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R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.202 27 de janeiro a 2 de fevereiro 2016

Oo JRP T S ui n

Ensal, aq G OAgora me

Continua valendo a excelência nos serviços, a exclusividade e a experiência incrível... mas tudo isso agora acompanhado da arte de contar histórias > Páginas 17 a 29

Foto: divulgação/Uniworld

AS TENDÊNCIAS DO LUXO


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27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN Chegadas de turistas internacionais em 2015

LEIA NESTA EDIÇÃO

Europa 609 milhões (51%) Américas 191 milhões (16%)

Páginas 04 a 06

Atuação de agências de viagens cresce em “periferias”

Mundo: 1,184 bilhão

África 53 milhões (5%)

ÁSIA E PACÍFICO 277 milhões (23%)

Oriente Médio 54 milhões (5%)

Países que mais gastaram com turismo emissivo em 2014

Página 11

+28%

As novidades do Lacte 2016

10% PIB mundial

+7%

(Direto, indireto e induzido)

+1%

Empregos (Direto, indireto e induzido)

+4% -6%

C U hin S$ a 16 5

Páginas 12 e 13

Entrevista com Luigi Rotunno, presidente da Resorts Brasil

A R Es R ta U lem U eino d S$ a S$ S$ o U úss n U S s 92 ha 58 ni 11 U $ ia do 50 2 ni b b bi bi do ilh ilh bi lh lh s õ õ lh es es õe õe õe s s s U

US$ 1,5 trilhão em exportação

6% Exportação Internacional

30% Exportação em Serviços Fonte: Organização Mundial do Turismo (OMT)

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Readequação

Páginas 14 a 16

Especial de Esqui – Vail

A bilionária Olimpíada do Rio de Janeiro fez uma readequação de orçamento e teve de cortar de 10% a 15% na carne. Um esforço e tanto para se adequar aos tempos de... crise no Brasil. Não que o evento vá ser um fracasso ou esteja gerando menos interesse que o de Londres, por exemplo. Longe disso. Mas é que o Brasil está mais caro, em crise profunda e com diversas de suas instituições e lideranças sendo questionadas, inclusive na Justiça. Há um clima de incertezas, até no Turismo, que sofre de imediato com a falta de rumo e dinheiro do País. O que vai acontecer com as feiras? Com os impostos? Com as OTAs e as

operadoras, as agências e a venda direta nos fornecedores, os hotéis e as hospedagens alternativas? Apostamos no amadurecimento político (em ambas as vias), apesar de sabermos que vai demorar. Apostamos na necessidade de viajar (por necessidade mesmo ou por prazer e bem estar). Apostamos em novas lideranças (que estão aí, ainda tímidas, mas já se manifestando). Apostamos no mix e que essa mistura continuará por muito tempo, com a qualidade, a diferenciação, a inovação e o valor agregado prevalecendo. Apostamos no Turismo. Se é mais fácil ou vantajoso ou prazeroso ou seguro ou mesmo mais barato... é o

consumidor quem vai decidir que canal escolher. “Eu decido o que é melhor para mim”, pensa o consumidor, mesmo sem saber com certeza o que é melhor para ele. A experiência é que vai fidelizá-lo ou repeli-lo para sempre. Essa readequação de empresas e mercados, de orçamentos e cargos, de investimentos e prioridades vai, sem dúvida, criar um Brasil e um Turismo melhores. A custa de sacrifício e mortes, mas também da esperança e da criatividade, da visão de muitos e da disposição de todos. Importante é não cair em tentação. Pois há coisas que não têm remédio, nem nunca terão.


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27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass

S

E U Q A DEST >

DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

DO PORTAL

PANROTAS

14 a 20/1

1 ”Turismo está sendo dizimado pelo governo” – em 20/1

2 Previsto para hoje, IRRF de 6%

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno, Rodrigo Mota e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

ainda não foi aprovado – em 19/1

3 Caso Interlaken: Polícia cumpre mandados de prisão – em 14/1

4 100 lugares para visitar antes de morrer – em 16/1

5 Trade reage à saída da CVC com

estande em feiras – em 14/1

6 Restaurante dentro de caverna é atração na Itália – em 15/1

7 Falco pressiona ministro sobre acordo dos 6% – em 20/1

8 Congonhas volta a operar voos para todo o País – em 14/1

9 Jornal relata briga de investidores e fundadores de OTA – em 18/1

10 Magda: Imposto baixará, mas trade precisa esperar – em 20/1

11 Grupo Latam assina acordo com AA e aéreas do IAG – em 14/1

12 11 cidades que te levam de volta para a Idade Média – em 15/1

13 Projeto “desmancha” avião para salvar vidas em desastres – em 15/1

14 Cruzeiro nu passa pelo Caribe com 2 mil pessoas – em 15/1

15 Azul envia 19 aeronaves para Tap e reduz oferta – em 20/1


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Mercado

27 de janeiro a 2 de fevereiro 2016 JORNAL PANROTAS

> Henrique Santiago

Classe C

(de consumo)

EMBORA EXISTAM DISCORDÂNCIAS SOBRE O QUE É A CLASSE MÉDIA BRASILEIRA, O GOVERNO

PASSAGEM EM CONTA

federal a define como toda família que tem renda mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.561. Mais de 104 milhões ascenderam à classe C, ou seja, mais da metade da população, segundo dados do Serasa Experian. A partir dos anos 2000, o brasileiro passou a ter mais poder aquisitivo. E isso não reflete apenas na compra de uma geladeira, um carro parcelado ou em um notebook. O hábito de viajar se tornou, aos poucos, realidade no orçamento. As horas de ônibus foram trocadas pela comodidade do avião. A visita aos parentes no Nordeste foi incorporada a, pelo menos, uma ou duas viagens a lazer por ano. E a indústria turística brasileira só agradece. Ao menos antes da crise. Com o acentuamento da crise político-econômica, porém, foram muitas as empresas de viagens que fecharam as portas no Brasil. De pequenas agências de bairro a operadoras de luxo, o setor, quase em sua totalidade, sentiu a força do tsunami de incertezas e negatividade. Mas houve quem se destacasse em meio a esse cenário. E a classe C, surpreendentemente, só cresceu.

Empresa pouco conhecida do mercado, a Vai Voando, pertencente ao Grupo Gapnet, utilizou seus primeiros anos de mercado como laboratório até chegar ao modelo atual. Inicialmente, a empresa ia a campo para encontrar parceiros em bairros da periferia brasileira, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, com potencial e o know-how da venda de bilhetes aéreos, independente da experiência em Turismo ou não. A definição de peri-

Luiz Andreaza, diretor da Vai Voando

feria para a Vai Voando se baseia em conceitos como bairros distantes do centro e com carência de serviços e pela falta de infraestrutura. Para levar a marca ao pequeno comércio, o proprietário do estabelecimento, seja um mini-mercado ou uma loja de autopeças, tem de ter vínculo com a comunidade e o aparato tecnológico necessário para trabalhar. Com 98 mil passageiros embarcados e crescimento de 30% no ano passado, hoje a Vai Voando é procurada por pequenos empreendedores interessados em colocar o produto na prateleira, ga-

rante o diretor, Luiz Andreaza. O contato com as quatro principais companhias aéreas do Brasil – Avianca, Azul, Gol e Tam – permite a oferta de bilhetes com preço abaixo do mercado. O sucesso se deve, em partes, à abertura dos mais diversos tipos de pagamentos de tíquete aéreo com preços convidativos, como à vista, boleto pré-pago e parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito. “Nós capacitamos, formamos mão de obra para que o empreendedor entenda o mercado. Contatamos nossos parceiros a cada três dias”, disse ele. A atenção dada ao profissional motivou a RC Viagens, localizada na Favela da Rocinha (RJ), a entrar neste meio. Um dos poucos profissionais parceiros da Vai Voando entre os mais de 300 com formação em Turismo, Antônio Costa iniciou seu próprio negócio ainda em casa. Seis meses mais tarde, o microempresário alugou um terreno para profissionalizar sua agência de viagens. Com pouco mais de seis anos de atuação, a empresa se tornou conhecida na comunidade graças à divulgação boca a boca. Os clientes são quase em sua totalidade da Rocinha, mas Costa também vende para outras regiões da cidade. “Eu tenho cliente que pega duas horas de ônibus só para comprar comigo”, disse, aos risos.


05 VISITAR PAINHO E MAINHA Para a classe C, viajar é muito mais do que sentar na poltrona de um avião e curtir uma semana de férias. O que mantém as vendas da Vai Voando aquecidas é, justamente, a necessidade de visitar parentes distantes. De acordo com Andreaza, os cinco principais destinos comercializados no ano passado saindo de São Paulo e Rio de Janeiro foram Fortaleza, João Pessoa, Recife e Salvador. Por outro lado, a empresa tem notado crescimento fora do eixo Rio-São Paulo. Os Estados de Rondônia, Amapá e Ceará já somam cerca de 25% de vendas em nível nacional. Os laços familiares são inegáveis, a ponto de uma pequena parcela dos viajantes embarcarem para seus destinos apenas com o bilhete de ida. “Sessenta e cinco por cento das nossas vendas têm origem em São Paulo e no Rio”, disse Andreaza. “Eles viajam uma ou duas vezes por ano, têm uma necessidade cronológica de visitar ‘painho’ e ‘mainha’. Se não fossem de avião, iriam de ônibus”, completou. Reduzir o tempo de viagem e passar mais tempo com a família são dois pilares para decidir quando e como viajar. Os viajantes da classe C, afirma Costa, são decididos e raramente precisam de assistência. “Às vezes eu acrescento o serviço de acompanhante, quando uma criança viaja sozinha no período de férias para visitar o pai ou a mãe que se separaram”, disse.

VIAJAR É SE DIVERTIR Operadora que se tornou conhecida por oferecer produtos com preços acessíveis, a CVC é uma das raras referências fora do setor quando o assunto é viagens. Um dos responsáveis pela popularidade da empresa é o seu vice-presidente, Valter Patriani. Embora seja relacionada com a classe, o executivo desconstrói essa alcunha. “A classe C nunca foi o nosso foco. A CVC sempre atuou e atua com suas estratégias focadas nas famílias da classe média brasileira, que, por sua vez, contava com uma parcela de famílias que fazia parte da classe C, embora a maioria já pertencesse às classes A e B. Com a recente ascensão da classe média emergente, muitas famílias da classe C entraram para a classe B”, afirmou

ele. Com produtos para agradar a todos os públicos e bolsos, a empresa atribui à classe C brasileira a representatividade de 25% em vendas. E uma boa parte desta fatia tem como responsável a SM Turismo, comandada pelo agente multimarcas Sérgio Moraes. Sua agência tem apenas 18 metros quadrados e está localizada dentro do supermercado Andorinha, localizado na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte da capital paulista). Ele garante, sem papas na língua, que vende muito mais do que empresas grandes. “Meus clientes são assalariados, comerciantes e até da classe AA que viajam a lazer”, afirmou. “Mas a maioria deles está aqui na região da [Vila Nova] Cachoeirinha e bairros vizinhos, como Imirim, Casa Verde e Santana.” > Continua na pág. 06

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Valter Patriani, vicepresidente da CVC


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< Continuação da pág. 05

Estratégia igualmente adotada pelo colega de profissão da RC Viagens, o boca a boca foi a melhor forma de trazer a clientela à agência. Nos primeiros meses da empresa, há pouco mais de 15 anos, Moraes distribuiu outdoors pela região para divulgar a sua nova marca. “E ninguém veio”, disse, enfático. A conversa de bairro trouxe notoriedade à SM Turismo e, acima de tudo, a localização em um supermercado com preços baratos atraiu o interesse de novos consumidores. Embora 90% das vendas estejam concentradas no produto nacional, os outros 10% restantes se programam para a tão sonhada viagem ao Exterior. Há até quem se aventure além dos Estados Unidos, de malas prontas para África do Sul e Punta del Este, por exemplo. “A Disney é um sonho de muitas pessoas humildes. Elas vêm aqui e voltam um ou dois anos mais tarde e fecham o pacote”, disse ele.

DESCONTOS

O viajante da classe C se programa com antecedência para viajar. Até porque, no caso do pagamento parcelado na Vai Voando, o passageiro só tem o bilhete de fato em mãos após depositar a última quantia. Dentro da empresa o valor do tíquete médio é de R$ 830. Mesmo com o crescimento de dois dígitos, Andreaza notou uma readequação no comportamento do viajante em tempos de crise. “Antes eles viajavam em família, hoje vai o pai ou a mãe”, comentou. Em pouco mais de dois anos de abertura, a Deal Tour, presente em São Mateus, na zona leste paulistana, sentiu a queda nas vendas de fim de ano. As viagens de férias de dezembro foram adiadas. De acordo com a sócia-diretora da agência, Aline dos Santos, o mês de janeiro tem mostrado uma

Fonte: Datapopular e Central Única das Favelas (Cufa)

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leve recuperação. Um dos motivadores para o tímido crescimento é a fidelidade de antigos clientes. “Os clientes de indicação têm um poder aquisitivo melhor de quem mora no bairro”, enfatizou. Para atrair a atenção de um novo consumidor, a empresa, que está presente na movimentada avenida Mateo Bei, aposta na entrega direta de panfletos com valores promocionais nas mãos dos moradores. “Eles [clientes] fazem questão de desconto de até R$ 10”, concluiu ela. A barganha, não por acaso, é um dos motivos que fazem com que a classe C seja alvo de preconceito ou até mesmo do desinteresse da indústria. Andreaza, que lida diretamente com este público, sente a desfeita. Mas ele acredita em uma mudança. “Este preconceito existe, mas tem diminuído. Há uma luz no fim do túnel. O mercado vive dependente do corporativo e do lazer

e marginaliza qualquer outro cliente. Cliente é quem compra e paga”, destacou ele. Atenta às tendências e reviravoltas do mercado, a CVC sabe da importância da abertura de mais lojas, tanto que aposta na interiorização para trazer a marca em cidades menores e afastadas dos grandes centros. “Em momentos de orçamento mais apertado, é natural que o cliente faça adaptações, que procure se planejar com antecedência, mas uma coisa é certa: principalmente o trabalhador, que tem direito a férias remuneradas, nunca deixa de viajar de férias”, explicou Patriani. Os empresários que trabalham e conhecem a classe média brasileira alertam os demais a atentarem seus olhos ao poder de fogo de consumo. A Vai Voando projeta para este ano o crescimento de 25% e em 2017 a internacionalização e a criação de pacotes montados.p


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Hotelaria

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> Diego Verticchio

Mais um Windsor REDE HOTELEIRA QUE MAIS CRESCE NO RIO DE JANEIRO, A WINDSOR HOTÉIS INAUGUROU RECENTEMENTE O Windsor Oceânico, empreendimento localizado ao lado do Windsor Barra e ligado ao cinco estrelas por uma passarela coberta. Mais do que levar hóspedes de um hotel ao outro, o caminho suspenso é peça fundamental para juntar os dois empreendimentos que, a partir de março, terão, ao todo, mais de 20 mil metros quadrados de área para eventos e congressos. Esse número confere à rede Windsor a marca de maior complexo hoteleiro para congressos e eventos do Estado do Rio. Na capital, o complexo de eventos será um dos três maiores espaços corporativos, ao lado do Riocentro, também na Barra, e Sulamerica Centro de Convenções, no centro. Embora os números sejam superlativos, a Windsor Hotéis só poderá usufruir deste espaço a partir de março, quando as obras da área de eventos do Windsor Oceânico estiverem prontas. Até lá o hotel segue tendo uma procura grande por lazer, embora o hóspede corporativo ainda seja seu principal nicho. “Estamos dando uma atenção especial ao hóspede de lazer por conta da nossa posição geográfica,

Passarela coberta liga o Windsor Oceânico ao Windsor Barra

mas somos um hotel corporativo e fazemos parte de um complexo de eventos. Temos capacidade de receber grandes convenções e esse é nosso foco, além de estar buscando parcerias com grandes empresas. Já temos alguns bons contratos assinados, principalmente com empresas com sede ou filial na Barra da Tijuca”, adiantou o gerente geral do hotel, Márcio Delgado, ex-gerente do Windsor Leme. O primeiro a usar todo

o complexo será o Comitê Olímpico Internacional, que fará um grande evento alguns dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos. Na oportunidade, o COI utilizará ainda as instalações do Windsor Tower, hotel localizado atrás do Windsor Barra e que quando estiver pronto, no início do segundo trimestre, fará parte do complexo de eventos do Windsor no bairro. Com um restaurante, lobby bar, piscina, sauna e academia, o hotel conta

com 444 quartos divididos em standard, superior, superior executivo, superior luxo e suíte executiva — com duas unidades que estão sendo adaptadas para serem usadas nos Jogos Paralímpicos. O hotel conta com 32 apartamentos por andares. Do total dos quartos, 6% (25 unidades) são reservados para hóspedes com alguma necessidade especial. “Por conta desta política de acessibilidade, fomos escolhidos como o hotel oficial do Comitê Internacional Paralímpico dos Jogos Paralímpicos Rio 2016”, comemorou Márcio Delgado, que garante ter o hotel com 100% de ocupação tanto para Olimpíada quanto Paralimpíada. Faltando cerca de dez dias para o início do carnaval, o hotel já conta com 85% dos quartos reservados. “No réveillon estivemos lotados e caminhamos para chegar à ocupação máxima no feriado do carnaval. Estamos operando há quatro meses e é interessante ver a Barra se tornando um destino turístico. Hoje, nossos hóspedes de lazer vêm e ficam por aqui e não mais vão ao Centro ou Zona Sul”, garante Delgado, que tem passagens pelas redes Club Med e Pestana, entre outras.p

Márcio Delgado, gerente do Windsor Oceânico


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Consolidadoras

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> Diego Verticchio

Confiantes

e juntos

O GRUPO CONFIANÇA E A CONSOLIDADORA CARIOCA VOLARE TURISMO, QUE HÁ UM ANO anunciaram a fusão, deram início no último dia 18 de janeiro ao processo de integração e unificação das duas empresas. Até então independentes, a operação passará a ser feita no mesmo local. Embora no planejamento inicial a integração estivesse agendada para daqui a três anos, o momento econômico do País ajudou a acelerar o processo, que será finalizado em um mês – data em que todos os 30 colaboradores deverão estar trabalhando de forma conjunta, no mesmo ambiente. “Esta mudança reforça o nosso compromisso em trazer melhores resultados aos agentes de viagens do Rio de Janeiro, com otimização de recursos, maior poder de negociação e relacionamento”, afirma o presidente do Grupo Confiança, Helvécio Garófalo. A integração trouxe ainda mais uma novidade: a contratação de André Dentzien, que atua há 30 anos no turismo e tem em seu histórico profissional passagens pelas principais consolidadoras do País, entre elas a Flytour, onde atuou por 25 anos, chegando ao cargo de diretor. Dentzien se junta a Robson Gaglianone, sócio de Helvécio Garófalo na Confiança Rio, e a Edson Fernandes, diretor da Volare Turismo. “A fusão é, na

Robson Gaglianone, André e Edson Fernandes

verdade, uma otimização de forças, uma sinergia perfeita”, revela Gaglianone. “A fusão vai pegar o que há de melhor nas duas empresas. São duas forças que se transformarão em uma, vamos reduzir custos e aumentar nossas vendas”, diz André Dentzien. Para o diretor da Volare Turismo, Edson Fernandes, a integração trará mais poder de negociação. “Teremos uma base de clientes maior e mais poder para negociar com as companhias aé-

reas. Esta fusão será benéfica para todos”, garante. “E é uma tendência do mercado de consolidação. As grandes empresas estão se juntando para reduzir gastos e aumentar lucro e a Confiança não pensa diferente”, concluiu Gaglianone. Com a nova estrutura, a Confiança Rio/Volare passa a contar com três diretores. Nesta composição, Robson Gaglianone e Edson Fernandes terão mais “liberdade” de ir à rua visitar as agências de viagens e clientes. André Dent-

zien ficará mais no operacional. Ao todo, a empresa passa a contar com seis promotores trabalhando full time na rua, além dos dois diretores. Com reforço dos promotores, a ideia da Confiança Rio/Volare é atuar de forma mais direta no Estado do Rio, principalmente no interior, buscando. O Grupo confiança, que completou 45 anos esta semana, prevê ainda em seu plano estratégico uma expansão no Rio Grande do Sul, a ser anuniada em breve p


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Eventos

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> Paula Daidone

ENTRE OS DIAS 14 E 16 DE FEVEREIRO, GESTORES E PROFISSIONAIS DE diversas partes do Brasil e do mundo irão se reunir na 11a edição do Lacte (Latin American Corporate Travel Experience). O consagrado evento da Alagev traz para 2016 novidades que prometem deixar as discussões ainda mais acaloradas. De acordo com a diretora da Academia de Viagens, Patrícia Thomas, que cuida do conteúdo educacional, essa edição tem como intuito promover o debate e a interação entre os palestrantes e o público. Diferentemente dos anos anteriores, essa edição dará a possibilidade do visitante assistir a diversas sessões no mesmo dia. “No bloco da tarde, por exemplo, teremos três sessões que se repetirão ao longo do dia. Com isso, o participante pode sair de uma sessão e entrar na outra, sem perder nenhum assunto”, explicou Patrícia, referindo-se às sessões da tarde, que serão triplas, isto é, o mesmo assunto será repetido três vezes em três horários distintos. A mudança se deu pela análise da pesquisa de satisfação das últimas edições, que mostraram que “os participantes adoravam a programação, mas tinham dificuldade de escolher qual rodada acompanhar, pois todas eram ao mesmo tempo”, explicou Patrícia. Outra mudança será na sessão exclusiva para clientes de viagens e eventos. Anteriormente, a sala era montada com mesas e cada uma com um assunto disponível e o gestor escolhia qual tópico gostaria de ouvir. Agora, com o novo formato, não haverá mais mesas e, sim, um ambiente único onde todos os participantes poderão ouvir os tópicos que serão discutidos. A 11a edição também trará o Espaço Arena, que entra no lugar das sessões do segundo dia e do encerramento. O Arena foi desenhado para que todo o público do Lacte possa discutir de maneira dinâmica assuntos pertinentes ao mercado. Serão

cinco painéis e, entre eles, uma sessão viva que contará com a participação da plateia. O Lacte 11 acontecerá no Grand Hyatt São Paulo e terá início às 18h do dia 14, com uma recepção de abertura. As inscrições podem ser feitas através do site da Alagev: www. alagev.org.p --- O Jornal PANROTAS é media partner do Lacte

Divulgação

Debate e interação Paulo Amorim entre as diretoras da Academia de Viagens, Viviânne Martins e Patrícia Thomas


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Hotelaria

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> Rodrigo Vieira

Ações e oportunidades

O ANO TRAZ UMA LISTA DE TAREFAS A SEREM CUMPRIDAS PELO NOVO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESORTS (ABR – Resorts Brasil), Luigi Rotunno, do La Torre Resorts, de Porto Seguro (BA). A desvalorização do real diante das principais moedas estrangeiras, por um lado, joga a favor dos 49 resorts associados, mas, por outro, a crise que está ligada a esse enfraquecimento de nosso câmbio afasta consideravelmente o público corporativo, um dos principais combustíveis de grande parte desses empreendimentos em momentos de baixa ou média temporadas para o lazer. Isso foi o que apresentou o segundo semestre de 2015, segundo Rotunno, e assim deve continuar este ano. Portanto, um dos principais objetivos da associação será trabalhar ao lado dos resorts com perfil corporativo e achar uma saída para aumentar a ocupação.

“Quando falamos de resorts temos de identificar os segmentos, e o corporativo foi o mais atingido pela crise. São empreendimentos focados em eventos e viagens de incentivo, que sofreram pelo grande número de empresas que reduziram o budget destinado a esses fins”, explica Rotunno. “Uma das saídas é aumentar a atividade de lazer para atrair um público de família, quando possível, o que geralmente acontece nos finais de semanas. Estamos nos organizando para isso.” Não é à toa que a ABR se organiza para aprimorar o lado divertido e familiar dos resorts. O momento é todo do lazer nessa categoria de hospedagem. Segundo Rotunno, o ano passado apresentou alta na procura pelos empreendimentos de lazer, com destaque aos produtos all inclusive. “Em regra geral, os resorts, com destaque aos de lazer, sofreram menos do que os outros segmentos

Luigi Rotunno e seu antecessor na Resorts Brasil, Daniel Guijarro

em 2015, pois o público que geralmente viajava para o Exterior sinalizou a intenção de ficar no Brasil devido à crise financeira. Nessas horas os resorts saem ganhando, pois apresentam culinária diversificada, muitas opções de lazer e

um produto ideal para a família. Os all inclusive são os mais procurados, pois evitam surpresas de gastos”, avalia o presidente da ABR. “Além disso, 2015 foi um ano em que os resorts estiveram bem consolidados para o público nacional. Eles se tornaram um destino por si próprio.” Outro fator que contribui para o segmento este ano é o interesse dos estrangeiros pelos resorts brasileiros. Apesar de ser desfavorável para nossos viajantes, o real está em um bom preço para quem vem de fora. Alguns resorts já apresentam 40% de reservas efetivas até o carnaval pelo público internacional. “Os grandes resorts de lazer estão procurando esse share de mercado, por conta da situação cambial. Propagandas e capacitações têm sido feitas lá fora. É uma tendência muito forte para 2016”, apontou Rotunno, acrescentando que o maior mercado está nos países da América do Sul, até por conta dos vistos impostos aos norte-americanos. Quando perguntado se os afiliados estão capacitados para receber o público internacional, Rotunno garante que sim. “Estamos totalmente preparados para receber. Vale ressaltar que todo associado da ABR passa por uma matriz de classificação muito rigorosa, que avalia todos os pontos de qualificação. A avaliação internacional está entre os critérios”.

AGENDA 2016

A ABR deve estar em 17 eventos voltados para agências e operadoras neste ano. WTM, Abav, Avirrp, Festuris e Aviesp são feiras que devem contar com estande integrado entre as asso-


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ciadas. Os outros são workshops para capacitação do trade. “O objetivo é criar duas certificações, uma para premiar a agência e outra o vendedor. Hoje temos 200 agentes especializados e queremos dobrar este número, promovendo duas capacitações por semestre e premiando os que mais se destacarem em vendas”, completa o dirigente. Apesar de não poder dar nomes, ele afirma que há três resorts perto de se juntarem aos outros 49 associados até o fim de fevereiro. “A tendência no sentido de novos associados é positiva, porque os resorts nesse período de redução de custo e de recessão, conseguem, através da ABR, fazer mais ações investindo menos. Somos uma ótima alternativa”, afirma Rotunno.

CONSUMIDOR FINAL

Segundo Rotunno, um de seus maiores desafios como presidente da ABR é junto ao consumidor final. “Além de entender a necessidade de todos associados e defender a bandeira resorts, é nosso dever este ano fazer um trabalho de comunicação com o público final para que o hóspede en-

Iberostar Praia do Forte (BA)

tenda o valor de escolher um resort certificado e afiliado à ABR”, explica. Ele afirma que há no consumidor brasileiro uma dificuldade da compreensão da palavra resort.“Isso acontece porque estabelecimentos usam a palavra de modo incorreto. O

Mabu Thermas Grand Resort (PR)

MTur não define quem pode ser chamado de resort ou não e muitos empreendimentos se aproveitam disso. Nosso dever é direcionar o público para os resorts certificados.” Com todos esses atributos, a ABR espera que a ocupação de seus resorts cresça

em média 2% neste ano. “A previsão é de um leve aumento na média de ocupação. Esse número só não deve ser maior pela questão dos resorts corporativos; eles podem puxar a nossa média para baixo, mas trabalharemos para que isso não aconteça de maneira abrupta.” p


Esquiando Vail

A aZ

de

O Estado do Colorado é o mais popular em vendas no Brasil quando o assunto é esqui nos Estados Unidos. Pelo menos é o que acontece em uma das principais operadoras especializadas em neve no País, a Interpoint, do diretor Frederico Levy. Em outras, a liderança se repete. Eis então que Vail surge como uma grande oportunidade para o brasileiro. As opções de esporte de inverno no destino são enormes. Ele conta com mais de 21 km² de terreno ideal para a prática de esqui e snowboard e uma das áreas mais bem preparadas do mundo em termos de destino para férias de frio. São mais de 50 anos de abertura para o público, com um charme único, que conquista de imediato. O Aeroporto de Vail/Eagle County, a somente 20 minutos da cidade, recebe voos diretos a partir dos principais aeroportos internacionais, incluindo Atlanta, Dallas/Ft. Worth, Houston e Miami. A United Airlines é uma das principais operadoras nesse aeroporto, e também no de Denver, o principal do Colorado. Uma das operadoras que é referência em administração de resorts em Vail é a Vail Resorts, que já atua em nove resorts de montanha e duas estações de esqui urbanas, inclusive saindo de Colorado para outros Estados norte-americanos e até a Austrália. A companhia investe aproximadamente US$ 110 milhões em reformas neste inverno para aumentar a experiência de seus hóspedes. Quase metade desse investimento, ou US$ 50 milhões, foram aplicados no Park City Mountain Resort, que agora aglomera o Canyons Resorts, o que resultou no maior resort de esqui e snowboard dos Estados Unidos. O Park City Mountain Resort terá aproximadamente três mil hectares de área esquiável, uma nova gôndola, meios de elevação reformados e maiores, novas trilhas e pistas, além da abertura do Snow Hut Restaurant, com capacidade para 500 pessoas. Trata-se de um dos planos mais ambiciosos e impactantes na história do esqui dos Estados Unidos, de acordo com Vail Resorts.

Esta edição do Esquiando de A a Z é a terceira de uma série mensal. Sugestões e colaborações: redacao@panrotas.com.br.


Esquiando de

AaZ Crédito Vail Resorts Inc.

FAMÍLIA

Com uma área de neve tão grande, é claro que Vail não tem apenas atrações para os esportistas. O destino é ótimo para famílias brasileiras que pretendem se divertir na imensidão branca e fria das montanhas. A Escola de Esqui e Snowboard ensina crianças a partir de um ano. Há o Family Private, cujo propósito é reunir grupos particulares de famílias e amigos para um ensinamento divertido. Há também aulas em grupo com outros visitantes, classes específicas para mulheres, entre outras categorias para o passageiro ganhar confiança e desfrutar ao máximo de seu tempo no inverno. Para aqueles que estão a fim de partir para outra modalidade, a escola do Vail Resorts oferece, diariamente, uma tirolesa de 365 metros de comprimento, para olhar a montanha por um ângulo totalmente diferente. A modalidade Tubing oferece uma descida em pistas especiais com música, percursos longos e um tapete rolante coberto para o transporte até o topo. E por aí vai... com snowmobile, moto de neve infantil, ski biking e outras atrações para a família.

oportunidade de apreciar o destino como se fosse um morador local. A dica também serve para quem quer economizar bastante com acomodações e passes de teleférico, aproveitar eventos diferenciados, reservar com facilidade os restaurantes populares da estação e obter mais da montanha para si mesmo.

O Epic Pass continua como uma grande oportunidade ao passageiro fã de esportes de inverno. O tiquete oferece aos hóspedes acesso aos meios de elevação dos 13 resorts em três países, com economia de mais de 35% comparado ao preço normal do lift. O Epic Pass oferece a quem está esquiando ou passeando acesso ilimitado e irrestrito a Vail, Beaver Creek (resort vizinho a Vail), Breckenridge, Keystone e Arapahoe Basin, no Colorado; além de opções em Utah, Lake Tahoe, Minnesota, Michigan e Austrália. O ingresso individual sai por US$ 769 para adultos e a compra pode ser feita em epicpass.com. Além disso, o hóspede que visita Vail durante determinados períodos aproveitam não só um ambiente descontraído, mas também a

Aqueles que não perdem a oportunidade de comer bem quando viajam, também adorarão Vail e sua culinária deliciosa e diversificada. Vail pode até ser uma pequena cidade entre montanhas, mas o visitante achará opções que não devem em nada para cidades mais vibrantes do mundo. Há opções de almoço no The 10th, localizado na montanha, com botas confortáveis para você dar um tempo no aperto dos equipamentos de esqui. A comida é quentinha e tem tudo o que é preciso para recuperar suas energias e voltar ao frio. Na cidade, as opções são incontáveis. Desde comida japonesa assinada por Nobu Matsuhisa a comida latino-americana, o hóspede terá vários lugares para comer e beber bem.

OPORTUNIDADE

Em Vail, as atividades são para toda a família, como as aulas particulares de esqui entre pais e filhos

GASTRONOMIA

TECNOLOGIA

O Epic Mix Time é um app no qual o hóspede acessa para saber o tempo de espera nos lifts e se programar para otimizar a estada. Há também o Epic Mix Photo, em que o hóspede cria uma conta e o funcionário de Vail Resorts faz as fotos, salva na nuvem e dá acesso a tudo.

Banco de Dados Distância do aeroporto local: aproximadamente 25 km Voos diretos: Atlanta, Denver, Dallas/ Ft. Worth, Houston e Miami Temporada: já aberta, deve durar até 10 de abril Estações da Vail Resorts no Colorado: Vail, Beaver Creek, Breckenridge e Keystone Área do Park Stone: mais de 20 km² > Continua


Esquiando de > Continuação

AaZ

Especialista em neve - Luxo por HENRIQUE SANTIAGO

Ligia Maas, coordenadora da Primetour

Se viajar em alto padrão nunca foi problema para o passageiro de luxo, não vai ser a crise político-econômica que irá afetá-lo. Muito menos o câmbio alto do dólar em relação ao real. E se o assunto é esqui, então, torna-se uma necessidade vital se deslocar ao menos uma vez para o hemisfério norte e se aventurar na temporada de neve. A Primetour, especializada em luxo, tem clientes habitués que não poupam esforços nem investimentos para ter uma experiência inesquecível no Exterior. Mesmo com a proximidade de Bariloche e Valle Nevado, do Brasil a empresa concentra ao menos 80% de suas vendas de esqui na América do Norte, em especial Aspen e Vail. O motivo é óbvio: produtos e infraestrutura de qualidade. Quando se fala em esqui, uma coisa é certa: quem tem dinheiro, viaja. Com clientes classificados de “ricos a bilionários”, o viajante de luxo, embora seja o último a ser atingido pelo cenário desfavorável, programa pequenas adaptações em suas viagens. Mas não deixa o planejamento para a última hora. O momento de viajar é entre janeiro e fevereiro. “Nós nunca fizemos tanto upgrade [de aéreo] com milhas como agora”, disse a coordenadora da Primetour, Ligia Maas. “Se antes ele

viajava de executiva, hoje vai de classe econômica. Mas isso não acontece com todos”, complementou a coordenadora da Primetour.

PRODUTOS DIVERSOS

A prática de esqui é considerada como um refúgio. Para que o cliente embarque, seja na poltrona mais confortável e com serviços de ponta ou um pouco apertado entre dois passageiros nas próximas dez horas, vale oferecer o leque mais diferenciado de opções, sobretudo ao que já tem casa própria no destino. Ligia pontua que, no momento da venda, não apenas o bilhete aéreo, a hospedagem e o ski pass agradam. Esportistas natos, os viajantes aventureiros procuram experiências além da prancha de esqui, como passeios de snowmobile e bobsled. “O cliente quer sair daqui com tudo resolvido”, recomendou ela.

ONDE FICAR

E preocupação, com certeza, é o que nenhum passageiro quer em sua viagem. Se hospedar com estilo em Four Seasons é uma prioridade, portanto, hotelaria de qualidade não foge da realidade. Mas há aqueles que desembolsam uma quantia mais alta para ter privacidade em villas alugadas por famílias. Família, aliás, é o público-alvo ideal do produto neve. Com cerca de quatro a seis pessoas por grupo, os praticantes chegam a ficar em média 15 dias no destino. Os mais aficionados pelo esporte passam até um mês no hemisfério norte. Os Estados Unidos são, definitivamente, o país ideal para esquiar. Nem mesmo o vizinho Canadá ou os Alpes suíços fazem frente ao destino. O cliente frequente se sente em casa em Aspen ou Vail e dificilmente irá mudar este hábito. Mas Ligia enxerga potencial em demais estações norte-americanas. “Por sua oferta hoteleira de qualidade, acredito que Beaver Creek e Park City possam ser mais bem trabalhadas”, encerrou.

Calendário De 11 a 13 de dezembro – Snow Daze: a maior festa de início de temporada na América do Norte, com shows gratuitos ao ar livre e festas noturnas para começar a temporada em grande estilo. De 20 a 22 de janeiro – Skadi Fest: evento apenas para meninas, com demonstrações de equipamentos de esqui, aulas personalizadas e eventos específicos para o público. De 6 a 9 de fevereiro – Carnivail: uma homenagem aos eventos tradicionais do Mardi Gras de Nova Orleans com o toque das Montanhas Rochosas. De 5 de fevereiro a 29 de março – Burton US Open: alguns dos melhores atletas de neve do mundo competem pelos primeiros lugares nas provas de halfpipe e slopestyle, shows de primeira linha. Também apresenta atividades para as crianças. 10 de abril - Spring Back to Vail: para encerrar a temporada, os visitantes festejam em grande estilo a volta do sol, incluindo shows ao ar livre e o célebre campeonato de esqui sobre a água.


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VIAGENS DE LUXO

Em busca da experiência perfeita

Quais as tendências do segmento de viagens de luxo? Que histórias você precisa criar para conquistar mais e mais clientes afluentes. E ainda as novidades da Qatar Airways, rede Sandals e Uniworld


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VIAGENS DE LUXO Eventos

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27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Tendências > Carla Lencastre, especial para o Jornal PANROTAS — Cannes (França)

do luxo Fotos: divulgação/hotéis

Viceroy — Cartagena, com abertura prevista para 2017

A ILTM Cannes, realizada em dezembro, na França, atualizou participantes de todo o mundo sobre o segmento de viagens de luxo, onde inovação, serviço e excelência vão além da obrigação. Uma tendência forte nessas viagens de experiência foi tema do fórum de abertura: o storytelling (contar histórias). Três palestrantes falaram sobre a importância das marcas de luxo e de seus vendedores terem boas histórias para contar e oferecer para seus clientes. “Vemos milhares de histórias serem criadas para viajantes de luxo em todo o mundo. Este ano nós desafiamos os participantes a usarem a ILTM como ponto de partida para criarem e compartilharem suas próprias histórias”, disse Alison Gilmore, diretora da ILTM Portfolio.


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Viceroy — Palm Jumeirah, previsto para 1o de setembro

Four Seasons — Dubai, abertura prevista para este ano

A vice-presidente de Parcerias Estratégicas da American Express Consumer Travel, Claire Bennett, destacou três pontos-chave no futuro do segmento de viagens de luxo: opções de conectividade, expectativas de serviços personalizados e valorização dos detalhes. “A indústria de viagens tem que investir em tecnologia”, enfatizou a vice-presidente. Já Thomas Trautmann, da Sales Brain, subiu ao palco ao som da música-tema de Missão Impossível e falou sobre como convencer alguém. Segundo ele, a Sales Brains é uma agência de neuromarketing com um modelo científico de persuasão que pode ajudar as empresas a convencer e conquistar mais clientes. Trautmann destacou a importância de se usar estímulos específicos para alcançar os resultados desejados. “Não use o seu website para dizer o que você vende e sim para mostrar ao cliente o que ele pode ter. O site precisa contar a história certa para o cérebro do seu cliente. Não há decisão sem emoção. A emoção precede a ação”, explicou. O escritor americano e professor de roteiro Robert McKee, foi uma das sensações na ILTM e falou sobre como gerar uma ação através de uma boa história. Nos últimos 30 anos, McKee tem sido mentor de roteiristas, produtores e diretores de todo o mundo. Entre seus ex-alunos há 60 ganhadores do Oscar e 200 premiados no Emmy. “Contar uma história é reunir uma sequência de eventos que pode tornar a vida de outra pessoa melhor. Ou pior. Qualquer estratégia de trabalho tem que ter uma história para contar, porque não existem fatos sobre o futuro. Criatividade é juntar coisas que já existem de um jeito que ninguém pensou antes”, concluiu McKee.

para o mar em Palm Jumeirah está com inauguração prevista para 1º de setembro. O Four Seasons também aposta nos Emirados Árabes e abre seu segundo hotel em Dubai, no International Financial Centre, e estreia em Abu Dhabi, ambos no primeiro semestre de 2016. O grupo inaugura ainda este ano uma unida-

LUXO EM REINOS DISTANTES Grupos hoteleiros fizeram da edição francesa da ILTM um grande palco para promover seus lançamentos recentes e anunciar as novidades previstas para os próximos anos. O Oriente Médio e a Ásia, em particular a China, tiveram grande desta-

que. A rede Mandarin Oriental, por exemplo, tem cinco projetos em andamento na China, incluindo dois em Beijing (um deles no arrojado prédio da TVCC), e confirmou as aberturas do MO Doha, em 2016, e do MO Dubai, em Jumeirah Beach, em 2017. Dubai também receberá uma unidade do grupo Viceroy. O hotel de frente

Anantara Al Jabal Al Akhdar - Omã

de em Kyoto, no Japão. A Aman Resorts também confirmou a abertura de um empreendimento no país. O resort, com abertura prevista para 1º de março, está localizado no parque nacional de Ise Shima, em Honshu. Em Omã, o destaque fica com o Anantara Al Jabal Al Akhar, do Minor > Continua na pág. 20

Suíte do Anantara Al Jabal Al Akhdar

S EM MED O D O T E R R O R IS M O OS ATENTADOS DE 13 DE NOVEMBRO DE 2015 EM PARIS NÃO IMPACTARAM NOS NÚMEROS DE VISITANTES DA ILTM de Cannes. “Reunimos

mais de três mil pessoas de todo o mundo em Cannes. Tivemos apenas 15 cancelamentos depois dos atentados”, revelou a diretora da ILTM Portfolio, Alison Gilmore. Os profissionais presentes disseram se sentir seguros na cidade, assim como em Paris, que muitos visitaram antes do evento. Como foi o caso da diretora de Marketing da Queensberry de São Paulo, Eby Piaskowy, que esteve na cidade luz antes do início da feira. “Senti segurança o tempo todo, inclusive no metrô. Tem um policiamento ostensivo. Fui a uma reunião nas Galeries Lafayette e a loja estava lotada. Entre os nossos passageiros, não tivemos nenhum cancelamento para Paris”, contou. A diretora de Vendas do Plaza

Athénée, da Dorchester Collection, Béatrice David, também esteve em Paris e contou sentir uma felicidade ao passear no mercado de Natal da avenida Champs-Elysées. “Estive lá antes de vir para Cannes e fiquei feliz de constatar que a avenida estava cheia de gente.” Mas o setor sofreu um pouco com essa situação. “Todo mundo sentiu a devastação, mas a ocupação está voltando, ainda que não nos mesmos níveis de antes. Acreditamos na comunidade francesa e em sua capacidade de resiliência”, afirmou o diretor de Marketing do Mandarin Oriental, Michael Hobson. Frederico Fajardo, da Fred Tour, também mostrou-se otimista. “Tivemos alguns cancelamentos nos dias seguintes aos atentados, mas novas reservas já estão sendo feitas. Não tivemos nenhum cancelamento em outras cidades francesas”, completou. A

Visa Turismo também compartilhou de experiência parecida: “Alguns clientes trocaram de país. Mas tive o caso de uma cliente trocar quatro dias de estada em Paris, para nove. Ela achava que após os atentados a cidade seria a mais segura na Europa, por causa do grande número de policiais nas ruas”, contou o proprietário da agência, Flavio Geo. Durante quatro dias, na ILTM Cannes, foram realizadas mais de 60 mil reuniões entre 1,5 mil expositores de 90 países, de grandes redes de hotéis a ilhas particulares, e 1,5 mil compradores — metade deles pela primeira vez na feira — de 78 nações. “A ILTM de 2015 foi definida pela história de sucesso da indústria e serviu como uma plataforma para um número maior de anúncios de novos lançamentos”, afirmou a diretora da ILTM Portfolio, Alison Gilmore. p


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Banyan Tree - Tamouda Bay, com inauguração prevista para abril

Hotel Group. “O resort está à beira de um cânion e a temperatura na região não passa dos 25 graus. É um destino para o ano todo”, afirmou o vice-presidente de Marketing, Comunicação e Relações Públicas, Marion Walsh-Hedouin. Marrocos também chamou a atenção na 14 a edição da ILTM. O grupo indiano Oberoi exibiu seu projeto para 2016 em Marrakech, no Marrocos, onde os menores dos 87 quartos, todos com piscina, terão 200 metros quadrados. A apresentação do presidente do grupo, Kapil Chopra, provocou euforia em uma plateia acostumada com quartos espaçosos. O Oberoi Marrakech será cercado de limoeiros e oliveiras, com vista para a Cordilheira do Atlas. Em 2017, o Ritz-Carlton inaugura em Marrocos, nas cidades Marrakech, Rabat e Tamouda Bay. O Banyan Tree chega antes a Tamouda Bay, em abril, com 92 villas, todas com piscina

novidades na França. A rede assumiu a administração do Hôtel Dieu, em Lyon, e do Grand Hôtel Bordeaux, o principal da cidade, instalado em um prédio do século 18 na Place de la Comedie, em frente à Ópera.

NOS TRÓPICOS

O Brasil também esteve em evidência durante a ILTM Cannes, graças ao novo empreendimento de luxo da Oetker Collection. Prometido para 2017, o Palácio Tangará, localizado no Parque Burle Marx em São Pau-

lo, terá 141 quartos, incluindo 55 suítes, todos com vista para o parque. Além do hotel na capital paulista, o CEO da Oetker Collection, Frank Marrenbach, anunciou um projeto em Nova York, na Madison avenue, com abertura prevista para meados de 2018. Outra novidade importante na hotelaria de luxo na América do Sul é a estreia do grupo americano Viceroy com um hotel em Cartagena, cidade histórica na Colômbia considerada Patrimônio da Humanidade pela

EUROPA

A hotelaria francesa também foi destaque na ILTM. Diversas novidades para o segmento de luxo foram apresentadas aos visitantes. Entre elas, os projetos do novo grupo hoteleiro francês Evok Hôtels Collection, que está com duas inaugurações previstas para 2016 e 2017: o Nijinski, um hotel butique com 45 quartos na avenue de l’Opéra, e o Hotel Kross, que ficará em Trocadéro e terá 59 suítes com design de Philippe Starck. O grupo recém-inaugurou o Hameau de la Volière, na estação de esqui Courchevel, com apenas três chalés de luxo para até 12 pessoas cada. O Barrière também estará na região em breve. O grupo anunciou para o próximo inverno europeu a inauguração do Les Neiges, com 42 quartos e um spa de mil metros quadrados que será o maior da região. O Intercontinental está com duas grandes

Palácio Tangará, em São Paulo, será um hotel a partir de 2017

Unesco. O Convento Obra Pía, do século 17, fica no bairro histórico de Getsemaní e está sendo anunciado como um hotel seis estrelas. Com 102 quartos e mais 15 cabanas nas Islas del Rosario, tem inauguração prevista para 2017. O projeto, em parceria com um grupo de investimentos, está orçado em US$ 50 milhões. No mesmo ano, o Viceroy também chega a Chicago. p

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da ILTM Cannes


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P R E S EN Ç A B R A S IL EIR A

Bruna Dib, diretora de Vendas e Marketing do Txai Resort

Carlos Henrique Abatayguara, diretor da Jet Set

PARA O GERENTE DA ILTM PORTFOLIO, SIMON MAYLE, A ILTM CANNES ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE E RE-

unindo “os melhores entre os melhores”. Os expositores brasileiros estavam em número bem menor do que os compradores, mas mesmo assim com grande representatividade. “Fiquei muito feliz com a presença de 70 das melhores agências do Brasil. Além disso, gostei muito do nível de confiança demonstrada pelas empresas.” Baseado em São Paulo, Mayle conhece de perto as particularidades dos compradores brasileiros. “Eles adoraram descobrir novos produtos de todo o mundo para apresentar aos seus clientes”, disse o gerente. Para os brasileiros presentes na feira, a ILTM Cannes foi um sucesso. A diretora de Marketing da Queensberry de São Paulo, Eby Piaskowy, esteve pela primeira vez no evento e aprovou. “A feira é ótima, os fornecedores são excelentes. Achei muito interessante a oferta de casas para alugar, que é uma tendência no mercado de turismo de luxo. Villas para até 15 pessoas na Provence ou em Saint-Tropez são perfeitas para clientes que realmente querem exclusividade e privacidade”, explicou. O diretor da Fred Tour de Belo Horizonte, Frederico Fajardo, faz parte do comitê de hotéis e resorts da Virtuoso e é um dos muitos que vão à ILTM à procura de novidades na hotelaria, principalmente na Ásia. “Sempre busco o contínuo relacionamento com nossos fornecedores e também o que será lançado para a próxima temporada”, revelou. Segundo o diretor da Visa Turismo, de Belo

Horizonte, Flavio Geo, a ILTM é um celeiro de boas ideias. “Participar desta feira é principalmente uma oportunidade de conectar-se com o melhor do turismo de luxo do mundo. A palavra-chave é relacionamento. Procuro ver as tendências e novidades do mercado.” O diretor contou que encontrou fornecedores que oferecem serviços que impressionam o comprador. “O que mais me chamou atenção foi o hotel Zighy Bay da rede Six Senses em Omã. Você pode fazer o check-in de maneira tradicional ou pulando de parapente de cima de uma falésia em direção à praia onde o hotel está localizado. Ao aterrissar, funcionários já estão à sua espera com toalha aromatizada e taça de champanhe para comemorar o seu check-in triunfal.” Carlos Henrique Abatayguara, diretor da Jet Set, em São Paulo, e representante da cidade de Cannes, também ficou satisfeito com o resultado da feira. “A ILTM é um salão único com muitas oportunidades. Todos os grandes mercados estão presentes e o evento é a maior vitrine do turismo de luxo. Fazer novos contatos, negociar com os principais fornecedores e parceiros, recomendar nossos clientes principais, participar de numerosos eventos com dirigentes e fornecedores do trade, tudo isso é importante para a Jet Set”, explicou.

MOVIMENTOS DA CRISE Para Renato Gagliardi, diretor de Vendas e Marketing do Fasano, a ILTM é uma referência mundial para

o mercado de luxo. “É onde o crème de la crème do trade turístico se encontra. Em Cannes buscamos aprimorar o relacionamento com os principais players do mercado de luxo internacional, chegar a mercados de difícil acesso por conta de barreiras culturais ou geográficas e consolidar o Fasano com a principal marca de luxo da hotelaria brasileira. Sessenta por cento de nossos clientes são internacionais. ” O Txai Resorts, de Itacaré, representado pela diretora de Vendas e Marketing, Bruna Dib, esteve na feira apresentando suas novidades para 2016, ano em que comemora seu 15o aniversario. “Investimos R$ 2 milhões e reformamos 60% dos bangalôs nos últimos seis meses. O restante será renovado este ano”, contou. Segundo Bruna, a ILTM é muito importante para o empreendimento, pois a maioria de seus clientes vem de outros países como França, Portugal e Estados Unidos. Com a alta do dólar, houve um aumento no número de turistas brasileiros, que, segundo a diretora de Vendas e Marketing, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília são os principais emissores. Falando em crise, Renato Gagliardi, do Fasano, acrescentou que “toda crise traz consigo um movimento diferente e inesperado. Algumas vezes o impacto é negativo, mas em outras traz benefícios. A crise atual teve um pouco dos dois. Como redobramos a atenção para lidar com o impacto negativo, acabamos conquistando novos mercados, que talvez não tivessem sido descobertos em outras circunstâncias”. Entre os compradores brasileiros,

há algum consenso de que a crise atrapalhou, mas o impacto no mercado de viagens de luxo foi bem menor do que no turismo em geral. “A crise afetou o turismo de luxo, sim, mas em uma esfera menor. O que mais segura o cliente é a instabilidade do dólar. O número de turistas brasileiros diminuiu nas principais redes de hotéis de luxo, mas o valor médio da diária nas reservas provenientes do Brasil subiu em todos os grupos hoteleiros de luxo”, destacou Fajardo. Eby Piaskowy concorda que a oscilação do dólar é pior para o mercado de viagens de luxo do que o dólar alto. “O passageiro high end se organiza se tiver um valor definido. Se for necessário, ele diminui um pouco o número de dias, faz um ajuste ou outro. Mas não deixa de viajar”. Abatayguara tem opinião parecida: “a crise brasileira teve impacto no mercado de viagens principalmente por causa da desvalorização da moeda e das incertezas políticas. Mas no segmento de luxo o impacto é menor. Existem atenuantes como as muitas promoções de companhias aéreas e hotéis. Os clientes reduzem alguns custos e se adaptam. Nós os ajudamos a buscar soluções criativas”. Para Flavio Geo a crise afeta principalmente as reservas de longo prazo. “Já era uma tendência do brasileiro que consome viagens de luxo se programar com mais antecedência, pois nesta área os detalhes são essenciais. Diante de um cenário instável, as pessoas tendem a esperar para decidir. As viagens de luxo continuam, apenas são definidas mais em cima da hora”, comentou. p


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Hotelaria

Romantismo

à beira mar

Os resorts do grupo Sandals estão localizados nos melhores destinos do Caribe

Há 19 anos consecutivos, o Sandals Resorts é eleito o Melhor Resort All Inclusive do Mundo pelo World Travel Awards. A premiação é resultado do serviço e qualidade oferecida pelos resorts do grupo. Ao todo são 15 resorts localizados em destinos do Caribe — Jamaica, St. Lucia, Antigua & Barbuda, Bahamas, Barbados e Granada — e todas as unidades são exclusivas para casais. Com um ambiente extremamente romântico, a rede oferece o Luxury Included, um serviço com tudo incluído e de qualidade única.

O hóspede tem a sua disposição café da manhã, almoço, lanche e jantar em 16 restaurantes gourmet temáticos, bebidas Premium internacionais e vinhos engarrafados com exclusividade para o Sandals por Robert Mondavi Twin Oaks, disponíveis em 12 bares, incluindo o bar molhado da piscina. É possível também acrescentar serviço de mordomo privado e optar por suítes com piscina particular. Outra característica que eleva o Sandals ao topo da categoria são suas acomodações. O empreendimento oferece quartos e suítes com cama king size, banheiro com jacuzzi e sala de estar incorporada. Todos

possuem vista para o mar do Caribe e para os exóticos jardins tropicais que rodeiam o hotel, mini bar abastecido, serviço de quarto 24 horas e wi-fi grátis. Todas as atividades durante o dia também estão incluídas e vão desde esportes aquáticos não motorizados, como esqui aquático e mergulho de profundidade para mergulhadores certificados, até clínicas de golfe com green fee ilimitado nos campos da Jamaica e St. Lucia. Assim como completo programa de entretenimento noturno. Ao reservar um quarto Sandals, os hóspedes têm a certeza de viajarem com todos os gastos cobertos e toda


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Os resorts são exclusivos para casais e oferecem serviço Luxury Included

a segurança e comodidade, já que as gorjetas estão incluídas e os adicionais são mínimos e se limitam a algum tratamento de beleza do Red Lane Spa, existente em todos os resorts.

HOTEL DESTAQUE Todos os resorts estão localizados nas melhores praias do Caribe e oferecem experiência de ilha privativa em Nassau, nas Bahamas, e Montego Bay, na Jamaica. O grupo oferece traslado entre o aeroporto e o hotel em todas as ilhas, com pessoal especializado para recebê-los no desembarque. O Sandals Grande Antigua Resort & Spa tem sido premiado como o Hotel Mais Romântico do Mundo pelo World Travel Awards por sua espetacular praia de areias brancas e mar cristalino com vários tons turquesas, sua exuberante vegetação, variedade de acomodações, a Villa Caribeña com um ambiente autentico do Caribe de luxo, e a nova Villa Mediterrânea só com suítes. Suas propriedades com suítes com piscina privativa merecem um destaque especial, como o Sandals La Toc St. Lucia. Também na Jamaica, em Sandals Negril e Sandals Royal Caribbean, estão disponíveis as luxuosas River Suites, e os Sandals Grande Antigua, Sandals Grande St Lucian e Sandals La Source Granada contam com as exclusivas Luxury Beachfront Rondoval Suites. p

INFORMAÇÕES Para saber mais sobre os hotéis Sandals, visite: www.sandalsresorts.com.br

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As suítes são equipadas com camas king size, sala incorporada e banheiro com jacuzi


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Ir a lugares > Henrique Santiago — Nova York (Estados Unidos)

juntos

A companhia voa com o A350 para Cingapura, Alemanha e Emirados Árabes

Em pleno auge da “guerra de céus abertos” entre Estados Unidos e Oriente Médio, o que a Qatar Airways pretende fazer em Nova York? A resposta é clara: mostrar o seu bom momento e indicar que 2016 será ainda melhor que 2015. Com todo luxo e mimos permitidos, o CEO do Grupo Qatar Airways, Akbar Al Baker desembarcou na cidade que nunca dorme no mês passado, após a chegada do Airbus 350 XWB, para apresentar a nova campanha de marca global à imprensa mundial. O Jornal PANROTAS foi o único veículo brasileiro presente na ocasião.

O conceito da nova empreitada é simples. Com a troca do antigo slogan World’s Five Star Airline (em português, companhia aérea cinco estrelas do mundo) por Going Places Together (indo a lugares juntos, em tradução livre), a companhia aérea carrega o simbolismo de conectar seus passageiros em qualquer destino operado. São Paulo? Marrocos? Vietnã? Eles estarão lá. “Esta campanha é sobre a vinda da maturidade para nós. Dar uma vida própria com um futuro que floresce em um tesouro todo dia. É sobre ir a lugares, literalmente e figurativamente”, resumiu.


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Em primeira-mão, Al Baker divulgou o vídeo de um minuto da ação, que tem como personagens as cidades de Nova York, Paris o estádio Camp Nou e figuras como o chef Nobu Matsuhisa e o atleta Neymar, do Barcelona, clube patrocinado pela aérea. Ao sair do discurso engessado, o executivo se destaca. Mais à vontade, ele aceita falar sobre quase tudo. Se a Qatar vai investir em novos voos, Al Baker já responde. “Antes de tudo, não falamos da nossa expansão de negócios. Mantemos tudo muito próximo de nós”, adiantou. Mas o dirigente gosta de deixar ao menos um aperitivo do que a empresa pretende fazer em nível mundial. A chegada do A320neo este ano é considerada uma ótima notícia, novas rotas na Índia são possíveis e o Brasil, claro, não poderia ficar de fora. “Nós vamos anunciar Rio de Janeiro em um futuro não muito distante”, revelou. Além disso, o voo para São Paulo deverá ser operado em dois anos com o A350-1000 em substituição ao B777-200ER.

QATAR vs. AMERICANAS Com escritório estabelecido em Nova York há cerca de quatro meses, a Qatar deixou a base em Washington DC para se aproximar das três grandes rivais norte-americanas, American, Delta e United. No mesmo dia do lançamento da campanha, a Delta anunciou a classe Premium Economy, com assentos mais espaçosos e confortáveis entre a executiva e econômica, para voos de longa duração. A resposta foi direta e reta. “Nosso produto econômico é tão bom que não temos que ‘educar’ as pessoas a pagarem mais”, disse, arrancando risos dos convidados. Embora tenha concorrência, ainda que saudável com Etihad e Emirates, Al Baker parte em defesa das companhias aéreas do Oriente Médio frente às norte-americanas. Após a Delta (novamente ela) anunciar em outubro passado o encerramento da rota para Dubai e culpar as três árabes por “concorrência desleal e possíveis incentivos dos governos locais”, Al Baker desenrolou uma longa discussão. > Continua na pág. 26

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Com humor afiado, Akbar Al Baker conduziu a coletiva de imprensa mundial


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GI G A N T E A QATAR AIRWAYS SEMPRE ESTÁ PREPARADA PARA SURPREENDER SEU PASSAGEIRO. APÓS O A350 DECOLAR

em Nova York depois de quinze horas desde Doha, a companhia abriu as portas da aeronave com exclusividade ao Jornal PANROTAS. Distribuído em duas classes, a Business Class com 36 assentos e Economy Class, 247 -, o avião surpreende pelo conforto e espaço oferecido aos clientes. Na primeira, configurado em 1-2-1, a cama-poltrona de é totalmente plana.

Business Class com configuração 1-2-1

Almofadas, travesseiros e outros mimos estão disponíveis ao passageiro que, entre uma hora e outra, pode se distrair com mais de duas mil opções de entretenimento em uma tela HD de 17 polegadas. Os passageiros da business são presenteados com um kit de amenities da Giorgio Armani. Champanhe, doces e frutas são servidos antes das refeições. Na econômica, com assentos dispostos na configuração 3-3-3, cada poltrona tem um espaço de 45 centímetros de largura. O passageiro recebe

Vista da classe econômica

Visão geral da Business Class

Ele, aliás, se preparou para isso. Segundo o executivo, apenas 30% das rotas de uma transportadora são lucrativas, 40% são estáveis e os 30% restantes trazem prejuízo. “A Delta não teria os altos lucros que tem se alguma companhia do Golfo e estivesse enfraquecendo. O que eles querem é não ter concorrência e privar o público americano do serviço que oferecemos. Eles só vão operar em destinos onde lucrarem”, criticou.

um kit, mais modesto, com almofada e cobertor. O entretenimento de bordo tem telas menores, de 10,6 polegadas. Até os mínimos detalhes foram pensados para oferecer uma experiência inesquecível ao passageiro: o ar-condicionado solta jatos suaves que, diferente do habitual, não resseca a pele durante o voo. As crianças que enjoarem da tecnologia têm a possibilidade de brincar com revistas para pintar e jogos, como Twister e Monopoly.p

As amenities são Giorgio Armani

As crianças têm diversão garantida com jogos e revistas para brincarem “à moda antiga”

CONTRA-ATAQUE

Al Baker desceu de seu púlpito e mostrou seus argumentos em dados reforçados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). De acordo com os números da entidade, o Grupo Lufthansa, parceiro estratégico da United, é responsável por 7% do tráfego aéreo mundial, enquanto Qatar, Etihad e Emirates somam, juntas, menos de 3%. Ao reagir aos

frequentes ataques e às críticas das norte-americanas, o manda-chuva da Qatar foi ainda mais ácido. Ele afirma que 49% de todo o lucro das companhias internacionais é obtido por American, Delta e United. “O que mais eles querem? Se eu estiver errado, eu estou preparado para encarar Anderson [Richard, CEO da Delta] cara a cara e vou encurralá-lo na parede”, disse para, novamente, arrancar gargalhadas.

O bom humor do dirigente não é à toa. A Qatar se firmou como uma das empresas aéreas que mais prezam pelo serviço e qualidade no atendimento ao viajante. A novidade mais recente foi a inclusão de wi-fi gratuito em toda sua frota. O que virá em 2016 apenas Akbar Al Baker poderá dizer. p

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Qatar Airways, com proteção GTA


ESPECIAL PANROTAS

VIAGENS DE LUXO

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27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Cruzeiros fluviais

A bordo:

requinte e exclusividade

Experiência de rei e rainha nos rios europeus

A Uniworld Boutique River Cruises, empresa do grupo The Travel Corporation e eleita a única companhia de cruzeiros fluviais butique do mundo, anunciou o lançamento de duas novas saídas de cruzeiros temáticos na Europa: o The Monarch Collection, que leva o hóspede a explorar o legendário estilo de vida da aristocracia europeia, e o Connoisseur Collection, roteiro pelos rios franceses explorando a culinária local.

S.S. Catherine — o navio que faz o roteiro Burgundy & Provence

O roteiro The Monarch Collection proporciona ao viajante a oportunidade de desfrutar de vivências dignas do melhor da aristocracia europeia. Entre as experiências oferecidas está a visita privativa ao Haras Royal Lipizzan Stallions e à Spanish Riding School e ao Castelo de Hofburg, todos em Viena. Os hóspedes serão recepcionados com um coquetel de boas-vindas no Castelo de Artstetten,também na Áustria, com a presença da princesa Anita Von Hohenberg, além de assistirem a concertos exclusivos. A bordo, os cruzeiristas poderão acompanhar um concerto de piano e participar de jantares temáticos e workshop de pâtisserie. São dois circuitos, o European Jewels, que navegará entre Budapeste e Amsterdã por 15 dias, e o Enchanting Danube, entre Budapeste e Passau (Alemanha), com duração de oito dias. As saídas acontecem entre junho e agosto de 2016. Já os roteiros da coleção Connoisseur proporcionam aos hóspedes a oportunidade de degustar os tradicionais sabores da culinária francesa e, em alguns momentos, colocar, literalmente, a mão na massa.

Amantes do idioma francês e enófilos desfrutarão de diversas atividades em terra conforme o itinerário escolhido. Entre as possibilidades, degustações de chocolates e vinhos, workshop culinário e chá da tarde especial no Instituto Paul Bocuse. Outros destaques da viagem incluem degustações de maçãs, queijos, cidras e calvados em uma fazenda local, prova de conhaque Rémy Martin e caça às trufas. Os clientes podem optar entre os roteiros Paris & Normandie, com saída e retorno a Paris, e o Bordeaux, Vineyards & Châteaux, de e para Bordeaux, ambos com datas entre junho e agosto, ou ainda o Burgundy & Provence, de Avignon para Lyon, saindo entre junho e julho; todos com duração de oito dias. Além da possibilidade da combinação com os cruzeiros A Portrait of Majestic France, de Paris para Bordeaux, e o Grand France, de Paris para Avignon, os dois com 15 dias de duração.

INFORMAÇÕES Para conhecer os roteiros com detalhes e obter mais informações, visite: www.uniworldcruises.com.br


ESPECIAL PANROTAS

27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

UM CASTELO

S OB R E A Á GUA CONSIDERADA A EMBARCAÇÃO MAIS AMBICIOSA DA UNIWORLD, O SS MARIA THERESA FOI

inspirado na arquiduquesa e imperatriz da Áustria, de mesmo nome, que reinou como a única governante feminina da dinastia Habsburg entre 1740-1780. A equipe de design se inspirou no período barroco, no qual a imperatriz se destacou, com o objetvido de oferecer a cada convidado a experiância de estar em um castelo barroco do século 18. Por todo o navio, as cores azul royal, ouro antigo e tons de cores branca e cinza, que eram populares nos séculos 17, são abundantes. Além destas cores, paredes cobertas de seda, antigos painéis de madeira branca, colunas esculpidas com ouro de 22 quilates e peças de mobiliário personalizadas, feitas por artesões, pintores e ceramistas qualificados, são encontradas em toda a embarcação. Com 64 cabines, dez suítes e uma Royal Suíte, o SS Maria Theresa garante uma atmosfera intimista e confortável, com capacidade máxima de 150 convidados e 57 membros da tripulação. Cada habitação foi projetada com os padrões mais exigentes, no estilo da Uniworld, e as suítes são decoradas com tapetes artesanais, mobiliário antigo, obras de arte originais, camas feitas sob medida e decoradas com as melhores roupas de cama. Os banheiros possuem banheiras em mármore e são abastecidos com os melhores produtos para o corpo. Quanto à tecnologia, o navio conta com iluminação controlada por teclado e novos televisores ocultos-espelhados. As áreas públicas incluem o salão Habsburg, onde os hóspedes podem relaxar lendo um livro ou des-

frutar de um chá da tarde, o autêntico Café Vienense, que serve especialidades locais, e o elegante Bar Leopard. O navio ainda conta com o Cinema Lipizzan, com namoradeiras de veludo azul, um centro de fitness bem equipado, piscina e o Serenity River Spa. p

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VIAGENS DE LUXO


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SurFACE

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Mudanças

Recuperação e reestruturação

O governo português está tentado negociar a recuperação majoritária do capital da Tap. O ministro do Planejamento e das Infraestruturas de Portugal, Pedro Marques, disse ao Parlamento que o governo admite dividir a gestão da Tap com o consórcio Atlantic Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, que adquiriu 61% da empresa em 2015. Após a privatização, a companhia anunciou a criação da Tap Express, empresa que substitui a PGA, e que entrará em operação no dia 27 de março. Na última semana a companhia portuguesa anunciou também o cancelamento da rota Manaus-Lisboa, mantendo, porém, a ligação com o Pará. O serviço para a capital paraense agora será direto na ida e na volta. Ambas as ações serão válidas a partir de 5 de março. A Azul Linhas Aéreas irá suprir a demanda com seu voo entre Manaus e Belém.

A 44ª edição da Feira da Abav, que seria realizada no Anhembi, em São Paulo, de 28 a 30 de setembro, foi transferida este ano para o Expo Center Norte. Segundo a entidade, o motivo principal são as obras e melhorias que ainda estarão sendo feitas no Anhembi em 2016. Em 2015, uma das principais reclamações dos participantes do evento foi o calor no Anhembi, que fez diversas pessoas passarem mal. O contrato da Abav com o Anhembi ia até 2017 e com a mudança, foi estendido até 2018, ou seja, a feira volta ao espaço em 2017 e 2018.

Edmar Bull, presidente da Abav Nacional David Neeleman, da Azul, e o ministro do Planejamento e das Infraestruturas de Portugal, Pedro Marques

Voos liberados

Acordo firmado

A Anac derrubou em 8 de dezembro a restrição que tinha desde 2007 que limitava a uma distância de 1,5 mil quilômetros os voos a partir do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida havia sido criada logo após o acidente da Tam naquele aeroporto, com o objetivo de reduzir a quantidade de operações locais. A revogação foi determinada pela ausência de motivação técnica ou econômica para manutenção dessa restrição e com o objetivo de flexibilizar as operações regulares neste aeroporto. Com isso, as companhias já começam a anunciar novos voos a partir de Congonhas. A primeira delas foi a Avianca Brasil, que vai oferecer um voo direto para Fortaleza. A Azul terá voos para Salvador, Porto Seguro, Recife, Maceió e Natal; a Gol também voará para Recife e a Tam disse que está atenta à mudança da distância e avaliando as possibilidades e necessidades de novas operações no aeroporto paulista

O Grupo Latam Airlines anunciou a assinatura de um acordo para JointVenture Comercial com a American Airlines e com o International Airlines Group (IAG), das empresas British Airways e Iberia. Em uma implementação gradual, serão entregues importantes benefícios para os clientes do Grupo Latam e de suas subsidiárias. Acesso a uma rede de mais de 420 destinos para a Latam (Europa, Estados Unidos, Canadá e América do Sul), melhores tempos de conexão, maior oferta de assentos, grande potencial de desenvolvimento de novas rotas e mais voos diretos a destinos novos ou já operados pelo grupo, são alguns exemplos citados. O acordo permitirá fortalecer o projeto do hub no Nordeste do Brasil, oferecendo grandes oportunidades para a parceria com a American Airlines e o IAG. Ambos os contratos estão sujeitos às aprovações das autoridades regulatórias competentes nos diferentes países. Cada companhia continuará com suas operações de forma independente e manterá o controle de cada um de seus voos; os acordos não implicam em mudanças na propriedade ou administração das empresas envolvidas.

Ponto a ponto  Abav-RS reduziu o valor da mensalidade dos associados em 48% no primeiro semestre. Abertas as inscrições para 39ª Aviesp Expo, que acontece 8 e 9 de abril em Campinas (SP).  Enrique e Ignacio Cueto, presidentes da Latam e Lan

Consultoria especializada

Com base em sua experiência profissional, conhecimento de mercado e formação acadêmica, Wilson Silva (foto) anunciou a criação da Travel Marketing Consultoria Especializada em Turismo. A empresa será responsável pela gestão de redes sociais, criação de sites e consultorias específicas do setor. A recém-contratada para compor a equipe é Rosana Marcico, que atuou por 20 anos na Gapnet (juntamente com Wilson). O site da empresa é www.travelmarketing. tur.br. Wilson atende através dos e-mails wilson.silva@travelmarketing. tur.br, atendimento@travelmarketing. tur.br e Rosana no rosana.marcico@ travelmarketing.tur.br.

Filial paulistana Com sete anos de atuação em Curitiba, a Stabia Viagens Turismo chega à capital paulista. A TMC anunciou a abertura de uma nova unidade em São Paulo. O escritório, sediado no bairro do Ipiranga, será comandado por Ricardo Astorino, profissional com mais de 30 anos de atuação no mercado paulista. Anote o endereço da nova filial da Stabia Viagens e Turismo: av. Nazaré, 1139 cj 2013 – Ipiranga. Contatos: (11) 2609-6099 e (11) 99962-0849 – ricardo.astorino@stabia.com.br.

Armadora

A Discover Cruises contratou Monica Ceola para ser a representante de vendas da empresa no Estado de São Paulo. Com experiência em operadoras (Sakura Tur, Ancoradouro Viagens e Bon Voyage Tur, entre outras), Monica Ceola atuará na capital paulistana e nas principais cidades do interior. A Discover Cruises representa com exclusividades para todo o Brasil as empresas Princess Cruises, Cunard Line e Holland America. Os contatos da nova executiva são: (11) 4063-0754 (11) 98459-2626 e vendassp@ discovercruises.com.br.


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De volta

27 de janeiro a 2 de fevereiro 2016 JORNAL PANROTAS

Menos de um mês após sua saída da Air Tkt, a Esferatur voltou à entidade. O presidente da Air Tkt, Rui Alves, chamou Carlos Vazquez, da Esferatur, para uma conversa e ficou acertada a volta da consolidadora ao grupo. Em comunicado oficial, a Air Tkt disse que foram “férias que serviram para que todos nós repensássemos um pouco nossos objetivos, como pretendemos atingi-los, quais as melhores estratégias, e aproveitamos para revisar juntos alguns pontos que eram necessários”. Com o retorno da Esferatur, a entidade volta a ter 11 associados: Ancoradouro, BRT, CNT, Confiança, Esferatur, Flytour, Gapnet, LTS, PVT, Rextur Advance e Tyller.

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Carlos Vazquez, da Esferatur, e Rui Alves, da Gapnet


Aviação

Uma nova era ISELLA COSTANTINI (FOTO) DESEMBARCOU DE MANEIRA CONCILIADORA NO CARGO máximo da Aerolíneas Argentinas. Falou de unidade, rechaçou a “caça às bruxas” e levantou um objetivo central: que a empresa seja economicamente autossustentável. Muitos imaginaram, com ou sem razão, que seria como o “Dia D” da Segunda Guerra Mundial. Espetacular e, acima de tudo, cheio de baixas. Porém, a chegada de Isela Costantini na presidência executiva da Aerolíneas Argentinas teve uma mensagem conciliadora e pacificadora. A executiva, nascida em São Paulo e ex-CEO da General Motors Argentina, falou essencialmente de duas questões em seu primeiro encontro com o nível mais alto da companhia. Por um lado, prometeu que não haverá uma “caça às bruxas indiscriminada” e pediu unidade; por outro, fixou como objetivo futuro alcançar a sustentabilidade econômica. A meta é que Aerolíneas possa se sustentar por si mesma, sem depender de recursos do Estado. Para o “como”, terá que esperar cerca de 45 dias, que é o prazo que a própria Costantini se deu para elaborar e apresentar um plano de ação. Segundo o último

A brasileira Isella Costantini assumiu o cargo máximo da comapanhia argentina

Plano de Negócios da aérea, calculam-se perdas de US$ 160 milhões para 2015 e de US$ 44 milhões para o presente ano. Os benefícios só chegarão em 2017 e por US$ 39 milhões. Claro que qualquer modificação que se faça pode alterar as cifras e todos os especialistas concluem que é preciso esperar um prazo não menor

que oito meses para qualquer medida que possa ter sua correlação e impacto nos números da empresa. De fato, o cenário já mudou, pois, embora a companhia venha se beneficiando parcialmente com a queda do preço do combustível de aviação, a desvalorização local de 40% determinou que seus custos em dólares (muitos e muito impor-

tantes em qualquer companhia) disparassem, sendo em que a maior parte da receita da empresa é em peso. Para que deve ser adicionado, em um contexto recessivo, tarifas de serviços públicos e o preço do combustível aumentando, uma possível queda nas vendas e os ingressos em geral. Voltando à questão de estrutura, no momento e após a reunião com os gerentes, a nova executiva organizou uma série de visitas à empresa para conhecê-la. A mudança de gerentes foi feita em um ritmo e volume muito menor do que esperado. Para as chegadas já confirmadas, Diego García como gerente comercial, Daniel Maggi como gerentes de Recursos Humanos e de Diego Sanguinetti como gerente de Planejamento Estratégico e Operacional, que se juntou a Pablo Miedziak, gerente Econômico-Financeiro (que ocupava, anteriormente, o mesmo posto no grupo hoteleiro Starwood). Mas em paralelo e após a realização de reuniões com a nova diretoria, se confirmou a continuidade de Nicolás Sykes como secretário geral e responsável por assuntos jurídicos e regulatórios; Álvaro Fránces, gerente da área Técnico-Operacional e de Daniel Méndez, na área de Relações Institucionais. p


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27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016 PANROTAS CORPORATIVO

Flashes no tabuleiro Xadrez, pôquer ou tênis são jogos que pedem concentração, foco e estratégia definida. Por analogia, talvez o momento da indústria de viagens no seu todo e das agências corporativas, onde atuamos, requeira uma taxa adicional de reflexão, de visão analítica do cenário e discernimento para interpretar sinais. E, também, fortalecimento de vínculos corporativos, parcerias estratégicas e capacidade articuladora. Parece que o lance é jogar com um olho no peixe, outro no gato. Flash 1: detectamos, entre outubro e novembro de 2015, recuo de 7,3% nas transações aéreas domésticas e uma queda ainda maior – 10% – no volume faturado. No próximo dia 28 vamos divulgar a consolidação dos dados anualizados. À baixa registrada nas aéreas na pesquisa extraordinária da Abracorp entre outubro e novembro/2015, soma-se o prejuízo contábil de quase R$ 5 bilhões das quatro maiores companhias aéreas com voos regulares no Brasil (Avianca, Azul, Gol e Latam). Calcula-se que as aéreas acumulam prejuízos da ordem de R$ 13 bilhões, nos últimos 13 anos. E também se sabe que pleiteiam redução da carga tributária e política de preços menos escorchantes do querosene de aviação – sem sucesso. Não se trata de turbulência imaginária nem secundária: a movimentação aérea repre-

senta 70% do faturamento das agências associadas Abracorp. Daí nossa preocupação com nossos fornecedores. Flash 2: estreitamos o foco para o desenho de estagnação econômica que recobre o Brasil de norte a sul, em todos os setores produtivos. Aperto generalizado impele as práticas leoninas e até mesmo predatórias no âmbito do mercado como um todo. No setor de viagens corporativas, despontam casos preocupantes de imposição de prazos de pagamento. Mas como? Hoje, as agências de viagens corporativas dão prazos que seguem determinações dos próprios fornecedores, a exemplo da Iata/BSP: entre o Nacional e Internacional o prazo médio é de dez dias fora a semana, na forma de pagamento faturado. Pressão por prazos mais elásticos é sinal de alerta — configura carência. O fato é que não cabe à agência de viagens atuar como financiadora do cliente, dispondo de um fôlego que nem os fornecedores possuem – ainda mais num ambiente econômico com taxa de juros beirando os 15%. Flash 3: trazemos o foco para as agências Abracorp e para os pontos que as tornam distintas no mercado de viagens corporativas. Notamos capacitação permanente de profissionais e aquisição de tecnologia de ponta. Atendimento pleno ao cliente, numa perspectiva de relação de longo

prazo. Reservas e emissões eletrônicas de passagens aéreas, hotelaria, locação de automóveis, pacotes marítimos, seguros, gestão e consultoria em viagens – em âmbito nacional e internacional. Oferecem processamento de faturamento eletrônico; elaboração de relatórios de performance parametrizados e adaptados ao perfil do cliente; serviços de assistência no embarque/desembarque e de documentação. Câmbio, organização e gestão de eventos e viagens de incentivo. Centrais de atendimento 24 horas. Consultores especializados em atendimento bilíngue e vip. E, acima de tudo, a gestão da conta. Flash 4: o leque de serviços ofertado pelas agências Abracorp acaba de agregar mais um item, por conta da parceria que a entidade estabeleceu com a Glaxo Smith Kline, companhia farmacêutica multinacional britânica. Sediada em Londres, oferece produtos biológicos, curativos, nutracêuticos e vacinas. Por meio do acordo, as associadas Abracorp passam a contar com orientação balizada sobre quais vacinas são obrigatórias e recomendáveis a quem viaja a negócios para as diferentes regiões do mundo. Tudo isso tem peso e conta muito. Hoje, verifica-se não só jogo duro quanto a prazos, mas também a preços. As agências Abracorp tem lastro e qualidade de serviços. Operam

Rubens Schwartzmann é presidente do Conselhor da Abracorp sob a melhor governança. Qualidade profissional e tecnologia avançada significam valor agregado valioso na oferta de serviços. Investem em business intelligence, o que permite leituras e percepções mais acuradas, antevisão e controle melhor referenciado. O jogo continua.


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS Edição 1 – 27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016

w w w. a l a g e v. o r g

Parte integrante do Jornal PANROTAS

MANTENEDORES ALAGEV

Pauta para 2016 PARA INAUGURAR O ESPAÇO DA ALAGEV NO JORNAL PANROTAS, COM ESSAS TRÊS PÁGINAS DE O GESTOR, TRAZEMOS UM OVERVIEW DOS OITO COMITÊS DE TRABALHO DA ENTIDADE (HÁ MAIS UM NA ARGENTINA). EM QUE VÃO FOCAR? QUAIS AS PRIORIDADES E URGÊNCIAS? DE QUE OS COORDENADORES PRECISAM E COMO AJUDÁ-LOS? CONFIRA A SEGUIR.

1 - Comitê de Aviação (CA) Representante: Carolina Oricchio (carolinaoricchio@flysaa.com) O objetivo do Comitê de Aviação para 2016 é “aprofundar a discussão de temas importantes e buscar difundir melhores práticas no mercado de viagens corporativas, sempre visando aprimorar o relacionamento entre as agências de viagens, empresas e companhias aéreas” As principais discussões e ações incluem: a relação entre custo x benefício nas companhias aéreas; inovações tecnológicas na aviação; como conhecer o perfil dos seus viajantes pode reduzir o impacto dos custos das viagens da sua empresa; e uma pesquisa com clientes associados, direcionada aos passageiros, para mensurar índice de satisfação, além de relacionar pontos positivos e negativos da infraestrutura e serviços prestados nos aeroportos do Brasil. “É nosso desejo estarmos mais próximos dos demais comitês, para compreendermos melhor suas necessidades e contribuir para a evolução e profissionalização do setor”, afirma Carolina.

2 - Comitê de Executivos de Viagens (CE30, que reúne gestores de viagens) Representante: Paula Cardoso (paula.frigo@capgemini.com) O CE30, comitê que originou a entidade, ainda com o nome de Gev e depois ABGev, vai focar em pesquisas este ano, sejam novas ou atualizações. Alguns temas dessas pesquisas incluem a consolidação de estatísticas que orientem a indústria, a evolução das políticas de viagens, ARN/tarifa média na hotelaria, os desafios e oportunidades para a carreira como gestor de viagens e analisar as medidas para viagens corporativas durante a Olimpíada. O comitê promete ainda analisar e divulgar cases de melhores práticas, como o de controle de fraudes (Tractabel Energia) e o de gestão de risco/ISOS (Capgemini Brasil), e ainda sobre metodologia de savings. O CE30 pretende também atualizar o Manual do Viajante Corporativo e a descrição do cargo de gestor de viagens.


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS

3 - Comitê de Gestores de Eventos (CEV)

5 - Comitê de Incentivos (CIN) Representante: Eliane Taunay

(eliane@thecollectiondestinations.com)

Representante: Erick Sagioma (erick.sagioma@pfizer.com) “Para 2016, teremos um cenário bastante desafiador para mantermos a viabilidade das implementações das ações esperadas e das expectativas geradas em termos de custos”, diz Erick Sagioma. Alguns assuntos do passado serão retomados pelo comitê, segundo ele, como, por exemplo, a discussão sobre a precificação dos serviços de agências de logística, com foco nos modelos de contratação, perfil dos fornecedores e novidades no mercado. “Também nesta linha de otimização de recursos, trataremos das novidades em termos de tecnologia para as reuniões virtuais e os possíveis benefícios deste modelo”. As questões de segurança nos serviços contratados para um evento também terão destaque nas discussões desse comitê. “Este é um tópico que vem ganhando bastante espaço e ainda é muito pouco explorado em toda sua abrangência”, finaliza Sagioma.

4 - Comitê de Hotelaria (CH) Representante: Rodrigo Tort

O Planejamento 2016 do CIN inclui ações para desenvolvimento de boas práticas com gestores de eventos e incentivos, a realização de um Workshop de Incentivos para capacitar o cliente final e a agência e o desenvolvimento de pesquisas junto a associações profissionais de eventos e incentivos.

6 - Comitê de Tecnologia & Inovação (CTI) Representante: Aoron Beyer (aoron.beyer@benner.com)

(rtort@transamerica.com.br) Em 2016 o principal objetivo do Comitê de Hotelaria é ampliar sua visibilidade junto aos demais comitês e com o mercado, por meio de um contato mais próximo, identificando necessidades e assuntos que poderão ser trabalhados com base nas boas práticas da indústria. Duas ações prioritárias do CH serão: conduzir pesquisa junto ao CEV e CLE para identificar o comportamento de compras e ferramentas utilizadas na contratação de eventos; e apresentação do Workshop de Hotelaria desenvolvido para o CE30.

“A pauta do CTI em 2016 explorará vários temas de interesse do mercado de viagens corporativas”, garante Aoron Beyer. Os temas relacionados à distribuição, “antigos, mas sempre novos serão explorados”, garante ele. Por exemplo, o NDC não mais como tendência, mas já como realidade, será rediscutido. “Iniciamos em 2015 e continuaremos em 2016 a trabalhar na elaboração de alguns índices que poderão ser usados para comparações deste mercado: percentual de adoção on-line, antecedência de compra e compliance com as políticas de viagens. Beyer anunciou ainda que o CTI trabalhará em uma pesquisa no CE30, comparando os dados com as estatísticas da Abracorp e “gerando uma discussão a respeito”. Os meios de pagamento, principalmente para terrestre, também serão tema de discussão. Segundo o executivo, as principais interações desse comitê são com o CE30 e o CEV, “mas haverá discussão com outros comitês também”. “Discutiremos, logo no início do ano, com o CAC (Comitê de Agências Corporativas) qual o papel das agências de viagens frente ao novo mercado”.


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS

7 - Comitê de 8 - Comitê de Agências de Viagens Logística de Corporativas (CAC) Eventos (CLE) Representante: Patrick Tytgadt

Representante: João Paulo Floriano

(patrickt@uniglobemegtur.com.br)

(joaopaulo@royalpalm.com.br)

Algumas das atividades previstas pelo CAC incluem a organização de um workshop, a capacitação de consultores para melhoria de atendimento e mais debates e pesquisa sobre expense management. Uma pesquisa compartilhada com outros comitês também está em pauta.

O comitê promete abranger muitos temas nas discussões e ações para este ano: meios de pagamentos; atualizações e manual de boas práticas; Olimpíada no Rio de Janeiro; RFP para eventos: novas ferramentas e negociações; experiências e tendências em Mice; fusões de empresas: tendência de mercado? O que muda na gestão dos eventos?; integração da área de viagens, eventos e compras dentro de grandes corporações; e apps e as novas tendências de interação por meio da tecnologia.

Na Argentina (CIV)

O Comité de la Industria de Viajes (CIV) é o único comitê da Argentina. Ele também tem uma característica especial por ser misto, ou seja, tem tanto clientes (gestores de viagens) como fornecedores. Entre as

ações mais importantes para 2016 estão o fortalecimento do grupo, com maior número de empresas participantes e a continuidade nas ações de benchmarking, onde os gestores apresentarão em cada reunião o processo de gestão nas suas empresas, e a realização de workshops segmentados para capacitação e profissionalização do mercado. O CIV se encontra a cada 45 dias.

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Jornal PANROTAS 1202  

Continua valendo a excelência nos serviços, a exclusividade e a experiência incrível... mas tudo isso agora acompanhado da arte de contar hi...

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