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I N Q U I E TA Ç Õ E S

u r b anas

ações projetuais em Jardim Camburi


I NQ UIE TA Ç Õ ES U RBA NAS PAULA DE MOREIRA GUIMARÃES Universidade Federal do Espírito Santo - UFES Centro de Artes - Departamento de Arquitetura e Urbanismo Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para a obtenção do título de Arquiteta e Urbanista Orientador: Arquiteto e urbanista, professor Dr. Milton Esteves Júmior Coavaliadora: Arquiteta e Urbanista, professora Dra. Martha Machado Campos Convidada: Arquiteta e Urbanista, Maressa Corrêa Pereira Mendes


I N Q U I E TA Ç Õ E S

u r b anas

ações projetuais em Jardim Camburi


ações projetuais


Intenções Projetuais sobre os desdobramentos deste estudo As temáticas abordadas no presente estudo levantam questões intrísecas ao crescimento acelerado ocorridas no bairro Jardim Camburi e que se desdobram no cotidiano local, na inserção de tipologias arquitetônicas desurbanas, na conformação de vias de fluxo intenso de automóveis que demarcam os limites do bairro e das ambiências deste. Como vimos, o crescimento massivo está atrelado à especulação imobiliária, problemática que leva a uma discussão mais complexa envolvendo um sistema político atravancado, em razão da associação entre agentes e atores públicos e privados promovida pelo neoliberalismo. Nessa relação, o espaço urbano se torna mercadoria e apenas quem tem condições de comprá-la, tem direito à cidade. Esta proposta se fundamenta numa espécie de contraponto à forma vigente de se fazer cidade. Tal contraponto significa a priorização da qualidade do espaço público em oposição à lógica atual da propriedade privada por parte das políticas de beneficiamento dos interesses dos agentes econômicos. Frente a estas problemáticas, estabeleço como ponto de partida a hipótese de uma gestão pública que cumpra seu papel social e exponho ideias vislumbrando outra maneira de conformação do urbano, a fim de atenuar os efeitos do citado crescimento massivo. Essa ideia idealiza espaços públicos ocupados, valendo-se da interação entre as esferas pública e privada de forma a garantir um ambiente urbano agradável e fluido aos pedestres. A presente ideia tem também a finalidade de minimizar as tensões entre o global e o local, (entendidas como partes de um todo, configuradas na

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forma da Metápole) e que contam com escalas interdependentes e não concorrentes. Nesse contexto, o cidadão metapolitano, vivenciador de ambas escalas, é o eixo articulador das mesmas. O desafio deste trabalho é desfazer a dicotomia entre o global e o local. Com isso, pretendo que a metápole se converta num organismo coeso, conectado pela vivência urbana. Assim, torna-se primordial adequar a cidade às condições humanas, no que se refere à escala, ao ritmo e às suas ambiências. O eixo central desta proposta é fortalecer a dinâmica do bairro, possibilitando a vivência coletiva e o fortalecimento das relações socioespaciais. Isso não significa impor um retorno à vida de comunidade, mas sim de animar o espaço público, potencializando-o para a realização da vida urbana em qualquer escala que se manifeste. Para tanto, o contraponto se realiza nas ações projetuais abaixo.

IMPRESSÕES | AÇÕES PROJETUAIS BORDAS | Dissolver limites LABIRINTO E TIPOLOGIAS DESURBANAS | Transpor bloqueios CRESCIMENTO E ESTRANHAMENTO | Preservar a escala IMPLOSÃO DO COTIDIANO E DO HABITAR | Incitar encontros

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SUBTÍTULO

69:  The Rise and fall of the Berlin Wall 130 Figura Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi


#1 Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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DISSOLVER LIMITES Entende-se a necessidade de qualificar as bordas externas e internas ao bairro Jardim Camburi, a partir de uma retomada da apropriação das ruas pelo pedestres, a ação projetual tem como objetivo ativar espaços públicos de modo a: [INVADIR] espaços sub-utilizados; [TRANSBORDAR] as ambiências cortadas por avenidas de fluxo veloz de automóveis por meio da frenagem, implicando num ritmo mais lento e atenuando a aridez das vias e sua imediações; [CONECTAR] Jardim Camburi com o bairro de Fátima e com o Parque Botânico da Vale valendo-se também da invasão/ocupação/ apropriação de espaços vazios. É importante pontuar que ao se intervir na avenida Norte-Sul por meio da frenagem, não ignoro a importância da avenida enquanto eixo estrutural de conexão direta, de caráter metropolitano, entre Vitória e Serra. Proponho priorizar a fluidez do transporte público nas proximidades do aeroporto e impor um ritmo mais lento aos automóveis particulares, a fim de garantir uma ambiência mais

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agradável às imediações da avenida e possibilitar a ocupação por pessoas na mesma. A proposta é trazer o transporte público metapolitano para a Avenida Norte-Sul, pois exige maior fluidez, levando o fluxo lento para interior o bairro, afim de costurar as fissuras abertas por esse tráfego intenso, colocando em prática o traffic calming. Em conjunto, proponho trabalhar com um transporte de escala inferior que atenda ao interior do bairro, o objetivo é [ADEQUAR] à sua escala. Para conectar os dois transportes, a proposta é [INVADIR] um espaço particular na avenida Norte-Sul ao transformá-la em terminal/praça de transbordo, permitindo conexão e permanência; Em paralelo, compreendo a necessidade real da cidade para a implantação de um transporte público adequado à multiplicidade de perfis dos usuários, e que a partir da implementação do bilhete único ofereça maior flexibilidade de rotas e conexões.

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[TRANSBORDAR] - Extravasar os limites impostos - Condicionar a via para a apropriação pelos pedestres - Minimizar os impactos da circulação, reduzindo a velocidade dos automóveis e aproximando calçadas AV. NORTE-SUL

R. CARLOS MARTINS

AV. JOSÉ CELSO CLAÚDIO

AV. FORTUNATO ABREU GAGNO

[70 ]  

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[INVADIR]

ENCOSTA ENTRE BAIRROS

- Invadir espaços públicos e privados sub-utilizados - Apropriar-se da encosta entre bairro de Fátima e Jardim Camburi - Apropriar-se do terreno de domínio privado para implementação da praça de transbordo e conexão de transportes públicos metropolitano e local - Apropriar-se das conexões bairro e avenida Norte-Sul atualmente já fechados e adequar a ambiência a permanência de usuários

CUL-DE-SACS

[71 ]  

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[CONECTAR] - Estabelecer a conexão bairrobairro entre Jardim Camburi e Bairro de Fátima - Estabelecer a conexão bairroparque, fazendo com que Jardim Camburi se aproprie do espaço público do parque industrial Vale - Conectar as ciclovias e calçadas da orla e da avenida Norte-Sul, estabelecendo continuidade entre as vias e espaços públicos

[72 ]  

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PEDESTRES

CICLISTAS

TRANSPORTE

AUTOMÓVEIS

PÚBLICO

PARTICUVLARES

+ PRIORIDADE

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SUBTÍTULO

138 Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi Figura 73:  Border Hammock


#2

TRANSPOR BLOQUEIOS _Substituir muros por fachadas ativas _Transferir estacionamentos térreos para o subsolo _Abrir quadras para circulação de pedestres

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Transpor bloqueios significa proporcionar ao pedestre um percurso mais fluido, a partir da transformação de muros em elementos permeáveis ou fachadas ativas, da implementação de terréos destinados ao uso público ao invés de estacionamentos e da abertura de quadras para circulação de pedestres.

[74 ]  

De que forma podemos lançar mão da legislação urbana para construir uma cidade mais permeável?

[75 ]   140

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O Plano Diretor Urbano vigente incentiva a ocupação dos pavimentos de base da edificação para usos não residenciais (lojas, estacionamento e lazer), e também estipula a implantação de vagas progressivas em função da área da unidade. O questionamento foca-se na tipologia construtiva com muros prolongados, na taxa de ocupação elevada do terreno, na falta de generosidade com o urbano e na indução do uso do automóvel particular. Buscando alternativas diferentes, a atual revisão do plano diretor de São Paulo limita em apenas uma vaga de estacionamento para cada unidade autônoma (apartamento) em regiões adensadas e próximas a rede de transportes públicos. As vagas excedentes têm suas respectivas áreas computadas no cálculo do coeficiente de aproveitamento. A prefeitura de São Paulo visa induzir a escolha pelo transporte público principalmente em regiões adensadas. Essa mudança na legislação serve de referência para Jardim Camburi, que apresenta-se como área de adensamento expressivo. Outra medida cabível é computar a área de estacionamentos de automóveis nos primeiros pavimentos e não computar em subsolo no cálculo do coefiente de aproveitmaneto, desincentivando a implementação de garagens com fachadas cegas nos primeiros pavimentos. Um passo mais avançado é a concessão do térreo para uso público. Quanto a edificações de uso misto, em que a base do edificio é destinada para uso comercial, a não computação da área não residencial no coeficiente de aproveitamento poderia estar atrelada a circulação no interior do lote, seguindo a tipologia de galerias que dão possibilidades de rotas ao pedestre.

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ALTERNATIVA DE ADEQUAÇÃO DAS TIPOLOGIAS

Quadra de condomínio residencial murado.

[76 ]  

Edificio misto com base comercial.

[77 ]  

Edificio tipologia “bolo de noiva” com base ocupada por estacionamento de automóveis.

[78 ]   142

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[79 ]  

Abrir quadras para circulação de pedestre, concedendo áreas para uso público.

Possibilitar a circulação de pedestres no interior de edifícios com base comercial, transformando o térreo em galeria.

[80 ]  

Transpor o estacionamento térreo de automóveis para o subsolo. Conceder área térrea para uso público.

[81 ]  

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PRESERVAR A ESCALA Estratégias para conduzir o crescimento urbano, para que as transformações não se sobreponham à trama do cotidiano.

144 Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi Figura 82:  Lunch atop a Skyscraper


#3

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ESTRATÉGIAS

Inibir a verticalização excessiva nas bordas, Orla e Av. Norte-Sul, tendo em vista que estão formandose paredões de bloqueio de ventilação e de sombreamento da praia.

Bloquear a verticalização do núcleo fundacional por meio da imobilização do gabarito, afim de preservar a escala desse núcleo que fundamenta-se em um referencial de reconhecimento do bairro para os moradores. Essa estratégia impossibilita a elevação do gabarito mas não imobiliza a região, sendo possível outras formas de renovação da área por meio da mudança do uso e dos modos de ocupação do lote.

Adequar o transporte público intermo de acordo com a escala do bairro

[83 ]  Micro-ônibus elétrico de Madrid, Espanha. [84 ]   Tuk Tuk, tradicional táxi indiano. Os modelos brasileiros do triciclo são conhecidos como Motocar.

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em velocidade e porte, fornecendo alternativas de meios de transportes automotores com maior flexibilidade de rotas e maior frequencia, reduzindo os períodos de espera. Outra alternativa é incentivar o uso de bicicletas por meio da implantação de ciclovias, instalação de bicicletários e oferta de pontos de aluguel de bicicletas.


Possibilitar a verticalização superior a 10 pavimentos (como na legislação vigente) na Zona de Ocupação Controlada 02/05, atrelado a cessão de parcela do terreno para uso público ao diminuir a taxa de ocupação da edificação. A finalidade é aumentar as áreas públicas do bairro, que funcionam como respiro para os usuários. Essa estratégia de adensamento só é viável associada a uma rede de transporte público eficiente e a limitação do número de vagas de automóveis na edificação, como já proposto neste trabalho.

}

ÁREA CONSTRUÍDA

ÁREAS LIVRES

[85 ]  

Inibir o fluxo de carros no interior do bairro, por meio da redução da velocidade, implementando estratégias de traffic calming, principalmente nas ruas José Celso Claúdio, Fortunato Abreu Gagno e Carlos Martins que tem um fluxo intenso. Induzir que o fluxo que não tenha origem ou destino Jardim Camburi seja realizado preferencialmente na avenida Norte-Sul. Insuflar o comércio de bairro ao interligar os pontos de convergência das atividades comerciais por meio do nivelamento da pavimentação. Essa estratégia reduz a velocidade dos veículos, prioriza circulação de pedestres e conecta usuários ao comércio de bairro. Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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INCITAR ENCONTROS O ambiente urbano, em sua essência, é um espaço ocupado destinado a convivência coletiva.

Figura 86:  “A cidade é para brincar”. doCamburi Chá, SP. 148 Inquietações Urbanas | Ações projetuaisViaduto em Jardim


#4

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ESTRATÉGIAS

Deliberar novas áreas de uso público, tendo em vista os raros espaços destinados a convivência coletiva no bairro. Como resposta, proponho a implementação de uma Biblioteca-Parque, atrelada ao interesse de conectar Jardim Camburi à Bairro de Fátima através da encosta inutilizada; a apropriação do Parque Botânico da Vale, hoje de uso semi-público; a criação de uma praça e equipamento público anexo ao terminal de transbordo proposto na av. Norte-Sul em terreno subutilizado.

Reinventar os espaços existentes para que se tornem de fato suporte dos encontros. Para isso se faz necessária a substituição do mobiliário padronizado por um mobiliário versátil e a oferta de infraestrutura necessária - banheiros públicos, pontos elétricos, bebedouros.

[88 ]  

PARKLETS

Parklets (termo derivado do trocadilho entre as palavras parking - que significa estacionamento - e pallets) é uma estrutura semi-permanente que pode ser confeccionada por qualquer pessoa. A ideia é uma proposta de ampliação da oferta de espaços públicos a partir da apropriação da rua.

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Retomar o uso da rua como espaço de convívio e permanência, contrapondo a ideia de espaço da derivação do movimento de modo exclusivo. Ampliar calçadas, retirar parte de estacionamentos, criar avanços sobre a via (curb) e, quando possível, romper a hierarquia viária nivelando calçada e via de rolamento, promovendo o compartilhamento entre automóveis, pedestres e ciclistas.

RUA JUDITH LEÃO CASTELO RIBEIRO

VAGAS DE ESTACIONAMENTO

Espaços para automóveis

Espaços para as pessoas

[90 ]  

A rua Judith Leão Castelo Ribeiro, conhecida como “Laminha”, tem se tornado um eixo de concentração de atividades comerciais, principalmente de restaurantes e bares noturnos. A idéia para esta e outras vias com mesmo caráter é promover o nivelamento e a implantação de vagas vivas, para que sirvam de apoio ao comércio, fundamentando-se em um ponto de permanência e convívio coletivo.

CANTEIROS OU FLOREIRAS

[91 ]  

[89 ]   Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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Mobiliário itinerante: de casa para rua, de uma rua para outra. O SUBTÍTULO mobiliário portátil permite reinventar a rua, por meio da transposição de ações que ocorrem do interior da casa para o exterior, transpondo também o convívio do ambiente privado para o ambiente urbano. O mobiliário KIT_chen desenvolvido pelas italianas Laura Di Donfrancesco e Isabella Secchi é composto por módulos que transformam-se em restaurante itinerante, possibilitando a ocupação da rua para se fazer refeições. Essa é uma alternativa levantada para as ruas do bairro.

[92 ]  

[93 ]  

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[94 ]  


Prolongar calçadas de modo permanente, visando aproximar calçadas de lados opostos da via, expandir áreas de drenagem urbana e espaços públicos. As extensões podem fundamentar-se em áreas de permanência, bicicicletários, canteiros ou paradas de ônibus. [95 ]  

[96 ]  

[97 ]  

Chicane: As extensões de calçadas em áreas residenciais podem ser implantadas com objetivo de reduzir a velocidade dos automóveis, impondo um percurso em zig-zag aos carros,0 fazendo com que percorram de forma cautelosa. Normalmente implantado após uma longa reta. [98 ]   Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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SUBTÍTULO

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ensaios projetuais

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BORDA BAIRRO - AV. NORTE-SUL PRAÇA NILCE MENDES ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

SHOPPING NORTE-SUL ESCOLA

TERMINAL DE TRANSBORDO

JARDIM BOTÂNICO “RESTINGA DE CAMBURI”

N

PASSAGEM DE PEDESTRES NA SUPERFÍCIE E PASSAGEM DE AUTOMÓVEIS SUBMERSA

[100 ]  Jardim Botânico na montanha de Montjuic em Barcelona, Espanha.

A área correspondente ao Jardim Botânico proposto, atualmente de domínio privado, pode converter-se em edificios com torres elevadas, tal qual encontrase ao longo da avenida Norte-Sul. A ideia tem como objetivo impedir a construção de mais edifícios e oferecer uma possibilidade de contato com a natureza e de conservação da vegetação de restinga existente na localidade.

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[99 ]  “LOS TROMPOS”: instalação urbana de Héctor Esrawe & Ignacio Cadena no High Museum of Art em Atlanta, Austrália.


OS NT SA S DO O

BA

RB

OS

A

AV. CARLOS MARTINS

CONEXÃO DO PERCURSO DE PEDESTRE E CICLISTA ENTRE A ORLA E A RODOVIA

AV

.R

AN

UL

PH

CUL-DE-SACS

-SUL

E NORT ENIDA

AV

[102 ]  Mobiliário Urbano em Viena, Austria. Possibilidade de ocuupação no cul-de-sac

[101 ]   Vale do Anhagabaú, São Paulo, SP. Espaço público sobre tunel de passagem de automóveis. O Vale do Anhagabaú é palco de diversas intervenções temporárias e concentra multidão em shows e eventos

[103 ]  Estrutura temporária, “Xarranca Pavillion” na Plaça del Mar, localizada na orla de Barcelona, Espanha. Esta intervenção é inspiração para a ocupação da orla de Camburi, que já configura-se um espaço público ocupado. Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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PRAÇA NILCE MENDES

SUBTÍTULO

ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

SHOPPING NORTE-SUL

AV. VITORINO CARDOSO

BIBLIOTECA-PARQUE

TERMINAL DE TRANSBORDO

PLATAFORMA DE TRANSBORDO [2]

N

PASSAGEM DE PEDESTRES NA SUPERFÍCIE E PASSAGEM DE AUTOMÓVEIS SUBMERSA

A principal intenção em relação a mobilidade/transporte público na avenida Norte-Sul é a implementação do Sistema BRT (Bus Rapid Transit), com faixas exclusivas para ônibus, PLATAFORMAS DE TRANSBORDO RÁPIDO e TERMINAL DE TRANBORDO/CONEXÃO, promovendo a interligação entre transporte público metropolitano e local. A plataforma de transbordo [1] situa-se em um trecho próximo a avenida Carlos Martins, via de grande importância para deslocamento de pedestres. Este ponto abrange também as imediações da orla. A plataforma de transbordo [2] abrange a área de região conhecida como “Santa Terezinha”, onde situam-se o parque Fazendinha e a Praça Nilce Mendes. Nesta mesma área propõe-se a Biblioteca Parque, interligando o bairro Jardim Camburi à Bairro de Fátima. Assim esta plataforma atenderá também usuários e moradores do bairro vizinho.

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Plataforma de Transbordo Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi


NT

OS

ORLA DE CAMBURI

OS

A

DO

S

SA

AV. CARLOS MARTINS

PRAÇA CHINATOWN

AV

.R

AN

UL

PH

O

BA

RB

PLATAFORMA DE TRANSBORDO [1]

L

E-SU

RT A NO D I N E V

A

CUL-DE-SAC

ESTACIONAMENTO

CICLOVIA

AL

R CENT EIRO

CANT

CANTEIRO

Figura 104:  Planta baixa da Avenida Norte-Sul. Interseção da faixa de pedestres com a plataforma de transbordo, faixas de rolamento, estacionamento. Inquietações Urbanas | Açõesciclovia projetuaiseem Jardim Camburi 159


Transporte Público integrado a Equipamento Público O terreno ocioso em que proponho o Terminal/Praça de Transbordo possui aproximadamente 50 mil metros quadrados de área e atualmente proporciona aos pedestres uma caminhada de 500 metros ao lado de um muro contínuo. A proposta para a área é ocupar o terreno ocioso derrubando os muros e integrando Terminal/Praça de transbordo, conexão e permanência com equipamento cultural - teatro, ateliês, oficinas, galerias, centro de convenções e centro poliesportivo, afim de explorar todo o potencial do terreno e garantir sua ocupação tanto de dia como a noite. Outra estratégia é utilizar a área de subsolo tanto para estacionamento e recarga de microônibus elétricos que circularão no interior do bairro quanto para estacionamento, visando atender a demanda que o equipamento cultural atrairá. A passagem hierarquizada - pedestres/ciclistas/trânsito local de automóveis na superfície e demais automóveis sob a via - tem a finalidade de oferecer maior segurança para o deslocamento de pedestres, que serão mais intensos nesta localidade, devido ao fluxo que o terminal tende atrair. Além disso, este percurso conecta o Jardim Botânico “Restinga de Camburí” ao bairro.

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TERMINAL DE TRANSPORTE

O planejamento urbano desenvolvido em Medellín, na Colômbia é referência de integração entre pontos de conexão intermodal e espaços culturais. Estratégia que assegura não só a melhoria da mobilidade urbana mas a ocupação dos espaços públicos responsáveis pela disseminação da cultura.

ESTAÇÃO DE METRÔ

700 m

CENTRO CULTURAL MORAVIA

VAZIO NADA ARIDEZ MUROS

Figura 105:  O Centro Cultural no bairro Moravia em Medellín é um dos exemplos de integração entre transporte e equipamento público no planejamento urbano, localizando-se a 700 metros de distância do Terminal de Transporte e da Estação de Metrô mais próximas. Figura 106:  Trecho da avenida Norte-Sul em que pretende-se a implementação da passagem de pedestres atrelada ao terminal de transbordo.

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REFERÊNCIAS

Figura 108:  Teatro Sesc Pompéia é palco de inúmeras atrações musicais.

Figura 109:  Conexão com modais diversos. Imagem: Sistema de aluguel de bicicletas de Barcelona (Espanha) é considerado um dos melhores devido a multiplicidade de pontos espalhados, interligando toda a cidade.,

MOBILIÁRIO URBANO FLEXÍVEL

N

Figura 107:  Pista de Skate é um equipamento que atrai usuários principalmente no período noturno.

Referência - Multiplicidade de usos do Sesc Pompéia em São Paulo, SP: restaurante; bar-café; espaço de leitura; espaço de brincar; clínicas odontológicas e RX periapical; loja SESC; salas de expressão corporal e ginástica multifuncional; 3 Ginásios poliesportivos cobertos; piscina coberta aquecida, deck/ solarium e vestiários; teatro; galpão cultural multiuso; oficina de arte; salas multiuso e convivência.


TERMINAL DE TRANSBORDO PISCINA

QUADRA POLIESPORTIVA

ESPAÇO PARA FEIRAS

INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS E EVENTOS (TENDAS, APRESENTAÇÕES MUSICAIS, OFICINAS E CIRCO)

MERGULHÃO: VIA SUBMERSA PARA AUTOMÓVEIS PARTICULARES E ÔNIBUS, COM PLATAFORMA DE TRANSBORDO E CONEXÃO VERTICAL PARA PEDESTRES Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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DISPOSIÇÃO ATUAL DA AV. NORTE SUL

AEROPORTO

ESTACIONAMENTO

PROPOSTA DE DISPOSIÇÃO DA VIA

AEROPORTO

PASSEIO NO CANTEIRO / ESTAÇÃO DE TRANSBORDO

FAIXA EXCLUSIVA 164

60 km/h

CALÇADA AVANÇO DA CALÇADA / VAGA

FAIXA EXCLUSIVA 60 km/h

40 km/h


MERGULHÃO

CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES AEROPORTO

CIRCULAÇÃO VERTICAL

TERMINAL/PRAÇA DE CONEXÃO

ESTACIONAMENTO PARA O PÚBLICO E PONTO DE RECARGA DO MINIBUS

MERGULHÃO - ESQUEMA DE FLUXOS

CIRCULAÇÃO VERTICAL

TERMINAL/PRAÇA DE TRANSBORDO

TRANSBORDO METROPOLITANO BORDA DO AEROPORTO

CANTEIRO

CANTEIRO

60 km/h

60 km/h

60 km/h

60 km/h

40 km/h

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PERSPECTIVA NORTE-SUL A reorganização da disposição da via tem como objetivo viabilizar o transbordo de passageiros de ônibus BRT de forma rápida no canteiro central e aproximar o fluxo mais lento à calçada, condicionando a âmbiencia tanto da calçada como dos culde-sacs à permanência das pessoas. Além disso, propõe-se um canteiro central com árvores de sombras densas e a criação de mais um canteiro, para sombrear a ciclovia e separar o fluxo rápido do fluxo local de automóveis (velocidade máxima 40km/h) junto aos ciclistas. O resultado é uma avenida mais arborizada, de fluxo mais lento e principalmente mais adequada as condições humanas.

CANTEIRO CENTRAL COM ESTAÇÕES DE DESEMBARQUE DE TRANSPORTE PÚBLICO


PROLONGAMENTOS DE CALÇADA PARA ABRIGAR MOBILIÁRIO E CANTEIROS/ RECUOS PARA ESTACIONAMENTO

TRAVESSIA DE PEDESTRES SEMAFORIZADA

VIA DE TRÂNSITO LOCAL

CUL-DE-SAC


CUL-DE-SAC

ARIDEZ, AUTOMÓVEIS, "GELO BAIANO"

MOBILIÁRIO URBANO PARA DESCANSAR, SENTAR, CONVERSAR

DIA

Figura 111:  Uma alternativa de ocupação do cul-de-sac - dia


AMBULANTES E FOOD TRUCKS

ILUMINAÇÃO DIVERSIFICADA

ÁRVORES E PLANTAS

NOITE

Figura 112:  Uma alternativa de ocupação do cul-de-sac - noite


Figura 113:  Possibilidade de usos para a borda-parque

A conexão Bairro-Parque tem como objetivo interligar o parque ao bairro por meio do plano inclinado/funicular e ocupar a rua R. Dep. Otaviano Rodrigues de Carvalho. A função viária principal dessa rua é dar acesso as edificações situadas na mesma, sendo uma alternativa para os ciclistas que se deslocam entre Jardim Camburi e Bairro de Fátima. A proposta fundamenta-se na transformação da via em rua de pedestres e ciclistas, com acesso restrito de automóveis aos moradores locais. É necessária a implantação de um mobiliário que viabilize a ocupação de forma linear, possibilitando múltiplas formas de uso. Imagino que esta rua possa receber diversas intervenções e programações temporárias.

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BORDA BAIRRO-PARQUE POSSIBILIDADES DE USOS

FUNICULAR PARA CONECTAR O BAIRRO AO PARQUE Figura 114:  Funicular da Cidade do Porto, Portugal

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Figura 116:  condição atual da rua R. Dep. Otaviano Rodrigues de Carvalho

SUBTÍTULO

ALTERNATIVA DE MOBILIÁRIO

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Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

Figura 115:  Uma possibilidade de mobiliário para ocupar a borda-parque: mirante e pallets


MIRANTE

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BORDA BAIRRO-BAIRRO conceitos e referências projetuais A proposta para a borda entre Jardim Camburi e Bairro de Fátima tem como principal finalidade estabelecer conexões mais apropriadas aos pedestres, bem como ocupar a área com usos diversificados que estimulem a permanência. Proponho a inserção de uma edificação de programa diversificado, Biblioteca e Parque, permeável ao pedestre, estabelecendo interações eficientes entre espaço externo e interno e onde a arquitetura promova a conexão entre a parte inferior e superior da encosta (J. Camburi e B. de Fátima respectivamente). A edificação proposta é composta por 4 volumes de 10 x 30 metros, conectados entre si por um outro volume, a passarela. A ligação entre edificios também pode ser feita a partir dos parques implantados entre eles, que criam recintos para atividades ao ar livre, possibilitam outras circulações verticais e contempla uma horta comunitária, visando incentivar as relações sócio-espaciais. A proposta também abrange a implantação de uma praça na parte alta, conectando os nós de circulação do Bairro de Fátima. A imediação abrange o parque Fazendinha, a praça Nilce Mendes, a escola José Renato Pacheco. Situação que levanta a necessidade de integração entre estes espaços públicos e também entre os mesmos e a rede de transporte metropolitana.

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Figura 118:  Biblioteca Parque La Ladera Leon de Grieff em Medellín, Colômbia.

Referência Projetual: A Biblioteca Parque Leon de Grieff em Medellín, Colombia. Os fatores de inspiração são: a permeabilidade que oferece ao utilizar as coberturas da edificação como espaço público (mirantes); a conectividade que ela proporciona entre a parte alta e a parte baixa da topografia do bairro; a diversidade de usos inclusos no programa, que abrange espaços para leitura e também atividade externas; e, a harmonia com a topográfia do local, evitando cortes e aterros.

Figura 117:  A encosta que separa os bairros Jardim Camburi e Bairro de Fátima, vista de baixo.

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BIBLIOTECA-PARQUE diagramas de concepção [119 ]  

CONECTAR a parte alta à parte baixa CONECTAR Bairros, Municipios

[120 ]  

CONECTAR nós do sistema viário (praça) PRAÇA

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CONECTAR edifíco à rua CONECTAR a praça aos edifícios

[121 ]  

[122 ]  

CONECTAR volumes entre si CONECTAR níveis mecanicamente (elevadores) ELEVADOR PASSARELA

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Figura 123:  As fachadas frontais são compostas por jardineiras, que além de trazerem a vegetação para o interior do edifcio, o sombreiam. Outra estratégia adotada para lidar com a insolação é o posicianamento da circulação vertical ao longo das fachadas, mas que possibilitem permanecer na escada ou na rampa, mesmo que somente nos períodos não atingidos pela irradiação.

GES

OR OB L I C U R. L

VOLUMETRIA 178

Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

ANA

T SAN


G

NBER

DE S LIN O L R R. CA

Figura 124:  Jardineiras na fachada 179


R. LUCILO BORGES EM PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DAO CALÇADÃO

MIRANTE | ESCADA VOLTADA PARA O CALÇADÃO

ESCADA PARQUE

O

CIL LU R. ES RG BO

Figura 126:  Rua Lucilo Borges em reforma

R. ERG

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IND SL

RLO

CA

HORTA COMUNITÁRIA

MIRANTE, ESCADA DE PERMANÊNCIA

[125 ]  

ESCADA ROLANTE

ESPELHO D’ÁGUA

Figura 127:  Planta de Implantação. Sem escala


PARQUE FAZENDINHA

ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

BIBLIOTECA-PARQUE

R. O

CIL

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ESCOLA JOSÉ RENATO PACHECO

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ESTAÇÃO DE TRANSBORDO

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PRAÇA NILCE MENDES

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SHOPPING NORTE-SUL

Figura 128:  Planta de Localização. Sem escala

LOCALIZAÇÃO BIBLIOTECA-PARQUE A Biblioteca-Parque proposta situa-se numa área de convergência de espaços e equipamentos públicos hoje pouco valorizados, mas a intenção é que esses espaços sejam interligados, trazendo vitalidade à localidade. Atualmente a prefeitura da Serra está implementando um calçadão com ciclovia na rua Lucilo Borges em Bairro Fátima. A proposta da biblioteca-parque já toma como base a rua modificada e propõe-se a circulação restrita a pedestres. Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi

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Figura 129:  Condição atual da encosta, perspectiva a partir da rua Carlos Lindemberg

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Figura 130:  Fachadas da Biblioteca-Parque composta por jadineiras e contornos das circulações verticais internas aos edifícios

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ESCADA PARQUE

Figura 131:  Perspectiva da Escada Parque, uma alternativa de conexão direta entre a parte baixa, a parte alta da encosta e ao interior da biblioteca. A implantação de vegetação e a própria edificação tornam a subida dinâmica e agradável

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RECINTOS - ESPAÇOS PARA ATIVIDADES AO AR LIVRE

Figura 132:  Possibilidade de ocupação dos recintos, que configuram-se “salas” de convivência no ambiente externo. Uma extensão dos espaços de convívio possíveis no interior da edificação

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SUBTÍTULO

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HORTA COMUNITÁRIA

Figura 134:  A horta é um equipamento urbano que possibilita e impulsiona a prática das relaçãos sócio-espaciais Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi 187


ENTRADA PARA EDIFÍCIO PASSARELA

Figura 135:  Perspectiva do mirante, que explora a cobertura do edifício como extensão do calçadão na rua Lucilo Borges. Limite imperceptível entre espaço livre e arquitetura 188

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MIRANTE | ESCADA VOLTADA PARA O CALÇADÃO

Figura 136:  Vista a partir da rua Lucilo Borges em sua condição atual

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NÚCLEO FUNDACIONAL R. ORLANDO CALIMAN

Figura 137:  Situação atual da rua Orlando Caliman

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Essa proposta é uma possibilidade de ocupação para as ruas entre as primeiras casas fundadoras do bairro, as quais mantém a tipologia, porém a velocidade automóveis permeia. A alternativa trazida é de bloqueio da velocidade e implantação de zona 30, por meio de uma sucessão de curvas que induzem a redução da velocidade (Chicane). A ideia é regastar para a rua a sua condição de extensão da moradia, criando possibilidades para convívio. Uma proposta complementar é a plantação de frutíferas, pois alimentam, atraem pássaros e perfumam o ambiente urbano, preenchendo as ruas de singularidades.

Figura 138:  Uma possibilidade para R. Orlando Caliman

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A rua Welington de Freitas é palco de encontros entre moradores, devido aos muitos dos comércios de bairro instalados na localidade. Atualmente, os pedestres estão restritos a calçadas estreitas e rodeadas de estacionamentos de automóveis. A alternativa pensada intenta expandir calçadas ao nivelar a rua, restringir o fluxo de automóveis aos moradores da mesma e extinguir os estacionamentos.

Figura 139:  Alternativa para insuflar o comercio de bairro existente na rua Wellington de Freitas 192 Inquietações Urbanas | Ações projetuais em Jardim Camburi


EIXO DE COMÉRCIO LOCAL R. WELLINGTON DE FREITAS

Figura 140:  Situação atual da rua Wellington de Freitas

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A rua Carlos Martins é uma das fissuras urbanas a serem recosturadas. Para tanto, priorizase o deslocamento de pedestres. A proposta é manter o fluxo de automóveis em ambos sentidos, porém retirar um dos lados de estacionamento, implantar ciclovia, aumentar a arborização e criar avanços na calçada que possibilitem a inserção de canteiros, bicicletários, pontos de ônibus e espaços de permanência. A ideia é nivelar a pavimentação, a fim de facilitar a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida.

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Figura 141:  Uma proposta para a avenida Carlos Martins


FISSURAS URBANAS R. CARLOS MARTINS

Figura 142:  Situação atual da rua Carlos Martins

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ISSO NÃO É UMA CONCLUSÃO, É UM CONVITE Este trabalho foi iniciado com a convicção de que o ambiente urbano é resultante das práticas e das relações humanas no espaço, na tentativa de resgatar esses fatores como essenciais ao ato de pensar o urbano, esta crença se desdobra em outras. A primeira delas é a importância da aproximação do arquiteto urbanista com território, por meio de uma imersão subjetiva, da forma como esse estudo se propôs a fazer e efetivamente praticou. Encarei o exercício de perder-me no território como forma de apreendê-lo e compreendê-lo como metodologia prévia para estabelecer uma intimidade com meu objeto de estudo e de projeto. Um mergulho na cidade, tarefa que não findará aqui. E os frutos dessa aproximação são propostas de intervenção com um olhar repleto de afinidade e destreza com o cotidiano daqueles que dão vida ao bairro, sejam eles moradores ou forasteiros. E foi esse cotidiano que alimentou este trabalho que, desde seu princípio, almejou uma coesão entre a proposta e a espacialidade concreta de seu objeto empírico, pensando sempre escalas distintas - metápole, bairro, rua, casa buscando sintonia e evitando sobreposições. Para tanto, o trabalho repensa as conexões, reúne fissuras e busca trazer um pouco mais de possibilidades e sutilezas para o ambiente urbano de Jardim Camburi. A segunda convicção é a respeito da importância de se questionar o modelo de cidade que nos é imposto, que por vezes parece único e muitas vezes paradoxal. Questionar talvez não transforme a cidade diretamente, mas a princípio muda a nossa própria forma de agir diante do território bem como o discurso que adotamos a respeito dele. A partir disso essas pequenas práticas e questionamentos tomam relevância, sobretudo quando ecoam em coro. É menos sobre catástrofes e momentos de rebelião e mais sobre se todos podemos contribuir, através

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de educação e de novas práticas democráticas, de assembleias e de nossa capacidade de tomar decisões de maneira coletiva, de reestruturar a produção e o emprego cooperativamente. Mas isso tem que estar coordenado e embasado teoricamente. Se superarmos as fragmentações, podemos ter uma urbanização emancipatória, ao contrário da alienada e repressiva que temos hoje (David Harvey no Seminário Cidades Rebelde em 09/06/2014).

Acredito que a cidade seja um direito de todos seus cidadãos, e isso só se alcança com a participação ativa da sociedade nas decisões acerca do planejamento. É a partir da certeza de que a cidade deve ser objeto da construção coletiva e embasada teoricamente, que surge o convite para questionarmos os modos de fazer cidade a partir das reuniões do Plano Diretor Urbano de Vitória que estão em curso, com o objetivo de homologar no próximo ano (2016) uma revisão da legislação vigente. É urgente o questionamento sobre o disparate entre a enorme quantidade de espaço destinado à circulação e estacionamento de automóveis e os ínfimos espaços livres para uso público; igualmente descabida é a diferença entre a grande quantidade de muros e a pouca permeabilidade para os pedestres e para a convivência destes no urbano. Também é um disparate a ineficiência do transporte público atual, bem como a falta de arborização e a presença de um mobiliário público repulsor, entre tantas outras questões que tendem a nos afastar do ambiente urbano. A ideia é guiar as pulsações da cidade para garantir que o espaço urbano seja um ambiente democrático, repleto de possibilidades de ocupação e que atenda à multiplicidade inerente da vida urbana e da condição humana.


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ARENDTH, Hannah. A condição humana. 10. ed. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. ASCHER, François. Os novos princípios do urbanismo. São Paulo: Romano Guerra, 2010. AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 1994. (Coleção Travessia do Século). BARROS, Manoel de. Memórias Inventadas: as infâncias de Manoel de Barros, iluminuras de Martha Barros. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. CARERI, Francesco. Walkscapes. O caminhar como prática estética. 1ª Edição, Barcelona, Gustavo Gili, 2013. CARLOS, Ana Fani Alessandri. “Espaço-tempo na metrópole: A fragmentação da vida cotidiana”. São Paulo: Contexto, 2001.

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CARLOS, Ana Fani Alessandri. O Espaço Urbano: Novos Escritos sobre a Cidade. São Paulo: FFLCH, 2007. CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1, Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1998. CERTEAU, Michel de; GIARD, Luce; MAYOL, Pierre. A Invenção do Cotidiano: 2. Morar, Cozinhar. 12. ed. Petópolis, Rj: Vozes, 2013. GAUSA, Manuel. OPEN: Espacio TIempo Información: Arquitectura, Vivienda y Ciudad Contenmporánea. Teoría y Historia de un Cambio. Barcelona: ACTAR, 2010. FIGUEIREDO, Lucas. Desurbanismo: um manual rápido de destruição das cidades. In: AGUIAR, Douglas; NETTO, Vinicius M. (Org.). Urbanidades. Rio de Janeiro, Rj: Folio Digital: Letra e Imagem, 2012. p. 209-234. HERTZBERGER, Herman. Lições de arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1999. HOLANDA, F. O espaço de exceção. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002. JACQUES, Paola Berenstein. Elogio aos errantes. Breve histórico das errâncias urbanas. Arquitextos, São Paulo, ano 05, n. 053.04,

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Separadores de Capítulos: Acervo da autora Figura 1: Rua Wellington de Freitas enfeitada para a copa em junho/2013. Acervo da autora. Figura 2:  Residência em Jardim Camburi . Acervo da autora Figura 3:  Mapa de potencial de construção e renovação dos lotes de Jardim Camburi estampado em muro alarma a possibilidade de adensamento. Fonte: Acervo da autora. Dados: Base de dados da Prefeitura Municipal Vitória Figura 4: Colagem de edifcios erguidos na avenida Norte-Sul. . Acervo da autora. Figura 5:  Uma nova pele para a cidade. Fonte: http://nouvellenouveau.tumblr.com/post/19546392797 acesso em 25/03/2015. Figura 6:  As camadas que compõem a cidade em constante transformação. The carpet metropolis, 1995. Fonte: Willlem Jan Neutelings apud GAUSA, 2012, p. 192. Figura 7:  Fachada Lateral do Centro Comercial Shopping Outdoor. Fonte: Acervo da autora. Figura 8:  Fachada do Shopping Norte Sul. Fonte: Acervo da autora. Figura 10:  Cena do Filme Medianeras: Mariana identifica-se com o personagem Wally do livro de ilustrações “Onde está Wally?”, no qual o desafio estabelecido é encontrar o personagem em meio à multidão. Figura 11: Os usos que iluminam o plano da prática do espaço. Roda de amigos na praça Chinatown. Fonte: Acervo da autora. Figura 12:  Enclausuramento da casa e da rua. Fonte: Quadrinhos Ácidos, in: <http://www.quadrinhosacidos.com.br/2014/08/60-

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casas.html>. Acesso em 24 de out. de 2014 Figura 13:  O Supermercado Chiabai, mercearia mais tradicional do bairro Jardim Camburi, mantendo os clientes fidelizados por meio da permanência do uso da tradicional caderneta para anotação de débitos dos clientes antigos. Fonte: Acervo da autora. Figura 14:  Crianças brincando de “pique-esconde” na praça. Fonte: Acervo da autora. Figura 15:  Arte Urbana do Coletivo Teatro Dodecafônico que faz uso do exercício da Deriva, São Paulo, 2014. Créditos: Rogério Cruz. Disponível em: https://scontent-lga.xx.fbcdn.net/hphotos-xap1/v/ t1.0-9/10451794_1519142378300587_5416506974719552900_n. jpg?oh=fa8c3b01e1ccfd4cdf5ab2cc4f9f8f0c&oe=55A6550B Acesso em 31 de março de 2015 Figura 16   - Vendedor ambulante de sacolas e espanadores que circula na feira de quinta pela manhã, na praça Miguel Arcanjo Fraga, conhecida pelos mordores como “praça da bocha”. Acervo da autora. Figura 17:  Apreensões urbanas, colagem de situações. Acervo da autora. Figura 19:  Mapa: principais ruas, avenidas e acessos do bairro Jardim Camburi. Acervo da autora. Figura 20:  Mapa de Espaços Privados. Acervo da autora. Figura 21:  Mapa de Malha Viária. Acervo da autora. Figura 22:   Mapa de Espaços Públicos. Acervo da autora. Figura 23:   Mapa de Espaços Construídos. Acervo da autora. 204

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Figura 24:  Mapa resultante da fusão de camadas. Acervo da autora. Figura 25:  Mapa de Usos do Solo. Acervo da autora. Figura 26:  O bairro como um patchwork composto da soma dos retalhos de ambiências. Acervo da autora. Figura 27: Indo a feira. Acervo da autora. Figuras 28 -36 : Diagrama de tipologias arquitônicas. Acervo da autora.    Figura 37:  Vista panorâmica da encosta que divide bairro de Fátima e Jardim Camburi. Acervo da autora. Figura 38:  Avenida Norte-Sul. Acervo da autora. Figura 39:  Condomínio Village Camburi. Acervo da autora. Figura 40:  Caminhão de frete. Acervo da autora. Figura 41:  O Residencial Jardins representa o modelo vigente de adensamento do bairro. Acervo do autor Figuras 42-46: Diagramas de adensamento. Acervo da autora. Figura 47:  Evolução urbana a partir de fotos aéreas. Fonte: http:// veracidade.com.br acessado em 29/03/2015 Figura 48:  Mapa de Zoneamento Urbano, baseado no Plano Diretor Urbano de Vitória de 2006. Acervo da autora. Figura 49: Conhecidas na feira. Crédito: Cíntia Reis   Figura 50:  Contraste: uma das duas torres do condomínio e Seu Sebastião sentado em sua varanda observando o movimento da rua. Acervo da autora.

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Figura 51:  O bar do Gaspar. Foto de Junho/2014. Acervo da autora. Figura 52:  Vasos de plantas diversificados cultivados por moradores na Alameda do condomínio residencial Atlântica Ville. Acervo da autora. Figura 53:  Arte urbana no condomínio residencial Village Camburi. Acervo da autora. Figura 54: Chorinho na praça Engenheiro Renato Loyola. Acervo da autora. Figura 55: Encosta do Parque Botânico da vale. Rua Dep. Otaviano Rodrigues de Carvalho. Acervo da autora. Figura 56: Outro ângulo da encosta do Parque Botânico da Vale. Acervo da autora. Figura 57: A encosta do parque vista do interior do bairro. Acervo da autora. Figura 58: A encosta do parque vista do interior do bairro. Acervo da autora. Figura 59: Aproximação de uma das primeiras casas do bairro. Acervo da autora. Figura 60: Rua Orlando Caliman no núcleo fundacional. Acervo da autora. Figura 61: Núcleo Fundacional, ambiência de respiro. Acervo da autora. Figura 62: Enclausuramento, beco do condomínio Village Camburi. Acervo da autora.

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Figura 63: Labirinto . Interior do condomínio Atlântica Ville. Acervo da autora. Figura 64: Acúmulo de lixo impedindo a circulação de pedestres. Rua Wellington de Freitas. Acervo da autora. Figura 65: Manequim exposto do lado de fora da loja na rua Wellington de Freitas. Acervo da autora. Figura 67: Vazio, terreno sub-utilizado, estacionamento. Santa Terezinha . Acervo da autora. Figura 68: Aridez e calor. Escada de conexão entre Jardim Camburi e Bairro de Fátima. Acervo da autora. Figura 69: (p. 128-129) THE RISE AND FALL OF THE BERLIN WALL. http://www.history.co.uk/sites/default/files/styles/16_9_ responsive/public/shows/berlin-wall-1.jpg?itok=Qpv0RyoD em 05 de abril 2015. Figuras 70-72: Diagrama de ações projetuais. Acervo da autora. Figura 73: (p. 136-137) Border Hammock. http://www.kunstvereinhannover.de/files/kvh_zgiw_gok_border-hammock_2010.jpg Acesso em 15 de outubro de 2014. Figuras 74 e 75: Dar vida ao muro, Tiquatira em constução, trabalho de conclusão de curso Andréa Helou e Julieta Fialho. Disponível em: <http://www.estudioentre.com/#!imagens-tiquatira/c22vl> Acessi em 06 de junho de 2015 Figuras 76-81: Diagramas de alternativas para tipologias desurbanas. Acervo da autora.

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Figura 82: “Lunch atop a Skyscraper”, topo do Rockefeller Center, Nova York, EUA. Créditos: Charles Ebbets Disponível em: <http://i.ytimg. com/vi/KhldIJWZim0/maxresdefault.jpg> Acesso em 30 de maio de 2016 Figura 83:  Micro-ônibus elétrico de Madrid, Espanha. Figura 84:  Tuk Tuk, tradicional táxi indiano. Disponível em: <http://i01.i.aliimg.com/photo/v2/116690363/Super_Asia_Three_ Wheeler_Tuk_Tuk.jpg> Acesso em 15 de junho de 2015 Figura 85: Diagrama de alternativa para edifícios residenciais com embasamento. Acervo da autora. Figura 86 (p. 142): “ A cidade é para brincar”. Intervenção do Coletivo Basurama no Viaduto do Chá, São Paulo, SP. Disponível em: http://www.archdaily.com.br/br/01-118456/a-cidade-e-parabrincar-basurama Acesso em 22 de maio de 2015 Figura 88: Parklet em Torino, Itália. Disponível em: <https:// lh3.googleusercontent.com/-vLDr22IFclc/Tnb9ziYUedI/ AAAAAAAABRk/Zg_5UwD72i4/s720/DSC_0022bis.jpg Acesso em 21/11/2014> Figura 89: Av. Judith Leão Ribeiro Imagem do Google Street View. Figura 90: Diagrama de substituição de vagas de estacionamento por parklets. Disponível em: <http://issuu.com/schwin/ docs/14_04_26_adaptivestreets_final> Acesso em 17 de abril de 2015 Figura 91: Esquema planta baixa avenida Judith Leão Ribeiro. Acervo da autora. 208

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Figuras 92-94: Kit_chen, objeto modular itinerante, design de Laura Di Donfrancesco e Isabella Secchi. Disponível em: < http://www. publicdesignfestival.org/portal/IT/handle/?ref=2014_KIT_chen> Acesso em 14 de junho de 2015 Figura 95: Curbs extension. Disponível em: <http://issuu.com/ schwin/docs/14_04_26_adaptivestreets_final> Acesso em 17 de abril de 2015 Figura 96: Wifi stations, projeto de Mathieu Lehanneur para Paris. Disponível em: http://www.dezeen.com/2012/07/05/escalenumerique-by-mathieu-lehanneur-and-jcdecaux/ Acesso em 19 de junho de 2015 Figura 97: “Pop-up swing”, design de thor ter kulve. Disponível em: < http://www.designboom.com/design/public-furnitureinterventions-by-thor-ter-kulve/?utm_campaign=monthly&utm_ medium=e-mail&utm_source=subscribers> Acesso em 24 de maio de 2015 Figura 98: Diagrama esquemático de Chicane. Disponível em: <http://nacto.org/usdg/street-design-elements/curb-extensions/ chicane/> Acesso em18 de junho de 2015  Figura 99: “LOS TROMPOS”: instalação urbana de Héctor Esrawe & Ignacio Cadena no High Museum of Art em Atlanta, Austrália. Disponível em: <http://www.arq4design.com/tododesign/lostrompos-interactive-design-installation-by-hector-esrawe-ignaciocadena-at-high-museum-of-art-atlanta/> Acesso em 16 de maio de 2015

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Figura 100: Jardim Botânico na montanha de Montjuic em Barcelona, Espanha. Disponível em: < http://divisare.com/ projects/91531-OAB-Ferrater-Asociados-Josep-Llu-s-Canosa-IMagret-Isabel-Figueras-Jard-n-Bot-nico-de-Barcelona> Acesso em 22 de junho de 2015 Figura 101:   Vale do Anhagabaú, São Paulo, SP. Espaço público sobre tunel de passagem de automóveis. Figura 102:  Mobiliário Urbano em Viena, Austria. Possibilidade de ocuupação no cul-de-sac. Disponível em: < https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/c5/dc/69/ c5dc69a34445b11904076b58395394ad.jpg> Acesso em 21 de junho de 2015 Figura 103:  Estrutura temporária, “Xarranca Pavillion” na Plaça del Mar, localizada na orla de Barcelona, Espanha. Disponível em: < http://www.designboom.com/architecture/xarranca-pavilionbarcelona-plaza-06-05-2014/> Acesso em 20 de maio de 2015 Figura 104:  Interseção faixa de pedestres com plataforma de transbordo, faixas de rolamento, ciclovia, estacionamento. Acervo da autora. Figura 105:  O Centro Cultural no bairro Moravia em Medellín, Colômbia. Disponível em: < https://www.flickr.com/photos/ museodantioquia/6077116083> Acesso em 22 de junho de 2015 Figura 106:  Trecho da avenida Norte-Sul em que pretende-se a implementação da passagem de pedestres atrelada ao terminal de transbordo. Acervo da autora.

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Figura 107:  Pista de Skate em Falun, Suécia, projeto do grupo 42architects. Disponível em: <http://www.archdaily.com/331794/ hyttgardsparken-42architects/511bb936b3fc4b639200004c_ hyttgardsparken-_42_hyttgardsparken-14-jpg/ Figura 108:  Teatro Sesc Pompéia. Disponível em: < http://farm8. staticflickr.com/7030/6703402453_faa245885b_z.jpg> Acesso em 22 de junho de 2015 Figura 109:  Sistema de aluguel de bicicletas de Barcelona, Espanha. Disponível em: < http://www.wolnyrower.com.pl/2011/12/bicingin-barcelona.html> Acesso em 22 de junho de 2015 Figura 110:  Diagrama de possibilidade de usos no Terminal/Praça de Transbordo . Acervo da autora. Figura 111:  Uma alternativa de ocupação do cul-de-sac - dia. Acervo da autora Figura 112:  Uma alternativa de ocupação do cul-de-sac - noite. Acervo da autora. Figura 113:  Possibilidade de usos para a borda-parque. Acervo da autora Figura 114:  Funicular da Cidade do Porto, Portugal. Figura 115:  Uma possibilidade de mobiliário para ocupar a bordaparque: mirante e pallets. Acervo da autora Figura 116:  Condição atual da rua R. Dep. Otaviano Rodrigues de Carvalho. Acervo da autora Figura 117:  A encosta que separa os bairros Jardim Camburi e Bairro de Fátima, vista de baixo. Acervo da autora.

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Figura 118:  Biblioteca Parque La Ladera Leon de Grieff em Medellín, Colômbia. Disponível em: < http://www. plataformaarquitectura.cl/cl/02-5937/parque-biblioteca-leon-degrieff-giancarlo-mazzanti> Acesso em 16 de março de 2015 Figuras 119-122: Diagramas de concepção. Acervo da autora Figura 123: Fachada Frontal. Fotomontagem sobre imagem da escada da Panta Rhei school interior, projeto i29. Disponível em: <http://www.dezeen.com/2009/06/12/panta-rhei-school-interiorby-i29/> Acesso em 16 de março de 2015 Figura 124: Referência fachada com jardineira. Disponível em: < http://www.archdaily.com/181332/18-kowloon-east-aedas> Acesso em 02 de maio de 2015 Figura 125: Escada Rolante. Fotomontagem sobre imagem do grupo Archigram. Disponível em: < https://www.tumblr.com/tagged/ archigram?language=it_IT> Acesso em 10 de maio de 2015 Figura 126:  Rua Lucilo Borges em reforma. Acervo da autora. Figura 127:  Planta de Implantação. Acervo da autora. Figura 128:  Planta de Localização. Acervo da autora. Figura 129:  Condição atual da encosta, perspectiva a partir da rua Carlos Lindemberg. Acervo da autora. Figura 130:  Fachadas da Biblioteca-Parque composta por jadineiras e contornos das circulações verticais internas aos edifícios. Acervo da autora.

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Figura 131:  Perspectiva da Escada Parque. Acervo da autora Figura 133:  Possibilidade de ocupação dos recintos, “salas” de convivência no ambiente externo. Acervo da autora. Figura 134:  Horta Comunitária. Acervo da autora Figura 135:  Perspectiva do mirante. Acervo da autora Figura 136: Vista a partir da rua Lucilo Borges em sua condição atual. Acervo da autora. Figura 137:  Situação atual da rua Orlando Caliman. Acervo da autora. Figura 138:  Uma possibilidade para R. Orlando Caliman. Acervo da autora. Figura 139:  Alternativa para insuflar o comercio de bairro existente na rua Wellington de Freitas. Acervo da autora. Figura 140:  Situação atual da rua Wellington de Freitas. Acervo da autora. Figura 141:  Uma proposta para a avenida Carlos Martins. Acervo da autora. Figura 142:  Situação atual da rua Carlos Martins. Imagem do Google Street View.

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vou dar uma volta em Jardim Camburi sair por aí só volto amanhã vou dar uma volta em jardim camburi andar por aí perdido aqui subir e descer rua a tarde inteira admirando as construções que me fazem surdo ficar olhando os aviões só passando só pousando só planando e eu aqui no chão eu aqui no chão [...] Zémaria


INQUIETAÇÕES URBANAS | AÇÕES PROJETUAIS EM JARDIM CAMBURI - CADERNO 2  

CADERNO 2 - AÇÕES E ENSAIOS PROJETUAIS | PAULA GUIMARÃES | Trabalho de conclusão de curso de Arquitetura e Urbanismo | Universidade Federal...

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