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[MUDAR É PRECISO, NOVAS NAVEGAÇÕES TAMBÉM] Autoria: Elisângela Oliveira Função: Coordenadora pedagógica Instituição: Escola Maunicipal Emaús Município: Camaçari - BA

Município: Bom, nada fácil a tarefa de assumir duas funções ao mesmo tempo. Porém, proveitoso para mim foi a Data: experiência construída na relação diária com as crianças, educadores, todos os funcionários, pais e com as colegas na formação, e com essa última, meu maior crescimento: estou me tornando a cada dia mais leitora, pesquisadora e mais flexível com o passo de cada um, pois quando descobrimos caminhos, possibilidades de qualidade, principalmente na educação, a meta é fazer com que chegue até as crianças as ações que irão ser ponte de desenvolvimento para elas. Porém, esse processo é feito internamente e conta com mudanças de paradigmas já em nós marcados ao longo de nossa jornada, e mudar não depende só do contexto, requer um olhar crítico e verdadeiro que vence nossas próprias limitações, e na relação com o outro nos possibilita trocas, desenvolvimento e mudanças. Não é num passe de mágica. Assim estou vivendo esse processo, acreditando como nos faz refletir o caderno de formação: A vida humana é assim: um vai e vem de mudanças impulsionadas por demandas pessoais ou sociais. Na contemporaneidade, a mudança é não só mais visível, como acontece em intervalos de tempo cada vez menores, seja pelo efeito das comunicações, seja impulsionada pela produção das inovações. É próprio da humanidade buscar melhorias, atualizações, e vemos isso acontecer em todos os campos sociais. Com a educação não é diferente. Por isso, pretendemos discutir como os processos de mudança podem afetar os sujeitos e como podem ser vivenciados profissional e institucionalmente, de modo a desenvolver uma atitude de abertura crítica, fortalecendo a capacidade de se adaptar a essas mudanças. (CADERNO DE ORIENTAÇÃO O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A FORMAÇÃO CONTINUADA. PROJETO PARALAPRACÁ DO INSTITUTO C&A. P. 7). As marcas dessa mudança me fazem relembrar um pensamento que me moveu e ainda me impulsiona: Carrega tua canoa com as oferendas do mundo, o tempo é todo teu, mas o rio não espera. (Carlos Buby, CADERNO DE ORIENTAÇÃO). Como no caderno de formação para o coordenador está especificado, muitas vezes eu não assumi o papel de formadora junto aos professores com tanta clareza como no decorrer da formação. Executava várias tarefas que, na verdade, dizem ser do coordenador, mas com a prática, a gente descobre que são atividades que as demandas nos impõem.


Observar o contexto, as realizações e as dificuldades do grupo, analisar e realizar preenchimento de fichas eram algumas tarefas que realizava. Atender crianças quando não mais havia argumentos em sala. Com o passar do tempo, seguindo as orientações e participando das reflexões das formações do Proinfância e Paralápracá, sugerir, ler, estudar, criar estratégias de sensibilizar o educador para o brincar, para a escuta, pensar o ambiente como estratégia de desvelar o caminho a seguir, apresentar a pedagogia de projetos e buscar ajuda quando não conseguir fazer sozinha, trazer o contexto e prática para as abordagens nas formações, além de estar junto com as crianças onde elas estivessem na escola e quando era possível se tornaram ações mais precisas e presentes em meu trabalho diário. Algumas tarefas enriquecedoras, outras nem tanto e muitas outras desafiadoras. Porém instigantes que me fizeram apostar que: A formação, entretanto, não se caracteriza por uma “estrada reta”. Ao contrário, é constituída por idas e vindas, curvas, atalhos, percalços e muitos desafios. Alguns possíveis de se preverem; outros, que se apresentam ao longo do caminho, inesperados. Mas este é o fluxo de toda aprendizagem e devemos encontrar equilíbrio e maturidade e cultivar o bem comum, para vencer as adversidades e obstáculos no caminho e para conviver com a incerteza e a provisoriedade como estimuladoras do crescimento. P. 17 Desenvolvi mais habilidades na coordenação que na gestão. Uma tarefa que ainda hoje me desafia muito mais. Viver relações num processo político e institucional, cujos interesses não são específicos para a educação nos traz uma demanda interna e externa que muitas vezes nos desanima. Porém, como nos inquieta o caderno de formação, nossa trajetória de crescimento é composta de surpresas, de aprendizados, de mudanças e de luta. É preciso se lançar e acreditar que posso crescer ainda mais. Não estou pronta. Os desafios que surgem no cotidiano me impulsionam a definir mais a posição de agente de mudanças pessoas e profissionais pela maturidade construída, pelas demandas diárias e pela autocrítica e reflexão à luz de boas experiências e bons estudos.


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Mudar é preciso novas navegações também  

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