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R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.204 10 a 16 de fevereiro de 2016

CVC TMCs April Tui Dez prêmios de R$ 80 mil para os viajantes >

Páginas 04 a 07

Quem liderou

Consolidadora,

as vendas

operadora,

corporativas

OTA e aposta

na Abracorp

Mais produtos para os agentes de viagens

> Páginas 13 e 14

> Páginas 08 e 09

no Brasil > Página 16


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10 a 16 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN

OS MELHORES HOTÉIS DO BRASIL E DO MUNDO

O governo federal brasileiro só vai cobrar impostos absurdos dos consumidores que comprarem com os otários dos empresários brasileiros. Pois os otários dos empresários brasileiros atrapalham o desenvolvimento do País

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IRRF GERA DISCUSSÃO ACALORADA

Hotel Ritta Höppner – Gramado (RS) 2) Hotel Estalagem St Hubertus – Gramado (RS) 3) Essenza Hotel – Jericoacoara (CE) 4) Hotel Le Renard – Campos do Jordão (SP) 5) Belmond Hotel das Cataratas – Foz do Iguaçu (PR) 6) Carmel Charme Resort – Aquiraz (CE) 7) Hotel Vila Inglesa – Campos do Jordão (SP) 8) Santa Clara Eco Resort – Dourado (MS) 9) Hotel Unique – São Paulo (SP) 10) Miramar Hotel by Windsor – Rio de Janeiro (RJ)

Aroldo Schultz, presidente da Schultz Operadora e associado Braztoa

De que adianta vociferar, falar em mandado de segurança se um dia esse mandado cai e teremos que pagar tudo retroativamente? Posição infeliz! Se nada for resolvido com as ações que nossas lideranças estão propondo, podemos sim ir para o tudo ou nada, mas temos ainda caminhos saudáveis, apesar de duros e tortuosos, mas que são sustentáveis economicamente

José Zuquim, vice-presidente da Braztoa e presidente da Ambiental Viagens

Com a voracidade arrecadatória do governo ficou mais barato comprar na internet, porém, o tributado consumidor brasileiro ficará sem a assistência especializada que as agências de turismo prestam e, se a compra for direta no Exterior, o consumidor não tem proteção legal alguma no Brasil

Ilya Hirsch, presidente do Sindetur-SP

Entendo que o momento é difícil para todos nós, mas precisamos acreditar que teremos a palavra do governo cumprida e que a demora existe em função das burocracias, as quais todos nós temos conhecimento (sendo elas saudáveis ou não)

Ana Maria Berto, diretora da Orinter Tour & Travel

Se o Aroldo tem de fato o poder de, com um comentário, destruir todo o trabalho que as entidades têm feito junto ao ministério do turismo, sugiro então seu nome para a presidência de tudo

Sérgio Volpe, diretor da agência Travel Time

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Umaid Bhawan Palace – Jodhpur (Índia) 2) Shinta Mani Resort – Siem Reap (Camboja) 3) Bellevue Syrene – Sorrento (Itália) 4) Hanoi La Siesta Hotel & Spa – Hanoi (Vietnã) 5) Achtis Hotel – Afitos (Grécia) 6) Belmond Le Manoir aux Quat Saisons - Great Milton (Reino Unido) 7) Mirihi Island Resort – Mirihi (Maldivas) 8) Bucuti & Tara Beach Resort Aruba - Palm Eagle Beach (Aruba) 9) Calabash Luxury Boutique Hotel & Spa - Lance aux Epines (Grenada) 10) Hotel Ritta Hoppner – Gramado (Brasil) *Fonte: Travelers’ Choice Hotéis 2016 - Tripadvisor ** Foram avaliados sete mil hotéis em 97 países, sendo 150 empreendimentos brasileiros

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Vozes e reconhecimento Reconhecer o trabalho (voluntário ou remunerado, dependendo do caso) dos presidentes e diretores de entidades do Turismo na luta por suas classes ou por causas maiores é uma obrigação de todo o setor. Assim como identificar os que, ainda presos a modelos antigos, só querem um cartão com cargo associativo para cavar benesses, almoços e jantares (na linha, “eu preciso da entidade” e não “a entidade precisa do meu trabalho). Esse último exemplo está diminuindo e os três líderes mais envolvidos com as idas e vindas a Brasília para a questão do imposto de renda sobre remessas ao Exterior são bons exemplos de mudanças: Magda Nassar e Edmar Bull, que fazem trabalho voluntário em nome da Braztoa e da Abav, e Marco Ferraz, que se tornou um alto executivo remunerado da política associativa, merecem sim reconhecimento, apoio, aplausos e a ajuda de todos. Pode-se não concordar 100% com a estratégia ou opinião deles (e isso é bom, pois 100% não é

saudável na maioria dos casos), mas há um trabalho sério sendo feito. Nomes como Luiz Eduardo Falco, Guilherme Paulus, entre outros, têm ajudado bastante e dado respaldo e peso à representação do Turismo em Brasília. Paulus e a presidente da Tam, Claudia Sender, são conselheiros da presidente Dilma Rousseff, mais uma prova de que o Turismo está com voz em Brasília. Voz, claro, que precisa ser amplificada, intensificada e amadurecida. Para ser ouvida mesmo. E sempre. Por outro lado, entre os meandros da capital federal e nossa vã realidade, há uma massa (literalmente) de trabalhadores, empresários, investidores e curiosos que também merecem ser ouvidos. Como não estão organizados em associações ou não possuem o respaldo de um cargo, se juntam em grupos informais e usam e abusam (com razão) das redes sociais, dos veículos de imprensa, dos portais, dos meios que democratizam o uso do alto-falan-

te e que dão espaço às muitas vozes que compõem não apenas a indústria de Viagens e Turismo, mas o País. Não há uma separação de vozes ou discursos, apenas pontos de vista diferentes que devem se alimentar um do outro. Também, a transparência e a comunicação clara ajudam (ou ajudariam) para que não haja acusações injustas, interpretações errôneas e até interferências daninhas. Obviamente, o País vive um momento de insatisfação generalizada devido à crise instalada (crise atual e que é sentida no bolso de todos) e o governo já sabe que sua popularidade não anda nas alturas. Pelo contrário. Ainda vivemos uma divisão muito raivosa e uma visão muito simplista: ou você é a favor ou está contra (um projeto, uma ideia, uma gestão, uma estratégia). Não deveria ser assim. E isso vai mudar. Mas nesses tempos bicudos, os dois lados terão de, eventualmente, trocar beijos e afagos. Não diríamos apaixonados, mas, no mínimo, respeitosos.


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Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass

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E U Q A DEST >

DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

DO PORTAL

PANROTAS

28/1 a 3/2

1 Schultz desabafa, revela queda e REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira,

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Hugo Okada, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno, Rodrigo Mota e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

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prevê demissões – em 02/02 Aeronautas brasileiros anunciam greve para esta quarta – em 01/02 CVC dará 10 vales de R$ 80 mil a clientes; veja detalhes – em 02/02 Aviso ministerial é arma de Alves contra IRRF de 25% - em 29/01 IRRF: Para VP da Braztoa, críticas

atrapalham acordo – em 02/02

6 Conheça os novos paraísos de férias dos milionários – em 29/01

7 10 curiosidades sobre avião que você precisa saber – em 29/01

8 Tui abrirá OTA, operadora e

consolidadora no Brasil – em 29/01

9 Em defesa, Web Viagens cita

problemas com Click On – em 28/01

10 Livre de IRRF, escola de intercâmbio reduz preços em 40% - em 29/01

11 CVC, Assist Card, Flytour e mais 12 13 14 15

contratam pelo Brasil – em 28/01 Cresce interesse de turistas pelo carnaval de São Paulo – em 28/01 Crise obriga Tam a fechar museu em São Carlos (SP) – em 01/02 Na contramão do mercado, Forma surpreende em 2015 – em 29/01 Avião promete Nova York-Londres em 11 minutos – em 01/02


04 Operadoras

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> Artur Luiz Andrade

Quem quer viagem? Divulgação/CVC

Valter Patriani, VP de Vendas, Luiz Eduardo Falco, presidente, e Guilherme Paulus, presidente do Conselho de Administração da CVC

A PERGUNTA DE R$ 1 MILHÃO DO TÍTULO DESTA REPORTAGEM VALE, NA CVC, R$ 800 MIL: A OPERADORA, PARA INCENTIVAR AS VIAGENS NESSA ÉPOCA de crises e incertezas, iniciou a campanha CVC 10 Anos de Férias, que premiará dez viajantes que comprarem produtos CVC com uma viagem em família por ano, durante dez anos. Basicamente cada ganhador levará um vale-viagem de R$ 80 mil, que pode ser usado conforme sua necessidade nos próximos anos. Segundo o vice-presidente de Produtos, Vendas e Marketing da CVC, Valter Patriani, uma viagem em família custa, em média R$ 8 mil na operadora. O objetivo foi premiar esse sortudo com dez anos de férias. A promoção vale de 1º de fevereiro a 16 de dezembro e haverá dez sorteios, de março a dezembro. Quem comprar em fevereiro, portanto, concorre dez vezes. Quem comprar depois do sorteio de março, nove vezes e assim por diante. Cada R$ 100 em compras vale um número para os sorteios e a conta é sempre redonda, não sobrando “troco” para compras futuras (por

exemplo, R$ 275 valem dois cupons e os R$ 75 que sobraram são desprezados para sorteios futuros). O cadastro deve ser feito no www.promocaocvc10anosdeferias.com.br e os clientes devem guardar todos os contratos. A campanha vale para quem comprar em lojas CVC, em agências de viagens multimarcas e no site da operadora. Ou seja, todos os canais estão contemplados e quanto mais alto for o valor da compra, mais chances o cliente terá de ganhar. Os agentes de viagens que tiverem feito as vendas aos clientes sortudos também ganharão vales-viagem para utilizar nas férias (cada um dos dez agentes que venderam para os dez sorteados ganhará R$ 2,5 mil em vale-viagem CVC). “Viajar nas férias é um hábito de consumo que o trabalhador brasileiro já incorporou em seu orçamento e a nossa experiência mostra que, quando terminam as férias, o consumidor já está sonhando com o destino de sua próxima viagem. Isto reforça que, independentemente da situação econômica, o trabalhador não deixa de viajar nas férias, pois já

encara a viagem como merecimento depois de um período de trabalho intenso, para recarregar as energias, e é por isso que decidimos conceder aos nossos clientes o que eles mais gostam de comprar: viagens”, explicou Patriani.

CRISE

Valter Patriani disse ao Jornal PANROTAS que o ano começou bem para a CVC. Mas que ninguém espere um ano fácil. “Não será um passeio no parque, mas também não será um pesadelo. É preciso trabalhar mais e incentivar as viagens”, afirmou. Em sua avaliação, as agências de viagens multimarcas e os passageiros buscam a CVC neste momento de crise por verem nela um porto (mais) seguro. “Com essas ondas mais altas somos um transatlântico e não uma jangada ou veleiro. A crise afeta a todos, mas a solidez e a variedade de produtos da CVC se destacam ainda mais nesse momento”. Essa foi uma das mensagens que ele passou aos mais de 1,2 mil participantes da Convenção de Vendas CVC, que ocorreu na Costa do Sauípe, na Bahia,

há duas semanas. Sim, há uma preocupação com o imposto sobre remessas ao Exterior e com o câmbio alto do dólar, e há um esforço para retomar o market-share das vendas internacionais (hoje em 25% e com meta de pelo menos 28% do faturamento). Mas a CVC tem sua maior garantia no doméstico, que em determinadas épocas do ano encosta nos 80% da receita (o internacional já foi quase 40%, quando o câmbio esteve mais favorável). “A CVC é muito voltada para o doméstico e todos os fornecedores que estiveram na convenção se comprometeram a continuar dando prioridade para nossa força de vendas e apoiar esse crescimento nacional, continuou Patriani. O vice-presidente destacou a participação da Tam e da Gol no evento, apoiando todas as ações da CVC. Mesmo sobre a Azul, com quem a CVC e a Braztoa estão tendo problemas em relação à operadora Azul Viagens, Patriani diz que a relação comercial é muito boa. Segundo ele, o Ministério do Turismo deverá ajudar a resolver a questão da Azul Viagens, dando parecer favorável à reclamação da Braztoa.p > Continua na pág. 06


Flashes

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< Continuação da pág. 04

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Convenção de Vendas CVC

< Continuação da pág. 04

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1 A franqueada da CVC, Silvia Modesto, recebe premiação por desempenho das mãos de Valter Patriani, Luiz Eduardo Falco, Guilherme Paulus e Emerson Belan 2 Marcelo Oste, diretor de Marketing, e Valter Patriani, VP da CVC 3 Mena Mota, da Grou Turismo, receptivo da CVC na Bahia, que recebeu pelo desempenho em 2015, e Claiton Armelin, da CVC 4 Rogério Mendes, com a placa, e Mauricio Xavier, Thiago Benfica, Mateus Silva, Douglas Silva e Fernanda Morsch 5 Cristiano Placeres, da CVC, o assessor Paulo

Kugelmas, Jeanine Pires, secretária de Turismo de Alagoas, e Claiton Armelin 6 Viviane Pio, Ricardo Kaiser e Claiton Armelin 7 Equipe de Vendas: Rogério Renê, Vivian Roque, Richard Andreazza, Maraisa Peres, Viviane Pio, a diretora de Cursos no Exterior, Santuza Bicalho, e Anselmo Breves 8 Premiação Movida: Ana Porpino, de Brasília, com o diretor de Vendas, Emerson Belan, e o gerente de Locação de Carros, Ricardo Kaiser, e a equipe da locadora 9 O palestrante Daniel Godri levou a motivação para vender em tempos de crise

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BAHIA NA LIDERANÇA AS VIAGENS PARA A BAHIA REPRESENTAM 25% DE TODA A RECEITA DOMÉSTICA DA CVC, revelou ao Jornal PANROTAS o vice-presidente da operadora, Valter Patriani, durante a Convenção de Vendas da empresa, na Costa do Sauípe (BA). O doméstico responde por 75% do faturamento de R$ 5,2 bilhões da CVC. O internacional já chegou a cerca de 40% desse resultado e a meta para 2016 é que fique

AGÊNCIAS CRESCEM A CVC APROVEITOU SUA CONVENÇÃO NA COSTA DO SAUÍPE PARA PREMIAR ALGUNS DESTA-

ques em vendas do Brasil em 2015. A franqueada Silvia Modesto, de São Paulo, recebeu atenção especial do time. Antes agente multimarcas, a profissional tornou sua empresa exclusiva CVC. Segundo informações da empresa, a agência de viagens registrou um dos maiores crescimentos, superando até o aumento da companhia em dois dígitos. Os números, porém, permanecem em sigilo. Além disso, o gerente sênior do Canal Multimarca, Rogério Mendes, foi premiado pela gestão à frente deste canal e pela alta de 7,4% em vendas quando comparado com 2014. Veja fotos na página 06. De acordo com Valter Patriani, a Convenção de Vendas da CVC deverá ser sempre no final de janeiro, voltada para as lojas próprias e o time de vendas nacional. Para as agências multimarcas estão programados cerca de 160 eventos regionais este ano, já que a CVC decidiu não ter mais estandes em feiras de Turismo, como anunciado no começo do ano.p

pelo menos entre 28% e 30%. Não foi à toa, portanto, que a segunda Convenção de Vendas da CVC ocorreu na Bahia. “Fizemos questão de passar uma noite em Salvador, que já apresenta melhorias visíveis. A cidade está se recuperando. O próximo passo deve ser a hotelaria. Mas o prefeito ACM Neto está mesmo empenhado em retomar o lugar de destaque da capital baiana no turismo nacional”, disse Patriani.

Sobre a Costa do Sauípe, o VP da CVC se disse satisfeito com a remodelação ocorrida e disse que o resort tem de ser vendido como um bom quatro estrelas. “Tira nota superior a oito”, avaliou. Depois da Bahia, que se destaca com as vendas de Porto Seguro e da Linha Verde, além de outros destinos, como Morro de São Paulo, o ranking de vendas domésticas da CVC segue com o Ceará, Rio Grande

do Norte (em empate técnico com o Ceará, segundo Patriani), Alagoas e Pernambuco. p

BANCODEDADOS TOP 5 CVC (EM FATURAMENTO)

ll 1 – Bahia (25% do total) ll 2 – Ceará ll 3 – Rio Grande do Norte ll 4 – Alagoas ll 5 - Pernambuco

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08 Cartões de assistência

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> Rodrigo Vieira

Mais produtos para os agentes

Na casa nova da April, o CFO Luiz Henrique Azambuja, o CEO Philip Namiech e o diretor comercial Agnaldo Abrahão

“A APRIL CRÊ MUITO NO MERCADO BRASILEIRO. APESAR DA CRISE QUE EXISTE AGORA, SABEMOS QUE o Brasil é o país do futuro. Houve um pequeno enfraquecimento na economia, mas aproveitamos esse momento exatamente para investir, pois temos a certeza do retorno. Queremos estar totalmente prontos quando isso acontecer. A April tem paciência e suporte para esperar a recuperação da economia”. Palavras do CEO da April Americas, baseado em Miami, nos Estados Unidos, Philip Namiech. “O Brasil é o mais importante país da América Latina para nossa empresa. Até 2018 temos Brasil, México e Ásia como prioridades internacionais”. Essa confiança toda no mercado brasileiro não tem sido muito comum de ser encontrada em tempos tão sombrios para a nossa economia e a política, com agravantes no setor de Turismo. Entretanto, algumas poucas empresas têm “milhões e milhões de reais” e a convicção de que as coisas realmente voltarão a ficar positivas no País. É o caso da April, que começa 2016 com uma grande lista de novida-

des, das quais os agentes de viagens têm tudo para tirar proveito. Casa nova, nome novo, produtos novos. Depois do carnaval, a April Brasil, que deixou de ser April Coris, sairá do centro de São Paulo para se instalar em um escritório na região da avenida Paulista planejado para a empresa e seus mais de 90 colaboradores. A mudança significa muito mais do que apenas espaço físico. A April começa a dar seus primeiros passos fora do Turismo e, com isso, amplia seu portfólio de assistências e seguros de um para 11 produtos, entre os quais estão proteções financeira, residencial e até de animais de estimação. Apesar dos passos fora do setor, o agente de viagens continua sendo o principal canal de vendas da empresa. “Esse aumento de segmentos foi o que nos motivou a tirar o nome da Coris, que é totalmente atrelada ao setor de Turismo. Agora temos em nosso portfólio outras categorias de assistências e seguros, que de certa forma complementam com o Turismo, e isso vai ajudar as agên-

cias de viagens a melhorarem suas rendas”, explica o CEO. “Por exemplo, o agente de viagens pode oferecer seguro residencial para o viajante enquanto ele estiver fora, ou até mesmo o seguro de seus animais de estimação. Outra possibilidade é atrelar um seguro financeiro para um cliente que voa de executiva, com maior poder aquisitivo”, aponta. “Ainda assim, todas nossas assistências poderão ser vendidas separadamente, mesmo quando seu cliente não estiver viajando. Estamos indo para produtos que têm recorrência. O agente não precisará vender viagens a toda hora. Isso intensifica e fideliza nossa relação comercial com os agentes de viagens, que estão carecendo de soluções para esse momento difícil do Brasil.”

TECNOLOGIA

Para capacitar os profissionais sobre todas essas novidades, a April fará roadshows por grande parte do Brasil a partir de março, além de estar desenvolvendo plataforma de en-


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sino à distância. Tecnologia, aliás, é um dos grandes fatores pelos quais a empresa desembolsou “milhões e milhões de reais” no Brasil nos últimos anos (o valor exato não foi revelado). “Nosso novo portal B2B dará a esses agentes a oportunidade de vender todos nossos produtos. Outra coisa inédita que eles terão é um white label para venda de nossos produtos em seus sites”, afirma o diretor comercial da empresa para o Brasil, Agnaldo Abrahão. Por trás dessas novidades está a compra de duas empresas: a seguradora Bit Seguros, que se tornou April Seguros, e a Bit Pag, de soluções digitais. “Traremos uma solução inédita no mercado, que é a venda mobile. Ela permite operar em qualquer lugar e realizar a venda de um seguro por meio de um tablet ou de um POS. Hoje, o agente de viagens ainda depende de um desktop ou laptop. Pelo smartphone ou tablet ele poderá emitir e imprimir os vouchers por impressora wi-fi”, completa Abrahão. Hoje a April Brasil tem 95% de sua receita, com viagens e 5% com assistência. Em 2018, viagens representarão 74% e os demais produtos 26%. A assistência vai vender mais porque a meta é ampliar o portfólio não só para o viajante. “Apesar de todas as dificuldades de 2015, batemos nossa meta em reais, até por conta da alta do dólar. Estamos muito felizes com o balanço

Há 10 meses no cargo, Luiz Henrique Azambuja é o primeiro CFO da April no Brasil. São seus primeiros passos no Turismo, mas ele tem 30 anos no setor de Seguros

do ano passado. Crescemos 20% no faturamento e atingimos mais de 100% em meta de vendas e resultados. Em 2016, esperamos crescer 20% em vendas e 15% em faturamento, o que é uma meta muito desafiadora, pois o ano começou difícil e o setor de Turismo está muito retraído, principalmente com a falta de resolução sobre o IRRF para remessas ao Exterior”, afirmou o CEO. “Confiamos no Brasil. Esse é o momento de investir, pois sabemos que as coisas vão se estabilizar mais para frente. Se ficarmos parados agora, ficaremos para trás quando a crise passar”, concluiu Namiech.

CA MPANHAS As campanhas de vendas também têm ajudado muito a manter os agentes de viagens ao lado da April, segundo o CFO da companhia, Luiz Henrique Azambuja. “Ano passado demos dois carros zero quilômetro e prêmios em dinheiro para os agentes vencedores. É algo inédito no nosso segmento”, comemorou. “Este ano oferecemos prêmios de R$ 5 mil a R$ 10 mil para os agentes de viagens. Basta emitir pelo menos cinco vouchers por mês para se aplicar à campanha.” 

BANCODEDADOS NÚMEROS DA APRIL

ll 95% da receita da April vem de Viagens ll 5% vem de Outras Assistências ll 74% é o que Viagens deve representar

em 2018 ll 26% Outras Assistências

ll 20% é quanto a April cresceu em

vendas em 2015 ll 15% é quanto a April cresceu em faturamento em 2015

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Philip Namiech , CEO da April Americas: “O Brasil é um dos três mercados prioritários para a April internacionalmente. Ao lado do País estão México e toda a Ásia”

P R O D U TO S E M V I A GEN S O DOMÉSTICO É UM DOS PRINCIPAIS FOCOS DA APRIL, JÁ QUE A PREVISÃO É DE QUE AS VIAGENS INTER-

nacionais não cresçam tanto este ano, por conta da alta do IRRF e do dólar alto. Para tanto, a empresa dobrou a cobertura de seu pacote nacional básico de R$ 8 mil para R$ 16 mil, e o outro pacote de R$ 18 mil para R$ 36 mil. “O valor de compra é o mesmo, o que pode ser um argumento e tanto para o agente de viagens vender ao cliente”, aconselha Abrahão.

No inter, o campeão de vendas da April é Europa. “O Europa 15 Dias é nosso produto mais vendido, pois tem um custo-benefício incrível para o viajante. Ele se tornou líder de mercado, pois nós caprichamos muito nele. É um produto com a maior cobertura de pré-existência do mercado, o maior custo-benefício e adicionamos um seguro chamado plus reasons, que oferece 25 razões para cancelamento de viagens, com itens que incluem separação de casal”, comemora o diretor.


12 Aviação

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> Diego Verticchio

Novos ares OS CARIOCAS QUE ESTÃO PENSANDO EM VIAJAR PARA A EUROPA JÁ TÊM DESDE O FINAL DE dezembro mais uma opção de voo. A companhia alemã Condor, do Thomas Cook Group, começou a operar no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) no final de dezembro e, desde então, vem mantendo média de ocupação em torno de 85%. Focada no passageiro que viaja a lazer, a empresa inicia suas operações com duas frequências semanais (às terças e aos sábados) para Frankfurt, com voos saindo às 15h do Rio de Janeiro. Embora seja novidade nos céus do Rio de Janeiro, a Condor já opera há cinco anos no Brasil com voos ligando a cidade alemã ao Nordeste. Hoje, além das duas operações para o Rio a empresa trabalha com voos para Salvador, Recife e Fortaleza, cada cidade com uma operação semanal. “O foco da companhia é o lazer. Depois de consolidar nossas operações para o Nordeste expandimos para o Rio, que é o principal destino internacional de lazer do Brasil. Poderíamos ter ido para São Paulo, mas a competitividade por lá é maior e o foco no corporativo é muito grande, e estamos no caminho contrário”, explicou o diretor da Condor para a América Latina, Espanha e Portugal, Carsten Sasse, que fica baseado na Espanha e passará a vir ao Brasil com mais frequência por causa dessa nova rota. Único destino em operação pela Condor na América do Sul, o Brasil segue sendo alvo de investidas da empresa aérea alemã. Segundo Sasse, enquanto consolida a operação no Rio a aérea viabiliza sua chegada em Natal. “Estamos finalizando nosso planejamento e devemos anunciar em breve nossa operação para Natal, um destino que tem muita demanda de europeus e que fica relativamente próximo da Europa”. A Condor ainda não tem escritório fixo

Josué Silva, Marcelo Kaiser e Carsten Sasser

no Brasil e trabalha em parceria com a Aviareps. O executivo de contas Josué Silva trabalha exclusivamente para a companhia e responde diretamente a Marcelo Kaiser, diretor da Aviareps no País. Com experiências na área comercial de outras companhias aéreas (Kaiser foi diretor da US Airways, entre outras), o dirigente avalia a contratação de mais um executivo. “Se for viável, teremos mais uma pessoa atuando na área. Falta saber se ele será um carioca cobrindo o Rio e Nordeste, ou alguém do Nordeste fazendo também o mercado do Rio. De qualquer forma só pensaremos nisso após o carnaval”, disse.

MUITAS PARCERIAS

Para estar presente em todo País, a Condor conta com a parceria da Gol. “Chegamos a todos os Estados da federação e como estamos presentes no Nordeste e no Rio, o tempo de voo do local de origem até um dos nossos destinos de operação é curto”, garantiu Kaiser. A empresa mantém outras parceiras no Caribe com voos para as principais

ilhas da região, entre elas Cuba, Punta Cana, Porto Rico, Costa Rica, Barbados, Jamaica, Cancun, entre outros destinos. “Boa parte das nossas operações é sazonal, mas temos muitos voos regulares operados o ano todo, como estes para o Brasil. Estamos presentes nos cinco continentes”, garantiu o dirigente da aérea. Na Europa, a Condor atua junto com cerca de 15 companhias aéreas, entre elas a Lufthansa – que utiliza o mesmo aeroporto em Frankfurt como hub. “Nossas conexões na Europa são todas muito rápidas”, afirmou Sasse. Além das alianças, a Condor faz parte do Thomas Cook Group, hoje o segundo maior grupo de turismo do mundo e que conta com outras três companhias aéreas: Thomas Cook Airlines Grã Bretanha, Thomas Cook Airlines Bélgica e Thomas Cook Airlines Escandinávia, que juntas formam a Thomas Cook Group Airlines. Atualmente, a frota da Condor conta com 42 aeronaves, sendo 15 Airbus (A320 e A321), 13 Boeing 757-300 e outros 14 Boeing 767-300 - usados em viagens de longa duração, inclusive para o

BANCODEDADOS DADOS DA CONDOR NO BRASIL

ll RECIFE/FRANKFURT Terças-feiras REC–FRA 17h25 – 10h05+1 FRA–REC 9h20 – 15h25 ll SALVADOR/FRANKFURT Domingos SSA–FRA 18h45 – 9h10 + 1 FRA–SSA 9h35 – 16h40 ll FORTALEZA/FRANKFURT Sextas-feiras FOR–FRA 20h04 – 9h30+1 FRA–FOR 12h10 – 18h05 ll RIO DE JANEIRO/FRANKFURT Terças e sextas-feiras (no inverno europeu muda para sábados) GIG-FRA 15h - 5h55 FRA-GIG 21h55 - 6h28

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Brasil. As aeronaves são antigas, com idade média de 12 anos, mas passaram por um retrofit completo. Os modelos contam com monitores individuais, além de maior espaço entre poltronas, novos lavabos e iluminação e são configuradas com três classes: Business, Premium Economy e Economy.p

A320 (curta e média duração): 12 aeronaves com 174 assentos

B757-300 (curta e média duração): 13 aeronaves com 265 assentos

A321 (curta e média duração): três aeronaves com 210 assentos

B767-300 (longa duração): 14 aeronaves. Três aeronaves com 245 lugares (30/35/180) e 11 aeronaves com 259 lugares (18/35/206)


13 Viage n s c o rp o rat iva s

10 a 16 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

> Rodrigo Vieira

Sinais dos tempos A RELAÇÃO É FÁCIL DE ENTENDER: ENFRAQUECIMENTO NA ECONOMIA, PÉ NO FREIO DAS EMPRESAS COM custos diversos, de pessoal a eventos, de suprimentos e viagens. Reflexo da nova dinâmica de mercado. O mundo mudou, de fato. Nem mesmo associadas Abracorp sobreviveram ao baque da instabilidade brasileira. O faturamento 2,3% menor em reais no ano passado, na comparação com 2014, é um dado que não surpreende. Em 2014 foram R$ 11,7 bilhões, enquanto em 2015 a soma foi de R$ 11,5 bilhões. Nesta conta entram venda de companhias

aéreas, hotelaria e locação nacional e internacional e outros serviços, como eventos e assistência em viagem. Desses, o único segmento que apresentou queda foi o de companhias aéreas domésticas, com 11,3% de redução no faturamento, na comparação de 2015 com 2014 – isso mostra a importância do transporte aéreo para o setor corporativo. No internacional, as associadas faturaram pouco a mais, apenas 0,6% na comparação ano após ano e ajudadas pela variação de cerca de 50% do câmbio. O segmento de maior crescimento no faturamento, em contrapartida, foi o de hotelaria internacional, com 47,1%, atingindo R$ 439,9 milhões, impulsionado pela alta do dólar, de acordo com o ex-presidente da Abracorp, Edmar Bull (hoje na Abav Nacional). A hotelaria nacional não faturou mais nem menos na comparação ano após ano. As locações de veículos internacionais representaram uma alta no faturamento de 35,9% no mesmo período comparativo, enquanto as locações nacionais representaram apenas 1,6%.

Gervásio Tanabe, Ronaldo Waltrick, Rubens Schwartzmann, Edmar Bull, Marcos Balsamão e Luis Vabo durante coletiva da Abracorp

“Estamos aconselhando os associados a alugarem mais carro em suas viagens domésticas, pois neste campo há muito espaço para crescimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, isso representa 5%”, avaliou o diretor executivo da Abracorp, Gervásio Tanabe. Quando perguntado se o desligamento de uma associada de peso como a Rextur Advance, com faturamento anual de mais de R$ 3 bilhões (venda de bilhetes aéreos em sua maioria), influencia nessa queda de faturamento, Tanabe afirma que não, pois a partir do momento que ela deixa de ser uma associada Abracorp, ela sai da base comparativa. “Não só Rextur Advance, mas Classtour, Pinheiro e Euroexpress deixaram de ser associadas Abracorp no ano passado. Nenhuma delas entra na comparação, senão perdemos o sentido da pesquisa. “Nossa base comparativa é composta pelas 29 associadas atuais.” Essas associadas entram no sistema da pesquisa e incluem seus faturamentos. A Abracorp afirma não ter acesso aos números individuais.

2016 MAIS POSITIVO

Apesar dos números “tímidos”, o presidente da Abracorp, Rubens Schwartzmann, acredita em recuperação este ano. “É difícil prever, mas fizemos entrevista com os associados ano passado e, dentro de seus planejamentos e suas metas, devemos crescer aproximadamente 5% em 2016”, afirmou. “Em termos de novos serviços, a gente vem trabalhando cada vez mais na gestão de despesas de viagens como um todo, com todos os serviços, não só aéreo e terrestre.”

GESTÃO DE DESPESAS

O conselheiro da Abracorp, Luis Vabo, também do Reserve e da Solid, concorda com o presidente. Para ele, as agências de viagens corporativas são cada vez mais agências de controle de despesas e viagens corporativas. “Essas agências corporativas sempre se dedicaram à gestão de viagens que não são

de lazer. Agora, elas identificaram que esses clientes corporativos têm outras demandas de gestão”, avaliou. “Quando um executivo viaja, ele gasta em vários serviços, como por transporte, alimentação e outras categorias, e tudo isso precisa ser justificado para a empresa no retorno. As agências de viagens corporativas estão se especializando em despesas, estão se tornando agências de despesas de viagens corporativas. A Abracorp lidera esse mercado no Brasil e busca cada vez mais que suas associadas tenham essa expertise.”

PEDRA NO SAPATO

As companhias aéreas nacionais representaram o único segmento em queda no balanço de 2015, em comparação com 2014. As empresas brasileiras apresentaram queda de 6,3% no volume de bilhetes aéreos emitidos ao corporativo, um dos principais motivos para a redução de 11% na soma > Continua na pág. 14


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< Continuação da pág. 13

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SEGMENTO AÉREO INTERNACIONAL bilhetes e faturamento em vendas R$

total do faturamento dessas transportadoras no mesmo período. Em 2014, a soma do faturamento de Azul, Avianca, Gol, Tam e outras foi de R$4,9 bilhões, enquanto no ano passado esse total foi de R$ 4,3 bilhões. A Gol lidera em bilhetes vendidos no nacional, com 31,6% do market share, seguida por Tam (29,9%), Azul (24,2%), Avianca (11,4%) e outros (2,8%). No entanto, a Tam é quem detém a maior porção de receita, com 32%, seguida por Gol (29,9%), Azul (26%), Avianca (9,8%) e outros (2,4%). A tarifa média das aéreas subiu em 2% em 2015, em comparação com 2014. No ano passado ela esteve em R$ 582, enquanto no ano anterior, R$ 571. “Importante salientar que embora o mercado e as companhias insistam em uma queda de tarifas, essa queda não existiu no segmento corporativo”, afirmou o diretor executivo da Abracorp, Gervásio Tanabe. “Temos de separar viagens corporativas com varejo no total.” De acordo com o presidente em exercício da Abracorp, Rubens Schwartzmann, “houve queda bastante acentuada na oferta, e, evidentemente nas transações, ou seja, passageiros embarcados. De janeiro a novembro a oferta cresceu 1,46% e demanda 1,71%. A queda começou a partir de agosto, acentuando-se em novembro de 15%”, afirmou. “A demanda caiu 7,5% no ano passado.”

TKTS

CIA AÉREA

VENDAS

QTD TKTS 14

QTD TKTS 15

Var(%)

Vendas 14

Vendas 15

Var(%)

Tam

169.471

148.640

-12,3%

534.875.183

526.732.832

-1,5%

American Airlines

117.158

101.682

-13,2%

451.643.448

396.515.369

-12,2%

Outras

137.947

142.064

3,0%

302.682.773

335.436.678

10,8%

Lufthansa/Swiss

48.818

51.702

5,9%

248.878.384

306.364.552

23,1%

Air France/KLM

62.960

61.619

-2,1%

268.883.697

278.499.722

3,6%

British/Iberia

51.464

45.944

-10,7%

207.503.735

206.517.331

-0,5%

United

52.291

46.013

-12,0%

222.607.636

204.411.265

-8,2%

Delta

48.191

44.549

-7,6%

182.209.884

180.618.495

-0,9%

Tap

54.806

43.911

-19,9%

170.486.768

152.726.712

-10,4%

Copa

51.248

42.767

-16,5%

128.055.975

117.690.751

-8,1%

Emirates

23.176

18.504

-20,2%

118.864.609

104.685.127

-11,9%

Avianca

43.391

42.565

-1,9%

89.604.500

99.013.073

10,5%

Lan

37.069

36.485

-1,6%

72.475.141

82.089.546

13,3%

Aeroméxico

19.104

19.551

2,3%

67.362.288

74.517.278

10,6%

Etihad

8.321

8.197

-1,5%

42.890.461

57.057.405

33,0%

Alitália

16.666

16.885

1,3%

53.570.732

56.464.094

5,4%

Gol

41.756

42.284

1,3%

50.753.223

54.284.725

7,0

983.839

913.362

-7,2%

3.213.348.436

3.233.624.955

0,6%

Total

SEGMENTO AÉREO NACIONAL faturamento (vendas em reais) VENDAS (R$) Cia aérea

2014

2015

VAR(%)

391.489.450

423.216.354

8%

Azul

1.242.227.652

1.119.082.215

-10%

Gol

1.522.657.450

1.289.383.489

-15%

Tam

1.661.930.710

1.377.908.452

-17%

Outras

41.312.845

102.071.642

147%

Total

4.859.618.107

4.311.662.152

-11%

Avianca

Fonte: Abracorp

INTERNACIONAL

A Tam liderou, em 2015, o market-share de vendas no segmento aéreo internacional da Abracorp. A aérea representa 16,3% das vendas. A American é a segunda, com 12,3%. A soma de “outras companhias” representa 10,4%. A principal companhia europeia no ranking é a Lufthansa, a quarta no total, com 9,5% das vendas. A Air France (8,6%) e a British (6,4%) vêm em seguida. O faturamento aéreo internacional da Abracorp em 2015 cresceu 0,6%, em comparação com 2014. Foram R$ 3,23 bilhões em vendas. As líderes do share, Tam e American, apresentaram variação negativa de 1,5% e 12,2%, respectivamente. A Etihad teve a melhor variação ano após ano, com 33%, seguida pela Lufthansa/Swiss, com 23,1%. Entre as alianças internacionais, a Oneworld lidera o share da Abracorp, com 38,7%, seguida por Star Alliance (30,4%) e Skyteam (20,5%).

HOTELARIA

O faturamento da Abracorp com hotelaria nacional ficou praticamente estagnado em 2015, na comparação com 2014. A soma total foi de R$ 2,23 bilhões. Juntos, os hotéis independentes, que detêm o maior share de faturamento no nacional, preocupam a associação com uma variação negativa de 11,5% no mesmo período comparativo. Já a hotelaria internacional apresentou alta de 47,1% no faturamento em reais ano após ano, fechando 2015 em R$ 439,6 milhões em vendas. Esse número foi impulsionado principalmente pela alta do dólar. Na hotelaria nacional, os empreendimentos independentes representam 53,1% do share de faturamento na Abracorp. “Outras redes” representam 18,2%, a Accor é a terceira, com 10,1%, seguida por Atlantica (7,5%), Blue Tree (2,4%), BHG/Solare (2%) e outras redes.


15 Hotelaria

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>> Rodrigo Vieira

Hilton via Atlantica UM ENTRA COM A EXPERTISE DE 20 ANOS DE ADMINISTRAÇÃO DE HOTÉIS NO MERCADO BRASILEIRO; O outro, com uma das marcas mais valiosas do mundo quando o assunto é acomodação. Atlantica Hotels e Hilton Worldwide anunciaram um acordo de licença de gerenciamento da marca Hilton Garden Inn no Brasil. Em princípio, dez hotéis devem ser construídos, mas nenhum dos lados confirma as cidades e a previsão para o início das obras. A Atlantica tem a exclusividade do uso administrativo dessa nova marca no Brasil. Segundo o diretor do Hilton Worldwide para Brasil e Cone Sul, Eduardo Rodríguez Suárez, a escolha pela Atlantica se deu porque a empresa conhece as peculiaridades do mercado de hospedagem brasileiro como ninguém. “A Atlantica é o maior operador hoteleiro independente do Brasil. Não só o maior, mas também o mais experiente nesse mercado. Eles podem fazer essa adaptação dos produtos internacionais no Brasil”, defendeu o executivo. “O Brasil é um País cujas características são bem particulares e, a Atlantica, com seus 20 anos neste mercado, com seu crescimento rápido, mas sustentável, nos dá confiança.” Não é de hoje que o Hilton pretende abrir unidades do Garden Inn no Brasil. Em 2013, o diretor da marca, Adrian Kurre, comemorou a possível abertura de uma unidade em São José do Rio Preto (SP). No ano seguinte, a marca anunciou que a capital paulista também ganharia um Hilton Garden Inn, em 2016. Nenhum dos projetos emplacou. “Concordamos com os investidores de encerrarmos

esses contratos. As negociações não avançaram, mas hoje quem tem a chave dessa bandeira no Brasil é a Atlantica, exclusivamente”, afirmou Suárez. “Esse nosso objetivo de dez hotéis é uma expectativa alta, mas tenho certeza que será possível alcançarmos.” Na ocasião dos dois anúncios, os Hilton Garden Inn seriam instalados em complexos comerciais e de compras, como escritórios com shoppings e lojas. O vice-presidente de Desenvolvimento da Atlantica Hotels, Ricardo Bluvol, afirma que é possível que as novas unidades sejam construídas em complexos como esses, mas que não será uma regra geral e os perfis serão distintos. O Hilton Garden Inn é praticamente todo corporativo e tem em seus padrões de serviço seu maior trunfo, como avalia Bluvol. “É uma marca que conta com profissionais de atitude, há muita proatividade no serviço do Hilton Garden Inn. O próprio slogan da marca diz ‘pode contar conosco’. Atitude e serviços diferenciados fazem parte da natureza da operação da nova parceira da Atlantica”, afirma. “E obviamente há atributos de padrão internacional de marca, como acesso a wi-fi em todo o empreendimento, muita preocupação com a segurança, café da manhã incluído, programa de fidelidade HHonors, entre outros. Vamos agregar a isso todo o conforto, know how de mercado e cultura local da Atlantica.” Ao falar sobre concorrência e investimento em período de crise, o diretor do Hilton para o Brasil concordou que há disputa, mas poucos hotéis têm a mesma proposta do Hilton Garden Inn

Eduardo Suárez, diretor do Hilton Worldwide no Brasil e Cone Sul, e Ricardo Bluvol, VP de Desenvolvimento da Atlantica

no País. Ele também conta com a fidelidade do executivo brasileiro pela marca, além do “serviço de ponta” prestado. Para Suárez, o negócio é positivo para todos os lados da cadeia, confiante de que a crise econômica seja passageira no País. “A perspectiva para todos os lados é positiva: para o hóspede, para o investidor, para o administrador e para a marca. Temos de dar serviços completos para os hóspedes a preços acessíveis para o nível superior do segmento, mas isso não significa que seja categoria econômica. É nesse nicho que vemos um espaço muito grande para o crescimento no Brasil. Você dá o produto de qualidade superior, programa de fidelidade, os altos padrões de segurança e culinários. Estamos entrando nessa nova ge-

ração de hotéis e é aí em que vemos o potencial de crescimento. Isso sempre tendo em conta que o modelo de negócios tenha um alto custo-benefício, para que ele dê certo para o investidor e o operador hoteleiro. No final, hóspede só sai beneficiado.” Apesar de não dar nomes nem prazo, tanto Suárez quanto Bluvol afirmam que as dez unidades previstas serão instaladas nas capitais dos Estados brasileiros e em cidades secundárias, principalmente onde o polo industrial ou empresarial seja forte. Peru, Guatemala, Uruguai, México e Colômbia são os países latino-americanos que já contam com Hilton Garden Inn. Ao todo são 15 na região. A Atlantica possui mais de 12 marcas representadas por 87 hotéis no Brasil.p


16 Mercado

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> Artur Luiz Andrade

Tui aterrissa no Brasil

NÃO, AINDA NÃO É COM SEUS AVIÕES PRÓPRIOS, MUITO MENOS COM HOTÉIS, NAVIOS E MARCAS E PRODUTOS ÚNICOS

que tem pelo mundo, especialmente na Europa. A alemã Tui, maior operadora de viagens no mundo, chega ao País com nome próprio (Tui Brasil) e plataforma de vendas on-line: para clientes finais (com uma OTA) e agências de viagens (operadora de pacotes dinâmicos e consolidadora de bilhetes aéreos). A Tui já está presente no Brasil com marcas como Hotelbeds e Bedsonline, que estão em processo de venda; já operou a OTA Mala Pronta, descontinuada no ano passado; e agora decidiu apostar no mercado brasileiro a longo prazo, com a marca própria e direção de Leandro Carvalho na América Latina (ele é ex-Sabre, Windsor, Accor e Mala Pronta). Por que esses segmentos nessa “chegada” ao País? Segundo Carvalho, devido à ferramenta que a empresa trará, com um motor de busca e reservas repleto de facilidades e ineditismos. E por causa das oportunidades analisadas no mercado brasileiro. “Há grandes grupos de consolidadores no Brasil, por exemplo, mas todos com capital nacional. A Tui é o primeiro grande grupo estrangeiro a investir nesse segmento”, afirma ele. Com faturamento de 18,7 bilhões de euros, a Tui colocou o Brasil em seu mapa de expansão, ao lado de países

Jorge Martin e Ana Garcia, da Tui na Espanha, e Carolina Chacur e Leandro Carvalho, do Brasil

como a China, Índia e Portugal. A previsão é de que a plataforma esteja funcionando já a partir de abril. A Tui Brasil vai contar com uma equipe de 15 profissionais, incluindo sede em Curitiba e escritório em São Paulo, mais o apoio de 30 na Espanha, que coordenam a expansão na América Latina.

NO MUNDO

No ano passado a Tui transportou mais de 30 milhões de passageiros para 180 destinos. A empresa tem 77

mil funcionários em 130 países, dez navios, 140 aeronaves e 1,8 mil lojas. As agências brasileiras poderão trabalhar com a Tui Brasil acessando a área dedicada a profissionais no portal a ser lançado, seja para comprar na consolidadora, na OTA ou na operadora. A agência terá três formas de vender Tui: poderá usar o motor de busca entrando no site da Tui Brasil; instalar o motor em seu próprio site; ou pedir que a Tui desenvolva um site customizado para vender a seus clientes.

Os números do Grupo TUI 77K 130 em

colaboradores países

Uma empresa global sediada na Alemanha

+30M clientes

de 31 mercados emissores viajando para 180 destinos

mais de

300 hotéis

com 210K camas

cerca de Receita de

€18,7B

1,8K

Cerca de de lojas na Europa

140 aeronaves

10 navios

Fonte: Tui

“Quando mais as agências comprarem, mais serviços e facilidades vão sendo desbloqueados para elas, como treinamentos, conteúdos exclusivos, entre outras”, explica Leandro Carvalho. Segundo ele, o Tui Partner Place é o programa para oferecer serviços aos agentes, incluindo a plataforma de capacitação Upgrade 6A. Em um ano serão lançados 40 cursos gratuitos para os agentes de viagens, incluindo destinos, técnicas de vendas, redes sociais e produtos, além de outros assuntos demandados pelos agentes. “Estamos chegando com o compromisso do longo prazo”, disse Jorge Martín, CMO da Tui Partner Place e do Passenger 6A, site de conteúdo para clientes finais. Para Leandro Carvalho, a crise por que passa o País servirá para fortalecer e solidificar negócios e empresas. “Quem não conseguir a fórmula para enfrentar a crise sairá do mercado. Mas quem ficar estará fortalecido e o mercado mais refinado”, finaliza.p

INFORMAÇÕES Leandro Carvalho, no leandro.carvalho@tuibrasil.com, e com Carolina Chacur, gerente de Operações e ex-Advance e Rextur Advance, no carolina.chacur@tuibrasil.com.


Eventos

Contagem regressiva DE 20 A 25 DE JANEIRO A CONCENTRAÇÃO DE EMPRESÁRIOS, FUNCIONÁRIOS E COMPRADOres internacionais no estande argentino na Fitur atuou como catalizador de ansiedades, expectativas e planos estratégicos que devem ser encontrados em um curto espaço de tempo, para que ocorram mudanças profundas a longo prazo. Os operadores receptivos sentiram um claro otimismo sobre a mudança política na Argentina por parte de seus clientes e potenciais compradores. O mundo dos negócios tem a sensação de uma sorte de relançamento da Argentina. Porém, a parede de distorções econômicas erguida nos últimos anos continua frustrando a concretização de acordos comerciais. “Se notou muito interesse pela América do Sul e, em particular, pelo novo tempo político que se abre na Argentina”, relatou um importante operador de receptivo, que em seguida reconheceu que o país está caro e por isso “aconselhamos que esperem as tarifas baixarem, porque estou certo de que irá acontecer”. Outro operador contou que durante os dias que passou em Madri lhe informaram desde Buenos Aires algumas reduções em hotéis de quatro e cinco estrelas e vários fornecedores que começaram a negociar acordos ou cotações cambiais diferenciadas (noites extras ou variações do dólar são as negociações preferidas). Mas todos sabem que isso, com sorte,

resolveria a situação, mas é insuficiente para falar em recuperação do mercado receptivo.

ANSIEDADE

E a questão é que não há tempo para resolver a longo prazo. “Trinta por cento das minhas vendas anuais da América do Sul são concretizadas nas feiras europeias do primeiro trimestre”, explicou um comprador espanhol, marcando a necessidade de contar com tarifas estáveis e competitivas. Uma combinação de adjetivos que na Fitur foi uma constante. Por isso a ansiedade de soluções de base foi um dos sentimentos dominantes na delegação argentina. “O problema das taxas não foi gerado por nós. Embora esse ponto nos deixa como responsável pelo encarecimento no país. O problema é que você tem que rever a estrutura de custos inteira ", defendeu um gerente de hotel. É que a variedade de estratégias de negociação que geraram as distorções cambiais pré e pós unificação (como eles gostam de chamar a recente desvalorização) abriu uma fenda profunda entre uns e outros. Em Madri, os dirigentes de ambas atividades aproveitaram a convivência para tratar de reunir um pedido ao ministro do Turismo, Gustavo Santos, para firmar um grande acordo produtivo setorial. Claro que para os empresários essa construção de competividade só é possível com uma ampla revisão das alíquotas fis-

O estande da Argentina foi um dos que mais movimentaram o pavilhão das Américas

cais, isenções, mudanças de regimes de avanços tributários, acesso a crédito e a lista segue. “Daqui até a ITB em Berlim (na segunda semana de março) os canais de diálogos abertos têm que começar a demonstrar resultados”, afirmou um dirigente, que imediatamente depois, reconheceu que a situação chegou a um ponto de imparidade que torna impossível dominar a ansiedade para ver alteração dos fundos e não apenas de estilo. “Estou convencido de que temos que armar um grande acordo setorial, onde aquelas demandas tão importantes do setor sejam parte de uma estratégia global que podemos apresentar ao presidente da nação. Mas como uma proposta de progresso e não como uma compulsão setorial, mas sim algo integral, que demonstre disposição para

participar desse desenvolvimento do país”, explicou Santos. Os operadores argentinos emissivos que estiveram na Fitur enxergam um 2015 muito distinto dos receptivos. Mas a desmontagem das distorções da taxa de câmbio, também trouxe dor de cabeça, de vários zeros em alguns casos. O problema é que o fim dos estoques e das transferências deixou vários com dólares retidos. Por isso houve aqueles que, em Madri, fizeram uma tentativa de renegociar suas dívidas com fornecedores. Em suma, cada segmento e papel comercial acredita que há uma enorme quantidade de distorções acumuladas. Desvalorização para os empresários passou a ser uma eternidade e para ontem. Ansiedades e as capacidades de resposta parecem ser o desafio.p


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SurFACE

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16 anos

O sistema Reserve de gestão de viagens corporativas, de Solange e Luís Vabo, completou 16 anos no início do mês. “O Reserve foi desenvolvido para o atendimento de empresas com self-booking, fluxo de autorização, controle de política de viagens e relatórios gerenciais on-line, baseados em uma tecnologia disruptiva na época”, comentou Solange Vabo, que recentemente passou a presidir o conselho da empresa. “Hoje, nossos desafios são outros”, completa. “Em um ano em que a média do mercado de viagens e turismo foi de redução de negócios, nosso crescimento de redondos 10% no faturamento foi baseado na unidade de negócios Expense, através do licenciamento e operação de sistemas para empresas”, adiantou Luís Vabo, presidente do Reserve, que promete os índices completos de 2015 até o final do mês. “Estamos desenvolvendo um novo mercado, uma nova oportunidade para a consultoria das agências de gestão de viagens corporativas”, complementou.

Transporte na Rio 2016

A Localiza anunciou que está desenvolvendo um planejamento logístico para participar do revezamento da tocha olímpica. Serão 165 carros e uma equipe de inteligência para acompanhar os 90 dias de revezamento, durante os quais mais de 300 cidades receberão esse ícone do esporte mundial. A Localiza já havia firmado acordo com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para ser a locadora de carros oficial do evento. Foto: Alex Ferro

Solange e Luís Fernando Vabo

Eugenio Mattar, da Localiza, e Sidney Levy, da Rio 2016, durante assinatura do contrato

Gol em 2015

A Gol divulgou seus dados operacionais de 2015, quando transportou 38,9 milhões de passageiros, 2% a menos em relação a 2014. A oferta manteve-se estável em assentos por quilômetros e a demanda, nesse mesmo critério, subiu 1%. A ocupação geral fechou em 77,2%, contra 76,9% no ano anterior. Em dezembro, a oferta doméstica da Gol reduziu 3% (e 4% no 4T15). A demanda doméstica recuou 6% no último mês do ano e 8% no quarto trimestre, fechando 2015 com crescimento de 1% em assentos por quilômetros pagos e com queda de 2% no número de passageiros (36,8 milhões). A ocupação doméstica foi de 78% (contra 77,8% em 2014).

1x1

Se para a Anac não foi válido o pedido de investigação da Braztoa em relação à companhia aérea Azul, que, por ser concessionária pública, não poderia beneficiar sua operadora Azul Viagens com preços abaixo da concorrência (segundo acusação da associação de operadoras, que realizou um levantamento em 2015), o Ministério do Turismo deve soltar nos próximos dias um parecer técnico favorável ao pedido da entidade. O MTur considerou irregular que Azul e Azul Viagens tenham o mesmo CNPJ. Um erro que passou pelo próprio ministério, já que a operadora Azul Viagens, para operar, necessita de registro no Cadastur, o cadastro de empresas do Turismo, controlado pelo MTur. Além da Anac e do MTur, a Braztoa também enviou notificação ao Cade, que ainda não se manifestou e deverá desempatar os pareceres. De qualquer forma, o MTur pedirá providências, que terão de ser respeitadas.

Organização

Ponto a ponto  No ano passado, Dubai recebeu 14,2 milhões de turistas estrangeiros, um aumento de 7,5% sobre 2014  Rebecca Meadows deixou a Turkish Airlines. Ela ainda não informou seu novo endereço comercial, mas fala-se na Avianca Brasil  Márvio Mansur, depois de uma temporada em São Paulo, onde abriu a filial da consolidadora Skyteam, retornou a Porto Alegre como diretor da empresa. Ele substitui Charles Cruz, que desenvolve projeto com o Grupo Confiança  O editor da PANROTAS no Rio de Janeiro, Diego Verticchio, e sua mulher, Tatiana, receberam no primeiro dia de fevereiro a chegada de Pedro, que nasceu às 21h, com 3,2 quilos e 49 centímetros.

Prestes a lançar duas novas empresas (uma operadora e uma voltada ao segmento Mice), e ainda com a possibilidade de compra de uma consolidadora, a Alatur JTB está arrumando a casa no que diz respeito às logomarcas de suas unidades de negócios. A integração de novas empresas e a chegada do novo CEO, Eduardo Kina, despertaram, segundo a diretoria, a necessidade de uma reestruturação visual. “Isso traduz o momento de mudanças positivas e de novas iniciativas porque passa a Alatur JTB”, avaliou Kina. “Com essas novas logomarcas, mostramo-nos de uma forma mais uniforme, já que somos várias marcas e empresas, mas um mesmo grupo, com a mesma cultura e filosofia.” A mudança estendeu-se às marcas de lazer do grupo, a Bora Viagens e o Club Plus, que passam a ter elementos visuais em comum com a marca principal da Alatur JTB (veja abaixo). Segundo, Nelson de Oliveira, diretor da unidade, “a Bora Viagens e a Club Plus desempenham papel central na estratégia de crescimento da Unidade de Viagens a Lazer da Alatur JTB”.


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10 a 16 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS Divulgação Disney

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A força está com a Disney Crise cancela mais dois voos

A American Airlines deixará de voar, em março, de Porto Alegre para Miami. A empresa já havia cancelado a perna a partir de Curitiba. Segundo a companhia, os demais voos no Brasil, para Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Recife, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, continuam normalmente. Havia especulações de que Salvador também perderia a ligação com a Flórida, mas a companhia, por meio de sua assessoria de imprensa, negou. Já a Delta Air Lines cancelou sua ligação entre Brasília e Orlando (o último voo sairá em 21 de fevereiro). A empresa voa para a cidade da Flórida a partir de São Paulo, e mantém suas ligações para Atlanta, Nova York e Detroit.

Museu fechado

A crise econômica cancela voos e também fecha museus no Brasil. A Tam informou que seu museu, em São Carlos (SP), será fechado temporariamente. A empresa não deu um prazo para a reabertura e disse que “todas as formas de manter o espaço em funcionamento foram tentadas”. No meio do ano passado, a Tam havia sinalizado a intenção de transferir o museu de São Carlos para a capital paulista. O museu tem dez anos de funcionamento.

O Grupo Disney teve um dos melhores anos de sua história em 2015, especialmente por causa do sucesso mundial de filmes e marcas como Star Wars, Divertidamente e The Avengers (cerca de US$ 5 bilhões em receita combinada nos cinemas). Isso sem falar que tudo isso gera mercadorias, mais visitas nos parques (que ainda vivem o sucesso de inaugurações recentes e do êxito de Frozen) e mais força para a marca. O Brand Finance Global 500, estudo que aponta as 500 marcas mais valiosas do mundo,

confirmou o bom momento e apontou a marca Walt Disney como a mais valiosa do mundo (US$ 30,7 bilhões). A marca saltou da 27 a colocação em 2014 para a 19a posição em 2015, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Outras marcas Top 500 na indústria de Viagens e Turismo incluem a Tata (US$ 15,4 bilhões), grupo indiano que administra a Taj Hotels e Palace Hotels & Resorts, Boeing (US$ 15,2 bilhões), Airbus (US$ 12,7 bilhões), Emirates (US$ 6,6 bilhões), Delta Air Lines (US$

6,3 bilhões), Booking.com (US$ 5,9 bilhões), United Airlines (US$ 4,9 bilhões), Lufthansa (US$ 4,1 bilhões), Tui (US$ 3,7 bilhões), Royal Caribbean (US$ 3,7 bilhões), American Airlines (US$ 3,6 bilhões), British Airways (US$ 3,6 bilhões) e Expedia.com (US$ 3,6 bilhões). As cinco primeiras colocadas em 2015 foram a Apple, avaliada em US$ 128,3 bilhões, seguida pela Samsung (US$ 81,7 bilhões), Google, com US$ 76,7 bilhões, Microsoft, com US$ 67 bilhões, e Verizon, com US$ 59,8 bilhões.


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