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Programa novas oportunidades turma de 2008

STC/CLC Sociedade, Tecnologia e Ciência & Cultura Língua e Comunicação Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: DR1 Equipamentos e Sistemas Técnicos (EST) DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto privado TEMA: Equipamentos Domésticos Os equipamentos domésticos em Portugal funcionam todos a 220V (volt), tensão que não é a mesma noutros países como nos E.U.A. onde a tensão utilizada é de 110V. Dentro destes equipamentos domésticos temos que diferencia-los quanto a sua utilidade sendo uns de uso quase obrigatório tais como a televisão e o frigorifico que são cause obrigatórios em cada lar variando só o seu tamanho consoante as possibilidades económicas de cada indevido e outros específicos tais como os aquecedores, desumidificadores e os fornos de micro ondas ect. Estes sim já mais específicos e para certas utilizações, mas todos estes perfeitamente utilizáveis tanto por homens como que por mulheres já que os electrodomésticos não se diferenciam em sexo, mas contudo há alguns deles específicos como as maquinas de barbear e as de depilação que normalmente são para sexos diferentes, mas o que não quer dizer que sejam utilizados por ambos os sexos. A quando da compra de um novo electrodoméstico tenho sempre em conta vários aspectos, o seu preço, consumo eléctrico, rentabilidade e fiabilidade da marca de, tendo em conta estes aspectos compara uns com os outros e só depois efectivo a compra. Quando a sua instalação em casa normalmente é feita por mim já que compreendo perfeitamente as especificações dos aparelhos como no caso de as televisões pô-las no lugar liga-las a corrente e sintoniza-las já que actualmente aja todas o fazem sozinhas Para assim poder contribuir um pouco para a ambiente logo na compra o que também se reflectira depois nos consumos, quando um se avaria tento sempre ver se o mesmo tem concerto Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 para evitar a sua substituição que ate por vezes são reparadas por mim, quando não consigo chamo um técnico, alguns destes electrodomésticos só são ligados em casa no período nocturno já que com o meu contador Bi-horario me fica mais barato a sua utilização nessas horas como é o caso da lavagem de roupa poupando assim algum dinheiro na conta da EDP. Sendo o fornecimento de corrente eléctrica de nossas casas de 220V AC (em corrente alternada) temos que ter em conta certos e determinados aspectos para o bom funcionamento dos aparelhos que vai desde a potencia contratada a EDP (amperes) a quantidade destes mesmos aparelhos ligados a mesma fixa eléctrica para não acontecerem certos acidentes domésticos porque cada aparelho tem a sua resistência a corrente eléctrica o que se explica pela lei de OHM (A corrente eléctrica I é directamente proporcional à tensão aplicada U e inversamente proporcional à resistência R.) e medida nos seguintes valores: U :

Volt (V) I : Ampère (A) R : Ohm (Ω)

FUNCIONAMENTO DE UMA TELEVISÃO DE PLASMA A tecnologia da televisão durante os últimos 75 anos tem sido baseada na tecnologia do CRT ou cathode-ray-tube. Nela há dispositivos que atiram raios de electrões, que são partículas negativamente carregadas dentro de um tubo, feito de vidro. Estes electrões causam o excitamento nos átomos do fósforo situados na extremidade da tela ou do tubo que é largo. Em consequência os átomos do fósforo acendem. O revestimento do fósforo que está sendo iluminado em áreas diferentes com várias cores e intensidades variadas produzem a imagem na tela. As imagens são nítidas e vibrantes, mas as televisões convencionais são volumosas. De modo que uma tela grande Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 resultará em uma televisão que vai tomar boa parte do quarto! Como a necessidade que é a mãe da invenção, esta dificuldade conduziu a uma nova tecnologia conduzindo ao TV de plasma. Estas unidades têm a tela larga, algumas polegadas grossas. Um sinal de vídeo ilumina milhares de pontos dentro do monitor ou da televisão. Estes pontos são conhecidos como pixéis que energizam altamente os feixes de electrões. Geralmente os pixéis têm três cores - azul, vermelho e verde. Estes são espalhados uniformemente através da tela. Combinando as cores básicas em proporções diferentes, é então produzido todas as cores. A ideia fundamental da unidade do plasma é iluminar as luzes coloridas que são fluorescentes para criar a imagem. Cada pixel compreende três destas luzes - vermelho, verde e azul. Similar ao CRT, a televisão de plasma altera a intensidade das várias luzes para causar o efeito do espectro cheio de cores. A primeira geração dos displays de plasma não tinham os afinadores que recebem o sinal da televisão e faziam a interpretação para conseguir a imagem de vídeo. Mas hoje, os afinadores digitais têm sido montados na unidade principal. O plasma é o elemento central na luz fluorescente. É um gás que tem iões e electrões de fluxo livre. Iões são átomos que foram carregados electricamente e os electrões são partículas que foram carregadas negativamente. Normalmente um gás é feito de partículas não carregadas. De modo que um átomo do gás tem um número igual de protões e electrões resultando em carga total zero. Mas a cena muda rapidamente com a introdução de electrões livres no gás. Isto conduz ao estabelecimento da tensão eléctrica através dele. Os electrões livres discordam com os átomos que desalojam Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 outros electrões. Quando falta um electrão, o átomo perde seu contra peso. Torna-se um ião. No caso do plasma há uma corrente eléctrica que passa completamente. Isto causa as partículas que são negativamente carregadas a se apressarem para essa região do plasma que são positivamente carregadas; no reverso as partículas que são positivamente carregadas, se apressam para a área que é negativamente carregada. Há uma corrida de partículas e uma colide com a outra constantemente. Os átomos do gás no plasma começam a se excitarem. Os fotões de energia são então liberados. Os átomos usados no display do plasma são átomos de néon e de xénon. Estes gases são contidos aos milhares em minúsculas células imprensas entre duas chapas de vidro. Então para resumir, sabemos que a TV de plasma dá forma a um retrato do plasma ou do gás que são cheios com os átomos do xénon e do néon assim como os inúmeros electrões electricamente carregados e os átomos que colidem para liberar a energia ou a força. O resultado líquido é aquele sem volume extra, a área de visão começa a ficar ampliada. Em vez de ter muito volume, a TV a plasma é magra e fina. A qualidade da imagem é excelente, mas o inconveniente é o preço que ainda está acima do alcance da maioria das pessoas.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: Equipamentos e Sistemas Técnicos (EST) DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto profissional TEMA: Equipamentos Profissionais Para se manusear correctamente um equipamento, deve-se ter a formação necessária e não mexer no que não sabe, como diz o povo “cada macaco no seu galho”, claro que todos nos já tivemos uma aventura com um motor eléctrico daqueles pequenos a que se ligava uma pilha de 1,5V e se fazia uma ventoinha e isso não tem problema nenhum mas conforme o seu grau de complexidade maior será a qualificação que se tem que ter para se poder mexer nele, dai se relacionarmos o saber académico com a sua utilização em motores podemos concluir que o com maior estudos foi o que o idealizou e construiu ao de menor estudos como o que o utiliza para trabalho directo da maquina onde o motor esta inserido havendo ainda o técnico intermédio que é o que montou e o repara a quando de uma avaria. Em qualquer destes casos temos todos a vontade de evoluir e do querer saber e por vezes o operário que utiliza a maquina se interessa pelo funcionamento dela e tira uma formação para poder ele próprio resolver os problemas do motor tanto sendo autodidacta como recorrendo a formação profissional e assim ir subindo na hierarquia da empresa onde esteja inserido e com essa melhoria sair enriquecido tanto monetariamente como culturalmente e profissionalmente O motor é um dispositivo que converte um tipo de energia em energia mecânica para trabalho ou não de forma a desencadear movimento a uma máquina ou veículo e desde os primórdios da humanidade que o ser humano utiliza fontes motoras para obter trabalho. Os primeiros motores utilizavam a força humana, Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 tracção animal, correntes de água, o vento e mais tarde o vapor, combustíveis e ate a energia atómica e mais recentemente a energias renováveis. Os motores dividem-se em vários tipos e várias categorias então existem motores de tracção animal, turbinas, motores a vapor, de combustão interna, ar comprimido, eléctricos e híbridos. Os de tracção animal foram durante muitos anos a única fonte de força utilizada para a realização de trabalho como por exemplo o próprio ser humano, o gado, os cães os cavalos ect.. A força humana foi utilizada nas primeiras máquinas criadas pelo ser humano por exemplo as alavancas, polias, esteiras e cordas que a partir destas se idealizaram guindastes e moinhos de produtos rurais, a tracção animal foi muito utilizada em engenhos e em veículos para o transporte de cargas mais pesadas os cavalos e os bois eram os mais requisitados mas também algumas raças de cães o eram. E ainda hoje são utilizadas apesar de haver outras formas mais rentáveis. A água é bastante utilizada como fonte de energia até hoje e cada vez mais não só por ser muito barata e haver em abundância como por não ferir o ambiente nas turbinas hidráulicas, os moinhos de água já utilizavam o potencial dos reservatórios e a cinética das correntes dos rios para movimentar os engenhos, são as primeiras bombas de água, com o aparecimento da energia eléctrica as turbinas receberam um novo papel fundamental propelindo os geradores eléctricos, existem basicamente 4 tipos de turbinas hidráulicas (Pelton, Francis, Kaplan e Bulbo).a procura de energias renováveis levou ate ao aproveitamento da força da ondas e da geodinâmica das mares Também desde os primórdios da humanidade o vento foi uma grande fonte de energia que em muito contribuiu para uma transformação económica e cultural a medida que foram dominando as tecnologias para o uso da energia eólica a invenção Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 da vela proporcionou um grande avanço nos transportes há quem compare os feitos portugueses nos descobrimentos a ida a lua pelos americanos e o que seria dela sem o vento que impulsionava as velas das naus e das fragatas, os moinhos de vento também transformaram os processos de manufactura e vejam e o que seria a Holanda sem eles, já no sec.XX com a expansão da energia eólica e a busca por fontes renováveis com os modernos moinhos gigantes que já podemos ver no nosso pais onde e energia do vento e transformada em eléctrica por turbinas eólicas Em meados do sec.XVIII com a revolução industrial surge ligada ao motor a vapor que a sua 1ª utilização foi nas minas para bombear água e depois para transporte marcou definitivamente o modo de vida e delineou a sociedade moderna, esse primitivo processo aplicado primeiramente em motores a pistão, o vapor da água em ebulição era retido numa caldeira até adquirir uma pressão superior a atmosférica e a seguir transferido para uma câmara de distribuição na cabeça dos motores para ser injectado nos cilindros gerando assim uma reacção suficiente para mover a arvore de manivelas e produzir movimentos. Com o tempo, o motor a vapor de pistões foi substituído pela turbina a vapor mais rápida. A invenção dos motores a explosão marcam o maior avanço no sector de transportes. Existem muitos tipos de motor a explosão que utilizam combustíveis diversos, líquidos ou gasosos, operam sob diferentes ciclos termodinâmicos e possuem diferentes mecanismos de funcionamento. O motor a ar comprimido Motor que obtém trabalho a partir da energia interna de um gás, ou seja, fazer o ar comprimido se expandir dentro do pistão, produzindo trabalho. Nesse fenomenal processo, o oxigénio é comprimido a uma pressão de 20 bar, então ocorre a inserção na câmara de compressão de ar comprimido proveniente de cilindros, gerando uma reacção que move o pistão. É livre de poluição e combustível barato. Outra Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 opção seria usar nitrogénio líquido, que gera uma expansão muito maior. O motor eléctrico, paralelo ao motor a explosão, o grande avanço na indústria deve-se ao motor eléctrico. Que veio acelerar a mobilidade pois tem forma de tracção mais simples e eficaz não necessitando de caixas de velocidades, e muito mais silencioso, tem índices de poluição quase zero e a produção de energia é simples e eficaz. O motor híbrido o mais moderno de todos O Automóvel híbrido é aquele que utiliza mais de um motor. A configuração mais utilizada é um motor a combustão e outro eléctrico assim o consumo de combustível é menor. No caso do Toyota Prius o motor a combustão é desligado quando o carro anda a uma velocidade baixa mas constante e quando a bateria tiver descarregada é ligado o motor a combustão para a recarregar. Modelo de motor elétrico basico

Modelos didáticos de motores elétricos são sempre atrações em Feiras de Ciências, nas quais diversos tipos de motor elétrico costumam servir de tema. Os motores mais comuns são os que apresentam um estactor (parte fixa) e um rotor (parte móvel, isto é, rotativa). De entre os motores assim constituídos, porém, há uma grande variedade de alternativas, pois tanto os rotores quanto os estactores podem ser feitos com ímãs permanentes, com eletroímãs ou bobinas. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Material necessario para um motor electrico basico A construção desse modelo de motor elétrico mínimo do desenho acima, com estator de ímã permanente e rotor de bobina, requer o seguinte material: - 1 pilha grande; - 1 ímã permanente de alnico ou de ferrite (tipo quadrado, retangular ou circular, de tamanho menor do que o comprimento da pilha grande); - 10 cm de fio de cobre de bitola 16 AWG; - 2 m de fio de cobre esmaltado de bitola 20 a 26 AWG; - base de madeira, plástico ou duratex, com dimensões de aproximadamente 10 cm x 10 cm; - cola (superbonder ou araldite transparente), um prego (de pequeno diâmetro), alicate de bico, faca, solda “fina” (conhecida como solda “50 por 50″) e soldador elétrico de 50 W ou mais. Sequência e detalhes para a montagem: 1. Cole a pilha grande na base de madeira; 2. Cole o ímã sobre a pilha com a face Norte para cima (uma bússola poderá ajudá-lo nessa identificação); 3. Corte dois pedaços do fio rígido 16 AWG e repita para ambos o seguinte procedimento: raspe as duas extremidades (para retirar o verniz isolante) e use o alicate para enrolar uma delas em volta de um prego de pequeno diâmetro (duas ou três voltas bastam). Assim, quando você retirar o prego, o mancal estará pronto; 4. Solde as extremidades inferiores desses mancais diretamente sobre os terminais (+) e (-) da pilha (note que esta soldagem vai definir a altura do mancal). A altura correta do mancal será determinada pelos tamanhos da espira e da bobina, pois ambas devem passar passar bem rente ao ímã, durante o funcionamento do motor. Aliás, essa é uma boa oportunidade para aprender a usar um ferro-de-soldar! Se você nunca tiver feito uma soldagem desse tipo, saiba que o ferro deve ser usado para aquecer as peças a serem soldadas (uma por vez), mantendo-se o fio de solda bem próximo, até que se consiga que um pouco de solda venha a aderir sobre cada uma das peças. Assim, só se deve tentar unir (soldar) as peças depois que ambas já tiverem um “pingo” de solda solidificada, quando então pode-se encostar uma peça na outra e tocá-las com o ferro-de-soldar (sem adicionar mais solda!): tão logo as duas porções de solda derretam, afaste o ferro e mantenha as peças unidas até que a solda solidifique novamente. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 5. Faça a espira (conforme a figura) dobrando o fio de menor bitola (de 20 a 26 AWG) com o alicate. Depois, visando obter uma variante da montagem, construa uma bobina (que nada mais é senão um conjunto de várias espiras) dobrando sucessivamente um pedaço mais longo do mesmo fio. O motor de uma só espira é mais didático e facilita as explicações de seu funcionamento, mas tem o inconveniente de descarregar a pilha bem mais rapidamente do que o motor dotado de bobina (que pode ter de 10 a 20 espiras, nesta montagem). É importante, ainda, que a espira e a bobina tenham uma das extremidades totalmente raspada (para retirar o verniz isolante), e a outra, raspada apenas até até a metade (expondo somente a metade da superfície do fio), conforme o detalhe mostrado na figura (esse procedimento visa fazer com que a corrente elétrica, durante o funcionamento, circule no rotor apenas nos momentos adequados para a produção das forças que mantêm o seu movimento). Observação: os terminais (extremidades raspadas) da espira e da bobina funcionarão tanto como eixo de rotação do motor como coletores de corrente elétrica; portanto, ajuste bem estes terminais, com o alicate, de maneira que fiquem alinhados com o eixo horizontal da bobina); 6. Introduza os terminais do rotor (isto é, da espira ou da bobina) nos mancais, centralizando-o bem. Observe, então, um detalhe muito importante sobre o terminal parcialmente raspado: quando uma das “faces” do rotor estiver voltada para o ímã, apenas a metade raspada deve estar em contato com o mancal (e, de modo recíproco, se fizermos o rotor girar meia volta, apenas a metade ainda envernizada deve fazer contato com o mancal). Se for necessário corrigir a posição desse terminal em relação à “face” do rotor, vá lentamente torcendo esse terminal com o alicate até obter a posição correta. (se este ajuste não ficar perfeito, funcionamento do motor ficará bastante prejudicado).

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Programa novas oportunidades turma de 2008 A ELECTRICIDADE A electricidade é um fenómeno físico originado por cargas eléctricas estáticas ou em movimento e por sua interacção. Quando uma carga se encontra em repouso, produz forças sobre outras situadas à sua volta. Se a carga se desloca, produz também campos magnéticos. Há dois tipos de cargas eléctricas, chamadas positivas e negativas. As cargas de nome igual (mesmos sinais) se repelem e as de nomes distintos (sinais diferentes) se atraem. A electricidade se origina da interacção de certos tipos de partículas sub-atômicas. A partícula mais leve que leva carga eléctrica é o electrão, que assim como a partícula de carga eléctrica inversa à do electrão, o protão, transporta a unidade fundamental de carga (1,60217646x10 − 19C), cargas eléctricas de valor menor são tidas como inexistentes em sub-partículas atómicas como os quarks. Os átomos em circunstâncias normais contêm electrões, e frequentemente os que estão mais afastados do núcleo se desprendem com muita facilidade. Em algumas substâncias, como os metais, proliferam-se os electrões livres. Desta maneira, um corpo fica carregado electricamente graças à reordenação dos electrões. Um átomo normal tem quantidades iguais de carga eléctrica positiva e negativa, portanto é electricamente neutro. A quantidade de carga eléctrica transportada por todos os electrões do átomo, que por convenção são negativas, está equilibrada pela carga positiva localizada no núcleo. Se um corpo contém um excesso de electrões ficará carregado negativamente. Ao contrário, com a ausência de electrões, um corpo fica carregado positivamente, devido ao facto de que há mais cargas eléctricas positivas no núcleo. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Electricidade é a passagem de electrões em um condutor. Bons condutores são na grande maioria da família dos metais: ouro, prata e alumínio, assim como alguns novos materiais de propriedades físicas alteradas que conduzem energia com a mínima perda de energia denominados supercondutores. Já a porcelana, o plástico, o vidro e a borracha são bons isolantes. Isolantes são materiais que não permitem o fluxo da electricidade. Condutores (Corrente eléctrica) Chama-se corrente eléctrica o fluxo ordenado de electrões em uma determinada sessão. A corrente contínua tem um fluxo constante, enquanto a corrente alternada tem um fluxo de média zero, ainda que não tenha valor nulo todo o tempo. Esta definição de corrente alternada implica que o fluxo de electrões muda de direcção continuamente. O fluxo de cargas eléctricas pode gerarse em um condutor, mas não existe nos isolantes. Alguns dispositivos eléctricos que usam estas características eléctricas nos materiais se denominam dispositivos electrónicos. A Lei de Ohm descreve a relação entre a intensidade e a tensão em uma corrente eléctrica: a diferença de potencial eléctrico é directamente proporcional à intensidade de corrente e à resistência eléctrica. A Lei de Ohm é expressa matematicamente assim: U=RxI onde U = Diferença de potencial eléctrico I = Corrente eléctrica R = Resistência concluindo a quantidade de corrente em uma secção dada de um condutor se define como a carga eléctrica que a atravessa em uma unidade de tempo, isto é, Coulomb (C), por segundos (s).

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR:DR1 Ambiente e Sustentabilidade DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto privado TEMA: Consumo e Eficiência Energética Os nosso conforto térmico esta directamente relacionado com o nosso poder económico e social, hoje em dia o dinheiro compra conforto que por vezes não quer dizer que seja o melhor para cada situação climatérica indo atrás de modas concebidas pela sociedade moderna em que estamos inseridos, porque podemos achar uma peça de roupa muito quente e confortável influenciados por um anuncio de televisão e por vezes termos bem melhor e ate mais barato e ate feito com produtos naturais nas que já não estão na moda e achamos por bem não vestir, no caso das casas temos os aquecimentos a lenha e os aparelhos electrónicos como os aquecedores e os ares condicionados este que tanto aquecem como refrescam mas que nem todos os indivíduos o podem comprar ou tem ate condições técnicas para os terem em suas casas, no caso das lareiras a lenha tanto pode ser como opção de recurso nas zonas do interior onde a lenha e só apanhar e por a arder sem custos nenhuns, como pode ser considerado um luxo se for comprada nas cidades onde fica mais caro manter uma lareira acesa do que manter a casa quente com aparelhos eléctricos ou ate somente bem isolada ou ate o aquecimento central que é feito com agua aquecida por meios de tubos em redor do interior da casa Varias maneiras de aquecer uma casa o mais importante e como não deixar perder esse aquecimento, pois do que vale aquecer se tivermos com as janelas ou as portas abertas ai o consuma é bem maior seja qual for o meio de aquecer a casa, por isso há que primeiramente tratar de calafetar muito bem janelas e portas com esponja que se pode comprar em qualquer Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 supermercado e a preços acessíveis e sempre melhor gastar na prevenção do que no estrago o dinheirão gasto nesse isolamento e ganho a posterior no consumo quer seja de lenha quer da própria electricidade, no caso das lareiras onde a perda de calor também acontece já que a lareira tem de poder “respirar” a própria chaminé faz perder a maior parte do calor há que optar pelas salamandras essas sim tem um aproveitamento maior do calor realizado pela lenha, os próprios matérias de construção podem seu bastante úteis na conservação do calor tendo propriedades para isso Das varias maneiras de transmissão de calor há algumas de facto extraordinárias que só vemos nos animais como caso da transmissão do calor corporal, se observarmos os cães de raça Husky ou Malamutes os chamados cães da neves que puxam os ternos nos pólos e ate os pinguins imperadores que habitam no pólo sul conseguem suportar temperaturas negativas extremas somente com o seu pelo e ficando bem juntos uns dos outros assim como. Citando o Dr. Professor António Rui de Almeida Figueiredo docente na Universidade de Coimbra “A caracterização dos diferentes modos de transmissão de calor: condução, convenção e radiação. Balanços térmicos. Transferência de calor por condução: Lei de Fourier. Equação geral da condução, em coordenadas cartesianas e cilíndricas. Condições iniciais e de fronteira. Condução de calor em regime permanente: Paredes planas simples e compostas. Sistemas cilíndricos compostos. Raio crítico de isolamento térmico. Resistências térmicas: condutiva, convectiva, de contacto. Condução térmica em regime permanente, com geração interna de calor: sistemas planos e cilíndricos.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Condução de calor em regime transiente: corpos com resistência térmica desprezável ou significativa. Transferência de calor por radiação: Espectro da radiação. Conceitos e leis fundamentais. Coeficientes de repartição da radiação incidente. Corpo negro; emissividade. Superfícies cinzentas e reais. Trocas directas de radiação: factores de forma; radiosidades. Trocas directas de radiação térmica entre as superfícies de um espaço confinado, contendo: um meio transparente; um meio absorvente.” http://robotics.dem.uc.pt/egi/cadeiras/1ciclo/transmissao_de_calor .htm Tomado por exemplo uma lâmpada incandescente quanto maior for a sua potencia maior será a sua resistência. Concluindo as lâmpadas incandescentes neste momento estão já em completo desuso pelo aparecimento das chamadas lâmpadas compactas de maior poder de iluminação a um custo mais baixo muito mais económicas e duráveis com se explica no gráfico que se segue tirado do site: http://www.ecocasa.org/projecto0.php

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Lâmpada incandescente

Lâmpada compacta Incandescente 100 W

Florescente compacta 18 W

Potência 1360 lm

1 200 lm

1 000 h

10 000 h

4

4

0.72 €

6.48 €

730 Kwh

131.4 Kwh

70.44 €

12.68 €

Fluxo Luminoso Tempo de vida

Horas de utilização diária Preço da lâmpada Consumo de electricidade em 5 anos Custo (Kwh a 0.0965 €) Numero de lâmpadas necessárias nos 5 anos Custo com preço das lâmpadas

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(com mais 700 horas de uso)

(ainda com mais 2 700 horas de uso)

76.2 €

19.16 €

NUCLEO GERADOR: DR3 Ambiente e Sustentabilidade Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto Institucional TEMA: Recursos Naturais A sociedade europeia vem experimentando nos últimos anos alterações significativas nos seus padrões e níveis de vida. A este fenómeno tem-se associado, no conjunto dos países da União Europeia, uma integração progressiva de políticas ambientais, constituindo a recente Directiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro, (UE, 2000), simplificadamente referenciada como Directiva Quadro da Água (DQA), um instrumento de actuação extremamente ambicioso no domínio da água. A aplicação da DQA representará para Portugal, certamente, um aspecto particularmente significativo na protecção das águas de superfície (interiores, de transição e costeiras) e das águas subterrâneas. As grandes tarefas que se adivinham para o próximo futuro podem enquadrar-se em dois grandes domínios: a harmonização, face aos novos paradigmas de gestão da água consagrados pela Directiva, do quadro legal e institucional português e a operacionalização dos Planos de Bacia Hidrográfica (PBH) e do Plano Nacional da Água (PNA). Em termos municipais cada município tem a sua empresa que distribui cobra e concerta tudo o que tem a ver com a distribuição da água como no caso de Almada o SMAS. O INSTITUTO DA ÁGUA, I. P., (INAG, I.P.), organismo central com jurisdição sobre todo o território nacional, é um instituto público integrado na administração indirecta do Estado, dotado de autonomia administrativa e património próprio. O INAG, I. P., prossegue as atribuições do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, sob superintendência e tutela do respectivo ministro. O INAG, I. P., como Autoridade Nacional da Água, tem por Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 missão propor, acompanhar e assegurar a execução da política nacional no domínio dos recursos hídricos de forma a assegurar a sua gestão sustentável, bem como garantir a efectiva aplicação da Lei da Água. Água fornecida para abastecimento humano Água da torneira (água canalizada) A água canalizada pode ter várias origens. Normalmente provém de águas subterrâneas ou superficiais, que são captadas em estações de tratamento, tratadas (coagulação, floculação, decantação, filtração com posterior cloração) e canalizadas para distribuição. Água mineral Água mineral é um tipo de água caracterizada por ter características próprias para o consumo humano e ter um nível relativamente constante de sais minerais e outros compostos benéficos à saúde. A considerada mineral não é acrescida de sais ou quaisquer outras substâncias, tais como os aditivos. Geralmente são oriundas do subsolo e podem ser dos seguintes tipos: Alcalina: Possui a substância bicarbonato de sódio dissolvida; Ferruginosa: Apresenta sais contendo o elemento ferro em sua composição; Sulfurosa: possui compostos contendo enxofre em sua composição; Magenesiana: Possui sais de magnésio dissolvidos. Água de mina Água que deriva de uma formação subterrânea, da qual a água corre naturalmente para a superfície terrestre. As águas de nascente fazem parte deste grupo de águas engarrafadas. É de salientar que águas de diferentes minas podem ser vendidas sob a mesma marca registada. Água purificada Água subterrânea ou de superfície previamente tratada para se adequar na íntegra ao consumo humano. É basicamente igual à

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Programa novas oportunidades turma de 2008 água das torneiras, porém adicionada de sais minerais para imitar a água mineral verdadeira. Água artesiana Água que vem de poços profundos e que é aproveitada para consumo. Água gaseificada Água que sofre um tratamento e adicionamento de dióxido de carbono. No fim do seu tratamento terá a mesma quantidade de dióxido de carbono que teria na fonte donde foi extraída. Água não gaseificada artificialmente Água que não sofre adição de dióxido de carbono, ou seja é retirada da sua fonte naturalmente com dióxido de carbono. Conteúdo mineral De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não existem directrizes indicando a recomendação de concentrações mínimas nas águas engarrafadas ditas medicinais. Existe também algum debate em relação ao factor nutricional mineral da água engarrafada comparada à água de torneira. Segurança e saúde A água da torneira pode ser contaminada por substâncias químicas tóxicas ao ser humano ou por microrganismos prejudiciais à saúde pública. Mesmo algumas substâncias, consideradas indispensáveis ao consumo, podem ser tóxicas se estiverem em excesso, é o caso do flúor, que pode causar a fluorose. Pode ocorrer excesso de concentração cloro, flúor ou outras substâncias utilizadas no tratamento. No entanto, devido às baixas dosagens utilizadas no tratamento e ao controle do processo de tratamento esse tipo de ocorrência é tende a ser pequeno. As formas mais comuns de contaminação ocorrem em decorrência da presença de poluentes despejados nos mananciais Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 ou de microrganismos. Esse tipo de contaminação é mais frequente em localidades que não possuem tratamento de água, mas em alguns casos, podem ocorrer mesmo em água tratada, devido a falhas no processo de abastecimento ou pela presença de poluentes que não possam ser removidos pelo processo de tratamento normal. Em muitos casos os contaminantes podem estar presentes mesmo em águas minerais engarrafadas. As fontes de águas minerais podem encontrar-se em regiões sujeitas à presença de poluentes que se infiltram no lençol freático e mesmo após a filtração das rochas podem ainda estar presentes no ponto de colecta. Entre os contaminantes, podem ser encontradas, bactérias, protozoários e fungos patogénicos, toxinas produzidas por algas ou por decomposição de animais ou lixo (estrume). Além disso, toda sorte de compostos químicos que são agressivos à vida, decorrentes de despejos industriais, pode ocorrer, tais como fenóis, compostos clorados utilizado na indústria papeleira, hidrocarbonetos presentes em solventes e tintas e muitos outros. Enfim também podem ser encontrados Metais pesados dissolvidos na água, formando iões como crómio (VI), que são altamente cancerígenos e compostos de chumbo e de mercúrio, que podem provocar diversos tipos de doenças. Consumo de água engarrafada e impactos ambientais É consumida uma média de 15 litros de água engarrafada por pessoa, anualmente. Os europeus são os principais consumidores de água engarrafada, consumindo metade da água engarrafada de todo o mundo, tendo uma média de 85 litros por pessoa em um ano. Os mercados de água engarrafada mais promissores estão na Ásia e Oceânia, que tiveram um crescimento de anual de 15% no período de 1999-2001. Por estes motivos, pode afirmar-se que o consumo de água engarrafada está a crescer em todo o mundo, pelo menos nos últimos trinta anos. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Actualmente, é considerado como sendo o sector mais dinâmico e um dos mais lucrativos de toda a indústria de alimentos e bebidas, pois o consumo deste tipo de água aumenta cerca de 12% em cada ano. Este aumento só se justifica pelo receio que a maior parte da população tem em consumir água da torneira, pois a água engarrafada custa muito mais caro do que o consumo da água da torneira. O mercado de água engarrafada no mundo representa um volume de 89 bilhões de litros e está estimado em um valor de 25 bilhões de euros. 75% do mercado é dominado por produtores e empresas locais. Mais de metade (59%) da água engarrafada bebida no mundo é água purificada, os restantes (41%) consomem água de mina ou mineral. Enquanto a água engarrafada se origina em fontes protegidas, como por exemplo aquíferos no subsolo e nascentes, a água de torneira vem sobretudo de rios e lagos. Embalagens de plástico O plástico tem como matéria-prima o petróleo e o gás natural, dois recursos não renováveis. Para além disso, são usadas mais de 1,5 milhões de toneladas de plástico só para fabricar garrafas de água. Quando as garrafas de plástico não são recicladas, podem ir para aterros sanitários. O mundo está assim cheio de aterros sanitários, e, como as garrafas de plástico se decompõe a velocidade muito baixas, permanecerão nos aterros por muitas centenas de anos. Actualmente o processo de reciclagem de lixo movimenta uma grande indústria, evitando que este problema se acentue. Transporte e o problema ambiental Um quarto da água engarrafada em todo o mundo é consumido fora do país de origem. Cujo transporte geralmente se dá por caminhões e veículos de combustão interna através de rodovias. Esse tipo de transporte agrava o problema das emissões de dióxido de carbono. Os gases emitidos são os mesmos responsáveis pelo aquecimento global e os gases de estufa (responsáveis pelo efeito estufa). Ainda assim, cerca de 75% da Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 água produzida é consumida à escala regional, limitando estas emissões de gases poluentes. (baseado na wikipedia) A água (H2O) encontra-se em diversos estados físicos. Na atmosfera ela está em estado gasoso, proveniente da evaporação de todas as superfícies húmidas – mares, rios e lagos; em estado líquido é a mais usual forma da água, encontrada nos grandes depósitos do planeta, nos oceanos e mares (água salgada), nos rios e lagos (água doce) e também no subsolo, constituindo os chamados lençóis freáticos. Para finalizar, também encontramos a água no estado sólido, nas regiões frias do planeta, os pólos e nas grandes altitudes. Do estado gasoso, presente na atmosfera, a água pode se precipitar em estado líquido, como chuva, orvalho ou nevoeiro, ou em estado sólido, como neve ou granizo o ciclo da água. A água da Terra - que constitui a hidrosfera - distribui-se por três reservatórios principais, os oceanos, os continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação contínua – ciclo da água ou ciclo hidrológico. Este ciclo é responsável pela renovação da água no planeta. O movimento da água no ciclo hidrológico é mantido pela energia solar e pela gravidade. Na atmosfera, o vapor de água que forma as nuvens pode transformar-se em chuva, neve ou granizo dependendo das condições climatológicas. Essa transformação provoca o fenómeno atmosférico ao qual se chama precipitação. A ciência que estuda o ciclo hidrológico é a Hidrologia e seus principais especialistas são os engenheiros hidrológicos, um ramo da engenharia hidráulica ou engenharia hídrica.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Serviços ambientais prestados pela água Os serviços ambientais são a ligação entre os ecossistemas, o bem-estar humano e a economia. Na verdade, são os serviços prestados pelo meio ambiente para sustentar e garantir a vida humana. Entre outros, a água presta os seguintes serviços ambientais: regulação do clima; regulação dos fluxos hidrológicos; reciclagem de nutrientes; recreação. De seguida apresento a correspondência entre alguns serviços ambientais prestados pela água substituíveis por capital humano: Serviços ambientais prestados pela água: Infiltração, escoamento, reciclagem de nutrientes, reciclagem de nutrientes, precipitação. Serviços ambientais prestados pelo capital humano: Sistemas de abastecimento de água e de saneamento, sistemas de drenagem, sistemas de tratamento de águas residuais, sistemas de rega

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NUCLEO GERADOR: Saúde DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto privado TEMA: A Nutrição A Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma “dieta” específica (saudável ou não). Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares. Contudo, em termos gerais, o uso popular desta palavra costuma apenas definir “dieta” como uma forma de conter o peso e manter sua saúde em boa condição. Para seguir uma dieta, convém consultar um dietista ou médico ou nutricionista, a fim de conhecer a dieta adequada ao seu organismo. A escolha de alimentos certos na proporção correcta, bem como a prática de exercício físico com orientação de um especialista, evitando uma vida sedentária, são considerados factores essenciais para a manutenção da saúde. Uma "dieta" restritiva e que não tenha em conta as necessidades do organismo poderá ter efeitos desastrosos. Por isso, uma adequada avaliação nutricional individual evita desequilíbrios na dieta que podem levar a problemas de saúde, tais como deficiências nutricionais específicas ou calórico-protéicas e o excesso de peso ou obesidade. Também, ter uma vida saudável não é fazer apenas dieta, é não ter uma vida sedentária. No meu caso específico estou neste momento a fazer uma dieta bastante rígida a base de proteínas magras (carne branca e peixe), legumes, alguma fruta e leites e derivados magros, devido

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Programa novas oportunidades turma de 2008 a uma cirurgia gástrica a que fui sujeito (sleeve gástrico), e esta dieta mudou bastante os meus hábitos alimentares No meu caso sou eu que preparo grande parte das minhas refeições e como estou restringido a alguns alimentos tenho de tomar algumas precauções como ter sempre de verificar a composição dos alimentos o grau de gordura e açúcar de alguns alimentos que como já transformados, nos confeccionados por mim sei como tirar o melhor proveito dos nutrientes e das gorduras boas para a minha dieta e como a comida é so para mim mesmo tenho de fazer em doses de mais de uma refeição e depois organiza-la para poder aquece-la ate para poder levar para o local de trabalho porque com a minha dieta e difícil poder comer num restaurante normal. Este processo ainda longo que teve inicio em 15 de Fevereiro deste ano dia em que fui operado e que estava com 140Kg tendo perdido já ao fim de 3 meses perto de 30 Kg e ainda a perder mais numa media de 1.5Kg por semana baseado unicamente num plano alimentar dado pela nutricionista e levemente modificado por mim com o correr dos dias, a minha dieta e feita por 8 refeições diárias desde as 9 da manha ate a 23 onde tenho nas refeições principais constituídas por 100g de peixe ou carne branca e 100 de legumes crus ou cozidos ou em vez disto sopa ou ate mesmo uma salada que ate pode ser por de queijo fresco magro, os intervalos dessas refeições e feito por fruta e iogurtes magros e ao acordar o leite magro e o queijo magro acompanhado por umas tostas, toda esta dieta devia ser complementada por exercício físico mais regular ou mesmo uma simples caminhada porque todo o exercício físico ajuda a queimar calorias, esta minha dieta e varias vezes por mim alterada para não correr o risco de enjoar certos e determinados alimentos como já me aconteceu tal era as vezes que os repetia nas refeições. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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NUCLEO GERADOR: saúde DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto macro estrutural TEMA: Patologia e prevenção Doenças sexualmentes transmissíveis (ou DST) são a designação pela qual é conhecida uma categoria de patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contacto sexual. O uso de preservativo tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir sua disseminação. Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução quando tratadas correctamente. Outras são de tratamento difícil ou permanecem latentes, apesar da falsa sensação de melhora. As mulheres representam um grupo que deve receber especial atenção, uma vez que em diferentes casos de DST os sintomas levam tempo para tornam-se perceptíveis ou confundem-se com as reacções orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher, em especial aquelas com vida sexual activa, independente da idade, consultas periódicas ao serviço de saúde. Certas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves como infertilidade, Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 infecções neo-natais, malformações congénitas, e aborto (no caso de gestantes), cancro e até a morte. Alguns grupos, especialmente religiosos, afirmam que a castidade, a abstinência sexual e a fidelidade poderiam bastar para evitar a disseminação de tais doenças. Existem pesquisas que afirmam que a contaminação de pessoas monogâmicas e não fiéis portadoras de DST tem aumentado, em resultado da contaminação ocasional do companheiro(a), que pode contrair a doença em relações extra-conjugais. Todavia, as campanhas pelo uso do preservativo nem sempre conseguem reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis. Somente um médico ou profissional habilitado pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. Estes são algumas das doenças que se podem apanhar: SIDA, Cancro mole, Infecção por Clamídia, Condiloma Acuminado ou HPV (Verruga genital), Doença Inflamatória Pélvica (DIP), Gonorréia, Herpes, Linfogranuloma venéreo (LGV), Sarna, Sífilis, Tricomonose, Uretrites não gonocócicas, Pediculose (piolhos) pubiana. Estas doenças podem ser de origem BACTERIANAS Cancro mole , Haemophilus ducreyi), Clamídia (Chlamydia trachomatis), Donovanose (Granuloma Inguinale) , Linfogranuloma venéreo (LGV), Gonorréia (Neisseria gonorrhoeae), Sífilis (Treponema pallidum), Ureaplasma urealyticum; PROTOZOÁRIAS Tricomoníase (Trichomonas vaginalis) PARASITAIS Piolhos do púbis (chato), Sarna e VIRAIS AIDS (HIV-1/HIV-2), Cancro cervical & Verrugas genitais (condiloma) (HPV), Hepatite B, Herpes simples (HSV1/HSV2), Molusco contagioso . (A SÍFILIS) Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Pegando numa doença já pouco usual mas ainda vista nos nossos hospitais e muito também junto das populações emigrantes no nosso País: a sífilis que também pode ser conhecida como cancro duro, avariose, doença-do-mundo, mal-de-franga, malde-nápoles, lues, mal-de-santa-eufêmia e pudendagra, entre outros. Há duas escolas sobre as origens da sífilis. Uma defende que é uma doença americana trazida por Colombo ou seus sucessores da América.[A outra que é uma doença antiga no Velho Mundo que sofreu mutações que a tornaram mais virulenta no século XVI. As origens da sífilis não são conhecidas, entretanto poderá ter sido documentada por Hipócrates na Grécia Antiga em sua forma terciária. Seria conhecida na cidade grega de Metaponto aproximadamente 600 a.C., e em Pompéia foram encontradas evidências arqueológicas nos sulcos dos dentes de crianças de mães com sífilis. Outros historiadores acreditam que o T. pallidum terá causado doenças cutâneas como a pinta e a framboesia em medievais na Europa, afecções que eram classificadas erroneamente como lepra, e que esse T.pallidum terá durante o século XVI sofrido mutação convertendo-se no T. pallidum que causa a sífilis. De facto a sífilis surgiu repentinamente no século XVI, e os europeus não apresentavam resistência contra ela, morrendo em números consideráveis e apresentando sintomas abruptos e floridos completamente diferentes dos observados hoje. Com a endemicidade da doença, ambos parasita e ser humano se terão adaptado um ao outro, surgindo gradualmente a sífilis mais moderada de hoje. Sua transmissão entre soldados de vários exércitos, cursando com lesões de pele, fez com que surgissem os diversos nomes como "mal espanhol", "mal italiano", "mal polaco" etc. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Originalmente, não havia nenhum tratamento efectivo para sífilis. O comum era tratar com guáiaco e mercúrio. Mas foi somente no século XX que efectivamente surgiu o tratamento para a sífilis. Em 1906 surgiu o primeiro teste efectivo para a sífilis, o teste de Wassermann. Embora tivesse alguns resultados falso positivos, era um grande avanço no tratamento e prevenção da sífilis. Esta prova permitiu o diagnóstico antes do aparecimento dos sintomas da doença, permitindo a prevenção da transmissão de sífilis a outros, embora não provesse uma cura para esses infectados. Como a doença foi melhor entendida, tratamentos efectivos começaram a ser procurados, começando com o uso de drogas contendo arsénico - Salvarsan em 1910. Um tratamento experimentado foi o uso da malária; esperava-se que a intensa febre produzida pela malária fosse suficiente para exterminar o espiroqueta. Embora isto deixasse o paciente com uma infecção por malária, considerava-se que era preferível a malária do que os efeitos a longo prazo da sífilis. Finalmente, estes tratamentos ficaram obsoletos e esquecidos após a descoberta da penicilina e sua difusão depois de Segunda Guerra Mundial, o que permitiu aos médicos pela primeira vez curar a sífilis efectivamente. Em um dos episódios mais vergonhosos do século XX, de 1932 a 1972 em Tuskegee (cidade do Alabama, EUA), foi realizado um estudo sobre a sífilis. Num atentado contra a ética médica e a moral, neste estudo, um grupo de negros americanos permaneceu sem tratamento para poder ser avaliado o curso natural da sífilis em um grupo, apesar de já existirem medicamentos para seu tratamento efectivo. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Em 17 de Julho de 1998, na revista científica Science, um grupo de biólogos reportou a sequência exacta do genoma do Treponema pallidum(sífilis) . Treponema pallidum O Treponema pallidum é uma bactéria do tipo espiroqueta, ou seja, é uma bactéria com forma de espiral (em média dá 10 a 20 voltas). Têm cerca de 10 micrómetros de comprimento mas apenas 0,2 micrómetros de largura. Movendo-se ao longo do eixo longitudinal, tipo "saca-rolhas". A destruição pela infecção do T. pallidum resulta principalmente dos danos causados pelo próprio sistema imunológico, tentando destruí-lo. Transmissão A transmissão quase sempre é através do contacto sexual, porém pode ser transmitida também da mãe para o feto. Neste caso dá-se o nome de sífilis congénita. A bactéria é móvel e invade a submucosa por micro rupturas invisíveis na mucosa. Epidemiologia Afecta unicamente o ser humano. Há cerca de 30 casos por 100.000 habitantes por ano nos EUA e Europa.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Progressão e sintomas Os sinais e sintomas de sífilis são vários, dependendo do estágio em que se encontra. Nos Estados Unidos, são informados aproximadamente 36.000 casos de sífilis por ano, e o número actual é presumivelmente mais alto. Seis em cada dez casos informados acontecem em homens. Se não tratada adequadamente, a sífilis pode causar sérios danos ao sistema nervoso central (SNC) e ao coração. A sífilis sem tratamento pode ser fatal. Se você acha que poderia ter sífilis, ou se descobre que o parceiro sexual teve ou poderia ter tido sífilis, procure um médico o mais cedo possível. Sífilis primária Cancro duro da sífilis primária no homem A sífilis primária (cancrosifilítico) manifesta-se após um período de incubação variável de 10 a 90 dias, com uma média de 21 dias após o contato. Até este período inicial o indivíduo permanece assintomático, quando aparece o chamado "cancro duro" (apesar de em Portugal a palavra cancro também significar câncer ou neoplasia, trata-se aqui de uma doença infecciosa). O cancro é uma pequena ferida ou ulceração firme e dura que ocorre no ponto exposto inicialmente ao treponema, geralmente o pênis, a vagina, o reto ou a boca. O diagnóstico no homem é muito mais fácil, pois a lesão no pênis chama a atenção, enquanto que a lesão na vagina pode ser interna e somente vista através de exame com um espéculo ginecológico. Pode ocorrer linfonodomegalia satélite não dolorosa. Esta lesão permanece por 4 a 6 semanas, desaparecendo Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 espontaneamente. Nesta fase a pessoa infectada pode pensar erroneamente que está curada. Ocorre disseminação hematogênica. Sífilis secundária Sífilis secundária com manchas tipo placa na vulva da mulher A sífilis secundária é a sequência lógica da sífilis primária não tratada e é caracterizada por uma erupção cutânea que aparece de 1 a 6 meses (geralmente 6 a 8 semanas) após a lesão primária ter desaparecido. Esta erupção é vermelha rosácea e aparece simetricamente no tronco e membros, e, ao contrário de outras doenças que cursam com erupções, como o sarampo, a rubéola e a catapora, as lesões atingem também as palmas das mãos e as solas dos pés. Em áreas húmidas do corpo se forma uma erupção cutânea larga e plana chamada de condiloma lata. Manchas tipo placas também podem aparecer nas mucosas genitais ou orais. O paciente é muito contagioso nesta fase. Outros sintomas comuns nesta fase incluem febre, garganta dolorida, mal-estar, perda de peso, anorexia, dor de cabeça, meningismo, e linfonodomegalia. Manifestações raras incluem meningite aguda, que acontece em aproximadamente 2% de pacientes, hepatite, doença renal, gastrite, proctite, colite ulcerativa, artrite, periostite, neurite do nervo ótico, irite, e uveíte. Sífilis terciária A sífilis terciária acontece já um ano depois da infecção inicial mas pode levar dez anos para se manifestar, e já foram informados casos onde esta fase aconteceu cinquenta anos depois de infecção inicial. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Esta fase é caracterizada por formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem acontecer em quase qualquer parte do corpo, inclusive no esqueleto ósseo. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurosífilis e a sífilis cardiovascular. Complicações neurológicas nesta fase incluem a paresia generalizada demencial que resulta em mudanças de personalidade, mudanças emocionais, hiperreflexia e pupilas de Argyll-Robertson, um sinal diagnóstico no qual as pupila contraem-se pouco e irregularmente quando os olhos são focalizados em algum objeto, mas não respondem à luz; e também a "Tabes dorsalis", uma desordem da medula espinhal que resulta em um modo de andar característico. Complicações cardiovasculares incluem aortite, aneurisma de aorta, aneurisma do seio de Valsalva, e regurgitação aórtica, uma causa frequente de morte. A aortite sifilítica pode causar o sinal de Musset (um subir e descer da cabeça, acompanhando os batimentos cardíacos, percebido por Musset primeiramente em prostitutas parisienses). Sífilis congênita Sífilis congênita é a sífilis adquirida no útero e presente ao nascimento. Acontece quando uma criança nasce de uma mãe com sífilis primária ou secundária. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 40% dos nascimentos de mães sifilíticas são nados-mortos, 40 a 70% dos sobreviventes estão infectados e 12% destes morrerão nos primeiros anos de vida. Manifestações de sífilis congênita incluem alterações radiográficas, dentes de Hutchinson (incisivos centrais superiores espaçados e com um entalhe central); "molares em amora" (ao sexto ano os molares ainda tem suas raízes mal Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 formadas); bossa frontal; nariz em sela; maxilares subdesenvolvidos; hepatomegalia (aumento do fígado); esplenomegalia(aumento do baço); petéquias; outras erupções cutâneas; anemia; linfonodomegalia; icterícia; pseudoparalisia; e snuffles, nome dado à rinite que aparece nesta situação. Os "Rhagades" são feridas lineares nos cantos da boca e nariz que resultam de infecção bacteriana de lesões cutâneas. A morte por sífilis congénita normalmente é por hemorragia pulmonar. Sífilis decapitada Chamamos de sífilis decapitada à sífilis adquirida por transfusão sanguínea, já que não apresenta a primeira fase e começa directo na sífilis secundária. Este tipo de transmissão actualmente é quase impossível, já que todo sangue é testado antes de ser disponibilizado aos bancos de sangue. Sífilis latente Estado tipo portador, em que o indivíduo está infectado e é infeccioso mas não apresenta sintomas significativos. Diagnóstico Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças. O VDRL baseia-se na detecção de anticorpos não treponemais. É usada a cardiolipina, um antígeno presente no ser humano (parede de células danificadas pelo Treponema) e talvez no Treponema, que reage com anticorpos contra ela em soro, gerando reacções de floculação visível ao microscópio. Este teste pode dar falsos positivos, e são realizados testes para a detecção de anticorpos treponemais caso surjam resultados positivos. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 A espiroqueta não pode ser cultivada e é vista ao microscópio de fundo escuro ou com sais de prata em amostras. Contudo a sua baixa concentração significa que este teste não é útil no diagnóstico, dando muitos falsos negativos. Autodiagnóstico Identificar o contágio primário da Sífilis é fundamental para o bom prognóstico da doença. Se após 10 a 90 dias de uma relação sexual surgir espontaneamente uma ferida firme e dura na boca, no pênis, na vagina ou no recto, considere uma consulta médica com um urologista ou ginecologista como uma medida importante para a sua saúde. O cancro regride espontaneamente em período que varia de 4 a 5 semanas sem deixar cicatriz que pode induzir o paciente a acreditar que ele está curado, o que não é verdade. Após o estágio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contacto sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a Sífilis entra na fase secundária. Nessa fase, diagnosticar a doença é extremamente difícil tanto para o paciente como para um médico. A Sífilis secundária, algumas vezes conhecida como uma doença de mil-faces, pode apresentar inúmeros sintomas comuns a várias outras doenças como febre baixa em alguns períodos, sudorese intensa ao dormir e manchas avermelhadas pelo corpo. A Sífilis secundária também pode ocasionar episódios esporádicos de erupções ulcerativas na pele, de difícil regressão, episódios de otite, episódios de problemas oftalmológicos, episódios de problemas nos rins e episódios de problemas cardiovasculares que muitas vezes surgem e regridem sem a necessidade de nenhum tratamento específico. Outro sintoma importante são dores de coluna e dores de cabeça frequentes, que podem ser indicativos de um quadro de Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 neurosífilis. Caso muitos dos episódios como os indicados acima sejam concomitante freqüentes na sua saúde, novamente considere importante uma consulta médica. Caso a Sífilis não seja identificada no seu estágio primário (10 a 90 dias) ou no seu estágio secundário (1 a 6 meses, mas que também pode perdurar por anos na sua forma latente ou assintomática), a Sífilis entra no estágio terciário. Nessa fase o diagnóstico é bem preciso mas várias seqüelas podem advir da doença. Um método muito eficaz para o autodiagnóstico de Sífilis e de várias outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) é sempre estar atento à sua saúde e realizar testes laboratoriais rotineiros. No Brasil, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA's) permitem aos cidadãos realizar testes laboratoriais gratuitamente e receber informações e aconselhamento sobre as DSTs. Tratamento Cartaz americano prevenindo que a vergonha e o medo podem destruir o futuro: se a doença não for diagnosticada quando surgem os sintomas, pode tornar-se um problema sério A sífilis é tratável e é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível, porque com a progressão para a sífilis terciária, os danos causados poderão ser irreversíveis, nomeadamente no cérebro. A penicilina G é a primeira escolha de antibiótico. O tratamento consiste tipicamente em penicilina G benzatina durante vários dias ou semanas. Indivíduos que têm reacções alérgicas à penicilina (i.e., anafilaxia) podem ser tratados efectivamente com tetraciclinas por via oral. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: Gestão e economia DOMINIO DE REFERENCIA: contexto privado TEMA: Orçamentos e impostos Orçamento Familiar O orçamento familiar não é apenas "Anotar as despesas realizadas", o orçamento envolve: planear, eleger prioridades, controlar seu fluxo de caixa, o orçamento irá ajuda-lo a entender seus hábitos de consumo. A elaboração de um orçamento familiar não é uma tarefa fácil, porém, é necessária para quem tem planos para o seu futuro e o de sua família. Estabelecer objectivos comuns e conversar francamente sobre as finanças com a família é o caminho para que cada um esteja comprometido e faça a sua parte, é a forma de garantir a estabilidade das finanças no presente, visando prevenir o futuro. Como fazer: Primeiro passo do orçamento é identificar para onde vai o dinheiro: discrimine as despesas fixas: luz, gás, água, telefone, renda, condomínio, transporte, educação, assistência médica, alimentação, e outras. Considere, também, despesas eventuais, como: remédios, consertos em geral, cabeleireiro, oficina mecânica, lazer, vícios, prestações, taxas, impostos, cheques pré datados e outras. 2. Com esse levantamento feito, você deve projectar o orçamento para os próximos meses, considerando as despesas sazonais como volta às aulas, licenciamento, datas comemorativas (Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, da Criança, Natal, Páscoa etc.), férias para a família. Lembre-se 1.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 que elas podem representar um gasto substancial em seu orçamento. 3. Discrimine as receitas: salário, rendas, etc, utilize o valor líquido recebido. 4. Faça o balanceamento das receitas e despesas mensais: receitas (-) despesas. Reserve uma parcela de suas receitas para investimentos. Hora dos acertos Identifique gastos que podem ser eliminados ou reduzidos. Não é fácil mudar hábitos da noite para o dia. Converse com a família, o aprendizado da austeridade no trato das finanças e o alcançar das metas irá compensar os eventuais sacrifícios e descontentamentos passageiros. – Pesquisa de Orçamentos Familiares na internet Controlando os gastos Ao fazer suas compras é importante lembrar que o comércio disponibiliza diferentes formas de pagamento. Evite comprometer seu orçamento, analise a necessidade da compra. •

À vista – optar por esta forma de pagamento. Para se obter bons descontos. A prazo – convêm estar atento às taxas de juros cobradas no financiamento, só comparando os preços à vista com o total das parcelas e lembre-se que: Mesmo nas prestações "sem acréscimo" geralmente estão embutidos altos juros. Atrasos no pagamento da prestação de financiamento implicam multa de até 2% .

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É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada dos débitos, total ou parcialmente, mediante a redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

Controlando os investimentos Os investimentos devem ter objectivos definidos: fundo de emergência, férias, previdência, compra de automóvel, etc. Questões importantes que o investidor deve observar: • • • • • •

Qual o objectivo ao fazer este investimento? Qual é a expectativa de rentabilidade? Quanto tenho disponível para investir? Quando vou precisar desse dinheiro? Tenho todas as informações sobre este tipo de investimento? A diversificação da minha carteira é consistente com meu perfil de risco? Acompanhar a performance dos investimentos.

Os meios de pagamento •

Cheque / cartão de débito - é uma ordem de pagamento à vista. Ao emiti-lo, ele será descontado imediatamente. Cheque pré-datado - é um acordo informal entre fornecedor e consumidor. Ao se utilizar como forma de pagamento, convêm fazer constar do pedido, da factura ou do orçamento os números dos cheques e as datas previstas para os descontos. Esta é a única garantia caso o fornecedor venha a depositá-lo antes do combinado. Cartão de crédito - o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. Verifique a conveniência de ter mais de um cartão, não se esquecendo de incluir em seu orçamento, as anuidades do(s) cartão(ões). Pague a factura

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Programa novas oportunidades turma de 2008 integralmente na data do vencimento. Além da multa de até 2% por atraso no pagamento, os juros cobrados no parcelamento do saldo devedor são muito altos. Em situação de não pagamento o cartão poderá ser cancelado. Importante: A prosperidade começa com o controle do fluxo de caixa, seja para as Pessoas, as Empresas ou os Governos. Baseado num artigo de Benigno Ares (Economista)

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: Gestão e economia DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto profissional TEMA: Empresa, Organizações e Modelos de Gestão Na formação da minha empresas com o meu irmão no principio a gestão utilizada era como que uma gestão caseira em que pouco se estudava e ia sendo feita no recurso do dia-a-dia para ir pagando as contas e indo acumulando dividas desde que a firma foi efectivamente fundada a gestão passou e ser obrigatória e com escrita organizada por um TOC (técnico oficial de contas) onde alem de fazer toda a parte legal da contabilidade nos davam directiva para facturamos mais ou menos para se poder fugir aos impostos. O Modelo de Excelência em Gestão Os Fundamentos da Excelência em Gestão expressam conceitos que se traduzem em práticas encontradas em organizações de elevado desempenho, líderes de Classe Mundial. Os Fundamentos em que se baseiam os Critérios de Excelência são: 1) Visão sistémica - Entendimento das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização, bem como entre a organização e o ambiente externo. 2) Aprendizado organizacional - Busca e alcance de um novo nível de conhecimento, por meio de percepção, reflexão, avaliação e partilha de experiências, alterando princípios e conceitos aplicáveis a práticas, processos, sistemas, estratégias e negócios, e produzindo melhorias e mudanças na organização.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 3) Proactividade - Capacidade da organização de se antecipar às mudanças de cenários e às necessidades e expectativas dos clientes e das demais partes interessadas. 4) Inovação - Implementação de novas ideias geradoras de um diferencial competitivo. 5) Liderança e constância de propósitos - Comprometimento dos líderes com os valores e princípios da organização; capacidade de construir e implementar estratégias e um sistema de gestão que estimule as pessoas a realizar um propósito comum e duradouro. 6) Visão de futuro - Compreensão dos factores que afectam o negócio e o mercado no curto e no longo prazo, permitindo o delineamento de uma perspectiva consistente para o futuro desejado pela organização. 7) Foco no cliente e no mercado - Conhecimento e entendimento do cliente e do mercado, visando à criação de valor de forma sustentada para o cliente e maior competitividade nos mercados. 8) Responsabilidade social - Actuação baseada em relacionamento ético e transparente com todas as partes interessadas, visando ao desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para futuras gerações, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. 9) Gestão baseada em fatos - Tomada de decisões com base na medição e análise do desempenho, levando-se em consideração as informações disponíveis, incluindo os riscos identificados. 10) Valorização das pessoas - Compreensão de que o desempenho da organização depende da capacitação, motivação e Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 bem-estar da força de trabalho e da criação de um ambiente de trabalho propício à participação e ao desenvolvimento das pessoas. 11) Abordagem por processos - Compreensão e gerenciamento da organização por meio de processos, visando à melhoria do desempenho e à agregação de valor para as parte interessadas. 12) Orientação para resultados - Compromisso com a obtenção de resultados que atendam, de forma harmoniosa e balanceada, às necessidades de todas as partes interessadas na organização. Sociedade:

(Identifico

diferentes

elementos

num

organograma:

unidades

Quando na minha empresa na hora de negociar algum acordo sabia que era importante saber qual a pessoa responsável para ter essas reuniões e ter os acordos mais vantajosos que poderia conseguir e por isso fazia questão de saber quem era quem e que poderes tinha funcionais, diferenças horizontais e níveis hierárquicos.)

Tecnologia: (Compreendo as diferenças salariais e contributivas entre trabalhadores por conta de outrem e trabalhadores independentes.)

No decorrer do ultimo ano estive a trabalhar com recibos verdes aproveitando a benesse que o estado da de um ano de isenção de segurança social e isenção de IVA no 1º ano e conclui que para se trabalhar com recibos verdes tem que se ficar a dever ao estado porque um trabalhador independente tens de ganhar 2 vezes mais do que um trabalhador por contra de outrem porque alem de ter de pagar ele as suas contribuições só recebe 12 meses e tem de os trabalhar todos quando ao contrario se trabalha 11 tens se direito a um de ferias alem do 13 e 14 mês que vem de bónus alem é claro das contribuições pagas pela entidade patronal e nos recibos verdes e de 32% sobre no mínimo 1 1\2 ordenado mínimo nacional Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Neste momento como estou como gerente de uma unidade de restauração que trabalha a nível nacional so eu o responsável pela contratação de pessoal para a unidade por mim gerida tendo em atenção os contratos de trabalho para cidadãos nacionais e estrangeiros havendo muitas diferenças a nível contratual para ambos os casos Ciência (Compreendo necessidades e/ou excedentes em termos de recursos humanos em diferentes empresas e organizações em função de inovações tecnológicas e/ou de necessidades de produção; o modo como a articulação entre essas variáveis afecta a organização e produção de uma empresa)

Esta tem sido a grande causadora despedimentos em massa e ate do encerramento de algumas empresas os RH surgem agora como obrigatórios em quase todas as empresas com um nível já médio de numero de empregados o saber gerir o poder humano das pessoas sabe-las utiliza-las em varias etapas tendo o melhor em cada posição e não tendo o mau funcionário que podia selo bom noutra função, saber delegar funções evitando o despedimento e tornando essa pessoa útil quando se acaba uma função por causa da aquisição de uma maquina não perdendo o potencial humano.

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DOMINIO DE REFERENCIA: contexto privado TEMA: Os telemóveis Sociedade: [Identifico diferentes usos sociais das funcionalidades dos telemóveis, por exemplo, consoante as idades dos indivíduos (jogos versus agendas)]

Demoro algum tempo a escolher um telemóvel novo e quando escolho sei exactamente as funções para que ele vai servir tirando todo o seu proveito e utilidade para a função tendo em conta se ele é para mim ou para a minha mãe, que simplesmente quer um telemóvel que sirva para falar com os filhos e com a família não querendo um tarifário com promoções de oferta de mms ou sms o que tem utilidade para ela é um telemóvel do mais simples possível de preferência sem muitos extras e com uma agenda onde os nomes sejam bem visíveis o mais parecido se possível a um telefone vulgar Tecnologia: (Exploro as novas tecnologias de funcionamento do telemóvel, distinguindo as potencialidades e limitações das redes: GSM, GPRS, 3G.)

Tento tirar o melhor partido de todas as funções mas cada vez mais me surpreendem ate onde vai a tecnologia dos telemóveis de última geração, certas vezes já não sei se temos um telemóvel com maquina fotografia ou uma maquina fotográfica que da para fazer uns telefonemas e alguns deles são autênticos computadores de bolso podendo-se fazer tudo o que se faz numa secretaria com um PC no bolso das calças no nosso telemóvel do dia a dia, muitas dessas funções so não são mais banalizadas porque o preço e a qualidade de alguns serviços proporcionados por elas ainda são de qualidade baixa. Não são poucas as vezes Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 em que amigos meus me pedem para lhes solucionar conflitos dos equipamentos assim como a melhorar o aspecto dos telemóveis e ate fazendo alguns backup das memorias, já qua a grande maioria tem o telemóvel por uma questão de status tenho de ter este que é o melhor e depois só o usam para falar normalmente nem uma vídeo chamada fazem nem que seja só para experimentar o equipamento. Ciência:

(Compreendo as características gerais das ondas electromagnéticas: velocidade de propagação da onda, frequência, período e comprimento de onda.)

Durante os meus estudos de electrónica no liceu tive uma disciplina que se chamava telecomunicações que fazia parte do grupo das específicas de electrónicas onde todos estes dados foram aprendidos As ondas electromagnéticas são uma combinação de um campo eléctrico e de um campo magnético que se propagam através do espaço transportando energia. A luz visível é uma das partes da radiação electromagnética. O conceito de ondas electromagnéticas primeiramente foram “vistas” por James Clerk Maxwell e depois confirmadas por Heinrich Hertz. Umas de suas principais aplicações são nas estações de rádio. A radiação electromagnética, é uma onda que se auto-propaga no espaço, na qual é um fenómeno visto pelo olho humano como luz. A radiação electromagnética tem um campo eléctrico e magnético que oscila perpendicularmente um ao outro e à direcção da propagação de energia. O tipo de radiação electromagnética varia de acordo com a frequência da onda, que em ordem crescente da duração da onda são: ondas de rádios, microondas, radiação terahertz (Raios T), radiação infravermelha, luz visível, radiação ultravioleta, Raios-X e Radiação Gama. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Teoria As ondas electromagnéticas primeiramente foram “vistas” por James Clerk Maxwell e depois confirmadas por Heinrich Hertz. Maxwell notou as ondas a partir equações de electricidade e magnetismo, revelando sua natureza e sua simetria. Como a equação da velocidade da radiação electromagnética combinava com a equação da velocidade da luz, Maxwell concluiu que a luz em si é uma onda electromagnética. De acordo com as equações de Maxwell, a variante de um campo eléctrico gera um campo magnético e vice-versa. Então, como uma oscilação no campo eléctrico gera uma oscilação no campo magnético, o campo magnético também gera uma oscilação no campo eléctrico, essa forma de oscilação de campos gera a onda electromagnética. Propriedades Os campos electromagnéticos e magnéticos obedecem aos princípios da superposição, sendo assim, seus vectores se cruzam e criam o fenómeno dá refracção e difracção. Uma onda electromagnética viajante pode causar oscilações nos átomos fazendo com que eles emitam suas próprias ondas, essas emissões podem alterar as ondas causando interferências. Sendo a luz uma oscilação, ela não é afectada pela estática eléctrica ou campos magnéticos de uma outra onda electromagnética no vácuo. Em um meio não linear como um cristal, por exemplo, interferências podem acontecer e causar o efeito Faraday aonde a onda pode ser dividida em duas partes com velocidades diferentes. Na refracção, uma onde atravessando de um meio para outro de densidade diferente é alterada em velocidade e direcção ao entrar nesse novo meio. A relação dos índices de refracção desse novo meio determina a escala de refracção medida pela lei de Snell (n1.sen i Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 = n2.sen r , i = incidência, r = refracção). A luz se dispersa em um espectro visível porque a luz é reflectida por um prisma por causa da refracção. As características das ondas electromagnéticas demonstram as propriedades de partículas e da onda ao mesmo tempo, e se destacam mais quando a onda é mais prolongada. Modelo de onda Um importante aspecto da natureza da luz é a frequência. A frequência de uma onde é sua taxa de oscilação e é medida em hertz, a unidade SI (Sistema Internacional) de frequência, onde um hertz é igual a uma oscilação por segundo. A Luz normalmente tem um espectro de frequências que somados juntos formam a onda resultante. Diferentes frequências formam diferentes ângulos de refracção. Uma onda consiste nos sucessivos baixos e altos e a distância entre dois pontos altos ou baixos é chamado de comprimento de onda. Ondas electromagnéticas variam de acordo com o tamanho, de ondas de tamanhos de prédios a ondas gama pequenas menores que um núcleo de um átomo. A frequência é inversamente proporcional ao comprimento da onda, de acordo com a equação:

Onde v é a velocidade da onda, f é a frequência e λ (lambda) é o comprimento da onde. Como as ondas atravessam os meios, sua velocidade muda mas suas frequências permanecem constantes. A interferência acontece quando duas ou mais ondas resultam em uma novo padrão de ondas. Se os campos tiverem os componentes nas mesmas direcções, uma onda “coopera” com a outra, porém se estiverem em posições opostas há uma grande interferência.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Modelo de partículas A energia de uma onde electromagnética consiste em discretos pacotes de energia chamados fótons. A frequência da onda é proporcional a magnitude da energia da partícula. Como os fótons são emitidos e absorvidos por partículas, eles actuam como transportadores de energia. A energia contida em um fóton é calculada pela equação de Plank:

Onde E é a energia, h é a constante de Planck, e f é a frequência. Se um fóton for absorvido por um átomo, ele excita um elétron, elevando-o a um alto nível de energia. Se o nível de energia é suficiente, ele pula para outro nível maior de energia, ele pode escapar da atracção do núcleo e ser liberado em um processo conhecido como fotoionização. Um elétron que descer ao nível de energia menor emite um fóton de luz igual a diferença de energia, como os níveis de energia em um átomo são discretos, cada elemento tem suas próprias características de emissão e absorção. Espectro Electromagnético Espectro Electromagnético é classificado normalmente pelo comprimento da onda, como as ondas de rádio, as microondas, o infravermelho, a luz visível, os raios ultravioleta, os raios X, até a radiação gama. O comportamento da onda electromagnética depende do seu comprimento de onda. Frequências altas são curtas, e frequências baixas são longas. Quando uma onda interage com uma única partícula ou molécula, seu comportamento depende da quantidade de fótons por ela carregada. Uma Espectroscopia pode detectar uma região mais larga do espectro do que a visão normal de 400nm (um Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 manómetro vale 1,0×10−9 metros) a 700nm. Um laboratório comum possui um espectroscópio pode detectar comprimentos de onde de 2nm a 2500nm. Essas informações detalhadas podem informar propriedades físicas dos objectos, gases e até mesmo estrelas, por exemplo, um átomo de hidrogénio emite uma onde de 21,12 cm. A luz emite uma onde de aproximadamente 400nm a 700nm e é detectada pelo olho humano e vista como a luz propriamente dita. As ondas de rádio são formadas de uma combinação de amplitude, frequência e fase da onda com a banda da frequência.

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DOMINIO DE REFERENCIA: contexto profissional TEMA: O computador “Podemos não conhecer os vizinhos que temos no nosso prédio mas com um computador a frente podemos ter grandes amigos pelo mundo inteiro” O que seria deste trabalho sem o dito computador utensílio o qual eu não me vejo sem ele nos próximos tempos a não seu que alguma coisa o venha substituir tal e a sua versatilidade e utilidade, hoje em dia quem não souber mexer o mínimo num computador seja ele de que ordem for pode ser considerado um analfabeto e muito dificilmente conseguira arranjar um emprego seja ele qual for porque cada vez mais ele está ligado a todas as profissões Denomina-se computador uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentro de eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura. No passado, o termo já foi aplicado a pessoas responsáveis por algum cálculo. Em geral, entende-se por computador um sistema físico que realiza algum tipo de computação. Existe ainda o conceito matemático rigoroso, utilizado na teoria da computação.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Assumiu-se que os computadores pessoais e laptops são ícones da Era da Informação; e isto é o que muitas pessoas consideram como "computador". Entretanto, actualmente as formas mais comuns de computador em uso são os sistemas embarcados, pequenos dispositivos usados para controlar outros dispositivos, como robôs, câmaras digitais ou brinquedos. O curso que eu tire de formação de formadores uma das áreas em que eu gostava de dar formação era a de ajudar tanto adultos como jovens a utilizar o computador como facilitador do conhecimento e factor para combater a solidão e as diferenças físicas e sociais Tecnologia: (Identifico várias aplicações informáticas e diferentes sistemas operativos (por exemplo, nos sistemas operativos, Windows 2000, Windows XP, Linux e nas aplicações informáticas, o Office, o Photoshop, o Winzip, etc.).

Sou eu que escolho os programas que tenho no meu computador tanto os de processamento de texto como de edição de imagem que é um dos meus passatempos e já me ajudou a poupar umas boas quantias quando tinha a minha empresa muito do trabalho de artes gráficas era feito por mim, e sei tanto trabalhar em ambiente Windows como em ambiente Mac que alias ate é mais fiável que o mais usual que é o Windows, que no caso desta ultima versão o Windows vista somos nos utilizadores que estamos a ajudar a Microsoft a desenvolver e melhorar a performance do vista com os relatórios de incompatibilidades Ciência: (Identifico com precisão características diferentes nos monitores dos computadores (por exemplo, dimensão, peso, brilho, contraste, definição, ângulo de visão, consumo, etc.), assim como o sistema de representação binário.)

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Como já referi anteriormente umas das disciplinas de electrónica que tinha no liceu era telecomunicações havia outra que se enquadra perfeitamente neste quadro que era sistemas digitais onde se aprendia ao sistema binário onde 1+1=1 e 1+0=0 sistema este base de toda a informática, quanto aos monitores sei distinguir o que é cada um e até uns que estão para vir que já se fala ai de uns ecrans com uma tecnologia lazer que vem substituir os de plasma, neste momento os monitores de CTR já quase não se fabricam estando a ser substituídos por ecrans de plasma que é um gás inerte e os de LCD que é um composto de cristais líquidos tecnológica desenvolvida pela industria farmacêutica Aqui se segue como é constituído um computador É a parte mais importante dum sistema informático, porque é onde todos os periféricos estão ligados e onde se processam todas as "tarefas" realizadas num sistema informático.

Constituição dum computador : -Um computador é constituído principalmente pela caixa ("chassis"), pela fonte de alimentação e pela MotherBoard.

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Slot's ou Encaixes de Expansão : São encaixes rectangulares, onde se inserem as "Placas de Expansão" que permitem a ligação entre os diversos periféricos e o resto do computador (CPU, memória principal, etc).

Memória Principal : -É constituída por dois tipos de memória : Memória Ram (Random Access Memory) : É a memória que armazena temporariamente os programas em execução e a informação que o utilizador se encontra a "manipular" num determindao momento (Ex: um documento do Word, antes de ser guardado, só se encontra na memória Ram). É uma memória cujo o conteúdo desaparece quando o computador é desligado (memória volátil). Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Memória Rom (Read Only Memory) : São chip's de memória que contêm instruções fixas (só de leitura), que comandam o funcionamento básico do computador. Ex: a "Rom Bios" (Basic Input/Output System) é responsável pelo arranque do computador e pelo controlo e detecção de periféricos.

CPU (Central Processing Unit) ou UCP (Unidade Central de Processamento) : É um Microprocessador (Chip) que contém milhões de componentes electrónicos, que estão organizados de maneira a efectuar operações que controlam o computador. Pode-se dizer que o CPU e a memória principal, em conjunto, são como o cérebro do computador.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Software : O Software pode ser dividido em duas categorias principais : Software de Sistema ou Sistema Operativo : É o software que controla todas as operações do computador, como por exemplo: o funcionamento dos outros programas de computador; ou a interacção entre hardware e utilizador. Exemplos de Sistemas Operativos:

Ms-Dos (Microsoft Disk Operating System); Linux; Windows 95, 98, 2000, Me, Xp; Software de Aplicação : São todos o programas de computador que possibilitam a realização de variadas tarefas (em relação a diversa áreas) por parte do utilizador. Exemplos de Software de Aplicação : Microsoft Word (processamento de texto); PaintShop Pro (tratamento de imagem); Tomb Raider, Tetris, etc (jogos);

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NUCLEO GERADOR: Urbanismo e Mobilidade DOMINIO DE REFERENCIA: contexto institucional TEMA: Administração, Segurança e Território

CEU: Conseil Europeen des Urbanistes ECTP:European Council of Town Planners CEU:Consejo Europeo de Urbanistas

Natureza do Trabalho Os urbanistas desenvolvem estudos, planos e projectos que visam promover o crescimento e a revitalização harmoniosa das áreas urbanas, suburbanas e rurais, considerando aspectos geográficos, sociais, económicos e ambientais. Elaboram planos gerais com vista à melhor utilização do espaço por parte de uma comunidade, definindo a localização das áreas residenciais, comerciais, industriais e recreativas. Esses planos podem abranger um quarteirão, um bairro, uma vila, uma cidade, um concelho, ou uma região. O trabalho dos urbanistas visa, não só fazer face a futuros problemas, mas igualmente apresentar soluções para problemas territoriais actuais. Um plano urbanístico apoia-se na recolha e análise de dados de natureza demográfica, climática, geológica, social, económica e legal que caracterizam o local e que possam afectar a utilização do território. Os urbanistas procedem, então, à elaboração do plano (sob a forma de desenho), que contempla o volume dos edifícios, as vias de comunicação, os espaços verdes e os terrenos destinados à habitação, ao comércio, à indústria e aos equipamentos sociais (escolas, mercados, quartéis de bombeiros, Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 etc.). No seu trabalho, consideram o crescimento demográfico, a dinâmica económica, os fluxos de tráfego, a rede de transportes públicos, a poluição atmosférica e todas as infra-estruturas, nomeadamente as redes de esgotos e de água. Posteriormente, após a aprovação pelas instâncias competentes (Câmaras Municipais e/ou Governo Central) acompanham a implementação do plano. Nesta fase, é bastante importante o contacto com a população, de forma a explicar os motivos da intervenção e a facilitar o sucesso do plano. Durante todo o processo, devem ter em atenção o Regulamento Geral das Edificações Urbanas, bem como todos os planos que se encontrem em vigor para o local. Podem também ocupar-se do planeamento regional. Neste caso concebem planos de utilização do espaço com vista a salvaguardar florestas, reservas agrícolas (espaços que se distinguem pelos seus produtos: vinho, frutos, azeite, etc.), áreas protegidas (vd. Engenheiro do Ambiente - Natureza do Trabalho) e património cultural (edifícios com interesse histórico). São responsáveis pela produção e actualização de mapas em várias escalas, sejam eles de uma região, de um município, de um centro urbano ou de um bairro. Estes mapas servem para arquitectos e engenheiros obterem dados sobre os terrenos e edifícios existentes, podendo assim realizar os seus projectos. Além disso, analisam os projectos de construção de edifícios, a fim de verificar se cumprem todas as regras do plano de urbanização, caso contrário, sugerem as correcções necessárias. No seu trabalho recorrem cada vez com mais frequência ao uso de computadores. O cálculo dos custos dos planos, o desenho dos mapas, a previsão das tendências no âmbito da habitação, dos transportes e da população, são algumas das tarefas possíveis de executar mediante o recurso a meios informáticos. Por exemplo, a utilização de sistemas de informação geográfica computadorizados permite construir mapas tendo em conta diferentes variáveis geográficas (relevo, clima, demografia, etc.), bem como combinar e manipular o documento, com vista à Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 produção de soluções alternativas. Outro exemplo é a utilização do CAD (computer-aided design), software que auxilia na elaboração de desenhos e planos e que permite visualizar, desenvolver e apresentar opções e fazer alterações mais facilmente. É também importante o uso de técnicas de representação como a fotografia, o filme de vídeo e as maquetas a três dimensões. Dada a inter-relação com outras áreas profissionais, muito do seu trabalho é realizado em equipas interdisciplinares compostas, para além dos urbanistas, por geógrafos, arquitectos paisagistas, engenheiros do ambiente, arquitectos, economistas, sociólogos, arqueólogos e historiadores, entre outros. Para desempenharem devidamente as funções que lhe são atribuídas é indispensável possuírem uma elevada capacidade para analisar problemas relacionados com o espaço e sintetizar as correspondentes soluções. Ter habilidade para desenhar, imaginação, criatividade e capacidade para perceber relações de espaço entre objectos são, também, características muito relevantes. De igual modo, é importante compreender as tradições e os mecanismos que regem o desenvolvimento, a vida social e a utilização do espaço das zonas alvo de intervenção urbanística. É necessário que saibam expressar as suas ideias e planos, quer aos outros agentes profissionais com quem trabalham, quer à população-alvo, quer, ainda, às entidades decisoras, pelo que a capacidade para comunicar deverá ser desenvolvida. Para além destas características, devem conhecer muito bem os factores que enquadram a prática do urbanismo: contexto político, económico, legal e administrativo. Emprego Na administração pública, as principais entidades empregadoras dos urbanistas são as autarquias, as comissões de coordenação regional e as direcções-gerais dos ministérios implicados no ordenamento do território. Nelas, elaboram estudos e planos de urbanização municipal, regional ou nacional (consoante a entidade empregadora), emitem pareceres técnicos Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 sobre os planos que são submetidos à aprovação e gerem o espaço urbano. No sector privado destacam-se os gabinetes de urbanismo. Nestes, elaboram projectos para operações de loteamento, emitem pareceres referentes a operações fundiárias, actividades de promoção imobiliária ou actividades de desenvolvimento urbanístico. Há, ainda, os urbanistas que optam por trabalhar como profissionais liberais, realizando, por exemplo, estudos encomendados por câmaras municipais. Todavia, para se optar por esta via é necessário dispor de uma longa experiência no planeamento. Por vezes, acontece que a entidade empregadora ou contratadora dos serviços tem necessidade de mão-de-obra especializada em determinada área (como, por exemplo, transportes ou habitação), daí que alguns profissionais optem pela via da especialização como forma de aumentarem as hipóteses de emprego. A crescente preocupação com o meio ambiente e a consequente necessidade de fazer um planeamento correcto do território têm contribuído para o aumento das possibilidades de emprego. Apesar de muitos desenvolverem as suas funções nos grandes centros urbanos, os urbanistas encontram-se distribuídos por todo o país. Situação que se deve, principalmente, ao papel empregador das câmaras municipais. Formação e Evolução na Carreira A complexidade e extensão dos conhecimentos a serem adquiridos bem como o elevado grau de responsabilidade social que certos trabalhos exigem, requerem uma formação superior de nível universitário, designadamente num dos seguintes cursos: Ensino Público Licenciaturas Estabelecimentos Planeamento Regional Univ. de Aveiro e Urbano Arquitectura da Fac. de Arquitectura da Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Gestão Urbanística Arquitectura do Univ. Técnica de Lisboa Planeamento Urbano e Territorial Ensino Particular e Cooperativo Univ. Lusófona de Urbanismo Humanidades e tecnologias (Lisboa) Gestão Territorial e Univ. Atlântica (Queluz) Urbana Fontes: Guia de Acesso ao Ensino Superior - Candidatura /98 Existem igualmente algumas licenciaturas em Arquitectura (vd. Arquitecto - Formação e Evolução na Carreira) cujo último ano corresponde a uma especialização em Urbanismo.

Hoje a formação mais adequada é uma licenciatura na área do urbanismo. No entanto, pelo facto destas licenciaturas serem recentes, a maioria dos actuais urbanistas possui uma formação superior em Arquitectura ou Engenharia Civil, complementada com uma vasta experiência nas actividades urbanísticas. As matérias essenciais, que os cursos devem ministrar, relacionam-se com história do urbanismo e do planeamento, direito do urbanismo e do ambiente, gestão e administração do território, deontologia profissional, papel profissional do urbanista na sociedade e teorias e práticas do planeamento urbanístico. Estes cursos podem, também, incluir outras matérias que directa ou indirectamente afectem a concepção e a gestão do espaço urbano, como sejam: geografia, economia e sociologia urbanas; ecologia, ambiente e paisagismo; acessibilidade, transportes e vias de comunicação; infra-estruturas e serviços urbanos. Como esta actividade exige muita experiência, o exercício da profissão é antecedido por um período de investigação ou estágio, com a duração de um ou dois anos, consoante se trate de uma licenciatura de 5 ou 4 anos, respectivamente. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 No sector público, a carreira inicia-se com um estágio, com a duração de 12 meses. A evolução processa-se de acordo com a existência de vagas, o mérito e o tempo de serviço, havendo a considerar o facto de, por norma, ser uma progressão menos rápida do que aquela que se verifica no sector privado. Neste, a evolução varia de organização para organização em função de aspectos como a sua dimensão e tipo de actividade, assim como da experiência e conhecimentos demonstrados pelo indivíduo. Ao longo da vida activa é indispensável a actualização e o aprofundamento dos conhecimentos através de acções de formação (por exemplo seminários), sendo também aconselhável a frequência de pós-graduações ou mestrados, tais como Reabilitação de Centros Urbanos, Planeamento e Projecto do Ambiente Urbano e Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico. Condições de Trabalho Grande parte do tempo dos urbanistas é passado em gabinetes, onde analisam os dados recolhidos, elaboram desenhos e planos e analisam projectos. Por isso, é habitual esses gabinetes estarem equipados com estiradores, tecnologias informáticas relacionadas com o planeamento, mapas, maquetas, etc. O restante tempo é passado nos locais objecto da intervenção, particularmente recolhendo dados. O horário de trabalho dos que estão vinculados à função pública (a maioria destes profissionais) é de 35 horas semanais. Quanto aos que trabalham por conta de outrem no sector privado, a média semanal corresponde a 40 horas de trabalho. Aqueles que desenvolvem a actividade por conta própria têm uma carga horária que varia consoante o volume e o tipo de trabalho que realizam, bem como o prazo de entrega dos projectos que lhes são encomendados. Assim, podem ter que intercalar períodos de grande ocupação com outros de actividade reduzida.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Remunerações Segundo o Sistema Retributivo da Administração Pública de 1998, os urbanistas que exercem funções na administração pública auferem um salário ilíquido que se pode situar entre 165.900$00 no início de carreira e 486.700$00 no topo. Em relação aos profissionais liberais, as suas remunerações são muito variáveis, oscilando em função de aspectos como a dimensão da área de intervenção, o prazo requerido para a realização do trabalho e a dimensão e composição da equipa com a qual se trabalha. Quanto aos trabalhadores que exercem a profissão por conta de outrem, no sector privado, os valores são também bastante diversos, já que dependem de factores como a dimensão da organização e a experiência e conhecimentos do indivíduo. Perspectivas A importância que actualmente é atribuída à qualidade do meio ambiente permite prever um grande desenvolvimento de todas as profissões com ele relacionadas, entre as quais se encontra a de urbanista. Assim, a necessidade de resolver alguns problemas ambientais agravados nas últimas décadas - por exemplo, a incorrecta organização territorial provocada por uma inadequada gestão dos recursos -, bem como a sua prevenção, tornam imprescindível o recurso aos urbanistas, facto que se reflectirá no aumento da sua procura. Também a necessidade de uma gestão urbanística cada vez mais ampla, assim como as exigências legais em matéria de urbanismo decorrentes da integração europeia, contribuirão para um acentuado desenvolvimento desta profissão nos próximos anos, principalmente nas autarquias, comissões de coordenação regional e gabinetes privados. De igual modo, a exigência por parte da administração pública central, para que as autarquias elaborem e cumpram planos de ordenamento do território, proporcionará um acréscimo da procura de profissionais.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Entre os factores específicos que contribuirão para o crescimento do emprego incluem-se: a construção de equipamentos sociais (por exemplo, escolas, bibliotecas, quartéis de bombeiros e pavilhões polidesportivos) para apoiar as áreas suburbanas com rápido crescimento populacional; a criação de legislação que exija um planeamento cuidado no que se refere, por exemplo aos transportes, construção de edifícios e ordenamento do território; a recuperação e preservação de edifícios com interesse histórico; a recuperação dos centros das cidades; a definição de um uso justo e correcto do solo, incluindo o da orla costeira e das áreas agrícolas. Não obstante as perspectivas de emprego serem bastante positivas, os candidatos a urbanistas devem considerar que uma vez integrados na profissão terão de aperfeiçoar a sua formação no decurso da carreira, de modo a atenderem às crescentes exigências do planeamento urbanístico. O sistema rodoviário O simples facto de ser utilizador diário deste sistema ter carta de condução a mais de 15 anos e ser filho de um agente de autoridade me obrigava a ter conhecimento disto tudo Sociedade: (Exploro a relação entre o desenvolvimento da rede rodoviária e a transformação da densidade e aglomeração populacional dos territórios.)

Conheço as estradas quase todas de Portugal continental pelo menos as mais importantes por cauda de diversos trabalhos que tenho desempenhado ao volante de um automóvel e tenho de reconhecer que ao se melhorar as estradas os interior do pais desenvolve bastante mais e numa escala directamente proporcional porque quanto menor for o tempo de chagada tanto de produtos como pessoas aos grandes centros do pais, ou seja as grandes cidades passa a haver um escoamento melhor dos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 produtos para esses mesmos centros e sendo assim ate combate a interiorização e a desertificação de algumas aldeias do interior. Tecnologia: (Identifico várias técnicas de vigilância, sinalização e segurança rodoviárias de base tecnológica.)

Ciência: (Identifico diferentes soluções rodoviárias para regulação de fluxos de tráfego recorrendo a grafos e a caminhos ao longo de grafos.)

Toda a nova tecnologia deve ser utilizada em prol do melhor funcionamento e ate por vezes a mais rudimentar o sistema (CCTV) utilizado em grande cidade que serve para ver distúrbios nas ruas também serve para ver alguns acidentes a apurar culpados e o simples facto de sabermos que em tal ponto esta um radar já nos faz levantar o pé e pensar nas coimas que dai vêem, eu utilizo bastante o serviço disponibilizado pela EP (estradas de Portugal) e utilizado pelos canais de televisão para saber como esta o fluxo de tráfego para assim poder escolher a melhor alternativa para chegar ao meu destino, agora há também já (GPS) sistemas de navegação que nos dão informação de como chegarmos ao nosso destino evitando portagem e filas de transito resultando assim numa maior poupança nas nossas finanças e no meio ambiente.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Alguns exemplos de Sinais de trânsito

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: Urbanismo e Mobilidade DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto macro estrutural TEMA: As Migrações Os processos migratórios que afectaram o território e população portuguesas não terminaram com os fluxos demográficos produzidos pela expansão colonial. Além de processos de menor escala e impacto, tais como o estabelecimento de uma multiplicidade de indivíduos isolados e de pequeníssimas comunidades de origem europeia (maioritariamente da Europa Ocidental, nomeadamente por razões de negócios), como alguns Italianos, Franceses e Flamengos (entre outros ainda de menor monta) durante os primórdios dos Descobrimentos, ou de comunidades Britânicas, particularmente no trato dos vinhos do Porto e da Madeira, ou ainda a permanência durante pelo menos algumas décadas de exércitos e populações Espanholas durante o período da União Ibérica, ou igualmente a permanência durante pelos menos uma década de exércitos franceses e britânicos durante as Guerras Napoleónicas, os processos migratórios mais relevantes deram-se das últimas três décadas do Século XX para cá, com a notável excepção da entrada de grupos Ciganos ainda no Século XV. Mas, de facto, é no pós 1974 que Portugal se torna, na sua história moderna e contemporânea, um receptor significativo de populações migrantes, quer como resultado directo ou indirecto dos processos de descolonização, quer como resultado da entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, e de todas as transformações sócio-económicas e culturais que produziu no país. Os "Retornados" Após a Revolução de 25 de Abril de 1974 e os processos de descolonização das então chamadas Províncias Ultramarinas Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 (Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Timor - esta última a única não africana), a instabilidade social, política e militar nessas colónias levou a que a esmagadora maioria da população etnicamente portuguesa desses territórios (essencialmente estabelecida nas duas grandes colónias, Angola e Moçambique), de resto esmagadoramente estabelecida muito recentemente desde 1961 (data que coincide com o início da Guerra Colonial e o subsequente grande incentivo por parte do Estado Novo ao povoamento europeu das colónias africanas), retornasse ao território europeu português. É difícil de quantificar o número exacto dessas "retornados", já que alguns segmentos da população portuguesa das colónias preferiu emigrar para a África do Sul, Brasil, Estados Unidos da América ou Canadá. O que é certo é que o no Recenseamento Geral da População de 1981, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística português (INE), mais de meio milhão de inquiridos declararam viver até 31 de Dezembro de 1973 em Angola, Moçambique ou noutra ex-colónia. A integração desses "retornados" foi, nas palavras do sociólogo Rui Pena Pires, um sucesso extremo de assimilação, apesar de alguns problemas sociais e de alguma discriminação inicial (comprovada, aliás, pela própria carga negativa, pelo menos então, da categoria "retornado"), o que demonstra a não diferenciação étnica das populações portuguesas do chamado Ultramar em relação à "metrópole", bem como, dada a sua recentíssima expatriação, a sua integração em redes sociais coesas, como as familiares e de parentesco, que permitiram a sua rápida absorção e distribuição pelo conjunto do território nacional sem que se verificassem fenómenos persistentes de guetização e discriminação.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 MIGRAÇÕES EM PORTUGAL Neste ponto procura-se analisar os dados e informações que, através das diferentes fontes internas e externas, nos têm permitido perceber o fenómeno migratório em Portugal. Este ponto não pretende ser uma análise descritiva das diferentes fontes de que dispomos para a análise dos movimentos migratórios, mas antes uma breve descrição das principais características da imigração e emigração portuguesa e que servirá de base à análise mais detalhada de cada uma das fontes disponíveis. Até ao início da década de 90, a imagem de Portugal manteve-se quase exclusivamente ligada ao fenómeno emigratório, ao processo de retorno de emigrantes e à descolonização e consequente vinda de ex-residentes nos PALOP. À semelhança dos restantes países da Europa do Sul, Portugal passa também a ser destino de fluxos de imigração, assumindo um duplo posicionamento no quadro migratório internacional como emissor e receptor de imigrantes. A emigração, desde sempre presente na nossa sociedade, continua a ter um grande peso embora se detectem algumas alterações nas suas características, nomeadamente o aumento das “lógicas de sazonalidade e de circulação migratória”.11 No entanto, não se pode deixar de reconhecer que se têm acrescentado aos fluxos de saída significativos movimentos de entrada. Até meados do Século XX o principal destino da emigração portuguesa foi o Brasil. Também os Estados Unidos, Canadá, Argentina e Venezuela acolheram parte significativa dos emigrantes portugueses. No início dos anos 60, verifica-se uma inversão nos destinos de maior atracção dos emigrantes portugueses surgindo a Europa como destino principal, nomeadamente a França, a Alemanha e a Suíça. A emergência do fenómeno imigratório relaciona-se, por um lado, com as condições económicas dos países de origem, mas também com uma série de alterações ocorridas em Portugal e nos restantes países da Europa do Sul. Portugal, após a instabilidade política dos anos 70 entra em fase de crescimento económico, Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 resultante da situação internacional favorável, da consolidação da democracia e da adesão em 1986 à CEE e consequente acesso a fundos comunitários. Até meados da década de 60, o número de estrangeiros residentes era reduzido e constituído, fundamentalmente, por pequenos grupos de nacionalidade europeia. O aumento das migrações em larga escala com destino a Portugal ocorreu primeiro no período imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974 (correspondente ao processo de descolonização), abrangendo deste modo essencialmente nacionais dos PALOP, que acompanharam o movimento de retorno dos portugueses residentes nas ex-colónias. Os anos 80 caracterizaram-se por um crescimento moderado do número de estrangeiros e uma diversificação das suas origens; consolida-se a imigração proveniente de Cabo Verde que se alarga aos restantes PALOP. É também nesta fase que a imigração brasileira ganha impulso. Na década de 90 assiste-se a um elevado aumento da população estrangeira, nomeadamente ao reforço do peso dos africanos e dos magrebinos. Verifica-se igualmente o aparecimento de um novo grupo de imigrantes nacionais de países da Europa de Leste, que constitui uma das novas realidades da actual corrente migratória. Na origem do rápido crescimento da imigração estiveram três factores: o mercado de trabalho no sector das obras públicas, a ausência durante a década de 80 de mecanismos de controlo da imigração e a formação de redes que não só apoiam como estimulam novas correntes migratórias. Para uma caracterização dos movimentos imigratórios em Portugal, bem como da população estrangeira residente, importa, em primeira instância, ter presentes quais as principais fontes que sustentam a informação disponível em Portugal. E são elas: o SEF e o INE, principalmente através do Recenseamento Geral da População. De sublinhar desde já, que não são fontes directamente comparáveis, uma vez que têm associado diferentes conceitos de estrangeiro residente, razão pela qual a caracterização que iremos apresentar será feita em dois pontos distintos. Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Para o SEF, o conceito de estrangeiro residente remete para a definição constante no diploma legal que regula a entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros de território nacional. Para o INE, no Recenseamento Geral da População, o conceito de estrangeiro residente remete para uma presença em território nacional por período igual ou superior a um ano. Estrangeiros Legalizados Em Portugal (SEF) Os dados estatísticos publicados pelo INE e apurados pelo SEF dão conta de (239482) cidadãos de nacionalidade estrangeira a residir em Portugal em 31 de Dezembro de 200215. Considerando a distribuição por sexos, verifica-se uma ligeira predominância dos estrangeiros do sexo masculino – 133013 (55,5%) para 106469 (45,5%) do sexo feminino. Ao longo da década de noventa, o número de estrangeiros residentes cresceu de forma sistemática, embora com ritmos ligeiramente diferenciados. De facto, em 1990 o seu volume era ainda inferior às 110 mil pessoas, em 1995 ultrapassava as 160 mil, em 2000 já era superior a 207 mil, para em 2002 se situar à volta das 240 mil. Em 2002, eram os nacionais do continente africano (114716) e os do continente europeu (72287) os mais representativos, com valores percentuais de 48% e 30%, espectivamente, enquanto os dos países do continente americano representavam apenas 17%. Em termos de nacionalidades, os nacionais de Cabo Verde, Brasil, Angola e Guiné-Bissau totalizavam mais de 50% dos residentes estrangeiros. No contexto da Europa, os países com maior número de residentes eram o Reino Unido e a Espanha Relativamente à distribuição geográfica da população estrangeira residente, verifica-se que esta se concentrava sobretudo no litoral. Efectivamente, mais de metade da população residia no distrito de Lisboa (54,1%), seguindo-se os distritos de Faro e Setúbal com 13,1% e 10,5%, respectivamente. Os restantes não apresentavam valores significativos, com os distritos do interior a não alcançarem 1% do total da população estrangeira residente Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: Saberes fundamentais DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto Institucional TEMA: O elemento Sociedade: (Exploro modos de integração no colectivo de indivíduos em situações de exclusão social ou alvo de discriminação por serem portadores de características específicas (ex: idosos, indivíduos portadores de deficiência, ex-reclusos, toxicodependentes, etc.).

“Quando se bate a porta pergunta-se quem é e não quer foste” Em todo o lado devia ser assim não devias-mos ser nos a julgar porque de certeza não gostamos de ser mos próprios julgados por isso como disse um antigo sábio não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti, eu a quando a minha gerência do estabelecimento a grelha de st. António um dos melhores empregados que tive foi um ex recluso que neste momento ate já não é ex porque esta lá de novo, mas enquanto meu funcionário poucas vezes faltou nunca se enganou em troco nenhum e andava sempre com o dinheiro de entregas e ate chegou a levar dinheiro para casa a fazer contas do que se tinha esquecido e eu não tive problemas nenhum em lhe dar trabalho, mas infelizmente não é isso que se vê na sociedade moderna, hoje olha-se por demais a imagem da pessoa como que para se ter determinada profissão não se olha as competências mas sim ao aspecto da pessoa Tecnologia: (Compreendo a análise de DNA em termos de sequência de constituintes básicos, como processo de identificação única de seres humanos, realizada a partir de diferentes suportes (cabelo, sangue, saliva, etc.).

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Programa novas oportunidades turma de 2008 O ácido desoxirribonucleico (ADN ou mais, por convenção, DNA), é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e alguns vírus. O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e ARNs. Os segmentos de ADN que são responsáveis por carregar a informação genética são denominados genes. O restante da sequência de ADN tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética. A estrutura da molécula de ADN foi descoberta conjuntamente pelo americano James Watson e pelo britânico Francis Crick em 7 de Março de 1953, o que lhes valeu o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962, juntamente com Maurice Wilkins. Do ponto de vista químico, o ADN é um longo polímero de unidades simples (monômeros) de nucleotídeos, cujo cerne é formado por açúcares e fosfato intercalados unidos por ligações fosfodiéster. Ligadas à molécula de açúcar está uma de quatro bases nitrogenadas e é a sequência dessas bases ao longo da molécula de ADN que carrega a informação genética. A leitura destas sequências é feita através do código genético, o qual especifica a sequência linear dos aminoácidos das proteínas. A tradução é feita por um RNA mensageiro que copia parte da cadeia de ADN por um processo chamado transcrição e posteriormente a informação contida neste é "traduzida" em proteínas pela tradução. Embora a maioria do ARN produzido seja usado na síntese de proteínas, algum ARN tem função estrutural, como por exemplo o ARN ribossômico, que faz parte da constituição dos ribossomos.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Dentro da célula, o ADN é organizado numa estrutura chamada cromossoma e o conjunto de cromossomas de uma célula forma o cariótipo. Antes da divisão celular os cromossomas são duplicados através de um processo chamada replicação. Eucariontes como animais, plantas e fungos têm o seu ADN dentro do núcleo enquanto que procariontes como as bactérias o tem disperso no citoplasma. Dentro dos cromossomas, proteínas da cromatina como as histonas compactam e organizam o ADN. Estas estruturas compactas guiam as interacções entre o ADN e outras proteínas, ajudando a controlar que partes do ADN são transcritas. O ADN é responsável pela transmissão das características hereditárias de cada espécie de ser vivo. Ciência: (identifico o DNA como a chave do património genético dos seres vivos em geral, relacionando a variedade biológica com aspectos da teoria combinatória.)

Cada ser vivo que habita a Terra possui uma codificação diferente de instruções escritas na mesma linguagem no seu ADN. Estas diferenças geram as diferenças orgânicas entre os organismos vivos.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 Figura : Diferentes níveis de condensação do ADN. (1) Cadeia simples de ADN . (2) Filamento de cromatina (ADN com histonas). (3) Cromatina condensada em intérfase com centrómeros. (4) Cromatina condensada em prófase. (Existem agora duas cópias da molécula de ADN) (5) Cromossoma em metáfase

A dupla cadeia polinucleotídica constitui a molécula de ADN, cuja sequência de nucleotídeos codifica as instruções hereditárias, organizadas em genes, que codificam as inúmeras proteínas existentes nas mais variadas células. As moléculas de ADN contêm portanto a informação genética necessária para a codificação das características de um indivíduo, como a cor do cabelo em humanos, o formato da folha em Angiospermas e a sua morfologia. O ADN de todas as células do corpo humano seria equivalente, se fosse visível a olho nu, em comprimento, a oito mil vezes a distância da Terra à Lua.

Função biológica O DNA normalmente possui forma linear que está presente nos cromossomas de eucariotos ou circulares em cromossomas de procariotos. Como já foi dito, o DNA carrega a informação genética na sequência de suas bases, logo a utilização ou duplicação da informação depende do emparelhamento de novas bases. Por exemplo, na transcrição, quando a célula usa a informação nos genes, a sequência de DNA é copiada em uma sequência complementar de RNA. Normalmente, o RNA produzido nesse processo codifica proteína (RNAm), mas este pode ser estrutural (ex.: RNAr). A tradução ocorre no caso do RNAm, que também depende da interacção dos nucleotídeos de RNA, essa interacção ocorre no ribossomo e entre o RNAm e RNAt para formar a Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 sequência linear de uma proteína (para mais informações veja: Transcrição e Tradução)

Estrutura do genoma O DNA genômico está localizado no núcleo celular dos eucariotos, mas uma pequena quantia esta presente nas mitocôndrias e cloroplastos. Em procarioto, o DNA está mantido dentro de um corpo irregular no citoplasma chamado de nucleoide. A informação genética em um genoma é mantida dentro dos genes. Como já foi dito, um gene é uma região do DNA que influencia numa característica particular em um organismo. Os genes contêm uma matriz de leitura aberta que pode ser transcrito, conjunto de sequências reguladoras como promotoras e reguladores que controlam a expressão dos genes.

Figura : Fluxo da informação genética Em muitas espécies, só uma pequena quantia do genoma total codifica proteínas. Por exemplo, apenas aproximadamente 1.5% do genoma humano consistem de exons codificantes de proteínas e mais de 50% do genoma humano consiste de seqüências repetidas não codificantes. A razão para a presença de Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 “tanto” DNA não codificante nos genomas de eucariotos e a extraordinária diferença no tamanho do genoma ou valor-C entre as espécies representa um “velho” quebra-cabeças denominado “enigma do valor-C”. Porém, a sequência de DNA que não codifica proteína pode codificar moléculas funcionais de RNA não-codificante o qual está envolvido na regulação da expressão gênica. [36] Algumas sequencias de DNA não codificante mostra papel estrutural nos cromossomas. Os telômeros e centrômeros contêm poucos genes, mas são importantes para o funcionamento e estabilidade do cromossoma. Uma forma abundante de DNA não codificante em humanos são os pseudogenes, que nada mais são do que copias de genes que sofreram desactivação por mutações. Na luz do evolucionismo essa sequência, denominações fosse moleculares, podem ser a matéria-prima do processo evolutivo. In wikipedia

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Programa novas oportunidades turma de 2008 NUCLEO GERADOR: Saberes Fundamentais DOMINIO DE REFERENCIA: Contexto Profissional TEMA: Processos e Métodos Científicos A palavra método vem do grego “méthodos”, (caminho para chegar a um fim). O método científico é um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos préexistentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências observáveis, empíricas (ou seja, baseadas apenas na experiência) e mensuráveis e as analisar com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência (Haddad). Metodologia literalmente refere-se ao estudo dos métodos e, especialmente, do método da ciência, que se supõe universal. Embora procedimentos variem de uma área da ciência para outra (as disciplinas científicas), diferenciadas por seus distintos objectos de estudo, consegue-se determinar certos elementos que diferenciam o método científico de outros métodos (filosófico, algoritmo – matemático, etc.). O contexto de uma pesquisa Primeiramente os pesquisadores propõem proposições lógicas ou suposições (hipóteses) para explicar certos fenómenos e observações, e então desenvolvem experimentos que testam essas hipóteses. Se confirmadas, as hipóteses podem gerar leis e teorias. Integrando-se hipóteses de certa área em uma estrutura coerente de conhecimento contribuí-se na formulação de novas hipóteses, bem como coloca as hipóteses em um conjunto de conhecimento maior que são as leis e teorias reconhecidas Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 consensualmente pela comunidade científica e/ou o paradigma de seu tempo. Outra característica do método é que o processo precisa ser objectivo, e o cientista deve ser imparcial na interpretação dos resultados. Sobre a objectividade o seja, atente às propriedades do objecto e não do sujeito (subjectividade) é conhecida a afirmação de Hans Selye, pesquisador canadense que formulou a moderna concepção de stress: “Quem não sabe o que procura não entende o que encontra” referindo-se a necessidade de formulação de definições precisas (a essência dos conceitos) e que possam ser respondidas com o simples sim ou não. Tanto a imparcialidade (evidência) como a objectividade foram incluídas por René Descartes (1596 – 1649) nas regras lógicas que caracterizam o método científico. Além disso, o procedimento precisa ser documentado, tanto no que diz respeito à fonte de dados como as regras de análise, para que outros cientistas possam reanalisar, reproduzir e verificar a confiabilidade dos resultados. Assim se distingue os relatos científicos (artigos, monografias, teses e dissertações) de um simples estilo (padrão) ou arquitectura de texto orientados pelo que caracteriza as normas da Retórica ou estudo do uso persuasivo da linguagem, em função da eloquência. É comum o uso da análise matemática ou estatística, quando possível, ou aproximação de modelos abstractos (tipos ideais) e categorias de classificação a depender do objectivo da pesquisa (identificar, descrever, analisar) que pode ser basicamente quantitativa ou qualitativa. A divisão da ciência em áreas ou distintas disciplinas científicas tem levado a tais adequações da metodologia. É comum a afirmação de que em função da evolução do método Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 científico num extremo temos a biologia e por último as ciências jurídicas quase se aproximando da (senso comum) ou ciências do religiosos).

física e química seguida da sociais, psicologia e ciências filosofia e estudo das crenças espírito (sistemas mítico -

Contudo pesquisadores contemporâneos vêm nessas duas abordagens uma oposição complementar, enquanto as pesquisas quantitativas visam descrever e explicar fenómenos que produzem regularidades mensuráveis são recorrentes (ou discrepantes) e exteriores ao sujeito (objectivos) na pesquisa qualitativa o observador (sujeito) é da mesma natureza que o objecto de sua análise e, ele próprio, uma parte de sua observação (o subjectivo). É importante ter em mente que as pesquisas científicas relacionam-se com um modelo (paradigmático) ou uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico. Elementos do método científico "Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos." - Carl Sagan "...ciência consiste em agrupar factos para que leis gerais ou conclusões possam ser tiradas deles." - Charles Darwin O método científico é composto dos seguintes elementos: • •

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Caracterização - Quantificações, observações e medidas. Hipóteses - Explicações hipotéticas das observações e medidas. Previsões - Deduções lógicas das hipóteses. Experimentos - Testes dos três elementos acima.

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Programa novas oportunidades turma de 2008 O método científico consiste dos seguintes aspectos: •

Observação - Uma observação pode ser simples, isto é, feita a olho nu, ou pode exigir a utilização de instrumentos apropriados. Descrição - O experimento precisa ser replicável (capaz de ser reproduzido). Previsão - As hipóteses precisam ser válidas para observações feitas no passado, no presente e no futuro. Controle - Para maior segurança nas conclusões, toda experiência deve ser controlada. Experiência controlada é aquela que é realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis passíveis de mascarar o resultado. Falseabilidade - toda hipótese tem que ser falseáveis ou refutável. Isso quer dizer que mesmo que haja um consenso sobre uma hipótese ou teoria, é necessário que se mantenha a possibilidade de se refutá-la. Está fortemente associada ao fato que uma teoria não é definitiva. Se novas observações refutam uma teoria, ela deve ser abandonada e novas hipóteses levantadas que expliquem todas as observações. É um dos elementos mais importantes do método científico. Explicação das Causas - Na maioria das áreas da Ciência é necessário que haja causalidade. Nessas condições os seguintes requerimentos são vistos como importantes no entendimento científico: • •

Identificação das Causas Correlação dos eventos - As causas precisam se correlacionar com as observações. Ordem dos eventos - As causas precisam preceder no tempo os efeitos observados.

Na área da saúde a natureza da associação causal foi formulada por Hence e adaptada por Robert Koch em 1877 para Paulo Jorge Estevens dos Santos

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Programa novas oportunidades turma de 2008 demonstração da relação causal entre microrganismos e patologias consistindo basicamente no enunciado acima ou seja: força da associação (conectividade); sequência temporal (assimetria); transictividade (evidência experimental); previsibilidade/ estabilidade. Uma maneira linearizada e pragmática de apresentar os quatro pontos acima está exposto a seguir passo-a-passo. Vale a pena notar que é apenas um exemplo, não sendo obrigatório a existência de todos esses passos. Na verdade, na maioria dos casos não se segue todos esses passos, ou mesmo parte deles. O método científico não é uma receita: ele requer inteligência, imaginação e criatividade. O importante é que os aspectos e elementos apresentados acima estejam presentes. • • • •

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Definir o problema. Recolhimento de dados Proposta de uma hipótese Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da hipótese Análise dos resultados Interpretar os dados e tirar conclusões, o que serve para a formulação de novas hipóteses. Publicação dos resultados em monografias, dissertações, teses, artigos ou livros aceitos por universidades e ou reconhecidos pela comunidade científica.

Observe-se que nem todas as hipóteses podem ser confirmadas ou refutadas por experimentos e que em muitas áreas do conhecimento o recolhimento de dados e a tentativas de interpretá-los já é uma grande tarefa como nas ciências humanas e jurídicas (criminologia).

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12º ano via RVCC