Aldeias Históricas De 01 a de abril de 2019 Programa elaborado para:
Exmo. Rev. Pe. Bruno Ferreira
Paróquia de Santiago de Bougado Telefone: 252 100 701* Telemóvel: 913107426 01/04/2018 - 1º dia (2ª-feira) – SANTIAGO DE BOUGADO/ LINHARES / PIODÃO / GUARDA De manhã, em hora a determinar, partida para a deslumbrante Aldeia do Piódão, situada na encosta de um dos vales da Serra do Açor, do concelho de Arganil, considerada Património Mundial da UNESCO. A Aldeia do Piódão é conhecida pelas casas de xisto, traços culturais que remontam à Idade Média, apelidada de “Aldeia Presépio” devido à disposição das suas casas na encosta, em anfiteatro natural, utilizando o xisto como material de construção, quer da casas e telhados, quer como pavimento das próprias ruas. Contrastando com estas cores escuras, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição sobressai num branco imaculado com listas azuis. Tempo livre para as visitas: a Igreja Matriz (datada do séc. XVII tendo, no entanto, sofrido obras de remodelação ao longo dos anos), Núcleo Museológico, Capela de S. Pedro, Capela das Almas, Eira, conjunto de habitações de xisto, etc. Almoço e saída para Linhares, antiga vila medieval já habitada desde época romana, com marcas desses tempos existem várias sepulturas, um trecho de calçada romana e parte do edifício atualmente chamado Fórum de Linhares. O seu Castelo Monumento Nacional reconstruído em 1291 durante o reinado de Dom Dinis, desempenhou um importante papel na defesa da Beira Alta durante os primórdios da nacionalidade. Daqui se avista uma boa parte de restante património histórico da localidade onde se destacam também a Igreja Matriz de origem românica que guarda três pinturas do mestre português Grão Vasco, o pelourinho manuelino, a casa da Câmara, com armas reais de Dona Maria, o solar Corte Real, construção barroca do séc. XVII e o solar Brandão de Melo, edifício neoclássico do séc. XIX. Tempo livre para visitas e viagem para a Guarda (fundada no séc. XII pelo segundo rei de Portugal, D. Sancho I, Guarda insere-se na paisagem montanhosa da Serra da Estrela; é considerada a cidade mais elevada do país, a uma altura de 1056 metros. Jantar e alojamento no hotel. 02/04/2019 2º dia (3ª-feira) – GUARDA/ CASTELO MENDO/ ALMEIDA/ FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO/ MARIALVA/ TRANCOSO/ GUARDA Pequeno-almoço no hotel; iniciamos o nosso dia em Castelo Mendo que se eleva a 721m de altitude, coroando um cabeço granítico rodeado pelo fundo vale do Côa. A aldeia continua amuralhada, tal como estava quando D. Sancho I a mandou erguer em princípios do séc. XIII. Mantém-se no interior uma série de igrejas (umas em ruínas, outras bem conservadas) sendo curiosas as representações do lendário alcaide Mendo e da sua mulher, Menda, carrancas colocadas na fachada de duas casas vizinhas. Perto um pequeno mas curioso museu rural e etnográfico (Museu do Tempo e dos Sentidos). Lá no alto, os restos de uma igreja românica e de uma torre de onde terá bela vista de conjunto sobre a aldeia e a paisagem envolvente. Castelo Mendo tinha uma importante feira medieval, provavelmente a primeira feira oficial do país. O destino seguinte é Almeida que ao longo dos séculos teve um importante papel na defesa da integridade territorial portuguesa. Sede de concelho eminentemente agrícola com 29 freguesias, esta vila foi fortificada na Idade Média e convertida numa das maiores praças-fortes do Reino a partir de 1640. Com a Restauração da independência portuguesa, foi decidido fortificar este ponto critico da fronteira, aqui nascendo uma RNAVT Nº 2445
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fortaleza de planta em estrela com 2.5 km de perímetro. Alvo de importantes cercos em 1762 (Guerra dos Sete Anos) e 1809 (3ª Invasão Francesa), esta praça-forte chegou aos nossos dias quase intacta, tendo-se transformado numa atração turística. Continuação por Castelo Rodrigo, erguida no topo de uma colina isolada a 820m de altitude, oferece-nos uma esplêndida vista sobre os campos e serras em redor. Esta antiga vila fortificada guarda vestígios de ocupação humana que remontam ao Paleolítico, ainda que a sede de município tenha passado para Figueira de Castelo Rodrigo, a povoação continua a apresentar sobejos motivos de interesse tais como a igreja matriz fundada pelos Frades Hospitalários em 1192 e dedicada a Nossa Senhora do Rocamador; a cisterna, servida por duas portas, uma gótica e outra mourisca; o pelourinho e o relógio instalado sobre o antigo torreão. As ruínas do castelo revelam a raiva da população quando, no final do reinado de Filipe II, incendiou o antigo Palácio de Cristóvão de Moura, um dos defensores da legitimidade espanhola por terras lusas. Almoço em restaurante local. De tarde, continuaremos para a aldeia de Marialva despovoada de gente; mas repleta de memória tem alma de princesa mas corpo marcado por guerras e abandonos. D. Afonso Henriques protegeu-a e José Saramago rendeu-se a ela, tantos são os encantos desta praça militar perdida no tempo. O passado de Marialva confunde-se entre a história e as lendas que a rodeiam, mas o povo gosta de contar aos visitantes que a terra herdou o nome de uma bela dama moura, Maria Alva, desejada por todos mas enfeitiçada por uma bruxa que lhe fez nascer pés de burro. Depois de descoberto o seu segredo acabou por atirar-se da torre do castelo, amaldiçoando para sempre estas paragens. A Rua da Corredora outrora animada por jogos medievais que aqui se realizavam, ainda hoje enobrecida pelos principais edifícios históricos da zona extramuros. Entre eles destacam-se o Solar dos Marqueses de Marialva enquadrado por seculares casas com balcão, a antiga tulha (lugar onde se depositavam as azeitonas antes de serem levadas para o lagar) e a Casa do Leão (séc. XVI) que ostenta uma figura deste animal na fachada. A última aldeia de hoje termina com uma visita à vila de Trancoso; dentro dela o castelo medieval preservado perfeitamente numa povoação que vive voltada para uma história de grandes batalhas e acontecimentos. A paisagem de ruelas estreitas e casinhas apertadas é sobranceira à imponência do castelo que se impõe a todo o resto; construído com 5 torreões principais e circundando o terreiro no qual se ergue a torre de menagem ampara duas portas rasgadas na muralha que dão acesso ao terreiro. Ainda na própria torre de menagem, uma janela aberta em arco de ferradura, provavelmente realizada durante o domínio muçulmano da zona, permite imaginar alguma donzela que se debruçasse sobre os céus da povoação para ver sair pelo portão principal do castelo o seu príncipe. Regresso à Guarda. Jantar e alojamento no hotel. 03/04/2019 3º dia (4ª-feira) – GUARDA/ BELMONTE/ SORTELHA/ CASTELO NOVO/ MONSANTO/ IDANHA-À-VELHA/ CASTELO BRANCO/ PORTALEGRE Pequeno-almoço no hotel. Iniciamos o dia com uma visita a Belmonte, situa-se no Monte da Esperança, no vale conhecido por Cova da Beira, na margem esquerda do rio Zêzere. Segundo a tradição, o seu nome advém do lugar onde está edificada (monte belo ou belo monte). As primeiras referências à vila estão associadas à história do grande concelho da Covilhã, com foral de 1186, mas depressa obteve foral próprio de D. Sancho I, em 1199. A partir do séc. XV a história da vila funde-se com a própria história da família Cabral. Belmonte ganhou particular notoriedade após o êxito de Pedro Álvares Cabral na descoberta do Brasil. Visitaremos o Museu dos Descobrimentos para conhecer em pormenor toda a história da sua caravela até ao Brasil; tempo ainda para conhecer o Castelo de Belmonte onde nasceu Pedro Alvares Cabral e apreciar as vistas únicas para a Serra da Estrela, o rio Zêzere e a capela dos Cabrais que serve de panteão para a família Cabral e onde está parte dos restos mortais do navegador. Seguimos para uma visita a Sortelha onde o granito é o suporte para todas as edificações desta RNAVT Nº 2445
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aldeia histórica, desde as casas ao empedrado das ruas estreitas, passando pelas muralhas do castelo que se ergue a 760 m. Este foi mandado reconstruir por D. Sancho II e sofreu vários restauros. Sortelha ainda se conserva rodeada de fortes muralhas circulares que se estendem pelos declives naturais envolvendo a aldeia como um anel. Na sua urbe destaca-se o recinto da cidadela no cimo de um penhasco mais elevado com a torre de menagem quadrada ao centro. Daqui abarca-se um amplo horizonte em que se distingue a serra da Malcata e a linha final da Serra da Estrela. Além do castelo, são notáveis, igualmente, a igreja matriz do séc. XIV, dedicada à Virgem das Neves, um conjunto de sepulturas medievais escavadas na rocha e o pelourinho manuelino. Bastante curiosas são as formações graníticas conhecidas como “Pedra do Beijo” e “Cabeça da Velha”, dois penedos graníticos com formas invulgares. Continuação para Castelo Novo, uma aldeia situada na encosta oriental da serra da Gardunha, a 650 m. Esta aldeia histórica destaca-se pelo seu harmonioso traçado concêntrico e pelo bom estado da estrutura urbana. As ruas, traçadas segundo as curvas de nível, revelam antigos solares, paredes-meias com casas populares em pedra, pequenas varandas de madeira e restos de calçada romana. Entre os locais de visita obrigatória estão a Casa da Câmara, Cadeia e Pelourinho, o Chafariz da Bica, a Igreja da Misericórdia e o Castelo. À saída da aldeia, numa pequena elevação, fica o Cabeço da Forca, zona de execução de condenados, significativamente marcada por duas caveiras esculpidas na rocha. É junto a esta aldeia que se situam as nascentes das águas do Alardo. Seguimos para Monsanto, aldeia mais portuguesa de Portugal. É um dos lugares mais belos do país; destaque para o castelo no topo do penedo. Não há muitos relatos sobre tempos pré-históricos da ocupação romana mas sabe-se que durante a época da reconquista cristã D. Afonso Henriques percebeu a importância estratégica do local entregando a D. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, a função de defender e repovoar a região. A capela românica de São Miguel, que fica entre o Castelo e a Torre do Peão, erigida no séc. XII, supostamente sobre um santuário de culto a Marte e outros deuses; é um lugar que reserva descobertas surpreendentes. A lagariça, construção escavada na rocha em forma de concha com planta circular, foi durante séculos utilizada para o fabrico do “vinho de todos”, único exemplo dos trabalhos coletivos das antigas comunidades rurais. Almoço em restaurante local e seguimos para Idanha-à-Velha, pequena aldeia, junto ao rio Pônsul; foi outrora uma importante cidade romana e sede de diocese durante o período visigótico. Em finais do séc. XIX foi identificada como sendo a Civitas Igaediranorum, urbe que se situava junto à grande via romana que ligava Mérida (Espanha) a Braga. O batistério e ruínas anexas do que se pensou ser o paço episcopal, assim como a catedral, são do tempo dos visigodos, embora esta tenha sido transformada, primeiro em mesquita e, mais tarde, em templo cristão. Nas últimas décadas procedeu-se à requalificação da povoação, no âmbito do programa das Aldeias Históricas, que restaurou muitos dos seus monumentos e integrou um pequeno núcleo museológico, onde se pode ver uma coleção epigráfica luso-romana. Recuperado foi também o antigo lagar de azeite onde funciona outro museu que merece uma visita atenta. Prosseguimento da viagem por Castelo Branco e Portalegre. Situado no coração da Serra de São Mamede e flanqueado pela Serra da Penha, declarada Parque Natural e perto da fronteira com Espanha, o distrito de Portalegre pertence na sua maior parte à província tradicional do Alto Alentejo, completando-se com alguns concelhos pertencentes ao Ribatejo. A riqueza da sua flora e fauna que lhe vale a denominação de Parque Natural, fazem de Portalegre um local aprazível para a realização de percursos pedestres na natureza, nos quais podem ser observados animais como águias, veados e javalis selvagens que vivem entre florestas de castanheiros e carvalhos. A existência de megálitos indica que a região terá sido povoada em tempos pré-históricos. Apesar de ter origem romana, apresenta belas casas do período barroco e da Renascença. A nível patrimonial, vale a pena visitar a Sé Catedral, o Museu Municipal e a Casa-Museu José Régio. Jantar e alojamento no hotel. RNAVT Nº 2445
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04/04/2019 4º dia (5ª-feira) – PORTALEGRE/ MONSARAZ/ ÉVORA/ SANTIAGO DE ESCOURAL/ ALCACER DO SAL/ SÉTUBAL Pequeno-almoço no hotel, breve visita da cidade e viagem por Monsaraz, junto ao Guadiana no cimo de uma colina que se ergue na planície alentejana. Foi conquistada aos Mouros em 1167 por Geraldo Sem-Pavor tendo sido entregue aos templários por D. Sancho II para sua defesa e povoamento. O castelo de Monsaraz desempenhou durante séculos o papel de posto de vigia do Guadiana, de onde se podia observar a fronteira com Castela. Foi sede do concelho até 1838, quando esta função passou para a freguesia de Reguengos. A vila medieval de Monsaraz, protegida pela sua muralha é uma pequena povoação, com ruas de xisto e paredes caiadas de branco. Com ruas estreitas e repleta de recantos tem como pano de fundo uma vista deslumbrante sobre a paisagem alentejana e a albufeira de Alqueva. Seguimos para Évora, verdadeira cidade-museu, Património Mundial pela UNESCO desde 1986. As suas muralhas guardam ruas e edifícios praticamente inalterados ao longo dos séculos. Uma riqueza histórica e cultural que atrai cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. Digamos que é um “segredo” muito mal guardado. O fascínio da viagem começa logo quando se percorrem as estradas do Alentejo. Depois continua à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive. Dentro esperam vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são testemunho da era dourada de Portugal (sécs. XV e XVI). É clara a presença da influência religiosa na cidade, nas suas muitas igrejas e mesmo no Colégio do Espírito Santo, hoje Universidade de Évora, onde os Jesuítas ensinaram. Mas, por onde quer que ande, o que vai sempre marcá-lo é a arquitetura e o branco imaculado das casas nas estreitas ruas e travessas. E, claro está, a simpatia das suas gentes. Tão calorosas como o tempo de verão. Tempo livre para visitas: o Aqueduto da Água de Prata, o Templo Romano de Évora, a Sé, a maior catedral de Portugal, a construção começou em 1186 e foi concluída em 1250. Almoço e continuação da viagem por Santiago do Escoural. Prepare-se para uma viagem de centenas de milhares de anos, até ao Paleolítico, através da Gruta do Escoural. Este monumento nacional foi descoberto em 1963 permitindo, pela primeira vez em Portugal, a identificação de vestígios de arte rupestre paleolítica. Das galerias mais afastadas, até ao cimo do outeiro, surgiram ao longo dos milénios, várias civilizações pré-históricas. A mais antiga ocupação humana no Escoural data de há cerca de 50 mil anos. Embora se possam identificar diversos temas na arte rupestre do Escoural, o que predomina são representações de equídeos e bovinos. No Neolítico, esta gruta foi muito utilizada como necrópole funerária tendo os respetivos vestígios (ossadas humanas e espólio votivo associado) sido conservados por espessa camada de calcite. Nas proximidades da gruta está o "Tholos", monumento funerário de falsa cúpula. De salientar ainda a existência do Centro Interpretativo da Gruta, inaugurado em 2001. Para além da Gruta do Escoural muito temos ainda para apreciar. A 4 Km da vila, na aldeia de S. Brissos, encontramos a Anta-capela de Nª Sr.ª do Livramento, um curioso exemplo da cristianização tardia de um monumento pagão. Integrada na Herdade da Anta, este imóvel de interesse público, foi transformado em templo religioso, no séc. XVII. Na aldeia de São Brissos podemos ainda visitar a Igreja do mesmo nome. Os seus 15 painéis parietais, representando o Apostolado e os bispos de Évora: S. Manços, S. Jordão e S. Brissos, formam uma composição interessante, de onde sobressaem as expressões ingénuas dos personagens e os tons quentes dos frescos. Ainda no Escoural pode ver a RNAVT Nº 2445
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Igreja Paroquial e os fornos de carvão. Escoural - "eternidade a cada instante". Continuamos viagem por Alcácer do Sal. Graciosamente alinhada sobre a margem direita do rio Sado e estendendo-se sobre um suave morro, Alcácer do Sal foi povoado desde tempos muito antigos. A comprová-lo, os vestígios arqueológicos encontrados que, remontando ao Neolítico, revelaram também a passagem de gregos, fenícios e outros povos da bacia do Mediterrâneo. O seu nome romano foi Salacia Urbs Imperatoria e a sua grande importância na rede do Império deve-se à sua situação ímpar junto da estrada de água que é o rio Sado, que facilitava o escoamento dos produtos das terras do interior (ao tempo, trigo, azeite e vinho) para outros locais do Mediterrâneo, ocupados por Roma. Assim, foi Alcácer uma das cidades de porto interior mais importantes do Ocidente peninsular e conhecida pelo fabrico de sal, acrescentado ao seu topónimo, e pelas indústrias derivadas de salga e pasta de peixe. No tempo da dominação muçulmana (a partir do séc. VIII), Alcácer foi capital da província de Al-Kasser. As muralhas da antiga fortificação foram reforçadas e a cidade muçulmana ficou protegida com duas cercas, cujos muros coroados por 30 torres formavam um dos maiores bastiões de defesa da Península Ibérica. Mesmo assim, em 1217 seria conquistada pelo rei D. Afonso II, com o auxílio dos Cruzados que aqui aportaram a caminho da Síria e da Terra Santa, e foi entregue ao governo da Ordem Militar de Santiago, que aqui se sediou. Se bem que tenha perdido a sua importância militar e comercial, Alcácer do Sal mantém intacta a sua notável beleza. Do castelo avista-se, para o lado sul, a curva em cotovelo do rio Sado, que banha uma suave planície verde, prenúncio da grande planura alentejana. Recentemente recuperado para abrigar uma pousada, tem agora o nome do seu conquistador cristão: D. Afonso II. Daqui se rasgam, nas direções dos quatro pontos cardeais, magníficas panorâmicas sobre o rio e os campos, o mais adequado palco para se imaginar o imenso e variado tráfego que por aqui passava. Um passeio a pé por Alcácer do Sal revela a parte mais encantadora desta cidade, com as suas vielas e escadinhas que trepam até ao castelo. Aproveite para ver alguns monumentos de interesse como a Igreja de Santa Maria do Castelo, a Ermida do Senhor dos Mártires, a Igreja de Santo António, a Igreja de Santiago e o Museu Municipal de Arqueologia. Chegada a Setúbal, está inserida na denominada Costa Azul, é uma importante zona portuária e de comércio. Uma das suas principais atividades é sem dúvida a pesca e cada vez mais vem sendo procurada por turistas, que encontram na cidade e na sua envolvente excelentes roteiros para descobrir. Com um centro histórico agradavelmente cuidado, o comércio tradicional ladeia ruas pedonais que nos encaminham para uma simpática avenida, que oferece um enorme e refrescante jardim. Foi um movimentado porto durante a ocupação romana e ganhou nova importância quando foi conquistada aos Mouros em 1217 e lhe foi atribuído estatuto protegido através da Ordem de Santiago. A cidade tornou-se um importante centro económico graças às indústrias da cerâmica e da pesca, tendo-se tornado também um popular local de veraneio da aristocracia durante o séc. XV. Setúbal está intimamente associada à vida e obra do aclamado poeta do séc. XVIII, Manuel Maria Barbosa do Bocage (1765–1805), e a casa onde ele nasceu é hoje um museu. Outra importante figura associada à cidade é a cantora de ópera do séc.XVIII, Luísa Todi. Jantar e alojamento no hotel. 05/04/2019 4º dia (6ª-feira) – SÉTUBAL/ ÓBIDOS/ ALCOBAÇA/ FÁTIMA/ MEALHADA/ SANTIAGO DE BOUGADO Pequeno-almoço no hotel e viagem pela vila medieval de Óbidos, uma das mais pitorescas e bem preservadas de Portugal. Situada num ponto alto, próximo da costa atlântica, Óbidos teve uma importância estratégica no território. Já ocupada antes de os romanos chegarem à Península Ibérica, a vila tornou-se mais próspera a partir do momento em que foi escolhida pela família real. Desde que o rei D. Dinis a ofereceu a sua esposa D. Isabel, no séc. XIII, ficou a pertencer à Casa das Rainhas que, ao longo das RNAVT Nº 2445
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várias dinastias, a foram beneficiando e enriquecendo. É uma das principais razões para se encontrarem tantas igrejas nesta pequena localidade. Dentro de muralhas, encontramos um castelo bem conservado e um labirinto de ruas e casas brancas que encantam quem por ali se passeia. Entre pórticos manuelinos, janelas floridas e pequenos largos, encontram-se vários motivos de visita, bons exemplos da arquitetura religiosa e civil dos tempos áureos da vila. A Igreja Matriz de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Pedro, o Pelourinho e, fora de muralhas, o Aqueduto e o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, de planta redonda, são alguns dos monumentos que justificam uma visita atenta. Assim como o Museu Municipal de Óbidos, onde se encontram as obras de Josefa de Óbidos. Foi, no séc. XVII, uma pintora de referência e uma mulher com uma atitude artística irreverente no seu tempo. Os seus quadros refletem a aprendizagem com grandes mestres da época como os espanhóis Zurbarán e Francisco de Herrera, ou os portugueses André Reinoso e Baltazar Gomes Figueira, seu pai. Prosseguimento por Alcobaça, numa região com vários monumentos classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, o Mosteiro de Alcobaça tem um lugar de destaque, não só pela sua história de quase 900 anos, mas também por ser um exemplo notável da arquitetura de Cister, possuindo a maior igreja em estilo Gótico Primitivo construída em Portugal durante a Idade Média. Tempo livre para visitar o mosteiro. A construção do templo foi iniciada em 1178, tendo como inspiração a abadia de Claraval (em França), sede da Ordem de Cister. O Mosteiro de Alcobaça foi assim construído num estilo a que se chamou Gótico Primitivo, que tem o seu expoente máximo na Catedral de Notre Dame, em Paris. Um dos aspetos mais impressionantes deste monumento é a nave central; simples e pouco ornamentada, é bem demonstrativa do despojamento da época medieval. No entanto, falar no Mosteiro de Alcobaça é falar também da maior história de amor da História de Portugal. A paixão trágica de D. Pedro e D. Inês de Castro está imortalizada naquele local. Os túmulos dos dois amantes recordam, desde o séc. XIV, que o amor pode ser eterno. Foram colocados frente a frente, para que os dois apaixonados se reencontrem no Dia da Ressurreição. No final, viagem para Fátima, “Altar do Mundo”. Almoço e tempo livre para oração ou atividades a gosto pessoal. Em hora a determinar, início da viagem de regresso, passando pela Mealhada para o jantar de despedida com o famoso “Leitão à Bairrada” e viagem de regresso a Santiago de Bougado. FIM DA VIAGEM Preço por pessoa em quarto duplo: Mínimo 26 participantes………………. € 620,00 Mínimo 42 participantes………………. € 575,00 Mínimo 31 participantes………………. € 595,00 Suplemento para quarto individual… € 150,00 SERVIÇOS INCLUÍDOS: - Transporte em autopullman de turismo com ar condicionado. - Estada em hotéis turística superior, em quartos duplos com banho privativo, com pequenos-almoços buffet. - Regime de pensão completa durante toda a viagem (desde o almoço do 1.º dia ao jantar do último dia). - Visitas mencionadas no programa. - Taxas hoteleiras, de turismo e IVA. - Seguro de viagens. – Bebidas. - Um saco ML. SERVIÇOS EXCLUÍDOS: - Gratificações. - Extras de carácter pessoal e tudo o que não esteja devidamente especificado no presente programa.
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