os olhos uma vez, quando uma Big Sister se lançou aos guinchos contra nós... PCGUIA

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ENTRETENIMENTO Às vezes, a melhor estratégia é mesmo matar o adversário

S.T.A.L.K.E.R: CALL OF PRIPYAT Alguém metralhou esta página?

Contentores! Enormes contentores de metal! Não dispares que eu adoro contentores!

MAIS STALKER

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BOAS MISSÕES SECUNDÁRIAS

4

ESTÁ A ENVELHECER

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VEREDICTO 8

REQUISITOS MÍNIMOS PROCESSADOR 2,0 GHZ, 512MB RAM, PLACA 3D DE 128MB n EDITOR BATCOMPUTER GAMES n PREÇO AINDA NÃO DISPONÍVEL n SITE WWW.GSC-GAME.COM

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Tendo jogado já umas horas da última expansão independente de Stalker, Call of Pripyat, uma coisa espantosa aconteceu. Ou melhor, uma coisa espantosa não aconteceu. O jogo não crashou. Nem sequer uma vez. Nesta terceira parte de uma série de jogos tristemente famosa pelos seus muitos bugs e problemas, isto é um facto deveras impressionante. Claro que contamos ter sempre uma experiência sem crashes, mas a GSC Game World já provou que, com ela, isso é quase impossível... Outro choque é a narrativa no início de Call of Pripyat. Um homem enrugado com um sotaque russo explica exactamente aquilo que se está a passar e os eventos dos dois últimos jogos. Ambos os jogos deixaram-nos a coçar a cabeça. Parte do gozo intenso da Zone (primeiro jogo) é não sabermos o que se passa, mas é bom termos um pouco de história passada para nos orientarmos um bocadinho. Será que a GSC Game World ouviu as nossas críticas sobre os primeiros dois jogos? Shadow of Chernobyl foi um êxito improvável. Foi um jogo que esteve no inferno do desenvolvimento durante seis anos e depois viu a luz em 2007. Adorámo-lo pela atmosfera, mas vimos que sofria de algumas falhas. Call of Pripyat corrige praticamente todos os problemas que tivemos com o jogo e a sua sequela.

Call of Pripyat acaba com as irritantes guerras de facções de Clear Skies e o mundo superpovoado, duas coisas que nos irritavam. O mundo está esparsamente povoado, com núcleos de amigos e inimigos, o que é bom, pois não estamos constantemente envolvidos em combates até à morte ou a aturar conversas parvas. E sim, a tradução volta a ser horrorosa, mas isso depressa se está a transformar num dos charmes da série Stalker.

MUNDO ABERTO Admitimos que CoP arranca mal. Começamos não como o confuso Strelock, mas como Alexander Degtyaryov, agente dos serviços secretos disfarçado de Stalker, que está encarregado de descobrir como uns helicópteros de pesquisa dos Serviços Secretos chegaram a um fim algo violento. Para o fazer, precisa de andar de um lado para o outro a questionar muitos homens, e depois ir ao local das quedas. Em vez de termos as áreas abertas interligadas de Shadow of Chernobyl, em CoP temos de visitar uns homens e pagar-lhes para nos levarem às três partes da Zone. Acaba com a liberdade do jogo e, se tivermos pouco dinheiro, somos forçados a encontrar missões para aumentarmos o orçamento disponível. É uma chatice! Há também uma parte significativa do primeiro nível que só é


Uma vez terminada a parte inicial, o jogo abre-se completamente

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3 2

WALKY STALKY 1 O mapa mostra agora se temos o nosso objectivo por cima ou por baixo de nós, o que é incrivelmente útil. Bem jogado, GSC!

2 Este pequenino é um Tushkana, e destes há imensos. Entre os novos mutantes há 4

uns terríveis anões psicocinéticos chamados Jeremies Burers, que são quase indestrutíveis.

3 Este ícone não indica a presença de um Little Chef, mas diz onde se pode comer umas salsichas. Felizmente é fácil encontrar comida em Call of Pripyat, o que quer dizer que não morremos de fome por falta de sorte. 4 Podemos agora marcar as teclas [F] para aceder instantaneamente a coisas essenciais, como a drogas anti-radiação, equipamento de primeiros socorros e pão. Estas teclas vão ser muito utilizadas durante as batalhas mais intensas.

acessível através de uma porta minúscula. O que não ajuda. Uma vez completada a parte inicial, o jogo abre-se completamente. A GSC Game World parece ter adoptado algumas páginas do manual pós-apocalíptico de Fallout 3. Há boas missões secundárias. Entre elas está o ataque de um vampiro, mas não queremos estragar-lhe a surpresa. Como em Fallout 3, as missões secundárias têm reviravoltas inesperadas. Ainda há restos de Clear Sky e é preciso estar sempre ciente da localização dos edifícios para se poder sobreviver aos pequenos apocalipses.

Como descobrimos, é sempre bom ir ver se há vilões nos edifícios. Utilizámos um para abrigo e fomos logo atacados por uma horda de bandidos que nos encheram de balas.

DX11 DECEPCIONANTE Mesmo com toda a sua atmosfera aterrorizante, o motor X-Ray de Stalker tem um aspecto um pouco tosco. A promessa de capacidades de DirectX 11 é uma desilusão. Embora a iluminação tenha bom aspecto, não é uma grande melhoria em relação à iluminação de DirectX 10 de Clear Sky. O motor X-Ray funciona bem no espaço

fechado de um esgoto claustrofóbico ou num edifício assombrado, mas não resulta muito bem nos exteriores. A folhagem próxima tem bom aspecto, mas os montes distantes parecem tirados de uma simulação de golfe. À meia-noite só se pode ver o horizonte escuro contra um pouco menos escuro céu, pontuado pelas fogueiras dos acampamentos dos outros stalkers. CoP deve funcionar melhor se nunca se foi à Zone. É acessível e não muito irritante: pode dizer-se que tem o melhor do universo de Stalker. Se já jogou os outros jogos, vai divertir-se imenso.

Espirrar dentro da máscara nunca é boa ideia


LANÇAMENTOS

FINAL FANTASY XIII POKÉMON HEART GOLD & POKÉMON SOUL SILVER

Fez as delícias de muitos jogadores e promete conquistar os mais novos que não tiveram a experiência do Game Boy. Dez anos após o lançamento original, a Nintendo vai trazer de volta, mas desta vez para o pequeno ecrã da DS, os títulos Pokémon Heart Gold e Soul Silver. Para além das óbvias melhorias nos gráficos, os jogadores vão poder escolher novamente o Pokémon que querem adicionar à equipa. Existem 251 espécies de Pokémon, algumas das quais podem agora produzir ovos.Uma das grandes novidades é o acessório Pokéwalker, um pedómetro que permite interagir com os Pokémon, apanhar os Pokémon selvagens e trocar itens com terceiros.

O último projecto da série Final Fantasy promete surpreender não só pelos cenários, mas também pelo argumento. E ainda aproveita tudo o que as consolas têm para oferecer em termos de alta definição. O mundo futurista de Cocoon continua presente e as transições entre os cenários de jogo e as apresentações cinematográficas prendem qualquer um ao ecrã. Mas a história é completamente nova. As personagens centrais são Lightning, Snow, Vanille, que vivem presas em Coccon, uma lua

satélite envolvida numa guerra entre mundos. Existem vários cenários para explorar, mas a verdadeira aventura acontece no planeta Pulse. O título tem um sistema de Batalha em Tempo Activo que permite ao jogador executar combinações de ataque e invocar os Eidolons para o ajudarem. Também poderá alternar a personagem que controla, se esta ficar, por exemplo, cansada em combate. No final de cada combate, a vida das personagens é restabelecida automaticamente. S.E.

PLATAFORMA PS3, XBOX 360 n EDITORA SQUARE-ENIX

PLATAFORMA NINTENDO DS n EDITORA NINTENDO

2010 FIFA WORLD CUP SOUTH AFRICA

2010 FIFA World Cup South Africa propõe-se oferecer de bandeja o que o mundo do futebol tem de melhor. Há 199 selecções à disposição do jogador – equipas que participaram em todo o percurso do Campeonato do Mundo, desde as rondas de qualificação até à final em Joanesburgo – e a possibilidade de se juntar ao Campeonato do Mundo online. Gráficos melhorados, novos esquemas de jogabilidade, e pormenores como o facto de os jogadores se cansarem mais depressa em cidades situadas a maiores altitudes foram adicionados ao título. As partidas serão jogadas nos dez estádios oficiais. S.E. PLATAFORMA PSP, PC, XBOX 360, WII E PS3 n EDITORA EA

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MONSTER HUNTER TRI

Este título necessita de todo o espírito de caçador e instinto de sobrevivência que tiver. O jogador é um caçador que vive num mundo dominado por monstros de todo o tipo e controla todos os elementos. Em nome da glória e da sobrevivência dos restantes aldeãos, terá de capturar e matar monstros em terra, no mar e no ar. A estratégia de caça terá de estar sempre presente, até porque estes monstros são seres inteligentes capazes de preparar emboscadas e reunir-se em grupo se acharem que são mais fracos. Vai ser necessário montar armadilhas e usar partes do corpo dos monstros como chifres, escamas e ossos para criar armas e armaduras novas. As caçadas poderão ser feitas online, com até três jogadores da lista de amigos da Wii. Se preferir caçar sozinho, poderá contar com a ajuda de uma personagem de nome ChaCha que é controlada pela IA do jogo. A qualidade dos gráficos e cenários promete. O lançamento está previsto para Abril. S.E. PLATAFORMA WII n EDITORA CAPCOM


SHOPPING

ESTILO MINIMALISTA A Armani apresentou uma nova colecção de jóias que prima pela elegância e minimalismo. Trata-se de peças simples, masculinas, que trazem sempre como detalhe o logótipo de águia e que podem ser combinadas com vários estilos. Acessórios de qualidade para o homem moderno.

GOOGLES MADE IN PORTUGAL O design das máscaras de neve Adidas ID2 que a selecção britânica está a usar nos Jogos Olímpicos de Inverno tem assinatura portuguesa. João Ferreira, designer gráfico, foi o vencedor do concurso da Adidas eyewear ao apresentar um projecto dinâmico que apela à força e ao empenho que os atletas que defendem a cor do seu país devem ter para superar os obstáculos das competições.

ESPÍRITO TODO-O-TERRENO Activo, determinado, aventureiro e moderno. Estes são os principais atributos do homem que procura os relógios da nova colecção da Camel. Com um design contemporâneo, mas uma estrutura robusta e resistente, os novos modelos da marca foram concebidos para serem usados em qualquer local, seja no trabalho diariamente, ou num fim-de-semana radical. Os Aviator, por exemplo, foram testados a uma profundidade de 100 metros, e a precisão do mecanismo de quartzo resiste mesmo em condições extremas.

LOOK INTEMPORAL Um misto de elegância e descontracção foi o que a Lacoste quis transmitir com os novos modelos de relógios para homem. A caixa rectangular com o mostrador redondo marca a diferença, sem tornar os relógios demasiado desportivos ou desajustados para ambientes que exijam maior formalidade. Os modelos estão disponíveis em versão TimeDate e em versão Cronógrafo.

SAÚDE QUE DÁ PRÉMIOS Três Lancia Ypsilon, um por mês, e um depósito de combustível por dia até Maio é o que a Linic vai oferecer aos consumidores das gamas Linic Women – Cuidado Suave, Reparação Intensiva, Anti-Queda ou Controlo de Oleosidade, e Linic Men – Eficácia Activa, Frescura Activa, Controlo de Oleosidade e Anti-Queda. Para participar neste passatempo terá de adquirir um produto destas gamas, enviar um SMS para o nº 68911 com o texto LINIC (espaço) e os três últimos dígitos do número sequencial do talão de compra. O regulamento está disponível em www.linic.com.pt

VISÃO ILIMITADA A comemorar o seu segundo aniversário, a Silhouette criou quatro novas variações da colecção Enviso, inspiradas nas cores e contrastes da natureza. Efeitos metalizados, detalhes e uma estrutura que acompanha a fisionomia do rosto são alguns dos traços marcantes deste modelo. PCGUIA

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SOFTWARE ProfissionalPCG

PARQUÍMETROS PESSOAIS INVADEM LISBOA O SmartPark é o novo cúmplice dos parquímetros e dos títulos pré-comprados. A boa notícia é que cobra apenas o tempo efectivo de estacionamento MIGUEL ÂNGELO SILVA

TEXTO LUÍSA DÂMASO

Quem estaciona nas zonas tarifadas de Lisboa pode agora deixar de se preocupar com a falta de moedas ou com o reboque eminente da EMEL – Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa. Esta empresa avançou com a comercialização do novo dispositivo de parqueamento portátil, o SmartPark. Através deste aparelho individual, os condutores passam apenas a pagar o tempo de estacionamento que foi efectivamente utilizado, na medida em que o dispositivo é activado pelo condutor no momento em que estaciona o carro e é desligado quando este regressa ao carro, funcionando com um cartão previamente carregado. «Esta inovação surge no âmbito de um conjunto estratégico de iniciativas que a EMEL está a promover para melhorar o serviço prestado e para aumentar a eficiência da gestão da mobilidade na cidade de Lisboa», afirma Diogo Homem, responsável pelo Marketing e Comunicação da EMEL. O parquímetro electrónico portátil assenta numa tecnologia que se chama Smart Park, desenvolvida pela Ganis Systems, uma empresa 100 | PCGUIA

israelita especialista neste género de soluções. Quanto ao equipamento que suporta a tecnologia, Diogo Homem descreve-o como «extremamente leve, com um visor de cristais líquidos situado na parte frontal do equipamento, e suportado por uma pilha de lítio CR2450 de longa duração de 3 volts, que permite uma utilização durante mais de 800 horas». A parte transaccional assenta num cartão inteligente, que armazena o valor de estacionamento, regista transacções e guarda um conjunto de dados em memória. O responsável pelo Marketing e Comunicação da EMEL destaca que esta é uma tecnologia que já está a ser utilizada em diversos países do norte da Europa, no sentido de agilizar a circulação de veículos e a gestão de estacionamento no espaço urbano. No entanto, Diogo Homem deixa claro que a introdução de novas formas de pagamento não significa de forma alguma a extinção dos actuais parquímetros. «Está prevista a modernização destes dispositivos no sentido de fornecerem mais informação, de facilitarem a introdução de formas de pagamento alternativas e quem sabe

de possibilitarem o carregamento dos futuros veículos eléctricos», sublinha. Quanto às expectativas em relação à adesão dos automobilistas a este novo dispositivo, aquele responsável da EMEL acredita que uma parte dos condutores que necessitam de estacionar diariamente nas zonas de estacionamento de duração limitada e as empresas que tenham frotas serão tentados a utilizar esta nova forma de pagamento. «A médio prazo esta é uma forma de pagamento que será utilizada por todos os condutores que privilegiam uma forma de pagamento mais rápida e cómoda», afirma o responsável pelo Marketing e Comunicação da EMEL. Para já, o dispositivo pode ser adquirido na loja da EMEL, na Rua Pinheiro Chagas, 19 A, bem como encomendado através do site da EMEL, garantindo a entrega no concelho de Lisboa. Em breve, a empresa planeia estender a venda e carregamento de cartões a alguns dos parques de estacionamento da EMEL. Diogo Homem avança ainda que de futuro estão previstas formas de pagamento alternativas que servirão diferentes tipos de utilizadores e que em conjunto «tornarão mais simples a circulação e o estacionamento em Lisboa, onde actualmente existem cerca de 1 milhão automobilistas a pagar o estacionamento por mês nos parquímetros». Questionado se a modalidade de pagamento de estacionamento por telemóvel poderá ser uma opção, este responsável reconhece que esta é uma tecnologia que apresenta diversas vantagens, nomeadamente em termos de maior rapidez de utilização e uma maior comodidade para o utilizador. «De momento, está-se ainda a analisar todas as possibilidades que incluem esta forma de pagamento inovadora, que poderá passar pela utilização de diferentes tecnologias como sejam o SMS, o GPRS ou a própria chamada telefónica por exemplo», confirma o responsável pelo Marketing e Comunicação da EMEL. Apesar de não estar ainda definida qual a solução a adoptar, Diogo Homem revela que serão apresentadas novidades nesta área durante o presente semestre.


ARQUIVO PCGUIA

HP CONFIANTE NO MERCADO DE IMPRESSÃO O segmento de dispositivos multifunções foi o que menos sofreu com a crise em 2009 TEXTO JOÃO TRIGO

A HP traçou o panorama actual do mercado de impressão num encontro com jornalistas onde José Correia, director-geral do Grupo de Imagem e Impressão (IPG) da marca em Portugal, deu também a conhecer a estratégia da empresa. Aceitando a quebra acentuada que o mercado impôs às vendas de hardware de impressão (só em Portugal, o número de unidades vendidas caiu 30 por cento nos últimos dois anos), este responsável fez todavia questão de salientar que o IPG é uma das áreas de maior registo de patentes em TI. Dentro da área de imagem e impressão da HP, de resto, «a maior oportunidade de crescimento está no segmento de graphics solutions business» – impressão em grande formato e produção. Em Portugal, o mercado de impressão «tem vindo a sofrer com o ambiente macroeconómico vivido actualmente», mas «verifica-se uma consolidação do mercado laser». Mesmo assim, o responsável pelo IPG da HP em Portugal garante que o último trimestre de 2009 revelou uma tendência de recuperação, especialmente no que respeita ao segmento de jacto de tinta. Neste segmento particular, a quota de mercado da HP em Portugal cresceu de 61 para 65%. José Correia sublinha o facto de 94% das vendas de aparelhos jacto de tinta dizerem respeito a multifunções – o mercado de standalone

José Correia, director-geral do Grupo de Imagem e Impressão (IPG) da HP

printers jacto de tinta é cada vez mais marginal. No total, em 2009, a HP alcançou 54% de quota de mercado – 230 mil unidades vendidas, das quais 61% dizem respeito a impressoras jacto de tinta e 30% a laser. No ano passado, o mercado caiu 26% em valor e 16% em unidades vendidas, mas o segmento de multifunções foi o que sentiu menos o impacte negativo, tanto em valor como em unidades. José Correia relembra que a HP «deixou de ser uma empresa de impressoras para se transformar numa empresa de impressão» e assume que a marca «quer estar em todas as áreas onde é possível imprimir». Numa perspectiva futura, este responsável salienta que o conteúdo digital passível de ser imprimido vai crescer três vezes a curto prazo (até 2012), pelo que «a HP tem de garantir a melhor oferta em todas as frentes». No que ao mercado de consumo concerne, o director do IPG explica que «não interessa onde o cliente imprime, desde que seja num equipamento HP». Estima-se que nos próximos

três anos se imprima menos em casa, mas a abertura do espectro de funcionalidades móveis possibilita que, por exemplo, 75% dos terminais móveis possam dar ordem de impressão. A estratégia para o mercado empresarial passa por substituir o parque de impressão das empresas por um conjunto de dispositivos que seja «mais facilmente gerível e mais fiável». Além disso, a HP pretende usar a informação do parque de impressão para optimizar os processos de gestão documental e de impressão e integrar os sistemas de workflow com o ambiente de impressão instalado. Nos últimos quatro trimestres, o IPG revelou ser um negócio de 24 mil milhões de dólares, correspondente a vendas de 621 milhões de impressoras (464 milhões de jacto de tinta e 157 de impressoras LaserJet). José Correia sublinhou o facto de a HP continuar na dianteira da corrida no que respeita ao share mundial nos segmentos de dispositivos jacto de tinta, laser, consumíveis e impressoras de grande formato.

NEC DISPLAY SOLUTIONS E SMART JUNTAM OFERTA PARA A EDUCAÇÃO A NEC Display Solutions Europe e a Smart Technologies realizaram uma parceria através da qual as duas empresas vão proporcionar aos seus clientes da área da educação na região da Europa, Médio Oriente e África, melhores soluções de ensino e aprendizagem, ao apresentar um produto

combinado, de aprendizagem visual colaborativa. Uma aprendizagem visual colaborativa combina o novo projector de curto alcance NEC NP610 com uma de três opções de suporte de projector: o quadro interactivo Smart Board 680 ou o quadro interactivo Smart Board V280, e o

software de aprendizagem colaborativa Smart Notebook. Juntos, estes produtos oferecem uma solução audiovisual poderosa, a um preço acessível para o mercado pedagógico, onde ambas as empresas têm uma vasta experiência e reconhecimento. S.E. PCGUIA

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NOTÍCIAS

OKI LIDERA SEGMENTO DE LASER A CORES O fabricante reforçou a posição cimeira nos segmentos profissionais de impressão laser a cor A3 e A4 e laser mono A4 ARQUIVO PCGUIA

TEXTO JOÃO PEDRO FARIA

Carlos Sousa, director-geral da OKI Systems Ibérica

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De acordo com os últimos dados da IDC relativos ao ano de 2009, a OKI Systems Ibérica confirmou a posição de liderança no mercado profissional de impressão. Apesar da tendência generalizada de queda no mercado que tem marcado os últimos relatórios desde 2008, e que acaba por se manter em 2009, o relatório realça a subida da OKI nalguns dos segmentos de mercado e aponta para uma vantagem da empresa, que lidera os segmentos de impressão profissional laser a cor A3 e A4, com 60 por cento e 52%, respectivamente, e mono A4, com 29%. De igual forma, a marca mantém uma posição de destaque no segmento de impressoras matriciais com 39% de quota. No período em causa, que se refere ao acumulado do ano de 2009, a empresa regista um domínio claro do sector de impressão laser cor A3, no qual possui, conforme já foi revelado, uma quota de mercado de 60 por cento – valor que reflecte um crescimento de sete pontos percentuais face a 2008. De acordo com Carlos Sousa, director-geral da OKI Systems Ibérica, «a quota de mercado na área de laser A3 tem-se mantido elevada e demonstra a confiança que as empresas têm na OKI e na sua tecnologia digital LED, que cumpre 20 anos de existência, bem como na qualidade das soluções e na excelência do canal fidelizado». Do mesmo modo, a liderança de mercado é visível no segmento profissional de impressão laser a cor em formato A4, que reúne as impressoras laser cor A4 com desempenhos superiores a 21 páginas por minuto. Neste sector em particular, a OKI conseguiu 52% das vendas do mercado global, tendo uma vantagem superior a 30 pontos percentuais para o seu concorrente mais directo. Considerando a totalidade do mercado de impressão laser cor A4, e tendo em conta que metade deste mesmo mercado engloba o segmento doméstico – no qual, até final de 2009, a OKI não estava presente –, esta posição do fabricante é «bastante motivadora», admite Carlos Sousa. «A OKI ocupa no total deste mercado uma confortável e significativa terceira posição, com apenas 5% de diferença

face à segunda marca», sublinha o directorgeral. Por este motivo, o responsável considera que «os resultados da introdução na nova gama C100, no final de 2009, resultou de forma muito positiva, potenciando automaticamente a posição da OKI no ranking global». Ainda com o actual ano fiscal a terminar, o que só acontecerá a 31 de Março próximo, a OKI tem já alguns objectivos traçados para 2010. Face aos bons resultados esperados – a facturação acumulada em Dezembro de 2009 era 2% superior face a Dezembro de 2008, fixando-se em 13,05 milhões de euros –, a estratégia mantém-se centralizada não só no mercado profissional e na criação de produtos inovadores e de ofertas diferenciadas, nomeadamente na área dos serviços, como também no relacionamento da marca com o canal de distribuição e revenda nacional e no desenvolvimento e implementação de políticas ambientais responsáveis, como o Carbon Zero. «Tudo o que correu bem nestes 15 anos de vida na OKI terá de continuar a ser uma aposta futura», reforça Carlos Sousa. De acordo com o director-geral, esta estratégia preconiza a passagem para a prática de algumas iniciativas já no início do ano fiscal de 2010, que acontecerá em Abril – a aposta na renovação do parque instalado, a criação de uma linha telefónica do tipo “via verde” para a entrada de chamadas de clientes abrangidos pelo programa Custo x Página e a disponibilização de um site de formação técnica e comercial online que permita ao canal aceder aos recursos são alguns bons exemplos. De sublinhar que o canal da OKI conta em Portugal com cinco distribuidores e 186 revendedores, mais 25% face a 2008. O ambiente é outra área de grande importância para a OKI. Neste capítulo, e para além de contarem com a certificação Carbon Zero, as novas impressoras lançadas este ano terão já um modo hibernação que Carlos Sousa garante ser «único face aos produtos concorrentes», o qual permite que não consumam os 17 watts que todos os equipamentos consomem em standby, mas apenas 1,2 watts.


«O MERCADO VAI FOCAR-SE NOS STANDARDS» A Comissão Europeia obrigou a Microsoft a permitir a escolha do browser nos sistemas operativos. A PCGuia falou com o chief standards officer da Opera Software acerca desta decisão TEXTO JOÃO TRIGO PCGuia: O que vai mudar com a decisão da Comissão Europeia? Charles McCathieNevile: O mercado dos browsers tornar-se-á mais aberto e mais focado nos standards, já que será necessário garantir que o conteúdo é compatível com todos os browsers, em vez de testar um único browser e ajudar a criar um monopólio... Além disso, criou-se um precedente que dá a ideia de que a Comissão não está simplesmente interessada em mudar dinheiro de mãos de forma a compensar desequilíbrios de mercado, mas quer assegurar-se de que o mercado é justo e aberto. Considero esta uma decisão importantíssima.

PCG: É o início do fim do controlo do mercado através de tecnologia proprietária? C.M.: Não é o início, uma vez que trilhamos este caminho já há algum tempo. Mas também não pensamos que o fim está para chegar em breve. Consideramos que é uma medida positiva, mas o trajecto a percorrer é longo. PCG: Quais são as implicações para o utilizador? C.M.: Terá inicialmente a oportunidade de descobrir qual é, na verdade, o melhor browser para as suas necessidades e preferências. O maior enfoque nos standards significa que, a longo prazo, os cibernautas encontrarão cada vez

menos sites construídos para um único browser, facto que ajudará a aumentar a concorrência no mercado de browsers. Isto é uma mudança significativa e que beneficia os utilizadores. PCG: Onde vê o vosso browser em 2011? C.M.: Pensamos ter uma melhor posição no mercado em 2011 do que em 2010. Não consideramos, todavia, que esta decisão seja decisiva para tal. Mais importante do que assegurar que os utilizadores podem escolher o seu browser é garantir que aquele que usam apresenta uma interface intuitiva e que é eficiente. Essas são condições a respeitar, e queremos ser bem sucedidos neste aspecto.


CASE STUDY

Vítor Gordo

NAVPT MONITORIZA CÉU E MAR Para já, o projecto mostra online e em tempo real a localização de aviões e barcos em volta de Lisboa, mas os criadores têm outras ideias para pôr em prática já este ano TEXTO JOÃO PEDRO FARIA

Eduardo Arraia e Ricardo Lopes, os dois criadores do projecto NavPT

Utilizar a Internet para saber em tempo real em que ponto se encontra um determinado avião ou barco na zona de Lisboa e arredores é o que permite fazer o site www.navpt.com. O projecto é da autoria de Ricardo Lopes e Eduardo Arraia. «Conheço o Eduardo há alguns, ele é radioamador, tem muita experiência com hardware, telecomunicações e rádio, e eu há muitos anos que estou ligado ao desenvolvimento de software», explica Ricardo Lopes. Apesar de não ter havido «um dia D para avançar com o projecto», Ricardo Lopes relembra que «foi no dia 26 de Junho de 2009 que o site ficou disponível online». Desde então, tem passado por diversas fases, sempre no sentido de melhorar algo que começou como um projecto «meramente lúdico».

Tendo inicialmente como missão a leitura das sondas meteorológicas que o Instituto de Meteorologia coloca diariamente no ar, evoluiu para a leitura das informações disponibilizadas pelos aviões com rota em torno de Lisboa, e depois para os barcos, o que aconteceu por volta de Dezembro de 2009. «Não temos prazos; conforme as ideias vão surgindo e o tempo para as fazer vai existindo, o projecto vai evoluindo», salienta Eduardo Arraia.

ARQUITECTURA E CONCEPÇÃO Um receptor Mode S reúne os dados emitidos (nomeadamente pelos transponders dos aviões), ao qual está acoplado um software de interface, que é responsável pelo envio dos dados, comunicando com outras aplicações. Segundo

É O ÚNICO SITE DO GÉNERO EM PORTUGAL, APESAR DE HAVER PROJECTOS SEMELHANTES NO ESTRANGEIRO 104 | PCGUIA

Ricardo Lopes, «o software apanha os dados emitidos pelo receptor e coloca-os numa base de dados, a partir da qual o site vai “beber” a informação». Entre as informações lançadas pelo receptor encontram-se diversos itens, nomeadamente o ICAO, o número do voo, a posição de GPS (latitude, longitude, altitude), o rumo que o avião está a tomar, a velocidade e a velocidade vertical. Outros elementos, como a imagem do avião que pode ser vista quando se clica no respectivo ícone, são criados em volta deste pacote. «Ou seja, com base no ICAO o site vai buscar a fotografia e, à medida que os aviões vão passando e sendo identificados, a base de dados vai crescendo, sendo esse processo feito automaticamente», revela Ricardo Lopes. Para além da fotografia, este processo aplica-se a outros factores, tais como o destino e a origem do voo, o ano de fabrico, a matrícula do avião, a marca – «tudo isso são informações que o receptor não envia, pelo que temos que as relacionar com outras bases de dados e criar assim a nossa própria base de dados», remata o responsável. Para a parte do site na Internet, Ricardo Lopes usa a plataforma .Net da Microsoft, bem como C Sharp (C#) e ASP. A base de dados é feita em SQL Server. «A parte que chamamos middlware, que faz a comunicação intermédia entre o rádio e a base de dados – os dados são apanhados pelo middleware e gravados na base de dados – é em


C#, é um serviço de Windows, digamos assim», adianta o engenheiro. Os criadores optaram por criar uma infraestrutura que envolve quatro pontos distintos – e têm que ser bastante distintos, porque têm que ser escaláveis. Segundo Ricardo Lopes, «se for necessário mudar de servidores, colocar servidores redundantes, cada módulo tem de estar isolado; é uma caixa preta com interfaces bem definidas, que permite comunicar uma com as outras, mas são módulos perfeitamente isolados». Em termos de estrutura, o que inicialmente existia para servir a sonda meteorológica teve de ser reformulado quando começou a ser trabalhada a parte dos aviões e dos barcos, uma vez que estes requerem maior capacidade de processamento e uma base de dados muito maior. «Todos os dias faço melhorias para responder às exigências», salienta Ricardo Lopes, relembrando o dia 22 de Fevereiro como o dia em que o site teve maior afluência até hoje: «Devido a divulgação na comunicação social, registámos 2500 visitas às 09h50 da manhã e 6000 ao todo nesse dia; foi um boom enorme.» Em seis meses de actividade, o site reuniu 150 mil visitantes, a maior parte dos quais nos dois últimos meses, e a média diária ronda os 3500 visitantes.

ÚNICO EM PORTUGAL Dos elementos que distinguem o projecto NavPT, dois merecem particular evidência. Por um lado, é o único site do género em Portugal, apesar de haver projectos semelhantes no estrangeiro. No entanto, Ricardo Lopes considera que esses têm alguns defeitos: «Querem colocar muitos aviões no mapa e cobrir a Europa toda, e o Google Maps, que também usamos, é limitado em termos de markers. A partir dos 300, o site começa a arrastar-se, e esses sites cometem o erro de chegarem a colocar 3000 markers. Embora também tenham virtudes, a verdade é que o NavPT prima pela facilidade e rapidez de navegação, por estar apelativo e por ser optimizado todos os dias.» Por outro lado, é o único site do género a ter um modo de visualização 3D a partir do cockpit do avião. «Trata-se de uma funcionalidade muito vistosa, mas que tecnicamente não é assim tão complicada de executar», confessa o programador. Por outras palavras, o site é visto em 2D e tem esta versão 3D também baseada em Google, mas na API 3D do Google Earth, sendo por isso necessário instalar no PC o plugin (que só funciona em Internet Explorer e em Mozilla Firefox, isto porque a Google ainda não desenvolveu a API para outros browsers). «Assim

O site, disponível em www.navpt.com, está em constante actualização

que se tem o posicionamento do avião, o que se faz é colocar a câmara do avião nessa posição e depois aplicar uma layer a simular o cockpit, que resulta depois num efeito espectacular». Existe, contudo, um problema: «Não conseguimos captar o sinal dos aviões a baixa altitude, pelo que não é possível ver a fase final da aterragem.» Os responsáveis vão tentar resolver a situação, tendo já equacionado várias hipóteses: ou colocando uma antena junto ao aeroporto ou uma antena direccional a apontar para essa direcção, ou então fazendo uma simulação. Neste caso, terá de ser feita uma interpretação a partir dos dados recebidos até o avião aterrar, o que mesmo assim não é a solução ideal. «Imagine-se que o avião tem de abortar a aterragem, isso a simulação não consegue prever», explica Ricardo Lopes. No entanto, e apesar de o 3D ser um add on «bonito, interessante e único, neste momento, não nos preocupa muito».

PRÓXIMOS PASSOS Os responsáveis estão cientes de que o NavPT está a entrar numa nova dimensão e têm bem delineado o rumo que lhe querem dar. Optimizar o site, voltar a colocar online a sonda meteorológica (que deverá já estar disponível na altura em que esta edição sair para as bancas) e organizar um fórum para que os utilizadores se possam registar e trocar ideias com os dois responsáveis são os passos mais imediatos. A expansão de cobertura também é uma meta. Para já, existe apenas um receptor em Lisboa, sendo necessário colocar outros a norte, no sul e ainda nos Açores e na Madeira. «Queremos também alargar a cobertura para a Europa, pois o site já está preparado para receber vários receptores de várias partes do mundo», revela Ricardo Lopes. A disponibilização de imagens meteorológicas de satélites em tempo real é outro dos trunfos previstos para 2010. «Temos ainda mais algumas

ideias, mas que estão para já nos segredos dos Deuses e que poderemos colocar em prática lá mais para a frente», adianta o co-fundador. No que diz respeito aos custos envolvidos, os dois criadores gastaram até agora cerca de 10 mil euros em hardware. E, apesar de o software ter sido inteiramente desenvolvido por Ricardo Lopes, as perto de mil horas de programação que investiu neste projecto «custariam seguramente outros tantos dez mil euros», garante o próprio. Nesse sentido, a dupla está à procura de patrocinador, que será necessário sobretudo para conseguir colocar em prática algumas das ideias reunidas. «Já temos interessados, como agências de viagens e empresas que vendem o tipo de receptores que usamos, temos que estudar todas as hipóteses e ver também o que é melhor para nós», esclarece Ricardo Lopes. No entanto, Eduardo Arraia relembra que «há que ir com calma para depois não haver desilusões». Isto porque os criadores esperam pelo contacto das autoridades competentes, uma vez que o site lida com informação sensível. «A Lei não é clara, e apesar de ser legítimo falar-se na questão da segurança, o site não interfere em nada», sustenta Ricardo Lopes. O programador relembra que «não se está a interferir nas comunicações, apenas se recebem sinais que estão em aberto no ar – não se desencripta nada – e utiliza-se um receptor que se vende legalmente por cerca de 600 euros». De qualquer modo, os responsáveis estão convencidos de que vão acabar por ter de tomar alguma acção, como atrasar os dados dos aviões – até porque o site é muito “popular” tendo já tido visitantes oriundos de multinacionais como a Google e a Microsoft ou de organismos como a ESA, a Força Aérea dos Estados Unidos, o CERN ou até dos ministérios da Administração Interna, da Justiça e das Finanças. «É uma ideia que não nos agrada, mas se tiver de ser, não vamos ser nós a dizer que não», sublinha Ricardo Lopes. PCGUIA

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SOFTWARE DE GESTÃO

PSIENGINE ATENTA ÀS OPORTUNIDADES ALÉM-FRONTEIRAS Reforçar a actividade em Espanha e fazer a ponte para a América Latina são algumas das ambições da empresa lusa TEXTO JOÃO PEDRO FARIA; FOTO VITOR GORDO

Catarina Galvão de Carvalho, sales & marketing manager da PSIEngine

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«Existem oportunidades em carteira fora de Portugal que estão a ser desenvolvidas e que, se tudo correr como planeado, nos permitirão manter a presença em Espanha e participar em projectos na América Latina, onde temos empreendido bastantes esforços, projectos esses na área do desenvolvimento e integração de sistemas, mas também em formação ao nível das best practices do sector.» É desta forma que Catarina Galvão de Carvalho, sales & marketing manager da PSIEngine, sintetiza uma das principais metas que a empresa lusa quer conquistar a prazo. Para este ano, e ciente da tendência para haver uma contenção de custos por parte das empresas, a responsável antevê um ano em que se vai assistir «à optimização da infra-estrutura implementada e sua adequação aos recursos e ao negócio». Em termos de expectativas, e para além da consolidação da internacionalização que passa também pela abertura de escritórios em Espanha, a responsável aponta objectivos concretos: «Manutenção de um portfolio de clientes satisfeitos, aquisição de novos clientes em diversas áreas e mercados e afirmação do brand dentro do ecossistema das empresas de referência no sector.» Constituída em 2001, a PSIEngine posiciona-se no sector das tecnologias de informação (TI) como uma empresa que desenvolve serviços de optimização de processos de desenvolvimento de software. Contando actualmente com mais de 20 colaboradores, mantém a sede no centro de Lisboa e dispõe desde 2009 de quatro unidades de negócio – Consulting, Training; Construction e Integration Solution Services. «Não se trata de áreas estanques nem o modelo é inalterável; estamos a traçar um caminho em que acreditamos e consideramos ser o adequado aos objectivos estratégicos, por um lado, e que responda às necessidades dos nossos clientes, por outro, e que acima de tudo permita que desempenhemos serviços

com qualidade Premium, onde pretendemos, cada vez mais, afirmar-nos», sustenta Catarina Galvão de Carvalho. Acreditando que «é em fases como a actual que existe uma natural depuração do mercado e que vingarão as empresas que acrescentem valor nos projectos em que se envolvam», a responsável defende que não é possível «descurar a importância dos parceiros, que complementam a oferta» da empresa. Neste sentido, a PSIEngine mantém-se atenta às oportunidades – um bom exemplo é a deslocação ao evento Global Strategic Innovation, que decorre neste primeiro trimestre no MIT, em Boston e em Silicon Valley. «A presença da PSIEngine no maior centro de inovação do mundo tem vários objectivos, nomeadamente fomentar a inovação estratégica como forma de vencer no mercado global, estimular a competitividade internacional das empresas, promover o networking internacional nas empresas portuguesas e potenciar as exportações numa perspectiva de internacionalização», considera a sales & marketing manager. A Cebit, em Hanôver, é outro dos palcos escolhidos para a empresa se dar a conhecer ao mundo. «Visamos reforçar o networking internacional da empresa, identificando parceiros com mais-valias complementares às que dispomos, no sentido de munir as unidades de negócio com maior massa crítica e sofisticação. Já em termos de parcerias nacionais, manteremos aquelas que, por terem provas dadas, muito prezamos, e naturalmente estaremos atentos a novos players locais.» Actualmente, a empresa está a desenvolver projectos nas áreas de seguros, saúde, bem como nos mercados de retalho e automóvel e de market e business intelligence, entre outros. «Não pretendemos estar em todos os sectores, mas somente naqueles cuja garantia de poder prestar um serviço de excelência seja um objectivo exequível», sublinha a responsável.


OPINIÃO

John Koetsier, COO da EasyBits Software

I

magine a sala de aula do futuro. Os estudantes têm um portátil, os livros são interactivos, os professores têm acesso a conteúdos ricos relativos à evolução dos alunos. Será isto ainda uma fantasia ou já quase uma realidade? O projecto Magalhães em Portugal tem uma visibilidade mundial. Outras iniciativas do género são luzes claras no futuro da tecnologia na educação. É através delas que estamos a descobrir o que é realmente preciso fazer para que funcionem a tecnologia nas escolas para alunos e professores e a economia do amanhã. Na sala de aula do futuro, o professor prepara a lição com base em matérias disponibilizadas pelo Ministério da Educação e acessíveis num servidor para download. Quando os alunos entram, os recursos da lição são automaticamente descarregados para os seus portáteis. Quando o professor introduzir os estudantes no tema, eles respondem a um ou dois questionários para lhe darem o feedback sobre o que é que percebem – ou não. Há documentos partilhados, colaboração. No final do dia, o estudante leva o computador para casa e abre os recursos da lição e o plano curricular interactivo, que tinha sido já descarregado no início do semestre. E completa os exercícios para demonstrar o conhecimento obtido. No final do semestre, os dados de aprendizagem de todos os estudantes (e não apenas os testes ou exames) são conferidos e passados para gráficos, permitindo ao professor atribuir a cada aluno a nota que melhor reflecte a sua real curva de aprendizagem, evolução, conhecimento e esforço. Esta é uma grande visão, mas longe ainda da realidade, e a realidade é menos propensa à mudança do que gostaríamos. Por que razão é que a disponibilização aos estudantes de milhões de euros de tecnologia não atinge instantaneamente os objectivos? Tal como os grandes navios demoram algum tempo a virar, as grandes instituições não mudam da noite para o dia. Alterar um modelo que vem já desde o século XIX – entram estudantes, saem cidadãos-trabalhadores – para um modelo do século XXI – focalizado na aprendizagem, na avaliação, na síntese e na criação de competências – é um grande desafio. A maior parte dos educadores está disposta a fazer o que

O FUTURO DA COMPUTAÇÃO EDUCACIONAL for preciso para preparar os estudantes para um futuro na economia do conhecimento. Mas é preciso haver suporte em todos os níveis para que a aconteça uma mudança com significado. E os passos críticos são dados antes de os portáteis entrarem na sala da aula. O primeiro passo a dar é desenvolver uma visão clara: quais são as metas e qual é o plano para as atingir? Para além do papel dos líderes, que devem fazer um planeamento exaustivo antes de decidirem a compra de tecnologia, é igualmente importante o envolvimento dos educadores – nada vai mudar tanto o mundo de um professor quanto passar de um modelo de educação tradicional para a computação 1:1. Sem o suporte dos professores, a tecnologia na educação falha. São eles que têm a responsabilidade de implementar o uso dessa tecnologia. Tendo em conta este papel de extrema importância, é vital que exista tempo para desenvolverem as suas capacidades e terem formação antes de os portáteis chegarem. A disponibilização de coaching e de recursos para os professores está altamente correlacionada com os projectos de sucesso. Portanto, a questão não é simples – não basta assinar o cheque e colocar portáteis nas mesas das salas de aula. No entanto, projectos pioneiros como o Magalhães mostraram o caminho para o sucesso. A oportunidade é transformar a aprendizagem em algo que todos os estudantes gostem de fazer e de tornar a escola numa rampa de lançamento para a carreira, a inovação e o sucesso. Já não estamos no início da revolução. Os rebeldes

da tecnologia na educação estão a começar a tornar-se líderes. Quais as necessidades actuais e que passos devem ser dados? Urge criar ferramentas integradas – o PC do professor hoje não “fala” com os PC dos estudantes de uma forma simples e fácil. Urge elaborar uma gestão mais simples dos computadores – numa escola com 1500 portáteis ou uma localidade com 15 mil, como é possível geri-los? As escolas devem ser capazes de activar e inibir software e as localidades de fazer o push para a actualização dos computadores. Urge criar a próxima geração dos manuais escolares – têm de se tornar digitais, de integrar conteúdos multimédia e de fomentar a interactividade entre professores e alunos. E urge criar um modelo de distribuição digital claro – para que as escolas e os professores possam disponibilizar software, livros e outro material de estudo aos alunos de acordo com o nível de escolaridade e com as necessidades do momento. A sala de aula do futuro está mais perto do que imagina. O projecto Magalhães deu aos estudantes em Portugal as ferramentas que estes necessitavam. Seguem-se outros projectos em todo o mundo. Os professores estão a desenvolver uma pedagogia que vai permitir o uso apropriado e a implementação de tecnologia na educação. E os editores de software, bem como as empresas de tecnologia, estão a disponibilizar as ferramentas para ligar, para analisar, para autorizar e para permitir. Será que a sala de aula do futuro poderia estar entre nós já amanhã? Na verdade, ela está apenas à distância da nossa imaginação e da nossa visão.

NÃO BASTA ASSINAR O CHEQUE E COLOCAR PORTÁTEIS NAS MESAS DAS SALAS DE AULA

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HOSTING

UMA LOJA ONLINE... EM MINUTOS Quem disse que tem de gastar uma fortuna para montar um negócio de vendas na maior das redes?

TEXTO JOÃO TRIGO FOTOS ARQUIVO PCGUIA

10 DICAS PARA UMA BOA LOJA NA NET 1) APOSTE NA SIMPLICIDADE – esqueça as frames, mantenha o HTML simples e os elementos gráficos com conta, peso e medida.

Por 14,50 euros, pode ter uma webstore com 100 produtos à venda

Já lá vão os tempos em que para ter uma loja na Internet era necessário ter conhecimentos de programação e muito tempo disponível. Hoje em dia, os serviços de web hosting incluem módulos para a construção de lojas virtuais que podem trazer mais-valias ao seu negócio. Nem todas as empresas que facultam serviços de hosting em Portugal dispõem deste tipo de ofertas, mas há quem apresente a possibilidade de criação de lojas virtuais. Assim, não só pode construir a sua loja com ferramentas como o Dreamweaver e depois fazer o upload para a Internet, como pode confiar nos layouts e no design oferecido por estas empresas de hosting e ver a sua loja a funcionar em pouco tempo. A Amen (www.amen.pt) é uma das empresas de hosting que oferecem este tipo de serviços. Tem à sua disposição quatro packs de ecommerce, que variam entre os 11,99 euros e os 59,99 euros por mês (valores sem IVA). As características de cada pacote variam. O mais barato suporta apenas 100 produtos, uma língua e uma moeda, mas o pacote seguinte (e-Com Pro – 19,99 euros por mês) já faculta duas línguas, duas moedas, 1000 produtos, descontos, controlo de entregas e newsletters. A loja é criada em segundos, mas se quiser um design único, pode pedir a ajuda de um web designer (150 euros mais IVA). Também a Arys (www.arsys.pt) oferece serviços de e-commerce que variam ente os 14,90 euros e os 49,90 euros por mês (sem 108 | PCGUIA

A Arsys também garante oferta no campo das lojas electrónicas

IVA) e que se distinguem pela quantidade de idiomas, de moedas usadas e de ferramentas complementares, como sejam a venda cruzada e a construção de promoções, entre outras. A PTIsp (www.ptisp.pt) e a PTCommerce (www.ptcommerce.net) são nomes que também deve reter. A primeira empresa dispõe de um plano para construção de uma loja electrónica que envolve a gestão de produtos (sem limite) e de promoções, a construção de uma mailing list, a inclusão de um motor de busca de produtos, o suporte para pagamentos por cartão de crédito e paypal e histórico de encomendas de cliente. O valor a pagar é 25 euros no primeiro mês (inclui a instalação e configuração) e 15 euros por mês a partir do primeiro. A PTCommerce tem um trajecto inverso ao que é normal nas empresas desta área, já que começou por ser uma empresa de construção de lojas virtuais, e só depois se dedicou especificamente ao hosting. A empresa tem dois módulos principais. O primeiro custa 15 euros (instalação do software; sem IVA) e garante uma loja funcional, mas com um design comum a outras. Por 300 euros (sem IVA), o cliente tem acesso a um pacote com opções avançadas (campos especiais para produtos. Em ambos os casos pressupõe-se o registo do domínio com a empresa. E também em ambos o primeiro ano do registo é oferecido. Depois desse período, o cliente paga 90 euros por ano (sem IVA).

2) ATENÇÃO À NAVEGAÇÃO – o ideal é conseguir fazer uma encomenda em apenas três cliques. Inclua atalhos para a home page em todas as páginas. 3) LOJA GLOBAL – lembre-se que toda a gente pode visitar a sua loja. Pense traduzi-la para inglês e não se esqueça de indicar os custos de portes de envio para fora do país. 4) FORMAS DE PAGAMENTO – quanto mais formas de pagamento aceitar, mas hipóteses tem de conseguir vender produtos... 5) CRIE CREDIBILIDADE – peça e publique testemunhos de clientes satisfeitos e indique as garantias de segurança de que dispõe no site (registe no Verisign e TRUSTe). 6) SERVIÇOS PERSONALIZADOS – pense na hipótese de criação de uma newsletter com novidades e num sistema de aconselhamento de produtos baseado no historial do cliente. 7) SUPORTE PRÉ-VENDA – é simples falar consigo se o cliente precisar de mais informação? Consegue responder a dúvidas num espaço de 24 horas? 8) SUPORTE PÓS-VENDA – mantenha a qualidade de serviço depois da venda. Serviços de tracking da encomenda são uma boa ideia, assim como e-mails de confirmação da mesma. 9) ATENÇÃO AO PREÇO – os visitantes sabem que o leitor tem custos menores numa loja online do que numa loja normal, e esperam ver esse facto reflectido no preço. 10) PROMOÇÕES E DESCONTOS – são técnicas que funcionam em qualquer estratégia de venda. Até na Net. Promova passatempos e concursos com prémios.


FORMAÇÃO

FORMABASE APOSTA EM MODELO “HANDS-ON” A empresa assenta a sua estratégia de formação num modelo prático e em salas com poucos alunos TEXTO JOÃO TRIGO FOTOS VITOR GORDO

Carla Fonseca, directora comercial da Formabase

SABIA QUE...

A Formabase contou com 942 alunos em menos de três anos e com uma duração total de mais de 43000 horas nos 32 cursos que dispõe. Os cursos mais frequentados são os de Web Creation, Excel, Introdução à Informática, Excel Expert e Photoshop. 110 | PCGUIA

A Formabase foi criada em 2007 com o objectivo de «trazer para o mercado uma empresa de formação de novas tecnologias “hands-on” que já estava no papel há algum tempo». Quem o diz é Carla Fonseca, directora comercial, que acrescenta que a natureza prática dedicada ao modelo de formação foi o verdadeiro pilar estratégico aquando da criação do projecto. Desde então, foram criados cursos «com conteúdos actuais e funcionais virados para as necessidades reais» do mercado. Além disso, e tendo em consideração as dificuldades de conciliação de horários por parte dos formandos, as condições de agendamento de aulas foram alvo de especial atenção, de forma a garantir que este seja feito pelo aluno, em horários alargados e em função da sua disponibilidade, «à semelhança do que acontece quando frequenta, por exemplo, um ginásio». A mesma responsável sublinha que as salas de formação têm uma ocupação máxima de oito alunos e contam com «formadores permanentes e experientes», para que «se obtenham os melhores resultados com este modelo». Para testar o modelo de formação, a Formabase propõe ao formando uma sessão gratuita. Carla Fonseca confia plenamente no modelo de formação “hands-on” e explica as suas razões. A directora comercial assegura que «a grande maioria dos alunos, após fazer um curso, acaba por fazer outros cursos de seguida, criando muitas vezes ciclos de actualização». Para já, o centro de formação conta com cursos base e expert de Grafismo, Programação e Web Creation. No entanto, a Formabase tem vindo

ao longo do tempo a alargar a oferta noutras áreas, com outros cursos, como é o caso do mais recente curso de Microsoft Project. Isto porque a empresa considera «necessário oferecer uma gama completa de cursos, que permita aos alunos consolidarem os seus conhecimentos nos pilares mais importantes das suas necessidades formativas». Dado o crescimento de 37% em 2008 e 60% em 2009, a Formabase acredita estar «no caminho certo». Carla Fonseca explica que o centro de formação «tem vindo a crescer de forma sólida» e assegura que os responsáveis pela empresa «observam atentamente as solicitações do mercado e reagem em função disso». A directora comercial sublinha que, tendo em conta o último diagnóstico de necessidades, «o centro de formação irá lançar brevemente novos cursos».

PARCERIAS A Formabase criou recentemente parcerias com a KNG Evolution Consulting e com a BeUpdate Informática, para complementar a oferta com formação em Gestão e Assistência Técnica, respectivamente. Além disso, «tem vindo a estabelecer protocolos com outras entidades, no sentido de criar condições especiais, nomeadamente com a Comunidade EDP 5D, UniverCidade.Net, entre outros». Os alunos do centro de formação enquadram-se em quatro perfis: empresas que inscrevem alunos individualmente em formação; turmas formadas por alunos de uma só empresa; alunos que procuram formação a título pessoal, como, por exemplo, estudantes; alunos que preferem formação personalizada e individualizada.


HOTSPOT

UNIVERSO MAC NA MIRA DA MICROSOFT A quota de mercado dos computadores da Apple em Portugal não é alta, mas ainda assim a multinacional não quer deixar escapar um negócio que diz estar em crescendo

TEXTO SUSANA ESTEVES FOTOS ARQUIVO PCGUIA

Sofia Tenreiro, responsável da Microsoft E&DD Portugal

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O universo Mac em Portugal é feito de nichos. Nichos de empresas especializadas em áreas específicas que privilegiam os computadores Macintosh, como aquelas ligadas às artes gráficas e audiovisual, nichos de utilizadores que são fãs da marca e dos seus produtos e nichos de opinadores que se dedicam a analisar o peso da Apple em Portugal. Porquê? Porque não só não existem dados que possam comprovar todas as questões, como nem a Apple, nem os seus distribuidores Gold querem falar sobre o assunto. Numa tentativa de procurar auscultar o universo Mac em Portugal, a PCGuia contactou a Apple, a TBStore e a Interlog, os três principais players que podiam falar sobre esta temática, mas nenhum deles quis dar a conhecer nem os produtos, nem a estratégia, nem as características do nosso mercado. Ironicamente, a única companhia que se mostrou disponível para falar sobre os produtos e o universo Mac foi a Microsoft, cujo negócio orientado para este sector vai bem e recomenda-se. Sofia Tenreiro, responsável da Microsoft E&DD Portugal, explicou à PCGuia que a

MacBu, a unidade de negócio de produtos Microsoft para Mac, contribui bastante para as vendas globais da Microsoft. «O lema da equipa de Macbu, ao longo de mais de duas décadas, tem sido utilizar o feedback da comunidade Mac, adepta dos produtos da Microsoft, para criar e implementar a maior produtividade possível no Mac. Qualquer um pode escolher; e se escolhem Mac, nós queremos garantir que estes utilizadores têm as ferramentas e aplicações necessárias para trabalharem inter-plataformas», disse Sofia Tenreiro. A multinacional anunciou recentemente no MacWorld, em São Francisco, o Office for Mac 2011, a próxima versão de aplicações de produtividade para estes equipamentos, que será lançada este ano. Como enumerou a nossa interlocutora, o conjunto de aplicações inclui novas ligações aos serviços Microsoft, que visam optimizar o trabalho em equipa, uma interface de utilizador que procura facilitar a execução das tarefas, e um nível de compatibilidade que pretende garantir que os documentos mantêm o aspecto original quando partilhados.


Questionada sobre de que forma os produtos Microsoft para o universo Mac trabalham melhor esta plataforma, comparativamente com os produtos da própria Apple, Sofia Tenreiro defendeu que o factor diferenciador da unidade de MacBU está no facto de conseguir oferecer aplicações de produtividade entre plataformas. «As novas ferramentas de co-autoria do Office for Mac 2011 vão oferecer ao utilizador e à sua equipa a possibilidade de trabalharem independentemente da plataforma (Mac ou PC), num ficheiro Word, PowerPoint ou Excel a partir de diferentes locais, permitindo trocar ideias e fornecer actualizações de estado em tempo real e saber quem está a trabalhar no documento directamente a partir da aplicação», explicou a responsável da Microsoft. Segundo Sofia Tenreiro, apesar de estar ainda em versão beta, o Office Web Apps, outra funcionalidade Office for Mac 2011, «vai facilitar a realização do trabalho de forma virtual a partir de qualquer local, permitindo armazenar documentos através da conta do Windows Live ID ou de tecnologias Microsoft SharePoint». Neste produto, a Microsoft procurou também optimizar outra aplicação, o Outlook for Mac, simplificando o protocolo Exchange Web Services através da utilização da tecnologia Cocoa, permitindo uma melhor

FACTOR DIFERENCIADOR ESTÁ NO FACTO DE CONSEGUIR OFERECER APLICAÇÕES DE PRODUTIVIDADE ENTRE PLATAFORMAS

integração com o Mac OS. «Durante o Macworld foi anunciado que o Outlook for Mac vai ainda poder importar ficheiros .PST do Outlook for Windows, uma funcionalidade fundamental para os utilizadores de Mac», sublinhou. A resposta do mercado português à oferta da Microsoft para Mac tem sido positiva, sendo que as suites de produtividade Mac Office são o produto mais vendido em Portugal dentro deste segmento. «Segundo dados GFK, a nossa quota de mercado é esmagadora em relação aos produtos concorrentes, o que nos deixa bastante satisfeitos com a reacção do mercado português à oferta Mac por parte da Microsoft», concluiu Sofia Tenreiro.

APPLE NA NET www.macnoticias.net (notícias) www.promais.com/ (loja online) www.omeumac.com (classificados) www.appleportugal.net/ (fórum) www.appletuga.com (blogue) www.iphoneportugal.com/ (notícias) http://macaoquadrado.com/ (notícias)

SECTOR ZERO VÊ 2010 POSITIVO Com 21 anos de experiência no mercado do software em Portugal, a Sector Zero assume-se como um espaço privilegiado para quem procura este tipo de soluções, ao disponibilizar uma oferta talhada para as diferentes necessidades e gostos dos utilizadores portugueses. Neste caso, o universo Mac não fica de fora, representando cerca de 5% do negócio global desta companhia, um valor que Fernando Santos, responsável máximo da Sector Zero, acredita corresponder aproximadamente à penetração que a Apple terá no mercado nacional. Questionado sobre o produto mais popular, este responsável indicou que não existe um que mereça um destaque especial, até porque são os produtos da Adobe e da Microsoft os mais procurados para os Mac, e esta é uma realidade válida quer para particulares, quer para empresa. Fernando Santos destacou que, em Portugal, existem alguns nichos de mercado (como empresas de design gráfico, vídeo, áudio, entre outras) que contribuem para a penetração da Apple no mercado empresarial, mas, na maioria dos casos, as empresas continuam a preferir o universo Microsoft pelas variantes preço, oferta de títulos, oferta de serviços e oferta de formação. «Desde que a Apple começou a usar processadores Intel, nota-se também alguma fuga para os Mac, mas, mais cedo ou mais tarde, acabam por ficar a correr o Windows», acrescentou Fernando Santos. Com um negócio bastante orientado para o tecido empresarial, principalmente empresas de pequena e média dimensão, mas também grandes empresas e o próprio Estado, a Sector Zero não possui uma estratégia específica para os clientes do universo Mac, procurando apenas garantir uma oferta abrangente e serviços ajustados. Como começou por justiçar Fernando Santos, comprar software para uma empresa não é a mesma coisa que comprar software para usar em casa, e existem muitos factores a ter em conta, não só em termos de preço, mas também em termos estratégicos. «Ao tomarmos a decisão de apenas vender software e sermos realmente especialistas nessa área, estamos a passar uma vantagem importante para os nossos clientes, que têm um apoio muito superior ao que normalmente se consegue no mercado nacional. Claro que esta abordagem aplica-se tanto ao mercado Mac, como ao PC», disse o responsável máximo da Sector Zero. O ano de 2010 não será o ano da “explosão, mas o da retoma. Este executivo acredita que os pequenos empresários vão ter de apostar mais nas tecnologias de informação, e o software é vital nessa área. «O lançamento do novo Microsoft Office 2010 e o ainda recente lançamento do Windows 7, bem como novas versões de muitos outros produtos-chave, farão de 2010 um bom ano», antevê Fernando Santos.

lege

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BLOGUE DO GATO

“I HAVE A CUNNING PLAN...” Baldrick, da série Black Adder Tal como Baldrick, o imensamente estúpido assistente de Edmund Blackadder da série de TV Blackadder (de Rowan Atkinson, mais conhecido pelo papel em Mr. Bean, e de Hugh Laurie, que anos mais tarde ficou conhecido como Dr. House), que estava sempre a arranjar planos e maquinações para ajudar o seu amo a livrar-se das situações mais absurdas, também a Ubisoft arranjou um plano infalível para proteger todos os seus jogos para PC que vão ser lançados este ano. Este plano consistia em obrigar todos os utilizadores que comprassem esses jogos a manter uma ligação à Internet activa para que o sistema validasse o jogo em intervalos regulares. Como toda a gente sabe, as ligações à Internet não são as coisas mais estáveis do universo, logo, se a ligação cair, por qualquer motivo, o jogo deixa logo de funcionar. Outro aspecto desta protecção é que a gravação da progressão do jogo é feita para os servidores da empresa. Se os servidores entregassem a alma ao criador esses ficheiros também iam à vida. A decisão de incorporar esta protecção causou polémica junto dos aficionados dos jogos pela pretensão de infalibilidade e pelo absurdo que é. Se um jogo não precisa da componente online para funcionar, porque é que é necessário ter a

ligação à Internet activa? Assim que o primeiro título saiu, o simulador de guerra submarina Silent Hunter 5, a dita protecção foi quebrada em 24 horas, deixando todos os que compraram o jogo com um problema – têm que seguir as regras do sistema de segurança, enquanto que os que descarregaram a versão pirata podem jogar sem qualquer tipo de limitação. O inferno dos conteúdos digitais está cheio de almas perdidas de sistemas de protecção falhados, desde protecções físicas, como a introdução de erros nos suportes de gravação, até às coisas mais sofisticadas, como os rootkits. Mesmo assim, os produtores de conteúdos ainda não conseguiram perceber que por muito dinheiro que atirem contra o problema não vão conseguir resolvê-lo assim. Um dos caminhos a seguir é deslocar os conteúdos para a Internet, como prova o grande sucesso de títulos como World of Warcraft ou EVE Online, que arrastam milhões de jogadores e transformaram a pirataria numa coisa completamente irrelevante. Outra sugestão é talvez deixar de tentar fazer dinheiro fácil com os jogadores. O custo médio de 50 euros por cada jogo novo é, simplesmente, escandaloso e um dos factores que mais fomentam a pirataria.

Veja mais em

bloguedogato.blogspot.com 114 | PCGUIA

04-2010  

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